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<p>INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PIAUÍ</p><p>CURSO: TECNOLOGIA EM ALIMENTOS</p><p>DISCIPLINA: BIOLOGIA CELULAR E MOLECULAR</p><p>MEMBRANA PLASMÁTICA</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>A membrana citoplasmática é constituída de um mosaico de moléculas protéicas incrustadas em uma bicamada de fosfolipídios de consistência fluídica. Esse modelo da membrana citoplasmática é conhecido como mosaico fluido. Os fosfolipídios são moléculas que possuem uma cabeça polar (hidrofílica) e outra apolar (hidrofóbica). Na presença de água as moléculas de fosfolipídios se organizam espontaneamente de modo que os componentes hidrofóbicos voltam-se para dentro da bicamada (cauda) e os hidrofílicos para a água (cabeça). Na bicamada estão espalhados vários tipos de proteínas com as mais variadas propriedades funcionais. Todas as membranas citoplasmáticas compartilham entre si, propriedades fundamentais, mas de acordo com o tipo de célula, possuirá atividades biológicas.</p><p>É o envoltório que toda célula possui (define seus limites, e mantém as diferenças essenciais entre os meios interno e externo). Sua espessura está entre 6 a 9 nm, só visível ao microscópio eletrônico, são flexíveis e fluidas. São estruturas altamente diferenciadas, destinadas a uma compartimentação única, na natureza. Elas são capazes de selecionar, por mecanismos de transporte ativo e passivo, os ingredientes que devem passar, tanto para dentro como para fora das células.</p><p>· Estrutura básica da Membrana Plasmática</p><p>Modelo Mosaico Fluido - Sugerido por Singer e Nicholson, onde as proteínas da membrana estão engastadas na camada lipídica, do lado interno, do lado externo, ou atravessando completamente a membrana. Existe uma grande variedade proteínas membranosas. A fluidez esta condicionada ao tipo de ligações intermoleculares na membrana. O termo mosaico se deve ao aspecto da membrana na microscopia eletrônica. Atualmente, o modelo do mosaico fluido é o mais aceito, por encontrar apoio em várias evidências experimentais. Nenhum modelo está pronto, a evolução das pesquisas irá melhorar o conhecimento atual.</p><p>Transporte passivo ou por difusão</p><p>Difusão é o processo de movimento aleatório e espontâneo de partículas suspensas ou dissolvidas em solução cuja dispersão ocorre de uma região de maior concentração para outra de menor concentração, ou seja, a favor do gradiente de concentração (= energia potencial química).</p><p>Difusão simples</p><p>As substâncias lipossolúveis (como o O2, CO2, o álcool, ácido graxo, hormônios esteróides, etc.) difundem-se através da bicamada como se o fizessem no fluido circundante a favor do seu gradiente de concentração.</p><p>Difusão facilitada</p><p>Algumas moléculas hidrossolúveis como a glicose e aminoácidos não podem atravessar os canais iônicos e usam carreadores protéicos. A partícula a ser transportada se liga a uma proteína da membrana e muda a sua conformação espacial. Essa mudança causa a translocação da partícula de um lado para o outro da membrana. Se o processo for realizado a favor do gradiente eletroquímico denominamos essa forma de transporte como difusão facilitada. (SILVA,1990)</p><p>2 JUSTIFICATIVA</p><p>A realização desta prática está fundamentada na capacidade que a membrana plasmática possui de transportar a água de um meio menos concentrado de solutos (mais diluído) para um meio mais concentrado de solutos (menos diluído) com a finalidade de tentar equilibrar o solvente em ambos os ambientes e torná-los estáveis para que todas as funções da célula possam ocorrer naturalmente. Esse transporte de água é chamado de osmose, e ele pode ocorrer tanto em célula vegetal como animal. No caso da célula vegetal, a parede celular não permite que a membrana plasmática seja rompida, mas pode ser observada uma mudança na textura (mole, normal ou rígido) do material analisado como um todo, no nosso caso de rodelas de batata inglesa.</p><p>3 OBJETIVO</p><p>O objetivo deste trabalho foi observar o transporte de solvente em células vegetais de batata inglesa de acordo com a concentração dos diferentes meios em que estas foram submetidas.