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<p>Inserir Título Aqui</p><p>Inserir Título Aqui</p><p>Interpretação de</p><p>Exames Laboratoriais</p><p>Exames parasitológicos e análises de urina</p><p>Responsável pelo Conteúdo:</p><p>Profa. Dra. Patricia Ucelli Simioni</p><p>Revisão Textual:</p><p>Profa. Dra. Selma Aparecida Cesarin</p><p>Nesta unidade, trabalharemos os seguintes tópicos:</p><p>• Introdução</p><p>• Avaliação de resultados de exames de diagnóstico de</p><p>parasitas intestinais</p><p>• Avaliação de resultados de exames de diagnóstico de</p><p>parasitas sanguíneos e teciduais</p><p>• Avaliação de resultados de exames de diagnóstico de</p><p>parasitas das vias urinárias</p><p>• Avaliação de resultados de urinálise</p><p>Fonte: iStock/Getty Im</p><p>ages</p><p>Objetivos</p><p>• Apresentar ao pós-graduando, farmacêutico clínico, o conhecimento para a interpretação</p><p>de exames laboratoriais de rotina em Parasitologia Clínica.</p><p>• Será foco de estudo compreender os resultados de exames para a identificação de</p><p>parasitas intestinais, sanguíneos, teciduais e de vias urinárias.</p><p>• Na Unidade, iremos descrever, ainda, a avaliação adequada dos exames de análise de urina.</p><p>Caro Aluno(a)!</p><p>Normalmente, com a correria do dia a dia, não nos organizamos e deixamos para o</p><p>último momento o acesso ao estudo, o que implicará o não aprofundamento no material</p><p>trabalhado ou, ainda, a perda dos prazos para o lançamento das atividades solicitadas.</p><p>Assim, organize seus estudos de maneira que entrem na sua rotina. Por exemplo, você</p><p>poderá escolher um dia ao longo da semana ou um determinado horário todos ou alguns</p><p>dias e determinar como o seu “momento do estudo”.</p><p>No material de cada Unidade, há videoaulas e leituras indicadas, assim como sugestões</p><p>de materiais complementares, elementos didáticos que ampliarão sua interpretação e</p><p>auxiliarão o pleno entendimento dos temas abordados.</p><p>Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de</p><p>discussão, pois estes ajudarão a verificar o quanto você absorveu do conteúdo, além de</p><p>propiciar o contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de</p><p>troca de ideias e aprendizagem.</p><p>Bons Estudos!</p><p>Exames parasitológicos e análises de urina</p><p>UNIDADE</p><p>Exames parasitológicos e análises de urina</p><p>Contextualização</p><p>Paciente de 25 anos, previamente hígido, apresenta lesões na</p><p>pele, pruriginosas na região periumbilical, com progressão rápida,</p><p>com comprometimento do tórax, abdômen e região deltoidea.</p><p>Foram preservados membros, face, mucosas, dobras flexurais, região</p><p>anogenital e anexos. O paciente negava uso de medicações, bem</p><p>como outros sintomas. Foram observadas eritematosas confluentes,</p><p>formando placas papulosas eritematosas com bordas delimitadas.</p><p>Veja exemplo de lesões em placas papulosas na região axilar: https://goo.gl/rM6a2b</p><p>Os exames laboratoriais de bioquímica hepática e renal, glicemia,</p><p>sorologias para colagenoses e VHS e de urina mostraram-se</p><p>inalterados. Os exames de ultrassonografia abdominal e radiológico</p><p>de tórax não evidenciaram alterações. O hemograma mostrou</p><p>eosinofilia relativa, com aumento de eosinófilos (1.100 eosinófilos/</p><p>mm3, 12%) e os títulos de IgE 840KU/L (normal < 100). A</p><p>histopatologia do tecido cutâneo apresentou dermatite perivascular</p><p>superficial com predominância de eosinófilos, bem como espongiose</p><p>com vesículas de linfócitos e eosinófilos.</p><p>Os diagnósticos iniciais formulados foram dermatite de contato</p><p>alérgica, penfigoide bolhoso inicial, vasculite urticariforme, angeíte</p><p>alérgica de Churg-Strauss e síndrome hipereosinofílica.O paciente</p><p>foi tratado com diversos antialérgicos e corticoides, por meses.</p><p>Entretanto, após nova consulta com especialista na área de</p><p>gastrenterologia, foi solicitado exame pesquisa de parasitas.</p><p>O especialista explicou ao paciente que a principal etiologia de</p><p>eosinofilia é a infecção parasitária intestinal, com ciclo evolutivo</p><p>invasivo.</p><p>Foi solicitada pesquisa sorológica, por meio de enzima</p><p>imunoensaio de ELISA para Echinococus granulosus, Trichinella</p><p>spiralis, Toxocara canis e Toxocara cati. Os títulos foram reagentes</p><p>e elevados para Toxocara canis de 2,45 (positivo > 1,10).</p><p>O especialista informou ao paciente que ele apresentava quadro</p><p>de infecção por larva migrans visceral, apenas com repercussões</p><p>cutâneas e hematológicas.