Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Prévia do material em texto

<p>Casa . Arvore Pessoa TÉCNICA PROJETIVA DE DESENHO H-T-P Manual e Guia de Interpretação</p><p>Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Buck, John N. H-T-P: casa-árvore-pessoa, técnica projetiva de desenho: manual e guia de interpretação / John N. Buck ; tradução de Renato Cury Tardivo ; revisão de Iraí Cristina Boccato Alves. 1. ed. São Paulo : Vetor, 2003. Título original: The house-tree-person technique Bibliografia. 1. - Técnica projetiva de desenho 2. Desenho - Psicologia 3. Técnicas projetivas I. Título. 03-1561 CDD-155.284 Índices para catálogo sistemático: 1. H-T-P : Técnica projetiva de desenho : Psicologia 155.284 ISBN: 85-7585-024-5 Tradução: Renato Cury Tardivo Revisão: Iraí Cristina Boccato Alves USO EXCLUSIVO DE PSICOLOGOS 2002 - Vetor Editora Psico-Pedagógica Ltda. 1992 - Western Psychological Services É proibida a reprodução total ou parcial desta publicação, por qualquer meio existente e para qualquer finalidade, sem autorização por escrito dos editores</p><p>John N. Buck Tradução: Renato Cury Tardivo Revisão: Iraí Cristina Boccato Alves Casa Pessoa TÉCNICA PROJETIVA DE DESENHO H-T-P Manual e Guia de Interpretação VETOR EDITORA PSICO-PEDAGÓGICA LTDA. Rua Cubatão, 48 - CEP 04013-000 - SP Tel. (11) 3146-0333 - Fax. (11) 3146-0340 vendas@vetoreditora.com.br</p><p>Este livro, incluindo muitos anos de estudos clínicos e experimentais, é dedicado à minha esposa Fan, pois sem a sua paciência ilimitada, suas críticas construtivas e seu incentivo, a técnica projetiva "House-Tree-Person" (H-T-P) nunca teria sido desenvolvida. John N. Buck 1964</p><p>Sumário Lista de figuras ix Lista de tabelas ix Agradecimentos xi Capítulo 1 - Introdução 1 Descrição geral 1 Objetivo e aplicações clínicas 2 Princípios de uso 2 Conteúdos deste manual 3 Capítulo 2 - Administração 5 Administrando o H-T-P 5 Situação e tempo e de aplicação 5 Materiais de teste 5 Desenhos acromáticos 6 Inquérito posterior ao desenho 7 Lista de conceitos interpretativos 18 Desenhos coloridos 19 Capítulo 3 - Interpretação 21 Avaliação do desenho 22 Aspectos gerais do desenho 22 Atitude 22 Tempo, latência, pausas 23 Capacidade crítica e rasuras 33 Comentários 33 Características gerais do desenho 34 Proporção 34 Perspectiva 35 Detalhes 38 Cor 40 Inquérito posterior ao desenho 41 Características do desenho específicas da figura 42 Casa 42 Proporção 42 Perspectiva 43 Detalhes 45 Adequação da cor 47 Inquérito posterior ao desenho 47 Árvore 49 Proporção 50 Perspectiva 50 Detalhes 51 Adequação da con 54 vii</p><p>Inquérito posterior ao desenho 54 Pessoa 57 Proporção 58 Perspectiva 58 Detalhes 59 Adequação da 62 Inquérito posterior ao desenho 62 Ilustrações de casos 119 Caso 1: Morris - 14 anos de idade, masculino (Buck) 120 Tempo 120 Comentários 120 Capacidade crítica 120 Proporção 120 Perspectiva 121 Detalhes 121 Cor 122 Inquérito posterior ao desenho 122 Prognóstico 123 Caso 2: Paul - 28 anos de idade, sexo masculino (Hammer) 123 Caso 3: Dennis - 12 anos de idade, masculino (Jolles 124 Capítulo 4 - Desenhos do de crianças e adultos: algumas questões e comparações - L. Stanley Wenck, Ed.D. e Donna Rait 129 Desenhos do H-T-P de crianças abusadas 138 Abuso físico 138 Abuso sexual 139 Capítulo 5 - Fundamentação teórica e pesquisa 143 Referências 149 Apêndice 157 Índice de conceitos interpretativos 187 viii</p><p>Lista de figuras 1. Exemplo de um protocolo de registro do H-T-P 8 2. Exemplo de desenho da casa 24 3. Lista interpretativa de conceitos completada para desenho mostrado na figura 2 25 4. Inquérito posterior ao desenho completado e régua para o desenho mostrado na figura 2 31 5. Sara 66 6. Marie 69 7. Katherine 71 8. Gary 74 9. Marlene 77 10. Morris 80 11. Curtis 89 12. Kevin 92 13. Dennis 95 14. Paul 104 15. Phillip 106 16. Nenhum nome dado 109 17. Sherman 110 18. Ted 113 19. Edith 116 Lista de tabelas 1. Características gerais dos desenhos com hipóteses diagnósticas diferenciais por grupo de idade 130 2. Características do desenho da casa com hipóteses diagnósticas diferenciais por grupo de idade 132 3. Características do desenho da árvore com hipóteses diagnósticas diferenciais por grupo de idade 133 4. Características do desenho da pessoa com hipóteses diagnósticas diferenciais por grupo de idade 134 5. Características do H-T-P associadas a abuso físico 139 6. Características do H-T-P associadas a abuso sexual 141 ix</p><p>1 INTRODUÇÃO Por mais de 50 anos, os clínicos têm usado a técnica projetiva de desenho da (House-Tree-Person, H-T-P) para obter informação sobre como uma pessoa experiencia sua individualidade em relação aos outros e ao ambiente do lar. Como todas as técnicas projetivas, H-T-P estimula a projeção de elementos da personalidade e de áreas de conflito dentro da situação terapêutica, permitindo que eles sejam identificados com propósito de avaliação e usados para estabeleci- mento de comunicação terapêutica Descrição Geral O H-T-P foi planejado para incluir, no mínimo, duas fases A primeira é não-verbal, criativa e quase completamente não estruturada. Ela consiste em convidar indiví- duo a fazer um desenho a mão livre acromático, de uma casa, de uma árvore e de uma pessoa. Um desenho adicional de uma pessoa do sexo oposto à que foi primei- ramente desenhada pode ser solicitado. A segunda fase, um inquérito posterior ao desenho bem estruturado, envolve fazer uma série de perguntas relativas às associa- ções do indivíduo sobre aspectos de cada desenho. O examinador então, pros- seguir com a terceira e quarta fases. Na terceira fase, indivíduo desenha novamente uma casa, uma árvore e uma pessoa (ou duas pessoas), dessa vez usando crayons (giz de cera). Para a quarta fase, examinador faz perguntas adicionais sobre os desenhos coloridos. Dependendo do número de fases incluídas, procedimento pode levar de 30 minutos a uma hora e Os desenhos. então, são avaliados pelos sinais de psicopatologia existente ou potencial baseados no conteúdo; características do desenho, como tamanho, localização; a presença ou ausência de determinadas partes e as respostas do indivíduo durante inquérito. A versão atual do H-T-P Manual e Guia de Interpretação foi substancialmente revisa- da. Ao mesmo tempo em que houve uma preocupação em preservar a riqueza clínica dos manuais anteriores de John Buck, material foi consolidado e reorganizado, para</p><p>H-T-P Manual e Guia de Interpretação melhorar acesso ao conceitos clínicos interpretativos geralmente aceitos. As amos- tras de desenhos estão diretamente relacionadas às características discutidas no capítulo de Interpretação (capítulo 3). Outros complementos a essa versão incluem os materiais relativos às diferenças entre os desenhos de crianças e de adultos e um resumo das pesquisas sobre desenhos feitos por crianças que sofreram abusos. O Protocolo de Interpretação do inclui uma parte do Inquérito Posterior ao Desenho para cada desenho, que sugere perguntas e fornece espaço para anotar as respostas do cliente e quaisquer observações significativas do comportamento. De- pois da parte do Inquérito Posterior ao Desenho está uma Lista de Conceitos Interpre- tativos, que fornece uma referência imediata dos conceitos interpretativos comuns para cada desenho. Tanto aos psicólogos experientes como os novatos considerarão esta Lista um material auxiliar conveniente. As características interpretativas do Pro- tocolo foram indexadas no Manual para fácil Este novo Protocolo de Inter- pretação fornece todas as informações essenciais de uma-sessão de desenho para serem registradas e integradas de uma forma consistente. Objetivos e Aplicações Clínicas O uso projetivo dos desenhos tem um lugar em diversas áreas da atividade clínica. A tarefa pode ser vista uma amostra inicial de comportamento que possibilita ao clínico acesso às reações do indivíduo a uma situação consideravelmente não es- truturada. A capacidade do cliente e do clínico de permanecerem em contato e de articularem experiências sob essas circunstâncias é um importante indicador prognós- tico. Os desenhos também estimulam estabelecimento de interesse, conforto e con- fiança entre examinador e cliente. Para propósitos diagnósticos, H-T-P fornece informações, que, quando relacio- nadas à entrevista e a outros instrumentos de avaliação, podem revelar conflitos e interesses gerais dos indivíduos, bem como aspectos específicos do ambiente que ele ache problemáticos. Na terapia em andamento, os desenhos podem refletir mudan- ças globais no estado psicológico de um indivíduo. Princípios de Uso População. O uso do H-T-P é mais adequado para indivíduos acima de 8 anos de idade. É mais comumente aplicado em crianças e as diferenças entre as cas de desenhos de adultos e crianças têm sido identificadas (veja capítulo 4). A natureza atraente da tarefa de desenhar torna uso do H-T-P especialmente ade- quado nas situações onde a comunicação verbal direta de materiais conflitivos é im- provável por causa de obstáculos nas capacidades verbal e motivacional. Usuários do teste. Os usuários do H-T-P devem ter sido treinados e supervisiona- dos na aplicação individual de instrumentos clínicos para crianças e adultos. Quem Além do novo Manual, estão disponíveis um protocolo revisto (Folha para Desenho) (WPS Product No. W-6A) e um novo Protocolo de Interpretação (WPS Product No. W-282). Protocolo de também é publicado pela Vetor 2</p><p>Introdução não tiver experiência na área de avaliação dos testes projetivos deve trabalhar com um supervisor clínico até que seja obtido um bom nível de concordância mútua na habilidade de aplicação e avaliação. Conteúdos deste Manual Os capítulos restantes detalham os procedimentos de administração e estratégias de interpretação do H-T-P. O capítulo 2 descreve os procedimentos básicos para administrar instrumento, para registrar as respostas do inquérito posterior ao dese- nho e as características do desenho. O capítulo 3 descreve as características do desenho associadas à psicopatologia ou ao potencial para psicopatologia junto com material ilustrativo de casos. O capítulo 4 discute as diferenças entre desenhos de adultos e de crianças e algumas das características únicas dos desenhos de crianças abusadas, e capítulo 5 descreve a abordagem teórica do H-T-P, bem como pesqui- sas representativas conduzidas sobre e com o instrumento. 3</p><p>2 ADMINISTRAÇÃO O H-T-P é aplicado geralmente em uma situação face a face, como parte de uma avaliação inicial ou de uma intervenção terapêutica em andamento de um determina- do indivíduo. Na situação de avaliação, H-T-P pode ser empregado como uma tare- fa de aquecimento inicial ou como uma ponte entre uma avaliação com lápis e papel e uma entrevista clínica completa. Administrando o H-T-P Situação e Tempo de Aplicação O cliente deve sentar-se em frente a uma mesa, em uma posição confortável para desenhar. A sala ou área onde desenho será feito deve ser silenciosa e sem distra- ções. A aplicação do H-T-P requer de 30 a 90 minutos, dependendo do número de desenhos solicitados pelo examinador. No mínimo, podem ser pedidos três desenhos e conduzido um inquérito sobre cada desenho. O tempo da interpretação variará de acordo com nível de experiência do clínico. Materiais do Teste Será necessário um Protocolo para desenho do e um Protocolo de Interpre- tação para cada conjunto (acromático e cromático) do desenho da casa, da árvore e da pessoa a serem solicitados. Um Protocolo de Inquérito Posterior ao Desenho e de interpretação do desenho da pessoa deve ser utilizado para cada pessoa adicional desenhada (opcional veja a seção Descrição Geral do capítulo 1). Vários lápis pretos No. 2 (ou mais macio) com borrachas também serão rios juntamente com um conjunto de crayons (pelo menos oito cores vermelho, 1 No Brasil costuma-se usar uma folha de papel sulfite branco, tamanho A4, para cada desenho.</p><p>H-T-P Manual e Guia de Interpretação laranja, amarelo, verde, azul, violeta, marrom e preto), caso os desenhos coloridos sejam pedidos. Um relógio ou cronômetro é necessário para anotar a latência (tempo gasto até início do desenho) e tempo total dos desenhos. Desenhos Acromáticos Preencha as informações de identificação na primeira página do Protocolo de de- senho do H-T-P. Apresente a página do Protocolo relativa à casa para cliente com a palavra CASA no topo da página (de acordo com ângulo de visão do cliente). Note que a página do formulário de desenho relativa à casa deve ser apresentada na hori- zontal para que se faça uma avaliação adequada, enquanto que as páginas relativas à árvore e à pessoa devem ser apresentadas na vertical. Você deve ter uma clara visão da página enquanto cliente estiver desenhando, de modo que você possa anotar a ordem dos detalhes desenhados, observar e registrar eventos incomuns na seqüência dos desenhos na primeira página do Protocolo de interpretação. Não há limite de tempo. Instrua cliente a escolher um lápis, e diga: "Eu quero que você desenhe uma casa. Você pode desenhar tipo de casa que quiser. Faça melhor que puder. Você pode apagar quanto guiser e pode levar tempo que precisar. Apenas faça me- possível." Caso indivíduo demonstre preocupação em relação às suas capacidade para desenhar, enfatize que H-T-P não é um teste de habilidades artísticas e que desenho deve ser, apenas, fruto de seu maior esforço. Se indivíduo quiser usar régua para auxílio no desenho, ressalte que desenho deve ser à mão livre. Comece a cronometrar assim que você tiver terminado de dar as instruções e considerar que indivíduo entendeu bem a tarefa. Enquanto desenho estiver sendo completado anote: (a) a latência inicial (intervalo de tempo entre final das instru- ções e cliente realmente começar desenho), (b) ordem dos detalhes desenhados, (c) duração das pausas e detalhe específico desenhado quando a pausa ocorrer, (d) qualquer verbalização espontânea ou demonstração de emoção e detalhe que estiver sendo desenhado quando essas ocorrerem, e (e) tempo total utilizado para completar desenho. Este material é anotado como Observações Gerais na página 1 do Protocolo de Interpretação. Veja na Figura 1. (Os números dentro de círculos neste capítulo referem-se aos números dos círculos escurecidos na Figura 1.) Apresente as páginas relativas à árvore e à pessoa da mesma maneira que você apresentou a da casa, com nome da figura no topo da página de acordo com ângulo de visão do sujeito, e anote tempo e as observações de comportamento para cada desenho. Um desenho adicional de uma pessoa do sexo oposto pode ser solicitado neste momento. Se desenho adicional da pessoa deve ou não ser pedido é uma questão do tempo disponível (ele irá aumentar de 10 a 15 minutos a duração da sessão do H-T-P) e da preferência individual do psicólogo. Caso a pessoa adicio- nal seja solicitada, retire a primeira página do Protocolo de interpretação relativa à pessoa. A segunda página é constituída pelo Inquérito Posterior ao Desenho (frente) e pela Lista de Interpretação de Conceitos (atrás). 