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<p>DISCIPLINA: HABILIDADES VII AVALIAÇÃO N1</p><p>DATA: _____ / ____ /2023 VALOR: 15 pontos</p><p>NOME: _______________________________________________________________</p><p>INSTRUÇÕES:</p><p>- SUA PROVA CONSTA DE DEZESSEIS QUESTÕES DE MÚLTIPLA ESCOLHA E</p><p>QUATRO QUESTÕES DISCURSIVAS, COM VALOR DE 0,75 PONTO CADA.</p><p>- RESPONDA A PROVA UTILIZANDO CANETA AZUL OU PRETA. QUESTÕES A</p><p>LÁPIS NÃO SERÃO CONSIDERADAS. PASSE SUAS RESPOSTAS PARA O</p><p>GABARITO. CUIDADO PARA NÃO RASURAR.</p><p>- NÃO UTILIZE CORRETIVO.</p><p>BOA PROVA!</p><p>QUESTÕES PALS</p><p>Questão 1</p><p>Criança de dois meses de idade é admitida em pronto atendimento. Mãe refere tosse</p><p>similar a grito de foca e dificuldade para respirar iniciados há cerca de 2 horas. Ao exame:</p><p>criança no colo da mãe, bastante chorosa, irritada, hipocorada leve, retração de fúrcula e</p><p>tiragem subdiafragmática moderadas, estridor audível sem estetoscópio, saturação 91%</p><p>em ar ambiente. Pulsos cheios, perfusão capilar periférica imediata. Pupilas isocóricas e</p><p>fotorreagentes. Tax 39°C.</p><p>Em relação a esse quadro é CORRETO afirmar que:</p><p>a) o tratamento inclui uso de epinefrina nebulizada.</p><p>b) trata-se de quadro de doença de parênquima.</p><p>c) o uso de corticoide inalatório faz parte do tratamento.</p><p>d) essa criança deve ser posicionada na maca imediatamente.</p><p>e) deve ser iniciada antibioticoterapia de largo espectro.</p><p>JUSTIFICATIVA: Trata-se de quadro clássico de laringite, obstrução de via aérea alta.</p><p>A criança apresenta saturação abaixo de 94%, o que configura critério de gravidade,</p><p>indicando uso de nebulização com epinefrina. O melhor local para sua permanência é em</p><p>sua posição de conforto, no colo da mãe. Não existe indicação de uso de antibioticoterapia</p><p>ou corticoide inalatório.</p><p>Questão 2</p><p>Uma criança de 4 anos de idade é trazida ao pronto atendimento pelo serviço de</p><p>emergência. Eles referem que a criança estava em uma van escolar que sofreu uma batida</p><p>frontal. Estava utilizando somente cinto abdominal. A criança encontra-se bastante</p><p>sonolenta, de despertar difícil e falando palavras desconexas. Sua frequência cardíaca está</p><p>em 160bpm, saturação 93% em ar ambiente e pressão arterial 80x40mmHg. Os pulsos</p><p>periféricos estão finos e a perfusão capilar periférica é de 5 segundos.</p><p>Após iniciar oxigenoterapia suplementar e puncionar um acesso venoso, sua</p><p>PRIORIDADE deve ser:</p><p>a) prescrever concentrado de hemácias 10ml/kg.</p><p>b) realizar expansão com soro fisiológico 0,9% 20ml/kg.</p><p>c) proceder a intubação orotraqueal após sedação.</p><p>d) realizar expansão com soro glicosado 5% 20ml/kg.</p><p>e) iniciar epinefrina em bomba de infusão 0,1mcg/kg/min.</p><p>JUSTIFICATIVA: Trata-se de choque hipovolêmico hemorrágico secundário ao trauma.</p><p>Nesse caso a prioridade inicial é realizar expansão com soro fisiológico 0,9% 20ml/kg,</p><p>repetindo até 3 vezes. Se não houver resposta indicar transfusão de concentrado de</p><p>hemácias. Soro glicosado 5% não é utilizado para expansão. Essa criança não tem</p><p>indicação de intubação orotraqueal. Epinefrina em infusão contínua deve ser iniciada se</p><p>não houver resposta após expansões e hemotransfusão.