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<p>Lei Lucas</p><p>Lei 13.722/18</p><p>3ª Edição - 2023</p><p>"PREPARANDO AS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS DE ENSINO DO MUNICÍPIO</p><p>DE DUQUE DE CAXIAS, POR MEIO DE TREINAMENTO EM NOÇÕES</p><p>BÁSICAS DE PRIMEIROS SOCORROS EM PROL DO BEM ESTAR E VIDA</p><p>DOS ALUNOS“.</p><p>Índice</p><p> VOCÊ SABE POR QUE FOI CRIADA A LEI LUCAS? ............................................................................................................................................ 04</p><p> COMO PODEMOS EVITAR ACIDENTES NO AMBIENTE ESCOLAR? .................................................................................................. 08</p><p> PRIMEIROS SOCORROS EMAMBIENTE ESCOLAR .................................................................................................................................................... 09</p><p> AVALIAÇÃO DA CENA ............................................................................................................................................................................................................. 11</p><p> PRINCÍPIOS BÁSICOS DO ATENDIMENTO DE PRIMEIROS SOCORROS ...................................................................................................... 13</p><p> SINAIS VITAIS ............................................................................................................................................................................................................................ 15</p><p>2</p><p>Índice</p><p> ACIDENTES QUE PODEM OCORRER EM UMAMBIENTE ESCOLAR .......................................................................................................................... 16</p><p> ASFIXIA ........................................................................................................................................................................................................................ 17</p><p> CHOQUE ELÉTRICO .................................................................................................................................................................................................. 20</p><p> CONVULSÃO ................................................................................................................................................................................................................ 23</p><p> DESMAIO ....................................................................................................................................................................................................................... 25</p><p> ENGASGAMENTO ...................................................................................................................................................................................................... 27</p><p> ENTORSE/ LUXAÇÃO ................................................................................................................................................................................................ 29</p><p> EPISTAXE ..................................................................................................................................................................................................................... 31</p><p> FRATURAS ................................................................................................................................................................................................................... 33</p><p> FERIMENTOS .............................................................................................................................................................................................................. 39</p><p> QUEIMADURAS .......................................................................................................................................................................................................... 42</p><p> ANIMAIS SINANTRÓPICOS .................................................................................................................................................................................... 45</p><p> ANIMAIS PEÇONHENTOS ........................................................................................................................................................................................ 48</p><p> ESTRUTURA EMOCIONAL ....................................................................................................................................................................................... 50</p><p> INTOXICAÇÃO/ENVENENAMENTO COM SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS, PRODUTOS DE LIMPEZA OU MEDICAMENTOS ........... 52</p><p>3</p><p>VOCÊ SABE POR QUE FOI CRIADA A LEI LUCAS?