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<p>MATERIAL DE APOIO PARA A PROVA DA ANAC</p><p>PARA COMISSÁRIO DE VOO</p><p>GRUPO 4:</p><p>CONHECIMENTOS GERAIS</p><p>DE AERONAVES</p><p>ROBSON FERREIRA IZOTON</p><p>2023</p><p>Conhecimentos Gerais de Aeronaves Grupo 4</p><p>1</p><p>APRESENTAÇÃO</p><p>Caro futuro tripulante,</p><p>Compartilho nas páginas a seguir os conhecimentos e</p><p>informações que adquiri no curso de formação para comissário</p><p>de voo e espero, assim, contribuir para a sua formação.</p><p>Agradeço imensamente o apoio de todas as pessoas que me</p><p>ajudaram a tornar este trabalho realidade.</p><p>Este material é referente ao Grupo 4 de assuntos da</p><p>prova da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e inclui</p><p>Conhecimentos Gerais de Aeronaves, em si, Navegação Aérea</p><p>e Meteorologia.</p><p>A abordagem dos conteúdos está dirigida por simulados,</p><p>isso significa que conteúdos relevantes serão destacados</p><p>conforme sua incidência. Lembre-se de consultar seus materiais e realizar simulados para</p><p>se preparar ainda mais para sua prova da ANAC.</p><p>Desejo ótimos estudos!</p><p>Conhecimentos Gerais de Aeronaves Grupo 4</p><p>2</p><p>SUMÁRIO</p><p>APRESENTAÇÃO 1</p><p>CONHECIMENTOS GERAIS DE AERONAVES 3</p><p>CONCEITOS FÍSICOS 3</p><p>AERONAVES 4</p><p>AVIÕES 4</p><p>EIXOS E MOVIMENTOS 5</p><p>ESTRUTURA 6</p><p>PRINCÍPIOS DE AERODINÂMICA 7</p><p>FORÇAS SOBRE O AVIÃO 7</p><p>PESO E BALANCEAMENTO 8</p><p>NAVEGAÇÃO AÉREA 8</p><p>A TERRA E SEU GRADEADO 8</p><p>ROSA DOS VENTOS 10</p><p>PROAS, RUMOS, ROTA E DERIVA 10</p><p>MAGNETISMO TERRESTRE 11</p><p>ESTUDO DO TEMPO 11</p><p>METEOROLOGIA 12</p><p>ATMOSFERA TERRESTRE 12</p><p>TEMPERATURA 13</p><p>PRESSÃO ATMOSFÉRICA 13</p><p>VENTO 14</p><p>UMIDADE NA ATMOSFERA 14</p><p>NUVENS 14</p><p>NEVOEIRO 15</p><p>TURBULÊNCIA 15</p><p>MASSAS DE AR 16</p><p>FRENTES 16</p><p>TROVOADAS 17</p><p>FORMAÇÃO DE GELO 17</p><p>Conhecimentos Gerais de Aeronaves Grupo 4</p><p>3</p><p>CONHECIMENTOS GERAIS DE AERONAVES</p><p>CONCEITOS FÍSICOS</p><p>Os conceitos abaixo apresentados são base para entender a estrutura e funcionamento das partes</p><p>de um avião.</p><p>Massa: quantidade de matéria de um corpo, medida de inércia, ou seja, o quanto ele resiste</p><p>a mudanças no seu estado de movimento; é dada em kg.</p><p>Velocidade: distância percorrida em dado intervalo de tempo; geralmente expressa em km/h,</p><p>mph e, na aviação, em kt (nós) – um nó equivale a 1 NM/h.</p><p>Velocidade relativa: a medida de velocidade só faz sentido quando se comparam dois corpos;</p><p>por exemplo, um avião que, a 600 km/h, percorre uma trajetória paralela à de um carro, a</p><p>100 km/h, ambos em relação ao solo, tem uma velocidade de 500 km/h em relação ao carro.</p><p>Aceleração: variação da velocidade em dado intervalo de tempo; a aceleração que a força</p><p>da gravidade causa na Terra é de aproximadamente 9,81 m/s², ou seja, a cada segundo, a</p><p>tendência da velocidade é aumentar 9,81 m/s.</p><p>Força: grandeza vetorial obtida pelo produto da massa pela aceleração e medida em kgf</p><p>(quilograma força) ou N (newton).</p><p>Vetores: representações gráficas que facilitam o entendimento do comportamento de</p><p>fenômenos físicos; em uma ilustração, indicam a direção e o sentido das grandezas;</p><p>velocidade, aceleração, força e torque são exemplos de grandezas vetoriais.</p><p>Peso: força da atração gravitacional, logo, varia conforme a massa ao qual o corpo é atraído.</p><p>Trabalho: produto da força pelo deslocamento.</p><p>Potência: trabalho realizado em dado intervalo de tempo, mas também é numericamente</p><p>igual ao produto da força pela velocidade.</p><p>Energia: capacidade de gerar trabalho em um sistema, podendo ser transformada entre suas</p><p>diversas manifestações, como a energia potencial gravitacional, que na queda de um corpo,</p><p>converte-se em energia cinética.</p><p>Densidade: quantidade de matéria por volume; essa relação é inversamente proporcional,</p><p>ou seja, quando um gás é comprimido, sua densidade aumenta.</p><p>Pressão estática e dinâmica: a pressão – força por área – pode assumir duas formas: estática</p><p>– exercida por um fluido em corpos estáticos em relação a este – ou dinâmica – surge com</p><p>o movimento relativo entre corpos e um fluido.</p><p>Vento Relativo: criado a partir do movimento relativo de corpos, tem, sempre, a mesma</p><p>direção e sentido contrário à trajetória da aeronave.