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<p>0</p><p>2020</p><p>1</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>SUMÁRIO</p><p>INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 2</p><p>ELETROTERAPIA ....................................................................................................... 3</p><p>Ondas Elétricas ........................................................................................................... 3</p><p>Correntes elétricas usadas na estética ..................................................................... 10</p><p>INTRODUÇÃO À ONDA MECÂNICA ........................................................................ 34</p><p>Ultrassom .................................................................................................................. 34</p><p>Ondas mecânicas usadas na estética ....................................................................... 40</p><p>AMBIENTE GRÁFICO ............................................................................................... 44</p><p>INTRODUÇÃO AO RAIO DE LUZ ............................................................................. 47</p><p>Laser ......................................................................................................................... 47</p><p>» Fluência ou densidade de Energia (J/cm²) ............................................................. 51</p><p>Laser de Diodo .......................................................................................................... 51</p><p>Laser .................................................................................................................. 53</p><p>Luz Intensa Pulsada (LIP) ......................................................................................... 60</p><p>RADIOFREQUÊNCIAS INACIONAIS X IMPORTADAS............................................ 62</p><p>Frequências das ondas de rádios ............................................................................. 62</p><p>ORIENTAÇÕES TÉCNICAS ..................................................................................... 65</p><p>Recomendações ....................................................................................................... 65</p><p>REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 68</p><p>2</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>De todas as tecnologias que serão abordadas o Laser de CO2 é a única técnica</p><p>que deve ser aplicada somente pelo médico especializado. As demais tecnologias não</p><p>são consideradas ablativas, porém ainda não existe um consenso bem esclarecido</p><p>sobre quem pode ou não aplicar determinados aparelhos considerados minimamente</p><p>invasivos. Para que não se tenha problemas legais é extremamente importante que</p><p>tanto o Profissional da Saúde, Especialista em Estética quanto o Fisioterapeuta,</p><p>Especialista em Dermato-Funcional, conheça as normativas de seu Conselho de</p><p>Classe, porém, também é importante conhecer as Leis Municipais e Estaduais, pois,</p><p>nenhum Conselho pode ir contra elas. O que é uma contradição.</p><p>O profissional Fisioterapeuta possui um Conselho de Fisioterapia e Terapia</p><p>Ocupacional – Crefito –, bem definido e estruturado, com normas sobre a atividade</p><p>privativa que deve ser desempenhada por ele, um especialista Dermato-Funcional.</p><p>São essas as regras que ele deve seguir, independente das estipuladas por outros</p><p>Conselhos, como o de Mediciona (CRM). Já o Especialista em Estética, graduado em</p><p>outras áreas da saúde, deve verificar o que diz o seu Conselho, ou se devem ser</p><p>seguidas normas do CRM, quando são desenvolvidos tratamentos minimamente</p><p>invasivos. Uma vez que, nem todos os Conselhos têm normas definidas para</p><p>tratamentos estéticos, muitos seguem o CRM. O mais importante é ter consciência de</p><p>que somente o conhecimento da técnica, não habilita o profissional a utilizá-la.</p><p>Quando falamos em eletroterapia, várias são as possibilidades que nos vêm à</p><p>mente devido à alta gama de estudos desenvolvidos nas diversas categorias utilizadas</p><p>nessa modalidade terapêutica. Isto é uma vantagem para o paciente e uma ferramenta</p><p>a mais para o terapeuta.</p><p>A eletroterapia vem sendo cada vez mais utilizada nos tratamentos estéticos</p><p>faciais e corporais, sendo até considerada como fundamental por muitos profissionais</p><p>da área. Por esse fato, torna-se imprescindível o conhecimento pleno das técnicas e</p><p>sua correta utilização, evitando lesões.</p><p>Muitas melhorias no tratamento estético são temporárias, mas conforme o</p><p>tratamento vai sendo realizado, os benefícios tornam-se mais duradouros, pois, o</p><p>efeito contínuo da corrente faz com que ela atue mesmo após a aplicação. Esses</p><p>3</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>benefícios não são definitivos, visto que os efeitos do tempo continuarão a incidir sobre</p><p>o organismo.</p><p>ELETROTERAPIA</p><p>Ondas Elétricas</p><p>.</p><p>O que existe em comum entre: estimulo doloroso; contração muscular;</p><p>processo de cicatrização / regeneração e lesão tecidual?</p><p>Há polaridade, em todos esses processos existe efeito elétrico. O impulso</p><p>nervoso é o sinal elétrico transmitido ao longo do axônio. Esse sinal elétrico é iniciado</p><p>por algum estímulo, que causa uma alteração da carga elétrica do neurônio, sendo</p><p>sua direção a dos dendritos para os terminais axônicos. Esse sinal passa de um</p><p>neurônio ao seguinte, ou termina num órgão efetor, como um grupo de fibras</p><p>musculares, ou retorna ao sistema nervoso central.</p><p>Em qualquer evento, existe polaridade e quando a polaridade é interrompida,</p><p>ou por lesão, ou por dor, ou quando se quer aumentar a intensidade do evento,</p><p>precisamos restabelecer a polaridade do local.</p><p>Quando se fala em eletroterapia, tem-se que ter consciência dos efeitos da</p><p>eletricidade em nosso organismo, pois, quando se pensa em tratamentos estéticos,</p><p>baseados na eletroterapia, pode-se dizer que ela vai estimular ou inibir a eletricidade</p><p>do nosso organismo, baseando-se na terapêutica aplicada.</p><p>.</p><p>A mesma energia transmitida de forma diferente, não tem a mesma resposta.</p><p>O que isso quer dizer?</p><p>Quanto menor a fase do pulso, maior tem que ser a intensidade para alcançar</p><p>os limiares, sendo essa corrente é mais agradável.</p><p>4</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>No gráfico acima, temos exemplo da mesma quantidade de energia, porém,</p><p>isso não significa a mesma resposta.</p><p>Observando o gráfico acima, percebemos que nem todas as correntes vão</p><p>produzir contração, porque por mais que se aumente a intensidade, ela pode nunca</p><p>chegar à necessidade do limiar.</p><p>Quando usar corrente que atinge o limiar motor da fibra muscular?</p><p>5</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>Usada para tratar pacientes que perderam o nervo periférico, a corrente tem</p><p>que ser sufi ciente para produzir contração diretamente na fibra muscular. Para isso</p><p>há necessidade de uma corrente ideal, que é encontrada quando adequamos à</p><p>frequência.</p><p>A frequência (Hz) é a quantidade de repetições por um determinado tempo. A</p><p>faixa de frequência terapêutica do nosso organismo é de 1 à 200Hz, quando se refere</p><p>à corrente elétrica exitomotora. Fora isso o nosso organismo não trabalha, portanto</p><p>não existe terapia.</p><p>» 1-10Hz – alcança músculo liso (exemplo vasos linfáticos); músculo</p><p>esquelético do tipo I; Analgesia.</p><p>» 30-100Hz – alcança músculo esquelético tipo II.</p><p>» 80-200Hz – alcança analgesia.</p><p>Observação: Não adianta aplicar frequências mais elevadas, para correntes</p><p>exitomotoras porque não existe nada no organismo que trabalhe fora dessas</p><p>frequências.</p><p>Conhecendo os parâmetros físicos</p><p>Se pensamos que a eletroterapia é a aplicação de eletricidade no paciente, por</p><p>que não colocarmos o dedo do paciente na tomada?</p><p>Porque a amperagem (intensidade)</p><p>elétrico, permeantes químicos, surfactantes e princípios ativos</p><p>específicos similares aos utilizados na Mesoterapia Clássica. Elas podem ser positivas</p><p>ou negativas. As utilizadas na clínica são: a lipolítica e a lipocell, em que ambas têm</p><p>a função de ativar o sistema linfático, a microcirculação. A lipolítica tem ação</p><p>desintoxicante melhorando o quadro de gordura localizada, e a lipocell inibe o</p><p>desenvolvimento da celulite.</p><p>É importante saber se o produto (melange) é de carga positiva ou negativa,</p><p>pois o cabeçote do utrassom, que também conduz corrente estéreo-dinâmica deverá</p><p>estar com uma polaridade igual ao do produto. Isso é importante com base na teoria</p><p>de que os “opostos se atraem” e os “iguais se repelem”. Exemplificando: se a melange</p><p>é positiva o cabeçote é polarizado positivamente, assim o aparelho realizará efeito de</p><p>44</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>fonoforese e iontoforese ao mesmo tempo. Para que ocorra o circuito elétrico da</p><p>corrente estéreo-dinâmica que estará liberando energia elétrica, existe um eletrodo</p><p>positivo dispersivo.</p><p>c) Endophasys - RT</p><p>Utilização apenas da ação da corrente estéreo-dinâmica, o MANTHUS tem 3</p><p>canais de saída para essa corrente. Nessa técnica usam-se eletrodos convencionais,</p><p>com polo positivo e negativo predefinido.</p><p>Utilizada para fins analgésicos, principalmente em pré-procedimentos</p><p>invasivos.</p><p>Na figura podem-se observar todas as funções do MANTHUS.</p><p>» Contraindicações:</p><p>› gravidez, ou mulheres em fase de amamentação;</p><p>› infecções locais;</p><p>› áreas com circulação inadequada;</p><p>› marca-passo;</p><p>› diabetes;</p><p>› hipertensão não compensada; › pacientes com doenças de pele; › processos</p><p>tumorais.</p><p>É importante entender como a corrente elétrica polarizada realiza analgesia,</p><p>para isso, aprofunde-se sobre o assunto.</p><p>A terapia combinada do MANTHUS associa os eficientes efeitos do ultrassom,</p><p>na quebra da gordura localizada, com uma corrente estéreo-dinâmica para a ativação</p><p>do sistema linfático. Por isso, esse aparelho é utilizado para realização de mini-</p><p>lipoaspiração não invasiva; aplicação prévia nos procedimentos de cirurgias plásticas;</p><p>tratamentos pós-cirúrgicos; abrandamento e tratamento de aderências; tratamentos</p><p>com fonoforese e iontoforese.</p><p>AMBIENTE GRÁFICO</p><p>SOFTWARE</p><p>O MANTFUS utiliza uma interface gráfica amigável com três módulos de</p><p>programação em que doses, ajustes e parâmetros são totalmente controlados por</p><p>meio das teclas do cabeçote.</p><p>45</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>SONOPHASYA - RT</p><p>(Ultrassom + Correntess Esteréodinâmicas). Lipolise + Ativação do Sistema</p><p>Neurovegetativo, este módulo não utiliza eletrodos dispersivos, as correntes estéreo</p><p>dinâmicas circularão entre os três polos do cabeçote.</p><p>PHONO-IONTO-PORAÇÃO (Ultrasson + Correntes Polarizadas), Ultrassom +</p><p>Iontoforese, este módulo coloca-se o eletrodo dispersivo para fazer Terapia</p><p>Combinada.</p><p>ENDOPHASYS-RT</p><p>Este módulo permite a aplicação exclusiva de correntes, com três canais de</p><p>saída de corrente que podem ser utilizados para fins analgésicos Indicado para eletro-</p><p>massagem e pré-procedimento invasiuvos (Intradermoterapia).</p><p>Características</p><p>Equipamento computadorizados; Ultrassom de 3MHz com potência real de 45</p><p>Watts; Correntes polarizadas e despolarizadas; Monitoração de temperaturas; Ajustes</p><p>total dos comandos pelo cabeçote; Contínuo e Pulsado; Voltagem automática</p><p>110/220v; Dimensão Aparelho 50,3cm x 38,2cm x 56com (CxLxA) Peso 15kg e</p><p>Monitor 50,3cm x 30,2cm x 56cm (CxLxA) 15kg; Rack 57cm x 51cm x 96 cm(CxLxA)</p><p>30kg</p><p>46</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>Figura - Desenho esquemático das funções do Manthus</p><p>Fonte: http://www.kld.com.br/manthus_stand.php</p><p>47</p><p>www.estetus.com.br</p><p>Recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>INTRODUÇÃO AO RAIO DE LUZ</p><p>Laser</p><p>Para entendermos o raio de luz é preciso lembrar que a luz é formada por</p><p>fótons. O elétron é uma carga negativa que circunda o núcleo de um átomo carregado</p><p>positivamente. Esses elétrons são mantidos por forças de atração. Se a eles for</p><p>fornecida energia sufi ciente, eles abandonarão as suas órbitas.</p><p>Em um laser, o material gerador, seja HeNe, Diodo, Co2 é “bombardeado” para</p><p>que os átomos entrem em um estado excitado. De maneira geral, flashes de luz muito</p><p>intensos ou descargas elétricas “bombardeiam” o material gerador e criam um grande</p><p>conjunto de átomos em estado excitado (átomos com elétrons de energia mais alta).</p><p>Assim que o material gerador é bombardeado, ele passa a conter um grupo de</p><p>átomos com alguns elétrons localizados em níveis excitados. Os elétrons excitados</p><p>têm mais energia que os elétrons mais “relaxados”. Assim como o elétron absorveu</p><p>uma quantidade de energia para atingir o estado excitado, ele também pode liberar</p><p>essa energia. Como a figura abaixo ilustra, o elétron pode simplesmente ‘relaxar” e</p><p>livrar-se de uma parte desta energia. Essa energia emitida surge na forma de fótons</p><p>(energia luminosa).</p><p>Figura - Esquema da liberação de fóton pela movimentação de elétrons</p><p>http://ciencia.hsw.uol.com.br/laser3.htm</p><p>48</p><p>www.estetus.com.br</p><p>Recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>Os átomos absorvem e emitem luz unicamente se puderem passar de um</p><p>estado de energia para outro.</p><p>A absorção de luz ocorre quando os fótons emitidos são absorvidos pelo</p><p>organismo. É através desse mecanismo que a célula do organismo é instigada pela</p><p>luz a sintetizar, estimular e/ou inibir substâncias para fins terapêuticos.</p><p>O laser é uma abreviação da expressão inglesa Light Amplifi cation by</p><p>Stimulated Emission of Radiation, que significa amplificação da luz por emissão</p><p>estimulada da radiação.</p><p>É uma emissão de luz monocromática, coerente, com grande concentração de</p><p>energia, capaz de provocar alterações físicas e biológicas. É um recurso da fototerapia</p><p>que vem sendo utilizado pelos profissionais da saúde, por produzir um efeito anti-</p><p>inflamatório, analgésico, estimulador celular, modulador do tecido conjuntivo na</p><p>regeneração e na cicatrização de diferentes tecidos e também com efeitos ablativos.</p><p>A monocromaticidade do laser faz com que ele seja um aparelho que produz</p><p>um comprimento de onda específico e, portanto, tenha uma frequência definida.