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<p>ASSISTÊNCIA DE</p><p>ENFERMAGEM AO</p><p>PACIENTE QUEIMADO</p><p>ENFA. MAIARA FERNANDES GONZAGA</p><p>NO BRASIL, AS QUEIMADURAS REPRESENTAM UM AGRAVO SIGNIFICATIVO À</p><p>SAÚDE PÚBLICA. ALGUMAS PESQUISAS APONTAM QUE, ENTRE OS CASOS DE</p><p>QUEIMADURAS NOTIFICADOS NO PÁIS, A MAIOR PARTE OCORRE EM</p><p>RESIDÊNCIAS DAS VÍTIMAS E QUASE A METADE DAS OCORRÊNCIAS ENVOLVE</p><p>A PARTICIPAÇÃO DE CRIANÇAS.</p><p>QUEIMADURAS</p><p>QUEIMADURAS</p><p>• As queimaduras são causadas por uma transferência de energia</p><p>oriunda de uma fonte de calor para o corpo. O calor pode ser transferido</p><p>por um condução ou radiação eletromagnética.</p><p>• As queimaduras são categorizadas como térmicas (que incluem as</p><p>queimaduras por eletricidade), por radiações ou químicas.</p><p>CARACTERÍSTICA DA QUEIMADURA</p><p>• A lesão por queimadura é causada pela aplicação de calor com danos</p><p>resultantes à pele, tecido subcutâneo, gordura, músculo e até mesmo</p><p>osso.</p><p>• Alterações no nível celular após lesão térmica aguda causam</p><p>desnaturação de proteínas e perda da integridade da membrana</p><p>plasmática.</p><p>CARACTERÍSTICA DA QUEIMADURA</p><p>• A lesão da pele pode ocorrer em duas fases: imediata e tardia. A lesão</p><p>imediata ocorre devido à exposição térmica aguda, resultando na perda</p><p>imediata da integridade da membrana plasmática e na desnaturação</p><p>das proteínas.</p><p>• A lesão tardia resulta de reanimação inadequada, dessecação, edema</p><p>e infecção da ferida. A pele é capaz de tolerar temperaturas de 40°C por</p><p>breves períodos.</p><p>CARACTERÍSTICA DA QUEIMADURA</p><p>ZONAS DE LESÃO TECIDUAL</p><p>02</p><p>01</p><p>03</p><p>ZONA DE COAGULAÇÃO</p><p>ZONA DE ESTASE</p><p>ZONA DE HIPEREMIA</p><p>CLASSIFICAÇÃO DAS QUEIMADURAS</p><p>As queimaduras são descritas de acordo com a profundidade da</p><p>lesão e com a extensão da área de superfície corporal (ASC)</p><p>lesada.</p><p>CLASSIFICAÇÃO DAS QUEIMADURAS</p><p>• As queimaduras superficiais envolvem apenas a epiderme e são</p><p>caracterizadas como vermelhas e dolorosas.</p><p>• Essas queimaduras estendem-se até a derme papilar e</p><p>caracteristicamente não formam bolhas. Essas feridas empalidecem</p><p>com a pressão e o fluxo sanguíneo para essa área aumenta em</p><p>comparação com a pele normal adjacente.</p><p>01 QUEIMADURAS SUPERFICIAIS - 1º GRAU</p><p>CLASSIFICAÇÃO DAS QUEIMADURAS</p><p>01 QUEIMADURAS SUPERFICIAIS - 1º GRAU</p><p>• Causas: queimadura solar, fulguração de baixa intensidade</p><p>• Envolvimento cutâneo: Epiderme; possivelmente uma parte da derme</p><p>• Sintomas: Formigamento, hiperestesa (supersensibilidade), dor que é</p><p>suavizada pelo resfriamento.</p><p>• Aparência da Lesão: Ruborizada; esmaece com a pressão; seca;</p><p>edema mínimo ou ausente; possíveis bolhas .</p><p>• Curso de recuperação: Recuperação completa de 2 a 3 semanas;</p><p>nenhuma cicatrização; descamação.</p><p>CLASSIFICAÇÃO DAS QUEIMADURAS</p><p>01 SUPERFICIAIS E DÉRMICAS SUPERFICIAIS</p><p>1º GRAU</p><p>CLASSIFICAÇÃO DAS QUEIMADURAS</p><p>02 QUEIMADURAS DE ESPESSURA PARCIAL</p><p>2º GRAU</p><p>• Queimaduras de espessura parcial, antes chamadas de queimaduras</p><p>de segundo grau, são aquelas que envolvem a epiderme e porções</p><p>variadas da derme subjacente.