</p><p>Momento Angular ou Torque: agente que gera rotação de um corpo sobre seu eixo; é</p><p>diretamente proporcional à força e à distância do CG à qual ela é aplicada.</p><p>Conhecimentos Gerais de Aeronaves Grupo 4</p><p>4</p><p>Atmosfera: Camada de gases que circunda a Terra e está em constante modificação</p><p>conforme as condições de temperatura, pressão, umidade e outras. A composição da</p><p>troposfera – camada mais próxima à crosta – é de aproximadamente 78% de N2 21% de O2</p><p>e 1% de outros gases.</p><p>AERONAVES</p><p>Relembrando o conceito do CBA estudado no grupo 2, “considera-se aeronave todo aparelho</p><p>manobrável em voo que possa sustentar-se e circular no espaço aéreo mediante reações</p><p>aerodinâmicas, apto a transportar pessoas ou coisas” e elas classificam-se conforme abaixo:</p><p>AVIÕES</p><p>Tomando por base o Embraer E195-E2, a figura abaixo mostra partes importantes de um avião,</p><p>sendo ainda admitidos termos sinônimos não exibidos:</p><p>Outras unidades de medida importantes:</p><p>1NM = 1852m</p><p>1mi = 1609m</p><p>1ft = 0,3048m ∴ 10000ft = 3048m</p><p>Conhecimentos Gerais de Aeronaves Grupo 4</p><p>5</p><p>Os aviões possuem diversas classificações em alguns critérios, conforme o quadro abaixo:</p><p>EIXOS E MOVIMENTOS</p><p>Durante o voo, as superfícies de controle são responsáveis pelos movimentos do avião, como</p><p>exposto na figura a seguir:</p><p>O quadro abaixo agrega a informação da figura acima e relaciona as superfícies e controles do</p><p>piloto:</p><p>Os compensadores são superfícies secundárias no bordo de fuga de uma superfície primária e</p><p>corrigem pequenas tendências de voo.</p><p>Critério Classificações</p><p>Plano de asas monoplano biplano triplano multiplano</p><p>Posição das asas baixa média alta parassol</p><p>Fixação das asas cantiléver semicantiléver</p><p>Fuselagem tubular monocoque semimonocoque</p><p>Empenagem convencional média tipo T tipo V dupla</p><p>N° de motores monomotor bimotor trimotor quadrimotor multimotor</p><p>Posição do trem de pouso convencional triciclo</p><p>Retração do trem de pouso fixo retrátil semiescamoteável escamoteável</p><p>Superfície de decolagem litoplano hidroplano</p><p>-aerobote</p><p>-hidroavião</p><p>anfíbio</p><p>N° de lugares monoplace biplace multiplace</p><p>Conhecimentos Gerais de Aeronaves Grupo 4</p><p>6</p><p>ESTRUTURA</p><p>Seguem comentários sobre a asa e seus dispositivos, o motor e as hélices.</p><p>ASA</p><p>A asa tem uma estrutura interna</p><p>composta de longarinas – partes</p><p>principais que ligam a asa à</p><p>fuselagem – e nervuras – dão o</p><p>formato ao aerofólio. O</p><p>revestimento das asas pode ser de</p><p>tela, madeira ou alumínio, sendo</p><p>este o mais comum.</p><p>DISPOSITIVOS</p><p>HIPERSUSTENTADORES</p><p>Flaps: aumentam a</p><p>sustentação (função</p><p>primária) e atuam como freios</p><p>aerodinâmicos (função secundária). Quando no bordo de ataque, são chamados slats; no</p><p>bordo de fuga, há quatro tipos principais: simples, ventral, com fenda, e fowler.</p><p>Slots: fendas que permitem maiores ângulos de ataque e menor velocidade de estol.</p><p>Spoilers: destroem a sustentação (função primária) e atuam como freios</p><p>aerodinâmicos (função secundária).</p><p>A ativação desses componentes se dá, em aeronaves modernas, por um sistema hidráulico,</p><p>enquanto o sistema pneumático regula a pressurização e qualidade de ar na cabine.</p><p>Ao lado, são mostrados alguns traçados</p><p>importantes para compreender as relações</p><p>aerodinâmicas em aviões; dentre eles, a corda</p><p>tem destaque pois se altera durante o voo e</p><p>permite as manobras necessárias. Diferencie</p><p>corda de envergadura; a primeira é distância</p><p>entre os bordos de ataque e fuga enquanto a</p><p>outra é a distância entre as pontas das asas.</p><p>O quadro abaixo mostra alguns ângulos relativos às asas e suas definições:</p><p>Ângulo Definição</p><p>ângulo de incidência ângulo entre a corda e o eixo longitudinal</p><p>ângulo de ataque ângulo entre a corda e o vento relativo,</p><p>varia em voo</p><p>diedro ângulo entre o plano da asa e o plano horizontal (eixo lateral)</p><p>enflexamento ângulo entre o bordo de ataque e o eixo lateral</p><p>Conhecimentos Gerais de Aeronaves Grupo 4</p><p>7</p><p>MOTOR</p><p>Responsável pelo deslocamento do avião, converte energia térmica em trabalho. Na aviação podem</p><p>ser do tipo convencional ou a reação.</p><p>Convencional: motores basicamente compostos de cilindros acoplados a um eixo que geram</p><p>trabalho em quatro tempos: admissão, compressão, explosão (motor), expulsão; o</p><p>movimento resultante faz girar um conjunto de hélices.