Prévia do material em texto
<p>1</p><p>Plantas e Memoriais Descritivos no</p><p>QGIS</p><p>Metodologia completa para elaborar plantas topográficas</p><p>profissionais e gerar documentos automaticamente em</p><p>software livre</p><p>Leandro França</p><p>2</p><p>© 2021 by Leandro Luiz Silva de França</p><p>Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou</p><p>transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico,</p><p>incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e</p><p>transmissão de informação, sem prévia autorização da GeoOne.</p><p>Capa: Gilveson Silva de Assunção</p><p>Colaboração: Alexandre Claudino Santana</p><p>Edição: GeoOne</p><p>França, Leandro Luiz Silva de</p><p>Plantas e memoriais descritivos no QGIS [livro eletrônico] : metodologia completa</p><p>para elaborar plantas topográficas profissionais e gerar documentos automaticamente</p><p>em software livre / Leandro França. -- 1. ed. -- João Pessoa, PB : GeoOne, 2021.</p><p>Bibliografia</p><p>ISBN 978-65-00-23920-1</p><p>1. Cartografia 2. Geografia 3. Plantas I. Título.</p><p>CDD-526</p><p>GeoOne</p><p>Contato: contato@geoone.com.br</p><p>3</p><p>Agradeço a Deus por esta obra</p><p>e dedico à minha esposa Mairla</p><p>e ao meu filho Lael</p><p>4</p><p>APRESENTAÇÃO</p><p>A história de elaborar Plantas e Memoriais em minha vida teve início quando</p><p>passei a atuar como engenheiro cartógrafo na antiga 3ª Divisão de Levantamento (3ª DL)</p><p>em Olinda-PE, hoje denominada de 3º Centro de Geoinformação, uma organização</p><p>militar do Exército responsável pelo mapeamento sistemático do nordeste brasileiro.</p><p>No ano em que eu me apresentei para servir na 3ª DL, em 2016, vivenciei uma</p><p>verdadeira transição dos projetos de Cartografia do ArcGIS para o QGIS, isto é, de um</p><p>software proprietário (pago) para outro livre (gratuito).</p><p>Assim, tive logo que participar ativamente dessa transição e me adaptar a essas</p><p>mudanças, tendo em vista que a bagagem que trazia era de SIG com o ArcGIS, adquiridas</p><p>no Instituto Militar de Engenharia (IME) e na Texas Tech University (TTU), nos EUA.</p><p>Após um ano de uso e estudo do QGIS, identifiquei a enorme potencialidade que</p><p>esse software livre e de código aberto poderia trazer não só para a Cartografia, como</p><p>também para diversas outras áreas afins.</p><p>A partir desse momento, comecei a estudar profundamente Python aplicado ao</p><p>QGIS (PyQGIS), buscando me capacitar de todas as formas disponíveis a meu alcance</p><p>como: livros, fóruns, blogs e tutoriais na internet, de tal forma que em 2017 já comecei a</p><p>escrever os meus primeiros scripts.</p><p>No ano seguinte, em 2018, tive a oportunidade de chefiar uma equipe de trabalho</p><p>de campo que tinha como missão o levantamento topográfico de alguns imóveis da União.</p><p>Nessa ocasião, pude perceber que a equipe tinha uma forte necessidade de elaborar as</p><p>plantas e memoriais em softwares de CAD.</p><p>Além disso, durante esses trabalhos, pude constatar uma série de dificuldades,</p><p>podendo ser citadas:</p><p>● Apenas um computador para realizar a tarefa, havendo a necessidade de uma</p><p>chave (Hardlock);</p><p>● Perda de tempo, não havendo uma metodologia bem definida de execução da</p><p>planta;</p><p>● Poucos profissionais tinham o completo domínio do software, devido ou número</p><p>de licenças e à documentação escassa;</p><p>● O software de CAD não possuir código aberto, ficando difícil qualquer</p><p>automatização ou implementação;</p><p>● E o pior, a necessidade de atualizações, com um custo anual considerável para os</p><p>cofres públicos.</p><p>5</p><p>Diante de todos esses problemas, propus-me a ajudar a equipe técnica, buscando</p><p>desenvolver uma metodologia de trabalho no QGIS que chegasse ao mesmo resultado do</p><p>software pago.</p><p>Partindo dessa iniciativa, foi pensado em um modelo de dados que otimizasse a</p><p>aquisição das informações dos limites de um imóvel, bem como ferramentas em Python</p><p>que pudessem gerar automaticamente todas as peças técnicas e itens da planta topográfica.</p><p>O sucesso do método e, principalmente, da qualidade dos resultados alcançados</p><p>foi tão grande que vários alunos e pessoas que presto consultoria me pediram para que eu</p><p>produzisse um material didático que aprofundasse sobre a metodologia de elaboração de</p><p>plantas e documentos do levantamento topográfico no QGIS.</p><p>Deste modo, este livro busca explicar detalhadamente a base de criação do</p><p>método, ou seja, o modelo de dados TopoGeo e sua implementação no formato</p><p>Geopackage, bem como todo o procedimento de execução para se chegar ao resultado de</p><p>uma planta topográfica e a geração automática das documentações do imóvel (memorial</p><p>descritivo, monografia de marco, entre outras).</p><p>6</p><p>SOBRE O AUTOR</p><p>Leandro Luiz Silva de França é engenheiro cartógrafo pelo</p><p>Instituto Militar de Engenharia (IME) com período cursado</p><p>na Texas Tech University (TTU), nos Estados Unidos da</p><p>América. Também possui graduação em Ciências Militares</p><p>pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e</p><p>mestrado em Ciências Geodésicas e Tecnologias da</p><p>Geoinformação pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).</p><p>Desenvolvedor Python de ferramentas para o QGIS voltadas ao mapeamento</p><p>topográfico, banco de dados PostgreSQL/PostGIS e controle de qualidade de</p><p>dados geoespaciais. Pesquisador das seguintes áreas: Cartografia, Geodésia,</p><p>Sistema de Informações Geográficas (SIG), Sensoriamento Remoto e Análise de</p><p>Dados Espaciais. Atua também como Professor de pós-graduação, Perito Judicial</p><p>e Consultor de empresas de Geotecnologias. Como autor do plugin do QGIS “LF</p><p>Tools”, disponibiliza abertamente ferramentas para a produção cartográfica,</p><p>levantamentos topográficos, Processamento Digital de Imagens (PDI) e</p><p>gerenciamento de banco de dados geográficos. Participou do Projeto de</p><p>Mapeamento do Estado da Bahia: um marco na cartografia nacional com a</p><p>produção de 1.449 cartas topográficas, sendo 1.252 na escala 1:25.000 (Região</p><p>Oeste e Litoral) e 297 na escala 1:50.000 (Região do Semiárido). Além disso,</p><p>desenvolveu metodologias de cartografia rápida para operações militares e apoiou</p><p>o Comando Militar do Nordeste na pandemia da COVID-19 com análises espaciais</p><p>através de mapas dinâmicos. É um entusiasta de soluções FOSS, seus scripts</p><p>desenvolvidos em PyQGIS e GDAL atualmente vêm sendo empregados no</p><p>processamento de dados do PE3D pelo Exército Brasileiro no Projeto de</p><p>Mapeamento de Pernambuco. Adora ensinar e ajudar aqueles que necessitam. Ama</p><p>a sua família e tem Deus como razão de sua vida.</p><p>7</p><p>SUMÁRIO</p><p>1. INTRODUÇÃO 9</p><p>1.1. Organização do Livro 9</p><p>1.2. Orientações Básicas e Configurações do QGIS 11</p><p>1.3. Instalação e apresentação do plugin LF Tools 11</p><p>2. MODELO TOPOGEO EM ARQUIVO GEOPACKAGE 14</p><p>2.1. Entendendo o modelo TopoGeo 14</p><p>2.1.1 Categoria Definição de Limites 15</p><p>2.1.2 Categoria Materialização 17</p><p>2.1.3 Categoria Análise 18</p><p>2.1.4 Categorias Feições Artificiais e Feições Naturais 19</p><p>2.2. Diagrama de classes do modelo TopoGeo 19</p><p>2.3. Formato GeoPackage 20</p><p>2.3.1. Criando uma camada em arquivo GeoPackage 21</p><p>2.3.2. Adicionando novas camadas no arquivo GeoPackage 24</p><p>2.3.3. Gerenciamento de Estilos para um GeoPackage 26</p><p>3. PROJETO QGIS PARA O LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO 31</p><p>3.1. Entendendo a estrutura básica de arquivos para um Projeto 31</p><p>3.2. Fluxograma para a confecção da planta e documentações 33</p><p>3.3. Configuração do SRC do Projeto 34</p><p>4. CARREGAMENTO DE PLANILHA DE PONTOS E ARQUIVOS DWG/DXF 39</p><p>4.1. Carga de Pontos a partir de Arquivo CSV 40</p><p>4.2. Ferramenta “Planilha para Camada de Pontos” 43</p><p>4.3. Importação de arquivo DWG/DXF no QGIS (método 1) 45</p><p>4.4. Importação de arquivo DWG/DXF no QGIS (método 2) 47</p><p>5. AQUISIÇÃO VETORIAL 50</p><p>5.1. Configuração da Aderência 51</p><p>5.2. Aquisição das feições da categoria Definição de Limites 52</p><p>5.2.1. Classe Ponto Limite 52</p><p>5.2.2. Classe Elemento Confrontante 53</p><p>5.2.3. Classe Área do Imóvel 55</p><p>5.3. Aquisição das feições da categoria</p><p>Sintético pode ser entendido como um resumo do Memorial</p><p>Descritivo estruturado em forma de tabela, constando as informações sobre os vértices,</p><p>as medidas lineares (distâncias) e azimutes de cada lado do perímetro do imóvel.</p><p>Este tipo de memorial é utilizado na planta topográfica para documentar as</p><p>principais informações de georreferenciamento do imóvel com o objetivo de tornar sua</p><p>localização geográfica inquestionável, devendo ser um item obrigatório nas plantas</p><p>utilizadas em processos de regularização fundiária.</p><p>Para a geração automática do Memorial Sintético, é utilizada apenas a camada</p><p>Ponto Limite, indicando também o primeiro e último vértice que devem constar na tabela,</p><p>o título da tabela e o tamanho do texto (Figura 6.4).</p><p>Figura 6.4: Ferramenta de geração do Memorial Sintético.</p><p>Como pode ser observado na Figura 6.4, quando se deseja que todos os vértices</p><p>do imóvel constem na tabela, basta deixar os parâmetros 1 e -1 para o primeiro e último</p><p>vértices, respectivamente. Mas quando a tabela é muito grande, é possível “quebrá-la”</p><p>em partes para que se ajuste adequadamente ao tamanho do papel da planta topográfica.</p><p>68</p><p>O resultado da ferramenta, que pode ser visualizado também no navegador de</p><p>internet, está presente na Figura 6.5.</p><p>Figura 6.5: Memorial sintético resultante.</p><p>6.3. Planilha de Cálculo de Área e Perímetro</p><p>Outro documento que merece estar presente nos trabalhos de levantamento</p><p>topográfico é a Planilha de Cálculo de Área e Perímetro, onde devem constar todos os</p><p>vértices em coordenadas planas e em coordenadas geodésicas, além dos azimutes e</p><p>medidas de cada lado, concluindo-se com o principal: o cálculo final de perímetro e área</p><p>do imóvel.</p><p>Os parâmetros utilizados na ferramenta “Planilha de área e perímetro” são</p><p>basicamente as camadas “Ponto Limite” e “Área do Imóvel”, conforme mostrado na</p><p>Figura 6.6.</p><p>Figura 6.6: Ferramenta de geração da Planilha de cálculo de área e perímetro.</p><p>69</p><p>A Figura 6.7 apresenta o resultado da ferramenta, com as informações do imóvel,</p><p>suas coordenadas planas e geodésicas, bem como as medidas de distância e azimute dos</p><p>lados e, por fim, o cálculo de perímetro e área.</p><p>Figura 6.7: Planilha de cálculo de área e perímetro.</p><p>6.4. Monografia de Marco Geodésico</p><p>A documentação dos marcos geodésicos de um imóvel é um procedimento</p><p>importantíssimo nos trabalhos de levantamentos geodésicos. Isso porque esses marcos</p><p>podem ser reocupados como base para futuros posicionamentos GNSS ou como vértices</p><p>de estacionamento de estações totais. Por isso, foi também implementada a ferramenta</p><p>“Monografia de marco geodésico” com o intuito de automatizar e padronizar a elaboração</p><p>desse documento.</p><p>A ferramenta de geração de monografia dos marcos tem como parâmetros de</p><p>entrada basicamente a camada Pontos de Referência e uma String, indicando exatamente</p><p>o código atribuído ao marco que se deseja gerar a monografia (Figura 6.8).</p><p>70</p><p>Figura 6.8: Ferramenta de geração de Monografia de marco geodésico.</p><p>A monografia do marco geodésico resultante da ferramenta pode ser observada na</p><p>Figura 6.9, podendo ser impressa como PDF diretamente no navegador de internet,</p><p>utilizando as teclas Ctrl+P.</p><p>71</p><p>Figura 6.9: Monografia de marco geodésico.</p><p>72</p><p>7. PLANTA TOPOGRÁFICA NO</p><p>COMPOSITOR DE IMPRESSÃO</p><p>A planta topográfica é um tipo de mapa especializado para representar parcelas de</p><p>terra (glebas, lotes etc.), apresentando as principais características e medidas de uma</p><p>propriedade através de azimutes, distâncias, área e elementos vizinhos (confrontantes).</p><p>Edificações e outras feições importantes dentro ou próximo à propriedade também</p><p>podem ser representadas na planta. Entretanto, para se considerar que a planta é um</p><p>documento georreferenciado e com a devida importância legal, as coordenadas dos</p><p>vértices da propriedade devem estar evidentes na planta, geralmente em uma tabela</p><p>chamada de Memorial Sintético.</p><p>O Compositor de Impressão do QGIS é um ambiente de preparação e produção</p><p>de toda a estrutura da planta topográfica: escala, grade, planta de situação, memorial</p><p>sintético, quadro de convenções, planta de situação, quadro de informações, etc. No</p><p>Compositor, o resultado da planta topográfica poderá ser exportado como imagem ou no</p><p>formato mais recomendado, o GeoPDF.</p><p>Neste capítulo, nós vamos entender o significado dos principais elementos de uma</p><p>planta topográfica e em seguida será ensinado como configurá-los, na prática, no</p><p>Compositor de Impressão do QGIS.