</p><p>Questão 3</p><p>Sua equipe é chamada para atender uma criança de 7 anos que se encontra internada há</p><p>48 horas com quadro de meningite bacteriana. Ela já se encontra em oxigenoterapia por</p><p>máscara a 10L/min. A enfermagem está preocupada pois ela parou de responder e está</p><p>cianótica. Ao chegar vocês notam a criança com padrão respiratório irregular, frequência</p><p>respiratória 7irpm, frequência cardíaca 78bpm e saturação 65%. Após iniciar a ventilação</p><p>assistida a saturação sobe para 98%, porém a criança não assume padrão respiratório</p><p>regular.</p><p>Sua próxima conduta DEVE SER:</p><p>a) manter a ventilação assistida até que o paciente assuma padrão regular.</p><p>b) iniciar as manobras de ressuscitação cardiopulmonar 15:2.</p><p>c) proceder a intubação orotraqueal e acoplar o paciente à ventilação mecânica.</p><p>d) manter a oxigenação com máscara não reinalante aumentando fluxo para</p><p>15L/min.</p><p>e) iniciar ventilação não invasiva com FiO2 de 100%.</p><p>JUSTIFICATIVA: Trata-se de insuficiência respiratória, provavelmente distúrbio de</p><p>controle, com resposta após início de ventilação assistida. Nesse caso está indicada a</p><p>instalação de via aérea definitiva (intubação orotraqueal), e a seguir acoplar paciente à</p><p>ventilação mecânica.</p><p>Questão 4</p><p>Você está atendendo uma criança de 6 anos de idade com história prévia de asma. Ele</p><p>apresenta uma frequência respiratória de 40irpm e uma frequência cardíaca de 134bpm.</p><p>Sua pressão arterial é normal. A saturimetria em ar ambiente está em 90%, subindo para</p><p>95% em oxigenoterapia por máscara a 10L/min. A ausculta revela sibilos expiratórios</p><p>difusos e uso de musculatura acessória com tiragem intercostal e subdiafragmática.</p><p>Ao classificar o grau de dificuldade respiratória desse paciente você define por:</p><p>a) Desconforto respiratório leve.</p><p>b) Desconforto respiratório moderado.</p><p>c) Insuficiência respiratória.</p><p>d) Parada respiratória iminente.</p><p>e) Desconforto respiratório importante.</p><p>JUSTIFICATIVA: Paciente com desconforto respiratório: saturimetria abaixo de 94% em</p><p>ar ambiente e uso de musculatura acessória. A classificação desconforto respiratório</p><p>importante não existe dentro do protocolo do PALS.</p><p>Questão 5</p><p>Você está tratando um bebê de 2 meses internado para tratamento de condição viral que</p><p>cursa com taquipneia e esforço leves. Ao exame físico apresenta sibilância em ambos os</p><p>hemitórax. O estado geral está preservado. A saturação se mantém acima de 94% com O2</p><p>suplementar em cateter nasal a 1L/min.</p><p>Em seu tratamento, considerando a condição clínica mais provável, é CORRETO afirmar</p><p>que:</p><p>a) A aspiração de secreções nasais deve ser realizada de rotina em todos os pacientes.</p><p>b) O uso de beta 2 inalatório é obrigatório em seu manejo e tratamento.</p><p>c) O uso de corticosteroides endovenosos altera o curso da doença, estando indicado.</p><p>d) A saturação alvo desse paciente deve ser acima de 98%.</p><p>e) O suporte ventilatório deve ser trocado caso haja piora importante do padrão</p><p>respiratório.</p><p>JUSTIFICATIVA: Trata-se de quadro de bronquiolite viral aguda, condição em que é</p><p>sabido que há pouca resposta ao uso de beta 2 inalatório, que só deve ser mantido caso a</p><p>resposta ao seu uso seja clara. O uso de corticosteroide inalatórios endovenosos não está</p><p>indicado. A aspiração de secreções nasais deve ser realizada sempre que houver secreções</p><p>nasais que não responderem com lavagem com soro fisiológico, e não de rotina em todos</p><p>os pacientes. A saturação alvo é acima de 94%. Casos em que haja piora do padrão</p><p>respiratório com o suporte ventilatório em uso configuram necessidade de outro suporte</p><p>ventilatório, incluindo eventual intubação traqueal.