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<p>Prova Impressa</p><p>GABARITO | Avaliação II - Individual (Cod.:987949)</p><p>Peso da Avaliação 2,00</p><p>Prova 85798341</p><p>Qtd. de Questões 10</p><p>Acertos/Erros 10/0</p><p>Nota 10,00</p><p>“O historiador americano Stuart Schwartz calcula que, durante a primeira metade do século XVII, nos</p><p>anos de apogeu da economia do açúcar, o custo de aquisição de um escravo negro era amortizado</p><p>entre treze e dezesseis meses de trabalho e, mesmo depois de uma forte alta nos preços de compra de</p><p>cativos após 1700, um escravo se pagava em trinta meses”.</p><p>Fonte: FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 1996. p. 29.</p><p>Com base no texto e sobre a economia do açúcar e a escravidão, assinale a alternativa correta:</p><p>A Após 1700, os preços de compra de cativos sofreram uma forte queda.</p><p>B Um escravo se pagava em trinta meses durante a primeira metade do século XVII.</p><p>C O custo de aquisição de um escravo negro era amortizado entre treze e dezesseis meses de</p><p>trabalho durante o apogeu da economia do açúcar.</p><p>D O custo de aquisição de um escravo negro era amortizado em trinta meses até 1700.</p><p>Se os séculos XVI e XVII foram marcados pela gestação e consolidação de uma elite senhorial</p><p>baseada na ocupação dos cargos da república e na participação nas principais atividades econômicas,</p><p>o século XVIII verá o surgimento de uma nova elite colonial: a mercantil.</p><p>Fonte: adaptado de: SAMPAIO, A. C. J. A curva do tempo: as transformações na economia e na</p><p>sociedade do estado do Brasil no século XVIII. In: FRAGOSO, J.; GOUVEIA, M. F. (org.). O Brasil</p><p>Colonial. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2017. p. 290.</p><p>Com base no texto, sobre a formação da elite colonial no Brasil durante o século XVIII, analise as</p><p>afirmativas a seguir:</p><p>I. O século XVIII foi marcado pela gestação e consolidação de uma elite senhorial baseada na</p><p>participação do comércio interno e externo.</p><p>II. Durante os séculos XVI e XVII, a elite colonial se formou principalmente ocupando cargos</p><p>políticos e em atividades agroexportadoras, enquanto o século XVIII viu o surgimento de uma elite</p><p>mercantil.</p><p>III. A elite mercantil, que surgiu no século XVIII, baseava-se exclusivamente na ocupação dos cargos</p><p>da república para consolidar seu poder. A elite mercantil estava dissociada ao desenvolvimento</p><p>comercial da Colônia.</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>A II e III, apenas.</p><p>B I, II e III.</p><p>C I e II, apenas.</p><p>VOLTAR</p><p>A+ Alterar modo de visualização</p><p>1</p><p>2</p><p>18/09/2024, 22:29 Avaliação II - Individual</p><p>about:blank 1/5</p><p>D III, apenas.</p><p>Não é exato falar de um ciclo histórico da produção açucareira, como foi tradicional entre os</p><p>historiadores. "Ciclo" dá ideia de surgimento, ascensão e fim de uma atividade econômica, o que</p><p>certamente não foi o caso do açúcar ou de outros produtos, como o café.</p><p>Fonte: adaptado de: FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 1996. p. 49.</p><p>Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:</p><p>I. O conceito de ciclos econômicos está ultrapassado.</p><p>PORQUE</p><p>II. A economia colonial era bastante diversificada e complexa, com atividades que perduraram por</p><p>séculos.</p><p>A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:</p><p>A As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.</p><p>B A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.</p><p>C As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.</p><p>D A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.</p><p>Os metais preciosos realizaram assim um circuito triangular: uma parte ficou no Brasil, dando origem</p><p>à relativa riqueza da região das minas; outra seguiu para Portugal, onde foi consumida no longo</p><p>reinado de Dom João V (1706-1750), em especial nos gastos da Corte e em obras como o gigantesco</p><p>Palácio-Convento de Mafra; a terceira parte, finalmente, de forma direta, via contrabando, ou indireta,</p><p>foi parar em mãos britânicas, acelerando a acumulação de capitais na Inglaterra.</p><p>Fonte: adaptado de: FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 1996. p. 61.</p><p>Sobre a mineração do ouro e dos diamantes e seu impacto nas economias europeias, analise as</p><p>afirmativas a seguir:</p><p>I. O Pacto Colonial foi capaz de fechar o circuito da mineração no Brasil.</p><p>II. Os metais preciosos vieram aliviar momentaneamente os problemas financeiros de Portugal.</p><p>III. Na Metrópole, a corrida do ouro provocou a primeira grande corrente imigratória para o Brasil.</p><p>IV. O desequilíbrio da balança comercial entre Portugal e Inglaterra foi, por muitos anos, compensado</p><p>pelo ouro vindo do Brasil.</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>A II e III, apenas.</p><p>B III e IV, apenas.</p><p>C II, III e IV, apenas.</p><p>D I, II e III, apenas.</p><p>3</p><p>4</p><p>18/09/2024, 22:29 Avaliação II - Individual</p><p>about:blank 2/5</p><p>“As razões da opção pelo escravo africano foram muitas. É melhor não falar em causas, mas em um</p><p>conjunto de fatores”.</p><p>Fonte: FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 1996. p. 28.</p><p>Com base no texto fornecido, sobre a opção pelo escravo africano no contexto da escravidão no Brasil</p><p>colonial, analise as afirmativas a seguir:</p><p>I. A opção pelo escravo africano foi motivada exclusivamente por questões econômicas.