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<p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA</p><p>PMES</p><p>3ª Edição - 2024</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>Espírito Santo. Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social. Polícia</p><p>Militar do Espírito Santo. Apostila de Processos em Saúde e Processo Toxicológico</p><p>da PMES: Polícia Militar do Espírito Santo/Espírito Santo. 3. ed. - Vitória: PMES, 2024.</p><p>68 p.: il, 22cm</p><p>1. Segurança Pública 2. Polícia Militar. I. Título.</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>Mensagem do Diretor</p><p>GLARISTON FONSECA NASCIMENTO – CEL QOCPM</p><p>Diretor de Educação</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>Mensagem do Comandante da APM/ES</p><p>FLÁVIO RIBEIRO CAVATTI – TEN CEL QOCPM</p><p>Comandante da APM/ES</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>Lista de Abreviaturas</p><p>AFP ANFEPRAMONA</p><p>ANF ANFETAMINA</p><p>AO ATESTADO DE ORIGEM</p><p>APF AUTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE</p><p>ART ARTIGO</p><p>ASS ASSINATURA</p><p>BAT BOLETIM DE ACIDENTE DE TRÂNSITO</p><p>BECG BOLETIM ESPECIAL DO COMANDO GERAL</p><p>BGG BGPM</p><p>BGPM BOLETIM GERAL DA POLÍCIA MILITAR</p><p>BI BOLETIM INTERNO</p><p>BI/DS BOLETIM INTERNO DA DS</p><p>BM BOMBEIRO MILITAR</p><p>BPM BATALHÃO DA POLÍCIA MILITAR</p><p>BZE BENZOILECGONINA</p><p>CA COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE</p><p>CAS CURSO DE APERFEIÇOAMENTO DE SARGENTOS</p><p>CBMES CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO</p><p>ESPÍRITO SANTO</p><p>CDSO CONTROLE DE DOCUMENTOS SANITÁRIOS DE</p><p>ORIGEM</p><p>CE COCAETILENO</p><p>CEL CORONEL</p><p>CFM CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA</p><p>CHS CURSO DE HABILITAÇÃO DE SARGENTOS</p><p>CI CARTEIRA DE IDENTIDADE</p><p>CIA COMPANHIA DA POLÍCIA MILITAR</p><p>CID CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE DOENÇAS</p><p>CMT COMANDANTE</p><p>CNH CARTEIRA NACIONAL DE HABILITAÇÃO</p><p>COC COCAÍNA</p><p>COD CODEÍNA</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>C.ODONTOLÓGICO CENTRO ODONTOLÓGICO</p><p>CONTRAN CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO</p><p>CPGE CONSELHO DA PGE</p><p>CPO COMISSÃO DE PROMOÇÃO DE OFICIAIS</p><p>CPPS CENTRO DE PERÍCIAS E PROMOÇÃO DA SAÚDE</p><p>CPQOA COMISSÃO DE PROMOÇÕES DO QUADRO DE</p><p>OFICIAIS ADMINISTRATIVOS</p><p>CSASCT CONTINUAR A SERVIR AUTOMATICAMENTE SEM</p><p>COMPROMISSO DE TEMPO</p><p>CUTOFF LIMITE DE CORTE</p><p>DIO DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO</p><p>DIO-ES DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO</p><p>DRH DIRETORIA DE RECURSOS HUMANOS</p><p>DS DIRETORIA DE SAÚDE DA PMES</p><p>ELJD EXAME DE “LARGA JANELA DE DETECÇÃO”</p><p>EM ESTADO MAIOR</p><p>ENC. ENCARREGADO</p><p>ENC. AO ENCARREGADO DE AO</p><p>EPI EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL</p><p>FEN FEMPROPOREX</p><p>GRAD. GRADUAÇÃO</p><p>HER HEROÍNA</p><p>HPM HOSPITAL DA POLÍCIA MILITAR</p><p>IAS INDENIZAÇÃO POR ACIDENTE EM SERVIÇO</p><p>IPAJM INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO</p><p>ESTADO DO ESPÍRITO SANTO</p><p>IPM INQUÉRITO POLICIAL MILITAR</p><p>IRDSO INSTRUÇÕES REGULADORAS DOS DOCUMENTOS</p><p>SANITÁRIOS DE ORIGEM DOS MILITARES</p><p>ESTADUAIS DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO</p><p>IRAIS INSTRUÇÕES REGULADORAS DOS</p><p>AFASTAMENTOS E INSPEÇÕES DE SAÚDE DOS</p><p>POLICIAIS MILITARES DO ESTADO DO ESPÍRITO</p><p>SANTO</p><p>IRIT INSTRUÇÕES REGULADORAS DAS INSPEÇÕES</p><p>TOXICOLÓGICAS</p><p>JMS JUNTA MILITAR DE SAÚDE</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>JMSE JUNTA MILITAR DE SAÚDE ESPECIALIZADA</p><p>JMS I JUNTA MILITAR DE SAÚDE I</p><p>JMS II JUNTA MILITAR DE SAÚDE II</p><p>JMS III JUNTA MILTIAR DE SAÚDE III</p><p>JMSS JUNTA MILITAR SUPERIOR DE SAÚDE</p><p>JSS JUNTA SUPERIOR DE SAÚDE</p><p>LC LEI COMPLEMENTAR</p><p>LDL LAUDO DESCRITIVO DA LESÃO</p><p>LTSPF LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE DE</p><p>PESSOA DA FAMÍLIA</p><p>MDA METILENODIOXIANFETAMINA</p><p>MDMA METILENODIOXIMETANFETAMINA</p><p>MET METANFETAMINA</p><p>MOR MORFINA</p><p>MZD MAZINDOL</p><p>NC NORCOCAÍNA</p><p>NF NÚMERO FUNCIONAL</p><p>OBS. OBSERVAÇÃO</p><p>OME ORGANIZAÇÃO MILITAR ESTADUAL</p><p>OPM ORGANIZAÇÃO POLICIAL MILITAR</p><p>PAD-RO PROCESSO ADMINISTRATIVO DE RITO ORDINÁRIO</p><p>PGE PROCURADORIA GERAL DO ESTADO DO</p><p>ESPÍRITO SANTO</p><p>PM POLÍCIA MILITAR</p><p>PMES POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO</p><p>PMT PERITO MILITAR TOXICOLOGISTA</p><p>PSASCT PASSAR A SERVIR AUTOMATICAMENTE SEM</p><p>COMPROMISSO DE TEMPO</p><p>QOA QUADRO DE OFICIAIS ADMINISTRATIVOS</p><p>QOCPM QUADRO DE OFICIAIS COMBATENTES DA PMES</p><p>QOM QUADRO DE OFICIAIS MÉDICOS</p><p>RG REGISTRO REGAL DA PMES</p><p>RR RESERVA REMUNERADA</p><p>RSM REGULARIZAÇÃO DA SITUAÇÃO MILITAR</p><p>SAS SERVIÇO ASSISTENCIAL</p><p>SIARHES SISTEMA INTEGRADO DE ADMINISTRAÇÃO DE</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>RECURSOS HUMANOS DO ESPÍRITO SANTO</p><p>SPAJ SEÇÃO DE POLÍCIA ADMINISTRATIVA JUDICIÁRIA</p><p>TAF TESTE DE APTIDÃO FÍSICA</p><p>THC ∆9-TETRAHIDROCANABINOL</p><p>THC-COOH CARBOXYTHC</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>Sumário</p><p>1. INTRODUÇÃO _______________________________________________________________ 4</p><p>1.1. CONTEXTUALIZAÇÃO ____________________________________________________ 4</p><p>1.2. FINALIDADES ____________________________________________________________ 4</p><p>1.3. INDENIZAÇÃO POR ACIDENTE EM SERVIÇO _______________________________ 4</p><p>1.4. PERÍCIAS NA PMES _______________________________________________________ 5</p><p>1.4.1. Perícia Médica ________________________________________________________ 6</p><p>1.4.2. Atestado Médico ______________________________________________________ 7</p><p>1.4.3. Perícia Odontológica __________________________________________________ 8</p><p>1.4.4. Perícia Toxicológica ____________________________________________________ 8</p><p>2. COMPENSAÇÃO DA CARGA HORÁRIA QUANDO DE FOLGA ___________________ 11</p><p>2.1. REGULAMENTA A COMPENSAÇÃO DE CARGA HORÁRIA DECORRENTE DO</p><p>COMPARECIMENTO A AUDIÊNCIAS DIVERSAS NO ÂMBITO DA PMES ________________ 11</p><p>3. INSTRUÇÕES REGULADORAS DOS DOCUMENTOS SANITÁRIOS DE ORIGEM</p><p>(IRDSO) ________________________________________________________________________ 12</p><p>CAPÍTULO I – Definições e Conceituações _______________________________________ 12</p><p>CAPÍTULO II – Da determinação de riscos da relação causa-efeito ______________ 124</p><p>CAPÍTULO III – Da comunicação de acidente ___________________________________ 125</p><p>CAPÍTULO IV – Da instauração do Atestado de Origem (AO) ____________________ 126</p><p>CAPÍTULO V – Das atribuições do Encarregado do AO __________________________ 128</p><p>CAPÍTULO VI – Do recurso _______________________________________________________ 19</p><p>CAPÍTULO VII – Do agravamento de mal pré-existente ___________________________ 20</p><p>CAPÍTULO VIII – Disposições gerais _______________________________________________ 20</p><p>ANEXOS ______________________________________________________________________ 22</p><p>4. INSTRUÇÕES REGULADORAS DOS AFASTAMENTOS E INSPEÇÕES DE SAÚDE DOS</p><p>POLICIAIS MILITARES DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO _____________________________ 31</p><p>TÍTULO I – DAS INSPEÇÕES DE SAÚDE _____________________________________________ 31</p><p>TÍTULO II – DAS JUNTAS MILITARES DE SAÚDE EM GERAL ____________________________ 33</p><p>TÍTULO III – DO TRABALHO DAS JUNTAS MILITARES DA SAÚDER DAS INSPEÇÕES DE</p><p>SAÚDE _________________________________________________________________________ 35</p><p>CAPÍTULO I – NORMAS GERAIS DE FUNCIONAMENTO E PRAZO DE VALIDADE DAS</p><p>CHAMADAS, INSPEÇÕES E EXAMES ______________________________________________ 35</p><p>CAPÍTULO II – DA CHAMADA À INSPEÇÃO DE SAÚDE ______________________________ 39</p><p>CAPÍTULO III – DOS PARECERES DAS INSPEÇÕES DE SAÚDE _________________________ 40</p><p>CAPÍTULO IV – DA INSPEÇÃO DE SAÚDE DOS CANDIDATOS A INGRESSO ____________ 41</p><p>CAPÍTULO V – DO PROGRAMA REGULAR DE INSPEÇÃO DE SAÚDE E SUA VALIDADE</p><p>PARA OS</p><p>Art. 6º Uma vez concluídos os trabalhos ou perícias para as quais as Juntas</p><p>Temporárias de Saúde tenham sido designadas, as mesmas estarão</p><p>automaticamente dissolvidas.</p><p>Art. 7º A JMS III e a JMSS funcionarão sempre com 03 (três) membros.</p><p>Art. 8º Estarão impedidos de atuar como membros das Juntas parentes</p><p>consanguíneos e afins até o 3º grau dos inspecionados.</p><p>Art. 9º O parecer ou decisão da Junta é a manifestação técnica, escrita, de</p><p>caráter conclusivo, emitida após a inspeção de saúde, que tem por</p><p>finalidade orientar a autoridade em suas decisões.</p><p>Parágrafo único O inspecionado receberá, ao término da inspeção, a guia</p><p>médica de saúde (ANEXO I), devendo apresentá-la ao seu comandante,</p><p>chefe ou diretor, dando ciência da data da inspeção e do parecer da</p><p>Junta.</p><p>Art. 10 A autoridade e o inspecionado deverão acatar a decisão da Junta,</p><p>que não poderá ser contestada por laudo, parecer ou atestado de médico</p><p>assistente.</p><p>§ 1º A autoridade ou o inspecionado poderão interpor recurso em face da</p><p>decisão da Junta, solicitando nova avaliação, mediante justificativa</p><p>relevante, fundamentada e documentada em processo administrativo.</p><p>§ 2º O recurso deve ser interposto no prazo de 10 (dez) dias úteis, contados</p><p>da data da publicação do resultado da inspeção no Boletim Geral da</p><p>Polícia Militar (BGPM) ou no Diário Oficial do Estado (DIO).</p><p>Art. 11 As decisões emitidas pela Junta Militar Superior de Saúde são</p><p>definitivas e irrecorríveis.</p><p>TÍTULO III – DO TRABALHO DAS JUNTAS MILITARES DA SAÚDE E DAS INSPEÇÕES</p><p>DE SAÚDE</p><p>CAPÍTULO I – NORMAS GERAIS DE FUNCIONAMENTO E PRAZO DE VALIDADE</p><p>DAS CHAMADAS, INSPEÇÕES E EXAMES</p><p>Art. 12 As Juntas deverão funcionar, de preferência, no Centro de Perícias e</p><p>Promoção da Saúde (CPPS) da Diretoria de Saúde (DS), em face dos</p><p>recursos propedêuticos disponíveis.</p><p>Parágrafo único Quando ocorrer seu funcionamento fora da DS, por</p><p>necessidade imprescindível, as Juntas deverão ser providas dos meios e</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>36</p><p>recursos que julgarem indispensáveis.</p><p>Art. 13 As Juntas determinarão as datas para reapresentação do</p><p>inspecionado, quando julgar necessário, para nova apuração do seu</p><p>estado de saúde, quando decidir pela sua incapacidade.</p><p>Art. 14 Os trabalhos das Juntas são de caráter sigiloso e registrados em livro</p><p>próprio e em meio eletrônico.</p><p>§ 1º As atas e a sessão aberta no prontuário do inspecionado devem ser</p><p>assinadas por todos os membros da Junta.</p><p>§ 2º Os resultados das inspeções de saúde devem ser publicados em BGPM.</p><p>§ 3º Os arquivos das Juntas devem ser organizados pelo Secretário e</p><p>fiscalizados pelo Presidente.</p><p>§ 4º Além do livro de registro das atas e do arquivo eletrônico, as Juntas</p><p>adotarão um fichário e um prontuário para os inspecionados.</p><p>§ 5º Poderão ser extraídas cópias de atas, com assinatura do Secretário,</p><p>com a finalidade de dar ciência à Diretoria de Recursos Humanos (DRH) das</p><p>decisões das Juntas, antecipando-se às publicações em BGPM.</p><p>Art. 15 O Diretor de Saúde deverá publicar no último Boletim Interno da DS</p><p>dos meses de janeiro e julho de cada ano, os locais, dias e horários de</p><p>funcionamento da JMS I e II.</p><p>Parágrafo único Ocorrendo alguma mudança no funcionamento da JMS I e</p><p>II antes do prazo previsto no caput deste artigo, deverá ser feita a devida</p><p>publicação.</p><p>Art. 16 Os membros das Juntas gozam de inteira independência quanto ao</p><p>exame e julgamento que tenham de formular, baseados nas conclusões</p><p>resultantes dos dados de exames realizados e norteados pelos princípios da</p><p>ética profissional.</p><p>Art. 17 Cabe aos membros da Junta a decisão sobre a entrada de</p><p>acompanhantes na sala de exame da Junta para assistir à inspeção de</p><p>saúde.</p><p>Parágrafo único Ficam vedadas fotografias, filmagens e gravações no CPPS</p><p>da DS, ou em outro local onde estiver funcionando a Junta.</p><p>Art. 18 Os pareceres das Juntas serão expressos em termos claros, concisos e</p><p>isentos de ambiguidade, visando a elucidar tecnicamente questões de</p><p>natureza sanitária e orientar a decisão das autoridades, geralmente leigas</p><p>no assunto.</p><p>§ 1º Todos os médicos integrantes das Juntas devem votar, começando</p><p>pelo civil ou militar mais moderno.</p><p>§ 2º Os pareceres que não forem dados por unanimidade de votos, devem</p><p>conter justificativa por escrito do voto vencido, registrado em ata.</p><p>Art. 19 Em casos duvidosos ou obscuros, em que haja necessidade de</p><p>observação médica do inspecionado em estabelecimento hospitalar e/ou</p><p>de exames especiais para elucidação do diagnóstico, as Juntas deverão</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>37</p><p>declarar nas atas o motivo.</p><p>Parágrafo único O parecer definitivo somente será emitido pelas Juntas</p><p>após cumprida a observação médica e/ou atendidos os exames especiais</p><p>solicitados.</p><p>Art. 20 Os exames necessários ao diagnóstico definitivo do inspecionado</p><p>serão requisitados diretamente pelos Presidentes das Juntas a quem de</p><p>direito, revestindo-se sempre de caráter de urgência, podendo ser</p><p>realizados em instituições militares ou civis, públicas ou privadas.</p><p>Art. 21 Os pareceres especializados têm um caráter complementar na</p><p>formação das convicções médico-periciais, cabendo aos membros da</p><p>Junta, investidos das funções de peritos, aceitá-los ou rejeitá-los, baseados</p><p>em princípios científicos, assumindo a sua responsabilidade por tal ato.</p><p>§ 1º O atestado, declaração ou relatório do médico assistente deverá</p><p>conter apenas informações relacionadas ao diagnóstico, resultado de</p><p>exames complementares, evolução e prognósticos, não cabendo</p><p>consideração de providências previdenciárias, salvo quando solicitadas,</p><p>expressamente, pela Junta.</p><p>§ 2º Entende-se por providências previdenciárias expressões iguais ou</p><p>semelhantes a “necessita aposentar-se por invalidez”, “encontra-se</p><p>incapacitado permanentemente/definitivamente para o trabalho”, “não</p><p>pode prover os meios de subsistência”, “deve ser aposentado por</p><p>alienação mental”, entre outros.</p><p>§ 3º Os diagnósticos que podem resultar em providências previdenciárias</p><p>são de competência exclusiva do corpo pericial que constitui a Junta.</p><p>Art. 22 Os pareceres especializados terão caráter sigiloso, sendo arquivados</p><p>nas sedes das Juntas.</p><p>Art. 23 Nos casos em que o policial militar inspecionado se negar a realizar o</p><p>tratamento indicado para remover sua incapacidade ou a se submeter a</p><p>exames complementares necessários ao esclarecimento pericial, serão</p><p>adotadas as seguintes medidas pelo Secretário da Junta:</p><p>I. - Tomar a termo as declarações do inspecionado e as dos integrantes</p><p>da Junta, em duas vias assinadas;</p><p>II. - Providenciar a assinatura do termo por 02 (duas) testemunhas, caso o</p><p>inspecionado se recuse a assiná-lo, constando a negação do</p><p>tratamento e/ou a realização dos exames recomendados;</p><p>III. - Arquivar a primeira via no prontuário do inspecionado e anexar a</p><p>segunda via na ata da inspeção de saúde;</p><p>IV. - Registrar no campo “observações” da ata a existência da</p><p>declaração;</p><p>V. - Prolatar o diagnóstico baseado apenas nos dados colhidos por</p><p>ocasião do exame físico do inspecionado;</p><p>VI. - Comunicar o fato ao comandante ou chefe imediato do</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>38</p><p>inspecionado para as providências disciplinares cabíveis, se for o caso.</p><p>Art. 24 Para cada sessão da Junta haverá uma única ata, onde constarão</p><p>os nomes dos inspecionados por postos e graduações.</p><p>§ 1º A ata será escriturada pelo Secretário e assinada por todos os membros</p><p>da Junta, após o término da sessão.</p><p>§ 2º A ata será numerada seguidamente a partir do número 01 (um), dentro</p><p>de cada ano civil, separado por barra (/).</p><p>Art. 25 As perturbações mórbidas serão registradas em atas por meio de</p><p>rubrica numérica (CID) correspondente e constante da nomenclatura</p><p>estabelecida pela Organização Mundial de Saúde, na coluna do</p><p>diagnóstico.</p><p>Art. 26 No caso de não</p><p>ser diagnosticada nenhuma perturbação mórbida,</p><p>constará na coluna do diagnóstico apenas a expressão "nenhum".</p><p>Art. 27 Quando a perturbação mórbida for compatível com o serviço, além</p><p>do diagnóstico em código, constará a expressão "compatível para o</p><p>serviço da PMES”.</p><p>Art. 28 As cópias das atas destinadas à instrução de processos de reforma</p><p>assinalarão o diagnóstico por extenso além da rubrica numérica (CID)</p><p>correspondente e, na parte superior, em tinta vermelha, a expressão</p><p>“reservado”.</p><p>Parágrafo único Esses diagnósticos não serão publicados em BGPM ou outro</p><p>meio de divulgação.</p><p>Art. 29 Os membros das Juntas terão a liberdade de solicitar todos os meios</p><p>que julgarem necessários para a segurança e isenção da atividade pericial,</p><p>sob pena de suspensão dos trabalhos.</p><p>Art. 30 Após o diagnóstico registrado em ata, a Junta emitirá o parecer</p><p>reconhecendo a capacidade ou incapacidade do inspecionado,</p><p>considerando o fim a que se destina a inspeção.</p><p>Art. 31 O prazo de validade das inspeções de saúde para fins de</p><p>engajamento, reengajamento, PSASCT, CSASCT e promoção dos oficiais, é</p><p>de 04 (quatro) anos, ressalvados os casos supervenientes que possam alterar</p><p>a situação constatada pela perícia.</p><p>§ 1º Estando o policial militar regular com o programa de inspeção de</p><p>saúde, no prazo definido no caput deste artigo, e sendo chamado para</p><p>realizar Teste de Aptidão Física (TAF), deverá apresentar à comissão</p><p>aplicadora laudo cardiológico que declarará sua aptidão para a</p><p>realização do referido teste.</p><p>§ 2º O laudo cardiológico para realização do TAF obedecerá ao modelo</p><p>previsto nestas Instruções Reguladoras (ANEXO II).</p><p>§ 3º É dever do policial militar mostrar ao médico cardiologista a tabela com</p><p>os exercícios físicos que serão cobrados no TAF, para que o especialista</p><p>emita o laudo.</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>39</p><p>§ 4º O laudo cardiológico para realização do TAF terá prazo de validade de</p><p>12 (doze) meses, desde que não tenha havido intercorrência neste período</p><p>com o militar avaliado, caso em que deverá ser providenciado novo laudo.</p><p>Art. 32 O prazo de validade das chamadas para as inspeções de saúde,</p><p>para todos os fins, será de 06 (seis) meses.</p><p>§ 1º O policial militar que, sem justificativa, não obedecer ao chamado no</p><p>prazo definido no caput deste artigo, ficará impedido de concorrer às</p><p>escalas de serviço extra e às escalas geradoras de indenização</p><p>suplementar de escala operacional e será submetido a processo</p><p>administrativo disciplinar.</p><p>§ 2º O retorno às escalas previstas no § 1º somente ocorrerá quando o</p><p>policial militar regularizar sua situação militar, tornando-se apto em inspeção</p><p>de saúde para este fim.