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<p>Apostila: Módulo 2</p><p>MATERIAL ATUALIZADO</p><p>Pra ficar por dentro de todas as</p><p>novidades, siga a gente no Instagram:</p><p>Gestão de Ativos e Investimentos</p><p>Clique aqui para</p><p>acessar outros materiais</p><p>@academiarafaeltoro</p><p>ou Escaneie o QR Code</p><p>Exame 48 CFP®</p><p>https://www.academiarafaeltoro.com.br/simulados-gratuitos/</p><p>https://www.instagram.com/academiarafaeltoro/</p><p>https://www.instagram.com/academiarafaeltoro/</p><p>SOBRE NÓS</p><p>Com mais de 50 mil alunos, a Academia Rafael Toro</p><p>(também chamada de ART), foi fundada em 2017, tendo o</p><p>professor Rafael Toro como idealizador e fundador. Movido</p><p>pela vontade de transformar a maneira com que as pessoas</p><p>aprendiam, o Toro desenvolveu uma metodologia de</p><p>aprendizado que revolucionou o mercado de Certificações</p><p>no Brasil e já aprovou milhares de pessoas nas principais</p><p>provas da Anbima, Planejar, Ancord e Apimec.</p><p>Sumário Módulo II</p><p>Gestão de Ativos & Investimentos</p><p>Módulo II: Objetivo ............................................................................................................................ 04</p><p>Capítulo 1: Instrumentos de Renda Fixa ............................................................................................ 05</p><p>1.1 Conceitos Básicos ............................................................................................................. 6</p><p>1.2 Títulos Públicos Federais ................................................................................................ 14</p><p>1.3 Títulos Emitios por Instituições Financeiras ................................................................... 22</p><p>1.4 Títulos Emitidos por Instituições Não Financeiras .......................................................... 44</p><p>1.5 Índices do Mercado de Renda Fixa ................................................................................. 63</p><p>1.6 Precificação dos Títulos de Renda Fixa ........................................................................... 68</p><p>1.7 Riscos em Aplicações de Renda Fixa...............................................................................83</p><p>Capítulo 2: Mercado de Ações ........................................................................................................... 108</p><p>2.1 Conceitos dos Básicos ................................................................................................... 109</p><p>2.2 Direitos dos Acionistas Minoritários............................................................................. 127</p><p>2.3 Ofertas Públicas e Ambientes de Negociação .............................................................. 140</p><p>2.4 Índices da Bolsa de Valores .......................................................................................... 172</p><p>2.5 Estratégias de Investimentos ....................................................................................... 176</p><p>2.6 Remuneração das Ações e Liquedez ............................................................................ 184</p><p>2.7 Modelos de Precificação de Ações ............................................................................... 195</p><p>Capítulo 3: Derivativos ....................................................................................................................... 221</p><p>3.1 Modalidade: Termo & Futuro ........................................................................................ 230</p><p>3.2 Modalidade: Swap ......................................................................................................... 256</p><p>3.3 Modalidade: Opções ...................................................................................................... 262</p><p>Capítulo 4: Fundos de Investimentos ................................................................................................ 295</p><p>4.1 Aspectos Gerais ........................................................................................................... 296</p><p>4.2 Principais Estratégias e Tipos de Gestão de Fundos .................................................... 366</p><p>4.3 Fundamentos de Investimentos Financeiros (FIF) ....................................................... 371</p><p>4.4 Outras Modalidade de Fundos de Investimentos ........................................................ 395</p><p>4.5 Clubes de Investimentos, Carteiras Administrativas e Investidor Qualificado ............ 411</p><p>Capítulo 5: Investimentos no Exterior ............................................................................................. 416</p><p>5.1 Renda Fixa Internacional ............................................................................................. 417</p><p>5.2 Mercado de Ações Internacional ................................................................................. 432</p><p>5.3 Fundos de Investimentos ............................................................................................. 436</p><p>Capítulo 6: Investimentos em Imóveis ............................................................................................. 455</p><p>Capítulo 7: Gestão de Carteiras ........................................................................................................ 467</p><p>7.1 Teoria Moderna de Carteiras ....................................................................................... 468</p><p>7.2 Gestão e Mensuração de Riscos e Retorno dos Investimentos ................................... 509</p><p>7.3 Alocação de Ativos e Rebalanceamento de Carteiras ................................................. 521</p><p>Capítulo 8: Finanças Comportamentais ........................................................................................... 540</p><p>CFP - Certified Financial Planner 4</p><p>Gestão de Ativos & Investimentos</p><p>Objetivo</p><p>Estabelecer um nível adequado de conhecimento dos profissionais sobre as diversas</p><p>classes de ativos, mobiliários ou imobiliários, com ênfase aos instrumentos de renda fixa,</p><p>renda variável, derivativos e investimentos coletivos, como fundos de investimentos.</p><p>Contempla também os investimentos no exterior (do ponto de vista do investidor</p><p>residente no Brasil).</p><p>Avaliar a capacidade do profissional de medir e gerenciar os riscos e os retornos dos</p><p>ativos individuais de renda fixa e renda variável, bem como de carteiras de ativos.</p><p>Qualificar a atuação do profissional de planejamento financeiro mediante a aplicação dos</p><p>conceitos teóricos e técnicas de alocação de ativos (asset allocation), gestão e</p><p>rebalanceamento de carteiras. Neste tema são incluídas, ainda, questões de finanças</p><p>comportamentais, como elas interferem nas decisões de investimentos e como elas</p><p>podem influenciar as interações e comportamento dos profissionais com os clientes.</p><p>O candidato deve ser capaz de avaliar as vantagens e desvantagens de cada estratégia</p><p>proposta para os clientes, otimizando-as e priorizando os passos para auxiliar os clientes</p><p>na implementação de cada recomendação.</p><p>Capítulo 1:</p><p>Instrumentos de Renda Fixa</p><p>5</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>6</p><p>1.1 Conceitos Básicos</p><p>6</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>7</p><p>Renda Fixa</p><p>Introdução</p><p>Os títulos de renda fixa são contratos onde de um lado alguém está precisando de</p><p>dinheiro e do outro, a contraparte aceita emprestar os recursos cobrando uma certa taxa</p><p>de juros, podendo ela ser conhecida desde o início (juro prefixado) ou indexada (IPCA,</p><p>IGP-M, CDI, Selic,...).</p><p>Quando este devedor for o governo federal, dizemos que é um título público federal,</p><p>sendo o emissor da dívida o Tesouro Nacional. Já quando for um agente privado (bancos,</p><p>padarias, lojas,...), classificamos como títulos privados. Portanto, este mercado está</p><p>relacionado à gestão de títulos de crédito, sendo os seus instrumentos de renda fixa</p><p>geridos e fiscalizados pelo Banco Central, juntamente com a Comissão de Valores</p><p>Mobiliários (CVM), quando se tratar, principalmente de ofertas públicas.</p><p>Atualmente, os títulos do Governo Federal possuem a maior relevância dentre o mercado</p><p>de renda fixa nacional, movimentando aproximadamente 95% do volume financeiro. Isso</p><p>demonstra</p><p>(o que é mais fácil). Outro ponto que</p><p>deve ser salientado é que os cálculos de remunerações no Brasil são sempre em DIAS</p><p>ÚTEIS. Os dias corridos são utilizados somente para definir a tributação do IR que a</p><p>operação teve.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>76</p><p>Precificação de Ativos</p><p>LFT: Exemplo de Cálculo</p><p>A taxa Selic projetada para um período de 504 dias úteis é de 12% ao ano. Sabendo que</p><p>o valor de atualização entre o valor nominal (R$ 1.000,00) e a data-base (data atual) é de</p><p>1,1885, qual o valor que um investidor deve comprar uma LFT para se ter 13% ao ano?</p><p>q SOLUÇÃO: As LFTs também podem ser negociadas com ágio ou deságio. Podemos</p><p>notar que como o novo investidor deseja uma rentabilidade acima da taxa Selic projetada,</p><p>ele deve adquirir o título comprando com desconto. Para resolvermos este problema,</p><p>tratamos em 3 partes: (1) valor atual corrigido do título; (2) calcular qual seria o valor</p><p>final da LFT pela taxa Selic Projetada; (3) trazer a valor presente este valor pela taxa que</p><p>o investidor deseja.</p><p>Ø (1) Valor Atual da LFT:</p><p>o 1000 [ENTER]</p><p>o 1,1885 [x]</p><p>R: R$ 1.188,50</p><p>Ø (2) LFT corrigida a 12%:</p><p>o n = 504 ÷ 252 = 2</p><p>o i = 12</p><p>o PV = 1.188,50 [CHS]</p><p>o PMT = 0</p><p>o FV = ? = 1.490,8544</p><p>Ø (3) Valor da LFT com deságio:</p><p>o n = 504 ÷ 252 = 2</p><p>o i = 13</p><p>o PMT = 0</p><p>o FV = R$ 1.490,8544</p><p>o PV = ? = R$ 1.167,5577</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>77</p><p>Precificação de Ativos</p><p>YTM: Exemplo de Cálculo 1</p><p>Uma debênture com vencimento em 10 anos, está sendo negociada no mercado por</p><p>R$ 1.040,00. Sabendo que sua taxa do cupom é de 12% ao ano, com pagamento anual,</p><p>calcule qual é seu YTM.</p><p>q SOLUÇÃO: Primeiramente, devemos saber que as debêntures são títulos que são</p><p>emitidas por R$ 1.000,00. Assim, o cupom será a multiplicação da taxa de cupom por</p><p>R$ 1.000,00 e o valor recebido na última prestação, será o cupom mais os R$ 1.000,00.</p><p>Desta forma:</p><p>Ø YTM na HP 12C:</p><p>o PV = - R$ 1.040,00 [CHS];</p><p>o FV = R$ 1.000,00;</p><p>o PMT = R$ 120,00 → 1.000 × 12%</p><p>o n = 10 anos;</p><p>o i (YTM) = ? = 11,31% ao ano</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>78</p><p>Precificação de Ativos</p><p>(1) CUPOM SEMESTRAL:</p><p>Ø 12 [i]</p><p>Ø 360 [n]</p><p>Ø 180</p><p>Ø R/S</p><p>R = 5,830% ao semestre</p><p>Ø CUPOM: 5,83% × R$ 1.000</p><p>R = R$ 58,30 ao semestre</p><p>(2) YTM SEMESTRAL:</p><p>Ø PV = - R$ 1.040,00 [CHS]</p><p>Ø FV = R$ 1.000,00</p><p>Ø PMT = 58,30</p><p>Ø n = 20 semestres</p><p>Ø i (YTM) = ? = 5,4954 a.s</p><p>(3) YTM AO ANO:</p><p>Ø 5,4954 [i]</p><p>Ø 180 [n]</p><p>Ø 360</p><p>Ø R/S</p><p>RESPOSTO FINAL</p><p>11,29% ao ano</p><p>YTM: Exemplo de Cálculo 2</p><p>Uma debênture com vencimento em 10 anos, está sendo negociada no mercado por</p><p>R$ 1.040,00. Sabendo que sua taxa do cupom é de 12% ao ano, com pagamento</p><p>SEMESTRAL, calcule qual é seu YTM.</p><p>q SOLUÇÃO: Desta vez, o cupom é pago semestralmente. Assim, devemos encontrar esta</p><p>taxa semestral, para multiplicarmos por R$ 1.000,00 e achar o PMT. Não podemos</p><p>esquecer também que o YTM é sempre dito em ano! Desta forma, faremos em 3 etapas:</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>79</p><p>Uma debênture com vencimento em 10 anos, está sendo negociada no mercado por</p><p>R$ 1.040,00. Sabendo que sua taxa do cupom é de 12% ao ano, com pagamento anual,</p><p>calcule qual é seu Current Yield?</p><p>q SOLUÇÃO: Como o Current Yield é somente a relação entre “os juros recebidos</p><p>anualmente” pelo preço pago pelo título, devemos primeiramente saber qual o cupom</p><p>que o investidor irá receber. Sendo assim, o cupom será a multiplicação da taxa do cupom</p><p>por R$ 1.000,00 e não pelo valor pago no mercado. Lembre que o cupom é pago pelo que</p><p>a empresa pegou emprestado (para as debêntures, o valor sempre é R$ 1.000,00) e não</p><p>por quanto estão negociando seus títulos no mercado secundário.</p><p>Precificação de Ativos</p><p>CY: Exemplo de Cálculo 1</p><p>(1) FÓRMULA (Cupom ÷ Valor de Mercado)</p><p>Ø 120 [ENTER]</p><p>Ø 1040 [÷]</p><p>Visor: 0,115385</p><p>Ø 100 [×]</p><p>R = 11,54%</p><p>Na fórmula, precisamos multiplicar por 100</p><p>(2) ATRAVÉS DE [%T]:</p><p>Ø 1040 [ENTER]</p><p>Ø 120 [%T]</p><p>R: 11,54%a.a.</p><p>Deste jeito, a resposta já vem em</p><p>porcentagem e perceba que o</p><p>cupom vem sempre por último.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>80</p><p>Precificação de Ativos</p><p>(1) CUPOM SEMESTRAL:</p><p>Ø 12 [i]</p><p>Ø 360 [n]</p><p>Ø 180</p><p>Ø R/S</p><p>R = 5,830% ao semestre</p><p>Ø CUPOM: 5,83% × R$ 1.000</p><p>R = R$ 58,30 ao semestre</p><p>CY: Exemplo de Cálculo 2</p><p>Uma debênture com vencimento em 10 anos, está sendo negociada no mercado por</p><p>R$ 1.040,00. Sabendo que sua taxa do cupom é de 12% ao ano, com pagamento</p><p>semestral, calcule qual é seu Current Yield?</p><p>q SOLUÇÃO: Desta vez, o cupom é pago semestralmente. Assim, devemos encontrar esta</p><p>taxa semestral, para multiplicarmos por R$ 1.000,00. Como são dois semestres por ano,</p><p>ele receberá o cupom duas vezes, sem ser considerado o valor do dinheiro no tempo.</p><p>(1) FÓRMULA</p><p>Ø 58,30 [ENTER]</p><p>Ø 2 [×]</p><p>Visor: 116,60</p><p>Ø 1040 [÷]</p><p>Visor: 0,112115</p><p>Ø 100 [×]</p><p>R = 11,21%</p><p>(2) ATRAVÉS DE [%T]:</p><p>Ø 1040 [ENTER]</p><p>Ø 116,60 [%T]</p><p>R: 11,54%a.a.</p><p>Quando utilizamos o [T%]</p><p>basta colocar o valor de</p><p>mercado primeiro e depois</p><p>a renda anual e clicar [%T]</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>81</p><p>Ø (1) TR:</p><p>o 100 [ENTER]</p><p>o 1,38 [%] [+]</p><p>o 0,27 [%] [+]</p><p>o 100 [-]</p><p>R: 1,65%</p><p>Ø (1) CDB 10%aa:</p><p>o 10 [i]</p><p>o 252 [n]</p><p>o 42</p><p>o [R/S]</p><p>R: 1,60%</p><p>Ø (2) Rentabilidade TOTAL:</p><p>o 100 [ENTER]</p><p>o 1,65 [%] [+]</p><p>o 1,60 [%] [+]</p><p>o 100 [-]</p><p>R: 3,28% no período</p><p>Precificação de Ativos</p><p>Títulos Híbridos: Exemplo de Cálculo</p><p>João aplica em R$ 100 mil em um CDB que está remunerando TR + 10% a.a. Após dois</p><p>meses (60 dias corridos e 42 dias úteis), ele decide resgatar sua aplicação. Qual foi a sua</p><p>remuneração, sabendo que a TR foi de 1,38% e 0,27% em cada mês?</p><p>q SOLUÇÃO: Quando os títulos são híbridos (remuneração fixa MAIS uma taxa), como por</p><p>exemplo Poupança e NTN-B, aparecerá o sinal +. Porém, já vimos que este MAIS significa</p><p>vezes por ser de juros compostos. Assim, devemos (1) descobrir o retorno de cada</p><p>variável no período desejável e depois; (2) multiplicar os resultados. Desta forma:</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>82</p><p>Ø (1) TR:</p><p>o 100 [ENTER]</p><p>o 1,38 [%] [+]</p><p>o 0,27 [%] [+]</p><p>o 100 [-]</p><p>R: 1,65%</p><p>Ø (1) CDB 10%aa:</p><p>o 10 [i]</p><p>o 252 [n]</p><p>o 42</p><p>o [R/S]</p><p>R: 1,60%</p><p>Ø (2) Rentabilidade TOTAL:</p><p>o 100 [ENTER]</p><p>o 1,65 [%] [+]</p><p>o 1,60 [%] [+]</p><p>o 100 [-]</p><p>R: 3,28% no período</p><p>Precificação de Ativos</p><p>Títulos Híbridos: Exemplo de Cálculo</p><p>João aplica em R$ 100 mil em um CDB que está remunerando TR + 10% a.a. Após dois</p><p>meses (60 dias corridos e 42 dias úteis), ele decide resgatar sua aplicação. Qual foi a sua</p><p>remuneração, sabendo que a TR foi de 1,38% e 0,27% em cada mês?</p><p>q SOLUÇÃO: Quando os títulos são híbridos (remuneração fixa MAIS uma taxa), como por</p><p>exemplo Poupança e NTN-B, aparecerá o sinal +. Porém, já vimos que este MAIS significa</p><p>vezes por ser de juros compostos. Assim, devemos (1) descobrir o retorno de cada</p><p>variável no período desejável e depois; (2) multiplicar os resultados, conforme ensinado</p><p>em Módulo I - Fundamentos de Finanças. Desta forma:</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>83</p><p>1.7 Riscos em Aplicações de</p><p>Renda Fixa</p><p>83</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>84</p><p>Principais Riscos do Investidor</p><p>Tipos de Risco</p><p>Os investimentos possuem diversos tipos de riscos financeiros, sendo seus principais para</p><p>a prova do CFP são:</p><p>Ø Risco de Mercado</p><p>Ø Risco de Taxa de Juros</p><p>Ø Risco de Liquidez</p><p>Ø Risco de Crédito</p><p>Ø Risco de Reinvestimentos</p><p>Ø Risco de Resgate Antecipado</p><p>Ø Risco País</p><p>Ø Risco de Mercado Externo</p><p>Ø Risco Cambial</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>85</p><p>Risco de Mercado</p><p>Conceito</p><p>O RISCO DE MERCADO, também conhecido como RISCO SISTÊMICO, se caracteriza pela</p><p>oscilação dos valores de um ativo durante um período de tempo, gerando possíveis</p><p>ganhos ou perdas ao investidor. Esta variação dos preços é chamada de VOLATILIDADE, e</p><p>quanto maior a volatilidade, maior o risco de mercado de um ativo. Já levando para o lado</p><p>matemático, podemos mensurar de duas formas:</p><p>Ø Volatilidade HISTÓRICA: Medida estatística que se baseia nos preços do passado</p><p>ativo. Neste caso, é utilizado o cálculo de desvio padrão dos retornos do</p><p>investimento; ou</p><p>Ø Volatilidade IMPLÍCITA: Estimada através da variação futura de um ativo adotada</p><p>pelo mercado financeiro. Ela é obtida por meio</p><p>de modelos de avaliação de preço do</p><p>derivativo Opção. Dentre destes modelos, o mais conhecida é o Black & Scholes.</p><p>Saindo do lado “numérico”, as causas do risco de mercado são geradas principalmente</p><p>pelas condições macroeconômicas, tais como, taxas de juros, câmbio, commodities; mas</p><p>também podem ocorrer por questões políticas, como impeachments de um governo.</p><p>Iremos falar mais sobre esse risco, no Módulo II - Capítulo 7. Gestão de Carteiras.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>86</p><p>Risco de Taxa de Juros</p><p>Conceito</p><p>Pode ser definido como o efeito de mudanças na taxa de juros, causando perdas ou</p><p>ganhos no valor do título de renda fixa (portfólio de ativos de renda fixa) nos preços de</p><p>mercado. Podemos mensurar este risco através de medidas de sensibilidade de um título</p><p>em relação a variações nas taxas de juros (Duration de Macaulay ou Duration</p><p>Modificada). Por exemplo, Rafael possui dois ativos prefixados com rentabilidade de 10%</p><p>ao ano, que são:</p><p>Ø (1) LTN com vencimento em 10 anos;</p><p>Ø (2) LTN com vencimento em 20 anos.</p><p>Caso o COPOM aumente em 1%a.a. a taxa de juros SELIC (de 10% para 11%), os títulos</p><p>acima terão impactos diferentes. Como a alteração foi de 1% POR ANO, a LTN (1) será</p><p>impactada negativamente 10 vezes de 1% (pois durante 10 anos, você receberá 10%,</p><p>enquanto o mercado estará rendendo 11%) e a LTN (2) terá um impacto de VINTE VEZES,</p><p>sendo muito mais prejudicial por causa do seu prazo. Este impacto negativo é visto</p><p>diretamente na marcação a mercado do ativo.</p><p>A seguir, será aprofundado o conceito de Duration, para analisarmos os impactos da</p><p>mudança da taxa de juros.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>87</p><p>ATIVO VALOR INVESTIDO</p><p>(% DA CARTEIRA) PRAZO PRAZO MÉDIO</p><p>(PESO) X (PRAZO)</p><p>A R$ 10.000,00 (10%) 100 dias (10%) × (100 dias) = 10 dias</p><p>B R$ 90.000,00 (90%) 200 dias (90%) × (200 dias) = 180 dias</p><p>TOTAL R$ 100.000,00 - 190 dias</p><p>+</p><p>=</p><p>O Prazo Médio Ponderado é um conceito extremamente importante na carteira de</p><p>investimentos de renda fixa. Ele nada mais é que a “média de vencimento dos ativos que</p><p>a compõe, levando em consideração o peso que ele tem na composição da carteira”. Ou</p><p>seja, para cada ativo da carteira, devemos multiplicar o seu peso pelo seu prazo e somar</p><p>todos os resultados. Por exemplo, uma carteira de R$ 100 mil composta por 2 ativos de</p><p>renda fixa (ativo A: R$ 10 mil que vencerá em 100 dias; ativo B: R$ 90 mil, que vencerá em</p><p>200 dias). Qual o seu prazo médio?</p><p>q RESPOSTA: o prazo médio ponderado da carteira é de 190 dias. Ou seja, é como se a</p><p>carteira possuísse somente 1 ativo que se encerraria em 190 dias. Mas para que serve?</p><p>Prazo Médio Ponderado: Conceito</p><p>Risco de Taxa de Juros</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>88</p><p>A sua utilização está interligada com o risco que a carteira possui: quanto maior o prazo</p><p>médio ponderado, maior será o risco que esta carteira possui (principalmente risco de</p><p>mercado, taxa de juros e crédito).</p><p>A ponderação (peso do ativo) é extremamente importante nesses casos, pois é muito</p><p>diferente uma carteira que vencerá R$ 90.000,00 em 200 dias e mais R$ 10 mil em 100</p><p>dias, do que outra que possui R$ 90 mil em 100 dias mais R$ 10 mil em 200 dias. O caso</p><p>em azul, possui um risco muito menor, pois o investidor estará recebendo o seu valor</p><p>investido muito antes (Prazo Médio da segunda carteira em 110 dias = 90%x100 dias +</p><p>10% x 200 dias). Desta forma, há menos chances de acontecer algum imprevisto.</p><p>Para a prova, você somente precisa identificar na pergunta quais são os valores do título e</p><p>os seus devidos prazos e analisar que quanto maior o prazo médio da carteira, maior será</p><p>o seu risco, gerando assim, uma maior rentabilidade!</p><p>Prazo Médio Ponderado: Riscos Associados</p><p>Risco de Taxa de Juros</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>89</p><p>Risco de Taxa de Juros</p><p>Ø Sendo que:</p><p>§ Fct = cada fluxo de caixa</p><p>§ t = período</p><p>§ i = YTM (taxa de desconto)</p><p>§ VP = valor presente do título</p><p>Duration de Macaulay</p><p>A Duration de Macaulay (DMac), chamada simplesmente de “Duration”, surgiu para</p><p>estimar sensibilidade do preço de um título prefixado a mudanças nas taxas de juros. Ela</p><p>veio para substituir o conceito de “maturidade média”, que nada mais era do que fazer a</p><p>média ponderada de uma carteira de renda fixa, baseado no vencimento dos seus títulos.</p><p>Seu grande problema era que não considerava os efeitos do pagamento dos cupons e</p><p>amortizações intermediárias de um título. Assim, o que o financista Macaulay fez na sua</p><p>fórmula foi considerar o valor presente de todos os recebimentos, conforme passo-a-</p><p>passo e sua fórmula baixo:</p><p>(1) Trazer a valor presente todos fluxos , multiplicando-os pelo seu período;</p><p>(2) Somar estes resultados;</p><p>(3) Dividir este (2) somatório pelo valor presente (negociado) do ativo.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>90</p><p>Valor de Face da</p><p>Duplicata PESO DO TÍTULO Número de meses</p><p>para o vencimento DIAS X PESO</p><p>R$ 10.000,00 10.000 ÷ 100.000 = 10% 1 mês (30 dias) 30d × 10% = 3</p><p>R$ 20.000,00 20.000 ÷ 100.000 = 20% 2 mês (60 dias) 60d × 20% = 12</p><p>R$ 30.000,00 30.000 ÷ 100.000 = 30% 3 mês (90 dias) 90d × 30% = 27</p><p>R$ 40.000,00 40.000 ÷ 100.000 = 40% 4 mês (120 dias) 120d × 40% = 48</p><p>Total = 100.000 Prazo Médio de Recebimento = 90 dias</p><p>ou seja, a Duration aproximada da</p><p>carteira é de 90 dias</p><p>+</p><p>+</p><p>+</p><p>Risco de Taxa de Juros</p><p>Duration: Exemplo</p><p>q EXEMPLO: Qual a Duration da carteira abaixo de duplicatas no valor total de</p><p>R$ 100 mil na data de hoje, sendo que a taxa de desconto dos títulos é de 3,00% a.m?</p><p>Podemos aproximar o valor da Duration através do Cálculo do Prazo Médio, ou seja,</p><p>encontraremos o ponto de equilíbrio do prazo dos títulos, levando em consideração</p><p>somente os pesos de cada fluxo.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>91</p><p>Ø Duplicata (1):</p><p>o n = 1</p><p>o i = 3</p><p>o FV = 10.000</p><p>o PMT = 0</p><p>o PV = 9.708,74</p><p>Ø Duplicata (2):</p><p>o n = 2</p><p>o i = 3</p><p>o FV = 20.000</p><p>o PMT = 0</p><p>o PV = 18.851,92</p><p>Ø Duplicata (3):</p><p>o n = 3</p><p>o i = 3</p><p>o FV = 30.000</p><p>o PMT = 0</p><p>o PV = 27.454,25</p><p>Ø Duplicata (4):</p><p>o n = 4</p><p>o i = 3</p><p>o FV = 40.000</p><p>o PMT = 0</p><p>o PV = 35.539,48</p><p>ETAPA 1 = Calcular valor presente dos títuos</p><p>Risco de Taxa de Juros</p><p>Duration de Macaulay - Passo a Passo</p><p>Para calcularmos a (2) Duration de Macaulay da carteira de R$ 100.000,00 com 4 títulos</p><p>dados no problema, devemos seguir os seguintes passos:</p><p>Ø Etapa 1: Calcular o valor presente de cada recebimento;</p><p>Ø Etapa 2: Multiplicar cada valor presente calculado pelo seu prazo;</p><p>Ø Etapa 3: Somar todos os resultados da Etapa 2;</p><p>Ø Etapa 4: Utilizar o Valor Presente da Carteira (soma do Valor Presente de cada</p><p>recebimento, portanto, soma da ETAPA 1) ou, se for dito, será o seu valor de mercado.</p><p>Ø Etapa 5: Dividir o resultado da ETAPA 3 pelo resultado da ETAPA 4. Este será o</p><p>resultado da Duration de Macaulay!</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>92</p><p>Ø Duplicata (1):</p><p>§ PV × n</p><p>§ R$ 9.708,74 × 1</p><p>§ 9.708,74</p><p>Ø Duplicata (1):</p><p>§ PV × n</p><p>§ R$ 18.851,92 × 2</p><p>§ 37.703,84</p><p>Ø Duplicata (3):</p><p>§ PV × n</p><p>§ R$ 27.454,25 × 3</p><p>§ 82.362,75</p><p>Ø Duplicata (4):</p><p>§ PV × n</p><p>§ R$ 35.539,48 × 4</p><p>§ 142.157,92</p><p>ETAPA 2: Multiplicar cada valor presente calculado pelo seu prazo</p><p>Ø Somatório dos PV × n = 9.708,74 + 37.703,84 + 82.362,75 + 142.157,92</p><p>Ø Somatório dos PV × n = R$ 271.933,25</p><p>ETAPA 3: Somar todos os resultados da Etapa 2</p><p>Ø Somatório dos PV = 9.708,74 + 18.851,92 + 27.454,25 + 35.5369,48</p><p>Ø Somatório dos PV = 91.554,39</p><p>ETAPA 4: Calcular o Valor Presente da Carteira (soma dos VP da ETAPA 1)</p><p>Ø Duration de Macaulay = 271.933,25 ÷ 91.554,39 = 2,97 meses ou 89 dias.</p><p>ETAPA 5 – FINAL!: Dividir Etapa 3 pela Etapa 4!!!