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<p>Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Andrade, Suely Gregori Teoria e prática de dinâmica de grupo : jogos e exercícios / Suely Gregori Andrade. -- São Paulo : Casa do Psicólogo, 1999. Bibliografia. ISBN 85-7396-051-5 SUELY GREGORI ANDRADE 1. Dinâmica de grupo 2. Empregados - Treinamento 3. Grupos Sociais 4. Pessoal - Avaliação 5. Pessoal Seleção e colocação I. Título. TEORIA E PRÁTICA DE 99-1805 CDD-302.3 DINÂMICA DE GRUPO Índices para catálogo sistemático: JOGOS E EXERCÍCIOS 1. Dinâmica de grupo : Psicologia social 302.3 2. Exercícios : Dinâmica de grupo : Psicologia social 302.3 3. Jogos : Dinâmica de grupo : Psicologia social 302.3 4. Técnicas : Dinâmica de grupo : Psicologia social 302.3 Preparação de originais: Mara Silvia B. Bittencourt Revisão: João Vaz Capa: Ivoty Macambira Composição Gráfica: Jesilene Fátima Godoy Digitação: Jussara Amaro Gregori e Marly G. Darezzo Desenho: Gelson Gregori Casa do Psicólogo R</p><p>Este livro foi escrito com a intenção de levar aos leitores diversas técnicas de grupos para serem usadas em Seleção, Treinamento e Processo 1999 Casa do Psicólogo® Livraria e Editora Ltda. Terapêutico Grupal. As técnicas estão apresentadas de forma didática; aqui você encontrará: OBJETIVO NÚMERO DE PARTICPANTES Reservados os direitos de publicação em língua portuguesa à MATERIAL (para ser xerocopiado) PROCEDIMENTO (como aplicar) FECHAMENTO (são apontados os itens que Casa do Psicólogo Livraria e Editora Ltda. deverão ser abordados e o "como") Rua Alves 436 - CEP 05410-000 - São Paulo SP Fone: (011) 852-4633 Fax: (011) 3064-5392 Foi escrito para facilitar o trabalho de pessoas que E-mail: casapsi@uol.com.br lidam com grupos, quer seja experiente na área, quer http://www.casapsicologo.com.br seja principiante em lidar com as técnicas de Dinâmica de Grupo. Existem milhares de jogos e trabalhos grupais, mas nem sempre temos acesso a todos. Portanto, este É proibida a reprodução total ou parcial desta publicação, para qualquer livro contém 40 técnicas com muitos detalhes e a finalidade, sem autorização por escrito dos editores. teoria necessária para enfocar o perfil do orientador, bem como o formulário para auxiliar o trabalho. É importante lembrar que quanto mais buscarmos dinâmicas melhor, pois nem sempre nos adaptamos a certos jogos, e o sucesso da Dinâmica depende de quanto nos identificamos com ela. Que este livro lhe desperte interesse para novas pesquisas. Impresso no Brasil/Printed in Brazil BOA SORTE !!!</p><p>SUELY GREGORI ANDRADE 9 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 13 COMO LER ESTE LIVRO 15 CONCEITO BÁSICO 17 DE GRUPO 19 DINÂMICA DE GRUPO EM PROCESSO SELETIVO 21 VANTAGENS DA DINÂMICA DE GRUPO EM SELEÇÃO 23 EFICIÊNCIA E EFICÁCIA 29 EFICÁCIA GERENCIAL 31 ORIENTAÇÃO PARA TODAS AS DINÂMICAS DE GRUPO: CUIDADOS QUE O ORIENTADOR DEVE TER 33 APRESENTAÇÃO DAS TÉCNICAS 35 ESTUDO DE CASO 37 ESTUDO DE CASO - "HOTEL" 41</p><p>10 TEORIA E PRÁTICA DE DINÂMICA DE GRUPO SUELY GREGORI ANDRADE 11 TÉCNICAS PARA ABERTURA, DESCONTRAÇÃO, TÉCNICAS PARA PERCEPÇÃO, INTEGRAÇÃO E DIVISÃO DE GRUPOS 43 AUTO-CONHECIMENTO E REFLEXÃO 119 TÉCNICA DE APRESENTAÇÃO AOS PARES 45 COMO SEGUIR INSTRUÇÕES 121 ALFÂNDEGA 47 COMO SOU VISTO POR 125 CADEIRAS EM CÍRCULO 49 GUIA DE CEGO 129 CURTOGRAMA 51 TÉCNICA DA TESOURA 131 FOLHA DE AUTÓGRAFOS 55 MALUCO 135 JOGO DAS CADEIRAS 59 PERCEBENDO MEU RELÓGIO 137 MÚSICA 'STOP' 61 REFLEXÃO COMO ESTOU 141 TÉCNICA DE REPETIÇÃO DE NOMES 63 VOCÊ É UM BOM OUVINTE 145 TÉCNICA DO BARBANTE 65 RELAÇÕES HUMANAS 151 A MARCA DE GIZ 69 TÉCNICAS PARA TOMAR DECISÃO, CORRER RISCOS, TÉCNICAS PARA COMUNICAÇÃO E CRIATIVIDADE 73 LIDERANÇA, COMPETIÇÃO E COLABORAÇÃO, E IMPORTÂNCIA DO TRABALHO GRUPAL E CRIANDO COM LIMITES 75 ORGANIZAÇÃO 153 TÉCNICA DA DISTORÇÃO (BOATO) 79 JOGO DOS NÚMEROS 155 FÉRIAS DE VERÃO 83 ABRIGO SUBTERRÂNEO 161 FILEIRA DA COMUNICAÇÃO 87 SOBREVIVÊNCIA LUNAR 165 JOGO DOS QUADRADOS 91 DINÂMICA DAS FACAS 171 MONÓLOGO E DIÁLOGO 95 GANHE O MÁXIMO QUE PUDER 175 O FOTÓGRAFO 101 JOGO DOS PONTOS 181 O MENININHO 107 TRANSFORMANDO UMA 185 MÃOS ENTRELAÇADAS 113 UM CACHORRO MUITO LOUCO 115</p><p>12 TEORIA E PRÁTICA DE DE GRUPO SUELY GREGORI ANDRADE 13 TÉCNICAS PARA FECHAMENTO 187 INTRODUÇÃO BILHETE ALEGRE 189 SEJA BEM-VINDO - ATÉ BREVE 191 Este livro tem por objetivo facilitar o entendimento das técnicas DINÂMICA DE FECHAMENTO ANÁLISE 193 de Dinâmica de Grupo usadas por pessoas em Seleção, Treinamento, Desenvolvimento, bem como em Grupos Terapêuticos e outros. FORMULÁRIO DE APOIO 197 As técnicas aqui apresentadas poderão ser usadas em empresas, PESQUISA DE MATERIAL PARA DINÂMICA 201 organizações e escolas, por profissionais que desenvolvem trabalhos grupais. Em muitos anos de uso constante de técnicas de Dinâmica de SOBRE A AUTORA 205 Grupo, pude perceber as dificuldades que afligem o orientador do grupo ao escolher e aplicar esta metodologia. Portanto, não tenho a pretensão de apresentar somente técnicas das quais o BIBLIOGRAFIA 207 leitor ainda não conheça, mas sim levá-los a refletir sobre por que aplicar, que resultados colher, como devemos aplicar e explorar a riqueza de dados que podemos perceber. Também é importante saber qual deve ser a postura do orientador, que riscos e comprometimentos determinadas técnicas poderão trazer. O que estarei expondo a seguir é o resultado de muitas leituras e, principalmente, da vivência que tive no decorrer da minha carreira. Quero acrescentar que esta experiência não pára aí, pois, com cada pessoa que pude conviver, nas mais diferentes oportunidades, como profissionais, amigos e professores, ficaram em mim sementes de criatividade, carinho e sabedoria que me permitiram enriquecer este livro. Este livro tem como meta, também, despertar no leitor a curiosidade para a busca de informações sobre este tema.</p><p>14 TEORIA E PRÁTICA DE DE GRUPO SUELY GREGORI ANDRADE 15 Não tenho a intenção de me estender na teoria sobre a História COMO LER ESTE LIVRO da Dinâmica de Grupo (pelo menos, não neste livro), mas expor as diversas técnicas, de forma prática e objetiva. As informações a seguir já são um treino para a maioria dos leitores, pois às vezes perdemos dados importantes até pela nossa ansiedade. Muitas vezes, pegamos um livro e primeiro vemos se ele tem muitas páginas, se as letras são grandes e se há ilustrações!!! E muitas vezes lemos o final antes do início. Pensando nisso, vou pedir a você que tenha um pouco de paciência e siga algumas orientações para agilizar sua leitura. Portanto, vamos lá!!! Leia com atenção a Introdução, que vai dar a você um breve resumo do que vai encontrar neste livro. Passe os olhos pelo índice, mas no momento não se atenha a ele, pois o nome da técnica de Dinâmica pode ser igual ou parecido com o que você já conhece e, assim, fará pré- julgamento. Caso você saiba para que serve a Dinâmica de Grupo, vá para os Cuidados que o orientador deve ter. Este tópico deveria ser lido mais de uma vez. Após o índice, há uma Orientação sobre o principal" que determinada Dinâmica tende a explorar, tal como: supervisão, liderança, criatividade, relacionamento e outros. Observe com cuidado, escolha o que precisar e vá em frente. Lembre-se: para a escolha de uma Dinâmica, tenha "claro os objetivos e resultados que você quer alcançar". Quando escolher as Dinâmicas, leia a princípio os tópicos "Objetivo e Fechamento" para que você saiba se esta Dinâmica poderia ser aplicada à sua necessidade.