</p><p>Art. 33 A chamada à inspeção de saúde para fins de regularização da</p><p>situação militar (RSM) tem por finalidade atestar que o policial militar, que</p><p>não obedeceu à chamada para inspeção no prazo previsto no art. 32,</p><p>encontra-se “apto” para o serviço.</p><p>Parágrafo único A aptidão declarada pela Junta na regularização da</p><p>situação militar não possui qualquer efeito retroativo, tendo validade da</p><p>data da inspeção e até a próxima inspeção regular para engajamento,</p><p>reengajamento, PSASCT, CSASCT e promoção.</p><p>Art. 34 O tempo de validade dos exames médicos e laboratoriais realizados</p><p>pelo policial militar que se submeterá à inspeção de saúde, é de 12 (doze)</p><p>meses, salvo nos casos supervenientes que possam alterar o seu estado de</p><p>saúde.</p><p>Parágrafo único O exame toxicológico/antidoping, do tipo “janela de larga</p><p>detecção” ou outro de aferição superior, exigido em legislação específica</p><p>de promoção, terá validade de 02 (dois) anos, contados da data da coleta</p><p>do material orgânico.</p><p>CAPÍTULO II – DA CHAMADA À INSPEÇÃO DE SAÚDE</p><p>Art. 35 As chamadas dos policiais militares para inspeção de saúde são</p><p>feitas através do BGPM, constando o nome, o registro (RG), o número</p><p>funcional (NF) e a finalidade da inspeção.</p><p>§ 1º Tomando ciência da sua chamada, o policial militar deverá retirar em</p><p>sua Organização Policial Militar (OPM):</p><p>a) a guia médica de saúde (ANEXO I), assinada e datada por seu</p><p>comandante, chefe ou diretor;</p><p>b) a guia de solicitação de exames para inspeção de saúde (ANEXO</p><p>III), com identificação do número e data do BGPM que publicou sua</p><p>chamada.</p><p>§ 2º De posse das guias, deverá agendar sua inspeção de saúde no CPPS,</p><p>da DS, obtendo informações prévias sobre quais exames deverá estar</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>40</p><p>portando no dia da inspeção, observando sempre o previsto no artigo 34.</p><p>§ 3º As chamadas do programa regular de inspeção de saúde, que</p><p>envolvem engajamento, reengajamento, PSASCT, CSASCT e promoção dos</p><p>oficiais devem ser publicadas com antecedência de 06 (seis) meses do</p><p>término do período de aptidão da inspeção anterior.</p><p>CAPÍTULO III – DOS PARECERES DAS INSPEÇÕES DE SAÚDE</p><p>Art. 36 As Juntas Militares de Saúde usarão em seus pareceres, conforme o</p><p>caso, uma das fórmulas abaixo:</p><p>I - No caso de aptidão: CID compatível. APTO para o</p><p>serviço da PMES. Ou: CID Nenhum. APTO para o serviço da PMES.</p><p>II - No caso de incapacidade física total temporária: CID</p><p>. INCAPAZ TEMPORARIAMENTE para o serviço da PMES. Necessita de</p><p>dias para realizar o seu tratamento. De / / a / / .</p><p>III - Quando a incapacidade for concedida segunda vez: CID</p><p>. INCAPAZ TEMPORARIAMENTE para o serviço da PMES. Necessita</p><p>de mais dias para continuar o seu tratamento. De / / a / / .</p><p>IV - Quando o periciando apresentar restrição parcial temporária para o</p><p>serviço: CID compatível ou nenhum. APTO para o serviço da PMES.</p><p>DISPENSADO de instrução e serviço operacional de / / a /_ /</p><p>, ou, DISPENSADO de instrução física de / / a / / , ou</p><p>quaisquer outros afastamentos previstos no artigo 57.</p><p>V - No caso de incapacidade definitiva: Diagnóstico por extenso.</p><p>INCAPAZ DEFINITIVAMENTE para o serviço da PMES. (É / NÃO É) acidente em</p><p>serviço. Doença ou ferimento (RECEBIDO / NÃO RECEBIDO) em operações</p><p>militares. Enfermidade adquirida (COM / SEM) relação de causa e efeito a</p><p>condições inerentes ao serviço. (É / NÃO É) alienado mental. (É / NÃO É)</p><p>inválido.</p><p>VI - Nas inspeções de saúde em pessoa da família de policiais militares, a</p><p>Junta arbitrará o prazo necessário à assistência permanente: Necessita dar</p><p>assistência permanente ao seu (grau de parentesco) durante</p><p>dias. (PODE / NÃO PODE) viajar para (local do tratamento da</p><p>pessoa da família, nos casos especiais de tratamento em outro Estado ou</p><p>País).</p><p>VII - Nas inspeções de saúde de militares que se encontram na reserva</p><p>remunerada, para fins de reforma: Diagnóstico por extenso. INCAPAZ</p><p>DEFINITIVAMENTE para o serviço da PMES. [Se o nome da doença não</p><p>coincide com a nomenclatura da legislação vigente deverá ser acrescida</p><p>da expressão: “doença que se enquadra no conceito de neoplasia</p><p>maligna (ou outra enfermidade)]”.</p><p>VIII - Na emissão de pareceres para candidatos a ingresso nas carreiras da</p><p>PMES e para policiais militares para fins de Curso: APTO / INAPTO.</p><p>IX - Na inspeção de policiais militares para fins disciplinares e processuais:</p><p>APTO / INAPTO.</p><p>X - Na inspeção de saúde para fins de controle dos documentos</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>41</p><p>sanitários de origem: O presente documento sanitário de origem (PREENCHE</p><p>/ NÃO PREENCHE) todas as formalidades exigidas nas Instruções</p><p>Reguladoras dos Documentos Sanitários de Origem. (no campo observação</p><p>deverá constar o motivo que causou o não preenchimento das</p><p>formalidades exigidas).</p><p>CAPÍTULO IV – DA INSPEÇÃO DE SAÚDE DOS CANDIDATOS A INGRESSO</p><p>Art. 37 As inspeções de saúde para verificação de aptidão de candidatos a</p><p>ingresso nas carreiras da PMES serão feitas pela JMS I, observando-se</p><p>o</p><p>disposto no art. 4º, I, § 1º destas Instruções Reguladoras.</p><p>Art. 38 O Edital do concurso público estabelecerá os padrões mínimos</p><p>sanitários exigíveis dos candidatos a ingresso na PMES.</p><p>Art. 39 Os padrões mínimos sanitários de exigência podem ser diferenciados</p><p>de acordo com o Quadro da Corporação (combatente, da saúde ou</p><p>músico) a ser preenchido pelo concurso público.</p><p>Art. 40 A inspeção de saúde de que trata este Capítulo terá validade de 02</p><p>(dois) anos, a contar da incorporação do candidato na PMES aprovado em</p><p>todas as etapas do concurso público.</p><p>CAPÍTULO V – DO PROGRAMA REGULAR DE INSPEÇÃO DE SAÚDE E SUA</p><p>VALIDADE PARA OS CURSOS PREVISTOS NAS LEGISLAÇÕES DE PROMOÇÃO</p><p>Art. 41 O militar praça, após incorporação, ingressará no programa regular</p><p>de inspeção de saúde, que consiste nas chamadas para novas inspeções</p><p>para fins de engajamento, reengajamento, PSASCT e CSASCT.</p><p>Art. 42 O militar, aspirante a oficial, ou oficial, será chamado para inspeção</p><p>de saúde regularmente, dentro de cada quadriênio, para que possa figurar</p><p>em quadros de acesso.</p><p>Art. 43 Estando o policial militar em dia com o programa regular de</p><p>inspeção de saúde, sua aptidão valerá para ingresso em quadros de</p><p>acesso, cursos de habilitação, cursos de aperfeiçoamento e curso superior</p><p>de polícia, previstos nas legislações de promoção.</p><p>Parágrafo único Para os demais cursos, a Diretoria de Saúde deverá ser</p><p>consultada com antecedência, tendo ciência da grade curricular, podendo</p><p>determinar inspeção de saúde específica para fins de Curso.</p><p>CAPÍTULO VI – DAS INSPEÇÕES DE SAÚDE NOS CASOS DE INCAPACIDADE</p><p>TEMPORÁRIA E DO ATESTADO MÉDICO</p><p>Art. 44 A inspeção de saúde que gera concessão de afastamento</p><p>temporário total das atividades para realizar tratamento de saúde, deverá</p><p>especificar o tempo de duração do afastamento e a data de retorno à</p><p>Junta.</p><p>§ 1º O inspecionado receberá da Junta a guia médica de saúde contendo</p><p>o resultado da perícia e deverá comparecer no primeiro dia útil após a</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>42</p><p>inspeção, na sua OPM, para apresentação da mesma, a fim de que seu</p><p>comandante, chefe ou diretor tenha conhecimento dos dias de</p><p>afastamento.</p><p>§ 2º Não sendo possível a apresentação pessoal, por justificativa plausível, o</p><p>policial militar deverá providenciar que terceira pessoa faça a entrega do</p><p>atestado no mesmo prazo previsto no parágrafo anterior.</p><p>§ 3º É vedado ao comandante, chefe ou diretor do inspecionado aceitar</p><p>atestado ou laudo médico, civil ou militar, contrariando ou divergindo do</p><p>parecer emanado da Junta, salvo quando se tratar de outra moléstia ou</p><p>lesão.</p><p>§4º O parecer emitido pela Junta somente poderá ser alterado mediante</p><p>nova inspeção de saúde realizada com a apresentação de novo laudo, ou</p><p>por interposição de recurso na forma dos §§ 1º e 2º do Art. 10, destas</p><p>Instruções Reguladoras. (Nova redação dada pela Portaria nº 836-R, de</p><p>22.07.2020-PMES, BGPM n.º 030 de 24.07.2020)</p><p>Art. 45 A inspeção de saúde que gera concessão de afastamento</p><p>temporário parcial deverá especificar as atividades das quais o</p><p>inspecionado deverá se afastar e o respectivo período.</p><p>Parágrafo único O inspecionado receberá da Junta a guia médica de</p><p>saúde contendo o resultado da perícia e deverá comparecer no primeiro</p><p>dia útil após a inspeção, na sua OPM, para apresentação da mesma, a fim</p><p>de que seu comandante, chefe ou diretor tenha conhecimento das</p><p>atividades que não pode realizar e defina em qual função será empregado.</p><p>Art. 46 O policial militar ao ser afastado de suas atividades por atestado</p><p>emitido por médico ou odontólogo, civil ou militar, deverá apresentar-se ao</p><p>seu comandante, chefe ou diretor em até 24 (vinte e quatro) horas da</p><p>emissão, portando o atestado, para que haja tempo hábil de possível</p><p>adequação das escalas de serviço da OPM.</p><p>§ 1º Não sendo possível a apresentação pessoal, por justificativa plausível, o</p><p>policial militar deverá providenciar que terceira pessoa faça a entrega do</p><p>atestado no prazo previsto no caput.</p><p>§ 2º A autoridade militar que receber o atestado aporá “ciente”, com</p><p>registro da data do recebimento, e encaminhará o atestado ao Centro de</p><p>Perícias e Promoção da Saúde (CPPS) da DS, no prazo máximo de 03 (três)</p><p>dias úteis.</p><p>Art. 47 A CPPS analisará o atestado, confrontando-o com o histórico clínico</p><p>do policial militar registrado em seu prontuário médico, homologando ou</p><p>rejeitando o mesmo.</p><p>§ 1º Havendo homologação do atestado, será providenciada a sua</p><p>publicação em BGPM e registro em prontuário.</p><p>§ 2º Havendo rejeição do atestado, o policial militar será convocado pelo</p><p>CPPS a se apresentar para constatação de estado de saúde.</p><p>Art. 48 O comandante, chefe ou diretor poderá solicitar opinião técnica</p><p>sobre o atestado médico apresentado por seu subordinado,</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>43</p><p>encaminhando o mesmo, juntamente com o atestado médico, para o</p><p>médico militar de plantão da OPM ou da DS, assim que recebê-los.</p><p>Parágrafo único O médico examinará o policial militar, podendo aceitar ou</p><p>rejeitar o atestado, baseando-se nos resultados dos dados clínicos e exames</p><p>complementares apresentados, após criteriosa avaliação.</p><p>Art. 49. Havendo suspeita de simulação de doença, apresentação</p><p>frequente de atestados médicos, ou quando não for localizado o policial</p><p>militar afastado em decorrência de dispensas médicas, deverá o</p><p>comandante, chefe ou diretor encaminhar para a Diretoria de Saúde,</p><p>relatório circunstanciado do fato, com informações sobre o desempenho</p><p>profissional do subordinado ou das tentativas de localização. (Nova</p><p>redação dada pela Portaria nº 836-R, de 22.07.2020-PMES, BGPM n.º 030 de</p><p>24.07.2020)</p><p>§ 1º Nas hipóteses descritas no caput o policial militar poderá ser chamado</p><p>à inspeção para constatação de estado de saúde.</p><p>§2º Os médicos peritos ou a Junta Militar de Saúde suspeitando de</p><p>simulação de doença solicitará relatório circunstanciado ao comandante,</p><p>chefe ou diretor do policial militar, em caráter reservado, que deverá</p><p>realizar diligências e consignar as atividades desempenhadas pelo policial</p><p>militar em sua vida privada. O relatório circunstanciado não afasta as</p><p>responsabilidades penais, administrativas e cíveis, a exemplo de</p><p>improbidade administrativa. (Nova redação dada pela Portaria nº 836-R, de</p><p>22.07.2020-PMES, BGPM n.º 030 de 24.07.2020)</p><p>Art. 50 Quando o atestado médico corresponder a período de mais de 15</p><p>(quinze) dias ininterruptos de afastamento, além das providências previstas</p><p>nos artigos 46 e 47 e possibilidades previstas nos artigos 48 e 49, deverá o</p><p>policial militar comparecer na DPPS/DS, no prazo máximo de 03 (três) dias</p><p>úteis contados da data do início do afastamento do militar, que deverá</p><p>corresponder à data em que foi emitido o atestado/dispensa, para</p><p>agendamento da correspondente inspeção de saúde. (Nova redação</p><p>dada pela Portaria nº 762-R, de 21.01.2019-PMES, BGPM nº 004 de</p><p>25.01.2019)</p><p>§1º Aplica-se o disposto no caput deste artigo quando vários atestados</p><p>médicos contínuos somarem mais de 15 (quinze) dias ininterruptos de</p><p>afastamento. (Nova redação dada pela Portaria nº 762-R, de 21.01.2019-</p><p>PMES, BGPM nº 004 de 25.01.2019)</p><p>§2º A apresentação intempestiva da dispensa/atestado na DPPS/DS, por</p><p>culpa exclusiva do policial militar afastado, será considerada falta</p><p>injustificada ao serviço que deverá ser comunicada ao Diretor,</p><p>Comandante, Chefe ou superior hierárquico do militar. (Nova redação</p><p>dada pela Portaria nº 762-R, de 21.01.2019-PMES, BGPM nº 004 de</p><p>25.01.2019)</p><p>Art. 51 Quando o policial militar submeter-se a baixa hospitalar, internação</p><p>domiciliar ou apresentar impossibilidade de locomoção, por motivo de</p><p>saúde, o comandante, chefe ou diretor dará ciência do fato à DS,</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>44</p><p>encaminhando o atestado e/ou laudo comprobatório da condição</p><p>do</p><p>subordinado, devendo o CPPS proceder na forma prevista no artigo 47.</p><p>Parágrafo único Ao receber alta hospitalar, cessar a internação domiciliar</p><p>ou a impossibilidade de locomoção, se houver necessidade de</p><p>afastamento subsequente, o comandante, chefe ou diretor encaminhará o</p><p>subordinado para avaliação pericial no CPPS, na DS, juntamente com o</p><p>relatório do médico assistente, no prazo máximo de 02 (dois) dias úteis.</p><p>Art. 52 Cessado o período de afastamento constante no atestado, ou o</p><p>período determinado ou homologado pela Junta, o policial militar deverá</p><p>se apresentar ao seu comandante, chefe ou diretor pronto para o serviço.</p><p>Art. 52-A. O policial militar que faltar a qualquer chamada, inspeção,</p><p>convocação da Junta Militar de Saúde e for declarado em situação irregular</p><p>deverá ter sua dispensa ou período de afastamento médico interrompido</p><p>pela Junta Militar de Saúde. (Nova redação dada pela Portaria nº 836-R, de</p><p>22.07.2020-PMES, BGPM n.º 030 de 24.07.2020)</p><p>§1º O policial militar que faltar à chamada, inspeção ou convocação</p><p>deverá apresentar-se pronto para o serviço no dia seguinte, estando apto</p><p>para o retorno ao serviço da PMES. (Nova redação dada pela Portaria nº</p><p>836-R, de 22.07.2020-PMES, BGPM n.º 030 de 24.07.2020)</p><p>§2º É vedado ao comandante, chefe ou diretor aceitar outro atestado,</p><p>dispensa ou laudo médico militar ou civil, devendo observar a regra do §4º</p><p>do Art. 44. (Nova redação dada pela Portaria nº 836-R, de 22.07.2020-PMES,</p><p>BGPM n.º 030 de 24.07.2020)</p><p>§3º A interrupção da dispensa ou período de afastamento deverá ser</p><p>comunicada imediatamente ao comandante, chefe ou diretor para as</p><p>medidas administrativas decorrentes. (Nova redação dada pela Portaria nº</p><p>836-R, de 22.07.2020-PMES, BGPM n.º 030 de 24.07.2020)</p><p>CAPÍTULO VII – DAS NOMENCLATURAS E SIGNIFICADOS DOS AFASTAMENTOS</p><p>TEMPORÁRIOS</p><p>Art. 53. Afastamento temporário total é aquele em que o policial militar fica</p><p>afastado de todas as atividades operacionais e/ou administrativas da PMES</p><p>para realizar repouso e convalescer de tratamento em sua residência, com</p><p>cessação total e absoluta de qualquer atividade, seja laborativa ou não.</p><p>(Nova redação dada pela Portaria nº 836-R, de 22.07.2020-PMES, BGPM n.º</p><p>030 de 24.07.2020)</p><p>Parágrafo único O comandante, chefe ou diretor, ou o militar por ele</p><p>designado, deverá acompanhar o restabelecimento da saúde do</p><p>subordinado com afastamento temporário total, fiscalizando</p><p>permanentemente suas atividades.</p><p>Art. 54 Os afastamentos temporários totais obedecerão às seguintes</p><p>nomenclaturas e significados:</p><p>I - Incapaz temporariamente para o serviço da PMES: o policial militar</p><p>deverá ficar afastado de quaisquer atividades laborativas, pelo período</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>45</p><p>arbitrado, em sua residência, após inspeção de saúde. A Junta deverá</p><p>estabelecer o período de início e término do afastamento. (Nova redação</p><p>dada pela Portaria nº 836-R, de 22.07.2020-PMES, BGPM n.º 030 de</p><p>24.07.2020)</p><p>II - Convalescença em residência: o policial militar deverá ficar afastado</p><p>de quaisquer atividades laborativas para repousar, em sua residência, não</p><p>podendo ultrapassar 15 (quinze) dias ininterruptos. Após esse período</p><p>deverá apresentar-se ao seu comandante, chefe ou diretor pronto para o</p><p>serviço. Caso necessite prolongar seu afastamento deverá comparecer à</p><p>Junta para avaliação.</p><p>III - Baixa hospitalar: o policial militar se encontrará internado em hospital</p><p>ou clínica especializada para tratamento médico, a partir da data</p><p>estabelecida na anotação.</p><p>IV - Alta hospitalar: o policial militar foi liberado da internação em hospital</p><p>ou clínica especializada e deve se apresentar ao seu comandante, chefe</p><p>ou diretor pronto para o serviço ou, se for o caso, portando um laudo ou</p><p>atestado médico informando da necessidade de continuar seu tratamento</p><p>e qual o tipo de afastamento necessário.</p><p>V - Doação Voluntária de Sangue: o policial militar será dispensado do</p><p>serviço, sem prejuízo da remuneração, por 01 (um) dia a cada 12 (doze)</p><p>meses de trabalho, na data da doação.</p><p>§ 1º Após o término do período de incapacidade temporária ou de</p><p>convalescência em residência, o policial militar deverá apresentar-se ao</p><p>seu comandante, chefe ou diretor pronto para o serviço, estando apto</p><p>para o retorno ao serviço da PMES. Caso necessite prolongar seu</p><p>afastamento deverá comparecer à Junta Militar de Saúde com um novo</p><p>laudo para uma nova avaliação. (Nova redação dada pela Portaria nº 836-</p><p>R, de 22.07.2020-PMES, BGPM n.º 030 de 24.07.2020)</p><p>§ 2º O policial militar afastado por incapacidade temporária ou por</p><p>convalescência em residência fica impedido de realizar qualquer atividade</p><p>igual ou similar, de cunho particular, recreativo, educacional entre outras,</p><p>compatíveis com as funções operacionais e/ou administrativas da</p><p>Corporação. (Nova redação dada pela Portaria nº 836-R, de 22.07.2020-</p><p>PMES, BGPM n.º 030 de 24.07.2020)</p><p>§ 3º Considera-se residência para os fins desta Portaria, o endereço</p><p>declarado e registrado no SIARHES pelo policial militar, localizado no</p><p>território do Estado do Espírito Santo ou em município de outro Estado</p><p>situado na divisa. (Nova redação dada pela Portaria nº 836-R, de</p><p>22.07.2020-PMES, BGPM n.