</p><p>A Reação: esses reatores compõem-se de um compressor, uma câmara de combustão e</p><p>uma turbina; o escapamento dos gases executa o trabalho para mover o avião. Subdivide-</p><p>se essa classe em três:</p><p>o turbo jato – toda a tração vem do escapamento dos gases;</p><p>o turboélice – a reação gira um conjunto de hélices que responde por 90 a 95% da tração;</p><p>o tubo fan – mais eficiente que o jato puro, tem até 75% da tração produzida pelo ar que</p><p>passa em volta do motor.</p><p>HÉLICES</p><p>Responsáveis por mover o avião, as</p><p>hélices podem assumir diferentes posições</p><p>(passos) conforme a necessidade, conforme</p><p>a figura ao lado. À esquerda, o passo trator</p><p>(ângulo da pá positivo), produz tração</p><p>positiva; ao meio, o passo reverso (ângulo</p><p>negativo), causa tração negativa; à direita, o</p><p>passo bandeira (ângulo nulo), utilizado em</p><p>pane do motor para reduzir o arrasto da</p><p>hélice.</p><p>PRINCÍPIOS DE AERODINÂMICA</p><p>Daniel Bernoulli, no século XVIII estabeleceu as bases da hidro e aerodinâmica com seu teorema,</p><p>em que a velocidade de um fluido é inversamente proporcional à pressão exercida por ele, fato</p><p>demonstrado pelo experimento do tubo de Venturi. O que ocorre em uma asa não é diferente; o ar que</p><p>passa sob a asa tem uma velocidade relativa maior que o ar que percorre o extradorso, criando uma</p><p>área de alta pressão por baixo, gerando sustentação e levando o avião para cima.</p><p>FORÇAS SOBRE O AVIÃO</p><p>De forma simplificada, as quatro</p><p>principais forças que atuam no avião são</p><p>o empuxo (thrust), arrasto (drag),</p><p>sustentação (lift) e peso (weight). A</p><p>relação entre a sustentação e o peso do</p><p>avião é chamada de fator de carga. É fácil</p><p>perceber que o avião se eleva quando a</p><p>sustentação é maior que o peso e vice-</p><p>versa.</p><p>Conhecimentos Gerais de Aeronaves Grupo 4</p><p>8</p><p>Há outras forças que dificultam a estabilidade e as manobras de um avião:</p><p>Arrasto Induzido: ocorre na ponta das asas e é reduzido por winglets.</p><p>Arrasto Parasita: originado de todos os elementos que não produzem sustentação.</p><p>Efeito Solo: zona de alta pressão que se forma no intradorso quando o avião está perto do</p><p>solo e dificulta seu pouso.</p><p>PESO E BALANCEAMENTO</p><p>Para que o avião voe com segurança, as cargas, que geram torque sobre ele devem estar</p><p>equilibradas e o CG (centro de gravidade) deverá estar dentro de limites determinados pelo fabricante</p><p>da aeronave.</p><p>NAVEGAÇÃO AÉREA</p><p>Navegar implica em determinar constantemente dois elementos fundamentais: localização e</p><p>orientação. Essa navegação pode se dar de várias formas:</p><p>Navegação visual ou por contato: consiste em determinar a posição e direção de uma aeronave</p><p>por intermédio de referências visuais na superfície terrestre, tais como vilas, rios, lagos, montanhas,</p><p>ferrovias, rodovias, pontes etc. Este método é o mais utilizado pelos principiantes na aviação e</p><p>apresentam inconvenientes de depender de condições de tempo favorável e luz solar normalmente.</p><p>O piloto usa uma carta (mapa) para localizar os pontos visíveis na superfície.</p><p>Navegação estimada: a condução da aeronave depende de informações de três instrumentos de</p><p>bordo: a bússola, o velocímetro e o relógio e, quando possível, aplica-se a influência do vento atuante;</p><p>considera-se, então a direção e distância voada, a partir de um ponto de referência conhecido,</p><p>estimando-se assim a nova posição.</p><p>Navegação eletrônica: baseada em equipamentos eletrônicos munidos de computadores,</p><p>podendo ou não depender de estações terrestres. Como exemplo, podemos citar os sistemas Dopler,</p><p>Omega e Inercial.</p><p>Navegação astronómica ou celestial: baseado na observação dos corpos celestes, e tem como</p><p>base a utilização de instrumento conhecido como sextante.</p><p>Navegação satelital: baseado em constelações de satélites, tem como exemplo mais famoso o</p><p>GPS (Global Positioning System), com 24 satélites orbitando a 12900 milhas náuticas que interagem</p><p>com o sistema GNSS da aeronave e utiliza como base a premissa de coordenadas geográficas.</p><p>A TERRA E SEU GRADEADO</p><p>Para facilitar a navegação considera-se a Terra como uma esfera e divide-se sua superfície em</p><p>partes menores, através de linhas imaginárias. Os principais conceitos são:</p><p>Círculo máximo: formado numa esfera por um plano que divide em 2 semiesferas iguais. Sendo</p><p>assim, o plano passa pelo centro da esfera, fazendo que o raio e o sexo dos círculos sejam os mesmos</p><p>da própria esfera.