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Resumo - Contabilidade Comercial

Unidade 1 de Contabilidade Comercial: trata de sociedades comerciais (definição, tipos como Ltda. e limitada unipessoal, registro na Junta Comercial e constituição jurídica), demonstração do resultado do exercício (receita, deduções, custos, despesas, tributos) e balanço patrimonial.

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<p>CONTABILIDADE COMERCIAL</p><p>UNIDADE 1 TÓPICO 1 – SOCIEDADES COMERCIAIS</p><p>Para cada tipo de atividade, existe um ramo da Contabilidade.</p><p>A Contabilidade Comercial é a especialidade contábil que está voltada para as empresas que tem suas atividades para compra e venda de mercadorias.</p><p>DEFINIÇÃO DE EMPRESA COMERCIAL</p><p>São aquelas que vendem mercadorias diretamente ao consumidor (varejista) ou que compram do produtor para vender ao varejista (comércio atacadista).</p><p>SOCIEDADES COMERCIAIS</p><p>Para que as empresas comerciais possam desenvolver suas atividades, é preciso que estejam constituídas e legalizadas, ou seja, formada uma sociedade. A Sociedade Empresária tem seus instrumentos de constituição e alterações registradas na Junta Comercial. Já as Sociedades Simples são registradas em Cartório. Considera-se empresária a sociedade que tem por objetivo o exercício de atividade própria de empresário; consideram-se simples as demais. De maneira geral, sociedade Simples é aquela que explora atividade de prestação de serviços decorrentes de atividade intelectual e de cooperativa.</p><p>TIPOS DE SOCIEDADE</p><p>Uma das formas mais comuns de sociedade é a Sociedade por Cotas de Responsabilidade Limitada ou Sociedade Ltda., representada pela sigla Ltda., em que a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas de capital social, ou seja, se as dívidas contraídas forem maiores que o capital social, os seus bens pessoais, não serão atingidos.</p><p>- Sociedade Limitada Unipessoal: Em setembro de 2021, houve o fim das EIRELIs e as empresas que estavam registradas nessa modalidade serão transformadas automaticamente em Sociedade Limitada Unipessoal.</p><p>FORMALIZAÇÃO DA SOCIEDADE COMERCIAL</p><p>As sociedades comerciais devem ser registradas em Junta Comercial. Para as sociedades empresárias e empresários individuais, são de interesse o registro e o arquivamento do ato constitutivo e dos documentos que comprovem a capacidade jurídica regular e a legalidade dos demais atos societários práticos. O ato constitutivo é o requerimento de empresário e o da sociedade é o contrato social, e é a partir do seu arquivamento pela Junta Comercial que a pessoa jurídica passa a existir legalmente.</p><p>CONSTITUIÇÃO DA EMPRESA – PARTE JURÍDICA</p><p>TÓPICO 2 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO</p><p>- Receita Operacional Bruta: Valor bruto auferido nas vendas de mercadorias, de produtos e de serviços;</p><p>- Deduções e Abatimentos: Valores deduzidos/abatidos da receita operacional bruta. São os Abatimentos sobre Vendas, Vendas Anuladas, Descontos Incondicionais Concedidos e todas as contas que registram os tributos incidentes sobre as vendas, sendo, os mais comuns, o ICMS, o PIS e a COFINS;</p><p>- Receita Operacional Líquida: Valor obtido subtraindo, da Receita Operacional Bruta, o total das deduções e dos abatimentos;</p><p>- Custos Operacionais: Correspondem aos custos das mercadorias vendidas;</p><p>- Lucro Operacional Bruto: Valor obtido subtraindo, da Receita Operacional Líquida, o montante dos custos operacionais;</p><p>- Despesas Operacionais: Montantes das despesas operacionais. São aquelas necessárias à gestão do patrimônio da empresa;</p><p>- Outras Receitas Operacionais: Referem-se a ganhos com aluguéis de imóveis, de veículos, com perdas recuperadas e outras;</p><p>- Lucro (Prejuízo) Operacional: Diferença entre o montante das receitas operacionais (receita operacional líquida + outras receitas operacionais) e o montante das despesas operacionais (com vendas + financeiras – receitas financeiras + gerais e administrativas + outras receitas operacionais);</p><p>- Outras Receitas: Resultado positivo alcançado nas transações, envolvendo elementos patrimoniais do Ativo Não Circulante, classificados nos subgrupos: Investimentos, Imobilizado e Intangível;</p><p>- Outras Despesas: Resultado negativo alcançado nas transações envolvendo elementos patrimoniais do Ativo Não Circulante, classificados nos subgrupos: Investimentos, Imobilizado e Intangível;</p><p>- Resultado do Exercício Antes das Deduções (ou Antes Da Tributação): Resultado operacional líquido diminuído ou adicionado das outras despesas e das outras receitas;</p><p>- Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido: Obrigação com o Governo Federal, calculada sobre o Resultado do Exercício;</p><p>- Imposto de Renda Sobre o Lucro Líquido: Obrigação com o Governo Federal, referente ao imposto sobre o Lucro Real;</p><p>- Resultado do Exercício após as Deduções: Resultado do Exercício depois de deduzidos os tributos incidentes sobre ele;</p><p>- Participações: Correspondem às participações que devem incidir sobre o Resultado do Exercício;</p><p>- Lucro Líquido do Exercício: Resultado do Exercício, depois de deduzidos os valores relativos aos tributos e às participações.</p><p>TÓPICO 3 - BALANÇO PATRIMONIAL</p><p>Reflete a posição financeira em determinado momento, normalmente no fim do ano ou após um período prefixado. É constituída por duas colunas: do lado direito é o Passivo e o Patrimônio Líquido, e lado esquerdo é o Ativo. O Balanço Patrimonial possui outras contas dentro do Ativo e do Passivo. Veremos as aplicações financeiras, as despesas pagas antecipadamente, o adiantamento a fornecedores e o adiantamento de clientes.</p><p>ATIVO CIRCULANTE - Aplicações Financeiras</p><p>São contabilizadas no ativo circulante quando de liquidez imediata. São as aplicações financeiras de curto prazo e de alta liquidez. Essas aplicações visam a rentabilizar as disponibilidades em dinheiro. Em uma aplicação financeira, a empresa compra um título oferecido por uma instituição, com o objetivo de obter uma remuneração pelo recurso aplicado, normalmente feitas em títulos públicos, garantidos pelo governo. Os encargos podem variar conforme a legislação tributária, sendo os mais comuns o Imposto sobre a Renda, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), entre outras taxas.</p><p>ATIVO CIRCULANTE - Despesas Pagas Antecipadamente</p><p>São certos ativos provenientes de desembolsos realizados no período corrente que beneficiam o exercício seguinte ou subperíodos de tal exercício. Exemplo: Seguros. Quando uma empresa contrata um seguro ou revista, acaba contratando para uma duração de 12 meses. Por exemplo, em fevereiro, uma assinatura de revista para 12 meses custa R$ 1.000,00. Não faz sentido contabilizarmos esse valor diretamente na despesa de fevereiro, pois os R$ 1.000,00 serão distribuídos ao longo de um ano. Dessa forma, considera-se que a assinatura ou o seguro são direitos da empresa, isto é, que ela contratou e que durarão por um ano. Por esse motivo, são considerados Ativos. Com o passar dos meses, será apropriado na despesa o proporcional a um mês.</p><p>ATIVO CIRCULANTE - Adiantamentos a Fornecedores</p><p>É o pagamento feito antecipadamente a seus fornecedores na aquisição de mercadorias, insumos e bens. Nesse caso, a empresa paga ao fornecedor antes de receber a mercadoria, gerando, assim, um direito de receber a mercadoria desse fornecedor.