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<p>DESCRIÇÃO</p><p>Estudo dos elementos de Geologia necessários para a compreensão dos conceitos sobre</p><p>técnicas de estabilização e contenção de taludes.</p><p>PROPÓSITO</p><p>Compreender os mecanismos de formação de minerais, rochas e solos, as principais</p><p>características dos movimentos de massas e elementos rochosos.</p><p>OBJETIVOS</p><p>MÓDULO 1</p><p>Identificar os processos necessários à estabilização de taludes</p><p>MÓDULO 2</p><p>Definir os processos necessários à contenção de taludes</p><p>MÓDULO 3</p><p>Descrever os processos de drenagem aplicados à estabilização e à contenção de taludes</p><p>TÉCNICAS DE ESTABILIZAÇÃO E</p><p>CONTENÇÃO DE TALUDES</p><p>AVISO: orientações sobre unidades de medida.</p><p>AVISO</p><p>Em nosso material, unidades de medida e números são escritos juntos (ex.: 25km) por</p><p>questões de tecnologia e didáticas. No entanto, o Inmetro estabelece que deve existir um</p><p>espaço entre o número e a unidade (ex.: 25 km). Logo, os relatórios técnicos e demais</p><p>materiais escritos por você devem seguir o padrão internacional de separação dos</p><p>números e das unidades.</p><p>MÓDULO 1</p><p> Identificar os processos necessários à estabilização de taludes</p><p>javascript:void(0)</p><p>ESTABILIZAÇÃO DE TALUDES</p><p>Após assistir ao vídeo sobre a estabilização de taludes, vamos relembrar algumas informações</p><p>importantes sobre eles.</p><p>RELEMBRANDO TALUDES</p><p> RELEMBRANDO</p><p>Taludes podem ser definidos como terrenos inclinados que servem como base de sustentação.</p><p>Podem ser naturais ou artificiais, de solo ou de rocha. Grande parte do esforço do engenheiro</p><p>civil que se ocupa da área geotécnica é entendê-los, a fim de que sejam desenvolvidas obras</p><p>úteis para o homem: vias de transporte, barragens, túneis, portos etc.</p><p>Nosso objetivo aqui é estudar as técnicas de estabilização de solos e rochas utilizando ou não</p><p>obras de contenção, tirantes, chumbadores, concreto projetado e até mesmo dispositivos de</p><p>drenagem, para que a água pluvial não prejudique sua estabilidade.</p><p>INICIALMENTE, ENTENDEREMOS OS SISTEMAS</p><p>DE ESTABILIZAÇÃO DE TALUDES EM SOLO,</p><p>SEGUINDO PELOS SISTEMAS DE CONTENÇÃO.</p><p>EM SEGUIDA, VEREMOS OS SISTEMAS DE</p><p>ESTABILIZAÇÃO DE TALUDES EM ROCHA E OS</p><p>SISTEMAS DE DRENAGEM SUPERFICIAL E</p><p>PROFUNDA, QUE SERVEM PARA PROTEÇÃO E</p><p>AUMENTO DA VIDA ÚTIL DOS TALUDES.</p><p>ESTABILIZAÇÃO DE TALUDES</p><p>Estabilizar algo é trazer estabilidade a alguma coisa ou, no caso de um solo, aumentar suas</p><p>características de resistência e suporte por meio de alguma operação. Essas ações visam</p><p>estabilizar um talude em solo ou em rocha, conforme mostram as imagens a seguir:</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>TALUDE EM SOLO</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>TALUDE EM ROCHA</p><p>As obras de drenagem e de proteção superficial não devem ser encaradas apenas como obras</p><p>auxiliares ou complementares no projeto de estabilização, principalmente no caso de taludes</p><p>em rocha. A execução correta dessas obras pode ser o principal instrumento na contenção de</p><p>diversos problemas de instabilização (Falta de estabilização.) .</p><p>O esquema a seguir apresenta os processos que envolvem as obras de estabilização de</p><p>taludes.</p><p>Imagem: OLIVEIRA; BRITO, 1998, adaptada por Giuseppe Miceli Junior.</p><p> Processos de estabilização e de contenção de taludes em rocha.</p><p>Tais obras de estabilização dividem-se basicamente em três técnicas principais:</p><p>Retaludamento</p><p></p><p>Proteção superficial com materiais naturais</p><p></p><p>Proteção superficial com materiais artificiais</p><p>No quadro a seguir, veremos mais detalhadamente!</p><p>Observe os tipos de obras correspondentes a cada uma dessas três principais técnicas.</p><p>Grupos Subgrupos Tipos de obras</p><p>Obras sem estrutura</p><p>de contenção</p><p>Retaludamento</p><p>Cortes</p><p>Aterro compactado</p><p>Proteção superficial com</p><p>materiais naturais</p><p>Gramíneas</p><p>Grama armada com</p><p>geossintético</p><p>Vegetação arbórea</p><p>Proteção superficial com</p><p>materiais artificiais</p><p>Geomanta e gramíneas</p><p>Geocélula e solo</p><p>compactado</p><p>Tela argamassada</p><p>Alvenaria armada</p><p>Quadro: Obras de estabilização de encostas.</p><p>Extraído de CUNHA, 1991, adaptada por Giuseppe Miceli Junior.</p><p> Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal</p><p>Ficou curioso(a) para conhecer cada uma dessas técnicas? Então, vamos lá!</p><p>RETALUDAMENTO</p><p>Retaludamento é uma sequência de processos de terraplenagem por meio da qual se alteram</p><p>os taludes originalmente existentes com o objetivo de estabilizá-los.</p><p>TERRAPLENAGEM</p><p>Você já deve ter ouvido o termo “terraplanagem”, mas a forma tradicional é</p><p>“terraplenagem” (com a letra “e”)! É o conjunto de operações que procedem uma</p><p>construção. Basicamente, consiste no desmonte (escavação, desaterro ou corte) e no</p><p>transporte de terras no aterro.</p><p>A maior vantagem que o retaludamento tem sobre outros métodos é que seus efeitos são</p><p>permanentes, pois a melhora na estabilidade é atingida pelas mudanças permanentes no</p><p>sistema de forças atuantes no maciço. Mesmo para taludes de corte com níveis de erosão</p><p>diferenciados, o retaludamento pode ser efetuado com sucesso em vários locais.