</p><p>Foi realizado tratamento oral com ivermectina durante três dias</p><p>consecutivos com involução total das lesões cutâneas e melhora</p><p>imediata da eosinofilia.</p><p>6</p><p>7</p><p>Após 30 dias, foi solicitada nova sorologia controle, que</p><p>apresentou títulos reduzidos de 0,25 (negativo < 1,00 / borderline</p><p>1,00 - 1,10 / positivo > 1,10).</p><p>Fonte: MACHADO; EL ACHKAR, 2003.</p><p>Introdução</p><p>Quando pensamos em parasitas, em geral, lembramo-nos de parasitoses intestinais.</p><p>Embora muitos parasitas vivam no sistema digestório do hospedeiro, muitas vezes os</p><p>parasitas podem estar no exterior do organismo, como ectoparasitas mais conhecidos</p><p>como piolhos e carrapatos, ou parasitas intracelulares, como o plasmódio, causador da</p><p>malária (MSSAUDE, 2009; RIBEIRO, 2011; THOMÉ et al., 2013).</p><p>As parasitoses intestinais são doenças tipicamente encontradas em países em</p><p>desenvolvimento, em condições precárias de saneamento básico. Na maioria dos casos,</p><p>esses parasitas são transmitidos pelo contato com fezes de portadores que contaminam</p><p>água, alimentos ou objetos (MSSAUDE, 2009; STARK et al., 2014; GARCIA-</p><p>HERMOSO; ALANIO; LORTHOLARY, 2015).</p><p>Muitos helmintos e protozoários podem causar infecções subclínicas, que são</p><p>erroneamente diagnosticadas e tratadas. Dessa forma, os exames parasitológicos buscam</p><p>diagnosticar parasitas intestinais nas fezes (RAMOS, 2006; RIBEIRO, 2011).</p><p>Os principais parasitas intestinais são de dois grupos: protozoários e helmintos,</p><p>identificados a seguir.</p><p>Protozoários</p><p>Os protozoários são organismos unicelulares que se reproduzem no hospedeiro. Os</p><p>protozoários causadores de doença mais comuns são:</p><p>· Amebas: Dientamoeba fragilis e Entamoeba histolyticae;</p><p>· Coccídios: Cryptosporidium parvum e Isopora belli;</p><p>· Flagelados: Giardia lamblia (MSSAUDE, 2009; STARK et al., 2014;</p><p>GARCIA-HERMOSO; ALANIO; LORTHOLARY, 2015).</p><p>Já alguns protozoários vivem em simbiose com o organismo humano. São eles:</p><p>· Chilomastix mesnili;</p><p>· Endolimax nana;</p><p>· Entamoeba coli;</p><p>· Entamoeba dispar;</p><p>· Entamoeba gingivalis;</p><p>7</p><p>UNIDADE</p><p>Exames parasitológicos e análises de urina</p><p>· Entamoeba hartmanni;</p><p>· Entamoeba moshkovskii;</p><p>· Entamoeba polecki;</p><p>· Iodamoeba bütschlii;</p><p>· Trichomonas hominis (MSSAUDE, 2009; STARK et al., 2014; GARCIA-</p><p>HERMOSO; ALANIO; LORTHOLARY, 2015).</p><p>Helmintos</p><p>Os helmintos são organismos complexos, pluricelulares, cujo comprimento pode variar</p><p>de centímetros a metros. Em geral, reproduzem-se por ovos e larvas e se desenvolvem</p><p>no meio externo, sendo transmitidos ao meio ambiente nas fezes (MSSAUDE, 2009;</p><p>MONTELLI et al., 2016).</p><p>Os principais helmintos causadores de infecções são:</p><p>· Cestódeos:</p><p>· Hymenolepis diminuta;</p><p>· Hymenolepis nana;</p><p>· Taenia SP;</p><p>· Nematoides:</p><p>· Ascaris lumbricoides;</p><p>· Ancilostomídeos;</p><p>· Enterobius vermicularis;</p><p>· Strongyloides stercolaris;</p><p>· Trichuris trichiura;</p><p>· Trematódeos:</p><p>· Schistosoma mansoni (MSSAUDE, 2009; STARK et al., 2014; GARCIA-</p><p>HERMOSO; ALANIO; LORTHOLARY, 2015).</p><p>O presente texto descreve os patógenos de acordo com os diferentes tecidos infectados.</p><p>Avaliação de resultados de exames de</p><p>diagnóstico de parasitas intestinais</p><p>Os sintomas mais comuns de infecções intestinais são náuseas, vômitos, diarreia,</p><p>dores abdominais, emagrecimento e perda do apetite. Em alguns casos, podem ocorrer</p><p>anemia e fezes sanguinolentas (MSSAUDE, 2009; RAMOS, 2006; SOUSA et al.,</p><p>2015; GOMES et al., 2016).</p><p>8</p><p>9</p><p>O quadro de anemia pode, muitas vezes, desencadear comportamentos alimentares</p><p>alterados, como a ingestão de terra e tijolos.</p><p>Coleta de amostras para exame parasitológico de fezes</p><p>Em casos de suspeita clínica de infecção parasitária, devem ser colhidas de 3 a 6</p><p>amostras de fezes em dias alternados, para evitar o período negativo de detecção de</p><p>parasitas. A coleta deve ser realizada em recipientes contendo</p><p>conservante para a</p><p>preservação das fezes (RAMOS, 2006; RIBEIRO, 2011).</p><p>Não é indicado o uso de laxantes ou jejum. Deve-se cuidar para não ocorrer contato</p><p>de fezes com a urina e a amostra deve ser mantida refrigerada (MSSAUDE, 2009).