</p><p>• As queimaduras dérmicas superficiais estendem-se até a derme</p><p>papilar. Essas feridas empalidecem com a pressão e o fluxo sanguíneo</p><p>para a derme aumenta da pele normal devido à vasodilatação.</p><p>CLASSIFICAÇÃO DAS QUEIMADURAS</p><p>02 QUEIMADURAS DE ESPESSURA PARCIAL</p><p>2º GRAU</p><p>• Causas: escaldaduras, chama fulgurante</p><p>• Envolvimento cutâneo: Epiderme, derme superior, porção da derme</p><p>superior</p><p>• Sintomas: Dor, hiperestesia, sensível ao ar frio.</p><p>• Aparência da Lesão: Base avermelhada mosqueada, bolhosa;</p><p>epiderme rompida; superfície exsudativa; edema.</p><p>• Curso de recuperação: Recuperação em 2 a 4 semanas. Alguma</p><p>cicatrização e contraturas com despigmentação. A infecção pode</p><p>convertê-la em espessura plena.</p><p>CLASSIFICAÇÃO DAS QUEIMADURAS</p><p>02</p><p>QUEIMADURAS DE ESPESSURA PARCIAL</p><p>2º GRAU</p><p>CLASSIFICAÇÃO DAS QUEIMADURAS</p><p>03 QUEIMADURA DE ESPESSURA TOTAL - 3º GRAU</p><p>• Queimaduras de espessura total penetram profundamente no tecido e</p><p>resultam na destruição completa da epiderme e da derme, não deixando</p><p>células epidérmicas residuais para repovoar a ferida.</p><p>• Podem resultar do contato prolongado com chamas, líquidos ou</p><p>elementos químicos.</p><p>• Queimaduras de espessura total podem ser incapacitantes e fatais;</p><p>pacientes com queimaduras de espessura total devem ser atendidos em</p><p>um centro de queimados.</p><p>CLASSIFICAÇÃO DAS QUEIMADURAS</p><p>03 QUEIMADURA DE ESPESSURA TOTAL - 3º GRAU</p><p>• Causas: Chama; exposição prolongada a líquidos quentes; corrente</p><p>elétrica; substância química.</p><p>• Envolvimento cutâneo: Epiderme; toda a derme e, por vezes, tecido</p><p>subcutâneo; pode envolver tecido conjuntivo, músculo e osso.</p><p>• Sintomas: Sem dor, choque, hematúria e, possivelmente hemólise.</p><p>Possíveis lesões de entrada e saída (queimadura elétrica).</p><p>• Aparência da Lesão: Seca; branco-pálida, courácea ou chamuscada. •</p><p>Pele rompida com tecido adiposo subcutâneo exposto. Edema.</p><p>• Curso de recuperação: A lesão esfacela. Necessário enxerto.</p><p>Cicatrização e perda do contorno e função; contraturas. Perda possível</p><p>dos dedos ou membros.</p><p>CLASSIFICAÇÃO DAS QUEIMADURAS</p><p>03 ESPESSURA TOTAL - 3º GRAU</p><p>CLASSIFICAÇÃO DAS QUEIMADURAS</p><p>04 QUEIMADURAS SUBDÉRMICAS - 4º GRAU</p><p>• Queimaduras subdérmicas (anteriormente chamadas de queimaduras</p><p>de quarto grau) são aquelas que não apenas queimam todas as</p><p>camadas da pele, mas também queimam gordura, músculos, ossos ou</p><p>órgãos internos subjacentes.</p><p>• Essas queimaduras são, na verdade, queimaduras de espessura total</p><p>que também resultam em danos profundos aos tecidos. Essas</p><p>queimaduras podem ser extremamente debilitantes e desfigurantes</p><p>como resultado dos danos causados à pele e aos tecidos e estruturas</p><p>subjacentes.</p><p>CLASSIFICAÇÃO DAS QUEIMADURAS</p><p>04 QUEIMADURAS SUBDÉRMICAS - 4º GRAU</p><p>QUEIMADURAS X BOLHAS</p><p>• Uma bolha ocorre quando a epiderme se separa da derme subjacente</p><p>e o fluido que vaza dos vasos próximos preenche o espaço entre as</p><p>camadas.