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27/04/23, 19:02 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 1/82 Anatomia e Patologia Prof.ª Debbie Gouveia Descrição Conhecimento da anatomia radiográfica dos elementos dentários, dos maxilares e craniofaciais com objetivo de embasar a necessária diferenciação da normalidade fisiológica e as alterações patológicas nas imagens radiográficas. Propósito Conhecer e identificar o padrão anatômico de normalidade radiográfica das estruturas orais e adjacências para a interpretação das enfermidades ósseas, pois é necessário o aprendizado do normal e suas variações para se detectar os processos patológicos ósseos. Objetivos Módulo 1 Anatomia radiológica dentomaxilar 27/04/23, 19:02 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 2/82 Identificar os aspectos normais da anatomia radiográfica dentomaxilomandibular e suas variações anatômicas. Módulo 2 Anatomia radiográ�ca craniofacial �siológica Descrever a anatomia radiográfica craniofacial fisiológica e suas variações anatômicas. Módulo 3 Patologias que afetam os dentes, os maxilares e a face Reconhecer as imagens radiográficas patológicas que afetam os dentes, os maxilares e a face. 27/04/23, 19:02 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 3/82 Para que a tomada e interpretação radiográfica sejam realizadas, é necessário que o profissional tenha como requisito primordial o conhecimento básico da anatomia das imagens dentárias e das estruturas a elas associadas. A partir daí, pode-se relacionar e identificar os aspectos radiográficos com sinais de anormalidade. O correto posicionamento do paciente e do filme radiográfico de forma a abranger totalmente a área desejada é essencial para que o exame de imagem solicitado tenha uma boa qualidade. Assim, muitas vezes, devemos apalpar as estruturas para o posicionamento e interpretá-las na película radiográfica. Dessa forma, o conhecimento da anatomia agiliza o atendimento, pois se distingue com prontidão a estrutura objeto da análise, além de resultar em uma melhor qualidade do exame. Neste conteúdo, estudaremos as imagens radiográficas dentomaxilomandibular e craniofacial, com suas variações anatômicas e as suas patologias. Orientação sobre unidade de medida Em nosso material, unidades de medida e números são escritos juntos (ex.: 25km) por questões de tecnologia e didáticas. No entanto, o Inmetro estabelece que deve existir um espaço entre o número e a unidade (ex.: 25 km). Logo, os relatórios técnicos e demais materiais escritos por você devem seguir o padrão internacional de separação dos números e das unidades. Introdução 27/04/23, 19:02 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 4/82 1 - Anatomia radiológica dentomaxilar Ao �nal deste módulo, esperamos que você identi�que os aspectos normais da anatomia radiográ�ca dentomaxilomandibular e suas variações anatômicas. Formação da imagem A radiologia odontológica é um meio complementar de diagnóstico utilizado rotineiramente para visualização dos dentes, das estruturas ósseas da cavidade oral e da face. As estruturas anatômicas apresentam-se como imagens radiopacas, radiolúcidas e com nuances intermediárias no tom cinza. Essas variações de tonalidades são o resultado da maior ou menor absorção dos raios X. Portanto, elementos químicos com baixo número atômico aparecem mais radiolúcidos que aqueles com número atômico mais alto, que absorvem mais raios X; ou seja, os ossos irão se apresentar com coloração mais branca, e a gengiva e os vasos sanguíneos com coloração mais escura. Outros fatores também podem influenciar na gradação das cores, como a densidade e a espessura do objeto e o tempo de exposição e de revelação. Além disso, devemos sempre ter em mente que as radiografias são resultados de imagens das projeções bidimensionais e planas de estruturas anatômicas tridimensionais, logo não expressam profundidade. Isso resulta em imagens sobrepostas, que, algumas vezes, dificultam sua visualização e identificação, exigindo um conhecimento mais apurado, profundo e preciso das estruturas anatômicas. Um pensador chamado Immanuel Kant já dizia: Quem não sabe o que procura, não identifica o que acha 27/04/23, 19:02 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 5/82 (KANT, s. d., não paginado) Então, vamos conhecer melhor esse contexto preto, branco e cinza! Qual a diferença entre interpretação e diagnóstico? Interpretação A interpretação radiográfica odontológica é a descrição de toda estrutura anatômica que está sendo visualizada nas radiografias. Diagnóstico Já o diagnóstico é o reconhecimento de uma enfermidade ou patologia por meio das imagens associadas ao exame clínico do paciente. Anatomia radiográ�ca do órgão dentário e estruturas de sustentação Os dentes estão localizados no interior do osso alveolar presente na mandíbula e na maxila, constituindo duas arcadas dentárias: uma superior ou maxilar e outra inferior ou mandibular. A anatomia básica do dente está relacionada à sua constituição por esmalte, dentina e polpa. Estão inseridos no osso alveolar por meio do ligamento periodontal. Também podem ser divididos em: Coroa, parte visível e superior do dente; e Raiz, porção não visível e coberta do dente. 27/04/23, 19:02 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 6/82 Anatomia dentária. Cada uma dessas estruturas anatômicas conta com um grau de radiopacidade diferente, caracterizado por sua interação com os raios X devido à sua densidade. Veja a escala a seguir: Escala decrescente do grau de radiopacidade. Além dessa anatomia básica, os dentes apresentam diferentes formas e tamanho de acordo com sua função e localização na arcada dentária: Os incisivos, centrais e laterais, estão situados na parte anterior e servem para cortar os alimentos. Os caninos estão posicionados lateralmente e servem para dilacerar os alimentos. Os pré-molares estão na parte posterior, após os caninos, com a função de triturar os alimentos. Os molares encontram-se no final da arcada e amassam os alimentos. Assim cada dente contribui de maneira eficiente para primeira etapa da digestão. 27/04/23, 19:02 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 7/82 Além desses nomes, os dentes também podem ser identificados por números; e sua localização, por quatro quadrantes, conforme a imagem a seguir. Quadrantes bucais com a numeração dentária e os tipos de dentes. Observe que o primeiro número do dente refere-se ao quadrante no qual está localizado e o segundo número à ordem anteroposterior de localização do dente na hemiarcada, como mostra o quadro. Número do dente Nomenclatura do dente 1 Incisivo central 2 Incisivo lateral 3 Canino 4 Primeiro pré-molar 5 Segundo pré-molar 6 Primeiro molar 7 Segundo molar 8 Terceiro molar Quadro: Numeração dentária e os tipos de dentes. 27/04/23, 19:02 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 8/82 Elaborado por Debbie Gouveia. Os dentes contam ainda com quatro tipos de faces distintas: Uma vestibular (voltada para o vestíbulo oral – espaço entre a gengiva e os lábios ou bochechas). Uma palatina ou lingual (voltada para o palato duro, no caso de dentes presentes na arcada superior; ou para a língua, no caso de dentes presentes na arcada inferior). Duas faces laterais, que recebem nomes diferenciados relacionados à proximidade do plano sagital, sendo a face mais próxima do plano sagital chamada mesial e a mais afastada desse plano é denominada distal. Duas faces dentárias, que entram em contato com o dente localizado na arcada oposta e também recebem nomes diferenciados, como a face oclusal dos dentes pré-molares e molares, onde ocorre a trituração e mastigação dos alimentos,e a face incisal dos incisivos e caninos, onde ocorre o corte e dilaceração dos alimentos. Conforme é possível observar na imagem: Nomenclatura das faces dos dentes. Para a visualização das estruturas anatômicas relacionadas aos dentes, a radiografia é o exame mais utilizado na rotina clínica odontológica. Dentre as radiografias mais utilizadas estão as periapicais e as panorâmicas. As radiografias periapicais (técnica intraoral) são as mais utilizadas na rotina odontológica, pois permitem uma avaliação mais detalhada do elemento dentário e dos tecidos circundantes. As principais indicações são: Investigação de cáries e de lesões nas raízes. Avaliação de problemas periodontais como perda óssea e endodôntico. Adaptação de restaurações e outros. Observe as imagens: 27/04/23, 19:02 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 9/82 Fotografia da anatomia dentária (à esquerda). Anatomia radiográfica dental (à direita). A partir das imagens, podem ser observadas as seguintes estruturas: Esmalte É o tecido mais mineralizado do órgão dentário apresentando imagem radiopaca, bem delimitada, recobrindo toda coroa. Sua espessura vai afinando em sentido da margem cervical. A variação da radiopacidade é um sinal importante para investigação de cáries. Cortical alveolar É uma cortical óssea que recobre o osso alveolar. Apresenta-se como uma linha radiopaca contínua e uniforme. Dependendo da sua localização, pode ser denominada: lâmina dura (quando envolve as raízes), crista alveolar ou rebordo alveolar. Dentina É menos mineralizada que o esmalte, por isso é menos radiopaca. Localiza-se logo abaixo do esmalte, constituindo a maior porção radiopaca do dente. A variação da radiopacidade é valiosa para identificação de cáries. Cemento É um tecido conjuntivo mineralizado que recobre as raízes. É menos mineralizado que a dentina. Em condições de normalidade, não pode ser visualizado radiograficamente, devido a sua pouca espessura, mas em casos de desiquilíbrio em que ocorre um depósito em excesso (hipercementose) poderá ser observado radiograficamente, isto será abordado mais especificamente no módulo de patologia. 