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<p>CARTAS PAULINAS E GERAIS</p><p>AULA 6</p><p>Prof. Marlon Ronald Fluck</p><p>2</p><p>CONVERSA INICIAL</p><p>Estimado(a) estudante, nesta aula veremos a epístola de Judas e as</p><p>epístolas joaninas.</p><p>Judas é mais um tratado homilético. Segunda Pedro fará uso de Judas</p><p>como fonte. Judas luta contra o crescimento do gnosticismo incipiente. O seu</p><p>propósito é cuidar da salvação dos seus destinatários e evitar que se tornem</p><p>presa dos hereges. Eles não reconheciam que havia um único criador do mundo</p><p>visível e invisível, pois divinizavam a matéria. Judas chamou a manter o</p><p>fundamento e a continuar na fé aprendida.</p><p>A literatura joanina entendia que os maus mestres progressistas se</p><p>desviaram da compreensão cristológica. Em 1 João, os falsos mestres são</p><p>chamados de anticristos, que sinalizam a proximidade do fim. Eles negavam a</p><p>encarnação de Cristo, bem como o seu poder. O Filho de Deus era da mesma</p><p>substância do Pai e os crentes haviam apalpado a humanidade de Cristo. A</p><p>igreja é desafiada a perseverar na adoração ao único Deus verdadeiro.</p><p>2 João acentua também esse perigo de menosprezar a humanidade de</p><p>Cristo. O que crê se identifica com essa verdade. Os conflitos com os pré-</p><p>gnósticos aparecem nas duas primeiras epístolas de João. 2 João exorta a</p><p>apartar-se dos hereges e perseverar no que é obra do Espírito Santo.</p><p>3 João chama a atenção da igreja para com o ser humano no sentido</p><p>completo. Nada alegra mais do que ouvir as pessoas dizendo que seus filhos</p><p>caminham dia a dia na verdade e na vontade de Deus.</p><p>Passemos à abordagem de cada parte a seguir.</p><p>TEMA 1 – EPÍSTOLA DE JUDAS</p><p>Líder da igreja mãe, Judas se apresenta como irmão de Tiago (Jd 1) e</p><p>escravo de Jesus. Ele não se apresenta como o irmão de Cristo. Como Tiago,</p><p>Judas representa o Cristianismo judaico. São líderes da igreja-mãe, em</p><p>Jerusalém. Depois de se apresentar como escravo de Cristo, Judas falou</p><p>solenemente de Tiago. Ele fala também que “Jesus Cristo guarda aos que o Pai</p><p>ama” (Teofilacto, citado por Bray, 2002, p. 318).</p><p>O que se percebe em Judas é que a linguagem e a cultura vão além da</p><p>de um camponês galileu, que corresponde à sua origem. A carta foi aceita no</p><p>3</p><p>cânon bíblico tardiamente. Judas e 2 Pedro são os últimos escritos a serem</p><p>reconhecidos. Houve hesitação no seu reconhecimento.</p><p>Judas é um tratado homilético, com introdução típica de uma carta. Como</p><p>Hebreus, Tiago e 1 João, tem uma forma não epistolar, à qual foi inserida uma</p><p>introdução como a das cartas, saudando em nome de Deus Pai e Cristo.</p><p>2 Pe 2: 1-3.4 mostra a utilização de Judas como fonte. Judas fala de</p><p>intrusos, que “se infiltraram” entre os cristãos, que alegam ter experiência</p><p>espiritual, mas distorcem os ensinamentos e negam o Senhor Jesus (Jd 4). O</p><p>propósito da carta de Judas é “cuidar da salvação de seus destinatários e evitar</p><p>que sua simplicidade os converta em presa dos imundos hereges” (Bray, 2002,</p><p>p. 321). Há, portanto, relação entre o conteúdo de 2 Pedro e Judas (Green, 1983,</p><p>p. 22).</p><p>Judas não se apresenta como apóstolo, mas sim como servo de Jesus</p><p>Cristo e irmão de Tiago. Ele é, portanto, irmão de Jesus e está lutando contra o</p><p>crescimento do gnosticismo incipiente dentro do século I. “O fato de que Judas</p><p>se refere àquilo que os apóstolos que os apóstolos disseram ao invés daquilo</p><p>que escreveram sugere que ainda estamos nos movimentando dentro do</p><p>período oral, quando o ensino apostólico era geralmente transmitido pela palavra</p><p>falada” (Green, 1983, p. 45).