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<p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>A IMPORTÂNCIA DA</p><p>CONSULTORIA,</p><p>INTRODUÇÃO E</p><p>PRINCÍPIOS</p><p>FUNDAMENTAIS DA</p><p>CONTABILIDADE DE</p><p>CUSTOS</p><p>Professora :</p><p>Me. Karina Fernandes de Oliveira</p><p>Objetivos de aprendizagem</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p�gina-inicial</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p%C3%A1gina-inicial</p><p>Apresentar uma visão geral sobre o desenvolvimento da consultoria bem como o papel e a relevância do consultor.</p><p>Compreender os conceitos e objetivos da Contabilidade de Custos.</p><p>Identi fi car os princípios e elementos da Contabilidade de Custos.</p><p>Plano de estudo</p><p>A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:</p><p>O pro fi ssional como consultor e a relevância da consultoria</p><p>Base para o funcionamento de custos: objetivos e diferenciais</p><p>Princípios fundamentais da contabilidade aplicados aos custos</p><p>Introdução</p><p>Nestes encontros, vamos abordar de maneira inicial alguns elementos que são essenciais para a compreensão da Contabilidade de</p><p>Custos e da Consultoria neste ramo. Estudaremos os tópicos mínimos necessários para a aprendizagem e familiarização do aluno</p><p>à s técnicas mais usuais de controle e apuração dos custos, habilitando-o a resolver problemas ligados ao planejamento,</p><p>implantação e operacionalização de sistemas de custos.</p><p>Sendo a contabilidade uma ferramenta que gera informações gerenciais, fiscais, econômicas e financeiras de uma entidade,</p><p>daremos ênfase à importância de seus respectivos custos, para a apuração do resultado do exercício. A apuração dos custos ocorre</p><p>por meio dos mesmos elementos da contabilidade geral, somado a informações extras, principalmente as relacionadas aos</p><p>estoques.</p><p>Antes de entrarmos na disciplina, vamos conversar sobre o trabalho de consultoria e, também, do contador como uma pro fis são</p><p>essencial que vem registrando um aumento de atuação desde os anos 90.</p><p>Na segunda aula serão abordadas diversas classi fi cações, objetivos e signi fi cados dos sistemas de custos. Nesta etapa buscaremos</p><p>historicizar a Contabilidade de Custos dentro do desenvolvimento da indústria mundial.</p><p>Já na terceira aula apresentamos uma série de p rincípios essenciais da contabilidade que por sua vez também são aplicados à</p><p>contabilidade de custos.</p><p>Por último, encontraremos uma bateria de exercícios de fixação da matéria, sendo ela dividida em dez exercícios de múltipla</p><p>escolha.</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p�gina-inicial</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Vale ressaltar que não temos a pretensão de esgotar o assunto sobre a Contabilidade de Custos, mas sim trazer de forma simples e</p><p>sintética os pontos fundamentais que envolvem a Contabilidade de Custos. O aprofundamento por meio de outras leituras pode</p><p>ser utilizado para aprimoramento da matéria.</p><p>Pronto(a) para começar? Bom estudo!</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p�gina-inicial</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p%C3%A1gina-inicial/unidade-1</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>O PROFISSIONAL COMO CONSULTOR</p><p>E A RELEVÂNCIA DA CONSULTORIA</p><p>O que é, como, para que e para quem serve a consultoria</p><p>Quando pensamos em consultoria o mais comum é associá-la a perda de tempo e dinheiro. Muitos irão dizer: “O trabalho da</p><p>consultoria é analisar o que já sabemos sobre nossas empresas, e ainda cobrar caro por isso”. No entanto a realidade não é tão</p><p>simples assim. A consultoria existe para auxiliar aqueles problemas que costumam, em determinado momento, estar presente nas</p><p>empresas: “Por que trabalhamos tanto e não conseguimos melhorar o rendimento da empresa? Por que essa empresa não</p><p>consegue crescer progressivamente?”.</p><p>Por estes motivos, a consultoria deve ser considerada. Sendo uma ajuda externa a empresa, ela visa somar conhecimentos e</p><p>técnicas que a empresa não utiliza em sua prática diária. Nesse sentido, tem como foco auxiliar no melhoramento das ações das</p><p>empresas/organizações ou orientar em uma determinada estratégia para obter melhores resultados (LINS; SILVA, 2005).</p><p>Neste sentido, a consultoria é o ato de um cliente fornecer, dar, solicitar e pedir pareceres, estudos e opiniões a um especialista</p><p>contratado que apoie, auxilie e oriente o trabalho administrativo.</p><p>Ao aplicar uma consultoria, o pro fi ssional é colocado em uma posição de privilégio, já que obtêm um panorama geral da empresa.</p><p>Com estes elementos, o consultor irá ajudar a ordenar as ideias e agregar processos funcionais no dia a dia dessa empresa,</p><p>colocando em prática um planejamento que faça a empresa alcançar os objetivos de forma ordenada, correta e e ciente.</p><p>Historicamente, este tipo de serviço data desde a Roma Antiga, mas começa e ser efetivamente considerado em 1910 com</p><p>Frederick Taylor, considerado o pai da administração científica. Com o passar dos anos, após a Segunda Guerra Mundial em 1945,</p><p>há um relevante crescimento da consultoria e desde os anos 1990, com a globalização, este tipo de serviço vem atuando com papel</p><p>preponderante no mundo não apenas dos negócios, mas também de organizações, governos, organizações e a afin s (ROSA, 2005)</p><p>(BONSUCESSO, 2005).</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p�gina-inicial/unidade-1</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p%C3%A1gina-inicial</p><p>O advento da globalização atuou nos últimos 20 anos como determinante para este crescimento acelerado</p><p>da consultoria, ao atualizar quase que diariamente decretos, regulamentos e normas.</p><p>No que se refere à s maneiras de auxiliar as empresas, podemos dizer que o consultor tem especi fi camente duas formas principais:</p><p>reduzir os custos ou aumentar o faturamento (LINS; SILVA, 2005). Por conseguinte, esta unidade se concentrará em trabalhar</p><p>aspectos do primeiro ponto relacionados à atividade contábil.</p><p>Após este panorama geral da consultoria e do papel de um consultor, fica uma dúvida. Como seria, exatamente, o trabalho de um</p><p>consultor? Esta tarefa não está inserida em nenhum padrão em “como atuar em uma consultoria” ou moldes preestabelecidos para</p><p>tal atividade. No entanto como já dissemos, sendo o consultor um pro fi ssional que vende seu próprio conhecimento, quanto mais o</p><p>profissional se manter informado e atualizado, melhor estará preparado para este trabalho.</p><p>As principais áreas de atuação para uma consultoria são: financeira, contábil, engenheira ou produção. Vale ressaltar que, neste</p><p>caso, a prioridade será identi fi car a consultoria contábil como solucionadora de problemas e auxiliador de tomada de decisão para</p><p>as empresas e/ou organizações (ROSA, 2005).</p><p>Você sabia que de acordo com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas empresas – SEBRAE, as pequenas</p><p>empresas totalizavam no Brasil em 2011 90% das empresas? E que 40% destas chegavam a falência em seus</p><p>primeiros anos de vida, devido principalmente ao despreparo dos gestores e falta de planejamento? Con fi ra</p><p>mais detalhes dessa informação no site da entidade:</p><p>https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/estudos_pesquisas/taxa-de-sobrevivencia-das-empresas-</p><p>no-brasildestaque15,01e9f925817b3410VgnVCM2000003c74010aRCRD</p><p>O contador como consultor</p><p>Sendo a contabilidade uma maneira de controlar a empresa ou organização, acompanhando suas variações mediante as</p><p>demonstrações de resultado, e produzindo assim informações que re p etem a situação patrimonial, econômica e financeira da</p><p>empresa, torna-se ela mesma uma grande ferramenta na tomada de decisões. Para Marion (2006, p. 23):</p><p>[...] na verdade, ela coleta todos os dados econômicos, mensurando-os monetariamente, registrando-os e</p><p>sumarizando-os em forma de relatórios ou de comunicados, que contribuem sobremaneira para a tomada</p><p>de decisões .</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BRUNI, A. L. A administração de custos, preços e lucros . São Paulo: Atlas, 2006.</p><p>COELHO, L. C. Companhias aéreas: pra onde vai o dinheiro? Logística descomplicada , 8 jun. 2012. Disponível em:</p><p>< http://www.logisticadescomplicada.com/cias-aereas-pra-onde-vai-o-di-nheiro/ >. Acesso em: 28 jun. 2017.</p><p>CREPALDI, Silvio Aparecido. Curso básico de contabilidade de custos . São Paulo: Atlas, 2004. ELDENBURG, Leslie; WOLCOTT,</p><p>Susan K. Gestão de custos: como medir, monitorar e motivar o desempenho. Rio de Janeiro: LTC Ed., 2007.</p><p>HORNGREN, Charles T.; DATAR, Srikant M; FOSTER, George. Contabilidade de custos, 1 : um abordagem gerencial. 11. ed. São</p><p>Paulo: Prentice Hall, 2004.</p><p>LAWRENCE, W B; RUSWINCKEL, John W; HOPP, Joao Carlos. Contabilidade de custos . São Paulo: Ibrasa,</p><p>1975.</p><p>LINS, Luiz S; SILVA, Raimundo Nonato Souza. Gestão empresarial com ênfase em custos : uma abordagem prática. São Paulo:</p><p>Thomson, 2005.</p><p>MARTINS, Eliseu. Contabilidade de custos . 9. ed. São Paulo, SP: Atlas, 2003-2009.</p><p>MARTINS, Eliseu; ROCHA, Wellington. Contabilidade de custos : livro de exercícios. São Paulo: Atlas, 2007.</p><p>RIBEIRO, Osni Moura. Contabilidade de custos. São Paulo: Saraiva, 2009.</p><p>SÁ, Antonio Lopes de. Contabilidade de custos básica . São Paulo: Juruá, 2009.</p><p>VICECONTI, Paulo Eduardo Vilchez; NEVES, Silvério das. Contabilidade de custos . São Paulo: Frase, 2010.</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p�gina-inicial/refer�ncias</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p%C3%A1gina-inicial</p><p>http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.logisticadescomplicada.com%2Fcias-aereas-pra-onde-vai-o-di-nheiro%2F&sa=D&sntz=1&usg=AFQjCNGMlkspcE5m_pDhqo7OzCeCnrVr7A</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p%C3%A1gina-inicial/aprofundando</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>APROFUNDANDO</p><p>Como as companhias aéreas gastam sua passagem?</p><p>O texto a seguir é baseado no original “Airlines: Where does all the money go?”, de Martin A. Lariviere, publicado no Wall Street</p><p>Journal. A versão traduzida foi publicada no site Logística Descomplicada.</p><p>O jornal Wall Street tentou mapear a fração dos custos que estão cobertos pelo número de passageiros a bordo do avião. Assim,</p><p>foi feita a divisão em total de assentos para os principais custos da empresa, dessa forma se num voo com 100 passageiros, todos</p><p>estiverem pagando a mesma tarifa, 29% da receita com passagens é usada para arcar com combustível. Os salários equivalem a</p><p>20% do total, custos ligados à propriedade ficam com 16%, enquanto impostos e taxas governamentais (nos EUA) equivalem a</p><p>14%. Os gastos com manutenção da aeronave custa 11 assentos, e outros custos ficam com 9%. O lucro da companhia aérea é de</p><p>apenas 1 assento, ou 1% da receita com as passagens vendidas!</p><p>Primeiro, é preciso se perguntar em qual medida se pode comparar custos fixos e variáveis? Por exemplo, os custos de manutenção</p><p>das companhias aéreas são em grande parte fixos, ou seja, esses custos independem do número de passageiros do avião. Da</p><p>mesma forma, embora passageiros extras adicionem peso e, portanto, necessitem de mais combustível, não é uma relação direta. A</p><p>maior parte do combustível é gasto apenas para mover o avião, independentemente do número de pessoas a bordo.</p><p>Os impostos e taxas, no entanto, são diferentes. Os EUA cobram um imposto vinculado ao valor do bilhete, assim como taxas de</p><p>segurança ligadas a cada venda. Estes custos então devem variar proporcionalmente com o número de passageiros.</p><p>Além disso, alguns destes custos são mais obscuros e podem ser melhor controlados diretamente pela empresa. Considere a</p><p>categoria “Outros”. Nove passageiros são necessários para cobrir a categoria “Outros”. Essa categoria representa desde oferecidos</p><p>“gratuitamente” como água, refrigerantes, até multas por bagagens extraviadas ou taxas extras para entregá-las. Custos de</p><p>alimentos principalmente para refeições de primeira classe, representam menos de 2% dos custos das companhias aéreas,</p><p>segundo a pesquisa. Taxas de embarque para o aeroporto, publicidade, honorários advocatícios etc. também fazem parte desta</p><p>categoria.</p><p>O artigo dá grande atenção ao fato de que apenas um passageiro representa o lucro para a empresa. Dado o histórico de prejuízos</p><p>dessa indústria, é difícil se mostrar surpreso. Tendo em vista que esse setor possui grandes custos fixos, um conhecimento</p><p>detalhado dos custos pode permitir ao gestor verificar os pontos que podem ser melhorados. Nesse caso, por exemplo, como os</p><p>custos com combustíveis representam 29% e os custos com manutenção representam 11% da aeronave, uma análise de custos</p><p>pode indicar que a aeronave já está ultrapassada, consumindo muito combustível e gerando gastos mais elevados com</p><p>manutenção. Dessa forma, uma possibilidade para melhorar essa situação seria uma avaliação para renovar a frota por exemplo.</p><p>O caso apresentado acima mostra como é importante a análise de custos para o bom desempenho de uma empresa.</p><p>PARABÉNS!</p><p>Você aprofundou ainda mais seus estudos!</p><p>Referências</p><p>COELHO, L. C. C ompanhias aéreas: pra onde vai o dinheiro? Logística descomplicada, 8 jun. 2012. Disponível em:</p><p>http://www.logisticadescomplicada.com/cias-aereas-pra-onde-vai-o-dinheiro/ . Acesso em: 28 jun. 2017.</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p�gina-inicial/aprofundando</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p%C3%A1gina-inicial</p><p>http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.logisticadescomplicada.com%2Fcias-aereas-pra-onde-vai-o-dinheiro%2F&sa=D&sntz=1&usg=AFQjCNF0PJ0mFzZmOipTfoL1hfZXeqQtyQ</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p%C3%A1gina-inicial/editorial</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>EDITORIAL</p><p>DIREÇÃO</p><p>Reitor Wilson de Matos Silva</p><p>Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho</p><p>Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho</p><p>Pró-Reitor de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva</p><p>Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi</p><p>C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ . Núcleo de Educação</p><p>a Distância; FILHO , Cícero Rodrigues de Mello; OLIVEIRA , Karina</p><p>Fernandes de; ANTONOVZ , Tatiane.</p><p>Consultoria Contábil em Custos . Cícero Rodrigues de Melo</p><p>Filho; Karina Fernandes de Oliveira; Tatiane Antonovz;</p><p>Lilian Gavioli de Jesus; Viviane Rodrigues de Lima.</p><p>Maringá-Pr.: UniCesumar, 2017.</p><p>30 p.</p><p>“Pós-graduação Universo - EaD”.</p><p>1. Contábeis. 2. Consultoria. 3.EaD. I. Título.</p><p>ISBN: 978-85-459-1525-6</p><p>CDD - 22 ed. 3832</p><p>CIP - NBR 12899 - AACR/2</p><p>Pró Reitoria de Ensino EAD Unicesumar</p><p>Diretoria de Design Educacional</p><p>Equipe Produção de Materiais</p><p>Fotos : Shutterstock</p><p>NEAD - Núcleo de Educação a Distância</p><p>Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimação - Cep 87050-900</p><p>Maringá - Paraná | unicesumar.edu.br | 0800 600 6360</p><p>Retornar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p�gina-inicial/editorial</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p%C3%A1gina-inicial</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>SISTEMAS DE CUSTOS:</p><p>ESQUEMAS BÁSICOS</p><p>DA CONTABILIDADE</p><p>DE CUSTOS</p><p>Professora :</p><p>Me. Tatiane Antonovz</p><p>Objetivos de aprendizagem</p><p>Compreender o que é o custeio variável e alguns problemas relacionados aos custos fixos, abordar o ponto de equilíbrio</p><p>contábil, financeiro e econômico; e entender as finalidades e determinação do custo padrão.</p><p>Interpretar os diferentes custeios por absorção: matérias-primas, mão de obra, de fabricação e de acumulação de custos; e</p><p>identi fi car as etapas e estruturas do custeio ABC bem como suas vantagens e desvantagens.</p><p>Abordar a síntese do esquema básico completo</p><p>e interpretar as possibilidades de custeios relacionadas entre si: custeio padrão,</p><p>variável, departamental, absorção e ABC.</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p�gina-inicial</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p%C3%A1gina-inicial</p><p>Plano de estudo</p><p>A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:</p><p>Custeio padrão e variável : conceitos e aplicação</p><p>Custeio por absorção e ABC : conceitos e aplicação</p><p>Esquema básico de Contabilidade de Custos</p><p>Introdução</p><p>Toda empresa, para se manter com saúde e forte em seu mercado de atuação, precisa que suas atividades fluam de maneira</p><p>organizada e controlada. Parte desta organização e deste controle está relacionada ao planejamento e ao acompanhamento dos</p><p>custos produtivos incorridos.</p><p>Sejam industriais, comerciais ou ligados à prestação de serviços, eles são peça-chave no processo de gestão de um negócio. Há,</p><p>ainda, a necessidade de que sejam organizados com objetivos gerenciais e legais, pois estes representam obrigações externas de</p><p>uma entidade junto ao governo ou pontos mais ligados às estratégias, representando uma atuação mais direta da alta direção.</p><p>Existem vários critérios de custos em termos de conceitos e aplicação, sendo os chamados custeio variável e custeio por absorção</p><p>os mais difundidos nas empresas. O custeio padrão e o custeio baseado em atividades, ou ABC, completam esta lista de critérios</p><p>para análises especí fi cas.</p><p>Sejam grandes, médias ou pequenas, qualquer empresa deverá, no mínimo, manter todos os seus registros relacionados a custos</p><p>em sua estrutura de controles internos, utilizando o chamado custeio por absorção. Também os impostos acabam sendo pagos com</p><p>base nestes valores lançados, denotando a importância adicional que os custos possuem.</p><p>Além disso, todos estes critérios, após apresentados em seus aspectos conceituais e aplicados, podem ser analisados em conjunto,</p><p>o que acaba por trazer mais benefícios para qualquer entidade já no curto prazo.</p><p>Como será possível, por exemplo, de fi nir qual produto é o mais rentável ou aquele que merece receber mais investimentos em</p><p>publicidade ou em maquinário? As informações de custos, principalmente quando analisadas em conjunto com os diversos</p><p>critérios de custeio distintos, servem como direcionadores fi dedignos para qualquer gestor no decorrer de suas atividades</p><p>pro fi ssionais.</p><p>Avançar</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p�gina-inicial</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p%C3%A1gina-inicial/unidade-3</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p�gina-inicial</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>CUSTEIO PADRÃO E VARIÁVEL:</p><p>CONCEITOS E APLICAÇÃO</p><p>Custeio padrão</p><p>Vamos conversar um pouco sobre custeio padrão, destacando aspectos como conceito e aplicação dele. Essa leitura é importante</p><p>para contribuir com o melhor aprendizado a respeito desse tema relevante na Contabilidade de Custos.</p><p>Conceito do custeio padrão</p><p>O custo padrão é uma das maneiras mais e cientes para se trabalhar de maneira estratégica os custos de uma entidade qualquer.</p><p>Em termos conceituais aplicados, ele pode ser aplicado tanto com o custeio variável quanto com o custeio por absorção, trazendo</p><p>bons resultados.</p><p>Antes de compreendermos o real conceito do custo padrão é necessário desm i stificar um conceito antigo ligado a ele. O que se</p><p>tinha em mente era que o custo padrão fosse classi fi cado como o custo ideal de uma entidade, pois se trabalhava com situações</p><p>ideais, muitas vezes inalcançáveis.</p><p>Eram realizados cálculos relativamente complexos de tempo de produção e de uso de insumos produtivos, tomando como base</p><p>apenas valores ideais, sem contar com qualquer oscilação nos fatores, como fadiga, manutenção de máquina ou substituição de</p><p>insumos produtivos.</p><p>Perdas de materiais durante o processo produtivo não ocorreriam, exceto aquelas já identi fi cadas previamente e consideradas</p><p>como admissíveis para, ainda sim, manter o custo padrão considerado ideal.</p><p>Da mesma forma, o tempo de produção apenas consideraria os funcionários mais bem treinados, deixando os valores</p><p>praticamente inalcançáveis. Não é de se surpreender que este conceito caiu rapidamente em desuso, sendo considerado inviável</p><p>devido aos fatores complexos a serem considerados.</p><p>No fim das contas, o custo padrão ideal, aquele que considera mais a Engenharia de Produção do que fatores produtivos reais,</p><p>acabou por ser utilizado apenas nas estratégias de longo prazo das entidades.</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p�gina-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p%C3%A1gina-inicial</p><p>O conceito de custo padrão mais aplicado às empresas em geral é o de custo padrão corrente. Este conceito tem como base os</p><p>montantes que uma entidade determina como metas produtivas para os períodos vindouros em produtos ou serviços vendidos,</p><p>mas considerando todos os fatores que in fl uenciam diretamente neste conjunto.</p><p>Tais fatores podem ser problemas ligados a materiais, mão de obra, equipamentos, manutenção, mercado consumidor, entre</p><p>outros. Diferentemente do que foi apresentado no custo padrão ideal, o custo padrão corrente é algo difícil de ser alcançado, mas</p><p>em termos práticos não é nada impossível.</p><p>Mas então qual será a diferença entre o custo padrão corrente e o custo estimado? Martins (2003), de forma bem direta, cita que o</p><p>custo padrão corrente é o custo que deveria ser alcançado pela empresa e o custo estimado é o custo que deverá ser alcançado.