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<p>Aplicabilidade do paisagismo no</p><p>espaço público e privado</p><p>Apresentação</p><p>A divisão entre os espaços públicos e privados é comumente vista nas cidades. Muros, grades e</p><p>outros exemplos de barreiras são utilizados com o intuito de delimitar as áreas destinadas ao uso</p><p>público. O paisagismo é um recurso usado para fazer a integração dos espaços ou a transição entre</p><p>eles, sem a necessidade de barreiras físicas edificadas, como as citadas.</p><p>Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai verificar formas de aplicar o paisagismo para a criação</p><p>de espaços limitadores, transitórios ou integradores.</p><p>Bons estudos.</p><p>Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:</p><p>Reconhecer como o paisagismo pode interferir nos espaços público e privado.•</p><p>Identificar as formas de projetar espaços que promovam a qualidade de vida dos usuários com</p><p>o uso de vegetações.</p><p>•</p><p>Desenvolver habilidades projetuais arquitetônicas paisagísticas.•</p><p>Desafio</p><p>O paisagismo é uma forma projetual que pressupõe a ocupação dos espaços com intuito de criar</p><p>ambientes e paisagens agradáveis.</p><p>Porém, não consiste apenas em vegetação, uma vez que, piscinas, espelhos d'água, pisos, caminhos</p><p>e outras estruturas também compõem essas paisagens. Em áreas urbanas, há muito a utilização do</p><p>paisagismo como forma de diferenciar os espaços entre o que é público e o que é privado.</p><p>Você trabalha em um escritório de arquitetura e recebeu a tarefa de fazer um projeto de transição</p><p>entre o público e o privado em um acesso de edificação comercial. Você deverá utilizar recursos</p><p>paisagísticos, como pisos, elevações e vegetações de diferentes espécies. Veja a área a ser</p><p>projetada:</p><p>Infográfico</p><p>O paisagismo pode unir, separar ou fazer a função de transição entre os espaços públicos e</p><p>privados. Essa delimitação de espaços pode ser feita tanto com o uso das vegetações como de</p><p>pisos, grades, piscinas, espelhos d'água, entre outros. Veja, no infográfico a seguir, alguns exemplos</p><p>dessas aplicações projetuais paisagísticas.</p><p>Conteúdo do livro</p><p>O paisagismo é uma atividade que busca projetar espaços abertos, sejam eles públicos ou privados,</p><p>incorporando a eles as vegetações adequadas, equilibrando áreas de sol e de sombra, propondo</p><p>caminhos e mobiliários. Esse projetos, quando bem pensandos e fundamentados, potencializam as</p><p>áreas livres das cidades, dando a elas mais qualidade, o que acabam melhorando também a</p><p>paisagem urbana e o conforto ambiental de porções das cidades.</p><p>No Capítulo Aplicabilidade do Paiagismo no Espaço Público e Privado você vai poder entender o</p><p>quanto o paisagismo pode influenciar os espaços verdes das cidades. Você também vai entender</p><p>aluns principios norteadores de um projeto de paisagismo, compreendendo também os cuidados</p><p>que o profissional paisagista deve ter ao pensar em uma proposta para uma área livre de</p><p>edificações.</p><p>PAISAGISMO</p><p>OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM</p><p>> Reconhecer como o paisagismo pode interferir nos espaços público e privado.</p><p>> Identificar as formas de projetar espaços que promovam a qualidade de</p><p>vida dos usuários com o uso de vegetações.</p><p>> Desenvolver habilidades projetuais arquitetônicas paisagísticas.</p><p>Introdução</p><p>Os espaços livres nas cidades, ou seja, aqueles sem edificações, são áreas impor-</p><p>tantes para a população, pois permitem um respiro e possibilitam a entrada de</p><p>luz natural e ventos, servindo como válvulas de escape em meio à infraestrutura</p><p>urbana. Essas áreas já trazem alguns benefícios apenas por existirem, mas, ao</p><p>serem pensadas por meio de um paisagismo adequado, conseguem desenvolver</p><p>seus respectivos potenciais dentro dos espaços das cidades. Espaços públicos</p><p>ou privados abertos, com vegetações adequadas, caminhos, sombras, aromas e</p><p>demais elementos, locados por meio de um projeto paisagístico, são capazes de</p><p>trazer grandes benefícios, tanto relacionados à qualidade da paisagem quanto</p><p>ao conforto ambiental, além de cumprirem uma função social.