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<p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>Registro de Marca de Produto/Serviço</p><p>(Nominativa) número: 850240317493</p><p>Catálogo de registro de obras</p><p>D.11903</p><p>Número de referência 105</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>4</p><p>FELIPE</p><p>ATHAYDE</p><p>SOBRE O AUTOR</p><p>contato@felipeathayde.com.br felipeathayde</p><p>Felipe Athayde é professor e advogado tributarista. Já especializado em</p><p>direito público, é pós-graduando em direito tributário no IBET Recife e</p><p>graduando em Contabilidade pela FIPECAFI São Paulo. Possui também</p><p>certificação em contabilidade tributária pelo IBET Brasil.</p><p>Lecionou direito tributário e administrativo na universidade e em cursos</p><p>preparatórios, além de ter atuado como instrutor de disciplinas jurídicas</p><p>na Academia de Polícia Militar do Estado de Alagoas e ex-assessor da</p><p>Procuradoria-Geral do Estado de Alagoas.</p><p>Sócio fundador do escritório Felipe Athayde Advogados Associados, é</p><p>gestor do núcleo de Direito Tributário, coordenando uma competente</p><p>equipe para construção de soluções rotineiras para seus clientes nos</p><p>campos consultivo e contencioso tributário.</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>mailto:contato%40felipeathayde.com.br?subject=</p><p>https://www.instagram.com/felipeathayde/</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>5</p><p>S</p><p>U</p><p>M</p><p>Á</p><p>R</p><p>IO</p><p>Introdução</p><p>Visão geral</p><p>Oportunidades de negócios</p><p>Emenda Constitucional 132: Artigo por Artigo</p><p>Disposições transitórias (Arts. 2º e 5º da E.C.)</p><p>Distribuição de recursos (Art. 6º)</p><p>Entrega de recursos (Art. 7º)</p><p>Cesta Básica Nacional (Art. 8º)</p><p>Regimes diferenciados de tributação (Art. 9º)</p><p>Definição de serviços financeiros e operações com bens imóveis (Art. 10)</p><p>Novos artigos na Constituição (Arts. 1º, 3º e 4º * Novas espécies tributárias)</p><p>Contribuições incidentes sobre receita e faturamento (Art. 11)</p><p>Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais do ICMS (Art. 12)</p><p>Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (Arts.13 e 15)</p><p>Instalação do Comitê Gestor do IBS (Art. 14)</p><p>ITCMD: Competência transitória e vigência (Arts. 16 e 17)</p><p>Crédito Presumido – IPI e CBS (Art. 19)</p><p>Cobrança do PIS/PASEP (Art. 20)</p><p>Ajustes de contratos prévios ao IBS e CBS (Art. 21)</p><p>Prazos, revogações e vigência da Emenda (Arts. 18, 22 e 23)</p><p>Reforma dinâmica</p><p>Bônus: Insights para estruturar um programa de Consultoria</p><p>Conclusão</p><p>06</p><p>08</p><p>11</p><p>15</p><p>19</p><p>20</p><p>20</p><p>21</p><p>22</p><p>23</p><p>24</p><p>41</p><p>41</p><p>42</p><p>42</p><p>43</p><p>44</p><p>45</p><p>45</p><p>46</p><p>47</p><p>48</p><p>51</p><p>01.</p><p>02.</p><p>03.</p><p>04.</p><p>04.1</p><p>04.2</p><p>04.3</p><p>04.4</p><p>04.5</p><p>04.6</p><p>04.7</p><p>04.8</p><p>04.9</p><p>04.10</p><p>04.11</p><p>04.12</p><p>04.13</p><p>04.14</p><p>04.15</p><p>04.16</p><p>05.</p><p>06.</p><p>07.</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>6</p><p>01</p><p>Amigos e amigas,</p><p>É com imenso prazer que os recebo neste treinamento em formato de e-book,</p><p>cuidadosamente desenvolvido para entusiastas e profissionais da área</p><p>tributária. Nosso principal objetivo aqui é oferecer uma síntese estratégica</p><p>sobre a base central da Reforma Tributária: a Emenda Constitucional número</p><p>132 de 2023.</p><p>Avalio a Reforma Tributária como um marco significativo na legislação</p><p>fiscal brasileira, trazendo consigo uma série de mudanças que impactarão</p><p>diretamente a maneira como empresas e profissionais lidam com suas</p><p>obrigações fiscais. Para os que acompanharam as transições que utilizarei</p><p>como analogias, pensem na virada de chave que tivemos do Código de</p><p>Processo Civil de 1973 para 2015. Em outros contextos, lembrem-se das</p><p>recentes reformas previdenciária e trabalhista. Note: o tributarista não possui</p><p>outra alternativa que não dominar suas novas ferramentas de trabalho.</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>7</p><p>Para atingirmos este objetivo, neste e-book trataremos dos principais artigos</p><p>da Emenda de forma clara e objetiva, acompanhados de reflexões pertinentes</p><p>que visam facilitar a compreensão e a aplicação prática dessas normas.</p><p>Vamos refletir sobre as razões que motivaram o legislador a promover essas</p><p>mudanças, mas principalmente tratar das consequências práticas que elas</p><p>trarão para o cotidiano de empresários, advogados e contadores.</p><p>Grato pela confiança depositada, convido você a desde já clicar nas redes</p><p>sociais abaixo destacadas, me conte sua experiência e estejamos juntos para</p><p>debates de ideias e, por que não, para oportunidades de negócios! Vamos em</p><p>frente, pois temos muito trabalho!</p><p>Boas-vindas e bons estudos!</p><p>felipeathayde Felipe Athayde Felipe Athayde</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>https://www.instagram.com/felipeathayde/</p><p>https://www.linkedin.com/in/felipe-athayde-958875180</p><p>https://www.youtube.com/channel/UCkZtSPhgSKwJfSZDRSDvNcQ</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>8</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>02VISÃO GERAL</p><p>Para um exitoso overview,</p><p>iniciaremos destacando o</p><p>evento mais impactante:</p><p>a extinção gradual dos</p><p>tributos PIS, COFINS,</p><p>ICMS e ISS, acompanhada</p><p>da criação de três novos</p><p>tributos: a Contribuição</p><p>sobre Bens e Serviços</p><p>(CBS), o Imposto sobre</p><p>Bens e Serviços (IBS),</p><p>estes dois primeiros</p><p>compõem o IVA dual, e</p><p>a introdução do Imposto</p><p>Seletivo (IS).</p><p>Tributos federais</p><p>PIS</p><p>Programa de Integração Social</p><p>Cofins</p><p>Contribuição para o Financiamento</p><p>da Seguridade Social</p><p>IPI</p><p>Imposto sobre Produtos</p><p>Industrializados</p><p>CBS</p><p>Contribuição</p><p>sobre Bens e</p><p>Serviços</p><p>Unifica PIS,</p><p>Cofins e IPI</p><p>Tributo estadual</p><p>ICMS</p><p>Imposto sobre a Circulação de</p><p>Mercadorias e Serviços</p><p>Tributo municipal</p><p>ISS</p><p>Imposto Sobre Serviços</p><p>IBS</p><p>Imposto sobre</p><p>Bens e Serviços</p><p>Unifica</p><p>ICMS e ISS</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>9</p><p>Se você, assim como eu, é consultor(a) na área tributária, advogado ou contador,</p><p>é crucial considerar o impacto que nossos clientes, os empresários, sentirão.</p><p>Dependendo do regime tributário, mensalmente, estão acostumados a pagar</p><p>suas guias de PIS/COFINS e a depender do segmento empresarial, também a</p><p>guia de ICMS ou ISS.</p><p>Calma. Provoquei estas perguntas para que tenhamos estampado e com</p><p>nitidez que é impossível ignorar a reforma tributária. Quanto as respostas</p><p>para todas essas perguntas, ambas tem nascedouro na mesma origem: A</p><p>Emenda Constitucional 132 de 2023. Por isso, aqui realizaremos mais adiante</p><p>uma análise de cada um dos mais importantes artigos da Emenda, sempre</p><p>considerando sua correlação com os objetivos previamente apresentados.</p><p>O IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e</p><p>Serviços) podem ser vistos como dois irmãos – quase - gêmeos. Isso se dá</p><p>porque, conforme o Art. 149-B da CF, introduzido pela Emenda Constitucional</p><p>132, ambos seguem as mesmas regras em relação a fatos geradores, base</p><p>de cálculo, hipótese de incidência, sujeito passivo, imunidades, regimes</p><p>diferenciados, regras de cumulatividade e creditamento, divergindo apenas</p><p>nas alíquotas e na competência para instituir.</p><p>O IBS é um tributo de competência compartilhada entre a União, os estados</p><p>e os municípios, representando uma inovação jurídica para o sistema</p><p>tributário – nunca antes tivemos o instituto da competência compartilhada.</p><p>Tem consigo uma outra relevante inovação: o Comitê Gestor do IBS, uma</p><p>instância criada para gerir e regulamentar sua aplicação. Tem por função</p><p>garantir a eficácia, promovendo a uniformização de procedimentos, a</p><p>E quanto aos contadores,</p><p>como gerir com segurança e</p><p>confiabilidade as obrigações</p><p>fiscais dessas novas espécies?</p><p>Quando (e qual) sistema digital</p><p>será alterado e o que será</p><p>necessário saber?</p><p>E quanto aos advogados</p><p>tributaristas, qual base usar</p><p>para representar e resolver</p><p>dependem fortemente de</p><p>incentivos fiscais para sua operação.</p><p>O Artigo 13 da Emenda Constitucional estabelece os recursos destinados</p><p>ao Fundo com valores crescentes anualmente até atingir R$ 60 bilhões a</p><p>partir de 2043.</p><p>A escalada dos valores reflete a necessidade de um suporte financeiro</p><p>robusto ao longo de décadas, visando mitigar os impactos econômicos da</p><p>transição da Reforma. No entanto, a dependência de montantes tão elevados</p><p>pode gerar preocupações quanto à sustentabilidade fiscal e à eficácia na</p><p>utilização desses recursos.</p><p>O Artigo 15 complementa garantindo que os recursos entregues ao Fundo, bem</p><p>como os provenientes de outras fontes como os descritos no Artigo 12 (Fundo</p><p>de Compensação de Benefícios Fiscais ou Financeiro-Fiscais), não serão</p><p>considerados para o cálculo de bases de despesas ou limites estabelecidos por</p><p>legislação complementar.</p><p>4.10 FUNDO NACIONAL DE</p><p>DESENVOLVIMENTO REGIONAL (ARTS.13 E 15)</p><p>4.11 INSTALAÇÃO DO COMITÊ GESTOR</p><p>DO IBS (ART. 14)</p><p>A União custeará, com posterior ressarcimento pelo Comitê Gestor do Imposto</p><p>sobre Bens e Serviços de que trata o art. 156-B da Constituição Federal, as</p><p>despesas necessárias para sua instalação.</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 1</p><p>4</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>43</p><p>“O Artigo 14 estabelece que a União será responsável por custear as despesas</p><p>iniciais necessárias para a instalação do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens</p><p>e Serviços (IBS), conforme previsto no art. 156-B da Constituição Federal. Essa</p><p>medida visa garantir que o novo órgão regulador do imposto seja adequadamente</p><p>estruturado e operacionalizado desde o início.</p><p>O Comitê Gestor do IBS será organizado em diversas instâncias, sendo o Conselho</p><p>Superior a principal delas. Este Conselho contará com representantes dos Estados</p><p>e municípios. Essa estrutura pretende assegurar a representação equitativa e a</p><p>participação dos diferentes níveis de governo na gestão e definição das diretrizes</p><p>do imposto sobre bens e serviços.</p><p>Sob o viés político, a criação do Comitê Gestor representa um esforço de</p><p>coordenação e colaboração entre os entes federativos, buscando harmonizar</p><p>interesses e assegurar uma gestão tributária mais integrada e eficiente. Contudo,</p><p>desafios como a necessidade de alinhamento de interesses diversos na tomada</p><p>de decisões podem surgir, especialmente considerando as diferentes realidades</p><p>econômicas e políticas de cada Estado e município brasileiro.