</p><p>O custo padrão corrente tem que considerar determinados padrões de desempenho sendo alcançados em sua plenitude, o que não</p><p>é certo, mas é possível. O custo estimado é o que uma entidade normalmente consegue alcançar dada a sua realidade e recursos</p><p>gerais disponíveis.</p><p>É mais comum que as empresas utilizem o custo estimado do que o custo padrão, seja o corrente ou o ideal.</p><p>Isso ocorre, pois é muito mais próximo da realidade delas tal metodologia de planejamento produtivo e a</p><p>forma de obtenção dos dados para a sua operacionalização.</p><p>Complementarmente, o custo padrão corrente é muito mais elaborado e considera o potencial produtivo de uma entidade</p><p>máquina por máquina ou unidade produtiva uma a uma (BORNIA, 2010). O custo estimado tem a tendência de considerar</p><p>períodos históricos da produção, pressupondo que a produção futura será algo parecido com a passada, tendo mudanças também</p><p>esperadas nos fatores produtivos, tais como mudança de maquinário, treinamento de funcionários entre outros fatores.</p><p>Aplicação do custeio padrão</p><p>Para que seja satisfatoriamente aplicado o custeio padrão dentro de uma entidade, o ideal é que tudo seja quanti fi cado em valores</p><p>monetários, desde a quantidade de horas de mão de obra necessárias para uma produção normal, passando pela energia elétrica</p><p>necessária, a quantidade de horas-máquina, insumos produtivos, horas de supervisão fabril, dentre outros fatores. Isso deve ser</p><p>uma tarefa realizada muito mais pela Engenharia de Produção do que necessariamente pela Contabilidade de Custos. O que a</p><p>contabilidade faz é o que será visto a seguir.</p><p>A Contabilidade de Custos não faz, por exemplo, qualquer levantamento de horas necessárias, funcionários ativos ou maquinário</p><p>disponível para o processo produtivo ser concluído. O que ela faz é transformar os padrões físicos previamente de fi nidos em</p><p>valores monetários correntes.</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p�gina-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>É necessária uma sincronia entre a Contabilidade de Custos e a Engenharia da Produção de uma entidade para que</p><p>os resultados</p><p>de custo padrão sejam conside r ados como satisfatórios.</p><p>Nesse sentido, é perfeitamente possível e praticável que uma empresa não tenha a necessidade de de fi nir um padrão para todos os</p><p>setores existentes, fazendo-o apenas de maneira parcial, de acordo com as necessidades imediatas e de planejamento. A</p><p>Contabilidade de Custos utiliza o custo padrão como uma forma de controle, sendo suportada pela Engenharia de Produção neste</p><p>processo (MEGLIORINI, 2012).</p><p>O custo padrão também deve ser implantado de maneira gradual, sendo inicialmente estabelecido o padrão para um produto,</p><p>serviço ou setor e, posteriormente, esta mesma filoso fi a vai sendo aplicada para os demais setores, produtos ou serviços tidos</p><p>como necessários.</p><p>Na primeira aplicação do custo padrão, mesmo em se tratado de uma entidade com estrutura consolidada e processos internos</p><p>revisados, é comum que o processo apresente grande quantidade de erros e correções necessárias. O processo de melhoria, assim</p><p>como qualquer área de uma entidade, será melhorado a cada dia, fazendo com que ele ganhe em utilidade para todos os setores de</p><p>um negócio.</p><p>A implantação do custeio padrão não representa qualquer garantia de melhora ou de economia nos</p><p>processos produtivos. Representa, sim, mais uma evidência de esforço por parte dos membros da diretoria</p><p>em fazer um negócio mais competitivo a cada dia no mercado em que atua.</p><p>O custo padrão, para ser implantado, precisa ter ligação com o orçamento empresarial formal. Do contrário, estará fadado ao</p><p>fracasso antes mesmo de sua colocação em prática por parte dos gestores.</p><p>O orçamento é uma das ferramentas utilizada por qualquer empresa no processo de gestão e ambos estão muito ligados quando se</p><p>fala de administração empresarial. Tanto é verdade esse fato que o orçamento pode ser baseado no custo padrão em uma empresa</p><p>que o utilize. Para estes casos, deve-se atentar aos volumes produzidos e vendidos para a de fi nição orçamentária.</p><p>Cuidado redobrado deve ser tomado, entretanto, quando se utiliza o custo padrão corrente como suporte para a elaboração do</p><p>orçamento. É sabido que este sistema de custeio possui imperfeições e faz com que o seu uso de maneira indiscriminada possa</p><p>gerar prejuízos no longo prazo.</p><p>A aplicação do custo padrão na contabilidade é mais simples do que se pode pensar, embora sua implantação não seja tão simples</p><p>assim. Pelas regras e normatizações vigentes no Brasil, ele sequer tem obrigação de ser inserido na contabilidade das empresas.</p><p>Todas as comparações que podem ser feitas entre o custo padrão e o custo real são consideradas como extracontábeis, pois</p><p>consideram os valores registrados obrigatoriamente na contabilidade e os compara com os dados de custo padrão. Só que estas</p><p>informações são geradas e analisadas em relatórios especí fi cos, também sem necessidade de divulgação por parte das entidades</p><p>que os elaboram (PEREZ JR, OLIVEIRA e COSTA, 2012).</p><p>Todas as diferenças encontradas entre o custo padrão e o custo real servirão de base para que a gestão tome suas decisões, mas</p><p>não serão necessariamente registradas na contabilidade, pois o que vale é o que foi realmente incorrido em termos de gastos e</p><p>insumos.</p><p>Custeio variável</p><p>Uma vez que já tratamos de custeio fixo, é hora de avançarmos um pouco mais em nossos estudos. É o que faremos agora,</p><p>compreendendo o que vem a ser custeio variável e como ele é aplicado no contexto gerencial.</p><p>Conceito do custeio variável</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p�gina-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>O custeio variável possui uso predominantemente gerencial e muitas empresas, não importando o tamanho e a atividade</p><p>produtiva, utilizam este critério para apropriação de custos em complemento ao que se utiliza para atender aos preceitos legais,</p><p>que é o custeio por absorção (COSTA ; FERREIRA ; SARAIVA JR, 2010). O custeio variável veio para solucionar um problema sério</p><p>na de fi nição correta dos custos por parte das entidades e, consequentemente, na preci fi cação dos itens, que é a in fl uência dos</p><p>custos fixos.</p><p>Eles ocorrem independentemente do nível de atividade, da época do ano ou da forma de tributação em que uma empresa esteja</p><p>enquadrada. Para compreender o conceito do custeio variável é necessário analisar uma situação hipotética. Imaginemos o</p><p>seguinte: uma empresa paga de aluguel do barracão da fábrica o valor de R$ 1 mil mensais. Sua produção é de apenas um único</p><p>produto e, em determinado mês, ela produziu 10 itens. Pode-se dizer que cada um dos produtos irá receber R$ 100 de custos fixos,</p><p>valor este que impactará no custo total. No entanto, se a produção subir de 10 para 40 itens o valor do aluguel não sofrerá</p><p>qualquer alteração e, se houver capacidade produtiva para tal, o valor a ser distribuído para cada produto fabricado cairá para R$</p><p>25, que será o valor de R$ 1 mil dividido por 40 unidades. Como proceder, então, se essa empresa tiver no seu mercado</p><p>consumidor períodos de sazonalidade, em que a procura aumenta e a produção também terá que aumentar? Exemplos para estes</p><p>períodos são o Natal, o Dia das Crianças e o Dia das Mães.</p><p>Se ao ler o caso hipotético, você já identi fi cou que a in fl uência dos custos fixos deixa qualquer gestor financeiro sem ter o que</p><p>fazer, você já começou a compreender o conceito do custeio variável.</p><p>Pois foi para isso que ele foi criado: para fazer com que essas oscilações produtivas sem as respectivas oscilações dos custos fixos</p><p>não influenciem nos custos dos produtos produzidos. Analisemos a continuidade deste caso hipotético. Quando a produção for</p><p>aumentada de 10 para 40 unidades em um mesmo período de tempo, qual será a tendência dos gastos com mão de obra, insumos</p><p>produtivos e horas-máquina? Assim como a quantidade final de produtos quadruplicou, eles também serão quadruplicados. Dessa</p><p>maneira, não haverá qualquer problema para a gestão no processo de de fi nição dos custos, pois se cada produto consumir R$ 2 de</p><p>matéria-prima, tanto o primeiro como o quadragésimo item produzidos terão o mesmo gasto de duas unidades monetárias,</p><p>deixando as análises possíveis.</p><p>O que deve ser feito com os custos fixos então? Devem ser analisados de maneira isolada e independente dos custos variáveis. E,</p><p>com isso, além do conceito do custeio variável, também surge o conceito de margem de contribuição, que é o quanto um produto</p><p>pode contribuir para a cobertura dos custos fixos incorridos por uma entidade em determinado período.</p><p>Os custos fixos não deixarão de ser incorridos por uma entidade no momento da análise com a utilização do</p><p>custeio variável. Eles apenas serão analisados em momento posterior para que não in fl uenciem os valores</p><p>incorridos de custos diretos, também chamados de custos variáveis. Até mesmo por esta razão é que este</p><p>sistema de custeio é chamado de variável, pois considera apenas os custos diretos incorridos, também</p><p>chamados de custos variáveis.</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p�gina-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>A consequência é que os custos fixos serão tratados como despesa do período, sendo analisados depois da margem de</p><p>contribuição. Esta, sim, considerará exclusivamente os valores de custos variáveis, também chamados de diretos, que são aqueles</p><p>diretamente ligados ao processo produtivo, como matéria-prima, horas-máquina, mão de obra e outros fatores produtivos diretos.</p><p>Aplicação do custeio variável</p><p>O custeio variável possui alta aplicabilidade dentro do cenário gerencial, mas não pode ser utilizado como base para pagamento de</p><p>impostos nem para o cálculo dos custos o oficiais, aqueles que serão divulgados nas demonstrações contábeis. A razão para isso</p><p>está ligada ao controle dos estoques, os</p><p>que restam após serem realizadas todas as operações por uma entidade em determinado</p><p>período.</p><p>Analisando a estrutura de uma empresa comercial, vamos trabalhar com um produto hipotético com preço unitário de venda de R$</p><p>100 e que uma empresa não tenha estoque inicial dele em determinado mês. Ainda sabe-se que essa empresa possui um valor de</p><p>custos variáveis unitários na ordem de R$ 40 e custos fixos mensais totais de R$ 40 mil. A produção neste período foi de 2 mil</p><p>unidades, todas acabadas, sendo que apenas 1.500 unidades foram vendidas. Considerando o critério do custeio variável, qual é o</p><p>lucro que esta entidade teve neste mês? Vamos aos cálculos.</p><p>Tabela 1 - Cálculo do resultado hipotético do período</p><p>Fonte: a autora.</p><p>Se analisarmos o valor de estoque final, facilmente será identi fi cada a quantidade de 500 unidades físicas que, ao serem vendidas,</p><p>poderão gerar mais R$ 50 mil em receita. Esta mesma quantidade gerou a quantidade de R$ 20 mil em custos variáveis (R$ 40 x</p><p>500 un.), mas não possui qualquer parcela relacionada a custos fixos. Isso ocorre no custeio variável, pois todo o valor de custo fixo</p><p>é apropriado diretamente ao resultado do período sem qualquer distinção de valores à camada de estoque de produtos que</p><p>sobraram nos inventários da entidade.</p><p>Se for analisado do ponto de vista financeiro, tal informação está equivocada, pois projetando o período seguinte e ocorrendo</p><p>ausência de produção, o valor de R$ 40 mil dos custos totais apenas seria distribuído para 500 unidades e que sequer foram</p><p>produzidas no mesmo período, contrariando o princípio contábil da prudência, o qual estabelece que as receitas e os custos devem</p><p>ser reconhecidos de acordo com o fato gerador e não com o pagamento ou com o desembolso.</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p�gina-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Nenhuma empresa está impedida de utilizar o custeio variável, porque ele fere os princípios contábeis, mas</p><p>elas estão, sim, impedidas de utilizar os dados gerados por este critério de custeio para calcular o valor dos</p><p>impostos a pagar, o valor dos custos das mercadorias vendidas/serviços prestados e também na</p><p>mensuração dos estoques finais de mercadorias a cada mês. As informações geradas por este critério de</p><p>custeio são muito importantes do ponto de vista gerencial, pois trazem à tona dados que, se fossem gerados</p><p>apenas para o cumprimento da legislação, não representariam qualquer direcionamento de ordem</p><p>estratégica para a gestão dos negócios.</p><p>De qualquer forma, nenhuma empresa é criada para ficar meses sem produzir e a continuidade produtiva gerará a equalização dos</p><p>valores dos custos fixos mês a mês, o que mantém a viabilidade do uso do critério denominado custeio variável ou direto sem</p><p>demais problemas.</p><p>O que leva as empresas a utilizarem de forma tão constante o custeio variável? A resposta é relativamente simples. Nenhum outro</p><p>critério de custeio fornece informações tão precisas, como é o caso da margem de contribuição (SOUZA ; CLEMENTE, 2011).</p><p>Esta informação é mais do que exatamente o lucro unitário ou global de um produto ou de um conjunto de produtos. Vamos</p><p>analisar outra situação hipotética, mas agora com uma empresa que possua um mix de produtos, ou seja, que venda mais de um</p><p>item distinto para o mercado consumidor, o que se aproxima mais da realidade, já que com mercados tão competitivos as empresas</p><p>se obrigam a inovar e a apresentar sempre novas possibilidades para seu público-alvo.</p><p>Pois bem, a empresa ABC comercializa três produtos distintos, os produtos A, B e C. A T abela 2 mostra os valores de venda e os</p><p>valores de lucro obtidos por cada produto e o resultado global do negócio.</p><p>Tabela 2 - Vendas e lucro por produto e total (em R$)</p><p>Fonte: a autora.</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p�gina-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Se forem analisados apenas os fatores apresentados na Tabela 2 e houver a necessidade de se escolher um produto para receber</p><p>mais investimentos em propaganda ou em novo maquinário, a resposta mais provável seria o produto A, pois gerou o maior lucro</p><p>em valores monetários. Realizando uma análise mais aprofundada, pode ser veri fi cado que os três produtos geram os mesmos</p><p>resultados percentuais se for estabelecida uma relação entre lucro líquido e receita total. Nesta situação, hipotética todos geram</p><p>30% de margem de lucro sobre as vendas, ou seja, para cada valor monetário que é vendido, 30% são gerados de lucro líquido.</p><p>A margem de lucro faz parte dos índices econômico- fi nanceiros, os quais são utilizados para medir a saúde</p><p>de uma empresa com base em seus números apresentados em demonstrações contábeis. Os índices servem</p><p>como suporte para a tomada de decisão e, para trazerem resultados de longo prazo para as entidades que os</p><p>utilizam, precisam ser utilizados em conjunto, além de serem vistos com outros pontos com características</p><p>gerenciais, como o cenário do mercado consumidor, as legislações especí fi cas, dentre outros fatores.</p><p>Para ser tomada uma decisão mais embasada com relação a que produto deve receber os investimentos adicionais, mais</p><p>informações são necessárias. Nesse caso, as informações sobre os custos são necessárias, mas não apenas as informações</p><p>sintéticas e, sim, as informações analíticas.</p><p>A T abela 3 mostra estas informações de maneira analítica, que é com dados de custos fixos e variáveis, além da margem de</p><p>contribuição para cada produto e total. Eis as informações na sequência.</p><p>Tabela 3 - Vendas e lucro por produto e total com custos separados (em R$)</p><p>Fonte: a autora.</p><p>De posse destas informações sobre os custos desmembrados fica mais fácil tomar uma decisão mais embasada, atestando o uso do</p><p>custeio variável no processo de decisão. Mas então qual dos três produtos merece receber os investimentos adicionais? Quer</p><p>dizer, qual produto possui mais viabilidade dentro da empresa ABC? O A, o B ou o C? Vejamos o que deve ser analisado.</p><p>Se for analisar a estrutura dos custos, seria mais interessante investir em um produto que incorra em menos custos variáveis.</p><p>Neste caso, o produto A. Mas por que isso? Porque caso seja aumentado em 10% o ritmo de produção e vendas, o produto A</p><p>geraria as melhores margens percentuais. A T abela 4 mostra os valores aumentados em 10% e a variação nos lucros. É preciso</p><p>notar que os custos, pela própria natureza, não são alterados. Isso tem lógica, desde que os fatores de produção suportem tal</p><p>aumento percentual.</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p�gina-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Tabela 4 - Aumento de 10% na produção e nas vendas (em R$)</p><p>Fonte: a autora.</p><p>Com este cálculo projetado fi ca claro que o produto A é o mais rentável para o negócio, pois ele tem potencial de gerar, se houver</p><p>incremento em suas linhas de produção, um aumento de 25% na lucratividade. O produto B e o produto C têm potencial,</p><p>respectivamente, de 20% e de 13,33% de aumento de lucratividade. Isso faz com que o negócio todo, no geral, gere um potencial</p><p>de 20,83% de lucratividade, que acaba por ser uma média de todos os produtos.</p><p>Logicamente que esses valores projetados não são certos de ocorrerem, pois dependem de uma série de fatores internos e</p><p>externos para, de fato, ocorrerem. Mas o fato é que o custeio variável tem o poder de projetar tais valores, fazendo com que o</p><p>processo de gestão financeira de um negócio seja algo mais factível e menos imaginativo. Para isso, a separação dos custos totais</p><p>em custos fixos e custos variáveis é essencial.</p><p>CUSTEIO POR ABSORÇÃO E ABC:</p><p>CONCEITOS E APLICAÇÃO</p><p>Custeio por absorção</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p�gina-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Neste encontro, abordaremos o custeio por absorção e ABC. Neste primeiro momento, o foco</p><p>será o custeio por absorção. O</p><p>objetivo é apresentar a você o conceito e o modo com que ele é aplicado.</p><p>Conceito do custeio por absorção</p><p>O custeio por absorção é o critério o fi cialmente aceito pelo fisco brasileiro. Signi fi ca dizer que toda empresa precisa reconhecer</p><p>seus custos, mensurar seus estoques, calcular e recolher seus tributos com base neste critério.</p><p>Além de respeitar os princípios contábeis, pois apenas reconhece os custos de produção como tais conforme eles vão sendo</p><p>vendidos, este critério também avalia de forma correta o estoque final de mercadorias, aquele que é produzido durante um</p><p>período, mas não é vendido.</p><p>Como os estoques finais e o custo das mercadorias ou produtos vendidos possuem ligação entre si, pois se tratam dos mesmos</p><p>produtos, ainda na empresa ou já vendidos, respectivamente, estas unidades físicas e monetárias precisam ser avaliadas de uma</p><p>forma que a legislação fiscal não seja desrespeitada.</p><p>O custeio por absorção é o critério mais utilizado pelas empresas para mensuração dos custos produtivos e</p><p>dos estoques finais. No Brasil, todas as demonstrações contábeis são elaboradas tendo como base estes</p><p>valores de estoques e de custos de mercadorias ou de produtos.</p><p>As demonstrações que re fl etem diretamente estas informações são o Balanço Patrimonial e a</p><p>Demonstração do Resultado do Exercício. A Demonstração dos Fluxos de Caixa também apresenta valores</p><p>de estoques, mas estes valores dependem das duas primeiras demonstrações citadas.</p><p>O uso do custeio por absorção, embora largamente realizado pelas empresas em todo o país, não traz muitos benefícios de ordem</p><p>gerencial. Isso porque as informações que são geradas relativas a resultado são os custos operacionais sem qualquer distinção</p><p>entre o que é fixo ou variável e, em um segundo momento, as despesas incorridas, também sem qualquer distinção entre as fixas e</p><p>as variáveis.</p><p>Isso auxilia no cumprimento das obrigações por parte de uma entidade, mas deixa uma lacuna a ser preenchida, pois se uma</p><p>entidade quiser obter mais informações úteis para o processo de tomada de decisão terá de fazê-lo com trabalho adicional,</p><p>recon fi gurando as informações geradas com o uso do custeio por absorção.</p><p>O conceito mais elaborado especi fi ca que todos os custos incorridos em determinado período, e não as despesas, deverão ser</p><p>absorvidos por todos os produtos fabricados de maneira proporcional à quantidade de insumos que cada item produzido</p><p>consumiu.</p><p>Acaba por ter certa lógica, já que tenta fazer com que os produtos quem mais bem avaliados, gerando boa informação para os</p><p>gestores, mas o fato de não possuir qualquer diferenciação entre fixos e variáveis, além de deixar as despesas completamente de</p><p>fora, faz com que o uso do custeio por absorção não tenha muita popularidade do ponto de vista gerencial nas entidades.</p><p>Mesmo utilizando outros critérios de custeio com caráter gerencial, uma entidade deve manter todos os registros do custeio por</p><p>absorção integralmente no sistema contábil, pois as comprovações de cálculos de base de recolhimento de impostos são feitas</p><p>com base neste critério.</p><p>Aplicação do custeio por absorção</p><p>O custeio por absorção possui aplicação no dia a dia de qualquer empresa de maneira relativamente simples. Vamos veri fi car uma</p><p>situação em que este critério pode ser aplicado e os impactos na contabilidade.