27/04/23, 19:02 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 10/82 Osso alveolar É osso que junto com o ligamento periodontal e cemento dá sustentação ao dente. É a porção esponjosa do osso. Nas radiografias, o trabeculado ósseo é radiopaco, e os espaços medulares são radiolúcidos. Antes de seguir em frente, conheça as definições de lâmina dura, crista alveolar ou rebordo alveolar. âmina dura Possui variação de forma em função dos formatos das raízes. Elemento importante para diagnóstico de doenças periodontais quando observada sua interrupção. rista alveolar Dá suporte para a gengiva entre os dentes, estando radiograficamente localizada entre os dentes. Geralmente, localiza- se paralela à junção cemento-esmalte em uma distância de 1 a 1,5mm para apical, ou seja, em direção à raiz. Sua forma pode variar em decorrência da altura coroa-cemento e o espaço interdental. Também é importante para os diagnósticos de doenças periodontais; ebordo alveolar Quando ocorre a ausência ou perda do elemento dentário, sua imagem recobre o osso alveolar. Atenção! Na mandíbula, os espaços medulares são maiores e o trabeculado ósseo está disposto na posição horizontal. Já na maxila o trabeculado ósseo é irregular e os espaços medulares são menores. As seguintes imagens mostram esse padrão de trabeculado ósseo diferenciado entre maxila e mandíbula. Observe as imagens: urca A região assinalada mostra a área de furca no molar. 27/04/23, 19:02 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 11/82 Maxila – trabeculado ósseo irregular. Mandíbula – trabeculado ósseo mais regular dispostos na posição horizontal. Observe as imagens e depois acompanhe as definições de cavidade pulpar, espaço periodontal e furca: Local que abriga os nervos, os vasos sanguíneos e o tecido conjuntivo, reproduzindo o formato externo do dente, portanto tem formatos variados. Apresenta-se como a área radiolúcida na área central do dente, seguindo para os condutos radiculares. É dividida em porção coronária, onde se encontra a câmara pulpar e, porção radicular, onde estão os canais radiculares. É o espaço do ligamento periodontal, que é composto por tecido conjuntivo fibroso e faz parte do sistema de sustentação do dente. Radiograficamente, é visualizado como uma fina linha radiolúcida contornando toda a raiz. Cavidade pulpar Espaço periodontal Furca 27/04/23, 19:02 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 12/82 É uma característica anatômica dos dentes que possuem mais de uma raiz. É conceituada como a área em que as raízes começam a se separar do tronco radicular. De acordo com a quantidade de osso presente nessa região, realiza-se a classificação de doença periodontal. Tema que será abordado mais adiante. Veja agora uma radiografia periapical completa para visualização geral da disposição dos dentes e de suas estruturas anatômicas relacionadas: Radiografia periapical completa para visualização geral da disposição dos dentes e de suas estruturas anatômicas relacionadas. Fases do desenvolvimento dentário Desenvolvimento dentário. A dentição humana é dividida em decídua, conhecida como a fase dos “dentes de leite”, com total de 20 elementos; e permanente, com total de 32 elementos. O dente passa ainda por três fases de ciclo de vida radiográfico, conforme pode ser visto a seguir. Já que os outros estágios não podem ser visualizados na radiografia, essas três fases são definidas como: Mineralização 1º estágio: caracterizada pela calcificação, começa na gestação, dentro do útero, e segue até os 3 anos de idade aproximadamente. Nesta fase, iremos observar uma imagem radiopaca inicial da futura formação da coroa do 27/04/23, 19:02 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 13/82 dente, dentro de uma imagem radiolúcida que é o folículo ou saco dentário, seguida do halo radiopaco. Erupção 2º estágio: quando os dentes aparecem na boca, inicia por volta dos 6 meses de idade. Esfoliação 3º estágio: quando os dentes decíduos caem para os permanentes erupcionarem (processo popularmente conhecido como o “nascer do dente”). Normalmente, ocorre aos 6 anos de idade. Os estágios anteriores ao início da mineralização formam imagens radiolúcidas envolvidas por um halo radiopaco com contorno bem definidos, o que é normal nessa fase. Todavia, esse tipo de imagem pode causar uma confusão durante a interpretação de lesões císticas (cistos), que também apresentam halo e contornos bem definidos. Observe a imagem a seguir. Estágios do desenvolvimento dentário. Entenda agora o que cada um dos modelos apresenta: Primeiro modelo Mostra a presença de todos os elementos decíduos na cavidade oral, com os elementos decíduos na cavidade oral, com os germes dentários permantes em desenvolvimento. Segundo modelo Mostra a fase de dentição mista, na qual observamos a presença dos dentes decíduos e dos permanentes na cavidade oral. 27/04/23, 19:02 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 14/82 Terceiro modelo Mostra a dentição permanente completa. Já na imagem a seguir, nota-se a presença de germes dentários característicos da dentição decídua. É importante observar a imagem radiolúcida envolta por halo bem definido na região posterior da mandíbula, localização do futuro terceiro molar ainda em fase anterior à mineralização, o que pode ser confundido erroneamente com cistos. Germes dentários característicos da dentição decídua. Anomalias dentárias Durante o desenvolvimento dentário, alguns fatores hereditários, genéticos, idiopáticos (sem causa definida), deficiência de vitaminas, síndromes, entre outros,podem causar variação na estrutura, na forma, no tamanho e na posição dos dentes. Não são caracterizados, no entanto, como uma patologia, mas como uma anomalia, quer dizer, uma variação da normalidade anatômica. diopáticos Sem causa definida. Principais alterações de tamanho Primeiramente, veja as principais alterações de tamanho: Dente maior que o normal. Macrodontia 27/04/23, 19:02 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 15/82 (a) e (b) mostram incisivos centrais com macrodontia; (c) mostra o aspecto radiográfico desta variação anatômica. Dente menor que o normal. Microdontia do dente 28. Principais alterações de quantidade Veja agora as principais alterações de quantidade: Mais dentes que o normal, também chamados de supranumerários. Microdontia Hiperdontia 27/04/23, 19:02 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 16/82 Presença de três pré-molares inferiores do lado direito. Quantidade diminuída de dentes. Ausência dos dentes 13 e 23. Principais alterações de localização A seguir, foram elencadas as principais alterações de localização: Dente rotacionado no próprio eixo. Elemento 33 apresentando giroversão. Hipodontia Giroversão Ectopia 27/04/23, 19:02 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 17/82 Dente fora da localização usual. Quando dois dentes estão em posições invertidas entre si, a ectopia também pode ser denominada transposição dentária. Transposição entre os elementos 25 e 26. Dente não erupcionado na cavidade oral. As causas podem locais, como a ser a falta de espaço, ou sistêmicas, como alimentação inadequada ou síndromes. À esquerda: elemento 13 impactado (retido). À direita: elemento 23 retido. Principais alterações de forma Vamos agora às definições das principais alterações de forma. Começando por: Geminação: dentes unidos com tentativa de separação, no qual observa-se a coroa bífida, mas apenas um conduto radicular. Fusão: união de dois germes dentários resultando em coroa dupla e cavidades pulpares separadas. Os dentes podem estar unidos pelas suas raízes, coroas ou por ambas. Concrescência: união de dentes pelo cemento. Retenção 27/04/23, 19:02 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 18/82 Alterações de forma. Além de geminação, fusão e concrescência, temos: Dens in dente: ocorre a invaginação de parte da coroa em direção à cavidade pulpar. Radiograficamente, apresenta uma imagem radiopaca do esmalte em forma de anel e, no seu interior, uma área menos radiopaca caracterizada pela dentina invadindo a cavidade pulpar. Pérolas de esmalte: glóbulos de esmalte localizados nas áreas de furca do dente ou da junção amelodentinária. Visualizadas como uma imagem radiográfica esférica na área de furca ou da junção amelodentinária. Taurodontia: aumento do espaço da câmara pulpar, com diferentes graus de amplitude. Dilaceração: desvio do eixo longitudinal do dente, que pode acontecer na coroa ou raiz dentária. Hipoplasia de esmalte: ausência ou diminuição da quantidade de esmalte em dente permanente. ens in dente Formação radiopaca em direção ao interior da polpa dentária, característica do dens in dente (setas). 27/04/23, 19:02 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 19/82 érolas de esmalte Formação radiopaca esférica na área de furca, característica da pérola de esmalte. aurodontia Tipos de taurodontia. ilaceração Elemento 45 apresentando dilaceração em sua raiz. ipoplasia de esmalte Hipoplasia de esmalte no elemento 11 (setas). Anatomia radiográ�ca da maxila 27/04/23, 19:02 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 20/82 A maxila é um osso composto por cinco partes: o corpo e as apófises frontal, zigomática, palatina e alveolar. É unida sagitalmente pela sutura intermaxilar, articula-se aos outros ossos do viscerocrânio e compõe a formação da órbita, do nariz, do palato duro, além de estar envolvida na fixação dos dentes superiores, desempenhando um papel importante na mastigação. Para facilitar a compreensão, o estudo e a localização dos acidentes anatômicos da maxila, os abordaremos de acordo com a região dos elementos dentários, que são: incisivos, caninos, pré-molares e molares. Ilustração da anatomia da maxila. Ilustração de como os dentes estão localizados na maxila. Região dos incisivos superiores Normalmente encontramos oito estruturas anatômicas. São elas: Maxila com seus acidentes anatômicos. Fossas nasais 27/04/23, 19:02 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 21/82 Apresentam-se como duas imagens radiolúcidas, esféricas ou ovaladas, bem delimitadas e simétricas, acima dos ápices radiculares dos incisivos. Em pacientes com ausência desses dentes, ou dependendo da angulação do cone radiográfico, também podem ser visualizadas duas áreas radiopacas que correspondem aos cornetos ou conchas nasais. Formado pelo osso vômer e etmoide. Na radiografia, visualiza-se como uma linha radiopaca que separa as fossas nasais. É uma saliência óssea pontiaguda da maxila localizada na porção anteroinferior da cavidade nasal. Corresponde à superposição da maxila na borda inferior da fossa nasal. Apresenta-se como uma área radiopaca em forma de “V”, localizada acima dos ápices dos incisivos centrais superiores, na linha média. A depender da angulação vertical empregada, pode aparecer a projeção da sombra do nariz sobre as raízes dos incisivos superiores, aumentando a radiopacidade nessa área. Localizado entre as raízes dos incisivos centrais superiores, com formato arredondado ou ovalado radiolúcido, podendo sofrer variações no tamanho e na forma conforme a