</p><p>7.1. Apresentação dos elementos de uma planta topográfica</p><p>A Figura 7.1 apresenta os principais elementos que devem constar em uma planta</p><p>topográfica, sendo eles:</p><p>(a) Planta Principal;</p><p>(b) Memorial sintético;</p><p>(c) Quadro de orientação do centro da planta;</p><p>(d) Sistema Geodésico de Referência e Projeção da Planta Principal;</p><p>(e) Quadro de convenções cartográficas (legenda);</p><p>(f) Planta de Situação;</p><p>(g) Localização e escala aproximada da Planta de Situação;</p><p>73</p><p>(h) Cabeçalho do executante do serviço;</p><p>(i) Descrição do serviço com a logotipo do contratante e do contratado;</p><p>(j) Informações do Imóvel e do levantamento topográfico;</p><p>(k) Quadro de área;</p><p>(l) Quadro de perímetro;</p><p>(m) Quadro da equipe auxiliar;</p><p>(n) Descrição da metodologia de levantamento e responsável técnico;</p><p>(o) Código da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), ou equivalente; e</p><p>(p) Autenticação do conselho profissional com QR Code.</p><p>Figura 7.1: Principais elementos de uma planta topográfica.</p><p>74</p><p>7.2. Definição do tamanho do papel</p><p>O primeiro passo em qualquer trabalho de mapeamento é definir o tamanho de</p><p>papel e escala da planta topográfica, pois os passos seguintes, de fato, vão depender dessas</p><p>definições.</p><p>Um projeto do QGIS pode conter um ou mais Compositores de Impressão</p><p>(Layouts). No projeto modelo, são disponibilizados compositores para os seguintes</p><p>tamanho de papel: A0, A1, A2, A3 e A4.</p><p>No QGIS, os compositores de impressão podem ser acessados no menu Projeto ></p><p>Gerenciador de Layout..., ou simplesmente clicando no botão “Mostra Gerenciador de</p><p>Layout”: .</p><p>Na Figura 7.2, são apresentados os Compositores Modelos “prontos para uso” na</p><p>elaboração de plantas topográficas em diversos tamanhos.</p><p>Figura 7.2: Compositores de Impressão em diversos tamanhos.</p><p>Em geral, o tamanho A1 é o mais recomendado tanto para impressão em gráficas</p><p>quanto para a geração do documento digital. Mas quando a planta requer mais detalhes</p><p>em uma escala maior, o tamanho A0 pode ser uma boa opção. Já o tamanho A4 é ideal</p><p>para impressão em impressoras comuns, apesar das dificuldades para representar muitos</p><p>detalhes na planta, tendo em vista a menor área do papel.</p><p>75</p><p>7.3. Verificação do SRC da planta</p><p>Nesta etapa, é dedicada apenas a verificar se o SRC do Mapa (Planta Principal) é</p><p>igual ao SRC do Projeto (Figura 7.3.a), assim como o SRC da Grade é igual ao SRC do</p><p>Mapa (Figura 7.3.b), ou seja, SRC do Projeto = SRC do Mapa = SRC da Grade.</p><p>Figura 7.3: Verificação do SRC da Planta Principal e de sua Grade.</p><p>O Projeto modelo disponibilizado no curso da GeoOne, Elaboração de Plantas e</p><p>Memoriais Descritivos no QGIS, já vem com as configurações apresentadas na Figura</p><p>7.3 por padrão e, na prática, o operador não tem necessidade de realizar esse trabalho.</p><p>O objetivo é evitar erros e poupar tempo. No entanto, é importante ressaltar que o</p><p>SRC que é configurado inicialmente para o Projeto (ensinado na Seção 3.3 deste livro)</p><p>irá se propagar para todas as outras tarefas, seja na elaboração da planta topográfica</p><p>quanto na geração automática das documentações (memoriais, monografias, planilhas,</p><p>etc.). Por isso, é importante essa rápida conferência.</p><p>https://go.hotmart.com/P51446268E</p><p>https://go.hotmart.com/P51446268E</p><p>76</p><p>7.4. Ajuste da Escala</p><p>Para ajustar a escala da Planta Principal, clique na ferramenta “Selecionar item”</p><p>e depois selecione a Planta Principal no Compositor de Impressão. Outra opção é</p><p>selecionar a Planta Principal no painel de itens. Observe que na aba “Propriedades do</p><p>Item” aparecerá todas as propriedades do mapa selecionado.</p><p>Figura 7.4: Propriedades do item “Planta Principal”.</p><p>Se a área mapeada não estiver aparecendo na planta principal, clique no botão</p><p>“Configurar a extensão do mapa para coincidir com a tela principal”: . Refine o ajuste</p><p>do posicionamento da área mapeada com a ferramenta “Mover conteúdo do item”: .</p><p>Figura 7.5: Ajuste da extensão do mapa.</p><p>77</p><p>Por fim, altere o denominador da escala, de forma que fique com um “valor</p><p>cheio”3 (múltiplo de 100 ou 1.000).</p><p>Figura 7.6: Ajuste da Escala.</p><p>7.5. Ajuste da Grade</p><p>Na elaboração de plantas topográficas, com o projeto modelo disponibilizado pela</p><p>GeoOne, a configuração da Grade se resume à definição dos intervalos em X e Y, de</p><p>forma que seu espaçamento fique adequado para a área mapeada, evitando-se espaços</p><p>grandes ou muito curtos que causam sobreposição de coordenadas.</p><p>Para acessar as configurações da Grade, vá nas propriedades da Planta Principal e</p><p>utilize a barra de rolagem até encontrar “Grades”. Selecione a “Grade 1” e depois clique</p><p>em “Modificar grade…”.</p><p>Figura 7.7: Configuração da grade.</p><p>3 Uma escala com “valor cheio” mostra o cuidado e atenção de quem elaborou a planta</p><p>para a escala do produto, além de facilitar a interpretação das medições para quem for</p><p>utilizar a planta topográfica.</p><p>78</p><p>Em seguida, defina um valor, de preferência múltiplo de 10, 50 ou 100, para os</p><p>intervalos em X e Y da grade, conforme mostrado na Figura 7.8.</p><p>Figura 7.8: Ajuste dos intervalos em X e Y.</p><p>7.6. Ajuste da Planta de Situação</p><p>A Planta de Situação é destinada a representar o contexto da localização onde o</p><p>imóvel se encontra. Ela é apresentada na planta com o SRC SIRGAS2000, ou seja, em</p><p>coordenadas geográficas.</p><p>A configuração da Planta de Situação consiste em três passos semelhantes ao que</p><p>foi realizado para a Planta Principal, ou seja:</p><p>(1) Configurar a extensão do mapa para coincidir com a tela principal;</p><p>(2) Ajustar a escala do mapa; e</p><p>(3) Ajustar o espaçamento em X e Y da Grade.</p><p>Deve ser dada atenção à unidade do espaçamento em X e Y que, neste caso, é</p><p>dado em graus decimais. No exemplo da Figura 7.9, é considerado intervalos de 15”, o</p><p>que corresponde a 0,0125 graus decimais.</p><p>79</p><p>Figura 7.9: Intervalos X e Y em graus decimais.</p><p>7.7. Adicionando o Memorial Sintético</p><p>O Memorial Sintético corresponde à tabela com as coordenadas dos vértices do</p><p>imóvel e com os azimutes e distâncias de cada lado. Essa tabela é construída no formato</p><p>de arquivo HTML, o qual é gerado automaticamente, conforme ensinado na Seção 6.2.</p><p>Para inserir o memorial sintético na planta topográfica, siga os seguintes passos:</p><p>(1) Menu Adicionar Item > Adicionar HTML, ou simplesmente clicar no botão</p><p>“Adicionar HTML”: .</p><p>(2) Desenhar na planta (clica, segura e arrasta) a área destinada para inserir o</p><p>Memorial Sintético (Figura 7.10).</p><p>80</p><p>Figura 7.10: Desenhando área para inserir o Memorial Sintético.</p><p>(3) Em seguida, nas “Propriedades do Item”, escolha a opção URL e, clicando em</p><p>, aponte para o arquivo HTML correspondente ao Memorial Sintético.</p><p>Figura 7.11: Caminho para o arquivo HTML.</p><p>(4) Caso o Memorial Sintético não apareça no mapa, clique em “Atualizar HTML”,</p><p>de tal forma que ele fique visível na área desenhada (Figura 7.12).</p><p>81</p><p>Figura 7.12: Visualização do Memorial Sintético na planta topográfica.</p><p>7.8. Ajuste dos Rótulos</p><p>Esta etapa consiste no ajuste da posição e rotação dos rótulos (nomes das feições,</p><p>também traduzidos como etiquetas), de forma que fiquem com uma melhor apresentação</p><p>na planta, além de evitar que eles se sobreponham ou fiquem ocultos.</p><p>As principais camadas que precisam ser verificadas nesta etapa são: Elemento</p><p>Confrontante, Ponto Limite, Área de Imóvel e Ponto de Referência Geodésica.</p><p>Entretanto, o procedimento ensinado aqui também servirá para as outras classes.</p><p>Inicialmente, para o ajuste dos rótulos, é necessário que o mapa na tela do QGIS</p><p>esteja com a mesma escala do Compositor de Impressão, pois, dessa forma, os ajustes de</p><p>deslocamento dos rótulos terão as mesmas distâncias.</p><p>Em seguida, utilize as ferramentas de Rótulo (Figura 7.13), clicando em (a) para</p><p>habilitar as opções de rotulação da camada.</p><p>Figura 7.13: Ferramentas de Rótulo</p><p>82</p><p>Em seguida, clique no rótulo que deseja mover ou rotacionar e observe que poderá</p><p>aparecer uma janela de nome “Armazenamento Auxiliar” (Figura 7.14). Neste caso,</p><p>apenas escolha o campo “fid” e clique em OK. Esta configuração significa que todas as</p><p>alterações no rótulo serão armazenadas diretamente no Projeto, sendo associadas a esse</p><p>campo. O campo “fid” nada mais é que a chave primária, onde entende-se que não haverá</p><p>feições com atributos iguais.</p><p>Figura 7.14: Campo para armazenamento das configurações de rótulo no projeto.</p><p>No caso da Figura 7.15, o rótulo do confrontante foi transladado com o botão</p><p>“Mover Rótulo” (Figura 7.13b) e rotacionado com o botão “Girar Rótulo” (Figura 7.13c),</p><p>até que ficasse com uma boa apresentação no Compositor de Impressão.</p><p>Figura 7.15: Configuração de rotação e translação de rótulo no QGIS.</p><p>Este procedimento é semelhante para todas as camadas. A Figura 7.16 apresenta</p><p>o antes e depois do ajuste dos rótulos na planta topográfica no Compositor de Impressão</p><p>do QGIS.</p><p>83</p><p>Figura 7.16: Planta topográfica após ajustes dos rótulos das camadas.</p><p>84</p><p>7.9. Construção do Quadro de Convenções (Legendas)</p><p>O Quadro de Convenções deve conter as descrições dos símbolos utilizados, de</p><p>forma a auxiliar na interpretação das informações contidas na planta topográfica.</p><p>Para inserir a Legenda no Quadro de Convenções, siga os seguintes passos:</p><p>(1) No menu Adicionar Item > Adicionar Legenda, ou simplesmente clicar no</p><p>botão “Adicionar Legenda”: ;</p><p>(2) Desenhe na região do Quadro de Convenções (clica, segura e arrasta) a área</p><p>destinada para inserir a legenda;</p><p>(3) Nas Propriedades do Item, desabilite a opção “Atualização automática” e</p><p>habilite a opção “Mostrar apenas itens dentro do mapa”, conforme mostrado na</p><p>Figura 7.17;</p><p>Figura 7.17: Ajuste dos itens da legenda.</p><p>(4) Em seguida, também nas propriedades da legenda, ajuste o tamanho das fontes</p><p>e deixe em “branco” o nome dos grupos que não precisam aparecer, de forma</p><p>tudo caiba dentro do Quadro de Convenções;</p><p>(5) Ajuste a largura do símbolo, para que as simbologias das delimitações físicas</p><p>apareçam por completo;</p><p>(6) Se necessário, regule o espaçamento entre os itens da legenda; e</p><p>(7) Se necessário, desabilite a cor de fundo da legenda que, por padrão, vem como</p><p>branca.</p><p>85</p><p>A Figura 7.18 apresenta o resultado da legenda no Quadro de Convenções, após</p><p>as devidas configurações.</p><p>Figura 7.18: Legenda ajustada ao Quadro de Convenções.</p><p>Observação: Caso, você deseje remover a contagem de feições da classe Ponto Limite,</p><p>basta ir ao painel de camadas do Projeto do QGIS, clicar com o botão direito do mouse</p><p>sobre a camada Ponto Limite e desabilitar a opção “Mostrar contagem de feições”.</p><p>7.10. Editando os Quadros de Informações</p><p>Você já deve ter percebido que alguns quadros da planta topográfica possuem</p><p>imagens e textos com informações da GeoOne. Este fato demandará algumas</p><p>personalizações de acordo com o serviço que você necessite executar.</p><p>Assim, você precisa editar esses quadros com as informações do contratado e do</p><p>contratante, adicionando os detalhes do serviço prestado. A ideia é criar um modelo</p><p>perfeitamente ajustado às características dos seus trabalhos.</p><p>A edição dessas informações é bastante simples. No caso das imagens, basta clicar</p><p>em cima delas e apontar para a nova imagem que você for utilizar (Figura 7.19). Já no</p><p>caso dos textos, você tem que clicar</p><p>no item e editar o conteúdo do texto no espaço da</p><p>aba Propriedades do Item (Figura 7.20).</p><p>https://geoone.com.br/</p><p>86</p><p>Figura 7.19: Edição do caminho da imagem.</p><p>Figura 7.20: Edição do texto da descrição do serviço.</p><p>Observação: Caso haja a necessidade de alterações no arquivo de fundo para os tamanhos</p><p>A0 ao A4, os quais estão disponibilizados no formato SVG na pasta “raiz/Figuras”,</p><p>sugere-se utilizar um software livre de desenho vetorial como o Inkscape.</p><p>https://inkscape.org/pt-br/</p><p>87</p><p>7.11. Configuração de DPI e impressão em formato digital</p><p>Antes de exportar a planta topográfica, uma configuração muito importante é</p><p>ajustar a resolução de exportação, a qual é dada em DPI (dot per inch, do inglês pontos</p><p>por polegadas). Essa configuração pode ser acessada na aba “Modelo”, como mostrado</p><p>na Figura 7.21.</p><p>Figura 7.21: Configuração da resolução de exportação.</p><p>A quantidade de DPI vai dizer quantos pixels a imagem exportada vai ter para um</p><p>determinado tamanho, ou seja, quanto maior a resolução, melhor será a qualidade visual.</p><p>Em contrapartida, mais pesado será o arquivo exportado.</p><p>O QGIS tem por padrão a resolução de 300 dpi, no entanto, na prática, a resolução</p><p>de 150 dpi vem se mostrado suficiente para gerar plantas no tamanho A1 e A0 com</p><p>qualidade suficiente para impressão no respectivo tamanho de papel.</p><p>Quando trabalhamos com plantas em grandes tamanhos, como é o caso do A0, o</p><p>principal problema de exportar com a resolução de 300 dpi é a possibilidade de alguns</p><p>transtornos devido ao enorme tamanho do arquivo, principalmente quando contém</p><p>imagens de satélite ou de drone.</p><p>88</p><p>Se você deseja exportar a planta com um tamanho de arquivo mais compacto, uma</p><p>sugestão é exportar com a mesma resolução apresentada na tela do QGIS, que</p><p>corresponde a 96 dpi. Essa configuração é interessante para versões mais leves destinadas</p><p>a revisão ou teste (minuta).