</p><p>Aplicabilidade do</p><p>paisagismo no</p><p>espaço público</p><p>e privado</p><p>Vanessa Guerini Scopel</p><p>Neste capítulo, você vai entender a importância da aplicabilidade do paisagismo</p><p>em espaços públicos e privados, vendo de que maneira essas propostas devem ser</p><p>pensadas e quais habilidades e competências o profissional da área deve desen-</p><p>volver para ser capaz de criar soluções paisagísticas adequadas a cada contexto.</p><p>Paisagismo nos espaços públicos e privados</p><p>As cidades são áreas urbanizadas que contêm serviços e infraestrutura. São</p><p>compostas, entre outros elementos, pelos espaços, ou seja, pelas áreas</p><p>públicas ou privadas, livres ou edificadas, onde a vida social acontece. In-</p><p>dependentemente do caráter desses espaços, todos eles são responsáveis</p><p>por formar a paisagem urbana, podendo ela ser mais ou menos adequada,</p><p>conforme a maneira com que cada uma dessas áreas é trabalhada.</p><p>Assim, Fenianos e Jung (1996) destacam que a paisagem vai sendo modifi-</p><p>cada conforme as necessidades das pessoas e, na medida em que é pensada</p><p>além da estética e da função, consegue inspirar sentimentos e emoções. Marx</p><p>e Tabacow (2004, p. 34) complementam que:</p><p>O conceito de paisagem às vezes é distorcido, entendido como um conjunto de</p><p>elementos naturais, moldando uma vista, geralmente distante e nada mais do</p><p>que isso, porém paisagem é o domínio do visível, onde o espectador é conduzido</p><p>através de elementos diversos, de forma a se sentir dentro de um todo, onde a</p><p>riqueza de detalhes se apresenta como numa música, em tempo e em espaço. Ela</p><p>é formada não só por volumes, mas também por cores, odores, movimentos e sons.</p><p>Tendo em vista a importância da paisagem, sendo ela indissociável da</p><p>vida humana, a atividade do paisagismo se insere como agente qualificador</p><p>desses lugares. De acordo com Waterman (2011), a paisagem, mesmo pare-</p><p>cendo natural, é um elemento construído, e o paisagismo tem com a função</p><p>de, por meio da abrangência de estudos em diversos aspectos, interligar as</p><p>características humanas e geográficas, buscando um equilíbrio estético entre</p><p>os vários componentes da paisagem.</p><p>Macedo (1999) complementa que o paisagismo pode ser aplicado a diversas</p><p>escalas, em espaços de diferentes caraterísticas. Assim, o uso de vegetação</p><p>em áreas públicas e privadas, por meio de propostas pensadas e adequa-</p><p>das a cada realidade, além de conferirem identidade ao local, utilizam-se</p><p>dos condicionantes e exploram as formas, cores e texturas, qualificando as</p><p>paisagens e influenciando a percepção das cidades.</p><p>Nesse sentido, o paisagismo também tem busca valorizar os espaços</p><p>abertos (Figura 1), a fim de que sejam percebidos em todo seu potencial,</p><p>Aplicabilidade do paisagismo no espaço público e privado2</p><p>beneficiando a vida e as atividades. Muito mais do que humanizar certas</p><p>áreas ao acrescentar-lhes diferentes espécies vegetais, o paisagismo é capaz</p><p>de potencializá-las e conferir a elas novos usos, além de torná-las locais de</p><p>contemplação e valorização da natureza.</p><p>Figura 1. Exemplos de valorização do espaço através de projetos paisagísticos.</p><p>Fonte: Waterman (2011, p. 175).</p><p>De acordo com Gatto, Paiva e Gonçalves (2002), o arquiteto paisagista</p><p>consegue, por meio de seus projetos, não somente criar propostas para novas</p><p>áreas, mas também requalificar e recuperar áreas abandonadas ou que não</p><p>recebem manutenção, além de conservar os espaços existentes. Esse processo</p><p>é fundamentado em estudos, análises e aplicação de princípios para tornar</p><p>os espaços dinâmicos e atrativos, podendo, com isso, influenciar até mesmo</p><p>o humor e as emoções das pessoas.</p><p>Leenhardt (2006, p. 17), complementa que a missão social de um paisagista</p><p>também tem um aspecto pedagógico, “de fazer, compreender e amar o que</p><p>a natureza representa, procurando conservá-la, pois é dela que depende</p><p>Aplicabilidade do paisagismo no espaço público e privado 3</p><p>a sobrevivência dos seres vivos, tendo o máximo de consideração com o</p><p>destinatário de suas criações”. Portanto, o projeto paisagístico é capaz de</p><p>interferir na qualidade da paisagem e trazer diversos</p><p>benefícios para as</p><p>pessoas que têm contato ou usufruem desses espaços.