6</p><p>Administração Inquérito Posterior ao Desenho Uma vez que desenho acromático (feito com lápis preto) esteja completo, é essencial dar ao indivíduo uma oportunidade de definir, descrever e interpretar cada desenho e para expressar pensamentos, idéias, sentimentos ou memórias associa- dos. A seção do Inquérito Posterior ao Desenho do Protocolo de Interpretação sugere algumas perguntas para facilitar esse processo e fornece espaço para anotar as respos- tas do indivíduo 2.0 principal objetivo, entretanto, é compreender cliente extraindo maior número possível de informações sobre conteúdo e contexto de cada dese- nho. Você deve, portanto, seguir qualquer linha de investigação que parecer proveito- sa a esse respeito e que tempo e o rapport com indivíduo permitam. Todas as posições, detalhes ou relações incomuns entre devem ser anotados e inves- tigados. Qualquer detalhe implícito, como componentes básicos escondidos atrás da figura ou que se estendem para além da margem da página devem ser investigados, bem como qualquer aspecto do desenho que não estiver claro. Detalhes que forem adicionados durante inquérito também devem ser identificados. Note que, no final da seqüência sugerida na seção do Inquérito Posterior ao Desenho, é pedido ao sujeito para desenhar um sol e uma linha de base nos desenhos que não possuem esses detalhes. 3 Ao usar H-T-P, deve contar com sua experiência e com os princípios bási- de entrevistas clínicas para'determinar quanto e quando a investigação de uma dada característica do desenho é apropriada. Alguns exemplos de verbalizações ou detalhes sobre cada desenho cujos esclarecimentos podem produzir materiais clíni- significativos estão incluídos aqui. (O capítulo 3 inclui um questionário expandido com interpretações para cada desenho.) Casa Você gostaria que esta casa fosse sua?" Peça para indivíduo descrever as dife- renças entre a casa desenhada e a casa em que ele mora realmente e pergunte qual a probabilidade de ele um dia ter uma casa semelhante à desenhada. Qual quarto você escolheria para você? Determine como este se compara com a localização do quarto ocupado por ele em sua casa atual. Árvore Onde esta árvore realmente está localizada? Se a resposta for "na selva" ou "na floresta", pergunte sobre significado da selva ou da floresta para indivíduo. Como está tempo neste desenho? Se a resposta coincidir exatamente com as condições do tempo no momento do questionário, determine se esta é a única influên- cia na resposta do indivíduo, ou se há outros fatores determinando a sua resposta. Que tipo de vento é esse? Continue sempre explorando, para determinar como indivíduo se sente em relação ao tipo de vento descrito. 7</p><p>H-T-P - Manual e Guia de Interpretação Casa - Árvore Pessoa TÉCNICA PROJETIVA DE DESENHO H-T-P Protocolo de Interpretação Nome: Data: / / Sexo: ( ) Masculino / ( ) Feminino Idade: Escolaridade: Fonte do Encaminhamento: Motivo do Encaminhamento: Examinador Lápis Cor 1 OBSERVAÇÕES GERAIS Casa: Tempo para começar o desenho (Latência): Tempo para completar o desenho: Árvore: Tempo para começar o desenho (Latência): Tempo para completar o desenho: Pessoa: Tempo para começar desenho (Latência): Tempo para completar o desenho: 2002 Vetor Editora Psico-Pedagógica Ltda. 1992 - Western Psychological Services É proibida a reprodução total ou parcial desta publicação, por qualquer meio existente e para qualquer finalidade, sem autorização por escrito dos editores. Figura 1 Exemplo de um Protocolo de Registro do H-T-P 8</p><p>Administração INQUÉRITO POSTERIOR AO DESENHO Para encurtar o inquérito dos desenhos coloridos, você deve fazer apenas as questões indicadas por CASA 2 1.* Quantos andares tem esta casa? (Esta casa tem um andar superior?) 2. De que esta casa é feita? Esta é a sua própria casa? De quem ela é? 4. Em que casa você estava pensando enquanto estava desenhando? 5. Você gostaria que esta casa fosse sua? Por que? 6.* Se esta casa fosse sua e você pudesse fazer nela o que quisesse, qual quarto você escolheria para você? Por que? Quem você gostaria que morasse nesta casa com você? Por que? 8. Quando você olha para esta casa, ela parece estar perto ou longe? 9. Quando você olha para esta casa, você tem a impressão de que ela está acima, abaixo ou no mesmo nível do que você? 10. Em que esta casa faz você pensar ou lembrar? 11. Em que mais? 12. É um tipo de casa feliz, amigável? 13. que nela lhe dá essa impressão? 14. A das casas são assim? Por que você acha isso? Como está o tempo neste desenho? (Período do dia e do ano; céu; temperatura) 16. De que tipo de tempo você gosta? 17. De quem esta casa o faz lembrar? Por que? Do que esta casa mais precisa? Por que? Se "isto" fosse uma pessoa ao invés de (qualquer objeto desenhado separado da casa), quem seria? 20. A que parte da casa esta chaminé está ligada? 21. Inquérito da planta dos andares. (Desenhe uma planta dos andares com os nomes, ex., Que cômo- do é representado por cada janela? Quem geralmente está lá?) ÁRVORE Que tipo de árvore é esta? 23. Onde esta árvore realmente está localizada? Mais ou menos qual a idade desta árvore? Esta árvore está viva? 26. que nela lhe dá a impressão de que ela está viva? 27. que provocou a sua morte? (se não estiver viva) 28. Ela voltará a viver? 29. Alguma parte da árvore está morta? Qual parte? que você acha que causou a sua morte? Há quanto tempo ela está morta? Para você esta árvore parece mais um homem ou uma mulher? 31. que nela dá essa impressão? 32. Se ela fosse uma pessoa ao invés de uma árvore, para onde ela estaria virada? Figura 1 (continuação) Exemplo de um Protocolo de Registro do H-T-P 9</p><p>H-T-P Manual e Guia de Interpretação 33. Esta árvore está sozinha ou em um grupo de árvores? 34. Quando você para esta árvore, você tem a impressão de que ela está acima, abaixo ou no mesmo nível do que você? Como está tempo neste desenho? (Período do dia e ano; céu; temperatura) Há algum vento soprando? Mostre-me em que direção ele está soprando. Que tipo de vento é esse? 37. que esta árvore faz você lembrar? 38. que mais? 39. Esta árvore é saudável? O que nela lhe dá essa impressão? 40. Esta árvore é forte? O que nela lhe dá essa impressão? 41. De quem esta árvore faz você lembrar? 42.* Do que esta árvore mais precisa? Por que? 43. Alguém já machucou esta árvore? Como? 44.* Se "isto" fosse uma pessoa ao invés de (qualquer objeto desenhado separado da quem ele poderia ser? PESSOA 45.* Esta pessoa é um ou uma mulher? (menino ou menina)? Quantos anos ele (a) Quem é ele (a)? 48. Ele (a) é um parente um amigo ou o que? 49. Em quem você estava pensando enquanto estava desenhando? O que ele (a) está fazendo? Onde ele (a) está fazendo isso? 51. que ele (a) está pensando? Como ele (a) se sente? Por que? Em que a pessoa faz você pensar ou lembrar? 54. Em que mais? 55. Esta pessoa está bem? que nele (a) the dá essa impressão? 57. Esta pessoa está feliz? 58. que nele (a) dá essa impressão? 59. A das pessoas é assim? Por que? 60. Você acha que gostaria desta pessoa? 61. Por que? 62. Como está tempo neste desenho? (Período do dia e ano; céu; temperatura) 63. De quem esta pessoa o faz lembrar? Por que? Do que esta pessoa mais precisa? Por que? 65. machucou esta pessoa? Como? Se "isto" fosse uma pessoa ao invés de (qualquer objeto desenhado separado da pessoa), quem seria? Que tipo de roupa esta pessoa está vestindo? 68. (Peça para cliente desenhar um e uma linha de solo em cada desenho) Suponha que sol fosse uma pessoa que você conhece - Figura 1 (continuação) Exemplo de um Protocolo de Registro do H-T-P 10</p><p>Administração LISTA DE CONCEITOS INTERPRETATIVOS Verifique características incomuns que possam indicar sinais de patologia ou potencial para patolo- gia quando consideradas em combinação com a história do paciente, problemas apresentados e respos- tas a outros instrumentos de avaliação. Os conceitos interpretativos listados não são exaustivos e constituem apenas linhas gerais de orientação. Interpretações clínicas devem ser baseadas na cia clínica e nos conhecimentos do Manual do H-T-P ou de outros materiais publicados. CASA ÁRVORE PESSOA Características Normais Características Normais Características Normais (circule "S" se estiver na faixa (circule "S" se estiver na faixa (circule "S" se estiver na faixa normal) normal) normal) S/N Tempo 10-12 minutos. S/N Tempo 10-12 minutos, S/N Tempo 10-12 minutos, latência < 30 segundos 30 segundos latência 30 segundos S/N Poucas rasuras S/N Poucas rasuras S/N Poucas rasuras S/N Simétrico S/N Simétrico S/N Simétrico S/N Linhas não esbocadas ou S/N Linhas não esbocadas ou S/N Linhas não ou re- reforçadas reforçadas forçadas S/N Deficiências aceitas com S/N Deficiências aceitas com born S/N Deficiências aceitas com humor humor S/N Próprio sexo desenhado primei- ro e mais elaborado S/N Características sexuais secun- dárias incluídas (adulto) S/N Pupilas desenhadas S/N Nariz sem narinas S/N Roupas e cinto indicados S/N Pés e orelhas S/N Apenas omissões secundárias Observações Gerais Observações Gerais Observações Gerais (veja as observações da sessão na (veja as observações da sessão na (veja as observações da sessão na página do Protocolo e do Inqué- página do Protocolo e do Inquéri- página do Protocolo e do inquéri- rito Posterior ao Desenho) to Posterior ao Desenho) to Posterior ao Desenho) Atitude Atitude Atitude Capacidade Capacidade Critica Capacidade Crítica Rasuras (incerteza, in- Rasuras (incerteza, in- Rasuras (incerteza, conflito, in- decisão, autocrítica, ansiedade) decisão, ansiedade) decisão, ansiedade) Comentários espontâneos Comentários espontâneos Comentários espontâneos Tempo, latência, pausas Tempo, pausas Tempo, latência, pausas Proporção Proporção Proporção Tamanho da figura em relação Tamanho da figura em relação Tamanho da figura em relação à página. Crianças normais à página. Crianças normais à página. Crianças normais apresentam mais variabilidade apresentam mais variabilidade apresentam mais variabilidade no tamanho dos desenhos do no tamanho dos desenhos do no tamanho dos desenhos do que os adultos normais. que os adultos normais. que os adultos normais. Grande: ambiente ten- Grande: ambiente restritivo, ten- Grande: ambiente ten- são, compensação. são, compensação. são, compensação. Pequeno: insegurança, retrai- Pequeno: insegurança, retrai- Pequeno: insegurança, retrai- mento, re- mento, descontentamento, re- mento, re- gressão gressão gressão Detalhe para a figura: simetria Detalhe para a figura: simetria Detalhe para a figura: simetria Simetria excessiva: rigidez, fra- Simetria excessiva: rigidez. fra- Simetria excessiva: rigidez, fra- gilidade gilidade gilidade Distorções. Distorções. Assimetria: inadequação física, Obvias: psicose, organicidade, Óbvias: psicose, organicidade, confusão de gênero. Crianças normais sob estresse Crianças normais sob estresse Moderadas: ansiedade Moderadas: ansiedade Óbvias: psicose, organicidade, Outros Outros Crianças normais sob estresse Moderadas: ansiedade Outros Figura 1 (continuação) Exemplo de um Protocolo de Registro do H-T-P 11</p><p>H-T-P Manual e Guia de Interpretação CASA ÁRVORE PESSOA Perspectiva Perspectiva Perspectiva Localização do desenho na pá- Localização do desenho na pá- Localização do desenho na pá- gina gina gina esquerda: retraimento, regres- À esquerda: retraimento, regres- À esquerda: retraimento, regres- são, organicidade (hemisfério são, organicidade são, organicidade (hemisfério esquerdo), preocupação consi- esquerdo), preocupação consi- esquerdo), preocupação consi- go mesmo, fixação no passado, go mesmo, fixação no passado, go mesmo, fixação no passado, impulsividade, necessidade de impulsividade, necessidade de impulsividade, necessidade de gratificação imediata gratificação imediata gratificação imediata À direita: preocupação com o À direita: preocupação com o À direita: preocupação com o ambiente, antecipação do futu- ambiente, antecipação do futu- ambiente, antecipação do futu- ro, estabilidade/controle, capa- ro, estabilidade/controle, capa- ro, estabilidade/controle, capa- cidade de adiar a gratificação cidade de adiar a gratificação cidade de adiar a gratificação Central: rigidez, Comum em Central: rigidez, Comum em Central: rigidez, Comum em crianças pequenas. crianças pequenas. crianças pequenas. Superior: esforço irrealista, sa- Superior: esforço irrealista, sa- Superior: esforço irrealista, sa- tisfação na fantasia, tisfação na fantasia, tisfação na fantasia, frustração. Superior à esquerda é comum Superior à esquerda é comum Superior à esquerda é comum em crianças pequenas. em crianças pequenas. em crianças pequenas. Inferior: concretismo, depres- concretismo, depres- Inferior: concretismo, depres- são, insegurança, inadequação. são, insegurança, inadequação. são, insegurança, inadequação. Rotação: oposição Rotação: oposição oposição Queda sugerida: extrema an- Queda sugerida: extrema an- Queda sugerida: extrema an- gústia gústia gústia Margens do Papel Margens do Papel do Papel Inferior: necessidade de Inferior: necessidade de apoio Inferior: necessidade de apoio Lateral: sentimento de constrição Lateral: sentimento de constrição Lateral: sentimento de constrição Superior: medo ou fuga do am- medo ou fuga do am- Superior: medo ou fuga do am- biente biente biente Margem impedindo completa- Margem impedindo completa- Margem impedindo completa- mento do desenho: organicidade