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<p>CURSO</p><p>DE</p><p>BRIGADA DE INCÊNDIO</p><p>Belém - PA</p><p>2024</p><p>2</p><p>SUMÁRIO</p><p>1. INTRODUÇÃO .............................................................................................................................. 3</p><p>2. TEORIA DO FOGO........................................................................................................................ 4</p><p>3. PROPAGAÇÃO DO FOGO ............................................................................................................. 6</p><p>4. CLASSES DE INCÊNDIO ................................................................................................................ 6</p><p>5. MÉTODOS DE EXTINÇÃO .......................................................................................................... 11</p><p>6. VENTILAÇÃO ............................................................................................................................. 11</p><p>7. AGENTES EXTINTORES .............................................................................................................. 16</p><p>8. EQUIPAMENTOS DE COMBATE A INCÊNDIO ............................................................................ 19</p><p>9. HIDRANTES E MANGOTINHOS .................................................................................................. 21</p><p>10. EQUIPAMENTOS DE DETECÇÃO, ALARME E COMUNICAÇÕES ............................................. 24</p><p>11. SISTEMA DE PROTEÇÃO POR SPRINKLERS ............................................................................ 25</p><p>12. ABANDONO DE ÁREA ............................................................................................................ 25</p><p>13. AVALIAÇÕES DAS CONDIÇÕES GERAIS DA VÍTIMA ................................................................ 29</p><p>14. OVACE - OBSTRUÇÃO DE VIAS AÉREAS POR CORPO ESTRANHO .......................................... 29</p><p>15. DESMAIO .............................................................................................................................. 30</p><p>16. RCP – REANIMAÇÃO CARDIOPULMONAR ............................................................................. 31</p><p>17. HEMORRAGIAS E FERIMENTOS............................................................................................. 31</p><p>17.1 CLASSIFICAÇÕES CLÍNICA .................................................................................................. 32</p><p>17.2 QUANTO AO TIPO DE SANGRAMENTO ............................................................................. 32</p><p>17.3 CLASSIFICAÇÕES DOS FERIMENTOS .................................................................................. 33</p><p>18. CORPOS ESTRANHOS NOS OLHOS ........................................................................................ 34</p><p>19. QUEIMADURAS ..................................................................................................................... 36</p><p>20. FRATURAS ............................................................................................................................. 36</p><p>21. ANIMAIS PEÇONHENTOS ...................................................................................................... 38</p><p>22. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ................................................................................................ 38</p><p>3</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Independente do ramo de atividade, todas as empresas estão sujeitas à</p><p>emergências, como incêndios. Contudo, por menor que seja o risco de incêndios, as ações</p><p>preventivas são importantíssimas, pois até empresas com atividades das mais pacatas e</p><p>burocráticas possíveis estão sujeitas aos incêndios, para isso existe a brigada de incêndios.