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<p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>APOSTILA CADERNO DE ORIXÁ</p><p>Lendas dos Orixás – Mais de 800 Cantigas para Orixás</p><p>(acompanha , Pendrive mp3) - Qualidade de Orixás</p><p>Cargos do Candomblé Hierarquia e muito mais.</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>1 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Introdução</p><p>Olá Amigos esta apostila e resultado de anos de pesquisa e uma vida inteira no</p><p>Candomblé, e não tem a intenção de distorce, modificar ou ferir qualquer vertente ligada</p><p>ao culto dos orixás o Candomblé.</p><p>2 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Lenda de Exú</p><p>Exú sempre foi o mais alegre e comunicativo de todos os orixás. Olorun</p><p>quando o criou deu-lhe entre outras funções a de comunicador e</p><p>elemento de ligação entre tudo o que existe. Por isso, nas festas que se</p><p>realizavam no orun (céu), ele tocava tambores e cantava, para trazer</p><p>alegria e animação a todos. Sempre foi assim, até que um dia os orixás</p><p>acharam que o som dos tambores e dos cânticos estava muito alto, e que</p><p>não ficava bem tanta agitação. Então eles pediram a Exú que parasse com</p><p>aquela atividade barulhenta, para que a paz voltasse a reinar. Assim foi</p><p>feito, e Exú nunca mais tocou seus tambores, respeitando a vontade de</p><p>todos. Um belo dia numa dessas festas, os orixás começaram a sentir</p><p>falto da alegria que a música trazia. As cerimônias ficavam muito mais</p><p>bonitas ao som dos tambores. Novamente, eles se reuniram e resolveram</p><p>pedir a Exú que voltasse a animar as festas, pois elas estavam muitas sem</p><p>vida. Exú negou-se a fazê-lo, pois havia ficado muito ofendido quando</p><p>sua animação fora censurada, mas prometeu que daria essa função para</p><p>a primeira pessoa que encontrasse. Logo apareceu um homem de nome</p><p>Ogan Exú confiou-lhe a missão de tocar tambores e entoar cânticos para</p><p>animar todas as festividades dos orixás. E daquele dia em diante, os</p><p>homens que exercessem esse cargo seriam respeitados como</p><p>verdadeiros pais e denominados Ogans.</p><p>Lenda de Ogum Ogum lutava sem cessar contra os reinos vizinhos. Ele</p><p>trazia sempre um rico espólio em suas expedições, além de numerosos</p><p>escravos. Todos estes bens conquistados, ele entregava a Odúduá, seu</p><p>pai, rei de Ifé. Ogum continuou suas guerras. Durante uma delas ele</p><p>tomou Irê. Antigamente esta cidade era formada por sete aldeias por</p><p>isto chamando ainda hojé Ogum mejejê lodê Irê - “Ogum das sete</p><p>partes de Irê”. Ogum matou o rei Onirê e o substituiu pelo próprio filho,</p><p>conservando para si o título de Rei. Ele é saudado como Ogum Onirê! -</p><p>“Ogum Rei de Irê”. Entretanto ele foi autorizado a usar apenas uma</p><p>pequena coroa "akorô". Daí ser chamado também de Ogum Alakorô</p><p>“Ogum dono da pequena coroa”. Após instalar seu filho no trono de Irê,</p><p>Ogum voltou a guerrear por muitos anos. Quando voltou a Irê, após</p><p>longa ausência, ele não reconheceu o lugar. Por infelicidade no dia de</p><p>sua chegada celebrava-se uma cerimônia, na qual todo mundo devia</p><p>guardar silêncio completo. Ogum tinha fome e sede.</p><p>Ele viu as jarras de vinho de palma, mas não sabia que elas estavam</p><p>vazias. O silêncio geral pareceulhe sinal de desprezo. Ogum cuja</p><p>paciência é curta encolerizou-se, quebrou as jarras com golpes de</p><p>espada e cortou a cabeça das pessoas. A cerimônia tendo acabado,</p><p>apareceu finalmente o filho de Ogum e ofereceu-lhe seus pratos</p><p>prediletos: caracóis e feijão regados com dendê, tudo acompanhado de</p><p>muito vinho de palma. Ogum arrependido e calmo lamentou seus atos</p><p>de violência e disse que já vivera bastante, que viera agora o tempo de repousar.</p><p>Ele baixou então sua espada e desapareceu sob a terra. Ogum tornara-se um Orixá.</p><p>Lenda de Ogum</p><p>Oyá vivia com Ogum antes de ser mulher de Xangô. Ela ajudava Ogum no seu trabalho, carregava seus instrumentos,</p><p>manejava o fole para ativar o fogo da forja. Um dia Ogum deu a Oyá uma vara de ferro igual a que lhe pertencia que</p><p>tinha o poder de dividir os homens em sete partes e as mulheres em nove partes, caso estas as tocassem em uma briga.</p><p>Xangô gostava de sentar-se perto da forja para apreciar Ogum bater o ferro, e sempre lançava olhares a Oyá; ela por sua</p><p>3 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>vez, também lançava olhares a Xangô. Xangô era muito elegante, seus cabelos eram trançados, usava brincos, colares e</p><p>pulseira. Sua imponência e seu poder impressionaram Oyá. Um dia Oyá e Xangô fugiram e Ogum lançou-se em</p><p>perseguição deles. Encontrando os fugitivos, brandiu sua vara mágica, Oyá fez o mesmo e eles se tocaram ao mesmo</p><p>tempo. E assim que Ogum foi dividido em sete partes e Oyá em nove partes, o recebeu o nome de Ogum Mejé e ela o</p><p>de Iansã, cuja origem vem de Iyámésàn a mãe transformada em nove.</p><p>Lenda de Ogum</p><p>Ogum tem estreita relação com o número sete, o que é explicado por duas lendas iorubanas. Na primeira, ele aparece</p><p>como o guerreiro - filho de Odudua, rei de Ifé - que conquista a cidade de Irê e assume o título de Oni (senhor ou rei).</p><p>Em torno de Irê havia sete aldeias, hoje desaparecidas. Por essa razão, acreditava-se que Ogum fosse composto por sete</p><p>partes, uma para cada aldeia conquistada. Em iorubano, sete é mejê, de onde resultou a expressão Ogum Mejê (O Ogum</p><p>que são sete, ou o Ogum composto de sete partes). É a ele, portanto, que o ponto é dedicado.</p><p>A outra lenda fala do casamento entre Ogum e Oyá. Ogum tinha uma vara mágica, feita de ferro (metal que lhe</p><p>está associado), que tinha a propriedade de dividir em sete partes os homens e em nove partes as mulheres que</p><p>tocasse. Em sua oficina de ferreiro, Ogum confeccionou uma vara igual e deu-a de presente a Oyá. Algum tempo</p><p>depois, porém, Oyá fugiu com Xangô e foi perseguida pelo furioso marido traído. Quando se encontraram,</p><p>entraram em combate com suas varas mágicas, dividindo-se Ogum em sete partes e Oyá em nove. Por isso</p><p>ela é chamada de Iansã, termo composto de duas palavras iorubanas: Iá ou Inhá (mãe) e messan (nove).</p><p>Lenda de Odé Olofin, rei de Ifé, resolveu preparar uma grande</p><p>comemoração em seu reino para alegrar seus súditos que</p><p>andavam muito tristes. Seria a festa do inhame. Os festejos</p><p>deveriam ser grandiosos e durar muitos dias para que todos</p><p>comessem e bebessem até se fartar. A cidade tornou-se colorida,</p><p>vinha gente de muito longe para participar da festividade. Há</p><p>muitos anos nada se fazia ali, nem mesmo parecido com o que</p><p>era anunciado. Num descuido imperdoável, o rei em sua euforia</p><p>esqueceu-se de algo muito importante. Deixou de convidar as Ia</p><p>Mi Oxorongá, as mães feiticeiras, bruxas poderosas, donas de</p><p>grandes pássaros maléficos que ao serem soltos causavam</p><p>doenças e morte por onde sobrevoassem. Enraivecidas por terem</p><p>sido ignoradas, resolveram vingar-se do rei. Ao romper do dia</p><p>marcado para o início das comemorações mandaram um de seus</p><p>pássaros gigantes para a cidade. Este pousou sobre o palácio e lá</p><p>ficou observando tudo que se passava, esperando que a festa</p><p>começasse para sobrevoá-la, espalhando assim, a morte. Era tão</p><p>grande a ave que a cidade ficou escura com a sombra que dela se</p><p>projetava. O rei ficou indignado aquilo acabaria com sua festa e</p><p>sua grande ideia se tornaria um fracasso. Mandou então, que se</p><p>convocassem os melhores caçadores do reino para que</p><p>eliminassem o intruso. Dezenas de caçadores apresentaram-se</p><p>com suas flechas e tentaram durante dias matarem as aves agourentas. Sem sucesso. O peito do pássaro parecia de aço.</p><p>Todas as flechas lançadas contra ele vergavam e caiam no chão sem causar-lhe dano algum. Olofin, a cada fracasso ficava</p><p>mais irritado, e ordenava que cada caçador pela sua incapacidade fosse morto imediatamente. Após vários dias de</p><p>tentativa apareceu Oxotokanxoxô, um jovem caçador que tinha somente uma flecha, mas que mesmo assim se propunha</p><p>a acabar com o problema. Todos riram diante de tanta audácia, mas o rei aceitou a oferta dizendo-lhe que se não</p><p>conseguisse seria morto como todos os outros. O rapaz confiante disse: – Se eu não conseguir que me façam em</p><p>pedaços.</p><p>ae ae Alakoro lé un ô</p><p>5°</p><p>Mege mege…</p><p>A… Ogum Mege ire</p><p>20 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>6°</p><p>Akoro... Ogun de…</p><p>Akoro... Ogun de…</p><p>Pá Ogun Mege Akoro Ogun de…</p><p>Pá Ogun Mege Akoro Ogun de…</p><p>7°</p><p>Akoro Bragada, Ogun Bragada</p><p>Akoro Bragada e Ogun Bragada</p><p>Ogun bragada e Ogun Bragada Ogun bragada e Ogun Bragada</p><p>Xirê Oxossí</p><p>1°</p><p>Olowõ guiri guiri bodê</p><p>O… guiri guiri bodê, awá nisso omorode Odé</p><p>mo ofá axé loberin</p><p>2°</p><p>Araye Odé arere okê, e orixá erro omo ofá akueran</p><p>Araye Odé arere okê, e orixá erro omo ofá akueran</p><p>Orixá ero omo ofá akueran, Odé inxe ewe erro omo ofá Akueran</p><p>Araye Odé arere okê, e orixá erro omo ofá akueran</p><p>3°</p><p>Omorodé xe bê irokô ara awara lá ejo</p><p>Omorodé xe bê irokô ara awara lá ejo araye</p><p>Ode arere e… omorodé xe bê Irokô ara</p><p>wara lá ejo</p><p>4°</p><p>Odé kó omorode, Odé kó omorode</p><p>Odé arere, odé ko omorode mi mawô Odé</p><p>ko omorode o nie.</p><p>Xirê Ossain</p><p>1°</p><p>A Bebe ní bó, a Bebe ni bó ª… e…</p><p>abebe, abebe ni bó, abebe ni bó</p><p>e… a bebe</p><p>2°</p><p>Ata akoro oju ewe, ata akoro o imo kossun</p><p>Ata akoro oju ewe, ata akoro o imo kossun</p><p>3°</p><p>A jáun ná fururu, A jáun ná fururu</p><p>a izo ara inã a jáun ná fururu</p><p>21 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Xirê Omolu</p><p>1°</p><p>Ago lona ke a xá oro</p><p>ago lele</p><p>2°</p><p>Omolu kwê olore, awurê fun obó</p><p>3°</p><p>Awa te tete, jagun xare lonin, elé iko</p><p>xala are, xala re loni, elé ikó</p><p>Xirê Oxumarê</p><p>1°</p><p>Oxumarê… lele marê oxumarê, lele marê awáraka, lele marê oxumarê wo 2°</p><p>Oxumarê wõ… Odan só dan…</p><p>Oxumarê wõ… Odan só dan… lele</p><p>marê oxumarê, oxumarê wô.</p><p>3°</p><p>Ko bé giró, dan ko bé giro…</p><p>Oxumarê…</p><p>ko bé giró, dan ko bé giró</p><p>Oxumarê…</p><p>Xirê Nanã</p><p>1°</p><p>Obí Nana yó, o luwó bó, Nana yó</p><p>2°</p><p>Obi Nana ewá, ewá ewá aye</p><p>3° O luwô savala jõ, O luwõ oké</p><p>ajo… savala jõ, O luwõ oké ajo…</p><p>Olore…</p><p>Xirê Irokô</p><p>1°</p><p>Irokõ possun mado bê, hun elo a man gê erô Irokõ</p><p>possun mado bê, hun elo a man gê erô</p><p>2°</p><p>Eró a eró possun, a eró a eró possun</p><p>22 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>3°</p><p>Irokõ a popo ojo, awo égue bade temi,</p><p>alado igui igui a popo ojo ará nibõ Odé de ban</p><p>Irokõ a popo ojo, awo égue bade temi,</p><p>alado igui igui a popo ojo ará nibõ Odé de ban</p><p>Odé de ban, Odé de ban, ará nibõ Odé de ban</p><p>Odé de ban, Odé de ban, ará nibõ Odé de ban</p><p>Odé de ban, Odé de ban, ará nibõ Odé de ban</p><p>Xirê Xangô</p><p>1°</p><p>Oba ni xá ero ke odô, oberi oman, oba</p><p>ni xá erro ke odô, oba kosso aro</p><p>2°</p><p>Ayra yra, ayra… ayra yra oba kosso Ayra yra, ayra… ayra yra oba kosso</p><p>3°</p><p>Oba Kosso ara aye… Ayra yra</p><p>4°</p><p>O lô kosso e godo pá… Ilosse bó emim oba</p><p>afonjá o nilé ni mo obá, Ilosse bó emim</p><p>Xirê Iansã</p><p>1°</p><p>Oya koro un le, oguere gue, Oya koro un lá o garaga Obirin</p><p>xalá koro un le oguere gue, oya ko mure ló</p><p>2°</p><p>O mu yan yan, ya oro.. o mu yan yan</p><p>3°</p><p>Dani Abá dalá odo iawô, o mu yan yan</p><p>Dani Abá dalá odo iyá, o mu yan yan</p><p>4°</p><p>Dani abô… dani abô fara ajô</p><p>Dani abõ eloyá, dani abô fara ajô</p><p>Xirê Obá</p><p>1 °</p><p>Obá la ajá bá ojé… Obá la ajá bá ojé</p><p>Erun ofá faro man, obá la ajá bá ojé</p><p>2°</p><p>Oluwo, obá lebe lebe, oba sabá wô Obá</p><p>un to dele sari ejó</p><p>23 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>3°</p><p>Obá Ile kó, Ajaunsi, Obá Ile kó Ajaunsi</p><p>Olu Obá sá mo Obá, Obá Ile kó Ajaunsi</p><p>Xirê Ewá</p><p>1°</p><p>Iewá iewá mo ajo… iewá iewá,</p><p>Iewá iewá mo ajo… iewá iewá</p><p>Mo oyo omo lece… iewá iewá mo ajo, iewá iewá</p><p>2°</p><p>Ni fá toto lobe iewá e… o</p><p>lu aye...</p><p>Ni fá toto lobe iewá e… o</p><p>lu aye…</p><p>Ni fá toto lobe iewá e… o</p><p>lu aye…</p><p>Ni fá toto lobe iewá Iabá, o iabá e…</p><p>Ni fá toto lobe iewá Iabá, o iabá e…</p><p>3°</p><p>Iewá, iewá izo, iewá xeke xe dan</p><p>Xirê Oxum</p><p>1°</p><p>Ie ie ie ie ie o. Alode iyá, iyá axé tori efan</p><p>Oxum ko oju Iaba wô, alode iyá, iya axé tori efã</p><p>2°</p><p>Un ye, un ye, oja are, orun axé tori efan</p><p>3°</p><p>Mabô iyá, iyá abô iyá, Mabô iyá, iyá abô iyá.</p><p>Omim xexe Omibu… Mabô Iyá, iyá abô iyá.</p><p>Xirê Logun</p><p>1°</p><p>Ako ofare, ako ofare Logun ô. E</p><p>ako ofá. Ijo ijo logun e ako ofá</p><p>Ako ofare, ako ofare Logun ô.</p><p>E ako ofá. Ijo ijo logun e ako ofá</p><p>2°</p><p>Ae ae Odé logun, Odé logun ibain… ae ae Odé logun,</p><p>Odé Logun Apanan, ae ae Odé logun</p><p>3°</p><p>Logun dele okê, e e e ee</p><p>Logun dele okê, e e e ee</p><p>Logun dele okê, e e e ee</p><p>24 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Logun aro aro, Ofá lá logun, Ofá lá logun</p><p>Logun aro aro, Ofá lá logun, Ofá lá logun</p><p>Xirê Ibeji</p><p>1°</p><p>Fara fara beji ré, beji ré</p><p>Fara fara beji ré, beji ré</p><p>2°</p><p>Fara beji fara, fara beji fara Fa..</p><p>fa… fara beji fara</p><p>3°</p><p>Beji fara na we, Beji fara na we.</p><p>Ewa, ewa Beji fara na we</p><p>Xirê Iemanjá</p><p>1°</p><p>A oio Iba Ubá, Ibá Ubá. A oio Iba uba xare</p><p>ni ilu axe</p><p>2°</p><p>Iyá Lode, Iyá lode lode Iba uba</p><p>3°</p><p>Iemanjá Saba… Soba .mi re le</p><p>Iemanjá Saba… Soba .mi re le</p><p>Soba .mi re le... Soba .mi re le</p><p>Run de Exú</p><p>1°</p><p>Ago e ni bibi o… Ago e ni bibi o kinin jan ele</p><p>má tá ko. Kinin jan exu má tá ko.</p><p>2°</p><p>Bara laro ye ago, Bara Lagiki ago…</p><p>Ago ago… ago ago… ago nile ago.</p><p>3°</p><p>Moju ba o, moju ba orixá…</p><p>axé… mojuba orixá.</p><p>4°</p><p>Ago muju ba ibá lá a yeo, ago mojuba orixá</p><p>5°</p><p>Ago nile ago… Ago nile ago…</p><p>Ago nile ago… Ago nile ago…</p><p>Ago nile ago ia… Ago nile ago ia…</p><p>Ago nile ago ia… Ago nile ago ia…</p><p>25 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>6°</p><p>Exú o… elebara ae… Exú o… elebara ae E</p><p>lebara Mofori bale, ele barabo…</p><p>7°</p><p>Ebarabô... agô mojubá, Eleba coxé</p><p>E Barabô… agô mojubá</p><p>E mabé kó ikó, e Barabõ agô mojuba Legbara exú lonã</p><p>8°</p><p>E Barabô… e Barabô exú lonan, Bara bara fun awo. Ekó ni sié</p><p>E Barabô… e Barabô exú lonan, Bara bara fun awo. Ekó ni sié</p><p>Bara bara fun awo. Ekó ni sié… Bara bara fun awo. Ekó ni sié</p><p>9°</p><p>Bara Loju bara, loju bara…</p><p>Ara Leguê</p><p>10°</p><p>Ke ié, ke ié un beté ló bara lejá… a</p><p>ió ló ogun beté bara lejá</p><p>11°</p><p>Ago nile mofori balé, ago nile orixá bata ago nile, ago nile</p><p>12°</p><p>Eni mo, eni mo. Ago etá metá</p><p>Eni mo, eni mo. Ago etá metá oci ibore</p><p>lece ká, ago ago iyá a kó lá, iá made, ia made</p><p>ia made lé orixá. Iá lece kinin do ió kere bo aci.</p><p>Oci ibore lain lain, oci ibore lain lain</p><p>13°</p><p>Bara o bebe tiriri lonan</p><p>exú tiriri</p><p>14°</p><p>Bara Lagiki, Exu lode ewá</p><p>Alaie…</p><p>15° A pade lonan moju ba. O</p><p>jinxé awa axé awo, awa axé awo, awa axé awo moju ba o</p><p>jinxé</p><p>16°</p><p>O ni saba tá. Ago nile, ago nile Omo ofo ori balé</p><p>17°</p><p>Exu o lonã, Omo ofo ori balé</p><p>18°</p><p>Xorokê odará, Odará apakarebô</p><p>19°</p><p>E dan dá re exú alaketu</p><p>26 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>20°</p><p>Exú Legba o… kinin jan</p><p>21°</p><p>A exú legbá xé keté</p><p>22°</p><p>A ogo ogo laro ye</p><p>23°</p><p>Xon xó Obé, Xon xó Obé</p><p>Odará Kolo rí ebó laro ye, Xon xó Obé, Odará Kolo rí ebó…</p><p>24°</p><p>Exú aju o lonan ké in o… Odará…</p><p>Laro exú aju o lonan ké in o, Odará exú awo.</p><p>25°</p><p>Bara le wá, lebara exú aju o lonan ké in o</p><p>26°</p><p>Bara le xorô, bara le xorô lonan</p><p>27°</p><p>Xorokê xorokê lonan… Odara Xorokê…</p><p>Odara Xorokê lonan, Odara Xorokê</p><p>28°</p><p>Adan dara mada o… ewe a dan dara mada</p><p>Adan dara mada o… ewe a dan dara mada</p><p>Exú onan firi adan… Adan dara mada</p><p>Exú onan firi adan… Adan dara mada</p><p>39°</p><p>Elebara le wá, exú aláye</p><p>40°</p><p>Elebara Vodun azon kere kere</p><p>41°</p><p>E … Elebara, e Lebara exú aláye</p><p>42°</p><p>E Leba nise… e Leba nise…</p><p>Azi kire ni exú e leba nise…</p><p>Azi kire ni exú e leba nise…</p><p>43°</p><p>Azi kire ni exú, exú kabi kabi</p><p>27 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>44°</p><p>Ketú kê… ketú exú.</p><p>Exú alaketu</p><p>45°</p><p>Bara ketú ce já, ketú bara Exú</p><p>kó bá exú,</p><p>Bara ketú ce já ketú bara,</p><p>exú kó báré kó</p><p>46°</p><p>O lonan wá bara ketú, O lonan wá…</p><p>47°</p><p>Ele bá kó… ele bákó lonan.</p><p>Ele bá kó… ele bákó lonan</p><p>Ele bá kó… ele bákó lonan</p><p>Ele bá kó… ele bákó lonan</p><p>A laroye massa gio, ele bá kó lonan</p><p>A laroye massa gio, ele bá kó lonan</p><p>A laroye massa gio, ele bá kó lonan</p><p>48°</p><p>Exú a indó oré, emanjá gan gá odô</p><p>49°</p><p>Alaketu re, ketú bara, exú má ló</p><p>A festividade de Ogun</p><p>Umas das tradicionais festa de ogun é baseada em um acontecimento em que se distribui o pão de Ogun. Simbolizando</p><p>a fartura que nunca falte nosso alimento. Uma vez ao ano algumas casa promovem esta festividade dando a devida</p><p>oferenda a Ogun na semana da festa, com bichos, comida seca em sua copança, e já se organizam para festa de Ogun</p><p>em que em um cesto de palha forrado com folhas de mariwô e assim colocado varias qualidades de pão simbolizando a</p><p>fartura, o mais comum é o pão de Santo Antônio em que quando algumas pessoas ganham este pão, levam para a casa e</p><p>colocam no pote de farinha, arroz ou feijão para que nunca falte nosso alimento.</p><p>Nesta apostila tentarei por os cânticos como se fosse a própria festividade quando durante o xirê se chama ogun,</p><p>quando ogun distribui o pão e quando ogun chama seus orixás convidados e quando se tira ogun para o rum com o</p><p>cortejo convidado</p><p>1° Parte da festividade</p><p>Dar se satisfação a exú antes do Xirê, acomodando exú para que a festividade aconteça em paz e harmonia.</p><p>2° Parte da festividade</p><p>Canta se o Xirê normalmente anunciando a festividade aos orixá, Na forma que eu apredi e faço canto o xirê até o orixá</p><p>Iemanja cantando em média de 3 a 7 cantigas para cada Orixá.</p><p>Na Hora que se esta cantando para Iyemanja, Canta se para chamar o Orixá Ogun, existe varias cantigas para assim</p><p>chamar ogum.</p><p>Eu canto…</p><p>28 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>- Kó Iyá, Kó Iyá o luayê.. Kó Iyá, Kó Iyá</p><p>Apos a chegada de Ogun canta se um pouco para ele dançar 3 ou 7 cantigas e depois recolhe se ogun, para vestilo com</p><p>a devida roupa de mariwô e saira para distribui o presente</p><p>(o pão de Ogun) neste tempo e dado um intervalo até que ogun fique pronto.</p><p>3° Parte da festividade</p><p>Apos o intervalo Ogun já se encontra arrumado tudo pronto para chamar ogum para distribuir seu presente (o pão de</p><p>Ogun), ate onde aprendi não existe uma cantiga para tirar o pão de ogun.</p><p>No acontecimento em que deu origem a este ato, segundo relatos, ogun simplesmente pegou o cesto de pão e</p><p>distribuiu no barracão e a cantiga entoada na hora era…</p><p>Varule possu dá ká iya, varule posso Nado, ae… Varule possu nado</p><p>Em outros lugares também já ouvi a seguinte cantiga…</p><p>Orí Ofo, firiri, orí ofo firiri. Pade onan ke odo, ori ofo firiri</p><p>Eu canto assim para tirar ogun para distribui o pão a cada pessoa…</p><p>Ogun sai para o barracão distribuindo o pão</p><p>1°</p><p>Varule possu dá ká iya, varule posso Nado, ae… Varule possu nado</p><p>depois de todos terem recebido o presente canto para ogun dançar …</p><p>2°</p><p>Orí Ofo, firiri, orí ofo firiri. Pade onan ke odo, ori ofo firiri</p><p>3°</p><p>Mariwõ lá axô Mariwô… Mariwõ lá axô Mariwô… Ogun dê</p><p>4°</p><p>Obí cosso bõ alê o… Mariwõ lá oré… Akorô kõ tobõ, Mariwõ lá oré</p><p>4° Parte da festividade</p><p>Apos todo procedimento escrito a sima feito é ora de Ogun chamar os orixás convidados e canto assim para chamar os</p><p>orixás …</p><p>- Ogun já, ocí ajá… Fara Ogun Já…</p><p>então ao som deste cantico ogun vai em frente um a um de seus convidados e dançando transmiti sua energia com</p><p>gestos dança e suor, e assim os orixás sem fazen presente na sala de candomblé na festa de nosso grande pai ogun…</p><p>Apos a chegada de todos os orixás canta se uma cantiga de cada orixá ali presente para porder recolher um a um, para</p><p>arrumar as vestimentas para o grande cortejo, o rum dos orixás. Esta festividade esta escrita de uma forma resumida, da</p><p>forma que conduzo a festividade, obs existe depois o carrego que ocorre dia depois da festividade… Os canticos</p><p>entoados a sima estara na ultima faixa</p><p>29 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Cantigas de Rum Ogun</p><p>1°</p><p>Ago ago, ogun Damassa o , okê bé un já…</p><p>Aká Ajá Ogun Massa okê bé un já</p><p>Aká ajá Ló ní Ogun Massa o, okê bé un já.</p><p>Aká Ajá Ogun Massa okê bé un já</p><p>2°</p><p>Xá lá arê… Ogun Onirê Orê guedê,</p><p>Ogun O nire Kó murá ajo, akaro o onirê orê guedê</p><p>3°</p><p>Akoró bragada, Ogun Bragada, Ogun bragada e, ogun Bragada.</p><p>Ogun Bragada e. Ogun Bragada, Ogun Bragada e. Ogun Bragada</p><p>4°</p><p>A Ogun megê irê…</p><p>A Ogun megê irê… Megê okê</p><p>5°</p><p>Akoro… Okô odê… Akoro… Okô odê… fá alá Ogun Megê Akoro Okõ Odê</p><p>6°</p><p>Já bebe já, bebe já, Ogun Onirê</p><p>7°</p><p>Bí bá, Bí bá, Bí bá ogun o… Akoro Ló okó mí</p><p>8°</p><p>Akoro ló okó mí… Alá ho ho Ogun dê…</p><p>9°</p><p>Obí coto bõ alê o… Mariwõ lá oré… Akorô kõ tobõ, Mariwõ lá oré</p><p>10°</p><p>Obí kosso… Obí kosso nile Ogun, A wuro duro odo njé</p><p>Obí kosso… Obí kosso nile Ogun, A wuro duro odo njé</p><p>Obí kosso… Obí kosso nile Ogun, A wuro duro odo njé</p><p>Obí kosso… Obí kosso nile Ogun, A wuro duro odo njé</p><p>A wuro duro odo njé, A wuro duro odo njé</p><p>A wuro duro odo njé, A wuro duro odo njé</p><p>30 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>11°</p><p>Awá nile kó masse iawô… awa nile</p><p>12°</p><p>awá dê lodê, Ogun já akorô um belé.</p><p>E … zzawá dê lodê akoro um belé</p><p>13°</p><p>To… Ogun to lode adá un belé,</p><p>Opá otun, ka fibo Ogun Já Akoro um Belá</p><p>14°</p><p>Erun lé, oní jojo, Erun lé, oni jojo…</p><p>Oni awá pá ajá, erun lé oní jojo,</p><p>Oni awá pá ajá, erun lé oní jojo</p><p>15°</p><p>Akoro pá lá atin, apá ajá… Alá pá ajá are …</p><p>Akoro apá ajá, Alá pá ajá are</p><p>16°</p><p>Ogun pá, lele pá, Ogun pá oja are</p><p>17°</p><p>Pá ní Ogun… pá Megê, Ogun mege mege</p><p>18°</p><p>Akoro man inbé bragada Ogun…</p><p>E… Ogun Onire bragada Ogun ae…</p><p>19°</p><p>Taní oju kê ará awá, tani oju kê ará awá… E …</p><p>Ogun Onire tani oju kê ará awá</p><p>20°</p><p>Obé kó han, Ará awá obé kó han</p><p>21°</p><p>Xarin xarin xá Ogun o, Onire xaco balé</p><p>22°</p><p>Mariwõ lá axô Mariwô… Mariwõ lá axô Mariwô… Ogun dê</p><p>31 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>23°</p><p>Ogun korí iá… korí ia de</p><p>24°</p><p>O inan koro xirê inan</p><p>25°</p><p>Inan alá koro inan...</p><p>26°</p><p>Ogun xê kule unde, xe kule</p><p>27°</p><p>Ká tá, ká tá Ogun megê, Ogun megê onan bobo</p><p>28°</p><p>Ogun perere tá no posso kete, Ogun perere tá no posso ke tá.</p><p>29°</p><p>Oba le le godo, Ogun Onirê</p><p>30°</p><p>Onirê Onirê, Onirê Adabí Oba.</p><p>31°</p><p>Onirê Onirê, Onirê Onirê… Arere mariwô, Ogun Baba alaguede</p><p>32°</p><p>Ogun já, ocí ajá… Fara Ogun Já…</p><p>33°</p><p>Ogun Akoro man… Moju ba o… Ogun Akoro… Moju ba o…</p><p>34°</p><p>Olowo oro kô mode imoro, mó ein inan inan, modê imá atá, imá atá kinin má tá</p><p>ará, aro... ke mí má mora. Oro abede</p><p>orun, eleri kí, eleri kí orun apele já, oni sá ká , enissa orun oba, mode in Ogun okê in jará. Tan tá jara, tan tá jara, in jará.</p><p>Tan tá jara, tan tá jara</p><p>35°</p><p>Lá gué, lá guedé, lá gué, lá guedé,</p><p>Ogun toto lobirin, lá gué, lá guedé a, Ogun to nirê</p><p>36°</p><p>Ogun Ajo.. mariwô ní sé ewá, ewá alare o…</p><p>37°</p><p>Ogun fé lebe lé… mariwô lé.. o lé e mariwô</p><p>32 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>38°</p><p>Ogun Onire… Onire Ogun… Alákoro onire… abade orun…</p><p>39°</p><p>Ogun de… arere, ile ire Ogun já, akoro ade arere, ire ile ogun já o</p><p>40°</p><p>Tá ní bobo ogun o… ire ilê sá guede,</p><p>ocí e, a iyá odé, Ogun akoro lé un o…</p><p>41°</p><p>Ogun tana tana de… tana de, tana de o</p><p>42°</p><p>Ogun kissa ajo. Okê só e… ará awá... awá. Oni ie,</p><p>Ogun kissa ajo. Okê só e… ará awá... awá</p><p>Ogun Akoro</p><p>43°</p><p>Ogun Akoro bobo ure o… A gogo uro uro, ajá le o, o dide ocí nirê</p><p>Ogun alá koro, bobo uré, agogo ajale bobo ure o</p><p>Cantiga para recolher Ogun</p><p>44°</p><p>Bá un ló, ló ló, Bá un ló, ló lein, kê mí sale ko já lo odô,</p><p>oba ade, omo oré fi tó, a e, e ª ilê adabí omo oré bá un ló</p><p>Oxossí e sua festividade</p><p>Quartinhas de Oxóssi</p><p>As quartinhas de Oxóssi trata-se de uma cerimônia destinada à Iya Apaoka ou Ìyá Nbanba no ciclo da festa à Oxóssi. Esta</p><p>festa a princípio era de exclusividade do Terreiro do Gantois, festejada no mês de junho "Corpus Christi, da qual foi</p><p>introduzida na época de Tia Pulcheria da qual era iniciada e consagrada à Ode Ajaiyn Pako.</p><p>Em tempos atuais vemos esta festa tanto em São Paulo, assim como no Rio de Janeiro, mas na Bahia somente o Gantois</p><p>à realiza. São inúmeras quartinhas e vasos das mais variadas formas, com arranjos de flores, mas apenas dentro de uma</p><p>das quartinhas está o maior segredo de Iya Apaoka e Ajaiyn Pako e somente um membro do Terreiro devidamente</p><p>preparado poderá carregá-la.</p><p>Este é um dos maiores segredos ainda de posse do Terreiro do Gantois. Para que seja realizada esta cerimônia, deverá o</p><p>Terreiro ter o Igbo Ode ou melhor "o pomar de Oxóssi" onde estão “acomodadas” várias Divindades, Entidades e</p><p>Deidades. Uma festa sagrada que naquela época salvou as pessoas desta comunidade da “Clava da Morte”.</p><p>Já o Batèté consiste em pequenos cubos de inhame cará cortados e imersos no dendê com uma pitadinha de iyó. Na</p><p>hora que vai começar os sacrifícios de Oxóssi todos os presentes ajoelham-se diante do Babalorisa, abre a boca e recebe</p><p>um pedaço do inhame na boca. Cantigas são entoadas para que o rei receba suas oferendas.</p><p>33 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Abado de Osoosi</p><p>ABADO</p><p>Dá-se nome de, Abado ao feijão fradinho torrado, alimento preferido do Orisá Oxóssi e a comida de milho de galinha</p><p>cozida e temperada com cebola, dendê e camarão seco e enrolada na folha da banana como se enrola o ekó e após</p><p>fechada enfia-se uma fatia de coco no orifício superior do ekó ficando metade para dentro e metade para fora. Segundo</p><p>os antigos do Asé Ketu, Oxossí nas suas grandes caçadas levava consigo dentro de um embornal (Bolsa de couro)</p><p>grandes quantidades de Abado, pois esse alimento supria-o longos dias dentro das grandes matas em busca de caças. O</p><p>Abado também é apelidado pelos Ketu de “biscoito de Oxóssi”, é dito ainda pelos antigos e constatado por várias casas</p><p>que realmente o Ato de oferecer Abado a Oxóssi propicia fartura, e resolução de grandes problemas.</p><p>No Ritual das Quartinhas de Oxóssi não poderá faltar esse prato.</p><p>Modo de Preparo do Abado</p><p>Catar o feijão Fradinho, lavar e pôr de molho com 2 colheres cheias de sal, pôr uma frigideira no fogo, e ir torrando aos</p><p>poucos os grãos até que fiquem bem pintadinhos de torrado. É oferecido a</p><p>Oxóssí em Najés ou Alguidares, forre o chão onde serão postos essas vasilhas com muita folha de Jarrinha, São</p><p>Gonçalinho e Espinho Cheiroso.</p><p>Obs: O Ritual de Abado pode se dar internamente com intentos particulares para propiciar vantagens em algo específico,</p><p>como</p><p>Arrumando o cesto do Abado Folhas de Panacéia forrando o najé que estará o Abado, no meio um akasá, 1 Orobo por</p><p>cima do Abado e 1 Ofá. Sai ainda na cabeça de outro Oxóssi um cesto forrado com folhas da Fortuna e dentro do cesto</p><p>uma vasilha de asoso (axoxo) com 17</p><p>Espigas de milho com a palha desfiada, no meio do asoso 1 Ofá, 1 Orobo e 1 bola do Boi.</p><p>Cantigas do Abado Ritmo - Agueré</p><p>1 – O nlê Abado, Abado nlê awá xó, o nlê Abado, Abado nlê Abado Odé</p><p>Obs - Cantar esta cantiga de nº1 varias vezes</p><p>2 - E... Abado, e... Abado, Abado Baba Odé, Abado Baba Odé</p><p>Ritmo – Adabí</p><p>3 – Omorodé Lain lain, omorodé korajô, Abado Lokô Koizo, Omorode luaye</p><p>4 - Omorodé Lonin, Omorodé Luaye</p><p>5 – Omorodé Ko sile, Arô le omo ifá, Omorodé Ko sile, Arô le omo ifá, Kó yá, kó yá luaye, arolê kô mo ifá</p><p>Ao final das cantigas do Abado faz-se a Reza de Oxóssi para só então</p><p>Pôr o Orixá para dentro retornando depois para o hun.</p><p>Cantigas de Rum Oxossí</p><p>1°</p><p>Olo sí lé imolé, Odé oju o, xé bi kan bí kan, Odé imolé…</p><p>Odé Oju o… xé bá kan mode arolê</p><p>34 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>2°</p><p>Oguere le, oguere le, Odé aro, oguere le,</p><p>oguere le lofi wá e, oguere le aloro okê</p><p>3°</p><p>Odé nita, omo nile ajo, Odé nita omo nile ajo…</p><p>nita mo nile ajo, nita mo nile ajo</p><p>4°</p><p>Erin lé, erin lé o. Ocí ori inlé</p><p>5°</p><p>É ma o, ire bí kó fun o… a san guere…</p><p>a iyá Odé oní ie. Bó kó fun o… a san guere olori pê</p><p>6°</p><p>É má o ire… é má o ire… benin ko o, ko o…</p><p>axé guere guede iyá Odé o ni ie. Benin ko o, ko o, axé guere quede iyá Odé o lore.</p><p>7°</p><p>Ke min, ke min… a gon gon laro… ke mim ke mim, a gon gon laro…</p><p>Iru ofá… ago lonan e arere a gogo o nilá awá axé.</p><p>8°</p><p>Agogo miro, lece miro o, oro imolé</p><p>9°</p><p>E pé ní ko o… Odé pá, Odé. E pé ní ko o… Odé pá Odé…</p><p>arole oju ará ko, e pé ní ko o.. e pé níko de, orí pá o…</p><p>10°</p><p>Ero ocí imole ke ajo, erro ocí imole ke ajo…</p><p>ini a Ará ae… erro ocí imole ke ajo</p><p>11°</p><p>O lele kó le, omo oro odé,</p><p>12°</p><p>Ofá e in Odé bíria… biria biria biria</p><p>13°</p><p>Odé karere, Odé karere Odé… Odé sí, Odé karere</p><p>14°</p><p>Odé arole, Odé se pá. Odé arole, Odé se pá.</p><p>Odé se pá.Odé se pá.</p><p>35 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>15°</p><p>Axó erin, kó omorodé, Axó erin, kó omorodé,</p><p>kó omorodé kó omorodé</p><p>16°</p><p>Okê a … Okô Odé</p><p>17°</p><p>Ofá ará le le fibô ká fibô, Ofá ará Lewá kó xé, omorodé</p><p>18°</p><p>Ero si bode… ero si bode… arole ero si bode, ero si bode</p><p>19°</p><p>Ará awá orixá kó ofárá o… arole un lô.</p><p>Ará awá orixá kó ofárá o… arole un lô.</p><p>Ará awá orixá kó ofárá o… arole un lô.</p><p>Arole ko mora ajo…</p><p>ará awá … arole ko morajo oluwo</p><p>20°</p><p>Odé kó morodé, Odé kó morodé… Odé arere…</p><p>Odé kó morodé mima o, Odé kó morodé o ni e.</p><p>21°</p><p>Arole ko, mora ajo, é un feré, e un pá o.</p><p>22°</p><p>Arole ipe já odõ, arole… Arole ipe já odõ, arole…</p><p>Arole ipe já odõ, arole… Arole ipe já odõ, arole…</p><p>23°</p><p>Otin re, ere otin a lele bare…</p><p>Otin re, ere otin a lele bare…</p><p>Otin re, ere otin a lele bare…</p><p>Otin re alore ko murajo, a lele bare</p><p>24°</p><p>Odé bí ewe, Odé bí ewe Baba.</p><p>25°</p><p>O ní a loju bó… O ní a loju bó boró.</p><p>26°</p><p>Epé gí, Orí onile o.. ada ocí ilé ibô.</p><p>Ocí o nilé agan, ocí ile ibô akueran</p><p>36 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>27°</p><p>Omorodé O igena ewa o… Olua e…</p><p>Omorodé o igena ewa, odé ko kê.</p><p>28°</p><p>Ní Odé pé mí o… ní Odé pé mí o…</p><p>ní Odé o mu ian ian, ní Odé pé mí o.</p><p>29°</p><p>Okô o, kô o… Odé alá more...</p><p>Okô o, kô o… Odé alá more...</p><p>Bá iyá lojá guiri le Odé, Okõ o kô de…</p><p>30°</p><p>Mo ofá, mo ofá, omo nile ojo … O mu ian ian…</p><p>xé da murajo, omo nile ojo, o mu ian ian</p><p>31°</p><p>Un xe kun te, omo nile ojo … O mu ian ian…</p><p>xé da murajo, omo nile ojo, o mu ian ian</p><p>32°</p><p>Omorodé lain lá… Omorodé kora ajo, Abado loko o iso… Omorodé luae.</p><p>33°</p><p>Omorodé kó sile, alore mo ifá.</p><p>Omorodé kó sile, alore mo ifá.</p><p>Omorodé kó sile, alore mo ifá.</p><p>Omorodé kó sile, alore mo ifá.</p><p>Kó ia, kó ia o luae, alore mo ifá</p><p>Kó ia, kó ia o luae, alore mo ifá</p><p>34°</p><p>Omorodé e… omorodé ki sa ajo,</p><p>Omorodé e… omorodé ki sa ajo</p><p>35°</p><p>Omorodé uni uni, Omorodé uni uni,</p><p>Uni uni Odé ibain Omorodé ki sa ajo</p><p>36°</p><p>Mabo xé inxé irokô, mabo ia, mabo ia.</p><p>37°</p><p>Biri biri bó xé, Mabo ia, mabo ia lokô.</p><p>37 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>38°</p><p>Ainda aro.. ainda aro erun molé,</p><p>ainda aro lece miro, ainda aro erun molé</p><p>39°</p><p>Sáre ewá Odé tá afará…</p><p>40°</p><p>Odé in Odé tá afá, má un, a un</p><p>41°</p><p>Odé bpa mirá, Bá miro.</p><p>42°</p><p>Odé ará ae…</p><p>43°</p><p>Kini, kini a Odé… A odé un pen bê.</p><p>44°</p><p>Ara awará tá fá Odé, ara awará tá fá ojo…</p><p>ará awará e… Ara awará tá fá Odé</p><p>45°</p><p>awá awá awá odé nile wá, odé kí tipo.</p><p>46°</p><p>Akole mada ko. Akole mada kole</p><p>47°</p><p>Awo io, awe de, odé ba mi sabo ia.</p><p>Cantiga para Recolher Oxossí</p><p>48°</p><p>Oxê dada Oxé, ará ketu ká bó.</p><p>Rum de Ossain e Sassain</p><p>Rum de Ossain</p><p>1°</p><p>Peregun alá wá tin tun o… Peregun alá wá tin tun o…</p><p>Peregun alá wá tin tun o… Peregun alá wá tin tun o…</p><p>Baba peregun alá awá mere… Peregun alá wá tin tun</p><p>2°</p><p>Ewe Felé, le ewá atori o… Ewe Felé, le ewá atori .</p><p>A egué um malé… a esá bá ke min baró. A esá bá, já bá kossu o... felé le ewá tori.</p><p>38 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>3°</p><p>Al egué... eji mo kosso</p><p>4°</p><p>Firiri ewá atori o… ewe firiri ewá atorí,</p><p>Firiri ewá atori o… ewe firiri ewá atorí,</p><p>A ixé un male, a esá bá bain baró…</p><p>a esá bá já bá kossu oju alá forin kan. Firiri le ewá atori.</p><p>Baba petun, Firiri le ewá atori. Baba petun, Firiri le ewá atori. Baba petun</p><p>5°</p><p>Ewe Pé lé pe nin topé o… ewe pé lé pe nin topé,</p><p>Ewe Pé lé pe nin topé o… ewe pé lé pe nin topé,</p><p>Akó felebe, akó felebe, akaka lewá ko felebe, fele penin topé o.</p><p>6°</p><p>Abebe ní bó, Abebe ní bó…</p><p>e abebe, abebe ní bó, abebe ní bó, e abebe.</p><p>7°</p><p>Atá koro oju ewe, atá koro imo kossun.