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<p>Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI</p><p>Pedagogia (PED3773/8) – Trabalho de Graduação Projeto De Ensino Em Educação</p><p>PRISCILA SOUZA DA SILVA</p><p>A IMPORTÂNCIA DA LEITURA E ESCRITA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL</p><p>Tailândia/Pá</p><p>2022</p><p>A IMPORTÂNCIA DA LEITURA E ESCRITA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL</p><p>Trabalho de conclusão de curso, apresentado a Universidade Leonardo Da Vinci-UNIASSELVI, como parte das exigências para a obtenção do título de Licenciado em Pedagogia.</p><p>Orientadora: Cláudia Nunes.</p><p>BANCA EXAMINADORA</p><p>________________________________________</p><p>Prof. (Nome do orientador)</p><p>________________________________________</p><p>Prof. (Nome do professor avaliador)</p><p>________________________________________</p><p>Prof. (Nome do professor avaliador)</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>Sabe-se que a realidade educacional no país perpassa por emblemáticos problemas sócios culturais, nesse contexto evidencia-se as dificuldades de alunos e alunas, crianças e jovens no que se refere ao processo de aquisição da leitura. As dificuldades existentes no processo ensino aprendizagem se dão não apenas por questões metodológicas más também por fatores externos aos espaços escolares ou seja, antes mesmo do educando ingressar na escola ele já sofre com a falta de estímulos no diz respeito a cultura letrada.</p><p>Mediante esses pressupostos, considera-se a necessidade de se abordar acerca dos processos de ensino e aprendizagem voltada aquisição da leitura e escrita pelos alunos, pois a evolução do percurso é linear e construtiva, através de sistemas interpretativos de cunho realístico contextual, buscando a compreensão da aquisição do domínio formal e informal do campo intersocial. Essas nomenclaturas de evidenciação real potencializa o aluno na atuação ativa do processo educacional. Nos primeiros anos de escolarização os discentes precisam ser incentivados e instigados a ler, de modo que se torne um leitor autônomo e criativo.</p><p>A leitura para freire (2003) significa ler a realidade de forma crítica e enfrentar as mudanças de um mundo cheio de desigualdade. Ler e transformar a realidade do meio inserido e instigar o ser humano a sair do papel de mero receptor de ideias para desafiantes interpretando e reinventando o mundo, na busca da liberdade. Para freire, não basta apenas entender o que está impresso ou inferir os signos linguísticos, mas é essencial compreender como as dimensões ideológicas se estabelecem e criam a realidade na qual o indivíduo está cercado.</p><p>Há uma indisponibilidade no estímulo à leitura, pois ela está associada à escrita, e, segundo Freire (2001, p.267), não existiria tantas inseguranças no ato de escrever.</p><p>Enfim, este é um esforço que deve ser feito desde as séries iniciais, intensificando-se na alfabetização e continuando sem jamais parar.</p><p>O intuito desse trabalho e mostrar o quanto precisamos da leitura e escrita em nossas vidas.</p><p>2- FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICAS</p><p>2.1- A importância da leitura e escrita na vida da criança</p><p>Desde que nascemos, aprendemos a interpretar gestos, palavras, imagens e até mesmo olhares, diante disso, é possível dizer que a criança não chega em sala de aula como tábua rasa. Desde seu convívio familiar, ela já faz por si só uma leitura de mundo, a partir do momento que a criança chega a escola ela passa pelo processo de alfabetização e suas práticas mútuas, que dependem sempre uma da outra e estão em constante flexibilidade, visto que, ao conhecer novas palavras evoluem a oralidade e o seu cognitivo.</p><p>A discussão em torno da importância da leitura nunca foi tão enfatizada quanto nos últimos anos, isso por que nunca se deu real valor que a função social que a mesma desempenha, fato este que só veio acontecer após a industrialização na década de 1920. O difícil acesso no Brasil é um fato histórico, deu início com a educação no século XVI com a chegada dos jesuítas que impuseram a catequização dos índios e a promoção de textos clássicos aos descendentes da elite.