</p><p>Risco de Taxa de Juros</p><p>Duration de Macaulay - Passo a Passo</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>93</p><p>A Duration Modificada (DM) visa apresentar em termos percentuais a sensibilidade do</p><p>preço do título a variações nas taxas de juros, ou seja, o quanto o preço dos ativos de</p><p>renda fixa irão mudar em função da elevação ou redução dos juros no mercado. Para</p><p>calcularmos a DM, devemos aplicar a seguinte fórmula:</p><p>A partir da Duration Modificada, podemos calcular qual o impacto da mudança na taxa de</p><p>juros em uma carteira (ou título) de renda fixa, através do seguinte fórmula:</p><p>Com isso, podemos agora confirmar o impacto da mudança da taxa de juros no exemplo</p><p>das LTN de 10anos e 20 anos, no qual houve um aumento de 1% na taxa SELIC.</p><p>Risco de Taxa de Juros</p><p>78 = (:;<=)</p><p>(? + AB;)</p><p>CDEFDÇÃI 7I JÍJLMI = −78×(P<QR<çãU V< W<X< VY Z[QU\)</p><p>Duration Modificada</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>94</p><p>Para calcularmos a Duration de diversas carteiras de renda fixa, podemos aproximar seu</p><p>resultado através da média pondera destas carteiras. Importante salientar que neste</p><p>caso, estamos fazendo a média ponderada das durations dos títulos de renda fixa que a</p><p>compõem e não da maturidade dos títulos (como foi feito anteriormente). Com isso, o</p><p>erro gerado no cálculo é ainda menor:</p><p>DurationCarteira = m1D1 + m2D2 + ... + mnDn</p><p>q EXEMPLO: Uma carteira possui dois títulos, A e B, com valor de mercado de</p><p>R$ 60.000,00 e R$ 40.000,00, respectivamente. A duration de A é 4,0 e a de B é 8,0.</p><p>Calcule a duration da carteira.</p><p>Ø mA = 60.000 / (40.000 + 60.000) = 60%</p><p>Ø mB = 40.000 / (40.000 + 60.000) = 40%</p><p>Ø DurationCarteira = (0,6 x 4,0) + (0,4 x 8,0) = 5,6 anos</p><p>Risco de Taxa de Juros</p><p>Duration de Carteiras</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>95</p><p>Risco de Taxa de Juros</p><p>Duration: Limitações</p><p>A Duration é uma boa aproximação da mudança de preço de um título de renda fixa para</p><p>pequenas variações na taxa de juros, mas não para grandes variações, pois pressupõe que</p><p>as taxas de juros de mercado são flat (para qualquer prazo, as taxas de juros serão</p><p>sempre as mesmas). Porém, como ela é uma estimativa linear de alteração de alteração</p><p>de preço, não possibilita estimativas adequadas por não modelar precisamente a</p><p>curvatura existente entre a variação porcentual do valor de um título prefixado e a</p><p>variação percentual da taxa de juros de mercado. Sendo assim, a Convexidade é utilizada</p><p>como medida correção!</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>96</p><p>1.100</p><p>Preço</p><p>YTM</p><p>Y*</p><p>Erro de Precificação</p><p>Erro de Precificação</p><p>Preço Correto do</p><p>Titulo com a mudança</p><p>na taxa (YTM)</p><p>8% 9% 10%∆i=+1%</p><p>∆p</p><p>∆p</p><p>900</p><p>1.000</p><p>Risco de Taxa de Juros</p><p>∆i=-1%</p><p>Preço estimado</p><p>baseado na</p><p>Duration</p><p>Duration: Gráfico</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>97</p><p>Risco de Taxa de Juros</p><p>Duration: Relações Diretas e Indiretas</p><p>A Duration de um título ZERO-CUPOM (sem pagamentos de juros, como uma LTN) é</p><p>IGUAL ao seu prazo de vencimento e a Duration dos títulos pós-fixados é sempre ZERO,</p><p>ou seja, não falamos de Duration em ativos pós-fixados (por exemplo, LFT). Em relação as</p><p>variáveis que impactam na Duration, temos as seguintes relações com:</p><p>q CONCLUSÕES: Quanto menor a duration MENOR o risco de taxa de juros. Entre um</p><p>título COM cupom e outro SEM cupom com mesmo vencimento, o título COM cupom</p><p>possui Duration MENOR, e o SEM cupom, possui Duration Maior!</p><p>VARIÁVEIS</p><p>EFEITO NA DURATION</p><p>RELAÇÃO</p><p>Maturidade (Prazo do título) Quanto maior, MAIOR a duration DIRETA</p><p>Taxas de juros (TLR) Quanto maior, MENOR a duration INVERSA</p><p>Retorno (TIR ou YTM) Quanto maior, MENOR a duration INVERSA</p><p>Tamanho do Cupom Quanto maior, MENOR a duration INVERSA</p><p>Frequência de Cupons Quanto maior, MENOR a duration INVERSA</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>98</p><p>Risco de Taxa de Juros</p><p>Imunização</p><p>Como vimos, o risco de taxa juros é a quantidade de impacto na flutuação da Selic no</p><p>Brasil, sendo que, quanto maior o prazo de vencimento (Duration) uma carteira de</p><p>investimentos, maior o seu risco. Desta forma, uma estratégia para imunização desse</p><p>risco, seria o de investir em títulos com pagamento de cupom, pois com isso há a</p><p>diminuição da Duration.</p><p>Isso ocorre por que se temos uma carteira com retorno fixo de 10% ao ano e a taxa de</p><p>juros sobe, os cupons recebidos serão reinvestidos a taxa de juro mais elevada porém com</p><p>desvalorização dos títulos. Já com uma diminuição da taxa de juros, os títulos ganham</p><p>valor, mas os cupons recebidos serão aplicados em uma taxa mais baixa. Portanto:</p><p>Ø Aumento da taxa de juros: é negativa para o preço do título, porém positiva para</p><p>os reinvestimentos;</p><p>Ø Redução da taxa de juros: é positiva para o preço do título, porém negativa para</p><p>os reinvestimentos.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>99</p><p>Risco de Liquidez</p><p>Conceito</p><p>Trata-se da DIFICULDADE DE VENDER um determinado ativo pelo preço e no momento</p><p>desejado. A realização da operação, se ela for possível, implica numa alteração substancial</p><p>nos preços do mercado. Portanto, caracteriza-se quando o há poucos compradores, ou</p><p>seja, uma dificuldade de encontrar um comprador pelo preço justo de mercado.</p><p>Um investidor pode criar este risco propriamente, quando ele possui uma fatia</p><p>(percentual) considerável de um ativo específico. Por exemplo, ter 20% de uma empresa,</p><p>já que se ele desejar vender sua posição, precisará de muito tempo para conseguir os</p><p>recursos desejados (ou terá que vender a um preço menor que o ofertado pelo mercado).</p><p>Por isso, é muito importante um planejamento das necessidades de caixa, para que, caso</p><p>se necessite recursos, não seja necessária a venda de um ativo por um preço menor do</p><p>que o de valor de mercado, simplesmente por não haver liquidez.</p><p>q EXEMPLOS: investimento em imóveis, ações de pequenas empresas, ativos com</p><p>carência.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>100</p><p>Risco de Crédito</p><p>Conceito</p><p>RISCO DE CRÉDITO é a possibilidade de perdas associadas ao não cumprimento pelo</p><p>tomador ou contraparte de suas respectivas obrigações financeiras nos termos pactuados,</p><p>à desvalorização de contrato de crédito decorrente da deterioração na classificação de</p><p>risco do tomador, à redução de ganhos ou remunerações, às vantagens concedidas na</p><p>renegociação e aos custos de recuperação. Em resumo, O RISCO DO DEVEDOR DAR UM</p><p>CALOTE (NÃO PAGAR SUAS DÍVIDAS).</p><p>As companhias contratam as agências especializadas (as três principais agências de Rating</p><p>são S&P, Fitch e Moodys) para que elas classifiquem o risco de crédito referente aos</p><p>títulos de dívida que irão lançar no mercado, como por exemplo, debêntures, notas</p><p>promissórias, securitizações como os CRI e CRA, entre outros tipos de dívidas. O rating</p><p>(nota que as agências de classificação de risco de crédito atribuem a um emissor de</p><p>acordo com sua capacidade de pagar uma dívida) depende da probabilidade de calote da</p><p>empresa que emitiu a dívida, juntamente com as características da dívida emitida.</p><p>q OBSERVAÇÃO: AÇÕES NÃO POSSUEM RISCO DE CRÉDITO.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>101</p><p>Risco de Crédito</p><p>DESCRIÇÃO STANDAR & POOR’S FITCH MOODY’S</p><p>“Grau de Investimento”</p><p>Baixo risco de Calote</p><p>AAA AAA Aaa</p><p>AA AA Aa</p><p>A A A</p><p>“Grau de Investimento”</p><p>Pequeno risco de Calote BBB BBB Baa</p><p>“Grau Especulativo”</p><p>Moderado risco de Calote</p><p>BB BB Ba</p><p>B B B</p><p>“Grau Especulativo”</p><p>Elevado risco de Calote</p><p>CCC CCC Caa</p><p>CC CC Ca</p><p>C C C</p><p>D D D</p><p>DICA: Quanto mais “As”, melhor é o Rating da empresa</p><p>Ratings</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>102</p><p>Risco de Crédito</p><p>Impactos na Mudança de Rating</p><p>Quando uma empresa tem sua nota de crédito piorada (por exemplo A para BB), os</p><p>investidores novos exigirão um maior prêmio para investir nos títulos de dívida desta</p><p>companhia. Caso ocorra o contrário, a empresa tenha seu rating melhorado, os</p><p>investidores novos exigirão um retorno menor para investir nos mesmos tipos de dívidas.</p><p>O ponto central é que existem os títulos já emitidos pela empresa negociados no mercado</p><p>secundário (com uma taxa já definida) e existe também a possibilidade da empresa emitir</p><p>novas dívidas. Desta forma, precisamos compreender o que ocorre em cada um dos casos</p><p>e para isso, criamos uma tabela para você compreender esses impactos!</p><p>RATING RETORNO EXIGIDO EMISSÕES NOVAS EMISSÕES ANTIGAS</p><p>ELEVAÇÃO</p><p>DO RATING</p><p>RETORNO</p><p>EXIGIDO</p><p>DIMINUI</p><p>TAXA</p><p>EMITIDA</p><p>MENOR</p><p>PREÇO DO</p><p>TÍTULO SOBE</p><p>(AGIO)</p><p>DIMINUIÇÃO</p><p>DO RATING</p><p>RETORNO</p><p>EXIGIDO</p><p>AUMENTA</p><p>TAXA</p><p>EMITIDA</p><p>MAIOR</p><p>PREÇO DO</p><p>TÍTULO CAI</p><p>(DESÁGIO)</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>103</p><p>Risco de Reinvestimento</p><p>Conceito</p><p>Definimos estes</p><p>risco como o risco de não conseguir reinvestir o dinheiro, em taxas</p><p>melhores ou iguais que as atuais, na eventualidade de liquidação financeira da aplicação</p><p>(resgate, vencimento, venda ou pagamento de juros). Desta forma, títulos que não</p><p>possuem cupom (zero-cupom), seu risco de reinvestimento é ZERO, como por exemplo,</p><p>as LTN e os CDBs.</p><p>Vimos até agora que quanto maior a Duration, maior o risco de taxa juros e que uma das</p><p>formas de diminuição deste risco, é realizar investimentos em títulos com pagamento de</p><p>cupom. Porém, quanto maior o pagamento do cupom, maior o risco de Reinvestimento.</p><p>Desta forma, devemos sempre analisar qual tipo de risco que desejamos correr.</p><p>Em relação as taxas de juros e esses dois riscos, temos a seguinte conclusão:</p><p>Ø O aumento da taxa de juros é prejudicial para o preço do título, porém positiva</p><p>para os reinvestimentos;</p><p>Ø A redução da taxa de juros é positiva para o preço do título, porém prejudicial</p><p>para os reinvestimentos.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>104</p><p>Risco de Resgate Antecipado</p><p>Conceito</p><p>O risco de resgate antecipado ocorre de duas formas:</p><p>Ø Se a taxa de juros cair, os títulos com opção de Call embutida, podem ser</p><p>resgatados antecipadamente pelo emissor. Com isso, os recursos do investidor</p><p>poderão ser reinvestidos em novos títulos com retornos mais baixos; ou</p><p>Ø Quando o investidor decide vender o seu título de renda fixa antes do prazo de</p><p>vencimento, ele necessitará encontrar um comprador para tal título. Desta forma, o</p><p>preço pago pelos novos compradores poderá ser diferente do valor da dívida</p><p>corrigida pela taxa de juros contratada (podendo até mesmo ser abaixo do valor</p><p>investido). Da mesma forma, quando o investidor está aplicando através de uma</p><p>instituição financeiro e ele decide resgatar antes do prazo de vencimento, ele poderá</p><p>receber um retorno abaixo da rentabilidade contratada até o final, sofrendo um</p><p>deságio (por exemplo, investiu a 100% do CDI e estará recebendo 90% do CDI).</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>105</p><p>Risco País</p><p>Conceito</p><p>O RISCO PAÍS TEM SUA ORIGEM NA POSSIBILIDADE DE UM PAÍS NÃO HONRAR SEUS</p><p>COMPROMISSOS, ou seja, não ter capacidade de gerar recursos para o pagamento de</p><p>suas obrigações com credores. O risco país também pode ser gerado pelo risco político ou</p><p>soberano quando se criam restrições ao livre fluxo de capitais, impondo controles</p><p>cambiais que impossibilitam o pagamento das suas dívidas.</p><p>Exemplos: Golpes militares, políticas econômicas, resultado de novas eleições entre</p><p>outros podem trazer este tipo de restrição.</p><p>Um índice frequentemente utilizado como medida do risco país é o EMBI+ (Emerging</p><p>Markets Bonds Index), que reflete o comportamento dos títulos da dívida externa</p><p>daquele país. Desta forma, EMBI Brasil indica a MÉDIA DO VALOR EXCEDENTE DE</p><p>RENTABILIDADE QUE OS TÍTULOS BRASILEIROS ESTÃO PAGANDO EM RELAÇÃO AOS</p><p>TÍTULOS DE DÍVIDA DOS EUA (considerado ativo livre de risco).</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>106</p><p>Riscos de Mercado Externo</p><p>Conceito</p><p>Risco de Mercado Externo consiste na perda por oscilações nas taxas de câmbio,</p><p>mudanças no cenário macroeconômico mundial, riscos geopolíticos, questões legais,</p><p>tributárias e regulatórias.</p><p>Ø Oscilações da taxa de câmbio doméstica: quanto mais abrupta for a mudança na</p><p>taxa de câmbio de um país, maior será a volatilidade dos investimentos realizados,</p><p>colocando em risco o retorno das aplicações.</p><p>Ø Mudanças no cenário macroeconômico mundial: dados de crescimento</p><p>econômico, desemprego, entre outros, como por exemplo: a recente crise do</p><p>Subprime (crime imobiliária) no mercado americano, afetou drasticamente os</p><p>mercados mundiais.</p><p>Ø Riscos geopolíticos, questões legais, regulatórias e tributárias de um país: as</p><p>condições operacionais de investimentos em outras economias, tendem a</p><p>apresentarem impactos, em função de condições específicas do país investido.</p><p>auferida</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>107</p><p>Risco Cambial</p><p>Conceito</p><p>O RISCO CAMBIAL ocorre quando uma moeda se desvaloriza perante outra moeda</p><p>(lembre-se do conceito que moeda só é um meio de troca, utilizada pra comprar bens ou</p><p>pagar serviços). Assim, este risco é relevante ser analisado, principalmente em</p><p>investidores estrangeiros</p><p>Por exemplo, um americano deseja investir U$ 50 mil em renda fixa no Brasil, no qual 1</p><p>dólar está R$ 2,00. Primeiramente ele deverá converter a sua moeda para a moeda</p><p>brasileira e, após isso, realizar o investimento (ou seja, investirá R$ 100.000,00). O que</p><p>ocorrerá se, após 1 ano, o título render 10% mas o real desvalorizar 25%, sendo cotado</p><p>agora em R$ 2,50?</p><p>Se o investidor americano retornar o seu capital a seu país de origem, ele necessitará</p><p>converter os Reais em Dólares, fazendo com que tenha menos que o aplicado:</p><p>Ø U$ 44 mil (R$ 110.000,00 ÷ R$ 2,50).</p><p>Capítulo 2:</p><p>Mercado de Ações</p><p>108</p><p>CFP - Certified Financial Planner 109</p><p>2.1 Conceitos Básicos</p><p>109</p><p>CFP - Certified Financial Planner 110</p><p>Renda Variável</p><p>Conceitos</p><p>A RENDA VARIÁVEL é o tipo de investimento cuja remuneração ou sua forma de cálculo</p><p>não é conhecida no momento da aplicação. Esses investimentos são mais arriscados e</p><p>recomendados para investidores de perfil moderado ou arrojado. São exemplos desses</p><p>tipos de investimos: ações; moedas, tais como dólar, euro, iene...; commodities (soja, café</p><p>arábico, boi gordo, petróleo); Clubes de Investimentos e Fundos de Investimentos.</p><p>Alguns definições serão importantes sabermos durante nossos estudos, tais com:</p><p>Ø Acionista minoritário: É o acionista que possui uma quantidade não expressiva de</p><p>ações ordinárias (com direito a voto), sendo estes protegidos pela CVM.</p><p>Ø Acionista(s) Controlador(es): É quem exerce o poder de controle na sociedade,</p><p>seja uma pessoa ou grupo de pessoas. Eles possuem a maioria dos votos nas</p><p>assembleias gerais, tem o poder de eleger a maioria dos administradores da</p><p>companhia e tem o poder para dirigir as atividades da companhia e orientar o</p><p>funcionamento de seus órgãos, definindo a estratégia da empresa. São estes os</p><p>investidores que são fiscalizados pela CVM, referente a proteção aos demais.</p><p>Ø Home Broker: É o sistema online de uma corretora que permite seu cliente a</p><p>comprar e vender ativos na B3 sozinho, sem a necessidade de um operador. Os</p><p>principais ativos negociados são ações, derivativos e fundos de investimentos.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 111</p><p>Renda Variável</p><p>Conceitos</p><p>Três são os ambientes possíveis de negociação de ativos e são eles:</p><p>Ø BOLSA DE VALORES: este é o principal ambiente de negociações, sendo ele</p><p>administrado no Brasil pela B3. É um ambiente onde se tem um rigidez muito grande</p><p>com relação as regras de funcionamento, exigindo das companhias que desejam ter</p><p>seus ativos negociados nela, diversos requisitos, que muitas vezes pode encarecer a</p><p>operação. Além disso, é exigido a publicação de todas as informações referentes às</p><p>transações (preços, horários, quantidades, entre outras), devendo ocorrer em até 15</p><p>minutos de sua efetivação.</p><p>Ø BALCÃO ORGANIZADO: este é um ambiente mais flexível, onde ocorrem as</p><p>negociações que não estão registradas na bolsa de valores. Tem como características</p><p>a possibilidade de realizar apenas o registro das operações previamente negociadas,</p><p>o diferimento da divulgação de informações e a possibilidade de atuação direta, sem</p><p>intermediário. Suas operações também ocorrem na B3.</p><p>Ø BALCÃO NÃO ORGANIZADO: Neste mercado, as operações simplesmente não são</p><p>registradas, não havendo supervisão de instituição reguladora Desta forma, tem</p><p>menos transparência nas negociações dos ativos, gerando um maior riscos aos</p><p>investidores.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 112</p><p>Ações</p><p>Conceito</p><p>A AÇÃO de uma empresa representa “a menor fração do seu capital social”. O detentor</p><p>de uma ação (acionista), se torna um dos donos da companhia (coproprietário) e não um</p><p>credor da empresa, desta forma, ações NÃO POSSUEM RISCO DE CRÉDITO! Junto com</p><p>todas as outras pessoas (físicas ou jurídicas) que detêm ações da empresa, você passa a</p><p>fazer parte do quadro de acionistas</p><p>da companhia. As ações são conversíveis em dinheiro</p><p>a qualquer momento por negociação em bolsa de valores ou mercado de balcão</p><p>organizado, desde que haja um outro interessado e por isso há o risco de Liquidez.</p><p>As ações possuem algumas características, podendo ser:</p><p>Ø Nominativas ou “Ao portador”;</p><p>Ø Escriturais ou físicas;</p><p>Ø Ordinárias (ON) ou Preferências (PN);</p><p>Ø De diferentes Classes (A, B, C, ...).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 113</p><p>Ações</p><p>Tipos</p><p>As ações se diferenciam basicamente pelos direitos que concedem a seus acionistas. No</p><p>Brasil, elas estão divididas em dois grandes grupos: as ações ordinárias e as ações</p><p>preferenciais. Ambos os tipos de ações devem ser nominativas (seu detentor é</p><p>identificado nos livros de registro da empresa).</p><p>As principais características de cada uma são:</p><p>Ø Ações Ordinárias (ON): ação com direito a voto.</p><p>Ø Ações Preferências (PN): ação com preferência aos dividendos.</p><p>Ø Certificados de Depósito de Ações (UNITS): são ativos compostos por mais de</p><p>uma classe de valores mobiliários, como por exemplo, uma composição da ações ON</p><p>e ações PN.</p><p>q OBS: O número de ações preferenciais sem direito a voto, ou sujeitas a restrição no</p><p>exercício desse direito, não pode ultrapassar 50% (cinquenta por cento) do total das ações</p><p>emitidas.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 114</p><p>Ações</p><p>Ações Ordinárias (ON)</p><p>Os detentores de ações ordinárias nominativas (ON) têm o direito de votar nas</p><p>assembleias da empresa. Porém, para do pequeno investidor, esse direito é bastante</p><p>limitado, já que seu voto pode ser bastante insignificante perto dos grandes investidores.</p><p>q PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Dá direito a voto nas assembleias (1 ação = 1 voto);</p><p>Ø Eleição do Conselho Administrativo;</p><p>Ø Controle do destino da empresa;</p><p>Ø Direito a Tag Along (mínimo de 80% do valor pago por ação com direito a voto em</p><p>caso de alienação de controle).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 115</p><p>Ações</p><p>Ações Preferencial (PN)</p><p>As ações preferenciais nominativas (PN) são aquelas que menos protegem o acionista</p><p>minoritário, pois não lhe dão o direito de votar em assembleia e em caso de venda da</p><p>empresa, não lhe garantem o direito de participar do prêmio de controle (valor pago ao</p><p>acionista que detém o comando, no caso de venda da empresa). Desta forma, suas</p><p>características são:</p><p>Ø Não dá direito a voto (há exceções);</p><p>Ø Prioridade na distribuição de dividendo;</p><p>Ø Prioridade no reembolso do capital, com ou sem prêmio;</p><p>Ø Número de ações preferenciais sem direito a voto não pode ultrapassar 50% do</p><p>total de ações emitidas.</p><p>Ø Caso a companhia não distribua resultados por três exercícios consecutivos, as</p><p>ações preferenciais podem adquirir direito a voto, o qual será mantido até que se</p><p>faça a distribuição de dividendos.</p><p>o A aquisição do direito a voto valerá tanto nas companhias abertas ou fechadas,</p><p>onde foi estipulado dividendo fixo ou mínimo e nas companhias abertas onde foi</p><p>estipulado dividendo mínimo de 3% do patrimônio líquido.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 116</p><p>Ações</p><p>Ações Preferencial (PN)</p><p>Conforme a lei 10.303, somente poderão ser negociadas em bolsa as ações PN com pelo</p><p>menos UMA das vantagens abaixo, independentemente do direito de receber ou não o</p><p>reembolso de capital:</p><p>Ø Direito de participar de dividendo a ser distribuído de, pelo menos, 25% (vinte e</p><p>cinco por cento) do Lucro Líquido do exercício; ou</p><p>Ø Direito ao recebimento de dividendo de pelo menos 10% (dez por cento) maior do</p><p>que o atribuído a cada ação ordinária (ON); ou</p><p>Ø Direito de serem incluídas no Tag Along (em caso de venda da companhia, direito</p><p>de vender as suas ações recebendo, no mínimo 80% do valor pago por cada ação</p><p>integrante do bloco de controle), assegurando o dividendo pelo menos igual ao das</p><p>ordinárias (ON).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 117</p><p>Ações</p><p>Classe</p><p>As empresas podem emitir diferentes classes de ações e criar quantas classes quiser,</p><p>dentro de seu tipo (ON ou PN). Essas classes de ações recebem uma letra, conforme</p><p>objetivos específicos. Por exemplo, a empresa pode estabelecer em seu estatuto valores</p><p>diferenciados de dividendos ou proventos especiais para cada classe de ação.</p><p>Uma ação PNA indica uma ação PN (Preferencial Nominativa) classe A. A classe A pode</p><p>indicar que seja uma ação com dividendo mínimo e a classe B, uma ação com dividendo</p><p>fixo.</p><p>q OBSERVAÇÃO: As classes são descritas por letras (A, B, C, ...), após o ON e PN, sendo</p><p>que é no Estatuto Social que são determinadas as vantagens e restrições de cada uma</p><p>delas.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 118</p><p>• Negociadas nos EUA</p><p>• Emitidas por empresas</p><p>não americanas</p><p>ADR - American</p><p>Depositary Receipts</p><p>DR’s</p><p>Ações • Negociadas no Brasil</p><p>• Emitidas por empresas</p><p>não brasileiras</p><p>BDR - Brazilian</p><p>Depositary Receipts</p><p>Depositary Receipts (DR’S)</p><p>Definição</p><p>São títulos negociados em um país que têm como lastro ações de uma empresa que está</p><p>instalada fora deste país. No Brasil são negociados os BDRs (Brazilian Depositary Receipts),</p><p>certificados representativos de ações de empresas estrangeiras, no qual os Brasileiros</p><p>podem comprar. Já nos Estados Unidos são emitidos os ADRs, onde os Americanos podem</p><p>investir em empresas não-americanas. Por exemplo, a Petrobrás possui um programa de</p><p>ADR negociadas na NYSE na qual cada 2 ações PN equivalem 1 ADR (PBRA). Já quando</p><p>esse lastro é em qualquer outro país, como por exemplo, na Inglaterra, chamamos de</p><p>GDR (GLOBAL Depositary Receipts).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 119</p><p>Depositary Receipts</p><p>Benefícios</p><p>Tantos as empresas estrangeiras que decidem acessar o Mercado Internacional, quanto os</p><p>investidores, podem se beneficiar dos programas de ADR, BDR ou GDR, que são:</p><p>Ø BENEFÍCIOS PARA A EMPRESA:</p><p>§ Ampliação e diversificação de sua base de acionistas;</p><p>§ Maior visibilidade entre investidores, consumidores e clientes internacionais;</p><p>§ Aumento da liquidez total de sua ação ao atrair novos investidores;</p><p>§ Maior cobertura de research fora de seu país de origem;</p><p>§ Alternativa adicional para captação de recursos;</p><p>§ Melhor valuation internacional ao se colocar junto a seus pares;</p><p>§ Moeda de troca opcional para possíveis fusões e aquisições.</p><p>Ø BENEFÍCIOS PARA O INVESTIDOR:</p><p>§ Não precisa enviar dinheiro para o exterior e com isso, não tem a preocupação</p><p>com a conversão do câmbio e não é tributado pelo IOF.</p><p>§ Evita os custos relacionados à remessa de recursos para o exterior, como</p><p>câmbio e manutenção de contas;</p><p>§ Possibilidade de elaboração de estratégias, diversificação de investimentos e</p><p>arbitragem com ativos locais e estrangeiros.</p><p>§ Possibilidade de converter os DRs em ações da companhia emissora.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 120</p><p>Depositary Receipts</p><p>Custodiante & Depositário</p><p>Dentre as figuras importantes no processo das DR’s, temos a Instituição Custodiante, a</p><p>Instituição Depositária e a empresa patrocinadora, que possuem as seguintes funções:</p><p>Ø Custodiante: a instituição que presta o serviço de custódia (faz a guarda da ação</p><p>que estará servindo como lastro para a emissão da DR).</p><p>Ø Depositária: a instituição que, no exterior, emite os correspondentes DR. Ela tem</p><p>como responsabilidade garantir que os DRs de fato estejam lastreados nos valores</p><p>mobiliários e que os mesmos estejam bloqueados para negociação no país de</p><p>origem. Ela deverá garantir que não haja qualquer descasamento entre o saldo dos</p><p>valores mobiliários no Exterior e dos DRs emitidos.</p><p>Ø Empresa patrocinadora: a emissora sediada no País dos ativos que estão servindo</p><p>como lastro do programa de DR e signatária de contrato específico com instituição</p><p>depositária para a emissão de DR.