</p><p>PASSIVO CIRCULANTE - Adiantamento de Clientes</p><p>O cliente adianta um valor para a empresa. Dessa forma, em vez de termos um direito a receber, temos uma obrigação com ele.</p><p>UNIDADE 2 TÓPICO 1 - REGIMES DE TRIBUTAÇÃO E SUAS CARACTERÍSTICAS</p><p>Obrigatoriedade:</p><p>- Lucro Real: Receita anual superior a R$ 78 milhões; Atividades bancárias; Gestão de créditos, factoring; obtém rendimentos do exterior do país. Qualquer empresa pode optar pelo Lucro Real;</p><p>- Lucro Presumido: Receita anual de até R$ 78 milhões;</p><p>- Simples Nacional: Receita anual de até R$ 4,8 milhões.</p><p>Tributo Cumulativo x Não Cumulativo</p><p>Nos tributos não cumulativos, a compra gera um crédito fiscal e a venda gera um débito fiscal. O valor a pagar é o tributo sobre a venda menos o tributo sobre a compra.</p><p>- Crédito Fiscal: Direito do contribuinte à restituição, reembolso, compensação ou ressarcimento de tributo pago.</p><p>- Débito Fiscal: Obrigação do contribuinte em pagar um tributo.</p><p>Cumulatividade: O tributo está embutido na compra, é considerado um custo, por isso, entrou junto no valor do estoque, sendo baixado no momento da venda.</p><p>- Não Cumulatividade: Não são considerados custos e não vão</p><p>para o estoque. Eles são considerados “Tributos a recuperar” no Ativo e podem abater o valor a pagar no final do período. O tributo incidirá somente no valor acrescido, ou seja, o imposto, pago na compra, será descontado na venda, utilizando como base de cálculo, somente a diferença dos valores entre as etapas.</p><p>TRIBUTOS CONFORME O REGIME DE TRIBUTAÇÃO</p><p>Alíquota é: percentual ou valor que serve de base para o cálculo de um imposto.</p><p>Tributos no lucro presumido</p><p>Há o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), com uma alíquota de 15% e a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) com uma alíquota de 9%. No entanto, não é sobre a receita bruta que incidem esses tributos, e sim sobre a presunção do lucro, ou lucro presumido. Além disso, ambos os tributos são trimestrais.</p><p>Presume-se um percentual de lucro para determinada atividade, ou seja, para as empresas que revendem combustíveis, por exemplo, o lucro para calcular IRPJ é 1,6% e para CSLL é 12%.</p><p>Tributos no Simples Nacional</p><p>As alíquotas do Simples Nacional variam conforme a faixa de faturamento da empresa e do seu setor de atuação. Todos os tributos são pagos em uma única guia de arrecadação: PIS, Cofins, IRPJ, CSLL e ICMS, ISS, IPI.</p><p>Cinco anexos que norteiam a tributação das empresas, conforme seu faturamento e atividade.</p><p>O valor devido mensalmente pelas empresas do Simples será determinado mediante aplicação de alíquota efetiva, ou seja, não podemos pegar a alíquota que consta nos anexos e aplicar ao faturamento mensal, precisamos encontrar a alíquota efetiva. Fórmula:</p><p>RBT12 × Aliq-PD</p><p>RBT12</p><p>Em que:</p><p>RBT12 é a receita bruta acumulada nos doze meses anteriores ao período de apuração;</p><p>Aliq é a alíquota nominal constante dos Anexos I a V desta Lei Complementar;</p><p>PD: parcela a deduzir constante dos Anexos I a V desta Lei Complementar.</p><p>TÓPICO 2 - OPERAÇÕES DIVERSAS QUE AFETAM AS</p><p>COMPRAS E AS VENDAS DE MERCADORIAS</p><p>DEVOLUÇÕES</p><p>A devolução da venda é debitada em conta de devolução, e creditada em conta Caixa, Clientes ou Banco. Além, precisamos fazer a entrada dessa mercadoria no estoque debitando a conta Estoque e creditando o CMV.