</p><p>4.12 ITCMD: COMPETÊNCIA TRANSITÓRIA</p><p>E VIGÊNCIA (ARTS. 16 E 17)</p><p>Até que lei complementar regule o disposto no art. 155, § 1º, III, da Constituição Federal,</p><p>o imposto incidente nas hipóteses de que trata o referido dispositivo competirá:</p><p>I - relativamente a bens imóveis e respectivos direitos, ao Estado da situação do</p><p>bem, ou ao Distrito Federal;</p><p>II - se o doador tiver domicílio ou residência no exterior:</p><p>a) ao Estado onde tiver domicílio o donatário ou ao Distrito Federal;</p><p>b) se o donatário tiver domicílio ou residir no exterior, ao Estado em que se encontrar</p><p>o bem ou ao Distrito Federal;</p><p>III - relativamente aos bens do de cujus, ainda que situados no exterior, ao Estado</p><p>onde era domiciliado, ou, se domiciliado ou residente no exterior, onde tiver domicílio</p><p>o sucessor ou legatário, ou ao Distrito Federal.</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 1</p><p>6</p><p>A alteração do art. 155, § 1º, II, da Constituição Federal, promovida pelo art. 1º</p><p>desta Emenda Constitucional, aplica-se às sucessões abertas a partir da data</p><p>de publicação desta Emenda Constitucional.</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 1</p><p>7</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>44</p><p>“O Artigo 16 estabelece regras transitórias para a competência do ITCMD nas</p><p>situações previstas no art. 155, § 1º, III da Constituição Federal (a) se o doador</p><p>tiver domicilio ou residência no exterior; b) se o de cujus possuía bens, era</p><p>residente ou domiciliado ou teve o seu inventário processado no exterior), até</p><p>que uma lei complementar defina detalhadamente essas questões.</p><p>Para bens imóveis, o imposto será devido ao Estado onde o bem está situado ou</p><p>ao Distrito Federal. No caso de doações com doador no exterior, o imposto será</p><p>devido ao Estado onde o donatário tem domicílio ou ao Distrito Federal. Se o</p><p>donatário estiver no exterior, o imposto será devido ao Estado onde se encontra</p><p>o bem ou ao Distrito Federal. No contexto de sucessões, o imposto será devido</p><p>ao Estado onde o falecido tinha domicílio. Se o falecido ou o herdeiro estiverem</p><p>no exterior, o imposto será devido ao Estado onde o herdeiro ou legatário tem</p><p>domicílio, ou ao Distrito Federal.</p><p>Sob o aspecto crítico, esses dispositivos visam trazer clareza na cobrança do</p><p>imposto, especialmente em situações envolvendo transações internacionais</p><p>ou com domicílio no exterior. Isso pode facilitar a administração tributária e</p><p>reduzir litígios sobre a competência.</p><p>4.13 CRÉDITO PRESUMIDO – IPI E CBS (ART. 19)</p><p>O Art. 19 estabelece vantagens para a produção de veículos elétricos e híbridos</p><p>no Brasil, por meio da concessão de crédito presumido para a CBS. Essa medida</p><p>visa não apenas estimular a indústria automotiva, mas também promover a</p><p>inovação tecnológica e a sustentabilidade ambiental.</p><p>Do ponto de vista político, essa iniciativa pode ser vista como um passo na</p><p>direção da redução das emissões de carbono e na modernização do parque</p><p>automotivo nacional. Ao incentivar investimentos em veículos elétricos,</p><p>o governo busca alinhar o país às metas globais de combate às mudanças</p><p>climáticas e de desenvolvimento sustentável.</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>45</p><p>“</p><p>“</p><p>O Art. 20 estabelece a continuidade da cobrança da contribuição para o</p><p>Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) na forma</p><p>prevista pela legislação vigente até que uma nova lei disponha sobre a matéria.</p><p>Sob o aspecto crítico, a manutenção da cobrança do PASEP conforme</p><p>os dispositivos atuais pode ser vista como uma medida de estabilidade e</p><p>previsibilidade fiscal. Isso permite que o governo continue arrecadando recursos</p><p>necessários para o financiamento de programas destinados ao patrimônio dos</p><p>servidores públicos.</p><p>Estamos a tratar de ajustes nos contratos celebrados antes da entrada em vigor</p><p>das leis que instituem o IBS e CBS, inclusive aqueles referentes a concessões</p><p>públicas.</p><p>Do ponto de vista político, essa autorização pode ser vista como uma medida</p><p>para mitigar possíveis impactos negativos que a introdução de novos tributos</p><p>possa ter sobre contratos existentes, especialmente em setores regulados.</p><p>Até que lei disponha sobre a matéria, a contribuição para o Programa de Formação</p><p>do Patrimônio do Servidor Público, criado pela Lei Complementar nº 8, de 3 de</p><p>dezembro de 1970, de que trata o art. 239 da Constituição Federal, permanecerá</p><p>sendo cobrada na forma do art. 2º, III, da Lei nº 9.715, de 25 de novembro de 1998,</p><p>e dos demais dispositivos legais a ele referentes em vigor na data de publicação</p><p>desta Emenda Constitucional.</p><p>Lei complementar poderá estabelecer instrumentos de ajustes nos contratos</p><p>firmados anteriormente à entrada em vigor das leis instituidoras dos tributos</p><p>de que tratam o art. 156-A e o art. 195, V, da Constituição Federal, inclusive</p><p>concessões públicas.</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 2</p><p>0</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 2</p><p>1</p><p>4.14 COBRANÇA DO PIS/PASEP (ART. 20)</p><p>4.15 AJUSTES DE CONTRATOS PRÉVIOS</p><p>AO IBS E CBS (ART. 21)</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>46</p><p>É importante, no entanto, que qualquer lei complementar que venha a ser</p><p>elaborada sob essa autorização considere de forma equitativa os interesses</p><p>das partes contratantes, bem como o impacto econômico geral das alterações</p><p>nos contratos. Assim, o Art. 21 visa proporcionar flexibilidade e segurança jurídica</p><p>para ajustes</p><p>contratuais necessários.</p><p>O Art. 18 da Emenda Constitucional estabelece prazos e obrigações para o Poder</p><p>Executivo encaminhar ao Congresso Nacional projetos de lei que reformem a</p><p>tributação da renda e da folha de salários. O primeiro prazo é de até 90 dias após</p><p>a promulgação da emenda para apresentar o projeto de reforma da tributação</p><p>da renda, acompanhado de estudos de impactos financeiros e orçamentários.</p><p>Em seguida, dentro de 180 dias, devem ser encaminhados os demais projetos</p><p>de lei referidos na emenda. Além disso, também há o prazo de 90 dias para</p><p>apresentar o projeto de lei que reforme a tributação da folha de salários.</p><p>Por outro lado, o Art. 22 revoga dispositivos constitucionais em datas</p><p>específicas, indicando um calendário para a desativação gradual de normas</p><p>tributárias: Em 2027 saem a antiga contribuição sobre receita ou faturamento</p><p>e a do importador de bens ou serviços. Em 2033 o ICMS, as regras constantes</p><p>dos parágrafos 2º a 5º do Art. 155, o ISSQN, a titularidade de 25% do produto do</p><p>ICMS arrecadado para o correspondente município e modificações no Fundo</p><p>de Combate e Erradicação da Pobreza.</p><p>Por fim, o Art. 23 prevê a entrada em vigor dos aqui estudados artigos da E.C.</p><p>132: Em 2027 dos Arts. 3º e 11, em 2033 dos Arts. 4º e 5º e na data de publicação,</p><p>dos demais dispositivos.</p><p>4.16 PRAZOS, REVOGAÇÕES E VIGÊNCIA DA</p><p>EMENDA (ARTS. 18, 22 E 23)</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>47</p><p>05</p><p>É necessário compreender que a reforma tributária não se exaure na Emenda</p><p>Constitucional 132, pelo contrário. Como tratamos, este é o nascedouro da</p><p>reforma, que ainda recepcionará diversas leis complementares e diversos</p><p>outros instrumentos infraconstitucionais e infralegais no contexto da reforma.</p><p>Na medida em que esses dispositivos se incorporem ao nosso ordenamento,</p><p>a reforma ganhará mais forma.</p><p>Nesta dinâmica, coexistirão as antigas normas tributárias, regidas pela</p><p>legislação vigente até o momento, e as novas disposições introduzidas pela</p><p>reforma. Esse cenário inevitavelmente gerará conflitos de interpretação</p><p>e aplicação das leis tributárias, que serão submetidos ao crivo do Poder</p><p>Judiciário. A jurisprudência formada nesse processo desempenhará um papel</p><p>fundamental na consolidação e na interpretação das novas normas tributárias,</p><p>garantindo a segurança jurídica necessária aos contribuintes e ao ambiente</p><p>de negócios como um todo.</p><p>Portanto, a reforma tributária não é um texto estático limitado à Emenda</p><p>Constitucional 132, mas um processo de evolução constante, no qual todos</p><p>os agentes econômicos, jurídicos e políticos terão um papel ativo na sua</p><p>implementação e aperfeiçoamento.</p><p>REFORMA DINÂMICA</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>48</p><p>06</p><p>Neste Bônus, temos por objetivo lhe estimular a prestar consultoria sobre a</p><p>Reforma. Agora que já percorremos os capítulos anteriores, é hora de agir!</p><p>Milhares de indivíduos do setor público e privado precisam de profissionais</p><p>qualificados para traduzir os novos dispositivos constitucionais, suas leis</p><p>complementares e sua dinâmica para o ecossistema do seu contratante.</p><p>Vamos abordar objetivamente desde a preparação inicial até a entrega de</p><p>resultados eficazes e a percepção de valor pelos clientes, desenvolvimento</p><p>de parcerias e adaptação do tema ao cliente.</p><p>BÔNUS: INSIGHTS</p><p>PARA ESTRUTURAR</p><p>UM PROGRAMA DE</p><p>CONSULTORIA</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>49</p><p>O primeiro passo para estruturar um programa de consultoria eficaz é realizar</p><p>um mapeamento detalhado de potenciais clientes. Isso envolve identificar</p><p>empresas e indivíduos que serão impactados pelas mudanças na legislação</p><p>tributária. É crucial compreender as necessidades específicas de cada cliente</p><p>potencial, seus desafios tributários atuais e como a reforma poderá afetá-</p><p>los. Este processo permite direcionar os esforços de networking, marketing e</p><p>vendas de forma mais estratégica, garantindo que a consultoria seja relevante</p><p>e oportuna para os potenciais clientes.</p><p>A reforma tributária pode afetar tanto o setor público quanto o privado de</p><p>maneiras distintas. Portanto, é essencial adaptar o programa de consultoria</p><p>para atender às necessidades específicas de cada setor. Para o setor público,</p><p>isso pode incluir suporte na elaboração de novas legislações e políticas</p><p>tributárias, análise de impacto econômico e orientação sobre implementação,</p><p>no contexto das regras de contratação pública vigentes. Já para o setor</p><p>privado, a consultoria pode focar em estratégias de conformidade, otimização</p><p>de tributos e adaptação às novas normas.</p><p>Na fase inicial da Reforma, a qual podemos compreender como o período</p><p>após a Emenda Constitucional e prévio ao volume de Leis Complementares</p><p>em vigência, uma sugestão é focarmos na visão geral da reforma tributária,</p><p>Consultorias de forma expositiva, a depender do público-alvo formação</p><p>de grupos de debate, enquetes, as que podemos intitular de “Overview da</p><p>Emenda 132” ou “Reforma Tributária 360º”, a criatividade será sua aliada –</p><p>respeitando os limites éticos da OAB, para o caso dos advogados, ocasião</p><p>que sugerimos temas como “Aspectos constitucionais da Reforma Tributária”</p><p>e assim por diante.</p><p>O desenvolvimento de parcerias estratégicas é fundamental para ampliar</p><p>o alcance e a eficácia do seu programa de consultoria. Isso pode incluir</p><p>colaborações com outros escritórios de advocacia especializados, professores</p><p>com conhecimento no tema, instituições acadêmicas, entre outros. Considere</p><p>eleger parceiros abertos para seus projetos.</p><p>Tenha em vistas ainda que cada cliente possui um contexto único e específico,</p><p>com necessidades e preocupações distintas em relação à reforma tributária.