</p><p>Em setembro de 2017, o aluno Lucas Begallo morreu engasgado, em uma excursão</p><p>escolar, no Município de Campinas, em São Paulo. O Senado Federal, no dia 04 de outubro de</p><p>2018, aprovou a Lei 13.722/18 - a Lei Lucas.</p><p>Essa lei tem por objetivo capacitar os funcionários de escolas públicas e privadas</p><p>de ensino infantil e básico, em todo o Brasil, dando suporte aos estudantes que se encontram</p><p>em situação de emergência e precisam de assistência imediata até que o órgão competente</p><p>chegue ao local.</p><p>4</p><p>O ambiente escolar é</p><p>um local sujeito a acidentes</p><p>tanto para crianças quanto para</p><p>adolescentes, pois</p><p>vivendo um momento</p><p>descobertas, visto que,</p><p>estão</p><p>de</p><p>nessa</p><p>fase do desenvolvimento,</p><p>querem interagir com o meio,</p><p>sem a atenção adequada, o que</p><p>pode ocasionar acidentes.</p><p>https://www.maxieduca.com.br/blog/educacao/prevencao-acidentes-escola/</p><p>5</p><p>http://www.maxieduca.com.br/blog/educacao/prevencao-acidentes-escola/</p><p>Com isso, a capacitação realizada, por meio de palestras e treinamentos, possui</p><p>o intuito de reduzir os casos de acidentes nas escolas. De acordo com a Secretaria</p><p>Municipal, de Educação os casos que mais recorrentes são: contusões por queda, cortes,</p><p>desmaios, hemorragia nasal e esmagamento das mãos em portas, dentre outros</p><p>acidentes.</p><p>Lei Lucas: Treinamento de Capacitação em Primeiros Socorros 2022 1ª Edição 6</p><p>Levantamento dos</p><p>principais acidentes em</p><p>ambientes escolares -</p><p>2022</p><p>Gráfico 1. Acidentes mais recorrentes em escolas</p><p>Gráfico 2.Acidentes mais recorrentes em creches e CAIC’S</p><p>de Duque de Caxias e 17,1 % representam</p><p>creches e CAIC’s (Centro de Atendimento</p><p>Integral à Infância Caxiense ).</p><p>Fonte: Secretaria de Educação de Duque de Caxias,2022.</p><p>Atualmente 82,9 % representam as escolas mais diversos acidentes, os</p><p>nas escolas, creches e CAIC’s</p><p>por queda, queimaduras,</p><p>Dentre os</p><p>mais recorrentes</p><p>são: contusões</p><p>intoxicações, engasgamento, hemorragia nasal,</p><p>desmaio, cortes e choque elétrico. 7</p><p>Como podemos evitar acidentes no</p><p>ambiente escolar?</p><p>Capacitando professores e funcionários com noções básicas de</p><p>primeiros socorros e ensinar os alunos sobre prevenção de acidentes.</p><p>Você saberia socorrer um aluno engasgado? Com queimadura?</p><p>Ou que tenha sofrido choque elétrico?</p><p>Vamos aprender...</p><p>8</p><p>Primeiros Socorros em ambiente</p><p>escolar</p><p>Os Primeiros Socorros podem ser definidos como o primeiro</p><p>atendimento prestado a uma vítima que sofreu algum acidente ou</p><p>apresenta algum risco de vida, os quais podem ser realizados por</p><p>qualquer indivíduo (PERGOLA; ARAÚJO, 2008). Pode-se considerar</p><p>que é o tratamento aplicado de imediato ao acidentado ou portador de</p><p>mal súbito, antes da chegada da equipe de saúde ou profissionais</p><p>qualificados (NOVAES, 2006).</p><p>9</p><p>O objetivo é preservar a vida e evitar piora da vítima, reduzir o estresse</p><p>e o alarde da situação, promovendo um atendimento calmo e de</p><p>conforto da pessoa acidentada (GARCIA, 2003).</p><p>10</p><p>AVALIAÇÃO DA CENA</p><p>É fundamental que a pessoa que vai socorrer vítimas de acidentes</p><p>certifique-se de que o local esteja seguro antes de se aproximar delas e</p><p>perceber se o espaço não oferece riscos aos socorristas para evitar que os</p><p>mesmos se transformem em novas vítimas.</p><p>O socorrista não deve tentar realizar um salvamento para o qual</p><p>não tenha sido treinado, se este salvamento oferecer riscos à sua</p><p>integridade física. Se a cena estiver insegura,</p><p>o socorrista deve manter-se</p><p>segurança doafastado até que equipes apropriadas tenham garantido a</p><p>mesmo.</p><p>11</p><p>AVALIAÇÃO DA CENA</p><p>EMERGÊNCIA 192</p><p>PARA O RESGATE DA</p><p>DESCREVENDO A SITUAÇÃO, PARA QUE A CENTRAL DE</p><p>PROVIDENCIE O ACIONAMENTO DE EQUIPES ADEQUADAS</p><p>VÍTIMA COM SEGURANÇA.</p><p>https://www.reviewbox.com.br/curso-de-primeiros-socorros- melhores-modelos/</p><p>ATENÇÃO: SEMPRE QUE A CENA DO ACIDENTE OFERECER RISCOS, O</p><p>SOCORRISTA DEVE MANTER-SE AFASTADO E ACIONAR IMEDIATAMENTE O SAMU 192,</p><p>12</p><p>http://www.reviewbox.com.br/curso-de-primeiros-socorros-</p><p>1. Manter a calma, pois isso facilita a avaliação da situação e a realização dos</p><p>cuidados necessários;</p><p>2. Observar atentamente a cena, o local onde a vítima se encontra, certificando-se</p><p>de que ele é seguro para o socorrista e para a vítima;</p><p>3. Não permitir que outras pessoas tornem-se vítimas, ou seja, garantir a</p><p>segurança das pessoas ao redor;</p><p>4. Solicitar ajuda imediatamente, acionando o Atendimento Móvel de Urgência</p><p>ou Emergência, relatando as condições do local;</p><p>PRIMEIROS SOCORROS</p><p>Os princípios básicos do atendimento de Primeiros Socorros são, (SÃO PAULO, 2007):</p><p>13</p><p>5. Avaliar a vítima, analisar suas condições e tomar decisão em relação aos</p><p>cuidados necessários;</p><p>6. Tomar decisões que estejam dentro das suas próprias capacidades, caso</p><p>contrário será melhor esperar o resgate;</p><p>7. Manter o telefone da Central de Urgência/Emergência em local de fácil acesso e</p><p>de conhecimento de todos.