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<p>SECRETARIA DE ESTADO DE</p><p>EDUCAÇÃO, CULTURA E ESPORTES</p><p>Diretoria de Ensino</p><p>Departamento de Ensino Fundamental</p><p>Divisão de Ensino Fundamental Anos Finais</p><p>Escola_____________________________________</p><p>SEQUÊNCIA DIDÁTICA</p><p>PROFESSOR(A):</p><p>COMPONENTE CURRICULAR:</p><p>Língua Portuguesa</p><p>ANO/SÉRIE:</p><p>6º ano</p><p>TURMAS:</p><p>COORDENADOR(A):</p><p>AULAS PREVISTAS:</p><p>8h</p><p>PERÍODO DE EXECUÇÃO:</p><p>OBJETIVOS/CAPACIDADES (Competências amplas do Componente)</p><p>C2 – Ler, de modo autônomo e voluntário, textos correspondentes aos diversos gêneros previstos para o ano e desenvolver procedimentos adequados de estudo, considerando as especificidades de cada gênero.</p><p>CONTEÚDOS</p><p>(O que é preciso ensinar explicitamente ou criar condições para que os alunos aprendam e desenvolvam as capacidades que são objetivos)</p><p>HABILIDADES</p><p>OBJETOS DE CONHECIMENTO</p><p>· Valorização e uso da leitura como fonte de divertimento e de sensibilização, interessando-se pela leitura de livros de literatura e por outras produções culturais do campo e por textos que rompam com seu universo de expectativas, que representem um desafio em relação às suas possibilidades atuais e suas experiências anteriores de leitura, apoiando-se nas marcas linguísticas, em seu conhecimento sobre os gêneros e a temática e nas orientações dadas pelo professor.</p><p>· Uso progressivo do conhecimento sobre marcas de segmentação do texto (paragrafação, pontuação e outros sinais gráficos como parênteses e aspas).</p><p>· Análise, em textos narrativos ficcionais, das diferentes formas de composição próprias de cada gênero, dos recursos coesivos que constroem a passagem do tempo e articulam suas partes, da escolha lexical típica de cada gênero para a caracterização dos cenários e dos personagens e efeitos de sentido decorrentes dos tempos verbais, dos tipos de discurso, dos verbos de enunciação e das variedades linguísticas (no discurso direto, se houver), identificando o enredo e o foco narrativo e percebendo como se estrutura a narrativa nos diferentes gêneros e os efeitos de sentido decorrentes do foco narrativo típico de cada gênero, da caracterização dos espaços físico e psicológico e dos tempos cronológico e psicológico, das diferentes vozes no texto (do narrador, de personagens em discurso direto e indireto), do uso de pontuação expressiva, palavras e expressões conotativas e processos figurativos e do uso de recursos linguístico-gramaticais próprios de cada gênero narrativo, bem como, identificando a sequência temporal e causal dos fatos em textos predominantemente narrativos.</p><p>OBSERVAÇÃO: Os trechos grifados nas habilidades são os conhecimentos que estão em foco nesta sequência.</p><p>· A importância da leitura e práticas de leitura.</p><p>· Paragrafação e pontuação.</p><p>· Formas de composição de textos narrativos ficcionais (conto de assombração).</p><p>DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES</p><p>(Descrição de situações de ensino e aprendizagem para desenvolver as habilidades)</p><p>ATIVIDADES ADAPTADAS</p><p>(Descrição de situações de ensino e aprendizagem adaptadas para desenvolver as habilidades dos alunos com necessidades educacionais especiais.)</p><p>Descritores</p><p>Língua Portuguesa</p><p>D1 – Localizar informações explícitas em um texto.</p><p>D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.</p><p>D2 – Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto.</p><p>D10 – Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.</p><p>D15 – Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios, etc.