</p><p>II. A escolha do escravo africano foi resultado de um conjunto de fatores socioeconômicos.</p><p>III. As causas da opção pelo escravo africano são múltiplas, dentre elas o desenvolvimento econômico</p><p>do Brasil e as relações sociais preexistentes na África.</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>A III, apenas.</p><p>B I e II, apenas.</p><p>C II e III, apenas.</p><p>D I, II e III.</p><p>“Todo engenho [tem] uma capela, uma escola, um padre, um barbeiro, um ferreiro, um sapateiro, um</p><p>carpinteiro, um marceneiro, um oleiro, um alfaiate e todos os demais ofícios necessários. Tudo é uma</p><p>comunidade política em si mesma e o senhor de engenho [é] promotor e juiz dela”.</p><p>Fonte: PUDSEY, C. Diário de uma Estada no Brasil, 1629–1640. Petrópolis: Index, 2000. p. 25.</p><p>De acordo com a constatação feita pelo soldado inglês Pudsey sobre os engenhos de açúcar, assinale a</p><p>alternativa correta:</p><p>A Os engenhos eram verdadeiras comunidades em que tudo era decidido de forma comunitária.</p><p>B Os engenhos utilizavam exclusivamente mão de obra escrava nativa.</p><p>C Os engenhos eram miniaturas da estrutura política, pois abarcavam uma série de atividades</p><p>diferentes que precisavam ser ordenadas e controladas.</p><p>D Os engenhos de açúcar eram baseados exclusivamente no trabalho escravo africano.</p><p>A descoberta dos diamantes nas minas dos Brasis acabou momentaneamente com o comércio com as</p><p>Índias Orientais, mas não prejudicaram o mercado londrino, por causa da vantagem que a Inglaterra</p><p>tem sobre seus vizinhos no comércio com Lisboa, de modo que a maior parte dos diamantes que vêm</p><p>dos Brasis acabaram indo para Londres, onde são distribuídos para o resto da Europa.</p><p>Fonte: adaptado de: Lorde Tyrawly. Carta para o Duque de Newcastle, 1732. In: BARNETT, R. D.</p><p>Diplomatic Aspects of the Sephardi Influx from Portugal in the Early Eighteenth Century.</p><p>Transactions & Miscellanies, Londres, v. 25, p. 218, 1973.</p><p>De acordo com a afirmação do Lorde inglês, assinale a alternativa correta:</p><p>A Por causa do exclusivismo metropolitano somente, Portugal se beneficiou com a mineração do</p><p>ouro e dos diamantes.</p><p>B A mineração enriqueceu os cofres portugueses, mas também os bolsos ingleses.</p><p>5</p><p>6</p><p>7</p><p>18/09/2024, 22:29 Avaliação II - Individual</p><p>about:blank 3/5</p><p>C A mineração de diamantes foi praticamente irrelevante no Brasil colonial.</p><p>D O ouro retirado das Minas Gerais permanecia na colônia, por conta de sua utilização no</p><p>comércio.</p><p>Estado e sociedade não são dois mundos estranhos. Pelo contrário, há um duplo movimento do Estado</p><p>em direção à sociedade e desta em direção ao Estado. Esse movimento se caracteriza pela indefinição</p><p>dos espaços públicos e privados.</p><p>Fonte: adaptado de: FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 1996. p. 45.</p><p>Uma das características da sociedade colonial era a mescla entre as esferas públicas e privadas. Sobre</p><p>o exposto, assinale a alternativa correta:</p><p>A Havia um movimento de mão dupla, uma</p><p>relação dialética entre Estado e sociedade.</p><p>B De fato, havia uma separação rígida entre os espaços públicos e privados.</p><p>C Havia uma definição clara dos limites do Estado e da sociedade.</p><p>D Não existia uma interação entre Estado e sociedade colonial.</p><p>“Fugas individuais ou em massa, agressões contra senhores, resistência cotidiana fizeram parte das</p><p>relações entre senhores e escravos, desde os primeiros tempos”.</p><p>Fonte: FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 1996. p. 30.</p><p>Com base no texto fornecido sobre as relações entre senhores e escravos, analise as afirmativas a</p><p>seguir:</p><p>I. Fugas individuais ou em massa foram uma forma de resistência dos escravos.</p><p>II. As relações entre senhores e escravos sempre foram harmoniosas e desprovidas de conflitos.</p><p>III. Agressões contra senhores eram raras e não faziam parte das relações entre senhores e escravos.</p><p>IV. A resistência cotidiana era uma estratégia comum adotada pelos senhores para manter o controle</p><p>sobre os escravos.</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>A I, apenas.</p><p>B III e IV, apenas.</p><p>C I, II, III e IV.</p><p>D I, II e III, apenas.</p><p>“O fato de as embarcações utilizadas para o tráfico serem geralmente menores e desenhadas para</p><p>abrigar a ‘carga humana’ em seus porões põe abaixo outra versão corrente, a de que os europeus</p><p>triangulavam seu comércio”.</p><p>8</p><p>9</p><p>10</p><p>18/09/2024, 22:29 Avaliação II - Individual</p><p>about:blank 4/5</p><p>Fonte: SCHWARCZ, L. M.; STARLING, H. M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Cia das Letras,</p><p>2015. p. 83.</p><p>De acordo com o texto, com relação ao fluxo do tráfico de escravos no Atlântico Sul, assinale a</p><p>alternativa correta:</p><p>A Os navios eram especialmente projetados para fazer o comércio triangular.</p><p>B Os comerciantes luso-brasileiros desenvolveram embarcações específicas para o transporte de</p><p>humanos.</p><p>C As embarcações tinham que ser enormes para comportar muitos escravos e mercadorias.</p><p>D Os porões eram extremamente reduzidos para economizar na construção das embarcações.</p><p>Imprimir</p><p>18/09/2024, 22:29 Avaliação II - Individual</p><p>about:blank 5/5</p>