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<p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>1</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>VADE MECUM</p><p>DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>Lei Seca, Doutrina, Jurisprudência e Súmulas</p><p>Vade Mecum Delegado de Polícia – Apostila 02</p><p>acompanha as seguintes matérias:</p><p>- Criminologia</p><p>- Medicina Legal</p><p>- Noções de Informática</p><p>- Direitos Humanos</p><p>- Direito Civil</p><p>- Direito Tributário</p><p>- Direito Ambiental</p><p>- Direito Processual Civil</p><p>- Direito Eleitoral (Bônus)</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>2</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>SUMÁRIO</p><p>Sumário</p><p>SUMÁRIO ....................................................................................................................................... 2</p><p>MEDICINA LEGAL ................................................................................................................... 6</p><p>Introdução à Medicina Legal ................................................................................................ 6</p><p>Tanatologia............................................................................................................................. 17</p><p>Traumatologia ....................................................................................................................... 36</p><p>Traumatologia – Energias Físicas ...................................................................................... 70</p><p>Toxicologia Forense .............................................................................................................. 95</p><p>Psiquiatria Forense ............................................................................................................. 113</p><p>Parafilias ............................................................................................................................... 124</p><p>Balística Forense .................................................................................................................. 129</p><p>Antropologia Forense ......................................................................................................... 142</p><p>Infortunística ....................................................................................................................... 153</p><p>Lei Geral dos Transplantes – Lei nº 9.434/1997 ............................................................. 162</p><p>Noções de Primeiros Socorros – Parte 1 .......................................................................... 171</p><p>Noções de Primeiros Socorros – Parte 2 .......................................................................... 181</p><p>DIREITOS HUMANOS ........................................................................................................ 210</p><p>Introdução aos Direitos Humanos ................................................................................... 210</p><p>Tortura e Direitos Humanos ............................................................................................. 232</p><p>Tribunal Penal Internacional ........................................................................................... 244</p><p>Pacto de San José da Costa Rica ....................................................................................... 258</p><p>Regras de Mandela (Mandela Rules) .............................................................................. 274</p><p>Regras de Bangkok ............................................................................................................. 304</p><p>Convenção de Palermo....................................................................................................... 313</p><p>Protocolo Adicional à Convenção de Palermo .............................................................. 330</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>3</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Convenção Interamericana contra a Corrupção ............................................................ 345</p><p>Código de Conduta Para os Funcionários Responsáveis pela Aplicação da Lei .... 359</p><p>Convenção Contra a Tortura ............................................................................................. 363</p><p>Princípios de Yogyakarta ................................................................................................... 379</p><p>Declaração dos Princípios Básicos de Justiça Relativos às Vítimas da</p><p>Criminalidade e de Abuso de Poder ............................................................................... 391</p><p>Declaração e Plataforma de Ação de Pequim ................................................................ 399</p><p>Política Nacional dos Direitos Humanos – PNDH-3 ................................................... 409</p><p>Grupos Vulneráveis, Minorias e Direitos das Pessoas Moradoras de Favelas ....... 421</p><p>DIREITO CIVIL ...................................................................................................................... 430</p><p>LINDB e Direitos da Personalidade ................................................................................ 430</p><p>Direito Civil – Arts. 22 a 78 ............................................................................................... 458</p><p>Bens Públicos ....................................................................................................................... 476</p><p>Dos Fatos Jurídicos ............................................................................................................. 490</p><p>Direito das Obrigações ...................................................................................................... 525</p><p>Responsabilidade Civil ..................................................................................................... 551</p><p>Da Posse e do Usucapião ................................................................................................... 573</p><p>Crimes da Lei de Falência – Lei nº 11.101/2005 .............................................................. 590</p><p>Do Direito de Empresa (Bônus) ....................................................................................... 610</p><p>Sociedades Personificadas (Bônus) ................................................................................. 633</p><p>Dos Títulos de Crédito ....................................................................................................... 663</p><p>DIREITO TRIBUTÁRIO ....................................................................................................... 680</p><p>Entenda a Reforma Tributária (BÔNUS) ....................................................................... 680</p><p>Normas Gerais de Direito Tributário ............................................................................. 694</p><p>Do Sistema Tributário Nacional ...................................................................................... 702</p><p>Limitações Constitucionais ao Poder de Tributar ........................................................ 720</p><p>Obrigação Tributária .......................................................................................................... 744</p><p>Crédito Tributário ............................................................................................................... 772</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>4</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Tributos em Espécie ........................................................................................................... 817</p><p>Administração Tributária ..................................................................................................</p><p>por ação física,</p><p>química ou biológica, são capazes de, entrando em reação com os tecidos vivos, causar</p><p>danos à vida ou à saúde. O cáustico é uma energia externa, e o veneno, uma energia</p><p>interna.</p><p>As energias de ordem físico-química são aquelas energias que impedem a</p><p>passagem do ar às vias respiratórias e alteram a composição bioquímica do sangue,</p><p>produzindo um fenômeno chamado asfixia (asfixiologia).</p><p>As energias de ordem bioquímica são aquelas que se manifestam por ação</p><p>combinada – química e biológica, atuando lesivamente por meio negativo (carencial) ou</p><p>de maneira positiva (tóxica ou infecciosa) sobre a saúde, levando em conta ainda as</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>38</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>condições orgânicas e de defesa de cada indivíduo. Danos causados por perturbações</p><p>alimentares, autointoxicações, infecções e castração química.</p><p>As energias de ordem biodinâmica são todas as ocorrências ou fenômenos, de</p><p>origem externa ou interna ao corpo humano, que desencadeiam respostas orgânicas</p><p>culminando em mecanismos fisiopatológicos intrínsecos potencialmente letais. Choque,</p><p>síndrome da falência múltipla de órgãos, coagulação intravascular disseminada.</p><p>As energias de ordem mista, também chamadas de energias de ordem bioquímica e</p><p>biodinâmica, compreendem determinados grupos de ação produtores de lesões corporais</p><p>ou de morte analisados na causalidade de dano. São exemplos: fadiga, doenças</p><p>parasitárias, sevícias (maus-tratos, torturas, atos de crueldade).</p><p>ENERGIAS DE ORDEM MECÂNICA (FÍSICA)</p><p>Os meios mecânicos causadores do dano vão desde as armas propriamente ditas</p><p>(punhais, revólveres, soqueiras), armas eventuais (faca, navalha, foice, facão, machado),</p><p>armas naturais (punhos, pés, dentes), até os mais diversos meios imagináveis (máquinas,</p><p>animais, veículos, quedas explosões, precipitações).</p><p>As lesões produzidas por ação mecânica no ser humano podem ter suas</p><p>repercussões externa ou internamente. Podem ter como resultado o impacto de um objeto</p><p>em movimento contra o corpo humano parado (meio ativo), ou o instrumento encontrar-</p><p>se imóvel e o corpo humano em movimento (meio passivo), ou, finalmente, os dois se</p><p>acharem em movimento, indo um contra o outro (ação mista).</p><p>Esses meios atuam por pressão, percussão, tração, torção, compressão,</p><p>descompressão, explosão, deslizamento e contrachoque.</p><p>Classificação:</p><p>Assim, em conformidade com as características que imprimem às lesões, os meios</p><p>mecânicos classificam-se em:</p><p>Perfurantes – lesões punctórias / puniformes;</p><p>Cortantes – lesões incisas;</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>39</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Contundentes – lesões contusas;</p><p>Perfurocortantes – lesões perfuro-incisas;</p><p>Perfurocontundentes – lesões perfuro contusas;</p><p>Cortocontundentes – lesões corto-contundentes.</p><p>Instrumentos Lesão Exemplos</p><p>Por ação perfurante Punctória ou</p><p>puntiforme</p><p>Agulha, florete, furador</p><p>de gelo.</p><p>Por ação cortante Incisa Navalha, bisturi, lâmina</p><p>de barbear, guilhotina.</p><p>Por ação contundente Contusa Queda de determinada</p><p>altura, Explosão,</p><p>deslizamento.</p><p>Por ação perfurocortante Perfuro incisa Faca, punhal, canivete.</p><p>Por ação</p><p>perfurocontundente</p><p>Perfuro contusa Projétil de arma de fogo</p><p>(PAF), vergalhão, chave</p><p>de fenda.</p><p>Por ação</p><p>cortocontundente</p><p>Corto contusa Foice, facão, machado,</p><p>mordida, unha</p><p>Os meios ou instrumentos de ação cortante agem através de um gume mais ou</p><p>menos afiado, por um mecanismo de deslizamento sobre os tecidos e, na maioria das vezes,</p><p>em sentido linear. Tem como característica principal a chamada “cauda de escoriação”.</p><p>São também conhecidas como feridas fusiformes (em forma de fuso).</p><p>A maioria dos autores não faz distinção entre ferida cortante e ferida incisa. Para</p><p>fins de prova, pense-as como sinônimas, exceto se pedirem a classificação conforme o autor</p><p>França.</p><p>Para França, as feridas cortantes são aquelas causadas por instrumentos cortantes</p><p>(bisturi, navalha etc.) no qual a cauda de escoriação é sua característica principal, e as</p><p>feridas incisas são resultado da incisão verificada em uma cirurgia, pois as bordas são bem</p><p>regulares e raramente apresentam cauda de escoriação.</p><p>Na recente prova de Delegado de Polícia Civil do Estado de Alagoas (PCAL), a</p><p>banca CESPE cobrou a seguinte questão em Medicina Legal:</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>40</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Q2207189 - Um bisturi, ao ser manipulado por ação em linha, deslizando e cortando um</p><p>tecido, provoca uma lesão cortante.</p><p>O gabarito oficial definitivo foi Errado.</p><p>A banca cobrou o posicionamento do professor Genival Veloso de França (embora não</p><p>tenha deixado claro no enunciado). Para ele, a ação cortante causada por um bisturi</p><p>causará uma lesão incisa.</p><p>Os instrumentos perfurocortantes podem ser de 1, 2, 3 ou 4 gumes. Eles geram uma</p><p>lesão perfuro-incisa ou pérfurocortante (França).</p><p>Obs.:</p><p>1 gume – Faca – lesão com 1 ângulo agudo; (botoeira)</p><p>2 gumes – Punhal – lesão com 2 ângulos agudos;</p><p>3 gumes – Lima de serralheiro – lesão com 3 ângulos agudos;</p><p>4 gumes – Estrela ninja – lesão com 4 ângulos agudos.</p><p>O instrumento contundente é todo e qualquer objeto que nos cerca, capaz de causar</p><p>lesão, agindo por pressão, percussão, deslizamento, esmagamento etc. São exemplos de</p><p>instrumentos contundentes: paus, pedras, superfícies, cassetetes, segmentos corporais</p><p>(cabeça, mãos, punhos, braços, pernas etc.).</p><p>As lesões causadas por esses instrumentos são lesões contusas ou simplesmente,</p><p>contusões.</p><p>Leis de Filhos e Langer</p><p>As Leis de Filhos e Langer são leis aplicadas nas lesões punctórias de médio calibre,</p><p>causada por uma ação perfurante, havendo certa celeuma sobre a nomenclatura das lesões.</p><p>Há autores que não distinguem as lesões de pequeno e médio calibre, enquanto que há</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>41</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>autores que denominam como punctórias ou puntiformes as lesões de pequeno calibre e</p><p>as lesões de médio calibre como lesões em casa de botão ou botoeira, pelo seu aspecto</p><p>alongado.</p><p>A primeira Lei de Filhos é a lei da semelhança que aduz que as lesões punctórias</p><p>são semelhantes a casa de botão, são alongadas, semelhantes as lesões incisas de dois</p><p>gumes. Contudo, a segunda Lei de Filhos, é capaz de diferenciá-las, pois explica que nas</p><p>lesões em casa de botão, por instrumento perfurante de médio calibre, haverá um</p><p>paralelismo com as linhas de força da pele, elas seguirão seu sentido. Como há um</p><p>afastamento dos tecidos, ela seguirá essa lei, diferente da lesão incisa, que corta a pele, e</p><p>não segue suas linhas. A Lei de Langer se refere que no local onde as “linhas de força”</p><p>forem confluentes a ferida/lesão terá um aspecto Estrelado, Bizarro, Triangular, Irregular,</p><p>tendo em vista que estas puxarão a lesão para lados distintos.</p><p>Assim,</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>42</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>1º Lei de Filhos</p><p>é a da Semelhança, pois a lesão produzida por instrumento perfurante de</p><p>médio calibre é semelhante às feridas perfuro-incisas produzidas por instrumento de 2</p><p>gumes. Para diferenciá-las, será preciso aplicar as Leis de Filhos e a Lei de Langer.</p><p>2º Lei de Filhos é a do Paralelismo, pois as lesões são alongadas na direção das linhas de</p><p>força.</p><p>Escoriação x Ferida</p><p>De acordo com a literatura médico-legal, uma das diferenças entre a escoriação e a</p><p>ferida refere-se à consolidação dessas lesões, em que a primeira se consolida com cura (com</p><p>regeneração) e a segunda sem cura (com cicatrização).</p><p>A doutrina aponta como uma das principais diferenças entre ambas as lesões a</p><p>forma de consolidação. Isso porque, na escoriação há a regeneração, uma vez que após o</p><p>arrancamento traumático da epiderme e exposição da derme, sem ultrapassá-la, a sua</p><p>evolução se dá com a produção de uma crosta sero-sanguinolenta que cobre a lesão e, após</p><p>um período, se solta, deixando no local, uma pele nova, fina e cor de rosa.</p><p>Assim, a consolidação da escoriação é com a cura, pois não ficará qualquer sinal de</p><p>lesão naquele local. Já a ferida se configura como a solução de continuidade da pele que</p><p>atravessa a derme, atingindo os planos mais profundos. Logo, a ferida, como ultrapassa a</p><p>derme, a sua evolução se caracteriza com a liberação de fibras de colágeno, que produzem</p><p>uma espécie de “cola” no local da ferida, a fim de fechá-la. No entanto, esse material é</p><p>distinto daquele produzido pela epiderme e, por conseguinte, no local da lesão ficará uma</p><p>cicatriz, ou seja, uma marca. Portanto, a ferida consolida sem cura, eis que na região da</p><p>lesão não se restabelece o status quo ante anatômico, tal como se dá na escoriação, havendo</p><p>algo novo, que é uma cicatriz (uma marca).</p><p>É possível que uma ferida seja mutilante. Ela ocorre no caso de haver perda de</p><p>substância pela ação tangencial em relação ao ponto atingido. É aquela que “tira pedaço”,</p><p>aleija o indivíduo: ocorrendo geralmente nos narizes, orelhas, órgãos genitais masculinos,</p><p>extremidades de membros etc.</p><p>Nas feridas punctórias/perfurocortantes, há o predomínio da profundidade sobre</p><p>a extensão; pouco sangramento na superfície e grandes danos internos.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>43</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>❖ Características das lesões CONTUSAS</p><p>Bordas irregulares, equimosadas, escoriadas;</p><p>Fundo irregular;</p><p>Lesão pouco sangrante (os tecidos são esmagados);</p><p>Não ocorre o rompimento das fibras;</p><p>Ocorre retração das bordas;</p><p>Pode ter forma estrelada.</p><p>São feridas contusas (oriundas de instrumentos contundentes):</p><p>Entorses – são movimentos exagerados junto a uma articulação. São lesões articulares</p><p>provocadas por movimentos exagerados dos ossos que compõem uma articulação,</p><p>incidindo sobre os ligamentos. Os sintomas são dores na articulação, com perturbação</p><p>funcional da mesma; inchaço; e presença de equimoses e hematomas na região.</p><p>Nos casos mais graves, haverá ruptura dos ligamentos musculares, de tendões, derrame</p><p>articular ou até mesmo o arrancamento de pequenos pedaços de ossos que se prendem ao</p><p>ligamento.</p><p>Luxações - ocorrem quando há deslocamento de 2 ossos cuja superfície de articulação</p><p>deixa de manter a relação de contato que lhe é comum. O deslocamento pode ser completo</p><p>ou incompleto. Desnivelamento dos ossos, total ou parcial, do contato.</p><p>Fraturas - a fratura pode ser aberta ou fechada. Será aberta quando ocorrer o rompimento</p><p>da pele. Trata-se de uma ferida exposta, uma vez que é possível ver o osso através da</p><p>ferida. No caso da fratura fechada, não é possível ver o osso (não há o rompimento da</p><p>pele). As fraturas podem ser provocadas por compressão, flexão (dobra) ou torção do osso.</p><p>São chamadas de diretas quando se verificam no próprio local do traumatismo, e indiretas</p><p>quando provêm de violência numa região mais ou menos distante do local fraturado. Será</p><p>exposta quando rasga a pele e o músculo.</p><p>Lesões por feridas CORTANTES ou CONTUSAS</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>44</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Ferida Cortante Ferida Contusa</p><p>Predomínio da extensão sobre a profundidade</p><p>Forma linear Forma sinuosa</p><p>Bordas, vertentes e fundo regulares Bordas, vertentes e fundo irregulares</p><p>Cauda de escoriação no fim da lesão Pontes de tecido íntegro</p><p>Bordas sem vestígios traumáticos Bordas escoriadas e equimosadas</p><p>Muito sangramento Pouco sangramento</p><p>Características das lesões INCISAS</p><p>Forma linear;</p><p>Regularidade das bordas e do fundo da lesão;</p><p>Retilíneas;</p><p>Ausência de vestígios traumáticos em torno da ferida;</p><p>Hemorragia quase sempre abundante;</p><p>Predominância do comprimento sobre a profundidade;</p><p>Extensão da ferida menor do que realmente foi produzida;</p><p>Afastamento das bordas da ferida;</p><p>Presença de cauda de escoriação voltada para o lado onde terminou a ação do</p><p>instrumento;</p><p>Vertentes cortadas obliquamente;</p><p>Centro da ferida mais profundo que as extremidades;</p><p>Paredes da ferida lisas e regulares;</p><p>Perfil de corte de aspecto angular, quando o instrumento atua de forma perpendicular, ou</p><p>em forma de bisel, quando o instrumento atua em sentido oblíquo ao plano atingido.</p><p>Não há vestígios de ação traumática (ação rápida e deslizante, não há equimoses ou pontes</p><p>de tecido);</p><p>Hemorragia vultosa (fácil secção dos vasos, retração dos tecidos superficiais).</p><p>Predomínio do comprimento sobre a profundidade (limitada à própria extensão do</p><p>gume).</p><p>Cauda de escoriação – No final do ferimento, onde o instrumento é afastado do</p><p>corpo; apenas na epiderme; devido à direção em semicurva. Início: mais brusco e mais</p><p>fundo; Término: mais superficial (é onde fica a cauda da escoriação). É de grande</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>45</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>importância no diagnóstico da direção do ferimento, diferença entre homicídio e suicídio,</p><p>na forma do crime e na posição do agressor.</p><p>Anote: Havendo CAUDA DE ESCORIAÇÃO, é ferida cortante.</p><p>Sinal de Chavigny: ocorre quando uma segunda ferida incide sobre um tecido já</p><p>seccionado. São lesões que se cruzam. “Como a segunda lesão foi produzida sobre a</p><p>primeira, de bordas já afastadas, coaptando-se às margens de uma das feridas, sendo ela a</p><p>primeira a ser produzida, a outra não segue um trajeto em linha reta, mas sim duas</p><p>direções paralelas “ Conceituação extremamente cobrada em provas de medicina legal.</p><p>Sinal de Chavigny.</p><p>❖ LESÕES INCISAS “ESPECIAIS”</p><p>Podem-se citar como lesões incisas especiais:</p><p>▪ Esquartejamento;</p><p>▪ Esgorjamento;</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>46</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>▪ Degolamento;</p><p>▪ Decapitação;</p><p>▪ Castração;</p><p>▪ Lesões de hesitação;</p><p>▪ Formas de estigmatização.</p><p>Distinção entre Esgorjamento, Degolamento e Decapitação</p><p>Esgorjamento: lesão cortante na face anterior ou lateral do pescoço. Trata-se de uma</p><p>lesão incisa (no qual o instrumento é cortante ou corto-contundente) de profundidade</p><p>variável, mas é possível que chegar até a coluna vertebral. Pode-se dar por suicídio ou</p><p>homicídio.</p><p>Nos casos de suicídio, quando o agente usa a mão direita, predomina a direção</p><p>transversal ou oblíqua ( \ ); no homicídio, é mais frequente a posição descendente para a</p><p>esquerda ( / ), mas também poderá ser por acidente. No homicídio e suicídio a pessoa</p><p>morre por hemorragia, embolia gasosa (ar dentro do vaso sanguíneo), asfixia (sangue</p><p>inunda traqueia e brônquios).</p><p>No suicídio, destacam-se as chamadas lesões de hesitação, que são pequenas lesões</p><p>ou feridas superficiais produzidas por um indivíduo que está tentando se matar. O</p><p>indivíduo que tenta se matar cortando os pulsos, por exemplo, produz pequenos cortes</p><p>nos braços. Na tentativa de suicídio pelo esgorjamento, é possível ver pequenos cortes nas</p><p>laterais do pescoço.</p><p>As lesões de hesitação não se confundem com as lesões de defesa, que são</p><p>indicativos de tentativas de homicídio. São feridas incisas geralmente encontradas na mão</p><p>ou antebraço da vítima que está tentando se defender de uma agressão envolvendo,</p><p>geralmente, facas ou canivetes.</p><p>Esgorjamento pode ser HOMICIDA ou SUICIDA.</p><p>Homicida Suicida</p><p>- Lesões de hesitação</p><p>- Cauda de escoriação na</p><p>direção da mão dominante:</p><p>ocorre no final.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>47</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Profundidade uniforme Mais profunda no início e</p><p>superficial ao final.</p><p>Oblíqua ascendente: porque a</p><p>pessoa, geralmente, está</p><p>submissa</p><p>Horizontal: porque o</p><p>movimento para cima não é</p><p>ergonômico.</p><p>Degola / Degolamento: lesão cortante na face posterior do pescoço. É a lesão na parte</p><p>posterior do pescoço (nuca) produzida por instrumento cortante e a morte se dá por</p><p>hemorragia quando são atingidos vasos calibrosos ou pela secção da medula. As</p><p>conseqüências jurídicas mais importantes são o homicídio e suicídio. “GORGE” de</p><p>“GARGANTA”.</p><p>Decapitação: é a separação da cabeça do corpo. A guilhotina foi um famoso</p><p>instrumento utilizado durante a Revolução Francesa, no final do século XVIII, para</p><p>executar os desafetos políticos – condenados à decapitação – do novo regime</p><p>revolucionário francês. Para alguns autores, a morte na guilhotina também é exemplo de</p><p>uma lesão cortocontundente, pois ele atua por pressão. Mas a regra é que seja CORTANTE.</p><p>Esgorjamento: lesão incisa na região anterior do pescoço;</p><p>Degola: lesão incisa na região posterior do pescoço.</p><p>Decapitação: separação da cabeça do corpo.</p><p>Espostejamento x Esquartejamento.</p><p>São LESÕES CORTOCONTUSAS. Acidente por atropelamento de trem é um</p><p>exemplo de espostejamento. No espostejamento, não há uma ordem. O corpo é fatiado em</p><p>“postas” de peixe.</p><p>No esquartejamento, se “respeitam” as articulações do corpo humano, cotovelos,</p><p>punhos, ombros, tornozelos. Para a literatura médico-legal, é o “ato de dividir o corpo em</p><p>partes (quartos), por amputação ou desarticulação, quase sempre como modalidade de o</p><p>autor livrar-se criminosamente do cadáver ou impedir sua identificação”.</p><p>Castração – é o ato de retirada do órgão sexual masculino. Na quase totalidade dos</p><p>casos, está ligada ao crime passional e à vingança. Existiam projetos no legislativo, como o</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>48</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>do ex-presidente Jair Bolsonaro, que defendia a castração química de estupradores</p><p>condenados. Essa castração seria possível pelo uso de medicamentos hormonais. Nos</p><p>Estados Unidos, ao menos nove estados implementarem essa medida em caso de abuso</p><p>sexual de menores: Georgia, Iowa, Louisiana, Montana, Oregon, Wisconsin e Texas.</p><p>Já caiu em provas, e quando cai...derruba quase todos os candidatos:</p><p>A mordedura humana (DENTADA) é lesão corto-contusa (o instrumento é</p><p>cortocontundente). (...) Um exemplo bem peculiar dessas lesões cortocontundentes, que</p><p>se apresentam com características próprias, é a mordedura ou dentada, produzida pelo</p><p>homem ou por animais, que são sempre pesquisadas na pele humana, em alimentos e em</p><p>objetos. Tem por ação uma forma de mecanismo que atua por pressão e secção,</p><p>principalmente quando provocada pelos dentes incisivos.</p><p>Dessa forma, as marcas de mordidas produzidas por mordeduras de pouca</p><p>violência se apresentam em forma de equimoses e escoriações. As produzidas com maior</p><p>violência são representadas por feridas, lacerações e em algumas oportunidades</p><p>acompanhadas de arrancamento de tecidos, muitas delas mutilantes, como na orelha, nariz</p><p>ou papila mamilar (FRANÇA, Genival Veloso de, 1935 - Medicina legal. 11. ed. Rio de</p><p>Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. fl. 319).</p><p>❖ Estudo das Equimoses</p><p>São lesões que ocorrem por meio da infiltração hemorrágica nas malhas dos tecidos.</p><p>De forma geral, as equimoses são mais superficiais, porém podem surgir nas massas</p><p>musculares e nas vísceras. As equimoses nem sempre surgem de imediato ou nos locais de</p><p>traumatismo. Para Genival Veloso, não é raro que em traumatismos cranioencefálicos mais</p><p>graves, surjam equimoses palpebrais, subconjuntivas, mastoideas, faríngeas, cervicais etc.</p><p>A equimose só se verifica nos vivos (Não há produção de equimose post mortem!) o que</p><p>é prova de que o indivíduo está vivo.</p><p>A depender da sua forma, as equimoses podem ser classificadas em:</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>49</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Petéquias – são “hemorragias puntiformes” (termo cobrado em várias provas). São</p><p>pequenos pontinhos de sangue. Lesões puntiformes são as produzidas por agulhas</p><p>hipodérmicas (de injeção), instrumentos perfurantes.</p><p>Sugilação – de “SUJO / AREIA” – trata-se de aglomeração de petéquias numa área de</p><p>maior pressão. Podem ser por compressão (empurradas de dentro para fora) ou por sucção</p><p>(de fora puxando para fora). Maior exemplo é o “chupão”.</p><p>Víbice (imagem) é quando a equimose é produzida</p><p>por objetos cilíndricos, como bastões, cassetetes,</p><p>bengalas os quais deixam duas equimoses longas e</p><p>paralelas. As víbices são equimoses lineares e</p><p>paralelas, formando “estrias”.</p><p>“Sufusão Hemorrágica” / Lençol Hemorrágico é a</p><p>mancha mais extensa de sangue, decorrente de um</p><p>“extravasamento”. É uma equimose extensa, com enorme área extravasada de sangue.</p><p>Equimoma – é uma equimose de grandes proporções.</p><p>Fique atento ao seguinte quadro.</p><p>Essas características são cobradas em quase todas as provas de Medicina Legal.</p><p>Forma Nome</p><p>Lineares Víbices</p><p>Pontilhadas Petéquias</p><p>Grãos de areia Sugilação</p><p>Em lençol Sufusão</p><p>❖ Distinção entre Hematoma e Equimose</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>50</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>A equimose geralmente surge após o rompimento de um vaso sanguíneo mais</p><p>superficial, possuindo diversas tonalidades com o passar dos dias, não apresentando</p><p>elevações na pele.</p><p>O hematoma tem maior extravasamento de sangue, geralmente é um vaso bastante</p><p>calibroso, cujo rompimento é mais profundo, provocando elevações na pele (relevo) e</p><p>manchas escuras. Ocorre o afastamento dos tecidos subjacentes à lesão, formando uma</p><p>nova cavidade. Pela palpação da região afetada, percebe-se a sensação de flutuação. Para</p><p>vários autores, o hematoma “são coleções grandes de sangue em determinado espaço”. A</p><p>principal causa de um hematoma é o trauma; podendo ocorrer após procedimento</p><p>cirúrgico.</p><p>Assim, as equimoses no geral são superficiais,</p><p>pequenos vasos, sem elevação na pele.</p><p>O hematoma é a coleção de sangue em determinado espaço, formando uma neocavidade,</p><p>provocando elevação na pele.</p><p>DEVE SER DECORADO – VVAVA</p><p>Espectro equimótico de Legrand Du Salle</p><p>Vermelha 1º dia</p><p>Violácea 2º-3º dia</p><p>Azul 4-6º dia</p><p>Verde 7-10º dia</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>51</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Amarela 11-15/20º dia</p><p>Observe que a equimose “amarela” se verifica após o 11º dia. O espectro na cor amarela é</p><p>muito recorrente em provas.</p><p>A equimose é a lesão contusa cutânea na qual ocorra</p><p>rotura de capilares e a infiltração dos tecidos por</p><p>sangue. C</p><p>Sugilação é o termo que define um aglomerado de</p><p>petéquias. C</p><p>No âmbito das lesões corporais, a sugilação é um</p><p>aglomerado de petéquias. C (Delegado PCPE 2024)</p><p>Em medicina legal, pode-se afirmar que hematoma é</p><p>sinônimo de equimose. E</p><p>❖ O desaparecimento da equimose pelo decurso do tempo faz que não seja</p><p>possível obter o diagnóstico do tempo da lesão e o histórico desta?</p><p>Mesmo após o desaparecimento da equimose pelo decurso do tempo é possível a</p><p>verificação da rede ganglionar e os fagócitos e resquícios das equimoses nessa rede irá</p><p>auxiliar no diagnóstico do tempo da lesão e do histórico dela. Isso porque a equimose pode</p><p>ter desaparecido, mas os seus vestígios (pigmentos) podem ser encontrados na rede</p><p>ganglionar da região atingida (Sinal de Kunckel). O sinal de Kunckel faz referência à</p><p>presença de pigmentos decorrentes da decomposição do sangue que está nas lesões, além</p><p>de fagócitos na rede ganglionar próxima a uma região que apresentava uma equimose,</p><p>ainda que desaparecida.</p><p>❖ Bossa sanguínea</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>52</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>O hematoma que se apresenta sobre um plano ósseo, com saliência pronunciada na</p><p>superfície cutânea, é chamada de Bossa sanguínea (popularmente conhecido como</p><p>“galo”).</p><p>A BOSSA se diferencia do hematoma por</p><p>apresentar-se sempre sobre o plano ósseo. Vulgarmente</p><p>conhecida como “galo”. Pode ser sanguínea ou serosa.</p><p>Também podemos citar o cefalohematoma,</p><p>causado por rompimento dos vasos sanguíneos na cabeça</p><p>de um bebê, que pode acontecer quando ele passa pelo</p><p>canal de parto. Geralmente, não é necessário qualquer tipo</p><p>de tratamento.</p><p>Lesões por Precipitação (queda). Além da</p><p>precipitação de edifícios ou estruturas de grande altitude (como pontes), existem diversos</p><p>tipos de acidentes graves causados pela aviação e pelo paraquedismo. Para Leon Thoinot:</p><p>“pele intacta ou pouco afetada, rupturas internas e graves das vísceras maciças e fraturas</p><p>ósseas de características variáveis.”</p><p>Nesse tipo de lesão, há uma desproporção das lesões internas e externas. O chão é</p><p>um instrumento grande que faz a lesão, dessa forma a lesão não se concentra em um ponto</p><p>específico: não há tantas lesões na pele, mas lesões internas.</p><p>➔ Lembre-se que as lesões por precipitação são de ordem mecânica, de ação</p><p>contundente.</p><p>A distância em relação ao local de precipitação é importante na tentativa de identificar</p><p>se a causa mortis foi homicídio ou suicídio!</p><p>Acidente (bem próximo);</p><p>Homicídio (menos próximo que o primeiro, pois a vítima foi geralmente empurrada);</p><p>Suicídio (distante ou menos próximo que os dois anteriores, pois decorre do impulso</p><p>tomado pela própria ‘vítima’).</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>53</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>REVISÃO.</p><p>AÇÃO X LESÃO :</p><p>AÇÃO Contundente - LESÃO Contusa;</p><p>AÇÃO Cortante - LESÃO Incisa;</p><p>AÇÃO Perfurante - LESÃO Punctória;</p><p>AÇÃO Pérfurocortante - LESÃO Pérfuro-incisa;</p><p>AÇÃO Pérfurocontundente - LESÃO Pérfurocontuso;</p><p>AÇÃO Cortocontundente - LESÃO Cortocontuso.</p><p>Em provas, é comum que os examinadores troquem os termos.</p><p>Ação perfurante - Lesão punctória - (estilete, agulha, furador de gelo)</p><p>Ação inciso/cortante - Lesão incisa/cortante - (navalha, lâmina, bisturi)</p><p>Ação contundente - Lesão contusa - (explosão, deslizamento, martelo)</p><p>Ação perfurocortante - lesão perfurocortante/perfuroincisa - (faca, punhal, canivete)</p><p>Ação perfurocontundente - Lesão perfurocontusa - (projétil de arma de fogo)</p><p>Ação cortocontundente - Lesão cortocontusa - (foice, facão, machado, mordida, unha).</p><p>❖ Aspectos Médico-legais da Lesão Corporal</p><p>O crime de lesão corporal é conceituada no Art. 129 do Código Penal: Ofender a</p><p>integridade corporal ou a saúde de outrem. Trata-se de qualquer alteração ou desordem</p><p>ou perturbação da normalidade, de origem externa e violenta, capaz de provocar um dano</p><p>à saúde física, mental ou de qualquer natureza.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>54</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>A lesão compreende as fraturas, luxações, feridas, queimaduras, equimoses,</p><p>hematomas, escoriações, corte forçado dos cabelos (desde que provoque alteração</p><p>desfavorável no aspecto exterior, segundo os padrões sociais), dano psíquico (ex.</p><p>convulsões, síncope/desmaio, transtorno do estresse pós-traumático), piora de lesões</p><p>prévias.</p><p>O que NÃO pode ser considerado lesão: a autolesão, lesões terapêuticas ou</p><p>esportivas (amparadas pelo exercício regular de direito); as produzidas por animais, salvo</p><p>se utilizados como instrumentos; lesões insignificantes (exemplo: beliscão); lesões fugazes,</p><p>como rubefação ou eritema; crise nervosa/”ataque de pelanca” (exemplo: choro, desmaio</p><p>histérico).</p><p>As lesões graves e gravíssimas estão no Art. 129, § 1º e § 2º do Código Penal.</p><p>As classificações abaixo não se aplicam à lesão corporal culposa (apenas DOLOSA).</p><p>Assim, não existe a lesão corporal média ou moderada.</p><p>Leve (caput) Grave (§ 1º) Gravíssima (§ 2º)</p><p>Por exclusão</p><p>Geralmente, representadas</p><p>por danos superficiais, de</p><p>pouca repercussão clínica</p><p>(ex. equimoses, hematomas,</p><p>escoriações).</p><p>Obs. O exame de corpo de</p><p>delito pode ser substituído</p><p>pela prova documental,</p><p>conforme a Lei nº 9.099/1995.</p><p>Incapacidade para as</p><p>ocupações habituais</p><p>por mais de 30 dias;</p><p>Debilidade</p><p>permanente de</p><p>membro, sentido ou</p><p>função;</p><p>Aceleração de parto;</p><p>Perigo de vida = é lesão</p><p>corporal grave (a</p><p>contrário sensu).</p><p>Incapacidade permanente</p><p>para o trabalho;</p><p>Perda ou inutilização de</p><p>membro, sentido ou função;</p><p>Aborto;</p><p>Enfermidade incurável;</p><p>Deformidade permanente.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>55</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>A vitriolagem, quando não é acidental (dificilmente ocorre), mas provocada por</p><p>terceiro, tem nítida intenção de causar deformidade na vítima e configura lesão corporal</p><p>gravíssima em razão da deformidade permanente (art. 129, § 2º, IV, Código Penal.</p><p>O crime de lesão corporal grave em decorrência da incapacidade para as</p><p>ocupações habituais por mais de 30 dias é classificado, em relação ao</p><p>momento consumativo, como um crime a prazo. C (PCRS 2018 Delegado).</p><p>Casos concretos já cobrados em provas:</p><p>Perda de órgãos duplos/sentidos/função, será uma debilidade permanente (Lesão</p><p>Grave).</p><p>Perda de dois dentes = natureza grave.</p><p>Perda de dois dentes configura lesão grave (e não gravíssima). A lesão corporal que</p><p>provoca na vítima a perda de dois dentes tem natureza grave (art. 129, § 1º, III, do CP), e</p><p>não gravíssima (art. 129, § 2º, IV, do CP). A perda de dois dentes pode até gerar uma</p><p>debilidade permanente (§ 1º, III), ou seja, uma dificuldade maior da mastigação, mas não</p><p>configura deformidade permanente (STJ, 6ª Turma, REsp 1.620.158-RJ, Rel. Min. Rogerio</p><p>Schietti Cruz, julgado em 13/9/2016 – Info 590).</p><p>A perda de um olho, por outro lado, será deformidade permanente, não tanto pela</p><p>debilidade, mas pelo prejuízo estético (lesão corporal gravíssima)</p><p>Enfermidade incurável: distúrbio ou perturbação que repercute de maneira intensa sobre</p><p>uma ou mais funções e que compromete a saúde global do indivíduo.</p><p>A debilidade ou inutilização compromete a parte, a enfermidade compromete o todo</p><p>(ex. paraplegia – paraplégico, insuficiência cardíaca agressiva, epilepsia, depressão)</p><p>Dano estético: uma alteração na forma que pode ser notada, mas que não inviabiliza a boa</p><p>aparência (ex. cicatriz de acne).</p><p>Deformidade: dano estético grave, a ponto de constranger a quem vê e a quem é visto (ex.</p><p>cicatrizes, queimaduras, vitriolagem, mutilações e zona de tatuagem). Na esfera penal,</p><p>não pode ser influenciado por elementos subjetivos como idade, sexo, profissão, estado</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>56</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>civil etc. mesmo que seja vista apenas eventualmente. Toda deformidade é um dano</p><p>estético, só que grave.</p><p>A dor é elemento totalmente subjetivo, não bastante em si para caracterizar lesão corporal,</p><p>pois interagem diversos aspectos emocionais, culturais e sociais variando de indivíduo</p><p>para indivíduo em função da idade, inteligência, nervosismo etc. A dor sem lesão visível</p><p>não será considerada [doutrina majoritária].</p><p>❖ SINAIS DE CERTEZA DA CONJUNÇÃO CARNAL</p><p>De acordo com a doutrina, são sinais de certeza da conjunção carnal:</p><p>a) ruptura do hímen não complacente;</p><p>b) presença de esperma na cavidade vaginal;</p><p>c) presença de gravidez;</p><p>d) presença de fosfatase ácida prostática acima de 300 UI/ml no canal vaginal;</p><p>e) presença de cancro sifilítico no colo do útero;</p><p>f) presença de glicoproteína P30 de procedência exclusivamente prostática, que se</p><p>relaciona com o PSA (prostate-specific antigen)</p><p>A verificação desses sinais, convém ressaltar, não gera presunção de que houve</p><p>alguma prática criminosa, tão somente de que houve conjunção carnal. (Wilson Palermo)</p><p>Os himens se dividem em típicos, quando possuem um único orifício e em atípicos,</p><p>quando possuem vários ou nenhum orifício.</p><p>Os típicos compreendem os himens anulares, semianulares e labiados.</p><p>Os atípicos compreendem os imperfurados, os em ponte, os cordiformes e os</p><p>crivados.</p><p>O hímen complacente ou elástico apresenta o mesmo formato que o hímen anular,</p><p>que tem um orifício no meio na membrana (parecido com um anel) e é o mais comum entre</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>57</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>as mulheres. No entanto, as fibras do hímen complacente são mais elásticas quando</p><p>comparadas aos outros tipos de hímen e, por isso, conseguem se esticar durante a</p><p>penetração vaginal e voltar a sua forma original em seguida.</p><p>Hímen roto (que se rompeu): a ruptura é profunda, às vezes apresenta sinais</p><p>inflamatórios, a borda é irregular e constituída de um tecido cicatricial (o processo</p><p>cicatricial se completa dentro de 3 semanas). Até 20 dias é possível determinar a data da</p><p>ruptura.</p><p>A presença do PSA na secreção vaginal é considerada um vestígio de</p><p>ocorrência de conjunção carnal. C</p><p>As carúnculas mirtiformes só estão presentes em mulheres que deram</p><p>à luz através de parto normal ou que possuem intensa atividade</p><p>sexual. C</p><p>As carúnculas são pequenos brotos ou pontos cicatriciais situados na</p><p>região do hímen (são sobras de hímen). Retalhos de hímen roto pelo</p><p>parto vaginal, os quais se retraem constituindo verdadeiros</p><p>tubérculos em sua implantação. C - seu aparecimento é indicativo de</p><p>passagem de um feto de grande dimensão.</p><p>Hímen complacente é aquele que não se rompe na conjunção carnal.</p><p>C</p><p>AÇÃO QUÍMICA</p><p>A ação química deriva da ocorrência de dois agentes:</p><p>Venenos: de ação interna ou sistêmica;</p><p>Cáusticos: de ação EXTERNA ou local (vitriolagem).</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>58</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>De acordo com Genival França, cáusticos “são substâncias que, de acordo com sua</p><p>natureza química, provocam lesões nos tecidos, mais ou menos graves. Tais lesões podem</p><p>ser coagulantes ou liquefacientes.”</p><p>Os cáusticos causam reações exotérmicas (liberam calor e produzem lesões</p><p>equivalentes a queimaduras). Tais lesões podem ser causadas por substâncias alcalinas,</p><p>básicas como a soda cáustica e a amônia.</p><p>CÁUSTICOS</p><p>Coagulantes Liquefacientes</p><p>Produzem escaras secas Produzem escaras úmidas</p><p>Ácidos fortes (sulfúrico,</p><p>clorídrico, nítrico etc.)</p><p>Bases fortes (soda cáustica,</p><p>potassa e amônia).</p><p>As lesões coagulantes (necrose de coagulação) são formadas pela desidratação dos</p><p>tecidos, causando escaras duras (secas) cujas tonalidades variam de acordo com o tipo de</p><p>cáustico utilizado (ácidos desidratantes).</p><p>Os ácidos mais conhecidos são:</p><p>● Ácido sulfúrico/óleo de vitríolo = tende a causar lesões de cor parda.</p><p>● Ácido clorídrico/muriático = tende a causar escaras vermelhas.</p><p>● Ácido nítrico/água régia = tende a causar escaras amareladas.</p><p>Crime de vitriolagem (CÁUSTICOS) – é aquele perpetrado mediante arremesso</p><p>de ácido sulfúrico contra a vítima, com o objetivo de lhe causar lesões corporais</p><p>deformantes da pele e dos tecidos subjacentes. A grande maioria das lesões envolvendo</p><p>esse crime envolvem o rosto (face), o pescoço e a porção superior do tórax, alcançando</p><p>demais regiões pela ação da gravidade. Caracteriza, portanto, crime de lesão corporal</p><p>gravíssima, pela deformidade permanente (art. 129, 2º, inc. IV, do CP: Art. 129. Ofender</p><p>a integridade corporal ou a saúde de outrem: (...) 2º Se resulta: (...) IV - deformidade</p><p>permanente).</p><p>Existe um nome específico de lesão chamada vitriolagem, que antes era utilizada</p><p>para designar apenas a lesão causada pelo óleo de vitríolo/ácido sulfúrico, mas</p><p>atualmente é usada para classificar agressões com cáusticos diferentes deste.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>59</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>ASFIXIOLOGIA</p><p>A asfixia é a supressão da respiração decorrente de energia físico-química</p><p>(conceituação de altíssima incidência em provas), produzindo impedimento à penetração</p><p>do ar atmosférico na árvore respiratória + gases tóxicos irrespiráveis. A asfixia pode ser</p><p>natural (decorrente de uma doença, por exemplo) ou violenta (causada por um agente</p><p>vulnerante externo).</p><p>A morte pelo emprego da asfixia é qualificadora no crime de homicídio (Art. 121, §</p><p>2º, inc. III, Código Penal).</p><p>A asfixia é tanto física, como química:</p><p>Física: obstrução das vias respiratórias (mecânica)</p><p>Química: falta de oxigênio e excesso de gás</p><p>carbônico.</p><p>Grave: Temos ao mesmo tempo, a redução do teor de oxigênio (hipóxia) e o</p><p>aumento do teor de gás carbônico no sangue arterial (hipercapnia).</p><p>Não existe sinal patognomônico nas asfixias.</p><p>Classificação das Asfixias:</p><p>• PURAS</p><p>o Afogamento: substituição do ar por meio líquido;</p><p>o Soterramento: substituição do ar por meio sólido pulverulento. Pode ser</p><p>aplicada em sentido lato (amplo), quando não se possui certeza da causa da</p><p>morte – sufocação direta ou indireta, confinamento, ação contundente dos</p><p>objetos caindo etc. Não raro, ocorre o soterramento em grãos.</p><p>o Substituição do ar por gases irrespiráveis:</p><p>▪ Gás carbônico (CO2) -> Confinamento. No confinamento, um ou mais</p><p>indivíduos permanecem em ambientes fechados ou restritos em que</p><p>não corre uma renovação do ar adequada. É modalidade de asfixia.</p><p>▪ Monóxido de carbono -> Hipóstases róseas, cereja ou carmim</p><p>(combustão incompleta).</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>60</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>o Sufocação direta: oclusão de orifícios (por exemplo, lactantes, aspiração de</p><p>corpos estranhos nas vias aéreas – “sufocação por engasgamento”, ataques</p><p>epilépticos, embriaguez). A sufocação direta ocorre pela obstrução da boca e</p><p>das narinas e das vias respiratórias mais inferiores (laringe e traqueia).