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<p>LAUDO GRAFOTÉCNICO</p><p>PERICIAL</p><p>PROCESSO: 1000837-19.2024.8.26.0189</p><p>AÇÃO: PRÁTICAS ABUSIVAS</p><p>VARA: 3ª VARA CÍVEL DA COMARCA FERNANDÓPOLIS</p><p>REQUERENTE: MANOEL JOÃO DE SOUZA</p><p>REQUERIDO: ASSOCIAÇÃO DE BENEFPÍCIOS E PREVIDÊNCIA-</p><p>ABENPREV</p><p>DATA BASE: 24/06/2024</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 2</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p>01 - INTRODUÇÃO</p><p>O presente trabalho tem como objetivo analisar a autenticidade das assinaturas dos</p><p>documentos questionados pelo autor, sendo eles a Termo de adesão/filiação ABENPREV.</p><p>Desta forma, abaixo, será demonstrado de forma clara e com parâmetros técnicos,</p><p>através da análise grafotécnica, a autenticidade ou não das assinaturas.</p><p>02 – ESTRUTURA DO LAUDO PERICIAL</p><p>O presente laudo pericial, respeita as regras do novo CPC, precisamente no artigo 473,</p><p>conforme abaixo:</p><p>Art. 473 O laudo pericial deverá conter:</p><p>I – A exposição do objeto da perícia;</p><p>II – A análise técnica ou científica realizada pelo perito;</p><p>III – A indicação do método utilizado, esclarecendo-o e demonstrando ser</p><p>predominantemente aceito pelos especialistas da área do conhecimento da qual se</p><p>originou;</p><p>IV – Resposta conclusiva a todos os quesitos apresentados pelo juiz, pelas partes e pelo</p><p>órgão do Ministério Público.</p><p>Considerando o art. 473 do novo CPC, esse Laudo Pericial Grafotécnico contém a seguinte</p><p>estrutura:</p><p> Descrição Técnica da Peça de Exame;</p><p> Indicação do Objetivo da Perícia;</p><p> Descrição dos Paradigmas;</p><p> Data da Diligência, quando houver;</p><p> Descrição da Metodologia e Marcha dos Trabalhos;</p><p> Ilustração das divergências e convergências encontradas;</p><p> Elaboração de planilha elencando todos os elementos de ordem geral;</p><p> Conclusão ou respostas aos quesitos;</p><p> Fundamentação;</p><p> Relatório com as ilustrações.</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 3</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p>03 – PERÍCIA GRAFOTÉCNICA</p><p>Entre as leis que regem a grafoscopia podemos citar as 4 leis elaboradas pelo grande</p><p>Perito Francês Solange Pellat, que diz:</p><p> PRIMEIRA LEI DO GRAFISMO:</p><p>"O gesto gráfico está sob a influência imediata do cérebro. Sua forma não é modificada</p><p>pelo órgão escritor se este funciona normalmente e se encontra suficientemente</p><p>adaptado à sua função”.</p><p>Desta forma, todos os nossos lançamentos gráficos são oriundos de nosso cérebro e</p><p>executados por nós de forma inconsciente, restando aos nossos membros apenas</p><p>interpretar as ordens cerebrais, e por esta lei, mesmo que o escritor perca um de seus</p><p>membros conseguirá, após algum treino, realizar o mesmo gesto gráfico que executava</p><p>com o seu membro principal.</p><p>O maior exemplo deste fato é o de pintores que após sofrerem algum acidente e ficarem</p><p>com suas mãos paralisadas passam a pintar com os pés ou até mesmo com a boca.</p><p>Gesto Gráfico torna-se assim uma criação única e impossível de ser falsificado, sem que</p><p>na falsificação apareçam marcas e evidências da tentativa de fraude e a inclusão de</p><p>características próprias do falsificador e não do titular do gesto gráfico.</p><p> SEGUNDA LEI DO GRAFISMO:</p><p>“Quando se escreve, o "eu" está em ação, mas o sentimento quase inconsciente de que o</p><p>"eu" age passa por alternativas contínuas de intensidade e de enfraquecimento. Ele está</p><p>no seu máximo de intensidade onde existe um esforço a fazer, isto é, nos inícios, e no seu</p><p>mínimo de intensidade onde o movimento escritural é secundado pelo impulso adquirido,</p><p>isto é, nas extremidades”.</p><p>O enunciado da segunda lei se aplica aos casos de anonimografia, onde o esforço inicial</p><p>dos disfarces é muito mais acentuado, perdendo sua intensidade à medida que a escrita</p><p>vai progredindo. Incidindo no automatismo gráfico, o punho escritor aproxima-se de sua</p><p>escrita habitual, deixando vir à tona elementos que poderão denunciá-lo e incriminá-lo.</p><p>O mesmo pode ocorrer nos casos de falsificação, demonstrando a conveniência de um</p><p>exame mais atento nos finais dos lançamentos, onde os maneirismos gráficos ocorrerão</p><p>com mais frequência.</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 4</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p> TERCEIRA LEI DO GRAFISMO:</p><p>“Não se pode modificar voluntariamente em um dado momento sua escrita natural senão</p><p>introduzindo no seu traçado a própria marca do esforço que foi feito para obter a</p><p>modificação”.</p><p>Na prática, essa lei tem aplicação usualmente nos casos de autofalsificação, podendo,</p><p>contudo, ocorrer em outras simulações. Em qualquer deles, o simulador se trairá através</p><p>de paradas súbitas (anormais), desvios, quebras e mudanças abruptas de direção ou</p><p>interrupções, sobreposições da escrita, cabendo ao expert interpretar</p><p>convenientemente essas particularidades.