</p><p>Portanto, a consultoria deve adaptar o tema e a abordagem de acordo com o</p><p>receptor. Isso envolve fazer um levantamento prévio das principais dúvidas e</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>50</p><p>expectativas, comunicar as mudanças de forma clara e acessível, utilizando</p><p>linguagem adequada ao nível de conhecimento do cliente e destacando os</p><p>pontos relevantes para aquele ecossistema.</p><p>Além de oferecer recomendações estratégicas, a consultoria deve desenvolver</p><p>estratégias detalhadas de implementação das mudanças tributárias e</p><p>acompanhar seu progresso ao longo do tempo. Isso inclui oferecer suporte</p><p>contínuo durante a fase de transição, realizar revisões periódicas para garantir</p><p>conformidade e eficiência, e ajustar as estratégias conforme necessário com</p><p>base nas mudanças no ambiente regulatório e econômico.</p><p>Isso pode incluir sessões de capacitação sobre as novas regras tributárias,</p><p>workshops práticos e suporte personalizado para resolver dúvidas e questões</p><p>específicas que possam surgir durante a implementação, que por sua vez é</p><p>uma fase a ser relevante e deve conter objetivos claros, cronograma e métricas,</p><p>sendo importante ter também flexibilidade para remodelar as estratégias</p><p>conforme avancem neste processo.</p><p>A consultoria deve demonstrar o valor agregado aos clientes por meio de</p><p>resultados mensuráveis. Isso pode incluir economias de custos, otimização</p><p>de processos tributários, mitigação de riscos e melhoria da conformidade</p><p>fiscal. Coletar feedback dos clientes ao longo do processo é fundamental para</p><p>o sucesso mútuo.</p><p>Por fim, afirmo que o mercado PEDE por profissionais qualificados e aptos a</p><p>prestar serviço consultivo e, mais adiante contencioso, sobre o tema.</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>51</p><p>07</p><p>A reforma tributária é uma realidade e, queiramos ou não, trouxe movimento.</p><p>Alguns podem denominar o momento como</p><p>desconforto, mas prefiro chamar</p><p>de oportunidade.</p><p>Você está de parabéns por ter saído à frente, investido recurso, sobretudo</p><p>recurso de tempo, para debruçar-se neste compilado e direcionamentos</p><p>feitos com cuidado para colegas tributaristas.</p><p>Juntos compreendemos o cenário político, econômico, estudamos artigo por</p><p>artigo e te sugeri um programa de consultoria para que você, na sua cidade,</p><p>região ou mesmo online, desenvolva sua prospecção no tema.</p><p>Desejo que tenha muito sucesso, sou grato pela confiança de chegarmos</p><p>juntos até aqui e me coloco à disposição para debates e parcerias.</p><p>Um forte abraço,</p><p>Felipe Athayde</p><p>CONCLUSÃO</p><p>contato@felipeathayde.com.br felipeathayde</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>mailto:contato%40felipeathayde.com.br?subject=</p><p>https://www.instagram.com/felipeathayde/</p><p>conflitos entre o Fisco e o</p><p>cliente, o empresário, durante</p><p>os períodos de transição entre</p><p>um tipo tributário e outro?</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>10</p><p>fiscalização adequada e a resolução de eventuais conflitos relacionados à</p><p>sua aplicação. Este comitê será composto por representantes da União,</p><p>dos estados, dos municípios e da sociedade civil, refletindo a natureza - em</p><p>tese - compartilhada do imposto, assunto que também será aprofundado</p><p>adiante.</p><p>Por outro lado, a CBS é uma contribuição social de competência exclusiva</p><p>da União, substituindo o PIS e a Cofins. Diferentemente do IBS, a</p><p>arrecadação da CBS não é partilhada com estados e municípios; todos os</p><p>recursos são destinados ao governo federal.</p><p>Há que se falar também no novo Imposto Seletivo</p><p>(IS), para isso, lembremos do aspecto técnico</p><p>da extrafiscalidade: Objetivo do tributo além da</p><p>arrecadação, para que o Estado influencie os</p><p>comportamentos dos contribuintes por meio</p><p>da criação de situações em que estes serão</p><p>premiados ou penalizados economicamente</p><p>dependendo do comportamento desejável ou</p><p>indesejável. Nesse contexto surge o novo imposto</p><p>seletivo, cujo principal objetivo é tributar produtos</p><p>e serviços específicos como bebidas alcoólicas,</p><p>tabaco, combustíveis fósseis e produtos de alto</p><p>impacto ambiental e itens de luxo.</p><p>Já o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) terá sua alíquota geral</p><p>reduzida a zero, sendo mantido fora da abrangência da Zona Franca de</p><p>Manaus (ZFM) para os produtos que tenham industrialização incentivada na</p><p>ZFM.</p><p>De fato, são mudanças estruturais sentidas pelos empresários, que</p><p>precisarão de nós, profissionais habilitados, para um planejamento</p><p>tributário inteligente e olhos atentos aos limites do não confisco.</p><p>Diante deste cenário: como agir? Quais oportunidades de monetização</p><p>escondidas nessa fase de transição? É sobre isso que trataremos no</p><p>capítulo seguinte.</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>11</p><p>03OPORTUNIDADE</p><p>DE NEGÓCIOS</p><p>Todo cenário de mudança traz consigo temor e oportunidades. Quero te</p><p>convidar e conduzir para que estejamos na segunda casa. A mudança é</p><p>temida por alguns empresários, contadores, advogados e agentes públicos</p><p>que conviveram anos ou décadas com tributos que estão com os dias (ou</p><p>anos, na transição) contados.</p><p>Sobre as oportunidades, aqui fiquemos mais à vontade para enxergar como</p><p>monetizar sobre essa transição de cenários.</p><p>ASSESSORIA FIXA MENSAL</p><p>Considere oferecer assistência mensal para clientes, auxiliando-os a atravessar</p><p>a transição de normas e conformidade para seu segmento específico. Se você</p><p>já tem clientes nesse cenário, considere explicar a eles o que é a reforma e</p><p>identificar no seu contrato de assessoria a possibilidade de reajuste ou venda</p><p>de novos serviços.</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>12</p><p>TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO</p><p>As empresas precisarão treinar suas equipes para lidar com as novas normas</p><p>fiscais. Contadores e advogados podem desenvolver programas de treinamento</p><p>e capacitação para funcionários de empresas, garantindo que eles estejam</p><p>preparados e cientes das mudanças. Importante dizer também que o setor</p><p>público será um grande consumidor de consultorias tributárias. A reforma traz</p><p>consigo vários pontos latentes de discussão, como a extensão da contribuição</p><p>de iluminação pública com equipamentos de segurança; a “ameaça” aos</p><p>conselhos tributários e tribunais administrativos municipais e estaduais, diante</p><p>dos novos tributos de competência compartilhada, e muitos outros pontos que</p><p>serão explicados adiante.</p><p>DEFESA EM AUTUAÇÕES</p><p>Como diz o ditado: “Anote com tinta de ouro”. Autuações surgirão no</p><p>descompasso da transição. É como tentar andar em duas direções. No</p><p>momento em que os contribuintes necessitarem de uma defesa sobre o</p><p>modo de apurar e tributar as novas espécies tributárias, é interessante que</p><p>você esteja posicionado(a) como profissional habilitado(a) para o tema, seja</p><p>administrativa ou judicialmente.</p><p>PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS (PMES)</p><p>Não feche os olhos para elas. Temos experiências de certos serviços que</p><p>são muito mais rentáveis com essas empresas do que com empresas</p><p>maiores. Há empresários que valorizam muito mais a posição (e honorários)</p><p>de nós, consultores nessas, do que em empresas maiores. Claro, não</p><p>generalizando, mas chamando sua atenção para que aqui pode haver</p><p>um ouro escondido. Empresas que muitas vezes não têm um jurídico e</p><p>contabilidade internos precisarão dos nossos serviços para entender e</p><p>implementar as mudanças necessárias.</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>13</p><p>ELABORAÇÃO DE PARECERES</p><p>JURÍDICOS E CONTÁBEIS</p><p>Com as incertezas iniciais geradas pela reforma, haverá uma demanda</p><p>crescente por pareceres jurídicos e contábeis que orientem empresas sobre</p><p>a interpretação e aplicação das novas normas. Seja para a rotina fiscal das</p><p>empresas, seja para subsidiar informações em eventuais processos ou</p><p>procedimentos.</p><p>CONSULTORIA PARA STARTUPS</p><p>E NOVOS NEGÓCIOS</p><p>O governo federal divulgou a abertura de 3.868.687 novos CNPJs no ano</p><p>de 2023. Os novos empresários, ou ainda aqueles iniciantes em um novo</p><p>segmento, precisarão de orientação sobre como se estruturar tributariamente</p><p>desde o início. Os serviços de consultoria para essas empresas podem ajudar a</p><p>evitar problemas futuros e garantir uma base sólida.</p><p>INCENTIVOS, BENEFÍCIOS FISCAIS</p><p>E APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS</p><p>Muito se tem falado sobre esses temas, inclusive sobre a possível extinção</p><p>desses institutos. Ocorre que muitas empresas têm por um dos seus pilares</p><p>a economicidade obtida pelos mesmos, com benefícios que perduram anos</p><p>ou décadas e já compuseram suas contabilidades de custo e formação</p><p>de margens. As dúvidas são oportunidades para serviços de entrega de</p><p>informações seguras e condução técnica no tema. E digo mais: observe tudo</p><p>o que os três poderes (serei redundante: legislativo, executivo e judiciário)</p><p>criaram nos últimos dez, vinte anos: muitas normas, exceções, concessões</p><p>temporárias... Projete para os próximos dez, vinte anos – muito tende a ser</p><p>feito também. Caberá ao consultor comprometido com seu papel manter-se</p><p>atualizado e converter esses feitos em oportunidades para seus clientes e,</p><p>porque não, proporcionalmente para si.</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>14</p><p>CAIA EM CAMPO</p><p>Defina seu portfólio de serviços, de repente com inspiração nos temas</p><p>acima elencados.</p><p>Segmente seu mercado, decida se você vai atender a um seg-</p><p>mento específico (PMEs, startups, grandes corporações, setor pú-</p><p>blico) ou se vai oferecer serviços mais amplos.</p><p>Crie um plano de marketing, seja offline ou online (recomendo os dois) e</p><p>considere posicionar-se sobre o assunto com uma linguagem acessível</p><p>para seus clientes. Faça estudos de caso e materiais educativos.</p><p>Crie oportunidades. Esteja em eventos sobre o tema, fortaleça seu ne-</p><p>tworking, crie pontes com pessoas ou eventos em comum sobre seu</p><p>cliente-alvo e tenha para ele uma proposta de valor.</p><p>Faça bem feito para fazer sempre.</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>5</p><p>4</p><p>A Emenda Constitucional 132 de 2023 é o guarda-chuva do qual estão so-</p><p>brevindo diversos projetos de leis complementares para dar-lhe forma. Para</p><p>poder oferecer com segurança os serviços acima sugeridos, você precisará de</p><p>alicerce na Emenda Constitucional. Por isso, eu te convido para nosso próximo</p><p>capítulo: Emenda Constitucional 132 de 2023: Artigo por Artigo.</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>15</p><p>04EMENDA</p><p>CONSTITUCIONAL 132:</p><p>ARTIGO POR ARTIGO</p><p>A Emenda Constitucional 132 de 2023 é o nascedouro da Reforma Tributária.</p><p>A partir destes comandos, sobrevirão diversas Leis Complementares e outros</p><p>instrumentos para atingir os objetivos trazidos pela Emenda.</p><p>Neste capítulo, comentaremos os mais importantes dispositivos com foco em</p><p>facilitar o entendimento do consultor tributário. Nossa metodologia sugere que</p><p>faça o acompanhamento deste ebook com a Emenda 132 e a própria CF/88</p><p>abertas, visto que trataremos apenas dos mais relevantes artigos.