º 030 de 24.07.2020)</p><p>Art. 55 Caso o policial militar necessite de afastamento temporário total cuja</p><p>nomenclatura não encontre enquadramento no artigo anterior, o médico</p><p>deverá conceder a dispensa que melhor se adequar ao caso em concreto,</p><p>com a observação pertinente.</p><p>Art. 56 Afastamento temporário parcial é aquele em que o policial militar</p><p>fica afastado de algumas atividades profissionais, podendo realizar outras</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>46</p><p>que sejam compatíveis com o seu estado de saúde.</p><p>§ 1º O comandante, chefe ou diretor deve adaptar o subordinado com</p><p>afastamento temporário parcial em atividade que não comprometa o seu</p><p>estado de saúde, sendo vedado dispensá-lo do serviço.</p><p>§ 2º Na impossibilidade de adequação do subordinado na OPM, seja pela</p><p>especialidade do serviço ou outra condição relevante, o comandante,</p><p>chefe ou diretor deverá montar processo administrativo, com ampla</p><p>justificativa, e encaminhá-lo à DRH para providências quanto à</p><p>transferência do policial.</p><p>Art. 57 Os afastamentos temporários parciais obedecerão às seguintes</p><p>nomenclaturas e significados:</p><p>I - Dispensa de instrução e serviço operacional: o policial militar estará</p><p>afastado das atividades operacionais externas e das atividades que</p><p>necessitem de esforço físico severo. Deverá responder expediente, no</p><p>interior da sua OPM, podendo exercer qualquer atividade administrativa ou</p><p>instrução teórica. Não poderá realizar instrução prática ou física, ou realizar</p><p>atividades musicais.</p><p>II - Dispensa de instrução física: o policial militar estará dispensado de</p><p>instrução física, em qualquer modalidade.</p><p>III - Dispensa de serviço noturno: o policial militar cumprirá turno de serviço</p><p>que esteja incluído entre às 6:00 e 22:00 horas.</p><p>IV - Dispensa de fardamento: o policial militar estará dispensado do uso da</p><p>farda no cumprimento das suas atividades. Caso a atividade exija o uso do</p><p>fardamento completo, como o policiamento ostensivo, deverá exercer</p><p>atividade administrativa.</p><p>V - Dispensa de condução de veículos automotores: o policial militar</p><p>estará impedido de conduzir viaturas.</p><p>VI - Dispensa do uso de arma de fogo.</p><p>VII - Dispensa do uso do calçado.</p><p>VIII - Dispensa do policiamento ciclístico.</p><p>IX - Dispensa de digitação.</p><p>X - Dispensa de barbear-se.</p><p>XI - Dispensa do uso da cobertura.</p><p>XII - Dispensa de equitação.</p><p>XIII - Dispensa de atividades musicais.</p><p>XIV - Dispensa de atividades de saúde.</p><p>XV - Dispensa de formatura.</p><p>§ 1º O policial militar com afastamento temporário parcial fica impedido de</p><p>realizar atividade igual ou similar, de cunho particular, àquela da qual foi</p><p>dispensado na</p><p>Corporação.</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>47</p><p>§ 2º O comandante, chefe ou diretor deverá fiscalizar o cumprimento do</p><p>estabelecido no parágrafo anterior, solicitando colaboração, se necessário,</p><p>da Diretoria de Inteligência e da Corregedoria.</p><p>Art. 58 Caso o policial militar necessite de afastamento temporário parcial</p><p>cuja nomenclatura não encontre enquadramento no artigo anterior, o</p><p>médico deverá conceder a dispensa que melhor se adequar ao caso em</p><p>concreto, com a observação pertinente.</p><p>CAPÍTULO VIII – DA LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE DE PESSOA DA</p><p>FAMÍLIA</p><p>Art. 59 São consideradas “pessoas da família” para fins de concessão da</p><p>Licença para Tratamento de Saúde de Pessoa da Família (LTSPF) aquelas</p><p>listadas nos artigos 111 e 112 da Lei nº 2.701, de 16.06.1972 e outros</p><p>dependentes legais previstos na legislação em vigor.</p><p>Art. 60 O policial militar interessado solicitará a concessão da LTSPF ao seu</p><p>comandante, chefe ou diretor, que montará processo administrativo com</p><p>levantamento social sobre a real necessidade do acompanhamento</p><p>integral do familiar pelo requerente.</p><p>§ 1º Quando ficar constatada a desnecessidade do acompanhamento</p><p>pelo policial militar requerente, o processo será arquivado no âmbito da</p><p>OPM.</p><p>§ 2º Havendo real necessidade de acompanhamento, o processo será</p><p>encaminhado à DS.</p><p>Art. 61 A DS, através do BGPM, chamará o familiar do policial militar, por</p><p>intermédio deste, a comparecer na Junta para ser inspecionado.</p><p>§ 1º O periciando (pessoa da família) deverá apresentar, no ato da</p><p>inspeção, laudo médico original especificando o seu quadro clínico e</p><p>atestando sobre a necessidade da assistência permanente.</p><p>§ 2º A Junta, após a inspeção de saúde, declarará o período em que o</p><p>policial militar necessitará permanecer junto ao familiar enfermo e se</p><p>poderá ou não viajar.</p><p>§ 3º Cessado o período da licença, não se faz necessária nova inspeção,</p><p>devendo o militar se apresentar ao seu comandante, chefe ou diretor</p><p>pronto para o serviço.</p><p>§ 4º Havendo necessidade de prorrogação ou concessão de nova licença,</p><p>novo processo administrativo deve ser montado, seguindo-se o disposto nos</p><p>artigos 60 e 61.</p><p>CAPÍTULO IX – DA LICENÇA MATERNIDADE E ADOÇÃO</p><p>Art. 62 Será concedida licença maternidade à policial militar gestante por</p><p>180 (cento e oitenta) dias consecutivos, mediante inspeção médica, sem</p><p>prejuízo da remuneração.</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>48</p><p>§ 1º A licença poderá ser concedida a partir do primeiro dia do nono mês</p><p>de gestação, salvo antecipação por prescrição médica.</p><p>§ 2º No caso de nascimento prematuro, a licença terá início a partir do dia</p><p>do parto.</p><p>§ 3º No caso de natimorto, decorridos trinta dias do evento, a policial militar</p><p>será submetida a exame médico e, se julgada apta, reassumirá o exercício.</p><p>§ 4º No caso de aborto não criminoso, atestado por médico, a policial</p><p>militar terá direito a trinta dias de licença, contados do evento.</p><p>Art. 63 Para amamentar o próprio filho, até a idade de seis meses, a policial</p><p>militar lactante terá direito, durante a jornada de trabalho, a uma hora de</p><p>descanso, que poderá ser parcelada em dois períodos, de meia hora cada.</p><p>Art. 64 Nos casos em que houver recomendação médica fica garantida à</p><p>policial militar gestante mudança de função, sem prejuízo da remuneração.</p><p>Art. 65 Aos policiais militares que adotarem ou obtiverem a guarda judicial</p><p>de criança serão concedidos 180 (cento e oitenta) dias consecutivos de</p><p>licença, para ajustamento do adotado ao novo lar, sem prejuízo da</p><p>remuneração.</p><p>§ 1º Quando ocorrer a adoção ou guarda judicial por casal de policiais</p><p>militares, ou casal de policial militar com outro servidor público, somente um</p><p>deles terá direito à licença.</p><p>§ 2º A licença prevista neste artigo será concedida mediante apresentação</p><p>de prova fornecida pelo juiz competente.</p><p>Art. 66 Cessado o período de afastamento, não se faz necessária nova</p><p>inspeção, devendo a policial militar se apresentar ao seu comandante,</p><p>chefe ou diretor pronta para o serviço.</p><p>CAPÍTULO X – DAS INSPEÇÕES DE SAÚDE NOS CASOS DE INCAPACIDADE</p><p>DEFINITIVA E DE REFORMA</p><p>Art. 67 As incapacidades definitivas resultantes de doenças e de defeitos</p><p>físicos incompatíveis com a atividade policial militar acarretam a reforma,</p><p>conforme estabelecido na Lei nº 3.196, de 09.01.1978 e Lei Complementar nº</p><p>420, de 29.11.2007.</p><p>Art. 68 Quando a incapacidade for motivada por tuberculose ativa,</p><p>alienação mental, esclerose múltipla, hanseníase, paralisia irreversível e</p><p>incapacitante, neoplasia maligna, cegueira, síndrome da imunodeficiência</p><p>adquirida, cardiopatia grave, mal de Parkinson, pênfigo, espondiloartrose</p><p>anquilosante, nefropatia grave, estados avançados da doença de Paget</p><p>(osteíte deformante), contaminação por radiação e outras moléstias que a</p><p>Lei indicar com base nas conclusões da medicina especializada, a Junta</p><p>solicitará, obrigatoriamente exames complementares, observações e</p><p>pareceres de médicos especialistas, conforme o caso, para comprovação</p><p>diagnóstica.</p><p>Parágrafo único Nos casos de tuberculose, serão esclarecidas sua forma</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>49</p><p>clínica, sua atividade ou inatividade, bem como avaliados resultados de</p><p>exames de laboratório e de radiologia.</p><p>Art. 69 A constatação das doenças especificadas em lei e o</p><p>estabelecimento do estado de gravidade serão baseados em critérios</p><p>apresentados pelas sociedades brasileiras e internacionais de cada</p><p>especialidade e em publicações de órgãos oficiais.</p><p>CAPÍTULO XI – DA INSPEÇÃO DE SAÚDE PARA CONTROLE DE DOCUMENTO</p><p>SANITÁRIO DE ORIGEM</p><p>Art. 70 Os portadores de Documentos Sanitários de Origem serão</p><p>submetidos à inspeção de saúde para fins de controle e verificação da</p><p>regularidade desses documentos.</p><p>Parágrafo único Os policiais militares portadores de Atestados de Origem</p><p>(AO), serão inspecionados durante a vigência do tratamento, sendo o</p><p>parecer médico incorporado ao respectivo AO.</p><p>Art. 71 Na inspeção de saúde prevista neste Capítulo poderá ser</p><p>confirmada ou não a existência da relação de causa e efeito entre o</p><p>acidente sofrido ou a moléstia adquirida e as condições mórbidas</p><p>encontradas na data da inspeção.</p><p>§ 1º Sendo confirmada a relação de causa e efeito, na ata a Junta</p><p>mencionará: “O presente documento sanitário de origem preenche todas</p><p>as formalidades exigidas nas Instruções Reguladoras dos Documentos</p><p>Sanitários de Origem”.</p><p>§ 2º Não sendo confirmada a relação de causa e efeito, na ata a Junta</p><p>mencionará: “O presente documento sanitário de origem não preenche</p><p>todas as formalidades exigidas nas Instruções Reguladoras dos Documentos</p><p>Sanitários de Origem”.</p><p>Art. 72 O parecer da Junta será consignado ao final do documento sanitário</p><p>de origem, com assinatura do seu Presidente.</p><p>CAPÍTULO XII – DAS INSPEÇÕES DE SAÚDE PARA FINS DISCIPLINARES E</p><p>PROCESSUAIS</p><p>Art. 73 A inspeção de saúde averiguará a aptidão física e mental do policial</p><p>militar para prestar declarações em processos administrativos e judiciais, em</p><p>que figure como acusado ou testemunha.</p><p>Art. 74 A autoridade encarregada do processo deverá requisitar ao CPPS,</p><p>da DS, de forma fundamentada, a submissão do policial à inspeção, que</p><p>será realizada pela Junta Militar de Exame de Sanidade Mental.</p><p>§ 1º A perícia médica condicionar-se-á à existência de fato gerador</p><p>relevante e à existência de, pelo menos, uma das seguintes situações:</p><p>I - Suspeita ou registro de uso abusivo de etílicos ou uso de drogas ilícitas.</p><p>II - Tratamento psiquiátrico com ou sem internação hospitalar.</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>50</p><p>III - Vítima de traumatismo crânio-encefálico.</p><p>IV - Sinais e/ou sintomas sugestivos de alienação mental e/ou distúrbios de</p><p>comportamento.</p><p>§ 2º A Junta verificará se, no momento da inspeção, o policial militar</p><p>é</p><p>portador ou não de condição alienante e se possui capacidade de</p><p>entender o caráter ilícito do fato em apuração e de autodeterminar-se.</p><p>§ 3º O estabelecimento se no momento da ação ou omissão especificada,</p><p>em data anterior à inspeção de saúde, o inspecionado apresentava ou</p><p>não alteração do psiquismo, abolindo ou diminuindo a capacidade de</p><p>entendimento da ilicitude cometida, poderá ser objeto de avaliação</p><p>técnica específica.</p><p>§ 4º A Junta declarará em seu parecer se o militar está apto ou inapto.</p><p>TÍTULO IV – DA HIERARQUIA FUNCIONAL DAS JUNTAS MILITARES DE SAÚDE E</p><p>DOS RECURSOS DAS INSPEÇÕES DE SAÚDE</p><p>Art. 75 As Juntas Militares de Saúde são escalonadas hierarquicamente na</p><p>seguinte ordem:</p><p>I - Junta Militar Superior de Saúde (JMSS).</p><p>II - Junta Militar de Saúde III (JMS III).</p><p>III - Junta Militar de Saúde I e II (JMS I e II).</p><p>IV - Todas as outras Juntas previstas nestas Instruções Reguladoras.</p><p>Art. 76 Dos pareceres emitidos pelas Juntas, poderá a autoridade</p><p>deliberante ou o inspecionado apelar para nova inspeção de saúde, em</p><p>grau de recurso e na seguinte ordem:</p><p>I - Para a JMSS quando a Junta recorrente for a JMS III.</p><p>II - Para a JMS III quando a Junta recorrente for a JMS I ou II ou outra</p><p>prevista nestas Instruções Reguladoras.</p><p>Art. 77 Nos casos de inspeção de saúde em grau de recurso, não poderá</p><p>tomar parte do corpo pericial da Junta de recurso o médico que proferiu</p><p>decisão na Junta recorrente.</p><p>Parágrafo único No caso de suspeição de algum membro da Junta, o</p><p>Diretor de Saúde deverá propor ao Comandante Geral a substituição por</p><p>outro médico.</p><p>TÍTULO V – DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS</p><p>Art. 78 As Juntas exigirão de todos os policiais militares inspecionados que</p><p>apresentem a identidade fornecida pela Corporação.</p><p>Parágrafo único Quando se tratar de inspecionado civil, a Junta aceitará</p><p>qualquer documento de identificação oficial válido no território nacional.</p><p>Art. 79 A DS deverá criar mecanismos internos visando obter unidade de</p><p>doutrina nas decisões das Juntas.</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>51</p><p>Art. 80 Sempre que em virtude de legislação ou disposição regulamentar,</p><p>tornar-se necessária a mudança dos processamentos das inspeções de</p><p>saúde, o Diretor de Saúde providenciará a expedição das instruções</p><p>necessárias ao Comando Geral.</p><p>Art. 81 Os policiais militares que se encontrarem irregulares em inspeção de</p><p>saúde na data de publicação destas Instruções Reguladoras, não tendo</p><p>obedecido aos chamados já publicados em BGPM, terão que regularizar</p><p>suas situações até o dia 31/12/2017.</p><p>Parágrafo único O previsto nos §§ 1º e 2º do artigo 32 destas Instruções</p><p>Reguladoras, entra em vigor a partir de 01/01/2018.</p><p>Art. 82 Integram estas Instruções Reguladoras:</p><p>I - Guia médica de saúde (ANEXO I);</p><p>II - Modelo de laudo cardiológico para realização do TAF (ANEXO II);</p><p>III - Guia de solicitação de exames para inspeção de saúde (ANEXO III).</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>52</p><p>ESTADO DO ESPÍRITO SANTO</p><p>POLÍCIA MILITAR</p><p>DIRETORIA DE SAÚDE</p><p>GUIA MÉDICA DE SAÚDE</p><p>DATA: / /</p><p>NOME COMPLETO:</p><p>RG/NF: POSTO/GRADUAÇÃO:</p><p>LOCAL DE TRABALHO:</p><p>ENCAMINHADO PARA:</p><p>( ) INSPEÇÃO DE SAÚDE PARA FINS DE (especificar):</p><p>( ) OUTROS (especificar):</p><p>COMANDANTE, CHEFE OU DIRETOR</p><p>RESERVADO PARA O PREENCHIMENTO DA DIRETORIA DE SAÚDE</p><p>Descrever a situação de saúde do policial militar de acordo com as fórmulas especificadas no artigo 36 das</p><p>Instruções Reguladoras dos Afastamentos e Inspeções de Saúde dos Policiais Militares do Estado do Espírito Santo</p><p>(IRAIS).</p><p>ANEXO I</p><p>ANEXO II</p><p>LAUDO CARDIOLÓGICO PARA REALIZAÇÃO DO TESTE DE APTIDÃO</p><p>FÍSICA (TAF)</p><p>Declaro que o policial militar (NOME COMPLETO) _________________________,</p><p>RG: , após apresentar-me a tabela com os exercícios físicos que</p><p>realizará no âmbito da PMES, encontra-se: (APTO ou</p><p>INAPTO)_______________ para a realização do TAF.</p><p>Data: / / às horas.</p><p>Assinatura e carimbo do médico</p><p>Data: / / às horas.</p><p>_</p><p>Assinatura e carimbo do</p><p>médico</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>ATENÇÃO: Este formulário não pode</p><p>conter rasuras e os resultados dos exames</p><p>devem se legíveis.</p><p>INSTRUÇÕES REGULADORAS DOS AFASTAMENTOS E</p><p>INSPEÇÕES DE SAÚDE – IRAIS:</p><p>Art. 31 O prazo de validade das inspeções de saúde</p><p>para fins de engajamento, reengajamento, PSASCT, CSASCT e</p><p>promoção dos oficiais, é de 04 (quatro) anos, ressalvados os</p><p>casos supervenientes que possam alterar a situação</p><p>constatada pela perícia.</p><p>§ 1º Estando o policial militar regular com o programa</p><p>de inspeção de saúde, no prazo definido no caput deste</p><p>artigo, e sendo chamado para realizar Teste de Aptidão Física</p><p>(TAF), deverá apresentar à comissão aplicadora laudo</p><p>cardiológico que declarará sua aptidão para a realização do</p><p>referido teste.</p><p>§ 2º O laudo cardiológico para realização do TAF</p><p>obedecerá ao modelo previsto nestas Instruções Reguladoras</p><p>(ANEXO II).</p><p>§ 3º É dever do policial militar mostrar ao médico</p><p>cardiologista a tabela com os exercícios físicos que serão</p><p>cobrados no TAF, para que o especialista emita o laudo.</p><p>§ 4º O laudo cardiológico para realização do TAF terá</p><p>prazo de validade de 12 (doze) meses, desde que não tenha</p><p>havido intercorrência neste período com o militar avaliado,</p><p>caso em que deverá ser providenciado novo laudo.</p><p>Art. 32 O prazo de validade das chamadas para as</p><p>inspeções de saúde, para todos os fins, será de 06 (seis) meses.</p><p>§ 1º O policial militar que, sem justificativa, não</p><p>obedecer ao chamado no prazo definido no caput deste</p><p>artigo, ficará impedido de concorrer às escalas de serviço extra</p><p>e às escalas geradoras de indenização suplementar de escala</p><p>operacional e será submetido a processo administrativo</p><p>disciplinar.</p><p>§ 2º O retorno às escalas previstas no § 1º somente</p><p>ocorrerá quando o policial militar regularizar sua situação militar,</p><p>tornando-se apto em inspeção de saúde para este fim.</p><p>ANEXO III</p><p>EXAMES SOLICITADOS</p><p>( ) Parasitológico de Fezes</p><p>( ) Urina – EAS</p><p>( ) VDRL</p><p>( ) Hemograma</p><p>completo ( ) Glicemia</p><p>de Jejum</p><p>( ) Colesterol e</p><p>Frações ( )</p><p>Triglicerídeos</p><p>( )</p><p>Creatina (</p><p>) Ureia</p><p>( ) Ácido Úrico</p><p>( ) PSA + Laudo Urológico – a partir de 45</p><p>anos ( ) Dermatológico</p><p>( ) Oftalmológico</p><p>( ) Odontológico (Centro de Odontologia -</p><p>HPM) ( ) Cardiológico com parecer</p><p>Tratando-se de militares para retorno ao</p><p>serviço ativo voluntário, deverão ser</p><p>acrescentados os seguintes exames:</p><p>( ) hemoglobina glicada, TGO, TGP, gama</p><p>glutamil transferase,ecodoppler transtorácico,</p><p>audiometria com parecer do</p><p>otorrinolaringologista.</p><p>Telefone para agendamento</p><p>(27) 3636-6593 ou (27) 3636-6518</p><p>ESTADO DO ESPÍRITO SANTO</p><p>POLÍCIA MILITAR</p><p>DIRETORIA DE SAÚDE</p><p>JUNTA MILITAR DE SAÚDE</p><p>CHAMADA À INSPEÇÃO PUBLICADA NO</p><p>BGPM Nº de / /</p><p>IDENTIFICAÇÃO</p><p>Nome: Posto/graduação: RG e NF:</p><p>Local de trabalho: Prontuário médico Nº: Telefone: ( )</p><p>INSPEÇÃO DE SAÚDE PARA FINS DE:</p><p>( ) Ingresso</p><p>( ) Engajamento</p><p>( )</p><p>Reengajamento</p><p>( ) PSASCT</p><p>( ) CSASCT</p><p>( ) Promoção</p><p>( ) Regularização da</p><p>Situação Militar</p><p>( ) Curso</p><p>( ) Retorno ao serviço ativo voluntário</p><p>( ) Outras (especificar):</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>4</p><p>Acuidade Visual:</p><p>Sem correção OD: OE:</p><p>Com correção OD: OE:</p><p>Grau</p><p>Biomicroscopia:</p><p>Tonometria de Aplanação: (</p><p>) Normal</p><p>( ) Anormal:</p><p>Fundo de Olho:</p><p>( ) Normal</p><p>( ) Anormal:</p><p>CID 10:</p><p>Data: / /</p><p>Médico (Assinatura e carimbo)</p><p>Necessita do Seguinte Tratamento</p><p>Exodontia:</p><p>Endodontia:</p><p>Periodontia:</p><p>Dentisteria:</p><p>Prótese:</p><p>CID 10:</p><p>Data: / /</p><p>Odontólogo (Assinatura e carimbo)</p><p>EXAME CARDIOLÓGICO</p><p>Peso: Kg Altura: m</p><p>PA: mmHg</p><p>FC: bpm</p><p>FP: bpm</p><p>Laudo Eletrocardiográfico:</p><p>Parecer Cardiológico</p><p>CID 10: _</p><p>Data: / /</p><p>Médico (Assinatura e carimbo)</p><p>EXAME OFTALMOLÓGICO</p><p>Escala de Snellen</p><p>EXAME ODONTOLÓGICO</p><p>EXAME DERMATOLÓGICO</p><p>Parecer:</p><p>CID 10:</p><p>Data: / /</p><p>Médico (Assinatura e carimbo)</p><p>INSPEÇÃO DE SÁUDE (JMS)</p><p>Sessão nº: _________</p><p>Data: ___/___/______.