Prévia do material em texto
<p>Curso Básico de Plantas Medicinais, Condimentares e Aromáticas</p><p>Instrutora: Andréia Kornowski Barraz</p><p>Quem Sou ...</p><p>Sou filha de agricultores...</p><p>Sou Técnica em Agropecuária...</p><p>Sou professora desde o ano de 2015 na Escola Guaramano...</p><p>Sou mestranda ...</p><p>Quem Somos...</p><p>Vídeo Institucional Sobre o SENAR</p><p>Vídeo Motivacional:</p><p>Por que cultivar Plantas Medicinais, Condimentares e Aromáticas?</p><p>O cultivo de plantas medicinais, aromáticas e condimentares é uma atividade com forte apelo econômico e social, gerando emprego e renda na agricultura graças à elevada demanda de mão-de-obra.</p><p>Outra característica importante é a alta geração de renda em pequenas áreas, o que torna estes cultivos ideais para as pequenas propriedades rurais e os agricultores familiares.</p><p>Esta atividade tem capacidade de impulsionar o desenvolvimento de uma região inteira, pela necessidade do fortalecimento das relações de amizade e do cooperativismo.</p><p>Os produtores locais, organizados em associações ou cooperativas, podem negociar melhores preços e condições de produção junto ao setor industrial.</p><p>Como está o mercado?</p><p>Neste ramo, em geral, predomina a venda antecipada, ou seja, a produção só inicia após o estabelecimento de um contrato de compra e venda, com normas e padrões de produção previstos na legislação, que devem ser seguidos tanto pelo produtor rural quanto pelo comprador da matéria-prima.</p><p>O mercado de plantas medicinais, aromáticas e condimentares, embora bastante específico, é amplo. Pode compreender ervanários, farmácias de manipulação, laboratórios farmacêuticos, atacadistas, programas de saúde das Prefeituras Municipais e das pastorais de saúde dos hospitais de medicina alternativa.</p><p>Atualmente, o Brasil produz apenas uma parte das plantas medicinais, aromáticas e condimentares consumidas no mercado interno, ou seja, muito ainda é importado.</p><p>Isso mostra que há um grande espaço para ampliar a produção nacional dessas espécies.</p><p>Conhecendo as plantas medicinais, aromáticas e condimentares</p><p>As plantas medicinais, aromáticas e condimentares se diferenciam de acordo com sua finalidade e seu uso principal.</p><p>Algumas podem ter múltiplas funções, a exemplo do capim-santo, cujas folhas são utilizadas no preparo de chás medicinais.</p><p>A indústria de aromas as emprega na extração de óleo essencial;</p><p>Já as folhas jovens são utilizadas como condimento para carnes, saladas, sucos e até mesmo em sobremesas.</p><p>Plantas medicinais</p><p>São utilizadas em prevenção, alívio ou cura de doenças.</p><p>Os usos são variados, desde chás caseiros até preparações farmacêuticas mais elaboradas, como pomadas e cremes.</p><p>São produzidas em escala comercial para atender ao mercado de fitoterápicos.</p><p>Plantas Aromáticas</p><p>São espécies produtoras de óleos essenciais, a exemplo do eucalipto, da citronela e da menta.</p><p>O óleo essencial é utilizado pela indústria para aromatizar cosméticos, produtos de higiene e de limpeza, bem como para realçar o sabor em bebidas, alimentos e na composição de alguns medicamentos.</p><p>Plantas condimentares</p><p>São utilizadas para dar sabor, aroma e cor aos alimentos, tanto na culinária caseira como na indústria.</p><p>Podem ser plantas com aromas bem característicos e conhecidos, como a pimenta-do-reino, ou quase sem aroma, mas facilmente perceptíveis devido à coloração que conferem aos alimentos, a exemplo do urucum.</p><p>O que diferencia uma finalidade da outra (medicinal, aromática ou condimentar), de modo geral, é seu uso principal.</p><p>No entanto, existem plantas que podem ser utilizadas para as três finalidades, a exemplo do capim-santo.</p><p>Modos de preparar a planta medicinal</p><p>Infusão: ferver a água, colocar sobre a planta dentro da vasilha, tampar, e deixar por cinco a dez minutos em repouso, coando em seguida. É indicado para folhas, flores, inflorescências e frutos que contenham substâncias ativas voláteis.</p><p>15</p><p>Modos de preparar a planta medicinal</p><p>Decocção (Cozimento): colocar a erva junto com a água fria e aquecer até ferver, deixando por meio minuto. Deixar em repouso por 20 a 30 minutos. A raiz deve ser deixada pelo menos 12 horas em repouso depois de decocção.</p><p>É indicado para as partes de plantas com consistência rígida, tais como cascas, raízes, rizomas, caules, sementes e folhas coriáceas.</p><p>Suco e sumo: o suco é obtido espremendo-se o fruto e o sumo triturado uma planta fresca num pilão ou máquina de moer. Colher o líquido que é liberado.</p><p>Quando a planta usada tiver pouco líquido, acrescentar pequena quantidade de água, deixar por uma hora e moer novamente recolhendo o líquido. O pilão ou moedor deve estar bem limpo antes de usar. Observação: os chás obtidos por infusão ou decocção, bem como o sumo deverão ser usados no dia em que forem preparados, não ultrapassando 24 horas, pois podem estragar.</p><p>Pó: é a planta desidratada e triturada.</p><p>Tintura: colocar a planta seca triturada ou picada no álcool 70º, cachaça ou vinho na proporção de uma medida de planta para cinco medidas do líquido. Deixar macerando no mínimo por dez dias, agitando a mistura diariamente. Observação: conservar em vidros ou vasilhames de cor escura.</p><p>Xarope ou lambedor: colocar para ferver duas partes de água e três partes de açúcar ou rapaduras até dissolver. Juntar uma medida do suco da planta ou do fruto para cinco medidas da mistura preparada. Ferver por mais dois minutos. Guardar em garrafas limpas e escaldadas.</p><p>Observação: o xarope deve ser limpo. Não deve ser usado se apresentar sinal de coalhado ou cheiro azedo. De preferência guardar em geladeira ou em local fresco. Usar no máximo por 15 dias.</p><p>Cataplasma: preparar a decocção da erva e acrescentar farinha enquanto quente, fazendo uma papa. Colocar sobre um pano limpo o suficiente para cobrir a área machucada ou ferida. É o processo no qual se aplica um preparado quente ou frio de plantas medicinais, geralmente com a finalidade de se reduzir uma inflamação e/ou dor local.</p><p>Compressa: mergulhar um pano limpo ou pedaço de algodão no chá ou suco da planta e aplicar, quente ou frio, sobre o local indicado. Renovar frequentemente.</p><p>É uma forma de tratamento que consiste em colocar, sobre o lugar lesionado, um pano ou gaze limpo e umedecido com um infuso ou decocto frio ou aquecido, dependendo da indicação de uso.</p><p>Unguento: pegar o sumo da erva ou chá mais forte e misturar com banha animal ou de coco na forma líquida, Misturar até que esfrie e fique cremoso.</p><p>Maceração: amassar a erva e colocar em água. No caso de cataplasma ou compressa, fazer um chá mais forte. É a preparação que consiste no contato da droga vegetal com água, à temperatura ambiente, por tempo determinado para cada droga vegetal. Esse método é indicado para drogas vegetais que possuam substâncias que se degradam com o aquecimento.