angulação. Sua imagem fica projetada superposta ao ápice do incisivo central ou lateral simulando lesão periapical. Podem ser vistos ocasionalmente como duas linhas radiolúcidas, de largura e comprimento variáveis, delimitadas por duas linhas radiopacas, que se iniciam no assoalho da fossa nasal e terminam no forame Septo nasal Espinha nasal anterior Sombra das narinas Forame incisivo ou palatino Canais incisivos 27/04/23, 19:02 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 22/82 incisivo. Constitui a junção da maxila. Representada como uma linha radiolúcida, de contorno irregular, localizada entre os incisivos centrais superiores. Sua visualização é mais nítida em jovens. Em casos de pacientes politraumatizados, pode ser confundida com fratura. Corresponde a uma depressão óssea nos incisivos laterais. Visualizada como uma área discretamente radiolúcida alongada entre o incisivo lateral e canino superior. Pode ser confundida com cisto globulomaxilar. Observe as radiografias a seguir: Radiografia periapical da região dos incisivos superiores com seus acidentes anatômicos. Sutura intermaxilar Fosseta mirtiforme 27/04/23, 19:02 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 23/82 Radiografia periapical da região dos incisivos superiores. Região dos caninos Y invertido de Ennis na radiografia periapical. “Y” invertido de Ennis: ocorre quando o prolongamento do seio maxilar chega até o canino, mas pode também se estender até o incisivo lateral. Corresponde à intersecção da parede anterior do seio maxilar com o assoalho da fossa nasal. Esse cruzamento de linhas radiopacas forma um “y” invertido. Região dos pré-molares Seio maxilar: considerado o maior seio paranasal da face, possui forma triangular, sendo a base a parede lateral da cavidade nasal e o ápice voltado para o osso zigomático. Possui muita proximidade com as raízes dos molares e pré-molares. Pode sofrer variações de tamanho e posição no mesmo indivíduo. Radiograficamente, é visualizado comouma área radiolúcida arredondada ou ovoide, delimitado por uma linha radiopaca chamada cortical sinusal. Pode sofrer sobreposição do processo e osso zigomático, assoalho da fossa nasal e dos canais nutrientes. Os seios maxilares também podem apresentar extensões, consideradas variações da normalidade: Extensão alveolar Quando se desenvolve para o interior do osso alveolar, envolvendo as raízes dos dentes. Quando ocorre a ausência dos molares, pode chegar ao rebordo alveolar. Extensão anterior 27/04/23, 19:02 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 24/82 Quando o limite anterior da cavidade do seio maxilar, também chamada de cavidade sinusal, alcança a região do canino ou do incisivo lateral; nesses casos, com o encontro do assoalho da fossa nasal forma o “y” invertido de Ennis. Extensão para o túber É a extensão mais frequentemente visualizada, podendo ocupar toda a tuberosidade, o que torna a região mais fragilizada com risco de fraturas durante as intervenções cirúrgicas; Extensão palatina Observada nas radiografias oclusais, a imagem estende-se em direção ao assoalho da cavidade nasal. Não podemos esquecer que também são observados no seio maxilar os septos ou tabiques e os canais nutritivos ou nutrícios. Os septos se apresentam como linhas radiopacas aparentando dividir a cavidade sinusal em várias cavidades, sendo chamados de divertículos, mas existe comunicação entre as lojas (próprias cavidades). Quando ocorre o encontro da cortical sinusal com os septos no interior do seio, formam o aspecto conhecido como “w” sinusal. Os canais nutritivos são linhas radiolúcidas que correspondem aos trajetos intraósseos dos vasos sanguíneos e nervos. São visualizados no interior do seio maxilar, podendo ser encontrados também entre as raízes dos incisivos inferiores. Radiografia periapical mostra a extensão alveolar e para o túber do seio maxilar. Região dos molares Além do seio maxilar, explicado anteriormente, temos: 27/04/23, 19:02 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 25/82 Pode aparecer na radiografia periapical dependendo da angulação utilizada na técnica radiográfica. É representado por uma imagem radiopaca em forma de “U” ou “V” sobreposta ao seio maxilar na altura das raízes dos primeiros e segundos molares. Pode ser acompanhado por uma imagem de menor radiopacidade refletindo o osso zigomático que se estende até o túber. É o limite posterior do processo alveolar da maxila. Na imagem, é delimitada por uma linha radiopaca e seu interior possui espaços medulares mais evidentes, por isso apresenta uma menor radiopacidade e uma maior fragilidade. Neste momento devem estar se perguntando: é isso mesmo? Se estamos estudando a anatomia da maxila, por que aparece um acidente anatômico da mandíbula? Se o paciente estiver com a boca muito aberta no momento da execução da radiografia, uma imagem radiopaca, de forma triangular, bem delimitada e sobreposta ou logo abaixo da tuberosidade maxilar poderá ser visualizada. Em alguns casos, essa sobreprojeção pode dificultar a interpretação radiográfica sendo necessário a repetição da tomada radiográfica depois de solicitar que o paciente diminua a abertura da boca. Também chamado de processo hamular, gancho pterigoideo ou hâmulo. É uma extensão do processo pterigoideo do osso esfenoide, próximo ao túber e ao terceiro molar. Apresenta-se como uma imagem radiopaca em forma de gancho, com tamanhos variados e nem sempre são observados. Processo zigomático Tuberosidade (túber) Processo coronoide da mandíbula Hâmulo pterigoideo 27/04/23, 19:02 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 26/82 Observado somente nas radiografias oclusais da maxila. Imagem radiolúcida arredondada próxima aos primeiros e segundos molares. Observe a seguir algumas radiografias periapicais da região dos molares superiores que mostram diferentes acidentes anatômicos: (1) processo zigomático; (2) processo coronoide; (3) tuberosidade da maxila; (4) extensão posterior do seio maxilar. (1) hâmulo pterigoideo; (2) W sinusal; (3) túber da maxila; (4) processo coronoide da mandíbula; (5) extensão alveolar do seio maxilar; (6) extensão posterior do seio maxilar. Canal nasolacrimal 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 27/82 (1) Processo coronoide da mandíbula; (2) túber da maxila; (3) processo pterigoide do osso esfenoide; (4) sombra do osso zigomático. Anatomia radiográ�ca da mandíbula A mandíbula é composta de apenas um osso com formato em ferradura. É a parte móvel dos ossos envolvidos no processo da mastigação, e os músculos mastigatórios se inserem nela. As imagens a seguir mostram a mandíbula com seus acidentes anatômicos: Assim como fizemos no estudo da maxila, para facilitar a compreensão, o estudo e a localização dos acidentes anatômicos da mandíbula, adotaremos uma abordagem de acordo com a região dos elementos dentários, que são: incisivos, pré-molares e molares. 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 28/82 Região dos incisivos Conheça a seguir cada aspecto da região dos incisivos: São saliências ósseas na face lingual, localizadas num ponto equidistante entre as bordas superior e inferior da mandíbula. Servem como inserção dos músculos genioglosso e genihioideo. Produzem imagem arredondada radiopaca com o centro radiolúcido, foramina lingual, parecendo um anel. Passagem do nervo lingual da artéria incisiva. Se apresenta como uma imagem radiolúcida arredondada no centro dos tubérculos geni. Área de elevação mais condensada da mandíbula que pode se estender até a região dos caninos. Radiograficamente, é visualizada como uma linha radiopaca simulando a forma piramidal ou triangular com a base voltada para a base da mandíbula. Pequena concavidade localizada acima da protuberância mentoniana, onde o osso fica mais fino, por isso sua imagem menos radiopaca que a protuberância mentoniana; Linhas radiolúcidas presentes em todo corpo da mandíbula, sendo mais visíveis na região anterior. Tubérculos geni ou espinhas genianas Foramina lingual ou forame cego Protuberância mentual ou mentoniana Fossa ou fosseta mentoniana Canais nutritivos 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 29/82 Aloja a glândula sublingual. Local de depressão na face interna da mandíbula por possuir menor quantidade de osso nessa região. Apresenta-se como uma área discretamente radiolúcida que não deve ser mal interpretada, pois pode ser confundida com enfermidades. Para entender melhor, observe as imagens: Radiografia periapical da região dos incisivos inferiores. Canais nutritivos (setas). Região dos pré-molares Forame mentoniano ou Mentual: saída do nervo mentoniano para fornecer sensibilidade as partes moles do mento. Nas radiografias, forma uma imagem radiolúcida arredondada ou ovalada, podendo se localizar entre as raízes dos pré-molares ou sobrepostas aos seus ápices simulando uma interpretação equivocada de lesão periapical. Nas pessoas que não possuem dentes, pode se apresentar próximo ao rebordo alveolar. Fóvea sublingual 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 30/82 Região de pré-molares. Radiografia periapical da região de pré-molares inferiores. Título do tópico Região dos molares Conheça a região dos molares detalhadamente: Localizada na superfície externa, é uma continuação do ramo da mandíbula. É visualizada como uma linha radiopaca que cruza os primeiros e segundos molares no terço médio. Em pessoas desdentadas, pode apresentar-se na altura do rebordo alveolar. Linha oblíqua 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html#31/82 Local de inserção do músculo milo-hioideo. Representada como uma linha radiopaca, abaixo da linha oblíqua, na altura dos ápices radiculares dos molares. Dependendo da angulação dos feixes radiográficos, pode coincidir com teto do canal mandibular. Abriga o nervo alveolar inferior. Caracterizado radiograficamente como uma linha radiolúcida delimitada por outras duas linhas radiopacas, na parte superior e inferior, abaixo das raízes dos molares. Tem sua origem no forame da mandíbula (não aparente nas radiografias) seguindo até o forame mentoniano, onde se divide em nervo mentoniano, continuando para o canal incisivo. Sua imagem pode ficar sobreposta às raízes dos molares, não devendo ser confundida. Alojamento da glândula submandibular, por isso é uma área de depressão na face interna (lingual) da mandíbula com menos quantidade de osso. Apresenta-se como uma área discretamente radiolúcida abaixo dos molares, não