</p><p>Judas considera-os sonhadores (Jd 8) e sensuais (Jd 19), em vez de</p><p>espirituais. Eles desprezam os anjos, a Lei e as autoridades espirituais (Jd 8-11).</p><p>Eles blasfemam do que não entendem. Eles “não reconhecem que há um único</p><p>Deus criador do visível e do invisível, senão que divinizam a matéria e as trevas,</p><p>e abominam a carne” (Andrés, citado por Bray, 2002, p. 324). Eles atuam por</p><p>instinto e são descritos como nuvens sem água, e “são os que não têm em sí a</p><p>fecundidade da palavra divina”. São árvores sem fruto. Serão destruídos pelo</p><p>fogo. São “estrelas errantes por que não seguem o caminho do sol da verdade”</p><p>(Bray, 2002, p. 326-327).</p><p>Misericórdia, paz e amor (Jd 2) são conceitos fundamentais, como em 1</p><p>Pe 1: 1 e 2 Pe 1: 1, enquanto Paulo geralmente menciona “graça e paz”. São os</p><p>cuidados de Deus que nos mantêm protegidos até a volta de Jesus.</p><p>Judas disse que pretendia escrever uma carta extensa sobre a salvação</p><p>(Jd 3 e 4). No entanto, ele mudou seu plano em função da urgência da situação.</p><p>Escreveu algo breve devido aos intrusos imorais.</p><p>4</p><p>Para Judas, o aparecimento de falsos mestres estava anunciado nos</p><p>escritos do Antigo Testamento (Jd 5-13), profetizado por Enoque (Jd 14-16) e</p><p>predito pelos apóstolos (Jd 17-19).</p><p>Os intrusos saíram dos limites estabelecidos por Deus. Esse é seu</p><p>pecado. Eles injuriam e rejeitam a autoridade. O advogado acusador (Satanás)</p><p>reclamou até o corpo de Moisés (Jd 9). Ele se julga dono da matéria.</p><p>Os cristãos não deviam se surpreender da existência de erros na</p><p>Igreja, nem considerá-los como algo estranho, visto que os apóstolos</p><p>já predisseram essa situação. O único meio de enfrenta-la consistia em</p><p>manter uma fé autentica, levando uma vida inatacavel e evangelizando</p><p>aos demais tão a fundo como nos for possível. (Bray, 2002, p. 328)</p><p>O Arcanjo Miguel citou a Escritura: “Que te castigue o Senhor” (Jd 9). Este</p><p>é o remédio contra a blasfêmia e a corrupção (Jd 10). Os rebeldes e hereges</p><p>que seguem Caim, Balaão e Coré (Jd 11) são árvores sem fruto e duplamente</p><p>mortas (Jd 12). O nosso refúgio está na Escritura.</p><p>Somos chamados a manter o fundamento. Judas chamou à</p><p>responsabilidade e a continuar na fé aprendida. A exortação é manter-se no</p><p>fundamento, orando no Espírito Santo, mantendo-se no amor de Deus e</p><p>aguardando a misericórdia de Jesus (Jd 20), salvando os que estão na dúvida</p><p>(Jd 22-23).</p><p>Os cristãos devem se edificar na fé santíssima (Jd 20) no presente (Jd 23</p><p>e 24) e no futuro (Jd 25). Para Judas,</p><p>A tradição apostólica é normativa para o povo de Deus. O ensino</p><p>apostólico, e não qualquer moda teológica que atualmente esteja em</p><p>voga, é a marca do cristianismo autêntico. A qualidade de uma vez por</p><p>todas da ‘fé’ apostólica é inescapavelmente vinculada com a</p><p>particularidade da encarnação, em que Deus falou aos homens através</p><p>de Jesus de uma vez para sempre. E simplesmente porque o</p><p>cristianismo é uma religião histórica, o testemunho dos ouvintes</p><p>originais e do seu círculo, os apóstolos, determina o que podemos</p><p>saber acerca de Jesus. Não podemos chegar por detrás do ensino do</p><p>Novo Testamento, nem podemos chegar dele, embora devamos</p><p>interpretá-lo a cada geração sucessiva. Judas concordaria com 2 João</p><p>9, 10, que o homem cuja doutrina vá além do testemunho do Novo</p><p>Testamento deve ser rejeitado. O teste do progresso é, para ele, a</p><p>fidelidade ao ensino apostólico acerca de Cristo. (Green, 1983, p. 152)</p><p>Os cristãos devem estar preparados para se apresentar diante do Senhor</p><p>sem mancha para que possamos nos unir ao coro celestial e louvar assim o seu</p><p>eterno poder e domínio (Bray, 2002, p. 331). Ele é o único que merece nosso</p><p>louvor. “O Filho não tem começo em um momento concreto, senão que tem</p><p>5</p><p>estado aí desde sempre, está aí agora e estará aí para sempre” (Beda, citado</p><p>por Bray, 2002, p. 331). Ele salvará o seu povo (v.24 e 25).