</p><p>TEORIA E PRÁTICA DE DE GRUPO 17 SUELY GREGORI ANDRADE Tendo identificado a Dinâmica, leia os outros itens com CONCEITO BÁSICO muita atenção. Todas as Dinâmicas poderão sofrer adequação à sua realidade, ou melhor, deverão ser alteradas quando Grupo é o conjunto de pessoas reunidas com objetivos comuns. Portanto, deixe sua intuição, criatividade e A técnica de Dinâmica de Grupo está atingindo grandes conhecimento técnico fazerem parte deste livro. proporções há anos não só na área Terapêutica, mas também No final, você encontrará uma folha de auto-avaliação como nas áreas de Recursos Humanos, no que se refere a Seleção, exemplo, para que você veja sua atuação, podendo conservar Treinamento, Desenvolvimento e outros. ou aperfeiçoar seus métodos. É claro que estudar tudo que abrange a Dinâmica de Grupo Você também encontrará uma Lista de Providências, para requer voltarmos às bases de Kurt Lewin, que criou esta que possa estar "operacionalmente" organizado, podendo expressão Dinâmica de Grupo, e, depois, a todos os seus lidar com o conteúdo do trabalho que vai realizar. seguidores, como Piaget, Bales, Moreno e outros. Portanto, podemos considerar que Dinâmica de Grupo é uma técnica que significa colocar um grupo de pessoas em movimento através de jogos, brincadeiras, exercícios, quando são vivenciadas situações simuladas, proporcionando sensações da vida real, nas quais os participantes poderão agir com autenticidade, buscando aperfeiçoamento de sua conduta, em situação de auto-avaliação. A DINÂMICA DEVE SER APLICADA Quando se estabelecem objetivos claros, em busca de resultados preestabelecidos.</p><p>19 SUELY GREGORI ANDRADE DINÂMICA DE GRUPO PODE SER UTILIZADA NAS: Empresas Escolas Organizações em geral Outras entidades PODERÁ SER APLICADA EM: Seleção Treinamento e Desenvolvimento Integração Avaliação em geral Grupos de sensibilização Descontração Levantamento de necessidades Auto-avaliação Outros casos Clínica Processo de amadurecimento terapêutico - Autoconhecimento - Supervisão de casos clínicos - Outros casos</p><p>SUELY GREGORI ANDRADE 21 DINÂMICA DE GRUPO EM PROCESSO SELETIVO Na Dinâmica de Grupo em Processo Seletivo, o aplicador deve ter grande cuidado e estar muito preparado, munido de material de anotações e número mínimo de pessoas que possam ser avaliadas. Por exemplo: um observador para no máximo 5 pessoas. A duração da Dinâmica varia de acordo com o exercício escolhido em diferentes situações. Como orientação, não ultrapasse 3 horas. Em seleção, existem algumas etapas importantes. A) Primeiro contato grupal. Nesse contato, deve-se: apresentar a empresa; dizer o objetivo da seleção; pedir e espontaneidade; informar o tempo que ficarão juntos e o que farão; e perguntar se alguém tem algo a dizer. A Dinâmica de Grupo deverá ser realizada após entrevistas individuais ou breve contato individual, para que se possa ter um perfil mais cuidadoso do candidato. B) Aplicação de técnica de Apresentação e Integração C) Realização da Dinâmica de Grupo específica para o cargo (detalhamento a seguir).</p><p>TEORIA E PRÁTICA DE DINAMICA DE GRUPO SUELY GREGORI ANDRADE 23 VANTAGENS DA e Seleção, é importante encerrar dando retorno DINÂMICA DE GRUPO EM SELEÇÃO da participação de cada uma das pessoas. : Não é Avaliação Grupal, mas apenas um ento pela participação. Para isso, apresente, eral, o que você avaliou durante o trabalho e Acelera o processo de escolha do candidato. tende dar resposta sobre a vaga. Aproxima o requisitante do R.H. Clarifica a imagem do selecionado, confirmando ou excluindo algumas hipóteses levantadas na entrevista. final, você encontrará um formulário que iliá-lo na avaliação. Maior índice de assertividade, pois está sendo observado por mais de um selecionador. Seleção feita em ambiente informal, o que proporciona maior espontaneidade para agir. ANTES DA DINÂMICA (ESCOLHA DE MÉTODO) Pergunte a você: Por que fazer "esta" seleção através da Dinâmica de Grupo? A DINÂMICA DEVE SER APLICADA QUANDO: Há grande número de pessoas para poucas ou apenas uma vaga (por exemplo, uma vaga para 5 candidatos) e os candidatos apresentaram estar qualificados para o cargo de forma homogênea. A proporção para a Dinâmica é de, no mínimo, 4 pessoas para uma vaga. Caso queira avaliar mais pessoas, coloque apenas 10 participantes, para não perder a qualidade da avaliação.</p><p>24 TEORIA E PRÁTICA DE DE GRUPO SUELY GREGORI ANDRADE 25 Verifique seu tempo disponível, Caso", colocando tarefas que serão executadas no dia-a- para estar por inteiro na situação de avaliação. dia, com reais dificuldades. Mas, cuidado: a pessoa observada não tem obrigação de O tempo máximo de uma Dinâmica deve ser de 4 horas, saber a conduta particular da empresa, mas deverá mostrar sendo 3h30min. para exercício propriamente dito e 30 min. "potencial" para aprender. Podemos perceber isso pela para atrasos, coffe break, despedidas e outras etapas que coerência de suas respostas. julgar Prepare uma tabela de avaliação para facilitar sua Após esse tempo, a percepção do selecionador passa a ficar observação e análise posterior. prejudicada, bem como o desempenho dos avaliados. Selecione um material para cada candidato (caso necessite) Para boa observação, são indicadas de 3 a 4 pessoas para lápis, caneta, régua, tesoura, cola, revista etc. -, mas não cada avaliador, a fim de que não se percam detalhes. distribua individualmente; coloque-os agrupados sobre uma Na Dinâmica de Grupo, pode-se avaliar o conhecimento mesa. O objetivo é fazer com que os candidatos se técnico do candidato, bem como suas características movimentem pela sala, distraindo-se, através do contato pessoais. Mas este procedimento torna-se eficaz quando com o espaço físico e com as pessoas que ali estiverem, tivemos, antes, um contato prévio; na Dinâmica, podemos tornando o candidato mais espontâneo, o que será mais uma ver seu desempenho com mais clareza. preparação para o trabalho eficaz. Caso essa entrevista precedente à Dinâmica não possa ocorrer, faça um contato individual posterior com o IMPORTÂNCIA DA IMAGEM (LOGÍSTICA) Mas exclua do processo o candidato que, durante a Dinâmica, Prepare as cadeiras adequadamente. foi estimulado a participar ativamente e não o fez. O material deverá estar disposto de forma agradável. Os cestos de lixos devem estar limpos e dispostos em PREPARAÇÃO diversos lugares. Tenha claro os tópicos a serem avaliados. O banheiro deve ser bem-arrumado e decorado. Compartilhe com o requisitante as características do A mesa do café deverá ser preparada de forma agradável, candidato que "ele" precisa ter em seu departamento ou com bandejas e guardanapos. A quantidade de iguarias ou área. "Não tente variedades de sucos ou chás fica a critério de cada empresa, Caso você queira avaliar o candidato também mas a preparação e a disposição são uma demonstração de peça ao requisitante para elaborar com você um "Estudo de equilíbrio e organização.