devendo ser confundida com patologias. Região de molares inferiores. Linha milo-hioidea Canal mandibular Fóvea submandibular 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 32/82 Radiografia periapical da região de pré-molares inferiores. (1) Linha oblíqua; (2) Linha milo-hioidea; (3) Canal mandibular; (4) Forame mentoniano. Acidentes anatômicos da região de pré-molares e molares inferiores. (O) Linha oblíqua; (M) Linha milo-hioidea; (CM) Canal mandibular; (B) Borda da mandíbula; (F) Fóvea. A base ou a borda da mandíbula pode ser visualizada nas técnicas radiográficas periapicais quando o posicionamento do filme radiográfico estiver muito aprofundado na boca do paciente ou dependendo da angulação excessiva empregada na execução da radiografia. É visualizada como uma linha radiopaca bem nítida e forte abaixo do canal mandibular. A seguir, você encontrará um resumo da densidade radiográfica segundo estrutura anatômica visualizada: Recomendação Veja também o resumo da densidade radiográfica segundo estrutura anatômica visualizada. Estruturas anatômicas maxilares e mandibulares visualizadas nas radiogra�as oclusais As estruturas que acabamos de estudar são, usualmente, mais bem visualizadas em radiografias periapicais. Algumas estruturas morfológicas da maxila e da mandíbula, no entanto, são mais facilmente identificadas em radiografias oclusais, como as que estudaremos no vídeo a seguir. https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/docs/anatomia_e_patologia.pdf 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 33/82 Anatomia radiográ�ca da articulação temporomandibular A articulação temporomandibular, também conhecida pela abreviação ATM, une a mandíbula à base do crânio. Está localizada anteriormente ao meato acústico externo. O côndilo mandibular encaixa-se na concavidade da porção escamosa do osso temporal (fossa mandibular) e entre essas estruturas encontramos o disco articular e nervos. Os ligamentos que dão sustentação para mandíbula são: esfenomandibular, temporomandibular e estilomandibular. Ilustração da articulação temporomandibular. A ATM tem como finalidade realizar os movimentos de abertura, fechamento, protrusão (projetar a mandíbula para frente), retração (projetar a mandíbula para trás) e lateralização da mandíbula durante a fala e mastigação. Radiografia panorâmica evidenciando a articulação temporomandibular. Dica Se você quiser localizar e sentir o movimento das ATMs, posicione seus dedos indicadores e médios à frente de cada orelha, faça o movimento de abrir e fechar a boca e perceba todo movimento deslizante que o côndilo efetua saindo da fossa mandibular em direção ao tubérculo articular. Várias técnicas de imagem são indicadas para a visualização da ATM. As radiografias e tomografias computadorizadas são indicadas quando se deseja a observação das partes ósseas da articulação, já quando se deseja a avaliação das partes moles e do disco articular, a ressonância magnética é melhor opção. Dentro das radiografias as mais utilizadas são: 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 34/82 Artrografia – utiliza contraste dentro da articulação. Atualmente, é rara a sua requisição devido às reações alérgicas e a substituição pela tomografia e ressonância magnética; Panorâmica; Técnica de Towne; Técnica de Hirtz. 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 35/82 Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? Questão 1 Nas radiografias periapicais, quais imagens das estruturas anatômicas da mandíbula podem se sobrepor aos molares inferiores? Marque a alternativa correta. Parabéns! A alternativa D está correta. A protuberância mentoniana e o tubérculo geni são estruturas anatômicas localizadas na região anterior da mandíbula, portanto, suas imagens não se sobrepõem aos molares. No mesmo sentido, é o forame mentoniano que se localiza entre as raízes dos pré-molares inferiores. Já a imagem da base da mandíbula é visualizada abaixo do canal mandibular, não se sobrepondo aos molares. No entanto, a localização anatômica do canal mandibular, da linha milo-hioidea e da linha oblíqua pode permitir a visualização sobreposta das raízes dos molares inferiores. A Linha milo-hioidea, canal mandibular e protuberância mentoniana. B Protuberância mentoniana, linha milo-hioidea e canal mandibular. C Linha milo-hioidea, linha oblíqua e forame mentoniano. D Canal mandibular, linha oblíqua e linha milo-hioidea. E Base da mandíbula, tubérculo geni e linha oblíqua. 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 36/82 Questão 2 Em qual região dos elementos dentários é visualizado o “Y” invertido de Ennis? Parabéns! A alternativa D está correta. O “Y” invertido de Ennis corresponde à intersecção da parede anterior do seio maxilar com o assoalho da fossa nasal. Pode ser visualizado quando o prolongamento do seio maxilar chega ao canino superior ou até o incisivo lateral superior. A Pré-molares superiores. B Molares superiores. C Entre canino e incisivo lateral inferiores. D Entre incisos central e lateral superiores. E Entre canino e incisivo lateral superiores. 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 37/82 2 - Anatomia radiográ�ca craniofacial �siológica Ao �nal deste módulo, esperamos que você descreva a anatomia radiográ�ca craniofacial �siológica e suas variações anatômicas. Anatomia visualizada na radiogra�a panorâmica O estudo da anatomia crâniofacial facilita o reconhecimento das patologias pelos profissionais. São visualizadas por meio de radiografias extrabucais. São utilizadas pelos dentistas para avaliação do crescimento e desenvolvimento craniofacial, principalmente na rotina dos ortodontistas na elaboração do plano de tratamento e diagnóstico por meio dos traçados cefalométricos. Também são muito requeridas nas emergências pelos cirurgiões bucomaxilofacial para identificação de fraturas. Para facilitar a compreensão da anatomia craniofacial, iremos estudá-la de acordo com a técnica radiográfica extrabucal empregada. A radiografia panorâmica é bastante utilizada pelos dentistas, pois permite a imagem de toda a região, incluindo as estruturas adjacentes como o côndilo mandibular em um único filme, gerando uma visão ampla da região bucomaxilofacial, diferentemente das radiografias periapicais que resultam em imagens localizadas, específicas e detalhadas para a análise de determinado dente e seus tecidos adjacentes. As principais indicações da radiografia panorâmica são: observação de fraturas ou patologias; avaliação da cronologia de erupção dentária; melhor visualização dos terceiros molares (sisos); pesquisa de anomalias ósseas e dentárias; planejamento para instalação de implantesentre outras. 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 38/82 As estruturas anatômicas mais comumente visualizadas nesse tipo de radiografia são: na maxila e na mandíbula. Além desses, há ainda outras regiões. a maxila soalho da órbita – local que abriga o globo ocular. Corresponde ao limite inferior da órbita. Imagem de uma linha radiopaca com concavidade voltada para cima; seio maxilar; fossa nasal; septo nasal; palato duro (processo palatino da maxila) – divide a cavidade oral da nasal. Apresenta-se como uma linha radiopaca horizontal estendendo-se por toda à maxila; túber da maxila; seio maxilar; processo zigomático da maxila – é uma projeção óssea da maxila que se une ao osso zigomático por meio da sutura zigomaticomaxilar. Apresenta-se como uma radiopacidade, em forma de “U” ou “V”, localizada acima da região dos molares superiores; osso zigomático – é mais proeminente da face. Possui imagem radiopaca, de formato triangular, que se estende posteriormente a partir do processo zigomático da maxila; arco zigomático – é formado pela união do processo temporal do osso zigomático com o processo zigomático do osso temporal, por meio da sutura temporozigomática. Possui imagem radiopaca a partir do osso zigomático; tubérculo articular do osso temporal – projeção do osso temporal localizado anterior à fossa mandibular, faz parte da articulação têmporomandibular. Caracterizado radiograficamente como uma elevação óssea convexa arredondada e radiopaca, localizada anteriormente à fossa mandibular. fossa mandibular; meato acústico externo; protuberância mandibular. a mandíbula processo coronoide; incisura ou chanfradura da mandíbula; côndilo mandibular; ramo mandibular; 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 39/82 linha oblíqua; canal mandibular; forame mentoniano. utras regiões espaço aéreo nasofaringeo – imagem radiolúcida de 1 a 2cm de largura sobreposta e cruzando o ramo da mandíbula; espaço aéreo glossofaríngeo – imagem radiolúcida abaixo da nasofaringe e posterior à cavidade bucal; bloco de mordida; projeção da Coluna vertebral – radiopacidade vertical das vertebras na lateral da imagem panorâmica. Pode ocorre o aparecimento na região central do filme dificultando a interpretação radiográfica na região anterior da maxila e mandíbula; osso hioide – imagem radiopaca abaixo da base da mandíbula localizada lateralmente; sombra da língua; lóbulo da orelha – aspecto de sombra radiopaca que se projeta anterior e inferiormente ao processo mastoide; processo estiloide ou ligamento estiloioideo – o prolongamento do processo estiloide ou a calcificação do ligament estiloioideo podem estar associadas à síndrome de Eagle. É aceitável como dentro da normalidade um cumpriment até 25mm. O achado radiográfico deve ser associado aos sinais e sintomas clínicos. Anatomia craniofacial. (1) processo mastoide; (2) fossa mandibular; (3) tubérculo articular; (4) processo zigomático (osso temporal); (5) osso zigomático; (6) processo zigomático (osso maxilar); (7) processo coronoide; (8) incisura da mandíbula; (9) côndilo; (10) ramo da mandíbula; (11) ângulo da mandíbula; (12) corpo da mandíbula; (13) túber da maxila; (14) coluna vertebral; (15) parte petrosa do osso temporal; (16) orelha; (17) seio maxilar; (18) margem infraorbital; (20) cavidade orbital; (21) concha nasal inferior; (22) soalho da cavidade nasal; (23) septo nasal; (24) cavidade nasal; (25) forame mandibular; (26) canal mandibular; (27) forame mentoniano; (28) base da mandíbula; (29) osso hioide; (30) processo estiloide; (31) sobreposição da coluna vertebral; (32) espaço aéreo orofaríngeo; (33) espaço aéreo nasofaríngeo; (34) palato mole; (35) fissura pterigopalatina. Anatomia na telerradiogra�a lateral 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 40/82 Técnica