</p><p>Nesta abordagem, o paisagismo serve como uma ferramenta de auxílio para recriar</p><p>espaços vivos e ter de volta áreas verdes em nossa convivência. A natureza fornece</p><p>vida, é fundamental a sua preservação. Sem as plantas essa vida não existiria e a</p><p>jardinagem fornece a chance de transformar positivamente, melhorando as con-</p><p>dições ambientais locais, reflorestando áreas, agindo em uma área considerada</p><p>inadequada e as transformando em um jardim maravilhoso (TUPIASSÚ, 2008, p. 16).</p><p>Grandes ou pequenos, os espaços abertos naturais em meio ao construído,</p><p>além de possibilitarem uma melhora da qualidade urbana, também servem</p><p>como áreas de recreação e lazer, sendo considerados, conforme Waterman</p><p>(2011, p. 178), como “microcosmos da paisagem maior”. Tais áreas podem estar</p><p>presentes nos locais públicos das cidades, ou seja, em espaços que qualquer</p><p>pessoa está livre para utilizar, ou podem estar associados a edificações,</p><p>dentro de um lote delimitado (Figura 2), ou seja, em espaços privados. Em</p><p>ambos os casos, esses locais permitem que as pessoas estejam em contato</p><p>com a natureza e possam praticar atividades ao ar livre.</p><p>Figura 2. Exemplo de jardim privado.</p><p>Fonte: Waterman (2011, p. 27).</p><p>Aplicabilidade do paisagismo no espaço público e privado4</p><p>Esses espaços podem se conformar de variadas maneiras, na forma de</p><p>praças, parques, canteiros entre ruas e até mesmo na forma de jardins entre o</p><p>espaço público e as edificações. De acordo com Tuan (2013), são esses locais,</p><p>juntamente com a arquitetura e os demais elementos do espaço urbano, que</p><p>formam a paisagem da cidade.</p><p>Tuan (2013) destaca que é preciso diferenciar o termo “espaço” de “lugar”.</p><p>Segundo o autor, qualquer parte de uma cidade pode ser considerada um</p><p>espaço, mas esse espaço só adquire sentido de lugar se estiver dotado de</p><p>significado. Assim, o paisagismo, por meio de suas técnicas de composição,</p><p>consegue transformar esses espaços em lugares, conferindo a eles identidade,</p><p>conceito, conforto e qualidade.</p><p>Desse modo, o paisagismo é capaz de qualificar tanto os espaços exte-</p><p>riores — entendidos, conforme Ashihara (1982), como locais que delimitam</p><p>a natureza — quanto os espaços abertos, mas internos em uma edificação,</p><p>como, por exemplo, os chamados jardins de inverno.</p><p>O termo micropaisagismo refere-se a projetos de paisagismo de-</p><p>senvolvidos para áreas pequenas, de menor escala. Nesses casos,</p><p>em virtude do diminuto tamanho da área, e consequentemente, de uma com-</p><p>plexidade mais baixa de projeto, um único profissional é capaz de desenvolver</p><p>uma proposta paisagística.</p><p>Já quando se trabalha com o macropaisagismo, ou seja, com uma escala</p><p>projetual maior, para grandes áreas, como praças, parques, bosques, entre</p><p>outros, é necessário que o projeto e a execução contem com uma equipe de</p><p>profissionais capazes de compatibilizar suas técnicas de acordo com cada</p><p>necessidade.</p><p>Além disso, é muito importante perceber que um espaço livre privado,</p><p>como o recuo frontal de uma edificação (Figura 3), se trabalhado de maneira</p><p>adequada por meio do paisagismo, é capaz de favorecer positivamente o</p><p>espaço público.</p><p>Aplicabilidade do paisagismo no espaço público e privado 5</p><p>Figura 3. Exemplo de jardim nos recuos.</p><p>Fonte: Gehl (2013, p. 63).</p><p>Nesse sentido, quer um espaço aberto seja público ou privado, ele pode</p><p>e deve ser trabalhado por meio dos princípios do paisagismo, de modo a</p><p>qualificar a porção da cidade em que está inserido. Por si só, áreas naturais</p><p>já melhoram o ambiente urbano, mas, ao serem pensadas de acordo com</p><p>princípios e técnicas, esses locais ganham qualidade, se potencializam e</p><p>trazem os mais diversos benefícios para a população.</p><p>Projetos paisagísticos e a sua relação com a</p><p>qualidade de vida</p><p>Os espaços abertos de uma cidade são elementos responsáveis por garantir</p><p>a qualidade de vida das pessoas. As áreas livres são fundamentais para a</p><p>vida urbana, seja para crianças, idosos ou adultos. Áreas livres maiores,</p><p>como os parques e as praças, permitem caminhadas, corridas, piqueniques,</p><p>jogos e diversas atividades de recreação e lazer. Espaços menores, como os</p><p>recuos das edificações, servem como uma transição entre o espaço privado</p><p>e o espaço público, além de serem locais de cultivo da natureza, descanso</p><p>e contemplação.