</p><p>Conhecimentos Gerais de Aeronaves Grupo 4</p><p>9</p><p>Círculo menor: Formado por um plano que não passa pelo centro da esfera, divide em 2 partes</p><p>desiguais.</p><p>Linha do Equador: É um círculo máximo, formado por um plano perpendicular ao eixo polar que</p><p>divide a Terra em 2 hemisférios: norte e sul.</p><p>Paralelos: Os círculos menores são paralelos. A linha do Equador e são chamados justamente de</p><p>paralelos são utilizados para Marcação das latitudes. Esses círculos são linhas retas e paralelas</p><p>equidistantes do Equador. E esses planos de paralelo são perpendiculares ao eixo imaginário da</p><p>Terra. As extremidades do eixo imaginário do qual a Terra gira localizam-se os polos norte e sul.</p><p>Meridiano: São semicírculos máximos limitados pelos polos, cujos planos que os formam contém</p><p>o eixo polar. 2 semicírculos são considerados metade de uma esfera perfeita.</p><p>Antimeridiano: Meridiano oposto ao considerado, ou seja, sempre a 180° deste.</p><p>Meridiano de Greenwich: É o Meridiano que passa pelo laboratório naval de Greenwich, Marco</p><p>Zero da longitude.</p><p>Meridiano de 180°: É o Meridiano que está oposto, 180° ao Meridiano de Greenwich, também</p><p>conhecido como linha Internacional de mudança da data.</p><p>Latitude: ângulo definido pelo arco</p><p>de Meridiano que parte da Linha do</p><p>Equador até um paralelo qualquer.</p><p>Devemos lembrar que uma latitude é</p><p>medida em um Meridiano</p><p>verticalmente. Daí que vem a</p><p>expressão anterior, arco de</p><p>Meridiano. Portanto, conclui-se que a</p><p>atitude é uma distância angular, lida</p><p>num arco de Meridiano partindo do</p><p>Equador.</p><p>Longitude: ângulo definido pelo</p><p>menor arco de paralelo que parte do</p><p>Meridiano de Greenwich ao ponto</p><p>considerado, verificamos que as</p><p>longitudes assumem valores entre</p><p>000° a 180° para leste ou oeste.</p><p>Devemos lembrar que uma longitude</p><p>é medida em um paralelo ou na linha</p><p>do Equador, horizontalmente, daí vem</p><p>a expressão arco de paralelo. A</p><p>É importante observar que?</p><p>o Os meridianos são convergentes do Equador para os polos geográficos.</p><p>o Os paralelos mantêm entre si o mesmo afastamento, daí o nome.</p><p>o Os meridianos e os paralelos se cruzam num ângulo de 90°, ou seja, são perpendiculares.</p><p>o O cruzamento de um paralelo e um Meridiano define um ponto chamado de ponto ou</p><p>coordenadas geográfica.</p><p>Conhecimentos Gerais de Aeronaves Grupo 4</p><p>10</p><p>marcação da longitude inicia-se no Meridiano de Greenwich, aumentando para a esquerda com</p><p>longitudes a oeste e para a direita, com longitudes a leste.</p><p>Colatitude: é o complemento de uma latitude em relação ao polo mais próximo. Ou seja, o valor</p><p>angular que resta para chegar ao polo da mesma latitude.</p><p>ROSA DOS VENTOS</p><p>A rosa dos ventos indica as direções para as quais uma</p><p>aeronave pode voar, de pontos cardeais – N, S, E, W –</p><p>colaterais – NE, SE, SW, NW – e subcolaterais – NNE, ENE,</p><p>ESE, SSE, SSW, WSW, WNW, NNW. Informar a direção desta</p><p>maneira causaria muita confusão, portanto a direção é</p><p>expressa pelo valor angular em graus a partir do norte como</p><p>referência.</p><p>PROAS, RUMOS, ROTA E DERIVA</p><p>Proa:</p><p>direção do eixo longitudinal da aeronave, ou seja, a</p><p>direção do nariz da aeronave.</p><p>Rumo: direção angular efetiva que a aeronave está voando, seja esta por influência do vento ou não.</p><p>Rota: projeção no solo da trajetória voada ou</p><p>pretendida por uma aeronave ou ainda a</p><p>representação gráfica em uma carta</p><p>aeronáutica da trajetória que aeronave irá</p><p>percorrer.</p><p>Deriva: É o ângulo entre a proa e o rumo.</p><p>Correção de deriva: É o ângulo entre o rumo e a proa.</p><p>NA HORA DA PROVA:</p><p>✓ Muitas questões exigem cálculos de colatitude e antimeridiano:</p><p>Com base no ponto de exemplo da figura (50°N, 030°W), obtém-se o valor da colatitude</p><p>subtraindo de 90° a latitude dada, mas mantendo-se o hemisfério, resultando em 40°N. Já</p><p>o antimeridiano é obtido subtraindo-se o meridiano dado de 180° – o espaçamento tem</p><p>sempre esse valor – e invertendo o hemisfério, resultando em 150°E.</p><p>A deriva e a coleção de deriva têm valores iguais, mas sinais diferentes.