</p><p>Vamos considerar uma empresa que utilize uma máquina bastante pesada para fabricar dois produtos distintos, mas que utilizam</p><p>matérias-primas semelhantes. Estes produtos são refrigerantes de 600 ml e de 2 litros, ambos engarrafados em garrafas de</p><p>plástico, as garrafas Pet.</p><p>Além da quantidade de refrigerante que vai em cada “modelo” do produto, também o rótulo é diferente, pois as garrafas possuem</p><p>diâmetros diferentes. Sendo assim, o rótulo da garrafa de 600 ml não pode ser usado na garrafa de 2 litros e vice-versa.</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p�gina-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>No entanto a tampa dos dois “modelos” é idêntica, podendo ser utilizada tanto na garrafa menor quanto na garrafa maior.</p><p>O tempo que esta máquina utiliza para encher uma garrafa de 600 ml e uma garrafa de 2 litros é praticamente o mesmo, sendo a</p><p>diferença descartada em termos de tempo de máquina. O tempo de manuseio dos funcionários para finalizar os procedimentos de</p><p>rótulo e armazenamento também são idênticos.</p><p>Analisando um mês inteiro de produção temos os seguintes dados, mostrados na tabela 5.</p><p>Tabela 5 - Dados da produção mensal</p><p>Fonte: a autora.</p><p>Como pode ser notado, o volume de produção não foi idêntico para os dois produtos, então não seria correto simplesmente</p><p>apropriar os custos com base na divisão simples de metade para cada produto. O correto é, como não há diferença no tempo de</p><p>trabalho e no tempo de máquina, apropriar proporcionalmente à quantidade total produzida os custos da máquina.</p><p>Nesse caso foram R$ 1 mil reais para serem distribuídos igualmente a 5 mil unidades produzidas. Serão R$ 0,20 por garrafa</p><p>finalizada, o que dá R$ 800 para as garrafas de 600 ml e R$ 200 para as garrafas de 2 litros. As quantidades de matéria-prima e</p><p>outros insumos serão apropriados aos produtos conforme a identi fi cação do consumo for ocorrendo até que o custo total seja</p><p>medido de maneira correta para, futuramente, servir de base para o recolhimento de impostos.</p><p>Custeio ABC</p><p>Passamos neste momento a tratar do custeio ABC. Você sabe de fi ni-lo? Tem ideia de como ele é aplicado? É sobre esses dois</p><p>aspectos que conversaremos neste tópico.</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p�gina-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Conceito do custeio ABC</p><p>Um dos problemas mais comuns encontrados em um setor de produção qualquer entidade é a correta de fi nição dos custos</p><p>produtivos efetivamente para cada item produzido. São custos fixos, variáveis, diretos e indiretos e um dos piores para serem</p><p>classi fi cados é o custo indireto de fabricação por possuir base de distribuição sem um critério objetivo para alocação dos valores</p><p>consumidos aos produtos.</p><p>O custeio ABC, conhecido como custeio baseado em atividades, é uma solução encontrada para o problema da subjetividade no</p><p>momento desse rateio dos custos indiretos de fabricação para os produtos fabricados.</p><p>Com nomenclatura original ActivityBasedCosting, o custeio baseado em atividades tem origem nos Estados</p><p>Unidos, mas a época em que sua prática começou é algo que gera controvérsia até mesmo entre os</p><p>estudiosos da área, que defendem que este critério se iniciou desde 1900 até 1960. No entanto não há um</p><p>consenso em relação a quando, de fato, o ABC começou a ser utilizado nas empresas.</p><p>O avanço das tecnologias produtivas fez com que a forma de se fabricar os produtos fosse completamente alterada nos últimos</p><p>anos. O que antes era apenas o talento de um artesão, a matéria-prima adicionada e o tempo de trabalho passou a ser</p><p>predominantemente o uso de máquinas, as quais têm o poder de produzir diversos produtos distintos ao mesmo tempo.</p><p>Como fazer, então, para saber exatamente quanto do custo da máquina ou do funcionário que vai para um ou para outro produto?</p><p>Diferentemente da matéria-prima, que possui quantidade especí fi ca e é diretamente associada a cada item produzido, os custos</p><p>indiretos de fabricação passam pelo processo arbitrário de de fi nição de critérios de rateio.</p><p>É nesse ponto que o custeio ABC se diferencia de todos os outros sistemas de custeio existentes, pois ele faz a distribuição dos</p><p>custos indiretos de fabricação aos produtos não com uma base aleatória de rateio, mas considerando todas as atividades que são</p><p>executadas durante o processo produtivo.</p><p>A sua operacionalização é extremamente complexa, pois</p><p>exige o mapeamento não somente de todos os departamentos, mas de</p><p>todas as atividades realizadas, uma a uma, para que ao se chegar o momento da distribuição dos valores incorridos de custos, estes</p><p>sigam para os produtos da maneira mais correta.</p><p>Aplicação do custeio ABC</p><p>O custeio ABC criou um conceito que não existe em nenhuma outra forma de associação de custos a produtos, que é o</p><p>direcionador de custos. Com base nestes direcionadores, as atividades previamente mapeadas terão os valores distribuídos</p><p>proporcionalmente a eles, o que manterá a essência do rateio dos valores consumidos aos produtos, mas com uma base muito mais</p><p>con fi ável, já que mapeia todos os processos existentes em uma entidade.</p><p>Se for analisado do ponto de vista de atendimento aos preceitos legais, acaba também por obedecer aos princípios contábeis,</p><p>sendo até mesmo mais lógico e racional do que o custeio por absorção, mas com a desvantagem de uma implantação</p><p>extremamente cara, demorada e sem garantia de sucesso.</p><p>Isso, porque os funcionários, que são os responsáveis por desempenhar as atividades mapeadas, precisam alterar a forma de</p><p>registro e de controle das atividades que são realizadas. Do contrário, todo o trabalho de estudo para a implantação do custeio</p><p>ABC terá sido perdido (WERNKE, 2004).</p><p>Mais importante do que preci fi car corretamente os produtos fabricados, o custeio ABC também traz benefícios sob o olhar</p><p>gerencial. Atividades que precisam de mais treinamento ou até atividades que podem ser extintas são possíveis de serem</p><p>identificadas após a implantação do custeio ABC, algo que antes era improvável de ocorrer com as tarefas sendo desempenhadas</p><p>sem mapeamento lógico.</p><p>Quando o custeio ABC é implantado em uma entidade e esta política se consolida, é comum que os funcionários sintam-se mais</p><p>seguros em relação aos processos produtivos, agora identi fi cados em um nível mais profundo de detalhamento (DUBOIS ; KULPA ;</p><p>SOUZA, 2009). Os treinamentos também tendem a ser mais direcionados e efetivos, pois apenas são gastos recursos com os</p><p>funcionários que, de fato, necessitam e no momento mais oportuno.</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p�gina-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Sabendo da importância que a implantação do custeio ABC terá no futuro dos negócios, é importantíssimo</p><p>que, de maneira prévia, a tal implementação, a gestão de uma entidade convoque todos os funcionários,</p><p>apresentando a importância deles no contexto da implantação do custeio ABC.</p><p>Este custeio também permite, ao se mapear as atividades realizadas, avaliá-las em sentido mais amplo,</p><p>sabendo exatamente quem trabalha mais e quem trabalha menos. Isso também facilita para os gestores no</p><p>momento de colocar em prática novos modelos de premiação.</p><p>ESQUEMA BÁSICO DE</p><p>CONTABILIDADE DE CUSTOS</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p�gina-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>O que você acha de re fl etirmos a respeito da relação que se estabelece entre os tipos de custeio? Será que são complementares ou</p><p>antagônicos? E sobre a curva ABC, o que sabe a respeito? Vamos estudar juntos o assunto neste encontro.</p><p>Relação entre os tipos de custeio</p><p>Os diferentes tipos de custeio podem ser utilizados por qualquer empresa em algum momento de sua atividade operacional, à</p><p>exceção do custeio por absorção, que é utilizado diuturnamente para cálculos de recolhimento de tributos, custos operacionais e</p><p>mensuração de estoques.</p><p>Quando se fala na relação entre os tipos de custeio, diz-se que eles são complementares, pois por possuírem análises que podem</p><p>até ser contraditórias, possibilitam mais acerto nas decisões gerenciais e longevidade aos negócios.</p><p>Dessa maneira, o custeio por absorção, por exemplo, quando comparado com o custeio variável podem trazer informações</p><p>valiosíssimas de caráter gerencial à produção e, consequentemente, ao melhor gerenciamento dos custos operacionais (MARTINS,</p><p>2003).</p><p>Já o custeio ABC é um complemento, uma melhora do custeio por absorção, o que o deixa mais con fi ável, só que com a implantação</p><p>demandando mais recursos fi nanceiros e maturidade mais avançada por parte das entidades e de seus controles internos.</p><p>Nenhuma empresa está proibida de utilizar qualquer tipo de custeio, desde que apresente os valores</p><p>sempre com base no custeio por absorção ou outro aceito pelo fisco brasileiro. Neste caso, os tributos terão</p><p>esta base e devem ser aprovados pelo governo.</p><p>O custo padrão, por sua vez, sequer afeta os sistemas contábeis das empresas, tendo características unicamente gerenciais e</p><p>sendo uma peça importante no planejamento de produção.</p><p>Ele tem o poder de analisar o passado, avaliar o presente e projetar o futuro. De acordo com o cenário micro e macroeconômico,</p><p>essa projeção pode ter maior ou menor tendência de estar correta, fazendo com que os planos de médio e de longo prazo das</p><p>empresas possam ser feitos de maneira mais con fi ável.</p><p>Curva ABC</p><p>A curva ABC, que é baseada no Teorema de Pareto, possui grande importância na compreensão da carteira de clientes e na gestão</p><p>dos estoques de uma entidade (BRUNI ; FAMÁ, 2012). Ela nada mais é do que um agrupamento de itens semelhantes, sempre com</p><p>base na importância que cada um possua dentro de uma empresa.</p><p>No século XIX, Pareto identi fi cou em um estudo que 80% de toda a riqueza da Itália estavam nas mãos de 20% da população. Esse</p><p>estudo serviu de referência para uma série de outros estudos e achados, chegando às empresas, onde foi identi fi cado, já no século</p><p>XX, que 80% dos problemas ocorriam em apenas 20% dos produtos.</p><p>Como consequência, foi criada a regra 80/20 ou Análise de Pareto, a qual é utilizada nas empresas para identi fi car pontos</p><p>problemáticos na gestão. O nome curva está ligado ao fato de que, ao ser analisada de forma grá fi ca, a regra 80/20 cria uma curva.</p><p>A curva ABC é muito utilizada para que se alcance a melhoria dos processos e para que mais clientes saiam</p><p>satisfeitos, gerando perenidade nos negócios e manutenção dos resultados alcançados.</p><p>Alguns exemplos da curva ABC são muito simples de serem compreendidos e, por isso, identi fi cados. Alguns exemplos são que</p><p>80% dos acionamentos de garantia são provenientes de 20% da clientela; 80% dos trabalhos são realizados por 20% do total da</p><p>equipe; 80% dos funcionários utilizam apenas 20% dos recursos tecnológicos que ela possui, entre outros.</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p�gina-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>No caso da curva ABC de clientes, ela se baseia na relação 80/20 para criar classes de clientes. A regra é a seguinte: os clientes de</p><p>classe A são os que mais trazem lucros para o negócio, pois geram 80% do faturamento e compram mais produtos com maior</p><p>frequência; os clientes de classe B causam um impacto apenas considerado médio e são responsáveis por 15% do faturamento</p><p>médio; já os clientes de classe C possuem menos poder de geração de lucro, já que compram menos e de maneira menos frequente,</p><p>também escolhendo itens com valor mais baixo. Por isso, estes últimos apenas são responsáveis por 5% do faturamento total de</p><p>um negócio (PARISI ; MEGLIORINI, 2011).</p><p>É claro que estes percentuais não são fixos para todo negócio ou mercado, mas servem de ponto de partida para análises mais</p><p>aprofundadas. O fato é que, ao se dividir os clientes em classes, pode-se de fi nir que tipo de atendimento cada um deles vai receber,</p><p>escolhendo corretamente o momento de “promover” ou “rebaixar” tais clientes em sua lista.</p><p>Não somente com os clientes, mas também no estoque a curva ABC auxilia. A mesma relação 80/20 é mantida e o ABC para as</p><p>classes também, mas se referindo aos itens do estoque. A conclusão de que 80% do faturamento vêm de 20% dos itens faz com que</p><p>estes itens sejam classi fi cados</p><p>como de classe A.</p><p>Outros 30% de itens que gerariam 15% de faturamento diminuiriam a importância desses itens de estoque, fazendo-os serem</p><p>classificados como de classe B. Por fim, 50% dos itens de estoque possuiriam pouca representatividade em termos de potencial de</p><p>faturamento, ficando apenas com 5% e sendo classi fi cados como de classe C.</p><p>Isso permitiria para uma empresa gerir melhor seu capital de giro, sua produção, suas compras de matéria-prima e até mesmo o</p><p>investimento em contratação e aperfeiçoamento de mão de obra.</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p�gina-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p%C3%A1gina-inicial/atividades</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>ATIVIDADES</p><p>1. Há uma aplicação muito especí fi ca para o custo padrão dentro das empresas que o utilizam e também há um fator limitante à</p><p>sua aplicação. Aponte a alternativa que contempla estes dois fatores.</p><p>a) Uso gerencial e determinação do padrão.</p><p>b) Uso financeiro e comparação com concorrentes.</p><p>c) Uso gerencial e comparação com concorrentes.</p><p>d) Uso financeiro e obtenção de dados históricos.</p><p>e) Uso gerencial e obtenção de dados históricos.</p><p>2. O custeio por absorção é muito utilizado pelas empresas, pois respeita os princípios de contabilidade. Aponte a alternativa que</p><p>evidencia outra razão importante para o uso contínuo do custeio por absorção por parte das empresas.</p><p>a) É aceito pela legislação fiscal brasileira.</p><p>b) Traz muitas informações de caráter gerencial.</p><p>c) É muito utilizado no planejamento de curto prazo.</p><p>d) Consegue identi fi car os custos operacionais, separando-os em fixos e variáveis.</p><p>e) Faz com que os gestores não necessitem de mais nenhuma análise adicional.</p><p>3. A curva ABC pode ser muito utilizada por simpli fi car os processos operacionais. Qual é a sua presunção mais clássica?</p><p>a) Que 80% dos problemas são gerados por 20% dos fatores.</p><p>b) Que 100% dos problemas possuem resolução no longo prazo.</p><p>c) Que 20% dos problemas são gerados por 80% dos clientes que acionam a garantia.</p><p>d) Que 80% das vendas são gerados por apenas 10% dos clientes.</p><p>e) Que 80% dos mais ricos representam 20% da população mundial.</p><p>Resolução das atividades</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p�gina-inicial/atividades</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p%C3%A1gina-inicial/resumo</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>RESUMO</p><p>Para que uma empresa permaneça em qualquer mercado competitivo é importante que todas as suas operações estejam em</p><p>harmonia, os controles internos funcionem a contento, que ela tenha um bom controle do capital de giro e do fluxo de caixa.</p><p>Os fatores produtivos também são relevantes, pois permitem que esta entidade fabrique seus produtos e os ofereça à sociedade</p><p>de maneira perene. No entanto, sem um controle efetivo dos custos e sem utilizar ferramentas gerenciais que permitam a</p><p>manutenção ou redução de custos no longo prazo, nenhuma empresa permanecerá no mercado por muito tempo.</p><p>Utilizando os diversos tipos de custeio e obtendo o melhor de informação que estes podem trazer para a gestão empresarial, os</p><p>responsáveis por fazer com que um negócio tenha bom desempenho financeiro sempre estão tentando algo novo para a gestão de</p><p>custos, quer seja uma nova técnica de cálculo e distribuição dos custos ou formas diferentes de fabricar os mesmos itens, sempre</p><p>objetivando diminuir os custos incorridos sem redução na qualidade dos produtos finalizados.</p><p>Apenas com o uso contínuo dessas ferramentas é que esses gestores poderão, já no curto prazo, trazer boas práticas para as</p><p>empresas e isso acabará por gerar novos procedimentos produtivos, novas formas de controle do negócio e mais clientes</p><p>satisfeitos, com produtos com qualidade e oriundos de uma empresa com alto nível de legitimidade empresarial.</p><p>É, sim, importante ter uma clientel a , um controle efetivo de caixa e técnicas produtivas inovadoras e periodicamente revisadas,</p><p>mas se os montantes incorridos durante o processo produtivo não estiverem dentro dos parâmetros esperados pelos gestores, é</p><p>questão de tempo para um negócio começar a perder competitividade.</p><p>O foco nos custos deve ser uma preocupação não apenas da alta gestão de uma entidade, mas de todos. Custos controlados geram</p><p>bons preços, que geram boas vendas, que geram bons resultados. Estes últimos são os únicos capazes de manter uma empresa viva</p><p>no mercado.</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p�gina-inicial/resumo</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p%C3%A1gina-inicial/eu-indico</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>Material Complementar</p><p>Na Web</p><p>A solução do custo é o Custo-Padrão</p><p>O texto apresenta algumas características do custo-padrão, como</p><p>conceito e forma de implantação. Por meio de comparações, traz ao leitor</p><p>valores comparativos entre o custo-padrão e o custo real, explicando as</p><p>diferenças encontradas. Saiba mais !</p><p>Acesse</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p�gina-inicial/eu-indico</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p%C3%A1gina-inicial</p><p>http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.classecontabil.com.br%2Fartigos%2Fa-solucao-do-custo-e-o-custo-padrao&sa=D&sntz=1&usg=AFQjCNHiBzqs_IB5e8SzDxTSY-OQqS33iQ</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p%C3%A1gina-inicial/refer%C3%AAncias</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BORNIA, C. B. Análise Gerencial de Custos: Aplicação em Empresas Modernas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2010.</p><p>BRUNI, A. L.; FAMÁ, R. Gestão de Custo e Formação de Preços com Aplicações na Calculadora HP12C e Excel. 6. ed. São Paulo:</p><p>Atlas, 2012.</p><p>COSTA, R. P.; FERREIRA, H. A. S.; SARAIVA JR. A. F. Preços, Orçamentos e Custos Industriais: Fundamentos de Gestão de Custos e</p><p>de Preços Industriais. Rio de Janeiro: Campus, 2010.</p><p>DUBOIS, A.; KULPA, L.; SOUZA, L. E. Gestão de Custos e Formação de Preços: Conceitos, Modelos e Instrumentos. 3. ed. São</p><p>Paulo, Atlas, 2009.</p><p>MARTINS, E. Contabilidade de Custos. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2003.</p><p>MEGLIORINI, E. Custos: Análise e Gestão. 3. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2012.</p><p>PARISI, C.; MEGLIORINI, E. Contabilidade Gerencial. São Paulo: Atlas, 2011.</p><p>PEREZ JR., J. H.; OLIVEIRA, L. M.; COSTA, R. G. Gestão Estratégica de Custos: Textos e Testes com as Respostas. 8. ed. São Paulo:</p><p>Atlas, 2012.</p><p>SOUZA, A.; CLEMENTE, A. Gestão de Custos: Aplicações Operacionais e Estratégicas. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2011.</p><p>WERNKE, R. Gestão de Custos: Uma Abordagem Prática. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2004.</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p�gina-inicial/refer�ncias</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p%C3%A1gina-inicial/aprofundando</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>APROFUNDANDO</p><p>Como nasceu a contabilidade de custos?</p><p>A Contabilidade de Custos é um dos ramos da Contabilidade Financeira e uma das bases para a Contabilidade Gerencial. É comum</p><p>que exista um pouco de diferença entre estes “três tipos de contabilidade”, mas elas são bastante distintas e, de certa forma,</p><p>complementares entre si.</p><p>Assim, podemos compreender a Contabilidade de Custos como sendo alimentada com os dados gerados na Contabilidade</p><p>Financeira, principalmente</p><p>Balanço Patrimonial e Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) e gerando dados essenciais para</p><p>o processo de tomada de decisão, que é uma tarefa da Contabilidade Gerencial. Mas como ela nasceu? Quais são as suas bases? E</p><p>como ela foi evoluindo?</p><p>Uma primeira teoria é de que a Contabilidade de Custos estaria relacionada à avaliação dos estoques na indústria, o que começou</p><p>de forma propriamente dita dentro da Revolução Industrial. Um dos fatos que marca este momento histórico é a criação da</p><p>máquina a vapor que, em meados de 1776, alavancou a produção industrial como um todo e, por consequência, motivou os</p><p>métodos de contabilização dos fatores de produção.</p><p>Ocorre que até este momento decisivo a produção era feita de maneira artesanal, muitas vezes sob encomenda, com produtos</p><p>únicos e de forma bastante simples. A partir do momento da Revolução Industrial, isto mudou totalmente já que se percebeu que a</p><p>produção podia ser feita em larga escala, com a utilização da padronização para a produção em série e também de forma mais</p><p>apurada.</p><p>Começam a surgir aí novos movimentos que permitem o gerenciamento diferenciado de negócios, produção em larga escala e</p><p>desenvolvimento da economia de forma geral impulsionado por essa verdadeira revolução não só agora relativa ao contexto</p><p>industrial, mas a uma forma de pensar como um todo.