</p><p>A coerência refere-se à organização perfeita no que diz respeito ao</p><p>deslocamento ordenado de suas ondas que oscilam uniformemente, ou seja, todas as</p><p>ondas estão na mesma fase e essa coerência espacial contribui para manter (apesar</p><p>da distância) a potência luminosa do feixe por não haver interferência entre os raios.</p><p>A onda do laser tem o mesmo comprimento e a mesma orientação.</p><p>A colimação é uma consequência da coerência espacial, quando os raios lasers</p><p>permanecem em um feixe paralelo. Como as radiações não divergem, a energia é</p><p>propagada em distâncias muito longas. Por isso, os lasers têm uma boa localização</p><p>de alvo.</p><p>Existe uma equidade na literatura em afirmar que os estratos biológicos são</p><p>uma grande barreira à penetração da radiação óptica. A radiação laser pode atingir</p><p>entre 9,7 a 14,2mm da camada da pele com 1% da energia incidente. Devido à</p><p>complexa estrutura dos estratos cutâneos, há uma grande dificuldade na quantidade</p><p>tanto de absorção quanto da penetração da radiação laser. Quando a radiações laser</p><p>interagem com a matéria, os efeitos são os mesmos de qualquer outra radiação</p><p>eletromagnética, produzindo reflexão, refração, absorção e ainda dispersão. Na tabela</p><p>49</p><p>www.estetus.com.br</p><p>Recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>3 observa-se a porcentagem absorvida em comprimentos de onda específicos,</p><p>enquanto o raio laser se aprofunda no tecido.</p><p>Tabela: Porcentagem da densidade incidente a diferentes profundidades</p><p>de</p><p>penetração da radiação com diferentes comprimentos de onda na pele de indivíduos</p><p>caucasianos.</p><p>Fonte: Guirro, E.C.O. Fisioterapia Dermato-Funcional</p><p>Os lasers podem ser classificados como alta ou baixa potência, dependendo</p><p>da intensidade da energia que fornecem. Os lasers de alta potência também são</p><p>conhecidos como “quentes” devido às respostas térmicas que provocam. Eles são</p><p>usados no âmbito médico em inúmeras áreas, incluindo corte cirúrgico e coagulação,</p><p>oftalmologia, dermatologia, oncologia e cirurgia vascular. O uso de lasers de baixa</p><p>potência (também conhecido como lasers “frios” ou “suaves”) são usados para</p><p>cicatrização e manuseio da dor.</p><p>Para conseguir o efeito terapêutico seletivo do laser, deve-se escolher o</p><p>comprimento de onda apropriado, que será absorvido principalmente pelas células do</p><p>tecido que se quer atingir.</p><p>Os equipamentos mais utilizados na prática fisioterapêutica são os de gás</p><p>Hélio-Neônio (HeNe), e os de diodo Arseneto de Gálio (AsGa), Alumínio-Gálio-Indio-</p><p>Fósforo (AlGaInP) e Arseneto-Gálio-Alumínio (AsGaAl). Esses tipos de laser serão</p><p>aqui elucidados, devido também serem importantes para alguns tratamentos estéticos</p><p>que trabalham com os parâmetros descritos abaixo.</p><p>Tabela - Características físicas dos diferentes equipamentos de laser de baixa</p><p>potência</p><p>50</p><p>www.estetus.com.br</p><p>Recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>Fonte: Guirro, E.C.O. Fisioterapia Dermato-Funcional</p><p>Cada tipo de laser tem seus parâmetros preestabelecidos. O principal</p><p>parâmetro para definir o tipo a ser usado é o comprimento de onda, porque cada</p><p>radiação tem uma particularidade e com isso, cada comprimento de onda encoraja um</p><p>tipo celular.</p><p>Na literatura, existe uma classifi cação para o laser, segundo a potência de</p><p>emissão: Power-Laser, com radiações de alta potência e com poder destrutivo, é</p><p>usado em cirurgias, por exemplo, o laser de CO2; Mid-Laser, com radiações de</p><p>potências médias e sem potencial destrutivo, como o laser de AsGa; Soft Laser, com</p><p>radiações de potência baixa e sem potencial destrutivo, como o laser de HeNe.</p><p>Vamos nos deter nos comprimentos de onda mais utilizados pelos profissionais</p><p>da estética. Apesar dos lasers de baixa intensidade serem menos usados em</p><p>tratamentos estéticos, são bastante usados para tratar processos de cicatrização, o</p><p>que se torna então interessante para profissionais da estética. Atuam a nível celular,</p><p>promovendo aumento do metabolismo, podendo aumentar a proliferação, maturação</p><p>e locomoção de fibroblastos e linfócitos, intensificar a reabsorção de fibrina, aumentar</p><p>a quantidade de tecido de granulação e diminuir a liberação de mediadores</p><p>inflamatórios, acelerando assim o processo de cicatrização.</p><p>Laser HeNe</p><p>Esse laser se caracteriza pelo comprimento de onda 632,8nm de forma</p><p>contínua e uma potência de pico entre 2 a 10 mW.</p><p>Esse tipo de onda está relacionada à possibilidade de inibir o aparecimento de</p><p>fatores quimiotáxicos nos estágios iniciais da inflamação, de interferir nos efeitos dos</p><p>51</p><p>www.estetus.com.br</p><p>Recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>mediadores químicos induzidos pela inflamação e inibir a síntese das prostaglandinas.</p><p>Ocorre intensificação de multiplicação e maturação de fibroblastos, assim como de</p><p>fibras colágenas. Também se observa aceleração da regeneração de vasos</p><p>sanguíneos e linfáticos.</p><p>» Fluência ou densidade de Energia (J/cm²)</p><p>É a dose de energia necessária para produzir o efeito desejado. Alguns autores</p><p>preconizam que a densidade de energia a ser depositada deve 1 a 6 J/cm² e deve</p><p>seguir o efeito desejado. Porém para fins estéticos já se pode observar densidades</p><p>maiores, como veremos no laser de diodo.</p><p>Efeito Analgésico................................................2 a 4 joules/cm2</p><p>Efeito Anti-inflamatório......................................1 a 3 joules/cm2</p><p>Efeito Regenerativo.............................................3 a 6 joules/cm2</p><p>Efeito Circulatório...............................................1 a 3 joules/cm2</p><p>Em situações inflamatórias deve-se seguir o seguinte raciocínio:</p><p>Fase aguda.........................................................doses baixas</p><p>Fase sub-aguda..................................................doses medias</p><p>Fase crônica.......................................................doses altas</p><p>Laser de Diodo</p><p>Também conhecido como semicondutor é um equipamento feito ou de AsGa,</p><p>ou AlGaInP ou de AsGaAl.</p><p>O laser AsGa possui um comprimento de onda de 904,0nm, pulsada e por isso,</p><p>uma frequência de 1000Hz e uma largura de pulso de 200ms e uma potência de pico</p><p>entre 15 e 30W.</p><p>O laser AlGaInP possui um comprimento de onda de 670,0nm do tipo contínua</p><p>e uma potência de pico entre 15 a 30mW.</p><p>O laser AsGaAl possui um comprimento de onda 830,0nm do tipo contínua e</p><p>uma potência de pico de 30mW.</p><p>O laser de Diodo é muito utilizado para eliminação de pelos. Ele tem essa</p><p>capacidade, porque a sua energia é captada pelo pigmento melanina, que dá cor ao</p><p>pêlo. O efeito dessa energia sobre o folículo piloso é capaz de danificá-lo, retardando</p><p>52</p><p>www.estetus.com.br</p><p>Recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>ou evitando a produção de um novo fio. Por isso, o tratamento só é eficaz em pelos</p><p>escuros. Como esse pigmento também dá cor à pele, é importante se ter bastante</p><p>cuidado na sua aplicação, porque quando usado laser não específico para essa</p><p>finalidade, ele pode causar manchas em pele morena. Uma vez que a melanina da</p><p>pele também atrai a luz, causando manchas nas pessoas morenas ou bronzeadas,</p><p>torna-se mais indicado o seu uso em pessoas de pele clara e pelos escuros.</p><p>O laser de Diodo possui um mecanismo que protege a pele, dirigindo a energia</p><p>apenas à raiz do pelo.</p><p>Dessa forma, a melanina da pele, não é afetada, evitando as manchas.</p><p>No entanto, é importante ressaltar que, devido ao ciclo de vida dos fios, nem</p><p>todos se encontram na fase ideal para a ação do laser, a fase de crescimento ou</p><p>anágena. Os que não estiverem nessa fase, serão menos afetados pelo tratamento e,</p><p>por isso, podem ser necessárias várias sessões para se obter o melhor resultado</p><p>(geralmente entre 3 a 5 sessões).</p><p>Deve ser dado um espaço de pelo menos 30 dias entre cada sessão, de modo</p><p>que os pelos que estejam na fase de repouso (telógena) passem para a fase de</p><p>crescimento, tornando-se, então, mais vulneráveis ao tratamento.</p><p>O resultado a ser esperado com a depilação pelo laser de Diodo é a redução</p><p>definitiva dos pelos, mas isso pode variar de acordo com cada caso e localização do</p><p>tratamento, devido à porcentagem de fios em fase de repouso e as características</p><p>pessoais de cada indivíduo.</p><p>É importante ressaltar que os folículos pilosos têm um grande poder de</p><p>regeneração e podem voltar a produzir os pelos depois de algum tempo,</p><p>principalmente se houver a ocorrência de distúrbios hormonais.</p><p>Quando isso ocorre, geralmente os pelos são mais finos, claros e de</p><p>crescimento mais lento.</p><p>» Parâmetros recomendados para depilação</p><p>Duração de pulso (entre 20 e 100 ms), comprimento de onda (810 nm) e</p><p>densidade de energia (entre 20 e 60 J/cm²), justamente o que se consegue quando o</p><p>laser é emitido por Diodo.</p><p>53</p><p>www.estetus.com.br</p><p>Recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>A energia absorvida pelo organismo pode estimular a liberação de substâncias</p><p>pré-formadas, como histaminas, serotonina, bradicinina ou modificar as reações</p><p>enzimáticas normais, tanto no sentido de excitação como de inibição, levando a efeito</p><p>anti-inflamatório, efeito analgésico e estimulante celular e modulador do tecido</p><p>conjuntivo na regeneração e cicatrização.</p><p>A depilação a laser pode ser feita em qualquer tipo de pele e de pelo e em</p><p>qualquer época do ano, inclusive no verão. Além de uma pele livre de pelos o</p><p>tratamento proporciona também uma</p><p>incrível diferença em sua textura e aparência,</p><p>pois, junto com o pelo o laser remove a camada córnea da pele, estimula o aumento</p><p>do colágeno e da elastina e aumenta a circulação sanguínea da região tratada, assim,</p><p>casos de foliculite (pelos encravados) são também resolvidos. A cada sessão os pelos</p><p>vão se enfraquecendo até o ponto de não nascerem mais. Lembrando sempre que a</p><p>depilação a laser atinge até 90% dos pelos, os 10% restantes podem voltar, porém</p><p>bem mais finos e com intervalos muito maiores de crescimento. O número de sessões</p><p>varia de acordo com diversos fatores, sexo, cor da pele, cor do pelo, região do corpo,</p><p>disfunções hormonais e hereditariedade. É importante que o cliente não utilize a cera</p><p>ou a pinça durante o tratamento, pois esses dois métodos interferem negativamente</p><p>nos resultados. Ao agendar a avaliação, do cliente deve deixar os pelos num</p><p>comprimento mínimo de 1mm, pois só dessa forma o laser penetra na pele e atinge o</p><p>bulbo.</p><p>Laser</p><p>Antes de começarmos a falar sobre esse assunto, é extremamente importante</p><p>que se tenha em mente que o laser de CO2 é diferente de todos os outros citados até</p><p>o momento. Diferentemente dos lasers de HeNe e Diodos, considerados um método</p><p>não invasivo e sem poder ablativo (lesivo), os de CO2 são ablativos e por isso devem</p><p>ser aplicados apenas por médicos especializados nessa especialidade. Porém é</p><p>importante que tenhamos o conhecimento sobre o assunto, pois, em muitas clínicas</p><p>de estética e dermato-funcional, existe essa tecnologia a favor do cliente. Porém</p><p>nessas clínicas, sempre se deve ter um médico responsável pela aplicação.</p><p>Existem 2 tipos de laser de CO2, o Tradicional e o Fracionado. O laser de CO2</p><p>Fracionado é um dos mais novos métodos de tratamento dos sinais de</p><p>54</p><p>www.estetus.com.br</p><p>Recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>envelhecimento da pele, e progressivamente vem ocupando um importante lugar no</p><p>arsenal nas clínicas que tratam da estética humana. O laser Fracionado é uma técnica</p><p>relativamente nova, que procura associar o benefício do laser de CO2, já usado com</p><p>sucesso no passado com a finalidade de rejuvenescimento, mas com uma</p><p>recuperação mais fácil que é característica dessa técnica.</p><p>O laser de CO2 Tradicional é aplicado em uma só sessão e tem ação sobre</p><p>toda a extensão da pele, enquanto o laser Fracionado de CO2 age em micropontos, e</p><p>é aplicado em sessões seriadas, minimizando a recuperação do tratamento, mas</p><p>mantendo bons resultados.</p><p>O laser de CO2 é considerado um laser ablativo, o seu comprimento de onda</p><p>reconhece os cromóforos que se quer atingir, a duração do pulso deve ser mais curta</p><p>que o tempo de relaxamento térmico do cromóforo, tornando-o assim um laser</p><p>“lesivo”. O tempo de relaxamento térmico é definido como o tempo necessário para</p><p>que o tecido esfrie a metade da temperatura atingida imediatamente após a irradiação</p><p>do laser. Para se conseguir o efeito terapêutico seletivo, a densidade de energia ou</p><p>fluência (medida em joules/cm²) deve ser sufi ciente para atingir o tecido alvo e ao</p><p>mesmo tempo controlada pela duração do pulso. Os principais cromóforos endógenos</p><p>da pele são a água, a melanina e a hemoglobina. O principal cromóforo exógeno da</p><p>pele é a tinta das tatuagens. As células atingidas são vaporizadas ao experimentarem</p><p>uma elevação na temperatura em 100° graus durante alguns microssegundos.</p><p>O laser de CO2 provoca uma queimadura da pele que posteriormente apresenta</p><p>cicatrização.</p><p>Após a recuperação, a pele vai apresentar-se nova com a eliminação ou</p><p>melhora das lesões de doença dermatológicas e dos sinais de envelhecimento que</p><p>apresentava anteriormente. Apresenta bons resultados, mas o laser de CO2</p><p>Tradicional tem uma recuperação lenta, de até seis semanas após o procedimento,</p><p>impedindo o paciente de retornar às suas atividades rapidamente. Hoje o laser de</p><p>CO2 Tradicional é utilizado preferencialmente em lesões localizadas quando se</p><p>pretende uma ação mais efetiva e radical, mas em uma pequena área, procedimento</p><p>onde esse tipo de laser continua sendo muito útil.</p><p>55</p><p>www.estetus.com.br</p><p>Recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>O laser Fracionado surgiu como uma opção de tratamento com o resultado</p><p>semelhante aos lasers ablativos já descritos, mas sem os efeitos colaterais e o pós-</p><p>operatório complicados que os lasers Tradicionais apresentam.</p><p>O laser de CO2 Fracionado é utilizado para melhoria de rugas periorais e</p><p>periorbitais, rugas finas, envelhecimento facial, fotoenvelhecimento, rugosidade fina</p><p>da pele, aspereza da pele, cicatrizes de acne fibróticas, manchas provocadas pelo sol</p><p>(melanose solar, lentigos, e efélides ou sardas) e alguns tumores benignos que</p><p>comprometem a estética facial.