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<p>CAPÍTULO X</p><p>DA PRESCRIÇÃO E DA DECADÊNCIA</p><p>O tempo é um fato jurídico natural de enorme importância nas relações jurídicas travadas na</p><p>sociedade, uma vez que causa grandes repercussões no nascimento, exercício e extinção dos</p><p>direitos, e o maior objetivo para a delimitação desse lapso temporal no exercício das faculdades</p><p>jurídicas é a garantia da pacificação social, ou seja, é necessário que ocorra a estabilidade social e a</p><p>segurança jurídica de que não existirão relações jurídicas perpétuas que liguem os sujeitos</p><p>eternamente em um laço jurídico.</p><p>Assim, o Código Civil traz em seu conteúdo a delimitação desse lapso temporal como forma</p><p>de disciplinar a conduta social, sancionando inclusive aqueles sujeitos que vierem a se manter inertes</p><p>judicialmente através de dois institutos: a prescrição e a decadência, sendo também importante</p><p>trazer a diferença entre os efeitos do Direito Material e do Direito Processual.</p><p>Direito MATERIAL PRESCRIÇÃO: perda da pretensão.</p><p>(perda do direito subjetivo) DECADÊNCIA: perda do próprio direito.</p><p>EFEITOS</p><p>Direito PROCESSUAL PEREMPÇÃO: abandono do processo pelo</p><p>(inércia nos atos processuais) requerente.</p><p>PRECLUSÃO: perca do direito de praticar os</p><p>atos do processo.</p><p>10.1 DA PRESCRIÇÃO</p><p>A prescrição é a perda da pretensão de exigir um determinado comportamento em razão do</p><p>decurso de tempo, ou seja, é a perda do poder de fazer valer em juízo, por meio de uma ação a</p><p>prestação devida, o cumprimento da norma legal ou contratual infringida ou a reparação do mal</p><p>causado dentro de um prazo legal.</p><p>“Art. 189 - Violado o direito, nasce para o titular a pretensão, a qual se</p><p>extingue, pela prescrição, nos prazos a que aludem os arts. 205 e 206”.</p><p>Após o surgimento de uma pretensão jurídica, o sujeito terá um prazo para propor sua</p><p>pretensão, que se iniciará no momento em que sofrer violação do seu direito, e se escoará em tempo</p><p>pré-determinado na lei.</p><p>Importante frisar que a prescrição atinge a ação em sentido material e não o seu direito</p><p>subjetivo, ou seja, extingue-se o direito de exigir seu cumprimento, mas, se for cumprida</p><p>espontaneamente, autorizará a retenção da obrigação, e para que a mesma ocorra é necessário a</p><p>observância de 4 elementos:</p><p>a) Existência de uma pretensão que possa ser alegada em juízo;</p><p>b) Inércia do titular da ação;</p><p>c) Continuidade dessa inércia por um certo lapso de tempo;</p><p>d) Ausência de um fato ou ato a que a lei confere eficácia impeditiva, interruptiva ou</p><p>suspensiva.</p><p>Os prazos prescricionais não podem ser alterados, respeitando o fundamento de garantia e</p><p>respeito à ordem pública até porque estes prazos estão diretamente ligados com preceitos de</p><p>segurança e estabilidade das relações jurídicas na vida em sociedade.</p><p>“Art. 192 - Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das</p><p>partes”.</p><p>A prescrição poderá ser arguida em qualquer fase processual e em qualquer grau de</p><p>jurisdição pela parte a quem aproveita, contudo, vale ressaltar que o artigo em comento diz respeito</p><p>às instâncias ordinárias, pois em grau de recurso especial e extraordinário somente será passível</p><p>a arguição de prescrição caso a questão já tenha sido objeto de pré-questionamento nos</p><p>recursos ordinários.</p><p>“Art. 193 - A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela</p><p>parte a quem aproveita”.</p><p>O juiz também poderá alegar ex officio a prescrição, conforme aduz o novo Código de</p><p>Processo Civil, que normatiza nos artigos 487, parágrafo único e 332, §1º, in verbis:</p><p>“Art. 487 – (...)</p><p>Parágrafo único. Ressalvada a hipótese do §1o do art. 332, a prescrição e a</p><p>decadência não serão reconhecidas sem que antes seja dada às partes</p><p>oportunidade de manifestar-se”.</p><p>“Art. 332 – (...)</p><p>§1o - O juiz também poderá julgar liminarmente improcedente o pedido se</p><p>verificar, desde logo, a ocorrência de decadência ou de prescrição”.</p><p>E a prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor, salvo se</p><p>este for absolutamente incapaz.</p><p>“Art. 196. A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o</p><p>seu sucessor”.