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<p>FARMACOLOGIA</p><p>APLICADA A</p><p>NUTRIÇÃO E</p><p>INTERPRETAÇÃO</p><p>DE EXAMES</p><p>LABORATORIAIS</p><p>Letícia Hoerbe</p><p>Andrighetti</p><p>Lucimar Filot da</p><p>Silva Brum</p><p>Catalogação na publicação: Poliana Sanchez de Araujo – CRB 10/2094</p><p>A573f Andrighetti, Letícia Hoerbe.</p><p>Farmacologia aplicada a nutrição e interpretação de</p><p>exames laboratoriais / Letícia Hoerbe Andrighetti, Lucimar</p><p>Filot da Silva Brum. – Porto Alegre : SAGAH, 2017.</p><p>347 p. : il. ; 22,5 cm.</p><p>ISBN 978-85-9502-058-0</p><p>1. Farmacologia. 2. Nutrição. 3. Exames laboratoriais –</p><p>Interpretação. I. Brum, Lucimar Filot da Silva. II. Título.</p><p>CDU 615:613.2</p><p>Introdução ao estudo</p><p>da farmacologia</p><p>Objetivos de aprendizagem</p><p>Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:</p><p>� Reconhecer o escopo principal da farmacologia e suas áreas.</p><p>� Descrever os principais conceitos aplicados à farmacologia.</p><p>� Identificar as principais etapas de desenvolvimento e introdução de</p><p>novos fármacos no mercado.</p><p>Introdução</p><p>A busca do homem pela cura de seus males através de substâncias</p><p>químicas existe desde os primórdios da civilização, mesmo que de forma</p><p>empírica. Atualmente, a farmacologia é a ciência responsável pelo estudo</p><p>sistematizado de substâncias que possam prevenir, tratar ou curar as</p><p>doenças.</p><p>Você já imaginou o mundo sem medicamentos? Seria possível? Neste</p><p>capítulo, você vai explorar os principais aspectos da farmacologia, além</p><p>de conhecer conceitos, aplicações, inovações e desafios futuros.</p><p>A farmacologia e suas áreas</p><p>A farmacologia estuda as substâncias que interagem com os sistemas vivos</p><p>por meio de processos químicos, especialmente em nível molecular. É uma</p><p>ciência ampla, abrangendo diversas áreas (Figura 1), que compreendem desde</p><p>a descoberta de novos fármacos até o acompanhamento pós-mercado. Todos</p><p>os aspectos relacionados a origem, propriedades físicas e químicas, compo-</p><p>U N I D A D E 1</p><p>sição, ações fisiológicas, absorção, destino, excreção e usos terapêuticos dos</p><p>fármacos são alvos da farmacologia.</p><p>Esta ciência acompanha muitas outras na caminhada pela descoberta de</p><p>novos fármacos. Na busca por um novo fármaco, áreas de etnobotânica, far-</p><p>macognosia, síntese e química medicinal desenvolvem um trabalho cooperativo</p><p>com a farmacologia, na tentativa de identificar, isolar e caracterizar moléculas</p><p>de interesse terapêutico. Quando essas moléculas são estabelecidas, ocorre</p><p>uma série de estudos farmacológicos – os estudos farmacodinâmicos são</p><p>necessários para a determinação do mecanismo de ação farmacológica das</p><p>moléculas. Já os estudos farmacocinéticos são necessários para estabelecer os</p><p>mecanismos de absorção, distribuição, metabolização e excreção no organismo</p><p>humano. Após esses estudos, aprofundam-se os conhecimentos sobre a eficácia</p><p>da molécula para tratar determinada doença e busca-se avaliar sua segurança,</p><p>o que é realizado a partir de estudos toxicológicos, incluindo efeitos adversos.</p><p>Figura 1. Principais áreas de estudo da farmacologia.</p><p>Fonte: Katzung (2014, p. 15).</p><p>Farmacologia aplicada a nutrição e interpretação de exames laboratoriais14</p><p>Conceitos aplicados à farmacologia</p><p>Antes de aprofundar seus estudos, é fundamental que você fique familiarizado</p><p>com algumas terminologias clássicas e de uso frequente na farmacologia.