</p><p>D17 – Identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações.</p><p>Situação de aprendizagem 1 – Confecção de aranha de papel.</p><p>Para iniciar a aula, solicite que cada aluno confeccione uma aranha de papel medindo 3x3cm. Para isto, cada aluno precisará de tesoura e papel-cartão preto. Segue abaixo um molde.</p><p>Posteriormente, os alunos usarão as aranhas produzidas para acompanhá-los na leitura dos textos e adquirirem noções de paragrafação com o seu auxílio, professor.</p><p>Após a produção, aproveite para conversar com os alunos sobre as aranhas e introduzir a noção sobre o gênero textual em estudo e o texto que será lido em seguida. Oriente-se pelas seguintes perguntas:</p><p>1. As aranhas nos lembram que tipo de cenário?</p><p>R: Espera-se que os alunos lembrem de filmes, novelas e histórias de assombração, terror.</p><p>2. Você conhece alguma história que contenha acontecimentos estranhos?</p><p>R: É provável que os alunos se expressem demonstrando empolgação ao contar os fatos. Para não prolongar o momento, escolha somente alguns alunos relatarem.</p><p>Situação de aprendizagem 2 – Leitura de conto de assombração</p><p>Antes da leitura</p><p>Para iniciar a leitura do texto “Uma noite no paraíso”, faça as seguintes perguntas aos alunos:</p><p>1. Como geralmente é chamado o lugar para onde as pessoas vão quando morrem?</p><p>2. Para você, o que seria o “paraíso”?</p><p>Acolha todas as respostas. Lembre-os de que algumas pessoas se referem ao lugar para onde os mortos vão como “o paraíso”. Siga para a leitura do texto.</p><p>Durante a leitura</p><p>Faça a primeira leitura do texto em voz alta para a turma, pedindo que eles apenas escutem. Não entregue ainda cópias do texto para os alunos.</p><p>UMA NOITE NO PARAÍSO</p><p>Certa vez, dois amigos inseparáveis fizeram o seguinte juramento: aquele que casasse primeiro chamaria o outro para padrinho, mesmo que esse outro estivesse no fim do mundo.</p><p>Pois bem: um dos amigos morre e o outro, que estava noivo, não sabendo o que fazer, vai pedir conselhos a seu confessor. O pároco assegura que a palavra deve ser mantida. Então o noivo vai até o túmulo do amigo convidá-lo para o casamento.</p><p>O morto aceita o convite de muito bom grado. No dia da cerimônia, não diz uma palavra sobre o que vira no outro mundo. No final do banquete ele fala:</p><p>- Amigo, como lhe fiz este favor, você agora deve me acompanhar um pouquinho até minha morada.</p><p>O recém-casado, não resistindo à curiosidade, pergunta como era a vida do outro lado.</p><p>O morto, fazendo um pouco de suspense, responde dessa forma:</p><p>- Se quiser saber, venha também ao paraíso.</p><p>O outro concorda. O túmulo se abre e o vivo segue o morto.</p><p>A primeira coisa que vê é um lindo palácio de cristal, onde os anjos tocavam para os beatos dançarem e São Pedro, muito feliz, dedilhava seu contrabaixo. Mais adiante, o amigo lhe apresenta nova maravilha: um jardim onde as árvores, em vez de folhas, tinham pássaros de todas as cores, que cantavam.</p><p>- Vamos em frente - diz o morto ao amigo, que fica cada vez mais deslumbrado. - Agora vou levá-lo para ver uma estrela.</p><p>O recém-casado percebe que não se cansaria nunca de admirar as estrelas, os rios, que em vez de água eram de vinho, e a terra, que era de queijo.</p><p>De repente o noivo cai em si, lembra-se da noiva que ficara a esperá-lo e pede:</p><p>- Compadre, preciso voltar para casa, minha esposa deve estar preocupada.</p><p>- Como preferir.</p><p>Assim dizendo, o morto o acompanha até o túmulo, sumindo logo a seguir.</p><p>Ao sair do túmulo, o vivo fica assombrado com o que vê ao seu redor: no</p><p>lugar daquelas casinhas de pedra meio improvisadas há palácios, bondes, automóveis; as pessoas todas vestidas de modo diferente. Para se certificar, pergunta o nome da cidade a um velhinho que por ali passava.