</p><p>No compositor de impressão do QGIS é possível exportar a planta topográfica das</p><p>seguintes formas:</p><p>(a) Imagem em diversos formatos como: jpg, png, tif e bmp;</p><p>(b) Arquivo vetorial SVG; e</p><p>(c) Arquivo GeoPDF.</p><p>Dentre os formatos apresentados, o mais indicado tanto para a impressão em</p><p>gráficas quanto para o armazenamento em sistemas digitais de Cartórios, Prefeituras ou</p><p>do Judiciário, é o formato GeoPDF.</p><p>O formato GeoPDF tem a vantagem de ser um arquivo georreferenciado, ou seja,</p><p>ele pode ser carregado diretamente no QGIS, semelhante a um arquivo GeoTIFF. Além</p><p>disso, alguns softwares de leitura de PDF, como o Adobe Acrobat Reader, também</p><p>possuem ferramentas de medições de distâncias e determinação de coordenadas.</p><p>Para exportar a planta como GeoPDF, você deve clicar no botão “Exportar como</p><p>PDF”: . Uma mensagem de alerta sobre a possibilidade de erro na impressão de</p><p>camadas WMS pode aparecer na sua tela, mas não se preocupe, basta apenas clicar em</p><p>“Close”. Despois disso, aponte o caminho onde irá salvar o arquivo e clique em “Salvar”.</p><p>Em seguida, uma janela de “Opções de exportação para PDF” será aberta. Observe</p><p>que, para que seu arquivo de saída esteja realmente no formato GeoPDF, você deve</p><p>habilitar a opção “Criar PDF Geoespacial (GeoPDF)”, conforme mostrado na Figura 7.22.</p><p>89</p><p>Figura 7.22: Exportação de GeoPDF.</p><p>Após isso, basta clicar em “Save” e o arquivo da planta topográfica está pronto</p><p>para revisão final e, caso não haja a necessidade de correções, já pode ser entregue ao</p><p>cliente, finalizando-se o serviço.</p><p>90</p><p>8. APLICAÇÕES (BÔNUS)</p><p>Este capítulo tem como objetivo apresentar outras potencialidades de aplicação da</p><p>metodologia ensinada neste livro, mostrando seu emprego nas seguintes situações:</p><p>(1) Planta com imagens de satélite ou ortomosaicos de drone;</p><p>(2) Plantas com o levantamento de mais de um imóvel; e</p><p>(3) Plantas com análise de geoprocessamento em perícias cartográficas.</p><p>8.1. Planta topográfica com imagens de satélite ou ortomosaico de</p><p>drone</p><p>Hoje, com as facilidades de acesso a imagens orbitais de satélite e de</p><p>aerolevantamento com Aeronaves Remotamente Pilotadas (mais comumente conhecidas</p><p>como “drones”), as plantas topográficas com imagens de satélite ou ortomosaico de drone</p><p>vêm se tornando cada vez mais comuns.</p><p>Embora um ortomosaico georreferenciado não substitua o levantamento com</p><p>receptor GNSS geodésico, a cobertura com fotografias aéreas para a geração de um</p><p>mosaico ortorretificado possibilita a visualização da situação dos limites do imóvel, bem</p><p>como do interior da propriedade e suas confrontações, servindo também de comprovação</p><p>visual do levantamento geodésico realizado.</p><p>Para demonstrar a utilização de uma base de imagem de satélite, vamos tomar</p><p>como exemplo a planta trabalhada no capítulo 7.</p><p>Neste caso, podemos adicionar qualquer imagem de satélite. No exemplo da</p><p>Figura 8.1, foi utilizada a camada “Bing Satellite” do plugin QuickMapServices.</p><p>91</p><p>Figura 8.1: Imagem de satélite adicionada.</p><p>Observe na figura anterior que a cor preta dos símbolos e rótulos das feições não</p><p>é adequada quando a planta tem por base uma imagem de satélite, devendo-se alterá-las</p><p>para cores mais claras, como por exemplo o amarelo ou branco (Figura 8.2).</p><p>Figura 8.2: Símbolos e rótulos na cor amarela e branca.</p><p>Além dessa configuração de estilos das camadas, é necessário atualizar o tema</p><p>“mapa principal”.</p><p>92</p><p>Se você acessar o compositor de impressão com a planta elaborada anteriormente,</p><p>vai perceber que a imagem do satélite ainda não vai aparecer. Isto ocorre porque as</p><p>camadas que devem ser visualizadas na planta principal já estão definidas para o tema</p><p>“mapa principal”.</p><p>Para atualizar o tema, de maneira que a nova camada com a imagem de satélite</p><p>seja incluída nele, é necessário realizar os seguintes passos:</p><p>(1) Coloque para “mostrar” somente as camadas que devem aparecer na planta</p><p>principal;</p><p>(2) Em seguida clique no botão “Gerenciar Temas de Mapa”: que fica no topo do</p><p>painel “Camadas”.</p><p>(3) Depois escolha a opção Substituir Tema > mapa principal, conforme mostrado na</p><p>Figura 8.3.</p><p>Figura 8.3: Substituição do tema “mapa principal”.</p><p>O mesmo procedimento feito na planta principal pode ser aplicado à planta de</p><p>situação, de tal forma que também tenha uma imagem de satélite como base. A Figura</p><p>8.4 mostra o resultado após a substituição dos temas da planta principal e da planta de</p><p>situação.</p><p>93</p><p>Figura 8.4: Resultado após a substituição dos temas.</p><p>Com a utilização de ortomosaico de drones, devido à sua alta resolução que chega</p><p>a menos de 2 cm, é possível “ampliar” alguma área que se deseje destacar evidenciando</p><p>algum detalhe do imóvel, como mostrado na Figura 8.5.</p><p>Figura 8.5: Destaque em uma área da planta.</p><p>94</p><p>A área de detalhe, nada mais é que uma camada vetorial com polígono circular</p><p>criado com as ferramentas de edição de forma do próprio QGIS [9], aplicando-se a</p><p>simbologia “polígono invertido”, de tal forma que somente o que estiver dentro do</p><p>polígono apareça no mapa.</p><p>Muito embora a utilização de ortomosaico de drone ou imagem de satélite tragam</p><p>grandes vantagens, deve-se deixar claro na descrição da planta que a definição dos limites</p><p>do imóvel foi feita com equipamento de topografia seguindo as especificações nacionais</p><p>para levantamento geodésico ou topográfico e que essa base raster tem o objetivo de</p><p>contextualização e comprovação da situação na época do levantamento.</p><p>8.2. Planta topográfica com mais de um imóvel</p><p>Em alguns casos, é necessário representar mais de um imóvel na mesma planta</p><p>topográfica, constando também os memoriais sintéticos, os dados dos imóveis, bem como</p><p>as áreas e perímetros deles.</p><p>Para realizar esse procedimento, é necessário armazenar os dados dos demais</p><p>imóveis em novas classes de definição de limites (Ponto Limite, Elemento Confrontante</p><p>e Área do Imóvel).</p><p>Para realizar esse procedimento existem duas possibilidades: (1) copiar um</p><p>arquivo</p><p>TopoGeo.gpkg para cada imóvel, adicionando as classes da cópia no projeto do</p><p>QGIS; ou (2) criar camadas das novas classes dentro do arquivo TopoGeo.gpkg original.</p><p>A primeira opção é a mais interessante, pois se aproveita as configurações de</p><p>estilos das camadas e mantém a organização de cada imóvel separadamente em arquivos</p><p>GPKG.</p><p>A Figura 8.6 apresenta uma cópia do arquivo TopoGeo.gpkg, destinado a armazenar</p><p>as feições de definição de limites do segundo imóvel.</p><p>95</p><p>Figura 8.6: Cópia do arquivo Geopackage para o segundo imóvel.</p><p>O arquivo copiado pode ser carregado no QGIS simplesmente arrastando-o e</p><p>soltando-o dentro da área de trabalho do projeto. Em seguida devem ser selecionadas as</p><p>classes que serão trabalhadas, conforme a Figura 8.7.</p><p>Figura 8.7: Carregamento de novas classes do arquivo Geopackage copiado.</p><p>Depois disso, renomeie as camadas e organize as classes de cada imóvel em um</p><p>grupo, como mostrado na Figura 8.8.</p><p>96</p><p>Figura 8.8: Organização das classes de cada imóvel em grupos no QGIS.</p><p>Daqui em diante, segue-se o procedimento de aquisição vetorial de cada imóvel</p><p>individualmente, conforme ensinado no Capítulo 5.</p><p>A Figura 8.9 corresponde a um exemplo de planta topográfica com dois imóveis.</p><p>Observe que, para cada lote, existe um memorial sintético, cálculo de área e perímetro. A</p><p>Figura 8.10 mostra a expressão do QGIS de como a área é calculada a partir do nome da</p><p>camada do segundo imóvel.</p><p>Figura 8.9: Exemplo de planta topográfica com dois imóveis.</p><p>97</p><p>Figura 8.10: Expressão do QGIS para o cálculo de área a partir do nome da camada.</p><p>8.3. Plantas topográficas em Perícias Cartográficas</p><p>Embora existam vários modelos de plantas topográficas padronizadas por</p><p>institutos e organizações oficiais como o INCRA e a DSG, é bastante comum que esses</p><p>modelos não sejam suficientes para atender plenamente a demanda de trabalhos de análise</p><p>cartográfica em perícias judiciais.</p><p>Muitas vezes, as Perícias Cartográficas requerem soluções criativas na</p><p>representação das feições e a utilização de recursos adequados de geoprocessamento para</p><p>a correta análise espacial dos dados do levantamento topográfico.</p><p>O conteúdo deste livro, que buscou detalhar conceitos e demonstrá-los na prática,</p><p>propicia que o leitor possa realmente produzir plantas topográficas profissionais que</p><p>98</p><p>atendam diversas finalidades, como é o caso das Perícias Cartográficas, tendo a confiança</p><p>da qualidade do produto gerado.</p><p>Como engenheiro cartógrafo, este autor teve a oportunidade de realizar e</p><p>participar de vários tipos de perícias e, com as experiências adquiridas, houve também</p><p>aperfeiçoamento da metodologia de trabalho e dos produtos gerados no QGIS.</p><p>Um exemplo bastante didático da utilização de planta topográfica em perícia</p><p>cartográfica é apresentado na Figura 8.11, onde há uma análise de sobreposição de</p><p>imóveis. A área em litígio (hachurada em vermelho) foi determinada com ferramentas de</p><p>geoprocessamento do QGIS e, desta área, puderam ser determinadas as coordenadas de</p><p>seus “pontos limites”, gerando-se a tabela com o memorial sintético, bem como o cálculo</p><p>da área e do perímetro da sobreposição.</p><p>Figura 8.11: Planta topográfica com análise de geoprocessamento.</p><p>Perícia cartográfica é uma atividade bastante interessante de ser explorada não só</p><p>por engenheiros cartógrafos, mas por qualquer profissional de áreas afins devidamente</p><p>credenciados no seu conselho profissional. Trabalhar em perícias pode ser bastante</p><p>excitante e desafiador, pois o laudo pericial se baseia em fundamentos matemáticos para</p><p>99</p><p>a solução técnica de um imbróglio do processo judicial, além da possibilidade do perito</p><p>poder obter uma boa renda extra.</p><p>O conteúdo deste livro finda por aqui. Eu espero que tudo tenha sido bastante</p><p>proveitoso e colaborado para a excelência das atividades que venha realizar a partir deste</p><p>material. Desejo também muito sucesso e prosperidade, tendo em mente que pode contar</p><p>sempre com o apoio deste autor, cuja missão é oferecer um conteúdo de qualidade para a</p><p>sua vida acadêmica e profissional.</p><p>Se você tem o interesse de aprender mais, acessando a todo o material das práticas</p><p>que foram apresentadas neste livro com videoaulas gravadas do passo a passo, e contando</p><p>com o suporte técnico de quem desenvolveu a metodologia e as ferramentas através de</p><p>canais como WhatsApp, Facebook ou Telegram, então convido você a conhecer o curso</p><p>“Elaboração de planta e memoriais descritivos no QGIS” através do seguinte link:</p><p>https://go.hotmart.com/P51446268E</p><p>https://go.hotmart.com/P51446268E</p><p>https://go.hotmart.com/P51446268E</p><p>100</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>[1] OGC®. GeoPackage Encoding Standard. 2018. Disponível em:</p><p>https://www.geopackage.org/spec121/index.html.</p><p>[2] Silva, P. A. ; Lima Junior, C. O. ; Carneiro, A. F. T. . Estruturação de um Banco de Dados</p><p>Espacial para o Munícipio de Macaparana-PE. 2018. Anais do COBRAC 2018 - Florianópolis –</p><p>SC – Brasil - UFSC – de 21 a 24 de outubro 2018.</p><p>[3] França, L., Passos, J., Portugal, J., Carneiro, A., Araújo, I., & Silva, D.. Proposição</p><p>metodológica com emprego de software livre para a elaboração de documentos de levantamento</p><p>topográfico de imóveis da União. In: COBRAC - Congresso de Cadastro Multifinalitário e Gestão</p><p>Territorial. 2020.</p><p>[4] Comissão Nacional de Cartografia - CONCAR. Especificação Técnica para Estruturação de</p><p>Dados Geoespaciais Vetoriais (ET-EDGV). Versão 3.0. Brasília, 2017.</p><p>[5] Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT. NBR 13.133 Execução de levantamento</p><p>topográfico, 1994.</p><p>[6] Departamento de Ciência e Tecnologia - DCT/ Departamento de Engenharia e Construção -</p><p>DEC. IR 50-08. Instruções Reguladoras para a Execução do Levantamento Topográfico Cadastral</p><p>no Âmbito do Exército. 2010.</p><p>[7] Lizardo, Luís Eduardo Oliveira; Davis, Clodoveu Augusto. OMT-G Designer: a Web tool for</p><p>modeling geographic databases in OMT-G. In: International Conference on Conceptual</p><p>Modeling. Springer, Cham, 2014. p. 228-233.</p><p>[8] Rashidan, Muhammad Hanis; Musliman, Ivin Amri. GeoPackage as future ubiquitous GIS</p><p>data format: a review. Jurnal Teknologi, v. 73, n. 5, 2015.</p><p>[9] França, Leandro Luiz Silva. QGIS: Teoria e Prática. Udemy. 2018. Disponível em: <</p><p>https://www.udemy.com/curso-basico-de-qgis >. Acesso em: 10 de abril de 2020.</p><p>[10] QGIS.org, 2021. QGIS Geographic Information System. QGIS Association.</p><p>http://www.qgis.org.</p><p>[11] SIRGAS. Sistema de Referência Geocêntrico para as Américas (SIRGAS).</p><p>http://www.sirgas.org/pt/sirgas-realizations/sirgas2000/.