</p><p>Questão 6</p><p>Uma criança de 4 anos de idade é trazida à emergência devido à palidez intensa e</p><p>sudorese. Os pais referem que ela esteve gripada na semana anterior, tendo sido</p><p>diagnosticada com COVID-19. O quadro atual se iniciou do dia anterior. Ao exame:</p><p>responsiva ao chamado, pálida, sudorética. Verbaliza com dificuldade quando chamada.</p><p>Taquipneica leve, crepitações finas à ausculta. Saturação 95% com O2 em máscara</p><p>10L/min. FC 160bpm. Ritmo cardíaco regular em 2 tempos. Pulsos finos, perfusão capilar</p><p>periférica 4 segundos. PA 70x30mmHg. Pupilas isocóricas e fotorreagentes. Ausência de</p><p>lesões pelo corpo. Tax 37°C.</p><p>A CAUSA PROVÁVEL para a instabilidade hemodinâmica dessa criança é:</p><p>a) Choque hipovolêmico.</p><p>b) Choque neurogênico.</p><p>c) Choque séptico.</p><p>d) Choque cardiogênico.</p><p>e) Hipóxia refratária.</p><p>JUSTIFICATIVA: Trata-se de provável choque cardiogênico secundário à miocardite</p><p>viral secundária a COVID-19. A história em conjunto com a taquicardia importante e</p><p>crepitações finas à ausculta respiratória corroboram a hipótese.</p><p>Questão 7</p><p>Uma criança de 10 anos é</p><p>atendida em pronto atendimento de hospital terciário. Os pais</p><p>referem tosse seca de início há 2 dias, com piora progressiva. Em sua avaliação ela está</p><p>consciente, com fala entrecortada. À ausculta apresenta sibilos difusos em ambos os</p><p>hemitórax. Você percebe tiragem intercostal e subdiafragmática, além de frequência</p><p>respiratória de 40irpm. A saturação está em 95% com O2 em máscara 10L/min. Após</p><p>realizar beta 2 agonista inalatório, ipatrópio e metilprednisolona o quadro se mantém.</p><p>Assinale a conduta MAIS APROPRIADA a ser tomada a seguir.</p><p>a) Sulfato de magnésio endovenoso.</p><p>b) Repetir beta 2 agonista inalatório.</p><p>c) Aumentar a dose de metilprednisolona.</p><p>d) Realizar corticoide inalatório.</p><p>e) Indicar intubação orotraqueal.</p><p>JUSTIFICATIVA: Trata-se de quadro de obstrução de via aérea inferior, diagnóstico</p><p>provável crise asmática, apresentando desconforto respiratório moderado. Pelo protocolo</p><p>do Suporte Avançado de Vida da American Heart Association e Protocolo GINA, a</p><p>próxima conduta seria a infusão de sulfato de magnésio endovenoso.</p><p>Questão 8</p><p>Uma criança de 5 anos de idade é diagnosticada com descompensação hemodinâmica.</p><p>Sua perfusão periférica está lentificada e seus pulsos periféricos são de difícil palpação.</p><p>Sua pressão arterial no momento é de 90x50mmHg.</p><p>Ao classificar a patologia dessa criança, você a classifica como:</p><p>a) choque compensado.</p><p>b) choque hipotensivo.</p><p>c) choque moderado.</p><p>d) choque leve.</p><p>e) choque descompensado.</p><p>JUSTIFICATIVA: Trata-se de choque compensado, uma vez que a pressão arterial pelo</p><p>protocolo do Suporte Avançado de Vida se encontra normal para a idade, apesar de sinais</p><p>clínicos de choque. PA sistólica alvo para essa criança: 80mmHg. (70 + 2x5).</p><p>Questão 9</p><p>Uma criança de 4 anos foi intubada devido à insuficiência respiratória secundária à uma</p><p>pneumonia aspirativa. Após cerca de uma hora de início da ventilação mecânica ela</p><p>apresentou queda de saturação até 60% e palidez cutaneomucosa importante. Os pulsos</p><p>de mantém palpáveis e a pressão arterial é 90x50mmHg. Descreva abaixo as possíveis</p><p>causas para esse quadro.</p><p>RESPOSTA PADRÃO ESPERADA:</p><p>Descrever o mnemônico DOPE.