</p><p>o Sufocação indireta: prejuízo dos movimentos da caixa torácica, com a</p><p>compressão do tórax e do abdômen (por exemplo, acidentes de trânsito,</p><p>desmoronamento, pisoteamento, eletricidade, fratura de costelas,</p><p>crucificação romana). Diversos pesquisadores apontaram a asfixia como uma</p><p>das causas da morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.</p><p>▪ A compressão do tórax também é chamada de “congestão</p><p>compressiva de Perthes”, pois a compressão em grau suficiente do</p><p>tórax e abdome impede os movimentos respiratórios levando a</p><p>asfixia.</p><p>• COMPLEXAS/MISTAS, baseada em constrições cervicais. Nos casos abaixo, a</p><p>asfixia é considerada violenta (que não será, de forma obrigatória, criminosa).</p><p>o Enforcamento: com um laço, cuja ativação se dá pelo próprio peso do corpo,</p><p>sendo a constrição do laço passiva.</p><p>o Estrangulamento: com um laço, cuja ativação se dá por uma força externa,</p><p>sendo a constrição do laço ativa.</p><p>o Esganadura: direta pelas mãos do agressor.</p><p>A esganadura é somente homicida. É feita pelo agressor e apresenta a fratura do</p><p>osso hioide, marcas ungueais [unhas], hematomas, escoriações, cortes etc.</p><p>❖ Sinais Gerais de Asfixia</p><p>Nenhum dos seguintes sinais é patognomônico, ou seja, nenhum pode ser utilizado</p><p>de forma isolada para fornecer o diagnóstico de asfixia. O que permite fazê-lo é o conjunto</p><p>desses sinais.</p><p>São consideradas Tríade Asfíxica: fluidez do sangue, manchas de Tardieu e</p><p>congestão polivisceral.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>61</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>INTERNOS –</p><p>Surgimento de equimoses viscerais (Manchas de Tardieu – PULMÃO – em geral</p><p>possuem tonalidade violácea);</p><p>Edema pulmonar;</p><p>Congestão polivisceral;</p><p>Hemorragias, edema, enfisemas pulmonares.</p><p>Sangue escuro (exceto CO2) e fluído.</p><p>As Manchas de Tardieu / Manchas equimóticas lenticulares de Tardieu são</p><p>pequenas manchas arredondadas de sangue coagulado, localizadas sob a pleura,</p><p>pericárdio e tubo digestivo e que podem surgir em casos de morte por asfixia. Estas</p><p>manchas podem ter origem em diversos eventos: infarto do miocárdio, envenenamento,</p><p>eletroplessão e, inclusive, no afogamento. Inclusive na morte natural pode aparecer as</p><p>manchas de Tardieu, o que demonstra que essas manchas não são sinais patognomônicos</p><p>de asfixias. Essas manchas (que, na verdade, são equimoses) possuem as seguintes</p><p>características:</p><p>São equimoses de ordem físico-química;</p><p>Pequenas e violáceas;</p><p>Ocorrem abaixo das pleuras (subpleurais) do pericárdio (subpericárdicas), no tecido</p><p>palpebral (quando das asfixias mecânicas);</p><p>Não são patognomônicas (podem aparecer em mortes naturais);</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>62</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Sugerem asfixia por sufocação direta;</p><p>Nas crianças e adolescentes são mais frequentes;</p><p>Podem aparecer agrupadas ou isoladas;</p><p>Fisiopatologia: excitação bulbar pelo CO2 com comprometimento capilar ou pela</p><p>agressão direta do CO2 na parte capilar (Prof. Krogh).</p><p>EXTERNOS –</p><p>Cianose ou congestão da face;</p><p>Nas sufocações indiretas, há o Sinal de Morestin ou Máscara equimótica de</p><p>Morestin (foto) ou Sinal de Le Dentut / Cianose cervicofacial de Le Dentut. É uma mancha</p><p>arroxeada que atinge o rosto.</p><p>Petéquias ou equimoses conjuntivais;</p><p>Protrusão da língua ou exoftalmia [olhos];</p><p>Cogumelo de espuma (mais proeminente no afogamento, mas não exclusivo);</p><p>Alterações nos fenômenos cadavéricos:</p><p>Livores intensos e precoces (mais intensos/escuros na asfixia)</p><p>Rigidez precoce, por conta da desoxigenação.</p><p>SINAL DE PONSOLD (Peso) – livores cadavéricos, em placas, por cima e por baixo</p><p>das bordas do sulco. Está presente em casos de enforcamento e é advindo da constrição</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>63</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>do pescoço pelo peso do corpo. Se o laço aperta o pescoço, acaba impedindo a passagem</p><p>do sangue. Esse acúmulo do sangue em certas áreas do corpo e ausência em outras,</p><p>ocasiona cores diferentes (André Luís Alves Uchoa).</p><p>❖ O sinal de Ponsold exclui esganadura e o sufocamento.</p><p>Sinais na Asfixia – Afogamento</p><p>Internos – grande quantidade de líquido na árvore traqueobrônquica e estômago</p><p>(acompanhadas de algas, lama, areia, areia, conchas ou vômito); Enfisema aquoso;</p><p>MANCHAS DE PALTAUF: hemorragias causadas pela hiperdistensão do parênquima</p><p>pulmonar e rotura das paredes alveolares (no afogamento são raras as Manchas de</p><p>Tardieu). Outros: erosão das polpas digitais, lesões por arrastamento, material subungueal</p><p>etc.</p><p>Manchas de Paltauf / Manchas Equimóticas de Paltauf / Manchas Subpleurais de</p><p>Paltauf (foto)– são equimoses espalhadas no pulmão decorrente do afogamento por</p><p>asfixia. Ocorre exclusivamente nos pulmões. Para Roberto Blanco, “resulta da entrada de</p><p>líquido aspirado por uma inspiração forçada (hiperpneia) em virtude de estímulo dos</p><p>centros respiratórios bulbares pela hipercapnia (excesso de gás carbônico) decorrente da</p><p>apneia forçada, na tentativa de escapar ao afogamento”.</p><p>Cuidado! As manchas de Paltauf é sinal patognomônico de afogamento por asfixia. É</p><p>possível (mas não obrigatório) que as manchas de Tardieu também estejam presentes no</p><p>afogamento por asfixia.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>64</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Assim, o cadáver que foi encontrado em lago / mar / piscina e que não foi encontrado no</p><p>pulmão as manchas de Paltauf não teve sua causa mortis decorrente do afogamento.</p><p>Externos – decorrentes da permanência do corpo na água; cogumelo de espuma</p><p>(proeminente, mas não patognomônico); pele anserina; maceração – destacamento da</p><p>epiderme, é uma putrefação em meios líquidos;</p><p>ação da fauna cadavérica: lesões em</p><p>pálpebras, lábios, nariz e orelha; dentes e unhas rosas; putrefação retardada e muito</p><p>acelerada após ser retirado da água, mancha verde no pescoço ou porção superior do tórax</p><p>(pela maior quantidade de bactérias).</p><p>“Cabeça de negro de Lecha-Marzo” – em razão da posição em que fica o cadáver,</p><p>concentrando grande quantidade de sangue na região.</p><p>Maceração da derme: conhecido como “mãos ou pés de lavadeira”.</p><p>Dentes rosados – são semelhantes aos livores cadavéricos produzidos após a morte.</p><p>Esse fenômeno é mais observado com frequência nas vítimas de afogamento e em</p><p>cadáveres que permanecem em meio líquido (e, muito raramente, também no</p><p>enforcamento). O sangue, no afogamento, passa a fluir para as áreas de declive do corpo</p><p>(cabeça). A doutrina não cita, mas é possível associar os dentes rosados com o “Cabeça de</p><p>negro de Lecha-Marzo”.</p><p>O fenômeno denominado “dentes róseos post mortem”, quando encontrado nos afogados e</p><p>enforcados, deve-se à dissociação da hemoglobina da polpa dentária que penetra nos</p><p>canalículos dentinários. C (Cobrado na Prova PCMA 2018).</p><p>Nas mortes por asfixia, as características do sangue abrangem o aspecto, cor e</p><p>fluidez. Na morte por asfixia o sangue é fluido e de cor negra. Fazem exceção os que</p><p>sucumbiram sob o efeito do monóxido de carbono, ficando a cor do sangue vermelho vivo</p><p>(rosa carmin) e os afogados que ingeriram grande quantidade de líquido, com a cor</p><p>rosada.</p><p>PULMÃO AFOGAMENTO</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>65</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Manchas de Tardieu Manchas de Paltauf</p><p>Sangue escuro (exceto CO2) Destacamento da epiderme,</p><p>dentes e unhas rosas, cor</p><p>rosada</p><p>Livores intensos e escuros na</p><p>asfixia</p><p>As manchas equimóticas lenticulares de Tardieu não constituem sinal</p><p>patognomônico das mortes por asfixias. C</p><p>As manchas de Tardieu são comuns a todas as asfixias, entretanto, na</p><p>morte por afogamento, encontramos as manchas de Paltauf. C</p><p>As chamadas “manchas de Paltauf” têm dimensões variadas,</p><p>contornos irregulares, tonalidade vermelho-clara e são produzidas</p><p>pela ruptura das paredes alveolares e dos capilares sanguíneos. C</p><p>Durante uma necropsia, perito médico-legista verificou a presença de</p><p>lesão denominada “manchas de Paltauf” no corpo de um periciando.</p><p>Essa alteração é encontrada de forma mais característica no exame</p><p>interno de morte ocasionada por afogamento. C</p><p>Afogamento – Causa da Morte</p><p>• Afogados brancos de Parrot / Afogado seco: não se encontrará os sinais comuns do</p><p>afogamento. A morte se dá pela inibição nervosa ao encostar na água. Não há</p><p>aspiração de líquidos, mas é afogamento. Geralmente, ocorre por uma parada</p><p>cardíaca decorrente de um choque térmico.</p><p>• Afogados azuis, úmidos ou verdadeiros: Decorre de asfixia + osmolaridade. É de</p><p>fato, o afogamento “normal”, no qual a morte decorre da entrada de líquido nos</p><p>pulmões. Há também a presença de corpos estranhos nas vias aéreas.</p><p>Afogamento em água doce e água salgada:</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>66</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Nas hipóteses de afogamento devemos ter conhecimento de que caso ele ocorra em</p><p>água doce apresentará características diversas de quando ele ocorre na água salgada.</p><p>No afogamento na água doce, a morte é, em geral, por fibrilação. Ocorre diluição</p><p>do sangue e esta é mais intensa no átrio esquerdo do que no direito, já que o esquerdo</p><p>recebe o sangue recém-diluído que vem dos pulmões. O sangue do átrio direito ficará</p><p>menos diluído. Na crioscopia/método de Carrara, consistente no ponto de congelamento</p><p>do sangue, Roberto Blanco aponta que nos afogados de água doce, a hemólise é mais</p><p>acentuada e há liberação maior de potássio, o que pode determinar fibrilação.</p><p>Vale ressaltar que na água do mar, existe a diferença das densidades, mas quanto</p><p>ao grau de hemoconcentração, que é maior do lado esquerdo.</p><p>Em decorrência disso, na crioscopia, o primeiro lado a congelar é o direito, pois é o</p><p>menos concentrado (mais puro e mais aproximado do ponto de congelamento da água, já</p><p>que o sangue do átrio esquerdo está mais diluído em água salgada, oriunda dos pulmões</p><p>e, portanto, mais concentrada devido à maior carga de substâncias presentes nesta água.</p><p>Na água salgada, a morte é, em geral, por asfixia mecânica. A água salgada é mais</p><p>concentrada do que o sangue (hemoconcentração), deslocando a água do sangue para</p><p>dentro dos alvéolos.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>67</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Gravar:</p><p>Afogamento na água doce: fibrilação ventricular.</p><p>Afogamento na água salgada: asfixia mecânica.</p><p>Distinção entre estrangulamento e enforcamento</p><p>Enforcamento: sulco (marca deixada no pescoço) é alto, localizado acima (ou nas</p><p>proximidades do osso hioide), oblíquo, ascendente, descontínuo na região do nó</p><p>(interrompido) e tem profundidade heterogênea. No enforcamento, o sulco será oblíquo e</p><p>interrompido. Nos casos de enforcamento, a força ativa é o peso do corpo da própria</p><p>vítima.</p><p>❖ Enforcamento incompleto pode ser suicida.</p><p>Estrangulamento: Sulco regular e uniforme (sulco completo), sem descontinuidade (ele é</p><p>contínuo), menos acentuado do que no enforcamento. O sulco é mais baixo, abaixo do osso</p><p>hioide e da cartilagem tireoide, é horizontal, há o traspassamento de uma extremidade</p><p>sobre a outra. Ex. Mata leão é estrangulamento. No estrangulamento, o sulco é</p><p>perpendicular ou transversal (90º) ao pescoço e não interrompido.</p><p>O estrangulamento pode ser acidental / homicida.</p><p>Enforcamento Estrangulamento</p><p>Sulco oblíquo ascendente Sulco horizontal</p><p>Sulco de profundidade</p><p>variável</p><p>Sulco de profundidade</p><p>uniforme</p><p>Interrompido ao nível do nó Contínuo</p><p>Único Múltiplo</p><p>Acima da cartilagem tireóidea Abaixo da cartilagem tireóidea</p><p>Tem Sinal de Ponsold –</p><p>livores cadavéricos em placas,</p><p>por cima e por baixo das</p><p>bordas do sulco.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>68</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>O enforcamento pode ser classificado como completo quando</p><p>o corpo está totalmente suspenso, ou parcial quando está</p><p>apoiado parcialmente. C</p><p>O sulco pode estar ausente em certas modalidades de</p><p>estrangulamento. C Ex. “mata-leão”</p><p>O sulco encontrado no enforcamento em condições habituais é</p><p>oblíquo e descendente em relação ao nó. E – é oblíquo</p><p>ascendente</p><p>O sulco provocado pelo enforcamento completo pode ser</p><p>confundido com o sulco provocado por estrangulamento. E</p><p>A esganadura é a pressão exercida no pescoço da vítima pela ação direta das mãos</p><p>do agente, sem se utilizar de objetos para isso. É possível verificar pequenas escoriações e</p><p>equimoses produzidas pelas unhas do atacante, os chamados estigmas ungueais. Dessa</p><p>forma, não existe sulco na esganadura.</p><p>Marcas de Meia-lua = marcas ungueais (esganadura)</p><p>Enforcamento Estrangulamento Esganadura</p><p>Sulco oblíquo ascendente Sulco horizontal</p><p>(geralmente o sulco é</p><p>completo).</p><p>Escoriações</p><p>(estigmas ungueais)</p><p>e equimoses</p><p>Sulco de profundidade</p><p>variável</p><p>Sulco de profundidade</p><p>uniforme / regular</p><p>Interrompido ao nível do</p><p>nó</p><p>Contínuo</p><p>Único Múltiplo</p><p>Acima da cartilagem</p><p>tireóidea</p><p>Abaixo da cartilagem</p><p>tireóidea</p><p>Frequentemente</p><p>apergaminhado</p><p>Raramente apergaminhado</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>69</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>70</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Traumatologia – Energias Físicas</p><p>As energias de ordem física são aquelas capazes de modificar o estado físico do</p><p>corpo, provocando lesões corporais. As energias de ordem física são aquelas como</p><p>temperatura, pressão atmosférica, eletricidade, radioatividade, luz e som.</p><p>Ordem de importância nas Provas:</p><p>1. Eletricidade</p><p>2. Calor</p><p>3. Frio</p><p>4. Baropatias</p><p>5. Radiodermites</p><p>ENERGIA ELÉTRICA</p><p>• Eletricidade Atmosférica, Natural ou Cósmica:</p><p>A eletricidade atmosférica, representada por raios, pode provocar fulminação</p><p>(danos letais) ou fulguração (danos corporais).</p><p>- Fulminação: morte instantânea por descargas elétricas cósmicas ou raios. Na necropsia,</p><p>podem ser identificados grandes traumatismos, representados por amputações</p><p>espontâneas de membros, fraturas generalizadas, ruptura de vasos calibrosos e de vísceras</p><p>ocas e maciças, contusões encefálicas, sinais de asfixia, congestão visceral e queimaduras</p><p>em graus variáveis que podem chegar à carbonização parcial ou total da vítima.</p><p>- Fulguração: dano ao organismo por descargas elétricas cósmicas ou raios, sem a</p><p>ocorrência de êxito letal. A pele pode apresentar desenhos arboriformes dendríticos de</p><p>origem vasomotora (sinal de Lichtemberg) que desaparecem após algum tempo.</p><p>NÃO LETAL -> FULGURAÇÃO.</p><p>LETAL -> FULMINAÇÃO.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>71</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>A eletricidade industrial produz lesões distintas daquelas produzidas pela</p><p>eletricidade cósmica no corpo humano.</p><p>Sinal de Lichtenberg: apresenta uma lesão arboriforme, assemelhando-se a uma árvore e</p><p>arroxeada, decorrente de fenômenos vasomotores (dilatação dos vasos). Esse sinal não é</p><p>obrigatório, e somente se pode verificar em pessoa viva.</p><p>O sinal de Lichtenberg é considerado um sinal patognomônico de eletricidade natural. Mas</p><p>é temporário.</p><p>• Eletricidade Artificial ou Industrial</p><p>A eletricidade industrial (ou artificial) é a eletricidade dinâmica, representada por</p><p>correntes contínuas e alternadas, e pode provocar lesões denominadas eletroplessão. -</p><p>Eletroplessão: essas lesões podem variar em decorrência da voltagem, amperagem,</p><p>natureza da corrente e condições do organismo (pele grossa e seca ou pele úmida e fina).</p><p>Podem apresentar: metalizações elétricas, marca elétrica de Jellineck (indolor e de aspecto</p><p>circular), queimaduras elétricas, lesões nervosas, oftalmia elétrica, ação sobre músculos,</p><p>tendões, ossos ou vasos</p><p>Eletricidade artificial ou industrial:</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>72</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Letal ou não: ELETROPLESSÃO.</p><p>Para a banca CEBRASPE, a forma letal é a ELETROCUSSÃO.</p><p>Eletrocussão é a morte provocada pela exposição do corpo a uma carga letal</p><p>de energia elétrica, como em uma cadeira elétrica. É causada pela passagem de corrente</p><p>elétrica pelo corpo, principalmente pelo coração ou pelo cérebro. A pena de morte por</p><p>eletrocussão deixou de ser usada na maioria dos lugares onde já foi usada antes, por causa</p><p>de alguns incidentes em que, após o choque, o condenado não havia morrido, causando</p><p>imenso sofrimento.</p><p>A eletrocussão ocorrida de forma acidental recebe o nome específico</p><p>de eletroplessão. A eletroplessão é a lesão ou morte provocada pela exposição do corpo a</p><p>uma carga letal ou não de energia elétrica, de forma acidental. Pode ocorrer com</p><p>alta tensão (raios e fios de distribuição) ou baixa tensão (menos de 600 V), neste caso em</p><p>poças d'água ou com roupas molhadas.</p><p>A eletroplessão é qualquer efeito proporcionado pela eletricidade industrial, com ou</p><p>sem efeito letal.</p><p>A morte dos eletrocutados pode se dar por 1) Parada respiratória, central ou periférica e</p><p>2) Parada cardíaca.</p><p>Marca elétrica de Jellinek: é a MARCA do condutor elétrico - lesão arredondada ou</p><p>estrelada, esbranquiçada, endurecida, com bordas elevadas e leito deprimido, indolor, que</p><p>ocorre na entrada da corrente elétrica. A presença da marca NÃO É OBRIGATÓRIA,</p><p>podendo ou não existir.</p><p>É MARCA ELÉTRICA E NÃO QUEIMADURA!</p><p>Tem valor médico-legal para indicar a porta de entrada da corrente elétrica no organismo.</p><p>Não indica que houve a morte por eletroplessão.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>73</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Marcas elétricas de Jellinek</p><p>❖ Mecanismo de morte</p><p>• Alta tensão (>1.200 volts): parada respiratória central, ocasionada pela entrada da</p><p>energia elétrica no cérebro e consequente alteração de suas propriedades elétricas;</p><p>• Média tensão (1.200 - 120 volts): parada respiratória periférica (asfixia indireta por</p><p>tetanização da musculatura), gerada pela alteração elétrica da despolarização das células</p><p>musculares, que, por sua vez, causa contratura muscular sustentada;</p><p>• Correntes baixas (Correntes baixas (<120 volts): fibrilação ventricular,</p><p>ocasionada pela despolarização do coração.</p><p>EFEITO JOULE: ocorre quando a energia elétrica é transformada em calor. Por</p><p>exemplo, quando se coloca o ferro de passar roupa na tomada, pois encostando-nos poderá</p><p>causar queimaduras de todos os graus. Ocorre que a descarga elétrica natural (cósmica),</p><p>também, pode se transformar em calor e assim ocasionar o efeito joule. Assim, as marcas</p><p>produzidas pelas descargas elétricas no corpo são ocasionadas pelo efeito Joule. (Cobrado</p><p>na prova PCGO 2013 Delegado).</p><p>Assertivas</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>74</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>O termo eletroplessão é utilizado para se referir a lesões produzidas</p><p>por eletricidade industrial, enquanto o termo fulguração é empregado</p><p>para se referir a lesões produzidas por eletricidade natural. C</p><p>Nos acidentes com correntes elétricas de baixa voltagem, a morte é</p><p>geralmente provocada por fibrilação ventricular. C</p><p>O termo eletroplessão é utilizado para se referir a lesões produzidas</p><p>por eletricidade industrial, enquanto o termo fulguração é empregado</p><p>para se referir a lesões produzidas por eletricidade natural. C</p><p>A morte causada em acidentes com correntes elétricas de baixa</p><p>voltagem geralmente ocorre por fibrilação ventricular. C</p><p>A morte por parada respiratória central é causada pela contração</p><p>involuntária da musculatura respiratória, durante a passagem da</p><p>corrente elétrica pelo tronco da vítima. E – se passa pelo TRONCO da</p><p>vítima, é parada respiratória PERIFÉRICA (asfixia).</p><p>A causa da morte por fulguração é a fibrilação ventricular. E – na</p><p>fulguração</p><p>PARADA</p><p>CARDIORRESPIRATÓRIA</p><p>CENTRAL</p><p>PARADA RESPIRATÓRIA</p><p>PERIFÉRICA</p><p>Se a corrente passar pelo</p><p>TRONCO encefálico, lesa o</p><p>bulbo, gerando a parda</p><p>cardiorrespiratória central</p><p>Se a corrente passar pelo</p><p>tronco (TÓRAX) da vítima,</p><p>será caso de parada</p><p>respiratória periférica</p><p>Eletricidade natural - cósmica</p><p>• Fulminação ou eletrofulminação - morte</p><p>• Fulguração ou eletrofulguração - lesões</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>75</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>• Sinal de Lichtenberg - aspecto arboriforme, tipo raio - eletricidade natural</p><p>Eletricidade industrial</p><p>• Eletroplessão (normalmente usado para morte ou lesão)</p><p>• Eletrocussão – morte.</p><p>• Sinal de Jellinek - forma especial de “queimadura” - indolor - forma circular ou</p><p>estrelada – é a marca de entrada.</p><p>ENERGIA TÉRMICA</p><p>A atuação do CALOR pode causar danos de forma direta ou difusa.</p><p>o Direto (queimadura)</p><p>o Difuso (termonoses / termonoses ou “doenças do calor”)</p><p>1. TERMONOSES (calor difuso): são danos orgânicos ou morte provocados pela insolação</p><p>(ação da temperatura, dos raios solares, fadiga ou excessiva umidade relativa) ou</p><p>intermação (calor artificial).</p><p>As termonoses decorrem do desequilíbrio entre o aporte (geração de calor) e a eliminação</p><p>de calor, sem alteração no set point = temperatura normal = 36,5 Cº.</p><p>A Insolação: não exige a ação direta dos raios solares, e pode provocar um quadro clínico</p><p>caracterizado por palidez, cefalalgia, transpiração, polaciúria, taquisfigmia, taquipneia</p><p>superficial, perda de consciência e coma. Pode ser favorecida por fatores adjuvantes, como</p><p>o alcoolismo e vestuário inadequado. De acordo com Cenival França, "é proveniente do</p><p>calor ambiental em locais abertos ou raramente em espaços confinados". Concorrem para</p><p>o evento, além da temperatura, os raios solares, a ausência de renovação do ar e a fadiga.</p><p>A insolação é forma mais grave e intenso que a intermação (HIGINO).</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>76</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Possui ciclo vicioso e irreversível: aos mecanismos iniciais (vasodilatação,</p><p>desidratação, pressão arterial), soma-se a parada da sudorese – que é um sinal da</p><p>gravidade da situação. Apresenta sintomas neurológicos.</p><p>A Intermação: acontece quando há aumento excessivo do calor radiante em espaços sem</p><p>arejamento adequado e apresenta um quadro clínico caracterizado por mal-estar,</p><p>nervosismo, cefaleia, náuseas, taquicardia, pulso filiforme, abafamento das bulhas</p><p>cardíacas, sudorese, angústia, polidipsia, midríase, hipertermia, astenia extrema,</p><p>convulsões e coma.</p><p>A intermação também é conhecida como exaustão térmica ou prostração térmica.</p><p>Decorre do excesso de calor ambiental em lugares mal arejados, quase sempre confinados</p><p>ou pouco abertos e sem ventilação / baixa renovação do ar. Exemplos mais comuns:</p><p>chapeiros de lanchonetes.</p><p>Insolação: De acordo com Genival França, "é proveniente do calor ambiental em locais</p><p>abertos ou raramente em espaços confinados". Concorrem para o evento, além da</p><p>temperatura, os raios solares, a ausência de renovação do ar e a fadiga.</p><p>Outras termonoses – Edema (vasodilatação); Miliária (lesões cutâneas causadas pela</p><p>obstrução do fluxo do suor); Síncope (queda da pressão arterial) e Câimbras.</p><p>A exaustão pelo calor ocorre geralmente em pessoas com boa forma física que esteja</p><p>submetida a esforços físicos extremos em ambiente pouco ventilados e quentes,</p><p>acompanhados de desidratação. Ela configura o tipo de emergência clínica das</p><p>hipertermias e se destaca pelos sinais e sintomas de pele fria, pálida, pegajosa e com</p><p>temperatura variando de normal a ligeiramente aumentada. Ex. jogadores de futebol em</p><p>partidas.</p><p>Sintomas da exaustão: suar muito, cãibras musculares, cansaço e fraqueza, dor de cabeça,</p><p>náusea e/ou vômito, muita sede, batimento cardíaco rápido, pressão arterial baixa etc.</p><p>2. Queimaduras: são lesões resultantes da atuação direta do calor e podem ser simples</p><p>(produzidas apenas pelo agente calor) e complexas (resultantes do calor e de outros fatores</p><p>do agente agressivo).</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>77</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>CALOR produz queimaduras. Decorrem da ação de chamas, líquidos</p><p>(escaldaduras), gases, sólidos e raios solares.</p><p>Pelas chamas, os pelos ficam crestados e chamuscados. A distribuição das chamas</p><p>é ascendente (de baixo para cima), com ampla dispersão.</p><p>Pelos líquidos, a distribuição é ascendente (de cima para baixo – gravidade).</p><p>Nos sólidos, é nítido e de forma bem definida.</p><p>A CLASSIFICAÇÃO MÉDICO-LEGAL LEVA EM CONTA A</p><p>PROFUNDIDADE!</p><p>O grau de queimadura diz respeito à camada da pele atingida.</p><p>Anote: Na queimadura de terceiro grau, há a queima das terminações nervosas. Por</p><p>isso, é indolor.</p><p>CLASSIFICAÇÃO DE HOFFMANN</p><p>É a classificação mais cobrada em provas.</p><p>Hoffman: até o 4º grau, com a carbonização (doutrina majoritária).</p><p>Krisek: até o 3º grau, sem mencionar carbonização.</p><p>Profundidade da queimadura:</p><p>Primeiro grau (espessura superficial) – eritema solar: SINAL DE CHRISTINSON</p><p>• Afeta somente a epiderme, sem formar bolhas.</p><p>• Apresenta vermelhidão, dor, edema e descama em 3, 4 a 6 dias.</p><p>• Nas queimaduras de 1ºgrau, ocorre a Rubefação.</p><p>Segundo grau (espessura parcial - superficial e profunda):</p><p>• Afeta a epiderme e parte da derme, forma bolhas ou flictenas.</p><p>• Superficial: a base da bolha é rósea, úmida e dolorosa. SINAL DE CHAMBERT</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>78</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>• Profunda: a base da bolha é branca, seca, indolor e menos dolorosa (profunda).</p><p>• A restauração das lesões ocorre entre 7 e 21 dias.</p><p>Bolha sem líquido: queimadura feita em cadáver.</p><p>Bolha com líquido: significa reação vital (no vivo).</p><p>Flictena rompido, córion a descoberto, apergaminhado, liso e brilhante são características</p><p>externas de queimaduras em cadáveres.</p><p>A presença de BOLHAS (FLICTENAS) indica que a lesão é de 2º grau. Indicativo: SINAL</p><p>DE CHAMBERT.</p><p>SINAL DE CHAMBERT POSITIVO: presença de proteínas nas bolhas mostrando que a</p><p>pessoa estava viva.</p><p>Terceiro grau (espessura total):</p><p>• Afeta a epiderme, a derme e estruturas profundas.</p><p>• É indolor.</p><p>• Existe a presença de placa esbranquiçada ou enegrecida.</p><p>• Ocorre a escarificação da pele.</p><p>• Possui textura coreácea.</p><p>• Não reepiteliza e necessita de enxertia de pele (indicada também para o segundo grau</p><p>profundo).</p><p>• A PELE NÃO REGENERA, ela CICATRIZA.</p><p>• Ocorre NECROSE, com a morte celular da pele e tecidos moles.</p><p>• Grande risco das queimaduras de 2º e 3º grau são as infecções – pois a principal</p><p>barreira contra os agentes infecciosos externos está violada.</p><p>•Art. 129, §2°, IV – deformidade permanente (lesão corporal gravíssima);</p><p>Quarto grau:</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>79</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>• Em razão da alta temperatura, o carbono presente no organismo se queima, criando uma</p><p>lesão de tonalidade escura, a carbonização.</p><p>• A carbonização pode ser total ou parcial.</p><p>• Os tecidos moles se transformam em um material duro, friável (quebradiço) e preto. Há</p><p>também a diminuição do volume corporal, posição do lutador / boxeador e fraturas</p><p>espontâneas (hematomas intracranianos)</p><p>O Sinal de Devergie / Posição de Boxer ou Esgremista (posição do lutador) corresponde</p><p>à posição assumida pelos cadáveres vítimas de queimaduras graves e carbonização devido</p><p>à retração dos músculos.</p><p>A carbonização age como isolante térmico e elétrico. Por fora, o corpo está carbonizado,</p><p>mas por dentro, está intacto. Os órgãos internos estão protegidos pela carbonização.</p><p>Identificação médico-legal de carbonizados:</p><p>1ª Papiloscopia (se possível)</p><p>2ª Arcada dentária</p><p>3ª Cirurgias anteriores</p><p>4ª Próteses e órteses no corpo</p><p>5ª Sinais anatômicos particulares</p><p>6º Objetos de uso pessoal</p><p>7º Grupos sanguíneos etc.</p><p>É possível saber se a pessoa foi queimada viva ou morta?</p><p>SIM. Conforme a doutrina médico-legal, será aberta a traqueia da pessoa para identificar</p><p>a fuligem. Destaca-se o SINAL DE MONTALTI – que é a presença de fuligem nas vias</p><p>respiratórias, que indicam que a pessoa foi queimada viva. Também é possível pela</p><p>dosagem do monóxido de carbono no sangue.</p><p>CUIDADO! A queimadura de 2º GRAU causa MAIS DOR que a queimadura de 3º</p><p>GRAU!</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>80</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>As queimaduras no vivo por chamas e líquidos aquecidos produzem flictenas, ou seja, o</p><p>sinal de Chambert (2ºgrau); no cadáver, geram também flictenas destituídas de conteúdo</p><p>seroso. Então, para determinar se a queimadura ocorreu durante o incêndio ou após a</p><p>morte, o perito analisará as flictenas e o eritema cutâneo.</p><p>No vivo, as flictenas são numerosas e intactas e contêm líquido seroso albuminoso,</p><p>leucócitos, cloretos, em seu interior, circunscritas por orla esbranquiçada e localizada em</p><p>zonas não infiltradas; as flictenas post mortem surgem, muitas vezes, em zonas</p><p>edemaciadas e não têm conteúdo [líquido] seroso."</p><p>Flictenas podem ser também provocadas no cadáver, mas nesse caso elas não possuem</p><p>reação inflamatória ou conteúdo seroso com exsudato leucocitário, como afirma Genival</p><p>Veloso de França.</p><p>Flictenas intactos = no vivo.</p><p>Flictenas rompidos e destituídos de conteúdo seroso = cadáver.</p><p>A CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA LEVA EM CONTA A EXTENSÃO DAS</p><p>QUEIMADURAS!</p><p>REGRA DOS “9”</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>81</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Cuidado com eventuais pegadinhas! O bebê tem maior superfície corporal em relação à</p><p>sua massa.</p><p>❖ Incêndios - nos grandes incêndios, as pessoas, em geral, não morrem queimadas,</p><p>pois a fuligem produzida pela combustão dos materiais leva à morte por asfixia. Na</p><p>maior parte dos casos, o cadáver encontra-se carbonizado, porém, a causa da morte</p><p>foi asfixia.</p><p>Nesses casos, a alta temperatura do ar no ambiente incendiado queima as vias</p><p>aéreas, a fumaça e a fuligem com partículas de materiais é aspirado até o pulmão e a grande</p><p>quantidade de CO2 no pulmão impede a troca gasosa no sangue. Com isso, atinge-se a</p><p>morte por asfixia mecânica (pulmão entupido de resíduos) ou física (pela falta de O2).</p><p>Observação: Há casos de pessoas que se salvam do incêndio, mas há a possibilidade de</p><p>ficar com sequelas graves, dependendo do material que foi queimado.</p><p>A fumaça tóxica pode causar a morte por asfixia.</p><p>Mecanismos de morte:</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>82</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>▪ Ação térmica -> perda da pele, perda da função de retenção hidroeletrolítica</p><p>- líquidos</p><p>▪ Asfixia por intoxicação por monóxido de carbono (produto da combustão</p><p>incompleta)</p><p>▪ Lesão de inalação – o gás causa danos nas vias respiratórias.</p><p>▪ Infecções (tardias)</p><p>Assertivas</p><p>Flictenas rompidos, córion a descoberto, apergaminhado, liso e</p><p>brilhante, constatados em vítimas de acidentes com álcool 93 GL, são</p><p>características externas de queimaduras típicas de cadáveres. C</p><p>O Sinal de Montalti também pode indicar a presença de terra</p><p>(soterramento) ou de fuligem (incêndio) na via aérea (traqueia,</p><p>brônquios), que comprova que a pessoa estava com vida e respirando</p><p>no momento que foi colocada em determinado ambiente. C</p><p>TERMONOSE QUEIMADURA</p><p>Sinais e sintomas</p><p>decorrentes da ação</p><p>térmica difusa.</p><p>Sinais e sintomas</p><p>decorrentes da ação</p><p>térmica localizada:</p><p>contato direto.</p><p>Atinge o corpo por</p><p>irradiação.</p><p>Atinge o corpo por</p><p>condução.</p><p>Ação é sistêmica. A ação é localizada.</p><p>Quadro de doença mais</p><p>demorado.</p><p>Efeito imediato.</p><p>A termonose é dividida</p><p>em a) Intermação b)</p><p>Insolação.</p><p>Sintomatologia: mal-</p><p>estar, taquicardia,</p><p>cefaleia, náuseas,</p><p>Lesão da pele, jatos de</p><p>vapor, líquidos quentes</p><p>(escaldadura), sólidos</p><p>aquecidos, explosões.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>83</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>sudorese, sede intensa,</p><p>midríase, hipertemia</p><p>▪ FRIO</p><p>A atuação do frio pode causar danos diretos ou difusos.</p><p>o Direto (geladuras)</p><p>o Difuso (hipotermia)</p><p>A exposição prolongada a temperaturas muito baixas pode provocar congelação,</p><p>que resulta em geladuras, divididas em três graus. Há autores (como Hygino) que falam</p><p>em um quarto grau, mas esse ponto não é cobrado em profundidade para Delegado de</p><p>Polícia.</p><p>Classificação das Geladuras</p><p>- Geladuras de 1° grau (eritema) - vasoconstrição acentuada nos capilares, palidez cutânea</p><p>e, posteriormente, rubefação. O indivíduo pode apresentar tumefação da pele,</p><p>hipossensibilidade, prurido, sensação de picadas e dores mal localizadas.</p><p>- Geladuras de 2° grau (flictenas) - semelhantes às das queimaduras, com o levantamento</p><p>da epiderme em forma de ampolas.</p><p>- Geladuras de 3° grau (necrose ou gangrena) - podem ser úmidas ou secas e são</p><p>relacionadas à mortificação dos tecidos, por coagulação do sangue dentro dos capilares e</p><p>perturbações isquêmicas.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>84</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Geladura de 3º grau (necrose)</p><p>Estágios do Congelamento (Frostbite)</p><p>Frostbite é a condição em que há o congelamento da pele e do tecido logo abaixo</p><p>dela. O congelamento afeta principalmente pequenas partes expostas do corpo, como os</p><p>dedos das mãos e dos pés. Com queimaduras pelo frio, a pele fica gelada e, em seguida,</p><p>adormecida, enrijecida e pálida.</p><p>Resumo:</p><p>Geladura de 1° grau – eritema;</p><p>Geladura de 2° grau – flictena;</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>85</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Geladura de 3° grau – necrose ou gangrena.</p><p>A ação geral do frio pode levar a:</p><p>- Alterações do sistema nervoso</p><p>- Sonolência</p><p>- Convulsões</p><p>- Delírios</p><p>- Perturbações dos movimentos</p><p>- Anestesias</p><p>- Congestão ou isquemia das</p><p>866</p><p>Lei de Execuções Fiscais – Lei nº 6.380/1980 ................................................................... 875</p><p>DIREITO AMBIENTAL ........................................................................................................ 900</p><p>Introdução ao Direito Ambiental .................................................................................... 900</p><p>Responsabilidade Ambiental ........................................................................................... 916</p><p>Lei dos Crimes Ambientais – Lei nº 9.605/1997 ............................................................. 931</p><p>Lei de Biossegurança – Lei nº 11.105/2005 ...................................................................... 969</p><p>Política Nacional do Meio Ambiente – Lei nº 6.938/1981 ............................................ 989</p><p>Código Florestal – Lei nº 12.651/2012 - Parte 1 ............................................................. 1008</p><p>Código Florestal – Lei nº 12.651/2012 - Parte 2 ............................................................. 1046</p><p>Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) – Lei nº</p><p>9.985/2000 ............................................................................................................................ 1065</p><p>ICMBIO – Instituto Chico Mendes - Lei nº 11.516/2007 ............................................ 1097</p><p>Lei da Mata Atlântica – Lei nº 11.428/2006 ................................................................... 1104</p><p>DIREITO PROCESSUAL CIVIL ....................................................................................... 1123</p><p>Normas Fundamentais do Processo Civil .................................................................... 1123</p><p>Jurisdição ............................................................................................................................ 1131</p><p>Competência ...................................................................................................................... 1151</p><p>Sujeitos do Processo ......................................................................................................... 1175</p><p>Tutelas Provisórias ........................................................................................................... 1201</p><p>DIREITO ELEITORAL (BÔNUS) ..................................................................................... 1214</p><p>Direito Eleitoral na Constituição Federal ..................................................................... 1214</p><p>Introdução ao Código Eleitoral e à Justiça Eleitoral .................................................. 1225</p><p>CRIMINOLOGIA ................................................................................................................. 1244</p><p>Introdução à Criminologia .............................................................................................. 1244</p><p>Teorias Sociológicas ......................................................................................................... 1264</p><p>Teoria Pós-Modernas ....................................................................................................... 1287</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>5</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Vitimologia ........................................................................................................................ 1293</p><p>NOÇÕES DE INFORMÁTICA .......................................................................................... 1322</p><p>Conceitos Iniciais de Informática .................................................................................. 1322</p><p>Hardware ............................................................................................................................ 1346</p><p>Nuvem e Backup ............................................................................................................... 1359</p><p>Windows 10 ........................................................................................................................ 1370</p><p>Linux .................................................................................................................................... 1385</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>6</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>MEDICINA LEGAL</p><p>Introdução à Medicina Legal</p><p>Conforme preceitua Genival Veloso de França, as inúmeras relações com outras</p><p>ciências e o seu extenso raio de atividade tornam a Medicina Legal difícil de ser definida</p><p>com precisão. Em geral, cada definidor conceitua esta ciência, levando em consideração</p><p>sua forma de atuação, como entende sua prática, sua contribuição e sua importância diante</p><p>dos justos e elevados reclamos da sociedade.</p><p>A doutrina tende a considerar o francês Ambroise Paré como pai da Medicina</p><p>Legal. É de Paré a famosa conceituação da medicina legal como “a arte de fazer relatórios</p><p>em juízo”, cobrada recentemente na prova de Delegado PCPR em 2021. A Medicina legal</p><p>no Brasil foi fortemente influenciada pela França.</p><p>Para Genival Veloso, a influência da Medicina Legal francesa foi decisiva, embora</p><p>não se possa negar que influenciaram de maneira marcante a alemã e a italiana. Portugal,</p><p>se no passado teve pouca influência, hoje, no entanto, notáveis são as contribuições da</p><p>nova escola médico-legal portuguesa, com os trabalhos de José Antônio Lourenço Lesseps</p><p>(Lisboa), José Eduardo Lima Pinto da Costa (Porto) e Duarte Nuno Pessoa Vieira e</p><p>Francisco Corte-Real (Coimbra).</p><p>Diversos autores tentaram conceituar a medicina legal:</p><p>· "É a aplicação de conhecimentos médicos aos problemas judiciais". (Nério Rojas)</p><p>· "É a ciência do médico aplicada aos fins da ciência do Direito". (Buchner)</p><p>· "É a arte de pôr os conceitos médicos ao serviço da administração da justiça". (Lacassagne)</p><p>· "É o estudo do homem são ou doente, vivo ou morto, somente naquilo que possa formar</p><p>assunto de questões forense". (De Crecchio)</p><p>· "É a disciplina que utiliza a totalidade das ciências médicas para dar respostas às questões</p><p>jurídicas". (Bonnet)</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>7</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>· "É a aplicação dos conhecimentos médico - biológicos na elaboração e execução das leis</p><p>que deles carecem". (F. Favero)</p><p>· "É a medicina a serviço das ciências jurídicas e sociais". (Genival V. de França)</p><p>· "É o conjunto de conhecimentos médicos destinados a servir ao direito, cooperando na</p><p>elaboração, auxiliando na interpretação e colaborando na execução dos dispositivos legais,</p><p>no seu campo de ação de medicina aplicada". (Hélio Gomes).</p><p>“O ramo da medicina que reúne todos os conhecimentos médicos que podem ajudar a</p><p>administração da Justiça” (Vargas Alvarado).</p><p>“Uma disciplina que utiliza a totalidade das ciências médicas para dar respostas a questões</p><p>judiciais” (Bonnet).</p><p>“A aplicação de conhecimentos científicos dos misteres da Justiça” (Afrânio Peixoto).</p><p>“A medicina considerada em suas relações com o Direito Civil, Criminal e Administrativo”</p><p>(Briand e Chaudé).</p><p>“Um ramo das ciências jurídicas que estuda os princípios biológicos e físico-químicos</p><p>enquanto o servem à edição e à aplicação das Leis” (Mac Iver).</p><p>Sob o ângulo didático, temos distintos ramos da Medicina Legal:</p><p>1) Antropologia Forense. Estuda a identidade e a identificação, seus métodos, processos e</p><p>técnicas.</p><p>2) Traumatologia Forense. Trata das lesões corporais</p><p>vísceras</p><p>- Pode causar a morte, se muito intenso.</p><p>Hipotermia (difuso): é o esgotamento da capacidade de produção de calor. Um</p><p>importante mecanismo da hipotermia é o “Afterdrop” ou queda subsequente / queda</p><p>brusca na temperatura central do corpo: no reaquecimento passivo, quando as áreas</p><p>periféricas ainda estão mais frias que as profundas, ocorre o resfriamento do sangue que</p><p>chega a essas regiões, podendo levar à morte. A solução para isso é esquentar o corpo aos</p><p>poucos e, se precisar que seja rápido, iniciar pela parte central do corpo (abdômen, por</p><p>exemplo), local em que o sangue está localizado.</p><p>• A hipotermia é geralmente acidental, salvo no abandono de recém-nascido.</p><p>Hipotermia – temperatura abaixo de 35º C.</p><p>Hipertermia – temperatura acima de 41º C.</p><p>• “Pés de trincheira” lesão isquêmica (pouco sangue) seguida de necrose e gangrena.</p><p>Foram lesões características no inverno da 1ª e 2ª Guerra Mundial. É causada pela</p><p>exposição do indivíduo a ambiente gelado (geladura), resultando basicamente de isquemia</p><p>do segmento afetado.</p><p>Sonolência, convulsões, delírios, perturbações dos movimentos, anestesias e congestão ou</p><p>isquemia das vísceras são anormalidades que podem ser desencadeadas pela ação</p><p>generalizada do frio.</p><p>Classificação das Geladuras (ação local) para Hygino</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>86</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>1º grau : Palidez ou rubefação local e aspecto anserino da pele;</p><p>2º grau : Eritema e formação de flictenas / bolhas de conteúdo claro e hemorrágico;</p><p>3º grau : Necrose dos tecidos moles com formação de crostas enegrecidas, aderidas e</p><p>espessas;</p><p>4º grau : Gangrena e desarticulação.</p><p>❖ BAROPATIAS</p><p>São variações na pressão atmosférica* e altitude. As alterações de pressão resultam em</p><p>baropatias.</p><p>*As ondas de choque das explosões são tratadas por alguns autores como baropatias</p><p>(Hygino) e como ação contundente por outros (França).</p><p>Blasts – são as ondas de pressão causadas pelas explosões.</p><p>Classificação dos blasts:</p><p>1) Blast Primário – são baropatias de explosões nos órgãos que contêm ar. Decorre da onda</p><p>de choque propriamente dita – lesão no corpo da vítima. A vítima em si está muito perto</p><p>da explosão, podendo ocorrer: desaparecimento do corpo, despedaçamento, mutilações</p><p>(Delegado PCRJ 2022).</p><p>2) Blast secundário – o estilhaçamento de objetos próximos ou do material explosivo forma</p><p>“micro projeteis” causando a destruição/estilhaçamento de objetos como garrafa, janelas</p><p>de vidro, aparelhos eletrônicos.</p><p>3) Blast terciário – resulta do arremesso do corpo à distância – a súbita alteração de pressão</p><p>pode arremessar a vítima em decorrência de intensos ventos explosivos. Tende a causar</p><p>lesões contusas ou cortocontusas.</p><p>4) Blast quaternário – serão todas e quaisquer outras lesões que forem causadas pelos</p><p>efeitos da explosão que não se encaixam nas classificações acima. Os maiores exemplos são</p><p>infecções, irradiações e queimaduras, em decorrência do aumento da temperatura.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>87</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>As explosões podem levar a lesões contusas ou corto-contusas.</p><p>Blast auditivo = ocorre a rotura do tímpano.</p><p>Blast nos órgãos = lesões internas causadas nos órgãos.</p><p>BAIXA PRESSÃO (alta altitude)</p><p>Em aviadores e higlanders (habitantes de cidades de maiores alturas).