</p><p>Isso facilita o estudo e evita confusões! Por exemplo, você já usou a palavra</p><p>“remédio” como sinônimo de “medicamento”? Sabia que essas palavras não</p><p>são sinônimos?</p><p>Remédio é qualquer “coisa” usada para aliviar determinado estado, ou</p><p>seja, “tirar férias pode ser um ótimo remédio para aliviar o estresse”. No</p><p>entanto, não podemos dizer que “tirar férias” é medicamento para aliviar o</p><p>estresse porque não há estudos que comprovem que todo indivíduo que tirar</p><p>férias voltará desestressado! Confira alguns termos interessantes no Quadro 1.</p><p>Termo Conceito*</p><p>Fármaco ou</p><p>princípio ativo</p><p>Substância principal da formulação do medicamento,</p><p>responsável pelo efeito farmacêutico. Composto químico</p><p>obtido por extração, purificação, síntese ou semissíntese.</p><p>Medicamento Produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou</p><p>elaborado, com finalidade profilática, curativa, paliativa</p><p>ou para fins de diagnóstico. É uma forma farmacêutica</p><p>terminada que contém o fármaco, geralmente em</p><p>associação com adjuvantes farmacotécnicos.</p><p>Forma</p><p>farmacêutica</p><p>Estado físico no qual se apresenta um medicamento</p><p>com o objetivo de facilitar seu fracionamento,</p><p>posologia, administração, absorção e conservação.</p><p>A forma farmacêutica é o “formato” no qual o</p><p>medicamento é comercializado, como cápsulas,</p><p>comprimidos, xaropes, soluções e supositórios.</p><p>Medicamento</p><p>de referência</p><p>Medicamento inovador registrado no órgão federal</p><p>responsável pela vigilância sanitária e comercializado</p><p>no País, cuja eficácia, segurança e qualidade foram</p><p>comprovadas cientificamente junto ao órgão</p><p>federal competente, por ocasião do registro.</p><p>Quadro 1. Termos e conceitos importantes da farmacologia.</p><p>(Continua)</p><p>15Introdução ao estudo da farmacologia</p><p>Termo Conceito*</p><p>Medicamento</p><p>genérico</p><p>Medicamento similar a um produto de referência ou</p><p>inovador, que pretende ser com este intercambiável,</p><p>geralmente produzido após a expiração ou renúncia da</p><p>proteção patentária ou de outros direitos de exclusividade,</p><p>comprovada a sua eficácia, segurança e qualidade, e</p><p>designado pela denominação comum brasileira.</p><p>Medicamento</p><p>similar</p><p>Aquele que contém o mesmo ou os mesmos princípios</p><p>ativos. Apresenta a mesma concentração, forma</p><p>farmacêutica, via de administração, posologia e indicação</p><p>terapêutica. É equivalente ao medicamento registrado</p><p>no órgão federal responsável pela vigilância sanitária,</p><p>podendo diferir somente em características relativas</p><p>ao tamanho e à forma do produto, prazo de validade,</p><p>embalagem, rotulagem, excipientes e veículos, devendo</p><p>sempre ser identificado por nome comercial ou marca.</p><p>Medicamento</p><p>fitoterápico</p><p>Medicamento farmacêutico obtido por processos</p><p>tecnologicamente adequados, empregando-se</p><p>exclusivamente matérias-primas vegetais, com finalidade</p><p>profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico.</p><p>Medicamento</p><p>homeopático</p><p>Toda apresentação farmacêutica destinada a ser ministrada</p><p>segundo o princípio da similitude, com finalidade</p><p>preventiva e terapêutica, obtida pelo método de diluições</p><p>seguidas de sucussões e/ou triturações sucessivas.</p><p>Fonte: Brasil ([200-?]).</p><p>(Continuação)</p><p>Quadro 1. Termos e conceitos importantes da farmacologia.