</p><p>- Sim, é esse o nome desta cidade.</p><p>No entanto, ao chegar à igreja, é atendido por um bispo muito importante que, consultando os arquivos existentes ali, descobre que trezentos anos atrás um noivo havia acompanhado o padrinho ao túmulo e não tinha voltado nunca mais.</p><p>Fonte: A dama pé de cabra e outras histórias. São Paulo: Paulinas, 1994. Disponível em: https://encurtador.com.br/oCGQ8. Acesso em: 04/12/2023.</p><p>Faça, agora com a turma uma leitura colaborativa, com pausas estratégicas para discussão do texto.</p><p>Entregue uma cópia do texto para cada aluno. Oriente que os alunos usem as aranhas produzidas no ínicio da sequência para acompanhá-los na leitura. Segue algumas sugestões de perguntas que podem ser feitas nos momentos das pausas:</p><p>UMA NOITE NO PARAÍSO</p><p>Certa vez, dois amigos inseparáveis fizeram o seguinte juramento: aquele que casasse primeiro chamaria o outro para padrinho, mesmo que esse outro estivesse no fim do mundo.</p><p>Pois bem: um dos amigos morre e o outro, que estava noivo, não sabendo o que fazer, vai pedir conselhos a seu confessor. O pároco assegura que a palavra deve ser mantida. Então o noivo vai até o túmulo do amigo convidá-lo para o casamento. (Pausa)</p><p>1. O que seria um “confessor”? (D3)</p><p>R: Confessor seria o padre da região onde o rapaz morava.</p><p>2. A palavra pároco está substituindo qual palavra? (D2)</p><p>R: A palavra pároco está substituindo a palavra confessor.</p><p>3. Na frase “Então o noivo vai até o túmulo do amigo convidá-lo para o casamento” a palavra “lo” refere-se a quem? (D2)</p><p>R: A palavra “lo” refere-se ao amigo morto.</p><p>4. Quem são os personagens que se apresentam nesta narrativa? (D10)</p><p>R: Os dois amigos e o pároco.</p><p>5. Conflito gerador é o desafio, o fato ou a ação que faz com que a narrativa se desenvolva. No caso dessa história, qual seria o conflito gerador? (D10)</p><p>R: O conflito gerador é a morte de um dos amigos.</p><p>O morto aceita o convite de muito bom grado. No dia da cerimônia, não diz uma palavra sobre o que vira no outro mundo. No final do banquete ele fala: (Pausa)</p><p>6. O que significa aceitar algo de bom grado? (D3)</p><p>R: Significa aceitar com prazer, com gosto.</p><p>7. O morto fez comentários sobre o outro mundo? (D1)</p><p>R: Não, não fez comentário algum sobre o que viu no outro mundo.</p><p>- Amigo, como lhe fiz este favor, você agora deve me acompanhar um pouquinho até minha morada.</p><p>O recém-casado, não resistindo à curiosidade, pergunta como era a vida do outro lado. (Pausa)</p><p>8. Quando o narrador fala “a vida do outro lado” está se referindo a que? (D2)</p><p>R: Refere-se ao paraíso, ao lugar onde o amigo morto vivia.</p><p>O morto, fazendo um pouco de suspense, responde dessa forma:</p><p>- Se quiser saber, venha também ao paraíso.</p><p>O outro concorda. O túmulo se abre e o vivo segue o morto.</p><p>A primeira coisa que vê é um lindo palácio de cristal, onde os anjos tocavam para os beatos dançarem e São Pedro, muito feliz, dedilhava seu contrabaixo. Mais adiante, o amigo lhe apresenta nova maravilha: um jardim onde as árvores, em vez de folhas, tinham pássaros de todas as cores, que cantavam.</p><p>- Vamos em frente - diz o morto ao amigo, que fica cada vez mais deslumbrado. - Agora vou levá-lo para ver uma estrela. (Pausa)</p><p>9. Nesse trecho que acabamos de ler, há três sinais de travessão. Qual é a função deles nesses parágrafos? (D17)</p><p>R: O primeiro é marcar a fala do personagem; o segundo, separar a fala do personagem da fala do narrador; e o último, devolver, isto é, marcar a fala do personagem.