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<p>FLORIDA ASSEMBLY OF GOD UNIVERSITY</p><p>Theology & Sciences Institute of Florida USA INC</p><p>DIANA DE FARIAS SOARES	Comment by Marlon: Vc pagou pra alguém fazer o seu trabalho?</p><p>Ele está muito identico com de outros alunos.</p><p>AS BRINCADEIRAS NO ÂMBITO ESCOLAR: O PAPEL DO BRINCAR NO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO DE CRIANÇAS DA	Comment by Marlon: Antes de começar qualquer texto configure as páginas para a estrutura de MARGENS que a abnt exige.</p><p>Conforme as normas da ABNT a margem esquerda e superior precisa ser de 3,0 cm, e direita e inferior de 2,0 cm.</p><p>https://www.oficinadanet.com.br/post/12326-word-como-configurar-margens-de-acordo-com-as-normas-abnt#:~:text=Lembre-se%2C%20conforme%20as%20normas%20da%20ABNT%20a%20margem,para%20que%20o%20documento%20fique%20na%20forma%20vertical.</p><p>EDUCAÇÃO INFANTIL</p><p>Guaraciaba do Norte/CE 2024</p><p>18</p><p>101</p><p>FLORIDA ASSEMBLY OF GOD UNIVERSITY</p><p>Theology & Sciences Institute of Florida USA INC</p><p>DIANA DE FARIAS SOARES</p><p>AS BRINCADEIRAS NO ÂMBITO ESCOLAR: O PAPEL DO BRINCAR NO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO DE CRIANÇAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL</p><p>Dissertação apresentada ao Curso de Mestrado em Educação ao Theology & Sciences Institute of Florida USA INC – Orlando- FL, como requisito parcial à conclusão do programa do curso.</p><p>Orientador: Prof . Dr. Marcos de Matos Palácio</p><p>ORLANDO -FL</p><p>SETEMBRO / 2024</p><p>SOARES, Diana De Farias</p><p>As Brincadeiras No Âmbito Escolar: O Papel Do Brincar No Desenvolvimento Cognitivo De Crianças Da Educação Infantil/ Diana De Farias Soares. Orlando-FL: 2024.</p><p>89 p., 30 cm.</p><p>Orientação: Prof. Dr. Marcos de Matos Palácio</p><p>Trabalho de Conclusão de Curso de Mestrado em Educação - Theology & Sciences Institute of Florida USA INC, 2024.</p><p>Inclui bibliografia.</p><p>1. Aprendizagem. 2. Educando. 3.Brincadeiras. 4.Lúdico</p><p>CDD 371.3</p><p>FLORIDA ASSEMBLY OF GOD UNIVERSITY</p><p>Theology & Sciences Institute of Florida USA INC</p><p>DIANA DE FARIAS SOARES</p><p>AS BRINCADEIRAS NO ÂMBITO ESCOLAR: O PAPEL DO BRINCAR NO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO DE CRIANÇAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL</p><p>Dissertação apresentada ao Curso de Mestrado em Educação ao Theology & Sciences Institute of Florida USA INC – Orlando- FL, como requisito parcial à conclusão do programa do curso.</p><p>ORLANDO -FL</p><p>SETEMBRO / 2024</p><p>18</p><p>101</p><p>Dedico, em primeiro lugar, a Deus, por nunca ter me abandonado durante a realização deste trabalho e durante toda a jornada de acadêmico; dedico também a minha família, aos meus amigos, por depositarem em mim uma grande confiança, acreditando em meu potencial e a força daqueles que sempre estiveram ao meu lado em cada momento difícil e momentos de alegria, desde os primeiros passos para essa grande conquista e sonho realizado.</p><p>22</p><p>23</p><p>AGRADECIMENTOS</p><p>Agradeço primeiramente a Deus que possibilitou que eu trilhasse esse caminho de aprendizagem e foi quem me acompanhou durante esse Mestrado. Diante disso, agradeço também a toda a minha família pelo grande apoio concedido a mim e por ter acompanhado a cada minuto minha trajetória, em especial, meus pais, aos meus amigos e aos meus professores e colegas de trabalho pelas palavras sábias na hora certa, conselhos, cobranças e incentivos.</p><p>“Não dá para separar de todo o homem de sua obra. O homem deixa sempre sua marca, seja boa ou má, por onde vai passando. E isto já se vê nas pegadas que deixamos na praia.”</p><p>(William Douglas R. dos Santos, 2005)</p><p>100</p><p>25</p><p>RESUMO</p><p>O presente trabalho tem como tema o a importância das brincadeiras e jogos na educação infantil, visto que a educação pré-escolar é uma fase do desenvolvimento educacional que necessita de muitos incentivos e práticas docentes. Dentre essas práticas, inclui-se a utilização dos jogos como uma forma lúdica de incentivar o processo de ensino aprendizagem de matemática de forma que os educandos melhores assimilem os conteúdos apresentados. Os jogos apresentam-se como uma importante ferramenta de desenvolvimento das potencialidades dos alunos, funcionando assim como uma mola propulsora para aumentar a aprendizagem, visto ser uma prática bastante conhecida pelas crianças em idade pré-escolar. Assim, o lúdico, através dos jogos, se bem direcionados, são um diferencial importante para o processo de ensino aprendizagem dos educandos. A presente pesquisa será dividida em quatro capítulos de referencial teórico, sendo que será feita uma análise de vários autores estudiosos do assunto, tais como Wallon, Piaget e Vigostsky no sentido de analisar suas opiniões e contribuições para o tema abordado.</p><p>Palavras - chaves: Aprendizagem. Educando. Brincadeiras. Lúdico</p><p>ABSTRACT</p><p>The present work has as its theme the importance of games and games in preschool education, since pre-school education is a phase of educational development that requires many incentives and teaching practices. Among these practices, it is included the use of games as a playful way of encouraging the process of teaching learning so that learners better assimilate the presented contents. games are an important tool for developing students' potentialities, thus acting as a driving force to increase learning, since it is a practice well known to pre-school children. Thus, the playful, through the games, if well targeted, are an important differential for the process of teaching learning of learners. The present research will be divided in four chapters of theoretical reference, and will be made an analysis of several scholars such as Wallon, Piaget and Vigostsky in order to analyze their opinions and contributions to the topic addressed.</p><p>Keywords: Learning. Teaching. Just kidding. Playful</p><p>INTRODUÇÃO	27</p><p>A ORIGEM DOS JOGOS E BRINCADEIRAS	31</p><p>A INTRODUÇÃO E BRINCADEIRAS JOGOS NAS ESCOLAS BRASILEIRAS 37</p><p>Os jogos, brinquedos e brincadeiras como recurso de aprendizagem: concepções de alguns teóricos	40</p><p>CONCEPÇÃO DOS AUTORES	49</p><p>O Jogo Na Concepção De Wallon	49</p><p>O Jogo Na Concepção de Piaget	52</p><p>A RELEVÂNCIA DA FUNÇÃO DOCENTE NO DESENVOLVIMENTODOS JOGOS E DAS BRINCADEIRAS	54</p><p>OS JOGOS E A APRENDIZAGEM	62</p><p>O JOGO COMO INSTRUMENTO DE APRENDIZAGEM	65</p><p>1.4 As brincadeiras e a sua contribuição no processo de construção de regras e socialização das crianças	67</p><p>O PAPEL DO PROFESSOR	75</p><p>BENEFÍCIOS DO JOGO	79</p><p>Físico	82</p><p>LINGUAGEM	83</p><p>CRIATIVIDADE	85</p><p>O JOGO NA CONSTRUÇÃO DA CRIANÇA	89</p><p>JOGO, BRINQUEDO, BRINCADEIRA E A EDUCAÇÃO	94</p><p>CONCLUSÃO	96</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICA	99</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>A discussão sobre as brincadeiras no âmbito escolar, neste trabalho, se faz com base na perspectiva de estabelecer subsídios que permitam saber de que forma as brincadeiras realizadas na Educação infantil podem contribuir para o desenvolvimento cognitivo das crianças. Nesse sentido, pretende-se por esta pesquisa averiguar os seguintes objetivos específicos: reconhecer como as brincadeiras podem proporcionar a aprendizagem das crianças; avaliar de que forma o brincar contribui para a socialização e a construção de regras e identificar o papel do professor como articulador da brincadeira no processo de aprendizagem.	Comment by Marlon: Defina as margens da ABNT e outros pontos</p><p>certifique-se de definir os seguintes parâmetros antes de começar a escrever:</p><p>Margens</p><p>Esquerda e superior com 3 cm</p><p>Direita e inferior com 2 cm</p><p>Fonte Arial ou Times New Roman, com tamanhos específicos para cada finalidade</p><p>Tamanho 12 para texto</p><p>Tamanho 14 em negrito para títulos</p><p>Tamanho 10 para citações e notas de rodapé</p><p>Cor da fonte deverá ser preta em todo o trabalho</p><p>Colocar o texto justificado</p><p>Espaçamento de 1,5 no texto</p><p>Espaçamento de 1,0 para citação longa</p><p>Parágrafo de 1,25.</p><p>Este estudo, por sua vez, indaga-se: de que forma as brincadeiras podem contribuir para o desenvolvimento e aprendizagem das crianças? Por isso, para fundamentar a pesquisa, foram destacados alguns teóricos que relatam o brincar e a sua relação com o amadurecimento cognitivo das crianças; propondo, dessa</p><p>de uma forma que cada indivíduo interage com a sua realidade, ou melhor dizendo, a forma como cada indivíduo vai organizando os seus conhecimentos e vai passando a visar sua adaptação. Assim, vai ocorrer diversas mudanças de forma significativa e progressiva em cada um dos envolvidos no processo.</p><p>Levando-se em consideração os estudos piagetianos, a criança vai desenvolver, a partir de então, as suas inter-relações com o seu meio de convívio, portanto a teoria do desenvolvimento intelectual é uma sequência de estágios, pois seu ponto de partida é o egocentrismo, pois essa criança não se vê separada do mundo, ou seja, não considera a existência de um mundo externo. Assim, as manifestações lúdicas acompanham o desenvolvimento da inteligência, uma vez que vinculam-se aos estágios de desenvolvimento cognitivo. (NEGRINE, 1995, p. 34)</p><p>Portanto, de acordo com Negrine (1995), o jogo provoca uma interação do aluno com o mundo ao seu redor, proporcionado uma fuga ao egocentrismo e proporcionando uma melhora na sua vivência social.</p><p>Segundo Piaget (1973, p. 341) “o aluno em atividade de maneira imediata com os objetos do conhecimento é o que causa a direta aprendizagem, estimulando as ações cognitivas, sustentando assim seu desenvolvimento”. Assim, os jogos consistem em uma atividade de assimilação funcional, em exercícios de um conjunto de ações individuais já aprendidas e, sendo assim, consolida-se em esquemas já formados.</p><p>Para Piaget (1992, p.49)</p><p>Em primeiro lugar representam uma atividade interindividual necessariamente regulada por certas normas que, embora geralmente herdadas das gerações antigas podem ser modificadas pelos membros de cada grupo de jogadores, fato esse que explica a condição de legislador de cada um deles. Em segundo lugar, embora tais normas não tenham em si um caráter moral (e envolve questões de justiça e honestidade). Finalmente tal respeito provém de mútuos acordos entre os jogadores e não mera aceitação de normas impostas por autoridades estranhas à comunidade de jogadores.</p><p>Por fim, de acordo com Piaget(1992), os jogos de regra, apenas vão aparecer e serem compreendidos a partir de dos 4 ou 5 anos de idade, quando a</p><p>criança deixa de lado o jogo sozinho, porém, apenas aos sete anos de idade, que ela passa a entender verdadeiramente e, assim submeter-se as regras. A criança vai iniciar sua adaptação dentro da vida em sociedade, sendo que essas são as leis (regras do jogo) que são necessárias para que esse grupo se torne coeso e vá em busca de um objetivo em comum, ou seja jogar. Assim, deve-se sempre lembrar que nesta fase, a criança ainda não questione as regras; ela as cumpre sem questionar o porquê destas regras.</p><p>4.3. A RELEVÂNCIA DA FUNÇÃO DOCENTE NO DESENVOLVIMENTODOS JOGOS E DAS BRINCADEIRAS</p><p>Quando a criança brinca, ela vai ter uma grande liberdade de toda e qualquer ação física e mental e, assim vai poder tomar suas decisões, atuando de uma maneira transformadora sobre determinados assuntos que tenha significado para ela, colocando assim para fora todas as suas fantasias, seus desejos, seus medos que ela venha a apresentar e os sentimentos, percebendo-se no mundo e compreendendo melhor o ambiente que a rodeia. Pois para penetrar no mundo desta criança é necessária uma tarefa que requer ajudá-la a poder desenvolver globalmente os seus próprios discernimentos, ou seja o seu conhecimento. (KISHIMOTO, 2000)</p><p>O professor, ao propor um jogo nas suas aulas, deve estar seguro do real objetivo ao qual ele pretende atingir. Deve estar atento e saber que é possível desenvolver a atividade naquele determinado estágio do desenvolvimento em que a criança se encontra, pois é ter certeza que a atividade é correta, tendo em vista a construção de um determinado conceito e que este não agrida de nenhuma forma, psicologicamente e nem o socialmente a criança.</p><p>Assim, o professor mediador, centraliza-se na análise de várias hipóteses que irão ser levantadas pelos educandos e que o tipo de exploração das estratégias pessoais que vai ser desenvolvidas para resolver as situações presentes que irão surgir, podendo até dar alguns passos no sentido de valorizar e estimular suas estratégias pessoais e também suas hipóteses.</p><p>À medida que as crianças se desenvolvem, sua peça se torna mais sofisticada. Até a idade de 2 anos, uma criança brinca sozinha e tem pouca interação com outras pessoas. Logo depois, ele começa a ver outras crianças brincarem, mas não podem se juntar. Isso é particularmente relevante para crianças em ambientes de multi-idade,</p><p>onde as crianças mais novas podem assistir e aprender com crianças mais velhas que brincam nas proximidades. (KISHIMOTO, 2000)</p><p>Cerca de 2 a 3 anos, um pré-escolar começa a jogar sentado ao lado de outra criança, muitas vezes alguém com interesses semelhantes. Isso, naturalmente, muda, através do uso do idioma, para os começos da peça cooperativa. Um adulto pode facilitar este processo criando um espaço para dois ou mais pequenos corpos e ajudando as crianças a encontrar as palavras para expressar suas perguntas ou necessidades. (KISHIMOTO, 2000)</p><p>Entre 4 e 5 anos, os pré-escolares descobrem que compartilham interesses semelhantes e procuram crianças como elas. Eles discutem, negociam e elaboram estratégias para criar cenas de jogo elaboradas; fazem voltas e trabalham juntas em direção a objetivos mútuos. (KISHIMOTO, 2000)</p><p>O papel do professor pré-escolar no desenvolvimento da peça lúdica é crítico. Ele precisa ter cuidado e atenção nas técnicas utilizadas, sobretudo no uso de jogos matemáticos, como forma de alcançar os objetivos pretendidos.</p><p>O papel do professor é de mediador, de instigador e incentivador; é o indivíduo que terá seu papel de auxiliar esses educandos a desenvolver um espaço no qual alunos e professores trazem em suas bagagens as experiências e têm o espaço para reaproveitá-las e aumenta-las.</p><p>Cabe ao professor conhecer o seu aluno, as dificuldades e fatores que o cercam, para poder dispensar sobre ele um olhar diferente, crítico e amigo, um olhar que enxergue as reais possibilidades de aprendizagem e possa adotar metodologias também diferenciadas de ensino, oportunizando a todos chegarem ao seus objetivos. (FREIRE, 1983, p. 28)</p><p>Portanto, para a utilização desta metodologia exige-se do professor ou educador que se planeje realmente, pois ele terá que buscar várias formas e meios de poder aplicar os jogos e se for preciso relampejar diversas vezes para buscar seu real objetivo de que a aprendizagem efetiva desta criança, que seja exigente, coerente, reflexiva e também encontre as soluções dos problemas e suas decisões no momento certo, assim ele vai ter realmente o poder de ser mediador e motivador nos momentos diferentes que ela vai vivenciar na sala de aula.</p><p>Demo (1994) salienta que o erro não é uma falha na aprendizagem, pois é essencial e parte do processo. Ninguém aprende sem errar, o homem tem uma estrutura</p><p>cerebral ligada ao erro, é intrínseco ao saber e pensar, a capacidade de avaliar e refinar, por acerto e erro, até chegar a uma aproximação final.</p><p>No decorrer deste processo o professor tem sua contribuição fundamenta, pois esta vai propiciar muitos conflitos entre o cognitivo na aquisição de novos saberes; o professor deve ser investigador do domínio que cada criança tem, assim como as dificuldades que ele vai apresentar para então poder organizar sua proposta de ensino que vá se adequando a criança em seu estágio. Assim, esta vai estar assimilando o processo de troca de idéias entre as crianças, ensinando-a a compartilhar suas novas descobertas. (KISHIMOTO, 2000)</p><p>O ensino desempenha um papel crucial no desenvolvimento de jogos e brincadeiras, pois facilita a aprendizagem e o crescimento dos jogadores. Jogos e brincadeiras são frequentemente usados como recursos recreativos para motivar e facilitar a aprendizagem dos alunos, tornando-os uma ferramenta eficaz para educadores. Além disso, os jogos e brincadeiras têm uma função educativa que pode melhorar a aprendizagem do indivíduo, incluindo o desenvolvimento de habilidades cognitivas,</p><p>sociais, afetivas e motoras. Ao incorporar jogos e brincadeiras no ensino, os educadores podem criar um ambiente de aprendizagem mais envolvente e interativo que promove o crescimento e o desenvolvimento dos seus alunos.</p><p>Além de facilitar a aprendizagem, o ensino através de jogos e brincadeiras também incentiva a criatividade e a inovação. Os jogos e brincadeiras têm um elemento inerente de diversão e prazer, que pode inspirar os alunos a pensar fora da caixa e a encontrar soluções únicas e imaginativas para os problemas. Ao criar um ambiente seguro e de apoio à exploração e experimentação, os educadores podem ajudar os alunos a desenvolverem as suas capacidades criativas e inovadoras, que podem ser aplicadas a vários aspectos das suas vidas.</p><p>Ensinar através de jogos e brincadeiras também promove o desenvolvimento do pensamento crítico e de habilidades de resolução de problemas. As atividades lúdicas auxiliam no desenvolvimento de capacidades cognitivas, físicas, sociais e psicológicas, que possibilitam a socialização e a aprendizagem. Ao incorporar jogos e brincadeiras no ensino, os educadores podem ajudar os alunos a desenvolverem a sua capacidade de pensar crítica e reflexivamente, permitindo-lhes questionar, analisar e resolver problemas de forma eficaz. Isto pode ser particularmente benéfico na educação infantil, onde a brincadeira é uma parte essencial do processo de aprendizagem. No geral, ensinar por meio de jogos e brincadeiras é uma ferramenta</p><p>poderosa para os educadores promoverem o crescimento, o desenvolvimento e a aprendizagem de seus alunos. A importância do jogo e da brincadeira nas Escolas.</p><p>O jogo e a brincadeira estão presentes em todas as fases da vida dos seres humanos, tornando especiais a sua existência. De forma que estas atividades tidas como lúdicas estão presentes e são indispensáveis no relacionamento entre as pessoas, possibilitando que a criatividade aflore. Ao brincar e jogar, a criança constrói conhecimento e para isso, umas das qualidades mais importantes do jogo e da brincadeira é a confiança que a criança tem quanto à própria capacidade de encontrar soluções. Confiante, pode chegar às suas próprias conclusões de forma autônoma.</p><p>De acordo com Smole (2007, p. 11) afirma que;</p><p>Em se tratando de aulas de matemática, o uso de jogos implica uma mudança significativa nos processos de ensino e aprendizagem, que permite alterar o modelo tradicional de ensino, o qual muitas vezes tem o livro e em exercícios padronizados seu principal recurso didático. O trabalho com jogos nas aulas de matemática, quando bem planejado e orientado, auxilia o desenvolvimento de habilidades como observação, análise, levantamento de hipóteses, busca de suposições, reflexão, tomada de decisão, argumentação e organização, que estão estreitamente relacionadas ao chamado raciocínio lógico.</p><p>Assim, as brincadeiras adaptadas à matemática, pode-se obter um grande avanço na percepção, concentração, conhecimento de espaço, tempo, seriação, operações, números, quantidade, força, localização, discriminação, velocidade, além de aprender a respeitar as exigências sobre as normas e controles.</p><p>Essas associações entre jogos e brincadeiras na disciplina de matemática buscarão apresentar os conhecimentos básicos matemáticos, dando ênfase na</p><p>metodologia baseada em atividades, onde o aluno conseguirá construir os conceitos, compreender sua utilização no cotidiano, estabelecer a relação entre a teoria e a prática pedagógica, avaliando de forma a transformá-los.</p><p>Segundo Vygotsky (1994, p. 54):</p><p>A brincadeira tem um papel muito fundamental no desenvolvimento do próprio pensamento da criança. É por meio dela que a criança aprende a operar com o significado das coisas e dá um passo importante em direção ao pensamento conceitual que se baseia nos significados das coisas e não dos objetos. A criança não realiza a transformação de significados de uma hora pra outra.</p><p>Sendo assim, os jogos e as brincadeiras pedagógicos são uma das formas de expressão importantes na vida de uma criança, onde a criança aprende a encarar</p><p>com prazer as atividades e manifestará sentimentos positivos de si mesma, sendo uma criança feliz, satisfeita e plena participante do meio em que vive.</p><p>Segundo Pereira (2001, p. 38) diz que;</p><p>A atitude de quem brinca não é de simples prazer e de fácil contentamento, é um viver a atenção das escolhas, dos conflitos, dos limites, do fazer e desfazer das ações e imaginações em que o brincante experimenta o equilíbrio e o desequilíbrio, o contraste e o semelhante, a união e a desunião.</p><p>O brincar conduz aos relacionamentos grupais, podendo ser uma forma de comunicação, a brincadeira traz oportunidade para o exercício da simbolização e é também uma característica humana.</p><p>O desenvolvimento da criança pode ser estimulado na sua forma de expressão para construir relações sociais com os adultos, ao brincar a criança passa a se conhecer a si próprio e entender o seu contexto, seja escolar ou familiar.</p><p>A brincadeira estimula o uso da memória, que ao entrar em atividade amplia e organiza aquilo que deve ser lembrado.</p><p>Santos (2001, p. 79) afirma que:</p><p>Na verdade, o brincar representa um fator de grande importância na socialização da criança, pois é brincando que o ser humano se torna apto a viver numa ordem social e num mundo culturalmente simbólico. Brincar exige concentração durante um grande intervalo de tempo. Desenvolve iniciativa, imaginação e interesse. Basicamente, é o mais completo dos processos educativos, pois influencia o intelecto, a parte emocional e o corpo da criança.</p><p>No brincar, quanto mais papeis a criança representa, mais amplia sua expressividade, entendida como totalidade. A partir do brincar ela constrói os conhecimentos através dos papéis que representa, ampliam ao mesmo tempo dois vocabulários – o linguístico e o psicomotor – além do ajustamento afetivo emocional que atinge na representação desses papéis.</p><p>O jogo e a brincadeira são considerados fenômenos sociais dentro das práticas onde estão inseridos os movimentos tidos como lúdicos.</p><p>A proposta de um jogo em sala de aula é muito importante para o desenvolvimento social, cognitivo, intelectual e emocional, pois existem alunos que se “fecham”, tem vergonha de perguntar sobre determinados conteúdos, determinados assuntos e de expressar suas dúvidas, onde a matemática se torna um problema para eles.