</p><p>Devoluções no Lucro Real</p><p>O valor do imposto a recuperar não vai para o estoque, mas, sim, para uma conta do ativo: Pis a recuperar, por exemplo. No momento da devolução, acontecerá a mesma coisa, assim, precisamos fazer a saída do estoque e o estorno dos tributos a recuperar, gerando um crédito nos tributos a pagar.</p><p>Devoluções no Lucro Presumido</p><p>O PIS e COFINS são cumulativos, ou seja, não geram um direito a crédito na compra. Dessa forma, como a empresa não se beneficiou com um crédito quando comprou, não precisará pagar PIS e COFINS no momento da devolução.</p><p>Devoluções no Simples Nacional</p><p>Na devolução de compra, não há nenhum lançamento em tributos a recuperar, visto que, todos os tributos são cumulativos, ou seja, não geram direito a crédito fiscal. Assim, o comprador não conseguiu aproveitar créditos no momento da compra, e, também, não pagará no momento da devolução.</p><p>Devoluções de Vendas Efetuadas em Exercício Social Anterior</p><p>Pode-se abrir uma conta especial para o registro da receita perdida do exercício anterior, e outra para o registro do custo recuperado, totalizando-as em um único grupo, intitulado de "Prejuízo na Devolução de Vendas de Exercício Anterior", ou, então, utilizar uma única conta para esse mesmo fim.</p><p>- Lucro Real: Fizemos os mesmos lançamentos contábeis de uma devolução dentro do exercício, no entanto, substituímos todas as contas de resultado que seriam utilizadas pela conta de Prejuízo na Devolução de Vendas do Exercício Anterior. Nesse caso, não podemos nos esquecer de contabilizar os tributos a recuperar e o retorno ao estoque.</p><p>- Lucro Presumido: O que muda são as alíquotas de PIS e de COFINS, as quais são, respectivamente, 0,65% e 3%.</p><p>- Simples Nacional: Não há lançamento de impostos para recuperar, mas, sim, o lançamento de estorno em Simples Nacional a pagar no Passivo Circulante.</p><p>DESCONTOS COMERCIAIS</p><p>São aqueles concedidos ao comprador no momento da compra, seja pela grande quantidade que está sendo vendida, ou o cliente é um comprador especial, ou outros motivos. Apesar de aparecerem nas notas fiscais, os valores de descontos incondicionais não são registrados na contabilidade, em que as vendas e compras são contabilizadas diretamente pelo valor líquido.</p><p>FRETES SOBRE COMPRAS</p><p>São custos das mercadorias e devem ser incorporados no estoque de mercadorias ou matéria-prima, dependendo do setor, quando se referirem à compra de matéria prima ou mercadoria para revenda. Assim como as compras, em alguns casos os fretes geram direito a crédito fiscal, de ICMS, PIS e COFINS.</p><p>Fretes Sobre Compras em Empresas do Lucro Real</p><p>Pode aproveitar créditos de PIS e COFINS nos seus fretes sobre compras de matéria-prima ou mercadorias para revenda, que foram pagos por sua conta, ou seja, que a empresa teve que pagar para suas compras chegarem até a empresa.</p><p>Fretes Sobre Compras em Empresas do Lucro Presumido</p><p>No Lucro Presumido o PIS e a COFINS são tributos cumulativos, ou seja, não geram direito a crédito, e logo, os fretes sobre compras também não dão direito a esse crédito. No entanto, no que se refere ao ICMS, há o aproveitamento do crédito.</p><p>Fretes Sobre Compras em Empresas do Simples Nacional</p><p>Todos os tributos são cumulativos e não geram direito a crédito fiscal de nenhum imposto. Vale lembrar que só gera o direito a crédito de ICMS se o conhecimento de frete tiver o imposto destacado (se vier de uma empresa do Simples Nacional), não haverá a possibilidade de aproveitar o imposto.