</p><p>Emenda Constitucional 132 Constituição Federal</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>16</p><p>Conforme estruturado na tabela abaixo, observe que o texto da Emenda pos-</p><p>sui 23 Artigos, os quais possuem os seguintes objetivos:</p><p>Art. 1º Alterações em artigos da Constituição Federal.</p><p>Art. 2º Alterações em artigos do Ato das Disposições Constitucionais</p><p>Transitórias.</p><p>Art. 3º Alterações em artigos da Constituição Federal.</p><p>Art. 4º Alterações em artigos da Constituição Federal.</p><p>Art. 5º Alterações no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias,</p><p>incluindo fundos de combate à pobreza.</p><p>Art. 6º Regras transitórias para distribuição de recursos entre Estados,</p><p>Distrito Federal e Municípios.</p><p>Art. 7º Compensação pela substituição de impostos e critérios para a</p><p>entrega de recursos.</p><p>Art. 8º Criação da Cesta Básica Nacional de Alimentos com redução de</p><p>tributos sobre alimentos.</p><p>Art. 9º Regimes diferenciados de tributação para determinados bens</p><p>e serviços.</p><p>Art. 10º Definição de serviços financeiros para fins tributários.</p><p>Art. 11º Regras de transição para contribuições incidentes sobre receita</p><p>ou faturamento.</p><p>Art. 12º Criação do Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais do</p><p>ICMS, para beneficiários de isenções, incentivos e benefícios fiscais.</p><p>Art. 13º Estabelecimento de recursos para o Fundo Nacional de De- sen-</p><p>volvimento Regional, que tem o objetivo de reduzir as desigualda-</p><p>des regionais e sociais.</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>17</p><p>Art. 14º</p><p>Art. 15º</p><p>Art. 16º</p><p>Art. 17º</p><p>Art. 18º</p><p>Art. 19º</p><p>Art. 20º</p><p>Art. 21º</p><p>Art. 22º</p><p>Art. 23º</p><p>Por estratégia pedagógica, não seguiremos a linha “do primeiro ao último ar-</p><p>tigo”, mas, percorreremos uma sequência mais didática indo do menos denso</p><p>ao mais complexo, como também, agrupando em única análise dispositivos</p><p>correlatos, fracionando este capítulo da seguinte forma:</p><p>Determina que a União assumirá os custos iniciais de instalação do</p><p>Comitê Gestor do IBS, os quais serão posteriormente devolvidos.</p><p>Definição de competência transitória sobre o ITCMD.</p><p>Definição do momento de vigência em modificações sobre</p><p>o ITCMD.</p><p>Obrigações em prazos para que o Poder Executivo envie projetos</p><p>de lei ao Congresso Nacional</p><p>Concessão de crédito presumido para determinados fabricantes</p><p>no contexto do IPI e sua relação com a CBS.</p><p>Continuidade da cobrança do PIS/PASEP até que sobrevenha lei</p><p>dispondo sobre a matéria.</p><p>Possibilidade de lei complementar dispor sobre ajuste em contra-</p><p>tos firmados antes da vigência das leis instituidoras do IBS e CBS.</p><p>Revogação gradual de dispositivos constitucionais e do Ato das</p><p>Disposições Constitucionais Transitórias.</p><p>Entrada em vigor escalonada dos diferentes dispositivos da</p><p>Emenda Constitucional.</p><p>Impede que os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimen-</p><p>to Regional e as compensações do Art. 7º da Emenda incluam</p><p>base de cálculo ou limite de despesa.</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>18</p><p>1 Disposições transitórias (Arts. 2º e 5º da E.C.)</p><p>2 Distribuição de recursos (Art. 6º)</p><p>3 Entrega de recursos (Art. 7º)</p><p>4 Cesta Básica Nacional (Art. 8º)</p><p>5 Regimes diferenciados de tributação (Art. 9º)</p><p>6 Definição de Serviços Financeiros (Art. 10)</p><p>7 Novos artigos na Constituição (Arts. 1º, 3º e 4º)</p><p>8 Contribuições incidentes sobre receita e faturamento (Art. 11)</p><p>9 Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais do ICMS (Art. 12)</p><p>10 Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (Arts.13 e 15)</p><p>11 Instalação do Comitê Gestor do IBS (Art. 14)</p><p>12 ITCMD: Competência transitória e vigência (Arts. 16 e 17)</p><p>13 Crédito Presumido – IPI e CBS (Art. 19)</p><p>14 Cobrança do PIS/PASEP (Art. 20)</p><p>15 Ajustes de contratos prévios ao IBS e CBS (Art. 21)</p><p>16 Prazos, revogações e vigência da Emenda (Arts. 18, 22 e 23)</p><p>Esclarecida a melhor metodologia, vamos juntos e em frente dominar a Refor-</p><p>ma Tributária!</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>19</p><p>4.1 DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS</p><p>(ARTS. 2º E 5º DA E.C.)</p><p>Os Arts. 2º e 5º da Emenda Constitucional 132 alteram o corpo do Ato das</p><p>Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), com a finalidade de uma</p><p>regulamentação “passageira”, isto é, que evite rupturas bruscas em nosso</p><p>sistema. No presente caso, os artigos trazem uma série de modificações</p><p>significativas nas estruturas de arrecadação e gestão de tributos no Brasil,</p><p>com implicações de longo alcance até 2032 e além.</p><p>Elencando os mais relevantes aspectos, chamo atenção para o Art. 76-A e 76-B</p><p>estabelecem a desvinculação de 30% das receitas estaduais, distritais e municipais</p><p>até 2032, o que pode ser visto como uma tentativa de flexibilizar o uso dos recursos</p><p>públicos, permitindo que os governos locais tenham maior liberdade para alocar</p><p>fundos conforme necessidades emergentes. No entanto, essa medida pode ser</p><p>criticada por potencialmente reduzir a alocação de recursos em áreas essenciais,</p><p>como saúde e educação, dependendo das prioridades dos governantes locais.</p><p>O Art. 92-B enfatiza a manutenção do diferencial competitivo da Zona Franca de</p><p>Manaus e das áreas de livre comércio. A criação de fundos de sustentabilidade</p><p>e diversificação econômica é uma medida positiva que visa garantir a</p><p>continuidade e o crescimento econômico da região. Contudo, a dependência</p><p>de recursos da União e a necessidade de coordenação entre diferentes níveis</p><p>de governo podem apresentar desafios administrativos e políticos.</p><p>Os artigos 124 a 129 introduzem uma transição gradual para os novos IBS</p><p>e CBS, começando em 2026, com ajustes progressivos nas alíquotas. Esta</p><p>transição cuidadosa busca minimizar os impactos econômicos e evitar uma</p><p>brusca mudança de rotina fiscal para todos os players envolvidos: empresas,</p><p>contabilidade, advogados e o próprio serviço público.</p><p>Sob um viés político, essas mudanças refletem uma tentativa de modernizar</p><p>e tornar mais eficiente o sistema tributário brasileiro, mas também levantam</p><p>questões sobre a centralização versus descentralização de recursos e poder. No</p><p>aspecto mercadológico, a manutenção de incentivos para regiões como a Zona</p><p>Franca de Manaus é crucial para atrair e manter investimentos, mas deve ser</p><p>acompanhada de políticas eficazes de diversificação econômica.</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>20</p><p>4.2 DISTRIBUIÇÃO DE RECURSOS (ART. 6º)</p><p>O artigo 6º da emenda constitucional estabelece regras temporárias sobre</p><p>questões financeiras e tributárias até que lei complementar seja criada. Ele</p><p>tenta manter a ordem e previsibilidade na arrecadação e distribuição de</p><p>dinheiro entre governo federal, estados e municípios.</p><p>Primeiro, o artigo diz que os critérios e prazos para créditos de impostos</p><p>devem seguir as regras do ICMS até que uma nova lei seja criada. O que</p><p>ajuda a manter tudo funcionando de maneira que todos já conhecem,</p><p>evitando surpresas e confusões.</p><p>Além disso, o artigo inclui novos parâmetros para a divisão do dinheiro</p><p>arrecadado entre estados e municípios, no contexto do IBS.</p><p>Do ponto de</p><p>vista político, essa medida pode ser vista como uma maneira de</p><p>manter a estabilidade financeira enquanto as leis complementares não são feitas.</p><p>4.3 ENTREGA DE RECURSOS (ART. 7º)</p><p>O artigo 7º da emenda constitucional aborda como a União deve lidar com</p><p>possíveis reduções na quantia de dinheiro distribuída aos estados e municípios</p><p>a partir de 2027. Isso se refere à mudança na arrecadação de impostos,</p><p>especificamente devido a gradual saída e incorporação de novas espécies</p><p>tributárias. A União será responsável por compensar qualquer perda financeira</p><p>que os estados e municípios sofram por causa dessa mudança.</p><p>O artigo também menciona que a compensação deve seguir diversas regras da</p><p>Constituição relacionadas ao uso de recursos públicos. Essas regras incluem</p><p>limites e condições específicas para garantir que o dinheiro seja usado de</p><p>maneira responsável e eficiente.</p><p>Politicamente, essa medida pode ser vista como uma forma de garantir que os</p><p>estados e municípios não percam recursos importantes durante a transição de</p><p>um sistema tributário para outro. Isso é crucial para manter serviços públicos</p><p>essenciais funcionando sem interrupções.</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>21</p><p>“</p><p>Em resumo, o artigo 7º da emenda constitucional estabelece um plano para</p><p>compensar estados e municípios por eventuais perdas financeiras decorrentes</p><p>da mudança na forma de arrecadação trazida pela Reforma.</p><p>4.4 CESTA BÁSICA NACIONAL (ART. 8º)</p><p>Fica criada a Cesta Básica Nacional de Alimentos, que considerará a diversidade</p><p>regional e cultural da alimentação do País e garantirá a alimentação saudável</p><p>e nutricionalmente adequada, em observância ao direito social à alimentação</p><p>previsto no art. 6º da Constituição Federal.</p><p>Parágrafo único. Lei complementar definirá os produtos destinados à alimentação</p><p>humana que comporão a Cesta Básica Nacional de Alimentos, sobre os quais as</p><p>alíquotas dos tributos previstos nos arts. 156-A e 195, V, da Constituição Federal</p><p>serão reduzidas a zero.</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 8</p><p>º</p><p>O artigo 8º da emenda constitucional estabelece a criação da Cesta Básica</p><p>Nacional de Alimentos, que levará em conta a diversidade regional e cultural do</p><p>Brasil para garantir uma alimentação saudável e nutricionalmente adequada,</p><p>conforme o direito social à alimentação previsto na Constituição Federal.</p><p>A definição dos produtos que comporão essa cesta será feita por meio de</p><p>lei complementar, que também estabelecerá a redução das alíquotas dos</p><p>tributos sobre esses produtos a zero.</p><p>Historicamente, a cesta básica foi instituída no governo de Getúlio Vargas em</p><p>1930, com 13 itens fundamentais, incluindo carne, leite, feijão, arroz, e pão. Ao</p><p>longo dos anos, a lista foi alterada, surgindo ainda cestas estaduais em certos</p><p>momentos e locais.</p><p>A nova cesta básica, criada pelo governo federal em 2024, prioriza alimentos</p><p>in natura ou minimamente processados, consumidos principalmente pelos</p><p>mais pobres, e assegura a redução tributária para esses itens.</p><p>Essa nova cesta básica representa um esforço para ajustar a política de</p><p>tributação a favor das famílias mais necessitadas, alinhando-se às diretrizes</p><p>de segurança alimentar e combate à fome. A Receita Federal estima que essa</p><p>desoneração custará cerca de R$ 39 bilhões em 2024.