</p><p>Com a evolução da produção em série surgem diversos conceitos na área utilizados até hoje, como é o caso do Fordismo, por</p><p>exemplo, implementado mais tarde, já por volta de 1914, baseada em racionalização e técnicas que envolviam inovação na</p><p>produção.</p><p>Assim, a contabilidade que já era utilizada com foco na área do comércio passa também por um processo revolucionário e tem uma</p><p>aplicação voltada neste momento para o cálculo dos custos envolvidos com a formação dos estoques desta produção em massa. Na</p><p>primeira utilização da contabilidade, dentro do comércio, devido a suas características bem mais simplificadas se comparadas à</p><p>indústria, a apuração do resultado era feita de forma objetiva com a soma das receitas e subtração destas do valor do custo da</p><p>mercadoria vendida, assim o negociante podia saber qual era o lucro bruto do período.</p><p>Com isso eram deduzidas as demais despesas e aí sim era conhecido o resultado do período, sendo ele lucro ou prejuízo, um</p><p>sistema simplificado e que ainda é utilizado hoje, porém com mais contas e riqueza de detalhes para a apuração do resultado</p><p>apresentando o que conhecemos por DRE, que faz parte do conjunto de demonstrações obrigatórias. Mas e o Custo da</p><p>Mercadoria Vendida? Como era apurado?</p><p>Este é outro conceito que ainda utilizamos amplamente nos dias de hoje, já que a ideia é bastante simples, mas eficiente. Quando</p><p>da variação dos estoques, a fórmula relacionando o Estoque Inicial mais as compras líquidas menos o estoque final apresentava o</p><p>valor do custo do período.</p><p>Entretanto no setor industrial, devido às suas características mais complexas como necessidade de transformação da matéria-</p><p>prima em produto final, não é tão fácil assim apurar o custo. E é aí que a contabilidade de custos entra como decisiva para a correta</p><p>apuração de todos os componentes envolvidos e correta mensuração do custo final dos produtos e do resultado do exercício.</p><p>Depois deste momento, a contabilidade de custos passa por diferentes momentos de sua evolução, são criadas diferentes formas</p><p>de apuração e controle dos custos, metodologias, teorias, relatórios que auxiliam as organizações para a maximização de seus</p><p>resultados, correta definição do preço de venda e evolução constante da ciência como um todo.</p><p>PARABÉNS!</p><p>Você aprofundou ainda mais seus estudos!</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p�gina-inicial/aprofundando</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p%C3%A1gina-inicial/editorial</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>EDITORIAL</p><p>DIREÇÃO</p><p>Reitor Wilson de Matos Silva</p><p>Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho</p><p>Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho</p><p>Pró-Reitor de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva</p><p>Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi</p><p>C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ . Núcleo de Educação</p><p>a Distância; FILHO , Cícero Rodrigues de Melo; OLIVEIRA , Karina Fernandes de; ANTONOVZ ,</p><p>Tatiane.</p><p>Consultoria Contábil em Custos . Cícero Rodrigues de Melo</p><p>Filho; Karina Fernandes de Oliveira; Tatiane Antonovz.</p><p>Maringá-Pr.: UniCesumar, 2017.</p><p>35 p.</p><p>“Pós-graduação Universo - EaD”.</p><p>1. Contábeis. 2. Consultoria. 3. EaD. I. Título.</p><p>ISBN: 978-85-459-1525-6</p><p>CDD - 22 ed. 3832</p><p>CIP - NBR 12899 - AACR/2</p><p>Pró Reitoria de Ensino EAD Unicesumar</p><p>Diretoria de Design Educacional</p><p>Equipe Produção de Materiais</p><p>Fotos : Shutterstock</p><p>NEAD - Núcleo de Educação a Distância</p><p>Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimação - Cep 87050-900</p><p>Maringá - Paraná | unicesumar.edu.br | 0800 600 6360</p><p>Retornar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p�gina-inicial/editorial</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec3/p%C3%A1gina-inicial</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>FORMAÇÃO DO</p><p>PREÇO DE VENDA E</p><p>TOMADA DE DECISÃO</p><p>COM BASE NA</p><p>CONTABILIDADE DE</p><p>CUSTOS</p><p>Professor :</p><p>Me. Cícero Rodrigues de Melo Filhoz</p><p>Objetivos de aprendizagem</p><p>Conceituar e classi fi car departamento e entender o porquê e a importância em departamentalizar uma empresa.</p><p>Analisar os processos de formação do preço de venda, calcular e estruturar formação do preço de venda com base nos custos e</p><p>entender a decisão dos preços orientado pela terminologia e teoria dos custos.</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p�gina-inicial</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p%C3%A1gina-inicial</p><p>Relacionar os conceitos de custos à contabilidade bem como a relação de gestão de custos com a realidade das empresas;</p><p>avaliar as metodologias de custo para a produção; caracterizar os fatos contábeis ocorridos na empresa com base nos</p><p>elementos de custos e analisar resultados e a tomada de decisão com base em custos.</p><p>Plano de estudo</p><p>A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:</p><p>A relevância da departamentalização</p><p>Formação do preço de venda</p><p>Interpretando a contabilidade de custos e seus princípios como instrumento de tomada de decisão</p><p>Introdução</p><p>Neste encontro, vamos estudar vários elementos que, além de interessantes, são importantes para a compreensão da</p><p>Contabilidade de Custos. A fi nal, qual a relevância da departamentalização? Como é o processo de formação de preço? Qual a</p><p>relevância da contabilidade de custos? Como a contabilidade de custos pode ser um importante instrumento de auxílio na tomada</p><p>de decisões?</p><p>Vamos estudar aspectos conceituais acerca do processo de departamentalização de forma a se compreender como a separação e</p><p>rateio dos custos por departamento permite à empresa conhecer melhor seus pontos de f ine ciência, dentre outros aspectos</p><p>importantes. Além disso, será abordado como a departamentalização é um instrumento importante de controle de custos, desde</p><p>seu conceito, aplicação e formação do custo de produção por produto. Será feito uma comparação do processo com</p><p>departamentalização e sem departamentalização. Será mostrado também que mesmo sabendo dos benefícios que a</p><p>departamentalização traz, em termos de controle de custos, sua implantação requer um planejamento prévio por parte dos</p><p>dirigentes da empresa.</p><p>Na sequência, falaremos um pouco do processo de formação de preço de venda. Será apresentada uma forma de calcular e</p><p>estruturar o preço de</p><p>venda com base nos custos, acrescendo o markup . Vamos aprender ainda a relacionar os conceitos de custos</p><p>à contabilidade bem como a relação de gestão de custos com a realidade das empresas. Serão apresentados mecanismos para se</p><p>avaliar a efi ciência de uma empresa, bem como a avaliação de desperdícios etc. Serão demonstradas formas de caracterizar os</p><p>fatos contábeis ocorridos na empresa com base nos elementos de custos, analisando, dessa forma, os resultados e a tomada de</p><p>decisão com base nos custos.</p><p>Essa unidade permitirá a você conhecer mecanismos contábeis para apresentar aos gestores formas de se aumentar a eficiência</p><p>operacional, por meio da contabilidade de custos. Portanto, mãos à obra e bons estudos!</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p�gina-inicial</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p�gina-inicial</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p%C3%A1gina-inicial/unidade-4</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>A RELEVÂNCIA DA</p><p>DEPARTAMENTALIZAÇÃO</p><p>Você sabe por que a departamentalização é tão relevante no contexto da contabilidade de custo? É sobre isso que vamos tratar</p><p>neste nosso encontro.</p><p>O controle por departamento permite conhecer os gastos individuais de cada setor envolvido no processo produtivo e ter as</p><p>pessoas responsáveis pelo departamento e, consequentemente, pelos gastos ali ocorridos, ou seja, tanto o controle quanto a</p><p>formação dos custos teriam um melhor acompanhamento. Martins (2003) ensina que a ideia de focar departamentos é válida</p><p>quando se trata de custos e que não é preciso criar um sistema para tal, pois defende que qualquer sistema por absorção variável</p><p>ou até mesmo outra forma adotada tornarão possível o fornecimento de dados relacionados a custos por departamento, sejam</p><p>diretos, sejam indiretos, sejam fixos, sejam variáveis.</p><p>A departamentalização permite um controle de custos maior, tendo em vista que ao fazer o controle dos gastos individuais de cada</p><p>departamento, além de se conhecer os custos de forma mais precisa, seria possível veri fi car pontos de ine fi ciências de custos e</p><p>consequentemente reduzir esses custos.</p><p>Conceitos e aplicação</p><p>A divisão da área de produção em departamentos propicia melhor conhecimento dos custos envolvidos no processo operacional</p><p>da empresa e consequentemente o quanto de fato deverá ser apropriado nos produtos . De acordo com Martins (2003, p. 65-66),</p><p>departamento é:</p><p>[...] unidade mínima administrativa para a contabilidade de custos, representada por pessoas e máquinas (na</p><p>maioria dos casos), em que se desenvolvem atividades homogêneas. Diz-se unidade mínima administrativa</p><p>porque sempre há um responsável para cada departamento ou, pelo menos, deveria haver. Esse conceito</p><p>que liga a atribuição de departamento à responsabilidade de uma pessoa dará origem a uma das formas de</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p�gina-inicial/unidade-4</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p%C3%A1gina-inicial</p><p>uso da contabilidade de custos como forma de controle.</p><p>Dessa forma, a departamentalização é mais adequada para se conhecer e controlar os custos envolvidos no processo produtivo.</p><p>Outra abordagem é apresentada por Nascimento (2001), segundo o qual custo departamentalizado se caracteriza por estar</p><p>vinculado a dado centro de custeio, tanto indireto quanto direto. O mesmo autor acrescenta que ele possibilita estabelecer o custo</p><p>do produto quando este estiver em processo de fabricação ou fi nalizado, bem como para ser comercializado. Em contraposição a</p><p>essa visão, Martins (2203, p. 66) afirma que:</p><p>[...] embora na maioria das vezes um departamento seja um centro de custos, pois nele são acumulados os</p><p>custos indiretos para posterior alocação aos produtos (departamentos de produção) ou outros</p><p>departamentos (departamentos de serviços).</p><p>A partir dessas visões é possível inferir que um departamento pode ser um ou mais centros de custos. Existem dois tipos de</p><p>departamentos dentro de uma empresa, os departamentos voltados à produção e aqueles voltados aos serviços e</p><p>auxílio.</p><p>O departamento de produção é aquele onde os produtos são fabricados, consequentemente esse departamento arca com todos os</p><p>custos ligados à produção. O departamento de serviços atua de forma indireta aos produtos, uma vez que os produtos não</p><p>dependem deles para sua formação. Dessa forma, todos os custos dos dois departamentos devem ser rateados e atribuídos aos</p><p>produtos. Essa é a maior contribuição da departamentalização.</p><p>A departamentalização diminui os problemas relacionados à divisão dos custos indiretos, tendo em vista que ao fazer a separação</p><p>dos departamentos será possível fazer um controle mais preciso dos custos. Megliorini (2001) faz algumas sugestões acerca da s</p><p>bases de rateio para os custos indiretos, como o espaço ocupado pelos departamentos, total de funcionários, gastos com energia</p><p>elétrica, gastos com materiais, gastos com manutenção etc. Vamos a um exemplo : d eterminada fábrica produz dois tipos de</p><p>cadeiras: popular e luxo. Os custos indiretos de fabricação para um determinado mês foram:</p><p>Fonte: o autor</p><p>Levando-se em consideração que os gastos com material indireto apresentaram-se mais relevantes, a empresa decidiu ratear os</p><p>custos indiretos entre os produtos de acordo com o volume do material direto utilizado, que foram:</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p�gina-inicial/unidade-4</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Fonte: o autor.</p><p>Dessa forma, tendo em vista que o custo indireto por hora é a divisão do custo indireto pelo total de material direto, temos que:</p><p>Fonte: o autor.</p><p>Fazendo o rateio sem considerar a departamentalização temos:</p><p>Fonte: o autor.</p><p>O setor de custos dessa empresa percebeu que a distribuição dos custos indiretos não era homogênea entre todos os</p><p>departamentos e que os produtos demandavam mais esforços de um departamento do que de outro. Dessa forma, forneceu as</p><p>seguintes informações:</p><p>Quadro 1 - Material Direto Consumido por Departamento de Produção</p><p>Fonte: o autor.</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p�gina-inicial/unidade-4</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Quadro 2 - Material Direto Consumido por Departamento de Produção</p><p>Dessa forma, a distribuição dos custos indiretos é dada por:</p><p>O custo médio por hora trabalhada é:</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p�gina-inicial/unidade-4</p><p>https://getfireshot.com</p><p>FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA</p><p>Toda empresa, seja industrial, comercial ou de serviços, precisa determinar, de forma precisa, seus preços de venda, sob pena de</p><p>perder mercados (por praticar preços acima da concorrência) ou sofrer prejuízos pela venda de seus produtos, mercadorias e</p><p>serviços abaixo do custo.</p><p>Com isso, o preço de venda pode ser simpli fi cado da seguinte forma:</p><p>Preço de venda = Custo fixos + Custos variáveis + Lucro</p><p>Os custos são apurados pelos próprios elementos de contabilidade como controles de estoques, rateios de custos indiretos, horas</p><p>de produção etc.</p><p>As despesas administrativas precisam ser mensuradas e acrescentadas à plani l ha de custos embora em geral não sejam registradas</p><p>como custos contábeis. No entanto são despesas importantes que devem ser consideradas no preço de venda.</p><p>O lucro pode ser de fi nido por produto, por hora de serviço ou por atividade. O lucro pode ser de fi nido ainda como percentual</p><p>sobre as vendas. Os custos variáveis são aqueles que compreendem todos os gastos que variam conforme a variação da produção.</p><p>O somatório desses itens determinará o preço. Esse preço precisa ser avaliado, comparado, analisado, equalizado com os preços</p><p>da concorrência. Se o preço está acima do preço de concorrência, faz-se necessário avaliar:</p><p>Possíveis excessos nos custos</p><p>de produção.</p><p>A composição do preço está correta em todas as etapas?</p><p>Os impostos foram considerados de forma correta?</p><p>A margem de lucro considerada condiz com aquela praticada no mercado?</p><p>Por outro lado, se o preço está abaixo daquele de concorrência, é preciso avaliar:</p><p>Todos os custos foram considerados?</p><p>A margem de lucro está remunerando adequadamente o capital?</p><p>Todos os custos de financiamentos foram considerados?</p><p>Toda a tributação foi considerada de forma adequada?</p><p>Wernke (2010), Beulke e Berto (2005) e Bruni e Famá (2004) consideram que para a formação de preços de venda devem ser</p><p>observados diversos critérios, dentre eles:</p><p>Primeiramente deve ser calculado um preço orientativo.</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p�gina-inicial/unidade-4</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Fazer uma crítica relacionando o preço orientativo com o preço de mercado, relacionando custo, volume e lucro e considerando</p><p>os aspectos econômicos e financeiros da empresa.</p><p>Por fim, f i xar o preço apropriado, considerando volumes, prazos, descontos e comissões.</p><p>Segundo Wernke (2005), existem muitos fatores que impactam na formação do preço de venda, entre eles:</p><p>Qualidade do produto.</p><p>Existência de produtos similares.</p><p>Demanda pelo produto.</p><p>Controle de preços pelos entes reguladores.</p><p>Custos envolvidos no processo produtivo.</p><p>Dentre os métodos que as empresas adotam para formação de preços, podemos destacar 4:</p><p>Método com base no custo da mercadoria.</p><p>Método com base em decisões das empresas concorrentes.</p><p>Método com base nas características do mercado.</p><p>Método misto (combinação de custos, concorrência e características do mercado).</p><p>O primeiro método é o mais comum e consiste basicamente em adicionar uma margem de lucro sob o custo de produção,</p><p>conhecido como mark-up . O segundo método é o baseado nas decisões das empresas concorrentes, esse método é complicado,</p><p>pois fica difícil saber se é pr á tica do concorrente. Esse método adota um preço igual ou inferior ao do seu concorrente. O terceiro</p><p>método demanda um conhecimento profundo do mercado e assim estabelecer preços com base no nicho de mercado que se quer</p><p>obter. E o quarto método é o misto, justamente por englobar a combinação dos diversos fatores (W ERNKE , 2005).</p><p>O markup é um índice que mostra a relação entre o custo de produção e distribuição de um determinado produto ou serviço e seu</p><p>respectivo preço de venda. Esse índice representa um conceito aplicado à economia, à contabilidade e à administração de</p><p>empresas. Ele é aplicado sobre o custo de um produto para obter o preço de venda do bem ou serviço comercializado. Com ele, é</p><p>possível se obter um valor que cobre todos os gastos fixos e variáveis para a produção do item vendido e garante a margem de</p><p>lucro pretendida.</p><p>Para chegar até esse índice, é preciso de uma fórmula, que leva em consideração três variáveis: custos fixos, custos variáveis e</p><p>margem de lucro. A partir delas, é obtido o markup , que é multiplicado pelo custo de produção do item para ter, como resultado, o</p><p>preço apresentado aos clientes.</p><p>Supondo que os custos fixos (CF), os custos variáveis (CV) e a margem de lucro (ML) sejam respectivamente, CF = 20, CV = 25 e ML</p><p>= 30.</p><p>Agora, basta aplicar esses valores na fórmula 100/100-(DF+DV+LP). O resultado será o markup , que multiplicará o custo de</p><p>produção. A conta fica assim:</p><p>Markup = 100/100-(DF+DV+LP)</p><p>Markup = 100/100-(20+25+30)</p><p>Markup = 100/100-75</p><p>Markup = 100/25</p><p>Markup = 4</p><p>Imaginemos, agora, um produto cujo custo de produção é de R$ 50. Para de fi nir o preço de venda, é só multiplicar o custo pelo</p><p>markup . Ou seja:</p><p>Preço de venda = CP x markup</p><p>Preço de venda = 50 x 4</p><p>Preço de venda = R$ 200</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p�gina-inicial/unidade-4</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Qualquer empresa pode utilizar o markup, tendo em vista que ele é uma ferramenta muito e fi caz para</p><p>preci fi car determinado produto ou serviço. No entanto vale ressaltar que existem casos em que a formação</p><p>de preços com base nos custos pode não ser a mais indicada, devendo-se assim utilizar outra técnica.</p><p>INTERPRETANDO A CONTABILIDADE</p><p>DE CUSTOS E SEUS PRINCÍPIOS COMO</p><p>INSTRUMENTO DE TOMADA DE</p><p>DECISÃO</p><p>A contabilidade de custos pode ser entendida como o ramo da contabilidade que produz informações a serem utilizadas para</p><p>determinação de desempenho, estratégia e controle de operações. Tais informações correspondem à descrição do gasto relativo a</p><p>bens ou serviços utilizados na atividade produtiva e são normalmente produzidas na área de contabilidade das</p><p>empresas.</p><p>Pode-se considerar a contabilidade de custos como um sistema cujo objetivo é proporcionar à administração da empresa o</p><p>registro do custo dos produtos, a avaliação dos estoques que geralmente representam um valor material em relação ao total do</p><p>ativo, bem como proporcionar a análise do desempenho da empresa.</p><p>Os relatórios de custos extrapolam aqueles exigidos por lei e permitem a veri fi cação de ine fi ciências no sistema produtivo. A</p><p>metodologia de tais relatórios pode ser moldada ao cenário de cada empresa ou produção, o que garante que as características</p><p>intrínsecas de caso sejam ponderadas.</p><p>A estrutura de custos de uma empresa é intimamente ligada com a sua capacidade competitiva e a análise de tais rubricas,</p><p>chamadas de “contabilidade de custos”, representam um importante insumo de decisão para os gestores. Tal importância se</p><p>acirrou, ao longo do tempo, devido ao aumento da complexidade das empresas, o aumento da competição nos mercado e a maior</p><p>distância entre administradores e os ativos e pessoas.</p><p>Conforme comenta Oliveira (2000, p. 20):</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p�gina-inicial/unidade-4</p><p>https://getfireshot.com</p><p>[...] os relatórios gerenciais de custos são ferramentas imprescindíveis para o gerenciamento das atividades</p><p>rotineiras das empresas, qualquer que seja o ramo de atividade. Torna-se inconcebível, atualmente,</p><p>qualquer tentativa de administrar com e ciência e e fi cácia determinada organização sem que o</p><p>administrador possua bons conhecimentos teóricos e práticos sobre produção e o respectivo custeio dos</p><p>diversos produtos ou serviços executados pela empresa.</p><p>Adiciona-se que a dinamicidade dos mercados atualmente faz com que os administradores necessitem de informações rápidas e de</p><p>fácil interpretação, características da contabilidade de custos.</p><p>Atualmente, os métodos mais utilizados para análise de custos são:</p><p>Custeio por absorção (sistema de custeio básico): forma mais utilizada pelas empresas brasileiras, o método apropria os custos de</p><p>produção, diretos ou indiretos, fixos ou variáveis, aos produtos produzidos pela empresa. Foi desenvolvido há vários anos, quando</p><p>o custo fixo era mais importante que a variável.