</p><p>O objetivo da presente formação é proporcionar aos alunos conhecimentos para</p><p>atuar na prevenção e no combate ao princípio de incêndio, abandono de área e primeiros-</p><p>socorros conforme NBR-14276 e IT 08 – Corpo de Bombeiros do Estado do Pará.</p><p>Considera-se Brigada de Incêndio o grupo organizado de pessoas preferencialmente</p><p>voluntárias ou indicadas, treinadas e capacitadas para atuar na prevenção e no combate ao</p><p>princípio de incêndio, abandono de área e primeiros socorros, dentro de uma área</p><p>preestabelecida na planta.</p><p>As atribuições da brigada de incêndio são as seguintes:</p><p>a. AÇÕES DE PREVENÇÃO</p><p> Conhecer o plano de emergência contra incêndio da planta;</p><p> Avaliar os riscos existentes;</p><p> Inspecionar os equipamentos de combate a incêndio, primeiros-socorros e outros</p><p>existentes na edificação na planta;</p><p> Inspecionar as rotas de fuga;</p><p> Elaborar relatório das irregularidades encontradas;</p><p> Encaminhar o relatório aos setores competentes;</p><p> Orientar a população fixa e flutuante;</p><p> Participar dos exercícios simulados.</p><p>b. AÇÕES DE EMERGÊNCIA</p><p>Aplicar os procedimentos básicos estabelecidos no plano de emergência contra incêndio da</p><p>planta até o esgotamento dos recursos destinados aos brigadistas.</p><p>4</p><p>CLASSIFICAÇÃO DOS COMBUSTÍVEIS</p><p>2. TEORIA DO FOGO</p><p>FOGO</p><p>FOGO é uma reação química rápida e consistente, liberando energia em forma de luz</p><p>e calor, resultante da COMBUSTÃO de materiais combustíveis.</p><p>TETRAEDRO DO FOGO</p><p>Para que o fogo ocorra são necessários 03 elementos: calor, combustível e comburente. Eles</p><p>devem estar em concentrações ideais para manter a reação em cadeia. Veja o tetraedro ao</p><p>lado. (pirâmide com 4 faces).</p><p> Combustível: material consumido pelo fogo.</p><p> Comburente (oxigênio): elemento que combina</p><p>com combustível para que o fogo ocorra.</p><p> Calor: energia necessária para iniciar o fogo.</p><p> Reação em cadeia: é o processo químico que</p><p>permite a continuidade da combustão.</p><p>PONTOS DE TEMPERATURA</p><p>5</p><p>PRODUTOS DA COMBUSTÃO</p><p>6</p><p>4. CLASSES DE INCÊNDIO</p><p>O que é INCÊNDIO?</p><p>Incêndio (do latim incendĭum) é o fogo de grandes proporções, de forma descontrolada.</p><p>Na ilustração abaixo podemos observar as fases do incêndio, a fase inicial, fase de</p><p>crescimento, a fase de desencadeamento total e a decadência.</p><p>Classes De Incêndio</p><p>Existem 5 classes de incêndio conforme descrito a seguir:</p><p>3. PROPAGAÇÃO DO FOGO</p><p>7</p><p> Classe A: Incêndio caracterizado pela queima de materiais sólidos, como algodão,</p><p>papel, borracha e madeira, deixando resíduos como carvão e cinzas;</p><p> Classe B: Causado pela queima de líquidos, gases e sólidos que se liquefazem, como</p><p>querosene, tintas e graxas;</p><p>8</p><p> Classe C: Incêndios causados por curto-circuito de aparelhos elétricos energizados;</p><p> Classe D: Fogo causado por queima de metais pirofóricos, como selênio, magnésio,</p><p>sódio e zinco;</p><p> Classe K: Incêndio com óleos e gordura em cozinhas envolvendo equipamentos</p><p>como grelhas, assadeiras e frigideiras.</p><p>9</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>_ _</p><p>_ _</p><p>_ _</p><p>_ _</p><p>_ _</p><p>_ ___</p><p>_ _</p><p>_ _</p><p>_ _ _</p><p>_ _</p><p>10</p><p>DICAS DE PREVENÇÃO</p><p>11</p><p>5. MÉTODOS DE EXTINÇÃO</p><p>Para extinguir o fogo, basta retirarmos um dos elementos do tetraedro;</p><p>desta forma cada método de extinção está diretamente relacionada a um dos</p><p>elementos do fogo.</p><p>6. VENTILAÇÃO</p><p>Ventilação Tática</p><p>A ventilação tática pode ser definida como:</p><p>“A remoção sistemática do calor, da fumaça e demais produtos da combustão, do</p><p>interior de um local confinado, e a gradual substituição daquela atmosfera contaminada por</p><p>um suprimento de ar limpo e fresco”.