</p><p>Deslocamento de tubo orotraqueal</p><p>Obstrução de tubo orotraqueal</p><p>Pneumotórax</p><p>Falha de equipamento</p><p>Questão 10</p><p>Um paciente de seis meses é atendido com história de prostração intensa iniciada há 12</p><p>horas. Ele apresentou vários episódios de diarreia líquida antes da admissão hospitalar. A</p><p>mãe refere que o quadro se iniciou após dar leite de vaca in natura para a criança. O</p><p>lactente está pouco reativo e muito pálido. Ao exame você nota pulsos finos, perfusão</p><p>lentificada e pressão arterial 65x35mmHg. A saturação está em 95% com O2 em máscara</p><p>a 10L/min.</p><p>Descreva abaixo os próximos passos de sua conduta.</p><p>RESPOSTA PADRÃO ESPERADA:</p><p>Realizar protocolo ABCDE.</p><p>Manejo de choque hipovolêmico.</p><p>Expansão com SF0,9% 20ml/kg, repetir até 3 vezes.</p><p>Se não houver resposta, iniciar epinefrina contínua, dose 0,1mcg/kg/min.</p><p>Manter reavaliação contínua.</p><p>NALS</p><p>Questão 11</p><p>RN a termo nasce de parto vaginal em apnéia e com hipotonia generalizada. Após os</p><p>passos iniciais no berço aquecido, permanece em apneia e com bradicardia. Iniciada a</p><p>ventilação com pressão positiva (VPP) com máscara facial e oxigênio (O2) a 21%. Após</p><p>3 ciclos de VPP, todos com técnica correta, a expansibilidade torácica é adequada e a</p><p>frequência cardíaca é de 65 bpm.</p><p>De acordo com as recomendações para reanimação deste RN em sala de parto, a conduta</p><p>CORRETA a ser iniciada imediatamente é:</p><p>a) checar a saturação de O2 para ajustar a concentração de oxigênio ofertada (Fio2).</p><p>b) manter VPP com balão e máscara, e aumentar a Fio2 para 100%.</p><p>c) intubar o RN, manter a FiO2 em 60% e seguir com mais um ciclo de VPP.</p><p>d) manter VPP com balão e máscara, aumentar PIP e seguir com mais um ciclo de</p><p>VPP.</p><p>e) Intubar o RN, reduzir FiO2 para 21% e realizar mais um ciclo de VPP.</p><p>JUSTIFICATIVA: Segundo Protocolo de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira</p><p>de Pediatria para Recém-nascidos > 34 semanas as indicações de ventilação através de</p><p>cânula traqueal em sala de parto incluem: VPP com máscara não efetiva, ou seja, se após</p><p>a correção de possíveis problemas técnicos, a FC permanece <100 bpm; VPP com</p><p>máscara prolongada, ou seja, se o RN não retoma a respiração espontânea; e aplicação de</p><p>massagem cardíaca. A FiO2 a ser utilizada é a mesma que estava sendo utilizada antes da</p><p>intubação, e deve ser ajustada de acordo com a saturação.</p><p>Questão 12</p><p>Gestante com 35 semanas, apresentou sangramento vaginal intenso e bradicardia fetal,</p><p>sendo indicada cesárea de urgência. O líquido amniótico era sanguinolento, e o bebê</p><p>chorou forte ao nascer, com tônus adequado.</p><p>O tempo INDICADO para o clampeamento do cordão é:</p><p>a) de até 30 segundos.</p><p>b) de 30 a 60 segundos.</p><p>c) de 60 a 180 segundos.</p><p>d) imediato.</p><p>e) aguardar até que o cordão umbilical pare de pulsar.</p><p>JUSTIFICATIVA: Segundo Protocolo de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira</p><p>de Pediatria para Recém-nascidos > 34 semanas logo após a extração completa do produto</p><p>conceptual do útero materno, se o RN ≥34 semanas começa a respirar ou chorar e</p><p>apresenta tônus muscular em flexão, considera-se que sua vitalidade está adequada,</p><p>independentemente do aspecto do líquido amniótico. No RN com boa vitalidade,</p><p>recomenda-se clampear o cordão no mínimo 60 segundos após o nascimento.</p><p>Enquanto aguarda-se para clampear e cortar o cordão, o neonato pode ser posicionado no</p><p>abdome ou tórax materno, tomando-se cuidado para evitar a perda da temperatura</p><p>corporal.