</p><p>FRETES SOBRE VENDAS</p><p>Diferentemente, não passa pelo estoque, nem pelo custo da mercadoria vendida, é lançado diretamente em despesas com transporte nas vendas. O lançamento, tanto para empresas do Lucro Real, Presumido ou Simples Nacional, ficaria assim:</p><p>D – Despesas com transporte nas vendas C – Contas a pagar</p><p>BONIFICAÇÕES</p><p>É uma quantidade do estoque que é oferecida ao cliente por diversos motivos. Existe aquela bonificação que está ligada com uma operação de compra, como é o caso dos descontos comerciais. Há também aquela bonificação que não está vinculada a uma operação de compra, em que o vendedor resolve em qualquer tempo, independente de venda anterior, dar bonificações ao cliente. Nesses casos, a bonificação concedida pelo vendedor é uma despesa com bonificação, não passando pelo custo da mercadoria vendida. Para quem recebe a bonificação irá fazer um lançamento de entrada no estoque (caso seja mercadoria) ou em despesa. Já o crédito, será em receita com bonificação.</p><p>Bonificações em Empresas do Lucro Real</p><p>Referente a empresa que emite a nota, há o pagamento de ICMS, visto que ao adquirir anteriormente essa mercadoria, aproveitou-se do crédito do ICMS. Com isso, precisa pagar o ICMS na saída, mesmo sendo uma bonificação. Mesma coisa acontece com o PIS e a COFINS, visto que no momento da entrada da mercadoria, aproveitou-se desses tributos, logo, terá que pagar na saída, mesmo sendo bonificação.</p><p>Já referente a empresa que recebeu a nota, como a empresa usará a mercadoria para revenda, pode contabilizar os tributos a recuperar. Caso contrário, o lançamento iria direto para uma conta de uso ou consumo, ou outra despesa.</p><p>Bonificações em Empresas do Lucro Presumido</p><p>No caso de empresa do Lucro Presumido não há aproveitamento de crédito de PIS e COFINS na compra, então na saída desta bonificação, também não há pagamento de PIS e COFINS.</p><p>Já referente a empresa que recebeu a nota, não houve crédito de PIS e COFINS no recebimento dessa bonificação, pois em empresas do Lucro Presumido não compõem essa operação. Caso a empresa não utilizasse a bonificação como mercadoria para revenda, o lançamento seria em conta de despesa e não haveria crédito de ICMS.</p><p>Bonificações em Empresas do Simples Nacional</p><p>Não há o pagamento de ICMS ou PIS e COFINS sobre essa bonificação. Já</p><p>referente a empresa que recebeu a nota, identificamos que não há o aproveitamento de crédito de nenhum tributo, visto que o Simples Nacional não possibilita esse benefício, por isso também não acontece na bonificação.</p><p>UNIDADE 3 TÓPICO 1 – INVENTÁRIO PERMANENTE NA PRÁTICA</p><p>MÉTODO PEPS</p><p>Os valores mais antigos que entraram nos estoques serão os primeiros a serem considerados quando uma mercadoria for vendida.</p><p>MÉTODO DO CUSTO MÉDIO</p><p>Também conhecido por custo médio ponderado ou média móvel, a cada entrada de mercadoria no estoque, é realizado o cálculo médio das mercadorias estocadas.</p><p>MÉTODO PEPS NO SIMPLES NACIONAL</p><p>Exemplo: Em 27/05, foi realizada uma venda de 6 unidades, que totalizou R$ 24.000,00. Essa venda foi composta pelas duas unidades de R$ 2.000,00 e por 4 unidades de R$ 2.300,00. Assim, o custo da mercadoria vendida foi de R$ 13.200,00, o que zerou o estoque.</p><p>D – Clientes R$ 24.000,00 D – CMV R$ 13.200,00 D – Simples Nacional R$ 960,00</p><p>C – Receita de Vendas R$ 24.000,00 C – Estoque R$ 13.200,00 C – Simples Nacional a recolher R$ 960,00</p><p>Para o cálculo do Simples, considera-se: (140.000 x 4%) / 140.000 = 4% x 24.000 = R$ 960,00)</p><p>Entretanto, no dia seguinte, o cliente devolveu uma unidade. Assim, entrou no estoque novamente a mercadoria mais recente, no valor de R$ 2.300,00. Com isso, o estoque no dia 28/05 era de R$ 2.300,00, composto por uma unidade.