</p><p>• A presença de proteínas osmoticamente ativas no fluido da bolha</p><p>atrai fluido adicional para o espaço da bolha, fazendo com que a bolha</p><p>continue a aumentar.</p><p>• Muitos pensam que a pele da bolha atua como um curativo estéril e</p><p>evita a contaminação da ferida.</p><p>COMPLEXIDADE DAS QUEIMADURAS</p><p>PEQUENO QUEIMADO</p><p>MÉDIO QUEIMADO</p><p>GRANDE QUEIMADO</p><p>PACIENTE COM TRAUMA GRAVE,</p><p>DE GRANDE RISCO, QUE</p><p>NECESSITA DE ATENDIMENTO</p><p>EMERGENCIAL E</p><p>MULTIDISCIPLINAR</p><p>EXTENSÃO DA ÁREA DE SUPERFÍCIE</p><p>CORPORAL LESADA</p><p>Baixa: menos de 15% da superfície corporal atingida</p><p>Média: entre 15 e menos de 40% da pele coberta</p><p>Alta: mais de 40% do corpo queimado</p><p>REGRA DOS 9</p><p>• Uma estimativa da ASC total envolvida em uma queimadura é</p><p>simplificada pelo uso da regra dos nove. A regra dos nove é um meio</p><p>rápido para calcular a extensão de queimaduras. O sistema determina</p><p>percentuais em múltiplos de nove para as principais superfícies</p><p>corporais.</p><p>REGRA DOS 9</p><p>DETERMINAR A GRAVIDADE</p><p>GRUPO I</p><p>(LEVE)</p><p>GRUPO II</p><p>(MODERAD</p><p>O)</p><p>GRUPO III</p><p>(GRAVE)</p><p>GRUPO IV</p><p>(CRÍTICO)</p><p>PRIMEIRO</p><p>GRAU</p><p>ATÉ 10% 11% A 30% 31% A 60% >60%</p><p>SEGUNDO</p><p>GRAU</p><p>ATÉ 5 % 6 A 15% 15% A 45% >45%</p><p>TERCEIRO</p><p>GRAU</p><p>ATÉ 1% 2 A 5% 6% A 30% >30%</p><p>CRÍTERIOS PARA O INTERNAMENTO</p><p>GRUPO I (LEVE) GRUPO II</p><p>(MODERADO)</p><p>GRUPO III</p><p>(GRAVE)</p><p>GRUPO IV</p><p>(CRÍTICO)</p><p>CURATIVO</p><p>DIÁRIO EM</p><p>AMBULATÓRIO</p><p>INTERNAMENTO</p><p>EM UNIDADE</p><p>ESPECIALIZADA</p><p>INTERNAMENTO</p><p>EM UNIDADE</p><p>ESPECIALIZADA.</p><p>CONSIDERAR</p><p>UTI</p><p>INTERNAMENTO</p><p>EM UTI</p><p>REPOSIÇÃO HIDROELETROLÍTICA</p><p>• FÓRMULA DE PARKLAND</p><p>4ml/kg de peso corporal/percentagem de SCQ, de Ringer Lactato.</p><p>Sendo que, para fins de cálculo inicial, programa-se que a metade deste</p><p>volume deva ser infundindo nas primeiras 8 horas após a queimadura e</p><p>a outra metade das 16 horas seguintes.</p><p>• EX: MULHER COM 65KG COM 70% DE SCB</p><p>QUAL O VOLUME DE RINGER?</p><p>(4ML/KG X 65KG) X 70: ?</p><p>ALTERAÇÕES METABÓLICAS</p><p>• A resposta ao estresse no paciente queimado é similar a qualquer</p><p>doente crítico ou com trauma severo, diferenciando-se pela sua</p><p>severidade e duração.</p><p>• A resposta hipermetabólica após grandes queimaduras é</p><p>caracterizada por resposta hiperdinâmica com aumento</p><p>da temperatura</p><p>corporal, aumento do consumo de glicose e oxigênio, aumento da</p><p>formação de CO2, glicogenólise, lipólise e proteólise.</p><p>ALTERAÇÕES METABÓLICAS</p><p>• ALTERAÇÕES CARDIOVASCULARES</p><p>O DC cai devido à intensa vasoconstrição periférica, com aumento da</p><p>resistência vascular periférica. Algumas horas depois, o DC tende a cair</p><p>mais acentuadamente, decorrente da queda da volemia e aumento na</p><p>viscosidade sanguínea. Assim, nas primeiras 24 horas pós trauma, há</p><p>hiperdinamismo do coração com aumento da FC.</p><p>ALTERAÇÕES METABÓLICAS</p><p>• ALTERAÇÕES RESPIRATÓRIAS</p><p>As alterações são variáveis e dependem da extensão e local da injúria.