</p><p>Métodos parasitológicos</p><p>O exame parasitológico permite a detecção de ovos e larvas de helmintos ou de cistos de</p><p>protozoários nas fezes frescas. Alguns fatores interferem na positividade do exame, como</p><p>eliminação intermitente, intensidade do parasitismo e exame com pequena quantidade de</p><p>amostra. Os métodos parasitológicos apresentam boa especificidade, mas a sensibilidade</p><p>adequada está associada à repetição das amostras (MSSAUDE, 2009).</p><p>Resultados</p><p>O exame macroscópico é utilizado para análise da consistência das fezes, odor,</p><p>elementos anormais (muco ou sangue), vermes adultos ou partes de vermes. Já a análise</p><p>microscópica permite a visualização de larvas ou de ovos de helmintos, bem como de</p><p>trofozoítos, cistos ou oocistos de protozoários e os métodos quantitativos permitem</p><p>avaliar a intensidade do parasitismo pela contagem dos ovos.</p><p>Na conduta metodológica, é importante a determinação da consistência do material</p><p>fecal, principalmente, em relação aos estágios de diagnóstico dos protozoários.</p><p>Os trofozoítos são, usualmente, diagnosticados nas fezes diarreicas ou líquidas,</p><p>enquanto os cistos são encontrados mais comumente nas fezes formadas ou semiformadas.</p><p>Entretanto, em geral, não são necessários, pois os medicamentos antiparasitários não</p><p>consideram a carga parasitária, mas o peso corporal do paciente.</p><p>Os métodos mais usados são o de Kato-Katz e o de Stoll-Hausheer. O método de</p><p>Hoffman, Pons e Janer ou de Lutz são utilizados para a pesquisa de cistos, oocistos,</p><p>ovos e larvas. Fundamentam-se na sedimentação espontânea em água, sendo indicados</p><p>para a recuperação de ovos considerados pesados.</p><p>Já os métodos de Baermann-Moraes ou o método de Rugai, Mattos e Brizola se</p><p>fundamentam no termo hidrotropismo positivo de larvas de nematoides, como as larvas</p><p>de S. stercoralis e de ancilostomídeos.</p><p>9</p><p>UNIDADE</p><p>Exames parasitológicos e análises de urina</p><p>Todos os parasitas, patogênicos ou não, devem ser reportados com base em seu nome</p><p>científico e com a descrição do estágio de diagnóstico (BRASIL, 2010; MINISTÉRIO DA</p><p>SAÚDE, 2010; APT, 2013; CHAVES, 2014).</p><p>A obtenção de um único resultado positivo é suficiente para se ter um diagnóstico</p><p>positivo no exame parasitológico. Entretanto, o laudo só é considerado negativo após</p><p>a obtenção de três amostras negativadas (MSSAUDE, 2009; ANDRIOLO et al., 2014).</p><p>Protozoários mais frequentes</p><p>Entamoeba histolytica</p><p>Em geral, cerca de 90% dos casos de amebíase são caracterizadas por infecções</p><p>assintomáticas. Entretanto, ela pode se tornar patogênica, com graus variáveis de</p><p>disenterias, com maior frequência na região amazônica (EHRENKAUFER; TEIXEIRA; SINGH,</p><p>2009; STARK et al., 2014).</p><p>Esse rizópode é imóvel, mede aproximadamente 15µm de diâmetro e apresenta</p><p>núcleo pouco visível. A forma de cisto mede de 5 a 20 µm, apresenta forma ovalada,</p><p>esférica, incolor, com 1 a 4 núcleos. A membrana é mais bem visualizada com lugol</p><p>(EHRENKAUFER; TEIXEIRA; SINGH, 2009; MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2010).</p><p>Interpretação de resultados</p><p>O resultado positivo se dá pela visualização de trofozoítos (Figura 1) com hemácias</p><p>fagocitadas, mais frequentemente em fezes diarreicas. Já os cistos (Figura 2) são mais</p><p>frequentes em fezes formadas e podem ser confundidos com espécies comensais de</p><p>Entamoeba sp.</p><p>Para a identificação adequada, deve-se considerar o número de núcleos e o formato</p><p>do parasita. O diagnóstico imunológico pode ser uma ferramenta auxiliar, assim como</p><p>os métodos histopatológicos e de imagem para a avaliação de abcessos amebianos</p><p>(EHRENKAUFER; TEIXEIRA; SINGH, 2009).</p><p>Figura 1 – Trofozoíto de Entamoeba hystolitica</p><p>Fonte: Wikimedia Commons</p><p>10</p><p>11</p><p>Figura 2 - Cisto de Entamoeba hystolitica</p><p>Fonte: Wikimedia Commons</p><p>Giardia lambia</p><p>A Giardia lambia é um parasita flagelado, comum em crianças. A forma trofozoíto mede de</p><p>10 a 20 µm, em forma de raquete, com depressão ventral riforme e dois núcleos no fundo</p><p>da depressão. O cisto, ovoide, com citoplasma granuloso e refringente, mede de 8 a12 µm</p><p>de comprimento por 7 a 10 µm de largura, com 2 a 4 núcleos. Causa diarreia com fezes</p><p>líquidas, dor abdominal, anorexia, náusea e cólicas (ANTUNES, A. E. C. et. al., 2007; BRASIL,</p><p>2010; ANDRADE et al., 2016).