</p><p>4 PARTE EXPERIMENTAL</p><p>4.1 MATERIAIS</p><p>- Copo descartável</p><p>- Batata inglesa</p><p>- Colher</p><p>- Faca de cozinha</p><p>- Sal de cozinha</p><p>- Açúcar</p><p>- Água</p><p>4.2 PROCEDIMENTO</p><p>Inicialmente colocou-se a água em três copos descartáveis, em seguida, adicionou-se em cada copo um soluto diferente. No primeiro copo foi adicionado uma colher de sal de cozinha, no segundo foi adicionado uma colher de açúcar e no terceiro não adicionou-se nenhum soluto. Cortou-se, com auxílio de uma faca, três pequenos pedaços de batatas bem finíssimos, colocando-os posteriormente em cada um nos copos, onde permaneceram em repouso por mais ou menos 30 minutos. Após o tempo estabelecido analisou-se a forma e a textura de cada pedaço de batata, relacionando-as com as respectivas soluções.</p><p>5 RESULTADOS E DISCUSSÃO</p><p>(</p><p>Figura 1.</p><p>Célula Vegetal em três meios de</p><p>concentrações diferentes. 1 – meio isotônico,</p><p>célula normal;</p><p>2 – meio hipotônico,</p><p>célula túrgida;</p><p>3 – meio hipertônico</p><p>, célula plasmólise.</p><p>)</p><p>Os resultados obtidos foram os seguintes:</p><p>I. No copo que continha água e sal, a rodela de batata inglesa desidratou (perdeu água) e ficou com uma textura mole, porque as células da batata estavam menos concentradas de soluto que no meio contendo água e o sal que estavam mais concentradas de soluto. A saída de água da batata foi um mecanismo que a membrana das células realizou para tentar equilibrar o solvente nos dois meios, sendo este meio extracelular chamado de hipertônico em relação às células da batata, e o meio intracelular chamado de hipotônico em relação à solução de sal e água. Neste caso podemos dizer que as células da batata apresentaram a forma 3 - Plasmólise como a ilustrada na figura 1.</p><p>II. No copo que continha água e açúcar, a rodela de batata hidratou (recebeu água) e ficou com uma textura endurecida, ou seja, porque as células da batata estavam mais concentradas de soluto que no meio contendo água e açúcar, que estavam menos concentradas de soluto. As células da batata apresentavam-se mais concentradas que o meio contendo água e açúcar e, portanto, ocorreu a saída de água da solução para o interior da célula. Neste caso, a solução é hipotônica em relação à célula da batata, e esta é hipertônica em relação à solução, sem ocorrência de perda celular por rompimento, pela presença da parede celular. As células apresentaram a forma 2 – Túrgida.</p><p>III. No copo que continha apenas água, esperava-se que não haveria modificações na textura da batata, e que o meio seria isotônico em relação a batata. Mas o que se observou foi que a batata hidratou (recebeu água) e recebeu muita água, ficando mais hidratado que na experiência II, com consistência e textura bem endurecida, sendo esta solução também chamada de hipotônica em relação às células da batata, e o meio da batata hipertônica em relação à solução de água, pois estas se apresentavam mais concentradas de soluto que no meio contendo água, no intuito de tentar equilibrar o solvente nos ambientes, a membrana das células permitiu a passagem do solvente do meio menos concentrado de soluto para o mais concentrado em soluto, sem ocorrência de perda celular por rompimento, pela presença da parede celular. As células apresentaram também a forma 2- Túrgida da figura 1. É devido a esta constatação, que alguns cozinheiros revelam dicas para se preparar uma batata frita bem crocante, fazendo a hidratação da batata, em congelador, até apresentar congelamento ou submersa em água por algum tempo.</p><p>6 CONCLUSÃO</p><p>Com base no experimento realizado em sala de aula, pode-se concluir que a membrana celular, atua como uma transportadora de água de um meio menos concentrado em soluto para um meio mais concentrado em soluto com a finalidade de equilibrar os ambientes intra e extracelular, no intuito de regularizar o funcionamento normal da célula vegetal.</p><p>Observou-se que no caso de célula vegetal a parede celular da célula da batata inglesa</p><p>impediu o rompimento da membrana plasmática, não havendo vazamento de fluido intracelular para o meio extracelular, como ocorre no caso de células animais, especificamente das hemácias, que após o rompimento da membrana, a hemólise, libera o fluido intracelular contendo constituintes celulares (hemoglobina, etc) para o meio extracelular.</p><p>A prática foi de suma importância para a aprendizagem, pois permitiu um maior entendimento da parte teórica.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>JUNQUEIRA, Luiz Carlos Uchoa; CARNEIRO, José. Biologia celular e molecular. 8ed. São Paulo: Guanabara Koogan, 2005.</p><p>SILVA, R. R. da, Bocchi, N., Rocha-Filho, R. C. Introdução à Química Experimental. São Paulo, McGraw-Hill, 1990. pp. 39-41.</p><p>image1.png</p><p>image2.jpeg</p>