</p><p>Parecer:</p><p>( ) Apto CID Nenhum.</p><p>( ) Apto compatível CID 10:</p><p>( ) Incapaz temporariamente CID 10:</p><p>___________________.</p><p>( ) Incapaz definitivamente CID 10:</p><p>___________________.</p><p>Secretário/médico</p><p>(Assinatura e carimbo)</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>55</p><p>5. INSTRUÇÕES REGULADORAS DAS</p><p>INSPEÇÕES TOXICOLÓGICAS (IRIT)</p><p>PORTARIA Nº 785-R de 19.09.2019-PMES, BGPM 038 de 19.19.2019.</p><p>ANEXO I</p><p>CAPÍTULO I – DOS CONCEITOS E DEFINIÇÕES BÁSICAS</p><p>Art. 1º Para os fins desta Portaria fica estabelecido:</p><p>I- Processo Toxicológico: compreende todos os fatos, operações, atividades,</p><p>ações, funções, procedimentos e determinações necessários à viabilização</p><p>da matéria e da norma toxicológica no âmbito da PMES, que condiciona o</p><p>militar considerado apto, de acordo com a LC 910/2019 e LC 911/19;</p><p>II- Inspeção Toxicológica: é a perícia ou avaliação toxicológica do exame</p><p>de “larga janela de detecção”, ou outro de aferição superior, efetuado no</p><p>material biológico queratínico colhido do militar estadual da PMES, para</p><p>identificação e quantificação de drogas;</p><p>III- Exame de “larga janela de detecção” (ELJD): é o exame toxicológico de</p><p>longo tempo retrospectivo para identificação e quantificação de drogas,</p><p>procedido no material biológico queratínico do militar estadual;</p><p>IV- Material biológico queratínico: também denominado de matriz biológica</p><p>queratínica, ou amostra biológica queratínica ou tecido biológico</p><p>queratínico, ou ainda espécime biológica queratínica é toda parte do</p><p>organismo humano, constituída de queratina, que para efeito desta Portaria</p><p>é representada por pelos, cabelos ou unhas;</p><p>V- Drogas: consideram-se como drogas o conceito especificado na Lei</p><p>Federal nº 11.343, de 23 de agosto de 2006, e suas alterações que as</p><p>definam, indiquem ou refiram, bem como o que constar nos dispositivos</p><p>federais legais posteriores;</p><p>VI- Janela retrospectiva: é o período de tempo, anterior à coleta, avaliado</p><p>pelo ELJD, onde se detecta a ocorrência da exposição, ou exposições à</p><p>substância pesquisada;</p><p>VII- Limite de corte ou cutoff: é o ponto de medição em que, ou acima do</p><p>qual, o resultado é considerado positivo e abaixo do qual o resultado é</p><p>considerado negativo, consubstanciando principalmente a produzir os</p><p>efeitos de interpretação respectiva de inaptidão e aptidão do doador;</p><p>VIII- Perito Militar Toxicologista (PMT): é o perito militar estadual do Quadro</p><p>de Oficiais Farmacêuticos-Bioquímicos da PMES, que realizará a avaliação</p><p>ou a perícia militar no ELJD;</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>56</p><p>IX- Prova: amostra biológica queratínica colhida dentro das prescrições</p><p>definidas na presente Portaria, para proceder a Inspeção Toxicológica;</p><p>X- Contraprova: segunda amostra biológica queratínica, da mesma origem</p><p>e colhida ao mesmo tempo da prova, armazenada em recipiente distinto,</p><p>podendo ser utilizada em grau de recurso ao resultado da prova;</p><p>XI- Apto: quando o resultado evidenciar concentração inferior aos cutoffs</p><p>estipulados no Anexo I da presente portaria para o ELJD, ou caso haja</p><p>justificativa médica ou odontológica para resultado diverso;</p><p>XII- Inapto: quando o resultado evidenciar concentração igual ou superior</p><p>ao cutoff estipulado no Anexo I da presente portaria, quando o doador não</p><p>comparecer a coleta ou quando não fornecer material suficiente para</p><p>realização do ELJD.</p><p>CAPÍTULO II – DA INSPEÇÃO TOXICOLÓGICA DE MILITARES PARA OS FINS</p><p>PREVISTOS NA LC 910/2019 E LC 911/19</p><p>Art. 2º Os militares estaduais devem se submeter à Inspeção Toxicológica nos</p><p>termos da LC nº 910/2019 e LC nº 911/2019 de acordo com as normas</p><p>estabelecidas nesta portaria, todas as vezes que forem convocados para</p><p>cursos de habilitação, aperfeiçoamento e para promoção.</p><p>Art. 3º A Inspeção Toxicológica no âmbito da PMES é ferramenta utilizada</p><p>para verificar a exposição indevida às drogas.</p><p>Art. 4º A Inspeção Toxicológica será desenvolvida exclusivamente por meio</p><p>de ELJD subsidiados pela PMES, com janela retrospectiva mínima de 90 dias.</p><p>Art. 5º Os exames toxicológicos serão avaliados pelo PMT conforme os</p><p>parâmetros de cutoff para triagem e confirmação, estabelecidos no Anexo I</p><p>desta portaria.</p><p>Parágrafo único - As substâncias de interesse toxicológico a serem</p><p>pesquisadas na amostra biológica queratínica do militar estadual serão:</p><p>anfetamina (ANF), metanfetamina (MET), metilenodioximetanfetamina</p><p>(MDMA), metilenodioxianfetamina (MDA), anfepramona (AFP), femproporex</p><p>(FEN), mazindol (MZD), ∆9-tetrahidrocanabinol (THC), carboxyTHC (THC-</p><p>COOH), cocaína (COC), benzoilecgonina (BZE), cocaetileno (CE),</p><p>norcocaína (NC), morfina (MOR), codeína (COD) ou heroína (HER)[na forma</p><p>de 6-acetilmorfina].</p><p>Art. 6º As situações constantes do Anexo III (Recomendações Do Comando</p><p>Geral) da presente portaria não serão aceitas como suporte para justificar a</p><p>inaptidão para a promoção na Inspeção Toxicológica.</p><p>Art. 7º O ELJD será procedido inicialmente na amostra denominada “prova”.</p><p>§1º O militar estadual poderá solicitar a realização do ELJD da contraprova</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>57</p><p>mediante requerimento ao Comandante Geral da PMES, conforme</p><p>formulário próprio constante do Anexo II desta Portaria;</p><p>§2º Ao solicitar a realização da contraprova, o militar estadual estará ciente</p><p>de que a partir do momento em que o material biológico for utilizado para</p><p>realização do ELJD, não haverá mais qualquer material a ser analisado</p><p>futuramente;</p><p>§3º O resultado do ELJD da contraprova será avaliado em Inspeção</p><p>Toxicológica e considerado, em última instância, para o parecer final.</p><p>§4º A contraprova deverá ser analisada pelo mesmo laboratório que</p><p>promoveu a análise da amostra original, salvo impossibilidade fática ou</p><p>contratual.</p><p>CAPÍTULO III – DA PERÍCIA MILITAR TOXICOLÓGICA E PRAZO DE VALIDADE DOS</p><p>ELJD</p><p>Art. 8º A inspeção toxicológica será efetuada pelo PMT designado pelo</p><p>Comandante Geral da PMES, mediante proposta do Diretor de Saúde.</p><p>§1º A Inspeção Toxicológica da contraprova será efetuada por PMT diverso</p><p>ao que periciou a prova;</p><p>§2º O PMT terá a função de escriturar e organizar os documentos relativos às</p><p>Inspeções Toxicológicas;</p><p>§3º Os trabalhos do PMT estão sujeitos ao sigilo e à ética profissional,</p><p>devendo os servidores responsáveis pelo manuseio e registro dos pareceres</p><p>manterem o segredo dos dados que forem gerados, sob pena de</p><p>responsabilização disciplinar e processual em caso de uso indevido dos</p><p>dados.</p><p>Art. 9º Estarão impedidos de atuar na Inspeção Toxicológica como PMT os</p><p>parentes consanguíneos e afins até o 3º grau dos inspecionados.</p><p>Art. 10 O parecer do PMT é a manifestação técnica, escrita, de caráter</p><p>conclusivo, emitida após a avaliação ou perícia toxicológica nos ELJD, que</p><p>tem por finalidade orientar a autoridade competente em suas decisões.</p><p>Art. 11 O parecer oriundo do PMT não poderá ser contestado embasando-se</p><p>em laudo ou resultado de qualquer exame toxicológico diverso do</p><p>subsidiado pela PMES.</p><p>Art. 12 Os documentos referentes à Inspeção Toxicológica deverão ficar</p><p>arquivados em setor de toxicologia da Diretoria de Saúde da PMES.</p><p>Art. 13 Os resultados das Inspeções Toxicológicas devem ser publicados em</p><p>BECG da PMES, abrindo-se prazo de 05 (cinco) dias úteis para</p><p>interposição</p><p>de recurso a partir da data da publicação.</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>58</p><p>Parágrafo único - Os resultados das Inspeções Toxicológicas serão</p><p>publicados utilizando o número do protocolo de coleta.</p><p>Art. 14 Os PMT gozam de inteira autonomia técnica, científica e funcional,</p><p>quanto à avaliação ou perícia sobre o exame e quanto ao julgamento que</p><p>tenham de formular, baseados e norteados pelos princípios da avaliação</p><p>técnico-científica toxicológica e ética profissional.</p><p>Art. 15 A validade dos ELJD para a promoção será de até 02 (dois) anos, a</p><p>partir da data da coleta da amostra.</p><p>CAPÍTULO IV – DA CHAMADA À COLETA DE MATERIAL BIOLÓGICO</p><p>QUERATÍNICO</p><p>Art. 16 A chamada à apresentação para coleta do material biológico</p><p>queratínico poderá ser realizada a qualquer momento mediante</p><p>convocação do Comandante Geral da PMES em BECG;</p><p>§1º Nos casos em que o militar estadual estiver, em caráter regulamentar,</p><p>temporariamente afastado como em gozo de férias, licenças e designado</p><p>oficialmente para cumprir missões especiais fora do Estado, a apresentação</p><p>para coleta se dará em segunda chamada mediante nova convocação do</p><p>Comandante Geral da PMES;</p><p>§2º A nova convocação para a segunda chamada não poderá ultrapassar</p><p>16 (dezesseis) dias, a partir da data da coleta estipulada no caput deste</p><p>artigo;</p><p>§3º Nos casos de afastamentos temporários totais classificados pela IRAIS</p><p>como “incapaz temporariamente para o serviço da PMES”, “convalescença</p><p>em residência” ou “baixa hospitalar”, o militar estadual poderá solicitar à</p><p>respectiva Comissão, coleta do material biológico queratínico em local</p><p>diverso;</p><p>I - O local da coleta deverá ser definido pelo Comandante Geral da PMES.</p><p>II - A solicitação deverá ser com antecedência mínima de 05 (cinco) dias da</p><p>data prevista para coleta.</p><p>§4º É dever dos integrantes da PMES acompanhar as publicações e</p><p>comunicações oficiais da Corporação para tomar ciência de qualquer das</p><p>etapas do processo toxicológico.</p><p>Art. 17 A chamada à apresentação para coleta do material biológico</p><p>queratínico deverá constar o dia, o local, o horário, o nome completo do</p><p>militar estadual, o posto ou graduação, o registro geral (RG), o número</p><p>funcional (NF), a finalidade da apresentação, o nome dos membros da</p><p>respectiva Comissão de Promoção designados para presenciar o</p><p>procedimento e o nome do PMT, responsável técnico das condições da</p><p>coleta.</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>59</p><p>Parágrafo único - O militar estadual deve apresentar-se, para coleta do</p><p>material biológico, com o uniforme da sua respectiva unidade, portando sua</p><p>identidade funcional e uma cópia impressa da mesma.</p><p>Art. 18 O militar estadual deve apresentar-se para coleta do material</p><p>biológico em condições de fornecimento da matriz queratínica</p><p>representada por pelos, cabelos ou unhas, todos, viáveis de amostragem em</p><p>quantidades suficientes para dois ELJD.</p><p>§1º A amostra biológica queratínica, de primeira escolha, para proceder os</p><p>ELJD para a Inspeção Toxicológica é representada por pelos e cabelos;</p><p>I - Os pelos devem apresentar comprimento mínimo de 1,5cm.</p><p>II- Os cabelos devem apresentar comprimento mínimo de 4,5cm;</p><p>§2º O doador não deve apresentar-se com os pelos das pernas, braços e</p><p>axilas cortados, aparados, raspados, depilados, queimados, arrancados ou</p><p>removidos por qualquer método que inviabilize a adequada coleta e análise</p><p>laboratorial;</p><p>§3º O doador que alegar não possuir pelos ou cabelos suficientes ou</p><p>comprimento de pelos ou cabelos suficientes para a coleta em decorrência</p><p>de acidente, condição patológica, genética ou fisiológica, todos, definitivos</p><p>ou transitórios, deverá apresentar laudo de médico especialista atestando a</p><p>condição alegada, no dia da coleta.</p><p>I – Exclusivamente para estes doadores, em caráter excepcional, a amostra</p><p>de unhas será a matriz biológica de escolha.</p><p>II – O laudo especificado no caput deverá possuir validade máxima de até</p><p>90 (noventa) dias anteriores à data da coleta.</p><p>Art. 19 Os militares estaduais que não apresentarem material biológico</p><p>queratínico para uma análise retrospectiva mínima de 90 dias, serão</p><p>considerados inaptos.</p><p>CAPÍTULO V – DOS RECURSOS NAS INSPEÇÕES TOXICOLÓGICAS</p><p>Art. 20 Dos pareceres emitidos pelo PMT I poderá ser interposto recurso ao</p><p>Comandante Geral da PMES no prazo de 05 (cinco) dias úteis, contados da</p><p>data da publicação do resultado.</p><p>I - O recurso deverá conter razões de fato e de direito que justifiquem o</p><p>resultado, o não comparecimento a coleta ou o não fornecimento de</p><p>material biológico suficiente.</p><p>II - Caso o militar estadual, além de apresentar suas razões de fato e de</p><p>direito, opte pela realização da contraprova, deverá realizar a solicitação no</p><p>formulário próprio de acordo com o Anexo II, anexando ao recurso.</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>60</p><p>§1º O Comandante Geral da PMES encaminhará o recurso ao Diretor de</p><p>Saúde que seguirá hierarquicamente para o PMT II;</p><p>§2º O recurso será analisado pelo PMT II, exceto nos casos de não</p><p>comparecimento à coleta, sendo o parecer do PMT II definitivo e irrecorrível,</p><p>em se tratando de matéria técnica de sua especialidade.</p><p>Art. 21 A nova Inspeção Toxicológica procedida pelo PMT II será</p><p>desenvolvida sobre o resultado do ELJD evidenciado para a amostra</p><p>biológica queratínica denominada “contraprova”, caso solicitada.</p><p>CAPÍTULO VI – DO RITO DA INSPEÇÃO TOXICOLÓGICA E SEUS EFEITOS</p><p>Art. 22 Os resultados dos ELJD deverão ser encaminhados, inviolados, ao</p><p>Diretor de Saúde da PMES.</p><p>I - Em caso de prova, os resultados dos ELJD serão encaminhados para o PMT</p><p>I.</p><p>II - Em caso de contraprova, os resultados dos ELJD serão encaminhados</p><p>para o PMT II.</p><p>Art. 23 Preventivamente, os militares estaduais com pareceres classificados</p><p>do tipo “Inapto”, independentemente do prazo para a apresentação de</p><p>recurso, serão afastados integralmente do cargo, ficando privados do</p><p>exercício de qualquer função policial militar até a solução legal do caso,</p><p>bem como terão suspensas as gratificações recebidas exclusivamente em</p><p>decorrência do efetivo exercício da função.</p><p>Art. 24 O militar estadual que deixar de apresentar recurso no prazo previsto</p><p>pelo Art. 20, ou que tiver seu “Recurso Improvido”, será submetido ao</p><p>respectivo Procedimento ou Processo, permanecendo na condição de</p><p>“inapto”.</p><p>I - Para o caso de inaptidão por resultado de substâncias S1 será instaurado</p><p>procedimento apuratório (sindicância) para apurar as circunstâncias da</p><p>evidenciação na amostra biológica queratínica.</p><p>II - Para o caso de inaptidão por resultado de substâncias S2 será instaurado</p><p>Processo Administrativo (Conselho de Justificação, Conselho de Disciplina ou</p><p>PAD-RO) para apurar as circunstâncias da evidenciação na amostra</p><p>biológica queratínica.</p><p>III - Para os militares estaduais que não comparecerem à chamada para</p><p>coleta do material biológico queratínico, será instaurado Processo</p><p>Administrativo (Conselho de Justificação, Conselho de Disciplina ou PAD-RO)</p><p>para apurar o não comparecimento a chamada.</p><p>Art. 25 Os militares estaduais com pareceres classificados do tipo “Inapto”</p><p>não figurarão nos quadros de acesso e não serão matriculados nos</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>61</p><p>respectivos cursos.</p><p>Art. 26 Poderá o militar estadual submetido a Processo Administrativo</p><p>(Conselho de Justificação, Conselho de Disciplina ou PAD-RO) solicitar</p><p>sobrestamento do feito, uma única vez, para realização de tratamento,</p><p>devendo ser encaminhado o pedido à Diretoria de Saúde/CPPS/JMS – Junta</p><p>Militar de Saúde.</p><p>§1º A Diretoria de Saúde, por meio do seu órgão competente, deverá avaliar</p><p>o requerimento administrativo e, em caso de parecer favorável, deverá</p><p>também, em conformidade com estado de saúde do solicitante, indicar,</p><p>direcionar, sugerir e, se for o caso, acompanhar</p><p>o tratamento de saúde;</p><p>§2º Seis meses após instauração do processo, o militar estadual será</p><p>submetido a nova Inspeção Toxicológica nos termos desta Portaria, e</p><p>independentemente do resultado, o encarregado deverá dar</p><p>prosseguimento normal ao respectivo Processo Disciplinar;</p><p>§3º Durante eventual sobrestamento do processo administrativo para</p><p>realização do tratamento referido neste artigo ficará igualmente suspenso o</p><p>prazo prescricional.</p><p>CAPÍTULO VII – DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS</p><p>Art. 27 A PMES poderá instituir instrução ou curso a respeito da função policial</p><p>militar correlacionada aos aspectos toxicológicos das drogas, para efeito de</p><p>melhor entendimento e segurança ocupacional do militar estadual.</p><p>Art. 28 Os casos omissos serão solucionados pelo Comandante Geral da</p><p>PMES, tomando por base o corpo técnico pericial para emissão de decisão</p><p>quando o caso envolver informações técnico-científicas e toxicológicas</p><p>especializadas.</p><p>Art. 29 Em caso de não haver nenhum Oficial no Quadro Farmacêutico-</p><p>Bioquímico da PMES, de que trata o inciso VIII, do art. 1º desta Portaria, o</p><p>Comandante Geral poderá nomear Oficial RR do Quadro Farmacêutico-</p><p>Bioquímico da PMES ou farmacêutico civil ad hoc para avaliação ou a</p><p>perícia no ELJD.</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>62</p><p>ANEXO II</p><p>Parâmetros de Limite de Corte (Cutoff)</p><p>Triagem Confirmação</p><p>Grupo</p><p>Substância (S)</p><p>Cutoff Cutoff Cutoff Cutoff</p><p>(ng/mg) (ng/g) (ng/mg) (ng/g)</p><p>Anfetamina</p><p>(S1)</p><p>S1</p><p>Anfepramona</p><p>(S1)</p><p>Anfetaminas</p><p>Femproporex</p><p>(S1)</p><p>0,2 200 0,2 200</p><p>MDA (S2)</p><p>S2</p><p>MDMA (S2)</p><p>Metanfetamina (S2)</p><p>Mazindol S2</p><p>Mazindol</p><p>(S1) 0,5 500 0,5 500</p><p>Canabinóides S2</p><p>THC (S2) 0,05 50</p><p>CarboxyTHC (S2) 0,0002 0,2 0,0002 0,2</p><p>COC (S2) 0,5 500 0,5 500</p><p>Cocaína S2</p><p>BZE (S2) 0,05 50 0,05 50</p><p>CE (S2) 0,05 50 0,05 50</p><p>NC (S2) 0,05 50 0,05 50</p><p>S1</p><p>Morfina</p><p>(S1)</p><p>Opiáceos</p><p>Codeína</p><p>(S1) 0,2 200 0,2 200</p><p>S2 Heroína (S2)</p><p>Fonte: Adaptado da Resolução 691 de 27.09.2017 do CONTRAN, publicada no Diário Oficial da União, Seção 1,</p><p>n.º 218, segunda-feira, 16 de novembro de 2015.