mento do desenho: organicidade mento do desenho: organicidade Relação com o observador Relação com o observador Relação com o observador Vista de rejeição, grandio- Vista de cima: rejeição, grandio- Vista de cima: rejeição, grandio- sidade compensatória sidade compensatória sidade compensatória Vista de baixo: retraimento, in- Vista de baixo: retraimento, in- Vista de baixo: retraimento, in- ferioridade ferioridade ferioridade Distância: inacessibilidade, sen- Distância: retraimento Distância: retraimento timentos de rejeição, situação Posição/apresentação se não Posição/apresentação perfil no lar fora de controle está de frente: retraimento, pa- completo ou de costas: retrai- Posição/apresentação - dese- ranóia mento, paranóia por trás: retraimento, pa- Linha de solo: necessidade de Postura grotesca: psicopatolo- ranóia segurança, ansiedade gia severa Linha de solo: necessidade de Transparências: pobre orienta- Mistura de perfil e frente: orga- segurança, ansiedade ção para a realidade; Não inco- retardamento, psicose Transparências: pobre orienta- mum em crianças pequenas Linha de solo: necessidade de ção para a realidade; Não inco- Movimento: pressões ambien- segurança, ansiedade mum em crianças pequenas tais Transparências: orientação po- Movimento Outros bre para a realidade; psicose Outros se representar órgãos internos. Não incomum em crianças pe- quenas Movimento Outros Figura 1 (continuação) Exemplo de um Protocolo de Registro do H-T-P 12</p><p>Administração CASA ÁRVORE PESSOA Detalhes Detalhes Detalhes Excessivos: obsessividade com- Excessivos: obsessividade com- Excessivos: obsessividade com- pulsiva ansiedade pulsiva, ansiedade pulsiva, ansiedade Falta: retraimento; Comum em Falta: Comum em crianças pequenas Falta: retraimento; Comum em crianças pequenas crianças pequenas Bizarros: Comum em Bizarros: Comum em Bizarros: psicose; Comum em crianças pequenas crianças pequenas crianças pequenas Detalhes Essenciais: uma pa- Detalhes Essenciais: tronco e rede, telhado, porta, janela, cha- Detalhes Essenciais: cabeça, pelo menos um galho miné Comumente omitida em tronco, braços, pernas, traços Galhos crianças pequenas faciais. Omissão de partes do Excessivos: Antropomórficos: regressão, corpo são comuns em crianças mania pequenas. organicidade; Não incomum Muito altos: esquizoidia Braços em crianças Quebrados/mortos: possibili- Chaminé grande necessidade dade de suicidio, impotência preocupações se- de realização, Cobertos de algodão: culpa punição se não for desenha- xuais Como espelho das raízes: da a própria pessoa Omissão: falta de calor no lar psicose excessiva: tensão Muito finos: dependência, Copa organicidade tensa no lar Em forma de nuvens: fantasia Omitidos muito pequenos Em ângulo reto: Rabiscada: labilidade ocultos: culpa, inadequa- Não incomum em crianças Achatada: pressão do am- ção, rejeição se não for de- Porta biente, negação senhada a própria pessoa Ausência: Linha de solo isolamento Em forma de asa: esquizoidia Árvore desenhada numa de- Grande: Cabeça pressão da linha do solo: in- Grande: grandio- Pequena: inade- capacidade quação, indecisão sidade Comum em crianças Árvore desenhada no topo de pequenas Com / fechadura: uma colina: grandiosidade, Pequena: inadequação atitude defensiva isolamento Aberta: necessidade de calor Irregular ou não ligada: orga- Buraco de fechadura, psicose Omissões: conflito relativo à oposição, hostili- parte omitida Apenas de costas: paranóia dade Telhado Desenhada por último: psi- Omissões: conflito relativo à copatologia severa introversão, fantasia parte omitida Traços faciais Apenas teihado: psicose Dividida: psicose, organici- Omitidos ou leves: retrai- Linha simples: constrição dade mento Beiral enfatizado: descon- Tronco dominação social fiança Base larga: dependência compensatória Paredes Longo: regressão, inade- Perfil: paranóia Fidas ou fracas: limites do quação De animal ou bizarros: psi- ego fracos Cicatrizes: trauma cose para man- organicidade Sombreamento ou outra ter controle do ego Animais: regressão; Comum que não seja a da pele: Ausência: contato pobre em crianças pequenas psicopatologia severa com a realidade vertical: contato com Olhos Perspectiva dupla: regressão a realidade pobre, preocu- paranóia Não incomum em crianças pações sexuais; Comum em Pequenos fechados pequenas crianças pequenas omitidos: Transparentes: Comum em Base estreita: perda de con- voyeurismo pequenas trole Pupilas omitidas: conta- horizontal: pressões Tipo to pobre com a realida- ambientais Frutifera ou de Natal: depen- vertical: contato po- de: Comum em crianças imaturidade: Co- pequenas bre com a preo- mum em crianças pequenas Orelhas cupações sexuais; Comum Morta: distúrbios severos excessiva: para- em crianças pequenas Árvore com muda: regressão nóia, alucinações audi- tivas Figura 1 (continuação) Exemplo de um Protocolo de Registro do H-T-P 13</p><p>H-T-P - Manual e Guia de Interpretação CASA ÁRVORE PESSOA Detalhes (continuação) Detalhes (continuação) Detalhes (continuação) Janelas Vento soprando: pressões Boca ambivalência social ambientais dependência; Co- Ausência: retraimento mum em crianças pe- Muitas: exibicionismo quenas Abertas: controle do ego agressão oral, pobre depressão Sem vidraça: hostilidade Dentes: agressão Nariz preocupações se- xuais; Comum em crian- ças pequenas Gênero Oposto desenhado primeiro: conflito com a identificação do género Pernas Omitidas, corta- das: desamparo, perda de autonomia Posição juntas rigidez, tensão Posição afastadas: agressão Posição insegu- rança, dependência Omissões: conflito relativo à parte omitida Tronco e corpo aberto, frag- mentado ou omitido: psicopa- tologia severa, organicidade; Comum em crianças pe- quenas Seios: imaturidade Linha mediana vertical: infe- rioridade, dependência Ombros quadrados ou enfa- tizados: hostilidade Linha da cintura enfatizada: conflito sexual; Comum em crianças pequenas Apertada: explosividade Não Essenciais Detalhes Não Essenciais Detalhes Não Essenciais Ênfase nas cortinas: retraimen- na casca da árvore: an- Roupas to, evasão siedade, meticulosi- Muita ou pouca roupa: narcisis- nas calhas: defesa, des- dade: obsessividade compulsiva mo, desajustamento sexual confiança Folhas soltas: falha nos meca- em botões: imaturi- Venezianas fechadas: retrai- nismos de superar dificuldades dade; Comum em crianças mento Grandes: compensação pequenas Outros Raízes omitidas: insegurança; gar- Genitais desenhados: pato- ras: paranóia; finas/ chão trans- logia, a não ser para crian- parente/ mortas: contato pobre ças muito novas; Comum com a realidade, organicidade em estudantes de artes ou Trepadeiras: perda de controle em adultos em psicanálise Frutas: dependência, rejeição Pés se estiverem caindo; Comum Omitidos ou cortados: de- em crianças pequenas samparo, perda de autono- Outros mia, preocupações sexuais Dedos dos pés em figura vestida: agressão Figura 1 (continuação) Exemplo de um Protocolo de Registro do H-T-P 14</p><p>Administração CASA ÁRVORE PESSOA Detalhes Não Essenciais (conti- nuação) Cabelo Enfatizado ou omitido: pre- ocupações sexuais Mãos/dedos Luvas: agressividade repri- mida "acting out' Pétalas: imaturidade Pescoço necessidade de con- trole Muito fino: psicose Omitido: impulsividade Outros Detalhes irrelevantes Detalhes irrelevantes Detalhes irrelevantes Nuvens, sombras: ansiedade Nuvens, sombras: ansiedade Bengalas, espadas, armas: Montanhas: defensividade Arbustos excessivos: insegu- agressão, preocupação sexual Degraus e caminhos longos ou rança Outros estreitos: retraimento Outros Detalhes Bizarros Arbustos excessivos: insegu- Detalhes Bizarros Comum em crianças pequenas rança crianças pequenas Dimensão do Detalhe Outros Dimensão do Sombreamento do Bizarros Unidimensional: recursos infe- Excessivo: ansiedade crianças pequenas riores para busca de satisfação Seqüência do (geral- Dimensão do Detalhe Bidimensional não per- mente primeiro cabeça e face) Planta dos andares desenhada: da de controle severo, paranóia, orga- Seqüência do nicidade Excessivo: ansiedade Sombreamento do Detalhe Seqüência do Detalhe: normal Excessivo: ansiedade é tronco, galho, folhas; ou parte Seqüência do normal superior, galhos, tronco é telhado, paredes, porta, jane- la; ou linha de solo, paredes, telhado Qualidade da Linha Qualidade da Linha Qualidade da Linha Forte: ansiedade, ener- Forte: tensão, ansiedade, Forte: tensão, ansiedade ener- gia, organicidade gia, organicidade gia, organicidade hesitação, medo, insegu- Leve: hesitação, medo, insegu- Leve: hesitação, medo, insegu- rança, força do ego fraca rança, força do ego fraca rança, ego fraco com com com ângulos: organicidade ângulos: organicidade ângulos: organicidade Outros Outros Outros Uso Convencional das Cores Uso Convencional das Cores Uso Convencional das Cores Preto: contornos, fumaça, cercas: azul, Preto: contornos, cabelo; azul, azul, fundo, céu, corti- fundo, céu; marrom: tronco; ver- fundo, céu, olhos; mar- nas; paredes; verde: te- de: folhas, grama; laranja: laran- roupas; verde: sué- Ihado, grama; laranja: laranjas; jas; vermelho: cerejas; teres, grama; laranja: suéteres; cortinas; vermelho: cha- flores; amarelo-ver- violeta: cachecol, roupas meno- miné, tijolos, maçãs, cerejas; de: paisagem, grama res; vermelho: lábios, ves- amarelo; sol, flores; amarelo-ver- tidos, cabelo; pele, roupa; de: paisagem, grama amarelo: sol, cabelo; amarelo-ver- grama Figura 1 (continuação) Exemplo de um Protocolo de Registro do H-T-P 15</p><p>H-T-P - Manual e Guia de Interpretação CASA ÁRVORE PESSOA Uso Geral das Cores Uso Geral das Cores Uso Geral das Cores Escolha da cor: distúrbio geral Escolha da cor: distúrbio geral Escolha da con distúrbio geral Combinações Bizarras: distúrbio Combinações Bizarras: distúrbio Combinações Bizarras: distúrbio sério sério sério Cor usada apenas para contor- Cor usada apenas para contor- Cor usada apenas para contor- no: superficialidade, reserva, no: superficialidade, reserva, no: superficialidade, reserva, oposição oposição oposição Branco usado como cor: aliena- Branco usado como cor: aliena- Branco usado como cor: aliena- ção ção ção Diferenças muito grande de ta- Diferenças muito grande de ta- Diferenças muito grande de ta- manho ou qualidade em relação manho ou qualidade em relação manho ou qualidade em relação aos desenhos acromáticos: ca- aos desenhos acromáticos: ca- aos desenhos acromáticos: ca- pacidade para permitir afeto pacidade para permitir afeto pacidade para permitir afeto Cor fora dos contornos: impul- Cor fora dos contornos: impul- Cor fora dos contornos: impul- sividade, imaturidade, organici- sividade, imaturidade, organici- sividade, imaturidade, organici- dade dade dade Uso extremamente incomum de Uso extremamente incomum de Uso extremamente incomum de cores: distúrbios gerais. cores: distúrbios gerais. Relacio- cores: distúrbios gerais. Relacio- nar nar nar Outros Outros Outros Síntese Interpretativa: Figura 1 (continuação) Exemplo de um Protocolo de Registro do H-T-P 16</p><p>Administração (ALTO) Árvore e Pessoa 1 Posicione essa página sobre os dese- nhos. Alinhe as margens verticais para avaliar a localização horizontal, alinhe as margens horizontais para avaliar a localização vertical. Use réguas para (ALTO) avaliar o imagem e do de- Árvore (ALTO) Pessoa Centro Exato 7 Centro Exato 6 - Casa 5 Figura 1 (continuação) Exemplo de um Protocolo de Registro do H-T-P 17</p><p>H-T-P Manual e Guia de Esta árvore é saudável? Esta árvore é forte? Se indivíduo não conseguir respon- der, peça-lhe para desenhar a estrutura da raiz da árvore, caso ele ainda não a tenha desenhado e faça uma anotação do pedido. Pessoa que ele (a) está fazendo? Onde ele (a) está fazendo isto?" Se a resposta for" "está apenas ali", pergunte onde é "ali", e que possivelmente a pessoa estava fa- zendo ou irá fazer. Caso a resposta for "andando" ou outro movimento, pergunte aonde a pessoa está indo e que ela irá fazer ao chegar lá. Se a resposta for "eu não sei" ou "isto é só um desenho", ajude indivíduo a se envolver na projeção sugerindo- que conte uma história sobre a pessoa do desenho ou pergunte que a pessoa do desenho parece estar fazendo. Como ele (a) se sente? Pergunte sempre "Por que?", a menos que haja razões para crer que essa pergunta comprometerá seriamente rapport. que nesta pessoa lhe dá a impressão de que ela está feliz (triste, brava etc.)? Se a resposta for uma simples descrição de uma expressão facial ("ele [a] está sorrin- do"), pergunte do que a pessoa está rindo e com que esta pessoa dese- sente-se dessa maneira. Que tipo de roupa esta pessoa está vestindo?" Se a pessoa desenhada estiver nua, pergunte porque ela está nua e se ela se sente à vontade. Lista de Conceitos Interpretativos Uma vez que a sessão de desenhos e Inquérito Posterior ao Desenho tiverem terminado, vire para a página da Lista de Conceitos Interpretativos do Protocolo de Interpretação. É apresentada uma lista de características para cada desenho. Inicial- mente, veja a seção de Características Normais da lista e marque S (Sim) para aque- las que se aplicam a cada desenho A seguir marque todas as pausas incomuns, comentários ou outros comportamentos diferentes anotados enquanto os desenhos estavam sendo feitos na seção de Observações Gerais na primeira página do Proto- colo. Depois, marque os aspectos de proporção, perspectiva, detalhes e cor (para os desenhos coloridos) que estejam presentes nos desenhos e que possam indicar a presença de patologia. Uma régua é fornecida na parte de trás do protocolo de desenho para ajudá-lo a avaliar as variações na proporção, perspectiva e tamanhos de detalhes*. Também são fornecidas marcações para ajudar a avaliar a localização do desenho na página. Por exemplo, na Figura 1 está localizado no ponto da página em que geralmente a casa é centralizada na vertical, e indica centro horizontal comum da casa. Colo- cando desenho sob a página de trás do Protocolo de Interpretação com as margens horizontais alinhadas e a seta apontando na direção do topo do desenho, grau de Crivo de Avaliação em Anexo. 