</p><p>8°</p><p>Oja una fururu, oja una fururu,</p><p>a ijo ará inan, oja una fururu</p><p>9°</p><p>Ofá ein ofá gogo… Ofá ein ofá gogo...</p><p>Ofá ein ofá gogo lece, Ofá ein ofá gogo…</p><p>10°</p><p>Bo fura… bo fun jé. Bo fura in ofá gogo</p><p>11°</p><p>Mojé ipê mo soró o… Mojé ipê mo soró o...</p><p>Mojé ipê mo soró o… Mojé ipê mo soró o…</p><p>gibe lo pewá, gibe lo pewá ia mim, mojé ipê mo soró</p><p>12°</p><p>Já ori pepe, ope ni o pele pe.</p><p>13°</p><p>Adarun bó, moju baro… adarun bó, moju baro.</p><p>Ati loko, moju baru lo ia, adarun bó moju baru</p><p>14°</p><p>Mariwô… Ki ló ofo ginxé</p><p>15°</p><p>A ijí ko pele, a ipê o… a ijí ko pele a ipê o, a ipê malé…</p><p>tororo igui igui, tororo e bagan,</p><p>39 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>16°</p><p>A ijí ko pele, ijí ko pele a ipê male.</p><p>A ijí ko pele, ijí ko pele a ipê male.</p><p>Ipê male tororo,</p><p>tororo Ipê male tororo, Ipê male,</p><p>tororo Ipê male tororo, Ipê male</p><p>17°</p><p>A foman bí kán, xen xen.</p><p>18°</p><p>A ibõ, a ibô lonan</p><p>19°</p><p>A indo man, Otin a idun.</p><p>20°</p><p>A indo ke, otin orixá</p><p>21°</p><p>Pá ará mí zan zá, no bê, pá ará mo zan zá no bê o…</p><p>Sassayin,Sassaim ou Sasanha é o nome que se dá ao ritual do Candomblé para retirar a energia vital das folhas e</p><p>extrair o seu sangue (sumo), "Sangue de origem vegetal", no sentido de purificar e alimentar os objetos sagrados e o</p><p>corpo dos iniciados, possibilitando o equilíbrio e a renovação das energias. O orixá Osanyin dono dos segredos de</p><p>todas as folhas é saudado em todas as cantigas</p><p>O ato de cantar as folhas sagradas ou rezar as folhas, com cantigas</p><p>específicas para cada folha, reconhecidas pelo nome</p><p>da folha (ewe) e seu conteúdo que é o atributo da folha, utilizado principalmente na preparação do abô, chamada de água</p><p>sagrada na.feitura de santo</p><p>Em uma casa de candomblé, um dos elementos principais e que requer grande sabedoria são as folhas. As folhas quando</p><p>chegam na casa devem primeiramente descansar por algum tempo, depois devem ser bem lavadas, são colocadas sobre</p><p>a ení (estei…ra) para que o Babalorixá ou Iyalorixá possa rezá-las com cântigas das folhas ou de cada fôlha</p><p>especificamente. O Bàbá ou Ìyá abrirá um Obí, confirmará as folhas escolhidas, mastigará o obí espargindo-os sobre as</p><p>folhas com seu hálito, sua saliva, seu axé, suas palavras mágicas, para logo depois soltar as folhas para macerar. Vale</p><p>ressaltar que após a masseração, o banho descansa um pouco e o que sobrou do banho, já cuado, irá para o ojúbo de</p><p>Òsanyìn da casa, e todos igbá Orixás pertinentes a pessoa. Todas as obrigações, além da iniciação, em que tiver sacrifício</p><p>de animais serão sempre precedidos dessa liturgia sagrada sendo um orô obrigatório, sempre com louvação a Pai</p><p>Òsányìn, no qual chamamos comumente de Sasányìn ou seja Asá Òsányìn. “Korin Ewé”, isto é, cantar Folhas em louvar a</p><p>Òsányìn, aos Bàbás, Ìyás, ancestrais, aos ègbóns, sua raiz e àse, Ogans e Ekedis, aos Orixás e ojubós da casa, a Òrúnmìlà e</p><p>por fim a Òsàlá. O primeiro korín ewé entoado é o Pèrègún ou o Akokô, consideradas as primeiras folhas ou as folha</p><p>ancestralizada e mais velha: asà o, erù ejé.</p><p>Itam Osanyn</p><p>Osanyin recebera de Olodumare o segredo das folhas. Ossanyin sabia que algumas delas traziam a calma ou o vigor.</p><p>Outras, a sorte, a glória, as honras ou ainda, a miséria, as doenças e os acidentes. Os outros orixás não tinham poder</p><p>sobre nenhuma planta. Eles dependiam de Ossanyin para manter sua saúde ou para o sucesso de suas iniciativas.</p><p>Xangô, cujo temperamento é impaciente, guerreiro e impetuoso, irritado por esta desvantagem, usou de um ardil para</p><p>tentar usurpar Osanyin a propriedade das folhas. Falou dos planos à sua esposa Iansã, explicou-lhe que, em certos dias,</p><p>Osanyin pendurava, num galho de Iroko, uma cabaça contendo suas folhas mais poderosas. Desencadeie uma tempestade</p><p>40 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>bem forte num desses dias, disse-lhe Xangô. Iansã aceitou a missão com muito gosto. O vento soprou a grandes rajadas,</p><p>levando o telhado das casas, arrancando árvores, quebrando tudo por onde passava e, o fim desejado, soltando a cabaça</p><p>do galho onde estava pendurada. A cabaça rolou para longe e todas as folhas voaram.</p><p>Os orixás se apoderaram de todas. Cada um tornou-se dono de algumas delas, mas Osanyin permaneceu</p><p>"senhor/senhora do segredo" de suas virtudes e das palavras que devem ser pronunciadas para provocar sua ação. E</p><p>assim, continuou a reinar sobre as plantas como senhor absoluto, graças ao poder (axé) que possui sobre elas.</p><p>Orixás, Ervas e folhas</p><p>Apesar do axé de todas as folhas pertencer a Ossain, todos os orixás possuem suas próprias folhas, algumas para usos</p><p>iniciáticos, outras para banhos, outras para pós, algumas tão quentes ou tão frias, que seu uso não é recomendável,</p><p>algumas somente para feitiços, etc. Cada tipo de folha pode pertencer a mais de um orixá.</p><p>CLASSIFICAÇÃO:</p><p>1) São divididas por elementos, a saber:</p><p>EWÉ AFÉEFÉ – folhas de ar</p><p>EWÉ INÓN – folhas de fogo</p><p>EWÉ OMIN – folhas de água</p><p>EWÉ ILÉ ou IGBÓ – folhas de terra</p><p>Essa divisão remonta à classificação dos orixás por elementos, apesar de sabermos que os orixás podem ter, e</p><p>efetivamente possuem, folhas pertencentes a todos os elementos. A chave é o equilíbrio. Só para lembrar, a divisão dos</p><p>orixás por elementos é:</p><p>ORIXÁS DE FOGO: Exú, Ogum, Xangô, Oyá.</p><p>ORIXÁS DE TERRA: Ogum (o ferro), Oxóssi, Omolú/Obaluaê, Nanã.</p><p>(lama = terra + água), Oxumarê e Logun.</p><p>ORIXÁS DE ÁGUA: Iemonjá, Oxum, Nanã, Oxumarê, Logun, Obá, Yewá, Oxalá (nas chuvas finas).</p><p>ORIXÁS DE AR: Oyá, Oxalá (nas nuvens e no céu), Oxumarê (no arcoíris).</p><p>Devemos ter em mente que esta classificação é genérica, pois não leva em consideração que, em suas qualidades, os</p><p>orixás se relacionam com outros orixás e, conseqüentemente, com outros elementos. Por exemplo, Oyá Onira = fogo +</p><p>ar + água = água fervente ou vapor d’água; Ogum Alagbedê = fogo + ar = ferreiro do céu; Odé Inle = terra + ar + água,</p><p>etc. Por isso, é aconselhável o uso equilibrado dos quatro elementos num amaci/abô/omieró, principalmente no que diz</p><p>respeito aos rituais iniciáticos.</p><p>Outra classificação diz respeito à polaridade das folhas, determinada normalmente por seu formato, onde temos:</p><p>EWÉ APA ÒTÚN X EWÉ APA ÒSÍ</p><p>Folhas da direita Folhas da esquerda</p><p>Masculinas Femininas</p><p>Formas alongadas/fálicas Formas arredondadas/uterinas</p><p>Geralmente, de fogo ou ar Geralmente de água ou terra</p><p>Também se considera as condições de: excitação (gùn) ou calma (èrò) geradas pelas folhas, que é de extrema</p><p>importância.</p><p>GUN X ÈRÒ</p><p>41 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Folhas de fogo ou terra, que Folhas de ar ou água, que</p><p>Facilitam a possessão e exci- abrandam o transe e acal- tam</p><p>o orixá e a pessoa. mam o orixá e a pessoa.</p><p>Volta-se a frisar, o equilíbrio é fundamental.</p><p>Em banhos (amacis – banhos frescos, ou abôs – banhos de fundamento do axé) é necessário analisar as condições da</p><p>pessoa e de seu orixá. Se o banho é para pessoa /orixá muito calmo, usam-se algumas folhas GUN, para equilibrar a</p><p>energia. Se for ao contrário, usa-se algumas folhas ÈRÒ.</p><p>Geralmente, usam-se 7 folhas para banhos de Exú e 16 para os banhos de orixás, mantendo-se sempre a harmonia e o</p><p>equilíbrio dentre os elementos já descritos.</p><p>Nos abôs ou amacis de iniciação, procuramos sempre usar oito folhas fixas e 8 que variam de acordo com o orixá pessoal</p><p>do novo iaô. Em nossa casa, as folhas fixas são:</p><p>Peregun – masculina, gùn, terra</p><p>Colônia – masculina, èrò, terra</p><p>Oriri – feminina, èrò, água</p><p>Macassá – feminina. gùn, água</p><p>Cana do Brejo – masculina, gùn, ar</p><p>Carurú s/Espinho – feminina, èrò, terra</p><p>Beti Branco – feminino, èrò, água/ar</p><p>Elevante – feminino, gùn, água</p><p>OBS: Todo banho (seja amaci ou abô) com fins rituais deve ser de erva fresca, colhida na parte da manhã com os</p><p>devidos cuidados e rituais, quinado e devidamente rezado e imantado com uma vela acesa durante a sua</p><p>preparação.</p><p>DIVISÃO DAS FOLHAS POR ORIXÁS</p><p>OBS: As folhas grifadas em itálico são as de uso mais freqüente em banhos, iniciações ou lavagens de assentamentos e</p><p>afins.</p><p>EXÚ</p><p>Picão, cambará, erva do diabo ou figueira do inferno, aroeira vermelha, dormideira, pimentas (quaisquer), arruda, olho de</p><p>gato, carrapicho, tiririca, alfavacão, perpétua, sapê, cansanção, trombeta roxa, urtiga, maconha, branda-fogo ou folha de</p><p>fogo, vassourinha ou mastruz, mamona vermelha, corredeira, coroa de cristo, cana de açúcar, arrebenta cavalo, bico de</p><p>papagaio, azevinho, carurú ou bredo com espinho, tento de Exú, comigo ninguém pode, assafétida, erva de bicho,</p><p>espinheiro, erva grossa, losna, hortelã pimenta, mandacaru, cacto, palmatória de Exú, pau d’alho, fortuna, patchouli,</p><p>babosa, assa peixe, avinagueira, barba de diabo, fedegoso, garra de diabo ou garra de Exú ou unha de Pomba Gira,</p><p>Jamelão, jurubeba, sempre viva, tinhorão roxo.</p><p>OGUM</p><p>Romã, milho, aroeira branca, akoko, alumã, visgo, sumaúma, cipó chumbo (Ogunjá), lírio do brejo, pinhão branco ou roxo,</p><p>tiririca, sapê, capixaba, espada de São Jorge, lança de São Jorge, abre-caminho, guiné, guiné pipiu, cajazeiro, dendezeiro</p><p>ou màriwò, babosa, oficial de sala, folhas de inhame cará, dandá da costa (capim e raiz), mangueira (principalmente</p><p>espada), vence demanda ou vence tudo, peregum verde, agrião do brejo ou erva botão ou pimenta d’água), carurú sem</p><p>espinho, araçá, costela de adão, eucalipto, goiabeira, espinheira santa, São Gonçalinho, alfavaquinha, beldroega,</p><p>42 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>camboatá, canela de macaco, capim limão, cordão de frade ou São Francisco, erva tostão, erva de bicho, língua de vaca,</p><p>losna, mutamba, pé de pinto, mal me quer, coqueiro, carrapeteira.</p><p>OXÓSSI</p><p>Folhas de milho, folhas de coqueiro, murici, akoko, São Gonçalinho (principalmente os mais guerreiros), visgo, pinhão</p><p>branco e roxo, carrapicho, chifre de veado, dandá da costa, sapê, taioba (principalmente Odé Inle), rama de leite, lágrima</p><p>de Nossa Senhora, guiné, guiné pipiu, acácia ou chuva de ouro, folhas de guaximba ou língua de galinha, jasmim manga,</p><p>carqueja, jurubeba, capim limão, cordão d e frade ou São Francisco, caiçara, guapo, colônia, alecrim do mato ou do</p><p>campo, araçá, cajueiro, cipó caboclo, erva curraleira, espinheira santa, juremeira, nicurizeiro, erva passarinho, chapéu de</p><p>couro, assa peixe, alfavaca, carurú sem espinho, cana fita, capeba, groselha, ingá, língua de vaca, peregum verde, pitanga.</p><p>OSSAIN</p><p>OBS: Apesar de todo axé das folhas, e por conseqüência, todas as folhas, pertencerem a Ossain, as folhas de fundamento</p><p>do orixá e de uso mais comum para ele são:</p><p>Baunilha de nicuri ou nicurizeiro, tira teima, umbaúba branca, aroeira, akoko, cipó milomi ou jarrinha, balainho de velho,</p><p>aridan (folhas e favas), pimenta da costa, cipó chumbo, bejerecum (folhas e favas), dandá da costa, andará (folhas e</p><p>favas), sapê, hibisco vermelho ou branco dobrado, trombeteira, quebra-pedra, erva pombinho, mamona, rama de leite,</p><p>lágrima de Nossa Senhora, erva vintém, pitangueira, jurubeba, ingá, obi, guapo, orobô, patioba, peregum (verde ou</p><p>rajado), barba de São Pedro ou sene, carrapicho, erva pita, araçá, jureminha, cacau, café, carobinha, chapéu de napoleão</p><p>(folhas), erva andorinha, losna, olho de boi (folhas), louro, alecrim, alfavaquinha, amendoeira, beldroega, canela de</p><p>macaco, erva tostão, folhas de ficus, folhas de fumo, mal me que, língua de galinha ou guaximba.</p><p>OMOLÚ/OBALUAÊ</p><p>Pata de vaca branca, erva passarinho, sete sangrias, rabujo, sabugueiro, cipó chumbo, jenipapo, alfavaca, canela de velho,</p><p>melão de São Caetano, quebra pedra, erva moura, gervão, mostarda, cipó cabeludo, transagem, juá de capote, fedegoso,</p><p>maria preta, olhos de santa luzia ou marianinha, coreana, coroa de cristo, babosa, barba de velho, jequitirana, cordão de</p><p>frade ou de São Francisco, vassourinha, barba de boi, erva pita, erva de Sta. Maria, carobinha, cinco chagas, copaíba,</p><p>coqueiro de purga ou de catarro, erva andorinha, erva de bicho, erva grossa, pau d’alho, kitoko, velame, viuvinha, cana do</p><p>brejo, alumã, beldroega vermelha, crisântemo, confrei.</p><p>OXUMARÊ</p><p>Erva passarinho, língua de galinha ou guaximba, dormideira, amendoim, folha da riqueza (fortuna ou dólar ou dinheiro</p><p>em penca), jibóia, folhas de batata doce, maria preta, bananeira, vitória régia, oxibatá, tomateiro, trancinha de Oxumarê,</p><p>melão de São Caetano, coqueiro de Vênus, mutamba, parietária, rama de leite, cipó milomi ou jarrinha, arrozinho,</p><p>melancia, ojuorô, samambaia de poço ou pente de cobra, folhas trepadeiras, de um modo geral.</p><p>IROKO</p><p>Gameleira branca ou Iroko, abiu, barba de velho, cajueiro, colônia, jaqueira, mãe boa, cipó milomi, noz moscada, folhas</p><p>de fruta pão, graviola, bananeira, mangueira, castanha do Pará, erva pita, árvores centenárias de grande porte.</p><p>XANGÔ</p><p>Fortuna, cambará, romã, umbaúba branca ou vermelha, tamarindo, jaqueira, erva de São João, alfavaca, xanan (aipim ou</p><p>carurú sem espinho – para Barú), erva tostão, pimenta de macaco, carurú sem espinho ou Oyó, branda fogo ou folha de</p><p>fogo, azedinha ou avinagueira, campainha, jaborandi, crista de galo, gerânio cheiroso, capim fino, flamboyant,</p><p>carrapeteira, cinco chagas, capim limão, alibé de Xangô (folhas e favas), orobô, castanha do Pará, vence demanda, oxibatá</p><p>43 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>vermelho, urucum, cascaveleira ou xique-xique, cajueiro, camboatá, cruzeirinho, manjerona, negra-mina, salsaparrilha,</p><p>iroko ou gameleira branca, kitoko, lírio vermelho, lírio branco, elevante, aroeira, beijo vermelho, capeba, erva prata,</p><p>jarrinha ou cipó milomi, malva, para-raio, panacéia, mangericão roxo, pena de Xangô.</p><p>OYÁ</p><p>Pata de vaca rosa, fedegoso, aroeira, dormideira, pinhão branco e roxo, bambú (folhas), maravilha, trombeta rosa, erva</p><p>tostão, erva prata, espada de Sta. Bárbara, lança de Sta. Bárbara, branda fogo ou folha de fogo, campainha, mutamba,</p><p>gerânio cheiroso, taquari, fruta pão, para-raio, flamboyant, quiabo, amora, maracujá, cinco chagas, oxibatá rosa ou</p><p>vermelho, crista de galo, erva santa, jaborandi, peregum rajado, língua de vaca, umbaúba vermelha, carurú sem espinho,</p><p>canela de macaco, capeba, erva passarinho, cipó milomi ou jarrinha, malva rosa, negra mina, parietária, rama de leite,</p><p>taioba branca.</p><p>OXUM</p><p>Erva capitão ou abebê d’Oxum, picão, melão d’água, cipó milomi ou jarrinha, lavanda, vassourinha de relógio, pimentinha</p><p>d’água ou oripepê, bem me quer, mangericão branco, melão, aguapé, elevante, hibisco, beti cheiroso ou aperta ruão, beti</p><p>branco, sândalo, carurú sem espinho, cana de jardim, brilhantina, trevo de quatro folhas, mal me quer ou calêndula, erva</p><p>cidreira, pata de galinha, capim fino, jambeiro rosa, erva vintém, erva doce, pitangueira, mãe boa, macassá ou catinga de</p><p>mulata, girassol (pétalas), erva de Sta. Luzia, oxibatá amarelo ou branco, oriri, vassourinha d’Oxum, canela, alface, assa</p><p>peixe, cabelo de Vênus, flor de ouro ou botão de orunmilá, cajueiro, cravo, dinheiro em penca, dólar, jasmim, tapete</p><p>d’Oxum, poejo, colônia, lótus, melissa, flor de laranjeira, alfazema, lírio, agoniada, amor do campo, capeba, malva branca,</p><p>parietária, rama de leite.</p><p>LOGUN</p><p>Combinação das folhas de Oxóssi e Oxum (verificar os caminhos para haver o equilíbrio) + Coqueiro de Vênus, chifre de</p><p>veado, comigo ninguém pode verde, peregum rajado.</p><p>YEWÁ</p><p>Maravilha, batata de purga, cana de jardim ou bananeira de jardim, oxibatá lilás, tomateiro, dormideira.</p><p>OBÁ</p><p>Vitória régia, oxibatá vermelho, tangerina, rosa vermelha.</p><p>IBEJI</p><p>Sapoti, flamboyant, quiabo, cana de açúcar, maracujá, bananeira, abacaxi, araruta, poejo, uva.</p><p>IEMONJÁ</p><p>Melão d’água, coqueiro, lírio do brejo, melancia, mangericão branco, elevante, maricotinha, beti branco, beti cheiroso,</p><p>erva da jurema, erva prata, carurú sem espinho, capeba, pariparoba, taioba branca, mostarda, lágrima de Nossa Senhora,</p><p>salsa de praia, azedinha do brejo ou erva saracura, mãe boa, macassá, emília, pandano (Iamacimalé), oxibatá branco,</p><p>vassourinha, árvore da felicidade (Iamacimalé), colônia, agrião d’água, camboatá (Iamacimalé), rosa branca, uva, verbena,</p><p>umbaúba branca, algas, panacéia, alfazema, macela, aguapé, condessa, dandá do brejo, malva branca, papo de peru,</p><p>rama de leite, araçá da praia.</p><p>NANÃ</p><p>Pata de vaca branca ou rosa ou lilás, erva passarinho, espelina falsa, língua de galinha ou guaximba, taioba, aguapé,</p><p>melão de São Caetano, baronesa ou jacinto d’água, mostarda, cipó cabeludo, maria preta, balaio de velho, marianinha,</p><p>44 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>xaxim, azedinha do brejo, mãe boa, batatinha, guacuri, oxibatá lilás, arnica do campo, manacá, quaresmeira, viuvinha,</p><p>umbaúba branca e roxa, vassourinha, alfavaca roxa, avenca, broto de feijão, cana do brejo, capeba, cipreste, cipó milomi</p><p>ou jarrinha, macaé, rama de leite.</p><p>OXALÁ</p><p>Fortuna, coqueiro, tamarindo, dama da noite, trombeta branca, oripepê, manjericão branco, erva de bicho ou folha de</p><p>igbi, guando, boldo ou tapete d’Oxalá, beti branco, beti cheiroso ou aperta ruão, erva prata, mamona branca, brilhantina,</p><p>parietária, mutamba, lágrima de Nossa Senhora, beldroega, trevo de quatro folhas, algodão, alecrim, fruta pão,</p><p>mamoeiro, cabaceira, graviola, dendezeiro, salvia, língua de galinha ou guaximba, erva vintém, azedinha do brejo,</p><p>gameleira branca, folha de inhame cará, macaé, cinco chagas, ingá, macassá, saião, emília, bananeira, guapo, língua de</p><p>vaca, oxibatá branco, oriri, chapéu</p><p>de couro, carurú sem espinho, cana do brejo, amendoeira, bálsamo, espinheira santa,</p><p>benjoim, erva doce, colônia, lírio branco, jasmim ou junquilho, mirra, noz moscada, pixurin, uva verde, maria sem</p><p>vergonha branca, oliveira, elevante, beldroega, louro, malva branca, paineira.</p><p>PRINCIPAIS ERVAS E SUAS CARACTERÍSTICAS (entre parênteses, nome africano):</p><p>Pata de vaca (ABÀFÈ)</p><p>Orixás: Omolú/Obaluaê (branca), Nanã (branca, rosa e lilás) e Oyá (rosa)</p><p>Elementos: terra/feminina/gùn</p><p>Terapêutica: a branca é usada no combate ao diabetes, afecções renais e elefantíase.</p><p>Folha de Fortuna (ÀBÁMODÁ)</p><p>Orixás: Exú, Oxalá, Xangô e orixás fun fun.</p><p>Elementos: água/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: refrigerante, diurética e sedativa. Combate cefaléias, nevralgias, dor de dente, coqueluche e afecções das</p><p>vias respiratórias. Eficiente contra as doenças de pele, feridas purulentas, furúnculos, úlceras e dermatoses.</p><p>Nicurizeiro ou Baunilha de Nicuri (ÀBÀRÁ ÒKÉ)</p><p>Orixás: Ossain</p><p>Elementos: terra/masculino/èrò</p><p>Terapêutica: abalos do sistema nervoso, histeria, hipocondria, melancolia, convulsões, coqueluches, tosses rebeldes.</p><p>Erva Capitão (ABÈBÈ ÒSUN)</p><p>Orixás: Oxum</p><p>Elementos: água, feminino/èrò</p><p>Terapêutica: com as raízes – afecções do baço, fígado, intestinos, diarréias, reumatismo e sífilis. Com toda a planta, em</p><p>uso externo – elimina sardas e manchas de pele (emplastros). Das folhas c/leite, faz-se um calmante leve e tônico</p><p>cerebral.</p><p>Picão (ABÉRÉ)</p><p>Orixás: Exú (em pó ou para feitiços) e Oxum</p><p>Elementos: terra/masculino/gùn</p><p>45 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Terapêutica: chá – hepatite, febres, males do fígado, rins e bexiga.</p><p>Cambará (ÁBITÓLÁ)</p><p>Orixás: Exú e Xangô</p><p>Elementos: fogo/feminino/gùn</p><p>Terapêutica: infusão – doenças respiratórias, tosses, bronquites, rouquidão e resfriados.</p><p>Erva Passarinho (ÀFÒMÓN)</p><p>Orixás: Oxóssi, Omolú/Obaluaê, Nanã, Oxumarê</p><p>Elementos: ar/masculino/èrò</p><p>Terapêutica: chás – gripes, resfriados, pneumonias e bronquites.</p><p>Romã (ÀGBÀ)</p><p>Orixás: Xangô e Ogum</p><p>Elementos: fogo/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: Chá da casca – gargarejos p/garganta. Xarope do fruto – amidalites, afecções urinárias, gastrites, cólicas</p><p>intestinais, hemorróidas.</p><p>Milho (ÀGBÀDÓ)</p><p>Orixás: Ogum e Oxóssi</p><p>Elementos: terra/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: o cabelo – problemas renais.</p><p>Umbaúba (ÀGBAÓ)</p><p>Orixás: Branca – Iemonjá, Ossain e Nanã; Roxa – Xangô, Oyá e Nanã</p><p>Elementos: terra/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: frutos: asma e bronquites – chá das folhas: hipertensão, doenças respiratórias, cardíacas, renais e diabetes.</p><p>Melão d’Água (AGBÉIE)</p><p>Orixás: Iemonjá e Oxum</p><p>Elementos: água/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: para mulheres com dificuldades de engravidar.</p><p>Fedegoso (ÀGBÒLÀ)</p><p>Orixás: Exú, Oyá e Omolú</p><p>Elementos: fogo/feminino/gùn</p><p>Terapêutica: desconhecida</p><p>46 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Coqueiro (ÀGBON)</p><p>Orixás: Ogum, Oxóssi, Iemonjá e Oxalá Elementos:</p><p>ar/masculino/èrò</p><p>Terapêutica: água de coco – contra desidratação, problemas intestinais, náuseas, vômitos e enjôos de gravidez.</p><p>Tamarindo (ÀJÀGBAÓ)</p><p>Orixás: Xangô e Oxalá</p><p>Elementos: ar/masculino/èrò</p><p>Terapêutica: higiene bucal (folhas maceradas) - dor de dentes (chá) – digestivo e laxante (polpa do fruto) – as folhas</p><p>debaixo do travesseiro proporcionam sono tranqüilo aos agitados e insones.</p><p>Aroeira (ÀJÓBI)</p><p>Orixás: Ogum, Oxóssi, Xangô e Ossain</p><p>Elementos: terra/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: anti-reumático, bronquites, feridas, tumores, inflamações, corrimentos, diarréias e gastrites.</p><p>Acocô (AKÓKO)</p><p>Orixás: Ossain, Ogum, Oxóssi</p><p>Elementos: terra/masculino/ èrò</p><p>Terapêutica: desconhecida</p><p>Cipó Milomi ou Jarrinha (AKONIJÈ)</p><p>(É uma das folhas do orô da “voz” do orixá) Orixás:</p><p>Ossain, Oxum, Nanã, Iemonjá, etc.</p><p>Elementos: terra/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: antídotos p/veneno de cobra, abortivo</p><p>São Gonçalinho (ALÉKÈSÌ)</p><p>Orixás: Ogum e Oxóssi</p><p>Elementos: terra/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: chá – calmante, depurativo, antiinflamatório e analgésico. Macerado – uso externo: picadas de cobra e de</p><p>insetos.</p><p>Dama da Noite (ÀLÚKERÉSÉ)</p><p>Orixás: Oxalá</p><p>Elementos: ar/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: em banhos – reumatismo e inflamações cutâneas.</p><p>Boldo Paulista ou Alumã (ÀLÚMÓN)</p><p>Orixás: Ogum</p><p>Elementos: terra/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: sumo: enjôos provocados por má digestão ou problemas hepáticos.</p><p>Língua de Galinha ou Guaximba (ÀLÙPÀYÍDÀ)</p><p>Orixás: Ogum, Oxumarê e Nanã</p><p>Elementos: terra/masculino/gùn</p><p>47 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Terapêutica: desconhecida</p><p>Sete Sangrias (ÀMÙ)</p><p>Orixás: Omolú e Nanã</p><p>Elementos: terra/feminino/gùn</p><p>Terapêutica: arteriosclerose, hipertensão, palpitações cardíacas, inflamações da mucosa intestinal, doenças venéreas e</p><p>afecções de pele.</p><p>Balainho de Velho (AMÚNIMÚYÈ)</p><p>(É uma das folhas que “tiram a consciência” do iaô e facilitam o transe)</p><p>Orixás: Ossain</p><p>Elementos: terra/masculino/èrò</p><p>Terapêutica: desconhecida</p><p>Dormideira ou Sensitiva (ÁPÉJÈ)</p><p>(É uma das folhas que “tiram a consciência” do iaô e facilitam o transe)</p><p>Orixás: Exú, Oyá, Oxumarê (Frekwen) e Yewá Elementos:</p><p>fogo/masculino/èrò</p><p>Terapêutica: chá: fígado, flatulência, dores de cabeça de origem digestiva e purgativo – gargarejo: alivia dores de dente.</p><p>Erva de São João (ÀRÚNSÁNSÁN)</p><p>Orixás: Xangô</p><p>Elementos: fogo/feminino/gùn</p><p>Terapêutica: cólicas intestinais provocadas por aerofagia, diarréias, reumatismo, artrose, antidepressivo, antiinflamatório,</p><p>analgésico e cicatrizante.</p><p>Alfazema ou Lavanda (ÀRÙSÒ)</p><p>Orixás: Oxum e Iemonjá Elementos:</p><p>terra/masculino/èrò Terapêutica:</p><p>febres infantis.</p><p>Vassourinha de Relógio (ÀSARÁGOGO)</p><p>Orixás: Oxum</p><p>Elementos: água/feminino/gùn</p><p>Terapêutica: desconhecida</p><p>Malva Branca (ÀSIKÙTÀ ou EFIN)</p><p>Orixás: Oxalá, Iemonjá, Oxum e Oxóssi (Inle)</p><p>Elementos: ar/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: emoliente, contra picadas de vespas.</p><p>Sabugueiro (ÀTÒRÌNÀ)</p><p>Orixás: Omolú</p><p>Elementos: fogo/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: chá: afecções bronco-pulmonares, excitante, sudorífero, febrífugo, combate gripes, resfriados, anginas,</p><p>inflamações de pele, furúnculos, queimaduras e erisipelas.</p><p>Cipó Chumbo (AWÓ PUPÁ)</p><p>Orixás: Ossain, Omolú, Ogum (Ogunjá), Nanã</p><p>Elementos: terra/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: afecções pulmonares, gripes e resfriados fortes, anginas, faringites e amidalites. Reduzido a pó é aplicado</p><p>em úlceras e feridas como cicatrizante (uso externo).</p><p>48 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Taioba (BÀLÁ)</p><p>Orixás: Oxum e Nanã</p><p>Elementos: água/feminino/gùn</p><p>Terapêutica: cicatrizante de feridas e úlceras, usado externamente.</p><p>Oripepê ou Pimenta d’água (AWÙRÉPÉPÉ)</p><p>(É uma das folhas do orô da “voz” do orixá)</p><p>Orixás: Exú (flores), Oxum e Oxalá (folhas)</p><p>Elementos: água/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: folhas: escorbuto, anemia e dispepsia – extrato das flores: dores de dente – xarope das folhas: expectorante</p><p>infantil</p><p>Lírio Branco ou Lírio do Brejo (BALABÁ)</p><p>Orixás: Iemonjá, Oxum, Ogum e Oxalá</p><p>Elementos: água/masculino/èrò</p><p>Terapêutica: raízes: anti-reumático e purgativo.</p><p>Pimenta de Macaco ou Canela de Macaco ou Erva Biriba ou Bejerecum (BEJEREKUN) Orixás: Ossain</p><p>Elementos: terra/masculino/èrò</p><p>Terapêutica: estimulante, combate flatulência, antiinflamatório.</p><p>Pinhão Branco (BÒTUJÉ FUNFUN)</p><p>Orixás: Ogum, Oxóssi, Oyá e Xangô</p><p>Elementos: fogo/feminino/gùn</p><p>Terapêutica: suco viscoso dos galhos: hemostático e coagulante, cura feridas.</p><p>Pinhão Roxo (BÒTUJÉ PUPÁ)</p><p>Orixás: Oyá e Xangô</p><p>Elementos: fogo/feminino/gùn</p><p>Terapêutica: a mesma do pinhão branco.</p><p>Jenipapo (BUJÈ)</p><p>Orixás: Omolú</p><p>Elementos: terra/masculino/èrò</p><p>Terapêutica: fruto: digestivo, diurético e afrodisíaco – casca do tronco: anemia, crescimento exagerado do fígado e do</p><p>baço.</p><p>Carrapicho (DÁGUNRÓ)</p><p>Orixás: Exú, Ogum, Oxóssi, Ossain, Oxum</p><p>Elementos: terra/feminino/gùn</p><p>Terapêutica: desconhecida</p><p>Dandá da Costa ou Tiririca (DANDÀ)</p><p>Orixás: Ogum, Oxóssi, Ossain, Oxumarê e</p><p>Nanã</p><p>Elementos: água/masculino/èrò</p><p>Terapêutica: desconhecida</p><p>Alfavaca (EFÍNFÍN)</p><p>Orixás: Exú (a roxa), Xangô, Omolú e Oxalá</p><p>Elementos: terra/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: diurético, anti-séptico, calmante, azias, tosses, gripes e resfriados leves, temperos de comida.</p><p>Manjericão Branco (EFÍNRÍN ou EFÍNRÍN KÊKERÊ)</p><p>Orixás: Oxum, Iemonjá e Oxalá</p><p>Elementos: água/feminino/èrò</p><p>49 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Terapêutica: gases, cólicas intestinais, diarréias, afecções das vias urinárias e/ou respiratórias, gengivites, amidalites,</p><p>faringites, estomatites, aftas e tempero de comida.</p><p>Manjericão Roxo (EFÍNRIN PUPÁ)</p><p>Orixás: Xangô (Ayrá), Oyá e Oxoguiã</p><p>Elementos: água/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: a mesma do manjericão branco.</p><p>Aguapé (EJÀ OMODÉ)</p><p>Orixás: Oxum, Iemonjá e Nanã</p><p>Elementos: água/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: desconhecida</p><p>Melão de São Caetano (EJÌNRÌN)</p><p>Orixás: Oxumarê, Omolú, Yewá e Nanã</p><p>Elementos: terra/feminino/gùn</p><p>Terapêutica: preventivo de gripes e febres (pequenas quantidades de chá fraco), leucorréia, cólicas de vermes ou</p><p>menstruais (chá). Pomada supurativa das sementes. A planta toda é purgativa, ajuda contra hemorróidas e diabetes e é</p><p>abortiva.</p><p>Maravilha (ÈKÈLÈYÍ)</p><p>Orixás: Oyá e Yewá</p><p>Elementos: ar/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: sardas, dores de ouvido, cólicas abdominais, diarréias, disenteria, leucorréia e sífilis.</p><p>Elevante ou Levante ou Alevante (ERÉ TUNTÚN)</p><p>Orixás: Oxum, Iemonjá e Oxalá</p><p>Elementos: água/feminino/gùn</p><p>Terapêutica: desconhecida</p><p>Erva de Bicho ou Folha de Igbi (ERÓ IGBIN)</p><p>Orixás: Omolú e Oxalá</p><p>Elementos: água/masculino/èrò</p><p>Terapêutica: inchações e picadas de insetos.</p><p>Erva Tostão (ÉTINPÓNLÁ)</p><p>Orixás: Xangô e Oyá</p><p>Elementos: fogo/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: raízes c/vinho: diurético e regularizador renal e hepático.</p><p>Maricotinha (ETÍTÁRÉ)</p><p>Orixás: Iemonjá</p><p>Elementos: água/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: inflamações oculares, dores de ouvido, afecções de bexiga, uretra ou rins, febres, expectorante suave,</p><p>diurético e antidiabético.</p><p>Guando (ÈWÁ IGBÓ)</p><p>Orixás: Oxalá</p><p>Elementos: ar/masculino/èrò</p><p>Terapêutica: afecções urinárias, intoxicações, faringites, estomatites, gengivites, dor de dente, afecções hepáticas e</p><p>pulmonares.</p><p>50 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Folha da Riqueza ou Erva Periquito (EWÉ AJÉ)</p><p>Orixás: Oxumarê e Iemonjá Elementos:</p><p>água/masculino/gùn Terapêutica:</p><p>diurético.</p><p>Boldo ou Tapete d’Oxalá (EWÉ BABÁ)</p><p>Orixás: Oxalá</p><p>Elementos: ar/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: fígado, rins e estomago.</p><p>Quebra Pedra (EWÉ BÍYEMI)</p><p>Orixás: Omolú</p><p>Elementos: terra/feminino/gùn Terapêutica:</p><p>cálculos renais.</p><p>Erva Pombinha ou Andorinha (EWÉ BOJUTÒNA)</p><p>Orixás: Ossain e Oxumarê</p><p>Elementos: terra/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: vaso dilatador, hepatite B, diurético, eliminador de glicose e ácido úrico, cálculos renais e icterícia.</p><p>Beti Branco (EWÉ BEYÍ FUNFUN)</p><p>Orixás: Iemonjá, Oxalá e todos os orixás fun fun.</p><p>Elementos: água/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: diurético e cicatrizante.</p><p>Jibóia (EWÉ DAN)</p><p>Orixás: Oxumarê</p><p>Elementos: ar/feminino/gùn</p><p>Terapêutica: desconhecida</p><p>Erva Prata (EWÉ DÍGÍ)</p><p>Orixás: Oyá, Iemonjá e Oxalá</p><p>Elementos: ar/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: desconhecida</p><p>Erva Moura ou Maria Preta (EWÉ ÈGÙNMÒ)</p><p>Orixás: Omolú</p><p>Elementos: terra/masculino/gùn</p><p>Terapêutica:emoliente, calmante, para lavagem de chagas e erupções cutâneas, reumatismo e caspa.</p><p>Carurú ou Bredo s/Espinho (TÈTÈ)</p><p>Orixás: todos</p><p>Elementos: terra/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: escorbuto, cortes, feridas, males do fígado, afecções urinárias, cistite, retenção de urina. As flores ajudam a</p><p>curar tosses rebeldes.</p><p>Branda Fogo ou Folha de Fogo (EWÉ INÓN ou INÁN)</p><p>Orixás: Exú, Xangô e Oyá</p><p>Elementos: fogo/fem inino/gùn</p><p>Terapêutica: palpitações cardíacas, afecções urinárias e genitais, sífilis, erupções cutâneas, feridas, coceiras, moléstias de</p><p>pele.</p><p>Abre Caminho (EWÉ LOROGÚN)</p><p>Orixás: Ogum</p><p>Elementos: terra/masculino/gùn</p><p>51 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Terapêutica: desconhecida</p><p>Parietária (EWÉ MONÁN)</p><p>Orixás: Oyá e Oxalá</p><p>Elementos: ar/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: irritações e inflamações urinárias, cicatrizante e doenças de pele.</p><p>Transagem (EWÉ ÒPÁ)</p><p>Orixás: Omolú, Oxumarê e Nanã</p><p>Elementos: terra/masculino/èrò</p><p>Terapêutica: adstringente, contra febres, otites e incontinência urinária, dor de dentes, depurativo sanguíneo, inflamações</p><p>uterinas.</p><p>Algodão (EWÉ ÒWÚ)</p><p>Orixás: Oxalá</p><p>Elementos: ar/feminino/gùn</p><p>Terapêutica: desordens menstruais ou pós-parto, inflamações e dores uterinas, aumentar o leite materno.</p><p>Alecrim (EWÉRÉ)</p><p>Orixás: Oxóssi e Oxalá</p><p>Elementos: ar/masculino/èrò</p><p>Terapêutica: má digestão, gases, reumatismo, encefalia e tempero de comida.</p><p>Corredeira (FALÁKALÁ)</p><p>Orixás: Exú</p><p>Elementos: fogo/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: inflamações oculares.</p><p>Fruta Pão (GBÈRÈFÚTÚ)</p><p>(é uma das folhas utilizadas para se tirar “mão de Vumbi”)</p><p>Orixás: Iroko/Tempo e Oxalá</p><p>Elementos: fogo/feminino/gùn</p><p>Terapêutica: folhas: diarréias – raiz: vermífugo – fruto: tumores e furúnculos.</p><p>Salsa de Praia (GBÒRÒ AYABÀ)</p><p>Orixás: Iemonjá e Olokun</p><p>Elementos: água/feminino/èrò</p><p>Terapêutica:reumatismo, nevralgias, catarro crônico e blenorragia.</p><p>Para Raio (IGÍ MÉSÀN)</p><p>Orixás: Oyá e Xangô</p><p>Elementos: ar/masculino/èrò</p><p>Terapêutica: folhas: abortivo, laxante, estimulante intestinal – frutos: hemorróidas, vermes – lenho: feridas, erisipelas e</p><p>doenças de pele.</p><p>Dendezeiro (MÀRÌWÓ ou IGI ÒPÈ)</p><p>Orixás: Ogum e Oxalá</p><p>Elementos: ar/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: azeite: externamente, contra angina, erisipela e filariose. Internamente, contra dores de cabeça e cólicas</p><p>abdominais (quantidades mínimas).</p><p>Salvia (IKIRIWÍ)</p><p>Orixás: Oxalá</p><p>Elementos: ar/masculino/èrò</p><p>Terapêutica: chá: gripes e resfriados, febres, afecções leves do estomago, vômitos, escorbuto, corrimentos purulentos da</p><p>uretra, cólicas menstruais, debilidades sexuais, antiabortivo, antidiabético e regulador da pressão.</p><p>52 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Erva Vintém (ILERÍN ou OKÓWÓ)</p><p>Orixás: Ossain, Oxum e Oxalá Elementos:</p><p>água/feminino/èrò Terapêutica:</p><p>desconhecida.</p><p>Erva de Santa Maria (IMI IYÍN)</p><p>Orixás: Omolú</p><p>Elementos: terra/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: aerofagia, afecções pulmonares, vermes, insetívoro (pulgas, percevejos, etc.).</p><p>Gameleira Branca ou Irôco (ÌRÓKÒ)</p><p>Orixás: Iroko/Tempo, Xangô e Oxalá</p><p>Elementos: fogo/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: sumo dos galhos: expulsa lombrigas, é depurativo, contra sífilis e reumatismo.