</p><p>O retaludamento se aplica tanto a um talude específico em algum trecho de rodovia quanto à</p><p>alteração do perfil completo de uma encosta, que pode estar em corte ou em aterro. Mas o</p><p>que significam esses termos? Você sabe a diferença entre eles?</p><p> ATENÇÃO</p><p>Corte é quando você escava um terreno natural, a fim de alcançar uma cota desejada para a</p><p>execução de uma obra, seja ela a fundação de um edifício, a linha do greide de uma rodovia,</p><p>ou a cota de uma obra de terra.</p><p>Aterro é quando você deposita materiais no terreno com o objetivo de atingir uma cota</p><p>desejada para a execução de uma obra. Sempre envolve a deposição, o espalhamento e a</p><p>compactação do material a ser aterrado.</p><p>Como uma solução não estrutural composta de uma sequência coordenada de cortes e aterros,</p><p>o retaludamento é de baixo custo e de execução simples, necessitando apenas de</p><p>equipamentos de terraplenagem adequados para ser executado tanto em rochas quanto em</p><p>javascript:void(0)</p><p>solos. Aterros compactados podem ainda ser combinados no processo de retaludamento para</p><p>funcionar como carga estabilizadora na base da encosta.</p><p>O retaludamento se destina à contenção de taludes de solo que correm risco de deslizamento.</p><p>Resumindo, trata-se de mudar a geometria do talude, cortando as partes mais elevadas para</p><p>regularizar a superfície, bem como aterrando as cotas em que faltaria cobertura de solo. Assim,</p><p>recompõem-se as condições topográficas de maior estabilidade para o talude — geralmente,</p><p>um talude reto e de inclinação bem definida.</p><p>PARA MELHOR COMPREENSÃO, OBSERVE AS</p><p>IMAGENS A SEGUIR.</p><p>Veja a conformação que é realizada em um retaludamento após um escorregamento do talude</p><p>original.</p><p>Imagem: CUNHA, 1991 apud FIDEM, 2001, p. 152, adaptada por Giuseppe Miceli Junior.</p><p>TALUDE ORIGINAL APÓS UM ESCORREGAMENTO.</p><p>Imagem: CUNHA, 1991 apud FIDEM, 2001, p. 152, adaptada por Giuseppe Miceli Junior.</p><p>OPERAÇÃO DE RETALUDAMENTO — RESULTADO.</p><p> ATENÇÃO</p><p>Como áreas retaludadas se tornam frágeis graças ao surgimento de novas áreas que foram</p><p>cortadas, o projeto de retaludamento deve envolver, obrigatoriamente, a proteção dessa nova</p><p>configuração de talude por meio de revestimentos naturais ou artificiais associados a um</p><p>sistema de drenagem eficiente. Conheceremos adiante, ainda neste conteúdo, os dispositivos</p><p>mais eficientes do sistema de drenagem.</p><p>PROTEÇÃO SUPERFICIAL COM MATERIAIS</p><p>NATURAIS</p><p>A PROTEÇÃO SUPERFICIAL DE TALUDES, POR</p><p>MATERIAIS NATURAIS OU ARTIFICIAIS, POSSUI</p><p>UM PAPEL IMPORTANTE EM SUA</p><p>ESTABILIZAÇÃO, PREVENINDO O</p><p>APARECIMENTO DA EROSÃO E REDUZINDO A</p><p>INFILTRAÇÃO DE ÁGUA NAS SUPERFÍCIES</p><p>DESPROTEGIDAS DO TALUDE. A ESCOLHA DA</p><p>SOLUÇÃO VARIA EM FUNÇÃO DE FATORES</p><p>LOCAIS, COMO AS CARACTERÍSTICAS DO</p><p>SOLO E DA TOPOGRAFIA, DEPENDENDO DA</p><p>MANUTENÇÃO QUE RECEBEM OU DEIXAM DE</p><p>RECEBER.</p><p>Os revestimentos com proteção natural vegetal apresentam várias funções. São elas:</p><p>Atenuar o impacto das chuvas sobre o solo, evitando que surjam processos erosivos;</p><p>Reduzir a infiltração das águas, fazendo-as escoar sobre seus troncos e suas folhas;</p><p>Proteger a parte superficial e profunda do solo da erosão, em decorrência da</p><p>trama</p><p>formada pelas raízes profundas do vegetal;</p><p>Contribuir para amenizar a temperatura do local em que o talude se encontra;</p><p>Criar um ambiente no entorno do talude ambiental que seja efetivo e visualmente</p><p>agradável.</p><p> RECOMENDAÇÃO</p><p>Nunca faça qualquer movimentação de solo deixando-o sem cobertura vegetal após o término</p><p>do serviço. Isso fará com que o solo descoberto fique totalmente suscetível à ação da erosão</p><p>pela água!</p><p>O meio mais simples e eficiente de proteção de taludes ainda é o revestimento vegetal,</p><p>representado pelas gramíneas, que os protegem contra a erosão das águas das chuvas e do</p><p>vento. O crescimento e o desenvolvimento da grama fazem com que ela absorva a maior parte</p><p>do impacto das gotas de chuva. Suas raízes fixam o solo superficial, impedindo que ele seja</p><p>carreado pela água talude abaixo.</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p> Exemplo de revestimento vegetal em taludes.</p><p>PARA QUE A COLOCAÇÃO DO REVESTIMENTO</p><p>VEGETAL SEJA EFICAZ, DEVEM SER</p><p>ESCOLHIDOS O PROCEDIMENTO E A ESPÉCIE</p><p>MAIS ADEQUADOS, LEVANDO EM CONTA O</p><p>TIPO DE SOLO, A INCLINAÇÃO DO TALUDE E AS</p><p>CONDIÇÕES CLIMÁTICAS.</p><p>Vejamos, agora, os principais tipos de revestimentos de taludes com materiais naturais.</p><p>REVESTIMENTO COM GRAMÍNEAS</p><p>As gramíneas, ou seja, a vegetação herbácea, são o revestimento vegetal mais indicado para a</p><p>cobertura de taludes de corte ou de encostas oriundas de desmatamento para construção de</p><p>benfeitorias. A grama em placas, quadradas ou retangulares, é colocada manualmente sobre a</p><p>superfície do talude, que deve ser previamente adubada ou recoberta com camada de solo</p><p>fértil. Em condições normais, a grama desenvolve raízes, fixando-se no terreno natural,</p><p>desenvolvendo-se e cobrindo toda a superfície do terreno.