</p><p>PRIMEIROS SOCORROS</p><p>Os princípios básicos do atendimento de Primeiros Socorros são, (SÃO PAULO, 2007):</p><p>14</p><p>Os sinais vitais são indicadores das funções vitais e podem orientar o estado físico</p><p>em que o corpo humano se apresenta. Os sinais que podemos avaliar são: pulso,</p><p>respiração, pressão arterial e temperatura.</p><p>Na obtenção dos valores dos sinais vitais, devemos considerar as seguintes</p><p>condições (CORPO DE BOMBEIROS DO PARANÁ, 2006):</p><p>•Condições ambientais, tais como a temperatura e a umidade no local, que podem</p><p>causar variações nos valores;</p><p>•Condições pessoais, como exercício físico recente, tensão emocional e</p><p>alimentação;</p><p>•Condições do equipamento para mensuração, que devem ser apropriados e</p><p>calibrados regularmente. O uso de equipamentos inapropriados ou descalibrados</p><p>podem resultar em valores falsos.</p><p>SINAIS VITAIS</p><p>15</p><p>ACIDENTES QUE PODEM OCORRER EM</p><p>UM AMBIENTE ESCOLAR</p><p>16</p><p>ASFIXIA</p><p>A asfixia pode ocorrer por bloqueio da passagem de ar (afogamento,</p><p>estrangulamento, soterramento, espasmos e secreções da laringe, presença de</p><p>corpo estranho na garganta) ou por insuficiência de oxigênio no ar .</p><p>O oxigênio é vital para o funcionamento cerebral, portanto, se a função</p><p>respiratória não voltar no prazo de 3 a 4 minutos, as atividades cerebrais cessarão</p><p>totalmente e o indivíduo pode evoluir a óbito. Os sinais mais importantes dessa</p><p>situação são a cianose (arroxeamento da pele) e a dilatação das pupilas (BRASIL,</p><p>2003).</p><p>17</p><p>ASFIXIA</p><p>Principais Sintomas (SANTORO,2013) :</p><p>- Incapacidade de falar;</p><p>- Respiração difícil e ruidosa;</p><p>- Cianose;</p><p>- Inconsciência;</p><p>-Gestos de sufocação em que a vítima leva as mãos ao pescoço,</p><p>sendo este, o sinal universal de sufocação.</p><p>18</p><p>ASFIXIA</p><p>O que fazer nessa situação? (BRASIL, 2003)</p><p>- Favorecer a passagem do ar, através da boca e das narinas (retirada de</p><p>possíveis objetos da boca e garganta, elevação do queixo do indivíduo);</p><p>- Arejar o ambiente, afastar a causa da asfixia;</p><p>- Afrouxar as roupas em volta do pescoço, peito e cintura;</p><p>- Proceder à ressuscitação cardiopulmonar até que a vítima dê entrada em</p><p>local onde possa receber assistência especializada.</p><p>19</p><p>CHOQUE ELÉTRICO</p><p>O choque elétrico leva a abalos musculares ocasionados pela passagem de</p><p>corrente elétrica. As alterações dependem da intensidade elétrica sofrida. Se a corrente</p><p>for intensa, ocorre a morte pela paralisia de estruturas do encéfalo, que regulam os</p><p>movimentos respiratórios e cardíacos (BRASIL, 2003).</p><p>Os principais sintomas desse tipo de acidente são: mal-estar, angústia,</p><p>náusea, cãibras musculares, parestesias (dormências), cefaleia, vertigem, arritmias,</p><p>falta de ar, queimaduras, entre outros. As principais complicações são parada cardíaca,</p><p>parada respiratória, queimaduras e traumatismos (BRASIL, 2003).</p><p>20</p><p>CHOQUE ELÉTRICO</p><p>Antes de socorrer a vítima, deve-se:</p><p> cortar a corrente elétrica (desligar a chave geral, puxar o fio da tomada) e</p><p>afastar a fiação com material não condutor de eletricidade (como madeira e</p><p>pano).</p><p>Se, mesmo ao cortar a energia elétrica, o socorrista sentir formigamento nas</p><p>pernas DEVE PARAR IMEDIATAMENTE, pois isso indica que o chão está</p><p>energizado. O correto é se aproximar da vítima apenas com calçado de solado</p><p>de borracha (FALCÃO; BRANDÃO, 2010).</p><p>21</p><p>CHOQUE ELÉTRICO</p><p>Após retirar a vítima da situação de risco, o</p><p>socorrista deve (BRASIL, 2003):</p><p> Proceder à ressuscitação cardiopulmonar da vítima até a chegada do</p><p>socorro;</p><p> Manter a vítima deitada;</p><p> Aquecer a vítima;</p><p> Monitorar sinais vitais e nível de consciência;</p><p> Proteger as lesões de queimadura;</p><p> Acionar os serviços de atendimento pré-hospitalar, imediatamente.</p><p>22</p><p>CONVULSÃO</p><p>A convulsão consiste em uma série de contrações dos músculos</p><p>voluntários, com ou sem perda de consciência. Os movimentos incontroláveis</p><p>duram, em média, de 2 a 4 minutos (BRASIL, 2003).</p><p>As principais causas são febre muito alta, hipoglicemia, erro no</p><p>metabolismo dos aminoácidos, hipocalcemia, traumatismo na cabeça, hemorragia</p><p>intracraniana, edema cerebral, tumores, intoxicação por gases, álcool, drogas,</p><p>insulina e outros, epilepsia e outras doenças do sistema nervoso central (BRASIL,</p><p>2003).