</p><p>É o método mais simples de análise e foi desenvolvido para empresas que possuem sistema de produção em processos e que não</p><p>necessita de informações muito detalhadas. Destaca-se que esse sistema de apuração não permite muita flexibilidade, nem</p><p>minúcia, pois sua fórmula de apuração não mensura os gastos por etapas produtivas.</p><p>No custeio por absorção, os custos fixos e variáveis também são considerados como custo dos produtos ou serviços. Entretanto os</p><p>custos relacionados com insumos usados de forma eficiente (desperdício) não são alocados aos produtos. O custeio por absorção</p><p>adapta-se como forma de auxílio do controle de custos e ao apoio ao processo de melhoria contínua de uma empresa. A separação</p><p>entre custos e desperdícios é fundamental para a mensuração dos desperdícios do processo produtivo.</p><p>O desperdício além de não adicionar valor ao produto, também não é necessário ao trabalho efetivo, sendo que em alguns casos</p><p>até diminui o valor do produto</p><p>Diante disso, podemos inferir que a consultoria contábil tem a necessidade de entender os diversos departamentos das empresas</p><p>(fiscal, contábil, pessoal, questão societária) para então aplicar uma visão genérica sobre estes departamentos, com o intuito de</p><p>conhecer toda a parte administrativa da empresa para então ajudar os gestores de determinada empresa (ROSA,</p><p>2005).</p><p>Outro ponto relevante é ter um amplo conhecimento fiscal e contábil do país sede da empresa. No nosso exemplo, o Brasil</p><p>apresenta-se com um amplo e complexo sistema tributário, sendo que reconhecer a fundo seu funcionamento só contribui para o</p><p>bom resultado da consultoria. Com essa ferramenta em mãos , será então possível obter um aproveitamento fiscal a partir de um</p><p>amplo conhecimento que auxilie em possíveis reduções tributárias (BONSUCESSO, 2005).</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p�gina-inicial/unidade-1</p><p>https://getfireshot.com</p><p>O relacionamento com empreendedores é mais um ponto de extrema importância para se abordar em uma consultoria contábil.</p><p>Este relacionamento virá a partir da experiência do consultor e auxiliará na consultoria da empresa por meio da ligação que o</p><p>contador poderá realizar entre empresas do mesmo ramo etc. Por fim, a consultoria contábil deverá auxiliar na tomada de decisão</p><p>e nos momentos importantes da empresa. O contador, ao possuir as ferramentas para a perpetuação da empresa e gestão dos</p><p>negócios contribuirá diretamente na tomada de decisão em referência à s demonstrações contábeis e atuação no mercado</p><p>(BONSUCESSO, 2005).</p><p>As principais tarefas de um Consultor Contábil são: realizar um diagnóstico dos parâmetros contábeis da empresa, fazer um</p><p>levantamento da necessidade do cliente, analisar os demonstrativos de fluxo de caixa, a folha de pagamento, o controle de custos,</p><p>as contas a pagar e receber, avaliar tendências do mercado, entre outras (MARION, 2006).</p><p>Assim sendo, pudemos entender que, com o avanço da concorrência e da tecnologia, a consultoria – e aqui especi fi camente a</p><p>consultoria contábil – torna-se uma ferramenta de administração e fi caz, e praticamente imprescindível nos dias atuais, que irá</p><p>demonstrar a melhor maneira de alocar os recursos financeiros.</p><p>Desta forma, o contabilista deve estar sempre preparado e atualizado com os acontecimentos de seu país e do mundo inteiro, pois</p><p>a cada dia as empresas buscam aumentar seus rendimentos, baixar seus custos e prolongar a vida útil de seus empreendimentos.</p><p>BASE PARA O FUNCIONAMENTO DE</p><p>CUSTOS: OBJETIVOS E DIFERENCIAIS</p><p>Conceitos e objetivos da contabilidade de custos</p><p>Como visto na A ula 1, a Contabilidade se dedica em estudar a riqueza patrimonial a partir de dados quantitativos e qualitativos,</p><p>gerando informações que contribuem para o planejamento e tomada de decisões de empresas, organizações entre outros. Sendo</p><p>uma ciência, a contabilidade ramifica-se em um conjunto de partes menores com o objetivo de melhor compreender a situação</p><p>contábil de determinado setor, ramo ou atividade.</p><p>Neste sentido, a Contabilidade de Custos é uma subdivisão da Contabilidade Geral ou Financeira, ou seja, uma parte da</p><p>Contabilidade. Ela se dedica em entender todos os gastos de uma empresa com o intuito de conseguir um bem de vendas ou de</p><p>consumo, quer seja um produto, uma mercadoria ou um serviço. Em outras palavras, o objetivo da Contabilidade de Custos é</p><p>realizar um sistema de contas que demonstre em que grau e medida os custos estão in fl uenciando na produção (RIBEIRO, 2009);</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p�gina-inicial/unidade-1</p><p>https://getfireshot.com</p><p>(VICECONTI; NEVES, 2010).</p><p>Focando-se na produção, podemos abstrair que a subdivisão da Contabilidade de Custos se concentrará especi fi camente no</p><p>caráter interno da empresa. Deste modo, iremos estudar a composição e o cálculo dos custos, observando também o resultado</p><p>destes custos nos processos produtivos. É o registro contábil das operações de produção da empresa por meio das contas de</p><p>custeio e do controle e movimento dos componentes do custo, ou seja, dos fatores de produção (RIBEIRO, 2009); (VICECONTI;</p><p>NEVES, 2010); (CREPALDI, 2004).</p><p>Com essas ferramentas, a Contabilidade de Custos auxiliará o administrador a tomar providências em relação ao preço do</p><p>produto, aumento ou redução da produção ou das vendas, análise do que comprar ou o que fazer em uma empresa etc. Se</p><p>pudéssemos elencar as atividades necessárias a se realizar em uma empresa por parte de um consultor contábil em custos,</p><p>teríamos as seguintes tarefas :</p><p>I. Determinar os custos e as quantidades físicas produzidas , principalmente em referência ao material utilizado, quantidade de</p><p>mão de obra necessária e custos gerais envolvidos para a produção e venda de cada produto.</p><p>II. Estabelecer um controle de custos, que seja reduzir ou melhorar os custos.</p><p>Como já exposto, uma vez estabelecida essas tarefas, surgem duas atribuições especí fi cas da Contabilidade de Custos: auxiliar o</p><p>controle e a tomada de decisões. No primeiro, sua missão é estabelecer dados para o estabelecimento de padrões, orçamentos e</p><p>formas de previsão bem como acompanhar a evolução destes dados para comparação com os valores anteriormente de fi nidos.</p><p>No segundo, ser ferramenta imprescindível para o prolongamento da vida financeira da empresa (LAWRENCE; RUSWINCKEL;</p><p>HOPP, 1975). No que se refere aos dados a serem utilizados na Contabilidade de Custos, vale ressaltar que muitos deles surgem</p><p>fora do departamento de custos, por exemplo: estudo do tempo de trabalho dos funcionários, lista de materiais, capacidade e</p><p>tempo de vida das máquinas, consumo de água e energia, até o documento de planejamento anual da empresa.</p><p>Todos estes afazeres e propostas de analisar o custeamento nos exige uma classi fi cação, que serve para auxiliar o trabalho do</p><p>contador. De acordo com o Centro Técnico e Econômico de Assessoria Empresarial - CTAE da Unicamp, são eles:</p><p>Quanto ao comportamento em relação ao volume de produção.</p><p>Quanto à relação com o produto.</p><p>Quanto à natureza ou agrupamento.</p><p>Quanto à forma de organização.</p><p>Quanto à análise, planejamento e controle.</p><p>Quanto ao auxílio as decisões administrativas.</p><p>Quanto aos resultados e à contabilização.</p><p>Por fim, para se trabalhar com a Contabilidade de Custos se faz necessário a compreensão de seus conceitos fundamentais, já que</p><p>são termos trabalhados na área de atuação. São eles:</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p�gina-inicial/unidade-1</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Gasto (a vista e a prazo): o que a empresa desembolsa para obtenção de um produto ou serviço qualquer. Um sacrifício</p><p>financeiro representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro).</p><p>Investimento: quando a empresa realiza um gasto que pode constituir-se em uma receita futura.</p><p>Custos: gastos indispensáveis à produção.</p><p>Despesas: gastos realizados para o objetivo de venda de um produto e/ou serviço.</p><p>Perdas: gastos excepcionais que não estão planejados e ocorrem de maneira involuntária.</p><p>Resultado: demonstração que evidencia, por meio da confrontação entre receitas e custos, alterações contábeis de um</p><p>exercício (período) (LAWRENCE; RUSWINCKEL; HOPP, 1975).</p><p>Neste ponto, iremos apenas mencioná-los, já que no desenrolar deste trabalho eles serão abordados caso a caso.</p><p>Definição da contabilidade de custos e seus princípios</p><p>A contabilidade de custos surge em um período posterior a Revolução Industrial (século XVIII) com o objetivo de fornecer os dados</p><p>de custos necessários à realização das demonstrações contábeis. Até este momento a Contabilidade Geral pautava-se</p><p>basicamente em atender as empresas comerciais, via de regra pautada basicamente por artesãos que continham como custos</p><p>produtivos apenas o valor das matérias-primas consumidas</p><p>ou serviço. Pode-se citar, como exemplos de desperdícios, produção de produtos defeituosos,</p><p>movimentação desnecessária e capacidade ociosa.</p><p>Shingo (1981) apresenta sete tipos de desperdícios:</p><p>Superprodução: diz respeito à produção de itens acima do necessário ou antecipadamente .</p><p>Transporte: diz respeito à movimentação de materiais, que normalmente não agrega valor ao produto.</p><p>Processamento: atividade de transformação desnecessária para que o produto adquira suas características básicas de</p><p>qualidade, podendo gerar gasto excessivo com matéria prima.</p><p>Fabricação defeituosa: esse tipo de desperdício talvez seja mais fácil de ser identi fi cado e mensurado.</p><p>Movimentação: movimentação inútil na consecução das atividades.</p><p>Espera: elevado tempo de preparação de máquinas, falta de sincronismo, falhas não previstas etc.</p><p>Existência de estoque : gerado pelo custo financeiro de manutenção de estoques e pelo custo de oportunidade pela perda de</p><p>mercado para concorrência.</p><p>Vamos exempli fi car. Supondo que determinada empresa possua capacidade de produção de 3.500 unidades por período, porém</p><p>está conseguindo colocar no mercado apenas 3.000 unidades. Seus custos fixos são de R$ 60.000 no período e os seus custos</p><p>variáveis de R$ 6,00 por unidade, sendo que o preço de venda é de R$ 40,00 por unidade. O cálculo dos custos totais unitários</p><p>(CTU) é dado por:</p><p>CTU: Custo fixo unitário + Custo variável unitário</p><p>CTU = (60.000/3.000) + 6 = R$ 26,00/ unidade</p><p>Resultado pelo Custeio Integral – Produção de 3.000 unidades</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p�gina-inicial/unidade-4</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Os resultados adquiridos permitem concluir apenas que a empresa obteve lucro, portanto, pode continuar operando nessas</p><p>condições.</p><p>Já o resultado pelo custeio ideal é apresentado a seguir: CTU: Custo fixo unitário + Custo variável unitário</p><p>CTU = (60.000/3.500) + 6 = R$ 23,14/ unidade</p><p>CFU = 60.000/3.500 = R$ 17,14/unidade</p><p>O resultado final, embora seja o mesmo, apresenta um desperdício de R$ 8.571, que equivale às 500 unidades que não foram</p><p>produzidas multiplicado pelo custo fixo unitário. Dessa forma, esse desperdício deve ser analisado para que a empresa melhore</p><p>seu desempenho, visando à e fi cácia operacional. Dessa forma, os gestores de custo devem ter informações su fi cientes para</p><p>eliminar as atividades que não estejam agregando valor no processo.</p><p>Custeio Baseado em Atividade (ABC): considerado um método mais minucioso e exaustivo, o critério ABC, ao invés de incorporar</p><p>os custos ao produto, separa as rubricas de custos por cada área da atividade da empresa de forma que se possa mensurar a</p><p>quantidade de recursos consumidos por cada etapa do processo produtivo.</p><p>A partir dessa desagregação, é possível avaliar se há sobre ou subconsumo em determinadas áreas do processo produtivo.</p><p>Ademais, o critério ABC permite a promoção de políticas de racionalização na empresa, principalmente nas áreas que não agregam</p><p>valor ao produto final.</p><p>Como o sistema ABC exige mais instrumentos de mensuração de cada etapa do processo, sua utilização costuma ser menos</p><p>empregada na prática, por mais que o sistema seja mais flexível e permita ser moldado conforme as necessidades de cada empresa.</p><p>Essa forma de custeio representa uma ferramenta de grande utilidade pa r a o gerenciamento contábil das empresas. Essa</p><p>ferramenta surgiu com o objetivo de reduzir as distorções provocadas pelo rateio arbitrário dos custos indiretos e sua alocação</p><p>aos produtos , como utilizada no custeio por absorção. Esse método possibilita o rastreamento de custos de uma determinada</p><p>empresa ou de um determinado departamento.</p><p>Para se aplicar o ABC, devem ser seguidos os seguintes passos:</p><p>Identi fi cação de recursos utilizados.</p><p>De fi nição dos direcionadores de custos dos recursos para as atividades.</p><p>Identi fi cação e mapeamento das atividades mais relevantes que são demandadas pelos custos.</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p�gina-inicial/unidade-4</p><p>https://getfireshot.com</p><p>De fi nição dos direcionadores de atividades.</p><p>A tomada de decisão utiliza a Contabilidade de Custos como coletora e relatora de dados relevantes para que seja tomada. Para</p><p>que o processo de tomada de decisão seja da melhor forma possível, com mais aproveitamento e resultado é necessário</p><p>determinar metas, os objetivos a serem alcançados e depois as ações relevantes para quem tomará a decisão.</p><p>O modelo de decisão é visto como um processador de informações, que tem como função apoiar o gestor na fase de escolha. Para</p><p>que o processo ocorra normalmente, é extremamente importante que o processo de tomada de decisão esteja em perfeita</p><p>harmonia com o processo de gestão, que os resultados esperados de uma tomada de decisão estejam de acordo com os resultados</p><p>planejados pela empresa ou que, no mínimo, não estejam contra estes resultados planejados.</p><p>O processo de tomada de decisões tem perfeita correspondência com o ciclo gerencial de planejamento, execução e controle.</p><p>Dessa forma, as diversas etapas analíticas do processo de tomada de decisões podem ser identi fi cadas com cada uma das fases do</p><p>ciclo gerencial. Dessa forma, esse processo tem como objetivo antecipar e detalhar os efeitos das alternativas possíveis acerca de</p><p>determinado evento.</p><p>Nesse contexto, a Contabilidade de Custos deixou de ser um a mera auxiliar na avaliação de estoques e lucros globais, e passou a</p><p>ser um importante mecanismo para controle e decisão gerencial.</p><p>Na época atual, muitas empresas ainda passam por di fi culdades de ajustamento e readequação de custos e</p><p>preços de sua estrutura em função da globalização da economia. Muitas empresas, que não se</p><p>reorganizarem e se readaptarem a esse novo ambiente competitivo, certamente, não sobre- viverão. E essa</p><p>reorganização e readaptação estão diretamente inseridas na valorização ainda maior à Contabilidade, como</p><p>a melhor ferramenta de controle e de avaliação de desempenho da gestão de um negócio empresarial</p><p>existente na atualidade.</p><p>Fonte: Santos (2005 ) .</p><p>Sendo assim, vale ressaltar que o principal objetivo da contabilidade de custos é o provimento aos gestores de informações</p><p>operacionais importantes e relevantes no processo de tomada de decisão.</p><p>Nesse contexto, a avaliação dos estoques e a apuração do resultado econômico por meio do controle de custos criam condições</p><p>para que os gestores façam o acompanhamento do desempenho empresarial, de forma a vincular as informações de custos à</p><p>aplicação do ciclo da contabilidade de custos aos resultados preestabelecidos.</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p�gina-inicial/unidade-4</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p%C3%A1gina-inicial/atividades</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>ATIVIDADES</p><p>1. Vimos nesta u nidade a respeito da departamentalização dos custos e suas características. Com base nisso, leia com atenção as</p><p>afirmações a seguir.</p><p>I) O controle por departamento não permite conhecer os gastos individuais de cada setor envolvido no processo produtivo.</p><p>II) Um departamento é a unidade mínima administrativa para a contabilidade de custos, representada por pessoas e máquinas (na</p><p>maioria dos casos), em que se desenvolvem atividades heterogêneas.</p><p>III) O departamento de produção é aquele onde os produtos são fabricados, consequentemente esse departamento arca com</p><p>todos os custos ligados à produção.</p><p>IV) O departamento de serviços atua de forma indireta aos produtos, uma vez que os produtos não dependem deles para sua</p><p>formação.</p><p>V) A departamentalização aumenta os problemas relacionados à divisão dos custos indiretos.</p><p>É correto o que se a fi rma em:</p><p>a) I, apenas.</p><p>b) III e IV, apenas.</p><p>c) I, II e III, apenas.</p><p>d) I e V, apenas</p><p>e) I, II, III, IV e V.</p><p>2. Com base nas informações acerca do preço de venda dos produtos, leia as a fi rmações a seguir.</p><p>I) O preço de venda é igual ao somatório dos custos fixos com os custos variáveis.</p><p>II) O método com base no custo da mercadoria é o menor comum, por sua alta complexidade.</p><p>III) O método com base em decisões das empresas concorrentes é complicado por não ser possível saber se o custo do concorrente</p><p>está abaixo ou acima do ideal.</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p�gina-inicial/atividades</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p%C3%A1gina-inicial</p><p>IV) O método com base nas características do mercado não demanda conhecimento profundo do mercado.</p><p>V) O Método misto combina apenas as decisões das empresas concorrentes com a combinação de custos.</p><p>É correto o que se a fi rma em:</p><p>a) III apenas.</p><p>b) I, IV e V apenas.</p><p>c) II e III apenas.</p><p>d) IV apenas.</p><p>e) I, III e V apenas.</p><p>3. Supondo que determinada empresa possua capacidade de produção de 3.000 unidades por período, porém está conseguindo</p><p>colocar no mercado apenas 2.500 unidades. Seus custos fixos são de R$ 45.000 no período e os seus custos variáveis de R$ 5,00</p><p>por unidade, e o preço de venda é de R$ 35,00 por unidade. É correto a fi rmar que:</p><p>a) A empresa está desperdiçando R$ 17.500.</p><p>b) A empresa tem R$ 87.500 de lucro potencial.</p><p>c) O custo total é de R$ 100.000.</p><p>d) O preço total é R$ 107.500.</p><p>e) O lucro potencial por unidade é de R$20</p><p>Resolução das atividades</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p�gina-inicial/atividades</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p%C3%A1gina-inicial/resumo</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>RESUMO</p><p>O controle por departamento torna possível conhecer os gastos individuais de cada setor envolvido no processo produtivo, sem</p><p>falar na possibilidade de se terem as pessoas responsáveis pelo departamento e, consequentemente, pelos gastos ali ocorridos; ou</p><p>seja, tanto o controle quanto a formação dos custos passam a ter um melhor acompanhamento.</p><p>A departamentalização é, portanto, um instrumento importante de controle de custos, desde seu conceito, aplicação e formação</p><p>do custo de produção por produto. Permite um controle de custos maior, tendo em vista que ao fazer o controle dos gastos</p><p>individuais de cada departamento, além de se conhecerem os custos de forma mais precisa, é possível veri fi car pontos de</p><p>ine fi ciências de custos e consequentemente reduzir esses custos.</p><p>Para se calcular o preço de venda, existem quatro métodos principais. O primeiro deles é aquele que se baseia no custo da</p><p>mercadoria e markup (O markup é um índice que mostra a relação entre o custo de produção e distribuição de um determinado</p><p>produto ou serviço e seu respectivo preço de venda). Além deles, existem o método com base em decisões das empresas</p><p>concorrentes; o método com base nas características do mercado; e o método misto (combinação de custos, concorrência e</p><p>características do mercado).</p><p>Por fim, vale ressaltar que a contabilidade de custos pode ser entendida como o ramo da contabilidade que produz informações</p><p>que podem vir a ser utilizadas para determinação de desempenho, estratégia e controle de operações. Tais informações</p><p>correspondem à descrição do gasto relativo a bens ou serviços utilizados na atividade produtiva e são normalmente produzidas na</p><p>área de contabilidade das empresas. Nesse sentido, a contabilidade de custos representa importante instrumento de tomada de</p><p>decisões, pois coleta e relata dados relevantes para a escolha do caminho mais adequado a ser seguido pela empresa.</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p�gina-inicial/resumo</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p%C3%A1gina-inicial/eu-indico</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>Material Complementar</p><p>Leitura</p><p>Manual de Contabilidade de Custos</p><p>Autor: José Luiz dos Santos, Paulo Schimidt, Paulo Roberto Pinheiro e</p><p>Marcelo Santos Nunese</p><p>Editora: Atlas</p><p>Sinopse : a função do gestor de custos sofreu grandes mudanças nas</p><p>últimas décadas, especialmente em razão dos avanços tecnológicos, da</p><p>globalização econômica, do acirramento da concorrência e de uma nova</p><p>visão das funções de gerenciamento nas organizações, em que a criação</p><p>de valor para o negócio passa a ser uma das principais metas</p><p>organizacionais. Nesse cenário, é imprescindível entender as nuances</p><p>desse ramo de conhecimento na área de gestão empresarial: a</p><p>contabilidade de custos.