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Entomologia Aplicada 
à Agronomia
Entomologia Econômica e Manejo 
Integrado de Pragas
Dra. Flávia Augusta Cloclet da Silva
Unidade de 
Ensino: 
4
Competência da 
Unidade de 
Ensino:
Saber realizar a amostragem de pragas, reconhecer seu nível de 
controle e realizar a tomada de decisão sobre o melhor método 
de controle a ser utilizado.
Resumo: Nesta unidade você aprofundará os estudos sobre técnicas de 
amostragem e monitoramento de pragas agrícolas e os métodos 
de controle de pragas.
Palavras-chave: Pragas; inimigos naturais; Nível de dano; amostragem de insetos; 
monitoramento de insetos; tomada de decisão; métodos de 
controle de pragas; controle químico; controle biológico.
Título da 
teleaula:
Entomologia econômica e controle de pragas. 
Teleaula nº: 4
Contextualizando
• Os agroecossistemas são frequentemente visitados 
pelos insetos, tanto benéficos, quanto pragas.
• Monitorar corretamente a ocorrência desses 
insetos é fundamental para a aplicação de métodos 
de controle mais eficientes, que garantam a 
sanidade da cultura e a boa produtividade. 
Entomologia 
Econômica
• Entomologia Econômica: é uma subárea da Entomologia Agrícola 
responsável por estudar e estabelecer qual a importância econômica dos 
insetos para sistemas agrícolas específicos.
• Praga agrícola: insetos que, em algum momento do seu ciclo de vida, se 
alimentam de uma determinada cultura ou produto armazenado, 
ocasionando perdas econômicas ao homem.
Na agricultura, o conceito de praga está diretamente 
relacionado aos efeitos econômicos produzidos pelo 
inseto, uma vez que um único inseto não poderá 
produzir injúrias ou danos que compensem a sua 
eliminação da cultura (NAKANO, 2011).
• Injúria: é definida como um efeito negativo de um determinado 
inseto na fisiologia da planta.
• Dano: está diretamente relacionado à perda de utilidade da planta, 
seja em sua produtividade ou na qualidade do produto final. O 
dano ocorre em resposta à injúria, quando esta for severa.
https://bit.ly/3960Lzw
https://bit.ly/3960Lzw
O conceito de dano está ligado a dois outros conceitos que são 
utilizados quando falamos em controle de pragas na agricultura:
✓ Nível de Dano Econômico (NDE): é a menor densidade populacional 
da praga capaz de causar danos econômicos significativos às plantas. 
O NDE não será o mesmo para as 
diferentes espécies de insetos na 
mesma cultura, nem mesmo para uma 
espécie em várias culturas.
✓ Nível de Controle (NC) ou Nível de ação: é a 
densidade populacional, em que as medidas de 
controle devem ser tomadas para impedir que 
uma determinada população da praga atinja o 
NDE.
✓ Nível de Equilíbrio (NE): na ausência de mudanças 
permanentes no ambiente, a densidade média de 
uma população sofre pouca variação por longo 
período de tempo.
https://bit.ly/2CjTu0K
NDE se refere a uma menor
densidade populacional de uma
espécie de inseto que causa dano
econômico.
NC é a densidade populacional, em 
que as medidas de controle devem 
ser tomadas para impedir que uma 
determinada população de insetos 
atinja o NDE.
https://bit.ly/2CjTu0K
A determinação desses níveis se baseia na quantificação de 
populações das diferentes pragas agrícolas.
• Amostragem: para a entomologia econômica, ela se torna 
essencial por demonstrar a flutuação populacional dos insetos-
praga e também dos inimigos naturais.
A amostragem auxilia na tomada de 
decisão sobre o momento correto 
de se iniciar o controle.
Ao longo dos séculos, o conhecimento sobre as culturas agrícolas e os 
insetos relacionados à elas, permitiram identificar e “catalogar” as 
principais pragas das principais culturas.
Atenção ao surgimento de pragas novas!
• Primárias ou pragas-chave: frequentemente ou sempre 
atingem o nível de dano econômico. 
➢ Perenes: densidade populacional atinge o NDE com 
frequência.
➢ Severas: a densidade está sempre acima do NDE, 
caso não sejam controladas.