</p><p>O recém-casado percebe que não se cansaria nunca de admirar as estrelas, os rios, que em vez de água eram de vinho, e a terra, que era de queijo.</p><p>De repente o noivo cai em si, lembra-se da noiva que ficara a esperá-lo e pede:</p><p>- Compadre, preciso voltar para casa, minha esposa deve estar preocupada.</p><p>- Como preferir.</p><p>Assim dizendo, o morto o acompanha até o túmulo, sumindo logo a seguir. (Pausa)</p><p>10. No trecho “...o morto o acompanha até o túmulo...” a palavra o refere-se a quem? (D2)</p><p>R: Refere-se ao amigo recém-casado.</p><p>Ao sair do túmulo, o vivo fica assombrado com o que vê ao seu redor: no</p><p>lugar daquelas casinhas de pedra meio improvisadas há palácios, bondes, automóveis; as pessoas todas vestidas de modo diferente. Para se certificar, pergunta o nome da cidade a um velhinho que por ali passava.</p><p>- Sim, é esse o nome desta cidade.</p><p>No entanto, ao chegar à igreja, é atendido por um bispo muito importante que, consultando os arquivos existentes ali, descobre que trezentos anos atrás um noivo havia acompanhado o padrinho ao túmulo e não tinha voltado nunca mais. (Pausa)</p><p>11. O último parágrafo desse trecho inicia com as palavras “No entanto”. O que significa a expressão “no entanto”? (D15)</p><p>R: Essa expressão traz ao texto a ideia de que contrariamente ao que ele esperava, ser atendido por um pároco, ele é atendido por um bispo.</p><p>Depois da leitura</p><p>Após a leitura do texto, questione a turma oralmente:</p><p>1. Segundo o texto, existe vida após a morte?</p><p>2. No texto, como é chamado o lugar para onde vão os mortos?</p><p>3. O que seria “uma noite no paraíso”?</p><p>4. O texto te deixou assustado(a)?</p><p>Situação de aprendizagem 3 – O gênero conto de assombração</p><p>Esclareça aos alunos que o texto lido trata-se de um CONTO DE ASSOMBRAÇÃO. Entregue uma cópia das questões abaixo para que respondam em duplas ou trios. Peça que respondam as questões, conforme suas impressões do texto.</p><p>ATIVIDADE</p><p>1. O texto tenta provocar medo no leitor?</p><p>R: Sim, contando a história de um morto que volta para participar do casamento de seu amigo.</p><p>2. O texto trata de temática assustadora? Qual?</p><p>R: Sim, o texto fala sobre a vida após a morte.</p><p>3. A introdução de uma narrativa é o momento do texto no qual conhecemos os personagens, o tempo e o espaço onde acontece a história. Em que parágrafo localizamos estas informações?</p><p>R: No primeiro parágrafo.</p><p>5. O conflito da narrativa é o momento da história em que surge um problema que precisa ser resolvido. Em que parágrafo localizamos o conflito da narrativa?</p><p>R: No segundo parágrafo.</p><p>6. O clímax de uma narrativa é um momento tenso da história, no qual o leitor possivelmente fica mais curioso pelo que vai acontecer a seguir. Em que parágrafo localizamos o clímax dessa história?</p><p>R: No 16º parágrafo, quando o amigo recem-casado sai do túmulo e volta para encontrar sua noiva.</p><p>7. O desfecho é a parte da narrativa que diz como a história termina. Como acaba a história nesse texto?</p><p>R: O rapaz que havia acabado de casar e foi dar um passeio pelo paraíso com seu amigo, ao voltar descobre que se passaram 300 anos.</p><p>8. Neste tipo de conto, é comum ter situações assustadoras. Qual situação parece mais apavorante nessa história?</p><p>R: O fato de um homem voltar do “paraíso”, do outro lado da vida, para participar do casamento de seu amigo, e seu amigo, entrar no túmulo e fazer uma visita ao paraíso.</p><p>Faça a validação das respostas da atividade com a turma. Em seguida, entregue uma cópia do resumo com as características do gênero conto de assombração.