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<p>Titulo: Empresarios e empregos nos novos territories produtivos</p><p>o caso da Terteira Itdlia</p><p>Andre Urani, Giuseppe Cocco c Alexander Patcz Galvac</p><p>Andre rani</p><p>Giuseppe occo</p><p>Alexander Pa ez Galvao</p><p>(Organiza ores)</p><p>E55</p><p>FICHA TtCNICA</p><p>TradJlfiio</p><p>Frederic Monic; Eliana Aguiar; Sicni Maria Campos</p><p>Reviiao</p><p>Cecilia Moreira; Alexander Patcz Galvac</p><p>Revisao deprovas</p><p>Andrea Carvalho; Priscila Fernandes; Paulo Telles</p><p>Projelo GrdJico e diagralJlo{tio intema</p><p>Bruno Cruz</p><p>APOIO</p><p>Sccretaria Municipal do Trabalho - SMTb/RJ</p><p>Caralogacsc na fonte do Departamento Nacional do Livre</p><p>Emprcsarios e empregos nos novas territories prodctivos:</p><p>a case da Terceira halia; Andre Urani / Giuseppe Cocco /</p><p>Alexander Parez Galvao (crganiaadores): [traducfio: Frederic</p><p>Monie, Eliana Aguiar. Sieni Maria Campos].- Rio de Janeiro:</p><p>DP&A.1999.</p><p>SPEED BOJANICO</p><p>N°pAG.</p><p>N°PASTA Q)</p><p>DATA '" I Q'?'>- IQd</p><p>.\</p><p>'" .Empresanos e mpregos nos</p><p>novos territ6ri s produtivos</p><p>o caso da Ten eira Itdlia</p><p>Cole -0</p><p>Espacos do Des -avolvimento</p><p>280p.; 14ern x 21 em - (Espacosdo dcscnvclvimento)</p><p>ISBN 85 -86584-49-5</p><p>l. Pcqucna emedia cmpresas-ddlia. 2. Icilia-. Politica</p><p>cconcmica.I.Urani, Andre. H. Cocco, Giuseppe. HI. Galvao,</p><p>Alexander Parcz. IV. Serle.</p><p>eDD - 338.945</p><p>Co-edica</p><p>Cons6rcio do PIa</p><p>daCidade do</p><p>com</p><p>o Estrategico</p><p>o de Janeiro</p><p>DaniloMelo</p><p>Observações de aula (20.09.11):sistemas de valores no território; sistemas isntitucionais locais; fracionamento em fases do processo; elo entre sistemas locais e mercados externos.Pistas de pesquisa:governança; planejamento organizativo; landscape design; fases - contaminação, incubação, bigbang; infraestrutura e externalidades: em direção à comunidade; managens e administradores locais face transformações do território-contexto.</p><p>Os DlSTRITOS INDUS RWS NA ITALIA</p><p>Giacomo Bec ttini"</p><p>D e todos os aspectos caract risticos do desenvolvimento</p><p>da It:ilia do pas-guerra, u dos que mais intrigaram os</p><p>experts e os observadores e trangeiros foi a formacao de</p><p>varies distritos industrials (de apro imadamente sessenta a cerca</p><p>de cem, em funcao dos criterios de eterminacao adotados) numa</p><p>grande parte da Italia central e setentrional, com algumas</p><p>ramificacoes em direcao ao sui do also</p><p>Talvez esse fenomeno nao ch asse tanto atencao se nao</p><p>tivesse coincidido com um period de resultados positivos das</p><p>exportacoes italianas,e sobretudo da exportacoes de bens (tecidos,</p><p>vestuario, calcado, moveis etc.), bricados justamente nesses</p><p>distritos industriais. 0 que surpr endeu e suscitou estudos e</p><p>pesquisas eque uma miriade de pe uenas unidades de producao,</p><p>aparentemente desfavorecida e termos de estruturas de</p><p>comercializacao, de escala produti a, de acesso ao credito e de</p><p>intervencoes nos mercados estran eiros, conseguiu captar uma</p><p>. Professordo Departamento de Cicncia Economic da Universidade de Elorenca,</p><p>Danilo</p><p>Danilo</p><p>·</p><p>.......U!·!\.I..;.,;:;,n.J\lV;) C cJ\I1t'KJ:.t;U':" NU::; NOVOt; TERRlTORlOS PRODUTIVOS</p><p>parte crescente de mercado (interno e internacional), obtendo</p><p>maiores lucros e criando empregos. Isto numa conjuntura na qual</p><p>as rnaiores empresas italianas, apesar de serern melhores equlpadas</p><p>para se imporem nos mercados mundiais, passaram a perder terreno</p><p>para concorrenres de outros paises. 