</p><p>Poderá ainda ocorrer a renúncia da prescrição, mas somente depois de consumada a</p><p>mesma é que o sujeito interessado poderá realizar a sua renúncia, e que poderá ocorrer de duas</p><p>formas:</p><p>a) Expressa: ocorre a prescrição de modo explícito, declarando que não a quer utilizar.</p><p>“Art. 191 - A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá,</p><p>sendo feita, sem prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar;</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm#art332%C2%A71</p><p>tácita é a renúncia quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis</p><p>com a prescrição”.</p><p>b) Tácita: o sujeito pratica atos incompatíveis com a prescrição, como pagar uma dívida já</p><p>prescrita.</p><p>10.1.1 OS INCAPAZES E AS PESSOAS JURÍDICAS NA PRESCRIÇÃO</p><p>Os incapazes, como já sabemos, são aquelas pessoas que são privadas absolutamente ou</p><p>relativamente de administrar os próprios bens, e que essa administração cabe a pessoa do seu</p><p>representante legal. Assim, caso este representante legal der causa a prescrição em relação ao</p><p>seu representado, este terá contra o seu representante o exercício da Ação de Regresso quando</p><p>comprovado terem agido por dolo ou negligência.</p><p>“Art. 195. Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas tem ação contra</p><p>os seus assistentes ou representantes legais, que derem causa à prescrição,</p><p>ou não a alegarem oportunamente”.</p><p>O mesmo ocorre que as pessoas jurídicas, onde correrá contra seus representantes legais</p><p>(diretores, administradores) a Ação de Regresso, tendo nos dois casos o direito ao ressarcimento</p><p>dos danos que sofrerem.</p><p>10.1.2 DAS CAUSAS IMPEDITIVAS DA PRESCRIÇÃO</p><p>As causas impeditivas são as circunstâncias que impedem que o curso da prescrição se</p><p>inicie, e tem por objetivo o status da pessoa, individual ou familiar, atendendo razões de confiança,</p><p>amizade e motivos de ordem moral e nestes casos a prescrição nem se inicia.</p><p>“Art. 197. Não corre a prescrição:</p><p>I - entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal;</p><p>II - entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar;</p><p>III - entre tutelados ou curatelados e seus tutores ou curadores, durante a</p><p>tutela ou curatela”.</p><p>I - Entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal: a propositura de ação judicial por um</p><p>contra o outro seria fonte de invencível desarmonia conjugal, ou talvez que seja provável que a</p><p>influência do outro cônjuge impedisse o ajuizamento de determinada ação, que acabaria por se</p><p>extinguir com a prescrição.</p><p>II - Entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar: neste caso, tem-se configurado</p><p>o dever de deferência entre “filho e pai” e pai e filho”, onde também acabaria ocorrendo a prescrição</p><p>pelo fato de um não ajuizamento judicial.</p><p>III - Entre tutelados ou curatelados e seus tutores ou curadores, durante a tutela ou curatela: o</p><p>tutor e o curador devem zelar pelos interesses de seus representados, sendo que, a lei suspende o</p><p>curso da prescrição das ações que uns podem ter contra os outros, para evitar que descuidem dos</p><p>interesses, quando conflitarem com esses.</p><p>“Art. 198 - Também não corre a prescrição:</p><p>I - Contra os incapazes de que trata o art. 3º;</p><p>(...)”.</p><p>I - Contra os incapazes de que trata o art. 3º: neste caso, dos absolutamente incapazes, sendo</p><p>que a prescrição só começará a correr quando o sujeito passa a ser relativamente incapaz.</p><p>Exemplo: Se que, após o vencimento da dívida, venha a falecer o credor, deixando herdeiro de 8</p><p>anos de idade, contra ele não correrá a prescrição até que atinja dezesseis anos, ocasião em</p><p>que terá início o curso prescricional.</p><p>“Art. 199. Não corre igualmente a prescrição:</p><p>I – Pendendo condição suspensiva;</p><p>II – Não estando vencido o prazo;</p><p>(...)”</p><p>I – Pendendo condição suspensiva: não realizada tal condição, o titular não adquire direito, logo</p><p>não tem ação; assim, enquanto não nascer a ação, não pode ela prescrever.</p><p>II – Não estando vencido o prazo: igualmente quando não estiver vencido o prazo, pois o titular da</p><p>relação jurídica submetida a termo não vencido não poderá acionar ninguém para efetivar seu direito.</p><p>10.1.3 DAS CAUSAS SUSPENSIVAS A PRESCRIÇÃO</p><p>Essas causas fundam-se na impossibilidade ou dificuldade, reconhecida pela lei para que</p><p>haja o exercício da ação, independentemente da vontade das partes, nestes casos ocorrerá a</p><p>suspensão/paralisação temporária do curso da ação, e após superado este fato suspensivo, a</p><p>prescrição volta a correr, computado o tempo decorrido antes dele.