</p><p>Ademais, os canteiros das ruas e calçadas são porções menores que embe-</p><p>lezam a cidade, proporcionam sombra, frutos e aromas. Loboda e De Angelis</p><p>(2005) acrescentam que as áreas com vegetações são imprescindíveis para o</p><p>bem-estar e contribuem para a saúde mental, além de melhorarem também</p><p>a qualidade ambiental da cidade, por meio do conforto térmico e acústico.</p><p>Aplicabilidade do paisagismo no espaço público e privado6</p><p>Elas agem simultaneamente sobre o lado físico e mental do homem, absorvendo</p><p>ruídos, atenuando o calor do sol; no plano psicológico, atenuam o sentimento de</p><p>opressão do homem com relação às grandes edificações; constituem-se em eficaz</p><p>filtro das partículas sólidas em suspensão no ar, contribuem para a formação e</p><p>o aprimoramento do senso estético, entre tantos outros benefícios (LOBODA; DE</p><p>ANGELIS, 2005, p. 134).</p><p>Conforme Kunreuther e Ferraz (2012), essas áreas ainda podem servir</p><p>como referências da cidade, incentivando a preservação e o conhecimento</p><p>da natureza. Por sua vez, Prinz (1984) complementa que, muito além de per-</p><p>mitirem a insolação e a ventilação. Assim, o desenvolvimento de projetos</p><p>paisagísticos é uma atividade extremamente importante e deve ser entendida</p><p>como parte fundamental para dar vitalidade a esses espaços, estimulando</p><p>encontros entre as pessoas, melhorando as sensações de bem-estar e sendo</p><p>pensados para permitir uma sensação de topofilia.</p><p>Conforme Tuan (2013), a topofilia pode ser entendida como um elo</p><p>efetivo entre um ambiente físico e um indivíduo. Esse elo engloba</p><p>percepções, atitudes e valores, e o paisagismo é capaz, mediante suas inter-</p><p>venções no meio ambiente, de fornecer estímulos sensoriais a fim de melhorar</p><p>esses espaços e possibilitar essa relação entre eles e as pessoas.</p><p>Nesse sentido, Abbud (2010) afirma que um projeto paisagístico é capaz</p><p>de limitar e também subdividir espaços, mas deve sempre considerar o que</p><p>já existe. Para isso, o autor destaca que cada proposta deve ser embasada</p><p>e fundamentada para ser capaz de construir ou reconstruir elementos es-</p><p>senciais da paisagem, sendo minimamente agressiva à natureza. Ademais,</p><p>para realizar um projeto paisagístico que qualifique a paisagem, é preciso</p><p>pensar o paisagismo considerando os três planos principais: plano de teto,</p><p>plano vertical de vedação e plano de piso (Figura 4).</p><p>Aplicabilidade do paisagismo no espaço público e privado 7</p><p>Figura 4. Três planos a serem trabalhados no paisagismo.</p><p>Fonte: Abbud (2010, p. 20).</p><p>Diante disso, para um projeto paisagístico causar boas sensações, trazer</p><p>vitalidade e melhorar a qualidade do espaço, ele deve trabalhar com os três</p><p>planos. Isso, porém, não significa que é necessário um grande investimento</p><p>para um projeto ser eficiente. Nesse sentido, o projeto paisagístico deve</p><p>entrar como um agregador, equilibrando o que se deseja investir no local</p><p>com ideias criativas e até mesmo simplificadas, mas capazes de ser eficientes</p><p>para a realidade de cada local.</p><p>Outro aspecto relevante destacado por Abbud (2010) é que um projeto</p><p>paisagístico deve ser pensado em âmbito global, sem se ater apenas a uma</p><p>escala individual. Nessa mesma linha, conforme explica Tardin (2010), ao</p><p>pensar no paisagismo dos espaços, sejam eles públicos ou privados, é fun-</p><p>damental identificar a paisagem e pensar em seu melhoramento por meio de</p><p>uma ordem sistêmica, em que o produto seja uma resposta ao que as pessoas</p><p>ou a sociedade necessitam. Assim, não basta delimitar porções no espaço,</p><p>mas também prever os tipos de vegetação, suas texturas, formas e cores,</p><p>integrando-os a um objetivo de projeto e compondo com o todo.