</p><p>Questão 13</p><p>Gestante de 25 anos não realizou pré-natal, idade gestacional de 38 semanas, feto único,</p><p>bolsa rota há 36 horas. Na sala de parto, após o nascimento, o RN apresentou,</p><p>imediatamente ao nascer, hipotonia e choro fraco.</p><p>A CONDUTA IMEDIATA para este recém-nascido (RN) é:</p><p>a) deixar o RN junto à mãe e avaliar a vitalidade periodicamente.</p><p>b) solicitar ao obstetra que faça 2 estímulos e definir conduta após estímulos</p><p>feitos.</p><p>c) clampear o cordão umbilical após 30” e realizar os passos iniciais da reanimação.</p><p>d) clampear de imediato o cordão umbilical e realizar os passos iniciais da</p><p>reanimação.</p><p>e) Realizar clampeamento tardio do cordão umbilical com o RN monitorizado.</p><p>JUSTIFICATIVA: Segundo Protocolo de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira</p><p>de Pediatria para Recém-nascidos > 34 semanas em RN que não começa a respirar logo</p><p>após o nascimento, o clampeamento tardio do cordão retarda o início dos procedimentos</p><p>de reanimação, em especial da VPP. Não existem evidências de benefícios do</p><p>clampeamento tardio nessa situação. Estudos em modelos animais sugerem que o</p><p>clampeamento do cordão após o início da respiração é importante para que a transição da</p><p>circulação fetal para a neonatal ocorra de maneira adequada. Quando o clampeamento é</p><p>feito antes do início da respiração, o enchimento das câmaras esquerdas do coração não</p><p>é feito pela circulação placentária e tampouco pela circulação proveniente dos pulmões,</p><p>uma vez que a resistência vascular pulmonar ainda é elevada. No RN que não está com</p><p>boa vitalidade ao nascer, sugere-se fazer o estímulo tátil no dorso, de modo delicado e no</p><p>máximo duas vezes, para ajudar a iniciar a respiração antes do clampeamento imediato</p><p>do cordão.</p><p>Questão 14</p><p>Recém-nascido de 35 semanas e 2 dias, nasceu de parto cesárea apresentando choro forte</p><p>e tônus em flexão.</p><p>Sobre esta sala de parto, RESPONDA AOS QUESTIONAMENTOS ABAIXO.</p><p>A) Qual o tempo indicado para clampeamento do cordão umbilical neste recém-nascido?</p><p>RESPOSTA: 60 a 180 segundos (1 a 3 minutos).</p><p>B) O que indica Golden Hour e quais seus benefícios? Cite 2.</p><p>RESPOSTA: A hora de ouro (“golden hour”) é a primeira hora da mãe com o seu recém-</p><p>nascido. A hora de ouro promove a continuação do vínculo que começou durante a</p><p>gestação e ajuda o bebê nesta transição do útero para o mundo.</p><p>Na hora de ouro, o ideal é colocar</p><p>o filho imediatamente na altura do abdômen ou mais</p><p>próximo do peito da mulher. Nesse contato, o bebê sente o cheiro da mãe, sente seu calor</p><p>e seus batimentos cardíacos, o que traz benefícios como a liberação de hormônios, facilita</p><p>a amamentação, diminui as chances de hipotermia e favorece a colonização através da</p><p>microbiota materna.</p><p>A hora de ouro pode ser feita independente da via de parto. Não é recomendada caso o</p><p>bebê esteja com dificuldade respiratória ou apresente alguma outra alteração clínica que</p><p>exija cuidados imediatos.</p><p>Ajusta temperatura corporal do RN, aumenta a sua frequência cardíaca, melhora a</p><p>saturação de O2 e favorece glicemia adequada, além de estimular o vínculo com a mãe e</p><p>a amamentação.</p><p>C) O que mudaria se este recém-nascido tivesse nascido banhado em mecônio espesso?</p><p>RESPOSTA: Nada muda.</p><p>Como a presença de líquido amniótico meconial pode indicar sofrimento fetal e aumentar</p><p>o risco de a reanimação ser necessária, a equipe responsável pelos cuidados ao RN deve</p><p>contar com pelo menos um médico apto a intubar e indicar massagem cardíaca e</p><p>medicações.