</p><p>Lesões circunferenciais ao tórax podem levar a formação de escara</p><p>constritiva, que, associada ao edema, pode provocar insuficiência</p><p>respiratória restritiva.</p><p>Na 1o fase, devido à hipovolemia, pode haver insuficiência respiratória</p><p>aguda por PCR.</p><p>Na 2a fase há aumento da FR decorrente do aumento do metabolismo</p><p>associado a uma leve hipóxia, principalmente na fase de absorção do</p><p>edema.</p><p>ALTERAÇÕES METABÓLICAS</p><p>• ALTERAÇÕES RESPIRATÓRIAS</p><p>A taquipnéia leva à alcalose respiratória, sendo este o principal distúrbio</p><p>ácido-básico do queimado.</p><p>ALCALOSE RESPIRATÓRIA</p><p>< DIÓXIDO DE CARBONO</p><p>(PCO2)</p><p>COM OU SEM REDUÇÃO</p><p>COMPENSATÓRIA DO</p><p>BICARBONATO (HCO3)</p><p>PH PODE ESTÁ</p><p>ALTO OU NORMAL</p><p>ALTERAÇÕES METABÓLICAS</p><p>• ALTERAÇÕES RESPIRATÓRIAS</p><p>Lesões associadas de pulmão, com inalação de ar quente, pode levar a</p><p>uma hiperventilação mais acentuada. Se o limite da reserva respiratória</p><p>for excedido, há rápida transformação da acidose em alcalose, com</p><p>hipoxemia grave e necessidade de ventilação mecânica.</p><p>ACIDOSE RESPIRATÓRIA</p><p>PH < A 7.35</p><p>DIÓXIDO DE CARBONO</p><p>(PCO2) > 45</p><p>Danos Respiratórios e Queimadura</p><p>Inalatória</p><p>• O dano pulmonar provocado pela queimadura resulta de trauma direto,</p><p>do processo inflamatório desencadeado pelo trauma, aumento do</p><p>líquido extravascular pulmonar e pela inalação do ar superaquecido.</p><p>• A presença de inalação de fumaça contribui para aumento da</p><p>mortalidade.</p><p>• Como consequência imediata ocorre asfixia pela inalação de monóxido</p><p>de carbono (CO) e Cianeto, diminuição das trocas gasosas pelo edema,</p><p>diminuição da complacência pulmonar e torácica e aumento da</p><p>resistência vascular pulmonar</p><p>Danos Respiratórios e Queimadura</p><p>Inalatória</p><p>QUEIMADURA QUÍMICA</p><p>• Falamos em queimadura química quando substâncias cáusticas</p><p>entram em contato com a pele, olhos ou quando são ingeridas.</p><p>• Essas substâncias causam lesões por mecanismo de corrosão,</p><p>podendo ser decorrentes de ácidos ou por álcalis.</p><p>QUEIMADURA QUÍMICA</p><p>• Sinais e sintomas de uma queimadura química</p><p>O grau de acometimento da queimadura química depende de diversos</p><p>fatores, tais como:</p><p>PH CONCENTRAÇÃO</p><p>DURAÇÃO DO</p><p>CONTATO</p><p>VOLUME</p><p>PRESENTE</p><p>O LOCAL</p><p>ACOMETIDO</p><p>QUEIMADURA QUÍMICA</p><p>• QUANDO HÁ CONTATO COM A PELE</p><p>Os sinais e sintomas das queimaduras químicas de pele são muito</p><p>semelhantes aos de uma queimadura de 1º grau, ou seja, dor e eritema</p><p>local.</p><p>Bolhas são pouco frequentes</p><p>QUEIMADURA QUÍMICA</p><p>• QUANDO HÁ INGESTÃO DE SUBSTÂNCIAS CÁUSTICAS</p><p>Quando as substâncias cáusticas são ingeridas, o paciente pode</p><p>apresentar lesões orais e esofágicas, odinofagia, sialorreia,</p><p>vômitos, hematêmese e disfagia.</p><p>Sinais de irritação peritoneal podem indicar perfuração do TGI. Dor</p><p>retroesternal ou dorsal importante pode indicar perfuração esofágica</p><p>com pneumomediastino. Além disso, por consequência de lesão em</p><p>laringe, o paciente pode apresentar rouquidão, disfonia e dispneia.