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<p>Cuidado Integral a Saúde do</p><p>Adolescente</p><p>Msc. Natasha Andrade</p><p>Aula 4 - Programa Saúde do Adolescente (PROSAD)</p><p>Constituição</p><p>Federal de 1988</p><p>Universalidade do direito à saúde</p><p>Adolescentes são reconhecidos como sujeitos</p><p>sociais, com direitos e garantias próprias e</p><p>prioritárias.</p><p>Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado</p><p>assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta</p><p>prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à</p><p>educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à</p><p>dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência</p><p>familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de</p><p>toda forma de negligência, discriminação,</p><p>exploração, violência, crueldade e opressão.</p><p>Outros Marcos</p><p>Legais</p><p>◇ Convenção Internacional dos Direitos da</p><p>Criança – 1989</p><p>✓ Trata crianças e adolescentes como pessoas</p><p>em desenvolvimento e sujeitos de direitos;</p><p>✓ Supera a visão da criança e do adolescente</p><p>como objetos passivos de intervenção da família,</p><p>Estado e sociedade;</p><p>✓Ratificada pelo Brasil em 1990.</p><p>Estatuto da</p><p>Criança e do</p><p>Adolescente - ECA</p><p>Lei 8.069/1990</p><p>Reconhece crianças e adolescentes como sujeitos</p><p>sociais em situação peculiar de desenvolvimento</p><p>físico, moral, social, psicológico e espiritual.</p><p>Introduz novas responsabilidades do Estado, da</p><p>família e da sociedade com este segmento</p><p>populacional.</p><p>Estatuto da</p><p>Criança e do</p><p>Adolescente - ECA</p><p>Lei 8.069/1990</p><p>Estatuto da</p><p>Criança e do</p><p>Adolescente - ECA</p><p>Lei 8.069/1990</p><p>Graças ao Estatuto, diversas políticas públicas foram</p><p>implementadas, como: a universalização do acesso à</p><p>vacinação por meio da campanha com o Zé Gotinha,</p><p>a obrigatoriedade do ensino básico.</p><p>Graças a medidas como essa houve uma redução</p><p>da mortalidade infantil e queda nas taxas de</p><p>analfabetismo (que caíram de 12,5% em 1990 para</p><p>1,4% em 2013).</p><p>Entretanto, de acordo com a Unicef, “embora o país</p><p>tenha feito grandes progressos em relação à sua</p><p>população mais jovem, esses avanços não atingiram</p><p>todas as crianças e todos os adolescentes brasileiros</p><p>da mesma forma”.</p><p>Estatuto da</p><p>Criança e do</p><p>Adolescente - ECA</p><p>Lei 8.069/1990</p><p>Graças ao Estatuto, diversas políticas públicas foram</p><p>implementadas, como: a universalização do acesso à</p><p>vacinação por meio da campanha com o Zé Gotinha,</p><p>a obrigatoriedade do ensino básico.</p><p>Graças a medidas como essa houve uma redução</p><p>da mortalidade infantil e queda nas taxas de</p><p>analfabetismo (que caíram de 12,5% em 1990 para</p><p>1,4% em 2013).</p><p>Entretanto, de acordo com a Unicef, “embora o país</p><p>tenha feito grandes progressos em relação à sua</p><p>população mais jovem, esses avanços não atingiram</p><p>todas as crianças e todos os adolescentes brasileiros</p><p>da mesma forma”.</p><p>Estatuto da</p><p>Criança e do</p><p>Adolescente - ECA</p><p>Lei 8.069/1990</p><p>No Brasil, o ECA, define a adolescência como a faixa</p><p>etária de 12 a 18 anos de idade (artigo 2º), e, em casos</p><p>excepcionais e quando disposto na lei, o estatuto é</p><p>aplicável até os 21 anos de idade;</p><p>ECA também regulamenta questões como adoção,</p><p>autorizações de menores de idade para viajar e até</p><p>mesmo a regulamentação de produtos e serviços</p><p>voltados aos jovens menores de 18 anos.</p><p>Um dos objetivos do ECA é justamente mostrar que,</p><p>em boa parte das vezes, é melhor reeducar que punir</p><p>criminalmente o jovem que age fora da lei. Por isso, o</p><p>estatuto gera vários outros temas da vida infanto-</p><p>juvenil.