</p><p>Mecanismo: Redução da pressão parcial de O2 causando hipóxia (falta de oxigênio) -></p><p>poliglobulia das alturas.</p><p>“Mal das montanhas” – É a doença causada pela baixa pressão e alta altitude.</p><p>Pode ser aguda / instantâneo / momentâneo</p><p>Clássica (benigna): cefaleia, dispneia, fadiga, taquicardia, tontura, náuseas e</p><p>vômitos. Sintomas não-graves.</p><p>Forma grave com edema pulmonar, edema cerebral e tromboses -> remoção para</p><p>locais mais baixos.</p><p>Doença do Monge (crônica): em sintomas de ordem neurológica e psíquica</p><p>(irritabilidade, depressão, alucinações) além de cianose labial e dedos em branqueta de</p><p>tambor. Nos indivíduos que residem muito tempo em lugares de baixa pressão ex.</p><p>Cordilheira dos Andes.</p><p>-> A doença do monge é a forma crônica do mal das montanhas.</p><p>ALTA PRESSÃO (baixa altitude)</p><p>Em mergulhadores, escafandristas e mineiros</p><p>Barotraumas – é a obstrução da passagem do ar e incapacidade de igualar as pressões em</p><p>cavidades naturais (seios da face, estômago, dentes com canal e pulmão).</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>88</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Patologia da compressão: aumento da solubilidade e intoxicação por gases hiperbáricos:</p><p>Nitrogênio (embriaguez), O2 (estrese oxidativo nos neurônios) e CO2 (acidose</p><p>respiratória).</p><p>Patologia da descompressão (“mal dos caixões”): formação de bolhas no interior dos</p><p>líquidos orgânicos.</p><p>– Tipo 1: dores em tecido musculoesquelético, pele e linfonodos</p><p>– Tipo 2: vasos pulmonares sistema nervoso e ouvido interno</p><p>Barotrauma pulmonar: em mergulhos com equipamento SCUBA, podendo levar a</p><p>pneumotórax (ruptura do pulmão), enfisema do mediastino (dor cervical e disfagia)</p><p>e embolia traumática pelo ar</p><p>RESUMO:</p><p>Mal das Montanhas ou Aviadores: DIMINUIÇÃO da pressão atmosférica;</p><p>Mal dos Mergulhadores ou Mal dos Caixões: AUMENTO da pressão atmosférica.</p><p>❖ RADIOATIVIDADE</p><p>Cursa com lesões clássicas conhecidas como radiodermites.</p><p>Agudas: 1º grau (eritematosa ou depilatória) dura cerca de 60 dias e deixa uma mancha</p><p>escura que desaparece muito lentamente.</p><p>2º grau (papuloeritematosa): causa uma ulceração dolorosa recoberta por uma crosta</p><p>seropurulenta. Sua cicatrização é difícil deixando uma placa esbranquiçada de pele rugosa</p><p>3º grau (ulcerosa): zonas de necrose grosseira e grave (úlceras de Röentgen)</p><p>OUTRAS ENERGIAS</p><p>❖ ENERGIAS DE ORDEM BIOQUÍMICA –</p><p>As energias de ordem bioquímica são aquelas que se manifestam através de uma</p><p>ação combinada, havendo fatores químicos e biológicos. Podem atuar lesivamente por</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>89</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>meio negativo (carencial) ou de maneira positiva (tóxica ou infecciosa) sobre a saúde,</p><p>levando em conta ainda as condições orgânicas e de defesa de cada indivíduo.</p><p>Exemplificados por danos causados por perturbações alimentares (inanição,</p><p>doenças carenciais e intoxicações alimentares), autointoxicações (eliminação defeituosa ou</p><p>perturbação orgânica), infecções e castração química.</p><p>▪ Infecções: perturbações orgânicas, provocadas por micro-organismos, de caráter</p><p>local ou generalizado (ex. septicemia e SIRS – síndrome da resposta inflamatória</p><p>sistêmica)</p><p>▪ Perturbações alimentares:</p><p>o Inanição: privação de elementos indispensáveis para o</p><p>metabolismo/organismo. Abandono de recém-nascido; “Greve de fome” etc.</p><p>É a fraqueza extrema por falta ou redução exagerada de alimentos</p><p>imprescindíveis para o organismo. Pode ser acidental (vítima presa em lugar</p><p>sem alimentos); voluntária (greve de fome); econômica (fome e miséria);</p><p>criminosa (crianças, velhos ou enfermos são deixados sem alimentos e</p><p>socorro)</p><p>o Doenças carenciais: São doenças que ocorrem devido a falta de um</p><p>determinado e específico nutriente, com destaque para hipovitaminoses.</p><p>Essa ausência do nutriente pode levar a deficiência ou perda de</p><p>funções do</p><p>organismo, até a morte. É a carência de certos elementos indispensáveis</p><p>(vitaminas). Pode ser acidental ou culposa.</p><p>o Intoxicações alimentares: ocorre pela ingestão de alimentos deteriorados ou</p><p>contaminados (ex. intoxicação estafilocócica, salmonelose, botulismo). A</p><p>forma mais comum é acidental, sendo considerados raros os casos dolosos.</p><p>▪ Autointoxicações: intoxicações por substâncias endógenas – produzidas pelo</p><p>próprio organismo – dentro do organismo (ex. uremia – doença renal crônica,</p><p>tireoroxicose - hipertiroidismo).</p><p>▪ Castração química.</p><p>❖ ENERGIAS DE ORDEM BIODINÂMICA –</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>90</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Nas energias de ordem biodinâmica, não existem substâncias envolvidas. Ocorrem</p><p>por quadros complexos resultantes de múltiplos fatores.</p><p>▪ Choque: má perfusão tecidual. O sangue não chega bem no tecido. É um</p><p>mecanismo compensatório do organismo ao trauma para recuperar a pressão</p><p>arterial. Esse fenômeno estimula a liberação pela suprarrenal de corticoides e</p><p>adrenalina, além da liberação de noradrenalina pelo Sistema Nervoso Simpático. As</p><p>substâncias provocam vasodilatação da microcirculação periférica.</p><p>Consequentemente, a pressão arterial reduz, o que provoca concentração do fluxo</p><p>sanguíneo no sistema nervoso e coração. Dessa forma, o volume sanguíneo</p><p>reduzido no organismo gera queda do retorno venoso e do débito cardíaco. Outros</p><p>mecanismos compensatórios são: taquicardia, taquipneia, inquietação,</p><p>deslocamento de fluido intersticial para capilares, secreção de vasopressina, de</p><p>glicocorticoides, renina, aldosterona, eritropoietina e síntese de proteína plasmática</p><p>aumentada. O diagnóstico do choque é obtido por análise clínica, avaliação</p><p>bioquímica e hemodinâmica. A redução da pressão arterial é a principal alteração</p><p>no choque. Aumento de frequência do pulso arterial é um sinal clássico do choque,</p><p>devido à ação adrenérgica. A vasoconstrição provoca palidez e cianose nos lábios e</p><p>lóbulos das orelhas. A hipoperfusão renal gera queda da filtração glomerular e</p><p>redução do volume urinário, ou seja, oligúria.</p><p>o Hipovolêmico: ex. hemorrágico – sangramento;</p><p>o Cardiogênico ex. infarto, arritmias, ICC descompensada;</p><p>▪ Choque cardiogênico (TAMPONAMENTO CARDÍACO = ORDEM</p><p>BIODINÂMICA) caiu na Prova PCPB 2022 Delegado.</p><p>o Obstrutivo ex. tromboembolismo pulmonar (TEP), pneumotórax</p><p>hipertensivo, tamponamento cardíaco.</p><p>▪ Falência múltipla de órgãos (FMDO): deterioração pulmonar progressiva de</p><p>diversos órgãos em pacientes graves, geralmente, mas não só, associada a um</p><p>quadro infeccioso. A falência múltipla é a perda progressiva funcional dos órgãos</p><p>em pacientes graves e doentes em fase aguda e necessitam de ajuda artificial para</p><p>garantir a homeostase. É marcado por hipotensão arterial, insuficiência respiratória</p><p>aguda, insuficiência cardíaca congestiva e arritmias.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>91</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>▪ Coagulação intravascular disseminada (CIVD): trata-se de um distúrbio trombo-</p><p>hemorrágico em que ocorre coagulação excessivamente e como consequência,</p><p>forma microtrombos na microvasculatura. O fenômeno pode estar localizado em</p><p>um órgão ou tecido. Durante o processo, há ativação da fibrinólise, consumo de</p><p>fibrina, plaquetas e fatores de coagulação. A apresentação clínica pode ser diversa,</p><p>como anemia hemolítica microangiopática, cianose, dispneia, convulsão, coma,</p><p>oligúria, insuficiência renal aguda e choque. Sendo assim, o diagnóstico é feito a</p><p>partir de análise clínica e exames laboratoriais, entre eles quantificação dos níveis</p><p>de fibrinogênio, plaquetas, TP, TTP e produtos de degradação da fibrina</p><p>❖ ENERGIAS DE ORDEM MISTA–</p><p>▪ Fadiga: quando o organismo obrigado a um trabalho que, por intensidade e</p><p>duração, rompe o equilíbrio das funções anabólicas e catabólicas, levando ao</p><p>esgotamento físico ou mental. Definida como a diminuição do poder funcional dos</p><p>órgãos, provocada por um excesso de trabalho, e acompanhada por uma sensação</p><p>característica de mal-estar. É um sintoma frequente e abstruso de sensação de</p><p>cansaço e pode ser: crônica, aguda ou superaguda.</p><p>o Aguda: decorrente da atividade física. É vista como uma autointoxicação</p><p>consequente à liberação de leucomaínas no cérebro, aumento do ácido láctico</p><p>nos músculos, e de creatinina no sangue, sendo provocada pelo trabalho</p><p>excessivo do corpo, capaz de determinar alterações orgânicas consideráveis,</p><p>como: insônia, inapetência, hipertensão arterial, retardamento do ritmo</p><p>cardíaco (surmenage) e até a morte. Manifesta-se por dispneia, taquicardia,</p><p>taquisfigmia, hipertensão, dores nos flancos, astenia, tremores, tonturas.</p><p>Esses sintomas cessam habitualmente pelo repouso.</p><p>o Superaguda: Decorrente da persistência do esforço físico do corpo, e esta</p><p>manifesta-se com dispneia intensa, seguida de superficialização dos</p><p>movimentos respiratórios, palidez, fria sudorese, pulso filiforme e</p><p>bradicárdico, adinamia, perturbações do sistema nervoso central com</p><p>possíveis convulsões e morte por colapso cardíaco. Além disso, em um</p><p>indivíduo morto por fadiga superaguda ocorrem rigidez cadavérica e</p><p>putrefação rápidas. Ademais, os músculos tornam-se friáveis, e o sangue</p><p>negro dissemina-se em sufusões nas mucosas e vísceras.</p><p>o Crônica: estresse, exaustão, síndrome de Burn-out (síndrome psicológica ao</p><p>fim do trabalho). Na forma crônica, aparece na ausência de exercício corporal</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>92</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>rigoroso, consequente aos efeitos físicos e mentais nos incapacitados de</p><p>sentir prazer em qualquer atividade sociofamiliar e profissional, e nos</p><p>submetidos a excesso de trabalho, à qual recorrem como mecanismo de</p><p>defesa. A maior parte dos que sofrem fadiga física e mental crônica</p><p>inexplicada porta algum tipo de sintoma psiconeurótico. Contudo,</p><p>transtornos somáticos (infecções, anemias, intoxicações crônicas endógenas</p><p>ou exógenas, endócrinos) devem ser pesquisados antes de se concluir ser a</p><p>fadiga crônica de origem inteiramente psicogênica.</p><p>▪ Doenças parasitárias: ação espoliativa e tóxica local (ex. helmintos, protozoários).</p><p>▪ SEVÍCIAS – sinônimos de MAUS-TRATOS</p><p>o Tortura</p><p>o Síndrome da criança maltratada – mais comum</p><p>o Síndrome do ancião maltratado</p><p>o Violência doméstica contra a mulher.</p><p>▪ SÍNDROME DA CRIANÇA MALTRATADA</p><p>“Síndrome da Criança Espancada”; “Battered Child Syndrome”; “Síndrome de</p><p>Caffey-Camp”.</p><p>Formas de abuso:</p><p>▪ Físico (mais comum e fácil de ser constatado);</p><p>▪ Emocional (ex. inversão de papeis, chantagem, terrorismo, superproteção)</p><p>▪ Sexual</p><p>▪ Privação alimentar</p><p>▪ Privação de higiene</p><p>▪ Negligência médica (ex. infestações)</p><p>▪ Negligência de segurança (ex. queimaduras, remédios, janelas, piscinas, animais)</p><p>▪ Administração intencional de drogas (ex. soníferos).</p><p>Elementos</p><p>“Estressores”</p><p>Situações</p><p>desencadeantes</p><p>Criança –</p><p>Comportamento,</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>93</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>deficiência física ou</p><p>intelectual.</p><p>Conflitos familiares</p><p>ou conjugais, crises</p><p>econômicas</p><p>Resultado: MAUS-</p><p>TRATOS. Pais</p><p>– Doença</p><p>psiquiátrica ou</p><p>dependência</p><p>química.</p><p>Socio</p><p>circunstancial –</p><p>Relacionamentos,</p><p>condições</p><p>socioeconômicas</p><p>COMO IDENTIFICAR:</p><p>Múltiplas lesões com diferentes tempos de evolução (ex. equimoses, escoriações, fraturas),</p><p>pouco explicadas, por desconhecimento, indiferença ou superficialidade “ex. ele vive</p><p>caindo”; Criança hesitante procurando se certificar da resposta – buscar separar a criança</p><p>do cuidador; Mandatório solicitar radiografias.</p><p>Síndromes típicas:</p><p>Bebê sacudido (shaken baby): Podem causar hemorragias subdurais (dentro do crânio),</p><p>hemorragias retinianas (olho), edema cerebral.</p><p>Tríade do pisão: adulto pisa no abdome da criança - ausência de lesões cutâneas, rotura</p><p>de vísceras como o baço e fígado, prolapso retal (o reto sai para fora).</p><p>Legislação pertinente – Art. 245, ECA. Deixar o médico, professor ou responsável por</p><p>estabelecimento de atenção à saúde e de ensino fundamental, pré-escola ou creche, de</p><p>comunicar à autoridade competente os casos de que tenha conhecimento, envolvendo</p><p>suspeita ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente.</p><p>Outras síndromes:</p><p>Síndrome de Munchausen por procuração – A mãe pode simular doenças do filho;</p><p>Simulação de sintomas e doenças de forma compulsiva, deliberada e contínua; Consultas</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>94</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>ou hospitalizações continuadas, sem solução; Falta de coerência no quadro clínico; Postura</p><p>de exagerada solicitude (muita preocupação) do agressor;</p><p>Síndrome da ALIENAÇÃO PARENTAL (Síndrome de Medeia) – Isolamento gradativo</p><p>do outro progenitor; contexto de separação ou de divórcio; geralmente motivada pela</p><p>custódia (mãe) ou vingança (pai).</p><p>RESUMO DAS ENERGIAS</p><p>Revise essa classificação todos os dias na semana antes da prova.</p><p>Energias de ordem MECÂNICA: ARMAS, REVÓLVERES, MACHADOS, FOICES,</p><p>NAVALHA, PUNHAIS, QUEDAS, EXPLOSÕES, PRECIPITAÇÕES, PUNHOS.</p><p>Energias de ordem FÍSICA: TEMPERATURA, PRESSÃO, ELETRICIDADE,</p><p>RADIOATIVIDADE, LUZ e SOM.</p><p>Energias de ordem QUÍMICA: substâncias, ENVENENAMENTO.</p><p>Energias de ordem FÍSICO-QUÍMICA: elementos que impedem a passagem do ar pelas</p><p>vias respiratórias, como: ASFIXIA, AFOGAMENTO, ESGANADURA,</p><p>CONFINAMENTO.</p><p>Energias de ordem BIOQUÍMICA: INANIÇÃO, castração química, intoxicações</p><p>alimentares, doenças carenciais.</p><p>Energias de ordem BIODINÂMICA: quadros decorrentes de múltiplos fatores:</p><p>CHOQUE, FALÊNCIA MÚLTIPLA DE ÓRGÃOS, COAGULAÇÃO INTRAVASCULAR.</p><p>Energias de ordem MISTA: é um misto de energias: FADIGA, DOENÇAS</p><p>PROFISSIONAIS, PARASITÁRIAS, SEVÍCIAS (MAUS-TRATOS).</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>95</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Toxicologia Forense</p><p>Toxicologia é uma “ciência multidisciplinar que, aplica um conjunto de</p><p>conhecimentos físicos, químicos e biológicos, ao estudo dos agentes e sua reação nociva</p><p>sobre o organismo” (Orfila). A toxicologia forense é o estudo e prática da aplicação da</p><p>toxicologia aos propósitos da lei.</p><p>A MITRIDATIZAÇÃO ou Mitridatismo caracteriza-se pela resistência do organismo aos</p><p>efeitos tóxicos dos venenos. Esse nome deriva do Rei Mitríades, que tomava pequenas</p><p>doses de veneno com o objetivo de se tornar imune ao mesmo.</p><p>O Mitridatismo também pode ser a intoxicação por arsênico (metal pesado que</p><p>pode levar o indivíduo à morte em pequenas doses).</p><p>❖ Distinção entre alguns conceitos da Toxicologia Forense:</p><p>Intoxicação > envenenamento (elevada toxicidade)</p><p>Veneno: É a substância que, em dose relativamente pequena, quando introduzida no</p><p>organismo, tem como efeito habitual, em pessoas sadias, grave perturbação da saúde ou a</p><p>morte.</p><p>Droga: É toda substância, natural ou sintética, que, ao entrar em contato com um</p><p>organismo, produz um efeito biológico. O efeito pode ser nocivo ou benéfico.</p><p>Fármaco: É a substância de estrutura química definida, dotada de ação farmacológica</p><p>conhecida, capaz de modificar o sistema fisiológico ou estado patológico em benefício do</p><p>organismo receptor. O fármaco tem efeito biológico benéfico.</p><p>Medicamento: É o procedimento farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com</p><p>finalidade profilática, curativa, paliativa ou de diagnóstico. Contém um ou mais fármacos</p><p>e adjuvantes farmacocinéticos.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>96</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Classificação das drogas</p><p>*a de Aceleram o organismo = estimulantes</p><p>*le de “Lentificam” o organismo</p><p>*dis de disfunção / perturbar = perturbadoras</p><p>Classificação</p><p>A classificação engloba várias variáveis. Não tem muita aplicabilidade, mas estão nos</p><p>livros e são conceitos que podem ser cobrados pela banca. Há venenos de vários tipos:</p><p>• Quanto ao estado físico: líquidos, sólidos e gasosos; Pode-se respirar veneno, encostar</p><p>em algo que é veneno, inerir veneno sólido ou líquido etc.</p><p>• Quanto à origem: animal, vegetal, mineral e sintético (produzidos pelo homem);</p><p>• Quanto ao uso (Se dá outra utilidade, mas se for ingerido, é veneno): doméstico, agrícola</p><p>(algumas pessoas se suicidam com organofosforados, que são defensivos agrícolas),</p><p>industrial (utilizados na produção), medicinal, cosmético e venenos propriamente ditos.</p><p>Há várias classificações conforme várias óticas.</p><p>• Quanto às funções químicas:</p><p>– Inorgânicas: óxidos, ácidos, bases e sais;</p><p>– Orgânicas: hidrocarbonetos, álcoois, acetonas, aldeídos, ésteres, aminas, alcaloides.</p><p>Estimulantes</p><p>(Psicoanalépticas)*</p><p>• Derivados da cocaína (crack)</p><p>• Anfetaminas (MDMA ou</p><p>ectasy/”bala”, rebite,</p><p>ritalina)</p><p>• Cafeína e nicotina</p><p>Depressoras (Psicolépticas) • Álcool</p><p>• Derivados do ópio (heroína,</p><p>morfina é analgésico)</p><p>• Algumas drogas</p><p>psiquiátricas</p><p>(benzodiazepínicos –</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>97</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>TOXICODINÂMICA - A toxicodinâmica estuda os efeitos que o agente tóxico irá</p><p>produzir, qual seu mecanismo de ação.</p><p>Mecanismos de ação:</p><p>• Bloqueio do transporte de oxigênio (ex.: monóxido de carbono – CO, de forma</p><p>irreversível, agentes oxidantes). O CO é produto da combustão incompleta que se liga de</p><p>forma irreversível à hemoglobina (molécula que transporta o oxigênio): intoxicação por</p><p>monóxido de carbono. A hemoglobina, no sangue arterial, está ligada ao oxigênio e é</p><p>vermelha. No sangue venoso (não ligada ao oxigênio) é azul. É um pimento que muda de</p><p>cor a depender se está ligada ou não a um gás. Ligada ao CO, apresenta-se de cor rosa-</p><p>cereja ou carmim. Assim, as manchas que surgem no cadáver (livores, estudados na aula</p><p>de tanatologia) irão ficar rosa-cereja ou carmim nos casos de intoxicação por carbono.</p><p>Agentes oxidantes oxidam a hemoglobina, produzindo a metemoglobina que também tem</p><p>dificuldades em transportar oxigênio.</p><p>• Bloqueio da respiração celular (exemplo: cianeto, que é muito tóxico): Bloqueia-se não</p><p>a chegada do oxigênio à célula e sim, a respiração celular.</p><p>• Tetanização (exemplo: estricnina). A estricnina é um raticida (praguicida). Ela mata a</p><p>praga por tetanização: provoca contratura involuntária e sustentada do músculo. Assim,</p><p>poder-se ter a tetanização da musculatura respiratória. Para haver fluxo de ar e oxigenação</p><p>no pulmão, é necessário o uso da musculatura respiratória. Se há tetanização, não há fluxo</p><p>e consequentemente, não há respiração, o que gera morte.</p><p>Rivotril/alprazolam e</p><p>barbitúricos)</p><p>Perturbadoras ou</p><p>alucinógenas</p><p>(Psicodislépticas)</p><p>• Maconha</p><p>• LSD</p><p>• Outros enteogénos – usados</p><p>no contexto religioso</p><p>(ayahuasca/”chá do santo</p><p>daime”, mescalina)</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>98</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>• Paralisia da musculatura esquelética (exemplo: substâncias curarizantes). Na paralisia,</p><p>o músculo fica relaxado, não fica em contratura, como ocorre na tetanização. Entretanto, o</p><p>efeito é o mesmo: bloqueio do fluxo de ar. É comum na intubação de paciente.</p><p>• Depressão do sistema nervoso central (exemplo: sedativos – qualquer um, em doses</p><p>grandes; barbitúricos, opioides – heroína, morfina, que é de uso terapêutico, mas há</p><p>viciados nela; neurolépticos). É comum viciados irem a plantões médicos queixando-se de</p><p>dor, até o médico lhes administrar morfina. A morfina em excesso (o viciado vai</p><p>desenvolvendo tolerância) pode causar depressão da respiração.</p><p>• Arritmias (exemplos: cocaína, anfetaminas – Ritalina, rebite); afeta a polarização e</p><p>despolarização, ou seja, a transmissão do estímulo elétrico nas fibras musculares cardíacas</p><p>e afetar o ritmo do coração, que tem que contrair de forma rítmica e coordenada. Se se</p><p>perde o ritmo, a contração pode não ser efetiva e a pessoa morre porque o coração não</p><p>consegue bombear o sangue.</p><p>TOXICOCINÉTICA</p><p>Se a farmacodinâmica diz respeito ao mecanismo de ação, a farmacocinética diz respeito à</p><p>movimentação do fármaco no corpo. É necessário que o fármaco tenha um mecanismo de</p><p>ação (precisa fazer o efeito na célula), mas para isso, precisa chegar até ela. Assim, a forma</p><p>como esse fármaco é distribuído conforme passa pelo corpo, sendo eliminado e absorvido,</p><p>também vai influenciar sua ação tóxica.</p><p>A toxicocinética irá estudar o efeito macro do tóxico (ele se movimentando no corpo) e não</p><p>somente o seu mecanismo de ação.</p><p>Fases: É interessante saber os conceitos dessa fase.</p><p>• Penetração: via de administração. Como vai entrar no organismo.</p><p>▪ Oral: a via mais comum, mas sujeita a vários fatores como presença de alimentos,</p><p>vômitos e passagem no sistema porta. Há drogas que podem ser mais ou menos</p><p>absorvidas na presença do alimento (estômago mais ácido ou básico). Mecanismo</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>99</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>de defesa: tudo o que entra pelo estômago vai para o fígado, para que ele neutralize</p><p>tóxicos, entre outras funções.</p><p>▪ Inalatória: no caso de substâncias voláteis, é a mais grave por cair direto na</p><p>circulação esquerda. Seu efeito é muito mais rápido, por exemplo o crack que é mais</p><p>rápido que a cocaína.</p><p>▪ Cutânea: encostar em algo que já fez seu efeito sistêmico, seu efeito venenoso.</p><p>▪ Parenteral (intestino): intravenosa (absorção garantida – 100% da droga será</p><p>injetada), intramuscular (medicação depositada nos músculos que vai sendo</p><p>absorvida aos poucos), intradérmica, etc.</p><p>• Absorção: processo pelo qual o veneno chega à circulação;</p><p>• Distribuição: fase em que o veneno é distribuído aos tecidos;</p><p>• Fixação: etapa em que a substância se localiza em certo órgão, conforme sua afinidade;</p><p>• Transformação: mecanismo pelo qual o organismo tenta se defender através de reações</p><p>cujos resultados são substâncias menos agressivas e mais fáceis de serem eliminadas.</p><p>• Eliminação, que pode se dar de forma</p><p>o Renal</p><p>o Hepática.</p><p>➔ Decore a ordem: PENETRAÇÃO, ABSORÇÃO, DISTRIBUIÇÃO, FIXAÇÃO,</p><p>TRANSFORMAÇÃO e ELIMINAÇÃO.</p><p>Fatores que modificam a ação tóxica: Peso e idade; Patologia prévia (ex. cirrose ou doença</p><p>renal); Suscetibilidade individual (Intolerância ou idiossincrasia – inerente a ela/particular</p><p>– ou hiper-reatividade); Mitridatização ou midridatismo: elevada resistência adquirida</p><p>através de ingestão progressiva de pequenas doses; Interação de Drogas – Aditiva,</p><p>Sinergismo ou Potencialização (ex. álcool e BDZ, anticoagulantes orais e AAS).</p><p>Antagonismo: Competitivo (ex. morfina e naloxona); Neutralização (ex. metais pesados e</p><p>quelantes).</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>100</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Sinergismo é a potencialização dos efeitos decorrente do uso de determinada substância</p><p>com uma ou mais substâncias venenosas.</p><p>TOXICOMANIAS ou TOXICOFILIAS</p><p>É “um estado de intoxicação periódica ou crônica, nociva ao indivíduo ou à</p><p>sociedade, produzida pelo repetido consumo de uma droga natural ou sintética”</p><p>• Dependência: interação que existe entre o metabolismo orgânico do viciado e o</p><p>consumo de uma determinada droga.</p><p>- Psíquica: estado manifestado por compulsão psíquica (“fissura”) incontida de</p><p>consumir a droga, periódica ou continuamente, para obter prazer ou alívio de desconforto</p><p>ou evitar um mal-estar.</p><p>- Física: estado de (neuro)adaptação que se manifesta pelo surgimento de intensos</p><p>transtornos físicos ou síndrome de abstinência quando, seja por qual motivo for, a</p><p>ministração de droga é suspensa.</p><p>• Síndrome de abstinência: uma síndrome desencadeada pela ausência da droga e</p><p>caracterizada por tremores, inquietação, náuseas, vômitos, irritabilidade, sudorese,</p><p>taquicardia, anorexia e distúrbios do sono.</p><p>• Tolerância: é a necessidade de doses cada vez mais elevadas para que o indivíduo</p><p>consiga os mesmos resultados. O usuário pode aumentar o consumo da quantidade</p><p>da droga ou mesmo partir para o uso de uma droga mais poderosa. Intolerante é</p><p>aquele que tem uma sensibilidade exagerada a pequenas doses de um veneno.</p><p>ÁLCOOL (psicoléptica)</p><p>• Embriaguez (estágio): conjunto de manifestações neuropsicossomáticas resultantes</p><p>da intoxicação etílica* aguda de caráter episódico e passageiro. Não tem</p><p>toxicomania. É transitória, por isso ser um “estágio”.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>101</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>• Alcoolismo (estado): síndrome psico-orgânica, caracterizada por um elenco de</p><p>perturbações resultantes do uso imoderado do álcool e de caráter crônico. É</p><p>toxicomania/toxicofilia relacionada ao álcool!</p><p>Alcoólatra inveterado / Embriaguez patológica deve ser tratado como inimputável</p><p>(art. 26, CP)</p><p>Agora, o alcoolismo preordenado é uma circunstância agravante (art. 61, II, “l”, Código</p><p>Penal) sendo exemplo do actio libera in causa (“a ação é livre na causa”).</p><p>Para a banca Vunesp, a embriaguez culposa completa, pela teoria da actio libera in causa,</p><p>é resquício da responsabilidade objetiva no direito penal brasileiro.</p><p>• Alcoolemia (taxa) é a dosagem de álcool no sangue. Quantidade de álcool.</p><p>*É possível falar de embriaguez de outras drogas. Inclusive maconha.</p><p>É possível correlacionar a alcoolemia com a embriaguez? NÃO, devido ao fenômeno da</p><p>tolerância.</p><p>Meios de constatação da embriaguez:</p><p>▪ Exame clínico: melhor critério. Exame de capacidade realizado pelo</p><p>médico.</p><p>▪ Alcoolemia: 0,6 g/L ou 6 dg/L - GRAVAR *</p><p>▪ Bafômetro: 0,3 mg/L de ar alveolar, com muitos falsos-positivos.</p><p>o Ninguém pode ser obrigado a realizar o bafômetro (nemo tenetur se</p><p>detegere).</p><p>Novamente: NÃO há precisamente uma relação entre a alcoolemia e a embriaguez.</p><p>EMBRIAGUEZ</p><p>Cursa com manifestações:</p><p>▪ Somáticas: congestão conjuntival (olhos vermelhos), hálito alcóolico-acético,</p><p>taquicardia (coração acelerado) e taquipneia (respiração acelerada)</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>102</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>▪ Neurológicas: alterações da coordenação, equilíbrio e fenômenos vagais (soluço,</p><p>vômito)</p><p>▪ Psíquicas: essas perturbações apresentam-se de maneira progressiva. Inicialmente,</p><p>atingem as funções mais elevadas do córtex cerebral e, a seguir, comprometem</p><p>sucessivamente as esferas menores. Ex. juízo crítico (autocontrole – inibição,</p><p>liberando as funções mais primitivas)</p><p>Fases da Embriaguez</p><p>EMBRIAGUEZ INCOMPLETA – 1ª fase</p><p>▪ Excitação (macaco): o indivíduo se mostra loquaz, vivo, olhar animado, humorado</p><p>e gracejador, dando às vezes uma falsa impressão de maior capacidade intelectual.</p><p>EMBRIAGUEZ COMPLETA – 2ª fase</p><p>▪ Confusão (leão) ou fase médico-legal: surgem as perturbações nervosas e psíquicas.</p><p>Disartria (embolar a fala), andar cambaleante e perturbações sensoriais.</p><p>Irritabilidade e tendências às agressões. É a fase de maior interesse e, por isso,</p><p>chamada fase médico-legal.</p><p>▪ Sono ou Comatosa (porco): o paciente não se mantém em pé. Caminha apoiando</p><p>nos outros ou nas paredes e termina caindo sem poder erguer-se, mergulhando em</p><p>sono profundo.</p><p>Formas jurídicas da embriaguez (para a Medicina Legal)</p><p>• Não-acidentais:</p><p>- Voluntária: o indivíduo quer embriagar-se, mas não deseja cometer crime.</p><p>- Culposa: o indivíduo deseja beber, mas não quer ficar embriagado.</p><p>• Acidentais:</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>103</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>- Caso Fortuito: o indivíduo ingere bebida alcóolica por engano ou em pequenas</p><p>quantidades sob efeito de medicamento potencializador.</p><p>- Força Maior: quando o indivíduo é obrigado a beber.</p><p>• Preordenada: o indivíduo quer embriagar-se para cometer crime.</p><p>• Patológica: quando pequenas doses de álcool causam reações desproporcionais.</p><p>Repercussões jurídicas: imputabilidade</p><p>Art. 28 - Não excluem a imputabilidade penal:</p><p>I - a emoção ou a paixão;</p><p>Embriaguez</p><p>II - a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância de efeitos</p><p>análogos. (ACTIO LIBERA IN CAUSA – ação livre na causa, independente se</p><p>completa ou incompleta)</p><p>Para a Vunesp, a embriaguez culposa completa, pela teoria da actio libera in causa, é</p><p>resquício da RESPONSABILIDADE OBJETIVA no direito penal brasileiro</p><p>§ 1º - É isento de pena o agente que, por embriaguez COMPLETA (2ª fase),</p><p>proveniente de caso fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação ou da omissão,</p><p>inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo</p><p>com esse entendimento.</p><p>§ 2º - A pena pode ser reduzida de 1 a 2/3, se o agente, por embriaguez</p><p>(INCOMPLETA – 1ª fase), proveniente de caso fortuito ou força maior, não possuía, ao</p><p>tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou</p><p>de determinar-se de acordo com esse entendimento.</p><p>Embriaguez patológica – é considerada doença. Será o agente tratado como doente mental.</p><p>Será observada o art. 26 parágrafo único do Código Penal - A pena pode ser reduzida de</p><p>1 a 2/3, se o agente, em virtude de perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento</p><p>mental incompleto ou retardado não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito</p><p>do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>104</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>A embriaguez patológica ocorre quando o indivíduo, mesmo ingerindo pequenas</p><p>quantidades de bebida alcoólica, manifesta atitudes que não condiz com sua</p><p>personalidade, apresentando alterações em seu comportamento e estado mental.</p><p>NECROPSIA</p><p>A Resolução Contran nº 432/13 estabelece que é OBRIGATÓRIO o exame de alcoolemia</p><p>nas vítimas fatais de acidentes de trânsito.</p><p>Deve ser coletado sangue venoso periférico da VEIA FEMORAL, pois há difusão pós-</p><p>morte do álcool no estômago para o coração (o que contaminaria o resultado).</p><p>A putrefação produz etanol e substâncias redutores semelhantes ao álcool, sendo os</p><p>resultados muito duvidosos já instalados (falso-positivo).</p><p>PSICODISLÉPTICAS (ALUCINÓGENAS/PERTURBADORAS)</p><p>o Maconha;</p><p>o LSD;</p><p>o Enteógenos (psilocibina, mescalina e ayahuasca)</p><p>1. MACONHA</p><p>Cannabis sativa (marijuana), cânhamo derivada da Índia.</p><p>Princípios ativos: delta-9-tetraidrocanabinol (THC) e canabidiol (CBD) que atuam</p><p>sobre receptores canabinoides</p><p>TCH = MACONHA!</p><p>É a droga mais consumida no Brasil e no mundo (10%, segundo levantamento da</p><p>SENAD). Tem forma semelhante ao “orégano”</p><p>Derivados da Maconha –</p><p>Haxixe: feito com a resina extraída das flores, comercializada na forma de tabletes</p><p>sólidos (pedras). São fumadas em cachimbos.</p><p>Skunk: consiste numa variedade de cannabis produzida pelo cruzamento de várias</p><p>espécies e com maior concentração de THC.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>105</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>A maconha geralmente é consumida na forma de cigarros (beck), cachimbos,</p><p>narguilés, bongs e vaporizadores (e-cigarette, vape, ou pen drive) tendo um odor</p><p>característico.</p><p>Predomínio de efeitos psíquicos, como o humor eufórico, sensação de leveza (“brisa”),</p><p>percepção distorcida do tempo, prejuízos na memória operacional, valorização do</p><p>presente, orexígeno (“larica” – abre o apetite); e alguns efeitos somáticos, como congestão</p><p>conjuntival, mucosas secas e taquicardia.</p><p>Os efeitos podem demorar alguns minutos para surgir e durar por horas, tendo até</p><p>um efeito residual no dia seguinte.</p><p>Por ser lipossolúvel, a droga pode se armazenar nas membranas lipídicas dos</p><p>neurônios e outros tecidos, sendo liberada tardiamente. Dessa forma, após o uso eventual,</p><p>seus metabólitos podem ser encontrados na urina por até cerca de uma semana e, em</p><p>usuários crônicos, por várias semanas.</p><p>Um uso, pode acusar no exame toxicológico, o consumo de maconha.</p><p>BAD TRIP – consiste numa ansiedade extrema.</p><p>Na maconha, o risco da dependência é BAIXO ou INEXISTENTE. Suposta associação com</p><p>quadros psicóticos em pessoas com predisposição;</p><p>O uso crônico e intenso em homens pode causar baixa testosterona e produção de</p><p>espermatozoides, acompanhada de alto estrogênio e ginecomastia;</p><p>Alteração das vias respiratórias semelhantes aos fumantes de cigarro;</p><p>Uso religioso no movimento rastafári, oriundo da Jamaica;</p><p>Uso medicinal para ansiedade, analgésico e antiemético (anti-vômito) para pacientes com</p><p>câncer, dentre outros (relacionados ao CBD – o THC é relacionado mais com o uso</p><p>recreativo da droga)</p><p>2. LSD – DIETILAMIDA DO ÁCIDO LISÉRGICO</p><p>É uma droga sintética, descoberta por Albert Hoffman.</p><p>É o alucinógeno mais potente conhecido.</p><p>Amplamente difundido nos anos 60 com a contrarrevolução hippie</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>106</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Comercializado na forma de pedacinhos de papel embebidos com solução aquosa</p><p>(“quadrado” ou “doce”) e de uso sublingual</p><p>Quadro psicótico: “sonha acordado”, “sonho vivo/vívido” / alucinações visuais</p><p>e/ou delírios. O indivíduo não tem controle de suas vivências.</p><p>Os efeitos também têm efeito retardado, duração prolongada e podem produzir</p><p>flashbacks (transtorno perceptivo persistente por alucinógenos – HPPD) muito tempo após</p><p>o uso, por semanas, meses e até anos.</p><p>Também de um quadro depressivo com tendência ao suicídio e paranoico</p><p>resultando em agressões.</p><p>LSD não causa dependência;</p><p>Uso terapêutico em microdoses nas sessões de psicoterapia;</p><p>O LSD provoca distorções sérias no funcionamento cerebral; o usuário sente-se um “super-</p><p>homem”, incapaz de avaliar situações de perigo; ilusões, alucinações e desorientação</p><p>têmporo-espacial são comuns.</p><p>Destacamos algumas reações do uso agudo ou crônico do LSD:</p><p>– Alteração das percepções visual, gustativa, tátil, auditiva e olfativa</p><p>– Sensação anormalmente estranha de perda do limite entre o espaço e o corpo</p><p>– Sensação de que os sons podem ser vistos</p><p>– Sensação de pânico e medo</p><p>– Apreensão constante</p><p>– Reações psicóticas representadas por alucinações, delírio, grande labilidade afetiva,</p><p>depressão psíquica</p><p>– Sensação simultânea de relaxamento e tensão, alegria e tristeza</p><p>– Sensação paranóide de poder voar</p><p>– Morte acidental</p><p>– Aparecimento de surtos de esquizofrenia</p><p>– Distúrbio da memória, reflexos exaltados</p><p>– Tremores corporais</p><p>– Náuseas, tonteira</p><p>– Parestesia (sensação pervertida de formigamento, arranhamento ou queimação da</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>107</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>pele)</p><p>– Distúrbios visuais</p><p>– Perda do controle dos pensamentos</p><p>– Aumento da glicose no sangue e da frequência cardíaca</p><p>– Elevação da pressão arterial e convulsão</p><p>O LSD é solúvel em água, podendo ser rapidamente absorvido depois de</p><p>administrado oralmente e é eficaz em quantidades notavelmente pequenas. Uma dose</p><p>média de 25 microgramas pode produzir efeitos significativos durante 10 a 12 horas. Sua</p><p>potência é impressionante (300 mil vezes mais ativa que a maconha), porque o tecido</p><p>cerebral mantém uma baixíssima concentração de LSD em relação a qualquer outro tecido</p><p>do corpo, durante todo o tempo posterior a ingestão da droga.</p><p>NÃO CONFUNDIR LSD com ecstasy. O LSD é um alucinógeno, e o ecstasy é uma</p><p>anfetamina (estimulante – psicoanaléptica)</p><p>3. ENTEÓGENOS – são alucinógenos utilizados em contextos religiosos.</p><p>• Psicocibina (“cogumelo”): cogumelo tóxico, ingerido in natura.</p><p>• Mescalina: presente no cacto peiote, é consumida geralmente na forma de chá e</p><p>utilizada em cultos religiosos por tribos indígenas na América do NORTE,</p><p>sobretudo México.</p><p>• Ayauasca: chá alucinógeno feito com uma mistura de ervas e utilizado por índios</p><p>da América do SUL no culto do Santo Daime (“Planta professora”)</p><p>PSICOANALÉPTICAS (ESTIMULANTES)</p><p>*a de “aceleram” o organismo!</p><p>o Cocaína e seus derivados;</p><p>o Ecstasy (MDMA) e outras Anfetaminas;</p><p>o Outros estimulantes (cafeína e nicotina)</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>108</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>1. COCAÍNA</p><p>Um alcaloide extraído das folhas de coca (Erytroxylon coca), um arbusto nativo das</p><p>regiões andinas da América do Sul (Bolívia, Peru e Colômbia). A folha de coca é</p><p>considerada um patrimônio cultural da Bolívia, prevista na Constituição do país.</p><p>Suas folhas eram mascadas pelos incas para combater o cansaço e a fome nas altas</p><p>altitudes da Cordilheira dos Andes.</p><p>É a segunda droga mais consumida no Brasil e no mundo.</p><p>Possui efeitos locais anestésicos, pelo bloqueio dos canais de sódio, e</p><p>vasoconstritores, pela ação vascular da noradrenalina.</p><p>Efeitos sistêmicos: decorrem do BLOQUEIO DA RECEPTAÇÃO DE</p><p>NORADRENALINA (adrenalina) E DOPAMINA, além do bloqueio da monoamina</p><p>oxidase (MAO), enzima responsável pela inativação desses neurotransmissores. São eles:</p><p>euforia, agitação extrema e irritabilidade, possíveis delírios e alucinações, tremor,</p><p>taquicardia, hipertensão, hipertermia, midríase (dilatação da pupila), sudorese e boca seca.</p><p>Cloridato de cocaína – na forma de pó branco, com pureza de 92-98%. É a forma</p><p>refinada. Consumida por aspiração nasal ou por via injetável;</p><p>A aspiração nasal é mais lenta;</p><p>O metabólito Benzoilecgonina pode ser identificado na urina por 36-72h;</p><p>O uso concomitante com o álcool produz o cocaetileno, um metabólito ativo. -> O uso</p><p>com álcool potencializa o efeito da cocaína;</p><p>Droga de ALTA NOCIVIDADE E RISCO DE ADIÇÃO! Risco de vício e</p><p>dependência.</p><p>A intensidade dos efeitos, risco de adição e nocividade estão relacionados com as</p><p>vias de administração e suas diferentes farmacocinéticas. Os efeitos são mais precoces,</p><p>intensos e curtos na via inalatória (crack), injetável e nasal, respectivamente.</p><p>Efeitos – Com o uso crônico, os indivíduos se apresentam caquéticos (magros – perda da</p><p>fome), olhos fundos, além de sofrerem perfuração do septo nasal (vasoconstrição local);</p><p>podendo causar arritmias, infarto do miocárdio (vasoconstrição das coronárias, aumento</p><p>da demanda pela taquicardia e hipertensão arterial), endocardite bacteriana e granulomas</p><p>pulmonares devidos a corpos estranhos adicionados como diluentes (pós brancos como</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>109</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>giz, gesso, pó de mármore, talco, farinha, bicarbonato, além de haver outras drogas, como</p><p>a lidocaína (anestésico local – anestesiando o nariz e enganando os consumidores “droga</p><p>parece mais potente” “batizar”).</p><p>Uso prolongado da cocaína pelo nariz (aspiração) perfuram o septo nasal, causando</p><p>pequenos buracos.</p><p>Derivados da Cocaína – Crack, Oxi e Merla que são feitos a partir da pasta-base da cocaína</p><p>e comercializados na forma sólida, em pequenas pedras amarelo-escuras que são</p><p>queimadas em cachimbos improvisados ou latinhas furadas e então fumadas (inaladas).</p><p>Por ser feito a partir de um de seus subprodutos e ser mais barato. Esses derivados da</p><p>cocaína não são refinados. Por cair direto na circulação arterial, tem efeitos muito mais</p><p>rápidos e intensos e, consequentemente, maior nocividade e risco de adição.</p><p>2. ANFETAMINAS</p><p>Atuam de forma semelhante à cocaína – atuam sobre a serotonina (“hormônio da</p><p>felicidade” - 5-HT) e outras catecolaminas, como noradrenalina e dopamina.</p><p>Síndrome adrenérgica semelhante à adrenalina: agitação, tremores, taquicardia,</p><p>hipertensão, arritmias, hipertermia, midríase (dilatação da pupila), sudorese e boca seca.</p><p>Seus efeitos colaterais restringem seus usos terapêuticos.</p><p>o Anorexígenos (ex. anfepramona) – retirar o apetite – utilizado no</p><p>tratamento de obesidade. Vai ser detectado no exame toxicológico de</p><p>concurso;</p><p>o Ritalina: primeira linha de tratamento no TDAH, é utilizado por</p><p>vestibulandos e concurseiros para aumentar a concentração.</p><p>o Rebite: utilizado por caminhoneiros para permanecerem acordados.</p><p>3. ECSTASY (MDMA)</p><p>É droga sintética do grupo das anfetaminas; comercializado na forma de</p><p>comprimidos (“bala”), muito utilizado em raves.</p><p>ADRIANA</p><p>CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>110</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Efeitos: euforia extrema, empatia, exacerbação dos afetos interpessoais e tendências</p><p>libidinosas (“droga do amor”), podendo ter também efeitos alucinógenos.</p><p>A depleção de serotonina pode provocar uma depressão profunda, seguida ao uso.</p><p>OUTROS ESTIMULANTES</p><p>Nicotina: presente no tabaco. É a droga mais aditiva (33%) e a principal causa de mortes</p><p>evitáveis no mundo, causando cerca de 50 doenças, principalmente doenças respiratórias</p><p>(DPOC, enfisema pulmonar, bronquite e asma), câncer (pulmão, boca, laringe, faringe,</p><p>esôfago, pâncreas, bexiga e estômago), doenças cardiovasculares (infarto, AVC,</p><p>hipertensão) e infecções respiratórias.</p><p>Dispositivos eletrônicos para fumar: também chamados de vaporizadores, “vape”,</p><p>“pen drive”. São proibidos pela Anvisa.</p><p>Cafeína: é uma xantina presente nas sementes de café. O Brasil é o maior produtor do</p><p>mundo. Inibe os receptores de adenosina no cérebro. Efeitos psicoestimulante, ergogênico,</p><p>anorexígeno, termogênico, diurético e no combate à enxaqueca. Fator desencadeante de</p><p>gastrite e refluxo. Desenvolve tolerância.</p><p>PSICOLÉPTICAS / Psicocatalépticas</p><p>*le de “Lentificam” o organismo – deprimindo o sistema nervoso e diminuindo a atividade</p><p>cerebral;</p><p>o Álcool;</p><p>o Opiáceos;</p><p>o Tranquilizantes, ansiolíticos, sedativos ou hipnóticos (benzodiazepínicos</p><p>e barbitúricos)</p><p>OPIÁCEOS –</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>111</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Ópio: alcaloide de propriedades narcóticas (analgésicas e hipnóticas oníricas –</p><p>sono) obtido a partir do processamento de um líquido leitoso extraído da flor da papoula,</p><p>originada do Oriente Médio, sobretudo o Afeganistão.</p><p>Opioides fracos – analgésicos: ex. codeína, tramadol – podem acusar em exame</p><p>toxicológico, também outros utilizados como constipantes e antitussígenos.</p><p>Morfina: potente analgésico opiáceo de uso principalmente intra-hospitalar que,</p><p>por vezes, resulta em dependência, quando por períodos prolongados maiores que 15-30</p><p>dias.</p><p>HEROÍNA / Diacetilmorfina: é um opiáceo sintético produzida a partir das</p><p>modificações químicas na morfina – 5X mais forte que a Morfina. É comercializada como</p><p>droga de abuso na forma de um pó branco e cristalino, solúvel em água aquecida,</p><p>geralmente em colheres, e injetável.</p><p>Grande depressor - o efeito dura poucos minutos e é caracterizado por</p><p>euforia, seguida por um estado de prostração</p><p>PUPILA MIÓTICA – a pupila “fecha” – extremamente miótica (o contrário</p><p>da midríase)</p><p>ALTÍSSIMA NOCIVIDADE E RISCO DE ADIÇÃO, com forte síndrome</p><p>de abstinência;</p><p>Efeitos colaterais incluem flebite (inflamação das veias) e abcessos nos locais de</p><p>injeção, doenças transmissíveis por compartilhamento de agulhas, como HIV, hepatite B e</p><p>C, endocardite bacteriana e superdosagem (overdose) com morte por parada respiratória</p><p>nos casos de introdução de drogas mais puras no mercado ou indivíduos inexperientes.</p><p>TRANQUILIZANTES, ANSIOLÍTICOS, SEDATIVOS ou HIPNÓTICOS –</p><p>Benzodiazepínicos (clonazepam ou Rivotril, Diazepam/”valium”, alprazolam). São</p><p>agonistas do receptor do ácido gama-aminobutírico (receptor GABA), promovendo uma</p><p>hiperpolarização da membrana neuronal, que se torna menos excitável. São utilizados</p><p>principalmente no tratamento de transtornos de ansiedade, mas tem-se visto uma</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>112</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>epidemia de seu uso para pacientes com insônia. Tem potencial de desenvolver grande</p><p>dependência e tolerância. Sua dose tóxica é bem alta, mas podem resultar em acidentes ou</p><p>suicídios principalmente quando associados ao álcool e outros depressores.</p><p>Barbitúricos: eram utilizados como hipnóticos, mas foram substituídos pelos</p><p>benzodiazepínicos. Hoje, alguns são utilizados como anticonvulsivantes.</p><p>PsicoLépticos = deixa Lesado (depressora) deixa a pessoa B.O.B.A: Barbitúrico, Opiáceo,</p><p>Benzodiazepínicos (ansiolíticos) e Álcool etílico + Soníferos, Morfina, Cola de sapateiro,</p><p>Heroína.</p><p>PsicoAnalépticos = deixa em Alerta (estimulante) Anfetamina, Coca, Crack, Oxi, bolinha,</p><p>“speed”, ecstasy, cristal.</p><p>PsicoDislépticos = fica Doidão/vê Duende (alucinógeno). Causam o M.A.L: Maconha,</p><p>Ayhuasca, LSD, cogumelo (santo daime).</p><p>❖ Outras classificações que podem aparecer em provas</p><p>Síndrome de Body Packer: caracterizada pela atuação dos “mulas” que</p><p>transportam drogas ilícitas no interior de seu organismo (como estômago ou intestino). As</p><p>drogas mais comuns de serem transportadas dessa forma é a cocaína e heroína.</p><p>Síndrome de Body Pusher: também deriva da atuação dos mulas. Só que as drogas</p><p>transportadas ficam escondidas nos orifícios naturais (seja na vagina ou no ânus).