</p><p>A Importância Da Ventilação</p><p>12</p><p>De forma similar às outras opções táticas disponíveis, a ventilação tática pode agravar</p><p>a situação, se for incorretamente aplicada, porém, usada adequadamente, será de</p><p>significante benefício no combate ao incêndio pois visa, entre outras coisas, proteger as</p><p>saídas, restringindo a propagação da fumaça; propiciar visibilidade e aumento do tempo de</p><p>saída; ajudar na operação de resgate, reduzindo a fumaça e os gases tóxicos para trabalhos</p><p>de pesquisa</p><p>em que haja o risco de pessoas retidas na edificação.</p><p>Tipos De Ventilação</p><p>Basicamente, podemos diferenciar dois tipos de ventilação, por meio dos meios</p><p>empregados. São eles:</p><p>a. Ventilação natural;</p><p>b. Ventilação forçada.</p><p>a. Ventilação natural</p><p>A ventilação natural utiliza o fluxo natural do ar para retirar a fumaça do ambiente</p><p>sinistrado. O fluxo natural da fumaça no interior da edificação pode ser produzido pelo vento</p><p>ou pelo efeito chaminé. Para fazer a ventilação natural, deve-se retirar as obstruções que</p><p>impedem o fluxo natural do ar. Estas obstruções podem ser portas, janelas, alçapões</p><p>fechados, paredes e tetos (coberturas ou telhados), conforme ilustração.</p><p>Abertura De Alçapão</p><p>13</p><p>Abertura De Telhado</p><p>b. Ventilação forçada</p><p>A ventilação forçada é realizada por meio de equipamentos mecânicos, como por</p><p>exemplo, exaustores, ventiladores ou aplicação de água com esguichos reguláveis, para</p><p>forçar a saída da fumaça da edificação. A ventilação forçada permite criar ou aumentar a</p><p>velocidade do fluxo de ar no interior da edificação, para promover a sua extração da fumaça</p><p>para o meio exterior.</p><p>A ventilação forçada é uma operação rápida que produz um aumento da velocidade do</p><p>fluxo de ar e fumaça pelas aberturas existentes, que geralmente é suficiente para retirar a</p><p>fumaça da edificação, permitindo uma boa visualização do local sinistrado.</p><p>Com o auxílio de ventiladores, pode-se fazer a (VPP) ventilação por pressão positiva,</p><p>este tipo de ventilação utiliza equipamentos destinados a produzir um fluxo de ar no</p><p>ambiente, os quais podem ser movidos por motores elétricos ou à explosão.</p><p>14</p><p>[</p><p>Uso de exaustor</p><p>Técnicas De Ventilação</p><p>Aplicação de jato de água</p><p>As técnicas de ventilação dependem do planejamento de onde será permitida a entrada</p><p>de ar fresco na edificação, a saída da fumaça e dos gases quentes e, se possível, o caminho</p><p>que devem percorrer. Há duas opções básicas: ventilação vertical e ventilação horizontal ou</p><p>cruzada.</p><p>a) Ventilação vertical</p><p>A técnica de ventilação vertical é aquela em que o fluxo da fumaça é direcionado</p><p>verticalmente dentro do ambiente sinistrado, aproveitando-se o efeito chaminé para sua</p><p>extração. Quando se faz uma abertura no telhado, imediatamente acima do fogo, permite-</p><p>se que a fumaça e outras partículas oriundas da combustão saiam do ambiente, devido à</p><p>sua baixa densidade em relação ao ar ambiente menos aquecido.</p><p>15</p><p>Ventilação vertical</p><p>Abertura para a ventilação vertical</p><p>b) Ventilação horizontal ou cruzada</p><p>A técnica de ventilação horizontal ou cruzada é aquela em que o fluxo de ar caminha</p><p>horizontalmente dentro do ambiente. Consiste em aproveitar a direção do vento, retirando-</p><p>se as obstruções que bloqueiam o fluxo do ar, sendo que, com isso, o ar frio entra no local</p><p>sinistrado por uma abertura e, a fumaça, sai por outra, situada em lado oposto.</p><p>O ideal para este tipo de ventilação é que o ambiente sinistrado possua aberturas</p><p>alinhadas entre si, em planos paralelos, e a direção do vento coincida com o alinhamento</p><p>das aberturas, ficando a abertura mais baixa para a entrada do ar fresco e, a abertura mais</p><p>alta, para a saída da fumaça.