</p><p>A aplicação dos jogos em sala de aula surge como uma oportunidade de socialização, onde busca a cooperação mútua, a participação da equipe na busca</p><p>incessante de elucidar o problema proposto pelo professor. Mas para que isso aconteça, o educador precisa de um planejamento organizado onde tenha clareza e conhecimento do que vai ser trabalhado e um jogo que incite o aluno a buscar o resultado, ele precisa ser interessante, e desafiado, para que o aluno possa atingir os objetivos desejados.</p><p>Moura (2008, p. 30) relata que:</p><p>O jogo, na educação matemática, passa a ter o caráter de material de ensino quando considerando promotor de aprendizagem. A criança coloca diante de situações lúdicas, aprende a estrutura lógica da brincadeira, deste modo, aprende também a estrutura lógica matemática presente.</p><p>Dessa forma, os jogos devem ser um grande caráter desafiador, sempre acompanhado de planejamentos, objetivos e metas. Devem ser escolhidos e preparados pelo docente com muito cuidado para levar o estudante a adquirir conceitos matemáticos de importância, que estimulem a resolução de problemas.</p><p>O professor deve mediar o jogo que vai ser trabalhado durante a sua aula e</p><p>não deixar o estudante participar da atividade de qualquer jeito, sem orientação e sem regras, pois o professor deve traçar os objetivos a serem cumpridos e metas que deverão ser alcançadas para que consiga fazer um bom trabalho.</p><p>O aluno não pode encarar o jogo como uma parte da aula em que não irá fazer uma atividade escrita ou não precisará prestar atenção no professor, promovendo assim uma conduta de indisciplina e desordem, mas precisa ser</p><p>conscientizado de que aquele momento é importante para</p><p>sua formação, pois ele usará de seus conhecimentos e suas experiências para participar, argumentar, propor soluções na busca de chegar aos resultados esperados pelo professor, porque o jogo pode não ter uma resposta única, mas várias , devemos respeitar as inúmeras respostas, desde que não fujam do propósito, sem ter nenhum objetivo.</p><p>Para Mattos (2009) o jogo está presente desde cedo na vida das crianças como uma forma de desenvolvimento de suas atividades cognitivas e manipulativas.</p><p>O jogo faz parte do cotidiano do aluno, por isso, ele se torna um instrumento motivador no processo de ensino e aprendizagem, além de possibilitar o desenvolvimento de competências e habilidades. Em síntese a educação lúdica, entendida como o aprender brincando, integra na sua essência uma concepção teórica profunda e uma concepção pratica atuante e concreta.</p><p>Seus objetivos são as estimulações das relações cognitivas, afetivas,</p><p>verbais, psicomotoras, sociais, a mediação socializadora do conhecimento e a provocação para uma reação critica e criativa dos alunos (MATTOS, 2009, p.56).</p><p>De acordo com o autor, podemos considerar que a utilização de atividades lúdicas na matemática e de materiais concretos é de extrema importância pois contribui para o desenvolvimento cognitivo, emocional, intelectual e social da criança. Há de se refletir que alguns conteúdos específicos da matemática não possuem relação com a ideia de serem aplicados utilizando jogos, mas de certa forma promovem um senso crítico, investigador, que ajuda na compreensão e entendimento de determinados tópicos relacionados ao ensino da matemática. Assim, qualquer jogo, mesmo o que envolvem regras ou uma atividade corporal, dá espaço para a imaginação, a fantasia e a projeção de conteúdos</p><p>afetivos, mais ou menos consciente, além de toda a organização lógica que está ali implícita.</p><p>Segundo Smole (2007, p. 11) fala que;</p><p>No jogo, as regras são parâmetros de decisão, uma vez que, ao iniciar uma partida, ao aceitar jogar, cada um dos jogadores concorda com as regras que passam a valer para todos, como um acordo, um propósito que é de responsabilidade de todos. Assim, ainda que haja um vencedor e que a situação de jogo envolva competição, suas características estimulam simultaneamente o desenvolvimento da cooperação e do respeito entre os jogadores, porque querem ganhar a qualquer preço. Em caso de conflitos, as regras exigem que os jogadores cooperem para chegar a algum acordo e resolver seus conflitos.</p><p>Assim o educador pode compreender as manifestações simbólicas e procurar adequar às atividades tidas como lúdicas às necessidades das crianças no processo de ensino aprendizagem. A Matemática, desempenha um papel decisivo em nosso cotidiano, ajudando-nos a resolver problemas, criando situações e soluções, com as quais nos deparamos a todo instante, sem ela não teríamos a capacidade de nos relacionar com o trabalho, nas compras, no lazer e até mesmo na família.</p><p>O processo da aprendizagem da matemática toma a forma de uma orientação dos conceitos a serem constituídos pelas crianças e não de uma comunicação do modo “certo” de fazer as coisas. Podemos dizer para as crianças o que fazer, mas não o que compreender. Assim, criar as condições apropriadas para descoberta, a inventividade, a flexibilidade de pensamento.</p><p>Propiciar a aprendizagem matemática é desenvolver o raciocínio lógico da criança, onde o educador tem que ser motivador, com isso a criança supera os obstáculos que estão relacionados à palavra matemática e seus conteúdos. De acordo com Freire (1997, p. 13) fala que, “existe um rico e vasto mundo de cultura infantil repleto de movimentos, de jogos, de fantasias, que quase sempre são ignorados pelas instituições de ensino”. Dessa maneira a criança necessita brincar.</p><p>O mundo dela gira em torno do brincar e isto lhe dá prazer. De certa forma é pressionada encarar a vida de maneira séria, pois a escola e a família querem vê-la lendo, escrevendo e contando. Se isto não se processa, coloca-se inúmeras indagações do por que, a mesma não estaria aprendendo como gostaria que estivesse e esquecem ser ela ainda uma criança necessitando vivenciar esta infância, de fazer o que dá alegria. Com isso, ao ir para a escola ela sente o impacto das transformações de seus afazeres.</p><p>No entanto, Pereira (2001, p. 38) relata que;</p><p>As brincadeiras são orientadas por regras livres, semi-estruturadas, e o desenvolvimento da ação é definido pelo rumo dado pela fantasia. (...) a brincadeira é uma estrutura pouco delimitada, em que as regras mais flexíveis, embora seja percebido que a própria flexibilidade das regras é um fator “delimitador” e orientador de ações.</p><p>Dessa forma a infância tem que ser respeitada. A criança não pode ser tratada como um adulto em miniatura se for tratada assim, será pior para ela, pois uma infância saudável é garantia de uma vida adulta plena e feliz, é necessário viver todas as etapas do desenvolvimento de forma satisfatória.</p><p>No entanto o papel do educador na aprendizagem Matemática não é fácil, por isso surge a necessidade de usar instrumentos mediadores entre o professor/aluno e conhecimento. Esses devem ser planejados e bem aplicados, sendo um recurso pedagógico eficaz para a construção do conhecimento matemático. Os jogos e brincadeiras pedagógicas conseguem transformar a sala de aula, num ambiente gerador de conhecimentos e facilitador do processo de aprendizagem.</p><p>No entanto, Smole (2007, p.13) afirma que;</p><p>É preciso ampliar as estratégias e os materiais de ensino e diversificar as formas e organizações didáticas para que, junto com os alunos, seja possível criar um ambiente de produção ou de reprodução do saber e, nesse sentido, acreditamos que os jogos atendem a essas necessidades. Dessa forma eles podem vir no início de um novo conteúdo, com a finalidade de despertar o interesse da criança, ou no final, com o intuito de fixar a aprendizagem e reforçar o desenvolvimento de atitudes.</p><p>Sabemos que brincando a criança pode adentrar o mundo do adulto pela via</p><p>da representação e da experimentação e o espaço da instituição deve propiciar sempre estes momentos de trocas, de vida e interação. Sendo assim, os materiais fornecidos para as crianças têm um papel fundamental, mediado pelo professor que os seleciona, produz e organiza.</p><p>Diante destes pressupostos, a educação no contexto escolar pressupõe a existência de uma proposta pedagógica sistematizada que tenha como eixo o jogo e o brincar, sendo o papel mediador e a construção do conhecimento em geral.</p><p>De acordo com (Pereira, 2001, p. 38), diz que;</p><p>O professor não pode subjugar sua metodologia de ensino a algum tipo de material porque ele é atraente ou lúdico. Nenhum material é válido por si só. Os materiais e seus empregos sempre devem estar segundo plano. A simples introdução de jogos e brincadeiras na aprendizagem da matemática não garante uma melhor aprendizagem desta disciplina, mas abre um leque na compreensão dos conceitos e sua função no cotidiano das pessoas.</p><p>O educador com a função de mediador do processo de ensino aprendizagem deve promover atividades que motivem e estimulem as crianças, mas que possuam obstáculos para que ela possa criar hipóteses analisando as possibilidades de chegar à possível resultado antecipadamente, e com esse processo construir o seu saber.</p><p>Nas brincadeiras as crianças estão se interagindo com as demais, neste momento da brincadeira a criança se desenvolve e constrói seu conhecimento de mundo, aumentando sua capacidade mental, intelectual e emocional, facilitando na melhoria de um bom desenvolvimento na matemática e no seu aprendizado como um todo. Para Vygotsky e Leontiev (1998, p. 23), "O jogo e a brincadeira permitem ao aluno criar, imaginar, fazer de conta, funciona como laboratório de aprendizagem, permitem ao aluno experimentar, medir, utilizar, equivocar-se e fundamentalmente aprender”.</p><p>Diante disso, as propostas pedagógicas escolares devem ser elaboradas e realizadas na prática de maneira que atendam integralmente a criança em todos os seus aspectos físicos,</p><p>éticos, sociais, afetivos e intelectuais.</p><p>4.4. OS JOGOS E A APRENDIZAGEM</p><p>Por muito tempo confundiu-se transmitir conhecimentos com ensinar. Nesse contexto o educando é apenas um agente passivo na aprendizagem e o professor é</p><p>o agente transmissor de todos os conteúdos, mas não estava presente nas reais necessidades do que o aluno deveria aprender. Hoje, estamos cientes de que o ensino não ocorre sem a aprendizagem efetiva no que faz sentido ao aluno, pois este aprendizado não acontece se não ocorrer uma transformação, como uma ação facilitadora do professor neste enorme processo de conhecimento, onde o educando busca seus meios para reter esse conhecimento de forma real. (MOURA, 2000) Surgiu como uma ideia para o ensino, onde o aluno despertasse o interesse e assim transformasse em sentido real para uso de um material pedagógico que fizesse sentido para cada estudante, sem levar em conta a idade e, a partir daí, passou a ser um desafio a competência do professor ou educado que comanda esse novo processo de aprendizado, pois leva em consideração vários aspectos para se ter o verdadeiro objetivo da assimilação de conteúdos desse aluno, tais como as descobertas e as experiências.</p><p>O professor passa a ser um gerador de situações onde ele estimula o que é eficaz nessa aprendizagem e é a partir dessa nova ideia que o jogo entra como uma grande ferramenta para auxiliar no processo de ensino aprendizagem dos educandos, ao serem oferecidos motivações, o educando vai aumentando seu interesse para adquirir mais conhecimento, pois através desse novo recurso que é o jogo, o aluno passa a viver situações que vai despertar seu interesse para vivenciar situações coletivas ou individuais, buscando novas estratégias para adquirir o conhecimento de forma eficaz e real para seu intelectual ou dia a dia. (MOURA, 2000)</p><p>Como a utilização desse recurso vai ajudar o indivíduo na construção de suas descobertas, passando a enriquecer e desenvolver a sua própria personalidade. Com esse instrumento pedagógico, o jogo traz um aprendizado de forma eficiente e não apenas decorador de conteúdo, assim o professor se torna um condutor, um avaliador e por fim um avaliador do aprendizado desse aluno em questão.</p><p>Conforme Grassi (2008, p. 103):</p><p>A utilização dos jogos e brincadeira na educação, no trabalho pedagógico e psicopedagógico, com sujeitos que apresentem ou não dificuldades de aprendizagem apresenta-se como uma alternativa interessante, pois pode despertar o interesse e o desejo de aprender e, ao mesmo tempo, pode possibilitar o desenvolvimento de estrutura de pensamento mais elaboradas, a apropriação e a construção de conhecimento, enfim a aprendizagem.</p><p>De acordo com Grassi(2008), por meio desse pensamento, pode-se perceber a real importância dos jogos para o desenvolvimento intelectual de qualquer criança</p><p>ou aluno, especialmente na educação infantil, assim a acriança vai aprender a construir /elaborar o seu próprio pensamento e nesta construção de aprendizagem ela passa a diminuir as suas dificuldades que encontram para seu desempenho em sua caminhada em busca do conhecimento.</p><p>Com esse recurso pedagógico se está perdendo à época em que era separado a brincadeira e o jogo pedagógico, pois os mais bem renomados pensadores atuais demostram interesse por essa questão. Alguns filósofos, antropólogos, teólogos e sociólogos, dentre outros concordam que o jogo é uma das melhores atividades a serem usadas para através dessa ferramenta. Consegue decifrar os enigmas da vida, pois passa para o indivíduo um excelente momento de prazer, alegria, assim desperta seu interesse em adquirir novos conhecimentos, tornando-se o melhor caminho para o aprendizado de cada indivíduo e em suas diversas particularidades. (GRASSI, 2008)</p><p>Nos últimos anos, tem havido um crescente interesse em utilizar jogos como uma ferramenta eficaz para o processo de aprendizagem. Afinal, quem disse que aprender precisa ser chato e monótono? Com a evolução da tecnologia, os jogos têm se mostrado uma forma divertida e envolvente de adquirir conhecimento e desenvolver habilidades. Neste artigo, exploraremos o conceito de jogos através da aprendizagem, seus benefícios e como eles podem ser aplicados em diferentes contextos educacionais.</p><p>Os jogos através da aprendizagem, também conhecidos como jogos educativos, são atividades lúdicas que têm como objetivo principal ensinar ou reforçar conceitos, habilidades e conhecimentos específicos. Eles podem ser utilizados em diferentes níveis de ensino, desde a educação infantil até o ensino superior, e abordar uma ampla variedade de disciplinas, como matemática, ciências, história, línguas estrangeiras, entre outras.</p><p>Os jogos através da aprendizagem oferecem uma série de benefícios tanto para os alunos quanto para os educadores.</p><p>Engajamento e Motivação: Diferentemente das aulas tradicionais, os jogos proporcionam um ambiente divertido e estimulante, o que aumenta significativamente o engajamento e a motivação dos alunos. Ao estarem imersos em um jogo, os alunos se sentem mais motivados a participar ativamente do processo de aprendizagem.</p><p>Aprendizagem Ativa: Os jogos educativos incentivam a aprendizagem ativa, na qual os alunos são desafiados a resolver problemas, tomar decisões e aplicar o conhecimento de forma prática. Isso promove uma compre</p><p>4.4.1. O JOGO COMO INSTRUMENTO DE APRENDIZAGEM</p><p>Quem acha que o jogo tem como seu único objetivo o ato de brincar ilude-se. Pode-se verificar que dentro dos diversos tipos de jogos sempre haverá algum tipo de aprendizagem significativa para os educandos, já que nos diversos modos de vida, conhecimentos e valores dos seres humanos, pode-se perceber que quando aplicados na educação, eles passam a ser um desafio interessante e empolgante para o profissional docente. Os alunos trazem uma bagagem de conhecimentos para a escola, ideias, muitas intuições e, assim, constroem-se através das experiências que vivem em seu ambiente sociocultural no seu dia a dia. (MORON & BRITO, 2005)</p><p>O aprendizado de cada criança dar-se muito antes do início sua vida escolar, já que qualquer situação de aprendizagem ou conhecimento pela qual esta criança se defronta em sua vida escolar, sempre tem uma história prévia no seu convívio no meio em que vive. O jogo não representa apenas as suas experiências vividas no seu cotidiano, mas prepara este indivíduo paro o que está por vir em sua caminhada estudantil, assim vai exercer suas habilidades e estimular o seu convívio social com outras culturas diferentes da sua.</p><p>Através do jogo, as crianças, além de vivenciar situações, vai aprender a lidar com símbolos e pensar de maneira uniforme e esses significados passaram a ser imaginado e contextualizado, convertendo-se parte do cotidiano escolar com o objetivo de se obter uma aprendizagem satisfatória e contextualizada dentro do seu dia-a-dia. “Eu jogo do jeito que vivo e vivo do jeito que jogo” (BROTO, 1999, p. 44). Portanto, um dos seus objetivos é que esse objeto sociocultural, também seja uma atividade natural que vai desenvolver os processos psicológicos – pois esse processo acontece sem obrigação.</p><p>No meio educacional escolar, o jogo ou as brincadeiras desempenham um papel de grande importância, principalmente quando se trabalha na área de cálculos como a matemática, pois essa disciplina vem a provocar no indivíduo (professor e aluno) diversas sensações contraditórias: temos dois lados diversos onde essa disciplina vem despertar o conhecimento e em contrapartida vem uma aproximação parecida com os mitos que todo educando teme e acaba detestando na disciplina de matemática.</p><p>Por esse motivo, o jogo vem transmitir uma capacidade para desenvolver diversas potencialidades reflexões no aluno, sendo de forma essencial a importância para o desenvolvimento integral dos mesmos e assim vem quebrar a insatisfação de alunos e educadores, deixando que esta aula se torne muita cansativa e rotineira.</p><p>De acordo com Borin (1996, p.09)</p><p>Outro motivo para a introdução de jogos nas aulas de matemática é a possibilidade de diminuir bloqueios</p><p>apresentados por muitos de nossos alunos que temem a Matemática e sentem-se incapacitados para aprendê-la. Dentro da situação de jogo, onde é impossível uma atitude passiva e a motivação é grande, notamos que, ao mesmo tempo em que estes alunos falam Matemática, apresentam também um melhor desempenho e atitudes mais positivas frente a seus processos de aprendizagem.</p><p>Corroborando-se com Borin (1996), a utilização do lúdico na educação possibilita um maior desenvolvimento nos conceitos matemáticos e vai estimular o desbloqueio e aumentando o desenvolvimento de cada educando, passando assim a elevar a autoestima desse indivíduo e sua motivação para adquirir novos conhecimentos. Com a aplicação dos jogos vai fazer com que os educandos assimilem o conhecimento criativo e lógico, ao mesmo tempo desperta um raciocínio que é desenvolvido em equipe.</p><p>Existem vários jogos que têm sido amplamente utilizados como instrumentos de aprendizagem em diferentes áreas do conhecimento. Alguns exemplos são: Minecraft: É um jogo de construção e aventura que permite aos jogadores explorarem e construírem seu próprio mundo virtual. Pode ser utilizado em sala de aula para ensinar conceitos de arquitetura, matemática, ciências e história, além de trabalhar habilidades de criatividade e solução de problemas.</p><p>Assassin's Creed: Série de jogos de ação e aventura que se passa em diferentes períodos históricos, como a Idade Média, Renascimento e Revolução Americana. Pode ser utilizado para ensinar história de forma mais imersiva e interativa.</p><p>Kahoot: É uma plataforma de jogos online de perguntas e respostas que podem ser utilizados como uma ferramenta de aprendizagem divertida e envolvente. Os professores podem criar quizzes personalizados para revisar e reforçar conceitos de diferentes disciplinas.</p><p>Prodigy: É um jogo online de matemática para crianças de 6 a 12 anos. Ele utiliza elementos de jogos de RPG para motivar os alunos a praticarem e aperfeiçoarem suas habilidades matemáticas.</p><p>Words with Friends: Jogo de palavras semelhante ao Scrabble, onde os jogadores competem para formar palavras em um tabuleiro. Pode ser utilizado para melhorar habilidades de vocabulário e ortografia.</p><p>GeoGuessr: É um jogo de adivinhação baseado em localização, onde os jogadores são colocados em algum lugar do mundo virtualmente e devem adivinhar onde estão observando apenas as imagens da localização. Pode ser utilizado para desenvolver habilidades geográficas e de raciocínio espacial.</p><p>Esses são apenas alguns exemplos, mas há uma infinidade de jogos disponíveis que podem ser utilizados como instrumentos de aprendizagem, seja para aprimorar habilidades específicas, como a matemática ou a leitura, ou para ensinar conceitos e conhecimentos em diferentes áreas do conhecimento.</p><p>4.4.2. As brincadeiras e a sua contribuição no processo de construção de regras e socialização das crianças</p><p>É brincando que a criança adquire um certo comportamento social. Nicolau e Dias (Apud BROUGÉRE 1995) ao citarem o referido autor, alertam para o fato de que o brincar é uma aprendizagem social. Enfatizam que a criança não brinca só, mas com os instrumentos que tem à mão e com o que tem na cabeça. Por meio do jogo, ela aprende a conviver socialmente e agir moralmente conforme as regras estabelecidas de determinado grupo. Haidt (2006:176) em sua obra relata aspectos relevantes a esse respeito. Afirma que, “o jogo tem um valor formativo porque supõe relação social, interação.</p><p>Por isso a participação em jogos contribui para a formação de atividades sociais: respeito mútuo, solidariedade, cooperação, obediência as regras, senso de responsabilidade, iniciativa pessoal e grupal”. Pode-se observar, que as crianças pequeninas quando vão brincar fazem combinações entre si, expõe suas idéias e opiniões, enfim, estabelecem regras, e o desafio consiste em saber respeitá-las. Nesse caso, essas normas regulamentadas, pressupõe relações sociais. Na concepção Piagetiana, “o jogo de regras é uma atividade lúdica do ser socializado” (RIZZI e HAYDT 1987:13).</p><p>Em outra abordagem, verifica-se que é por meio do jogo de faz-de-conta, onde a criança vive diferentes papéis adultos observados nas suas vivências, que são adquiridos compreensão maior sobre as diferentes funções que cada indivíduo exerce, e ao mesmo tempo possibilita o entendimento das regras. Sobre esse assunto</p><p>Pelosi (2000:34) se manifesta dizendo que, “a brincadeira simbólica após os 4 anos adquire características progressivamente sociais e introduz lentamente a brincadeira de regras, onde o combinado deve ser respeitado”. A mesma autora argumenta que na atividade lúdica a criança não tem apenas a oportunidade de vivenciar as regras impostas, ou seja, ela é ativa frente às normas, recria e ajuda a estabelecê-las. A autora menciona que, “não se trata de uma mera aceitação, mas de um processo de construção que se efetiva com a sua participação” (p.34). Ainda nessa mesma linha de considerações, o RCNEI (1998:27-28) destaca que,</p><p>É no ato de brincar que a criança estabelece os diferentes vínculos entre as características do papel assumido, suas competências e suas relações que possuem com outros papéis, tomando consciência disso e generalizando para outras situações.