</p><p>23</p><p>CONVULSÃO</p><p>Cuidados recomendados</p><p> Evitar a queda da vítima e o traumatismo da cabeça, acolchoando-a, se</p><p>possível;</p><p> Afastar qualquer objeto que esteja perto e ofereça perigo à vítima;</p><p> Não interferir nos movimentos convulsivos;</p><p> Não tentar segurar o paciente;</p><p> Afrouxar as roupas da vítima;</p><p> Lateralizar o corpo para evitar asfixia, em caso de vômito;</p><p> Quando cessada a convulsão, manter a vítima deitada até o autocontrole e</p><p>plena consciência;</p><p> Monitorar os sinais vitais e o nível de consciência;</p><p> Encaminhar a vítima ao serviço hospitalar, imediatamente;</p><p>24</p><p>DESMAIO</p><p>O desmaio é a perda súbita e temporária da consciência, devido à diminuição de</p><p>sangue e oxigênio no cérebro (BRASIL, 2003).</p><p>As principais causas são a hipoglicemia, cansaço excessivo, fome, nervosismo</p><p>intenso, emoções súbitas, susto, acidentes com perda sanguínea, dor intensa,</p><p>prolongada permanência em pé, mudança súbita de posição, ambientes fechados</p><p>e quentes, arritmias cardíacas. (BRASIL, 2003).</p><p>25</p><p>DESMAIO</p><p>No caso de inconsciência, recomendam-se os seguintes procedimentos (BRASIL,</p><p>2003):</p><p> Deitar o indivíduo em decúbito dorsal com os membros inferiores elevados;</p><p> Afrouxar as roupas;</p><p> Manter o ambiente arejado;</p><p> Lateralizar a vítima, em caso de vômito, para não ocorrer asfixia;</p><p> Monitorar os sinais vitais e o nível de consciência.</p><p>Se o desmaio passar de dois minutos, deve-se acionar o serviço de socorro e</p><p>proceder à ressuscitação cardiopulmonar, caso necessário (BRASIL, 2003).</p><p>26</p><p>ENGASGAMENTO</p><p>O engasgamento é muito comum e ocorre devido à presença de corpo</p><p>estranho na garganta, sendo essa a terceira causa de óbito por acidentes no país e</p><p>motivo da criação da Lei Lucas. Os principais objetos que podem causar asfixia</p><p>são ossos de galinha, espinhas de peixe, moedas, brinquedos, entre outros. Deve-</p><p>se encorajar a vítima a tossir vigorosamente, mas, caso isso não traga o resultado</p><p>desejado, aplicar técnicas para expelir o objeto (BRASIL, 2003).</p><p>Se a vítima não conseguir desbloquear as vias aéreas, deve-se realizar a</p><p>manobra de Heimlich, na qual há a elevação do diafragma pela pressão</p><p>abdominal, aumentando a pressão do ar e forçando o corpo estranho para fora das</p><p>vias aéreas (FERREIRA; GARCIA, 2001).</p><p>27</p><p>ENGASGAMENTO</p><p>Manobra de Heimlich</p><p>Essa técnica deve ser aplicada em crianças maiores de um ano e adultos, em caso</p><p>de</p><p>asfixia total em que a vítima ainda esteja consciente. Em casos de inconsciência, deve-se</p><p>proceder a cinco compressões torácicas para cima e para dentro com a vítima em</p><p>decúbito dorsal (figura 5). Se houver um objeto causando o engasgamento, tentar retirá-lo</p><p>da garganta com os dedos, se o mesmo estiver visível (SANTINI; MELLO, 2008).</p><p>https://www.clinicamarcosandrade.com/post/a-manobra-de-heimlich-salva-vidas-em-caso-de-engasgo</p><p>28</p><p>http://www.clinicamarcosandrade.com/post/a-manobra-de-heimlich-salva-vidas-em-caso-de-engasgo</p><p>ENTORSE/ LUXAÇÃO</p><p>Geralmente ocorre quando se excede o limite normal de rotação da</p><p>articulação, devido a movimentos violentos, puxões ou rotações, causando, assim,</p><p>um estiramento ou rotura dos ligamentos que sustentam a articulação, mas não</p><p>há o deslocamento completo dos ossos da articulação (CORPO DE</p><p>BOMBEIROS DO PARANÁ, 2006; SANTORO, 2013).</p><p>http://entorses.blogspot.com/</p><p>29</p><p>http://entorses.blogspot.com/</p><p>Procedimentos recomendados</p><p> Aplicação de compressas frias ou gelo, para combater o inchaço e a dor, deixar</p><p>a compressa de 15 a 20 minutos, tendo o cuidado de proteger a pele com um</p><p>pano;</p><p> Imobilização do local com talas ou ataduras, na posição que for mais cômoda</p><p>para a vítima;</p><p> Encaminhamento da pessoa ao serviço de saúde;</p><p>ENTORSE/ LUXAÇÃO</p><p>30</p><p>EPISTAXE</p><p>O quadro de epistaxe consiste na perda de sangue pelo nariz. Apesar de muitos casos</p><p>não possuírem causa definida, pode ocorrer por rompimento de vasos por traumatismos,</p><p>diminuição da pressão atmosférica em locais altos, viagem de avião, presença de corpo estranho,</p><p>fratura de base de crânio, altas temperaturas, crise hipertensiva, vias nasais ressecadas, entre</p><p>outros (BRASIL, 2003).</p><p>https://incrivel.club/criatividade-saude/este-e-o-guia-basico-de-primeiros-socorros-</p><p>31</p><p>EPISTAXE</p><p>Cuidados recomendados</p><p> Manter a vítima calma e em repouso;</p><p> Afrouxar as roupas na região do tórax e pescoço;</p><p> Sentar a vítima em lugar fresco e arejado;</p><p> Manter a vítima com o tronco inclinado para frente;</p><p> Não inclinar a cabeça da vítima para trás;</p><p> Se não houver suspeita de fratura de nariz, comprimir com os dedos as</p><p>aletas nasais para que o sangramento seja contido;</p><p> Aplicar compressas frias sobre nariz e face;</p><p> Monitorar sinais vitais e nível de consciência.