</p><p>QUEIMADURA QUÍMICA</p><p>• QUANDO HÁ LESÃO OCULAR</p><p>O paciente pode se apresentar com diminuição da acuidade visual,</p><p>dor ocular moderada a intensa, hiperemia conjuntival e fotofobia.</p><p>QUEIMADURA QUÍMICA</p><p>• QUAIS SUBSTÂNCIAS PODEM CAUSAR UMA QUEIMADURA QUÍMICA?</p><p>Algumas das substâncias cáusticas que têm o potencial de causar</p><p>queimadura química seriam:</p><p>Álcalis</p><p>- Hidróxido de sódio (Produtos para limpar canos e remover pinturas);</p><p>- Hidróxido de amônia (Produtos de limpeza, fertilizantes e tintas de cabelo);</p><p>- Hidróxido de cálcio (Cimento, gesso e argamassa);</p><p>- Hipoclorito de sódio/cálcio (Limpador de piscina).</p><p>QUEIMADURA QUÍMICA</p><p>• QUAIS SUBSTÂNCIAS PODEM CAUSAR UMA QUEIMADURA QUÍMICA?</p><p>Algumas das substâncias cáusticas que têm o potencial de causar</p><p>queimadura química seriam:</p><p>Ácidos</p><p>- Ácido acético (Alisadores de cabelo);</p><p>- Ácido clorídrico (Limpador de vaso sanitário, removedor de manchas de</p><p>ferrugem e limpador de piscina);</p><p>- Ácido hidrosulfúrico (Removedor de ferrugem e gravura de vidro);</p><p>- Ácido fosfórico (Removedor de ferrugem e limpador de vaso sanitário);</p><p>- Ácido sulfúrico (Limpador de vaso sanitário).</p><p>QUEIMADURA QUÍMICA</p><p>• E O TRATAMENTO? COMO MANEJAR OS CASOS DE QUEIMADURA</p><p>QUÍMICA</p><p>- Contato com a pele</p><p>Primeira coisa: interromper o processo de lesão/dano!</p><p>REMOVA AS</p><p>ROUPAS</p><p>CONTAMINADAS</p><p>ELIMINE AS</p><p>PARTÍCULAS</p><p>ÁGUA, MUITA</p><p>ÁGUA</p><p>ANTÍDOTOS</p><p>ESPECÍFICOS</p><p>(INTRA-</p><p>HOSPITALAR)</p><p>QUEIMADURA QUÍMICA</p><p>• INGESTÃO DE SUBSTÂNCIAS CÁUSTICAS</p><p>IR PARA A UNIDADE DE SAÚDE MAIS PRÓXIMA!!!!!!!!!</p><p>CUIDADO DE ENFERMAGEM</p><p>• A qualidade dos cuidados durante as primeiras horas após uma</p><p>queimadura tem grande impacto no resultado a longo prazo.</p><p>• Antes de iniciar os cuidados ao queimado, a equipe de saúde deve</p><p>tomar medidas para reduzir seu próprio risco de exposição a infecções e</p><p>contaminação química, bem como do paciente queimado, que tem risco</p><p>elevado de infecção.</p><p>CUIDADO DE ENFERMAGEM</p><p>• A avaliação inicial do queimado é idêntica a outros traumas: deve ser</p><p>avaliado a partir de uma abordagem sistemática, que primeiro procure</p><p>identificar as maiores ameaças à vida. Deve ser realizada de acordo</p><p>com o método XABCDE (X – hemorragias exsanguinantes; A – airway;</p><p>B – breathing; C – circulation; D – disability; E – exposure).</p><p>CUIDADO DE ENFERMAGEM</p><p>• A - Manutenção das vias aéreas com restrição de movimento da</p><p>coluna</p><p>A proteção das vias aéreas do paciente com lesão térmica é a maior</p><p>prioridade. Deve-se procurar saber as circunstâncias em torno da lesão</p><p>do paciente, pois podem ser indicativas do potencial de lesão por</p><p>inalação e comprometimento das vias aéreas.</p><p>CUIDADO DE ENFERMAGEM</p><p>• B - Respiração e Ventilação (breathing)</p><p>Auscultar sons respiratórios bilaterais e determinar a frequência</p><p>respiratória e a profundidade da respiração para avaliar a capacidade do</p><p>paciente de ventilar e oxigenar adequadamente, avaliando o status dos</p><p>pulmões, da parede torácica e do diafragma.