</p><p>Salgueiro (2001) acrescenta que o projeto paisagístico deve</p><p>ir muito além da</p><p>estética, devendo abarcar também uma função social, promovendo encontros</p><p>e a socialização. Nesse sentido, Marx e Tabacow (2004) complementam que</p><p>as áreas vegetadas não devem ser pensadas somente como produtos de um</p><p>conjunto de vegetações, e sim como uma parte fundamental para a vida em</p><p>sociedade, exprimindo harmonia e se conformando como uma obra de arte,</p><p>pensada e relevante para o meio urbano.</p><p>Aplicabilidade do paisagismo no espaço público e privado8</p><p>O projeto urbano e paisagístico da Praça da Escola La Pau, na ci-</p><p>dade de Barcelona, Espanha, é um exemplo de paisagismo bastante</p><p>simples, mas que gerou grandes benefícios à área. O local, apesar de livre de</p><p>edificações, estava em desuso, mal cuidado e, por esse motivo, degradado. A</p><p>ideia do projeto foi naturalizar o espaço, criando uma conexão com a escola.</p><p>Para isso, sugeriu-se uma pavimentação permeável, a fim de que as crianças</p><p>pudessem utilizar a área para brincadeiras, mas que isso não prejudicasse o</p><p>escoamento da água. Combinado a essa alternativa, foram locadas porções de</p><p>jardins. O projeto trabalhou com dois eixos principais, sendo um deles devolver</p><p>a natureza para o espaço.</p><p>Nesse sentido, a vegetação pensada para o local tinha por objetivo diminuir a</p><p>ilha de calor pela inserção de árvores com copas maiores, que proporcionassem</p><p>sombra e proteção a outras espécies que pudessem complementar o projeto e</p><p>proporcionar espaços naturais e lúdicos, atraindo as crianças com suas cores</p><p>e texturas (Figura 5). A combinação de vegetações também reforçou a ideia de</p><p>levar biodiversidades ao espaço.</p><p>Figura 5. Projeto paisagístico da Praça da Escola La Pau, em Barcelona.</p><p>Fonte: Leku Studio (2020, documento on-line)</p><p>Para que um projeto paisagístico consiga de fato contribuir para a qua-</p><p>lidade de vida de uma população, acima de tudo ele deve ser pensado com</p><p>base nas necessidades e condicionantes de seu contexto. Conhecimentos</p><p>Aplicabilidade do paisagismo no espaço público e privado 9</p><p>sobre as espécies e sobre os princípios do projeto ajudam torná-lo atrativo,</p><p>mas é preciso pensá-lo de acordo com cada realidade para que se torne a</p><p>proposta mais adequada e que traga os mais diversos benefícios para aquele</p><p>espaço específico da cidade.</p><p>Habilidades para projetos paisagísticos</p><p>Segundo Barbosa (2000), como o paisagismo representa uma atividade que</p><p>une fundamentos técnicos e sensibilidade para reconstituir paisagens natu-</p><p>rais em meio às construções, o profissional deve não somente ter um amplo</p><p>conhecimento da cidade, das edificações e dos espaços livres, mas também</p><p>aprofundar-se nos estudos de botânica, ecologia, agricultura e variações</p><p>climáticas.</p><p>Nesse sentido, o profissional paisagista deve ter um olhar técnico, bus-</p><p>cando as melhores alternativas para cada criação, considerando o contexto,</p><p>um programa de necessidades que exprima o que é pretendido para a porção</p><p>a ser trabalhada, o terreno e seus condicionantes naturais, incluindo a topo-</p><p>grafia, a insolação e o regime de ventos.</p><p>Araújo (2008) complementa que é necessário realizar um levantamento</p><p>do local, visualizando os elementos da área, e pensar profundamente em</p><p>como eles funcionam, produzindo análises in loco de modo a compreender,</p><p>por exemplo, suas particularidades fitotécnicas, quanto de luminosidade</p><p>as plantas recebem, como é seu crescimento e suas raízes e quais são as</p><p>características de solo e nutrientes.</p><p>De modo complementar, Lucchesi (2006) destaca que um paisagismo de</p><p>sucesso é norteado por alguns indicadores básicos, como a escolha correta</p><p>das plantas, principalmente aquelas próximas a piscinas, espelhos de água</p><p>e fontes; o conhecimento do porte e crescimento de cada espécie, a fim de</p><p>preparar o solo e delimitar o espaçamento entre elas para que consigam se</p><p>desenvolver da maneira correta; a utilização de espécies adequadas para</p><p>diferentes estações, garantindo que os espaços estejam sempre renovados e</p><p>vivos; a escolha de cercas vivas que cresçam depressa e com isso possibilitem</p><p>o fechamento das porções desejadas; o uso de canteiros de alturas variadas</p><p>para favorecer as espécies escolhidas; no caso de hortas, a escolha do local</p><p>adequado para o plantio de cada vegetal e a variação das espécies; a criação</p><p>de um contraste de cores de acordo com as espécies optadas para o projeto;</p><p>a elaboração de caminhos confortáveis, acessíveis e seguros; a utilização de</p><p>limitadores de canteiros de maneira criativa e atrativa; e, por fim, o plantio</p><p>Aplicabilidade do paisagismo no espaço público e privado10</p><p>correto das mudas, para que a terra não apareça e cada planta fique fixada</p><p>de forma correta e segura para o seu desenvolvimento (Figura 6).