0 sucesso das pequenas</p><p>ernpresas vinha, ainda, contradizer as conviccoes solidamente</p><p>estabelecidas dos economistas de todas as matizes ideol6gicas, ou</p><p>quase, para os quais as chances das empresas multo pequenas eram</p><p>cstruturalmenre modesras e declinariam COm 0 tempo.</p><p>No que tange a esse paradoxo, entre outras</p><p>propostas, urna se refere it nocao marshalliana de "distrito</p><p>industrial" c foi abundantemente comentada, primeiro na Italia, e,</p><p>depois, no mundo a fora. Seu impacto se explicaria em parte pelo</p><p>faro de que, quasc simultanearnente, estudos desenvolvidos em</p><p>outros paises (Franca, Espanha, Alemanha, Estados Unidos etc.),</p><p>forneciam resultados surpreendentemente semelhantes, Apesar de</p><p>algumas dificuldades evidentes, tais pesquisas apresentam a</p><p>vantagem de terem promovido, com um cerro sucesso, a</p><p>de pesquisadores oriundos de disciplinas nitidamente</p><p>diferenciadas (por exemplo, economia, sociologia, antropologia,</p><p>geografia e ciencias da organizacao), Assim, trataremos desse tipo</p><p>de explicacsc da evolucao da industria italiana ao longo da decada</p><p>de 1990.</p><p>Podemos associar 0 conceito de distrito industrial it figura de</p><p>Alfred Marshall que, ji nas suas obras de juvenrude, recentemente</p><p>publicadas porJohn K. Whitaker," demonstrava que as vantagens,</p><p>ou pelo menos algumas delas, da producao em grande escala podern</p><p>tambem ser obtidas por uma grande quantidade de empresas de</p><p>pequeno porte, concentradas num territ6rio dado, especializadas</p><p>\,\'U1T"""'ER, J. K, cd, Tb/ EdT!>' E((J/;o,;:i, 1I7riJi1/g! oj A(frtdMlJrtba/1, 1867.1980. Londres: Mae</p><p>?>olillan, 1975, \'01. 2.</p><p>A nas suas fases de producao e recor endo a urn unico mercado de</p><p>trabalho local. Para que esse fenom 0 do distrito industrial se realize</p><p>enecessaria urna interpenetracaodes a miriade de pequenas empresas</p><p>com a populacao residente nesse m smo territ6rio. Desse modo, os</p><p>habitantes devem apresentar caract •sticas socioculrurais (valores e</p><p>instituicoes) em simbiose com um processo de desenvolvimento</p><p>pr6prio das pequenas empresas. 0 ssurgimento atual do conceito</p><p>marshaIliano repousa sobre a de adequacao perfeita entre as</p><p>condicoes requeridas em vistas a urn certa organizacfo do processo</p><p>produtivo e as caracteristicas socio ulturais, forjadas ao longo dos</p><p>anos, de uma camada da populacao</p><p>Os sistemas de valores ou os istemas de instituicoes locais,</p><p>quaisquer que sejam, podem nao f rnecer a base hist6rica de um</p><p>distrito industrial, da rnesrna man ira que os diferentes tipos de</p><p>processos produtivos nao apresen necessariamente as condicoes</p><p>requeridas para a constituicao sin ar dessa forma de simbiose</p><p>entre atividade produtiva e vida comunitaria que qualifica a</p><p>originalidade de um distrito indus ial.</p><p>Segundo diversos experts itali os (economistas, sociologos,</p><p>antropologos, ge6grafos), 0 estad de espirito que prevalece nos</p><p>distritos industriais e do tipo neo smilesien (ou seja, baseado no</p><p>desabrochamento pessoal), ap sar de ser movido por um</p><p>sentimento intenso de pertencimen 0 itcomunidade local. Segundo</p><p>a teoria do desenvolvimento de A. O. Hirschrnan.P 0</p><p>individualismo e 0 sentido cornu .tario do desenvolvimento se</p><p>fundern harmoniosamente no dis ito industrial.