</p><p>Na vigência de líquido amniótico meconial, independentemente de sua viscosidade, a</p><p>aspiração das vias aéreas no momento do desprendimento do polo cefálico não deve ser</p><p>realizada.</p><p>Na vigência de líquido amniótico meconial, independentemente de sua viscosidade, se o</p><p>RN ≥34 semanas logo após o nascimento está respirando ou chorando e o tônus muscular</p><p>está em flexão, ele apresenta boa vitalidade e deve continuar junto da parturiente.</p><p>D) Cite uma indicação de VPP na sala de parto, se fosse necessário.</p><p>RESPOSTA: Frequência cardíaca <100, apneia ou gasping.</p><p>Questão 15</p><p>Um recém-nascido de 38 semanas apresenta respiração adequada e tônus muscular em</p><p>flexão ao nascimento, mas banhado em líquido amniótico meconial fluido.</p><p>Com base nesse caso RESPONDA AOS QUESTIONAMENTOS ABAIXO.</p><p>A) Existe indicação de aspiração de vias aéreas superiores neste caso? Justifique.</p><p>Na vigência de líquido amniótico meconial, independentemente de sua viscosidade, a</p><p>aspiração das vias aéreas no momento do desprendimento do polo cefálico não deve ser</p><p>realizada.</p><p>Na vigência de líquido amniótico meconial, independentemente de sua viscosidade, se o</p><p>RN ≥34 semanas logo após o nascimento não está respirando ou chorando ou não inicia</p><p>movimentos respiratórios regulares e/ou o tônus muscular está flácido, é necessário levá-</p><p>lo à mesa de reanimação e realizar os passos iniciais, com ênfase na manutenção da</p><p>normotermia e das vias aéreas pérvias. A aspiração de boca e narinas está reservada</p><p>apenas ao RN em que há suspeita de obstrução de vias aéreas por excesso de secreções.</p><p>B) Quais as condutas imediatamente após o nascimento deste recém-nascido até o final</p><p>de sua 1ª (primeira) hora de vida?</p><p>RESPOSTA: Colocar o filho imediatamente na altura do abdômen ou mais próximo do</p><p>peito da mulher. Manter normotermia. Colocar RN em seio materno para sugar. Manter</p><p>monitorização clínica contínua.</p><p>Contato pele a pele sobre abdome ou tórax materno, cobri-lo com campo aquecido,</p><p>clampeamento tardio do cordão umbilical, Golden Hour, avaliação para Escala de Apgar</p><p>no 1º e 5º minutos de vida sem afastá-lo da mãe, estímulo à amamentação.</p><p>ALSO</p><p>Questão 16</p><p>Primigesta, 40 semanas de gestação, foi admitida para assistência ao trabalho de parto.</p><p>Estava com 7 cm de dilatação, feto no plano – 1 de de Lee, BCF 120, bolsa rota com</p><p>líquido claro e apresenta 2 contrações de 20 segundos durante 10 minutos no momento</p><p>de sua admissão. Foi reavaliada após 3 horas e estava com a mesma dilatação e as mesmas</p><p>contrações. O BCF era 125bpm.</p><p>Dentre as alternativas abaixo, QUAL A CONDUTA ADEQUADA segundo as</p><p>recomendações do ALSO?</p><p>a) Realizar cesárea.</p><p>b) Articular fórceps para extração fetal.</p><p>c) Dar alta e orientar retorno na fase ativa do trabalho de parto.</p><p>d) Iniciar ocitocina na bomba de infusão.</p><p>e) Realizar analgesia para acelerar o trabalho de parto.</p><p>JUSTIFICATIVA: A paciente acima encontra se em distocia de trabalho de parto e,</p><p>seguindo as recomendações do ALSO (minemonimo dos6 P) devemos estimular as</p><p>contrações através de: mudança de decúbito, hidratação, amniorrexe ou infusão de</p><p>ocitocina. Não existe indicação neste momento para realização de cesárea. O feto está</p><p>alto e não existe dilatação suficiente para articular fórceps. Não pode ser realizada alta</p><p>médica em uma paciente que encontra se com bolsa rota. A analgesia de parto atrasa</p><p>o trabalho de parto. Assim sendo, inciar infusão de ocitocina é a opção correta.