</p><p>Em 1808 a família real portuguesa chegou ao Brasil permitindo a introdução de livros impressos como forma de atribuir materiais de leitura ao território brasileiro. A revista educação (2007) informa, que alguns anos mais tarde (1827) o Brasil já era independente de Portugal, foi regulamentada a Lei de instrução primária, a qual tinha objetivo de dar a escola a função de ensinar a ler e a escrever, operações matemáticas, geometria, e serviços domésticos para as meninas. Com a falta de materiais, as escolas ofereciam qualquer documento escrito para a leitura, a Bíblia sagrada e a constituição do império eram ferramentas utilizadas como materiais para estudo.</p><p>Apesar de algumas conquistas alcançadas pouca coisa mudou, faltavam livros, escolas, bibliotecas e professores, além disso o índice de analfabetismo atingia quase a totalidade da população, segundo o censo de 1872, 85% da população era de analfabetos. A causa deste problema estava na precariedade de políticas educacionais eficientes que promovessem o avanço da rede escolar do Brasil.</p><p>O gosto pela leitura faz com que as crianças tenham mais facilidade de se expressarem por meio da palavra escrita, portanto, sem o hábito de ler, não há o hábito de escrever. Sabe-se que o segredo da alfabetização é a leitura, e escrever é decorrência deste conhecimento. Neste sentido, é necessário repensar que não se pode escrever para depois ler; é o inverso, primeiro o aluno se familiariza com os vários tipos de textos, lê, e depois escreve.</p><p>A criança é como “filtro”, ela absorve tudo que lhe é proporcionado, desta forma, é relevante que se ofereça de maneira seletiva uma base sólida, de sustentação para uma boa alfabetização, que exerça significativamente na vida do aluno. Segundo Ferreiro (1996): “O desenvolvimento da alfabetização, ocorre sem dúvidas, em um ambiente social. Mas as práticas sociais assim como as informações sociais, não são recebidas passivamente pelas crianças” (FERREIRO, 1996, p. 24).</p><p>Atualmente, os docentes têm definido o processo de alfabetizar como uma técnica, entretanto, nem sempre esses critérios são utilizados. A maioria dos professores ensinam da mesma forma como aprenderam quando eram alunos, e consequentemente não aceitam os erros que os discentes acabam cometendo, Ferreiro ainda defende, que de todos os grupos sociais as crianças são as mais fáceis de se alfabetizar, e estão sempre em processo de aprendizagem, enquanto os adultos já tem opiniões formadas.</p><p>Soares (2013) em sua concepção de alfabetização enfatiza que:</p><p>Em seu sentido pleno, o processo de alfabetização deve levar a aprendizagem não de uma mera tradução do oral para o escrito, e deste para aquele, mas a aprendizagem de uma peculiar e muitas vezes idiossincrática relação de fonemas-grafemos, de outro 17 código, que tem, em relação ao código oral,, especificidade morfológica e sintática, autonomia de recursos de articulação do texto e estratégias de expressão/compreensão (SOARES, 2013, p. 17).</p><p>A partir desta perspectiva, surge uma questão fundamental para se alfabetizar, Soares enfatiza que, mais do que ler e escrever, o individuo relaciona-se com meio que em que vive, e que através das funções desempenhadas na sociedade, o sujeito ganha</p><p>autonomia para conquistas pessoais. A alfabetização não se restringe ao âmbito escolar, ou as quatro paredes da sala de aula. A leitura e a escrita desempenham um aprendizado maior: o de vida.</p><p>O incentivo a leitura de livros e textos facilita e instiga a imaginação da criança, o professor é o modelo que o aluno segue, portanto, um professor leitor irá formar alunos leitores também. Faz-se necessário que a escola busque resgatar o valor da leitura como ato de prazer e requisito para promoção social e cidadã de cada indivíduo. Levando em consideração que estas práticas da linguagem (leitura e escrita), não devem limitar-se somente dentro da sala de aula, mas sim além das quatro paredes</p><p>A partir desta perspectiva, surge uma questão fundamental</p><p>para se alfabetizar, mais do que ler e escrever o indivíduo relaciona-se com o meio em que vive, e que através das funções desempenhadas na sociedade, o sujeito ganha autonomia para conquistas pessoais. A alfabetização não se restringe ao âmbito escolar, a leitura e escrita desempenham um aprendizado bem maior: o de vida.