18</p><p>Administração variação da localização vertical normal da casa pode ser medido. Quando as mar- gens verticais do desenho e do protocolo estiverem alinhadas, a localização horizon- tal do desenho pode ser medida. Marcações similares são fornecidas para os desenhos da árvore e da pessoa e para centro real da página. (Note que no Protocolo de Interpretação do Desenho da pessoa, a régua e marcações de centralização estão localizadas na página do Inquérito Posterior ao Desenho). Algumas hipóteses clínicas comuns relacionadas para cada característica dos de- senhos são apresentadas na Lista de Conceitos. Interpretativos Esses conceitos e ilustrações de casos relacionados podem ser encontrados no índice deste Manual, para facilitar a revisão do texto Lista de Conceitos Interpretativos é apenas um guia para a estabelecimento de hipóteses clínicas. O grau de certeza com qual uma hipótese particular pode ser aplicada em um dado indivíduo irá, sempre, depender de informação adicional como a história do paciente, problemas apresenta- dos e resultados de procedimentos de avaliação adicionais. Sua experiência clínica, ou a de seu supervisor, conhecimento do Manual do H-T-P e conhecimento da literatura sobre interpretação projetiva de desenhos sempre irão modificar sua inter- pretação dos desenhos e a apresentação dos resultados no H-T-P. Desenhos Coloridos Considera-se que os Desenhos coloridos feitos após os desenhos acromáticos e Inquérito Posterior ao Desenho evocam um nível mais profundo de experiência do que os desenhos acromáticos (veja capítulo 5). Se os desenhos coloridos forem feitos, peça primeiro ao indivíduo para nomear as cores dos crayons disponíveis. Anote qualquer indicação de daltonismo no Protocolo de Interpretação e considere encaminhamento para um teste mais formal. Depois, marque no local indicativo de "Cores" na primeira página do protocolo de Interpretação. Solicite os desenhos da casa, árvore e pessoa da mesma maneira e com as mes- mas instruções dadas para os desenhos acromáticos. Da mesma forma que durante os acromáticos tempo e as observações de comportamento devem ser anotadas no Protocolo de Interpretação, Como nos desenhos acromáticos, principal objetivo é obter maior número pos- sível de informações esclarecedoras sobre conteúdo e contexto de cada desenho. Entretanto, para diminuir tempo e cansaço, você pode fazer apenas as perguntas do Inquérito Posterior ao Desenho que estão marcadas com um asterisco (*). Além disso, pergunte para O examinando sobre as diferenças significativas entre os dese- nhos acromáticos e cromáticos, e sobre significado no tratamento de detalhes inco- muns ou bizarros ou de suas omissões. Use a Lista de Conceitos Interpretativos para os desenhos coloridos da mesma maneira que para os desenhos acromáticos. Para a avaliação dos desenhos colori- dos é fornecida uma lista dos usos convencionais das cores. Uma seção adicional da lista, "Usos Gerais de Cores", deve ser usada para observar as características de cores específicas do desenho que podem estar associadas com psicopatologia. 19</p><p>3 INTERPRETAÇÃO O material obtido durante a sessão dos desenhos do H-T-P não será "avaliado" pelo senso comum. O Protocolo de Interpretação do H-T-P pretende ser apenas um instrumento para ajudar clínico a concentrar-se mais nas características relevantes dos desenhos do cliente para desenvolver uma interpretação clínica. O material deste capítulo e do capítulo 4 pretende orientar desenvolvimento de hipóteses interpreta- tivas sobre tlínico dos desenhos de um cliente; estas hipóteses nunca devem ser usadas no diagnóstico da psicopatologia. Uma vez formula- das, entretanto, elas podem ser combinadas com a história clínica completa e com instrumentos padronizados de avaliação adicionais para aprofundar a compreensão clínica das pressões intrapessoais, interpessoais e ambientais do cliente. Todos os relatórios e discussões dos resultados do H-T-P devem ser baseados em conheci- mentos teóricos e de pesquisas introduzidos no capítulo 5, na experiência clínica prática e em conhecimentos da literatura relevante sobre a interpretação projetiva de desenhos. Este capítulo está dividido em quatro seções. A primeira seção dá instruções gerais sobre a avaliação de desenhos. A segunda seção, Aspectos Gerais dos Desenhos, relaciona os conceitos interpretativos comumente usados para avaliar observações gerais de comportamento, características de desenhos e material de entrevista perti- nente a todos os três desenhos do H-T-P. A terceira seção, Características do Dese- nho Específicas da Figura, descreve as características específicas de cada figura e discute seu possível significado clínico; material do Inquérito Posterior ao Desenho específico de cada figura também está incluído. A quarta seção, Ilustrações de Ca- SOS, apresenta casos como exemplos da análise integrada das características obser- vadas no desenho, as respostas do Inquérito Posterior ao Desenho, a história clínica do paciente e os resultados de outros instrumentos de avaliação. Resumos de para indivíduos cujos desenhos estão incluídos neste capítulo, mas cujos casos não fo- ram discutidos na seção Ilustrações de Casos podem ser encontrados no Apêndice A. Os clínicos que estiverem sendo treinados no uso da Técnica do H-T-P podem con- siderar útil preencher as Listas de Conceitos Interpretativos para cada conjunto de</p><p>H-T-P Manual e Guia de Interpretação desenhos ilustrativos antes de fazerem a leitura das histórias de casos e comentário do desenho fornecidos neste Manual. Avaliação do Desenho Examinar desenho em relação à localização, ao tamanho, à orientação e à qua- lidade geral, bem como os desvios nas áreas gerais apresentadas na lista de caracte- rísticas do desenho que tenham algum possível significado Um exemplo de desenho da casa é apresentado na Figura 2. Faça um sinal () próximo a qualquer área em que as características do desenho pareçam ser desviantes (Figura 3). Con- sulte as seções interpretativas neste capítulo para avaliar possível significado deste aspecto do desenho para indivíduo em questão. Por exemplo, na Figura 2, a chami- né foi primeiramente desenhada muito grande, depois apagada e redesenhada em tamanho menor e com um ângulo peculiar. Após consultar O item Capacidade Crítica e Rasuras na seção Aspectos Gerais do Desenho deste capítulo, pode ser visto que, como não há outras rasuras nesta figura, não foi feito um sinal em "Rasura" na Figura 3. Um sinal foi colocado ao lado de no Detalhe", porque a chaminé foi enfati- zada pela rasura e pela diminuição na qualidade do detalhe refeito. A categoria "Cha- miné" na seção "Detalhes Essenciais" da lista foi marcada. Você pode, agora, consultar a seção da chaminé da seção Características do Desenho Específicas da Figura para interpretar as hipóteses associadas a este aspecto do desenho. Uma vez que cada figura tenha sido avaliada desta maneira, avalie as respostas do Inquérito Pos- terior ao Desenho (veja Figura 4), a consistência da qualidade de figura para figura, a história e a idade do cliente (veja capítulo 4) e os resultados de quaisquer outros procedimentos de avaliação disponíveis para formular uma análise apropriada da sessão de desenho. Aspectos Gerais do Desenho Atitude A atitude do indivíduo para com H-T-P fornece uma medida grosseira sobre a sua disposição global para rejeitar uma tarefa nova e, talvez, difícil. A atitude comum é de uma aceitação razoável. Os desvios variam entre dois extremos: (a) da aceita- ção total ao e (b) da indiferença, derrotismo e abandono à rejeição aberta. Raramente os sentimentos de impotência do indivíduo com distúrbios orgâni- quando se deparam com uma tarefa que exige criatividade, levarão indivíduo a rejeitar completamente Da mesma forma, dificilmente um indivíduo hostil irá Egotismo Tendência em pensar apenas em si mesmo e considerar a si mesmo melhor e mais importante do que as outras pessoas. Tendência a monopolizar a atenção, mostrando desconsideração pelas opiniões alheias. 22</p><p>Interpretação recusar de maneira direta a realização do H-T-P, ainda que possam rejeitar todas as outras tentativas de um exame psicológico formal. A atitude em relação a cada desenho será influenciada pelas associações desper- tadas pelo objeto do desenho. Normalmente desenho mais rejeitado é da pessoa. Há uma série de razões para isso: (a) muitos indivíduos desajustados têm suas maio- res dificuldades nas relações interpessoais; (b) O desenho da figura humana parece despertar mais associações no nível consciente ou próximas da consciência do que os desenhos da casa ou da árvore; e (c) a consciência corporal acentuada torna os indivíduos desajustados pouco à vontade. Tempo, Latência, Pausas O tempo despendido para completar os desenhos pode fornecer informações valio- sas acerca dos significados dos objetos desenhados e de suas partes respectivas para indivíduo. Geralmente, número de detalhes e seu-método de apresentação devem justificar tempo gasto para a produção dos desenhos; os três desenhos levam, normalmente, entre 2 e 30 minutos para serem completados. Aqueles que desenham com rapidez incomum parecem fazê-lo para se livrarem de uma tarefa desagradável. Os que levam um tempo excessivo em um desenho podem fazê-lo devido a sua relutância em produzir algo, ou por causa do significado emocional in- tenso do símbolo envolvido ou ambos. Indivíduos maníacos podem demorar um grande intervalo de tempo em função da riqueza de detalhes irrelevantes desenhados. Os obsessivo-compulsivos também levam muito tempo por causa da sua tendência para produzir meticulosamente todos os detalhes relevantes. Se um indivíduo não come- çar a desenhar dentro de 30 segundos após receber as instruções, potencial para psicopatologia está presente. Um atraso sugere forte conflito; durante inquérito pos- terior ao desenho O examinador deve tentar identificar os fatores que produziram esse conflito. Quando indivíduo fizer uma pausa de mais do que 5 segundos em cada dese- nho, um conflito é fortemente sugerido. A parte do objeto que estiver sendo desenha- da, tiver acabado de ser desenhada ou que for desenhada em seguida pode representar a origem do conflito; esta área deve ser investigada durante inquérito. Pausas du- rante comentários ou respostas durante a fase de inquérito também devem ser inves- tigadas. 23</p><p>H-T-P - Manual e Guia de Interpretação Figura 2 Exemplo de Desenho da Casa 24</p><p>Interpretação LISTA DE CONCEITOS INTERPRETATIVOS Verifique características incomuns que possam indicar sinais de patologia ou potencial para patolo- gia quando consideradas em combinação com a história do paciente, problemas apresentados e respos- tas a outros instrumentos de avaliação. Os conceitos interpretativos listados não são exaustivos e constituem apenas linhas gerais de orientação. Interpretações clínicas devem ser baseadas na cia clínica e nos conhecimentos do Manual do H-T-P ou de outros materiais publicados. CASA ÁRVORE PESSOA Características Normais Características Normais Características Normais (circule "S" se estiver na faixa (circule "S" se estiver na faixa (circule "S" se estiver na faixa normal) normal) normal) Tempo 10-12 minutos. S/N Tempo 10-12 minutos S/N Tempo 10-12 latência < 30 segundos latência 30 segundos latência < 30 segundos Poucas rasuras S/N Poucas rasuras S/N Poucas rasuras Simétrico S/N S/N Simétrico Linhas não esbocadas ou S/N Linhas não esbocadas ou S/N Linhas não esbocadas ou re- reforçadas reforcadas forcadas Deficiências aceitas com S/N Deficiências aceitas com bom S/N Deficiências aceitas com born humor humor humor S/N Próprio sexo desenhado primei- e mais elaborado S/N Características sexuais secun- dárias (adulto) S/N Pupilas desenhadas S/N Nariz sem narinas S/N Roupas e cinto indicados S/N Pés e orelhas S/N Apenas omissões secundárias Observações Gerais Observações Gerais Observações Gerais (veja as observações da sessão na (veja as observações da sessão na (veja as observações da sessão na página do Protocolo e do Inqué- página do Protocolo e do página do Protocolo e do Inquéri- rito Posterior ao Desenho) to Posterior ao Desenho) to Posterior ao Desenho) Atitude Atitude Atitude Capacidade Capacidade Crítica Capacidade Crítica Rasuras (incerteza, conflito, in- Rasuras conflito, in- Rasuras (incerteza, conflito. in- decisão. autocrítica, ansiedade) ansiedade) decisão, ansiedade) Comentários espontâneos Comentários espontâneos Comentários Tempo, pausas Tempo, latência, pausas Tempo, pausas Proporção Proporção Proporção Tamanho da figura em relação Tamanho da figura em relação Tamanho da figura em relação à página. Crianças normais à página. Crianças normais à Crianças normais apresentam mais variabilidade apresentam mais variabilidade apresentam mais variabilidade no dos desenhos do no tamanho dos desenhos do no tamanho dos desenhos do que os adultos normais. que os adultos normais. que os adultos normais. Grande: ambiente restritivo, ten- Grande: ambiente restritivo, ten- Grande: ambiente ten- são, são, são, compensação. Pequeno: insegurança, retrai- Pequeno: insegurança, retrai- insegurança, retrai- mento, descontentamento, re- mento, descontentamento, re- mento, re- gressão gressão gressão para a figura: simetria Detalhe para a figura: simetria Detalhe para a figura: simetria Simetria excessiva: rigidez fra- Simetria excessiva: rigidez, fra- Simetria excessiva: fra- gilidade gilidade gilidade Assimetria: inadequação física, Óbvias: organicidade, Óbvias: psicose, organicidade, confusão de Crianças normais sob estresse Crianças normais sob estresse Distorções. Moderadas: ansiedade Moderadas: ansiedada Óbvias: psicose, organicidade, Outros Outros Crianças normais sob estresse Moderadas: ansiedade Outros Figura 3 Lista Interpretativa de Conceitos Completada para Desenho Mostrado na Figura 2 25</p><p>H-T-P Manual e Guia de Interpretação CASA ÁRVORE PESSOA Perspectiva Perspectiva Perspectiva Localização do desenho na pá- Localização do desenho na pá- Localização do desenho na pá- gina gina gina À esquerda: retraimento, regres- À esquerda: retraimento, regres- esquerda: retraimento, regres- são, organicidade (hemisfério são, organicidade (hemisfério são, organicidade (hemisfério esquerdo), preocupação consi- esquerdo), preocupação consi- esquerdo), preocupação consi- go mesmo, fixação no passado, go mesmo, fixação