</p><p>O princípio do laser Fracionado é a criação de “colunas térmicas” (microzonas</p><p>térmicas) de energia atravessando a pele, deixando entre essas colunas porções de</p><p>pele não acometidas, possibilitando uma cicatrização mais rápida, a partir da pele</p><p>saudável, e, consequentemente, um pós-operatório melhor tolerado.</p><p>A energia que é emitida pelo laser em colunas, além de agir diretamente sobre</p><p>a pele doente ou envelhecida se propaga lateralmente e age mais amplamente sobre</p><p>o tecido levando à um estímulo da produção de colágeno, uma das estruturas</p><p>responsáveis pelo “turgor” e qualidade da pele. Quanto maior a energia do laser,</p><p>maior a profundidade da coluna, conseguindo, assim, melhorar cicatrizes e rugas mais</p><p>profundas, difíceis de serem alcançadas por outros métodos.</p><p>Na figura pode-se observar a diferença entre o laser Tradicional e o Fracionado.</p><p>56</p><p>www.estetus.com.br</p><p>Recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>O CO2 Tradicional atinge toda a extensão da</p><p>pele</p><p>O processo de cicatrização é mais difícil se for</p><p>aplicado em grandes áreas. É mais eficiente para</p><p>pequenas extensões</p><p>O CO2 Fracionado atinge pontos na pele,</p><p>que podem ser mais ou menos concentrados,</p><p>dependendo do que se quer tratar e o tempo</p><p>de recuperação esperado. É realizado em</p><p>sessões e assim novos pontos vão tratar as</p><p>áreas não atingidas nas sessões</p><p>subsequentes (em cada sessão os pontos</p><p>não são coincidentes). As grandes vantagens</p><p>são a melhor recuperação e menor sensação</p><p>dolorosa durante o procedimento, que pode</p><p>ser feito só com um creme anestésico. É</p><p>eficiente em tratar grandes áreas, como toda</p><p>a face, o pescoço ou o colo, propiciando uma</p><p>recuperação mais simples e rápida.</p><p>Figura - Laser Tradicional versus Laser Fracionado</p><p>Fonte: http://www.naturale.med.br/dermatologia-laser_fracionado_co2_.html</p><p>A recuperação do laser Fracionado de Gás Carbônico ocorre,</p><p>aproximadamente, de 3 dias a uma semana, mas alguns cuidados são necessários.</p><p>A pele apresenta uma descamação leve como se tivesse sido queimada pelo sol, e</p><p>permanece um pouco avermelhada por até 2 semanas. A exposição ao sol deve ser</p><p>realizada com cuidado e no dia a dia é necessário o uso de protetor solar, pois essa</p><p>nova pele recuperada e, ainda em cicatrização, está mais sensível e passível de</p><p>manchar com maior facilidade.</p><p>O Método Fracionado necessita várias sessões para ser efetivo, mas, na</p><p>primeira aplicação, já é possível observar resultados. Entretanto, o laser Fracionado</p><p>possui outra interessante vantagem, o equipamento possui além do laser Fracionado</p><p>um laser de CO2 Tradicional, que pode ser utilizado seletivamente. Assim, por</p><p>exemplo, podemos utilizar o laser Fracionado em toda a face, e seletivamente em</p><p>lesões que se pretende eliminar mais amplamente utilizar o laser de CO2 Tradicional,</p><p>conseguindo assim associar os benefícios das duas técnicas.</p><p>O laser Fracionado é uma importante ferramenta para o rejuvenescimento,</p><p>devemos, no entanto nos lembrar que existem riscos. Não é indicado para todos os</p><p>57</p><p>www.estetus.com.br</p><p>Recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>tipos de pele e complicações podem surgir. Uma avaliação cuidadosa por profissional</p><p>habituado com o uso de lasers, é necessária, e as expectativas de cada paciente</p><p>devem ser adaptadas para as reais possibilidades do método, que é muito eficiente,</p><p>mas como tudo em estética humana, não é mágico.</p><p>Deve ser esclarecido ao paciente o resultado esperado, e o que a técnica pode</p><p>permitir, não criando falsas expectativas. E finalmente o laser Fracionado deve ter a</p><p>indicação correta e personalizada, pois cada paciente tem os problemas estéticos que</p><p>dependem de vários fatores, como tendência genética, exposição solar exagerada</p><p>sem fotoproteção, envelhecimento e outros. As vantagens e riscos de todos os</p><p>procedimentos realizados sempre devem estar claros para os pacientes, para permitir</p><p>a mais correta decisão em seu benefício.</p><p>» Parâmetros Físicos</p><p>Esse laser é considerado de alta intensidade, emite raios com comprimento de</p><p>onda de 10.600nm, que são fortemente absorvidos pela água tecidual. A penetração</p><p>depende do conteúdo de água e independe da melanina e da hemoglobina. Em média,</p><p>com a duração de pulso inferior a um 1ms, a luz do laser de CO2 penetra de 20 a</p><p>30μm no tecido.</p><p>Cada aplicação demora de 20 a 45 minutos. É aplicada pomada anestésica 30</p><p>a 50 minutos antes e medicações analgésicas por ingestão via oral (se necessário).</p><p>Logo após a sessão, o paciente terá, na pele tratada, uma ardência leve, que durará</p><p>algumas horas e cederá progressivamente, sendo aliviada com compressas geladas,</p><p>O resultado é cumulativo e gradual. O número de sessões varia de 2, em casos</p><p>de manchas, rugas finas e rejuvenescimento superficial, até 6 sessões, em casos de</p><p>cicatrizes de acne extensas e profundas ou rugas muito grossas.</p><p>» Peculiaridades</p><p>O laser Fracionado de CO2 é um procedimento realizado em série, ou seja, leva</p><p>algumas sessões até que a o tratamento da pele facial inteira esteja completo. Após</p><p>as sessões do laser de CO2 Fracionado, é normal verificar vermelhidão da pele e</p><p>sensação de calor, que podem ser facilmente aliviadas com compressas geladas.</p><p>Porém, logo após a primeira aplicação já é possível verificar alguns resultados.</p><p>58</p><p>www.estetus.com.br</p><p>Recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>Para realizar o procedimento de laser CO2 Fracionado, algumas medidas</p><p>devem ser tomadas previamente ao tratamento, como aderir ao uso diário de filtro</p><p>solar e evitar pegar sol, principalmente peles morenas que se bronzeiam facilmente e</p><p>têm maior tendência para desencadear manchas. Posterior à aplicação do laser, serão</p><p>necessárias oito semanas sem exposição solar e uso diário do fotoprotetor. Porém</p><p>não é apenas essa técnica que necessita de cuidados com raios solares. Em todos os</p><p>tratamentos que têm por finalidade realizar “lesão”, mesmo que minimamente na pele</p><p>do paciente, é importante o uso diário do protetor solar, porém na aplicação de laser</p><p>Fracionado o cuidado deve ser redobrado.</p><p>Resumidamente o laser Fracionado de CO2 vem sendo usado com resultados</p><p>muito satisfatórios em rugas da face, pescoço e colo; nas cicatrizes de acne; em</p><p>estrias brancas ou vermelhas; melasma; manchas senis e solares; poros abertos;</p><p>rejuvenescimento e queloides.</p><p>» Contra indicações do uso dos lasers.</p><p>› Pacientes submetidos a tratamento imunossupressor, como quimioterapia ou</p><p>radioterapia.</p><p>› Infecções e doenças de pele em atividade.</p><p>› Doenças cardiovasculares.</p><p>› Insuficiência cardíaca e pulmonar, em estado de descompensação.</p><p>› Tratamento do tórax em pacientes cardíacos deve ser evitado, em especial</p><p>nos que têm um by-pass.</p><p>› Febres de origem desconhecida.</p><p>› Hipertireoidismo.</p><p>› Doenças mentais em estado avançado.</p><p>› Alterações da circulação cerebral em 2º grau.</p><p>› Processos hiperplásticos.</p><p>› Irradiação direta para os olhos.</p><p>› Irradiação do feto ou do útero na fase de gestação, em geral. Tomar cuidado</p><p>em pacientes gestacional.</p><p>› Áreas hemorrágicas.</p><p>› Doenças na formação do sistema sanguíneo.</p><p>59</p><p>www.estetus.com.br</p><p>Recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>› Falhas renais e hepáticas em estado de descompensação.</p><p>› Sensibilidade à luz.</p><p>› Uso de isotretinoína (Roacutan) e com propensão a formação de queloides</p><p>Nota: O uso dos lasers de HeNe e diodos são contraindicados em tumores</p><p>benignos.</p><p>Na figura a seguir é possível observar uma aplicação de laser.</p><p>Figura- Exemplo de aplicação da luz a laser</p><p>http://lasertechnodontus.wordpress.com/author/lasertechnodontus/</p><p>60</p><p>www.estetus.com.br</p><p>Recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>Luz Intensa Pulsada (LIP)</p><p>É uma fonte de energia luminosa que tem várias aplicações. Diferentemente do</p><p>laser, a LIP apresenta diversos comprimentos de onda, isto é, todo ou parte do</p><p>espectro luminoso, enquanto que o laser apresenta um comprimento de onda único.</p><p>A LIP produz um feixe de luz não coerente, cujo espectro de radiação abrange</p><p>vários comprimentos de onda simultaneamente. São menos específicos que os lasers,</p><p>porém o menor custo e a diversidade de indicações os tornam mais atrativos. Podem</p><p>ser usados na depilação, redução de manchas e rejuvenescimento, tratamentos não</p><p>ablativos, assim chamados porque melhoram a pele sem provocar alterações que</p><p>obriguem ao afastamento do trabalho e das atividades cotidianas.</p><p>Porém a LIP não é indicada para qualquer tipo de mancha de pele. O que</p><p>podemos observar, na literatura, é uma gama de resultados positivos para o</p><p>tratamento das melanoses solares, que são manchas causadas pela exposição solar,</p><p>que comumente, acometem a maioria das pessoas, principalmente na face, colo,</p><p>antebraços e dorso das mãos. Mas, qualquer região do corpo, excetuando-se</p><p>diretamente ao redor dos olhos, pode ser tratada utilizando-se a Luz Intensa Pulsada.</p><p>Numa lâmpada de Xenônio, fonte da LIP, o filamento da lâmpada se aquece</p><p>devido à corrente elétrica que o atravessa. O Xenônio é comumente usados como</p><p>uma fonte de luz devido à iluminação brilhante que fornece quando exposto à energia.</p><p>No entanto, assim como nos aparelhos de laser, essa luz gera calor na pele,</p><p>que atinge vários tipos de alvo: a melanina (sardas), os vasos sanguíneos</p><p>(microvarizes da face e colo) e o colágeno (flacidez e rugas).</p><p>Sendo assim, o tratamento iniciado de forma superficial, para combater as</p><p>lesões superficiais, como as sardas e microvarizes. Posteriormente, se aprofunda,</p><p>aumentando o comprimento de onda escolhido, para estimular a produção de um novo</p><p>colágeno, dando aspecto de uma pele mais limpa, viçosa e tonificada, com grande</p><p>melhora das rugas.</p><p>O efeito desse aparelho sobre o folículo piloso é igual ao efeito do laser, por</p><p>tanto, a sua aplicação também deve seguir as mesmas orientações. Os aparelhos</p><p>modernos apresentam um mecanismo de regulagem do comprimento e da</p><p>61</p><p>www.estetus.com.br</p><p>Recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>intensidade da luz. Isso permite que mulheres de pele morena ou negra possam fazer</p><p>a depilação sem o risco de manchar.</p><p>» Parâmetros Físicos</p><p>Podemos afirmar que a LIP é uma fonte de luz de alta intensidade que emite</p><p>luz policromática (515 nm a 1200 nm), não colimada e não coerente. Essa emissão</p><p>de vários feixes de luz em um curto espaço de tempo deverá ser controlada,</p><p>especialmente na redução desse espectro. Para isso são utilizados filtros que</p><p>reduzem essa emissão heterogênea caracterizando uma emissão com menos cores</p><p>e assim caracterizando cada tipo de lâmpada, com suas propriedades especificas.</p><p>Possui duração de pulso variável (2-20ms). A duração do pulso é ajustada de</p><p>acordo com o tempo de relaxamento térmico da estrutura a ser atingida, pois o</p><p>aquecimento seletivo do alvo é mais efetivo quando o tempo de fornecimento da</p><p>energia necessária para sua destruição é menor que a sua velocidade de</p><p>resfriamento. Assim, evita-se a lesão das estruturas adjacentes.</p><p>A seguir um exemplo da aplicação da LIP.</p><p>Figura - Exemplo da aplicação da LIP</p><p>Fonte: http://clinicadue2.blogspot.com/2011/07/luz-pulsada-traga-mais-luz-</p><p>para-sua.html</p><p>» Contraindicações: são as mesmas descritas na aplicação do uso do Laser.</p><p>» Cuidados com a Luz laser e LIP</p><p>62</p><p>www.estetus.com.br</p><p>Recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>Apesar de em ambos os tratamentos se ter um excelente resultado, existe</p><p>relatos de aumento de pelo e até aumento da sua espessura, após a aplicação do</p><p>laser ou da LIP, por isso torna-se extremamente importante realizar um teste antes de</p><p>começar o tratamento imediato com o paciente.</p><p>RADIOFREQUÊNCIAS INACIONAIS X IMPORTADAS</p><p>Frequências das ondas de rádios</p><p>Radiofrequência é a faixa de frequência que abrange aproximadamente de 30</p><p>KHz a 3000 KHz, e que corresponde a frequência das onda de rádio. A</p><p>radiofrequência, geralmente, se refere a oscilações eletromagnéticas ao invés de</p><p>mecânicas nessa faixa de frequência. Abaixo dessa frequência não se pode</p><p>considerar um equipamento de rádio frequência e sim um equipamento produzindo</p><p>corrente elétrica de baixa frequência, o que exige bastante atenção quando se adquire</p><p>um aparelho de rádio frequência. As correntes elétricas que oscilam, na frequência de</p><p>rádio, possuem propriedades especiais que não são encontradas nas correntes</p><p>contínuas ou correntes alternadas em baixas frequências. A corrente em</p><p>radiofrequência pode irradiar energia para fora do condutor, no espaço, por meio de</p><p>ondas eletromagnéticas (ondas de rádio); essa é a base da tecnologia de rádio.</p><p>O aparelho de radiofrequência pode ser de baixa ou alta frequência. Dentro dos</p><p>parâmetros indicados para a tecnologia a radio, hoje podemos observar que aparelhos</p><p>importados têm frequências mais elevadas que os aparelhos produzidos no Brasil.</p><p>A profundidade de penetração da radiofrequência para o tecido é reconhecida</p><p>como, aproximadamente, metade da distância entre os eletrodos.</p><p>É um aparelho que pode possui um eletrodo dispersivo conhecido como placa</p><p>e outro conhecido como manopla. A corrente penetra na pele através de um cabeçote</p><p>móvel (manopla) até a placa de retorno que é colocada em uma região distante da</p><p>área de tratamento. Outro tipo possui os dois eletrodos, tanto o de saída quando o de</p><p>retorno no cabeçote (manopla). Hoje se pode encontrar ainda um terceiro cabeçote</p><p>em que existem 3 eletrodos no mesmo cabeçote e a energia passa entre eles. Porém,</p><p>as interações entre a corrente e o tecido são similares para qualquer tipo de</p><p>63</p><p>www.estetus.com.br</p><p>Recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>equipamento utilizado. Ainda não se encontra estudos comparativos entre os</p><p>equipamentos.</p><p>Por ser uma onda senoidal de elevada frequência, perde seus efeitos químicos</p><p>e biológicos de excitação neuromuscular, conservando, entretanto, o efeito de</p><p>conversão em calor ao ser absorvida pelos tecidos. A molécula de água no corpo</p><p>humano é sacudida e agitada em alta velocidade, em consequência, o calor pode ser</p><p>produzido pela fricção. Pode-se dizer que possui a capacidade de penetrar</p><p>profundamente e produzir calor em tecidos subcutâneos.