</p><p>Nesse contexto, este livro apresenta uma síntese dos principais temas</p><p>relacionados à contabilidade de custos, tais como: aspectos introdutórios</p><p>da contabilidade de custos; utilidade da contabilidade de custos;</p><p>classi fi cação e contabilização de custos; mapa de localização de custos;</p><p>características genéricas dos sistemas de custeio; estrutura básica dos</p><p>sistemas de custeio; legislação básica da contabilidade de custos;</p><p>estoques: conceito e composição; materiais diretos; custo da mão de</p><p>obra; outros custos indiretos (CIF ou GGF); custos para controle e</p><p>decisão; gestão estratégica de custos; criação de valor; sistema de gestão</p><p>de valor; economia de escala e de escopo; sistemas de custeio; sistemas</p><p>de custeio baseado em atividade – ABC e TDABC; análise do ponto de</p><p>equilíbrio; análise do ponto de equilíbrio do valor presente.</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p�gina-inicial/eu-indico</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p%C3%A1gina-inicial/refer%C3%AAncias</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BEULKE, Rolando; BERTÓ, Dalvio José. Gestão de custos e resultado na saúde: hospitais, clínicas, laboratórios e congêneres. 3.</p><p>ed. São Paulo: Saraiva, 2005.</p><p>BRUNI, Adriano Leal. FAMÁ, Rubens. Gestão de custos e formação de preços: com aplicação na calculadora HP. 3. ed. São Paulo:</p><p>Atlas, 2004.</p><p>CREPALDI, Silvio Aparecido. Curso básico de contabilidade de custos. São Paulo: Atlas, 2004. ELDENBURG, Leslie; WOLCOTT,</p><p>Susan K. Gestão de custos: como medir, monitorar e motivar o desempenho. Rio de Janeiro: LTC Ed. 2007.</p><p>HORNGREN, Charles T.; DATAR, Srikant M; FOSTER, George. Contabilidade de custos, 1: um abordagem gerencial. 11. ed. São</p><p>Paulo: Prentice Hall, 2004. xvi, 526.</p><p>LAWRENCE, W B; RUSWINCKEL, John W; HOPP, Joao Carlos. Contabilidade de custos. São Paulo: Ibrasa, 1975.</p><p>LINS, Luiz S; SILVA, Raimundo Nonato Souza. Gestão empresarial com ênfase em custos: uma abordagem prática. São Paulo:</p><p>Thomson, 2005.</p><p>MARTINS, Eliseu. Contabilidade de custos. 9. ed. São Paulo, SP: Atlas, 2003.</p><p>MARTINS, Eliseu; ROCHA, Wellington. Contabilidade de custos: livro de exercícios. São Paulo: Atlas, 2007.</p><p>MEGLIORINI, Evandir. Custos . São Paulo: Makron Books, 2001.</p><p>NASCIMENTO, Luiz Paulo do. Administração de cargos e salários . São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2001.</p><p>OLIVEIRA, Luís Martins de; PEREZ JR., José Hernandez. Contabilidade de custos para não con- tadores. São Paulo: Editora Atlas,</p><p>2000.</p><p>RIBEIRO, Osni Moura. Contabilidade de custos. São Paulo: Saraiva, 2009.</p><p>SÁ, Antonio Lopes de. Contabilidade de custos básica . São Paulo:Juruá. 2009.</p><p>SANTOS, Joel J. Análise de custos: remodelado com ênfase para sistema de custeio marginal, relatórios e estudos de casos. 4. ed.</p><p>São Paulo: Atlas, 2005.</p><p>SHINGO, S. A study of Toyota production system from an industrial engineering</p><p>view- point . Tóquio: Management Association,</p><p>1981.</p><p>VICECONTI, Paulo Eduardo Vilchez; NEVES, Silvério das. Contabilidade de custos . São Paulo: Frase Editora. 2010.</p><p>WERNKE, R. Gestão de custos no comércio varejista . Curitiba: Juruá, 2010.</p><p>WERNKE, Rodney. Análise de custos e preços de venda: ênfase em aplicações e casos nacionais. São Paulo: Saraiva, 2005.</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p�gina-inicial/refer�ncias</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p%C3%A1gina-inicial/aprofundando</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>APROFUNDANDO</p><p>História de contabilidade de custo no Brasil</p><p>O desejo de comercializar produtos ou serviços tem as suas origens no próprio desenvolvimento humano. Esse desejo, no passado,</p><p>fundamentava-se no trabalho individual para sua sobrevivência, porém, nos tempos modernos, a produção em grande escala busca</p><p>alcançar dois objetivos: o crescimento patrimonial, que no ambiente contábil definimos como lucros, e a conquista cada vez maior</p><p>de novos mercados, que chamamos empresarialmente de participação mercadológica.</p><p>A contabilidade de custos vai ao encontro desses objetivos quando se propõe a fornecer informações para os gestores sobre esses</p><p>dois elementos, baseados no planejamento e no controle das operações. É fundamental, diferenciar o cálculo do lucro sob o</p><p>aspecto da contabilidade geral e o cálculo do lucro na contabilidade de custos. Afinal, na contabilidade geral esse cálculo envolve o</p><p>conceito de apuração do resultado, ou seja, representa o lucro de decisões já tomadas pela empresa nos seus diversos ambientes</p><p>gerenciais. Durante as décadas de 60 a 80, o Brasil viveu um longo período de processo inflacionário, com o seu mercado interno</p><p>fechado. As empresas, na sua gestão operacional, procuravam produzir, comercializar ou prestar serviços praticamente sem</p><p>controles administrativos na operação.</p><p>Esse processo tornava o controle de custos algo desnecessário. Afinal, remuneravam-se os estoques com a sua remarcação de</p><p>preços e, nessa ciranda, todos e quaisquer erros na gestão da operação poderiam ser facilmente repassados ao cliente mediante a</p><p>elevação de preços, que as empresas alegavam ser referente, exclusivamente, a perda do poder aquisitivo da moeda. Entretanto,</p><p>observamos ser esse processo inerente a uma proposta focada na visão financeira, já que a percepção econômica se perde em um</p><p>cenário inflacionário.</p><p>Tal cenário sofreu seu primeiro abalo no início da década de 90, com a abertura do mercado interno brasileiro aos produtos e</p><p>empresas estrangeiras. Chegava ao Brasil o comércio de concorrência internacional.</p><p>Apesar da abertura aos produtos e as empresas estrangeiras, somente com o plano Real, em 1994, os índices inflacionários</p><p>melhoraram e, com isso, surgiu a necessidade de se conhecer melhor os custos empresariais. Esse novo ambiente empresarial fez</p><p>com que muitas empresas nacionais deixassem de existir ou tivesse de passar seus controles acionários para empresas</p><p>estrangeiras, seja pela falta de capacidade para administrar suas operações, seja pelo grande poder de capitalização dessas</p><p>organizações internacionais.</p><p>Os gestores passaram a ter necessidade de informações muito variadas. Afinal, a sobrevivência em ambiente competitivo requer</p><p>conhecimentos diversificados sobre os produtos, serviços produzidos e comercializados e, nesse contexto, a contabilidade de</p><p>custos voltou a fazer parte dos controles fundamentais para a adequada gestão empresarial.</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p�gina-inicial/aprofundando</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p%C3%A1gina-inicial</p><p>A contabilidade de custos, com todo o seu ambiente de interpretação dos diversos tipos de atividades e sua flexibilidade de</p><p>gerenciar, tem como característica primaria oferecer ao gestor a capacidade de gerar informações que permitam o planejamento</p><p>das ações no ambiente operacional e, consecutivamente, medir os efeitos desses planejamentos nos diversos setores da</p><p>organização.</p><p>A necessidade de planejamento das operações torne-se fundamental por possibilitar a empresa maior capacidade de controle</p><p>sobre as suas ações no presente e as ações futuras. Esses dois elementos, planejamento e controle, passaram a permitir maior</p><p>qualidade no processo de tomada de decisão por parte dos gestores nos diversos ambientes da empresa, operacionais ou</p><p>administrativos.</p><p>PARABÉNS!</p><p>Você aprofundou ainda mais seus estudos!</p><p>Referências</p><p>PEREIRA, D. A.; WANDERLEY, L. Custos para tomada de decisão. 49 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharel em Ciências</p><p>Contábeis), Centro Universitário Eurípides de Marília, Marília, 2012.</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p�gina-inicial/aprofundando</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p%C3%A1gina-inicial/editorial</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>EDITORIAL</p><p>DIREÇÃO</p><p>Reitor Wilson de Matos Silva</p><p>Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho</p><p>Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho</p><p>Pró-Reitor de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva</p><p>Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi</p><p>C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ . Núcleo de Educação</p><p>a Distância; FILHO , Cícero Rodrigues de Melo; OLIVEIRA , Karina Fernandes de; ANTONOVZ ,</p><p>Tatiane.</p><p>Consultoria Contábil em Custos .</p><p>Cícero Rodrigues de Melo Filho; Karina Fernandes de Oliveira; Tatiane Antonovz.</p><p>Maringá-Pr.: UniCesumar, 2017.</p><p>29 p.</p><p>“Pós-graduação Universo - EaD”.</p><p>1. Contábeis. 2. Consultoria. 3. EaD. I. Título.</p><p>ISBN: 978-85-459-1525-6</p><p>CDD - 22 ed. 3832</p><p>CIP - NBR 12899 - AACR/2</p><p>Pró Reitoria de Ensino EAD Unicesumar</p><p>Diretoria de Design Educacional</p><p>Equipe Produção de Materiais</p><p>Fotos : Shutterstock</p><p>NEAD - Núcleo de Educação a Distância</p><p>Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimação - Cep 87050-900</p><p>Maringá - Paraná | unicesumar.edu.br | 0800 600 6360</p><p>Retornar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p�gina-inicial/editorial</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec4/p%C3%A1gina-inicial</p><p>e da mão de obra utilizada, assim sendo, a contabilidade era utilizada</p><p>principalmente para apuração do resultado de exercício (MARTINS, 2003); (LAWRENCE; RUSWINCKEL; HOPP, 1975).</p><p>Para a realização contábil destas empresas, desenvolvia-se o levantamento dos estoques em relação ao montante pago, as</p><p>compras realizadas em cada período e o valor adquirido com as mercadorias vendidas. Este compito tornou-se conhecido com a</p><p>seguinte disposição:</p><p>Na atividade comercial, o custo total de uma mercadoria que foi vendida era facilmente identi fi cado, sendo ele o valor total obtido</p><p>com tal venda, somado aos tributos e eventuais fretes ou seguros pagos. Com o aprofundamento da Revolução Industrial, essa</p><p>forma básica de cálculo de custos não abordava a totalidade dos custos obtidos. Ao assumir uma variedade extensa de etapas</p><p>envolvidas no processo de produção, onde muitos insumos são consumidos para elaboração de um novo produto, surge a</p><p>necessidade de avaliar/mensurar os estoques produzidos para então gerar o resultado do exercício (MARION, 2006); (LINS; SILVA,</p><p>2005); (LAWRENCE; RUSWINCKEL; HOPP, 1975).</p><p>Além disso, com o crescimento da concorrência e uma crescente escassez de recursos, torna-se praticamente imprescindível a</p><p>qualquer empresa ter um sistema de custos, que podem chegar a ser uma ferramenta de informações gerenciais se bem efetuada.</p><p>Seria neste contexto que surge o que denominamos neste estudo de Contabilidade de Custos (MARTINS, 2003).</p><p>Em um primeiro momento, os contadores desenvolveram atividades de registro de custos e avaliação de inventários, computando</p><p>com isso apenas o valor do material consumido e o valor da mão de obra aplicada. Com a Segunda Guerra Mundial desenvolveram-</p><p>se técnicas mais modernas de avaliação de custos, buscando avaliar não somente os custos diretos, mas também todo o processo</p><p>global do processo produtivo, abarcando inclusive custos indiretos de fabricação (LAWRENCE; RUSWINCKEL;HOPP,1975). Aqui,</p><p>é importante ressaltar que a contabilidade de custos se aplica também a setores comerciais, agrícolas ou de serviços, sendo apenas</p><p>dada uma maior ênfase a atividade industrial.</p><p>Com o crescimento da globalização a Contabilidade de Custos conquistou cada vez mais espaço dentro da Contabilidade Geral e</p><p>nos dias de hoje constitui-se como um dos principais ramos desta ciência. Para não se tornar um instrumento da administração, a</p><p>contabilidade de custos passou a aplicar todo seu potencial no campo gerencial, abarcando com isso outros ramos que garantem</p><p>uma e fi cácia na análise, por exemplo, a Tecnologia de Informação. Com ela, o contador desenvolve um amplo panorama ao</p><p>processar as informações e conciliar as diferenças (MARION, 2006); (LINS; SILVA, 2005).</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p�gina-inicial/unidade-1</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Em suma, a Contabilidade de custos passou nas últimas décadas a ser uma importante ferramenta de controle e decisões</p><p>gerencias, e não apenas como auxiliar de avaliação de estoques e lucros, ou seja, tornou-se um instrumento da Contabilidade</p><p>Gerencial. Assim sendo, os objetivos da contabilidade de custos passaram a ser de fi nidos de acordo com a finalidade que</p><p>determinada empresa ou entidade se propõe a desenvolver, sendo que estas finalidades podem ser subdividas, a grosso modo, em</p><p>três ramos de possível atuação: Contábil, Administrativo e Gerencial (MARION, 2006); (LINS; SILVA, 2005).</p><p>O contábil visa a encontrar o custo do estoque a ser contabilizado, o administrativo busca estabelecer maneiras de controle,</p><p>utilizando na grande maioria dos casos o sistema de custo padrão e o gerencial busca encontrar subsídios para gerenciar o sistema</p><p>produtivo, estabelecendo metas, preços de venda e estratégias (HORNGREN; DATAR; FOSTER, 2004).</p><p>A forma de avaliação dos custos segue um padrão ao longo dos anos e, na maioria dos países, sendo regida por meio de Princípios</p><p>Básicos da Contabilidade de Custos. Desenvolveram-se principalmente com o aprofundamento do mercado de capitais dos EUA e</p><p>do montante de pessoas , tornando-se acionistas, sendo que foi necessário estabelecer critérios relativamente homogêneos para</p><p>comparar as demonstrações contábeis de empresas diferentes. Dentre estes princípios, temos: Custo como Base de Valor,</p><p>Conservadorismo (ou Prudência), Realização etc. Na próxima aula nos concentraremos em explicar detalhadamente cada princípio</p><p>da contabilidade de custos (LAWRENCE; RUSWINCKEL; HOPP, 1975); (RIBEIRO, 2009); (VICECONTI; NEVES, 2010).</p><p>Podemos dizer que a história da Contabilidade de Custos é a história do desenvolvimento da indústria. À</p><p>medida que as atividades industriais começaram a seguir, os registros de custos tiveram seu início. Com o</p><p>passar dos anos, e com o aumento da concorrência e globalização, sentiu-se a necessidade de melhores</p><p>mensurações sobre custos, que não se pautavam apenas aos custos diretos de produção e venda. À medida</p><p>que o campo das atividades do administrador se ampliava, tornou-se cada vez mais evidente a necessidade</p><p>de ampliar os serviços da Contabilidade de Custos, de maneira tal que abarcasse um amplo aspecto</p><p>gerencial e administrativo das empresas.</p><p>Podemos dizer com isso que as potencialidades da contabilidade de custos são inúmeras e dependem do método utilizado bem</p><p>como do propósito do trabalho e da empresa. Estes métodos são aplicáveis a partir da coleta de dados físicos e monetários, que</p><p>produzem com isso uma serie de relatórios que quando conjugados podem auxiliar no processo produtivo, de gerenciamento e</p><p>organização.</p><p>No processo produtivo, o que se busca é uma melhor e e fi caz relação entre a atividade, o tempo e o capital. No de gerenciamento e</p><p>organização, uma série de elementos irão auxiliar o administrador a tomada de decisões, por exemplo: de fi nição de preços para</p><p>venda, mistura de produtos a serem empregados e lucratividade de cada produto são os pontos cruciais de decisões a serem</p><p>tomadas baseadas nessas informações.</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p�gina-inicial/unidade-1</p><p>https://getfireshot.com</p><p>PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA</p><p>CONTABILIDADE APLICADA AOS</p><p>CUSTOS</p><p>Veri fi caremos neste encontro com um pouco mais de detalhes como alguns dos princípios contábeis são aplicados à Contabilidade</p><p>de Custos.</p><p>Princípio da realização da receita</p><p>O que determina este princípio é a realização da receita (transferência do produto para terceiros) e seu reconhecimento contábil.</p><p>Como a receita só é reconhecida futuramente, os gastos relativos aos fatores de produção são acumulados na forma de estoques e</p><p>só serão considerados despesa futuramente (MARTINS, 2003; MARION, 2006).</p><p>Princípio da competência ou confrontação</p><p>Este princípio realiza-se basicamente no momento em que há um reconhecimento das despesas. Após este reconhecimento se</p><p>deduzem todos os valores referentes à s despesas, que podem se subdividir em dois grupos:</p><p>Despesas ocorridas para efetivação das receitas que estão sendo reconhecidas. Por exemplo despesas relativas aos custos de</p><p>produção;</p><p>Despesas realizadas para a obtenção de receitas que não necessariamente estão sendo contabilizadas. Por exemplo, despesas</p><p>com propaganda ou administração (LINS; SILVA, 2005); (LAWRENCE; RUSWINCKEL; HOPP, 1975).</p><p>Segundo Martins (2003, p. 21), a sequência que se segue para princípio seria:</p><p>[...] primeiro, apropriamos as receitas em função da realização; depois, deduzimos dessas receitas todos os</p><p>gastos relativos diretamente ao processo de obtenção dessas mesmas receitas; e, finalmente, deduzimos</p><p>aquelas despesas que foram incorridas no período e dizem respeito a esforços de geração de receitas, mas</p><p>cuja vinculação com elas é extremamente difícil ou então impossível de se veri fi car.</p><p>Princípio do registro pelo valor histórico</p><p>Neste princípio</p><p>os ativos são registrados pelo valor original de entrada, ou seja, como valores históricos. No entanto, quando</p><p>ocorre a inação, esta utilização torna-se inviável, deixando muito a desejar. Isso porque, ao termos um custo de produção de</p><p>determinado produto, temos um ativo que se refere ao custo de produção na época em que foi desenvolvido. Ou seja, pode não ter</p><p>relação com o atual valor de reposição do estoque, tampouco com o valor histórico inacionado (de acionado) e muito menos com</p><p>seu valor de venda (MARTINS, 2003), (LAWRENCE; RUSWINCKEL; HOPP, 1975).</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p�gina-inicial/unidade-1</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Se o objetivo da contabilidade de custos for auxiliar a contabilidade comercial na apuração de resultados, ela terá que seguir esse</p><p>princípio. Se o objetivo for gerencial ou para fins internos, é claro que a administração decide, segundo suas conveniências e</p><p>necessidade, qual o custo que irá usar como base de valor, se o histórico, o de reposição ou outro qualquer (LINS; SILVA, 2005).</p><p>Princípio da consistência ou uniformidade</p><p>Quando um consultor realiza um registro contábil, há diversas alternativas para um mesmo evento, qu ando a empresa</p><p>encarregada de adotar uma de forma consistente com suas expectativas. Se por acaso ocorrer uma necessidade de mudança neste</p><p>critério, deve a empresa comunicar o fato e o valor da diferença no lucro com relação ao que seria obtido, se não houvesse a</p><p>quebra de consistência (MARION, 2006); (LAWRENCE; RUSWINCKEL; HOPP, 1975).</p><p>Assim, veri fi ca-se a necessidade de consistência no uso dos dados, já que sua mudança pode provocar uma alteração no valor dos</p><p>estoques, in fl uenciando decisivamente nos resultados.</p><p>Princípio do conservadorismo ou prudência</p><p>Este princípio requer uma regra de comportamento do Contador, quando este estiver com dúvida em como tratar um gasto como</p><p>ativo ou redução do patrimônio líquido, deve-se, com prudência, optar pela forma de maior precaução. Se existem dúvidas em</p><p>como avaliar um item, o mais correto seria adotar a medida mais conservadora, ou seja, como patrimônio líquido (MARTINS,</p><p>2003); (LINS; SILVA, 2005).</p><p>Entre duas alternativas para o registro de um ativo deve-se escolher entre o custo e o valor de mercado dos dois o menor. O</p><p>mesmo raciocínio deve nortear o contador no registro dos gastos que provocam dúvida de classi fi cação entre o custo de produção</p><p>ou despesa do período, devendo prevalecer a escolha que representa redução imediata do resultado, portanto despesa do período</p><p>(MARTINS, 2003); (LAWRENCE; RUSWINCKEL; HOPP, 1975).</p><p>O uso da convenção do conservadorismo não deve ser indiscriminado e sim obedecer ao bom senso, pois</p><p>pode levar a perda do controle dos impactos no resultado do exercício.</p><p>Fonte: Martins (2003) e Lawrence, Ruswinckel e Hopp (1975).</p><p>Princípio da materialidade ou relevância</p><p>Aqui, o contador deve se preocupar com o que é material, analisando o custo-benefício, observando se o procedimento deve ou</p><p>não ser realizado. Esta convenção contábil é de extrema importância para custos, pois desobriga de um tratamento mais rigoroso</p><p>para aqueles itens cujo valor monetário é pequeno dentro dos gastos totais (MARTINS, 2003); (MARION, 2006).</p><p>Alguns pequenos materiais de consumo industrial, por exemplo, precisam ir se tratando como custo na produção da sua efetiva</p><p>utilização, mas, por se tratarem de valores irrisórios, costumeiramente são englobados e totalmente considerados como custo no</p><p>período da sua aquisição, simpli fi cando o procedimento por se evitar seu controle e baixa por diversos períodos (MARTINS, 2003).</p><p>Vale ressaltar que, em muitos casos, os itens irrelevantes podem, igualmente, ser materiais. Ou seja, um tratamento mais rigoroso</p><p>precisa ser efetuado.</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p�gina-inicial/unidade-1</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Princípio da causação</p><p>Este princípio serve para ordenar que o agente causador da consumação ocorrida correspondente à determinada variação</p><p>patrimonial qualitativa, seja debitado pelo respectivo valor. Em outras palavras, quem causou o custo deve arcar com este custo</p><p>(MARTINS, 2003; LINS; SILVA, 2005).