</p><p>Figura 6. Composição de vegetações.</p><p>Fonte: Waterman (2011, p. 97).</p><p>Lucchesi (2006) ainda destaca alguns erros que, se não forem evitados</p><p>pelo profissional paisagista, podem prejudicar tanto o resultado da proposta</p><p>quanto sua manutenção: utilizar pedras em excesso; locar trepadeiras em</p><p>porções erradas, como próximo a casas e telhados; escolher ou locar espécies</p><p>sem conhecer seu padrão de crescimento ou selecionar exemplares agressi-</p><p>vos e que causem danos a encanamentos e calçadas; optar por pisos claros</p><p>demais que causem reflexo; plantar espécies com espinhos ou que sejam</p><p>venenosas; e não atentar-se para quem vai utilizar o espaço, sobretudo no</p><p>caso de crianças e animais de estimação.</p><p>À medida que um profissional paisagista estuda e conhece os funda-</p><p>mentos e as técnicas para pensar e executar um projeto, ele já adquire um</p><p>embasamento teórico. Porém, para desenvolver certas habilidades projetuais</p><p>também é preciso experiência. Nesse sentido, é necessário que o profissional</p><p>analise cada experiência de modo que ela sempre traga novas visões para</p><p>seu aprimoramento e desenvolvimento.</p><p>Em geral, fica clara a importância e a influência que um bom paisagismo</p><p>tem para os espaços públicos e privados de uma cidade, que são aprimorados</p><p>Aplicabilidade do paisagismo no espaço público e privado 11</p><p>com a aplicação de técnicas que conferem grandes benefícios para as pessoas,</p><p>tornando-se espaços de lazer e descanso, além de melhorarem o conforto da</p><p>cidade. Para que o paisagismo atinja todo seu potencial, é fundamental que o</p><p>profissional paisagista busque o constante desenvolvimento de suas técnicas</p><p>de projeto para propor espaços cada vez mais adequados a cada realidade.</p><p>Referências</p><p>ABBUD, B. Criando paisagens: guia de trabalho em arquitetura paisagística. 4. ed. São</p><p>Paulo: Senac, 2010.</p><p>ARAÚJO, R. (coord.). Manual natureza de jardinagem. São Paulo: Europa, 2008.</p><p>ASHIHARA, Y. El diseño de espacios exteriores. Barcelona: Gustavo Gili, 1982.</p><p>BARBOSA, A. C. da S. Paisagismo, jardinagem e plantas ornamentais. 6. ed. São Paulo:</p><p>Iglu, 2000.</p><p>FENIANOS, E. E.; JUNG, M. Jardim botânico: só pra não dizer que eu também não falei</p><p>das flores. Curitiba: UniverCidade, 1996.</p><p>GATTO, A.; PAIVA. A. N.; GONÇALVES, W. Implantação de jardins e áreas verdes. Viçosa,</p><p>MG: Aprenda Fácil, 2002.</p><p>GEHL, J. Cidades para pessoas. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 2013.</p><p>KUNREUTHER, F. T.; FERRAZ, O. L. Educação ao ar livre pela aventura: o aprendizado de</p><p>valores morais em expedições à natureza. Educação e Pesquisa, v. 38, n. 2, p. 437-452,</p><p>abr./jun. 2012. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/ep/article/view/47887/51619.</p><p>Acesso em: 4 ago. 2021.</p><p>LEENHARDT, J. (org.). Nos jardins de Burle Marx. São Paulo: Perspectiva, 2006.</p><p>LEKU STUDIO. Praça da Escola La Pau. ArchDaily, 2020. Disponível em: https://www.ar-</p><p>chdaily.com.br/br/962547/praca-da-escola-la-pau-leku-studio?ad_source=search&ad_</p><p>medium=search_result_projects. Acesso em: 4 ago. 2021.</p><p>LOBODA, C. R.; DE ANGELIS, B. L. D. Áreas verdes públicas urbanas: conceitos, usos</p><p>e funções. Ambiência: Revista do Centro de Ciências Agrárias e Ambientais, v. 1, n. 1,</p><p>p. 125-139, jan./jun. 2005. Disponível em: https://revistas.unicentro.br/index.php/</p><p>ambiencia/article/download/157/185. Acesso em: 4 ago. 2021.</p><p>LUCCHESI, C. 15 regras de ouro. Revista Natureza,</p><p>São Paulo, ano 19, n. 222, p. 18-28,</p><p>jul. 2006.</p><p>MACEDO, S. S. Quadro do paisagismo no Brasil. São Paulo: USP, 1999. (Coleção Quapá, v. 1).