muito utilizada na ortodontia e cirurgia. Permite a avaliação de patologias, fraturas, crescimento da mandíbula e maxila em relação à base do crânio e elaboração do plano de tratamento ortodôntico com os traçados cefalométricos. Telerradiografia lateral. Traçado cefalométrico realizado a partir da telerradiografia lateral para planejamento de tratamento ortodôntico. As estruturas anatômicas mais comumente visualizadas nesse tipo de imagem são: Estruturas anatômicas por vista lateral Na primeira imagem consideramos: 1 - asa maior do osso esfenoide; 2 - células etmoidais; 3 - espinha nasal posterior; 4 - assoalho do seio maxilar; 5 - seio frontal; 6 - osso nasal; 7 - fissura pterigomaxilar; 8 - assoalho da cavidade nasal; 9 - palato ósseo; 10 - espinha nasal anterior; 11 - processo zigomático da maxila; 12 - osso zigomático; 13 - processo mastoide; 14 - processo estiloide; 15 - seio esfenoidal; 34 - parte petrosa do osso temporal; 35 – órbita. Já na segunda imagem: 2 - células etmoidais; 15 - seio esfenoidal; 16 - processo pterigoide do osso esfenoide; 17 - sulco dos vasos meníngeos; 19 - sela turca; 20 - processo clinoide posterior; 35 – órbita 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 41/82 Estruturas anatômicas por vista lateral Na imagem da esquerda podemos ver: 1 - asa maior do osso esfenoide; 2 - células etmoidais; 3 - espinha nasal posterior; 4 - assoalho do seio maxilar; 5 - seio frontal; 6 - osso nasal; 8 - assoalho da cavidade nasal; 9 - palato ósseo; 13 - processo mastoide; 15 - seio esfenoidal; 29 - partes nasal e oral da faringe; 30 - palato mole; 31 - base da língua; 32 - dente do áxis; 33 – vértebras; 34 - parte petrosa do osso temporal. À direita podemos considerar: 7 - fissura pterigomaxilar; 10 - espinha nasal anterior; 11 - processo zigomático da maxila; 13 - processo mastoide; 16 - processo pterigoide do osso esfenoide; 17 - sulco dos vasos meníngeos; 19 - sela turca; 20 - processo clinóide posterior; 35 – órbita; 36 – mandíbula; 37 - cabeça da mandíbula; 38 - incisura da mandíbula; 39 - processo coronoide; 40 - ramo da mandíbula; 41 - forame da mandíbula; 42 - ângulo da mandíbula; 43 - corpo da mandíbula; 44 - base da mandíbula; 45 - canal da mandíbula; 46 - forame mentual; 47 - sínfise da mandíbula; 48 - perfil mole; 49 – mento; 50 - lábio inferior; 51 - lábio superior; 52 – nariz; 53 - vestíbulo nasal; 54 - ápice nasal Anatomia na telerradiogra�a frontal (posteroanterior) Consiste em avaliar anormalidades de crescimento, assimetria da maxila ou mandíbula e fraturas. São classificadas de acordo com a posição da cabeça do paciente e incidência dos feixes dos raios X, a depender das estruturas que se deseja visualizar, como mandíbula, seio frontal e seio maxilar. Crânio com suas estruturas anatômicas visualizadas nas radiografias frontais. Existem duas incidências: 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 42/82 Técnica de Towner Permite melhor visualização de mandíbula e seio frontal. Técnica de Waters Permite melhor visualização de seios maxilares. Técnica de Towner No caso do estudo de mandíbula e seio frontal, a técnica é empregada para avaliação de fraturas, desvios de fragmentos, patologias e corpos estranhos no ramo e corpo da mandíbula. Utilizada também para avaliação da relação dos dentes com a maxila e mandíbula, elaboração dos planos de tratamento da ortodontia com os traçados cefalométricos e de cirurgia bucomaxilofacial. Além da avaliação do seio frontal, da órbita, dos ossos nasais, das fraturas e investigação de corpos estranhos e patologias no seio frontal. As estruturas anatômicas mais comumente visualizadas são: Estrutura anatômicas por vista frontal 1 - Sutura sagital; 2 - Sutura coronal; 3 - Sutura lambdoidea; 4 - Seio frontal; 5 - Crista etmoidal; 6 - Lâmina cribriforme; 7 – Órbita; 8 - Asa maior do osso esfenoide; 9 - Linha inominata; 10- Asa menor do osso esfenoide; 11 - Fissura orbital superior; 12 - Processo zigomático do osso frontal; 13 - Sutura frontozigomática; 14 - Processo frontal do osso zigomático; 15 - Fossa temporal; 16 - Cavidade nasal; 18 - Conchas nasais inferiores; 19 - Septo nasal; 20- Espinha nasal anterior; 21 - Células etmoidais; 22 - Forame infraorbitário; 23 - Osso zigomático; 24 - Arco zigomático; 25 - Seios maxilares; 26 - Processo mastoide; 27 - Células mastoideas; 28 - Parte petrosa do osso temporal; 29 – Mandíbula; 30 - Cabeça da mandíbula; 33 - Ramo da mandíbula; 34 - Ângulo da mandíbula; 35 – Mento. 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 43/82 Estrutura anatômicas por vista frontal 1 - Sutura sagital; 2 - Sutura coronal; 4 - Seio frontal; 5 - Crista etmoidal; 7 – Órbita; 8 - Asa maior do osso esfenoide; 9 - Linha inominata; 10 - Asa menor do osso esfenoide; 11 - Fissura orbital superior; 12 - Processo zigomático do osso frontal;13 - Sutura frontozigomática; 14 - Processo frontal do osso zigomático; 15 - Fossa temporal; 16 - Cavidade nasal; 17 - Conchas nasais inferiores; 19 - Septo nasal; 20- Espinha nasal anterior; 21 - Células etmoidais; 22 - Forame infraorbitário; 23 - Osso zigomático; 24 - Arco zigomático; 25 - Seios maxilares; 26 - Processo mastoide; 27 - Células mastoideas; 28 - Parte petrosa do osso temporal; 29 – Mandíbula; 30 - Cabeça da mandíbula; 32 - Processo coronoide; 33 - Ramo da mandíbula; 34 - Ângulo da mandíbula; 35 – Mento. Estrutura anatômicas por vista frontal 26 - Processo mastoide; 27 - Células mastoideas; 28 - Parte petrosa do osso temporal; 29 – Mandíbula; 30 - Cabeça da mandíbula; 31 - Incisura da mandíbula; 32 - Processo coronoide; 33 - Ramo da mandíbula; 34 - Ângulo da mandíbula; 35 – Mento. Técnica de Waters 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 44/82 Técnica de Waters. No caso do estudo de seios maxilares, a técnica empregada permite a visualização dos: seios maxilares; arco zigomático; soalho da órbita; traumas faciais com fraturas; ossos nasais; células etmoidais; áreas patológicas; localização de corpos estranhos. As estruturas anatômicas mais comumente visualizadas são: Estruturas anatômicas pela técnica de Waters 1 - Seio frontal; 2 - Crista etmoidal; 3 – Órbitas; 4 - Seios maxilares; 5 - Cavidade nasal; 6 - Forame infraorbitário; 7 - Linha inominata; 8 - Asa maior do osso esfenoide; 9 - Processo zigomático do osso frontal; 10 - Osso zigomático; 11 - Arco zigomático; 12 - Fossa temporal; 13- Crista zigomático-alveolar; 14 - Células mastoideas; 15 - Processo mastoide do osso temporal; 16 - Ângulo da mandíbula; 17 - Base da mandíbula; 19 - Conchas nasais inferiores; 20 - Septo nasal; 24 - Seio esfenoidal 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 45/82 Estruturas anatômicas pela técnica de Waters 1 - Seio frontal; 7 - Linha inominata; 8 - Asa maior do osso esfenoide; 9 - Processo zigomático do osso frontal; 10 - Osso zigomático; 11 - Arco zigomático; 12 - Fossa temporal; 14 - Células mastoideas; 15 - Processo mastoide do osso temporal; 21 - Processo frontal do osso zigomático; 22 - Asa menor do osso esfenoide; 23 - Células etmoidais; 24 - Seio esfenoidal; 25 - Conchas nasais inferiores. Estruturas anatômicas pela técnica de Waters 3 – Órbitas; 7 - Linha inominata; 8 - Asa maior do osso esfenoide; 18 - Osso nasal; 20 - Septo nasal; 22 - Asa menor do osso esfenoide. Estruturas anatômicas pela técnica de Waters 1 - Seio frontal; 7 - Linha inominata; 8 - Asa maior do osso esfenoide; 16 - Ângulo da mandíbula; 17 - Base da mandíbula; 20 - Septo nasal; 22 - Asa menor do osso esfenoide; 23 - Células etmoidais. 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 46/82 Interpretação radiográ�ca nas telerradiogra�as No vídeo a seguir, a especialista explicará a anatomia dentomaxilomandibular nas telerradiografias, indicando a localização anatômica das estruturas mais importantes na Radiologia Odontológica. Anatomia na norma axial - técnica de Hirtz ou incidência submentovértice A técnica de Hirtz é muito utilizada para a visualização da base do crânio e espessura da mandíbula, posição do côndilo, para avaliação do seio esfenoidal, arco zigomático, patologias e fraturas. Porém duas condições limitam sua aplicação: pacientes com traumas na coluna e/ou com artrose cervical avançada devido à impossibilidade do posicionamento do paciente durante a técnica radiográfica. Acidentes anatômicos visualizados na tecnica de Hirtz. As estruturas anatômicas mais comumente visualizadas são: órbita; fossa nasal; 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 47/82 seio maxilar; côndilo mandibular; processo coronoide; sutura intermaxilar; forame magno; fossa zigomática; parte petrosa do osso temporal; cortical interna da mandibula; vertebra; septo nasal; parede posterioe do seio maxilar; parte oral e nasal da faringe. A imagem a seguir apresenta as estruturas visualizadas pela incidência submentovértice: 2 – Sutura intermaxilar; 3 – Seio maxilar; 4 – Parede lateral da cavidade nasal; 5 – Osso zigomático; 6 – Arco zigomático; 7 – Fossa temporal; 8 – Seio esfenoidal; 9 – Forame oval; 10 – Forame espinhoso; 11 – Forame lacerado; 12 – Forame magno; 13 – Côndilo occipital; 14 – Células mastoideas; 15 – Canal carótico; 16 – Parte petrosa do osso temporal; 17 – Osso occipital; 18 – Forame palatino maior. 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 48/82 1 – Espinha nasal anterior; 2 – Sutura intermaxilar; 3 – Seio maxilar; 4 – Parede lateral da cavidade nasal; 5 – Osso zigomático; 6 – Arco zigomático; 7 – Fossa temporal; 9 – Forame oval; 10 – Forame espinhoso; 12 – Forame magno; 13 – Côndilo occipital; 14 – Células mastoideas; 15 – Canal carótico; 16 – Parte petrosa do osso temporal; 17 – Osso occipital; 18 – Forame palatino maior; 19 – Forame infraorbital. 2 – Sutura intermaxilar; 4 – Parede lateral da cavidade nasal; 5 – Osso zigomático; 6 – Arco zigomático; 8 – Seio esfenoidal; 9 – Forame oval; 10 – Forame espinhoso; 11 – Forame lacerado; 12 – Forame magno; 13 – Côndilo occipital; 14 – Células mastoideas; 15 – Canal carótico; 16 – Parte petrosa do osso temporal; 17 – Osso occipital; 20 – Coanas. 1 – Espinha nasal anterior; 2 – Sutura intermaxilar; 3 – Seio maxilar; 4 – Parede lateral da cavidade nasal; 5 – Osso zigomático; 6 – Arco zigomático; 7 – Fossa temporal; 8 – Seio esfenoidal; 9 – Forame oval; 10 – Forame espinhoso; 11 – Forame lacerado; 12 – Forame magno; 13 – Côndilo occipital; 14 – Células mastoideas; 15 – Canal carótico; 16 – Parte petrosa do osso temporal; 17 – Osso occipital; 18 – Forame palatino maior; 19 – Forame infraorbital; 20 – Coanas; 21 – Dente do áxis; 22 - Mandíbula; 23 – Cabeça da mandíbula. 