</p><p>“Art. 198. Também não corre a prescrição:</p><p>(...)</p><p>II - Contra os ausentes do País em serviço público da União, dos Estados ou</p><p>dos Municípios;</p><p>III - Contra os que se acharem servido nas Forças Armadas, em tempo de</p><p>guerra”.</p><p>Tais causas estão arroladas nos incisos II e III, ante a situação especial em que se encontram</p><p>os sujeitos que se encontram em execução de serviço público fora do Brasil e os que se acharem</p><p>servindo na armada e no exército nacionais em tempo de guerra, sendo que poderão transformar-se</p><p>em impeditivas se a ação surgir durante a ausência ou serviço militar temporário.</p><p>“Art. 199. Não corre igualmente a prescrição: (...)</p><p>III – pendendo ação de evicção”.</p><p>Evicção é uma perda, que pode ser parcial ou total, de um bem por motivo de decisão judicial</p><p>ou ato administrativo (art. 447/CC) que se relacione a causa preexistente ao contrato.Assim,</p><p>pendendo ação de evicção, suspende-se a prescrição em andamento, e somente depois de ela ter</p><p>sido definitivamente decidida, resolvendo-se o destino da coisa evicta, o prazo prescritivo volta a</p><p>correr.</p><p>Exemplo: a venda de um automóvel pela pessoa A a uma pessoa B, sendo que</p><p>posteriormente se verifica que na verdade o automóvel pertence a pessoa C. B pode sofrer evicção e</p><p>ser obrigada por sentença judicial a restituir o automóvel a pessoa C, mas B terá direito a</p><p>indenização de A, pelo prejuízo sofrido com a evicção.</p><p>10.1.4 DAS CAUSAS INTERRUPTIVAS DA PRESCRIÇÃO</p><p>As causas interruptivas são fatos provocados diretamente pelas partes que paralisam o</p><p>curso prescricional já iniciado, prazo este que será desprezado após desaparecer a causa</p><p>interruptiva, e começará a contagem de novo curso prescricional.</p><p>“Art. 202. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez,</p><p>dar-se-á:</p><p>I - Por despacho do juiz, mesmo incompetente, que ordenar a citação, se o</p><p>interessado a promover no prazo e na forma da lei processual,</p><p>II - Por protesto, nas condições do inciso antecedente;</p><p>III - Por protesto cambial;</p><p>IV - Pela apresentação do título de crédito em juízo de inventário ou em</p><p>concurso de credores;</p><p>V - Por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;</p><p>VI - Por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe</p><p>reconhecimento do direito pelo devedor.”</p><p>A interrupção somente poderá ocorrer uma vez, evitando protelações abusivas, produz</p><p>efeito no passado, inutilizando o tempo transcorrido e no futuro determinando o reinício da prescrição,</p><p>começando a contar o prazo prescricional como se nunca houvesse fluído.</p><p>I - Por despacho do juiz, mesmo incompetente, que ordenar a citação, se o interessado a</p><p>promover no prazo e na forma da lei processual.</p><p>II - Por protesto, nas condições do inciso antecedente: após a citação válida do interessado, caso</p><p>não ocorrer o cumprimento da obrigação assumida, a parte poderá protestara decisão judicial</p><p>definitiva (título executivo) nos cartórios competentes.</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Bem_%28direito%29</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Senten%C3%A7a</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Contrato</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Autom%C3%B3vel</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Senten%C3%A7a_judicial</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Indeniza%C3%A7%C3%A3o</p><p>III - Por protesto cambial: é o ato de protestar um título (cheque, nota promissória) nos cartórios</p><p>competentes que comprova a inadimplência de determinada pessoa física ou jurídica.</p><p>IV - Pela apresentação do título de crédito em juízo de inventário ou em concurso de credores:</p><p>ocorre quando um credor toma conhecimento de um inventário ou de concurso de credores e</p><p>habilita seu crédito, fazendo com que seja interrompido o curso do prazo prescricional que corria</p><p>contra si.</p><p>V - Por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor: trata-se de norma genérica que</p><p>demonstre a intenção do credor de exigir o cumprimento da prestação devida. São os casos de</p><p>notificações, medidas cautelares em geral que podem interromper o curso do prazo prescricional.