</p><p>26 TEORIA E PRÁTICA DE DE GRUPO SUELY GREGORI ANDRADE 27 É importante tratar os selecionados como convidados. Peça-lhes que se alimentem antes de virem à empresa, pois Lembre-se: a Seleção é a porta de entrada, e sempre é um momento de tensão, apesar de haver coffe break. "a primeira impressão é a que fica". APRESENTAÇÃO O HORÁRIO Antes de iniciar, verifique se todos os convocados estão O primeiro período do dia tende a ser mais eficaz para a presentes. Caso esteja faltando alguém, analise: Dinâmica, por várias razões: É um forte candidato? elimina a tensão do candidato; Sem ele não poderá ser feita a Dinâmica? teoricamente, as pessoas estão mais descansadas e ainda Está havendo um imprevisto justificado? não entraram no ritmo das dificuldades do dia-a-dia. Caso as questões acima sejam positivas, peça 10 minutos as atividades tanto dos candidatos como do avaliador ao grupo e retarde o início. Comece pela apresentação, que não precisam ser interrompidas, para que se reúnam também lhe dará tempo para introduzir a técnica, sem que para Seleção, pois dia começou com a os candidatos pontuais fiquem ansiosos. Não ultrapasse 10 Você, selecionador, terá a tarde para discutir a avaliação, minutos, pois aumentará a tensão e será deselegante. quando os acontecimentos ainda estarão claros em sua Quando todos estiverem em suas cadeiras, procure proceder memória. da seguinte forma: Cumprimente os participantes. NA CONVOCAÇÃO Agradeça a participação de todos. Certifique-se da disponibilidade dos candidatos e observe Apresente as pessoas que estão com você e por que a distância de que virão para que possa demarcar a hora de estão ali. chegada. Fale sobre a empresa (breve histórico). O início pode ser marcado para as 8h30min. O término, Diga de forma bem-resumida a função do cargo ao qual para as 12h30min., dependendo da disponibilidade da estão concorrendo. empresa. Depois de falar sobre a empresa, diga sobre este dia, o Fale do traje escolha vestimenta descontraída; na que será feito, por que, em que tempo, hora do café, e informalidade, a espontaneidade é mais emergente. sua previsão para possíveis respostas de aprovação ou Explique sobre a Dinâmica e que haverá um trabalho em grupo para ser feito durante X horas.</p><p>28 TEORIA E PRÁTICA DE DINÂMICA DE GRUPO SUELY GREGORI ANDRADE 29 Abra espaço para o grupo perguntar algo, se quiser. EFICIÊNCIA E EFICÁCIA Apresente a sala, o material a ser utilizado, a localização do banheiro, da água e do café. Não poderá haver interrupção durante o exercício (saída da sala), a menos que seja determinado pelo selecionador. Quando aplicamos a "Dinâmica de Grupo em Obs.: Caso queira, também é viável fazer a Dinâmica de queremos agilizar o processo de escolha de um candidato Apresentação após a apresentação da empresa. para alguma vaga. A eficácia desse método consiste em Distribua crachás para o selecionador e os observadores. colocar o candidato em situação de grupo, para que se envolva em diferentes tarefas, podendo desempenhar um Caso o requisitante queira participar da Dinâmica, deve papel de forma autêntica. ser bem-vindo; isso é importante, pois facilita a avaliação, já que o candidato, se aceito, vai trabalhar Quando aplicamos a "Dinâmica de Grupo em Treinamento", com o requisitante, não com o R.H. buscamos mudanças de atitude ou comportamento no que se refere a aprender, aperfeiçoar ou qualificar as ações já Oriente o requisitante sobre sua participação. A existentes. interferência do selecionador só poderá ser feita para estimular o grupo, nunca para julgar. Se você, Portanto, veja uma Dica que vai ajudar você: selecionador, tiver um roteiro ou uma planilha de Eficácia Gerencial não é ser gerente de carteirinha, mas ter avaliação, forneça-a ao requisitante do cargo, para que atitudes que gerem ações, mudanças, transformações ele possa opinar na escolha das características do (melhoria comportamental, operacional e de liderança). candidato. Existe uma diferença em ações Eficientes e Eficazes. A Dinâmica de Grupo visa, também, direcionar esforços para TÉRMINO DA aperfeiçoar os participantes em ações eficazes. Após a Dinâmica e todo seu conteúdo, agradeça o Veja, a seguir, um exemplo de eficácia gerencial. Quando pensar grupo. Caso queira, pergunte como as pessoas se em uma Dinâmica, veja qual resultado está buscando, para que sentiram, peça feedback (retorno), mas cuidado: não possa escolher a Dinâmica mais adequada. avalie a técnica, mas como se "sentiram". E com essas informações, você poderá aperfeiçoar sua técnica para outros grupos.</p><p>SUELY GREGORI ANDRADE 31 EFICÁCIA GERENCIAL EFICIÊNCIA EFICÁCIA fazer as coisas bem fazer as coisas certas seguir procedimento perseguir resultados resolver problemas criar alternativas ênfase em tarefas em contribuições visão do detalhe visão do conjunto (técnico) (gerente) ênfase em insumos ênfase em produto (inputs) final (outputs) aplicar tempo e aplicar tempo e esforços esforços (em (em todas as áreas) pontos prioritários) voltada para o fazer voltada para o pensar necessária no nível necessária no nível de da execução decisão</p><p>SUELY GREGORI ANDRADE 33 ORIENTAÇÃO PARA TODAS AS DINÂMICAS DE GRUPO: CUIDADOS QUE ORIENTADOR DEVE TER 1 - QUANDO FOR ESCOLHER UM TRABALHO EM GRUPO, FAÇA AS SEGUINTES PERGUNTAS: a) Por que escolho uma Dinâmica de Grupo? b) Para quem (população, número de pessoas)? c) É mensurável? d) Qual o local e que tipo de aparelhagem está disponível (inclui assistente)? e) Qual o tempo de aplicação? f) Qual resultado quero atingir. 2 - OBSERVAR AS DIVERSAS DINÂMICAS QUE PODERÃO SER USADAS EM DIFERENTES SITUAÇÕES, DEPENDENDO DE SUA CRIATIVIDADE. Na Dinâmica: estabeleça um clima amigável; lembre-se da apresentação pessoal. Diga-lhes os objetivos do treinamento, o tempo e a didática; cuidado ao fazer julgamentos; participe ativa e atentamente, aproveitando todas as informações que lhe são dadas.</p><p>34 TEORIA E PRÁTICA DE DE GRUPO No Fechamento: agradeça a participação de todos; avalie o trabalho; diga qual o próximo passo, que deverá ser seguido. OBS.: Para mais detalhes, veja "Dinâmica de Grupo em Em cada Dinâmica apresentada, observe o TÉCNICAS PARA: "procedimento" seguido. - ABERTURA - DESCONTRAÇÃO - INTEGRAÇÃO - DIVISÃO DE GRUPOS</p><p>SUELY GREGORI ANDRADE 37 ESTUDO DE CASO Esta técnica visa estudar, analisar e dar sugestões a casos já apresentados. Foi idealizada pela Escola de Administração, da Universidade de Harvard, e difundida na Segunda Guerra Mundial, para treinar e analisar dirigentes de empresas. Também é usada em consultório para avaliações e classificação de atitudes e comportamento. Os estudos de caso devem estar direcionados para a necessidade de cada empresa e para uma ação específica, como Seleção, Treinamento ou Trabalho Clínico. Portanto, em vez de relatar vários estudos de caso, falar como elaborar um caso, expondo apenas um "Estudo de Caso". TÉCNICA Defina e selecione que característica você gostaria de trabalhar. Por exemplo: iniciativa, correr riscos e outras. quanto deste objetivo e resultados você quer alcançar. Verifique o nível dos participantes. Veja o tempo disponível. Verifique o material disponível. CARACTERÍSTICA caso (história) deverá estar centrado em um só problema. Busque descrever uma situação que tenha começo, meio e fim.</p><p>38 TEORIA E PRÁTICA DE DE GRUPO SUELY GREGORI ANDRADE 39 Escolha um caso que contenha personagens, ações e Treinamento - você poderá explorar "situações reais". Por condutas inadequadas, para que seja exemplo: Tente trabalhar sempre com dados reais. vendedores em situações de vendas; Recolha todas as informações necessárias para a telefonistas em suas atividades do dia-a-dia etc. compreensão do caso. No nível gerencial, casos com relação à liderança, à Busque a situação ou a história dentro do seu próprio percepção etc. trabalho. Clínica - você poderá explorar a auto-avaliação, a percepção, a empatia, as e as opiniões sobre fatos DESENVOLVIMENTO que, na vida real, parecem não ter solução. O orientador explica ao grupo que irá passar um "caso", o qual Veja um exemplo típico a seguir. deverá ser lido até o fim e analisado, respondendo às questões que se seguem (o orientador deverá fazer perguntas que causem polêmica, elevando a participação e o comprometimento dos participantes). Após ter terminado, peça aos participantes para expor ao outro grupo seu caso, e a solução adotada. É importante que o orientador disponha de materiais lúdicos, pois às vezes fica mais rica uma apresentação teatral (dependendo do que você quer analisar). FECHAMENTO Dependendo do caso, você poderá explorar: idéias para tomada de decisões gerenciais, administrativas, operacionais e outras. Seleção você poderá avaliar o candidato em tomada de decisão, iniciativa, trabalho grupal, criatividade, equilíbrio emocional e outros.