</p><p>Administrar oxigênio suplementar de alto fluxo a 100% usando uma</p><p>máscara não reinalante (Hudson) se houver suspeita ou confirmação de</p><p>lesão por inalação por pelo menos 6 horas.</p><p>CUIDADO DE ENFERMAGEM</p><p>• B - Respiração e Ventilação (breathing)</p><p>Ventilar com bolsa-válvula-máscara, se houver insuficiência respiratória</p><p>ou apneia.</p><p>Monitorizar frequência respiratória – ter cuidado se a frequência for < 10</p><p>ou > 20 por minuto.</p><p>Aspirar vias respiratórias adequadamente e sempre que necessário,</p><p>para evitar a oclusão das vias respiratórias e do tubo endotraqueal (se</p><p>estiver presente).</p><p>CUIDADO DE ENFERMAGEM</p><p>• B - Respiração e Ventilação (breathing)</p><p>Considerar o envenenamento por monóxido de carbono se a pele não</p><p>queimada estiver com cor rosa cereja em paciente que não respira</p><p>(coletar sangue para carboxihaemaglobina).</p><p>Observar se há queimaduras circunferenciais do tronco ou do pescoço</p><p>que podem prejudicar a respiração. Em caso positivo, o tratamento é a</p><p>realização de uma escarotomia rápida beira-leito; nesse caso,</p><p>comunicar a equipe médica.</p><p>CUIDADO DE ENFERMAGEM</p><p>• C - Circulação e Estado Cardíaco (circulation)</p><p>Avaliar a circulação por meio da verificação da pressão arterial, da</p><p>frequência de pulso e da cor da pele (não queimada).</p><p>Instalar monitor cardíaco com oxímetro de pulso contínuo.</p><p>Puncionar acesso venoso periférico calibroso, preferencialmente em</p><p>área não queimada; em queimaduras superiores a 20%, puncionar dois</p><p>acessos.</p><p>Avaliar perfusão de todas as extremidades, prestando atenção especial</p><p>a quaisquer extremidades queimadas circunferencialmente.</p><p>CUIDADO DE ENFERMAGEM</p><p>• C - Circulação e Estado Cardíaco (circulation)</p><p>Posicionar paciente semi-sentado (cabeceira elevada) em caso de</p><p>queimaduras circunferenciais no peito ou no abdômen.</p><p>Elevar o membro acima do peito para reduzir o edema e ajudar o fluxo</p><p>sanguíneo.</p><p>Preparar material cirúrgico e eletrocautério, caso seja necessária a</p><p>realização de escarotomia pela equipe médica.</p><p>Encontrar e estancar sangramentos.</p><p>CUIDADO DE ENFERMAGEM</p><p>• D - Deficiência, Déficit Neurológico e Deformidade Grave</p><p>(disability)</p><p>• Avaliar o estado mental do paciente através da Escala de Coma de</p><p>Glasgow (ECG)</p><p>Examinar a resposta da pupila à luz para verificar a reação e o tamanho.</p><p>Atentar quanto à queimadura ocular quando houver acometimento da</p><p>face.</p><p>Atentar para a agitação e diminuição dos níveis de consciência.</p><p>CUIDADO DE ENFERMAGEM</p><p>TRATAMENTO DAS FERIDAS</p><p>• Para queimaduras menores, esfriar a ferida com água em temperatura</p><p>ambiente por vários minutos, seguido de cuidados e compressas na</p><p>ferida</p><p>• Para queimaduras graves, hospitalização e tratamento das</p><p>complicações, bem como das queimaduras</p><p>TRATAMENTO DAS FERIDAS</p><p>• Para queimaduras menores, esfriar a ferida com água em temperatura</p><p>ambiente por vários minutos, seguido de cuidados e compressas na</p><p>ferida</p><p>• Para queimaduras graves, hospitalização e tratamento das</p><p>complicações, bem como das queimaduras</p><p>TRATAMENTO DAS FERIDAS</p><p>• QUEIMADURAS SUPERFICIAIS LEVES</p><p>São resfriadas imediatamente com água em temperatura ambiente por</p><p>vários minutos, se possível. Pode ser preciso enxaguar queimaduras</p><p>químicas por períodos mais longos.