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<p>Primeiros Socorros</p><p>Afogamento</p><p>Profa. Ma. Marceli Costa</p><p>1</p><p>Definição</p><p>Afogamento é a aspiração de líquido não corpóreo causada por submersão ou imersão. O termo aspiração refere-se à entrada de líquido nas vias aéreas (traqueia, brônquios ou pulmões) – segundo a OMS.</p><p>No afogamento, a função respiratória fica prejudicada pela entrada de líquido nas vias aéreas, interferindo na troca de oxigênio (02) - gás carbônico (CO2).</p><p>Epidemiologia</p><p>Dados de 2022 – Boletim Epidemiológico do Brasil Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático</p><p>A cada 90min um brasileiro morre afogado (5.488 pessoas ao ano), e diariamente 3 crianças e 2 adolescentes morrem afogados no Brasil.</p><p>Afogamento é 2ª causa de óbito entre crianças de 1 a 4 anos, e a 4ª causa de óbito entre 5 a 24 anos;</p><p>70% dos óbitos ocorrem em rios, lagos e represas;</p><p>Crianças menores de 9 anos se afogam mais em piscinas e residências (incluindo banheiras, baldes de limpeza e até caixa de esgoto);</p><p>A cada 10 óbitos de brasileiros por afogamento, 9 ocorrem antes de chegar ao hospital;</p><p>SOBRASA, 2024</p><p>Fatores de Risco para</p><p>afogamentos</p><p>Idade menor de 14 anos;</p><p>Uso de álcool;</p><p>Comportamento de risco;</p><p>Acidentes de Mergulho;</p><p>Falta de supervisão (serviço de guarda-vidas);</p><p>Doenças cardíacas e/ou pulmonares;</p><p>Epilepsia;</p><p>Baixa renda e baixa nível de escolaridade;</p><p>Fisiopatologia do Afogamento</p><p>Quando uma pessoa está em dificuldades na água e não pode manter as vias aéreas livres de líquido, a água que entra na boca é voluntariamente cuspida ou engolida.</p><p>Se não interrompido a tempo, uma quantidade inicial de água é aspirada para as vias aéreas e a tosse ocorre como uma resposta reflexa (evidencia de aspiração).</p><p>Em raras situações ocorre o laringoespasmo - fechamento exacerbado da glote (menos de 2%), mas em tais casos, é rapidamente terminado pelo aparecimento da hipóxia.</p><p>Se a pessoa não é resgatada, a aspiração de água continua e a hipoxemia leva em segundos a poucos minutos à perda de consciência e apnéia que acontecem ao mesmo tempo.</p><p>Em seqüência, a taquicardia se deteriora em bradicardia, atividade elétrica sem pulso, e, finalmente, em assistolia (sem impulso elétrico) – sequencia pode levar de segundos a alguns minutos.</p><p>TIPOS DE ACIDENTES NA ÁGUA</p><p>Afogamento Primário</p><p>Ocorre naturalmente quando a vítima não tem habilidade para nadar e é arrastada pela correnteza.</p><p>Afogamento Secundário</p><p>Causada por alguma patologia que dificulta que a vítima permaneça na superfície da água, como o uso de substâncias psicoativas ou problemas cardíacos.</p><p>ESPUMA NA BOCA</p><p>É CAUSADA PELA TURBULÊNCIA DA ÁGUA ASPIRADA, QUE QUEBRA AS PROTEINAS DAS VIAS AEREAS – CHAMADA DE “COGUMELO DE ESPUMA” – SINAL DE ASFIXIA MECÂNICA POR AFOGAMENTO.</p><p>14</p><p>5 - PARADA RESPIRATÓRIA</p><p>(RCP) de adultos e crianças é de 100 a 120 vezes por minuto</p><p>Algumas outras recomendações para a RCP são:</p><p>A profundidade das compressões deve ser de, no mínimo, 5 cm e, no máximo, 6 cm para adultos e crianças, e 4 cm para bebês menores de 1 ano.</p><p>Deve-se permitir que o tórax retorne completamente ao final de cada compressão.</p><p>Não se deve apoiar no tórax da vítima.</p><p>A ventilação boca-a-boca é desestimulada, mas pode ser feita se houver um dispositivo de barreira.</p><p>A relação de compressões e ventilações varia de acordo com a idade do paciente.</p><p>A posição dos socorristas deve ser trocada a cada 2 minutos</p><p>Fases do Afogamento</p><p>Angústia: o indivíduo é submetido a grande esforço ou dificuldade, ou ainda se encontra receoso ou perturbado.</p><p>À medida em que a força do nadador se esgota, a ocorrência da angústia progredirá para o pânico se a vítima não for resgatada ou ficar em segurança;</p><p>Fases do Afogamento</p><p>2. Pânico: O indivíduo torna-se incapaz de manter sua flutuabilidade devido à fadiga, à falta de habilidade natatória ou a algum problema físico;</p><p>Fases do Afogamento</p><p>3. Submersão: Pessoas sem um equipamento flutuante que perdem sua habilidade para se manter flutuando submergem e vão até o fundo.</p><p>Isso pode ocorrer mais rapidamente na água doce, que proporciona menor flutuabilidade que a água salgada.</p><p>Uma vez ocorrida a submersão, a chance de um resgate bem-sucedido diminui drasticamente.</p><p>4. Apnéia voluntária</p><p>5. Aspiração inicial de liquido durante a submersão</p><p>6. Entrada de agua nas vias aéreas.</p><p>Se uma pessoa é resgatada viva, o quadro clínico é determinado pela quantidade de água que foi aspirada e os seus efeitos.</p><p>Todos os casos de afogamento podem apresentar hipotermia, náuseas, vômitos, distensão abdominal, tremores, cefaleia, mal-estar, cansaço, dores musculares, dor torácica, diarreia e outros sintomas inespecíficos.