</p><p> QUARTA LEI DO GRAFISMO:</p><p>"O escritor que age em circunstâncias em que o ato de escrever é particularmente difícil,</p><p>traça instintivamente ou as formas de letras que lhe são mais costumeiras, ou as formas</p><p>de letras mais simples, de um esquema fácil de ser construído”.</p><p>Existem casos dessa natureza, em que se torna difícil e/ou penoso escrever, como em</p><p>escritas produzidas em circunstâncias desfavoráveis, posições desfavoráveis, tais como</p><p>em veículos em movimento ou deitado em uma cama, em suportes inadequados, como</p><p>em madeiras e paredes, por pessoas enfermas, por exemplo, ou em situações que</p><p>demandem extrema urgência, quando prevalecerá a “lei do mínimo esforço”, resultando</p><p>em simplificações, abreviaturas, letras de forma ou esquemas pouco usuais, buscando</p><p>abreviar os lançamentos gráficos.</p><p>Todavia para que o perito possa efetuar o seu trabalho, é necessário respeitar</p><p>determinados critérios como: adequabilidade, contemporaneidade, quantidade e</p><p>autenticidade. Estando estes critérios respeitados a perícia fluirá de forma clara e</p><p>transparente levando a um resultado conclusivo.</p><p>Além destes critérios técnicos existem também outros aspectos que devem ser</p><p>considerados como, os elementos de ordem genérica, elementos de ordem genética,</p><p>morfologia da escrita e a familiaridade gráfica.</p><p>Todos estes aspectos quando examinados em conjunto levam o perito grafotécnico a</p><p>solução do caso que lhe foi apresentado, explicitada através do Laudo Pericial</p><p>Grafotécnico, peça única e individualizada que passará a ser prova no processo judicial.</p><p>Afirmar a autenticidade ou a falsidade de lançamentos gráficos questionados não é tarefa</p><p>fácil, pois ao fazê-lo o Perito tem que ter certeza absoluta do resultado pericial, pois o</p><p>seu laudo será uma importante ferramenta que suprirá os magistrados em suas</p><p>sentenças.</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 5</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p>04 - GRAFOSCOPIA</p><p>“A Grafoscopia tradicional foi concebida com o objetivo de esclarecer questões criminais.</p><p>Tratando-se de um campo da criminalística, ela tem sido conceituada como a área cuja</p><p>finalidade é a verificação da autenticidade da autoria de um documento a partir de</p><p>características gráficas utilizadas na elaboração de um documento” [JUSTINO, 2001].</p><p>O que determina um exame é o subjetivismo do perito, por isso a importância dos</p><p>métodos de informática, a afastarem parte da subjetividade do exame.</p><p>05 – ELEMENTOS DA GRAFIA</p><p>Na análise grafotécnica pode-se encontrar alguns termos elementares da grafia que</p><p>devem ser ressaltados, vejamos [JUSTINO, 2001]:</p><p>a) Campo gráfico é o espaço bidimensional onde a escrita é feita.</p><p>b) Movimento gráfico é todo o movimento de dedos que o indivíduo faz para</p><p>escrever, sendo que cada movimento gráfico gera um traço gráfico.</p><p>c) Traço é o trajeto que o objeto da escrita descreve em um único gesto executado</p><p>pelo autor.</p><p>d) Traço descendente, fundamental, pleno, ou grosso é todo o traço descendente e</p><p>grosso de uma letra.</p><p>e) Traço ascendente ou perfil é o traço ascendente e fino de uma letra.</p><p>f) Ovais são os elementos em formas de círculo das letras “a, o, g, q”, dentre</p><p>outras.</p><p>g) Hastes são todos os traços plenos (movimento de descanso) das letras “l”, “t”,</p><p>“b”, “f”, etc. até a base da zona média. Também são consideradas hastes os traços</p><p>verticais do “m” e do “n” maiúsculo e minúsculo.</p><p>h) Laçadas inferiores são todos os planos (descendentes) do “g”, “j”,”y”, “f”, etc. a</p><p>partir da zona média até embaixo.</p><p>i) Bucles são todos os traços ascendentes (perfis) das hastes das laçadas inferiores</p><p>e, por extensão, todo o movimento que ascende cruzando a haste e unindo-se a</p><p>ela formando círculo.</p><p>j) Partes essenciais são o esqueleto da letra, a parte indispensável da sua estrutura.</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 6</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p>k) Parte secundária ou acessória é o revestimento ornamental ou parte não</p><p>necessária à sua configuração.</p><p>Nas letras são distinguíveis algumas diferentes zonas, confira:</p><p>a) Zona inicial é a área onde se encontra o ponto no qual se inicia a letra.</p><p>b) Zona final é a área onde se encontra o ponto no qual termina a letra.</p><p>c) Zona superior é a área onde se encontra o ponto mais alto ocupado pelas hastes,</p><p>pelos pontos e acentos, pelas barras do “t” e parte das letras minúsculas.