</p><p>Para serem eficazes no distrito, s processos produtivos devem</p><p>apresentar algumas caracteristicas, omo 0 fracionamento em fases</p><p>e a possibilidade de encaminhar n e no tempo os frutos</p><p>dessa producao fracionada. E racas a essas caracteristicas</p><p>211 HIRSCHMAN. A. O. TbeStrolrgy of BCD/IOll/i, Develop venr: Yale University Press, 1958,cap. 1.</p><p>Danilo</p><p>Conjuntura econômica favoreceu o desenvolvimento de diversos distritos industriais, alcançando parte crescente do mercado nacional e internacional. Num contexto em que as grandes empresas perdiam espaço para as concorrentes internacionais o modelo das pequenas subverteu as convicções estabelecidas quanto ao seu porte.</p><p>Danilo</p><p>O conceito de distrito industrial pode ser associado à Alfred Marshall, para o qual a vantagem da produção em grande escala poderia ser obtida por uma grande quantidade de pequenas empresas concentradas em um teritório, especializadas em suas fases de produção e recorrendo a um único mercado de trabalho local. Para isso, os habitantes do território devem apresentar caracteríticas socioculturaais em simbiose com o processo de desenvolvimento.</p><p>Danilo</p><p>Danilo</p><p>O indidivualismo e o sentimento comunitário do desenvolvimento se fundem harmoniosamente no distrito industrial.</p><p>Danilo</p><p>Algumas das características do processo produtivo que trazrm a eficácia de determinado distrito são o fracionamento em fases e a possibilidade de encaminhar no espaço e no tempo os frutos da produção fracionada.</p><p>tecno16gicas que podera ser obtida uma divisao muito expressiva</p><p>do trabalho, permitindo a todos os membros do distrito industrial</p><p>(homens e mulheres, jovens, adultos e idosos) participarem,</p><p>qualquer que seja seu posto de trabalho e seu modo de rernuneracao</p><p>(salario, participacao nos beneficios, rernuneracao por empreitada</p><p>erc.), no conjunto do processo social de producao, Em</p><p>conseqiiencia, a interpenetracao e a sinergia entre a atividade</p><p>produtiva e a vida cotidiana parecem constituir 0 trace dominante</p><p>mais representativo do funcionamento de todo distrito industrial.</p><p>Outra caracteristica maior, ressaltada em particular pelos</p><p>esrudos mais recentes, e0 Iaco que une 0 sistema local dos pequenos</p><p>produtores aos mercados externos de escoamento de seus produtos..</p><p>A criacao de urn distrito industrial autentico nao precisa sornente</p><p>da adequacfio, num lugar dado, das condicoes tecnico-produtivas</p><p>e das caracteristicas socioculturais. Depende tambern - pois</p><p>esramos em presens:a de urn fato coletivo cuja perenizacao e</p><p>reriovacao regular dependem da possibilidade de escoar</p><p>regularmente para 0 exterior os excedentes (em relacao ao consumo</p><p>local) de produtos especificos - da constituicao e da consolidacao</p><p>de uma rede estavel de conexoes com os mercados finais. E por</p><p>fim, depende da capacidade de impor uma "imagem" distintiva do</p><p>distrito e, num cerro sentido, capaz de ilustrar as diferentes empresas</p><p>que 0 compce, Isso tende a provar que 0 distrito nao e urn</p><p>fenomeno exclusivarnente local; e tambern uma das facetas da</p><p>reestruturacao do mercado (nacional e internacional) que os</p><p>especialistas ja sancionaram atraves de uma mudanca de</p><p>terminologia. Para que se possa considerar urn distrito industrial</p><p>como estabelecido e operacional, precisa-se, enrao, que a "reserva</p><p>territorial" correspondente it oferta tenha se transformado numa</p><p>opcao reconhecida como importante ·pelos interrnediarios</p><p>especializados nos produros desse distrito.