</p><p>Nas brincadeiras de faz-de-conta, as crianças fingem ser professoras, médicas, mães, irmãs, enfim, vivem de forma imaginativa os mais diversificados papéis sociais. E, para elaborar imagens e ações semelhantes ao papel exercido, buscam compreender as características relativas ao personagem assumido na brincadeira. Papalia e outros (2006:328), destacam que as crianças “por meio do faz- de-conta experimentam papéis”, acrescentam ainda que “adquirem compreensão dos pontos de vista das outras pessoas e constroem uma imagem do mundo social”. Nota- se, em um determinado período, que antes de começar a brincadeira, as crianças primeiramente discutem do que vão brincar, e depois combinam o papel que cada uma vai exercer. A esse respeito, Cole e Cole (2002:574) se expressaram esclarecendo que, “as crianças pequenas usam as regras para negociar os papéis que adotam e para manter o contexto do faz-de-conta”.</p><p>Os mesmos autores prosseguem destacando que, “quando as crianças pequenas desempenham seus papéis de faz-de-conta, elas caracteristicamente seguem as regras sociais implícitas. O pretenso professor diz ao pretenso aluno para ficar sentado em silêncio, os alunos não dizem ao professor o que fazer”. Assim, percebe-se, que ao exercer o papel de uma professora, a criança deve agir e se comportar de acordo com as características do docente, essa é a regra. O trabalho de Oliveira (1993:67) relata que, “no universo do faz-de-conta há regras que devem ser seguidas”. Exemplifica seus pressupostos da seguinte maneira,</p><p>Numa brincadeira de escolinha, por exemplo, tem que haver alunos e uma professora, e as atividades a serem desenvolvidas têm uma correspondência préestabelecida com aqueles que ocorrem numa escola real.</p><p>Não é qualquer comportamento que é aceitável, no âmbito de uma brincadeira. Vigotski (1996:125) também faz referência a respeito disso, entende que,</p><p>“se a criança esta representando o papel da mãe, então ela obedece as regras do comportamento maternal”. Ao vivenciar esses papéis do mundo do faz-de-conta, as crianças trazem para o mundo real essas experiências. Compreendem que as regras são necessárias para a execução de certas tarefas, além disso, proporcionam às crianças conhecimentos relativos aos papéis que cada indivíduo desempenha em diferentes ambientes. Assim, pode afirmar que há um progresso no comportamento da criança.</p><p>De acordo com Oliveira (1993:67)</p><p>São justamente as regras da brincadeira que fazem com que a criança se comporte de forma mais avançada do que aquela habitual para sua idade. Ao brincar de ônibus, por exemplo, exerce o papel de motorista, o que impulsiona para além do seu comportamento como criança.</p><p>Dentro dessa idéia de progresso de comportamento, observa que por meio das regras numa dada brincadeira, a criança, desenvolve atitudes, cria vínculos com</p><p>os colegas, amadurecendo assim o relacionamento com ambos. Estudiosos como Nicolau e Dias (2003:78), também destacaram em seu trabalho que o brincar desenvolve a socialização e a moralidade. Exemplifica as brincadeiras de roda eficaz para a formação desses dois processos. Apresentam que,</p><p>As brincadeiras de roda assumem grande importância por levar a formação do círculo, situação em que o grupo pode-se comunicar frente a frente. Dando as mãos, as crianças formam um todo. Cantam, dançam ou tocam juntas; criam e seguem regras, exercitam textos e movimentos de forma coletiva, desenvolvendo a socialização e praticando democracia com valores de respeito mútuo, cooperação e unidade de grupo.</p><p>Como se vê por esse exemplo, há uma maior interação entre as crianças nesse tipo de brincadeira, o que facilita a exposição de idéias, pensamentos, opiniões. Por outro lado, outros estudiosos mencionam que no ambiente escolar, o professor pode contribuir de forma efetiva no processo de construção de regras. Do ponto de vista de Seber e Luís (1995:66) isso se dá da seguinte forma,</p><p>Em brincadeiras de crianças com 2 ou 3 anos, a professora pode ajudar, introduzindo certas regularidades. Por exemplo, forma uma fila; quem estiver na frente deve acertar a bola no cesto e, em seguida, ir para o fim da fila e assim sucessivamente.</p><p>As autoras alertam que nessa etapa de desenvolvimento as crianças ainda não têm a capacidade de seguir todas as ordens. Porém, com esse procedimento, aprendem a segui-las aos poucos. As mesmas autoras prosseguem considerando que, “é importante a partir de certa etapa do desenvolvimento, que o professor delegue as crianças as decisões do que e de como brincar. Desse modo elas poderão aprender a se orientar por combinações que elas próprias estabelecem no grupo”. Essas orientações, fazem com que as crianças entre si tentam encontrar a melhor forma de</p><p>se desenvolver determinada brincadeira. Seber e Luís (1995:67) concluem que “a medida que os conhecimentos evoluem, o professor pode observar que as crianças seguem cada “regra” combinada. Se houver transgressão do combinado, a cobrança será imediatamente e especialmente extensiva a todos do grupo”.</p><p>È, portanto, por meio do faz-de-conta, onde as crianças imitam, representam, que elas modelam seu comportamento social e se desenvolvem moralmente, e aprende mais sobre o relacionamento humano. Pois, subordinarem-se as regras, consiste em agir de forma contrária ao que ela deseja. Nota-se que a criança se esforça para agir conforme as normas do grupo. 1.5 A formação docente e a sua articulação com o brincar na construção da aprendizagem das crianças Para Oliveira (1993) as brincadeiras na educação escolar é pouco estruturada e sem função clara no desenvolvimento da criança. Seber e Luís (1995:52) comentam que, “alguns pais não considera a pré-escola necessária à formação dos filhos; acham que as brincadeiras não contribuem em nada para a aprendizagem, sendo somente uma atividade na qual as crianças gastam um pouco de energia”.</p><p>Em relação a essa afirmação, entende-se que muitos pais não valorizam o brincar no contexto escolar, e chegam até associá-lo a um desgaste de energia. Portanto, pode-se observar que não há uma distância grande entre essa concepção de alguns pais, e o que se observa em algumas escolas. Muitas instituições por terem essa visão, querem ser vistas como entidades sérias, e acabam não proporcionando essa situação lúdica as crianças. Ao referir-se a tal assunto Seber e Luís (Idem 1995:53) enfatizam que, Esse parecer é compartilhado também por algumas escolas infantis. Com a intenção de mostrar “seriedade”, elas introduzem precocemente o lápis e o papel, de modo que as crianças passam quase todo o período que estão nas salas de aula preenchendo páginas e páginas impressas. Ao introduzir precocemente a leitura e a escrita, o professor priva a criança de muitos benefícios que são adquiridos no decorrer da brincadeira; pois é muito mais fácil e agradável aprender de uma forma lúdica do que por meio da escrita, leitura, explicação.</p><p>A criança só aprende fazendo, ela está mais para um ator do que para um espectador, ou seja, não quer ficar apenas na platéia, mas sim no palco, pois o prazer estar em participar. Entretanto, vale mencionar que outras instituições reconhecem a importância das brincadeiras para a aprendizagem, porém, os professores que decidem como as crianças vão brincar, o que e como vão fazer. Ainda nessa mesma linha de raciocínio, Seber e Luís (Ibidem 1995:53-54) afirmam que, Há também</p><p>instituições que defendem as brincadeiras, achando que as crianças aprendem muito no decorrer dessas atividades. No entanto os professores são orientados no sentido de estabelecer os temas das brincadeiras, os papéis que os integrantes do grupo vão devem assumir, o que dizer e assim por diante. As mesmas autoras prosseguem afirmando que “dependendo do nível de desenvolvimento, certamente esses professores brincam sozinhos, pois as crianças, simplesmente cumprem determinações deles e a situação torna-se destituída de qualquer significação para elas”.</p><p>A criança é um inventor, gosta de fazer as descobertas por si própria, por isso deve ter livre arbítrio para usar a sua imaginação criadora. Dessa forma, a falta de liberdade durante as brincadeiras provoca desinteresse e desmotivação. E, se o professor é que está à frente tomando todas as decisões, qual significado essa atividade tem para a criança? É interessante destacar também, as instituições que dão valor ao brincar no momento em que vão introduzir um assunto novo, uma vez que, segundo Seber e Luís (1995) algumas escolas só consideram as brincadeiras importantes na hora de transmitir os conteúdos. Apontam que, após a transmissão do tema proposto, as crianças voltam ao “trabalho”, são colocadas diante de folhas e lápis. Por outro lado, infelizmente, há algumas instituições que não compreende a relação do brincar com a aprendizagem, por isso não o utiliza durante as atividades desenvolvidas. Na opinião de Moyles (2002:18) muitas escolas relegam as brincadeiras durante as atividades. Argumenta que, “existem amplas evidências desta dificuldade nas Escolas de Educação Infantil e de Ensino Fundamental, onde o “brincar” é freqüentemente relegado as atividades, brinquedos e jogos que as crianças podem escolher depois de terminarem o ‘trabalho’”.</p><p>Assim como nós adultos atribuímos valor ao nosso trabalho, a criança também aprecia o brincar, pois ele é o seu meio de sobrevivência. Assim, as instituições infantis que não organiza suas atividades em torno das brincadeiras, não realizam de fato a função pedagógica que lhe cabe, pois priva das crianças a oportunidade de se desenvolver em todas as suas potencialidades. Conclui-se que pais e educadores precisam pensar mais nos benefícios que as crianças adquirem por meio das brincadeiras, procurando deixá-las exercer o direito de brincar. Como faz notar Moyles (Apud PEACOCKE: 1987:28), “infelizmente, a palavra “brincar” tem tantas definições que os pais desconfiam dela”. Muitos destacam o brincar como perda de tempo, passatempo, na verdade caracterizam-no como desgaste de energia.</p><p>As crianças da Educação Infantil estão aprendendo a se relacionar com o mundo e, é nessa fase que possuem maior capacidade de aprender, isso porque são curiosas e estão na fase de querer saber o porquê de tudo. É, então responsabilidade do docente ajudá-las nesse processo. Efetivamente, o educador envolvido na educação de crianças pequenas, precisam compreender que é por meio do lúdico que lhes são oferecidas informações para avaliar os conhecimentos que as crianças possuem sobre diversas coisas.</p><p>Isto vem ao encontro do Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998:28), que sustenta que, “é preciso que o professor tenha consciência de que na brincadeira as crianças recriam e estabilizam aquilo que sabem sobre as mais diversas esferas do conhecimento, em uma atividade espontânea e imaginativa”. Reconhecendo que o brincar é uma atividade na qual se tem a oportunidade de conhecer</p><p>o nível de aprendizagem da criança, cabe ao professor abrir espaço para ele em sua sala de aula, valorizando-o e englobando em suas atividades</p><p>. Assim, de uma forma alegre e divertida, as crianças vão se envolver no sentido de aprender coisas novas relativas a qualquer área do conhecimento. De acordo com o RCNEI (Idem 1998:23) Educar significa, portanto propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada e que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal, de ser e de estar com os outros em uma atitude básica de aceitação, respeito e confiança, e o acesso pelas crianças, aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural.</p><p>Assim como o Referencial Curricular, Nicolau e Dias (2003:170), também fazem referência ao assunto abordado, segundo as autoras, “a educação deverá permitir o desenvolvimento das capacidades de apropriação e conhecimento das potencialidades corporais, afetivas, emocionais, (...) de maneira a contribuir para a formação de crianças felizes e saudáveis”. Desse modo, essa ligação entre brincadeiras e atividades desenvolvidas em sala de aula, proporcionará meios para que a criança estruture sua relação com os conhecimentos, e por outro lado contribuirá para a formação de um ambiente acolhedor, onde as crianças se conheçam e respeitem umas as outras. Enfim, um lugar onde a criança sinta prazer em freqüentar. Certamente, o brincar no âmbito escolar, pode ser visto como um meio que dá a oportunidade ao professor de conhecer seus alunos, pois eles revelam parte de si</p><p>mesmo quando brincam. O trabalho de Moyles (2002:13-14) levanta aspectos interessantes a esse respeito, considera que,</p><p>O brincar em situações educacionais proporciona não só um meio real de aprendizagem como permite também que os adultos perceptivos e competentes aprendam sobre as crianças e suas necessidades.</p><p>No contexto escolar, isso significa professores capazes de compreender onde as crianças “estão” em sua aprendizagem e desenvolvimento geral, o que por sua vez, dá aos educadores o ponto de partida para promover novas aprendizagens nos domínios cognitivos e afetivos.</p><p>A partir do momento que o docente passa ater um entendimento maior sobre seus alunos, tem maior facilidade para planejar suas aulas, isso porque conhece as necessidades de cada um, Todavia, ele deve se colocar como um transmissor da aprendizagem, isto é, procurar dirigir as crianças para que os objetivos didáticos sejam alcançados. Do ponto de vista de Moyles (Idem 2002:36-37) “parte da tarefa do professor é proporcionar situações de brincar livre e dirigido que tentem atender às necessidades das crianças e, neste papel o professor poderia ser chamado de um iniciador e mediador da aprendizagem”.</p><p>Com esse propósito, o papel do educador centra-se em buscar meios para proporcionar novos conhecimentos as crianças; uma forma consiste em propor as atividades lúdicas em sala de aula. Pois, estudiosos relatam que, “a criança se empenha durante o brincar da mesma maneira que se esforça para aprender a andar, a falar, a comer, etc” (SEBER e LUÍS, 1995:53). Mas, é preciso que o docente tome cuidado para que não acabe fazendo tantas orientações, exigências, ou seja, falar como a criança tem que brincar.</p><p>Isto vem ao encontro de Seber e Luís (Idem 1995:57), que salientam que, “não cabe ao professor brincar por ela, instruí-la para que faça de modo diferente as ações ou ainda exigir que permanecem por longo tempo representando ludicamente o cotidiano”.</p><p>O estudo de Moyles (2002:36-37), analisa principalmente o papel que o docente deve exercer durante a execução das brincadeiras. Alega que,</p><p>O papel mais importante do professor é de longe aquele assumido na terceira parte do ciclo do brincar; quando ele deve tentar diagnosticar o que a criança aprendeu – o papel de observador e avaliador.</p><p>Ele mantém e intensifica esta aprendizagem e estimula o desenvolvimento de um novo ciclo. Nessa posição de observador, mediador da aprendizagem, o educador deve procurar meios que facilitam o processo de ensino-aprendizagem. Vale</p><p>notar a contribuição de Haetinger (2005:83), que sustenta que, O educador segue a evolução social e cultural de sua comunidade e do mundo, e deve utilizar todas as ferramentas e idéias disponíveis para aprender e ensinar, para tornar sua sala de aula o lugar mais encantador do mundo. Queremos a escola do encantamento onde todos se sintam incluídos. Nós, educadores, somos ao mesmo tempo Piaget, Skiner, Roger, Freud, Vygotsky, entre outros.</p><p>No entanto, os educadores devem se colocar como estudiosos, em especial de crianças, pois elas são fontes de inovação do futuro. Moyles (2002) comenta que por ser extremamente motivador, o brincar oferece um clima especial para a aprendizagem das crianças. Em meio a todos esses aspectos levantados, pode-se concluir que as instituições de Educação Infantil, que buscam envolver as brincadeiras em suas atividades didáticas, proporciona uma aprendizagem mais eficaz e prazerosa.</p><p>Nesse contexto, cace citar a opinião de Moyles (Apud JOWET e SILVA 1986:43), que demonstra que, “um ambiente de escola de Educação Infantil que oferece um brincar desafiador resulta em um maior potencial para futuras aprendizagens”. As atividades lúdicas devem sempre ter como propósito, levar às crianças algum conhecimento. São recursos que o professor pode utilizar para alcançar certo grau de desenvolvimento em seus alunos. Moyles (Idem 2002:100) utiliza-se da seguinte argumentação, Uma vez que o brincar é um processo e não um assunto, é dentro dos assuntos que devemos ver o brincar como um meio de ensinar e aprender, e não como uma entidade separada.</p><p>Devido a relevância do brincar para às crianças e a sua motivação para ele, o brincar deve estar impregnado as atividades de aprendizagem apresentadas às crianças, em vez de ser considerado um estorvo ou atividade residual Articulando o brincar ao processo de ensino-aprendizagem, o professor obterá maiores resultados, possibilitando o desenvolvimento das crianças em todos os aspectos. O papel da educação consiste em desenvolver todas as capacidades no aluno, dessa forma, quando a criança brinca, ela não separa o cognitivo, emotivo, motor, ambos estão envolvidos. Moyles (Ibidem 2002:43-44) conclui que, O papel é o de garantir que, no contexto escolar, a aprendizagem seja contínua e desenvolvimentista em si mesmas, e inclua fatores além dos puramentes intelectuais. O emocional, o social, (...), o ético e o moral se combinam com o intelectual para incorporar um conceito abrangente de “aprendizagem”.</p><p>Cada fator é independente e interelacionado para produzir uma pessoa racional, com pensamentos divergentes e capacidade de resolver problemas e questionar em uma variedade infinita de situações e desempenhos. Pode-se levar em consideração que o brincar é próprio do ser humano. As brincadeiras sempre estiveram presentes na vida do homem desde os tempos antigos até os dias atuais. Nesse contexto, é de grande importância o papel do professor como articulador das brincadeiras, ele não encerra seu dever apenas em transmitir o conteúdo, mas em garantir o pleno desenvolvimento de seus alunos.</p><p>Em resumo, é interessante mencionar a dúvida de Seber e Luís (1995:53), que questionam que, Se a brincadeira significa efetivamente “folga”, “atividade gratuita”, “desgaste de energia”, (...), resta-nos indagar: os adultos brincam ou não? O que é passar horas diante de um tabuleiro de xadrez ou distribuindo cartas? Ah, dirão muitos isso não é brincadeira , é jogo, é algo sério. Mas sério para quem? As mesmas autoras indagam, “você já se perguntou sobre a importância que as próprias crianças atribuem às suas brincadeiras?”. A brincadeira pode não ter tanto valor para nós adultos, porque muitas vezes brincamos para fugir da realidade, se distrair; já a criança age ao contrário, ou seja, ela brinca para encontrar a realidade.</p><p>4.5. O PAPEL DO PROFESSOR</p><p>De acordo com o Ministério da Educação (1998, p. 43), “aprender é construir significados e</p><p>atribuir sentidos às ações da criança”. Assim, parte-se do conceito que é necessário se alcançar uma educação de forma significativa. A teoria de Vygotsky, diz que o histórico-cultural chama o de concreto de instrumento. Segundo Vygotsky (1991, p 62), “o instrumento constitui um meio pelo qual a atividade humana externa é dirigida para o controle e domínio da natureza”. Dessa forma, o instrumento é um grande auxiliador na parte externa no desenvolvimento.</p><p>Continuando, segundo Vygotsky (1991, p. 101), “o aprendizado é um aspecto necessário e universal do processo de desenvolvimento das funções psicológicas culturalmente organizadas e especificamente humanas.” Desse modo, a escola e o professor de Educação Infantil devem ser peças fundamentais para essa mediação</p><p>do ensino integral do aluno, onde se vai promover o desenvolvimento do indivíduo cultural e psicologicamente.</p><p>A educação matemática permite a compreensão do que se faz ao educar, das propostas pedagógicas, do sentido que fazem as teorias que estudam assuntos da educação. E, preponderadamente, um fazer mediativo que leva ao autoconhecimento, à autocrítica e, portanto, ao conhecimento e crítica do mundo (BICUDO, 1999, p.25).</p><p>Corroborando com Bicudo(1999), o professor deve conhecer os elementos principais no envolvimento da construção nesse processo de conceitos, onde necessita-se uma compreensão e uma profunda análise ao processo de aprendizagem do educando, pois desta maneira o professor vai desmitificar as idéias que se tem sobre ser criativo, que é dom divino. Nesse caso o professor exerce a função fundamental de mediador do aluno em todo o seu processo de ensino aprendizagem, em seu crescimento e no desenvolvimento das suas habilidades. O docente deverá proporcionar ao aluno o jogo de uma forma criativa, onde esse ambiente passe a incentivar o lúdico, com o objetivo da aprendizagem concreta deste indivíduo. (VYGOTSKY, 1991)</p><p>Nesse ambiente de brincadeiras e jogos, o docente passa a ocupar uma importante função, pois vai conseguir observar e intervir nos momentos certos ou poderá ser coordenador ou mesmo integrante da mesma.</p><p>Através das brincadeiras este professor pode construir e assistir os processos de desenvolvimento de cada uma das crianças ou em conjuntos, anotando nos registros suas capacidades do uso de linguagem nos diversos segmentos dela, pois o processo de aprendizagem e formação de uma criança é muito complicado, pois está envolvendo um universo grande de atividades na parte intelectual e cognitiva, quando se apreende ideias que é preciso ter, onde absorve informações do ambiente e de vários meios que interferem no mesmo, tais como abstração, memória, cooperação, etc. (VYGOTSKY, 1991)</p><p>A grande relevância da função educacional na formação de conceitos desses alunos se dá também em trabalhar em cima da ideia de que o brinquedo, que é uma atividade infantil que exerce uma grande e enorme influência no desenvolvimento da criança.</p><p>No brinquedo, a criança sempre se comporta além do comportamento habitual de sua idade, além do seu comportamento diário; no brinquedo é como se ela fosse maior do que é na realidade. Como no foco de uma lente de aumento, o brinquedo contém todas as tendências do desenvolvimento sob forma condensada, sendo ele mesmo, uma grande fonte de desenvolvimento (VYGOTSKY, 1998, p. 134).</p><p>Assim, o professor tem a função de mediador dos conceitos, quando deverá promover atividades variadas e diferenciadas que valorizem uma grande gama de conhecimentos e que aconteça essa apropriação destes conhecimentos de forma concreta, onde vai ser aproveitando desses conteúdos cada vez mais complexos.</p><p>O papel do professor na aprendizagem é crucial e vai além de simplesmente transmitir informações. O educador desempenha um papel fundamental no desenvolvimento dos alunos, influenciando não apenas o conhecimento acadêmico, mas também aspectos sociais, emocionais e éticos. Aqui estão alguns aspectos importantes do papel do professor na aprendizagem:</p><p>Facilitador do Conhecimento:</p><p>· Apresentar conteúdo de maneira clara e acessível.</p><p>· Estimular a curiosidade e o pensamento crítico.