no passado, go mesmo, fixação no passado, impulsividade, necessidade de impulsividade, necessidade de impulsividade, necessidade de gratificação imediata gratificação imediata gratificação imediata A direita: preocupação com o direita: preocupação com o À direita: preocupação com o ambiente, antecipação do futu- ambiente, antecipação do futu- ambiente, antecipação do futu- ro, estabilidade/controle, capa- ro, capa- ro, estabilidade/controle, capa- cidade de adiar a gratificação cidade de adian a gratificação cidade de adiar a gratificação Central: rigidez, Comum em Central: rigidez, Comum em Central: rigidez, Comum em crianças pequenas. crianças crianças pequenas. Superior: esforço sa- Superior: esforço irrealista, sa- Superior: esforço irrealista, sa- tisfação na fantasia, frustração. tisfação na fantasia, frustração. na fantasia, frustração. Superior à esquerda é comum Superior à esquerda é comum Superior à esquerda é comum em crianças pequenas. em crianças pequenas. em crianças pequenas. Inferior: concretismo, depres- concretismo, depres- Inferior: concretismo, depres- são, insegurança, inadequação. são, insegurança, inadequação. são, insegurança, inadequação. Rotação: oposição Rotação: oposição Rotação: oposição Queda sugerida: extrema an- Queda sugerida: extrema an- Queda sugerida: extrema an- gústia gústia gústia do Papel Margens do Papel Margens do Papel necessidade de necessidade de apoio Inferior: necessidade de apoio Lateral: sentimento de constrição Lateral: sentimento de constrição Lateral: sentimento de constrição Superior: medo ou fuga do am- medo ou fuga do am- Superior: medo ou fuga do am- biente biente biente Margem impedindo completa- Margem impedindo completa- Margem impedindo completa- mento do desenho: organicidade mento do desenho: organicidade mento do desenho: organicidade Relação com o observador Relação com o observador Relação com observador Vista de cima: rejeição, grandio- Vista de rejeição, grandio- Vista de cima: rejeição, grandio- sidade compensatória sidade compensatória sidade compensatória Vista de baixo: retraimento, in- Vista de baixo: retraimento, in- Vista de baixo: retraimento, in- ferioridade ferioridade ferioridade Distância: inacessibilidade, sen- Distância: retraimento Distância: retraimento timentos de rejeição, situação Posição/apresentação se não perfil no lar fora de controle está de frente: retraimento, pa- completo ou de costas: retrai- Posição/apresentação dese- ranóia mento, paranóia por trás: retraimento, pa- Linha de solo: necessidade de Postura grotesca: psicopatolo- ranóia segurança, ansiedade gia severa Linha de solo: necessidade de Transparências: pobre orienta- Mistura de perfil e frente: orga- segurança, ansiedade ção para a realidade; Não inco- nicidade, retardamento, psicose Transparências: pobre orienta- mum em crianças pequenas Linha de solo: necessidade de ção para a realidade; Não inco- Movimento: pressões ambien- segurança, ansiedade mum em crianças pequenas tais Transparências: orientação po- Movimento Outros bre para a realidade; psicose Outros se representar órgãos internos. Não incomum em crianças pe- quenas Movimento Outros Figura 3 (continuação) Lista Interpretativa de Conceitos Completada para o Desenho Mostrado na Figura 2 26</p><p>Interpretação CASA ÁRVORE PESSOA Detalhes Detalhes Detalhes Excessivos: obsessividade com- Excessivos: obsessividade com- Excessivos: obsessividade com- pulsiva, ansiedade pulsiva, ansiedade pulsiva, ansiedade Falta: retraimento; Comum em Falta: retraimento; Comum em Falta: retraimento; Comum em crianças pequenas crianças pequenas crianças pequenas Bizarros: psicose; Comum em Bizarros: psicose; Comum em Bizarros: psicose; Comum em crianças pequenas crianças pequenas crianças pequenas Detalhes Essenciais: uma pa- Detalhes Essenciais: tronco e Detaihes Essenciais: cabeça, rede, porta, janela, cha- pelo menos um galho tronco, braços, pernas, traços miné Comumente omitida em Galhos faciais. Omissão de partes do crianças pequenas Excessivos: corpo são comuns em crianças Antropomórficos: regressão, mania pequenas. organicidade; Não incomum Muito altos: esquizoidia Braços em crianças Quebrados/mortos: possibili- grande necessidade Chaminé dade de impotência de realização, agressão, preocupações se- Cobertos de algodão: culpa punição se não for desenha- xuais Como espelho das raízes: da a própria pessoa Omissão: falta de calor no lar psicose Muito finos: dependência, Fumaça excessiva: tensão in- Copa organicidade tensa no lar Em forma de nuvens: fantasia Omitidos muito pequenos Em ângulo reto: regressão; Rabiscada: labilidade - ocultos: culpa, inadequa- Não incomum em crianças Achatada: pressão do am- ção, rejeição se não for de- Porta negação senhada a própria pessoa Ausência: inacessibilidade, Linha de solo Em forma de asa: esquizoidia isolamento Árvore desenhada numa de- Cabeça Grande: dependências pressão da linha do solo: in- Grande: regressão, grandio- Pequena: reserva, inade- capacidade sidade Comum em crianças quação, indecisão Árvore desenhada no topo de pequenas Com dobradiça / uma colina: grandiosidade, Pequena: inadequação atitude defensiva isolamento Irregular ou não ligada: orga- Aberta: necessidade de calor Buraco de fechadura, psicose Omissões: conflito relativo à "Nigg's": oposição, hostili- Apenas de costas: paranóia parte omitida dade Desenhada por último: psi- Telhado relativo à copatologia severa fantasia parte omitida Traços faciais Apenas telhado: psicose psicose, organici- Omitidos ou leves: retrai- Linha simples: constrição dade mento Beira! enfatizado: descon- Tronco dominação social fiança Base larga: dependência compensatória Paredes Longo: regressão, inade- Perfil: paranóia Finas ou fracas: limites do quação De animal ou bizarros: psi- ego fracos Cicatrizes: trauma cose para man- organicidade Sombreamento ou outra ter o controle do ego Animais: Comum que não seja a da pele: Ausência: contato pobre com em crianças pequenas psicopatologia severa a realidade vertical: contato com Olhos Perspectiva dupla: regressão a realidade pobre, preocu- paranóia Não incomum em crianças pações Comum em Pequenos fechados pequenas crianças pequenas omitidos: Transparentes: Comum em Base estreita: perda de con- voyeurismo crianças pequenas trole Pupilas omitidas: conta- pressões Tipo to pobre com a realida- ambientais Frutifera ou de Natal: depen- de: Comum em crianças vertical: contato po- dência, imaturidade; Co- pequenas bre com a realidade, preo- mum em crianças pequenas Orelhas cupações Comum Morta: distúrbios severos excessiva: para- em crianças pequenas Árvore com muda: regressão nóia, alucinações audi- tivas Figura 3 (continuação) Lista Interpretativa de Conceitos Completada para Desenho Mostrado na Figura 2 27</p><p>H-T-P Manual e Guia de Interpretação CASA ÁRVORE PESSOA Detalhes (continuação) Detalhes (continuação) Detalhes (continuação) Janelas Vento soprando: pressões Boca ambivalência social ambientais dependência; Co- Ausência: retraimento mum em crianças pe- Muitas: exibicionismo quenas Abertas: controle do ego Omitida: agressão oral, pobre depressão Sem vidraça: hostilidade Dentes: agressão Nariz preocupações se- xuais; Comum em crian- ças pequenas Gênero Oposto desenhado primeiro: conflito com a identificação do Pernas Omitidas, diminuídas, corta- das: desamparo, perda de autonomia Posição juntas: rigidez, tensão Posição afastadas: agressão Posição instável: insegu- rança, dependência Omissões: conflito relativo à parte omitida Tronco e corpo aberto, frag- mentado ou omitido: psicopa- tologia severa, organicidade; Comum em crianças pe- quenas imaturidade Linha mediana vertical: infe- rioridade, dependência Ombros quadrados ou enfa- tizados: hostilidade Linha da cintura enfatizada: conflito sexual; Comum em crianças pequenas Apertada: explosividade Detalhes Não Essenciais Detalhes Não Essenciais Detalhes Não Essenciais nas cortinas: retraimen- Énfase na casca da árvore: an- Roupas to, evasão siedade, depressão; meticulosi- Muita ou pouca roupa: narcisis- nas calhas: defesa, des- dade: obsessividade compulsiva mo, desajustamento sexual confiança Felhas falha nos meca- em botões: imaturi- Venezianas fechadas: retrai- nismos de superar dificuldades dade; Comum em crianças mento Grandes: compensação pequenas Outros Raizes omitidas: insegurança; Genitais desenhados: pato- garras: paranóia; finas/ chão logia, a não ser para crian- transparente/ mortas: contato ças muito Comum pobre com a realidade, organi- em estudantes de artes ou cidade em adultos em psicanálise Trepadeiras: perda de controle Pés Frutas: dependência, rejeição Omitidos ou cortados: de- se estiverem caindo; Comum samparo, perda de autono- em crianças pequenas mia, preocupações sexuais Outros Dedos dos pés em figura vestida: agressão Figura 3 (continuação) Lista Interpretativa de Conceitos Completada para Desenho Mostrado na Figura 2 28</p><p>Interpretação CASA ÁRVORE PESSOA Detalhes Não Essenciais (conti- nuação) Cabelo Enfatizado ou omitido: pre- ocupações sexuais Mãos/dedos Luvas: agressividade repri- mida Pontiagudos: "acting out Pétalas: imaturidade Pescoço necessidade de con- trole Muito fino: psicose Omitido: impulsividade Outros Detalhes irrelevantes Detalhes irrelevantes Detalhes irrelevantes Nuvens, sombras: ansiedade Nuvens, sombras: ansiedade Bengalas, espadas, armas: agres- Montanhas: defensividade Arbustos excessivos: insegu- são, preocupação sexual Degraus e caminhos longos ou rança Outros estreitos: retraimento Outros Detalhes Bizarros Comum em Arbustos excessivos: insegu- Detalhes Bizarros Comum em crianças pequenas rança crianças pequenas Dimensão do Detalhe Outros Dimensão do Detalhe Sombreamento do Detalhe: Detalhes Bizarros Unidimensional: recursos infe- Excessivo: ansiedade crianças pequenas riores para busca de satisfação do Detalhe: Dimensão do Detalhe Bidimensional não per- mente primeiro cabeça e face) Planta dos andares desenhada: da de controle conflito severo, paranóia, orga- Seqüência do nicidade Excessivo: ansiedade Sombreamento do Detalhe do Detalhe: normal Excessivo: ansiedade é tronco, galho, folhas; ou parte Seqüência do Detaihe: normal superior, galhos, tronco é paredes, porta, jane- la; ou linha de solo, telhado Qualidade da Linha Qualidade da Linha Qualidade da Linha Forte: tensão. Forte: ener- Forte: tensão, ener- gia, organicidade gia, organicidade gia, organicidade Leve: insegu- Leve: hesitação, medo, insegu- Leve: hesitação, medo, insegu- rança, força do ego fraca rança, força do ego fraca ego fraco com com com organicidade ângulos: organicidade ángulos: organicidade Outros Outros Outros Uso Convencional das Cores Uso Convencional das Cores Uso Convencional das Cores Preto: contornos. Preto: contornos; Preto: azul, azul, fundo. céu, corti- fundo, céu; marrom: tronco; ver- fundo, céu, olhos: mar- marrom: te- de: grama; laranja: laran- cabelo, roupas; verde: sué- Ihado, grama; laranja: laranjas; jas; vermelho: maçãs, grama; laranja: vermelho: cha amarelo: sol, flores; amarelo-ver- cachecol, roupas meno- miné, de: paisagem, grama res; suéters, ves- amarelo: amarelo-ver- tidos, cabelo; rosa: pele, roupa; paisagem, grama amarelo: cabelo: amarelo-ver- de: grama Figura 3 (continuação) Lista Interpretativa de Conceitos Completada para o Desenho Mostrado na Figura 2 29</p><p>H-T-P - Manual e Guia de Interpretação CASA ÁRVORE PESSOA Uso Geral das Cores Uso Geral das Cores Uso Geral das Cores Escolha da cor: distúrbio geral Escolha da cor: distúrbio geral Escolha da cor: distúrbio geral Combinações Bizarras: distúrbio Combinações Bizarras: distúrbio Combinações Bizarras: distúrbio sério sério sério Cor usada apenas para contor- Cor usada apenas para contor- Cor usada apenas para contor- no: superficialidade, reserva, no: superficialidade, reserva, no: superficialidade, reserva, oposição oposição oposição Branco usado como cor: aliena- Branco usado como cor: aliena- Branco usado como aliena- ção ção ção Diferenças muito grande de ta- Diferenças muito grande de ta- Diferenças muito grande de ta- manho ou qualidade em relação manho ou qualidade em relação manho ou qualidade em relação aos desenhos acromáticos: ca- aos desenhos acromáticos: ca- aos desenhos acromáticos: ca- pacidade para permitir afeto pacidade para permitir afeto pacidade para permitir afeto Cor fora dos contornos: impul- Cor fora dos contornos: impul- Cor fora dos contornos: impul- sividade, imaturidade, organici- sividade, imaturidade, organici- sividade, imaturidade, organici- dade dade dade Uso incomum de Uso extremamente incomum de Uso extremamente incomum de cores: distúrbios gerais. Relacio- cores: distúrbios gerais. Relacio- cores: distúrbios gerais. Relacio- nar nar nar Outros Outros Outros Síntese Interpretativa: Figura 3 (continuação) Lista interpretativa de Conceitos Completada para o Desenho Mostrado na Figura 2 30</p><p>Interpretação INQUERITO POSTERIOR AO DESENHO Para encurtar inquérito dos desenhos coloridos, você deve fazer apenas as questões indicadas por CASA 1.1 Quantos andares tem esta casa? (Esta casa tem um andar superior?) Sótão, andar principal 2. De que esta casa é feita? cabana de Esta é a sua própria casa? De quem ela é? casa futuro) 4. Em que casa você estava pensando enquanto estava desenhando? MinRa (?) morta 5. Você gostaria que esta casa fosse sua? Por que? tranquilidade privacidade Se esta casa fosse sua e você pudesse fazer nela o que quisesse, qual quarto você escolheria para você? Por que? Sótão vista poderia ficar Quem você gostaria que morasse nesta casa com você? Por que? não é grande bastante 8. Quando você olha para esta casa, ela parece estar perto ou longe? Longe 9. Quando você olha para esta casa, você tem a impressão de que ela está acima, abaixo ou no mesmo nível do que você? No nivel 10. Em que esta casa faz você pensar ou lembrar? 11. Em que mais? férias 12. É um tipo de casa feliz, amigável? Não quieta 13. O que nela dá essa impressão? muito (?) 