</p><p>Características do gênero Conto de Assombração</p><p>Um conto de assombração é uma narrativa ficcional que visa provocar sentimentos de medo no leitor. Nesse sentido, apresenta histórias vinculadas às temáticas mais aterrorizantes para os seres humanos.</p><p>No que se refere à estrutura, o conto de assombração segue-a de modo tradicional, apresentando introdução, momento em que se apresentam os personagens, tempo e espaço da narrativa, conflito, desenvolvimento do conflito, clímax e desfecho.</p><p>Neste tipo de conto, é comum criar ambientes noturnos, barulhos sinistros, repentinos e perturbadores, sensações incômodas, doloridas, arrepiantes.</p><p>Para a descrição de personagens e de ambientes, o escritor de contos de assombração faz uso de adjetivos, falando sobre cheiros, ruídos, cores, sabores, o que colabora para provocar desconforto e medo no leitor.</p><p>Disponível em: https://www.colegiooswald.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Proposta_-Conto-de-Terror-6o-e-7o-ano-EF-II.pptx.pdf. Acesso em: 05/12/2023.</p><p>Situação de aprendizagem 4 – Leitura de mais um conto de assombração</p><p>Antes da leitura</p><p>Antes da leitura do texto, faça algumas charadas, de forma oral, para a turma com base em alguns elementos presentes no texto:</p><p>No céu estrelado, sou a mais redondinha,</p><p>Com um sorriso largo, sou alegre, sou bonitinha.</p><p>Vem para mim quando a noite vem chegando,</p><p>Quem sou eu que no céu vou passeando?</p><p>Resposta:</p><p>A lua.</p><p>Nas sombras eu me esgueiro,</p><p>Sem corpo, sou um inteiro.</p><p>Dizem que</p><p>à meia-noite apareço,</p><p>Quem sou eu que no escuro mereço?</p><p>Resposta:</p><p>O medo.</p><p>Debaixo da cama, no armário escondido,</p><p>Quando as luzes se apagam, fico atrevido.</p><p>Sou sombra e mistério, na escuridão persisto,</p><p>Quem sou eu que no quarto insisto?</p><p>Resposta:</p><p>O escuro.</p><p>Em janelas, portas, sempre me insinuo,</p><p>Causo calafrios, até arrepio.</p><p>Fantasma não sou, mas causo arrependimento,</p><p>Quem sou eu, que trago medo no vento?</p><p>Resposta:</p><p>O rangido.</p><p>Durante a leitura</p><p>Faça a primeira leitura para a turma. Não entregue cópias, apenas peça que os alunos ouçam sua leitura.</p><p>UMA HISTÓRIA DE ASSOMBRAÇÃO</p><p>Próximo à praça da igreja de Nossa Senhora do Amparo, no vilarejo de Matias do Norte, existe uma casa imponente, antiga, fechada há vários anos e com fama de mal-assombrada. Na cidade, dizem que nela mora uma alma penada que vaga pelos cômodos vazios e empoeirados do casarão. O espectro - segundo alguns moradores do lugar - é visto em noites de lua cheia, quando o luar invade o local através das enormes janelas corroídas pelo tempo, deterioradas pelas tempestades. Nessas noites, ouvem-se sons de correntes, coisas que se quebram, sinos que tocam, gemidos, sussurros, sem falar no barulho de passos apressados estalando no velho piso de madeira. Numa cavidade, no alto da fachada, há uma silhueta disforme que faz lembrar aos mais antigos moradores de Matias do Norte a primeira dona do casarão, falecida misteriosamente há mais de meio século. Tal detalhe, aliado aos demais aspectos, torna aquele lugar mais sinistro e apavorante. Ninguém ousa passar por lá, especialmente quando escurece.</p><p>Numa noite, por volta das 11 horas, um vendedor ambulante, desconhecendo o que diziam do macabro casarão, passou por ele tranquilamente à procura de uma hospedaria. Um ruído estranho o fez voltar-se em sua direção. A tênue luz de um poste, situado bem em frente à entrada principal, tornou possível aquela visão horripilante.</p><p>- Minha nossa! Credo! O que é isso?!