</p><p>As pesquisas e as reflexoes sobre 0 papel dos teceloes de Prato</p><p>e os "buyers" no desenvolvimento econornico da Toscana</p><p>perrnitiram melhor entender essa quesrao,</p><p>Lembrando, sem outros comen . os, outros principios originais</p><p>dos distritos industriais: coexistencia ingular de concorrencia e de</p><p>solidariedade entre as empresas do di trito, que reduz os custos de</p><p>transacoes do mercado local; eferves encia inovadora oriunda da</p><p>base, favorecida pelo "clima industri "reinante no distrito; grande</p><p>mobilidade, tanto horizontal quanto v tical,dos postos de trabalho;</p><p>cooperacao entre os membros do dis .to para alcancar os objetivos</p><p>economicos ou, as vezes, melhorar 0 ambiente geografico e social</p><p>do distrito propriamente dito.</p><p>Podemos descrever 0 distrito ndustrial como urn grande</p><p>complexo produtivo, onde a coorde as:aodas diferentes fases e 0</p><p>controle da regularidade de seu funci namento nao dependem de</p><p>regras preestabelecidas e de mecani os hierarquicos (como e 0</p><p>caso na grande empresa privada ou n s grandes empresas publicae</p><p>de tipo sovietico), mas, ao contrario sao submetidos, ao mesmo</p><p>tempo, ao jogo automatico do merca 0 e a um sistema de sancoes</p><p>sociais aplicado pela comunidade. A ontigiiidade espacial permite</p><p>ao sistema territorial das empresas, u seja, ao distrito industrial,</p><p>apostar, na pratica, em economias e escala ligadas ao conjunto</p><p>dos processos produtivos sem perder, odavia, gras:as it segmentacao</p><p>desse processo, sua flexibilidadee ada tabilidade frente aos diversos</p><p>acasos do mercado.</p><p>Nesse modelo de interpretacao ao pretendemos afirmar que</p><p>a pequena empresa possa ser em si t 0 ou talvez mais eficaz que a</p><p>grande empresa, mas que, quando as condicoes mencionadas</p><p>anteriorrnente sao reunidas, uma m riade de pequenas empresas</p><p>implantada numa mesma regiao po atingir, na sua producao de</p><p>bens para uma demanda fracionada e variavel, niveis de eficicia</p><p>superiores (e em conseqiiencia com araveis) aos de uma grande</p><p>empresa que produz mais ou menos os mesmos bens.</p><p>A distribuicao dos distritos indus iais na Itilia durante os anos</p><p>de 1980. Este eurn assunto forteme te ambiguo e controvertido.</p><p>Alguns especialistas inclucrn t;".'lbe na categoria dos distritos</p><p>If"</p><p>Danilo</p><p>Forte divisão do trabalho e participação fazendo da produção um processo social, havendo sinergia entre a atividade produtiva e a vida cotidiana.</p><p>Danilo</p><p>Além das condições técnico-produtivas e das características socioculturais, a criação de um distritito depende também da cosntituição e da consolidação de uma rede estável de conexões com mercados finais e da capacidade de impor uma "imagem" distintiva do distrito.</p><p>Danilo</p><p>Danilo</p><p>Outros princípios: coexistência da concorrência e da solidariedade; efervescência inovadora oriunda; grande mobilidade, horizontal e vertical, dos postos de trabalho; cooperação entre os membros em alcançar objetivos, econômicos, geográfico e social.