</p><p>16</p><p>Técnica de ventilação horizontal ou</p><p>cruzada</p><p>Abertura para ventilação horizontal</p><p>7. AGENTES EXTINTORES</p><p>17</p><p>Agente extintor é todo material que, aplicado ao fogo, interfere na sua química,</p><p>provocando uma descontinuidade em um ou mais lados do triângulo do fogo, alterando as</p><p>condições para que haja fogo.</p><p>Os agentes extintores podem ser encontrados nos estados sólidos, líquidos ou gasosos.</p><p>Existe uma variedade muito grande de agentes extintores. Os agentes mais empregados na</p><p>extinção de incêndios e que possivelmente teremos que utilizar em caso de incêndios são:</p><p>água, espuma (química e mecânica), gás carbônico e pó químico seco, agentes alogenados</p><p>(Halon), além dos agentes improvisados como areia, cobertor, tampa de vasilhame, etc, que</p><p>normalmente extinguem o incêndio por abafamento, ou seja, retiram todo o oxigênio a ser</p><p>consumido pelo fogo.</p><p> ÁGUA:</p><p>Extingue o fogo por arrefecimento e pode ser utilizada na forma de jacto ou</p><p>pulverização. O sistema de jacto de água deve ser utilizado apenas para fogos da classe "A".</p><p>A água pulverizada pode ser utilizada em fogos da classe "A" e em fogos da classe "B",</p><p>quando se trate de líquidos combustíveis dos chamados pesados, tais como fuelóleo,</p><p>gasóleo, etc).</p><p> DIÓXIDO DE CARBONO ("NEVE CARBÓNICA" OU CO2):</p><p>Trata-se de um gás inerte, por isso é utilizado como elemento de abafamento nos</p><p>incêndios. É eficaz para fogos produzidos por líquidos inflamáveis e nos fogos eléctricos,</p><p>porque não é condutor de eletricidade e não deixa resíduos.</p><p> PÓ SECO:</p><p>Geralmente é um composto químico à base de bicarbonato de soda e um agente</p><p>hidrófugo. Age por abafamento e paralisação da reação em cadeia. Atualmente são</p><p>utilizados principalmente dois tipos de pó seco; o pó seco químico normal e o pó polivalente,</p><p>ou anti-brasa. Este último refresca muito mais o combustível, sendo mais efetivo do que o</p><p>pó normal para fogos do tipo "A". Além disso, existe uma série de formulações de pó seco</p><p>especiais para combustíveis do tipo "D".</p><p>O pó seco normal é efetivo em fogos da classe "B", "C" e em fogos com presença de</p><p>tensão eléctrica. Pode ser utilizado naqueles de classe "A", mas seguidamente será preciso</p><p>utilizar água para evitar o reacendimento das chamas.</p><p> ESPUMA QUÍMICA:</p><p>18</p><p>Formada pela mistura de uma solução ácida com outra básica. Quando misturadas</p><p>intimamente, ambas soluções reagem, produzindo dióxido de carbono (CO2), com o</p><p>consequente aumento da pressão com que a espuma extintora é lançada. Este tipo de</p><p>espuma tem o inconveniente de atacar os metais, ser condutora de eletricidade e dissolver-</p><p>se nos álcoois, pelo que, atualmente não se utiliza.</p><p> ESPUMA FÍSICA:</p><p>É uma massa de bolhas interligadas entre si por um estabilizador, que se aplica na forma</p><p>de manta sobre os líquidos em combustão, impedindo ou apagando o fogo por abafamento.</p><p>Esta espuma dissolve-se nos hidrocarbonetos solúveis em água, como os álcoois, acetona,</p><p>etc, pelo que não pode ser utilizada em fogos deste tipo.</p><p>Nunca deve ser utilizada conjuntamente com água, já que esta rompe a manta de</p><p>espuma. É eficaz para combater fogos da classe "B", com as limitações acima descritas, e</p><p>nos fogos da classe "A", deixando a manta formada permanecer bastante tempo. Pelos</p><p>inconvenientes que apresenta, a espuma física é cada vez menos utilizada.</p><p> SUBSTITUTOS DOS HALONS:</p><p>São Agentes extintores que atuam na extinção de fogos como paralisadores da reação</p><p>em cadeia. Estes compostos são muito eficazes contra fogos eléctricos e aceitáveis para</p><p>fogos da classe "A" e "B".