</p><p>Materialização 57</p><p>5.3.1 Classe Delimitação Física 57</p><p>5.3.2 Classe Ponto de Referência Geodésica 58</p><p>5.4. Aquisição das feições das demais categorias 60</p><p>5.5. Ferramentas auxiliares 62</p><p>8</p><p>6. DOCUMENTAÇÕES AUTOMÁTICAS 64</p><p>6.1. Memorial Descritivo 65</p><p>6.2. Memorial Sintético 67</p><p>6.3. Planilha de Cálculo de Área e Perímetro 68</p><p>6.4. Monografia de Marco Geodésico 69</p><p>7. PLANTA TOPOGRÁFICA NO COMPOSITOR DE IMPRESSÃO 72</p><p>7.1. Apresentação dos elementos de uma planta topográfica 72</p><p>7.2. Definição do tamanho do papel 74</p><p>7.3. Verificação do SRC da planta 75</p><p>7.4. Ajuste da Escala 76</p><p>7.5. Ajuste da Grade 77</p><p>7.6. Ajuste da Planta de Situação 78</p><p>7.7. Adicionando o Memorial Sintético 79</p><p>7.8. Ajuste dos Rótulos 81</p><p>7.9. Construção do Quadro de Convenções (Legendas) 84</p><p>7.10. Editando os Quadros de Informações 85</p><p>7.11. Configuração de DPI e impressão em formato digital 87</p><p>8. APLICAÇÕES (BÔNUS) 90</p><p>8.1. Planta topográfica com imagens de satélite ou ortomosaico de drone 90</p><p>8.2. Planta topográfica com mais de um imóvel 94</p><p>8.3. Plantas topográficas em Perícias Cartográficas 97</p><p>9</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Este livro fornece uma metodologia rápida e precisa de elaboração de plantas</p><p>topográficas e memoriais descritivos, bem como outros documentos destinados à</p><p>regularização fundiária de imóveis, seja em processo de usucapião, perícias cartográficas</p><p>ou registro junto a Prefeituras e Cartórios.</p><p>Além da base teórica detalhadamente desenvolvida neste material, são</p><p>apresentados e demonstrados recursos práticos baseados no software livre QGIS que</p><p>auxiliarão engenheiros e técnicos da área de cartografia e agrimensura a resolverem</p><p>diversos tipos de problemas.</p><p>A completa leitura deste livro, permitirá que o profissional saiba utilizar</p><p>adequadamente os recursos disponíveis no plugin “LF Tools”, reduzindo bastante o</p><p>tempo de trabalho na elaboração de plantas e memoriais, de forma a possibilitar o</p><p>aumentando de produtividade e maiores lucros.</p><p>E o melhor disso é saber que a solução está toda disponível GRATUITAMENTE</p><p>dentro do QGIS, sem precisar mais pagar um valor considerável com licenças para</p><p>executar esse tipo de atividade.</p><p>1.1. Organização do Livro</p><p>Este livro está estruturado em oito capítulos. O primeiro capítulo corresponde a</p><p>esta introdução onde nos encontramos, cujo objetivo é uma breve ambientação sobre tudo</p><p>o que será abordado neste material, além de uma apresentação das configurações e</p><p>requisitos do QGIS para o acompanhamento das práticas.</p><p>O segundo capítulo explica o modelo de dados utilizado para a elaboração de uma</p><p>planta topográfica, que neste livro é denominado de modelo TopoGeo. Além disso, é</p><p>ensinado como implementar esse modelo em arquivo GeoPackage no QGIS.</p><p>No terceiro capítulo, é ensinado o segredo para organizar todos os dados de um</p><p>projeto do QGIS, mostrando a estrutura de pastas para armazenar os dados de</p><p>levantamento de campo, os produtos gerados, bem como outros arquivos do levantamento</p><p>do imóvel, garantindo o melhor fluxo de trabalho e otimização dos resultados.</p><p>10</p><p>O quarto capítulo é destinado a ensinar as principais técnicas para importar dados</p><p>de levantamento topográfico para dentro do QGIS, apresentando ferramentas rápidas e</p><p>práticas do plugin “LF Tools” utilizadas para importar e editar uma camada de pontos a</p><p>partir de Planilhas do Excel ou Libre Office Calc.</p><p>O quinto capítulo ensina o passo a passo para a aquisição vetorial das principais</p><p>feições do levantamento topográfico de um imóvel com o uso das classes do modelo</p><p>TopoGeo, detalhando-se também como deve ser o preenchimento de seus atributos.</p><p>No sexto capítulo, é revelado como gerar automaticamente os principais</p><p>documentos do levantamento topográfico (memorial descritivo, monografia de marco,</p><p>planilha de coordenadas, etc.) a partir dos dados adquiridos e armazenados no</p><p>GeoPackage.</p><p>O sétimo capítulo apresenta os principais elementos de uma planta topográfica,</p><p>ensinando como realizar os ajustes necessários a partir de layouts pré-definidos para</p><p>diversos tamanhos de papel e escala.</p><p>Por fim, o último capítulo é dedicado a mostrar diversas outras potencialidades do</p><p>método da GeoOne, ensinando como podemos também empregar imagens de satélite e</p><p>ortomosaicos de drone em trabalhos técnicos como, por exemplo, em perícias</p><p>cartográficas.</p><p>Figura 1.1: Mapa mental do livro.</p><p>11</p><p>1.2. Orientações Básicas e Configurações do QGIS</p><p>Este conteúdo é indicado para estudantes, professores e profissionais que já</p><p>tenham noções de Cartografia e Sistema de Informações Geográficas (SIG), além uma</p><p>experiência básica com o software QGIS.</p><p>Se o leitor nunca teve contato com essas disciplinas, nem com o software, sugere-</p><p>se realizar previamente um curso introdutório de SIG como, por exemplo, o QGIS:</p><p>Teoria e Prática, fornecido por este autor na plataforma Udemy.</p><p>Para o perfeito acompanhamento das demonstrações práticas, recomenda-se</p><p>utilizar a versão 3.16 ou superior do QGIS, bem como a versão mais atual do plugin LF</p><p>Tools.</p><p>1.3. Instalação e apresentação do plugin LF Tools</p><p>O plugin LF Tools está disponível para download no repositório oficial do QGIS.</p><p>Para baixá-lo, basta ir ao menu Complementos > Instalar e gerenciar complementos... e</p><p>na Aba “Tudo” filtrar com “LF” e ele vai logo aparecer, semelhante a Figura 1.2, abaixo.</p><p>Figura 1.2: Plugin LF Tools no repositório oficial do QGIS.</p><p>https://www.udemy.com/course/curso-basico-de-qgis/?referralCode=6FBAB3D22F2AF21D6024</p><p>12</p><p>Este plugin do QGIS é um provedor de</p><p>ferramentas e expressões para diversos</p><p>tipos de soluções em Cartografia,</p><p>Agrimensura, banco de dados PostGIS,</p><p>processamento de imagens, coleta de</p><p>dados (reambulação) e edição vetorial,</p><p>conforme observado na Figura 1.3 ao lado.</p><p>Em geral, as ferramentas são</p><p>autoexplicativas, possuindo descrições</p><p>ilustradas e didáticas, como o exemplo da</p><p>Figura 1.4.</p><p>Neste livro, será dada ênfase às</p><p>ferramentas de geração automática de</p><p>Documentação, a saber:</p><p>● Memorial Descritivo;</p><p>● Memorial Sintético;</p><p>● Monografia de Marco Geodésico; e</p><p>● Planilha de Cálculo de Área e</p><p>Perímetro.</p><p>Mas outras ferramentas que podem</p><p>auxiliar na elaboração da planta</p><p>topográfica também serão abordadas</p><p>como, por exemplo:</p><p>● Coordenadas para moldura UTM;</p><p>● Planilha para camada de pontos;</p><p>● Inverter ordem dos vértices; e</p><p>● Sequenciar pontos.</p><p>Existem mais de 50 ferramentas e</p><p>expressões no LF Tools e não estranhe se</p><p>a versão que você baixar tiver mais</p><p>recursos, pois é um plugin que está em</p><p>constante evolução.</p><p>Figura 1.3: Ferramentas do LF Tools.</p><p>13</p><p>Figura 1.4: Ferramenta de geração de geometria a partir de azimutes e distâncias.</p><p>14</p><p>2. MODELO TOPOGEO EM ARQUIVO</p><p>GEOPACKAGE</p><p>Neste Capítulo será abordado sobre o TopoGeo, um modelo de dados destinado à</p><p>elaboração de plantas topográficas cadastrais e geração automática de memoriais</p><p>descritivos, planilhas de cálculo de área e monografias de marcos geodésicos.</p><p>Também neste capítulo, será ensinado como implementar as classes do modelo</p><p>TopoGeo como camadas de um arquivo GeoPackage, um formato recentemente</p><p>desenvolvido e padronizado pela Open Geoespatial Consortium (OGC) [1].</p><p>2.1. Entendendo o modelo TopoGeo</p><p>Hoje, o levantamento topográfico vai da medição e coleta dos dados em campo</p><p>até seu armazenamento digital. Porém, o sistema de armazenamento de dados de áreas de</p><p>imóveis para grande parte dos municípios do Brasil ainda não garante a integridade dos</p><p>elementos e, em muitos casos, é feito por processos manuais em que os documentos são</p><p>organizados de forma descentralizada através de pastas ou fichas, gerando uma base de</p><p>difícil manipulação e gerenciamento.</p><p>Como os dados geográficos estão diretamente ligados às representações terrestres,</p><p>sendo descritos por meio de suas coordenadas, o armazenamento desses dados deve ser</p><p>realizado por meio de um banco de dados específico,</p><p>chamado de banco de dados</p><p>geoespaciais, que relaciona as informações descritivas com a sua respectiva representação</p><p>no mundo real [2].</p><p>Nesse sentido, um modelo de dados para o levantamento topográfico de imóveis</p><p>da União foi desenvolvido inicialmente pelo Exército Brasileiro [3] para atender as</p><p>necessidades de regularização fundiária de suas áreas patrimoniais, permitindo a</p><p>elaboração automática dos principais documentos: a planta e o memorial descritivo.</p><p>Este modelo de dados passou por uma série de aperfeiçoamentos, sendo depois</p><p>denominado de TopoGeo. As classes de feições desse modelo agrupam objetos</p><p>geográficos com características e comportamentos comuns. Essas classes foram</p><p>implementadas em um arquivo GeoPackage de forma a contemplar as categorias que são</p><p>15</p><p>mais trabalhadas em um mapeamento topográfico, de acordo com sua funcionalidade</p><p>(Tabela 2.1).</p><p>Tabela 2.1: Grupos e respectivas Classes de Feições</p><p>CATEGORIA CLASSES</p><p>Definição de Limites</p><p>Limits Delineation</p><p>limit_point_p Ponto Limite</p><p>boundary_element_l Elemento Confrontante</p><p>property_area_a Área do Imóvel</p><p>Materialização</p><p>Reference Fixation</p><p>reference_point_p Ponto de Referência Geodésica</p><p>border_construction_l Delimitação Física</p><p>Análise</p><p>Analysis</p><p>(opcional)</p><p>litigation_area_a Área de Litígio</p><p>security_area_a Área de Segurança</p><p>Feições Artificiais</p><p>Artificial Features</p><p>(opcional)</p><p>airstrip_a Pista de Pouso</p><p>building_a Edificação</p><p>curb_l Meio-fio</p><p>dam_a Barragem</p><p>deposit_a Depósito</p><p>energy_tower_p Torre de Energia</p><p>field_court_a Campo ou Quadra</p><p>grandstand_a Arquibancada</p><p>housing_building_a Edificação habitacional</p><p>pipe_line_l Trecho Duto</p><p>pool_a Piscina</p><p>power_line_l Trecho de Energia</p><p>railway_l Ferrovia</p><p>road_l Rodovia</p><p>Feições Naturais</p><p>Natural Features</p><p>(opcional)</p><p>altimetric_point_p Ponto cotado</p><p>contour_line_l Curva de Nível</p><p>drainage_line_l Trecho de Drenagem</p><p>flooding_land_a Terreno sujeito a inundação</p><p>vegetation_a Vegetação</p><p>water_body_a Massa d’água</p><p>2.1.1 Categoria Definição de Limites</p><p>Este grupo se refere às seguintes classes: Ponto Limite, Elemento Confrontante e</p><p>Área do Imóvel, as quais são responsáveis por definir a delimitação do imóvel.</p><p>A classe Ponto Limite é utilizada para definir os vértices das linhas limites de</p><p>confrontação do perímetro de um imóvel. A classe Elemento Confrontante é definida</p><p>como a linha de limite entre o imóvel levantado e o seu confrontante, enquanto a classe</p><p>Área do Imóvel é um polígono único que define um imóvel e que contém os principais</p><p>atributos sobre ele.</p><p>16</p><p>As Tabelas 2.2, 2.3 e 2.4 apresentam as descrições dos atributos das classes Ponto</p><p>Limite, Elemento confrontante e Área do Imóvel, respectivamente. Os nomes dos</p><p>atributos estão definidos em inglês1, mas o alias, apelido em português, corresponde à</p><p>tradução para visualização pelo usuário no software QGIS.</p><p>Tabela 2.2: Descrição dos atributos da classe Ponto Limite (limit_point_p).</p><p>ATRIBUTO APELIDO TIPO DESCRIÇÃO</p><p>type tipo mediumint Domínio:</p><p>1: Marco de Concreto com chapa de identificação;</p><p>2: Ponto Ocupado, materializado por cerca ou muro;</p><p>3: Ponto Virtual, não materializado e não ocupado.</p><p>sequence ordem mediumint Sequência correta dos pontos que descreve a poligonal.</p><p>code codigo text(11) Código de nomenclatura adotada para os pontos.</p><p>Tabela 2.3: Descrição dos atributos da classe Elemento Confrontante (boundary_element_l).</p><p>ATRIBUTO APELIDO TIPO DESCRIÇÃO</p><p>borderer confrontante text(255) Nome do Confrontante.</p><p>borderer_label confront_rotulo text(80) Abreviatura do nome do Confrontante para apresentação</p><p>no Layout (opcional).</p><p>start_pnt_descr descr_pnt_inicial text(255) Descrição suscinta sobre o ponto inicial de confrontação</p><p>(Esse dado constará no memorial descritivo).</p><p>authorizer responsavel text(255) Nome do responsável por assinar a anuência, caso</p><p>necessário.</p><p>authorizer_id cpf_cnpj text(14) CPF do responsável por assinar a anuência, caso</p><p>necessário.</p><p>borderer_registry matricula text(255) Transcrição do Registro do imóvel vizinho, caso</p><p>necessário.</p><p>Tabela 2.4: Descrição dos atributos da classe Área do Imóvel (property_area_a).</p><p>ATRIBUTO APELIDO TIPO DESCRIÇÃO</p><p>property imovel text(200) Nome ou código do imóvel.</p><p>registry cadastro text(100) Código de cadastro do imóvel.</p><p>transcript matricula text(255) Transcrição do Registro do imóvel.</p><p>owner proprietario text(200) Nome do proprietário do imóvel.</p><p>address endereço text(200) Endereço ou descrição de localização.</p><p>county municipio text(150) Município(s) onde o imóvel se localiza.</p><p>state UF text(2) Unidade(s) da Federação onde o imóvel se localiza.