</p><p>Conhecimentos Gerais de Aeronaves Grupo 4</p><p>11</p><p>MAGNETISMO TERRESTRE</p><p>A Terra se comporta como um grande imã esférico, conservando assim suas propriedades como</p><p>tal, daí possuindo polos norte e sul magnéticos, não coincidentes com os polos verdadeiros. A</p><p>diferença entre os valores do norte magnético e do verdadeiro são indicadas pela declinação</p><p>magnética. A bússola é um equipamento importante de navegação nas aeronaves e basicamente se</p><p>compõe de uma agulha imantada sobre uma superfície circular ou cônica graduada, que tende a se</p><p>alinhar com a direção Norte-Sul magnética da superfície terrestre, em graus (°); esse valor é lido na</p><p>linha de fé da bússola. Entretanto, a agulha ou ímã sofre influência dos sistemas eletroeletrônicos da</p><p>aeronave, o que pode causar desvio e, consequentemente, um erro na linha de fé do visor.</p><p>Na realidade, a agulha de uma bússola se alinha com o norte resultante dos campos batizados de</p><p>Norte Bússola ou ainda Norte Agulha e o erro resultante, para leste ou oeste, é chamado de Desvio</p><p>Bússola, Desvio agulha ou simplesmente desvio. Este varia com a direção em que aeronaves tiver</p><p>orientada e será definido por intermédio de um cartão de desvios, colocado próximo à bússola. O erro</p><p>pode ser diminuído por intermédio de compensadores magnéticos, não devendo atingir nunca valor</p><p>maior do que 5°.</p><p>ESTUDO DO TEMPO</p><p>A Terra executa movimentos de rotação em torno do seu eixo polar, fazendo com que,</p><p>aparentemente, o Sol se movimente no céu. Há então uma relação entre a posição ocupada pelo Sol</p><p>em relação aos meridianos e a passagem do tempo. A relação mais importante é que a cada hora, a</p><p>Terra gira 15° de oeste para leste.</p><p>Dessa forma, a partir da convecção da Hora Universal Coordenada (UTC, Zulu ou GMT), horário</p><p>no meridiano de Greenwich, podemos encontrar o horário correspondente a outro meridiano. Para</p><p>facilitar e tornar mais prática a contagem e sincronização do tempo, a Terra foi dividida em zonas</p><p>horárias.</p><p>Agregando as informações sobre declinação magnética e os conceitos aprendidos,</p><p>surgem outros termos muito importantes:</p><p>o Rumo verdadeiro: ângulo entre o norte verdadeiro e o rumo.</p><p>o Rumo magnético: ângulo entre o norte magnético e o rumo.</p><p>o Proa verdadeira: ângulo entre o norte verdadeiro e a proa.</p><p>o Proa magnética: ângulo entre o norte magnético e a proa.</p><p>o Proa bússola: ângulo entre o Norte Bússola e a proa.</p><p>Todos esses ângulos são medidos no sentido horário (NESO).</p><p>É importante saber a diferença entre hora legal e hora local:</p><p>Hora Legal (HLE): é a hora computada no meridiano central de uma determinada zona</p><p>preestabelecida que possui uma faixa de 15° de amplitude de longitude, sendo que esta faixa</p><p>se estende de 7°30’. Dos para leste e oeste do meridiano de referência, ou central.</p><p>Hora Local (HLO): é hora computada no meridiano considerado, ou seja, a hora</p><p>exatamente da longitude do observador, desconsiderando a zona em que este meridiano</p><p>esteja localizado.</p><p>Conhecimentos Gerais de Aeronaves Grupo 4</p><p>12</p><p>METEOROLOGIA</p><p>A meteorologia é a ciência que estuda os fenômenos que ocorrem na atmosfera terrestre e pode</p><p>ser tanto pura – como ciência meteorológica, dirigida para pesquisa – quanto aplicada, focando na</p><p>aplicação prática dentro de diversas atividades humanas; dentre elas, destaca-se a meteorologia</p><p>aeronáutica – estudo dos processos físicos que ocorrem na atmosfera, visando economia,</p><p>eficiência e segurança das atividades aéreas.</p><p>ATMOSFERA TERRESTRE</p><p>A atmosfera é uma massa de ar gasosa que envolve o globo e gira com ele, tendo suas próprias</p><p>características de circulação. Funciona como um filtro, onde ocorre absorções, filtragem da radiação</p><p>solar que atinge a superfície terrestre. Como visto nos conceitos iniciais, o ar que compõem a</p><p>atmosfera é uma mistura mecânica de diversos gases: 78% de N2 21% de O2 e 1% de outros gases.</p><p>De acordo com suas características, podemos dividir a atmosfera em diversas camadas:</p><p>Troposfera: camada mais baixa da atmosfera, estendendo-se até 7 a 9km sobre os polos e</p><p>17 a 19km sobre a linha do Equador. A troposfera é a camada mais turbulenta na atmosfera,</p><p>pois é onde ocorrem os principais fenômenos meteorológicos. E apresenta como principal</p><p>característica a variação da temperatura com a altitude. São 2°C para cada 1000ft – quanto</p><p>NA HORA DA PROVA:</p><p>✓ O cálculo de horários relativos é frequente em provas. Seguem três exemplos:</p><p>o Hora UTC para HLE: se são 14:30 UTC, qual a HLE no meridiano 075° W?