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 49/82 Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? Questão 1 Nas radiografias panorâmicas, observa-se o complexo dentomaxilomandibular em um único filme. Assinale as três estruturas anatômicas identificadas nos círculos. 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 50/82 Parabéns! A alternativa E está correta. A estrutura anatômica visualizada na região dos pré-molares inferiores com forma arredondada e radiolúcida é o forame mentoniano. As fossas nasais é o acidente anatômico radiolúcido que apresenta duas imagens com forma arredondada, bem delimitada acima dos ápices das raízes dos incisivos centrais superiores, não devendo ser confundida com o canal incisivo que é uma imagem radiolúcida arredondadaou ovalada entre as raízes dos incisivos centrais superiores. O côndilo mandibular é outra estrutura visualizada, faz parte da articulação temporomandibular. Questão 2 Entre as técnicas extrabucais, a telerradiografia frontal pode ter três variações radiográficas. Qual delas é a de eleição para avaliação do ramo e corpo da mandíbula? A Forame incisivo, forame mentoniano e côndilo mandibular. B Canal mandibular, processo coronoide e fossas nasais. C Forame mentoniano, fossas nasais e incisura mandibular. D Côndilo mandibular, forame incisivo e forame mentoniano. E Forame mentoniano, fossas nasais e côndilo mandibular. 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 51/82 Parabéns! A alternativa C está correta. A técnica extrabucal para melhor visualização do corpo e ramo da mandíbula dentro da telerradiografia frontal é a de Towner. A de Waters é indicada para a observação dos seios maxilares. A oclusal é uma técnica intraoral, e a de Hirtz é uma técnica no plano axial. 3 - Patologias que afetam os dentes, os maxilares e a face A Panorâmica B Hirtz C Towner D Waters E Oclusal 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 52/82 Ao �nal deste módulo, esperamos que você reconheça as imagens radiográ�cas patológicas que afetam os dentes, os maxilares e a face. Aspectos gerais importantes Agora que já treinamos os nossos olhos para reconhecer a anatomia radiográfica normal com as suas variações de tamanho, forma e posição, chegou o momento de aprendermos a identificar as anomalias e patologias relacionadas a esse complexo de tecidos moles e ósseos. Algumas vezes, para a interpretação radiográfica correta e sem dúvidas das enfermidades e fraturas, será preciso utilizar mais de uma técnica de incidência e/ou variações na angulação da técnica radiográfica escolhida, além da boa qualidade da imagem. Por isso, é importante que o tecnólogo em radiologia tenha um conhecimento apurado de anatomia para que possa distinguir o normal do patológico e atuar com maior eficiência e, consequentemente, rapidez na produção e qualidade das imagens radiográficas. Agora você vai conhecer as principais patologias que atingem a estrutura dentomaxilofacial. Vamos lá! Para uma interpretação radiográfica com qualidade, é necessário estarmos atentos às alterações sutis nas mudanças no grau das tonalidades de branco, preto e cinza, para que possamos identificar as modificações nas estruturas que estão sendo examinadas. Também devemos sempre adotar uma sequência para a observação, e cada pessoa cria a que lhe for mais conveniente. Por exemplo, na investigação de cárie no molar por meio da radiografia periapical, primeiro teremos de observar toda a extensão da porção coronária, iniciando pelo esmalte nas faces oclusal, mesial e distal, após a dentina, seguindo para câmara pulpar, descendo para a raiz, lâmina dura e porção apical, depois as cristas alveolares. Essa rotina de visualização não permite que nenhuma estrutura passe despercebida. Então, para a observação de todas as imagens radiográficas devemos estabelecer um critério, a partir de um esquema mental, para que todas as estruturas sejam verificadas de acordo com cada técnica radiográfica. Para a interpretação radiográfica das lesões, além do conhecimento aprofundado da anatomia, é necessária sempre a realização de algumas perguntas: 1. A imagem visualizada sugere alterações anatômicas? Sim ou não? 2. A lesão é radiopaca, radiolúcida ou cinza? 3. Qual é o formato da lesão? Arredondada, ovalada, sem forma definida (amorfa), triangular, ou outras? 4. A lesão possui contorno bem delimitado ou irregular? 5. A lesão possui um ou mais compartimentos (lesão uni ou multilocular)? 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 53/82 �. Ocorre expansão ou destruição da cortical óssea? 7. Ocorre deslocamento do dente? Comentário Uma lesão multilocular caracteriza-se pela presença de dois ou mais compartimentos patológicos, parcialmente divididos por septos ósseos. A maioria dos cistos e tumores uniloculares podem, ocasionalmente, apresentar-se como lesões multiloculares. Resumindo, diante de uma imagem patológica, também devemos estabelecer um passo a passo das suas características radiográficas. Essas respostas nos levarão a uma rápida interpretação se a imagem visualizada tem aspecto de benignidade ou malignidade. Não podemos esquecer de que o diagnóstico das patologias possui requisitos: avaliação clínica; avaliação radiográfica; biópsia. Esse assunto é muito extenso, e o objetivo não é esgotá-lo, mas abordar as principais patologias com imagens radiográficas mais comumente diagnosticadas na rotina odontológica. Patologias dentárias Radiograficamente, as imagens serão divididas em radiolúcidas e radiopacas. Imagens radiolúcidas da coroa e da raiz Passo 1 Lesão radiopaca, radiolúcida ou mista. Passo 2 Forma da lesão. Passo 3 Contorno da lesão. 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 54/82 Cárie Ocorre a desmineralização do esmalte ocasionando uma imagem radiolúcida que pode estar localizada no esmalte, na dentina e atingir a polpa coronária. Cárie no molar acometendo esmalte e polpa coronária. Radiografia periapical mostra imagem radiolúcida que indica atividade cariosa no esmalte e na dentina do molar . Alguns materiais restauradores (obturação) podem ser vistos como imagens radiolúcidas simulando lesão cariosa, como no caso das resinas, que são aquelas restaurações estéticas da cor do dente. Outras, como o amálgama, mostram-se como uma área muito radiopaca devido à sua densidade elevada. Tratamentos endodônticos também apresentam radiopacidade no interior dos condutos radiculares. Coroa de molares e pré-molares com presença de imagens radiopacas sugestivas de restaurações nas faces oclusais. 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 55/82 Condutos radiculares preenchidos com material obturador (guta-percha) indicando tratamento endodôntico. Nota- se também pinos de implantes dentários. Restos radiculares do primeiro molar inferior. Desgastes oclusais e incisais São caracterizados pela perda do esmalte e classificados em: É o desgaste químico do dente. Não tem a presença de bactérias. É resultado do contato frequente e contínuo com ácidos, como suco de frutas e refrigerantes, medicamentos ou acidez do estômago, muito comum em pessoas que possuem bulimia, devido à prática costumeira de provocar vômito com objetivo de não ganhar peso. A aparência radiográfica é da perda da radiopacidade de forma côncava na coroa do dente. Erosão 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 56/82 Erosão do esmalte. É o desgaste mecânico do dente, como por exemplo escovar os dentes com muita força, pelos grampos de próteses ou por hábitos de apertar e colocar entre os dentes caneta, ponta de cachimbo e palitos de dente. Abrasão no incisivo central superior direito por hábito de abrir grampo de cabelo. É o desgaste natural dado pela mastigação ou por hábitos parafuncionais como bruxismo. Imagem radiolúcida na face incisal dos dentes anteriores sugerindo bruxismo. Note a imagem radiolúcida no limite amelocementário no dente 13, sugestiva de abfração. Abrasão Atrição ou abfração 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 57/82 Observe a seguir a comparação entre um desgaste natural e um desgaste mecânico dos dentes: Desgaste natural Aparência clínica da atrição (abfração). Desgaste mecânico Aparência clínica de dentes acometidos pela abrasão. Reabsorção radicular Quando ocorre uma infecção ou um trauma, a raiz pode diminuir de tamanho, normalmente asdos dentes decíduos, para a erupção dos permanentes. São tipos de reabsorção: 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 58/82 Reabsorção radicular fisiológica das raízes dos dentes decíduos. Fisiológica Raiz do dente decíduo sofre reabsorção para que ocorra a erupção do permanente. Na radiografia ocorre a diminuição do tamanho das raízes, não sendo considerada uma patologia. Encurtamento e arredondamento do ápice radicular do segundo pré-molar superior. Externa Decorre de trauma, infecção ou tratamento ortodôntico, pode ocorrer em qualquer local da raiz. Ocasiona a diminuição da raiz com o arredondamento apical da raiz do dente sem rompimento da lâmina dura. Imagem radiolúcida no conduto radicular do dente 11, sugestiva de reabsorção radicular interna. Interna 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 59/82 Não tem uma causa definida. Apresenta-se como uma área ovalada, aumentando o espaço da polpa, em alguns casos pode provocar a fratura dessa região. Fraturas Aspecto da fratura coronaria na radiografia periapical. Podem ocorrer na coroa e na raiz do dente. O aspecto radiográfico na coroa é da perda da continuidade de sua forma. Já raiz é de uma linha radiolúcida que pode ocasionar o afastamento ou o deslocamento da área envolvida, podendo ser vertical ou transversal. Observe as diferenças: Fratura vertical Fratura radicular vertical. 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 60/82 Fratura transversal Fratura radicular horizontal. Perceba no detalhe da radiografia periapical a seguir a imagem radiolúcida na raiz do dente 11, com histórico de trauma na região. Imagem compatível com fratura radicular horizontal no dente 11. Processos in�amatórios Decorre da infecção da polpa e/ou do periodonto. As suas imagens variam conforme o passar do tempo. Estágio do desenvolvimento do processo inflamatório. Em todos os tipos de processos inflamatórios periodontais, pode ocorrer o aumento do espaço periodontal e o rompimento da lâmina dura. 