14. A maioria das casas são assim? Por que você acha isso? Não - a maioria tem muitas muita todos muito juntos Como está tempo neste desenho? (Período do dia e do ano; céu; temperatura) a primavera depois da 16. De que tipo de tempo você gosta? - outoko 17. De quem esta casa o faz lembrar? Por que? Meu pai (?) gostaria de lugar COMO esse (?) Coisos que ela falava (?) quando costumava Do que esta casa mais precisa? Por que? Cão de guarda (?) la tudo pode acontecer (?) pessoas (?) Se "isto" fosse uma pessoa ao invés de (qualquer objeto desenhado separado da casa), quem seria? cabelo faz Arbustos amigos (?) da escola Charlene 20. A que parte da casa esta chaminé está ligada? Meu quarto tem fogo na 21. Inquérito da planta dos (Desenhe uma planta dos andares com os nomes, ex., Que cômo- do é representado por cada janela? Quem geralmente está lá?) sala de estar (? escritório escados Sótão é fabricação mudadas de As são apekas de jóias escritório para clarabóias para a luz ÁRVORE 22.* Que tipo de árvore é esta? 23. Onde esta árvore realmente está localizada? Mais ou menos qual a idade desta árvore? Esta árvore está viva? 26. que nela the dá a impressão de que ela está viva? 27. que provocou a sua morte? (se não estived viva) 28. Ela voltará a viver? 29. Alguma parte da árvore está morta? Qual parte? que você acha que causou a sua morte? Há quanto tempo ela está morta? 30.* Para você esta árvore parece mais um homem ou uma mulher? 31. que nela lhe dá essa impressão? 32. Se ela fosse uma pessoa ao invés de uma árvore, para onde ela estaria virada? Figura 4 Inquérito Posterior ao Desenho Completado e Régua para Desenho Mostrado na Figura 2 31</p><p>H-T-P - Manual e Guia de Interpretação (ALTO) Árvore e Pessoa Posicione essa página sobre os dese- nhos. Alinhe as margens verticais para avaliar a localização horizontal, alinhe as margens horizontais para avaliar a localização Use réguas para avaliar o da imagem e do de- (ALTO) Arvore Pessoá Centro Exato Centro Exato Figura 4 (continuação) Inquérito Posterior ao Desenho Completado e Régua para o Desenho Mostrado na Figura 2 32</p><p>Interpretação Capacidade Crítica e Rasuras A capacidade para ver trabalho de alguém objetivamente, para criticá-lo e para aprender com a crítica é uma das primeiras funções intelectuais a ser afetada na presença de forte emotividade e/ou de processos orgânicos. Alguns comentários ver- bais sobre a capacidade artística, tais como "Nunca aprendi a desenhar" ou "Isto aqui está fora de proporção" são comuns. Quando excessivos, tais comentários indicam potencial para patologia, especialmente se não houver tentativas para corrigir as fa- lhas identificadas Comportamentos indicativos de autocrítica incluem: 1. Abandono de um objeto não completado, desenho em outro lugar da página do desenho, sem apagar desenho abandonado. 2. Apagar sem tentar redesenhar. Esse caso geralmente é restrito a um detalhe que aparentemente despertou um forte conflito, O indivíduo pode fazer detalhe uma vez, mas não duas. 3. Apagar e redesenhar. Se novo desenho resultar em é um sinal favorável. Entretanto, pode indicar patologia se a tentativa de correção representar meticulosi- dade exagerada, ou uma tentativa inútil de obter perfeição ou se a rasura for seguida de uma deterioração da qualidade da Esta última implica em uma reação emocional extremamente forte em relação ao objeto desenhado, a seu significado simbólico ou à presença de deterioração orgânica, ou a ambos. Apagar e redesenhar persistentemente qualquer parte do desenho sugere forte- mente conflito em relação ao detalhe ou ao que ele representa para indivíduo. Comentários Comentários escritos feitos por um indivíduo, durante a fase de desenho, geral- mente incluem nomes de pessoas, ruas, árvores, números ou outros elementos; eles podem também ser figuras geométricas e rabiscos. Estes parecem representar uma necessidade compulsiva para estruturar a situação mais completamente possível (indicativa de insegurança), ou uma necessidade compulsiva para compensar uma idéia ou sentimento obsessivo ativado por alguma coisa no desenho. Observações supérfluas, tais como "Eu you colocar esta gravata nele", parecem ajudar um indivíduo inseguro a estruturar a situação. Observações irrelevantes, tais como "Você disse que hoje é seu primeiro dia aqui?", parecem ter a função de facilitar a situação de entrevista. Um número excessivo de comentários, comentários irrelevantes ou bizarros indicam preocupação. Por exemplo, se enquanto desenha sua casa indivíduo comenta: "Eu não sei se os alicerces são firmes, para começar e as janelas.. Agora, onde está a minha porta? Eu coloquei as janelas no lugar errado. Eu vou pôr a minha porta aqui; como devo fazer isso, doutor? Vamos ver, eu estaria enganando se eu olhasse de que lado a maçaneta da porta está? Estaria tudo bem se houvesse alguns degraus subindo? Lá estão os alicerces. A arquitetura ficaria melhor se a janela menor ficasse no lado? Eu acho que Isto é um bebê chorando? Ele chora assim tempo todo? Não é uma construção muito Isso é um teste de seu nervosismo? Sua clareza? Seria interessante se você não ficasse tão nervoso." A refe- rência constante desta mulher aos alicerces de sua casa simboliza seu sentimento de 33</p><p>H-T-P Manual e Guia de Interpretação que os alicerces de sua situação no lar foram destruídos deslealmente por seu mari- do. Seus sintomas principais eram considerável distratibilidade, incerteza angustiante e dolorosa, e um sentimento de inadequação. Verbalizações durante a fase do desenho freqüentemente incluem conteúdos que foram reprimidos durante uma entrevista anterior, incluindo idéias de orientação e perseguição. Parece que a tarefa de desenhar emprega energias, que estiveram en- volvidas na defesa do ego, reprimindo a verbalização desse material. Observações espontâneas são normalmente mais significativas, quando avaliadas em relação à parte do desenho que acabou de ser completada, que estava sendo feito quando a observação foi feita ou que foi desenhado logo após a observação. Muitos indivíduos se tornam altamente emotivos enquanto estão desenhando ou sendo questionados, presumivelmente por causa de sua expressão do material reprimido até então. Qual- quer indivíduo pode exibir sintomas de ansiedade durante a situação de entrevista do H-T-P. Entretanto, expressões emocionais persistentes de menor ou maior intensida- de ou repressão da expressão sempre indicam desequilíbrio da personalidade, desa- justamento ou problema orgânico. Características Gerais do Desenho A proporção, a perspectiva e os detalhes em um desenho são características ge- rais que podem fornecer informação sobre funcionamento de um indivíduo no con- texto de seu nível de funcionamento esperado. O uso adequado e apropriado de detalhes é a primeira característica que se estabiliza no desenvolvimento. A próxima é a capacidade de representar as proporções realistas e, em terceiro lugar, a capaci- dade de reconhecer e representar a necessidade de perspectiva. Em geral, a adequação e uso apropriado dos detalhes fornecem um índice das capacidades do indivíduo para reconhecer os elementos da vida diária e empregá-los convencionalmente, bem como a capacidade de avaliar criticamente os elementos da realidade em geral. A adequação da proporção nas figuras desenhadas reflete a ca- pacidade do indivíduo para julgar, eficientemente, a solução de problemas mais bási- COS, concretos e imediatos da vida Determinar e desenhar as proporções corretas envolve a capacidade do indivíduo para julgar criticamente os problemas mais bási- COS apresentados pelo seu ambiente. Quando as relações espaciais entre os elemen- tos em um desenho são estabelecidas pela perspectiva, indivíduo está mostrando a capacidade de reconhecer as relações de cada todo no tempo e espaço simbólicos em relação aos outros objetos do ambiente. Isto indica a capacidade do indivíduo para agir com visão crítica nos relacionamentos mais abstratos e amplos da vida diária Proporção As relações de proporção expressas pelo indivíduo em seus desenhos da casa, árvore e pessoa fregüentemente revelam os valores atribuídos pelo indivíduo aos 34</p><p>Interpretação objetos, situações e pessoas. Relações proporcionais nos desenhos também forne- cem um índice grosseiro da capacidade do indivíduo para atribuir valores objetivos aos elementos da realidade e realizar julgamentos com facilidade e flexibilidade. Entre a figura desenhada e a folha do desenho. Os desenhos ocupam, em média, de um a dois terços da área padrão de O uso de uma área extrema- mente pequena do espaço disponível geralmente aponta um sentimento de inade- quação, uma tendência de se afastar do ambiente ou uma rejeição do tema principal do desenho (Figura 5). Um desenho que ocupa quase todo espaço disponível ou que, por causa de seu tamanho, tenha uma parte cortada pela margem do papel geralmente indica um sentimento de frustração (Figura 10d). Indivíduos que fazem esses desenhos grandes, estão sentindo hostilidade em relação a um ambiente restrito. Grande tensão e irritabilidade com sentimento de imobilidade desamparada é indicada. Uma visão egocêntrica da importância do próprio indivíduo também pode ser um fator encoberto nos desenhos muito grandes. Detalhes na figura Em geral, um detalhe de tamanho maior do que a média (comparado com os outros detalhes desenhados pelo indivíduo) implica muito interesse e preocupação com que item simboliza para indivíduo que produziu o desenho. Um detalhe de tamanho do que a média normalmente implica uma rejeição ou um desejo de rejeitar que O item pode simbolizar para indivíduo. Perspectiva Um planejamento das relações espaciais no desenho da casa, da árvore e da pessoa indica a capacidade do indivíduo para compreender e reagir com sucesso a aspectos mais complexos, mais abstratos e mais exigentes da vida. A perspectiva também pode ser vista como uma medida da compreensão do indivíduo. Localização horizontal na página. Quanto mais afastado para a esquerda esti- ver localizado ponto médio da figura em relação ao ponto médio da folha, maior é a probabilidade de que O indivíduo tenda a se comportar impulsivamente, buscar satis- fação emocional, imediata e direta de suas necessidades e impulsos (Figura 5a C; veja, também, capítulo 2 para uma descrição do ponto médio). De um ponto de vista temporal, esse indivíduo está muita preocupado com passado e estará interessado principal e fortemente em si mesmo. De modo inverso, quanto mais afastado estiver para direita O ponto médio do desenho do ponto médio da página, maior a probabilidade de indivíduo mostrar um comportamento estável, rigidamente controlado, de estar propenso a adiar a satisfação de suas necessidades e impulsos imediatos; e de pre- ferir satisfações intelectuais a emocionais (Figura 11b c). Esse indivíduo estará preocupado excessivamente com O futuro, de um ponto de vista temporal, e tende a se preocupar muito com aqueles que compartilham de seu ambiente e de suas opiniões. Localização vertical na página. Quanto mais abaixo do ponto médio da folha estiver localizado ponto médio do desenho, maior é a probabilidade de O indivíduo se sentir inseguro e inadequado, e de esse sentimento produzir uma depressão no humor (Figura 10d). Indivíduos que desenham dessa maneira tendem a ser concre- tos e a buscar satisfação mais na realidade do que na fantasia. Se O indivíduo vê 35</p><p>H-T-P Manual e Guia de Interpretação desenho como continuando para além da margem inferior da página, ele pode se sentir esmagadoramente oprimido. Quanto mais acima do ponto médio estiver locali- zado desenho, maior é a probabilidade de indivíduo se sentir lutando por objetivos inatingíveis (Figura 9). A localização do desenho acima do ponto médio pode indicar que indivíduo tende mais a buscar satisfação na intelectualização ou na fantasia, do que na realidade. Localização central na página. Quando desenho se localizar ao redor do ponto médio geométrico exato da página, O indivíduo geralmente é rígido para compensar a ansiedade e insegurança (Figura 12 c). Mudança da posição da página. Indivíduos com tendências agressivas e/ou ne- gativistas podem mostrar rejeição à sugestão, recusando-se a aceitar a página na posição apresentada. Por exemplo, esses indivíduos parecem sentir que seria um sinal de fraqueza aceitar as instruções literalmente. Eles parecem compelidos a virar a página, ainda que, ao fazê-lo, a relação ideal das dimensões horizontal e vertical seja alterada, tornando a tarefa mais difícil. Essa rotação da página revela um poten- cial para psicopatologia. Quadrantes da página. Do ponto de vista dos quadrantes, duas questões se so- bressaem. Primeiro, quadrante superior esquerdo (particularmente seu canto extre- mo superior esquerdo) é "quadrante da regressão". Indivíduos com deterioração psicótica ou orgânica localizam seus desenhos nesse qua- drante, assim como os indivíduos que não atingiram um alto nível de maturidade conceitual (Figura 5 a - c). No quadrante inferior direito, "quadrante incomum", um desenho quase nunca é colocado inteiro dentro dele Margens da página. Usos desviantes da margem ou margens da página são sem- pre significativos. "Desenho cortado pelo é a amputação de parte do desenho por uma ou mais margens (Figura 9b), algumas vezes, devido à relutância em dese- nhar a parte em questão, por causa de associações desagradáveis. O desenho corta- do na base da página pode ser detectado apenas através de perguntas ou de um comentário espontâneo do indivíduo. Quanto mais desenho se estender para baixo na página, maior a probabilidade da repressão estar sendo usada como uma estraté- gia para manter a integridade da personalidade. Indivíduos com um forte potencial para ações explosivas podem produzir este tipo de desenho. O desenho cortado na margem esquerda parece indicar uma fixação no passado e medo do futuro. O dese- nho cortado à direita parece indicar um desejo de escapar para futuro. O desenho cortado também pode ser um indicador de lesões orgânicas. O desenho na borda do papel ocorre quando parte do desenho toca a margem, mas não parece se estender para além dela (Figura 18a). O uso da margem superior deste modo sugere uma fixação no pensamento e na fantasia como fonte de satisfação. uso das margens laterais indica insegurança e constrição; uso da margem inferior da página implica em depressão e em tendência a comportar-se de uma maneira concreta e desprovida de imaginação. Este é menos patológico dos quatro usos desviantes das margens. 