</p><p>Muito mais do que uma emaranhado de códigos e símbolos, a escrita alfabética tem o poder de transformar e mudar rotas, de tornar aulas monótonas e insignificantes, em um palco de experiências vivenciadas. Para pensar em educação é necessário compreender a história da sociedade, sendo assim, no processo de leitura e escrita a escola deve estar informada sobre a realidade em que aquele aluno está inserido fora do espaço escolar.</p><p>A escola é o ambiente no qual a criança tem a oportunidade de se desenvolver fisicamente e intelectualmente, pois é dentro da escola que a criança aprende a conviver e a respeitar as diferenças e ampliar conhecimentos através do contato com a diversidade cultural, social e com uma variedade de materiais e recursos concretos, para fazer bom uso da leitura e da escrita, como: livros, gibis, cadernos, mural de leitura, revistas, jornais, dicionários, textos diversos, entre outros. Nesse contexto, a pedagogia deve ir muito além das quatro paredes da sala de aula, pois, a partir do momento que a escola valoriza seus alunos de forma igualitária, certamente, os discentes passam a acreditar em si mesmo, no seu desempenho, no seu potencial e em seus sonhos.</p><p>Nas concepções tradicionais ler era apenas decifrar códigos. Atualmente ler é um processo de interação entre o leitor e o texto, processo mediante o qual o primeiro tenta satisfazer os objetivos que norteiam sua leitura; é estabelecer um diálogo com o autor, compreender seus pensamentos e descobrir seus propósitos. De acordo com a concepção de leitura que consta nos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs:</p><p>A leitura é um processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de compreensão e interpretação do texto, a partir de seus objetivos, de seu conhecimento sobre o assunto, sobre o autor, de tudo o que sabe sobre a linguagem, etc. Não se trata de extrair informação, decodificando letra por letra, palavra por palavra. Trata-se de uma atividade que implica estratégias de seleção, antecipação, inferência e verificação, sem as quais não é possível proficiência. É o uso desses procedimentos que possibilita controlar o que vai sendo lido, permitindo tomar decisões diante de dificuldades de compreensão, avançar na busca de esclarecimentos, validar no texto suposições feitas. (PCN’s, 1998, p. 69)</p><p>Observa-se que a decodificação é apenas uma das formas que utilizamos para ler. Porém o ato de ler consiste nos processamentos da informação de um texto escrito com a finalidade de interpretá-lo. Assim, a partir da informação do texto e de seus próprios conhecimentos, o leitor construirá o significado. Para FOUCAMBERT (1998), o ato de ler implica a criação de significados relacionados às informações que o leitor tem daquilo que ele já sabe. Por sua vez SOLÉ (1998, p. 118) afirma: ”quem lê deve ser capaz de interrogar-se sobre sua própria compreensão, estabelecer relação entre o lê e o que faz parte do seu acervo pessoal, questionar seu conhecimento e modificá-lo, estabelecer generalizações que permitem transferir o que foi aprendido para outros contextos diferentes”.</p><p>MATTA (2009) a leitura revela uma exigência para a produção e acesso ao conhecimento, tão importante hoje para o mundo do trabalho e para a participação social e exercício da cidadania. Ler é uma forma constante da busca pelo conhecimento. É por meio da leitura que se tem acesso à cidadania, a melhores oportunidades no mercado de trabalho, é o caminho necessário para a compreensão e atuação do sujeito no meio social. Sobre isso, SILVA (2003) comenta que:</p><p>Nunca é demais lembrar que a prática da leitura é um princípio de cidadania, ou seja, leitor cidadão, pelas diferentes práticas de leitura, pode ficar sabendo quais são as suas obrigações e também pode defender os seus direitos, além de ficar aberto às conquistas de outros direitos necessárias para uma sociedade justa, democrática e feliz. (SILVA, 2003 p.24)</p><p>Conforme SILVA (2003) entende-se que a escola é um espaço de construção de conhecimentos; esta deve formar cidadãos críticos capazes de atuar com competência e dignidade no meio social. Pois a leitura e a escrita são fundamentais para a construção de uma sociedade democrática, fundamentada na diversidade, na construção do conhecimento para o exercício da cidadania.