</p><p>MARX, R. B.; TABACOW, J. Arte & paisagem. 2. ed. São Paulo: Studio Nobel, 2004.</p><p>PRINZ, D. Urbanismo I: projecto urbano. Lisboa: Presença, 1984.</p><p>SALGUEIRO, T. B. Paisagem e geografia. Finisterra, v. 36, n. 72, p. 37-58, 2001. Disponível</p><p>em: https://revistas.rcaap.pt/finisterra/article/view/1620. Acesso em: 4 ago. 2021.</p><p>TARDIN, R. Ordenação sistêmica da paisagem. In: ENCONTRO NACIONAL DA ASSOCIAÇÃO</p><p>NACIONAL DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E URBANISMO, 1., 2010,</p><p>Rio de Janeiro. Anais [...]. Rio de Janeiro: PROURB, 2010. Não paginado. Disponível em:</p><p>http://www.anparq.org.br/dvd-enanparq/simposios/18/18-231-1-SP.pdf. Acesso em:</p><p>4 ago. 2021.</p><p>Aplicabilidade do paisagismo no espaço público e privado12</p><p>TUAN, Y. Espaço e lugar: a perspectiva da experiência. Londrina: Eduel, 2013.</p><p>TUPIASSÚ, A. Da planta ao jardim: um guia fundamental para jardineiros amadores e</p><p>profissionais. São Paulo: Nobel, 2008.</p><p>WATERMAN, T. Fundamentos de paisagismo. Porto Alegre: Bookman, 2011.</p><p>Leituras recomendadas</p><p>FARIA, R. T. de. Paisagismo: harmonia, ciência e arte. Londrina: Mecenas, 2005.</p><p>HOUAISS, A.; VILLAR, M. S. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro:</p><p>Objetiva, 2009.</p><p>Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos</p><p>testados, e seu funcionamento foi comprovado no momento da</p><p>publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas</p><p>páginas estão constantemente mudando de local e conteúdo. Assim, os editores</p><p>declaram não ter qualquer responsabilidade sobre qualidade, precisão ou</p><p>integralidade das informações referidas em tais links.</p><p>Aplicabilidade do paisagismo no espaço público e privado 13</p><p>Dica do professor</p><p>O Paisagismo é visto como um caminho para transformar os ambientes em locais que</p><p>proporcionam mais qualidade de vida às pessoas. Muitas são as formas de intervir para qualificar os</p><p>espaços, seja com a adaptação de edificações ou áreas remanescentes ou pela conexão com o</p><p>ambiente existente. O paisagismo é um dos pontos de destaque dos projetos contemporâneos.</p><p>Veja, no vídeo a seguir, alguns exemplos de sua utilização.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/181e61a5d6cc258f19cf39ad5a2dfae0</p><p>Exercícios</p><p>1) O paisagismo pode ser considerado um dos meios de integração entre as pessoas. Diante</p><p>dessa afirmação e dos materiais disponibilizados, assinale a alternativa que a justifica.</p><p>A) O paisagismo pode integrar as pessoas por criar barreiras naturais entre as edificações, como</p><p>de cercar vivas.</p><p>B) O paisagismo evita que haja circulação entre espaços públicos e privados.</p><p>C) Com paisagismo, não temos como prever a integração entre as pessoas por meio do projeto</p><p>dos espaços públicos.</p><p>D) As praças arborizadas não auxiliam na promoção da integração entre as pessoas, devido ao</p><p>fato de atraírem muitos indigentes e espantarem a população.</p><p>E) O paisagismo favorece a relação entre as pessoas, principalmente nos espaços públicos, como</p><p>as praças, mas também em áreas privativas, como os jardins de edifícios residenciais.</p><p>2) Sobre espaços público e privado e paisagismo, podemos afirmar que:</p><p>A) Espaços públicos não podem abrigar no seu interior espaços privados.</p><p>B) Espaços privados não possuem relação com espaços públicos, mesmo com auxílio do</p><p>paisagismo.</p><p>C) A integração entre os espaços público e privado é umas das funções aplicadas do paisagismo,</p><p>criando os espaços chamados de semipublicos.</p><p>D) Espaços privados não podem conter espaços públicos.</p><p>E) Praças e largos sempre serão classificados como espaços públicos.</p><p>3) Sobre os espaços públicos, assinale a alternativa correta.</p><p>A) Os adros são as áreas externas, cercadas ou não, de edificações religiosas que geram espaços</p><p>contíguos bastante característicos. Tem caráter público e agregador social, servindo para a</p><p>realização de procissões e festas religiosas, feiras e mercado livre ou ainda espaço de lazer da</p><p>população.</p><p>B) Praça é um espaço delimitado por muros que a cercam.