</p><p>Substituem os chamados halons, já que estes são CFC,s (clorofluorocarbonetos) e, como</p><p>tais, prejudicam a camada de ozono e, além disso, contêm bromo que, tal como foi</p><p>demonstrado, também contribui para a redução do ozono na atmosfera.</p><p>Por isso, o uso dos halons foi proibido e, em substituição dos mesmos, ultimamente são</p><p>utilizados outros produtos como o FM200, o NAF SIII, o INERGEN, etc., de eficácia extintora</p><p>similar e que não apresentam os inconvenientes daqueles.</p><p>A tabela abaixo mostra a escolha adequada do agente extintor de acordo com a classe</p><p>de fogo.</p><p>19</p><p>8. EQUIPAMENTOS DE COMBATE A INCÊNDIO</p><p>Os equipamentos de combate a incêndio são itens extremamente importantes para</p><p>ajudar na prevenção e combate a incêndios. Estes equipamentos visam garantir a segurança</p><p>e ajudam a salvar vidas. Os extintores de incêndio, mangueiras de incêndio e bombas para</p><p>hidrantes, são parte de alguns dos equipamentos contra incêndio mais utilizados.</p><p>Qualquer</p><p>tipo de prédio comercial e residencial, além de estabelecimentos que</p><p>atendam um número considerável de pessoas como boates, restaurantes, lanchonetes,</p><p>shoppings e inúmeros outros locais, devem ter equipamentos de combate a incêndio. A não</p><p>instalação desses equipamentos contra incêndio pode acabar proporcionando sérios</p><p>prejuízos e ainda colocar muitas vidas em risco. A instalação de extintores e mangueiras de</p><p>incêndio é obrigatória por lei.</p><p>Os equipamentos de combate a incêndio mais importante:</p><p> Extintor de incêndio:</p><p>20</p><p>O extintor de incêndio pode ser carregado com água, gás carbônico, produto químico seco</p><p>e produto químico especial, de acordo com o tipo específico de local a ser utilizado. Os</p><p>extintores de incêndio são separados por classes: A, B, C e D. As principais informações sobre</p><p>o tipo de componente presente no extintor e a classe que ele corresponde sempre devem</p><p>estar presentes no rótulo.</p><p> Mangueiras de incêndio:</p><p>21</p><p>As mangueiras são equipamentos de combate a incêndio para serem utilizadas em situações</p><p>de emergência em edifícios comerciais e residenciais, além de instalações industriais e até</p><p>nas forças navais. Assim como os extintores, também são comercializadas em diferentes</p><p>tamanhos de mangueiras para cada tipo de situação.</p><p> Bombas para hidrantes:</p><p>As bombas para hidrantes são utilizadas para que a água chegue corretamente até os</p><p>hidrantes e controle a pressão e passagem da água durante incêndios. São equipamentos</p><p>de combate a incêndio que tem um papel importante no funcionamento do hidrante.</p><p>9. HIDRANTES E MANGOTINHOS</p><p>Os hidrantes e mangotinhos são componentes do sistema fixo de combate a incêndio.</p><p>Ele é composto por um reservatório de água dedicado que é chamado de reserva técnica de</p><p>22</p><p>incêndio; canalização fixa resistente ao fogo; conjunto de bombas de pressurização; pontos</p><p>de saída de água onde ficam válvulas e conjunto de mangueiras ou mangotinhos. Próximos</p><p>às saídas de água há as chamadas caixas de incêndio onde as mangueiras são ancoradas.</p><p>Esse sistema tem o objetivo de combater ou conter o incêndio até a chegada do corpo de</p><p>bombeiros.</p><p>Definição importante!</p><p>SISTEMA SOB COMANDO DE COMBATE A INCÊNDIO, são os sistemas abastecidos de</p><p>água, que automaticamente, ao abrir o hidrante ou o mangotinho, entram em</p><p>funcionamento. Como falado este sistema é dividido em:</p><p> Sistema de Hidrantes e</p><p> Sistema de Mangotinhos.</p><p>Perceber que a mangueira é um ponto final de um conjunto de equipamentos e por isso</p><p>devemos chamar de sistema, torna a visão mais completa.</p><p>Equipamentos dos Sistemas sob Comando de Combate a Incêndio.