</p><p>Qualquer rompimento na cápsula contendo a droga poderá provocar uma situação de</p><p>overdose.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>113</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Psiquiatria Forense</p><p>A psiquiatria forense é a interseção entre a psiquiatria (especialidade médica) com</p><p>o direito. É a aplicação de conhecimentos médicos e psiquiátricos na resolução de questões</p><p>jurídicas.</p><p>Conceitos –</p><p>Imputabilidade x Responsabilidade. A discussão sobre se um indivíduo é</p><p>imputável ou inimputável é uma atribuição pericial. A responsabilidade, por outro lado, é</p><p>uma atribuição judicial.</p><p>A Imputabilidade é um crédito, e a responsabilidade é um débito. A Imputabilidade</p><p>é a capacidade de atribuir a alguém seus atos, que é diferente da capacidade civil. (A</p><p>capacidade civil é a aptidão para gerir sua pessoa e bens).</p><p>Critérios:</p><p>• Biológico: doença mental/déficit intelectual.</p><p>• Psicológico: capacidade de entendimento e autodeterminação (ex. estados</p><p>emocionais).</p><p>• Critério Biopsicológico: doença mental/déficit intelectual + entendimento e</p><p>autodeterminação + nexo causal. É o critério adotado no Brasil.</p><p>Inimputáveis</p><p>Art. 26 - É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento</p><p>mental incompleto ou retardado, era, ao TEMPO DA AÇÃO OU DA OMISSÃO,</p><p>inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo</p><p>com esse entendimento. (inimputável)</p><p>Alcoólatra inveterado / Embriaguez patológica deve ser tratado como</p><p>inimputável (art. 26, CP).</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>114</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Agora, o alcoolismo preordenado é uma circunstância agravante (art. 61, II, “l”, CP)</p><p>sendo exemplo do actio libera in causa (“a ação é livre na causa”).</p><p>Redução de pena</p><p>Parágrafo único - A pena pode ser reduzida de 1 a 2/3, se o agente, em virtude de</p><p>perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou retardado</p><p>não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de</p><p>acordo com esse entendimento. (semi-imputável)</p><p>Limites e Modificadores</p><p>Ambientais (Mesológicos)</p><p>▪ Silvícolas (indígenas), conforme o grau de civilização</p><p>▪ Multidões ex. linchamentos e saques</p><p>Biológicos</p><p>• Idade – menores de 18 anos (critério biológico)</p><p>• Emoção e paixão, desde que logo após injusta provocação;</p><p>• Sono e sonambulismo.</p><p>• Surdo-mudez, conforme o grau de instrução</p><p>• Psiquiátricos (doença mental, desenvolvimento mental retardado e</p><p>toxicomanias)</p><p>Legais</p><p>▪ Reincidência Penal.</p><p>PSIQUIATRIA FORENSE</p><p>Normalidade – “dificuldade de padronizar ou conceituar a normalidade”</p><p>Desenvolvimento mental retardado x incompleto:</p><p>É o retardo mental ou oligofrenias, deficiência intelectual, déficit cognitivo etc.</p><p>Pode ser Profunda, Moderada ou Leve.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>115</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>O desenvolvimento mental retardado se refere aqueles que NUNCA irão alcançar</p><p>a maturidade psíquica. É diferente do desenvolvimento mental incompleto, que se refere</p><p>àqueles que ainda estão desenvolvendo suas capacidades cognitivas, por exemplo:</p><p>adolescentes e crianças.</p><p>Sintomas como prejuízos no raciocínio lógico, pensamento abstrato, juízo crítico,</p><p>comportamento pueril e riso imotivado, pouca adaptação e muita dependência.</p><p>Pode ter causas congênitas ex. síndromes cromossômicas hereditárias, alcoolismo</p><p>materno, zika vírus ou perinatais, como asfixia perinatal. Pode ser acompanhada de outras</p><p>alterações (como microcefalia).</p><p>Manifesta-se durante a infância.</p><p>▪ Doença Mental</p><p>A doença mental é um “transtorno geral e persistente das funções psíquicas, cujo</p><p>caráter patológico é ignorado ou mal compreendido pelo paciente e que impede a</p><p>adaptação lógica e ativa às normas do meio ambiente, sem proveito para si nem para a</p><p>sociedade” (FRANÇA, 2017).</p><p>A doença mental é um conceito a ser superado. Na psiquiatria forense, o termo mais</p><p>correto é o Transtorno.</p><p>o Demência</p><p>o Psicoses</p><p>o Epilepsia</p><p>o Transtorno de personalidade antissocial (psicopatia)</p><p>o Transtorno borderline e transtorno bipolar</p><p>o Transtorno pedofílico</p><p>o Transtornos do controle dos impulsos</p><p>▪ Perícia</p><p>o Sanidade Mental</p><p>o Cessação de periculosidade</p><p>DEMÊNCIA – É uma doença neurodegenerativa (conjunto de doenças) que leva ao</p><p>declínio do nível de cognição prévio, afetando várias de suas esferas.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>116</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>O Alzheimer – é o principal representante desse grupo. Comum de aparecer nas</p><p>pessoas acima de 65 anos;</p><p>4 “As”:</p><p>Amnésia – é a perda total ou parcial da capacidade para recordar experiências ou</p><p>acontecimentos que ocorreram segundos antes, nos dias anteriores ou eventos passados.</p><p>Afasia – é dificuldade de dar nome aos objetos;</p><p>Agnosia – é a incapacidade de identificar um objeto / falha de reconhecimento;</p><p>Apraxia – é a incapacidade para realizar tarefas que exijam a recordação de padrões ou de</p><p>sequências de movimento.</p><p>Outras alterações: humor, impulsividade (desinibição sexual)</p><p>São considerados inimputáveis.</p><p>Desenvolvimento mental retardado x incompleto x demência –</p><p>Desenvolvimento mental retardado: Não alcançará a maturidade psíquica.</p><p>Desenvolvimento Incompleto: Ainda não alcançou a maturidade (jovem).– Demência:</p><p>Alcançou a maturidade e a perdeu posteriormente (Alzheimer).</p><p>❖ EPILEPSIA</p><p>É uma desordem cerebral crônica (que persiste no tempo) caracterizada pela</p><p>predisposição a sofrer crises convulsivas por vezes, mas nem sempre, precedidas de auras</p><p>sensitivo-sensoriais*, motoras ou psíquicas; e/ou seguidas de amnésia.</p><p>*Sensações que precedem uma crise convulsiva.</p><p>Pode ser idiopática ou essencial – quando não se sabe a causa; ou secundária, pois</p><p>se consegue atribuir algum fator, por exemplo: tumor cerebral.</p><p>Em regra, a epilepsia se evidencia com convulsões. Porém, existem diversos Tipos</p><p>de Epilepsia, por exemplo: crise de ausência (pequeno mal), parciais simples (jacksoniana)</p><p>e complexas.</p><p>A convulsão não se confunde com Epilepsia – até 10% das pessoas terão uma crise</p><p>convulsiva ao longo da vida, motivada por diversos fatores: hipoglicemia, intoxicação por</p><p>drogas, convulsão febril em crianças etc.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>117</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Como regra, a epilepsia não exclui, por si só, a imputabilidade!</p><p>o A epilepsia é uma doença que, geralmente, não influencia na capacidade</p><p>civil e na imputabilidade penal das pessoas.</p><p>Estado crepuscular ou sonambulismo epiléptico: é uma alteração exclusivamente</p><p>psíquica caracterizada pela turvação da consciência (perda da consciência), conduta</p><p>deambulatória e automática (perda do controle do corpo) com tendência a atitudes</p><p>antissociais. Pode durar minutos, horas ou mesmo dias. É uma EXCEÇÃO na epilepsia –</p><p>nesse caso, poderá excluir a imputabilidade.</p><p>O estado crepuscular é concebido como um transtorno temporário da consciência, da</p><p>atenção e dos processos executivos. Nele estão presentes uma forte confusão mental, uma</p><p>redução da capacidade sensorial, uma desorientação espacial e temporal, amnésia</p><p>localizada dentro do estado crepuscular e movimentos voluntários e impulsivos.</p><p>Sintomatologia do estado crepuscular: Estreitamento significativo do campo da</p><p>consciência; alteração grave da atenção; movimentos involuntários; amnésia do momento</p><p>temporal em torno do episódio; possível aparição de alucinações ou delírios; presença de</p><p>uma desorientação total do indivíduo.</p><p>❖ PSICOSES</p><p>É um grupo de doenças ou síndromes, que podem ter várias causas;</p><p>Nas provas, todo psicótico é inimputável.</p><p>Alucinações: alterações sensoriais que ocorrem sem um estímulo externo; essencialmente</p><p>VISUAIS ou AUDITIVAS.</p><p>Delírios: alterações do pensamento, caracterizadas por CRENÇAS fixas, não passíveis de</p><p>mudança à luz de evidências conflitantes (exemplo: é a paranoia – tipo de delírio de</p><p>perseguição). É um sintoma comum a todas as psicoses.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>118</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>ESQUIZOFRENIA – É a causa mais comum de psicose ou quadro psicótico.</p><p>▪ Transtorno psicótico crônico;</p><p>▪ É Idiopático (sem causa definida/conhecida), de manifestação abrupta ou insidiosa;</p><p>▪ Não relacionada a causas agudas como substâncias psicoativas (ex. LSD), psicose</p><p>puerperal e delirium (é causa ou doença específica de psicose – pacientes graves e</p><p>críticos)</p><p>▪ Prevalente em 1% da população;</p><p>▪ É tratável, cursa com surtos e remissões.</p><p>O fato de o indivíduo ser esquizofrênico não necessariamente indica que ele será</p><p>inimputável.</p><p>Surtos sintomáticos: inimputável;</p><p>Assintomático/doença controlada: imputável. Para concursos, não existe paciente</p><p>psicótico semi-imputável.</p><p>Ou o paciente é inimputável ou imputável.</p><p>❖ TRANSTORNOS DE PERSONALIDADE</p><p>É um padrão persistente de sentimento e comportamento que se desvia</p><p>acentuadamente das expectativas da cultura do indivíduo, é difuso e inflexível, começa na</p><p>adolescência ou no início da fase adulta, é estável ao longo do tempo, e leva a sofrimento</p><p>ou prejuízo.</p><p>Transtorno de personalidade antissocial, dissocial, psicopatia ou sociopatia:</p><p>▪ Desconsideração e violação dos direitos dos outros;</p><p>▪ Ausência de empatia e remorso, conforme indicado por indiferença ou</p><p>racionalização</p><p>superficial (exemplo: “perdedores merecem perder”)</p><p>▪ Inteligência e juízo da realidade preservados;</p><p>▪ Loquacidade e charme superficial;</p><p>▪ A punição penal é marginalizante e ineficiente;</p><p>▪ Reincidência comum.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>119</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>o São considerados semi-imputáveis. A regra é de que todos os que possuem</p><p>transtornos de personalidade são semi-imputáveis.</p><p>o Porém, nem sempre são “seriais killers” (assassinos em série).</p><p>Transtorno de personalidade Borderline</p><p>Padrão de relacionamentos interpessoais instáveis e intensos caracterizados pela</p><p>alternância entre extremos de idealização e desvalorização.</p><p>Instabilidade afetiva devida a uma acentuada reatividade de humor.</p><p>Impulsividade e comportamentos autodestrutivos (ex. suicídio, automutilação,</p><p>abuso de substâncias etc.)</p><p>No transtorno de personalidade borderline, as variações ocorrem repentinamente,</p><p>em um tempo menor, geralmente em segundos, minutos ou, no máximo, em horas.</p><p>Transtorno bipolar</p><p>É considerado um Transtorno do Humor.</p><p>Depressão: tristeza profunda (4 “Ds”: depressão, desespero, desamparo e</p><p>desesperança. Ideação suicida)</p><p>Mania/hipomania: euforia extrema.</p><p>Algumas características do transtorno bipolar: indivíduo com fala alta e acelerada,</p><p>dorme pouco, é promíscuo, gasta muito dinheiro, delírios de grandeza, ações imprudentes.</p><p>O transtorno afetivo bipolar é um distúrbio psiquiátrico caracterizado por</p><p>mudanças extremas no humor, que alternam crises de depressão e mania, indo do estado</p><p>abatido ao eufórico sem nenhuma causa específica. Tal transtorno atinge cerca de 2% das</p><p>pessoas no mundo inteiro.</p><p>Transtorno pedofílico – CID F65.4</p><p>Mais comum em indivíduos com transtorno de personalidade antissocial e aqueles</p><p>que foram abusados durante a infância.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>120</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Homens tímidos, com dificuldade de socializar e de atrair parceiros da mesma</p><p>idade.</p><p>Requisitos: interesse sexual intenso e persistente por crianças pré-púberes (13 anos</p><p>ou menos), ter no mínimo 16 anos, ser pelo menos 5 anos mais velho que a criança, pelo</p><p>menos 6 meses, colocar em prática esses impulsos OU ter prejuízos</p><p>interpessoais/sofrimento (exemplo: culpa, vergonha etc).</p><p>Transtornos do controle dos impulsos</p><p>Falta de autocontrole em “comportamentos específicos” que violam os direitos</p><p>alheios ou as normas sociais</p><p>Cleptomania: é o furto compulsivo;</p><p>Piromania: incendiário (fogos) compulsivo;</p><p>Cibomania: jogo compulsivo Ciborgue = “jogo”</p><p>Oniomania: compra compulsiva.</p><p>São pródigos (cibomania, oniomania – incapazes relativamente no âmbito civil – e</p><p>não penal)</p><p>São considerados semi-imputáveis.</p><p>❖ EXAME DE SANIDADE MENTAL</p><p>DA INSANIDADE MENTAL DO ACUSADO</p><p>Art. 149. Quando houver dúvida sobre a integridade mental do acusado, o juiz</p><p>ordenará, de ofício ou a requerimento do Ministério Público, do defensor, do curador, do</p><p>ascendente, descendente, irmão ou cônjuge do acusado, seja este submetido a exame</p><p>médico-legal.</p><p>§ 1o O exame poderá ser ordenado ainda na fase do inquérito, mediante</p><p>representação da autoridade policial ao juiz competente.</p><p>§ 2o O juiz nomeará curador ao acusado, quando determinar o exame, ficando</p><p>suspenso o processo, se já iniciada a ação penal, salvo quanto às diligências que possam</p><p>ser prejudicadas pelo adiamento.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>121</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Art. 150. Para o efeito do exame, o acusado, se estiver preso, será internado em</p><p>manicômio judiciário, onde houver, ou, se estiver solto, e o requererem os peritos, em</p><p>estabelecimento adequado que o juiz designar.</p><p>§ 1o O exame não durará mais de quarenta e cinco dias, salvo se os peritos</p><p>demonstrarem a necessidade de maior prazo.</p><p>PRAZO do exame: até 45 dias</p><p>§ 2o Se não houver prejuízo para a marcha do processo, o juiz poderá autorizar sejam</p><p>os autos entregues aos peritos, para facilitar o exame.</p><p>Art. 151. Se os peritos concluírem que o acusado era, ao tempo da infração,</p><p>irresponsável nos termos do art. 22 do Código Penal, o processo prosseguirá, com a</p><p>presença do curador.</p><p>Art. 152. Se se verificar que a doença mental sobreveio à infração o processo</p><p>continuará suspenso até que o acusado se restabeleça, observado o § 2o do art. 149.</p><p>§ 1o O juiz poderá, nesse caso, ordenar a internação do acusado em manicômio</p><p>judiciário ou em outro estabelecimento adequado.</p><p>§ 2o O processo retomará o seu curso, desde que se restabeleça o acusado, ficando-</p><p>lhe assegurada a faculdade de reinquirir as testemunhas que houverem prestado</p><p>depoimento sem a sua presença.</p><p>Art. 153. O incidente da insanidade mental processar-se-á em auto apartado, que só</p><p>depois da apresentação do laudo, será apenso ao processo principal.</p><p>*O Delegado de Polícia NÃO pode requisitar diretamente o exame de insanidade mental</p><p>*A representação do delegado de polícia nesse caso É FACULTATIVA</p><p>*O Exame pode ser feito na fase de inquérito</p><p>O juiz não pode determinar que o agente seja submetido compulsoriamente à realização</p><p>do incidente de insanidade mental quando a defesa se oponha à sua realização.</p><p>Art. 96. As medidas de segurança são:</p><p>I - Internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou, à falta, em outro</p><p>estabelecimento adequado;</p><p>II - sujeição a tratamento ambulatorial.</p><p>Parágrafo único - Extinta a punibilidade, não se impõe medida de segurança nem</p><p>subsiste a que tenha sido imposta.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689compilado.htm#art149</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>122</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Art. 97 - Se o agente for inimputável, o juiz determinará sua internação (art. 26). Se,</p><p>todavia, o fato previsto como crime for punível com detenção, poderá o juiz submetê-lo a</p><p>tratamento ambulatorial.</p><p>§ 1º - A internação, ou tratamento ambulatorial, será por tempo indeterminado,</p><p>perdurando enquanto não for averiguada, mediante perícia médica, a cessação de</p><p>periculosidade. O prazo mínimo deverá ser de 1 (um) a 3 (três) anos.</p><p>§ 2º - A perícia médica realizar-se-á ao termo do prazo mínimo fixado e deverá ser</p><p>repetida de ano em ano, ou a qualquer tempo, se o determinar o juiz da execução.</p><p>Art. 98 - Na hipótese do parágrafo único do art. 26 deste Código e necessitando o</p><p>condenado de especial tratamento curativo, a pena privativa de liberdade pode ser</p><p>substituída pela internação, ou tratamento ambulatorial, pelo prazo mínimo de 1 (um) a 3</p><p>(três) anos, nos termos do artigo anterior e respectivos §§ 1º a 4º.</p><p>O semi-imputável pode ser submetido à pena, reduzida de 1/3 a 2/3 ou à medida de</p><p>segurança.</p><p>Oligofrenias Moderada e profunda: inimputável</p><p>Leve: semi-imputável</p><p>Demência Inimputável</p><p>Psicoses Sintomático: inimputável</p><p>Assintomático: imputável</p><p>Epilepsia Em regra, imputável</p><p>Psicopatias Semi-imputável</p><p>Resumo das Doenças/perturbações:</p><p>Epilepsia: condição mais neurológica (convulsões) do que psiquiátrica;</p><p>Psicose: delírios e alucinações, podendo cursar com surtos e remissões;</p><p>a mais comum das</p><p>psicoses é a esquizofrenia.</p><p>Psicopatia: inteligência preservada, aspecto de normalidade;</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>123</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Transtorno pedofílico: Deve ser maior de 16 anos.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>124</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Parafilias</p><p>Segundo Genival Veloso de França, “os Transtornos sexuais são distúrbios</p><p>qualitativos ou quantitativos, fantasias ou comportamentos recorrentes e intensos que</p><p>surgem de forma inabitual, também chamados de parafilias, de origem orgânica ou</p><p>simplesmente por preferências sexuais”.</p><p>As parafilias são, assim, impulsos sexuais, fantasias ou comportamentos</p><p>recorrentes e intensos que implicam condutas consideradas pouco habituais. Entre as mais</p><p>comuns destacam-se: exibicionismo, fetichismo, clismafilia, zoofilia, necrofilia, coprofilia,</p><p>frotteurismo, pedofilia, masoquismo, sadismo e voyeurismo.</p><p>Transtornos da Identidade Sexual</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>125</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>A identidade sexual é a consciência imutável que alguém tem de pertencer a um ou outro</p><p>sexo. Seu transtorno, portanto, consiste na identificação persistente com o outro sexo e um</p><p>mal-estar com o seu próprio, querendo ser o sexo oposto. Esse é um assunto que vem</p><p>causando muitos desafios devido à sua delicadeza e complexidade.</p><p>Parafilias</p><p>É importante ressaltar que nem toda parafilia será considerada criminosa. O</p><p>travestismo, por exemplo, caracterizado pelo indivíduo que utiliza de roupas e objetos do</p><p>sexo oposto, para obter prazer sexual, não responde por nenhum crime.</p><p>Porém, também existem as parafilias que, se realizadas certas condutas, são crimes</p><p>e dão ensejo a um processo criminal. São exemplos: necrofilia e pedofilia.</p><p>A necrofilia, para Jorge Paulete Vanrell, em sua obra Sexologia Forense é um:</p><p>“desvio sexual, preferencialmente masculino, que se caracteriza pela prática de coito e de</p><p>outros atos libidinosos com cadáveres. Por outras palavras, é a obtenção de prazer sexual</p><p>com cadáveres.” (2008, p. 137).</p><p>No Brasil, se uma pessoa pratica coito ou qualquer outro ato libidinoso com um</p><p>cadáver, cometerá o crime de vilipêndio a cadáver, previsto no artigo 212 do Código Penal.</p><p>Há discussão doutrinária sobre a necessidade de dolo específico de ultrajar a memória do</p><p>morto ou desrespeitar a sua família. Entretanto, a corrente majoritária entende que o</p><p>simples fato de ter sexo com um cadáver já caracteriza o crime citado.</p><p>O artigo 212 do Código Penal prevê, então, o seguinte crime e a correspondente</p><p>punição:</p><p>"Vilipêndio a cadáver</p><p>Art. 212 - Vilipendiar cadáver ou suas cinzas:</p><p>Pena - detenção, de 1 a 3 anos, e multa."</p><p>Logo, a pessoa que penetrar ou praticar qualquer outro ato libidinoso com um</p><p>cadáver responderá criminalmente pelo crime de vilipêndio a cadáver. Vilipendiar, para o</p><p>direito penal, significa menosprezar, ultrajar, depreciar, insultar, desprezar, afrontar,</p><p>ofender, dentre outros.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10612070/artigo-212-do-decreto-lei-n-2848-de-07-de-dezembro-de-1940</p><p>https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/91614/c%C3%B3digo-penal-decreto-lei-2848-40</p><p>https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10612070/artigo-212-do-decreto-lei-n-2848-de-07-de-dezembro-de-1940</p><p>https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/91614/c%C3%B3digo-penal-decreto-lei-2848-40</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>126</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Outra prática doentia e repugnante é a pedofilia, que consiste no indivíduo que tem</p><p>atração e desejo sexual por crianças. Assim, se uma pessoa tem conjunção carnal ou pratica</p><p>outro ato libidinoso com pessoa menor de 14 (catorze) anos, comete o crime de estupro de</p><p>vulnerável, que é consequência da ação do pedófilo.</p><p>❖ Parafilias que já foram cobradas em provas:</p><p>• Riparofilia (menstruação /mendigos) – É a estranha perversão sexual (na maioria</p><p>das vezes acomete homens) de relacionarem com mulheres desasseadas, sujas e de</p><p>baixa condição social e higiênica – muitas vezes preferindo que estejam</p><p>menstruadas. É um exemplo de riparofilia a atração por mulheres de rua.</p><p>• Frotteurismo – é caracterizado pelo prazer sexual em que certos indivíduos</p><p>aproveitam-se das aglomerações em transportes públicos ou em outros locais de</p><p>ajuntamento humano, com o objetivo de “esfregar ou encostar seus órgãos genitais,</p><p>principalmente em mulheres, ou tocar seus seios e genitais, sem que a outra pessoa</p><p>perceba ou identifique suas intenções.</p><p>• Voyeurismo ou mixoscopia – prazer sexual ao observar pessoas praticando sexo ou</p><p>nuas. Caracteriza-se pelo prazer erótico em presenciar o coito de terceiros.</p><p>• Dolismo: atração por bonecas e manequins.</p><p>• Onanismo – é precisamente o ato de masturbar-se (masturbação), mas também é</p><p>chamada de “coito solitário”.</p><p>• Pigmalionofilia: atração por ESTÁTUAS.</p><p>• Masoquismo – prazer sexual em ao sentir dor ou imaginar que a sente.</p><p>• Exibicionismo – prazer sexual em exibir o órgão genital ao outro.</p><p>• Sadismo – prazer sexual com sofrimento do parceiro.</p><p>• Travestismo ou erotopatia – prazer em vestir-se com roupas e acessórios de um</p><p>membro do sexo oposto</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>127</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>• Pedofilia ou hebefilia – prazer sexual com crianças.</p><p>• Frigidez – na verdade, é um distúrbio do instinto sexual que se caracteriza pela</p><p>diminuição do apetite sexual na mulher, devido a vaginismo ou doenças psíquicas</p><p>ou glandulares. Pode ser cobrada em provas nas questões relativas às parafilias.</p><p>• Erotismo – é a tendência abusiva dos atos sexuais. Pode ser classificada em Satiríase</p><p>– no homem e em Ninfomania – na mulher. Exemplo: “fulana é ninfomaníaca”.</p><p>• Autoerotismo – o gozo sexual prescinde (dispensa) a presença do sexo oposto. É o</p><p>coito sem parceiro, apenas na contemplação de um retrato, de uma escultura ou na</p><p>presença de uma pessoa amada.</p><p>• Narcisismo - admiração pelo próprio corpo ou o culto exagerado de sua própria</p><p>personalidade e cuja excitação sexual tem como referência o próprio corpo.</p><p>Segundo o Mito de Narciso, Narciso era tão belo e tão vaidoso que, após desprezar</p><p>inúmeras pretendentes, acabou se apaixonando pelo próprio reflexo. Morreu de</p><p>fome e sede à beira da fonte de água onde via sua imagem refletida.</p><p>• Fetichismo – é a fixação sexual por uma determinada parte do corpo ou por objetos</p><p>pertencentes à pessoa amada.</p><p>• Pluralismo - também chamado de troilismo (ménage à trois). Manifesta-se pela</p><p>prática sexual em que participam três ou mais pessoas. No Brasil ou em países</p><p>latinos, outro termo surgiu para destacar o troilismo e a prática de “troca de casais”</p><p>= “swinging/swapping”.</p><p>• Swapping – é a prática heterossexual (ao nosso ver, também na prática</p><p>homossexual) que se realiza entre integrantes de dois ou mais casais, em que se</p><p>verifica a troca de parceiros de forma consentida.</p><p>• Gerontofilia</p><p>e das energias causadoras do dano.</p><p>Patologia Forense: estuda a Traumatologia Forense e a Tanatologia.</p><p>3) Sexologia Forense. Versa sobre a sexualidade normal, patológica e criminosa. Estuda</p><p>questões médico-biológicas e perícias ligadas aos delitos contra a dignidade sexual.</p><p>4) Asfixiologia Forense. Vê as asfixias em geral, do ponto de vista médico e jurídico.</p><p>Detalha as particularidades próprias da esganadura, do estrangulamento, do</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>8</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>enforcamento, do afogamento, do soterramento, da imersão em gases irrespiráveis etc.,</p><p>nos suicídios, homicídios e acidentes.</p><p>5) Tanatologia. Preocupa-se com a morte e o morto em todos os seus aspectos médico-</p><p>legais.</p><p>Tafonomia: É o estudo de todas as fases em que o ser humano passa até a morte, de</p><p>destruição ou conservação, no interesse judicial ou forense.</p><p>6) Toxicologia. Estuda os cáusticos, os envenenamentos e a intoxicação alcoólica e por</p><p>tóxicos, pelo emprego de processos laboratoriais.</p><p>7) Psicologia Judiciária. Versa sobre os fenômenos volitivos, afetivos e mentais</p><p>inconscientes que podem influenciar na formação, na reprodução e na deformação do</p><p>testemunho e da confissão do acusado e da vítima. Analisa, ainda, o depoimento dos</p><p>idosos e dos menores etc.</p><p>8) Psiquiatria Forense. Estuda as doenças mentais, a periculosidade do alienado, as</p><p>socioneuropatias em face dos problemas judiciários, a simulação, a dissimulação, os limites</p><p>e modificadores da capacidade civil e da responsabilidade penal.</p><p>9) Policiologia científica. Visualiza os métodos científico-médico-legais empregados pela</p><p>polícia na investigação criminal e no deslindamento de crimes.</p><p>10) Criminologia. Estuda os diferentes aspectos da gênese e da dinâmica dos crimes.</p><p>11) Vitimologia. Trata da análise racional da participação da vítima na eclosão e</p><p>justificação das infrações penais.</p><p>12) Infortunística. Preocupa-se com os acidentes do trabalho, com as doenças</p><p>profissionais, com a higiene e a insalubridade laborativas.</p><p>➔ A Criminalística é considerada uma ciência auxiliar, relativa ao conjunto de</p><p>estudos físicos, químicos, mecânicos e matemáticos utilizados no auxílio da Justiça.</p><p>Documentos Médico-Legais</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>9</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Os documentos médico-legais são taxativos. Dessa forma, não é qualquer</p><p>documento que será considerado um documento médico-legal, mesmo que seja produzido</p><p>de forma rotineira na ciência médica.</p><p>São considerados: o Relatório, o Parecer (Consulta), o Atestado, as Notificações</p><p>compulsórias e o Depoimento Oral.</p><p>1. NOTIFICAÇÕES COMPULSÓRIAS</p><p>São comunicações compulsórias, ou seja, obrigatórias, feitas pelos médicos às autoridades</p><p>competentes de um fato profissional, por necessidade social ou sanitária. O Código Penal</p><p>traz em seu Art. 269 o crime de Omissão de notificação de doença:</p><p>“Art. 269. Deixar o médico de denunciar à autoridade pública doença cuja</p><p>notificação é compulsória. Pena - detenção, de 6 meses a 2 anos e multa.”</p><p>Esse crime é uma infração de menor potencial ofensivo, que só pode ser atribuído ao</p><p>médico (é crime próprio) que deixa de notificar às autoridades públicas a constatação de</p><p>doenças ou crimes no qual teve conhecimento no exercício de sua profissão.</p><p>São notificações compulsórias:</p><p>• Doenças infectocontagiosas (LNC)</p><p>• Acidentes de trabalho (art. 169 da CLT)</p><p>• Morte encefálica (Lei 9.434/97)</p><p>• Crime de ação pública, de que teve conhecimento no exercício da medicina,</p><p>desde que não exponha o paciente a procedimento criminal (art. 66, inc. I</p><p>da LCP e art. 73, parágrafo único, item ‘C’ do CEM) por exemplo, no crime</p><p>de estupro (mas não pode comunicar o aborto praticado pela agente).</p><p>• Tentativa de suicídio.</p><p>Entenda que a notificação compulsória não configura quebra de sigilo profissional. O</p><p>médico está no estrito cumprimento do dever legal (art. 23, inc. III do Código Penal). Por</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>10</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>outro lado, o médico não pode incriminar seu paciente quando constatar, ou o paciente lhe</p><p>revelar o cometimento de algum crime.</p><p>2. RELATÓRIO MÉDICO-LEGAL</p><p>É a descrição mais minuciosa de uma perícia médica a fim de responder à</p><p>solicitação da autoridade policial ou judiciária.</p><p>O relatório é considerado pela doutrina como gênero, possuindo duas espécies:</p><p>▪ Laudo: quando redigido pelos peritos após terminada a perícia;</p><p>▪ Auto: quando ditado a um escrivão na presença de testemunhas.</p><p>“Art. 159, CPP. O exame de corpo de delito e outras perícias serão realizados por perito</p><p>oficial, portador de diploma de curso superior.</p><p>§ 1o Na falta de perito oficial, o exame será realizado por 2 (duas) pessoas idôneas,</p><p>portadoras de diploma de curso superior preferencialmente na área específica, dentre as</p><p>que tiverem habilitação técnica relacionada com a natureza do exame.” (PERITO AD</p><p>HOC)</p><p>Não é só o perito oficial ou o médico-legista que produz o relatório –</p><p>podendo ser por perito ad hoc (Art. 159, § 1o, CPP).</p><p>Resumo:</p><p>AUTO: ditado diretamente ao escrivão, pelo perito, na presença de testemunhas e</p><p>podendo ocorrer no próprio local do crime.</p><p>LAUDO: lembre-se de largo período de tempo, que é um documento realizado por peritos</p><p>após as investigações, não é necessariamente sigiloso.</p><p>O Relatório é composto de 7 partes:</p><p>Essas partes/etapas devem ser decoradas:</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>11</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>1. Preâmbulo: data, hora e local do exame; qualificação da autoridade requisitante,</p><p>perito(s) e examinado;</p><p>2. Quesitos: oficiais na esfera criminal e acessórios [o Delegado pode fazer quesitos</p><p>acessórios, caso houver a necessidade]</p><p>3. Histórico: é o relato subjetivo do examinado e interessados, sob responsabilidade</p><p>destes. É imprescindível. É a consulta médica. O histórico não vincula o restante</p><p>do laudo.</p><p>4. Descrição: é a parte mais importante do relatório. Consiste na descrição</p><p>metódica, completa, minuciosa e objetiva (visum et repertum). Ex. “há equimoses</p><p>de coloração violácea”. São os dados informados pelo perito.</p><p>5. Discussão: é a formulação, confronto e exclusão de hipóteses, com base nos</p><p>achados da descrição. É a discussão que, por lógica, assegura o correto deduzir</p><p>das conclusões.</p><p>6. Conclusão: é a síntese diagnóstica, feita com base na descrição e discussão.</p><p>7. Respostas aos quesitos: respostas dos peritos, seja afirmando ou negando. Não</p><p>se pode deixar qualquer quesito sem resposta, mesmo aqueles que não se sabe a</p><p>resposta, caso em que deverá responder “sem elementos de convicção para</p><p>afirmar ou negar, ou “prejudicado”.</p><p>De acordo com a literatura médico-legal, a parte mais importante do</p><p>relatório médico legal é a descrição. C (Núcleo Delta 2023)</p><p>Deve vigorar no Relatório o chamado “visum et repertum”. A justiça espera do perito que</p><p>ele faça, primordialmente, o visum et repertum, expressão antiga que tornou o lema dos</p><p>peritos e que significa ver bem (examinar minuciosamente) e referir (descrever,</p><p>documentar) exatamente</p><p>– ou também “cronoinversão”, “ancianofilia”, ou presbiofilia, a</p><p>gerontofilia é a atração de certos indivíduos ainda jovens por pessoas de excessiva</p><p>idade.</p><p>• Etnoinversão - é a manifestação erótica por pessoas de raças diferentes.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>128</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>• Urolagnia - prazer sexual pela excitação de ver alguém no ato da micção ou apenas</p><p>em ouvir o ruído da urina ou ainda urinando sobre a parceira ou esta sobre o</p><p>parceiro. É uma prática que tem crescido.</p><p>• Coprofilia - também chamada escatofilia, é a perversão em que o ato sexual se</p><p>prende ao ato da defecação ou ao contato das próprias fezes.</p><p>• Clismafilia - preferência sexual pelo prazer obtido pelo indivíduo que introduz ou</p><p>faz introduzir grande quantidade de água ou líquidos no reto, sob a forma de</p><p>enema, lavagem ou clister.</p><p>• Coprolalia - necessidade de alguns indivíduos em proferir ou ouvir de alguém</p><p>palavras obscenas a fim de excitá-los.</p><p>• Edipismo (Incesto) - tendência ao incesto, isto é, o impulso do ato sexual com</p><p>parentes próximos. Deriva do Mito grego de Édipo, onde Édipo estava</p><p>predestinado a matar o próprio pai e desposar a mãe.</p><p>• Bestialismo - zoofilismo, ou coitus bestiarum, é a satisfação sexual com animais</p><p>domésticos.</p><p>• Vampirismo - satisfação erótica quando na presença de certa quantidade de sangue,</p><p>ou, em algumas vezes, obtida através de mordeduras na região lateral do pescoço.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>129</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Balística Forense</p><p>A Balística Forense, estudada na disciplina de Medicina Legal, é ramo da</p><p>Criminalística que analise a balística de forma direta ou indireta em relação às infrações</p><p>penais, sempre com o escopo de esclarecer o que ocorre e como provar essa ocorrência. De</p><p>uma forma geral, é área que estuda os efeitos das armas de fogo e dos diferentes tipos de</p><p>munições associadas a crimes com investigação em andamento pela Polícia Judiciária, em</p><p>regra.</p><p>Divisão da Balística Forense:</p><p>a) Balística Interna - Estuda os fenômenos dentro da arma, mecanismos e funcionamento,</p><p>desde a percussão da espoleta até a saída do projétil do cano;</p><p>b) Balística Externa - Estuda a trajetória do projétil fora do cano da arma até o alvo;</p><p>c) Balística Terminal / de Efeitos - Estuda os efeitos sobre o projétil e sobre o alvo após o</p><p>impacto, identificando os efeitos causados no alvo, como perfurações, lesões externas e</p><p>internas etc.</p><p>❖ PROJÉTIL DE ARMA DE FOGO – “PERFUROCORTUNDENTE”</p><p>O instrumento perfurocontundente irá gerar lesões PERFEROCONTUSAS.</p><p>No orifício de entrada, há o predomínio das características perfurantes.</p><p>No orifício de saída, há o predomínio das características de contusão!</p><p>Orifício de Entrada Orifício de Saída</p><p>Redondo ou elíptico Irregular</p><p>Bordas invertidas Bordas evertidas</p><p>Diâmetro menor Diâmetro maior</p><p>Pouco sangrante Muito sangrante</p><p>Orlas/Halos</p><p>➔ De contusão</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>130</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>➔ De escoriação</p><p>➔ De enxugo</p><p>Orlas e halos são características de ENTRADA! Elas não aparecem nos orifícios de saída!</p><p>Algumas características das Munições, para Croce Jr.</p><p>1. Pólvora É a carga. Material propelente que sofre</p><p>ignição por meio da combustão da espoleta,</p><p>gerando gases que impulsionam o projétil,</p><p>arremessando-o à frente.</p><p>2. Espoleta Ou escorva. É o recipiente, formado por</p><p>composto químico, normalmente tetrazeno,</p><p>nitrato de bário, chumbo, estifnato de chumbo</p><p>e tissulfato de antimônio. É a partir desta que o</p><p>precursor da arma atua, acionando o gatilho,</p><p>produzindo a centelha que inflama a pólvora e</p><p>deflagra a explosão.</p><p>3. Estojo Ou bucha. Confeccionado geralmente de latão</p><p>ou da combinação de metais, papel ou plástico.</p><p>O estojo permite que todos os componentes</p><p>necessário ao disparo fiquem unidos em uma</p><p>única peça.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>131</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>4. Projétil Também chamado de Bala ou Ponta. Pode ter</p><p>formato que admite expansão ao atingir o alvo</p><p>(hollow point), jaquetado, semijaquetado,</p><p>teflon ou com marcadores luminosos.</p><p>Efeitos secundários do disparo – aqueles causados por outros elementos que não o</p><p>projétil:</p><p>A presença desses elementos indicam que o tiro foi dado à Curta Distância ou</p><p>Queima-Roupa (não existe definição em metros)</p><p>• Gases aquecidos -> ZONA DE QUEIMADURA</p><p>• Fuligem -> ZONA DE ESFUMAÇAMENTO (sai com uma lavagem)</p><p>• Pólvora Incombusta -> ZONA DE TATUAGEM (não sai da pele –</p><p>“tatuagem”)</p><p>- No caso de anteparos (ex. roupas, travesseiro) os efeitos secundários do disparo podem</p><p>ficar no anteparo.</p><p>- Não há orlas ou halos, nem efeitos secundários no orifício de saída.</p><p>Movimentos do Projétil de Arma de Fogo:</p><p>a) Nutação: pequenos círculos que o projétil percorre durante sua trajetória quando se</p><p>inicia a perda da estabilidade.</p><p>b) Translação: movimento feito pelo projetil da boca da arma até seu alvo.</p><p>c) Rotação: movimento de rotação do projétil em torno do seu próprio eixo</p><p>d) Precessão: quando o projétil entra no corpo girando. Assemelha-se ao movimento do</p><p>“pião rodando”.</p><p>e) Báscula: funciona como uma alavanca que abre e fecha, fazendo com que o projétil</p><p>percorra sua trajetória. (André Luís Alves Uchoa. Medicina Legal Decifrada).</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>132</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>❖ Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV)</p><p>Um dos métodos mais fidedignos para a pesquisa de pólvora na mão do atirador,</p><p>também chamado de residuograma, é realizado por meio da microscopia eletrônica de</p><p>varredura.</p><p>Uma arma de fogo, ao disparar, produz efeitos primários e efeitos secundários.</p><p>• Efeitos Primários: são os efeitos causados somente pelo projétil (o ferimento</p><p>perfurocontuso...).</p><p>• Efeitos secundários: aquelas lesões causadas por outros elementos do disparo que</p><p>não o projétil (fuligem, gases, pólvora que não sofreu queima, calor, chama, coluna</p><p>de pressão de gás). Os efeitos secundários por sua vez, são chamados</p><p>de residuograma.</p><p>Note que o projétil causa lesão de efeito primário, porém, só conseguimos definir a</p><p>distância do disparo pela análise dos efeitos secundários.</p><p>Qual o método mais fidedigno para a pesquisa de pólvora na mão de quem atirou?</p><p>O método de Microscopia eletrônica de varredura (MEV) é o mais atual e fidedigno</p><p>para verificação de pólvora e outras substâncias na mão do atirador. Normalmente, é</p><p>empregado em substituição ou em conjunto com o exame de reação de rodizonato de</p><p>sódio, excluindo-se, definitivamente, a prova de parafina (difenilamina sulfúrica).</p><p>"As partículas provenientes da espoleta e da pólvora são coletadas por uma fita</p><p>adesiva nas mãos do atirador e em locais próximos ao disparo, e localizadas pelo</p><p>microscópio em seu tamanho e forma característicos, distinguindo-as dos contaminantes."</p><p>Anote: Residuograma é realizado por meio da MEV!</p><p>Residuogramas</p><p>(imagem) demonstrando o achado de elementos secundários ao tiro a</p><p>curta distância, excetuados os referentes a reação vital por se tratar de folha de papel</p><p>branco. Trata-se de uma zona de falsa tatuagem.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>133</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>❖ ORLAS</p><p>São efeitos primários do disparo de um projétil de arma de fogo:</p><p>Orla de Enxugo (Alimpadura / Orla de Chavigny / Orla de Canuto e Tovo) é</p><p>caracterizada pelo projétil que, girando sobre o próprio eixo, é revestido de impurezas da</p><p>pólvora e dos meios que atravessou. Assim, uma vez que o tecido orgânico é elástico, ele</p><p>adere à parede lateral da bala que, por atrito, deixa as impurezas do exterior coladas no</p><p>percurso. Portanto, o projétil se limpa, formando a orla de enxugo.</p><p>➔ A orla de enxugo é um sinal exclusivo do ferimento de entrada e muitas vezes é</p><p>encontrada nas vestes da pessoa alvejada. Basicamente, a orla de enxugo é a orla de</p><p>detritos e impurezas que ficam retidas na pele quando da passagem do projétil.</p><p>➔ A orla de enxugo em si não permite aferir a distância.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>134</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>A imagem a seguir mostra um orifício produzido por projétil de arma de fogo. A orla</p><p>escurecida, denominada orla de enxugo, resulta de sujidades do projétil, que aderem ao</p><p>tegumento durante a entrada do projétil.</p><p>Orla de Equimose: origina-se da ação contundente oriunda do projétil. Também chamada</p><p>de Aréola equimótica. Constitui-se em uma zona superficial e relativamente difusa,</p><p>decorrente da sufusão hemorrágica da ruptura de pequenos vasos localizados no entorno</p><p>do ferimento, geralmente de tonalidade violácea.</p><p>Orla de Escoriação (Anel de Fisch), Orla de Contusão, Orla Erosiva, Zona Inflamatória:</p><p>é o rompimento da pele ou epiderme pela passagem do projétil, deixando a derme</p><p>amostra, ou seja, uma lesão de escoriação.</p><p>O Anel de Fisch é o somatório formado pela Orla de Enxugo com a Orla de</p><p>Escoriação.</p><p>FERIMENTO DE</p><p>ENTRADA</p><p>FERIMENTO DE</p><p>SAÍDA</p><p>Forma arredondada</p><p>(regular)</p><p>Forma irregular</p><p>(rombo)</p><p>Borda invertida Borda evertida</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>135</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Possui as orlas e zonas Não possuem orlas e</p><p>zonas</p><p>Diâmetro é</p><p>proporcional ao</p><p>projétil</p><p>Diâmetro NÃO É</p><p>proporcional ao</p><p>projétil</p><p>Há pouco ou nenhum</p><p>sangramento</p><p>Há muito</p><p>sangramento</p><p>Tiro à curta distância ou à queima roupa é diferente de Tiro encostado.</p><p>Na curta distância, aparecem as Zonas:</p><p>Zona de Chamuscamento: também chamada de zona de queimadura. Decorre da ação</p><p>superaquecida dos gases que atingem e queimam o alvo. O chamuscamento é presente</p><p>principalmente em regiões cobertas de pelos, que ficam quebradiços e crestados.</p><p>Zona de Tatuagem: deriva dos resíduos impregnados de combustão e semicombustão da</p><p>pólvora. Através desta zona é que a perícia consegue estabelecer a distância do tiro. A zona</p><p>de tatuagem não sai com a lavagem.</p><p>Zona de Esfumaçamento: é a zona da “falsa tatuagem”. Resultado da fuligem depositada</p><p>que envolve a ferida de entrada, formada pela pólvora combusta. Apesar do nome que</p><p>indica, desaparece com uma simples lavagem.</p><p>Presença apenas de orlas e ausência de zonas: Tiro Distante</p><p>Presença de orlas e zonas: Tiro à Curta distância</p><p>Presença de orlas, zonas (esfumaçamento pouco ou nenhum) e boca de mina: Tiro Encostado</p><p>Surgem 3 outras características nos Tiros encostados:</p><p>As três características não precisam estar associadas – são independentes.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>136</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Sinal / Câmara de Mina / Mina de Hoffman: é o disparo encostado no crânio com</p><p>bordas para fora / levantadas. Apresenta forma estrelada (termo cobrado em provas) ou</p><p>solapada.</p><p>Sinal de Benassi: é a fuligem no plano ósseo.</p><p>Sinal de Puppe-Werkgaertner é possível em qualquer região do corpo.</p><p>Mina de Hoffman / buraco de mina - tiro no crânio.</p><p>Trata-se da câmara de mina de Hoffman, que indica tiros de encosto, realizados em</p><p>regiões anatômicas com planos ósseos subjacentes, os quais favorecem esse tipo de lesão.</p><p>Nessas feridas, os gases expelidos pelo cano da arma encontram resistência do</p><p>plano ósseo, gerando deslocamento subcutâneo, bordas evertidas e formato estrelado.</p><p>Nos casos de fragmentação, seja pelo próprio projétil, seja por ter se chocado contra</p><p>um anteparo rígido (osso, por exemplo), pode haver mais de um fragmento tendente a</p><p>sair, gerando mais de uma lesão de saída. Por isso nem sempre o número de lesões de</p><p>entrada coincidirá com o número de lesões de saída.</p><p>A fragmentação do projétil faz com que haja o aumento da cavidade temporária.</p><p>No item, foi afirmado que a lesão de saída possuía grandes proporções, coincidindo com</p><p>a cavidade temporária, devido à fragmentação do projétil. Segundo Hygino Hércules, se a</p><p>saída coincidir com a cavidade temporária, será muito grande, por isso, no caso hipotético</p><p>apresentado, o resultado foi uma lesão de saída de grandes proporções.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>137</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Vale ressaltar que a fragmentação do projétil faz com que haja o aumento da</p><p>cavidade temporária.</p><p>Ilustrando o fenômeno, analise a imagem abaixo, uma vez que mostra uma lesão</p><p>produzida por arma de fogo de alta energia em um local com pouca disponibilidade de</p><p>tecido, gerando uma lesão de saída muito grande.</p><p>❖ TIROS DE ESPINGARDA</p><p>A rosa de tiro de Cevidalli é o conjunto de feridas produzidas pela entrada de</p><p>projéteis múltiplos disparados por arma de alma lisa. Os balins fazem múltiplos</p><p>buraquinhos, cada um com sangramento próprio. O autor Cevidalli comparou essa</p><p>imagem com pétalas de rosa, sugerindo o nome até hoje adotado (rosa de tiro). Quanto</p><p>maior a rosa de tiro, mais distante foi o disparo. Quanto menor, mais perto. Isso, desde</p><p>que não existam variações de bucha pneumática, estrangulamento na ponta da arma</p><p>através do choque, ou cano cerrado. Sendo as armas iguais é possível precisar a distância</p><p>apenas analisando a rosa de tiro. A depender da distância a bucha pneumática pode entrar</p><p>no corpo junto com os balins.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>138</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Ensaio ou exame de dispersão balística – para constatar a distância.</p><p>❖ PROJÉTEIS DE ALTA ENERGIA</p><p>São projéteis de alta energia os que alcançam velocidade inicial de</p><p>deslocamento acima de 600m/s (metros por segundo), sendo, portanto, supersônicos –</p><p>acima da velocidade do som, que é de 340m/s. É o caso, em geral, dos fuzis. Essa</p><p>informação é importante porque quanto maior a velocidade, maiores serão os danos (além</p><p>de, é claro, outros aspectos, como a massa, calibre e tipo de projétil utilizado,</p><p>se expansível</p><p>ou não).