</p><p>Desenvolvimento e introdução de novos</p><p>fármacos no mercado</p><p>A introdução de novos medicamentos no mercado é um processo longo,</p><p>composto por três etapas:</p><p>1. Pesquisa básica;</p><p>2. Testes pré-clínicos;</p><p>3. Testes clínicos e de farmacovigilância.</p><p>Farmacologia aplicada a nutrição e interpretação de exames laboratoriais16</p><p>De modo geral, a pesquisa básica ocorre em nível laboratorial (in silico ou in</p><p>vitro) e envolve as atividades relacionadas à descoberta e ao desenvolvimento</p><p>de novas moléculas candidatas a fármacos. Os testes pré-clínicos (in vitro ou</p><p>in vivo, em animais) buscam determinar se a molécula candidata é segura e</p><p>eficaz o suficiente para iniciar os testes em humanos. Os testes clínicos, por</p><p>sua vez, buscam obter evidências quanto à segurança e à eficácia do uso do</p><p>produto em seres humanos. Ao longo deste capítulo, você vai aprender mais</p><p>sobre cada uma dessas etapas.</p><p>Pesquisa básica voltada ao desenvolvimento de</p><p>fármacos</p><p>A fascinação do homem por substâncias que alteram funções biológicas é</p><p>antiga e resulta da sua longa experimentação e dependência das plantas.</p><p>Diversas plantas produzem compostos nocivos com o objetivo de se defender.</p><p>Os animais aprenderam a evitá-las; o homem, a explorá-las.</p><p>A morfina é um exemplo exitoso da exploração do homem sobre as plantas. Esse</p><p>fármaco foi descoberto por um jovem alemão, aprendiz de boticário. Ao observar o</p><p>uso milenar do ópio para aliviar a dor, o jovem dedicou-se a tentar isolar seu “princípio</p><p>ativo” (extraído da papoula (Papaver somniferum), chegando, então, à morfina. Após</p><p>o isolamento, vários</p><p>testes em animais e humanos permitiram determinar as doses</p><p>necessárias para o efeito analgésico desse opioide, que é, hoje, de grande utilidade.</p><p>Outros exemplos importantes de fármacos isolados a partir de plantas: atropina (Atropa</p><p>beladona), curare (Chondrodendon tomentosum) e cafeína (Coffea arabica).</p><p>A pesquisa de fármacos a partir de plantas (animais e microrganismos)</p><p>constituiu a base inicial para as descobertas na área farmacológica e era re-</p><p>sultado de observações acerca do efeito de extratos de plantas ou substâncias</p><p>individuais administradas a animais ou ingeridas pelo homem. Até hoje, os</p><p>estudos nas áreas de etnofarmacologia e farmacobotânica usam esse princípio</p><p>de observar de que forma o emprego “tradicional” de determinadas plantas</p><p>impacta nas doenças humanas.</p><p>Um dos marcos históricos no processo de desenvolvimento de fármacos em</p><p>nível industrial foi a descoberta da salicina, em 1829. Sua ação é analgésica</p><p>17Introdução ao estudo da farmacologia</p><p>e antitérmica e deriva da planta Salix alba. A partir dessa substância, foram</p><p>feitas modificações estruturais em nível molecular, que tornaram possível a</p><p>existência do ácido salicílico e, por fim, do ácido acetilsalicílico (sintetizado</p><p>por Felix Hoffman em 1897).</p><p>A década de 1950 trouxe as consequências da Segunda Guerra Mundial</p><p>e uma necessidade ímpar de produzir medicamentos em grande escala que</p><p>combatessem, principalmente, quadros infecciosos agudos. Nesse período,</p><p>surgiram as grandes indústrias farmacêuticas, que deram origem ao conceito</p><p>de desenho e seleção de moléculas-líder, as quais eram otimizadas até che-</p><p>gar à molécula candidata a fármaco. Inúmeros antibióticos usados até hoje</p><p>surgiram nessa época.