</p><p>Há uma pequena variação de possibilidades prevista em normas técnicas, por exemplo,</p><p>o sistema sob comando de combate a incêndio pode ser abastecido por um reservatório</p><p>superior e inferior, mas também, pode ser abastecido por rios e lagos.</p><p>Contudo há alguns equipamentos básicos que formam estes equipamentos, que são</p><p>eles:</p><p> Reservatório</p><p> Sistema de Bombas</p><p> Válvulas (principais: retenção e gaveta)</p><p> Coluna de Incêndio</p><p> Abrigo ou caixas de incêndio</p><p> Sistema de Alarmes</p><p>Tipos de Hidrantes</p><p> Hidrantes de Parede</p><p>23</p><p>Os hidrantes de parede são encontrados principalmente na parte interna de edificações</p><p>comerciais e residenciais.</p><p>Suas saídas de água ficam posicionadas próximo ou no interior das caixas de incêndio,</p><p>que ficam presas na parede ou em colunas, em uma altura padronizada pela ABNT/NBR e</p><p>IT22 com o objetivo de facilitar a visualização e utilização.</p><p>É obrigatório que as caixas ou abrigos de incêndio sejam posicionadas próximo às saídas</p><p>de água. Dentro do abrigo devem conter no mínimo os seguintes equipamentos:</p><p> Válvula de globo angular (pode localizar fora)</p><p> Mangueira de hidrantes</p><p> Esguicho</p><p> Chave de Mangueira</p><p> Botoeira de acionamento da bomba (verificar legislação local).</p><p>Mangotinhos</p><p>No caso de mangotinhos, os abrigos possuem:</p><p> Válvula de esfera para sistemas de mangotinhos</p><p> Um carretel de mangotinho</p><p> Um esguicho regulável na ponta.</p><p>A grande diferença é que o sistema de mangotinho fica constantemente montado,</p><p>pressurizado e acoplado a canalização, sendo assim, seu uso é imediato e pode ser usado</p><p>por uma pessoa com pouca experiência. Porém, não é aplicável em qualquer edificação,</p><p>sendo permitido em edifícios de risco pequeno como edifícios residenciais, nesses casos,</p><p>seu uso é insuperável.</p><p>24</p><p>Mangotinhos</p><p>10. EQUIPAMENTOS DE DETECÇÃO, ALARME E COMUNICAÇÕES.</p><p>Devido à importância da prevenção e combate a incêndios, a instalação de</p><p>equipamentos e detecção alarme e comunicação de incêndio, tornou-se obrigatória. Os</p><p>equipamentos de detecção alarme e comunicação de incêndio, têm como objetivo auxiliar</p><p>na detecção de alarme dos locais, pois quando o aparelho detecta um indício de incêndio,</p><p>ele dispara o alarme rapidamente.</p><p>Nos sistemas de alarme e detecção de incêndio são necessários alguns</p><p>equipamentos básicos para que haja segurança no ambiente em que ele estiver instalado.</p><p>Os principais equipamentos que compõem os sistemas de alarme e detecção de incêndio</p><p>são os seguintes:</p><p> Central de alarme;</p><p> Detectores de incêndio;</p><p> Acionadores manuais contra incêndio;</p><p> Sinalizadores;</p><p> Módulos de entrada e de saída.</p><p>Entre os equipamentos, a central de alarme é o principal, uma vez que coleta as</p><p>informações da situação dos detectores, ativando os sinalizadores no caso de qualquer</p><p>situação de emergência.</p><p>25</p><p>A central de alarme dos sistemas de alarme e detecção de incêndio também é o</p><p>instrumento que analisa todo o sistema, verificando se há falhas na instalação, como</p><p>cabeamento rompido, curtos-circuitos ou qualquer anormalidade, mantendo todo o</p><p>ambiente protegido.</p><p>11. SISTEMA DE PROTEÇÃO POR SPRINKLERS</p><p>O sistema de sprinkler para proteção contra incêndio é conhecido também como</p><p>rede de chuveiros inteligentes, sendo ideal para combater os focos de incêndio em</p><p>ambientes fechados de acordo com a solicitação das normas.</p><p>É muito comum encontrar o sistema de sprinkler para proteção contra incêndio em</p><p>empresas, centros comerciais, shoppings, prédios, corredores, clínicas, galpões industriais,</p><p>galpões de armazenamento e todos os ambientes fechados que precisam de garantia de</p><p>combate automático contra o fogo.