</p><p>· Fornecer recursos educativos e orientar os alunos na busca de informações. Planejador e Organizador:</p><p>· Desenvolver planos de aula que atendam às necessidades dos alunos.</p><p>· Organizar atividades que promovam a compreensão e a aplicação do conhecimento.</p><p>Motivador:</p><p>· Incentivar o entusiasmo pela aprendizagem.</p><p>· Reconhecer e celebrar conquistas e esforços dos alunos.</p><p>· Criar um ambiente positivo e encorajador. Facilitador da Participação Ativa:</p><p>· Promover a participação ativa dos alunos nas aulas.</p><p>· Incentivar a colaboração e a discussão entre os estudantes.</p><p>· Utilizar métodos de ensino interativos e envolventes. Avaliador:</p><p>· Avaliar o progresso dos alunos de maneira justa e construtiva.</p><p>· Oferecer feedback para orientar o desenvolvimento contínuo.</p><p>· Adaptar a abordagem de ensino com base nas necessidades individuais dos alunos.</p><p>Modelo de Comportamento e Ética:</p><p>· Demonstrar comportamento ético e respeitoso.</p><p>· Servir como exemplo de dedicação ao aprendizado.</p><p>· Estimular valores como empatia, responsabilidade e tolerância. Desenvolvedor de Habilidades Sociais e Emocionais:</p><p>· Apoiar o desenvolvimento emocional dos alunos.</p><p>· Criar um ambiente seguro e inclusivo.</p><p>· Promover habilidades sociais, como trabalho em equipe e comunicação eficaz. Adaptador a Diferenças Individuais:</p><p>· Reconhecer e respeitar a diversidade de estilos de aprendizagem.</p><p>· Adaptar métodos de ensino para atender às necessidades individuais.</p><p>· Oferecer suporte adicional quando necessário. Mentor e Conselheiro</p><p>· Orientar os alunos em suas escolhas acadêmicas e de carreira.</p><p>· Estar disponível para oferecer conselhos e suporte emocional.</p><p>· Estimular o desenvolvimento de metas e objetivos pessoais.</p><p>· Demonstrar uma atitude de aprendizado contínuo.</p><p>· Estar aberto a novas ideias e abordagens.</p><p>· Inspirar uma cultura de aprendizado ao longo da vida.</p><p>Em resumo, o papel do professor vai além da transmissão de conhecimento; envolve inspirar, motivar, guiar e moldar o desenvolvimento global dos alunos. Essa abordagem holística contribui para uma aprendizagem mais significativa e duradoura. Como o professor de Matemática deverá utilizar os jogos na sala de aula do ensino fundamental, com o intuito de uma aprendizagem construtivista e significativa? De acordo com os levantamentos feitos percebe-se que o professor principalmente de escolas pública, onde a demanda de alunos de varias culturas é maior, tem a necessidade de realizar novas experiências educativas que tenham por base socializar e integrar os alunos no ambiente da escola. Portanto, o ensino da matemática tem uma grande culpa na evasão dos alunos da escola, devido às grandes dificuldades que existem no ensino e aprendizagem dos conteúdos da disciplina, por isso, existe uma necessidade urgente de modificações metodológicas no ato de</p><p>ensinar, com o intuito de tornar as aulas, mais interessantes e o professor, um facilitador da aprendizagem por meios inovadores.</p><p>Neste sentido, o jogo matemático pode ser considerado como uma estratégia de ensino para a construção da aprendizagem, pois ao vencer as dificuldades e aprender a agir estrategicamente o aluno desenvolve seu ato de pensar e solucionar problemas. Logo, existem vários tipos de jogos matemáticos para se aplicar em sala de aula, como jogos de azar, jogos de quebra-cabeça, estratégia, jogos de fixação de conceitos, pedagógicos, geométricos e computacionais etc. Os jogos estão completamente ligados ao pensamento lógico matemático; em todos existem regras, instruções, operações, definições, deduções, desenvolvimento, utilização de normas e novos conhecimentos, que são os resultados.</p><p>Neste estudo procura-se correlacionar os jogos utilizados em sala de aula aos conteúdos matemáticos com o intuito de contribuir para uma aprendizagem construtivista e</p><p>significativa.</p><p>4.5.1. BENEFÍCIOS DO JOGO</p><p>Há muitos benefícios em se aplicar as técnicas lúdicas para os alunos de educação infantil, sobretudo. Elas</p><p>ganham conhecimento, através deles, ao manipular peças, ao construírem com blocos etc. Eles aprendem a pensar, lembrar e resolver problemas. O jogo dá às crianças a oportunidade de testar suas crenças sobre o mundo. As crianças aumentam suas habilidades de resolução de problemas através de jogos e quebra-cabeças. Crianças envolvidas na confecção jogo pode ser estimuladas a assimilarem vários tipos de aprendizado. Elas podem fortalecer suas habilidades linguísticas, modelando outras crianças e adultos. Jogar em casa também ajuda crianças a criar histórias sobre, onde podem imitar também seus próprios familiares. Isso ajuda as crianças a aprenderem sobre os diferentes papéis dos membros da família. ((ALMEIDA, 1998)</p><p>O jogo permite que as crianças usem sua criatividade enquanto desenvolvem sua imaginação, destreza e força física, cognitiva e emocional. O jogo é importante para o desenvolvimento saudável do cérebro. É através do jogo que as crianças em</p><p>uma idade muito jovem se engajam e interagem no mundo ao seu redor. O jogo permite que as crianças criem e explorem um mundo que possam dominar, conquistando seus medos enquanto praticam papéis adultos, às vezes em conjunto com outras crianças ou cuidadores adultos. Ao dominar seu mundo, o jogo ajuda as crianças a desenvolverem novas competências que levam a uma maior confiança e à resiliência necessária para enfrentar os desafios futuros.</p><p>O jogo não direcionado permite que as crianças aprendam a trabalhar em grupos, a compartilhar, a negociar, a resolver conflitos e a aprender habilidades de auto-defesa. Quando a jogada é permitida por crianças, as crianças praticam habilidades de tomada de decisão, se movem ao seu próprio ritmo, descobrem suas próprias áreas de interesse e, finalmente, se envolvem plenamente nas paixões que desejam perseguir. Idealmente, muito jogo envolve adultos, mas quando o jogo é controlado por adultos, as crianças concordam com as regras e preocupações dos adultos e perdem alguns dos benefícios que os brincam, particularmente no desenvolvimento de criatividade, liderança e habilidades grupais. (ALMEIDA, 1998)</p><p>A trajetória de desenvolvimento das crianças é mediada criticamente por relacionamentos apropriados e afetivos com cuidadores amorosos e consistentes, à medida que se relacionam com as crianças através do jogo.</p><p>As crianças entendem o tamanho, a forma e a textura através do jogo. Isso os ajuda a aprender relacionamentos como colocar um objeto quadrado em uma abertura redonda ou um grande objeto em um espaço pequeno. Imagens e palavras correspondentes adicionam ao vocabulário de uma criança. sto também ajuda a compreender a criança no mundo, permitindo, assim que as crianças sejam criativas durante o desenvolvimento sua própria imaginação. É importante para o desenvolvimento de um cérebro saudável, seno a primeira oportunidade de conviver com um mundo imaginário descubra o mundo em que ele mora.</p><p>O jogo oferece a uma criança a capacidade de dominar habilidades que o ajudarão a desenvolver a autoconfiança e a capacidade de se recuperar rapidamente de contratempos. Por exemplo, uma criança pode sentir orgulho em blocos de empilhamento e decepção uando o último bloco faz cair a pilha. Assim, o jogo permite crianças expressar seus pontos de vista, experiências e, às vezes, frustrações. (VTGOTSKY, 1998)</p><p>O jogo permite que uma criança aprenda as habilidades de negociação, resolução de problemas, compartilhamento e trabalho dentro de grupos. As crianças</p><p>praticam habilidades de tomada de decisão, se movem em seu próprio ritmo e descobrem seus próprios interesses durante o jogo.</p><p>Através do jogo, as crianças desenvolvem habilidades que usarão nos anos escolares. Dentre essas atividades que serão desenvolvidas</p><p>Os jogos matemáticos são uma excelente ferramenta para desenvolver o raciocínio lógico, estimular o pensamento crítico, melhorar a criatividade e promover a aprendizagem de conceitos matemáticos de forma lúdica e divertida. Além disso, eles podem aumentar a motivação dos estudantes em relação à matemática, promovendo um maior interesse pela disciplina. Os jogos também ajudam a consolidar conhecimentos já adquiridos e aprimorar as habilidades de resolução de problemas.</p><p>Os jogos desempenham um papel significativo no desenvolvimento lúdico das crianças, oferecendo uma série de benefícios importantes para diferentes áreas do crescimento infantil. Aqui estão alguns dos benefícios dos jogos no desenvolvimento lúdico:</p><p>Desenvolvimento Cognitivo:</p><p>Estímulo ao Pensamento Lógico: Jogos frequentemente envolvem a resolução de problemas, o que contribui para o desenvolvimento do pensamento lógico e habilidades de raciocínio.</p><p>Melhoria da Memória: Jogos de memória e quebra-cabeças podem fortalecer a capacidade de lembrar informações e padrões.</p><p>Desenvolvimento Motor:</p><p>Coordenação Motora: Jogos que envolvem movimentos físicos, como jogos ao ar livre, contribuem para o desenvolvimento da coordenação motora grossa.</p><p>Habilidades Motoras Finas: Jogos que envolvem manipulação de peças, como quebra-cabeças, ajudam no aprimoramento das habilidades motoras finas.</p><p>Desenvolvimento Social e Emocional:</p><p>Aprendizado de Regras e Cooperação: Jogos ensinam as crianças a seguir regras, a lidar com a competição de forma saudável e a cooperar com os outros.</p><p>Expressão Emocional: Certos jogos permitem que as crianças expressem emoções de maneira segura e criativa.</p><p>Desenvolvimento da Linguagem: Aprimoramento do Vocabulário: Jogos de palavras e jogos de tabuleiro podem contribuir para o aumento do vocabulário e para o desenvolvimento da linguagem.</p><p>Compreensão de Histórias:** Jogos de narrativa ou de criação de histórias ajudam no entendimento de estruturas narrativas.</p><p>Estímulo à Criatividade:</p><p>Exploração de Ideias: Jogos muitas vezes envolvem a criação de cenários imaginativos, promovendo a criatividade e a exploração de novas ideias.</p><p>Resolução Criativa de Problemas: Enfrentar desafios em jogos incentiva a busca por soluções inovadoras.</p><p>Motivação para Aprender: Jogos tornam o aprendizado divertido e motivador, estimulando o interesse das crianças por diferentes tópicos e habilidades.</p><p>Desenvolvimento de Hábitos de Estudo: Jogos educativos podem introduzir conceitos de forma mais atraente, incentivando práticas de estudo.</p><p>Autoestima e Confiança:</p><p>Conquistas e Reconhecimento:** Concluir desafios em jogos proporciona uma sensação de realização, contribuindo para a construção da autoestima e confiança. Aceitação de Erros: Jogos ensinam a lidar com fracassos de maneira construtiva, promovendo uma atitude positiva em relação aos erros.</p><p>Ao integrar jogos de forma adequada na educação e nas atividades cotidianas, é possível potencializar esses benefícios, tornando o processo de aprendizagem mais envolvente e enriquecedor para as crianças.</p><p>4.5.2. Físico</p><p>O desenvolvimento motor bruto e fino ocorre através do jogo. Quando as crianças brincam ao ar livre, se sentem confortáveis e apoiadas, elas se empolgarão para novos desafios e desenvolverão habilidades motoras. O desenvolvimento de habilidades motoras finas, como o manuseio de objetos pequenos, é uma forma de as crianças praticarem usando suas mãos e dedos, o que, por sua vez, cria força e coordenação críticas para habilidades de escrita. "Quando você é uma criança em idade pré-escolar ou criança, sua atenção se mostra de maneira diferente", explica Pizzolongo(1999, p. 41). Então, as crianças que aprendem a jogar onde estão fisicamente envolvidas com materiais e interagindo um com o outro funcionariam melhor.</p><p>O jogo contribui para o desenvolvimento motor grosso e grosseiro infantil e consciência corporal, pois eles usam ativamente seus corpos. Aprender a usar uma</p><p>ferramenta de escrita, como um marcador, é um exemplo de desenvolvimento de motor fino através do jogo. A progressão natural no desenvolvimento motor pequeno é de rabiscos a formas e formas para imagens representativas. Jogar com ferramentas de escrita ajuda as crianças a refinar suas habilidades motoras finas. O desenvolvimento motor bruto, como saltar, se desenvolve de</p><p>forma semelhante. Quando as crianças aprendem a pular, elas praticam pulando em pés diferentes ou apenas pela pura alegria de saltar. Como crianças primárias, eles integram sua habilidade de salto em muitos jogos, como jogos de salsa e saltos. Usar seus corpos durante o jogo também permite que eles se sintam fisicamente confiantes, seguros e seguros de si mesmos (ISENBERG, 2002).</p><p>Embora todas as crianças necessitem de jogo ativo para um desenvolvimento físico saudável, os benefícios físicos são particularmente valiosos para crianças com doenças articulares ou musculares, como artrite reumatóide juvenil e esclerose múltipla. Essas crianças não podem exercer exercícios extenuantes repetidos, pois eles podem, no entanto, participar de uma jogada ativa. O jogo ativo ajuda-os a construir ou manter energia, flexibilidade das articulações e força muscular (MAJURE, 1995).</p><p>Os benefícios secundários do jogo físico ativo para essas crianças incluem o desenvolvimento de habilidades sociais e uma capacidade crescente para suportar situações estressantes.</p><p>4.5.3. LINGUAGEM</p><p>As crianças desenvolvem habilidades linguísticas através do jogo cooperativo. Seu sucesso depende de sua capacidade e paciência para se explicar. Os professores repetem as palavras que as crianças dizem para ajudar os outros a entender.</p><p>De uma forma geral o lúdico vem a influenciar no desenvolvimento da criança, é através do jogo que a criança aprende a agir, há um estímulo da curiosidade, acriança adquire iniciativa e demonstra autoconfiança, proporciona o desenvolvimento da linguagem, do pensamento e da concentração” (VYGOTSKY,1998, p. 81)</p><p>De acordo com Vygotsky(1998), os jogos desenvolvem a criança de uma maneira integral. Eles também ensinam palavras sobre os objetos que as crianças</p><p>estão interessadas em lidar. Os alunos podem conversar sozinhos enquanto jogam lado a lado com outras crianças e então começam a repetir o que ouvem ou começam a falar um com o outro. Isso se desenvolve em uma comunicação de ida e volta sobre o jogo, tornando-se cada vez mais sofisticado até os 4 anos. As crianças agora estabelecem regras, desempenham papéis específicos, expressam seus interesses ou objeções e conversam sobre situações engraçadas que ocorrem no decorrer do jogo.</p><p>O jogo cria um forte senso de autoconfiança. Tentando fazer um certo truque em uma estrutura de jogo ou construir com blocos é um trabalho árduo para um préescolar. Os professores reconhecem essas experiências articulando o que observam e deixando o pré-escolar absorver essas realizações de novo. Há também benefícios terapêuticos para jogar que ajudam todas as crianças. Por exemplo, entender que um pai vai funcionar e voltará no momento da retirada pode ser reforçado através de um cenário de jogo.</p><p>Ouvir, negociar e comprometer são desafiantes para crianças de 4 e 5 anos. Embora as crianças desta idade ainda sejam egocêntricas, ou incapazes de pensar além de suas próprias necessidades, trabalhar com outras pessoas ajuda a desenvolver uma consciência de diferenças nas pessoas ao seu redor.</p><p>A criança que sempre participou de jogos e brincadeiras grupais saberá trabalhar em grupo; por ter aprendido a aceitar as regras do jogo, saberá também respeitar as normas grupais e sociais. É brincando bastante que a criança vai aprendendo a ser um adulto consciente, capaz de participar e engajar-se na vida de sua comunidade. (VYGOTSKY, 1991, p.82-83)</p><p>Assim, para Vygotsky(1998), a criança que brinca na infância tem maiores probabilidades de se tornar um adulto sociável. Essas experiências na pré-escola fornecem uma base para aprender a resolver problemas e se comunicar com colegas. O jogo também ajuda a criar qualidades de liderança positivas para crianças que estão naturalmente inclinadas a dirigir, mas devem aprender a controlar seus impulsos.</p><p>Existem vários benefícios físicos que podem ser adquiridos através da prática de jogos matemáticos, como por exemplo:</p><p>Melhora da coordenação motora: Alguns jogos matemáticos requerem movimentos precisos e rápidos, o que ajuda a desenvolver a coordenação motora fina.</p><p>Estímulo do sistema cardiovascular: Jogos matemáticos que envolvem atividades físicas, como corrida ou movimentos repetitivos, ajudam a melhorar o condicionamento físico e estimulam o sistema cardiovascular.</p><p>Melhora do equilíbrio: Alguns jogos matemáticos podem envolver equilíbrio físico, como equilibrar objetos em uma balança ou caminhar em uma linha reta. Essas atividades auxiliam no desenvolvimento do equilíbrio corporal.</p><p>Fortalecimento muscular: Jogos matemáticos que envolvem levantar, empurrar ou puxar objetos podem ajudar a fortalecer os músculos, principalmente os membros superiores.</p><p>Estímulo da flexibilidade: Alguns jogos matemáticos podem exigir a realização de movimentos de alongamento ou flexibilidade, o que contribui para o aumento da mobilidade articular.</p><p>É importante ressaltar que esses benefícios são obtidos quando os jogos matemáticos são praticados regularmente e de forma adequada, sempre respeitando os limites e a condição física de cada pessoa. Além disso, é fundamental realizar uma combinação adequada de atividades físicas e jogos matemáticos, pois apenas a prática dos jogos matemáticos pode não ser suficiente para obter todos os benefícios físicos mencionados.</p><p>4.5.4. CRIATIVIDADE</p><p>Há quase 50 anos, Sigmund Freud (1958) sugeriu que cada criança em jogo "se comportasse como um escritor criativo, na medida em que criou um mundo próprio ou, em vez disso, reorganizou as coisas de seu mundo de uma maneira nova que lhe agrada. O escritor criativo faz o mesmo que a criança em jogo. Ele cria um mundo de fantasia que ele leva muito a sério, isto é, ele investe com grande quantidade de emoção.</p><p>O contexto de jogo é ideal para apoiar o pensamento criativo e imaginativo das crianças, porque oferece um ambiente livre de risco. Assim, tem-se a noção de que o jogo e o pensamento criativo são comportamentos relacionados porque ambos dependem da capacidade das crianças de usar símbolos.</p><p>É visível a capacidade de se engajar na imaginação como essencial para o desenvolvimento das crianças na capacidade de criar imagens internas, estimular a curiosidade e experimentar respostas alternativas a diferentes situações. Esta capacidade, praticada em configurações de jogo, aumenta a capacidade das crianças de se envolver com sucesso em novas situações.</p><p>É necessário que o professor tenha consciência que na brincadeira as crianças recriam e estabilizam aquilo que sabem sobre as mais diversas</p><p>esferas do conhecimento, em uma atividade espontânea e imaginativa. Nessa perspectiva não se deve confundir situações nas quais se objetiva determinadas aprendizagens relativas a conceitos, procedimentos ou atitudes explicitas com aquelas nas quais os conhecimentos são experimentados de uma maneira espontânea e destituída de objetivos imediatos pelas crianças. Pode-se, entretanto, utilizar os jogos, especialmente àqueles que possuem regras, como atividades didáticas. (BRASIL, 1998, p. 50)</p><p>De acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, o pensamento criativo também pode ser visto como um aspecto da resolução de problemas, que tem suas raízes em jogo. Quando as crianças pequenas usam sua imaginação em jogo, elas são mais criativas, realizam melhor nas tarefas escolares e desenvolvem uma abordagem de resolução de problemas para aprender.</p><p>A importância do jogo na vida das crianças está bem documentada. À medida que as crianças crescem e mudam, o jogo se desenvolve com elas de acordo com uma seqüência de desenvolvimento.</p><p>Analisando-se, assim, os benefícios das atividades lúdicas ao pré escolares, verifica-se, assim, a necessidade de os educadores conhecerem as diversas formas de brincadeiras sob a perspectiva sociocultural para poder compreender os benefícios e as contribuições que a atividade lúdica vai possibilitar à Educação Infantil.</p><p>Essa atividade lúdica vai estimular a curiosidade da criança, levando a sua autoconfiança e a sua iniciativa, proporcionado a ela uma aprendizagem eficiente</p><p>forma, contribuir de forma eficaz para a educação, enriquecendo a dinâmica das relações sociais em sala de aula. Atualmente, a relação brincadeiras-aprendizagem,</p><p>encontra-se desacreditada, pois muitos associam o brincar a um desgaste de energia, falta do-que-fazer.</p><p>Por outro lado, o brincar tem despertado o interesse de estudiosos de diversas áreas, isso porque são tantas as contribuições desse ato na vida da criança, que muitos teóricos tiveram a preocupação de apresentá-las em suas obras. Teixeira e outros (2003:234) esclarecem que,</p><p>As brincadeiras são fundamentais na vida da criança, porque são nessas atividades que ela constrói seus valores, socializa-se (...), cria seu mundo, desperta vontade, adquire consciência e sai em busca do outro pela necessidade que tem de companheiros. Portanto, não permitir as brincadeiras será uma violência para o desenvolvimento harmônico das crianças.</p><p>Dessa maneira, o brincar é a principal atividade da criança, pois por meio dele ela interage com o mundo, com os outros e com si mesma. Rizzi e Haydt (1987:9) em suas reflexões comentam que “o jogo tem uma função vital para o indivíduo, não só para a 5 distensão e descarga de energia, mas principalmente</p><p>como forma de assimilação da realidade”. Observando uma criança, vê claramente que o brincar é natural, e que ela não brinca para passar o tempo, ou seja, a brincadeira é a forma que ela encontra para expressar desejos, problemas, bem como representar conhecimentos.</p><p>Nesse contexto, o projeto pretende enfatizar alguns elementos considerados de grande relevância para a aprendizagem das crianças, por meio do brincar. Alinhado-se por essa perspectiva, este trabalho apresenta em seu Capítulo I, o Referencial Teórico, com foco no ponto de vista de alguns teóricos; destacando assim, o inter-relacionamento entre brincar, aprendizagem e desenvolvimento cognitivo das crianças. O capítulo I foi elaborado a partir dos itens: a evolução das brincadeiras das crianças na primeira infância; os jogos, brinquedos e brincadeiras como recurso de aprendizagem: concepções de alguns teóricos; as brincadeiras como articuladoras do desenvolvimento cognitivo das crianças; as brincadeiras e a sua contribuição no processo de construção de regras e socialização e por fim o item a formação docente e a sua articulação com o brincar na construção da aprendizagem das crianças. Procurou-se, dessa forma, em cada item amoldar o desenvolvimento teórico de um caráter interpretativo, que se correlacione aos dados obtidos.