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<p>UNIVERSIDADE FEDERAL DA INTEGRAÇÃO LATINO AMERICANA</p><p>Resumo: FANON, Franz. Peles negras máscaras Brancas.</p><p>Docente: Profa. Lorena Freitas</p><p>Discente: Sthephanne Amaral</p><p>Disciplina: Antropologia das Emoções</p><p>Frantz Fanon foi um psiquiatra e filosofo francês da Martinica. Foi um influente pensador do século XX, sobre os temas de descolonização e da psicopatologia da colonização.</p><p>Fanon antes de tudo quer demonstrar ao seu leitor algumas coisas. Primeiro o branco não trata o negro como um ser humano, e não é por que ele acha que o negro é um ser humano menos evoluído, é porque ele não enxerga na pele negra um ser humano, e se o negro não é ser humano ele não é capaz de ser um provável produtor de conhecimento como a supremacia branca é capaz. Não importa o quanto o negro tente se impor, se mostrar inteligente sua condição vista em sua pele o excluí de qualquer tentativa de se mostrar branco o suficiente.</p><p>Durante esse longo período de perpetuações preconceituosas e violentas às peles negras, o não reconhecimento em sua cor se torna algo relevante, o negro se distanciar de sua verdade para caber dentro de um mundo que não o enxerga senão negro. Então o negro nega sua cor, mas o branco não reconhece essa negação. Fanon traz uma fala onde diz que: “Para o negro, há apenas um destino. E ele é branco”.</p><p>No capítulo 1 intitulado “O negro e a linguagem”, Fanon nos fala que o negro tem duas dimensões, e uma é a forma como ele se expressa frente ao branco e outra frente ao seu semelhante. Além disso, o autor fala que ao passo que o homem aprende e apreende uma língua, ele passa a fazer parte de tudo que ela representa, com atribuições de características que a linguagem possui. Quando mais próximo o homem negro fica da compreensão da língua de seu colonizador mais distante ele está da sua originalidade cultural, ou seja, sua língua verdadeira e as dimensões que ela representa. Fanon nos dá um exemplo dos negros antilhanos que vão para Paris e ao chegar querem se introduzir de maneira a se sentir pertencentes àquela cultura, treinando o idioma e tentando retirar de sua língua o RR tão característico de sua cultura, e ao fazer isso quando retorna a sua cidade, ele que não pertence a França nem Paris passa a negar também sua raiz.</p><p>O capítulo 2 traz aspectos sobre o quão é fortificado no imaginário da mulher de cor a idealização de uma vida branca, e o romance é uma das chaves para acessar essa porta do branqueamento. Fanon traz um texto de Mayotte Capécia em que ela descreve como era ser uma mulher de cor em um relacionamento com um homem branco. Para Mayotte o branco e o negro representam dois polos de um mundo como fala Fanon, e ao longo de sua vida Mayotte se debruçou sob a incansável luta de buscar se branquear o tanto quando desse. Através do trabalho buscou ferramentas que pudessem demonstrar um trabalho fino e caro como o de um branco é, e conseguinte valoroso.</p><p>Fanon pergunta se é possível ao negro um dia superar seu sentimento de inferioridade, pois além de outros aspectos no negro há a raiva em se sentir pequeno. E esta raiva se expressa muito facilmente em mulheres mulatas ao serem cortejadas por homens de sua cor ou negros, a raiva que se cria dentro delas, a indignação em imaginar que um negro tem a audácia em pensar que elas possam desejar diminuir seu status social para se entregar ao que elas fogem mais que tudo.</p><p>Há o relato da mulata Nini que tanto se indignou que buscou as autoridades para castigar o homem negro que fez um convite a namorá-la. Neste momento toda mulher negra como mulata só deseja alcançar o sonho de se casar com um homem branco europeu e não aceitam nada menos que isso, mesmo que isso leve toda uma vida acabando em solidão e abandono, pois do outro lado da sociedade os homens brancos estão comprometidos com seu nome e seu status, buscando mulheres negras e mulatas apenas para o divertimento, pois a família será composta por uma dama branca, não importa se pobre, mas que seja branca!</p><p>Capitulo 3 intitulado “O homem de cor e a branca”, nos demonstra agora a sede do homem de cor de se tornar branco, novamente a cor branca se torna um artigo de vitória na vida pelo homem de cor. Essa supervalorização da pele branca, dos costumes europeus, herança de uma colonização que separa os povos escravizados de sua origem e cultura e os coloca em um mundo branco, sem a possibilidade de voltar, somente progredir, e falando e progredir, até o branco estipula o que é progredir.</p><p>O homem de cor agora almeja ter em sua posse a mulher branca, pois o amor de uma mulher branca o valoriza, faz crer que ele é branco. Fanon traz um texto de um personagem chamado Jean Veneuse, que não se compreende sua raça e os brancos não o compreendem. E, diz ele: “O europeu, em geral, e o francês, em particular, não satisfeitos em ignorar o preto de suas colônias, desconhecem aquele que formaram segundo a própria imagem”.</p><p>No capítulo 4 “Sobre o pretenso complexo de dependência do colonizado”, Fanon rejeita a ideia de Mannoni, pois o mesmo diz que o colonizado traz em seu interior aspectos de inferioridade antes de ser colonizados, escravizados etc., e Fanon não compreende dessa forma, para ele o homem colonizado incorpora as dimensões da inferioridade e raiva por exemplo pelo fato dos requintes de crueldade que são tratados pelo colonizador europeu branco.</p>

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