</p><p>Como usar as plantas</p><p>Ingestão: tomar em forma de chá, xarope, suco ou comer a planta.</p><p>Banho: dar banho na parte indicada com o chá da planta. Banho de assento: colocar o chá em uma bacia e sentar dentro de 15 a 20 minutos.</p><p>Inalação: com um pedaço de papel fazer um funil. Na parte fina do funil deve estar o nariz da pessoa, na outra o recipiente com chá bem quente (saindo vapor).</p><p>Respirar fundo pelo nariz e solta o ar pela boca. Desse modo estaremos inalando (respirando) o vapor com a erva.</p><p>Observação: Cuidado! Testar aos poucos a respiração do vapor para não sofrer queimaduras nas mucosas nasais.</p><p>MEDIDAS DE REFERÊNCIA PARA AS PLANTAS MEDICINAIS</p><p>Conhecendo as Plantas Medicinas</p><p>Nome popular: Abóbora</p><p>Outros nomes: jerimum, abóbora rasteira, abóbora cheirosa, abóbora de pescoço, abóbora moranga</p><p>Nome científico: Cucurbita pepo L.</p><p>Família: Cucurbitaceae</p><p>Nome popular: Agrião</p><p>Outros nomes: Agrião d’ água</p><p>Nome científico: Nasturtium officnale R.Br.</p><p>Família: Cruciferae</p><p>Nome popular: Alecrim</p><p>Outros nomes: rosmarino, alecrim de jardim</p><p>Nome científico: Rosmarinus officinalis L.</p><p>Família: Labiatae</p><p>Nome popular: Alface</p><p>Nome científico: Lactuca sativa L.</p><p>Família: Compositoe</p><p>Nome popular: Alfavaca</p><p>Outros nomes:</p><p>basilicão, manjericão de folha-larga, manjericão dos cozinheiros, remédio de vaqueiro</p><p>Nome científico: Ocimum basilicum L.</p><p>Família: Labiatae</p><p>Nome popular: Alfazema</p><p>Outros nomes: lavandula, lavandula vera</p><p>Nome científico: Lavandula officinalis Chais & Kitt; Lavandula angustifólia Mill.</p><p>Família: Lamiaceae</p><p>Nome popular: Alho</p><p>Outros nomes: não tem</p><p>Nome científico: Allium sativum L.</p><p>Família: Liliaceae</p><p>Nome popular: Açafrão</p><p>Outros nomes: gengibre amarelo, açafroa, cúrcuma, açafrão da terra</p><p>Nome científico: Curcuma longa L.</p><p>Família: Zingiberaceae</p><p>Nome popular: Boldo</p><p>Outros nomes: lumã, sete dores, tapete de oxalá, boldo nacional, malva amarga</p><p>Nome científico: Plectranthus barbatus Andrews</p><p>Família: Lamiaceae</p><p>Nome popular: Camomila</p><p>Outros nomes: matricária, mançanilha, camomila romana Nome científico: Chamomilla recutita (L.) Rauschert, Matricaria Chamomilla L., Matricaria recutita L.</p><p>Família: Compositae (Asteraceae)</p><p>Nome popular: Capim santo</p><p>Outros nomes: capim limão, capim-cheiroso, capim-cidreira, capim de cheiro, capim-marinho</p><p>Nome científico: Cyimbopogon citratus Stapf.</p><p>Família: Gramineae (Poaceae)</p><p>Nome popular: Carqueja</p><p>Outros nomes: vassoura, quina de condamine, carque</p><p>Nome científico: Baccharis trimera D.C.</p><p>Família: Compositae (Asterceae)</p><p>Nome popular: Dente de leão</p><p>Outros nomes: taraxo, alface de cão, amargosa, chicória louca.</p><p>Nome científico: Taraxacum officinale Weber.</p><p>Família: Compositae (Asteraceae)</p><p>Nome popular: Erva doce</p><p>Outros nomes: funcho</p><p>Nome científico: Foeniculum vulgare Mill.</p><p>Família: Umbelliferae (Apiacea)</p><p>Nome popular: Gengibre</p><p>Outros nomes: gengivre, margarataia e mangaratiá</p><p>Nome científico: Zingiber officinale Roscoe</p><p>Família: Zingiberaceae</p><p>Nome popular: Guaco</p><p>Outros nomes: cipó catinga, cipó sucuriju</p><p>Nome científico: Mikania glomerata Spreng</p><p>Família: Compositae</p><p>Nome popular: Hortelã</p><p>Outros nomes: hortelã pimenta, erva boa, hortelã cheirosa; hortelã comum, hortelã da folha miúda; menta; hortelãzinho</p><p>Nome científico: Mentha crispa L.</p><p>Família: Labiatae (Lamiaceae)</p><p>Nome popular: Losna</p><p>Outros nomes: ervas dos vermes, erva santa, absinto</p><p>Nome científico: Artemisia absinthium L.</p><p>Família: Compositae</p><p>Nome popular: Malva</p><p>Outros nomes: malva-de- botica, malva-silvestre, malva rosa Nome científico: Malva parviflora L.</p><p>Família: Malvaceae</p><p>Nome popular: Melissa</p><p>Outros nomes: erva- cidreira, erva-cidreira- verdadeira, cidrila, melitéia</p><p>Nome científico: Melissa officinalis L.</p><p>Família: Lamiaceae ou Labiatae</p><p>Plantas Tóxicas</p><p>50</p><p>Conhecendo a Legislação!!!</p><p>Antes de iniciar um cultivo de plantas medicinais, aromáticas e condimentares, é fundamental conhecer as leis que regulamentam esta atividade.</p><p>É importante não apenas conhecer, mas respeitar e aplicar corretamente todas as normas de boas práticas agrícolas e sanitárias.</p><p>Legislação Ambiental</p><p>Estabelece um conjunto de normas e regras, nos âmbitos dos governos municipal, estadual e federal, para coleta, comércio, industrialização e manejo sustentável de espécies nativas em seu ambiente natural (regulamento o extrativismo).</p><p>Conhecendo a Documentação Necessária Para Iniciar a Produção</p><p>O maior diferencial do cultivo de plantas medicinais, aromáticas e condimentares em relação aos cultivos agrícolas em geral é a obrigação do produtor em manter rigorosamente documentado cada passo da produção, desde a origem do material até as etapas do beneficiamento.</p><p>O rastreamento ajuda a evitar adulterações e/ou alterações na composição química da matéria-prima.</p><p>Para iniciar o cultivo, o produtor precisa ter a ficha de informações agronômicas, onde serão anotados os dados desde a produção até o beneficiamento, tais como:</p><p>a identificação do produtor e da espécie a ser cultivada,</p><p>a parte colhida (flor, folha, casca e sementes),</p><p>práticas de correção de solo,</p><p>datas de plantio e colheita e</p><p>aplicações de adubos ou outros agroquímicos.</p><p>Para os produtores extrativistas é necessário, ainda, registrar as áreas de produção junto aos órgãos ambientais estaduais, a fim de se obter as licenças de comercialização dos produtos.</p><p>Se for o caso de produtos para exportação, independentemente da origem das plantas, se cultivadas ou extrativas, é necessária a emissão do laudo fitossanitário (documento que comprove a sanidade das plantas), expedido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).</p><p>Observação: As exigências de registro da área e fichas de controle não se aplicam aos produtores de plantas para uso unicamente condimentar.</p><p>Fatores que influenciam a produção de plantas medicinais, aromáticas e condimentares</p><p>Diferentes fatores ambientais influenciam a qualidade da matéria-prima extraída das plantas.</p><p>O preço é calculado pela sua qualidade, ou seja, pela quantidade de princípio ativo, de acordo com a legislação em vigor, que estabelece parâmetros em relação a esses percentuais.</p><p>Atenção!!!</p><p>1. Princípio ativo é a quantidade de compostos químicos, com potencial farmacológico, produzidos pelas plantas, cujas</p><p>quantidades devem ser constantes ao longo do ano.