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<p>Pincel Atômico - 17/04/2024 10:50:35 1/4</p><p>JOSÉ MÁRCIO DOS</p><p>SANTOS SIQUEIRA</p><p>Exercício Caminho do Conhecimento - Etapa 12 (18163)</p><p>Atividade finalizada em 17/04/2024 10:48:43 (1763600 / 1)</p><p>LEGENDA</p><p>Resposta correta na questão</p><p># Resposta correta - Questão Anulada</p><p>X Resposta selecionada pelo Aluno</p><p>Disciplina:</p><p>PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: FUNDAMENTOS E METODOLOGIA DO ENSINO DE HISTÓRIA [1041791] - Avaliação com 8</p><p>questões, com o peso total de 3,33 pontos [capítulos - 6]</p><p>Turma:</p><p>Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em História - Grupo: FPD-JANEIRO/2024 - SGegu0A080224 [114849]</p><p>Aluno(a):</p><p>91571720 - JOSÉ MÁRCIO DOS SANTOS SIQUEIRA - Respondeu 6 questões corretas, obtendo um total de 2,50 pontos como nota</p><p>[355762_596</p><p>17]</p><p>Questão</p><p>001</p><p>Leia o texto.</p><p>É Francisco Adolfo Varnhagen que, em carta ao imperador dom Pedro lI, explicitaria</p><p>os fundamentos definidores da identidade nacional brasileira enquanto herança da</p><p>colonização europeia. Diz ele a propósito do posicionamento de sua obra História</p><p>Geral do Brasil frente à discussão do problema nacional:</p><p>"Em geral busquei inspirações de patriotismo sem ser no ódio a portugueses, ou à</p><p>estrangeira Europa, que nos beneficia com ilustração; tratei de pôr um dique à tanta</p><p>declamação e servilismo à democracia; e procurei ir disciplinando produtivamente</p><p>certas ideias soltas de nacionalidade . . .”</p><p>GUIMARÃES, Manoel Salgado. Nação e civilização nos trópicos: O Instituto Histórico</p><p>e Geográfico Brasileiro e o projeto de uma história nacional. Estudos Históricos, Rio</p><p>de Janeiro, nº 1, 1998, p. 6.</p><p>Varhagem é considerado o “pai da história” no Brasil. Segundo o texto, a</p><p>característica marcante da historiografia produzida no Segundo Reinado foi</p><p>a alegação de que o patriotismo seria o traço definidor da nacionalidade brasileira.</p><p>X</p><p>a repulsa ao elemento estrangeiro, notadamente o português na formação da</p><p>nacionalidade</p><p>a defesa do legado colonial português na formação da nacionalidade brasileira</p><p>que a obra História Geral do Brasil teve papel secundário na definição da</p><p>nacionalidade brasileira.</p><p>a ideia de que era preciso avançar na pauta democrática para consolidar a</p><p>nacionalidade brasileira</p><p>[355760_557</p><p>34]</p><p>Questão</p><p>002</p><p>A historiografia produzida pelo IHGB no século XX tinha como principal função</p><p>questionar a historiografia produzida em outros lugares na América do Sul.</p><p>espelhar-se naquilo que era feito em termos de produção de conhecimento histórico</p><p>em Portugal para mostrar a validade da herança portuguesa.</p><p>validar o governo de D. Pedro II.</p><p>acirrar os regionalismos, procurando validá-los.</p><p>X a construção de uma história nacional.</p><p>Pincel Atômico - 17/04/2024 10:50:35 2/4</p><p>[355760_557</p><p>45]</p><p>Questão</p><p>003</p><p>Leia.</p><p>Já se disse, numa expressão feliz, que a contribuição brasileira para a civilização será</p><p>de cordialidade - daremos ao mundo o “homem cordial”. A lhaneza [afabilidade] no</p><p>trato, a hospitalidade, a generosidade, virtudes tão gabadas por estrangeiros que nos</p><p>visitam, representam, com efeito, um traço definido do caráter brasileiro, na medida,</p><p>ao menos, em que permanece ativa e fecunda a influência ancestral dos padrões de</p><p>convívio humano, informados no meio rural e patriarcal. Seria engano supor que</p><p>essas virtudes possam significar “boas maneiras”, civilidade. São antes expressões de</p><p>um fundo emotivo extremamente rico e transbordante. Nossa forma ordinária de</p><p>convívio social é, no fundo, justamente o contrário da polidez.</p><p>HOLANDA, S. B. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, pp.</p><p>146-147.</p><p>Em Raízes do Brasil, Sérgio Buarque de Holanda utiliza o conceito de “homem cordial</p><p>como fruto da análise da psicologia do brasileiro, por meio da qual busca estabelecer</p><p>os traços genéricos da cultura nacional.</p><p>para descrever o modo de ser de todo brasileiro, isto é, um indivíduo afetuoso e</p><p>acolhedor, características elogiadas pelos estrangeiros que visitam o país.</p><p>para indicar como a cordialidade foi imprescindível para a consolidação da</p><p>democracia no Brasil, criando instituições marcadas pelas relações familiares e</p><p>pessoais.</p><p>X</p><p>para definir o caráter nacional brasileiro, cuja origem encontra-se em nossos</p><p>ancestrais ibéricos.</p><p>como um tipo ideal, sem existência efetiva; com esse conceito, busca compreender a</p><p>conduta dos agentes sociais sem pretender fixar um caráter nacional.</p><p>[355760_557</p><p>52]</p><p>Questão</p><p>004</p><p>Leia o texto a seguir.</p><p>“O homem cordial pode ser visto como um tipo ideal weberiano: ele seria o precipitado</p><p>de uma formação social caracterizada pela onipresença da esfera privada, logo, pelo</p><p>primado das relações pessoais. Ora, a cordialidade não deve ser compreendida como</p><p>uma característica essencialmente brasileira, mas antes como um traço estrutural de</p><p>sociedades cujo espaço público enfrenta dificuldades para afirmar sua autonomia em</p><p>relação à esfera privada. O conceito de cordialidade é um importante instrumento</p><p>analítico para o estudo de grupos sociais dotados de elevado grau de</p><p>autocentramento, portanto, em alguma medida, resistentes a pressões externas. ”</p><p>(Rocha, João Cezar de Castro. Brasil nenhum existe. Folha de São Paulo, Domingo,</p><p>09 de janeiro de 2000).</p><p>O texto acima propõe uma revisão da tese do “homem cordial”, desenvolvida pelo</p><p>seguinte intelectual brasileiro:</p><p>Afonso Arinos de Melo Franco.</p><p>X Sérgio Buarque de Holanda.</p><p>Machado de Assis.</p><p>João Ubaldo Ribeiro.</p><p>Ribeiro Couto.</p><p>[355760_557</p><p>28]</p><p>Questão</p><p>005</p><p>Sobre o contexto de produção de conhecimento histórico no Brasil, é correto afirmar</p><p>que</p><p>as metodologias utilizadas para produção desse conhecimento avançaram bastante,</p><p>mas em termos teóricos continuamos atrasados.</p><p>as condições de produção desse conhecimento mantiveram-se basicamente</p><p>semelhantes desde o século XIX.</p><p>Pincel Atômico - 17/04/2024 10:50:35 3/4</p><p>X</p><p>a herança cultural de povos africanos e de indígenas pré-1500 e pós-1500 muitas</p><p>vezes foi desconsiderada.</p><p>nossa herança cultural se constituiu no período posterior a 1500 apenas.</p><p>somos herdeiros exclusivamente do passado colonial português.</p><p>[355760_570</p><p>15]</p><p>Questão</p><p>006</p><p>Leia o texto.</p><p>Revendo a historiografia do século XIX aparecida no Brasil nas quatro décadas</p><p>posteriores à Primeira Grande Guerra, salientam-se três fatores. Em primeiro lugar, a</p><p>produção foi grande, comparada com a dos períodos anteriores. Depois, não apenas</p><p>historiadores, mas, também economistas, antropólogos e sociólogos contribuíram</p><p>para a apresentação de trabalhos históricos. Por fim, os textos foram mais analíticos</p><p>que narrativos, refletindo a crescente profissionalização do mister do historiador.</p><p>STEIN, Stanley. A historiografia do Brasil 1808-1889. In: Revista de História. V. 29</p><p>N. 59, 1964. p. 81.</p><p>Em relação à escrita da história no Brasil feita entre os anos 1920 e 1950, a leitura do</p><p>texto sugere que</p><p>havia baixo grau de especialização entre historiadores, já que economistas e</p><p>antropólogos também escreviam.</p><p>o ofício do historiador estava sendo mais valorizado socialmente.</p><p>que a guerra teve impacto fundamental no aumento da especialização do historiador.