</p><p>SUELY GREGORI ANDRADE 41 ESTUDO DE CASO - "HOTEL" DINÂMICA DE GRUPO Você está participando de um processo de avaliação. Deve, pois, ler as instruções e agir o mais naturalmente possível. Boa Sorte! Estamos na véspera de Carnaval, quando a procura por estada nos hotéis do Nordeste é muito grande. Em um hotel à beira mar, de categoria 5 estrelas, foram reservados todos os apartamentos para as festividades carnavalescas. A cada final de semana, você, que é uma das pessoas que efetua reservas, faz uma checagem do número de apartamentos e das confirmações. Mas, para sua surpresa, houve um erro operacional "seu". Você reservou a mesma suite para 2 casais especiais: um estava vindo em lua-de-mel e foi um grande contato do "promotor de vendas", que estava buscando esta oportunidade há tempos; o outro casal estava vindo em comemoração de seus 25 anos de casados, pois haviam ganho de seus filhos uma volta ao mundo, e nosso hotel foi escolhido, porque fazia parte de grande roteiro turístico. Os dois casais são pessoas influentes e qualquer problema poderia prejudicar a imagem do estabelecimento.</p><p>42 TEORIA E PRÁTICA DE DE GRUPO Você está num período de muita correria e de algumas horas extras. Então, resolve não apresentar seu erro para a chefia, com receio de punição, dando segmento à sua maneira. Decide manter a reserva para um dos casais e entra em contato com o outro para cancelar a reserva, e explica-se. Mas o casal que acabou ficando sem apartamento não gostou da notícia dada em cima da hora. Vocês acabam discutindo ao telefone e há, inclusive, possibilidades de o problema chegar à APRESENTAÇÃO sua chefia, através do "casal prejudicado". DAS TÉCNICAS A seguir, apresentaremos as técnicas de Dinâmica de Grupo, Para qual casal você manteria a reserva e por quê? que são compostas de informações sobre: 2 - Quais providências deveriam ser tomadas para que o problema não ocorresse? - ESTUDO DE CASO 3 Caso o problema chegue à sua chefia, quais explicações - JOGO você daria? - EXERCÍCIO</p><p>SUELY GREGORI ANDRADE 45 TÉCNICA DE APRESENTAÇÃO AOS PARES OBJETIVO Facilitar a integração e a identificação dos participantes do grupo que vão iniciar um trabalho. Poderão ser pessoas da mesma equipe de trabalho. NÚMERO DE PARTICIPANTES No máximo, 20 pessoas. MATERIAL Crachás com nomes dos participantes. PROCEDIMENTO O orientador diz ao grupo o objetivo da atividade, o tempo que será gasto em sua execução (10 minutos) e em que consiste: Serão formadas duplas de pessoas que ainda não se conheçam (na medida do possível). Cada pessoa que compõe a dupla deverá entrevistar o companheiro e ser entrevistada. O orientador coloca no quadro as perguntas que os pares deverão fazer um ao outro: nome, idade, estado civil, filhos, seção que irá trabalhar, empresa que trabalhou anteriormente, cargo que ocupava e tempo que permaneceu na empresa, bem como outras questões que achar conveniente.</p><p>46 TEORIA E PRÁTICA DE DE GRUPO SUELY GREGORI ANDRADE 47 Cada um terá 3 minutos para ser entrevistado e 3 minutos ALFÂNDEGA para entrevistar. Em seguida, cada um apresentará o companheiro do grupo. Após a apresentação de cada elemento do grupo, o orientador fixa um crachá na carteira da pessoa apresentada, OBJETIVO contendo o nome do mesmo e a seção que trabalha, de modo Promove a descontração e o relaxamento. que todos possam ver o nome. O exercício termina quando todos os participantes tiverem NÚMERO DE PARTICIPANTES sidos apresentados. No máximo, 20 pessoas. Obs.: O orientador deverá ater-se apenas à apresentação e ao conhecimento dos participantes. TEMPO 40 minutos. TEMPO Aproximadamente, 40 minutos (para um grupo de 15 elementos). PROCEDIMENTO O multiplicador inicia o jogo, esclarecendo que o objetivo de FECHAMENTO todos é passar pela alfândega. Agradeça a participação de todos, pois muitas vezes o grupo já O jogo tem continuidade quando, um a um, os participantes se conhece e o orientador precisa desses dados para seu perguntam ao multiplicador se com "tal objeto" passa ou não pela treinamento e/ou reunião. O multiplicador deve mentalmente estabelecer uma regra que estabelece se o objeto passa ou não. Exemplo: Só vão passar objetos cujo nome contém a letra R ou objetos de madeira, e assim por diante. A resposta será passa, se o objeto atender à regra estabelecida. Cabe ao grupo descobrir qual a "chave" da alfândega, isto é, o critério estabelecido pelo multiplicador para um objeto "passar" ou "não passar".</p><p>TEORIA E PRÁTICA DE DE GRUPO SUELY GREGORI ANDRADE 49 o terminar antes que todos descubram a senha. Se precisar, CADEIRAS EM CÍRCULO dicas, mas não a resposta. CHAMENTO ve-se fechar a Dinâmica dizendo: OBJETIVO ste é um exercício de relaxamento; nele, muitas vezes Promover a integração grupal, bem como fazer divisão de grupos demos a espontaneidade e a percepção, ficando mais tensos para trabalho. nenos criativos. Diga ao grupo que quanto mais relaxados, Exemplo: Os que ficaram em pé formarão um grupo; os is criativos serão. sentados, outro grupo (ou grupos). Serão formados os grupos contando a ordem de saída. Exemplo: 2 a 2, 3 a 3 etc. NÚMERO DE PARTICIPANTES No mínimo, 8 pessoas. E no máximo, 20. MATERIAL Número de cadeiras igual ao número de participantes. PROCEDIMENTO O multiplicador solicita aos participantes que formem um círculo com suas cadeiras no centro da sala de treinamento. Após a formação do círculo, o multiplicador solicita a um participante que fique de pé, no centro do círculo, e retira a sua cadeira. Explica-se que o participante deve escolher uma pessoa sentada e, dirigindo-se a ela, dizer: Fulano, eu gosto de você!</p><p>50 TEORIA E PRÁTICA DE DE GRUPO SUELY GREGORI ANDRADE 51 A pessoa escolhida responde: CURTOGRAMA Por quê? A pessoa em pé diz: Porque você... (um objeto que tem ou usa a maioria das OBJETIVO pessoas da sala). Por exemplo, um relógio. Promover conhecimento mútuo, integração e descontração, e Porque você usa relógio. autoconhecimento Nesse momento, todos que estão de relógio deverão se levantar e trocar de lugar, procurando outra cadeira para se sentar, rapidamente. NÚMERO DE PATICIPANTES A pessoa que estava de pé no centro do grupo deverá tirar uma No mínimo, 6. E no máximo, 25. cadeira e se retirar do grupo. Quem ficará no centro, agora, é a pessoa que não conseguiu sentar, continuando o procedimento MATERIAL anterior. Papel, caneta ou lápis e formulário. FECHAMENTO PROCEDIMENTO orientador poderá dizer ao grupo que é importante estar atento, Distribuir uma folha em branco para cada participante e brincar e participar. desenhar, em um quadro ou flip-chart, o seguinte exercício: Caso queira, poderá dividir o grupo em subgrupos para outros trabalhos. Exemplo: Os 4 primeiros formam um grupo; os outros 4 formam CURTOGRAMA o segundo grupo; e os que ficaram sentados formarão o terceiro grupo, para o trabalho. CURTO E FAÇO CURTO E NÃO FAÇO TEMPO Aproximadamente, 15 minutos. NÃO CURTO E FAÇO NÃO CURTO E NÃO FAÇO</p><p>52 TEORIA E PRÁTICA DE DE GRUPO SUELY GREGORI ANDRADE 53 Prepare o formulário, para que seja distribuído a cada CURTOGRAMA participante. Diga que este exercício vai fazer com que nos conheçamos mais, e aos nossos colegas também. CURTO E FAÇO CURTO E NÃO FAÇO Preencham os espaços em branco com, no mínimo, 6 tópicos para cada quadrante. É importante que se diga aos participantes que vamos escrever sobre coisas do dia-a-dia e, também, sobre fatos isolados. Após o preenchimento, peça ao grupo que leia sua folha. Diga que, quando alguém estiver falando, você poderá completar sua folha, o que dará mais uma chance para você se auto-avaliar. FECHAMENTO Neste exercício, você poderá explorar a colaboração dos participantes do grupo, porque, a cada colocação de um participante, os outros podem se ver, explorando, assim, o significado de empatia, que é a capacidade de se colocar no NÃO CURTO E FAÇO NÃO CURTO E NÃO FAÇO lugar do outro. Pergunte ao grupo como se sentiram e o que o acrescentou. Isso sensibiliza o grupo para trabalhos em conjunto, aproximando-os.