</p><p>Barba de Velho (IRÙNGBÒN)</p><p>Orixás: Omolú</p><p>Elementos: ar/masculino/èrò</p><p>Terapêutica: abscessos, hemorróidas, reumatismo.</p><p>Pitanga (ÍTÀ)</p><p>Orixás: Oxum</p><p>Elementos: água/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: adstringente, anti-reumático, diarréias e febres infantis, gripes e resfriados, tosses.</p><p>Mãe Boa (ÌYÁBEYÍN)</p><p>Orixás: Oxum, Iemonjá e Nanã</p><p>Elementos: água/feminino/èrò Terapêutica:</p><p>reposição de proteínas.</p><p>Aperta Ruão (ÌYÈYÈ)</p><p>Orixás: Oxum e Oxalá</p><p>Elementos: terra/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: gravidez difícil, problemas uterinos, feridas crônicas, blenorragias crônicas, cistites, diarréias, diurético.</p><p>Arrebenta Cavalo (KANAN-KANAN ou EWÉ BÓBO)</p><p>Orixás: Exú</p><p>Elementos: fogo/feminino/gùn</p><p>Terapêutica: afecções urinárias, renais ou hepáticas, febres, dores na coluna, abscessos, furúnculos, inflamações e</p><p>manchas na pele.</p><p>Carqueja (KÀNÉRÌ)</p><p>Orixás: Oxóssi</p><p>Elementos: terra/masculino/èrò</p><p>Terapêutica: males do estomago.</p><p>Jurubeba (KISIKISI ou IGBÁ IGÚN ou IGBÁ ÀJÀ)</p><p>Orixás: Oxóssi e Ossain</p><p>Elementos: terra/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: garrafadas fortificantes, icterícias, moléstias do fígado, rins e baço.</p><p>Catinga de Mulata ou Macassá (MAKASÀ)</p><p>53 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Orixás: Oxum, Iemonjá e Oxalá</p><p>Elementos: água/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: banhos contra febre infantil.</p><p>Cordão de Frade ou Cordão de São Francisco (MOBORÒ)</p><p>Orixás: Oxóssi e Omolú</p><p>Elementos: terra/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: dores nevrálgicas, reumatismo, problemas</p><p>de estômago, asma, problemas urinários, hemorragias uterinas,</p><p>relaxante da musculatura lisa. Em excesso é abortivo.</p><p>Saião ou Folha da Costa (ÒDÚNDÚN)</p><p>Orixás: Oxalá</p><p>Elementos: água/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: doenças pulmonares, alivia dores e inchaços, cicatrizante, úlceras e distúrbios estomacais.</p><p>Guapo (ÒJÈ DÚDÚ)</p><p>Orixás: Oxóssi, Ossain e Oxalá</p><p>Elementos: ar/feminino/gùn</p><p>Terapêutica: calmante, cicatrizante, gripes e resfriados, doenças pulmonares, reumatismo, nevralgias. Deve ser evitado</p><p>pelos cardíacos.</p><p>Erva de Santa Luzia (OJÚORÓ)</p><p>Orixás: Oxum</p><p>Elementos: água/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: amadurecer abscessos, asma, doenças de pele, inflamações oculares.</p><p>Samambaia de Poço ou Pente de Cobra (ÒMUN)</p><p>Orixás: Oxumarê</p><p>Elementos: água/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: desconhecida</p><p>Vence Demanda ou Vence Tudo (OSÈ OBÁ)</p><p>Orixás: Ogum e Xangô</p><p>Elementos: fogo/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: desconhecida</p><p>Oxibatá (ÒSÍBÀTÀ)</p><p>(É usada para conter e tranqüilizar sexualmente o iaô no roncó e para tirar mão de “Vumbi”)</p><p>Orixás: Oxalá e Iemonjá (branca), Oxum (amarelo), Oyá, Obá e Yewá (rosa), Nanã (lilás)</p><p>Elementos: água/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: afrodisíaco, abortivo, disenterias, diarréias, moléstias da pele.</p><p>Pau d’Água ou Pau d’Alho ou Peregum ou Coqueiro de Vênus (PÈRÈGÚN) Orixás:</p><p>Verde: Ogum e Ossain. Rajado: Oxumarê, Ossain e Logun.</p><p>Elementos: terra/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: maceradas, em banhos ou compressas para reumatismo.</p><p>Oriri (RIN-RIN)</p><p>Orixás: Oxum e Oxalá</p><p>Elementos: água/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: irritações e inflamações oculares e suave tônico cardíaco.</p><p>Chapéu de Couro (SÉSÉRÉ)</p><p>Orixás: Oxóssi e Oxalá</p><p>54 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Elementos: água/feminino/gùn</p><p>Terapêutica: diurético, inflamações renais e na garganta, ulcerações de pele.</p><p>Arnica (TAMANDÍ)</p><p>Orixás: Nanã</p><p>Elementos: água/feminino/gùn</p><p>Terapêutica: doenças de estomago, tombos e quedas (alivia os hematomas).</p><p>Cana do Brejo (TÈTÈRÈGÙN)</p><p>Orixás: Oxalá</p><p>Elementos: ar/masculino/gùn Terapêutica:</p><p>doenças renais.</p><p>Colônia (TÓTÓ)</p><p>Orixás: Oxum, Oxalá, Ogum, Oxóssi e Iemonjá</p><p>Elementos: terra/masculino/èrò</p><p>Terapêutica: infusão das flores: acalma medos e histerias – folhas: sedativo, enxaquecas (emplastro), dores de cabeça (no</p><p>álcool) – chá: hipertensão, palpitações cardíacas, sedativo leve.</p><p>Amendoeira</p><p>Orixás: Oxalá</p><p>Elementos: ar/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: macerada em álcool: bursites, tendinites, dores reumáticas e musculares e sacudimentos e purificação de</p><p>pessoas com problemas mentais.</p><p>Assa Peixe</p><p>Orixás: Oxóssi e Oxum</p><p>Elementos: terra/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: bronquites, pneumonias, gripes, tosses rebeldes, afecções respiratórias.</p><p>Camboatá</p><p>Orixás: Oyá, Xangô, Iemonjá (Iamacimalé)</p><p>Elementos: ar/feminino/gùn</p><p>Terapêutica: casca em chá: asma e tosses convulsivas.</p><p>Canela de Velho</p><p>Orixás: omolú</p><p>Elementos: terra/masculino/èrò</p><p>Terapêutica: perturbações digestivas e menstruais.</p><p>Carobinha</p><p>Orixás: Ossain e Omolú</p><p>Elementos: terra/masculino/èrò</p><p>Terapêutica: afecções de pele, vias urinárias e doenças venéreas</p><p>Cipó Caboclo</p><p>Orixás: Oxóssi</p><p>Elementos: terra/masculino/èrò</p><p>Terapêutica: banhos: linfatites crônicas, edemas e elefantíase.</p><p>Costela de Adão</p><p>Orixás: Ogum (Ogunjá)</p><p>Elementos: terra/feminino/èrò</p><p>55 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Terapêutica: desconhecida</p><p>Coqueiro de Purga ou Coquinho de Catarro</p><p>Orixás: Omolú</p><p>Elementos: terra/masculino/èrò</p><p>Terapêutica: purgativo, sífilis, inflamações, inchações, febres, problemas menstruais.</p><p>Erva Curraleira ou Cânfora</p><p>Orixás: Oxóssi</p><p>Elementos: água/masculino/èrò</p><p>Terapêutica: depurativo, doenças venéreas, ulcerações e erupções de pele, dermatoses.</p><p>Espinheira Santa</p><p>Orixás: Oxóssi e Oxalá</p><p>Elementos: ar/masculino/èrò Terapêutica:</p><p>estômago e intestino.</p><p>Erva Grossa ou Fumo Bravo</p><p>Orixás: Exú e Omolú</p><p>Elementos: terra/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: bronquites, gripes fortes e febres intermitentes.</p><p>Jaborandi</p><p>Orixás: Oyá e Xangô</p><p>Elementos: fogo/feminino/gùn</p><p>Terapêutica: queda de cabelo</p><p>Manacá</p><p>Orixás: Nanã</p><p>Elementos: terra/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: anti-reumático, abortivo, anti-sifilítico, depurativo, purgativo e diurético.</p><p>Manjerona</p><p>Orixás: Xangô</p><p>Elementos: terra/feminino/gùn</p><p>Terapêutica: estimulante do apetite, digestivo, cólicas, flatulência e afrodisíaco.</p><p>Negra-Mina ou Nega Mina</p><p>Orixás: Xangô</p><p>Elementos: fogo/masculino/èrò</p><p>Terapêutica: estimulante, reumatismo, cólicas, nevralgias, tosses.</p><p>Quaresmeira</p><p>Orixás: Nanã</p><p>Elementos: terra/masculino/gùn Terapêutica:</p><p>desconhecida.</p><p>Pimenta (ÁTÁARÉ)</p><p>Orixás: Exú e Ossain</p><p>Elementos: fogo/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: tempero de comidas.</p><p>Perpétua (ÈKÈLEGBARA)</p><p>Orixás: Exú</p><p>56 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Elementos: fogo/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: males respiratórios, febres, tosses.</p><p>Cansanção (ÈSÌSÌ)</p><p>Orixás: Exú e Xorokê</p><p>Elementos: fogo/feminino/gùn</p><p>Terapêutica: em compressas: alívio das dores de queimaduras e contusões – chá: catarro das visa respiratórias,</p><p>menstruação irregular, hemorragias, leucorréia, escrofulose e hemoptises.</p><p>Urtiga (EWE KANAN)</p><p>Orixás: Exú</p><p>Elementos: fogo/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: erisipela (a seiva do caule). As folhas provocam queimaduras que se transformam em ulcerações.</p><p>Mamona Branca (EWE LÁRÀ FUNFUN)</p><p>Orixás: Oxalá</p><p>Elementos: Ar/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: água das folhas cozidas com sal: inchaços nos pés – sementes: óleo de rícino, que é purgativo e indicado</p><p>para prisão de ventre.</p><p>Tento ou Olho de Exú (WÉRÉNJÉJÉ)</p><p>Orixás: Exú</p><p>Elementos: terra/masculino/èrò</p><p>Terapêutica: doenças dos olhos (em quantidades mínimas do pó das sementes) – das folhas e raízes maceradas: afecções</p><p>urinárias, pulmonares e do ventre.</p><p>Patchouli</p><p>Orixás: Exú e Oxum</p><p>Elementos: água/feminino/gùn Terapêutica:</p><p>desconhecida.</p><p>Mangueira (ÒRÓ ÒYÌNBÓ)</p><p>Orixás: Ogum e Iroko/Tempo</p><p>Elementos: terra/masculino/èrò</p><p>Terapêutica: folhas: bronquite asmática, estomatite, gengivite e contusões – chá do lenho: leucorréia e diarréia.</p><p>Língua de Vaca (EWE GBÚRE OSUN ou SANA)</p><p>Orixás: Xangô (Barú) e Oxum</p><p>Elementos: ar/masculino/èrò</p><p>Terapêutica: complemento alimentar</p><p>Rama de Leite (EWE OGBÓ)</p><p>(É uma das folhas que “tiram a consciência” da iaô e facilitam o transe)</p><p>Orixás: Oxóssi, Ossain</p><p>Elementos: terra/masculino/èrò</p><p>Terapêutica: epilepsia</p><p>Aridan (ÀRÌDAN)</p><p>Orixás: Ossain</p><p>Elementos: terra/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: desconhecida</p><p>Noz de Cola (OBÌ)</p><p>Orixás: Ossain e Oxalá</p><p>Elementos: ar/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: tônico para o coração, reconstituinte e estimulante do sistema nervoso.</p><p>Orobô (ORÓGBÓ)</p><p>57 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Orixás: Ossain, Xangô</p><p>Elementos: fogo/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: bronquites</p><p>Carrapeteira (ÌPÈSÁN)</p><p>Orixás: Xangô</p><p>Elementos: fogo/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: combate febres, tosses, gota, afecções sifilíticas e conjuntivite. Em doses elevadas, é abortiva.</p><p>Barba de Boi ou Malva Rasteira (TÓ)</p><p>Orixás: Omolú</p><p>Elementos: terra/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: desconhecida</p><p>Batata Doce (EWE KÚKÚNDÙNKÚ ou EWE ORÍ)</p><p>Orixás: Oxumarê</p><p>Elementos: água/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: folhas: emolientes. Cozidas servem para tumores e inflamações na boca e na garganta usadas em gargarejo</p><p>– tubérculo (raiz): alimentação.</p><p>Jaqueira (APÁÒKÁ)</p><p>Orixás: Xangô, Iroko/Tempo/Oxumarê</p><p>Elementos: fogo/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: estimulante, antidiarréico, antitussígeno e expectorante.</p><p>Flamboyant (IGI ÒGUN BÈRÈKÈ)</p><p>Orixás: Xangô, Oyá e Ibeji</p><p>Elementos: fogo/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: lenho das vagens em chá: hipertensão, palpitações cardíacas e sedativo suave.</p><p>Bem-Me-Quer (BÁNJÓKÓ)</p><p>Orixás: Oxum</p><p>Elementos: água/feminino/èrò Terapêutica:</p><p>desconhecida.</p><p>Chifre de Veado (DÁGUNRÓ)</p><p>Orixás: Oxóssi e Logun</p><p>Elementos: terra/feminino/gùn</p><p>Terapêutica: desconhecida</p><p>Cana ou Bananeira de Jardim (EWE ÌDÒ)</p><p>Orixás: Oxum e Yewá</p><p>Elementos: água/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: expectorante, diurético, vomitivo e abortivo.</p><p>Vitória</p><p>Régia (EWE OMÍ OJÚ)</p><p>Orixás: Obá</p><p>Elementos: água/feminino/èrò</p><p>Terapêutica:desconhecida</p><p>Sapoti (NEKIGBÉ)</p><p>Orixás: Ibeji</p><p>Elementos: fogo/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: frutos: contra desnutrição – sementes trituradas: afecções renais – casca do tronco em decocto: diarréias,</p><p>verminoses e febre.</p><p>58 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Poejo</p><p>Orixás: Oxum e Ibeji</p><p>Elementos: água/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: gripes, catarro infantil, excitante, gases, cólicas intestinais infantis, falta de menstruação e dores histéricas.</p><p>Capeba (EWE IYÁ)</p><p>Orixás: Iemonjá</p><p>Elementos: água/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: estimulante, diurético, afecções das vias renais, febres, gastrites, debilidades orgânicas, furúnculos,</p><p>abscessos, prisão de ventre, ingurgitamento do fígado e baço, ulcerações sifilíticas, hemorróidas e reumatismo.</p><p>Baronesa ou Jacinto d’Água (ERESÍ MOMIN PALA)</p><p>Orixás: Nanã</p><p>Elementos: água/feminino/èrò Terapêutica:</p><p>desconhecida.</p><p>Noz Moscada</p><p>Orixás: Oxalá</p><p>Elementos: Ar/feminino/èrò</p><p>Terapêutica: estimulante gástrico, afrodisíaco e tempero de comidas.</p><p>Pixurim</p><p>Orixás: Oxalá</p><p>Elementos: ar/masculino/gùn</p><p>Terapêutica: dispepsias, problemas gástricos, cólicas, diarréias e picadas de insetos.</p><p>Sassaim Cânticos</p><p>1.</p><p>BOBO IRÔ, ERUM EFUN A XEN XEN, BOBO AKIKAN</p><p>2.</p><p>BOBO IRÔ, JÁ KÓ SAIN IWÔ, BOBO IRO ITÁ EXE</p><p>BOBO IRÔ, JÁ KÓ SAIN IWÔ, BOBO IRO EJÍ EXE</p><p>BOBO IRÔ, JÁ KÓ SAIN IWÔ, BOBO IRO ITÁ LOGUN EXE</p><p>3.</p><p>TETE KÓ MATÉ WÔ, TÁ INXÓ LINÉ</p><p>4.</p><p>IGUI IGUI OTÁ OMIM WÔ, IGUI IGUI OTÁ OMIM</p><p>IGUI IGUI OTÁ OMIM WÔ, IGUI IGUI OTÁ OMIM.</p><p>ALÁDO IGUI IGUI DOJUMAN, IGUI IGUI OTÁ OMIM</p><p>5.</p><p>A DAN DARA MADÁ WÔ, EWE A DAN DARA MADÁ.</p><p>A DAN DARA MADÁ WÔ, EWE A DAN DARA MADÁ.</p><p>EXÚ ANAN FIRI ADAN, A DAN DARA MADÁ WÔ</p><p>6.</p><p>EWE E OGUM MAN, EWÁ ASSÁ E OGUM MAN LONAN, EWE E OGUM MAN ENI LOPE EWÁ OGUM MAN LONAN</p><p>59 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>7.</p><p>EWE E ASSIM SSÁ, EWÁ ASSÁ E ASSIM SSÁ LÁ AWÁ, EWE E ASSIM SSA´ENI LOPE EWÁ, EWÁ SSIM SSÁ LÁ AWÁ</p><p>8.</p><p>OGUM TANA TANA ADÊ, TANA ADÊ TANA DEWÔ</p><p>9.</p><p>OFÁ EIN OFÁ GÔGÔ, OFÁ EIN OFÁ GÔGÔ,</p><p>OFÁ EIN OFÁ GÔGÔ LECE, OFÁ EIN OFÁ GÔGÔ</p><p>10.</p><p>BOBURÁ, BOFUN JÉ, BOBURA IN OFÁ GÔGÔ</p><p>11.</p><p>AGÔGÔ MIRÔ LECÉ MIRO WÔ, EWE IMOLÉ</p><p>12.</p><p>BÍ EWE, BÍ EWE, BÍ EWE BABA</p><p>ODO BÍ EWE, ODÔ BÍ EWE BABA.</p><p>13.</p><p>ONIN IYÁ LOJU BÓ, ONIN IYÁ LOJU BÓ BORÓ. LOJU BÓ , LOJU BÓ BORÓ</p><p>14.</p><p>ODÉ AROLÊ ODECE PÁ, ODÉ AROLÊ ODECE PÁ,</p><p>ODECE PÁ, ODECE PÁ</p><p>15.</p><p>AXA WERIN OMORODE, AXA WERIN OMORODE,</p><p>OMORODE, OMORODE</p><p>16.</p><p>AFI PAPURU, AFI PAPURU, ATIPO ALÁ AFÍ PAPURU</p><p>AFI PAPURU, AFI PAPURU, ATIPO ALÁ AFÍ PAPURU</p><p>ITÁ WÔ WÔ, O ITÁ OMAN, ATIPO ALÁ AFI PAPURU,</p><p>ORO EJÍ WÔ WÔ, ORO EJÍ OMAN ATIPO ALÁ AFÍ PAPURU</p><p>17.</p><p>KUN KUNRUN MA KUNRUM, TIBIRIM CÍ ABÍ MÁ TINJÉ, TIBIRIM CÍ</p><p>18.</p><p>ODÕ OJU Mà EKÁ UNRÓ, GODO GODO LÁ ODÍ,</p><p>ODÕ OJU Mà EKÁ UNRÓ, GODO GODO LÁ ODÍ WÔ</p><p>19.</p><p>MOJÉ WIPE MOSSORO WÔ, MOJÉ WIPE MOSSORO WÔ,</p><p>MOJÉ WIPE MOSSORO WÔ, MOJÉ WIPE MOSSORO WÔ,</p><p>IPE LOPE EWÁ, IPE LOPE WÁ IYÁ MIM, MOJÉ WIPE MOSSORO,</p><p>IPE LOPE EWÁ, IPE LOPE WÁ IYÁ MIM, MOJÉ WIPE MOSSORO</p><p>60 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>20.</p><p>ARÁ BALÉ DOJO MAN WÔ, ARÁ BALÉ DOJOMAN,</p><p>ARÁ BALÉ DOJO MAN WÔ, ARÁ BALÉ DOJO MAN</p><p>KUN KUN KUN KUN ORO OJÍ EWE, ARÁ BALE E DOJO MAN</p><p>21.</p><p>KI KÁ AKÍ KÁ OYÁ BALÉ WÔ, KI KÁ AKÍ KÁ OYÁ BALÉ</p><p>KI KÁ AKÍ KÁ OYÁ BALÉ WÔ, KI KÁ AKÍ KÁ OYÁ BALÉ</p><p>OYÁ BÍ KOSSUN OYÁ BÍ KKOSI ILÉ, KI KÁ AKÍ KÁ OYÁ BALÉ</p><p>22.</p><p>KI KÁ AKÍ KA AJAMBURUKU,</p><p>KI KÁ AKÍ KA AJAMBURUKU,</p><p>AJAMBURUKU BABA TERUM LÉ</p><p>KI KÁ AKÍ KA AJAMBURUKU</p><p>OBS,Nesta sassain de numero 22 fazemos um ato de estalar os dedos a sima da cabeça para frente simulando</p><p>mandar para longe toda negatividade</p><p>24.</p><p>ÓPÓ OLÓ OSSAIN ISSI BUN, KUKURU ITÍ ÁKAKÁ</p><p>ÓPÓ OLÓ OSSAIN ISSI BUN BABA, KUKURU ITÍ ÁKAKÁ</p><p>25.</p><p>IRU AJÉ IKIROKÔ, KILOXÉ MOBERÉ</p><p>IRU AJÉ IKIROKÔ BABA, KILOXÉ MOBERÉ</p><p>26.</p><p>IROKÔ A POPO OJO, AL EGUÊ BADE CEMIM,</p><p>ALADO IGUI IGUI E POPO OJO ARA NIBÔ ODÉ DEBAN</p><p>IROKÔ A POPO OJO, AL EGUÊ BADE CEMIM,</p><p>ALADO IGUI IGUI E POPO OJO ARA NIBÔ ODÉ DEBAN,</p><p>ODÉ DEBAN, ODÉ DEBAN, ARÁ NIBÔ ODÉ DEBAN</p><p>27.</p><p>ERÓ IROKÔ ISO, ERÓ IROKÔ ISO</p><p>28.</p><p>TI NU ALE NO CREDE WÁ, TI NU ALE NO CRELE WÁ,</p><p>TI NU ALE NO CREDE WÁ, TI NU ALE NO CRELE WÁ. OFERE OFERE IBÍ AKÁ, KAN JERELE JERELE KÊ ODO OXÍBATÁ O LU</p><p>ODÔ KE OMIN TI NU ALE NO CRELE WÁ</p><p>29.</p><p>KUN KUNRUN MA KUNRUM, TIBIRIM CÍ ABÍ MÁ TINJÉ, TIBIRIM CÍ</p><p>30.</p><p>ERÊ EWE O JEJE, ERÊ EWE O JEJE IDAN KOBARE EWÁ, IBARI BABA IBÁ WO, IBÁRÍ EWE IBÁ WÔ, DANBORO MADE EWÁ,</p><p>AXÉ BARA AYÊ</p><p>31.</p><p>JÁ ORI PEPE, OPENI O PELEPE, JÁ ORI PEPE, O PENI O PÊ XANGÔ</p><p>61 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>32.</p><p>XERE XERE AWÁ MIM MAN XERE</p><p>XERE XERE AWÁ MIM MAN XERE</p><p>BÁERÓ KÓ KOLOBÓ YÓ XERÊ</p><p>BÁERÓ KÓ KOLOBÓ YÓ XERÊ</p><p>IYÁ MIN OMAN MAN LE KAN XERE</p><p>IYÁ MIN OMAN MAN LE KAN XERE</p><p>BÁ IYÁ DUN DUN MAN LEKAN XERE</p><p>BÁ IYÁ DUN DUN MAN LEKAN XERE</p><p>33.</p><p>TUN TUN TUN TUN, TUN TUN MININ ,</p><p>INAN KE TIJO OFÁ REGAN, INAN KE TIJO AWÔ LECÉ,</p><p>A mãe do jovem, que estava presente, ficou desesperada e foi consultar os babalaô para saber de que forma</p><p>poderia ajudá-lo. O adivinho lhe disse que seu filho estava a um passo da morte ou da riqueza, mas que ela tentasse</p><p>fazer uma homenagem às feiticeiras e rezar para que elas a aceitassem. Seguindo o conselho que o homem lhe dera,</p><p>sacrificou uma galinha, ofereceu-a as bruxas e abrindo seu peito colocou-a em campo aberto gritando: – Que o peito do</p><p>4 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>pássaro aceite este presente! Nesse exato momento Oxotokanxoxô disparou sua única flecha. O pássaro distraiu-se com</p><p>o grito da mulher e, contente com o presente, abriu as asas deixando o peito descoberto. Sendo acertado em pleno</p><p>coração pela flecha do rapaz, caiu morto instantaneamente. O rei, satisfeitíssimo com o sucesso do trabalho, presenteou</p><p>o rapaz com uma grande fortuna e ordenou que todos o tratassem como herói. E opovo cantou e dançou em</p><p>homenagem ao rapaz gritando sempre “Oxóssi”, que quer dizer o</p><p>caçador Oxô tem muita sorte.</p><p>Ossaim recebera de Olodumaré o segredo das folhas. Ele sabia que</p><p>algumas delas traziam à calma ou a vigor, outras, a sorte, as glórias,</p><p>as honras, ou ainda, a miséria, as doenças e os acidentes. Os outros</p><p>orixás não tinham poder sobre nenhuma planta, eles dependiam de</p><p>Ossaim para manter a saúde ou para o sucesso de suas iniciativas.</p><p>Xangô, cujo temperamento é impaciente, guerreiro e imperioso,</p><p>irritado com esta desvantagem, usou de um ardil para tentar usurpar</p><p>de Ossaim, a propriedade das folhas. Falou do plano à sua esposa</p><p>Iansã, a senhora dos ventos. Explicou-lhe que em certos dias, Ossaim</p><p>pendurava num galho de Iroko, uma cabaça contendo suas folhas</p><p>mais poderosas. “Desencadeie uma tempestade bem forte num</p><p>desses dias”, disse-lhe Xangô. Iansã aceitou a missão com muito</p><p>gosto. O vento soprou a grandes rajadas, levando o telhado das</p><p>casas, arrancando as árvores, quebrando tudo por onde passava, e o</p><p>fim desejado, soltando a cabaça do galho onde estava pendurada. A</p><p>cabaça rolou para longe e todas as folhas voaram. Os orixás se</p><p>apoderaram de todas. Cada um tornou-se dono de algumas delas,</p><p>mas Ossaim permaneceu senhor do segredo de suas virtudes e das</p><p>palavras que devem ser pronunciadas para provocar sua ação. E,</p><p>assim, continuou a reinar sobre as plantas, como senhor absoluto. Graças ao poder (axé) que possui sobre elas.</p><p>Leda de Omolu</p><p>Nanã, esposa de Orixalá, gerou e deu à luz a um filho. Sua</p><p>criação não foi perfeita, nascendo uma criança doente, com</p><p>muitas chagas recobrindo seu pequeno corpo. Ela não</p><p>conseguia imaginar que maldição era aquela, que trouxe de</p><p>suas entranhas uma criatura tão infeliz!</p><p>Sentindo-se impossibilitada de cuidar daquela criança, pois</p><p>mal conseguia olhar para ela, resolveu deixá-la perto do mar.</p><p>Se a morte a levasse seria melhor para todos.</p><p>Iemanjá, que estava saindo do mar, viu aquele pequeno ser</p><p>deitado nas areias da praia. Ficou olhando por algum tempo,</p><p>para ver se havia alguém tomando conta dele, mas ninguém</p><p>aparecia. Então, a grande divindade das águas foi ver o que</p><p>estava acontecendo. Quando chegou mais perto, pôde</p><p>compreender que aquela criança tinha sido abandonada por</p><p>estar gravemente enferma. Sentindo uma imensa compaixão</p><p>por aquela pobre criatura, não pensou em mais nada, a não</p><p>ser em adotá-lo como a um filho. Com seu grande instinto</p><p>maternal, Iemanjá dispensou a ele todo o carinho e os</p><p>cuidados necessários para livrá-lo da doença. Ela envolveu</p><p>todo o corpo do menino com palhas, para que sua pele</p><p>pudesse respirar e, assim fechar as chagas.</p><p>Obaluayê cresceu e continuou usando aquele tipo de roupa, e</p><p>ninguém a não ser sua querida mãe, tinham visto seu rosto.</p><p>Era um ser austero e misterioso, provocando olhares curiosos</p><p>e assustados de todos. Ninguém conseguia imaginar o que se</p><p>5 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>escondia sob aquelas palhas. Oyá, certa vez o encarou, pedindo que descobrisse seu rosto, pois queria desvendar de</p><p>uma vez por todas, aquele mistério. Obaluayê sem lhe dar a menor atenção, negou-se a fazê-lo. Ela que nunca se deu</p><p>por vencida resolveu enfrentá-lo. Usando toda sua força, evocou o vento, fazendo voar as palhas que o protegiam.</p><p>Quando a poeira assentou Oyá pode ver um ser de uma beleza tão radiante que só poderia ser comparado ao sol. Nem</p><p>mesmo ela, como orixá, conseguia erguer os olhos para ele. Assim, todos entenderam que aquele mistério deveria</p><p>continuar escondido. Outra lenda nos mostra que esse poderoso Orixá, em suas andanças pelo mundo, pode presenciar</p><p>o desenrolar de muitas guerras. Os povos que Olorun criou e deu vida brigavam por um pedaço de terra. Muitas pessoas</p><p>morriam, para que seus líderes pudessem conquistar extensões maiores para seu reinado. Os limites para esses</p><p>guerreiros eram insuperáveis, e as guerras não tinham mais fim. Obaluayê não entendia o motivo destas guerras, já que</p><p>Olorun havia criado a terra para todos. As lutas traziam muita dor e destruição, e ninguém mais sabia dar o devido valor</p><p>à vida humana. Os homens só pensavam em seus interesses materiais. Obaluayê, indignado com essa situação, resolveu</p><p>mostrar a eles que a vida é o maior tesouro que alguém pode ter. O poderoso orixá traçou então, com seu cajado um</p><p>grande círculo no chão, no centro dos conflitos. Colocou dentro dele todo tipo de doença existente. Todo guerreiro, que</p><p>por ali passasse, iria contrair algum tipo de doença. De fato, foi o que aconteceu. Muitas pessoas adoeceram inclusive os</p><p>líderes dos exércitos. Só isso conseguiu por fim às guerras. As doenças se transformaram em epidemias, deixando</p><p>populações inteiras à beira da morte. Um babalaô revelou o mau presságio, pedindo a todos que refletissem sobre o que</p><p>estava acontecendo, por culpa deles próprios. Obaluayê havia mandado essas mazelas para a terra, a fim de mostrar que,</p><p>enquanto temos saúde e uma vida plena, não devemos nos preocupar excessivamente com coisas materiais. Desta vida</p><p>nada se leva, a não ser o conhecimento e a experiência que acumulamos. Assim, os que aceitaram esses desígnios e</p><p>fizeram oferendas, conforme explicou o babalaô, conseguiram livrar-se de suas enfermidades e restabelecer sua</p><p>dignidade. Mas, infelizmente, nem todos agiram assim.Talvez por isso existem tantos povos africanos vivendo do mesmo</p><p>jeito há milhares de anos, tentando não se desligar da natureza.</p><p>Lenda de Oxumare</p><p>Nanã obcecada pela ideia de ter um filho de Oxalá concebeu o primogênito Obaluaye,</p><p>que Por sua terrível aparência Foi despresado por ela. Nanã consulta Ifá, e este orixá</p><p>lhe dessera, que numa segunda tentativa, ela daria a luz a um filho lindíssimo, tão</p><p>formoso quanto o arco-Iris. No entanto preveniu-a sobre o fato que a criança jamais</p><p>ficaria ao seu lado. Seu sonho parecia realizado ate o momento do parto, quando deu</p><p>a luz a um estranho ser que recebe o nome de oxumare. Durante seis meses a criatura</p><p>tomava forma de arco-íris, cuja função era levar água para o castelo de Oxalá, que</p><p>morava em orun (no céu). Depois de cumprida atarefa ele voltava a terra por outros</p><p>seis meses, assumindo a forma de uma cobra. Com essa aparência, ao morde a própria</p><p>cauda, dando a volta em torno da terra, ele teria gerado o movimento de rotação,</p><p>bem como o transito dos astros no espaço. É um Orixá que representa polaridades</p><p>contrarias como o masculino e o femnino, bem o mal, a chuva e o tempo bom, o dia e</p><p>a noite, respectivamente, através das formas do arco-iris e serpente.</p><p>Lenda de Xangô</p><p>Xangô era rei de Oió, o mais temido e respeitado de todos os reis. Mesmo assim, um</p><p>dia seu reino foi atacado por uma grande quantidade de guerreiros que invadiram a</p><p>cidade violentamente, destruindo tudo e matando soldados e moradores numa</p><p>tremenda fúria assassina. Xangô reagiu e lutou bravamente durante semanas. Um</p><p>dia, porém, percebeu que a guerra tornara-se um caminho sem volta. Já havia</p><p>perdido muitos soldados e a única saída seria entregar sua coroa aos inimigos.</p><p>Resolveu</p><p>KOMA KOMA KOMA LECE ORIXÁ</p><p>34.</p><p>EWE JIN AWÁ TEJIN, EWE JIN AWÁ TEJIN</p><p>OMO OLUFAN AGANJU AYÊ EWE JIN AWÁ TEJIN</p><p>35.</p><p>ONI CEBE EWÁ, ONI CEBE EWÁ</p><p>BABA EBÔ ONI CEBE EWÁ</p><p>36.</p><p>EWE DUN DUN BABATERUN LÉ, EWE DUN DUN BABA TERUN LÉ</p><p>BABA TERUN LÉ MALÉ TERUN LÉ EWE DUN DUN BABA TERUN LÉ</p><p>37.</p><p>XÁ WELE BABA TETE NUN,</p><p>XÁ WELE BABA TETE NUN</p><p>BABA TETE NUN, MALÉ TETE NUN</p><p>38.</p><p>IPÊ SSAIN EWE LARÁ, TAMI WARÁ AJÉ KESSU</p><p>IPÊ SSAIN EWE LARÁ, TAMI WARÁ AJÉ KESSU</p><p>39.</p><p>lOUVOR A OSSAIN</p><p>EWE NIN A SAFO OJÉ, EWE NIN E ORIXÁ</p><p>EWE NIN A SAFO OJÉ BABA, EWE NIN E ORIXÁ</p><p>40.</p><p>EWE BOBO AKI XEGUN, EWE BOBO AKI XEGUN...</p><p>EWE BIKAN BABA SAKO OJÉ, EWE BOBO AKI XEGUN</p><p>41.</p><p>A IBÔ, KÓ IYÁ, KÓ IYÀ, KÓ IYÁ IBÔ</p><p>42.</p><p>OFERÉ JEJE WÔ, EWE OFERE</p><p>OFERÉ JEJE WÔ, EWE OFERE</p><p>62 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>43.</p><p>ONI TAFARÁ ODÉ, ERÊ MINA,</p><p>KIMI KIMI OJU ORÔ, ERÊ MINA, TA AFÁ OJÔ, ERÊ MINA</p><p>44.</p><p>OFERÉ OFÁ ENIN EJÁ, OFERE OFÁ ENIN EJÁ</p><p>TETE ROMIM OJU ORÔ O XIBATA,</p><p>ABADÔ OJU ORÔ E LU AWÔ, OFERE OFÁ ENIN EJÁ</p><p>45.</p><p>BAIN CEMIM CEMIM, LOIN LOIN LOIN</p><p>IGUI WERE ATÁ IROKÔ,</p><p>IGUI WERE ATÁ IRONIN</p><p>46.</p><p>XÉ NIN XÉ, XÉ NIN XÉ, XÉ NIN XÉ ABAIN TOLÁ</p><p>IYÁ TORI BOXÊ XÉ NIN XÉ, UNJÍ TORI BOXÊ XÉ NINI XÉ</p><p>47.</p><p>REZA PARA JOGAR O OMIM EM SIMA DAS FOLHAS, ENIN, E IWAO</p><p>O FERE O FERE OBATIXO FERE, OBATIXO FERE</p><p>O FERE O FERE OBATIXO FERE,</p><p>OBATIXO FERE AJÉ A KIKAN OBA TIXO FERE</p><p>48.</p><p>REZA PARA JOGAR O OMIM TORO DE ACASSA OU CANJICA EM SIMA DAS FOLHAS, ENIN, E IWAO</p><p>KILOFUN OMORE, OMIM TORO</p><p>KILOFUN OMORE, OMIM TOROLOROGUM,</p><p>OMIM TOROLOROGUM KILOFUN OMORE</p><p>49.</p><p>REZA DO OMIM</p><p>TETERO OMIM ADOJO NIPÁ WÔ.</p><p>TETERO OMIM ADOJO NIPÁ ONI PÁ KUN.</p><p>50.</p><p>AFEXO</p><p>TORO AFEXÔ, ODARA KOBA LÁ YÓ,</p><p>TORO AFEXÔ AWO ELÉ KÓ MA LÓ</p><p>51.</p><p>REZA</p><p>AXÉ KOBÉ LEXÉ TA NI MÓXERO EWÁ,</p><p>AXÉ KOBÉ LEXÉ TA NI MÓXERO EWÁ</p><p>BÁ INXE BÁ INXE KOTUN, BÁ INXE BÁ INXE KOTUN</p><p>ORIXÁ IRUMOLÉ AXÉ KOBÉ LEXÉ TA NI MÓXERO EWÁ,</p><p>63 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>52.</p><p>LAKA LAKA LA OMAN,</p><p>LAKA LAKA LA OMAN</p><p>53.</p><p>REZA FECHAR SASSAIM</p><p>TIRI TIRI TIN TIN MARIWÔ, JA KOSSAN ALE MARIWÔ</p><p>Algumas cantigas que se podem cantar em rum (folhas) para Ossaim</p><p>54.</p><p>BOROGODO BOROGODO, BOROGODO UN CIDE EWÁ, BARAGADA OSSAIM IRE. BOROGODO BOROGODO BABA,</p><p>BARAGADA OSSAIM IRE BOROGODO NO CIDE EWA, BARAGADA OSSAIM IRE</p><p>55.</p><p>ATARUN BÓ MOJUBARU, ATARUN BÓ MOJUBARU</p><p>ATI LOKO MOJUBARU LOYÁ, ATARUMBO MOJUBARU</p><p>56.</p><p>MARIWÔ, KILOFO NINXE</p><p>57.</p><p>A IJÍ KOPELE A IPE WÔ, A IJÍ KOPELE APE WO,</p><p>A IPÊ MALÉ, TORORO IGUI IGUI TORORO É BAGAN</p><p>Rum de Omolu e Sua Festividade</p><p>Festa de Omolú/Obaluaiê</p><p>Olubajé</p><p>O Olubajé é a festa anual em homenagem a Obaluaiê, onde as comidas são servidas na folha de mamona. Rememorando</p><p>um itan (mito) onde todos os orixás para se acertarem com Obaluaiê, por motivos de ter sido chacoteado numa</p><p>festividade feita por Xangô por sua maneira de dançar.</p><p>Nessa festividade, todos os orixás participam, com exceção de Xangô e principalmente Ossaim, Oxumarê, Nanã, que são</p><p>de sua família. Iansã tem papel importante por ser ela que ajuda no ritual de limpeza e trazer para o barracão de festas a</p><p>esteira, sobre a qual serão colocadas as comidas.</p><p>Olubajé é ritual específico para o orixá Obaluaiê, indispensável nos terreiros de candomblé, no sentido de prolongar a</p><p>vida e trazer saúde a todos os filhos e participantes do axé. No encerramento deste rito é oferecido no mínimo nove</p><p>iguarias da culinária afro-brasileira chamada de comida ritual pertinente a vários orixás, simbolizando a Vida, sobre uma</p><p>folha chamada “Ewe Ilará” conhecida popularmente como mamona assassina, altamente venenosa simbolizando a Morte</p><p>(iku).</p><p>Opanijé</p><p>Opanijé, no candomblé é um toque sagrado, entoado para o orixá Obaluaiê, Omolu geralmente tocado para a divisão da</p><p>comida ritual chamada Olubajé, quando todos em silencio recebem sua porção, e os crentes aproveitam este momento</p><p>para pedir saúde e longevidade. O orixa dança numa representação simbólica, mostrando sua ligação com os mortos</p><p>(Ikú) e o seu domínio sobre a terra.</p><p>64 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>A origem da palavra é a língua yorubá, onde significa “aceitar comer” (opa – aceita), (nijé – comer). Sua dança o orixá</p><p>dança curvado para frente, como que atormentado por dores, e imitam seu sofrimento, coceiras e tremores de febre.</p><p>Qualidades</p><p>Afoman /Akavan: Tem ligação com Exú.</p><p>Arinwarun (ou wariwaru): É um título de xapanan.</p><p>Azonsu / Ajansu / Ajunsu: Tem fundamentos com Òşàlà, Òşùmàrè e Ògún. É extrovertido. É ligado ao tempo, as estações</p><p>do ano e ao culto da terra. É o verdadeiro dono do cuscuzeiro. Veste de vermelho, preto e branco, na perna esquerda</p><p>leva uma pulseira de aço.</p><p>Azoani: É jovem, veste preto e branco. Tem caminhos com Iroko, Òşùmàrè, Yèmọnja e Ọya.</p><p>Arawe / Arapaná: Tem fundamento com Ọya.</p><p>Ajoji / Ajagun: Tem fundamentos com Ògún e Oşoguian.</p><p>Avimaje / Ajiuziun: Tem fundamento com Nana e Ọ̀sónyìn.</p><p>Ahosuji / Segí: Tem ligação com Yèmọnja e Òşùmàrè / Besén.</p><p>Afenan: É velho, dança curvado, veste a estopa e carrega duas bolsas de onde tira as doenças. Veste de amarelo e preto.</p><p>Todas as plantas trepadeiras pertencem-lhe. Tem caminhos com Òşùmàrè e Ọya, de quem é companheiro, dança</p><p>cavando a terra com Intoto para depositar os corpos que lhe pertencem.</p><p>Intoto: Suas contas são vermelho e preto. É um Òrìsá cultuado em seu assentamento e não vira na cabeça de ninguém,</p><p>pois não tem</p><p>como cultua-lo. Antigamente recebia sacrifícios humanos, por tratar-se de um Òrìsá antropófago, come a</p><p>carne e destroi os ossos. Foi esse OMOLÚ que brigou com OSOGUIAN. Caso apareça um ÌYÀWÒ desse Òrìsá, faz-se</p><p>AZUANI ou ÒSUN. Da-se comida a terra. Esse Òrìsá é ABIKU, portanto não se raspa, pois representa o fundo da terra.</p><p>Sòmente se assenta. Come com YEWÀ, Ọya e YKU. Seus assentos são cultuados ao lado de NÀNÁ e Yèmọnja. Pega-se um</p><p>pouco de terra de cemitério e pôe-se no assento. Êle presta obediência a ÒSUN, por quem se apaixonou.Mora só e não</p><p>aceita a faca, assim como NÀNÁ. Come porco preto, frangos, pombos de cor e galinha d’angola. Come no campo que</p><p>tenha barro. Quando se faz o ÌYÀWÒ desse santo, todos os Òrìsás viram, exceto SÀNGÓ. Leva-se os bichos e as comidas</p><p>de Yèmọnja, NÀNÁ e ÒÒSÀÀLÀ, bastante epo, acarajés, feijão preto com ovos cozidos, deburus ( a mesma coisa se faz</p><p>com YEWÀ ) . Tudo dêle é com dendê. Sua comida : feijão preto com um ôvo cozido no meio, deburus ao redor ( feitos</p><p>com milho de galinha ) , 9 ovos crus, 9 velas e 9 monsenhor. Pede-se a uma pessoa de ÒGÚN, Ọya ou OMOLÚ para</p><p>apanhar várias folhas de mamona. Faz-se um buraco redondo de dois palmos, acende-se as velas ao redor e canta-se as</p><p>rezas se fundamentos. Sacrifica-se o porco depois da reza, copa-se o bicho ali mesmo, pega-se as galinhas pucha-se os</p><p>ORIS e coloca-se dentro, enfeitando com as comidas e cobrindo com as folhas de mamona. Já fora do campo, passa-se</p><p>as folhas de mamona e os ovos, jogando-os e não olhando para trás. Para os assentos só se leva os bichos de penas.</p><p>Além do campo dá-se comida lá fora, no assento dêle. Sete dias depois é que se faz o ÌYÀWÒ com outra qualidade de</p><p>OMOLÚ. Ficam assim, dois assentos, um lá fora, de INTOTO e outro de AZUANI.</p><p>Posun/Posuru: É o mesmo Azunsun do Gege, louvado como Possun no ketu e na Angola, tanto é Iroko como Tempo.</p><p>Come diretamente da terra. Sua dança mostra claramente sua ligação discreta com Èşù e com a terra, dança com garras</p><p>na mão. Tem caminhos com Intoto, Iroko e Ọya.</p><p>Savalu / Sapekó: Tem forte fundamento com Nanã.</p><p>Tetu / Etetu: É jovem e guerreiro. Come com Ògún e Ọya. Veste de branco, preto e vermelho.</p><p>Sincretismo Religioso</p><p>Dia de Omolú/Obaluaiê é dia 16 de Agosto</p><p>Omolú/Obaluaiê é comemorado em 16 de Agosto devido ao sincretismo com São Roque</p><p>É sincretizado como São Roque na forma de Obaluaiê, o jovem. Na forma mais velha de Omulú, é sincretizado como São</p><p>Lázaro.</p><p>Omulú é sincretizado com São Roque, que é um santo da Igreja Católica, protetor contra a peste e padroeiro dos</p><p>inválidos e cirurgiões.</p><p>A sua popularidade, devido à intercessão contra a peste, é grande sendo protetor de múltiplas comunidades em todo o</p><p>mundo católico e padroeiro de diversas profissões ligadas à medicina, ao tratamento de animais e dos seus produtos e</p><p>aos cães.</p><p>65 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>A festa em homenagem a Omolú/Obaluaiê é celebrada em 16 de Agosto. Dia de Omolú e características dos filhos</p><p>Saudação de Omolu/Obaluaiê é ATOTÔ!</p><p>O dia da semana cosnagrado a Obaluaiê é segunda-feira e a saudação é ATOTÔ!</p><p>O dia da semana consagrado a Omolú/Obaluaiê é segunda-feira, as cores são o preto e o amarelo, ou marrom escuro e</p><p>amarelo e o vermelho. Sua saudação é Atotô!</p><p>Uma das características mais marcantes dos filhos de Omolú/Obaluaiê é que seus eles parecem ter mais idade do que</p><p>realmente têm por conta da entidade ser mais velha e agem como se tivessem uma idade bastante avançada.