</p><p>D – Devolução de vendas R$ 4.000,00 D – Estoque R$ 2.300,00 D – Simples Nacional a recolher R$ 160,00</p><p>C – Clientes R$ 4.000,00 C – CMV R$ 2.300,00 C – Simples Nacional R$ 160,00</p><p>Para o cálculo do Simples, considera-se: (140.000 x 4%) / 140.000 = 4% x 4.000 = R$ 160,00)</p><p>MÉTODO DO CUSTO MÉDIO NO SIMPLES NACIONAL</p><p>Exemplo: Em 27/05, foi realizada uma venda de 6 unidades que totalizou R$ 24.000,00. Essa venda foi composta pelas 6 unidades de R$ 2.164,29. Assim, o custo da mercadoria vendida foi R$ 12.985,72, o que zerou o estoque.</p><p>D – Clientes R$ 24.000,00 D – CMV R$ 12.985,72 D – Simples Nacional R$ 960,00</p><p>C – Receita de Vendas R$ 24.000,00 C – Estoque R$ 12.985,72 C – Simples Nacional a recolher R$ 960,00</p><p>Para o cálculo do Simples, considera-se: (140.000 x 4%) / 140.000 = 4% x 24.000 = R$ 960,00)</p><p>Entretanto, no dia seguinte, o cliente devolveu uma unidade. Assim, entrou no estoque novamente a mercadoria mais recente, no valor de R$ 2.164,29. Com isso, o estoque, no dia 28/05, era de R$ 2.164,29, composto por uma unidade.</p><p>D – Devolução de vendas R$ 4.000,00 D – Estoque R$ 2.164,29 D – Simples Nacional a recolher R$ 160,00</p><p>C – Clientes R$ 4.000,00 C – CMV R$ 2.164,29 C – Simples Nacional R$ 160,00</p><p>Para o cálculo do Simples, considera-se: (140.000 x 4%) / 140.000 = 4% x 4.000 = R$ 160,00)</p><p>Analisando os dois métodos no Simples Nacional: no PEPS, o saldo de estoque final foi de R$ 2.300,00 e, no Custo Médio, foi de R$ 2.164,29. A diferença entre os saldos está no CMV, em que o custo da mercadoria vendida foi maior no custo médio, o que impactará na Demonstração do Resultado, com um lucro menor.</p><p>MÉTODO PEPS NO LUCRO PRESUMIDO</p><p>O saldo inicial do estoque da empresa sendo no Lucro Presumido mudou, porque as empresas do lucro presumido não absorvem como custo o ICMS da compra. Por isso, foi considerado um desconto de ICMS.</p><p>Exemplo: Em 27/05, foi realizada uma venda de 6 unidades, que totalizou R$ 24.000,00. Essa venda foi composta pelas duas unidades de R$ 1.760,00 e por 4 unidades de R$ 2.024,00. O custo da mercadoria vendida foi R$ 11.616,00, o que zerou o estoque.</p><p>D – Clientes R$ 24.000,00 D – CMV R$ 11.616,00 D – ICMS s/ vendas R$ 2.880,00</p><p>C – Receita de Vendas R$ 24.000,00 C – Estoque R$ 11.616,00 C – ICMS a recolher R$ 2.880,00</p><p>D – PIS s/ vendas R$ 156,00 D – COFINS s/ vendas R$ 720,00</p><p>C – PIS a recolher R$ 156,00 C – COFINS a recolher R$ 720,00</p><p>Entretanto, no dia seguinte, o cliente devolveu uma unidade. Assim, entrou no estoque novamente a mercadoria mais recente, no valor de R$ 2.024,00. Com isso, o estoque, no dia 28/05, era de R$ 2.024,00, composto por uma unidade.</p><p>D – Devolução de vendas R$ 4.000,00 D – Estoque R$ 2.024,00 D – ICMS a recuperar R$ 480,00</p><p>C – Clientes R$ 4.000,00 C – CMV R$ 2.024,00 C – ICMS s/ vendas R$ 480,00</p><p>D- PIS a recuperar R$ 26,00 D – COFINS a recuperar R$ 120,00</p><p>C – PIS s/ vendas R$ 26,00 C – COFINS s/ vendas R$ 120,00</p><p>Para relembrar:</p><p>12% de ICMS / 0,65% de PIS / 3% de COFINS</p><p>MÉTODO DO CUSTO MÉDIO PELO LUCRO PRESUMIDO</p><p>Exemplo: Em 27/05, foi realizada uma venda de 6 unidades que totalizou R$ 24.000,00. Essa venda foi composta pelas 6 unidades de R$ 1.904,57. Assim, o custo da mercadoria vendida foi R$ 11.427,42, o que zerou o estoque.</p><p>D – Clientes R$ 24.000,00 D – CMV R$ 11.427,42 D – ICMS s/ vendas R$ 2.880,00</p><p>C – Receita de Vendas R$ 24.000,00 C – Estoque R$ 11.427,42 C – ICMS a recolher R$ 2.880,00</p><p>D – PIS s/ vendas R$ 156,00 D – COFINS s/ vendas R$ 720,00</p><p>C – PIS a recolher R$ 156,00 C – COFINS a recolher R$ 720,00</p><p>Entretanto, no dia seguinte, o cliente devolveu uma unidade. Assim, entra no estoque novamente a mercadoria mais recente, no valor de R$ 1.904,57. Com isso, o estoque, no dia 28/05, é de R$ 1.904,57, composto por uma unidade.