</p><p>d) Zona média é a área central ocupada por todas as vogais minúsculas (a, e, i, o, u)</p><p>e pelas letras “m” e “n”, “r”, etc, cuja altura toma-se como base para medir o nível</p><p>de elevação das hastes e o nível de descanso das laçadas inferiores.</p><p>e) Zona inferior é a zona baixa da escrita a partir da base de todos os ovais</p><p>descendentes, das letras maiúsculas ou de outras letras.</p><p>06 – ANÁLISE DE ASSINATURAS MANUSCRITAS BASEADA NOS</p><p>PRINCIPIOS DA GRAFOSCOPIA</p><p>A biometria é a utilização de características biológicas (face, íris, impressão digital) ou</p><p>tratamento comportamental (assinatura e voz) para a verificação da identidade do</p><p>indivíduo.</p><p>A Autenticação biométrica é entendida como uma alternativa, mais confiável, aos</p><p>sistemas de segurança baseados em senha, pois é relativamente difícil de ser falsificada,</p><p>roubada ou obtida.</p><p>“Em particular, a assinatura está relacionada ao comportamento biométrico: ela não é</p><p>baseada em propriedades físicas, tal como a impressão digital ou a face de um indivíduo,</p><p>mas apenas em características comportamentais” [KHOLMATOV, 2003].</p><p>“Muitas vezes, pelo fato de estar sujeita a uma análise subjetiva, que pode gerar</p><p>discordâncias, a detecção de autenticidade de assinaturas constitui-se em uma tarefa</p><p>complexa, pois a verificação manual para uma grande quantia de documentos é tediosa</p><p>e facilmente influenciada por fatores físicos e psicológicos” [XIAO & LEEDHAM, 1999].</p><p>No campo computacional, a verificação de assinaturas estáticas continua sendo um</p><p>problema em aberto, não existindo um método totalmente aceito.</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 7</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p>Uma abordagem que incorpore a visão subjetiva de forma satisfatória, certamente</p><p>encontrará aplicações práticas, principalmente no que diz respeito a sistemas de</p><p>automação bancária e comercial.</p><p>Atualmente, com recursos computacionais mais eficazes, tarefas que há alguns anos</p><p>pareciam inviáveis agora atraem novas pesquisas.</p><p>Dentro deste contexto, a verificação de assinaturas é um importante e desafiadora área</p><p>de estudos na qual buscam-se soluções computacionais automatizadas relacionadas à</p><p>autenticação, procurando estabelecer uma comparação segura entre um modelo de</p><p>assinatura conhecido com um outro questionado.</p><p>O uso da análise grafotécnica pericial utilizada em ciências forenses representa um nicho</p><p>de pesquisa que se encaixa perfeitamente na verificação de assinaturas manuscritas.</p><p>Desta forma, os critérios técnicos dos peritos são empregados na análise das</p><p>características da escrita, as quais podem ser conscientes ou inconscientes, como</p><p>também na decisão da autenticidade.</p><p>07 – DEFINIÇÕES E TERMOLOGIAS</p><p>Para efeito deste Laudo, aplicam-se as seguintes definições e terminologias:</p><p> Grafoscopia: é a disciplina que tem por finalidade determinar a origem do</p><p>documento gráfico.</p><p> Documento Gráfico: é o suporte que contém um registro gráfico.</p><p> Escrita: é o registro gráfico que deve conter elementos técnicos mínimos para a</p><p>determinação de sua origem.</p><p>A Grafoscopia também possui outras denominações: Grafística, Grafotécnica,</p><p>Grafocrítica, Grafotecnia, Perícia Gráfica, Perícia Caligráfica, Perícia Grafotécnica,</p><p>Documentologia, Documentoscopia e Grafodocumentoscopia.</p><p>Tipos de Perícias Grafoscópicas: define as espécies consoante os exames necessários.</p><p>Objetos: representados pelos suportes, registros gráficos e instrumentos escreventes</p><p>que produzem o documento gráfico.</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 8</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p>08 – CLASSIFICAÇÃO DAS PERÍCIAS GRAFOSCÓPICAS</p><p>Quanto a sua natureza:</p><p>a) Suportes com registros gráficos manuscritos (diretos);</p><p>b) Suportes com registros gráficos impressos (indiretos);</p><p>c) Suportes com registros gráficos manuscritos e impressos (mistos).</p><p>09 – CRITÉRIO UTILIZADO NA ELABORAÇÃO DE LAUDOS</p><p>GRAFOTÉCNICOS</p><p>O critério utilizado para elaboração de laudos de grafoscopia baseia-se na análise</p><p>comparativa do documento-motivo em relação ao padrão técnico devidamente</p><p>selecionado ou coletado.</p><p>A análise comparativa consiste em exames individuais e conjuntos, de todos os</p><p>documentos periciados, para a apuração das convergências e divergências gráficas, que,</p><p>devidamente interpretadas, fornecem os dados técnicos sobre a origem documental.</p><p>Nesse trabalho não é analisado apenas a forma e a matéria da escrita, existem outros</p><p>fatores que influenciam diretamente no movimento gráfico que são considerados na</p><p>análise da assinatura, como o estado emocional no momento de executar a assinatura</p><p>do padrão de coleta, se a pessoa estiver nervosa, irritada, estressada, cansada, ou se tiver</p><p>passado por alguma situação difícil recentemente, como a perca de um ente querido, o</p><p>término de um relacionamento, mudança de emprego e etc..., tudo isso pode alterar</p><p>significativamente algumas características da escrita.