</p><p>Por exemplo, imagine que a Petrobrás (empresa patrocinadora) deseja ter 100.000 ADRs</p><p>sendo negociadas na bolsa americana. Assim, caso a paridade ADR por ações seja um (1)</p><p>para um (1), 100.000 ações ficarão “guardadas” em uma Instituição Custodiante. Com</p><p>isso, a Instituição Depositária fará a emissão de 100.000 ADRs nos EUA e ficará</p><p>responsável por garantir que as 100.000 ações no Brasil não sejam negociadas.</p><p>CFP</p><p>- Certified Financial Planner 121</p><p>BDR’S: Brazilian Depositary Receipts</p><p>Tipos de Categorias</p><p>Os recibos BDRs possuem duas categorias:</p><p>Ø Patrocinadas; e</p><p>Ø Não Patrocinadas.</p><p>Os certificados patrocinados são emitidos por uma instituição depositária contratada pela</p><p>companhia estrangeira emissora dos valores mobiliários. Além disso, esta companhia é</p><p>responsável por divulgar todas as informações necessárias, fazendo parte do processo.</p><p>Outro ponto importante é que a categoria Patrocinada pode ser classificada como Nível I,</p><p>Nível II ou Nível III. Já a categoria Não Patrocinado é emitido sem o envolvimento da</p><p>empresa estrangeira, desta forma, só pode ser classificado como nível I. Vale ressaltar</p><p>que, desde 22 de outubro de 2020, as BDRs Nível I estão dispostas a negociação a</p><p>quaisquer investidores, desde que:</p><p>Ø o mercado de maior volume de negociação desses ativos, nos últimos 12 meses,</p><p>seja um ambiente de mercado estrangeiro classificado como “mercado reconhecido”;</p><p>Ø o emissor dos valores mobiliários que servem de lastro aos BDR esteja sujeito à</p><p>supervisão por parte da entidade reguladora do mercado de capitais do mercado de</p><p>maior volume de negociação.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 122</p><p>BDR’S: Brazilian Depositary Receipts</p><p>Programa de BDR</p><p>Poderão ser instituídos programas de BDRs, patrocinados ou não pela companhia aberta,</p><p>ou assemelhada, emissora dos valores mobiliários objeto do certificado de depósito, os</p><p>quais deverão ser previamente registrados na CVM. Desta forma, fica claro que todos os</p><p>programas necessitam ser registrados, mas não que as empresas precisam ser registradas</p><p>na CVM (como veremos a seguir). Estes programas podem ser classificados como:</p><p>Ø BDR Patrocinado Nível I: Não há registro da empresa na CVM (regra geral).</p><p>§ Negociados no mercado de balcão não organizado ou em segmentos</p><p>específicos de BDRs nível I em mercados de balcão organizado ou bolsa (B3);</p><p>§ Divulgação, no Brasil, pela instituição depositária, das informações que a</p><p>companhia emissora está obrigada a divulgar em seu país de origem e no país em</p><p>que o valor mobiliário é admitido à negociação;</p><p>§ Dispensa de registro de companhia na CVM, ressalvada a hipótese de BDR com</p><p>lastro em títulos representativos de dívida emitidos por emissores nacionais com</p><p>registro na CVM;</p><p>§ Possibilidade de oferta pública sujeita ao rito automático de distribuição, nos</p><p>termos da regulamentação específica, hipótese na qual a negociação deve</p><p>obrigatoriamente ocorrer em segmentos específicos para BDR Nível I de entidade</p><p>de mercado de balcão organizado ou bolsa de valores.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 123</p><p>BDR’S: Brazilian Depositary Receipts</p><p>Programa de BDR</p><p>(...) Continuação</p><p>Ø BDR Patrocinado Nível II: Registro da companhia na CVM.</p><p>§ Não há emissão de ações;</p><p>§ Negociados na bolsa de valores ou no mercado de balcão organizado;</p><p>§ Possibilidade de oferta pública sujeita ao rito automático de distribuição, nos</p><p>termos da regulamentação específica.</p><p>Ø BDR Patrocinado Nível III: Há emissão de ações (através de oferta pública).</p><p>§ Possibilidade de distribuição por oferta pública registrada na CVM, nos termos</p><p>da regulamentação específica;</p><p>§ Negociados na bolsa de valores ou no mercado de balcão organizado;</p><p>§ Registro da companhia na CVM;</p><p>§ Mais completo e oneroso.</p><p>Ø BDR NÃO Patrocinado: Não há envolvimento da companhia estrangeira.</p><p>§ Instituído por uma ou mais instituições depositárias ou emissoras de</p><p>certificado, sem envolvimento da companhia estrangeira emissora dos valores</p><p>mobiliários lastro, e só pode ser classificado como Nível I. Desta forma, este nível</p><p>é parecido ao BDR Nível I, mas sem o envolvimento da companhia.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 124</p><p>BDR’S: Brazilian Depositary Receipts</p><p>Alerta aos investidores</p><p>Vale ressaltar o alerta aos investidores, descrito no próprio site da B3:</p><p>“Ao adquirir BDR Patrocinado, o investidor deve considerar que não há garantia de</p><p>que poderá iniciar ou aderir a quaisquer ações judiciais, procedimentos arbitrais ou</p><p>administrativos, no Brasil ou no exterior, relacionados ao BDR, às ações subjacentes a</p><p>este, ao emissor estrangeiro que as emitiu ou aos respectivos administradores e</p><p>acionistas, inclusive para reparação de eventuais prejuízos envolvendo falhas</p><p>informacionais, ilícitos de mercado, violação de deveres fiduciários da administração</p><p>ou quaisquer outros. O investidor deverá considerar, ainda, que o Depositário não</p><p>tem obrigação de iniciar ou aderir a quaisquer ações judiciais, procedimentos</p><p>arbitrais ou administrativos, no Brasil ou no exterior, nos termos mencionados</p><p>anteriormente, nem há a garantia de que possa fazê-lo”.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 125</p><p>ADR’S: American Depositary Receipts</p><p>Programas de ADR</p><p>Da mesma forma como no Brasil, as ADRs possuem quatro tipos de classificação, que se</p><p>diferem pelo objetivo da empresa em relação à emissão e pela quantidade de exigências</p><p>feitas pelas autoridades nacionais, onde nos EUA é a SEC (Security Exchange Comission),</p><p>conhecida por nós como “CVM americana”. Estas classificações são:</p><p>Ø ADR Nível I ou Balcão (Pink Sheet): Negociados no mercado de balcão.</p><p>§ Não há emissão de novas ações.</p><p>§ Não precisa atender normas contábeis americanas.</p><p>§ Tem como objetivo colocar ações no mercado norte-americano, para que a</p><p>empresa seja mais conhecida e em um futuro, poder ter captação de recursos.</p><p>§ Não necessita atender a todas as exigências da SEC.</p><p>Ø ADR Nível II (Lister): Obrigatório o registro em uma Bolsa de Valores americana.</p><p>§ Não há emissões de ações.</p><p>§ Necessita registro completo na SEC.</p><p>§ Deve atender normas contábeis americanas – USGAAP.</p><p>§ Deve prever um programa de divulgação institucional de alta qualidade.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 126</p><p>ADR’S: American Depositary Receipts</p><p>Programas de ADR</p><p>(...) Continuação</p><p>Ø ADR Nível III (Fully Registred): Há emissão de novas ações (mercado primário).</p><p>§ Necessita de registro completo na SEC.</p><p>§ Obrigatório o registro em uma Bolsa de Valores americana.</p><p>§ Deve atender as normas contábeis americanas (USGAAP).</p><p>§ Programa de divulgação institucional de alta qualidade.</p><p>§ Mais completo e oneroso.</p><p>Ø ADR 144A (Rule 144A): Não há necessidade de registro na SEC.</p><p>§ Negociados em balcão, através do sistema PORTAL.</p><p>§ Permite captação de recursos apenas para QIB - Qualified Institutional Buyers,</p><p>que são Investidores institucionais qualificados .</p><p>§ Menos oneroso que o nível III.</p><p>§ Do ponto de vista legal, a empresa necessita apenas cumprir as regras exigidas</p><p>no ADR Nível I, a diferença principal está na desvantagem de tornar a empresa</p><p>conhecida apenas por um grupo restrito de investidores (QIB).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 127</p><p>2.2 Direitos dos Acionistas Minoritários</p><p>127</p><p>CFP - Certified Financial Planner 128</p><p>Direitos dos Acionistas</p><p>Lei das S/A’s</p><p>O acionista minoritário possui direitos regidos pela Lei 6.404/76, que são:</p><p>Ø Participação nos Lucros Sociais: Dividendos, JCP e Bonificação;</p><p>Ø Fiscalização: Fiscalizar, na forma prevista nesta lei, a gestão de negócios sociais;</p><p>Ø Preferência de Subscrição: em caso de aumento de capital, o acionista tem direito</p><p>de subscrever um número de ações proporcional à sua participação, para evitar</p><p>diluição da sua participação percentual no capital social;</p><p>Ø Preferência de Retirada ou de Recesso: Direito de um acionista se retirar da</p><p>sociedade, tendo um reembolso por suas ações, podendo ser acionado em casos</p><p>como mudança de objeto social, cisão, fusão, incorporação ou alteração das classes</p><p>de ações;</p><p>Ø Participação do acervo em caso de liquidação: Direito de receber a parcela de</p><p>capital que lhe pertence em caso de encerramento das atividades.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 129</p><p>Direitos dos Acionistas</p><p>Lei das S/A’s</p><p>q DIREITO AO VOTO: A autoridade máxima de uma empresa é a Assembleia de</p><p>Acionistas, sendo que a cada ação ordinária (ON), corresponde a 1 voto. O Estatuto Social</p><p>(ou a Assembleia Geral) pode limitar o número de votos de cada acionista, mas não</p><p>poderá privar o acionista de:</p><p>Ø Participar dos</p><p>Lucros;</p><p>Ø Participar do Acervo da companhia, em caso de liquidação;</p><p>Ø Fiscalizar a gestão dos negócios sociais;</p><p>Ø Retirar-se da sociedade em casos previstos na lei; e</p><p>Ø Da preferência para subscrição de ações, partes beneficiárias conversíveis em</p><p>ações, debêntures conversíveis em ações e bônus de subscrição.</p><p>Ø OBS: Preferencialistas (PN) ganham direito ao voto, caso a empresa deixe de</p><p>pagar dividendos por três anos consecutivos, até a nova distribuição de lucros.</p><p>q FISCALIZAÇÃO: O acionista tem o direito de fiscalizar a gestão da empresa:</p><p>Ø Participando das Assembleias (AGO e AGE);</p><p>Ø Analisando demonstrações financeiras;</p><p>Ø Elegendo membros do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 130</p><p>AGO e AGE</p><p>Conceito</p><p>q Assembleia Geral Ordinária (AGO): deve ser convocada obrigatoriamente pela</p><p>diretoria da sociedade e tem como objetivo verificar resultados, discutir e votar relatórios</p><p>e eleger o conselho fiscal da diretoria. Assembleia deve ser realizada anualmente e em até</p><p>quatro meses depois do encerramento do exercício social da empresa.</p><p>q Assembleia Geral Extraordinária (AGE): Assembleia extraordinária, como o próprio</p><p>nome já sugere, é aquela que não tem periodicidade pré-determinada ou definida. Ela</p><p>serve para que seja definido assuntos que não podem ser esperados até a próxima AGO,</p><p>assuntos urgentes.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 131</p><p>Acordo de Acionistas</p><p>Conceito</p><p>O acordo de acionistas é um contrato parassocial que visa regular o exercício do voto dos</p><p>aderentes, a compra e venda de suas ações, preferências para adquiri-las e qualquer</p><p>matéria que se pode contratar. Somente acionistas podem participar. As ações vinculadas</p><p>ao acordo, não poderão ser negociadas em bolsa nem em mercado de balcão.</p><p>A forma tem que ser escrita e o prazo de duração fica a critério dos contratantes podendo</p><p>ser fixado por termo ou condições resolutivas.</p><p>q Tipos de Acordo de Acionistas:</p><p>Ø Acordo de Comando: Serve para estabelecer quem controla a companhia;</p><p>Ø Acordo de Defesa: Utilizado para reunir minoritários para evitar abuso dos</p><p>controladores, pleiteando direitos de acordo com percentuais exigidos pela lei.</p><p>Ø Acordo misto: Firmado entre Controladores e Minoritários para evitar ou extinguir</p><p>litígios.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 132</p><p>É um instrumento que promove a extensão do prêmio de controle aos acionistas</p><p>minoritário. O tag along é previsto na legislação brasileira e assegura que a alienação,</p><p>direta ou indireta, do controle de companhia aberta, somente ocorrerá sob a condição de</p><p>que o acionista adquirente se obrigue a fazer oferta pública de aquisição das ações com</p><p>direito a voto de propriedade dos demais acionistas da companhia, de modo a lhes</p><p>assegurar o preço no MÍNIMO IGUAL A 80% DO VALOR PAGO POR AÇÃO COM DIREITO A</p><p>VOTO, pelas ações integrantes do bloco de controle.</p><p>Algumas companhias, voluntariamente, estendem o direito de tag along também aos</p><p>detentores de ações preferenciais (PN) e/ou asseguram aos detentores de ações</p><p>ordinárias (ON) um preço superior aos 80%.</p><p>q EXEMPLO: Rafael é sócio majoritário e vende o controle da sua companhia pelo valor</p><p>de R$ 10,00 por ação (ON). Assim, todos os sócios minoritários que possuem ações ON,</p><p>deverão receber uma proposta para venderem as suas ações por no mínimo R$ 8,00, se</p><p>desejarem, ou seja, 80% do que o Rafael vendeu. Importante notar que as ações PN não</p><p>possuem esse direito!</p><p>Tag Along</p><p>Conceito</p><p>CFP - Certified Financial Planner 133</p><p>Governança Corporativa</p><p>Conceito</p><p>Governança corporativa é o conjunto de práticas que tem por finalidade alinhar os</p><p>objetivos da administração da companhia aos interesses dos acionistas, visando assegurar</p><p>que as decisões sejam tomadas em linha com os objetivos de longo prazo das</p><p>organizações.</p><p>Entre os MECANISMOS DE BOAS PRÁTICAS NA GOVERNANÇA CORPORATIVA, destacam-</p><p>se a existência de:</p><p>Ø Conselho de administração ativo e que atue com independência;</p><p>Ø Maioria obrigatória de conselheiros independentes, todos com excelente</p><p>reputação no mercado, experiência e firme compromisso de dedicação ao Conselho;</p><p>Ø Comitê de Auditoria composto exclusivamente por membros independentes;</p><p>Ø Eleições para todos os assentos do conselho de uma única vez, evitando assim a</p><p>perpetuação de grupos de controle ao longo do tempo;</p><p>Ø Presidente do Conselho e CEO ocupados por profissionais distintos.</p><p>Ø Permissão para realização de negócios com partes relacionadas, desde que com</p><p>autorização prévia do Conselho de Administração.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 134</p><p>Governança Corporativa</p><p>Níveis de diferenciados de Governança</p><p>A Bovespa (atual B3) criou em dezembro de 2000, três segmentos especiais de listagem</p><p>para as companhias, além do tradicional (lei das S/A). A B3 não registra automaticamente</p><p>as empresas nestes níveis, sendo necessário a assinatura do Contrato de Adoção de</p><p>Práticas Diferenciadas no nível que se deseja, celebrado entre a B3 e a companhia</p><p>(administradores e acionista controlador). Este contrato é imprescindível, pois, enquanto</p><p>estiver em vigor, torna obrigatório o cumprimento dos seus requisitos, tendo a B3 o dever</p><p>de fiscalizar e, se for o caso, punir os infratores. Estes níveis são:</p><p>Ø Nível 1 (padrão mais baixo de Governança, mas maior que a Lei);</p><p>Ø Nível 2 (padrão alto de Governança, porém com ações PN e ON);</p><p>Ø Novo Mercado (mais alto padrão de Governança)</p><p>q Os principais objetivos são:</p><p>Ø Incentivar e preparar as companhias para aderirem ao Novo Mercado;</p><p>Ø Melhoria da relação com investidores;</p><p>Ø Fortalecer o mercado de capitais nacional;</p><p>Ø Maior transparência de informações com relação aos atos praticados pelos</p><p>controladores e administradores da companhia.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 135</p><p>Governança Corporativa</p><p>Nível 1</p><p>As principais mudanças entre o tradicional e o Nível 1 de Governança Corporativa, refere-</p><p>a melhorias na prestação de informações ao mercado e com dispersão acionário (free</p><p>float mínimo de 20% como regra geral). Suas principais características são:</p><p>Ø Free Float Mínimo de 20% (Regra Geral): Deve manter em circulação uma parcela</p><p>mínima de ações que represente 20% do seu capital social. Poderá ter regra</p><p>alternativa de 15% (veremos regra alternativa a seguir);</p><p>Ø Composição do conselho de administração: Mínimo de 3 membros, dos quais, pelo</p><p>menos 20% devem ser independentes (conforme legislação/ regulamentação), com</p><p>mandato unificado de até 2 anos;</p><p>Ø Reunião pública anual: obrigatória (presencial)</p><p>Ø Calendário de eventos corporativos: Obrigatório</p><p>Ø Divulgação adicional de informações: Política de negociação de valores mobiliários</p><p>e código de conduta</p><p>Ø Demonstrações Financeiras: conforme legislação;</p><p>Ø Capital social: Ações ON e PN (conforme legislação).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 136</p><p>Governança Corporativa</p><p>Nível 2</p><p>Neste nível, a empresa todavia mantém ações PN na sua composição, mas garante maior</p><p>equilíbrio de direitos entre todos os acionistas, pois os itens mais relevantes foram</p><p>melhorados (ou seja, muda tudo, exceto que ainda mantém ações PN). Estes itens são:</p><p>Ø Composição do conselho de administração: Mínimo de 5 membros, dos quais, pelo</p><p>menos, 20% devem ser independentes, com mandato unificado de até 2 anos.</p><p>Ø Demonstrações Financeiras: Traduzidas para o inglês</p><p>Ø Capital social: Ações ON e PN (com direitos adicionais)</p><p>Ø Tag Along: 100% para ações ON e PN;</p><p>Ø Oferta Pública de Aquisição: Realização de OPA, no mínimo, pelo valor econômico</p><p>em caso de cancelamento de registro ou saída do segmento (salva exceção).</p><p>Ø Adesão à Câmara de Arbitragem do Mercado: Obrigatório</p><p>ØFree Float Mínimo de 20% (Regra Geral): mesmas regras anteriores</p><p>Ø As ações preferencias terão direito a voto, no mínimo, nos seguintes itens:</p><p>o Transformação, incorporação, fusão ou cisão da companhia;</p><p>o Avaliação de Bens destinados à integralização de aumento de capital;</p><p>o Escolha da instituição para determinação do Valor Econômico da empresa;</p><p>o Aprovação de contratos entre a Companhia e o Acionista Controlador que</p><p>sejam deliberados em</p><p>Assembleia Geral.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 137</p><p>Governança Corporativa</p><p>Novo Mercado</p><p>O nível Novo Mercado tem como principal característica possuir APENAS ações ordinárias</p><p>(ON), ou seja, é proibido ter na sua composição, ações preferencias (PNs). Desta forma, as</p><p>principais regras são:</p><p>Ø Capital social: Somente ações ON</p><p>Ø Composição do conselho de administração: Mínimo de 3 membros (conforme</p><p>legislação), dos quais, pelo menos, 2 ou 20% (o que for maior) devem ser</p><p>independentes, com mandato unificado de até 2 anos</p><p>Ø Demonstrações Financeiras: Conforme legislação</p><p>Ø Informações em inglês, simultâneas à divulgação em português: Fatos relevantes,</p><p>informações sobre proventos (aviso aos acionistas ou comunicado ao mercado) e</p><p>press release de resultados;</p><p>Ø Tag Along: 100% para ações ON;</p><p>Ø Oferta Pública de Aquisição: Realização de OPA por preço justo, com quórum de</p><p>aceitação ou concordância com a saída do segmento de mais de 1/3 dos titulares das</p><p>ações em circulação (ou percentual maior previsto no Estatuto Social)</p><p>Ø Adesão à Câmara de Arbitragem do Mercado: Obrigatório</p><p>Ø Comitê de Auditoria, Auditoria Interna e Compliance: Obrigatória</p><p>Ø Free Float Mínimo de 20% (Regra Geral): mesmas regras anteriores.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 138</p><p>Governança Corporativa</p><p>Free Float: Regra Alternativa</p><p>Com as atualizações nos níveis de governança da B3, surgiu a REGRA ALTERNATIVA para o</p><p>percentual mínimo de free float. Vale destacar que o conceito de free float é o de ações</p><p>em circulação, ou seja, a parte das ações que não estão nas mãos dos controladores.</p><p>A regra geral do percentual mínimo de ações em circulação (free float) para os 3 níveis é</p><p>de 20%., mas a regra alternativa reduz esse percentual para 15% nos seguintes casos:</p><p>Ø Caso o ADTV (Average Daily Trading Volume – Volume Médio Diário de</p><p>Negociações) seja igual ou superior a R$ 20 milhões, considerando os negócios</p><p>realizados nos últimos 12 meses; ou</p><p>Ø Na hipótese de ingresso no Nível 1, Nível 2 ou Novo Mercado, concomitantemente</p><p>ao IPO quando a oferta:</p><p>Ø for superior a R$ 2 bilhões; ou</p><p>Ø enquadrar-se entre R$ 1 bilhão e R$ 2 bilhões, desde que respeitadas as</p><p>contrapartidas previstas no Regulamento. Neste caso, a companhia poderá</p><p>manter o free float em 15% do capital social por 18 meses, sendo que, ao final</p><p>do período, o ADTV deve atingir o patamar de R$ 20 milhões, o qual deve ser</p><p>consistente por 6 meses consecutivos.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 139</p><p>Tradicional N1 N2 Novo Mercado</p><p>Objetivo Atender</p><p>Legislação</p><p>Atender requisitos</p><p>de transparência</p><p>Atender requisitos</p><p>societários</p><p>Ter apenas</p><p>ações ON</p><p>Free Float</p><p>(regra geral) não há regra mínimo 20% mínimo 20% mínimo 20%</p><p>Características</p><p>das ações</p><p>ON e PN</p><p>conforme a lei</p><p>ON e PN</p><p>conforme a lei</p><p>ON e PN (com</p><p>direitos adicionais) somente ON</p><p>Conselho de</p><p>Administração</p><p>mínimo 3 membros,</p><p>dos quais, pelo menos</p><p>20% independentes</p><p>mínimo 3 membros,</p><p>dos quais, pelo 20%</p><p>independentes, com</p><p>mandato unificado de</p><p>até 2 anos</p><p>mínimo 5 membros,</p><p>com, pelo menos 20%</p><p>independentes, com</p><p>mandato unificado</p><p>de até 2 anos</p><p>mínimo 3 membros,</p><p>com menos 2 ou 20%</p><p>(o que for maior)</p><p>independentes, com</p><p>mandato unificado</p><p>de até 2 anos</p><p>Dem Financ.</p><p>Padrão Intern conforme legislação conforme legislação traduzidas para</p><p>o inglês conforme legislação</p><p>Tag Along 80% ON</p><p>conforme a lei</p><p>80% ON</p><p>conforme a lei</p><p>100% p/ ON</p><p>100% p/ PN 100% p/ ON</p><p>Câmara de</p><p>Arbitragem facultativo facultativo Obrigatório Obrigatório</p><p>Governança Corporativa</p><p>Resumo</p><p>CFP - Certified Financial Planner 140</p><p>2.3 Ofertas Públicas e Ambientes de</p><p>Negociação</p><p>140</p><p>CFP - Certified Financial Planner 141</p><p>Conceito</p><p>q MERCADO PRIMÁRIO: é aquele em os valores mobiliários de uma nova emissão são</p><p>negociados diretamente entre a companhia ou Banco Central (quando se tratar de títulos</p><p>públicos) e os investidores. Em resumo:</p><p>Ø Finalidade de dinamizar o fluxo de poupança em direção aos investimentos</p><p>produtivos, viabilizando o crescimento empresarial;</p><p>Ø Emissor emite títulos pela primeira vez ou está realizando uma nova captação de</p><p>recursos (novas ações, debêntures, CRI, CRA, títulos públicos...);</p><p>Ø Há entrada de recursos no caixa do emissor.</p><p>q MERCADO SECUNDÁRIO: local onde os investidores negociam e transferem entre si os</p><p>valores mobiliários (transferência de propriedade e de recursos), sem ter participação da</p><p>companhia. Assim sendo, o mercado secundário oferece liquidez aos títulos emitidos no</p><p>mercado primário. Em resumo:</p><p>Ø Finalidade de dar liquidez às ações e títulos emitidos no mercado primário;</p><p>Ø Onde ações são negociadas após sua emissão (bolsa ou mercado de balcão);</p><p>Ø Transferência de posse das ações entre investidores;</p><p>Ø Não há entrada de recursos no caixa da empresa.</p><p>Mercado Primário & Mercado Secundário</p><p>CFP - Certified Financial Planner 142</p><p>Decide captar</p><p>recursos via</p><p>emissão de títulos</p><p>EMPRESA</p><p>Bolsa de</p><p>Valores /</p><p>Mercado</p><p>de Balcão</p><p>Emite as ações no</p><p>mercado primário</p><p>(underwriting)</p><p>IPO</p><p>Mercado secundário:</p><p>títulos passam a ser negociadas</p><p>entre os investidores</p><p>Agente</p><p>Underwriting</p><p>Bancos de</p><p>Investimento;</p><p>Bancos Múltiplos;</p><p>DTVM, CTVM</p><p>R$ vai para a empresa</p><p>CTVM</p><p>CTVM</p><p>$</p><p>$</p><p>Ações</p><p>Ações</p><p>V</p><p>C</p><p>Mercado</p><p>Primário C</p><p>Mercado Primário & Mercado Secundário</p><p>Gráfico</p><p>CFP - Certified Financial Planner 143</p><p>Conceitos</p><p>Três são os ambientes possíveis de negociação de ativos e são eles:</p><p>Ø BOLSA DE VALORES: este é o principal ambiente de negociações, sendo ele</p><p>administrado no Brasil pela B3. É um ambiente onde se tem um rigidez muito grande</p><p>com relação as regras de funcionamento, exigindo das companhias que desejam ter</p><p>seus ativos negociados nela, diversos requisitos, que muitas vezes pode encarecer a</p><p>operação. Além disso, é exigido a publicação de todas as informações referentes às</p><p>transações (preços, horários, quantidades, entre outras), devendo ocorrer em até 15</p><p>minutos de sua efetivação.</p><p>Ø BALCÃO ORGANIZADO: este é um ambiente mais flexível, onde ocorrem as</p><p>negociações que não estão registradas na bolsa de valores. Tem como características</p><p>a possibilidade de realizar apenas o registro das operações previamente negociadas,</p><p>o diferimento da divulgação de informações e a possibilidade de atuação direta, sem</p><p>intermediário. Suas operações também ocorrem na B3.</p><p>Ø BALCÃO NÃO ORGANIZADO: Neste mercado, as operações simplesmente não são</p><p>registradas, não havendo supervisão de instituição reguladora Desta forma, tem</p><p>menos transparência nas negociações dos ativos, gerando um maior riscos aos</p><p>investidores.</p><p>Ambientes de Negociação</p><p>CFP - Certified Financial Planner 144</p><p>Despesas incorridas na negociação</p><p>Conceitos</p><p>Quando um investidor decide se tonar um acionista, ou seja, comprar ações no mercado</p><p>financeiro, ele poderá se deparar com três possíveis custos. São eles:</p><p>Ø CORRETAGEM: este é o principal custo da negociação de ações e outros ativos de</p><p>renda variável, sendo a remuneração das Corretoras e Distribuidoras (CTVM e</p><p>DTVM). Pode ser cobrada na forma de uma taxa fixa e/ou um percentual sobre o</p><p>montante negociado, sendo que a CVM sugere a cobrança de uma tabela progressiva</p><p>(quanto maior o valor negociado, mais o cliente paga) podendo chegar até 0,5% da</p><p>operação + R$ 25,21 por dia de negociação.</p><p>Ø EMOLUMENTOS: esta é a taxa paga às bolsas de valores (B3) para cobrir os custos</p><p>operacionais. São percentuais que incidem sobre o valor de cada operação.