</p><p>O princípio causal é o fator mais signi fi cativo na avaliação qualitativa dos sistemas de custeio, pois quanto maior for a sua</p><p>observância, mais perfeito será o sistema, portanto, mais precisa será a expressão quantitativa dos ativos envolvidos e,</p><p>consequentemente, o próprio resultado do período (MARTINS, 2003).</p><p>Princípio da entidade</p><p>Este princípio reconhece que se deve distinguir o capital dos sócios do capital da entidade. Assim sendo, a contabilidade de custos</p><p>reconhecerá como custo da produção apenas os gastos incorridos pela empresa em seu processo produtivo (MARTINS, 2003;</p><p>MARION, 2006).</p><p>Princípio da objetividade</p><p>Este princípio serve para instruir a um bom resultado da contabilidade de custos. Deste modo, todos os valores apropriados ao</p><p>custo da produção devem estar suportados por documentos que comprovem a natureza e o valor do registro ou por critérios</p><p>objetivos, principalmente, na determinação dos rateios de custos indiretos ou ainda por critérios geralmente aceitos pela classe</p><p>contábil, por exemplo, a adoção da vida média estimada para cálculo da depreciação (MARTINS, 2003); (LAWRENCE;</p><p>RUSWINCKEL; HOPP, 1975).</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p�gina-inicial/unidade-1</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p%C3%A1gina-inicial/atividades</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>ATIVIDADES</p><p>1. No processo de consultoria contábil em custos, não basta conhecer o ambiente externo, é preciso conhecer o ambiente interno</p><p>e as condições da empresa, com o foco de auxiliar:</p><p>a) Na de fi nição dos valores e da missão da empresa.</p><p>b) Apenas na estrutura organizacional da empresa.</p><p>c) Levantar os recursos disponíveis.</p><p>d) No conhecimento da mão de obra da empresa.</p><p>e) Principalmente na tomada de decisões da empresa.</p><p>2. A consultoria contábil em custos pode se efetivar, a grosso modo, em três ramos distintos: Contábil, Administrativo e Gerencial.</p><p>Assinale a alternativa que contenha o propósito mais correto de cada determinada área.</p><p>a) Contábil: encontrar subsídios de gerenciamento do sistema produtivo.</p><p>b) Administrativo: estabelecer o sistema de custo direto para avaliação da produção.</p><p>c) Gerencial: aprofundar em modos distintos de gerenciamento dos estoques.</p><p>d) Administrativo: estabelecer maneiras de redução de custos.</p><p>e) Contábil: encontrar o custo do estoque a ser contabilizado.</p><p>3. Os Princípios básicos da Contabilidade de Custos, que, por sua vez ,seguem os Princípios Básicos da Contabilidade geral,</p><p>existem especi fi camente com o intuito de:</p><p>a) Unir as empresas de maneira homogênea.</p><p>b) Estabelecer divisões entre as atividades das empresas.</p><p>c) Diferenciar as empresas entre melhores e piores.</p><p>d) Seguir um padrão de contabilidade em todos os países e em todas as empresas.</p><p>e) Atrapalhar a realização da consultoria contábil em custos.</p><p>Resolução das atividades</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p�gina-inicial/atividades</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p%C3%A1gina-inicial/resumo</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>RESUMO</p><p>A consultoria contábil em custos tem como foco primordial reduzir os custos ou aumentar o fa t uramento de uma entidade. Desde</p><p>os anos 90, por sua vez, a consultoria vem aumentando sua prospecção e atuação no mundo dos negócios.</p><p>A contabilidade de custos, por sua vez, nada mais é do que um sistema de contas que demonstra como os custos incidem nos</p><p>fatores de produção</p><p>de uma empresa. Realizada por meio do registro contábil, objetiva controlar e registrar a movimentação dos</p><p>custos de uma entidade mediante mecanismos utilizados na Contabilidade Geral. Por isso mesmo, visa a auxiliar, informar o</p><p>administrador dos resultados que necessitam ser alterados ou melhor observados.</p><p>A área busca compreender a realidade interna da empresa, por meio da interpretação da mão de obra, materiais e demais custos</p><p>envolvidos na realização e venda de um produto. Nesse sentido, em muitos casos , este estudo tem que relacionar todos os</p><p>departamentos e seções de uma empresa, para conseguir obter a real situação dos custos da empresa. Ou seja, em muitos</p><p>momentos, os dados necessários à contabilidade de custos se originam fora do departamento de custos.</p><p>Historicamente, a contabilidade de custos ganha força após a Revolução Industrial, por causa do aumento da complexidade da</p><p>atividade industrial e a necessidade de mensuração dos estoques produzidos e determinação do resultado do exercício.</p><p>Com o objetivo de seguir um padrão para todas as empresas e todos os países na avaliação dos custos, existem os “Princípios</p><p>Básicos da Contabilidade de Custos”, que por sua vez seguem os Princípios Básicos da Contabilidade Geral. Neste estudo, demos</p><p>ênfase aos seguintes princípios: Princípio da realização da receita, Princípio da competência ou confrontação, Princípio do registro</p><p>pelo valor histórico, Princípio da consistência ou uniformidade, Princípio do conservadorismo ou prudência, Princípio da</p><p>materialidade ou relevância, Princípio da causação, Princípio da entidade e o Princípio da objetividade.</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p�gina-inicial/resumo</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p%C3%A1gina-inicial/eu-indico</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>Material Complementar</p><p>Leitura</p><p>Código Tributário Nacional</p><p>Autor: Organização: Paulo Roberto Moraes de Aguiar</p><p>Editora do Senado Federal, 2012.</p><p>Sinopse : trata dos dispositivos constitucionais em relação ao sistema</p><p>tributário no Brasil. Essencial para a atualização de um consultor contábil</p><p>em custos.</p><p>Princípios fundamentais e Normas Brasileiras de Contabilidade</p><p>Edição do Conselho Federal de Contabilidade, 2008</p><p>Sinopse : trata do conhecimento das Normas Brasileiras de Contabilidade,</p><p>que é condição fundamental ao exercício pro fi ssional. Trata também dos</p><p>Princípios Fundamentais de Contabilidade, que é matéria obrigatória de</p><p>observação por parte de todos os contabilistas.</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p�gina-inicial/eu-indico</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p%C3%A1gina-inicial/refer%C3%AAncias</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>AGUIAR, P. R. M. (Org.). Código Tributário Nacional. Brasília: Senado Federal, 2012.</p><p>BONSUCESSO, Edina de P. B. Competências em consultoria – a teoria na prática – Rio de Janeiro: Qualitymark, 2005.</p><p>CFC – CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Princípios fundamentais e Normas Brasileiras de Contabilidade . Brasília:</p><p>CFC, 2008.</p><p>CREPALDI, Silvio Aparecido. Curso básico de contabilidade de custos. São Paulo: Atlas, 2004.</p><p>DUDICK, Thomas S. Controle de Custos Industriais. São Paulo: Atlas, 1974.</p><p>HORNGREN, Charles T.; DATAR, Srikant M; FOSTER, George. Contabilidade de custos, 1: uma abordagem gerencial . 11. ed. São</p><p>Paulo: Prentice Hall, 2004.</p><p>LAWRENCE, W B; RUSWINCKEL, John W; HOPP, Joao Carlos. Contabilidade de custos. São Paulo: Ibrasa, 1975.</p><p>LINS, Luiz S; SILVA, Raimundo Nonato Souza. Gestão empresarial com ênfase em custos: uma abordagem prática. São Paulo:</p><p>Thomson, 2005.</p><p>MARION, José Carlos. Contabilidade Empresarial . 12. ed. São Paulo: Atlas, 2006.</p><p>MARTINS, Eliseu. Contabilidade de custos. 9. ed. São Paulo, SP: Atlas, 2003.</p><p>RIBEIRO, Osni Moura. Contabilidade de custos. São Paulo: Saraiva, 2009.</p><p>ROSA, José Antonio; OLINQUEVITVH, José Leônidas. De contador a consultor. S ão Paulo: Thompson – IOB, 2005.</p><p>VICECONTI, Paulo Eduardo Vilchez; NEVES, Silvério das. Contabilidade de custos. São Paulo: Frase Editora. 2010.</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p�gina-inicial/refer�ncias</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p%C3%A1gina-inicial/aprofundando</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>APROFUNDANDO</p><p>Os dez mandamentos do bom controle de custos</p><p>Ao desenvolvermos um sistema de consultoria contábil em custos, faz-se necessário seguir alguns procedimentos para obter um</p><p>excelente e eficaz resultado. Thomas S. Dudick em sua obra Controle de Custos Industriais elaborou uma lista de dez pontos</p><p>necessários para serem atendidos, visando sempre a melhorar a avaliação de um sistema de custos. O autor denominou estes</p><p>pontos de “Os Dez Mandamentos do Bom Controle de Custos”. Seguem eles abaixo:</p><p>1 - Controle todos os custos, não só um seguimento:</p><p>Não deixe desviar para a sua área favorita, em detrimento de todas as outras. Cubra toda a demonstração de lucros e perdas, entre</p><p>as vendas e os lucros controlados por responsabilidade funcional. Quando possível, faça o pessoal de vendas comprar da fábrica e</p><p>dê-lhes sua própria demonstração de lucros e perdas depois faça uma avaliação da operação de produção como unidade</p><p>independente.</p><p>2 - Resuma primeiro os elementos principais dos custos:</p><p>Os detalhes são importantes, mas resista à tentação de mostrar de quantas informações você dispõe. Corte os detalhes em favor</p><p>do quadro geral. Depois acompanhe o quadro geral com maiores informações quando necessário.</p><p>3 - Use gráficos para obter uma apresentação mais eficaz:</p><p>Os gráficos são uma excelente maneira de "secar" as estatísticas para determinar as tendências. Aqui, mais uma vez, enfatize</p><p>primeiro os grupos principais, depois entre nos detalhes, quando for necessário.</p><p>4 - Conheça sua operação:</p><p>Não use seu sistema contábil para conseguir respostas à força. Vá para frente de batalha e investigue o que está por detrás das</p><p>respostas. Depois, interprete os relatórios para a sua gerência de acordo com os fatos.</p><p>5 - Saiba o que está nas suas despesas indiretas:</p><p>Descubra quais são os itens dominantes. Isto somente facilitará as apropriações corretas para a determinação das taxas de</p><p>despesas indiretas também facilitará o controle melhor, já que você vai saber o que está tentando controlar.</p><p>6 - Não faça de seu programa de instalação de orçamento flexível um grande projeto:</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p�gina-inicial/aprofundando</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p%C3%A1gina-inicial</p><p>Não desperdice tempo precioso analisando resmas de dados históricos e preparando diagramas de dispersão às dúzias. Use as</p><p>informações atuais, com algumas consultas às históricas e converse com o pessoal para quem o orçamento está sendo preparado.</p><p>Faça-os notar o que você está tentando conseguir e faça-os participar da instalação. Assim, haverá mais probabilidade de eles</p><p>apoiarem seu programa e você vai conseguir um orçamento mais significativo.</p><p>7 - Recupere suas despesas indiretas de acordo com a natureza do processo:</p><p>Fique alerta para as recuperações incorretas das despesas indiretas. Certifique-se de que você está utilizando a base correta.</p><p>Depois, determine se você tem o número correto de pontos de recuperação de despesas indiretas distribuídos pelo processo, para</p><p>assegurar que as diferenças</p><p>de processo da fabricação serão consideradas na aplicação das despesas indiretas ao produto.</p><p>8 - Use padrões realistas de preferência aos reais em seu sistema de custo:</p><p>Aceite algumas ineficiências como custo normal do negócio. Se você usar padrões ideais sem provisões, suas variâncias vão ser tão</p><p>grandes que perderão o valor analítico e os gerentes analisados não vão demorar muito para desacreditar o sistema. A maioria dos</p><p>gerentes gosta de serviço difícil, mas o impossível já é outra coisa.</p><p>9 - Se você usar o custeio direto, use-o com sensatez:</p><p>No custeio direto, os estoques são avaliados aos custos diretos ou variáveis, e os custos fixos são debitados diretamente às</p><p>despesas correntes. Tenha cuidado com alocação periódicas totais no desenvolvimento de uma demonstração de lucro e perdas de</p><p>uma linha de produto. Certifique-se de que você não vai se enredar em praxes erradas.</p><p>10 - Não espere que seus clientes paguem a sua ineficiência:</p><p>Lembre-se que as cotações competitivas normais são baseadas em operações razoavelmente eficientes e utilização de</p><p>equipamento ótimo. Faça suas cotações de acordo com essas linhas e você terá uma oportunidade maior de ser bem-sucedido ao</p><p>cotar um novo produto, porque vai saber onde assentam seus pés.</p><p>PARABÉNS!</p><p>Você aprofundou ainda mais seus estudos!</p><p>Referências</p><p>DUDICK, T. S. Controle de custos industriais . São Paulo: Atlas, 1974.</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p�gina-inicial/aprofundando</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p%C3%A1gina-inicial/editorial</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>EDITORIAL</p><p>DIREÇÃO</p><p>Reitor Wilson de Matos Silva</p><p>Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho</p><p>Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho</p><p>Pró-Reitor de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva</p><p>Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi</p><p>C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ . Núcleo de Educação</p><p>a Distância; FILHO , Cícero Rodrigues de Melo; OLIVEIRA , Karina Fernandes de;</p><p>ANTONOVZ , Tatiane.</p><p>Consultoria Contábil em Custos . Cícero Rodrigues de Melo Filho; Karina Fernandes de Oliveira;</p><p>Tatiane Antonovz</p><p>Maringá-Pr.: UniCesumar, 2017.</p><p>27 p.</p><p>“Pós-graduação Universo - EaD”.</p><p>1. Contábil. 2. Consultoria. 3. EaD. I. Título.</p><p>CDD - 22 ed. 3832</p><p>CIP - NBR 12899 - AACR/2</p><p>Pró Reitoria de Ensino EAD Unicesumar</p><p>Diretoria de Design Educacional</p><p>Equipe Produção de Materiais</p><p>Fotos : Shutterstock</p><p>NEAD - Núcleo de Educação a Distância</p><p>Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimação - Cep 87050-900</p><p>Maringá - Paraná | unicesumar.edu.br | 0800 600 6360</p><p>Retornar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p�gina-inicial/editorial</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec1/p%C3%A1gina-inicial</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>TERMINOLOGIA</p><p>CONTÁBIL</p><p>RELACIONADA AOS</p><p>CUSTOS, ELEMENTOS,</p><p>MÉTODOS E</p><p>CLASSIFICAÇÃO DOS</p><p>CUSTOS</p><p>Professor :</p><p>Me. Cícero Rodrigues de Melo Filho</p><p>Objetivos de aprendizagem</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p�gina-inicial</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p%C3%A1gina-inicial</p><p>Apresentar uma visão geral acerca das terminologias contábeis aplicadas aos custos.</p><p>Identi fi car e nomear os principais elementos de custos.</p><p>Compreender as classi fi cações e nomenclaturas de custo quanto à aplicabilidade e em relação ao volume de produção.</p><p>Plano de estudo</p><p>A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:</p><p>Terminologia Contábil</p><p>Formas de abordar os elementos de custos</p><p>Classi fi cações e nomenclaturas</p><p>Introdução</p><p>Você sabe o que é Contabilidade de Custos? Tem ideia do que ela estuda, para que serve e qual é a sua aplicabilidade? Consegue</p><p>dizer se existe diferença entre gasto e despesa? Nestes encontros, vamos estudar vários elementos que, além de interessantes, são</p><p>importantes para a compreensão da Contabilidade de Custos.</p><p>Vamos explorar aspectos conceituais acerca da terminologia contábil e as principais expressões utilizadas na contabilidade de</p><p>custos. Além disso, serão abordadas as diferenças entre as principais terminologias como diferença entre gasto e custo, entre</p><p>custo e despesa e entre despesa e perda entre outras. Na sequência falaremos um pouco dos principais elementos de custos, como</p><p>materiais e formas de movimentação de estoques, informações de mão de obra e dos gastos gerais de fabricação que são aqueles</p><p>que incorrem sobre o processo de fabricação, porém não são identi fi cados diretamente a cada unidade produzida.</p><p>Vamos aprender ainda as classi fi cações e nomenclaturas de custos quanto à aplicabilidade e em relação ao volume de produção.</p><p>Isso nos permitirá saber diferenciar custos diretos de custos indiretos e custos fixos de custos variáveis. E mais: quando cada um se</p><p>aplica e como obter o custo total que a empresa possui com base nos custos desagregados.</p><p>Diante desse repertório de conteúdo, nossa intenção é permitir que você conheça a terminologia contábil, as formas de abordar os</p><p>elementos de custos, compreender as classi fi cações e nomenclaturas de custo quanto à aplicabilidade e em relação ao volume de</p><p>produção. Com o domínio desses conceitos, estamos certos de que você vai ter plenas condições de auxiliar os gestores no</p><p>controle e nas tomadas de decisões das empresas.</p><p>Desejamos que você aproveite bastante o que discutiremos nestes encontros. Então, está pronto(a)? Boa leitura e bons estudos!</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p�gina-inicial</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p�gina-inicial</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p%C3%A1gina-inicial/unidade-2</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>TERMINOLOGIA CONTÁBIL</p><p>Neste encontro elencamos para você um conjunto de termos que estão relacionados de forma intensa com a Contabilidade. Tão</p><p>importante quanto identi fi cá-los é saber o que signi fi cam e como são usados no contexto contábil.</p><p>Para cada uma das expressões aqui indicadas existem exemplos. Isso permitirá que você tenha melhores condições de aprendizado</p><p>a respeito do que elas representam no trabalho de contabilidade de custos.</p><p>Gasto - é o valor que a empresa arca para adquirir determinado produto ou serviço. É um conceito bastante amplo e que pode ser</p><p>aplicado a todos os bens e serviços adquiridos.</p><p>Exemplos:</p><p>Gastos com matérias-primas.</p><p>Gastos na compra de imobilizado.</p><p>O gasto só existe no ato da passagem para a propriedade da empresa do bem ou serviço. Vale ressaltar que o gasto implica em</p><p>desembolso, porém são conceitos distintos.</p><p>Custo - são gastos que a empresa realiza para arcar com os valores necessários para produzir ou realizar determinado serviço.</p><p>Representa todos os dispêndios efetuados (ou ainda devido) pela empresa, e que esteja relacionado ao processo de produção ou</p><p>de prestação de serviço. São custos aqueles pagos pela matéria-prima, pela utilização de energia elétrica, salários, aluguéis etc.</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p�gina-inicial/unidade-2</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p%C3%A1gina-inicial</p><p>Exemplo:</p><p>A energia elétrica utilizada na fabricação de determinado é gasto (no momento de sua utilização) que passa imediatamente</p><p>para custo, sem transitar pela fase de investimento.</p><p>Despesas – são os valores gastos com o intuito de obter receitas, aplicados nas áreas administrativa, comercial ou financeira. As</p><p>despesas reduzem o Patrimônio Líquido e têm a característica de representar sacrifícios no processo de obtenção de receitas.</p><p>Todas as despesas são ou foram gastos, no entanto determinados gastos (como imóveis, por exemplo) não se transformam em</p><p>despesas, ou são transformados apenas quando são vendidos.</p><p>Exemplos:</p><p>Materiais de limpeza utilizados para a conservação das instalações.</p><p>O computador da secretária do Diretor.</p><p>Perda – é o bem ou serviço consumido de forma involuntária e anormal. Não pode ser confundido com despesa e nem com custo,</p><p>exatamente por ter característica de anormalidade e de não ser voluntária.</p><p>Exemplos:</p><p>Perdas com incêndios.</p><p>Perdas com acidentes.</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p�gina-inicial/unidade-2</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Uma fábrica de escovas de dente veri fi cou que o peso de cada escova finalizada é igual a 30g. Porém o processo produtivo gera</p><p>resíduos iguais a 5g. Qual o volume de plástico associado ao custo da escova?</p><p>Figura 1 - Processo produtivo de uma escova de dente / Fonte: o autor.</p><p>Dessa forma, perdas rotineiras devem ser consideradas nos custos! (B UNI , 2006).</p><p>Investimentos – são os valores gastos com o objetivo em se obter benefícios, que serão ativados em função de sua vida útil ou de</p><p>benefícios atribuíveis a períodos futuros.</p><p>Os investimentos podem ser de distintas naturezas e com períodos de ativação variados. Exemplos:</p><p>A matéria-prima é um gasto contabilizado temporariamente como investimento circulante.</p><p>Os equipamentos são gastos que se transformam em investimentos permanentes.</p><p>Desembolso – é o pagamento realizado com o intuito de se adquirir determinado bem ou serviço, e poderá ocorrer antes, durante</p><p>ou depois da entrega dos bens ou serviços comprados. Dessa forma, pode haver ou não defasagem em relação ao momento do</p><p>gasto.</p><p>Todas as despesas são gastos. No entanto nem todos os valores gastos pela empresa são despesas. Um</p><p>imóvel comprado, por exemplo, é gasto, mas não é despesa. O custo é contabilizado como produto, é</p><p>recuperado diretamente nas vendas, é estocado e eleva o Ativo. A despesa é contabilizada no resultado, não</p><p>é recuperada nas vendas, reduz o ativo ( à vista) ou aumenta o passivo (a prazo).