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<p>Aluno (a): Karen Lorrany Seixas De Oliveira</p><p>Disciplina: Direito do Constitucional I</p><p>Professora: Karla Faria</p><p>Pesquise sobre:</p><p>1. Diferenças e características dos direitos humanos e direitos fundamentais.</p><p>Direitos humanos são aqueles ligados à liberdade e à igualdade que estão</p><p>positivados no plano internacional. Já os direitos fundamentais são os</p><p>direitos humanos positivados na Constituição Federal</p><p>- Responda também o questionamento: Você é capaz de identificar no seu cotidiano algum</p><p>tipo de violação de direitos humanos/ direitos fundamentais? Como você se posiciona diante</p><p>destes fatos? Como futuro aplicador/interpretador do Direito qual será sua contribuição, ou</p><p>seja, o que pode ser realizado para evitar essas violações?</p><p>Posso identificar algumas das violações do direitos humanos e direitos</p><p>fundamentais no meu cotidiano, como a desigualdade social que impede muitos de</p><p>acessarem saúde e educação de qualidade, e a discriminação que ainda persiste em</p><p>diversas formas, como racismo e homofobia. Além disso, casos de violência policial</p><p>e censura à liberdade de expressão são preocupantes e evidenciam a necessidade de</p><p>mudança.</p><p>Diante desses fatos, me posiciono de forma crítica e ativa. Acredito na</p><p>importância de me informar e informar os outros sobre essas questões. Engajar-se</p><p>em movimentos sociais e apoiar aqueles que enfrentam essas violações é</p><p>fundamental.</p><p>Como futuro aplicador do Direito, minha contribuição ao direito vai ser defender</p><p>legalmente as vítimas de violações e participar da criação de políticas públicas que</p><p>garantam a proteção dos direitos fundamentais. Também me comprometo a</p><p>interpretar a lei com um olhar atento à dignidade humana, buscando sempre justiça e</p><p>igualdade. Essa é uma responsabilidade que todos nós, como futuros profissionais,</p><p>devemos assumir para construir uma sociedade mais justa e solidária.</p><p>2. O STF já decidiu pela constitucionalidade da reserva de vagas para candidatos negros</p><p>nas universidades públicas. Sabendo que tal fato é resultado da política de compensação.</p><p>Discorra sobre o posicionamento do STF.</p><p>O STF tem se posicionado favoravelmente à constitucionalidade da reserva de</p><p>vagas para candidatos negros em universidades públicas, entendendo que essas</p><p>políticas de ação afirmativa são essenciais para promover a igualdade de</p><p>oportunidades e corrigir desigualdades históricas. O Tribunal fundamenta sua</p><p>decisão no compromisso da Constituição de 1988 com a promoção da igualdade e a</p><p>Aluno (a): Karen Lorrany Seixas De Oliveira</p><p>Disciplina: Direito do Constitucional I</p><p>Professora: Karla Faria</p><p>erradicação de discriminações. A reserva de vagas é vista como um instrumento</p><p>legítimo para enfrentar a exclusão da população negra e outros grupos</p><p>marginalizados.</p><p>Além disso, o STF argumenta que a inclusão de estudantes de diferentes origens</p><p>enriquece o ambiente acadêmico, contribuindo para uma sociedade mais plural e</p><p>representativa. O uso de critérios raciais, desde que justificado e proporcional, é</p><p>considerado válido e necessário para promover a justiça social. Assim, ao</p><p>reconhecer a constitucionalidade dessas medidas, o STF reafirma a importância da</p><p>luta contra o racismo e a discriminação, destacando a relevância de ações que</p><p>busquem construir um Brasil mais justo e democrático.</p><p>3. Responda as questões: XXXII EXAME DE ORDEM UNIFICADO (2021.1) Definitivo</p><p>Antônio, na condição de consumidor, celebrou contrato com determinada concessionária de</p><p>serviço público de telefonia, vinculada à União e sujeita à fiscalização de uma agência</p><p>reguladora federal. Poucos anos após a celebração, a ele foi informado que a</p><p>concessionária partilharia, com seus parceiros comerciais, as localidades em que estão</p><p>situados os números de telefone aos quais Antônio se conecta regularmente. O objetivo era</p><p>o de contribuir para o delineamento do seu perfil, de modo a facilitar a identificação da</p><p>propaganda comercial de seu interesse. Acresça-se que tanto a União quanto a agência</p><p>reguladora federal divulgaram comunicados oficiais informando que não tinham qualquer</p><p>interesse na discussão a respeito dos referidos atos da concessionária. Insatisfeito com o</p><p>teor do comunicado recebido, Antônio procurou você, como advogado(a), e solicitou que</p><p>respondesse aos questionamentos a seguir. A partilha de informações a ser realizada pela</p><p>concessionária é compatível com a Constituição da República?</p><p>A partilha de informações realizada pela concessionária de serviços públicos de</p><p>telefonia é incompatível com a Constituição da República, uma vez que viola o direito</p><p>à privacidade garantido pelo artigo 5º, inciso X, da Constituição, além de desrespeitar</p><p>as disposições da LGPD. A LGPD exige o consentimento explícito do titular para o</p><p>tratamento de seus dados pessoais, e a falta desse consentimento, juntamente com a</p><p>ausência de justificativas claras e transparentes para o compartilhamento, torna a</p><p>prática inconstitucional. Antônio pode, portanto, buscar a proteção de seus direitos</p><p>através de ações administrativas ou judiciais para suspender essa prática e reparar</p><p>eventuais danos.