</p><p>Abreviações: MDMA = metilenodioximetanfetamina (êxtase); MDA = metilenodioxianfetamina, THC = 9-</p><p>tetraidrocannabinol; CarboxyTHC = 11-Nor-9-carboxi- 9-tetrahidrocannabinol; COC = cocaína;</p><p>BZE - benzoilecgonina; CE - cocaetileno; NC - norcocaína.</p><p>Nota 1: Em relação a maconha, na triagem qualquer uma das substâncias pode resultar em um presumido</p><p>positivo. Na confirmação apenas o THC-COOH é aceito.</p><p>Nota 2: Em relação a cocaína, na triagem qualquer uma das substâncias pode resultar em um presumido</p><p>positivo. A confirmação deve incluir cocaína e, pelo menos, um dos metabólitos.</p><p>Nota 3: Em relação às anfetaminas e opiáceos, todas as substâncias devem ser testadas na triagem e, quanto</p><p>houver um presumido positivo, na confirmação.</p><p>Nota 4. Para o resultado de cocaína, pelo menos um dos componentes deve ser identificado, em um mínimo de</p><p>concentração de 0.05 ng/mg (Benzoilecgonina, Cocaetileno, ou Norcocaína). Além disso, para</p><p>Benzoilecgonina, a relação de Benzoilecgonina para cocaína deve ser pelo menos de 0,05 se Benzoilecgonina</p><p>for o único metabólito identificado à concentração de 0.05 ng/mg ou superior a esta.</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>63</p><p>ANEXO III</p><p>FORMULÁRIO DE SOLICITAÇÃO DE CONTRAPROVA</p><p>ESTADO DO ESPÍRITO SANTO</p><p>POLÍCIA MILITAR</p><p>FORMULÁRIO DE SOLICITAÇÃO DE CONTRAPROVA</p><p>O militar estadual abaixo assinado, de acordo com o Art. 20, II das IRIT, vem</p><p>solicitar a Vossa Senhoria, o Comandante Geral da PMES, que seja realizado o</p><p>Exame Toxicológico da contraprova, estando ciente do disposto do Art. 7º, §</p><p>2º das IRIT que não mais haverá qualquer material biológico queratínico a ser</p><p>analisado futuramente.</p><p>Respeitosamente,</p><p>NOME COMPLETO: _________________________________________________.</p><p>RG Nº: _____________________. PROTOCOLO DE COLETA Nº: ______________.</p><p>Nº FUNCIONAL: _____________________. DATA:___/___/_______.</p><p>1ª via: Encaminhada junto ao recurso.</p><p>ESTADO DO ESPÍRITO SANTO</p><p>POLÍCIA MILITAR</p><p>FORMULÁRIO DE SOLICITAÇÃO DE CONTRAPROVA</p><p>O militar estadual abaixo assinado, de acordo com o Art. 20, II das IRIT, vem</p><p>solicitar a Vossa Senhoria, o Comandante Geral da PMES, que seja realizado o</p><p>Exame Toxicológico da contraprova, estando ciente do disposto Art. 7º, § 2º</p><p>das IRIT que não mais haverá qualquer material biológico queratínico a ser</p><p>analisado futuramente.</p><p>Respeitosamente,</p><p>NOME COMPLETO: __________________________________________________.</p><p>RG Nº: ____________________. PROTOCOLO DE COLETA Nº: _______________.</p><p>Nº FUNCIONAL: _____________________. DATA:___/___/_______.</p><p>2ª via: Militar Estadual Solicitante.</p><p>Espaço reservado ao protocolo</p><p>Assinatura do militar estadual</p><p>solicitante</p><p>Espaço reservado ao protocolo</p><p>Assinatura do militar estadual</p><p>solicitante</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>64</p><p>ANEXO IV</p><p>RECOMENDAÇÕES DO COMANDO GERAL</p><p>Por ocasião da Inspeção Toxicológica, o Comandante Geral da PMES vem alertar</p><p>aos militares estaduais que algumas situações ou práticas podem evidenciar</p><p>resultado incompatível com a aptidão no quesito toxicológico. Os fatores</p><p>elencados abaixo devem ser evitados e não serão aceitos como justificativa ou</p><p>base recursal para retificação da inaptidão, mesmo que sob o pretexto do</p><p>desconhecimento, descuido ou ignorância, uma vez que configuram exposição</p><p>indevida, a qual é o objetivo principal da inspeção toxicológica. São eles:</p><p>I - Ingestão ou consumo de comestíveis, chá, “mate”, infuso, decocto, cozido,</p><p>macerado, preparado ou qualquer produto contendo a planta ou partes da</p><p>planta ou subproduto das seguintes plantas:</p><p>a) papoula (Papaver somniferum);</p><p>b) maconha (Cannabis sp.);</p><p>c) planta produtora da cocaína (Erythroxylum sp);</p><p>II - Ingestão ou consumo de comestíveis, chá, “mate”, infuso, decocto, cozido,</p><p>macerado, preparado ou qualquer produto contendo a planta ou partes de</p><p>planta ou subproduto de planta desconhecida;</p><p>III - Ingestão ou introdução, por qualquer via corporal, de medicamento,</p><p>remédio, insumo, correlato, produto, preparado ou substância que não tenha</p><p>registro e liberação de uso autorizados pela Anvisa;</p><p>IV - consumo ou exposição de qualquer produto, substância ou preparado de</p><p>origem e constituição desconhecida, incerta ou duvidosa; recebido ou não de</p><p>pessoa conhecida ou desconhecida e até de própria iniciativa;</p><p>V - Frequentar lugares incompatíveis com o decoro.</p><p>REFERÊNCIAS BÁSICAS</p><p>1. DASGUPTA, A. The Effects of Adulterants and Selected Ingested Compounds on</p><p>Drugs-of Abuse Testing in Urine. American Journal of Clinical Pathology, vol. 128,</p><p>p. 491-503, 2007.</p><p>2. GRAY, T.; BRACE, L.; SHAH, S.; TOLHURST, T.; JUHASCIK, M.; NEGRUSZ, A.</p><p>Detection and quantitation of cocaine and metabolites in urine and hair after</p><p>consumption of coca tea. Problems of Forensic Sciences, vol. 93, p. 450-464,</p><p>2013.</p><p>3. POWERS, D.; ERICKSON, E.; SWORTWOOD, M.J. Quantification of morphine,</p><p>codeine, and thebaine in home-brewed poppy seed tea by LC-MS/MS. Journal</p><p>of Forensic Sciences, vol. 63, p. 01-07, 2017.</p><p>4. VANDREY, R.; HERRMANN, E. S.; MITCHELL, J. M.; BIGELOW, G. E.; FLEGEL, R.;</p><p>LODICO, C.; CONE, E. J. Pharmacokinetic profile of oral Cannabis in humans:</p><p>blood and oral fluid disposition and relation to pharmacodynamic outcomes.</p><p>Journal of Analytical Toxicology, n.º 41, p. 83-99, 2017.</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>65</p><p>6. CÓDIGO DE ÉTICA E DISCIPLINA DOS</p><p>MILITARES ESTADUAIS</p><p>LEI COMPLEMENTAR Nº 962 DE 30.12.2020.</p><p>Institui o Código de Ética e Disciplina dos Militares Estaduais e dá outras</p><p>providências</p><p>TÍTULO VI</p><p>DA INCOMPATIBILIDADE COM O CARGO OU INCAPACIDADE PARA O</p><p>EXERCÍCIO DE SUAS FUNÇÕES.</p><p>Art. 15. São infrações disciplinares passíveis de apuração por meio de</p><p>Processo Administrativo Disciplinar Demissionário aquelas em que o militar</p><p>estadual:</p><p>……..</p><p>XII - exercer atividade remunerada durante afastamento do serviço,</p><p>incompatível com o estado de convalescença por meio de dispensas</p><p>médicas, conforme atestado por Junta Militar de Saúde;</p><p>TÍTULO XVI - DA EXTINÇÃO DE PUNIBILIDADE</p><p>Art. 54. O curso da prescrição da ação disciplinar é suspenso:</p><p>……..</p><p>IV - em virtude de insanidade mental do acusado, devendo ser constatada</p><p>por Junta Militar de Saúde;</p><p>V - em virtude de doença grave ou de internação hospitalar constatada por</p><p>Junta Militar de Saúde;</p><p>VI - no caso da acusada ser parturiente ou lactante, por até 06 (seis) meses;</p><p>CAPÍTULO II – DAS TRANSGRESSÕES DISCIPLINARES CLASSIFICADAS COMO</p><p>MÉDIAS</p><p>Art. 65. São transgressões disciplinares classificadas como média:</p><p>……..</p><p>LIV - praticar qualquer atividade não remunerada, incompatível com o</p><p>estado de convalescença por meio de dispensa médica, atestado por Junta</p><p>Militar de Saúde.</p><p>TÍTULO XXI – DA FASE PROCESSUAL</p><p>CAPÍTULO I – DAS DISPOSIÇÕES COMUNS</p><p>Seção VII – Da Suspensão dos prazos</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>66</p><p>Art. 95. A autoridade delegante poderá determinar a suspensão do prazo</p><p>processual do Processo Administrativo Disciplinar, por período determinado,</p><p>nas hipóteses de:</p><p>……..</p><p>IV - insanidade mental, que impeça o acusado de responder ao processo,</p><p>devidamente atestada por parecer da Junta Militar de Saúde;</p><p>V - doença grave e/ou terminal, e por internação hospitalar, constatada por</p><p>Junta Militar de Saúde, quando não houver possibilidade de</p><p>acompanhamento da defesa nomeada, ou quando o militar estiver</p><p>realizando sua própria defesa;</p><p>Seção VIII – Do Incidente de Insanidade</p><p>Art. 96. Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do acusado, a</p><p>autoridade processante, quando solicitada pela defesa ou de ofício,</p><p>solicitará à autoridade competente que o militar estadual seja submetido à</p><p>inspeção por Junta Militar de Saúde.</p><p>§ 1º Havendo pronunciamento anterior da Junta Militar de Saúde atestando</p><p>a aptidão do acusado, a autoridade processante poderá, justificadamente,</p><p>indeferir pedido da defesa de submetê-lo a novo exame.</p><p>§ 2º O laudo pericial expedido pela Junta Militar de Saúde que atestar a</p><p>insanidade mental do acusado será juntado aos autos.</p><p>§ 3º Apenas Junta Militar de Saúde pode atestar a incapacidade do militar</p><p>estadual de responder a processo administrativo disciplinar.</p><p>§ 4º Na Inspeção Militar de Saúde para o exame de sanidade mental a que</p><p>for submetido o acusado, com finalidade de responder a processo</p><p>administrativo disciplinar, deverão ser respondidos os quesitos:</p><p>I - diagnóstico médico;</p><p>II - estado médico do acusado considerando seu histórico constante em</p><p>prontuário médico, informando se já possuía dispensas ou laudos médicos</p><p>anteriores por doenças psiquiátricas;</p><p>III - prognóstico social, isto é, indicar, do ponto de vista psiquiátrico, se a</p><p>doença com tratamento adequado permite ou não o militar responder a</p><p>processo administrativo disciplinar, obrigatoriamente, manifestando-se ao</p><p>final se é APTO ou INAPTO.</p><p>§ 5º Nos casos de inaptidão, o militar estadual deverá ser reavaliado a cada</p><p>120 (cento e vinte) dias ou antecipadamente por convocação da Junta</p><p>Militar de Saúde.</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>67</p><p>Referências Básicas</p><p>1. Lei Estadual 8.279 de 30 de março de 2006.</p><p>2. Decreto nº 3.265 de 29.11.99</p><p>3. Resolução CFM nº 1931, de 17 de setembro de 2009</p><p>4. Parecer n.º 2737/2019 do CRM-PR (Conselho Regional de Medicina do Estado do</p><p>Paraná).</p><p>5. Decreto Lei n.º 2.848 de 7 de dezembro de 1940.</p><p>6. Resolução nº 1658/2002 do CFM (Conselho Federal de Medicina).</p><p>7. Portaria nº 754-R de 19 de setembro de 2018 – PMES.</p><p>8. Portaria 508-R de 19 de agosto de 2010 (IRDSO) – PMES.</p><p>9. Portaria nº 706-R de 13 de junho de 2017 (IRAIS) – PMES.</p><p>10. Portaria nº 762-R, de 21 de janeiro de 2019 – PMES.</p><p>11. Portaria nº 836-R, de 22 de julho de 2020 – PMES.</p><p>12. LC 910 de 30 de abril de 2019.</p><p>13. LC 911 de 30 de abril de 2019.</p><p>14. Portaria 785-R de 19 de setembro de 2019 – PMES.</p><p>15. Lei Federal 11.343 de 23.08.2006.</p><p>16. LC 962 de 30 de dezembro de 2020.</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>68</p><p>Ficha Técnica</p><p>COORDENAÇÃO GERAL/EXECUTIVA</p><p>CEL QOFBPM RR - WAGNER CORDEIRO CARVALHO</p><p>APOSTILA / COORDENAÇÃO / CONTEUDISTAS</p><p>CEL QOFBPM RR - DJALMA DE MORAES BERMOND II</p><p>CAP QOMPM – LUCAS TONINI VIEIRA</p><p>PROJETO GRÁFICO</p><p>SD QPMP-C PAULO VITOR DA SILVA CIRINO EQUIPE DCS</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>69</p><p>CURSOS PREVISTOS NAS LEGISLAÇÕES DE PROMOÇÃO __________________ 41</p><p>CAPÍTULO VI – DAS INSPEÇÕES DE SAÚDE NOS CASOS DE INCAPACIDADE</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>TEMPORÁRIA E DO ATESTADO MÉDICO ___________________________________________ 41</p><p>CAPÍTULO VII – DAS NOMENCLATURAS E SIGNIFICADOS DOS AFASTAMENTOS</p><p>TEMPORÁRIOS __________________________________________________________________ 44</p><p>CAPÍTULO VIII – DA LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE DE PESSOA DA FAMÍLIA _ 47</p><p>CAPÍTULO IX – DA LICENÇA MATERNIDADE E ADOÇÃO ____________________________ 47</p><p>CAPÍTULO X – DAS INSPEÇÕES DE SAÚDE NOS CASOS DE INCAPACIDADE DEFINITIVA E</p><p>DE REFORMA ___________________________________________________________________ 48</p><p>CAPÍTULO XI – DA ISPEÇÃO DE SAÚDE PARA CONTROLE DE DOCUMENTO SANITÁRIO</p><p>DE ORIGEM ____________________________________________________________________ 49</p><p>CAPÍTULO XII – DAS ISPEÇÕES DE SAÚDE PARA FINS DISCIPLINARES E PROCESSUAIS _ 49</p><p>TÍTULO IV – DA HIERARQUIA FUNCIONAL DAS JUNTAS MILITARES DE SAÚDE E DOS</p><p>RECURSOS DAS INSPEÇÕES DE SAÚDE ____________________________________________ 50</p><p>TÍTULO V – DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS ______________________________ 50</p><p>ANEXOS ______________________________________________________________________ 52</p><p>5. INSTRUÇÕES REGULADORAS DAS INSPEÇÕES TOXICOLÓGICAS (IRIT) ___________ 55</p><p>CAPÍTULO I – DOS CONCEITOS E DEFINIÇÕES BÁSICAS ____________________________ 55</p><p>CAPÍTULO II – DA INSPEÇÃO TOXICOLÓGICA DE MILITARES PARA OS FINS PREVISTOS</p><p>NA LC 910/2019 E LC 911/19 ____________________________________________________ 56</p><p>CAPÍTULO III – DA PERÍCIA MILITAR TOXICOLÓGICA E PRAZO DE VALIDADE DOS</p><p>ELJD___________________________________________________________________________ 57</p><p>CAPÍTULO IV – DA CHAMADA À COLETA DE MATERIAL BIOLÓGICO QUERATÍNICO ___ 58</p><p>CAPÍTULO V – DOS RECURSOS NAS INSPEÇÕES TOXICOLÓGICAS __________________ 59</p><p>CAPÍTULO VI – DO RITO DA INSPEÇÃO TOXICOLÓGICA E SEUS EFEITOS _____________ 60</p><p>CAPÍTULO VII – DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS ______________________________ 61</p><p>ANEXO II ______________________________________________________________________ 62</p><p>ANEXO III _____________________________________________________________________ 63</p><p>ANEXO IV _____________________________________________________________________ 64</p><p>TEMAS DA SAÚDE - CÓDIGO DE ÉTICA E DISCIPLINA DOS MILITARES ESTADUAIS _____ 65</p><p>REFERÊNCIAS __________________________________________________________________ 67</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>4</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>1.1. CONTEXTUALIZAÇÃO</p><p>A disciplina pretende favorecer a construção de um servidor militar</p><p>estadual com visão crítica para a importância da saúde no contexto laboral.</p><p>Fornece subsídios para a formação de uma das bases estruturais da</p><p>manutenção da hierarquia e disciplina dentro da Organização Policial</p><p>Militar.</p><p>Possibilita o devido comandamento, quando vincula os procedimentos</p><p>a serem observados pelos subalternos e sua chefia, correlacionando às</p><p>morbidades o conhecimento de suas etiologias com os tópicos doutrinários</p><p>relativos aos direitos e deveres desses integrantes, para consubstanciar os</p><p>diversos ritos militares em saúde.</p><p>1.2. FINALIDADES</p><p>Criar condições para induzir os militares estaduais a:</p><p>1 Observar as normas de saúde dentro da corporação e criar subsídios que</p><p>possam fundamentar a sua correta atuação no que concerne aos</p><p>procedimentos atitudinais e documentais quando da ocorrência de fato</p><p>mórbido e outros relativos à Área da Saúde no âmbito da polícia militar.</p><p>2 Ampliar conhecimentos para atender aos subordinados e instruir</p><p>corretamente seus superiores no que concernente ao esclarecimento e</p><p>direcionamento das informações que vinculam direitos e deveres do</p><p>militar estadual envolvido em fato mórbido, possibilitando o correto</p><p>andamento dos procedimentos técnico-administrativos em saúde na</p><p>PMES.</p><p>3 Desenvolver e exercitar habilidades para subsidiar a unidade no</p><p>preenchimento e desdobramento dos documentos relativos aos</p><p>acidentes de serviço e afastamentos de direito dentro do âmbito militar</p><p>estadual.</p><p>4 Fortalecer atitudes para estabelecer maior observação das normas</p><p>hierárquicas para manutenção da ordenação de comando dentro da</p><p>PMES.</p><p>5 Construir no profissional uma consciência de dissuasão ao abuso de</p><p>drogas.</p><p>6 Aprimorar o policial militar com capacitação adequada para responder</p><p>e dar o suporte básico aos meios sociais nas questões relacionadas as</p><p>drogas.</p><p>1.3. INDENIZAÇÃO POR ACIDENTE DE SERVIÇO</p><p>a) Lei Estadual 8.279 de 30/3/2006 – Acidente em Serviço</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>5</p><p>“Cria Indenização por Acidente em Serviço no âmbito da Polícia</p><p>Militar do Espírito Santo, Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo</p><p>e da Polícia Civil e dá outras providências.</p><p>.......................................</p><p>Art. 2º - Considera-se acidente em serviço o dano físico ou mental,</p><p>sofrido pelo militar ou policial civil, que se relacione mediata ou</p><p>imediatamente com o exercício de suas atribuições, provocando</p><p>perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade</p><p>para o trabalho ou perturbação física que possa vir causar a</p><p>morte.” (grifos nossos)</p><p>b) Art. 2º § 1º da Lei 8279/2006 - Equipara-se ao acidente em serviço o</p><p>dano:</p><p>“Art. 2ºConsidera-se acidente em serviço o dano físico ou mental,</p><p>sofrido pelo militar ou policial civil, que se relacione mediata ou</p><p>imediatamente com o exercício de suas atribuições, provocando</p><p>perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade</p><p>para o trabalho ou perturbação física que possa vir causar a morte.</p><p>§ 1º Equipara-se ao acidente em serviço o dano:</p><p>I – decorrente de agressão sofrida e não provocada pelo militar ou</p><p>policial civil no exercício de suas atribuições, inclusive quando em</p><p>viagem para o desempenho de missão oficial ou objeto de serviço;</p><p>II – sofrido no percurso da residência para o trabalho e vice-versa;</p><p>III – sofrido no percurso para o local de refeição ou de volta dele, no</p><p>intervalo do trabalho.</p><p>§ 2º O disposto no § 1º não se aplica ao acidente sofrido pelo militar</p><p>ou policial civil que, por interesse pessoal, tenha interrompido ou</p><p>alterado o percurso.</p><p>1.4. PERÍCIAS NA PMES</p><p>LEI Nº 5.455, DE 12.09.1997</p><p>Disciplina a desvinculação do Corpo de Bombeiros Militar da Polícia Militar do</p><p>Estado do Espírito Santo e dá outras providências.</p><p>Art. 6º O Sistema de Saúde da Polícia Militar do Espírito Santo permanecerá</p><p>atendendo ao Corpo de Bombeiros Militar.</p><p>Perícia é um meio de provar tecnicamente ou cientificamente um</p><p>fato. Ela pode ser solicitada por qualquer das partes de um processo, ou até</p><p>mesmo por um juiz. Ela tem o propósito de obter um conhecimento relevante</p><p>para afirmar ou elucidar um fato, se baseando em um procedimento</p><p>técnico realizado sobre uma pessoa ou alguma coisa, cuja conclusão é</p><p>expressa através de um laudo que tem por finalidade influir no</p><p>convencimento da autoridade competente.</p><p>É a maneira mais justa de fornecer o suporte para se verificar uma</p><p>determinada situação. Ela não pode ser tendenciosa para qualquer dos</p><p>lados envolvidos, devendo o perito agir de maneira imparcial com objetivo</p><p>de procurar a verdade.</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>6</p><p>1.4.1 PERÍCIA MÉDICA</p><p>A perícia médica é atribuição privativa de médico, podendo ser</p><p>exercida pelo civil ou militar, desde que investido em função que assegure a</p><p>competência legal e administrativa do ato profissional.</p><p>O exame médico-pericial visa a definir o nexo de causalidade (causa e</p><p>efeito) entre:</p><p>• Doença ou lesão e a morte (definição da causa mortis);</p><p>• Doença ou sequela de acidente e a incapacidade ou invalidez física</p><p>e/ou mental;</p><p>• O acidente e a lesão;</p><p>• Doença ou acidente e o exercício da atividade laboral;</p><p>• Doença ou acidente e</p><p>sequela temporária ou permanente;</p><p>• Desempenho de atividade e riscos para si e para terceiros.