</p><p>Terminologia em entidades não industriais</p><p>Várias empresas que prestam serviços passaram a utilizar os princípios e as técnicas da Contabilidade de Custos de maneira</p><p>apropriada em função da similaridade de situação, principalmente em empresas que trabalham por projetos.</p><p>Exemplos:</p><p>Empresas de Engenharia.</p><p>Escritórios de Auditoria.</p><p>Escritórios de Planejamento.</p><p>Os custos dessas empresas não produtoras representa, muitas vezes, o valor da aquisição de bens ou produtos destinados à</p><p>obtenção da condição para prestar determinado serviço.</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p�gina-inicial/unidade-2</p><p>https://getfireshot.com</p><p>FORMAS DE ABORDAR OS</p><p>ELEMENTOS DE CUSTOS</p><p>Toda atividade industrial, comercial ou de prestação de serviços, implica em custos. No entanto boa parte do empresariado não</p><p>tem conhecimento do custo de fato dos materiais e serviços que são utilizados em sua empresa. Esse desconhecimento t e m levado</p><p>muitos dirigentes a venderem seus produtos a preços estimados, sem considerar as variáveis de custo que incorrem sobe os</p><p>produtos. Tal situação acaba gerando prejuízos, sobretudo para os produtores menores, que são aqueles que têm o menor</p><p>conhecimento das variáveis de custos.</p><p>Os custos de produção são aqueles necessários à produção de determinado bem e podem ser classi fi cados em:</p><p>Materiais.</p><p>Mão de obra.</p><p>Custos indiretos de fabricação.</p><p>Materiais</p><p>Os materiais utilizados para fabricação podem ser classi fi cados em: matérias-primas, materiais secundários e materiais de</p><p>embalagem.</p><p>Os materiais adquiridos são elementos com valor patrimonial e que, em relação ao processo produtivo, são divididos em materiais</p><p>diretos e materiais indiretos. Os diretos são aqueles que podem ser diretamente e objetivamente alocados ao um produto</p><p>manufaturado. Os indiretos são aqueles que, para alocação do respectivo valor a um dos produtos fabricados na indústria, é</p><p>necessária a realização de um rateio.</p><p>São os elementos que compõem o produto (matérias-primas e materiais secundários), e as embalagens quando aplicadas aos</p><p>produtos dentro da área de produção são chamados de materiais diretos. Matérias-primas são os insumos utilizados na fabricação</p><p>de determinado produto e que fazem parte dele. A matéria-prima é a substância principal e indispensável na fabricação de um</p><p>produto.</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p�gina-inicial/unidade-2</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Os materiais secundários entram na composição dos produtos, em conjunto com a matéria-prima, complementando-a ou até</p><p>mesmo fazendo os ajustes finais necessários ao produto.</p><p>Os materiais auxiliares são aqueles que, embora sejam necessários para o processo de fabricação, eles não são contabilizados na</p><p>composição dos produtos. Por exemplo, numa fábrica de cadeiras, são os itens adicionais como pincéis, lixas, vernizes etc.</p><p>Os materiais de embalagem são aqueles destinados ao acondicionamento dos materiais que são destinados ao acondicionamento</p><p>ou embalagem dos produtos antes que eles deixem a área de produção. Por exemplo, os plásticos que envolvem os produtos, sacos</p><p>plástico, caixas de papelão etc.</p><p>Composição do custo dos materiais</p><p>A composição do custo dos materiais, quando do ingresso no almoxarifado, equivale valor de compra somado todas as despesas,</p><p>como gastos com transporte, seguros etc., vinculados à aquisição do material.</p><p>Impostos de aquisição como IPI, PIS, COFINS e ICMS. Esses impostos podem integrar ou não o valor dos materiais, pois dependerá</p><p>do tipo de atividade da empresa e sua forma de tributação.</p><p>Se a empresa não possuir nenhum tipo de isenção ou suspensão do IPI ou ICMS sobre mercadorias, mas os tem nos produtos</p><p>acabados, tais impostos farão parte da aquisição do material. No entanto se ela tributar as saídas dos produtos, eles não integrarão</p><p>o valor de compra, tendo em vista que geram impostos a recuperar para a empresa.</p><p>Sendo assim, os custos com materiais são compostos por:</p><p>Tabela 1 - Custo com materiais</p><p>Fonte: o autor.</p><p>Critérios de avaliação de materiais</p><p>Os critérios de avaliação de materiais são o preço médio, o PEPS (primeiro a entrar, primeiro a sair) e o UEPS (último a entrar,</p><p>último a sair).</p><p>O preço médio ou método da média ponderada ou móvel é baseado na aplicação de custos médios ao invés de custos efetivos. Esse</p><p>método não faz segmentação dos produtos em estoque por lote ou ordem cronológica. Por esse método, é feita uma média dos</p><p>custos individuais para cada mercadoria no estoque. Por meio dessa média os gestores definem o preço a ser cobrado pelas</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p�gina-inicial/unidade-2</p><p>https://getfireshot.com</p><p>mercadorias vendidas.</p><p>O PEPS é um método que se baseia no princípio de que o custo deve ser carregado pelo valor efetivo do material consumido na</p><p>produção, pressupondo que os primeiros materiais a serem usados na produção são os mais antigos no estoque. Esse método dá</p><p>ênfase na importância cronológica pela qual os produtos chegam e saem do estoque, ou seja, prioriza a saída dos produtos que</p><p>chegam primeiro no armazém.</p><p>A sigla PEPS signi fi ca “Primeiro que Entra, Primeiro que Sai” (em inglês, “First in, First Out”– FIFO). O valor</p><p>usado para diminuir as mercadorias do estoque pela venda é aquele relacionado ao do custo que seja mais</p><p>antigo.</p><p>O PEPS é essencial para empresas que trabalham com produtos perecíveis, tendo em vista o maior controle do fluxo das</p><p>mercadorias, evitando possíveis perdas. Além disso, os preços estabelecidos pelo PEPS são baseados no valor da aquisição dos</p><p>produtos mais antigos, permitindo balancear os custos de aquisição de cada lote de mercadorias.</p><p>O UEPS é um método que pressupõe que o custo mais recente é o com maior signi fi cância para determinação do lucro, sendo</p><p>assim toma-se em primeiro lugar os produtos adquiridos mais recentemente e em seguida o imediatamente anterior e assim por</p><p>diante.</p><p>Para se diferenciar os três critérios para avaliação de estoques, suponha, por exemplo, a movimentação de estoques de</p><p>determinado material, conforme apresentado a seguir.</p><p>Quadro 1 - Movimentação de estoque</p><p>Fonte: o autor.</p><p>Com base na movimentação dos estoques de materiais, o resumo da situação no dia 26/02 por cada critério será apresentado a</p><p>seguir. Com base no critério do preço médio:</p><p>Quadro 2 – Critério do preço médio</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p�gina-inicial/unidade-2</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Fonte: o autor.</p><p>Com base no critério PEPS:</p><p>Quadro 3 - Base no critério PEPS:</p><p>Fonte: o autor.</p><p>Com base no critério UEPS:</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p�gina-inicial/unidade-2</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Quadro 4 - Base no critério UEPS</p><p>Fonte: o autor.</p><p>Mão de obra</p><p>Refere-se aos gastos com funcionários que aplicam sua força de trabalho na transformação de matérias-primas em produtos de</p><p>forma direta ou indireta. Esse custo engloba todas as despesas pagas ou provenientes de contratação, treinamento, remuneração</p><p>e demissão de empregados. São os gastos que se referem aos salários, benefícios a que os empregados têm direito (cestas básicas,</p><p>vale-transporte, vale-refeição e outros) e encargos sociais (Previdência Social, FGTS etc.).</p><p>O custo total com mão de obra é composto por duas parcelas a primeira composta por despesas com salários e benefícios e a</p><p>segunda com encargos tributários. As despesas com salários estão relacionadas com a remuneração básica da mão de obra a qual</p><p>representa a remuneração pela prestação do serviço relacionado pelo pro fi ssional. Além da remuneração básica, a empresa pode</p><p>por vontade própria ou com base em acordo sindical, arcar com outros benefícios de forma a complementar a remuneração do</p><p>funcionário.</p><p>As despesas com encargos tributários estão relacionados aos gastos com FGTS, INSS, IR retido em folha, contribuição sindical etc.</p><p>Se houver qualquer tipo de rateio por estimativas ou divisões proporcionais, a natureza “direta” da mão de obra direta é perdida e</p><p>ela passa a ser mão de obra indireta (M ARTINS , 2010).</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p�gina-inicial/unidade-2</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Por exemplo, um fabricante artesão que produz apenas vassouras terá seus gastos classi fi cados como mão de obra direta tendo em</p><p>vista que todos os seus gastos são destinados a um único produto.</p><p>Por outro lado, se esse artesão produz vassouras, rodos e pás para lixo, seus gastos serão classi fi cados como mão de obra indireta,</p><p>pois não há como medir quanto cada um dos itens produzidos por ele consome do seu tempo total. Se houver forma de mensurar o</p><p>tempo que ele dedica para cada produto, os gastos passam a ser classi fi cados como mão de obra direta. Vale ressaltar que em</p><p>muitas empresas a mão de obra é fisicamente direta, mas a empresa pode decidir por não mensurá-la de forma adequada, tanto</p><p>por motivos econômicos quanto por motivos técnicos em fazer a separação.</p><p>Gastos gerais de fabricação</p><p>Esses gastos também podem ser chamados de “custos indiretos de fabricação”. Compreendem os gastos que incorrem sobre o</p><p>processo de fabricação, porém não são identi fi cados diretamente a cada unidade produzida. Por exemplo: os gastos com materiais</p><p>indiretos, mão de obra indireta, depreciação e manutenção de edifícios dentre outros.</p><p>Os materiais indiretos são aqueles que são auxiliares e que são empregados no processo de produção e que não integram</p><p>fisicamente os produtos. Por exemplo, numa fábrica de cadeiras, são os itens adicionais como pincéis, lixas, vernizes etc.</p><p>A mão de obra indireta corresponde à mão de obra que não trabalha diretamente na transformação da matéria-prima em produto,</p><p>ou cujo tempo que é dispendido na fabricação não pode ser determinado. Por exemplo, os gastos com pessoal e limpeza da fábrica</p><p>e os gastos com pessoal de manutenção de máquinas. Esse pessoal presta serviço necessário para determinada empresa, porém</p><p>não trabalha diretamente na elaboração dos produtos. Dessa forma, os custos com salários desse pessoal são classi fi cados como</p><p>mão de obra indireta.</p><p>Por fi m, os demais custos indiretos incorridos na fábrica, cujo consumo não pode ser quanti fi cado de forma direta, objetiva nos</p><p>produtos. Os custos indiretos de fabricação não são fáceis de identi fi car e correlacionar com os produtos fabricados, tendo em</p><p>vista que não há relação direta entre eles e os produtos.</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p�gina-inicial/unidade-2</p><p>https://getfireshot.com</p><p>CLASSIFICAÇÕES E NOMENCLATURAS</p><p>Os custos podem ser classi fi cados em relação ao produto e em relação ao volume de produção.</p><p>Custos em relação ao produto</p><p>Em relação ao produto, os custos podem ser diretos e indiretos. Os custos diretos são aqueles que estão relacionados a um</p><p>determinado objeto de custo e que podem ser identi fi cados com este de forma direta. O custo direto pode ser identi fi cado e</p><p>diretamente apropriado a determinado tipo de produto ou serviço a ser custeado no momento de sua ocorrência.</p><p>Dessa forma, ele está relacionado diretamente a cada tipo de bem ou função de custo. Esse custo pode ser atribuído diretamente a</p><p>um produto ou serviço. Por exemplo, os gastos com a matéria-prima para a produção, os gastos com energia elétrica se for</p><p>mensurada de forma independente, os gastos com mão de obra alocada na produção ou prestação do serviço dentre outros.</p><p>Por outro lado, os custos indiretos são aqueles que estão relacionados a um determinado objeto de custo e que não podem ser</p><p>identificados com este de forma direta. Esses custos são considerados por meio de rateio, de forma estimada, e as vezes até</p><p>arbitrário. Por exemplo, os gastos com depreciação de equipamentos mensurados de forma linear, aluguel das instalações, gastos</p><p>com manutenção dentre outros.</p><p>Custos em relação ao volume de produção: fixos e variáveis</p><p>A classi fi cação em custo fixo e custo variável examina o comportamento dos custos em relação ao nível de atividade, ou seja, em</p><p>relação ao volume produzido. Não existe uma de fi nição teórica exata para nível de atividade. No caso de uma indústria, é fácil</p><p>medir o nível de atividade, basta mensurar o total produzido e o total vendido. Por outro lado, uma empresa comercial pode</p><p>mensurar seu nível de atividade em termos de movimento global já fazendo ressalva de que determinados aumentos nos preços</p><p>não deverão ser considerados como aumento no nível de atividade.</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p�gina-inicial/unidade-2</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Custos fixos são aqueles cujos valores não se alteram com o nível de produção. É o caso, por exemplo, do aluguel da fábrica. Este</p><p>será cobrado pelo mesmo valor independentemente do nível da produção, inclusive no caso da fábrica não produzir nada. Esses</p><p>custos se tornam progressivamente menores em termos de custos unitários, ou seja, quanto maior a produção, menor é o custo</p><p>unitários, pois o custo fixo se dilui. Dentre os exemplos de custos fixos pode-se citar depreciação dos equipamentos (pelo método</p><p>linear), salários de vigias e porteiros da fábrica, prêmios de seguros etc. O grá fi co (Figura 2) a seguir representa os custos fixos em</p><p>relação à quantidade produzida.</p><p>Figura 2 - Custos fixos em relação à quantidade produzida / Fonte: o autor.</p><p>Em uma empresa aérea, os custos diretos são os custos atrelados diretamente com a produção de cargas ou</p><p>assentos transportados. Geralmente são representados por mão</p><p>de obra direta e pelas matérias primas. São</p><p>fo r temente dependentes do tipo e de como as aeronaves são operadas. Já os custos indiretos são todos os</p><p>outros custos operacionais que dependem da adoção de algum critério de rateio para sua atribuição à</p><p>produção de cargas ou assentos transportados. Geralmente, são representados por custos de locação das</p><p>instalações e independem do tipo e de como as aeronaves são operadas.</p><p>Por outro lado, os custos variáveis são aqueles cujos valores se alteram em função do volume de produção da empresa. Os custos</p><p>variáveis aumentam à medida que aumenta o volume de produção. São considerados custos variáveis todos aqueles que</p><p>dependem do nível de produção, ou seja, são aqueles que crescem e decrescem com o nível de produção, porém não</p><p>necessariamente na mesma proporção. Dentre os exemplos de custos variáveis, pode-se citar os gastos com matéria-prima,</p><p>materiais indiretos consumidos, depreciação dos equipamentos quando esta for depender das horas por máquina trabalhadas,</p><p>gastos com horas extras na produção.</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p�gina-inicial/unidade-2</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Figura 3 - Custos variáveis em relação à quantidade produzida</p><p>Fonte: o autor.</p><p>Por fim, os custos plenos ou integrais equivalem ao somatório dos custos de produção e das despesas que possam ser associadas</p><p>aos produtos, de forma unitária (produto a produto). Esse conceito é pouco utilizado, dessa forma quando ocorrem, as despesas</p><p>são contabilizadas de forma direta no resultado lucro (entram para o Balanço Patrimonial).</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p�gina-inicial/unidade-2</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p%C3%A1gina-inicial/atividades</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>ATIVIDADES</p><p>1. E m nossos encontros abordamos os elementos, os métodos e classi fi cação dos custos. A respeito desses aspectos, analise as</p><p>afirmações a seguir.</p><p>I) A compra a prazo de material para produção representa um investimento.</p><p>II) A embalagem utilizada nos produtos no decorrer da produção representa perdas.</p><p>III) O gasto produzido direta ou indiretamente para gerar receitas representam despesas.</p><p>IV) Os gastos com incêndio na fábrica representam custos.</p><p>V) O reconhecimento dos salários dos diretores e de suas secretárias representa investimentos.</p><p>Está correto o que se a afirma em:</p><p>a) I apenas.</p><p>b) I e III apenas.</p><p>c) I, II e III apenas.</p><p>d) I e V apenas.</p><p>e) I, II, III, IV e V.</p><p>2. Analise com atenção a movimentação de estoques a seguir.</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p�gina-inicial/atividades</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p%C3%A1gina-inicial</p><p>Levando em conta o método do preço médio, é possível a fi rmar que:</p><p>I) O estoque pela apuração do custo médio, no dia 22/10/2017, é de R$ 4.075.</p><p>II) O custo de vendas pela apuração do custo médio, no dia22/10/2017, é de R$1100.</p><p>III) O valor das compras foi de R$ 4.675.</p><p>IV) O estoque pela apuração do custo médio, no dia 22/10/2017, é de R$ 4.000.</p><p>V) O custo de vendas pela apuração do custo médio, no dia22/10/2017, é</p><p>R$1.571,43.</p><p>É correto o que se a fi rma em:</p><p>a) III apenas.</p><p>b) III e V apenas.</p><p>c) I, II e III apenas.</p><p>d) II, III e V apenas.</p><p>e) I, II, III, IV e V.</p><p>3. Leia com atenção os dados a seguir, que representam os principais custos de uma fábrica de brinquedos.</p><p>Matéria Prima – R$ 1.000.000</p><p>Encargos de depreciação – R$ 50.000</p><p>Material de embalagens – R$ 80.000</p><p>Aluguéis do galpão da fábrica – R$ 150.000</p><p>Mão de obra direta – R$ 400.000</p><p>Sabendo que o custo total é dado pel a somatóri a dos custos fixos com os custos variáveis, o valor do custo variável dessa empresa</p><p>nesse período é:</p><p>a) R$ 1.280.000,00.</p><p>b) R$ 1.400.000,00 .</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p�gina-inicial/atividades</p><p>https://getfireshot.com</p><p>c) R$ 1.480.000,00.</p><p>d) R$ 200.000,00.</p><p>e) R$ 680.000,00 .</p><p>Resolução das atividades</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p�gina-inicial/atividades</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p%C3%A1gina-inicial/resumo</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>RESUMO</p><p>A contabilidade de custos passou a prestar duas funções muito importantes para a contabilidade gerencial: auxiliar o controle e</p><p>contribuir para a tomada de decisões, por meio da utilização de dados de custos.</p><p>A análise de custos é importante mecanismo gerencial que interfere em todos os setores de informações, por um lado fornecendo</p><p>dados e por outro interpretando os dados e informações obtidos. Atualmente, utiliza-se a expressão “Contabilidade Gerencial”</p><p>para designar o sistema de análise de custos e resultados com a finalidade de tornar mais e ciente a função gerencial.</p><p>Dessa forma, a contabilidade de custos pode ser considerada como um sistema que tem como objetivo proporcionar à</p><p>administração da empresa o registro do custo dos produtos, avaliação de estoques que representam valor material bem como</p><p>proporcionar análise do desempenho da empresa.</p><p>No que diz respeito ao controle, a contabilidade de custos tem como função fornecer subsídios para que a empresa estabeleça</p><p>padrões, orçamentos ou previsões e, por fim , acompanhe efetivamente o que foi realizado com os valores previstos.</p><p>Já do ponto de vista da tomada de decisões, a contabilidade de custos auxilia o administrador a mensurar as consequências da</p><p>insuficiência da capacidade de produção, a determinação de preço de venda, a verticalização ou não do processo de produção e</p><p>verificações para reduzir os desperdícios, ociosidades e ine fi ciências.</p><p>Dessa forma, estes nossos encontros permitiram a você conhecer a terminologia contábil, as formas de abordar os elementos de</p><p>custos, compreender as classi fi cações e nomenclaturas de custo quanto à aplicabilidade e em relação ao volume de produção, para</p><p>que com esses conceitos possa auxiliar os gestores no controle e nas tomadas de decisões das empresas com vistas a alcançar os</p><p>objetivos propostos.</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p�gina-inicial/resumo</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p%C3%A1gina-inicial/eu-indico</p><p>Consultoria Contábil em Custos Página inicial</p><p>Material Complementar</p><p>Leitura</p><p>Manual de Contabilidade de Custos</p><p>Autor: José Luiz dos Santos, Paulo Schmidt, Paulo Roberto Pinheiro e</p><p>Marcelo Santos Nunese</p><p>Editora: Atlas</p><p>Sinopse : a função do gestor de custos sofreu grandes mudanças nas</p><p>últimas décadas, especialmente em razão dos avanços tecnológicos, da</p><p>globalização econômica, do acirramento da concorrência e de uma nova</p><p>visão das funções de gerenciamento nas organizações. Nesse cenário, é</p><p>imprescindível entender as nuances desse ramo de conhecimento na área</p><p>de gestão empresarial: a contabilidade de custos.</p><p>Nesse contexto, este livro apresenta uma síntese dos principais temas</p><p>relacionados à contabilidade de custos, como: utilidade da contabilidade</p><p>de custos; classi fi cação e contabilização de custos; estrutura básica dos</p><p>sistemas de custeio; legislação básica da contabilidade de custos; custos</p><p>para controle e decisão; gestão estratégica de custos; criação de valor;</p><p>sistema de gestão de valor; economia de escala e de escopo; sistemas de</p><p>custeio.</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p�gina-inicial/eu-indico</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/view/ccec2/p%C3%A1gina-inicial/refer%C3%AAncias</p>