</p><p>2. Para se obter a qualidade da matéria-prima desejada, o produtor deverá seguir as normas e os padrões de produção, previstos na legislação.</p><p>A influência da localização</p><p>geográfica</p><p>A altitude (altura da região em relação ao nível do mar, medida em metros) e a latitude (distância da linha do Equador, medida em graus) determinam o clima de uma região.</p><p>O fato de uma planta crescer bem em um determinado local não significa que ela produza, também, quantidades suficientes de princípios ativos.</p><p>Por exemplo, plantas medicinais cultivadas no sul do Brasil podem produzir maior quantidade de princípio ativo do que aquelas, da mesma espécie, produzidas na Região Norte.</p><p>A influência da temperatura</p><p>Cada tipo de planta cultivada exige uma faixa de temperatura ideal, e o Brasil, pela sua grande extensão territorial, possui clima para a produção de diversas plantas.</p><p>Por exemplo, o capim-santo requer cultivo em regiões de clima quente, enquanto a camomila deve ser cultivada em clima mais frio, de modo a produzirem princípio ativo em grande quantidade e de forma constante.</p><p>A influência da luminosidade</p><p>A luz solar é essencial para a vida das plantas e influencia desde a germinação até o florescimento.</p><p>A falta de luz provoca o estiolamento (alongamento dos caules), enquanto o excesso pode provocar inibição da germinação ou queimaduras nas folhas e morte das plantas.</p><p>Algumas plantas necessitam de 12 a 14 horas de iluminação diária para florescer, enquanto outras florescem com 10 horas ou menos.</p><p>Um exemplo são as plantas de camomila e tanchagem, que exigem boa luminosidade para germinar.</p><p>A influência da disponibilidade de água</p><p>A água é o elemento fundamental para a vida das plantas e a sua falta pode comprometer o crescimento e reduzir a produção de massa, o que compromete também o rendimento final por área plantada.</p><p>Já o excesso de água pode diminuir a produção de princípios ativos, além de facilitar a ocorrência de doenças.</p><p>O tipo de solo também influencia diretamente a escolha do sistema de irrigação a ser adotado, o que deve ser observado no cálculo da quantidade de água necessária para cada cultivo.</p><p>Identificando as Plantas Medicinais, Condimentares e Aromáticas</p><p>Antes de efetuar o cultivo de plantas medicinais, aromáticas e condimentares, é necessário que o produtor conheça as principais características botânicas, que diferenciam visualmente uma planta da outra, e seus nomes científicos, a fim de evitar confusões, sobretudo, com espécies tóxicas.</p><p>Os nomes populares das plantas variam conforme a região. Por exemplo, no caso do boldo, são conhecidas pelo menos cinco espécies diferentes, mas apenas duas são cultivadas como planta medicinal.</p><p>É importante conhecer algumas características botânicas como tipo de folha, cor da flor, porte e tipo de crescimento das plantas, que ajudam a diferenciar espécies semelhantes, como no</p><p>caso do capim- -santo e da citronela.</p><p>O capim-santo [Cymbopogon citratus (DC.) Stapf.] tem porte menor, folhas estreitas de cor verde escura e é utilizado como medicinal e condimento.</p><p>Já a citronela [Cymbopogon nardus (L.) Rendle.] possui maior porte, folhas mais largas de cor verde-clara e é utilizada como repelente.</p><p>Algumas partes mais utilizadas das Plantas</p><p>Atenção!!!</p><p>1. Sempre que houver dúvida quanto à identificação de uma planta, o produtor deverá procurar um profissional da assistência técnica que o ajudará neste processo.</p><p>2. A identificação correta das plantas é de extrema importância, uma vez que a composição química entre elas difere muito. A parte da planta a ser colhida também pode variar, bem como a forma de uso.</p><p>3. Para evitar este tipo de confusão, recomenda-se, sempre, utilizar o nome comum e o nome científico juntos, pois o nome científico não muda, independente da região ou do país.</p><p>Conhecendo a produção extrativista</p><p>O extrativismo consiste na coleta de plantas ou partes delas, diretamente da natureza, sem a prática de cultivo.</p><p>Muitas espécies são colhidas e comercializadas desta forma, a exemplo da copaíba, macela e pimenta-rosa.</p><p>Conhecendo o cultivo das plantas</p><p>Cultivo é o conjunto de técnicas e práticas aplicadas a uma determinada espécie, visando a seu uso ou comercialização.</p><p>Tem a vantagem de produzir plantas mais uniformes e de melhor qualidade, além de possibilitar o escalonamento da produção para ofertar diferentes produtos ao longo do ano inteiro.</p><p>Atenção!!!</p><p>Antes de iniciar o cultivo, é importante dimensionar a área de produção e beneficiamento de acordo com a mão-de-obra disponível, uma vez que a atividade requer muito trabalho manual.</p><p>Conhecendo a Produção Orgânica</p><p>Para a produção de plantas medicinais, aromáticas e condimentares, deve-se adotar, preferencialmente, o sistema de cultivo orgânico.</p><p>Quem vai consumir essas plantas, em geral, não comprará um produto se souber que foi produzido com o uso de agrotóxicos.</p><p>Além disso, a secagem das plantas pode concentrar o ingrediente ativo dos agrotóxicos, causando intoxicações aos usuários.</p><p>O uso de adubos químicos pode alterar sua composição química, fazendo com que percam seu valor comercial.</p><p>Uma das premissas da produção orgânica é manter o solo saudável e com elevada fertilidade natural.</p><p>Para tanto, é recomendável a adoção de princípios agroecológicos de cultivo, tais como quebra-vento, cultivo mínimo do solo, adubos orgânicos, adubos verdes, cobertura morta e consorciação de espécies.</p><p>Para a produção ser reconhecida como orgânica, é necessário passar por um processo de certificação para ter um documento ou certificado segundo as normas estabelecidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).</p><p>Propagação das espécies</p><p>As plantas se multiplicam basicamente de duas maneiras na natureza: por sementes, chamada de propagação sexuada.</p><p>Ou por meio de partes vegetativas (galhos, ramos, raízes e folhas), chamada de propagação assexuada.</p><p>O homem, para fins de subsistência ou demandas de mercado, desenvolveu técnicas de multiplicação de plantas para não depender somente das formas naturais de reprodução, que ocorrem mais lentamente.</p><p>80</p><p>PROPAGAÇÃO SEXUADA</p><p>SEMENTES</p><p>A técnica consiste em germinar sementes coletadas de plantas no ambiente nativo ou cultivadas, utilizando recipientes e substratos que proporcionem germinação satisfatória.</p><p>Em alguns casos, as sementes precisam ser previamente tratadas para contornar problemas específicos de dormência (fenômeno que atrasa a germinação).