</p><p>Código de Ética Médica - Resolução CFM nº 2.217, de 27 de setembro de 2018</p><p>Art. 73 Revelar fato de que tenha conhecimento em virtude do</p><p>exercício de sua profissão, salvo por motivo justo, dever legal ou</p><p>consentimento, por escrito, do paciente.</p><p>Parágrafo único. Permanece essa proibição: a) mesmo que o fato</p><p>seja de conhecimento público ou o paciente tenha falecido; b)</p><p>quando de seu depoimento como testemunha (nessa hipótese, o</p><p>médico comparecerá perante a autoridade e declarará seu</p><p>impedimento); c) na investigação de suspeita de crime, o médico</p><p>estará impedido de revelar segredo que possa expor o paciente a</p><p>processo penal.</p><p>Art. 85 – Permitir o manuseio e o conhecimento dos prontuários por</p><p>pessoas não obrigadas ao sigilo profissional quando sob sua</p><p>responsabilidade.</p><p>Art. 89 Liberar cópias do prontuário sob sua guarda exceto para</p><p>atender a ordem judicial ou para sua própria defesa, assim como</p><p>quando autorizado por escrito pelo paciente.</p><p>§ 1º Quando requisitado judicialmente, o prontuário será</p><p>encaminhado ao juízo requisitante.</p><p>§ 2º Quando o prontuário for apresentado em sua própria defesa, o</p><p>médico deverá solicitar que seja observado o sigilo profissional.</p><p>Código Penal</p><p>Art. 154 - Revelar alguém, sem justa causa, segredo, de que tem</p><p>ciência em razão de função, ministério, ofício ou profissão, e cuja</p><p>revelação possa produzir dano a outrem:</p><p>Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa.</p><p>Parágrafo único - Somente se procede mediante representação.</p><p>Para solicitar cópia do prontuário médico o militar estadual ou seu</p><p>dependente deverá proceder solicitação por escrito, informando que</p><p>arcará com o ônus do serviço e permitindo acompanhamento perante um</p><p>outro ME designado pelo Chefe do Centro de Perícias e Promoção da Saúde</p><p>(CPPS). Segue abaixo exemplo de documento a ser encaminhado o Diretor</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>7</p><p>de Saúde da PMES para solicitação do prontuário médico.</p><p>1.4.2 ATESTADO MÉDICO</p><p>Decreto nº 3.265 de 29.11.99, regulamento da Previdência Social.</p><p>Documento válido para as finalidades previstas no Art. 75, sendo</p><p>expedido para justificativa de 1 a 15 dias de afastamento do trabalho.</p><p>§ 2º Quando a incapacidade ultrapassar quinze dias consecutivos,</p><p>o segurado será encaminhado à perícia médica do INSS, que o</p><p>submeterá à avaliação pericial por profissional médico integrante</p><p>de seus quadros ou, na hipótese do art. 75-B, de órgãos e entidades</p><p>públicos que integrem o Sistema Único de Saúde - SUS, ressalvados</p><p>os casos em que for admitido o reconhecimento da incapacidade</p><p>pela recepção da documentação médica do segurado, conforme</p><p>previsto no art. 75-A. (Redação dada pelo Decreto nº 8.691, de</p><p>2016)</p><p>Resolução nº 1658/2002 Art. 6º, § 3º do CFM (Conselho Federal de Medicina).</p><p>Art. 6º Somente aos médicos e aos odontólogos, estes no estrito</p><p>âmbito de sua profissão, é facultada a prerrogativa do</p><p>fornecimento de atestado de afastamento do trabalho.</p><p>§3º O atestado médico goza da presunção de veracidade,</p><p>devendo ser acatado por quem de direito, salvo se houver</p><p>divergência de entendimento por médico da instituição ou perito.</p><p>Portaria nº 706-R de 13.06.2017 (IRAIS).</p><p>Art. 46 O policial militar ao ser afastado de suas atividades por</p><p>atestado emitido por médico ou odontólogo, civil ou militar, deverá</p><p>apresentar-se ao seu comandante, chefe ou diretor em até 24</p><p>(vinte e quatro) horas da emissão, portando o atestado, para que</p><p>haja tempo hábil de possível adequação das escalas de serviço da</p><p>OPM.</p><p>§ 1º Não sendo possível a apresentação pessoal, por justificativa</p><p>plausível, o policial militar deverá providenciar que terceira pessoa</p><p>Vitória, 01 de Janeiro de 2020.</p><p>Ao: Senhor CEL QOCPM Diretor de Saúde,</p><p>Eu, __Posto/Graduação e ou Nome____, RG nº ______________, lotado</p><p>no _______________________, venho através deste, requerer cópia:</p><p>________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________.</p><p>Declaro que estou ciente das normas da Diretoria de Saúde</p><p>publicadas no BI/DS nº 021 de 21/05/2008, abaixo transcritas:</p><p>“... as cópias de prontuários dos pacientes se darão da seguinte</p><p>forma:</p><p>1- Cópia simples;</p><p>2- Realizada nas quintas-feiras, das 08 às 09h;</p><p>3- Com ônus para o solicitante;</p><p>4- Realizadas fora do âmbito da DS, com a presença do</p><p>interessado e de ME designado pelo Chefe da Divisão de Perícias e</p><p>Promoção da Saúde.”</p><p>Endereço:</p><p>Telefone:</p><p>________________________________________</p><p>Posto/Graduação e ou Nome</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Decreto/D8691.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Decreto/D8691.htm#art1</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>8</p><p>faça a entrega do atestado no prazo previsto no caput.</p><p>§ 2º A autoridade militar que receber o atestado aporá “ciente”,</p><p>com registro da data do recebimento, e encaminhará o atestado</p><p>ao Centro de Perícias e Promoção da Saúde (CPPS) da DS, no prazo</p><p>máximo de 03 (três) dias úteis.</p><p>1.4.3 PERÍCIA ODONTOLÓGICA</p><p>Perícia odontológica são atos odontológicos, para elucidação de um</p><p>fato, que exigem conhecimento técnico, pleno e integrado da profissão,</p><p>promovida por autoridade competente no âmbito civil, militar, criminal,</p><p>trabalhista e em sede administrativa.</p><p>O perito Oficial Dentista é o profissional que auxilia a decisão</p><p>administrativa, por solicitação da autoridade competente, fornecendo</p><p>laudo técnico detalhado, realizado através de perícia, com a verificação de</p><p>exames clínicos, radiográficos, digitalizados, fotografias, modelos de arcos</p><p>dentais, exames complementares e outros que auxiliarão na descrição de</p><p>laudo-técnico, com absoluta imparcialidade, indicando sempre a fonte de</p><p>informação que o amparou.</p><p>1.4.4 PERÍCIA TOXICOLÓGICA</p><p>A atividade policial e de bombeiro militar é totalmente incompatível</p><p>com o consumo ilícito de drogas, pois expõe a vida e a saúde do Militar</p><p>Estadual, bem como a imagem e reconhecimento da PMES e CBMES diante</p><p>da opinião pública. O consumo ilícito de drogas, além de ser um grave</p><p>indicador de incompatibilidade social, deturpa os valores éticos do</p><p>profissional de Segurança Pública. Este comportamento oportuniza o</p><p>surgimento de problemas médicos de difícil solução, produzindo vínculos</p><p>nocivos e muitas vezes irreversíveis para a o Militar Estadual e,</p><p>consequentemente, sua Instituição, criando ainda uma perigosa ligação dos</p><p>policiais e bombeiros militares dependentes ou usuários, com o tráfico de</p><p>drogas.</p><p>Para que haja um controle, dissuasão e coibição desta atividade ilícita</p><p>por parte de seus integrantes, as grandes instituições implementam um</p><p>programa de combate ao abuso de drogas composto normalmente por</p><p>ações ou fases educativas, analíticas e clínicas que possuem importância</p><p>igualitária em todo o processo.</p><p>As ações educativas são formadas por ciclos de palestras e por cursos</p><p>especializados sobre os aspectos e características negativas do abuso de</p><p>drogas, abordando a necessidade das ações analíticas que são</p><p>fundamentais para diminuir a incidência das ações de intervenção clínica.</p><p>A fase analítica aborda a necessidade de obtenção direta das</p><p>amostras de doadores dentro do quadro de colaboradores, tendo a</p><p>finalidade de mensurar qualitativamente e quantitativamente, neste</p><p>material, as substâncias de interesse dentro do quadro total ou parcial de</p><p>colaboradores que, de alguma maneira, podem estar envolvidos ou</p><p>associados a esta prática ilícita.</p><p>A fase clínica é a parte do processo que pretende diagnosticar a</p><p>dependência</p><p>química em seus diferentes graus de acometimento e abordar</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>9</p><p>esse paciente de maneira que haja efetivamente um tratamento adequado</p><p>com posterior recuperação e restabelecimento da capacidade plena de</p><p>trabalho.</p><p>LC 910/19 – publicada DIO-ES 30 de abril de 2019.</p><p>Dispõe sobre a promoção dos Oficiais Combatentes e Especialistas da Polícia</p><p>Militar do Estado do Espírito Santo (PMES) e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado</p><p>do Espírito Santo (CBMES).</p><p>Art. 42. Para ingresso nos quadros de acesso é necessário que o Aspirante a Oficial e</p><p>o Oficial, além do previsto no art. 41, satisfaçam as seguintes condições:</p><p>...........................</p><p>II - ser considerado apto em Inspeção Toxicológica, com coleta de material</p><p>perante membros da CPO;</p><p>.............................</p><p>Parágrafo único. Para efeito do previsto no inciso II deste artigo, considera-se</p><p>Inspeção Toxicológica a perícia ou avaliação toxicológica do exame de “larga</p><p>janela de detecção” ou outro de aferição superior efetuado no material biológico</p><p>queratínico colhido do militar estadual, para identificação e quantificação de</p><p>drogas, considerando-se como tal o especificado na Lei Federal nº 11.343, de 23 de</p><p>agosto de 2006, e suas alterações que as definam, bem como o que constar nos</p><p>dispositivos federais legais posteriores.</p><p>Art. 51. Os respectivos Comandantes Gerais regulamentarão, num prazo máximo de</p><p>30 (trinta) dias da publicação desta Lei Complementar, o processo toxicológico</p><p>decorrente da exigência do inciso II do art. 42, para assegurar o contraditório e a</p><p>ampla defesa ao Oficial inspecionado.</p><p>Parágrafo único. Compreende o processo toxicológico todos os fatos, operações,</p><p>atividades, ações, funções, procedimentos e determinações necessários à</p><p>viabilização da matéria e da norma toxicológica no âmbito da PMES e do CBMES.</p><p>Art. 53. Os quadros de acesso para o ano de 2019, na forma prevista nesta Lei</p><p>Complementar, deverão ser publicados em até 45 (quarenta e cinco) dias úteis</p><p>após a vigência desta Lei Complementar.</p><p>§ 1º ………..</p><p>§ 2º Para elaboração dos quadros de acesso previstos no caput, serão</p><p>considerados os exames toxicológicos realizados na vigência da Lei Complementar</p><p>nº 848, de 2017.</p><p>LC 911/19 – publicada DIO-ES 30 de abril de 2019.</p><p>Dispõe sobre a promoção das Praças e dos Oficiais dos quadros de Oficiais</p><p>de Administração da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo - PMES e do Corpo</p><p>de Bombeiros Militar do Estado do Espírito Santo - CBMES.</p><p>Art. 21. Será matriculado no CHS ou CAS o militar estadual que for classificado</p><p>dentro dos limites de vagas previstas nos arts. 14 e 15 desta Lei Complementar e</p><p>considerado apto no TAF, se atender, além do previsto no art. 16, os seguintes</p><p>requisitos:</p><p>…………………………………………</p><p>III - ser considerado apto em Inspeção Toxicológica;”</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11343.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11343.htm</p><p>http://www3.al.es.gov.br/Arquivo/Documents/legislacao/html/lec8482017.html#lec848</p><p>http://www3.al.es.gov.br/Arquivo/Documents/legislacao/html/lec8482017.html#lec848</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>10</p><p>Art. 24. Os quadros de acesso serão organizados separadamente para as</p><p>promoções pelos critérios de antiguidade e merecimento, devendo ser</p><p>encaminhados aos Comandantes Gerais das respectivas Corporações para</p><p>publicação em boletim.</p><p>Parágrafo único. Anualmente, os quadros de acesso para promoção às</p><p>graduações de Cabo, 2º Sargento, 1º Sargento e Subtenente e aos postos de 2º</p><p>Tenente, 1º Tenente e Capitão do QOA serão publicados até o dia 15 de fevereiro</p><p>de cada ano, com vigência para o preenchimento das vagas surgidas no período</p><p>de 1º de janeiro a 31 de dezembro do ano de sua vigência.</p><p>Art. 25. Os quadros de acesso serão limitados a 25% (vinte e cinco por cento) do</p><p>efetivo previsto em cada nível hierárquico, no qual o militar estadual se encontre,</p><p>dentro dos respectivos quadros e qualificações, exceto para promoção a Cabo,</p><p>cujos quadros de acesso serão limitados a 15% (quinze por cento) do efetivo</p><p>previsto para a graduação de Soldado, observadas as qualificações.</p><p>.................</p><p>§ 3º Para ser incluído nos quadros de acesso, o militar estadual deve satisfazer, na</p><p>data de encerramento das alterações, além dos requisitos previstos nos incisos III, IV,</p><p>V, VI e VII do art. 16 os seguintes:</p><p>I - ser considerado apto em Inspeção Toxicológica;</p><p>....................</p><p>Art. 63. Os quadros de acesso para o ano de 2019, na forma prevista nesta Lei</p><p>Complementar, deverão ser publicados em até 45 (quarenta e cinco) dias úteis</p><p>após a vigência desta Lei Complementar.</p><p>§ 2º Para a formação dos quadros previstos no caput não será exigido o resultado</p><p>da inspeção toxicológica prevista no inciso I do § 3º do art. 25.</p><p>Art. 64. A inspeção toxicológica poderá ser realizada a qualquer momento,</p><p>mediante convocação do Comandante da respectiva Corporação.</p><p>LC 962/2020 - Institui o Código de Ética e Disciplina dos Militares Estaduais e</p><p>dá outras providências.</p><p>Art. 15. São infrações disciplinares passíveis de apuração por meio de</p><p>Processo Administrativo Disciplinar Demissionário aquelas em que o militar</p><p>estadual:</p><p>...........</p><p>V - for considerado inapto em Inspeção Toxicológica;</p><p>Art. 66. São transgressões disciplinares classificadas como grave:</p><p>..........</p><p>XXXIII - faltar, de modo injustificado, a inspeção ou exame toxicológico.</p><p>Art. 182. Além das situações previstas em lei, o militar estadual poderá ser</p><p>convocado a qualquer tempo para realização de Inspeção Toxicológica.</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>11</p><p>§ 1º Para efeito deste artigo, considera-se Inspeção Toxicológica a perícia ou</p><p>avaliação toxicológica do exame de “larga janela de detecção” ou outro</p><p>de aferição superior efetuado no material biológico queratínico colhido do</p><p>militar estadual, para identificação e quantificação de drogas,</p><p>considerando-se como tal o especificado na Lei Federal nº 11.343, de 23 de</p><p>agosto de 2006, e suas alterações que as definam, bem como o que constar</p><p>nos dispositivos federais legais posteriores.</p><p>§ 2º As Corporações, por meio de normas internas, definirão o rito da</p><p>Inspeção Toxicológica.</p><p>2. COMPENSAÇÃO DA CARGA HORÁRIA</p><p>QUANDO DE FOLGA</p><p>2.1. REGULAMENTA A COMPENSAÇÃO DE CARGA HORÁRIA DECORRENTE</p><p>DO COMPARECIMENTO A AUDIÊNCIAS DIVERSAS NO ÂMBITO DA PMES</p><p>BGPM 039 de 20.09.2019</p><p>Portaria nº 754-R, de 19.09.2018 - PMES.</p><p>Regulamenta a compensação de carga horária decorrente do</p><p>comparecimento a audiências diversas no âmbito da Polícia Militar</p><p>do Espírito Santo e dá outras providências;</p><p>O CORONEL QOCPM COMANDANTE GERAL DA POLÍCIA MILITAR DO ESPÍRITO</p><p>SANTO, no uso de suas atribuições legais e tendo em vista o disposto no inciso II e VII</p><p>do Art. 6º da Lei Complementar nº 533, de 28.12.2009;</p><p>Considerando o Parecer da Douta Procuradoria Geral do Estado (Acórdão</p><p>CPGE nº 002/2018 - Processo nº 55492053), no sentido de reconhecer o</p><p>comparecimento do policial militar a audiências diversas, quando de folga, como</p><p>carga horária trabalhada;</p><p>RESOLVE</p><p>Art. 1º Considerar o tempo despendido pelo policial militar nos casos abaixo, como</p><p>carga horária de serviço:</p><p>I - quando de folga, comparecer perante o Poder Judiciário, Ministério Público,</p><p>Delegacia de Polícia Civil ou Federal, em atendimento a intimações ou notificações</p><p>decorrentes do serviço policial militar.</p><p>II – quando de folga, comparecer perante o encarregado de Procedimento</p><p>Administrativo de qualquer espécie ou de Procedimento de Polícia Judiciária Militar,</p><p>em atendimento a intimações ou notificações de fatos decorrentes do serviço</p><p>policial militar.</p><p>Art. 2º O Policial Militar que for convocado nas hipóteses do artigo anterior, deverá:</p><p>§1º - Providenciar em certidão, declaração, ata, termo, relatório</p><p>ou outro</p><p>documento público, assinado pela autoridade que o convocou, atestando o</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>12</p><p>tempo despendido pelo policial, especificando o horário de início e de</p><p>encerramento do ato.</p><p>§ 2º – Encaminhar o documento comprobatório ao seu comandante ou chefe</p><p>imediato, que será o responsável pelo controle da carga horária.</p><p>Art. 3º O comandante ou chefe imediato encaminhará ao comandante da OME a</p><p>cópia da documentação comprobatória, propondo a compensação da carga</p><p>horária, conforme o interesse da administração e do serviço.</p><p>Parágrafo único - A compensação da carga horária ocorrerá quando o militar</p><p>atingir, no mínimo, 6 (seis) horas, nas hipóteses especificadas no Art. 1º.</p><p>Art. 4º O Comando da OME avaliará a documentação e, satisfeitos os requisitos</p><p>para a concessão da compensação de carga horária, homologará as propostas e</p><p>as publicará em Boletim Interno.</p><p>Art. 5º Observada a legislação em vigor, eventual acidente com o policial militar,</p><p>ocorrido durante o tempo de serviço despendido nas circunstâncias referidas nesta</p><p>portaria, poderá ser caracterizado como acidente de serviço.</p><p>Art. 6º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, sem efeitos</p><p>retroativos.</p><p>3. INSTRUÇÕES REGULADORAS DOS</p><p>DOCUMENTOS SANITÁRIOS DE ORIGEM</p><p>DOS MILITARES ESTADUAIS DO ESTADO</p><p>DO ESPÍRITO SANTO (IRDSO)</p><p>PORTARIA 508-R de 19.08.2010.</p><p>CAPÍTULO I – Definições e Conceituações</p><p>Art. 1º - Para os efeitos desta instrução adotam-se as seguintes</p><p>conceituações:</p><p>§ 1º - Atestado de Origem (AO): é o processo administrativo destinado a</p><p>apurar as causas e circunstâncias de morte, lesão, perturbação funcional,</p><p>contaminação ou enfermidade em militar, proveniente de acidente de</p><p>serviço ou de moléstia profissional, determinando a relação causa-efeito,</p><p>com o objetivo de salvaguardar os direitos do acidentado e resguardar os</p><p>interesses do Estado.</p><p>I - O AO deverá conter os elementos de convicção e provas relativas ao fato</p><p>ocorrido, e suas circunstâncias, e se constitui em processo indispensável,</p><p>como elemento de prova, para elucidar a origem de invalidez ou</p><p>incapacidade física ou mental, total ou parcial, definitiva ou temporária.</p><p>II - Da apuração em AO deverá resultar a solução pelo amparo ou</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>13</p><p>desamparo ao acidentado.</p><p>III - Cópia do AO instruirá o processo de reforma por invalidez ou</p><p>incapacidade física ou mental, quando decorrente de acidente de serviço</p><p>ou moléstia profissional.