</p><p>A escrita pode ser alterada também por fatores naturais, como algum problema de saúde</p><p>que cause redução das capacidades físicas, como um AVC, derrame, infarto, etc..., a</p><p>escrita também sofre mudanças conforme a idade avança, sendo muito perceptível essa</p><p>transição durante a passagem da infância/adolescência, onde nossa personalidade ainda</p><p>está em formação, para a vida adulta, e também da vida adulta para a fase senil, onde</p><p>começamos a perder as capacidades motoras e físicas, ficando cada vez mais evidente</p><p>essas alterações conforme maior a idade.</p><p>Portanto, nesse trabalho é avaliado a grafia com uma visão holística do sistema que a</p><p>compõe, indo além da matéria e forma e considerando todos os aspectos influenciantes.</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 9</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p>10 - METODOLOGIA EMPREGADA NA CONFECÇÃO DE LAUDOS</p><p>GRAFOTÉCNICOS.</p><p> Minuciosos exames do documento questionado;</p><p> Minuciosos exames dos padrões de confronto;</p><p> Cotejos entre documento questionado e respectivos paradigmas;</p><p> Utilização de aparelhamento especializado;</p><p> Determinação das convergências e divergências através de planilha grafoanalítica</p><p>interativa;</p><p> Coordenação dos dados técnicos apurados;</p><p> Preparação das ilustrações;</p><p> Elaboração do laudo.</p><p>Consoante o desenvolvimento dos itens abordados acima, a perícia grafoscópica deverá</p><p>ser planejada conforme o tipo de assinatura (s) e/ou documento (s) questionada (s) e</p><p>considerando os parâmetros do objetivo pericial.</p><p>11 - EXAMES DO DOCUMENTO QUESTIONADO</p><p>É analisado as particularidades técnicas do documento-motivo, especialmente para:</p><p>I – Especificações:</p><p> Suportes;</p><p> Registros</p><p>gráficos;</p><p> Tintas;</p><p> Instrumentos escreventes.</p><p>II – Condições Físicas:</p><p> Marcas, Manchas e Sujidades;</p><p> Alterações (acréscimos, rasuras, lavagens químicas e recortes);</p><p> Dobras;</p><p> Amassamentos;</p><p> Colagens;</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 10</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p> Queimaduras;</p><p> Borrões;</p><p> Recobrimentos;</p><p> Enrugamentos;</p><p> Perturbações</p><p>III – Ideografismos:</p><p>É efetuados os levantamentos, com anotações e interpretações, dos elementos técnicos,</p><p>mínimos gráficos e demais aspectos que possibilitem determinar o máximo de</p><p>características originais e particulares dos registros gráficos do documento.</p><p>12 - EXAMES DOS PARADIGMAS</p><p>É feita uma minuciosa análise dos paradigmas, visando determinar os requisitos</p><p>essenciais, consignados pela autenticidade, quantidade, contemporaneidade e</p><p>adequabilidade, bem como proceder à devida avaliação técnica para a aceitação, ou não,</p><p>do material comparativo.</p><p>13 - CONFRONTOS GRAFOSCÓPICOS</p><p>Os exames comparativos dos grafismos devem abranger os elementos de ordem geral e</p><p>genéticos da escrita, e subdivide-se em subjetivos e objetivos:</p><p>I – SUBJETIVOS:</p><p>RITMO: É a constância do pulso gráfico; quando o ritmo é constante, a escrita costuma</p><p>apresentar poucas variações em sua morfologia; quando o ritmo é alternado, a escrita</p><p>surge com desigualdades em sua aparência, especialmente nas dimensões, pressão e</p><p>velocidade.</p><p>DINAMISMO: É a percepção que temos a respeito da velocidade da escrita, de seu</p><p>desenvolvimento; se for moroso ou pesado, as letras serão mal estruturadas e mal-</p><p>acabadas; se ele for bem resolvido, as letras serão proporcionadas e definidas.</p><p>VELOCIDADE: É a rapidez com que o autor lança o instrumento de escrita no suporte.</p><p>HABILIDADE: Não é a escrita mais bem desenhada, não é a escrita mais bela, mas sim,</p><p>essa característica está na dependência da educação do gesto gráfico e da habilidade</p><p>muscular do punho escrevente.</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 11</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p>II – OBJETIVOS:</p><p>LETRA: Suas formas usuais, obedecem a dois esquemas, podendo ser, imprensa, cursiva</p><p>ou mista (polimorfismo gráfico).</p><p>ATAQUE E REMATE: Sempre que o instrumento escritor é colocado sobre a superfície de</p><p>um papel e passa em seguida a desenvolver símbolos, necessariamente haverá o início e</p><p>o fim de um ou mais gramas. Ao traço inicial é dado o nome de ataque e ao final o de</p><p>remate.</p><p>GRAMAS: O conceito de grama compreende naturalmente um traço executado sem</p><p>inversão de movimento. Apenas um traço e, havendo mudança de sentido, vislumbrar-</p><p>se-á outro grama.