</p><p>Os filhos de Omolú/Obaluaiê são doces, mas reclamões, rabugentos, um tanto mal-humorados. Quando querem, fazem e</p><p>ajudam a todos sem exceção.</p><p>Os filhos deste orixá sofrem com muitos problemas de saúde que se arrastam por anos, geralmente desde criança ou</p><p>desde o nascimento. São fiéis, dedicados e amigos de verdade. Podem ter premonições e seus filhos tem um</p><p>pensamento de pessoas maduras, o que os ajuda a não agirem como crianças, ou serem irresponsáveis. Gostam da</p><p>ordem e disciplina.</p><p>Pipoca é a oferenda principal de Omolú/Obaluaiê</p><p>Os devotos de Omolú/Obaluaiê lhe atribuem curas milagrosas, realizando oferendas de pipocas, o deburu ou doburu, em</p><p>sua homenagem ou jogando-as sobre o doente como descarrego.</p><p>Doburu é a comida ritual mais apreciada pelos orixás Obaluaiêe Omolú. É o milho de pipoca estourado em uma panela,</p><p>em alguns lugares com óleo, em outros com areia. Nesse último caso, é preciso peneirar a areia dessa pipoca depois de</p><p>pronta. Ao final, a pipoca é colocada em um alguidar (vasilha de barro) e enfeitada com pedacinhos de côco.</p><p>Lenda de Omolú/Obaluaiê</p><p>Doente e com o corpo coberto de feridas, Omolú retorna para aldeia onde nasceu e encontra todos os orixás em festa,</p><p>mas envergonhado de seu aspecto não entra na festa e fica escondido observando os orixás. Ogum percebe que Omolú</p><p>não veio dançar e compreende a razão, e resolve ir para o mato fazer um capuz de palha da costa para cobrir Omolú da</p><p>cabeça aos pés.</p><p>Feito isto, Omolú entrou na festa, mas mesmo assim não dançava com os orixás. Foi quando Iansã se aproxima e com seu</p><p>vento sopra a roupa de palha de Omolú e suas feridas pulam para o alto e se transformam numa chuva de pipoca e</p><p>todos vêem Omolú como um rapaz bonito, sadio e brilhante como Sol.</p><p>Cantigas para Oferecer Olubajé.</p><p>Depois de Acomodado Exú antes do Xirê, ter feito o xirê em que mediante ao xirê, Omolu e os Orixás se fez presente no</p><p>terreiro.</p><p>Tudo devera já estar organizado os orixás com suas Roupas para assim sair para o salão com os alimentos que serão</p><p>servidos. A cantiga a entoar é...</p><p>1 – Olubajé Ajê unbó, Olubajé Ajê unbó, Aê Ajê unbó, Olubajá Ajê unbó, Aê Ajê unbó, Olubajá Ajê unbó</p><p>Depois que todos arriaram os alimentos no centro do barracão ou em um local especifico para este preceito. Em cima de</p><p>uma esteira coloca-se as comidas uma a uma calmamente, feito isto para os atabaque e os cânticos, em que todos ficam</p><p>em sileicio para reza ao Rei.</p><p>Reza.</p><p>Agó Igenã, ewá ká ló igenã, Urê urê Igenã, Omolu Ará aye Igenã, ewá ká ló Igenã, Urê urê Igenã.</p><p>Após ter feito a reza de Omolu canta-se para servi os alimentos, até que todos as pessoas presente tenha recebido o seu</p><p>ageun.</p><p>1 – Olubajé Ajê unbó, Olubajé Ajê unbó, Aê Ajê unbó, Olubajá Ajê unbó, Aê Ajê unbó, Olubajá Ajê unbó</p><p>66 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Após todos terem recebido seu ajeun, canta-se para suspender a mesa de Olobajé.</p><p>2 – Omolu que belojá, Kolobó xé, Ajeun bó, Kolobó xé, Ajeun bó, Kolobó xé, Ajan Bura Aye</p><p>Depois desta cantiga de nº 2 em que já foram levados os alimentos que restaram. Dar-se prosseguimento a festividade</p><p>de Omolu.</p><p>Cantiga Omolu</p><p>1°</p><p>Opá nijé, opá nijé, opá nijé orô</p><p>2°</p><p>Isô isô isô sarrun, isô isô isô lonã</p><p>3°</p><p>Boro goro, Boro goro sarrun, sarrun jí kó, a sarruun jê</p><p>Cantigas no Ritmo – Egô</p><p>4°</p><p>Omolu Kwê Olorê, Awurê fun obó</p><p>Awá têtê tê, omo xarê lonin, elé ikô, Xalá rê, xalá rê lonin, elé ikô</p><p>6°</p><p>Axarê loní, Odô bá ewá, Odô Banbá, Ae, okê bá ewá, oké báissá</p><p>7°</p><p>Omolu Bê fará ayê, Omolu bê fará wô.</p><p>8°</p><p>Tawá bé Okorin, Bácí lotun, Tawá bé Okorin, Axó Dudu olo igenã olowô tawá bé okorin. O nin yá, o igenã, axó dundu olo</p><p>igenã olowô tawá bé Okorin.</p><p>9°</p><p>Jí madagô, Baba gará mada gô, o mu yã mu yã, onin yê, aun jí, mujá mujá bê</p><p>10°</p><p>Awo epô, ará aye, awo epô a um guelê,</p><p>11°</p><p>Fará Ganzan fará sabá, fará ganzan, Fara ganzan fará omo sabá, fara ganzan.</p><p>12°</p><p>Fará legue jô, leguejô lece orixá</p><p>13°</p><p>A ijô, omo olorun, aibê balé.</p><p>67 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>14°</p><p>Mafá mafá, jurê mafá, ará ayê jô jô, ará ayê ojó nilê, ará ayê jô jô.</p><p>15°</p><p>Jí o oluaê omo Afomã abá ikô, Afomã abá ikô, abá ikô, Afomã abá ikõ</p><p>16°</p><p>Iru Iyá, iru iawô baba sarê jojá godo derê, o ní yê, ará ayê erun yá, erun yawô,</p><p>17°</p><p>Baba serê loja, erun yá, erun yawô</p><p>18°</p><p>Agô bá ewá, daní ibó, daní ixo eré, daní ibó daní ixó eré, jinxé ofara jô kolê.</p><p>19°</p><p>Obá in ó eromã, obá in ó</p><p>eromã, obá in yá e... obá in ó eromã</p><p>20°</p><p>Ofó orin balé, ofó orin mawá, mojé mojé, Ofó orin balé, ofó orin mawá, mojé mojé</p><p>21°</p><p>O nilê wá, lecé orixá, ofé irê, O nilê wá, lecé orixá, ofé irê, O nilê wá, lecé orixá, ofé irê, O nilê wá, lecé orixá, ofé irê, sins in,</p><p>kolô, o kolobó sin sin, sin sin kô, okolobó, kolobó sin sin, sins in kô.</p><p>Esta cantiga de nº24 vira do ritmo adabí para Vamunha</p><p>22 °</p><p>E Bara Lokô, Bara Lokô, E Bara Lokô, Bara Lokô, E Bara Lokô, Bara Lokô, E Bara Lokô, Bara Lokô, Omolu Ará ayê Pá zuê</p><p>titun, Pá zuê, Omolu Ará ayê Pá zuê titun, Pá zuê.</p><p>23°</p><p>Xaxará Balé fun lá wô, balé, balé</p><p>24°</p><p>Orun yé, oriun, Ajagun oriun</p><p>25°</p><p>Kolê Nipó derê, Xa orô lexé ará awá.</p><p>26°</p><p>Vodun sarrun nixé, Kô Munha dô sarrun nixé, Vodun ko Munha dô, Vodun ko Munha dô</p><p>27°</p><p>Agô Lonin, Omo lujá o Lonin</p><p>Indispensável falar de jeje quando se trata de Omolu por ser de região da Homei, Sapata. Apesar de se tratar de</p><p>costumes de nossas casas de candomblé de Alaketú o Olubajé.</p><p>68 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Ritmo Sató</p><p>28°</p><p>Ará e... Bokú nã, Ará e...Bokú nã, Azauane Odô bí ae, Azauane odô bí awõ.</p><p>29°</p><p>E Dan Home, Danbalá a Irokô, E Dan Home, Danbalá a Irokô, Azauane Dan Home, Danbalá a Irokô</p><p>30°</p><p>Omolu pele pê, Omolu pele pê Babarê wá, Omolu pele pê, Baba Ní kojú,</p><p>Omolu pele pê Babarê wá</p><p>31°</p><p>Agô yê agô, hunbondo lenin, mavo hum jebó hanun, Agô yê dena gô, Sapatá Ajunssun mavo hum jebó hanun, Agô yê</p><p>agô, idô lo yê Mavo hun jebó hanun</p><p>32°</p><p>Makó bô itoto toyê, makó bô ni hun jinxé, Makó bô itoto toyê, makó bô ni hun jinxé. Ajunssum Kodidé, Ajunssun Kodidé</p><p>33°</p><p>É um má lokó wó, é um má lokó wó, Ajussun sapatá, lokó wó, é um má lokó wó</p><p>34°</p><p>Ajunssun, Bada e ,,, pó ejí Bada e, Azon nawe ro ,</p><p>pó ejí Bada e, e naó nawero e naó, e naó nawe ro o hunde</p><p>As cantigas a seguir são no ritmo batá</p><p>35°</p><p>Jó jó, jó mado bê, jó zun zun zun, jó mado bê</p><p>36°</p><p>Crê demí crê dewá, crê demí crê dewá, ae ae crê demí cr~e dewá</p><p>37°</p><p>Ejí lê pipokan, ejí lê pipokan, ae ae ejí lê pipokan</p><p>Nesta cantiga de nº 38 a seguir Omolu simula a morte e vida em frente ao atabaque, em que vagarosamente</p><p>caminha até a frente do atabaque e vagarosamente vai se deitando ao chão, rola duas vez para um lado e duas vezes</p><p>para outro</p><p>lado e permanece deitado até para o cântico e os atabaques.</p><p>38º</p><p>Maceto, maceto, maceto Omolu</p><p>Depois de estar deitado e coberto com o pano branco canta-se para Omolur viver mostrando que ele venceu</p><p>Iku.</p><p>69 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Ritmo – Vamunha</p><p>39° Ae ae apá ará pá, ae ae apá ará wô</p><p>40°</p><p>Aká kê bá walê, aká kê báwá, Aká kê bá walê, aká kê báwá, aká kê báwá, aká kê báwá, Aká kê bá walê, aká kê báwá, Kulê</p><p>kulê xaorô, Kulê kulê xaorô, Kulê kulê xaorô, Kulê kulê xaorô</p><p>Rum de Oxumarê</p><p>1°</p><p>Oxumarê… lele marê, Oxumarê. Lele marê awáraká,</p><p>lele marê Oxumarê o…</p><p>2°</p><p>Oxumarê o … o Dan só Dan… Oxumarê o … o Dan só Dan…</p><p>lele marê Oxumarê, Oxumarê o…</p><p>3°</p><p>Alá koro le e min araká, koro lé un o.</p><p>4°</p><p>Beré loja olo Dan marê io…</p><p>5°</p><p>Boro lojá, omo Dan mare ió…</p><p>6°</p><p>Guere guere san je… guere guere san je, Oxumarê o…</p><p>guere guere san je, Oxumarê o…</p><p>7°</p><p>Guere guere Dan kê… Guere guere Dan kê, Oxumarê o.</p><p>8°</p><p>kó be giro… Dan kó be giro… Oxumarê</p><p>9°</p><p>Le sí kó, le sí kó mafu. Já ho ho.</p><p>10°</p><p>Oxumarê lo kwere, lo kwere, e lo kwere</p><p>11°</p><p>Oxumarê kofé un Dan, Fé un Dan dá.</p><p>12°</p><p>Ma Dan í, Ma Dan ibô, e e e.</p><p>Ma Dan í, Ma Dan ibô, fí o… fí o kwé</p><p>70 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>13°</p><p>A ho bobo agué lecí, a hun gélé po kan.</p><p>A ho bobo agué lecí, a hun gélé po kan. Vodun má ió kwe</p><p>14°</p><p>Bena ió loyé, e e e bena ió…</p><p>15°</p><p>Araká mobó orun, o Dan de o… Oxumarê o…</p><p>Araká mobó orun, o Dan de o… Oxumarê o…</p><p>Araká mobó orun, o Dan de o… Oxumarê o…</p><p>O ní iá ferun jé… ferun jé, O ní iá ferun jé… ferun jé</p><p>16°</p><p>Ele mina dodo vodun as hun ae… ele mina dodo vodun sá hun a</p><p>Ele mina dodo vodun as hun ae… ele mina dodo vodun sá hun ª</p><p>17°</p><p>A hun Dan hun Dan.</p><p>18°</p><p>Mina hun já hun, kwere, vodun tó, kwere</p><p>Mina hun já hun, kwere, Vodun Batá, kwere</p><p>19° Ato de Oxumarê</p><p>A Idan choro, choro a idan…</p><p>19°</p><p>Konlofé ló dide, Dan lejo.</p><p>20°</p><p>Dan kororo, e Dan home. Dan kororo e Dan kojo</p><p>21°</p><p>Dan e Mahun kwe le, hun kwe, hun kwe le Dan</p><p>22°</p><p>Lerin lerin lerin, Bessen frekwen ná do, Bessen Frekwen na do…</p><p>23°</p><p>Ae Dan ko ro ko, Dan ko ro ko kwe ni ko jare o</p><p>24°</p><p>Danbala kaya já hun bá tokwe</p><p>25°</p><p>Bessen nu mawá Do hun, ozan nu mawá Doido.</p><p>E e e ero, E e e erro… Aki lewpa Kossana ko.</p><p>Kossana ko vodun. Bessen nu mawá do hum</p><p>71 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>26°</p><p>O gui iji um moió bó oió, O gui iji a un de, a unde,</p><p>O gui iji um moió bó oió, O gui iji a un de, a unde, ae nana wero.. lode a, o gui iji um moió bó oió na wero lodea. O gui iji</p><p>im moió bó oió.</p><p>27°</p><p>Torode… abí oman</p><p>28°</p><p>Torode… Danko dan Home</p><p>29°</p><p>Torode… awani a home</p><p>Rum de Xangô / Roda de Xangô / e Amalá.</p><p>DIA: Quarta-Feira</p><p>CORES: Vermelho (ou marrom) e branco</p><p>COMIDA: Amalá</p><p>SÍMBOLOS: Oxés (machados duplos), Edún-Àrá, xerê</p><p>ELEMENTOS: Fogo (grandes chamas, raios), formações rochosas.</p><p>DOMÍNOS: Poder estatal, justiça, questões jurídicas.</p><p>SAUDAÇÃO: Kawó Kabiesilé!!</p><p>Para iniciar este Módulo algumas rezas ao Rei</p><p>1 – Oba kawòó o</p><p>Ó Rei, meus cumprimentos.</p><p>Oba kawòó o</p><p>Ó Rei, meus cumprimentos.</p><p>O, o, Kabíyèsílè</p><p>Sua majestade, o Rei mandou construir uma casa.</p><p>Oba ni kólé Oba séré</p><p>O Rei do sere, o Rei prometeu e traz boa sorte,</p><p>Oba njéje o dono do pilão.</p><p>Se´re aládó Bongbose O (wo) bitiko</p><p>Bamboxé abidikô, meus cumprimentos (ao)</p><p>Osé Kawòó</p><p>Oxé, sua majestade.</p><p>O, o, Kábíyèsilé</p><p>Meus cumprimentos</p><p>2 – Ó níìka, ó Níìka</p><p>Ele é cruel, ele é cruel (o trovão ).</p><p>Áwè jè atètú</p><p>Eu jejuo para o punidor.</p><p>72 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Badé, badé ìyá Tèmi</p><p>Badé, badé, meu espírito sofre</p><p>Ó níìka, ó níìka árá ìn álàde o</p><p>Ele é cruel, o trovão é cruel sim. O dono da coroa é cruel.</p><p>Ó níìka àwe jé atètu</p><p>Ele é cruel, ele é cruel(o trovão )Eu jejuo para o punidor.</p><p>Aira ma sá re awo, ariwo, ale odó</p><p>Airá(o trovão), verdadeiramente voa e cai ruidosamente.</p><p>Ma sè</p><p>Forte como um pilão, como um tambor ( barulho ).</p><p>Aira ma sá re awo, ariwo, ale odó</p><p>Airá(o trovão), verdadeiramente voa e cai ruidosamente.</p><p>Ma sè</p><p>Forte como um pilão, como um tambor ( barulho ).</p><p>Yèyé, kèrè-kèrè lo ni joko ayagba</p><p>O pássaro vagarosamente senta e chora para as grandes mães.</p><p>Ale odó ma sè</p><p>Forte como um pilão, como um tambor ( barulho ).A reza diz que o trovão é cruel, implorando a Badé...</p><p>"ele é a voz estrepitosa e aterrorizante do Trovão, é a força que deflagra a carga irregular dos raios".</p><p>Os nagôs dizem ser</p><p>Badé é um vodum, isto é, de origem jêje</p><p>e que os jêjes do maranhão, dizem que é um orixá nagô e que, quando ele se apresenta na</p><p>Casa –das –Minas</p><p>Fala por sinais para não revelar os segredos dos nagôs.</p><p>Os pássaros lembram as feiticeiras que ameaçam os seres humanos, é necessário implorar as grandes mães senhora dos</p><p>pássaros, para que não flagelem os homens.</p><p>Airá Também é mencionado no texto sagrado, recolhido entre os que se originam do axé de IÁ Nasô Este orixá ocupa</p><p>um lugar especial nesta comunidade, estando ligado a primeira na nominação...</p><p>Axé Airá Intilé.</p><p>Novamente o Adjarim anuncia que o</p><p>Rei Xangô</p><p>Continuará sendo louvado, e uma nova reza começa:</p><p>3 - Oba ìrú l´òkò</p><p>O Rei lançou uma pedra.</p><p>Oba ìrú l´òkò</p><p>O Rei lançou uma pedra.</p><p>Ìyámasse kò wà</p><p>Iyámasse cavou ao pé de uma grande</p><p>Ìrà oje árvore e</p><p>encontrou.</p><p>Aganju ko má nje lekan</p><p>Aganju vai brilhar, então , mais uma vez como trovão.</p><p>Árá l´okò láàyá</p><p>Lançou uma pedra com força (coragem)</p><p>Tóbi òrìsà,</p><p>73 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>O Grande Orixá do orum (terra dos ancestrais) vigia.</p><p>Oba só òrun</p><p>O Rei dos trovões, está no pé Árá</p><p>oba oje</p><p>de uma grande árvore ( pedra de raio )A oração saúda o Rei dos trovões, como sendo Aganju,</p><p>o</p><p>Alafin de Oió, filho de Ajaká e</p><p>sobrinho de Xangô</p><p>Iamassê</p><p>Considerada sua mãe é quem revela aos mortais, que a pedra de raio, símbolo do seu poder, é encontrada ao pé de uma</p><p>grande árvore. O brilho dos raios e o barulho dos trovões lembram que Aganju vigia do orum, terra dos ancestrais, seus</p><p>súditos fiéis.</p><p>O Adjarim</p><p>Marca um novo momento,</p><p>Obaladô</p><p>Levanta-se e se dirige a casa de</p><p>Xangô</p><p>Pousan do no chãoda mesma uma gamela cheia de</p><p>Amalá</p><p>, a comida predileta deste orixá.</p><p>Béè ni je a! pá bo</p><p>Sim, comer (amalá) dentro (de uma gamela) com satisfação, de uma só vez,adorando.</p><p>Je bío oni a!Pá bo</p><p>Comer, nascer dele, dentro (de uma gamela) com satisfação, de uma só vez,adorando.</p><p>E ni pá léèrín àdá bá lài</p><p>Cortado muitas vezes (o quiabo),sempre com</p><p>cutelo, dentro da gamela</p><p>Ìmó wá mònà mòwé</p><p>Procurar conhecimento,</p><p>Kó je nà mímò àsé</p><p>Certamente torna inteligente. Kó</p><p>je nà mímò àsé</p><p>A comida (amalá) faz adquirir</p><p>Kó je nà mímò àsé</p><p>E aumenta o conhecimento do Axé. A reza indica que, ao se desfrutar da comida sagrada, descobre-se o axé, isto é, a</p><p>força, que dá conhecimento e sabedoria aos que delas usufruem. Nos últimos acordes da reza, os ogans de Xangô</p><p>pousam os xeres e acendem a fogueira. Várias vozes gritam...</p><p>Kawòó Kàbíyèsilè!!! Kawòó Kàbíyèsilè!!!</p><p>Meus cumprimentos à sua majestade!!!</p><p>A RODA DE XANGÔ….</p><p>Alguns minutos decorrem entre as imagens fortes do fogo e o início do xiré do Rei de Oió</p><p>No barracão. O ritmo da Hamunha</p><p>Convida a todos, os da casa e os convidados a iniciarem a roda de Xangô</p><p>74 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Roda de Xangõ</p><p>1°</p><p>Adupê wô, Oba dode, A dupê wô Oba dode</p><p>2°</p><p>Adupê ní mo Oba, ikú alê, Adupê ní mo Oba ikú alê</p><p>Adupê ní mo Oba ikú alê, Adupê ní mo Oba ikú alê</p><p>O o Obá Nilé Adupê nimo Obá, Ikú alê, O o Obá Nilé Adupê nimo Obá, Ikú alê</p><p>3°</p><p>Emanjá lá fô, emanjá lá fô, Arô Oba inã, arô oba inã adupê cajá larô, arô a ocí aja lê wô fele fele.</p><p>4,1°</p><p>Xanba Xanba dide aroko Obá</p><p>eró si o</p><p>4°</p><p>Orô ní Dadá, Agô lain, orô ní Dadá, agô lain</p><p>5°</p><p>Dadá, Dá mossó kun mã, Dadá, Dá mossó kun mã, fele um fele omo olorun, Baba furi wó ló okan agô lain.</p><p>6°</p><p>Barí iguí dí adê, Bariô lá, Barí iguí dí adê, Bariô lá, Barí iguí dí adê, Bariô lá, Barí iguí dí adê, Bariô lá,, Barí a... pelé, Barí o</p><p>lowô wô. Barí a... pelé, Barí o lowô wô.</p><p>7°</p><p>Fura ginã, Oba fura ginã, fura ginã ará lokê sajô</p><p>8°</p><p>Ibá Orixá, Ibá wô onilê, onilé, o nilé mojubá wô.</p><p>9°</p><p>E pá bô, e pá bô a tan gá alá, epá bô, e pá bô a tan gá alá. A tan gá alá tori ilé e pá bô erun jé jé.</p><p>10°</p><p>Omo ecí e kobê lê kô inã, Omo ecí e kobê lê kô inã, Érun</p><p>jé jé lodo lokô, Omo ecí e kobê lê kô inã,</p><p>11°</p><p>ká o … ká o da home. Ká o kabi e sí e xangô da home</p><p>75 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Ritmo – Adabí</p><p>12°</p><p>Oní ká serunbó olorun, Acará jé, Oní ká serunbó olorun, Acará jé Agutan, yetú Adê wá lona, Oniká cí irê lê, Ocí Ará in Iyá</p><p>Lodê. Bará Orixá Ocí Aró okõ, Ará in Iyá Lodê. Bará Orixá Ocí Aró okõ, Ará in Iyá Lodê. Bará Orixá Ocí Aró okõ</p><p>13°</p><p>Xerê um o ló fé incí, xerê um o ló fé incí, Obá alá ayê belo run, xerê um o ló fé incí.</p><p>14°</p><p>A wurá wurê, a wurê wurá, a wurá wur^w a wurê wurá, Obá dupê obála jô, Obará orixá obá alayê.</p><p>15°</p><p>o Lôwô ôco, má bô má bô, e co má bó, Lô wô ôco má bô má bô Alafim cojé pá.°</p><p>16°</p><p>Kó má cin, có berê có inã e có inã, Kó má cin, có berê có inã Lodõ</p><p>lokô</p><p>17°</p><p>Kekerê kê, keri abó, otim orelê, orô ojú masse, kere kô, kerê uwá, inxé Jocõ Iyá orô ojú masse.</p><p>18°</p><p>Ayrá Oju , Okerê cê, ará, okerê cê.</p><p>19°</p><p>Kiní sá Fonjá Oba lajô</p><p>20°</p><p>Aijô lokô Oyó nilê, Kilo oxê irô, Irí iguí ibá dodê</p><p>21°</p><p>Obá wô, ilê ilê godo ilê Kosso</p><p>22°</p><p>Obá wô, Obá wô kô inã, lere lere kokê, Obá wô kô inã.</p><p>23°</p><p>Obá sá arê wá, Gogo um jé jé, Godo Godo Káwõ dere ce Obá sá arê wá.</p><p>Rum de Xangõ / Aira</p><p>24°</p><p>Ará ní lé ki loke ni xe… kinin lorin, a gon gon la ron fun ala are ooo.</p><p>O ginxé o luae … o gin xé o luae kiniba kiniba Obá xere awá loko, aganju ke ajo o nile o</p><p>76 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>25°</p><p>Alá do, kinibá, kinibá ará oxe… kinibá aganju inxó lá awure</p><p>Alá do, kinibá, kinibá ará oxe, kionibá xerê alado awure</p><p>26°</p><p>Aganju Ijo lá ni o… Aganju ijo lá ni o…</p><p>Oba xerê, Oba xerê ewa o… Aganju ijo lá nio</p><p>27°</p><p>E oxê oxê ará awá, Oba te ni oba… oba koto boa ale,</p><p>E oxê oxê ará awá, Oba te ni oba</p><p>28°</p><p>Xin kí mo oyó, omoro obá bojurê, Xin kí mo oyó, omoro obá fé in cí, omoro obá bojurê, omoro obá fé in cí. omoro obá</p><p>bojurê, omoro obá fé in cí.</p><p>29°</p><p>Obá xin kí mo oyó xerê, Alado bí moro obá bojurê, xin kí mo oyó e... omoro obá Bojurê 30°</p><p>Kên yé, Kên yé Obá torô Baru lejô, A mã jô torô obá, torô obaru lejô.</p><p>31°</p><p>Kên yé, kên yé bô Irokô, Irô Ití, dupê Aladô, bô Irokô, Irokô Obá kên kê, Kên yé kên yé, bô Irokô, Irokô Obá ken kê xeré</p><p>Alado omorobá, bô Irokô Obá Kên kê.</p><p>32°</p><p>A ilê kô, a ilê kô, Agodô pá, Godo Ban bá, A ilê kô Agô awô, A ilê kô Xangô Awô. A ilê kô, a ilê kô, Agodô pá, Godo Ban</p><p>bá, A ilê kô Agô awô, A ilê kô Xangô Awô, Obá xirê kê, omoro obá, agodô, xirê kê omoro obá.</p><p>33°</p><p>Baní Beru já, Obé Loko, imo imo oxê, Agodô nijé Obé lokõ imo imo oxé, Bari lú xé, obá dê, Bari lú xé, obá dê</p><p>34°</p><p>Obá nissí ilé doru bé wo, Obá nissí lé doru bê, Obá nissí ilé doru bé wo, Obá nissí lé doru bê, Obá Alá wô, Alado oxá, Obá</p><p>nisspi lé doru bê.</p><p>35°</p><p>Ará oxé ará, Ará oxê alácoró, O ní wá da bere,da bere jokô inã, da berê jokô inã, obá lá da kejô,Arayn Xangô, Iro Miua, Iro</p><p>miua axó gun sun ade wá, axé axé mo bá, axé axé obá irô, Aganju xalá bí orô, obá Baru xalá bí orô, axé axé mo bá, obá</p><p>kerê, ,kerê kerê, jocô inã.</p><p>36°</p><p>En pê, em pê belo já, kolê kolê bô axe, Xangô kolê bô axe...</p><p>37°</p><p>Ilo odo Godo, godo pá. Iloce bó emim, Obá Afonja O nilé ni moba iloce bó emin</p><p>77 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>38°</p><p>Kinin popo oro omode io… kinabá oro omode inxe kinin popo</p><p>39°</p><p>E e e … E lo fiwá, lo bí wá oré mi obá...</p><p>40°</p><p>Kí teré, okê Odô, Obá lajô, Obá tani mobá, lé wô, Obá alá ayê wô</p><p>41°</p><p>Un yé, Obá dê kó, O Baní tá wê xê, Un yé, Obá dê kó, O Baní tá wê xê, e ní adá bá, o Bani tá wê xê Obá kum beru lo.</p><p>42°</p><p>werê werê, ojé massa, Obá bí oxê berí omã.</p><p>43°</p><p>Obá, obá in obá Kosso, Obá, obá in obá kosso, Kí lo oxê wá comurajô, Awá Oyó obá nilê, awá oyó obá nilê, Awá Oyó obá</p><p>nilê, awá oyó obá nilê,</p><p>44°</p><p>Obá iso, Awá Oyó obá nilê, awá oyó obá nilê</p><p>45°</p><p>O ní yê, Obá dodê erun jé jé, O ní yê,</p><p>Obá dodê erun jé jé, Ikó a kó Ayrá Ibona oba dodê erun jé jé o nilé awô. O ní yê,</p><p>Obá dodê erun jé jé, O ní yê, Obá dodê erun jé jé,Ayra Ibona ará aye wô obá dodê erun jé jé.</p><p>46°</p><p>Omo nilê, ayra lê omo nilê, Ayrá yrá omo nilê ayra omo nilê ayra yra</p><p>47°</p><p>Mabõ tin tin, mabõ ié ié, mabô tin tin oya ilu,</p><p>Oba alá Xangô iru eté ayrá o, oba kosso</p><p>48°</p><p>Ayrá o… ayra… Ayrá o… ayra</p><p>Xangô ope la ope, ayrá o ayrá… Xangô ope lá ope</p><p>49°</p><p>Ayrá Lokê bá Yamim, Manjá Orô, Ayrá yrá.</p><p>50°</p><p>Irin lé ní fobá ke ...Oba in, Obala axé Oba…</p><p>Obá to tode lowo… Oba in, Obala axé Oba…</p><p>Obá to da niló sun...Oba in, Obala axé Oba…</p><p>Obá to batá re wao ...Oba in, Obala axé Oba…</p><p>78 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Obá toto aro … Oba in, Obala axé Oba…Oba in, Obala axé Oba…Oba in, Obala axé Oba…</p><p>Oba in, Obala axé Oba…</p><p>Irin lé choro, ilé ejé Oba in, Obala axé Oba…</p><p>Obá to da nilé ke o … Oba in, Obala axé Oba…</p><p>Dada ajká ilê… Oba in, Obala axé Oba…</p><p>Ago Oba ni ka o … Oba in, Obala axé Oba…</p><p>Obá toto aro … Oba in, Obala axé Oba…</p><p>Oba in, Obala axé Oba…Oba in, Obala axé Oba…</p><p>Oba in, Obala axé Oba…</p><p>51°</p><p>Ayrá intile ni ko oju, kopo bó weré…</p><p>Ayrá intile ni ko oju, kopo bó weré… ni ko</p><p>oju, kopo bó weré…ni ko oju, kopo bó weré…</p><p>52°</p><p>Obá obá obé mu xarin, Oba ayrá lo oju.</p><p>Obá obá obé mu xarin, Oba ayrá lo oju.</p><p>Obá nixo nilé omo opere omo xarin obá toto aro,</p><p>Obá obá obé mu xarin, Oba ayrá lo oju.</p><p>Obá obá obé mu xarin, Oba ayrá lo oju.</p><p>Obá nixo nilé omo opere omo xarin obá toto aro.</p><p>obá toto aro … obá toto aro… obá toto aro… obá toto aro</p><p>53°</p><p>Ayrá obona ore le ko e… ayrá o le, o le le ko e</p><p>54°</p><p>Un jire … Ayra o intilé a yabá …</p><p>Un jirio nilé, nilé Baba rewá</p><p>55°</p><p>Ayrá orele, ayra orele, ibona orele Ayrá orele</p><p>56°</p><p>O ní yá, omo Orixá Lonin, yá omo Orixalá, O ní yá, omo Orixá Lonin, yá omo Orixalá. Ayrá Orê guedê pá, Orê guedê, Ayrá</p><p>Orê guedê pá, Orê guedê O ní yá, omo Orixá Lonin, yá omo Orixalá, O ní yá, omo Orixá Lonin, yá omo Orixalá. Ayrá wô</p><p>Jaocí pá, a Jaocí, Ayrá wô Jaocí pá, Ajaocí, O ní yá, omo Orixá Lonin, yá omo Orixalá, O ní yá, omo Orixá Lonin, yá omo</p><p>Orixalá. Ayrá wô Jaburá ká, Ajaburá, Ayrá wô Jaburá ká.</p><p>57°</p><p>Made olá oman dan doré… Made olá oman dan doré…</p><p>Bi oman alade ará awo pade win, ní oman alade, kiti pá oro ni o… ako fi tá e. Ara awara fita e. 58°</p><p>Ogun alá ara awo, mode in male odô,</p><p>ayrá irunmole obá nin xe, kiniba irá.</p><p>Ogun alá ara awo, mode in male odô,</p><p>ayrá irunmole obá nin xe, kiniba irá</p><p>79 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>ayrá irunmole obá nin xe, kiniba irá</p><p>ayrá irunmole obá nin xe, kiniba irá</p><p>59°</p><p>Ayrá apá ade, Ayrá apá ade, ayrá ayrá… ayrá apá ade</p><p>60°</p><p>Loko ni pá ara, pá bo. Loko ni pá ara, pá bo.</p><p>Ayrá mojé, loko ni pá ara pá bo</p><p>61°</p><p>Ko dide o.. are mun, ko dide…</p><p>Ko dide o.. are mun, ko dide…</p><p>Jo bí enirê, Baba eran kê, Baba kolofin xé nun Boró.</p><p>Are mun Ko omo nijá, kun kó obá lonin o…</p><p>Bé un si, bé un si, kun kó obá lonin o…</p><p>Bé un si, bé un si, kun kó obá lonin o… Bé</p><p>un si, bé un si, kun kó obá lonin o…</p><p>62°</p><p>Ko dide o.. are mun, ko dide…</p><p>Ko dide o.. are mun, ko dide…</p><p>Jo bí enirê, Baba eran kê, Baba kolofin xé nun Boró.</p><p>Are mun Ko omo nijá, kun kó obá lonin o…</p><p>Bé un si, bé un si, kun kó obá lonin o…</p><p>Bé un si, bé un si, kun kó obá lonin o… Bé</p><p>un si, bé un si, kun kó obá lonin o…</p><p>63°</p><p>Ko dide o.. are mun, ko dide…</p><p>Ko dide o.. are mun, ko dide…</p><p>Jo bí enirê, Baba eran kê, Baba kolofin xé nun Boró.</p><p>Are mun Ko omo nijá, kun kó obá lonin o…</p><p>Bé amin, bé aman, Baba oxe kini foba ke</p><p>Bé amin, bé aman, Baba oxe kini foba ke</p><p>Bé amin, bé aman, Baba oxe kini foba ke Bé</p><p>amin, bé aman, Baba oxe kini foba ke</p><p>64°</p><p>Iyá Masse lofin Xangô, Iyá Masse lofin Xangô…</p><p>Iyá erun gán Oio Obá Obitiko… Iyá erun gán Oio Obá Obitiko</p><p>Orixá Ejá Ibo … Ejá oro din din</p><p>Ejá oro din din, Ejá oro din din, Ejá oro din din</p><p>65°</p><p>Bí oye, bi oye… Oba ninxé bí oye</p><p>80 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>66°</p><p>Aláfin eró, a ilê to to to a ire…</p><p>67°</p><p>Ka o minin legue se minin, Xangô minin Dada o minin.</p><p>68°</p><p>Eró omim Dada, eró omim a Dada e…</p><p>69°</p><p>Ayê lê wô, Ayrá le, Ayê lê wô, Ayê lê wô, Ayrá le, Ayê lê wô, Godo um A Godo pá Xangô kó, wá kó awô</p><p>70°</p><p>Ará awá mim Xangô, Ará awá... mim Xangô, Nilê xirê Obá. Ará awá mim Xangô, Ará awá mim Xangô</p><p>71°</p><p>Omo obá nilê, Obá Xangô awô.</p><p>72°</p><p>Káwô... Kabieci lê, Káwô... Kabieci lê, Káwô... Kabieci lê Káwô... Kabieci lê. Lokê lokê imobá, Aguaju xolô, Imobá, Ayrá kó</p><p>mum imobá, loci loci imobá a manssí.</p><p>73°</p><p>áwô... Kabieci lê, Káwô... Kabieci lê, Káwô... Kabieci lê Káwô... Kabieci lê… Omo</p><p>ofo egi kolê, orixá ni mobá, loci loci loci, lá bi oman dó mansi</p><p>74°</p><p>Mo Mo orin morí yé Baba Kilô oxê káwô</p><p>75°</p><p>Xo bi oman. Tin xó...Xo bi oman. Tin xó..</p><p>Xo bi oman. Tin xó.. Obá ri oman tá na bena io</p><p>76°</p><p>Ará wará orixa nilê ayrá ojú, Ará wará orixa nilê ayrá ojú, A ojí ri Onilé, Obá alá to..ki .</p><p>Obá alá totó arô. Tó e torí Obá ala jo, Xangô To orí obá,</p><p>Tó e torí Obá ala jo, Xangô To orí obá,Tó e torí Obá ala jo, Xangô To orí obá,</p><p>Esta sequência de Cantigas são as que eu canto quando Xangô roda seu Amalá Cantiga Para</p><p>Roda Amalá e que em alguns axé Xangô Oferece o Amalá aos seus adeptos</p><p>77°</p><p>Mala Mala Odô jan jan, Malá Odô bí</p><p>Cantar esta cantiga até termina o orô.</p><p>Esta sequência a seguir complemento ao cântico de Amalá</p><p>78°</p><p>Ajaká mabé kawô, Ajakbá mabé kawô, ae Baba Ajaká mabé kawô</p><p>81 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>79°</p><p>Xangô e tá bí alá ará e...</p><p>80°</p><p>Toco lá Ojarê, Ará ayê, Toco lá Ojarê, Ará ayê,</p><p>82°</p><p>/ Ará wará ojú onilê ayrá ojú, Ará wará ojú onilê ayrá ojú, A ojí Onilé, Obá totó, Obá totó arô arô. Tó e torí Obá awá tô,</p><p>Xangô To orí obá, Tó e torí Obá awá tô, Xangô To orí obá, Tó e torí Obá awá tô, Xangô To orí obá, Tó e torí Obá awá tô,</p><p>Xangô To orí obá.</p><p>Para finalizar o hum do grande Rei eu canto alguns Ijexá em sua Homenagem.</p><p>83°</p><p>Obá e Godo, Oro imolé, Obá e Godo, Oro imolé,</p><p>Obá e Godo, Oro imolé, Obá e Godo, Oro imolé,</p><p>Oro imolé wõ... um malá oro imelé um malá</p><p>Oro imolé wõ... um malá oro imelé um malá Oro imolé wõ... Um malá oro imelé um malá</p><p>84°</p><p>E mã mã xorô alabé, e mã mã xorô, e ni mã mã jô, orô imolé, godo godo ará ayê, arerê, e mã mã xorô, e ni mã mã jô, orõ</p><p>imolé</p><p>85°</p><p>Godo Godo Araín Xorô, Ijé mí Orô, A Obá Ixorô, Ijé mí orô.</p><p>Cantiga para recolher.</p><p>86°</p><p>Odara o. Nlê kê obá xirê</p><p>Cânticos dos Orixás</p><p>com Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Rum de Ianã e festividade</p><p>Esta apostila é escrita de uma forma simplificada para fácil entendimento dos cânticos.</p><p>Sendo de minha parte uma contribuição e compromisso com o orixá e o Candomblé, passando a diante um</p><p>aprendizado.</p><p>Cantiga para Oyá Rodar o Acarajé ?</p><p>Quando falamos em rodar acarajé, quer dizer que Oyá sai para a sala com seu cesto de Acarajé para distribuir aos</p><p>convidados. Este também é um preceito de continuação aos oros internos tendo como várias intenções às positivas.</p><p>Cantiga que canto para Oyá sair com seu Acarajé para sala.</p><p>82 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>1 – Acarajé muxê kun tê, muxê muxê kubtê, Oyá korô muxê kuntê, muxê muxê kuntê</p><p>Depois de ter terminado de oferecer o Acarajé aos convidados Oyá dança Agumas cantigas antes de entrar ao Honkó,</p><p>para pôr sua roupa de luxo para saída do hum.</p><p>Ritmo – Quebra prato (Adáró)</p><p>1</p><p>Oya de o… Mariwo</p><p>2</p><p>Oya de Mariwo, Oya Akará ewe mariwo</p><p>3</p><p>Iaba omin xoro odo, omim xoro, odo ie… Oya iya la fun akará ló tá ió. Okan to kan. O ile be o… Okan to kan o ile be o…</p><p>oya ko iyámim lece orun lece oya, oya alaba ojé, oya alaba ojé, Oya mim xoro, odo ie…</p><p>4</p><p>Ae dogán, akara o, o motum balé mariwo… akarajé mariwo. Ae dogán oya koro o motumbalé, oya koro o motumbalé</p><p>mariwo… akarajé mariwo…</p><p>5</p><p>Já di manã, já di bada, já di manã oya bagan.</p><p>6</p><p>A ori oman ade ewá lode… A ori oman ade ewá lode a… A ori oman ade Afu lele, A ori oman ade Oya Funan, A ori</p><p>oman ade egbalé, A ori oman ade…</p><p>Ago Beromã… le o, le o… Ago Beromã le o le o… tete orun ajé ni o. Iyabá inxo ló. Legué ni o. Ajalá alá toto aro. Ibá</p><p>iyamim ago. Oya messa orun.</p><p>Depois de ter dançado e se recolhido para ser colocada a sua roupa para o hum.</p><p>Cantigas de hum para Oyá Ritmo – Adabí</p><p>8</p><p>Oya bá oro oro, Oya pe lé epé míro</p><p>9</p><p>Oya lebe o… E ló oya lebe lebe</p><p>10</p><p>Oya salun bó. Salun bó bó leyé leyé</p><p>11</p><p>Salun bó bó leyé leyé, Salun bó bó leyé leyé,</p><p>Oya salun bó. Salun bó bó leyé leyé</p><p>12</p><p>Da ni ago eloya, Dani ago fara jo, Dani ago, Dani ago fara jo</p><p>13</p><p>Eloya kobé lajo, eloya kobé lajo</p><p>83 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>14</p><p>E run oya dide, erun oya dide,</p><p>erun oya… erun oya dide</p><p>15</p><p>Oya lokó bena jó. Oya kara ilá.</p><p>16</p><p>Ojida mu ian oya bí iguidi, Oya Messan Orun</p><p>17</p><p>Afun lé ié adê o… afun lé lé,</p><p>Afun lé ié adê o… afun lé lé</p><p>Eloyá kó beló odo. A fun lé lé, oya banba loyá, a fun lé lé</p><p>18</p><p>Iru zambe lokerê a fun lé lé, eloya kó belo odô, a fun lé lé</p><p>19</p><p>Oya pá adá, oya olori pá o,</p><p>Oya pá adá, oya olori pá o</p><p>Oya pá adá olori igena ewá o</p><p>20</p><p>oya pá muda muda biri biri, oya lode wo</p><p>21</p><p>Oya pra mura iru meje, oya pra já,</p><p>oya pra mura Oya pá ajá, Oya pá adá</p><p>22</p><p>kopa kopa meje, kopa kopa pramura, kopa kopa pramura</p><p>21</p><p>Eloya kopa meje, meje meje zan zan.</p><p>23</p><p>Mo foru balé ke ibá, Mo foru balé ke ibá,</p><p>Olorun awo. Mo foru balé ke ibá,</p><p>Olorun awo.</p><p>24</p><p>Oya dê di mokun, kó xemi, xirê awo, gá in, gá in loko, ko xemi xirê awo gá</p><p>in, gá in loko, ko xemi xirê awo</p><p>25</p><p>Oya dê mokun ijé bé gá in gá</p><p>26</p><p>Banbá le un leyé, Banbá le un leyé,</p><p>oya salumbó, salumbo le un leyé 27</p><p>Pé peié afé lodo, tá un afé o</p><p>Pé peié afé lodo, tá un afé o</p><p>Pé peié afé lomim, tá un afé o</p><p>Pé peié afé lomim, tá un afé o</p><p>84 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>28</p><p>Awo dein o, awo awo tori jan jan</p><p>29</p><p>Te te awo iya bale te te aman. Oya te te, oya te te oya</p><p>30</p><p>Tete loya, kini jan te te loya kini jan</p><p>31</p><p>Tete ju massere ló. Tete ju oya, kó massere ló tete ju oya</p><p>32 te te te mado</p><p>oya, mado oya, te te te</p><p>mado oya awo, mado oya awo</p><p>33</p><p>Oya oya ko majo oya, oya massere ló, Eloya</p><p>ko majo oya, oya massere ló</p><p>34</p><p>Awo filó dederé.</p><p>35</p><p>Xere in tete ió, xere in xé in agán</p><p>36</p><p>Koro o, koro o. Oya koro</p><p>37</p><p>Ajimuda sare ewa.</p><p>38</p><p>Ajimuda sare wá, agama sá</p><p>39</p><p>Ke ibá keke ibá, oya deo</p><p>40</p><p>Ke ibá oke iyabá. Oya koke o</p><p>41</p><p>E Madi iya alaba e, madi iya labae má po. E</p><p>mapo e madi iya alaba e</p><p>42</p><p>Oya mure le awo, oya oya unbe ló</p><p>43</p><p>Oya koro oro, oya akara le</p><p>85 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>44</p><p>Oya nile ko maro, oya nile ko maro.</p><p>Oya nile o, oya nile ko maro, oya nile o, oya nile ko maro</p><p>45</p><p>A guie aguie loya, oya oya o</p><p>46</p><p>olorun lo fori kan bele, oya tokan moji kan bere o.</p><p>Mobé lorun, oya adê fori kan bele</p><p>47</p><p>Oni ilá arabo…Oni ilá arabo eloya…</p><p>48</p><p>Akulé jo kô, Akulé jo kô arabo Eloya</p><p>49</p><p>Oni Iyá Bó Iyá e… O ni Iyá Bó Iyá…</p><p>Oni Iyá Bó Iyá e… O ni Iyá Bó Iyá…</p><p>Oya Akara o … Ini Iyá bó iyá e… Oya</p><p>Akara o … Ini Iyá bó iyá</p><p>50</p><p>Eloya… Eloya.Oba xirê, oba xare lojá eloya</p><p>51</p><p>A xare loni Oba o luae a ijo</p><p>52</p><p>Tori Balé torio</p><p>53</p><p>Iya Bomim o lu odo eloya o.</p><p>54</p><p>Edi mama ju o mature oya tenun molé. Ara</p><p>awara, ara e iaba godo</p><p>55</p><p>Oya bain, oya jinxé mado loya</p><p>Oba tero oba, oba tere oba, oya jinxé</p><p>mado loya, oba tere oba, oba tere oba</p><p>Cantiga para recolher Oya.</p><p>56</p><p>Selebe, sele a un ló selebe, oya moke jô.</p><p>86 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Rum de Obá</p><p>1</p><p>Abê un awo, abê un wá,</p><p>A ileko, Obá o, Abê un wá, a ileko</p><p>2</p><p>Obá Ileko, Ajaunci, Obá Ileko Ajaunci.</p><p>Olo wo obá sá mo obá, Obá ileko Ajaunci</p><p>3</p><p>Obá lajá, ba ojé, Obá lajá ba ojé,</p><p>erun ofá, faro man, obá lajá ba ojé</p><p>4</p><p>Li nun o, Obá lebe lebe, Obá saba o… Obá</p><p>Ogun To dere sari ejó</p><p>5</p><p>Ferere ko ferere</p><p>6</p><p>Olowo guri o, Ajara má run, ofé odan</p><p>7</p><p>Alakoro, Alakoro kini sagun</p><p>Alakoro, Alakoro kini sagun</p><p>8</p><p>Obá Sá gun, Obá sá gun, Sá gun lete</p><p>9</p><p>Ará wará bamim wá</p><p>10</p><p>Obá fun fun fun run, guere, guere, guere ewa o</p><p>11</p><p>Aja ibô mim o… ata kula kuntun obá lá aja</p><p>12</p><p>Obá e e a, Obá e e a</p><p>Obá e e a, Obá e e a</p><p>Obá e e a, Obá e e a</p><p>Obá e e a, Obá e e a</p><p>Obá tan tan, Obá tan tan Obá</p><p>tan tan Obá nile</p><p>87 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>13</p><p>ferere kon</p><p>ferere</p><p>14</p><p>Onin já lapá o man, ferere kon fere</p><p>15</p><p>Ofá weré, ofá…</p><p>Ofá weré, ofá weré</p><p>16</p><p>Odé in Obá tá afá, maun a un</p><p>Odé in Obá tá afá, maun eran</p><p>17</p><p>Adabí</p><p>Iyá meji, meji, iyá lokõ, lokô</p><p>18 Obá</p><p>tunde, Obá tunde,</p><p>erun obé odá, obá</p><p>loko</p><p>19</p><p>Ara wara ke mafá, ke mafá obá tunde</p><p>20</p><p>Aloja</p><p>kon kon kon bí awo</p><p>21</p><p>Tode tode</p><p>Obá unde</p><p>22</p><p>E E, E A, E E, E A,</p><p>Obá adê, Obá dele</p><p>Obá adê, Obá dele</p><p>23</p><p>Xere xere man, xere ma kabo</p><p>Xere xere man, xere ma kabo</p><p>kole kole obá, xere ma kabo kole</p><p>kole obá, xere ma kabo</p><p>88 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Adaró</p><p>24</p><p>Obá to kere, dabí eró</p><p>Rum de Ewá</p><p>1</p><p>Olowo Dide Bami wa o</p><p>2</p><p>Iewá o… O ni wá bere, bí ewe o</p><p>Olo iewá ní ofere, Olo iewá oní ofere o</p><p>3</p><p>Iewá Iewá oní ofere</p><p>Iewá Iewá oní ofere o</p><p>4</p><p>Iewá iewá mo ajo, iewá iewá</p><p>Iewá iewá mo ajo, iewá iewá</p><p>Mo Oió ló omo lecé… ewá</p><p>iewá mo ajo, iewá iewá</p><p>5</p><p>Iewá ni ni Iyabá wure o… Oni</p><p>toto iewá to oju.