• Secundárias: raramente atingem o NDE.
https://bit.ly/399GrgM
https://bit.ly/2RVWmtb
➢ Complexo de pragas: conjunto de insetos-praga com similaridades 
taxonômicas; comportamentais e de tipos de danos à planta.
https://bit.ly/399GrgM
https://bit.ly/2RVWmtb
• Inimigos Naturais: são 
organismos vivos que atuam 
como agentes de controle 
biológico, se alimentando ou 
usando como hospedeiro o 
inseto-praga.
• Predadores;
• Parasitoides;
• Microrganismos 
entomopatogênicos (fungos e 
vírus).
https://bit.ly/2SmlfgL https://bit.ly/2SjOdh9
s://bit.ly/2UtOWz1http
https://bit.ly/2SmlfgL
https://bit.ly/2SjOdh9
https://bit.ly/2UtOWz1
Métodos de Controle 
de Pragas
• Para garantir a sanidade da cultura e uma boa 
produtividade agrícola, é fundamental conhecer as 
técnicas e estratégias de controle de pragas. 
• Escolher a mais adequada em relação aos fatores 
técnicos, econômicos e ecológicos.
• Saber se a técnica de controle:
• atingirá o inseto-alvo, 
• provocará algum impacto aos seus inimigos naturais,
• causará poluição ambiental, 
• qual a relação custo-benefício e 
• não trará nenhum impacto social.
Legislativos: serviços quarentenários; irradiação; 
vazio sanitário.
Mecânicos: esmagamento de ovos; catação 
manual de lagartas; formação de 
barreiras.
Culturais: Rotação de culturas; aração do solo; 
época de plantio; poda; adubação e 
irrigação; cultivo no limpo; plantio 
direto; etc.
Resistência 
de plantas:
cultivares resistentes; plantas 
transgênicas; plantas inseticidas.
https://bit.ly/2OH0jQk
https://bit.ly/2OH0jQk
Controle por 
comportamento 
do inseto: 
hormônios; feromônios.
Controle Físico: fogo; drenagem; 
armadilhas de luz, cor e 
de som.
Controle 
Químico: 
Inseticidas.
Controle 
Biológico: 
Liberação de inimigos 
naturais.
https://bit.ly/2UGra2N
https://bit.ly/2OH4mw6
https://bit.ly/2UGra2N
https://bit.ly/2OH4mw6
Controle Químico de Insetos
• É baseado no uso de produtos chamados de agrotóxicos e, mais 
recentemente, designados de produto fitossanitários.
Lei nº 7.802, de 11 de julho de 1989 (BRASIL, 1989), 
os agrotóxicos e afins são definidos como produtos e 
agentes de processos físicos, químicos ou biológicos 
destinados ao uso em ambientes agrícolas, urbanos, 
hídricos e industriais, com a finalidade de alterar a 
composição da flora e da fauna, preservando-as da 
ação danosa de seres vivos considerados nocivos. 
Essa definição engloba:
• Inseticidas;
• Fungicidas;
• Acaricidas;
• Nematicidas; 
• Desfolhantes;
• Dessecantes;
• Fertilizantes e
• Inibidores de crescimento vegetal.
• Agentes de C.B. (Defensivos Biológicos)
Lei no 7.802, de 11 de julho de 1989- Art. 1o Para
os efeitos deste Decreto, entende-se por: III -
agente biológico de controle - o organismo vivo,
de ocorrência natural ou obtido por manipulação
genética, introduzido no ambiente para o controle
de uma população ou de atividades biológicas de
outro organismo vivo considerado nocivo.
Controle Biológico de Insetos
• É baseado na utilização de inimigos naturais no controle das populações de 
organismos praga. Os inimigos naturais podem ser predadores, parasitas ou 
entomopatógenos (patógenos de insetos).
O controle biológico é um fenômeno dinâmico que
sofre influência de fatores climáticos, da
disponibilidade de alimentos e da competição,
assim como de aspectos independentes e
dependentes da densidade (Van Den Bosh et al.
(1982).
Tipos de Controle Biológico
C.B. Natural: Refere-se à população de IN que ocorrem naturalmente. Atende ao 
preceito da conservação desses IN por meio de manipulação do meio ambiente 
de forma favorável. 
C.B. Aplicado: Trata-se da liberação de grandes números de 
IN (inundativas), após criação massal em laboratório. Visa a 
redução rápida da população da praga alvo. Atende ao 
preceito básico da multiplicação de IN. 