</p><p>Considerando estes elementos, destaca-se que os professores devem incentivar os alunos a adquirir o hábito da leitura, criando condições e ambientes favoráveis à aquisição da leitura e da escrita. ALARÇÃO(2000, p.18) diz que: “a escola tem a função de preparar cidadãos, mas não pode ser pensada apenas como tempo de preparação para a vida. Ela é a própria vida, um local de vivência da cidadania”. Assim, a leitura é a maneira de construir conhecimento de mundo, é o eixo que liga os bens culturais e através desse aprendizado o aluno adquire visão crítica. Para isso é necessário uma interação do leitor com o texto, não só na escola mais no convívio social.</p><p>FREIRE (1989) ressalta a importância da leitura e faz uma auto avaliação sobre a leitura do mundo. Recordando os momentos da infância em que teve seu primeiro contato com a leitura, através do ambiente em que vivia e experiências do cotidiano.</p><p>A importância do ato de ler, eu me senti levado- e até gostosamente- a “reler” momentos fundamentais de minha prática, guardados na minha memória, desde as experiências mais remotas de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio em mim constituindo. (FREIRE, 1989, p. 11).</p><p>Tomando-se por base as palavras de Freire, é necessário que o aluno tenha um conhecimento prévio vivenciado ao longo de sua vida. Para que a leitura realize um processo de compreensão e interpretação do texto. Cagliari (2009) “A maioria do que se deve aprender na vida terá de ser conseguido através da leitura fora da escola. A leitura é uma herança maior do que qualquer diploma”. Contudo, os pais também têm um papel muito importante nessa prática do incentivo da leitura no ambiente familiar. Para que o aluno ao chegar na escola, a leitura seja motivo de prazer, e não obrigação, punição ou até mesmo tortura no âmbito da sala de aula.</p><p>2.2- Leitura e escrita: alguns conceitos</p><p>Primeiramente, é preciso discutir: o que é ler? Segundo Solé (1998, p.22), “ é um processo de interação entre leitor e o texto”. Neste procedimento é preciso alargar a compreensão, interpretação e a produção, visto que este intercâmbio busca criar ligamentos com a capacidade crítica de entender e analisá-los de modo plausivel. A leitura é um meio por onde o aluno consegue um trabalho de concentração do significado do texto, por meio de objeitvos que proporcionem inovações ao leitor.</p><p>De acordo com Koch (2003, p.16), a leitura pode ser entendida como simples produto da codificação de um emissor a ser decodificado pelo leitor/ouvinte, bastando a este, portando, o conhecimento do código”. Nesta ideia, a línguas tida como um conjunto de signos), desestimando os aspectos externos ao sistema. Contrário a essas perspectivas, nascem várias proposituras interacionalistas, contudo ao discutir sobre essa abordagem terminavam apresentando dados imprecisos: no que se dizia as alusões dessa ideia de língua para os componentes curriculares.</p><p>Nos comunicamos e interagimos com o outro em maneiras distintas, visto que os diversos objetivos e especialidades do meio comunicativo, onde surgem em domínios distintos e discursivos e se consolidam em textos particulares. Deste modo novos gêneros textuais vão se formando por meio de um procedimento constante, caso contrário a comunicação não seria possível.</p><p>Partindo dessas hipóteses, é possível afirmar que “ a nova escola” se propõe a quebrar com toda unidade tradicional</p><p>com o intuito de preparar um aluno para lidar com os mais diversos gêneros textuais, de modo que saiba conduzir uma produção ou interpretação textual elaborando deste modo um significado recomendado pelo texto.</p><p>Segundo Ausubel (1963), aprender algo equivale a formar uma representação de um modelo próprio daquilo que se apresenta como objeto de aprendizagem; também implica poder atribuir significado ao conteúdo em questão, em um processo que leva a uma construção pessoal de algo que existe objetivamente.</p><p>O autor recomenda que o aluno desenvolva sua compreensão a sua maneira, de modo que demonstre o que entendeu transcorre por caminhos heterogêneos, de modo que cada individuo elabore o seu. Partindo dessa mostra é provável afirmar que o ensino da leitura e da escrita deve manter uma variedade pedagógica.