</p><p>Existe a necessidade de gel de contato neutro para facilitar o seu deslizamento</p><p>que deve estar em total contato com a pele. Para tanto se faz necessária uma leve</p><p>pressão, mantendo-a com uma angulação de 90° para evitar sensação desagradável.</p><p>Para que a temperatura atinja 40°C é necessário que os movimentos realizados</p><p>sejam lentos. Para manutenção dessa temperatura, sugere-se que a velocidade seja</p><p>aumentada, a fi m de evitar o desconforto causado por essa elevação. As manobras</p><p>a serem realizadas dependerão do objetivo do tratamento e dos efeitos dessa</p><p>corrente, que estão envolvidos com o aquecimento, portanto ela pode:</p><p>› Estimular tecido conjuntivo em tratamentos de envelhecimento cutâneo e</p><p>flacidez, para isso as manobras retilíneas e circulares devem seguir a direção das</p><p>linhas de tensão da pele.</p><p>› Cicatrizar tecidos moles (fases de proliferação e remodelamento), sendo de</p><p>deslizamento as manobras envolvidas, que percorrem toda a periferia da lesão.</p><p>› Melhorar fibroses e aderências, com manobras que percorrem a área</p><p>acometida. › Diminuir a adiposidade localizada, usando manobras circulares e</p><p>retilíneas que percorrem a área acometida.</p><p>› Melhorar cicatriz hipertrófica e queloide, com manobras que percorrem a área</p><p>acometida. › Melhorar cicatriz de acne, com aplicação no local em movimentos</p><p>circulares e/ ou retilíneos.</p><p>» Parâmetros Físicos</p><p>O tempo de tratamento está relacionado à temperatura, ao grau de hiperemia</p><p>cutânea e a sensibilidade do paciente. Após atingir a temperatura ideal manter por</p><p>aproximadamente 5 a 7 min.</p><p>64</p><p>www.estetus.com.br</p><p>Recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>O parâmetro amplitude está diretamente relacionado com a elevação da</p><p>temperatura, ou seja, quanto maior a amplitude selecionada, mais rapidamente haverá</p><p>aquecimento.</p><p>Nos casos de flacidez cutânea e melhora da cicatriz de acne temperatura ideal</p><p>é, em torno de 40°C. Para adiposidade localizada, fibroses, aderências e cicatrização</p><p>de tecidos moles (fases de proliferação e remodelamento) a temperatura é, em torno,</p><p>de 38°C.</p><p>Na figura observe um exemplo de tratamento com radiofrequência.</p><p>Figura -Exemplo da aplicação de radiofrequência</p><p>http://www.locacaoradiofrequencia.com.br/index.php?rq=aplicacao</p><p>» Contraindicações</p><p>Em pacientes:</p><p>› Em estado de gestação.</p><p>› Usando um marcapasso.</p><p>› Portador de câncer ou metástase.</p><p>› Sofrendo de artrite, pacientes imunodepressivos.</p><p>› Usando próteses metálicas.</p><p>› Em procedimentos cirúrgicos sem completa cicatrização.</p><p>65</p><p>www.estetus.com.br</p><p>Recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>› Com doenças dermatológicas.</p><p>› Contraindicações relativas</p><p>Pacientes com:</p><p>› Flebites</p><p>› Varizes</p><p>› Tromboflebites</p><p>› Transtorno ou déficit de sensibilidade</p><p>› Osteossintese</p><p>› Endoproteses</p><p>› Infecções</p><p>› Pacientes que fazem uso de vasodilatadores</p><p>ORIENTAÇÕES TÉCNICAS</p><p>Recomendações</p><p>Primeiramente é importante lembrar que a pele do paciente deve sempre estar</p><p>bem limpa e desengordurada.</p><p>Pedir para o paciente retirar anéis, joias ou outros objetos de metal.</p><p>Antes do aparelho ser ligado, o eletrodo deve encontrar-se encostado na pele</p><p>do cliente, evitando que ele tome um susto. Enquanto o aparelho permanecer ligado,</p><p>o eletrodo deve manter contato com a pele.</p><p>Preparação do paciente</p><p>A explanação prévia do tratamento é um elemento fundamental. Isso não só</p><p>tranquiliza o paciente, mas assegura o seu consentimento esclarecido. O tipo de</p><p>sensação que será experimentada é explicado e o paciente é avisado sobre quais</p><p>efeitos devem ser relatados.</p><p>Não se esquecer dos exames específicos feitos na parte a ser tratada, para</p><p>identificação de possíveis contraindicações ou riscos, além dos testes relevantes</p><p>como, por exemplo, o teste de sensibilidade normal à temperatura e de que é</p><p>fundamental uma boa anamnese.</p><p>66</p><p>www.estetus.com.br</p><p>Recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>Verificação do aparelho</p><p>Todos os acessórios do equipamento devem ser montados e posicionados</p><p>adequadamente. Deve ser feita também uma inspeção visual nos eletrodos, cabos,</p><p>plugues, tomadas, interruptores, controles, e luzes de indicação.</p><p>Preparação e teste do aparelho</p><p>Isto inclui o acoplamento dos acessórios e todos os testes necessários</p><p>previamente à aplicação. Depois que essa etapa for cumprida satisfatoriamente, o</p><p>tratamento pode começar. O operador deve minimizar a sua exposição aos efeitos da</p><p>modalidade que estiver sendo utilizada.</p><p>Preparação da parte a ser tratada</p><p>Isso envolve qualquer procedimento preparatório, como por exemplo, o</p><p>posicionamento do paciente, e, em particular, da parte a ser tratada,</p><p>de maneira</p><p>confortável e apropriada, para que ele esteja relaxado e para que seja evitado</p><p>qualquer movimento. Proceder então a limpeza da área, para remoção de células</p><p>mortas e de oleosidade da pele.</p><p>Programação do aparelho</p><p>O aparelho deve ser programado para garantir o efeito terapêutico ótimo, com</p><p>nível mínimo de risco.</p><p>Instruções e avisos</p><p>Antes de se iniciar o tratamento é essencial instruir o paciente sobre o que ele</p><p>deve ou não deve fazer, como, por exemplo, se manter imóvel, não tocar o aparelho,</p><p>e instruí-lo sobre ocorrências indesejáveis.</p><p>Os avisos dados devem ser anotados na ficha de controle do paciente.</p><p>Aplicação</p><p>O paciente deve ser observado durante o tratamento, para garantir que haja</p><p>uma progressão satisfatória e sem efeitos adversos. Monitorização precisa é</p><p>essencial.</p><p>67</p><p>www.estetus.com.br</p><p>Recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>Finalização do tratamento</p><p>Ao final do tratamento, a parte tratada deve ser examinada para garantir que</p><p>os efeitos desejados ocorreram caso eles sejam visíveis, (como por exemplo</p><p>vasodilatação superficial) e que não haja efeitos indesejados.</p><p>Se a eletroterapia for precursora para outro tipo de tratamento, o paciente deve</p><p>ser preparado para ele.</p><p>Históricos</p><p>Um histórico eficiente do tratamento efetuado em um paciente, bem como seus</p><p>efeitos deve ser registrado para se possuir informações de referência do tratamento,</p><p>bem como por motivos legais.</p><p>68</p><p>www.estetus.com.br</p><p>Recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>AGNE, J. E. Eu sei Eletroterapia... Santa Maria: Pallotti, 2009.</p><p>BORGES, F.D.S. Dermato-Funcional: Modalidades terapêuticas nas disfunções</p><p>estéticas. São Paulo:</p><p>Editora Phorte; 2006</p><p>GOODMAN, C. C. Diagnóstico diferencial em fi sioterapia. 3 ed. Rio de Janeiro:</p><p>Guanabara, 2002.</p><p>GUIRRO, Elaine; GUIRRO, Rinaldo. Fisioterapia dermato – funcional. Porto Alegre:</p><p>Artmed, 2002.</p><p>HAYES, K. W. Manual de agentes físicos: recursos fi sioterapêuticos. 5 ed. Porto</p><p>Alegre: Artmed, 2002.</p><p>KITCHEN, S. B. S. Eletroterapia: prática baseada em evidências. 11 ed. Barueri:</p><p>Manole, 2003.</p><p>KOTTKE, F. Tratado de medicina física e reabilitação de Krusen. 4 ed. Barueri:</p><p>Manole, 1994.</p><p>NELSON, R. M. Eletroterapia Clínica. 3 ed. Barueri: Manole, 2003.</p><p>PRENTICE, W. E. Modalidades terapêuticas para fi sioterapeutas. 2 ed. Porto Alegre:</p><p>Artmed, 2004.</p><p>ROBINSON, A. J. Basic Concepts and Terminology in Electricity. In: SNYDER-</p><p>MACKLER, L; ROBINSON, A. J. Clinical electrophysiology, Williams & Wilkins.</p><p>Baltimore, 1989.</p><p>STARKEY, C. Recursos terapêuticos em fi sioterapia. 2 ed. Barueri: Manoel, 2001.</p><p>Sites:</p><p>www.scielo.br; www.google.com/scholar; www.capes.gov.br/periodicos</p><p>http://novo.periodicos.capes.gov.br/</p><p>http://www.portaldapesquisa.com.br/databases/sites</p><p>http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/ http://www.infogroup.com.br/fi sio/</p><p>http://www.ck.com.br</p><p>é alta e ele iria levar um choque.</p><p>a) Eletricidade</p><p>É uma forma básica de energia na ciência física e pode produzir efeitos sobre</p><p>os tecidos.</p><p>b) Carga Elétrica</p><p>É uma propriedade física, com cargas positivas e negativas. A carga é</p><p>carregada por elétrons (negativa) e prótons (positiva).</p><p>Cargas iguais se repelem umas às outras, enquanto cargas opostas se atraem.</p><p>» Átomo: Formado por elétrons e prótons.</p><p>» Íons: São átomos carregados positivamente ou negativamente.</p><p>Átomo (positivos) cátions. Átomo (negativos) ânions.</p><p>6</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>Os tecidos biológicos são condutores, porque os íons são livres para se</p><p>moverem, quando expostos às forças eletromotrizes.</p><p>c) Campo Elétrico</p><p>Um campo eletromagnético é um espaço onde agem forças magnéticas, que</p><p>se formam em torno de um condutor elétrico. Quando há uma corrente elétrica num</p><p>condutor, não somente o condutor é submetido a alterações, mas também a região</p><p>que o circunda sofre modificações. Forma-se um campo eletromagnético em volta do</p><p>condutor. Quanto maior a intensidade da corrente no condutor, tanto mais forte é o</p><p>campo eletromagnético ao seu redor. Sempre quando o campo eletromagnético ao</p><p>redor do condutor se desfaz, ele se desprende do condutor e parte em direção ao</p><p>infinito. Enquanto há corrente ao redor do condutor, ondas eletromagnéticas são</p><p>geradas. Uma onda é a propagação de uma oscilação.</p><p>d) Pulso (ms ou μs)</p><p>Largura de fase da onda, a medida de onde inicia até onde termina uma onda,</p><p>em cada pulso se obtém uma determinada quantidade de energia já preestabelecida.</p><p>e) Frequência (Hz)</p><p>Frequência é a quantidade de pulso em um determinado tempo.</p><p>Relação Frequência versus largura de pulso – sempre que for alterada a</p><p>frequência de um equipamento é o repouso do pulso que está sofrendo alteração.</p><p>É uma grandeza física associada a movimentos de característica ondulatória</p><p>que indica o número de revoluções (ciclos, voltas, oscilações etc) por unidade de</p><p>tempo.</p><p>Alternativamente, podemos medir o tempo decorrido para uma oscilação. Esse</p><p>tempo, em particular, recebe o nome de período (T). Desse modo, a frequência é o</p><p>inverso do período.</p><p>Considere o evento “dar a volta em torno de si mesmo”.</p><p>a) Primeiro caso, 2 × 0,5 s = 1 s, temos que: F = 2 Hz; T = 0,5 s</p><p>Portanto, 2 × 0,5 s = 1 s; ou seja,</p><p>daí, temos que :</p><p>7</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>T</p><p>b) Segundo caso, 4 × 0,25 s = 1 s, temos que: F = 4 Hz; T = 0,25 s</p><p>portanto, 4 × 0,25 s = 1 s; ou seja,</p><p>daí, temos que :</p><p>Perceba que o tempo considerado para frequência é sempre o mesmo, ou seja,</p><p>1 segundo. O que varia é o período do evento, que no primeiro caso foi de 0,5 s e no</p><p>segundo de 0,25 s. Assim sendo, para sabermos quantas vezes o evento ocorre em</p><p>1 segundo, precisamos saber quantas vezes ele “cabe” dentro desse segundo.</p><p>Sempre a frequência é inversamente proporcional a largura da onda, quanto</p><p>maior a largura da onda menor a frequência. E quanto maior a frequência menor a</p><p>resistência cutânea, portanto mais agradável é a corrente.</p><p>Classificação das Frequências:</p><p>» Baixa Frequência: 1 a 1.000 Hz, mas utilizada na prática clínica a faixa de 1</p><p>a 200 Hz. Galvânica, Farádica, Diadinâmicas, Tens e FES.</p><p>» Média Frequência: 1.000 a 100.000 Hz, sendo utilizado na eletroterapia de</p><p>2.000 a 4.000 Hz. Interferêncial e Corrente Russa.</p><p>» Alta Frequência: Acima de 100 mil Hz. Ondas Curtas, Ultracurtas,</p><p>Decimétricas, Microondas, Ultrassom.</p><p>f) Intensidade (μA ou mA)</p><p>Quando se aumenta a intensidade no aparelho aumenta-se a unidade motora</p><p>recrutada, o tamanho da área que está sendo atingida e também a magnitude com</p><p>que ela está sendo atingida. Serve também para manter o estimulo sensorial.</p><p>g) Algumas modulações existentes nos aparelhos » TON/ TOFF – tempo</p><p>de transmissão da corrente/ tempo de repouso (sem corrente) – unidade em</p><p>segundos. A contração da corrente elétrica é mais fatigante que a voluntária. Por isso</p><p>o TON/TOFF é usado exclusivamente em correntes exitomotoras.</p><p>O tempo on que é composto do tempo de subida e tempo de descida, é</p><p>importante devido aos efeitos de “acomodação”. O tempo off é o tempo em que não</p><p>existe corrente passando.</p><p>8</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>» Subida/descida – Tempo de subida é o tempo necessário para que a</p><p>extremidade de uma fase saia da linha de base zero até atingir a amplitude de pico.</p><p>Tempo de descida é o tempo necessário para que a extremidade de uma fase diminua</p><p>da amplitude de pico até a linha de base zero.</p><p>» Burst ou salva – É o tempo que a corrente fica em TON. Quando ouvimos a</p><p>pronuncia burst, logo imaginamos o tempo que ela está sendo conduzida.</p><p>» Repouso (R) – É o que está entre as faces das ondas.</p><p>Figura - Corrente pulsada monofásica, demonstrando o Repouso (R)</p><p>Fonte: Nelson, Hayes, Currier. Eletroterapia Clínica</p><p>Tipos de Correntes Elétricas</p><p>» Corrente direta: Sem repouso e pausa, constituindo portanto, entrada</p><p>contínua de energia no organismo.</p><p>Figura -. Corrente Contínua</p><p>Fonte: Nelson, Hayes, Currier. Eletroterapia Clínica</p><p>» Corrente Pulsada: Caracterizada por possuir o Tempo on (subida e descida)</p><p>Tempo off.</p><p>9</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>Figura - Corrente pulsada, com rampa de subida e descida, demonstrando</p><p>TON e TOFF</p><p>Fonte: Nelson, Hayes, Currier. Eletroterapia Clínica</p><p>OBS: Cuidado para não confundir Repouso (R) com Tempo off (TOFF)</p><p>h) Resistência</p><p>É a propriedade do material em promover oposição de fluxo:</p><p>» Materiais Isolantes: alta resistência.</p><p>» Materiais Condutores: baixa resistência.</p><p>Eletrodo</p><p>É o meio pelo qual o fluxo de elétrons do circuito de saída do estimulador é</p><p>convertido em fluxo de corrente iônica nos tecidos vivos. São necessários pelo menos</p><p>dois eletrodos para completar o circuito elétrico e levar a corrente do estimulador até</p><p>os tecidos-alvos.</p><p>Podem ser:</p><p>Borracha de silicone tratada com carbono; Autoadesivo; Placa de alumínio com</p><p>bucha umedecida.