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 61/82 Os processos inflamatórios podem ser: spaço periodontal Linha radiolúcida em torno da raiz. âmina dura Linha radiopaca que envolve a raiz. Abscesso Imagem radiolúcida arredondada unilocular com contorno mal definido no ápice da raiz. Granuloma Imagem radiolúcida arredondada unilocular, com contorno bem definido no ápice radicular, que não ultrapassa 1,0 cm. Na radiografia periapical, nota-se, nos elementos 46 e 47, imagens sugestivas de granuloma e abscesso, respectivamente. Radiografia periapical. Cistos odontogênicos Cavidade patológica revestida por epitélio com líquido no seu interior. Apresenta-se como uma imagem radiolúcida arredondada unilocular, com contorno bem definido, envolvido por uma linha radiopaca (halo radiopaco) geralmente maior que 1,0cm. Podem-se localizar em qualquer parte da raiz do dente e recebem o nome de acordo com a sua localização. Também são conhecidos como cistos odontogênicos e podem ser divididos em: Cistos in�amatórios Apical 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 62/82 Localizado no ápice da raiz. Lateral Localizado na lateral da raiz. Residual Permaneceram após a extração dentária, sendo difícil diferenciá-lo dos cistos primordiais. Cistos de desenvolvimento Primordial ou queratocisto Ocorre durante o desenvolvimento do dente, antes da fase de mineralização. Desenvolve-se no lugar do elemento dentário. Sua imagem é de uma lesão radiolúcida arredondada ocupando a posição de um dente. Queratocisto entre canino e pré-molares inferiores do lado direito. Dentígero Está associado à coroa dos dentes inclusos (impactados ou retidos) associados às coroas dentárias. Visualizados como imagem uma radiolúcida bem delimitada envolvendo a coroa do dente. Pode ser muito agressivo podendo atingir grandes proporções. Não deve ser confundida como saco dentário que possui uma extensão de até 2,5mm. 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 63/82 Imagem sugestiva de cisto dentígero no dente 38. Reabsorção das cristas do osso alveolar Ocorre a diminuição da altura do osso alveolar entre os dentes, o que indica doença periodontal. Pode ocorrer no sentido horizontal, vertical e na área de furca dos dentes com mais de uma raiz. Apresenta-se como uma área radiolúcida alterando a forma do osso alveolar entre os dentes. Estágios da doença periodontal. 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 64/82 Radiografia bite-wing mostrando perda óssea horizontal. Radiografia bite-wing mostrando perda óssea vertical. Radiografia periapical com imagem radiolúcida na área de furca sugestiva de doença periodontal. Imagens radiopacas da coroa e da raiz São calcificações em formato arredondado ou cilíndrico presentes na câmara pulpar e/ou nos canais radiculares. Nódulos pulpares 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 65/82 Imagem radiopaca nas câmaras pulpares dos primeiros e segundos molares superiores e inferiores compatível com nódulos pulpares. Caracterizada pela deposição excessiva de cemento. Não possui uma causa definida. Ocorre o aumento do volume da raiz de modo que ela parece estar grudada no osso alveolar. Imagem radiopaca na raiz dos dentes 33, 35 e 45 compatível com hipercementose. Podem ter maior ou menor grau de radiopacidade dependendo do objeto localizado no interior dos dentes ou nos tecidos moles, como: limas endodônticas ou brocas fraturadas, excesso de material obturador, fios e braquetes ortodônticos, alfinetes ou agulhas, restos de projéteis de arma de fogo, vidros etc. Material obturador do canal (guta-percha) extravasando pelo ápice radicular e se localizando no osso alveolar (à esquerda). Seta indicando lima endodôntica fraturada no canal radicular (à direira). Hipercementose Corpos estranhos 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 66/82 Patologias da face de interesse em radiologia odontológica Fraturas O trauma na face, dependendo da energia empregada, pode causar fraturas nos ossos, como nariz, zigomático, mandíbula, maxila e órbita. Nesses casos, a utilização dos exames de imagens tem grande importância para a sua confirmação. Como você já estudou, no módulo anterior, a anatomia craniofacial observada nas diferentes técnicas radiográficas extrabucais com suas respectivas indicações, agora irá aprender como as fraturas apresentam-se radiograficamente. Normalmente, quando o paciente traumatizado chega em busca de tratamento nas emergências dos hospitais de referência, ele está com dor e com dificuldades para realizar os movimentos necessários para seu correto posicionamento no aparelho radiográfico ou pode até mesmo estar inconsciente. Por isso, a qualidade da imagem pode ser prejudicada devido a não cooperação do paciente, acarretando a dificuldade de sua visualização. Outra dificuldade para a interpretação das fraturas nas imagens radiográficas é a sua imagem bidimensional com muitas sobreposições das estruturas anatômicas, por isso recomenda-se que as fraturas da face sejam registradas por dois ângulos diferentes (incidências). As fraturas apresentam-se como a perda de continuidade da estrutura analisada e/ou pela presença de uma linha radiolúcida. Serão abordados os aspectos radiográficos dos ossos que mais sofrem fraturas no trauma facial, são eles: nariz, mandíbula e terço médio da face. A seguir, conheceremos cada uma delas. Fratura nasal 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html#67/82 Do lado esquerdo da imagem é possível identificar a técnica lateral com incidência para visualização do osso próprio do nariz mostra fratura nasal. Por outro lado, do lado direito vemos uma radiografia frontal posteroanterior com fratura nasal. Radiografia frontal técnica de Waters e lateral confirmando a fratura nasal. Fraturas na mandíbula Radiografia frontal com fraturas bilaterais verticais na região do ângulo da mandíbula. Podem ser encontradas nos sentidos horizontal e vertical e em toda extensão mandibular: Côndilo; Corpo; Ângulo; Processo alveolar; Ramo; Processo coronoide. A seguir, um exemplo de uma radiografia panorâmica com imagem de fratura vertical no corpo mandibular. 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 68/82 Fraturas do terço médio da face As fraturas da maxila são classificadas conforme a localização dos ossos atingidos. A classificação de Le Fort as dividem em três: Le Fort I Ocorre no sentido horizontal, com a separação da sutura entre a maxila e o processo pterigoide do osso esfenoide, e da maxila das estruturas nasais e zigomática. Le Fort II Ocorre de forma piramidal, separando os ossos da maxila e o osso nasal do osso orbital e zigomático. Le Fort III Ocorre a disjunção craniofacial, no sentido horizontal. Esse tipo de fratura envolve a separação das suturas naso- órbito-etmoidal, do zigomático e da maxila, separando-as da base do crânio. Atualmente, as fraturas do terço médio da face são mais bem diagnosticadas por meio da realização e avaliação de imagens tomográficas. 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 69/82 Ilustração dos tipos de fraturas de Le Fort . Visualização da anatomia craniofacial. Esquema das fraturas da face de Le Fort. Lesões Vamos conhecer agora as lesões mais relevantes na prática odontológica. Cistos São cavidades patológicas revestidas por epitélio e com líquido no seu interior. São observados como imagem arredondada ou ovalada radiolúcida bem delimitada envolvida por uma linha radiopaca. Esses não estão associados ao dente, sendo chamados de cistos não odontogênicos, diferentemente do que estudamos no tópico anterior. São nomeados de acordo com a sua localização anatômica, e o mais comumente encontrado é o nasopalatino, localizado no canal incisivo, acima das raízes dos incisivos centrais superiores, podendo afastar as suas raízes. Não devemos confundi-lo com o canal incisivo que se localiza na mesma região anatômica com diâmetro de até 6mm. 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 70/82 Radiografia periapical mostra imagem sugestiva de cisto nasopalatino. Neoplasias São definidas pelo aumento de volume de determinada área do corpo por meio da multiplicação excessiva do número de células. Podem surgir em qualquer local da cavidade oral, lábios, língua, assoalho da boca, palato mole, maxila e mandíbula. Podem ser classificadas como benigna ou maligna: Características sugestivas de benignidade Crescimento lento e organizado. Crescimento expansivo. Limites definidos e nítidos (halo esclerótico). Não invadem os tecidos vizinhos. Características sugestivas de malignidade Crescimento rápido e desordenado. Crescimento infiltrativo. Limites difusos e pouco nítidos (imprecisos). Podem invadir os tecidos vizinhos (metástases). Lesões benignas maxilomandibular 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 71/82 As lesões benignas crescem lentamente, por isso sua aparência nas radiografias são: Limites bem definidos, podendo apresentar halo radiopaco (esclerose da cortical óssea). Expansão das corticais ósseas, podendo provocar o afastamento das raízes ou deslocamento do dente. Podem ser uniloculares (uma loja patológica) ou multiloculares (duas ou mais lojas patológicas separadas por septos - linhas radiopacas). Veremos a seguir as principais patologias tumorais benignas. Serão abordadas apenas as que atingem os ossos maxilares. Muitas vezes, só pelas características radiográficas patognomônicas (aspecto imaginológico próprio) poderemos identificar de qual lesão se trata, mas para concluir o diagnóstico sempre é necessário a realização da biópsia. Os tumores odontogênicos derivam da alteração dos tecidos que participam da formação do dente, ou seja, epitelial, mesenquimal ou misto. São eles: Ameloblastoma Origem epitelial. Localizado preferencialmente na mandíbula (região dos molares e ramo). Crescimento expansivo, causando deslocamento de elementos dentários, expansão das corticais ósseas e em alguns casos reabsorção externa das raízes do dente associado. Radiolúcido. Pode ser uni ou multiloculado. Quando apresenta o aspecto multilocular, aparenta uma imagem semelhante a bolhas de sabão. Desenho esquemático do padrão radiográfico multilocular “bolas de sabão” (lóculos com tamanhos diferentes). Observe as imagens a seguir: 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 72/82 Ameloblastoma com deslocamento do terceiro molar no corpo e seguindo para ramo da mandíbula. Ameloblastoma com aspecto de bolhas de sabão na região de molares e no ramo da mandíbula. Mixoma odontogênico