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<p>UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO – UFRPE</p><p>UNIDADE ACADÊMICA DO CABO DE SANTO AGOSTINHO – UACSA</p><p>DISCIPLINA DE PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA- 2024.1</p><p>PROFº.: MARCEL AYRES DE ARAÚJO</p><p>ATIVIDADE SEMANAL 2 – AS2</p><p>ASPECTOS DO NOVO MODELO DO SETOR ELÉTRICO RELACIONADOS COM A GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA</p><p>Atividade apresentada à Unidade Acadêmica do Cabo de Santo Agostinho (UACSA), da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em cumprimento das exigências da disciplina de Produção de Energia Elétrica, ministrada pelo Dr. Marcel Ayres de Araújo.</p><p>Discente: Antônio Guedes Torres dos Santos</p><p>1-Histórico do setor elétrico brasileiro:</p><p>Até o início da década de 1990, o setor elétrico brasileiro era majoritariamente estatizado. A regulamentação inicial veio com o Código de Águas em 1934, estabelecendo controle estatal sobre recursos hídricos, especialmente na energia hidrelétrica. O Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE), estabelecido em 1939, foi crucial até a criação do Ministério de Minas e Energia (MME) e da Eletrobrás em 1960 e 1962, respectivamente.</p><p>A Eletrobrás coordenava as empresas do setor elétrico e promoveu uma intensa estatização até o final dos anos 1970. No entanto, as crises do petróleo dos anos 1970 e a crise econômica dos anos 1980 levaram à incapacidade do Estado de sustentar o setor elétrico. Isso levou a questionamentos sobre o modelo estatal.</p><p>Na década de 1990, deu-se início a reestruturação e desestatização do setor elétrico, buscando aumentar eficiência e competitividade. O Plano Nacional de Desestatização de 1990 visava abrir o setor à iniciativa privada, com o Estado atuando apenas como regulador. A Lei das Concessões de 1995 permitiu a privatização por licitação pública e criou o Mercado Atacadista de Energia (MAE).</p><p>Em 1996, ocorreram privatizações importantes como a Light e a Cerj, e a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) foi criada para regulação técnica e econômica do setor. No entanto, apesar das mudanças, a demanda crescente não foi acompanhada pela capacidade de fornecimento, levando à vulnerabilidade do sistema e à necessidade de reformulação, resultando no Novo Modelo em 2003.</p><p>2-Projeto RE-SEB:</p><p>O Programa de Reestruturação do Setor Elétrico Brasileiro (Re-SEB), implementado em 1996, reorganizou o marco regulatório da energia elétrica no país, estabelecendo as bases do mercado atual. Ele foi responsável pela criação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), além de abrir caminho para o mercado livre de energia e desverticalização das empresas do setor.</p><p>Idealizado pelo secretário de Energia Elétrica da época, Peter Greiner, e liderado por Lindolfo Paixão, o Re-SEB contou com a consultoria da empresa britânica Coopers & Lybrand para revisar as regras do setor. Essa revisão resultou em leis vigentes até hoje e estabeleceu as bases do modelo atual.</p><p>Sob a presidência de Fernando Henrique Cardoso, o Re-SEB foi lançado como parte dos esforços para estabilizar a economia após a implementação do Plano Real. Em meio a um programa acelerado de privatizações, que incluía empresas de energia, o Re-SEB tinha por objetivo reequilibrar o setor e recuperar a capacidade de investimento.</p><p>Iniciado em agosto de 1996, o projeto envolveu cerca de 200 profissionais e foi dividido em quatro etapas: diagnóstico e opções, concepção do modelo, elaboração de documentos e implantação, concluindo-se em agosto de 1998.</p><p>3-Novo modelo do setor elétrico:</p><p>O Novo Modelo do Setor Elétrico baseia-se em contratos para impulsionar a expansão do sistema, garantindo que toda a demanda, dos distribuidores e dos consumidores livres, seja atendida por meio de contratos de comercialização respaldados por energia assegurada. Para participar do mercado de comercialização de energia, é necessário que todas as entidades envolvidas em geração, distribuição e comercialização estejam associadas à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).</p><p>Atualmente, há duas modalidades de comercialização de energia: o Ambiente de Contratação Livre (ACL) e o Ambiente de Contratação Regulado (ACR). No ACR, a energia é contratada pelas distribuidoras por meio de leilões conduzidos pela ANEEL e operados pela CCEE. No ACL, os contratos são negociados entre agentes geradores, comercializadores e consumidores livres, proporcionando maior liberdade na negociação de volume e preço de energia.