</p><p>Os principais aspectos que diferenciam as lesões de projéteis de arma de fogo</p><p>comuns para as de alta energia são:</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>139</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>• a Cavitação – nos projéteis de baixa energia, seus efeitos serão percebidos mais</p><p>sutilmente;</p><p>• as Lesões de entrada e de saída – nos projéteis de alta energia, as lesões serão mais</p><p>pronunciadas, especialmente nas de saída; isso é, formarão grandes cavidades</p><p>permanentes.</p><p>Velocidades dos projéteis de alta energia:</p><p>Baixa -> velocidade em até 300 metros por segundo.</p><p>Média -> velocidade de 300 a 600 metros por segundos.</p><p>Alta -> velocidade acima de 600 metros por segundos.</p><p>Supersônico -> Paf com velocidade acima de 340 m/s (velocidade do som).</p><p>Os fuzis (projeteis de alta energia) são de cano longo + alma raiada + munição = alta</p><p>energia cinética. O projétil chegará mais acelerado no alvo.</p><p>A tendência é que o projétil de alta energia transfixe o segmento do corpo atingido.</p><p>• Se os projéteis mantiverem sua estabilidade pode gerar lesões de saída até menores que</p><p>a de entrada (o que é raro, mas não é impossível).</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>140</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>• O tamanho do trajeto (principalmente), a velocidade e a estabilidade do projétil vão</p><p>determinar o tamanho da lesão de saída.</p><p>Assertivas</p><p>São características de Lesão de ENTRADA produzidas por disparo de</p><p>projétil de arma de fogo a curta distância: Forma ARREDONDADA ou</p><p>OVALAR, bordas invertidas, halo de enxugo, aréola equimótica, zona de</p><p>chamuscamento, zona de tatuagem, zona de esfumaçamento. C</p><p>A orla de tatuagem é causada por grãos de pólvora incombusta. C</p><p>A orla de enxugo é um sinal patognomônico de lesão de entrada de projétil</p><p>de arma de fogo. C</p><p>A orla de escoriação (anel de Fisch), é um sinal comprovador de entrada de</p><p>bala a qualquer distância. C</p><p>As lesões de saída produzidas por arma de fogo geralmente têm dimensões</p><p>maiores que as do projétil e apresentam as seguintes características gerais:</p><p>bordas evertidas, ausência de orla de enxugo e orla equimótica. C</p><p>Nem todas as lesões provocadas por projéteis de arma de fogo (PAF) podem</p><p>ser classificadas como lesões perfurocontusas. C – um projétil de arma de</p><p>fogo que acerta a vítima de raspão é um exemplo de lesão contusa, apenas.</p><p>O "fenômeno do tiro encaixado" retrata o disparo de projéteis retidos na</p><p>arma e pode gerar ferimento único. C</p><p>A forma de execução de um homicídio pode ser definida a partir da</p><p>observação da posição do cadáver no local do crime, dos vestígios biológicos</p><p>e de eventuais elementos balísticos arrecadados. C</p><p>A queimadura na pele produzida pela boca do cano de uma arma de fogo</p><p>caracteriza o sinal de Werkgaertner. C – (PCAL Delegado 2023).</p><p>A área de lesão decorrente da precessão de um projétil de arma de fogo pode</p><p>ser aumentada quando o projetil atinge o alvo. C – (PCAL Delegado 2023).</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>141</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>A orla de enxugo é formada pela escoriação e pelo atrito do projétil de arma</p><p>de fogo quando este atinge os tecidos de um corpo. E</p><p>O ferimento que apresenta "golpe de mina" é comum em ossos longos e</p><p>decorre de tiros a longa distância. E</p><p>O "sinal de Werkgaertner" indica a utilização de arma com mira telescópica</p><p>e disparo de longo alcance. E</p><p>O "sinal de Benassi" constitui impregnação de pólvora não combusta na pele,</p><p>gerando zona de tatuagem, portanto, de dificil desaparecimento e</p><p>remoção. E</p><p>As lesões de entrada produzidas por arma de fogo geralmente têm</p><p>dimensões maiores que as do projétil e apresentam as seguintes</p><p>características gerais: bordas evertidas, ausência de orla de enxugo e orla</p><p>equimótica. E</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>142</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Antropologia Forense</p><p>A Antropologia Forense é ramo da Medicina Legal que estuda a identidade e a</p><p>identificação de indivíduos. A antropologia forense é uma forma de buscar a identidade</p><p>das pessoas através de um processo técnico científico sistematizado (chamado processo de</p><p>identificação), não necessariamente de criminosos ou vítimas.</p><p>Devemos deixar de forma clara, desde logo, que não é apenas o DNA (ácido</p><p>desoxirribonucleico) que é capaz de fornecer a identidade de um indivíduo.</p><p>Os métodos primários de identificação são a papiloscopia, o estudo da odontologia</p><p>forense / odontologia legal (pela arcada dentária) e a genética forense (pelo DNA). Além</p><p>disso, existem também outros métodos de identificação. Outrossim, os responsáveis pelo</p><p>exame de DNA são os peritos da genética forense.</p><p>Existe a chamada Perícia Antropológica - responsável pela identificação de um</p><p>grupo étnico enquanto tal (índios, quilombolas, ciganos, gerazeiros, populações étnicas</p><p>tradicionais, etc.); pela revelação de seus usos, costumes, tradições, modos de ser, viver, se</p><p>expressar; pela documentação de sua memória e sua ação. A perícia antropológica destaca-</p><p>se pela atuação, sobretudo, de historiadores e de antropólogos.</p><p>❖ Conceitos da Antropologia Forense:</p><p>o São conceitos SEMPRE explorados em provas quando cai o assunto da</p><p>Antropologia Forense.</p><p>Identidade: é o conjunto de caracteres físicos, funcionais e psíquicos que</p><p>individualiza uma pessoa ou uma coisa, fazendo-a distinta das demais. É um elenco de</p><p>atributos que torna alguém ou alguma coisa igual apenas a si próprio. Trata-se de</p><p>individualizar as pessoas, geralmente por características físicas.</p><p>Reconhecimento: é ato de afirmar de conhecer de novo. Baseia-se na comparação</p><p>entre a experiência proporcionada no passado e a renovada no presente algum tempo</p><p>depois. O reconhecimento é subjetivo, e está sujeito a falhas. Exemplo: reconhecimento</p><p>pelos familiares / reconhecimento de amigo de infância.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>143</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Identificação: processo pelo qual se PROVA de forma inequívoca a identidade de</p><p>uma pessoa, utilizando métodos técnicos e científicos. Baseia-se na comparação,</p><p>procurando coincidências, entre caracteres registrados no passado e obtidos no presente.</p><p>É um processo objetivo.</p><p>Para Genival Veloso de França, a identificação pode ser:</p><p>Médico-legal: que exige conhecimentos e técnicas médico-legais. Sempre feita por</p><p>legistas.</p><p>Judiciária ou policial, utilizando dados antropométricos ou antropológicos e</p><p>prescinde de conhecimentos médicos, sendo realizada por peritos em identificação</p><p>(papiloscopistas).</p><p>❖ REQUISITOS OU FUNDAMENTOS</p><p>Para a doutrina de Medicina Legal, um bom método de identificação deve atender</p><p>pelo menos 5 requisitos:</p><p>1. Unicidade, individualidade ou variedade (biológico): é a condição de que</p><p>determinados elementos sejam exclusivos daquele indivíduo e diferentes dos demais. A</p><p>digital é o melhor exemplo. Além disso, também há o DNA, que só não ocorre em caso de</p><p>gêmeos univitelinos.</p><p>2. Imutabilidade</p><p>(biológico): São as características que não mudam ao longo do tempo,</p><p>durante toda a sua existência. Ex.: peso, que muda muito durante a vida. A imutabilidade</p><p>consiste em não se modificar enquanto existe. O DNA pode ser resgatado mesmo em</p><p>corpos putrefeitos.</p><p>3. Perenidade (biológico): é a capacidade de certos elementos de resistirem à ação do</p><p>tempo e existirem durante toda a vida e até após a morte. A perenidade consiste em existir</p><p>por mais tempo. Exemplo: DNA, que fica presente muito tempo antes de morrer nos</p><p>dentes.</p><p>o O exame odontológico atende o requisito da perenidade. (Essa informação</p><p>já foi cobrada em provas).</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>144</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>4. Praticabilidade (técnico): um processo que seja de fácil obtenção e registro. Para isso</p><p>deve ser amplamente disponível, barato, rápido, seguro e não expor a pessoa a</p><p>constrangimento. Um exame odontológico, por exemplo, a depender da região, não é</p><p>muito disponível, pois necessita de um profissional especializado.</p><p>5. Classificabilidade (técnico): metodologia racional de arquivamento, de modo a</p><p>proporcionar rapidez e facilidade na busca dos registros. Obs.: O arquivamento tem a ver</p><p>com a praticidade para a busca dos registros.</p><p>o A papiloscopia se destacou na classificabilidade.</p><p>❖ Antropologia – Identificação Policial ou Judiciária</p><p>Retrato falado: testemunhas relatam, com base na memória, uma série de pormenores a</p><p>um desenhista (profissional ou não) até formar uma fisionomia que coincida com a real.</p><p>Atualmente caiu em desuso, mas ainda pode ser utilizado. Hoje em dia são utilizados</p><p>softwares ou programas. É utilizado essencialmente para orientar a investigação. É método</p><p>de identificação “ruim”.</p><p>Fotografia sinalética: duas fotografias, de frente e de perfil, ambas na redução fixa de 1/7.</p><p>A comparação se dá pela superposição de duas fotografias.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>145</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Sobre a fotografia sinalética, é correto afirmar que se trata do processo de</p><p>fotografação com redução de um sétimo de frente e de perfil direito,</p><p>disciplinada com exata distância focal, que permite calcular a estatura do</p><p>indivíduo. C (2014 PCSP Investigador)</p><p>Antropometria (Bertillonagem) / Antropometria criminal:</p><p>Criada em 1879 pelo francês Alphonse Bertillon, combinava a Fotografia sinalética,</p><p>a antropometria e sinais particulares (como malformações, marcas, cicatrizes, tatuagens,</p><p>estigmas profissionais, próteses etc.).</p><p>A antropometria “medir o homem” – é o conjunto de medidas antropométricas</p><p>baseada na variedade e fixidez do esqueleto após os 20 anos. Essas medidas eram também</p><p>classificáveis. A Bertillonagem caiu em desuso, mas tem grande valor histórico por ser</p><p>considerado o primeiro método científico de identificação.</p><p>A Bertillonagem foi substituída pela papiloscopia:</p><p>A papiloscopia é a disciplina que investiga as papilas dérmicas, quais sejam, as impressões</p><p>digitais dos seres humanos). Quando entra no campo da necropsia, é chamada de</p><p>necropapiloscopia. A necropapiloscopia é uma técnica forense que utiliza os padrões</p><p>únicos e distintos presentes nas impressões digitais de um indivíduo para identificá-lo</p><p>mesmo após o falecimentos. As impressões digitais são consideradas um meio de análise</p><p>altamente confiável, uma vez que são únicas para cada pessoa e não se alteram ao longo</p><p>da vida. A análise necropapiloscópica envolve a coleta das impressões digitais, por meio</p><p>da aplicação de substâncias ou métodos específicos que destacam as características das</p><p>papilas dérmicas, responsáveis pela formação das impressões digitais. As papilas dérmicas</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>146</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>são estruturas presentes na derme. Elas são pequenas elevações ou cristas que se projetam</p><p>para a superfície da pele, formando padrões únicos e distintos em cada indivíduo. Esses</p><p>padrões são conhecidos como cristas papilares e são o que torna as impressões digitais tão</p><p>exclusivas para cada pessoa.</p><p>Radiografia dos Punhos</p><p>Radiografia dos punhos é um método de identificação quanto à idade. Paralelamente,</p><p>quando se fala na radiografia dos ossos (princípalmente os do punho, do cotovelo, do</p><p>joelho, do tornozelo e da bacia), devemos buscar o ponto (ou grau) de ossificação e da</p><p>soldadura das epífeses. A do rádio (osso do antebraço), por exemplo se dá em torno de 18</p><p>anos para o sexo feminino e 20 anos para o masculino.</p><p>A verificação da identificação médico-legal, principalmente quanto à idade e no processo</p><p>que analisa a radiografia dos ossos do punho são frequentemente utilizadas na rotina das</p><p>Delegacias de Polícia, haja vista eventual dúvida de indivíduo que se recusa a fornecer</p><p>elementos para sua identificação, principalmente quando se está diante de um adolescente</p><p>que se faz passar por um adulto e vice-versa. Esse dado é de extrema importância,</p><p>pois reflete, diretamente, na determinação da imputabilidade ou inimputabilidade do</p><p>indivíduo, considerando-se o artigo 27 do Código Penal Brasileiro. O procedimento penal</p><p>também será afetado, pois se estivermos diante de indivíduo imputável, a ele podem vir a</p><p>ser aplicados os institutos inerentes à prisão (previstos no Código de Processo Penal, o</p><p>CPP). Já diante de indivíduo inimputável, podem ser aplicados os institutos referentes à</p><p>apreensão, previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.</p><p>(FERREIRA, Wilson Luiz Palermo. Medicina legal. 5. ed. Salvador: Juspodivm, 2020. fl.</p><p>116)</p><p>O padrão para identificar em delegacia de polícia é o exame datiloscópico.</p><p>Adolescente é detido após praticar um roubo em via pública. Na delegacia de polícia, ele</p><p>não apresenta identificação e alega que é menor. O delegado, nesse caso, deve encaminhar</p><p>o adolescente ao Instituto Médico Legal, para a radiografia dos punhos. C (Adaptado,</p><p>PCRN 2021, Delegado)</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>147</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>SISTEMA DACTILOSCÓPICO DE VUSCETICH (DECADACTILAR)</p><p>SISTEMA PAPILOSCÓPTICO DE VUSCETICH</p><p>A papiloscopia é, junto ao DNA, o método mais eficiente de identificação, pois</p><p>atende aos requisitos de unicidade, imutabilidade, praticabilidade e classificabilidade, só</p><p>não atendendo à perenidade (com a putrefação, ela se perde).</p><p>No Brasil e na Argentina, o sistema utilizado é o de Juan Vucetich, criado pelo</p><p>argentino em 1891.</p><p>Mesmo em gêmeos univitelinos (com mesmo material genético) a papiloscopia</p><p>pode diferenciá-los! É uma vantagem em relação ao DNA.</p><p>Trabalha com o que se chama de "desenho digital" (conjunto de cristas e sulcos</p><p>existentes nas polpas dos dedos, sendo variável e único em cada indivíduo).</p><p>Para essa metodologia, a impressão do polegar da mão direita denomina-</p><p>se fundamental e é a base do sistema, embora não exclua a possibilidade de verificação do</p><p>demais dedos (da mão esquerda inclusive).</p><p>Sistemas de linhas:</p><p>Marginal: linhas superiores que se sobrepõe ao núcleo.</p><p>Nuclear ou central: o mais importante, entorno do qual se localizam os outros. São linhas</p><p>colocadas entre as basilares e as marginais.</p><p>Basilar:</p><p>linhas que ficam na base da impressão digital, abaixo do núcleo.</p><p>Delta ou trirrádio: pequeno triângulo formado pelo encontro dos 3 sistemas de linhas.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>148</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>No sistema datiloscópico de Vuscetich, a classificação é conforme a quantidade e a</p><p>localização do Delta (triângulo formado pela confluência dos sistemas marginal, nuclear e</p><p>basilar).</p><p>A fórmula datiloscópica e os tipos fundamentais servem para a classificação da digital e</p><p>não permitem a identificação.</p><p>A identificação se dá por meio de uma análise qualitativa, quantitativa e topográfica</p><p>(localização) dos pontos característicos:</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>149</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>A identificação é considerada positiva quando há 12 a 20 coincidências sem nenhuma</p><p>discrepância.</p><p>O polegar da mão direita é chamado de fundamental no sistema dactiloscópico de</p><p>Vucetich.</p><p>No sistema dactiloscópico de Vucetich, a impressão do</p><p>polegar da mão direita denomina-se fundamental e é a</p><p>base da classificação do sistema. C (2021 PCPA</p><p>Delegado)</p><p>No sistema datiloscópico de Vucetich, o delta é a</p><p>característica fundamental, sendo o encontro das linhas</p><p>marginais com as basais, limitado internamente pelas</p><p>linhas nucleares. C (2022 PCES Delegado)</p><p>Mnemônico: VEIA 4321</p><p>Cicatriz rima com X.</p><p>Dedo amputado é 0.</p><p>Questão já cobrada em prova: O Sistema Dactiloscópico de Vucetich é um processo</p><p>eficiente de identificação que se baseia no desenho digital e na sua impressão e possui</p><p>quatro tipos fundamentais, a saber: Arco, Presilha Interna, Presilha Externa e Verticilo. É</p><p>correto afirmar que, na figura abaixo, estamos diante de uma Presilha Interna?</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>150</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>ERRADO! Estamos diante de uma Presilha externa. De acordo com o Sistema</p><p>Dactiloscópico de Vucetich, presilha externa é o datilograma com um delta à esquerda do</p><p>observador, apresentando linhas que, partindo da direita, curvam-se e voltam ou tendem</p><p>a voltar ao lado de origem, formando laçadas. DICA: Externa = Esquerda.</p><p>RESUMO</p><p>Esse resumo deve ser decorado.</p><p>- Presilha Interna- delta à direita</p><p>- Presilha Externa- delta à Esquerda</p><p>- Verticilo - presença de 2 deltas e um núcleo central.</p><p>- Arco- ausência de deltas, apresentando apenas os sistemas basilares e marginais.</p><p>❖ Dispositivos relevantes do Código de Processo Penal</p><p>Art. 163. Em caso de exumação para exame cadavérico, a autoridade providenciará</p><p>para que, em dia e hora previamente marcados, se realize a diligência, da qual se lavrará</p><p>auto circunstanciado.</p><p>Parágrafo único. O administrador de cemitério público ou particular indicará o</p><p>lugar da sepultura, sob pena de desobediência. No caso de recusa ou de falta de quem</p><p>indique a sepultura, ou de encontrar-se o cadáver em lugar não destinado a inumações, a</p><p>autoridade procederá às pesquisas necessárias, o que tudo constará do auto.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>151</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Art. 164. Os cadáveres serão sempre fotografados na posição em que forem</p><p>encontrados, bem como, na medida do possível, todas as lesões externas e vestígios</p><p>deixados no local do crime.</p><p>Art. 165. Para representar as lesões encontradas no cadáver, os peritos, quando</p><p>possível, juntarão ao laudo do exame provas fotográficas, esquemas ou desenhos,</p><p>devidamente rubricados.</p><p>Art. 166. Havendo dúvida sobre a identidade do cadáver exumado, proceder-se-á</p><p>ao reconhecimento pelo Instituto de Identificação e Estatística ou repartição congênere</p><p>ou pela inquirição de testemunhas, lavrando-se auto de reconhecimento e de identidade,</p><p>no qual se descreverá o cadáver, com todos os sinais e indicações.</p><p>Parágrafo único. Em qualquer caso, serão arrecadados e autenticados todos os</p><p>objetos encontrados, que possam ser úteis para a identificação do cadáver.</p><p>Art. 167. Não sendo possível o exame de corpo de delito, por haverem</p><p>desaparecido os vestígios, a prova testemunhal poderá suprir-lhe a falta.</p><p>Assertivas</p><p>De acordo com divisão clássica da medicina legal, considera-se indivíduo em</p><p>relação a si próprio, indivíduo em relação ao meio e o indivíduo em relação</p><p>ás decisões dos juízes e tribunais. C (2023 PCAL Delegado)</p><p>Identidade é o conjunto de caracteres físicos, funcionais e psíquicos, natos ou</p><p>adquiridos, porém permanentes, que torna uma pessoa diferente das demais</p><p>e idêntica a si mesma. C (2015 PCDF Papiloscopista)</p><p>A exumação pode ser realizada quando há dúvidas quanto à identidade do</p><p>cadáver. C</p><p>No método de fotografia sinalética, são tiradas duas fotografias, uma</p><p>rigorosamente de frente e outra de perfil, ambas com redução de 1/7 e sem</p><p>retoques. C (2013 POAL Perito Médico-Legista)</p><p>No sistema dactiloscópico de Vucetich, a amputação de um dedo é</p><p>assinalada com o número 0 (zero). C (2023 PCAL Delegado)</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>152</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Um datilograma que se caracteriza pela presença de um delta à direita e</p><p>outro à esquerda do observador e um núcleo de forma variada, apresentando</p><p>pelo menos uma linha curva à frente de cada delta, é denominado verticilo. C</p><p>A identificação de criminosos por fotografias tiradas sem retoques, de frente</p><p>e de perfil, de acordo com o sistema antropométrico de Bertillon, é</p><p>denominada de fotografia sinalética. C</p><p>Durante a noite, um duplo homicídio aconteceu no interior de um sítio</p><p>próximo à rodovia. Não há família nem documentos no local do crime. O</p><p>perito identificará os corpos pela impressão do polegar da mão direita. C</p><p>(Adaptado PCPA 2021 Delegado)</p><p>No exame antropológico forense de uma ossada humana completa,</p><p>correspondente a um individuo adulto, com finalidade de definir altura e</p><p>sexo, os ossos mais indicados para essa análise são, respectivamente: fêmur</p><p>e pelve. C (2018 PCSP Papiloscopista)</p><p>No incêndio e desabamento de um prédio, algumas vítimas tiveram seus</p><p>corpos fragmentados e carbonizados. Considerando-se os recursos</p><p>utilizados pela odontologia legal para a identificação de indivíduos, é correto</p><p>afirmar que componentes dentais como esmalte, dentina e cemento podem</p><p>resistir a altas temperaturas. C (2018 PCSP Papiloscopista)</p><p>A exumação deve ser realizada em sigilo, não sendo autorizada presença dos</p><p>familiares do de cujus. E</p><p>O retrato falado e a fotografia sinalética são processos de identificação</p><p>criminal considerados científicos. E</p><p>A fotografia sinalética apresenta grande relevância como método isolado de</p><p>identificação devido à unicidade e classificabilidade. E</p><p>A datiloscopia preenche todos os requisitos de um processo infalível de</p><p>identificação, isto é, imutabilidade e classificabilidade. E</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE</p><p>POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>153</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Infortunística</p><p>A Infortunística é ramo da Medicina Legal que estuda as doenças profissionais e os</p><p>acidentes de trabalho, que são acidentes que ocorrem no local do trabalho, provocando</p><p>lesões corporais e/ou perturbações de ordem mental ou física.</p><p>O Risco profissional é todo trabalho, por mais simples que seja, e por mais que se</p><p>exerça vigilância sobre os fatores de risco, traz consigo um risco inerente, independente de</p><p>culpa do patrão ou do empregado. Esse risco pode ser:</p><p>- Genérico: aquele que incide sobre todas as pessoas, quaisquer que sejam suas</p><p>atividades.</p><p>- Genérico agravado: é aquele no qual determinado indivíduo tem maior exposição</p><p>ao agente nocivo em função das condições especiais em que realiza sua atividade.</p><p>Exemplo: motorista de táxi.</p><p>- Específico: é aquele no qual somente estão expostos ao agente nocivo</p><p>determinados indivíduos que exercem uma atividade, em função de sua própria natureza.</p><p>Trata-se de um risco EM FUNÇÃO DA PRÓPRIA NATUREZA DA ATIVIDADE –</p><p>somente quem exerce a atividade. Exemplo: mineradores que trabalham com sílica</p><p>(silicose).</p><p>A Lei nº 8.213/1991, que dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social, é</p><p>a lei que regulamenta os acidentes de trabalho.</p><p>Art. 19. Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço de</p><p>empresa ou de empregador doméstico ou pelo exercício do trabalho dos segurados</p><p>(especiais) referidos no inciso VII do art. 11 desta Lei, provocando lesão corporal ou</p><p>perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou</p><p>temporária, da capacidade para o trabalho. (Redação dada pela Lei</p><p>Complementar nº 150, de 2015).</p><p>o É preciso “se machucar” para caracterizar acidente de trabalho!</p><p>§ 1º A empresa é responsável pela adoção e uso das medidas coletivas e individuais</p><p>de proteção e segurança da saúde do trabalhador.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>154</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>§ 2º Constitui contravenção penal, punível com multa, deixar a empresa de cumprir</p><p>as normas de segurança e higiene do trabalho.</p><p>§ 3º É dever da empresa prestar informações pormenorizadas sobre os riscos da</p><p>operação a executar e do produto a manipular.</p><p>§ 4º O Ministério do Trabalho e da Previdência Social fiscalizará e os sindicatos e</p><p>entidades representativas de classe acompanharão o fiel cumprimento do disposto nos</p><p>parágrafos anteriores, conforme dispuser o Regulamento.</p><p>A fiscalização cabe ao Ministério do Trabalho e da Previdência Social.</p><p>Os sindicatos e entidades representativas de classe também exercem uma</p><p>fiscalização/acompanhamento sobre as empresas, se elas cumprem as normas de</p><p>segurança e de higiene do trabalho.</p><p>Art. 20. Consideram-se acidente do trabalho, nos termos do artigo anterior, as</p><p>seguintes entidades mórbidas:</p><p>I - doença profissional (TECNOPATIA), assim entendida a produzida ou</p><p>desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da</p><p>respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social;</p><p>II - doença do trabalho (MESOPATIA – ambiente), assim entendida a adquirida ou</p><p>desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele</p><p>se relacione diretamente, constante da relação mencionada no inciso I.</p><p>II – decorre do risco genérico agravado.</p><p>§ 1º Não são consideradas como doença do trabalho:</p><p>a) a doença degenerativa;</p><p>b) a inerente a grupo etário;</p><p>c) a que não produza incapacidade laborativa;</p><p>d) a doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se</p><p>desenvolva, salvo comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto</p><p>determinado pela natureza do trabalho.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>155</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>§ 2º Em caso excepcional, constatando-se que a doença não incluída na relação</p><p>prevista nos incisos I e II deste artigo resultou das condições especiais em que o trabalho é</p><p>executado e com ele se relaciona diretamente, a Previdência Social deve considerá-la</p><p>acidente do trabalho.</p><p>❖ AÇÃO INDIRETA DO TRABALHO</p><p>Art. 21. Equiparam-se também ao acidente do trabalho, para efeitos desta Lei:</p><p>I - o acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja</p><p>contribuído diretamente para a morte do segurado, para redução ou perda da sua</p><p>capacidade para o trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua</p><p>recuperação;</p><p>II - o acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho, em</p><p>consequência de:</p><p>a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro</p><p>de trabalho;</p><p>b) ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa relacionada</p><p>ao trabalho;</p><p>c) ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro ou de companheiro</p><p>de trabalho;</p><p>d) ato de pessoa privada do uso da razão;</p><p>e) desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes de</p><p>força maior;</p><p>III - a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de</p><p>sua atividade;</p><p>IV - o acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horário de trabalho:</p><p>a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa;</p><p>b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou</p><p>proporcionar proveito;</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>156</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>c) em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando financiada por</p><p>esta dentro de seus planos para melhor capacitação da mão-de-obra, independentemente</p><p>do meio de locomoção utilizado, inclusive veículo de propriedade do segurado;</p><p>o Muita atenção para a alínea ‘c’!</p><p>d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer</p><p>que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do segurado.</p><p>É o percurso habitual para o trabalho. Será excluída no caso de alterações relevantes de</p><p>itinerário para cumprimento de interesses meramente pessoais.</p><p>§ 1º Nos períodos destinados a refeição ou descanso, ou por ocasião da satisfação de</p><p>outras necessidades fisiológicas, no local do trabalho ou durante este, o empregado é</p><p>considerado no exercício do trabalho.</p><p>Mesmo nos períodos de REFEIÇÃO ou DESCANSO, ou por NECESSIDADES</p><p>FISIOLÓGICAS, o empregado está no EXERCÍCIO do trabalho.</p><p>§ 2º Não é considerada agravação ou complicação de acidente do trabalho a lesão que,</p><p>resultante de acidente de outra origem, se associe ou se superponha às conseqüências do</p><p>anterior.</p><p>❖ PERÍCIA</p><p>O acidente precisa ser caracterizado pelos seguintes elementos:</p><p>▪ Lesão pessoal/doença (diagnóstico assistencial);</p><p>▪ Incapacidade para o trabalho;</p><p>▪ Nexo de causalidade;</p><p>▪ Existência de certas condições de tempo e lugar (caracterização administrativa).</p><p>A perícia médica é imprescindível em se tratando de acidente do trabalho. O perito é</p><p>o profissional adequado para esclarecer a causa e a natureza do acidente; o grau de</p><p>incapacidade e se há alguma possibilidade de simulação por parte do acidentado. Assim,</p><p>o perito será nomeado pelo juiz, que lhe arbitrará uma remuneração.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>157</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Art. 21-A. A perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)</p><p>considerará caracterizada a natureza acidentária da incapacidade quando constatar</p><p>ocorrência de nexo técnico epidemiológico entre o trabalho e o agravo, decorrente da</p><p>relação entre a atividade da empresa ou do empregado doméstico e a entidade mórbida</p><p>motivadora da incapacidade elencada na Classificação Internacional de Doenças (CID), em</p><p>conformidade com o que dispuser o regulamento.</p><p>§ 1o A perícia médica do INSS deixará de aplicar o disposto neste artigo quando</p><p>demonstrada a inexistência do nexo de que trata o caput deste artigo.</p><p>❖ NEXO TÉCNICO</p><p>O nexo técnico depende justamente do tipo de acidente e de trabalho.</p><p>• Acidentes típicos: através da Comunicação do Acidente de Trabalho (CAT). São</p><p>aqueles que ocorrem de maneira repentina e concentrada. Nesses casos, que por serem</p><p>acidentes típicos apresentam energia repentina e concentrada, a Comunicação do Acidente</p><p>de Trabalho (CAT), um direito do empregado e um dever do empregador, é instrumento</p><p>crucial para determinar o local e as horas do acidente e através de qual atividade ele</p><p>aconteceu.</p><p>A CAT é feita ao INSS com o objetivo de caracterizar o acidente de trabalho (após</p><p>ser realizada, uma via permanece com o INSS, uma com o segurado, uma com o</p><p>empregado e uma com o sindicato). Ela é uma confirmação, não um atestado.</p><p>Na ocorrência do acidente de trabalho (com ou sem afastamento do trabalhador) de</p><p>servidores celetistas, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deve ser comunicado até</p><p>o primeiro dia útil seguinte ao do fato. Em caso de morte, a comunicação deve ser</p><p>imediata.</p><p>• Doenças ocupacionais (doenças do trabalho e doenças profissionais), a discussão</p><p>do nexo é mais complexa pelo fato de o agente nocivo não ser repentino e concentrado,</p><p>mas sim diluído e prolongado. Assim, torna-se mais difícil determinar onde o acidente</p><p>ocorreu e se há relação com o trabalho, justamente porque não é possível identificar</p><p>pontualmente. É importante lembrar aqui do conceito de risco associado a cada uma dessas</p><p>entidades.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>158</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>▪ Doenças do Trabalho: suscetíveis de discussão quanto ao nexo causal, sendo</p><p>necessário demonstrar a presença do agente nocivo no ambiente de trabalho (ônus</p><p>do empregado).</p><p>▪ Doenças Profissionais: dispensa discussão quanto ao nexo causal e independe da</p><p>demonstração da existência do agente nocivo no ambiente de trabalho. NÃO CABE</p><p>DISCUSSÃO POIS O AGENTE NOCIVO SÓ EXISTE NO TRABALHO.</p><p>❖ Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP)</p><p>Epidemiológico previdenciário: consiste na correlação da atividade econômica</p><p>(CNAE) com o diagnóstico (CID), conforme lista C do anexo II do Decreto nº 3.048/1999. A</p><p>empresa tem o direito de contestar o NTEP demonstrando por meio de evidências que</p><p>gerencia adequadamente o ambiente de trabalho, eliminando ou controlando os agentes</p><p>nocivos (ônus do empregador).</p><p>Art. 21-A, § 2o A empresa ou o empregador doméstico poderão requerer a não</p><p>aplicação do nexo técnico epidemiológico, de cuja decisão caberá recurso, com efeito</p><p>suspensivo, da empresa, do empregador doméstico ou do segurado ao Conselho de</p><p>Recursos da Previdência Social.</p><p>❖ Comunicação do Acidente de Trabalho</p><p>Art. 22. A empresa ou o empregador doméstico deverão comunicar o acidente do</p><p>trabalho à Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso</p><p>de morte, de imediato, à autoridade competente, sob pena de multa variável entre o limite</p><p>mínimo e o limite máximo do salário de contribuição, sucessivamente aumentada nas</p><p>reincidências, aplicada e cobrada pela Previdência Social.</p><p>Acidente de trabalho – comunicação até o primeiro dia útil seguinte;</p><p>Morte – comunicação imediata.</p><p>§ 1º Da comunicação a que se refere este artigo receberão cópia fiel o acidentado ou</p><p>seus dependentes, bem como o sindicato a que corresponda a sua categoria.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>159</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>§ 2º Na falta de comunicação por parte da empresa, podem formalizá-la o próprio</p><p>acidentado, seus dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou</p><p>qualquer autoridade pública, não prevalecendo nestes casos o prazo previsto neste artigo.</p><p>§ 3º A comunicação a que se refere o § 2º não exime a empresa de responsabilidade</p><p>pela falta do cumprimento do disposto neste artigo.</p><p>§ 4º Os sindicatos e entidades representativas de classe poderão acompanhar a</p><p>cobrança, pela Previdência Social, das multas previstas neste artigo.</p><p>§ 5o A multa de que trata este artigo não se aplica na hipótese do caput do art. 21-</p><p>A.</p><p>Art. 23. Considera-se como dia do acidente, no caso de doença profissional ou do</p><p>trabalho, a data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual,</p><p>ou o dia da segregação compulsória, ou o dia em que for realizado o diagnóstico, valendo</p><p>para este efeito o que ocorrer primeiro.</p><p>❖ INCAPACIDADE</p><p>A incapacidade pode ser dividida em temporária e permanente.</p><p>• Temporária: cujo prazo de recuperação é previsível ou estimável. O prazo pode</p><p>não ser estimado com precisão, mas há uma noção, uma estimativa quanto a ele. A</p><p>temporária é sempre TOTAL.</p><p>A incapacidade temporária é aquela cujo prazo de recuperação</p><p>é previsível ou estimável, enquanto que, na</p><p>incapacidade permanente, tal prazo é indeterminado. C</p><p>• Permanente: cujo prazo de recuperação é indeterminado, considerando os</p><p>recursos terapêuticos ou de reabilitação profissional disponíveis.</p><p>- Parcial: limita o desempenho da atividade ou exige maior esforço para sua</p><p>execução.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>160</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>- Total (invalidez): impossibilita o desempenho da atividade ou o permite com risco</p><p>de morte ou agravamento da lesão.</p><p>A incapacidade pode ser ainda:</p><p>Uniprofissional: incapacidade para uma profissão específica.</p><p>Multiprofissional: incapacidade para uma série de profissões.</p><p>Omniprofissional: incapacidade para toda e qualquer profissão.</p><p>Assertivas</p><p>Ao paciente ou periciado, é vedado negar acesso ao seu prontuário e deixar</p><p>de lhe fornecer cópia quando solicitada, bem como não lhe prestar as</p><p>explicações necessárias a sua compreensão. C</p><p>Considera-se a incapacidade insuscetível de recuperação com os recursos da</p><p>terapêutica, readaptação e reabilitação, disponíveis à época da avaliação</p><p>pericial, como: permanente. C</p><p>Se um empregado de uma empresa viajar a serviço e sofrer um acidente em</p><p>seu retorno, a lei considerará essa situação indenizável. C</p><p>A infortunística trata da análise racional da participação da vítima na eclosão</p><p>e na justificação das infrações penais. E</p><p>A infortunística investiga, de forma técnica, os infortúnios que ocorreram</p><p>com a vítima, avaliando os indícios materiais do crime, seu valor e sua</p><p>interpretação nos elementos constitutivos do corpo de delito. E</p><p>A incapacidade laborativa deve ser analisada quanto ao seu grau e a sua</p><p>duração. A incapacidade insuscetível de alteração em prazo previsível, com</p><p>os recursos</p><p>da terapêutica e reabilitação disponíveis à época, é dita</p><p>prolongada. E – trata-se da incapacidade temporária.</p><p>A incapacidade temporária é aquela que afasta o indivíduo do trabalho por</p><p>período superior a um ano. E – não há esse prazo específico.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>161</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>162</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Lei Geral dos Transplantes – Lei nº 9.434/1997</p><p>A Lei n° 9.434/1997 é considerada a Lei Geral dos Transplantes. Essa lei dispõe sobre</p><p>a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e</p><p>tratamento e dá outras providências.</p><p>Art. 1º A disposição gratuita de tecidos, órgãos e partes do corpo humano, em vida</p><p>ou post mortem, para fins de transplante e tratamento, é permitida na forma desta Lei.</p><p>Anote: É absolutamente vedado vender órgãos no Brasil.</p><p>Parágrafo único. Para os efeitos desta Lei, não estão compreendidos entre os tecidos</p><p>a que se refere este artigo o sangue, o esperma e o óvulo.</p><p>Art. 2º A realização de transplante ou enxertos de tecidos, órgãos ou partes do corpo</p><p>humano só poderá ser realizada por estabelecimento de saúde, público ou privado, e por</p><p>equipes médico-cirúrgicas de remoção e transplante previamente autorizados** pelo</p><p>órgão de gestão nacional do Sistema Único de Saúde.</p><p>Parágrafo único. A realização de transplantes ou enxertos de tecidos, órgãos e partes</p><p>do corpo humano só poderá ser autorizada após a realização, no doador, de todos os testes</p><p>de triagem para diagnóstico de infecção e infestação exigidos em normas regulamentares</p><p>expedidas pelo Ministério da Saúde.</p><p>O parágrafo único trata da verificação de se o doador tem alguma infecção ou</p><p>condição capacitante para essa doação.</p><p>É obrigatório, para todos os estabelecimentos de saúde notificar, às centrais de notificação,</p><p>captação e distribuição de órgãos onde ocorrer, o diagnóstico de morte encefálica feito em</p><p>pacientes por eles atendidos (art. 13)</p><p>Após a notificação, os estabelecimentos de saúde não autorizados a retirar tecidos, órgãos</p><p>ou partes do corpo humano destinados a transplante ou tratamento deverão permitir a</p><p>IMEDIATA REMOÇÃO DO PACIENTE ou franquear suas instalações e fornecer o</p><p>apoio operacional necessário às equipes médico-cirúrgicas de remoção e transplante,</p><p>hipótese em que serão ressarcidos na forma da lei.</p><p>-> Equipe externa autorizada poderá utilizar do estabelecimento não autorizado!</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>163</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Diagnóstico de Morte Encefálica</p><p>Art. 3º A retirada post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano</p><p>destinados a transplante ou tratamento deverá ser precedida de diagnóstico de morte</p><p>encefálica, constatada e registrada por 2 médicos não participantes das equipes de</p><p>remoção e transplante, mediante a utilização de critérios clínicos e tecnológicos definidos</p><p>por resolução do Conselho Federal de Medicina.</p><p>§ 1º Os prontuários médicos, contendo os resultados ou os laudos dos exames</p><p>referentes aos diagnósticos de morte encefálica e cópias dos documentos de que tratam os</p><p>arts. 2º, parágrafo único; 4º e seus parágrafos; 5º; 7º; 9º, §§ 2º, 4º, 6º e 8º, e 10, quando couber,</p><p>e detalhando os atos cirúrgicos relativos aos transplantes e enxertos, serão mantidos nos</p><p>arquivos das instituições referidas no art. 2º (responsáveis pelo transplante) por um</p><p>período mínimo de 5 anos.</p><p>❖ Arquivos serão armazenados no local de TRANSPLANTE e não onde se</p><p>constatou a morte.</p><p>§ 2º Às instituições referidas no art. 2º enviarão anualmente um relatório contendo os</p><p>nomes dos pacientes receptores ao órgão gestor estadual do Sistema único de Saúde.</p><p>§ 3º Será admitida a presença de médico de confiança da família do falecido no ato da</p><p>comprovação e atestação da morte encefálica.</p><p>Autorização para Remoção Post Mortem</p><p>-> Para o Código Civil, é válido no silêncio do doador;</p><p>-> Para a Lei 9434/1997, prevalece a vontade dos familiares;</p><p>1. Pessoa juridicamente capaz dependerá de autorização do cônjuge ou parente, maior de</p><p>idade, obedecida a linha sucessória, reta ou colateral, até o 2º grau inclusive, firmada em</p><p>documento subscrito por 2 testemunhas presentes à verificação da morte;</p><p>2. Pessoa juridicamente incapaz, desde que permitida expressamente por ambos os pais</p><p>ou responsáveis legais.</p><p>3. No caso de morte SEM ASSISTÊNCIA médica, óbito em decorrência de CAUSA MAL</p><p>DEFINIDA ou de outras situações nos quais houver indicação de VERIFICAÇÃO DA</p><p>CAUSA médica da morte, somente poderá ser realizada após autorização do</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>164</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>patologista*** do serviço de verificação de óbito responsável pela investigação e citada em</p><p>relatório de necrópsia.</p><p>Atenção!</p><p>Enunciado 277 do CJF: O art. 14 do Código Civil, ao afirmar a validade da disposição</p><p>gratuita do próprio corpo, com o objetivo científico ou altruístico, para depois da morte,</p><p>determinou que a manifestação expressa do doador de órgãos em vida prevalece sobre a</p><p>vontade dos familiares, portanto, a aplicação do art. 4º da Lei n. 9434/1997 ficou restrita à</p><p>hipótese de silêncio do potencial doador.</p><p>Após a retirada de tecidos, órgãos e partes, o cadáver será condignamente recomposto</p><p>para ser entregue, em seguida, aos parentes do morto ou seus responsáveis legais para</p><p>sepultamento.</p><p>É vedada a remoção post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo de pessoas não</p><p>identificadas. (não há exceção)</p><p>Autorização para disposição de tecidos, órgãos e partes do corpo humano VIVO</p><p>Art. 9o É permitida à pessoa juridicamente capaz dispor gratuitamente de tecidos,</p><p>órgãos e partes do próprio corpo vivo, para fins terapêuticos ou para transplantes em</p><p>cônjuge ou parentes consanguíneos até o 4º (quarto grau), inclusive, na forma do § 4o deste</p><p>artigo, ou em qualquer outra pessoa, mediante autorização judicial, dispensada esta em</p><p>relação à medula óssea.</p><p>Doação de medula óssea – não precisa de autorização judicial.</p><p>Cônjuge ou parentes até 4º grau – não precisa autorização judicial.</p><p>Em qualquer pessoa (não parente) – precisa de autorização judicial.</p><p>VIVO – 4º GRAU – até o primo.</p><p>FALECIDO – 2º GRAU.</p><p>§ 3º Só é permitida a doação referida neste artigo quando se tratar de órgãos duplos,</p><p>de partes de órgãos, tecidos ou partes do corpo cuja retirada não impeça o organismo do</p><p>doador de continuar vivendo sem risco para a sua integridade e não represente grave</p><p>comprometimento de suas aptidões vitais e saúde mental e não cause mutilação ou</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>165</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>deformação inaceitável, e corresponda a uma necessidade terapêutica comprovadamente</p><p>indispensável à pessoa receptora.</p><p>§ 4º O doador deverá autorizar, PREFERENCIALMENTE POR ESCRITO e diante</p><p>de testemunhas, especificamente o tecido, órgão ou parte do corpo objeto da retirada.</p><p>§ 5º A doação</p><p>poderá ser revogada pelo doador ou pelos responsáveis legais a</p><p>qualquer momento antes de sua concretização.</p><p>§ 6º O indivíduo juridicamente incapaz, com compatibilidade imunológica</p><p>comprovada, poderá fazer doação nos casos de transplante de medula óssea, desde que</p><p>haja consentimento de ambos os pais ou seus responsáveis legais e autorização judicial</p><p>e o ato não oferecer risco para a sua saúde.</p><p>Incapaz = medula óssea, com consentimento dos pais + autorização judicial</p><p>Gestante = não pode dispor de tecidos, órgãos ou partes de seu corpo, mas pode doar</p><p>(medula óssea).</p><p>§ 7º É vedado à gestante dispor de tecidos, órgãos ou partes de seu corpo vivo, exceto</p><p>quando se tratar de doação de tecido para ser utilizado em transplante de medula óssea e</p><p>o ato não oferecer risco à sua saúde ou ao feto.</p><p>§ 8º O auto-transplante depende apenas do consentimento do próprio indivíduo,</p><p>registrado em seu prontuário médico ou, se ele for juridicamente incapaz, de um de seus</p><p>pais ou responsáveis legais.</p><p>Art. 9o-A É garantido a toda mulher o acesso a informações sobre as possibilidades e</p><p>os benefícios da doação voluntária de sangue do cordão umbilical e placentário durante o</p><p>período de consultas pré-natais e no momento da realização do parto.</p><p>Art. 10. O transplante ou enxerto só se fará com o consentimento expresso do</p><p>receptor, assim inscrito em lista única de espera, após aconselhamento sobre a</p><p>excepcionalidade e os riscos do procedimento.</p><p>1o Nos casos em que o receptor seja juridicamente incapaz ou cujas condições de</p><p>saúde impeçam ou comprometam a manifestação válida da sua vontade, o consentimento</p><p>de que trata este artigo será dado por um de seus pais ou responsáveis legais.</p><p>Doar órgãos – autorização de ambos os pais;</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>166</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Receptor de órgãos – autorização de pelo menos 1 dos pais.