</p><p>Embora todas essas abordagens continuem sendo úteis, os inúmeros avan-</p><p>ços – sobretudo nas áreas computacional e biotecnológica – propiciaram</p><p>o desenvolvimento de fármacos sob um foco diferente, isto é, baseado no</p><p>mecanismo de ação pretendido. Nessa concepção, parte-se, por exemplo, de</p><p>que se a ação de determinada proteína é responsável pelo surgimento de uma</p><p>doença, seria possível desenvolver um fármaco que alterasse a ação proteica e,</p><p>portanto, mudasse a evolução do quadro patogênico. Essa abordagem fisiológica</p><p>constitui uma estratégia importante para o processo de desenvolvimento de</p><p>fármacos porque permite a definição prévia do mecanismo de intervenção</p><p>terapêutica pretendido. É a partir da definição do mecanismo de ação que</p><p>se origina o planejamento racional ou o desenho de moléculas candidatas a</p><p>fármacos (compostos-protótipo) (Figura 2).</p><p>Sob o ponto de vista do desenvolvimento, o processo origina-se na correta escolha</p><p>do alvo terapêutico, sendo essa uma etapa crucial. Os avanços das áreas genômica e</p><p>proteômica, aliados à evolução de técnicas de cristalografia de raios x e ressonância</p><p>magnética nuclear, têm contribuído muito para a identificação dos alvos terapêuticos</p><p>e, consequentemente, para o sucesso no desenvolvimento de novos fármacos.</p><p>Farmacologia aplicada a nutrição e interpretação de exames laboratoriais18</p><p>Estudos clínicos voltados ao desenvolvimento de</p><p>fármacos</p><p>Após selecionar a molécula candidata a fármaco, parte-se para a etapa pré-</p><p>-clínica. Nela, são avaliadas as propriedades farmacológicas (afinidade e</p><p>seletividade da molécula para interagir com o alvo), farmacocinéticas (absorção,</p><p>distribuição, biotransformação e excreção) e farmacêuticas (estabilidade,</p><p>solubilidade, questões de formulação). Avalia-se também a segurança do</p><p>candidato a fármaco e são realizados testes de toxicidade, carcinogenicidade e</p><p>genotoxicidade. Nessa fase, são usados modelos animais e, sempre que possível,</p><p>modelos in vitro e ex vivo. Se a molécula candidata a fármaco apresentar as</p><p>características desejadas, pode-se partir para a etapa clínica final.</p><p>Para determinado fármaco ser comercializado em um país, sua eficácia deve</p><p>ser comprovada, e uma margem de segurança adequada deve ser estabelecida.</p><p>Isso é feito por meio de ensaios clínicos. Segundo a RDC nº 9 da Agência</p><p>Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ensaio clínico é uma:</p><p>Figura 2. Etapas hierárquicas do processo de descoberta/invenção de moléculas candidatas</p><p>a fármacos pelo emprego da abordagem fisiológica.</p><p>Fonte: Barreiro (2009, p. 26-34).</p><p>19Introdução ao estudo da farmacologia</p><p>[...] pesquisa conduzida em seres humanos com o objetivo de descobrir</p><p>ou confirmar os efeitos clínicos e/ou farmacológicos e/ou qualquer outro</p><p>efeito farmacodinâmico do medicamento experimental e/ou identificar</p><p>qualquer reação adversa ao medicamento experimental e/ou estudar a</p><p>absorção, distribuição, metabolismo e excreção do medicamento expe-</p><p>rimental para verificar sua segurança e/ou eficácia. (BRASIL, 2015).</p><p>Os ensaios clínicos geram as evidências científicas de eficácia e segurança dos medica-</p><p>mentos à autoridade regulatória pertinente de cada país. Nos Estados Unidos, a Food</p><p>and Drug Administration é a autoridade oficial. No Brasil, a Anvisa desenvolve esse papel.