</p><p>Danilo</p><p>Nos distritos a coordenação das diferentes fases não dependem das regras e mecanismos hierárquicos, mas é submetida ao jogo autmático de mercado e ao sistema de sanções sociais aplicado pela comunidade. Dessa maneira, graças à segmentação do processo, a flexibilidade e a adptabilidade são características fortes desse modelo.</p><p>DaniloMelo</p><p>DaniloMelo</p><p>....... j'.. t: NOS NOVOS TERRITORIOS PRODUTIVOS OS D1STRITOS INDUST S NA ITALIA</p><p>industrials, areas industriais de pequena empresa regidas por uma,</p><p>ou varias grandes empresas. Nessas areas, a estrutura produtiva e,</p><p>evidentcmente, inteiramente polarizada pela presenca degrandes</p><p>empresas, de modo que a estrutura social e caracterizada por</p><p>nitidos conflitos de classes. Segundo a interpretacao aqui</p><p>proposta, essas areas nao podem ser dassificadas como distritos</p><p>industrials. As pequenas empresasdos distritosengenclram urn sistema</p><p>de interdependencia que encontra seus raios de convergencianao nas</p><p>grandes unidades de producao, mas a partir dos intermediaries entre</p><p>o processo produtivo e 0 destino final do produto, como ilustra 0</p><p>caso dos teceloes e dos "buyers" jamencionado.</p><p>Outros especialistas induem na categoria dos distritos zonas</p><p>urbanas onde sao concentradas pequenas empresas de todo genero</p><p>que tern funcoes determinadas nas diferentes fases de urn processo</p><p>produtivo unico. Acreditamos que esse fenomeno dos bairros</p><p>industriais apresenta analogias com os distritos ora estudados, mas</p><p>estimamos que sua insercao num tecido urbano mais vasto e mais</p><p>cornplexo acarreta necessariamente uma interacao particular dos</p><p>aspectos produtivos e socioculrurais,</p><p>Nao integramos aos distritos industriais as zonas de</p><p>especializacao produtiva que, apesar de serem ligadas a urn distrito</p><p>industrial (por exernplo, 0 setor textil de Casentino ligado ao distrito</p><p>de Prato), nao conquistaram, ainda, uma autonomia visive! no</p><p>mercado.</p><p>Aplicando varies rnetodos estatisticos, que nao serao</p><p>desenvolvidos nesse trabalho," relativos aos dados dos censos</p><p>populacional e industrial realizados em 1981,e procurando manter-</p><p>me 0 mais fiel possive! aideia do distrito ji mencionada, obtemos</p><p>a distribuicao territorial dos distritos industriais, representada no</p><p>21 Essesdados foram cxtrsfdos das avaliac;oes de Fabio Sfcrai, pcsqcisador no IRPET(Florenca),</p><p>que figuram no cnsaic cntirulado "L'idcntificazionc spaziale", inserido no livro ArmolD rforzr</p><p>loctJli: il dislrrllo illdItSII1(tlr, de G. IhX'.AlTll":1 (Uolonha: II Mulino, 1987).</p><p>Grtiftco 1. Como mostra 0 grafico, a maior parte dos distritos</p><p>industrials se concentra nas regioes do Centro-Nordeste: 15 na</p><p>Marche, 14 no Veneto, 11 no sui da mbardia, nove na Emilia-</p><p>Romagna, oito na Toscana, dois n Piemonte, urn no Friouli-</p><p>Venezia-Giulia e urn nos Abruzos. C be ressaltar que sao sempre</p><p>regioes de industrializacao recente.</p><p>as setores industriais que foram ais sujeitos ao agrupamento</p><p>em distrito sao: vestuario (16), mov is (12), calcado (11) e textil</p><p>(5).Mas encontramos tambern distri s em outros ramos: bens de</p><p>capital, mecanica leve, eletromecani a, curtume e confeccao em</p><p>couro, instrumentos de musica, cera .ca e brinquedos. Na reali-</p><p>dade, como confirmaram estudos des nvolvidos em outros paises,</p><p>a organizacao eventual do processo so a forma de distrito depende</p><p>menos do produto comercializavel que das caracterfsticas do</p><p>processo de producao, Em conseqiie cia, podemos encontrar, em</p><p>estado</p><p>embrionario, ou perfeitament desenvolvidos, fenomenos</p><p>de distrito em setores industrials cuj mercado emuito diferente</p><p>dos que mencionamos precedenteme te (por exemplo, a industria</p><p>cinematogriifica) e em contextos di rsos (por exemplo, Orange</p><p>County nos Estados Unidos).