</p><p>Judas foi reconhecido como escrito canônico já desde o Cânon</p><p>Muratoriano (em torno de 180 d.C.), mas depois passou a ser questionado por</p><p>se perceber que a epístola citava escritos apócrifos, ao usar o Livro de Enoque</p><p>como sendo autoridade. Na Síria houve objeções à valorização de Judas, não</p><p>sendo admitida no Cânon Sírio antigo, a Peshitta (Green, 1983, p. 40-41)</p><p>TEMA 2 – LITERATURA JOANINA</p><p>O uso de “nós” nas cartas e no evangelho é tido como sinal da existência</p><p>de uma “escola” joanina. Essa é uma forma de expressão da escola. Isso</p><p>tipifica</p><p>uma “autoria colaborativa” (Boring, 2016, p. 1128).</p><p>O autor fala de uma vida manifestada (1 Jo 1: 1), experimentada (1 Jo 1:</p><p>2), proclamada (1 Jo 1: 3) e tornada nossa alegria (1 Jo 1: 4) em Cristo. “As</p><p>epístolas joaninas foram escritas para uma Igreja a braços com novas filosofias</p><p>que procuravam conquistar o Cristianismo absorvendo-o, e que lutava para</p><p>manter a sua mensagem distintiva contra a perversão pelo erro” (Tenney, 1972,</p><p>p. 401)</p><p>A ordem dos escritos parece ser 2 João, 3 João, 1 João e evanglho de</p><p>João (Boring, 2016, p. 1130). A primeira menção extra canônica de 2 Jo 7 e 1 Jo</p><p>4: 2-3 ocorreu em Policarpo, cerca de 120 d.C. (Boring, 2016, p. 1131). A</p><p>literatura joanina tem sido entendida como tendo Éfeso como o contexto de</p><p>origem. As pessoas nomeadas nas cartas, como Gaio, Demétrio e Diótrefes</p><p>possuem nomes gentílicos (Boring, 2016, p. 1134-1135).</p><p>As epístolas refletem “tanto a provação da separação da sinagoga como</p><p>o trauma da dissensão entre as fileiras da própria comunidade”. Os movimentos</p><p>gnóstico e montanista absorveram pessoas que se opuseram ao ensino joanino</p><p>(Boring, 2016, p. 1139).</p><p>As cartas joaninas são enviadas pelo presbítero, o que indica sua</p><p>autoridade no exercício do cuidado pastoral das congregações às quais escreve</p><p>2 e 3 João (Boring, 2016, p. 1171). Os mestres progressistas decorrem de</p><p>desvios na compreensão cristológica, erros que representam o anticristo (Boring,</p><p>2016, p. 1173).</p><p>6</p><p>TEMA 3 – PRIMEIRA EPÍSTOLA DE JOÃO</p><p>1 João é ligado ao evangelho de João, enquanto 2 e 3 João são</p><p>relacionados ao presbítero. Nos últimos cem anos, a pesquisa tem acentuado as</p><p>diferenças linguísticas e teológicas entre o Evangelho e as cartas. Cartas como</p><p>da escola joanina.</p><p>A Primeira Carta de João não inicia como geralmente começam as</p><p>epístolas. A carta não é aberta com uma saudação. Como o Evangelho,</p><p>descreve a encarnação do filho de Deus. Ele “ressuscitou na mesma carne que</p><p>morreu” (Andrés, citado por Bray, 2002, p. 223). Ele foi visto e tocado pelos</p><p>discípulos. Ele se encarnou no tempo e no espaço. O Filho foi gerado desde a</p><p>eternidade (1: 1).</p><p>Em 1 Jo 1: 1-4 há ênfase na Encarnação de Cristo. As cartas e o</p><p>evangelho refletem luta contra os falsos mestres docetistas, que negavam que</p><p>Jesus era o Cristo, o Deus encarnado (1 Jo 4: 2; 2 Jo 7; Jo 1: 14). Era uma</p><p>manifestação que depois tomou forma mais contundente no Gnosticismo.</p><p>Os falsos mestres são chamados de anticristos, que sinalizam a</p><p>proximidade do fim. 1 João 2: 19 mostra que eles procedem da igreja e 2 João</p><p>7-11 que saíram pelo mundo afora. Eles negam a encarnação de Cristo.