</p><p>HÁBITOS GRÁFICOS: São características gráficas peculiares que aquela pessoa utiliza</p><p>frequentemente em sua assinatura.</p><p>TRAJETÓRIA: Por trajetória, entende-se o caminho, o sentido, desenvolvido pelo</p><p>instrumento escritor na progressão do gesto gráfico.</p><p>ESPONTANEIDADE: É essencialmente a naturalidade de fluência e sem artificialismo.</p><p>TRAÇOS DE LIGAÇÃO: O traço que liga dois caracteres, consoantes ou vogais, chama-se</p><p>traço de ligação.</p><p>ALINHAMENTO: A análise grafotécnica observa as formas de lançamento do grafismo,</p><p>tomando-se o ponto de partida a linha de base do primeiro grama minúsculo em relação</p><p>aos demais.</p><p>MOMENTOS GRÁFICOS: A quantidade de paralisações corresponde à quantidade de</p><p>momentos gráficos que formam um grafismo.</p><p>ESPAÇAMENTOS GRÁFICOS: É a distância média observável nos grafismos, seja entre</p><p>gramas, caracteres, vocábulos ou linhas.</p><p>INCLINAÇÃO AXIAL: É o ângulo de inclinação da escrita, em relação ao eixo vertical de um</p><p>sistema de eixos cartesianos, onde o eixo horizontal é representado por uma linha de</p><p>base imaginária.</p><p>PROPORCIONALIDADE: A relação de proporcionalidade gramatical é verificada através do</p><p>estabelecimento de uma correlação entre as maiúsculas e as minúsculas não passante.</p><p>CALIBRE: O calibre se refere ao tamanho da escrita, seja no todo, ou em qualquer de suas</p><p>partes.</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 12</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p>PRESSÃO: É a força vertical, que depende do instrumento de escrita, do suporte e das</p><p>características do punho escritor.</p><p>GLADIOLAGEM: É a variação quanto a extensão vertical dos gramas e apresenta 3</p><p>momentos distintos: em grupos gráficos, em vocábulos isolados ou em conjuntos</p><p>vocabulares.</p><p>TENDÊNCIA DE PUNHO: A tendência de punho é perceptível apenas em determinados</p><p>símbolos gráficos, e é bem visível no grafismo das letras M e N.</p><p>14 - DETERMINAÇÃO DAS CONVERGÊNCIAS E DIVERGÊNCIAS</p><p>GRÁFICAS</p><p>Não existe uma regra única e absoluta para a realização dos exames.</p><p>As convergências e divergências devem ser devidamente anotadas e interpretadas,</p><p>cabendo ao perito dar o peso necessário em cada exame, dentre todos os elementos</p><p>sopesados e considerando todas as particularidades de cada caso.</p><p>No entanto, é recomendável adotar-se as seguintes medidas:</p><p> Estabelecer um roteiro prévio com a sequência dos exames;</p><p> Realizar a maior quantidade de exames possíveis para aquela análise;</p><p> Anotar por escrito todos os resultados apurados;</p><p> Interromper periodicamente os exames oculares para descansar a vista e anotar</p><p>resultados parciais;</p><p> Executar foto ampliações das particularidades mais expressivas para confirmar os</p><p>exames oculares;</p><p> Refazer os exames após a coordenação das conclusões, para confirmar os</p><p>resultados.</p><p>As determinações das convergências e divergências grafoscópicas possibilitarão ao perito</p><p>concluir sobre a origem do documento, sabendo-se que essas conclusões podem ser:</p><p>1º) Constatação — dos elementos materiais dos suportes e registros gráficos da peça de</p><p>exame.</p><p>Esse processo é o que se aplica nas conclusões dos exames das especificações e</p><p>condições físicas.</p><p>2º) Interpretação — das convergências e divergências dos elementos técnicos dos</p><p>documentos cotejados. Esse processo é utilizado nas conclusões dos exames das</p><p>identificações.</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 13</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p>As conclusões do processo de constatação são obtidas diretamente dos resultados dos</p><p>exames, enquanto aquelas do processo de interpretação decorrem da análise dos</p><p>resultados dos cotejos. Elas são desenvolvidas através de raciocínios lógicos, que podem</p><p>ser devidamente fundamentados.</p><p>Os raciocínios lógicos são baseados nas Convergências e Divergências técnicas apuradas.</p><p>15 - ILUSTRAÇÕES GRAFOSCÓPICAS</p><p>As divergências e convergências grafoscópicas serão devidamente ilustradas e</p><p>explicitadas em quadros apropriados com legendas e assinalamentos. Desenhos, croquis,</p><p>fotografias em negativo ou digitais, bem como cópias e outras formas de ilustração.</p><p>16 - FECHAMENTO DOS TRABALHOS</p><p>Seguindo os preceitos mencionados, o perito grafotécnico não se atentará simplesmente</p><p>à morfologia/forma; ele atentará, sobretudo, à morfodinâmica.</p><p>O objetivo da comparação não é só e nem principalmente a forma, mas sim os</p><p>movimentos, o dinamismo e as forças utilizados no gesto de escrever, os hábitos da</p><p>escrita e a avaliação do significado das respectivas semelhanças, variações ou diferenças,</p><p>para identificação da autoria.