</p><p>Questão 17</p><p>A hemorragia pós-parto é a principal causa de mortalidade materna no mundo,</p><p>responsável por 27% dos óbitos em puérperas. Para preveni-la algumas medidas podem</p><p>ser tomadas, incluindo condutas médicas e medicações.</p><p>A droga de PRIMEIRA ESCOLHA para profilaxia de hemorragia pós-parto é:</p><p>a) acido tranexamico.</p><p>b) misoprostol.</p><p>c) metilergometrina.</p><p>d) ocitocina.</p><p>e) terbutalina.</p><p>JUSTIFICATIVA: Após todo parto deve ser administrado 2 ampolas de ocitocina IM para</p><p>prevenção de hemorragia pos parto.</p><p>Questão 18</p><p>Uma gestante de 40 semanas é admitida em trabalho de parto. O pré-natal é completo e</p><p>ela não apresenta fatores de risco identificados.</p><p>Assinale a alternativa que representa CORRETAMENTE as condutas a serem tomadas</p><p>com esta paciente com vistas a prevenir a hemorragia pós-parto.</p><p>a) Proteger o períneo com uma compressão durante o período expulsivo do</p><p>trabalho de parto.</p><p>b) Permitir o fechamento das lacerações por segunda intenção sempre que estas</p><p>forem extensas.</p><p>c) Após a dequitação da placenta, sempre fazer uma curetagem intrauterina.</p><p>d) Ministrar 5 unidade de ocitocina IM no pós-parto imediato.</p><p>e) Realizar episiotomia médio lateral.</p><p>JUSTIFICATIVA: Dentre as condutas de manejo ativo para prevenção de hemorragia pos</p><p>parto destacamos a proteção do períneo com uma compressa para prevenção d laceração</p><p>primal. Caso aconteça lacerações, estas devem ser suturadas. Curagm uterina após</p><p>dequitação da placenta é indicada se houver suspeita de retenção placentária. A</p><p>quantidade de ocitocina administrada IM no pos parto para prevenção de atonia uterina</p><p>são 10 unidades. Episiotomia não deve ser realizada para prevenção de hemorragia.</p><p>Questão 19</p><p>A.G.S., feminino, 23 anos, solteira, estudante, G1P0A0, IG 38,2 semanas, comparece à</p><p>maternidade municipal queixando-se de dor em baixo ventre e perda de liquido claro de</p><p>grande volume há duas horas. Não refere outros sintomas. Relata diagnostico de diabetes</p><p>gestacional. Nega outras comorbidades. Nega outras intercorrências durante a gestação.</p><p>A paciente foi admitida e internada na maternidade. O parto foi conduzido por via vaginal.</p><p>Durante a sua realização houve difícil extração do feto, com dificuldade no</p><p>desprendimento dos ombros. Foi realizada a manobra representada na figura abaixo.</p><p>Assinale, dentre as alternativas abaixo, o nome CORRETO dado a essa manobra.</p><p>a) Manobra de Mc Robert’s e Rubin I.</p><p>b) Manobra de Morrissou modificada.</p><p>c) Manobra de Rubin II e Woods.</p><p>d) Manobra de Mc Robert’s e Rubin II.</p><p>e) Manobra Woods reversa ou manobra do parafuso.</p><p>JUSTIFICATIVA: Manobra de Mc Robert’s e Rubin I. São manobras utilizadas para</p><p>desprendimento do ombro impactado na sinfise pubica durante uma distocia de ombros.</p><p>Questão 20</p><p>Uma gestante é admitida em trabalho de parto, já em período expulsivo. Ao realizar sua</p><p>avaliação você percebe que o bebê encontra-se em posição pélvica. Foi realizada a</p><p>manobra demonstrada na figura abaixo.</p><p>A REALIZAÇÃO DESSA MANOBRA TEM O OBJETIVO DE:</p><p>a) liberar o ombro do bebê.</p><p>b) rodar o dorso do bebê para anterior.</p><p>c) extrair a cabeça do bebê.</p><p>d) extrair as pernas do bebê</p><p>e) desprender o abdome do bebê.</p><p>JUSTIFICATIVA: Manobra de rotação do tronco para desprendimento do ombro do bebê</p><p>em parto pélvico.</p>