</p><p>D – Devolução de vendas R$ 4.000,00 D – Estoque R$ 1.904,57 D – ICMS a recuperar R$ 480,00</p><p>C – Clientes R$ 4.000,00 C – CMV R$ 1.904,57 C – ICMS s/ vendas R$ 480,00</p><p>D- PIS a recuperar R$ 26,00 D – COFINS a recuperar R$ 120,00</p><p>C – PIS s/ vendas R$ 26,00 C – COFINS s/ vendas R$ 120,00</p><p>Analisando: No PEPS, o saldo final de estoque foi de R$ 2.024,00. Já no Custo Médio foi de R$ 1.904,57. Essa diferença encontra-se no CMV, pois o CMV do Custo Médio foi maior, totalizando R$ 17.851,40.</p><p>MÉTODO PEPS NO LUCRO REAL</p><p>No Lucro Real, a empresa consegue aproveitar os créditos de ICMS, PIS e COFINS na compra, e que as alíquotas são de 12%, 1,65% e 7,60%, respectivamente. Por isso, o saldo inicial de estoque foi alterado, por não ter incorporado esses tributos no estoque.</p><p>Exemplo: Em 27/05, foi realizada uma venda de 6 unidades, que totalizou R$ 24.000,00. Essa venda foi composta pelas duas unidades de R$ 1.575,00 e por 4 unidades de R$ 1.811,25. O custo da mercadoria vendida foi de R$ 10.395,00, zerando o estoque.</p><p>D – Clientes R$ 24.000,00 D – CMV R$ 10.395,00 D – ICMS s/ vendas R$ 2.880,00</p><p>C – Receita de Vendas R$ 24.000,00 C – Estoque R$ 10.395,00</p><p>C – ICMS a recolher R$ 2.880,00</p><p>D – PIS s/ vendas R$ 396,00 D – COFINS s/ vendas R$ 1.824,00</p><p>C – PIS a recolher R$ 396,00 C – COFINS a recolher R$ 1.824,0</p><p>Entretanto, no dia seguinte, o cliente devolveu uma unidade. Assim, entrou no estoque novamente a mercadoria mais recente, no valor de R$ 1.811,25. Com isso, o estoque, no dia 28/05, é de R$ 1.811,25, composto por uma unidade.</p><p>D – Devolução de vendas R$ 4.000,00 D – Estoque R$ 1.811,25 D – ICMS a recuperar R$ 480,00</p><p>C – Clientes R$ 4.000,00 C – CMV R$ 1.811,25 C – ICMS s/ vendas R$ 480,00</p><p>D- PIS a recuperar R$ 66,00 D – COFINS a recuperar R$ 304,00</p><p>C – PIS s/ vendas R$ 66,00 C – COFINS s/ vendas R$ 304,00</p><p>MÉTODO DO CUSTO MÉDIO NO LUCRO REAL</p><p>Exemplo: Em 27/05, foi realizada uma venda de 6 unidades de R$ 1.691,87 cada, que totalizou R$ 24.000,00. Assim, o custo da mercadoria vendida foi de R$ 10.151,24, o que zerou o estoque.</p><p>D – Clientes R$ 24.000,00 D – CMV R$ 10.151,24 D – ICMS s/ vendas R$ 2.880,00</p><p>C – Receita de Vendas R$ 24.000,00 C – Estoque R$ 10.151,24 C – ICMS a recolher R$ 2.880,00</p><p>D – PIS s/ vendas R$ 396,00 D – COFINS s/ vendas R$ 1.824,00</p><p>C – PIS a recolher R$ 396,00 C – COFINS a recolher R$ 1.824,00</p><p>Entretanto, no dia seguinte, o cliente devolveu uma unidade. Desse modo, entrou no estoque novamente a mercadoria mais recente, no valor de R$ 1.691,87. Com isso, o estoque, no dia 28/05, era de R$ 1.691,87, composto por uma unidade.</p><p>D – Devolução de vendas R$ 4.000,00 D – Estoque R$ 1.691,87 D – ICMS a recuperar R$ 480,00</p><p>C – Clientes R$ 4.000,00 C – CMV R$ 1.691,87 C – ICMS s/ vendas R$ 480,00</p><p>D- PIS a recuperar R$ 66,00 D – COFINS a recuperar R$ 304,00</p><p>C – PIS s/ vendas R$ 66,00 C – COFINS s/ vendas R$ 304,00</p><p>Analisando: também houve diferença no saldo final do estoque no CMV. O saldo final é maior no PEPS, que tem o CMV menor. Já no custo médio o CMV é maior, o que gera um saldo final maior.</p><p>TÓPICO 2 - FOLHA DE PAGAMENTO</p><p>DESPESAS ADICIONAIS</p><p>A empresa não tem apenas o salário dos funcionários e os respectivos impostos a recolher. A empresa tem também outras despesas adicionais, como o INSS patronal, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), Férias e adicional de 1/3, décimo terceiro salário, vale transporte...