</p><p>Aterrorizado, constatou que a tal figura se mexia para a frente e para trás, de um lado para outro. De olhos arregalados, o homem fez o sinal-da-cruz e tratou de apressar os passos, rumo à hospedaria.</p><p>No dia seguinte, contou o que vira para os que encontrava. O fato passou a ser tema de todas as conversas. E... como quem conta um conto aumenta um ponto, já se falava das gargalhadas e no bater de mandíbulas de uma certa cabeça desencarnada.</p><p>À noite, sem parar de pensar no ocorrido, desafiando a si próprio e disposto à desvendar o mistério, resolveu voltar ao local, levando uma escada e um porrete.</p><p>Estava a poucos metros da funesta casa e já podia ouvir os sons horripilantes. Mesmo assim, não desistiu. Aproximou-se ainda mais, apoiou a escada na fachada e subiu, degrau por degrau. Quanto mais se aproximava, mais evidente ficavam os movimentos daquela silhueta. Agora, ouvia guinchos agudos. Seu coração disparou, parecia que ia sair pela boca. Com as pernas trêmulas, continuou a escalada até ficar cara a cara com o que poderia ser os restos mortais de uma certa senhora, que, sem paz, se recusava abandonar o mundo dos vivos. Apelou para o que restava de coragem e, devagar, cutucou-o com o porrete.</p><p>Então se desfez o mistério: debaixo daquela velha escultura danificada pelo tempo, saiu uma enorme ratazana, que, apavorada, pulou do nicho e se perdeu na escuridão.</p><p>O enigma da silhueta teve fim. Mas quanto às visões e aos ruídos fúnebres da sinistra casa, esses, sim, vão continuar até que outra pessoa se encarregue de desvendá-los.</p><p>Disponível em: https://professoradanielafreitas.blogspot.com/2017/08/uma-historia-de-assombracao.html. Acesso em: 11/12/2023.</p><p>Depois da leitura feita pelo professor, entregue uma cópia do texto para cada aluno. Em seguida, divida a turma em pequenos grupos e solicite que cada equipe se organize para apresentarem aos colegas uma leitura expressiva do texto.</p><p>Depois da leitura</p><p>Peça aos alunos que, ainda nas equipes formadas, apontem pelo menos 5 elementos que fazem com que esse texto se confirme como um conto de assombração.</p><p>1.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>4.</p><p>5.</p><p>6.</p><p>Espera-se que nessa atividade, os alunos possam rememorar as características do gênero textual conto de assombração. No momento “Antes da leitura” lembramos elementos como, lua, medo, escuro, rangido. Portanto, permita que os alunos se expressem citando, por exemplo, palavras e expressões do tipo: lugar mal-assombrado, cômodo vázio empoeirado, gemidos, noite, ruído estranho”, dentre outros elementos que aparecem no texto.</p><p>Situação de aprendizagem 5 – Paragrafação</p><p>Peça aos alunos que peguem a aranha produzida no início desta sequência. Explique a eles que observaremos agora, como o texto “Uma história de assombração” foi organizada em parágrafos. Lembre-os que</p><p>Parágrafo é uma unidade de texto que trata de uma ideia específica ou de um conjunto de ideias relacionadas. Ele ajuda a organizar o texto, proporcionando uma leitura mais clara e compreensível.</p><p>Solicite que, com o auxilio da aranha, eles observem quantos parágrafos o texto possui, observando para isso cada espaço de afastamento que o texto faz da esquerda para a direita. Pergunte a eles:</p><p>1. Quantas vezes a aranha caiu em um pequeno espaço no inicio das frases do texto?</p><p>R: Espera-se que os alunos respondam 9 vezes, já que o texto possui 9 parágrafos.</p><p>Em seguida, explique que cada uma dessas divisões trata de um aspecto diferente da história. Entregue uma cópia da atividade a seguir para cada aluno.</p><p>ATIVIDADE</p><p>1. Releia o texto, identifique o assunto tratado em cada parágrafo e anote no quadro abaixo.