</p><p>Ausência de indenização pela não realização do transplante</p><p>§ 2o A inscrição em lista única de espera não confere ao pretenso receptor ou à sua</p><p>família direito subjetivo a indenização, se o transplante não se realizar em decorrência de</p><p>alteração do estado de órgãos, tecidos e partes, que lhe seriam destinados, provocado por</p><p>acidente ou incidente em seu transporte.</p><p>❖ Trata-se de uma excludente de responsabilidade, caso</p><p>ocorra caso fortuito ou força maior, rompendo o nexo de</p><p>responsabilização estatal.</p><p>Art. 11. É proibida a veiculação, através de qualquer meio de comunicação social de</p><p>anúncio que configure:</p><p>a) publicidade de estabelecimentos autorizados a realizar transplantes e enxertos,</p><p>relativa a estas atividades;</p><p>b) apelo público no sentido da doação de tecido, órgão ou parte do corpo humano</p><p>para pessoa determinada identificada ou não, ressalvado o disposto no parágrafo único;</p><p>Para pessoa determinada é vedada.</p><p>As campanhas coletivas são permitidas.</p><p>c) apelo público para a arrecadação de fundos para o financiamento de transplante</p><p>ou enxerto em benefício de particulares.</p><p>Parágrafo único. Os órgãos de gestão nacional, regional e local do Sistema único de</p><p>Saúde realizarão periodicamente, através dos meios adequados de comunicação social,</p><p>campanhas de esclarecimento público dos benefícios esperados a partir da vigência desta</p><p>Lei e de estímulo à doação de órgãos.</p><p>Art. 13. É obrigatório, para todos os estabelecimentos de saúde notificar, às centrais</p><p>de notificação, captação e distribuição de órgãos da unidade federada onde ocorrer, o</p><p>diagnóstico de morte encefálica feito em pacientes por eles atendidos.</p><p>Parágrafo único. Após a notificação prevista no caput deste artigo, os</p><p>estabelecimentos de saúde não autorizados a retirar tecidos, órgãos ou partes do corpo</p><p>humano destinados a transplante ou tratamento deverão permitir a imediata remoção do</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>167</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>paciente ou franquear suas instalações e fornecer o apoio operacional necessário às equipes</p><p>médico-cirúrgicas de remoção e transplante, hipótese em que serão ressarcidos na forma</p><p>da lei.</p><p>❖ DOS CRIMES</p><p>Art. 14. Remover tecidos, órgãos ou partes do corpo de pessoa ou cadáver, em</p><p>desacordo com as disposições desta Lei:</p><p>▪ Inclusive doação de órgãos sem autorização.</p><p>Pena - reclusão, de 2 a 6 anos, e multa, de 100 a 360 dias-multa.</p><p>§ 1.º Se o crime é cometido mediante paga ou promessa de recompensa ou por outro</p><p>motivo torpe:</p><p>Pena - reclusão, de 3 a 8 anos, e multa, de 100 a 150 dias-multa.</p><p>§ 2.º Se o crime é praticado em pessoa viva, e resulta para o ofendido:</p><p>I - incapacidade para as ocupações habituais, por mais de 30 dias;</p><p>II - perigo de vida;</p><p>III - debilidade permanente de membro, sentido ou função;</p><p>IV - aceleração de parto:</p><p>Pena - reclusão, de 3 a 10 anos, e multa, de 100 a 200 dias-multa</p><p>§ 3.º Se o crime é praticado em pessoa viva e resulta para o ofendido:</p><p>I - Incapacidade para o trabalho;</p><p>II - Enfermidade incurável ;</p><p>III - perda ou inutilização de membro, sentido ou função;</p><p>IV - deformidade permanente;</p><p>V - aborto:</p><p>Pena - reclusão, de 4 a 12 anos, e multa, de 150 a 300 dias-multa.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>168</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>REMOÇÃO DE</p><p>TECIDOS, ÓRGÃOS OU</p><p>PARTES DO CORPO DE</p><p>PESSOA / CADÁVER –</p><p>NATUREZA GRAVE</p><p>REMOÇÃO DE TECIDOS,</p><p>ÓRGÃOS OU PARTES DO</p><p>CORPO DE PESSOA /</p><p>CADÁVER – NATUREZA</p><p>GRAVÍSSIMA</p><p>I - Incapacidade para as</p><p>ocupações habituais, por</p><p>mais de 30 dias;</p><p>I - Incapacidade para o</p><p>trabalho;</p><p>II - perigo de vida; II - enfermidade</p><p>incurável;</p><p>III - debilidade</p><p>permanente de membro,</p><p>sentido ou função;</p><p>III - perda ou</p><p>inutilização do membro,</p><p>sentido ou função;</p><p>IV - aceleração de parto: IV - deformidade</p><p>permanente;</p><p>V - aborto:</p><p>Reclusão – de 3 a 10 anos Reclusão – de 4 a 12 anos</p><p>§ 4.º Se o crime é praticado em pessoa viva e resulta morte:</p><p>Pena - reclusão, de 8 a 20 anos, e multa de 200 a 360 dias-multa.</p><p>Art. 15. Comprar ou vender tecidos, órgãos ou partes do corpo humano:</p><p>Pena - reclusão, de 3 a 8 anos, e multa, de 200 a 360 dias-multa.</p><p>Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem promove, intermedeia, facilita ou</p><p>aufere qualquer vantagem com a transação.</p><p>Art. 16. Realizar transplante ou enxerto utilizando tecidos, órgãos ou partes do</p><p>corpo humano de que se tem ciência terem sido obtidos em desacordo com os dispositivos</p><p>desta Lei:</p><p>Pena - reclusão, de 1 a 6 anos, e multa, de 150 a 300 dias-multa.</p><p>Art. 17. Recolher, transportar, guardar ou distribuir partes do corpo humano de que</p><p>se tem ciência terem sido obtidos em desacordo com os dispositivos desta Lei:</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>169</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Pena - reclusão, de seis meses a 2 anos, e multa, de 100 a 250 dias-multa.</p><p>Art. 18. Realizar transplante ou enxerto em desacordo com o disposto no art. 10 desta</p><p>Lei e seu parágrafo único:</p><p>Pena - detenção, de seis meses a 2 anos.</p><p>Art. 19. Deixar de recompor cadáver, devolvendo-lhe aspecto condigno, para</p><p>sepultamento</p><p>ou deixar de entregar ou retardar sua entrega aos familiares ou</p><p>interessados:</p><p>Pena - detenção, de seis meses a 2 anos.</p><p>Art. 20. Publicar anúncio ou apelo público em desacordo com o disposto no art. 11:</p><p>Pena - multa, de 100 a 200 dias-multa.</p><p>Assertivas</p><p>A remoção post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo de</p><p>pessoas não identificadas, segundo a Lei n. 9434/1997, é proibida. C</p><p>Cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo, de maior idade e</p><p>juridicamente capaz, na linha reta ou colateral, até o segundo grau,</p><p>deverá autorizar a retirada de tecidos, órgãos e partes do corpo de</p><p>familiar falecido para transplantes, desde que firmada em documento</p><p>subscrito por duas testemunhas presentes à verificação da morte. C</p><p>A retirada post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano</p><p>destinados a transplante ou tratamento deverá ser precedida de</p><p>diagnóstico de morte encefálica, constatada e registrada por dois</p><p>médicos não participantes das equipes de remoção e transplante. C</p><p>É permitida a presença de médico de confiança da família do falecido</p><p>no ato da comprovação e atestação da morte encefálica. C</p><p>A doação poderá ser revogada pelo doador ou pelos responsáveis</p><p>legais a qualquer momento antes de sua concretização. C</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>170</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Embora seja vedado à gestante dispor de tecidos, órgãos ou partes de</p><p>seu corpo vivo, não haverá prática de crime se ela doar tecido para a</p><p>realização de transplante de medula óssea, desde que não haja risco à</p><p>sua saúde ou à do feto. C</p><p>A retirada de órgãos, tecidos, células e partes do corpo humano, após</p><p>a morte, para fins de transplante ou enxerto, somente poderá ser</p><p>realizada com o consentimento familiar do falecido, consignado de</p><p>forma expressa em termo específico de autorização que respeite a</p><p>vontade do doador em vida (doação presumida). E</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>171</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Noções de Primeiros Socorros – Parte 1</p><p>Primeiros socorros são medidas iniciais e imediatas aplicadas fora do ambiente</p><p>hospitalar, prestados a vítimas de qualquer acidente ou mal súbito, antes da chegada de</p><p>um profissional qualificado (American Heart Association). Os primeiros socorros também</p><p>compreendem o auxílio e os cuidados iniciais prestados por pessoas próximas para</p><p>doenças e lesões agudas.</p><p>É o atendimento inicial e temporário prestado até a chegada de um socorro profissional,</p><p>que pode se dar até mesmo pela ação de ligar para os telefones de emergência.</p><p>Grave os telefones:</p><p>SAMU – 192</p><p>Corpo de Bombeiros – 193</p><p>Defesa Civil – 199</p><p>Polícia Militar – 190</p><p>Inicialmente, a primeira ação de um socorrista deve ser avaliar a cena e identificar</p><p>possíveis riscos (FGV 2024) e não o próprio socorro em si; pois, na prática, certas situações</p><p>podem ser perigosas para o próprio socorrista e causar ainda mais acidentes. Se a atuação</p><p>estiver impossibilitada, deve-se ligar para os serviços de emergência.</p><p>❖ Conceitos Relevantes</p><p>Vítima: é o indivíduo que sofreu mal súbito ou acidente.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>172</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Socorrista: é o indivíduo que presta os primeiros socorros (pode ser leiga ou</p><p>profissional). A segurança do socorrista é a prioridade número 1 de todo atendimento,</p><p>jamais devendo agir quando há risco para a própria vida.</p><p>Urgência: ocorrência sem risco de morte imediato.</p><p>Emergência: condições em que há risco iminente de morte ou sofrimento intenso. Ex.</p><p>amputações.</p><p>❖ Kit de Primeiros Socorros</p><p>A elaboração de um kit primeiros socorros deve oferecer alguns instrumentos básicos,</p><p>que podem ser muito úteis aos mais variados tipos de incidentes. No conjunto de</p><p>ferramentas também devem estar presentes alguns insumos (materiais para curativos).</p><p>Instrumentos Materiais para Curativos</p><p>▪ tesoura;</p><p>▪ termômetro;</p><p>▪ luvas cirúrgicas;</p><p>▪ máscara de proteção facial;</p><p>▪ pinça;</p><p>▪ óculos de proteção;</p><p>▪ colar cervical.</p><p>▪ gaze esterilizada;</p><p>▪ esparadrapo;</p><p>▪ algodão hidrófilo;</p><p>▪ antisséptico;</p><p>▪ água oxigenada de 10</p><p>volumes;</p><p>▪ água boricada;</p><p>▪ álcool de 70%;</p><p>▪ ataduras de crepe;</p><p>▪ band-aid (caixa de curativos</p><p>adesivos);</p><p>▪ solução de iodo.</p><p>Não é necessário decorar os itens que compõem o kit, que inclusive pode</p><p>variar em sua composição.</p><p>❖ CONDUTA</p><p>A conduta deve priorizar a Proteção 3 “S”</p><p>Scene (cena) – a avaliação da cena é a etapa básica da prestação dos primeiros socorros,</p><p>independente do local de acidente. Em acidentes com vias de circulação, é necessário</p><p>tomar medidas de sinalização e isolamento do local do acidente.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>173</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Security (segurança)</p><p>Situation (situação)</p><p>Movimentação da vítima: as vítimas com suspeita de lesão da coluna cervical</p><p>(pescoço), coluna vertebral, costelas ou pelve não devem ser movimentadas nos primeiros</p><p>socorros.</p><p>➔ Mesmo em se tratando de crise convulsiva (convulsão) o recomendado não é conter</p><p>a vítima com força.</p><p>Recomendações gerais: 1) Avaliar a situação; 2) Manter a calma e a lógica; 3) Garantir</p><p>a própria segurança; 4) Não piorar o problema; 5) Jamais oferecer líquidos ou alimentos a</p><p>vítimas desacordadas; 6) Não manipular sangue e secreções sem proteção; 7) Não</p><p>movimentar nem remover vítimas de locais de acidentes (existe exceções – áreas inseguras</p><p>tanto para a vítima como para o socorrista; a pessoa irresponsiva que respira, deve ser</p><p>colocada em posição lateral);</p><p>Avaliação Primária: Define-se a prioridade dos itens a serem avaliados na vítima,</p><p>identificando e tratando condições que colocam a vida em risco. A maioria das lesões são</p><p>simples. Os casos mais graves geralmente são vítimas de trauma multissistêmico ou</p><p>politraumatizados.</p><p>- Avaliação Primária Sistematizada (PHTLS):</p><p>1) Identificar hemorragias intensas/exsanguinantes;</p><p>2) Identificar se a via área está pérvia;</p><p>3) Identificar a ventilação;</p><p>4) Verificar a circulação (se há pulso, pressão arterial, oxigênio etc.)</p><p>5) Verificar a disfunção neurológica (consciência da vítima);</p><p>6) Exposição – outros ferimentos.</p><p>Hemostasia é comprimir a ferida, controlar o sangramento através da compressão ou</p><p>de curativos, torniquetes.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>174</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Em extremidades, utilizam-se torniquetes.</p><p>Em não extremidades, utilizam-se curativos.</p><p>Em ambos os casos podem ser utilizados também curativos hemostáticos.</p><p>Pacientes em Choque Hemodinâmico (Posição):</p><p>- Vítimas de trauma não devem ser movimentadas;</p><p>- Vítimas com sinais de choque mas que respiram devem ficar de barriga para cima</p><p>(supina);</p><p>- Vítimas pouco responsivas mas sem sinais de trauma: membros inferiores devem ficar</p><p>elevados (30º a 60º) exceto se queixar de dor.</p><p>Desmaio: é a perda temporária da consciência (síncope) em razão da diminuição de</p><p>o que viu.</p><p>Ou seja, clareza, fidelidade e totalidade.</p><p>3. PARECER E CONSULTA</p><p>A consulta é um documento, elaborado no curso de um processo em andamento,</p><p>que exprime dúvidas sobre um relatório médico-legal e por meio do qual são solicitados</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>12</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>esclarecimentos a uma renomada autoridade ou ao corpo técnico de uma instituição cuja</p><p>competência seja inquestionável.</p><p>Geralmente, não são dúvidas sobre os fatos, mas sobre sua interpretação. São questões</p><p>de mérito e que envolvem discussões doutrinárias.</p><p>Todas as partes do relatório também deve estar presentes no parecer, exceto a descrição.</p><p>O parecer possui as mesmas partes que o relatório,</p><p>exceto pela descrição, porque naquela já existe a</p><p>descrição. Nesse caso, a parte mais importante passa a</p><p>ser a discussão.</p><p>No parecer, o perito, dotado de alto grau de conhecimento a respeito da</p><p>matéria, NÃO está diante do objeto a ser periciado. Logo, não irá descrevê-lo por uma</p><p>decorrência lógica. Não haverá visum et repertum, que só ocorre no relatório.</p><p>Alta chance de incidência:</p><p>Parte mais importante do Relatório: é a descrição.</p><p>Parte mais importante do Parecer: é a discussão.</p><p>“DESCRIÇÃO DO RELATÓRIO”</p><p>“DISCUSSÃO DO PARECER”</p><p>4. ATESTADO ou CERTIFICADO MÉDICO</p><p>É uma declaração pura e simples, por escrito, de um fato médico e suas possíveis</p><p>consequências. É um documento particular, elaborado sem compromisso prévio e</p><p>independente de compromisso legal, fornecido por qualquer médico que esteja no</p><p>exercício regular de sua profissão (Genival Veloso França).</p><p>O atestado é o documento mais simples da medicina legal, tanto que é desprovido</p><p>de formalidades (pode ser papel comum). Embora seja considerada uma peça informativa,</p><p>ele não tem forma definida. Qualquer médico regularmente inscrito no Conselho Regional</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>13</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>de Medicina possui competência para atestar, independentemente de especialidade.</p><p>(Parecer-Consulta CFM nº 28/87). Devemos preceituar que o atestado não pode substituir</p><p>o laudo médico.</p><p>O médico, no atestado, não tem a obrigação de informar a doença e nem o CID.</p><p>Essas informações são protegidas pelo sigilo médico.</p><p>Cuidado: o Atestado é documento particular.</p><p>Classificação do atestado quanto à sua finalidade:</p><p>• Oficioso: quando no interesse de pessoas físicas e jurídicas de direito</p><p>privado, para justificar situações menos formais (p. ex. ausência em aula,</p><p>frequentar piscina etc.)</p><p>• Administrativo: quando no interesse do serviço ou do servidor público (ex.</p><p>licença-maternidade, “laudo” para o INSS)</p><p>• Judiciário: quando por solicitação da administração da justiça.</p><p>A doutrina versa que somente os atestados médicos judiciários são considerados</p><p>documentos médicos legais.</p><p>Classificação do atestado quanto à sua veracidade:</p><p>• Idôneo: é o atestado verdadeiro, verídico.</p><p>• Gracioso (de favor ou complacente): é aquele fornecido como forma de obter</p><p>vantagem. É vedado ao médico.</p><p>• Imprudente: fornecido de maneira inconsequente, insensata e intempestiva</p><p>(ex. não exigir prova de identidade)</p><p>• Falso: quando se sabe de seu uso indevido e criminoso, tendo por isso um</p><p>caráter doloso. Crime de atestado falso possui dolo (Art. 302).</p><p>• Piedoso: como forma de suavizar um diagnóstico mais grave, no caso de</p><p>doenças graves ou terminais, na intenção de confortar o paciente.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>14</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>O médico que assina um atestado falso responde por crime previsto no Art. 302</p><p>(Crime de Falsidade de Atestado Médico): “Dar o médico, no exercício da sua profissão,</p><p>atestado falso: Pena – detenção, de um mês a um ano. Parágrafo único – Se o crime é</p><p>cometido com o fim de lucro, aplica-se também multa.” Como só pode ser atestado por</p><p>médico, é crime próprio.</p><p>O documento é verdadeiro, porém as informações são falsas. Dessa forma, o crime</p><p>do art. 302 é um tipo especial do crime de falsidade ideológica (Art. 299, CP).</p><p>Alguns julgados:</p><p>STJ: A falsificação de atestado médico com a finalidade de abonar faltas injustificadas ao</p><p>serviço em organização militar do Exército constitui crime militar, à luz do disposto no</p><p>art. 9, III, ‘a’, do mesmo Estatuto, de vez que o mesmo afeta a ordem administrativa militar.</p><p>STJ: O crime de falsificação de documento ou uso de documento falso, consubstanciado</p><p>na justificativa de falta com atestado médico falso, inserido em processo em curso na</p><p>Justiça do Trabalho, deve ser processado pela Justiça Federal.</p><p>O atestado médico é a afirmação do profissional acerca do fato</p><p>examinado, já o laudo é o relatório emitido pelo perito, que pode ser</p><p>o perito médico legista. Nesse caso, trata-se do laudo pericial médico-</p><p>legal. C (PCAL 2012 Agente)</p><p>O crime de falsidade de atestado médico é uma forma de falsidade</p><p>ideológica, tipificado de forma autônoma devido à especialidade. C</p><p>(PC-AC 2017 Delegado - Adaptado)</p><p>5. DEPOIMENTO ORAL</p><p>É o esclarecimento oral prestado em juízo pelo perito quando solicitado pela</p><p>autoridade para dirimir dúvidas sobre o relatório ou para relatarem sobre qualquer</p><p>assunto de interesse da lei. É documento médico-legal.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>15</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>❖ Não são considerados documentos médico-legais, mas são importantes no estudo</p><p>da Medicina Legal:</p><p>Prontuário</p><p>É o registro dos cuidados prestados ao paciente, com o objetivo de garantir a</p><p>continuidade do atendimento e, também servir como instrumento de defesa legal. Mesmo</p><p>sendo um documento criado para interesses médicos, o prontuário pode produzir efeitos</p><p>jurídicos de grande significação médico-legal.</p><p>Entendemos que o prontuário é sigiloso, pois consta de exame clínico do paciente,</p><p>suas fichas de ocorrências e de prescrições terapêuticas, os relatórios da enfermagem, da</p><p>anestesia e da cirurgia, a ficha do registro dos resultados de exames complementares e, até</p><p>mesmo, cópias de solicitação e de resultado de exames complementares.</p><p>A quem pertence o prontuário? Pertence ao paciente, de forma permanente. Do</p><p>médico e da instituição, há o direito de guarda (Genival Veloso França)</p><p>Na Recomendação CFM nº 03/14: os parentes possuem direito ao prontuário,</p><p>mediante comprovação do vínculo familiar e observada a ordem de vocação hereditária.</p><p>Prescrição médica</p><p>A prescrição médica, receita médica ou receituário não é considerada documento</p><p>médico-legal, embora tenha indiscutivelmente valor legal. Esse documento reúne as</p><p>orientações do profissional de saúde relativamente ao tratamento que deve ser seguido</p><p>pelo paciente.</p><p>Resumo dos documentos médico-legais</p><p>RELATÓRIO: resultado de uma perícia</p><p>Auto: quando ditado ao escrivão;</p><p>Laudo: quando redigido pelos peritos;</p><p>7 partes: preâmbulo, quesitos, histórico, Descrição (a mais importante), discussão,</p><p>conclusão e resposta aos quesitos</p><p>Não é somente o médico/legista/perito oficial que emite relatório.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>sangue e oxigênio no cérebro (FGV). Geralmente, não apresenta outras consequências mais</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>175</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>graves. É mais comum de acontecer com pessoas com problemas cardíacos ou diabetes.</p><p>Outros fatores: esforço físico, calor excessivo, má alimentação.</p><p>Existem sintomas que antecedem ao desmaio: tonturas, suores frios, palidez, pulso</p><p>fraco, visão embaçada, pressão arterial baixa, respiração lenta e perda temporária da</p><p>consciência.</p><p>Medidas de primeiros socorros em</p><p>face de pessoas desmaiadas: 1) manter a</p><p>pessoa deitada de costas, colocando sua</p><p>cabeça e ombros em posição mais baixa em</p><p>relação ao resto do corpo (elevando os</p><p>membros inferiores); 2) desafogar ou</p><p>desapertar as roupas; 3) ficar atento aos</p><p>sinais vitais (pulso e respiração). Cessado o</p><p>desmaio, pode ser oferecido água (com ou sem açúcar) e</p><p>inclusive café.</p><p>Não se deve: dar tapas, oferecer alimentos ou água,</p><p>jogar água, sacudir a vítima, fazer uma compressa de água fria</p><p>na testa (é insuficiente), fazer a vítima aspirar álcool ou</p><p>amoníaco.</p><p>Se a pessoa estiver sentada, o ideal é baixar sua cabeça.</p><p>O desmaio pode ser, na verdade, uma parada</p><p>respiratória (PR) ou parada cardiorrespiratória (PCR).</p><p>Para verificar se a pessoa está respirando, deve-se Olhar, Ouvir e Sentir se há</p><p>movimentos respiratórios no peito da vítima. Se ela estiver respirando, não será</p><p>necessária a ressuscitação cardiopulmonar precoce (RCP). Pode-se colocar a vítima de lado</p><p>para auxiliar na respiração.</p><p>Vítimas que não respiram: Nesses casos, deve-se iniciar imediatamente os</p><p>procedimentos da parada cardiorrespiratória, pois é preciso de ressuscitação</p><p>cardiopulmonar precoce (RCP) – ou seja, iniciar a massagem cardíaca.</p><p>Sinais indicativos de que as vítimas não respiram: lábios, línguas e unhas azuladas.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>176</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>PARADA RESPIRATÓRIA (PR) PARADA</p><p>CARDIORRESPIRATÓRIA (PCR)</p><p>Inconsciência</p><p>Ausência de respiração</p><p>Há pulso.</p><p>Nesse caso, o socorrista fará apenas a</p><p>ventilação (não há compressão). A</p><p>frequência das ventilações de resgate</p><p>deverá ser de 1 ventilação a cada 6</p><p>segundos.</p><p>Inconsciência</p><p>Ausência de respiração</p><p>Ausência de batimentos cardíacos</p><p>(não tem pulso). Para a AHA, o</p><p>socorrista não treinado não deve</p><p>verificar o pulso, mas apenas a</p><p>consciência e a respiração.</p><p>❖ CADEIA DE SOBREVIVÊNCIA (AHA)</p><p>O passo a passo a seguir é a chamada “Cadeia de Sobrevivência” da American Heart</p><p>Association (AHA). Na cadeia de sobrevivência da Parada Cardiorrespiratória Extra</p><p>Hospitalar (PCREH), geralmente iniciada por socorristas leigos ou pessoas não treinadas,</p><p>o elemento principal é o reconhecimento de uma possível parada cardiorrespiratória (PCR)</p><p>e acionamento do serviço médico de emergência.</p><p>Tente gravar a seguinte ordem: Acionamento do serviço médico de emergência (SAMU)</p><p>> Ressuscitação Cardiopulmonar Precoce - RCP (massagem cardíaca) de alta qualidade ></p><p>Desfibrilação > Ressuscitação avançada > Cuidados integrados pós-PCR -> Recuperação</p><p>no hospital.</p><p>❖ Sequência do SBV em adultos</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>177</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Segundo a American Heart Association, no atendimento à pessoa em parada</p><p>cardiorrespiratória (PCR), o mnemônico CAB ou CABD pode nos ajudar a descrever a</p><p>ordem das intervenções.</p><p>Essas medidas visam a restabelecer o quanto antes a circulação espontânea, a perfusão</p><p>dos órgãos vitais e a chegada da equipe de ressuscitação.</p><p>1. C – (check) Checagem: Checar/confirmar a segurança do local, checar a</p><p>responsividade da vítima, checar o pulso e a respiração, chamar por ajuda e</p><p>iniciar as compressões. As compressões devem ser feitas em ciclos de 30</p><p>compressões, intercalados com a ventilação, ou contínuas, na frequência de 100</p><p>a 120 compressões por minuto, com uma profundidade de 5 cm, permitindo o</p><p>retorno do tórax após cada compressão. O socorrista que está realizando a</p><p>compressão deve ser substituído a cada dois minutos ou antes, se houver</p><p>cansaço;</p><p>2. A – (airway) Abertura da via Aérea: A abertura da via aérea pode ser feita com</p><p>a inclinação da cabeça para trás e elevação do queixo (manobra de Chin-Lift)</p><p>ou com a anteriorização da mandíbula (manobra de Jaw-Thrust).</p><p>3. B – (breath) Ventilação: A oferta da ventilação pode ser feita utilizando um</p><p>dispositivo bolsa-válvula-máscara (ambu) ou uma máscara de bolso (pocket-</p><p>mask), na frequência de 2 ventilações a cada 30 compressões. É importante</p><p>observar se durante a ventilação existem sinais de permeabilidade aérea, como</p><p>a expansibilidade torácica ou abdominal durante a ventilação. Caso o socorrista</p><p>não se sinta seguro para realizar a ventilação, a prioridade é a compressão de</p><p>alta qualidade.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>178</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>4. D – Desfibrilação: o uso de um desfibrilador externo automático (DEA) ajuda</p><p>o socorrista a identificar se a vítima está em PCR, se é um ritmo chocável e,</p><p>quando é o caso, aplica o choque na tentativa de reverter a PCR. Para utilizar o</p><p>desfibrilador, é necessário retirar todas as roupas que cobrem o tórax.</p><p>Aplicação de Compressões – o socorrista treinado faz as compressões torácicas de forma</p><p>alternadas com as ventilações (seja boca a boca ou com a máscara de bolso).</p><p>Na massagem cardíaca externa, deve-se posicionar a vítima em DECÚBITO DORSAL. O</p><p>socorrista deve-se posicionar ajoelhado, ao lado da vítima e num plano superior, de modo</p><p>que possa executar a manobra com os braços em extensão. Em seguida, apoiar as mãos</p><p>uma sobre a outra, na metade inferior do esterno, exercendo pressão ritmada entre 100 a</p><p>120 repetições por minuto. (FGV, 2024). As massagens não podem ser cessadas por tempo</p><p>superior a dez segundos, pois qualquer interrupção maior no processo diminuirá a</p><p>afluência de sangue no organismo.</p><p>❖ OVACE</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>179</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>O OVACE é a Obstrução da Via Aérea por Corpo Estranho, geralmente localizado na</p><p>laringe ou na traqueia. O bloqueio das vias aéreas pode ser parcial ou total. No bloqueio</p><p>total, a vítima não consegue respirar, falar ou emitir sons. O corpo estranho é qualquer</p><p>objeto que não faz parte do organismo humano, e não é necessariamente desconhecido. O</p><p>objeto precisará ser retirado por meio de técnicas adequadas. Procedimento a ser tomado:</p><p>Manobra de Hemlich. As compressões abdominais também pode aparecer em provas</p><p>como “Manobra em J”.</p><p>Técnicas como “tapinhas nas costas” não aparecem nos manuais da American Heart.</p><p>Técnicas vedadas: oferecer água, tentar retirar o objeto sem ele estar visível.</p><p>➔ OVACE é sinônimo de engasgamento, levando à asfixia.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>180</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Manobra de Heimlich em bebês: a</p><p>técnica não é a mesma da que é utilizada</p><p>em adultos. São considerados bebês</p><p>aqueles que possuem até 12 meses de</p><p>vida. O bebê deve ser segurado de</p><p>barriga para baixo, apoiado no seu</p><p>antebraço. Com a outra mão, dê até 5</p><p>pancadas nas costas entre as escápulas</p><p>do bebê. Se o objeto não for expelido</p><p>após as 5 pancadas, vire o bebê,</p><p>sustentando sua cabeça. Administre até</p><p>5 compressões torácicas com 2 dedos da</p><p>outra mão para comprimir o tórax no</p><p>mesmo lugar em que ele é comprimido</p><p>durante a RCP. Repita as 5 pancadas nas</p><p>costas e 5 compressões torácicas até o</p><p>bebê respirar, tossir, chorar ou perder a</p><p>consciência.</p><p>No caso de vítimas inconscientes (sem</p><p>pulso) deve-se iniciar imediatamente a</p><p>ressuscitação cardiopulmonar precoce</p><p>(RCP).</p><p>Continuação do tema na Parte 2.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>181</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Noções de Primeiros Socorros – Parte 2</p><p>Primeiros socorros são medidas iniciais e imediatas aplicadas fora do ambiente</p><p>hospitalar, prestados a vítimas de qualquer acidente ou mal súbito, antes da chegada de</p><p>um profissional qualificado (American Heart Association). Os primeiros socorros também</p><p>compreendem o auxílio e os cuidados iniciais prestados por pessoas próximas para</p><p>doenças e lesões agudas.</p><p>É o atendimento inicial e temporário prestado até a chegada de um socorro profissional,</p><p>que pode se dar até mesmo pela ação de ligar para os telefones de emergência (SAMU –</p><p>192, Corpo de Bombeiros – 193, Defesa Civil – 199, Polícia Militar – 190).</p><p>Inicialmente, a primeira ação de um socorrista deve ser avaliar a cena e identificar</p><p>possíveis riscos (FGV 2024) e não o próprio socorro em si; pois, na prática, certas situações</p><p>podem ser perigosas para o próprio socorrista e causar ainda mais acidentes. Se a atuação</p><p>estiver impossibilitada, deve-se ligar para os serviços de emergência.</p><p>❖ OUTROS ESTADOS E SITUAÇÕES RELEVANTES</p><p>CONVULSÃO: pode ter várias causas: infecção, trauma, febre, hipoglicemia, intoxicação</p><p>(drogas ilícitas) ou mesmo ser uma manifestação da epilepsia (doença crônica). São</p><p>manifestações da convulsão: perda do controle muscular, tremor e contrações musculares,</p><p>rigidez, inconsciência, salivação excessiva, vômitos e urina, sangramentos. A convulsão</p><p>não é uma doença e não é transmissível. O ideal é retirar objetos ou móveis próximos à</p><p>vítima e tentar tranquilizá-la; colocar travesseiros sob a cabeça da pessoa; afrouxar as</p><p>roupas.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>182</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>➔ Não se deve segurar a vítima em convulsão; jogar água; e nem tentar “desenrolar a</p><p>língua”.</p><p>➔ A vítima deve ser colocada em posição lateral.</p><p>Atenção! Nas situações abaixo, o socorrista não deve receitar analgésicos!</p><p>DISTENSÃO: é o estiramento excessivo de um músculo (membros superiores, membros</p><p>inferiores ou costas) decorrentes de esforço excessivo ou incorreto. Exemplos: corridas de</p><p>longas distâncias, máquinas de academia. A distensão pode atingir o tendão e causar</p><p>rompimento das fibras musculares, causando dor intensa, inchaço local, dificuldade de</p><p>movimentação. Como condutas de primeiros socorros, o socorrista deve sugerir o repouso</p><p>e fornecer gelo (poder analgésico) e imobilização, indicando que a vítima deve passar por</p><p>atendimento médico. Condutas vedadas: tentar alongar o membro afetado; massagear a</p><p>região.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>183</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>1º grau – dor intensa; mas não há rompimento.</p><p>2º grau – rompimento parcial.</p><p>3º grau - rompimento total das fibras.</p><p>Pode atingir as coxas, panturrilhas, bíceps, tríceps, músculos das costas.</p><p>CÂIMBRA: contração muscular súbita e dolorosa, mas que não causa a ruptura das fibras</p><p>musculares, decorrente de esforço excessivo e também do calor. A câimbra pode atingir as</p><p>coxas, panturrilhas, abdome, braços. Ações recomendadas: descanso, beber líquidos com</p><p>açúcar e eletrólitos (isotônicos, sucos) ou água; toalha com gelo.</p><p>ENTORSE: é a TORÇÃO de tendões e ligamentos em uma articulação. Ocorre</p><p>geralmente no tornozelo e no punho, podendo ter rompimento no tendão, decorrentes de</p><p>quedas ou tropeços, exercícios físicos. A entorse de tornozelo é uma lesão muito comum,</p><p>causando muita dor, inchaço e dificuldade de movimento.</p><p>1º grau – distensão com micro lesões.</p><p>2º grau – lesão parcial.</p><p>3º grau – ruptura total.</p><p>Ocorre normalmente no tornozelo e punho.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>184</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>LUXAÇÃO: é a SEPARAÇÃO dos ossos de uma ARTICULAÇÃO. O local afetado fica com</p><p>uma deformidade visível.</p><p>Na entorse há a lesão dos ligamentos, enquanto na luxação há lesão das articulações. C</p><p>Na entorse, não há deslocamento total do osso. O deslocamento total do osso ocorre em</p><p>uma luxação, não em uma entorse. C</p><p>Uma luxação ocorre quando os ossos que compõem uma articulação se separam</p><p>completamente, resultando em uma perda total do alinhamento normal da articulação. C</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>185</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>O principal objetivo de imobilizar uma região afetada por ENTORSE ou FRATURA antes</p><p>do transporte do acidentado é prevenir o agravamento da lesão e garantir um transporte</p><p>seguro. C</p><p>FRATURA: é a QUEBRA de qualquer osso do corpo, podendo ser</p><p>parcial ou total, decorrente de algum tipo de violência:</p><p>atropelamentos, quedas, acidentes. A fratura pode ser de costelas,</p><p>vértebras, crânios etc. São sinais de fraturas ósseas: inchaço,</p><p>hematomas, dor intensa; porém, somente a radiografia vai poder</p><p>diferenciar uma fratura óssea de uma entorse.</p><p>Ações recomendadas: saco cheio de gelo em uma toalha;</p><p>imobilização por meio de talas (materiais rígidos – pedaços de</p><p>madeira, ripas etc.). Não se deve elevar o membro para reduzir o</p><p>inchaço. O socorrista deve atuar evitando o agravamento e</p><p>diminuindo a dor, mas jamais tentar colocar o osso de volta.</p><p>A fratura pode ser fechada ou aberta/exposta. Se o osso não estiver visível, é uma</p><p>fatura fechada. Se o osso atravessar a pele e ficar exteriorizado, é uma fratura exposta,</p><p>apresentando dor, inchaço, dificuldade de movimentação e sangramento.</p><p>➔ No caso de fraturas de crânio, não se deve pressionar a cabeça, pois há o risco do</p><p>osso lesionar o cérebro. Porém, é permitido enfaixar.</p><p>Fratura exposta</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>186</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>CONTUSÃO: é lesão menos grave que o entorse, não afetando ossos nem ligamentos,</p><p>afetando tecidos moles (pele, camada de gordura, musculatura, vasos sanguíneos e</p><p>linfáticos). A contusão pode decorrer de pancadas ou tombos. São sintomas: dor</p><p>moderada, inchaço, vermelhidão, hematoma, sensação de calor na área afetada. Pode se</p><p>utilizar bolsas de gelo ou compressas frias para a diminuição dos sintomas.</p><p>Luxação Entorse Estiramento Contusão</p><p>É o deslocamento</p><p>repentino, parcial ou</p><p>completo, das</p><p>extremidades dos ossos</p><p>que compõem uma</p><p>articulação.</p><p>É a lesão ligamentar</p><p>traumática – afeta os</p><p>ligamentos de</p><p>determina</p><p>articulação. A entorse</p><p>é a TORÇÃO de</p><p>tendões e ligamentos</p><p>em uma articulação.</p><p>É o rompimento de</p><p>um músculo ou de</p><p>tecido muscular que</p><p>liga o músculo ao</p><p>osso (tendão)</p><p>É o sangue ou</p><p>sangramento</p><p>sob a pele</p><p>devido a</p><p>trauma físico</p><p>de qualquer</p><p>tipo.</p><p>❖ HEMORRAGIA</p><p>A hemorragia é o sangramento mais intenso do que o sangramento comum, podendo</p><p>levar à morte.</p><p>Controle do sangramento:</p><p>- Hemostasia: compressão do sangramento/ferimento, segurando a ferida, seja</p><p>utilizando gaze, compressa ou atadura. Essa compressão deve permanecer até o</p><p>sangramento parar (geralmente por 5 minutos) – o próprio corpo tem capacidade de</p><p>coagular o sangue.</p><p>➔ Não se deve retirar gazes anteriores, pois pode romper o coágulo, formando novos</p><p>sangramentos. O socorrista deve colocar mais gazes, colocando-os por cima.</p><p>- Torniquete: nos casos de hemorragias/ferimentos graves, em que a hemostasia é</p><p>infrutífera, deve-se tentar o torniquete. O socorrista deve ser necessariamente treinado</p><p>(não deve ser realizado por leigos). O torniquete só é possível em EXTREMIDADES –</p><p>mãos, braços, antebraços, coxas, pernas. (Não há como fazê-la no abdome ou no tórax, por</p><p>exemplo). O torniquete é aplicado ACIMA do ferimento/local da hemorragia, ao mesmo</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>187</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>tempo em que alguém pode manter a hemostasia (conjunção de técnicas). O torniquete não</p><p>é aplicado sobre uma articulação, mas de 5 a 8 cm acima do local de hemorragia.</p><p>- Curativo Hemostático: em sangramentos intensos, é possível utilizar o curativo</p><p>hemostático, que possui substâncias que ajudam na coagulação. Deve ser colocado e</p><p>pressionado da mesma forma que na hemostasia.</p><p>- Se o ferimento for em MEMBROS, é a 3ª opção;</p><p>- Se o ferimento NÃO FOR em MEMBROS, é a 2ª opção.</p><p>Em extremidades, utilizam-se torniquetes. TORNIQUETE SÓ PODE SER FEITO POR</p><p>PROFISSIONAL TREINADO (não leigo).</p><p>Em não extremidades, utilizam-se curativos.</p><p>Em ambos os casos podem ser utilizados também curativos hemostáticos.</p><p>EPISTAXE (Sangramento Nasal) – é a hemorragia nasal, podendo ser causado por</p><p>várias razões: acidentes automobilísticos, traumas, câncer. Deve se apertar / comprimir as</p><p>narinas.</p><p>Ações a serem tomadas contra a hemorragia nasal:</p><p>Manter a calma e fazer compressão na narina que estiver sangrando, com a cabeça</p><p>levemente inclinada para frente (e não para trás!);</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>188</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Não deve ser inclinada para trás para evitar que o sangue escorra pela faringe e vá</p><p>parar no estômago ou nas vias aéreas;</p><p>Evitar esforços físicos;</p><p>Evitar QUALQUER TIPO DE CALOR próximo à região do nariz: alimentos quentes,</p><p>sol, banhos quentes pois podem aumentar os sangramentos;</p><p>A vítima não deve se deitar;</p><p>Deve respirar pela boca enquanto durar a compressão e sentar-se confortavelmente</p><p>de modo a manter a cabeça numa posição mais alta do que o resto do corpo.</p><p>As hemorragias que não pararem com a compressão por 15 minutos, necessitam-</p><p>se obrigatoriamente de assistência médica!</p><p>Caso uma vítima de acidente apresente hemorragia nasal, o socorrista deverá</p><p>apertar o nariz da vítima durante alguns instantes e, se não cessar, colocar</p><p>compressa de água fria. C</p><p>Ao deparar-se com uma vítima de acidente no trânsito que está sangrando</p><p>profusamente de uma ferida, qual é a medida apropriada para o controle da</p><p>hemorragia? Fazer compressão direta sobre a ferida usando um pano limpo</p><p>ou bandagem. C</p><p>O controle da hemorragia é extremamente necessário para se evitar o Choque</p><p>Hipovolêmico ou Choque Hemodinâmico. Basicamente, a perda de uma quantidade</p><p>significativa de sangue e líquidos pode levar a vítima à falência múltipla dos órgãos.</p><p>Apenas profissionais de saúde são qualificados para reverter o quadro de choque.</p><p>Sinais indicativos do choque: perda de sangue, falta de oxigênio, cianose, palidez</p><p>intensa, agitação, perda da consciência, pele fria e pegajosa, visão nublada, sede.</p><p>➔ O socorrista NÃO pode reverter o choque (que só pode ser feito por profissionais</p><p>de saúde), mas sim agir evitando que ele aconteça.</p><p>➔ Pode ser preciso realizar a RCP (ressuscitação cardiopulmonar precoce).</p><p>AMPUTAÇÃO: a amputação pode ser traumática ou cirúrgica. A amputação</p><p>ocorre quando uma determinada parte do corpo é arrancada: pernas, braços, dedos,</p><p>orelhas. Geralmente o sangramento decorrente da amputação é intensa, de modo que deve</p><p>ser realizado o controle da hemorragia, como por exemplo, com torniquete (profissional</p><p>treinado).</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>189</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>A parte amputada pode ser protegida para ocorrer o reimplante. Ações</p><p>recomendadas: 1) enxugar a parte amputada com água limpa; 2) envolver com curativos</p><p>limpos; 3) uso de saco plástico impermeável; 4) colocar o saco dentro de recipiente com</p><p>gelo e/ou água com gelo; 5) etiquetar o recipiente. A parte do corpo amputada não deve</p><p>ser colocada diretamente no gelo.</p><p>❖ CALOR e QUEIMADURAS</p><p>A atuação do CALOR pode causar danos de forma direta ou difusa.</p><p>o Direto (queimadura)</p><p>o Difuso (termonoses / termonoses ou “doenças do calor”)</p><p>1. TERMONOSES (calor difuso): são danos orgânicos ou morte provocados pela insolação</p><p>(ação da temperatura, dos raios solares, fadiga ou excessiva umidade relativa) ou</p><p>intermação (calor artificial).</p><p>As termonoses decorrem do desequilíbrio entre o aporte (geração de calor) e a eliminação</p><p>de calor, sem alteração no set point = temperatura normal = 36,5 Cº.</p><p>A Insolação: não exige a ação direta dos raios solares, e pode provocar um quadro clínico</p><p>caracterizado por palidez, cefalalgia, transpiração, polaciúria, taquisfigmia, taquipneia</p><p>superficial, perda de consciência e coma. Pode ser favorecida por fatores adjuvantes, como</p><p>o alcoolismo e vestuário inadequado. De acordo com Genival França, "é proveniente do</p><p>calor ambiental em locais abertos ou raramente em espaços confinados". Concorrem para</p><p>o evento, além da temperatura, os raios solares, a ausência de renovação do ar e a fadiga.</p><p>A insolação é forma mais grave e intenso que a intermação (HIGINO).</p><p>Possui ciclo vicioso e irreversível: aos mecanismos iniciais (vasodilatação,</p><p>desidratação, pressão arterial), soma-se a parada da sudorese – que é um sinal da</p><p>gravidade da situação. Apresenta sintomas neurológicos.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>190</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>A Intermação: acontece quando há aumento excessivo do calor radiante em espaços sem</p><p>arejamento adequado e apresenta um quadro clínico caracterizado por mal-estar,</p><p>nervosismo, cefaleia, náuseas, taquicardia, pulso filiforme,</p><p>abafamento das bulhas</p><p>cardíacas, sudorese, angústia, polidipsia, midríase, hipertermia, astenia extrema,</p><p>convulsões e coma.</p><p>A intermação também é conhecida como exaustão térmica ou prostração térmica.</p><p>Decorre do excesso de calor ambiental em lugares mal arejados, quase sempre confinados</p><p>ou pouco abertos e sem ventilação / baixa renovação do ar. Exemplos mais comuns:</p><p>chapeiros de lanchonetes.</p><p>Insolação: De acordo com Genival França, "é proveniente do calor ambiental em locais</p><p>abertos ou raramente em espaços confinados". Concorrem para o evento, além da</p><p>temperatura, os raios solares, a ausência de renovação do ar e a fadiga.</p><p>Outras termonoses – Edema (vasodilatação); Miliária (lesões cutâneas causadas pela</p><p>obstrução do fluxo do suor); Síncope (queda da pressão arterial) e Câimbras.</p><p>A exaustão pelo calor ocorre geralmente em pessoas com boa forma física que esteja</p><p>submetida a esforços físicos extremos em ambiente pouco ventilados e quentes,</p><p>acompanhados de desidratação. Ela configura o tipo de emergência clínica das</p><p>hipertermias e se destaca pelos sinais e sintomas de pele fria, pálida, pegajosa e com</p><p>temperatura variando de normal a ligeiramente aumentada. Ex. jogadores de futebol em</p><p>partidas.</p><p>Sintomas da exaustão: suar muito, cãibras musculares, cansaço e fraqueza, dor de cabeça,</p><p>náusea e/ou vômito, muita sede, batimento cardíaco rápido, pressão arterial baixa etc.</p><p>2. Queimaduras: são lesões resultantes da atuação direta do calor e podem ser simples</p><p>(produzidas apenas pelo agente calor) e complexas (resultantes do calor e de outros fatores</p><p>do agente agressivo).</p><p>CALOR produz queimaduras. Decorrem da ação de chamas, líquidos</p><p>(escaldaduras), gases, sólidos e raios solares.</p><p>Pelas chamas, os pelos ficam crestados e chamuscados. A distribuição das chamas</p><p>é ascendente (de baixo para cima), com ampla dispersão.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>191</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Pelos líquidos, a distribuição é ascendente (de cima para baixo – gravidade).</p><p>Nos sólidos, é nítido e de forma bem definida.</p><p>A CLASSIFICAÇÃO MÉDICO-LEGAL LEVA EM CONTA A</p><p>PROFUNDIDADE!</p><p>O grau de queimadura diz respeito à camada da pele atingida.</p><p>Anote: Na queimadura de terceiro grau, há a queima das terminações nervosas. Por</p><p>isso, é indolor.</p><p>CLASSIFICAÇÃO DE HOFFMANN</p><p>É a classificação mais cobrada em provas.</p><p>Hoffman: até o 4º grau, com a carbonização (doutrina majoritária).</p><p>Krisek: até o 3º grau, sem mencionar carbonização.</p><p>Profundidade da queimadura:</p><p>Primeiro grau (espessura superficial) – eritema solar: SINAL DE CHRISTINSON</p><p>• Afeta somente a epiderme, sem formar bolhas.</p><p>• Apresenta vermelhidão/HIPEREMIA, dor, edema e descama em 3, 4 a 6 dias.</p><p>• Nas queimaduras de 1ºgrau, ocorre a Rubefação.</p><p>> No caso de queimaduras pequenas, o socorrista deve resfriar a área queimada</p><p>imediatamente com água corrente fria (temperatura ambiente) – e não com água gelada</p><p>ou gelo, por pelo menos 10 minutos. Também pode ser utilizada uma compressa limpa</p><p>fria ou um pouco gelada. O ideal, após a queimadura parar de doer, é colocar um curativo</p><p>limpo ou estéril (não se deve colocar band-aid/ curativo adesivo OU qualquer tipo de</p><p>substância sobre a queimadura que não seja água corrente). Se o dano for leve, recomenda-</p><p>se lavar o local com água corrente ou colocar compressas de soro fisiológico para reduzir</p><p>a temperatura do local.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>192</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Segundo grau (espessura parcial - superficial e profunda):</p><p>• Afeta a epiderme e parte da derme, forma bolhas ou flictenas. O socorrista NÃO deve</p><p>romper as bolhas.</p><p>• Superficial: a base da bolha é rósea, úmida e dolorosa. SINAL DE CHAMBERT</p><p>• Profunda: a base da bolha é branca, seca, indolor e menos dolorosa (profunda).</p><p>• A restauração das lesões ocorre entre 7 e 21 dias.</p><p>Bolha sem líquido: queimadura feita em cadáver.</p><p>Bolha com líquido: significa reação vital (no vivo).</p><p>Flictena rompido, córion a descoberto, apergaminhado, liso e brilhante são características</p><p>externas de queimaduras em cadáveres.</p><p>A presença de BOLHAS (FLICTENAS) indica que a lesão é de 2º grau. Indicativo: SINAL</p><p>DE CHAMBERT.