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<p>PROJETO DE ATIVIDADES DE EXTENSÃO</p><p>Número:</p><p>CCG-FOR-27</p><p>Aprovação:</p><p>Diretoria Acadêmica Ser Educacional</p><p>PROJETO DE INTERVENÇÃO (DISCIPLINA DE EXTENSÃO - DISCENTE)</p><p>APROVADO POR:</p><p>DIRETORA ADJUNTA DE REGULAÇÃO</p><p>DATA:</p><p>19/02/2024</p><p>VERSÃO:</p><p>01</p><p>CÓDIGO:</p><p>PEX-MDL-54</p><p>Projeto “Culturas que Encantam”</p><p>DADOS DO PROJETO</p><p>INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR:</p><p>Unifael</p><p>DISCIPLINA:</p><p>Pedagogia</p><p>CURSO(S) PROPONENTE(S):</p><p>Praticas interdisciplinares de extinção III</p><p>ÁREA TEMÁTICA:</p><p>Consciência da Cultura e das Relações étnico-raciais</p><p>DISCENTES RESPONSÁVEIS:</p><p>Ana Claudia Hunczinski - 47024249</p><p>QUANTIDADES DE ALUNOS NO PROJETO</p><p>1</p><p>1. Introdução:</p><p>Na Base Nacional Curricular Comum (BNCC), destaca-se que (BRASIL, 2017, p. 14) “a escola, como espaço de aprendizagem e de democracia inclusiva, deve se fortalecer na prática coercitiva de não discriminação, não preconceito e respeito às diferenças e diversidades”. De acordo com a BNCC, é imprescindível que a escola trabalhe com a pluralidade e a diversidade cultural, sendo “imprescindível que os alunos identifiquem a presença e a sociodiversidade de culturas indígenas, afro-brasileiras, quilombolas, ciganas e dos demais povos e comunidades tradicionais [...] (BRASIL, 2017, p. 366). No processo de formulação da BNCC, as referências à diversidade de gênero foram retiradas do documento, sendo evidente a influência de grupos políticos conservadores, os quais estão alinhados ao movimento Escola sem Partido.</p><p>A ideia do projeto “CULTURAS QUE ENCANTAM”, corresponde a necessidade educativa voltada para a formação de valores e posturas que contribuam para que as crianças comecem a compreender a valorização do seu pertencimento étnico-racial, tornando-se parceiros de uma nova cultura, da cultura anti-racista, do fortalecimento da dignidade e da promoção da igualdade real de direitos, A cultura desses povos muitas vezes é confundida com o folclore. Quantas vezes a figura do “indiozinho” e do saci Pererê nos remete a lembranças da nossa infância quando tais personagens se faziam presentes nas máscaras e fantasias que confeccionávamos na escola no dia do folclore, enquanto nossos educadores de história nem sequer abordavam o assunto preferindo entregar o tema a tutela do professor de educação artística.</p><p>A Lei Nº 11.645, que altera a redação do art. 26-A da Lei nº 9.394/1996, passa a vigorar com a seguinte redação: Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. Dado o valor inestimável dessa legislação, é essencial que consideremos também a educação infantil. Por que não criar um projeto lúdico, com brincadeiras e atividades interativas, onde a representatividade se manifesta, entre tantos elementos, nos brinquedos e artefatos multiétnicos, na valorização das práticas culturais ancestrais, nos produtos culturais (livros, músicas, filmes, peças teatrais) que exaltam a diversidade. Refletir sobre vidas e relatos biográficos de líderes representativos ou de pessoas que ganharam notoriedade torna possível que a criança desenvolva sentimentos de identificação, de capacidade, de pertencimento, de empatia e de autoestima.</p><p>Em uma conversa com a professora responsável pela turma do Pré Fase II, identificamos que agosto é um mês especial para celebrar a cultura indígena no Brasil. Este mês é marcado pela comemoração do Dia Internacional dos Povos Indígenas, uma data significativa para refletirmos sobre a riqueza e a diversidade dos povos originários do nosso país. Na educação infantil, é crucial abordar esse tema de forma lúdica e respeitosa, promovendo o conhecimento e a valorização da cultura indígena.</p><p>Este projeto visa fomentar a representatividade, proporcionando uma compreensão simples e divertida da diversidade étnico-racial. A sala de aula é composta por crianças de diferentes regiões e costumes, cada uma trazendo sua própria singularidade. Abordar esse tema na educação infantil é essencial para incentivar a reflexão sobre a igualdade racial, valorizando a diversidade e promovendo o respeito mútuo.</p><p>A promoção das relações étnico-raciais na educação infantil é fundamental para a formação de cidadãos conscientes e respeitosos. Em um país como o Brasil, caracterizado por sua pluralidade étnica, é imperativo que as crianças sejam expostas a diferentes culturas e histórias desde cedo. Com este projeto, buscamos criar um ambiente escolar inclusivo e acolhedor, onde cada criança se sinta representada e valorizada, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa.</p><p>2. Objetivo:</p><p>· Apresentar as crianças à cultura, tradições e histórias dos povos indígenas.</p><p>· Envolver as crianças em atividades lúdicas que representem a diversidade cultural.</p><p>· Incentivar a reflexão sobre a importância do respeito às diferenças.</p><p>· Proporcionar um ambiente inclusivo e acolhedor para todas as crianças.</p><p>3. Caracterização da área:</p><p>A cidade de Sinop, localizada no norte do estado de Mato Grosso, é um exemplo vibrante de diversidade cultural e desenvolvimento econômico na região Centro-Oeste do Brasil. Fundada em 14 de setembro de 1974, Sinop se desenvolveu rapidamente e é hoje um importante polo agrícola e industrial do país. Sua população, conforme prévia do censo do IBGE de 2023 e de aproximadamente 200 mil habitantes. Na educação possui uma rede educacional ampla, com escolas públicas e privadas, além de instituições de ensino superior.</p><p>Conta com diversos centros de saúde, hospitais e clínicas, atendendo tanto a população urbana quanto rural. Sinop é um caldeirão cultural, com influências de várias regiões do Brasil, resultantes da migração interna. Além disso, a cidade é próxima a várias aldeias indígenas, permitindo um rico intercâmbio cultural. A cidade promove eventos culturais, feiras e festivais que celebram a diversidade étnica e cultural da região. E cercada por rica biodiversidade e florestas tropicais. A cidade enfrenta desafios ambientais, como o desmatamento, mas também possui áreas de preservação e projetos de sustentabilidade.</p><p>O clima é tropical, com uma estação chuvosa e uma seca, influenciando a vida e a agricultura local. Sinop é um dos maiores produtores de soja, milho e algodão do Brasil, com uma economia fortemente baseada na agroindústria. A cidade também abriga diversas indústrias, incluindo setores de alimentos, madeireiro e construção civil. O comércio é diversificado e atende à crescente demanda de uma população em expansão. Situada a aproximadamente 500 km de Cuiabá, capital do estado, Sinop é um importante entroncamento rodoviário, facilitando o escoamento da produção agrícola. Possui uma área de cerca de 3.194 km², com uma combinação de zonas urbanas em rápido crescimento e áreas rurais extensas. O projeto "Culturas que Encantam" pode ser desenvolvido com grande relevância em Sinop, considerando sua diversidade cultural e sua proximidade com comunidades indígenas. A cidade oferece uma infraestrutura adequada e uma população receptiva a iniciativas que promovam a inclusão e a valorização da diversidade. A implementação deste projeto contribuirá para a construção de um ambiente educacional mais inclusivo e consciente, refletindo a riqueza cultural e étnica da região.</p><p>4. Local de execução e público-alvo</p><p>A instituição educacional EMEI TARSILA DO AMARAL está situada na região Centro-Oeste e localiza-se no município de Sinop, seu endereço é RUA DAS PRIMAVERAS, 1160, JARDIM JACARANDAS. 78557-670 Sinop – MT. É um centro educativo do Brasil pertencente à categoria administrativa pública, uma instituição educativa Urbana, sua dependência administrativa é Municipal e está regulado pelo Conselho de Educação.</p><p>Este centro educacional oferece diversas etapas e modalidades de ensino, incluindo Educação Infantil, com um número de matrículas entre 201 e 500. Atende crianças do maternal (3 a 4 anos) e do pré-escolar Fase I e II, nos períodos matutino e vespertino. Além disso, conta com outras ofertas educacionais,</p><p>como o Atendimento Educacional Especializado.</p><p>Para essa ação, participaram 25 crianças, com idades entre 5 e 6 anos, do Pré-Fase II vespertino, sob a orientação da Professora Célia e do auxiliar de sala Diogo. Devido ao período eleitoral, não obtive autorização das outras duas escolas municipais para implementar o projeto. Por isso, precisei realizá-lo na creche em que trabalho, mas em um período oposto ao meu turno regular e em uma turma diferente.</p><p>5. Materiais e métodos de abordagem</p><p>Conforme a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), este projeto pode abordar os eixos temáticos “O eu, o outro e o nós” e “Traços, sons, cores e formas” por meio de atividades lúdicas e educativas que apresentarei.</p><p>(EI03EO06) Manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida.</p><p>(EI02CG03) Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo orientações.</p><p>(EI02TS01) Criar sons com materiais, objetos e instrumentos musicais, para acompanhar diversos ritmos de música.