</p><p>As espécies apícolas comumente multiplicadas por esta técnica são: angico, arnica, aroeira, cambará, canela-de-cotia, carandá, carobinha ou jacarandá, cassita ou saboneteira, cumbaru, embaúba, gonçalo, guanandi, ingá, leucena, louro, mangaba-brava.</p><p>PROPAGAÇÃO ASSEXUADA</p><p>São utilizadas partes vegetativas das plantas coletadas no ambiente nativo ou em cultivo para esse tipo de multiplicação.</p><p>Estas estruturas são colocadas em recipientes e substratos que proporcionem um pegamento satisfatório, que se dá inicialmente pela formação de raízes bem vigorosas.</p><p>Estaca</p><p>Partes de caule, ramo, galho ou raiz, contendo gemas (brotos), com tamanho médio de 20 centímetros, espessura variando entre 0,5 e 1,5 centímetros e cortados reto na parte de cima e em bisel (inclinado) na parte de baixo.</p><p>Os vegetais multiplicados a partir de estacas geralmente apresentam fase juvenil mais breve e produzem em pouco tempo flores e frutos, quando comparados às plantas produzidas a partir de sementes.</p><p>As espécies apícolas comumente multiplicadas por esta técnica são: acerola, astrapéia, bico-depapagaio, boldo, canela-de-cotia, carqueja, cassita ou saboneteira, falso-louro, erva-cidreira, ginseng-dopantanal, goiabeira, guaco, hortelã, nove-horas, entre outras</p><p>Mini-Estaca</p><p>As mini-estacas se assemelham muito às estacas.</p><p>Porém, são menores, a ponto de serem necessários instrumentos como tesoura e pinça para a sua retirada das plantas.</p><p>As espécies apícolas comumente multiplicadas por esta técnica são: acerola, alfavaca, eucalipto, hortelã, manjericão, entre outras.</p><p>Enxertia</p><p>Esta técnica consiste na união de partes de duas plantas aparentadas.</p><p>Uma é o enxerto (ou cavaleiro) que é da planta que se pretende multiplicar devido à boa produção de frutos, flores e folhas, ou outra característica importante.</p><p>A outra é o portaenxerto (ou cavalo), que geralmente é uma planta jovem, com raízes bem formadas e resistentes às condições de solos locais, originado a partir de estacas ou sementes.</p><p>A união dessas duas partes - geralmente feita com uma amarra de fita plástica - vai originar uma nova e única planta. As espécies apícolas comumente multiplicadas por esta técnica são: laranjeira, limoeiro, mangueira, roseira, entre outras.</p><p>Divisão de Touceira</p><p>A touceira é um conjunto de rebentos ou perfilhos de uma planta.</p><p>Uma forma de dividir as touceiras consiste em retirar as partes localizadas nas suas bordas, de modo que todas fiquem com um pouco de raízes para, posteriormente, serem plantadas.</p><p>As espécies apícolas comumente multiplicadas por esta técnica são: carqueja, nove-horas, entre outras.</p><p>Brotação Lateral</p><p>Basicamente, as brotações laterais são como os perfilhos.</p><p>Tais brotações são normalmente retiradas com o objetivo de formar novas plantas com características genéticas idênticas às da planta-mãe.</p><p>Em regiões mais quentes, em semelhança à multiplicação por estacas, recomenda-se cortar parte das folhas da brotação para minimizar a perda de água.</p><p>As espécies apícolas normalmente multiplicadas por esta técnica são: abacaxizinho, abacaxizeiro, babosa, sisal, entre outras.</p><p>Divisão de Rizoma</p><p>O rizoma é um caule que cresce lateralmente na superfície do solo ou abaixo da superfície, emitindo a intervalos variáveis, ramos aéreos ou folhas.</p><p>Para sua multiplicação, deve-se primeiro esperar o crescimento de gemas (brotos).</p><p>Logo após, corta-se os rizomas da planta mãe em pedaços de 10 cm que contenham de 2 a 3 gemas, sendo depois enterrados no solo no local do plantio.</p><p>As espécies apícolas comumente multiplicadas por esta técnica são: hortelã, hortelã-brava, entre outras.</p><p>Mergulhia</p><p>Esta técnica consiste em colocar um ramo, ainda preso à planta, para enraizar na terra ou no substrato (enterrado ou preso por uma estaca de metal).</p><p>Depois de enraizado, o ramo é cortado da planta.</p><p>As espécies apícolas comumente multiplicadas por esta técnica são: erva-cidreira, manjericão, papoleira ou hibiscus, roseira, entre outras.</p><p>Alporquia</p><p>Após a seleção de um galho ou ramo da planta, deve-se fazer um anelamento ou pequenos entalhes na região que se pretende estimular o enraizamento.</p><p>Cobrir a área com substrato embrulhado num plástico amarrado com barbante. Após o enraizamento, deve-se cortar o galho enraizado e plantá-lo no local desejado.</p><p>As espécies apícolas comumente multiplicadas por esta técnica são: figueira, jabuticabeira, laranjeira, pitangueira,</p><p>romã, roseira, entre outras.</p><p>Quando a produção de mudas for feita na propriedade, é necessário ter um viveiro para abrigá-las, além de um local apropriado para manutenção de plantas matrizes (matrizeiro) de onde serão retiradas as mudas.</p><p>Preparo do substrato</p><p>Os substratos mais recomendados para a semeadura são aqueles encontrados no comércio, como o substrato orgânico ou a areia lavada, o que resulta em plantas de melhor qualidade e mais sadias.</p><p>Estes substratos podem ser utilizados tanto em bandejas quanto em leito fixo de sementeira.</p><p>Quando o substrato for produzido na propriedade, recomenda-se utilizar uma mistura de terra, areia e adubo orgânico.</p><p>Materiais Utilizados</p><p>Três partes de terra</p><p>Duas partes de areia</p><p>Uma parte de adubo orgânico bem curtido</p><p>Enxada</p><p>Atenção!!!</p><p>Antes da semeadura, o substrato deve ser exposto ao sol (solarizado) ou esterilizado em equipamento próprio para esta finalidade.</p><p>2. Para o preparo de substrato, é fundamental que a terra esteja livre de sementes de plantas invasoras e resíduos de agrotóxicos.</p><p>3. O adubo orgânico deve ser bem curtido, para evitar a proliferação de doenças ou a queima das mudas.</p><p>A semeadura</p><p>Para a produção de mudas de qualidade, recomenda-se efetuar a germinação em recipientes como bandejas plásticas ou de isopor, cartelas, sacos plásticos ou leito de areia lavada.</p><p>A sementeira deve ficar em local protegido do sol, preferencialmente com sombrite de 50% ou cobertura morta.</p><p>Reúna os Materiais</p><p>Sementes</p><p>Substrato</p><p>Recipientes plásticos ou de isopor</p><p>Regador</p><p>1. Preencha os recipientes com substrato</p><p>Distribua 2 a 3 sementes por célula, em caso de bandeja</p><p>ou cartela</p><p>c) Faça pequenos sulcos espaçados (10 a 15 cm cada) e distribua as sementes, em caso de sementeiras.</p><p>d) Cubra as sementes com o substrato, caso necessário.</p><p>e) Regue diariamente e com cuidado para não remover as sementes dos leitos.</p><p>Como Fazer a Propagação Vegetativa</p><p>Prepare o substrato</p><p>a) Reúna o material</p><p>• Três partes de terra</p><p>• Duas partes de areia</p><p>• Uma parte de adubo orgânico bem curtido</p><p>• Enxada</p><p>b) Faça a mistura do material</p><p>c) Arranque parte da planta e retire o excesso da terra das raízes</p><p>Conhecendo as etapas do cultivo e os tratos culturais das espécies</p><p>Escolha da área</p><p>Plantas medicinais, aromáticas e condimentares devem ser cultivadas em áreas livres de contaminação por metais pesados, agrotóxicos ou outras substâncias químicas.