</p><p>Cada autoridade regulatória estabelece critérios específicos para aprovação</p><p>de medicamentos em seu país. No entanto, ensaios clínicos devem ser con-</p><p>duzidos atendendo a critérios internacionais, padronizados em diretrizes que</p><p>“harmonizam” os princípios básicos de Boas Práticas Clínicas. Tais princípios</p><p>são universais, acima de quaisquer diferenças entre indivíduos, e seu objetivo</p><p>é salvaguardar a integridade física e psíquica dos sujeitos envolvidos nos</p><p>ensaios clínicos.</p><p>Os ensaios clínicos, normalmente, são conduzidos em quatro fases. As três</p><p>primeiras são projetadas para estabelecer segurança e eficácia. A fase quatro</p><p>e os ensaios pós-comercialização (farmacovigilância) delineiam informações</p><p>adicionais com relação a novas indicações, riscos, doses e esquemas de ad-</p><p>ministração ideais. Confira na Figura 3 as características típicas de cada uma</p><p>das quatro fases dos ensaios clínicos necessários para a comercialização de</p><p>novos fármacos.</p><p>Farmacologia aplicada a nutrição e interpretação de exames laboratoriais20</p><p>Fi</p><p>g</p><p>ur</p><p>a</p><p>3.</p><p>E</p><p>ta</p><p>pa</p><p>s d</p><p>o</p><p>de</p><p>se</p><p>nv</p><p>ol</p><p>vi</p><p>m</p><p>en</p><p>to</p><p>d</p><p>e</p><p>no</p><p>vo</p><p>s</p><p>fá</p><p>rm</p><p>ac</p><p>os</p><p>e</p><p>c</p><p>ar</p><p>ac</p><p>te</p><p>rís</p><p>tic</p><p>as</p><p>p</p><p>rin</p><p>ci</p><p>-</p><p>pa</p><p>is</p><p>d</p><p>as</p><p>q</p><p>ua</p><p>tr</p><p>o</p><p>fa</p><p>se</p><p>s</p><p>do</p><p>s</p><p>te</p><p>st</p><p>es</p><p>c</p><p>lín</p><p>ic</p><p>os</p><p>.</p><p>Fo</p><p>nt</p><p>e:</p><p>A</p><p>da</p><p>p</p><p>ta</p><p>da</p><p>d</p><p>e</p><p>Br</p><p>un</p><p>to</p><p>n</p><p>e</p><p>H</p><p>ila</p><p>l-D</p><p>an</p><p>da</p><p>n</p><p>(2</p><p>01</p><p>2,</p><p>p</p><p>. 2</p><p>5)</p><p>.</p><p>21Introdução ao estudo da farmacologia</p><p>1. Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Os aspectos fisiopatológicos das</p><p>doenças não são importantes</p><p>para o desenvolvimento</p><p>de novos fármacos.</p><p>b) O efeito adverso de um fármaco</p><p>nunca pode ser explorado</p><p>como possível tratamento</p><p>para outras doenças.</p><p>c) A farmacodinâmica é a parte</p><p>da farmacologia que se detém</p><p>no estudo sistematizado dos</p><p>processos de metabolização</p><p>do fármaco no organismo.</p><p>d) Na farmacologia, o estudo dos</p><p>aspectos farmacodinâmicos</p><p>e farmacocinéticos ocorre</p><p>apenas em nível laboratorial.</p><p>e) Estudos clínicos são</p><p>investigações realizadas em</p><p>seres humanos. Seu objetivo</p><p>é descobrir ou verificar os</p><p>efeitos farmacológicos e/ou</p><p>identificar reações adversas dos</p><p>fármacos em investigação.</p><p>2. Analise as afirmativas e assinale</p><p>a alternativa correta.</p><p>I. Se a erva-de-são-joão (Hipericum</p><p>perforatum) é considerada</p><p>uma planta medicinal, um</p><p>chá preparado em casa a</p><p>partir das folhas dessa planta</p><p>pode ser considerado um</p><p>medicamento fitoterápico.</p><p>II. “Fármaco” e “medicamento”</p><p>são palavras que podem ser</p><p>usadas como sinônimo.</p><p>III. Medicamentos genéricos</p><p>são intercambiáveis com</p><p>medicamentos de referência.</p><p>a) I está correta.</p><p>b) II está correta.</p><p>c) I e III estão corretas.</p><p>d) Todas estão corretas.</p><p>e) III está correta.</p><p>3. Sobre as etapas de desenvolvimento</p><p>de um novo fármaco, assinale</p><p>a alternativa correta.</p><p>a) Recomenda-se que todas as</p><p>moléculas candidatas a novos</p><p>fármacos sejam testadas em</p><p>humanos, antes das etapas</p><p>pré-clínicas em laboratório.</p><p>b) A toxicidade é o único</p><p>parâmetro imprescindível na</p><p>avaliação de uma molécula</p><p>candidata a novo fármaco.