</p><p>· No primeiro encontro, apresentarei o projeto "Culturas que Encantam". Para iniciar, faremos a leitura do livro "Menina Mandioca" (Editora Pallas Mini, Clube Quindim), que conta a história de uma jovem indígena que se sacrificou para alimentar seu povo, ressaltando a conexão profunda dos povos indígenas com a natureza. Após a leitura, apresentarei uma seleção de figuras e imagens de alimentos, brinquedos, entre outros elementos relacionados ao tema. Ao final, as crianças participarão de uma atividade de pintura, utilizando lápis de cor ou canetinhas, para expressar suas impressões e aprendizados. Além disso, a professora regente enviará um recado aos pais solicitando a doação de materiais recicláveis, que serão utilizados na próxima dinâmica da confecção de brinquedos.</p><p>· No segundo encontro, confeccionaremos brinquedos típicos da cultura indígena como bilboquê e chocalho, utilizando materiais recicláveis como garrafas PET, rolos de papel, pedrinhas ou sementes, cola e tinta, palitos de picolé, papelão, cola e EVA. Caso não consigamos concluir a confecção dos brinquedos no mesmo dia, a professora continuará o trabalho em outra aula.</p><p>· Terceiro e último encontro, as crianças apresentarão os brinquedos que fizeram e encerraremos com músicas tradicionais da cultura indígena, proporcionando um momento de muita alegria e entusiasmo.</p><p>6. Resultados esperados</p><p>De acordo com Vygotsky (1984), o desenvolvimento cognitivo das crianças está intimamente ligado às interações sociais e ao contexto cultural em que estão inseridas. Portanto, ao serem expostas a diferentes culturas, as crianças ampliam seu horizonte de compreensão e desenvolvem habilidades sociais que são essenciais para a vida em sociedade. A expectativa é fortalecer a autoestima das crianças com o reconhecimento da diversidade e sua valorização.</p><p>A LDB (BRASIL, 1996) considera a diversidade étnico-racial um princípio da educação infantil em seu Art. 3º, inciso XII, e orienta, no Art. 26, que sejam valorizadas as contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro, principalmente as indígenas.</p><p>A educação escolar ainda é um espaço privilegiado para as camadas populares terem acesso ao conhecimento científico, cultural e artístico, ao saber sistematizado e elaborado. Assim, pensar uma educação escolar que integre a diversidade cultural e as questões étnico-raciais significa progredir na discussão a respeito das desigualdades sociais, das diferenças raciais e de outros níveis, bem como no tocante ao direito de ser diferente, ampliando as propostas curriculares do país e buscando uma educação mais democrática e a promoção da igualdade racial. A vivência da extensão universitária favorece a minha visão das práticas de uma profissão. Essas experiências contribuíram para à minha prática profissional e ainda, os projetos de extensão proporcionam um maior aprofundamento teórico e prático sobre a temática da identidade junto as crianças no âmbito escolar.</p><p>7. Cronograma</p><p>ATIVIDADES DO PROJETO</p><p>20__</p><p>AGO</p><p>SET</p><p>OUT</p><p>NOV</p><p>DEZ</p><p>1- Levantamento de dados / pesquisa</p><p>X</p><p>2- Visita ao local da ação</p><p>X</p><p>3- Escrita e envio do relatório de extensão (AV1)</p><p>X</p><p>4- Coleta dos matérias para confecção dos brinquedos</p><p>X</p><p>5- Realização da atividade 1° na escola</p><p>X</p><p>6- Realização da atividade 2° na escola</p><p>X</p><p>7- Realização da atividade 3° na escola</p><p>X</p><p>8- Escrita e entrega do relatório final de extensão (AV2)</p><p>X</p><p>8. Referências Bibliográficas</p><p>Carvalho, GP, & Silva, EA (2021). DIVERSIDADE CULTURAL E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NA EDUCAÇÃO. Revista Contrapontos, 20 (1), 196–216.</p><p>Da Letra, P. ao P. (2024, fevereiro 28). A Importância da Cultura Indígena na Educação Infantil. Pedagogia ao Pé da Letra. Disponível em: https://pedagogiaaopedaletra.com/a-importancia-da-cultura-indigena-na-educacao-infantil. Acesso em 7 de agosto de 2024.</p><p>da Silva, A. L. S. ([s.d.]). Teoria de Aprendizagem de Vygotsky. InfoEscola. Disponível em: https://www.infoescola.com/pedagogia/teoria-de-aprendizagem-de-vygotsky. Acesso em 8 de agosto de 2024.</p><p>DE OLIVEIRA SCHER, Gilmara Silva. O TRABALHO COM AS QUESTÕES ÉTNICO-RACIAIS SOBRE INDÍGENAS E NEGROS NA EDUCAÇÃO INFANTIL. UNIFICADA, 2020.</p><p>L11645. ([s.d.]). Gov.br. Disponivel em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm. Acesso em: 13 de agosto de 2024.</p><p>LIMA, Daniela da Costa Britto Pereira; REGO, Thabyta Lopes. Educação das relações étnico-raciais na educação infantil. Revista contemporânea de educação, v. 12, n. 23, p. 175-191, 2017.</p><p>3 / 3</p><p>image1.png</p><p>image2.png</p>