</p><p>O referido capítulo buscou examinar por meio do modelo teórico exposto, a importância das brincadeiras para a criança, enfatizando como anda até o presente momento a revisão da literatura sobre o tema em questão. O segundo capítulo trata- se da metodologia, onde se propôs a identificar o método de abordagem e procedimento, assim como determinar aspectos relativos a escola estudada. O capítulo II também focalizou os instrumentos nos quais serão utilizados e, os procedimentos adotados no tratamento com os dados. Para a realização da pesquisa em alvo, foram apresentados alguns pressupostos que pretendem orientar o trabalho da pesquisadora na ocasião da coleta de dados. Sua elaboração centra- se nos seguintes direcionamentos: a brincadeira é uma ferramenta capaz de proporcionar a criança uma compreensão maior de mundo. É uma atividade construtiva básica para o desenvolvimento e aprendizagem; ao brincar a criança sente prazer, libera seus sentimentos e transmitem tudo aquilo que sabe sobre as diversas esferas do conhecimento; ao promover brincadeira em sala de aula, os professores da Educação Infantil estimulam o aprendizado do aluno. No entanto,</p><p>deseja-se nas diversas fases do trabalho fazer uso das categorias da pesquisa bibliográfica e documental.</p><p>2. OBJETIVO</p><p>A escolha do tema: brincadeiras no âmbito escolar, centra-se no encantamento da pesquisadora ao perceber como o brincar interfere no desenvolvimento cognitivo das crianças, e as ajudam a exteriorizar o seu mundo e desejos internos. E também por reconhecer a importância dessas atividades no contexto escolar, pois as brincadeiras contribuem para o processo de ensinar e aprender.</p><p>Dessa maneira, falar de brincar é “viajar-se” a lugares e momentos marcantes da vida. Em cada um de nós existe a lembrança de alguma brincadeira (brincadeira de grupo, de roda, faz-de-conta) algo que nos deu prazer, nos deixou feliz e contribui para que pudéssemos descobrir o mundo ao nosso redor. Isso é relevante para reconhecermos a importância desse ato na vida das crianças. Daí o interesse em compreender como as brincadeiras auxiliam na aprendizagem e desenvolvimento cognitivo de crianças da Educação Infantil. No respectivo estudo, haverá novas descobertas, demonstrando que nem todas as verdades são ditas e acabadas, mas que sempre há algo a ser revelado; possibilitando um maior enriquecimento para a ciência. O referido projeto, visa no âmbito social do contexto educacional, proporcionar um conhecimento maior sobre o assunto, esclarecendo que a brincadeira não é apenas divertimento, mas aprendizagem.</p><p>Por meio dessa pesquisa, pais, educadores e todos aqueles interessados no desenvolvimento e educação de crianças, terão em mãos um instrumento com o qual poderão desfrutar de informações capazes de esclarecer dúvidas e favorecer um processo de aprendizagem mais prazeroso. O seguinte trabalho é de grande relevância aos educadores, pois, por meio dele, o professor conhecerá contextos teóricos que relatam o brincar e sua relação com o desenvolvimento da criança. Assim, buscará valorizar e propiciar as brincadeiras em sala de aula, levando as crianças a aprender de forma alegre e divertida, possibilitando o desenvolvimento da mesma em todas as suas potencialidades.</p><p>· Aprendizagem e desenvolvimento cognitivo das crianças.</p><p>· A evolução das brincadeiras das crianças na primeira infância; os jogos, brinquedos e brincadeiras como recurso de aprendizagem: concepções de alguns teóricos; as brincadeiras como articuladoras do desenvolvimento cognitivo das crianças; as brincadeiras docentes e a sua articulação com o brincar na construção da aprendizagem das crianças.</p><p>· Procurou-se, dessa forma, em cada item amoldar o desenvolvimento teórico de um caráter interpretativo, que se correlacione aos dados obtidos.</p><p>· Modelo teórico exposto, a importância das brincadeiras para a criança, enfatizando como anda até o presente momento a revisão da literatura sobre o tema em questão.</p><p>· Os instrumentos nos quais serão utilizados e, os procedimentos adotados no tratamento com os dados.</p><p>· Para o desenvolvimento e aprendizagem; ao brincar a criança sente prazer, libera seus sentimentos e transmitem tudo aquilo que sabe sobre as diversas esferas do conhecimento; ao promover brincadeira em sala de aula, os professores da Educação Infantil estimulam o aprendizado do aluno.</p><p>3. METODOLOGIA	Comment by Marlon: Colocar nesta parte</p><p>4. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA</p><p>4.1. A ORIGEM DOS JOGOS E BRINCADEIRAS</p><p>O jogo provém do século XVI, onde houve o início de seus estudos que foram realizados em Roma e na Grécia, pois este era destinado somente ao aprendizado das letras. Esse interesse diminuiu com o início do advento do cristianismo, que visava apenas uma educação disciplinadora, memorização e obediência. Pois a partir desse momento, os jogos são vistos como algo culposo, pois leva à prostituição e à embriaguez.</p><p>No período do Renascimento, as atividades lúdicas diminuíram com essa espécie de reprovação e inicia a introdução dos jogos no dia a dia dos jovens da época como um meio de diversão. A palavra jogo, vem do latim “incus” que expressa sinônimo de diversão, brincadeira. Os significados mais gerais que se encontram nos dicionários de Língua Portuguesa são: “divertimento, distração, passatempo”. Portanto, essa palavra é usada, por exemplo, para conceituar uma atividade individual de uma criança na construção de blocos ou atividades coletivas de canto ou dança.</p><p>A introdução da brincadeira em seu contexto infantil, é implantada, timidamente,</p><p>e desenvolvendo uma linguagem de concentração de atenção e pensamento, pois esses são aspectos indispensáveis para o desempenho acadêmico e da saúde. O jogo vai trazer a produção de experiências muitos significantes para estas crianças em conteúdos escolares e quanto ao desenvolvimento de habilidades e de competências. (CUNHA, 2001)</p><p>Para Jean Jacques, o melhor e mais conveniente seria dar a criança uma oportunidade de ter um ensino livre e que fosse espontâneo, pois a criança teria um maior interesse e passaria assim a gerar muitas alegrias e muita descontração para seu maior desenvolvimento. “ Em todos os jogos persuasivos, as crianças sofrem sem se queixar, rindo mesmo o que nunca sofreriam, de outro modo sem derramar torrentes de lagrima” (ALMEIDA 1998, p.18). Para tanto, as crianças sofrem a influência também das suas escolhas lúdicas, pois pode-se então dizer que esse foi o primeiro passo onde a educação das crianças teve uma visão de maneira diferente, ao unir a educação e a brincadeira. Passou-se a ter necessidade da criança de ter</p><p>uma brincadeira respeitada por uma sociedade e assim passou a ser observada como uma grande possibilidade para auxiliar no processo de assimilação de conteúdos.</p><p>Essa viagem no mundo do ludismo vai proporcionar penetrar em culturas, estilos diferentes e modos de vidas como estilo e além das regras sociais, pois a utilização de materiais diferentes e outras ferramentas vai estabelecer a relação pessoal e a iniciativa da intuição do indivíduo, portanto:</p><p>Nem todo jogo é um material pedagógico. (...) o elemento que separa um jogo pedagógico de outro de caráter apenas lúdico é que os jogos ou brinquedos pedagógicos são desenvolvidos com a intenção explícita de provocar uma aprendizagem significativa, estimular a construção de um novo conhecimento e, principalmente, despertar o desenvolvimento de uma habilidade operatória. (ANTUNES, 1998, p. 38).</p><p>De acordo com Celso Antunes(1998), não se pode generalizar na aplicação de atividades lúdicas como atividades rotineiras comuns. Alguns jogos não podem ser simplesmente encarados como formas lúdicas de conhecimentos. É necessário que se possa identificar os elementos contidos neles para que eles alcancem os objetivos propostos.</p><p>Para Piaget (1971) o desenvolvimento cognitivo acontece como resultado de vários fatores, dentre eles a experiência e a transmissão de conhecimentos e um equilíbrio por auto regulações, estabelecendo diferentes pontos entre a experiência física e a lógico-matemática. Em consideração a experiência física vai compreender uma ação direta sobre o objeto que são: pegar, manusear, dobrar, bater,etc, permitindo a iniciação de várias propriedades como forma, cor, tamanho e peso como características relacionadas aos objetos. Nesse caso, os objetos passam a ser uma fonte de conhecimentos físico, enquanto a experiência do lógico-matemático vai abordar e compreender a coordenação de ações que essa criança vai passar a exercer sobre estes objetos, fazendo uma relação entre eles.</p><p>Pode-se entender que os jogos estarão presentes em inúmeras atividades no dia-a- dia das crianças e que ela vai passar a existir independentemente do seu uso na educação. Afirma-se que: “Jogar não é estudar nem trabalhar, porque jogando, o aluno aprende, sobretudo, a conhecer e compreender o mundo social que o rodeia”. (MOURA, 1991, p. 87). Para tanto, os jogos, se adequadamente planejados e executados, passam a ser um grande recurso pedagógico e um elemento eficiente para se construir o conhecimento matemático na criança.</p><p>Em contrapartida a todos esses benefícios, a privação do ato de brincar, principalmente por crianças pequenas, tem consequências negativas que o aluno levará para o resto de suas vidas; algumas crianças têm menos tempo para jogar livremente e explorar o mundo a sua volta, pois estão apressados em se adaptarem a papéis adultos e se preparam para o futuro em idades precoces.</p><p>Os jogos desempenham um papel fundamental no desenvolvimento da criatividade em crianças e até mesmo em adultos. Ao participar de atividades lúdicas, as pessoas são desafiadas a pensar de maneiras novas, resolver problemas de forma criativa e explorar diferentes possibilidades. Aqui estão algumas maneiras pelas quais os jogos contribuem para o desenvolvimento da criatividade:</p><p>**Resolução de Problemas:**</p><p>Jogos frequentemente apresentam desafios e quebra-cabeças que exigem soluções criativas. Ao enfrentar esses problemas, as crianças desenvolvem a capacidade de pensar "fora da caixa" para encontrar maneiras inovadoras de superá-los.</p><p>**Jogos de Construção e Design:**</p><p>Jogos que envolvem construção, como blocos de construção ou jogos de design, estimulam a imaginação e ajudam as crianças a visualizar e criar novas estruturas.</p><p>**Jogos de Papel:**</p><p>Jogos de interpretação e dramatização incentivam as crianças a assumirem diferentes papéis e a explorarem diversos cenários imaginários. Isso estimula a criatividade ao encorajar a expressão de ideias e a criação de histórias.</p><p>**Jogos de Cartas e Estratégia:**</p><p>Jogos de cartas e estratégia envolvem tomada de decisões e planejamento, incentivando os jogadores a pensar criativamente para superar adversidades e alcançar objetivos.</p><p>**Jogos de Palavras e Quebra-Cabeças:**</p><p>Jogos que envolvem palavras e desafios de lógica ajudam a desenvolver habilidades linguísticas e cognitivas, estimulando a mente a encontrar soluções criativas.</p><p>**Jogos de Arte e Criatividade:**</p><p>Atividades artísticas, como pintura, desenho e modelagem, oferecem oportunidades para expressão criativa e exploração de diferentes formas de representação visual.</p><p>**Jogos de Estratégia e Planejamento:**</p><p>· Jogos que exigem estratégia e planejamento, como xadrez ou jogos de estratégia em grupo, incentivam a capacidade de pensar antecipadamente, planejar e encontrar soluções inovadoras.</p><p>**Jogos Digitais Criativos:**</p><p>Certos jogos digitais, como aqueles de criação de mundos virtuais ou design de personagens, proporcionam um ambiente interativo para explorar a criatividade digital.</p><p>**Jogos Colaborativos:**</p><p>Jogos em grupo incentivam a colaboração e a combinação de ideias, permitindo que os participantes explorem diferentes perspectivas e contribuam criativamente para alcançar objetivos comuns.</p><p>Aceitação de Diferentes Perspectivas:</p><p>Jogar diferentes tipos de jogos expõe os jogadores a uma variedade de desafios e contextos, promovendo a compreensão de diferentes perspectivas e o desenvolvimento da empatia.</p><p>Integrar uma variedade de jogos que estimulem a criatividade em ambientes educativos ou em casa é uma maneira eficaz de cultivar habilidades criativas nas crianças. Essa abordagem lúdica não apenas torna o aprendizado mais envolvente, mas também promove o desenvolvimento de habilidades importantes para enfrentar desafios na vida cotidiana.</p><p>4.6. O JOGO NA CONSTRUÇÃO DA CRIANÇA</p><p>O sentido integral do jogo é muito eficiente e estimulador da inteligência. Quando se trabalha com o jogo, ele vai permitir que a criança realize tudo aquilo que ela deseja. Quando o indivíduo está entretido com algum tipo de jogo, ele ordena o</p><p>que quer ordenar, ele é quem quer ser, suas decisões não têm restrições, pois ela vai obter uma enorme satisfação simbólica de querer ser adulto e livre. O jogo vai impor controle sobre todos os impulsos; a aceitação das regras do jogo não deve alienar os alunos, pois estas regras são as mesmas que são estabelecidas por qualquer jogador e não são impostas por qualquer um.</p><p>A criança brincando ecoa a sua espacialidade, envolve-se em um mundo de fantasia e constrói um atalho entre dois mundos: o real e o inconsciente. Para Antunes(1998, p. 45) “O jogo não é uma tarefa imposta, não se liga a interesses materiais imediatos, mas absorve a criança, estabelece limites próprios de tempo e de espaço, cria a ordem e equilibra ritmo com harmonia.” Portanto, as brincadeiras precisam ser trabalhadas no aluno de forma que estes não fiquem presos a ele, mas que eles sejam usados para apreender e descobrir as respostas de que tanto de necessita alcanças.</p><p>Sem se separar os jogos por faixa etária, necessita-se ter em vista vários direcionamentos que serão expostos adiante, vão existir diversas e expressivas diferenças entre os jogos para as crianças, dentre elas as alfabetizas e não alfabetizadas. Para as alfabetizá-las, os jogos devem ser encarados com a leitura da realidade e também como uma ferramenta de compreensão de relações entre os seguintes elementos,( desenhos, fotos, palavras, dentre outras) e os seus significados (objetos).</p><p>Nesta relação, Piaget(apud, ANTUNES, 1998, p. 50) enfatiza que existem quatro etapas que todo jogo tem:</p><p>Relações significantes ligadas aos significados, os sinais, relação indicadora das etapas e marcações de um jogo” (como o apito, pois ele vai indicar início, o término ou mesmo indica etapas), os símbolos, sua relação já e mais distante entre os significante e o significado (desenho, esquemas, fotos) e por último os signos, pois esses elementos inteiramente independentes dos objetos ( como números e palavras).</p><p>Portanto, na utilização dessas etapas, vai acontecer a seleção dos jogos, vai ser eventualmente empregados de forma correta, para permitir a evolução deles de forma estimuladora e aos estimulados dos signos, pois desta forma vai estimular diversos sentidos na criança como audição, o tato e o paladar e vai proceder para apoiar as sinalizações e, após tudo isso, vai ser descoberto os símbolos entrepostos</p><p>no lúdico e, ao se explorar esses símbolos, vai-se compreendendo as letras e os desenhos que correspondes a cada um deles.</p><p>Quando se pensa em criança, deve-se lembrar que a vida dela inicia desde o pré-natal até a sua adolescência, pois o seu desenvolvimento não terá fim quando ele chega ao final desta faixa etária, permeando-se assim por toda sua vida, aumentando gradativamente, ampliando-se para as pessoas que acreditam no poder do seu cérebro e constroem as suas próprias convicções de motivação. O desenvolvimento das inteligências processa de maneira mais firme ao terem uma oportunidade de estimulação maior.</p><p>Quando se fala em jogos para uma criança é fundamental saber que os mesmos são necessários para seu desenvolvimento e sua aprendizagem, pois vai levar a criança no envolvimento da diversão e a postura de seriedade que vai levar nessa brincadeira.</p><p>Essa brincadeira é para as crianças um espaço de uma investigação e também na construção de seus conhecimentos sobre ela, mesmo e além do seu próprio mundo que vive. Através de sua imaginação ela vai permitir que cada uma delas se relacionem de acordo com seus interesses. Este interesse baseia-se na premissa de que é através do brincar que a criança se desenvolve e se constitui.</p><p>Para Bettelheim(1988, p. 168), “brincar é muito importante porque, enquanto estimula o desenvolvimento intelectual da criança, também ensina, sem que ela perceba, os hábitos necessários a esse crescimento.” Para tanto, pensar na importância do que o brincar leva às mais diferentes abordagens existentes, tais como a cultural, que se leva a analisar o jogo como expressão da cultura, especificamente na área infantil; a educacional que já vai analisar a contribuição do jogo para a educação, no contexto do desenvolvimento e/ou aprendizagem da criança e psicológica que vê o jogo como uma forma de compreender melhor o funcionamento do psicológico do indivíduo, enfim, no sentido das emoções, da personalidade de cada um dos indivíduos, é muito importante para se verificar a importância do lúdico na vida educacional da criança.</p><p>No brincar as crianças descobrem o mundo, se comunicam e se inserem em seu contexto social. Brincar é um direito de todas as crianças, além de ser de suma importância para seu desenvolvimento e, por isso as escolas de ensino infantil devem dar a devida atenção a essa atividade para o desenvolvimento desta criança, pois assim vai desenvolver o seu raciocínio de uma maneira mais concreta e sólida. (VYGOTSKY, 1998, p. 213)</p><p>Para Vygotsky(1998), as brincadeiras proporcionam as crianças a descoberta de um mundo novo, imaginário, propõe-se nessa pesquisa, discutir a presença do brincar no contexto da educação infantil, pois, essencialmente, essa é a primeira fase do ensino fundamental. Por isso, quando se fala em jogos ou brincadeiras na educação infantil pode-se citar alguns tipos de jogos tais como:</p><p>Jogos liquidação, esse tipo de jogo faz com que a criança busque superar seus limites ou obstáculos, é como se ele próprio zombasse de suas próprias limitações.</p><p>Jogos de manipulação, esse outro tipo a criança manipula os materiais pois são movidos pelo prazer que ele vai lhe proporcionar.</p><p>Jogos de Construção, esse tipo de jogo vai ocorrer quando a criança começa a fazer ordenações dos objetos pois esse tipo de jogo é o maior responsável na aquisição do desenvolver da parte intelectual e motora dela. (ANTUNES, 1998, p. 165)</p><p>Assim, existem diversos tipos de jogos que serão aplicados de acordo com a finalidade educacional da criança. Para isso, o professor deverá fazer uma análise cuidadosa dos reais objetivos de cada tipo.</p><p>Salienta-se que de 1 ano e meio até 3 anos, a criança vai começar a imitar as ações do seu cotidiano e atribuir aos objetos vida; já dos 4 anos até os 7 ela começará a buscar a aproximação do real e a caracterizar os jogos. Portanto, quando os professores estão cientes das brincadeiras e dos jogos nessas etapas da Educação Infantil, ele deve elaborar propostas que possam incorporar o lúdico em suas aulas, mas um elemento é essencial para essa incorporação dos jogos e as brincadeiras: ele precisa estar consciente de que essa metodologia vai realmente adquirir conhecimentos no desenvolver social e na construção de uma identidade da criança.</p><p>Reconhece-se a importância dos materiais do jogo e da forma como o adulto organiza esse contexto, e afirma que eles são decisivos para que a liberdade da criança ao brincar seja mantida. Para o autor, as características dos jogos não deverão ser perdidas por ele estar em meio ambiente educativo, salientando-se a liberdade como uma delas. A escola deve preocupar-se com todo o contexto para favorecer o brincar destas crianças. Se este professor for um grande mediador ele irá construir um ambiente propício para o brincar, favorecendo o processo de assimilação de conteúdos. (BROUGERE, 1998, p. 50)</p><p>Portanto, é necessário um objetivo claro e específico ao se aplicar as atividades lúdicas com a criança, mesmo salientando-se a sua a necessidade de liberdade no ato de jogar, de se aplicar o lúdico. Precisa que a escola proporcione um</p><p>ambiente favorável e que o professor seja um mediador de conteúdos para que os alunos atinjam os objetivos propostos.</p><p>A brincadeira e o jogo vão dar um estimulo ao raciocínio e a imaginação da criança, onde vai permitir que ela inicie a exploração dos mais diversos e diferentes comportamentos, capacidades, limites e situações. Assim se faz necessário a promoção e a ampliação das oportunidades que os brinquedos ofertam às crianças. Para Piaget, o desenvolvimento da criança está dividido em quatro etapas relacionadas a faixa etária das crianças, de acordo com os interesses e as necessidades que existem em cada faixa etária. (LA TAILLE, 1992)</p><p>No período sensório motor, que vai de 0 aos 24 meses, os esquemas do um recém-nascido são apenas reflexos, ações espontâneas que vão acontecendo automaticamente através da presença de alguns estímulos. Esses esquemas reflexos sempre são idênticos desde a primeira vez. No final do segundo ano de sua vida, tem outras consequências onde vai possibilitar o aparecimento de esquemas de ação, como características da inteligência sensório –motor, onde pode converter em esquemas de representação. (GOULART, 2005)</p><p>No período pré-operatório, que vai dos dois aos sete anos de idade, a criança tem seu início do desenvolvimento, onde vai começar a aparecer a atividade de representação onde vai modificar as várias condutas praticadas, ou seja ela vai iniciar suas fantasias e fazer uma imitação delas.</p><p>“As primeiras reconstituições lingüísticas de ações surgem junto à reprodução de situações</p><p>ausentes, através da brincadeira simbólica e da imitação. A criança começa a verbalizar o que só realizava motoramente.” (PIAGET, 1971, p. 148). Em outras palavras, o pensamento da criança é referente a brincadeira que vai fantasiar, pois ela está se desenvolvendo ativamente e assim possibilita a utilização da inteligência. O conhecimento que a criança vai adquirindo terá sua realização através de estímulos que esta esteja inserida e das ligações e relações ofertadas, pois só assim ela vai poder conhecer, captar e construir o seu mundo.</p><p>No período Operatório Concreto que vai dos sete aos doze anos de idade, a criança vai necessitar de um espaço bastante agradável onde possa brincar e também encontrar seus amigos, mantendo assim uma relação social. Ela vai substituir as brincadeiras simbólicas por tipos de jogos, com regras e construções, onde irá surgir o jogo da competição, onde as regras são mais debatidas e o interesse por esportes e coleções aumenta gradativamente. Quando passa pelo campo afetivo, o grupo vai</p><p>ter um papel fundamental na parte do pensamento e descentralização e, assim, nesta fase os brinquedos e as brincadeiras são mais expostos com um maior interesse, onde se pode citar os Jogos esportivos(vôlei , futebol e outros); os jogos populares (taco, boliche, malha e outros); brincadeiras( bolinha de gude , pipa e etc); atletismo( corrida, obstáculos, salto dentre outros) e lutas(karatê, judô e capoeira). (GOULART, 2005)</p><p>O período das Operações Formais é caracterizado por uma dependência cada vez maior de objetivos e muita fantasia. Nesse período vai-se considerar problemas e situações. Este adolescente desenvolve a habilidade de formular os conteúdos permanentes e abstratos, tipos de conceitos elevados de matemática e filosófico, desenvolvendo, assim a habilidade de aprender a ampliar as informações necessárias à sua adaptação e as informações especificas. (GOULART, 2005)</p><p>4.6.1. JOGO, BRINQUEDO, BRINCADEIRA E A EDUCAÇÃO</p><p>Kishimoto (2000), em “Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação”, define jogo como não sendo uma tarefa fácil. Quais elementos caracterizam os jogos? Cada jogo tem suas regras, estratégias do adversário, ou seja, cada tipo de jogo tem seu conceito e suas definições.