</p><p>REVESTIMENTO ARMADO COM GRAMA ARMADA</p><p>O revestimento com grama armada com geossintéticos é recomendado para taludes com fortes</p><p>inclinações ou com presença de solos áridos, que dificultam o plantio de vegetação em</p><p>situações normais e em curto espaço de tempo. A grama armada consiste na aplicação de uma</p><p>tela plástica sobre o talude, cuja função é estabelecer uma interação entre os estolões e as</p><p>raízes das gramas e o solo, aumentando sua resistência e a fixação do revestimento ao talude.</p><p>REVESTIMENTO COM VEGETAÇÃO ARBÓREA</p><p>Encostas e taludes que sofreram remoção de sua cobertura natural podem sofrer erosões e</p><p>deslizamentos. Nesse caso, é necessária a recomposição da vegetação não apenas com</p><p>gramíneas, mas também com árvores e arbustos de maior porte, para melhorar as condições</p><p>de estabilidade pela maior força de suas raízes e, em consequência, proteger o solo da</p><p>infiltração d'água e da erosão. Nesse ponto, destaca-se a hidrossemeadura, em que utilizamos</p><p>um consórcio de sementes de espécies de gramíneas e leguminosas, com fertilizante</p><p>adequado ao tipo de solo, além de produto fixador, cuja função é manter as sementes no</p><p>talude. A mistura de sementes, juntamente com o adubo, é assim jateada sobre a superfície do</p><p>talude. Destacamos, ainda, o plantio de mudas, em que a superfície pode ser recoberta com</p><p>mudas cultivadas de vegetação nativa. Esse procedimento é utilizado em encostas naturais</p><p>como recomposição do meio ambiente.</p><p>PROTEÇÃO SUPERFICIAL COM MATERIAIS</p><p>ARTIFICIAIS</p><p>Foto: SOMRERK WITTHAYANANT / Shutterstock.com</p><p> Talude sem revestimento</p><p>Para a proteção do talude com materiais artificiais, a escolha do tipo de revestimento depende</p><p>principalmente do relacionamento entre a declividade do talude e a natureza do material</p><p>utilizado.</p><p>Cunha (1991) apresenta os seguintes tipos de obras de proteção com materiais artificiais:</p><p>REVESTIMENTO COM GEOMANTA E GRAMÍNEAS</p><p>A geomanta atua como proteção contra erosões provocadas pelo impacto de chuvas e pela</p><p>ocorrência de fluxos de água superficiais durante o período em que ainda há a fixação dos</p><p>vegetais. A geomanta, constituída de materiais sintéticos que não degradam, possui aparência</p><p>de uma manta extremamente porosa que oferece ancoragem suficiente para o aprofundamento</p><p>das raízes após o crescimento da vegetação.</p><p>REVESTIMENTO COM GEOCÉLULA E SOLO</p><p>COMPACTADO</p><p>Constituído por células de materiais geossintéticos (daí seu nome), é um revestimento indicado</p><p>para aplicação em taludes em solo árido — situação em que a vegetação tem extrema</p><p>dificuldade de se desenvolver. Promove a formação de uma cobertura com geocélulas que</p><p>protege o solo natural com mais eficiência, favorecendo a retenção de material que sirva como</p><p>fixação do revestimento vegetal.</p><p>REVESTIMENTO COM TELA ARGAMASSADA</p><p>Para sua utilização no revestimento de taludes instáveis, a tela argamassada consiste no</p><p>preenchimento e no revestimento de uma tela galvanizada por uma argamassa de cimento</p><p>Portland e areia diretamente sobre o talude. A ancoragem da tela de aço é realizada após sua</p><p>regularização, a partir do pé para sua crista, de forma a obter a seção prevista em projeto.</p><p>REVESTIMENTO COM MURO DE ALVENARIA ARMADA</p><p>O muro de alvenaria armada é similar àquele de concreto armado, indicado para alturas</p><p>inferiores a dois metros. O muro é formado por uma parede de alvenaria armada assentada</p><p>com argamassa de cimento e areia apoiada em uma base de concreto enterrada.</p><p>Embora bem mais simples, outra técnica de estabilização é o revestimento do talude com a</p><p>aplicação de imprimação asfáltica com asfalto diluído, quente, por aspersão sob pressão.</p><p>Utilizamos a imprimação asfáltica em taludes de corte e encostas naturais, visando sempre à</p><p>conservação e à preservação deles da erosão e, em alguns casos, à redução de movimentos</p><p>de rastejo. A solução é temporária e de renovação a médio prazo, exigindo constante</p><p>manutenção.</p><p>Com esse assunto, chegamos ao final do módulo 1! Agora, assista aos vídeos e, certamente,</p><p>você estará preparado(a) para responder às perguntas e seguir para o próximo módulo.</p><p>ASFALTO DILUÍDO</p><p>javascript:void(0)</p><p>Diluição do cimento asfáltico de petróleo com um diluente, geralmente querosene ou</p><p>gasolina.</p><p>VEM QUE EU TE EXPLICO!</p><p>Proteção superficial com materiais naturais</p><p>Proteção superficial com materiais artificiais</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>1. QUANTO AO RETALUDAMENTO DE UMA ÁREA QUE SOFREU</p><p>MOVIMENTAÇÃO DE TERRA TÍPICA (ESCORREGAMENTO), ASSINALE A</p><p>ALTERNATIVA CORRETA:</p><p>A) A reforma ou reconstrução dos dispositivos de drenagem não é primordial.</p><p>B) Geralmente, esses retaludamentos passam apenas por operações de corte do solo que não</p><p>deslizou do talude.</p><p>C) O retaludamento não envolve o controle topográfico em sua execução.</p><p>D) O retaludamento é caro e dispendioso, portanto, quase não é utilizado hoje em dia.</p><p>E) O projeto de retaludamento inclui a proteção do talude modificado por meio de</p><p>revestimentos naturais, como as gramíneas e a vegetação arbórea ou a arbustiva.</p><p>2. O REVESTIMENTO VEGETAL NA SUPERFÍCIE DOS TALUDES É MUITO</p><p>IMPORTANTE, PRINCIPALMENTE PORQUE</p><p>A) melhora seu aspecto estético.</p><p>B) torna o solo menos suscetível à erosão.</p><p>C) agrava o efeito das chuvas sobre o talude.</p><p>D) promove a abertura de pequenas ravinas.</p><p>E) protege o talude de choques físicos.