</p><p>12. ABANDONO DE ÁREA</p><p>Representa a necessidade de abandono do prédio.</p><p>Procedimento Básico para Abandono de Área</p><p>26</p><p>O alarme disparado determina um incêndio na edificação. A brigada de incêndio</p><p>deve combater o fogo e o prédio ser abandonado. Neste caso siga as seguintes instruções:</p><p> Desligue os aparelhos elétricos que estiver usando, salvo determinação em contrário</p><p>por razões de segurança;</p><p> Mantenha-se calmo e dirija-se sem demora para as saídas de emergência;</p><p> Nunca suba andares, a única opção segura é descer pelas escadas;</p><p> Ande rápido sem correr;</p><p> Não fume;</p><p> Não faça brincadeiras;</p><p> Mantenha silêncio;</p><p> Siga corretamente as instruções da brigada de incêndio e os coordenadores de</p><p>abandono;</p><p> Oriente os visitantes;</p><p> Nunca utilize elevadores;</p><p> Se houver fumaça, mantenha-se abaixado;</p><p> Não permaneça em vestiários e sanitários;</p><p> Gestantes e portadores de deficiência merecem atenção especial, dê a preferência;</p><p> Mantenha-se em fila e guarde distância de 1 metro da pessoa a sua frente;</p><p> Nas escadas mantenha-se sempre do lado externo e segure no corrimão;</p><p> O lado interno da escada deverá estar livre para atuação das equipes de primeiros</p><p>socorros, de combate a incêndio e salvamento;</p><p> As portas corta-fogo devem permanecer o menor tempo abertas para evitar que a</p><p>fumaça entre nas escadas;</p><p> Após deixar o prédio dirija-se para o ponto de encontro;</p><p> Aguarde pacientemente a determinação para retornar</p><p>ao ambiente de trabalho.</p><p>27</p><p>28</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>_ _</p><p>_ _</p><p>_ _</p><p>_ _</p><p>_ _</p><p>_ _</p><p>_ _</p><p>_ _</p><p>29</p><p>13. AVALIAÇÕES DAS CONDIÇÕES GERAIS DA VÍTIMA</p><p> A avaliação inicial da vítima é uma etapa essencial para seu diagnóstico. Devem-se</p><p>observar sinais (tudo o que se observa ao examinar uma vítima: respiração, pele fria,</p><p>palidez, dentre outros), sintomas (é o que a vítima informa sobre si mesma: náusea, dor,</p><p>vertigem, etc.) e sinais vitais (sinais cuja ausência ou alteração indica grave irregularidade</p><p>no funcionamento do organismo).</p><p> São eles: pulso (batimentos cardíacos), respiração, pressão arterial e temperatura.</p><p>Existem estudos à luz das evidências científicas atuais que a dor pode ser considerada o</p><p>quinto sinal vital, uma vez que somente os vivos sentem dor. Desta forma um ponto</p><p>importante tanto para o socorrista profissional ou leigo será em primeiro momento</p><p>avaliar o nível de consciência de sua vítima usando um parâmetro muito simples,</p><p>chamado A.V.D.S.:</p><p>Esta etapa deve ser realizada em qualquer situação de urgência.</p><p> A – ALERTA</p><p> V – RESPONDE À VOZ</p><p> D – RESPONDE A DOR</p><p> S – SEM RESPOSTA</p><p>As novas diretrizes da American Heart Association AHS (2015) preconizam a</p><p>sequência:</p><p>14. OVACE - OBSTRUÇÃO DE VIAS AÉREAS POR CORPO ESTRANHO</p><p>30</p><p>OBSTRUÇÃO DE VIAS AÉREAS</p><p>Hoje em dia várias pessoas entram em óbito devido à obstrução de vias aéreas.</p><p>15. DESMAIO</p><p>31</p><p>Acontece quando há uma redução no fluxo de sangue no cérebro. Sem oxigenação</p><p>adequada, o metabolismo do cérebro reduz-se o que causa perda breve e transitória da</p><p>consciência. Geralmente não existe nenhum aviso prévio. Mas pode-se perceber sudorese</p><p>e palidez cutânea, o indivíduo pode queixar-se de enjoo, tontura e visão turva ou</p><p>acinzentada.</p><p>16. RCP – REANIMAÇÃO CARDIOPULMONAR</p><p>17. HEMORRAGIAS E FERIMENTOS</p><p>32</p><p>É o extravasamento de sangue dos vasos sanguíneos ou das cavidades do coração,</p><p>podendo provocar estado de choque e óbito. A hemorragia pode ser externa ou interna.