</p><p>SINAL DE CHAMBERT POSITIVO: presença de proteínas nas bolhas mostrando que a</p><p>pessoa estava viva.</p><p>Terceiro grau (espessura total):</p><p>• Afeta a epiderme, a derme e estruturas profundas.</p><p>• É indolor.</p><p>• Existe a presença de placa esbranquiçada ou enegrecida.</p><p>• Ocorre a escarificação da pele.</p><p>• Possui textura coreácea.</p><p>• Não reepiteliza e necessita de enxertia de pele (indicada também para o segundo grau</p><p>profundo).</p><p>• A PELE NÃO REGENERA, ela CICATRIZA.</p><p>• Ocorre NECROSE, com a morte celular da pele e tecidos moles.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>193</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>• Grande risco das queimaduras de 2º e 3º grau são as infecções – pois a principal</p><p>barreira contra os agentes infecciosos externos está violada.</p><p>•Art. 129, §2°, IV – deformidade permanente (lesão corporal gravíssima);</p><p>Quarto grau:</p><p>• Em razão da alta temperatura, o carbono presente no organismo se queima, criando uma</p><p>lesão de tonalidade escura, a carbonização.</p><p>• A carbonização pode ser total ou parcial.</p><p>• Os tecidos moles se transformam em um material duro, friável (quebradiço) e preto. Há</p><p>também a diminuição do volume corporal, posição do lutador / boxeador e fraturas</p><p>espontâneas (hematomas intracranianos)</p><p>O Sinal de Devergie / Posição de Boxer ou Esgremista (posição do lutador) corresponde</p><p>à posição assumida pelos cadáveres vítimas de queimaduras graves e carbonização devido</p><p>à retração dos músculos.</p><p>A carbonização age como isolante térmico e elétrico. Por fora, o corpo está carbonizado,</p><p>mas por dentro, está intacto. Os órgãos internos estão protegidos pela carbonização.</p><p>Identificação médico-legal de carbonizados:</p><p>1ª Papiloscopia (se possível)</p><p>2ª Arcada dentária</p><p>3ª Cirurgias anteriores</p><p>4ª Próteses e órteses no corpo</p><p>5ª Sinais anatômicos particulares</p><p>6º Objetos de uso pessoal</p><p>7º Grupos sanguíneos etc.</p><p>É possível saber se a pessoa foi queimada viva ou morta?</p><p>SIM. Conforme a doutrina médico-legal, será aberta a traqueia da pessoa para identificar</p><p>a fuligem. Destaca-se o SINAL DE MONTALTI – que é a presença de fuligem nas vias</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>194</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>respiratórias, que indicam que a pessoa foi queimada viva. Também é possível pela</p><p>dosagem do monóxido de carbono no sangue.</p><p>CUIDADO! A queimadura de 2º GRAU causa MAIS DOR que a queimadura de 3º</p><p>GRAU!</p><p>As queimaduras no vivo por chamas e líquidos aquecidos produzem flictenas, ou seja, o</p><p>sinal de Chambert (2ºgrau); no cadáver, geram também flictenas destituídas de conteúdo</p><p>seroso. Então, para determinar se a queimadura ocorreu durante o incêndio ou após a</p><p>morte, o perito analisará as flictenas e o eritema cutâneo.</p><p>No vivo, as flictenas são numerosas e intactas e contêm líquido seroso albuminoso,</p><p>leucócitos, cloretos, em seu interior, circunscritas por orla esbranquiçada e localizada em</p><p>zonas não infiltradas;</p><p>as flictenas post mortem surgem, muitas vezes, em zonas</p><p>edemaciadas e não têm conteúdo [líquido] seroso."</p><p>Flictenas podem ser também provocadas no cadáver, mas nesse caso elas não possuem</p><p>reação inflamatória ou conteúdo seroso com exsudato leucocitário, como afirma Genival</p><p>Veloso de França.</p><p>Flictenas intactos = no vivo.</p><p>Flictenas rompidos e destituídos de conteúdo seroso = cadáver.</p><p>A CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA LEVA EM CONTA A EXTENSÃO DAS</p><p>QUEIMADURAS!</p><p>REGRA DOS “9”</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>195</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Cuidado com eventuais pegadinhas! O bebê tem maior superfície corporal em relação à</p><p>sua massa.</p><p>❖ Incêndios - nos grandes incêndios, as pessoas, em geral, não morrem queimadas,</p><p>pois a fuligem produzida pela combustão dos materiais leva à morte por asfixia. Na</p><p>maior parte dos casos, o cadáver encontra-se carbonizado, porém, a causa da morte</p><p>foi asfixia.</p><p>Nesses casos, a alta temperatura do ar no ambiente incendiado queima as vias</p><p>aéreas, a fumaça e a fuligem com partículas de materiais é aspirado até o pulmão e a grande</p><p>quantidade de CO2 no pulmão impede a troca gasosa no sangue. Com isso, atinge-se a</p><p>morte por asfixia mecânica (pulmão entupido de resíduos) ou física (pela falta de O2).</p><p>Observação: Há casos de pessoas que se salvam do incêndio, mas há a possibilidade de</p><p>ficar com sequelas graves, dependendo do material que foi queimado.</p><p>A fumaça tóxica pode causar a morte por asfixia.</p><p>Mecanismos de morte:</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>196</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>▪ Ação térmica -> perda da pele, perda da função de retenção hidroeletrolítica</p><p>- líquidos</p><p>▪ Asfixia por intoxicação por monóxido de carbono (produto da combustão</p><p>incompleta)</p><p>▪ Lesão de inalação – o gás causa danos nas vias respiratórias.</p><p>▪ Infecções (tardias)</p><p>Assertivas</p><p>Flictenas rompidos, córion a descoberto, apergaminhado, liso e</p><p>brilhante, constatados em vítimas de acidentes com álcool 93 GL, são</p><p>características externas de queimaduras típicas de cadáveres. C</p><p>O Sinal de Montalti também pode indicar a presença de terra</p><p>(soterramento) ou de fuligem (incêndio) na via aérea (traqueia,</p><p>brônquios), que comprova que a pessoa estava com vida e respirando</p><p>no momento que foi colocada em determinado ambiente. C</p><p>TERMONOSE QUEIMADURA</p><p>Sinais e sintomas</p><p>decorrentes da ação</p><p>térmica difusa.</p><p>Sinais e sintomas</p><p>decorrentes da ação</p><p>térmica localizada:</p><p>contato direto.</p><p>Atinge o corpo por</p><p>irradiação.</p><p>Atinge o corpo por</p><p>condução.</p><p>Ação é sistêmica. A ação é localizada.</p><p>Quadro de doença mais</p><p>demorado.</p><p>Efeito imediato.</p><p>A termonose é dividida</p><p>em a) Intermação b)</p><p>Insolação.</p><p>Sintomatologia: mal-</p><p>estar, taquicardia,</p><p>cefaleia, náuseas,</p><p>Lesão da pele, jatos de</p><p>vapor, líquidos quentes</p><p>(escaldadura), sólidos</p><p>aquecidos, explosões.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>197</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>sudorese, sede intensa,</p><p>midríase, hipertemia</p><p>▪ FRIO</p><p>A atuação do frio pode causar danos diretos ou difusos.</p><p>o Direto (geladuras)</p><p>o Difuso (hipotermia)</p><p>A exposição prolongada a temperaturas muito baixas pode provocar congelação,</p><p>que resulta em geladuras, divididas em três graus. Há autores (como Hygino) que falam</p><p>em um quarto grau, mas esse ponto não é cobrado em profundidade para Delegado de</p><p>Polícia.</p><p>Classificação das Geladuras</p><p>- Geladuras de 1° grau (eritema) - vasoconstrição acentuada nos capilares, palidez cutânea</p><p>e, posteriormente, rubefação. O indivíduo pode apresentar tumefação da pele,</p><p>hipossensibilidade, prurido, sensação de picadas e dores mal localizadas.</p><p>- Geladuras de 2° grau (flictenas) - semelhantes às das queimaduras, com o levantamento</p><p>da epiderme em forma de ampolas.</p><p>- Geladuras de 3° grau (necrose ou</p><p>gangrena) - podem ser úmidas ou secas e</p><p>são relacionadas à mortificação dos</p><p>tecidos, por coagulação do sangue dentro</p><p>dos capilares e perturbações isquêmicas.</p><p>Geladura de 3º grau (necrose)</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>198</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Estágios do Congelamento (Frostbite)</p><p>Frostbite é a condição em que há o congelamento da pele e do tecido logo abaixo</p><p>dela. O congelamento afeta principalmente pequenas partes expostas do corpo, como os</p><p>dedos das mãos e dos pés. Com queimaduras pelo frio, a pele fica gelada e, em seguida,</p><p>adormecida, enrijecida e pálida.</p><p>Resumo:</p><p>Geladura de 1° grau – eritema;</p><p>Geladura de 2° grau – flictena;</p><p>Geladura de 3° grau – necrose ou gangrena.</p><p>A ação geral do frio pode levar a:</p><p>- Alterações do sistema nervoso;</p><p>- Sonolência;</p><p>- Convulsões;</p><p>- Delírios;</p><p>- Perturbações dos movimentos;</p><p>- Anestesias;</p><p>- Congestão ou isquemia das vísceras;</p><p>- Pode causar a morte, se muito intenso.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>199</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Hipotermia (difuso): é o esgotamento da capacidade de produção de calor. Um</p><p>importante mecanismo da hipotermia é o “Afterdrop” ou queda subsequente / queda</p><p>brusca na temperatura central do corpo: no reaquecimento passivo, quando as áreas</p><p>periféricas ainda estão mais frias que as profundas, ocorre o resfriamento do sangue que</p><p>chega a essas regiões, podendo levar à morte. A solução para isso é esquentar o corpo aos</p><p>poucos e, se precisar que seja rápido, iniciar pela parte central do corpo (abdômen, por</p><p>exemplo), local em que o sangue está localizado.</p><p>➔ A hipotermia é geralmente acidental, salvo no abandono de recém-nascido.</p><p>Hipotermia – temperatura abaixo de 35º C.</p><p>Hipertermia – temperatura acima de 41º C.</p><p>• “Pés de trincheira” lesão isquêmica (pouco sangue) seguida de necrose e gangrena.</p><p>Foram lesões características no inverno da 1ª e 2ª Guerra Mundial. É causada pela</p><p>exposição do indivíduo a ambiente gelado (geladura), resultando basicamente de isquemia</p><p>do segmento afetado. Sonolência, convulsões, delírios, perturbações dos movimentos,</p><p>anestesias e congestão ou isquemia das vísceras são anormalidades que podem ser</p><p>desencadeadas pela ação generalizada do frio.</p><p>Classificação das Geladuras (ação local) para Hygino</p><p>1º grau: Palidez ou rubefação local e aspecto anserino da pele;</p><p>2º grau: Eritema e formação de flictenas / bolhas de conteúdo claro e hemorrágico;</p><p>3º grau: Necrose dos tecidos moles com formação de crostas enegrecidas, aderidas e</p><p>espessas;</p><p>4º grau: Gangrena e desarticulação.</p><p>❖ ENERGIA ELÉTRICA</p><p>O choque elétrico pode provocar queimaduras graves e problemas cardíacos e</p><p>cerebrais. O choque provocado pela energia elétrica não se confunde com o choque</p><p>causado pela hemorragia (choque hemodinâmico).</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>200</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>• Eletricidade Atmosférica,</p><p>Natural ou Cósmica:</p><p>A eletricidade atmosférica, representada por raios, pode provocar fulminação</p><p>(danos letais) ou fulguração (danos corporais).</p><p>- Fulminação: morte instantânea por descargas elétricas cósmicas ou raios. Na necropsia,</p><p>podem ser identificados grandes traumatismos, representados por amputações</p><p>espontâneas de membros, fraturas generalizadas, ruptura de vasos calibrosos e de vísceras</p><p>ocas e maciças, contusões encefálicas, sinais de asfixia, congestão visceral e queimaduras</p><p>em graus variáveis que podem chegar à carbonização parcial ou total da vítima.</p><p>- Fulguração: dano ao organismo por descargas elétricas cósmicas ou raios, sem a</p><p>ocorrência de êxito letal. A pele pode apresentar desenhos arboriformes dendríticos de</p><p>origem vasomotora (sinal de Lichtemberg) que desaparecem após algum tempo.</p><p>NÃO LETAL -> FULGURAÇÃO.</p><p>LETAL -> FULMINAÇÃO.</p><p>A eletricidade industrial produz lesões distintas daquelas produzidas pela</p><p>eletricidade cósmica no corpo humano.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>201</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Sinal de Lichtenberg: apresenta uma lesão arboriforme, assemelhando-se a uma árvore e</p><p>arroxeada, decorrente de fenômenos vasomotores (dilatação dos vasos). Esse sinal não é</p><p>obrigatório, e somente se pode verificar em pessoa viva.</p><p>O sinal de Lichtenberg é considerado um sinal patognomônico de eletricidade natural. Mas</p><p>é temporário.</p><p>• Eletricidade Artificial ou Industrial</p><p>A eletricidade industrial (ou artificial) é a eletricidade dinâmica, representada por</p><p>correntes contínuas e alternadas, e pode provocar lesões denominadas eletroplessão. -</p><p>Eletroplessão: essas lesões podem variar em decorrência da voltagem, amperagem,</p><p>natureza da corrente e condições do organismo (pele grossa e seca ou pele úmida e fina).</p><p>Podem apresentar: metalizações elétricas, marca elétrica de Jellineck (indolor e de aspecto</p><p>circular), queimaduras elétricas, lesões nervosas, oftalmia elétrica, ação sobre músculos,</p><p>tendões, ossos ou vasos</p><p>Eletricidade artificial ou industrial:</p><p>Letal ou não: ELETROPLESSÃO.</p><p>Para a banca CEBRASPE, a forma letal é a ELETROCUSSÃO.</p><p>Eletrocussão é a morte provocada pela exposição do corpo a uma carga letal</p><p>de energia elétrica, como em uma cadeira elétrica. É causada pela passagem de corrente</p><p>elétrica pelo corpo, principalmente pelo coração ou pelo cérebro. A pena de morte por</p><p>eletrocussão deixou de ser usada na maioria dos lugares onde já foi usada antes, por causa</p><p>de alguns incidentes em que, após o choque, o condenado não havia morrido, causando</p><p>imenso sofrimento.</p><p>A eletrocussão ocorrida de forma acidental recebe o nome específico</p><p>de eletroplessão. A eletroplessão é a lesão ou morte provocada pela exposição do corpo a</p><p>uma carga letal ou não de energia elétrica, de forma acidental. Pode ocorrer com</p><p>alta tensão (raios e fios de distribuição) ou baixa tensão (menos de 600 V), neste caso em</p><p>poças d'água ou com roupas molhadas.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>202</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>A eletroplessão é qualquer efeito proporcionado pela eletricidade industrial, com ou</p><p>sem efeito letal.</p><p>A morte dos eletrocutados pode se dar por 1) Parada respiratória, central ou periférica e</p><p>2) Parada cardíaca.</p><p>Marca elétrica de Jellinek: é a MARCA do condutor elétrico - lesão arredondada ou</p><p>estrelada, esbranquiçada, endurecida, com bordas elevadas e leito deprimido, indolor, que</p><p>ocorre na entrada da corrente elétrica. A presença da marca NÃO É OBRIGATÓRIA,</p><p>podendo ou não existir.</p><p>É MARCA ELÉTRICA E NÃO QUEIMADURA!</p><p>Tem valor médico-legal para indicar a porta de entrada da corrente elétrica no organismo.</p><p>Não indica que houve a morte por eletroplessão.</p><p>Marcas elétricas de Jellinek</p><p>❖ Mecanismo de morte</p><p>• Alta tensão (>1.200 volts): parada respiratória central, ocasionada pela entrada da</p><p>energia elétrica no cérebro e consequente alteração de suas propriedades elétricas;</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>203</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>• Média tensão (1.200 - 120 volts): parada respiratória periférica (asfixia indireta por</p><p>tetanização da musculatura), gerada pela alteração elétrica da despolarização das células</p><p>musculares, que, por sua vez, causa contratura muscular sustentada;</p><p>• Correntes baixas (Correntes baixas (<120 volts): fibrilação ventricular,</p><p>ocasionada pela despolarização do coração.</p><p>EFEITO JOULE: ocorre quando a energia elétrica é transformada em calor. Por</p><p>exemplo, quando se coloca o ferro de passar roupa na tomada, pois encostando-nos poderá</p><p>causar queimaduras de todos os graus. Ocorre que a descarga elétrica natural (cósmica),</p><p>também, pode se transformar em calor e assim ocasionar o efeito joule. Assim, as marcas</p><p>produzidas pelas descargas elétricas no corpo são ocasionadas pelo efeito Joule. (Cobrado</p><p>na prova PCGO 2013 Delegado).</p><p>Assertivas</p><p>O termo eletroplessão é utilizado para se referir a lesões produzidas</p><p>por eletricidade industrial, enquanto o termo fulguração é empregado</p><p>para se referir a lesões produzidas por eletricidade natural. C</p><p>Nos acidentes com correntes elétricas de baixa voltagem, a morte é</p><p>geralmente provocada por fibrilação ventricular. C</p><p>O termo eletroplessão é utilizado para se referir a lesões produzidas</p><p>por eletricidade industrial, enquanto o termo fulguração é empregado</p><p>para se referir a lesões produzidas por eletricidade natural. C</p><p>A morte causada em acidentes com correntes elétricas de baixa</p><p>voltagem geralmente ocorre por fibrilação ventricular. C</p><p>A morte por parada respiratória central é causada pela contração</p><p>involuntária da musculatura respiratória, durante a passagem da</p><p>corrente elétrica pelo tronco da vítima. E – se passa pelo TRONCO da</p><p>vítima, é parada respiratória PERIFÉRICA (asfixia).</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>204</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>A causa da morte por fulguração é a fibrilação ventricular. E – na</p><p>fulguração</p><p>PARADA</p><p>CARDIORRESPIRATÓRIA</p><p>CENTRAL</p><p>PARADA RESPIRATÓRIA</p><p>PERIFÉRICA</p><p>Se a corrente passar pelo</p><p>TRONCO encefálico, lesa o</p><p>bulbo, gerando a parda</p><p>cardiorrespiratória central</p><p>Se a corrente passar pelo</p><p>tronco (TÓRAX) da vítima,</p><p>será caso de parada</p><p>respiratória periférica</p><p>Eletricidade natural - cósmica</p><p>• Fulminação ou eletrofulminação - morte</p><p>• Fulguração ou eletrofulguração - lesões</p><p>• Sinal de Lichtenberg - aspecto arboriforme, tipo raio - eletricidade natural</p><p>Eletricidade industrial</p><p>• Eletroplessão (normalmente usado para morte ou lesão)</p><p>• Eletrocussão – morte.</p><p>• Sinal de Jellinek - forma especial de “queimadura” - indolor - forma circular ou</p><p>estrelada – é a marca de entrada.</p><p>❖ MORDEDURAS e PICADAS</p><p>As mordeduras podem ocasionar a aquisição de doenças, como a raiva humana.</p><p>A raiva humana pode ser transmitida por mordida, arranhão ou lambedura de</p><p>animais infectados em um ser humano, principalmente mamíferos.</p><p>Os principais transmissores da raiva são cães, gatos e morcegos,</p><p>independentemente deles serem domésticos ou não, e mesmo que não apresentem</p><p>sintomas da raiva. Outros animais transmissores: macaco,</p><p>porco, boi, cavalo.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>205</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Em virtude do risco de infecção,</p><p>é preciso lavar o ferimento o quanto</p><p>antes com muita água e sabão; colocar</p><p>um saco com água e gelo envolto em</p><p>uma toalha sobre o ferimento por até 20</p><p>minutos; atendimento por profissional</p><p>de saúde. No SUS, existe tanto o soro</p><p>como a vacina antirrábicos, podendo</p><p>ser prescritos para a vítima a depender</p><p>da situação.</p><p>➔ NÃO é necessário fazer o</p><p>torniquete ou “sangria” contra</p><p>qualquer tipo de picada ou</p><p>mordida.</p><p>Picada de cobras: nem todas as</p><p>cobras são necessariamente venenosas.</p><p>A cobra venenosa mais comum no</p><p>Brasil é a jararaca.</p><p>Existe soro antiofídico. Para cada tipo</p><p>de serpente peçonhenta há um tipo de</p><p>soro antiofídico. No caso da jararaca, o</p><p>tipo é Botrópico, causado por</p><p>serpentes dos gêneros Bothrops e</p><p>Bothrocophias (jararaca, jararacuçu,</p><p>urutu, cruzeira, caissaca).</p><p>O papel do socorrista não é o de</p><p>identificar a picada ou o tipo da cobra.</p><p>Ações a serem tomadas: 1) ligar para os serviços de emergência; 2) evitar mover a parte do</p><p>corpo que foi mordida; 3) remover roupas e joias apertadas – pode haver inchaço; 4) lavar</p><p>a área com água corrente e sabão. 5) aplicar gelo sobre o local. NÃO SE FAZ</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>206</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>TORNIQUETE/SANGRIA. Note que o gelo pode ser colocado APÓS lavar a área com água</p><p>e sabão.</p><p>Após uma picada de serpente, é aconselhável cortar o local da mordida e sugar o</p><p>veneno para reduzir a absorção da toxina pelo corpo, minimizando os efeitos do</p><p>veneno sobre a vítima. E</p><p>Outros tipos:</p><p>Crotálico – causados por cascavel (crotalus).</p><p>Laquético – causados por surucucu.</p><p>Elapídico: causados por cobra coral verdadeira.</p><p>É essencial gravar o tipo com a cobra mais representativa do grupo.</p><p>#COMPLEMENTAR</p><p>Uma jararaca nada comum: conheça a maior causadora de acidentes com cobras do Brasil</p><p>Grupo das jararacas responde por 69,3% dos acidentes registrados no Brasil e pela maioria</p><p>dos acidentes em São Paulo. Publicado em: 14/06/2022. Fonte: Instituto Butantan (gov.br)</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>207</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>A jararaca (Bothrops jararaca) é uma das serpentes mais comuns do sudeste do Brasil, mas</p><p>há várias espécies de jararacas (gênero Bothrops) espalhadas por todo o país. Ela pode ser</p><p>encontrada da Bahia até o Rio Grande do Sul, associada à Mata Atlântica, e eventualmente</p><p>em algumas regiões do Paraguai e da Argentina que fazem fronteira com o Brasil. As</p><p>fêmeas da espécie são maiores que os machos: elas alcançam cerca de 1,5 metro de</p><p>comprimento, ao passo que eles podem chegar a até 1 metro em média. Essa diferença</p><p>acontece porque as mamães precisam de mais espaço em seu corpo para abrigar os</p><p>embriões – a reprodução é vivípara, ou seja, ela desenvolve os embriões no útero e os</p><p>filhotes já nascem "prontos", inclusive com veneno. A gestação dura, em média, de 4 a 6</p><p>meses e o nascimento ocorrer no verão. Uma característica típica dessa serpente é o seu</p><p>policromatismo: isso significa que seu padrão de cores varia de cobra para cobra, com tons</p><p>marrons escuros ou claros, verdes, acinzentados ou amarelos. Além disso, ela possui</p><p>desenhos em forma de ferradura na lateral do corpo com diferentes cores, geralmente mais</p><p>escuros que o restante do corpo. Ao contrário de sua espécie irmã, a jararaca-ilhoa, ela caça</p><p>principalmente à noite. Ao anoitecer, ela fica à espreita de suas presas, com seu corpo</p><p>enrodilhado e com a cabeça preparada para o bote. Seus hábitos de forma geral são</p><p>terrestres, mas ela também pode ser encontrada em locais mais altos. Os alimentos</p><p>preferidos da jararaca são pequenos mamíferos, mas quando jovem ela costuma comer</p><p>anfíbios, lagartos e lacraias. Por esse motivo, seu veneno muda de acordo com a idade: o</p><p>dos juvenis tem maior ação anti-coagulante, mas na fase adulta a ação inflamatória e local</p><p>é mais intensa. Os principais sintomas da picada de uma jararaca adulta em humanos são</p><p>dor e inchaço local, às vezes com manchas arroxeadas e sangramento no ferimento.</p><p>Também podem ocorrer sangramentos em mucosas, como nas gengivas e nariz. As</p><p>complicações podem provocar infecção e necrose na região da picada e insuficiência renal</p><p>aguda. De acordo com o Ministério da Saúde, o grupo das jararacas é o maior causador de</p><p>acidentes com cobras no país, o que representa 69,3% das picadas registradas no Brasil em</p><p>2022, e é responsável por mais de 72% dos casos no estado de São Paulo, de acordo com</p><p>informações do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).</p><p>JARARACA</p><p>Espécie: Bothrops jararaca, da ordem Squamata, da família Viperidae e do</p><p>gênero Bothrops.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>208</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Onde habita: do estado da Bahia até o Rio Grande do Sul, principalmente na Mata</p><p>Atlântica.</p><p>Características físicas: Possui cores que variam entre marrom, esverdeado, amarelado e</p><p>cinza, com manchas em forma de ferradura na lateral do corpo.</p><p>Alimentação: pequenos mamíferos na fase adulta, anfíbios, lagartos e lacraias na fase</p><p>jovem.</p><p>Picada de Abelhas, Aranhas, outros insetos. Muitas pessoas são alérgicas a picadas</p><p>de vários animais e insetos, podendo causar desde problemas leves a graves, inclusive</p><p>alergias que podem levar à morte. Os primeiros sintomas são o inchaço e a coceira local</p><p>(prurido intenso) mas também podem ser: dor generalizada, cefaleia (dor de cabeça).</p><p>Ações a serem tomadas contra mordidas/picadas: 1) no caso de abelhas, raspar o</p><p>ferrão e o saco de veneno, SEM ESPREMER, 2) lavar o local com água corrente e sabão; 3)</p><p>colocar gelo enrolado numa toalha por até 20 minutos; 4) observar a vítima por no mínimo</p><p>30 minutos para identificar sinais de reação alérgica grave; 5) acionar o serviço médico.</p><p>As aranhas, como as cobras, podem ser venenosas e não venenosas. Existe o soro</p><p>antiaracnídico (aranhas) soro antiescorpiônico (escorpiões) na rede pública de saúde. No</p><p>caso de picadas de aranhas e escorpiões venenosos, os sintomas são mais graves: dor</p><p>intensa, cãibras, cefaleia, febre, vômito e até convulsões.</p><p>O escorpião-amarelo (tityus serrulatus) é o</p><p>escorpião que mais causa acidentes no Brasil. A</p><p>peçonha de todos os escorpiões tem efeito</p><p>neurotóxico (age no sistema nervoso) e sua picada</p><p>é extremamente dolorosa, provocando dor intensa</p><p>no local afetado, se dispersando por todo o corpo.</p><p>A vítima pode morrer por parada respiratória. O</p><p>risco de morte é maior em crianças e adolescentes</p><p>menores de 14 anos e idosos.</p><p>A criança deve ser levada rapidamente a um serviço de saúde de referência onde</p><p>aplicam-se o soro antiescorpiônico, enquanto isso a criança deve permanecer em</p><p>repouso e hidratada. C</p><p>Não se deve espremer o local da picada. C</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>209</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Ações a serem tomadas contra picadas de aranhas/escorpiões:</p><p>1) lavar a área com</p><p>muita água e sabão; 2) colocar gelo enrolado numa toalha; 3) acionar o serviço médico com</p><p>urgência. 4) no caso de vítima inconsciente e parar de respirar, deve-se iniciar a RCP.</p><p>➔ Se possível, DEVE SE RECOLHER A ARANHA/ESCORPIÃO para facilitar a</p><p>identificação do antídoto a ser aplicado, desde que a pessoa esteja utilizando luvas</p><p>de couro, calçados grossos, roupas fechadas etc.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>210</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>DIREITOS HUMANOS</p><p>Introdução aos Direitos Humanos</p><p>Os Direitos Humanos são uma categoria de direitos e liberdades básicas de todos</p><p>os seres humanos, como a vida, a liberdade, a saúde e a segurança dos indivíduos. Esses</p><p>direitos estão em constante evolução. É possível verificar o reconhecimento de direitos</p><p>humanos desde a Antiguidade. A sistematização desses direitos, por outro lado, só se</p><p>realizou nos últimos séculos.</p><p>Teorias de Direitos Humanos: Existem quatro grandes grupos de teorias que objetivam</p><p>fundamentar a natureza dos direitos humanos. Trata-se da busca da legitimidade para a</p><p>aplicação desses direitos.</p><p>1. Teoria Jusnaturalista: fundamento dos direitos humanos residem em normas anteriores</p><p>e superiores ao direito estatal, de origem divina ou decorrente da razão humana. Da</p><p>própria natureza humana, adquire-se ao nascer. Equivale aos direitos naturais (Tales de</p><p>Mileto, Zenon, Santo Tomás de Aquino). O STF já entendeu pelo direito de greve como</p><p>direito natural.</p><p>2. Teoria Racionalista: normas se justificam pela razão humana que os distingue dos</p><p>demais seres vivos. Reforçada pelo pensamento do iluminismo.</p><p>3. Teoria Positivista: fundamento nos textos legais de Estados constitucionais de Direito,</p><p>que encontram seu preceito de validade formal na Constituição. Antes disso, meros valores</p><p>e juízos morais (Thomas Hobbes, Augusto Comte, Justiniano, Descartes, Kant).</p><p>4. Teoria Moralista: direitos subjetivos baseados em princípios, independente de regras</p><p>prévias. Do campo da consciência moral e da experiência do convívio social. (Chaim</p><p>Perelman).</p><p>Considerável doutrina – embora minoritária – preceitua que essas teorias se</p><p>complementam, não havendo predominância. Há aqueles que argumentam que seria</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>211</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>possível coexistir todas as teorias em uma única definição de direitos humanos: “Os</p><p>direitos humanos construídos a partir do convívio social e consciência da sociedade, se</p><p>fundamentam na crença da existência de direitos oriundos da natureza humana que são</p><p>consolidados pelo legislador que o positiva no ordenamento jurídico, consolidando a</p><p>racionalidade da construção dos mesmos.”</p><p>Fontes de Direitos Humanos:</p><p>No plano normativo, a doutrina majoritária destaca a previsão do Art. 38 do Estatuto da</p><p>Corte Internacional de Justiça:</p><p>“1. A Corte, cuja função seja decidir conforme o direito internacional as controvérsias que</p><p>sejam submetidas, deverão aplicar:</p><p>2. As convenções internacionais, sejam gerais ou particulares, que estabeleçam regras</p><p>expressamente reconhecidas pelos Estados litigantes;</p><p>3. O costume internacional como prova de uma prática geralmente aceita como direito;</p><p>4. Os princípios gerais do direito reconhecidos pelas nações civilizadas;</p><p>5. As decisões judiciais e as doutrinas dos publicitários de maior competência das</p><p>diversas nações, como meio auxiliar (...)</p><p>6. A presente disposição não restringe a faculdade da Corte para decidir um litígio ex aequo</p><p>et bono (é a decisão ou julgamento por equidade), se convier às partes”.</p><p>Assim,</p><p>Fontes Primárias: convenções internacionais, costume internacional (normas jus cogens)</p><p>e princípios gerais de direito.</p><p>Fontes secundárias: doutrina e decisões judiciárias.</p><p>O costume internacional é a prova de uma prática geral aceita como sendo o Direito. É a</p><p>opinião jurídica dos Estados de que os atos praticados correspondem a uma obrigação</p><p>jurídica. Sua violação impõe responsabilidade internacional.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>212</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Responsabilidade estatal –</p><p>Prevalece que, em matéria de Direitos Humanos, a responsabilidade do Estado é</p><p>objetiva, devendo haver a violação (conduta) de uma obrigação internacional (tipicidade),</p><p>acompanhada do nexo de causalidade entre a mencionada violação e o dano sofrido</p><p>(resultado).</p><p>TEORIA GERAL DOS DIREITOS</p><p>E GARANTIAS FUNDAMENTAIS</p><p>Diferenciações – Em primeiro plano, é necessário distinguir alguns conceitos presentes</p><p>nas provas.</p><p>Direitos do Homem: Os direitos do Homem são ‘direitos’ que seriam considerados</p><p>pela Escola jusnaturalista (ramo do pensamento filosófico) como direitos inatos à condição</p><p>de ser humano. Por serem direitos naturais, não precisariam sequer ser positivados no</p><p>ordenamento jurídico dos países. Dessa forma, são direitos naturais que nenhuma</p><p>legislação poderia anular. São exemplos: direito à vida, direito à liberdade, direito à defesa.</p><p>Direitos Humanos: O grande marco dos Direitos Humanos é a “Declaração dos</p><p>Direitos do Homem e do Cidadão”, publicado no seio da Revolução Francesa no ano de</p><p>1789. Tal declaração de direitos serviu de marco histórico do fim do Antigo Regime e a</p><p>maior referência internacional em matéria dos direitos humanos. A citada declaração</p><p>possui em seu rol dezessete artigos trazendo direitos e garantias fundamentais, além de</p><p>princípios constitucionais e processuais de proteção ao ser humano diante do poder</p><p>estatal. Atualmente, os direitos humanos são os direitos previstos em tratados e</p><p>convenções internacionais.</p><p>Direitos Fundamentais: Os direitos fundamentais são os direitos positivados no</p><p>Direito interno de cada país. Cada legislação nacional possui um rol de direitos</p><p>considerados fundamentais, como os direitos mais importantes do cidadão. De uma forma</p><p>geral, por outro lado, há uma correlação entre direitos humanos e direitos fundamentais;</p><p>que comumente vêm previstos em todas as constituições internacionais. No plano interno,</p><p>a Constituição Federal de 1988 traz um grande leque de direitos fundamentais, que podem</p><p>ser acrescentados ao texto constitucional através de Emendas.</p><p>Direitos humanos = normatizados no Direito Internacional.</p><p>Direitos fundamentais = normatizados/positivados na Constituição, mesmo que oriundos</p><p>do direito internacional.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>213</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Caráter de Reciprocidade: Os direitos humanos e os direitos fundamentais</p><p>possuem um caráter de reciprocidade. Significa dizer que os direitos humanos podem</p><p>servir de inspiração para os direitos fundamentais, uma vez que os direitos humanos são</p><p>oriundos de tratados e convenções internacionais. Também é possível que certos direitos</p><p>fundamentais instituídos em determinado país possam servir de inspiração para o plano</p><p>internacional.</p><p>Titularidade: A titularidade dos direitos fundamentais é partilhada, segundo a</p><p>Constituição Federal, pelos brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil. O caput do Art.</p><p>5º preceitua que: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza,</p><p>garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do</p><p>direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”. O Supremo Tribunal</p><p>Federal afirma que tais direitos elencados no art. 5º são aplicados não apenas aos</p><p>brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil, mas também para estrangeiros não-</p><p>residentes; mesmo que este estrangeiro esteja em condição irregular ou clandestina. Dessa</p><p>forma, o estrangeiro não-residente possui os mesmos direitos previstos no art. 5º: vida,</p><p>liberdade, igualdade, segurança e propriedade e também os demais direitos fundamentais</p><p>esparsos na Constituição Federal.</p><p>Observação: As pessoas jurídicas – e não apenas pessoas físicas – também são titulares de</p><p>Direitos Fundamentais, naquilo que for compatível com a sua natureza: possuem direitos</p><p>tais como propriedade, segurança, direito de imagem etc.</p><p>Características dos Direitos Fundamentais</p><p>Irrenunciabilidade: os direitos fundamentais, como um todo, jamais admitem a</p><p>irrenunciabilidade total. É possível contudo, renunciar a alguns direitos desde que</p><p>previstos em lei.</p><p>Inalienabilidade: em regra, os direitos fundamentais são inalienáveis, não podendo ser</p><p>comercializados.</p><p>Imprescritibilidade: são direitos que não perdem sua eficácia com o decurso do tempo.</p><p>Os direitos fundamentais são permanentes, perenes: não temporários.</p><p>Inviolabilidade: os direitos fundamentais não podem ser descumpridos ou</p><p>desrespeitados, seja por atos de autoridades públicas ou por pessoas privadas, sob pena</p><p>de responsabilização civil, administrativa e penal.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>214</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Efetividade: os direitos fundamentais devem ser efetivos e não apenas previstos</p><p>abstratamente. A Constituição Federal é muito clara no § 1º do art. 5º, ao preceituar que</p><p>“as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata”</p><p>Historicidade: os direitos fundamentais são frutos de conquistas históricas. Os primeiros</p><p>“direitos humanos” foram proclamados com a Revolução Francesa em 1789, que pôs fim</p><p>ao Antigo Regime na França.</p><p>Universalidade: os direitos fundamentais pertencem a todos. No plano internacional, são</p><p>direitos interligados no sistema global da Organização das Nações Unidas em qualquer</p><p>local do mundo.</p><p>Complementaridade ou Unicidade: novos direitos fundamentais conquistados pela</p><p>sociedade ou humanidade não apagam os direitos conquistados anteriormente. Os direitos</p><p>fundamentais devem ser vistos como um todo indivisível, devendo ser interpretados de</p><p>forma conjunta.</p><p>#Vedação ao Retrocesso - “Efeito Backlash” e o ativismo judicial. O efeito backlash é</p><p>uma reação política ao ativismo judicial, perceptível nos grupos conservadores, com risco</p><p>de retrocesso em determinados temas. Assim, tenta-se aprovar medidas legislativas</p><p>contrárias ao posicionamento judicial, como exemplo, o reconhecimento da validade</p><p>jurídica das uniões homoafetivas pelo Supremo Tribunal Federal tem gerado, na via</p><p>política, o crescimento de vozes favoráveis ao chamado Estatuto da Família, que pretende</p><p>excluir as relações homoafetivas da proteção estatal.</p><p>Outro exemplo: é a Emenda da Vaquejada. A Emenda Constitucional nº 96/2017, ao lado</p><p>de outras medidas legislativas, como a Lei Federal nº 13.364/2016, constitui autêntico</p><p>exemplo do chamado “efeito backlash”, por ser uma clara reação do Poder Legislativo da</p><p>União à declaração de inconstitucionalidade que recaiu sobre a prática desportiva</p><p>denominada “vaquejada”, efetivada pelo Supremo Tribunal Federal na ADI 4983/CE, Rel.</p><p>Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, julgado em 06/10/2016.</p><p>Fique atento para o seguinte julgado: No caso de reversão jurisprudencial (reação</p><p>legislativa) proposta por meio de emenda constitucional, a invalidação somente ocorrerá</p><p>nas restritas hipóteses de violação aos limites previstos no art. 60, e seus §§, da CF/88. Em</p><p>suma, se o Congresso editar uma emenda constitucional buscando alterar a interpretação</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>215</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>dada pelo STF para determinado tema, essa emenda somente poderá ser declarada</p><p>inconstitucional se ofender uma cláusula pétrea ou o processo legislativo para edição de</p><p>emendas. (STF. Plenário. ADI 5105/DF, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 01/10/2015 – Info</p><p>801).</p><p>Relatividade: nenhum direito fundamental pode ser considerado absoluto, quando em</p><p>conflito com outros direitos fundamentais. De monta que é afastada a hierarquia entre os</p><p>direitos. Existem doutrinadores, por outro lado, que apresentam exceções a esta</p><p>característica de Relatividade dos direitos fundamentais. A vedação à tortura e a vedação</p><p>à escravidão são considerados direitos humanos absolutos.</p><p>Aplicabilidade: trata-se de aplicabilidade imediata. Consoante o art. 5º, § 1º, da CF: As</p><p>normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.</p><p>Eficácia dos Direitos Fundamentais</p><p>a) Vertical: a eficácia vertical preceitua que os direitos fundamentais devem ser</p><p>observados rigorosamente pelo Estado em sua relação com o particular (pessoa</p><p>privada). O Estado, apesar de possuir o monopólio sobre o poder legal, possui o</p><p>dever de não violar os direitos fundamentais.</p><p>b) Horizontal: a eficácia horizontal alude que os direitos fundamentais sejam</p><p>observados também nas relações entre os particulares, e não apenas na relação entre</p><p>o Estado e o particular. Por tal motivo, é possível que nas provas essa eficácia seja</p><p>denominada Eficácia privada dos direitos fundamentais, pelos quais regem o</p><p>relacionamento entre pessoas físicas e particulares, iguais titulares de direitos e</p><p>deveres. Assim, os direitos fundamentais devem ser respeitados por ambas as</p><p>partes.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>216</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>c) Diagonal: é possível que, mesmo nas relações entre particulares, haja uma situação</p><p>de desigualdade entre as partes. É o caso, por exemplo, do funcionário ou</p><p>empregado diante do empregador, que lhe é subordinado; do consumidor diante</p><p>do empresário, que fez nascer o Código de Defesa do Consumidor, estabelecendo</p><p>normas de proteção e de defesa ao consumidor.</p><p>d) Eficácia Irradiante dos Direitos Fundamentais: traz a compreensão de que os</p><p>valores basilares dos direitos fundamentais estão enraizados em todo o</p><p>ordenamento jurídico, condicionando a interpretação dos dispositivos legais e</p><p>atuando como norte para o legislador, administrador e julgador. Para Daniel</p><p>Sarmento, os direitos fundamentais possuem uma eficácia irradiante, o que quer</p><p>dizer que promovem a humanização da ordem jurídica exigindo que todas as</p><p>normas sejam, no momento da aplicação, reexaminadas pelo operador de direito</p><p>com novas lentes, priorizando a dignidade humana, a igualdade substantiva e a</p><p>justiça social, presentes no texto constitucional.</p><p>DIMENSÕES, GERAÇÕES ou FAMÍLIAS</p><p>DE DIREITOS HUMANOS</p><p>Como vimos, os direitos fundamentais possuem a característica de serem históricos</p><p>(historicidade). Por serem direitos frutos de conquistas históricas, os direitos</p><p>fundamentais possuem “fases” ou “épocas”, pois não foram previstos em um único</p><p>momento histórico. A classificação mais tradicional divide as dimensões (terminologia</p><p>mais moderna) ou gerações em três rol de direitos, conforme o lema da Revolução</p><p>Francesa:</p><p>Liberté, égalité, fraternité.</p><p>Direitos de Primeira Dimensão ou Geração (Liberdade)</p><p>Os direitos de primeira dimensão são os direitos considerados naturais, universais</p><p>e inalienáveis, pertencentes a todos os homens. São essencialmente direitos civis e</p><p>políticos, tais como os direitos à vida, à liberdade, à propriedade, à livre associação</p><p>política. Na França do final do século XVIII, a classe burguesa reivindicava inúmeros</p><p>direitos frente ao Estado Absoluto francês, que preconizava que o Direito do Governante</p><p>(do Rei) era Divino, irrestrito e absoluto. Dessa forma, os direitos de primeira geração</p><p>seriam os direitos básicos dos quais se originariam todos os demais direitos. A Revolução</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>217</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Francesa, iniciada em 1789, pregava a ausência do Estado, ou seja, um caráter negativo de</p><p>não atuação (absenteísmo) perante o particular e, como vimos, proclamou um rol de</p><p>direitos básicos e universais: a Declaração dos Direitos do Homem e dos Cidadãos.</p><p>Esses direitos de 1ª dimensão também são chamados direitos negativos ou direitos</p><p>de defesa.</p><p>Marco Histórico: Revolução Francesa (1789)</p><p>Outros marcos reconhecidos: Magna Carta (Inglaterra – 1215); Declaração de</p><p>Independência Americana (EUA – 1776); Constituição Americana (EUA – 1787);</p><p>Constituição Francesa (1791).</p><p>Direitos de Segunda Dimensão ou Geração (Igualdade)</p><p>Os direitos de segunda dimensão contemplam direitos sociais, econômicos e</p><p>culturais. Em 1917, o Estado do México introduziu em sua Constituição um rol de direitos</p><p>sociais, sendo a primeira carta política a prever os direitos de segunda dimensão ou</p><p>geração. Tais direitos marcam a transição do Estado Liberal para o Estado Social. Isso</p><p>ocorre porque a primeira geração de direitos não foi suficiente para trazer a paz social ou</p><p>o conforto material dos membros da sociedade. Dessa forma, desenvolveu-se uma nova</p><p>leva de direitos que ao contrário da primeira geração, privilegia uma atuação estatal do</p><p>Estado possuindo, assim, um caráter positivo, de fazer ou cumprir com prestações</p><p>materiais aos cidadãos/residentes. Os direitos sociais são previstos na Constituição Federal</p><p>de 1988, além de outros dispositivos, no Art. 6º: “São direitos sociais a educação, a saúde,</p><p>a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência</p><p>social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma</p><p>desta Constituição.”</p><p>Marcos Históricos: Primeira Guerra Mundial (1914), Constituição do México (1917),</p><p>Constituição Alemã de Weimer (1919), Tratado de Versalhes (1919), Constituição Brasileira</p><p>de 1934, término da Segunda Guerra Mundial (1945), Criação da Organização das Nações</p><p>Unidas (1945).</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>218</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Direitos de Terceira Dimensão ou</p><p>Geração (Fraternidade)</p><p>São os direitos mais modernos,</p><p>surgidos na segunda metade do século</p><p>XX. São direitos coletivos, difusos ou</p><p>metaindividuais, ou ainda</p><p>transindividuais. Compreendem,</p><p>sendo assim, os direitos ao meio</p><p>ambiente ecologicamente equilibrado,</p><p>o direito à paz, direito ao</p><p>desenvolvimento sustentável,</p><p>autodeterminação dos povos, defesa</p><p>do consumidor. Esses direitos</p><p>surgiram na segunda metade do século</p><p>XX, no pós-Segunda Guerra Mundial (1945).</p><p>#RESUMO:</p><p>Primeira Geração: Direitos políticos e civis. Buscam restringir as atuações estatais</p><p>(liberdades negativas), ou seja, impedir que o estado se intrometa na vida privada do</p><p>indivíduo. Tem como valor fonte a liberdade;</p><p>Segunda Geração: Direitos econômicos, sociais e culturais. Tem a ver com prestações</p><p>positivas por parte do estado aos indivíduos (liberdades positivas) como programas</p><p>sociais e políticas públicas. Tem como valor fonte a igualdade; Ex. direito à educação,</p><p>direito à saúde, direito de greve;</p><p>Terceira Geração: Direitos difusos e coletivos. Não protegem direitos individuais, mas sim</p><p>os coletivos. Exemplos: direito do consumidor, direito ao meio ambiente equilibrado,</p><p>direito ao desenvolvimento, direito à comunicação e autodeterminação entre os povos.</p><p>Tem como valor fonte a solidariedade e fraternidade.</p><p>Quarta geração: democracia, direito de informação, pluralismo político (Boaventura),</p><p>progresso tecnológico, biodireito (Bobbio);</p><p>Quinta geração: direito à paz, cibernética.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>219</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Não há um consenso entre os doutrinadores ao que se refere aos direitos de 4ª e 5ª geração.</p><p>❖ ESTRUTURA DOS DIREITOS HUMANOS</p><p>O Professor André de Carvalho Ramos apresentou em seu Curso de Direitos</p><p>Humanos a seguinte estrutura dos direitos humanos:</p><p>Direito-Pretensão: consiste na busca de algo, gerando a contrapartida de outrem do dever</p><p>de prestar. Nesse sentido, determinada pessoa tem direito a algo, se outrem (Estado ou</p><p>mesmo outro particular) tem o dever de realizar uma conduta que não viole esse direito.</p><p>Estamos falando em "dever". Assim se alguém tem o direito a algo, outrem tem o dever de</p><p>prestar, ou seja, de dar efetividade a esse direito. Um exemplo é o Direito à saúde,</p><p>mandamento obrigatório constante em nossa Constituição Federal.</p><p>Direito-Liberdade: consiste na faculdade de agir que gera a ausência de direito de</p><p>qualquer outro ente ou pessoa. Assim, uma pessoa tem a liberdade de credo (art. 5º, VI, da</p><p>CF/88), não possuindo o Estado (ou terceiros) nenhum direito (ausência de direito) de</p><p>exigir que essa pessoa tenha determinada religião.