</p><p>Ø CUSTÓDIA: A taxa de custódia remunera a guarda dos ativos. A B3 cobra uma taxa</p><p>sobre o valor em custódia, calculada com base na aplicação de um percentual (pro</p><p>rata mês) sobre o valor da carteira do cliente , além da cobrança da custódia pela</p><p>corretora.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 145</p><p>Ambientes de Negociação</p><p>Tipos de Ordens I</p><p>Quando um cliente deseja realizar uma operação na bolsa de valores (ou no mercado de</p><p>balcão), existem diversas formas que esta ordem poderá ser solicitada, que são:</p><p>Ø Ordem a Mercado: Especifica-se somente a quantidade e as características dos</p><p>valores mobiliários ou direitos que deseja comprar ou vender</p><p>(ordem mais comum</p><p>no mercado).</p><p>Ø Ordem Administrada: Como a Ordem a Mercado, mas a execução da ordem ficará</p><p>a critério da corretora.</p><p>Ø Ordem Discricionária: Gestor estabelece as condições de execução da ordem e</p><p>não o investidor.</p><p>Ø Ordem Limitada: Será executada somente por um preço igual ou melhor que o</p><p>indicado pelo investidor.</p><p>Ø Ordem Casada: A ordem Casada poderá ocorrer das seguintes características:</p><p>o Comprar somente quando ocorrer a venda de um outro ativo; ou vender</p><p>somente quando ocorrer a compra de um outro ativo;</p><p>o Somente será efetiva se ambas as transações forem executadas;</p><p>o Poderá ser especificado qual operação será executada primeiro.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 146</p><p>Ambientes de Negociação</p><p>Tipos de Ordens II</p><p>Além das ordens anteriores, uma das ordens mais comuns do mercado financeiro é a</p><p>Ordem Stop. Na Ordem Stop se especifica o preço do ativo ou direito a partir do qual a</p><p>ordem deverá ser executada. Ela poderá ser um:</p><p>Ø Stop de COMPRA: irá comprar as ativos para o investidor, caso ocorra um negócio</p><p>MAIOR OU IGUAL preço determinado. Utilizada para encerrar uma posição de venda</p><p>(aluguel de ações – BTC).</p><p>Ø Stop de VENDA: irá vender a posição do investidor, caso ocorra um negócio</p><p>MENOR OU IGUAL preço determinado. Utilizada para encerrar uma posição de</p><p>compra.</p><p>Ø STOP LOSS: será executada para encerrar uma posição de perda.</p><p>Ø STOP GAIN: será executada para encerrar uma posição de ganho financeiro.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 147</p><p>Resolução CVM 160</p><p>Definição</p><p>A Resolução CVM 160 dispõe sobre as ofertas públicas de distribuição de valores</p><p>mobiliários, nos mercados primário e secundário, e tem por finalidade assegurar a</p><p>proteção dos interesses do público investidor e do mercado em geral, através do</p><p>tratamento equitativo aos ofertados e de requisitos de ampla, transparente e adequada</p><p>divulgação de informações sobre a oferta, os valores mobiliários ofertados, a companhia</p><p>emissora, o ofertante e demais pessoas envolvidas. Como regra geral, somente depois do</p><p>registro da oferta na CVM é que poderá ser ofertado ao público.</p><p>Esta Resolução CVM 160 entrou em vigor em 2022, revogando e substituindo as</p><p>instruções ICVM 400 e ICVM 476, que eram as duas principais normas vigentes no Brasil</p><p>sobre o tema, unificando as regras de ofertas públicas de distribuição primária ou</p><p>secundária de valores mobiliários, além da unificação das regras de ofertas ao público</p><p>geral e as ofertas à investidores profissionais.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 148</p><p>IPO (Initial Public Offering), em português, Oferta Pública Inicial, é o processo pelo qual</p><p>uma empresa privada se torna uma empresa de capital aberto ao oferecer suas ações ao</p><p>público pela primeira vez no mercado de ações. Isso permite que investidores externos</p><p>comprem ações da empresa e se tornem acionistas. O objetivo principal do IPO é levantar</p><p>capital para a empresa e permitir sua negociação em bolsas de valores públicas.</p><p>As principais VANTAGENS desse processo são:</p><p>Ø Captação de recursos através de Capital Próprio (sócios);</p><p>Ø Acesso a Mercado de Capitais;</p><p>Ø Aumento de Visibilidade e Reputação;</p><p>Ø Facilidade de Fusões e Aquisições;</p><p>Ø Liquidez para Acionistas Existente.</p><p>Já as principais DESVANTAGENS são:</p><p>Ø Custos e Complexidade;</p><p>Ø Controle Diluído e consequentemente, diluição do lucro por acionista;</p><p>Ø Divulgação obrigatória de informações estratégicas da empresa ao público;</p><p>Ø Pressão por Resultados Trimestrais;</p><p>Ø Volatilidade e Expectativas do Mercado.</p><p>Resolução CVM 160</p><p>IPO: Definição</p><p>CFP - Certified Financial Planner 149</p><p>Estruturação da Operação</p><p>q ORDEM CRONOLÓGICA PARA OFERTAS:</p><p>1. Análise interna e processo decisório: preparação da empresa e definição da</p><p>estrutura (Decisão dos Sócios);</p><p>2. Mandato para Instituição Financeira;</p><p>3. Transformar a empresa em S/A (no caso de empresas LTDA);</p><p>4. Preparar a documentação e registro junto à CVM e à B3;</p><p>5. Realizar apresentações para potenciais investidores (road show);</p><p>6. Formar consórcio de distribuição;</p><p>7. Elaborar o prospecto da emissão;</p><p>8. Anúncio de início de distribuição;</p><p>9. Anúncio de encerramento da distribuição.</p><p>Resolução CVM 160</p><p>CFP - Certified Financial Planner 150</p><p>Rito de Registro Automático</p><p>O “Rito Automático” é um procedimento no qual o registro da oferta pública de valores</p><p>mobiliários não está sujeito a uma análise prévia da CVM no Brasil. A distribuição dos</p><p>valores mobiliários pode ser realizada automaticamente, desde que determinados</p><p>requisitos e procedimentos sejam cumpridos.</p><p>Esse rito se aplica a vários casos de oferta pública, incluindo IPOs de ações, ofertas</p><p>subsequentes de ações, debêntures, cotas de fundos de investimento fechados e outros</p><p>tipos de valores mobiliários. A análise prévia é substituída por uma análise realizada por</p><p>entidades autorreguladoras autorizadas pela CVM, conforme os termos de convênios</p><p>estabelecidos.</p><p>Os requisitos e procedimentos específicos variam de acordo com o tipo de oferta, o</p><p>público-alvo e outros critérios. Geralmente, para ofertas direcionadas a investidores</p><p>profissionais, os requisitos podem incluir o pagamento de taxas de fiscalização,</p><p>formulários de requerimento da oferta e declarações sobre o status de registro do</p><p>emissor. Para ofertas destinadas a um público mais amplo, como o público investidor em</p><p>geral, pode ser necessário apresentar lâminas da oferta, prospectos preliminares ou</p><p>definitivos e outras documentações relevantes.</p><p>Resolução CVM 160</p><p>CFP - Certified Financial Planner 151</p><p>Rito de Registro Automático</p><p>Alguns exemplos que, se cumpridos determinados requisitos e procedimentos, poderá</p><p>ocorrer a oferta público através de Rito Automático:</p><p>Ø IPO de ações com análise via convênio;</p><p>Ø Subsequente de ações;</p><p>Ø Subsequente de ações EGEM (Emissor Com Grande Exposição ao Mercado);</p><p>Ø Debêntures simples de emissor frequente de dívida;</p><p>Ø Debêntures simples;</p><p>Ø Inicial e subsequente de cotas de fundo fechado;</p><p>Ø Inicial e subsequente de fundo fechado destinada ao público investidor em geral</p><p>com análise via convênio;</p><p>Ø Títulos de securitização;</p><p>Ø Debêntures Incentivadas emitidas por SPE (Sociedade de Propósito Específico);</p><p>Ø Dívida de emissor não registrado;</p><p>Ø BDR Patrocinado Nível I e Nível II;</p><p>Ø Subsequente de BDR Patrocinado Nível III;</p><p>Ø Sobras de aumento de capital privado; e</p><p>Ø Emissores em plano de recuperação judicial.</p><p>Resolução CVM 160</p><p>CFP - Certified Financial Planner 152</p><p>Tipos de Colocação</p><p>A operação para o lançamento de novos títulos (ações, debêntures, CRI, CRA,...) envolve</p><p>riscos relacionados à procura dos investidores pelos papeis da empresa. Cumprindo os</p><p>procedimentos legais da operação e avaliando a viabilidade econômico-financeira, a</p><p>empresa deve procurar uma instituição financeira que a auxilie a diminuir o risco de</p><p>demanda pela oferta. Esta instituição financeira pode ser um banco de investimentos ou</p><p>uma corretora (CTVM).</p><p>O processo de subscrição pública desses títulos podem ocorrer, principalmente, através</p><p>dos seguintes mecanismos:</p><p>Ø Garantia Firme (Straight);</p><p>Ø Melhores Esforços (Best Efforts);</p><p>Ø Residual (Stan-by).</p><p>Resolução CVM 160</p><p>CFP - Certified Financial Planner 153</p><p>Tipo de Colocação: Garantia Firme</p><p>Na GARANTIA FIRME de colocação, em inglês Straight, o agente financeiro responsável se</p><p>compromete a adquirir todo o valor do título que foi ofertado. Dessa forma, a empresa</p><p>tem a garantia de que todos os títulos emitidos serão vendidos, ou seja, a empresa</p><p>captará todos os recursos necessários e o RISCO SERÁ DA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA QUE</p><p>INTERMEDIU A OPERAÇÃO.</p><p>Este regime é pouco comum para a emissão de ações, pois o agente financeiro só</p><p>assumirá o risco se houver uma demanda estimada pelas ações muito maior do que o</p><p>volume da oferta</p><p>q RESUMO: instituição financeira subscreve integralmente a emissão da empresa para</p><p>revendê-la posteriormente ao público, assumindo todo o risco da operação.</p><p>Resolução CVM 160</p><p>CFP - Certified Financial Planner 154</p><p>Tipo de Colocação: Melhores Esforços</p><p>No Regime de MELHORES ESFORÇOS, também chamado como Best Effors, a</p><p>instituição</p><p>financeira se compromete a fazer tudo que está ao seu alcance para que as ações da</p><p>oferta sejam colocadas no mercado. Desta forma, não há garantia de que a empresa</p><p>conseguirá vender todos os títulos objeto da oferta.</p><p>Diferente da garantia firme, OS RISCOS DA ACEITAÇÃO OU NÃO DOS TÍTULOS LANÇADOS</p><p>NO MERCADO É DA EMPRESA. Dependendo das condições de mercado, há um risco</p><p>importante de que não haja demanda pelo total das ações. Também pode ocorrer que o</p><p>preço da ação na oferta fique abaixo da faixa mínima estipulada. Numa situação dessas, é</p><p>muito comum que a oferta seja cancelada ou postergada.</p><p>q RESUMO: Nos Melhores Esforços não há um comprometimento por parte do</p><p>intermediário de que haverá a colocação efetiva de todas as ações; o risco é da própria</p><p>empresa.</p><p>Resolução CVM 160</p><p>CFP - Certified Financial Planner 155</p><p>Tipo de Colocação: Residual</p><p>No regime RESIDUAL, também chamado de stand-by, a instituição financeira se</p><p>compromete a colocar as sobras junto ao público durante determinado período de tempo.</p><p>Caso não consiga, o próprio agente subscreve as ações não colocadas junto ao mercado.</p><p>Passado o prazo de colocação de sobras, o risco da demanda pela oferta passa a ser da</p><p>instituição financeira e não mais da empresa.</p><p>q RESUMO: Podemos resumir este processo sendo uma MESCLA DA GARANTIA FIRME</p><p>COM O DE MELHORES ESFORÇOS.</p><p>Resolução CVM 160</p><p>CFP - Certified Financial Planner 156</p><p>Procedimentos de precificação</p><p>Quando a empresa está buscando novos recursos, ela deve escolher qual o procedimento</p><p>para a precificação para a venda destes títulos, podendo esses títulos serem ações,</p><p>debêntures, CRI, CRA, ou outro tipo. Para esse procedimento, três são as principais formas</p><p>possíveis, que são:</p><p>Ø BOOKBUILDING: mesmo o nome não sendo familiar, este é o processo mais</p><p>comum para precificação de títulos. Aqui a empresa emissora define as condições</p><p>básicas da oferta e os investidores encaminham suas ofertas para a instituição</p><p>coordenadora da emissão, construindo assim, um “livro de ofertas”. Caso a demanda</p><p>seja maior que a oferta, a empresa comunicará o rateio, junto com o resultado do</p><p>bookbuilding.</p><p>Ø LEILÃO EM BOLSA: ao invés do investidor encaminhar suas ofertas para a</p><p>instituição coordenadora da emissão como no bookbuilding, nesse processo, as</p><p>ordens serão enviadas diretamente para a bolsa de valores, ocorrendo assim a</p><p>definição do preço por oferta e demanda.</p><p>Ø PREÇO FIXO: Nesse processo, a emissora define o preço através de uma</p><p>AGE (Assembleia Geral Extraordinária) ou RCA (Reunião do Conselho de</p><p>Administração).</p><p>Resolução CVM 160</p><p>CFP - Certified Financial Planner 157</p><p>Lote Adicional ou Lote Suplementar</p><p>A quantidade de valores mobiliários a ser distribuída pode, a critério do ofertante e sem</p><p>a necessidade de novo requerimento de registro ou de modificação dos termos da</p><p>oferta, ser aumentada, até um montante que não exceda em 25% a quantidade</p><p>inicialmente requerida (lote adicional - Hot Issue), excluído o eventual lote suplementar.</p><p>Nas ofertas destinadas exclusivamente a investidores profissionais, é dispensada a</p><p>observância do deste limite de 25%, devendo o valor máximo do lote adicional estar</p><p>previsto nos documentos da oferta, assim como a especificação da destinação dos</p><p>recursos adicionais.</p><p>Além deste lote adicional, o emissor ou o ofertante podem outorgar aos coordenadores</p><p>opção de distribuição de lote suplementar (também chamado de greenshoe), a ser</p><p>exercida em razão da prestação de serviço de estabilização de preços dos valores</p><p>mobiliários objeto da oferta, nas mesmas condições e preço dos valores mobiliários</p><p>inicialmente ofertados, até um montante pré-determinado que consta obrigatoriamente</p><p>nos documentos da oferta e no prospecto, e que não pode ultrapassar 15% da</p><p>quantidade inicialmente ofertada.</p><p>Vale ressaltar que o valor da oferta compreende o valor dos lotes adicional e suplementar.</p><p>Resolução CVM 160</p><p>CFP - Certified Financial Planner 158</p><p>Abaixo está a definição e o entendimento de alguns conceitos importantes:</p><p>Ø PERÍODO DE RESERVA: este é o período no qual o investidor pode entrar em</p><p>contato com a sua corretora e informar que deseja participar do IPO. O investidor</p><p>informa a quantidade de ações que deseja ou o valor financeiro que gostaria. Após o</p><p>encerramento deste período, o investidor não tem mais como cancelar o seu pedido.</p><p>Ø RATEIO: se a demanda dos investidores superar a oferta que a empresa deseja</p><p>captar no mercado, haverá mais recursos disponíveis do que o necessário. Diante</p><p>disso, haverá algumas possibilidades de saber quanto cada investidor irá “levar da</p><p>reserva”. Uma dessas possibilidades se chama RATEIO, onde o investidor terá direito</p><p>a um percentual do que solicitou. Por exemplo, a empresa XYZ deseja captar</p><p>R$ 100 milhões de reais e o somatório do valor financeiro dos investidores está em</p><p>R$ 500 milhões, haverá um RATEIO de 20% para cada investidor, que foi a proporção</p><p>de R$ 100 milhões por R$ 500 milhões.</p><p>Ø ORDEM LIMITADA: é quando um investidor estabelece um valor máximo para</p><p>adquirir os ativos do IPO. Por exemplo, Rafael deseje comprar pelo valor máximo de</p><p>R$ 10,00, caso o valor da venda seja superior, Rafael não comprará as ações.</p><p>Ø ORDEM A MERCADO: já a ordem a mercado significa que não importa o valor que</p><p>será a oferta, a corretora executará a ordem do cliente no preço da oferta.</p><p>Procedimentos de uma reserva</p><p>Resolução CVM 160</p><p>CFP - Certified Financial Planner 159</p><p>Principais Instituições</p><p>As principais instituições intermediárias presentes em uma oferta são:</p><p>Ø Banco Coordenador;</p><p>Ø Agência de Rating;</p><p>Ø Agente Fiduciário;</p><p>Ø Custodiante;</p><p>Ø Formador de mercado (market maker);</p><p>Ø Banco Escriturador e Mandatário;</p><p>Ø Banco Liquidante;</p><p>Ø Depositário.</p><p>Vale ressaltar que o relacionamento do ofertante com as instituições intermediárias deve</p><p>ser formalizado mediante contrato de distribuição de valores mobiliários que contenha</p><p>obrigatoriamente as cláusulas constantes descritas na resolução 160. Além disso, na</p><p>hipótese de vinculação societária, direta ou indireta, entre o ofertante ou seu acionista</p><p>controlador e os coordenadores ou seus acionistas controladores, tal fato deve ser</p><p>informado com destaque.</p><p>Resolução CVM 160</p><p>CFP - Certified Financial Planner 160</p><p>Instituição: Banco Coordenador</p><p>É a instituição financeira contratada pelas empresas para fazer a intermediação, nas</p><p>ofertas públicas de ações, debêntures, notas promissórias e demais valores mobiliários,</p><p>cabendo ao coordenador, principalmente realizar as seguintes tarefas:</p><p>Ø Analisar e projetar a situação financeira da empresa emissora;</p><p>Ø Selecionar e encaminhar toda a documentação necessária para a divulgação do</p><p>lançamento para a CVM;</p><p>Ø Formação do preço da ação ou debênture no lançamento;</p><p>Ø Divulgar junto ao público o lançamento dos papéis;</p><p>Ø Suspender ou cancelar a distribuição, caso verifica alguma irregularidade, mesmo</p><p>após a obtenção do registro, desde que justifique a devida decisão.</p><p>Para pode ser o Coordenador de uma oferta, a instituição financeira dever uma Corretora</p><p>(CTVM), Distribuidora (DTVM) ou Banco de Investimento. Além disso, um detalhe</p><p>importante é que PODE TER MAIS DE UM BANCO COORDENADOR, PORÉM UM SERÁ</p><p>DENOMINADO COORDENADOR LÍDER (instituição intermediária, atuando em nome do</p><p>ofertante na qualidade de líder na condução da oferta pública, e para quem a CVM deve</p><p>direcionar comunicações referentes à oferta).</p><p>Resolução CVM 160</p><p>CFP - Certified Financial Planner 161</p><p>DESCRIÇÃO STANDAR & POOR’S FITCH MOODY’S</p><p>INVESTMENT GRADE (GRAU DE INVESTIMENTO)</p><p>Grau Elevado AAA – AA AAA – AA Aaa – Aa</p><p>Grau Intermediário A – BBB A – BBB A – Baa</p><p>NON-INVESTMENT GRADE (SEM GRAU DE INVESTIMENTO)</p><p>Especulativo BB – B BB – B Ba – B</p><p>Inadimplente (Default) CCC – D CCC – D Caa – C</p><p>INTERVALO TOTAL AAA – D AAA – D Aaa – C</p><p>As AGÊNCIAS DE RATING, também chamada como Agência de Classificação de Risco, são</p><p>instituições que avaliam a capacidade de crédito e a solidez financeira de emissores de</p><p>títulos, empresas,</p><p>que os títulos privados de crédito ainda possuem pouca relevância no</p><p>mercado nacional. Vale ressaltar que o Governo Federal também utiliza os títulos do</p><p>Tesouro Nacional como ferramenta para a rolagem da dívida pública federal.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>8</p><p>Renda Fixa</p><p>Glossário</p><p>Alguns conceitos serão importantes dentro da renda fixa, tais como:</p><p>Ø TÍTULO: É a obrigação legal assumida entre um emissor (devedor) e um credor</p><p>(investidor), ou seja, o título de renda fixa é um contrato de dívida.</p><p>Ø VALOR DE FACE: também chamado de “valor nominal” ou “valor de resgate”, ele é</p><p>o valor que o emissor devolverá ao credor no vencimento do título, a menos que não</p><p>tenha ocorrido default.</p><p>Ø VALOR PRINCIPAL: Este é o valor que o emissor recebeu sobre a emissão do título</p><p>e que será devolvido ao credor acrescido dos juros pactuados.</p><p>Ø CUPOM: É a remuneração periódica em dinheiro feita ao investidor, ou seja, os</p><p>juros pagos pelo título pactuados entre o credor e o emissor.</p><p>Ø CUPOM RATE: este é o percentual que será calculado o valor de cupom a ser pago</p><p>ao investidor, sendo sempre aplicado sobre o valor principal e não sobre os valores</p><p>negociados no mercado secundário.</p><p>Ø MATURIDADE (VENCIMENTO): Não devemos confundir “MATURIDADE” com</p><p>“PRAZO MÉDIO” do título. Maturidade é quando a dívida irá encerrar. Já o Prazo</p><p>Médio leva em consideração todos os recebimentos de juros pagos. Títulos sem</p><p>Cupom, possuem Maturidade e Prazo Médio Iguais.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>9</p><p>Renda Fixa</p><p>Tipos de Renda Fixa</p><p>Esses títulos possuem uma remuneração financeira pré-estabelecida e por este motivo o</p><p>nome de “renda fixa”, pois a renda (retorno) será fixado em algo, podendo ser:</p><p>Ø Prefixados: Onde a taxa de juros é previamente conhecida, ou seja, sabemos a</p><p>remuneração final desde o início. Pode ser um desconto sobre o valor de face (ex:</p><p>um desconto sobre um cheque) ou uma taxa pré-estabelecida (ex: 10% ao ano).</p><p>Ø Pós-Fixados: Onde a taxa será atrelada a uma referência de mercado (CDI, IPCA,</p><p>IGP-M) e que iremos saber a rentabilidade somente no final da aplicação. Por</p><p>exemplo, CDB rendendo 100% do CDI. No final da aplicação, calcula-se o CDI do</p><p>período do contrato e corrige o título a esta taxa.</p><p>Por se tratar de uma dívida, ela poderá ser paga aos poucos ou apenas no final. Desta</p><p>forma, poderemos classificar os títulos de renda fixa também como::</p><p>Ø Zero Cupom (Bullet): São títulos que toda a remuneração é paga no final, ou seja,</p><p>não possui juros periódicos e por isso o nome “sem cupom”.</p><p>Ø Amortizados: São títulos no qual, além dos juros serem pagos durante a dívida,</p><p>parte do principal também será paga antes da data de vencimento. Pois juros é o</p><p>“fruto” do que você investiu, já amortização é o próprio valor que você investiu.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>10</p><p>Relação entre Títulos Públicos e Privados</p><p>Formação de Preços e a TLR</p><p>Cada título de dívida possui uma taxa de juros relacionada, que considera uma taxa livre</p><p>de riscos (TLR) mais um prêmio pelo risco. Chamamos de Taxa Livre de Risco o</p><p>investimento que possui o menor risco de crédito possível (no Brasil, utilizamos os títulos</p><p>públicos e como referência a LFT – Tesouro Selic, que é um título pós-fixado atrelado a</p><p>taxa básica da economia brasileira). Essa taxa é importante pois a partir dela, balizamos</p><p>todos os outros investimentos (Princípio da Dominância).</p><p>Isso por que os títulos públicos possuem uma avaliação de risco, via de regra, menor do</p><p>que os privados. Por exemplo, o risco soberano de um país é menor do que o risco de</p><p>uma empresa desse país. Dessa forma, os títulos privados costumam pagar um juro</p><p>(remuneração) superior aos títulos públicos, devido ao seu prêmio por risco de crédito ser</p><p>maior. Sendo assim, cada título de dívida possui uma taxa de juros relacionada, que</p><p>considera uma taxa livre de riscos mais um prêmio pelo risco e esta diferença a chamamos</p><p>de Spread.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>11</p><p>Taxa de</p><p>Juros (%)</p><p>tempo (t)</p><p>Spread A</p><p>Título Público (benchmark)</p><p>Título Privado A</p><p>Título Privado B</p><p>Spread B</p><p>Relação entre Títulos Públicos e Privados</p><p>Spread de Crédito</p><p>O Spread de Crédito é uma medida que representa a probabilidade de inadimplência do</p><p>emissor do título, quando comparado com o Ativo Livre de Risco. Quando maior for a</p><p>diferença de taxas, maior o risco de inadimplência desde emissor. Em nosso exemplo,</p><p>título B tem maior risco de crédito, comparado com o título A.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>12</p><p>Resgate Antecipado ou Vencimento Antecipado</p><p>Conceito</p><p>Como os ativos de renda fixa são dívidas, diversas vezes apresentam garantias reais, como</p><p>um terreno ou uma sala comercial. No entanto, existem outras formas do credor se</p><p>proteger. Essas formas são cláusulas impostas nos contratos e eles podem ser de duas</p><p>maneiras. São elas:</p><p>Ø Quebra de Covenants: Covenants são cláusulas contratuais de títulos de dívida,</p><p>que protegem o interesse do credor estabelecendo condições que não devem ser</p><p>descumpridas. De maneira geral, caso um covenant seja quebrado, o credor tem o</p><p>direito de requerer o vencimento antecipado da dívida. Estas condições tem por</p><p>objetivo reduzir o risco de não recebimento por parte do credor e, também reduzir o</p><p>custo da dívida do devedor.</p><p>Ø Cross Default: Esta regra, também chamado de cláusula de vencimento</p><p>antecipado, quer dizer que se uma dívida do emissor vencer e ele ficar inadimplente,</p><p>os outros títulos de dívida também estarão vencidos automaticamente. O contrário é</p><p>verdadeiro, ou seja, se ele não pagar a dívida referenciada, ou os juros, as outras</p><p>dívidas podem ser declaradas vencidas automaticamente. É como se fosse um “bloco</p><p>único” de obrigações inter-relacionadas.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>13</p><p>Garantias</p><p>Tipos</p><p>As debêntures podem ser classificadas em 4 tipos de garantias. São elas:</p><p>Ø GARANTIA REAL: fornecida pela emissora pressupõe a obrigação de não alienar</p><p>ou onerar o bem registrado em garantia, tem preferência sobre outros credores,</p><p>desde que averbada no registro. É UMA GARANTIA FORTE;</p><p>Ø GARANTIA FLUTUANTE: assegura privilégio geral sobre o ativo da companhia, mas</p><p>não impede a negociação dos bens que compõem esse ativo. Ela marca lugar na fila</p><p>dos credores, e está na preferência, após as garantias reais, dos encargos trabalhistas</p><p>e dos impostos. É UMA GARANTIA FRACA, e sua execução privilegiada é de difícil</p><p>realização, pois caso a emissora esteja em situação financeira delicada, dificilmente</p><p>haverá um ativo não comprometido pela companhia;</p><p>Ø GARANTIA QUIROGRAFÁRIA: ou sem preferência, não oferece privilégio algum</p><p>sobre o ativo da emissora, concorrendo em igualdade de condições com os demais</p><p>credores quirografários (sem preferência), em caso de falência da companhia;</p><p>Ø GARANTIA SUBORDINADA: na hipótese de liquidação da companhia, oferece</p><p>preferência de pagamento tão somente sobre o crédito de seus acionistas.</p><p>q LEMBRE-SE: REFLUQSU!</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>14</p><p>1.2 Títulos Públicos Federais</p><p>14</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>15</p><p>Títulos Públicos Federais (TPF)</p><p>Conceito</p><p>Os Títulos Públicos Federais (TPF) são títulos de renda fixa emitidos pelo Tesouro Nacional.</p><p>Esse rendimento pode ter sua remuneração prefixada ou pós-fixada (diferentes</p><p>indexadores). Servem para cobertura de déficits do Tesouro Nacional, rolagem da dívida</p><p>pública. Além disso, eles são escriturais, nominativos e negociáveis no mercado</p><p>secundário. Os principais Títulos Públicos Federais do edital são:</p><p>Ø Tesouro Selic (LFT);</p><p>Ø Tesouro Prefixado (LTN);</p><p>Ø Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F).