2 Em inglês: "Paper chopping" 36</p><p>Interpretação Relação com o observador. Os desenhos são usualmente representados como se estivessem no mesmo nível do observador. Desvios deste padrão são a "visão de pássaro" (Figura 13d), quando desenho é de cima, e a "visão de minhoca"3 (Figura 14a), quando desenho é visto de baixo. Distância aparente em relação ao observador. A distância é normalmente suge- rida pelo tamanho muito pequeno do desenho, localização do desenho no alto de uma colina ou em um vale profundo, ou por um grande número de detalhes localizados entre observador e objeto desenhado. Essa distância implica em uma forte neces- sidade de manter "self" afastado e Posição. Os desenhos geralmente estão de frente para observador, mas com uma sugestão de profundidade ou, alternativamente, são desenhados em perfis par- ciais. A ausência de qualquer sugestão de profundidade sugere um estilo rígido e intransigente, que compensa sentimentos de inadequação e de insegurança (Figura 9a). Um desenho apresentado em perfil completo, sem sugestão de que existe um outro lado (Figura 15c), indica fortes tendências oposicionistas e de afastamento. Esses desenhos são mais freqüentemente produzidos por indivíduos que experienciam es- tados paranóicos. Uma linha de solo normalmente fornece um ponto de referência para objeto desenhado (Figura 7a) Quando for desenhada como uma colina pode representar sentimentos de isolamento e exposição, dependência materna ou exibicionismo. Quan- do a linha de solo for inclinada para baixo e para a direita, indivíduo pode sentir que futuro é incerto e talvez perigoso. Transparências. Os indivíduos que apresentam um desenho em que um objeto, que normalmente estaria coberto por alguma coisa esteja ainda visível cometem uma falha grave no teste de realidade (Figura 16). Uma vez que as transparências impli- cam em uma falha na função crítica, presume-se que elas indiquem nos desenhos dos indivíduos sem deficiência mental a extensão em que a organização da persona- lidade está rompida por fatores funcionais, orgânicos ou ambos. O significado patoló- gico das transparências pode ser avaliado pelo seu número e gravidade. Movimento. A interpretação do movimento em um desenho envolve a intensida- de ou a violência do movimento, prazer ou desprazer envolvidos no movimento e grau em que movimento é voluntário (Figura 13f). Consistência. Espera-se que a qualidade geral de cada desenho seja semelhan- te. Por exemplo, se todos os detalhes essenciais estiverem presentes no desenho da casa, do mesmo modo é esperado que os desenhos da árvore e da pessoa também estejam completos. Variações na consistência entre os desenhos devem ser observa- das e investigadas. O significado da variação na qualidade do desenho depende dos detalhes desviantes e da magnitude da variação entre os desenhos ou entre os deta- lhes dos desenhos. Uma deterioração progressiva da casa para a árvore e para a pessoa geralmente acompanha cansaço ou negativismo crescente. A progressão 3 Em inglês: "worm" verme, minhoca ou 37</p><p>H-T-P Manual e Guia de Interpretação oposta, uma melhora na qualidade da casa para a árvore e para a pessoa indica medo inicial ou dificuldade de adaptação à situação de Um prognóstico positivo é indicado se a árvore desenhada transmitir uma impres- são mais saudável do que a pessoa, se os desenhos coloridos apresentarem um nível de ajustamento melhor do que os acromáticos, ou se H-T-P representar um quadro da personalidade mais saudável do que Rorschach. Um prognóstico negativo é sugerido por mais indicadores de psicopatologia nos desenhos coloridos do que nos acromáticos (Figura 14a, b, c); se desenho da árvore transmitir uma impressão diagnóstica mais pobre do que da pessoa (Figura 12b, c), ou quando H-T-P produ- zir associações mais negativas do que Rorschach. Detalhes O tipo e número de detalhes, método de apresentação, a ordem de produção e a ênfase colocada sobre eles podem geralmente ser considerados como um índice de reconhecimento, de interesse e de reação aos elementos da vida diária. Detalhes essenciais. Mesmo a ausência de apenas um detalhe essencial deve ser vista como séria; as implicações patológicas são maiores quanto mais detalhes essenciais estiverem faltando e mais desenhos estiverem envolvidos. O uso mínimo de detalhes essenciais da média, particularmente nos desenhos da casa e da árvore sugere retraimento e/ou conflito na área representada ou simbolizada pelo detalhe ou pelo desenho associado. Indivíduos retardados, com lesão cerebral, retrai- dos ou deprimidos tendem a desenhar mínimo de detalhes para cada desenho (Figuras 5a-c). O uso excessivo de detalhes essenciais (como por perseveração) implica preocupação exagerada, com que pode ser representado ou simbolizado pelo detalhe em questão (Figura 6a). Detalhes não essenciais. O uso limitado de detalhes não essenciais, tais como cortinas nas janelas, folhas nas árvores, roupas nas pessoas etc. indicam bom conta- to com a realidade e uma interação sensível, provavelmente bem equilibrada com uso excessivo de detalhes sugere preocupação exagerada com ambien- te ou com a área simbolizada ou representada pelos detalhes usados ou por suas associações. Os obsessivo-compulsivos tendem a desenhar um maior número- de detalhes deste tipo (Figura 6a). Detalhes irrelevantes. Quando usados de forma limitada, como arbustos dese- próximo à casa; pássaros em árvores ou no céu; ou um animal de estimação com a pessoa, indicam uma insegurança básica moderada ou uma necessidade de estruturação da- situação de maneira mais segura. Quando usados excessivamente, eles sugerem uma ansiedade "flutuante livre" existente ou potencial na área simboli- zada pelo detalhe. Nuvens, por exemplo, representam uma ansiedade generalizada em relação ao objeto desenhado. O uso excessivo de detalhes irrelevantes pode indicar uma forte necessidade de afastamento, especialmente se eles tendem a su- plantar tema principal do desenho (Figura 7a-c). Indivíduos em estado maníaco geralmente desenham um grande número de deta- lhes irrelevantes e, incluem palavras, comentários e títulos. Quanto melhor esses detalhes organizados e quanto mais próximos eles estiverem 38</p><p>Interpretação do objeto do desenho, maior será a probabilidade de que a ansiedade que eles repre- sentam esteja bem canalizada e bem controlada. Quanto mais os detalhes irrelevan- tes sobrepujarem objeto do desenho, maior será a indicação de potencial para patologia. Se sol não tiver sido desenhado, clínico deve pedir para indivíduo desenhá-lo durante Inquérito Posterior ao Desenho. O sol parece representar a figura de maior autoridade ou de maior emocional dentro do ambiente do indivíduo, espe- cialmente quando sol for muito grande. Detalhes bizarros. Detalhes bizarros, como pernas humanas sustentando uma casa ou traços faciais desenhados no sol, indicam que indivíduo tem um contato com a realidade gravemente comprometido e a presença de grave psicopatologia. Detalhes bizarros são raros, entretanto, que muitas vezes parece ser um detalhe bizarro à primeira vista é, posteriormente, considerado como uma relação proporcio- nal ou espacial, ou um método de apresentação de um detalhe apropriado incomuns. Dimensão do detalhe. Detalhes uni e bidimensionais (Figura 8a-c) tendem a indicar baixa capacidade mental ou lesão cerebral. A exceção para este caso é a "figura palito" da árvore ou da pessoa. Sombreamento do detalhe. Sombreamentos saudáveis são produzidos de forma rápida, leve e com poucos rabiscos casuais. São saudáveis porque envolvem abstra- ção e uma certa quantidade de sensibilidade ao ambiente. O indivíduo não volta a sombrear ou a reforçar. Sombreamentos que indicam patologia na forma de ansieda- de e conflito são produzidos lentamente com atenção e força excessivas ou sem respeitar os contornos. Seqüência do Qualquer desvio em relação à do como uma ordem de apresentação pouco comum, um retorno compulsivo para algo que foi previamente desenhado, apagar e redesenhar algo previamente desenhado ou repetição de um detalhe indicam patologia potencial. A dificuldade pode ser de concentração e de organização, ou do conflito relacionado ao detalhe em questão. Como regra, não se retorna aos detalhes que já foram completados. Se vários deta- lhes parecidos forem desenhados como uma série de janelas eles serão finaliza- dos antes que algum outro tipo de detalhe seja introduzido. Ênfase no A ênfase em um detalhe é mostrada por comentários ou ex- pressões emocionais claras, por seqüências pouco comuns em volta daquele deta- lhe, pelo excesso de rasuras, pela lentidão ao desenhar detalhe, por combinações bizarras e por lesões desenhadas, tais como cicatrizes. A omissão ou não completa- mento de um detalhe ou a recusa em comentar sobre ele também pode ser interpre- tada como ênfase naquele Essas ênfases implicam ansiedade ou conflito relacionados ao detalhe em questão. Qualidade da linha. Uma pessoa média tem pouca de dificuldade para desenhar linhas relativamente retas. Os ângulos são geralmente bem definidos e as linhas cur- vas fluem livremente e de modo controlado. Falhas na coordenação motora sugerem Valência "Propriedade de um objeto ou região no espaço vital pela qual o objeto é desejado (valência positiva) ou rejeitado (valência negativa)". (Nick, E. Dicionário de Psicologia, São Paulo: Cultrix. s/d. p. 388). 39</p><p>H-T-P Manual e Guia de Interpretação um desajustamento funcional da personalidade ou uma desordem do sistema nervo- Traçados fortes, desenhados com linhas pretas fortes sugerem tensão; quando usadas em todo desenho, essas linhas indicam problemas orgânicos. Se eles forem usados em um detalhe específico, examinador deve presumir (a) uma fixação no objeto desenhado (por exemplo: a mão da pessoa sendo vista como fonte de culpa), e/ou (b) hostilidade reprimida ou manifesta contra detalhe desenhado ou que ele simboliza. Se os traçados fortes formarem contorno da maior parte do desenho, enquanto outras linhas dentro do desenho não são tão fortes, indivíduo pode estar lutando para manter a integridade do ego, e pode estar desconfortavel- mente consciente do fato. Se os traçados fortes forem as linhas de solo e ou as mais altas, indivíduo pode estar tentando estabelecer contato com a realidade e reprimir a tendência de obter satisfação na fantasia. Uma linha de solo muito forte é geralmen- te interpretada como representando sentimentos de ansiedade nos relacionamentos. Traçados extremamente leves usados em todo desenho indicam um sentimento de inadequação, indecisão ou medo de derrota. Linhas que se tornam mais fracas à medida que a sessão progride indicam ansiedade ou depressão generalizadas. Li- nhas fracas usadas somente para certos detalhes parecem representar uma relutân- cia do indivíduo para desenhar esses detalhes, por causa do que simbolizam. Traçados interrompidos geralmente indicam indecisão, enquanto linhas muito contínuas podem estar associadas à rigidez interna. Linhas que são interrompidas e nunca são unidas podem indicar falha incipiente do funcionamento do ego. A casa, em geral, requer apenas linhas retas. A pessoa geralmente necessita de muitas linhas curvas. A árvore usualmente requer uma combinação desses dois tipos. Variações dos tipos convencionais de linha para desenho todo aparentemente são indicadoras de patologia. Se as linhas forem rabiscadas pode estar presente deterio- ração orgânica. Cor O principal objetivo de aplicar H-T-P colorido é fornecer uma estimativa da esta- bilidade das respostas do indivíduo nas tarefas do H-T-P, através do tempo e das condições. O uso das cores pelo indivíduo, por si, fornece dados adicionais de diag- nóstico e prognóstico. Entretanto, as cores devem ser tratadas apenas como um sinal importante, quando elas não obedecerem à convenção ou realidade, quando elas dominarem a forma do detalhe no qual foram usadas ou quando forem usadas espa- de uma forma não usual. Se a organização dos desenhos coloridos for melhor do que a dos desenhos acro- máticos, prognóstico será provavelmente melhor do que se os desenhos acromáti- COS estiverem melhor organizados. Em crianças, isto é especialmente verdade, porque indica uma resposta positiva ao calor humano. Escolha. Quanto mais lento e mais indeciso indivíduo for para escolher a de um detalhe ou desenho, maior será a probabilidade de que item a ser produzido tenha para ele uma significação maior do que a Aplicação. Quando um indivíduo usar apenas um crayon preto ou marrom e usá- lo como um lápis isto sugere que ele possui uma tendência para evitar emoções 40</p><p>Interpretação (Figura 13d). Indivíduos fortemente emotivos usam muitas as crianças usam mais cores do que os adultos. Isso está de acordo com a crença de que as respostas emocionais precedem as respostas intelectuais no processo de In- divíduos regredidos usam cores mais livremente e com menos crítica do que os indi- víduos não regredidos, que é acompanhado da perda de interesse na forma por si (Figura 14d). Se mais de três quartos da área da página do desenho for colorida, esta é uma indicação de que indivíduo não tem controle adequado da expressão emocio- nal. Se as cores ultrapassarem as linhas periféricas é provável que indivíduo tenha uma tendência a responder impulsivamente a estímulos adicionais. O sombreamento é usado mais nos desenhos coloridos do que nos acromáticos e ge- ralmente são usadas mais cores no desenho da pessoa do que nos da casa e da árvore. Adequação. Os contornos são geralmente executados em preto ou marrom. A coloração de certos detalhes irrelevantes é tão estabelecida que qualquer violação na convenção de sua apresentação pode ser considerada significativa. Por exemplo, sol é amarelo; céu é azul; a grama é verde ou marrom; as sombras são indicadas por sombreamento preto ou Um indivíduo que se torna tão ligado a cor, que a casa consiste apenas de uma parede de duas fileiras de retângulos azuis, sobre duas fileiras de retângulos violetas, mostra sério desajustamento. Do mesmo modo, um indivíduo que árvore com um tronco bidimensional e galhos unidimen- sionais que se estendem lateralmente da base para a ponta, todos em azul; ou uma pessoa com corpo e