</p><p>A negação da encarnação é dita pelos que não têm o Espírito Santo, pois</p><p>quem crê afirma que Jesus veio em carne com os atos e não com as palavras,</p><p>não com ruído, senão com amor. O poder de Deus para salvar é mais forte que</p><p>o do diabo. O poder de Deus é mais forte do que tudo que se opõe a Ele.</p><p>“E apalparam nossas mãos” com respeito ao Verbo da Vida “significa não</p><p>somente sua carne, senão ademais o poder do mesmo Filho. “Se conta nas</p><p>tradições que João, tocando o mesmíssimo corpo no exterior, meteu sua mão no</p><p>interior, sem que de nenhum modo a solidez da carne o impedisse, senão que</p><p>dava entrada à mão do discípulo” (Clemente de Alexandria, citado por Bray,</p><p>2002, p. 224).</p><p>A tradição iniciada na Judeia passou a ter Éfeso como centro. A partir dali</p><p>os textos joaninos se propagaram. E João escreveu contra os hereges Cerinto e</p><p>Marcião, defendendo a encarnação de Cristo e afirmando que o Filho era da</p><p>mesma substância do Pai. Ele expressou o que havia aprendido de Jesus para</p><p>confundir os hereges.</p><p>7</p><p>Verdade e amor são a ênfase diante do engano. 1 João é destinada aos</p><p>que creem: os que conhecem o Verbo da vida, o viram, ouviram e apalparam (1</p><p>Jo 1: 1-4).</p><p>João afirma claramente que quem quer estar em comunhão com Deus</p><p>precisa se unir à comunidade da Igreja, essa Igreja que os discípulos sentiram</p><p>verdadeiramente viva em sua própria carne (1: 3).</p><p>Eles viram presente em carne ao Senhor e ouviram as palavras da sua</p><p>boca e nos as anunciaram. Logo somos menos felizes que aqueles que</p><p>o viram e ouviram? Então, como acrescenta ‘para que vocês tenham</p><p>comunhão conosco’? Eles o viram, nós não o vimos, e sem dúvida</p><p>somos seus beneficiários por que temos idêntica fé. (Agostinho, citado</p><p>por Bray, 2002, p. 227)</p><p>Tudo isso nos é dito para que nossa alegria seja completa (1: 4). Nossa</p><p>alegria está no amor e na comunhão com Deus.</p><p>A ação do Espírito Santo leva o ser humano a perceber a distinção entre</p><p>a verdade e o erro. Só assim é possível viver no amor verdadeiro, pois ele</p><p>procede de Deus. Somos amados e chamados a amar!</p><p>O Cristo encarnado é nosso advogado diante do Pai (2: 1), bem como o</p><p>Espírito Santo é o nosso advogado depois de sua ascensão (Bray, 2002, p. 233).</p><p>Ele é, portanto, advogado, consolador e intercessor.</p><p>Quem ama a Cristo ama também seu irmão na fé (2: 10). Ninguém tem</p><p>maior amor do que aquele que dá sua vida por seus amigos (Jo 15: 13).</p><p>Sempre que o vosso mestre haja sido o Espírito Santo, que mora em</p><p>vosso interior, não necessitais mestres que introduzam inovações. A</p><p>unção da que fala João é o mesmo amor de Deus, que o Espírito Santo</p><p>tem derramado em nossos corações (Beda). Todos aqueles que na</p><p>Igreja estavam cheios do Espírito Santo, chegaram a conhecer o</p><p>significado deste ensinamento. Não necessitavam mais instruções</p><p>sobre este ensino, ainda que se necessitavam exortação e estimulo</p><p>para viver de acordo com ele, apesar de todas as tentações que lhes</p><p>induziam a todo o contrário. A justiça perfeita é possível para quem,</p><p>por meio da fé, confiam na justiça de Deus, visto que não sucumbiram</p><p>à soberba, senão que permaneceram atentos à Palavra de Deus, e não</p><p>aceitaram nenhum outro Senhor além daquele que os criou (Beda).</p><p>Quando o Senhor aparecer em sua segunda vinda, quem conhece o</p><p>Filho e o Pai terá confiança e não se retirará envergonhado, nem será</p><p>confundido (Clemente de Alexandria, Andrés, Beda, Ecumenio). (Bray,</p><p>2002, p. 247)</p><p>A unção do Espírito Santo é realidade em todos que creem em Cristo (2:</p><p>20), todos que são filhos de Deus (3: 1-24). O crente permanece na graça e</p><p>permanece no amor. Em Cristo passamos da morte para a vida (3: 14). Deus é</p><p>amor e aumenta em nós o amor, o qual é um presente dele em nossa vida.