</p><p>Ø Tesouro IPCA (NTN-B Principal);</p><p>Ø Tesouro IPCA com Juros Semestrais(NTN-B);</p><p>Importante salientar que, conceitualmente, os títulos públicos federais são considerados</p><p>os ativos livre de risco para as aplicações em moeda nacional, ou seja, não possuem risco</p><p>de crédito, mas sim, risco soberano. Isto ocorre somente em teoria, pois havendo uma</p><p>aplicação em renda fixa, há um devedor, gerando risco de crédito.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>16</p><p>Títulos</p><p>governos, instituições financeiras e outras entidades. Essas agências</p><p>emitem classificações, geralmente na forma de letras ou símbolos, que indicam o risco de</p><p>crédito associado aos títulos ou dívidas emitidas por essas entidades. As principais</p><p>Agência de Rating e suas classificações, são:</p><p>Instituição: Agência de Rating</p><p>Resolução CVM 160</p><p>CFP - Certified Financial Planner 162</p><p>A figura de AGENTE FIDUCIÁRIO é de suma importância nas emissões de debêntures. Ele</p><p>é o responsável por representar e defender os interesses dos debenturistas perante a</p><p>companhia emissora da dívida, podendo-se valer de qualquer ação, principalmente</p><p>quando for um caso de calote eminente. Caso seja este o motivo, ele poderá:</p><p>Ø Executar garantias reais, receber o produto da cobrança e aplicá-lo no pagamento,</p><p>integral ou proporcional dos debenturistas;</p><p>Ø Requerer falência da emitente, se não existirem garantias reais;</p><p>Ø Tomar qualquer providência necessária para que os debenturistas realizem os seus</p><p>créditos.</p><p>q OBS: O Agente Fiduciário deve ser pessoa natural capacitada ou uma instituição</p><p>financeira, mas sempre autorizada pelo Banco Central. Estas pessoas não podem ser</p><p>Agentes Fiduciários, se houve qualquer tipo de conflito de interesse. Ressaltamos também</p><p>que, caso o Agente Fiduciário cause prejuízos aos debenturistas por culpa ou dolo, ele que</p><p>responderá por estes atos.</p><p>Instituição: Agente Fiduciário</p><p>Resolução CVM 160</p><p>CFP - Certified Financial Planner 163</p><p>O CUSTODIANTE, também chamado como AGENTE DE CUSTÓDIA, são instituições que</p><p>tem como função principal, fazer a guarda dos ativos de clientes (tanto de pessoas físicas,</p><p>quanto de pessoas jurídicas). Além disso, o custodiante realiza os seguintes serviços:</p><p>Ø Realiza serviço de cadastro perante as instituições onde o cliente deve ser</p><p>representado;</p><p>Ø Envia informações aos órgãos reguladores;</p><p>Ø Executa a liquidação física e financeira das operações;</p><p>Ø Administra os dividendos, juros, direitos de subscrição, entre outros.</p><p>Para ficar mais claro a função do custodiante, vamos explicar o que é o serviço de</p><p>custódia. Podemos definir esse serviço como sendo a guarda, manutenção, atualização e</p><p>exercício de títulos e ativos negociados no mercado financeiro. Desta forma, os títulos</p><p>financeiros adquiridos pelo investidor, ficam guardados em nome dos investidores, sob a</p><p>responsabilidade de uma terceira parte – o tal de custodiante.</p><p>Instituição: Custodiante</p><p>Resolução CVM 160</p><p>CFP - Certified Financial Planner 164</p><p>Instituição: Market Maker</p><p>O MARKET MAKER, também conhecido como Formador de Mercado, é o agente que se</p><p>propõem a garantir liquidez mínima e referência de preço para ativos previamente</p><p>credenciados, fatores de destaque na análise da eficiência no mercado de capitais. Este</p><p>papel pode ser desempenhado por corretoras, distribuidoras de valores, bancos de</p><p>investimento ou bancos múltiplos com carteira de investimentos, que, ao se credenciarem</p><p>para exercer essa função, assumem a obrigação de colocar no mercado, diariamente,</p><p>ofertas firmes de compra e de venda para uma quantidade de ativos predeterminada e</p><p>conhecida por todos.</p><p>Ao registrar ofertas, o MARKET MAKER proporciona um preço de referência para a</p><p>negociação do ativo, minimizando o risco de liquidez e diminuindo o spread nos preços</p><p>que ocorrem no livro de ofertas (book) de compra e venda deste ativo. O conceito de</p><p>spread é “diferença”, e quanto menor essa diferença, maior a liquidez dos ativos. Diante</p><p>deste conceito, surge um segundo o conceito: o BID-ASK. Na prática, o spread BID-ASK</p><p>determina a liquidez dos ativos, pois BID significa a oferta de compra ao preço mais alto</p><p>no book e ASK significa a oferta de venda ao preço mais baixo no book. Com isso quanto</p><p>menor for o “spread BID-ASK”, maior a liquidez do ativo, pois não haverá distorções tão</p><p>agressivas entre “o melhor comprador e o melhor vendedor”.</p><p>Resolução CVM 160</p><p>CFP - Certified Financial Planner 165</p><p>O BANCO ESCRITURADOR é uma instituição financeira responsável por manter o registro</p><p>e controle das ações de uma empresa de capital aberto, incluindo informações sobre os</p><p>acionistas e suas posições acionárias. Ele também facilita a transferência de ações,</p><p>distribui dividendos e gerencia eventos corporativos relacionados às ações da empresa.</p><p>Vale ressaltar que, somente as instituições financeiras autorizadas pela CVM podem</p><p>prestar esse serviço.</p><p>Já o BANCO MANDATÁRIO é responsável pela confirmação financeira e por todos os</p><p>pagamentos e movimentações financeiras efetuados pelos títulos da oferta da companhia</p><p>emissora, ou seja, ela processará as liquidações físicas e financeiras entre sua tesouraria e</p><p>a instituição custodiante junto a B3. Além disso, o banco mandatário verifica a existência,</p><p>autenticidade, validade e regularidade da emissão de valores mobiliários, a quantidade</p><p>emitida, série e emissão dos mesmos.</p><p>Instituição: Banco Escriturador e Mandatário</p><p>Resolução CVM 160</p><p>CFP - Certified Financial Planner 166</p><p>O BANCO LIQUIDANTE é a instituição financeira responsável por prestar serviços de</p><p>liquidação financeira das operações registradas no Sistema Nacional de Debêntures (SND)</p><p>e no Sistema de Distribuição de Títulos (SDT), bem como pelo pagamento das taxas</p><p>relativas ao uso do SND. Para poder realizar as operações, o Banco Liquidante possui uma</p><p>conta “Reservas Bancárias”, em espécie, no Banco Central do Brasil. Essa conta, habilitada</p><p>na B3 e indicada pelos participantes da operação, tem como finalidade a liquidação das</p><p>operações registradas nos sistemas citados acima (SDT e SND).</p><p>Todo esse procedimentos de liquidação financeira, têm por objetivo assegurar a</p><p>finalização das operações, ou seja, garantir que o vendedor possui os títulos que está</p><p>vendendo e que o comprador tem o dinheiro para comprar.</p><p>Instituição: Banco Liquidante</p><p>Resolução CVM 160</p><p>CFP - Certified Financial Planner 167</p><p>OPA - Oferta Pública de Aquisição</p><p>Conceito</p><p>Segundo a B3, “A Oferta Pública de Aquisição (“OPA”) é uma oferta pública obrigatória ou</p><p>voluntária, nos termos da regulamentação aplicável, para aquisição de parte ou da</p><p>totalidade das ações de emissão de uma empresa, sujeita à aprovação da CVM no caso de</p><p>OPA obrigatória e aprovação da B3 no caso de OPA voluntária que não envolva pagamento</p><p>por meio de permuta. Através da OPA, o Ofertante manifesta o seu compromisso</p><p>de adquirir uma quantidade específica de ações ou até mesmo a sua totalidade, mediante</p><p>condições, preço e prazo determinados, veiculados no Edital da OPA”.</p><p>As OPA´s obrigatórias são previstas na Lei das S/A (6404/76) e ocorrem, principalmente,</p><p>nas hipóteses de (1) CANCELAMENTO DE REGISTRO de companhia aberta, de</p><p>(2) AUMENTO DE PARTICIPAÇÃO de acionista controlador que impeça a liquidez de</p><p>mercado das ações remanescentes e ainda no caso de (3) ALIENAÇÃO DE CONTROLE</p><p>ACIONÁRIO, que são as que devem possuir registro perante a CVM. Já OPA´s voluntárias</p><p>ocorrem unicamente por vontade do ofertante de realizar a aquisição de ações por oferta</p><p>pública, ou seja, sem estar previsto nos casos da Lei das S/A.</p><p>q OBS: Caso a companhia for registrada no novo mercado, ela tem a obrigatoriedade de</p><p>realização de oferta de compra de todas as ações em circulação, pelo valor econômico.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 168</p><p>OPA - Oferta Pública de Aquisição</p><p>Princípios Gerais</p><p>Segundo a Resolução CVM 85, no seu artigo 4º, deverão ser observados princípios para a</p><p>realização de uma OPA e seus principais itens são:</p><p>Ø Deve ser sempre dirigida indistintamente aos titulares de ações da mesma espécie</p><p>e classe daquelas que sejam objeto da OPA, assegurado o rateio entre os aceitantes</p><p>de OPA parcial;</p><p>Ø Deve ser realizada de maneira a assegurar tratamento equitativo aos destinatários,</p><p>permitir-lhes a adequada informação quanto à companhia objeto e ao ofertante, e</p><p>dotá-los dos elementos necessários à tomada de uma decisão refletida e</p><p>independente quanto à aceitação da OPA;</p><p>Ø Deve ser intermediada por sociedade corretora ou distribuidora de títulos e</p><p>valores</p><p>mobiliários ou instituição financeira com carteira de investimento;</p><p>Ø Deve ser lançada por preço uniforme, salvo a possibilidade de fixação de preços</p><p>diversos conforme a classe e espécie das ações objeto da OPA, desde que compatível</p><p>com a modalidade de OPA e se justificada a diferença pelo laudo de avaliação da</p><p>companhia objeto ou por declaração expressa do ofertante, quanto às razões de sua</p><p>oferta diferenciada;</p><p>Ø Deve ser efetivada em leilão em ambiente de mercado organizado de valores</p><p>mobiliários, salvo de a CVM permitir a adoção de procedimento diverso.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 169</p><p>OPA - Oferta Pública de Aquisição</p><p>OPA: Cancelamento de Registro</p><p>Também conhecido como fechamento de capital, ela envolve uma decisão do acionista</p><p>controlador ou da companhia através de assembleia dos acionistas. Porém, com a</p><p>companhia deixando de ser uma empresa de capital aberto, os acionistas minoritários</p><p>deixariam, involuntariamente, de ter a liquidez das ações gerado pelo mercado</p><p>secundário. Desta forma, a legislação protegeu estes acionistas obrigando a realização de</p><p>uma OPA da totalidade das ações em circulação e com isso, os acionistas não interessados</p><p>em continuar sendo sócios, poderiam alienar as suas ações.</p><p>O fechamento do capital deverá ser aceito expressamente ou aprovado por mais de 2/3</p><p>(dois terços) das ações detidas pelos acionistas que: (i) tenham expressamente</p><p>concordado com o cancelamento de registro ou (ii) tenham se habilitado a participar do</p><p>leilão de OPA. Vale ressaltar que, após a realização da OPA, caso remanesçam em</p><p>circulação menos de 5% do total das ações emitidas pela empresa, a Assembleia Geral</p><p>poderá deliberar o resgate destas ações detidas por acionistas minoritários e com, isso, os</p><p>minoritários que não alienaram suas ações através da OPA, receberão o mesmo valor</p><p>pago na OPA por suas ações, retirando as mesmas de circulação</p><p>CFP - Certified Financial Planner 170</p><p>OPA - Oferta Pública de Aquisição</p><p>OPA: Aumento de Participação</p><p>Quando o acionista controlador decide aumentar a sua posição, ele acaba adquirindo</p><p>ações no mercado secundário. Desta forma, ele pode ser obrigado a realizar uma OPA,</p><p>caso adquira ações que elevem sua participação na empresa que represente mais de 1/3</p><p>(um terço) do total das ações de cada espécie e classe em circulação. Neste caso, o</p><p>requerimento de registro da OPA deverá ser apresentado à CVM no prazo de 30 (trinta)</p><p>dias, contados da data em que for verificado o aumento de participação do acionista</p><p>controlador.</p><p>No entanto, a CVM poderá determinar a realização da OPA por aumento de participação</p><p>quando o acionista controlador que detinha, na entrada em vigor da ICVM 345, de 4 de</p><p>setembro de 2000, mais da metade das ações de emissão da companhia de determinada</p><p>espécie ou classe, adquirir participação igual ou superior a 10% (dez por cento) daquela</p><p>mesma espécie e classe em período inferior a 12 (doze) meses, caso ela entenda que tal</p><p>aquisição teve o efeito de impedir a liquidez das ações da espécie e classe adquirida.</p><p>Neste caso, caberá à CVM determinar o prazo para o requerimento do registro da OPA.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 171</p><p>OPA - Oferta Pública de Aquisição</p><p>OPA: Alienação de Controle Acionário</p><p>Este é o caso no qual o acionista minoritário pode exercer o seu direito de Tag Along, no</p><p>qual o novo controlador tem a obrigação de realizar oferta pública para adquirir as ações</p><p>pertencentes aos acionistas minoritários titulares de ações com direito a voto por no</p><p>mínimo 80% do ofertado ao acionista controlador antigo. Vale ressaltar que, dependendo</p><p>do nível de governança, esse percentual pode chegar a 100% e também ser estendido as</p><p>ações preferenciais.</p><p>Além disso, as próprias companhias podem adicionar esse direito no estatuto social,</p><p>deixando expressamente escrito o direito de tag along aos acionistas preferenciais, ou</p><p>aumentando o percentual mínimo de 80% descrito na Lei das S/A 6.404/76.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 172</p><p>2.4 Índices da Bolsa de Valores</p><p>172</p><p>CFP - Certified Financial Planner 173</p><p>Índices Bursáteis Brasileiros</p><p>Definição</p><p>Os Índices das bolsas de valores, também chamados de índices bursáteis, são cestas de</p><p>ações representativas do mercado como um todo ou setor econômico específico e com</p><p>metodologia específica. Eles são de suma importância para utilização de benchmarks e os</p><p>principais grupos de índices brasileiros são:</p><p>Ø IBOVESPA: Índice Bovespa</p><p>Ø IBrX: Índice Brasil</p><p>Ø IBrX50: Índice Brasil</p><p>Ø SMLL: Índice Small Cap</p><p>Ø IDIV: Índice de Dividendos</p><p>CFP - Certified Financial Planner 174</p><p>Índices Bursáteis Brasileiros</p><p>IBOVESPA</p><p>O IBOVESPA é o mais importante indicador (benchmark) do mercado acionário brasileiro.</p><p>Ele é uma carteira teórica de ativos, sendo rebalanceada a cada quatro meses</p><p>(quadrimestral). O ajuste desta carteira teórica ocorre no último dia útil dos meses de</p><p>abril, agosto e dezembro. Desde 2014, o peso na carteira é ponderado pelo valor de</p><p>mercado, com limite de participação baseado na liquidez da ação. Antes desta data, o</p><p>IBOVESPA levava em consideração somente a liquidez dos ativos (chamado por índice de</p><p>negociabilidade), ou seja ignorava o valor de mercado das ações.</p><p>q Critérios de inclusão: para a AÇÃO ou a UNIT DE AÇÕES compor o índice BOVESPA, ela</p><p>deverá, nos últimos 12 meses:</p><p>Ø Estar listada entre os ativos que representam 85% do índice de negociabilidade,</p><p>(este índice é calculado através do volume financeiro e o número de negócios); e</p><p>Ø Estar presente em 95% dos pregões;</p><p>Ø Deverá ter volume financeiro maior ou igual a 0,1%; e</p><p>Ø Ações “penny stocks” (cotação abaixo de R$ 1,00) não poderão permanecer no</p><p>índice.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 175</p><p>Índices Bursáteis Brasileiros</p><p>Demais índices</p><p>Os demais índices são:</p><p>Ø IBrX: O objetivo do IBrX é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos</p><p>ativos de maior negociabilidade e representatividade do mercado de ações</p><p>brasileiro, sendo o IBrX 50 dos maiores 50 ativos e o IBrX100 dos 100 maiores ativos.</p><p>Seu rebalanceamento é quadrimestral, da mesma forma que o IBOVESPA.</p><p>Ø IBrX-50: Como citado, o objetivo do IBrX 50 é ser o indicador do desempenho</p><p>médio das cotações dos 50 ativos (Ações e Units) de maior negociabilidade e</p><p>representatividade do mercado de ações brasileiro. Seu rebalanceamento é</p><p>quadrimestral, da mesma forma que o IBOVESPA.</p><p>Ø Small Cap (SMLL): Mede o retorno de uma carteira composta pelas empresas</p><p>listadas de menor capitalização, ou seja, estar entre os ativos que, em ordem</p><p>decrescente, estejam classificados FORA da lista dos que representam 85% do valor</p><p>de mercado de todas as empresas listadas no mercado a vista da B3.</p><p>Ø Índice de Dividendos (IDIV): Mede o retorno de uma carteira composta pelas</p><p>empresas com alto dividend yield (taxa de retorno dos dividendos). As Ações que</p><p>estiverem dentro dos 25% da amostra com os maiores yields irão participar da</p><p>carteira.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 176</p><p>2.5 Estratégias de Investimentos</p><p>176</p><p>CFP - Certified Financial Planner 177</p><p>Estratégias de Investimentos</p><p>Conceito</p><p>Existem diversas estratégias de investimentos no mercado de ações. Essas estratégias</p><p>permitem desde a simples compra de uma ação como pensamento de longo prazo,</p><p>quanto a de especular entre a diferença de preços de duas empresas do mesmo setor,</p><p>como por exemplo, os bancos Itaú e Bradesco. Desta forma, as estratégias mais usuais e</p><p>que são cobradas na prova são:</p><p>Ø Compra à Vista;</p><p>Ø Compra com uso de margem;</p><p>Ø Operações a Termo;</p><p>Ø Venda à vista;</p><p>Ø Venda Descoberta;</p><p>Ø Aluguel de Ações;</p><p>Ø Long & Short;</p><p>A seguir, veremos cada uma destas operações.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 178</p><p>Estratégias de Investimentos</p><p>Compra à Vista ou com Uso de Margem</p><p>Estas operações envolvem a compra de ações no mercado a vista, ou seja, pelo preço no</p><p>momento da compra. A diferença entre os dois é que pela COMPRA À VISTA o investidor</p><p>possui os recursos para a devida aquisição das ações; já na COMPRA COM USO DE</p><p>MARGEM o investidor utilizada uma linha de crédito fornecida</p><p>pela Corretora. Nos dois</p><p>casos é uma estratégia com pensamento em ser sócio da companhia e obter retornos com</p><p>a alta das ações.</p><p>Como a COMPRA COM USO DE MARGEM, é um pouco menos usual, vamos explanar um</p><p>pouco mais as suas características. Conforme dito, ela é uma compra através de uma linha</p><p>de crédito disponível para que investidores comprem ações à vista na B3, mesmo sem ter</p><p>dinheiro em conta, tornando assim uma compra alavancada. Desta forma, o investidor</p><p>pode adquirir ações através de um empréstimo da corretora, cujo valor será calculado</p><p>com base na carteira de ações que ele já possui na instituição financeira. No entanto,</p><p>apenas ações determinadas pela B3 geram limite para compra de ações com a Conta</p><p>Margem.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 179</p><p>Estratégias de Investimentos</p><p>Operações a Termo</p><p>O TERMO DE AÇÕES nada mais é que um contrato entre o comprador e o vendedor de</p><p>alguma ação, firmando que um dos lados se obriga a comprar no futuro as ações pelo</p><p>PREÇO DE HOJE + JUROS e o outro que irá vender por este valor definido. Por se tratar de</p><p>uma operação futura, a B3 exige garantias de ambos os lados, podem ser em dinheiro ou</p><p>em ativos mobiliários.</p><p>qESTRATÉGIAS MAIS UTILIZADAS:</p><p>Ø ALAVANCAGEM: o investidor compra mais ações que o seu capital permite,</p><p>acreditando na alta das ações por um certo período.</p><p>Ø VENDA A TERMO: utilizada para ter a remuneração da taxa de juros do período, o</p><p>o investidor compra as ações no mercado a vista e já as vende por um contrato a</p><p>termo, recebendo a taxa de juros acordada (tributação de renda fixa).</p><p>Ø OPERAÇÃO CAIXA (Obter Recursos): o investidor que necessita de recursos, pode</p><p>vender suas as ações e comprar a termo automaticamente. Com isso, ele não precisa</p><p>tomar um empréstimo no banco e paga somente os juros da operação.</p><p>Ø PROTEÇÃO DE PREÇOS: utilizada pelo investidor que não possui recursos no</p><p>momento, mas que deseja garantir o preço de hoje. Utiliza por quem irá receber</p><p>recursos no futuro (herança, PLR, bônus, venda de outra ação, ...).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 180</p><p>Estratégias de Investimentos</p><p>Venda à Vista e Venda Descoberta</p><p>As operações que envolvem de vendas de ações tem como intuito o pensamento que os</p><p>preços das ações irão se desvalorizar. A diferença entre os dois casos é que pela VENDA À</p><p>VISTA o investidor possui as ações que está vendendo; já na VENDA DESCOBERTA o</p><p>investidor vende algo que ele NÃO POSSUI, e para honrar a operação, ele toma</p><p>emprestado de um terceiro, pagando-lhe um juros por esse empréstimo de ações.</p><p>Essa VENDA DESCOBERTA é como quando você deseja usar um veículo que não tem.</p><p>Assim, você vai até uma locadora de veículos e faz um contrato de empréstimo: você pode</p><p>utilizar o veículo da forma que quiser, mas ao final do contrato, necessita devolve-lo e</p><p>pagar um valor pelo aluguel. Assim também funciona com as ações: uma pessoa que não</p><p>possui estas ações vai até um local chamado BTC (Banco de Títulos CBLC), aluga as ações</p><p>de outros investidores que possuem e que desejam emprestar, e no final do contrato, é</p><p>necessário devolver as mesmas ações e pagando-lhes um juros. Desta forma, o TOMADOR</p><p>das ações agora pode VENDER algo que ele não tinha e se os preços diminuírem, ele</p><p>recompra por um preço mais barato e devolvem as ações para quem lhe emprestou</p><p>(DOADOR, que seria a locadora de veículos). Agora, se os preços das ações subirem, ele</p><p>precisará comprar por um valor mais caro, perdendo dinheiro!</p><p>CFP - Certified Financial Planner 181</p><p>Estratégias de Investimentos</p><p>Aluguel de Ações</p><p>Retomando o nosso exemplo da Venda Descoberta, no qual havia uma “locadora de</p><p>veículos”, a operação de ALUGUEL DE ATIVOS é exatamente ser a locadora de veículos,</p><p>recebendo um valor fixo por este empréstimo. Essa é uma forma de rentabilizar os</p><p>investidores que não desejam se desfazer das suas posições no curto prazo, mas desejam</p><p>ser remunerados de alguma maneira. Vale ressaltar que os ativos que podem ser</p><p>colocados para alugar são as ações, units, ETFs e fundos imobiliários</p><p>q DEMAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Mesmo emprestando as ações, os proventos continuarão sendo do DOADOR, tais</p><p>como JCP, DIVIDENDOS, Bonificação de Ações ou Direito de Subscrição.</p><p>Ø Os juros recebidos pelo doador, serão tributado como renda fixa.</p><p>Ø O BTC (Banco de Títulos CBLC) é administrado pela B3.</p><p>Ø Os contratos de empréstimo poderão ser de três formas distintas, que são:</p><p>§ PRAZO FIXO, onde haverá um prazo determinado, não podendo ser terminado</p><p>antecipadamente;</p><p>§ Doador podendo solicitar a devolução antecipadamente;</p><p>§ Tomador podendo liquidar o BTC antecipadamente.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 182</p><p>Estratégias de Investimentos</p><p>Long and Short</p><p>Realizar uma operação LONG & SHORT significa vender uma ação que não possui (ficar</p><p>short) e, com o recurso da venda, comprar uma outra ação (ficar long). Como vimos</p><p>anteriormente, quando você não possui a ação, você precisa alugar a ação vendida a</p><p>descoberto para entregar ao comprador. É uma operação que visa lucrar em virtude da</p><p>distorção destes preços. Lembre-se: quando você compra (LONG) um ativo, o seu lucro</p><p>ocorre com a valorização do seu preço; já quando você vende (SHORT), o seu lucro vem</p><p>da desvalorização.</p><p>Normalmente, os pares mais comuns são montados com:</p><p>Ø Ações preferenciais (PN) e ordinárias (ON) da mesma empresa;</p><p>Ø Ações de um mesmo setor (Bradesco por Itaú); ou</p><p>Ø Entre uma ação e um índice (por exemplo, contra o Ibovespa).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 183</p><p>Estratégias de Investimentos</p><p>Resumo</p><p>ESTRATÉGIAS RESUMO E PONTOS IMPORTANTES PARA A PROVA</p><p>COMPRA À VISTA Compra de ações com seu próprio dinheiro, acreditando na alta</p><p>dos preços.</p><p>CONTA MARGEM Compra de ações com dinheiro emprestado da corretora,</p><p>acreditando na alta dos preços. Operação alavancada.</p><p>TERMO DE AÇÕES Contrato de promessa de compra ou venda futura, já</p><p>estabelecendo os preços hoje + uma taxa de juros.</p><p>VENDA À VISTA Venda das próprias ações, acreditando na baixa dos preços, para</p><p>posteriormente comprar mais barato.</p><p>VENDA DESCOBERTA</p><p>Venda de ações que pegou emprestado, acreditando na baixa</p><p>dos preços, para posteriormente comprar mais barato e</p><p>devolver ao doador.</p><p>ALUGUEL DE AÇÕES O investidor empresta suas ações em troca de uma taxa.</p><p>LONG & SHORT Operação que se vende um ação e com o dinheiro da venda,</p><p>compra outra.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 184</p><p>2.6 Remuneração das Ações</p><p>e Liquidez</p><p>184</p><p>CFP - Certified Financial Planner 185</p><p>Ações</p><p>Remunerações</p><p>O retorno financeiro de um acionista dependerá de vários fatores, sendo os principais</p><p>motivos o (1) desempenho econômico da empresa; e o (2) comportamento da economia</p><p>brasileira e internacional. Esta remuneração poderá através de:</p><p>Ø Ganho de Capital: na valorização das ações;</p><p>Ø Dividendos: distribuição do lucro;</p><p>Ø JCP (Juros sobre o Capital Próprio): juros pagos em relação ao Patrimônio Líquido</p><p>da companhia;</p><p>Ø Bonificação: ações gratuitas recebidas pela incorporação do lucro. Se a empresa</p><p>tem bons projetos, é preferível que seu lucro seja utilizado para financiar seus</p><p>investimentos, pois podem ganhar mais na valorização das ações do que no</p><p>recebimento de dividendos;</p><p>Ø Subscrição: direito de compra de ações na mesma proporção à sua participação.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 186</p><p>Dividendos</p><p>Conceito</p><p>DIVIDENDO É O LUCRO DISTRIBUÍDO EM DINHEIRO ISENTO DE IR (Imposto de Renda).</p><p>O percentual mínimo é definido pelo estatuto e caso seja omisso, a lei determina que seja</p><p>de 50% a sua distribuição. Após seu pagamento, o preço da ação sofre uma redução do</p><p>mesmo valor do dividendo pago por ação (ação passa a ser negociada ex-dividendo). Este</p><p>processo ocorre em 3 etapas (anúncio, ajuste e pagamento).</p><p>Ø DATA DO ANÚNCIO: Data em que o corpo diretivo da empresa aprova e declara</p><p>que serão pagos dividendos;</p><p>Ø DATA DO AJUSTE DE PREÇO DE MERCADO (EX-DIVIDENDO): Data em que o preço</p><p>de mercado se ajusta ao dividendo e que é definido a base acionária que receberá o</p><p>dividendo! A partir desta data, o investidor que comprar a ação não terá</p><p>mais direito</p><p>ao dividendo anunciado;</p><p>Ø DATA DO PAGAMENTO: Empresa efetivamente paga os dividendos aos acionistas.