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<p>MONITORAMENTO DE PRAGAS NA CULTURA DO MILHO farmbox</p><p>farmbox Introdução A cultura do milho está sujeita a danos por ataque de pragas desde a semeadura até a colheita, com risco de redução do rendimento e qualidade dos grãos. E para evitar que o produtores e técnicos sejam surpreendidos com surtos populacionais na lavoura, o monitoramento de pragas deve começar antes mesmo do estabelecimento da cultura. Pensando nisso, preparamos esse material com informações e ilustrações sobre os principais métodos de amostragem indicados para o monitoramento de insetos no período de pré-plantio e pós-plantio do milho (Fig. 1). A escolha do método e frequência de amostragens dependem da espécie do inseto a ser amostrada, estádio da cultura no momento da avaliação, precisão desejada na estimativa do tamanho populacional, custos operacionais e dificuldade de realização. Pré-plantio Pós-plantio Amostragem de solo Exame visual de plantas Avaliação da palhada Armadilhas Isca para percevejo Dessecação Semeadura VE V4 V8 Vn VT R1 R2 R3 R4 R5 R6 Corós Larva-arame Larva-angorá Percevejo-castanho Larva-alfinete Lagarta-rosca Lagarta-elasmo Percevejo-barriga-verde Lagarta-do-cartucho Broca-do-colmo Cupins Cigarrinha Pulgão-do-milho Lagarta-da-espiga Pragas primárias Pragas secundárias Escala de Fenologia adaptado de Francelli (1986), por Soares (2020) Figura 1. Ilustração do risco de ocorrência das principais pragas do milho em relação a fenologia da cultura.</p><p>farmbox Planejamento o primeiro passo para implementação do monitoramento de pragas na propriedade é planejar, com boa antecedência, quem, onde, quanto e como as áreas serão amostradas. profissional responsável de inspecionar a lavoura e trazer as informações de infestação das pragas incidentes na propriedade, chamado monitor de campo, precisa estar treinado para aplicar corretamente as técnicas de amostragens, reconhecer os insetos (pragas e inimigos naturais) e a fenologia do milho. Além disso, precisa ter perfil metódico, organizado e ser honesto com os relatórios de campo. A área total de cultivo da propriedade deve ser dividida em áreas (talhões) homogêneas (data de semeadura, cultivar, tecnologia Bt ou não-Bt, plantio direto ou convencional, entre outros). Idealmente o tamanho do talhão não deve ser superior a 100 ha, a fim de garantir maior precisão no levantamento de pragas. Um mapa da propriedade identificando as áreas pode ser útil para o planejamento e condução das atividades entre a equipe. o caminhamento no interior do talhão e distribuição de pontos devem cobrir tanto as bordaduras quanto a parte central da lavoura para um mapa de infestação com maior precisão. Uma vez que a distribuição espacial de pragas não obedece um padrão uniforme, ocorrendo geralmente de maneira agregada ou em reboleiras e inicialmente nas bordaduras. Para registro dos dados coletados nas inspeções de campo, o produtor pode optar pelo uso de fichas impressas ou aplicativos em dispositivos móveis (celulares e tablets) conforme ilustrado na figura 2. o monitor deverá registrar a cada amostragem: talhão, cultivar, estádio da cultura, data de plantio, data da amostragem, dados dos insetos amostrados, além de outras informações que achar relevante. É fundamental que os registros de monitoramento sejam armazenados de forma segura, e assim garantir a construção do histórico de ocorrência de pragas da propriedade ao longo dos anos. Monitoramento de pragas e farmbox doenças no Milho Data do monitoramento: Fazenda: Data da semeadura: Observações Cultivar: Fase fenológica: Paradas Lagarta grande: Lagarta pequena: Primeira parada maior 10mm menor 3mm Lote C 1 2 3 4 5 6 7 8 10 Total Média Broca Colmo Presenca Pragas Adulto Pulgão Milho Ninfa Adulto Cigarrinha Milho Ninfa Lagarta Doencas Lagarta Helicoverpa zea Ovo Adulto Lagarta Spodoptera frugiperda Ovo Ervas daninhas Adulto Mariposa Tripes Adulto Percevejo Adulto Barriga verde Ninfa Adulto Marrom Ninfa Adulto Nezara viridula Ninfa Não encontrei nada Adulto Percevejo gaucho Ninfa Percevejo verde Ninfa Doenças Milho Antracnose Ferrugem polissora Presença Cercosporiose Mancha-de-diplodia