</p><p>Todos os jogos têm suas peculiaridades que os aproximam ou os distanciam dos objetivos propostos pelos docentes. Muitos ainda têm muita confusão a respeito dos termos jogo, brinquedo e brincadeira. Seus significados na língua portuguesa pouco se diferem.</p><p>O brinquedo implica em uma relação mais íntima com a criança e uma indiferenciação das suas utilidades, ou seja, não há uso de regras que oriente sua utilização, junto a criança. O jogo, é visto como uma recreação que aparece como o relaxamento necessário das atividades que exigem pelo indivíduo o esforço físico, intelectual e o escolar. (KISHIMOTO, 2000)</p><p>A criança vai aprender e desenvolver suas estruturas cognitivas quando vai lidar com o jogo com regras. Assim, a atividade lúdica vai promover o desenvolvimento por estar impregnada de aprendizagem e isso acontece porque ao se brincar, se está trabalhando com regras que proporcionam uma compreensão no conjunto de conhecimentos associado a interação social, desenvolvendo lhes os novas formas de conhecer o aprendizado.</p><p>O jogo passará a ser um conteúdo assumido com sua finalidade de desenvolver habilidades para a resolução de problemas, pois vai possibilitar a esse aluno a fazer uma conexão as atividades de ações para atingir os determinados objetivos a serem alcançados, executando jogadas e avaliando sua eficiência nos resultados obtidos.</p><p>Moura (2000), afirma que “o jogo se aproxima da matemática via desenvolvimento de habilidades de resolução de problemas, permitindo, assim, trabalhar os conteúdos culturais inerentes ao próprio jogo”. Assim, o jogo propicia novas possibilidades que vai aproximar o aluno do aprendizado, fazendo com que ele viva “virtualmente” situações para encontrar a solução de problemas que o aproximem da realidade.</p><p>Os jogos constituem um grande apoio metodológico aos educadores. Através deles, os alunos poderão criar, pesquisar, “brincar” e “jogar” com a matemática em diversos momentos de sua aplicação. O uso dos jogos é possível fundamentar, de forma significativa, a formação e aquisição de novas ideias ou conhecimentos matemáticos, tendo em vista o aprendizado da criança, considerando-se de fundamental importância que ela aprenda os procedimentos e seus registros em diferentes situações propostas. (VYGOTSKY, 1998, p. 40)</p><p>Para Vygotsky(1998), as atividades lúdicas são impostantes aliadas dos professores que podem usar dela em diferentes situações de ensino, essencialmente no ensino para aassimilação de conteúdos matemáticos. A brincadeira é uma característica universal, portanto se a criança aprende brincando, por que então não dar ensinamento à criança de maneira que ela aprenda melhor e sem medo, de uma forma tão prazerosa, aproveitando os jogos no momento educativo a fim de explorar ao máximo suas finalidades e seus objetivos com o conhecimento de formas onde se torne concreto?. Com a utilização dos jogos na Educação Infantil, é possível diminuir os bloqueios que, muitas vezes, são apresentados pelos alunos nos próximos anos da sua vida acadêmica, quando se sentem incapacitados para aprender. O que se propõe é que, dentro da situação de jogo, as crianças envolvam-se com maior motivação, apresentando desempenho e atitudes muito mais positivas frente aos processos de aprendizagem de toda sua vida.</p><p>5. CONCLUSÃO</p><p>O jogo como ferramenta lúdica no ensino da, representa uma importante ferramenta de construção e assimilação de conhecimentos pelo educando. Ele proporciona um estímulo eficiente ao entendimento dos conteúdos ofertados pelo professor que deverá dominar técnicas eficazes e lúdicas que promoverão um estímulo ao cognitivo dos educandos.</p><p>Embora o jogo seja um conceito difícil de definir, é muito fácil de reconhecer. Crianças ativamente envolvidas no jogo podem estar envolvidas em uma variedade de atividades, independentemente, com um parceiro ou em um grupo. Como o jogo está intimamente ligado ao desenvolvimento cognitivo, sócio-emocional e motor de crianças pequenas, é uma parte importante dos programas de primeira infância apropriados para o desenvolvimento.</p><p>Como facilitadores do jogo infantil, os professores têm uma função primordial nos processos de ensino aprendizagem do ensino de matemática nas salas de préescolar. Eles devem observar de perto as crianças durante os períodos de jogo, não só para fins de avaliação, como já foi dito, mas também para facilitar as interações sociais e os comportamentos motores apropriados. É importante que as crianças sejam decisores durante o jogo, escolhendo o que e onde jogar, escolhendo papéis para cada jogador e escolhendo como o jogo irá prosseguir. Ocasionalmente, no entanto, algumas crianças precisarão de assistência para adultos ao se juntar a um grupo de brincadeiras, modificar o comportamento ou negociar um desacordo. Entra, nessa etapa, a intervenção precisa do educador. Uma observação cuidadosa ajudará o professor a decidir quando oferecer assistência e a forma que essa assistência deve levar.</p><p>A família, como principal elo social com o educando, precisa estar amparando as ações pedagógicas, junto aos docentes e incentivando a aprendizagem dos seus filhos através de constantes e ativas participações na escola e interações rotineiras com o professor. Essa ligação entre a escola e família facilita e aumenta o envolvimento dos educandos com as atividades lúdicas.</p><p>Pode-se analisar também os autores que estudaram o lúdico como ferramenta de ensino aprendizagem na educação infantil, dentre os quais destacou-se Vygotsky, Wallon e Jean Piaget, os quais são unânimes em afirmar que as brincadeiras e jogos se bem planejados são elementos importantes para que a criança aprenda mais facilmente os conteúdos apresentados pelo docente, já que os objetos lúdicos já são antigos conhecidos das crianças; são a eles apresentados desde a época</p><p>do seu nascimento até os dias que se alcançam, sempre fazendo com que eles(brinquedos) sejam encarados como fundamentais para a criança.</p><p>Para isso, o papel do professor é de fundamental importância na condução do processo lúdico; é dele a responsabilidade maior de determinar as técnicas usadas pelos educandos como maneira de atingir os objetivos propostos pelo processo educacional. Parece que você quis dizer "brincadeiras na educação". Se for o caso, brincadeiras desempenham um papel importante no processo educacional, especialmente na educação infantil. Elas proporcionam uma abordagem lúdica e envolvente para aprender, promovendo o desenvolvimento cognitivo, social, emocional e físico das crianças. Aqui estão algumas brincadeiras na educação que podem ser benéficas:</p><p>Jogos educativos: Utilize jogos que estimulem o raciocínio lógico, a matemática, o vocabulário, entre outros. Jogos de tabuleiro, quebra-cabeças e jogos digitais educativos podem ser ótimas opções. Teatro e dramatização: Incentive as crianças a criarem e representarem histórias. Isso ajuda no desenvolvimento da criatividade, expressão oral e compreensão de narrativas.</p><p>Caça ao tesouro educativa: Crie atividades de caça ao tesouro que envolvam resolver problemas ou responder a perguntas relacionadas ao conteúdo estudado.</p><p>Experimentos científicos:** Realize experimentos simples para ensinar conceitos científicos de maneira prática e divertida. Isso desperta a curiosidade e o interesse pela ciência.</p><p>Música e dança: Use músicas e danças para ensinar conceitos como números, letras e até mesmo histórias. Isso ajuda na coordenação motora e na expressão artística.</p><p>Contação de histórias interativa: Conte histórias de maneira interativa, incentivando as crianças a participarem com perguntas, sugestões ou representações.</p><p>Artes plásticas: Atividades artísticas, como desenho, pintura e modelagem, proporcionam uma forma criativa de expressar ideias e emoções, além de desenvolver habilidades motoras finas.</p><p>Jogos de role-playing: Permita que as crianças assumam papéis e interpretem diferentes personagens. Isso estimula a imaginação, a empatia e o desenvolvimento das habilidades sociais.</p><p>Atividades ao ar livre: Leve as crianças para o ambiente externo e promova atividades físicas, como corridas, jogos de bola e brincadeiras que explorem a natureza.</p><p>Simulações: Crie situações práticas que permitam que as crianças vivenciem conceitos aprendidos. Isso pode incluir a simulação de uma loja, uma sala de aula fictícia ou até mesmo uma viagem imaginária.</p><p>Ao incorporar brincadeiras na educação, os educadores podem tornar o aprendizado mais envolvente, motivador e eficaz, contribuindo para um desenvolvimento holístico dos alunos.</p><p>Por meio da realização desta pesquisa, podemos observar que a utilização de jogos matemáticos como ferramenta didática vem auxiliando no processo metodológico. Assim, sua utilização de forma organizada e bem articulada promove uma melhor compreensão da matéria, inclusive melhor interação entre aluno/professor e aluno/aluno de forma compartilhada, promovendo os saberes de forma divertida.</p><p>O objetivo do estudo é contribuir na promoção do ensino, mas</p><p>também, na desconstrução de barreiras sobre a compreensão da mesma.O ensino por meio dos jogos possibilita a pratica de habilidades que contribui no desenvolvimento e na motivação dos alunos com as atividades. O jogo é muito antigo na presença social e cultural em todo o mundo, mas, no contexto escolar,</p><p>é algo que precisa ser melhor vivenciado e estudado por parte de professores e de pesquisadores da área de Educação. O uso dos jogos no ensino da matemática, reforça a sua importância como importante viés de pesquisa, pois permite novas alternativas de ensino-aprendizagem.</p><p>6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS	Comment by Marlon: Na dissertação vc precisa usar pelo menos três referências (buscadas em artigos estrangeiros em inglês) para discutir e citar no seu texto.</p><p>Uma dica: use o site do google acadêmico. Coloque as palavras-chave que te interessa e aparecerá vários artigos em aberto. As palavras chave não precisam ser exatamente o tema da dissertação/tese, as vezes é difícil achar assim, mas tente algo que complementaria.</p><p>https://scholar.google.com.br/?hl=pt</p><p>ALMEIDA, Paulo Nunes de. Educação Lúdica: prazer de estudar – Técnicas e jogos pedagógicos. Rio de Janeiro: Loyola, 1998.</p><p>ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 1998.</p><p>BATISTA, Cleide Vitor Mussini, Vale Maria Cristina Carreira. O Ludico nos Processos Psicopedagógicos . Apostila esap – Instituto de Estudos Avançados e Pós Graduação e FACULDADES INTEGRADAS DO VALE DO IVAÍ, PSICOPEDAGOGIA</p><p>, abrangência Institucional e Clinica, 2010.</p><p>BETTELHEIM, B. Uma vida para seu filho: pais bons o bastante. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998.</p><p>BICUDO, M A. V. Pesquisa em Educação Matemática. São Paulo: EDNESP, 1999.</p><p>BORIN, Julia. Jogos e resolução de problemas: uma estratégia para as aulas de matemática. São Paulo: IME-USP;1996.</p><p>. Jogos e Resolução de Problemas: uma estratégia para as aulas de matemática. 3ª Ed. São Paulo: IME/ USP, 1996.</p><p>BRASIL. Constituição Federal do Brasil. Brasilia: Imprensa Oficial, 1988.</p><p>. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares nacionais: Matemática. Brasília: MEC/SEF, 1998. V03.</p><p>. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei N. 9.394/96. Brasília: MEC/SEF, 1996.</p><p>. Parâmetros curriculares nacionais. Brasília: Ministério da Educação e Cultura, 1997.</p><p>. Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998.</p><p>BROTO, F. O. O (im)possível mundo onde todos podem venSer. Festival de Jogos cooperativos. Livro de boas memórias. Taubaté: Rouge, 1999.</p><p>BROUGÉRE, Gilles. Brinquedo e cultura. São Paulo: Cortez, 1995.	. Jogo e educação. Porto Alegre: Artes médicas, 1998</p><p>CLAPARÉDE, E. A Escola sob Medida – (tradução de Maria Lúcia do Eirado Silva) – Rio de Janeiro: Editora Fundo de Cultura, 1956.</p><p>CUNHA, N. H. S. Brinquedoteca: um mergulho no brincar. 3ª Ed. São Paulo: Vetor 2001</p><p>DEMO, Pedro. Educar pela pesquisa. 3. ed. Campinas, SP: Autores Associados,1994.</p><p>FREIRE, João Batista. 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(KISHIMOTO, 1999, p. 213)</p><p>De acordo com Kishimoto(1999), com o aparecimento da Companhia de Jesus (uma organização religiosa inspirada nos moldes militares, convictos a lutar em favor do catolicismo e que utilizaram o processo educacional como a principal arma ), pois o jogo educativo passa a ser o principal recurso para ajudar e auxiliar de ensino, passando a expandir de tal forma, a partir de então, se tornando o seu principal apoio educacional.</p><p>Nos Estados Unidos, no início da virada do século, os estudos mais novos apontavam que os programas baseados no froebelianos, onde buscavam enfatizar o brincar inspecionado, encorajando a uniformidade e tendo o total direção nos órgãos</p><p>que acolhiam os imigrantes pobres e o brincar livre passa a predominar nas escolas particulares de toda a elite da época, pois o acompanhamento do brincar foi supervisionado em todas as creches onde foi apontada por Bloch e Choe ao percorrer do século XIX, pois na época da Guerra Civil passa a ser estimulado o movimento de assentamento de muitas famílias e o aumento pelo crescente número de pobres urbanos, fruto de um grande deslocamento social e causados pela industrialização, urbanização e imigração.</p><p>Na América também estava ocorrendo um movimento social basicamente igualitário, pois buscavam-se ideais de liberdade individual, ordem social e unidade nacional. Com a vinda de muitos imigrantes teve-se como consequência o crescimento da pobreza urbana, pois procuravam meios para americanizarem imigrantes a partir de uma educação, pois predominava as crenças acerca de divergência das particularidades de cada aluno indivíduo e de crianças da elite, pois essas crianças aprendiam melhor por meio do brincar, mas repugnavam qualquer noção do lúdico sem a supervisão de um adulto. (KAMII & DEVRIES, 1991).</p><p>Essa ideia provoca cada vez mais o fortalecimento da perspectiva dos jogos educativos, do brincar orientado, pois visa uma maior aquisição de conteúdos escolares pelo indivíduo.</p><p>Os jogos fazem parte da história desde os tempos antigos, com as primeiras formas de jogos servindo uma variedade de propósitos. Esses jogos eram frequentemente utilizados como meio de entretenimento, mas também serviam como forma de desenvolver habilidades físicas, promover a interação social e até mesmo ensinar importantes lições de vida. Por exemplo, acredita-se que jogos de tabuleiro encontrados em tumbas egípcias tenham sido usados para preparar indivíduos para a vida após a morte. Esses primeiros jogos eram simples e muitas vezes envolviam atividade física, como correr, pular ou arremessar. No entanto, lançaram as bases para o desenvolvimento de jogos em diferentes culturas e ao longo da história.</p><p>À medida que diferentes culturas surgiram e interagiram entre si, os jogos começaram a adquirir características e propósitos únicos. Por exemplo, o jogo chinês Go foi desenvolvido há mais de 2.500 anos e ainda é jogado hoje, enfatizando a estratégia e o pensamento crítico. Da mesma forma, o jogo indiano Pachisi, que inspirou o jogo moderno Ludo, era jogado pela realeza e servia como forma de ensinar importantes lições de moral e etiqueta social. A evolução dos jogos em diferentes culturas reflete os valores, crenças e estruturas sociais dessas</p><p>sociedades. Estes jogos não só proporcionaram entretenimento, mas também ajudaram a construir a coesão social e a reforçar a identidade cultural.</p><p>Com o advento da tecnologia moderna, os jogos assumiram novas formas e tiveram um impacto significativo na sociedade. Os jogos eletrônicos, em particular, revolucionaram a indústria dos jogos e tornaram-se uma importante fonte de entretenimento para pessoas de todas as idades. No entanto, os jogos eletrônicos também têm sido alvo de críticas, com preocupações sobre o seu potencial impacto na saúde mental, nas competências sociais e na dependência. Apesar destas preocupações, os jogos continuam a desempenhar um papel crucial na aprendizagem e no desenvolvimento, com pesquisas mostrando que o brincar é fundamental para a construção de habilidades cognitivas, emocionais e sociais. À medida que os jogos continuam a evoluir e a adaptar-se às necessidades e valores sociais em mudança, continuarão, sem dúvida, a ser uma parte importante da história e da cultura humana.</p><p>Inicialmente é interessante destacar que as brincadeiras são atividades necessárias para o desenvolvimento da criança, haja vista, sua contribuição no processo de construção do conhecimento, percepção e compreensão do mundo. O brincar é uma tendência natural do ser humano, e ao longo do processo de desenvolvimento essa convergência se manifesta de várias formas. Na visão de Rizzi e Haydt (1987:11)</p><p>O estudo mais completo sobre a evolução do jogo na criança é de autoria de Jean Piaget, que verificou este impulso lúdico já nos primeiros meses de vida do bebê, na forma do chamado jogo de exercício sensório-motor; do segundo ao sexto ano de vida predomina sob a forma de jogo simbólico, para se manifestar, a partir da etapa seguinte, através da prática do jogo de regras.</p><p>Assim, de acordo com Piaget, em cada estágio de crescimento cognitivo a criança brinca de forma diferente. Pode-se observar as manifestações do brincar desde cedo, quando nos primeiros meses de vida a criança começa a explorar a si própria. Nesse ínterim, cabe destacar as contribuições de Pelosi (2000:33), que enfatiza que,</p><p>No início da vida o bebê esta aprendendo a lidar com o próprio corpo e a brincadeira tem um papel importantíssimo nesta aprendizagem, através da troca com o meio. A brincadeira de exercício é como é chamada a primeira forma de brincadeira que aparece. Como seu nome diz, a criança brincando exercita seus esquemas sensório-motores e os coordena cada vez melhor.</p><p>Dessa forma, a primeira manifestação da brincadeira da criança é o seu próprio corpo. Nota-se que a atividade lúdica é manifestada por meio de gestos e</p><p>movimentos, ou seja, o bebê mexe com as mãos, com os dedos, vira a cabeça de um lado para o outro. No estágio sensório-motor, uma das fases do desenvolvimento humano classificado por Piaget, é por meio da sensação, que a criança elabora a sua percepção de mundo. Ao referir-se a tal assunto, estudiosos mencionam que,</p><p>Muitos estudiosos do desenvolvimento vêem nas brincadeiras das crianças paralelos claros ao seu atual estágio de desenvolvimento. As primeiras origens do brincar podem ser observadas no comportamento sensório- motor, quando os bebês chutam seus pés enquanto estão tomando banho pelo simples prazer de sentir e ver a água espirrando. (COLE e COLE, 2003:246).</p><p>Ao brincar com seus órgãos a criança conhece seu corpo cada vez mais, e aprende a coordená-los de uma forma mais eficaz. Nesse sentido, as brincadeiras são meios que facilitam uma compreensão maior da realidade. Pois, como faz notar Haetinger (2005:82), “desde os primeiros anos de vida, os jogos e brincadeiras são nossos mediadores na relação com as coisas do mundo. Do chocalho ao videogame, aprendemos a nos relacionar com o mundo através dos jogos e brincadeiras”. A partir dessas considerações, nos resta compreender o valor do brincar na vida da criança. Assim, à medida que ela fica um pouco maior, sua forma de brincar evolui. Além do corpo, aprende a incorporar objetos e pessoas. Ainda nessa mesma linha de pensamentos, Cole e Cole (Idem 2003:246) ressaltam que, “mais tarde, a brincadeira sensório-motora vai além do próprio corpo do bebê e passa a incorporar objetos e envolver outras pessoas, como a brincadeira do “esconde-esconde”.</p><p>Vale mencionar também a contribuição de Piaget, que no decorrer da sua pesquisa fundamentou-se na idéia de que a criança vai descobrindo o sentido do mundo por meio do contato com pessoas</p><p>e objetos. Além disso, essa forma de brincar, ajuda a criança a ter uma interação maior com o meio na qual esta inserida, facilitando um maior amadurecimento cognitivo. Mais adiante, a criança começa a soltar a sua imaginação. Utiliza os objetos que são lhes disponíveis para representar aquilo que desejam (personagens, carro, cadeira, casa, etc). Uma cadeira, por exemplo, pode se transformar em um carro. Cole e Cole (Ibidem, 2003:246) apontam que,</p><p>Por volta dos 18 meses, os bebês começam a tratar uma coisa como se</p><p>fosse outra. Eles mexem seu “café” com uma varinha e penteiam o cabelo da boneca com um ancinho-de-brinquedo. Esse tipo de comportamento é chamado de brincadeira simbólica (também chamada de brincadeira de faz- de-conta ou fantasia): é a brincadeira em que um objeto substitui o outro, como o ancinho esta substituindo o pente.</p><p>Ganha destaque nessa discussão, a grande importância desse tipo de brincadeira para conhecermos mais a criança. Pois, por meio do faz-de-conta, ela exterioriza seus sentimentos pensamentos e representam algumas situações que vivenciam no dia-a-dia. Isto vem ao encontro de Seber e Luís (1995:54), que reforçam que,</p><p>Antes de a criança completar o seu segundo ano de vida, surgem as primeiras manifestações do “como se fosse verdade”, característico do faz- de-conta. Um gesto, um movimento, uma expressão oral, enfim, algo ligado às situações cotidianas é reproduzido num contexto de brincadeira.</p><p>Os gestos, os movimentos e certas atitudes utilizadas pela criança no decorrer das brincadeiras, são meios que nos dão a oportunidade de saber como ela esta pensando, sentindo e saber quais são seus desejos, conflitos internos e medos; pois quando a criança brinca ela coloca em ação sentimento e emoção. O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998:28) relata que,</p><p>Pela oportunidade de vivenciar brincadeiras imaginativas e criadas por elas mesmas, as crianças podem acionar seus pensamentos para a resolução de problemas que lhes são importantes e significativos. Propiciando a brincadeira, portanto, cria-se um espaço no qual as crianças podem experimentar o mundo e internalizar uma compreensão particular sobre as pessoas, os sentimentos e os diversos conhecimentos.