</p><p>GABARITO</p><p>1. Quanto ao retaludamento de uma área que sofreu movimentação de terra típica</p><p>(escorregamento), assinale a alternativa correta:</p><p>A alternativa "E " está correta.</p><p>Ao realizar o retaludamento, as áreas ficam frágeis devido à exposição dos cortes. Diante</p><p>disso, é necessário utilizar revestimentos naturais ou artificiais.</p><p>2. O revestimento vegetal na superfície dos taludes é muito importante, principalmente</p><p>porque</p><p>A alternativa "B " está correta.</p><p>Revestimentos naturais como o vegetal, de qualquer tipo, são capazes de proteger o solo da</p><p>erosão. Sua importância não tem relação com a proteção contra choques físicos ou mesmo</p><p>aspectos estéticos.</p><p>MÓDULO 2</p><p> Definir os processos necessários à contenção de taludes</p><p>CONTENÇÃO DE TALUDES</p><p>CONTENÇÃO DE TALUDES</p><p>Além das obras de estabilização de taludes, existem as chamadas obras de contenção:</p><p>aquelas que obrigatoriamente envolvem o emprego de estruturas de contenção, como os</p><p>muros de arrimo e os gabiões.</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p> Gabiões-caixa utilizados em contenção de área.</p><p>A seguir, veremos como as obras com estrutura de contenção podem ser classificadas.</p><p>Imagem: OLIVEIRA; BRITO, 1998, p. 265.</p><p>OBRAS DE CONTENÇÃO PASSIVAS</p><p>Oferecem reação contra tendências de movimentação dos taludes.</p><p>Exemplos: muros de arrimo (gravidade, flexão etc.), cortinas cravadas (estacas, prancha etc.) e</p><p>cortinas ou muros ancorados sem protensão.</p><p>Foto: Aziz Ismail / Shutterstock.com</p><p>OBRAS DE CONTENÇÃO ATIVAS</p><p>Introduzem compressão no terreno, aumentando sua resistência por atrito, além de oferecer</p><p>reações às tendências de movimentação do talude.</p><p>Exemplos: muros e cortinas atirantadas, placas atirantadas etc.</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>OBRAS DE REFORÇO DE MACIÇO</p><p>Aumentam a resistência média ao cisalhamento de certas porções do maciço.</p><p>Exemplos: injeções de cimento e resinas químicas, estacas e microestacas de concreto.</p><p>O quadro a seguir mostra como podem ser classificadas as obras com estruturas de</p><p>contenção, dentre as quais se destacam os muros de arrimo:</p><p>Grupo Subgrupo Tipos de obras</p><p>Obras com estrutura de</p><p>contenção</p><p>Muro de</p><p>arrimo</p><p>Solo-cimento</p><p>Pedra-rachão</p><p>Concreto armado ou</p><p>ciclópico</p><p>Gabião-caixa</p><p>Solo-pneu</p><p> Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal</p><p>Quadro: Obras de estabilização de encostas.</p><p>Extraído de CUNHA, 1991, adaptado por Giuseppe Miceli Junior.</p><p>Em geral, muros são estruturas corridas de contenção de parede vertical, ou quase vertical,</p><p>apoiadas em uma fundação que pode ser rasa, formada por blocos ou sapatas, ou profunda,</p><p>formada por estacas ou tubulões. Os muros são construídos em alvenaria (tijolos ou pedras) ou</p><p>em concreto (simples ou armado), ou, ainda, com elementos especiais.</p><p>OS MUROS DE ARRIMO OU DE GRAVIDADE SÃO</p><p>OBRAS DE CONTENÇÃO QUE TÊM A</p><p>FINALIDADE DE RESTABELECER O EQUILÍBRIO</p><p>DA ENCOSTA POR MEIO DE SEU PESO</p><p>PRÓPRIO, SUPORTANDO OS EMPUXOS DO</p><p>MACIÇO. GERALMENTE, SÃO INDICADOS EM</p><p>SITUAÇÕES EM QUE AS SOLICITAÇÕES SÃO</p><p>REDUZIDAS.</p><p>Para esforços elevados, são necessárias áreas maiores para abrigar uma base que seja capaz</p><p>de transmitir os esforços do peso próprio para o solo. Assim, a solução é economicamente</p><p>inviável, e soluções mais complexas de concepção passarão a ser necessárias.</p><p>Podemos utilizar muros de arrimo rígidos, formados por materiais mais rígidos, como pedra-</p><p>rachão, concreto e outros tipos. Se isso não ocorrer, e a fundação for suscetível a</p><p>deformações, é recomendável o uso de muros flexíveis, como muros de gabião-caixa, por</p><p>exemplo.</p><p>VAMOS CONHECER, A SEGUIR, ALGUNS TIPOS</p><p>DE CONTENÇÃO PARA TALUDES.</p><p>MUROS DE ALVENARIA DE PEDRA</p><p>Os muros de alvenaria de pedra são os mais antigos e numerosos, e eram os mais frequentes</p><p>durante a Antiguidade. Atualmente, sua construção é rara e seu emprego é pouco frequente,</p><p>graças a seu custo elevado, o que se agrava com muros de maior altura.</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p> Exemplo de um muro com alvenaria de pedra.</p><p>A resistência do muro depende muito da forma como os blocos se arrumam entre si. Por isso, o</p><p>encaixe entre esses blocos deve ser cuidadosamente estudado.</p><p>Esse muro ainda apresenta como vantagem a simplicidade de construção, pois seu material é</p><p>drenante. Outra vantagem é o custo reduzido, especialmente quando os blocos de pedras são</p><p>disponíveis no local.</p><p>MUROS DE SOLO-CIMENTO ENSACADO</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p> Exemplo de um muro de solo-cimento ensacado.</p><p>É uma técnica para contenção de encostas e de taludes que utiliza sacos de solo estabilizado</p><p>com cimento para sua proteção. Também apresenta baixo custo e baixa especialização de mão</p><p>de obra e de equipamentos complexos como as principais vantagens em sua execução.</p><p>Esses muros são mais recomendáveis para alturas máximas de quatro a cinco metros.</p><p>Podemos aplicá-los em grande escala em áreas arenosas, sujeitas à erosão acentuada, ou na</p><p>recomposição de relevos afetados por voçorocas e outras formas erosivas menos severas.