</p><p>§ 2º - Acidentado: designação genérica, empregada para caracterizar o</p><p>militar que se tornar vítima de acidente, em serviço ou fora deste, ou de</p><p>moléstia;</p><p>§ 3º - Acidente em serviço: é qualquer evento súbito, ocorrido com o militar</p><p>que se encontre em serviço de natureza militar, ou decorrente deste, que</p><p>provoque, direta ou indiretamente, lesão, perturbação funcional,</p><p>contaminação ou enfermidade em militar, que determine a perda total ou</p><p>parcial, definitiva ou temporária, da sua capacidade para o trabalho ou a</p><p>sua morte, desde que haja vínculo da relação causa/efeito.</p><p>§ 4º - Moléstia profissional: é a enfermidade adquirida pelo militar em razão</p><p>de constante e prolongada exposição a agente agressor à sua saúde,</p><p>existente no ambiente de trabalho ou na natureza do trabalho</p><p>desempenhado rotineiramente na Corporação, estabelecida a relação</p><p>causa-efeito.</p><p>§ 5º - Lesão leve: é a que, por sua natureza, evolui para cura ou restituição</p><p>integral dos tecidos, não resultando em sequelas permanentes ou</p><p>afastamento das atividades laborativas por mais de 30 (trinta) dias;</p><p>§ 6º - Lesão grave: é a que resulta ou pode resultar em afastamento do</p><p>acidentado por mais de 30 (trinta) dias; risco de vida ou de debilidade</p><p>permanente de membro, sentido ou função; ou aceleração de parto;</p><p>§ 7º - Lesão gravíssima: é a que resulta ou pode resultar em incapacidade</p><p>permanente do acidentado para o serviço de natureza policial-militar;</p><p>enfermidade incurável; perda ou inutilização de membro, sentido ou função;</p><p>deformidade permanente, aborto ou morte;</p><p>§ 8º - Serviço de natureza militar: compreende a execução de atividade</p><p>decorrente da função militar;</p><p>§ 9º - Comandante (Cmt): designação genérica dada ao militar estadual</p><p>investido de cargo de comando, direção ou chefia de OME;</p><p>§ 10º - Encarregado de AO (Enc. AO): denominação que se dá ao militar</p><p>designado pelo Cmt para formalizar o processo do AO;</p><p>§ 11º - Relação de causa-efeito: constitui-se na caracterização de vínculo</p><p>(antecedente ou causa) entre o acidente de serviço ou moléstia profissional</p><p>(consequência ou efeito), com a morte, lesão, perturbação funcional,</p><p>contaminação ou enfermidade em militar, ou seja, é o nexo de causalidade</p><p>entre o evento danoso à saúde do militar e a sua origem;</p><p>§ 12º – Amparo em AO: reconhecimento que a Administração Pública</p><p>confere ao acidentado, como tendo sido vítima de acidente de serviço ou</p><p>moléstia profissional, para fins de direitos decorrentes;</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>14</p><p>§ 13º - Comunicação de acidente (CA): Comunicação que o acidentado faz</p><p>ao seu Cmt ou Chefe direto dando ciência da ocorrência de acidente,</p><p>durante a execução de atividade militar, ou informando-o da manifestação</p><p>de sinal ou sintoma que possa estar relacionado, direta ou indiretamente,</p><p>com a função laborativa de natureza militar.</p><p>§ 14º – Organização Militar Estadual (OME): denominação genérica dada a</p><p>corpo de tropa, repartição, estabelecimento ou qualquer unidade</p><p>administrativa ou operacional da Policia Militar do Espírito Santo (PMES) ou</p><p>Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo (CBMES).</p><p>CAPÍTULO II – Da determinação de riscos da relação causa-efeito</p><p>Art. 2º - A lesão ou doença contraída em ato de serviço será aquela que</p><p>apresente vínculo da relação causa-efeito com as condições inerentes ao</p><p>serviço.</p><p>§ 1º - O vínculo da relação de causa-efeito determinar-se-á:</p><p>I - de forma médico-pericial, através do Laudo Descritivo da Lesão (LDL),</p><p>anexo à Comunicação de Acidente em Serviço.</p><p>II - de forma técnico-administrativa, conforme o que for apurado pelo</p><p>encarregado de AO e solucionado pela autoridade competente.</p><p>§ 2º - Na avaliação da relação causa-efeito devem ser considerados</p><p>diferentes e sucessivos nexos parciais:</p><p>I - nexo entre a atividade desempenhada e a exposição ao risco, o qual</p><p>exige que se demonstre que determinada atividade expõe o militar a</p><p>determinado risco;</p><p>II - nexo entre o risco e a morte, lesão, perturbação funcional,</p><p>contaminação ou enfermidade em militar, onde se deve demonstrar que</p><p>determinado risco causa ou conduz a um desses resultados;</p><p>III - nexo entre a lesão, perturbação funcional, contaminação ou</p><p>enfermidade em militar ou a sua morte com o acidente de serviço ou</p><p>moléstia profissional, onde deve ser analisada a compatibilidade específica</p><p>entre o sinistro e o dano resultante à saúde do acidentado.</p><p>§ 3º - Na avaliação dos nexos sucessivos será considerada também a</p><p>compatibilidade entre a jornada de trabalho do militar e o seu desempenho</p><p>profissional e a possibilidade de que as causas e/ou concausas de riscos que</p><p>conduziram ao acidente ou moléstia profissional, tenham origem em</p><p>atividades extra-institucionais.</p><p>§ 4º - Os riscos de acidentes em serviço podem decorrer de causas:</p><p>I - físicas: choques elétricos e mecânicos; ruídos; vibrações; radiações</p><p>ionizantes e não ionizantes; frio; calor; pressões anormais; umidade, e outros;</p><p>II - químicas: poeiras; fumos; névoas; neblinas; gases; vapores; substâncias,</p><p>compostos ou produtos químicos em geral;</p><p>III - biológicas: vírus; bactérias; protozoários; fungos, e outros seres vivos;</p><p>IV - ergonômicas: esforço físico intenso; levantamento e transporte manual</p><p>de peso; exigência de postura inadequada; controle rígido de</p><p>produtividade; imposição de ritmos excessivos; trabalho</p><p>em turno e noturno;</p><p>jornadas de trabalho prolongadas; monotonia e repetitividade;</p><p>§ 5º - O risco pode também ter como causas e/ou concausas:</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>15</p><p>I - arranjo físico inadequado;</p><p>II - máquinas e equipamentos sem proteção;</p><p>III - ferramentas inadequadas ou defeituosas;</p><p>IV - iluminação inadequada;</p><p>V - rede elétrica defeituosa ou danificada;</p><p>VI - ocorrência de incêndios e explosões;</p><p>VII - manuseio, transporte e/ou armazenamento inadequados;</p><p>VIII - animais perigosos e/ou peçonhentos;</p><p>IX - equipamento de proteção individual (EPI) impróprio à atividade</p><p>desenvolvida ou o seu uso inadequado;</p><p>X - casos fortuitos;</p><p>XI – ação de terceiros, praticada de forma intencional, por privação do uso</p><p>da razão, por imperícia, imprudência, negligência ou desídia.</p><p>Art. 3º - O militar estará em serviço de natureza militar quando se encontrar:</p><p>I - no interior de Unidade Militar, por convocação ou em execução de</p><p>instrução ou serviço;</p><p>II - no local em que deva prestar serviço de escala ou participar de instrução</p><p>ou no deslocamento direto do Quartel para o mesmo e vice-versa;</p><p>III - atendendo ocorrência policial-militar ou bombeiro-militar, por solicitação</p><p>ou de iniciativa, mesmo de férias ou de folga e em trajes civis, se não tiver</p><p>dado causa, por dolo ou culpa, ao fato que motivar a própria ocorrência;</p><p>IV - em diligência do serviço público;</p><p>V - no deslocamento direto e/ou habitual de sua residência para o local de</p><p>trabalho e vice-versa.</p><p>VI – No deslocamento para o local de refeição ou de volta dele, no intervalo</p><p>do trabalho;</p><p>OBS. Entrou em vigor a Portaria 754-R de 19.09.2018 publicada no BGPM</p><p>039/18 regulamentando o comparecimento a audiências diversas no âmbito</p><p>da PMES e dá outras providências como segue:</p><p>CAPÍTULO III – Da comunicação de acidente</p><p>Art. 4º - O militar, em serviço ou não, ao se acidentar, comunicará o fato ao</p><p>seu Comandante, Chefe direto ou instrutor, preenchendo a Comunicação</p><p>de Acidente, (Anexo I, itens 1 e 2), protocolando-a em até 10 (dez) dias úteis,</p><p>a contar da data do evento ou da identificação diagnóstica da lesão,</p><p>perturbação funcional, contaminação ou enfermidade.</p><p>§ 1º - O Cmt ou Chefe direto fará apresentar o acidentado ao Médico da</p><p>OME, em até 05 (cinco) dias úteis, para o preenchimento do item 3 da CA e</p><p>remessa ao Cmt (caso não o tenha feito).</p><p>§ 2º - Na impossibilidade do acidentado apresentar a CA, por razões</p><p>impeditivas alheias à sua vontade, o seu Cmt ou Chefe direto, tomando</p><p>conhecimento do fato, fará um relatório circunstanciado sobre o acidente,</p><p>remetendo-o ao Médico da OME, no mesmo prazo deste artigo, o qual</p><p>adotará as providências constantes dos parágrafos 3º ao 7º deste artigo.</p><p>§ 3º - O Médico inspecionará o acidentado e esclarecerá, objetivamente,</p><p>sobre a necessidade ou não do AO, preenchendo, assinando e remetendo</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>16</p><p>ao Cmt o item 3 da CA, explicitando sobre o grau da lesão diagnosticada e</p><p>fazendo constar tais informações no Prontuário Médico do acidentado, de</p><p>maneira clara, detalhada e legível, com sua assinatura e carimbo de</p><p>identificação pessoal.</p><p>§ 4º - Estando o militar impossibilitado de se submeter à inspeção de saúde</p><p>junto à OME, esta inspeção poderá ser substituída por análise de relatório ou</p><p>laudo emitido por médico civil que o assista, em que conste o diagnóstico</p><p>do acidentado.</p><p>§ 5º - O Médico da OME, caso julgue necessário, poderá solicitar parecer de</p><p>médico especialista, encaminhando-lhe o acidentado.</p><p>§ 6º - Em caso de moléstia profissional, o acidentado deverá ser avaliado por</p><p>Junta Militar de Saúde (JMS).</p><p>§ 7 - O acidentado, na CA, deverá indicar até 3(três) testemunhas e/ou</p><p>apontar provas que julgar necessárias à elucidação do acidente de que foi</p><p>vítima ou da moléstia profissional manifestada, fazendo constar o RG ou</p><p>Documento de identidade, e respectivas assinaturas.</p><p>CAPÍTULO IV – Da instauração do Atestado de Origem (AO)</p><p>Art. 5º - Compete ao Cmt ou substituto legal instaurar o AO, designando um</p><p>oficial, Subtenente ou Sargento, de posto ou graduação igual ou superior ao</p><p>do acidentado, para a sua realização.</p><p>§ 1º - Será designado um Oficial como Encarregado do AO, quando se tratar</p><p>de acidente com morte de terceiros ou acidente coletivo.</p><p>§ 2º - O processo de AO, antes de ser solucionado, será avaliado, quanto à</p><p>forma e ao mérito, pelo Chefe do SPAJ/Cartório da Unidade ou oficial com</p><p>função correspondente. Se na avaliação do mérito, este Oficial tiver dúvida</p><p>quanto a aspecto médico-odontológico-pericial, deverá solicitar auxílio do</p><p>Médico/Cirurgião Dentista da OME, para saná-la.</p><p>§ 3º - Quando o acidentado for Coronel ou Tenente-Coronel, o AO será</p><p>realizado por Coronel PM/BM do serviço ativo, a ser designado pelo Chefe</p><p>do EM, após o encaminhamento, pela Unidade do militar, da Comunicação</p><p>de Acidente (CA) e do LDL preenchidos.</p><p>Art. 6º - Não será objeto de instauração de AO:</p><p>I - o acidente que não ocorrer em serviço ou não for decorrente deste,</p><p>quando declarada esta circunstância na CA pelo próprio acidentado ou,</p><p>não sendo possível a este apresentá-la, pelas razões previstas no § 2º do</p><p>artigo 4º, quando aquela circunstância ficar caracterizada através de</p><p>Boletim de Ocorrência, relatório do Chefe direto, em Inquérito Policial Militar</p><p>(IPM) ou Sindicância;</p><p>II - o acidente em que ficar caracterizado, em inspeção de saúde, a</p><p>ausência de relação causa/efeito do ponto de vista médico-odontológico-</p><p>pericial;</p><p>III - o acidente do qual não resultar lesão grave ou gravíssima, constatada</p><p>esta condição em inspeção de saúde e registrada na CA;</p><p>IV - a morte natural, em qualquer local ou circunstância em que ocorra,</p><p>ressalvada a situação em que se configurar a relação causa-efeito com o</p><p>ato de serviço, do ponto de vista médico-pericial;</p><p>V - a manifestação clínica de moléstia não profissional;</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>17</p><p>VI - a CA intempestiva, por decurso de prazo, por culpa exclusiva do</p><p>acidentado, ressalvada a situação prevista no § 2º, do artigo 4º.</p><p>§ 1º - Se pelas razões deste artigo não for instaurado o AO, o motivo será</p><p>circunstanciado na CA ou em ato administrativo do Cmt, com publicação</p><p>em Boletim Interno (BI) da Unidade e registro no Prontuário Médico da OME.</p><p>A CA, neste caso, será arquivada na Pasta Funcional do acidentado.</p><p>§ 2º - Não sendo instaurado o AO, pelas razões do inciso III e havendo</p><p>agravamento do quadro clínico do militar em razão da lesão sofrida, poderá</p><p>ser instaurado o AO, mediante petição do acidentado ou por manifestação</p><p>do Médico da OME, observado o disposto no artigo 18.</p><p>Art. 7º - Verificada a necessidade de instauração de AO, o Médico da OME</p><p>preencherá o Laudo Descritivo da Lesão (LDL) (Anexo II) e o remeterá ao</p><p>Comandante, junto com a CA.</p><p>§ 1º - Se no Prontuário Médico da OME do acidentado existir registro de lesão</p><p>anterior, no mesmo local da lesão atual, esta será transcrita no LDL e</p><p>observar-se-á o disposto no artigo 18.</p><p>§ 2º - É vedado o preenchimento do LDL com expressões evasivas do tipo</p><p>"desconhecido(a)","prejudicado(a)" ou outras que não representem</p><p>informação objetiva aos quesitos formulados.</p><p>§ 3º - Em caso de acidente de natureza odontológica, o LDL deverá ser</p><p>preenchido pelo Cirurgião Dentista da OME. Se do acidente resultar também</p><p>lesão em outra parte do corpo do acidentado, o LDL será preenchido pelo</p><p>Cirurgião Dentista e pelo Médico da OME.</p><p>Art. 8º - Não havendo Médico ou Cirurgião Dentista na OME, os</p><p>procedimentos que lhes competem serão adotados por profissional da</p><p>mesma categoria da OME mais próxima ou HPM/C.Odontológico.</p><p>Parágrafo único - O procedimento praticado por profissional não</p><p>recepcionado pelo artigo somente será aceito se observado o disposto no §</p><p>4º, do artigo 4º.</p><p>Art. 9º - O Cmt deverá, em até 10</p><p>(dez) dias úteis, após o recebimento da</p><p>CA, em que tenha sido verificada a necessidade de AO, mandar instaurar o</p><p>processo administrativo, designando o Encarregado do AO (Anexo III).</p><p>§ 1º - Na ocorrência de registro de lesão preexistente, conforme o previsto no</p><p>§ 1º do artigo 7º, a instauração do AO fica condicionada à inspeção de</p><p>saúde pela JMS, para se determinar a relação causa/efeito por avaliação</p><p>médico-pericial, para onde deverá ser encaminhado o acidentado.</p><p>§ 2º - Tendo sido instaurado Processo ou Procedimento Administrativo para</p><p>apurar fato ocorrido em circunstância duvidosa, do qual tenha resultado em</p><p>morte, lesão, perturbação funcional, contaminação ou enfermidade do</p><p>militar, o AO somente será instaurado ou terá prosseguimento após ter sido</p><p>solucionado, na esfera administrativa, o processo apuratório.</p><p>§ 3º - Em caso de acidente coletivo, será instaurado um AO para cada</p><p>acidentado, podendo-se aproveitar, por cópia autenticada, os documentos</p><p>produzidos em um desses AO, para os demais, quando pertinentes e</p><p>suficientes para a elucidação da verdade do que se busca apurar, e poderá</p><p>ser designado um único Encarregado de AO, respeitadas as disposições do</p><p>artigo 5º.</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>18</p><p>CAPÍTULO V – Das atribuições do Encarregado do AO</p><p>Art. 10 - O Encarregado de AO deverá:</p><p>I - proceder autuação da Portaria e documentos juntos (Anexo IV);</p><p>II - ouvir separadamente o acidentado e as testemunhas, reduzindo a termos</p><p>as oitivas;</p><p>III - relatar o que houver apurado, de forma sucinta e objetiva, esclarecendo</p><p>a relação causa-efeito técnico-administrativa em que firmar as suas</p><p>convicções e sugerir o amparo ou desamparo do acidentado (Anexo V).</p><p>IV – Fazer a juntada de:</p><p>a) cópia da Nota de Instrução, escalas de serviço ordinário ou extra,</p><p>conforme o caso;</p><p>b) cópia de CNH e BAT, quando envolver acidente de trânsito.</p><p>§ 1º - O AO deverá ser concluído em até 15 (quinze) dias, prorrogáveis por 10</p><p>(dez) dias, a critério do Cmt, mediante solicitação formal do Encarregado.</p><p>§ 2º - O processo poderá ser sobrestado pelo tempo necessário à obtenção</p><p>de laudos, exames e outros documentos externos, mediante solicitação</p><p>formal do Encarregado, que diligenciará para que este prazo não exceda</p><p>de 60 (sessenta) dias.</p><p>§ 3º - O AO poderá ser instruído com juntada de cópia autenticada de</p><p>peças de IPM, Auto de Prisão em Flagrante (APF), Sindicância ou outro</p><p>processo administrativo e, ainda, croquis, laudos e outros documentos</p><p>referentes ao acidente ou moléstia profissional, quando forem suficientes à</p><p>elucidação de situações ou fatos, dispensando a produção de novas peças</p><p>e as oitivas repetitivas, observado o disposto no § 2º do Art. 9º, no que</p><p>couber.</p><p>Art. 11 - Concluído e relatado o AO, pelo seu Encarregado, o Cmt poderá</p><p>determinar diligências complementares, se necessário, e/ou o solucionará,</p><p>em até 10 (dez) dias, decidindo pelo amparo ou desamparo do acidentado,</p><p>fazendo-se identificar por carimbo ou nome por extenso.</p><p>§ 1º - A decisão do Cmt deverá ser justificada e conter o enquadramento</p><p>legal que a motivou, com base nos dispositivos desta instrução (Anexo V).</p><p>§ 2º - O prazo para as novas diligências será de até 20 (vinte) dias.</p><p>§ 3º - Ao baixar o AO para diligências, o Cmt deverá estabelecer os quesitos</p><p>a serem respondidos ou relacionar os pontos conflitantes a serem</p><p>esclarecidos.</p><p>§ 4º - O Cmt, se necessário, recorrerá ao auxílio do Médico ou Cirurgião</p><p>Dentista da OME na formulação de quesitos ou estabelecimento de pontos</p><p>conflitantes, de natureza médico-pericial ou odontológica.</p><p>Art. 12 – Concluído o AO, será publicada sua solução em BI da Unidade,</p><p>devendo os Autos serem encaminhados à Diretoria de Saúde, que o</p><p>arquivará no Prontuário Médico do Acidentado, bem como ser registrada no</p><p>SIARHES, mantendo-se cópia destes arquivada na Unidade.</p><p>§ 1º O acidentado será chamado para inspeção de saúde para controle do</p><p>AO, pela JMS, que homologará ou não a solução proposta, outrora</p><p>publicada em BI da Unidade, publicando esta decisão em BI/DS.</p><p>§ 2º - Na avaliação feita pela JMS, caso não seja homologada a solução do</p><p>AO, o Presidente da JMS poderá solicitar o processo de AO para melhor</p><p>análise e/ou propor ao Cmt a mudança da sua decisão.</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>19</p><p>§ 3º - O Cmt da Unidade, se não acatar a proposta do Presidente da JMS,</p><p>deverá expor as razões de fato e de direito de sua decisão e recorrer ao</p><p>Diretor de Saúde, a quem caberá a revisão do AO, decidindo pelo amparo</p><p>ou desamparo do acidentado.</p><p>§ 4º – Publicada a homologação do AO em BI/DS, deverá o Cmt da Unidade</p><p>do Acidentado expedir solicitação de Pagamento de Indenização por</p><p>Acidente em Serviço – IAS ao Diretor de Pessoal, com base na Lei Estadual nº</p><p>8.279, de 30.03.2006, juntando ao requerimento cópia:</p><p>a) do Atestado de Origem e seus anexos;</p><p>b) da publicação da Solução do AO em BI da Unidade;</p><p>c)da publicação de Controle de AO em BI/DS;</p><p>d) das publicações de Dispensas Médicas em BI/DS;</p><p>e) da publicação de aptidão para o serviço ou de continuidade de</p><p>incapacidade para o serviço em BI/DS.