</p><p>1º) Determina-se a diferença horária entre os meridianos. Para cada 15°, uma hora, logo, há</p><p>5h de diferença. Mas a mais ou a menos?</p><p>2°) Considera-se longitudes a leste como mais tarde que UTC e a oeste, mais cedo, portanto,</p><p>o meridiano considerado (075°W) está a menos 5h de Greenwich.</p><p>3°) Calcula-se a HLE pedida, neste caso, subtraindo 5h de 14:30 UTC, resultando em 09:30.</p><p>o Hora UTC para HLO: se são 07:22 UTC, qual a HLO no meridiano 124° E?</p><p>1º) O método se repete; Determina-se a diferença horária entre os meridianos: 8h e 16min,</p><p>neste caso, mais tarde, pois é para leste.</p><p>2°) Calcula-se a HLO, agora, adicionando 8h e 16min às 07:22 UTC, resultando em 15:38.</p><p>o Hora UTC em outros meridianos: essa é uma pegadinha comum em simulados e a</p><p>resposta é sempre a mesma, ou seja, se são 11:34 UTC em Greenwich, serão 11:34 UTC</p><p>em qualquer outro lugar considerado.</p><p>✓ Lembre-se de treinar mais horários e ter atenção às mudanças de data na conversão!</p><p>Conhecimentos Gerais de Aeronaves Grupo 4</p><p>13</p><p>mais elevado se está, menor a temperatura, na troposfera. Essa é a camada onde ocorre a</p><p>maioria dos voos.</p><p>Tropopausa: de pequena espessura varia entre 3 e 5km, aproximadamente. Sua</p><p>característica principal é a isotermia. As duas camadas acima atingem até 21000m.</p><p>Estratosfera: Camada logo acima da tropopausa, estende-se até aproximadamente 70 km.</p><p>Encontramos na estratosfera a camada de ozônio (ozonosfera) que atua como filtro,</p><p>absorvendo grande parte da radiação ultravioleta.</p><p>Ionosfera: camada ionizada que reflete ondas de rádio também. Onde começa a absorção</p><p>mais importante para a existência da vida humana, de raios ultravioleta penetrantes da</p><p>radiação solar, raios-X, raios gama. A mesosfera é uma subcamada da ionosfera.</p><p>Exosfera: Acima da ionosfera, é extremamente rarefeita, com limites não definidos,</p><p>confundindo-se com o espaço.</p><p>A propagação da radiação solar se dá por radiação ou insolação. Já o processo de filtragem dos</p><p>raios solares ocorre por absorção, difusão ou reflexão.</p><p>TEMPERATURA</p><p>Resultado da agitação molecular interna dos corpos, está em íntima interação, com pressão e</p><p>volume. O aumento ou redução da temperatura de um corpo se dá pela propagação ou perda de calor,</p><p>através de:</p><p>Condução: propagação de calor, molécula a molécula. É a forma mais comum no meio,</p><p>sólido.</p><p>Radiação: propagação de calor a distância, sem o contato entre os corpos em meios</p><p>rarefeitos. É por radiação que o Sol envia sua energia</p><p>para a Terra.</p><p>Convecção: processo de propagação de calor na vertical por meio de Correntes de ar</p><p>quando o ar entra em contato com uma superfície quente, se aquece, torna-se menos denso</p><p>e se eleva para compensar a ascensão de ar mais quente, ocorre um movimento</p><p>descendente de ar frio, inclusive pela densidade desse ar frio, que é maior.</p><p>Advecção (vento): O processo de propagação de calor por meio de movimento horizontal</p><p>do ar atmosférico, por exemplo, quando o continente se esquenta, diminui a pressão e, por</p><p>consequência disso, o ar frio e com maior pressão é movimentado na horizontal, sentido a</p><p>menores pressões.</p><p>PRESSÃO ATMOSFÉRICA</p><p>Como todos os fluidos, o ar tem um peso, portanto, a pressão atmosférica é o peso da coluna de</p><p>ar que se sobrepõe à Terra. À medida que nos elevamos, a quantidade de ar que temos até a última</p><p>camada atmosférica diminui e, logo, a pressão também se reduz. O instrumento utilizado para medir</p><p>a pressão atmosférica chama-se barômetro e a unidade utilizada em meteorologia aeronáutica é o</p><p>hectopascal (hPa).</p><p>Conhecimentos Gerais de Aeronaves Grupo 4</p><p>14</p><p>VENTO</p><p>O vento é o deslocamento de ar, resultado da diferença de pressão; tem direção, velocidade e</p><p>caráter, podendo suas características eventualmente mudar, conforme as novas condições.</p><p>Em até cerca de 600m o vento sofre forte interação do relevo, sendo, a até aproximadamente 100m</p><p>chamado de vento de superfície. Os pousos e decolagens, em princípio, são efetuados com vento de</p><p>proa, portanto a variação na direção e na velocidade do vento afeta estas operações. Nos voos em</p><p>rota é muito importante o conhecimento da direção e na velocidade do vento para cálculos de deriva,</p><p>consumo de combustível e velocidade.