</p><p>MUROS DE CONCRETO ARMADO</p><p>Os muros de concreto armado são muito empregados em contenções e podem ser de vários</p><p>tipos. Eles têm como principal vantagem a diminuição do volume da solução de contenção,</p><p>embora tenham como desvantagem limitante seu curso bem mais elevado que as demais</p><p>modalidades de muros de gravidade.</p><p>Sua estabilidade é garantida pelo peso do retroaterro, que age sobre a laje de concreto armado</p><p>da base, fazendo com que o conjunto muro-aterro funcione como uma estrutura de gravidade.</p><p>Em grande parte das soluções, os muros utilizam fundação direta, como sapatas e blocos de</p><p>fundação. Entretanto, em casos especiais, poderão ter fundações profundas, constituídas por</p><p>estacas ou tubulões, que devem atender às especificações do projeto.</p><p>EXISTEM DOIS TIPOS DE FORMAÇÃO DE MURO</p><p>DE ARRIMO.</p><p>VAMOS CONHECER QUAIS SÃO ELES?</p><p>MUROS EM “T” INVERTIDO OU EM “L”</p><p>São constituídos por uma laje-base enterrada no terreno e uma face vertical. Sua execução é</p><p>mais simples e é recomendada para alturas acima de 5m.</p><p>Imagem: FIDEM, 2001, p. 197, adaptada por Giuseppe Miceli Junior.</p><p> Muro de arrimo em base em T invertido.</p><p>Imagem: FIDEM, 2001, p. 197, adaptada por Giuseppe Miceli Junior.</p><p> Esquema construtivo de muro em concreto armado em contraforte.</p><p>CONTRAFORTES</p><p>Devem ser inclinados de acordo com um projeto específico, que leva em consideração os</p><p>esforços atuantes e faz variar a espessura dos contrafortes e do paramento frontal.</p><p>MUROS DE ENROCAMENTO</p><p>Enrocamento é um corpo granular, com distribuição granulométrica conveniente, em que os</p><p>agregados constituem uma massa pétrea importante para conter taludes. Nesse caso, os</p><p>agregados exercem as seguintes funções:</p><p>Compor muros de arrimo para estabilização de taludes e aterros na forma de simples</p><p>justaposição de blocos, quando pedras são acondicionadas em gaiolas metálicas.</p><p></p><p>Formar camada de proteção de aterros viários, de taludes costeiros, de barragens de terra e de</p><p>pilares de pontes contra a erosão promovida por impacto de ondas.</p><p></p><p>Servir de elemento de transição para evitar carreamento de partículas dos aterros pela ação de</p><p>chuvas ou por desagregações, pelo umedecimento e pela secagem.</p><p> ATENÇÃO</p><p>Dentre os muros de enrocamento, destacamos os chamados gabiões, que são gaiolas</p><p>formadas por redes de aço zincado, preenchidas com pedras de mão, com pesos unitários de</p><p>até 15kg, com tamanhos entre 10cm e 20cm, não intemperizadas. Existem várias formas de</p><p>como esse gabião pode se organizar, como, por exemplo, em caixa ou em colchão.</p><p>O GABIÃO-CAIXA É UM ELEMENTO PRISMÁTICO</p><p>DE ELEVADA RESISTÊNCIA À TRAÇÃO E A</p><p>BAIXOS NÍVEIS DE ALONGAMENTO.</p><p>GERALMENTE, É UTILIZADO EM ESTRUTURAS</p><p>SUJEITAS A EMPUXOS, COMO AS DE</p><p>CONTENÇÃO.</p><p>As principais vantagens dos gabiões-caixa são:</p><p>Alta permeabilidade e grande flexibilidade;</p><p>Rapidez de construção;</p><p>Facilidade de mão de obra e utilização direta de material natural;</p><p>Integração com a vegetação local.</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p> Gabiões-caixa escalonados em contenção de faixa de rolamento em rodovia.</p><p>Nas imagens a seguir, vemos dois tipos de contenção com diferentes muros.</p><p>Imagem: Giuseppe Miceli Junior.</p><p>MUROS DE BLOCOS.</p><p>Imagem: Giuseppe Miceli Junior.</p><p>MURO DE GABIÃO-CAIXA.</p><p>MUROS ATIRANTADOS</p><p>Muros atirantados ou cortinas atirantadas são estruturas ou sistemas de contenção de taludes</p><p>feitos de concreto armado para suportar a tração de algum maciço. O sistema ainda é</p><p>composto por tirantes protendidos introduzidos dentro do terreno, compostos por cabos ou</p><p>cordoalhas de aço, com função passiva ou ativa.</p><p>O PAPEL PRINCIPAL DA CORTINA ATIRANTADA</p><p>É EFETIVAR O SUPORTE A PARTIR DA</p><p>TRANSMISSÃO AO TERRENO DO EMPUXO DE</p><p>SOLO PROVENIENTE DA TENSÃO GERADA</p><p>PELOS TIRANTES. ESSE MÉTODO É</p><p>CONSIDERADO VERSÁTIL E INDICADO PARA</p><p>TALUDES EM TERRENOS NATURAIS COM</p><p>GRANDES EMPUXOS DE SOLO A SEREM</p><p>CONTIDOS OU SOLOS QUE APRESENTAM</p><p>RESISTÊNCIA À SUA ESTABILIZAÇÃO SEM UMA</p><p>CONTENÇÃO.</p><p> ATENÇÃO</p><p>A estrutura do muro atirantado possui vários componentes que devem passar por um estudo</p><p>aprofundado por profissionais experientes</p><p>da área de geotecnia e de estruturas, determinado</p><p>por meio de cálculos, por exemplo, da espessura do muro, dos materiais utilizados para</p><p>atirantar, do sistema de ancoragem, da quantidade de cabos de aço etc.</p><p>Os componentes da cortina atirantada consistem em painéis pressionados por tirantes contra</p><p>as encostas. Por sua vez, os tirantes são instalados horizontalmente por meio dos painéis e</p><p>ficam presos em um bulbo de calda de cimento no interior do solo. Posteriormente, são</p><p>protendidos para imobilizar os painéis. O aço do tirante é instalado no solo dentro de uma</p><p>bainha que o protege contra a umidade.</p><p>Imagem: OLIVEIRA; BRITO, 1998, p. 265.</p><p> Muro atirantado.</p><p>OUTRAS OBRAS DE CONTENÇÃO</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p> Aplicação de concreto projetado e gunita.</p><p>O concreto projetado e a gunita (argamassa projetada) são aplicados sobre a superfície do</p><p>talude, previamente limpo e recoberto com tela metálica, empregando equipamento com</p><p>capacidade de projetar a mistura.