C.B. Clássico: importação e colonização de inimigos naturais (IN), visando ao 
controle de pragas exóticas. As liberações são em pequena quantidade de IN, por 
uma ou mais vezes no mesmo local- longo prazo.
• Liberação Inoculativa: liberação periódica de 
pequenas quantidades de inimigos naturais (IN), 
nativos ou não, criados massalmente. É para 
sistemas abertos com baixa variabilidade 
temporal, aplicando-se para culturas perenes e 
florestas. Típica do CB Clássico.
• Liberação Inundativa: liberação de grandes 
quantidades de IN produzidos massalmente. 
Utilizada para sistemas (culturas) com alta 
variabilidade temporal (culturas anuais).
https://bit.ly/3oIdO1R
https://bit.ly/3oIdO1R
Manejo Integrado de 
Pragas - MIP
Conceito de MIP
“Sistema de tomada de decisão envolvendo o uso 
coordenado de múltiplas táticas de controle, 
isoladamente ou associadas harmoniosamente, numa 
estratégia de manejo baseada em análises de 
custo/benefício que levam em conta o interesse e/ou 
o impacto nos produtores, sociedade e no ambiente” 
(KOGAN, 1998).
https://bit.ly/2GVTeqP
https://bit.ly/2GVTeqP
Etapas do MIP
3
• ESCOLHA DA ESTRATÉGIA DE CONTROLE
2
• TOMADA DE DECISÃO
1
• AVALIAÇÃO DO AGROECOSSISTEMA
Componentes ou Bases e Pilares do MIP
https://bit.ly/36dBu5S
https://bit.ly/36dBu5S
Taxonomia e Bioecologia de insetos
• Identificar corretamente:
• Pragas Primárias ou pragas-chave: Perenes e Severas;
• Pragas Secundárias;
• Inimigos Naturais.
• Compreender a dinâmica de relações que ocorrem entre elas, a planta e o 
meio ambiente.
• Conhecer a Bioecologia desses organismos:
• Ciclo de vida e cada estágio do desenvolvimento;
• Comportamentos alimentar e reprodutivo;
• Danos causados à planta cultivada;
• Relações com plantas hospedeiras alternativas. 
https://bit.ly/37Zljuw
https://bit.ly/37Zljuw
Monitoramento de Insetos
• Permite acompanhar a flutuação populacional das 
pragas e dos inimigos naturais, auxiliando na 
tomada de decisão sobre o momento correto de 
se iniciar o controle.
• Plano de Amostragem:
• Definir o número de amostras; período de 
amostragem; local e horário, o método 
adequado.
https://bit.ly/36dBu5S
https://bit.ly/36dBu5S
• Métodos de amostragem: formas de coletar os insetos.
• Amostra: representa a unidade de avaliação da praga ou do IN 
(área de avaliação; pontos; uma planta ou parte da planta). 
• Tipos de amostragem: maneiras de se conduzir uma 
amostragem.
• Convencional: número fixo de unidades amostrais.
• Sequencial: amostras de tamanho variável onde são 
testadas hipóteses sobre os parâmetros.
• Tipos de caminhamento: maneira de se deslocar em campo 
para realizar o levantamento:
• (zigue-zag; em U; em X; espiral ou em pontos).
https://bit.ly/380Rx7w
https://bit.ly/385Cjy3
https://bit.ly/379VXbb
https://bit.ly/31wUXwe
• Métodos de Monitoramento de insetos:
• Rede de varredura;
• Pano de batida;
• Armadilha adesiva;
• Armadilha luminosa;
• Armadilha química.
https://bit.ly/380Rx7w
https://bit.ly/385Cjy3
https://bit.ly/379VXbb
https://bit.ly/31wUXwe
https://bit.ly/2PU0nxA https://bit.ly/34Hg6V3
Organização 
dos dados 
observados em 
campo.
https://bit.ly/2PU0nxA
https://bit.ly/34Hg6V3
Armadilhas eletrônicas georreferenciadas - Tarvos LD™.
https://bit.ly/3neDl2g https://bit.ly/3gI3Drh https://bit.ly/345WDiR https://bit.ly/3452gOn
Espécies monitoradas atualmente:
Lagarta preta da soja (Spodoptera cosmioides)
Lagarta do cartucho (Spodoptera frugiperda)
Lagarta-das-vagens (Spodoptera eridania)
Broca da cana-de-acucar (Diatraea saccharalis)
Helicoverpa armigera
https://bit.ly/3neDl2g
https://bit.ly/3gI3Drh
https://bit.ly/345WDiR
https://bit.ly/3452gOn
IMPORTANTE: em programas de MIP o método de monitoramento deve 
ser: 
• Confiável - extraia uma amostra representativa do que está 
ocorrendo na lavoura.