</p><p>Além disso, o local deve estar a, pelo menos, 2 km de distância de rodovias muito movimentadas e de áreas industriais.</p><p>1. É fundamental garantir que, na área de cultivo ou próximo dela, exista fonte de água de boa qualidade capaz de garantir a irrigação durante todo o ciclo das culturas.</p><p>2. É importante que seja feita uma análise da água da propriedade, a fim de verificar a conveniência ou limitação de seu uso para fins de irrigação.</p><p>3. Procure um agente da assistência técnica para orientar como e onde fazer as análises da água e do solo, além de recomendar a correção e adubação antes do plantio.</p><p>Para otimizar o uso da área e elevar o rendimento, é possível fazer um cultivo consorciado entre plantas medicinais, aromáticas e condimentares com cultivo de grãos ou frutíferas.</p><p>Por exemplo, é possível consorciar, no mesmo espaço, espinheira-santa e gengibre ou espinheira-santa e feijão.</p><p>Exemplos de consorciação: espinheira-santa com gengibre ou com feijão.</p><p>O preparo do solo</p><p>Esta etapa deve considerar o revolvimento mínimo do solo, observando-se as boas práticas de conservação, tais como:</p><p>Manter o solo sempre coberto (cobertura verde ou morta).</p><p>Manter os cordões de contorno e curvas de nível sempre vegetados</p><p>Os cordões de contorno (para separar um cultivo do outro) e as curvas de nível devem ser vegetados.</p><p>Pode-se plantar capim-elefante, cana-de-açúcar, capim-santo ou citronela.</p><p>Rotação de culturas</p><p>Planejar a rotação de culturas, com intervalos de 2 a 4 anos, para o plantio da mesma espécie no mesmo local, a fim de impedir a proliferação de pragas e doenças.</p><p>Alternar plantios de espécies cujo produto seja raiz, com espécies cujos produtos sejam folhas ou flores.</p><p>Ao planejar a rotação de culturas, é preciso considerar o efeito alelopático, ou seja, o efeito negativo que algumas plantas podem exercer sobre o crescimento de outras.</p><p>Plantas que têm esse efeito não devem ser cultivadas juntas ou em sucessão.</p><p>O desenvolvimento mínimo do solo</p><p>Para manter a capacidade e qualidade do solo para o desenvolvimento das plantas medicinais, é necessário evitar revolver o solo com impacto.</p><p>Isso acelera o seu processo de degradação, promovendo erosão e perda de fertilidade.</p><p>Solo preparado para plantio de camomila e com camomila em desenvolvimento.</p><p>Atenção!!!</p><p>Para casos como o da camomila e da tanchagem, que possuem sementes pequenas e são semeadas a lanço, é necessário efetuar o revolvimento mínimo do solo antes do plantio.</p><p>2. O preparo dessas áreas deve ser planejado com cuidado para evitar deixar o solo descoberto por muito tempo.</p><p>Plantio em covas</p><p>O plantio em covas é utilizado para espécies arbóreas ou arbustivas, a exemplo da espinheira-santa.</p><p>As covas devem ter dimensões de 40x40x40 cm para espécies arbóreas e 20x20x20 cm para arbustos.</p><p>A distância entre as covas depende do porte das plantas cultivadas, mas pode variar entre 2 e 5 m.</p><p>As espécies que serão plantadas em covas são aquelas cujas mudas já foram produzidas em sacos plásticos ou tubetes.</p><p>Reúna os materiais</p><p>Mudas</p><p>Enxada</p><p>Pá</p><p>Estacas para marcação</p><p>Fio para definir as linhas</p><p>Adubo orgânico</p><p>Regador</p><p>A adubação deve ser feita com base em análise de solo e de acordo com as exigências de cada cultura.</p><p>Para obter a correta recomendação, procure o serviço de assistência técnica.</p><p>a. Marque as covas</p><p>b. Abra as covas</p><p>Adube as covas</p><p>Plante as mudas</p><p>Faça o plantio em canteiros</p><p>O plantio em canteiros é utilizado para o cultivo de espécies herbáceas como, por exemplo, o capim-limão, o manjericão e a menta.</p><p>Faça canteiros com largura de 1 a 1,2 m com 20 cm de altura e espaçados, pelo menos, 60 cm um do outro.</p><p>O comprimento dos canteiros varia conforme o tamanho do talhão.</p><p>Plantio em áreas maiores</p><p>O plantio ou a semeadura em lavouras de pequeno ou médio porte pode ser feito de forma manual (sementes a lanço) ou com implementos desenvolvidos pelo produtor.</p><p>Já o plantio em grandes áreas requer o uso de semeadora ou plantadeira e trator, como ocorre na produção comercial de camomila e de palma-rosa.</p><p>1 Reúna o material de acordo com a planta a ser cultivada</p><p>2 Prepare a área de acordo com a planta a ser cultivada</p><p>3 Abra sulcos, pequenas covas ou faça a semeadura a lanço (o que dependerá da espécie)</p><p>Adubação</p><p>A adubação deve ser, preferencialmente, orgânica. O adubo orgânico de origem animal (esterco de bovino, suínos ou aves) deve ser bem curtido, para evitar a queima de sementes e plantas, além de reduzir a quantidade de microrganismos ou sementes de plantas invasoras que possam infestar a lavoura.</p><p>Irrigação</p><p>O tipo de irrigação deve ser escolhido de acordo com as exigências da cultura e com base nas informações do clima da região.</p><p>Pode-se optar pela irrigação por aspersão ou gotejamento.</p><p>Para os casos em que o produto colhido são as flores, deve-se optar pela irrigação por gotejamento.</p><p>Atenção!!!</p><p>A irrigação deve ser suspensa de 3 a 5 dias antes da colheita, para permitir maior acúmulo de princípios ativos e aromas nas plantas.</p><p>Água de boa qualidade, isenta de contaminantes e metais pesados, é fundamental para este tipo de cultivo.</p><p>Controle de pragas e doenças</p><p>O controle de pragas e doenças deve ser feito de forma preventiva. O plantio de duas ou mais espécies na mesma área (consorciação) é uma maneira eficaz de prevenir a infestação.</p><p>A consorciação entre plantas, além de otimizar o uso da área, é importante para o controle natural de plantas invasoras, pragas e doenças.</p><p>O cultivo em faixas e a rotação de culturas também funcionam bem na prevenção de pragas e doenças, desde</p><p>que se escolha plantas com alturas semelhantes, a fim de evitar adensamento e sombreamento excessivos.</p><p>Algumas espécies podem ser utilizadas como barreira de quebra-vento ou nas linhas que separam um cultivo do outro, tais como margaridão (Thitonia diversifolia), gliricídia (Gliricidia sepium), urucum (Bixa orellana), bambu (Bambusa oldhami), leucena (Leucaena leucocephala), bananeira (Musa spp.), hibisco (Hibiscus spp.) e guandu (Cajanus cajan).</p><p>O produtor deve acompanhar o cultivo sistematicamente. Desta forma, é possível detectar pragas e doenças no início da infestação, para então remover as plantas afetadas.</p><p>2. A aplicação de agrotóxicos em lavouras de plantas medicinais, aromáticas e condimentares deve ser evitada, pois altera a composição química dos produtos e deixa resíduos que podem causar intoxicações e contaminação.