</p><p>survey_date data_levantamento</p><p>date Data na qual o levantamento foi executado.</p><p>surveyor geomensor text(255) Responsável pelo levantamento em campo.</p><p>tech_manager resp_tecnico text(200) Responsável Técnico.</p><p>prof_id crea text(50) Registro no CONFEA/CREA do Responsável Técnico.</p><p>area area real Área do imóvel em metros quadrados.</p><p>perimeter perimetro real Perímetro do imóvel em metros.</p><p>1 O nome das classes e dos atributos foram definidos em inglês para que o modelo possa ser utilizado</p><p>internacionalmente ou adaptados por outros usuários fora do Brasil.</p><p>17</p><p>2.1.2 Categoria Materialização</p><p>Este grupo é composto pelas classes Ponto de Referência e Delimitação Física, as</p><p>quais representam a materialização de feições no terreno. Ambas as classes são oriundas</p><p>das Especificações Técnicas para Estruturação de Dados Geoespaciais Vetoriais (ET-</p><p>EDGV), versão 3.0 [4].</p><p>Segundo a Comissão Nacional de Cartografia (CONCAR) [4], a classe</p><p>Delimitação Física é conceituada como uma estrutura natural ou artificial que serve para</p><p>delimitar, separar ou proteger uma área.</p><p>Já a classe Ponto de Referência Geodésica corresponde a um ponto materializado</p><p>no terreno por meio de um marco de concreto (ou similar) com chapa de identificação,</p><p>destinado a servir de base nos processos geodésicos e topográficos.</p><p>Salienta-se que os atributos destas classes foram adaptados para armazenar</p><p>também as informações necessárias à geração automática da monografia dos marcos, bem</p><p>como a perfeita representação, conforme as normas brasileiras para levantamento</p><p>topográfico NBR 13.133 e IR 50-08 [5][6].</p><p>Tabela 2.5: Descrição dos atributos da classe Ponto de Referência Geodésica</p><p>(reference_point_p).</p><p>ATRIBUTO APELIDO TIPO DESCRIÇÃO</p><p>code codigo text(50) Código de nomenclatura adotada para o marco de</p><p>concreto.</p><p>type tipoptorefgeodtopo mediumint Domínio:</p><p>1: Altimétrico</p><p>2: Planimétrico</p><p>3: Planialtimétrico</p><p>4: Gravimétrico</p><p>property imovel text(80) Nome ou código do imóvel, se for o caso.</p><p>county municipio text(80) Município(s) onde o marco se localiza.</p><p>state uf text(2) Unidade(s) da Federação onde o marco se localiza.</p><p>description descricao text(250) Descrição da localização do marco.</p><p>latitude latitude text(40) Coordenadas da latitude em graus, minutos e</p><p>segundos.</p><p>longitude longitude text(40) Coordenadas da longitude em graus, minutos e</p><p>segundos.</p><p>ellip_height altitude real Altitude Elipsoidal (h), em metros.</p><p>ortho_height altitudeortometrica real Altitude Ortométrica (H), em metros.</p><p>sigma_x sigma_x real Precisão no eixo Este-Oeste, em metros.</p><p>sigma_y sigma_y real Precisão no eixo Norte-Sul, em metros.</p><p>sigma_h sigma_h real Precisão na direção Normal, em metros.</p><p>equipment equipamento text(80) Nome do(s) Equipamento(s) utilizado(s) no</p><p>Levantamento.</p><p>survey_date lev_data date Data do Levantamento.</p><p>18</p><p>survey_method lev_metodo mediumint Método utilizado no Levantamento.</p><p>Domínio:</p><p>1: Posicionamento por Ponto Preciso (PPP)</p><p>2: Posicionamento Relativo Estático</p><p>survey_ref_base lev_base_ref text(30) Base(s) de Referência, no caso do posicionamento</p><p>Relativo Estático.</p><p>survey_resp lev_resp text(100) Responsável pelo Levantamento</p><p>software software text(150)</p><p>Software utilizado no processamento dos dados.</p><p>processing_date proc_data date Data de processamento dos dados.</p><p>processing_resp proc_resp text(100) Responsável pelo processamento dos dados.</p><p>report_date monografia_data date Data de preenchimento e geração da monografia do</p><p>marco.</p><p>report_resp monografia_resp text(100) Responsável pela geração da monografia do marco.</p><p>tech_manager resp_tecnico text(150) Nome do Responsável Técnico.</p><p>profession crea text(20) Registro no CONFEA/CREA do Responsável</p><p>Técnico.</p><p>profession_id codigo_credenciado text(10) Código de Credenciamento no INCRA para</p><p>Georreferenciamento de imóveis rurais.</p><p>observation obs text(255) Observações atinentes ao levantamento e</p><p>processamento dos dados.</p><p>mark_photo foto_marco text(255) Fotografia superior e aproximada de identificação</p><p>do código do marco.</p><p>pan_photo foto_panoramica text(255) Fotografia panorâmica de situação e localização do</p><p>marco.</p><p>aerial_image imagem_aerea text(255) Imagem aérea para identificação da posição do</p><p>marco no terreno.</p><p>Tabela 2.6: Descrição dos atributos da classe Delimitação Física (border_construction_l).</p><p>ATRIBUTO APELIDO TIPO DESCRIÇÃO</p><p>name nome text(255) Nome da instância</p><p>type tipodelimfis mediumint Indica o tipo da delimitação física</p><p>Domínio:</p><p>1: Muro</p><p>2: Cerca de Arame</p><p>3: Cerca de Madeira</p><p>4: Cerca Viva</p><p>5: Cerca Mista</p><p>6: Portão</p><p>7: Alambrado</p><p>8: Limite não materializado</p><p>9: Confrontante</p><p>10: Misto</p><p>building_mat matconstr mediumint Indica o tipo de material de construção</p><p>predominante.</p><p>2.1.3 Categoria Análise</p><p>Esta categoria é composta pelas classes Área de litígio e Faixa de segurança,</p><p>sendo de uso opcional, a depender da finalidade da planta topográfica. A classe Área de</p><p>litígio diz respeito ao polígono referente às áreas de conflito de interesse territorial, de</p><p>ordem jurídica e a classe Faixa de Segurança se refere às feições que envolvem as vias</p><p>19</p><p>rodoviárias, ferroviárias, dutos e trecho de energia, caracterizando-se como uma faixa de</p><p>domínio para garantir os limites de segurança.</p><p>As tabelas com a descrição dos atributos das classes Área de litígio e Faixa de</p><p>segurança não são apresentadas nesta seção por serem baseadas na modelagem da ET-</p><p>EDGV 3.0 e, portanto, maiores detalhes sobre as conceituações e características dessas</p><p>classes podem ser consultadas no Anexo A desta especificação da CONCAR [4].</p><p>2.1.4 Categorias Feições Artificiais e Feições Naturais</p><p>A categoria Feições Artificiais é composta das classes que são utilizadas para a</p><p>contextualização da planta, representando feições que foram criadas ou modificadas pelo</p><p>homem. Essa categoria é composta pelas classes: Arquibancada, Barragem,</p><p>Edificação, Campo Quadra, Depósito Geral, Edificação Habitacional, Meio Fio,</p><p>Piscina, Pista Ponto Pouso, Torre Energia, Trecho Duto, Trecho Energia, Trecho</p><p>Ferroviário e Trecho Rodoviário.</p><p>As classes da categoria Feições Naturais também são utilizadas para a</p><p>contextualização da planta topográfica, representando características naturais da</p><p>superfície terrestre no interior e nas proximidades do imóvel. Essas classes são: Ponto</p><p>Cotado Altimétrico, Curva Nível, Massa D’água, Terreno Sujeito a Inundação,</p><p>Trecho Drenagem e Vegetação.</p><p>As classes de ambas as categorias também estão baseadas na modelagem da ET-</p><p>EDGV 3.0 e, portanto, maiores informações podem ser consultadas no Anexo A desta</p><p>especificação [4].</p><p>2.2. Diagrama de classes do modelo TopoGeo</p><p>A representação resumida do diagrama de classes do modelo TopoGeo, seguindo</p><p>o padrão Object Modeling Technique for Geographic Applications (OMT-G) [7], é</p><p>apresentada pela Figura 1. No diagrama, as classes foram organizadas de acordo com as</p><p>categorias Definição de Limites (Limits Delineation), Materialização (Reference</p><p>Fixation), Análise (Analysis), Feições Artificiais (Artificial Features) e Feições Naturais</p><p>(Natural Features).</p><p>20</p><p>Figura 2.1: Diagrama OMT-G das classes do modelo TopoGeo.</p><p>Observa-se, no diagrama, que as classes envolvidas na geração automática dos</p><p>itens da planta topográfica, bem como do memorial descritivo e monografia do marco</p><p>geodésico, estão com os atributos e respectivos tipos de dados detalhados, já as demais</p><p>classes estão com os atributos em oculto por simplificação, buscando-se facilitar o</p><p>entendimento do leitor.</p><p>O TopoGeo tem a finalidade de ser uma modelo inicial, podendo ser adaptado às</p><p>necessidades de cada trabalho, ou seja, o usuário pode acrescentar novas classes e</p><p>atributos como achar mais conveniente. No entanto, para o correto funcionamento das</p><p>ferramentas de geração de memorial descritivo e monografia do marco geodésico, é</p><p>importante destacar que os atributos das categorias Definição de Limites e Materialização</p><p>não podem ser removidos!</p><p>Na próxima seção, será ensinado como transformar esse modelo conceitual em</p><p>um modelo físico, através de um arquivo semente que já poderá ser utilizado na prática</p><p>em softwares de SIG, como o QGIS.</p><p>2.3. Formato GeoPackage</p><p>O GeoPackage foi lançado em 2014 e tem o intuito de contornar problemas de</p><p>interoperabilidade entre diferentes plataformas e APIs, de forma a facilitar o acesso e</p><p>gerenciamento dos dados, por exemplo em dispositivos móveis para SIG, além de reduzir</p><p>21</p><p>redundâncias nos dados, aprimorar a capacidade de armazenamento e facilitar a</p><p>conversão de dados [8].</p><p>O formato GeoPackage é um padrão aberto desenvolvido pela OGC, não-</p><p>proprietário e independente de plataforma, que serve como repositório de vários tipos de</p><p>dados geoespaciais, facilitando a distribuição e aumentando a interoperabilidade entre</p><p>plataformas, aplicações e serviços web [1][8].</p><p>Diferentemente do Shapefile, que armazena apenas uma camada vetorial, o</p><p>GeoPackage funciona como um container, podendo armazenar dentro de um único</p><p>arquivo diversas camadas vetoriais e tabelas, além de dados matriciais (raster) [9], como</p><p>ilustrado na Figura 2.</p><p>Figura 2.2: Formato GeoPackage [1].</p><p>Outras vantagens podem ser citadas abaixo:</p><p>● Padrão aberto da OGC;</p><p>● Ampla implementação (GDAL, QGIS, Esri, R, Python etc.);</p><p>● Menor espaço em disco quando comparado com banco de dados convencionais;</p><p>● Maior velocidade de consultas e renderização;</p><p>● Sem limitação do tamanho do arquivo.</p><p>Diante das vantagens acima, o formato GeoPackage foi adotado para a</p><p>implementação do modelo TopoGeo, gerando um único arquivo de extensão .gpkg que</p><p>armazena todas as camadas mais trabalhadas em uma planta topográfica.</p><p>2.3.1. Criando uma camada em arquivo GeoPackage</p><p>Nesta seção, será ensinado como criar um arquivo GeoPackage no QGIS tomando</p><p>como exemplo a classe Ponto Limite (limit_point_p), ou seja, uma camada de pontos com</p><p>os atributos definidos na Tabela 2.2.</p><p>22</p><p>1º) No QGIS, clique no menu Camadas > Criar nova camada > Criar Camada</p><p>GeoPackage...</p><p>Figura 2.3: Criar uma nova camada GeoPackage.</p><p>Obs.: A janela acima também pode ser acessada com as teclas Ctrl + Shift + N, ou</p><p>simplesmente clicando neste botão , que fica na barra de ferramentas “Gerenciar</p><p>Camadas”.</p><p>2º) Insira o nome do arquivo, o nome da tabela (camada), o tipo de geometria e o Sistema</p><p>de Referência de Coordenadas (SRC):</p><p>Figura 2.4: Parâmetros iniciais da primeira camada a ser criada.</p><p>23</p><p>3º) Em seguida, adicione todos os campos previstos na Tabela 2.2, observando-se também</p><p>o tipo de dado e o comprimento máximo (número de caracteres), para o caso de “Dados</p><p>de texto”:</p><p>Figura 2.5: Adicionando os campos (atributos) da camada.</p><p>4º) Por fim, clique em OK e verifique que essa camada é carregada automaticamente no</p><p>QGIS:</p><p>Figura 2.6: Finalizando a criação do GeoPackage.</p><p>24</p><p>2.3.2. Adicionando novas camadas no arquivo GeoPackage</p><p>Para adicionar uma nova camada ao arquivo GeoPackage existente, basta seguir</p><p>os passos anteriores, da seção 2.3.1, atentando-se que o parâmetro “Banco de dados” deve</p><p>apontar para o mesmo arquivo criado anteriormente,</p><p>já o “Nome da tabela” deve ser o</p><p>novo nome da camada a ser criada, como mostrado abaixo:</p><p>Figura 2.7: Adicionando nova camada em GeoPackage existente.</p><p>Se você já tem alguma camada, seja ela Shapefile ou de outra fonte de dados, é</p><p>possível importá-la para dentro do GeoPackage. Para isso, siga os seguintes passos:</p><p>1º) Clique no botão “Gerenciador de fontes de dados livres” , ou simplesmente utilizar</p><p>as teclas de atalho Ctrl + L, e na aba GeoPackage, você deve clicar em “Novo” e depois</p><p>apontar para o arquivo .gpkg criado:</p><p>25</p><p>Figura 2.8: Configurando conexão com GeoPackage.</p><p>2º) Após feita a conexão com o GeoPackage, você pode fechar a janela da Figura 8</p><p>(acima) e depois clicar no botão “Gerenciador de BD” que fica no menu “Base de Dados”.</p><p>Na ferramenta Gerenciador BD, selecione o arquivo GeoPackage criado e depois clique</p><p>no botão “Importar camada/arquivo”, como mostrado abaixo:</p><p>Figura 2.9: Importação de camada ou arquivo para dentro do GeoPackage.</p><p>26</p><p>Obs.: Mais informações sobre o Gerenciamento de camadas de arquivos GeoPackage</p><p>podem ser acessados em [9] e nos cursos da GeoOne.</p><p>2.3.3. Gerenciamento de Estilos para um GeoPackage</p><p>Os estilos no QGIS correspondem às configurações de simbologias, rótulos,</p><p>formulários, diagramas, entre outras, para a visualização estilizada da geometria e</p><p>atributos das feições pelo usuário.