</p><p>Classificações</p><p>Antes de começarmos a falar de correntes utilizadas no tratamento estético, é</p><p>importante saber que existem duas classificações para as correntes elétricas:</p><p>» Despolarizadas: Também conhecidas como as correntes Pulsadas. São</p><p>correntes bifásicas, não apresentando polos definidos, uma vez que eles se alteram a</p><p>cada fase da corrente. Num primeiro momento o negativo (-) é preto e o positivo (+)</p><p>vermelho, e num segundo momento, isso inverte, o negativo (-) é vermelho e o positivo</p><p>(+) é preto.</p><p>10</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>São usadas, principalmente, em correntes para efeito analgésico e contração</p><p>muscular. São utilizados eletrodos de borracha ou ato adesivo.</p><p>» Polarizadas: Também conhecidas como correntes Diretas. São correntes</p><p>monofásicas, apresentam polos definidos: um negativo (-) na cor preta e um positivo</p><p>(+) na cor vermelha.</p><p>A definição dos polos é importante quando se necessita de correntes com</p><p>efeitos polares. Já sabemos que nosso organismo possui energia elétrica, portanto,</p><p>cargas positivas (cátions) e cargas negativas (ânions). Quando aplicamos uma</p><p>corrente polarizada temos que ter em mente que as cargas positivas (+) de nosso</p><p>organismo vão em direção ao eletrodo negativo (-), e que as cargas negativas (-) vão</p><p>em direção ao eletrodo positivo (+). Devido a isso essa corrente se torna útil quando</p><p>temos interesse em efeitos ionizantes.</p><p>Essas correntes são usadas, principalmente, para cicatrização, diminuição de</p><p>edema (drenagem) e tratamento de estrias, mas também podem ser utilizadas no</p><p>alívio da dor. Utilizam-se eletrodos de alumínio com bucha umedecida.</p><p>Correntes elétricas usadas na estética</p><p>Corrente</p><p>RUSSA</p><p>É uma corrente usada para o fortalecimento muscular.</p><p>Para que possamos entender como usá-la é importante lembrar um pouco</p><p>sobre a fisiologia muscular.</p><p>» Fibras do TIPO I</p><p>Já está bem estabelecido pela ciência que elas são as responsáveis pelo</p><p>desempenho dos atletas (maratonistas, ciclistas de estrada, nadadores de longa</p><p>distância etc.).</p><p>Carregam muitas mitocôndrias (usinas de energia) e a enzima (acelerador</p><p>metabólico) SDH, são volumosas e possuem altos níveis de mioglobina, que lhes dão</p><p>coloração vermelha, razão do outro nome a elas atribuído: fibras vermelhas.</p><p>São estimuladas na frequência 20 a 30Hz</p><p>11</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>» Fibras do TIPO II</p><p>Só são trabalhadas com exercícios extenuantes e realizadas numa frequência</p><p>muito rápida. Assim, costumam ser as primeiras a se atrofiar. Em geral, as fibras de</p><p>contração rápida são ativadas nas atividades explosivas e rápidas, tipo basquete ou</p><p>hóquei de campo, necessitando, às vezes, de energia rápida que somente as vias</p><p>metabólicas anaeróbicas podem fornecer.</p><p>Dependem quase que inteiramente do metabolismo anaeróbico para a</p><p>produção de energia.</p><p>São as principais responsáveis por flacidez e perda de tônus. Cansam-se com</p><p>facilidade e não toleram contrações prolongadas.</p><p>São estimuladas na frequência 50 a 150Hz</p><p>Fibras do TIPO I – contração lenta / metabolismo oxidativo / alta resistência à</p><p>fadiga.</p><p>Fibras do TIPO II – contração rápida / metabolismo glicolítico / baixa</p><p>resistência à fadiga.</p><p>» Parâmetros Físicos</p><p>A frequência portadora é de 2500Hz.</p><p>Por que a corrente russa (corrente exitomotora) trabalha com uma frequência</p><p>de 2500Hz?</p><p>Porque, quando se aumenta a frequência da corrente, ela se torna mais</p><p>suportável. O nosso organismo não é sensível a essa frequência. Com isso a</p><p>resistência diminui, e a frequência não encontra nenhuma barreira até chegar à fibra</p><p>nervosa. Essa frequência permite, inclusive, um aumento na intensidade sem que se</p><p>torne desconfortável.</p><p>Porém a frequência de 2500Hz serve apenas para “enganar” o organismo, pois</p><p>o que acontece com a corrente russa é que a frequência é modulada, em um modo</p><p>conhecido como burst. Cada burst vai ser modulado de acordo com o tipo de fibra que</p><p>se deseja estimular (branca ou vermelha). Para fibras brancas, frequências mais altas,</p><p>na ordem de 80Hz são indicadas. Já para fibras vermelhas, a frequência que</p><p>indicamos é a de 20Hz. Dependendo do grupamento muscular, o profissional deve</p><p>dar ênfase a um tipo de fibra ou a outro. Dentro de cada burst tem-se uma frequência</p><p>de 2500Hz (figura 4).</p><p>12</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>Figura - Corrente bifásica com burst, representando uma corrente russa.</p><p>Tempo off (A). Pulso em burst (B)</p><p>Fonte: Nelson, Hayes, Currier. Eletroterapia Clínica</p><p>O tempo médio, para pacientes sedentários é de 20 minutos. Durante a</p><p>evolução do tratamento ou em pacientes que realizam atividade física, o tempo pode</p><p>ser estendido para 25 ou 30 minutos. Para maior conforto, deve-se programar o tempo</p><p>de sustentação e Toff (em segundos) iguais ou com o Toff um pouco maior, para</p><p>diminuir os riscos de fadiga muscular.</p><p>A largura de pulso da sinapse de uma contração muscular, no estado normal,</p><p>varia de 100 a 500us.</p><p>O eletrodo mais utilizado é o de borracha, sendo recomendado um, no ponto</p><p>motor, local de maior inervação da fibra muscular, e um, no ventre muscular.</p><p>» portadores de marca-passo;</p><p>» patologias circulatórias como flebites, embolias, varizes, tromboflebites;</p><p>» gestantes;</p><p>» hiper e hipotensos descompensados;</p><p>Para complementar os estudos é importante que você conheça as</p><p>contraindicações da fisiologia da contração muscular:</p><p>» cardiopatias congestivas;</p><p>» processos infecciosos e inflamatórios;</p><p>» neoplasia;</p><p>» problemas renais crônicos;</p><p>» patologias pulmonares como enfisema pulmonar;</p><p>» epilepsia;</p><p>» regiões com dermatites ou dermatoses;</p><p>13</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>» lesões musculares;</p><p>» prótese metálica.</p><p>Na figura pode-se visualizar um exemplo de aplicação da Corrente Russa.</p><p>Figura - Exemplo de colocação dos eletrodos para a corrente russa</p><p>Contração fisiológica</p><p>» As fibras musculares de</p><p>diâmetro pequeno e de contração</p><p>lenta são as primeiras as serem</p><p>recrutadas</p><p>» As contrações e o recrutamento</p><p>atuam de forma assincrônica para</p><p>reduzir a fadiga</p><p>» Os órgãos tendinosos de Golgi</p><p>evitam que os músculos gerem</p><p>muita força</p><p>Contração elétrica</p><p>» As fibras musculares de diâmetro</p><p>grande e de contração rápida são as</p><p>primeiras a serem recrutadas.</p><p>» as contrações e o recrutamento</p><p>atuam de forma sincrônica,</p><p>dependendo do número de pulso por</p><p>tempo.</p><p>» Os órgãos tendinosos de Golgi</p><p>não conseguem anular o</p><p>desenvolvimento</p><p>14</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>Fonte: http://www.kld.com.br/phydias_stand.php</p><p>Quando refletimos sobre a fisiologia da contração muscular observamos que:</p><p>Corrente Galvânica</p><p>É uma corrente do tipo polarizada (direta) e com sentido unidirecional, ou seja,</p><p>os elétrons caminham num só sentido do polo negativo para o positivo. Devido a essa</p><p>particularidade, ela produz um efeito eletroquímico.</p><p>O efeito eletroquímico é a movimentação dos íons:</p><p>Cátodo – eletrodo negativo: para onde as cargas positivas (cátions) se</p><p>direcionam.</p><p>Ânodo – eletrodo positivo: para onde as cargas negativas (ânions) se</p><p>direcionam.</p><p>Para que estejamos cientes de onde aplicar cada polo ( + ou -) é importante</p><p>saber que tipo de molécula cada um desses polos atrai, não devendo ser esquecido</p><p>que o polo negativo atrai íons positivos, e vice versa.</p><p>Como se pode observar na a carga + atraí moléculas do tipo: HCL, O2, e H2O</p><p>e a carga negativa atrai moléculas do tipo NaOH e H2.</p><p>Figura - Eletrólise abaixo dos eletrodos</p><p>Fonte: http://www.albertomonteiro.com.br/materiais/eletroterapia_completa.pdf</p><p>da tensão, dentro da unidade</p><p>musculotendinosa.</p><p>HCI + O2</p><p>H2O</p><p>NaOH + H2</p><p>15</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>Por isso, o polo negativo</p><p>» Tem reação alcalina OHNa</p><p>» Repele íons -</p><p>» Atrai íons +</p><p>» É vasodilatador</p><p>» produz > hiperemia</p><p>» Fluidifica os tecidos</p><p>» Hidrata os tecidos</p><p>» Amolece os tecidos</p><p>» Estimula a circulação</p><p>» Provoca o abaulamento tecidual</p><p>» É cataletrótono – aumenta a irritabilidade</p><p>O polo positivo:</p><p>» Produz reação ácida HCl</p><p>» Repele íons +</p><p>» Atrai íons » Provoca vasoconstrição</p><p>» Produz < hiperemia (difusa)</p><p>» Desidrata os tecidos</p><p>» Endurece os tecidos</p><p>» É bactericida</p><p>» É anti-inflamatório</p><p>» Tem ação analgésica</p><p>» Provoca depressão tecidual</p><p>» É aneletrótono – diminui a irritabilidade</p><p>Devido ao efeito eletroquímico podemos utilizar essa corrente para diversas</p><p>aplicações o que veremos mais abaixo, pois antes é importante que se conheça os</p><p>eletrodos utilizados na corrente galvânica</p><p>Quando falamos na corrente despolarizada, comentamos sobre a posição do</p><p>eletrodo. Como você imagina a posição dos eletrodos para uma corrente polarizada?</p><p>Essa corrente utiliza eletrodos metálicos com esponja umedecida, além de uma</p><p>série de eletrodos específicos, produzidos para estética.</p><p>16</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>Figura - esponja umedecida Figura - Eletrodos específicos</p><p>http://www.albertomonteiro.com. http://www.ck.com.br/materias/81-</p><p>br/materiais/eletroterapia_completa.pdf eletroterapia.html</p><p>Quando utilizado o eletrodo retangular devemos aplicar o eletrodo (+) em uma</p><p>região e o (-) em outra, variando de acordo com o tratamento desejado. Ou então</p><p>podemos aplicar apenas o eletrodo (+) ou o (-) para tratar</p><p>o local desejado e o outro</p><p>de forma dispersiva, isto é, geralmente o outro eletrodo estará entre as escápulas, ou</p><p>abaixo da coxa.</p><p>Quando utilizado os eletrodos estéticos podemos aplicar os dois eletrodos (+</p><p>e -) ao mesmo tempo, ou então o paciente segura um eletrodo (bastonete), e o</p><p>terapeuta usa o outro para aplicação da corrente no local desejado.</p><p>» Técnicas de aplicação</p><p>a) Ionização</p><p>É uma técnica que facilita a penetração das substâncias ativas dos cosméticos</p><p>através da pele. A utilização da corrente elétrica “quebra” as moléculas do princípio</p><p>ativo do produto transformando-as em íons, que possuem massa e tamanhos</p><p>menores.</p><p>Pensando nisso, é de extrema importância que o profissional da estética tenha</p><p>amplo conhecimento sobre o produto a ser utilizado, fundamentado na teoria de que:</p><p>“cargas iguais se repelem e cargas opostas se atraem”. Sempre se deve ter o cuidado</p><p>17</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>de utilizar o produto no eletrodo com mesma carga, pois o objetivo é fazer o produto</p><p>penetrar com mais facilidade.</p><p>Essa dissociação facilita a passagem do produto pela pele, pela membrana</p><p>celular e pelos folículos pilo - sebáceos, permitindo melhor absorção e penetração.</p><p>Geralmente os produtos utilizados são ampolas nutritivas à base de ureia,</p><p>colágeno, elastina, extrato placentário, DNA, vitamina C, entre outros.</p><p>Além de favorecer a penetração de substâncias nutritivas, também estimula os</p><p>tecidos promovendo um aumento do metabolismo e melhora da atividade celular.</p><p>Essa técnica é indicada para tratamentos preventivos de envelhecimento ou mesmo</p><p>para atenuar os sinais do envelhecimento.</p><p>Podem ser utilizados os dois eletrodos em esfera, movimentados ao mesmo</p><p>tempo, ou uma esfera e o outro bastonete; ou um com eletrodo caneta, especial para</p><p>linhas de expressão, e o outro com bastonete. Ainda pode-se usar o eletrodo rolinho,</p><p>tanto facial quanto corporal.</p><p>b) Desincruste</p><p>É uma técnica que utiliza a corrente galvânica para facilitar a retirada do</p><p>excesso de secreção sebácea da superfície da pele. Geralmente é utilizado um</p><p>produto com ativos à base de carbonato de sódio, salicilato de sódio ou lauril sulfato</p><p>de sódio, que possuem características alcalinas.</p><p>Esses produtos realizam saponificação ou efeito detergente com os ácidos</p><p>graxos presentes na secreção sebácea, transformando-se em sabão, que é facilmente</p><p>removível com água. A função da corrente é facilitar a penetração do produto, por isso</p><p>a polaridade selecionada no aparelho deve ser a mesma do produto, seguindo o</p><p>mesmo princípio da ionização.</p><p>A diferença entre a ionização e desincruste é que este último atinge a camada</p><p>mais superficial da pele. A aplicação do desincruste deve ser feita principalmente na</p><p>zona T, ou seja, testa nariz e queixo.</p><p>Os eletrodos que devem ser utilizados são o gancho (jacaré) envolvido por</p><p>algodão embebido na solução e o bastonete. Essa técnica também tem sido bastante</p><p>utilizada nos tratamentos capilares para redução da oleosidade nos quadros</p><p>seborreicos.</p><p>18</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>c) Eletrolifting ou Galvanopuntura</p><p>É uma técnica que utiliza a corrente galvânica, porém em microamperagem</p><p>(microgalvânica), que não deve ser confundida com microcorrente, pois a</p><p>microcorrente é pulsada e a microgalvânica contínua juntamente com uma agulha de</p><p>5mm, com o objetivo de atenuar vincos e linhas de expressão. Não se caracteriza por</p><p>um método invasivo, pois a agulha atinge apenas a superfície da pele sem aprofundar-</p><p>se.</p><p>Esse método consiste em provocar uma sutil agressão na camada superficial</p><p>da epiderme, sobre as rugas ou linhas de expressão nas regiões nasolabial,</p><p>periocular, frontal, entre outras e também muito utilizada para minimizar estrias, com</p><p>o intuito de estimular a produção de novas células, de colágeno e elastina e ainda</p><p>incrementar a nutrição do local, agindo sobre os tecidos que se encontram desnutridos</p><p>e desvitalizados.</p><p>Um aparelho bastante usado para esse fi m terapêutico é comercializado com</p><p>o nome de Estriat.</p><p>O resultado varia de acordo com a profundidade da ruga, o tempo da estria, a</p><p>idade e os cuidados que se tem com a pele.</p><p>Para a aplicação, são utilizados os eletrodos bastonete e porta-agulha.</p><p>d) Eletrólise ou Eletrocoagulação</p><p>Também denominada por depilação “definitiva”, é uma técnica que utiliza a</p><p>corrente galvânica e uma agulha metálica de 7mm, como um recurso para destruir a</p><p>raiz do folículo pilo-sebáceo, bloqueando, assim, o crescimento do pelo. Essa</p><p>destruição ocorre devido a uma descarga elétrica através da agulha, pois é na raiz</p><p>que se encontram os nutrientes necessários para o crescimento do pelo.