</p><p>Colheita</p><p>A colheita é o ponto fundamental em qualquer cultivo agrícola.</p><p>Neste caso, o valor comercial é determinado pela qualidade da matéria-prima, ou seja, a quantidade de princípio ativo, o aroma e o sabor presentes nas plantas medicinais, aromáticas e condimentares, que devem ser mantidos até chegarem ao consumidor final.</p><p>Determine o ponto de colheita</p><p>O ponto de colheita varia conforme a espécie, a finalidade (medicinal, aromática ou condimentar) e o produto a ser colhido (raiz, caule, flor, folha, fruto ou semente).</p><p>Para determinar o momento ideal de colheita, é necessário analisar e equilibrar três fatores:</p><p>• A maior produção de biomassa das plantas</p><p>• O maior teor de princípio ativo</p><p>• A menor variação na composição química Equilibrar estes fatores não é uma tarefa fácil para o agricultor.</p><p>Por isso, é fundamental buscar assistência técnica para facilitar a tomada de decisão do melhor ponto de colheita.</p><p>No caso das plantas medicinais e aromáticas, o ponto de colheita e a parte da planta a ser colhida são, geralmente, determinados pelo comprador da matéria-prima, em função das demandas da indústria.</p><p>Horário de colheita</p><p>O horário de colheita influencia na qualidade da matéria-prima e é específico para cada tipo de planta. Algumas plantas produzem mais quando colhidas pela manhã e outras à tarde.</p><p>A colheita deve ser realizada em dias ensolarados e secos.</p><p>1. A colheita não deve ser feita nas horas mais quentes do dia, afim de evitar a desidratação de folhas e flores, além da perda de qualidade do produto.</p><p>2. Também devem ser evitados períodos de alta umidade, pois a água interfere na quantidade de princípio ativo, além de elevar os custos com o beneficiamento.</p><p>Materiais para a colheita</p><p>É importante utilizar as ferramentas adequadas para cada planta e de acordo com a parte a ser colhida.</p><p>Em geral, são utilizadas serras manuais, tesouras de poda, facões, facas e enxadas.</p><p>Cascas e raízes devem ser acondicionadas em cestos ou caixas plásticas próprios para esta finalidade. Sacos de algodão são utilizados para a colheita de folhas, flores, sementes e frutos.</p><p>1. As embalagens utilizadas na colheita (sacos, cestos e caixas plásticas) devem ser diferentes daquelas utilizadas no transporte e na comercialização, para evitar a disseminação de pragas e doenças na propriedade.</p><p>2. As tesouras de poda e as facas devem ser bem afiadas e limpas para evitar danos aos ramos e a proliferação de doenças, especialmente quando a colheita é realizada mais de uma vez na mesma planta.</p><p>3. Máquinas e equipamentos devem ser limpos antes e depois de cada colheita, para evitar misturas entre diferentes plantas.</p><p>Colheita de diferentes partes</p><p>das plantas</p><p>Coleta de raízes</p><p>Reúna o material</p><p>• Enxada</p><p>• Arrancador acoplado no trator (para colheita mecanizada)</p><p>• Faca</p><p>• Caixa plástica (ou recipiente similar)</p><p>Exponha as raízes</p><p>Com uma enxada ou equipamento motorizado (colheita mecanizada), cave em volta da planta para expor as raízes.</p><p>Arranque a planta</p><p>Com uma faca afiada, faça cortes para retirar a quantidade de raízes necessárias.</p><p>Retire o excesso de terra e de radículas</p><p>Acondicione as raízes em caixas plásticas</p><p>Pode os galhos</p><p>Faça a poda dos galhos de onde serão retiradas as cascas.</p><p>O corte deve ser feito deixando, aproximadamente, 20 cm de ponta para facilitar a brotação.</p><p>Para ramos com mais de 5 cm de diâmetro, o corte deve ser feito de forma alternada acima e abaixo do galho, para evitar lascas.</p><p>A extração das cascas deve ser de, no máximo, 23% dos galhos de cada planta.</p><p>Colheita de folhas e ramos</p><p>Reúna o material</p><p>• Tesoura de poda</p><p>• Sacos de algodão</p><p>• Bandejas ou caixas plásticas para acondicionamento das folhas</p><p>e ramos</p><p>Colheita das flores</p><p>Reúna o material</p><p>• Tesoura de poda</p><p>• Saco de algodão</p><p>• Bandeja ou caixas plásticas para acondicionamento</p><p>Colha as flores</p><p>Faça a colheita das flores manualmente ou com a tesoura de poda e deposite em saco de algodão ou nas embalagens plásticas.</p><p>Colheita das sementes</p><p>Reúna o material</p><p>• Tesoura de poda</p><p>• Sacos de algodão</p><p>• Bandejas ou caixas plásticas para acondicionamento das partes colhidas</p><p>Escolha plantas com frutos e sementes saudáveis</p><p>Corte os ramos ou colha os frutos manualmente</p><p>Transporte para o local de beneficiamento</p><p>Beneficiamento das plantas</p><p>Uma vez realizada a colheita, as plantas devem ser encaminhadas rapidamente para o beneficiamento, a fim de evitar fermentação e perda de qualidade do produto.</p><p>É importante que a área de beneficiamento esteja próxima da lavoura, no máximo a 20 km de distância.</p><p>A higiene pessoal dos funcionários é extremamente importante para o beneficiamento das plantas. As pessoas devem manter as mãos bem limpas em todas as fases do processo.</p><p>Objetos de adorno, como esmalte nas unhas, alianças, brincos, relógios, entre outros, devem ser retirados antes das atividades de processamento e beneficiamento das plantas.</p><p>Não é recomendado lavar as plantas medicinais antes da secagem, com exceção das raízes e rizomas.</p><p>Secar as partes das plantas em separado (quando for casca, só casca, semente só semente e assim por diante) porque cada parte tem seu tempo de secagem.</p><p>No caso das flores e folhas, fazer pequenos maços amarrados com um barbante e pendurá-los em um varal até que fiquem bem 16 secos. Colocar plantas com folhas pequenas dentro de um tecido ou saco antes de pendurar no varal.</p><p>Colocar as plantas em pequenas prateleiras compostas por bandejas com peneiras.</p><p>Para flores pequenas como a camomila, deve-se colocar um pano antes da tela para não perder as folhas.</p><p>Ao colocar em peneiras, fazer camadas finas permitindo a circulação de ar entre as partes vegetais para evitar a formação de mofo e fermentação.</p><p>Raízes, troncos e sementes duras pode ser secadas numa peneira de taquara em local ventilado.</p><p>Estrutura de beneficiamento</p><p>Uma estrutura adequada para o beneficiamento deve conter ambientes separados com instalações sanitárias, sala de recepção e pré-limpeza, sala de secagem, sala de classificação e embalagem e local para armazenamento.</p><p>Todos os locais devem ter bancadas que permitam realizar diferentes operações, com altura adequada que permita a ergonomia no trabalho.</p><p>As instalações devem ser dimensionadas de acordo com o volume de produção e ter finalidade exclusiva de beneficiamento de plantas medicinais, aromáticas e condimentares.</p><p>143</p><p>A área de beneficiamento deve ser protegida do trânsito de pessoas não autorizadas e de animais.