</p><p>Os estilos são armazenados no Projeto do QGIS, seja ele .qgz ou .qgs, mas também</p><p>podem ser salvos em arquivos individuais no formato QML ou SLD, como também</p><p>diretamente no banco de dados. Nesta seção, será ensinado como armazenar os estilos</p><p>dentro de um GeoPackage, para que possam ser aproveitados em outros projetos.</p><p>No caso do exemplo abaixo, é aplicado um estilo para a classe Ponto Limite,</p><p>definindo sua simbologia, rotulação e formulário.</p><p>1º) Na simbologia, foram criados símbolos “Baseado em regra” para cada caso de tipo de</p><p>vértice da classe Ponto Limite:</p><p>Figura 2.10: Configuração da Simbologia.</p><p>Obs.: Novas regras podem ser criadas, como por exemplo o caso de marcos de concreto</p><p>sem chapa de identificação.</p><p>27</p><p>2º) Na rotulação, por exemplo, foi escolhido o valor do campo “code”, para apresentar a</p><p>configuração de: Texto, Amortecedor (buffer) e Posicionamento, como mostrado nas</p><p>Figuras 2.11, 2.12 e 2.13, respectivamente.</p><p>Figura 2.11: Configuração da Rotulação (Texto).</p><p>Figura 2.12: Configuração da Rotulação (Amortecedor - Buffer).</p><p>28</p><p>Figura 2.13: Configuração da Rotulação (Posicionamento).</p><p>3º) Para o Formulário de Atributos, é possível adicionar os apelidos (alias) dos nomes</p><p>dos campos e os tipos de entradas dos campos. Na figura abaixo, é definido o apelido</p><p>“tipo” para o campo “type” e o domínio de entrada para os possíveis valores deste campo,</p><p>através do Mapa de Valores.</p><p>Figura 2.14: Configuração do Formulário com Mapa de Valores.</p><p>29</p><p>4º) Após realizar todas as configurações de estilo da camada, é possível salvá-la dentro</p><p>do GeoPackage, clicando no botão “Estilo” e “Salvar estilo...”, conforme figura abaixo.</p><p>Figura 2.15: Salvando estilo da camada.</p><p>Depois, escolha salvar estilo “No banco de dados (GeoPackage)” e defina, por</p><p>padronização, o nome do estilo como o próprio nome da classe. Para concluir, clique em</p><p>OK.</p><p>Figura 2.16: Salvando estilo dentro do GeoPackage.</p><p>30</p><p>Dica:</p><p>Caso você tenha a necessidade de se</p><p>aprofundar muito mais sobre como</p><p>elaborar plantas e memoriais descritivos</p><p>com a utilização de formulários avançados</p><p>dentro do próprio QGIS, como este do</p><p>exemplo ao lado, não deixe conferir o</p><p>curso online da GeoOne através do link</p><p>abaixo:</p><p>https://go.hotmart.com/P51446268E</p><p>Figura 2.17: Formulário personalizado.</p><p>https://go.hotmart.com/P51446268E</p><p>31</p><p>3. PROJETO QGIS PARA O</p><p>LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO</p><p>O projeto do QGIS corresponde a um arquivo de extensão .qgz ou .qgs. O .qgs era</p><p>o formato padrão das versões mais antigas do QGIS, já o .qgz, disponibilizado a partir da</p><p>versão 3.0, é um formato mais compacto e robusto [9], sendo o mais indicado para o tipo</p><p>de trabalho que vamos realizar.</p><p>No projeto do QGIS, podem ser adicionadas ao mapa camadas de diversas fontes</p><p>de dados (raster, vetor, etc). Nele podem ser configurados estilos de simbologia e</p><p>rotulação dessas camadas, bem como o Sistema de Referências de Coordenadas (SRC)</p><p>do projeto [10].</p><p>Neste capítulo, será ensinado como os arquivos do levantamento topográfico</p><p>podem estar estruturados para a melhor organização e funcionamento de um projeto do</p><p>QGIS. Também será tratado sobre o procedimento de definição do SRC de um projeto e</p><p>o fluxograma de trabalho para a geração dos produtos desejados: a planta e o memorial</p><p>descritivo.</p><p>3.1. Entendendo a estrutura básica de arquivos para um Projeto</p><p>A estruturação de pastas e arquivos para a elaboração da planta e memorial</p><p>descritivo pode ser organizado conforme apresentado na Figura 3.1, onde uma pasta</p><p>“raiz” contém outras 5 pastas e 2 arquivos.</p><p>Figura 3.1: Estrutura de pastas e arquivos do Projeto</p><p>32</p><p>A pasta Insumos é utilizada para armazenar todos os arquivos coletados para</p><p>auxiliar na confecção da planta como, por exemplo, plantas em DWG ou DXF,</p><p>Shapefiles, Imagens de Satélite ou de Drone.</p><p>Na pasta Dados de Campo podem ser armazenados os dados brutos levantados</p><p>com equipamento de topografia para determinar os pontos limites e outros pontos</p><p>auxiliares ou de controle.</p><p>A pasta Figuras é destinada a armazenar as figuras no formato PNG, SVG ou</p><p>JPEG que serão utilizadas no Compositor de Impressão. Os seguintes itens podem constar</p><p>nesta pasta:</p><p>● Logomarcas do contratante e contratado;</p><p>● Diagramas de Convergência Meridiana (Norte);</p><p>● QR-code da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART); e</p><p>● Folhas modelos em SVG para diversos tamanhos de papel.</p><p>As pastas Planta e Documentação são destinadas ao armazenamento dos</p><p>produtos gerados: a planta topográfica (em imagem e PDF) e os documentos do imóvel</p><p>(memorial descritivo, planilha de cálculo de área e monografia do marco geodésico).</p><p>O arquivo Geopackage TopoGeo.gpkg é um banco de dados vazio (semente), mas</p><p>que contém toda a estrutura de camadas, atributos e simbologia já implementadas e</p><p>prontas para uso em um novo projeto.</p><p>O arquivo Projeto.qgz corresponde ao arquivo do QGIS que contém todas as</p><p>configurações para a elaboração da planta topográfica e geração automática das</p><p>documentações. Nesse arquivo, é reunido todas as fontes de dados do projeto, ou seja, os</p><p>caminhos dos arquivos que se encontram na pasta raiz.</p><p>A vantagem de se organizar todos os arquivos dentro da pasta “raiz” é a facilidade</p><p>de portabilidade do projeto por completo, compartilhando-o entre máquinas ou até mesmo</p><p>podendo ser aberto diretamente em um pendrive, sem correr o risco de perder o caminho</p><p>para algum dos arquivos das camadas, considerando-se que este projeto foi configurado</p><p>para salvar “caminhos relativos”[9].</p><p>Observação: No curso “Elaboração de Plantas e Memoriais Descritivos” da</p><p>GeoOne é disponibilizado um arquivo compactado (.zip) contendo a estrutura de pastas,</p><p>semelhante a Figura 3.1, com o arquivo Geopackage semente na modelagem TopoGeo e</p><p>https://go.hotmart.com/P51446268E</p><p>33</p><p>um projeto QGZ modelo com todas as camadas e estilos previamente configurados para</p><p>o pronto emprego na produção da planta e geração automática das documentações.</p><p>3.2. Fluxograma para a confecção da planta e documentações</p><p>A Figura 3.2 apresenta o Fluxograma com os 10 passos para elaborar uma planta</p><p>topográfica e gerar automaticamente toda a documentação de um imóvel.</p><p>Figura 3.2: Fluxograma dos trabalhos.</p><p>(1) Baixar no curso da GeoOne a versão mais atual do arquivo compactado template que</p><p>contém a pasta “raiz” e todas as subpastas e arquivos necessários para começar um</p><p>novo trabalho.</p><p>(2) Descompactar o arquivo template e renomear a pasta “raiz” para o nome do seu</p><p>projeto.</p><p>Observação: o nome do projeto QGZ também pode ser renomeado,</p><p>entretanto o arquivo Geopackage não deve ter seu nome alterado, se isso ocorrer, o</p><p>projeto do QGIS perderá o caminho de todas as camadas do Geopackage.</p><p>(3) Colar todos os dados do levantamento topográfico (dados brutos, pontos processados,</p><p>fotografias, ortoimagens, MDT etc.) nas pastas “Dados de Campo” e “Insumos”.</p><p>(4) Abrir o arquivo QGZ do QGIS e checar o carregamento das camadas, configurações</p><p>iniciais do projeto e conexão com a internet.</p><p>(5) Esta etapa requer bastante ATENÇÃO, pois o cálculo automático das coordenadas</p><p>projetadas e todas as outras medições de distâncias, azimutes, perímetro e área serão</p><p>https://go.hotmart.com/P51446268E</p><p>34</p><p>baseados no SRC do Projeto, o qual deverá estar no sistema de projeção UTM</p><p>adequado para a área mapeada.</p><p>(6) Nesta etapa são carregados os pontos levantados em campo para dentro do QGIS,</p><p>bem como todos os outros insumos como ortoimagens, MDT, fotografias com</p><p>Geotag etc.</p><p>(7) Na etapa de aquisição vetorial, os pontos coletados em campo são carregados na</p><p>classe Ponto Limite e seus atributos preenchidos de acordo com o levantamento. Em</p><p>seguida, as feições da classe Elemento Confrontante são vetorizadas para cada</p><p>confrontante, seguindo a ordem dos vértices. Por fim, o polígono da área do imóvel</p><p>pode ser gerado a partir das linhas, que poderão ser aproveitadas também para a</p><p>classe delimitação física.</p><p>(8) Após o correto preenchimento de todos os atributos das classes Ponto Limite,</p><p>Elemento Confrontante e Área do Imóvel, os seguintes documentos poderão ser</p><p>gerados: memorial descritivo, memorial sintético e planilha de cálculo de área. Para</p><p>a geração da monografia do marco, basta apenas que, pelo menos, uma feição da</p><p>classe Ponto de Referência Geodésica esteja com os atributos completamente</p><p>preenchidos.</p><p>(9) Os ajustes do compositor correspondem à seleção do tamanho de papel, centralização</p><p>da planta, ajuste da escala, configuração da grade, ajuste da posição do memorial</p><p>sintético, ajuste da posição dos rótulos, configuração da legenda e revisão dos dados</p><p>automáticos.</p><p>(10) A exportação da planta consiste no ajuste de DPI e configurações do formato de saída</p><p>(imagem e GeoPDF).</p><p>3.3. Configuração do SRC do Projeto</p><p>O Sistema de Referência de Coordenadas (SRC) dá sentido e localização espacial</p><p>aos valores das coordenadas dos vértices de uma geometria. O SRC pode ser referenciado</p><p>por um número inteiro denominado de Spatial Reference Identifier (SRID), mas é</p><p>bastante apresentado nos softwares de SIG como EPSG, sigla para European Petroleum</p><p>Survey Group, organização que compilou e disseminou grande parte dos sistemas de</p><p>coordenadas utilizados atualmente.</p><p>No QGIS, os SRC são classificados como Geográficos e Projetados. Os Sistemas</p><p>de Coordenadas Geográficas têm unidade de medida angular dada em graus decimais,</p><p>35</p><p>correspondente aos valores de longitude e latitude conforme o respectivo elipsóide. Já os</p><p>Sistemas Projetados de Coordenadas possuem unidade de medida linear que, na maioria</p><p>dos casos, é dada em metros, referentes aos valores de Este (E) e Norte (N).</p><p>A Figura 3.3 apresenta a janela de configuração do SRC do QGIS. Na figura,</p><p>podem ser identificados os seguintes itens:</p><p>(1) Filtro para encontrar um determinado SRC pelo nome ou pelo código (número);</p><p>(2) Sistemas de Referência recentemente utilizados;</p><p>(3) Todos os SRC implementados no QGIS;</p><p>(4) Descrição em Well Know Text (WKT) do SRC selecionado, com informações do</p><p>datum, parâmetros do elipsoide de referência, unidades, informações de projeção,</p><p>etc.; e</p><p>(5) Esboço da extensão (em vermelho) para o correto emprego do SRC.</p><p>Figura 3.3: Configuração do SRC no QGIS.</p><p>O Modelo TopoGeo possui todas as suas camadas implementadas no Sistema</p><p>Geodésico Brasileiro (SGB) oficialmente adotado no Brasil, ou seja, o SIRGAS2000 para</p><p>a época 2000,4 [11]. Assim, as coordenadas de todos os vértices criados nessa base de</p><p>dados serão armazenadas no SRC SIRGAS 2000, EPSG:4674.</p><p>36</p><p>Já a planta e toda a documentação do imóvel necessitam estar em uma projeção</p><p>do sistema UTM. Deste modo, para facilitar e padronizar toda essa configuração de SRC,</p><p>a metodologia apresentada neste livro reduz praticamente a zero a chance de o</p><p>profissional errar o SRC de alguma camada, tendo em vista que o SRC será definido uma</p><p>única vez.</p><p>Ou seja, o SRC definido para o projeto será utilizado também para o cálculo das</p><p>coordenadas projetadas das feições de todas as camadas, bem como nas medições de</p><p>distâncias, azimutes, área e perímetro.</p><p>Para mapeamentos no Brasil no sistema UTM de projeção, existem 12 possíveis</p><p>projeções, considerando-se os fusos e hemisférios Norte e Sul, conforme mostrado na</p><p>Figura 3.4.</p><p>Figura 3.4: Projeções no sistema UTM para o Brasil.</p><p>Para profissionais que estão iniciando em SIG é comum ter dúvidas no momento</p><p>da seleção do SRC apropriado da área a ser mapeada. Então, para solucionar esse tipo de</p><p>problema, a ferramenta “Coordenadas para moldura UTM” do plugin LF Tools pode ser</p><p>utilizada (Figura 3.5).</p><p>37</p><p>Figura 3.5: Ferramenta do plugin LF Tools.</p><p>Para descobrir o fuso e hemisfério de um determinado ponto, basta clicar no botão</p><p>com reticências: e depois clicar em algum ponto da área de interesse no mapa. Em</p><p>seguida, você pode escolher qualquer escala e SRC, para que esta ferramenta gere também</p><p>a moldura da carta topográfica nessa escala. O importante desse processo é que, após você</p><p>clicar em “Executar”, no Log da ferramenta aparecerá o índice de nomenclatura da carta,</p><p>onde consta o seu hemisfério e fuso, conforme mostrado na Figura 3.6.</p><p>Figura 3.6: Descoberta do Hemisfério e Fuso com a ferramenta do LF Tools.</p><p>38</p><p>DICA: Outra forma ainda mais fácil de descobrir o SRC do seu projeto é baixando</p><p>o arquivo de fusos e hemisférios para todo o planeta, igual ao mostrado na Figura 3.4,</p><p>disponibilizado no curso da GeoOne: Elaboração de Plantas e Memoriais Descritivos no</p><p>QGIS.