</p><p>Não é um método invasivo, pois, a agulha atravessa a epiderme e chega à</p><p>derme onde atinge a capa germinativa do bulbo e a papila, sem, portanto, ultrapassá-</p><p>la. Para localizar o bulbo é necessário o auxílio de uma lupa.</p><p>Pode ser utilizada em qualquer região do organismo, onde se deseja a</p><p>eliminação de pelos indesejáveis, tanto da face como do corpo, porém é utilizada com</p><p>mais frequência no buço, peito, virilhas e sobrancelhas. Os eletrodos utilizados são o</p><p>porta-agulha, o bastonete e um pedal que libera a passagem da corrente, sendo que</p><p>19</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>essa não passa de forma contínua para o cliente e sim quando o pedal é acionado</p><p>pelo profissional.</p><p>Para a aplicação dessa técnica é necessário localizar com precisão o bulbo</p><p>piloso.</p><p>Embora seja considerada definitiva, a técnica pode não elimina por completo o</p><p>folículo e o pelo pode vir a crescer novamente, porém com muito menos resistência e</p><p>espessura, facilitando sua retirada posteriormente. Além disso, sabemos que o termo</p><p>definitivo é muito comprometedor, visto que não existe um método cem por cento</p><p>definitivo.</p><p>» Parâmetros Físicos</p><p>Os parâmetros são preestabelecidos. Por ser corrente contínua não aparece</p><p>largura de pulso, trabalha em frequência estabelecida em torno de 8MHz e intensidade</p><p>de 0,1 á 0,5 mA/cm².</p><p>O tempo de aplicação varia de 10 a 15 min no máximo.</p><p>» Contraindicações</p><p>Iguais as da corrente russa</p><p>Na figura exemplificação da aplicação da Corrente Galvânica</p><p>Figura- Exemplo de aplicação de Corrente Galvânica na aplicação para</p><p>desincruste</p><p>Fonte: http://www.ck.com.br/materias/81-eletroterapia.html</p><p>20</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>A Corrente Galvânica é usada para realizar ionização, desincruste, eletrolifting</p><p>ou galvanopuntura e eletrólise ou eletrocoagulação</p><p>Microcorrentes</p><p>É um tipo de Corrente Galvânica modificada, modulada em tipos de onda</p><p>contínua ou pulsada, com valores de frequência baixa e com amperagem medida em</p><p>microamperagem (μA). Na figura visualize um exemplo da onda de microcorrente.</p><p>Essas variáveis quando combinadas, efetuam trabalhos específicos. Foi criada a partir</p><p>dos conceitos de galvanização, porém é mais específica e mais confortável, pois o</p><p>paciente não tem a percepção da corrente. É também chamada de Micro Electro</p><p>Neuro Stimulation (MENS).</p><p>A aplicação dos aparelhos de microcorrentes ocorre em níveis (μA) que não</p><p>consegue ativar as fibras nervosas sensoriais subcutâneas e, como resultado, os</p><p>pacientes não têm nenhuma percepção da sensação de formigamento tão comumente</p><p>associada com procedimentos eletroterapêuticos.</p><p>Figura - Corrente monofásica com pulsos, representando uma microcorrente</p><p>Fonte: Guirro, E.C.O. Fisioterapia Dermato-Funcional</p><p>Na literatura encontram-se duas aplicabilidades já bem documentas, na</p><p>cicatrização e no rejuvenescimento. Existe um montante considerável de literatura</p><p>científica, sugerindo que a cicatrização, crescimento e regeneração em todos os</p><p>organismos vivos são mediados por um fluxo endógeno de corrente</p><p>elétrica. Em</p><p>tecidos lesados, entretanto, uma “interrupção elétrica” toma lugar, ocorrendo um</p><p>aumento na resistência ao fluxo elétrico (bioimpedância elétrica), o que impede a</p><p>resolução de problemas crônicos. A microcorrente exógena (milionésimo de um</p><p>ampere) pode ser utilizada no local lesado, para normalizar o fluxo de corrente</p><p>21</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>endógena, algo que não é permitido com correntes de média e alta intensidade. A</p><p>bioimpedância dos tecidos lesados é então reduzida, restabelecendo a bioeletricidade</p><p>para reestabilizar a homeostase local. A terapia com estimulação por microcorrente</p><p>pode, então, ser vista como uma catalisadora, nos processos iniciais e de</p><p>sustentação, em numerosas reações químicas e elétricas que ocorrem no processo</p><p>cicatricial.</p><p>A cicatrização ocorre baseando-se na ideia que a corrente polarizada, serve</p><p>para restabelecer a alteração nos sítios de lesão. A célula é negativa em seu interior</p><p>e positiva em seu exterior, porém numa situação de lesão, há uma inversão da</p><p>situação e a microcorrente passa a atuar restabelecendo o equilíbrio elétrico local e</p><p>assim evitando os fenômenos de apoptose, que é a morte programada das células</p><p>que foram pouco atingidas pela lesão e sofreram aquilo que se chama de lesão</p><p>secundária. A microcorrente atende esse tipo de demanda e pode servir para o</p><p>restabelecimento dos potenciais locais.</p><p>Existe um montante considerável de literatura científica, sugerindo que a</p><p>cicatrização, o crescimento e a regeneração em todos os organismos vivos são</p><p>mediados por um fluxo endógeno de corrente elétrica. Em tecidos lesados, entretanto,</p><p>uma “interrupção elétrica” toma lugar, ocorrendo um aumento na resistência ao fluxo</p><p>elétrico (bioimpedância elétrica), o que impede a resolução de problemas crônicos e</p><p>da dor. Para solucionar esse dilema, foi desenvolvida a microcorrente exógena</p><p>(milionésimo de um ampere) no local lesado para normalizar o fluxo de corrente</p><p>endógena. A bioimpedância dos tecidos lesados é, então, reduzida, restabelecendo a</p><p>bioeletricidade para reestabilizar a homeostase local. A terapia com estimulação por</p><p>microcorrente pode, então, ser vista como uma catalisadora nos processos iniciais e</p><p>de sustentação em numerosas reações químicas e elétricas que ocorrem no processo</p><p>cicatricial.</p><p>Também se utiliza dessa técnica para promover a revitalização cutânea,</p><p>melhorando a flacidez muscular, elasticidade, a viscosidade e o brilho da pele. A</p><p>seleção do tipo da onda se deve a cada etapa do tratamento, ao grau de flacidez e ao</p><p>estado geral da pele, sendo algumas utilizadas para flacidez mais leves e outras para</p><p>flacidez mais acentuada.</p><p>A técnica atinge tanto a camada superficial da pele, possibilitando a</p><p>movimentação dos líquidos intersticiais, como a camada superficial da musculatura</p><p>facial, estimulando as fibras.</p><p>22</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>Ela deve ser aplicada em três etapas: na primeira fase o objetivo é promover a</p><p>movimentação de líquidos, na segunda promover a estimulação muscular e na terceira</p><p>ionizar um produto com características nutritivas e hidratantes, próprias para</p><p>revitalização cutânea.</p><p>» Efeitos Fisiológicos</p><p>A movimentação dos líquidos proporciona alguns efeitos fisiológicos, bastante</p><p>importantes para a restauração dérmica, tais como:</p><p>› elevação da temperatura local;</p><p>› formação de hiperemia;</p><p>› otimização do metabolismo;</p><p>› aumento da síntese de ATP e de colágeno;</p><p>› incremento da drenagem;</p><p>› desobstrução ganglionar;</p><p>› aumento das trocas iônicas intracelulares;</p><p>› mobilização de líquidos provenientes das circulações linfática e sanguínea;</p><p>› aumento da reabsorção de hematomas, edemas e cicatrização em pós-</p><p>cirúrgicos.</p><p>» Parâmetros Físicos</p><p>Os controles de intensidade normalmente permitem um ajuste de amplitude em</p><p>torno de 10 a 1000 microamperes (μA). Os controles de frequência permitem ajuste</p><p>de 0,5 Hz a 900 Hz (ou em até 1000 Hz) e a duração de pulso de microcorrente típico</p><p>é de aproximadamente 0,5 segundo, que é cerca de 2500 vezes maior que um pulso</p><p>típico de TENS, por exemplo.</p><p>Uma frequência abaixo de 1 Hz realiza penetração profunda é indicada para</p><p>estimular cicatrizes.</p><p>Uma frequência de 10 a 900 Hz é indicada para analgesia, efeito bactericida,</p><p>entre outros.</p><p>O tempo pode variar de 01 a 30 minutos.</p><p>Geralmente são feitas 10 sessões com intervalos de dois dias entre elas.</p><p>Depois uma sessão de manutenção pode ser feita a cada mês.</p><p>23</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>› Aplicabilidade</p><p>Para a aplicação são utilizados sempre dois eletrodos com um polo positivo e</p><p>outro negativo, ocorrendo o mesmo com os eletrodos utilizados para aplicação</p><p>estética da corrente galvânica, ou eletrodos de borracha.</p><p>a) Primeira fase:</p><p>Conectar os bastões (eletrodos) no equipamento, manter o bastão de</p><p>polaridade negativa parado no local de aplicação e movimentar o bastão eletrodo</p><p>positivo em sentido da musculatura para a movimentação dos líquidos; realizar cada</p><p>movimento por 10 segundos.</p><p>Nutrição: 150 Hz e 200 μA</p><p>b) Segunda fase:</p><p>Já na segunda etapa, priorizamos a estimulação da musculatura com</p><p>movimentação no sentido das fibras, seguindo-as em um mapa anatômico.</p><p>Para essa fase, devemos utilizar os eletrodos de borracha, localizando o</p><p>eletrodo negativo ao lado do eletrodo positivo, com gel condutor. Fixa-se na pele e</p><p>liga o equipamento regulando a intensidade, conforma a sensibilidade da cliente, pois</p><p>essa estimulação vai tonificar a musculatura, lembrando que não podemos utilizar</p><p>uma intensidade muito alta para não causar fadiga muscular, portanto, devemos</p><p>controlar a intensidade conforme a sensibilidade de cada paciente, deixando agir de</p><p>10 a 15 minutos. Tonificação: 100 Hz e 300 μA</p><p>c) Terceira fase:</p><p>A terceira consiste em ionizar um produto cujos benefícios estão diretamente</p><p>relacionados com o seu princípio ativo.</p><p>Para a aplicação: são utilizados eletrodos como bastões, canetas, ou esferas,</p><p>enrolando-se um algodão na parte metálica de cada caneta junto com uma solução</p><p>aquosa, geralmente solução N.M.F., (Natural Moisturizing Factor), fator hidratante</p><p>sintético semelhante ao encontrado na pele, rico em aminoácidos, lactato e sais,</p><p>conhecida por Ureia. Pode-se utilizar também produtos de lift ing, lipossomas ou</p><p>produtos hidratantes e rejuvenescedores ionizáveis de acordo com a preferência.</p><p>Iontoforese: 500 Hz intensidade baixas para não produzir contração.</p><p>24</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>Para essa fase existem algumas sugestões de aplicação. Pode-se</p><p>esquematizar o movimento das canetas como:</p><p>As duas canetas se movimentam de dentro para fora.</p><p>As duas canetas se movimentam de fora para dentro.</p><p>Uma caneta fica parada enquanto a outra se movimenta de fora para dentro.</p><p>Uma caneta fica parada enquanto a outra se movimenta em ziguezague de</p><p>dentro para fora.</p><p>Cada movimento (passo) com a caneta deve ser feito durante,</p><p>aproximadamente, em 10 segundos, seguindo o esquema:</p><p>25</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>Inicie a sessão, utilizando os terminais de inserção, com</p><p>bastonetes embebidos em produto cosmético, pela região</p><p>supraclavicular. Posicionando os bastonetes em paralelo e de</p><p>forma ascendente, movimente-os até a região mandibular,</p><p>sempre de forma lenta. Repita o movimento até completar a</p><p>circunferência de toda a região cervical anterior (pescoço).</p><p>Movimente os bastonetes em paralelo e de forma</p><p>ascendente por toda a região mentual.</p><p>Movimente os dois bastonetes horizontalmente e em</p><p>paralelo e por toda a região do mento. Repita a operação do</p><p>outro lado.</p><p>Fixe um bastonete na região do músculo depressor do</p><p>ângulo da boca e movimente</p><p>o outro por toda a região</p><p>nasogiana.</p><p>26</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>Movimente conjuntamente, os bastonetes em paralelo,</p><p>iniciando na região dá mandíbula até alcançar a metade da</p><p>face.</p><p>Movimente os bastonetes em paralelo a partir da</p><p>metade da face até a região do músculo orbicular dos olhos</p><p>(pálpebras inferior).</p><p>Percorra a pálpebra inferior, utilizando os bastonetes</p><p>em paralelo, inicinando o movimento pelo lado externo,</p><p>dirigindo-se ao interno, de forma lenta.</p><p>Com os bastonetes em paralelo</p><p>movimentando-se de forma a percorrer a</p><p>pálpebra superior, desde a parte externa</p><p>até alcançar à interna.</p><p>Movimente os bastonetes em</p><p>paralelo, intercalados pelo supercílio,</p><p>desde a região externo até a interna.</p><p>Movimente os bastonetes em</p><p>paparelo, formando um leque desde a</p><p>lateral externa dos olhos até o início do</p><p>couro cabeludo.</p><p>Faça um semicírculo imaginário</p><p>entre os supercílios e vá movimentando os</p><p>bastonetes em paralelo sobre ele, por toda</p><p>região frontal, formando um leque.</p><p>27</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>» Peculiaridades dessa corrente</p><p>É interessante pedir para o paciente ingerir líquido 1 hora antes do tratamento.</p><p>Isso ajuda a concentração hídrica no tecido celular subcutâneo que oferece</p><p>resistência à passagem da microcorrente.</p><p>O paciente pode se queixar de “choques” elétricos quando a microcorrente é</p><p>aplicada em um tecido cicatricial.</p><p>» Contraindicações</p><p>› Alergia ou irritação á corrente elétrica;</p><p>› Sobre útero grávido;</p><p>› Eixo cardíaco;</p><p>› 3 primeiros messes de gestação;</p><p>› Próteses metálicas no local de aplicação;</p><p>› Pacientes com doenças cardíacas, como arritmias severas, insuficiência</p><p>cardíaca congestiva;</p><p>› Encurtamento funcional do músculo;</p><p>› Traumas locais;</p><p>› Sensibilidade alterada.</p><p>Obs: O uso de microcorrentes em pacientes desidratados pode causar</p><p>náuseas, tontura e/ou dores de cabeça.</p><p>Devido aos seus efeitos fisiológicos, essa corrente é muito bem utilizada em</p><p>processo de reparo e em rejuvenescimento, sendo assim observamos uma boa</p><p>aplicabilidade em processos como:</p><p>» Acne (anti-inflamatório, cicatrizante, bactericida e antiedematoso).</p><p>» Involução cutânea (aumento do número de fibroblastos e realinhamento das</p><p>fibras colágenas, potencializando a circulação linfática e diminuindo edema).</p><p>» Pós-operatório de cirurgia plástica (cicatrizante, anti-inflamatório e</p><p>antiedematoso).</p><p>» Estrias (rearranjo das fibras colágenas).</p><p>» Eliminação de metabólitos celulares, relaxamento muscular</p><p>(restabelecimento da bioeletricidade tecidual).</p><p>» Celulite (antiedematoso).</p><p>» Pós Peeling (cicatrizante anti-inflamatório).</p><p>» Iontoforese.</p><p>28</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>A Microcorrentes Galvânica tem uma forma de onda de pulso monofásico</p><p>retangular, podendo reverter periodicamente sua polaridade.</p><p>O Plano de atuação das microcorrentes é profundo, podendo atingir um nível</p><p>muscular, apresentando-se com imediata atuação no plano cutâneo e subcutâneo.