</p><p>UMIDADE NA ATMOSFERA</p><p>Embora não seja um elemento integrante da atmosfera, o vapor da água sob o ponto de vista</p><p>meteorológico, é um dos elementos mais importantes. A água pode ser encontrada na atmosfera em</p><p>três estados, sólido, líquido e gasoso. Quando ocorre evaporação, água permanece algum tempo na</p><p>atmosfera no estado gasoso, podendo, entretanto, condensar ou sublimar sob forma de gotas da água</p><p>ou Cristais de gelo, formando as nuvens. Os nevoeiros e as névoas. Retorna mais tarde à superfície</p><p>pela precipitação, que pode ser líquida ou sólida, constituindo a circulação contínua da água entre a</p><p>superfície e a atmosfera (ciclo hidrológico).</p><p>O teor de vapor d’água em dado volume de ar constitui aquilo que se chama de umidade do ar e</p><p>pode ser expresso através de diversas formas, dentre as quais destacam-se:</p><p>Temperatura do ponto de orvalho: temperatura de saturação do ar através do resfriamento;</p><p>quanto mais próximo a temperatura estiver, a temperatura do ponto de orvalho, maior será a umidade</p><p>do ar. A temperatura do ponto de orvalho é medida pelo Psicrômetro.</p><p>Umidade relativa: relação entre a quantidades de vapor de água presente no ar e a quantidade</p><p>máxima que expressa em porcentagem (0 a 100%). A umidade relativa é medir através de higrômetros.</p><p>NUVENS</p><p>as nuvens são compostas de gotículas de água ou de diminutos cristais de gelo e podem ser</p><p>classificadas em grupos, conforme alguns aspectos, a saber, no quadro abaixo:</p><p>É importante lembrar que existem nuvens que ocupam desde o estágio mais baixo, até o alto. Os</p><p>gêneros de nuvens, por extrato:</p><p>Baixas: STRATUS (ST), STRATOCUMULUS (SC); normalmente estáveis, atrapalham a</p><p>visibilidade e têm desenvolvimento horizontal.</p><p>Médias: NIBOSTRATUS (NS), ALTOCUMULUS (AC), ALTOSTRATUS (AS); têm grande</p><p>desenvolvimento horizontal com ar mais estável.</p><p>Critério Classificações</p><p>Aspecto Físico Estratiformes Cumuliformes</p><p>Estrutura Física Líquidas Sólidas Mistas</p><p>Estágios de formação Baixas Médias Altas</p><p>Conhecimentos Gerais de Aeronaves Grupo 4</p><p>15</p><p>Altas: CIRRUS (CI), CIRROCUMULUS (CC), CIRROSTRATUS (CS); não precipitam, nem</p><p>têm sombra própria.</p><p>Desenvolvimento vertical: CUMULUS (CU), CUMULONIMBUS (CB), TORRE DE</p><p>CUMULUS (TCU); bem definidas, formam-se como blocos.</p><p>NEVOEIRO</p><p>Define-se nevoeiro como fenômeno resultante de alta umidade associado à condensação ou</p><p>sublimação no vapor de água junto ao solo, representando um grande perigo para as aeronaves nas</p><p>operações de pouso e decolagem, pela redução do teto. Ele ocorre com umidade relativa entre 97%</p><p>e 100% e está associado com visibilidade inferior a 1000 m.</p><p>Os nevoeiros são subdivididos em dois grandes tipos:</p><p>Nevoeiros de massas de ar, que ocorrem no interior de uma massa de ar:</p><p>o Nevoeiro de radiação de forma, se pelo resfriamento produzido pela radiação terrestre</p><p>ocorre normalmente no inverno, à noite, com céu claro</p><p>o Nevoeiro advectivo: forma-se pelo resfriamento do ar que se movimenta horizontalmente</p><p>e se classifica em:</p><p>▪ O nevoeiro marítimo: surge sobre o mar quando o ar quente úmido do continente ou de</p><p>outra superfície líquida se desloca sobre água muito fria.</p><p>▪ Nevoeiro de brisa: aparece em regiões costeiras quando o ar quente e úmido dos</p><p>oceanos se desloca sobre o litoral.</p><p>▪ Nevoeiro orográfico: ocorre sobre montanhas quando o ar quente e úmido sobe até</p><p>atingir a condensação.</p><p>▪ Nevoeiro de vapor. Ocorre quando o ar frio da superfície da Terra se desloca sobre uma</p><p>superfície líquida mais quente; é comum sobre rios, lagos e pântanos.</p><p>Nevoeiros frontais, na periferia das massas de ar:</p><p>o Pré-frontal, associado à frente quente.</p><p>o Pós-frontal, associado à frente fria.</p><p>TURBULÊNCIA</p><p>É definida como a agitação ou flutuação do ar, produzindo mudanças bruscas na atitude da</p><p>aeronave e pode ser:</p><p>Mecânica:</p><p>o Turbulência orográfica: relacionada ao relevo, obstáculos naturais, como encostas e</p><p>montanhas.</p><p>o Turbulência de solo: ocorre devido a obstáculos artificiais, como edifícios e outras</p><p>construções.