</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>22</p><p>4.5 REGIMES DIFERENCIADOS DE</p><p>TRIBUTAÇÃO (ART. 9º)</p><p>O artigo 9º da emenda constitucional prevê a criação de regimes</p><p>diferenciados de tributação para diversos bens e serviços, desde que esses</p><p>regimes sejam uniformes em todo o território nacional. A lei complementar</p><p>que instituir o imposto sobre bens e serviços e a contribuição previdenciária</p><p>poderá definir as operações que serão beneficiadas com uma redução de</p><p>60% nas alíquotas desses tributos. Essa lista inclui serviços essenciais</p><p>como educação, saúde, medicamentos, dispositivos médicos, transporte</p><p>público e alimentos, entre outros.</p><p>Esse dispositivo tem como objetivo equilibrar a arrecadação tributária ao</p><p>mesmo tempo que proporciona alívio fiscal para setores que impactam</p><p>diretamente a qualidade de vida da população. A ideia é reduzir o peso</p><p>dos impostos sobre serviços e produtos essenciais, o que pode contribuir</p><p>para o aumento do acesso a esses bens, especialmente para as famílias</p><p>de baixa renda.</p><p>A redução de 60% nas alíquotas é um passo importante para tornar serviços</p><p>e produtos essenciais mais acessíveis. No entanto, a medida também</p><p>exige um ajuste cuidadoso nas alíquotas de referência para garantir que a</p><p>arrecadação dos estados, municípios e da União não seja drasticamente</p><p>afetada. A proposta reflete uma tentativa de criar um sistema tributário</p><p>mais justo, mas também levanta questões sobre a sustentabilidade fiscal e</p><p>a capacidade do governo de manter os níveis de arrecadação necessários</p><p>para financiar políticas públicas.</p><p>O artigo também prevê a possibilidade de isenção total de impostos para</p><p>determinados serviços, como o transporte público, e para bens como</p><p>medicamentos e produtos de saúde menstrual. Isso demonstra uma</p><p>preocupação com a redução de custos em áreas críticas para o bem-estar</p><p>da população.</p><p>Além disso, o artigo estabelece a possibilidade de isenção ou redução total</p><p>dos tributos para serviços prestados por instituições científicas, tecnológicas</p><p>e de inovação sem fins lucrativos, e para a aquisição de automóveis por</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>23</p><p>pessoas com deficiência e autistas. Essas medidas são positivas para</p><p>incentivar a pesquisa e inovação e para apoiar pessoas com necessidades</p><p>especiais, respectivamente.</p><p>A previsão de avaliação quinquenal dos regimes diferenciados de tributação</p><p>é uma medida prudente para garantir que esses benefícios fiscais continuem</p><p>a ser justificados ao longo do tempo. Essa avaliação permitirá ajustar ou</p><p>eliminar benefícios que não estejam cumprindo seus objetivos, garantindo</p><p>que o sistema tributário permaneça eficiente e eficaz.</p><p>Por fim, a inclusão de um dispositivo que avalia o impacto da legislação</p><p>tributária na promoção da igualdade de gênero é uma inovação importante.</p><p>Esse enfoque reflete uma crescente consciência da necessidade de políticas</p><p>fiscais que não apenas sejam economicamente eficientes, mas também</p><p>socialmente justas.</p><p>Em resumo, o artigo 9º propõe um conjunto de medidas para tornar o</p><p>sistema tributário mais moderno e equitativo.</p><p>4.6 DEFINIÇÃO DE SERVIÇOS FINANCEIROS</p><p>E OPERAÇÕES COM BENS IMÓVEIS (ART. 10)</p><p>O Artigo 10 da emenda constitucional busca definir claramente o que são</p><p>considerados “serviços financeiros” e “operações com bens imóveis” para</p><p>fins tributários e, sobretudo, no contexto do novo IBS.</p><p>Para os serviços financeiros, a definição inclui uma ampla gama de</p><p>atividades, desde operações de crédito, câmbio e seguros até atividades</p><p>mais complexas como securitização, previdência privada e operações</p><p>com títulos e valores mobiliários. Além disso, incluem-se também serviços</p><p>prestados por entidades administradoras de mercados organizados e</p><p>instituições autorizadas pelo Banco Central do Brasil. Isso é crucial para</p><p>assegurar que todas essas atividades sejam adequadamente tributadas de</p><p>forma clara, garantindo a segurança jurídica.</p><p>No que diz respeito às operações com bens imóveis, a abrangência também</p><p>é ampla, incluindo construção, incorporação imobiliária, parcelamento do</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>24</p><p>“</p><p>solo, alienação, locação e administração de imóveis. Igualmente importante</p><p>para garantir que todas as transações imobiliárias relevantes estejam claras</p><p>quanto ao seu modo de tributar.</p><p>De uma perspectiva crítica, o artigo parece bem estruturado ao tentar</p><p>criar</p><p>um equilíbrio entre a necessidade de uma base tributária ampla e</p><p>a manutenção da competitividade e estabilidade do setor financeiro e</p><p>imobiliário. No entanto, a implementação prática dessas disposições pode</p><p>enfrentar desafios significativos, especialmente em termos de definir</p><p>alíquotas e bases de cálculo que sejam justas e não onerem excessivamente</p><p>as transações financeiras e imobiliárias. A uniformidade tributária em todo</p><p>o território nacional é um objetivo cuja execução pode ser complexa devido</p><p>às diferentes realidades econômicas regionais.</p><p>4.7 NOVOS ARTIGOS NA CONSTITUIÇÃO (ARTS.</p><p>1º, 3º E 4º * NOVAS ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS)</p><p>Neste item, traremos os artigos da CF/88 alterados pelos Artigos 1º, 3º e 4º</p><p>da E.C. 132:</p><p>Para efeitos administrativos, a União poderá articular sua ação em um mesmo</p><p>complexo geoeconômico e social, visando a seu desenvolvimento e à redução</p><p>das desigualdades regionais.</p><p>§ 4º Sempre que possível, a concessão dos incentivos regionais a que se</p><p>refere o § 2º, III, considerará critérios de sustentabilidade ambiental e</p><p>redução das emissões de carbono.A</p><p>rt</p><p>. 4</p><p>3</p><p>A adição do parágrafo quarto ao artigo 43 da Constituição Federal com a reforma</p><p>tributária reflete a intenção do legislador de promover um desenvolvimento</p><p>mais equilibrado e sustentável no Brasil. Ao estabelecer que a concessão de</p><p>incentivos regionais deve considerar critérios de sustentabilidade ambiental e</p><p>redução das emissões de carbono, o legislador visa integrar a política tributária</p><p>com as metas ambientais. Isso incentiva investimentos em tecnologias limpas e</p><p>práticas sustentáveis, contribuindo para a mitigação dos impactos das mudanças</p><p>climáticas. Dessa forma, a reforma busca alinhar o desenvolvimento econômico</p><p>regional com a preservação ambiental, criando um cenário onde o crescimento</p><p>econômico não comprometa a qualidade ambiental e a saúde pública.</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>25</p><p>“</p><p>A Câmara dos Deputados e o Senado Federal, ou qualquer de suas Comissões,</p><p>poderão convocar Ministro de Estado, quaisquer titulares de órgãos diretamente</p><p>subordinados à Presidência da República ou o Presidente do Comitê Gestor do</p><p>Imposto sobre Bens e Serviços para prestarem, pessoalmente, informações</p><p>sobre assunto previamente determinado, importando crime de responsabilidade</p><p>a ausência sem justificação adequada.</p><p>Compete ao Superior Tribunal de Justiça:</p><p>I - processar e julgar, originariamente:</p><p>(…)</p><p>j) os conflitos entre entes federativos, ou entre estes e o Comitê Gestor do</p><p>Imposto sobre Bens e Serviços, relacionados aos tributos previstos nos arts.</p><p>156-A e 195, V;</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 5</p><p>0</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 1</p><p>0</p><p>5</p><p>Surge a figura do Presidente do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços.</p><p>Há previsão para sua convocação pela Câmara dos Deputados e pelo Senado</p><p>Federal para prestar informações, buscando o legislador, com isso, um controle</p><p>mais rigoroso e uma prestação de contas eficazes sobre a administração deste</p><p>tributo. Isso é crucial, pois o IBS tem competência compartilhada entre União,</p><p>estados e municípios, e sua gestão eficiente é fundamental para a harmonização</p><p>fiscal e para evitar conflitos entre diferentes níveis de governo.</p><p>No entanto, a crítica levantada quanto à equiparação do Comitê Gestor a</p><p>um órgão federal é pertinente. Considerando que o IBS é de competência</p><p>compartilhada, a centralização do controle e da prestação de contas no âmbito</p><p>federal pode suscitar questionamentos sobre a equidade na representação e</p><p>na gestão desse tributo. Idealmente, o Comitê Gestor deveria refletir a natureza</p><p>compartilhada do imposto, com uma estrutura que garanta a participação</p><p>equilibrada e colaborativa de representantes de todos os níveis de governo.</p><p>Essa centralização pode ser vista como uma medida para assegurar eficiência</p><p>e uniformidade na aplicação do IBS, mas também pode ser percebida como</p><p>um enfraquecimento do princípio federativo, ao concentrar poder no governo</p><p>federal. Portanto, é crucial que se busque um equilíbrio, garantindo tanto a</p><p>eficiência administrativa quanto a participação equitativa dos entes federativos</p><p>na gestão do imposto.</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>26</p><p>“</p><p>“</p><p>Nos mesmos moldes do dispositivo acima debatido, notamos a competência</p><p>originária do STJ ampliada para para conflitos que envolvam o Comitê Gestor</p><p>do IBS, por um lado conferindo relevância constitucional e estes casos e,</p><p>por outro lado, passível às mesmas críticas do enfraquecimento do princípio</p><p>federativo quando de uma não aplicação real de competência compartilhada.</p><p>Foram adicionados ao texto constitucional os parágrafos terceiro e quarto. Este</p><p>feito visa modernizar e aprimorar o Sistema Tributário Nacional, introduzindo</p><p>princípios e objetivos que buscam um sistema mais justo e sustentável. O</p><p>parágrafo terceiro estabelece que o sistema tributário deve observar princípios</p><p>como simplicidade, transparência, justiça tributária, cooperação e defesa do meio</p><p>ambiente. Esses princípios visam criar um sistema mais acessível e compreensível</p><p>para os contribuintes, reduzindo a complexidade e aumentando a clareza nas</p><p>relações fiscais. A justiça tributária implica uma distribuição mais equitativa da</p><p>carga tributária, garantindo que aqueles com maior capacidade contributiva</p><p>paguem proporcionalmente mais. A cooperação sugere um ambiente colaborativo</p><p>entre diferentes níveis de governo, enquanto a defesa do meio ambiente introduz</p><p>a necessidade de considerar impactos ambientais nas políticas tributárias.</p><p>O parágrafo quarto, por sua vez, determina que as alterações na legislação tributária</p><p>devem buscar atenuar efeitos regressivos, ou seja, reduzir a carga tributária que</p><p>recai desproporcionalmente sobre os contribuintes de menor renda. Esta medida</p><p>é crucial para promover maior equidade social, já que tributos regressivos afetam</p><p>mais severamente os mais pobres, agravando desigualdades. Ao estabelecer</p><p>a atenuação da regressividade como um objetivo explícito das reformas</p><p>tributárias, o legislador busca assegurar que o sistema tributário contribua para</p><p>a redução das desigualdades econômicas e sociais. Em conjunto, esses novos</p><p>parágrafos reforçam o compromisso com um sistema tributário que não apenas</p><p>arrecade recursos de forma eficiente, mas que também promova justiça social e</p><p>sustentabilidade ambiental.</p><p>A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os</p><p>seguintes tributos (...)</p><p>§ 3º O Sistema Tributário Nacional deve observar os princípios da</p><p>simplicidade, da transparência, da justiça tributária, da cooperação e da</p><p>defesa do meio ambiente.