Presenca Figura 2. Ilustração de ficha de amostragem de pragas na soja e aplicativo em celular</p><p>farmbox Amostragem de solo Pré-plantio A amostragem de solo, ilustrada na figura 3, é um método indicado para o monitoramento de insetos-praga de hábito subterrâneo, como os corós e o percevejo-castanho que atacam as raízes das plantas de milho. Neste caso, é recomendado ao produtor detectar e mapear os focos de ocorrência durante a safra para realização do levantamento populacional de pragas nas áreas problemáticas durante a entressafra, preferencialmente, centradas nas antigas linhas do cultivo anterior. Trincheira: As dimensões indicadas são 25 cm de largura X 50 cm de comprimento, podendo a largura ser de acordo com a pá 130 cm de corte utilizada. Contudo, é fundamental que a 50 cm profundidade seja de pelo menos 30 cm. Figura 3. Ilustração do método de amostragem de solo. Algumas espécies, como o percevejo-castanho, possuem elevada capacidade de se aprofundarem no perfil do solo quando as condições estão desfavoráveis. Isso deve ser considerado na definição da data de amostragem e profundidade da trincheira, a fim de se evitar que a população seja subestimada em períodos secos devido coleta superficial do solo. Na contagem dos insetos amostrados é necessário observar a espécie, estágio (adulto, ninfa/larva), tamanho e profundidade em que os insetos estão localizados. o registro dos dados de contagem de insetos deve ser realizado por ponto amostrado, para posterior cálculo da média de incidência ou frequência de cada espécie no talhão. o tamanho da amostra de solo (dimensões da trincheira) utilizada, também precisa ser registrado. Percevejo-castanho Corós Larva-arame</p><p>farmbox Vistoria da palhada Pré-plantio Muitas pragas utilizam a palhada e plantas daninhas como local de abrigo, sobrevivência e multiplicação no período entre cultivos. Perdas na colheita e sucessão de cultivos quase o ano todo deixam o manejo de pragas ainda mais desafiador, principalmente das pragas polífagas, ou seja, que se alimentam de várias culturas. Entre elas podemos destacar a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), uma das principais pragas no sistema soja-milho-algodão. Esta espécie quando presente na forma larval por volta da germinação do milho costuma apresentar hábito rosca e causar redução no estande de plantas, além dos danos que causa atacando folhas e espigas. Outra praga que merece grande atenção é o percevejo-barriga-verde (Dichelops spp.) que ataca a base do colmo. A ocorrência de altas infestações nos primeiros 15-20 dias de desenvolvimento das plântulas pode levar a ressemeadura. Prenda as extremidades de duas hastes rígidas com barbantes, formando um quadrado de 1m X 1 m. Posicione o gabarito na superfície e conte o número de insetos presentes na palhada. 1m Figura 4. Ilustração do método de vistoria da palhada. Por isso é fundamental que a palhada, "resteva", plantas invasoras ou áreas antes da dessecação sejam vistoriadas pouco antes da semeadura do milho, em pelo menos 10 pontos em cada talhão. método indicado consiste na inspeção de insetos presentes em uma área de 1 em cada ponto inspecionado, conforme ilustrado na figura 4. No levantamento populacional dos insetos, pragas e predadores devem ser contabilizados de acordo com a espécie, estágio de desenvolvimento (adulto, larva/ninfa, pupa) e tamanho. Lagarta-do-cartucho Percevejo-barriga Predadores -verde</p><p>farmbox Isca para percevejo Pré-plantio Uma outra opção para monitorar o percevejo-barriga-verde, antes da semeadura, é mediante o uso de uma isca atrativa. o método desenvolvido por Rodolfo Bianco (IAPAR) é de fácil preparo e utilização, viável para adoção em grande escala. Preparo para 10 iscas atrativas Passo 1 Medir 500 ml (+ 300 g) de grãos de soja Passo 2 Colocar num recipiente com água limpa e deixar por 10 - 15 minutos Passo 3 Escorrer a água Passo 4 Adicionar 1/2 colher (café) de sal de cozinha e Passo 5 Dividir o volume preparado em 10 partes iguais adicionar o sal na água Adaptado Rodolfo Bianco - IAPAR o monitor de pragas deve utilizar as iscas no campo no mesmo dia em que estas foram preparas. Deve distribuir as