</p><p>SUELY GREGORI ANDRADE 55 FOLHA DE AUTÓGRAFOS OBJETIVO Descontrair o grupo, promovendo integração e conhecimento intergrupal. Trabalhando a percepção em relação às pessoas. NÚMERO DE PARTICIPANTES No máximo, 20 pessoas. MATERIAL Folha, com diversas frases (cerca de 20), contendo situações do cotidiano, sem comentários sobre aspectos profissionais (ver modelo a seguir). Este material poderá ser modificado de acordo com a realidade do grupo ou empresa, buscando a criatividade. PROCEDIMENTO Distribua o material, adequando-o ao número de participantes. Explique que deverão ler todas as frases e identificar uma "pessoa" para cada situação, colocando o nome do colega ao lado, para saber quem você escolheu. Depois de todos escolhidos, todos os participantes deverão buscar o "autógrafo" de cada pessoa, pedindo que assine à frente da frase; caso o escolhido discorde, não deverá assinar, ficando em branco esta frase.</p><p>56 TEORIA E PRÁTICA DE DE GRUPO SUELY GREGORI ANDRADE 57 IMPORTANTE MODELO DE FOLHA DE AUTÓGRAFOS Cada participante deverá escolher uma frase para cada pessoa, não devendo ter alternativas. Quando todos tiverem terminado, abra o grupo para que as pessoas possam ver o que escolheram (não repita as frases já INSTRUÇÕES ditas). Exemplo: Quem mora com a sogra... Dentre os seguintes itens, selecione 10 deles colocando um Permita que todos saiam de seus lugares, para que o grupo se X em cada uma de suas escolhas. descontraia, ria, e, assim, seus membros brinquem e travem Durante a sessão de busca de autógrafos, você estará conhecimentos sem maiores responsabilidades. entrevistando pessoas para descobrir aquela que preenche cada uma das 10 categorias ou condições que você TEMPO selecionou. Varia de acordo com o número de pessoas. Caso seja de 10 Você obterá, então, o autógrafo daquela pessoa no espaço pessoas, poderá ser de aproximadamente 30 minutos. apropriado. Você deve ter um autógrafo diferente para cada um dos 10 itens. FECHAMENTO 01-Alguém que irradie simpatia Quando todos tiverem terminado, peça que digam quantas assinaturas conseguiram, pedindo a alguns que leiam sua 02-Alguém do mesmo signo astrológico que o seu escolha. 03-Alguém que more sozinho Exemplo: Alguém que more no mesmo estado e... "Fulano". ) 04-Alguém que seja novato no trabalho Nesse momento, pergunte ao grupo "em que estado cada um de ( ) 05-Alguém que tenha nascido do mesmo Estado que você vocês nasceu"? E assim por diante, para que todos se 06-Alguém que toque um instrumento musical Diga ao grupo que este exercício é para descontrair e, assim, 07-Alguém que more no mesmo bairro que o seu aumentar o conhecimento dos participantes. 08-Alguém que tenha mais de 5 filhos ( ) 09-Alguém que torça pelo mesmo time que você torce 10-Alguém que trabalhe há mais de 2 anos na empresa 11-Alguém que jogue futebol 12-Alguém que faça ginástica</p><p>58 TEORIA E PRÁTICA DE DE GRUPO SUELY GREGORI ANDRADE 59 ( ) 13-Alguém que goste de ir ao cinema JOGO DAS CADEIRAS ( ) 14-Alguém que tenha animais domésticos 15-Alguém que tenha hábito de ler jornal 16-Alguém que seja muito 17-Alguém que já tenha composto uma música OBJETIVO 18-Alguém que more com a sogra Descontrair, promover integração e movimentação do grupo, formar subgrupos para trabalho. ( ) 19-Alguém que goste de praia ( ) 20-Alguém que já tenha desfilado em Escola de Samba NÚMERO DE PARTICIPANTES No mínimo, 4 participantes. Não há limite máximo de participantes. MATERIAL Cadeiras, fita cassete e gravador. PROCEDIMENTO O orientador solicita aos participantes que coloquem suas cadeiras uma ao lado da outra, com as frentes viradas alternadamente. Exemplo: Com todos os participantes em pé, o orientador solicita que estes corram, em fila indiana, ao redor das cadeiras ao som de uma música qualquer. Quando a música parar, todos devem procurar uma cadeira e sentar.</p><p>60 TEORIA E PRÁTICA DE DE GRUPO SUELY GREGORI ANDRADE 61 O orientador retira uma cadeira e coloca a música por MÚSICA 'STOP' aproximadamente um minuto e vai repetindo essa ação até que fique apenas um participante. FECHAMENTO OBJETIVO Esta Dinâmica traz uma emoção de competição. Nela, você Descontração do grupo e formação de subgrupos. poderá observar o nível de tensão dos participantes, caso queira trabalhar com este fato posteriormente. NÚMERO DE PARTICIPANTES Ela pode ser usada como competição e, também, para subdividir No mínimo, 8 pessoas. o grupo. Exemplo: A cada 3 pessoas que ficam sem cadeira constitui um MATERIAL subgrupo, caso seja uma competição com um vencedor no final. Aparelho de som/CD ou fita cassete. Trabalhe a emoção de ganhar e quais as dificuldades para atingir os objetivos. PROCEDIMENTO Prepare uma música alegre e que seja conhecida da maioria, para que todos possam pular e cantar. Diga a eles que você vai por uma música do qual todos deverão sair pela sala dançando em sentidos diversos. Você irá parar a música em qualquer momento e escreverá um número na lousa, que será o número de pessoas que vão se abraçar. Exemplo: Há na sala 15 pessoas. Você escreve, primeiro, o número 5. Deverão ser formados 3 grupos de 5 pessoas. Comece a música novamente e todos continuam a dançar. Você pára a música e escreve 2; então, os pares se juntarão e sobrará uma pessoa.</p><p>62 TEORIA E PRÁTICA DE DE GRUPO SUELY GREGORI ANDRADE 63 E você vai continuando a música por umas 5 ou 6 vezes, TÉCNICA DE REPETIÇÃO DE NOMES até que todos tenham se descontraído e você escreve o número que quiser para manter o subgrupo. FECHAMENTO OBJETIVO Este exercício descontrai o grupo e permite que todos entrem Descontrair o grupo e memorizar os nomes dos participantes. em "contato" com todos. Isso poderá ser dito ao grupo. A escolha passa a ser aleatória e deixa o grupo mais sintonizado. NÚMERO DE PARTICIPANTES Logo após o término, peça ao grupo que se reúna com as pessoas Até 20 pessoas. que formaram o subgrupos. E você poderá dar continuidade a seu trabalho de equipe. MATERIAL Distribuição de crachás posteriormente à Dinâmica. PROCEDIMENTO O orientador diz ao grupo o objetivo da atividade que será realizada, que é o de "proporcionar a rápida identificação das pessoas". Diga-lhes que não tem problema se esquecerem ou errarem um nome ou outro (isto para que não cause tensão ou dificulte a memorização dos nomes). Em seguida, o orientador pede para a pessoa que está à sua direita que inicie a atividade, dizendo o seu nome. A neste exercício será: o à direita dirá seu nome, o dirá o nome do 1° e do o dirá o nome do do e, por último, do e assim sucessivamente.