</p><p>A inxé kê a Iyabá oluae</p><p>6</p><p>Iewá ixexe, ixexe</p><p>Iewá ixexe, ixexe</p><p>Ara massa ocí labure</p><p>Iewá ixexe, ixexe</p><p>7</p><p>Ká maji o lu odan,</p><p>iewá iewá pá moro</p><p>8</p><p>Iewá iewá ijo, iewá</p><p>xeke sodan</p><p>9</p><p>Iewá lewin, béri oman.</p><p>Lewin lewá</p><p>89 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>10</p><p>Iewá lewin obéri oman Iewá</p><p>lewin,</p><p>11</p><p>Iewá ko loko wo, bami muxe</p><p>12</p><p>Oniwá bere, bi ewe o</p><p>Iewá lewin aka moré</p><p>Iewá lewin abere o</p><p>13</p><p>Mawá mawá o ni lojá</p><p>Mawá mawá o ni lojá</p><p>o ni iyá e mo tin tin</p><p>o ni iyá e mo tin tin</p><p>Mawá mawá o ni lojá</p><p>Mawá mawá o ni lojá</p><p>o ni iyá e mo tin tin</p><p>o ni iyá e mo tin tin</p><p>Bá lá pe ju pe to to</p><p>ale awá lado</p><p>14</p><p>Abí aman lojo</p><p>Abí aman lewin</p><p>lewin lewin o lo ojo</p><p>Abi aman lewin</p><p>15</p><p>Iewá massa a massa a</p><p>murele o</p><p>16</p><p>Odo oro ojo, odo oro ojo</p><p>Iewá tako oro man.</p><p>Odoro ojo apere</p><p>17</p><p>Iewá iewá ni wa o</p><p>Dani ago tafara awa</p><p>18</p><p>E mo ofo tala mim je kiti po</p><p>e mo ofo igena tawá.</p><p>19</p><p>A xen xen yen</p><p>Adá gui oman</p><p>90 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>20</p><p>Agolo Ode</p><p>Aféri oman</p><p>Caça para Iewá</p><p>21</p><p>Ani pe titi lejua…</p><p>Oni tafará Odé…</p><p>22</p><p>A un kó iewá, iewá</p><p>Oni Odé o</p><p>23</p><p>Sare iewá, Iewá tafára</p><p>24</p><p>Iewá, Iewá afá Ojí,</p><p>Garu garu.</p><p>Iewá iewá afá Ojí</p><p>Iewá Odé Tafára</p><p>25 Nile</p><p>iewá die Oni</p><p>a polode.</p><p>A jo nilé</p><p>OnI a polode</p><p>26</p><p>Nile ewe, nile ewe</p><p>Oni Apá ado</p><p>Olo Iewá má de win</p><p>Oni Apa Ado</p><p>27</p><p>Tozala, Tozala, Tozala Naje</p><p>bó.</p><p>Tozala Iewá Bessen</p><p>Tozala naje bó</p><p>28</p><p>Iewá Tina Peleke</p><p>Iewá tina tina</p><p>Iewá tina tina</p><p>Iewá tina peleke</p><p>91 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>29</p><p>Iewá to bi ieie</p><p>Iewá to bi ieie</p><p>Iewá tako loman</p><p>Iewá tobi ieie</p><p>30</p><p>Mabo mabo mabo</p><p>tori dodo 31</p><p>Iewá digui ie axe bere</p><p>32</p><p>Kossana kalade run</p><p>nare …</p><p>Kossana kalade run</p><p>nare ..</p><p>Dan itá iro mina</p><p>kobo sana</p><p>kalade run nare minado</p><p>33</p><p>Sake lesa, sake lesa kossana</p><p>are vodun arawá</p><p>sobo un dena vodun sasa koke má</p><p>kossare o</p><p>34</p><p>Lewá lewá aze</p><p>Lewá lewá aze</p><p>Dan home a kaia vodun</p><p>Dan home a haia vodun lewá</p><p>lewá aze</p><p>35</p><p>Nibo Nibo me huntó…</p><p>Iewá Iewá…</p><p>Nibo Nibo me huntó…</p><p>Iewá araká</p><p>Rum de Oxum e festividade</p><p>Ipeté de Oxum ou Peté de Oxum é o nome da comida de Oxum, e foi adotado o mesmo nome para a festa que se</p><p>faz à Oxum anualmente em muitas casas de candomblé, em todo Brasil.</p><p>Conta uma Lenda que</p><p>Oxum encontrava-se com problemas no ventre e isso lhe causava dificuldades para engravidar, mas era do desejo de</p><p>Oxum engravidar; diante dessa dificuldade ela decide consultar Orunmilá. Orunmilá diante do problema de Oxum lhe</p><p>ofereceu uma ajuda, indagando que ela deveria seguir um preceito e nesse preceito ela deveria oferecer comida a todas</p><p>as Oxuns, todas as irmãs; Oxum lhe disse que era impossível, pois cada uma comia uma coisa e sem muito pensar</p><p>Orunmilá lhe respondeu:</p><p>92 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>– Se esforce, tens que criar um prato onde todas irão comer!</p><p>Oxum então responde:</p><p>– Mas como?</p><p>Orunmilá de pronto lhe responde:</p><p>– Você procurar uma estrada que parece não ter fim, caminhará e caminhará, algum tempo depois encontrará um</p><p>homem que lhe presenteará com um fruto! Oxum ficou meio desconfiada, mas era a única maneira de se livrar do</p><p>problema. Então Oxum no primeiro raiar do sol, no dia seguinte, saiu a procura dessa estrada, passou por matas, rios,</p><p>caminhos de pedras e ventanias... Mas no fim encontrou a estrada, e tornou-se a caminhar, parou e descansou, mas</p><p>voltou a caminhar… Até que avista um homem, parado na estrada, esse Homem era Ogún.</p><p>Ogún ficou espantado de ver Oxum ali, pois todos sabiam que oxum não saía de seus rios para quase nada, ficava</p><p>sempre no rio esperando os presentes e se banhando… ela não gostava de sair de seu palácio de águas e naquele</p><p>momento ela estava ali em uma estrada quente e sem acomodação! Com esse espanto de Ogúm ele lhe pergunta:</p><p>– O que lhe traz a quí Oxum?</p><p>E Oxum conta a Ogún o que lhe passava. Então Ogún vai até a beira da estrada e colhe um fruto chamado Ixú e entrega a</p><p>Oxum e lhe diz para preparar uma comida chamada Ipeté, a comida que acalma! e entregue as suas irmãs.</p><p>Oxum lhe pergunta:</p><p>– O que quer em troca?</p><p>E Ogún muito encantado com a beleza de Oxum lhe responde:</p><p>– Nada! Você só terá apenas que sustentar sobre o seu Orí e sob a panela de Ipeté a folha de Abre-Caminho, e não</p><p>esqueças de acomodar todos os Okutas de suas irmãs sobre o Ipeté.</p><p>Oxum ouviu atentamente as recomendações de Ogún e seguiu as suas orientações; pouco tempo depois nascia</p><p>Logúnedé (O filho querido de Oxum).</p><p>“A partir desse Itán, Todos os anos é servido em ritual a comida Ipeté à Oxum, e abaixo da panela dessa comida e</p><p>colocado as folhas de Abre-Caminho, sem esquecer de acomodar os Okutás sob o Ipeté. Também não podemos</p><p>esquecer que por causa dessa lenda, o Único Orixá Boró (homem) que pode carregar a panela de Ipeté é Logún-</p><p>Edé…”</p><p>Cantiga Ipeté / Ritmo – Ijexá</p><p>1 - Ipeté Ajále, amu an, Ajeun Jeró, Ipeté Ajáre, Ipeté Ajále, amu an, Ajeun Jeró, Ipeté Ajále, Ipeté Ajáre, amu an, Ajeun</p><p>Jeró, Ipeté Ajále, Ipeté Ajále, amu an, Ajeun Jeró, Ipeté Ajále. Ipeté mu an, um an, Ipeté mu an, um an, Ipeté mu an, um</p><p>an, Ipeté mu an, um an,</p><p>Cantar esta cantiga até todos serem servidos por Oxum. A seguir algumas cantigas em comemoração antes</p><p>do seu hum de luxo.</p><p>2- Oro mima... Oro mima Yó, Oro mima Yó Abadô o Ye yewô.</p><p>3 – Yá yá Oxum, Oxum murelê wô.</p><p>4 – Lewá lewá lewá, Oxum ladê ewá, Omim xoro odô</p><p>93 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Depois de ter cantado algun ijexás Oxum se recolhe e se prepara para seu</p><p>hum.</p><p>Cantigas de Rum Para Oxum</p><p>1</p><p>Tala ade, omim iya tala ade ilaré… Omim</p><p>Iya tala ade</p><p>Tala ade, omim iya tala ade ilaré… Omim</p><p>Iya tala ade</p><p>O lele pá, tala ade… O</p><p>lele pá, tala ade...</p><p>2</p><p>Oxum Adolá, Imole doin,</p><p>Oxum Adolá, Iabá Imole doin,</p><p>3</p><p>Ie ie ie Oromio,</p><p>4</p><p>Edo oxum mabé, alá oro.</p><p>5</p><p>Lade Coju Dide o, Iyámin toro efan coja adê</p><p>6</p><p>Orí ifá meja, orí jabo efan, orí ifá meja orí jabo,,,</p><p>un yé un yé, orí ifá meja orí jabo</p><p>7</p><p>Ye ye ye, ye ye o, kó ma kunkó la…</p><p>Ye ye ye, ye ye o, kó ma kunkó la axó, kó ma kunkó la…</p><p>8</p><p>Yê yê, yê yê yê yê wô, Iyá lodê ewá, Iya axé torí efan, Oxum,</p><p>kojú Iyabá wô, Iyá lodê ewá Iyá axé torí efan.</p><p>9</p><p>Um yé um yé, Ojá are, Orun Axé torí efan</p><p>10</p><p>Mabô Iyá, Iyá bô Iyá, Mabô Iyá, Iyá bô Iyá, Omin</p><p>jéjé Ominibu, Mabõ Iyá, Iyá bô Iyá.</p><p>11</p><p>Iyá Ominibu, O nirô, Orixá Orele.</p><p>12</p><p>Fibô Loyá, Iabá, Fibô loyá bá, Oxum, Lé</p><p>fibô. Lé fibô loyá iya Oxum.</p><p>94 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>13</p><p>Gué gué Oxum, Omim xorô Odô, A imã imã</p><p>14</p><p>nifá were, nifá were onirô, Yá omim tá wexê</p><p>15</p><p>Oxum dê, Yá ní dê, kení jó yá jobá Oxum dê, Imolé jinxê. Oxum dê, Yá ní dê, kení jó yá jobá Oxum dê, Imolé jinxê. Oxum</p><p>dê, Imolé jinxê. Oxum dê, Imolé jinxê.</p><p>16</p><p>Lobê warê, ará yê yê, Iyá xorô.</p><p>17</p><p>Arolê popê omim lajô, Iabá sí ajilé, al eguê, al egué, elé mina sim sim. Arolê popê omim lajô, Iabá sí ajilé, al eguê, al egué,</p><p>elé mina sim sim. Oxum Karê, sim sim, Oxum Opará, sim sim, yê yê okê, sim sim</p><p>18</p><p>Odé Bacilotun bí aman, moio guidi,</p><p>ká morojé, moio bí oye. Moio … moio moio bí oye, moio guidi ká morojé, moio bí oye</p><p>19</p><p>Nesta cantiga oxum, agradece dota oferenda a ela feita, dançando passa a mão em sua barriga simulando dizer que esta</p><p>satisfeita</p><p>- Odé Bacilotun moio bí erê man. Moio bí oye, moio</p><p>guidi bí omo ere eja. Moio bí oye, omo jarê</p><p>20</p><p>Oxum Nilá To kejo, olye ye ye karé Oxum,</p><p>O ni Iya beko ma in ma. Unji Oxum Manjá Kerê</p><p>21</p><p>O ni Iyá bere… O ní Iyá bere o.</p><p>O ní Iyá bere o. O ní Iyá Beko ma in ma</p><p>O ni Iya beko ma in ma. Unji Oxum Manjá Kerê</p><p>Unji Oxum Manjá Kerê, O ni Iya beko ma in ma Unji</p><p>Oxum Manjá Kerê, O ni Iya beko ma in ma</p><p>22</p><p>Mo bura… mo bura lo odo bí yé yé, mo bura</p><p>iyá ló oxum. Mo bura Lo odo bí yé yé</p><p>23</p><p>Seregue seregue, O Iabá um seregue.</p><p>24</p><p>Axé bo mim, alá Okan, Oxum alé insí,</p><p>25</p><p>A mu yã, mu yã, Ofá bebé ixo orô, ibí fá bebé.</p><p>26</p><p>Nifá were, nifá were o miro, iyá omim tawe exe</p><p>95 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>27</p><p>Ie ie ko omo ori odé, idé Oxum…</p><p>Ie ie o, ie ie o,</p><p>ie ie, ie ie, ie ie ko omo ori idé, mo ori idé Oxum</p><p>28</p><p>Ebore emin ofere miuá, axe bobo</p><p>Ebore</p><p>emin ofere miuá, axe bobo</p><p>kini ján, kini ján, kini jan, kini Jan</p><p>axe bobo</p><p>kini ján, kini ján, kini jan, kini Jan axe bobo</p><p>kini ján, kini ján, kini jan, kini Jan, axe bobo</p><p>29</p><p>Elo xerin Opará, elo xerin Iyá panda</p><p>ewere, ewere, ewe elo xerin Iyá panda</p><p>30</p><p>Fá bebé ixo oro, Fá bebé ixo oro</p><p>ewere, ewere, ewe Fá bebé ixo oro</p><p>31</p><p>Opará fere jebé, Opará fere jebé, yê yê wô Opará, Opará fere jebé.</p><p>32</p><p>Ofá ká uma karé ejo, Ofá ká uma karé ejo,</p><p>were, ewere, ewe Ofá ká uma karé ejo</p><p>32</p><p>Alákoro obode, Ye ye koro obode,</p><p>were, ewere, ewe Alakoro obode</p><p>33</p><p>Ofá mim ewe, A ijo erê mun sin sin</p><p>34</p><p>Ofá mi lo ke, ma boia, ma boia lode</p><p>35</p><p>A Ijo e … a ijo lé kobé lonan</p><p>36</p><p>Ae mure ejo, ae mure ejo, jingue, le jingue mure ejo</p><p>jingue, le jingue mure ejo</p><p>37</p><p>Ije ilá, ije mi oro, oxum oxobo</p><p>38</p><p>Ará awá ará o. Isso molé odo, ara wará isso molé, isso molé o</p><p>96 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>39</p><p>Orí Bebé ewa o, o miro ara</p><p>awa, awá o miro</p><p>Orí Bebé ewa o, o miro</p><p>ara awa, awá o miro</p><p>Ori bebé omo olorun omirô.</p><p>Ará awá, awá omirô.</p><p>Ori bebé omo olorun omirô.</p><p>Ará awá, awá omirô.</p><p>40</p><p>Erô omim, Abebê Oxum,</p><p>Erô omim abebê eledá</p><p>Erô omim, Abebê Oxum,</p><p>Erô omim abebê eledá.</p><p>Iyá Ijimum Aká eledá,</p><p>Erô omim, abebé Oxum</p><p>41</p><p>O wuró, werê, werê werê o wuró,</p><p>Aladê, yê yê wô</p><p>42</p><p>Iyá Ponda nilê Oxum, Iyá Ijimum nilê Oxum, Olorê,</p><p>Iyá Panda nilê Oxum, olorê.</p><p>43</p><p>Oxum tami ladê, o nilê wá, ará awá omiro,</p><p>Iyá Oxum Olorun, Modupé, orí bebé wô, o</p><p>nilê wá, ará awá omirô.</p><p>44</p><p>Liro e mando oxum liro e, Liro e mando oxum liro e,</p><p>xeke xeke mabo ojo, mabo oxum miro owo</p><p>45</p><p>Ibá lowo Ibá xó kum, adê wá, Ibá lowo, ibá xó kun, adê wá,</p><p>Awá cilé, ibá ewá, ibá oyo, ibá xó kum, adé wá</p><p>Cantigas ritmo – Ijexá</p><p>46</p><p>Yê yê mimá, Iyá orô, irunmolé eguê, Yá malé odô, com um a dilé, a e cô, al eguê, Iyá lodê Iyá wô, roum Iyá yê yê wô, Iyá</p><p>malé Odô, Oxum A jilé</p><p>47</p><p>Yê yê mimá orô, O yê yê mimá orô, Oxum mimá orô, o yê yê mimá orô</p><p>48</p><p>Yê yê mimá orô, O yê yê orô, o yê yê orô</p><p>49</p><p>Lojó atin dolá yá lojó, Oxum carê, Lojó atin dolá yá lojó, Ará awá Baba wô. 50</p><p>Iyá mim Orunmilá, awurê axé unjilá</p><p>97 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>51</p><p>ji jixare arerê bocun, jíxé bobo fí wô Baba Alá orê wô</p><p>52</p><p>Orí kô oju, Orí mamã fá yé yé, sim sim</p><p>53</p><p>Orí orê wá, orí orê wá, korõ korô, Oxum mi lokô coma deró</p><p>54</p><p>Tamila dê, bô irokô irokô, Baba alá orê. Tamila dê, bô irokô irokô, Baba alá Okan.</p><p>55</p><p>Ilá burê, o gué gué, Omolocun wô wô, Omoro bá wô, awá dê omorodé.</p><p>56</p><p>Orobí má, orobí má ió, orobí má ió, Iyá Bado o ye ye o Orobí</p><p>má, orobí má ió, orobí má ió, Iyá Bado o ye ye o</p><p>Iyá iyá Oxum ará ye ye o</p><p>Iyá iyá Oxum ará ye ye o</p><p>57</p><p>Semi semi, semi semi Iyá omim iyá talade</p><p>Iyá omim iyá talade o, Iyá omim iyá talade,Ará Ie ie Okê o</p><p>58</p><p>Oro imolé inxe alá oro, e morio</p><p>59</p><p>e e morio, e e morio e morio, e mori páo</p><p>Rum de Logun Edé</p><p>1</p><p>Ile ako fare, ako fare Logun o,</p><p>e ako ofá, ijo ijo Logun.</p><p>Ile ako fare, ako fare Logun o,</p><p>e ako ofá, ijo ijo Logun.</p><p>Odé Logun, e Ako ofá,</p><p>Ibáin e ako ofá,</p><p>Apanan e ako ofá</p><p>98 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>2</p><p>Odé Logun Ibáin, ae ae Odé Logun,</p><p>Odé Logun Apanan ae ae Odé Logun</p><p>Logun de, Le kokê, e e e, e e</p><p>Logun de, Le kokê, e e e, e e</p><p>Logun Aro aro, Fá alá Logun, Fá alá Logun</p><p>4</p><p>Ara ká bobo erê o, ae abá essa,</p><p>Logun e e e, ae abá essa,</p><p>Logun e ea</p><p>5</p><p>Logun a Olorin, Logun fá alá un afexo</p><p>6</p><p>Logun Edê un ofá, e Logun Oya</p><p>7</p><p>Logun Ede Logun Aro, Loci</p><p>Ibain Odé Logun Afoxé Iroko</p><p>8</p><p>A e Baila axe, Ode Baila axe ae Baila axe</p><p>9</p><p>Lorokê, lorokê</p><p>Lorokê, Lorokê erê</p><p>10</p><p>Lorokê lorokê, Iyá mi kekerê</p><p>Iyá Baba Logun o, Iyá Maman Xoro</p><p>11</p><p>O liro wo, omo xinxé, lorogun léria</p><p>12</p><p>Logun Odé koia koia, Logun Odé Koia koia Ijo</p><p>ijo firi mo Iyá, Logun Odé Koia koia</p><p>Barravento</p><p>13</p><p>Logun Ibá o, Logun de</p><p>14</p><p>Made made Io Odé ewá o, Made made Io Odé Ixo oro</p><p>99 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>15</p><p>Odé deré apá xauana, xauana, Odé deré apá xauana o… Odé</p><p>deré apá xauana, xauana, Odé deré apá xauana o…</p><p>Odé deré ocí logun, Odé deré Ofá alá logun edé</p><p>16</p><p>Bere bere Obá xuanan wá anan, Odé kaku Odé Ibá ie ie o</p><p>17</p><p>Obá nlá erun, Obá nlá erun, e e … Obá</p><p>nlá erun</p><p>18</p><p>E e Logun Obá nlá, Logun Obá nlá,</p><p>Logun Obá nlá lokô</p><p>19</p><p>Ina kó de pá, Ina kó de pá,</p><p>Baba choro Ina kó de pá</p><p>20</p><p>Odé Kokê erê no are ejô, firi ewá kaka</p><p>21</p><p>Odé Loni erun ará..</p><p>Oxum lele loci kán le fun.</p><p>Oxum ado lá feré o, o nin ján Omo</p><p>oro Odé e lua o.</p><p>22</p><p>Oke erun kikan erun ao...</p><p>Rum de Iemanja</p><p>1</p><p>E mi fara e luae, e mi fara e luae</p><p>Iyá Olokun fara Ojubonan, Iyá Olokun fara Ojubonan E</p><p>mi fara e luae</p><p>2</p><p>Omim a guere, aguere ewa o</p><p>Omom a guere, a guere ewé</p><p>Omim a guere, aguere ewa o Omom</p><p>a guere, a guere ewé</p><p>Iyá omim mo yó, mo yó lecé omim</p><p>aguere, aguere ewé</p><p>100 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>3</p><p>Kinin jé, Ijé Lodo…</p><p>Emanjá o, a kota bele be, Iyá Oro min o. Kinin</p><p>jé, Ijé Lodo…</p><p>Emanjá o, a kota bele be, Iyá Oro min o</p><p>4</p><p>Ta ni moxe ke, Emanjá o, orele Emanjá</p><p>5</p><p>Ogum o, Emanjá</p><p>Ogum O, Emanjá</p><p>Iyá Lode ocí jare ewá</p><p>Ogum o, Emanjá</p><p>Ogum O, Emanjá</p><p>6</p><p>A Iyá nixe, Ori Odo Emanja are</p><p>7</p><p>Iyá Lode… Iyá Lode lode Ibauba</p><p>8</p><p>Iyá o yo, Ibauba… Ibauba</p><p>Iyá o yo Ibauba axó lenin e luman xe</p><p>9</p><p>E ká maro, mirun bá, kó xare lodo</p><p>10</p><p>Emanjá saba… saba mire le</p><p>Emanjá saba… saba mire le saba</p><p>mire le… saba mire le</p><p>11</p><p>Saba Iyá Lode…</p><p>Orixá Ian Ian</p><p>12</p><p>Ma ma Jobe Orixá Ibe</p><p>Orixá Ian</p><p>13</p><p>Fara meje, fara ajá</p><p>Fara meje, fara ajá</p><p>Iyá… Iyá fara meje, fara ajá</p><p>14</p><p>Aka ibo, aka ocí Emanjá Ajaunci</p><p>101 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>15</p><p>Emanjá Locé bí aro</p><p>Emanjá locé bí aro</p><p>A esá bá i lossa Emanjá locé bí aro</p><p>16</p><p>Issu lebe lbe</p><p>Ara awará isso ara awá Issu</p><p>lebe lbe</p><p>Ara awará isso ara awá</p><p>Issu kojá ade</p><p>Issu weré, isso hojá ade</p><p>17</p><p>Lari o … oke</p><p>Lari o … oke</p><p>Lari oke Emanjá Lari o oke</p><p>18</p><p>Iyá arabô la io…</p><p>Emanjá Arabô la io Emanja</p><p>Iyá arabô la io…</p><p>Emanjá Arabô la io Emanja</p><p>Iyá Lode lece, ocí é Emanjá</p><p>Iyá kotá lode lece a o yo</p><p>Oro fin axá weré o</p><p>Axá weré, axá weré o Oro</p><p>fin axá weré o</p><p>19</p><p>Emanjá Ogum</p><p>Ogum pan já are aro o yo</p><p>pade ló oxé, Emanjá Ogum</p><p>Aro o yo oye</p><p>Pade ló xé o</p><p>20</p><p>Marele mare bodo, xare nan</p><p>Marele mare bodo xare nan</p><p>Oni Iyá… ara ae, marele mare bodo xare nan</p><p>21</p><p>Kini Loja are, olo odo, kini loja are o</p><p>E a o yo, kini loja are o</p><p>22</p><p>Ta nu boja are, tá na bo ací</p><p>Ta nu boja are olu Odo, tá na bo</p><p>ací</p><p>102 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>23</p><p>Assussana odo</p><p>Oye Assussana</p><p>odo Oye</p><p>assussana ado.</p><p>24</p><p>Akutan ado oye</p><p>Akutan Odo Iyá akutana ado.</p><p>25</p><p>A o yo ague, Emanjá mire le</p><p>26</p><p>Olodo ofí olu odo Iyá</p><p>kekerê</p><p>Olodo ofí olu odo Iyá</p><p>kekerê</p><p>Ajala ajala, Iyá kekerê</p><p>27</p><p>Emanjá un to, manja are</p><p>Rum de Nanan</p><p>1</p><p>Un jí Nana Yó o lobó</p><p>Nanan yó</p><p>2</p><p>A un jí nanan Iewá o</p><p>Odara o, awo lecé</p><p>3</p><p>Un ji nanan Iewá…</p><p>Iewá Iewá e</p><p>4</p><p>Sava lajo, oluwo oke ajo.</p><p>Sava lajo, oluwo oke ajo olore.</p><p>5</p><p>Abalo olo olo o</p><p>ni vodun sale jua</p><p>abalo olo olo</p><p>abalo olo olo</p><p>103 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>6</p><p>Ibiri xaxara lebe ibiri</p><p>xaxara</p><p>Ibiri nana yó nana</p><p>yó o luobo xen xen</p><p>7</p><p>O lore xala re, kamura dide</p><p>O lore xala re bacilotun kamura dide</p><p>8</p><p>Akari ibo ibale ibain</p><p>Akari ibo ibale ibain</p><p>Ibain awá nile</p><p>Akari ibo ibale ibain</p><p>9</p><p>Iji lá o, ibi si eko fomim o</p><p>luae ae a ipece</p><p>Ibi si ko, ibi si eko fomim o</p><p>luae ae a ipece</p><p>10</p><p>Nanan e di mokossun</p><p>Omorode e di moje o…</p><p>11</p><p>Al Egue de di mokossun</p><p>12</p><p>Obaluae… Obaluae</p><p>e di nanan beko baba</p><p>orixá mori bode</p><p>Rum de Oxalá</p><p>Cantigas para tirar oxalá em sua festividade para sala</p><p>1</p><p>Agoa Baba oremi o Dudua</p><p>Agoa Baba oremi o Dudua</p><p>É um ma guere ago lonan ago,</p><p>ago lonan</p><p>Ago lonan o kini baba made o ago,</p><p>ago lonan</p><p>104 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>2</p><p>Dide dide kose jo joko</p><p>Dide dide kose jo joko orixá</p><p>bájo, bain xe, ae bain xe</p><p>Orixá bájo bain xe</p><p>3</p><p>Axo fun fun bo emi, alá fun fun orixá lá,</p><p>ae ajale wo, axo fun fun orixá</p><p>4</p><p>Orixá weré wé… mora baba e e,</p><p>mora baba xirê ewá o mora baba</p><p>igbi ewê</p><p>5</p><p>Ago baba oje baba ikán mo okán</p><p>Ago baba oje baba ikán mo okan oxirê o loye baba oje baba</p><p>ikán mo okán karere</p><p>6</p><p>E alá, e alá … alá aye alá, baba mo ori o alá</p><p>7</p><p>Ajale mo ori mo oio afori kán, Ajale mo ori mo oio afori kán</p><p>e ago firiri</p><p>Ajale mo ori mo oio afori kán e</p><p>ago firiri</p><p>8</p><p>I Danko baba ebo, sare ewa ele mo oio, a I Danko baba</p><p>elegi, sare ewa ele mo oio a Idanko…</p><p>9</p><p>Obere kete, obere kete baba ibá ala do igena o bere kete baba</p><p>10</p><p>I Danko mo Dan Agué mare olori ipe baba a I Danko I</p><p>Danko mo Dan Agué mare a I Danko</p><p>11</p><p>Ebo … Baba ebo… Baba ebo, ebo alá…</p><p>Orrixá Nlá tá alá bori o ebo</p><p>12</p><p>Ago alá, alá ossun, ossun kekere</p><p>Ago alá, alá ossun, ossun kekere ilê</p><p>13</p><p>Oba oba oba, teni ie, ajale keke oba oba o teni ie</p><p>Baba ió po lá odará alá epe, oba alá epe, baba fun mi lá yê, a e.</p><p>105 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>14</p><p>Buru Kán Buru ká, Baba buru kán lein, Baba eleji xerê ewá o Baba</p><p>Buru kán xen ken xen</p><p>15</p><p>Baba oje un erun ié, ajale baba oje un erun ié e uni uni</p><p>Baba oje un erun ié oje baba ipê.</p><p>16</p><p>Ajagunan baba awo, ajagunan</p><p>Ajagunan baba awo, ajagunan</p><p>Ilê mo oxo baba olorogun, ajagunan baba awo</p><p>17</p><p>Baba e, e pá. Baba kambi o, kambi oxoguian orixalá e pá</p><p>18</p><p>A kaka un bó, oko wo</p><p>19</p><p>Kon Barere, kon Barere sim,</p><p>kon barere.</p><p>20</p><p>A un kó, a un kó lowó a un kó, a koko ode</p><p>21</p><p>Ajagunan obiti oro, Ajagunan ibi itiode</p><p>22</p><p>Xalare ile ewá atori, baba olori ipê.</p><p>23</p><p>Olori ipê, olori ipê o… awá</p><p>axo in olori ipê</p><p>24</p><p>Ajunssin, ajunssin ogun. Oroli</p><p>ipê o</p><p>25</p><p>Ala ipê ipê alá…</p><p>Alá ipê o…</p><p>26</p><p>Ipê fun fun, ipê ode o.</p><p>Olori ipê o</p><p>27</p><p>Baba oro, Baba oro</p><p>Baba o kafugian, Baba o orixalá</p><p>28</p><p>Ori omo dide, xala ori omo dide xalá. E</p><p>… Ori ommo dide xalá</p><p>106 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>29</p><p>Danko, Danko, alakoro baba</p><p>30</p><p>Orixá Danko bí eró kode… Bi</p><p>eró, bi eró, bi eró</p><p>31</p><p>E ban ká alá, e ban ká alá… o</p><p>inan koro ban ká alá, e ban ká alá</p><p>32</p><p>inan koro o lua pe</p><p>wô o lua pe wô, o lua</p><p>pe wô inan koro o lua</p><p>pe wô</p><p>33</p><p>Olorun, Kinin minin jeje o…</p><p>Orixá guian ke já abô.</p><p>Ago Ajagunan Olorun obá tá ke wá o</p><p>Olorun obé béjé un lê</p><p>Olorun obé béjé un lê</p><p>Olorun Obá tá sá oman</p><p>Olorun Obá tá ke awo</p><p>34</p><p>Ma kanse, ma kanse Baba epê</p><p>35</p><p>O furu furu orele airalá Baba</p><p>ké iye elegibo.</p><p>Ilê efan odun wá baba.</p><p>Legiborele mojuba wo oro ará e mao,</p><p>e mao alá exe, ele mao lesse okan baba ele</p><p>mao é baba meré ió é mao, é mao alá exe</p><p>36</p><p>A idaro mo ti Igbi wo.</p><p>Mojuba ibá bá bojure</p><p>baba alá axé o</p><p>Mojuba ibá bá bojure</p><p>37</p><p>Maboxé, maboxé…</p><p>Baba ebo, maboxé</p><p>38</p><p>Sare wá, ewá abá awo, a sare wá… e</p><p>agutan, Baba sare wá ewá abá awo,</p><p>Obá guian bá awo ajagunan</p><p>107 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>39</p><p>Kó un baba dide o kó un baba dide Oxoguian</p><p>dide o, kó um baba dide</p><p>40</p><p>Ajale go bele, irinian go bele, ipe já ago bele</p><p>Ago bele olu odo, e nin fara wo wo, oberi oman</p><p>E nin fara wo wo</p><p>Olu odo, e nin fara wo wo oberi oman e</p><p>nin fara wo wo</p><p>O luodo oxalá, enin fara wo wo oberi omam</p><p>41</p><p>O nissa a wure … sá wurá ajé o nissa a wure</p><p>oberi omam, o nissa a wure sá wurá ajé o</p><p>baba, o nissa a wure oberimam</p><p>Cantigas cortejo de Orixás</p><p>1 – Orun yen yen olerí wô, orun yen yen, Orun yen yen olerí, wô orun yen yen. Omin Orô Odô Mojubare, Baba Odê eró,</p><p>Omin Orô Odô Mojubare, Baba Odê eró. Yá Massemale Murelê wô, orun yen yen olerí wô.</p><p>2 – Erun pô pô, erun yen yen, Baba mi kopê mí wô.</p><p>3 – Agogo mi fá orun awô, o leri wô, agogô mi fá Odará o leri wô</p><p>4 – Baba Já koto apá odê, Baba Mo kun abó</p><p>5 – Orixá kê mi sebe wá.</p><p>6 – Ibá Ilê Kossa arê, Ibá Ilê Kossa arê, Ko omo orê jé, Ko omo oré jô, ko má arô, Obá ejô e ...</p><p>7 - Olorê xalarê, Camurá Didê, Olorê xalarê Bací lotun, Alaketurê.</p><p>Cantiga para recolher Orixás de Yawô a pôs o (hum)</p><p>– Ae Yawô keerê, um Pá depo vodun ocí de wá</p><p>Esta cantiga a seguir serve para todos os Orixás - Ritmo Vamunha</p><p>– Vere Vamunha Varun vere, Ma hun wá hun</p><p>Esta cantiga a seguir para recolher Oxum – Ritmo Egô</p><p>- Iabá ke ni jó, jobá um belé, ke ni jó ibá wô</p><p>Esta cantiga a seguir para recolher Oxum – Ritmo Ijexá</p><p>- Oxum pê bá mi olô, Oxum axô pê bá mi olô, xau erê ye ye wô Oxum Axô pê bá mi olô. Esta cantiga a seguir para</p><p>recolher Oyá – Ritmo Adabí</p><p>Sele bé, sele bé a um ló, sele bé, Oyá mokê jô.</p><p>Esta cantiga a seguir para recolher Xangô - Ritmo Alojá</p><p>- Odara wô, nilê kê, Obá xirê</p><p>108 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Esta cantiga a seguir para recolher Oxossí – Ritmo Adabí</p><p>- Ocí edá um ló, Akorô pá, Alore kô omo Ajô, Ocí edpa um ló, akorô pá, Akorô pá e…</p><p>Esta cantiga a seguir para recolher Oxossí – Ritmo Adabí</p><p>Oxe dada oxe Alaketu kabó</p><p>Esta cantiga a seguir para recolher Ogum – Ritmo Vamunha</p><p>Ilá Ogum pá, nilê awá nají, Ogum Onirê ibê nado, Ogum Onirê Bá ilê bá um lô, werê werê ewê Ogum Onirê Bá ilê Bá um</p><p>ló.</p><p>Esta cantiga a seguir para recolher Ogum – Ritmo Ijexá</p><p>- Ogum Kó ibê ewá narê, Ibe Edé Anarê</p><p>Esta cantiga a seguir para recolher Todos os Orixás – Ritmo Vamunha.</p><p>- Kolê mina kolê tê. Ké ké omim nagô</p><p>Esta cantiga a seguir para recolher Todos os Orixás – Ritmo Vamunha</p><p>Ae ipopo odê, ipopo odê, ipopo odê ibá um ló.</p><p>Cantigas para Saída de Orixás</p><p>- Agô lonan o e, dide má dá agô, agô lonan, Agô lonan e, dide má dá agô, Agô agô lonan, Agô lonan e, dide má dá agô,</p><p>Agô agô lonan. Oro lá yó, oro wá xinxé wô, Agô lonan e, dide má dá agô, agô lonan - Odurô bê wá golonan e, E é um</p><p>bó kê wá wô.</p><p>Cantigas para tirar Orixás Ogum, Oxossí, Omolu, Ossaim, Oxoguian Ritmo Adabí</p><p>- Ago e bibi wô, ago e bibi wô, kinijá e mata kô, kinijá e mata kô</p><p>Cantigas para tirar Orixás Yabás - Ritmo Jinká</p><p>Nilê nilê nilê mata kô, IABA Oxum mata kô nilê, Agô nilê agô, agô nilê agô. - Nilê nilê nilê mata kô, Yá Iemanjá</p><p>mata</p><p>kô nilê, Agô nilê agô, agô nilê agô. - Nilê nilê nilê mata kô, Yá Iabá mata kô nilê, Agô nilê agô, agô nilê agô.</p><p>Nomes dos ritmos e significados</p><p>-Adabí Significa Bater para nascer</p><p>-Adarrum direcionado a todos os Orixás</p><p>-Aguere traduzido diz lentidão, Toque de Oxossí</p><p>-Alujá Significado Perfuração toque dedicado a Xangô</p><p>-Bravun Dedicado a Oxumarê</p><p>-Huntó Ritmo de Origem fon, para Bessen e de mais vodun.</p><p>- Igbin Significado Caracol o toque descreve a viagem de um Ancião, toque para Oxalufã</p><p>-Ijesa Dedicado a Oxum</p><p>109 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>-Ilu Termo Iorubano que significa Tambor</p><p>-Bata Significa Tambor para o culto Egungun e Xangô e alguns outros Orixás</p><p>-Okorin,Ewe Original de Irawo cidade onde se cultua Ossain, Significado é Canção das folhas</p><p>-Oguele Ritmo destinado a Obá e executado para os cânticos de Ewá</p><p>-Opanije Dedicado a Obaluayê Significado matar e comer</p><p>-Sato Oxumare,Nanã</p><p>Significado Manifestação do Sagrado</p><p>-Tonibobé significado pedir e adorar com justiça, tocado para Xangô</p><p>Cânticos</p><p>Saída de Iawô</p><p>Obrigação de 7 anos (Deká) Confirmação de Ogan e Ekedjí</p><p>Saída de Iawô</p><p>A saída de Iawô é a continuação da Iniciação do noviço em que é realizada a festividade para que todos possam ver e</p><p>assistir, ser testemunha da aquela feitura, em alguns axés o yawô não dar o orunkó na sala na festividade, sendo assim</p><p>somente a festa para apresentar seu Orixá e não o seu nome. Em outros axés sim seguido de um preceito anterior ao</p><p>nome que tem 3 saídas. Obs. varia de axé para axé, e de raiz para raiz em que, cada um segue seus costumes e tradições.</p><p>Neste modulo mostro o mais usado e é o que eu faço dentro do (Alaketu)</p><p>Primeira saída em que o Iawô saída na sala de candomblé acompanhado de seu Babalorixá, Ekedjí e sua mãe Criadeira</p><p>que carrega a sua enin para saudar o Ilê, e fazer reverência a Onilé, Cumeeira, Arí Axé e o Peji dentro dos preceitos de</p><p>iniciação conforme em seu axé.</p><p>Iawô Filho do segredo</p><p>A iniciação é um rito de passagem, uma morte simbólica que transforma um homem comum em um instrumento do</p><p>Orisa, em um "elegun", pessoa sujeita ao transe de possessão, a emprestar seu corpo para que Orisa viva entre nós mais</p><p>uma vez, por um período de horas ou dias. O iniciando passa por ritos complexos, de isolamento e segregação, de</p><p>silencio absoluto, entre muitos segredos, de oferendas de alimentos, de curas ( segredos sagrados que definem os</p><p>futuros sacerdotes), simbolizando uma volta ao útero da Mãe Terra, de onde renascerá, não um homem comum, mas o</p><p>instrumento de um Orisa, que por sua boca e seu corpo falará e se manifestará, aumentando assim seu conhecimento e</p><p>o de todos os outros crentes.</p><p>Sua apresentação , já com sua nova personalidade e seu novo nome, ao público do Templo e da cidade, transforma-se</p><p>então em uma festa de cores e de beleza inenarrável, aonde todos comparecem desejosos de compartilhar Axé (palavra</p><p>que define nossa Religião : A/Awa: nós, xé: realizar, Axé – nós realizamos). Por várias vezes o neófito é apresentado ao</p><p>povo, vestido e pintado com cores próprias do Orisa ao qual é consagrado, ao som dos tambores e de ritmos e cantigas</p><p>tão antigos quanto a vida dos homens neste mundo. E a cada troca de roupas, mais o Axé se espalha pelo Templo,</p><p>culminando com a vinda dos Orisa, que vêm brincar e falar com seus filhos diletos, demonstrando sua satisfação por</p><p>mais uma etapa cumprida.</p><p>Cada item tem seu significado nesta hora. A pena vermelha, chamada "ekodide", que o elegun carrega em sua cabeça,</p><p>simboliza realeza, honra, status adquirido pelo fato de ele ter se iniciado para ser um novo sacerdote dedicado ao culto</p><p>daquele Orisa. As pinturas em cor branca, azul e vermelha, feitas a partir de substâncias vegetais e minerais, são os</p><p>símbolos dos líquidos vitais de animais, plantas e do próprio ser humano, essenciais para a nova vida do iniciado.</p><p>A melhor roupa vestida por ele, por sua família, e por todos os presentes, demonstram o respeito e o apreço por Orisa.</p><p>Como se fossem se apresentar frente a reis, nada menos que o melhor é permitido, uma vez que muitos reis são os</p><p>representantes de nossos Orisa neste mundo, descendentes diretos que aqui ficaram para perpetuar sua força vital. Isto</p><p>se estende aos alimentos e bebidas, cuja qualidade é severamente observada, aos animais oferecidos, às contas para a</p><p>confecção de colares, e a todos objetos que compõem o Ebo. O bom não é suficiente, só o melhor é dado para o Orisa.</p><p>Por muitos dias o neófito irá carregar consigo um colar especial de sagração no pescoço, simbolizando seu amor,</p><p>110 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>devoção e sujeição ao Orisa. Neste período também cumprirá resguardo sexual, porque esta energia não pode ser</p><p>desperdiçada, toda sua força energética deve estar centrada em Orisa. Comerá comidas especiais, dormirá no chão, em</p><p>uma esteira, aprenderá com os mais velhos as orações e cânticos de seu Orisa. É um tempo de amor, dedicação e</p><p>aprendizado, um reaprender a viver, uma inserção do sagrado no cotidiano, uma experiência que não pode ser descrita,</p><p>mas sim vivida.</p><p>E a possessão faz parte de tudo isso, um ser dominado; um compartilhar corpo e espírito com Orisa; um ser o deus e</p><p>voltar a ser o homem; sem a menor possibilidade de interferência, em que a perda de vontade própria e a submissão são</p><p>aprendidos sem que se ensine ou aprenda, por instinto e memória ancestral. Algo de tribal, algo de divino, algo de</p><p>humano, algo de fantástico. Ser para saber.</p><p>E, ao fim de tudo, o elegun reaprende os atos do dia a dia, retoma sua vida diária, mas para ele estará em primeiro lugar</p><p>e sempre o Orisa. E, conhecendo através do oráculo sagrado, o Ifá, suas interdições, as proibições que Orisa e ancestrais</p><p>lhe deram durante sua iniciação, ele conhecerá seu lugar na rígida hierarquia tribal, familiar e religiosa e viverá melhor</p><p>sendo um "omo awo", filho do segredo, do que sendo tão somente um ser humano.</p><p>Fonte de pesquisa - Orossi. Jose Antonio de Almeida. Toluaye. Lokanfu.</p><p>1º Saída de Iawô. Ritmo Egô</p><p>1- Kê awô... kê Ajô... A já wê nin, kê awô, kê awô, kê Ajô, Kê awô kê Ajô awô belé.</p><p>Depois de ter se apresentado ao Ilê com seu Adobá lê, aos pejis sagrados, Antes de entrar para o Hon có.</p><p>Cantase...</p><p>2 – A já wê nin, A já wê nin, Olorun Orixá Kójá Berê.</p><p>2º Saída de Iawô. (Acodidé) ritmo egô</p><p>3 - Acodidé ikó fé Iawô. Ofere ejé... Nesta cantiga o Iawô sai na para dar uma volta saudando o axé com seu Jinká,</p><p>apresentando seu Acodidé. Mostrando orgulhosamente que é iniciado. Depois dos preceitos na sala, o iawô volta ao</p><p>Hom có, para se preparar para 3º saída e dar seu nome. OBS como eu disse anteriormente, em alguns axés o iawô não</p><p>dá o nome na sala com sua roupa de luxo.</p><p>3º Saída do Iawô – ritmo Jinká</p><p>4 - Odurô Dê wá Agô Olonã e... E... é um bó kê awô Odurô Dê wá Agô Olonã e... E... é um bó kê awô</p><p>Após ter saudado a casa ao som desta cantiga o Iawô para em frente ao atabaque para que seja feita ás honras para que</p><p>sei nome seja dito ao axé, esta hora o Babalorixá ou Ialorixá escolhe um convidado que tenha suas obrigações em dia</p><p>com seus 7 anos de iniciado concluído para ser padrinho de orun kó do Iawô. E após o Iawô ter dado seu orun kó</p><p>cantase</p><p>Ritmo - Egô</p><p>5 - A inan inan, Kê nífá ojí, orixá zuelo</p><p>E todos os noviços presente na sala sem seus 7 anos dado. Se entregam aos seus orixás em sinal de respeito</p><p>e reverencia a iniciação ali apresentada ao público e ao orun.</p><p>6 – Erun popo erun, nhé nhé, Baba mí kó pê mio</p><p>7 – Agogo ifá orun awô, o lé Yô, Agogo ifá Odará, O lé Yô.</p><p>Depois destas cantigas em que o Orixá do Iawô dança após o nome dado canta-se para entrar para o hon kó, para</p><p>colocar sua rouba de rum para sua última Saida.