</p><p>Parágrafo</p><p>Assunto</p><p>Primeiro parágrafo</p><p>(Que inicia com o trecho: “Próximo à praça da igreja de Nossa Senhora do Amparo...”)</p><p>R: Introdução da história e apresentação do cenário assombrado.</p><p>Segundo parágrafo</p><p>(Que inicia com o trecho: “Numa noite, por volta das 11 horas...”)</p><p>R: Narrativa do encontro do vendedor ambulante com a figura assustadora. Neste parágrafo surge o conflito gerador desta narrativa.</p><p>Terceiro parágrafo</p><p>(Que inicia com o trecho: “Minha nossa! Credo! O que é isso?!”)</p><p>R: Este parágrafo destaca a fala do personagem, pois as falas dos personagens, nas narrativas aparecem separadas em parágrafos.</p><p>Quarto parágrafo</p><p>(Que inicia com o trecho: “Aterrorizado, constatou que a tal figura se mexia...”)</p><p>R: Neste parágrafo, temos a primeira impressão do persongem sobre a temida e famosa criatura.</p><p>Quinto parágrafo</p><p>(Que inicia com o trecho: “No dia seguinte, contou o que vira para os que encontrava.)</p><p>R: Consequências do encontro e propagação do boato.</p><p>Sexto parágrafo</p><p>(Que inicia com o trecho: “À noite, sem parar de pensar no ocorrido...)</p><p>R: Tomada de decisão do personagem do que fazer em relação ao problema que se apresenta.</p><p>Sétimo parágrafo</p><p>(Que inicia com o trecho: “Estava a poucos metros da funesta casa...”)</p><p>R: Encontramos neste parágrafo o clímax da narrativa, o momento de maior tensão para o leitor, onde ele está próximo da possível revelação do mistério que ronda a narrativa.</p><p>Oitavo parágrafo</p><p>(Que inicia com o trecho: Então se desfez o mistério: debaixo daquela...”)</p><p>R: Revelação do mistério da narrativa.</p><p>Nono parágrafo</p><p>(Que inicia com o trecho: “O enigma da silhueta teve fim.”)</p><p>R: Onde se apresenta o desfecho narrativa.</p><p>Feche esse momento fazendo a validação das respostas e reforçando a importância da organização do texto em parágrafos, do fato de que cada um traz uma informação e que estas se encadeiam para formar o enredo.</p><p>Situação de aprendizagem 6 – Caracterização de personagens e ambientes</p><p>Peça aos alunos que retomem o conto “Uma história de assombração” e releiam o primeiro paragrafo.</p><p>Explique-os que, como visto na atividade anterior, esse parágrafo traz a contextualização de toda a narrativa, isto é, quem participa dela e onde ela acontece. Assim sendo, pergunte aos alunos, de forma oral:</p><p>1. Onde a história acontece?</p><p>R: A história acontece em um casarão situado no vilarejo de Matias do Norte.</p><p>2. Quem participa da história?</p><p>R: Nesta casa, vivia uma alma penada que vagava pelos cômodos vazios.</p><p>Em seguida, proponha que,</p><p>com o texto em mãos, realizem as seguintes tarefas.</p><p>Tarefa 1 - pinte de vermelho no primeiro parágrafo do texto os substantivos: casa, alma, cômodos, janelas e lugar.</p><p>Tarefa 2 - pinte de azul as palavras que caracterizam esses substantivos.</p><p>Dê aos alunos a seguinte dica: Atenção! Para encontrar com facilidade as palavras que caracterizam os substantivos, você pode fazer para si mesmo as perguntas abaixo. As respostas para essas perguntas serão as palavras que você procura e que caracterizam os substantivos.</p><p>· Como era a casa?</p><p>· Como era a alma?</p><p>· Como eram os cômodos?</p><p>· Como eram as janelas?</p><p>· Como era aquele lugar?</p><p>Tarefa 3 - grife de verde, elementos que são acrescentados ao cenário para dar ainda mais a ideia de um lugar de medo.