</p><p>TEORIA E PRÁTICA DE DINÂMICA DE GRUPO SUELY GREGORI ANDRADE 65 TÉCNICA DO BARBANTE lo número de participantes. Para 20 pessoas, o tempo imadamente 15 minutos. NTO OBJETIVO rupo que isto facilitará o contato entre eles e que é Esta técnica visa descontrair o grupo, bem como mostrar a ortante que as pessoas sejam tratadas pelo nome. importância de trabalhos realizados com diversas pessoas. Mostra a importância da criatividade e que, brincando, eguida, distribua os crachás de mesa ou peito. poderemos nos surpreender com os resultados. Usada em aberturas e fechamentos do trabalho grupal. TEMPO Aproximadamente, 40 minutos. NÚMERO DE PARTICIPANTES No máximo, 20 pessoas. Caso fique muito grande o grupo, faça subgrupos de 10 pessoas. MATERIAL Barbante, lápis de cor ou tinta a dedo, papel de flip-chart ou cartolina. PROCEDIMENTO orientador pede aos participantes que passem o barbante uns para os outros com o objetivo de formar figuras quaisquer. Portanto, o rolo vai entrelaçar os participantes, que deverão estar</p><p>66 TEORIA E PRÁTICA DE DE GRUPO SUELY GREGORI ANDRADE 67 sentados em diversas disposições na sala, nunca de maneira Percepção uniforme. Exemplo: círculo, semicírculo ou quadrado. Sensibilidade Cada participante poderá antever a forma e pedir o rolo, por Integração gesto (o que reforça o fato de que em grupo devemos nos olhar). Conhecer os objetivos Quando do término do entrelaçamento, peça as pessoas que se Curiosidade movam, para poder dizer que só nos movemos quando todos se Criatividade propõem a estar na mesma direção. O orientador deverá observar as frases ditas na hora do Depois deste exercício, pedir para que coloquem o barbante no movimento, pois assim poderemos conhecer pessoas líderes, chão, sobre a cartolina ou a folha de chart, sem que os desenhos mediadores, autoritários e outras características dos participantes (forma) sejam alterados. Em seguida, peça ao grupo que pinte do grupo. o interior dos desenhos e trabalhe o que lhes parece. Tudo isto será material para mostrar que, em um grupo, é IMPORTANTE: Não há certo ou errado; depois de pintado, importante que existam diferenças individuais, mas com o retire o barbante e visualize o trabalho do grupo. Explore o mesmo objetivo. brincar. Normalmente são feitos desenhos muito interessantes. É importante que os participantes fiquem à vontade e possam se surpreender com a beleza de sua criação. FECHAMENTO Dizer para os participantes que para um trabalho de grupo, precisamos ter: Colaboração Observação, aceitar regras Comunicação verbal e não-verbal Movimentar para a mesma direção Criatividade (mover-se sem pedir o barbante) Para que todo o grupo ande, é preciso que todos percebam o ritmo de cada um; do contrário, o barbante se afrouxará ou esticará em excesso, não permitindo um movimento fluido.</p><p>PRÁTICA DE DINÂMICA DE GRUPO SUELY GREGORI ANDRADE 69 A MARCA DE GIZ OBJETIVO Descontrair e conscientizar o grupo para buscar sempre alternativas criativas, alternativas para solução de problemas. Aberturas de trabalhos. NÚMERO DE PARTICIPANTES Até 20 pessoas. MATERIAL Folha- - textos - desenho da "mancha" ampliada, em transparência. PROCEDIMENTO Pedir às pessoas que observem a figura a ser mostrada na transparência. Dizer que não existe certo nem errado. Peça que eles digam o que vem em sua mente sem muita elaboração. Depois que todos tenham dito tudo que quiserem, distribua o texto e peça que alguém o leia. FECHAMENTO Leve-os a refletir sobre os estereótipos, os limites de nosso aprendizado. Muitas vezes, dizemos e analisamos coisas que os outros nos impuseram.</p><p>70 TEORIA E PRÁTICA DE DE GRUPO SUELY GREGORI ANDRADE 71 Ter criatividade é arriscar, pensar com fluidez. Muitas vezes, A MARCA DE GIZ somos críticos demais e queremos "receita de bolo" para solucionar problemas difíceis, seja da vida pessoal, profissional etc. Quando eu estava no meio do curso colegial, meu professor de "Primeiro Passo" inglês fez uma pequena marca de giz no quadro. Um ponto Relaxe mentalmente. exatamente como esse que está aí embaixo. Acredite em você. Pense: "não há nada mais sério que uma criança brincando" Ele perguntou à turma o que era aquilo. Passados alguns OBS.: Você poderá compor outro texto para segundos, alguém disse: "É uma marca de giz no quadro negro". Seleção/Treinamento etc. resto da classe suspirou de alívio, porque o óbvio foi dito e ninguém tinha mais nada a dizer. "Vocês me surpreendem", disse o professor, olhando para o grupo. "Fiz o mesmo exercício ontem com uma turma do e eles pensaram em umas coisas diferentes: o olho de uma coruja, uma ponta de charuto, o topo de um poste telefônico, uma estrela, uma pedrinha, um inseto esmagado, um ovo podre, e assim por diante. Eles realmente estavam com a imaginação a todo vapor." Nos dez anos que vão do ao colegial, nós tínhamos aprendido a encontrar a resposta certa, mas também</p><p>TEORIA E PRÁTICA DE DINÂMICA DE GRUPO amos perdido a capacidade de procurar outras respostas s. Tínhamos aprendido a ser específicos, mas havíamos muito em capacidade imaginativa. Como bem observou Neil Postman, "quando as crianças vão para a escola, ontos de interrogação; quando saem, são frases feitas." LIVRO Toc NA CUCA TÉCNICAS PARA: - COMUNICAÇÃO - CRIATIVIDADE</p><p>SUELY GREGORI ANDRADE 75 CRIANDO COM LIMITES OBJETIVO Explorar a criatividade, a dificuldade de trabalhar com limites impostos. Verificar iniciativa, correr riscos. "Buscar alternativas". NÚMERO DE PARTICIPANTES Cerca de 15 pessoas, divididas em grupos de 5. MATERIAL Lápis de cor, revistas, cola, folhas de chart e outros materiais lúdicos. PROCEDIMENTO Escolha um produto para cada grupo sem que saibam o que o outro vai fazer. Vá direcionando, não esquecendo de dizer que é propaganda de rádio. Leia as instruções e peça que fiquem bem longe uns dos outros. Quando todos retornarem, peça que apresentem sua propaganda, para que os demais reconheçam o produto e comprem. Permita que escrevam no chão e brinquem bastante. Não existe certo, nem errado.</p><p>SUELY GREGORI ANDRADE 77 76 TEORIA E PRÁTICA DE DE GRUPO FECHAMENTO CRIANDO COM LIMITES Pergunte sobre a dificuldade de realizar a tarefa com limitadores, mas que se relaxarmos, acreditarmos, podemos ser criativos e Dividir o grupo em subgrupos. Crie um pequeno texto comercial, buscar alternativas. promovendo a venda de cigarro, mas sem usar as palavras abaixo OBS.: Este exercício poderá variar de mercadoria e de mídia, (nem sinônimos e derivados). de acordo com a necessidade de conteúdo do curso. Dizer que mesmo com recursos limitados podemos criar usando VENDA DE CIGARRO persistência e trabalho de grupo. FUMAR PRAZER SABOR CIGARRO MAÇO NICOTINA HÁLITO TRAGADA ACENDER VENDA DE SABONETE BANHO SABONETE PERFUME SUAVE BELEZA LIMPEZA HIGIENE ESPUMA CORPO VENDA DE PASTA DE DENTE DENTES REFRESCANTE SABOR HÁLITO CÁRIES PASTA DENTIFRÍCIO ESCOVA Depois, cada grupo fará a sua venda para os outros dois grupos, que deverão entender o que é e/ou sentirem interessados em comprar. Sugere-se que os grupos trabalhem em recintos separados. Deverá ser usado de muita criatividade para a apresentação de sua venda. Lembrar que é uma propaganda por rádio.</p><p>SUELY GREGORI ANDRADE 79 TÉCNICA DA DISTORÇÃO OBJETIVO Demonstrar como podem ocorrer distorções na comunicação, devido às deficiências de audição, atenção, valores pessoais, ansiedades e outros. A importância do feedback. NÚMERO DE PARTICIPANTES Mínimo de 10 pessoas. MATERIAL Apenas o texto distribuído (ver exemplos a seguir). PROCEDIMENTO orientador informa ao grupo o objetivo da técnica e diz em que consiste: Reproduzir oralmente aos colegas a história que acabou de ouvir. Ela será lida uma vez sem que se possa perguntar nada. - Cinco pessoas deverão sair da sala e aguardarão o chamado para entrar novamente. 1 Exemplo e variações pg. 81 e 82.