</p><p>E importante ressaltar a relacao existente entre 0 grupo das</p><p>regioes italianas (regioes no sentid administrativo do termo,</p><p>infelizmente!), onde na maioria dos c sos se formaram os distritos</p><p>industrials, e as regioes que, no pos- erra, tiraram maior proveito</p><p>do processo de industrializacao. a ex e do Grtiftco 2 mostra que,</p><p>fora algumas excecoes, as regioes impli adas na difusao dos distritos</p><p>sao justamente as que alcancaram urn erto grau de industrializacao</p><p>com maier rapidez. Por grau de indu trializacao entendemos aqui</p><p>a relacao entre os assalariados da i diistria manufatureira e os</p><p>residentes, ambos contabilizados po ocasiao de diversos censos</p><p>economicos e dernograficos, 0 total 0 ano 1951 constituindo a</p><p>base cern. Podemos entao conduir qu , a proliferacao das pequenas</p><p>unidades e sua concentracao em sist asterritoriais impulsionaram</p><p>a industrializacao do que denomina os a Terceira Italia,</p><p>Danilo</p><p>Danilo</p><p>Grafico 1</p><p>v.::; UI'::;'l'KllV:;' INUUSl</p><p>Grafico 2</p><p>::; Nf\ HALlA</p><p>..</p><p>LI'flr'!\.C;:'r\.l\.lV;:' J:. NUVUb H::.K.tUTOKlOS PKOUU'fJVOS</p><p>o reconhecimento da existencia e da importancia dos distritos</p><p>industrials para 0 desenvolvimento econornico da Italia nao foi</p><p>irnediato. Durante muito tempo tal reconhecimento sofreu diversos</p><p>preconceitos prafundamente enraizados nas mentalidades, no que</p><p>se refere its leis que regem 0 crescimento econornico. A ideia</p><p>cornumente admitida - da qual compartilham economistas cujas</p><p>ideologias sao opostas - e que uma expansao fundada somente</p><p>sobre as micraempresas e necessariamente uma ilusao estatistica,</p><p>urn fenorneno efernero, ou ainda uma regressao, Isso foi, de faro,</p><p>suficiente para que alguns auto res decifrassem, de maneira</p><p>fantasiosa, as estatisticas com 0 objetivo de pravar que nao existia</p><p>nenhum desenvolvimento (e. por corisequencia, nenhum</p><p>desenvolvimento real) fundado sobre as pequenas empresas. Em</p><p>particular, alguns rejeitaram a ideia de que a proliferacao das</p><p>empresas pudesse refletir mais que uma simples dcscentralizaciio</p><p>(fen6meno suscitado pclas grandes ernprcsas) e pudesse criar</p><p>e111pregos aurenticos.</p><p>o segundo obstaculo, cuja origem reside na teoria econornica</p><p>dominante, e oriundo da indiferenca demonstrada pelo teorico da</p><p>economia no que se refere aos aspectos territoriais que escapam it</p><p>esfera dos custos de transporte e dos mecanismos de Iocalizacao.</p><p>A recusa categorica do economista "padrao" em ouvir falar do</p><p>conceito de sistema econornico local - que ele recupera, caso</p><p>necessaria, atravcs da categoria ambigua e periferica das economias</p><p>extcmas - paralisou com certo vigor, mas sem que isso Fosse visfvel,</p><p>qualquer estudo serio e aprofundado dos distritos industriais. Assirn,</p><p>e (se assim podemos nos exprimir) it intervencao de alguns</p><p>experts trabalhando na maioria dos casos nas universidades da</p><p>Toscana, da Emilia e da Marche - ou seja, na parte do pais mais</p><p>diretamente envolvida no fcnorneno dos distritos industriais - que</p><p>a rcsistencia dos circulos acadernicos, politicos e sindicais foi</p><p>parcialmcnte enfraquecida. Esse sucesso provem amplamente do</p><p>lancamento, em outros paises, de pesquisas sernelhantes, cujos</p><p>resultados apresentam caracteristicas comuns.