</p><p>IMPORTANTE!!!</p><p>- Orientar a vítima para que não</p><p>assoe o nariz por, pelo menos, duas</p><p>horas;</p><p>sangramento persistir,</p><p>a vítima para um</p><p>- Caso o</p><p>encaminhar</p><p>serviço de</p><p>emergência, imediatamente.</p><p>32</p><p>FRATURAS</p><p>Os ossos têm como função a sustentação do organismo,</p><p>proteção de estruturas vitais, base mecânica para o</p><p>movimento, o armazenamento de sais minerais e a produção de</p><p>células sanguíneas. São unidos entre si pelas articulações</p><p>formando, assim, o esqueleto (SOBOTTA, 2001).</p><p>A fratura é uma interrupção (quebra) na continuidade</p><p>do osso, devido a uma carga de estresse maior do que a</p><p>estrutura pode sustentar. Essa ruptura pode ser causada por</p><p>impacto violento, pancada direta ou contração muscular.</p><p>33</p><p>FRATURAS</p><p>As fraturas podem ser abertas/expostas ou fechadas.</p><p>A fratura fechada ocorre quando não há rompimento da</p><p>pele provocando dor intensa, deformação do local afetado, incapacidade ou</p><p>limitação de movimento e edema local. Pode, ainda, ocorrer hematoma e</p><p>crepitação (BRASIL, 2003).</p><p>A fratura aberta/exposta ocorre quando o foco da fratura está em</p><p>contato com o meio externo, com o osso exteriorizado ou não. Neste caso, a pele</p><p>será lesada. Essa lesão pode decorrer do trauma sofrido, fragmentos de ossos ou</p><p>manuseio inadequado da vítima, o que pode levar ao agravamento da lesão</p><p>(CORPO DE BOMBEIROS DO PARANÁ, 2006).</p><p>34</p><p> Controlar eventual hemorragia e cuidar de</p><p>qualquer ferimento, com curativo, antes de</p><p>proceder à imobilização do membro</p><p>afetado;</p><p> Imobilizar o membro, procurando deixá-lo</p><p>na posição que for menos dolorosa para o</p><p>acidentado, o mais naturalmente possível;</p><p> Usar talas, caso seja necessário, pois</p><p>estas</p><p>irão auxiliar na sustentação do membro</p><p>atingido. As talas têm que ser de tamanho</p><p>suficiente para ultrapassar as articulações</p><p>acima e abaixo da fratura;</p><p>FRATURAS</p><p>Procedimentos recomendados</p><p>https://incrivel.club/criatividade-saude/este-e-o-guia-basico-de-</p><p>primeiros-socorros-que-todos-deveriam-saber-863210/</p><p>35</p><p>FRATURAS</p><p>Procedimentos recomendados</p><p>(CONTINUAÇÃO)</p><p> Para improvisaruma tala,</p><p>usar qualquer material rígido</p><p>semirrígido como tábua,</p><p>pode-se</p><p>ou</p><p>madeira,</p><p>enrolada ou jornalpapelão, revista</p><p>grosso dobrado.</p><p> Deve-se acolchoar o membro atingido com</p><p>panos limpos, camadas de algodão ou gaze,</p><p>procurando-se, sempre, localizar os pontos</p><p>de pressão e desconforto;</p><p> Prender as talas com ataduras ou tiras de</p><p>pano, apertá-las o suficiente para imobilizar</p><p>a área, com o devido cuidado para não</p><p>provocar garroteamento; https://incrivel.club/criatividade-saude/este-e-o-guia-basico-de-</p><p>primeiros-socorros-que-todos-deveriam-saber-863210/</p><p>36</p><p>Procedimentos recomendados</p><p>(CONTINUAÇÃO)</p><p> Fixar as talas em, pelo menos, quatro</p><p>pontos: acima e abaixo das articulações e</p><p>acima e abaixo da fratura;</p><p> Monitorar os sinais vitais e o nível</p><p>de</p><p>consciência da vítima;</p><p> Manter a vítima calma e em repouso;</p><p> Providenciar o atendimento especializado</p><p>o mais rápido possível.</p><p>FRATURAS</p><p>https://incrivel.club/criatividade-saude/este-e-o-guia-basico-de-</p><p>primeiros-socorros-que-todos-deveriam-saber-863210/</p><p>37</p><p>FRATURAS</p><p>ATENÇÃO!!!</p><p>Sob nenhuma justificativa, deve-se tentar realinhar o osso</p><p>fraturado, pois a manobra de alinhamento pode agravar os</p><p>danos, comprometendo estruturas adjacentes. Esse</p><p>procedimento deve ser realizado por profissional capacitado e</p><p>em lugar adequado (BRASIL, 2003).</p><p>38</p><p>FERIMENTOS</p><p>São lesões que causam rompimento dos tecidos moles (pele, tecido gorduroso,</p><p>músculos e órgãos internos) que permitem um contato do interior do organismo com o meio</p><p>externo possibilitando infecção. Geralmente causa dor e sangramento (CORPO DE</p><p>BOMBEIROS, 2006).</p><p>39</p><p>EM CASO DE FERIMENTOS SUPERFICIAIS</p><p>Procedimentos recomendados</p><p> Lavar abundantemente a ferida com água limpa;</p><p> Não esfregar os ferimentos para não piorar a lesão e não remover possíveis coágulos</p><p>existentes;</p><p> Cobrir o local ferido com gaze estéril ou pano limpo;</p><p> Não usar algodão, pois ele se desmancha e prejudica a cicatrização;</p><p> Controlar sangramento, por compressão direta;</p><p> Fazer uma atadura ou bandagem sobre o ferimento com curativo;</p><p> Aguardar serviço de emergência ou encaminhar a vítima para um serviço hospitalar.