</p><p>Deste modo, a comunidade escolar deve colaborar para que o individuo note-se disposto a elaborar um construtivismo do conhecimento, por meio de orientação dos pedagogos envolvendo todo o ambiente escolar.</p><p>3.1 O ensino e a aprendizagem da leitura e da escrita</p><p>A leitura e a escrita são muito importantes para que as pessoas exerçam seus direitos, possam trabalhar e participar da sociedade com cidadania, se informar e aprender coisas novas ao longo de toda a vida.</p><p>Na escola, crianças e os adolescentes precisam ter contato com diferentes textos, ouvir histórias, observar adultos lendo e escrevendo. Precisam participar de uma rotina de trabalho variada e estimulante e, além disso, receber muito incentivo dos professores e da família para que, na idade adequada, aprendam a ler e escrever. (MEC, 2006, p. 05).</p><p>O pouco acesso à cultura escrita se deve às condições sociais e econômicas em que vive grande parte da sociedade. O aluno que vê diariamente os pais folheando revistas, lendo correspondências e utilizando a internet tem muito mais estimulo de aprender a língua escrita do que aquele em que seus pais têm pouca escolaridade. Isso ocorre porque ao observar os adultos a criança percebe que as letras possuem significados e assimilam alguns comportamentos como folhear livros, pegar na caneta para brincar de escrever ou mesmo contar uma história imaginária.</p><p>O ponto de partida para democratizar o contato com a cultura escrita é tornar o ambiente alfabetizador: a sala deve ter livros, cartazes com listas, nomes e textos elaborados pelos alunos (ditados ao professor) nas paredes e recortes de jornais e revistas do interesse da garotada ao alcance de todos. Esses são alguns exemplos de como a classe pode se tornar um espaço provocador para que a criança encontre no sistema de escrita um desafio e uma diversão. Outra medida é ler diariamente para a turma, pois a criança que lê pelos olhos do professor, porque ainda não pode fazer isso sozinha, vai se familiarizando com a linguagem escrita. (CAVALCANTE, 2006, p. 24).</p><p>Elas devem escrever sempre, mesmo quando a escrita parece apenas rabiscos, garatujas. Ao pegar o lápis e imitar os adultos, elas criam um "comportamento escritor". E, ao ter contato com textos e conhecer a estrutura deles, podem começar a elaborar os seus.</p><p>Segundo os PCNs, é necessário que o educador leia vários textos para aqueles que ainda não sabem ler e seja escriba daqueles que ainda não sabem escrever.</p><p>Quando são lidas histórias ou notícias de jornal para crianças que ainda não sabem ler e escrever convencionalmente, ensina-se a elas como são</p><p>organizados, na escrita, estes dois gêneros: desde o vocabulário adequado a cada um, até os recursos coesivos que lhes são característicos. Um aluno que produz um texto escrito, isto é, um texto cuja forma é escrita ainda que a via seja oral. Como o autor grego, o produtor do texto é aquele que cria o discurso, independente de grafá- lo ou não. Essa diferenciação é que torna possível uma pedagogia de transmissão oral pra ensinar a linguagem que se usa para escrever. (PCN, 1997, p. 28)</p><p>A aquisição da escrita alfabética não indica que o educando seja capaz de compreender e produzir textos escritos. O educador deve trabalhar com diversos textos, principalmente aqueles que circulam socialmente, para estimular a aprendizagem.</p><p>O gosto pela leitura é construído num processo que é simultaneamente individual e social, pois o ouvir histórias é para quem sabe e para quem não sabe ler. O educador deve compreender e entender as dificuldades das crianças, estimulando-as a ouvir e produzir textos, desenvolvendo assim as competências e habilidades individuais de cada uma, estimulando a leitura como instrumento de libertação, criatividade e reflexão crítica.</p><p>[..] ao promover experiências significativas de aprendizagem da língua, por meio de um trabalho com a linguagem oral e escrita, se constitui em um dos espaços de ampliação das capacidades de comunicação e expressão e de acesso ao mundo letrado pelas crianças. Essa ampliação está relacionada ao desenvolvimento gradativo das capacidade associadas às quatro competências lingüísticas básicas: falar, escutar, ler e escrever. (RCNEI, 1998, p. 117)</p><p>Na verdade, não se pode considerar leitura apenas o ato de reproduzir o texto ou contar a história, sendo encarada simplesmente como um processo de decodificação, pois ela envolve diversos aspectos que vão além de decodificar o que está escrito.