</p><p>VI - Por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento do</p><p>direito pelo devedor: ocorre através de qualquer manifestação do devedor que importe</p><p>reconhecimento da prestação que lhe é exigível, como uma carta de confissão de dívida, uma</p><p>solicitação da purgação da mora, ou até mesmo a declaração verbal feita na presença de</p><p>testemunhas.</p><p>Podem promover a interrupção, qualquer interessado, como, o titular do direito, seu</p><p>representante legal (salvo os do absolutamente incapaz) e o terceiro com legítimo interesse</p><p>econômico (credor, fiador) ou moral (cônjuge, companheiro).</p><p>Art. 203. A prescrição pode ser interrompida por qualquer interessado.</p><p>Ocorrendo a interrupção da prescrição, o prazo recomeçará a correr em duas situações:</p><p>a) da data do ato que a interrompeu.</p><p>b) do último ato do processo.</p><p>“Art. 202 – (...)</p><p>Parágrafo único. A prescrição interrompida recomeça a correr da data do ato</p><p>que a interrompeu, ou do último ato do processo para a interromper.</p><p>10.1.5 DOS PRAZOS DA PRESCRIÇÃO</p><p>Em regra, quando a lei não fixar o prazo prescricional, este será de 10 anos.</p><p>“Art. 205 - A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado</p><p>prazo menor”.</p><p>Mas, a lei traz em seu texto, o que chamamos de prescrição especial, onde a norma estatui</p><p>prazos, mas pequenos com a intenção de possibilitar o exercício de certos direitos, que podem ser:</p><p>a) Ânuo (§1º, art. 206/CC);</p><p>b) Bienal (§2º, art. 206/CC);</p><p>c) Trienal (§3º, art. 206/CC);</p><p>d) Quatrienal (§4º, art. 206/CC);</p><p>e) Quinquenal (§5º, art. 206/CC);</p><p>10.1.6 DAS AÇÕES IMPRESCRITÍVEIS</p><p>As ações imprescritíveis são aquelas que não possuem prazo, ou seja, existem assuntos</p><p>dentro do ordenamento brasileiro que podem ser discutidos a qualquer tempo. Assim, podemos falar</p><p>que temos como regra a prescritibilidade, e como exceção, a imprescritibilidade. São</p><p>imprescritíveis as pretensões que versam sobre:</p><p>a) os direitos da personalidade, como a vida, a honra, o nome, a liberdade, a intimidade, a</p><p>imagem, as obras literárias, artísticas ou científicas, etc;</p><p>b) o estado da pessoa, como filiação, condição conjugal, cidadania (salvo os direitos</p><p>patrimoniais);</p><p>c) os bens públicos;</p><p>d) o direito de família em relação ao direito de pensão alimentícia, a vida conjugal, ao regime</p><p>de bens;</p><p>e) a pretensão do condômino de a qualquer tempo exigir a divisão da coisa comum, ou a</p><p>meação de muro divisório;</p><p>f) a exceção de nulidade;</p><p>g) a ação para anular a inscrição do nome empresarial feita com violação de lei ou contrato.</p><p>10.2 DA DECADÊNCIA</p><p>A decadência ocorre através da extinção de um direito por não ter sido exercido no prazo</p><p>legal, ou seja, quando o sujeito não respeita o prazo fixado por lei para o exercício de seu direito,</p><p>perde o direito de exercê-lo. Desta forma, a decadência nada mais é que a perda do próprio direito</p><p>pela inércia de seu titular.</p><p>Em regra, na decadência não cabem a suspensão, o impedimento ou a interrupção de</p><p>prazos, exceto se houver disposição legal em contrário.</p><p>“Art. 207</p><p>- Salvo disposição legal em contrário, não se aplicam à decadência as</p><p>normas que impedem, suspendem ou interrompem a prescrição”.</p><p>10.2.1 DA RENÚNCIA A DECADÊNCIA</p><p>Não cabe as partes a renúncia fixada em lei, sob pena de nulidade, derrogar mandamento</p><p>legal. Já, quando o prazo tiver sido imposto pela vontade das partes, nada obsta sua renúncia,</p><p>depois de consumada, uma vez que quem pode condicionar o exercício do direito também pode</p><p>revogar esta condição.</p><p>“Art. 209 - E nula a renúncia à decadência fixada em lei”.</p><p>10.2.2 DO RECONHECIMENTO EX OFFICIO</p><p>A decadência legal poderá ser conhecida ex officio pelo juiz, já a decadência</p><p>convencional poderá alegá-la em qualquer grau de jurisdição, mas o juiz não poderá conhecê-la</p><p>de ofício.</p><p>“Art. 210 - Deve o juiz, de oficio, conhecer da decadência, quando estabelecida</p><p>por lei”.</p><p>“Art. 211 - Se a decadência for convencional, a parte a quem aproveita pode</p><p>alegá-la em qualquer grau de jurisdição, mas o juiz não pode suprir a</p><p>alegação”.</p>

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