</p><p>Respostas das tarefas:</p><p>Próximo à praça da igreja de Nossa Senhora do Amparo, no vilarejo de Matias do Norte, existe uma casa imponente, antiga, fechada há vários anos e com fama de mal-assombrada. Na cidade, dizem que nela mora uma alma penada que vaga pelos cômodos vazios e empoeirados do casarão. O espectro - segundo alguns moradores do lugar - é visto em noites de lua cheia, quando o luar invade o local através das enormes janelas corroídas pelo tempo, deterioradas pelas tempestades. Nessas noites, ouvem-se sons de correntes, coisas que se quebram, sinos que tocam, gemidos, sussurros, sem falar no barulho de passos apressados estalando no velho piso de madeira. Numa cavidade, no alto da fachada, há uma silhueta disforme que faz lembrar aos mais antigos moradores de Matias do Norte a primeira dona do casarão, falecida misteriosamente há mais de meio século. Tal detalhe, aliado aos demais aspectos, torna aquele lugar mais sinistro e apavorante. Ninguém ousa passar por lá, especialmente quando escurece.</p><p>Ao concluírem as tarefas, proponha aos alunos uma atividade de produção. Oriente-os a produzirem o parágrafo no caderno. Lembre-os de respeitar o espaço de início de parágrafo. Por último, escollha alguns alunos para compartilharem suas produções.</p><p>ATIVIDADE</p><p>1. Escreva o primeiro parágrafo de um conto de assombração, de forma a apresentar um personagem e o lugar onde a história acontecerá.</p><p>VALORES ATITUDINAIS ENVOLVIDOS NAS ATIVIDADES/ SITUAÇÕES</p><p>(O que se espera que o aluno desenvolva a partir das atividades/situações propostas)</p><p>INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO</p><p>(Mecanismos mais adequados para avaliar a evolução da aprendizagem)</p><p>RECURSOS</p><p>(Meios necessários para o desenvolvimento das atividades/situações propostas)</p><p>· Nesta aula é possível que o aluno desenvolva curiosidade para aprender, imaginação criativa e interesse artístico.</p><p>· Observação da participação do aluno nas atividades orais;</p><p>· Registro da entrega das atividades;</p><p>· Observação da produção final (primeiro parágrafo de um conto de assombração).</p><p>· Papel cartão preto;</p><p>· Cola;</p><p>· Tesoura;</p><p>· Cópias de texto e atividades para os alunos.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ACRE. Secretaria de Estado de Educação Cultura e Esporte. Proposta de Plano de Curso do Ensino Fundamental Anos Finais de Língua Portuguesa, 2023.</p><p>DEVOLUTIVA DO COORDENADOR PEDAGÓGICO</p><p>____________________________________ ____________________________________</p><p>Assinatura do (a) Coordenador (a) Assinatura do (a) Professor (a)</p><p>ANEXOS</p><p>Anexo 1 – Atividade sobre parágrafo - quadro para as respostas do aluno.</p><p>ATIVIDADE</p><p>1. Releia o texto, identifique o assunto tratado em cada parágrafo e anote no quadro abaixo.</p><p>Parágrafo</p><p>Assunto</p><p>Primeiro parágrafo</p><p>(Que inicia com o trecho: “Próximo à praça da igreja de Nossa Senhora do Amparo...”)</p><p>Segundo parágrafo</p><p>(Que inicia com o trecho: “Numa noite, por volta das 11 horas...”)</p><p>Terceiro parágrafo</p><p>(Que inicia com o trecho: “Minha nossa! Credo! O que é isso?!”)</p><p>Quarto parágrafo</p><p>(Que inicia com o trecho: “Aterrorizado, constatou que a tal figura se mexia...”)</p><p>Quinto parágrafo</p><p>(Que inicia com o trecho: “No dia seguinte, contou o que vira para os que encontrava.)</p><p>Sexto parágrafo</p><p>(Que inicia com o trecho: “À noite, sem parar de pensar no ocorrido...)</p><p>Sétimo parágrafo</p><p>(Que inicia com o trecho: “Estava a poucos metros da funesta casa...”)</p><p>Oitavo parágrafo</p><p>(Que inicia com o trecho: Então se desfez o mistério: debaixo daquela...”)</p><p>Nono parágrafo</p><p>(Que inicia com o trecho: “O enigma da silhueta teve fim.”)</p><p>image3.png</p><p>image1.png</p><p>image2.png</p><p>image4.png</p>