</p><p>Conhecimentos Gerais de Aeronaves Grupo 4</p><p>16</p><p>Convectiva ou Térmica: ocorre em função do aquecimento da superfície abaixo, que gera</p><p>correntes ascendentes, desestabilizando o avião.</p><p>Dinâmica ou Frontal: resultante da ascensão do ar quente sobre o ar frio, está associada a</p><p>frentes frias, na maioria das vezes.</p><p>Gradiente de vento (windshear): ocorre quando existe variação abrupta na velocidade do</p><p>vento ou em sua direção; produzida, na maioria das vezes, por CB.</p><p>Turbulência de céu claro (CAT): turbulência sem nenhuma apresentação visual em altas</p><p>altitudes, que ocorre devido a correntes de jatos (jet streams).</p><p>MASSAS DE AR</p><p>Massas de ar são grandes volumes de ar que apresentam características físicas mais ou menos</p><p>uniformes no sentido horizontal. Um grande volume de ar permanecendo sobre uma região durante</p><p>muito tempo, acaba adquirindo características próprias decorrentes da região, tornando-se uma</p><p>massa de ar. Podem ser classificadas em equatorial, tropical ou polar, quanto a latitude, assim como</p><p>continental ou oceânica, quanto à superfície.</p><p>FRENTES</p><p>Uma massa de ar avançando na direção de outra massa de ar no seu limite dianteiro, uma faixa de</p><p>separação entre elas. Denominada frente, portanto, frente nada mais é do que a frente da massa que</p><p>avança.</p><p>Frente fria: Quando a massa de ar frio deslocar a massa de ar quente ocupando o seu lugar</p><p>no hemisfério sul, deslocar-se de sudoeste para nordeste. Normalmente é uma massa mais</p><p>rápida devido à sua alta densidade. É Ela que provoca mais turbulência e efeitos</p><p>meteorológicos à sua frente, chamado de linha de instabilidade.</p><p>Frente quente: Quando o ar quente deslocar a massa de ar frio ocupando o seu lugar. No</p><p>hemisfério sul, deslocar-se de noroeste para sudeste. Seu deslocamento é mais lento em</p><p>relação à massa mais fria, devido à pouca densidade do ar.</p><p>Frente estacionária: Quando uma frente perde velocidade em seu deslocamento e duas</p><p>massas de ar entram em equilíbrio, dizemos então que há uma frente estacionária.</p><p>Frente oclusa: Encontro de duas frentes de características diferentes.</p><p>À formação</p><p>das frentes das o nome de frontogênese e à sua dissipação chamamos frontólise.</p><p>NA HORA DA PROVA:</p><p>✓ O erro mais comum é confundir os subtipos de turbulência mecânica. Repare que a</p><p>orográfica está associada a montanhas, obstáculos naturais, enquanto a de solo se</p><p>relaciona a construções, obstáculos artificiais. ATENÇÃO, se nada adicional for</p><p>mencionado, o termo “turbulência mecânica”, apenas, pode se referir à turbulência</p><p>mecânica de solo.</p><p>Conhecimentos Gerais de Aeronaves Grupo 4</p><p>17</p><p>TROVOADAS</p><p>Define-se trovoada como um conjunto de fenômenos que ocorrem associados a uma nuvem CB.</p><p>Esse tipo de fenômeno meteorológico constitui-se num dos maiores riscos para a atividade aérea, pois</p><p>é responsável por uma série de fatores capazes de comprometer a segurança de voo. Durante uma</p><p>trovoada podem ocorrer ventos fortes, granizo, relâmpago, turbulência severa, formação de gelo e</p><p>pancadas de chuva.</p><p>Os estágios de uma trovoada são o de cumulus (formação), maturidade e dissipação.</p><p>Quanto à sua formação, as trovoadas podem se originar dentro de massas de ar ou de frentes.</p><p>FORMAÇÃO DE GELO</p><p>Outro fenômeno que traz riscos consideráveis a atividade aérea é a formação de gelo. A formação</p><p>de gelo ocorre na superfície exposta do avião, aumentando o seu peso e sua resistência ao avanço.</p><p>Quando ocorre nas partes móveis, como rotor e hélices, afetam o controle da aeronave.</p><p>Para que haja a formação de gelo, é necessária uma combinação entre água, temperatura do ar e</p><p>temperatura da aeronave, sendo seus tipos:</p><p>Claro, Cristal, liso ou translúcido: tipo de gelo mais perigoso na aviação, por ser aderente</p><p>e extremamente sólido, forma-se com temperatura entre 0°C e -10°C e está associado a</p><p>grandes gotas em nuvens cumuliformes.</p><p>Escarcha opaco, granulado ou amorfo: predomina em nuvens estratiformes entre 0°C e -</p><p>10°C e em nuvens cumuliformes, entre -10°C e -20°C, associado a pequenas gotas.</p><p>Geada: Este tipo de gelo que se deposita, enfim, na camada, adere aos bordos de ataque,</p><p>para-brisas e janelas da aeronave em vo. O sua formação ocorre quando a aeronave, após</p><p>passar um tempo em área muito fria, cruza regiões com alto teor de umidade, ocorrendo a</p><p>sublimação do vapor.</p>