</p><p>Cantiga para recolher o Iawô após o, orun kó</p><p>8 - Iawô um bolonã, Iawô um bolonã, Orixá</p><p>então procurar por Orumilá e pedir-lhe um conselho para evitar a derrota</p><p>quase certa. O adivinho mandou que ele subisse uma pedreira e lá aguardasse,</p><p>pois receberia do céu a iluminação do que deveria ser feito. Xangô subiu e quando</p><p>estava no ponto mais alto do terreno foi tomado de extrema fúria. Pegando seu</p><p>oxê, machado de duas lâminas, começou a quebrar as pedras com grande</p><p>violência. Estas ao serem quebradas, lançavam raios tão fortes que em instantes</p><p>transformaram-se em enormes línguas de fogo que, espalhando-se pela cidade,</p><p>6 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>mataram uma grande quantidade de guerreiros inimigos. Os que restaram apavorados procuraram os soldados de</p><p>Xangô e renderam-se imediatamente pedindo clemência. Levados os presos elegeram um emissário para servir-lhes de</p><p>porta voz. O homem escolhido foi logo se atirando aos pés de Xangô. Desculpou-se pedindo perdão. Humilhando-se,</p><p>explicou que lutavam, não por vontade própria, e sim forçada por um monarca, vizinho de Oió, que tinha um grande</p><p>ódio de Xangô e os martirizava impiedosamente. Xangô, altamente perspicaz, enxergou nos olhos do guerreiro que ele</p><p>falava a verdade e perdoou a todos, aceitando-os como súditos de seu reino. Assim tornou-se conhecido como o orixá</p><p>justiceiro que perdoa quando defrontado com a verdade, mas que queima com seus raios os mentirosos e delinqüentes.</p><p>Lenda de Xangô</p><p>Talvez estejamos diante do Orixá mais cultuado e respeitado no Brasil. Isso porque foi ele o primeiro Deus Iorubano, por</p><p>assim dizer, que pisou em terras brasileiras. Xangô é um Orixá bastante popular no Brasil e às vezes confundido como um</p><p>Orixá com especial ascendência sobre os demais, em termos hierárquicos. Essa confusão acontece por dois motivos: em</p><p>primeiro lugar, Xangô é miticamente um rei, alguém que cuida da administração, do poder e principalmente da justiça -</p><p>representa a autoridade constituída no panteão africano. Ao mesmo tempo, há no norte do Brasil diversos cultos que</p><p>atendem pelo nome de Xangô. No Nordeste, mais especificamente em Pernambuco e Alagoas, a prática do candomblé</p><p>recebeu o nome genérico de Xangô, talvez porque naquelas regiões existissem muitos filhos de Xangô entre os negros</p><p>que vieram trazidos de África. Na mesma linha de uso impróprio, pode-se encontrar a expressão Xangô de Caboclo, que</p><p>se refere obviamente ao que chamamos de Candomblé de Caboclo. Xangô é pesado, íntegro, indivisível, irremovível;</p><p>com tudo isso, é evidente que certo autoritarismo faça parte da sua figura e das lendas sobre suas determinações e</p><p>desígnios, coisa que não é questionada pela maior parte de seus filhos, quando inquiridos. Suas decisões são sempre</p><p>consideradas sábias, ponderadas, hábeis e corretas. Ele é o Orixá que decide sobre o bem e o mal. Ele é o Orixá dos raios</p><p>e dos trovões. Na África, se uma casa é atingida por um raio, o seu proprietário paga altas multas aos sacerdotes de</p><p>Xangô, pois se considera que ele incorreu na cólera do Deus. Logo depois os sacerdotes vão revirar os escombros e cavar</p><p>o solo em busca das pedras-deraio formado pelo relâmpago. Pois seu axé está concentrado genericamente nas pedras,</p><p>mas principalmente naquelas resultantes da destruição provocada pelos raios, sendo o Meteorito é seu axé máximo.</p><p>Xangô tem a fama de agir sempre com neutralidade (a não ser em contendas pessoais suas, presentes nas lendas</p><p>referentes a seus envolvimentos amorosos e congêneres). Seu raio e eventual castigo são o resultado de um quase</p><p>processo judicial, onde todos os prós e os contras foram pensados e pesados exaustivamente. Seu Axé, portanto está</p><p>concentrado nas formações de rochas cristalinas, nos terrenos rochosos à flor da terra, nas pedreiras, nos maciços. Suas</p><p>pedras são inteiras, duras de quebrar, fixas e inabaláveis, como o próprio Orixá. Xangô não contesta o status de Oxalá de</p><p>patriarca da Umbanda, mas existe algo de comum entre ele e Zeus, o deus principal da rica mitologia grega. O símbolo</p><p>do Axé de Xangô é uma espécie de machado estilizado com duas lâminas, o Oxé, que indica o poder de Xangô, corta em</p><p>duas direções opostas. O administrador da justiça nunca poderia olhar apenas para um lado, defender os interesses de</p><p>um mesmo ponto de vista sempre. Numa disputa, seu poder pode voltar-se contra qualquer um dos contendores, sendo</p><p>essa a marca de independência e de totalidade de abrangência da justiça por ele aplicada. Segundo Pierre Verger, esse</p><p>símbolo se aproxima demais do símbolo de Zeus encontrado em Creta. Assim como Zeus, é uma divindade ligada à força</p><p>e à justiça, detendo poderes sobre os raios e trovões, demonstrando nas lendas a seu respeito, uma intensa atividade</p><p>amorosa. Outra informação de Pierre Verger especifica que esse Oxé parece ser a estilização de um personagem</p><p>carregando o fogo sobre a cabeça; este fogo é ao mesmo tempo o duplo machado, e lembra certa forma a cerimônia</p><p>chamada ajerê, na qual os iniciados de Xangô devem carregar na cabeça uma jarra cheia de furos, dentro da qual queima</p><p>um fogo vivo, demonstrando através dessa prova, que o transe não é simulado. Xangô, portanto já é adulto o suficiente</p><p>para não se empolgar pelas paixões e pelos destemperos, mas vital e capaz o suficiente para não servir apenas como</p><p>consultor. Outro dado saliente sobre a figura do senhor da justiça é seu mau relacionamento com a morte. Se Nanã é</p><p>como Orixá a figura que melhor se entende e predomina sobre os espíritos de seres humanos mortos, Eguns, Xangô é</p><p>que mais os detesta ou os teme. Há quem diga que, quando a morte se aproxima de um filho de Xangô, o Orixá o</p><p>abandona, retirandose de sua cabeça e de sua essência, entregando a cabeça de seus filhos a Obaluaiê e Omulu sete</p><p>meses antes da morte destes, tal o grau de aversão que tem por doenças e coisas mortas.</p><p>Deste tipo de afirmação discordam diversos babalorixás ligados ao seu culto, mas praticamente todos aceitam como</p><p>preceito que um filho que seja um iniciado com o Orixá na cabeça, não deve entrar em cemitérios nem acompanhar a</p><p>enterros. Tudo que se refere a estudos, as demandas judiciais, ao direito, contratos, documentos trancados, pertencem a</p><p>Xangô. Xangô teria como seu ponto fraco, a sensualidade devastadora e o prazer, sendo apontado como uma figura</p><p>vaidosa e de intensa atividade sexual em muitas lendas e cantigas, tendo três esposas: Obá, a mais velha e menos amada;</p><p>Oxum, que era casada com Oxossi e por quem Xangô se apaixona e faz com que ela abandone Oxossi; e Iansã, que vivia</p><p>7 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>com Ogum e que Xangô raptou. No aspecto histórico Xangô teria sido o terceiro Aláàfin Oyó, filho de Oranian e Torosi,</p><p>e teria reinado sobre a cidade de Oyó (Nigéria), posto que conseguisse após destronar o próprio meio-irmão Dada-Ajaká</p><p>com um golpe militar. Por isso, sempre existe uma aura de seriedade e de autoridade quando alguém se refere a Xangô.</p><p>Conta a lenda que ao ser vencido por seus inimigos, refugiou-se na floresta, sempre acompanhado da fiel Iansã,</p><p>enforcou-se e ela também. Seu corpo desapareceu debaixo da terra num profundo buraco, do qual saiu uma corrente de</p><p>ferro - a cadeia das gerações humanas. E ele se transformou num Orixá. No seu aspecto divino, é filho de Oxalá, tendo</p><p>Yemanjá como mãe. Xangô também gera o poder da política. É monarca por natureza e chamado pelo termo obá, que</p><p>significa Rei. No dia-adia encontramos Xangô nos fóruns, delegacias, ministérios políticos, lideranças sindicais,</p><p>associações, movimentos políticos, nas campanhas e partidos políticos, enfim, em tudo que gera habilidade no trato das</p><p>relações humanas ou nos governos, de um modo geral. Xangô é a ideologia, a decisão, à vontade, a iniciativa. É a rigidez,</p><p>organização, o trabalho, a discussão pela melhora, o progresso social e cultural, a voz do povo, o levante, à vontade de</p><p>vencer. Também o sentido de realeza, a atitude imperial, monárquica. É o espírito nobre das pessoas, o chamado “sangue</p><p>azul”, o poder de liderança. Para Xangô, a</p><p>jé jé, Iawô um Bolonan</p><p>111 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Após todos estes oros a parte final para completar a saída do Iawô que é, a Saída de luxo do Orixá em que</p><p>dançara o seu hum.</p><p>Cantiga para orixá do Iawô sair para dançar seu hum</p><p>ritmo Jinká</p><p>9 - Agô lonan e, Didê ma adá agô, Agô, Agô lonan.</p><p>E assim o Orixá estará presente para dançar, comemorando a iniciação de seu (Elegun).</p><p>Iawô</p><p>São os novos iniciados de Orixá da Casa de Candomblé, durante o período de sete anos, e serão subordinados pelas</p><p>pessoas de Cargos/Posto da casa. E deve obediência aos seus mais velhos. E deverão concluir suas obrigações de 1, 3 e 7</p><p>anos. Ser Iyawo, além de outros preceitos, é permanecer recolhido por um período de 21 dias, passando por doutrinas e</p><p>fundamentos, para conceber a força do Orixá. Saem da vida material e nascem na vida espiritual com um novo nome</p><p>orùnkò. O Mòócan e os Delègún são os comprovantes e o diploma</p><p>Obrigação de 7 anos</p><p>(Odun Ijé) ou Odun Ejé (a pronúncia do acento é fechada). É uma das maiores obrigações de uma casa de Candomblé,</p><p>que todos os iniciados serão obrigados a tomar sem exceção. Com essa obrigação o iniciado poderá receber posto,</p><p>cargo, título e direitos de independência do seu babalorixá.</p><p>Só quando fizer a obrigação de sete anos Odun ejé é que será considerado um Egbomi.</p><p>A obrigação de sete anos é tão grande e importante quanto a feitura, nessa obrigação é que será definido se o</p><p>Egbomi irá abrir uma casa ou não. A Iyalorixá entregará para o Egbomi no ato da festa seus pertences (jogo de</p><p>búzios, pembas, favas, sementes, tesoura, navalha, tudo que vai precisar para iniciar Iaôs) no Ketu é chamado Odu Ijê</p><p>com Oyê, em outras nações é chamado de Deká, Peneira, Cuia, etc.</p><p>Caso o Orixá da pessoa não queira abrir uma casa e queira continuar na roça da Iyalorixá, o Orixá depositará os objetos</p><p>recebidos nos pés da Iyalorixá e sua filha não abrirá uma casa, continuará na roça onde normalmente receberá um posto</p><p>para ajudar a Iyalorixá.</p><p>Quando o Orixá aceita a Egbomi receberá todas as homenagens dos presentes pois está sendo consagrada como uma</p><p>nova Iyalorixá se for homem Babalorixá. Nesse caso terá que providenciar uma casa para onde será levado seu Orixá e</p><p>iniciar um novo Ile axé.</p><p>- OIYE - quer dizer título independência, são pessoas que já tomaram seus sete anos e necessitam de um TITULO</p><p>dado pelo seu babalorixá, para ser independente e Zelador (a) de Orixás, sacerdócio. Esse Oiye pode ser também um</p><p>cargo na casa do babalorixá onde fez a obrigação.</p><p>- DEKA - é autorização (direitos) de conduzir a sua própria casa de Candomblé, atendimento de seus adeptos e</p><p>consulentes, jogar búzios, tirar ebós e iniciar pessoas no Orixá, ou Vodum dependendo da nação etc. Na nação Jeje</p><p>receberá um Húnjèbé é o Título de sacerdócio exclusivo da nação Jeje e um amuleto do Egbòme, é o diploma dado pelo</p><p>Voduno para dar continuidade do aprendizado dos fundamentos dos Voduns.</p><p>OGAN / EKEDJÍ</p><p>Para os cargos ou postos de Ogan e Ekedi normalmente são pessoas escolhidas pela Iyalorixá ou por algum Orixá da</p><p>casa, serão pessoas de sua inteira confiança, pois ficarão com a responsabilidade de zelar da casa e da festa enquanto a</p><p>iyalorixá estiver em transe.</p><p>Uma vez que não entram em transe, Ogans e Ekedis passam por todos os preceitos que passam os Iaôs inicialmente e</p><p>até um determinado momento, mas durante o desenrolar da obrigação constatado que não entrará em transe, é</p><p>confirmado através do jogo de búzios no merindilogun o Orixá que trará o Orunkó do Ogan ou da Ekedi na festa.</p><p>Se foi escolhido pelo Orixá da Iyalorixá ou Babalorixá ou pelo Orixá de uma das Egbomis da casa, o Orixá que o escolheu</p><p>é que sairá no barracão acompanhando o iniciado. Nesse caso a festa não terá tantas saídas como as saídas de Iaô. Mas</p><p>no final terá o mesmo banquete de confraternização entre todos presentes.</p><p>Quanto ao resguardo e ewo também não será igual ao do Iaô, será de acordo com o jogo de búzios, mas geralmente é</p><p>de 21 dias de Quelê e normalmente cumpridos na roça, no caso de impossibilidade por motivo de trabalho, sai de manhã</p><p>para trabalhar e vem dormir na roça até terminar o período de Quelê. Normalmente o Ogan e a Ekedi não cumprem o</p><p>mesmo resguardo do Iaô, por não ter realizado todos os preceitos necessários ao último. Quando iniciados, equivalem</p><p>ao Ebômi em idade de santo, tendo, portanto, os 7 anos de idade perante os Iaôs.</p><p>112 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Cantigas de Oye. Obs iniciados que não tomaram sua obrigação de 7 anos não dançam oye. Oye e quem tem</p><p>posto de Oloyê, Adjoyê e Egbomi. (Tradição hierarquia)</p><p>Esta cantiga pode ser cantada após a entrega da cuia ou deká, quando se comprovado que serás um</p><p>Babalorixá ou Iálorixá.</p><p>Esta cantiga não se canta para Ogan ou Ekedji.</p><p>1- Para Iálorixá ritmo Jinká</p><p>Ialorixá Alá durê wá ossá, awá nibô, Iyá Odurê xaxa ará.</p><p>2- Para Babalorixá ritmo Jinká</p><p>Babalorixá Awá durê wá ossá, awá ossá a odurê xaxa ará</p><p>Ás cantigas a seguir consagra Ogans Ekedjis e Egbomi</p><p>1 - Lô Oyê, lo oyê ocí lobê wá e, awá wá axé, awá axé, awá axé ô awô.</p><p>2 - Ibá Ibá awá, um axé um awô, Ibá ibá awá, um axé um awô, lô Oyê, lô oyê, um axé um awô.</p><p>3 – O bô bô, Orí lu Odô, o lorê, Já rin, mã a ijená, o lorê, o Lufã kaka ibí, o lorê Iemanjá borí ossun, o lorê, Bô bô nilê ní</p><p>wá. Nilê wô wô, nilê wô wô nilê wá, lokerê lê. Bô bô nilê ní wá. Nilê wô wô, nilê wô wô nilê wá, lokerê lê.</p><p>4 – Awá dê, odô ní wô, Awá dê, odô ní wô ocí leké, Odun bô bô, ladi jí, ocí relê, Awá dê odô ní wô, ocí leké.</p><p>5 – O ni yê, awá rêrê, o ní yê, awá rêrê a oyê, e iyá iyá sessu Ialorixá lê wá, ará atala, ketu lajê, e iyá iabá Emanjá kokê odô</p><p>wá rêrê a oyê.</p><p>6 – Eró tin kó ae, awá dele arô oyo, eró tin kó ae awá denan, awá dele arô oyo o ní yê.</p><p>7 – Agôgô urô urô, awá já lê wô, otin dé, ocí erelê Ogum alá koró, bôbô uré, bôbô uré wô A já lê, bô bô urê wô.</p><p>– Lece kô mafu, lece Orixá, Lece kô mafu, lece Orixá, Orixá weré wé, lece kô mafu, lece Orixá O ní yê.</p><p>8 – O fura Jenan, Odé Ká wurê, Omolu ará ayê.</p><p>Depois que eu canto esta sequência de cantigas, gosto de cantar para a raiz que nos cede este título (Alaketu)</p><p>Ritmo - Adabí</p><p>9 – Alá IMORA Bací lotun, Alá imora o luwô, Alaketurê, Alá imora</p><p>Em que todos que são de Ketu se cumprimentam, após tocasse a Vamunha para recolher os iniciados para se aprontarem</p><p>para seu hum</p><p>Qualidades de Orixás– Exú</p><p>Exú Agbà: O ancestral, epí�teto referente a� sua antiguidade.</p><p>Exú Igbá Ketá: O Exu� da terceira cabaça.</p><p>Exú Okòtò: O Exu� do caracol o infinito.</p><p>Exú Oba Babá Exú: O rei pai de todos os Exu� s.</p><p>Exú odàrà: O Senhor da felicidade ligado a Orinxa`la� .</p><p>Exú Òsíjè: O mensageiro divino.</p><p>Exú Elérú: O Senhor do carrego ritual.</p><p>Exú Enú Gbáríjo: A boca coletiva dos Orixa� s.</p><p>Exú Elegbárà: O Senhor do porder ma�gico.</p><p>Exú Bara: Senhor do corpo.</p><p>113 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Exú L´onan: O Senhor dos caminhos.</p><p>Exú OL`Obé: O Senhor da Faca.</p><p>Exú El`Ébo: O Senhor das oferendas.</p><p>Exú Alàfia: O Senhor da satisfaça# o Pessoal.</p><p>Exú Oduso: O Senhor que vigia os Odu� s.</p><p>Exú que acompanha vários Orixás</p><p>Exú Akesan:</p><p>acompanha Oxumare� , etc.</p><p>Exú jelu ou Ijelu: acompanha Oxalufa# .</p><p>Exú Ína: responsa� vel pela cerimo& nia do Ipade regulamentando o ritual.</p><p>Exú Onan: acompanha Oxum, Oya� , Ogum, responsa� vel pela porteira de Ketu.</p><p>Exú Ajonan: tinha o seu culto forte na antiga regia#o</p><p>Ijesa.</p><p>Exú Lálú: acompanha Ode� , Ogum, Oxala� etc...</p><p>Exú Igbárábò: acompanha Yemanja� , Xango& , etc...</p><p>Exú Tiriri: acompanha Ogum.</p><p>Exú Fokí ou Bàra Tòkí: acompanha Oya� e va� rios Ori-</p><p>xa� s. Exu�</p><p>Lajìkí: acompanha Omolu Nana# etc...</p><p>Exú Síjídì: acompanha Osogiyan.</p><p>Exú Langìrì: Acompanha Osogiyan.</p><p>Exú Àlé: Acompanha Omolu.</p><p>Exú Alakeù: Acompanha Oxo� ssi.</p><p>Exù Órò: Acompanha Ode� , Logum.</p><p>Exú Tòpá/Eruè: Acompanha Ossayin.</p><p>Exú Aríjídi: Acompanha Oxum.</p><p>Exú Ijedé: Acompanha Logun.</p><p>Exú Asaná: Acompanha Oxum.</p><p>Exú Jinà: Acompanha Oxumare� .</p><p>Exú Ijenà: Acompanha Ewa� .</p><p>Exú Jeresú: Acompanha Obaluaiye.</p><p>Exú Iroko: Acompanha Iroko.</p><p>Qualidades de Orixás – Ogum</p><p>Ogum Meje- ou Mejeje, aquele que toma conta das sete entradas da cidade</p><p>de Ire& , ligado a Exu� , o guardia# o das casas de Ketu. Ogun Je Ajá ou Ogum Já</p><p>como foi conhecido- Um de seus nomes em raza# o de ter a prefere&ncia em</p><p>receber ca# es (so� na A7 frica) como oferenda, tem ligaça# o com Oxaguiam e</p><p>Yemanja� . Ogum Àmènè ou Omini-tem ligaça# o</p><p>com Oxum, ligado aos Ijexa� s, sua conta e� verde clara.</p><p>Ògum Akoró. E7 o Ogum que usa o mariwo� como coroa, sua roupa e� o</p><p>mariwo� , toma conta da casa do Oxala� , muito ligado a Oxossi e na# o come mel.</p><p>Ogum Onire- E7 o titulo de Ogum filho de</p><p>Onire, qundo passou a reina em Ire, o Senhor de Ire& .</p><p>Ogum Wàrí: e� o dono dos metais dourados, ligado a Oxum, por isso o mais</p><p>requintado dentre todos os Oguns. Ha� va� rios nomes de Ogum fazendo alusa# o</p><p>a� s cidades de Ondo,</p><p>Ekiti onde tambe�m ha� seu culto etc. O Orixa� possui va� rios nomes na A7 frica como no</p><p>Brasil e com isso ganha as suas particularidades e costumes. Teremos tí�tulos em</p><p>Damassa� , Lonan, Olupona# . Igbo& -Igbo& ,Eroto� , etc.</p><p>Qualidades de Orixás – Odé</p><p>Íbualámó-E7 velho caçador. Nasce nas a� guas mais profundas do rio Inrile� . Sua</p><p>vestimenta e� branca com bandas, saiote e capacete de palha da costa. Tem ligaça# o com</p><p>Omolu� e Oxum. Seu assentamento e diferente de todos.</p><p>Ínlè-E7 o novo caçador tem seu culto as margens do rio Irinle� , conhecido como caçador</p><p>d Ele fantes o marfin e� sua conta, tem ligaça# o com Oxuns, Oxaguia# e Yemanja� .</p><p>Dana dana´Tem fundamento com Exu� e Ossain. E7 ele o Orixa� que entra na mata da</p><p>morte e sai sem temer Egun e a pro� pria morte. Veste Azul claro, muito impetuoso e</p><p>foge a toa.</p><p>114 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Akueran- Tem como fundamento com Ogum e Ossaim. Muita de suas comidas sa#o oferecidas cruas. Ele e� o dono da</p><p>fartura. Ele mora nas profundezas das matas. Veste-se de Azul claro e tiras vermelhas; Suas contas sa# o verde claro.</p><p>Otin-Guerreiro e muito agressivo, vive intocado na mata, ligado a Ogum. Usa Azul claro, leva capangas, roupas de couro</p><p>de leopardo.</p><p>Kóifé- Na# o se faz no Brasil e na A7 frica, pois muito seus fundamentos esta# o extintos. Seus eleitos ficam um ano</p><p>recolhidos, tomando todos os dias banho das folhas. Veste vermelho, leva na ma# o uma espada e uma lança. Come com</p><p>Ossain e vive muito escondido dentro das matas, sozinho. Suas contas sa# o azuis claras, usa capangas e braceletes. Usa</p><p>um capacete que lhe cobre todo o rosto. Assenta-se Koife� e faz-se Ybo, Ynle� ou Oxum care: trinta dias apo� s, faz-se toda a</p><p>matança.</p><p>Kàré- ou Ore� lu� ere� , e� ligado a� s a� guas e a Oxum e logun Ede� e como eles exercem as mesmas forças a funço# es... Usa azul e</p><p>um Bante� dourado. Gosta de pentear-se, de perfume e de acaraje� . Bom caçador, mora sempre perto das fontes.</p><p>Ínsèéwé ou Oni Sewè- E7 o Senhor da floresta, ligado as folhas e a Ossain, com quem vive na matas. Veste Azul claro, e</p><p>banda de palha da costa, usa capacete quase tampando seu rosto.</p><p>Ìnfamí ou Infain- Ode� funfun, ligado a Oxaguian e Oxalufa# , so� usa branco e come abado.</p><p>Ajénìpapò- Ode� ligado as Iyamis Osoroga� , aquele que pode se aproximar e tambe�m a Oya� , o dono do Irukere.</p><p>Poderemos ainda encontrar: Ode� Etetu� ; Ode� Isanbo� , Ode� Omino� n, Ode� Oberun Ja� .</p><p>Otokán Sósó-Embora muitas veses seja citado como uma qualidade, na# o e� qualidade, e� um orí�kí� que significa o caçador que so�</p><p>tem uma flecha. Ele na# o precisa de mais nenhuma flecha porque jamais erra o alvo. Titulo que Oxossí� recebeu ao matar o</p><p>pa� ssaro de Iyami Ele�ye. Na#o fazendo parte do rol dos caçadores que possuí�am va� rias flechas, Oxossí� era aquele que so� tinha</p><p>uma flecha, Os demais erraram o alvo tantas vezes quantas flechas possuí�am, mas, Oxossí� com apenas uma flecha foi o u� nico</p><p>que acertou o pa� ssaro de í�yamim, ferindo-o com um tiro certeiro no peito. Por essa raza# o e� que ele na# o recebe mel, pois o mel</p><p>e� um dos elementos fabricado pelas abelhas, que sa#o tidas como animais pertecentes a Oxum, mas, tambe�m a� s ICyami Ele�ye.</p><p>Enta# o e� e� e�wo� ( proibiça#o) para Oxossi. Por essa raza#o tambe�m, e� que se da� para Oxossí� o peito das aves, como reminisce&ncia</p><p>desses ICta� n.</p><p>Qualidade de Orixás- Ossaim</p><p>Ko� si ewe� , Ko� si OC rí�sa� , ou seja, sem folhas na# o ha� Orixa� , elas sa#o</p><p>imprescindí�veis aos rituais do Candomble� . Cada Orixa� possui suas</p><p>pro� prias folhas, mais so� Ossaim (OC sanyí�n) conhece os seus segredos,</p><p>so� ele sabe as palavras (ofo� ) que despertam o seu poder, a sua força.</p><p>Ossaim desempenha uma funça# o fundamental no Candomble� , visto</p><p>que sem folhas, sem a sua presença, nenhuma cerimo& nia pode</p><p>realizar-se, pois ele tem o axe� que desperta o poder do ‘sangue verde</p><p>das folhas. Ossaim e� o grande feiticeiro, que por meio das folhas pode</p><p>realizar curas e milagres, pode trazer progresso e</p><p>riqueza, E7 nas folhas que esta a</p><p>cura para todas as doenças do corpo ou</p><p>espí�rito. Por tanto, precisamos lutar por sua preservaça# o, para que</p><p>conseque&ncias desastrosas na#o atinjam os seres humanos.</p><p>A floresta e a casa de Ossaim, que divide com outros</p><p>Orixa� s do mato, como Ogum e Oxossí�, o seu territo� rio por excele&ncia,</p><p>onde as folhas crescem em seu estado puro, selvagem, sem a</p><p>interfere&ncia do homem; e� tambe�m o territo� rio do medo, do</p><p>desconhecido, motivo pelo qual nenhum caçado deve penetrar na floresta na mata sem deixar na estrada algumas</p><p>oferendas, como alho, fumo ou bebida. Medo que? Medo dos encantamentos das flores-</p><p>tas, medo do poder de Ogum, de Oxossí�, de Ossaim; respeito pelas forças vivas da natureza, que na# o permitem a pessoas</p><p>impuras</p><p>ou mal-intencionadas penetrar em sua morada. Se nela entrarem, talves jamais encontrem o caminho de volta. Ossaim teria</p><p>um auxiliar que se responsabilizaria por causar terror em pessoas que entram na floresta que fuma cachimbo (figura bastante</p><p>pro� xima ao Saci-perere& ), possui o olho pequeno o outro grande (ve& com o menor) e tem uma orelha pequena e a outra grande</p><p>( ouve com a menor). Muitas vezes Aroni e� confundido com o pro� prio Ossaim, que, segundo dizem, tambe�m possuem uma</p><p>u� nica perna. Na#o se pode por isso confundi Ossaim com o Saci-perere& , que e� um personagem do folclore Brasileiro. Ossaim e�</p><p>Orixa� de grande fundamento, que possui uma so perna porque a a� rvore, base de todas as folhas possui um so� tronco. De</p><p>acordo com a hiato� ria desse Orixa� , ha� uma rivalidade entre Ossaim e Orunmila� , que reflete, na verdade, a antiga disputa entre</p><p>os Oní�í�segu� n- mestre em medicina natural que dominava o poder das folhas- e os Babalawo� - sacerdotes versados no</p><p>profundos miste� rios do cosmo e do destino dos seres, os pais do segredo. Ossaim e� um Orixa� origina� rio da regia# o de Irao� , na</p><p>Nige�ria, muito pro� xima com a fronteira com o antigo Daome� . Na# o faz parte, como muitos pensam do pantea#o Jeje assimilado</p><p>pelos Nago& s, como Nana# , Omolu� , Oxumare� e Ewa� . Ossaim e� um Deus origina� rio da etinia Ioruba. Contudo, e� evidente que entre</p><p>os Jeje havia um deus responsa� vel pelas folhas, e A7 gue e� o seu nome, por isso Ossaim dança bravun e Sato, a exemplo dos</p><p>deuses do antigo Daome� . Uma fusa# o latente refere-se ao sexo de Ossaim; e� preciso esclarecer que se trata de um Orixa� do sexo</p><p>masculino. Entre tanto, como feiticeiros e estudiosos das plantas, na# o tiveram tempo de relacionamentos amorosos. Sabe-se</p><p>115 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>que foi parceiro de Iansa# , mas o controvertido relacionamento com Oxossi, que niguem pode afirmar se foi ou na#o amoroso, e�</p><p>o mais comentado. Na verdade, Ossaim e Oxossi possui inu� meras afinidades: ambos sa# o Orixa� s do mesmo espaço, da floresta,</p><p>do mato, das folhas, grandes feiticeiros e conhecedores dos segredos da mata, da terra.</p><p>Qualidades de Orixás-Omolu</p><p>Akavan: tem ligaça# o com Oya� , veste estampado.</p><p>Azonsu ou Ajunsu: Tem fundamento com Oxumare� , Oxum</p><p>e Oxala� . Carrega lança e veste branco.</p><p>Azoane: E7 jovem, veste vermelho, palha vermelha tem caminhos com Iroko, Oxumare� , Iemanja e Oya� .</p><p>Arawe - Jagun: Tem fundamento com Oya� e Oxala� .</p><p>Ajoji- Jagun: tem fundamento com Ogum e Oxaguiam.</p><p>Avimanje: Tem fundamento com Nana# e Ossain e Ode� .</p><p>Ajoji-Segí/Jagun: Tem ligaça# o com Yemanja� e Oxumare/</p><p>Nana# .</p><p>Afomam: Veste a estopa e carrega duas bolsas de onde tira as doenças. Veste de amarelo e preto. Todas as plantas</p><p>trepadeiras pertencem-lhe. Tem caminhos com Oxumare� , Ogum de quem e� companheiro, dança cavando a terra com</p><p>intoto para depositar os corpos que lhe pertencem.</p><p>Agbagba Jagun: Tem fundamento com Oya� .</p><p>Itubé Jagum: E7 jovem e guereiro; leva na ma#o uma lança chamada oko� ; Tem caminhos com Ogunja� , oxaguiam, Ayra� ,</p><p>Exu� e Oxalufan. Na#o come feija# o preto e e� o u� nico que come</p><p>Igbin (Caracol).</p><p>Ípòpò: Tem forte fundamento com Nana# , usa Bioko& .</p><p>Tetu/Etetu Jagun: E7 jovem e guerreiro. Come com Ogum e</p><p>Oya� . Veste de branco, usa bioko& .</p><p>Agòrò: Veste branco, usa bioko& com franjas de palha.</p><p>Dizem que são 14 qualidades ou caminhos de Obaluaiye/Omolu/Jagun/ Sakpata. Teremos ainda Vários nomes, títulos</p><p>e qualidades parecidas: Ajágùnsí, Topodún, Janbèlé, Paru, Polipojí, Akarejebé, Aruajé, Ahojé, Ahoye, Olutapá, Sapatá,</p><p>Ainon wari warún, etc.</p><p>Qualidades de Orixás- Oxumaré</p><p>Dan- Corresponde ao nome Jeje de Oxumare� e, no Aleke� tu, constitui uma</p><p>qualidade deste u� timo: e� a cobra que participou da criaça# o. E7 uma</p><p>qualidade bene� fica, ligada a� chuva, a� fertilidade e a abundancia: gosta de</p><p>ovos e de azeite de dende& . Com tipo humano, e� generoso e ate� perdula� rio.</p><p>Dangbé- E7 um Oxumare� mais velho que seria o pai de Dan; governa os</p><p>movimentos dos astros. Menos agitado que Dan possui grande intuiça# o e</p><p>pode ser um divino esperto.</p><p>Becém- Dono do terreiro do Bogun, veste-se de branco e leva uma</p><p>espada. Bece�m e� um nobre e generoso guerreiro, um tipo ambicioso,</p><p>combativo de Oxumare� , menos afetado e menos superficial que Dan.</p><p>Aido Wedo - Tambe�m e uma qualidade de Oxumare� conhecida no</p><p>Bogun. Azunodor- E7 o prí�ncipe de branco que reside no Baoba� ,</p><p>relacionado com os antepassados; come frutas e “leva tudo de Dois”.</p><p>Frekuen- E7 o lado feminino dew Oxumare� , representado pela serpente</p><p>mais venenosa. O lado masculino de Oxumare� e� geralmente</p><p>representado pelo o arco-iris. O Orixa� possui ainda va� rios outros nomes</p><p>na A7 frica como no Brasil, que como acontesse com tosos os outros</p><p>Orixa� s, se referem a cidades, lendas ou cultos especí�ficos de uma</p><p>determinada região, e com isso ganha suas particularidades e costumes;</p><p>alguns desses outros nomes: Akemin, Botibinan, Besserin, Bafun,</p><p>Makor, Arrolo, Danbale, Foken, Darrame, Araka, Averecy, Akoledura</p><p>e Bakilá. É muitas vezes discutida também a sua natureza andrógina, ou</p><p>se quisermos, a sua dupla natureza masculina ou feminina.</p><p>116 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Qualidades de Orixás-Xangô</p><p>Alufan: E7 ide&ntico a um Aira� . Confundido com Oxalufan. Veste branco e suas ferramentas sa# o prateadas.</p><p>Alafim: E7 o dono do pala� cio real, governa-te de Oyo� . Ligado a Oxaguiam.</p><p>Afonjá: E7 o dono do talisma# ma� gico dado por Oya� a mando de Obatala� ; come com Yemanja� sua ma# e. Patrono de um dos</p><p>terreiros mais tradicionais da Bahia, o Axe� Opo& Afonja� , e� o Xango& da casa real de Oyo� .</p><p>Aganju: Veste marrom, Xango& guerreiro, feiticeiro, es-</p><p>treita ligaça#o com Yemanja�</p><p>Ogbonis. Agodo: aquele que usa dois Oxe&s. Veste marrom, ligado a Yemanja� .</p><p>Baru: Veste-se de marrom/preto. Ligaça# o com Yemanja� em tapa� e� Exu� , o u� nico que na# o pode comer Amala� . bain:</p><p>Veste-se marrom e ligado a Oya� .</p><p>Oranfé: E7 o justiceiro, reto e impiedoso, que mora na cidade de Ife� . Obalube: E7 o grande rei, ligado</p><p>a Oba, Oxum e Oya� .</p><p>Os airás são mais velhos, fazem parte da familha da dinastia Ifé/ Oió, suas contas são brancas rajadas de</p><p>vermelho ou marrom.</p><p>Airá Intilè- Veste branco/azul claro, aquele que carrega lufan nas costas.</p><p>Airá Igbonam: E7 considerado o pai do fogo, tanto que na maioria dos terreiros, no me&s de junho de cada ano, acontece</p><p>afogueira de aira� , rito em que ibona# dança sempre</p><p>acompanhado de inhança# , dançando e cantando sobre as brasas escaldantes da fogueira.</p><p>Airá Modé: E7 o eterno companheiro de Oxaguia# , so� veste branco e na# o come dende& , sua conta leva segui. Aira� Adjaosí�: Velho</p><p>guerreiro veste branco, ligado a Yemanja� . Poderemos encontrar va� rios nomes/ tí�tulos ainda para o mesmo Xango& : Oloroke� ;</p><p>Jakuta� ; Dada� ; Ajaka� ; Oeonian; Oruga# ; Bayaní� seria sua irma# e um quinto Aira� chamado Deta� ,</p><p>Qualidade de Orixás-Oyá</p><p>Oyá Petu- Ligada a Xango& e ate� confunde-se com ele, Oya� dos raios.</p><p>Oyá Onira- Rainha da Cidade de Ira, a doce guerreira ligada as a� guas de</p><p>Oxum, veste rosa. Oyá Bagan-Oya� com fundamento com Oxossí�, Ossaim,</p><p>guerreira dos ventos das matas.</p><p>Oyá Senó ou Sinsirá- Oya� rarí�ssima, ligada a Yemanja� e Aira� .</p><p>Oyá Topé- mora no tempo ligado a Oxum e Exu� (alguns axe� s te&m como</p><p>igbale� ) Oyá Ijibé ou Ijibí- Veste branca ligada a Oxala� ao vento frio.</p><p>Oyá Kará- Veste a cor vermelha, ligada a Xango& , ao fogo, aquela que carrega</p><p>o ajere& fervendo na cabeça.</p><p>Oyá leié- O vento e dos pa� ssaros, veste estampado, ligada a ewa� .</p><p>Oyá Biniká- A senhora do vento quente, ligada a Oxumare� e Omolu. Oyás de</p><p>culto Igbalé:</p><p>Oyá Egunita-Igbale� , aqui vive com os mortos/eguns/veste branco e ma-</p><p>riwo, ligada a Oxala� , Nana# , e ao vento do banbuzal.</p><p>Oyá Funan- Igbale� , a que encaminha os mortos/eguns/veste branco e ma-</p><p>riwo, ligada a Oxala� , Nana# e ao cenntro do banbuzal.</p><p>Oyá Padá-Igabale� , a que ilumina ocaminho aos mortos/eguns/veste branco,</p><p>mariwo ligada a Oxala� , Nana# ao Banbuzal.</p><p>Oyá Tanan-Igbale� a quela que recebe no portal os mortos/egun/veste</p><p>branco e mariwo, ligada a Oxala� , Nana# ao Banbuzal teremos ainda vários</p><p>outros nomes, títulos e qualidades diversas, entre elas: Oyá Lodé, Tonin`bé,</p><p>Fakarebó, Adagambara, filiabá, Iyá Popo, Iyá Kodun, Abomì, etc.</p><p>Qualidades de Orixás-Obà</p><p>Obà Gideo.</p><p>Obà Rewa. Em qualquer das suas qualidades é uma guerreira destemida, mas</p><p>recentida. Veste-se de vermelho, branco e dourado. Carrega espada e escudo.</p><p>Gosta de Acarajé, Aberém, feijão fradinho, cabras, galinhas e coquéns. Recebe</p><p>culto ás quarta feiras e os seus filhos são em pequeno número.</p><p>Qualidades de Orixás- Ewà</p><p>Weá Gebeuyin: A primeira a surgir no mundo. Veste vermelho maravilha e</p><p>amarelo claro. Come com Omolu. Oya� e Oxum. Nas tempestades ela pode se</p><p>transformar numa serpente azulada.</p><p>117 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Ewá gyran: E7 a deusa dos raios do sol. Controla os raios solares para que eles na# o destruam a terra. E7 a formaça# o do</p><p>arco- Iris duplo que aparece em torno do sol. Metade e� Ewa� e a outra e� Bessem. Platina, rubi Ouro e bronze va# o em seu</p><p>assentamento. Come com Omolu, Oxum e Oxossí�.</p><p>Ewá Awò: A senhora dos miste� rios do jogo de Bu� zios. Divindade pouco cultuada</p><p>no Brasil tem enredo com Oya� , Oxossí� e Ossaim.</p><p>Ewá Bamio: A senhora das pedras preciosas, ligada a Ossaim.</p><p>Ewá Fagemy: A senhora dos rios encantados, ela e� quem tem o poder de fazer</p><p>surgir o arco-iris ne tem por obrigaça# o sustentalo no ce�u. Ligada a Aira, Oxum e</p><p>Oxala� .</p><p>Ewá Salamim: A senhora guerreira, jovem, habitante das florestas, muito</p><p>feminina e charmosa, ligada a Ode� e Yemanja� .</p><p>Oxum</p><p>Divindade calma, veste-se sempre de cores claras, de preferência amarelas</p><p>que é a sua cor consagrada; porém, dependendo da qualidade, òsun</p><p>guerreira pode vestir-se de cor de rosa, òsun velha de branco e azul claro;</p><p>òsun Ijimu, por exemplo, usa uma saia azul claro, òja e adé cor de rosa. Òsun</p><p>leva na mão direita seu leque ritual, o abèbé de latão ou qualquer outro metal</p><p>dourado, com uma sereia, um peixe ou até mesmo uma pequena pomba no</p><p>centro.</p><p>O número de òsun sendo de zesseis, o colar terá dezesseis fios, dezesseis</p><p>firmas (ou duas, ou quatro) que podem ser de divindades com as quais ela</p><p>tem afinidade, ou com as quais sua filha estiver relacionada: Òsòsi, Sàngó,</p><p>Yémánjá, por exemplo. Òsun dança os ritmos ijesa, com passos miúdos, segurando graciosamente a saia.</p><p>O toque Ijèsà é ritmado como o balanço das águas tranquilas, e muito apreciado pelos fiéis. Quando estão Presentes</p><p>Òsòsi e Logun Edé acompanham òsun. Ògún também dança com òsun os ritmos Ijèsà, assim como òsányín. No</p><p>terreiro jeje do Bogun, òsun (ÍYÁLODE) dança o bravum como Naná. Ela se banha no rio, penteia seus cabelos, põe</p><p>suas jóias, anéis e pulseiras. No dia do deká de uma filha de Yasan (Oya Bale) daquela casa, òsun manifestou-se</p><p>para disputar Sàngó, empurrando-a e dançando, provocante, diante do deus do trovão.</p><p>Dizem que há dezesseis òsun; obtive dados sobre as seguintes:</p><p>- ÒSUN ABALÔ é uma velha Òsun, de culto antigo, considerada Iyá Ominibú, tem ligação com Oyá, Ogun e Oxóssi,</p><p>veste-se de cores claras, usa abebé e alfange.