</p><p>Leitura é um processo que se inicia antes do contato com o texto e vai além dele. O leitor participa do processo num contexto determinado, com toda a sua experiência de vida e de linguagem. Um leitor diante de um mesmo texto, mas em condições diferentes, realiza diferentes leituras. Desse modo, pode-se dizer que o aprendizado da leitura é uma tarefa permanente, que se enriquece com novas habilidades. Para isso, é importante proporcionar condições de leitura participativa e criativa.</p><p>A leitura é de fundamental importância para a construção e reconstrução do conhecimento de mundo. É importante lembrar que a leitura de um texto faz o</p><p>leitor criar, recriar, escrever, reescrever ou produzir outro texto, resultante das experiências e da interação social. Além disso, a leitura auxilia no desenvolvimento da escrita, que é algo necessário e imprescindível, para a formação do leitor/escritor.</p><p>O domínio da Língua [...] é fundamental para a participação social e efetiva, pois é por meio dela que o homem se comunica, tem acesso à informação, expressa e defende pontos de vista, partilha ou constrói visões de mundo, produz conhecimentos. (PCN, 1997, p. 15).</p><p>Os momentos de leitura devem ser proporcionados as crianças fazendo- as sentirem prazer a ler bons livros, livros esses que estimulem sua imaginação, as levem a criar, a se distraírem, a entrarem num mundo de fantasias, auxiliando no processo ensino-aprendizagem e no desenvolvimento cognitivo. Assim, ao propiciar o contato com o mundo das letras o educador estará contribuindo para a formação de leitores críticos.</p><p>Não se formam bons leitores oferecendo materiais de leitura empobrecidos, justamente no momento em que as crianças são iniciadas no mundo da escrita. As pessoas aprendem a gostar de ler quando, de alguma forma, a qualidade de suas vidas melhora com a leitura. (PCN – Língua Portuguesa, 1997, p. 29).</p><p>Dessa forma, cabe ao professor proporcionar várias atividades inovadoras, procurando conhecer os gostos de seus alunos e a partir daí escolher um livro ou uma história que vá ao encontro das necessidades desses. E a escola deve refletir e redirecionar sua postura diante da prática leitora que pode, dependendo de como for conduzida, transformar o aluno num leitor ou afastá-lo de qualquer leitura.</p><p>A criança não aprende a ler sozinha, cabe ao educador auxiliá-la nesse processo, estimulando o gosto pela leitura a partir de uma aproximação significativa com os livros. Assim, para que haja sucesso na formação do leitor, é preciso proporcionar uma leitura estimulante, diversificada, crítica e reflexiva.</p><p>4 METODOLOGIA</p><p>O estudo</p><p>consiste em um levantamento bibliográfico, que parte da coleta de informações em livros, artigos online e textos informativos que tratam do tema A importância da leitura e escrita nos anos iniciais do ensino fundamental, sendo que o levantamento de todo o material que foi utilizado na elaboração do presente estudo aconteceu considerando a abrangência do presente tema, partindo assim de uma ordem cronológica quanto às publicações, ampliando dessa forma as possibilidades de pesquisa em torno do mesmo.</p><p>Está fundamentada no estudo de grandes autores e teóricos que por meio de suas obras fomentaram discussões em torno do ensino da leitura e escrita. Tratou-se de uma revisão de literatura de caráter bibliográfico descritivo. Gil (2004, p.137) descreve a revisão de literatura como sendo uma ação sobre material já produzido.</p><p>As publicações encontradas foram ordenadas como pesquisa e de revisão e, posteriormente, categorizadas. A revisão bibliográfica foi feita mediante análise acurada da literatura aplicada, retirando-se os pontos pertinentes ao tema aclarado, com o fim de justificar as ações apresentadas.</p><p>5 RESULTADOS E DISCUSSÃO</p><p>A pesquisa apresentada foi realizada com um embasamento teórico que especificou e afirmou toda a importância de utilizar a leitura e a escrita no processo de alfabetização.</p><p>O problema em questão foi respondido demonstrando a necessidade que se faz de utilizar a leitura e a escrita para alfabetizar, o que assegura o desenvolvimento da compreensão do aluno e, por consequência, facilita a aquisição de aprendizagens posteriores.