</p><p>Quando se inicia o aprendizado da escrita, o escritor aprendiz é exercitado para</p><p>reproduzir forma caligráfica usual. Mas, com o decorrer do tempo e com a prática, aquele</p><p>modelo escolar, primário, vai se alterando, devido a outros fatores, como educação,</p><p>treino, gosto pessoal, floreios, habilidade artística, tônus muscular, maneirismos, e etc.</p><p>Essas alterações acabam se cristalizando na medida em que o a escrita vai se tornando</p><p>um hábito automático.</p><p>O Perito Grafotécnico para efetuar o seu minucioso trabalho para afirmar a autenticidade</p><p>ou a falsidade de lançamentos gráficos questionados, através de exame e análise para a</p><p>produção de laudo, ou mesmo de um parecer, deve</p><p>respeitar quatro critérios muito</p><p>importantes como: adequabilidade, contemporaneidade, quantidade e autenticidade.</p><p>Uma vez respeitados e observados esses critérios, e observados, concomitantemente,</p><p>elementos genéticos, elementos formais (morfológicos) e cinéticos (dinâmicos), a perícia</p><p>grafotécnica será produzida com transparência e fidelidade, alcançando um resultado</p><p>inequívoco e conclusivo, resultando em um laudo pericial grafotécnico.</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 14</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p>17 – COLETA DE MATERIAL CALIGRÁFICO</p><p>A coleta do material caligráfico ocorreu no dia 24/06/2024, às 15h50 da tarde, no</p><p>endereço R. Édio Alves de Oliveira, 210 – Jardim Alvorada (próximo ao edifício</p><p>Jequitibás) – Fernandópolis/SP. A coleta foi realizada com sucesso e o auto de coleta</p><p>será anexado ao laudo, o periciando compareceu munido de seu RG, também anexados</p><p>ao laudo.</p><p>18 – AUTO DE COLETA</p><p>O auto de coleta (anexado ao laudo), possui:</p><p> 4 assinaturas com pauta.</p><p> 2 assinaturas em papel quadriculado.</p><p> 4 assinaturas em retângulo.</p><p> 2 assinaturas sem pauta.</p><p>19 – ASSINATURAS QUESTIONADAS X ASSINATURA PADRÃO</p><p>I – ASSINATURAS QUESTIONADAS</p><p>Termo de adesão/filiação ABENPREV :</p><p>ASSINATURA NO TERMO DE ADESÃO</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 15</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p>II – ASSINATURAS PADRÃO</p><p>(I) Auto de coleta:</p><p>AUTO DE COLETA (ASSINATURA COM PAUTA)</p><p>AUTO DE COLETA (FOLHA QUADRICULADA)</p><p>AUTO DE COLETA (ASSINATURA EM RETANGULO)</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 16</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p>AUTO DE COLETA (ASSINATURA SEM PAUTA)</p><p>(II) Documentos:</p><p>ASSINATURA DO RG</p><p>20 – ANÁLISE DE COMPARAÇÃO DAS ASSINATURAS</p><p>ASSINATURA QUESTIONADA</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 17</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p>ASSINATURAS PADRÃO</p><p>Vale destacar que a assinatura atual, do periciando, difere-se muito com sua assinatura</p><p>de anos atrás, pois o indivíduo desenvolveu problemas de saúde que prejudicam muito</p><p>sua saúde e mobilidade, especialmente seu problema no nervo ciático que</p><p>diagnosticado há alguns anos e com passar do tempo vem se agravando. Também é</p><p>importante salientar que mesmo em sua assinatura do RG, de 20 anos atrás</p><p>(08/06/2004) já se observava tremulação vertical e horizontal, sendo características</p><p>claras da diminuição da capacidade física.</p><p>Outro ponto a ser destacado, trata-se da semelhança no aspecto formal da assinatura</p><p>questionadas com a assinatura do RG, evidenciando o uso da técnica de cópia por</p><p>decalque, o que é perceptível através da irregularidade rítmica. A falsificação por</p><p>decalque também confere as assinaturas questionadas o calibre médio, igual as</p><p>assinaturas padrão.</p><p>ELEMENTOS SUBJETIVOS</p><p>RITMO: As peças possuem dinamismos divergentes, observando-se ritmo forte nas</p><p>assinaturas padrão e fraco nas assinaturas questionadas.</p><p>DINAMISMO: As peças possuem dinamismos divergentes, considerando um alto</p><p>dinamismo nas assinaturas questionadas e baixo dinamismo nas assinaturas padrão.</p><p>VELOCIDADE: As peças possuem velocidades divergentes, a velocidade empregada nas</p><p>assinaturas questionadas é moderada e na padrão é lenta.</p><p>ESPONTANEIDADE: As peças possuem espontaneidade divergentes, pois a empregada</p><p>na assinatura questionada é fluida enquanto que a assinatura padrão apresenta</p><p>espontaneidade trêmula.</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 18</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p>ELEMENTOS OBJETIVOS</p><p>Abaixo é demonstrado que as assinaturas apresentam diferença em seus momentos</p><p>gráfico. A assinatura padrão apresenta 7 momentos gráficos e a questionada apenas 6.