</p><p>Interpretação de resultados</p><p>O diagnóstico é realizado pela visualização direta de cistos ou trofozoítos em amostras</p><p>de fezes. A detecção da parasitose deve ser realizada pela avaliação de três coletas de</p><p>fezes com intervalo de dois a três dias. Isso se deve ao fato da eliminação de cistos ser</p><p>menor na fase aguda, podendo levar a um resultado falso-negativo.</p><p>Confira exemplos de trofozoítos (https://goo.gl/MXWUmJ) e cistos (https://goo.gl/SJr4Y3)</p><p>da Giardia lambia.</p><p>Helmintos mais frequentes</p><p>Schistosoma mansoni</p><p>Schistosoma mansoni tem no homem seu hospedeiro definitivo e necessita dos caramujos</p><p>de água doce do gênero Biomphalaria, popularmente conhecidos como planorbídeos,</p><p>como hospedeiros intermediários para desenvolver seu ciclo evolutivo. Provoca sinais</p><p>clínicos como aumento progressivo do volume abdominal, edema, febre, calafrio, dores</p><p>musculares e abdominais, tosse e sangue nas fezes.</p><p>11</p><p>UNIDADE</p><p>Exames parasitológicos e análises de urina</p><p>Interpretação de resultados</p><p>O diagnóstico laboratorial é feito por exame parasitológico de fezes, preferencialmente,</p><p>o método Kato-Katz (Figuras 3 e 4). Testes sorológicos não apresentam especificidade</p><p>e sensibilidade para detecção na rotina. A ultrassonografia hepática e a biópsia retal ou</p><p>hepática, não indicadas na rotina, podem ser úteis em casos suspeitos mas com exame</p><p>parasitológico negativo. (KNOPP; KATO-KATZ, 2014; FCMMG, 2017).</p><p>A forma intestinal pode ser confundida com gastroenterite, amebíase ou diarreia ou, em</p><p>casos graves, com leishmaniose visceral, febre tifoide, linfoma e hepatoma (ELSER et al.,</p><p>1981; VERONESI, 1991).</p><p>Figura 3 – Schistossoma mansoni – Ovo</p><p>Fonte: Wikimedia Commons</p><p>Figura 4 – Schistossoma mansoni – Cercaria</p><p>Fonte: Wikimedia Commons</p><p>Fase adulta do Schistossoma mansoni – Fêmea: https://goo.gl/izEYwS, e a fêmea dentro do</p><p>canal ginecóforo do macho: https://goo.gl/dyCvWm.</p><p>O método Kato-Katz é o método de escolha para esquistossomose, por revelar os ovos de</p><p>helmintos. O método determina o número total de ovos por gramas de fezes frescas ou</p><p>conservadas. É considerado rápido, de baixo custo e sensível (FCMMG, 2017).</p><p>12</p><p>13</p><p>Taenia solium e Taenia saginata</p><p>A teníase, uma parasitose intestinal, pode causar náuseas, dores abdominais, flatulência,</p><p>perda de peso, diarreia e constipação (GÓMEZ-GARCÍA et al., 2006; BRASIL, 2010;</p><p>MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2010).</p><p>Interpretação de resultados</p><p>O diagnóstico é clínico, epidemiológico e laboratorial. Como a maioria dos casos de</p><p>teníase, não apresenta sintomas definidos. O diagnóstico, em geral, é pela observação de</p><p>proglotes eliminados espontaneamente, que podem não ser encontrados nos exames de</p><p>fezes (GÓMEZ-GARCÍA et al., 2006; BRASIL, 2010; MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2010).</p><p>Pode-se coletar material da região anal para a determinação da espécie por</p><p>microscopia diferencial dos ovos dos parasitas. Os estudos sorológicos e de exames de</p><p>imagem são confirmatórios. Na neurocisticercose, o diagnóstico diferencial se caracteriza</p><p>por distúrbios psiquiátricos e neurológicos com crises de epilepsia (PFUETZENRITER;</p><p>PIRES, 2000; MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2010).</p><p>Veja exemplos da Taenia solium:</p><p>- Escólex: https://goo.gl/8vPsWW</p><p>- Ovo em fezes: https://goo.gl/3Cfe7A</p><p>Figura 5 – Taenia solium – Cisticerco (Notar coroa de acúleos no protoescólex)</p><p>Fonte: ufrgs.br</p><p>Strongyloides stercoralis</p><p>A estrongiloidíase é uma doença parasitária intestinal que, em geral, ocorre de forma</p><p>assintomática. As formas sintomáticas caracterizam-se por presença de alterações cutâneas</p><p>secundárias, decorrentes da penetração das larvas</p><p>no tecido cutâneo, gerando lesões e</p><p>prurido (GREAVES et al., 2013; KHIEU et al., 2013; BUONFRATE et al., 2015).</p><p>13</p><p>UNIDADE</p><p>Exames parasitológicos e análises de urina</p><p>Interpretação de resultados</p><p>O diagnóstico é possível por exame de fezes, escarro ou lavado gástrico, por meio</p><p>da técnica de Baermann-Morais (Figura 6). Podem ser utilizados ensaios imunológicos</p><p>(ELISA, hemaglutinação indireta, imunofluorescência) em casos mais avançados</p><p>(VERONESI, 1991).