amostras cobrindo a maior distância do talhão (Fig. 5), e sinalizar com estacas para facilitar a localização no momento da avaliação. Também é necessário a adição de palha sobre cada isca para tornar o ambiente mais propício para a permanência dos percevejos atraídos. Figura 5. Esquema de distribuição de 10 iscas armadilhas no talhão</p><p>farmbox Após 24 horas, deve ser realizada a contagem do total de armadilhas que atraíram percevejos, não sendo necessário a contagem do número de percevejos em cada armadilha. As iscas não são mais confiáveis para avaliações após dois dias no campo. Com a contagem do total de armadilhas com presença de percevejo, o produtor poderá verificar no quadro 1 as medidas de controle recomendadas para cada nível de risco (baixo, moderado ou alto) verificado no talhão. nível de infestação de Dichelops spp. pode variar nos diferentes locais da propriedade, por isso é necessário que cada talhão da propriedade seja inspecionado. Os danos causados por esses percevejos aparecem entre 3 e 7 dias após a alimentação, quando a planta expande as folhas. A aplicação de inseticidas após a visualização dos danos não irá amenizar o problema. Por isso produtores e técnicos precisam estar atentos para possíveis infestações por volta do plantio, para que medidas de controle sejam tomadas a tempo. Quadro 1. Ações de manejo do Percevejo-barriga-verde na semeadura de milho, com base no monitoramento com iscas atrativas. Número de iscas Nível de risco Estratégia de manejo com Até 2 Baixo TS De 3 a 5 Moderado TS ou Pulverizações iniciais Acima de 5 Alto TS + Pulverização 2-3 DAE de iscas que percevejos em relação ao total de 10 iscas TS - Tratamento de sementes com neonicotinoides DAE - Dias após emergência Adaptado de Rodolfo Bianco - IAPAR</p><p>farmbox Exame visual de plantas Pós-plantio Após a germinação do milho o monitor de campo precisa realizar inspeções periódicas nas lavouras, pelo menos uma vez por semana, durante todo o desenvolvimento da cultura. Nesse período de pós-plantio o monitoramento consiste, principalmente, no exame visual de plantas com sintomas de ataque e/ou com presença de pragas. Exame visual de plantas: Evite as primeiras linhas da bordadura, entre pelo menos alguns metros na área para realizar a amostragem; Avalie planta por planta em cada subamostra de 20 plantas, totalizando 100 plantas por talhão. Em caso de talhões superiores a 100 ha, mantenha pelo menos a relação de 1 ponto para cada 20 ha e 20 plantas por ponto amostrado. Realize o registro individualmente para cada planta avaliada para posterior cálculo da média de incidência ou frequência por ponto amostrado e média total no talhão; Registre a presença, estágio e tamanho da praga sempre que possível, mesmo que a avaliação tenha como foco principal os sintomas de ataque. Faça o reconhecimento e registro dos inimigos naturais (predadores, parasitoides e microrganismos) presentes na lavoura. Lagarta-elasmo Lagarta-rosca Broca-do-colmo Predadores Percevejo-barriga Pulgão-do-milho Cigarrinha -verde -do-milho</p><p>farmbox Para algumas pragas, como para a lagarta-do-cartucho, o nível de infestação inferido durante o exame visual de plantas deve ser baseado em uma escala de referência. Nesse caso o monitor de campo precisa utilizar a Escala Davis e para cada planta examinada dar uma nota de acordo com as injúrias de desfolha, conforme descrito no quadro 2 e ilustrado na figura 6. As notas variam de 0 a 9, plantas sem injúria e cartucho completamente destruído, respectivamente. o nível de controle é baseado na porcentagem de plantas que receberam nota igual ou superior a 3. Quadro 2. Escala Davis para avaliação de injúrias da lagarta-do-cartucho ao milho Nota Descrição de Injúrias 0 Planta sem injúria 1 Cartucho com pontuações 2 Cartucho com pontuações, 1 a 3 lesões circulares (<1,5 cm) 3 Cartucho com 1 a 5 lesões circulares (<1,5 cm), 1 a 3 lesões alongadas (entre 1,5 e 3 cm), furos circulares (<0,5 cm) 4 Cartucho com 1 a 3 lesões alongadas (entre 1,5 e 3 cm) em 1 a 2 folhas, 1 a 5 furos (<1,5 cm) 5 Cartucho com 1 a 3 lesões alongadas (>3 cm) em 1 a 2 folhas, 1 a 5 furos (<1,5 cm) 6 Cartuchos com 1 a 3 lesões alongadas (>3 cm) em 2 ou mais folhas, 1 a 3 furos (>1,5 cm) em 2 ou mais folhas 7 Cartucho com 3 a 5 lesões alongadas (>3,5 cm) em 2 ou mais folhas, 3 a 5 furos (>1,5 cm) em 2 ou mais folhas 8 Cartucho com muitas lesões alongadas e algumas folhas completamente destruídas 9 Cartucho completamente destruído Adaptado de Davis et al., (1992) Representação de injúrias da Lagarta-do-cartucho Pontuações Lesão Alongada (1,5 3 cm) Furo Circular (<0,5 cm) Lesão Alongada (>3 cm) Lesão Circular (<1,5 cm) Furo: Todas as camadas de tecidos removidas. Lesão: Tecido verde raspado com tecido membranoso presente. Figura 6. Ilustração de diferentes tipos de injúrias da lagarta-do-cartucho no tecido foliar do milho</p><p>farmbox As lavouras de milho são muito susceptíveis ao ataque de Dichelops spp. nos primeiros 15-20 dias e os danos causados nesse período serão visíveis apenas semanas depois, quando medidas de controle para essa praga não são mais necessárias. E mesmo a adoção de tratamento de sementes não dispensa o monitoramento de percevejos logo após a emergência (2-3 dias) com reavaliações entre 5 e 7 dias, para eventual necessidade de pulverização na parte aérea como controle adicional. Caso seja detectado danos desse percevejo na lavoura, é recomendado a avaliação de plantas de acordo com a escala de notas proposta por Rodolfo Bianco (Figura 7), antes da tomada de decisão pela ressemeadura do milho. Se forem encontradas mais de 30% de plantas mortas ou mais de 70% de plantas com danos severos (notas 3 e 4) associado a clima desfavorável, a ressemeadura da lavoura é justificada. Escala de notas de injúrias do percevejo-barriga-verde 0 R Bianco 1 Bianco 2 Bianco 3 R. Bianco 4 R. Bianco Planta com cartucho parcialmente Planta com forte Planta com poucas Planta com muitas danificado, algum redução no porte Planta isenta de dano sem leve perfilhamento e (altura), perfilhada redução do porte redução no porte moderada redução e/ou com cartucho no porte "encharutado" 0% 0% 1-2% 100% 10-20% 90%* 20-40% 50-60%* Potencial de dano Potencial de recuperação *Maior certeza de recuperação dos danos ocorre quando se tem chuvas regulares e adubação nitrogenada complementar Figura 7. Escala de notas de injúrias do percevejo-barriga-verde Dichelops spp. em plantas de milho.</p><p>farmbox Armadilhas Pós-plantio A atração e captura de insetos por meio de armadilhas instaladas nas laterais da lavouras é considerado um método prático e eficiente como sistema de alerta de incidência de pragas logo no início da infestação na área. Esta é uma estratégia eficiente para ser utilizada, principalmente, durante a fase reprodutiva do milho para pragas que atacam as espigas, como Helicoverpa zea, Diatraea saccharalis e S. frugiperda. Outra estratégia de uso das armadilhas é monitorar a flutuação populacional de mariposas durante o ano todo para entender melhor a dinâmica de algumas espécies em relação ao sistema produtivo da propriedade. Luminosa Feromônio para mariposa Figura 8. Armadilhas para captura de mariposas A armadilha luminosa possui luz ultravioleta e atrai adultos machos. Esse tipo de armadilha utiliza bateria ou placa solar como fonte de energia para funcionamento durante à noite, período em que os insetos são atraídos e aprisionados em seu interior. Como a armadilha pode diversas espécies de insetos, na manhã seguinte, o monitor precisará realizar a identificação e contagem da espécie de interesse para concluir o monitoramento. As armadilhas tipo delta com feromônio sexual (sintético) imitam a sinalização química usada entre indivíduos da mesma espécie para o acasalamento. Dessa forma, a armadilha captura apenas adultos machos de uma única espécie de acordo com o composto utilizado (S. frugiperda e H. zea). As mariposas atraídas permanecem presas em uma fita adesiva e podem ser contadas 2 vezes por semana, para maior aproximação entre picos de ocorrência das mariposas e presença de ovos na lavoura. S. frugiperda D. saccharalis H. zea</p><p>farmbox Processamento e Análise dos dados processamento dos dados de monitoramento precisa ser confiável e rápido para não prejudicar a tomada de decisão no controle de pragas. Monitoramento de pragas e farmbox