</p><p>80 TEORIA E PRÁTICA DE DE GRUPO SUELY GREGORI ANDRADE 81 Dentre as pessoas que permaneceram na sala, será escolhido MILITANTES LIBERTAM um a quem o orientador dará uma mensagem. E este deverá ouvi-la atentamente, pois deverá transmiti-la à primeira pessoa do grupo que entrar na sala (aqueles que estavam aguardando do lado de fora). A primeira pessoa que entrar na sala deverá receber a mensagem e, depois, transmiti-la ao próximo que entrar, e assim sucessivamente, até que todas as 5 pessoas que estavam do lado de fora tenham recebido a mensagem. Quando o elemento receber a mensagem, este deverá transmiti-la ao grupo. Em seguida, o orientador a mensagem original, a fim de que o grupo perceba a distorção ocorrida na mensagem. Segue-se um comentário geral sobre a técnica aplicada. TEMPO PARIS - Militantes de uma organização de libertação de animais invadiram um laboratório de testes de medicamentos, na região Aproximadamente, 40 minutos. francesa de Oise, e retiraram 39 usados em experiências. De acordo com o laboratório Trih, além de levar as cobaias, o FECHAMENTO grupo destruiu diversos equipamentos. O assalto ocorreu na Dizer a importância de usar todos os órgãos do sentido possível, noite de sábado, mas só foi revelado ontem. como: ler texto em vez de somente ouvir. A frente de libertação de animais, Remo Francês, do movimento Dar e pedir feedback para garantir a fidedignidade da Britânico do mesmo nome, praticou ações semelhantes em 1985 informação. e 1986, em protesto contra o que classifica de exploração de Observar as barreiras da comunicação. animais feita por laboratório, açougueiros e preparadores de pele. A seguir, alguns exemplos para facilitar a Dinâmica.</p><p>82 TEORIA E PRÁTICA DE DE GRUPO SUELY GREGORI ANDRADE 83 MULHER FERE MARIDO FÉRIAS DE VERÃO AO MATAR UMA BARATA JERUSALÉM - A perseguição e morte de uma barata num OBJETIVO apartamento de Jerusalém terminou com queimaduras de Refletir sobre os problemas de comunicação. terceiro grau e ferimentos generalizados num morador. A notícia foi publicada ontem pelo jornal Jerusalém Post. A NÚMERO DE PARTICIPANTES identidade do casal envolvido no incidente não foi revelada. Aproximadamente, 30 pessoas. problema começou quando a mulher encontrou uma barata no quarto. Houve uma correria e o inseto foi pisoteado. A MATERIAL obstinação da barata em manter-se viva, mesmo ferida de morte, Texto Férias de verão. fez com que a dona-de-casa perdesse a paciência. A mulher pegou a barata com uma pá e a jogou no vaso do TEMPO banheiro. A barata continuou a se mexer. Ela apanhou uma lata 5 minutos. de inseticida e despejou todo o conteúdo na água do vaso. Baixou a tampa, fechou a porta do banheiro e foi embora. O PROCEDIMENTO marido chegou e foi diretamente ao banheiro. Sentou-se, Diga aos participantes que verão um texto sobre o problema de acendeu um cigarro, fumou-o, no final jogou a ponta ainda acesa comunicação, ou seja, no qual os símbolos não são comuns na água. O inseticida explodiu e pegou fogo. O homem ficou entre as pessoas. Peça que alguém do grupo leia o texto. muito queimado. A explosão atraiu a polícia, os bombeiros e uma ambulância. FECHAMENTO Os problemas continuaram. Explore a dificuldade de não tornar comum uma ação entre duas Quando desciam as escadas do prédio levando o homem numa ou mais pessoas. maca, os enfermeiros perguntaram o que tinha acontecido. Devemos sempre buscar feedback (retorno da mensagem) para Ouvindo a história, começaram a rir. Riram tanto que a maca que não tenhamos prejuízo. caiu e o homem rolou as escadas. Além das queimaduras, foi Importante: ao transmitir uma mensagem, os símbolos têm que internado com a bacia e uma clavícula fraturadas. ser comuns entre as pessoas.</p><p>84 TEORIA E PRÁTICA DE DE GRUPO SUELY GREGORI ANDRADE 85 FÉRIAS DE VERÃO Há lugares para quatrocentas pessoas sentadas e mais em pé. Existe ar-condicionado, que sempre funciona. Os assentos são Uma família inglesa, visitando em um final de semana uma de veludo (é bom chegar cedo, a fim de conseguir um lugar região pitoresca da França, notou que havia uma casa para para sentar). As crianças ficam ao lado dos pais e todos cantam alugar. Tendo todos gostado da casa, combinaram com o hinos de agradecimento ao momento. Na entrada, é fornecida proprietário alugá-la para passarem as próximas férias. uma folha de papel para cada um, mas quem por acaso chegar De volta à Inglaterra, iniciaram os planos e preparativos para a atrasado poderá usar a folha do vizinho. A folha deve ser viagem. Enquanto discutiam a localização dos cômodos, o filho devolvida na saída, pois será utilizada durante todo o mês. mais novo perguntou onde se situava o banheiro. Como nenhum Tudo o que for recolhido será entregue às crianças pobres da membro da família soubesse responder, a mãe escreveu ao região. Existem que tiram flagrantes para os jornais proprietário, solicitando informações. da cidade; assim, todos podem ver seus irmãos no cumprimento de um dever tão humano. Caro Senhor!! BOAS FÉRIAS! Em nome da família que aí esteve a semana passada e alugou Obs.: Gosto de negociar com pessoas tão religiosas. sua casa, solicito informar a localização do W.C. proprietário, pensando significar W.C. a abreviatura da Capela da Seita Inglesa White Chape, respondeu: Prezada Senhora. Recebi sua missiva e tenho o prazer de informar que se encontra a dez quilômetros da casa local a que a senhora se refere. Isto é bastante cômodo, principalmente se a família tem o hábito de periodicamente. Quando para lá se dirigirem, é importante levar comida, para permanecerem o dia todo; alguns costumam a pé, outros de bicicleta ou moto.</p><p>SUELY GREGORI ANDRADE 87 FILEIRA DA COMUNICAÇÃO OBJETIVO Levar os participantes a refletir sobre sua comunicação no que se refere à expressão facial; se esta facilita ou dificulta o entendimento da comunicação. - A importância do feedback. - Auto-avaliação. - Comunicação sob pressão. NÚMERO DE PESSOAS Oito pessoas, no mínimo. Não há limite máximo. TEMPO Aproximadamente, 20 minutos. PROCEDIMENTO Colocar os participantes em pares de frente um para o outro, formando duas fileiras: A e B. A B .</p><p>TEORIA E PRÁTICA DE DE GRUPO SUELY GREGORI ANDRADE 89 88 Informar ao grupo que deverão dizer uma palavra qualquer Leve os participantes a refletir sobre a dificuldade de criar, à pessoa que está à sua frente. Esta palavra não poderá ter mesmo que não tenhamos limites impostos. som, é apenas uma "mímica labial", para que o parceiro Leve-os a refletir sobre a importância do feedback (retorno repita a palavra que entendeu. da mensagem). O objetivo é fazer com que o outro entenda o que você está - Pense sobre a importância de uma expressão corporal dizendo. Vocês receberão 3 comandos do orientador: As pessoas entendem mais o que dizemos quando não as Fila A diz a palavra para B (estale os dedos). Fila B diz a palavra para A (estale os dedos). E por que não conseguimos dizer ou pensar em muitas 3- - Trocando de lugar (bata palmas). palavras quando não temos "direcionamento" e, sim, - Pense no condicionamento que nos impede de criar. A B Portanto, as perguntas poderão ser: a) Será que as pessoas não me entenderam porque não querem, ou não me expresso corretamente? Reflita. E o Movimento de que impede de você entender? Reflita. troca de lugares b) Pergunte a você mesmo: por que não entendi meu interlocutor? Reflita. FECHAMENTO Pergunte ao grupo qual foi a experiência e o que aconteceu, se eles foram mais entendidos por você ou "se você os entendeu mais". Explore o fato de que as pessoas se prendem a olhar os "olhos" e não a boca, que era o motivo da comunicação. Verifique se as pessoas se esforçaram para expressar as palavras abrindo a boca, se foram rápidos na escolha das palavras (tinham toda a liberdade de escolha).