</p><p>- ÒSUN IJÍMU ou Ijimú é outro tipo de Òsun velha. Veste-se de azul claro ou cor de rosa. Leva abèbé e alfange, tem</p><p>ligação com as Iyamís, é responsável por todos os Otás dos rios.</p><p>- ÒSUN ABOTÔ também uma velha oxum de culto antigo, ligada as</p><p>Iyamís, feiticeira, carrega abebe e alfange, tem ligação com Nanã,</p><p>Oyá de culto Igbalé.</p><p>- ÒSUN OPARÁ ou Apará seria a mais jovem das Òsun, e um tipo</p><p>guerreira que acompanha Ògún, vivendo com ele pelas estradas;</p><p>dança com ele quando se manifestam juntos numa festa; leva uma</p><p>espada na mão e pode vestir-se de cor de marrom avermelhado, a</p><p>Senhora da Espada.</p><p>- ÒSUN AJAGURA ou Ajajira, outra òsun guerreira que leva espada,</p><p>jovem, tem ligação com Yemanjá e Xangô</p><p>- YEYE OKE Oxun jovem guerreira, muito ligada</p><p>- a Oxóssi, carrega ofa e erukere</p><p>- YEYE ÌPONDÁ é também uma òsun Guerreira ligada a Ibuálàmò.</p><p>Yeye Pondá é rainha da cidade que leva seu nome Ìponda, leva uma</p><p>espada e veste-se de amarelo ouro e branco quando acompanha</p><p>Oxaguiã.</p><p>- YEYE OGA são uma òsun velha e muito</p><p>- guereira, carrega abebe e alfange</p><p>- YEYE KARÉ é um osun jovem e guereira, ligada a</p><p>Odé Karè, Logun edé.</p><p>- YEYE IPETU é uma Oxum de culto muito antigo, no interior da</p><p>floresta, na nascente dos rios, ligada a Ossaiyn. - YEYE AYAALÁ- é</p><p>talvez a mais ancestral dentre todas, veste-se de branco, ligada a Orunmilá e as iyamis, considerada a avó.</p><p>-YEYE OTIN- Oxum com estreita ligação com Ínlè, ligada a caça e usa ofá e abebé.</p><p>118 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>-YEYE IBERÍ ou merimerin- Oxum nova, concentra a vaidade e toda</p><p>beleza e elegância de uma oxum, dizem que era</p><p>Oxum de mãe menininha do Gantois.</p><p>-YEYE MOUWÒ- oxum ligada a Olokun e Yemanjá, grande poder das iyamís, veste-se de cores claras e usa abebé e</p><p>ofange.</p><p>-YEYE POPOLOKUN- oxum de culto raro, ligado aos lagos e lagoas,</p><p>-YEYE OLÓKÒ- Oxum guerreira , vive na floresta nos grandes poços de água, padroeira do pôço.</p><p>Qualidades de Orixás-Logun</p><p>Edè Apanan - Todos comem com ÈSÙ e ÒSÓÒSÌ. Seus fundamentos estão em sua mãe de criação ONIRA, sem ela LOGUN não</p><p>caminha.</p><p>Edè Lokó - Tem fundamento com ÈSÙ.</p><p>Edè Ibain - É de outro caçador homenageado e cultuado como Logun, esse caçador inclusive é o verdadeiro proprietário dos chifres</p><p>tão importantes no culto.</p><p>Logun Ede� (lo� gune�de� ) e� o orixa� da riqueza e da fartura, filho de Oxum e Oxo� ssi, deus da guerra e da a� gua. E7 , sem du� vida, um</p><p>dos mais bonitos orixa� s do Candomble� , ja� que a beleza e� uma das principais caracterí�sticas dos seus pais. Caçador habilidoso e</p><p>prí�ncipe soberbo, Logun Ede� reu� ne os domí�nios de Oxo� ssi e Oxum e quase tudo que se sabe a seu respeito gira em torno de</p><p>sua paternidade.</p><p>Apesar de sua histo� ria, e� preciso esclarecer que Logun Ede� na# o muda de sexo a cada seis meses, ele e� um orixa� do sexo</p><p>masculino. Sua dualidade se da� em ní�vel comportamental, ja� que em determinadas ocasio# es pode ser doce e benevolente</p><p>como Oxum e em outras, se� rio e solita� rio como Oxo� ssi. Logun Ede� e� um orixa� de contradiço# es; nele os opostos se alternam, e� o</p><p>deus da surpresa e do inesperado. Na Nige� ria, a cidade de Logun Ede� chama-se Ilesa e e� uma das mais ricas e pro� speras da</p><p>A7 frica, mas o seu culto na regia# o esta� em via de extinça# o. Na A7 frica negra, dizem que</p><p>Logun Ede� seria na verdade O7 lo� lu� n Ode – o guerreiro caçador – o maior entre todos os</p><p>caçadores, pai de todos eles, inclusive de Oxo� ssi. E se observarmos a cantiga de Oxo� ssi,</p><p>veremos que expressa#o Omo ode, ou seja, filho do caçador e� constante, podendo inferir</p><p>certa lo� gica nas histo� rias contadas pelos africanos.</p><p>Oxum Ye�ye� Iponda� e Ode� Erinle� sa# o, respectivamente, as qualidades de Oxum e Oxo� ssi</p><p>que se consideram os pais de Logun Ede� .</p><p>A histo� ria revela que Oxo� ssi, feliz pelo filho vindouro, declarou a Oxum o seu amor e</p><p>pediu a ela posse do menino:</p><p>- Oxum, por amor a voce& , quer que Logun Ede� fique comigo, vou ensina� -lo a caçar.</p><p>Comigo ele aprendera� os segredos da floresta.</p><p>Mas Oxum tambe�m amava Logun Ede� e por maior que fosse seu amor por Oxo� ssi</p><p>ele na# o poderia separar-se de seu filho enta# o declarou: - Logun Ede� vivera� seis</p><p>meses com sua ma# e e seis meses com o seu pai, comera� do peixe e da caça. Ele sera�</p><p>Oxo� ssi e sera� Oxum, mas sem deixar de ser ele mesmo, Logun Ede� : uma princesa</p><p>na floresta e um caçador sobre as ondas!</p><p>Características dos filhos de Logun Edé</p><p>Os filhos de Logun Ede� possuem as caracterí�sticas de Oxum, ou seja,</p><p>narcisismo, vaidade, gosto pelo luxo, sensualidade, beleza, charme,</p><p>elega&ncia. Tem tambe�m caracterí�sticas em comum com Oxo� ssi, ou seja,</p><p>beleza, vaidade, cautela, objectividade e segurança.</p><p>No entanto, ha� caracterí�sticas de Logun Ede� que na# o pertencem nem a</p><p>Oxum nem a Oxo� ssi. Na verdade, ele reu� ne o arque� tipo de ambos, mas</p><p>de forma superficial. A superficialidade e� a marca dos filhos de Logun</p><p>Ede� , porque eles, ao contra� rio dos filhos de Oxo� ssi e de Oxum na# o te&m</p><p>certeza do que sa# o nem do que querem. As qualidades de Oxum e de</p><p>Oxo� ssi amenizam-se em Logun Ede� , mas em compensaça# o, os defeitos</p><p>sa# o exagerados. Dessa forma, os filhos de Logun Ede� sa# o extremamente</p><p>soberbos arrogantes e prepotentes.</p><p>Mas algo na# o se pode negar: os filhos de Logun Ede� sa#o bonitos e possui</p><p>olho-de-gato, algo que atrai e repele ao mesmo tempo. Sa# o do tipo</p><p>‘bonitinho, mas ordina� rio’. Sa#o mando# es, os donos da verdade, os mais</p><p>belos, cujo ego na# o cabe em si. Melhor na# o lhes fazer elogios em sua</p><p>presença, a na# o ser que queira ver sua imensa cauda de pava# o abrindo-</p><p>se em leque. Quando te&m conscie&ncia de que conseguem controlar os</p><p>seus defeitos, os filhos de Logun Ede� tornam-se pessoas muito</p><p>agrada� veis.</p><p>119 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Yemanjá</p><p>Yemanja Asagba ou Sobá: Ligada a Aira� , Lufa# e Orunmila� , fia algoda#o, usa corrente de prata no tornozelo, carrega</p><p>abebe� e sua energia e� a espuma branca do mar, veste branco com prata.</p><p>Yemanjá Akurá: Vive nas espumas do mar e coberta de algas marinhas. Muito rica e pouco vaidosa. Adora carneiro,</p><p>ligada a Nana# veste branco aperolado.</p><p>Yemanjá Atarammogba: Vive na espuma da ressaca da mare� , guerreira ligada a Xango& , veste branco e nuances de</p><p>cores claras.</p><p>Yemanjá Iyaoyó ou Awoyó:</p><p>E7 uma das mais velhas, possui ligaça#o com Oxala� , Oxumare� e Xango& , e veste branco e cristal, responsa� vel pelas mare�s.</p><p>Yemanjá Maleleo ou Maylewo: Esta Yemanja� vive nos grandes lagos, tí�mida, na# o se pode tocar no rosto do</p><p>Iyawo� , veste verde claro.</p><p>Yemanjá Iyágunté: Ma#e do rio o� gun, esta yemanja� guerreira usa espada e tem ligaça# o com Ogum e Oxaguian, carrega</p><p>abebe� , veste azul claro. Yemanja� Sessu, Iya� sessu: Voluntariosa e respeita� vel ligada a Baba�</p><p>Olokun, vive na a� guas agitadas da costa come inhame,</p><p>suas contas sa# o verde translucido, veste</p><p>verde e branco.</p><p>Teremos ainda outras Yemanjás com</p><p>nomes, títulos ecultos extintos:</p><p>Yemanjá Olossá ou Oloxá: Ligada a oxum e Nana# .</p><p>Veste verde claro e suas contas sa#o branco cristal. E7 a Yemanja� mais velha da terra de Egbado, na# o ha� inicia-</p><p>dos no Brasil.</p><p>Yemanjá Iya Massê : Que e� a ma# e de Xango& .</p><p>Yemanjá Iyakú, Iya Ewá, Iya Tapá, Iya Tonà, etc.</p><p>Nanã</p><p>Nanã Abenegi: Dessa Nana# nasceu o Iba� Odu, que e� a cabaça que tra� s Oxumare� , Oxossí� Olode� , Oya� e Yemanja� . Nanã</p><p>Adjàosi: E7 a guerreira agressiva que veio de Ife� , a� s vezes confundida com</p><p>Oba� , Mora nas a� guas doces e veste-se de azul. Nanã Ajapá ou Dejapá: E7 a</p><p>guardia# que mata, vive no fundo dos pa&ntanos, e� um Orixa� bastante temido,</p><p>ligado a lama, a morte, e aterra. Veio de Ajapa� . Esta ligada aos miste� rios da</p><p>morte e do renascimento. Destaca-se como enfer-</p><p>meira; cuida dos velhos e dos doentes, toma conta dos moribundos.</p><p>Nela predomina a raza# o.</p><p>Nana# Asainan ou Asena�n: Provisoriamente sem dados</p><p>inerentes a este caminho do Orixa� Nana# .</p><p>Nanã Buruku ou Búkùú: Tambe�m e� chamada</p><p>Olú Waiye (senhora da terra), ou Oló wo (senhora do dinheiro) ou ainda</p><p>Olusegbe. Este Orixa� veio de Abomey; ligado a� a� gua doce dos pa&ntanos, usa</p><p>um ibiri azul.</p><p>Nanã Iyabahin ou Lànbaiyn: Provisoriamente</p><p>sem dados inerentes a este Orixa� Nana# .</p><p>Nanã Obaia oi Obáiyá: E7 ligada a a� gua e a lama. Mora nos</p><p>pa& ntanos; usa contas cristal veste lila� s e veio do Baribae.</p><p>Nanã Omilaré: E7 a mais velha, acredita-se ser a verdadeira esposa de</p><p>Oxala� . Associada aos pa& ntanos profundos e ao fogo. E7 dona do universo, a</p><p>verdadeira ma# e do Omolu Intoto.</p><p>Veste musgo e cristal.</p><p>Nanã Savè: Veste-se de azul e branco, e usa uma coroa de bu� zios.</p><p>Nanã Ybain: E7 a mais temida. Orixa� da varí�ola. Usa cor vermelha, e� a</p><p>principal, come direto na lagoa, dando origem a outros caminhos. Para</p><p>chama� -la, a Ekedji tem que ir batendo com seus ota� s para faze& -la pegar</p><p>suas filhas.</p><p>Nanã Oporá: Veio de Ketu, coberta de Osu� n vermelho, E7 a ma# e de</p><p>Obaluaiye& , ligada a terra, temida, agreciva e irascí�vel.</p><p>Nana# Xala: Muito ligada a Oxala� e ao branco.</p><p>Teremos ainda outros nomes, títulos ou qualidades; Inselè, Sùsùré,</p><p>Elegbé, Biodún, Ikúrè, Asaiyó, etc.</p><p>120 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Oxalá Osolifon, Orixá Olúfon: Velho e sa� bio, cujo templo e� em Ifo� n, pouco distante de Oxogbo& . Seu culto permanece ainda</p><p>relativamente bem preservado nessa cidade tranquila, um nu� cleo de sacerdotes, os ICwe� fa� me� fa� (Aa� je� , A ` swa, Olu� win, Gbo� gbo� ,</p><p>Ala� ta, e Ají�bo� du� ) Ligados ao culto de Orixa� s Olu� fo� n e uns vinte olo� ye� , os dignita� rios portadores de tí�tulos, que fazem parte da</p><p>corte do rei local, Oba� Olu� fo� n. Conhecemos alguns Orixa� s funfun que segundo verger seria 154, dos quais citamos alguns; Babá</p><p>Ifurú;</p><p>Babá Okim;</p><p>Baba Akanjáprikú;</p><p>Babá R´Oko;</p><p>Babá Efejó;</p><p>Babá Ajalá;</p><p>Babá Ajagemo;</p><p>Babá Olokun.</p><p>Osogiyan ou Oxaguian (Orixa� Ogiyan): Orixa� jovem e</p><p>guerreiro, cujo templo principal se encontra em Ejigbo& .</p><p>Ganhou o tí�tulo de Eleejigbo& rei de Ejigbo& , Baba� Ejigbo& ,</p><p>uma de suas caracterí�sticas e o gosto pelo inhame</p><p>pilado chamado Iya� n, que lhe valeu o apelido de Oisa-</p><p>je-Iya�n ou Orisa� jiyan, Oxaguian no Brasil. Conhecemos</p><p>alguns Orixa� s guerreiros funfun</p><p>Elemoxo� s, sa# o eles; Baba Ajaguna; Babalejubé; Baba</p><p>Apejá; Baba Epê; Babá Akire; Babá Dankó; Babá Dugbé;</p><p>Babá Olòjó. Encontramos títulos, nomes e qualidade</p><p>diversas de Oxalá: Babá Aláse; Onìkí; Arowú; Jayé, Ròwu</p><p>Olóba; Olúofin, Oko; É guin; Obanijitá; Oluorogbô; Ibô,</p><p>etc. Willian Bascom observa que o ritual da adoraça# o</p><p>de todos esses Orixa� s funfun e� ta# o semelhante que, em</p><p>alguns casos, e� didicil saber-se, setrata de divindades</p><p>dintintas ou simplismente de nomes e manifestaço# es</p><p>diferentes de Orisanla. Oxala� compo# e com qualquer</p><p>outro Orixa� , por serem universal e singular apaziguara</p><p>energias trazendo tranquilidade a qualquer um, em</p><p>qualquer situaça# o, na vida e na morte.</p><p>Orixás</p><p>Os Orixás do Ketu são basicamente os da</p><p>Mitologia Yoruba. Olorun também chamado</p><p>Olodumare é o Deus supremo, que criou as</p><p>divindades ou Orixás (Òrìsà em yoruba). A</p><p>centenas de orixás ainda cultuados na África,</p><p>ficou reduzida a um pequeno número que é</p><p>invocado em cerimônias:</p><p>Exu, Orixa� guardia# o dos templos, encruzilhadas, passagens, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos</p><p>ora� culos.</p><p>Ogum, Orixa� do ferro, guerra, fogo, e tecnologia.</p><p>Oxo� ssi, Orixa� da caça e da fartura.</p><p>Logunede� , Orixa� jovem da caça e da pesca</p><p>Xango& , Orixa� do fogo e trova# o, protetor da justiça.</p><p>Ayra� , Usa branco, tem profundas ligaço# es com</p><p>121 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Oxala� e com Xango& .</p><p>Obaluaiye& , Orixa� das doenças epide� rmicas</p><p>e pragas, Orixa� da Cura.</p><p>Oxumare� , Orixa� da chuva e do arco-í�ris, o Dono das Cobras.</p><p>Ossaim, Orixa� das Folhas, conhece o segredo de todas elas.</p><p>Oya� ou Iansa# , Orixa� feminino dos ventos, rela& mpagos, tempestades, e do Rio Niger</p><p>Oxum, Orixa� feminino dos rios, do ouro, do jogo de bu� zios, e do amor.</p><p>Iemanja� , Orixa� feminino dos lagos, mares e</p><p>fertilidade, ma# e de muitos Orixa� s.</p><p>Nanã Orixa� feminino dos pa& ntanos, e da morte, ma# e de Obaluaie& .</p><p>ewa� , Orixa� feminino do Rio ewa.</p><p>Oba� , Orixa� feminino do Rio Oba, uma das esposas de Xango&</p><p>Axabo� , Orixa� feminino da</p><p>famí�lia de Xango&</p><p>Ibeji, Orixa� s ge&meos</p><p>Iro& co, Orixa� da a� rvore sagrada, (gameleira branca no Brasil).</p><p>Egungun, Ancestral cultuado apo� s a morte em Casas separadas dos Orixa� s.</p><p>Iyami-Aje� , e� a sacralizaça# o da figura materna, a</p><p>grande ma# e feiticeira.</p><p>Onile� , Orixa� do culto de Egungun</p><p>Oxala� , Orixa� do Branco, da Paz, da Fe� .</p><p>Orixa� Nla� ou Obatala� , o mais respeitado, o pai de quase todos os orixa� s, criador do mundo e dos corpos humanos.</p><p>Ifa� ou Orunmila-Ifa, Ifa� e� o porta-voz de Orunmila, Orixa� da Adivinhaça# o e do destino.</p><p>Odudua, Orixa� tambe�m tido como criador do mundo, pai de Oranian e dos yoruba.</p><p>Oranian, Orixa� filho mais novo de Odudua</p><p>Baiani, Orixa� tambe�m chamado Dada� Ajaka�</p><p>Olokun, Orixa� divindade do mar</p><p>Olossa� , Orixa� dos lagos e lagoas</p><p>Oxalufon, Qualidade de Oxala� velho e sa�bio</p><p>Oxaguian, Qualidade de Oxala� jovem e guerreiro</p><p>122 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Orixa� Oko, Orixa� da agricultura</p><p>Na A7 frica cada Orixa� estava ligado originalmente a uma cidade ou a um paí�s inteiro. Tratava-se de uma se� rie de cultos</p><p>regionais ou nacionais. Şa� ngo� em Oyo� , Yemoja na regia#o de Egba� , Iyewa em Egbado, OC gu� n em Ekiti e Ondo, OC şun em Ilesa,</p><p>Osogbo e Ijebu Ode, Erinle� em Ilobu, Lo� gunne�de em Ilesa, Otin em Inisa, Oşa� a� la� -Oba� ta� la� em Ife� , subdivididos em Oşa� lu� fon</p><p>em Ifon e OC şa� giyan em Ejigbo No Brasil, em cada templo religioso sa# o cultuados todos os Orixa� s, diferenciando que nas</p><p>casas grandes tem um quarto separado para cada Orixa� , nas casas menores sa#o cultuados em um u� nico quarto de santo</p><p>(termo usado para designar o quarto onde sa# o cultuados os Orixa� s).</p><p>Hierarquia</p><p>As posições principais do Ketu (são chamados de cargo ou posto, em yoruba Olóyès, Ogãns e Àjòiès), em termos de</p><p>autoridade, são: O cargo de autoridade máxima dentro de uma casa de candomblé é o de Iyálorixá (mãe de santo)</p><p>ou Babalorixá (pai de santo). São pessoas escolhidas pelos Orixás para ocupar esse posto. São sacerdotes, que após</p><p>muitos anos de estudo adquiriram o conhecimento para tal função. Quando a pessoa escolhida através do jogo de búzios</p><p>ainda não está preparada para assumir o posto, terá que ser assistida por todos Egbomis (meu irmão mais velho) da</p><p>casa para obter o conhecimento necessário.</p><p>Iyalorixá ou Babalorixá: A palavra iyá do yoruba significa mãe, babá significa pai.</p><p>Iyakekerê</p><p>(mulher): mãe pequena, segunda sacerdotisa.</p><p>Babakekerê (homem): pai pequeno, segundo sacerdote.</p><p>Iyalaxé (mulher): cuida dos objetos rituais.</p><p>Ojubonã ou Agibonã: mãe criadeira supervisiona e ajuda na iniciação</p><p>Egbomis: são pessoas que já cumpriram o período de sete anos da iniciação (significado: egbon mi, “meu</p><p>irmão mais velho”).</p><p>Iyabassê: mulher responsável pela preparação das comidas de santo</p><p>Iaô: filha de santo que já entra em transe.</p><p>Abiã ou abian: novato.</p><p>Axogun: responsável pelo sacrifício dos animais (não entra em transe).</p><p>Alagbê: responsável pelos atabaques e pelos toques (não entra em transe).</p><p>Ogãs ou Ogans: tocadores de atabaques (não entram em transe).</p><p>Ajoiê ou ekedi: camareira do Orixá (não entra em transe). Na Casa Branca do Engenho Velho, as ajoiés</p><p>são chamadas de ekedis. No Gantois, de "Iyárobá" e na Angola, é chamada de "makota de angúzo".</p><p>"Ekedi" é nome de origem Jeje, que se popularizou e é conhecido em todas as casas de Candomblé do</p><p>Brasil.</p><p>123 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Ser Ogan é ser... Humilde, respeitador respeitado, para assim pelo o Orixá ser abençoado, por pais e filhos amado e</p><p>amigos considerado. Ser Ogan é compreender, entender e aconselhar, com amor cantar e tocar. Ser Ogan é ser do bem</p><p>não inveja ninguém, ne,0m criticar se é certo ou errado. Ser Ogan é fazer de seu aprendizado uma forma boa de ser</p><p>reconhecido e considerado.</p><p>124 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Leda de Omolu</p><p>Lenda de Oxumare</p><p>Lenda de Xangô</p><p>LENDA OXUM</p><p>Lenda de Iemanja</p><p>Origem de candomblé Ifé</p><p>Xirê Ogun</p><p>Xirê Oxossí</p><p>Xirê Ossain</p><p>Xirê Omolu</p><p>Xirê Oxumarê</p><p>Xirê Nanã</p><p>Xirê Irokô</p><p>Xirê Xangô</p><p>Xirê Iansã</p><p>Xirê Ewá</p><p>Xirê Oxum</p><p>Xirê Logun</p><p>Xirê Ibeji</p><p>Xirê Iemanjá</p><p>Run de Exú</p><p>A festividade de Ogun</p><p>2° Parte da festividade</p><p>- Kó Iyá, Kó Iyá o luayê.. Kó Iyá, Kó Iyá</p><p>3° Parte da festividade</p><p>Orí Ofo, firiri, orí ofo firiri. Pade onan ke odo, ori ofo firiri</p><p>Ogun sai para o barracão distribuindo o pão</p><p>Cantiga para recolher Ogun</p><p>Oxossí e sua festividade</p><p>Abado de Osoosi</p><p>Cantiga para Recolher Oxossí</p><p>48°</p><p>Orixás, Ervas e folhas</p><p>REZA DO OMIM</p><p>AFEXO</p><p>REZA</p><p>Algumas cantigas que se podem cantar em rum (folhas) para Ossaim</p><p>Qualidades</p><p>Sincretismo Religioso</p><p>Cantiga Omolu</p><p>Cantigas no Ritmo – Egô</p><p>Esta cantiga de nº24 vira do ritmo adabí para Vamunha</p><p>As cantigas a seguir são no ritmo batá</p><p>Maceto, maceto, maceto Omolu</p><p>Rum de Oxumarê</p><p>19° Ato de Oxumarê</p><p>Para iniciar este Módulo algumas rezas ao Rei</p><p>Rum de Xangõ / Aira</p><p>Esta sequência de Cantigas são as que eu canto quando Xangô roda seu Amalá Cantiga Para Roda Amalá e que em alguns axé Xangô Oferece o Amalá aos seus adeptos</p><p>Esta sequência a seguir complemento ao cântico de Amalá</p><p>Rum de Ianã e festividade</p><p>Rum de Obá</p><p>Adabí</p><p>Aloja</p><p>Rum de Oxum e festividade</p><p>Conta uma Lenda que</p><p>Cantigas ritmo – Ijexá</p><p>Rum de Logun Edé</p><p>Barravento</p><p>Rum de Iemanja</p><p>Rum de Nanan</p><p>Esta cantiga a seguir para recolher Oxum – Ritmo Ijexá</p><p>Esta cantiga a seguir para recolher Ogum – Ritmo Vamunha</p><p>Cantigas para Saída de Orixás</p><p>Cantigas para tirar Orixás Yabás - Ritmo Jinká</p><p>Nomes dos ritmos e significados</p><p>Exú que acompanha vários Orixás</p><p>Qualidades de Orixás- Oxumaré</p><p>Qualidades de Orixás-Xangô</p><p>Qualidade de Orixás-Oyá</p><p>Qualidades de Orixás-Obà</p><p>Qualidades de Orixás-Logun</p><p>Características dos filhos de Logun Edé</p><p>Orixás</p><p>Hierarquia</p><p>justiça está acima de tudo e, sem ela, nenhuma conquista vale a pena; o</p><p>respeito pelo Rei é mais importante que o medo. Xangô é um Orixá de fogo, filho de Oxalá com Yemanjá. Diz a lenda</p><p>que ele foi rei de Oyó. Rei poderoso e orgulhoso e teve que enfrentar rivalidades e até brigar com seus irmãos para</p><p>manter-se no poder.</p><p>Lenda de Oya As pessoas dedicadas a yansã, nome sob o qual ela é</p><p>mais conhecida no Brasil, usam colares de contas de vidro grená. A</p><p>quarta feira é o dia da semana consagrado a ela, o mesmo dia de</p><p>Xangô, seu marido. Seus símbolos são como na África: os chifres de</p><p>búfalo e um Alfanje, colocados sobre seu peji. Ela recebe sacrifícios</p><p>de cabras e oferendas de acarajé (àcàrá na África). Ela detesta</p><p>abóbora e a carne de carneiro lhe e proibida. Quando se manifesta</p><p>sobre um dos iniciados, ela está adornada com uma coroa</p><p>semelhante à dos Reis africanos, cujas franjas de contas esconde</p><p>seu rosto. Ela traz um alfanje em uma das mãos e um espanta-</p><p>moscas feito de cauda de cavalo no outra. Suas danças são</p><p>guerreiras, e se Ogum está presente, ela se engaia num duelo com</p><p>ele, lembrança, sem dúvida, de suas antigas divergências. Ela invoca</p><p>também, através de seus movimentos sinuosos e rápidos, as</p><p>tempestades e os ventos enfurecidos. Seus fiéis Saúdam-na</p><p>gritando: ”Epa Heyi Oya!”. No Brasil, Oia é sincretizada com Santa</p><p>Bárbara e, em Cuba com Nuestra Señons de La candelária. Certas</p><p>Inhançãs chamadas Yànsàn de igbalè, ligadas ao culto dos mortos,</p><p>os Egúngún, quando dançam parecem espulsar as almas errantes</p><p>com seus braços largamente abertos estendidos para frente. Oyá</p><p>Vivia em terras de Keto um caçador chamado Odulecê. Era o líder</p><p>de todos os caçadores. Ele tomou por sua filha uma menina nascida em Irá, que por seus modos espertos e ligeiros era</p><p>conhecida por Oyá. Oyá tornou-se logo a predileta do velho caçador, conquistando um lugar de destaque naquele povo.</p><p>Mas um dia a morte levou Odulecê, deixando Oyá muito triste. A jovem pensou numa forma de homenagear o seu pai</p><p>adotivo. Reuniu todos os instrumentos de caça de Odulecê e enrolou-os num pano. Também preparou todas as iguarias</p><p>que ele tanto gostava de saborear. Dançou e cantou por sete dias, espalhando por toda parte, com seu vento, o seu</p><p>canto, fazendo com que se reunissem no local todos os caçadores da terra. Na sétima noite, acompanhada dos</p><p>caçadores, Oyá embrenhou-se mata adentro e depositou ao pé de uma árvore sagrada os pertences de Oyá. Olorun, que</p><p>tudo via, emocionou-se com o gesto de Oyá e deu-lhe o poder de ser guia dos mortos no caminho do Orun.</p><p>Transformou Odulecê em orixá e Oyá na mãe dos espaços dos espíritos.</p><p>Desde então todo aquele que morre tem seu espírito levado ao Orun por Oyá. Antes, porém deve ser homenageado por</p><p>seus entes queridos numa festa com comidas, cantos e danças. Nasceu o ritual funerário do axexê.</p><p>8 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Lenda de Oba</p><p>Xangô era um conquistador de terras e de mulheres, vivia sempre de um</p><p>lugar para o outro. Em Cosso fez-se rei e casouse com oba. Oba era sua</p><p>primeira e mais importante esposa, oba passava o dia cuidando da casa</p><p>de xangô, moía a pimenta, cozinhava e deixava tudo limpo. Uma vez</p><p>Xangô viu Oyá lavando roupa na beira de um rio e dela se namorou</p><p>perdidamente. Com Oyá se casou, mas se casou de novo. Oxum foi à</p><p>terceira mulher. As três viviam às turras pelo amor do rei, para deixar</p><p>Xangô feliz, Oba presenteou-lhe um cavalo-branco, Xangô gostou muito</p><p>do cavalo, tempos depois Xangô saiu para guerrea levando Oyá cosigo,</p><p>seis meses se passaram e Xangô continuava longe, Oba estava</p><p>desesperada e foi consultar orunmilá, Orunmilá aconselhou oba a</p><p>oferecer em sacrificiu um iruquerê, espanta-moscas feito com rabo de</p><p>um cavalo, mandou pôr o iruquerê no teto da casa. Para fazer a oferta</p><p>prescrita pelo oráculo. Oba encomendou a Eleguá um rabo de cavalo, e</p><p>Eleguá induzido por Oxum, mais que depressa cortou o rabo do cavalo-</p><p>branco de Xangô, mais não cortou somente os pêlos e sim a calda toda e</p><p>o cavalo sangrou ate morrer. Quando Xangô voltou da guerra, procurou</p><p>o cavalo e não encontrou, deparou então com iruquerê amarrado no</p><p>teto da casa e reconheceu o rabo do cavalo desaparecido, soube pelas</p><p>outras mulheres da oferenda feita pela primeira esposa. Xangô ficou</p><p>irado e mais uma vez repudiou obá.</p><p>Lenda de Ewa</p><p>O orixá Ewá é uma bela virgem que entregou o se corpo jovem a Xangô,</p><p>marido de Oyá despertando a ira da rainha dos raios.</p><p>Ewá refugiou-se nas matas inalcançáveis, sob a proteção de</p><p>Oxossi, e tornou-se uma guerreira valente e caçadora habilidosa. As</p><p>virgens contam com a proteção de Ewá, e, aliás, tudo que é explorado</p><p>conta com sua proteção: a mata virgem, as moças virgens, rios e lagos</p><p>onde não se pode nadar ou navegar, A própria Ewá, acreditam alguns só</p><p>rodaria na cabeça de mulheres virgens</p><p>(oque não se pode comprovar), pois ela mesma seria uma virgem, a</p><p>virgem damata virgem dos lábios de mel. Ewá domina a vidência,</p><p>atributo que deus de todos os oráculos, Orunmilá lhe concedeu.</p><p>LENDA OXUM</p><p>Conta-nos uma lenda, que Oxum queria muito aprender os segredos e</p><p>mistérios da arte da adivinhação, para tanto, foi procurar Exú.</p><p>Exú, muito matreiro falou a Oxum que lhe ensinaria os segredos da</p><p>adivinhação, mas para tanto, ficaria Oxum sobre os domínios de Exú durante sete anos,</p><p>passando, lavando e arrumando a casa do mesmo, em troca ele a ensinaria.</p><p>E, assim foi feito, durante sete anos Oxum foi aprendendo a arte da adivinhação que Exú</p><p>lhe ensinará e consequentemente, cumprindo seu acordo de ajudar nos afazeres</p><p>domésticos na casa de Exú. Findando os sete anos, Oxum e Exú, tinham se apegado</p><p>bastante pela convivência em comum, e Oxum resolveu ficar em companhia desse Orixá.</p><p>Em um belo dia, Xangô que passava pelas propriedades. Foi-se a tal ponto que Xangô,</p><p>viu-se apaixonado por aquela linda mulher, e perguntou se não gostaria de morar em sua</p><p>companhia em seu lindo castelo na cidade de Oyó. Oxum rejeitou o convite, pois lhe fazia</p><p>muito bem a companhia de Exú. Xangô então irritado e contrariado, seqüestrou Oxum e</p><p>levou-a em sua companhia, aprisionando-a na masmorra de seu castelo. Exú, logo de</p><p>9 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>imediato sentiu a falta de sua companheira e saiu a procurar, por todas as regiões, pelos quatro cantos do mundo sua</p><p>doce pupila de anos de convivência.</p><p>Chegando às terras de Xangô, Exú foi surpreendido por um canto triste e melancólico que vinha da direção do palácio do</p><p>Rei de Oyó, da mais alta torre. Lá estava Oxum, triste e a chorar por sua prisão e permanência na cidade do Rei.</p><p>Exú, esperto e matreiro, procurou a ajuda de Òrùnmílá, que de pronto agrado lhe cedeu uma poção de transformação</p><p>para Oxum desvencilhar-se dos domínios de Xangô. Exú, através da magia pode fazer chegar às mãos de sua</p><p>companheira a tal poção. Oxum tomou de um só gole a poção mágica e transformou-se em uma linda pomba dourada,</p><p>que voou e pode então retornar em companhia de Exú para sua morada...</p><p>LENDA OXUM</p><p>Logo que todos os Orixás chegaram à terra, organizavam reuniões das quais mulheres não podiam</p><p>participar. Oxum, revoltada por não poder participar das reuniões e das deliberações, resolve mostrar</p><p>seu poder e sua importância tornando estéreis todas às mulheres, secando as fontes, tornando assim a</p><p>terra improdutiva. Olodumaré foi procurado pelos Orixás que lhe explicaram que tudo ia mal a terra,</p><p>apesar de tudo que faziam e deliberavam nas reuniões. Olodumaré perguntou a eles se Oxum</p><p>participava das reuniões, foi quando os Orixás lhe disseram que não. Explicou-lhes então, que sem a</p><p>presença de Oxum e do seu poder sobre a fecundidade, nada daria certo. Os Orixás convidaram Oxum</p><p>para participar de seus trabalhos e reuniões, e depois de muita insistência, Oxum resolve aceitar.</p><p>Imediatamente as mulheres tornaram-se fecundas e todos os empreendimentos e projetos obtiveram</p><p>resultados</p><p>positivos. Oxum é chamada Iyalodê (Iyáláòde), título conferido à pessoa que ocupa o lugar</p><p>mais importante entre as mulheres da cidade.</p><p>OXUM Nome de um rio na Nigéria, em Ijexá e Ijebú. Segunda mulher de Xangô, deusa do ouro, riqueza e do amor.</p><p>Oxum pertence o ventre da mulher e ao mesmo tempo controla a fecundidade, por isso as crianças lhe pertencem. Dona</p><p>dos rios e cachoeiras gosta de usar colares, joias, tudo relacionado à vaidade, perfumes, etc. Exú avistou aquela linda</p><p>donzela que penteava seus lindos cabelos a margem de um rio e de pronto agrado, foi declarar sua grande admiração</p><p>para com Oxum.</p><p>Lenda de Logum</p><p>Olorun ao criar o mundo dividiu os reinos entre os orixás. No início tudo corria</p><p>muito bem até que Oxum e Oxóssi começaram a se desentender. As águas doces,</p><p>durante as cheias, invadiam as matas e tornavam tudo um grande lodaçal. Oxóssi</p><p>não podia admitir isso, as plantas e animais morriam sem que ele pudesse fazer</p><p>nada. Procurou por Oxum inúmeras vezes para que ela tomasse uma atitude, em</p><p>vão. Olorun que a tudo assistia resolveu separar definitivamente os reinos para</p><p>acabar com as brigas que estavam cada vez mais acirradas. Pouco tempo durou a</p><p>tranquilidade do caçador, aos poucos a vegetação foi minguando e a caça sumindo</p><p>em virtude da falta de água. Resolveu então procurar o Criador pedindo que ele</p><p>fizesse algo. Olorun argumentou que ele mais nada poderia fazer, já havia tomado</p><p>uma decisão e não voltaria atrás. A única saída que via para o impasse seria as</p><p>pazes entre os reinos, que ele procurasse por Oxum e pedisse trégua. Foi o que ele</p><p>fez. A princípio a mãe das águas recusou-se terminantemente a colaborar, se tudo</p><p>aquilo estava acontecendo era por culpa dele próprio, afinal era sempre ele quem</p><p>reclamava. No entanto a insistência de Oxóssi tornou-se insuportável, não havia um</p><p>só dia em que ele não a procurasse. Cansada da velha discussão, cedeu. Assim</p><p>passaram a conviver harmoniosamente. Com a união de seus reinos a proximidade</p><p>de ambos aumentou e com ela veio o amor. Os orixás apaixonaram-se loucamente</p><p>e dessa paixão nasceu Logunedé, uma criança linda que tinha a beleza da mãe</p><p>aliada à força e valentia do pai. O menino crescia feliz dividindo-se entre os reinos de seus pais quando nova briga</p><p>instalou-se. Desta vez não houve como apaziguar os ânimos, a separação era definitiva. Havia a criança, como resolver a</p><p>questão da guarda? Procurado como o grande juiz que era Olorun cravou o veredicto, que ela ficasse seis meses com</p><p>cada um. Ambos brigaram muito, reclamaram, acharam absurdo, mas contra a determinação não havia o que fazer e</p><p>10 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>tiveram que aceitar. É por isso que Logunedé até hoje vive seis meses ao lado de sua mãe nas profundezas das águas</p><p>dos rios, cercado de mimos e atenção e outros seis ao lado do pai, quando se torna um grande caçador e controla a</p><p>vida animal e vegetal das matas.</p><p>Lenda de Iemanja</p><p>Yemonjá, por presidir à formação da individualidade, que como sabemos está na cabeça, está presente em todos os</p><p>rituais, especialmente o Bori. É a rainha de todas as águas do mundo, seja dos rios, seja do mar. O seu nome deriva da</p><p>expressão Yéyé Omó Ejá, que significa mãe cujos filhos são peixes. Na África era cultuada pelos egbá, nação Iorubá da</p><p>região de Ifé e Ibadan onde se encontra o rio Yemojá. Esse povo transferiu-se para a região de Abeokutá, levando</p><p>consigo os objectos sagrados da deusa, e foram depositados no rio, Ogum o qual, diga-se de passagem, não tem nada a</p><p>ver com o Orixá Ogum, apesar de no Brasil Yemonjá ser cultuada nas águas salgadas, a sua origem é de um rio que corre</p><p>para o mar. Inclusive, todas as suas saudações, orikís e cantigas remetem a essa origem, Odó Iyà, por exemplo, significa</p><p>mãe do rio, já a saudação Erù Iyà faz alusão às espumas formadas do encontro das águas do rio com as águas do mar,</p><p>sendo esse um dos locais de culto a Yemonjá. Yemonjá é a mãe de todos os filhos, mãe de todo mundo. É ela quem</p><p>sustenta a humanidade e, por isso, os órgãos que a relacionam com a maternidade, ou seja, a sua vulva e seus seios</p><p>chorosos são sagrados. Yemonjá é o espelho do mundo, que reflete todas as diferenças, pois a mãe é sempre um</p><p>espelho para o filho, um exemplo de conduta. Ela é a mãe que orienta que mostra os caminhos, que educa, e sabe sobre</p><p>tudo explorar as potencialidades que estão dentro de cada um, como fez com os guerreiros de Olofin, mostrando o</p><p>quanto eram bons nos seus ofícios, mas dizendo, ao mesmo tempo, que a guerra maior é a que travamos contra nós</p><p>mesmos.</p><p>Iemanjá foi violentada pelo seu próprio filho, Orugan. Dessa relação incestuosa nasceram</p><p>diversos Orixás e dos seus seios rasgados jorraram todos os rios do mundo. Yemonjá acabou</p><p>se desfizer nas suas próprias lágrimas e por se transformar num rio que correu em direção</p><p>ao oceano. Portanto, não é por acaso que as lágrimas e o mar têm o mesmo sabor.</p><p>Dissimulada, e ardilosa, Yemonjá faz uso da chantagem afectiva para manter os filhos</p><p>sempre perto de si. É considerada a mãe da maioria dos Orixás de origem Iorubá. É o tipo de</p><p>mãe que quer os filhos sempre por perto, que tem uma palavra de carinho, um conselho, um</p><p>alívio psicológico. Quando os perde é capaz de se desequilibrar completamente.</p><p>Yemonjá é a mãe que não faz distinção dos seus filhos, sejam como forem, tenham ou não</p><p>saído do seu ventre. Quando humildemente criou, com todo amor e carinho, aquele menino</p><p>cheio de chagas, fez irromper um grande guerreiro. Yemonjá criou Omulu, o filho e senhor, o</p><p>rei da terra, o próprio Sol…</p><p>Lenda de Nanã</p><p>Nanã, a deusa dos mistérios, é uma divindade de origem simultânea à criação do mundo,</p><p>pois quando Odudua separou a água parada, que já existia, e liberou do “saco da criação” a</p><p>terra, no ponto de contato desses dois elementos formou-se a lama dos pântanos, local</p><p>onde se encontram os maiores fundamentos de Nana. Senhora de muitos búzios, Nana</p><p>sintetiza em si morte, fecundidade e riqueza. O seu nome designa pessoas idosas e</p><p>respeitáveis, e para os povos Jeje da região do antigo Daomé, significa “mãe”. Nessa região,</p><p>onde hoje se encontra a República do Benin, Nana é muitas vezes considerada a divindade</p><p>suprema e talvez por essa razão seja frequentemente descrita como um orixá masculino.