</p><p>Normalmente, o processo é utilizado em condições especiais devido a seu custo elevado. Seu</p><p>uso em solo deve ser analisado com cuidado, pois sua maior rigidez impede que ele</p><p>acompanhe pequenas deformações do talude, vindo a trincar e quebrar, muitas vezes</p><p>destruindo a proteção almejada.</p><p>Em taludes rochosos, nos locais onde podem ocorrer desprendimento de blocos, a tela</p><p>metálica, fixada por meio de chumbadores, pode ser usada.</p><p>E chegamos ao final deste módulo! Para encerrar, assista aos vídeos. Com o conhecimento</p><p>adquirido até aqui, você poderá responder às perguntas para acessar o próximo módulo.</p><p>VEM QUE EU TE EXPLICO!</p><p>Muros de concreto armado</p><p>Muros de enrocamento</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>1. ASSINALE, DENTRE AS OBRAS LISTADAS A SEGUIR, AQUELA QUE SE</p><p>REFERE À CONTENÇÃO DE TALUDES:</p><p>A) Intervenção na geometria do talude.</p><p>B) Proteção superficial do talude em grama.</p><p>C) Retaludamento.</p><p>D) Remoção do solo.</p><p>E) Muro atirantado.</p><p>2. OBSERVE A IMAGEM A SEGUIR:</p><p>FOTO: SHUTTERSTOCK.COM</p><p>ELA REPRESENTA A ESTRUTURA DE CONTENÇÃO DE TALUDE</p><p>CONHECIDA COMO:</p><p>A) Solo-pneu.</p><p>B) Gabião-caixa.</p><p>C) Tela argamassada.</p><p>D) Terra armada.</p><p>E) Aterro compactado.</p><p>GABARITO</p><p>1. Assinale, dentre as obras listadas a seguir, aquela que se refere à contenção de</p><p>taludes:</p><p>A alternativa "E " está correta.</p><p>O muro atirantado utiliza tirantes para fixação da obra de contenção ao talude que está sendo</p><p>contido.</p><p>2. Observe a imagem a seguir:</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>Ela representa a estrutura de contenção de talude conhecida como:</p><p>A alternativa "B " está correta.</p><p>A imagem mostra um muro escalonado com redes de aço preenchidas com pedra de mão.</p><p>Também podemos chamar de muros de enrocamentos, mas, nesse caso, trata-se de um muro</p><p>de gabião-caixa.</p><p>MÓDULO 3</p><p> Descrever os processos de drenagem aplicados à estabilização e contenção de</p><p>taludes</p><p>DRENAGEM PARA ESTABILIZAÇÃO DE</p><p>TALUDES</p><p></p><p>DRENAGEM PARA ESTABILIZAÇÃO DE</p><p>TALUDES</p><p>A obra é um talude com o qual não podemos admitir que a água entre em contato e, assim,</p><p>diminua sua capacidade de suporte. Esse impedimento pode ocorrer pela construção de</p><p>dispositivos de drenagem.</p><p>Um dispositivo de drenagem é qualquer obra construída para conduzir a água, a fim de</p><p>proteger um talude ou uma obra de terra, como um talude ou um corpo estradal.</p><p>Esses dispositivos podem ser divididos em dois tipos. É o que veremos a seguir.</p><p>DISPOSITIVOS DE DRENAGEM SUPERFICIAL</p><p>Aqueles cuja drenagem é destinada a coletar as águas superficiais que atingem ou que</p><p>podem atingir a obra.</p><p>ÁGUAS SUPERFICIAIS</p><p>Aquelas que escoam na superfície do terreno, provenientes das chuvas.</p><p>javascript:void(0)</p><p>DISPOSITIVOS DE DRENAGEM SUBTERRÂNEA</p><p>Aqueles cuja drenagem é destinada a coletar as águas que estão infiltradas dentro dos taludes</p><p>e das obras de terra.</p><p>Vamos entender melhor esses dispositivos de drenagem?</p><p>DISPOSITIVOS DE DRENAGEM</p><p>SUPERFICIAL</p><p>No emprego de drenagem superficial em um talude, é possível usar as denominadas valetas e</p><p>sarjetas de proteção, sejam de corte ou de aterro.</p><p> Dispositivos de drenagem superficial.</p><p>Vamos conhecê-las, então!</p><p>VALETAS DE PROTEÇÃO</p><p>As valetas de proteção têm como principal objetivo impedir que as águas das chuvas atinjam o</p><p>talude. Essas valetas são necessárias onde o escoamento superficial oriundo de terrenos</p><p>adjacentes possa atingir o talude, o que poderia comprometer a estabilidade estrutural do corpo</p><p>estradal.</p><p> DICA</p><p>As valetas podem ter geometria retangular ou trapezoidal — a última é mais indicada por</p><p>apresentar maior eficiência hidráulica.</p><p>O revestimento das valetas será obrigatório quando elas forem abertas em terreno permeável,</p><p>para evitar que a infiltração da água da chuva provoque ainda mais instabilidade no talude do</p><p>corte.</p><p>AS VALETAS PODEM POSSUIR COMO</p><p>REVESTIMENTOS O CONCRETO, A ALVENARIA</p><p>DE TIJOLO OU PEDRA, A PEDRA ARRUMADA</p><p>OU SIMPLESMENTE VEGETAÇÃO,</p><p>DEPENDENDO DA VELOCIDADE DE</p><p>ESCOAMENTO E DO TIPO DE SOLO. TERRENOS</p><p>PERMEÁVEIS OU FLUXOS DE ÁGUA COM ALTAS</p><p>VELOCIDADES ENSEJAM SEMPRE SEU</p><p>REVESTIMENTO COM CONCRETO SIMPLES.</p><p>Nas imagens a seguir, você pode perceber um pouco essa diferença.</p><p>Repare que, mesmo quando a valeta é de concreto, sua adjacência deve sempre ser coberta</p><p>com leivas de gramíneas.</p><p>Valeta de proteção de corte com leito e aterro compactado cobertos por leivas de gramíneas.</p><p>Valeta de proteção de corte com leito da sarjeta em concreto e aterro compactado cobertos por</p><p>leivas de gramíneas.</p><p>Valeta de proteção de aterro com leito e aterro compactado cobertos por leivas de gramíneas.</p><p>Valeta de proteção de aterro com leito da sarjeta em concreto e aterro compactado cobertos</p><p>por leivas de gramíneas.</p><p>SARJETAS DE PROTEÇÃO</p><p>Sarjetas possuem o objetivo de captar as águas que se precipitam sobre a plataforma, os</p><p>taludes de corte, as banquetas ou as plataformas. Conduzem as águas longitudinalmente à via</p><p>de transporte, ao canal ou à crista do talude, ou a qualquer local de deságue seguro.