</p><p>y</p><p>US DlSTRITOS INDUS RWS NA lTALIA</p><p>Sem duvida, as rnodificacoe da conjuntura teorica (em</p><p>economia politics) ao longo dess s ultirnos anos contribuiram,</p><p>tambem, para abalar as verdades a solutas, Mesmo suas relacoes</p><p>reciprocas sendo ainda bastante n ulosas, algumas correntes de</p><p>pensamento que se impuseram em versos paises parecem alcancar</p><p>interpretacoes diametralmente div rgentes do paradigma central</p><p>da economia classica, Mas 0 tema dos distritos industriais pode</p><p>ser inserido nessa intensa corrente e pesquisa empirica devido ao</p><p>faro de que, pelo menos em ter os de economia "real" (em</p><p>oposicao it monetaria), essas orien inteira ou parcialmente</p><p>heterodoxas, suscitaram urn mimer maior de projetos de pesquisa</p><p>que as orientacoes ortodoxas,</p><p>As pesquisas empiricas so re os distritos industriais</p><p>reconheceram que a virtude e a ontribuicao das elaboracoes</p><p>conceituais e teoricas contempo aneas estao relacionadas ao</p><p>reconhecimento da diversidade e a variabilidade das formas do</p><p>progresso industrial. Hoje per eu seu credito a ideia que</p><p>predominou ate os ulrimos anos do seculo XX, em da qual</p><p>as vias da indusrrializacao e d urbanizacao - ou seja, da</p><p>modernizacao - sao as mesmas pa todos os paises (e, dentro de</p><p>cada urn, para todas as suas regi6 s) e, em funcao da qual todo</p><p>pais se posiciona, a qualquer mo ento, no estagio de urn unico</p><p>processo de desenvolvimento ind strial. Se a literatura sobre os</p><p>distritos industriais tern uma contri de porte geral, ela reside</p><p>no faro de que, com certeza, historia e a geografia sao</p><p>determinantes, e que uma teoria e aborada no "vazio", e depois</p><p>adaptada a partir da realidade ocial, passa por perigosas</p><p>deforrnacoes de interpreracoes,</p><p>---//</p><p>Ainda e cedo para preyer 0 fu ro dos distritos industriais, na</p><p>medida em que pesquisas e refle 6es devem ainda aprofundar</p><p>diversos aspectos, e sobretudo dis . .r as relacoes existentes entre</p><p>as publicacoes re/ativas a esses dis itos e os principais modelos</p><p>Danilo</p><p>Danilo</p><p>Danilo</p><p>teoricos da economia politica.Do seu lado, 0 autor preferiria pensa-</p><p>los como entidades econornicas elementares as quais poderiamos</p><p>aplicar diretamente as tecnicas da analise econornica e a partir das</p><p>quais poderiamos, tarnbern, e1aborar uma forma de nova</p><p>compatibilidade socioeconomica. Nada impede de reconstruir</p><p>conceitualmente a realidade social a partir dos "agregados sociais"</p><p>que nela se formaram espontaneamente no decorrer do</p><p>desenvolvimento ("agregados" mantidos unidos por forcas</p><p>economicas, sociaise culturais ainda pouco estudadas). Esta postura</p><p>cpreferivel it tendencia atual que consiste em definir essa realidade</p><p>social a partir de individuos abstraidos do tecido sociocultural que</p><p>os define, ou a partir de "nacoes-estados" diretamente extraidas</p><p>de uma historia politica contingente.