</p><p>Art. 13 - Não será amparado em AO o acidentado que der causa ao</p><p>acidente ou moléstia profissional por negligência, imprudência, imperícia ou</p><p>na prática de transgressão disciplinar de natureza grave ou gravíssima e/ou</p><p>ato ilícito, consideradas as causas de justificação e as excludentes de</p><p>antijuridicidade.</p><p>Art. 14 - Quando a Junta Superior de Saúde (JSS) ou a JMS, em inspeção de</p><p>saúde que resultar em parecer pela reforma de militar amparado em AO,</p><p>tiver dúvida quanto à vinculação do diagnóstico de origem com o quadro</p><p>de saúde atual do inspecionado, deverá solicitar o processo de AO,</p><p>existente na pasta funcional do militar, para análise da citada vinculação.</p><p>Parágrafo único - Constatada a ausência de relação causa-efeito entre o</p><p>diagnóstico que houver motivado o amparo em AO e o que determinar a</p><p>reforma do militar, este fato será descrito de forma detalhada no laudo</p><p>médico-pericial, com vistas aos efeitos legais decorrentes.</p><p>CAPÍTULO VI – Do recurso</p><p>Art. 15 - Da decisão do Cmt da Unidade, pela desnecessidade do AO ou</p><p>pelo desamparo, ressalvada a situação, prevista no inciso I do artigo 6º,</p><p>caberá recurso.</p><p>§ 1º - O recurso será interposto pelo acidentado ou seu representante legal,</p><p>em até 60 (sessenta) dias, a contar da publicação do ato e dirigido ao</p><p>Comandante-Geral.</p><p>§ 2º - Será indeferido o recurso que não contiver razões de fato e/ou de</p><p>direito que justifiquem a sua interposição.</p><p>§ 3º - Quando as razões de fato decorrerem de discordância do diagnóstico</p><p>médico/odontológico constante dos autos do AO, o acidentado deverá</p><p>instruir o seu pedido com um mínimo de 02 (dois) relatórios</p><p>médicos/odontológicos, contendo pareceres que contraponham aquele</p><p>diagnóstico.</p><p>§ 4º - A solução do Recurso será publicada em BGG.</p><p>§ 6º - Quando o Recurso contiver as razões de fato previstas no § 3º, a</p><p>autoridade recorrida, para o julgamento do mérito, submeterá os relatórios à</p><p>manifestação do Diretor de Saúde, que determinará inspeção de saúde no</p><p>militar recorrente, por JMS ou Junta Militar de Saúde Especializada (JMSE).</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>20</p><p>CAPÍTULO VII – Do agravamento de mal pré-existente</p><p>Art. 16 - A justificativa de agravamento de mal preexistente e/ou latente</p><p>somente será aceita em casos excepcionais, depois de realizada nova</p><p>inspeção de saúde no acidentado pela JMS e constatada a relação causa-</p><p>efeito médico-pericial.</p><p>§ 1º - Considera-se agravamento de mal preexistente e/ou latente:</p><p>I - a agudização de lesão anterior, existente no mesmo local da lesão atual;</p><p>II - os casos em que houver agravamento do quadro clínico do militar,</p><p>decorrente de lesão não considerada grave ou gravíssima, perturbação</p><p>funcional</p><p>ou de contaminação, proveniente ou não de acidente de serviço</p><p>ou de moléstia profissional.</p><p>§ 2º - Considerar-se-á justificada a agudização de lesão preexistente quando</p><p>se enquadrar em uma das seguintes situações:</p><p>I - a lesão anterior houver sido decorrente de acidente de serviço ou</p><p>moléstia profissional, objeto de amparo em AO;</p><p>II - independente da lesão anterior, a lesão atual, por si só, já ser o bastante</p><p>para motivar a instauração de AO;</p><p>III - a lesão atual, embora ocorrente no mesmo local da lesão anterior,</p><p>comprometer função, órgão, tecido ou parte anatômica, diferente daquela</p><p>lesada anteriormente ou do distúrbio diagnosticado àquela época;</p><p>IV - embora haja o registro de lesão anterior, não tenha havido sequelas que</p><p>motivassem tratamento contínuo e o militar exercia normalmente as suas</p><p>funções habituais.</p><p>§ 3º - Considerar-se-á justificado o agravamento do quadro clínico do militar</p><p>decorrente de lesão não considerada grave ou gravíssima, perturbação</p><p>funcional ou de contaminação, quando se enquadrar em todas as situações</p><p>a seguir:</p><p>I - a lesão, perturbação funcional ou contaminação houver sido decorrente</p><p>de acidente de serviço ou moléstia profissional e houver sido dispensado o</p><p>processo de AO, observado o disposto no § 1º do artigo 6º;</p><p>II - a lesão, perturbação funcional ou contaminação houver deixado</p><p>sequelas permanentes, impedindo e/ou dificultando, ainda que</p><p>parcialmente, o exercício regular das atividades habituais do acidentado;</p><p>III - resultar em tratamento contínuo ou intermitente, em decorrência da</p><p>lesão, perturbação funcional ou contaminação sofrida.</p><p>CAPÍTULO VIII – Disposições Gerais</p><p>Art. 17 - O encaminhamento do acidentado à JMS, nas situações previstas</p><p>nesta instrução, deverá ser procedido pelo Cmt, com relatório</p><p>circunstanciado do Médico da OME (Anexo VI).</p><p>Parágrafo único - A JMS expedirá ata ou laudo, sobre as avaliações periciais</p><p>que proceder, em decorrência das disposições desta instrução, que</p><p>comporá os autos do AO.</p><p>Art. 18 - Para os efeitos legais decorrentes, o amparo em AO retroage à data</p><p>do acidente ou à data em que foi identificado o diagnóstico da moléstia</p><p>profissional.</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>21</p><p>Art. 19 - Os procedimentos de assistência à saúde, para o militar amparado</p><p>em AO, serão enquadrados nas normas previstas em Lei.</p><p>Parágrafo único - Quando não houver sido instaurado o AO pelas razões</p><p>previstas no inciso III do artigo 6º e sendo observado o disposto no seu § 1º,</p><p>aplicar-se-á ao acidentado o previsto no “caput” deste artigo, combinado</p><p>com o disposto no artigo 18.</p><p>Art. 20 - Para efeito do artigo 124, da Lei nº 3.196, de 09.01.1978, os dias de</p><p>afastamentos do exercício de suas funções, decorrentes de acidente de</p><p>serviço ou moléstia profissional, bem como para atendimento ao previsto na</p><p>Lei Estadual nº 8.279 de 30.03.2006, só serão computados na sua totalidade,</p><p>se tiverem amparo em AO ou obedecido o previsto no inciso III do artigo 6º e</p><p>sendo observado o disposto no seu §1º.</p><p>Parágrafo único – Aplica-se o disposto neste artigo a incapacidade definitiva</p><p>amparada pelos incisos I, II e III do Art. 12 da Lei Complementar nº 420, de</p><p>29.11.07.</p><p>Art. 21 - O Diretor de Saúde poderá baixar instrução e/ou instituir relatórios</p><p>necessários à coordenação e controle de processos de AO, para fins</p><p>estatísticos de saúde e/ou para a prestação de assistência à saúde aos</p><p>militares, para desenvolvimento de estudos epidemiológicos das causas dos</p><p>acidentes de serviço ou moléstias profissionais, visando propor ou</p><p>estabelecer estratégias de prevenção, diagnóstico, tratamento e</p><p>reabilitação.</p><p>Art. 22 - O AO poderá ser revisto a qualquer tempo e ter a sua solução</p><p>modificada pelo Diretor de Saúde, quando eivado de vício que o torne nulo</p><p>ou anulável, mediante parecer emitido pela JMS ou JMSS, após inspeção de</p><p>saúde no acidentado, excluído o AO solucionado pelo Comandante-Geral</p><p>ou Chefe do EM.</p><p>Parágrafo único - O Comandante-Geral ou o Chefe o EM poderá rever a</p><p>solução do AO que houver decidido, na situação descrita no artigo,</p><p>mediante proposta do Diretor de Saúde, devidamente instruída com o</p><p>parecer emitido pela JMS ou JMSS.</p><p>Art. 23 - Os casos omissos serão resolvidos pelo Comandante-Geral das</p><p>respectivas corporações.</p><p>Art. 25 - Estas Instruções Reguladoras aplicam-se aos acidentes não</p><p>apurados ou em apuração, ocorridos antes de sua vigência.</p><p>Art. 26 - Estas Instruções Reguladoras entram em vigor após aprovação por</p><p>Portaria Regulamentar assinada pelos Comandantes Gerais da PMES e</p><p>CBMES.</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>22</p><p>ANEXOS</p><p>Publicada no BGPM n.º 030 de 25.07.2013.</p><p>No verso da CA consta escrito o Art. 1º; §§ 5º, 6º e 7º da IRSDO: conceitos de</p><p>lesão leve, lesão grave e lesão gravíssima.</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>23</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>24</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>25</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>26</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>27</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>28</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>29</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>30</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>31</p><p>4. INSTRUÇÕES REGULADORAS DOS</p><p>AFASTAMENTOS E INSPEÇÕES DE SAÚDE</p><p>DOS POLICIAIS MILITARES DO ESTADO DO</p><p>ESPÍRITO SANTO (IRAIS)</p><p>PORTARIA Nº 706-R de 13.06.2017-PMES, BGPM Nº 028 de 16.06.2017</p><p>TÍTULO I – DAS INSPEÇÕES DE SAÚDE</p><p>Art. 1º As inspeções de saúde constituem perícias militares ou médico-legais</p><p>realizadas através das Juntas Militares de Saúde (JMS), colegiados</p><p>autônomos de oficiais da área da saúde da Polícia Militar do Espírito Santo</p><p>(PMES), com o objetivo de realizar trabalhos técnicos e periciais.</p><p>§ 1º A submissão à inspeção de saúde é obrigatória aos candidatos a</p><p>ingresso nas carreiras da PMES, aos policiais militares da ativa e, ainda, aos</p><p>inativos quando houver exigência legal.</p><p>§ 2º As inspeções de saúde são realizadas mediante convocação da</p><p>comissão do concurso público, do comandante, chefe, diretor ou</p><p>autoridade médico- militar.</p><p>§ 3º A convocação, em regra, se efetua mediante publicação em Boletim,</p><p>sendo dever dos integrantes da PMES acompanhar as publicações na</p><p>intranet da Corporação, com uso da senha pessoal.</p><p>Art. 2º As inspeções de saúde atendem aos seguintes fins:</p><p>I - Ingresso: realizada nos candidatos a ingresso nas carreiras da PMES,</p><p>com a finalidade de atestar a capacidade para o exercício do cargo;</p><p>II - Engajamento: realizada nos praças que estão completando o tempo</p><p>de serviço inicial obrigatório de 02 (dois) anos após a incorporação, com a</p><p>finalidade de prorrogar o tempo de serviço por mais 04 (quatro) anos;</p><p>III - Reengajamento: realizada nos praças que estão completando 06 (seis)</p><p>anos de serviço, com a finalidade de prorrogar o tempo de serviço por mais</p><p>04 (quatro) anos;</p><p>IV - Passar a servir automaticamente sem compromisso de tempo (PSASCT):</p><p>realizada nos praças que estão atingindo a estabilidade com 10 (dez) anos</p><p>de serviço, com a finalidade de atestar a aptidão para o serviço policial</p><p>militar por mais 04 (quatro) anos;</p><p>V - Continuar a servir automaticamente sem compromisso de tempo</p><p>(CSASCT): realizada nos praças que estão atingindo 14 (catorze), 18</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>32</p><p>(dezoito), 22 (vinte e dois), 26 (vinte e seis), 30 (trinta) e 34 (trinta e quatro)</p><p>anos de serviço, com a finalidade</p><p>de atestar a aptidão para o serviço</p><p>policial militar para o quadriênio subsequente;</p><p>VI - Promoção: realizada nos policiais militares que concorrem às</p><p>promoções, com a finalidade de atestar a capacidade para o exercício do</p><p>cargo hierárquico superior;</p><p>VII - Regularização da Situação Militar (RSM): realizada nos policiais</p><p>militares que não atenderam uma convocação regular, com a finalidade</p><p>de deixá-los com a situação de saúde regularizada;</p><p>VIII - Tratamento de saúde: realizada nos policiais militares que</p><p>necessitam de afastamento parcial ou total das suas funções para</p><p>tratamento de saúde;</p><p>IX - Licença para Tratamento de Saúde de Pessoa da Família (LTSPF):</p><p>realizada na pessoa da família do policial militar que necessita da sua</p><p>assistência permanente durante o tratamento de saúde, com observância</p><p>das normas específicas para sua concessão;</p><p>X - Controle de Documentos Sanitários de Origem (CDSO): realizada nos</p><p>policiais militares portadores de documentos sanitários de origem, com a</p><p>finalidade de verificação da sua regularidade;</p><p>XI - Exame de sanidade mental: realizada nos policiais militares com a</p><p>finalidade de examinar o estado de higidez mental, inclusive para</p><p>responder a processos administrativos e judiciais;</p><p>XII - Reforma: realizada nos policiais militares com a finalidade de</p><p>verificar se são portadores de doenças geradoras de incapacidade total e</p><p>definitiva para a função policial militar;</p><p>XIII - Legislação em vigor: realizada nos policiais militares com a</p><p>finalidade de verificar o atendimento de requisitos previstos em legislação</p><p>específica;</p><p>XIV - Curso: realizada nos policiais militares candidatos à matrícula</p><p>em estabelecimento de ensino ou curso, com a finalidade de verificar se a</p><p>higidez está compatível ao exigido pela grade curricular;</p><p>XV - Licença Maternidade ou Licença Adoção: realizada nas</p><p>policiais militares que se encontram no puerpério ou nos policiais, masculinos</p><p>ou femininos, que adotarem ou obtiverem a guarda judicial de criança,</p><p>com a finalidade de assegurar a proteção integral ao menor;</p><p>XVI - Constatação de estado de saúde: realizada nos policiais</p><p>militares para avaliar o estado sanitário para outros fins não compreendidos</p><p>nos incisos anteriores, para atender exigências regulamentares ou para</p><p>avaliar reiteradas dispensas médicas;</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>33</p><p>XVII - Isenção de imposto de renda: realizada nos policiais militares</p><p>reformados, conforme Portaria nº 112-R, de 29.10.2010 do Presidente do</p><p>IPAJM (DIO-ES de 05.11.2010) para avaliar se são portadores de doenças</p><p>especificadas em lei nacional de isenção de imposto de renda.</p><p>TÍTULO II – DAS JUNTAS MILITARES DE SAÚDE EM GERAL</p><p>Art. 3º As Juntas Militares de Saúde (JMS), permanentes ou temporárias, são</p><p>designadas pelo Comandante Geral mediante proposta do Diretor de</p><p>Saúde.</p><p>§1º As juntas são constituídas por até 03 (três) oficiais médicos da ativa, e em</p><p>caráter excepcional poderão ser constituídas por oficiais médicos da reserva</p><p>remunerada. O Presidente da JMS designará o secretário. (Nova redação</p><p>dada pela Portaria nº 762-R, de 21.01.2019-PMES, BGPM nº 004 de 25.01.2019)</p><p>§ 2º Na falta de médicos militares, as Juntas poderão ser complementadas</p><p>por médicos civis.</p><p>§ 3º Os trabalhos das Juntas estão sujeitos ao sigilo e à ética profissional,</p><p>devendo os servidores responsáveis pelo manuseio e registro dos pareceres</p><p>manterem o segredo dos dados registrados.</p><p>§ 4º As Juntas deverão registrar as inspeções em ata própria e observar o</p><p>princípio do máximo aproveitamento da capacidade laborativa do</p><p>inspecionado.</p><p>Art. 4º Constituem-se Juntas Permanentes de Saúde: (Nova redação dada</p><p>pela Portaria nº 762-R, de 21.01.2019-PMES, BGPM nº 004 de 25.01.2019)</p><p>§1º - Junta Militar de Saúde I (JMS I): constituída para inspecionar candidatos</p><p>a ingresso nas carreiras da PMES e policiais militares até o posto de Capitão</p><p>com as seguintes finalidades:</p><p>a) constatar a aptidão para o ingresso na PMES;</p><p>b) constatar a aptidão para promoção, engajamento, reengajamento,</p><p>PSASCT, CSASCT e RSM;</p><p>c) conceder e acompanhar tratamento de saúde;</p><p>d) controlar documentos sanitários de origem;</p><p>e) conceder licença maternidade e adoção;</p><p>f) conceder licença para tratamento de saúde de pessoa da família;</p><p>g) constatar estado de saúde;</p><p>h) constatar a aptidão de policiais militares para cursos;</p><p>i) verificar a aptidão de policiais militares para o atendimento de requisitos</p><p>previstos em legislação específica.</p><p>§2º - A JMS I, quando atuar para inspecionar candidatos a ingresso nas</p><p>carreiras da PMES, funcionará obrigatoriamente com 03 (três) membros,</p><p>podendo ser composta conjuntamente por médicos e odontólogos militares</p><p>e, na falta destes, complementada por médicos e odontólogos civis.</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>34</p><p>§3º - Os padrões mínimos de saúde exigidos dos candidatos a ingresso nas</p><p>carreiras da PMES são definidos no Edital do concurso público respectivo.</p><p>§4º - A JMS I, quando atuar para constatar a aptidão para promoção,</p><p>engajamento, reengajamento, PSASCT, CSASCT, RSM e cursos, conceder</p><p>licença maternidade e adoção, conceder e acompanhar tratamento de</p><p>saúde, conceder licença para tratamento de saúde de pessoa da família e</p><p>inspecionar policiais militares da reserva remunerada para retorno voluntário</p><p>ao serviço ativo, poderá funcionar com apenas 01 (um) membro, com</p><p>denominação de Perícia Oficial Singular em Saúde.</p><p>§5º - A decisão proferida pela Perícia Oficial Singular em Saúde necessita de</p><p>homologação de autoridade militar médica superior.</p><p>§6º - A JMS I, quando atuar para controlar documentos sanitários de origem,</p><p>funcionará com, no mínimo, 02 (dois) membros.</p><p>II - Junta Militar de Saúde II (JMS II): constituída para inspecionar policiais</p><p>militares com as seguintes finalidades:</p><p>a) acompanhar tratamento de saúde dos que ultrapassarem 12 (doze)</p><p>meses ininterruptos de incapacidade temporária;</p><p>b) verificar se a moléstia acarreta ônus para o Estado;</p><p>c) avaliar incapacidade definitiva;</p><p>d) reformar os transferidos para a reserva remunerada;</p><p>e) executar as atribuições da JMS I em oficiais superiores.</p><p>§7º - A JMS II funcionará com, no mínimo, 02 (dois) membros nos casos em</p><p>que possa acarretar ônus permanente para o Estado.</p><p>§8º - Junta Militar de Saúde para isenção de imposto de renda: constituída</p><p>para inspecionar policiais militares reformados por motivo de saúde que</p><p>solicitam enquadramento no rol de doenças descritas em lei nacional de</p><p>isenção de imposto de renda, devendo funcionar com, no mínimo, 03 (três)</p><p>membros.</p><p>§9º - Junta Militar de Exame de Sanidade Mental: constituída para</p><p>inspecionar policiais militares com as seguintes finalidades:</p><p>a) avaliar o estado de higidez mental, inclusive para responder a processos</p><p>administrativos e judiciais;</p><p>b) verificar o estado de saúde de praças, sem estabilidade, que praticaram</p><p>deserção.</p><p>§10 - A Junta Militar de Exame de Sanidade Mental funcionará com, no</p><p>mínimo, 02 (dois) membros.”</p><p>Art. 5º Constituem-se Juntas Temporárias de Saúde:</p><p>I - Junta Militar de Saúde III (JMS III): constituída para o reexame de casos</p><p>por solicitação da JMS I ou JMS II, quando estas se julgarem suspeitas ou</p><p>incompetentes, ou à revisão de casos em que os inspecionados</p><p>interpuserem recursos.</p><p>PROCESSOS EM SAÚDE NA PMES</p><p>Diretoria de Educação</p><p>2024</p><p>35</p><p>Parágrafo único Quando não puder ser constituída a JMS III, por falta de</p><p>médicos militares especialistas, a Junta poderá recorrer a pareceres de</p><p>médicos civis especialistas, que complementarão a decisão no caso em</p><p>estudo.</p><p>II - Junta Militar Superior de Saúde (JMSS): constituída para julgar recursos</p><p>interpostos em face das decisões da JMS I, II e III, tendo como presidente</p><p>oficial intermediário ou superior do Quadro de Oficiais Médicos (QOM).</p>