</p><p>§ 4º As alterações na legislação tributária buscarão atenuar efeitos regressivosA</p><p>rt</p><p>. 1</p><p>4</p><p>5</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>27</p><p>“A inserção das alíneas “c” e “d” e dos parágrafos ao artigo 146 da Constituição</p><p>Federal estabelece diretrizes para um tratamento tributário mais específico e</p><p>adequado a diferentes setores econômicos. A alínea “c” aborda o tratamento</p><p>tributário para as sociedades cooperativas, assegurando que estas recebam</p><p>um tratamento fiscal adequado que considere as particularidades do ato</p><p>cooperativo. Isto é importante para promover o cooperativismo, que é uma</p><p>Cabe à lei complementar: (…)</p><p>III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária,</p><p>especialmente sobre:</p><p>(...)</p><p>c) adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades</p><p>cooperativas, inclusive em relação aos tributos previstos nos arts. 156-A e 195, V;</p><p>d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e</p><p>para as empresas de pequeno porte, inclusive regimes especiais ou simplificados</p><p>no caso dos impostos previstos nos arts. 155, II, e 156-A, das contribuições sociais</p><p>previstas no art.</p><p>195, I e V, e § 12 e da contribuição a que se refere o art. 239.</p><p>§ 1º A lei complementar de que trata o inciso III, d, também poderá instituir</p><p>um regime único de arrecadação dos impostos e contribuições da União, dos</p><p>Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, observado que:</p><p>I - será opcional para o contribuinte;</p><p>II - poderão ser estabelecidas condições de enquadramento diferenciadas por</p><p>Estado;</p><p>III - o recolhimento será unificado e centralizado e a distribuição da parcela de</p><p>recursos pertencentes aos respectivos entes federados será imediata, vedada</p><p>qualquer retenção ou condicionamento;</p><p>IV - a arrecadação, a fiscalização e a cobrança poderão ser compartilhadas pelos</p><p>entes federados, adotado cadastro nacional único de contribuintes.</p><p>§ 2º É facultado ao optante pelo regime único de que trata o § 1º apurar e recolher</p><p>os tributos previstos nos arts. 156-A e 195, V, nos termos estabelecidos nesses</p><p>artigos, hipótese em que as parcelas a eles relativas não serão cobradas pelo</p><p>regime único.</p><p>§ 3º Na hipótese de o recolhimento dos tributos previstos nos arts. 156-A e 195,</p><p>V, ser realizado por meio do regime único de que trata o § 1º, enquanto perdurar</p><p>a opção:</p><p>I - não será permitida a apropriação de créditos dos tributos previstos nos arts.</p><p>156-A e 195, V, pelo contribuinte optante pelo regime único; e</p><p>II - será permitida a apropriação de créditos dos tributos previstos nos arts. 156-</p><p>A e 195, V, pelo adquirente não optante pelo regime único de que trata o § 1º de</p><p>bens materiais ou imateriais, inclusive direitos, e de serviços do optante, em</p><p>montante equivalente ao cobrado por meio do regime único.</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 1</p><p>4</p><p>6</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>28</p><p>forma de organização econômica baseada na colaboração e na distribuição</p><p>equitativa dos resultados entre os membros, e que tem papel significativo no</p><p>desenvolvimento econômico e social.</p><p>A alínea “d” e os parágrafos subsequentes tratam de criar um regime tributário</p><p>diferenciado e favorecido para microempresas e empresas de pequeno</p><p>porte, com a possibilidade de instituir um regime único de arrecadação para</p><p>simplificar o cumprimento das obrigações fiscais. Este regime único, que será</p><p>opcional para o contribuinte, visa unificar e centralizar o recolhimento dos</p><p>impostos e contribuições, garantindo uma distribuição imediata dos recursos</p><p>aos entes federados e permitindo o compartilhamento das atividades de</p><p>arrecadação, fiscalização e cobrança. A previsão de um cadastro nacional</p><p>único de contribuintes e a possibilidade de condições diferenciadas por Estado</p><p>refletem a busca por uma maior eficiência e equidade no sistema tributário,</p><p>beneficiando especialmente os pequenos negócios, que frequentemente</p><p>enfrentam desafios administrativos e financeiros para cumprir com suas</p><p>obrigações fiscais.</p><p>“O artigo 149-A permite que os municípios e o Distrito Federal instituam</p><p>contribuições para financiar, expandir e melhorar o serviço de iluminação</p><p>pública e sistemas de monitoramento para segurança e preservação de</p><p>logradouros públicos. Este dispositivo reconhece a necessidade de recursos</p><p>adicionais para a manutenção e aprimoramento da infraestrutura urbana,</p><p>garantindo que as cidades possam oferecer serviços essenciais de maneira</p><p>eficiente e segura. A observância das disposições do artigo 150, I e III, assegura</p><p>que essas contribuições respeitem os princípios constitucionais de legalidade</p><p>e não-confisco, garantindo proteção ao contribuinte.</p><p>Em um viés político econômico, identificamos uma abertura e movimentação</p><p>de mercado no segmento de monitoramento de segurança para os mais de</p><p>cinco mil municípios do nosso país.</p><p>Os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir contribuição, na forma das</p><p>respectivas leis, para o custeio, a expansão e a melhoria do serviço de iluminação</p><p>pública e de sistemas de monitoramento para segurança e preservação de</p><p>logradouros públicos, observado o disposto no art. 150, I e III.</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 1</p><p>4</p><p>9</p><p>-A</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>29</p><p>“O artigo 149-B harmoniza a legislação tributária relativa ao IBS e CBS,</p><p>estabelecendo uniformidade em relação aos fatos geradores, bases de</p><p>cálculo, hipóteses de não incidência, sujeitos passivos, imunidades, regimes</p><p>específicos de tributação, regras de não cumulatividade e de creditamento.</p><p>Esta uniformidade é crucial para evitar conflitos e sobreposições na cobrança</p><p>desses tributos, promovendo um sistema mais claro e eficiente. O parágrafo</p><p>único destaca a observância das imunidades previstas no artigo 150, VI,</p><p>reforçando a proteção a determinadas entidades e operações contra a</p><p>incidência de tributos, e ressalta que a regra do artigo 195, § 7º (São isentas de</p><p>contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência</p><p>social que atendam às exigências estabelecidas em lei), não se aplica a esses</p><p>tributos, o que pode ter implicações na forma como certos benefícios fiscais</p><p>são administrados.</p><p>Os tributos previstos nos arts. 156-A e 195, V, observarão as mesmas regras</p><p>em relação a:</p><p>I - fatos geradores, bases de cálculo, hipóteses de não incidência e sujeitos passivos;</p><p>II - imunidades;</p><p>III - regimes específicos, diferenciados ou favorecidos de tributação;</p><p>IV - regras de não cumulatividade e de creditamento.</p><p>Parágrafo único. Os tributos de que trata o caput observarão as imunidades previstas</p><p>no art. 150, VI, não se aplicando a ambos os tributos o disposto no art. 195, § 7º.</p><p>Art. 149-C. O produto da arrecadação do imposto previsto no art. 156-A e da</p><p>contribuição prevista no art. 195, V, incidentes sobre operações contratadas pela</p><p>administração pública direta, por autarquias e por fundações públicas, inclusive suas</p><p>importações, será integralmente destinado ao ente federativo contratante, mediante</p><p>redução a zero das alíquotas do imposto e da contribuição devidos aos demais entes</p><p>e equivalente elevação da alíquota do tributo devido ao ente contratante.</p><p>§ 1º As operações de que trata o caput poderão ter alíquotas reduzidas de modo</p><p>uniforme, nos termos de lei complementar.</p><p>§ 2º Lei complementar poderá prever hipóteses em que não se aplicará o</p><p>disposto no caput e no § 1º.</p><p>§ 3º Nas importações efetuadas pela administração pública direta, por autarquias</p><p>e por fundações públicas, o disposto no art. 150, VI, “a”, será implementado na</p><p>forma do disposto no caput e no § 1º, assegurada a igualdade de tratamento em</p><p>relação às aquisições internas.</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 1</p><p>4</p><p>9</p><p>-B</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 1</p><p>4</p><p>9</p><p>-B</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>30</p><p>“</p><p>“</p><p>O artigo 149-C trata da destinação do produto da arrecadação dos tributos</p><p>incidentes sobre operações contratadas pela administração pública,</p><p>determinando que a arrecadação seja integralmente destinada ao ente</p><p>federativo contratante. Isso é feito mediante a redução a zero das alíquotas</p><p>devidas aos demais entes e a elevação equivalente da alíquota devida ao</p><p>ente contratante, garantindo que os recursos fiquem diretamente onde são</p><p>gerados. Os parágrafos permitem ajustes uniformes nas alíquotas por meio</p><p>de lei complementar e preveem exceções onde o disposto no caput e no § 1º</p><p>não se aplicará. O § 3º assegura a igualdade de tratamento nas importações</p><p>efetuadas pela administração pública, alinhando-se ao princípio da isonomia</p><p>tributária e assegurando que aquisições internas e externas sejam tratadas</p><p>de maneira equitativa.</p><p>O dispositivo tem a defesa de muitos juristas com a tese de que os recursos</p><p>fiquem diretamente onde são gerados e o ataque de outros que apontam</p><p>um enfraquecimento do desenvolvimento nacional sustentável, na mediada</p><p>que os entes “ricos” o serão ainda mais e os que amargam em um demorado</p><p>desenvolvimento, assim seguirão também. Isto é, em mais um ponto,</p><p>possivelmente</p><p>enfraquecendo o princípio federativo.</p><p>Foram incluídas as organizações assistenciais e beneficentes no rol da</p><p>imunidade religiosa: É uma importante inovação que amplia o escopo das</p><p>entidades beneficiadas por esta proteção. Tradicionalmente, a imunidade</p><p>tributária religiosa é garantida para entidades religiosas, abrangendo</p><p>patrimônio, renda e serviços relacionados diretamente às suas finalidades</p><p>essenciais. Com a expansão para incluir organizações assistenciais e</p><p>beneficentes, reconhece-se a relevância social destas entidades, que</p><p>Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União,</p><p>aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:</p><p>(...)</p><p>VI - instituir impostos sobre:</p><p>b) entidades religiosas e templos de qualquer culto, inclusive suas organizações</p><p>assistenciais e beneficentes;</p><p>§ 2º A vedação do inciso VI, “a”, é extensiva às autarquias e às fundações instituídas</p><p>e mantidas pelo poder público e à empresa pública prestadora de serviço postal, no</p><p>que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços vinculados a suas finalidades</p><p>essenciais ou às delas decorrentes.</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 1</p><p>5</p><p>0</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>31</p><p>“O dispositivo reflete a intenção do legislador de usar a tributação como uma</p><p>ferramenta para desestimular práticas prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.</p><p>Esta medida pode impulsionar setores da economia que desenvolvem produtos</p><p>e serviços ecologicamente corretos e saudáveis, criando novas oportunidades</p><p>de mercado e inovação. A não incidência do imposto sobre exportações e</p><p>muitas vezes atuam em áreas complementares às atividades religiosas, como</p><p>assistência social, educação, saúde e outras iniciativas de interesse público.