</p><p>O método de Baermann-Morais detecta larvas vivas, por hidrotropismo e termotropismo</p><p>positivo. É usualmente utilizado para larvas de Strongyloides stercoralis (MSSAUDE, 2009;</p><p>CHAVES, 2014).</p><p>Figura 6 – Strongyloides stercoralis</p><p>Fonte: Wikimedia Commons</p><p>Ancylostoma duodenale</p><p>Ancylostoma duodenale é o nematódeo causador da ancilostomose no homem, com variação</p><p>de tamanho de 0,8 a 1,3 cm. Muitas vezes, a infecção é assintomática (FCMMG, 2017).</p><p>Interpretação de resultados</p><p>O diagnóstico laboratorial se dá por achados de ovos no exame parasitológico por</p><p>métodos de Lutz, Willis ou Faust. A contagem de ovos se dá pelo método de Kato- Katz</p><p>(FCMMG, 2017).</p><p>Acompanhe as fases e detalhe do Ancilostomídeo abaixo:</p><p>- Ovo: https://goo.gl/cB7uWJ</p><p>- Larva rabditoide: https://goo.gl/BFpoee</p><p>- Larvas filarioides: https://goo.gl/GvDHvd</p><p>- Cápsula bucal com dois pares de dentes: https://goo.gl/mwezST</p><p>Enterobius vermicularis</p><p>Esse é um helminto causador de infecção intestinal, muitas vezes assintomática ou com</p><p>prurido retal noturno (VERONESI, 1991; PENNA; TEIXEIRA; PEREIRA, 1998).</p><p>14</p><p>15</p><p>Interpretação de resultados</p><p>O diagnóstico é geralmente clínico, devido ao prurido. O diagnóstico laboratorial</p><p>se caracteriza pela presença do parasita e dos ovos. Deve ser pesquisado diretamente</p><p>na região perianal, pelo método de Hall (swab anal) ou pelo método de Graham (fita</p><p>gomada) (VERONESI, 1991; PENNA; TEIXEIRA; PEREIRA, 1998; BRASIL, 2010;</p><p>FCMMG, 2017).</p><p>Veja exemplos do Enterobius vermicularis nos links a seguir:</p><p>- Fêmea: https://goo.gl/C8g46K</p><p>- Detalhe da cabeça para mostrar asas cefálicas (setas): https://goo.gl/LTFf5D</p><p>- Ovo: https://goo.gl/4HUHU2</p><p>Ascaris lumbricoides</p><p>A infecção pelo Ascaris lumbricoides é, em geral, assintomática, mas pode ocorrer infecção</p><p>pulmonar e gastrointestinal (MSSAUDE, 2009).</p><p>Interpretação de resultados</p><p>O diagnóstico da ascaridíase se dá pela identificação de ovos nas fezes. Os primeiros</p><p>ovos aparecem nas fezes apenas cerca de 40 dias pós contaminação.</p><p>O exame de fezes costuma ser negativo em fases precoces, como durante a infecção</p><p>pulmonar, e quando da eliminação pela boca ou fezes, o verme deve ser recolhido para</p><p>avaliação (MSSAUDE, 2009).</p><p>Observe o Ascaris lumbricoides no link: https://goo.gl/4hBx5j</p><p>Avaliação de resultados de exames</p><p>de diagnóstico de parasitas sanguíneos</p><p>e teciduais</p><p>Entre os hemoparasitas estão incluídos alguns protozoários e helmintos. Nesse</p><p>contexto, diferentes estágios de desenvolvimento de espécies de parasitas podem ser</p><p>diagnosticados no sangue periférico humano. Entre eles, pode-se citar tripanosomas,</p><p>plasmódios, babésias e filarias.</p><p>Tripanosomas e microfilmarias podem ser identificados por sua forma e motilidade. A</p><p>identificação específica necessita de método de coloração adequado. Para tanto, pode-se</p><p>realizar esfregaços sanguíneos estirados (finos) ou por gota espessa. Já a combinação</p><p>desses dois tipos em uma única lâmina permite obter resultados mais adequados.</p><p>15</p><p>UNIDADE</p><p>Exames parasitológicos e análises de urina</p><p>Para preparo de esfregaço de sangue, é colocada uma gota de sangue sobre uma lâmina</p><p>de vidro que, em seguida, é tratada com um corante, para ser examinada ao microscópio.</p><p>Já o método de gota espessa avalia um maior volume de amostra no microscópio e</p><p>há maior probabilidade de observar os parasitas (BRASIL, 2010; CHAVES, 2014).</p><p>Trypanosoma cruzi</p><p>A doença de Chagas, causada pelo Trypanosoma cruzi, é detectada, principalmente, por</p><p>métodos imunológicos.</p><p>Interpretação de resultados</p><p>O diagnóstico poderá ser realizado pela detecção do parasita por meio de métodos</p><p>laboratoriais de visualização direta do parasita ou indiretamente, e pela presença de</p><p>anticorpos, por meio de testes específicos (imunofluorescência indireta, hemaglutinação</p><p>indireta e imunoenzimático – ELISA).</p><p>O ELISA é o método sorológico para a detecção de anticorpos antiantígenos do parasita</p><p>e é aplicado na triagem, em bancos de sangue e em levantamentos epidemiológicos,</p><p>pela sua simplicidade, custo e sensibilidade.</p><p>Já os testes moleculares de reação em cadeia da polimerase (PCR) acoplado à</p><p>hibridização com sondas moleculares e o método de Western Blot (WB) têm se mostrado</p><p>promissores para teste confirmatório.