</p><p>C) A ágora grega era um espaço público aberto da antiguidade clássica, onde se praticava a</p><p>democracia direta ou ainda, um lugar por excelência do debate das ideias, dos tribunais</p><p>populares e onde eram discutidos os negócios e decididos os rumos da cidade.</p><p>D) Os largos são as áreas externas cercadas de edificações que servem para a realização</p><p>exclusiva de eventos de lazer.</p><p>E) Ágoras são espaços livres públicos definidos a partir de um equipamento geralmente</p><p>comercial, com o fim de valorizar ou complementar alguma edificação como mercado público,</p><p>podendo também ser destinados a atividades lúdicas temporárias.</p><p>4) A aplicabilidade do paisagismo nos espaços públicos e privados, além de ser uma questão de</p><p>interesse das pessoas envolvidas, também é uma questão de incentivos. Entre as afirmações</p><p>abaixo, assinale a que se refere, com propriedade, aos incentivos que podem tornar essas</p><p>aplicações mais corriqueiras no cotidiano.</p><p>A) A cultura da população usuária dos espaços não interfere na sua elaboração.</p><p>B) Aplicar legislações que tornem os espaços públicos e semipublicos obrigatórios de tratamento</p><p>arquitetônico ou que recebam incentivos como abatimentos de impostos prediais, seriam</p><p>formas de tornar as cidades mais atraentes e colaborativas ao bem-estar da população.</p><p>C) As diferenças sociais fazem com que os espaços públicos e privados tenham isolamentos</p><p>sólidos entre si, demonstrando que é impossível trabalhar com espaços semiabertos em</p><p>países não desenvolvidos e em emergentes.</p><p>D) Tornar o térreo de todos os edifícios em espaços públicos ou semipublicos não irá reduzir a</p><p>segregação populacional.</p><p>E) A preocupação com a arborização e inserção de elementos vegetais naturais nas paisagens</p><p>urbanas não contribui com a qualidade de vida das pessoas, tampouco é uma maneira de</p><p>integrar os espaços público e privado.</p><p>Complete a definição: "Quando pensamos em sistemas de espaços abertos na cidade</p><p>lembramos logo de praças, ruas, jardins e parques. Os espaços livres das cidades</p><p>correspondem ou deveriam ser o ideal da vida urbana, alguns com maciços verdes outros</p><p>não, eles se tornaram um reflexo da evolução das cidades (seja ela qual for). Um exemplo de</p><p>espaço livre que revolucionou a paisagem nos grandes centros urbanos surgiu nos EUA em</p><p>5)</p><p>1967, quando em New York próximo à Quinta Avenida foi inaugurado o primeiro Oásis</p><p>Urbano, ou simplesmente...</p><p>A) Pátios.</p><p>B) Varandas.</p><p>C) Quintal.</p><p>D) Pocket Park.</p><p>E) Jardim.</p><p>Na prática</p><p>Os espaços contemporâneos se caracterizam por sua multifuncionalidade. Para tanto, os arquitetos</p><p>atuais devem se preocupar com a criação de ambientes que permitam essas funções diversificadas,</p><p>por exemplo, um estacionamento de uma empresa pode se tornar um local de shows, mostras e</p><p>eventos nos finais de semana; ou uma praça pode ser o palco de apresentações culturais noturnas,</p><p>ao mesmo tempo em que serve de área de circulação durante o horário diurno.</p><p>Saiba +</p><p>Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:</p><p>Espaços público-privados na arquitetura e no urbanismo</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>Tipos de espaços livres públicos: Praças, Átrios, Largos, Pátios</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>POCKET PARKS: ALTERANDO PAISAGENS URBANAS</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>Espaços de usufruto público nos empreendimentos privados:</p><p>Integração ou segregação?</p><p>http://lounge.obviousmag.org/arquitexturas_musicais_e_a_vida/2014/04/espacos-publico-privados-na-arquitetura-e-no-urbanismo.html</p><p>https://helenadegreas.wordpress.com/2010/03/12/algumas-tiplogias-de-espacos-livres-publicos-pracas-atrios-largos-patios/</p><p>http://portalarquitetonico.com.br/pocket-parks/</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>Edifício Praça: entre o público e o privado</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>Manual dos Espaços Públicos</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/16.187/5935</p><p>http://www.anparq.org.br/dvd-enanparq-3/htm/Artigos/ST/ST-EPC-009-1-MARQUES.COTRIM.pdf</p><p>http://www.solucoesparacidades.com.br/wp-content/uploads/2013/11/Manual%20de%20espacos%20publicos.pdf</p>

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