</p><p>Apresentam função primordial na proteção do talude ou do corpo estradal contra as erosões na</p><p>borda do acostamento ou sobre os taludes, sejam eles de corte ou de aterro. Quando em solo,</p><p>devem ser preferencialmente cobertas com enleivamento ou revestidas com concreto,</p><p>construídas com concreto de cimento, misturas asfálticas, como os concretos betuminosos ou</p><p>pré-misturados a frio, ou, ainda, por misturas como o solo-betume e o solo-cimento.</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>SOLO-BETUME</p><p>Betume é um líquido de coloração escura, que age como elemento de liga entre o solo.</p><p>SOLO-CIMENTO</p><p>O concreto é produzido pela mistura do solo ao cimento e à água.</p><p>Veja exemplos de sarjetas projetadas para instalação em corte ou em aterro:</p><p>Sarjeta para proteção de taludes de corte com forma triangular em concreto armado.</p><p>Sarjeta para proteção de taludes de corte com forma trapezoidal em concreto armado.</p><p>Sarjeta de crista de aterro para proteção de taludes de aterro, integrada com o meio-fio.</p><p>Sarjeta de crista de aterro para proteção de taludes de aterro, integrada com o meio-fio.</p><p> ATENÇÃO</p><p>A conservação dos dispositivos de drenagem é muito importante para a proteção dos taludes</p><p>de corte e de aterro em obras em terra. Toda a vegetação espontânea deve ser capinada, as</p><p>sobras de material provenientes da limpeza devem ser removidas para longe, e todos os</p><p>obstáculos que se opõem ao desenvolvimento da velocidade de escoamento nas sarjetas</p><p>devem ser eliminados.</p><p>DISPOSITIVOS DE DRENAGEM</p><p>SUBTERRÂNEA</p><p> RELEMBRANDO</p><p>Como vimos, o objetivo da drenagem superficial é proteger o talude ou o corpo estradal da</p><p>água pluvial oriunda das chuvas, carregando-a para locais adequados de deságue.</p><p>Já o objetivo da drenagem subterrânea é defender o talude ou a obra de terra das águas</p><p>advindas do lençol freático subterrâneo ou de infiltrações diretas de precipitações, que podem</p><p>danificá-lo. Se não forem adequadamente encaminhadas, essas águas também causarão</p><p>danos irrecuperáveis à estrutura do talude ou até mesmo da base e da sub-base do pavimento.</p><p>Para compreendermos melhor</p><p>esse esforço de drenagem, bastar raciocinarmos que a água</p><p>das chuvas possui geralmente dois destinos: parte escorre sobre a superfície dos solos, e parte</p><p>se infiltra neles, podendo formar lençóis freáticos subterrâneos. Isso é diretamente relacionado</p><p>com a permeabilidade do solo do talude: se o solo for arenoso, será mais permeável; se o solo</p><p>for argiloso, será menos permeável à passagem da água.</p><p>EM CONTRAPARTIDA, A ÁGUA PODE</p><p>ASCENDER CAPILARMENTE DOS LENÇÓIS</p><p>FREÁTICOS PARA POSIÇÕES MAIS PRÓXIMAS</p><p>DA SUPERFÍCIE. ESSA ASCENSÃO TEM UMA</p><p>INFLUÊNCIA QUE DEVE SER ELIMINADA OU</p><p>REDUZIDA PELO REBAIXAMENTO DOS</p><p>LENÇÓIS FREÁTICOS, PREFERENCIALMENTE,</p><p>MANTENDO TAIS LENÇÓIS A UMA</p><p>PROFUNDIDADE DE 1,5M A 2M ABAIXO DAS</p><p>COTAS DE SUBLEITO DO CORPO ESTRADAL.</p><p>A água de infiltração pode causar diversos problemas. Por isso, é muito importante conhecer os</p><p>dispositivos que existem para resolver esses transtornos. Vamos lá?</p><p>DRENOS PROFUNDOS</p><p>Os drenos profundos têm por finalidade captar e interceptar o fluxo de águas oriundas do lençol</p><p>freático subterrâneo, aliviando sua pressão neutra, impedindo-o de atingir o subleito da via e</p><p>protegendo-o.</p><p>Trata-se de dispositivos que devem ser instalados em locais em que o lençol freático esteja</p><p>mais aflorado e que necessite sofrer operações de rebaixamento. Geralmente, são colocados</p><p>na proximidade de acostamentos e a 1,5m, no mínimo, do pé de taludes de corte, para que não</p><p>surjam futuros problemas de instabilidade nessas contenções.</p><p>Quando sobre aterro, os drenos profundos podem ser instalados em duas situações:</p><p>O exemplo mais claro é quando há uma via de transporte que é lançada sobre uma camada</p><p>impermeável, como um corte em rocha. Para evitar que a água fique acumulada sobre o corte</p><p>e, então, atinja o lastro da ferrovia, é obrigatório instalar drenos profundos, de modo a</p><p>possibilitar que a água da chuva seja drenada para outras regiões.</p><p>Para sua construção, são utilizados materiais como:</p><p>Areia;</p><p>Agregados britados;</p><p>Geotêxteis;</p><p>Cascalhos grossos;</p><p>Materiais condutores de água.</p><p>MATERIAIS CONDUTORES DE ÁGUA</p><p>Tubos de concreto (porosos ou perfurados), cerâmicos (perfurados), de fibrocimento, de</p><p>materiais plásticos (corrugados, flexíveis perfurados, ranhurados) ou metálicos.</p><p>Veja, a seguir, algumas seções típicas de drenos profundos:</p><p>javascript:void(0)</p><p> Soluções em drenos profundos.</p><p> VOCÊ SABIA</p><p>Há situações em que não são colocados tubos no interior dos drenos. Nesses casos, eles são</p><p>chamados de “drenos cegos”.</p><p> ATENÇÃO</p><p>Além de drenos profundos, pode ser necessário um lastro de pedra britada de granulometria</p><p>bem definida e que também seja permeável. Essa camada bastante granular é chamada de</p><p>colchão drenante. Seu objetivo é, em complemento aos drenos longitudinais, drenar as águas</p><p>que são situadas a uma pequena profundidade do corpo estradal, principalmente naquelas</p><p>situações em que o volume não pode ser drenado por outros dispositivos de drenagem.