</p><p>O diagnóstico em lâminas pode ser realizado por método de gota espessa, que permite</p><p>a visualização do parasita (NOGUEIRA, 2009; MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2010).</p><p>Observe as formas que o Trypanosoma cruzi apresenta:</p><p>- Tripomastigotas em lâmina: https://goo.gl/jYYiNY</p><p>- Amastigotas: https://goo.gl/iPAkt8</p><p>- Epimastigotas: https://goo.gl/zAxTL3</p><p>Plasmódios (Plasmodium vivaz e Plasmodium falciparum)</p><p>Os diagnósticos por esfregaço fino e por gota espessa são considerados padrão para</p><p>identificação de malária, mas exigem a avaliação de um patologista experiente.</p><p>Na infecção por plasmódios, como o número de parasitas pode variar na amostra, é</p><p>necessário coleta de amostras adicionais para novas avaliações, com intervalos de 8 a</p><p>12 horas, de 2 a 3 dias.</p><p>16</p><p>17</p><p>Interpretação de resultados</p><p>O método de gota espessa é um teste mais sensível para a infecção por malária. A</p><p>porcentagem de eritrócitos infectados pode ser utilizada para avaliar a gravidade da</p><p>infecção. Outros métodos incluem testes imunológicos rápidos, testes sorológicos e</p><p>testes moleculares (PLURIANUAL et al., 2016).</p><p>Acesse https://goo.gl/YVfGFC e saiba mais sobre a morfologia do Plasmodium falciparum e</p><p>Plasmodium vivax, no slide 17.</p><p>Figura 7 – P. vivax, uma das cinco espécies do gênero Plasmodium</p><p>Fonte: Wikimedia Commons</p><p>Wuchereria bancrofti, brugia malay e brugia timori</p><p>A filaríase pode ser causada por Wuchereria bancrofti, nematódeo que se fixa nos vasos</p><p>linfáticos. Alguns indivíduos infectados nunca desenvolvem sintomas, com ou sem</p><p>detecção de microfilárias no sangue periférico.</p><p>Portadores sintomáticos podem apresentam febre aguda recorrente, mialgias,</p><p>fotofobia, urticária, pericardite, astenia, cefaleia, inflamação nos nódulos e vasos</p><p>linfáticos, hidrocele, presença de gordura na urina e elefantíase de membros, mamas e</p><p>órgãos genitais.</p><p>Nos casos de eosinofilia tropical, ocorrem crises paroxísticas de asma, com pneumonia</p><p>intersticial crônica e febre recorrente, com leucograma mostrando importante eosinofilia</p><p>(MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2010; BIBLIOTECA DE MANGUINHOS, 2017).</p><p>Interpretação de resultados</p><p>O método de diagnóstico na rotina para microfilária (causada por Wuchereria bancrofti,</p><p>Brugia malay e Brugia timori) em sangue é a gota espessa, com periodicidade noturna.</p><p>Pode ser pesquisada no líquido ascítico, cefalorraquidiano, sinovial, pleural e urina.</p><p>Os ensaios de rotina também envolvem métodos de ELISA para a busca do antígeno</p><p>circulante (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2010; BIBLIOTECA DE MANGUINHOS, 2017).</p><p>Microfilaria de Wuchereria Bancrofti corada por Método de Giemsa: https://goo.gl/MGAh48</p><p>17</p><p>UNIDADE</p><p>Exames parasitológicos e análises de urina</p><p>Babesia microti e babesia canis</p><p>A babesiose é uma doença que tem por agente causador o protozoário Babesia canis,</p><p>que infecta cães e pode ser transmitida para o homem por várias espécies de carrapatos,</p><p>como o carrapato vermelho, Rhipicephalus sanguineus. Pode ser causada no homem,</p><p>principalmente, por Babesia microti, transmitida pelo carrapato Ixodes scapularis.</p><p>Interpretação de resultados</p><p>O diagnóstico é realizado, principalmente, por microscopia ótica, com amostras de</p><p>sangue, sendo comumente confundida com espécies de plasmódio.</p><p>O diagnóstico, normalmente, é feito pela observação de Babesia em amostras de</p><p>sangue, mas a diferenciação das espécies de Plasmodium</p><p>pode ser difícil (Figura 8).</p><p>Formações tetraformes (formação em cruz de Malta) são indicativas de Babesia,</p><p>embora pouco comuns. A detecção de anticorpos por ensaio de fluorescência indireta</p><p>para B. microti, útil em casos de baixa parasitemia, pode trazer resultados falsos</p><p>negativos em infecções por outras espécies de Babesia sp. Os métodos de diagnóstico</p><p>por PCR estão disponíveis nos centros de pesquisa (COMISSÃO DE SAÚDE PÚBLICA</p><p>DE BOSTON, s.d.; MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2010).</p><p>Figura 8 – Babesia microti</p><p>Fonte: Wikimedia Commons</p><p>Avaliação de resultados de exames de</p><p>diagnóstico de parasitas das vias urinárias</p><p>Alguns parasitas, como os helmintos, podem provocar infecções das vias urinárias.</p><p>O paludismo ou malária pode obstruir os pequenos vasos sanguíneos renais ou</p><p>lesionar eritrócitos.