</p><p>17.1 CLASSIFICAÇÕES CLÍNICA</p><p>a) HEMORRAGIA EXTERNA: ocorre devido a ferimentos abertos, onde o sangue é</p><p>eliminado para o exterior do organismo.</p><p>SINAIS E SINTOMAS DE HEMORRAGIA EXTERNA:</p><p> Agitação;</p><p> Palidez;</p><p> Sudorese;</p><p> Pele fria;</p><p> Pulso acelerado e fraco (acima de 100 bpm);</p><p> Hipotensão;</p><p> Sede;</p><p> Fraqueza;</p><p> Alteração do nível de consciência;</p><p> Estado de choque.</p><p>b) HEMORRAGIA INTERNA: ocorre quando há lesão de um órgão interno e o sangue se</p><p>acumula em uma cavidade do organismo, como: peritônio, pleura, pericárdio,</p><p>meninges ou se difunde nos interstícios dos tecidos. Geralmente não é visível.</p><p>SINAIS E SINTOMAS DE HEMORRAGIA INTERNA:</p><p> Dor abdominal;</p><p> Rigidez ou flacidez dos músculos abdominais;</p><p> Eliminação de sangue através dos órgãos que se comunicam com o exterior,</p><p>como: nariz e/ou pavilhão auditivo, vias urinárias;</p><p> Vômito ou tosse com presença de sangue.</p><p>17.2 QUANTO AO TIPO DE SANGRAMENTO</p><p>33</p><p>17.3 CLASSIFICAÇÕES DOS FERIMENTOS</p><p>a) FERIMENTO ABERTO: é aquele no qual existe uma perda de continuidade da</p><p>superfície cutânea.</p><p>b) FERIMENTO FECHADO: aquele em que a lesão ocorre abaixo da pele, sem perda</p><p>da continuidade na superfície, a pele continua intacta.</p><p>LEMBRETE:</p><p>TORNIQUETE: Em casos de amputações Traumáticas e/ou sangramento maciço e no</p><p>campo tático que necessita de uma hemostasia rápida.</p><p>OUTROS CASOS DE HEMORRAGIAS</p><p>34</p><p> HEMORRAGIA NASAL</p><p>PRIMEIROS SOCORROS:</p><p>Colocar a vítima sentada com a cabeça ligeiramente voltada</p><p>para trás, apertar-lhe as narinas por 5 min. Caso a hemorragia</p><p>não ceda, comprimir externamente o lado da narina que está</p><p>sangrando e colocar gelo sobre o nariz.</p><p>Encaminhar para atendimento hospitalar.</p><p>18. CORPOS ESTRANHOS NOS OLHOS</p><p>É a introdução acidental de poeiras, grãos diversos, ou qualquer corpo estranho na</p><p>cavidade do globo ocular. Causando:</p><p> Dor;</p><p> Ardência;</p><p> Vermelhidão;</p><p> Lacrimejamento</p><p>A. PRIMEIROS SOCORROS EM CASO DE CORPO</p><p>ESTRANHO NOS OLHOS:</p><p> Não esfregar os olhos;</p><p> Lavar o olho com água limpa;</p><p> Não remover o corpo estranho manualmente.</p><p> Se o corpo estranho não sair com a lavagem, cobrir os dois olhos com pano limpo.</p><p> Encaminhar para atendimento de urgência.</p><p>35</p><p> ERGUNTAS</p><p> A pessoa está pálida, sente arrepios ou tonturas e vertigens. O que significa isso?</p><p>Que ela entrou em estado de choque. Solicite uma ambulância o mais rápido</p><p>possível.</p><p> Posso contrair uma infecção pelo contato com o sangue de outra pessoa? É melhor</p><p>evitar esse contato. Você pode usar luvas médicas, um saco plástico ou pedir que a</p><p>pessoa afetada pressione o próprio ferimento com as mãos.</p><p> É necessário lavar o ferimento? Você pode fazê-lo no caso de pequenos cortes ou</p><p>arranhões. No caso de uma hemorragia forte, não é necessário, porque você</p><p>removerá o sangue coagulado e a hemorragia aumentará.</p><p> O que fazer se um objeto estranho for encontrado dentro do ferimento? Não o</p><p>remova, pois pode aumentar o sangramento. Em vez disso, aplique uma bandagem</p><p>apertada ao redor do objeto.</p><p>36</p><p>19. QUEIMADURAS</p><p>20. FRATURAS</p><p>37</p><p>38</p><p>21. ANIMAIS PEÇONHENTOS</p><p>22. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA</p><p>39</p><p>Norma Regulamentadora NR 23 — Proteção Contra Incêndios.</p><p>Norma Regulamentadora NR 06 — Equipamentos de Proteção Individual.</p><p>ABNT NBR 14276 — Brigada de incêndio — Requisitos.</p><p>ABNT NBR 15808 — Extintores de incêndio portáteis.</p><p>ABNT NBR 15809 — Extintores de incêndio sobre rodas.</p><p>ABNT NBR 12693 — Sistemas de proteção por extintor de incêndio.</p><p>IT 08 – Corpo de Bombeiros do Estado do Pará</p>

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