</p><p>Sendo a mais antiga das divindades das águas, ela representa a memória ancestral do nosso</p><p>povo: é a mãe antiga (Iyá Agbà) por excelência. É mãe dos orixás Iroko, Obaluaiê e Oxumaré,</p><p>mas por ser a deusa mais velha do candomblé é respeitada como mãe por todos os outros</p><p>orixás. A vida está cercada de mistérios que ao longo da História atormentam o ser humano.</p><p>Porém, quando ainda na Pré-História, o homem se viu diante do mistério da morte, em seu</p><p>âmago irrompeu um sentimento ambíguo. Os mitos aliviavam essa dor e a razão apontava</p><p>para aquilo que era certo no seu destino. A morte faz surgir no homem os primeiros</p><p>sentimentos religiosos, e nesse momento Nana faz-se compreender, pois nos primórdios da</p><p>História os mortos eram enterrados em posição fetal, remetendo uma ideia de nascimento</p><p>ou renascimento. O homem primitivo entendeu que a morte e a vida caminham juntas,</p><p>11 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>entendeu os mistérios de Nanã. Nanã é o princípio, o meio e o fim; o nascimento, a vida e a morte. Ela é a origem e o</p><p>poder. Entender Nana é entender o destino, a vida e a trajetória do homem sobre a terra, pois Nanã é a História. Nanã é</p><p>água parada, água da vida e da morte.</p><p>Nanã é o começo porque Nanã é o barro e o barro é a vida. Nanã é a dona do axé por ser o orixá que dá a vida e a</p><p>sobrevivência, a senhora dos ibás que permite o nascimento dos deuses e dos homens.</p><p>Nanã pode ser a lembrança angustiante da morte na vida do ser humano, mas apenas para aqueles que encaram esse</p><p>final como algo negativo, como um fardo extremamente pesado que todo o ser carregue desde o seu nascimento. Na</p><p>verdade, apenas as pessoas que têm o</p><p>coração repleto de maldade e dedicam a vida a prejudicar o próximo se</p><p>preocupam com isso. Aqueles que praticam boas ações vivem preocupados com o seu próprio bem, com a sua elevação</p><p>espiritual e desejam ao próximo o mesmo que para si, só esperam da vida dias cada vez melhores e têm a morte como</p><p>algo natural e inevitável. A sua certeza é a imortalidade da sua essência. Nanã, a mãe maior, é a luz que nos guia, o nosso</p><p>quotidiano. Conhecer a própria vida e o próprio destino é conhecer Nanã, pois os fundamentos dos orixás e do</p><p>Candomblé estão ligados à vida. A nossa vida é o nosso orixá. É na morte, condição para o renascimento e para a</p><p>fecundidade, que se encontram os mistérios de Nanã. Respeitada e temida, Nanã, deusa das chuvas, da lama, da terra,</p><p>juíza que castiga os homens faltosos, é a morte na essência da vida.</p><p>Lenda de Oxalá</p><p>Aproximava-se o dia em que seria realizada no reino de Oyó, a época das</p><p>comemorações em homenagem a Xangô, Rei de Oyó, onde todos os</p><p>Orixás foram convidados, inclusive Oxalufã. Antes de rumar a Oyó, Oxalufã</p><p>consultou seu babalawo a fins de saber como seria a jornada, o babalawo</p><p>lhe disse: leves três mudas de roupas brancas, pois Exú irá dificultar seus</p><p>caminhos. E Oxalufã partiu sozinho. O adivinho aconselhou-o então a</p><p>levar consigo três panos brancos, limo-dacosta e sabão-da-costa, assim</p><p>como a aceitar e fazer tudo que lhe pedissem no caminho e não reclamar</p><p>de nada, acontecesse o que acontecesse. Seria uma forma de não perder a</p><p>vida. Caminhado pela mata encontrou Exú tentando levantar um tonel de</p><p>Dendê as costas e pediu-lhe ajuda Oxalufã prontamente lhe ajudou, mas</p><p>Exú, propositalmente derramou o dendê sobre Oxalufã e saiu. Oxalufã</p><p>banhou-se no rio, trocou de roupa e continuou sua jornada. Mas adiante</p><p>se encontrou novamente com Exú, que desta vez tentava erguer um saco</p><p>de carvão a costas e pediu a Oxalufã que lhe auxiliasse, novamente</p><p>Oxalufã lhe ajudou e Exú repetiu o feito derramando o carvão sobre</p><p>Oxalufã, banhando-se no rio e trocando de roupa, Oxalufã prosseguiu sua</p><p>jornada a Oyó, próximo já a Oyó, encontrou com Exú novamente tentado</p><p>erguer um tonel de melado e a estória se repetiu. Nos campos de Oyó, Oxalufã encontrou com um cavalo fugitivo dos</p><p>estábulos de Xangô, e resolveu devolver ao dono, antes de chegar à cidade, foi abordado pelos guardas que o julgaram</p><p>culpado pelo furto. Maltrataram e prenderam Oxalufã. Ele, sempre calado, deixou-se levar prisioneiro. Mas, por estar um</p><p>inocente no cárcere, em terras do Senhor da Justiça, Oyó viveu por longos sete</p><p>anos a mais profunda seca. As mulheres tornaram-se estéreis e muitas doenças</p><p>assolaram o reino. Desesperado Xangô resolveu consultar um babalawô para saber</p><p>o que acontecia e o babalawô lhe disse: a vida está aprisionada em seus</p><p>calabouços, um velho sofria injustamente como prisioneiro, pagando por um crime</p><p>que não cometera. Com essa resposta, Xangô foi até a prisão e lá encontrou</p><p>Oxalufã todo sujo e mal tratado. Imediatamente o levou ao palácio e lá chamou</p><p>todos os Orixás onde cada um carregava um pote com água da mina. Um a um os</p><p>Orixás iam derrubando suas águas em Oxalufã para lavá-lo. O rei de Oyó mandou</p><p>seus súditos vestirem-se de branco. E que todos permanecessem em silêncio. Pois</p><p>era preciso, respeitosamente, pedir perdão a Oxalufã. Xangô vestiu-se também de</p><p>branco e nas suas costas carregou o velho rei. E o levou para as festas em sua</p><p>homenagem e todo o povo saudava Oxalufã e todo o povo saudava Xangô.</p><p>12 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Lenda da Criação Oxalá, "O Grande Orixá" ou "O Rei do Pano Branco". Foi o primeiro a ser criado por Olorum, o deus</p><p>supremo. Tinha um caráter bastante obstinado e independente. Oxalá foi encarregado por Olorum de criar o mundo com</p><p>o poder de sugerir (àbà) e o de realizar (àse). Para cumprir sua missão, antes da partida, Olorum entregou-lhe o "saco da</p><p>criação". O poder que lhe fora confiado não o dis-pensava, entretanto de</p><p>submeter-se a certas regras e de respeitar diversas obrigações como os outros orixás. Uma história de Ifá nos conta</p><p>como. Em razão de seu caráter altivo, ele se recusou fazer alguns sacrifícios e oferendas a Exú, antes de iniciar sua viagem</p><p>para criar o mundo. Oxalá pôs-se a caminho apoiado num grande cajado de estanho, seu òpá osorò ou paxorô, cajado</p><p>para fazer cerimônias. No momento de ultrapassar a porta do Além, encontrou Exú, que entre as suas múltiplas</p><p>obrigações, tinha a de fiscalizar as comunicações entre os dois mundos. Exú descontente com a recusa do Grande Orixá</p><p>em fazer as oferendas prescritas, vingou-se o fazendo sentir uma sede intensa. Oxalá, para matar sua sede, não teve</p><p>outro recurso se não o de furar com seu paxorô, a casca do tronco de um dendezeiro. Um líquido refrescante dele</p><p>escorreu: era o vinho de palma. Ele bebeu-o ávida e abundantemente. Ficou bêbado, e não sabia mais onde estava e caiu</p><p>adormecido. Veio então Odudua, criado por Olorum depois de Oxalá e o maior rival deste. Vendo o Grande Orixá</p><p>adormecido, roubou-lhe o "saco da criação", dirigiu-se à presença de Olorum para mostrar-lhe o seu achado e lhe contar</p><p>em que estado se encontrava Oxalá. Olorum exclamou: "Se ele está neste estado, vá você, Odudua! Vá criar o mundo!"</p><p>Odudua saiu assim do Além e encontrou diante de uma extensão ilimitada de água. Deixou cair à substância marrom</p><p>contida no "saco da criação". Era terra. Formou-se, então, um montículo que ultrapassou a superfície das águas. Aí, ele</p><p>colocou uma galinha cujos pés tinham cinco garras. Esta começou a arranhar e a espalhar a terra sobre a superfície das</p><p>águas. Onde ciscava, cobria as águas, e a terra ia se alargando cada vez mais, o que em iorubá se diz ilè nfè, expressão</p><p>que deu origem ao nome da cidade de Ilê Ifé. Odudua aí se estabeleceu, seguido pelos outros orixás, e tornou-se assim o</p><p>rei da terra. Quando Oxalá acordou não mais encontrou ao seu lado o "saco da criação". Despeitado, voltou a Olorum.</p><p>Este como castigo pela sua embriaguez proibiu ao Grande Orixá, assim como aos outros de sua família, os orixás funfun,</p><p>ou "orixás brancos", beber vinho de palma e mesmo usar azeite-de-dendê. Confiou-lhe, entretanto, como consolo, a</p><p>tarefa de modelar no barro o corpo dos seres humanos, aos quais ele, Olorum, insuflaria a vida. Por essa razão, Oxalá</p><p>também é chamado de Ala Moreré, o "proprietário da boa argila" Pôs-se a modelar o corpo dos homens, mas não levava</p><p>muito a sério a proibição de beber vinho de palma e, nos dias em que se excedia, os homens saiam de suas mãos</p><p>contrafeitas, deformadas, capengas, corcundas. Alguns, retirados do forno antes da hora, saíam mal cozidos e suas cores</p><p>tornavam-se tristemente pálidas: eram os albinos. Todas as pessoas que entram nessas tristes categorias são-lhe</p><p>consagradas e tornamse adoradoras de Oxalá.</p><p>Como Oxalá se Tornou o Pai da Criação</p><p>Iemanjá, a filha de olokum, foi escolhida por olorum para ser a mãe dos orixás. Como ela era muito bonita, todos a</p><p>queriam para esposa; então, o pai foi perguntar a orumilá com quem ela deveria casar. Orumilá mandou que ele</p><p>entregasse um cajado de madeira a cada pretendente; depois, eles deveriam passar a noite dormindo sobre uma pedra,</p><p>segurando o cajado para que ninguém pudesse pegá-lo. Na manhã seguinte, o homem cujo cajado estivesse florido seria</p><p>o escolhido por orumilá para marido de iemanjá. Os canditatos assim fez; no dia seguinte, o cajado de oxalá estava</p><p>coberto de flores brancas, e assim ele se tornou pai dos orixás.</p><p>Como Oxalá Aprendeu a Produzir a Cor Branca Certa vez, quando os orixás estavam reunidos, oxalá deu</p><p>um tapa em exu e o jogou no chão todo machucado; mas no mesmo instante exu se levantou, já curado. Então oxalá</p><p>bateu em sua cabeça e exu ficou anão; mas se sacudiu e voltou ao normal. Depois oxalá sacudiu a cabeça de exu e ela</p><p>ficou enorme; mas exu esfregou a cabeça com as mãos e ela ficou normal. A luta continuou, até que exu tirou da própria</p><p>cabeça uma cabacinha; dela saiu uma fumaça branca que tirou as cores de oxalá. Oxalá se esfregou como exu fizera, mas</p><p>não voltou ao normal; então, tirou da cabeça o próprio axé e soprou-o sobre exu, que ficou dócil e lhe entregou a</p><p>cabaça, que oxalá usa para fazer os brancos.</p><p>13 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Histórico do Candomblé:</p><p>Originária da África, trazida ao Brasil pelos negros</p><p>escravizados na época da colonização Brasileira. A</p><p>presença das religiões africanas é uma concequência</p><p>imprevista do trafico dos escravos, que determinou</p><p>afluência de cativos Gegês e Nagôs</p><p>(Daomeanos e Yorubás), trazidos da costa dita dos</p><p>escravos e desenbarcados, principalmente na Bahia e</p><p>em pernanbuco. A extraordinária resistência oposta</p><p>pelas religiões africanas ás formas de alienação e de</p><p>extermínio haveria de surpreender. A religião foi</p><p>tolerada porque os senhores julgavam as danças e os</p><p>batuques simples divertimentos de negros nostálgicos,</p><p>úteis para que eles guardassem a lembrança de suas</p><p>origens diversas e de seus sentimentos de diversão recíproca.</p><p>O candomblé se fundiu no Brasil no século passado, com a migração de africanos como escravos para os senhores</p><p>de terra. A população escrava no Brasil consistia quase totalmente de negros</p><p>de Angola. No momento da chegada dos nagôs, um século e meio de escravidão havia passado destribalizando o</p><p>negro e apagando seus costumes, crenças e sua língua nacional. Mas o elemento africano resistiu e criou uma forma de</p><p>cultuar seus deuses através do sincretismo com os santos católicos. Mesmo levando em conta a repressão social e</p><p>religiosa, era relativamente fácil para os escravos, a sonolência geral. Reinstalar na Bahia as crenças e práticas religiosas</p><p>que trouxera da África, pois, a igreja católica estava cançada do esforço despendido na criação de irmandades de negros,</p><p>como tentativa de anular toda sua cultura, mas todos os meses novos levam de escravos, adeptos ao culto aos Orixás,</p><p>desembarcavam na Bahia. Candomblé é uma palavra derivada da língua bantu: Ca [KA] uso. Costume, ndomb=negro</p><p>preto e lé= lugar, casa terreiro e/ou pequeno atabaque, A reunião dos três vocábulos resulta em “lugar de costume dos</p><p>negros”,por extensão, lugar de tradições entre as quais, destacam-se, no sentido atual as praticas religiosas que incluem</p><p>a música candomblé teve seus dias de marginalidade. No período do estado novo, por exemplo, entre 1937 e 1945, foi</p><p>proibido por lei, seus adeptos perseguidos e presos pela policia. Quando se fala em candomblé um dos aspectos mais</p><p>destacados é o sincretismo entre religiosidade africana e catolicismo. Todavia, em geral, a tal religiosidade africana é vista</p><p>como algo monolítico, homogêneo. Trata-se de uma visão estereotipada da África e de seus povos. O sincretismo do</p><p>candomblé, na verdade, tem sua origem na própria África, onde existiu, na época da colonização, e antes, e atualmente,</p><p>uma enorme diversidade de povos e culturas inteira gentes. O panteão africano reúne mais de 400 divindades. No</p><p>candomblé forjado em terras Brasileiras, esse panteão, atualmente é composto de 16 orixás (ou Òrìsà em ioruba)</p><p>principais, numa significativa condensação das forças metafisicas que levou mais de uns séculos para se definir no</p><p>processo de integração das diferentes nações cujos representantes chegaram ao Brasil durante o período da escravidão.</p><p>Não obstante, “correndo por fora”, contam-se ainda, outros 14 Orixás reconhecidos em diferentes centros de culto. Entre</p><p>as nações que contribuíram na formação do panteão principal relacionaram-se: os bauntu, nativos de Angola,</p><p>Moçambique, Congo: gana, Benin, Nigéria (Ioruba e Nagô): Sudaneses, da Costa do Marfim, os Ewe, muitos,</p><p>muçulmanos; os fon e os Ashanti. Todos esses, falando línguas diferentes e cultuando seus próprios deuses. Percussiva (À</p><p>tarde, 1980). Outra interpretação informa que Kandombele significa “adorar” (Ngunz´tala, 2006). Hoje reconhecido como</p><p>religião.</p><p>Liturgia do Candomblé A pesar das contradições do Candomblé, especialmente no que se refere ao número dos Orixás,</p><p>a teologia não é complicada: um Deus criado de todas as coisas e deuses menores regentes da Natureza, da</p><p>personalidade e da vida dos Homens. Entre tanto, a liturgia, ou seja, as práticas rituais, de iniciação, cultos e sobre tudo o</p><p>oráculo, esta liturgia é extremamente complexa. O Candomblé não é uma religião ‘ caseira’, Um católico, depois de ser</p><p>cartelizado, depois de aprender princípios básicos, pode se sentir perfeitamente livre (apesar das admoestações do</p><p>vaticano) para dispensar a frequência às missas, pode rezar o terço em casa, até acompanhando pela a televisão ( rede</p><p>vida ). Um muçulmano também: estende seu tapete cinco vezes ao dia para orar voltado para Meca em qualquer lugar. O</p><p>budista segue o caminho do meio, medita sobre as oito verdades do Buda Sakyamuni e tudo está bem. “Os evangélicos,</p><p>14 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>não obstante a insistência dos pastores para que frequentem a igreja, uma vez que tomam consciência da força da fé em</p><p>Deus-Jesus Cristo (a técnica) pode igualmente” dar um tempo das reuniões. É verdade que Judeus e hinduístas são mais</p><p>cobrados em suas obrigações religiosas, porem nada que se compare á rígida disciplina exigida dos adeptos do</p><p>candomblé.</p><p>Origem de candomblé</p><p>A origem do Candomblé se deu na cidade de Ife na áfrica o Candomblé é uma religião que teve origem na cidade de Ifè,</p><p>na África, e foi trazida para o Brasil pelos negros Iorubas.</p><p>Seus deuses são bem escolhidos pelos Orixàs para cuidar deles e ajudá-los. Embora sejam consideradas autoridades</p><p>dentro da roça, não podem ser Mães de Santo, visto que sua função já foi determinada e não há como mudar. A seguir</p><p>vêm os Ogãs, que tocam os atabaques e ajudam o Pai de Santo nos fundamentos da casa; a Ya Bace, que toma conta da</p><p>cozinha, isto é, de todas as comidas dos Santos; a Ya Efun, dona do efun (pemba), e que está encarregada de pintar os</p><p>Yaôs (iniciantes que estão recolhidos para fazer o Orixá); e finalmente os filhos de Santos, que são as pessoas que</p><p>"rasparam o Santo", ou melhor, raçoaram a cabeça para um Santo a pedido deste.</p><p>Às vezes o Santo, ou Orixà, incorpora em determinadas pessoas, mas não há necessidade que haja esta "incorporação”</p><p>para que uma pessoa raspe o Santo. Se a pessoa deve ou não raspar o Santo só pode se sabido com certeza através do</p><p>jogo de búzios do Pai ou Mãe de Santo que jogam búzios.O candomblé é uma religião com uma vasta cultura e rica em</p><p>preceitos. São pouquíssimas as pessoas que realmente a conhecem a fundo. É necessária dedicação e anos de estudo</p><p>para se chegar a um conhecimento profundo da seita. Seus preceitos são todos os fundamentos e qualquer um pode se</p><p>dedicar ao seu estudo e desfrutar seus benefícios. Existe muita energia positiva no candomblé, e o seu culto pode trazer</p><p>paz e felicidade. Os Orixás, dos quais somente 16 são cultuados no nosso país. Essú, Ògún, Osossi, Osanyin, Obalúayé,</p><p>Òsùmàré, Nàná Buruku, Sàngó, Oya, Obá, Ewa, Osun, Yemanjá, Logun Ede, Oságuian e Osàlufan. O Pai ou a Mãe de Santo</p><p>é a autoridade máxima dentro do Candomblé. Eles são escolhidos pelos próprios Orixás para que os cultuem na terra. Os</p><p>Orixás os induzem a isto, fazem com que as pessoas por eles escolhidas sejam naturalmente levadas à religião, até que</p><p>assumem o cargo para o qual estão destinadas. Uma pessoa não pode optar se quer ou não ser um Pai ou Mãe de Santo</p><p>se não acontecer durante sua vida fatos que a levem a isto. São pessoas que de alguma forma são iluminadas pelos</p><p>Orixàs para que cumpram seu destino. Os Pais de Santo, normalmente, são donos de uma roça, ou seja, um lugar onde</p><p>estão plantados todos os axés e no qual os Orixàs são cultuados. Dentro da roça existe o barracão (assim denominado</p><p>por causa dos negros que antigamente moravam</p><p>em barracões), que é o lugar em que são feitos os grandes</p><p>assentamentos (oferendas) para os deuses. Hierarquicamente, existe, ainda, na roça um pai pequeno ou mãe pequena,</p><p>que é o braço direito do Pai de Santo e é normalmente um filho ou filha da casa. Depois vêm as Ekedes, são mulheres</p><p>bem escolhidas pelos Orixàs para cuidar deles e ajudá-los. Embora sejam consideradas autoridades dentro da roça, não</p><p>podem ser Mães de Santo, visto que sua função já foi determinada e não há como mudar.</p><p>Origem de candomblé Ifé</p><p>A antiga cidade de Ifé, ao sudom este da atual Nigéria, deslumbrava desde o começo do século como a capital religiosa</p><p>e artística do território que cobria uma parte central da atual República do Daomé. É a fonte mística do poder e da</p><p>legitimidade, o berço da consagração espiritual, e para onde voltaram os restos mortais e as insígnias de todos os reis</p><p>iorubás. A civilização de Ifé, ainda hoje, é pouco conhecida e apresenta uma criação artística variada do realismo,</p><p>enquanto que a maioria da arte africana é abstrata. O material empregado na arte de Ifé espanta e abisma qualquer</p><p>historiador, incluindo os próprios africanistas. Ao lado das esculturas em pedra e terracota (argila modelada e cozida ao</p><p>fogo) tradicionais na África, estão as esculturas em bronze e artefatos em pérola.</p><p>Uma das artes mais conhecidas é a de Lajuwa, que segundo o povo de Ifé permaceu no palácio real, mostrando os</p><p>vestígios em terracota, antes de ter sido redescoberta. Lajuwa foi o camareiro de Oni (soberano do reino de Ifé ou</p><p>Aquele que possui). A atribuição dessa terracota a Lajuwa não é estabelecida de maneira segura, entretanto a escultura</p><p>foi preservada e conservou uma superfície lisa, ainda que o nariz tenha sido quebrado. A maior parte das descobertas</p><p>das obras foi feita nos BOSQUETES SAGRADOS: vastas extensões de terras situadas no coração da savana. Cada uma</p><p>destas descobertas é consagrada a esta ou aquela divindade, entre elas: - BOSQUETE SAGRADO DE OLOKUM: cobre uma</p><p>superfície de 250 ha, ao norte da saída da cidade de Ifé. É dedicado a OLOKUM, divindade do mar e da riqueza -</p><p>15 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>BOSQUETE SAGRADO D'IWINRIN: enterra numeroso tesouro artístico, testemunhado, na maior parte, uma arte</p><p>extremamente.</p><p>“O material empregado na arte de Ifé espanta e abisma qualquer historiador, incluindo os próprios africanistas".</p><p>Cargos do Candomblé...</p><p>Babalorixá e Iyalorixá É o cargo mais alto dentro de uma casa de Santo (Ilê). É o Zelador ou Zeladora, aquele que</p><p>cuida dos orixás, que inicia os noviços. Suspende e comfirma Ogans, apresenta e comfirma Ekedis, Olossães,</p><p>Axoguns, etc. Obabalorixá ou Iyalorixá e o ponto de equilíbrio, a cabeça de uma casa. O zelador ou Zeladora</p><p>trabalha co o uma espécie de guia mentor espiritual, aconslhando, discutindo, desenvolvendo métodos para o</p><p>melhor andamento da casa. É dele ou dela a palavra final sobre tudo oque será realizado, pois é o Zelador</p><p>(Babalorixá) ou Zeladora (Iyalorixá), aquele que está mais próximo do Orixá regente da casa. Todos os filhos, Ogans,</p><p>Ekedis etc., volta-se para ele, pois os orixás da cabeça destes, servem ao Orixá regente da casa, numa situação de</p><p>humildade que deve ser acompanhada pelos demais Fato que nem sempre acontece, pois existem aqueles que</p><p>deixam a importância dos seus</p><p>cargos subirem á cabeça extrapolando a sua autoridade.</p><p>O babalorixá ou Iyalorixá é o ponto de equilíbrio, pois ele ou ela é o formando dos demais cargos existentes no</p><p>culto. O tempo exato para que alguém assuma o cargo de babalorixá ou Iyalorixá é de sete anos de iniciado, pois</p><p>antes disso a pessoa não se encontra capacitada para iniciar outras pessoas no culto. É o único cargo onde o tempo</p><p>devido deve ser respeitado, para que haja harmonia.</p><p>Babá-Kekerê ou iyá-Kekerê Significa pai pequeno ou Mãe pequena. São os segundos dentro da hierarquia de</p><p>uma casa de Santo. São os substituto eventuais do Babalorixá ou Iyalorixá. Eles têm a função de orientar, educar,</p><p>mostrar o melhor caminho aos filhos da Casa. São os supervisores gerais do bom funcionamento e cabe a eles, em</p><p>primeira instância. Inspecionar a conduta, higiene e necessidades dos flhos de santo. É o pai ou Mãe-Pequena que</p><p>assume, caso o Zelador ou Zeladora esteja fora ou incorporado com o orixá. Neste caso exercem a mesma função</p><p>do Zelador ou Zeladora, procurando manter bem equilibrado o Axé. Cabe também a eles a manutenção da casa,</p><p>para que não haja falhas no sistema. A sua é da mais alta importância, pois na condição de substituto direto, é</p><p>quem recebe todas as cargas e distúrbios que por ventura aconteçam. Para exercer o cargo de Baba-Kekerê ou Iyá-</p><p>Kekerê é preciso que a pessoa seja feita (iniciado) e que tenha um mínimo de sete anos de feito, pois neste cargo</p><p>exige-se experiência e muita tranquilidade humildade, entendimento e resignação, além de sabedoria, competência</p><p>e calma.</p><p>Ogan Não pode ser considero, tão somente, o tocador de atabaque. O Ogan é uma figura importante dentro de</p><p>uma casa de Santo, pois ele atua como uma espécie de fiscal, ajudando na coordenação dos rituais. É da</p><p>competência do Ogan a manutenção e preparação dos couros para os atabaques; coordenar os toques, entoando</p><p>as cantigas dentro das sequências corretas. É também função do Ogan Juntamente com o Babalorixá ou Iyalorixá,</p><p>entoar as rezas feitas nas obrigações e demais rituais. O Ogan principal e o Alabê, uma espécie de chefe dos Oagns,</p><p>que coordena, trabalha e atua na boa conduta dos demais tocadores. O Ogan passa por dois estágios: o periudo de</p><p>suspensão, quando ele é indicado pelo o Santo da casa, eo da confirmação, quando ele passa pelas obrigações de</p><p>ronco.</p><p>Ekedi A Ekedi em seu papel de Mãe exerce a função de dama de Honra do Orixá e regente da casa. É dela a função de</p><p>zelar, acompanhar, dançar, cuidar das roupas e apretechos do Orixá da casa, além dos demais Orixás, dos filhos e até</p><p>mesmo dos visitantes. É uma espécie de “noiva” que atua sempre ao lado do Orixá e que também cuida dos objetos</p><p>pessoais do Babalorixá oou Iyálorixá. O cargo de Ekedi é muito importante, pois será ela a condutora dos Orixás</p><p>incorporados no Egbê (Barracão ou sala de festividades) e dela é a responsabilidade de recolhê-los e “desvirá-los”,</p><p>observando as condições físicas daqueles que “desciram”. O precedimento para se torna Ekedi é o seguinte:</p><p>16 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Primeiramente ela é apresentada, não suspensa, como o Ogan- e logo depois será confirmada, com as obragações de</p><p>roncó.</p><p>Olossãe ou Babalossãe É outro cargo da maior importância dentro do Axé, pois cabe a ele-e digo “ele”, pois se trata de</p><p>um cargo estritamente masculino o recolhimento e escolha da ervas que vão entrar nos rituais. O Babalossãe é que</p><p>procura rezar cata e macera as ervas, num ritual de grande importância, pois sem folhas nada pode ser feito dentro de</p><p>uma casa de Santo.</p><p>Axogun Cargo masculino. É aquele que cuida dos animais a serem sacrificados para os Orixás e aquele que os sacrifica. É</p><p>ele que vai cuidar da alimentação dos animais, do seu banho (ossé) antes dos oros. Cabe a ele também separar os Axés</p><p>(miúdos), além de tratar do couro e passa-los para os Ogans. Para se chegar ao cargo de Axogun é preciso ter aquilo que</p><p>se chama “mão de faca”, que é a autoridade para fazer os sacrifícios animais. Diga-se de passagem, os Ogans também</p><p>actua como Axoguns, desde que tenham a “mão de faca”.</p><p>Yabassé Cargo feminino. É aquela que cuida, separa ingredientes e executa a comida do Santo. Chamada a cozinheira</p><p>do Axé é dela a obrigação de ver aquilo que o Santo mais gosta e executar os trabalhos de cozinha. A Yabassé faz</p><p>também</p><p>a comida que será oferecida aos visitantes nos dias de festa da casa. Para exercer esse cargo é preciso que a</p><p>mulher seja iniciada no Santo e receba a autorização do Pai ou Mãe de Santo para ser a cozinheira oficial.</p><p>Dagã Cargo feminino. É aquela que vai cuidar da casa de Exú. Está sempre presente na cerimônia do Padê (que é a</p><p>reunião para despachar Exú, ou seja, Levá-lo para fora para que tome conta dos trabalhos). É a Dagã que vai tratar dos</p><p>Exús da casa, mantendo sempre tudo limpo, aceso abastecido com os ingredientes da preferncia de Exú, tais como Oti</p><p>(cachaça), epô pupa (Azeite de dendê) oyn (mel), etc...</p><p>Ebomi São aqueles feitos com mais de sete anos de iniciação. Trabalham para a manutenção da casa, alémde ajudar os</p><p>mais novos na conduta e procurando ajudar em tudo o que é possível.</p><p>Vodunci São aqueles feitos com mais de três anos. Estão no período de apredizagem sobre os fundamentos da casa.</p><p>Cuidam de tudo, desde a limpeza até as obrigações.</p><p>Abian É o iniciante. Aquele que está dando os primeiros passos no Candomblé e terá o seu futuro, em nível de culto,</p><p>decidido pelo Pai ou Mãe de Santo, Ajuda no que é possível.</p><p>Iá-Efun É um cargo feminino. Cabe à Iá-efun o preparo do atim, ou seja, dos pós que irão dar o desenho da família. É</p><p>aquela que irá pintar a/o Yawô com as cores e formas daquela determinada tribo. Para assumir este cargo é preciso ser</p><p>iniciada no Santo e ter, no mínimo, sete anos de feitura.</p><p>Peji-Runtó Nos rituais são utilizados muitos elementos, tais como: pembas, temperos, facas, navalha, tesoura, além do</p><p>Obi e Orogbô, ervas, favas, toalhas, entre outras coisas. O Peji-Runtó é aquele que vai preparar a mesa, digamos assim. É</p><p>aquele que vai dar condições ao Babalorixá de desempenhar as suas tarefas, podendo concentrar-se ao máximo, sem</p><p>preocupação de que este ou aquele elemento esteja faltando ao ritual. O trabalho do peji-Runtó torna-se, assim, muito</p><p>importante para o bom desempenho e andamento dos rituais.</p><p>ATABAQUE A ORIGEM:</p><p>Atabaque (ou Tabaque) é um instrumento musical de percussão. O nome é de origem árabe:at-tabaq (prato).</p><p>Constituise de um tambor cilíndrico ou ligeiramente cônico, com uma das bocas coberta de couro de boi, veado ou</p><p>bode. É tocado com as mãos, com duas baquetas, ou por vezes com uma mão e uma baqueta, dependendo do ritmo e</p><p>do tambor que está sendo tocado. Pode ser usado em kits de percussão em ritmos brasileiros, tais como o samba e o axé</p><p>music. No candomblé é considerado objeto sagrado.</p><p>17 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>A HISTÓRIA:</p><p>O atabaque chegou ao Brasil através dos escravos africanos, é usado em quase todo ritual afro-brasileiro, típico do</p><p>Candomblé e da Umbanda e das outras religiões afro-brasileiras e influênciados pela tradição africana. De uso</p><p>tradicional na música ritual e religiosa, empregados para convocar os Orixás, Nkisis e Voduns. O atabaque é feito em</p><p>madeira e aros de ferro que sustentam o couro. Nos terreiros de candomblé, os três atabaques utilizados são chamados</p><p>de “rum”, “rumpi” e “lé”. O rum, o maior de todos, possui o registro grave; o do meio, rumpi, em o registro médio; o</p><p>lé, o menor, possui o registro agudo. O trio de atabaques executa, ao longo do xirê, uma série de toques que devem</p><p>estar de acordo com os orixás que vão sendo evocados em cada momento da festa. Os atabaques no candomblé são</p><p>objetos sagrados e são usados unicamente nas dependências do terreiro, não saem para a rua como os que são usados</p><p>nos blocos de afoxés. O som é o condutor do Axé do Orixá. Os atabaques do candomblé só podem ser tocados pelo</p><p>Alagbê (nação Ketu), Xicarangoma (nações Angola e Congo) e Runtó (nação Jeje) que é o responsável pelo rum</p><p>(o atabaque maior), e pelos ogans nos atabaques menores sob o seu comando, é o Alagbê que começa o toque e é</p><p>através do seu desempenho no rum que o Orixá vai executar sua coreografia, de caça, de guerra, sempre acompanhando</p><p>o floreio do Rum. O Rum é que comanda o rumpi e o Le. Os atabaques são chamados de Ilubatá ou Ilú na nação Ketu, e</p><p>Ngoma na nação Angola, mas todas as nações adotaram também os nomes Rum, Rumpi e Le para os atabaques, apesar</p><p>de serem denominação Jeje. Essa é a diferença entre o atabaque do candomblé e do atabaque instrumento musical</p><p>comprado nas lojas com a finalidade de apresentações artísticas, que normalmente são industrializados para essa</p><p>finalidade. O som do atabaque é o mesmo tam-tam de todos os povos primitivos do mundo. No tempo de Manuel</p><p>Querino (intelectual, afro-</p><p>descendente e lider abolicionista), havia várias espécies de tabaques que na época se chamavam: pequenos Batá,</p><p>grandes Ilú e os atabaques de guerra, bàtá koto, que desempenharam grande papél nos levantes de escravos, na Bahia</p><p>no começo do século XIX, o que determinou a proibição expressa de sua importação desde 1835.</p><p>Esta apostila é escrita de uma forma simplificada para fácil entendimento dos cânticos.</p><p>Sendo de minha parte uma contribuição e compromisso com o orixá e o Candomblé, passando a diante um aprendizado.</p><p>18 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Acomodando Exú e Cantando Xirê</p><p>Acomodando exú</p><p>O ato de acomodar exú antes do xirê já se faz a muitos e muitos anos, nas casas</p><p>tradicionais de candomblé Ioruba. Para assim dar satisfação a exú para que nada aconteça</p><p>de errado e que seja uma festividade de paz e alegria, e exú sera sempre nosso protetor</p><p>mensageiro.</p><p>Acomodando Exú</p><p>1°</p><p>Ebarabô... agô mojubá, Eleba coxé</p><p>E Barabô… agô mojubá</p><p>E mabé kó ikó, e Barabõ agô mojuba Legbara exú lonã</p><p>2°</p><p>Bara o bebe tiriri lonã</p><p>Exú tiriri</p><p>3°</p><p>Bara Lagiki, Exu lode ewá</p><p>Alaie…</p><p>4°</p><p>Oke oke Odara…</p><p>Odara Apakarebó</p><p>5°</p><p>Exú o…</p><p>Exu o lonã, Omo ofo ori balé</p><p>6°</p><p>Exú má dobe, kinijan Exú</p><p>má dobe kinijan</p><p>7°</p><p>Laroie... a ogo a ogo</p><p>8°</p><p>Xon xó Obé, Xon xó Obé</p><p>Odará Kolo rí ebó laro ye, Xon xó Obé Odará</p><p>Kolo rí ebó…</p><p>19 Pejigan Anderson de Bessen</p><p>Pejigan Anderson de Bessen</p><p>A cantiga a seguir se apresenta o Ipádê acompanhado de uma quartinha com água aos quatro cantos da casa, ao Pepele</p><p>dos atabaques e a cominheira mostrando a oferenda a ser feita a exú e acomodá-lo despachando o ipade. Leva se o</p><p>Ipade ao portão ao som deste cântico de n° 9 e assim despachar o ipade no portão em seguida despachar a água da</p><p>quartinha e antes de retorna ao barracão encher novamente a quartinha com água, Os responsáveis deverão retornar ao</p><p>som do mesmo cântico que ainda deve estar sento entoado para dar seguimento a este oro. 9°</p><p>Bara já un tan, Bara Ilê</p><p>Bara já un tan, Bara unló</p><p>Canta se para apresentar a quartinha com água aos quatro canto do barracão, ao Pepele dos Atabaque e a comi-eira e</p><p>em seguida ir ao portão despachar a água, simbolizando despachar toda negatividade. Os responsáveis deverão retornar</p><p>ao som do mesmo cântico que ainda deve estar sento entoado para dar seguimento a este oro 10°</p><p>Erun lé, Omim Lá yó</p><p>Este cântico de n° 11 Canta se para o Babalorixá ou Iyalorixá A soprar o Atin da casa de axé</p><p>simbolizando a limpeza e purificação e que esta tudo pronto para o xirê dos orixás. O Atin e a soprado nos quatro cantos</p><p>da casa na porta do barracão e cumieira.</p><p>11°</p><p>Inxé Inxé Atin Ala are</p><p>Com a satisfação dada a exú proseguimos com um lindo xire, Tudo que for dar para Orixá tem que dar antes para exú.</p><p>Porque exú e caminho, exú e a alegria, exú e nosso protetor.</p><p>Cantando Xirê dos Orixás</p><p>Os Cânticos do xirê eu canto de 3 a 7 cantigas dependendo da ocasião e obrigações feituras etc.</p><p>A sequência dos cânticos dos orixá do xirê, é conforme a cada axé ou cada casa, esta é a sequência que faço a 30 anos.</p><p>Xirê Ogun</p><p>1°</p><p>Ogun ajo e mariwo…</p><p>Ogun Akorô ajo e mariwo…</p><p>Ogun pá, lé pá lonã. Ogun Ajo e mariwo má tu yeye</p><p>2°</p><p>Ogun Nita oré oré… Ogun nita oré oré</p><p>A oxossí okorin nlode, ogun nita oré oré</p><p>3°</p><p>Awá xirê Ogun ô…</p><p>erun jojo…</p><p>Aw[a xirê Ogun ô</p><p>erun jojo erun jejé…</p><p>4°</p><p>Alakoro Lein, alakoro lé un ô ae</p>

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