</p><p>Direito-Poder: é a garantia que determinada pessoa tem a exigir uma postura do Estado</p><p>ou de outra pessoa, desse modo a título de exemplo, se uma mulher for presa, a ela será</p><p>assegurada condições para que possa permanecer com seu filho durante o período de</p><p>amamentação (artigo 5º, inciso L da Constituição Federal). O direito-poder implica uma</p><p>relação de poder de uma pessoa de exigir determinada sujeição do Estado ou de outra</p><p>pessoa. Assim, uma pessoa tem o poder de, ao ser presa, requerer a assistência da família</p><p>e de advogado, o que sujeita a autoridade pública a providenciar tais contatos (art. 5º,</p><p>LXIII, da CF/88).</p><p>Direito-imunidade: Finalmente, o direito-imunidade consiste na autorização dada por</p><p>uma norma a uma determinada pessoa, impedindo que outra interfira de qualquer modo.</p><p>Assim, uma pessoa é imune à prisão, a não ser em flagrante delito ou por ordem escrita e</p><p>fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão</p><p>militar ou crime propriamente militar (art. 5º, LVI, da CF/88), o que impede que outros</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>220</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>agentes públicos (por exemplo, agentes policiais) possam alterar a posição da pessoa em</p><p>relação à prisão.</p><p>TEORIA DE GEORGE JELLINEK</p><p>A Teoria dos 4 Status de George Jellinek afirma que todo membro de uma</p><p>comunidade está vinculado ao Estado e é dotado de capacidade e personalidade</p><p>jurídica. A Teoria dos Status dos Direitos Fundamentais usa, mais ou menos, o</p><p>conhecimento que temos sobre sujeitos ATIVO x PASSIVO em relações jurídicas e a ação</p><p>estatal POSITIVA</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>16</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>PARECER: emitido por uma autoridade ou corpo técnico para atender a uma consulta.</p><p>Possui as mesmas partes do relatório, exceto pela descrição.</p><p>DEPOIMENTO ORAL: esclarecimento oral prestado em juízo.</p><p>ATESTADO: afirmação pura e simples de um fato médico e suas consequências.</p><p>Somente emitido por profissionais que fazem diagnóstico – os demais emitem</p><p>declaração. O Atestado não pode substituir o laudo.</p><p>NOTIFICAÇÃO: comunicação compulsória feita às autoridades em virtude de necessidade</p><p>social ou sanitária.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>17</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Tanatologia</p><p>A Tanatologia é ramo da Medicina Legal que estuda os sinais que indicam que um</p><p>indivíduo está morto. Atualmente, o diagnóstico de morte é definida pela morte</p><p>encefálica, compreendida pela “perda completa e irreversível das funções encefálicas</p><p>cerebrais, definida pela cessação das funções corticais e do tronco encefálico ou tronco</p><p>cerebral”. Esse diagnóstico de morte é regulamentada pela Resolução nº 2.173/2017 do</p><p>Conselho Federal de Medicina (CFM).</p><p>Cronotanatognose – é o diagnóstico do tempo da morte / horário provável da</p><p>morte, pela observação das evidências ou dos sinais abióticos ou não vitais positivos.</p><p>Durante a investigação de um crime, alguns fatores auxiliam o perito na pesquisa da hora</p><p>provável da morte, cuja determinação pode ser de grande valia, por meio da observação</p><p>de alguns fenômenos cadavéricos, tais como: resfriamento do corpo; livores de hipóstases;</p><p>rigidez muscular.</p><p>Morte cerebral x Morte encefálica</p><p>Atente-se que a morte cerebral não é sinônimo de morte encefálica: a morte</p><p>cerebral é a perda permanente da atividade cerebral, não respondendo a pessoa por</p><p>qualquer estímulo. Atualmente, meios artificiais (como medicamentos e ventiladores)</p><p>podem manter temporariamente a respiração e o batimento do coração, mesmo com a</p><p>paralisação de toda a atividade do cérebro. A morte encefálica (termo correto)</p><p>compreende a lesão irremediável do cérebro e a do tronco encefálico, composto pelo</p><p>mesencéfalo, pela ponte e pelo bulbo.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>18</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Protocolo de morte encefálica –</p><p>A morte encefálica deve seguir um protocolo: ser realizado por 2 médicos</p><p>diferentes, com um intervalo mínimo de 1 (uma) hora, que avaliarão, por meio do exame</p><p>físico, as funções cerebrais. Além dos exames clínicos que testam reflexos do tronco</p><p>encefálico, como reação das pupilas, que devem ser realizados por esses dois médicos</p><p>diferentes, com um intervalo mínimo de uma hora entre o primeiro e o segundo, o paciente</p><p>deve ser submetido a um teste de apneia, para confirmar a incapacidade de o paciente</p><p>manter a respiração de maneira independente, e a um exame complementar que assegure</p><p>a ausência de atividade cerebral cortical, ausência do metabolismo ou ausência de fluxo</p><p>sanguíneo cerebral, como a angiografia cerebral, o eletroencefalograma, o doppler</p><p>transcraniano ou a cintilografia.</p><p>A pessoa que tenha sido diagnosticada com morte encefálica é considerada</p><p>legalmente morta, mesmo diante de eventuais aparelhos que mantenham a respiração e os</p><p>batimentos cardíacos estáveis.</p><p>Devemos salientar que, conforme a Lei Geral dos Transplantes – Lei nº 9.434/1997,</p><p>será o diagnóstico de morte encefálica que permitirá a retirada post mortem de tecidos,</p><p>órgãos ou partes do corpo humano:</p><p>“Art. 3º A retirada post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano</p><p>destinados a transplante ou tratamento deverá ser precedida de diagnóstico de</p><p>morte encefálica, constatada e registrada por 2 médicos não participantes das</p><p>equipes de remoção e transplante, mediante a utilização de critérios clínicos e</p><p>tecnológicos definidos por resolução do Conselho Federal de Medicina."</p><p>Conforme art. 13 da Lei dos Transplantes, é obrigatório, para todos os</p><p>estabelecimentos de saúde, notificar, às centrais de notificação, captação e distribuição de</p><p>órgãos onde ocorrer, o diagnóstico de morte encefálica feito em pacientes por eles</p><p>atendidos.</p><p>❖ Morte suspeita e Morte violenta</p><p>A morte será suspeita quando não se sabe se a morte foi natural (decorrentes de</p><p>causas internas) ou violenta (decorrente de causas externas). Assim, se há dúvidas se a</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>19</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>morte decorreu de suicídio ou homicídio (crime), a morte não é suspeita, mas sim violenta,</p><p>pois se sabe que foi causado por um fator externo.</p><p>Logo, não se pode confundir morte suspeita com aquela em que não se sabe se</p><p>decorreu de suicídio, acidente ou crime, uma vez que estas são hipótese de mortes</p><p>violentas.</p><p>MORTE</p><p>NATURAL</p><p>MORTE</p><p>VIOLENTA</p><p>MORTE</p><p>SUSPEITA</p><p>Doença ou</p><p>envelhecimento.</p><p>Em regra, na morte</p><p>natural, o médico</p><p>que acompanha o</p><p>paciente tem o</p><p>dever de atestar o</p><p>óbito.</p><p>É a morte que</p><p>ocorre da ação de</p><p>energias externas:</p><p>Acidente;</p><p>Suicídio;</p><p>Crimes.</p><p>Corpo será</p><p>encaminhado ao</p><p>IML e a autópsia é</p><p>obrigatória.</p><p>Morte violenta não</p><p>pode ser</p><p>considerada morte</p><p>súbita.</p><p>A causa jurídica da</p><p>morte está carente</p><p>de investigação.</p><p>Na morte suspeita,</p><p>não há sinais de</p><p>violência, mas</p><p>também não há</p><p>certeza que a morte</p><p>tenha sido natural.</p><p>A morte súbita, ou seja, que ocorre de forma inesperada e rápida, pode acontecer com</p><p>qualquer pessoa, independentemente de sua faixa etária. O infarto fulminante é uma das</p><p>principais causas de morte súbita.</p><p>▪ A morte para ser SÚBITA precisa antes ser NATURAL.</p><p>A definição exata de morte súbita ainda não é um consenso no meio médico. Alguns</p><p>grupos definem a morte súbita como uma morte inesperada que ocorre tão</p><p>rapidamente a partir do início dos sintomas que a sua causa não pode ser estabelecida</p><p>de forma clínica com absoluta certeza. Essa definição descarta qualquer tipo de morte</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>20</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>violenta, seja por homicídio, suicídio ou acidentes, assim como complicações de</p><p>doenças previamente conhecidas, como infecções graves ou câncer.</p><p>Declaração de Óbito</p><p>A declaração de óbito ou atestado de óbito pode ser emitida por qualquer médico.</p><p>É atividade privativa do médico, conforme Lei nº 12.842/2013 (Lei do Ato Médico), em</p><p>regra. A declaração possui dupla função:</p><p>1. É o documento-base do SIM/MS, padronizado nacionalmente, que visa conhecer a</p><p>situação de saúde da população (função epidemiológica – notificação);</p><p>2. Atestar o óbito para o registro e emissão da Certidão de óbito pelo Cartório (legal</p><p>– atestado de óbito).</p><p>A Declaração é feita em 3 vias: uma via é enviada ao cartório de registro civil e outra</p><p>à SMS/SES (Parágrafo 2º, art. 2º da Lei n. 11.976/2009); uma terceira via fica na própria</p><p>instituição.</p><p>É possível que o atestado de óbito seja assinado por profissional não médico. É</p><p>permitido que 2 pessoas atestem ou testemunhem o óbito, se tiverem presenciado ou</p><p>verificado a morte, principalmente se não houver</p><p>x NEGATIVA perante os indivíduos. Então temos os Status:</p><p>1. ATIVO – o indivíduo é “credor” do Estado, ou seja, tem direito de participar ativamente</p><p>da formação da vontade política estatal (direitos políticos)</p><p>2. PASSIVO - o homem é como se fosse “devedor” do Estado. Posição de subordinação</p><p>(ex: alistamento eleitoral e voto). Sujeição do indivíduo perante o Estado;</p><p>3. POSITIVO - está relacionado a uma atuação do Estado (2ª Geração ex. dessa questão de</p><p>direitos sociais). O indivíduo tem o direito de exigir do Estado determinadas prestações</p><p>materiais ou jurídicas;</p><p>4. NEGATIVO - está relacionado a uma não interferência do Estado nas relações privadas</p><p>(1ª Geração - Ex. direito de liberdades individuais, direito de defesa).</p><p>Assertivas</p><p>Os direitos são criados em conformidade com determinado contexto</p><p>histórico e se tornam fundamentais quando constitucionalizados. C</p><p>Os direitos fundamentais são, a um só tempo, direitos subjetivos e elementos</p><p>fundamentais da ordem constitucional objetiva. C</p><p>O status passivo dos direitos fundamentais descreve a posição de</p><p>subordinação do indivíduo frente ao Estado e aos poderes políticos. C</p><p>Os direitos individuais, por estarem ligados ao conceito de pessoa humana e</p><p>de sua própria personalidade, correspondem às chamadas liberdades</p><p>negativas; os direitos sociais, por sua vez, constituem as chamadas</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>221</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>liberdades positivas, de observância obrigatória em um estado social de</p><p>direito para a concretização de um ideal de vida digna na sociedade. C</p><p>As dimensões negativa e prestacional dos direitos sociais deixam de ser</p><p>oponíveis às relações entre particulares à medida que o Estado cumpre seu</p><p>papel de provedor. E</p><p>O status positivo dos direitos fundamentais descreve a capacidade do</p><p>indivíduo de influir na vontade estatal. E</p><p>❖ SISTEMAS DE PROTEÇÃO</p><p>A sistemática dos Direitos Humanos progrediu de tal forma nos últimos séculos</p><p>que já se apresentam vários “sistemas regionalizados de proteção”. A doutrina reconhece</p><p>pelo menos 3 sistemas regionais (que estão consolidados), além do Sistema</p><p>Universal/Global:</p><p>1 Universal: Nações Unidas (ONU)</p><p>3 Regionais: IEA</p><p>Interamericano,</p><p>Europeu</p><p>Africano</p><p>+Ásia: Carta Asiática dos Direitos Humanos (1986) – “Carta do povo”</p><p>fundada por juristas e ativistas de direitos humanos em Hong Kong sem apoio</p><p>governamental.</p><p>+Muçulmanos: Declaração do Cairo sobre Direitos Humanos no Islão,</p><p>promulgada pela Organização para a Cooperação Islâmica (OCI). Esses 2 sistemas estão</p><p>em processo de formação.</p><p>O Sistema Global de Direitos Humanos convive com os sistemas regionais, entre</p><p>os quais destacam-se o Sistema Europeu, o Sistema Americano e o Sistema Africano.</p><p>Quanto aos países asiáticos não há uma organização efetiva em torno da proteção</p><p>internacional dos Direitos Humanos, limitando-se os países a criarem, segundo suas</p><p>concepções, mecanismos internos de proteção. Ademais, conforme registra a doutrina, o</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>222</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>continente asiático congrega diversos países ditatoriais, cuja ordem e regramento internos</p><p>não coadunam com a proteção internacional dos Direitos Humanos.</p><p>Instrumentos normativos do Sistema Global</p><p>Instrumentos normativos gerais:</p><p>A “Carta Internacional de Direitos Humanos” (ou, ainda, Lei Internacional de Direitos</p><p>Humanos / International Bill of Rights) é formada pela junção da Declaração Universal</p><p>de Direitos Humanos (DUDH) + Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos + Pacto</p><p>Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais.</p><p>Instrumentos específicos: Convenções Internacionais fundamentalmente voltadas à</p><p>prevenção da discriminação ou à proteção de pessoas ou grupos particularmente</p><p>vulneráveis, que merecem tutela especial como mulheres, crianças, etnias, raças etc.</p><p>❖ Declaração Universal de Direitos Humanos</p><p>A DUDH – Declaração Universal de Direitos Humanos (1948) – é o marco histórico</p><p>de proteção universal dos direitos humanos. É considerado o principal instrumento do</p><p>sistema global de proteção dos Direitos Humanos, sendo a base de inspiração para outros</p><p>Tratados e Constituições nacionais. Tem como marco: Fim da 2ª Guerra Mundial.</p><p>A DUDH não tem natureza jurídica de Tratado internacional. Tem natureza de</p><p>Resolução, pois foi publicada pela Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>223</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>(ONU) em 10 de dezembro de 1948, com 48 votos a favor, nenhum contra e 8 abstenções,</p><p>tendo sido aprovada por consenso. Essa resolução é composta por 30 artigos, que trazem</p><p>o mínimo básico para assegurar a dignidade humana.</p><p>A DUDH consagra diversos direitos: tendo um consenso sobre os direitos de</p><p>primeira dimensão (civis e políticos), mas embate sobre direitos sociais, econômicos e</p><p>culturais, reflexo da Guerra Fria (1947-1991). Na DUDH, prevalece a tese de que direitos</p><p>de liberdade (art. 1º ao 21º) e de igualdade (art. 22º ao 30º) possuem o mesmo valor e</p><p>integrariam um todo único, indivisível. Essa declaração atua como um ideal comum, com</p><p>direitos assegurados em paridade hierárquica.</p><p>Relativamente aos direitos de terceira dimensão: a DUDH é considerado um marco</p><p>teórico para o desenvolvimento dos direitos de solidariedade e de fraternidade, direitos</p><p>de terceira geração, mas a resolução não os aborda de forma específica. Apenas aparece no</p><p>eixo axiológico, não aparecendo enquanto dispositivo expresso sobre o direito de 3ª</p><p>geração.</p><p>Em tese, a Declaração Universal não tem força cogente, sendo considerada norma</p><p>de soft law. Considerável doutrina entende que embora a DUDH tenha status formal não</p><p>vinculante, a resolução possui Caráter Jurídico / Força Jurídica:</p><p>• É fonte de interpretação de todo direito internacional dos direitos humanos</p><p>(autorização nos arts. 1º e 55 da Carta da ONU);</p><p>• Integra direito costumeiro e os princípios gerais de direito (inspira constituições,</p><p>remissões ao seu texto nos documentos da ONU e reconhecimento em cortes</p><p>internacionais como fonte do direito);</p><p>• Constitui uma materialização dos princípios da Carta da ONU.</p><p>A DUDH é fonte do Direito internacional.</p><p>A Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) surgiu no contexto pós segunda</p><p>Guerra Mundial, após um estudo de 3 anos dentro da Organização das Nações Unidas.</p><p>Direitos e garantias reconhecidas na DUDH</p><p>• Vida, liberdade e segurança pessoal;</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>224</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>• Proibição de escravidão e servidão;</p><p>• Proibição de tortura e tratamento cruel, desumano ou degradante;</p><p>• Reconhecimento como pessoa;</p><p>• Igualdade;</p><p>• Proibição de prisão arbitrária;</p><p>• Justa e pública audiência perante um tribunal independente e imparcial;</p><p>• Presunção de inocência;</p><p>• Vida privada;</p><p>• Liberdade de locomoção;</p><p>• Direito de asilo, que não pode ser invocado em caso de perseguição legitimamente</p><p>motivada por crime de direito comum;</p><p>• Direito a ter uma nacionalidade;</p><p>• Contrair matrimônio e fundar uma família;</p><p>médico na localidade.</p><p>➔ Em relação aos membros amputados em cirurgias, a declaração de óbito não é</p><p>necessária. Para que ocorra o sepultamento, o hospital deverá fazer um relatório</p><p>endereçado para a administração do cemitério.</p><p>➔ Situações excepcionais (grandes desastres / desastres em massa) não impedem a</p><p>declaração de óbito nos casos em que o cadáver possa ser criteriosamente</p><p>identificado, mesmo que só existam partes ou pedaços do cadáver.</p><p>*A declaração/atestado de óbito não se confunde com a Certidão de óbito, que é</p><p>feita após a conclusão do atestado, quando se torna possível solicitar a lavratura da</p><p>certidão no Cartório de Registro Civil, com base nas informações presentes no respectivo</p><p>atestado. A certidão de óbito é um documento obrigatório para o sepultamento do corpo</p><p>em cemitérios públicos ou privados.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>21</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Declaração de Óbito em caso de Morte Fetal</p><p>Entende-se que o atestado de óbito não é obrigatório (mas pode ser emitido) em se</p><p>tratando de fetos prematuros.</p><p>Entretanto, se a gestação tiver duração igual ou superior a 20 semanas ou se o feto</p><p>tiver peso corporal igual ou superior a 500 gramas e/ou estatura igual ou superior a 25 cm</p><p>(natimorto) será obrigatória a Declaração de Óbito, emitida pelos médicos que prestaram</p><p>assistência à mãe.</p><p>Nos casos de morte desconhecida, o cadáver deve ser encaminhado:</p><p>IML (Instituto Médico Legal) – morte decorrente de fatores externos (morte violenta:</p><p>assassinatos, suicídios e acidentes), morte suspeita (não há motivos aparentes para uma</p><p>morte), cadáver em decomposição, cadáver sem identificação ou cadáveres ignorados</p><p>(indigentes, andarilhos, moradores de rua etc.).</p><p>Havendo morte violenta ou suspeita, a declaração de óbito será feita pelo IML. Na falta de</p><p>médico legista, a declaração será emitida pelo perito ad hoc (art. 159, § 1º, CPP).</p><p>Atente-se que em se tratando de cadáver sem identificação, mesmo que a morte não tenha</p><p>sido violenta/suspeita, será necessária a atuação do IML (pois é preciso identificar o</p><p>cadáver).</p><p>S.V.O (Serviço de Verificação de Óbito) – em casos de morte natural (fatores internos:</p><p>doença, velhice etc.). Morte com assistência médica (em hospital, clínica) ou sem</p><p>assistência médica (morte em casa, por exemplo).</p><p>Regra:</p><p>Morte violenta ou suspeita: IML.</p><p>Morte natural: S.V.O.</p><p>Necropsia ou Autopsia</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>22</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Segundo Genival Veloso de França, a finalidade da Necropsia médico-legal é a</p><p>determinação da causa mortis e, quando possível, da causa jurídica da morte e do tempo</p><p>decorrido do óbito, do registro da existência de lesões e dos meios causadores da morte, e</p><p>da identificação do morto. Para diversos autores, a necropsia é considerada a “perícia das</p><p>perícias”.</p><p>A necropsia é obrigatória nos casos de morte violenta ou suspeita.</p><p>Podemos diferenciar, a princípio, duas finalidades para a Necropsia:</p><p>1. Clínica ou Anatomapatológica: realizada por patologistas, no caso de morte natural,</p><p>principalmente em pacientes internados em regime hospitalar. A necropsia clínica tem</p><p>objetivo estritamente científico e sanitário, buscando achados macroscópicos e</p><p>microscópicos dos exames (principalmente das vísceras) com informações da história</p><p>clínica e do tratamento ao qual foi submetido o paciente. É FACULTATIVO, necessitando</p><p>de autorização expressa de seus familiares ou responsáveis legais.</p><p>2. Médico-legal: realizada por peritos, nos casos de morte violenta ou suspeita. A</p><p>necropsia médico-legal tem como objetivo atender à requisição da autoridade policial ou</p><p>judiciária, esclarecendo: a) causa médica da morte b) subsídios para a causa jurídica c)</p><p>cronotanatognose (tempo da morte) d) identificação. É OBRIGATÓRIO e, portanto,</p><p>dispensa autorização dos familiares ou responsáveis legais do falecido.</p><p>Destinos do cadáver</p><p>Inumação: é o destino tradicional, em que o cadáver é sepultado em túmulos, sepulturas</p><p>ou jazigos. A certidão de óbito é indispensável para que ocorra a inumação.</p><p>Cremação: A cremação de cadáver somente será feita daquele que houver manifestado a</p><p>vontade de ser incinerado ou no interesse da saúde pública e se o atestado de óbito houver</p><p>sido firmado por 2 (dois) médicos ou por 1 (um) médico legista e, no caso de morte</p><p>violenta, depois de autorizada pela autoridade judiciária. (Art. 77, § 2º, Lei nº 6.015/1973).</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>23</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Ensino e pesquisa: o cadáver não reclamado junto às autoridades públicas, no prazo de 30</p><p>dias, poderá ser destinado às escolas de medicina, para fins de ensino e de pesquisa de</p><p>caráter científico. O cadáver poderá ser destinado ao estudo no caso de não ter algum tipo</p><p>de documentação ou, se no caso de ter sido identificado, não haver informações sobre</p><p>endereços de parentes ou responsáveis legais. É proibido o encaminhamento do cadáver</p><p>para fins de estudo, quando houver indício de que a morte tenha resultado de ação</p><p>criminosa. (Arts. 2º e 3º, Lei nº 8.501/1992).</p><p>❖ FENÔMENOS CADAVÉRICOS</p><p>Os fenômenos cadavéricos são as alterações que sofre o corpo morto com o passar do</p><p>tempo. A melhor doutrina preceitua que os fenômenos podem ser abióticos,</p><p>transformativos e destrutivos:</p><p>1. Fenômenos Cadavéricos Abióticos, avitais ou vitais negativos</p><p>Os fenômenos abióticos, por seu turno, podem se subdividir em duas espécies:</p><p>▪ Sinais Imediatos (Precoces / Recentes)</p><p>▪ Sinais Mediatos (Consecutivos / Tardios)</p><p>Os sinais imediatos são aqueles que apresentam diagnósticos como: cessação da</p><p>circulação e da respiração, cessação da atividade nervosa, decorrendo diretamente da</p><p>cessação das funções vitais. Outros sinais: Fácies hipocrática (Máscara da morte);</p><p>Imobilidade / Midríase [Dilatação da Pupila] / Relaxamento muscular e relaxamento dos</p><p>esfíncteres (arreflexia) / Parada Cardíaca / Ausência de pulso / Insensibilidade.</p><p>A face hipocrática merece destaque. Genival Veloso descreve a presença de fronte</p><p>enrugada e árida, olhos fundos, nariz afilado com orla escura, têmporas deprimidas, vazias</p><p>e enrugadas, orelhas repuxadas para cima, lábios caídos, maçãs deprimidas, queixo</p><p>enrugado e seco, pele seca e lívida, cílios e pelos do nariz e das orelhas semeados por poeira</p><p>brancacenta, semblante carregado e desconhecido.</p><p>Com a morte, surge o relaxamento muscular, dando, em consequência, a dilatação</p><p>pupilar, a abertura das pálpebras, a dilatação do ânus, abertura da boca e presença de</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>24</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>esperma no canal uretral. No momento da morte, as pupilas se dilatam para se contraírem</p><p>depois. Esta dilatação é progressiva, demorando-se apenas alguns minutos.</p><p>O esfíncter anal, na morte, se relaxa, dando saída, em alguns casos, a substâncias</p><p>fecais. A abertura da boca é resultante do relaxamento dos músculos mastigadores até o</p><p>aparecimento do rigor mortis. Pela contratura das vesículas seminais, surge, em certos</p><p>casos, a presença de esperma na uretra.</p><p>Os sinais mediatos ou consecutivos são:</p><p>Resfriamento do corpo / Rigidez</p><p>Cadavérica / Hipóstases / Livores Cadavéricos (manchas) / desidratação / Mancha Negra</p><p>ou Sommer e Larcher. Possuem um diagnóstico de quase certeza ou certeza da morte.</p><p>❖ Sinais Abióticos Mediatos / Consecutivos</p><p>2. Fenômenos Cadavéricos Transformativos</p><p>Os fenômenos transformativos podem ser destrutivos e conservadores:</p><p>A) Destrutivos – Autólise, Putrefação, Maceração</p><p>B) Conservadores – Mumificação, Saponificação, Calcificação, Corificação</p><p>São 4 sinais, também conhecidas como técnicas cronotanatognósticas, uma vez que</p><p>permitem identificar o tempo aproximado da morte: Livor, Algor, Rigor, Desidratação</p><p>[LAR – “TRÍADE DA MORTE”].</p><p>1. Desidratação Cadavérica</p><p>É o decréscimo de massa (peso), motivada pela evaporação tegumentar. A pele fica</p><p>apergaminhada (pele rugosa/enrugada). A desidratação varia de acordo com a</p><p>temperatura ambiente, com a circulação do ar, umidade local e com a causa da morte. A</p><p>desidratação também leva ao dessecamento das mucosas dos lábios, principalmente nos</p><p>cadáveres de recém-nascidos e de crianças, tornando-se uma consistência dura e</p><p>tonalidade pardacenta.</p><p>A desidratação ocasiona a modificação dos globos oculares, formando uma tela</p><p>viscosa, com a perda da tensão do globo ocular e o enrugamento da córnea, tornando-se</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>25</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>possível verificar a Mancha Negra de Larcher-Sommer / Sinal de Sommer e Larcher /</p><p>Mancha Negra Esclerótica, que é a “desidratação do olho” ou dessecação da esclerótica,</p><p>sendo possível visualizar a coroide.</p><p>A desidratação cadavérica pode facilitar a</p><p>formação de mancha negra da esclerótica (livor</p><p>sclerotinae nigrecens ou Sinal de Sommer e</p><p>Larcher). C</p><p>2. Algor mortis / Esfriamento Cadavérico [Físico]</p><p>O esfriamento cadavérico decorre da falência do sistema termorregulador, pois o</p><p>corpo tende a equilibrar sua temperatura com o meio ambiente. Depende de fatores</p><p>intrínsecos e extrínsecos, por exemplo: a nutrição, o vestuário, clima ambiental, a gordura</p><p>corporal do indivíduo (a gordura dificulta a perda de calor). No ambiente quente, pode</p><p>haver o aquecimento do cadáver.</p><p>O algor é considerado pouco confiável para estimar o tempo da morte, porque</p><p>depende de vários fatores. Quanto maior a diferença de temperatura entre o corpo e a</p><p>temperatura do ambiente na hora da morte, mais lento será seu esfriamento. Conforme</p><p>Genival Veloso, a verificação da temperatura, no cadáver, é feita de preferência no reto, a</p><p>uma profundidade de 10 cm, com termômetros especiais de hastes longas, entre os quais</p><p>os mais comuns são o necrômetro de Bouchut e o tanatômetro de Nasse.</p><p>Também chamado de Algidez cadavérica = Resfriamento cadavérico.</p><p>A Putrefação abaixo de 0 GRAUS tendem a conservar indefinidamente o cadáver.</p><p>3. Livores ou Hipóstases / Livor Mortis / Manchas da Morte [Físico]</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>26</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Caracterizam-se pela tonalidade azul-púrpura (manchas violáceas), de certa</p><p>intensidade e percebidas na superfície corporal. Os livores resultam da acumulação do</p><p>sangue não-circulante nos vasos da pele das regiões de declive (queda).</p><p>As manchas hipostáticas cutâneas permanecem até o surgimento dos fenômenos</p><p>putrefativos, quando elas são invadidas pela tonalidade verde-enegrecida que aparece no</p><p>cadáver devido à formação do hidrogênio sulfurado combinado com a hemoglobina. A</p><p>partir das 8h os livores ficam fixos, não se modificando com eventual mudança do cadáver.</p><p>Essas manchas, portanto, são importantes para o diagnóstico da realidade da morte,</p><p>para o diagnóstico da causa da morte, para a estimativa do tempo de morte e para o estudo</p><p>da posição em que permaneceu o cadáver depois da morte. Com a parada da circulação, o</p><p>sangue, pela lei da gravidade, vai-se acumulando paulatinamente nas partes mais baixas,</p><p>deixando de aparecer apenas nas superfícies de contato que o cadáver sofre por</p><p>compressão sob o plano resistente. Inicia-se sob a forma de pequenas manchas isoladas</p><p>que vão juntando-se para formar as grandes áreas de livores.</p><p>É no livor mortis que se pode observar o</p><p>fenômeno chamado dentes rosados (pink teeth), visto</p><p>em alguns cadáveres e de mesma origem dos livores. É</p><p>explicado pela dissociação da hemoglobina devida à</p><p>autólise da polpa dentária que invade os canalículos da</p><p>dentina, dando assim aspecto róseo à parte aparente do</p><p>dente. É mais comum nos casos de afogamento, em</p><p>virtude da posição do cadáver com a cabeça baixa.</p><p>Fixação dos livores: até 12 horas**** [aproximadamente.]</p><p>Não se formam após as 24 horas.</p><p>Os livores podem indicar a causa da morte.</p><p>A intensidade dos livores variam de acordo com a fluidez do sangue, por isso, são</p><p>importantes em casos de asfixia;</p><p>Os livores podem denunciar se alguém mexeu no cadáver.</p><p>Cores diferentes podem indicar a causa da morte!</p><p>Asfixias – Livores intensos e precoces [desoxihermoglobina]</p><p>Intoxicação por cianeto – vermelho vivo</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>27</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Hemorragias – pouca hemoglobina (livores fracos)</p><p>Monóxido de carbono – Rosa, Carmin ou cereja</p><p>4. Rigidez cadavérica ou Rigor Mortis [Químico]</p><p>A rigidez cadavérica é um fenômeno químico porque ocorre a acidificação dos</p><p>músculos e a falta de oxigênio, havendo um endurecimento muscular. A rigidez começa</p><p>na cabeça do indivíduo e progride – “ordem da cabeça para os pés” de sentido</p><p>descendente, o que a medicina legal definiu como Lei de Nysten-Sommer-Larcher.</p><p>Assim, a rigidez tem início na cabeça (mandíbula e nuca), evoluindo de forma</p><p>descendente: Mandíbula > tórax > braços > abdômen > pernas. Em provas, pode se precisar</p><p>o rigor mortis pelo seu “sentido crânio caudal”.</p><p>• (1 a 2 horas): Face, mandíbula e nuca;</p><p>• (2 a 4 horas): Membros superiores;</p><p>• (4 a 6 horas): Músculos torácicos e abdominais;</p><p>• (6 a 8 horas): Membros inferiores.</p><p>Prazo do corpo em geral: de 6 a 8 horas até 24 horas.</p><p>O amolecimento do corpo ocorre após as 24 horas, com o início da putrefação.</p><p>O desaparecimento da rigidez cadavérica ocorre no mesmo sentido crânio caudal.</p><p>Em cadáver decorrente do fogo / incêndio, é possível verificar o Sinal de Divergie.</p><p>O calor acelera o processo de rigidez cadavérica.</p><p>A rigidez corporal também pode ocorrer instantaneamente, mantendo a posição</p><p>que o indivíduo mantinha no momento da morte: são os Espasmos cadavéricos ou ainda</p><p>Sinal de Kossu. Esse sinal é indicativo de morte violenta, podendo ser confundido com o</p><p>fenômeno do rigor mortis.</p><p>Alguns fatores podem antecipar a rigidez: cadáveres desidratados, mortes agônicas,</p><p>asfixias, exercício intenso (pelo consumo das reservas de ATP – adenosina trifosfato), calor,</p><p>pessoas mais jovens e musculosas.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>28</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Em regra, a rigidez cadavérica inicia-se com 2 horas (não se inicia na primeira hora</p><p>da morte...), propagando-se com 6h a 8 horas, até o máximo de 24 horas (que é o marco do</p><p>início da putrefação).</p><p>A rigidez ocorre das massas</p><p>musculares menos</p><p>volumosas para as massas musculares mais volumosas.</p><p>C (PCRO 2022 Médico-Legista)</p><p>❖ Sinais tardios destrutivos</p><p>A Tafonomia é um termo que passa a ser inserido no estudo dos fenômenos</p><p>transformativos para designar o estudo da transição dos restos biológicos a partir da morte</p><p>até a fossilização. É usado entre paleontologistas e antropologistas forenses para tratar da</p><p>evolução dos restos humanos depois da morte. Assim, a tafonomia forense seria o estudo</p><p>de todas as fases por que passa o ser humano após sua morte – de destruição ou</p><p>conservação –, no interesse médico-legal ou forense.</p><p>Assim, são fenômenos destrutivos:</p><p>1. Autólise – é a destruição do corpo pela liquidificação ácida intra e extracelular. São</p><p>fenômenos fermentativos que têm lugar no interior das células por ação das próprias</p><p>enzimas celulares. O meio orgânico passa a ser ácido.</p><p>Na autólise, não há participação bacteriana. Ela realiza mediante ação das enzimas</p><p>lisossômicas que digerem a própria célula, ocorrendo a desintegração dos tecidos e o</p><p>rompimento das membranas celulares.</p><p>O fenômeno da autólise resulta no aparecimento dos chamados Cristais de</p><p>Westenhoffer-Rocha-Valverde, que resultam da decomposição das hemácias, aparecendo</p><p>por volta do 3º dia da morte e desaparecendo após o 35º dia da morte. Trata-se de cristais</p><p>vermelhos, em formato de lâminas cristaloides.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>29</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Cobrado na Prova de Delegado PCAL 2023: A presença de cristais no sangue putrefeito,</p><p>conhecidos como cristais de Westenhoffer-Rocha-Valverde, é constatada 24 horas depois</p><p>da morte.</p><p>Questão ERRADA. Os Cristais de Westenhoffer-Rocha-Valverde aparecem no 3º dia da</p><p>morte.</p><p>2. Putrefação [Químico] –</p><p>A putrefação é um fenômeno cadavérico destrutivo, que decorre da ação de</p><p>diversos micro-organismos, como germes e bactérias, dando ensejo a uma decomposição</p><p>fermentativa da matéria orgânica, gerando uma grande quantidade de gazes. Se inicia logo</p><p>após a autólise pela ação dos germes.</p><p>Prazo da Putrefação: 18 a 24h. Em climas frios, pode-se chegar a 36 a 48 horas.</p><p>Localização da mancha verde abdominal: fossa ilíaca direita (ou quadrante inferior</p><p>direito)</p><p>É na fase da putrefação que ocorre o aparecimento da Mancha Verde Abdominal</p><p>(Primeiro Sinal) por todo o corpo, demonstrando o início da putrefação. A parte do</p><p>organismo que possui o maior número de bactérias é no intestino grosso, em especial, no</p><p>“ceco”, que é a porção inicial do intestino grosso, onde se depositam as fezes. Neste ponto,</p><p>cabe ressaltar que ação das bactérias no cadáver irá produzir gás sulfídrico, que ao entrar</p><p>em contato com a hemoglobina, que está no sangue, forma a denominada</p><p>“sulfoxiemoglobina”, que tem a coloração esverdeada. Assim, como regra geral, o primeiro</p><p>sinal externo da presença do fenômeno da putrefação é o surgimento de uma mancha</p><p>verde na região abdominal, que é, exatamente, a “mancha verde abdominal de Brouardel”,</p><p>caracterizada pela ação destrutiva das bactérias na fossa ilíaca direita, em razão da sua</p><p>proximidade com o “ceco”, local em que há grande quantidade de bactérias.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>30</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Nos afogados e recém-nascidos, a putrefação se inicia pela cabeça e parte superior</p><p>do tórax. Mas, essa regra geral acerca da localização mancha verde abdominal, como sinal</p><p>de início da putrefação, possui 02 exceções, que são: os fetos macerados e nos afogados</p><p>verdadeiros ou azuis. Nos afogados azuis, em razão do acúmulo de uma grande</p><p>quantidade de água nos pulmões e vias aéreas superiores, além da maior quantidade de</p><p>sangue na cabeça, (isso se dá porque o cadáver flutua tombado, em razão da cabeça pesar</p><p>mais que o resto do corpo), nesses locais, terá um grande acúmulo de bactérias e, por</p><p>conseguinte, uma grande produção de “sulfoxiemoglobina”. Logo, a mancha verde não se</p><p>dá na região abdominal, mas sim nas porções superiores do corpo (terço superior do tórax,</p><p>na face e pulmões), formando um fenômeno denominado de “cabeça de negro de Lecha-</p><p>Marzo”.</p><p>Tipos de “afogados”</p><p>AFOGADO AZUL: nesta o indivíduo apresenta uma coloração cianótica, o</p><p>indivíduo morre por aspiração de um meio líquido, é o afogado verdadeiro.</p><p>AFOGADO BRANCO de PARROT: nesta o indivíduo apresenta uma coloração</p><p>branca. É a morte que ocorreu dentro do meio líquido, porém não ocorre a aspiração deste</p><p>meio. A morte ocorre por outras razões como AVC, infarto de miocárdio etc.</p><p>Fases da Putrefação – CECÊ</p><p>1.1. COLORAÇÃO / CROMÁTICA</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>31</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>1.2. GASOSA / ENFIZEMATOZA</p><p>1.3. COLIQUATIVA</p><p>1.4. ESQUELETIZAÇÃO</p><p>2.1 COLORAÇÃO / CROMÁTICA – a coloração é esverdeada, até ficar na cor esverdeada</p><p>escuro. Nessa fase, já há a dificuldade de reconhecimento do cadáver. A coloração</p><p>independe da causa da morte, mas é mais precoce nos idosos, fetos e afogados.</p><p>2.2 GASOSA / ENFIZEMATOZA – Nessa fase, há um aumento do volume do corpo, com</p><p>eliminação dos gases. Gases: 72 a 96 h (cobrado em provas).</p><p>Ocorre a Circulação Póstuma de Brouardel – “desenho” produzido pelos vasos</p><p>sanguíneos subcutâneos [a pressão força a circulação do sangue]</p><p>Apresentam flictenas ou bolhas com conteúdo hemoglobínico.</p><p>Apresentam aspecto gigantesco do corpo e deformado “Posição do lutador”</p><p>Características do cadáver – braços e pernas abertas, língua protusa, útero saindo</p><p>pela vagina (PARTO PÓSTUMO DE BROUARDEL), intestino saindo pelo ânus.</p><p>2.3 COLIQUATIVA / LÍQUIDA [COLIQUAÇÃO]</p><p>Ocorre de 2 a 3 meses, com grande número de larvas e insetos. Nessa fase ocorre a</p><p>Dissolução Pútrida [Putrilagem] com liquefação de vísceras e dos tecidos moles, que</p><p>começam a se desfazer, reduzindo o corpo. O líquido gerado forma uma mancha no local,</p><p>chamada de “Sombra Cadavérica” Há a presença maciça da fauna cadavérica, que podem</p><p>causar lesões no corpo que não existiam no momento da morte, sendo danosas à</p><p>investigação policial.</p><p>2.4. ESQUELETIZAÇÃO</p><p>A esqueletização depende da ação da fauna cadavérica e do meio ambiente (fatores</p><p>intrínsecos e extrínsecos). Regra geral, nela ocorre a destruição dos tecidos, restando</p><p>apenas o esqueleto, cabelos, dentes, vestes e ossos.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>32</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>É na fase da esqueletização que se realiza a Exumação, que pode ser judicial ou</p><p>administrativa.</p><p>Exumação judicial: a qualquer tempo, desde que com autorização judicial. Essa exumação</p><p>exige a presença do delegado de polícia (auto de exumação) e o perito faz o laudo de</p><p>exumação.</p><p>Pode ser Administrativa (reutilização da sepultura) ou Judicial (a qualquer tempo)</p><p>Exumação administrativa -> em regra, após 3 anos.</p><p>Exumação - existe impedimento técnico relacionado ao tempo ou estado de</p><p>decomposição do cadáver?</p><p>Para França, “qualquer que seja o tempo de morte, há sempre condições de</p><p>surpreender alguns fatos de interesse policial-judiciário em uma perícia pós-exumática.</p><p>Por mais avançado que esteja o estado de decomposição, sempre é possível</p><p>em um exame</p><p>cuidadoso chegar-se a algumas evidências bem significativas.” (Genival Veloso França.</p><p>Medicina Legal. 11ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017).</p><p>Dessa forma, não há impedimento de tempo. Logicamente, quanto mais tempo</p><p>passa, mais a análise fica prejudicada, mas não há nada que impeça a análise.</p><p>3. MACERAÇÃO –</p><p>A maceração ocorre em situações especiais, em ambientes úmidos e quentes. É a</p><p>destruição do cadáver em meio líquido, com o cadáver imerso na água. É comum nos fetos</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>33</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>e afogados, com formação de bolhas de conteúdo líquido e pardacento. Na maceração, há</p><p>o destacamento da epiderme, no qual o corpo perde a consistência inicial, o ventre se</p><p>achata e os ossos se livram dos tecidos, ficando como se estivessem soltos.</p><p>Destaca-se a chamada Maceração fetal. Nela há ausência de bactérias. É a</p><p>destruição dos tecidos moles do feto pela ação do líquido amniótico. A epiderme do feto</p><p>se solta, os vasos se rompem liberando hemoglobina (que mancha a derme do feto de</p><p>vermelho). As articulações ficam livres, com grande amplitude. Tempo para ocorrer: ao</p><p>menos 24 horas da morte do feto.</p><p>A maceração pode ser asséptica ou séptica:</p><p>Maceração Asséptica – nos fetos retidos no útero (não há presença de bactérias).</p><p>Maceração Séptica – cadáveres em meio líquido contaminado, como afogados.</p><p>O Sinal de Spalding é um fenômeno indicativo da maceração, que aparece com 7 dias</p><p>de morto – os ossos do crânio ficam soltos. O termo “cavalgamento dos ossos do crânio”</p><p>também pode aparecer em provas.</p><p>Tempo da Maceração:</p><p>Em provas, tende a aparecer que a maceração ocorre no feto morto retido no útero materno</p><p>do 5º ao 9º mês de gravidez.</p><p>A calcificação é mais frequente nos fetos mortos e retidos abaixo do 5º mês de gestação.</p><p>4. Saponificação</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>34</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Na saponificação, ocorre a formação de adipocera, que é a gordura / cera. O cadáver</p><p>passa a ter uma consistência mole, quebradiça, de tonalidade amarelo-escura, dando uma</p><p>aparência de cera, ou sabão, que se forma nos diversos tecidos e órgãos.</p><p>A saponificação se forma em ambientes quentes, úmidos e pouco arejados, em solos</p><p>argilosos. Principalmente em obesos, mas dependem de diversos fatores: solo, clima, covas</p><p>múltiplas, obesidade etc.</p><p>Outros tipos:</p><p>Mumificação – ambiente quente, seco e pouco arejado (desidratação)</p><p>Corificação – aparência de couro, pelo contato com metais (zinco);</p><p>Petrificação/Fossilização – formato de “pedra”: Calcificação ou “Litopédios” em fetos</p><p>mortos, na cavidade uterina.</p><p>Congelamento / Criogenia;</p><p>Plastinação (Resinas sintéticas).</p><p>Fossilização – é um fenômeno extremamente raro e se caracteriza pelo fato de o corpo</p><p>apenas manter a sua forma, mas não conservar qualquer componente de sua estrutura</p><p>orgânica. Demora muitos anos para ocorrer.</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>35</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Fenômenos cadavéricos destrutivos é MAPA: Maceração, Putrefação e Autólise.</p><p>Fenômenos cadavéricos conservadores: Mumificação, Saponificação, Corificação,</p><p>Calcificação.</p><p>❖ O Aborto para a Medicina Legal</p><p>Para a Medicina Legal, o aborto é a morte do feto humano, a qualquer momento da</p><p>idade gestacional, que pode ocorrer com ou sem a expulsão do feto do corpo da mulher.</p><p>Para a obstetrícia, o aborto é aquele que ocorre até 20-21 semanas (conceito</p><p>obstétrico).</p><p>A Organização Mundial da Saúde (OMS) traz um conceito relevante sobre o aborto</p><p>para a ciência médica e que já foi cobrada em provas. Para essa organização, o abortamento</p><p>é a interrupção da gravidez antes das 22 (vinte e duas) semanas de gestação, ou com feto</p><p>menor de 500 (quinhentos) gramas ou menos de 16,5 cm.</p><p>A docimásia pulmonar hidrostática de Galeno é um dos mecanismos para aferição</p><p>do nascimento de recém-nascidos, ou seja, é um exame para afirmar se os infantes</p><p>nasceram com vida ou não. Ela é a mais prática, mais simples e mais usada na perícia</p><p>médico-legal corrente. É também a mais antiga. Fundamenta-se na densidade do pulmão</p><p>que respirou e do que não respirou. Coloca-se o aparelho respiratório do infante num</p><p>reservatório cilíndrico e com bastante profundidade, preenchido de água em temperatura</p><p>ambiente até pouco mais de 2/3 da sua capacidade. Se estes órgãos flutuam por inteiro, é</p><p>sinal de que o recém-nascido respirou.</p><p>A docimásia é necessária para se diferenciar se o bebê nasceu vivo ou morto (uma vez que</p><p>a respiração só pode se dar em vida).</p><p>Aborto é a expulsão do feto morto do ambiente intrauterino em qualquer idade</p><p>gestacional. C (IBFC 2013)</p><p>A perícia médico-legal, conhecida como docimásia, serve para esclarecer se houve vida</p><p>extrauterina. C (PCGO 2008 Delegado)</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>36</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>Traumatologia</p><p>Para Genival Veloso de França, a Traumatologia ou Lesonologia Médico-Legal</p><p>(termo menos recorrente) estuda as lesões e estados patológicos, imediatos ou tardios,</p><p>produzidos por violência sobre o corpo humano, nos seus aspectos do diagnóstico, do</p><p>prognóstico e das suas implicações legais e socioeconômicas. Trata também do estudo das</p><p>diversas modalidades de energias causadoras desses danos.</p><p>Inicialmente, é cabível a distinção entre o Trauma e a Lesão, uma vez que não são</p><p>sinônimos. O Trauma é toda atuação de energia externa sobre o corpo da pessoa, com</p><p>intensidade capaz de provocar o desvio da normalidade. TRAUMA É A CAUSA. Ela é a</p><p>consequência da incidência de determinada quantidade de energia que, transferida para o</p><p>organismo, é capaz de produzir lesão. Essa energia pode ser física, química, biológica ou</p><p>mista.</p><p>A Lesão é a alteração estrutural proveniente de uma agressão ao organismo. A lesão</p><p>refere-se a uma alteração morfológica, fisiológica ou mista, prejudicial, que ocorre no</p><p>organismo, provocada pela ação de certa quantidade de energia decorrente de um trauma.</p><p>LESÃO É O EFEITO.</p><p>Para Neusa Bittar, as energias vulnerantes (que afetam o organismo) podem ser de</p><p>três ordens:</p><p>ADRIANA CLAUDINO DE SOUSA</p><p>adrianasousa27@hotmail.com</p><p>029.484.021-40</p><p>http://www.instagram.com/nucleodeltaconcursos</p><p>NÚCLEO DELTA - @nucleodeltaconcursos</p><p>VADE MECUM DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APOSTILA 02</p><p>37</p><p>Vade Mecum - Núcleo Delta 2024</p><p>Material Reservado</p><p>• Física: mecânica, barométrica, térmica, elétrica e radiante.</p><p>• Química: cáusticos, venenos.</p><p>• Físico-química: asfixias.</p><p>Energias podem ser de</p><p>Ordem física;</p><p>Ordem mecânica;</p><p>Ordem química;</p><p>Ordem físico-química (principalmente o estudo das asfixias);</p><p>Ordem biológica;</p><p>Ordem bioquímica;</p><p>Ordem biodinâmica;</p><p>Ordem mista.</p><p>As energias de ordem mecânica são as energias que, atuando mecanicamente sobre</p><p>o corpo, modificam, completa ou parcialmente, o seu estado de repouso ou de movimento.</p><p>Exemplo: atropelamento por automóvel.</p><p>As energias de ordem física são aquelas como temperatura, pressão atmosférica,</p><p>eletricidade, radioatividade, luz e som.</p><p>As energias de ordem química são todas as substâncias que,</p>