</p><p>FERIMENTOS</p><p>40</p><p>EM CASO DE FERIMENTOS PROFUNDOS OU EXTENSOS</p><p>Procedimentos recomendados</p><p> Manter a vítima aquecida e em repouso para evitar o estado de choque;</p><p> No caso de trauma abdominal, cobrir o ferimento com um pano limpo ou gaze</p><p>estéril e acionar o serviço de emergência;</p><p> Cobrir o local com gaze ou pano limpo e úmido sem apertar;</p><p> Monitorar sinais vitais e nível de consciência.</p><p>FERIMENTOS</p><p>41</p><p>QUEIMADURAS</p><p>Queimadura é toda lesão causada por agentes externos sobre o revestimento do</p><p>corpo, podendo destruir desde a pele até tecidos mais profundos, como ossos e órgãos.</p><p>Realizar os primeiros socorros em indivíduos queimados faz toda diferença no</p><p>tratamento de queimaduras. Este primeiro ato tem o poder de interromper a ação do</p><p>agente causador do trauma para que depois, imediatamente, se esfrie a região atingida</p><p>com o uso abundante de água corrente em temperatura ambiente para amenizar a dor.</p><p>42</p><p>QUEIMADURAS DE 1° GRAU</p><p> Embora afete apenas a camada superficial da pele, causando dor e vermelhidão, é</p><p>necessário colocar a área atingida debaixo d’água por, pelo menos, 15 minutos. Manter</p><p>um pano limpo e umedecido em água fria na região durante as primeiras 24 horas é</p><p>aconselhável. Evite qualquer “receita caseira” e aplique, apenas, uma pomada hidratante</p><p>ou cicatrizante para tratamento de queimaduras.</p><p>QUEIMADURAS DE 2° GRAU</p><p> Este tipo de trauma afeta as camadas intermediárias da pele e, por isso, além de dor e</p><p>vermelhidão, comumente gera bolhas ou inchaços. Nestas</p><p>feridas, o ideal é também</p><p>resfriar a área por 15 minutos com água corrente, porém é preciso lavar a queimadura</p><p>com sabão de pH neutro e cobrir a região com uma gaze molhada nas primeiras 48</p><p>horas. As bolhas não devem ser furadas em nenhuma hipótese e nenhum produto deve</p><p>ser aplicado, sob risco de infecção. O ideal é procurar ajuda médica para o correto</p><p>diagnóstico e cuidados, já que apesar de não deixar sequelas, a pele do local pode ficar</p><p>mais clara;</p><p>43</p><p>https://cepelli.com.br/noticias/bolhas-como-realizar-o-tratamento-de-queimaduras/</p><p>QUEIMADURAS DE 3° GRAU</p><p> É o tratamento de queimaduras mais grave, uma vez que as camadas mais profundas</p><p>da pele são afetadas. Nervos, músculos e ossos também podem ser atingidos, de</p><p>maneira que é preciso chamar uma ambulância imediatamente ou, caso não seja</p><p>possível, é necessário levar o paciente queimado ao hospital.</p><p>Uma gaze esterilizada ou um pano limpo sobre a região afetada pode</p><p>cuidadosamente ser colocado até a chegada de auxílio profissional. Alguns órgãos</p><p>podem ser afetados, portanto, o ideal é manter a pessoa acordada. Neste tipos</p><p>de traumas e queimaduras pode não se sentir dor devido à destruição dos nervos, mas</p><p>é necessária ajuda médica imediata para evitar complicações graves, assim como</p><p>infecções.</p><p>44</p><p>https://cepelli.com.br/noticias/cepelli-especialista-no-tratamento-de-feridas-e-queimaduras/</p><p>ANIMAIS SINANTRÓPICOS</p><p>São espécies que se adaptaram a viver junto com o ser humano,</p><p>como é o caso de pombos. Alguns animais sinantrópicos podem</p><p>transmitir doenças e causar danos à saúde de seres</p><p>humanos e outros animais.</p><p>45</p><p>RATOS</p><p>• Não jogue lixo a céu aberto ou em terrenos baldios;</p><p>• Mantenha alimentos guardados em recipientes fechados, de preferência de vidro;</p><p>• Inspecione periodicamente caixas de papelão, caixotes, fundo de armários, gavetas</p><p>e todo tipo de material que permita o abrigo de camundongos;</p><p>• Coloque telas, grelhas, ralos com fecho e outros artifícios que impeçam a entrada</p><p>desses animais através do encanamento;</p><p>• Evite o acúmulo de entulho ou outros materiais;</p><p>MEDIDAS DE CONTROLE</p><p>46</p><p>POMBOS</p><p>• Umedeça as fezes de pombos antes de removê-las e use máscara ou pano úmido na</p><p>boca e nariz para fazer a limpeza do local atingido;</p><p>• Proteja os alimentos do possível acesso de pombos;</p><p>• Use telas de arame ou alvenaria para vedar aberturas em forros, sótãos e paredes</p><p>(como o buraco para o aparelho de ar-condicionado);</p><p>• Os beirais são um dos abrigos mais procurados pelos pombos. Coloque fios de</p><p>náilon e prenda as extremidades com pregos;</p><p>Vale ressaltar que o hábito de fornecer alimentos para pombos provoca</p><p>proliferação excessiva desses animais sinantrópicos, desencadeando problemas para o</p><p>meio ambiente e afetando a qualidade de vida das pessoas.</p><p>MEDIDAS DE CONTROLE</p><p>47</p><p>ANIMAIS PEÇONHENTOS</p><p>Animais peçonhentos são aqueles que produzem peçonha</p><p>(veneno) e têm condições naturais para injetá-la em presas ou</p><p>predadores. Essa condição é dada naturalmente por meio de dentes</p><p>modificados, aguilhão, ferrão, cerdas urticantes, entre outros.