</p><p>https://go.hotmart.com/P51446268E</p><p>https://go.hotmart.com/P51446268E</p><p>39</p><p>4. CARREGAMENTO DE PLANILHA DE</p><p>PONTOS E ARQUIVOS DWG/DXF</p><p>Geralmente os dados coletados em campo são disponibilizados em planilhas do</p><p>Excel ou arquivos de texto (.txt) com as coordenas geodésicas longitude (λ) e latitude (φ),</p><p>ou com as coordenadas projetadas em UTM, Este (E) e Norte (N), junto com outras</p><p>informações do processamento dos dados GNSS, como o exemplo mostrado na Figura</p><p>4.1.</p><p>Figura 4.1: Coordenadas em arquivo de texto.</p><p>Outro problema bastante comum para o profissional que vai elaborar uma planta</p><p>no QGIS é que os dados disponibilizados por Prefeituras (e outras repartições públicas)</p><p>costumam estar nos formatos DWG ou DXF, padrão dos softwares de CAD.</p><p>Neste Capítulo, será ensinado como importar esses dois tipos de dados para dentro</p><p>do QGIS. Com a importação dos pontos levantados em campo será possível a correta</p><p>construção dos pontos limites do imóvel, já os dados CAD poderão servir de auxílio e</p><p>referência para a coleta de informações de logradouros, imóveis confrontantes, entre</p><p>outros dados auxiliares.</p><p>40</p><p>4.1. Carga de Pontos a partir de Arquivo CSV</p><p>A forma mais ensinada na internet para importar uma planilha com as coordenadas</p><p>dos vértices de um imóvel é através da importação de um arquivo CSV.</p><p>Para realizar o procedimento de importação de uma camada de pontos a partir de</p><p>um arquivo CSV, primeiro é necessário garantir a estrutura de tabela com linhas e colunas</p><p>bem definidas, assim como os títulos dos campos.</p><p>Para realizar esse procedimento, sugere-se observar as seguintes dicas:</p><p>(1) Se o separador decimal for “ponto”, substitua-o por “vírgula”;</p><p>(2) Evite espaços no nome dos campos X e Y e deixe-os com uma nomenclatura bem</p><p>evidente, por exemplo: “longitude” e “latitude”, “Este” e “Norte”, “lon” e “lat”,</p><p>ou “E” e “N”;</p><p>(3) Para copiar e colar os dados do arquivo TXT</p><p>para uma planilha, substitua os</p><p>espaços entre as colunas por TAB (tabulação).</p><p>No caso dos dados da Figura 4.1, as coordenadas e respectivas precisões foram</p><p>levadas para uma planilha do Libre Office Calc, fazendo-se a padronização dos nomes</p><p>dos campos, conforme observado na Figura 4.2.</p><p>Figura 4.2: Dados organizados em planilha.</p><p>Na planilha, escolha a opção “Salvar como...” e depois a opção “Texto CSV</p><p>(Separado por vírgula)” (Figura 4.3). Em seguida, escolha a codificação dos caracteres</p><p>como UTF-8, o delimitador de campo como “Tabulação” e o delimitador de texto como</p><p>aspas duplas (Figura 4.4).</p><p>41</p><p>Figura 4.3: Salvar como... no formato CSV.</p><p>Figura 4.4: Configuração do CSV.</p><p>Depois que esse arquivo é exportado, é possível abri-lo em um editor de texto,</p><p>como o Bloco de Notas ou Notepad++, para verificar seu conteúdo (Figura 4.5).</p><p>Figura 4.5: Arquivo CSV aberto no Notepad++.</p><p>42</p><p>Para abrir o CSV no QGIS, você pode ir ao menu Camada > Adicionar camada ></p><p>Adicionar camada de texto delimitado... ou simplesmente utilizar a tecla de atalho Ctrl +</p><p>Shift + T.</p><p>Na janela Gerenciador de Fonte de Dados | Texto delimitado (Figura 4.6), configure:</p><p>(1) Caminho do arquivo CSV;</p><p>(2) Codificação;</p><p>(3) Em “Delimitadores personalizados”, escolha a opção “Tabulação”;</p><p>(4) Em Opções de Gravação e Campos, selecione “Separador decimal é vírgula”;</p><p>(5) Observe se os campos X e Y foram selecionados corretamente; e</p><p>(6) Defina o SRC da camada.</p><p>Figura 4.6: Configuração para adicionar arquivo CSV no QGIS.</p><p>Por fim, verifique a “Amostra de dados” e se estiver tudo ok, clique em</p><p>“Adicionar” para carregar a camada de pontos. A Figura 4.7 apresenta a camada de pontos</p><p>gerada a partir do arquivo CSV, carregados no QGIS.</p><p>43</p><p>Figura 4.7: Pontos do arquivo CSV carregados no QGIS.</p><p>4.2. Ferramenta “Planilha para Camada de Pontos”</p><p>Como pode se perceber, carregar uma planilha CSV no QGIS, requer uma série</p><p>de configurações, um procedimento bastante maçante quando se necessita realizá-lo</p><p>várias vezes.</p><p>Neste sentido, foi desenvolvido a ferramenta “Planilha para Camada de Pontos”,</p><p>a qual está implementada no plugin LF Tools e que tem como objetivo principal a criação</p><p>de uma camada de pontos a partir das coordenadas preenchidas em uma planilha do Excel</p><p>(.xls) ou Open Document Spreadsheet (.ods), sem a necessidade de se exportar um</p><p>arquivo CSV.</p><p>Voltando-se ao exemplo da Figura 4.2, a planilha agora foi salva no formato</p><p>padrão ODS. Este arquivo pode ser aberto no QGIS simplesmente arrastando-o e</p><p>soltando-o na sua área de trabalho. Como o arquivo ODS não é espacial, ele aparecerá</p><p>como do tipo “Tabela – sem geometria”, conforme mostrado na Figura 4.8.</p><p>44</p><p>Figura 4.8: Planilha ODS carregada no QGIS.</p><p>Agora, para criar a camada de pontos, basta selecionar a ferramenta “Planilha para</p><p>camada de pontos” na caixa de ferramentas e preencher os parâmetros indicados na Figura</p><p>4.9.</p><p>Figura 4.9: Ferramenta “Planilha para camada de pontos”.</p><p>Após o preenchimento dos parâmetros, clique em “Executar” e verifique a</p><p>Camada de Pontos resultante. Observe também que a coordenada Z é opcional, ou seja,</p><p>seu preenchimento não é obrigatório.</p><p>45</p><p>4.3. Importação de arquivo DWG/DXF no QGIS (método 1)</p><p>Neste livro serão apresentados dois métodos para importar arquivos DWG/DXF</p><p>no QGIS. O primeiro método, que veremos nesta seção, tenta importar o arquivo CAD</p><p>na sua integralidade, ou seja, não apenas os vetores, mas também os estilos (simbologia</p><p>e rotulação) que foram configurados no software de CAD. O segundo método, tem uma</p><p>importação mais rápida, no entanto, todos os estilos são perdidos, sendo apenas</p><p>carregadas camadas de pontos, linhas e polígonos.</p><p>O método tradicional para carregar um arquivo CAD é através do menu Projeto ></p><p>Importar/Exportar > Importar camadas de DWG/DXF...</p><p>Após abrir a janela “Importar DWG/DXF”, os parâmetros devem ser preenchidos</p><p>na seguinte ordem:</p><p>(1) Apontar o “Pacote alvo”, um arquivo Geopackage que será criado com todas as</p><p>camadas do CAD dentro dele;</p><p>(2) SRC original2 do arquivo CAD;</p><p>(3) Arquivo CAD de extensão DWG ou DXF; e</p><p>(4) Nome do grupo, por exemplo, “camadas CAD”.</p><p>Figura 4.10: Importação de arquivo DWG/DXF;</p><p>2 Os arquivos CAD costumam não armazenar informações de SRC. Se o usuário do QGIS não tiver o</p><p>conhecimento prévio do SRC do projeto CAD, ele terá que testar os possíveis SRC até chegar ao que se</p><p>ajustar melhor.</p><p>46</p><p>Neste método, o processo e importação costuma ser demorado pois toda a</p><p>estrutura de entidades do CAD é convertida para feições vetoriais e estilos no</p><p>Geopackage. Isso significa que é o momento de parar um pouco, fazer um lanche ou</p><p>tomar um café até a conclusão da conversão.</p><p>Após a conversão, todos as camadas (Layers) aparecerão no espaço “Camadas</p><p>para importar ao projeto”, sendo possível fazer uma seleção desses layers. Para concluir,</p><p>clique em “OK” e as camadas serão carregadas no QGIS, com mostrado na Figura 4.11.</p><p>Figura 4.11: Camadas CAD carregadas no QGIS.</p><p>Observe que neste método é aproveitado toda a organização de camadas do DWG,</p><p>assim como suas simbologias e estilos, perdendo-se pouca ou nenhuma informação visual</p><p>na conversão do CAD para o QGIS.</p><p>47</p><p>4.4. Importação de arquivo DWG/DXF no QGIS (método 2)</p><p>Não é raro acontecer algum problema no momento de importar o desenho de um</p><p>arquivo DWG, como no caso da Figura 4.12, onde aparece a mensagem “Falha ao</p><p>importar desenho”.</p><p>Figura 4.12: Falha ao importar DWG.</p><p>Para esse tipo de situação, a solução é recorrer a conversão para o formato DXF,</p><p>pois este formato pode ser aberto diretamente no QGIS, bastando arrastá-lo e soltá-lo na</p><p>área de trabalho do QGIS.</p><p>Na internet há uma grande quantidade de ferramentas de conversão online de</p><p>DWG para DXF. No exemplo abaixo, é utilizado o cloudconvert para converter o arquivo</p><p>DWG com problema para o formato DXF.</p><p>https://cloudconvert.com/dwg-to-dxf</p><p>48</p><p>Figura 4.13: Conversor de DWG para DXF.</p><p>Para o correto carregamento de um arquivo DXF diretamente no QGIS pelo</p><p>método 2, os seguintes passos devem ser observados:</p><p>(1) Defina o SRC do Projeto QGIS igual ao SRC original do DXF;</p><p>(2) Clique no arquivo DXF, segure, arraste e solte na área de trabalho do QGIS;</p><p>(3) Selecione todas as camadas do arquivo para adicionar, depois clique em “OK”; e</p><p>(4) Verifique se as camadas estão posicionadas corretamente comparando com</p><p>alguma outra camada de referência, como, por exemplo, o OpenStreetMap.</p><p>Na Figura 4.14 pode ser feita uma comparação de como o mesmo arquivo DXF</p><p>pode ser aberto pelos métodos 1 e 2, ensinados neste livro.</p><p>49</p><p>Figura 4.14: Comparação entre os métodos 1 e 2.</p><p>Observa-se que o método 2, embora seja mais rápido para abrir os vetores no</p><p>QGIS, tem a desvantagem de perder as informações visuais do arquivo original, ficando</p><p>sem a simbologia e os rótulos das anotações, as quais passam a ser representadas apenas</p><p>como pontos.</p><p>50</p><p>5. AQUISIÇÃO VETORIAL</p><p>O processo de aquisição vetorial compreende a aquisição das geometrias e</p><p>atributos das feições das classes obrigatórias: Ponto Limite, Elemento Confrontante, Área</p><p>do Imóvel, Delimitação Física e Ponto de Referência Geodésica, bem como de classes</p><p>opcionais pertencentes às categorias Análise, Feições Artificiais e Feições Naturais.</p><p>A Figura 5.1 apresenta a sequência dos trabalhos para a aquisição das classes da</p><p>Categoria Definição de Limites, ou seja, são adquiridas na seguinte ordem as classes: 1º)</p><p>Ponto Limite, 2º) Elemento Confrontante e 3º) Área do Imóvel.</p><p>Figura 5.1: Sequência de aquisição vetorial.</p><p>As feições da classe Delimitação Física podem ser copiadas das geometrias da</p><p>classe Elemento Confrontante, editando-se essas geometrias aos tipos de delimitação</p><p>entre os confrontantes, conforme verificado no terreno (muro, cerca, tapume etc.) e</p><p>adicionando os atributos</p><p>necessários a essas feições.</p><p>Os Pontos de Referência Geodésica devem também ser adquiridos nesta etapa,</p><p>assim como as demais classes opcionais, não havendo necessariamente uma ordem para</p><p>a vetorização delas, com exceção das classes da categoria Análise, que logicamente</p><p>devem ficar por último.</p><p>Neste Capítulo, será ensinado inicialmente sobre a importância da correta</p><p>configuração das ferramentas de aderência para a garantia da qualidade posicional e</p><p>topológica dos trabalhos. Em seguida, passaremos a tratar detalhadamente dos passos</p><p>para a aquisição vetorial das principais classes de uma planta topográfica.</p><p>51</p><p>5.1. Configuração da Aderência</p><p>Para uma aquisição vetorial acurada, garantindo as propriedades topológicas entre</p><p>as feições, é necessário a configuração apropriada da aderência e de seu raio de tolerância,</p><p>de forma garantir que os vértices entre as feições coincidam e as geometrias estejam</p><p>conectadas.</p><p>As configurações de aderência devem sempre ser utilizadas na elaboração da</p><p>planta topográfica para garantir que os vértices dos segmentos das linhas e polígonos que</p><p>foram criados coincidam com os Pontos Limites, ou seja, sejam exatamente iguais aos</p><p>pontos de coordenadas coletadas em campo.</p><p>O arquivo Projeto.qgz, disponibilizado na pasta “raiz” (Capítulo 3 – Figura 3.1),</p><p>possui a aderência entre as camadas já pré-configuradas, não havendo a necessidade de o</p><p>operador realizar essa configuração quando for utilizar esse modelo. No entanto, é</p><p>importantíssimo entender o funcionamento dessa configuração.</p><p>A Figura 5.2 apresenta a barra de ferramentas de aderência, sendo cada item</p><p>descrito a seguir:</p><p>(1) Habilitar/desabilitar a aderência;</p><p>(2) Critérios de aderência para as camadas;</p><p>(3) Geometria de aderência (vértice, segmento, área, centroide e meio do segmento);</p><p>(4) Medida de tolerância (raio de atração);</p><p>(5) Unidade da tolerância (pixel ou unidades do mapa);</p><p>(6) Edição topológica (para mais de uma feição);</p><p>(7) Critérios de Sobreposição;</p><p>(8) Aderência no ponto de interseção entre segmentos;</p><p>(9) Autotraçar, para evitar perder tempo adquirindo vértices repetidos que já estão em</p><p>segmento(s) de referência; e</p><p>(10) Habilitar aderência na própria feição que está sendo criada.</p><p>Figura 5.2: Barra de ferramentas de aderência.</p><p>Se a barra de ferramentas não estiver aparecendo no seu QGIS, basta ir ao menu</p><p>Visão > Barra de Ferramentas e habilitar “Ferramentas de Aderência”.</p><p>52</p><p>Para a elaboração da planta, a configuração inicial mais adequada para a aquisição</p><p>vetorial é a aderência para todas as camadas, atraindo somente aos vértices, com raio de</p><p>tolerância de 12 pixels, e estando as demais configurações (6 a 10) desabilitadas,</p><p>semelhante ao já apresentado na Figura 5.2.</p><p>5.2. Aquisição das feições da categoria Definição de Limites</p><p>5.2.1. Classe Ponto Limite</p><p>Esta etapa se inicia com o carregamento dos pontos levantados em campo no</p><p>QGIS, conforme ensinado na Seção 4.2.</p><p>Na Figura 5.3, é possível observar a planilha (tabela) com as coordenadas dos</p><p>vértices e a camada de pontos gerada a partir dessa planilha. Tudo isso já dentro do projeto</p><p>modelo.