</p><p>As portas e janelas devem ter telas para evitar a entrada de pássaros e insetos.</p><p>Devem ser colocadas armadilhas em locais estratégicos para o controle de roedores.</p><p>O beneficiamento</p><p>Limpe e prepare o material colhido</p><p>Nesta etapa serão retiradas as impurezas e as partes vegetais danificadas.</p><p>As raízes também deverão ser lavadas, selecionadas e fatiadas, quando necessário.</p><p>O objetivo é facilitar a secagem do material.</p><p>Faça a limpeza e o preparo de folhas e flores</p><p>Selecione as partes vegetais</p><p>b) Remova impurezas, folhas e flores danificadas</p><p>145</p><p>c) Separe as partes vegetais mais grossas (caules, ramos e pedúnculo floral) das folhas e flores.</p><p>d) Encaminhe o material para</p><p>secagem em peneiras ou bandejas plásticas e leve para o secador.</p><p>146</p><p>Limpeza e o preparo de raízes</p><p>a) Selecione as raízes</p><p>b) Retire o excesso de terra</p><p>e as partes danificadas</p><p>c) Lave as raízes em água</p><p>corrente</p><p>d) Fatie as raízes em</p><p>partes menores, caso</p><p>necessário</p><p>e) Coloque as raízes em camadas finas para secar</p><p>Secagem</p><p>A secagem deve ser feita imediatamente após a colheita, a fim de preservar o aroma, o sabor e a cor do produto.</p><p>O tempo de secagem varia conforme a parte colhida (raízes, cascas, folhas e flores), o fluxo de ar (ventilação natural ou mecânica), a temperatura e a umidade relativa do ar.</p><p>Secagem em temperatura ambiente</p><p>É o método mais simples, feito ao sol ou em galpão coberto e protegido da luz.</p><p>Tem a desvantagem de demorar muito tempo para secar, o que expõe o produto à contaminação, perdendo parte da qualidade e do valor comercial final.</p><p>Secagem em secadores</p><p>É o método mais recomendado para plantas medicinais e aromáticas, pois diminui o tempo de secagem e mantém a qualidade do produto elevada.</p><p>Pode ser com ar aquecido ou não.</p><p>Com ar aquecido: pode ser utilizada em qualquer época do ano ou região do Brasil.</p><p>O aquecimento proporciona secagem uniforme, rápida e um produto de qualidade.</p><p>Sem ar aquecido: a movimentação do ar é feita apenas com o uso de ventiladores.</p><p>É recomendada apenas em épocas e regiões com dias quentes e secos, com umidade relativa do ar abaixo de 50%.</p><p>Principais tipos de secadores</p><p>Tipo contêiner: pode ser móvel, com ar aquecido e controle de temperatura automatizado. É recomendado para áreas de produção de até 5 ha.</p><p>Existem diversos modelos disponíveis no mercado.</p><p>Necessita de estrutura coberta para instalação.</p><p>Tipo lanternim: estrutura (sala) de alvenaria com até 96 m 2 de área construída, aquecida por meio de sistema de caldeira ou fornalha e com colunas de bandejas fixas ou móveis.</p><p>É recomendado para áreas de produção de até 18 ha.</p><p>Tipo solar: secador com pequena capacidade, móvel e regulável.</p><p>É de fácil construção e manuseio. É recomendado para pequenas</p><p>produções.</p><p>Embale o produto</p><p>1. Embale o produto</p><p>A forma mais adequada de embalagem depende das exigências do comprador e da distância para o transporte.</p><p>As embalagens mais utilizadas são:</p><p>Fardos (para grandes volumes)</p><p>Sacos de papel ou plástico</p><p>Sacos de papel com camada interna de plástico</p><p>Rotulagem do produto</p><p>As embalagens precisam estar devidamente identificadas, com rótulos e informações de acordo com a legislação vigente e outras informações de manuseio e conservação do produto.</p><p>Os rótulos devem conter, pelo menos, as informações gerais do produtor como nome, CNPJ ou CPF, endereço e contato, nome comum e nome científico da planta, números de lote, data de colheita e prazo de validade.</p><p>O Armazenamento</p><p>O produto deve ser armazenado pelo menor tempo possível.</p><p>O local deve ser seco, escuro, bem arejado e, preferencialmente, protegido de grandes alterações de temperatura.</p><p>A estrutura física deve ser construída com pé-direito elevado (6 m) e, se necessário, com a instalação de exaustores no telhado, para permitir a ampla circulação de ar e a saída de odores que podem contaminar os lotes.</p><p>O produto embalado (fardos, sacos ou caixas) deve ser guardado sobre estrados de madeira e distante de paredes, pois o contato direto facilita a absorção de umidade e o ataque de pragas.</p><p>Para o armazenamento das plantas é melhor ter uma proteção de papel (proteger da luz) para depois serem armazenadas em vidros, caixas, latas ou plásticos.</p><p>Não se deve armazenar diferentes ervas na mesma embalagem. Cada planta deve ser armazenada em embalagem própria, devidamente identificada.</p><p>O produto deve ser armazenado o menor tempo possível, porque geralmente quanto maior o tempo armazenado, maior a perda de princípios ativos.</p><p>O local de armazenagem deve ser limpo, arejado, sem insetos, roedores ou poeira. Ao colocar em peneiras, fazer camadas finas permitindo a circulação de ar entre as partes vegetais para evitar a formação de mofo e fermentação;</p><p>Procure conhecer a parte da planta que serve como remédio (raiz, caule, folha, flor, fruto, semente). Conheça as plantas que são tóxicas.</p><p>Saiba o modo adequado de preparar as plantas medicinais (infusão, maceração etc.).</p><p>Não apanhe plantas nas beiras de córregos, rios, lagos e lagoas, que tenham a água suja ou poluída.</p><p>Não colha plantas próximas de lavouras convencionais, pois podem estar contaminadas com agrotóxico.</p><p>Evite também plantas que estão à beira da estrada, podem estar contaminadas com óleos, graxas e fumaças que saem dos carros.</p><p>Quando for comprar qualquer planta medicinal, procure um local de confiança ou alguém que tenha experiência com plantas medicinais.</p><p>Antes de utilizar uma planta, verifique se foi secada adequadamente, se não contém mofo ou inseto.</p><p>Gestantes só devem usar planta como remédio se orientadas pelo profissional de saúde.</p><p>Evite os chás para crianças que estejam em aleitamento materno até os seis meses de vida.</p><p>Caso esteja utilizando algum remédio alopático (medicamento convencional), não deve misturar com plantas medicinais. O ideal é conversar antes com um médico.</p><p>Transporte e a comercialização</p><p>Nos casos em que o produtor necessitar fazer a entrega do produto diretamente nos pontos de comercialização ou na indústria, o transporte deve ocorrer em veículo com carroceria fechada, bem arejada e sem odores de outros produtos que possam contaminar a carga.</p><p>O produto precisa ficar protegido da incidência direta da luz solar e da poeira.</p><p>Travesseirinhos Aromáticos</p><p>Itens necessários</p><p>Tecido</p><p>Fibra para preencher o travesseiro</p><p>Chás secos a escolha como camomila, erva doce, marcela ...