</p><p>Perceba que o acionista que receberá os dividendos é aquele que possui as ações no dia</p><p>do EX-DIVIDENDO. Ele não precisa possui as ações antes dessa data e mesmo que ele</p><p>venda as ações no dia posterior a data do ex-dividendo, ele terá direito ao recebimento na</p><p>da DATA DO PAGAMENTO.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 187</p><p>Juros sobre o Capital Próprio (JCP)</p><p>Conceito</p><p>A JCP é uma forma de remuneração dos sócios ou acionistas de uma sociedade</p><p>empresária, com base no capital investido na pessoa jurídica. Esse mecanismo foi</p><p>instituído pela legislação brasileira como uma alternativa para a distribuição de lucros,</p><p>trazendo benefícios tanto para a empresa quanto para os sócios. Após seu pagamento, o</p><p>preço da ação sofre o mesmo efeito que ocorre no pagamento dos dividendos, ou seja, é</p><p>negociada ex-juros.</p><p>q Vantagem para empresa: A legislação tributária brasileira permite que os valores pagos</p><p>ou creditados a título de JCP sejam deduzidos da base de cálculo do Imposto de Renda</p><p>das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) mas</p><p>empresas de Lucro Real.</p><p>q IR para o investidor: O acionista é tributado em 15% de forma exclusiva e definitiva na</p><p>fonte sobre o valor a ser distribuído.</p><p>Limitado ao maior entreTJLP Patrimônio</p><p>Líquido</p><p>§ 50% lucro do exercício</p><p>anterior à dedução</p><p>§ 50% lucros acumulados</p><p>X</p><p>CFP - Certified Financial Planner 188</p><p>Direito de Subscrição</p><p>FÓRMULA PARA PREÇO EX-SUBSCRIÇÃO (X):</p><p>Conceito</p><p>O DIREITO DE SUBSCRIÇÃO, também chamado de Bônus de Subscrição, são títulos</p><p>negociáveis emitidos por sociedades por ações que conferem aos seus titulares, nas</p><p>condições constantes do certificado, o direito de subscrever ações do capital social da</p><p>companhia, dentro do limite de capital autorizado no estatuto. Tem como objetivo a</p><p>proteção dos acionistas dos efeitos de diluição e valor de sua propriedade já existente.</p><p>Por se tratar de um título negociável, que dá o direito de comprar novas ações e possui</p><p>um prazo definido, o direito de Subscrição se assemelha a uma CALL (opção de compra).</p><p>Para a prova, uma das diferenças entre esses Direitos e a Bonificação de Ações, é que no</p><p>primeiro o acionista precisa desembolsar os recursos para comprar as ações, já no</p><p>segundo é gratuito.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 189</p><p>Direito de Subscrição</p><p>Gráfico Demonstrativo</p><p>Para você não se apegar a fórmula, vamos então entender o raciocínio passo-a-passo!</p><p>100 ações</p><p>Uma empresa possui ao total 100 ações, que estão</p><p>sendo negociadas na bolsa por R$ 5,00. Desta</p><p>forma, o seu valor de mercado é de R$ 500,00!</p><p>Esta empresa deseja captar R$ 100,00 de recursos</p><p>novos, então ela dá o direito de subscrição de 50</p><p>ações a R$ 2,00 a seus acionista (para cada 2 ações</p><p>que um acionista possui, ele pode adquirir 1 nova).</p><p>50</p><p>AÇÕES</p><p>NOVAS</p><p>Agora a empresa estará valendo os R$ 500,00 MAIS</p><p>R$ 100,00 do dinheiro que entrou (R$ 600,00),</p><p>porém possuindo 150 ações. Assim, o novo preço</p><p>no mercado será de R$ 600 ÷ 150 = R$ 4,00.</p><p>150 AÇÕES</p><p>RToro Education S/A</p><p>RToro Education</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>100 ações</p><p>RToro Education</p><p>CFP - Certified Financial Planner 190</p><p>Bônus de Subscrição</p><p>Exemplo de Cálculo</p><p>A empresa “RToro Education S/A” está aumentando seu capital social em 30% através de</p><p>uma subscrição aos seus acionistas. O valor de mercado atual das ações está em R$ 2,50</p><p>e o valor da subscrição será de R$ 2,40. Desta forma, qual será o valor das ações após o</p><p>período da subscrição (Ex-Subscrição)?</p><p>q RESPOSTA: Quando a questão não nos informa a quantidade de ações que a</p><p>companhia possui, utilizamos como base o número 100 para facilitar os nosso cálculos.</p><p>Assim, primeiramente vamos descobrir o valor de mercado atual da companhia, depois o</p><p>valor que entrada de recursos na empresa, e por último o novo preço!</p><p>(1) Valor Atual de Mercado: (100 ações) × R$ 2,50 = R$ 250,00 é o valor total da empresa</p><p>(2) Dinheiro entrando na RToro Education S/A: A questão nos diz que a empresa está</p><p>aumentando em 30% o seu capital social. Como utilizamos o número 100 como base, ela</p><p>estaria aumentando em 30 ações ao valor de R$ 2,40, ou seja, 30 x R$ 2,40 = R$ 72,00.</p><p>(3) Novo Valor de Mercado: Agora que sabemos o valor de mercado antes da subscrição</p><p>e o valor em dinheiro que está entrando, sabemos que ela vale ao total R$ 322,00, pois é</p><p>a soma dos dois. Para saber o valor da ação, basta dividir pela quantidade de ações, que</p><p>agora é de 130 (100 + 30). Portanto, o novo valor será R$ 322,00 ÷ 130 = R$ 2,48.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 191</p><p>Bonificação de Ações</p><p>Conceito</p><p>A BONIFICAÇÃO DE AÇÕES é o ato de uma companhia incorporar as reservas de lucro ou</p><p>de capital para ela e em troca disso, distribui novas ações aos atuais acionistas, realizando</p><p>um aumento de capital. É como se, ao invés a empresa distribuir o valor em dividendos,</p><p>ela distribui em ações, e esse recebimento é proporcional à posição acionária existente no</p><p>momento que a assembleia concede a bonificação.</p><p>A incorporação de reservas aumenta o valor do Capital Social, mas não altera o valor do</p><p>Patrimônio Líquido, pois ele é uma das contas do Patrimônio Líquido. Nesse caso, o capital</p><p>social é aumentado pela capitalização de reservas (novas ações foram emitidas para os</p><p>atuais acionistas). Como não ocorre incremento do patrimônio líquido, apenas</p><p>movimentação de contas em seu interior, o valor da empresa não se altera, somente o</p><p>valor da ação é modificado, vide que hão há entrada de novos recursos, pois os recursos</p><p>já estão na empresa.</p><p>q RESUMO: a BONIFICAÇÃO DE AÇÕES é a distribuição GRATUITA de novas ações aos</p><p>atuais acionistas, causado pelo incorporação do lucro. O acionista tem somente um custo</p><p>contábil por estas ações (quando ele vender, o custo informado a receita federal para o</p><p>ganho de capital, será este custo contábil).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 192</p><p>Bonificação de Ações</p><p>Exemplo de Cálculo</p><p>Uma empresa que possui ao total 1.000 ações, teve um lucro líquido de R$ 2.000,00.</p><p>Através de uma assembleia, a companhia decide que 25% deste lucro será distribuído</p><p>em forma de bonificação de ações a valor de mercado. Sabendo que as ações estão</p><p>sendo negociadas a R$ 5,00, como ficaria a posição de um acionista chamado Rafael,</p><p>que possui 10% da companhia, após a bonificação?</p><p>q RESPOSTA: Para resolvermos esse tipo de questão, pense da seguinte forma: “se o</p><p>acionista recebesse o valor em dinheiro, e depois tivesse que comprar as ações pelo valor</p><p>da bonificação, com quanto ele ficaria?”. Claro que ele não vai precisar desembolsar esse</p><p>valor, mas o resultado final será o mesmo! Desta forma:</p><p>(1) Antes de Bonificação, Rafael possuía 100 ações (10% de 1.000 ações da companhia).</p><p>(2) Como a empresa vai distribuir 25% de R$ 2.000,00, a empresa distribuirá R$ 500,00.</p><p>(3) Rafael tem direito a 10% dos R$ 500,00, ou seja, R$ 50,00.</p><p>(4) Como a bonificação ocorrerá ao valor de R$ 5,00, Rafael irá ganhar DEZ AÇÕES, pois</p><p>com R$ 50,00, ele poderia comprar 10 ações a R$ 5,00.</p><p>(5) Posição final: 100 + 10 ações da bonificação = 110 ações.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 193</p><p>Desdobramento (Split)</p><p>Conceito</p><p>O DESDOBRAMENTO, também chamado de SPLIT, é a divisão de uma ação em várias e</p><p>tem por finalidade ampliar a liquidez das ações em circulação de uma empresa. Ou seja,</p><p>quando uma empresa acredita que suas ações estão tendo pouca liquidez, ela pode</p><p>realizar esse processo, que aumentará a quantidade de ações no mercado e, ao mesmo</p><p>tempo, reduzirá a cotação na mesma proporção. Esse procedimento NÃO AFETA A</p><p>ESTRUTURA DE CAPITAL DA EMPRESA fazendo com que o investidor mantenha o mesmo</p><p>valor financeiro que tinha antes do desdobramento!</p><p>q EXEMPLO: Um investidor possui 200 ações a R$ 30,00 cada (R$ 6 mil). Sabendo que a</p><p>empresa fez um Split de 1 pra 3 (ou seja, de 200%), qual será a nova posição e qual o novo</p><p>valor da ação?</p><p>RESPOSTA: Para cada ação que o investidor possuía, ele passará agora a ter o triplo, ou</p><p>seja, 3 ações, tendo ao total 600 ações. Como ele deve manter o mesmo valor financeiro</p><p>investido (R$ 6.000,00), cada ação deverá valer agora R$ 10,00. Perceba que o preço e a</p><p>quantidade de ações possui uma relação inversamente proporcional nesses</p><p>procedimentos!</p><p>CFP - Certified Financial Planner 194</p><p>Grupamento (Inplit)</p><p>Conceito</p><p>O GRUPAMENTO, também chamado de INPLIT, é a junção de várias ações em uma só,</p><p>tendo por finalidade diminuir a volatilidade destes títulos em circulação de uma empresa.</p><p>Normalmente este processo ocorre em empresas que o valor nominal da sua ação está</p><p>sendo negociado em centavos. Desta forma, diminuirá a quantidade de ações no</p><p>mercado e, ao mesmo tempo, aumentará a cotação na mesma proporção. Esse</p><p>procedimento NÃO AFETA A ESTRUTURA DE CAPITAL DA EMPRESA fazendo com que o</p><p>investidor mantenha o mesmo valor financeiro que tinha antes do grupamento!</p><p>q EXEMPLO: Um investidor possui 5.000 ações a R$ 0,10 cada (R$ 500,00 ao total).</p><p>Sabendo que a empresa fez um Inplit de 10 para 1, qual será a nova posição e qual o novo</p><p>valor da ação?</p><p>RESPOSTA: A cada 10 ações do investidor, ele passará a ter 1, ou seja, sua nova posição</p><p>será de 500 ações. Como ele deve manter o mesmo valor financeiro investido (R$ 500,00),</p><p>cada ação deverá valer agora R$ 1,00. Perceba novamente, que o preço e a quantidade de</p><p>ações possui uma relação inversamente proporcional nesses procedimentos!</p><p>CFP - Certified Financial Planner 195</p><p>2.7 Modelos de Precificação</p><p>de Ações</p><p>195</p><p>CFP - Certified Financial Planner 196</p><p>Precificação de ativos</p><p>Conceitos</p><p>Os modelos de precificação de ativos servem para que o investidor de renda variável</p><p>encontre o retorno exigido por ele para investir em uma determinada companhia, ou seja,</p><p>qual o valor justo destas ações. Este Retorno Exigido, também chamado de Retorno</p><p>Requerido, leva em consideração um conceito muito importante, o de “aversão ao risco”,</p><p>que significa que quanto maior o risco, maior o Retorno Exigido.</p><p>Os modelos de precificação de ativos cobrados na prova são:</p><p>Ø Análise Fundamentalista: Modelo que leva em consideração os múltiplos de uma</p><p>companhia (Lucro por Ação; Preço sobre o Lucro; EBITDA; etc), incluindo a análise de</p><p>Fluxo de Caixa Descontado, que considera o valor de qualquer ativo pelo fluxo</p><p>financeiro futuro que esse ativo proporcionará, trazido ao valor presente.</p><p>Ø Análise Técnica: Baseada apenas nos preços e volumes negociados no passado.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 197</p><p>Precificação de ativos</p><p>Conceitos</p><p>Para podermos evoluir na análise fundamentalista, precisamos compreender que o “valor</p><p>da companhia” pode possuir diversas respostas e desta forma, o valor da ação também</p><p>divergirá. Esses tipos de “valor da empresa” acabam sendo diferentes, pois,</p><p>primeiramente precisamos saber “o que queremos saber” da uma companhia. Desta</p><p>forma, vamos demonstrar os tipos que existem:</p><p>Ø VALOR NOMINAL: este valor é nada mais é que o valor do capital social, dividido</p><p>pelo número de ações. Lembrando que o capital social é o valor integralizado (ou a</p><p>aportar) dos sócios.</p><p>Ø VALOR PATRIMONIAL: o valor patrimonial serve para sabermos quanto valeria</p><p>uma ação da empresa, caso a companhia decidisse encerrar as suas operações,</p><p>vendesse todos os seus ativos e pagasse suas dívidas, quanto cada um receberia. Ou</p><p>seja, é o Patrimônio Líquido dividido pelo número de ações.</p><p>Ø VALOR DE LIQUIDAÇÃO: Em caso de falência da companhia, há uma ordem e</p><p>preferência sobre os ativos da empresa (causas trabalhistas, credores, governo...).</p><p>Após a quitação destes valores, o que fica é chamado de Valor Residual, que será o</p><p>valor distribuído aos acionistas. Assim, para chegarmos no Valor de Liquidação da</p><p>empresa, devemos dividir o Valor Residual pelo número de ações.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 198</p><p>Precificação de ativos</p><p>Conceitos</p><p>Continuando sobre os tipos de “valor da empresa”, os outros dois importantes são:</p><p>Ø VALOR DE MERCADO: este é o valor que está sendo negociado as ações no</p><p>mercado secundário, ou seja, na bolsa de valores (B3). Este é o valor mais comum</p><p>que escutamos no nosso dia: “as ações da RToro Education S/A fechou hoje na bolsa</p><p>brasileira a R$ 30,00. Com isso, ela está valendo R$ 90 bilhões de reais”. O valor total</p><p>da empresa se baseia na multiplicação do valor de mercado pelo número de ações.</p><p>Ø VALOR ECONÔMICO: este é o valor que é realizado pelas empresas de análise,</p><p>através dos modelos de precificação, sendo o principal deles o de Cash Flow (Modelo</p><p>de Fluxo de Caixa Descontado). Quando uma empresa pretende realizar uma OPA e</p><p>não ser mais uma empresa de capital aberto (não ter mais negociações na bolsa de</p><p>valores), é através deste tipo de avaliação na qual é oferecido a seus acionistas a</p><p>venderem suas ações.</p><p>Todos estes tipos de “valores de empresa” são números importantíssimos sabermos</p><p>quando decidimos comprar ações na bolsa de valores. Portanto, alguns indicadores</p><p>econômicos estaremos estudando agora através da Análise Fundamentalista!</p><p>CFP - Certified Financial Planner 199</p><p>Análise Fundamentalista</p><p>Conceitos</p><p>A ANÁLISE FUNDAMENTALISTA diz que há um valor para cada ação baseado no</p><p>desempenho econômico-financeiro da empresa, descontando fluxos de caixas projetados</p><p>para orientar a compra e venda de ações. Esta análise se vale de múltiplos (indicadores</p><p>extraídos de informações financeiras) para identificar a ação relativamente mais barata.</p><p>A Análise Fundamentalista utiliza tantos dados financeiros históricos de uma empresa,</p><p>como também faz projeções destes indicadores, como por exemplo:</p><p>Ø Dividendos;</p><p>Ø Geração de caixa (“EBITDA” – LAJIDA);</p><p>Ø Estrutura de capital (endividamento);</p><p>Ø Potencial de rentabilidade;</p><p>Ø Valor Patrimonial.</p><p>q OBS: a Análise Fundamentalista NÃO utiliza na sua concepção, os preços que foram</p><p>negociados no passado pela empresa. Ela se importa somente com os “fundamentos</p><p>econômicos”, ou seja, os múltiplos da empresa.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 200</p><p>Lucro por Ação (LPA)</p><p>O LUCRO POR AÇÃO (LPA) é uma medida econômica para mostrar a parcela de lucro</p><p>líquido que cada ação tem por direito. Isto não quer dizer que o acionista irá receber em</p><p>dividendos esse valor, pois o dividendos é a distribuição do lucro, o que normalmente é</p><p>menor que o lucro do período.</p><p>Por exemplo, a empresa RToro Education S/A possui 1.000.000 ações e teve um lucro</p><p>líquido R$ 10 milhões no seu último ano-fiscal . Desta forma, o LPA da empresa foi de</p><p>R$ 10,00, ou seja, cada ação tem o direito de receber R$ 10,00 de lucro. Mesmo que a</p><p>empresa não distribua todo o valor em dividendos, foi gerado este lucro ao acionista</p><p>(crescimento da empresa + dividendos recebido).</p><p>q FÓRMULA:</p><p>Análise Fundamentalista</p><p>!"# = LUCRO LÍQUIDO</p><p>Número Total de Ações</p><p>CFP - Certified Financial Planner 201</p><p>Valor Patrimonial por Ação (VPA)</p><p>O VALOR PATRIMONIAL POR AÇÃO (VPA) é um indicar para mostrar quanto cada ação</p><p>vale pelo seu Patrimônio Líquido, ou seja, se vendesse todos os seus ativos e quitasse</p><p>todas as dívidas, quanto sobraria por ação.</p><p>Por exemplo, a empresa RToro Education S/A possui 1.000.000 ações, R$ 15 milhões em</p><p>ativos e R$ 10 milhões em passivos, portanto, seu Patrimônio Líquido é de R$ 5 milhões.</p><p>Desta forma, podemos afirmar que seu VPA é de R$ 5,00 por ação, já que basta dividir o</p><p>Patrimônio Líquido pelo número de ações.</p><p>q FÓRMULA:</p><p>Análise Fundamentalista</p><p>>"# = Patrimônio Líquido</p><p>Número Total de Ações</p><p>CFP - Certified Financial Planner 202</p><p>P/L: Preço sobre o Lucro</p><p>O P/L (Preço sobre o Lucro) é o múltiplo mais comum para avaliar se uma ação está</p><p>barata ou cara. Este indicador significa “quanto tempo vou demorar para recuperar o</p><p>capital investido, através do lucro líquido anual da empresa”. Na análise de projetos,</p><p>chamamos esse conceito de Payback. Desta forma, quanto menor o índice, maior a</p><p>atratividade de se investir na ação (mais “barata” está, pois mais rápido você receberá o</p><p>capital investido de volta).</p><p>Por exemplo, uma empresa A está sendo negociada na bolsa por R$ 10,00 e possui um</p><p>lucro</p><p>por ação igual a R$ 2,00, possuindo desta forma um P/L de 5 (anos). Já a empresa B</p><p>está sendo negociada por R$ 18,00, tem um lucro por ação igual a R$ 6,00, assim, seu</p><p>P/L é de 3 (anos). Portanto, a empresa B está mais barata que a empresa A!</p><p>q FÓRMULA:</p><p>Análise Fundamentalista</p><p>"/! = Preço de Mercado</p><p>LUCRO LÍQUIDO</p><p>CFP - Certified Financial Planner 203</p><p>P/VP: Preço por Valor Patrimonial</p><p>Como mencionamos no início deste capítulo, uma das formas de analisar uma empresa é</p><p>através do seu Valor Patrimonial. Desta forma, o P/VP (Preço por Valor Patrimonial) é</p><p>quanto deveria estar sendo negociada uma ação, baseado somente sobre o seu</p><p>Patrimônio Líquido (ativos menos as dívidas da companhia). Como este indicador leva em</p><p>consideração o Valor Patrimonial por Ação, ele também é conhecido por P/VPA.</p><p>Normalmente, quando a companhia está negociando com valores superiores ao seu P/PV,</p><p>o mercado financeiro projeta que a companhia continuará crescendo e gerando lucros.</p><p>Quando está abaixo, acredita que os prejuízos irão perdurar por um longo período,</p><p>fazendo com que o seu Valor Patrimonial seja diminuído.</p><p>q FÓRMULA:</p><p>Análise Fundamentalista</p><p>"/>" = Preço de Mercado</p><p>Valor Patrimonial</p><p>CFP - Certified Financial Planner 204</p><p>EV/EBITDA</p><p>O EV/EBITDA (Enterprise Value ÷ EBITDA), possui uma compreensão maior de</p><p>contabilidade. Isto por que adentramos em dois conceitos contáveis:</p><p>Ø (1) EV (Enterprise Value): Este é o valor de mercado da companhia somado com a</p><p>sua dívida líquida (dívida total menos o caixa da empresa, sendo que o caixa da</p><p>empresa são as aplicações financeiras de curto prazo).</p><p>Ø (2) EBITDA: Lucro operacional da companhia.</p><p>Da mesma forma que o indicador P/L, quanto menor o EV/EBITDA, mais barato está a</p><p>companhia. Esse conceito é importante, pois quando alguém adquire uma empresa,</p><p>comprando as ações (ou cotas) de um outra pessoa, o novo investidor assume todas as</p><p>dívidas da companhia comprada. Assim, esse indicar serve para analisar “quantos anos</p><p>serão necessários para, além de recuperar o capital investido na compra da companhia,</p><p>quitar todas as suas dívidas (EV - Enterprise Value), apenas pela geração de caixa atual</p><p>da empresa (EBITDA)”.</p><p>q FÓRMULA:</p><p>Análise Fundamentalista</p><p>!"/!$%&'( = *+,-. 0+ 123.45+ + 7í9:0+ ;í<=:0+</p><p>Lucro Operacional</p><p>CFP - Certified Financial Planner 205</p><p>Dividend Yield</p><p>O Dividend Yield, exatamente na sua tradução literal é, o “Retorno dos Dividendos”, ou</p><p>seja, qual o percentual de retorno que o investidor terá ao ano, baseado no preço da</p><p>ação e na distribuição de dividendos e de JCP (Juros sobre Capital Próprio). Por se tratar</p><p>de um valor financeiro recebido em conta, este indicador é muito utilizado para fazer</p><p>comparação com a renda fixa.</p><p>Aqui vale ressaltar dois pontos importantes:</p><p>Ø Este indicador ignora qualquer projeção de ganho de capital (comprar a ação por</p><p>um preço e vender por valor mais caro);</p><p>Ø Ele leva em consideração a distribuição do lucro (Dividendos mais JCP) e não em</p><p>relação ao lucro da companhia!</p><p>q FÓRMULA:</p><p>Análise Fundamentalista</p><p>JKLKMNOM PKNQM = (Dividendos + JCP)</p><p>Preço Atual da Ação</p><p>CFP - Certified Financial Planner 206</p><p>Índice de Payout</p><p>O ÍNDICE DE PAYOUT demonstra a proporção do lucro líquido que será distribuído aos</p><p>acionistas na forma de dividendos, acrescidos da JCP. Ou seja, o quanto entra de dinheiro</p><p>líquido na conta do acionista todos os anos, comparado com o lucro líquido da empresa</p><p>na qual ele é sócio. O saldo remanescente do lucro líquido que ficou na companhia,</p><p>chamamos de ÍNDICE DE RETENÇÃO!</p><p>q FÓRMULA:</p><p>q FÓRMULA:</p><p>Análise Fundamentalista</p><p>ÍOMKXN MN YZ[\]^ = (Dividendos + JCP)</p><p>Lucro Líquido</p><p>ÍOMKXN MN _N`NOçãa = 1 − Payout</p><p>CFP - Certified Financial Planner 207</p><p>A empresa RToro Education S/A, no último ano apresentou os seguintes números:</p><p>Ø Dividendo: R$ 1,00</p><p>Ø JCP: R$ 0,50</p><p>Ø LPA (Lucro Por ação): R$ 6,00</p><p>Com base nestes números, qual é o (1) índice de Payout e o (2) índice de retenção da</p><p>empresa RToro Education S/A?</p><p>q RESPOSTA: Primeiro devemos calcular o Índice de Payout (ver o quanto a empresa</p><p>distribuiu de dividendos mais JCP, e dividir pelo lucro) e a partir dele chegaremos no</p><p>índice de retenção da companhia.</p><p>Análise Fundamentalista</p><p>Índice de Payout: Exemplo</p><p>(1) ÍNDICE DE PAYOUT:</p><p>Ø Payout = R$ 1,00 + R$ 0,50</p><p>R$ 6,00</p><p>Ø Payout = R$ 1,50</p><p>R$ 6,00</p><p>Ø Payout = 0,25 = 25%</p><p>(2) ÍNDICE DE RETENÇÃO:</p><p>Ø Retenção = 1 – 0,25</p><p>Ø Retenção = 0,75 = 75%</p><p>CFP - Certified Financial Planner 208</p><p>O Discounted Cash Flow (DCF), conhecido também com Método do Fluxo de caixa</p><p>Descontado, é uma teoria em que pressupõe que o valor de um negócio depende dos</p><p>benefícios futuros que ele irá produzir, descontados para um valor presente, através da</p><p>utilização de uma taxa de desconto apropriada, a qual reflita os riscos inerentes aos fluxos</p><p>estimados.</p><p>q FÓRMULA:</p><p>As três principais maneiras a ser calculado este modelo são:</p><p>Ø Modelo de Fluxo de Caixa Descontado da Firma – “Free Cash Flow to the Firm”;</p><p>Ø Modelo de Fluxo de Caixa do Acionista – “Free Cash Flow to Equity”;</p><p>Ø Modelo de Fluxo de Dividendos Descontados (Modelo de Gordon).</p><p>Análise Fundamentalista</p><p>Fluxo de Caixa Descontado</p><p>!"#$% = (()!)</p><p>(1 + YTM)! +</p><p>(()")</p><p>(1 + YTM)" +⋯ . (()#)</p><p>(1 + YTM)#</p><p>CFP - Certified Financial Planner 209</p><p>RECEITA LÍQUIDA</p><p>EBITDA</p><p>...(-) Depreciação</p><p>(=) EBIT (LAJIR)</p><p>EBIT × [1 – Taxa de Imposto (alíquota fiscal)]</p><p>(=) Lucro Operacional Líquido menos Imposto Ajustado</p><p>(+) Depreciações e Amortizações</p><p>(-) Gastos de Capital (CAPEX)</p><p>(-) Variação de Capital de Giro</p><p>(=) Fluxo de Caixa da Firma (Free Cash Flow to the Firm)</p><p>NCG:</p><p>NECESSIDADE DECAPITAL DE GIRO</p><p>Fluxo de Caixa Descontado da Firma (FCFF)</p><p>Trata dos direitos dos proprietários do Patrimônio Líquido, dos preferencialistas e dos</p><p>financiadores, por tanto, abrange todo o fluxo de caixa da empresa a ser distribuído entre</p><p>os credores e acionistas, sob a forma de juros e dividendos. Seu cálculo é realizado a</p><p>partir do Lucro Operacional, incluindo impostos, antes de qualquer remuneração aos</p><p>donos de capital mencionados, ou seja, é o fluxo de caixa operacional menos as despesas</p><p>necessárias para manter os ativos e o crescimento do negócio.</p><p>Análise Fundamentalista</p><p>CFP - Certified Financial Planner 210</p><p>(=) Lucro Líquido</p><p>(+) Depreciações e Amortizações</p><p>(-) Investimentos (CAPEX)</p><p>(-) Variação de Capital de Giro</p><p>(+) Captação de Recursos de Terceiros (Financiamentos)</p><p>(-) Amortização das Parcelas do Principal dos Financiamentos</p><p>(=) Fluxo de Caixa do Acionista (FCFE)</p><p>Trata dos direitos somente dos proprietários do Patrimônio Líquido, ou seja, do capital</p><p>próprio da empresa, ou seja, após o pagamento de juros para os credores. É o fluxo de</p><p>caixa existente após o pagamento de despesas operacionais, das obrigações tributárias,</p><p>das necessidades de investimento, do principal, de juros e de quaisquer outros</p><p>desembolsos de capital necessários à manutenção da taxa de crescimento dos fluxos de</p><p>caixa projetados, descontado pelo custo do capital próprio (Ke).</p><p>Fluxo de Caixa Descontado do Acionista (FCFE)</p><p>Análise Fundamentalista</p><p>CFP - Certified Financial Planner 211</p><p>Modelo de Gordon</p><p>O Modelo de Gordon, também chamado de Modelo de Desconto de Dividendos, utiliza os</p><p>dividendos futuros previstos, descontando-os a valor presente por uma taxa, que será</p><p>“retorno requerido pelo acionista MENOS taxa de crescimento dos dividendos”, para</p><p>saber o valor justo de uma ação. Este modelo leva em consideração três variáveis:</p><p>Ø D1 = dividendo ANUAL da ação, porém de 1 ano a frente do preço atual</p><p>Ø Ks = taxa de retorno requerida pela ação</p><p>Ø g = taxa de crescimento dos dividendos</p><p>q FÓRMULA:</p><p>q OBS: Vale ressaltar que a fórmula é dada em prova. Além disso, na prova pode ser</p><p>dado D1 (estimativa de dividendos do próximo ano) ou D0 (dividendos distribuídos no</p><p>último ano). Note que, a fórmula acima requer o fluxo de caixa ou dividendo do</p><p>período 1. Portanto, se fornecido D0 , é preciso</p><p>aplicar a taxa de crescimento g para obter</p><p>D1, ou seja, crescer o dividendo por 1 ano</p><p>>eQaf (Y!) =</p><p>(g")</p><p>Ks − g</p><p>Análise Fundamentalista</p><p>CFP - Certified Financial Planner 212</p><p>Modelo de Gordon: Exemplo 1 (Fórmula)</p><p>q EXEMPLO: Uma ação paga um dividendo anual de R$ 3,00 e se esperada uma taxa de</p><p>crescimento de 5% ao ano no valor do dividendo. Se a taxa de retorno requerida pela</p><p>ação é de 12% ao ano, qual o seu preço justo?