</p><p>Isso fortalece o papel dessas organizações na promoção do bem-estar social,</p><p>permitindo que direcionem mais recursos diretamente para suas atividades-fim,</p><p>sem a carga adicional de impostos.</p><p>Fora incluída proteção ao patrimônio, renda e serviços vinculados as finalidades</p><p>essenciais ou às dela decorrentes do parágrafo segundo: Assegura que a</p><p>imunidade não se restrinja apenas às atividades principais das entidades</p><p>religiosas, assistenciais e beneficentes, mas também às atividades secundárias</p><p>que são intrinsecamente ligadas a essas finalidades. Isso evita interpretações</p><p>restritivas da legislação que poderiam limitar a eficácia da imunidade tributária,</p><p>garantindo que todas as atividades essenciais e correlatas das entidades</p><p>imunes estejam isentas de tributos.</p><p>Compete à União instituir impostos sobre:</p><p>VIII - produção, extração, comercialização ou importação de bens e serviços</p><p>prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, nos termos de lei complementar.</p><p>(...)</p><p>§ 6º O imposto previsto no inciso VIII do caput deste artigo:</p><p>I - não incidirá sobre as exportações nem sobre as operações com energia elétrica</p><p>e com telecomunicações;</p><p>II - incidirá uma única vez sobre o bem ou serviço;</p><p>III - não integrará sua própria base de cálculo;</p><p>IV - integrará a base de cálculo dos tributos previstos nos arts. 155, II, 156, III, 156-</p><p>A e 195, V;</p><p>V - poderá ter o mesmo fato gerador e base de cálculo de outros tributos;</p><p>VI - terá suas alíquotas fixadas em lei ordinária, podendo ser específicas, por</p><p>unidade de medida adotada, ou ad valorem;</p><p>VII - na extração, o imposto será cobrado independentemente da destinação,</p><p>caso em que a alíquota máxima corresponderá a 1% (um por cento) do valor de</p><p>mercado do produto.</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 1</p><p>5</p><p>3</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>32</p><p>operações com energia elétrica e telecomunicações evita impactos negativos</p><p>em áreas estratégicas da economia, escolhidas pelo legislador.</p><p>A exclusão da sua própria base de cálculo e a inclusão na base de cálculo</p><p>de outros tributos estabelecem regras precisas para evitar ambiguidades e</p><p>certamente as longínquas discussões em tribunais superiores sobre o tema.</p><p>A respeito do Art. 155, as inovações nos incisos II, VI, VII do parágrafo primeiro</p><p>e nos parágrafos terceiro e sexto são claras. No inciso II, trata do ITCMD</p><p>incidindo sobre bens móveis, títulos e créditos, competetindo ao Estado onde</p><p>era domiciliado ode cujus, ou tiver domicílio o doador, ou ao Distrito Federal. O</p><p>inciso VI introduz a progressividade no imposto sobre transmissão causa mortis</p><p>e doação, aumentando a justiça fiscal ao fazer com que aqueles que recebem</p><p>heranças ou doações de maior valor contribuam mais proporcionalmente,</p><p>ajudando a reduzir desigualdades sociais.</p><p>O inciso VII trata da não incidência as transmissões e doações para instituições</p><p>sem fins lucrativos com finalidade de relevância pública e social, incluindo</p><p>organizações assistenciais e beneficentes de entidades religiosas e institutos</p><p>científicos e tecnológicos, permitindo que mais recursos sejam direcionados</p><p>para suas atividades essenciais.</p><p>O parágrafo terceiro, por sua vez, vem tratar das operações relativas a energia</p><p>elétrica e serviços de telecomunicações, enquanto o parágrafo sexto especifica</p><p>que o imposto sobre a propriedade de veículos automotores (IPVA) terá alíquotas</p><p>mínimas fixadas pelo Senado Federal e poderá ter alíquotas diferenciadas com</p><p>base no tipo, valor, utilização e impacto ambiental dos veículos, incentivando o</p><p>uso de veículos mais sustentáveis.</p><p>Passa a ser mais específico e com envergadura constitucional em relação a</p><p>tributação de aeronaves agrícolas, embarcações de empresas de transporte</p><p>aquaviário e de pesca, plataformas móveis para atividades econômicas em</p><p>águas territoriais, e tratores e máquinas agrícolas, reconhecendo a importância</p><p>estratégica dessas atividades para a economia.</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>33</p><p>“</p><p>“</p><p>“</p><p>A inserção do parágrafo 1º, inciso III, ao artigo 156 da Constituição Federal</p><p>reflete a autonomia da municipalidade. Isso visa garantir que a tributação</p><p>se mantenha atualizada com a realidade do mercado imobiliário, evitando</p><p>defasagens que possam prejudicar a arrecadação e a justiça fiscal, sob um viés</p><p>descentralizador e permitindo que o mais próximo do contribuinte (Município)</p><p>cuide deste aspecto.</p><p>Este artigo estabelece a criação de um imposto sobre bens e serviços que será de</p><p>competência compartilhada entre as três esferas de governo, necessitando de</p><p>lei complementar para sua regulamentação, o que visa promover uniformidade</p><p>na tributação e evitar conflitos entre os entes federativos.</p><p>Prevê expressamente o princípio da neutralidade, a exemplo de que não deve</p><p>considerar as decisões econômicas dos agentes de mercado.</p><p>Compete aos Municípios instituir impostos sobre:</p><p>§ 1º Sem prejuízo da progressividade no tempo a que se refere o art. 182, § 4º,</p><p>inciso II, o imposto previsto no inciso I poderá:</p><p>(...)</p><p>III - ter sua base de cálculo atualizada pelo Poder Executivo, conforme critérios</p><p>estabelecidos em lei municipal.</p><p>Lei complementar instituirá imposto sobre bens e serviços de competência</p><p>compartilhada entre Estados, Distrito Federal e Municípios.</p><p>O imposto previsto no caput será informado pelo princípio da neutralidade e</p><p>atenderá ao seguinte:</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 1</p><p>5</p><p>6</p><p>Art. 156-A</p><p>Art. 156-A § 1º</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>34</p><p>“</p><p>“</p><p>“</p><p>Este inciso amplia a base de incidência do imposto, abrangendo tanto bens</p><p>tangíveis quanto intangíveis, assim como serviços.</p><p>Este dispositivo garante que todas as importações, independentemente do</p><p>importador e da finalidade, sejam tributadas, evitando a criação de brechas que</p><p>permitam a evasão fiscal através de importações não tradicionais.</p><p>Este inciso promove a competitividade das exportações brasileiras ao</p><p>mesmo tempo em que assegura aos exportadores o direito de manter e</p><p>utilizar créditos</p><p>fiscais.</p><p>Incidirá sobre operações com bens materiais ou imateriais, inclusive direitos,</p><p>ou com serviços.</p><p>Terá legislação única e uniforme em todo o território nacional, ressalvado o</p><p>disposto no inciso V.</p><p>Incidirá também sobre a importação de bens materiais ou imateriais, inclusive</p><p>direitos, ou de serviços realizada por pessoa física ou jurídica, ainda que não</p><p>seja sujeito passivo habitual do imposto, qualquer que seja a sua finalidade.</p><p>Não incidirá sobre as exportações, assegurados ao exportador a manutenção e</p><p>o aproveitamento dos créditos relativos às operações nas quais seja adquirente</p><p>de bem material ou imaterial, inclusive direitos, ou serviço, observado o</p><p>disposto no § 5º, III.</p><p>Art. 156-A § 1º, I</p><p>Art. 156-A § 1º, IV</p><p>Art. 156-A § 1º, II</p><p>Art. 156-A § 1º, III</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>35</p><p>“A uniformidade da legislação em todo o país visa simplificar o sistema tributário</p><p>e evitar conflitos e disparidades entre as diversas regiões, facilitando o</p><p>cumprimento das obrigações tributárias.</p><p>“Embora a legislação seja uniforme, cada estado, município e o Distrito Federal</p><p>terão autonomia para definir suas próprias alíquotas, permitindo uma certa</p><p>flexibilidade e adequação às realidades locais.</p><p>Cada ente federativo fixará sua alíquota própria por lei específica.</p><p>Art. 156-A § 1º, V</p><p>“Assegura que a alíquota seja única para todas as operações dentro de cada ente</p><p>federativo, simplificando a tributação e evitando tratamentos diferenciados</p><p>que poderiam criar distorções no mercado.</p><p>A alíquota fixada pelo ente federativo na forma do inciso V será a mesma para</p><p>todas as operações com bens materiais ou imateriais, inclusive direitos, ou</p><p>com serviços, ressalvadas as hipóteses previstas nesta Constituição.</p><p>Art. 156-A § 1º, VI</p><p>“A cobrança pelo somatório das alíquotas dos estados e municípios de destino</p><p>garante que a receita do imposto seja compartilhada conforme a destinação dos</p><p>bens e serviços, promovendo uma composição mais equitativa dos recursos.</p><p>Dispositivo que por outro turno, recebeu duras críticas por não incentivar o</p><p>desenvolvimento nacional sustentável e acessível aos entes hoje mais frágeis</p><p>economicamente.</p><p>Será cobrado pelo somatório das alíquotas do Estado e do Município de destino</p><p>da operação.</p><p>Art. 156-A § 1º, VII</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>36</p><p>“A não cumulatividade evita a tributação em cascata, permitindo que o imposto</p><p>pago em etapas anteriores seja compensado, reduzindo o custo final dos</p><p>produtos e serviços.</p><p>Será não cumulativo, compensando-se o imposto devido pelo contribuinte</p><p>com o montante cobrado sobre todas as operações nas quais seja adquirente</p><p>de bem material ou imaterial, inclusive direito, ou de serviço, excetuadas</p><p>exclusivamente as consideradas de uso ou consumo pessoal especificadas</p><p>em lei complementar e as hipóteses previstas nesta Constituição.</p><p>Art. 156-A § 1º, VIII</p><p>“</p><p>“</p><p>Expressa a não composição de base de cálculo do imposto seletivo,</p><p>contribuições sobre folha, faturamento e lucro para o PIS.</p><p>A vedação a incentivos e benefícios fiscais busca atingir o princípio da</p><p>neutralidade, para que a tributação não seja um fator competitivo no mercado.</p><p>Não integrará sua própria base de cálculo nem a dos tributos previstos nos</p><p>arts. 153, VIII, e 195, I, “b”, IV e V, e da contribuição para o Programa de Integração</p><p>Social de que trata o art. 239.</p><p>Não será objeto de concessão de incentivos e benefícios financeiros ou fiscais</p><p>relativos ao imposto ou de regimes específicos, diferenciados ou favorecidos</p><p>de tributação, excetuadas as hipóteses previstas nesta Constituição.</p><p>Não incidirá nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de</p><p>radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita.</p><p>Art. 156-A § 1º, IX</p><p>Art. 156-A § 1º, X</p><p>Art. 156-A § 1º, XI</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>37</p><p>“Visa apoiar a disseminação de informações e conteúdos culturais acessíveis</p><p>ao público em geral, incentivando a inclusão digital e informacional.</p><p>“</p><p>“</p><p>Este dispositivo garante uma alíquota de referência nacional, oferecendo um</p><p>padrão que pode ser adotado na ausência de definição específica por parte</p><p>dos entes federativos, contribuindo para a harmonização do sistema tributário.</p><p>A exigência de informar o valor do imposto no documento fiscal promove a</p><p>transparência, permitindo aos contribuintes entenderem claramente a carga</p><p>tributária incidente sobre suas operações.</p><p>Resolução do Senado Federal fixará alíquota de referência do imposto para</p><p>cada esfera federativa, nos termos de lei complementar, que será aplicada se</p><p>outra não houver sido estabelecida pelo próprio ente federativo.