</p><p>As microcorrentes têm características subsensoriais, não causando</p><p>desconforto ao paciente.</p><p>Alta-frequência</p><p>Alta-frequência é uma corrente de elevada tensão e de baixa intensidade que</p><p>é aplicada sobre o organismo humano, através de eletrodos de vidro que se fixam a</p><p>uma bobina.</p><p>O aparelho consiste num gerador de alta frequência, num porta-eletrodo e em</p><p>diversos eletrodos de vidro a vácuo ou contendo gás especial. A passagem da</p><p>corrente provoca uma ionização das moléculas de gás, que, sob o forte impacto</p><p>energético, tornam-se fluorescentes.</p><p>É uma corrente elétrica que se forma dentro do eletrodo de vidro e transmite</p><p>ondas eletromagnéticas. A onda eletromagnética provoca a formação de ozônio ao</p><p>nível da pele.</p><p>Para podermos entender os efeitos da corrente eletromagnética no organismo</p><p>é importante conhecermos especificamente cada eletrodo.</p><p>Figura - Eletrodos utilizados na alta-frequência.</p><p>a) Bobina; b) Eletrodo Standart; c) Eletrodo Standart Pequeno; d) Pente;</p><p>e) Fulgurador; f) Forquilha; g) Saturador</p><p>Fonte: http://www.ck.com.br/materias/125-alta-frequencia.html</p><p>29</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>Os standarts pequeno e grande (cebolinha e cebolão) são utilizados nos</p><p>tratamentos faciais. O eletrodo pente é utilizado nos tratamentos capilares para a</p><p>descontaminação e ativação do couro cabeludo. O fulgurador (cauterizador) é</p><p>utilizado durante a limpeza de pele, após extrações. A forquilha é utilizada após</p><p>depilações no corpo e também para relaxamento da cervical. Já o saturador (ionizador</p><p>indireto) é utilizado nos tratamentos faciais e capilares, associado às massagens,</p><p>facilitando a penetração de substâncias nutritivas.</p><p>» Efeitos Fisiológicos</p><p>O ozônio é uma substância instável que se decompõe rapidamente em oxigênio</p><p>molecular (O2) e em oxigênio atomar (atômico) (O). A grande ação desinfetante do</p><p>ozônio reside na grande agressividade do oxigênio atomar (atômico) que é liberado</p><p>durante a decomposição do ozônio. O envelhecimento celular está ligado a ação dos</p><p>radicais livres, e o oxigênio é um dos percussores dessa ação, por meio da oxidação</p><p>das estruturas orgânicas. O oxigênio atomar é o oxidante mais agressivo depois do</p><p>flúor. Ele é um radical livre.</p><p>Baseado nas considerações sobre os radicais livres, os eletrodos de alta</p><p>frequência, produtores de ozônio em nível da pele, devem ser utilizados pela</p><p>esteticista, criteriosamente, pois não é lógico que um tratamento estético, que visa</p><p>atenuar e atrasar os efeitos do envelhecimento, utilize os eletrodos de alta frequência,</p><p>pondo todo o resto do tratamento a perder. A corrente de alta frequência, quando</p><p>empregada descriteriosamente, é um meio de se envelhecer mais rápido.</p><p>O principal efeito das correntes de alta frequência no organismo é a produção</p><p>de calor. É um efeito comum a todas as formas de aplicação, que se acentua mais</p><p>nos casos em que o eletrodo se coloca a uma ligeira distância da pele, do que quando</p><p>está em contato direto.</p><p>O efeito térmico obtido é inversamente proporcional à superfície do eletrodo.</p><p>Por isso, para efeitos destrutivos (fulgurações) se usam eletrodos de pouca superfície</p><p>(em forma de ponta já que concentram em um ponto os efeitos térmicos. O efeito</p><p>térmico obtido é diretamente proporcional ao tempo de aplicação. Os tratamentos</p><p>mais habituais duram entre 3 e 5 min.</p><p>Portanto, quando se usam eletrodos de superfície (em forma de bico) podem</p><p>ocorrer lesões por queimadura, já que concentram em um ponto os efeitos térmicos</p><p>do aparelho de alta frequência.</p><p>30</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>O efeito vasodilatador e hiperemiante são aproveitados para melhorar a</p><p>absorção de produtos que são aplicados sobre a pele como nutritivos e revitalizantes,</p><p>1evando ao aumento do trofismo e da oxigenação do metabolismo celular.</p><p>Por ser um elemento ativador do metabolismo dos tecidos, nos tratamentos</p><p>capilares, é importante como um elemento ativador da circulação sanguínea do couro</p><p>cabeludo, acentuando também a penetração de produtos nutritivos pelos folículos pilo-</p><p>sebáceos, sendo utilizados nos tratamentos antiquados, usando o eletrodo em forma</p><p>de pente.</p><p>O efeito anti-inflamatório associa-se à inflamação ocorrida nos processos de</p><p>reparo tecidual onde há solução de continuidade da pele, como em feridas abertas</p><p>(úlceras, acne etc.), pois é comum, nesses casos, a presença de germes e bactérias</p><p>que acabam por dificultar a resolução do processo inflamatório. Esse efeito também</p><p>se justificaria pelo aumento do fluxo sanguíneo, pois aumentaria a presença dos</p><p>elementos de defesa na área da lesão. Apesar disso, a alta frequência não é indicada</p><p>para inflamação em</p><p>estruturas internas do corpo como tendões, músculos,</p><p>articulações etc., pois não tem ação em profundidade.</p><p>A formação de ozônio ao nível da pele tem ação bactericida e antisséptico. As</p><p>faíscas que saltam entre a superfície do eletrodo e a pele formam, a partir do oxigênio</p><p>do ar, o ozônio, através da corrente elétrica. O ozônio formado é muito oxidante e por</p><p>tanto é um bom bactericida, germicida e antisséptico em geral.</p><p>São utilizados eletrodos específicos, como o standart, que atuará nas diversas</p><p>regiões da face.</p><p>A ação bactericida melhora o trofismo dérmico, pois muitas vezes o trofismo da</p><p>pele, relacionado a processos de regeneração tecidual está prejudicado pela ação de</p><p>bactérias.</p><p>O eletrodo “cauterizador”, conhecido como o fulgurador, é um recurso que</p><p>auxilia o profissional na limpeza da pele, por atuar cauterizando as pistolas que são</p><p>removidas durante o processo das extrações.</p><p>A corrente pode ser utilizada como ionizadora indireta, onde utilizamos eletrodo</p><p>“saturador” para aumentar a penetração de ampolas aquosas ionizáveis à base de</p><p>elastina, colágeno, ureia e extratos placentários através da pele e também na</p><p>penetração de substâncias que tonificam o couro cabeludo e fortalecem o bulbo</p><p>capilar.</p><p>31</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>» Parâmetros físicos</p><p>É um parelho que trabalha com correntes alternadas de alta frequência, cujos</p><p>parâmetros de frequência e tensão podem variar de acordo com o fabricante. Eis</p><p>alguns parâmetros encontrados normalmente: frequência variando entre 100 e</p><p>200KHz, com tensão que oscila entre 25.000 e 40.000V ou entre 150 e 200KHz, com</p><p>tensão oscilando entre 30.000 a 40.000V; ou entre 500KHz e 1KHz, com tensão entre</p><p>40.000 e 90.000V; e ainda com tensão oscilando entre 100.000 e 150.000V sempre</p><p>com intensidade na ordem de 100mA.</p><p>Com a finalidade de aumentar a ação do eletrodo, ele pode ser passado,</p><p>ligeiramente afastado da pele, ou sobre uma gase seca.</p><p>O tempo de utilização depende do local e do tipo da aplicação, que é,</p><p>geralmente, em torno de 3 a 8 minutos.</p><p>» Peculiaridades dessa corrente</p><p>A junção entre o eletrodo e o porta-eletrodo não deve tocar a pele do cliente,</p><p>pois ele sentiria um choque elétrico muito forte. Também o profissional não deve</p><p>jamais encostar nessa junção</p><p>Os aparelhos de alta-frequência devem manter uma distância de 6m de</p><p>aparelhos de Corrente Galvânica ou Corrente Farádica, quando usados</p><p>simultaneamente. Os cabos dos outros agem como antenas, captando as ondas</p><p>eletromagnéticas produzidas pelos aparelhos de alta frequência. Isso pode danificar</p><p>o aparelho e/ou proporcionar algum perigo para o cliente que está sendo tratado.</p><p>» Contraindicações:</p><p>› Marca-passo cardíaco.</p><p>› Gestantes (é prudente que a profissional grávida evite usar o aparelho nas</p><p>clientes).</p><p>› Implante metálico local (aquecimento perigoso).</p><p>› Zonas hemorrágicas.</p><p>› Distúrbios de sensibilidade.</p><p>› Pele com cosméticos inflamáveis (álcool e éter).</p><p>A seguir observe um exemplo de aplicação de alta frequência.</p><p>32</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>Figura - Exemplo de aplicação do alta frequência com o “cebolinha”</p><p>Fonte: http://fisionew.blogspot.com/2010/05/alta-frequencia-utilizada-pos.html</p><p>Pode ser utilizado, tanto na estética facial, corporal e capilar. A maioria das</p><p>indicações tem por base a ação bactericida, entre elas podemos destacar desinfecção</p><p>após extração acneicas, acnes inflamadas, desinfecção do couro cabeludo em casos</p><p>de seborreia, pós-depilação, principalmente onde haja história de foliculite, úlcera de</p><p>pressão infectadas, feridas abertas. Nos procedimentos estéticos, a alta frequência é</p><p>empregada principalmente na terapêutica facial, não só nos procedimentos de limpeza</p><p>de pele, como também em outros protocolos faciais (hidratação, revitalização).</p><p>Corrente Farádica</p><p>Essa corrente, quando empregada na estética, é usada de forma alternada, ou</p><p>seja, sua polaridade muda em um determinado tempo preestabelecido, e assim realiza</p><p>uma estimulação muscular por excitação nervosa.</p><p>Ela reduz a flacidez muscular com consequente melhora da circulação</p><p>periférica</p><p>Além de estimular a musculatura, a aplicação da corrente farádica promove a</p><p>otimização do metabolismo e da circulação sanguínea do tecido muscular.</p><p>33</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>A região a ser estimulada deve seguir o mapa muscular, porém, não por pontos</p><p>motores, mas sim por grupos que apresentem maior tendência à flacidez (regiões</p><p>mentoniana, zigomática, entre outras).</p><p>» Parâmetros físicos</p><p>A intensidade deve ser ajustada de acordo com a sensibilidade da cliente e o</p><p>tempo médio de aplicação deve ser em torno de 5 a 10 minutos.</p><p>A Corrente Farádica é uma corrente de excitação de baixa frequência, 50 a 100</p><p>Hz, com largura de pulso de 0,1 a 1 ms e com intervalo de 20 ms.</p><p>Figura - Corrente bifásica triangular, representando Corrente Farádica</p><p>Fonte: Manual de operação Nemesys, Quark Medical</p><p>É aplicada por eletrodos de borracha.</p><p>Na figura abaixo observe um exemplo de aplicação da Corrente Farádica.</p><p>34</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>Figura - Exemplo de posição de eletrodos para aplicação da Corrente</p><p>Farádica</p><p>Fonte: http://www.ck.com.br/materias/81-eletroterapia.html</p><p>Sua utilização está bastante reduzida, nos dias atuais, por ter-se tornado</p><p>obsoleta frente aos modernos estimuladores. As restrições são decorrentes da forma</p><p>de pulso (triangular) e da largura de pulso (1,0ms), que proporcionam um grande</p><p>estímulo sensorial, levando a um desconforto ao paciente e com isso consequente</p><p>restrição da contração muscular.</p><p>» Contraindicações: são as mesmas descritas na Corrente Russa.</p><p>INTRODUÇÃO À ONDA MECÂNICA</p><p>Ultrassom</p><p>O ultrassom é um aparelho muito usado para tratamentos estéticos há muitos</p><p>anos, porém, não basta simplesmente falar em quadro clínico versus tratamento. Citar</p><p>os parâmetros do ultrassom é muito fácil, porém o mais difícil e, contudo, o mais</p><p>importante, é entender o seu mecanismo de ação nos tecidos.</p><p>A onda mecânica é uma onda sonora transmitida de modo similar às ondas</p><p>criadas por uma pedra atirada na água. O ultrassom é uma onda mecânica cuja</p><p>energia é transmitida pelas vibrações das moléculas do meio biológico, através do</p><p>qual a onda se propaga.</p><p>O ultrassom se propaga como uma onda de pressão, causando agitação das</p><p>moléculas do meio em que estão se propagando, fazendo-as oscilarem, quer o meio</p><p>seja sólido, liquido ou gasoso.</p><p>O ultrassom é gerado por um transdutor, um dispositivo que transforma uma</p><p>forma de energia em outra. O transdutor mais comumente utilizado no ultrassom</p><p>transforma energia elétrica em energia mecânica, utilizando o efeito piezoelétrico. Um</p><p>cristal piezoelétrico tem a propriedade de que, por um lado, se uma voltagem for</p><p>aplicada através de sua substância, ele mudará de espessura, por outro lado, se a</p><p>espessura do cristal for mudada, se cria uma voltagem através do cristal. À medida</p><p>que a face frontal do transdutor se desloca para trás e para frente, regiões de</p><p>compressão e rarefação se afastam dessa parte, formando uma onda ultrassônica.</p><p>À medida que a onda de ultrassom é transmitida por vários tecidos, há uma</p><p>atenuação ou redução na intensidade de energia. Essa redução se deve à absorção</p><p>35</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>de energia pelos tecidos ou à dispersão ou disseminação da onda sonora como</p><p>resultado de reflexão ou refração. A absorção aumenta à medida que a frequência</p><p>aumenta o que reduz a transmissão de energia para os tecidos mais profundos. » A</p><p>reflexão ocorre, quando uma onda não consegue atravessar a próxima densidade.</p><p>Pode ser completa ou parcial. O eco é um exemplo de reflexão composta</p><p>de energia</p><p>acústica.</p><p>» A refração é a curvatura das ondas resultante de uma alteração da velocidade</p><p>de uma onda que entra em um meio com densidade diferente.</p><p>Parâmetros físicos</p><p>» Frequência</p><p>Quando se fala de efeito térmico, percebe-se que ele se torna mais elevado,</p><p>quando em maiores frequências, porém a seleção da frequência não se dá, única e</p><p>exclusivamente, pensando-se no efeito térmico, e, sim, na profundidade do tecido a</p><p>ser atingido Tabela 1.</p><p>O equipamento de ultrassom clínico e comercialmente mais vendido nas</p><p>frequências de 1,0 MHz à 3,0 MHz, com o comprimento de onda a 1mm, quando</p><p>interagindo com água, mas isso não é por acaso, e sim porque no nosso organismo o</p><p>ultrassom se desloca, na grande maioria pela água, visto que quase todos os tecidos</p><p>do organismo são formados principalmente de água e que os comprimentos de onda</p><p>na ordem do milímetros, nas faixas de frequências de megahertz (0,75 – 10 MHz) são</p><p>mais compatíveis ás dimensões das estruturas dos tecidos com os quais deve haver</p><p>interação, essa frequência se torna a mais eficiente.</p><p>Tabela - Porcentagem da densidade incidente a diferentes profundidades de</p><p>penetração da radiação com diferentes comprimentos de onda na pele de indivíduos</p><p>caucasianos.</p><p>36</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>Fonte: Guirro, E.C.O. Fisioterapia Dermato-Funcional</p><p>Observamos na tabela 1 que a baixa frequência é mais efetiva para as</p><p>estruturas localizadas mais profundamente, enquanto que frequências maiores são</p><p>preferencialmente utilizadas para o tratamento de tecidos superficiais.