</p><p>Figura 5.3: Carregamento dos pontos levantados em campo.</p><p>Após isso, siga os seguintes procedimentos:</p><p>(1) selecione a camada Ponto Limite e coloque-a no modo de edição;</p><p>(2) em seguida selecione a camada dos pontos de coletados em campo;</p><p>(3) selecione as feições que serão copiadas e depois Ctrl + C, para copiar as feições</p><p>selecionadas; e</p><p>(4) selecione novamente a camada Ponto Limite e depois utilize as teclas Ctrl + V,</p><p>para colar todos os pontos na camada de destino.</p><p>53</p><p>Por fim, preencha os atributos “código” e “tipo” de cada ponto da classe Ponto</p><p>Limite até que o resultado fique igual ao mostrado na Figura 5.4.</p><p>Figura 5.4: Resultado da aquisição das feições da classe Ponto Limite.</p><p>5.2.2. Classe Elemento Confrontante</p><p>Após a aquisição dos pontos limites, o próximo passo é a vetorização dos</p><p>elementos confrontantes. O elemento confrontante representa a linha de delimitação de</p><p>cada vizinho ou logradouro público.</p><p>As linhas dos elementos confrontantes devem ser adquiridas exatamente na</p><p>mesma ordem dos pontos limites, caso contrário, o algoritmo de geração de memorial</p><p>descritivo não vai funcionar corretamente.</p><p>Observe que durante a aquisição, o formulário de atributos deve ser preenchido</p><p>com as informações coletadas em campo ou a partir de dados obtidos em cartório ou</p><p>prefeitura, semelhante a Figura 5.5.</p><p>54</p><p>Figura 5.5: Atributos do elemento confrontante.</p><p>Após a aquisição de todos os elementos confrontantes, o perímetro do imóvel terá</p><p>seu delineamento fechado (Figura 5.6), estando em condições para seguir para a próxima</p><p>etapa.</p><p>Figura 5.6: Resultado da aquisição das feições da classe Elemento Confrontante.</p><p>55</p><p>5.2.3. Classe Área do Imóvel</p><p>A classe área do imóvel é destinada a uma única feição com geometria do tipo</p><p>polígono simples. Esta feição terá em seus atributos as principais informações do imóvel</p><p>e, a partir dela, os valores de área e perímetro serão calculados.</p><p>A aquisição da geometria dessa classe pode ser feita normalmente pela ferramenta</p><p>“Adicionar polígono”, definido cada vértice a partir dos pontos limites, também seguindo</p><p>sua ordem e atentando-se para que todos os cliques estejam dentro da tolerância definida</p><p>para a ferramenta de aderência.</p><p>Outra possibilidade de gerar a área do imóvel (com menos cliques) é através da</p><p>utilização da ferramenta “Linhas para polígonos”, tendo como entrada a camada</p><p>Elemento Confrontante (Figura 5.7).</p><p>Figura 5.7: Ferramenta “Linhas para polígonos”.</p><p>Após a geração do polígono, você deve selecionar a feição da camada de saída,</p><p>copiá-la e colar na classe Área do Imóvel, estando a mesma já no modo de edição.</p><p>Por fim, os atributos da feição do imóvel devem ser preenchidos (Figura 5.8), pois</p><p>são esses atributos que serão utilizados tanto para a geração automática do memorial</p><p>descritivo quanto no preenchimento dinâmico das informações da planta topográfica no</p><p>compositor de impressão.</p><p>56</p><p>Figura 5.8: Atributos da classe Área do Imóvel.</p><p>Vale lembrar que ao final de todos os processos, o operador deve salvar as edições.</p><p>A Figura 5.9 apresenta o resultado final da aquisição das feições das classes da categoria</p><p>definição de limites do imóvel.</p><p>Figura 5.9: Resultado da aquisição das feições da categoria definição de limites.</p><p>57</p><p>5.3. Aquisição das feições da categoria Materialização</p><p>Inicialmente, para a aquisição das próximas feições, altere o “Tema” do mapa do</p><p>QGIS para o tema “mapa principal”, conforme mostrado na Figura 5.10.</p><p>Figura 5.10: Alterando o tema do mapa para “mapa principal”.</p><p>5.3.1 Classe Delimitação Física</p><p>A classe Delimitação Física é utilizada para representar na planta topográfica os</p><p>diversos tipos de delimitações (muro cerca de arame, alambrado etc.) ou, até mesmo,</p><p>quando o limite não está materializado.</p><p>As geometrias das feições da classe Delimitação Física são baseadas na classe</p><p>Elemento Confrontante. Assim, não há necessidade de adquiri-las novamente, bastando</p><p>apenas selecioná-las e copiá-las da camada de origem (Elemento Confrontante) e colá-las</p><p>na classe de destino (Delimitação Física).</p><p>Para evitar confusão entre a utilização dessas duas classes, algumas diferenças</p><p>entre elas estão evidenciadas através da Tabela 5.1.</p><p>58</p><p>Tabela 5.1: Comparação entre Delimitação Física e Elemento Confrontante.</p><p>Delimitação Física Elemento Confrontante</p><p>É representado na planta. Não é representado na planta.</p><p>Cada feição representa um tipo de limite (muro,</p><p>cerca, não materializado etc.), ou seja, um</p><p>confrontante pode ter mais de um tipo de limite,</p><p>por exemplo, uma parte muro e outra cerca.</p><p>Cada feição representa um único confrontante.</p><p>Não é utilizado na geração do memorial</p><p>descritivo.</p><p>É utilizado na geração do memorial descritivo.</p><p>A Figura 5.11 apresenta o resultado da aquisição das feições da classe Delimitação</p><p>Física, após o correto preenchimento de seus atributos.</p><p>Figura 5.11: Resultado da aquisição das feições da classe Delimitação Física.</p><p>5.3.2 Classe Ponto de Referência Geodésica</p><p>As feições desta classe são adquiridas quando se deseja evidenciar na planta</p><p>topográfica um ou mais pontos bases utilizados no levantamento RTK, ou seja,</p><p>corresponde aos pontos de referência que tiveram maior tempo de rastreio em campo com</p><p>uma qualidade posicional comprovada.</p><p>Os pontos de referência devem estar materializados no terreno através de um</p><p>marco de concreto com chapa de identificação. Assim, será possível a geração da</p><p>59</p><p>Monografia do Marco, um documento que facilita futuras reocupações do ponto, em caso</p><p>da necessidade de checagem do levantamento ou para o levantamento de outras áreas.</p><p>No exemplo da Figura 5.12, foi criado na classe Ponto de Ref. Geodésica o ponto</p><p>M-04, obtido da classe Ponto Limite. Observe que, para a correta representação do ponto</p><p>de referência na planta topográfica, bem como na geração automática da Monografia do</p><p>Marco, que será vista no Capítulo 6, é necessário o completo preenchimento de todos os</p><p>atributos, que constam em cada aba do formulário (Figura 5.13).</p><p>Figura 5.12: Criação do Ponto de Referência Geodésica.</p><p>60</p><p>Figura 5.13: Atributos do marco M-04.</p><p>Vale salientar que o ponto de referência não necessita estar no limite do imóvel,</p><p>como é o caso do marco M-04. Sempre que possível, é recomendado que o ponto base</p><p>seja alocado em uma posição central, com o intuito de se ter linhas de base com distâncias</p><p>menores para todos os vértices medidos do imóvel.</p><p>5.4. Aquisição das feições das demais categorias</p><p>As classes das categorias Feições Artificiais, Feições Naturais e Análise</p><p>costumam ser trabalhadas por último. Essas classes podem ter diversas aplicações, seja</p><p>em análises ambientais, questões jurídicas de demarcação, inventários e avaliações, ou</p><p>simplesmente, para contextualizar as principais feições das áreas internas e externas do</p><p>imóvel.</p><p>61</p><p>Para a aquisição das feições dessas classes, não há necessariamente uma ordem de</p><p>vetorização e sua utilização vai depender da finalidade da planta topográfica. Nesta seção,</p><p>portanto, serão citados os principais conjuntos de ferramentas adicionais que podem</p><p>facilitar a vetorização das feições e garantir a qualidade dos trabalhos.</p><p>A Figura 5.14 apresenta os principais conjuntos de ferramentas adicionais para aquisição</p><p>vetorial, sendo a descrição sucinta de cada conjunto dado abaixo:</p><p>(a) Ferramentas de Digitalização de Formas: permite a aquisição de formas</p><p>regulares como círculos, elipses, retângulos e polígonos de n lados.</p><p>(b) Ferramentas de Digitalização Avançada: permite a digitalização com medidas</p><p>pré-definidas, mover e rotacionar geometrias, trabalhar com multipartes e buraco</p><p>de polígonos, recortar, mesclar, entre outras funções.</p><p>(c) Plugin Digitizing Tools: complementa as ferramentas de digitalização avançada</p><p>com novas funções como separar partes, recortar com polígono, preencher</p><p>lacunas, inverter linha, entre outras.</p><p>(d) Plugin QAD: o Quantum Aided Design - Cad Tools é um conjunto de ferramentas</p><p>para profissionais que já estão habituados a trabalhar com CAD, reduzindo as</p><p>dificuldades de transição para o QGIS.</p><p>Figura 5.14: Ferramentas adicionais para a aquisição vetorial.</p><p>O estudo aprofundado dessas ferramentas está fora do escopo deste livro,</p><p>entretanto, a maioria delas são trabalhadas detalhadamente no curso QGIS: Teoria e</p><p>Prática, deste autor, ficando o leitor convidado a explorar esses recursos.</p><p>https://www.udemy.com/course/curso-basico-de-qgis/?referralCode=6FBAB3D22F2AF21D6024</p><p>https://www.udemy.com/course/curso-basico-de-qgis/?referralCode=6FBAB3D22F2AF21D6024</p><p>62</p><p>5.5. Ferramentas auxiliares</p><p>Com o emprego da metodologia de elaboração de plantas topográficas, verificou-</p><p>se a necessidade de desenvolvimento de algumas ferramentas para acelerar alguns</p><p>procedimentos de edições dos atributos e da geometria, quando necessários.</p><p>A contribuição deste autor para esta finalidade está no plugin LF Tools,</p><p>correspondendo às ferramentas “Sequenciar pontos” e “Inverter ordem dos vértices”</p><p>(Figuras 5.15 e 5.16).</p><p>Figura 5.15: Ferramenta “Sequenciar pontos”.</p><p>Figura 5.16: Ferramenta “Inverter ordem dos vértices”.</p><p>63</p><p>A ferramenta “Sequenciar pontos” possibilita o preenchimento automático do</p><p>atributo “ordem” da classe Ponto Limite de acordo com sua sequência em relação ao</p><p>polígono da camada Área do Imóvel.</p><p>Já a ferramenta “Inverter ordem dos vértices” possibilita mudar a ordem dos</p><p>vértices tanto para polígonos quanto linhas.</p><p>64</p><p>6. DOCUMENTAÇÕES AUTOMÁTICAS</p><p>O emprego de algoritmos computacionais que forneçam soluções otimizadas tem</p><p>se tornado uma excelente alternativa para suprimir a necessidade de operações manuais</p><p>na elaboração de peças técnicas do levantamento topográfico devido, principalmente, ao</p><p>grande ganho de produtividade.</p><p>Nesse sentido, foi desenvolvido para o QGIS o plugin LF Tools que conta com</p><p>diversas expressões (ou funções) e scripts (ferramentas de processamento) que facilitam</p><p>sobremaneira a automatização dos resultados.</p><p>Neste capítulo, vamos aprender como utilizar as ferramentas do LF Tools para a</p><p>geração de peças técnicas essenciais para o processo de regularização fundiária de</p><p>imóveis, sendo elas:</p><p>● Memorial Descritivo;</p><p>● Memorial Sintético;</p><p>● Planilha de cálculo de área e perímetro; e</p><p>● Monografia de marco geodésico.</p><p>Vale ressaltar que essas ferramentas somente funcionarão adequadamente com o</p><p>uso do modelo de dados TopoGeo, empregando a metodologia ensinada neste livro para</p><p>a aquisição das feições de definição de limites e materialização.</p><p>Os resultados (outputs) dessas ferramentas correspondem a um arquivo no</p><p>formato HTML, que pode ser gerado como um arquivo temporário ou salvo diretamente</p><p>na máquina. Em ambos os casos, é possível realizar a visualização imediata no QGIS,</p><p>através do painel “Visualizador de Resultados”.</p><p>Após aberto no visualizador, o arquivo HTML de saída também pode ser impresso</p><p>como PDF, podendo também ser aberto em qualquer editor de texto como o Libre Office</p><p>Writer ou o Microsoft Word para posteriores ajustes e formatações, caso se julguem</p><p>necessários.</p><p>Nas seções a seguir, serão abordadas cada uma dessas ferramentas, mostrando os</p><p>respectivos parâmetros de entrada e resultados.</p><p>65</p><p>6.1. Memorial Descritivo</p><p>O Memorial Descritivo é um documento que descreve, por extenso, a localização</p><p>e o delineamento de uma propriedade urbana ou rural, com base nos dados de</p><p>levantamento geodésico e topográfico medidos em campo, devendo os seus pontos limites</p><p>estar corretamente georreferenciadas no sistema geodésico brasileiro, que atualmente é o</p><p>SIRGAS2000.</p><p>Neste documento deve conter a descrição dos elementos confrontantes e dos</p><p>pontos limites notórios no terreno, além das coordenadas, azimutes e distâncias. Por isso,</p><p>para a geração automática do Memorial Descritivo, é necessário que os atributos das</p><p>classes Ponto Limite (ponto), Elemento Confrontante (linha) e Área do Imóvel (polígono)</p><p>estejam previamente preenchidos.</p><p>Os parâmetros de entrada da ferramenta de geração de Memorial Descritivo</p><p>podem ser visualizados na Figura 6.1.</p><p>Figura 6.1: Ferramenta de geração do Memorial Descritivo.</p><p>Após a execução da ferramenta, o resultado pode ser acessado no painel</p><p>“Visualizador de Resultados”, conforme mostrado na Figura 6.2.</p><p>66</p><p>Figura 6.2: Painel “Visualizador de Resultados”.</p><p>O resultado pode ser aberto no navegar de internet padrão do computador (Figura</p><p>6.3.a) ou em um editor texto, como o Microsoft Word (Figura 6.3.b).</p><p>Figura 6.3: (a) Resultado aberto no navegador de internet; (b) Resultado aberto no Microsoft</p><p>Word.</p><p>67</p><p>6.2. Memorial Sintético</p><p>O Memorial</p>