</p><p>Temos plena confiança em Deus (3: 21). Nele temos o amor perfeito (4: 1-21).</p><p>8</p><p>Só quem ama conhece a Ele (1 Jo 4: 8) O amor vence o medo, e só amamos</p><p>por que Ele nos amou primeiro (1 Jo 4: 18-19).</p><p>Ter Cristo muda a vida. É impossível amar a Deus sem amar as pessoas</p><p>com quem convivemos (1 Jo 4: 20-21). Amamos a Deus quando praticamos os</p><p>mandamentos dele (1 Jo 5: 2-3). Quem tem Jesus tem a vida (1 Jo 5: 12).</p><p>A igreja é desafiada a perseverar adorando ao único Deus Verdadeiro,</p><p>nada pode ser anteposto a Ele.</p><p>TEMA 4 – SEGUNDA EPÍSTOLA DE JOÃO</p><p>Tanto a identidade do autor (o presbítero) como a destinatária (Senhora</p><p>Eleita), na Segunda Carta, foram objeto de controvérsia na Igreja Primitiva. “O</p><p>escrito foi destinado a uma certa Babilônia, ‘de nome Eleita’, e significa a eleição</p><p>da igreja santa” (Clemente de Alexandria, citado por Bray, 2002, p. 299). O</p><p>presbítero talvez seja o fundador da escola joanina (Boring, 2016, p. 1126).</p><p>O conteúdo doutrinário da segunda epístola pouco difere da primeira.</p><p>Percebe-se nos leitores o mesmo perigo de menosprezar a humanidade de</p><p>Cristo e a mesma necessidade de permanecer na verdade. Cristo é apresentado</p><p>como revelação da verdade divina ao ser humano. A verdade é usada por João</p><p>como a realidade que forma o alicerce de tudo que é genuíno e real,</p><p>contrastando com tudo que é ilusão.</p><p>A verdade que permanece em nós (2 Jo 2) não era uma mera noção. A</p><p>verdade estava hospedada neles, sendo algo permanente em suas vidas. Isso</p><p>qualifica a verdade: ela é permanente no autor e nos destinatários.</p><p>Há, portanto,</p><p>uma progressão, um crescimento na verdade. A verdade é o fundamento do</p><p>amor pelos que creem. O que crê deve se identificar tanto com a verdade que</p><p>os outros, olhando para ele, percebam nele a própria verdade. Há mutualidade</p><p>do que crê para com a verdade. A verdade é companhia constante do que crê.</p><p>Em 2 Jo 2 se destaca a dupla relação pessoal para com o Pai e para com</p><p>o Filho. Enfatiza-se a distintividade da pessoa do Pai e do Filho. A relação com</p><p>ambos se dá em verdade e amor (2 Jo 3). Amor sem verdade é puro</p><p>sentimentalismo. A verdade sem amor é mero dever. A verdade é o esqueleto</p><p>que sustenta o amor. Alguns não estavam andando na verdade, e esta era a</p><p>heresia.</p><p>O amor indica o crescimento interior, enquanto a doutrina de Cristo indica</p><p>a proteção exterior (2 Jo 4). A ênfase em amarmo-nos uns aos outros (2 Jo 5)</p><p>9</p><p>indica que se procurava de forma ativa e superficial o bem-estar mais elevado</p><p>da outra pessoa. Era necessário andar nesse amor (2 Jo 6). O amor tem</p><p>tendência de se reproduzir. Ele é algo contínuo como o nosso caminhar.</p><p>Os conflitos com os pré-gnósticos foram mencionados nas duas primeiras</p><p>epístolas (1 Jo 4: 1-6; 2 Jo 7-11). O amor abrange o andar do cristão e a proteção</p><p>da doutrina cristã (2 Jo 9). As falsas doutrinas estão atacando os fundamentos</p><p>do cristianismo e ameaçando a pureza da conduta. Havia falsos mestres</p><p>viajando de um lugar ao outro negando que o filho de Deus se tinha encarnado.</p><p>A visão gnóstica era uma filosofia da religião e se baseava na premissa</p><p>que o espírito é bom, a matéria é má, e que as duas cousas não podem ter uma</p><p>relação duradoura mútua. A salvação consiste em fugir do domínio da matéria</p><p>para o do espírito.