</p><p>» Intensidade</p><p>A intensidade representa a força das ondas sonoras, em uma determinada</p><p>área, dentro dos tecidos tratados, medida em Watts (w/cm²). Geralmente varia de 0,5</p><p>a 5 w/cm². Tem-se que tomar bastante cuidada ao escolher intensidade. Não existem</p><p>muitos dados, científicos ou clínicos quantitativos, que indiquem a melhor aplicação</p><p>da intensidade. Geralmente, nos casos de problemas agudos, a intensidade utilizada</p><p>não deve ser superior a 0,5 w/cm², e para as lesões crônicas, os níveis geralmente</p><p>são em torno de 1 w/cm².</p><p>Um fator importante ao se escolher a intensidade é o tipo de onda selecionada,</p><p>pois quando ela é pulsada, temos que chamar atenção para a intensidade escolhida,</p><p>pois, no modo pulsado, muitas vezes, a intensidade de saída pode não ser a</p><p>intensidade teoricamente absorvida. A falta de atenção para esse fato pode implicar</p><p>em procedimentos clínicos ineficientes.</p><p>Tabela- Relação entre os valores da intensidade instantânea e a média do</p><p>ultrassom terapêutico para os diferentes regimes de pulso.</p><p>37</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>Fonte: Guirro, E.C.O. Fisioterapia Dermato-Funcional</p><p>Para melhor compreender esse parâmetro é de extrema importância ler o</p><p>manual do aparelho de forma minuciosa e detalhada, pois, cada aparelho traz esse</p><p>parâmetro de maneira diferente. O aparelho pode converter a intensidade de interesse</p><p>para o modo desejado pelo terapeuta. Com isso, independentemente do modo de</p><p>onda escolhida pelo terapeuta, a intensidade de saída sempre será a intensidade</p><p>teoricamente absorvida, ou então, o aparelho não faz essa conversão automática e o</p><p>terapeuta então terá que fazer o seu cálculo.</p><p>» Tempo</p><p>Em geral a literatura preconiza de 1 a 2 min. para cada 2,5cm² (tamanho do</p><p>cabeçote) de área a ser tratada, sempre em movimentos circulares.</p><p>A área a ser tratada deve ser calculada sempre fazendo comparação com o</p><p>tamanho do cabeçote. Por exemplo, uma área de aproximadamente 5cm equivale ao</p><p>tamanho de dois cabeçotes, portanto a área a ser tratada deve ser 2min + 2min, sendo</p><p>assim serão 4min. de tratamento.</p><p>» Modo</p><p>Pulsado – A voltagem pode ser aplicada em pulsos - ligada por um tempo,</p><p>desligada por um tempo e assim por diante; esse é conhecido como modo pulsado.</p><p>38</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>Contínuo - A voltagem através do transdutor de ultrasom pode ser aplicada</p><p>continuamente durante todo o tempo de tratamento. Portanto, o aumento da</p><p>temperatura no tecido é maior que o modo pulsado, pois, mantém uma continua</p><p>oscilação das células, produzindo, assim, maior energia e, também, absorvendo mais</p><p>onda, quando comparado ao pulsado.</p><p>Efeitos físicos do ultrassom</p><p>Quando o ultrassom penetra no organismo, ele pode exercer um efeito sobre</p><p>as células e tecidos mediante dois mecanismos físicos: térmicos e atérmicos.</p><p>» Efeitos térmicos</p><p>Quando a onda mecânica atravessa os tecidos uma parte dela é absorvida, e</p><p>isso leva a produção de calor, porém a quantidade de absorção depende do tipo de</p><p>tecido, da quantidade de vascularização e da frequência do ultrassom.</p><p>É importante saber que tecidos com elevado conteúdo proteico absorvem mais</p><p>rapidamente que os com maior conteúdo de gordura, e quanto maior a frequência,</p><p>menor a profundidade da onda e maior a absorção.</p><p>Com tudo que foi dito até o momento sobre ultrassom, pense quais os</p><p>parâmetros aplicar em tratamentos em nível de tecido muscular e em nível de tecido</p><p>adiposo.</p><p>Observamos na literatura que o efeito térmico do ultrassom é bastante usado</p><p>no alívio da dor, na diminuição da rigidez articular e no aumento do fluxo sanguíneo.</p><p>Uma vez que a quantidade de absorção depende do tipo de tecido, é importante</p><p>saber que o periósteo, osso cortical superficial, meniscos articulares, músculo</p><p>fibrosado, bainhas tendinosas, grandes raízes nervosas e interfaces intermunsculares</p><p>são preferencialmente aquecidas. Portanto, é importante que o terapeuta tenha</p><p>conhecimento das estruturas que se situam entre a fonte do ultrassom e o tecido</p><p>lesionado, e também além desse tecido.</p><p>O calor é dissipado, tanto pela difusão térmica como pelo fluxo sanguíneo, e,</p><p>por isso, esse também se torna um fator importante a ser observado. Quanto mais</p><p>vascularizado o tecido maior a absorção de calor. Devido a essa teoria, podemos dizer</p><p>39</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>que o modo pulsado preconiza efeitos não térmicos e o modo contínuo possui ambos</p><p>os efeitos.</p><p>» Efeitos não térmicos</p><p>O efeito de cavitação ligado a vibração das moléculas é o efeito não térmico</p><p>mais conhecido dessa onda. Esse efeito é caracterizado pela formação de bolhas nos</p><p>líquidos, o que pode ser útil ou perigoso. Ele pode ser lesivo devido à exposição</p><p>contínua e de alta intensidade da onda no tecido, o que pode ser evitado quando</p><p>diminuída a continuidade e/ou a intensidade da onda. Esse efeito se torna importante</p><p>por realizar a vibração das moléculas, que vão sintetizar estimular ou inibir</p><p>substâncias. Quando o ultrassom é utilizado para fins estéticos esse efeito também</p><p>pode destruir moléculas.</p><p>Agentes e métodos de acoplamento</p><p>As ondas de ultrassom não podem atravessar o ar, portanto deve ser utilizado</p><p>um agente de acoplamento para permitir que as ondas passem do transdutor para os</p><p>tecidos.</p><p>O transdutor é colocado diretamente sobre a pele, junto com um gel que serve</p><p>para excluir o ar entre a pele e a fonte sonora.</p><p>Os géis acopladores consistem de água destilada e um material inerte e não</p><p>refletor, que aumenta a viscosidade da mistura.</p><p>Fonoforese</p><p>É a habilidade do ultrassom em incrementar a penetração de agentes</p><p>farmacologicamente ativos através da pele. Há várias evidências de que o ultrassom</p><p>possa promover a penetração de substâncias químicas, uma vez que o feixe</p><p>ultrassônico é capaz de alterar os potenciais de membrana. O aumento da</p><p>permeabilidade de membrana promovida pelo ultrassom é o fator que torna possível</p><p>a maior penetração de fármacos no organismo.</p><p>Existem várias vantagens na utilização dessa modalidade de tratamento, entre</p><p>elas a ação localizada da droga, com a consequente ausência de efeitos colaterais</p><p>decorrente de ações sistêmicas. Outra</p><p>vantagem dessa forma de tratamento é a</p><p>somatória dos efeitos inerentes ao ultrassom associados aos efeitos da droga. A</p><p>técnica apresenta ainda a vantagem de que o medicamento a ser introduzido não</p><p>40</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>necessita ter carga elétrica, isto é, ser polarizado. A utilização da onda ultrassônica</p><p>para a penetração de drogas através da pele pressupõe a utilização do pulso contínuo.</p><p>Contudo poucos produtos apresentam as características apropriadas para a</p><p>fonoforese, sendo os géis o tipo mais apropriado de formulação para essa terapia. Na</p><p>estética a fonoforese é utilizada principalmente com enzimas de difusão. Nesse caso</p><p>a dose dever ser cuidadosamente selecionada, uma vez que as enzimas se</p><p>desnaturam em temperaturas acima do limite suportável.</p><p>Ondas mecânicas usadas na estética</p><p>O ultrassom mais comumente usado na estética é o que trabalha com</p><p>frequência em torno de 3 MHz, e com intensidades variando entre 0,5 e 5 w/cm².</p><p>Contudo, cada vez mais, novos parâmetros vêm sendo lançados no mercado, entre</p><p>eles o MANTHUS.</p><p>Inicialmente, precisamos entender que MANTHUS é um nome comercial de</p><p>uma tecnologia baseada em ondas mecânicas (ultrassom) que não se baseia apenas</p><p>na onda ultrasônica, como eles, existem outros no mercado.</p><p>Recentemente, pesquisadores israelenses criaram uma técnica de</p><p>lipoescultura por ultrassom, a lipo ultrassônica, que elimina gordura localizada, sem</p><p>cirurgia e sem a necessidade de suar a camisa.</p><p>A onda ultrassônica também é utilizada para tratamento de celulite, pós</p><p>lipoaspiração e pós-parto..</p><p>Podemos nos perguntar por que criar um aparelho de lipoescultura baseado</p><p>em ondas ultrassônicas, se já existe no mercado aparelhos de ultrassom usados</p><p>especificamente na estética como vimos acima.</p><p>A grande diferença são os parâmetros do ultrassom de lipoescultura, que se</p><p>diferencia por se tratar de um aparelho de alta intensidade, atingindo as células de</p><p>gordura com mais potência. A intensidade é em torno de 45watts, a energia é liberada</p><p>em pulsos, portanto, não existe elevação significante de temperatura. O mais</p><p>importante é o efeito mecânico, de cavitação, que permite que as células adiposas</p><p>dentro da área tratada sejam destruídas. Os parâmetros predefinidos do MANTHUS</p><p>levam a seletividade do tecido. Somente o tecido adiposo é destruído, enquanto os</p><p>tecidos adjacentes, incluindo os vasos sanguíneos, nervos e tecidos conectivos</p><p>41</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>permanecem inalterados. É extremamente importante ressaltar isso, pois assim,</p><p>toma-se consciência do perigo de se aplicar qualquer corrente sem o seu</p><p>conhecimento profundo, e, ainda, mais importante de se utilizar de técnicas ainda não</p><p>testadas, ou não aprovadas pela ANVISA.</p><p>A quebra da gordura pelo ultrassom é um método físico e envolve diferenças</p><p>de meio, sendo a cavitação a responsável pela quebra dessa gordura, que é eliminada</p><p>pelo sistema linfático, não trazendo riscos de aumento de gordura no sangue.</p><p>Figura - Sequência da onda mecânica no tecido de gordura</p><p>Fonte: Informativo da HV Comércio, Importação e Exportação - Ano IV - Nº 14</p><p>Em geral, são realizadas três seções por semana de 20min cada, com intervalo</p><p>de 1 dia entre elas. Depois de 15 a 20 seções consecutivas é importante um intervalo</p><p>de 15 a 30 dias, visto que, depois de um pequeno intervalo, os resultados que estavam</p><p>num processo de acomodação voltam a responder novamente, além de o organismo</p><p>poder dar conta de eliminar toda a gordura liberada.</p><p>A dosimetria deve respeitar os índices de atenuação, portanto, devem ser tais</p><p>que o tecido a ser tratado receba no mínimo uma dose de 0,7W/cm2. Como a cada</p><p>1,5cm de gordura há uma atenuação de 50% na intensidade, para tratar uma camada</p><p>de 1,5 cm de modo que toda a camada receba pelo menos 0,7W/cm2, devemos ajustar</p><p>uma dose de 1,5W/cm2 e assim por diante.</p><p>O cabeçote não deve ficar parado sobre um mesmo local e também não deve</p><p>ser movimentado muito rápido. O melhor procedimento é o movimento circular</p><p>deslocado em uma velocidade de 1 a 2 cm/ segundo. Em áreas de trabalho extensas</p><p>aconselhamos que seja dividida em quadrantes.</p><p>42</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>Pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos,</p><p>acompanharam 164 pacientes e concluíram que uma sessão pode reduzir 2</p><p>centímetros do ponto tratado.</p><p>Essa técnica se destaca pela vantagem de não necessitar de internações, ser</p><p>indolor, não invasiva e efetiva. Qualquer região do corpo onde há acúmulo de gordura</p><p>localizada, como abdômen, flancos, braços, coxas, costas, pode ser tratada.</p><p>Porém, existem algumas observações a serem feitas: primeiramente, ao</p><p>contrário do que muitos pacientes imaginam, ninguém sai da clínica com o corpo</p><p>imediatamente remodelado, é preciso dar tempo ao tempo; além disso, é necessário</p><p>ressaltar que nem toda a gordura lançada para a circulação é eliminada, pois sabemos</p><p>que fisiologicamente a única maneira de se eliminar gordura acumulada é através da</p><p>atividade física. Lógico que toda a gordura jogada na circulação tem dois caminhos,</p><p>ou é armazenada, através da formação de “pneuzinhos” indesejáveis, ou é eliminada</p><p>pela urina, processo feito pelo nosso organismo, conforme ele acredite ser necessário,</p><p>devido a inúmeros fatores internos e externos. Aqui o importante é saber que aquela</p><p>gordura que estava acumulada, e que, através de ondas ultrassônicas será lançada a</p><p>circulação, pode também voltar a acumular. Fala-se que isso não é comum. No</p><p>entanto esse efeito ainda não foi profundamente estudado, nos fazendo entender o</p><p>porquê de ser fundamental a atividade física. Portanto, um bom profissional da área</p><p>da saúde tem o dever de saber que o uso da tecnologia é um importante complemento</p><p>para a beleza e o bem-estar do cliente, porém em momento algum substitui a atividade</p><p>física e ele tem a obrigação de informar isso ao seu paciente.</p><p>O ultrassom pode ser aplicado junto a uma técnica conhecida como</p><p>hidrolipoclasia (aplicação de soro fisiológico), conseguindo um resultado ainda melhor</p><p>e mais rápido. A célula de gordura (adipócito) ao absorver o soro, fica maior, com mais</p><p>volume, facilitando a sua quebra pelas ondas provocadas pelo ultrassom,</p><p>proporcionando uma maior quebra de células de gordura e consequentemente um</p><p>melhor resultado do que apenas o ultrassom isolado. Porém nunca podemos esquecer</p><p>que para uso dessa técnica é necessário o auxílio de um médico, pois, por se tratar</p><p>de uma técnica invasiva não é permitido ser realizada por profissionais não médicos.</p><p>43</p><p>www.estetus.com.br</p><p>recursos eletrotermoterapêuticos aplicados à</p><p>estética</p><p>MANTHUS</p><p>Vamos falar especificamente do MANTHUS, por ser hoje um equipamento</p><p>muito conhecido do público, mas deixando claro a existências de outros aparelhos que</p><p>também trabalham com ondas ultrassônicas para eliminar gordura localizada.</p><p>O MANTHUS é um aparelho que emite ultrassom de alta potência (45 watts),</p><p>com frequência de 3MHz, associado às correntes estéreo-dinâmicas. O cabeçote</p><p>Tripolar gera ultrassom e correntes estéreodinâmicas ao mesmo tempo.</p><p>As correntes estéreo-dinâmicas são consideradas polarizadas.</p><p>» Técnicas de utilização</p><p>a) Sonophasys – RT</p><p>Quanto se utiliza o MANTHUS temos a ação da corrente estéreo-dinâmica que</p><p>circula entre os três polos do cabeçote, sem um eletrodo dispersivo, levando a</p><p>ativação do sistema linfático e a ação da onda mecânica, levando efeitos de cavitação</p><p>e com isso destruição da gordura.</p><p>b) Phono – Ionto – Poração</p><p>A fonoforese e a iontoforese são os nomes que se dá para o uso da onda</p><p>mecânica e da corrente polarizada, respectivamente, junto a fármacos em creme ou</p><p>géis.</p><p>As melanges são géis constituídos basicamente por um veículo de</p><p>acoplamento acústico e</p>