</p><p>c) Os métodos in silico viabilizam</p><p>o desenvolvimento de novos</p><p>fármacos sem a necessidade</p><p>de testes in vivo.</p><p>d) Os parâmetros farmacocinéticos</p><p>de um novo fármaco só são</p><p>determinados após a conclusão</p><p>de toda fase clínica do estudo.</p><p>e) Fármacos submetidos à fase</p><p>clínica são testados em serem</p><p>humanos saudáveis e doentes.</p><p>4. Sobre as fases de um ensaio clínico,</p><p>assinale a alternativa correta.</p><p>I. A fase I dos estudos visa a</p><p>avaliar, principalmente, os</p><p>efeitos adversos do novo</p><p>fármaco em humanos.</p><p>II. A fase II deve ser feita em</p><p>pacientes saudáveis.</p><p>III. A fase IV é realizada após a</p><p>aprovação e comercialização do</p><p>fármaco.</p><p>a) I está correta.</p><p>Farmacologia aplicada a nutrição e interpretação de exames laboratoriais22</p><p>BARREIRO, E. J. A química medicinal e o paradigma do composto-protótipo. Revista</p><p>Virtual de Química, Rio de Janeiro, v. 1, n. 1, p. 26-34, 2009. Disponível em: <http://</p><p>rvq-sub.sbq.org.br/index.php/rvq/article/viewArticle/15>. Acesso em: 05 fev. 2017.</p><p>BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Glossário de definições legais. [200-?].</p><p>Disponível em: <http://www.anvisa.gov.br/medicamentos/glossario/index.htm>.</p><p>Acesso em: 05 fev. 2017.</p><p>BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC n° 9, de 20 de fevereiro</p><p>de 2015. Dispõe sobre o Regulamento para a realização de ensaios clínicos com</p><p>medicamentos no Brasil. Brasília, DF, 2015. Disponível em: <http://abiquifi.org.br/</p><p>legislacoes/do/do2015/DOU_03_03_2015.pdf>. Acesso em: 05 fev. 2017.</p><p>BRUNTON, L. L.; HILAL-DANDAN, R. Manual de farmacologia e terapêutica de Goodman</p><p>& Gilman. 12. ed. Porto Alegre: AMGH, 2012.</p><p>KATZUNG, B. G.; MASTERS, S. B.; TREVOR, A. J. Farmacologia básica e clínica. 12. ed.</p><p>Porto Alegre: AMGH, 2014.</p><p>Leitura recomendada</p><p>GUIDO, R. V. C.; ANDRICOPULO, A. D.; OLIVA, G. Planejamento de fármacos, biotecno-</p><p>logia e química medicinal: aplicações em doenças infecciosas. Estudos Avançados,</p><p>São Paulo, v. 24, n. 70, p. 81-98, 2010. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ea/</p><p>v24n70/a06v2470.pdf>. Acesso em: 05 fev. 2017.</p><p>b) II está correta.</p><p>c) III está correta.</p><p>d) Todas estão corretas.</p><p>e) Todas estão erradas.</p><p>5. Analise as afirmativas e assinale</p><p>a alternativa correta.</p><p>I. Produtos de origem vegetal</p><p>(como extratos de ervas</p><p>e plantas) geralmente são</p><p>isentos de toxicidade.</p><p>II. O estabelecimento da dose</p><p>letal de um medicamento não é</p><p>escopo da área farmacológica.</p><p>III. A detecção de efeitos adversos</p><p>de um fármaco em estudos de</p><p>fase IV podem ser feitas por</p><p>meio de estudos de coorte,</p><p>estudos de caso-controle, e</p><p>metanálises de estudos pré e</p><p>pós-comercialização.</p><p>a) I está correta.</p><p>b) II está correta.</p><p>c) III está correta.</p><p>d) Todas estão corretas.</p><p>e) Todas estão erradas.</p><p>23Introdução ao estudo da farmacologia</p><p>http://rvq-sub.sbq.org.br/index.php/rvq/article/viewArticle/15</p><p>http://www.anvisa.gov.br/medicamentos/glossario/index.htm</p><p>http://abiquifi.org.br/</p><p>http://www.scielo.br/pdf/ea/</p><p>Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para</p><p>esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual</p><p>da Instituição, você encontra a obra na íntegra.</p>

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