</p><p>O conflito dessa filosofia com o cristianismo era em torno da pessoa de</p><p>Cristo. Eles perguntavam: como podia o espírito puro de Deus estar relacionado</p><p>com um corpo material na pessoa de Jesus? Propunham que, ou Cristo não era</p><p>realmente humano, mas só aparentemente, ou então o espírito de Cristo não</p><p>habitou verdadeiramente no Jesus humano, senão após o seu batismo,</p><p>deixando-o antes da sua morte na cruz.</p><p>A carta exorta a caminhar no amor e apartar-se dos hereges. A verdade</p><p>e o amor são obra do Espírito Santo naquele que crê. Alguns seguidores das</p><p>ideias gnósticas haviam se tornado ensinadores ambulantes, que procuravam</p><p>penetrar nas igrejas pequenas, imaturas e fracas (2 Jo 7). Eles têm saído pelo</p><p>mundo para propagar sua doutrina errada. Eles têm tentado se infiltrar nas</p><p>igrejas. Cristo veio em carne. Nunca se disse que ele veio à carne. Veio à carne</p><p>daria margem para dizer que a divindade se uniu a Jesus depois do seu</p><p>nascimento. Eles deviam abrir os olhos e não se deixar enganar pelos falsos</p><p>mestres.</p><p>Os falsos mestres ultrapassam a doutrina, eles falam de si mesmos com</p><p>orgulho como adiantados, e assim vão além, desviando-se do cristianismo. Em</p><p>vez disso, somos chamados a permanecer no ensino de Cristo (2 Jo 9). Os falsos</p><p>mestres queriam ultrapassar Cristo, em vez de permanecer nele. Os gnósticos</p><p>estavam ansiosos por relegar Cristo ao passado. Buscavam o progresso na</p><p>direção oposta, mas em vez de ser progresso era apostasia.</p><p>Os ensinadores de outras doutrinas não deviam ser acolhidos nem sequer</p><p>saudados (2 Jo 10-11). O amor verdadeiro leva a se separar de tudo que é falso,</p><p>10</p><p>seja de pessoas ou doutrinas. A saudação não era uma formalidade, mas um</p><p>sinal da fraternidade cristã, significando compromisso e legitimação. Saudá-los</p><p>significava apoio ao que anunciavam e defendiam. Quem vinha para propagar o</p><p>erro precisava perceber que não era bem-vindo. Quem demonstra apoio aos</p><p>falsos mestres se torna auxiliar deles nas suas más obras, colaborando com</p><p>aqueles que querem estragar a vida de outros. Não apoiar os propagandistas do</p><p>mal não era o mesmo caso de uma hospitalidade para com os estrangeiros.</p><p>O sedutor e o Anticristo negam que Jesus Cristo veio em carne (2 Jo 7).</p><p>Para o autor, o Pai e o Filho são um só Deus verdadeiro (Bray, 2002, p. 304).</p><p>Nos versículos 12 e 13, o autor se coloca na posição da pessoa que</p><p>estava recebendo a carta. Ele demonstra que o coração cheio de amor se</p><p>expressará mais livremente cara a cara, em vez de por carta. Agora se mostram</p><p>as alegrias da fraternidade espiritual verdadeira.</p><p>A nova menção da senhora eleita favorece a hipótese de que se trata de</p><p>uma igreja (2 Jo 1 e 13).</p><p>Segunda e Terceira João seguem o modelo das cartas helenísticas. O</p><p>presbítero assume autoridade diante das congregações da Ásia menor, lutando</p><p>contra os enganadores, que negavam a encarnação de Cristo, sinal do fim. Vive-</p><p>se em tempo do fim.</p><p>TEMA 5 – TERCEIRA EPÍSTOLA DE JOÃO</p><p>A Terceira Epístola o Presbítero enviou a Gaio, uma pessoa exemplar que</p><p>hospedou Paulo em sua casa de Corinto. Era anfitrião da igreja, como Filemom</p><p>(Bray, 2002, p. 309-310). Gaio é mencionado pelo presbítero como aquele que</p><p>ele ama na verdade (3 Jo 1). Ele é objeto do amor na verdade. A verdade é a</p><p>realidade que forma o alicerce de tudo que é genuíno e real, contrastando com</p><p>tudo que é ilusão ou imitação. É diante de dificuldades e provocações, como as</p><p>que Gaio estava passando, que se observa se o nosso amor é em verdade</p><p>realmente ou não.