</p><p>q RESPOSTA: Este problema será resolvido através do Modelo de Gordon, vide que nos</p><p>foi fornecido o dividendo da ação. Importante notar que foi dado o dividendo atual (D0) e</p><p>não o do próximo exercício (D1). Assim sendo, precisamos primeiro encontrar D1:</p><p>Ø D1 = D0 × (1 + g) = R$ 3,00 × (1 + 0,05) = R$ 3,15</p><p>Agora, com as demais informações (r = 12%; g = 5%), podemos resolver:</p><p>Ø Preço = D1 = R$ 3,15 = R$ 3,15__ = R$ 3,15_ = R$ 45,00</p><p>(r – g) (12% - 5%) (0,12 - 0,05) (0,07)</p><p>Análise Fundamentalista</p><p>CFP - Certified Financial Planner 213</p><p>Modelo de Gordon: Exemplo 1 [%T]</p><p>Vamos trazer o mesmo problema que foi resolvido através da fórmula do modelo de</p><p>Gordon, mas agora, utilizando a tecla [%T], onde primeiro colocar a taxa de retorno e de</p><p>pois o total da renda a ser recebida (dividendos).</p><p>q EXEMPLO: Uma ação paga um dividendo anual de R$ 3,00 e se esperada uma taxa de</p><p>crescimento de 5% ao ano no valor do dividendo. Se a taxa de retorno requerida pela</p><p>ação é de 12% ao ano, qual o seu preço justo?</p><p>q RESPOSTA: O que o problema quis nos trazer foi “quanto você pagaria HOJE por essa</p><p>ação, para ter uma renda perpétua através desses dividendos?”. Desta forma, precisamos</p><p>saber qual será o primeiro dividendo que iremos receber, a partir da compra das ações</p><p>hoje. Com isso, precisamos crescer os dividendos em 5%, pois ele “pagou”</p><p>Análise Fundamentalista</p><p>(1) RENDA PERPÉTUA COM</p><p>CRESCIMENTO DE 5%:</p><p>Ø 3 [ENTER]</p><p>Ø 5 [%] [+]</p><p>R = R$ 3,15</p><p>(2) TAXA EXIGIDA DE</p><p>RETORNO (ks – g)</p><p>Ø 12 [ENTER]</p><p>Ø 5 [−]</p><p>R = 7%</p><p>(3) VALOR HOJE</p><p>CALCULAR POR [%T]:</p><p>Ø 7 [ENTER]</p><p>Ø 3,15 [%T]</p><p>R: R$ 45,00.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 214</p><p>q EXEMPLO: A empresa RToro Education S/A não paga dividendos, mas espera-se que</p><p>em 4 anos pague R$ 2,00 por ação e que a partir daí, esses dividendos cresçam a uma</p><p>taxa de 4% ao ano. Qual seria o preço adequado dessa ação para hoje? Dada a</p><p>característica da empresa, a taxa de desconto adequada é de 10%aa.</p><p>q RESPOSTA: Podemos calcular o preço desse ativo a partir do modelo de Gordon. No</p><p>entanto, foi informado o dividendo em t = 4, então o modelo de Gordon nos dará o valor</p><p>da ação no ano 3 (o modelo de Gordon utiliza como variável D1 para o cálculo de P0).</p><p>Como a questão solicita o preço em P0, teremos que trazer o preço calculado no modelo</p><p>de Gordon a valor presente.</p><p>(1) Aplicar Modelo de Gordon</p><p>Ø Preço Ano 3 = D4__</p><p>(r – g)</p><p>Ø Preço Ano 3 = R$ 2,00</p><p>(10% - 4%)</p><p>Ø Preço Ano 3 = R$ 33,33</p><p>(2) Trazer a valor presente</p><p>Ø n = 3</p><p>Ø i = 10</p><p>Ø FV = 33,33</p><p>Ø PMT = 0</p><p>Ø PV = ? = R$ 25,04</p><p>Modelo de Gordon: Exemplo 2</p><p>Análise Fundamentalista</p><p>CFP - Certified Financial Planner 215</p><p>q EXEMPLO: Estima-se que a empresa Rtoro Education S/A distribuirá em dividendos</p><p>nos próximos 3 anos os valores de R$ 1,00, R$ 2,00 e R$ 3,00 e depois seus dividendos</p><p>crescerão 5% por ano. Considerando a taxa de risco adequada de 11% ao ano, qual o</p><p>valor justo dessa empresa hoje?</p><p>q RESPOSTA: Iremos fazer 2 cálculos. O primeiro, iremos calcular qual o valor justo para o</p><p>fluxo de crescimento perpétuo (perceba que este fluxo ocorrerá no quarto ano em diante,</p><p>assim, estaremos calculando quanto vale a empresa no terceiro ano e também</p><p>precisamos crescer o dividendo 3 em 5%, totalizando R$ 3,15 para poder utilizar o modelo</p><p>de gordon). Depois, somaremos o valor da empresa no ano 3 e traremos todos os valores</p><p>a valor presente</p><p>Modelo de Gordon: Exemplo 3</p><p>Análise Fundamentalista</p><p>(1) RENDA PERPÉTUA COM</p><p>CRESCIMENTO DE 5%:</p><p>Ø 3 [ENTER]</p><p>Ø 5 [%] [+]</p><p>R = R$ 3,15</p><p>(2) TAXA EXIGIDA DE</p><p>RETORNO (ks – g)</p><p>Ø 11 [ENTER]</p><p>Ø 5 [−]</p><p>R = 6%</p><p>(3) VALOR HOJE</p><p>CALCULAR POR [%T]:</p><p>Ø 6 [ENTER]</p><p>Ø 3,15 [%T]</p><p>R: R$ 52,50.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 216</p><p>???????</p><p>R$ 1,00</p><p>0</p><p>Ano 1</p><p>R$ 2,00</p><p>Ano 2 Ano 3</p><p>Dividendo 1 Dividendo 2 Dividendo 3 +</p><p>Valor justo da Ação pela</p><p>sua perpetuidade</p><p>Modelo de Gordon: Exemplo 3 (Gráfico)</p><p>Análise Fundamentalista</p><p>R$ 3,00</p><p>R$ 52,50</p><p>CFP - Certified Financial Planner 217</p><p>FLUXO TECLA MOTIVO RESULTADO</p><p>1 CFj: [g][PMT] Recebimento do Ano 1</p><p>2 CFj: [g][PMT] Recebimento do Ano 2</p><p>55,50 CFj: [g][PMT] Recebimento do Ano 3</p><p>11 [i] Retorno Exigido</p><p>VPL NPV: [f][] Valor Presente Líquido</p><p>(VALOR JUSTO) 43,11</p><p>Como os fluxos de caixa são distintos, necessitamos o valor justo da empresa através do</p><p>mesmo cálculo do VPL, imputando ZERO (ou não imputando) no fluxo zero. Assim, a HP</p><p>vai dizer qual o valor justo para receber a taxa que colocamos como comparação.</p><p>Assim, chegamos a conclusão que o valor justo da ação para o risco do ativo e para o</p><p>recebimento dos dividendos, considerando a partir do quarto ano um crescimento</p><p>constante e perpétuo, o valor de R$ 43,11.</p><p>Modelo de Gordon: Exemplo 3 (Cálculo)</p><p>Análise Fundamentalista</p><p>CFP - Certified Financial Planner 218</p><p>Análise Técnica</p><p>Conceito</p><p>A Análise Técnica (Gráfica) estabelece projeções para os preços das ações baseadas no</p><p>comportamento em si do preço e do volume na observação do comportamento passado</p><p>dos preços e dos volumes negociados. Em resumo, a análise técnica estuda as</p><p>movimentações nos preços passados e, a partir daí, explica a sua evolução futura.</p><p>Diferentes métodos são utilizados, mas todos confiam nos mesmos princípios:</p><p>Ø Existência de tendências;</p><p>Ø Observa o comportamento passado dos preços, acreditando que pode novamente</p><p>ocorrer no futuro;</p><p>Ø Preços das ações já refletem todas as informações disponíveis até o momento</p><p>(fundamentos da empresa não são relevantes.</p><p>Ø Principais indicadores:</p><p>§ Suporte: Preço da ação não diminui mais que o valor do suporte.</p><p>§ Resistência: Preço da ação não sobe mais que o valor da resistência.</p><p>§ IFR: Mede a força de um ativo, oscilando de 0 a 100, sendo que acima de 80 o</p><p>ativo está com compra excessiva e abaixo de 20 está com venda excessiva.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 219</p><p>Análise Técnica</p><p>Resistência</p><p>Suporte</p><p>Suporte e Resistência</p><p>Percebemos abaixo os pontos aonde eram suporte (momento de comprar a ação) e após</p><p>a sua perda (diminuição do preço do suporte), se transformou em resistência (não</p><p>consegue mais superar o valor).</p><p>q CONCLUSÃO: no SUPORTE SE COMPRA e na RESISTÊNCIA SE VENDE o ativo.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 220</p><p>ANÁLISE</p><p>FUNDAMENTALISTA</p><p>ANÁLISE</p><p>TÉCNICA (GRÁFICA)</p><p>CONCEITO</p><p>Leva em consideração os</p><p>múltiplos das empresas, ou seja, o</p><p>desempenho econômico</p><p>financeiro da empresa.</p><p>Considera os preços passados</p><p>da ação e o volume negociado,</p><p>acreditando que poderá ocorrer</p><p>novamente no futuro.</p><p>EXEMPLOS</p><p>L/P (Lucro por Ação); Ebitda;</p><p>Desconto de Fluxo de Caixa</p><p>Futuro; Dividendos.</p><p>Suporte & Resistência;</p><p>Médias Móveis; Fibonacci;</p><p>IFR; Bandas de Bollinger.</p><p>Análise Fundamentalista x Técnica</p><p>RESUMO</p><p>Capítulo 3:</p><p>Derivativos</p><p>221</p><p>CFP - Certified Financial Planner 222</p><p>Derivativos</p><p>Conceito</p><p>De uma forma muito direta, derivativos são instrumentos financeiros, cujo preço deriva</p><p>de um ativo ou instrumento financeiro de referência (ativo-objeto), ocorrendo sua</p><p>liquidação em uma data futura. Por exemplo, você deseja comprar uma casa do seu</p><p>vizinho, mas não tem o dinheiro hoje, apenas daqui seis meses. Vocês dois assinam um</p><p>contrato hoje, firmando esse compromisso de você comprar a casa em 6 meses,</p><p>consequentemente o seu vizinho deverá vender a casa em 6 meses. Pronto, este contrato</p><p>é um derivativo, pois o contrato “derivou” (surgiu) de um ativo (um imóvel) e que</p><p>ocorrerá a liquidação da operação em uma data futura.</p><p>Qual foi o motivo de vocês terem firmado esse contrato? Você não gostaria de correr o</p><p>risco de (1) o preço do imóvel subir e/ou (2) alguém comprar o imóvel e ele</p><p>não estar</p><p>mais lá para você adquirir. Com o contrato firmado (derivativo), você se PROTEGEU desses</p><p>dois RISCOS. Desta forma, o principal motivo para a utilização dos derivativos é para a</p><p>PROTEÇÃO DE RISCOS, que chamamos em inglês de “HEDGE”.</p><p>Neste capítulo, veremos quatro tipos de derivativos, com seus devidos conceitos e suas</p><p>nomenclaturas.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 223</p><p>Derivativos</p><p>Tipos de Derivativos</p><p>Os derivativos podem ser divididos em 4 grupos:</p><p>Ø CONTRATO A TERMO: contrato na qual as duas partes (comprador e vendedor)</p><p>possuem obrigação em honrar o pagamento financeiro e a entrega do objeto</p><p>estabelecido em contrato. Não possui padronização.</p><p>Ø CONTRATO FUTURO: instrumento financeiro semelhante ao Contrato a Termo,</p><p>porém padronizado. Somente é realizado em mercados organizados como a B3,</p><p>sendo o púnico tipo de contrato que possui ajuste diário.</p><p>Ø SWAP: acordo entre duas partes para trocar fluxos de caixa no futuro, definindo</p><p>as datas que os fluxos de caixa serão pagos e a forma de cálculo.</p><p>Ø OPÇÃO: O contrato de opção tem característica semelhante a um seguro, no qual</p><p>um dos lados paga um prêmio, recebendo um direito (opção de querer ou não</p><p>querer a realização do contrato) e a contraparte que recebeu o prêmio, fica com a</p><p>obrigação. Nos seguros de carro, o segurado paga o prêmio e tem o direito de</p><p>exercer o seu seguro, já a seguradora que recebeu o prêmio, tem a obrigação de</p><p>honrar o contrato, caso assim o segurado deseje.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 224</p><p>Derivativos</p><p>Principais Estratégias</p><p>São quatro as principais estratégias que podemos utilizar os derivativos:</p><p>Ø HEDGE OU PROTEÇÃO: Operação financeira que objetiva reduzir ou eliminar o</p><p>risco de operações no mercado, protegendo, principalmente, contra oscilações</p><p>adversas de preços ou de taxas. Por exemplo, agricultores vendem parte da sua</p><p>produção com contratos futuros para minimizar o risco de flutuação de preços.</p><p>Ø ARBITRAGEM: Ocorre quando há distorções de preços, possibilitando ganhos</p><p>proporcionais oriundos de diferença de preços existentes no mercado à vista e no</p><p>mercado futuro, sem risco de mercado.</p><p>Ø ALAVANCAGEM: Operação na qual o investidor toma recursos emprestados para</p><p>fazer uma aquisição na qual não possuía recursos suficientes, ou quando uma</p><p>posição pode ser feita investindo-se um valor de investimento muito menor que o</p><p>potencial ganho (ou perda), por exemplo, contratos futuros que somente é</p><p>necessário a margem de garantia.</p><p>Ø ESPECULAÇÃO: objetivo de lucrar em um curto espaço de tempo, tanto em</p><p>operações de compra (acreditando na valorização do ativo), quanto em operações</p><p>de venda (acreditando na desvalorização do ativo).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 225</p><p>Derivativos</p><p>Participantes do Mercado</p><p>Desta forma, os agentes que utilizam estas estratégias, são chamados de:</p><p>Ø HEDGERS: São os participantes do mercado ligados ao produto físico que buscam</p><p>proteção de preços, como por exemplo, os produtores rurais, os exportadores ou</p><p>importadores. Eles acabam realizando contratos futuros, definindo no presente,</p><p>os valores para comprar ou vender dólares, soja, café ou qualquer outro ativo.</p><p>Ø ARBITRADOR: Os arbitradores são aqueles que realizaram uma operação de</p><p>arbitragem, comprando no mercado A e vendem no B. O arbitrador acaba agindo</p><p>exatamente como um árbitro, por acabar com as distorções de preços entre</p><p>mercados diferentes.</p><p>Ø ESPECULADORES: São a maioria do mercado e estão interessados em auferir</p><p>ganhos com as flutuações de preços. Podem usar tanto análises fundamentalistas</p><p>quanto análise gráficas. São aqueles que utilizam operações de Alavancagem ou</p><p>de Especulação.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 226</p><p>Local de Negociação</p><p>B3 – Brasil, Bolsa e Balcão</p><p>A B3 foi criada em março de 2017 como fruto da combinação entre a BM&FBOVESPA e a</p><p>Cetip, dando origem a uma companhia de infraestrutura de mercado financeiro de classe</p><p>mundial e consolidando a atuação da BM&FBOVESPA na negociação e pós-negociação de</p><p>produtos listados e da Cetip no registro e depósito de operações de balcão e de</p><p>financiamento.</p><p>Ela é uma sociedade por ações com fins lucrativos que atua, no mercado de derivativos,</p><p>como contraparte (como a vendedora de todos os compradores e como compradora para</p><p>todos os vendedores). Para tanto, exige garantias prévias dos participantes (margem).</p><p>Além disso, ela organiza, regulamenta e fiscaliza os mercados de liquidação futura. Ela</p><p>também administrar as margens de garantia, os ajustes diários e as entregas físicas na</p><p>Bolsa. Em resumo, a B3 reduz ao máximo o risco de crédito entre os agentes, além de</p><p>mitigar o risco de liquidação.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 227</p><p>Local de Negociação</p><p>Mercado de Balcão</p><p>O MERCADO DE BALCÃO ORGANIZADO é um ambiente com sistemas informatizados e</p><p>regras para a negociação de títulos e valores mobiliários (ações; cotas de fundos; entre</p><p>outros ativos). Este ambiente é administrado por instituições, devendo ser autorizado pela</p><p>CVM e, portanto, sendo fiscalizado por ela também. Estas instituições autorizadas são</p><p>chamadas de “instituições autorreguladoras” e no Brasil, esta instituição é a B3.</p><p>As transações no mercado de balcão organizado são feitas por telefone ou</p><p>eletronicamente entre as instituições financeiras, não tendo mais um local físico definido.</p><p>Existem uma série de requisitos que uma instituição deve obedecer para atuar como</p><p>intermediário financeiro, englobando a conduta, a fiscalização e a aplicação de</p><p>penalidades aos infratores. Outro ponto importante é que nesse sistema, além de se ter o</p><p>risco de mercado, há o risco de contraparte também.</p><p>Quando se trata somente de Mercado de Balcão (não organizado), considera-se uma</p><p>negociação criado por duas partes em qualquer outro local.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 228</p><p>Sistemas de Garantias</p><p>Margens e Ajustes Diários</p><p>A B3 reavalia diariamente o montante de garantias necessárias para que as obrigações</p><p>decorrentes das operações realizadas nos mercados de derivativos e de empréstimo de</p><p>títulos possam ser liquidadas, em caso de inadimplência, nos devidos prazos e formas.</p><p>Desta forma, existe 2 mecanismos:</p><p>Ø MARGEM DE GARANTIA: corresponde ao valor que deverá ser colocado de</p><p>garantia para realizar uma operação. O valor da margem representa apenas um</p><p>percentual do valor total do contrato, devendo permanecer depositado na conta</p><p>da corretora enquanto o comprador/vendedor mantiver sua posição em aberto.</p><p>Quando as posições forem encerradas, a B3 devolve a margem de garantia dos</p><p>contratos, já que é ela que faz a administração.</p><p>Ø AJUSTE DIÁRIO: É um mecanismo de equalização da posição de todos os</p><p>participantes que estão negociando o derivativo chamado de Contrato Futuro.</p><p>Diariamente, as contas de compradores e vendedores que possuem posições em</p><p>aberto neste mercado, sofrem um ajuste financeiro (crédito ou débito) de acordo</p><p>com o preço de ajuste do dia. Veremos a seguir um exemplo e não se preocupe,</p><p>adiante será explanado todas as características deste tipo de contrato, o</p><p>importante agora é entender a ideia do Ajuste Diário.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 229</p><p>Sistemas de Garantias</p><p>Ajuste Diário: Exemplo</p><p>Rafael comprou dólares através de um contrato futuro no dia 03/03/2019 a R$ 4,00. Neste</p><p>dia, o preço de ajuste do fechamento foi de R$ 4,10 (ou seja o dólar se valorizou desde o</p><p>momento da sua compra). Desta forma, a diferença de foi de R$ 0,10 a seu favor. Assim,</p><p>no dia 04/03/2019 será CREDITADO um valor de R$ 0,10 por dólar na sua conta da</p><p>corretora (agora o valor de R$ 4,10 será o novo preço base de Rafael).</p><p>Neste dia 04/03/2019, no qual houve o crédito na sua conta, o preço de ajuste do</p><p>fechamento foi de R$ 3,90 (ou seja, o dólar se desvalorizou neste dia). Como o preço base</p><p>para o ajuste agora é de R$ 4,10, será DEBITADO um valor de R$ 0,20 por dólar na sua</p><p>conta da corretora.</p><p>Esse processo de AJUSTE DIÁRIO ocorre diariamente, fazendo com que se o ativo tiver se</p><p>valorizado, o comprador terá um CRÉDITO e o vendedor terá</p><p>um DÉBITO. Já se o ativo se</p><p>desvalorizar, o comprador terá um DÉBITO e o vendedor terá um CRÉDITO.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 230</p><p>3.1 Modalidades: Termo & Futuro</p><p>230</p><p>CFP - Certified Financial Planner 231</p><p>Mercado a Termo</p><p>Conceito</p><p>Representa um acordo para a compra ou a venda de certa quantidade de um ativo em um</p><p>momento determinado no futuro a um preço fixado, quando do fechamento do acordo. O</p><p>contrato a termo pode ser negociado mediante um contrato particular, não necessitando</p><p>de uma Bolsa de Futuros.</p><p>Em outras palavras, quando efetivamos uma compra a termo, estamos tratando de uma</p><p>compra a prazo e com juros (recebendo o ativo hoje mas com a obrigação de pagar</p><p>“amanhã”). Já quando fazemos a venda de ações a termo, estamos recebendo o dinheiro</p><p>hoje porém com a obrigação de recomprar futuramente este ativo financeiro.</p><p>Por se tratarem de “operações a prazo” são exigidos garantias (Cobertura e Margem) mas</p><p>não possuem ajuste diário. Outro ponto importante é que são contratos NÃO</p><p>PADROZINADOS.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 232</p><p>Mercado a Termo</p><p>Características</p><p>As principais características do Mercado a Termo são:</p><p>Ø Contrato de obrigações recíprocas, quem compra é obrigado a pagar e quem</p><p>vende é obrigado a entregar o bem negociado.</p><p>Ø As partes liquidarão a operação pela entrega física ou pela financeira na data de</p><p>vencimento.</p><p>Ø NÃO POSSUI PADRONIZAÇÃO: As Partes negociam entre si o valor do contrato,</p><p>características do ativo e vencimento.</p><p>Ø Possuem menor liquidez comparados aos contratos futuros.</p><p>Ø Se negocias na B3 são exigidas as seguintes garantias:</p><p>o Cobertura: depósito da totalidade do ativo objeto do contrato. Somente é</p><p>cobrado do vendedor.</p><p>o Margem: estabelecido um percentual do valor do contrato.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 233</p><p>NDF – Non Deliverable Forward</p><p>Conceito</p><p>O NDF (Non Deliverable Forward) é um contrato a termo de moedas, negociado em</p><p>mercado de balcão, cujo objetivo é fixar, antecipadamente, uma taxa de câmbio em uma</p><p>data futura e são registrados na B3. No vencimento, a liquidação (exclusivamente</p><p>financeira em reais) ocorre pela diferença entre a taxa a termo contratada e a taxa de</p><p>mercado definida como referência. Sua utilização ocorre principalmente em cenários</p><p>onde se deseja proteger contra oscilações cambiais ou simplesmente participar</p><p>ativamente da variação de uma moeda, ou seja, muito utilizado como instrumento de</p><p>hedge por importadores e exportadores.</p><p>O NDF dispensa desembolso inicial e intermediário, diferentemente do que ocorre ao</p><p>realizar o hedge por meio de opção, a qual requer pagamento inicial de prêmio ou através</p><p>de contratos futuros, já que possuem os ajustes diários. Assim, constitui uma forma eficaz</p><p>de proteção para clientes que não possuem estrutura de administração de fluxo de caixa</p><p>que permitam desembolsos intermediários. Além disso, um cliente deve optar por esta</p><p>operação ao invés do Contrato Futuro, quando ele não deseja dispor de capital para os</p><p>possíveis ajustes diários, colocando somente ativos como garantia. No entanto, por não</p><p>ser padronizado, pode ocorrer de ser mais caro.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 234</p><p>Mercado a Termo</p><p>Termo de Dólar: Exemplo</p><p>Um investidor que acredita na desvalorização do Real (valorização do dólar), assume uma</p><p>posição comprada de USD 1MM no Forward de dólar para 180 dias, com o dólar Spot</p><p>cotado a R$ 2,00 e o termo de dólar a R$ 2,10 para este prazo. Desta forma, iremos</p><p>analisar dois cenários, que são:</p><p>❑ CENÁRIO 1: Dólar sobe 10% para R$ 2,20:</p><p>Ø Custo Base Inicial: USD 1.000.000 x R$ 2,10 = R$ 2.100.000,00</p><p>Ø Valor Atual da Posição: USD 1MM x R$ 2,20 = R$ 2.200.000,00</p><p>Ø Resultado = R$ 2,2MM – R$ 2,1MM = R$ 100.000,00 (Lucro)</p><p>❑ CENÁRIO 2: Dólar cai 10% para R$ 1,80:</p><p>Ø Custo Base Inicial: USD 1.000.000 x R$ 2,10 = R$ 2.100.000,00</p><p>Ø Valor Atual da Posição: USD 1MM x R$ 1,80 = R$ 1.800.000,00</p><p>Ø Resultado = R$ 1,8MM – R$ 2,1MM = - R$ 300.00,00 (Prejuízo)</p><p>CFP - Certified Financial Planner 235</p><p>Mercado a Termo</p><p>Termo de Ações: Conceito</p><p>Mesmo tendo o nome de “Termo”, este é um contrato padronizado com liquidação em</p><p>uma determinada data futura, mas sem haver ajustes diários, diferentemente dos</p><p>contratos futuros. A grosso modo, é um contrato entre o comprador e o vendedor de</p><p>alguma ação, firmando que um dos lados se obriga a comprar no futuro as ações pelo</p><p>PREÇO DE HOJE + JUROS e o outro que irá vender por este valor definido. Este contrato</p><p>poderá ser encerrado no vencimento ou antecipadamente. Além disso, este contrato</p><p>deverá ter um período mínimo de 16 e máximo de 999 dias corridos, contados da data de</p><p>registro do contrato e definido entre ambas as partes</p><p>Outro ponto interessante, é que foi criado o contrato “TERMO FLEXÍVEL DE AÇÕES”. Esta</p><p>modalidade, o comprador pode, sem encerrar o contrato, substituir as ações-objeto,</p><p>vendendo-as no mercado a vista. Neste caso, o montante financeiro apurado deve ser</p><p>utilizado para comprar ações de outras empresas (as quais serão as novas ações-objeto),</p><p>ou ficará retido sem remuneração. Por ter essa vantagens, os juros cobrados na operação</p><p>são mais elevados, comparados com o Termo de Ações normal.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 236</p><p>Mercado a Termo</p><p>Termo de Ações: Estratégias</p><p>As principais estratégias utilizadas no termo de ações são:</p><p>Ø ALAVANCAGEM: o investidor compra mais ações que o seu capital permite,</p><p>acreditando na alta das ações por um certo período.</p><p>Ø VENDA A TERMO: utilizada para ter a remuneração da taxa de juros do período, o</p><p>investidor compra as ações no mercado a vista e já as vende por um contrato a</p><p>termo, recebendo a taxa de juros acordada (tributação de renda fixa).</p><p>Ø OPERAÇÃO CAIXA (Obter Recursos): o investidor que necessita de recursos, pode</p><p>vender suas as ações e comprar a termo automaticamente. Com isso, ele não</p><p>precisa tomar um empréstimo no banco e paga somente os juros da operação.</p><p>Ø PROTEÇÃO DE PREÇOS: utilizada pelo investidor que não possui recursos no</p><p>momento, mas que deseja garantir o preço de hoje. Utiliza por quem irá receber</p><p>recursos no futuro (herança, PLR, bônus, venda de outra ação, ...).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 237</p><p>Contrato Futuro</p><p>Conceito</p><p>O CONTRATO FUTURO é caracterizado por ser um contrato PADRONIZADO (característica</p><p>do ativo, tamanho do contrato, vencimento pré-definido), no qual ambas as partes</p><p>possuem obrigações, tendo o vendedor a obrigação de entregar o ativo, e o comprador a</p><p>obrigação de pagar na data futura. Este é o único contrato que possui AJUSTE DIÁRIO,</p><p>pois ele NÃO TEM RISCO DE CONTRAPARTE, já que todo vendedor vende para a clearing</p><p>B3 e todo comprador compra da clearing B3.</p><p>Estes contratos se encerram por Liquidação Financeira (pagamento ou recebimento da</p><p>diferença de preços do ativo, sem necessidade de entrega física), que é a forma mais</p><p>comum, ou pela Liquidação Física (entrega do ativo negociado).</p><p>Na B3,e existem mais de 10 tipos de contratos futuros, sendo basicamente de quatro</p><p>grandes segmentos: juros, moedas, índices e commodities. Como dito incialmente, todos</p><p>sempre padronizados e negociados no mercado de bolsa. Os investidores contam com</p><p>toda a infraestrutura da B3 antes, durante e depois da negociação</p><p>No nosso livro, iremos focar nos principais para o exame.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 238</p><p>O Preço Futuro (F) de qualquer ativo é o seu preço à vista (S – spot) acrescido a uma certa</p><p>taxa de juros. Assumindo que a taxa utilizada (i) é constante e igual para todos os</p><p>vencimentos (t), temos:</p><p>Um conceito importante é o de BASE, que é a diferença entre o preço futuro de uma</p><p>mercadoria para um vencimento qualquer e o seu preço a vista.</p><p>Preços</p><p>(t)</p><p>Preço Futuro</p><p>Preço à vista</p><p>Base</p><p>Data de vencimento</p><p>do contrato futuro</p><p>Contrato Futuro</p><p>Formação de Preço</p><p>! = # × & + ( !</p><p>CFP - Certified Financial Planner 239</p><p>Contrato Futuro</p><p>Ibovespa Futuro</p><p>O ÍNDICE FUTURO DE IBOVESPA é o principal contrato futuro cobrado em provas. Este</p><p>contrato consiste em negociar a cesta de ações composta</p><p>do índice Bovespa, em uma</p><p>data futura, sem a necessidade realizar a compra de cada ação que compõe este índice.</p><p>Como característica, este contrato é negociado através dos pontos do Ibovespa mais uma</p><p>taxa de juros. Cada ponto do contrato vale R$ 1,00, portanto, se o índice futuro está</p><p>60.000 pontos, ele está valendo R$ 60 mil.