• Prático- permitir seu uso de forma extensiva, em qualquer cultivo, 
em um tempo e esforço de trabalho razoáveis, por qualquer pessoa 
que atue no campo.
Nível de Controle ou de Ação: densidade 
populacional, em que as medidas de controle 
devem ser tomadas para impedir que uma 
determinada população da praga atinja o NDE.
Níveis de Controle para as pragas da soja:
Fonte: PRAGAS DA SOJA NO BRASIL E SEU MANEJO INTEGRADO. Disponível em: 
https://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Repositorio/circtec30_000g46xpyyv02wx5ok0iuqaqkbbpq943.pdf
https://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Repositorio/circtec30_000g46xpyyv02wx5ok0iuqaqkbbpq943.pdf
Etapas do MIP
https://bit.ly/36dBu5S
3
• ESCOLHA DA ESTRATÉGIA DE CONTROLE
2
• TOMADA DE DECISÃO
1
• AVALIAÇÃO DO AGROECOSSISTEMA
https://bit.ly/36dBu5S
Métodos de Controle de Pragas
Devem ser selecionados com base nos 
parâmetros técnicos (eficácia), econômicos 
e ecotoxicológicos (preserve o ambiente e a 
saúde humana) e sociológicos (adaptados 
ao usuário).
https://bit.ly/36dBu5S
https://bit.ly/36dBu5S
Avaliação Contínua e Integrada do Ecossistema
• Insetos;
• Cultivares e sistema de cultivo;
• Fenologia da planta;
• Nutrição e estresse da planta;
• Fatores climáticos;
• Plantas alternativas e áreas de refúgio.
Recapitulando...
Unidade 4
• Entomologia Econômica: estuda e estabelece qual a importância 
econômica dos insetos para sistemas agrícolas específicos.
• Praga agrícola: insetos que se alimentam de uma determinada 
cultura ou produto armazenado, ocasionando perdas econômicas ao 
homem.
• Inimigos naturais: organismos vivos que atuam como agentes de 
controle biológico.
• Monitoramento por amostragens periódicas.
• Métodos de monitoramento de insetos.
• Determinar os níveis de dano e de controle.
• Escolher o método de controle mais adequado.
• Cultural;
• Resistência de plantas;
• Mecânico;
• Químico;
• Biológico.
• MIP: sistema de tomada de decisão envolvendo o uso 
coordenado de múltiplas táticas de controle, numa 
estratégia de manejo baseada em análises de 
custo/benefício.
Unidade 4
	Slide 1: Entomologia Aplicada à Agronomia
	Slide 2
	Slide 3: Contextualizando
	Slide 4: Entomologia Econômica 
	Slide 5
	Slide 6
	Slide 7
	Slide 8
	Slide 9
	Slide 10
	Slide 11
	Slide 12: Complexo de pragas: conjunto de insetos-praga com similaridades taxonômicas; comportamentais e de tipos de danos à planta.
	Slide 13
	Slide 14: Métodos de Controle de Pragas 
	Slide 15
	Slide 16
	Slide 17
	Slide 18: Controle Químico de Insetos
	Slide 19
	Slide 20: Controle Biológico de Insetos
	Slide 21: Tipos de Controle Biológico
	Slide 22
	Slide 23: Manejo Integrado de Pragas - MIP 
	Slide 24: Conceito de MIP
	Slide 25
	Slide 26: Etapas do MIP
	Slide 27: Componentes ou Bases e Pilares do MIP
	Slide 28: Taxonomia e Bioecologia de insetos
	Slide 29
	Slide 30: Monitoramento de Insetos
	Slide 31
	Slide 32
	Slide 33
	Slide 34
	Slide 35
	Slide 36
	Slide 37: Etapas do MIP
	Slide 38: Métodos de Controle de Pragas
	Slide 39: Avaliação Contínua e Integrada do Ecossistema
	Slide 40: Recapitulando... 
	Slide 41: Unidade 4
	Slide 42: Unidade 4
	Slide 43