</p><p>Em 3 Jo 2 o presbítero expressa a Gaio o desejo que sua prosperidade e</p><p>saúde física sejam tão abençoadas como sua saúde espiritual. Isso chama</p><p>atenção para a igreja no sentido de que ela tem responsabilidade pelo ser</p><p>humano no sentido completo. É claro que a prioridade deve ser a sua vida</p><p>espiritual, mas o restante da vida humana não deve ser esquecido. A</p><p>11</p><p>prosperidade em geral é o interesse de Deus. Não é o presbítero que gera a</p><p>prosperidade, mas Deus. Prosperidade e saúde são motivos de oração.</p><p>O presbítero recebeu informes sobre Gaio que o deixaram alegre, pois</p><p>percebeu que ele estava andando na verdade. Se constata então o coração de</p><p>pastor do autor, pois a maior alegria dele surgia do conhecimento de que seus</p><p>filhos na fé aplicavam a sã doutrina à vida diária. Nada o alegrava mais do que</p><p>ouvir as pessoas dizendo que seus filhos caminham dia a dia na verdade e na</p><p>vontade de Deus. Todo bom ato de hospitalidade para com os irmãos será</p><p>recompensado por Deus. Gaio trabalhava pelos irmãos.</p><p>Os irmãos mencionados provavelmente eram auxiliares (v. 5 a 8). Assim</p><p>como Paulo fez em Éfeso e arredores, o presbítero assumiu o cuidado de</p><p>supervisor de igrejas, reunindo em torno de si mestres e pregadores que o</p><p>auxiliassem. Desses irmãos, hospedados por Gaio, também alguns eram</p><p>estrangeiros (v. 5), o que tornava mais dispendioso o amor manifestado por Gaio.</p><p>Gaio os encaminhava de modo digno de Deus (v. 6). Ele os tratava como</p><p>verdadeiros embaixadores, ou seja, representantes de Deus, como o próprio</p><p>Deus. A honra aos missionários era honrar ao próprio Deus. Dessa forma</p><p>tornamo-nos cooperadores da verdade (v. 8).</p><p>Gaio é descrito como cristão fiel e hospitaleiro, do qual todos dão</p><p>testemunho de seu amor (3 Jo 6-8). Ele é colaborador da igreja de Cristo.</p><p>Gaio é elogiado como crente leal e ativo, bem como portador de uma</p><p>grande hospitalidade cristã. É uma carta que dá ideia das condições que existiam</p><p>nas igrejas locais na época de fins do século I ou início do II.</p><p>O oposto de Gaio é Diótrefes (3 Jo 9), o qual ambiciona o primeiro posto</p><p>na igreja. Ele deve ser corrigido. Ele está corrompendo a igreja.</p><p>Diótrefes é o mau modelo de cristão. Ele quer ser o primeiro em tudo: é</p><p>egoísta. Ele não quer receber os que pregam a verdade. O presbítero diz que,</p><p>ao ir até ele, o fará lembrar das obras que pratica, falando palavras maliciosas</p><p>contra o presbítero, não acolhendo os irmãos em Cristo e impedindo os que</p><p>querem recebê-los, bem como os expulsando da igreja. (3 Jo 9 e 10) Gaio não</p><p>se deixou intimidar por esse ditador espiritual. Ele hospedava missionários e</p><p>obreiros que eram expulsos por Diótrefes, os quais mais tarde</p><p>informaram ao</p><p>apóstolo sobre sua bondade. Parece que os missionários estavam por ser</p><p>enviados pela segunda vez (3 Jo 6).</p><p>12</p><p>O tema da epístola pode ser resumido como: o dever da hospitalidade</p><p>para com o ministério cristão e o perigo de uma direção ditatorial.</p><p>O mau exemplo de Diótrefes não deve ser imitado. Em vez dele, deve ser</p><p>seguido o exemplo de Demétrio, do qual todos dão testemunho. Sobre Demétrio,</p><p>inclusive o autor dá bom testemunho, e ainda acrescenta que “o nosso</p><p>testemunho é verdadeiro” (3 Jo 12).</p><p>O autor insiste em que os leitores devem guardar a Escritura no coração</p><p>(3 Jo 13). Ele também demonstra preferir diretamente com os leitores. Conversar</p><p>de viva voz é melhor.</p><p>A paz era o desejo mais amplo para com a irmandade.</p><p>A carta foi escrita para elogiar Gaio por ter recebido os agentes</p><p>missionários cristãos, que dependiam inteiramente da hospitalidade dos crentes</p><p>e para denunciar a falta de hospitalidade e a tirania de Diótrefes.