</p><p>Princípios Fundamentais da Atenção</p><p>àSaúde de Adolescentes</p><p>• Beneficência: prevê que a prática dos profissionais de saúde deve buscar o bem-</p><p>estar da pessoa evitando, na medida do possível, quaisquer danos e risco à vida.</p><p>• Não-maleficência: define que há obrigação de não acarretar dano à pessoa.</p><p>• Respeito à autonomia: significa que o profissional de saúde deve respeitar as</p><p>decisões e as escolhas dos adolescentes, desde que estes tenham capacidade</p><p>para tal, após receberam informações detalhadas sobre seu estado de saúde e o</p><p>tratamento a ser realizado.</p><p>Atenção à Saúde de Adolescentes</p><p>Atenção à Saúde de Adolescentes</p><p>Oferecer respostas adequadas às necessidades e demandas da adolescência para</p><p>alcançar e manter uma saúde integral;</p><p>Favorecer a criação de vínculo com a equipe de saúde;</p><p>Garantir que os adolescentes tenham acesso aos serviços e a informações sobre</p><p>como cuidar de sua saúde e fazer escolhas saudáveis;</p><p>Respeitar e estimular a autonomia e os projetos de vida dos adolescentes com</p><p>acolhimento em saúde, sem julgamentos, sem imposição de opiniões;</p><p>Conhecer as especificidades dos adolescentes: inserção social, educacional,</p><p>sexualidade, hábitos, vulnerabilidades, planos de vida etc</p><p>Atenção à Saúde de Adolescentes</p><p>Adolescência:</p><p>Tempo de Promoção da Saúde e</p><p>Desenvolvimento de Habilidades para</p><p>a Vida.</p><p>Atenção à Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva de</p><p>Adolescentes</p><p>Programa Saúde do Adolescente (PROSAD)</p><p>Adolescente</p><p>O que é o PROSAD?</p><p>Criado pelo Ministério da Saúde através da Portaria nº 980/GM, de 21 de</p><p>dezembro de 1989.</p><p>Público alvo: Adolescentes entre 10 e 19 anos.</p><p>Política de Promoção da Saúde: identificação de grupos de risco, detecção</p><p>precoce dos agravos com tratamento adequado e reabilitação,</p><p>assegurando os princípios básicos da universalidade, equidade e</p><p>integralidade de ações.</p><p>Ação deve ser pautada no respeito pela adolescência</p><p>visando:</p><p>Crescimento e desenvolvimento;</p><p>Sexualidade;</p><p>Saúde mental, saúde reprodutiva, saúde sexual e</p><p>saúde na escola;</p><p>Violência e maus tratos;</p><p>Família;</p><p>Prevenção de acidentes;</p><p>Trabalho, lazer.</p><p>Objetivos e diretrizes</p><p>Promover a saúde de forma integral, multissetorial e interdisciplinar</p><p>Implementado em todos os Estados brasileiros, pelo Governo</p><p>Federal, deve:</p><p>Promover estratégias intersetoriais que aumentem o alcance</p><p>do programa e mantenha um canal de informação e</p><p>atualização entre as esferas central, estadual e municipal;</p><p>Treinar e capacitar profissionais e voluntários para atender e</p><p>acolher os adolescentes.</p><p>Os centros de atenção:</p><p>Contam com profissionais das áreas de educação, médica,</p><p>saúde bucal, serviço social, enfermagem, nutrição e saúde</p><p>mental;</p><p>Realizam trabalhos educativos e preventivos com os grupos</p><p>de adolescentes, assim como com suas famílias e também</p><p>outros elementos da comunidade;</p><p>Mantêm contato com todos esses indivíduos.</p><p>Estratégias</p><p>Crescimento e desenvolvimento</p><p>Principais desafios</p><p>1) Qualificação do acesso: Atendimento aos adolescentes sem discriminações,</p><p>desacompanhados dos pais, com confidencialidade e com privacidade.</p><p>2) Qualificação da atenção em saúde: oferta de informações, consultas e</p><p>exames seguindo princípios de ética, sigilo, privacidade e autonomia dos</p><p>adolescentes.</p><p>Outras ações intrasetoriais</p><p>✓ Programa Nacional de Imunização;</p><p>✓ Agenda Estratégica para Redução da Sífilis Congênita do Brasil;</p><p>✓ Estratégia de fortalecimento da atenção integral às crianças com infecção</p><p>congênita associada às STORCH e ao vírus Zika, e suasfamílias;</p><p>✓ Programa Saúde na Escola –PSE;</p><p>✓ Prevençã da Saúde Mental;</p><p>✓ Linha de cuidado da violência.</p>