cabeça azuis, braços amarelos e pernas marrons revela um rompimento significativo com a adequação da cor. Inquérito Posterior ao Desenho O Inquérito Posterior ao Desenho pretende esclarecer aspectos obscuros dos de- senhos e proporcionar ao indivíduo toda oportunidade de projetar sentimentos, ne- cessidades, objetivos e atitudes através da descrição verbal e de comentários sobre seus desenhos acromáticos e coloridos. Uma pessoa média, bem ajustada vê a casa ocupada por um ser vivo e vê a árvore e a pessoa vivas. Respostas ao inquérito que descrevem a casa temporariamente desocupada ou deserta, a árvore morrendo ou morta e a pessoa doente, morrendo ou morta parecem revelar desajustamento. As respostas dadas durante inquérito devem ser avaliadas de acordo com diver- sas dimensões. O volume de respostas é importante: A recusa do indivíduo de fazer qualquer comentário é patológica. "Eu não sei" não deve ser interpretado como falta de resposta, nem é uma resposta satisfatória. Pelo fato de algumas questões serem específicas e restritas, uma resposta curta pode não ser sempre considerada como concisa, enquanto que uma resposta longa também não deve ser sempre considera- da Por exemplo, pode-se ser surpreendido ao receber uma resposta mais longa do que "homem" ou "mulher" para a pergunta "Esta pessoa é um homem ou uma mulher?" Por outro lado, seria estranho receber menos do que várias palavras 41</p><p>H-T-P Manual e Guia de Interpretação em uma resposta positiva para a pergunta "O que ele (a) está pensando?" A mais longa série de comentários produzida que autor experienciou foi feita por um homem psiconeurótico que entrou em um estado semelhante a um tran- se e associou livremente milhares de palavras referentes a sua árvore e a outras de um quadro dependurado na parede da sala do examinador. As respostas devem ser avaliadas por sua relevância. Uma resposta irrelevante para "Quantos anos ele (a) foi O comentário de um pré-psicótico "Ele tem 100, mas eu tenho 27. " Um paciente maníaco respondeu à pergunta sobre tempo nos desenhos "Todos os tipos de tempo. Neve, verão, outono, chuva, seco, tudo!" A res- posta de um paciente psicótico para a pergunta "Alguma parte da árvore está morta?" foi "Eu não posso ouvi-lo muito bem porque as pessoas estão falando muito." Quando foi perguntado que pessoas, paciente respondeu "Ah, Deus e Dr. R." (Dr. R. morrera várias semanas antes). Uma resposta moderadamente irrelevante pode ser dada à pergunta: "Em que esta pessoa faz você pensar?" com "Ela me lembra de um aluno da quarta série tentando desenhar." O grau em que as respostas, durante inquérito, incluem material de auto-referência ou confabulações deve ser observado. Muitas vezes, objetos aparentemente irrelevantes desenhados ao redor do tema do desenho representam membros da família ou pessoas com as quais O indivíduo está intimamente ligado na vida diária. A sua relação espacial com objeto desenha- do pode ser paralela à proximidade ou distância destas relações pessoais. Estes detalhes devem ser sempre investigados. Características do Desenho Específicas da Figura CASA A casa parece estimular uma mistura de associações conscientes e inconscientes referentes lar e às relações interpessoais íntimas. Para a criança, a casa parece salientar ajustamento aos irmãos e aos pais, especialmente com a mãe. Para os adultos, é representado ajustamento a situações domésticas em geral e, mais es- pecificamente, ao esposo (a) e aos filhos (se tiver algum). O desenho da casa dá uma indicação da capacidade do indivíduo para agir sob estresse e tensões nos relaciona- mentos humanos íntimos e para analisar criticamente problemas criados pela situa- ção do lar. As áreas de interpretação no desenho da casa geralmente referem-se à acessibilidade, nível de contato com a realidade e grau de rigidez do indivíduo. Proporção Se telhado for grande em relação ao resto da casa, indivíduo pode dedicar muito tempo procurando satisfação na fantasia. Se a dimensão horizontal da parede for superenfartizada em relação à vertical, indivíduo pode estar funcionando inefi- cientemente, porque passado ou futuro interferem em sua atenção. Este indivíduo pode ser considerado vulnerável a pressões ambientais, à medida que muito dele, figurativamente falando, está disponível para os ataques no nível da realidade. Se a 42</p><p>Interpretação dimensão vertical for superenfatizada, sua satisfação provavelmente é obtida na fan- tasia e evita, máximo possível, contato com a Portas muito pequenas retratam os sentimentos de inadequação do indivíduo e relutância em fazer contatos. Portas muito grandes sugerem superdependência dos outros. Disparidade de tamanho entre as janelas é normal, com a janela da sala de estar sendo geralmente a maior e a do banheiro, a menor. Quando a janela do ba- nheiro for a maior, pode-se supor que a função do banheiro deve estar perturbando indivíduo, e deve-se suspeitar de conflitos referentes às funções sexuais e/ou excre- toras. A janela da sala de estar menor do que as outras sugere rejeição a relações sociais. Uma chaminé muito grande indica preocupações sexuais e possível exibicionismo (Figura 18a). Uma chaminé desproporcionalmente pequena sugere que O indivíduo pode sentir falta de calor na situação do lar. Esta chaminé pode refletir nos homens dúvidas a respeito de sua masculinidade (Figura 13a). Um caminho que seja muito estreito na sua junção com a casa, mas que seja largo no lado oposto conota uma tentativa de ocultar um desejo de se manter distante com uma amabilidade aparente, mas superficial. Perspectiva Indivíduos deficientes geralmente desenham casas com "perspecti- va dupla", mostrando uma parede principal com paredes dos dois lados. As paredes das duas extremidades são normalmente menores do que a parede principal nestes desenhos (Figura 19a). As crianças pequenas também produzem esse tipo de dese- nho. Esquizofrênicos, por outro lado, desenham as paredes das duas extremidades maiores do que a principal (Figura 17a); os esquizofrênicos parecem considerar que as paredes das extremidades protegem a parede central ou principal. Indivíduos esquizóides podem perder a perspectiva completamente em seus de- senhos da casa. Por exemplo, eles podem desenhar uma parede e um telhado corre- tos em um.lado da casa, e uma linha vertical perpendicular ao solo no outro lado tanto para a parede como para telhado. O resultado é incongruente. Um lado mostra profundidade e outro parece cortado abruptamente. Isso parece indicar uma dificul- dade organizacional inicial e talvez um bloqueio temporal. Um indivíduo, experenciando exposição debilitante a pressões ambientais e muito preocupado com que os outros pensam, às vezes, irá desenhar uma casa em que os quatro lados aparecem simultaneamente. Um indivíduo, vivenciando conflitos se- veros na situação do lar, pode desenhar apenas um esquema ou planta da casa, refletindo uma tentativa de estruturar toda a situação. É surpreendente a tendência desses indivíduos para ilustrar seus sentimentos relativos aos problemas apresenta- dos por vários cômodos ou pelos ocupantes costumeiros desses cômodos, alterando tamanho dos cômodos ou sua localização real. Uma moça jovem, solteira e grávida mostrou grande dificuldade em desenhar uma Finalmente ela a desenhou em um ângulo incomum da casa, voltada para a direita da página. Isso foi interpretado como uma expressão simbólica de sua relutân- cia em aceitar uma extensão similar dela mesma (bebê) no futuro (direita da página). 43</p><p>H-T-P Manual e Guia de Interpretação Margens da página. Um telhado que é cortado pela margem superior do papel indica uma necessidade patológica de procurar satisfação na fantasia. O uso dos lados da página como uma linha da parede lateral sugere uma insegurança generalizada. Relação com o observador. Algumas vezes a casa é desenhada a partir de uma "visão de minhoca". Isto sugere um sentimento de rejeição em relação à casa, ou um esforço para obter uma situação inatingível no lar. Também pode representar um dese- jo de se afastar (Figura 11a). Distância aparente do observador. É mais provável que a casa seja desenhada como distante do observador do que a árvore ou a pessoa, particularmente, se a distância for obtida pela colocação de detalhes entre todo e O observador. Por exem- plo, um alcoólico crônico do sexo masculino desenhou uma pequena cabana, mas não se contentou só com este desenho. Ele desenhou árvores perto da cabana, de- pois um grande rio (com índios remando em uma canoa) e depois uma rodovia entre a casa e os observadores. Isto foi interpretado como uma expressão de um forte desejo de se afastar máximo possível da sociedade convencional, para viver onde ele pudesse se vestir e agir da forma como lhe agrada sem medo de Posição. Uma casa que é desenhada em perfil parcial, com uma parede lateral e uma parede principal, normalmente indica uma tendência para se comportar de modo sensível e flexível. A apresentação da casa em perfil completo indica forte retraimento e tendências Transparências. Apenas indivíduos seriamente perturbados ou retardados dese- nham uma casa com uma parede transparente. Se a chaminé nos fundos da casa puder ser vista através das paredes (da frente e dos fundos), indivíduo pode estar vivenciando uma preocupação fálica sufocante e sente que esta preocupação é obvia para os outros. Se a chaminé for transparente ou não tiver profundidade, pode estar presente uma negação fálica, representando sentimentos de impotência e/ou medo de castração. A casa geralmente é desenhada vertical e intacta. Qualquer repre- sentação de movimento, tais como telhado voando, as paredes caindo, etc. é pato- lógica e expressiva de um colapso concomitante do ego sob ataque das pressões extra ou intrapessoais, ou ambas, dependendo da explicação do colapso da casa. Uma paciente esquizóide desenhou uma casa rudimentar com a chaminé e telhado no chão, derrubados por um tornado, ela explicou. Algumas semanas depois, ela entrou em estado catatônico. Sentimentos de pressões ambientais podem ser expressos simbolicamente por fumaça que, vez de sair da chaminé em direção ao céu, desvia para um lado, indicando que O vento está soprando. A magnitude da pressão pode ser expressa pelo grau de desvio da fumaça de um curso direto ou quase direto para A fumaça normalmente é desenhada soprando da esquerda para a direita da página: Se ela for desenhada soprando da direita para a esquerda, presume-se que indiví- duo vê ofuturo com pessimismo. A fumaça, muito raramente, é desenhada soprando para os dois lados, a direita e a esquerda (Figura 14a). Essa apresentação é bizarra e foi produzida apenas por indivíduos psicóticos. A magnitude dos sentimentos do indivíduo é freqüentemente revelada pela quantidade de fumaça. 44</p><p>Interpretação Detalhes Detalhes essenciais. A casa deve ter, no mínimo, uma porta (a menos que so- mente a lateral da casa seja desenhada que sugere patologia). Ela deve ter uma porta, uma janela, uma parede e um telhado (a menos que seja identificada como uma casa tropical ou outra habitação sem telhado) e deve ter uma chaminé ou um meio de saída para a fumaça. telhado e as paredes da casa parecem representar, de uma forma rudimentar, ego do indivíduo: Os limites periféricos da personalidade são representados pelos limites periféricos da parede e do telhado. Muita ênfase nessas linhas periféricas ou de "contenção" indicam um esforço consciente para manter controle. Linhas perifé- ricas fracas e inadequadas sugerem um sentimento de colapso iminente e fraco con- trole do ego. Quando a casa é considerada um auto-retrato do indivíduo, telhado representa as áreas do pensamento e da fantasia. O telhado pode se estender até chão e tornar-se, na verdade, tanto uma parede como Esse tipo de casa é produzido por esquizofrênicos que parecem estar simbolicamente enfatizando fato de que seu mundo é em grande parte fantasia (Figura 14a). no beiral do telhado por reforçamento ou extensão para além das paredes implica uma atitude de desconfiança usual excessivamente defensiva (Figura 7a). A porta e janelas usualmente representam acessibilidade; as portas dos fundos e laterais parecem enfatizar evasão. A ênfase no revestimento, fechadura e/ou dobra- diça da porta sugerem uma sensibilidade defensiva. A ênfase na sugere excesso de consciência da função da porta e/ou preocupação fálica. As janelas da casa constituem formas menos diretas e imediatas de interação com ambiente do que a porta. Uma janela sem vidraças, grades ou indicação de materiais de vidro é geralmente desenhada por indivíduos com tendências negativistas que dizem: "Eu tornarei impossível você ver dentro" (Figura 8a). Um grande número de grades pode expressar um sentimento de que quarto atrás da janela é uma prisão; fechaduras nas janelas indicam uma atitude manifestamente defensiva. Um grande número de janelas descobertas implicam que indivíduo tende a comportar-se de modo áspero e direto. Indivíduos sexualmente desajustados mostram a tendência para ver portas e janelas como substitutos oral, vaginal ou retal. As janelas do andar térreo são mais freqüentemente omitidas ou distorcidas no tamanho ou na localização do que as jane- las dos andares superiores. Ocasionalmente, as janelas ou portas da casa são dese- abertas. Uma casa descrita como ocupada indica um alto grau de acessibilidade tranqüila. Se for dito que a casa está desocupada pode-se supor que existe uma extraordinária falta de defesa do ego. Em cada caso, a interpretação estará sujeita a modificações pela descrição do indivíduo sobre tempo no desenho. Quando a chaminé é desenhada com facilidade e sem distorções ou ênfases, im- plica que indivíduo tem uma maturidade e equilíbrio sensual satisfatórios. A omis- são da chaminé não representa um sério desajustamento, bem como a ênfase excessiva na chaminé. Indivíduos desajustados sexualmente tendem a tratar a cha- miné como um símbolo fálico. Abundância de fumaça da chaminé indica considerável tensão interna, presumivelmente ocasionada por relações insatisfatórias com aque- les com quem sujeito vive. Crianças pequenas comumente desenham a chaminé em ângulo reto com um telhado triangular. 45</p>

Mais conteúdos dessa disciplina