</p><p>Prova: FCC - Defensor Público A evolução do modelo de prestação de assistência jurídica</p><p>na ordem constitucional brasileira contempla</p><p>A) o abandono do sistema caritativo e a implantação gradativa do modelo judicare, adotado</p><p>pela Constituição Federal de 1988.</p><p>Aluno (a): Karen Lorrany Seixas De Oliveira</p><p>Disciplina: Direito do Constitucional I</p><p>Professora: Karla Faria</p><p>B) o progressivo fortalecimento da advocacia pro bono, em substituição ao modelo salaried</p><p>staff.</p><p>C) a maior proteção aos direitos individuais, em detrimento dos direitos coletivos e difusos.</p><p>D) o fortalecimento do modelo público, a partir da Constituição Federal de 1937, que foi o</p><p>primeiro texto constitucional a contemplar o direito à assistência judiciária gratuita.</p><p>CERTA LETRA E) a evolução do modelo público, a partir da Constituição Federal de</p><p>1934, que foi o primeiro texto constitucional a contemplar o dever estatal de</p><p>prestação de assistência judiciária gratuita.</p><p>4. Justifique os erros ou acertos dos itens: De acordo com a jurisprudência do Supremo</p><p>Tribunal Federal acerca da disciplina constitucional dos direitos e garantias fundamentais,</p><p>A) a previsão em lei da obrigatoriedade de manutenção de exemplares de Bíblias em</p><p>escolas e bibliotecas públicas estaduais é compatível com a liberdade de consciência e de</p><p>crença, bem como com a facultatividade do ensino religioso nas escolas públicas, não</p><p>havendo que se falar em violação aos princípios da laicidade estatal e da isonomia.</p><p>B) é inconstitucional a imposição de limites à realização de atividades religiosas presenciais</p><p>e coletivas como medida de prevenção ao avanço da pandemia de Covid-19, por ferir a</p><p>garantia do livre exercício dos cultos religiosos e a proteção aos locais de culto e suas</p><p>liturgias.</p><p>C) para satisfazer o dever constitucional de aviso prévio relativamente ao direito de reunião,</p><p>não basta a veiculação de informação que permita ao poder público zelar para que seu</p><p>exercício se dê de forma pacífica ou para que não frustre outra reunião no mesmo local,</p><p>sendo necessária a comunicação formal e registrada de tal ato à autoridade competente.</p><p>D) a tese da legítima defesa da honra é constitucional, diante da inviolabilidade do direito à</p><p>honra e das garantias do contraditório e da ampla defesa, não implicando contrariedade aos</p><p>princípios da igualdade de gênero, de proteção à vida e da dignidade da pessoa humana.</p><p>E) a noção de um direito ao esquecimento é incompatível com a Constituição, devendo</p><p>eventuais excessos ou abusos no exercício da liberdade de expressão e de informação ser</p><p>analisados caso a caso, diante dos parâmetros constitucionais e das expressas e</p><p>específicas previsões legais cíveis e penais pertinentes</p><p>A) Errado</p><p>A obrigatoriedade de manutenção de Bíblias em escolas e bibliotecas públicas</p><p>pode violar o princípio da laicidade do Estado. A laicidade implica que o Estado não</p><p>deve favorecer ou promover nenhuma religião específica, garantindo a liberdade de</p><p>Aluno (a): Karen Lorrany Seixas De Oliveira</p><p>Disciplina: Direito</p><p>do Constitucional I</p><p>Professora: Karla Faria</p><p>consciência e crença de todos. A manutenção de Bíblias em instituições públicas</p><p>pode ser vista como uma imposição religiosa, o que fere o princípio da isonomia,</p><p>pois privilegia uma religião em detrimento de outras.</p><p>B) Errado</p><p>A imposição de limites às atividades religiosas, especialmente em contextos de</p><p>emergência sanitária como a pandemia de Covid-19, pode ser considerada</p><p>constitucional se estiver fundamentada na necessidade de proteção à saúde pública.</p><p>O STF reconhece que, em situações excepcionais, é possível restringir certos</p><p>direitos, desde que as medidas sejam proporcionais e necessárias. Portanto, a</p><p>inconstitucionalidade não se aplica de forma automática.</p><p>C) Certo</p><p>Para a realização do direito de reunião, é necessário um aviso prévio que permita</p><p>ao poder público garantir que a reunião ocorra de forma pacífica e não interfira em</p><p>outras reuniões. A comunicação formal e registrada à autoridade competente é</p><p>fundamental para assegurar a ordem pública e o exercício desse direito de forma</p><p>responsável.</p><p>D) Errado</p><p>A tese da legítima defesa da honra é considerada inconstitucional, pois perpetua</p><p>a cultura de desigualdade de gênero e pode justificar a violência. A Constituição</p><p>protege a dignidade da pessoa humana e a igualdade entre os gêneros, e a invocação</p><p>dessa defesa em casos de crimes, especialmente de violência, é vista como uma</p><p>violação a esses princípios fundamentais.</p>