</p><p>A esquistosomíase pode afetar os rins, os ureteres e a bexiga, sendo causa frequente</p><p>de insuficiência renal grave (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2010; BIBLIOTECA DE</p><p>MANGUINHOS, 2017; UFRGS, 2017).</p><p>18</p><p>19</p><p>Trichomonas vaginalis</p><p>A tricomoníase, causada por Trichomonas vaginalis, é transmitida por via sexual, que pode</p><p>produzir um abundante corrimento espumoso de cor amarelo-esverdeada, que sai pela</p><p>vagina. A bexiga raramente se infecta. A tricomoníase nos homens geralmente não produz</p><p>sintomas, embora possa provocar a inflamação da próstata (prostatite) (BRASIL, 2010;</p><p>MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2010).</p><p>Interpretação de resultados</p><p>A presença do Trichomonas vaginalis é confirmada por exame ginecológico, com</p><p>inflamação visível e com pequenas úlceras. A coleta de amostra de secreção vaginal para</p><p>análise microscópica possibilita o diagnóstico do protozoário em até 70% dos casos</p><p>(Figura 9).</p><p>É possível, ainda, a cultura da secreção, exame de PCR e exame de Papanicolau.</p><p>Esse último possui baixa sensibilidade, em apenas 50% dos casos, além de alta taxa de</p><p>falso positivo (BRASIL, 2010; MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2010).</p><p>Figura 9 – Trichomonas vaginalis</p><p>Fonte: Wikimedia Commons</p><p>Avaliação de resultados de urinálise</p><p>A urinálise é um método de triagem de execução relativamente simples, que fornece</p><p>indicações de possíveis distúrbios. As alterações na urina podem surgir no início de um</p><p>quadro de doença ou de forma esporádica (LABTESTS ONLINE, 2017).</p><p>Interpretação de resultados</p><p>Exame visual</p><p>A análise visual avalia a cor e a transparência da amostra de urina. Amostras com</p><p>tonalidades incomuns podem ser decorrentes de doenças, medicamentos e alimentos.</p><p>19</p><p>UNIDADE</p><p>Exames parasitológicos e análises de urina</p><p>A amostra pode estar, ainda, turva, pela presença de cristais, muco, esperma ou</p><p>contaminantes. A turvação por leucócitos, eritrócitos ou bactérias exige investigação</p><p>(SANTOS et al., 2005; SILVA et al., 2014; SILVA; MEDEIROS; FERNANDES, 2016;</p><p>LABTESTS ONLINE, 2017).</p><p>Exame químico</p><p>As tiras reagentes para o exame químico da urina são usuais, sendo que a intensidade</p><p>da cor final fornece uma medida aproximada da quantidade de substância presente na</p><p>amostra. Os testes químicos usados com frequência em tiras reagentes são densidade,</p><p>pH, proteínas, glicose, cetonas, hemoglobina, esterase de leucócitos, nitritos, bilirrubina,</p><p>urobilinogênio e ácido ascórbico (vitamina C) (SANTOS et al., 2005; SILVA et al., 2014;</p><p>SILVA; MEDEIROS; FERNANDES, 2016; LABTESTS ONLINE, 2017).</p><p>Densidade</p><p>Não existem valores anormais da densidade da urina. Valores comuns variam de</p><p>1010 a 1020. Densidades baixas indicam hidratação excessiva, enquanto densidades</p><p>altas indicam desidratação.</p><p>pH</p><p>Em geral, a urina é um pouco ácida (pH de 5,0 a 6,0), mas não há valores anormais</p><p>de pH urinário (SANTOS et al., 2005; SILVA et al., 2014; SILVA; MEDEIROS;</p><p>FERNANDES, 2016; LABTESTS ONLINE, 2017).</p><p>Proteínas</p><p>A avaliação se dá pela análise de quantidade de albumina na urina. O resultado</p><p>positivo, expresso em cruzes, indica excesso de albumina, sinal de doença renal ou</p><p>outros distúrbios (SANTOS et al., 2005; SILVA et al., 2014; SILVA; MEDEIROS;</p><p>FERNANDES, 2016; LABTESTS ONLINE, 2017).</p><p>Glicose</p><p>Em geral, não se detecta glicose na urina, e sua presença, chamada glicosúria, ocorre</p><p>quando há excesso de glicose no sangue, como em casos de diabetes (SANTOS et</p><p>al., 2005; SILVA et al., 2014; SILVA; MEDEIROS; FERNANDES, 2016; LABTESTS</p><p>ONLINE, 2017).</p><p>Cetonas</p><p>As cetonas, produtos do catabolismo de lipídeos, não são encontradas, normalmente,</p><p>na urina e sua excreção na urina é chamada cetonúria (SANTOS et al., 2005; SILVA</p><p>et al., 2014; SILVA; MEDEIROS; FERNANDES, 2016; LABTESTS ONLINE, 2017).</p><p>20</p><p>21</p><p>Hemoglobina (hemácias)</p><p>Em geral, pode-se encontrar um pequeno número de hemácias na urina. Já a</p><p>hemoglobinúria se deve à destruição de hemácias na urina ou no sangue, enquanto a</p><p>hematúria está associada à irritação ou ao traumatismo do trato urinário (SANTOS et</p><p>al., 2005; SILVA et al., 2014; SILVA; MEDEIROS; FERNANDES, 2016; LABTESTS</p><p>ONLINE, 2017).