doenças Milho Monitor Paradas Soja/Resteva 90 50 III - frugiperdo virescens Ficha de amostragem Planilha Excel Gráfico Quando o produtor opta pelo uso das tradicionais fichas de amostragem de pragas, serão necessárias as seguintes etapas: 1. Registro dos dados de amostragem na ficha impressa durante a inspeção da lavoura; 2. Digitação dos dados da ficha impressa em uma planilha de Excel; 3. Processamento dos dados de contagem de insetos em totais e médias para cada espécie e elaboração de gráficos para visualização dos resultados. Só então será possível analisar a situação de cada talhão para tomar a decisão de controle ou não controle. Processamento e Análise dos dados Quando o produtor opta por usar aplicativos para amostragens de pragas, serão necessárias as seguintes etapas: Primeira parada FS04 Lote Fazenda Pragas 1. Registro dos dados de amostragem no celular durante a inspeção da lavoura; 2. Visualização dos resultados de amostragem na Ervas daninhas forma de mapa de infestação por ponto amostrado, imediatamente após o termino da inspeção da lavoura. Não encontrei nada Ainda em campo será possível analisar a situação de cada talhão para tomar a decisão de controle ou não controle.</p><p>farmbox Níveis de Controle (NC) Os níveis de controle ou ação, quando estabelecidos, são confiáveis para orientar o produtor na tomada de decisão de controle de pragas. Assim, é possível evitar o risco de aplicações muitas vezes precipitadas, tardias ou desnecessárias, com consequente aumento dos custos de produção e desequilíbrio no agroecossistema. Quadro 3. Níveis de controle para as principais pragas do milho NOME COMUM NOME CIENTÍFICO NÍVEL DE CONTROLE Percevejo Dichelops furcatus; 1 percevejo para 10 plantas Barriga-verde D. melacanthus (Espessura do colmo <1,5cm, até V3) Lagarta-elasmo Elasmopalpus lignosellus 3% plantas atacadas Lagarta-rosca Agrotis ipsilon 3% plantas atacadas Diatraea Broca-do-colmo 3% plantas atacadas saccharalis 20% plantas com notas Davis >3 (Não-Bt)* Lagarta-do-cartucho Spodoptera frugiperda 10% plantas com notas Davis >3 (Bt sem Vip3A) 4% plantas com notas Davis >3 (Bt com Vip3A) Presença Cigarrinha-do-milho Dalbulus maidis (Região com incidência de enfezamento) Pulgão-do-milho Rhopalosiphum maidis 20% plantas com colônias (>100 pulgões) Percevejo-do-milho Leptoglossus Presença (Lavoura de sementes) zonatus Lagarta-da-espiga Helicoverpa zea 3 mariposas por armadilha noite * Recomendado pelo IRAC no máximo 2 aplicações até V6 em área de refúgio estruturado</p><p>farmbox Considerações finais o monitoramento de pragas envolve muitas etapas que podem incluir a contratação e treinamento de pessoal, aquisição de materiais, e planejamento sistemático das operações de campo. Para um ótima eficiência, estas etapas não devem ser improvisadas. o uso de aplicativos de monitoramento de pragas pode ser uma boa opção para otimizar a gestão das atividades no campo e gerenciamento dos dados, além de contribuir para uma rápida tomada de decisão no controle de pragas. o monitoramento competente reduzirá os custos e aplicações desnecessárias, além de aumentar o rendimento e qualidade do produto final.</p><p>CRUZ, I.; FIGUEIREDO, M.L.C.; SILVA, R.B. Monitoramento de Adultos de Spodoptera frugiperda (J. E. Smith) (Lepidoptera: Noctuidae) e Diatraea saccharalis (Fabricius) (Lepidoptera: Pyralidae) em Algumas Regiões Produtoras de Milho no Brasil. Sete Lagoas: Embrapa-Milho e Sorgo, 2010. 42p. (Embrapa-Milho e Sorgo. Circular Técnica, 93). CRUZ, I. Manejo de pragas da cultura do milho. In: CRUZ, J.C.; KARAM, D.; MONTEIRO, M.A.R. et al. (Ed.).: A cultura do milho. Sete Lagoas: Embrapa Milho e Sorgo, 2008. p.303-362. SABATO, E.O. Enfezamentos do milho. In: OLIVEIRA, C. M.; SABATO, E. O. (Ed.) insetos-vetores, molicutes e vírus. Brasília, DF: Embrapa, 2017. p.11-24. WORDELL FILHO, J.A.; RIBEIRO, L.doP.; CHIARADIA, L.A.; MADALÓZ, J. C.; NESI, C.N.; Pragas e doenças do milho: diagnose, danos e estratégias de manejo. Florianópolis: Epagri, 2016. 82p. Epagri. (Boletim Técnico, 170). Patricia Lima Soares Eng. agrônoma - Entomologista</p><p>MONITORAMENTO DE PRAGAS NA CULTURA DO MILHO farmbox WWW.FARMBOX.COM.BR</p>