</p><p>Gaio era um nome vulgar naquela época. O aqui mencionado era alguém</p><p>convertido através do autor, pois é mencionado como um dos seus filhos que</p><p>anda na verdade (3 Jo 4), parecendo ter sido pessoa proeminente nas igrejas da</p><p>Ásia. Podia ser o Gaio originário de Derbe, na Ásia Menor (At 20: 4), um dos</p><p>companheiros na obra de Paulo.</p><p>Gaio é descrito quatro vezes como o amado (v.1, 2, 5 e 11). O amor na</p><p>vida de Gaio era real e sem ilusão. Era designativo do que caracterizava Gaio.</p><p>O tom de 3 Jo é mais de encorajamento do que de advertência. 2 João tem mais</p><p>esse tom de advertência. 3 Jo apresenta-se como uma espécie de sanduiche,</p><p>pois Diótrefes, o mau, está entre Gaio e Demétrio, que são fiéis a Deus.</p><p>A terceira epístola de João não contém nenhum indício quanto ao tempo</p><p>ou local de composição. Uma datação é impossível, mesmo que tenha</p><p>proposto que 2 e 3 João foram escritas depois do Apocalipse, em uma época</p><p>que João era ancião, em Éfeso ou em suas cercanias.</p><p>NA PRÁTICA</p><p>Na abordagem das cartas, percebe-se a diversidade da literatura bíblica</p><p>do Novo Testamento. O propósito de Judas de cuidar da salvação dos</p><p>destinatários e evitar que se tornem presa dos que tentam conduzir para longe</p><p>de Cristo pode ser aplicado a todas as epístolas paulinas e gerais.</p><p>A misericórdia, o amor e a paz são fundamentais. Somos chamados a</p><p>permanecer em Cristo como fundamento.</p><p>13</p><p>A literatura joanina nos convida a permanecer no amor de Cristo. A ênfase</p><p>na encarnação acentua que o Pai e o Filho são da mesma substância. A igreja,</p><p>segundo 1 João, deve perseverar adorando ao único Deus Verdadeiro.</p><p>2 João chama também a permanecer na verdade da revelação divina ao</p><p>ser humano. Há mutualidade do que crê para com a verdade.</p><p>3 João testemunha que não há nada que alegre mais do que ouvir que os</p><p>filhos na fé antam na verdade e na vontade de Deus.</p><p>FINALIZANDO</p><p>Relembramos que Jesus Cristo guarda aos que Deus Pai ama. Judas nos</p><p>desafia a sermos e continuarmos servos de Jesus. Não servimos às trevas, mas</p><p>ao Senhor da vida.</p><p>As epístolas joaninas nos relembram nossa comunhão com o Cristo</p><p>encarnado. A encarnação de Cristo nos relacionou com o poder de Deus. A</p><p>verdade e o amor são o que vence o engano. O Cristo encarnado é nosso</p><p>advogado diante de Deus. O que crê se identifica tanto com a verdade que os</p><p>outros percebam nele a própria verdade. A verdade e o amor são obra do Espírito</p><p>Santo naquele que crê.</p><p>14</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BRAY, G. Santiago, 1-2 Pedro, 1-3 Juan, Judas. Madri: Ciudad Nueva, 2002.</p><p>(La Biblia comentada por los padres de la Iglesia, Nuevo Testamento, 11).</p><p>BORING, M. E. Introdução ao Novo Testamento: História, Literatura e</p><p>Teologia. Santo André; São Paulo: Academia Evangélica; Paulus, 2016. v. 2.</p><p>CARSON, D. A.; MOO, D.; MORRIS, L. Introdução ao Novo Testamento. São</p><p>Paulo: Vida Nova, 1997.</p><p>GREEN, Michael. II Pedro e Judas: introdução e comentário. São Paulo: Vida</p><p>Nova/Mundo Cristão, 1983. (Cultura Bíblica, 19)</p><p>STOTT, J. As epístolas de João: introdução e comentário. São Paulo: Vida</p><p>Nova/Mundo Cristão, 1982. (Cultura bíblica, 18)</p><p>TENNEY, M. C. O Novo Testamento: sua origem e análise. 2. ed. São Paulo:</p><p>Vida Nova, 1972.</p><p>CONVERSA INICIAL</p><p>TEMA 1 – EPÍSTOLA DE JUDAS</p><p>TEMA 2 – LITERATURA JOANINA</p><p>TEMA 3 – PRIMEIRA EPÍSTOLA DE JOÃO</p><p>TEMA 4 – SEGUNDA EPÍSTOLA DE JOÃO</p><p>TEMA 5 – TERCEIRA EPÍSTOLA DE JOÃO</p><p>REFERÊNCIAS</p>

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