</p><p>Esterase leucocitária</p><p>A esterase, enzima encontrada em leucócitos, indica inflamação das vias urinárias,</p><p>associada, geralmente, a infecções bacterianas (SANTOS et al., 2005; SILVA et al.,</p><p>2014; SILVA; MEDEIROS; FERNANDES, 2016; LABTESTS ONLINE, 2017).</p><p>Nitrito</p><p>Bactérias produtoras de nitrito podem ser evidenciadas pela análise desse composto</p><p>(SANTOS et al., 2005; SILVA et al., 2014; SILVA; MEDEIROS; FERNANDES, 2016;</p><p>LABTESTS ONLINE, 2017).</p><p>Bilirrubina</p><p>Resultados positivos podem ser indicativos de doença hepática ou obstrução das</p><p>vias biliares (VIANA; RODRIGUEZ, 2011; VIZZONI; MEDEIROS DA SILVA, 2015;</p><p>LABTESTS ONLINE, 2017).</p><p>Urobilinogênio</p><p>O urobilinogênio também é indicativo de doença hepática ou destruição de hemácias,</p><p>como em casos de anemia hemolítica (SANTOS et al., 2005; SILVA et al., 2014; SILVA;</p><p>MEDEIROS; FERNANDES, 2016; LABTESTS ONLINE, 2017).</p><p>Exame microscópico</p><p>A quantidade dos elementos observados no sedimento de urina, após centrifugação, deve</p><p>ser expressa por campo microscópico.</p><p>Hemácias</p><p>O aumento no número de hemácias na urina indica inflamação, lesões renais ou</p><p>das vias urinárias (SANTOS et al., 2005; SILVA et al., 2014; SILVA; MEDEIROS;</p><p>FERNANDES, 2016; LABTESTS ONLINE, 2017).</p><p>Leucócitos</p><p>Presença aumentada de leucócitos indica inflamação, em geral, por infecção</p><p>(HEILBERG; SCHOR, 2003; NARCISO et al., 2010).</p><p>21</p><p>UNIDADE</p><p>Exames parasitológicos e análises de urina</p><p>Células epiteliais</p><p>Nos quadros de inflamação ou infecção das vias urinárias, o número de células</p><p>epiteliais aumenta, e a localização desses quadros pode ser avaliada pelo tipo de célula</p><p>encontrada (HEILBERG; SCHOR, 2003; NARCISO et al., 2010).</p><p>Bactérias e leveduras</p><p>São indicativas de infecção urinária, e é indicada cultura de urina para identificação</p><p>adequada (HEILBERG; SCHOR, 2003; NARCISO et al., 2010).</p><p>Cilindros</p><p>Presença aumentada de cilindros sugere doenças renais. O tipo de cilindro encontrado</p><p>auxilia no diagnóstico específico (LABTESTS ONLINE, 2017).</p><p>Cristais</p><p>Os cristais, que formam cálculos, podem ser observados no exame microscópico. São</p><p>comuns uratos amorfos, cristais de ácido úrico, de oxalato de cálcio, fosfatos amorfos</p><p>e carbonato de cálcio. Podem ocorrer, ainda, cristais de cistina, tirosina e leucina</p><p>(LABTESTS ONLINE, 2017).</p><p>22</p><p>23</p><p>Material Complementar</p><p>Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:</p><p>Vídeos</p><p>Introdução à Parasitologia</p><p>Para revisão sobre parasitologia humana.</p><p>https://goo.gl/x3nrtv</p><p>Malária - Resumo - Parasitologia</p><p>Obtenha mais informações sobre a malária.</p><p>https://goo.gl/EiKk8F</p><p>Doença de Chagas - Resumo - Parasitologia</p><p>Obtenha mais informações sobre a Doença de Chagas.</p><p>https://goo.gl/e2gtRN</p><p>Amebíase - Resumo - Parasitologia</p><p>Obtenha mais informações sobre amebíase.</p><p>https://goo.gl/E9W17T</p><p>Ascaridíase - Resumo - Parasitologia</p><p>Obtenha mais informações sobre ascaridíase.</p><p>https://goo.gl/nikgAi</p><p>Leitura</p><p>Doenças Infecciosas e Parasitárias</p><p>Para maiores detalhes sobre parasitas e infecções parasitárias.</p><p>https://goo.gl/MWABvP</p><p>23</p><p>UNIDADE</p><p>Exames parasitológicos e análises de urina</p><p>Referências</p><p>ANDRADE, M. D. et al. Avaliação da prevalência</p><p>de Giardia lamblia em pacientes</p><p>atendidos em laboratório de análises clínicas na região central de Aracaju/SE. I</p><p>Congresso Internacional de Atividade Física, Nutrição e Saúde (CIAFIS)/13o</p><p>Congresso de Educação Física/2o Congresso Sergipano de Nutrição/XV Jornada</p><p>Farmacêutica/VIII Jornada de Nutrição/6a Semana de Medicina setembro</p><p>de 2017, Aracaju/SE, v. 1, n. 1, p. 2015–2016, 2016. Disponível em: <https://</p><p>eventos.set.edu.br/index.php/CIAFIS/article/view/3188>. Acesso em: 8 jun. 2017.</p><p>ANDRIOLO, A. et al. Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina</p><p>Laboratorial: Coleta e Preparo da Amostra Biológica. Barueri: Manole, 2014.</p><p>ANTUNES, A. E. C. et al. Probióticos: agentes promotores de saúde. Nutrire: Rev.</p><p>Soc. Bras. Alim. Nutr (J. Brazilian Soc. Food Nutr.), Local, v. 32, n. 3, p. 103-</p><p>122, 2007.</p><p>APT, W. Clasificación de los parásitos y generalidades de los protozoos. 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