</p><p>Os consumidores livres devem atender a requisitos específicos de demanda e tensão para participar do mercado livre de energia. Até o momento, apenas os que possuem demanda superior a 500 kW têm acesso. Entretanto, a partir de 2024, todas as unidades consumidoras do grupo A, independentemente de sua demanda, poderão participar do ambiente de contratação livre.</p><p>4-Novíssimo modelo do setor elétrico:</p><p>Este modelo é uma atualização do modelo citado no tópico anterior, com o objetivo de melhorar a eficiência e a competitividade do setor elétrico brasileiro. Introduzindo mudanças significativas nas regras de comercialização de energia elétrica e no funcionamento do mercado. As principais características do novíssimo modelo são:</p><p>Flexibilização e ampliação do Ambiente de Contratação Livre (ACL): Maior liberdade na negociação de contratos de energia entre geradores, comercializadores e consumidores livres.</p><p>Inclusão de novos participantes: Amplia o acesso ao mercado livre de energia, permitindo que unidades consumidoras de menor porte, como do grupo A possam participar, independentemente de sua demanda contratada.</p><p>Fortalecimento da garantia de suprimento: Estabelece medidas para garantir que todos os contratos de venda de energia estejam respaldados por contratos de compra ou garantias físicas de usinas. Assegurando confiabilidade no suprimento energético.</p><p>Regulação eficiente: Tem por objetivo aprimorar a atuação dos órgãos reguladores do setor energético, visando uma regulação eficaz e alinhada com as necessidades do mercado.</p><p>5-Principais entes/instituições e suas atribuições:</p><p>- Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL): Este órgão é responsável pela regulação econômica e técnica dos serviços de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica. Também é responsável pela regulação dos projetos de eficiência energética e de pesquisa e desenvolvimento.</p><p>- Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE): Este órgão é responsável por gerenciar o mercado de energia elétrica, de forma a viabilizar a compra e venda de energia elétrica nos ambientes de contratação regulada(ACR) e de contratação livre (ACL).</p><p>- Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS): Este órgão é responsável pela coordenação da geração e da transmissão de energia elétrica no sistema interligado nacional.</p><p>- Conselho Nacional de Política Energética (CNPE): Este órgão busca aproveitar de maneira racional os recursos energéticos disponíveis em território nacional, estabelece diretrizes para determinados programas. Também é responsável por revisar a composição da matriz energética do país.</p><p>- Ministério de Minas e Energia (MME): Este órgão é responsável por supervisionar e executar políticas relacionadas ao desenvolvimento do setor energético nacional.</p><p>- Comitê de Monitoramento de Setor Elétrico (CMSE): Este órgão é responsável por monitorar e garantir a confiabilidade do fornecimento de energia elétrica no Brasil, de forma a propor intervenções quando necessário.</p><p>- Empresa de Pesquisa Energética (EPE): Este órgão é responsável por pesquisas para expansão e planejamento do setor energético nacional, este órgão é vinculado ao ministério de minas e energia (MME).</p><p>· Referências:</p><p>· DIAS, M. Da Centralização à Abertura: A Evolução Histórica do Setor Elétrico Brasileiro. Disponível em: <https://aquare.la/da-centralizacao-a-abertura-a-evolucao-historica-do-setor-eletrico-brasileiro/>. Acesso em 6 de Abril de 2024.</p><p>-	Projeto de Reestruturação do Setor Elétrico (Re-SEB). MegaWhat . Disponível em: <https://megawhat.energy/verbetes/387/projeto-de-reestruturacao-do-setor-eletrico>.</p><p>Acesso em 7 de Abril de 2024.</p><p>· Conheça as instituições do setor elétrico que regulamentam o Mercado Livre de Energia. Disponível em: <https://blog.esferaenergia.com.br/mercado-livre-de-energia/instituicoes-setor-eletrico>. Acesso em 7 de Abril de 2024.</p><p>· Artigo: O novo “novíssimo modelo” do setor elétrico | PPP Brasil. Disponível em: <https://www.pppbrasil.com.br/portal/content/artigo-o-novo-nov%C3%ADssimo-modelo-do-setor-el%C3%A9trico>. Acesso em: 7 de Abril de 2024.</p><p>08 DE ABRIL DE 2024</p><p>CABO DE SANTO AGOSTINHO - PERNAMBUCO</p><p>image1.png</p><p>image2.png</p>

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