</p><p>SUELY GREGORI ANDRADE 91 JOGO DOS QUADRADOS OBJETIVO Trabalhar a percepção, colaboração, competição, liderança, persistência, organização e dificuldade de comunicação. NÚMERO DE PARTICIPANTES Em cada grupo, 4 ou 5 pessoas (dependendo do número de envelopes). Poderão ser formados vários grupos de 4 ou 5 pessoas. MATERIAL Envelopes contendo 3 partes de um quadrado como no modelo a seguir: C I D E B A A D C J H G F C C Os quadrados deverão ter essas formas. Os envelopes deverão ter uma marca de A a E e o seu conteúdo deve apresentar partes diferentes em cada quadrado. Exemplo:</p><p>92 TEORIA E PRÁTICA DE DE GRUPO SUELY GREGORI ANDRADE 93 Envelope A: Frações a, b, C IMPORTANTE: Quando a pessoa que estiver com o Envelope B: Frações i, a, C quadrado formado perceber como montar o que está com o E assim sucessivamente. seu colega, a postura ideal seria passar o seu montado (parte a parte) para quem estiver com dificuldade, para que esta O material poderá ser de cartolina, acrílico etc. pessoa possa lhe dar o seu (não montado) para completar o grupo (não adiante esta resposta, comente posteriormente). PROCEDIMENTO Dividir o grupo em 4 pessoas em círculo e distribuir os FECHAMENTO envelopes. Pergunte ao grupo qual foi a dificuldade. Pedir aos participantes que não abram os envelopes até que Depois, complete falando sobre a importância da sejam dadas as instruções e orientações. colaboração em grupo, a visão global, de não se "fechar" Durante o jogo, não será permitido falar; peça ao colega do somente em sua tarefa. grupo através de gestos. Treinar persistência e paciência, sempre esperando o tempo As peças só poderão ser passadas se uma pessoa quiser oferecê- do outro e tentando ajudar, e não fazendo por ele. la ao colega, mas terão que ser dadas e não colocadas no Na comunicação, a dificuldade aumenta quando não quadrado de outro. permitimos que as pessoas conversem. Vocês terão aproximadamente 5 minutos para montar 4 Explore quem liderou o grupo e o que sentiu. quadrados iguais. Fale sobre a dificuldade de abrir concessões ao grupo (como Caso 5 minutos não sejam suficientes, o orientador poderá desmanchar o seu quadro para realizar a tarefa grupal). estender o tempo. O grupo não atinge objetivos com o trabalho de um O orientador deverá estar sempre atento no desenvolvimento elemento, mas com o de todos do grupo. da Dinâmica, verificando: Se alguém prendeu a peça sem querer dividi-la. Se alguns dos participantes não olham para o quadrado do outro. Caso alguém tenha formado um quadrado e não se preocupou em desmanchá-lo, caso sua peça sirva em outro.</p><p>SUELY GREGORI ANDRADE 95 MONÓLOGO E DIÁLOGO OBJETIVO Refletir sobre a comunicação, a importância de dar e receber feedback, bem como sobre a dificuldade de ensinar e perceber a dúvida do outro. Saber ouvir. Relação Tempo versus Eficácia. NÚMERO DE PARTICIPANTES No máximo, 20 pessoas. MATERIAL PROCEDIMENTO orientador apresenta um desenho que será passado para o grupo de duas formas a seguir: Peça a um voluntário que venha à frente da sala passar o desenho para os demais membros do grupo. Chame este voluntário e oriente-o que deverá passar o desenho em pouco tempo ao grupo e que não poderá perguntar, nem pedir informações do grupo. Não deverá haver comunicação.</p><p>96 TEORIA E PRÁTICA DE DINÂMICA DE GRUPO SUELY GREGORI ANDRADE 97 O voluntário ficará de costas para não ver nenhuma Ao término, todos levantam o desenho para ver o quanto se expressão facial. parece com o "desenho original" que, por sinal, deverá estar Você, orientador, marcará o tempo no quadro, anotando a igual ao do transmissor. hora do início e do término da primeira fase do exercício. orientador também deverá informar à pessoa que está FECHAMENTO transmitindo a mensagem que não poderá dar idéia do todo, Comente a anotação do tempo do exercício e do exercício. para que os ouvintes não formem a imagem mental. Normalmente, a instrução leva aproximadamente 5 minutos Quando o transmissor determinar que já passou todo o e a aproximadamente 30 minutos, dependendo da desenho, dirá ao orientador para marcar o tempo final. complexidade do desenho e tamanho do grupo. O transmissor fica de frente para os receptores e pede que Trabalhe a questão do tempo: não adianta sermos rápidos, se levantem o desenho, para que ele possa comparar o que não atingirmos o objetivo. tem na mão com o que o grupo realizou. Ao refazer o trabalho, gastaríamos os 30 minutos do exercício Nesse momento, ainda não deverá ser mostrado o desenho bem-feito e mais 5 minutos do malfeito. oficial. Pergunte ao grupo como se sentiram sem poder ter feedback Pedir que o grupo coloque de lado o desenho, para iniciar (retorno da mensagem) e sem a atenção do transmissor. outra "fase" do exercício. Qual é a satisfação de conseguir realizar uma tarefa? O grupo deverá pegar outro papel em branco para iniciar. O orientador instrui o transmissor que, agora, a comunicação REFLITA é de 2 vias. Portanto, poderá: Toda vez que tiver que ensinar algo a alguém ou passar Ficar de pé para o grupo. informações, olhe de frente para o receptor. Pergunte-lhe se Pedir para que eles digam suas dúvidas. entendeu, peça-lhe para repetir a informação, a fim de saber se Poderá corrigir os desenhos, apontando de perto as você se expressou corretamente. falhas (não fazendo por eles). Confira a tarefa durante a execução e não no final, como Só não poderá deixar que o grupo veja o desenho foi feito na fase deste exercício. original. Quando pedir para que seja feito algo, dê uma visão geral e O orientador deverá marcar novamente o tempo de início e depois detalhe. término da instrução para comparar a primeira instrução Exemplo: Vocês vão desenhar uma casa, mas vamos começar com a segunda. por...</p><p>98 TEORIA E PRÁTICA DE DINÂMICA DE GRUPO SUELY GREGORI ANDRADE 99 Não permita que um elemento do grupo se adiante à tarefa, MONÓLOGO E DIÁLOGO pois, se errar, você perderá mais tempo tendo que voltar à explicação. Você, orientador, poderá usar sua criatividade para mudar 1° o desenho, usando formas geométricas. É importante que se diga sobre o vocabulário usado. Por exemplo, o que me adianta dizer a uma pessoa - "Desenhe 1 5 um losango" -, se ela nunca viu isto. Então, tente trazer os 2 fatos para a realidade do receptor. Por exemplo, o que se 4 6 assemelha a um losango, e assim por diante. 3 Portanto, comunicar é tornar comum uma ação entre duas ou mais pessoas, através de símbolos conhecidos. Os desenhos do primeiro exercício deverão ser muito semelhantes ou iguais ao segundo, para que o grupo não possa dizer: "O é mais fácil que o por isso não consegui". Trabalhe com esta frase, pensando no que foi dito anteriormente. DESENHO Exemplo de alguns desenhos: 3 5 1 2 6 4</p><p>DINÂMICA DE GRUPO SUELY GREGORI ANDRADE 101 FOTÓGRAFO OBJETIVO Refletir sobre problemas de comunicação. NÚMERO DE PARTICIPANTES Aproximadamente, 30 pessoas. MATERIAL Texto - TEMPO 5 minutos. PROCEDIMENTO Antes de distribuir o texto, diga ao grupo que precisa de 3 voluntários para ler um texto. 1° - será o - será o Marido. - será a Mulher. Escolhidos os atores, distribua as folhas e você, orientador, será o protagonista. Dê preferência para fazer o texto em uma única folha, para facilitar exercício.</p><p>SUELY GREGORI ANDRADE 103 TEORIA E PRÁTICA DE DINÂMICA DE GRUPO UM PROBLEMA DE COMUNICAÇÃO AMENTO fale sobre a dificuldade de comunicação, (FOTÓGRAFO) palmente quando a ansiedade nos impede de ouvir, tar e esperar respostas. Num determinado país, regido pelo regime socialista, havia um ortante é buscar feedback (retorno da mensagem). Do efetivo favorável à natalidade. rio, faremos um monólogo e não um diálogo. Necessitando de mão-de-obra, criaram uma lei que obrigava os casais a terem um determinado número de filhos. Previram também uma tolerância de cinco anos. Nos casos em que os casais completassem cinco anos de casamento sem terem pelo menos um filho, o Governo destacaria um Agente para auxiliar o casal. Assim, ocorreu o seguinte fato. Marido e Esposa dialogavam: MULHER: Querido, hoje completamos o aniversário de casamento. MARIDO: É, e infelizmente não tivemos um herdeiro. MULHER: Será que eles vão enviar o tal Agente? MARIDO: Eu não sei MULHER: E se ele vier? MARIDO: Bem.. eu não tenho nada a fazer. MULHER: E eu menos ainda. MARIDO: Vou sair, pois já estou atrasado para o trabalho. Logo após a saída do marido, bateram à porta. A mulher a abre e encontra um homem à sua frente. Era um que se enganara de endereço.</p>