</p><p>Tendo em vista que as posições imaginárias vivenciadas nas brincadeiras, ajudam as crianças a descobrirem o mundo de uma forma geral, pode-se afirmar que são necessárias para que elas entendam melhor as situações vividas. Segundo Seber e Luís (1995:55) “quanto mais ela puder brincar, refazendo diferentemente o seu dia-a-dia, melhor entenderá o significado dessas experiências”. Essas autoras acrescentam que “a criança se apóia na imaginação para reproduzir recordações ligadas aos momentos em que tomam banho, se alimenta, dorme, passeia”. E que isso acarreta em maiores condições de progresso de pensamento. Oliveira (1993:66) afirma que,</p><p>Numa situação imaginária como a brincadeira de “faz-de-conta”, (...) a criança é levada a agir num mundo imaginário (o “ônibus” que ela esta dirigindo na brincadeira, por exemplo), onde a situação é definida pelo significado estabelecido pela brincadeira (o ônibus, o motorista, os passageiros, etc) e não pelos elementos reais concretamente presentes (as cadeiras da sala onde ela esta brincando de ônibus, as bonecas, etc).</p><p>A criança age de acordo com os elementos imaginários que ela cria, e não com o que de fato representa. È o significado atribuído a determinado objeto, que é essencial para a realização de certa brincadeira. Para Oliveira, quando a criança brinca com um objeto como se fosse outro, ela se relaciona com o sentido em questão. Enfatiza que, “ao brincar com um tijolinho de madeira como se fosse um carrinho, por exemplo, ela se relaciona com o significado em questão (a idéia de</p><p>“carro”) e não com o objeto concreto que tem nas mãos”. Ao imaginar que determinado objeto é outro, a criança atribui total importância à função na qual ela designou que representaria, sem levar em consideração o que de fato tem em mãos. Concluímos dessa forma, que a criança nunca se priva de brincar; pois, se não tem a sua disposição objetos concretos, na sua imaginação encontra de sobra.</p><p>Mais adiante, a brincadeira simbólica se enriquece, torna-se mais desenvolvida. A criança vai além da imaginação, revivendo situações cotidianas da forma que ela assimilou; facilitando, dessa forma, a identificação de seus conflitos e satisfações. A despeito disso, Pelosi (200:34) sustenta que,</p><p>A brincadeira simbólica dos 2 aos 4 anos se desenvolve incrivelmente, tanto em organização como em dramatização. A criança revive situações que lhe foram significativas, como elas a viu ou como gostaria que tivesse acontecido. Aprende ao brincar a vivenciar e diferenciar a realidade da fantasia, o eu do outro e a ressignificar a realidade conforme sua capacidade de assimilá-la.</p><p>Pelo ato de brincar, a criança é capaz de compreender melhor suas novas descobertas, construindo o seu próprio conhecimento a respeito do mundo, das pessoas e de si própria. Entretanto, os objetos com os quais ela brinca, não são mais “seres sem vida”, ela designa a eles funções e sentimentos. A mesma autora considera que, “a brincadeira simbólica de 2 a 4 anos representa as características do pensamento mágico pré-conceitual dessa idade. A criança dá vida aos objetos (animismo), atribui-lhes sensações e emoções, conversa com eles”. Um exemplo a respeito disso, é quando a criança transforma a boneca em um bebê. Podemos observá-la conversando com a boneca, dando carinho, comida, enfim, tem todos os cuidados que sabe que deve ter. Isso nos dá a oportunidade de avaliarmos o seu grau de conhecimento sobre diversas coisas. O RCNEI (1998:27) relata que,</p><p>Nas brincadeiras, as crianças transformam os conhecimentos que já possuíam anteriormente em conceitos gerais com os quais brinca. Por exemplo, para assumir um determinado papel numa brincadeira, a criança deve conhecer algumas de suas características. Seus conhecimentos provêm da imitação de alguém ou algo conhecido, (...), de cenas assistidas na televisão, no cinema ou narradas em livros etc.	Comment by Marlon: Usa-se Citação direta LONGA quando a citação tem mais de 3 linhas. Deve constituir um parágrafo distinto:</p><p>Sem aspas.</p><p>Recuo de 4 cm a esquerda.</p><p>Tamanho da fonte é 10.</p><p>Espaçamento entre linhas é simples (1,0). Antes e depois da citação direta longa você coloca uma linha.</p><p>Verifique isso em todos os casos de citação direta longa.</p><p>https://normas-abnt.espm.br/index.php?title=Cita%C3%A7%C3%A3o_direta</p><p>https://www.normaseregras.com/normas-abnt/citacao-direta-indireta/</p><p>Nota-se, dessa forma, a capacidade que a criança tem de assimilar os conhecimentos transmitidos de diferentes formas. E, é então por meio das brincadeiras que representam o que aprenderam e entenderam a respeito de relativo assunto. A partir dessas idéias, percebe-se que as brincadeiras estão presentes na vida da criança desde o seu nascimento. Segundo Moyles (Apud LEE 1977), o</p><p>brincar é uma atividade essencial na vida da criança, é brincando que ela descobre formas para sobreviver no mundo. Nesse sentido, a brincadeira evolui de acordo com a necessidade da criança. Como descrito por Pelosi (2000:38), “existe um modo de brincar específico a cada idade, que cumpre exatamente essa função de elaboração dos conflitos e que é conseqüência ainda das condições intelectuais do momento”. Em relação a isso, pode-se dizer que toda criança brinca, e o brincar apresenta características diferentes em cada idade. Nicolau e Dias (2003:41) alertam que,</p><p>Para o adulto, a brincadeira “até pode” até ser compreendida como uma questão de passatempo, fim de semana, falta-do-que-fazer. Para a criança, entretanto, a brincadeira é uma questão de sobrevivência. É a única ferramenta que ela possui para compreender o mundo e interferir na vida.</p><p>Seber e Luís (1995) reforçam que, aqueles que associam o brincar a um desgaste de energia, não possuem nenhum entendimento sobre as crianças e, também não sabem que é por meio das brincadeiras que elas compreendem</p><p>seu dia-a-dia. De acordo com Nicolau e Dias (2003:44) todas as pessoas os nós lembram os de algumas brincadeiras da suanossa infância. Consideram que,	Comment by Marlon: Um trabalho acadêmico deve ser redigido preferencialmente em terceira pessoa. Este trecho estava em primeira e adaptei. Verifique isso em todo o texto. https://wiki.sj.ifsc.edu.br/wiki/index.php/Dicas_para_escrita_de_texto_cient%C3%ADfico</p><p>DICA: Para encontrar os verbos que estão na primeira pessoa no seu texto, use a ferramenta do word (navegação, link abaixo) e pesquise termos como: amos, emos, imos, rmos, nossa. Assim vc conseguirá identificar verbos em primeira pessoa.</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=d5fZ6GYN_7w</p><p>Cada um de nós, quando era criança, viveu em um ou mais lugares. Estes lugares, tão diferente, tão ricos de possibilidade, estão guardados em algum canto de nossa memória.(...). Há também um jeito de ter sido criança: uma criança alegre, triste, cheia de irmãos e amigos, uma criança só, uma criança brava, uma criança sapeca, ou um pouco de tudo isto.(...). Neste pedaço de vida de cada um de nós havia um canto encantado, o canto das nossas brincadeiras.(...).</p><p>As autoras nos revelam que quando éramos crianças também brincávamos, e essas lembranças se encontram presentes em nossa memória. Ao analisar essas considerações, é válido reforçar que devemos usar as brincadeiras, como ferramenta para conhecermos melhor a criança, e ajudá-las a se desenvolver em todas as suas potencialidades. Contribuindo, dessa forma, para o crescimento de crianças felizes e de bem com a vida.	Comment by Marlon: sempre colocar a citação.</p><p>Qual o autor? Não pode ficar em sugestão</p><p>1.1. A INTRODUÇÃO E BRINCADEIRAS JOGOS NAS ESCOLAS BRASILEIRAS</p><p>O processo de abertura inicial dos jogos nas escolas no Brasil iniciou-se com a penetração de ideais escola novistas, dando assim um pontapé inicial para a implementação das primeiras escolas pré-escolares. Naquele período, o Brasil teve várias oportunidades em identificar por meio de Antipoff, as mais importantes personalidades da época como Claparéde, Mira e Lopes, Pieron, dentre outros que</p><p>disseminava os seus estudos na área da psicologia infantil, principalmente sobre o lúdico ou jogo. Esses estudos indicavam que haviam valores discriminatórios junto ao vínculo da classificação de jogos quanto ao sexo: os meninos preferiam jogos apropriado ao seu sexo como podemos citar alguns tipos de jogos (jogos motores como de bola, de carrinhos, trens e outros), mas em contrapartida as meninas preferiam praticar alguns jogos que tinham mais a ver com os costumes familiares do tipo (casinha, comidinha, bonecas, etc.).</p><p>O processo lúdico, especificamente o jogo iniciou no Brasil com a penetração de ideais escolanovistas, com a instalação das primeiras escolas infantis. Nessa época, o Brasil teve a oportunidade de conhecer por meio de Antipoff, importantes personalidades como Claparéde, Mira e Lopes, Pieron, entre outros, que difundiram seus estudos na área de psicologia infantil principalmente sobre o jogo. Os estudos indicavam valores discriminatórios em relação à classificação de jogos quanto ao sexo: meninos preferiam jogos adequados ao seu sexo (jogos motores com a bola, carrinhos, trens e outros), em contrapartida, meninas praticavam jogos que imitavam costumes familiares (casinha, comidinha, bonecas). Para justificar esses interesses antagônicos, a psicologia funcionalista de Dewey, definida por Claparéde, explicava o sentido do jogo como manifestação de interesses e necessidades da criança. Apesar de a influência da escola nova (na qual o professor era apenas o facilitador da aprendizagem) ser significativa no Brasil, a adoção de jogos entre professores de escolas primárias não era bem vista. (PASTOR, 1935, p. 72)</p><p>De acordo com o pensamento de Pastor(1935), com a influência da Escola Nova, no qual o docente era visto apenas como um facilitador do processo de ensino aprendizagem), no Brasil na época, a implantação destes jogos entre professores de instituições educacionais pré-escolares não era bem vista pela a sociedade, pois os pais comentavam que tinham nojo desse tipo de atividades, pois os mesmos comentavam entre eles como iriam colocar seus filhos na escola para brincarem.</p><p>Com o passar dos tempos, passou-se a observar que nas salas de aula o uso deste tipo de material não tinha somente como uso os materiais concretos, pois eles percebiam que seu uso era apenas uma maneira para substituir o verbete da sala de aula, com esse pensamento os pais, não enxergava nenhum tipo de desenvolvimento lúdico na criança.</p><p>Já no início dos anos 30, os jogos passaram a ter uma nova visão e passaram a atender as necessidades do interesse infantil e contrapunha o ensino tradicional existente na época se transformando em uma ferramenta essencial para auxiliar o ensino aprendizagem das crianças.</p><p>Claparéde (1956, p. 435-438) salienta que “todos os jogos são educativos, mas reserva-se que o nome dos jogos ou brinquedos combinados de maneira que proporcionem um desenvolvimento sistemático de espírito ou inculquem certos conhecimentos positivos”. Portanto, o autor passa a defender o jogo como a melhor alternativa de auxiliar um cidadão a alcançar os seus os objetivos e concretizar seu aprendizado constantes no seu cognitivo, desde que seja desenvolvido essa atividade com habilidade e responsabilidade.</p><p>A exploração do jogo como modalidade recreativa manifestou-se na estrutura de organismos oficiais. Assim, essa concepção escolanovista defende a recreação como atividade orientada onde se busca a formação do corpo e habilidades cognitivas, sociais e morais da criança. Essa concepção aumenta a expansão de parques infantis nos anos 30 com a infiltração nas escolas infantis na disciplina de Educação Física. (PILETTI, 1985, 62)</p><p>Entre os autores escola novistas, destaca-se Fernando de Azevedo, que muito contribuiu para divulgar e ampliar os jogos em instituições infantis; apresentava a ideia de Dewey onde era concebida a infância como uma época de crescimento e desenvolvimento, sendo estimulado a adoção de atividades lúdicas livres como maneira de atender necessidades e aos interesses da criança.</p><p>No ano de 1926, Decroly começou a difundir seus ideais, onde mostrava-se que os jogos devidamente aplicados estavam destinados ao desenvolvimento motor e intelectual de uma criança. Assim, percebe-se que a educação em suas primeiras décadas utilizou os métodos e princípios desenvolvidos de Dewey e Decroly, pois estes valorizavam o jogo como sendo uma atividade livre e descontraída deixando, assim a criança mais liberta e com essa abertura ele trazia para si um sentimento de prazer e através desse prazer estimularia o seu desenvolvimento físico, cognitivo e social da criança. (PASTOR, 1935).</p><p>Alguns estudiosos, como Wallon, Vigotsky, Piaget, dentre outros, estudaram os jogos como sendo ferramentas fundamentais para a melhoria na assimilação das crianças. A partir de agora, serão feitas análises do pensamento e dos ideais de cada autor e verificar a sua contribuição para a prática conceitual.</p><p>A introdução de jogos nas escolas no Brasil pode levar a um melhor desempenho acadêmico e taxas de retenção. A investigação demonstrou que os métodos tradicionais de ensino podem não ser eficazes para todos os alunos, conduzindo a elevadas taxas de abandono escolar e a um baixo desempenho académico. Ao incorporar jogos no currículo, os alunos podem se envolver em uma</p><p>experiência de aprendizagem mais interativa e agradável, levando a uma melhor retenção de informações e a um melhor desempenho acadêmico. Além disso, os jogos podem proporcionar uma avaliação contínua e cumulativa do desempenho dos alunos, com foco nos aspectos qualitativos em detrimento dos resultados quantitativos. Esta abordagem pode ajudar a identificar áreas onde os alunos podem ter dificuldades e fornecer apoio direcionado para melhorar a sua compreensão.</p><p>Os jogos também podem contribuir para o desenvolvimento do pensamento crítico e de habilidades de resolução de problemas.</p><p>Muitos jogos exigem que os jogadores pensem estrategicamente, tomem decisões com base em informações limitadas e resolvam problemas complexos. Ao participar nessas atividades, os alunos podem desenvolver o pensamento crítico e as habilidades de resolução de problemas, que são essenciais para o sucesso tanto no ambiente acadêmico quanto no profissional. Além disso, os jogos podem proporcionar uma maneira divertida e envolvente para os alunos aprenderem sobre conceitos difíceis, como probabilidade e matemática.</p><p>Além dos benefícios acadêmicos, a introdução de jogos nas escolas no Brasil também pode melhorar as habilidades sociais e emocionais e o bem-estar. Os jogos podem promover a interação social e a cooperação, bem como melhorar as habilidades de comunicação e a regulação emocional. Além disso, os jogos podem proporcionar uma sensação de realização e satisfação, levando à melhoria da autoestima e do bem-estar. Ao incorporar jogos no currículo, as escolas podem proporcionar uma educação mais completa que aborda tanto o desenvolvimento académico como o desenvolvimento socioemocional. Rendimento escolar: como é avaliado e como melhorá-lo.</p><p>1.2. Os jogos, brinquedos e brincadeiras como recurso de aprendizagem: concepções de alguns teóricos</p><p>Em relação aos jogos, brinquedos e brincadeiras, verifica-se que muitos educadores do passado reconheciam o seu valor formativo. Dentre eles pode-se destacar Montessori, Dewey, Frobel, Pestalozzi, Comenius, Decroly, Piaget e Vygotski. Esses teóricos da educação defenderam o lúdico como sendo importante no processo de aprendizagem de crianças. Miranda (1998) traz à tona aspectos interessantes a respeito desse assunto. O autor relata que Piaget foi um dos teóricos que atribuiu total valor ao brinquedo como elemento essencial no processo evolutivo</p><p>da criança. O mesmo autor enfatiza a contribuição de Froebel na construção de vários brinquedos e jogos.</p><p>Ainda nessa mesma linha de considerações, Rizzi e Haydt (1987:14) argumentam que, “a idéia de aplicar o jogo à educação difundiu-se, principalmente, a partir do movimento da Escola Nova”. Entende-se, dessa forma, que desde a década de 1920, teóricos davam ostentação ao lúdico na educação. Para os pensadores desse movimento, a ênfase do ensino se baseava na capacidade que o aluno tinha de aplicar os conhecimentos adquiridos no dia-adia, e não simplesmente em acumulá-los. Cabe destacar, nesse contexto, o trabalho de Comenius, outro importante teórico que contribuiu com seus princípios no processo de ensinar e aprender. Sobre esse educador, em sua obra, Rizzi e Raydt (Idem 1987:14) comentam que, “em 1632, Comenius terminou de escrever a sua obra, Didática Magna, através da qual apresentava sua concepção de educação. Ele pregava a utilização de um método “de acordo com a natureza” e recomendava a prática de jogos, devido ao seu valor formativo”. Comenius considerava que a aprendizagem se dá por meio da ação, ou seja, é preciso fazer para aprender. Sua teoria reconhecia a infância como um período de grande desenvolvimento, por isso recomendava o brinquedo e as experiências diretas com o objeto, para que a criança pudesse compreender melhor as situações.</p><p>Mais adiante, por volta do século XVIII, Rosseau e Pestalozzi buscaram examinar a função do lúdico no processo de formação da criança. Segundo Haidt (2006:176-177) esses dois teóricos da educação “salientaram a importância dos jogos como instrumento formativo, pois, além de exercitar o corpo, os sentidos e as aptidões, os jogos também preparavam para a vida em comum e para as relações sociais”. Segundo os teóricos em foco, a educação deveria ser um processo que levasse em consideração as necessidades dos alunos e os conhecimentos que já possuíam. Nesse sentido, observa-se, que os jogos e as brincadeiras se fazem essenciais para atingir esse propósito, pois, por meio deles as crianças demonstram suas carências e representam seus conhecimentos. Para reforçar a discussão em torno da ênfase do lúdico na educação, cabe citar a contribuição de Froebel (1772- 1852) no que diz respeito à atribuição ao valor educativo do jogo e sua importância no trabalho pedagógico.</p><p>Foi ele também o criador do primeiro jardim de infância. Como faz notar Rizzi e Haydt (1987:14) “Froebel pôs em prática a “teoria do valor educativo do jogo”,</p><p>principalmente no jardim de infância: para isso elaborou um currículo centrado em jogos para o desenvolvimento da percepção sensorial, da expressão(...)”. O teórico em questão comparava a criança “a semente que encerra em si todo um potencial (genético) de vir a ser que, se bem adubado e exposto a condições favoráveis do meio ambiente, desabrocha, numa árvore completa, madura, capaz de dar frutos saudáveis que perturbarão toda a sua espécie”(RIZZO 1983:16). Entende-se que Froebel via na criança a possibilidade de se desenvolver em todas as suas potencialidades, mas para que isso aconteça é necessário que o meio lhe ofereça benefícios, incentivos e estímulos capazes de lhe proporcionar crescimento e meios para agir eficientemente em qualquer situação da vida. Considerou que o conhecimento era adquirido através do contato com objetos, por isso a criação de vários brinquedos, como cubos, pequenos objetos geométricos, cilindros. O trabalho de Rizzi e Haydt (1987:14) também faz alusão ao teórico em foco, mencionam que esse filósofo da educação, “pregava uma pedagogia da ação, e mais particularmente do jogo. Ele dizia que a criança para se desenvolver não devia apenas olhar e escutar, mas agir e produzir”. As mesmas autoras acrescentam que esse educador entendia que “como a natureza da criança tende a ação, a instrução deveria levar em conta seus interesses e suas atividades espontâneas”.</p><p>Froebel achava necessário que durante as brincadeiras o professor brincasse junto com as crianças, encorajando-as a explorar o meio a sua volta, para que pudessem descobrir as coisas por si mesmas. Percebe-se que ele também compreendia a importância dessa interação para o desenvolvimento da criança, e para criar um vínculo entre educador-aluno. Dessa forma, nota-se que a teoria froebiliana consistia em técnicas de brinquedo e atividades lúdicas, pois apontou que os jogos e as brincadeiras tinham uma função no processo educativo da criança. O trabalho de Rizzi e haydt (Idem 1987:14), identificam o porquê desse método. Salientam que, “é através dos jogos e brinquedos que a criança adquire a primeira representação do mundo e, é por meio deles também, que ela penetra no mundo das relações sociais, desenvolvendo um senso de iniciativa e auxílio mútuo”. As autoras ressaltam que é brincando que a criança assimila a realidade, reproduz e transforma suas vivências, construindo seus próprios conhecimentos.</p><p>Em resumo, a metodologia froebiliana propicia aos educadores a assimilação dos jogos e brincadeiras como recursos auxiliadores no processo formativo da</p><p>criança. Por outro lado, podem ser vistos como suportes para o professor, na realização de suas tarefas. Decroly e Dewey também deram importância ao lúdico.</p><p>Decroly considerou que o que caracteriza a infância é o jogo e o brinquedo. Relatou o lúdico necessário para despertar a atenção da criança e, essencial para a resolução de problemas em todas as áreas (afetiva, moral, intelectual). Ao referir-se a esse filósofo, Teixeira e outros (2003:258) apontam que,</p><p>Decroly também compartilha a idéia de que o jogo é um instinto da criança dado pela natureza. Nessa perspectiva, o jogo favorece o uso das energias naturais da criança e desenvolva suas aptidões. Além disso, facilita a iniciação de um grande número de conhecimentos, hábitos e técnicas que nem os instintos comuns nem a inteligência podem chegar.</p><p>O brincar já nasce com a criança, é algo espontâneo, e é por meio desse ato que ela desenvolve suas habilidades e acumula conhecimentos. Por isso, se faz necessária no contexto escolar. Teixeira e outros (Idem 2003:258) comentam que “Decroly, ao considerar o jogo como uma atividade característica e incontrolável da infância, coloca o de forma essencial</p><p>ao processo de aprendizagem escolar”. A concepção decrolyana, nos esclarece que o lúdico é um meio propício para despertar a atenção da criança, e por outro lado contribui na aquisição de vários conhecimentos.</p><p>Ainda de acordo com Teixeira e outros (Ibidem 2003) Decroly destacou o jogo como sendo uma criação do homem, e que ao mesmo tempo é modificado por ele de uma forma prazerosa. Os autores em questão, mencionam que os jogos educativos são inerentes para o crescimento da criança, pois além de satisfazer suas necessidades, oferecem a oportunidade de trabalho pessoal. “Na concepção piagetiana, os jogos consistem numa simples assimilação funcional, num exercício das ações individuais já apreendidas. Geram, ainda, sentimento de prazer, tanto pela ação lúdica em si, quanto pelo domínio destas ações” (FARIA, 1989:93). Assim, de acordo com Piaget, os jogos são atividades capazes de proporcionar as crianças uma compreensão do mundo a sua volta, de forma prazerosa e divertida, simplesmente pelo ato de agir. Piaget também considerou o brinquedo importante para o desenvolvimento da criança. A despeito disso Rappaport e outros (1981:51) afirma que, “em várias de suas obras (...), Piaget faz referência ao brinquedo em termos de evolução social e inteligência”. O teórico em foco, destacou que em cada estágio do desenvolvimento a criança explora o brinquedo de uma forma diferente, de acordo com a sua busca de entendimento da realidade.