</p><p>Se a sujeira estiver profundamente impregnada, os médicos podem</p><p>administrar analgésicos ou anestesiar localmente a zona e, em seguida,</p><p>limpar a queimadura com uma escova.</p><p>Muitas vezes, o único tratamento necessário é a aplicação de um creme</p><p>ou pomada com antibiótico, como sulfadiazina de prata.</p><p>TRATAMENTO DAS FERIDAS</p><p>• QUEIMADURAS PROFUNDAS LEVES</p><p>As queimaduras profundas menores são normalmente tratadas como</p><p>uma pomada com antibiótico.</p><p>Os médicos optam por curativos esterilizados especiais que podem</p><p>permanecer. Alguns destes curativos contêm prata, que ajuda a matar</p><p>as bactérias. Outros curativos são ligeiramente porosos, o suficiente</p><p>para permitir a drenagem do líquido da queimadura, mas não para</p><p>permitir a passagem de bactérias.</p><p>TRATAMENTO DAS FERIDAS</p><p>• QUEIMADURAS PROFUNDAS LEVES</p><p>Pode ser necessário um enxerto de pele para substituir a pele</p><p>queimada que não sara.</p><p>Em um procedimento de enxerto de pele, um pedaço de pele saudável é</p><p>retirado de fontes como:</p><p> uma área não queimada do corpo da pessoa (autoenxerto)</p><p> pessoa falecida (aloenxerto)</p><p> animal (xenoenxerto)</p><p>TRATAMENTO DAS FERIDAS</p><p>• QUEIMADURAS PROFUNDAS LEVES</p><p>Os autoenxertos podem ser pedações sólidos de pele ou enxertos em</p><p>malha. Para um enxerto em malha, os médicos utilizam uma ferramenta</p><p>para fazer múltiplas incisões pequenas e espaçadas de forma regular no</p><p>pedaço de pele. As incisões permitem que a pele doadora seja</p><p>distendida para cobrir uma área muito maior (frequentemente várias</p><p>vezes a área do pedaço de pele original).</p><p>TRATAMENTO DAS FERIDAS</p><p>• QUEIMADURAS PROFUNDAS LEVES</p><p>Aloenxertos e xenoenxertos fornecem proteção temporária para a</p><p>pele que está cicatrizando, mas são rejeitados depois de 10 a 21 dias</p><p>pelo sistema imunológico da pessoa e precisarão ser removidos. Após a</p><p>remoção dos aloenxertos e xenoenxertos, será necessário realizar um</p><p>autoenxerto se a ferida tiver espessura total (terceiro grau) e for muito</p><p>grande para sarar espontaneamente. A pele queimada pode ser</p><p>substituída a qualquer momento após vários dias da ocorrência da</p><p>queimadura.</p><p>TRATAMENTO DAS FERIDAS</p><p>• QUEIMADURAS PROFUNDAS LEVES</p><p> As queimaduras graves, com risco de morte, requerem atenção</p><p>imediata.</p><p> São administradas grandes quantidades de líquidos intravenosos</p><p>imediatamente em pessoas que sofrem desidratação, choque ou</p><p>queimaduras que cobrem uma grande área do corpo.</p><p> Pode ser necessário realizar um procedimento cirúrgico para abrir</p><p>com um corte escaras que interrompem o suprimento de sangue</p><p>para um membro ou que dificultam a respiração. Este procedimento</p><p>é chamado escarotomia.</p>