</p><p>Contudo, encontram-se algumas dificuldades ao perceber que alguns educadores não possuem uma qualificação que os permita utilizar as técnicas de alfabetização, cujo principal foco é a leitura e a escrita.</p><p>Durante a trajetória dos educadores, deve-se incentivar a leitura desde cedo, ajudando no contexto escolar dos educandos, com estímulo apropriado, para que eles achem natural buscar respostas nos livros, facilitando o caminho para ler e escrever bem, procurando compreender como eles interagem e quais contribuições a leitura e a escrita oferecem para a sua formação, analisando assim, comportamentos e atitudes das crianças nos momentos de leitura e escrita.</p><p>6 CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>A leitura e a escrita são elementos fundamentais para desenvolver competências e habilidades na vida pessoal, profissional e social do individuo. Por isso torna- se um grande desafio para as escolas como responsável de formar cidadãos capazes de transformar a sociedade em que vive. Cabe as instituições escolares a responsabilidades de oferecer espaços adequados com diferentes portadores de textos e traçar diretrizes focando no desenvolvimento da leitura e da escrita</p><p>Normalmente, a criança aprende a verificar o que acontece no cotidiano, no ambiente escolar, quando a escrita é vista como uma prática social pelos professores. Cabe a escola, portanto, fornecer um caminho para desenvolver a escrita do educando. Pois, não podemos que tanto a escrita quanto à leitura são “atos individuais, voluntários e interiores”, pertencente a cada indivíduo. Dessa maneira o campo das dificuldades dos alunos com relação à escrita é bastante amplo em decorrência ao seu comprometimento no que diz respeito à falta de interesse de alguns alunos. .</p><p>Nessa concepção o presente estudo procura propiciar aos professores, alunos, pais e escola uma nova concepção sobre o diagnostico onde apresentam crianças com comprometimento no ato de ler e escrever, adquirido para fora da situação escolar, construindo propostas e solução para problemas de diferentes naturezas com os quais defronta na realidade da vida do aluno com limitações na aprendizagem e, sobretudo no ato de ler e escrever.</p><p>Nesta perspectiva, considera-se que a prática da leitura e, sobretudo da escrita na escola, seja uma prática contínua. O professor, por sua vez, precisa ajudar o aluno a descobrir situações significativas que desenvolva a escrita.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>FERREIRO, Emilia. Alfabetização em Processo. São Paulo: Cortez, 1996.</p><p>SOARES, Magda. Letramento e alfabetização: as muitas facetas, 2003.Universidade Federal de Minas Gerais, Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita. Belo Horizonte: Autêntica, 1998.</p><p>MATTA, Sozângela Schemim da – Português – Linguagem e Interação. Curitiba: Bolsa Nacional do Livro Ltda. 2009</p><p>FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 23a ed. - São Paulo: autores associados: Cortez, 1989.</p><p>SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura e de escrita. Porto Alegre: Artmed,1998.</p><p>SILVA, E. T. da. Conhecimento e cidadania: quando a leitura se impõe como mais necessária ainda?_ .Conferência sobre leitura: trilogia pedagógica. Campinas: Autores Associados, 2003.</p><p>FOUCAMBERT, Jean. A criança, o professor e a leitura. Porto Alegre: Artmed, 1998.</p><p>KOCH, I. G. V. Parâmetros curriculares nacionais, linguística textual e ensino de línguas. Revista do</p><p>GELNE, v. 4, n. 1, p. 1-12, 2016.</p><p>FONSECA, João José Saraiva da. Metodologia da pesquisa científica. Fortaleza: UEC, 2002</p><p>MEC, SECRETARIA DA EDUCAÇÃO BÁSICA. Indicadores da Qualidade na Educação: Dimensão Ensino e Aprendizagem da Leitura e da Escrita. São Paulo: Ação Educativa, 2006. p. 05.</p><p>CAVALCANTE, Meire. Alfabetização: Todos podem aprender. Nova Escola, São Paulo, SP, ed. 190, mar 2006.</p><p>REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL. Brasília: Ministério da Educação e do Desporto, 3 vol., 1998. p. 117.</p><p>PARÂMETRO CURRICULAR NACIONAL. Língua Portuguesa. Brasília: Ministério da Educação e do Desporto, 1997. p. 91.</p><p>image1.png</p>

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