</p><p>48</p><p>• Procure atendimento médico imediatamente.</p><p>• Informe ao profissional de saúde o máximo possível de características do animal, como:</p><p>tipo de animal, cor, tamanho, entre outras.</p><p>• Se possível, e caso tal ação não atrase a ida do paciente ao atendimento médico, lave o</p><p>local da picada com água e sabão, mantenha a vítima em repouso e com o membro</p><p>acometido elevado até a chegada ao pronto socorro.</p><p>• Em acidentes nas extremidades do corpo, como braços, mãos, pernas e pés, retire</p><p>acessórios que possam levar à piora do quadro clínico, como anéis, fitas amarradas e</p><p>calçados apertados.</p><p>• Não amarre (torniquete) o membro acometido e, muito menos, corte e/ou aplique</p><p>qualquer tipo de substancia (pó de café, álcool, entre outros) no local da picada.</p><p>• Não tente “chupar o veneno”, essa ação apenas aumenta as chances de infecção local.</p><p>O QUE FAZER EM CASO DE ACIDENTE COM</p><p>ANIMAIS PEÇONHENTOS?</p><p>49</p><p>ESTRUTURA EMOCIONAL</p><p>Os Primeiros Socorros Psicológicos constituem uma abordagem</p><p>de intervenção que visa ajudar os indivíduos na minoração do stress</p><p>emocional, no desenvolvimento e na adoção de estratégias que</p><p>concedam ao indivíduo a possibilidade de recuperar, ainda que</p><p>parcialmente, o seu funcionamento físico, cognitivo, emocional e social</p><p>prévio ao acontecimento.</p><p>50</p><p>COMO FORNECER SUPORTE?</p><p>• Mantenha a calma</p><p>• Crie uma conexão</p><p>• Seja honesto e confiável.</p><p>• Respeite o direito das pessoas de decidirem por si mesmas.</p><p>• Esteja atento sobre suas preferências e preconceitos e coloque-os de lado.</p><p>• Deixe claro para as pessoas que mesmo que elas não queiram ajuda agora, elas</p><p>poderão recebê-la posteriormente.</p><p>• Respeite a privacidade e mantenha a história da pessoa em sigilo, caso seja</p><p>apropriado.</p><p>• Comporte-se apropriadamente, considerando a cultura, a idade e o gênero da</p><p>pessoa.</p><p>51</p><p>INTOXICAÇÃO/ENVENENAMENTO COM SUBSTÂNCIAS</p><p>QUÍMICAS, PRODUTOS DE LIMPEZA OU MEDICAMENTOS</p><p>Os efeitos da intoxicação ou do envenenamento dependem da natureza da</p><p>substância, de sua concentração e da sensibilidade do indivíduo (BRASIL, 2003). Alguns</p><p>sinais e sintomas que levam à suspeita de intoxicação/envenenamento são: depressão</p><p>da função respiratória, dispneia, apneia, cianose, respiração lenta e profunda, alterações</p><p>pupilares, visão turva, salivação excessiva, sudorese excessiva, alteração do nível de</p><p>consciência, alucinações e delírios (...)</p><p>52</p><p>INTOXICAÇÃO/ENVENENAMENTO COM SUBSTÂNCIAS</p><p>QUÍMICAS, PRODUTOS DE LIMPEZA OU MEDICAMENTOS</p><p>(...) cefaleia, distúrbios do equilíbrio, hálito com odor estranho, cor estranha</p><p>nos lábios e boca, dor e queimação na boca, garganta e estômago, vômitos,</p><p>diarreia, dor abdominal, queimaduras, ausência de urina, urina com coloração</p><p>anormal, convulsões, distúrbios hemorrágicos, paralisias, estado de choque</p><p>iminente, hipotensão, hipertensão arterial, entre outros (BRASIL, 2003).</p><p>53</p><p>INTOXICAÇÃO/ENVENENAMENTO COM SUBSTÂNCIAS</p><p>QUÍMICAS, PRODUTOS DE LIMPEZA OU MEDICAMENTOS</p><p>Intoxicação por inalação</p><p>A inalação pode ser por partículas sólidas (poeiras), fumaças, névoas, vapores,</p><p>gases, entre outros. Nestes casos, deve-se isolar a área e identificar o tipo</p><p>de agente que afetou o local. (BRASIL, 2003).</p><p>54</p><p>INTOXICAÇÃO/ENVENENAMENTO COM SUBSTÂNCIAS</p><p>QUÍMICAS, PRODUTOS DE LIMPEZA OU MEDICAMENTOS</p><p>Intoxicação por inalação</p><p> Cuidados com a segurança do socorrista, para que este não entre em contato</p><p>com o produto intoxicante;</p><p> Remover a vítima para local arejado;</p><p> Afrouxar as vestes e, caso estejam contaminadas, removê-las;</p><p> Afrouxar as roupas para permitir que a vítima respire melhor;</p><p> Evitar aglomeração de pessoas ao redor da vítima;</p><p> Manter a vítima calma, em repouso e em observação;</p><p> Monitorar os sinais vitais e o nível de consciência;</p><p> Proceder à ressuscitação cardiopulmonar, se necessário;</p><p> Encaminhar a vítima, imediatamente, a um serviço hospitalar.</p><p>55</p><p>INTOXICAÇÃO/ENVENENAMENTO COM SUBSTÂNCIAS</p><p>QUÍMICAS, PRODUTOS DE LIMPEZA OU MEDICAMENTOS</p><p>Intoxicação por ingestão</p><p>Os acidentes mais comuns são com alimentos estragados e</p><p>contaminados, produtos de limpeza, medicamentos, plantas venenosas,</p><p>bebidas alcoólicas, inseticidas, ácidos e álcalis. Os sintomas são os mais</p><p>diversos como: espirro, tosse, sufocação, queimação, vômito, diarreia,</p><p>salivação excessiva, dor abdominal, edema de mucosas e obstrução das vias</p><p>aéreas, entre outros (BRASIL, 2003).