</p><p>Sempre que possível, terá seu valor informado, de forma específica, no respectivo</p><p>documento fiscal.</p><p>Art. 156-A § 1º, XII</p><p>Art. 156-A § 1º, XIII</p><p>Entre os parágrafos 2º ao 13º, podemos registrar como pontos relevantes suas</p><p>regras de arrecadação, distribuição de receitas e definições específicas para</p><p>diferentes setores econômicos. O §2º estabelece que o Distrito Federal exercerá</p><p>competências estadual e municipal na fixação de alíquotas do imposto. Já o §3º</p><p>permite que lei complementar defina como sujeito passivo do imposto qualquer</p><p>pessoa envolvida na realização, execução ou pagamento da operação, mesmo</p><p>residente no exterior. O §4º detalha a distribuição do produto da arrecadação,</p><p>incluindo a retenção de créditos não compensados e a destinação aos entes</p><p>federativos de destino das operações sem crédito.</p><p>O §5º aborda a regulamentação por lei complementar sobre diversos aspectos</p><p>do IBS, como regras de distribuição do produto da arrecadação, compensação</p><p>de créditos, ressarcimento de créditos acumulados, critérios para definição do</p><p>destino da operação, desoneração da aquisição de bens de capital, entre outros.</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>38</p><p>O §6º trata dos regimes específicos de tributação para diferentes setores, como</p><p>combustíveis, serviços financeiros, cooperativas, entre outros, estabelecendo</p><p>condições particulares de tributação e creditamento.</p><p>Os §§7º, 8º, 9º, 10º, 11º, 12º e 13º detalham questões como isenção e imunidade</p><p>tributária, definições operacionais do imposto, compensação de alterações na</p><p>legislação federal, vinculação de alíquotas pelos entes federativos, análise de</p><p>projetos de lei complementar que afetem a arrecadação, e particularidades</p><p>na devolução do imposto em operações específicas como fornecimento de</p><p>energia elétrica e gás liquefeito de petróleo para consumidores de baixa renda.</p><p>O Art. 156-B estabelece as competências compartilhadas dos Estados, Distrito</p><p>Federal e Municípios por meio do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e</p><p>Serviços, de independência técnica, administrativa, orçamentária e financeira,</p><p>sendo composto de forma paritária por representantes dos Estados, Distrito</p><p>Federal e Municípios, com alternância na presidência entre esses entes. Ele é</p><p>financiado por percentual do produto da arrecadação do imposto destinado a</p><p>cada federativo, com controle externo exercido pelos mesmos.</p><p>A participação dos entes federativos na instância máxima do Comitê Gestor</p><p>segue critérios específicos: 27 membros representando cada Estado e o Distrito</p><p>Federal, além de 27 representantes dos Municípios e Distrito Federal, eleitos</p><p>com base em votos ponderados pela população e com valor igual para todos</p><p>os municípios. As deliberações exigem maioria absoluta dos representantes</p><p>estaduais e municipais, além de cobertura de mais de 50% da população do</p><p>país pelos representantes estaduais.</p><p>O presidente do Comitê Gestor deve possuir notórios conhecimentos de</p><p>administração tributária,</p><p>e o órgão atua em colaboração com a administração</p><p>tributária da União e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional para harmonizar</p><p>normas, interpretações e procedimentos relacionados aos tributos previstos</p><p>nos arts. 156-A e 195, V. O Comitê pode implementar soluções integradas para</p><p>a administração e cobrança desses tributos, além de prever a integração do</p><p>contencioso administrativo por meio de lei complementar.</p><p>Esse dispositivo visa promover a integração e coordenação entre os entes</p><p>federativos na gestão do imposto sobre bens e serviços, assegurando</p><p>uniformidade na interpretação e aplicação da legislação tributária, além de</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>39</p><p>fortalecer a autonomia administrativa dos Estados, Distrito Federal e Municípios</p><p>na arrecadação e distribuição das receitas tributárias.</p><p>No Art. 158, Os Municípios têm direito a parcelas específicas de receita</p><p>provenientes dos Estados. No que diz respeito ao produto da arrecadação do</p><p>imposto estadual sobre a propriedade de veículos automotores licenciados</p><p>em seus territórios, os Municípios recebem 50% (cinquenta por cento) dessa</p><p>arrecadação. Para veículos aquáticos e aéreos cujos proprietários residem nos</p><p>Municípios, a mesma proporção é aplicada.</p><p>Além disso, os Municípios recebem 25% (vinte e cinco por cento) do produto</p><p>da arrecadação do imposto estadual sobre operações relativas à circulação</p><p>de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e</p><p>intermunicipal e de comunicação. Esse percentual é distribuído de acordo com</p><p>critérios específicos estabelecidos em lei complementar.</p><p>Pelo Art. 159, a União realiza transferências aos Estados e ao Distrito Federal,</p><p>conforme estipulado pelo Art. 159 da Constituição Federal. A partir do produto</p><p>da arrecadação dos impostos sobre renda e proventos de qualquer natureza,</p><p>sobre produtos industrializados e do imposto previsto no Art. 153, VIII, a União</p><p>entrega 50% (cinquenta por cento) aos Estados e ao Distrito Federal.</p><p>Adicionalmente, 10% (dez por cento) do produto da arrecadação do imposto</p><p>sobre produtos industrializados e do imposto previsto no Art. 153, VIII, são</p><p>destinados aos Estados e ao Distrito Federal proporcionalmente ao valor das</p><p>respectivas exportações de produtos industrializados.</p><p>Já o Art. 159-A trata do O Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional é</p><p>criado com o intuito de reduzir desigualdades regionais e sociais, conforme</p><p>o Art. 3º, III, da Constituição Federal. A União entrega recursos aos Estados e</p><p>ao Distrito Federal para várias finalidades, incluindo a realização de estudos,</p><p>projetos e obras de infraestrutura, fomento a atividades produtivas e promoção</p><p>de ações de desenvolvimento científico e tecnológico.</p><p>Esses recursos não podem ser retidos ou restritos pelo recebedor e devem</p><p>ser aplicados prioritariamente em projetos que contemplam ações de</p><p>sustentabilidade ambiental e redução das emissões de carbono. A distribuição</p><p>dos recursos aos Estados e ao Distrito Federal é determinada por coeficientes</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>40</p><p>individuais de participação, calculados com base na população do Estado ou</p><p>do Distrito Federal e no seu coeficiente de participação nos recursos previstos</p><p>pelo Art. 159, I, “a”, da Constituição Federal. O Tribunal de Contas da União é</p><p>responsável por regular e calcular esses coeficientes de participação.</p><p>O Art. 167 trata de uma série de vedações relacionadas ao uso dos recursos</p><p>públicos. Entre essas vedações estão: a proibição de iniciar programas ou</p><p>projetos que não estejam previstos na lei orçamentária anual; a impossibilidade</p><p>de realizar despesas que excedam os créditos orçamentários disponíveis; a</p><p>restrição à realização de operações de crédito que ultrapassem o montante das</p><p>despesas de capital, exceto mediante autorização específica do Legislativo; e</p><p>a permissão para vincular receitas específicas para o pagamento de débitos</p><p>com a União e para garantias.</p><p>O Art. 177 estabelece o monopólio da União sobre atividades como pesquisa</p><p>e lavra de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, refinação</p><p>de petróleo nacional ou estrangeiro, importação e exportação de produtos e</p><p>derivados básicos dessas atividades, e o transporte marítimo e por conduto de</p><p>petróleo e gás natural. Além disso, determina que a contribuição de intervenção</p><p>no domínio econômico sobre esses produtos deve destinar recursos para</p><p>subsídios às tarifas de transporte público coletivo.</p><p>O Art. 195 trata do financiamento da seguridade social, estabelecendo que</p><p>toda a sociedade contribui de forma direta e indireta por meio dos orçamentos</p><p>da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, além de contribuições sociais</p><p>específicas. A contribuição sobre bens e serviços, prevista no inciso V do Art.</p><p>195, tem sua alíquota definida por lei ordinária e não integra sua própria base de</p><p>cálculo nem a de outros tributos específicos.</p><p>Por fim, o Art. 198 da Constituição dispõe sobre a organização do sistema</p><p>único de saúde, que deve ser regionalizado e hierarquizado. Estabelece</p><p>também que União, Estados, Distrito Federal e Municípios devem destinar</p><p>recursos mínimos para a saúde pública, calculados com base na arrecadação</p><p>de impostos específicos, com parcelas destinadas aos Municípios conforme</p><p>critérios definidos pela legislação.</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>41</p><p>4.8 CONTRIBUIÇÕES INCIDENTES SOBRE</p><p>RECEITA E FATURAMENTO (ART. 11)</p><p>4.9 FUNDO DE COMPENSAÇÃO DE</p><p>BENEFÍCIOS FISCAIS DO ICMS (ART. 12)</p><p>“Para contextualizar, o art. 195 da Constituição Federal trata das fontes de</p><p>financiamento da seguridade social, que incluem a saúde, a previdência social</p><p>e a assistência social. O inciso I, “a” refere-se à contribuição social sobre a folha</p><p>de salários, enquanto o inciso I, “b” referia-se à contribuição sobre a receita ou</p><p>faturamento das empresas.</p><p>O Artigo 11 visa garantir uma transição estável para o novo regime tributário,</p><p>preservando as contribuições necessárias para o financiamento da seguridade</p><p>social, mesmo com a revogação dos dispositivos constitucionais apontados.</p><p>A medida oferece uma previsibilidade importante para os negócios, que</p><p>continuarão a pagar contribuições sobre a receita ou faturamento, embora não</p><p>como estavam acostumados.</p><p>O Artigo 12 da Emenda Constitucional institui o Fundo de Compensação de</p><p>Benefícios Fiscais ou Financeiro-Fiscais, destinado a compensar empresas</p><p>e indivíduos que atualmente se beneficiam de isenções e incentivos fiscais</p><p>relacionados ao ICMS. Este fundo é uma resposta à necessidade de suavizar o</p><p>impacto da transição para o novo IBS.</p><p>Os recursos para o Fundo serão significativos, começando com R$ 8 bilhões em</p><p>2025 e aumentando até R$ 32 bilhões em 2029, antes de diminuir gradualmente.</p><p>Esta escala de financiamento busca assegurar que as empresas não sejam</p><p>A revogação do art. 195, I, “b”, não produzirá efeitos sobre as contribuições</p><p>incidentes sobre a receita ou o faturamento vigentes na data de publicação</p><p>desta Emenda Constitucional que substituam a contribuição de que trata o art.</p><p>195, I, “a”, ambos da Constituição Federal, e sejam cobradas com base naquele</p><p>dispositivo, observado o disposto no art. 30 da Emenda Constitucional nº 103, de</p><p>12 de novembro de 2019.</p><p>A</p><p>rt</p><p>. 1</p><p>1</p><p>Licenciado para - W</p><p>ashington N</p><p>ascim</p><p>ento Júnior - 03309836363 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>O MAPA DA REFORMA TRIBUTÁRIA</p><p>FELIPE ATHAYDE</p><p>42</p><p>prejudicadas durante o período de mudança tributária. No entanto, a dependência</p><p>de recursos públicos levanta questões sobre a sustentabilidade fiscal e a eficiência</p><p>na alocação desses fundos.</p><p>Do ponto de vista político, a criação deste fundo pode ser vista como uma medida</p><p>para garantir o apoio de setores econômicos que</p>