</p><p>5 gotas de óleo essencial de lavanda</p><p>Linha</p><p>Agulha</p><p>Tônico de Aloe vera e Lavanda</p><p>Ingredientes</p><p>Gel da Aloe vera</p><p>Galhos de lavanda</p><p>Modo de fazer:</p><p>Bater no liquidificador e filtrar.</p><p>Durabilidade de 3 meses.</p><p>Maneiras de utilizar</p><p>Quando a pele estiver irritada.</p><p>No cabelo indica-se passar 1 hora antes do banho ou adicionar um pouco do tônico na máscara de tratamento de cabelo que utiliza.</p><p>Repelente com Cravo da Índia</p><p>Ingredientes</p><p>500 mL de álcool de cereais;</p><p>10 g de cravo-da-índia;</p><p>100 mL de óleo de amêndoas ou mineral.</p><p>Colocar o álcool e o cravo da índia num frasco escuro com tampa, ao abrigo da luz, por 4 dias. Mexer esta mistura 2 vezes por dia, de manhã e à noite. Coar e juntar o óleo corporal, agitando ligeiramente e colocar o repelente num recipiente com spray.</p><p>Esta loção também pode ser usada nas superfícies que costumam ter formigas, pois é uma ótima forma de afastá-las. Se as formigas costumam ficar no açúcar, o que se pode fazer é colocar algumas unidades de cravo da índia dentro do açucareiro.</p><p>Repelente de citronela</p><p>Ingredientes</p><p>5 gotas de óleo essencial de citronela;</p><p>1 colher (de sopa) de óleo de côco ou óleo de semente de girassol.</p><p>Modo de preparo</p><p>Misturar os ingredientes e colocar em um recipiente com spray. Borrifar na pele, espalhando nas áreas expostas ao mosquito como braços e pernas. Evitar passar no rosto e lavar as mãos após a aplicação para evitar contato acidental com os olhos, boca e nariz.</p><p>A citronela também pode ser usada na forma de velas ou difusores no ambiente para afastar os mosquitos.</p><p>Repelente para Aranhas</p><p>169</p><p>Mal de Parkinson</p><p>Tempero em Pasta</p><p>Ingredientes</p><p>500 g de alho descascado</p><p>180ml de Azeite de oliva ou óleo (3/4 de xícara)</p><p>75 g de sal ( 5 colheres de sopa)</p><p>Salsinha e cebolinha a gosto</p><p>Modo de Preparo</p><p>Coloque em um processador ou liquidificador metade do alho e bata no modo pulsar.</p><p>Coloque o restante do alho e bata mais um pouco.</p><p>Misture com uma colher e acrescente o azeite ou óleo e o sal e bata mais até o ponto desejado.</p><p>Este é o tempero base.</p><p>Transfira para um pote de vidro com tampa.</p><p>Agora caso queira o tempero verde coloque a salsinha e cebolinha e bata mais um pouco.</p><p>Validade de 3 meses na geladeira.</p><p>Receita: Olina Caseira</p><p>Colocar terceira parte de ervas no vidro para um litro de cachaça de alambique.</p><p>Ervas Utilizadas:</p><p>Chapéu de couro,</p><p>alcachofra,</p><p>pitanga,</p><p>poejo,</p><p>folhas de romã,</p><p>funcho,</p><p>boldo,</p><p>alfazema,</p><p>losna,</p><p>artemísia,</p><p>alecrim,</p><p>mil - em-rama,</p><p>hortelã,</p><p>manjerona,</p><p>sálvia,</p><p>caatinga de mulata e</p><p>Marcela.</p><p>Modo de Preparo</p><p>Pegar umas folhas de cada erva picar e colocar em um vidro.</p><p>Colocar a cachaça e deixar por 20 dias em um lugar escuro.</p><p>Depois coar colocar em vidrinhos.</p><p>Modo de tomar: 1 colher em meio copo de água. Quando necessário.</p><p>Brigadeiro de Erva Cidreira</p><p>1 xícara de chá de leite (desnatado ou integral),</p><p>25 folhas (aproximadamente) de erva cidreira 1 lata de leite condensado,</p><p>1 colher de sopa de margarina (light ou normal),</p><p>Açúcar cristal para enrolar os brigadeiros.</p><p>Modo de Preparo</p><p>Bater no liquidificador a erva cidreira com o leite.</p><p>Em uma peneira coe a mistura e em uma panela com o leite condensado e a margarina, apure todas as misturas até ficar em ponto de brigadeiro.</p><p>Nós observamos quando desprende do fundo da panela (aproximadamente 25 minutos em fogo baixinho), para não esperrar muito. Depois da mistura fria, passe em açúcar cristal fino.</p><p>Bolo de Erva Cidreira</p><p>Ingredientes</p><p>Modo de Preparo</p><p>Obrigado pelas atenção de todos (as)!!!</p><p>image2.png</p><p>image3.png</p><p>image4.png</p><p>image5.png</p><p>image6.png</p><p>image7.png</p><p>image8.png</p><p>image9.png</p><p>image10.png</p><p>image11.png</p><p>image12.png</p><p>image13.png</p><p>image14.png</p><p>image15.png</p><p>image16.png</p><p>image17.png</p><p>image18.png</p><p>image19.png</p><p>image20.png</p><p>image21.png</p><p>image22.png</p><p>image23.png</p><p>image24.png</p><p>image25.png</p><p>image26.png</p><p>image27.png</p><p>image28.png</p><p>image29.png</p><p>image30.png</p><p>image31.png</p><p>image32.png</p><p>image33.png</p><p>image34.png</p><p>image35.png</p><p>image36.png</p><p>image37.png</p><p>image38.png</p><p>image39.png</p><p>image40.png</p><p>image41.png</p><p>image42.png</p><p>image43.png</p><p>image44.png</p><p>image45.png</p><p>image46.png</p><p>image47.png</p><p>image48.png</p><p>image49.png</p><p>image50.png</p><p>image51.png</p><p>image52.png</p><p>image53.png</p><p>image54.png</p><p>image55.png</p><p>image56.png</p><p>image57.png</p><p>image58.png</p><p>image59.png</p><p>image60.png</p><p>image61.png</p><p>image62.png</p><p>image63.png</p><p>image64.png</p><p>image65.png</p><p>image66.png</p><p>image67.png</p><p>image68.png</p><p>image69.png</p><p>image70.png</p><p>image71.png</p><p>image72.png</p><p>image73.png</p><p>image74.png</p><p>image75.png</p><p>image76.png</p><p>image77.png</p><p>image78.png</p><p>image79.png</p><p>image80.png</p><p>image81.png</p><p>image82.png</p><p>image83.png</p><p>image84.png</p><p>image85.png</p><p>image86.jpeg</p><p>image87.png</p><p>image88.png</p><p>image89.png</p><p>image90.png</p><p>image91.png</p><p>image92.png</p><p>image93.png</p><p>image94.png</p><p>image95.png</p><p>image96.png</p><p>image97.png</p><p>image98.png</p><p>image99.png</p><p>image100.png</p><p>image101.png</p><p>image102.png</p><p>image103.png</p><p>image104.png</p><p>image105.png</p><p>image106.png</p><p>image107.png</p><p>image108.png</p><p>image109.png</p><p>image110.png</p><p>image111.png</p><p>image112.png</p><p>image113.png</p><p>image114.png</p><p>image115.png</p><p>image116.png</p><p>image117.png</p><p>image118.png</p><p>image119.png</p><p>image120.png</p><p>image121.png</p><p>image122.png</p><p>image123.png</p><p>image124.png</p><p>image125.png</p><p>image126.png</p><p>image127.png</p><p>image128.png</p><p>image129.png</p><p>image130.png</p><p>image131.png</p><p>image132.png</p><p>image133.png</p><p>image134.png</p><p>image135.png</p><p>image136.png</p><p>image137.png</p><p>image138.png</p><p>image139.png</p><p>image140.png</p><p>image141.png</p><p>image142.png</p><p>image143.png</p><p>image144.png</p><p>image145.png</p><p>image146.png</p><p>image147.png</p><p>image148.png</p><p>image149.png</p><p>image150.png</p><p>image151.png</p><p>image152.png</p><p>image153.png</p><p>image154.png</p><p>image155.png</p><p>image156.png</p><p>image157.png</p><p>image158.png</p><p>image159.png</p><p>image160.png</p><p>image161.png</p><p>image162.png</p><p>image163.png</p><p>image164.png</p><p>image1.jpeg</p>