Desenho esquemático do padrão radiográfico multilocular, com septos intraósseos dispostos em ângulos retos, paralelos ou oblíquos entre si, lembrando as cordas de uma raquete de tênis. Origem mesenquimal; Tumor mais agressivo; Localizado preferencialmente no ramo, ângulo e corpo da mandíbula, podendo atravessar a linha média; Radiolúcido; Limite pouco definido; Pode ser uni ou multiloculado; Quando apresenta o aspecto multilocular os septos tendem a ficarem em ângulos retos dando aparência das cordas de uma raquete de tênis; 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 73/82 Crescimento expansivo, causando deslocamento de elementos dentários, expansão das corticais ósseas, podendo ocorrer a sua destruição e a reabsorção externa das raízes do dente associado. Acompanhe a radiografia a seguir: Radiografia panorâmica mostrando extenso mixoma odontogênico que cruza a linha média, com deslocamento dentário, expansão das corticais, comprometendo toda mandíbula. Cementoblastoma ou cementoma Origem mesenquimal. Localizados preferencialmente associados às raízes de pré-molares e molares. Massa de cemento com crescimento lento, portanto, apresenta lesão radiopaca, unida às raízes do molar ou pré- molar, envolvida por halo radiolúcido. Bem delimitada. Pode expandir as corticais. Radiografia panorâmica que mostra cementoma associado à raiz do 44. Odontoma É o mais comumente encontrado. Origem mista: são malformações no estágio de desenvolvimento do esmalte e da dentina. Pode ser de dois tipos: 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 74/82 Odontoma complexo Formação de uma massa irregular, Predileção pela região de pré-molares e molares, tanto faz na maxila ou mandíbula. Pode estar associado à retenção de dentes. Área radiopaca com a mesma densidade do dente. Bem delimitada com halo radiolúcido. Não tem forma de dentes. Odontoma composto Formação de vários dentes pequenos (dentículos). Pode produzir retenção dentaria. Imagem patognomônica de dentículos agrupados de forma irregular. Limite definido, rodeado por halo radiolúcido. 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 75/82 Lesões malignas maxilomandibulares As lesões malignas crescem rápido e desordenadamente, por isso sua aparência nas radiografias apresentam: limites mal definidos com contorno irregular; crescimento rápido; destruição das corticais ósseas; invasão das estruturas adjacentes(vizinhas). Para finalizar nosso estudo sobres as patologias com imagens radiográficas na Odontologia, chegou o momento de conhecermos tumores malignos. São eles: Origem mesenquimal com a proliferação dos osteoblastos atípicos; Evolução rápida, muito agressiva; Deslocamento e mobilidade dos dentes envolvidos; Preferência pela região posterior da mandíbula; Pode ocorrer metástase para o pulmão; Lesão pode ter aspectos radiopacos e radiolúcidos; Limites mal definidos; Nas radiografias oclusais, são visualizadas as corticais expandidas ou destruídas; Pode apresentar imagem radiográfica de “raios de sol”, devido à formação perpendicular das tábuas ósseas na periferia da lesão. Osteossarcoma. Lesão extensa em mandíbula exibindo caráter invasivo, com áreas mal delimitadas na região de corpo dos lados direito e Osteossarcoma 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 76/82 esquerdo. Os dentes 47 e 34 possuem reabsorção radicular. Produção de cartilagem neoplásica; Lesão muito destrutiva; Difícil diagnóstico por apresentar características comuns a outras neoplasias; Limites mal definidos; Bordas irregulares; Lesão pode ter aspectos radiopacos e radiolúcidos; Imagem com aspecto de “roído de traça” devido ao desgaste ósseo. Condrossarcoma. (A) Massa tecidual extensa com aspecto avermelhado e sangrante, consistência firme e superfície irregular, localizada em mandíbula, encobrindo as faces dos dentes. (B) Radiografia mostra imagem mista e perda do trabeculado ósseo normal, com alargamento do espaço periodontal e início de reabsorção radicular. (C) Imagem na radiografia oclusal mostra envolvimento da tábua óssea vestibular, com limites irregular e mal definidos, com crescimento em direção à periferia. Desenvolvido a partir dos restos embrionários odontogênicos de origem intraósseo; Imagens radiolúcidas; Contornos irregulares e mal definidos; Pode apresentar destruição das corticais e da lâmina dura do dente; Dentes parecem estar flutuando no interior da lesão, conhecido como imagem de “dentes flutuantes”. Condrossarcoma Carcinoma intraósseo 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 77/82 Carcinoma intraósseo no ramo da mandíbula do lado esquerdo envolvendo o processo coronoide, incisura da mandíbula e côndilo. Outras fraturas da face diagnosticadas radiogra�camente Para sintetizar esses conhecimento, a especialista abordará o estudo radiográfico da fratura de arco zigomático, Le Fort e mandibulares. 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 78/82 Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? Questão 1 Dentre os aspectos radiográficos das patologias orais, marque a afirmativa que contém apenas as características de aparência das lesões benignas. A Limites bem definidos, crescimento lento, metástases. B Contornos bem definidos, destruição das corticais ósseas, halo radiopaco. C Limites e contornos bem definidos, deslocamento de dentes, crescimento lento. D Halo radiopaco, metástase, limites bem definidos. 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 79/82 Parabéns! A alternativa C está correta. As lesões benignas possuem como característica: crescimento lento, com limites bem definidos, podendo apresentar halo radiopaco, expansão das corticais ósseas e provocar o afastamento das raízes ou deslocamento do dente. Já as malignas possuem crescimento rápido, com contorno difuso e mal definido, causando destruição das corticais ósseas e podendo ocorrer metástase. Questão 2 A lesão visualizada na região periapical do elemento 45, radiopaca, arredondada, bem delimitada é sugestiva de qual patologia? E Deslocamento das raízes dos dentes, contornos bem definidos, destruição das corticais ósseas. A Odontoma composto B Cementoma C Cisto D Ameloblastoma E Odontoma complexo 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 80/82 Parabéns! A alternativa B está correta. As características descritas e visualizadas sugerem o cementoblastoma ou cementoma. Os cistos possuem imagem radiolúcida por serem constituídos de líquido no seu interior. O ameloblastoma também é uma lesão com imagem radiolúcida que em algumas imagens pode ter o aspecto de “bolhas de sabão”. O odontoma composto é uma lesão radiopaca onde se observa a formação de dentículos, e a característica radiográfica do odontoma complexo é de uma massa radiopaca difusa, podendo estar associada ao dente retido. Considerações �nais Como vimos, o conhecimento da normalidade das estruturas anatômicas do complexo dentomaxilomandibular é muito importante durante a técnica e interpretação radiográfica, pois, para que a imagem seja produzida com qualidade, é necessário o correto posicionamento do paciente com a finalidade de que a área examinada esteja toda inserida e sem distorções no filme radiográfico. Assim, na radiologia odontológica, são utilizadas diferentes técnicas radiográficas, intraorais e extraorais, para visualização de determinados grupos de estruturas anatômicas. Vale atentar-se para o fato de que, além de a radiografia ser um exame bidimensional, ou seja, não possui profundidade, nela ocorre a sobreposição das imagens, o que pode dificultar a interpretação radiográfica. É necessário, portanto, o estudo contínuo e aprofundado da anatomia radiográfica da região dentomaxilomandibular para que seus olhos possam estar atentos e aptos a observar qualquer característica anormal nas imagens. Ademais, o conhecimento anatômico permite a realização das técnicas radiográficas adequadas e a obtenção de imagens de boa qualidade, já que o objetivo principal da radiologia odontológica é a perfeita visualização das estruturas anatômicas para auxiliar na realização de um diagnóstico preciso, o que influencia diretamente na recuperação e proteção da saúde do paciente. Podcast Neste bate-papo, falaremos sobre as principais patologias, dando ênfase no pré-diagnóstico visual (sem radiodiagnóstico) e em sua confirmação através da radiologia. 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html# 81/82 Referências CAPELLA, L. R. C.; OLIVEIRA, R. J. Atlas de radiografia panorâmica para o cirurgião-dentista. São Paulo, SP: Santos, 2018. FENYO-PEREIRA, M. Radiologia Odontológica e Imaginologia. 2. ed. São Paulo, SP: Santos, 2019. FENYO-PEREIRA, M. Radiologia Odontológica e Imaginologia. 3. ed. São Paulo, SP: Santos, 2021. FREITAS, A.; ROSA, J. E.; SOUZA, I. F. E. Radiologia odontológica. 6. ed. São Paulo, SP: Artes Médicas, 2004. FREITAS, L. Radiologia bucal: técnicas e interpretação. 2. ed. São Paulo, SP: Pancast, 2000. NETTER, F. H. Atlas de Anatomia Humana. 7. ed. Rio de Janeiro, RJ: Guanabara Koogan, 2018. NORTON, N. S. Netter: Atlas de Anatomia de Cabeça e Pescoço. 3. ed. Rio de Janeiro, RJ: Guanabara-Koogan, 2018. PANELLA, J. Fundamentos de Odontologia: radiologia odontológica e imaginologia. Rio de Janeiro, RJ: Guanabara Koogan, 2006. VASCONCELOS, B. C. E. et al. Diagnóstico das fraturas zigomático-orbitárias por tomografias computadorizadas ou radiografias convencionais – relato de caso clínico. Revista de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial 3 (2): 33-40, 2003. WATANABE, P. C. A. Imaginologia e Radiologia Odontológica. 2. ed. Rio de Janeiro, RJ: Guanabara-Koogan, 2019. Explore + Aprofunde seus conhecimentos sobre lesões radiolúcidas dos dentes nas imagens radiográficas lendo a dissertação de André Miguel Lagido da Silva, intitulada A ortopantomografia no estudo de lesões radiolúcidas: importância no diagnóstico e tratamento, publicada pela Universidade Fernando Pessoa, Porto, no ano de 2011. 27/04/23, 19:03 Anatomia e Patologia https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/03100/index.html#82/82 Leia o livro Radiologia Odontológica – Princípios de Interpretação, publicado em 2014 pela Universidade Federal do Maranhão, e conheça instrumentos para avaliação da imagem radiográfica odontológica normal e patológica. O site Estomatologia na Web, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, disponibiliza artigos e fotos sobre radiologia odontológica, incluindo um material de anatomia dentomaxilomandibular.