</p><p>X as fronteiras entre história e outras ciências sociais eram pouco definidas.</p><p>o Brasil passava por um processo de crescente especialização dos historiadores.</p><p>[355760_570</p><p>14]</p><p>Questão</p><p>007</p><p>Leia.</p><p>A teoria da democracia racial, derivada a partir da hipótese de pesquisa desenvolvida</p><p>por Gilberto Freyre, principalmente com sua obra “Casa-Grande e Senzala”, pode ser</p><p>relacionada à política de cotas implementada nos institutos federais a partir da Lei</p><p>12.711 de 29 de agosto de 2012. Dentre as opções abaixo, marque a CORRETA em</p><p>relação aos conteúdos do enunciado acima.</p><p>A teoria desenvolvida por Gilberto Freyre contribui para explicar a diferença entre os</p><p>níveis de violência racial ocorridos nos EUA e no Brasil, bem como sustenta</p><p>teoricamente a política de cotas raciais adotada em nosso país.</p><p>A teoria da democracia racial, derivada da obra de Freyre, sustenta uma suposta</p><p>convivência pacífica e democrática entre os negros, indígenas e brancos europeus, de</p><p>modo a sustentar a política de cotas raciais.</p><p>A teoria da democracia racial</p><p>de Freyre tem por princípio desvelar todas as formas de</p><p>violência de brancos contra negros no Brasil, amparando teoricamente a adoção de</p><p>cotas raciais como forma de compensação histórica.</p><p>X</p><p>A teoria da democracia racial, derivada da obra de Freyre, mascara em grande</p><p>medida a violência praticada por brancos contra negros no Brasil, sustentando de</p><p>certo modo parte das críticas atribuídas à adoção de cotas raciais no país.</p><p>A teoria desenvolvida por Freyre atribui uma visão romantizada da realidade, tornando</p><p>invisíveis várias formas de violência praticadas por brancos europeus em relação aos</p><p>negros. A política de cotas raciais, nesse sentido, visa validar a teoria de Freyre.</p><p>http://www.revistas.usp.br/revhistoria/issue/view/9204</p><p>http://www.revistas.usp.br/revhistoria/issue/view/9204</p><p>Pincel Atômico - 17/04/2024 10:50:35 4/4</p><p>[355760_570</p><p>11]</p><p>Questão</p><p>008</p><p>Leia.</p><p>Já se disse, numa expressão feliz, que a contribuição brasileira para a civilização será</p><p>de cordialidade - daremos ao mundo o “homem cordial”. A lhaneza [afabilidade] no</p><p>trato, a hospitalidade, a generosidade, virtudes tão gabadas por estrangeiros que nos</p><p>visitam, representam, com efeito, um traço definido do caráter brasileiro, na medida,</p><p>ao menos, em que permanece ativa e fecunda a influência ancestral dos padrões de</p><p>convívio humano, informados no meio rural e patriarcal. Seria engano supor que</p><p>essas virtudes possam significar “boas maneiras”, civilidade. São antes expressões de</p><p>um fundo emotivo extremamente rico e transbordante. Nossa forma ordinária de</p><p>convívio social é, no fundo, justamente o contrário da polidez.</p><p>HOLANDA, S. B. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, pp.</p><p>146-147.</p><p>Em Raízes do Brasil, Sérgio Buarque de Holanda utiliza o conceito de “homem</p><p>cordial</p><p>para descrever o modo de ser de todo brasileiro, isto é, um indivíduo afetuoso e</p><p>acolhedor, características elogiadas pelos estrangeiros que visitam o país.</p><p>como fruto da análise da psicologia do brasileiro, por meio da qual busca estabelecer</p><p>os traços genéricos da cultura nacional.</p><p>para indicar como a cordialidade foi imprescindível para a consolidação da</p><p>democracia no Brasil, criando instituições marcadas pelas relações familiares e</p><p>pessoais.</p><p>X</p><p>para definir o caráter nacional brasileiro, cuja origem encontra-se em nossos</p><p>ancestrais ibéricos.</p><p>como um tipo ideal, sem existência efetiva; com esse conceito, busca compreender a</p><p>conduta dos agentes sociais sem pretender fixar um caráter nacional.</p>