</p><p>Deve-se avaliar o nível de consciência, por estímulo tátil ou sonoro, a eficiência circulatória – pela verificação do pulso carotídeo -, e a eficiência respiratória – mediante inspeção e ausculta pulmonar.</p><p>Na ausculta pulmonar, algumas anormalidades podem ser detectadas, como a presença de sibilos, roncos e estertores.</p><p>RESGATE:</p><p>Observar o cenário do incidente: a profundidade do local, a quantidade de vítimas e a presença ou não de equipamento disponível para o resgate.</p><p>Tentar, primeiramente, realizar o resgate sem entrar na água, principalmente se o socorrista não for uma pessoa com treinamento especializado ou não tiver uma boa natação.</p><p>Em situações de afogamento, em geral, a vítima encontra-se em estado de pânico, debatendo-se na superfície de modo quase incontrolável; por isso, mantendo uma distância segura, acalmando-a verbalmente.</p><p>A abordagem física consiste em agarrar o afogado pelas costas, para rebocá-lo: o braço de dominância de quem atende deve ficar livre para ajudar no nado, já o braço não dominante será utilizado para segurar a vítima por baixo da axila e apoiando o peito.</p><p>Ademais, o posicionamento da vítima para o primeiro atendimento em área seca deve ser paralelo à água, o mais horizontal possível, deitado em decúbito dorsal.</p><p>Após retira da água</p><p>Se estiver consciente, coloque o afogado em decúbito dorsal a 30º. Se estiver ventilando, porém inconsciente coloque-o em decúbito lateral direito.</p><p>É imprescindível manter as vias aéreas permeáveis, deixar que o líquido aspirado seja expelido naturalmente e evitar a incidência de vômitos, desse modo, não é recomendado tentar retirar a água – que provém não só dos pulmões, mas também do estômago – por intermédio da Manobra de Heimlich (indução de tosse artificial por meio de pressão com as mãos no músculo diafragma, de modo a comprimir os pulmões para que objetos estranhos deixem a traqueia).</p><p>Além disso, é possível classificar o afogado em consciente – aproximadamente 99% das ocorrências – e inconsciente.</p><p>Nos casos em que a vítima encontra-se consciente, o resgate deve conduzir a pessoa até a terra sem demais cuidados médicos. Por outro lado, afogados inconscientes exigem como medida mais importante a instituição imediata de ventilação ainda dentro da água.</p><p>No caso da aspiração da água, a hematose (processo de troca gasosa que ocorre nos pulmões)- é diminuída ou até mesmo paralisada, uma vez que o líquido nos alvéolos não permite que o oxigênio passe para a corrente sanguínea, tampouco que o gás carbônico saia do organismo.</p><p>Por conseguinte, células que antes produziam energia aerobicamente passam a produzi-la anaerobicamente, resultando na produção de ácido lático, que se acumula no organismo proporcionalmente ao tempo e ao grau de hipóxia. O acúmulo de ácido lático e CO2, em associação à hipóxia, causam distúrbios principalmente no cérebro e no coração.</p><p>Por outro lado, na água doce – cuja concentração de NaCl é menor que a do plasma sanguíneo -, em decorrência de o plasma ser mais denso que a água, esta passa para a corrente sanguínea e causa hemodiluição e hipervolemia.</p><p>Afogamento em Água Salgada (hipertônica): ocorre mais rapidamente, pois os sais da água vão fazer pressão osmótica</p><p>negativa “vai puxar mais líquido”. A água entra nos pulmões e provoca a passagem de mais líquido “que está no espaço intravascular” para dentro dos alvéolos - gerando edema pulmonar</p><p>Ademais, a vítima de afogamento geralmente desenvolve um quadro de inflamação pulmonar, que pode evoluir para pneumonia, devido à água aspirada e às impurezas e microrganismos nela encontrados.</p><p>ASFIXIA ou SUFOCAÇÃO</p><p>É a interrupção dos movimentos respiratórios ou da entrada de ar nos pulmões.</p><p>Essa obstrução pode ser causada por:</p><p>Corpo estranho</p><p>Estrangulamento</p><p>Soterramento</p><p>Pela língua</p><p>Veneno</p><p>Gases tóxicos</p><p>ETC..</p><p>image1.png</p><p>image2.png</p><p>image3.png</p><p>image4.png</p><p>image8.png</p><p>image5.png</p><p>image6.png</p><p>image7.png</p><p>image9.png</p><p>image10.png</p><p>image11.png</p><p>image12.png</p><p>image13.png</p><p>image14.png</p><p>image15.jpeg</p><p>image16.jpeg</p><p>image17.png</p><p>image18.png</p><p>image19.png</p><p>image20.png</p><p>image21.png</p><p>image22.png</p><p>image23.png</p><p>image24.png</p><p>image25.png</p><p>image26.png</p><p>image27.png</p><p>image28.png</p><p>image29.jpeg</p><p>image30.png</p><p>image31.png</p><p>image32.png</p><p>image33.png</p><p>image34.png</p><p>image35.jpeg</p><p>image36.png</p><p>image37.png</p><p>image38.png</p><p>image39.png</p><p>image40.png</p><p>image41.png</p><p>image42.png</p><p>image43.png</p><p>image44.png</p><p>image45.png</p><p>image46.png</p><p>image47.png</p><p>image48.jpeg</p><p>image49.png</p><p>image50.jpeg</p>