</p><p>56</p><p>INTOXICAÇÃO/ENVENENAMENTO COM SUBSTÂNCIAS</p><p>QUÍMICAS, PRODUTOS DE LIMPEZA OU MEDICAMENTOS</p><p>Intoxicação por ingestão</p><p>Cuidados recomendados (BRASIL, 2003):</p><p> Ter cuidado com a segurança do socorrista para que este não entre em contato com o</p><p>produto intoxicante;</p><p> Não deixar a vítima sozinha;</p><p> Não provocar vômito;</p><p> Lavar a boca com água corrente;</p><p> Não oferecer líquidos e alimentos;</p><p> Transportar a vítima em posição lateral, de segurança, para evitar aspiração de vômito;</p><p> Afrouxar as roupas da vítima para permitir que respire melhor;</p><p> Evitar aglomeração de pessoas</p><p>ao redor da vítima;</p><p> Manter a vítima calma e em repouso;</p><p> Monitorar sinais vitais e o nível de consciência;</p><p> Encaminhar a vítima ao serviço hospitalar, imediatamente 57</p><p>INTOXICAÇÃO/ENVENENAMENTO COM SUBSTÂNCIAS</p><p>QUÍMICAS, PRODUTOS DE LIMPEZA OU MEDICAMENTOS</p><p>Intoxicação por ingestão</p><p>IMPORTANTE!!!</p><p>No atendimento hospitalar, é muito importante ter anotado o que causou</p><p>o</p><p>problema, como (BRASIL, 2003):</p><p> Nome ou embalagem do produto;</p><p> Quantidade ingerida;</p><p> Tempo de ingestão da sustância até o atendimento hospitalar.</p><p>58</p><p>RESSUSCITAÇÃO CARDIOPULMONAR (RCP)</p><p>O socorrista deve posicionar-se corretamente ao lado da vítima, localizar a parte</p><p>inferior do externo, posicionar as mãos entrelaçando-as, realizando as</p><p>compressões de cinco centímetros de profundidade, sendo, no mínimo 100 (cem)</p><p>compressões por minuto, permitindo o retorno do tórax, após cada compressão</p><p>(Figura 13). Se a RCP for realizada por mais de uma pessoa, então pode ser feito</p><p>revezamento entre elas no atendimento.</p><p>• Mãos no centro do tórax.</p><p>• Deixe os braços esticados, ombros</p><p>em cima da mão e dedos cruzados.</p><p>• Comprima com o peso do seu</p><p>corpo.</p><p>https://br.depositphotos.com/vector-images/reanima%C3%A7%C3%A3o-</p><p>cardiopulmonar.html</p><p>59</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BRASIL, Ministério da Saúde. Fundação Oswaldo Cruz. FIOCRUZ.</p><p>Vice Presidência de Serviços de Referência e Ambiente. Núcleo de</p><p>Biossegurança. NUBIO. Manual de Primeiros Socorros. Rio de</p><p>Janeiro, 170 p., 2003. Disponível em: Acesso em: 02 jun. 2022.</p><p>CORPO DE BOMBEIROS DO PARANÁ. Manual de Atendimento</p><p>Pré-Hospitalar do Corpo de Bombeiros do Paraná. Curitiba- PR,</p><p>2006.</p><p>FALCÃO, L. F. R.; BRANDÃO, J. C. M. Primeiros Socorros. São</p><p>Paulo: Editora Martinari, 2010.</p><p>FERREIRA, A. V. S.; GARCIA, E. Suporte Básico de Vida. Comitê</p><p>Nacional de ressuscitação - Funcor. Revista da Sociedade de</p><p>Cardiologia do estado de São Paulo. São Paulo, v.11, n.2, março de</p><p>2001.</p><p>GARCIA, S. B. Primeiros socorros. Fundamentos e práticas na</p><p>comunidade, no esporte e ecoturismo. São Paulo: Atheneu, 2003</p><p>NOVAES, G. S. Guia de socorros de urgências: atendimento pré-</p><p>hospitalar. Rio de Janeiro, SHAPE, 2006.</p><p>2007.</p><p>PERGOLA, A. M.; ARAUJO, I. E. M. O Leigo em Situações de</p><p>Emergência. Revista da Escola de Enfermagem da USP. São Paulo, v.</p><p>42, p. 769-775, dez. 2008. Disponível em:<</p><p>http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v43n2/a12v43n2.pdf>. Acesso em: 04</p><p>jun. 2022.</p><p>SANTINI, G. I.; MELLO, J. M. Primeiros socorros e prevenção de</p><p>acidentes aplicados em ambiente escolar. Secretaria de Estado da</p><p>Educação. Universidade Estadual de Maringá-UEM. Programa de</p><p>desenvolvimento educacional. Campo Mourão, dezembro de 2008.</p><p>SANTORO, D. E. Situações de urgência e emergência: manual</p><p>de</p><p>condutas práticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Águia Dourada, 310 p., 2013.</p><p>SÃO PAULO (Estado). Coordenação de Desenvolvimento de Programas</p><p>e Políticas de Saúde/Codepps. Manual de prevenção de acidentes e</p><p>primeiros socorros nas escolas/ Secretaria da Saúde. São Paulo/SP,</p><p>Disponível</p><p>em:</p><p>http://ww2.prefeitura.sp.gov.br/arquivos/secretarias/saude/crianca/0005</p><p>/Manual_Prev_Acid_PrimSocorro.pdf. Acesso em: 02 jun de 2022.</p><p>SOBOTTA, Johannes. Atlas de Anatomia Humana. 21.ed., Rio de</p><p>Janeiro: Guanabara-Koogan, 2001 60</p><p>http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v43n2/a12v43n2.pdf</p><p>http://ww2.prefeitura.sp.gov.br/arquivos/secretarias/saude/crianca/0005</p><p>Prefeito</p><p>Wilson Miguel dos Reis</p><p>Secretário de Obras e Defesa Civil</p><p>Valber Januario</p><p>Secretária de Educação</p><p>Roseli Duarte</p><p>Superintendente de Defesa</p><p>Civil</p><p>André Luís Gomes Xavier</p><p>Coordenador da Proteção</p><p>Comunitária</p><p>João Ariel Ferreira Blanco</p><p>Jonas Santana</p><p>Fundec</p><p>Enfermagem</p><p>Edição de material: Karina Estevão - Voluntária de Defesa Civil</p><p>61</p><p>Lei</p><p>Lucas</p><p>Lei 13.722/18</p><p>A VIDA NÃO TEM PREÇO.</p><p>Edição de material: Karina Estevão - Voluntária de Defesa Civil</p><p>62</p>

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