</p><p>Num nive! conceitual ainda mais modesto, podemos nos</p><p>se os distritos industriais que surgiram ao lange desses</p><p>ultimos anos sao criacoes eferneras ou se vao, ao contrario, se</p><p>perpetuar. Nesse estagio, cabe distinguir 0 futuro de um distrito</p><p>qualquer do destino dos distritos em geral.</p><p>Para qualquer distriro, imaginamos facilmente um ciclo vital</p><p>dominado pela renovacao das condicocs internas e cxtcrnas do</p><p>seu sucesso. E difkil imaginar que a convergencia das condicoes</p><p>de producao requeridas e das caracteristicas socioculrurais sejam</p><p>por rnuito rempo preservadas. As insriruicoes podem adaptar-se</p><p>progresslvamente, a estrutura tecnol6gica pode deslocar-se para</p><p>segulr as flutuacoes do mercado externo, mas 0 sistema de valores</p><p>e a ideologia que prevalece no distrito constituem uma variavel</p><p>que nao pode ser autonorna no mundo atual e certarnente nem no</p><p>de an:anha. Dessa maneira, chegamos a pensar que a coesao que</p><p>manrem os trabalhadores das empresas e os residentes unidos tende</p><p>a se afrouxar. Esse afrouxamento nao sera necessariamente linear</p><p>ou progressivo, mas parece inexoravel que cedo ou tarde a</p><p>convergencia comece ,. enfraquecer. 0 desrnantelarnento do</p><p>distrito, por falta de recursos ou submissao ao dominio de uma</p><p>grande empress, ou, ainda, por bsorcao numa zona urbana,</p><p>representa fim previsivel para qu uer distrito industrial isolado.</p><p>Assim, acabamos por conceb r 0 distrito industrial aqui</p><p>mencionado como uma fase de olucao ao lange de uma das</p><p>diversas vias possiveis da industria .zacao.</p><p>No que se refere ao conju to do sistema dos distritos</p><p>industriais, a pode ser outra. Mesmo se devemos</p><p>admitir que 0 debate eapenas esbo do (por exemplo, nos trabalhos</p><p>precursores de alguns geografos economicos norte-americanos</p><p>como AllenJ. Scott eMichael Sto er), podemos tentar generalizar,</p><p>um pouco, nossa ideia, No que</p><p>t nge ao conjunto mundial dos</p><p>distritos industriais, suas chances de perenizacao dependem da</p><p>evolucao respectiva dos modos d consumo e das tecnologias de</p><p>producao. Qualquer progres 0 realizado em termos de</p><p>miniaturizacao e de flexibilizacao d s instalacoes e do equipamento,</p><p>qualquer avanco no caminho da esmaterializacao dos processos</p><p>de producao, qualquer desenvol imento da diferenciacao e da</p><p>personalizacao da demanda em bens finais e intermediarios,</p><p>representam trunfos para a formacao de novos distritos e a</p><p>consolidacao dos distritos industri .s existentes.Esses farores,assim</p><p>como outros, que seria convenie te descrever meticulosamente,</p><p>deveriam garantir a existencia de m conjunto mundial de distritos</p><p>industriais para urn tempo in eterminado. Evidentemente,</p><p>enquanto 0 periodo permanecer por muito tempo favoravel ao</p><p>crescirnento dos distritos especi izados na fabricacao de m6veis,</p><p>por exernplo, esses distritos t nderao a constituir-se como</p><p>"excedentes" em relacao a incremento da demanda</p><p>correspondente. As empresas rna ginais de qualquer distrito terse,</p><p>entao, certas dificuldades e, p ovavelmente, alguns distriros</p><p>marginais se desagregado. Ediff . saber se esses distritos marginais</p><p>se localizarao na Italia, na F-an a ou em outros lugares. Tudo</p><p>depended. de urn cerro '. '.6,.n or de fatores, que naO podemos</p><p>precisar devido itslacur ,,:;r ';0.' iecirnentos atuais.Mas intervirao,</p><p>Danilo</p>

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