</p><p>INSS Patronal</p><p>A empresa contribui com um percentual sobre a folha de pagamento, com os respectivos adicionais recebidos pelos empregados. O recolhimento previdenciário das empresas, corresponde à aplicação das seguintes alíquotas, sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados empregados:</p><p>- 20% referente ao INSS Patronal para as empresas não optantes do Simples Nacional.</p><p>- 1%, 2% ou 3% referente ao Risco de Acidente do Trabalho (RAT) e contribuição adicional, se for o caso, variando conforme o grau de risco, acrescido do Fator Acidentário de Prevenção (FAP).</p><p>- 5,80% de contribuição variável de Outras Entidades (Terceiros), destinada às entidades SENAI, SESC, SESI etc., em que o INSS se incumbe de arrecadar e repassar.</p><p>Independente dos valores de descontos e do salário líquido, o cálculo do INSS patronal é realizado sobre o salário bruto, mais as horas extras, gratificações, comissões, se houver.</p><p>Décimo terceiro e férias</p><p>O décimo terceiro e as férias adicionadas de 1/3 do seu valor tem o mesmo tratamento ao longo do ano. Essas despesas devem ser lançadas como despesa de cada mês e deve ser feita uma provisão para o pagamento. Também devem ser contabilizados o INSS e o FGTS a recolher sobre essas provisões. A empresa, todo mês, deve realizar os cálculos referentes aos salários dos empregados, com INSS Patronal e o FGTS.</p><p>Exemplo: Salários totalizam R$ 7.500,00, o INSS Patronal R$ 2.010,00, e o FGTS R$ 600,00. O valor a ser contabilizado no mês como despesa de férias será:</p><p>Não podemos esquecer de calcular o Adicional de 1/3, INSS e FGTS sobre as férias e 1/3. Perceba a seguir como chegamos no Adicional anual:</p><p>O valor do adicional será R$ 2.500,00, no entanto, a cada mês precisamos registrar 1/12 desse valor, ou seja: R$ 208,33. E o INSS e FGTS são calculados sobre as férias e 1/3 das férias. Assim:</p><p>Sobre o décimo terceiro salário sabemos que o valor será de R$ 7.500,00. Precisamos dividir esse valor para encontrarmos a despesa mensal.</p><p>PRÓ-LABORE</p><p>Os sócios que trabalham na empresa também têm uma espécie de “salário” que é denominado pró-labore. Os sócios são obrigados a contribuírem com o INSS e o valor da contribuição varia conforme a sua remuneração. No entanto, não se utilizada para os sócios a tabela de INSS utilizada para os funcionários. No caso do pró-labore, utilizamos uma alíquota permanente de 11%, independentemente do valor recebido pelos sócios. Para 2021, o valor máximo de INSS descontado dos sócios é R$ 707,69, ou seja: R$ 6.433,57 (teto máximo de contribuição) x 11%.</p><p>- Incide IRRF no pró-labore? SIM, e utiliza-se a mesma tabela dos funcionários.</p><p>“A empresa tem que pagar INSS Patronal e FGTS sobre o Pró-labore dos sócios”?</p><p>A resposta é: SIM para o INSS e DEPENDE para o FGTS. No caso do FGTS, a empresa só irá recolher se o sócio optar por isso.</p><p>O valor que será recolhido de INSS Patronal sobre o Pró-labore será sempre 20%, independente do risco que a empresa tiver. Além do mais, não há aqueles 5,8% sobre terceiros.</p><p>NÃO precisa calcular férias, 1/3 de férias e décimo terceiro “pró-labore.</p><p>image5.png</p><p>image6.png</p><p>image7.png</p><p>image8.png</p><p>image9.png</p><p>image10.png</p><p>image11.png</p><p>image12.png</p><p>image13.png</p><p>image14.png</p><p>image15.png</p><p>image16.png</p><p>image17.png</p><p>image18.png</p><p>image19.png</p><p>image20.png</p><p>image21.png</p><p>image22.png</p><p>image1.png</p><p>image2.png</p><p>image3.png</p><p>image4.png</p>

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