</p><p>Em outra direção, Vygotsky também fez alusão ao brinquedo e ao jogo em seu estudo. Para o referido teórico, o brinquedo é uma das atividades que dá prazer e, ao mesmo tempo preenche as necessidades das crianças. Vigotski (1994:121- 122) afirma que,</p><p>Se ignorarmos as necessidades das crianças e os incentivos que são eficazes para colocá-la em ação, nunca seremos capazes de entender seu avanço de um estágio do desenvolvimento para outro, porque todo avanço esta conectado com uma mudança acentuada nas motivações, tendências e incentivos.</p><p>A concepção vigotskiana considera que para compreendermos em qual estágio de desenvolvimento a criança se encontra, é necessário conhecermos suas necessidades. Na opinião de Teixeira e outros(2003), o teórico em alvo atribui valor ao jogo não apenas por ser uma mera característica da infância, mas por considerar que sua presença auxilia no desenvolvimento da criança. Vigotski também mencionou o brinquedo como um instrumento fundamental para suprir os desejos da criança que não podem ser realizados de imediato.</p><p>Como observamos muitos teóricos da educação deram ênfase aos jogos e brinquedos em seus estudos. Portanto, para que o processo educativo se fortaleça, cabe ao educador utilizar essas ferramentas. Segundo Rizzi e Haydt (apud JACQUIM 1963:15)</p><p>O jogo é, para a criança a coisa mais importante da vida. O jogo é, nas mãos do educador, um excelente meio de formar a criança. Por essa duas razões, todo educador – pai ou mãe, professor, dirigente de movimento educativo – deve não só fazer jogar como utilizar a força educativa do jogo.</p><p>É Por meio do jogo que a criança organiza as informações, compreende situações, por isso se torna uma necessidade. Por outro lado, dispõe ao professor a possibilidade de conhecer as limitações, sentimentos, emoções, conhecimentos e necessidades de cada aluno. Assim, o educador poderá trabalhar cada um desses aspectos. Efetivamente, observa-se que os jogos não devem ser utilizados ao acaso, mas sim como meios para se alcançar determinados objetivos didáticos.</p><p>Dessa forma, conclui-se que ao utilizar o lúdico em sala de aula, o educador chama a atenção dos alunos, motivando-os e gerando maior participação, fortalecendo a interação entre ambos. Assim, nota-se que os jogos e as brincadeiras são valiosos recursos educacionais, que são indispensáveis no processo de ensino- aprendizagem.</p><p>1.2 As brincadeiras como articuladoras do desenvolvimento cognitivo das crianças</p><p>Levando em considerações que o brincar é benéfico para as crianças, um aspecto muito relevante diz respeito a sua ajuda no desenvolvimento cognitivo. Dito isto, é interessante destacar que todas as crianças adoram brincar, pois, segundo Seber e Luís (1995:53) “independente de época, raça, cultura, classe social, enfim, de tudo o que se queira considerar, o fato é que todas as crianças brincam e gostam muito de fazê-lo”. Nesse sentido, podemos compreender que o valor atribuído às brincadeiras pelas crianças, é devido a sua essência extremamente prazerosa. Este aspecto também é comentado por Moyles (2002:21), que reforça que, “o brincar em todas as suas formas tem a vantagem de proporcionar alegria e divertimento”.</p><p>A partir dessas considerações iniciais, reconhece que é neste ato que envolve prazer e alegria, que a criança alcança certo amadurecimento cognitivo, tendo em vista que as brincadeiras são inerentes ao desenvolvimento. Pelosi (2002:36) argumenta que, “para Winnicott o brincar é universal, facilita o crescimento e, portanto, a saúde, conduz a relacionamentos grupais, é uma forma de comunicação consigo mesmo e com os outros, tem um lugar e um tempo muito especiais”. A esse respeito, cabe considerar que além de contribuir no crescimento cognitivo, as brincadeiras também auxiliam no processo de interação social.</p><p>E, é então que adquire conhecimentos sobre o mundo a sua volta. Em Moyles (2002:33) vamos encontrar o seguinte esclarecimento, “por meio do brincar livre, exploratório, as crianças aprendem alguma coisa sobre situações, pessoas, atitudes e respostas, materiais, propriedades, texturas (...)”. Dessa forma, a criança passa a ter certa aprendizagem, quando ela brinca de forma livre, sem ter que seguir orientações de como brincar. Porém, o brincar deve estimular a imaginação e curiosidade, para que o envolvimento seja pleno, facilitando um maior relacionamento entre os diversos objetos de conhecimento contidos nas brincadeiras.</p><p>Em outro modelo, Moyles (Apud Vygotsky 1932:80) comenta que, “ a criança avança essencialmente através da atividade do brincar”, acrescenta que o brincar pode “ser chamado de uma atividade orientadora que determina o desenvolvimento da criança”. Em outras palavras, nota-se à grande relevância dessa atividade para o desenvolvimento cognitivo da criança. Além disso, é durante as brincadeiras que as crianças fazem novas descobertas, se desenvolvem tanto nos aspectos físicos como nos emocionais, intelectuais, sociais e morais. Nesse sentido, a criança também demonstra como está o seu grau de crescimento.</p><p>Como descrito por Moyles (Apud KALVERBOER 1977), o brincar oferece informações para avaliarmos como anda o desenvolvimento da criança, e como ela esta organizando os conhecimentos. Buscar entender quais as aprendizagens a criança já possui, é fundamental para que se descubra quais os conhecimentos ainda não estão “maduros”, e o que precisa ser feito em relação a isso, pois é durante o brincar que a criança age em uma esfera cognitiva, ou seja, os conhecimentos prévios que ela já possui ao serem estruturados as novas informações, possibilita a construção de novas aprendizagens. Assim, determinadas brincadeiras, levam a criança a elaborar estratégias, pensar em como resolver algo proposto. Nesse ínterim, cabe salientar as contribuições de Nicolau e Dias (2003:78), que mencionam que,</p><p>“A brincadeira infantil favorece o processo de aprendizagem, pois contém desafios que incentivam a busca por soluções, por meio de raciocínio ágeis. Esses jogos quando acompanhados de atividades musicais, exigem da criança maior rapidez em sua decisões, em virtude do tempo imposto pela música”.</p><p>A exemplo de Nicolau e Dias que tratou disso, Moyles (Apud SAVA 1975:42) afirma que, “o fato desenvolvimental importante e que estimular as mentes infantis, através de atividades não regularmente oferecidas em casa, reforça sua capacidade cognitiva de lidar com as tarefas cada vez mais difícies com as quais elas vão se deparar nas idéias futuras”. Dessa forma, quando as atividades são mais dinâmicas e motivadoras, despertam o interesse da criança, e o fato de ser desafiadora</p><p>a leva a se desenvolver intelectualmente e elaborar seu pensamento lógico. Vale notar a opinião de Moyles (Apud PIERS E LANDAU 1980:21), que afirma que o brincar “desenvolve a criatividade, a competência intelectual, a força e a estabilidade emocionais, e... sentimentos de alegria e prazer: o hábito de ser feliz”.</p><p>Em meio a isso, pode-se dizer que o brincar é uma ferramenta integrada no desenvolvimento da criança. Favorece a criatividade e abre caminhos para compreender a realidade em todos os seus sentidos. Isto vem ao encontro de Haetinger (Apud WINNICOTT 1975:123), que comenta que, “é no brincar, e somente no brincar, que o indivíduo, a criança ou adulto, pode ser criativo e utilizar sua personalidade integral: e é somente sendo criativo que o indivíduo descobre o seu eu”. Ao utilizar a sua imaginação criadora, a criança aprende a se conhecer melhor, pois, segundo Haetinger, ao brincar ela consegue fazer uma associação de seus pensamentos, idéias, impulsos, sensações. O mesmo autor destaca que o brincar favorece o desenvolvimento sadio dos indivíduos.</p><p>Assim como Haetinger que abordou tal afirmação, Moyles (Apud STEVENS 1977:43) também fez referência a esse assunto. Esclarece que o brincar “é necessário e vital para o desenvolvimento normal do organismo em si e para o seu amadurecimento como um ser social”. Esse crescimento social fornecerá subsídios para melhorar a comunicação consigo mesma, com os outros, e a se relacionar de forma diversificada com o mundo. Portanto, para que a brincadeira seja promotora do desenvolvimento, precisa ser estimulante. Pelosi (2000:37) em seu estudo alega que, “o importante no brincar não é o tanto com que a criança brinca, o conteúdo, mas sim como ela envolve, lidando de forma cada vez mais criativa e interativa com o seu mundo interno e externo”.</p><p>A mesma autora conclui que, “o brincar tem um papel insubstituível no processo vital de encontro consigo mesmo e com o outro”. Esse envolvimento pode resultar em novas aprendizagens, impulsionando efetivamente o nível maturativo de determinados conhecimentos. Além de facilitar a exposição das idéias, desejos, emoções e, recriar novos conhecimentos. A despeito disso, Haetinger (2005:130) afirma que, “as brincadeiras são uma forma de expressão cultural e um modo de interagir com diferentes objetos de conhecimento implicando no processo de aprendizagem”. Assim, pode-se apontar que essa interação com os objetos de conhecimento, estabelecidos pela situação lúdica, permite o domínio do que é conhecido e resulta em novas aprendizagens.</p><p>Em relação a isso, Moyles (20003:20) considera que, o brincar “motiva e desafia o participante tanto a dominar o que é familiar quanto a responder ao desconhecido em termos de obter informações, conhecimentos, habilidades e entendimentos”. Ainda nessa mesma linha de considerações, Moyles (Apud DES, 1967:37), ao citar o referido autor, menciona que, “o brincar é o principal meio de aprendizagem da criança... a criança gradualmente desenvolve conceitos de relacionamentos causais, o poder de discriminar, de fazer julgamentos, de analisar e sintetizar, de imaginar e formular”. Desse modo, sendo o brincar um meio propício para o surgimento de novos conhecimentos, conclui-se que a sua falta torna a aprendizagem sem sentido e desmotivada. Na visão de moyles (Apud SAVA 1975) a aprendizagem ocorre a todo instante, quando algo desperta nosso interesse. Entretanto, é preciso que as brincadeiras seja capazes de proporcionar novas descobertas.</p><p>É interessante destacar também, a relação do brincar com a linguagem. Durante as brincadeiras as crianças conversam entre si, discutem, combinam determinadas ações; isso ajuda no processo da fala. Cabe citar o trabalho de Moyles (Apud LEVY 1984:52), que analisa o forte relacionamento entre o brincar e a linguagem, entende que, “o brincar é um meio efetivo para estimular o desenvolvimento da linguagem e a inovação no esclarecimento de novas palavras e conceitos, o uso e a prática motivadoras da linguagem”. Dessa forma, quando há um domínio da linguagem, se torna mais fácil para a criança expressar o que sabe e o que esta aprendendo durante a atividade. Ainda nessa mesma linha de pensamentos, Moyles (Apud BENNET E COLS 1984:54) argumenta que,</p><p>A linguagem proporciona tanto os meios para a aprendizagem quanto para sua manifestação. A linguagem é de importância crucial ao oferecer tanto um canal para expressar a aprendizagem que esta ocorrendo por meio do brincar, quanto uma maneira de internalizar essa aprendizagem para futura reestruturação e enriquecimento.</p><p>Pode-se, entretanto, utilizar as brincadeiras para desenvolver a linguagem das crianças. No entanto, é preciso que estimulemos a criança a falar. Um meio para atingir essa finalidade consiste na formulação de perguntas e questionamentos durante o brincar. Em Moyles (Apud ROSEN e ROSEN 1993) vamos encontrar o esclarecimento de que precisamos proporciona brincadeiras com palavras, para que as crianças sejam motivadas a usar as suas próprias formas de vocabulário. A autora argumenta que esta invenção no discurso infantil tem importância fundamental para que haja uma futura capacidade lingüística. Ainda nessa mesma linha de considerações, a mesma autora considera que uma forma de incentivar as crianças a brincar com a linguagem é por meio da leitura de histórias. Menciona que, “a leitura de histórias pode ser uma forma de brincar com palavras e figuras e é uma atividade imediatamente prazerosa para crianças e adultos, além de proporcionar uma rica fonte para a imaginação” (p.65).</p><p>Ao lê histórias a criança descobre e armazena novos vocabulários, por outro lado desperta a curiosidade, pois, elas fazem perguntas, questionamentos, enfim, querem saber mais e melhor. Assim como Moyles que fez referência à leitura como forma de trabalhar com palavras para que ocorra o desenvolvimento da linguagem, Seber e Luís (1997:68) comentam que, “resta-nos comentar as brincadeiras que envolvem pequenas histórias, cantigas, dança, roda, etc. A criança brinca de combinar palavras; diverte-se fazendo perguntas; gosta de inventar histórias tanto quanto de ouvi-las. Enfim brinca com a linguagem”. Assim sendo, as brincadeiras</p><p>voltadas para o uso da linguagem, proporciona à criança novidades no que diz respeito ao conhecimento de novas palavras. Em resumo, pode-se enfatizar, que existe uma valiosa contribuição do brincar nos diferentes papéis que tem no desenvolvimento cognitivo da criança. As brincadeiras, na verdade, aparecem como zonas de desenvolvimento proximal. Em Vygotsky (1989:97) entende-se essa zona como aquela onde “funções que ainda não amadureceram, mas que estão em processo de maturação, funções que amadurecerão, mas que estão em estado embrionário”.</p><p>O trabalho de Pelosi (2000:30) traz à tona aspectos relativos a esse assunto. Salienta que, “na vida real as crianças brincam com aquilo que estão fazendo, elaboram associações que facilitam a execução de ações desagradáveis, criam, portanto áreas de desenvolvimento proximal”. Assim, concluímos que brincando, certos conhecimentos que a criança não assimila bem, pode amadurecer, resultando em novas descobertas. A mesma autora prossegue dizendo que o modo como uma criança brinca implica na forma de coma esta organizando seus conhecimentos, construindo sua história, interagindo com as pessoas e situações. Conforme as considerações relatadas, sobre a importância do brincar no processo de desenvolvimento global das crianças, pode-se concluir que, “as crianças que não tem a oportunidade de brincar não conseguem conquistar o domínio sobre o mundo exterior” (PELOSI 2000:30). A partir dessa afirmação, entende-se que é fundamental abrir espaço para as brincadeiras no dia-a-dia da criança, para que ela se enriqueça por meio de suas experiências e organização de conhecimentos. Miranda (Apud BANDET e SARAVANAS 1973:9) alerta que, “uma criança que não brinca é uma criança que não vive; esta privada dos benefícios”. O autor menciona que o não brincar impede as crianças de se desenvolver no aspecto</p><p>afetivo, motor e intelectual. O autor em foco prossegue afirmando que essas crianças “vivem num mundo empobrecidos a que falta os estímulos essenciais”.</p><p>4.2. CONCEPÇÃO DOS AUTORES</p><p>4.2.1.1. O Jogo Na Concepção De Wallon</p><p>Os ideais de Wallon(1981) discorrem sobre o desenvolvimento humano onde considera as muitas áreas funcionais que separa o estudo, dentre eles a</p><p>atividade infantil, já que nesse período a criança deve ser contextualizada entre as relações do ambiente em que está localizada, pois deste modo, o desenvolvimento começará a ocorrer entre diversos ambientes, físicos e sociais, pois esses meios são fatores importantes para a formação da personalidade de cada indivíduo, sobretudo das crianças em idade escolar.</p><p>Está sendo realizada uma integração entre duas funções tendo como principal base a afetividade e a inteligência. Neste início do desenvolvimento, a criança não consegue ver suas relações ou convívios separados do parceiro, porém com o passar do tempo a criança começa a perder o seu papel coletivo e vai individualizando- se.</p><p>O homem já nasce um ser social e com o passar do tempo vai se tonando individualista no decorrer de todo o seu desenvolvimento. Nesse período, o desenvolvimento passa a se envolver-se com a afetividade, a motricidade e a inteligência. O autor reforça que o papel é intimamente conectado com a motricidade, assim vai acontecendo o desencadeamento do desenvolvimento de uma ação psicológica da criança. A aquisição motora vai desempenhar de forma gradual um aumento sequencial do desenvolvimento individual. (WALLON, 1981, p. 45)</p><p>Wallon (1981) classifica a face infantil como sendo sinônimo do lúdico, isto significa que o período da infância é o período no qual predomina o lúdico ou o jogo e nessa imensa criatividade, através de uma forma mais liberta sem nenhuma pressão. “Sabemos que é através das brincadeiras que as crianças estabelecem relação com o meio, interagem com o outro, para construir sua própria identidade e desenvolver sua autonomia.” (FREIRE, 1999, p.1) portanto, nesta concepção, o brincar ajuda no crescimento da criança e posteriormente vai auxiliar no seu desenvolvimento. O jogo passa a ser uma atividade voluntaria livre para a criança e quando essa atividade é determinada por outra pessoa ela perde o caráter de jogo e se torna uma forma caracterizada por um tipo de trabalho ou ensino.</p><p>Nesse contexto, Wallon(1981) passa a compreender que o jogo é um elemento que contém tudo o que foi assimilado pela criança e onde passa a determinar tudo isso em quatro fases:</p><p>Jogos Funcionais: São caracterizados pela capacidade de realizar os movimentos simples com o corpo e por meio dos sentidos.</p><p>Jogos de Ficção: Centra-se na ênfase do “faz de conta”, na situação imaginária. Jogos de Aquisição: É um tipo de jogo, onde o bebê se esforça para poder perceber, entender, imitar os gestos, os sons e as imagens.</p><p>Jogos de Fabricação: Nesse tipo de jogo, o indivíduo vai se distrair, se divertir com atividades manuais de criar e transformar elementos. Fazem, assim, parte de uma causa ou uma consequência do jogo de ficção, em alguns momentos a confundir-se com ele.</p><p>Os jogos passam a ser relevantes, pois a criança confirma de tal forma suas múltiplas experiências vivenciadas com outros como se destaca a memorização, a socialização, as suas articulações sensoriais, etc. Nas ideias de Wallon, os jogos para envolver as crianças têm um papel e uma progressão funcional, enquanto para o adulto um mero papel de regressão, pois assim o homem se desliga o mais rápido das atividades lúdicas. Seu interesse agora se aproxima de outras atividades como o trabalho remunerado. (WALLON, 1981)</p><p>Não se pode esquecer que toda atividade para as crianças é necessária a presença de um adulto nessa fase de desenvolvimento, para intervir de forma adequada, pois esse adulto é o facilitador e não o jogador.</p><p>Para Wallon (1979, p. 89)</p><p>A compreensão infantil é uma simulação que vai da outra pessoa a si mesmo e de si mesmo ao outro. A imitação quando funciona como um meio para que haja essa fusão, representa uma ambivalência na qual explica algumas oposições, no qual o jogo encontra alimento.</p><p>Portanto, essa ambivalência passa a envolver a criança de tal forma que ela possa desenvolver o seu lado social ou intelectual. Inicia seu movimento social e seu movimento intelectual, pois irão acontecer as mudanças em várias funções da sua vida infantil, como movimentos, imaginação, afetividade, cognitivo, motor e afetivo e assim acaba encontrando o alimento para seu desenvolvimento total.</p><p>Vygotsky(1998) analisa o desenvolvimento do homem, levando em consideração alguns aspectos da sua vida como o social e cultural de cada um dos indivíduos e, assim apresenta em estudos um papel psicológico do jogo na contribuição do desenvolvimento da criança.</p><p>Para Vygotsky (s/d) apud, (Batista, Furlanetto e Vale 2010, p. 272)</p><p>A brincadeira é a atividade em conexão com a qual o correm as mais importantes mudanças no desenvolvimento psíquico da criança e dentro do</p><p>qual se desenvolvem os processos psíquicos que preparam o caminho da transição da criança para um novo e mais elevado nível de desenvolvimento.</p><p>Portanto, de acordo com Vygotsky(s/d), a brincadeira faz uma ligação entre o mundo lúdico e o mundo real, proporcionando um maior desenvolvendo da criança. Para tanto, o significado da palavra jogo deve ser compreendido como uma forma de brincadeira, pois é caracterizando como o brincar da criança como uma imaginação em uma ação, sendo um dos principais elementos fundamentais para o desenvolvimento cognitivo da criança. Por isso, é importante investigar as deficiências e as motivações nos jogos, a fim de se compreender os avanços nos diferentes estágios de seu desenvolvimento.</p><p>De acordo com Negrine (1995, p. 65), “Com o aparecimento de um mundo cheio ilusão e imaginação a criança, passa a constituir-se de “jogo”. Ela cria e submete-se às regras do jogo”. Assim ele começa a representar diferentes funções, não levando em consideração se vai ganhar ou perder, o que vai importar para a criança é a importância de estar brincando com alegria e prazer.</p><p>Trazendo o papel da imitação, onde a criança faz aquilo que ela viu o outro fazer, mesmo sem ter clareza do significado da ação, aos poucos deixa de repetir por imitação, passando a realizar a atividade conscientemente, criando novas possibilidades e combinações. Por isso a imitação não pode ser vista como uma simples repetição mecânica dos movimentos e modelos, pois quando a ela age imitando está construindo novas possibilidades e se desenvolvendo tanto psicologicamente como fisicamente. (PIMENTEL, 2004,</p><p>p. 57</p><p>De acordo com Pimentel (2004), a criança ´tem por função imitar tudo o que está ao seu redor, porém esse processo de imitação não consiste simplesmente em repetir mecanicamente. Ao imitar, a criança constrói novas possibilidades de aprender e se desenvolver física e psicologicamente.</p><p>4.2.1.2. O Jogo Na Concepção de Piaget</p><p>Analisar qual a concepção do uso dos jogos para Piaget é preciso primeiro analisar ao menos um pouco que ele estudou sobre a evolução cognitiva da criança. Através de seus vários estudos, Piaget passou a verificar que todos os humanos evoluem através de uma série de mudanças sendo ordenadas de forma periódica e previsível, pelas quais são chamados estágios períodos do desenvolvimento.</p><p>O jogo constitui o polo extremo da assimilação da realidade no ego, tendo relação com a imaginação criativa que será fonte de todo o pensamento e raciocínio posterior, portanto através do jogo a criança é estimulada a pensar, criando assim um raciocino para continuar o jogo, construindo seu conhecimento perante aquela realidade.(PIAGET, 1962, p. 145)</p><p>Para Piaget (1962), o desenvolvimento cognitivo de uma criança passa a ser como uma evolução de forma gradativa, pois o grau de complexidade vai aumentando simultaneamente de acordo com o nível de aprendizado, onde o indivíduo vai adquirindo longo de seu desenvolvimento.</p><p>Os estágios, para Piaget, podem ser caracterizados a partir</p>

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