</p><p>DRENOS SUB-HORIZONTAIS</p><p>Foram desenvolvidos para que haja a prevenção e a correção de escorregamentos, que</p><p>ocorrem devido à instabilidade do solo, por conta da elevação do lençol freático ou do nível</p><p>piezométrico desses lençóis. Tais drenos se tornam a única solução econômica existente, caso</p><p>haja escorregamentos de grandes proporções.</p><p>Os drenos sub-horizontais são constituídos por tubos que contêm ranhuras ou orifícios</p><p>internos. Com essa técnica, é possível, por meio desses tubos, drenar a água do lençol</p><p>freático, o que alivia a pressão nos poros.</p><p>Observe a imagem e veja como esses drenos podem ser instalados para a proteção de um</p><p>talude contra a erosão.</p><p> Elementos de um dreno sub-horizontal.</p><p> Dreno sub-horizontal com controle na saída.</p><p>DRENOS DE ALÍVIO</p><p>A eventual necessidade de executar um trecho rodoviário com taludes de aterros sobre</p><p>depósitos de solos moles, tais como siltes ou argilas orgânicas, argilas sensíveis e turfas, pode</p><p>representar problemas de solução difícil e onerosa.</p><p>A fim de reduzir os custos de implantação, é necessário realizar um exame cuidadoso do</p><p>assunto na fase de projeto. Entre a extensa gama de soluções possíveis para esse problema</p><p>aparecem os drenos verticais de areia ou drenos de alívio.</p><p>DRENOS VERTICAIS DE AREIA OU DRENOS DE</p><p>ALÍVIO</p><p>Aqueles que auxiliam na redução da pressão de água no interior do maciço geológico,</p><p>diminuindo essa pressão e aliviando as tensões sobre o talude, seja em solo, seja em rocha.</p><p> Exemplo de dreno de alívio em rocha.</p><p>Os drenos de alívio em rocha são construídos por meio de perfurações feitas, em geral, com o</p><p>emprego de equipamentos de rotopercussão. Devem ser construídos apenas sobre rochas</p><p>bem consolidadas e pouco suscetíveis à erosão interna.</p><p>javascript:void(0)</p><p>Os drenos de alívio em solo, chamados de drenos verticais de areia, são empregados na</p><p>fundação de aterros ou de taludes de aterro para a consolidação dos solos de fundações.</p><p>Enfim, a opção pela solução mais favorável, técnica e econômica deve ser precedida de um</p><p>amplo estudo geotécnico e geológico de campo e laboratório, bem como de um criterioso</p><p>estudo comparativo de custos.</p><p>Chegamos ao final deste material de estudo. É nosso desejo que você aproveite bastante todo</p><p>o conhecimento adquirido aqui!</p><p>VEM QUE EU TE EXPLICO!</p><p>Drenagem para estabilização de taludes</p><p>Dispositivos de drenagem superficial</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>CONCLUSÃO</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Neste conteúdo, estudamos as técnicas de estabilização e de contenção de taludes em solo e</p><p>em rocha, bem como as soluções de drenagem superficial e subterrânea que fazem parte da</p><p>proteção dessas importantes obras de terra.</p><p>Primeiro, conhecemos as técnicas de estabilização de taludes, dentre as quais se destacam o</p><p>retaludamento, a proteção superficial com materiais naturais e a proteção superficial com</p><p>materiais artificiais.</p><p>Em seguida, conhecemos as técnicas de contenção de taludes, dentre as quais se destacam</p><p>os muros de arrimo, sejam de gravidade, sejam muros atirantados com a utilização de tirantes</p><p>de fixação da contenção ao solo.</p><p> PODCAST</p><p>Agora, o especialista Giuseppe Miceli Junior fará um resumo sobre o conteúdo abordado.</p><p>AVALIAÇÃO DO TEMA:</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>CENTRO NACIONAL DE MONITORAMENTO E ALERTAS DE DESASTRES NATURAIS.</p><p>CEMADEN. Movimento de massa. Consultado na internet em: 21 jul. 2021.</p><p>CHIOSSI, N. J. Geologia de engenharia. 3. ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2013.</p><p>CUNHA, M. A. (coord.) Ocupação de encostas. São Paulo: Instituto de Pesquisas</p><p>Tecnológicas, 1991.</p><p>DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES. Álbum de</p><p>projetos-tipo de dispositivos de drenagem. 5. ed. Rio de Janeiro: DNIT, 2018.</p><p>DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES. Manual de</p><p>drenagem de rodovias. 2. ed. Rio de Janeiro: DNIT, 2006.</p><p>FUNDAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO DA REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE.</p><p>Diagnóstico ambiental, urbanístico e social das áreas de morros urbanos da Região</p><p>Metropolitana do Recife. Recife: FIDEM/SUDENE, 2001. (Programa Viva o Morro).</p><p>FUNDAÇÃO INSTITUTO DE GEOTÉCNICA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO —</p><p>GEORIO. Manual técnico de encostas. 2. ed. Rio de Janeiro, 4v.</p><p>LIMA, M. J. C. P. Prospecção geotécnica do subsolo. 1. ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos</p><p>e Científicos Editora, 1979.</p><p>MACCAFERRI do Brasil Ltda. Catálogos de soluções geotécnicas e ambientais. Jundiaí:</p><p>Maccaferri do Brasil, 2002.</p><p>MACIEL FILHO, C. L. Introdução à geologia de engenharia. Santa Maria: Universidade</p><p>Federal de Santa Maria, 1997.</p><p>MORALES, P. R. D. Curso de drenagem urbana e meio ambiente. Rio de Janeiro: Instituto</p><p>Militar de Engenharia, 2003.</p><p>OLIVEIRA, A. M. S.; BRITO, S. N. A. Geologia de engenharia. 1. ed. São Paulo: Oficina de</p><p>Textos, 1998.</p><p>EXPLORE+</p><p>Existem alguns riscos nas obras de construção de taludes, que estão descritos na NR-18.</p><p>Explore mais sobre esses riscos lendo essa norma na íntegra.</p><p>CONTEUDISTA</p><p>Giuseppe Miceli Junior</p>