</p><p>Também é notório divergência no traço de ligação entre as letras ‘m’ e ‘a’ (primeira e</p><p>segunda letra da assinatura). É notável que o traço de ligação não existe nas assinaturas</p><p>padrão, diferentemente das assinaturas questionadas. Conforme demonstrado em</p><p>vermelho na figura abaixo, onde também é destacado a divergência na tendência de</p><p>punho (em azul). A tendência de punho na assinatura questionada é completamente</p><p>arqueada enquanto que na assinatura padrão observa-se alguma angulosidade.</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 19</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p>Quanto aos ataques e remates há semelhanças e disparidades, como demonstrado na</p><p>figura abaixo, onde são demonstrados: ataque apoiado (AA), ataque não apoiado (ANA),</p><p>remate não apoiado (RNA), remate apoiado (RA), remate em ponto de repouso (RPR) e</p><p>remate em arpão (REA)</p><p>Nota-se a grande semelhança no aspecto formal da assinatura do RG com as</p><p>questionadas, contudo, existes divergências na sua morfodinâmica, bem como o fato de</p><p>que as assinaturas questionadas são de 2023, muito próximo da data de coleta das</p><p>assinaturas, onde claramente a saúde do periciando se apresenta severamente</p><p>debilitada, pois o mesmo não conseguia se locomover sozinho, e com muita dificuldade</p><p>e um longo tempo conseguiu fazer as assinaturas no auto de coleta (em anexo), que</p><p>demonstram sinais claros da diminuição das habilidades físicas.</p><p>Importante notar que na própria assinatura do RG de 20 anos atras, já se apresentava</p><p>as tremulações verticais e horizontais na grafia, já indicando sinais da decadência</p><p>motora do periciando, de modo que seria extremamente improvável que o mesmo</p><p>conseguisse realizar uma assinatura com tanta desenvoltura (questionada) no ano de</p><p>2023.</p><p>21 – CONCLUSÃO</p><p>Diante de todo o exposto e da análise da assinatura questionada e coletada, pode-se</p><p>concluir que a assinatura questionada é FALSA .</p><p>22 – RESPOSTA AOS QUESITOS:</p><p>QUESITOS DO REQUERIDO</p><p>1- Após a devida análise, requer que o Sr. Perito Judicial responda as seguintes</p><p>inquisições:</p><p>AA</p><p>RA AA RNA ANA</p><p>AA ANA RPR ANA</p><p>ANA</p><p>REA</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 20</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p>a) A assinatura posta no documento questionado, isto é, o termo de</p><p>filiação (fls. 95, 96) apresenta semelhanças morfológicas com o documento de</p><p>identificação (fls. 14, 15) apresentado no ato da contratação?</p><p>R- Há similaridade no aspecto formal da assinatura com o RG, porém há diversas</p><p>divergências morfodinâmicas apresentadas no tópico 20.</p><p>b) As assinaturas lançadas no documento de fls. (fls. 95, 96) provieram</p><p>do punho da Autora? Se sim, como pode a referida assinatura da procuração ser tão</p><p>divergente com a do RG da Autora, juntado nas (fls. 14, 15) ?</p><p>R-Não provieram.</p><p>c) Sr. Perito concorda que é improvável que o indivíduo consiga sempre</p><p>assinar da mesma forma?</p><p>R- Não existem 2 assinaturas autenticas idênticas, toda assinatura autentica</p><p>possui algum grau de divergência.</p><p>d) Poderia o Sr. Perito analisar o grau de semelhante entre a assinatura do termo</p><p>de filiação (fls. 95, 96) e do documento de identificação da Autora (fls. 14, 15)?</p><p>R- Feito, favor verificar tópico 20.</p><p>e) Com a diferença de grafia de todas as assinaturas, inclusive as do documento</p><p>pessoal da requerente e da procuração por ele também assinado, é possível</p><p>concluir que há diferença em todos os documentos assinados?</p><p>R- Quesito prejudicado, a procuração não foi objeto de análise pericial.</p><p>f) Ao analisar o termo de filiação de (fls. 95, 96), é possível verificar se a assinatura</p><p>foi feita a próprio punho, ou se foi extraída de outro documento em PDF?</p><p>R- Quesito prejudicado, a análise foi feita em cópia digitalizada nos autos, não</p><p>sendo possível fazer essa verificação.</p><p>g) É possível afirmar com 100% (cem por cento) de certeza que as assinaturas não</p><p>foram feitas pela mesma pessoa?</p><p>R- A conclusão do laudo pericial se encontra no tópico 21.</p><p>QUESITOS DA REQUERENTE</p><p>1-</p><p>Com base no material apresentado é possível constatar que a assinatura é do</p><p>Autor ou há diferenças significativas entre as assinaturas?</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 21</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p>R- Há diferenças suficientes para concluir que a assinatura questionada trata-se</p><p>de uma falsificação.</p><p>2- Com base no material fornecido para a realização da presente Perícia</p><p>Grafotécnica, a assinatura atribuída ao Autor no contrato é falsa?</p><p>R- Sim, conforme demonstrado nos tópicos 20 e 21.</p><p>3- Comparadas as assinaturas apresentadas, pode-se afirmar que guardam</p><p>diferenças formais nos seus traços? Se sim, quais seriam?</p><p>R- Sim, conforme tópico 20.</p><p>4- A assinatura no contrato apresentado partiu do punho da parte autora?</p><p>R- Não, favor vide tópicos 20 e 21.</p><p>5- Pode-se concluir que o Autor foi vítima de fraude perpetrada pelo réu?</p><p>R- Pela perícia grafotécnica é possível concluir que a assinatura é falsificada.</p><p>23 – DECLARAÇÃO DE CONFORMIDADE COM O CÓDIGO DE ÉTICA</p><p>Os signatários atestam que o presente trabalho obedece criteriosamente aos seguintes</p><p>princípios:</p><p> Os itens objeto deste trabalho, foram inspecionados pessoalmente pela equipe técnica</p><p>envolvida na elaboração.</p><p> Os signatários não têm no presente, nem contemplam no futuro, interesse nos bens ou</p><p>nos resultados envolvidos neste trabalho.</p><p> Os signatários não têm inclinações nem interesse em relação ao assunto deste trabalho,</p><p>tão pouco em relação à solicitante.</p><p> Este trabalho apresenta as condições limitativas apresentadas na introdução, ou</p><p>porventura, em qualquer outra parte dele, que afetam as análises, opiniões ou</p><p>conclusões nele contidas.</p><p> O trabalho encontra-se abrigado por absoluta confidencialidade, sendo garantido o sigilo</p><p>quanto às razões que motivaram a presente contratação, bem como aos resultados finais</p><p>alcançados.</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 22</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p>24 – BIBLIOGRAFIA E REFERÊNCIAS:</p><p>- BANDEIRA, José Ricardo Rocha. A perícia grafotécnica nos tribunais brasileiros. Âmbito</p><p>Jurídico, Rio Grande, IX, n. 27, mar 2006.</p><p>- COSTA, Soraya Almeida. A perícia grafotécnica.</p><p>- [JUSTINO, 2001] JUSTINO, E. O Grafismo e os Modelos Escondidos de Markov na Verificação</p><p>Automática de Assinaturas. Tese de Doutorado, Pontifícia Universidade Católica do Paraná,</p><p>Brasil, 2001.</p><p>- [KHOLMATOV, 2003] KHOLMATOV, A. A Biometric Idendtity Verification Using OnLine &amp;</p><p>On-Line Signature Verification. Master’s Thesis, Sabanci University, 2003.</p><p>- [XIAO &amp; LEEDHAM, 1999] XIAO, X; LEEDHAM, G. Signature Verification by Neural</p><p>Networks with Selective Attetion and a Small Training Set. Applied Intelligence, Vol.11, No.2,</p><p>1999, 213-223 p. Parte 2</p><p>- PRETTI, Gleibe. Perícia grafotécnica. Ícone Editora, 2017.</p><p>- ABRAÃO DAHIS - Perito Judicial em Arquitetura e Urbanismo, Grafotécnica e</p><p>Documentoscopia, Transações e Avaliações Imobiliárias.</p><p>- Tratado de Documentoscopia Da Falsidade Documental – José Del Picchia Filho e outros</p><p>(Editora Pillares 3 Edição 2016).</p><p>- Manual Prático da Análise Grafotécnica – Jacqueline Mila Tirotti e outros (Editora Leud 2022).</p><p>- Manual de Grafoscopia – Tito Lívio Ferreira Gomide e outros (Editora Leud 2016).</p><p>- Grafotécnica - Fundamentos e Técnicas de Análise da Escrita Manual", de Paulo Roberto de</p><p>Souza Sales (Editora Millennium, 2010)</p><p>- Grafoscopia e Documentoscopia", de Francisco José da Costa (Editora Millennium, 2011).</p><p>- Grafologia, Grafotécnica e Perícia Grafoscópica", de Rosmar Coelho (Editora Vetor, 2001)</p><p>- Manual de Grafotécnica e Documentoscopia", de Carlos Augusto Perandréa e Fátima Cristina</p><p>Zanoni Perandréa (Editora LTr, 2014)</p><p>- Grafotécnica - A escrita e a personalidade humana", de José Fernando Bordini do Amaral</p><p>(Editora Summus, 1998)</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 23</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p>25 – TERMO DE ENCERRAMENTO</p><p>Os responsáveis técnicos pelo trabalho colocam-se ao inteiro dispor para os esclarecimentos</p><p>necessários.</p><p>O presente laudo consta de 23 (vinte e três) páginas numeradas, sendo a última assinada, e 02</p><p>(dois) anexos.</p><p>ATENÇÃO</p><p>O titular do direito autoral deste trabalho somente autoriza sua reprodução nos casos legais</p><p>cabíveis, vedando sua cópia ou qualquer forma de reprodução que caracterize plágio ou</p><p>represente utilização dos direitos exclusivos do autor, sendo que sua violação acarretará as</p><p>penalidades civis e/ou criminais previstas no art.184 do Código Penal Brasileiro e Lei nº 9.610.</p><p>São José do Rio Preto, 22 de julho de 2024.</p><p>Laudo elaborado pelo Engenheiro Civil Leon Ogava Godoy Sanches Seco.</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 24</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p>ANEXO 01 – AUTO DE COLETA</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 25</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 26</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 27</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 28</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 29</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 30</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 31</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p>Eng. Leon Godoy</p><p>Página | 32</p><p>eng.leon.godoy@outlook.com – www.sanchesengenharia.com – (17) 98124-8409</p><p>ANEXO 02 – DOCUMENTOS</p><p>RG</p>

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