</p><p>❑ PRINCIPAIS VANTAGENS:</p><p>Ø Mecanismo de proteção (hedge) contra oscilações ou para alavancagem no</p><p>mercado financeiro, quando se trata de renda variável;</p><p>Ø Por ser um contrato futuro, não necessita de desembolso financeiro para replicar</p><p>o comportamento do principal índice brasileiro, o Ibovespa. Somente da margem</p><p>de garantia e dos possíveis ajustes diários;</p><p>Ø Baixo custo de transação, por se tratar de um derivativo;</p><p>Ø Possibilidade de arbitragem entre as ações no mercado a vista, quando os</p><p>devidos preços não condizerem com o seu valor mais taxa de juros brasil (SELIC).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 240</p><p>Resultado</p><p>Preço do Ativo</p><p>(PV)</p><p>Prejuízo</p><p>Lucro</p><p>60.000</p><p>RESULTADO DA COMPRA</p><p>DO CONTRATO FUTURO</p><p>PV Custo</p><p>Lucros e</p><p>Perdas por</p><p>contrato (R$)</p><p>Total (10</p><p>contratos)</p><p>58.000 60.000 - 2.000 -20.000</p><p>59.000 60.000 - 1.000 -10.000</p><p>59.500 60.000 - 500 -5.000</p><p>60.000 60.000 0 0</p><p>60.500 60.000 + 500 + 5.000</p><p>61.000 60.000 + 1.000 + 10.000</p><p>62.000 60.000 + 2.000 + 20.000</p><p>Resultado</p><p>Financeiro</p><p>Exemplo: Compra de Contrato Futuro</p><p>Rafael COMPROU 10 contratos futuros de Ibovespa a 60.000. Se o índice subir 2.000</p><p>pontos, ele estará ganhando 2.000 pontos (que equivalem R$ 2 mil) por contrato. Assim,</p><p>ele lucrará R$ 20 mil reais ao total. Já caso o índice cair e vier para 58.000 pontos, ele</p><p>perderá R$ 20 mil reais, conforme demonstração na tabela.</p><p>Contrato Futuro</p><p>CFP - Certified Financial Planner 241</p><p>Resultado</p><p>Prejuízo</p><p>Lucro</p><p>RESULTADO DA VENDA</p><p>DO CONTRATO FUTURO</p><p>PV Custo</p><p>Lucros e</p><p>Perdas por</p><p>contrato (R$)</p><p>Total (10</p><p>contratos)</p><p>58.000 60.000 +2.000 +20.000</p><p>59.000 60.000 +1.000 +10.000</p><p>59.500 60.000 +500 +5.000</p><p>60.000 60.000 0 0</p><p>60.500 60.000 -500 -5.000</p><p>61.000 60.000 -1.000 -10.000</p><p>62.000 60.000 -2.000 -20.000</p><p>Preço do Ativo</p><p>(PV)</p><p>60.000</p><p>Resultado</p><p>Financeiro</p><p>Exemplo: Venda de Contrato Futuro</p><p>Rafael VENDEU 10 contratos futuros de Ibovespa a 60.000. Se o índice cair 2.000 pontos,</p><p>ele estará ganhando 2.000 pontos (que equivalem R$ 2 mil) por contrato. Assim, ele</p><p>lucrará R$ 20 mil reais ao total. Já caso o índice subir e for para 62.000 pontos, ele perderá</p><p>R$ 20 mil reais, conforme demonstração na tabela.</p><p>Contrato Futuro</p><p>CFP - Certified Financial Planner 242</p><p>Contrato Futuro</p><p>DI Futuro</p><p>O DI FUTURO é a principal referência para o mercado financeiro em relação as</p><p>expectativas sobre os comportamentos dos juros para períodos futuros do Brasil,</p><p>auxiliando na determinação da inclinação da curva de juros. Isso porque neste contrato é</p><p>negociado a Taxa Média de Depósitos Interfinanceiros de Um Dia negociado na B3,</p><p>funcionando da seguinte forma: ele é um contrato com diversos vencimentos, mas com</p><p>valor final sempre de R$ 100.000,00. Com isso, o valor atual do contrato futuro DI</p><p>demonstra qual o valor que o mercado financeiro está querendo receber de retorno da</p><p>renda fixa, para aquele período.</p><p>Quando o investidor está acreditando que a TAXA DE JUROS IRÁ CAIR, ele irá COMPRAR o</p><p>contrato de DI FUTURO (dizemos que ele está comprando PU e vendendo taxa). Isso</p><p>ocorre, pois quanto menor for a taxa de juros, mais alto fica o valor presente de um título,</p><p>fazendo com que ele se valorize!</p><p>Já quando o investidor está acreditando que a TAXA DE JUROS IRÁ SUBIR, ele irá VENDER</p><p>o contrato de DI FUTURO (dizemos que ele está vendendo PU e comprando taxa). Isso</p><p>ocorre, pois quanto maior for a taxa de juros, menor será o valor presente de um título!</p><p>CFP - Certified Financial Planner 243</p><p>Contrato Futuro</p><p>DI Futuro: Exemplo</p><p>O contrato futuro de DI com vencimento em 504 dias úteis, está sendo negociado a uma</p><p>taxa de 10% ao ano. Caso Rafael acredite que a taxa de juros irá cair para 8% ao ano, ele</p><p>deveria comprar ou vender o contrato de DI e por qual valor?</p><p>❑ SOLUÇÃO: Como veremos nos cálculos abaixo, quando um título que possui valor final</p><p>definido e a taxa de mercado diminui, o valor presente deste ativo acaba sendo valorizado</p><p>(exatamente o que ocorre com as LTN que possui valor final de R$ 1.000,00, e neste caso,</p><p>o contrato DI que possui valor final de R$ 100.000,00). Com isso, Rafael deveria comprar o</p><p>contrato para ter um ágio.</p><p>(1) Valor Atual do DI Futuro:</p><p>Ø n = 504 ÷ 252 = 2 anos</p><p>Ø i = 10</p><p>Ø FV = 100.000</p><p>Ø PMT = 0</p><p>Ø PV = ? = R$ 82.644,63</p><p>(2) Valor do DI Futuro a 8%:</p><p>Ø n = 504 ÷ 252 = 2 anos</p><p>Ø i = 8</p><p>Ø FV = 100.000</p><p>Ø PMT = 0</p><p>Ø PV = ? = R$ 85.733,88</p><p>❑ Valorização de R$ 3.089,25 (3,74%)!</p><p>CFP - Certified Financial Planner 244</p><p>Contrato Futuro</p><p>Dólar Futuro</p><p>O mercado financeiro entende o CONTRATO FUTURO DE DÓLAR, não como uma moeda</p><p>física (utilizada para fazer compras), mas como ferramenta de proteção ou de</p><p>alavancagem em relação ao preço do dólar em uma data futura. Desta forma, as</p><p>negociações ocorridas nesse dólar, levam em consideração a data de hoje do dólar spot</p><p>(dólar a vista) mais um prêmio para a data futura.</p><p>❑ PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Protege o investidor contra oscilações indesejadas de preço (hedge);</p><p>Ø Possibilita alavancagem de posição;</p><p>Ø Transparência de preço nas negociações em plataforma eletrônica;</p><p>Ø Objeto de negociação: Taxa de Câmbio de Reais (BRL) por Dólar Americano</p><p>(USD);</p><p>Ø Contrato: Cada contrato representa um acordo de compra e venda no valor de</p><p>USD 50.000,00 (cinquenta mil Dólares). Já no minicontrato (mini dólar), o acordo</p><p>de compra e venda é de tem valor de USD 10.000,00.</p><p>❑ TÓPICO DE PROVA: para se proteger o EXPORTADOR VENDE dólar futuro (fica passivo</p><p>em dólar) e o IMPORTADOR COMPRA dólar futuro (fica ativo em dólar).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 245</p><p>Cupom Cambial</p><p>O CUPOM CAMBIAL pode ser definido como “a taxa de juros em dólar, que remunera</p><p>investimentos em moeda estrangeira feitos no Brasil”. É como se o investidor não</p><p>precisasse transformar seus recursos para reais, mantendo toda a aplicação em dólares.</p><p>Qualquer investidor poderá fazer essa aplicação através de duas formas, que são:</p><p>Ø Cupom Cambial Sujo (DDI): O valor do dólar inicial é calculado com base na PTAX</p><p>do dia anterior, portanto, despreza a variação cambial de 1 dia;</p><p>Ø Cupom Cambial Limpo (FRC): Elimina a distorção de variação cambial que a PTAX</p><p>provoca, substituindo a PTAX do dia anterior pela operação da taxa do dólar spot.</p><p>Primeiramente iremos apresentar a fórmula direta do Cupom Cambial (taxa de juros</p><p>Brasil, dividida pela diferença do dólar futuro pelo dólar a vista). Depois iremos apresentar</p><p>a origem da fórmula, pois ela remete a fórmula dos juros compostos (valor presente</p><p>acrescido por uma certa taxa de juro). Outro ponto interessante é que estas taxas são</p><p>apresentadas ao ano e com isso, deveremos fazer as devidas conversões de taxas, sendo</p><p>que a taxa Brasil (Selic ou DI) possui conversão em juros compostos e base em 252 dias</p><p>úteis e a taxa do cupom cambial segue a regra americana, ou seja, conversão por juros</p><p>simples e base em 360 dias corridos.</p><p>Contrato Futuro</p><p>CFP - Certified Financial Planner 246</p><p>Contrato Futuro</p><p>FRA de Cupom Cambial</p><p>Conforme a definição da B3, “O Forward Rate Agreement (FRC ou FRA) é um produto</p><p>estruturado que combina a negociação de dois contratos futuros de Cupom Cambial, com</p><p>natureza opostas, de forma a expor o investidor à um Cupom Cambial à termo, ou seja,</p><p>com início em uma data futura. Esse mecanismo auxilia os investidores a negociar uma</p><p>taxa de juro referenciada em dólar à termo sem correr o risco de execução em livros de</p><p>ofertas distintas para cada Futuro de Cupom Cambial”.</p><p>❑ PRINCIPAIS VANTAGENS:</p><p>Ø Auxilia o cliente a realizar proteção de taxa de juros referenciada em dólar.</p><p>Ø Elimina o risco de execução ao combinar em uma única operação dois</p><p>vencimentos distintos de Futuro de Cupom Cambial.</p><p>Ø Auxilia investidores a alongar</p><p>Públicos Federais (TPF)</p><p>LFT (Tesouro Pós-Fixado)</p><p>As Letras Financeiras do Tesouro (LFT), com nome atual de Tesouro Pós-fixado), são títulos</p><p>com rentabilidade atreladas a variação da taxa SELIC, ou seja, somente se sabe a</p><p>rentabilidade nominal no final da aplicação. O cálculo da remuneração se dará através da</p><p>variação da taxa Selic diária (DU) registrada entre a data de liquidação da compra e a data</p><p>de vencimento do título, acrescida, se houver, de ágio (Preço: acima do valor de face;</p><p>Rendimento: abaixo de 100% da Selic) ou deságio (Preço: abaixo do valor de face;</p><p>Rendimento: acima de 100% da Selic) no momento da compra.</p><p>q PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Emissores: Governo Federal;</p><p>Ø Investidor: Pessoas físicas e jurídicas;</p><p>Ø Remuneração: Pós-fixada (valor aplicado corrigido pela taxa Selic);</p><p>Ø Cupom: não possui;</p><p>Ø Relação DIRETA: quanto maior a taxa Selic for no período, maior a rentabilidade;</p><p>Ø Riscos: baixo risco de mercado (taxa de juros) e baixo risco de crédito (governo);</p><p>Ø Quando devemos investir: indicado para investidores que desejam baixíssimo</p><p>risco de crédito e que acreditam na ALTA da taxa de juros (SELIC).</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>17</p><p>Títulos Públicos Federais (TPF)</p><p>LTN (Tesouro Prefixado)</p><p>As Letras do Tesouro Nacional (LTN), com nome atual de Tesouro Prefixado, são títulos</p><p>com rentabilidade definida no momento da compra. Assim, calcula-se o preço unitário</p><p>(PU) descontando-se do Valor Nominal (que sempre será de R$ 1.000,00) pela taxa, de</p><p>acordo com o prazo em dias úteis de resgate do título.</p><p>q PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Emissores: Governo Federal;</p><p>Ø Investidor: Pessoas físicas e jurídicas;</p><p>Ø Remuneração: Prefixada (aplica-se um desconto sobre o valor de R$ 1.000,00);</p><p>Ø Cupom: não possui;</p><p>Ø Relação inversa: quanto maior a taxa de desconto, menor o seu PU;</p><p>Ø Riscos: alto risco de mercado (taxa de juros) e baixo risco de crédito (governo);</p><p>Ø Quando devemos investir: indicado para investidores que desejam baixíssimo</p><p>risco de crédito e que acreditam na queda da taxa de juros (SELIC), pois ela já está</p><p>com a sua rentabilidade garantida até o final.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>18</p><p>Títulos Públicos Federais (TPF)</p><p>NTN-F (Tesouro Prefixado com Juros Semestrais)</p><p>As Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-F), com nome atual de Tesouro Prefixado com</p><p>Juros Semestrais, possuem a mesma remuneração das “LTN – Tesouro Prefixado” com</p><p>uma única diferença: possuem cupom semestral (pagamento dos juros semestralmente).</p><p>Desta forma, sua rentabilidade é definida no momento da compra, sendo uma compra</p><p>com desconto sobre o valor nominal de R$ 1.000,00.</p><p>q PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Emissores: Governo Federal.</p><p>Ø Investidor: Pessoas físicas e jurídicas.</p><p>Ø Remuneração: Prefixada (aplica-se um desconto sobre o valor de R$ 1.000,00);</p><p>Ø Cupom: SIM, sendo ele semestral.</p><p>Ø Relação inversa: quanto maior a taxa de desconto, menor o seu PU.</p><p>Ø Riscos: alto risco de mercado (taxa de juros) e baixo risco de crédito (governo).</p><p>Ø Quando devemos investir: indicado para investidores que desejam baixíssimo</p><p>risco de crédito e que acreditam na queda da taxa de juros (SELIC), pois ela já está</p><p>com a sua rentabilidade garantida até o final, além de fluxo de caixa semestral.</p><p>Possui menos risco de mercado que as LTN.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>19</p><p>Títulos Públicos Federais (TPF)</p><p>NTN-B Principal</p><p>As Notas do Tesouro Nacional série B Principal (NTN-B Principal), com nome atual de</p><p>Tesouro IPCA, são títulos com rentabilidade atreladas a variação da inflação IPCA mais</p><p>uma taxa fixa contratada (chamamos essa taxa de “juros real da economia nacional”), ou</p><p>seja, é um título híbrido: parte com remuneração pós-fixada e parte com remuneração</p><p>prefixadas.</p><p>q PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Emissores: Governo Federal;</p><p>Ø Investidor: Pessoas físicas e jurídicas;</p><p>Ø Remuneração: Híbrida (valor aplicado corrigido pelo IPCA + uma taxa fixa);</p><p>Ø Cupom: não possui;</p><p>Ø Relação: relação direta com o IPCA;</p><p>Ø Riscos: moderado risco de mercado (taxa de juros) e baixo risco de crédito;</p><p>Ø Quando devemos investir: indicado para investidores que desejam baixíssimo</p><p>risco de crédito e que desejam se proteger do risco da inflação (IPCA) ou que</p><p>acreditam na alta do IPCA.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>20</p><p>Títulos Públicos Federais (TPF)</p><p>NTN-B (Tesouro IPCA com Juros Semestrais)</p><p>As Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-B), com nome atual de Tesouro IPCA com Juros</p><p>Semestrais, possuem a mesma remuneração das “NTN-B Principal” com uma única</p><p>diferença: possuem cupom semestral (pagamento dos juros semestralmente). Desta</p><p>forma, sua rentabilidade é atrelada à variação da inflação IPCA mais uma taxa fixa</p><p>contratada.</p><p>q PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Emissores: Governo Federal.</p><p>Ø Investidor: Pessoas físicas e jurídicas.</p><p>Ø Remuneração: Híbrida (valor aplicado corrigido pelo IPCA + uma taxa fixa).</p><p>Ø Cupom: SIM, sendo ele semestral.</p><p>Ø Relação: relação direta com o IPCA;</p><p>Ø Riscos: moderado risco de mercado (taxa de juros) e baixo risco de crédito.</p><p>Ø Quando devemos investir: indicado para investidores que desejam baixíssimo</p><p>risco de crédito e que desejam se proteger do risco da inflação (IPCA) ou que</p><p>acreditam na alta do IPCA, além de fluxo de caixa semestral. Possui menos risco de</p><p>mercado que as NTN-B Principal.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>21</p><p>Tesouro Direto</p><p>Características</p><p>O Tesouro Direto é um programa de venda de títulos públicos desenvolvido pelo Tesouro</p><p>Nacional e pela CBLC (atual B3) para INVESTIDORES PESSOAS FÍSICAS. As instituições</p><p>financeiras interessadas em oferecer os produtos do Tesouro Direto para seus clientes</p><p>devem se cadastrar como Agentes de Custódia na B3 e a ela solicitar sua habilitação para</p><p>participar do Tesouro Direto.</p><p>q PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Compra de títulos públicos pela internet, a partir de R$ 30,00, com aplicação</p><p>máxima de R$ 1 milhão por mês, sendo a quantidade mínima de 0,01 de um título</p><p>(1% do valor do título). Caso o investidor deseje investir mais que R$ 1 milhão, ele</p><p>poderá, mas não poderá ser pelo Tesouro Direto, mas pelos meios tradicionais.</p><p>Ø A liquidez das aplicações é garantida através do programa diário de recompra do</p><p>Tesouro Nacional, gerando liquidez para ao investidor. Importante ressaltar que não</p><p>há limite financeiro para vendas.</p><p>Ø Taxa de custódia cobrada pela B3, em 2023, era de 0,20%a.a, podendo ser</p><p>acrescida por taxa de custódia de instituições financeiras acordadas com o investidor;</p><p>Ø Pode ser adquirido diretamente pelo site do Tesouro Direto ou no site da</p><p>Instituição Financeira.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>22</p><p>1.3 Títulos Emitidos por Instituições</p><p>Financeiras</p><p>22</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>23</p><p>Títulos Privados de Renda Fixa</p><p>Conceito</p><p>Os títulos privados de renda fixa podem ser de instituições financeiras, de instituições</p><p>não-financeiras ou emitidos por pessoas físicas. Em relação aos títulos das instituições</p><p>financeiras, uma das diferenças é que alguns desses investimentos possuem um “seguro”</p><p>em caso de insolvência da mesma, chamado de FGC (Fundo Garantidor de Crédito).</p><p>Os títulos de renda fixa de Instituições Financeiras cobrados em prova são:</p><p>Ø Poupança;</p><p>Ø CDB – Certificado de Depósito Bancário;</p><p>Ø RDB – Recibo de Depósito Bancário;</p><p>Ø LC – Letra de Câmbio;</p><p>Ø LCI – Letra de Crédito Imobiliário;</p><p>Ø LCA – Letra de Crédito do Agronegócio;</p><p>Ø DPGE – Depósito a Prazo com Garantia Especial;</p><p>Ø LF – Letra Financeira;</p><p>Ø Operação Compromissada;</p><p>Ø COE – Certificado de Operações Estruturadas.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>24</p><p>Caderneta de Poupança</p><p>Características</p><p>Este é o investimento mais simples e mais popular do Brasil. Sua rentabilidade é definida</p><p>pelo Banco Central, sendo igual em todas as Instituições (exclusivo a Bancos com carteiras</p><p>de Crédito Imobiliário, Caixa Econômica, sociedades de crédito imobiliária e Associações</p><p>de Poupança & Empréstimos). A sua principal função é financiar o setor de habitação.</p><p>q PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Remuneração:</p><p>o TR + 0,5% ao mês para pessoas físicas e TR + 1,5% ao trimestre</p><p>a exposição cambial com baixo risco de execução se</p><p>combinado com Contratos Futuros de Dólar e de DI.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 247</p><p>Cupom Cambial: Fórmula 1</p><p>Para chegarmos no valor do cupom cambial, conforme fórmula abaixo, basta dividir a taxa</p><p>de juros Brasil do período pela variação do preço do dólar futuro em relação ao dólar a</p><p>vista. Mas para deixar mais fácil a compreensão do cálculo, iremos trazer um passo a</p><p>passo para o devido cálculo, conforme a seguir:</p><p>Ø (1) A TLR Brasil (taxa livre de risco: Selic ou DI) deverá ser convertida para o prazo</p><p>do período, utilizando a conversão por juros compostos e dias úteis (lembrando</p><p>que um ano possui 252 dias úteis).</p><p>Ø (2) Encontrar a variação do dólar, dividindo o dólar futuro pelo dólar spot.</p><p>Ø (3) Fazer a divisão da TLR Brasil do respectivo período, pela variação do dólar.</p><p>Ø (4) Converter a taxa encontrada para ano, devendo ser utilizada a conversão por</p><p>juros simples e através de dias corridos (um ano possui 360 dias corridos).</p><p>❑ FÓRMULA:</p><p>Contrato Futuro</p><p>CFP - Certified Financial Planner 248</p><p>❑ EXEMPLO 1: O contrato futuro de dólar, com vencimento em 90 dias corridos (63 dias</p><p>úteis), está sendo negociado a R$ 2,10. Qual o valor do Cupom Cambial, se o dólar spot</p><p>está sendo negociado a R$ 2,07 e a taxa livre de risco Brasil está em 12,00% a.a?</p><p>❑ RESPOSTA: Perceba que o contrato apresentado está para 3 meses (90 dias corridos</p><p>e/ou 63 dias úteis), mas a taxa Brasil está apresentada ao ano. Diante disso, o primeiro</p><p>passo (1) é converter a taxa para o período do contrato (63 dias úteis). A segunda etapa é</p><p>saber (2) qual a diferente (em taxa) do dólar de hoje para o dólar futuro e para isso,</p><p>basta dividir os dois valores dos dólares, para posteriormente . Desta forma:</p><p>Cupom Cambial: Cálculo Fórmula 1</p><p>(1) TAXA BRASIL 63DU:</p><p>o 12 [i]</p><p>o 252 [n]</p><p>o 63</p><p>o [R/S]</p><p>R: 2,8737% = 1,028737</p><p>(2) DÓLAR FUTURO POR</p><p>DÓLAR A VISTA</p><p>o 2,10 [ENTER]</p><p>o 2,07 [÷]</p><p>R: 1,014493</p><p>(3) FÓRMULA</p><p>Com os valores de (1) e (2)</p><p>calculados, iremos enxergar</p><p>aonde estes números são</p><p>aplicados na fórmula. Verás</p><p>agora. que basta dividir e</p><p>converter para ano.</p><p>Contrato Futuro</p><p>CFP - Certified Financial Planner 249</p><p>❑ EXEMPLO 1: O contrato futuro de dólar, com vencimento em 90 dias corridos (63 dias</p><p>úteis), está sendo negociado a R$ 2,10. Qual o valor do Cupom Cambial, se o dólar spot</p><p>está sendo negociado a R$ 2,07 e a taxa livre de risco Brasil está em 12,00% a.a?</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>Cupom Cambial: Cálculo Fórmula 1</p><p>4</p><p>5</p><p>Contrato Futuro</p><p>CFP - Certified Financial Planner 250</p><p>Cupom Cambial: Fórmula 2</p><p>Como foi dito, o Cupom Cambial faz parte da fórmula básica da matemática financeira de</p><p>juros compostos. Como assim? Exatamente isso, a fórmula básica nos diz que todo e</p><p>qualquer valor futuro parte do valor presente pela correção de uma certa taxa de juros e</p><p>o dólar futuro não é diferente.</p><p>Para chegamos no dólar futuro (Forward), basta termos o dólar a vista e multiplicarmos</p><p>por uma certa taxa. Mas qual taxa? Essa taxa será a divisão entre a taxa livre de risco</p><p>Brasil, dividida pela taxa do Cupom Cambial, conforme fórmula abaixo. Gostamos de</p><p>apresentar ela, pois os exames não costumam colocar a fórmula do Cupom Cambial nas</p><p>suas “listas de fórmulas”. No entanto, aqui teremos que fazer a parte algébrica,</p><p>necessitando “isolar” o Cupom Cambial para poder resolver o problema.</p><p>❑ FÓRMULA:</p><p>Contrato Futuro</p><p>CFP - Certified Financial Planner 251</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>❑ EXEMPLO 2: O contrato futuro de dólar, com vencimento em 90 dias corridos (63 dias</p><p>úteis), está sendo negociado a R$ 2,10. Qual o valor do Cupom Cambial, se o dólar spot</p><p>está sendo negociado a R$ 2,07 e a taxa livre de risco Brasil está em 12,00% a.a?</p><p>5</p><p>6</p><p>7</p><p>8</p><p>9</p><p>10</p><p>Cupom Cambial: Cálculo Fórmula 2</p><p>Contrato Futuro</p><p>CFP - Certified Financial Planner 252</p><p>❑ EXEMPLO 3: Sabendo que faltam 90 dias corridos (63 dias uteis) para do contrato</p><p>futuro de dólar, que a taxa spot do dólar está em R$ 3,18, o cupom cambial em 6,00% ao</p><p>ano e a taxa livre de risco brasil em 11,25% ao ano, qual o valor do forward do dólar?</p><p>1 5</p><p>2 6</p><p>3 7</p><p>4</p><p>Dólar Forward: Cálculo Fórmula 2</p><p>Contrato Futuro</p><p>CFP - Certified Financial Planner 253</p><p>‘ MERCADO À VISTA MERCADO FUTURO</p><p>Preço de abertura R$ 100,00 R$ 105,00</p><p>Preço de fechamento R$ 120,00 R$ 125,00</p><p>Ganho líquido R$ 20,00 R$ 20,00</p><p>Investimento inicial R$ 100,00</p><p>(pagos pela BOVA11)</p><p>R$ 10,00</p><p>(margem)</p><p>Retorno 20,00% 200%</p><p>Contrato Futuro</p><p>Alavancagem: Exemplo</p><p>Preço à vista da do ETF BOVA11 (cesta de ações da Bovespa) é de R$ 100,00 e seu</p><p>contrato futuro de R$ 105,00. Para comprar um contrato futuro, é necessário depositar</p><p>como garantia R$ 10,00. Após alguns dias, o preço a vista subiu para R$ 120,00 e o</p><p>contrato futuro, para R$ 125,0. Qual o retorno em cada mercado?</p><p>CFP - Certified Financial Planner 254</p><p>Resumo 1 : Contratos Futuros e a Termo</p><p>CARACTERÍSTICAS FUTURO TERMO</p><p>Negociação Bolsas Organizadas Balcão (são privados)</p><p>Mercado Secundário Sim Não</p><p>Ajuste Diário Sim Não</p><p>Margem de Garantia Sim Às vezes</p><p>Vencimento Padrão Negociável</p><p>Lote Padrão Negociável</p><p>Clearing Sim Às vezes</p><p>Formato Fixo A formatar</p><p>Risco de Crédito NÃO (MOTIVO: B3) Sim</p><p>Intercambialidade Sim Não</p><p>Liquidez Alta Pequena</p><p>Risco de Liquidez Diário Vencimento</p><p>Participante Membros da Bolsa Negociam entre si</p><p>Disseminação Preço Contínua Sob cotação</p><p>CFP - Certified Financial Planner 255</p><p>Resumo 2: Contratos Futuros</p><p>CONTRATO VALOR ÚLTIMO DIA DE</p><p>NEGOCIAÇÃO VENCIMENTO</p><p>DI 1 R$ 100 mil Último dia útil do mês anterior</p><p>ao do mês de vencimento</p><p>Quatros primeiros meses</p><p>subsequentes à realização da</p><p>operação. A partir daí,</p><p>meses de início de trimestre</p><p>DOL U$ 50 mil Último dia útil do mês anterior</p><p>ao do mês de vencimento Todos os meses.</p><p>DDI e FRA US$ 50 mil Último dia útil do mês anterior</p><p>ao do mês de vencimento</p><p>Quatros primeiros meses</p><p>subsequentes à realização da</p><p>operação. A partir daí,</p><p>meses de início de trimestre</p><p>INDFUT Cotação Futuro</p><p>x R$ 1,00</p><p>Quarta-feira mais próxima do</p><p>dia 15 do mês de vencimento Meses Pares</p><p>Resumo</p><p>CFP - Certified Financial Planner 256</p><p>3.2 Modalidade: Swap</p><p>256</p><p>CFP - Certified Financial Planner 257</p><p>Segundo a B3, os CONTRATOS DE SWAP são negociados em ambiente de balcão</p><p>organizado. Estas operações realizam a troca de fluxo de caixa, tendo como base a</p><p>comparação da rentabilidade entre dois indexadores. Dessa forma, o investidor assume</p><p>as duas posições (de um lado comprado em um indexador e do vendido em outro). O</p><p>retorno do agente ocorre quando o indexador em que assumiu a posição comprada</p><p>(vendida) for superior ao retorno da posição vendida (comprada).</p><p>As operações podem ter o seu valor inicial corrigido por diversos indexadores, entre eles:</p><p>Ø Índices de inflação (IPCA e IGP-M);</p><p>Ø Índices de ações (Ibovespa e IBrX);</p><p>Ø Taxas de juro (CDI, pré-fixada, Selic e TJLP); ou</p><p>Ø Taxa de câmbio (dólar, euro e iene).</p><p>Swap</p><p>Conceito</p><p>Retorno = (Vi(A) × i(A)) – (Vi(B) × i(B))</p><p>FÓRMULA PARA CALCULAR O RETORNO DO SWAP</p><p>� “Vi(A)” o Valor Inicial do Ativo A;</p><p>� “Vi(B)”, o Valor Inicial do Ativo B;</p><p>� “i(A)”, variação do ativo A;</p><p>� “i(B)”, variação do ativo B.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 258</p><p>Principais Características</p><p>As principais características do swap são:</p><p>Ø São operações ocorrem no mercado de balcão.</p><p>Ø As partes se obrigam a trocar o resultado líquido das diferenças entre dois fluxos</p><p>de rendimentos.</p><p>Ø A B3 disponibiliza o registro de swaps na modalidade com garantia, mas não é</p><p>uma característica obrigatória.</p><p>Ø Se acordado entre as partes, a operação poderá ser encerrada antecipadamente,</p><p>no vencimento ou com ajustes periódicos.</p><p>Ø Tem como vantagem poder ser uma operação com garantia reduz o risco de</p><p>crédito para as partes, pois a B3 é a contraparte central garantidora das</p><p>operações.</p><p>Ø Tem como vantagem proteger os preços (hedge) contra variações indesejadas,</p><p>conforme a ponta na da operação.</p><p>Ø Em operações de hedge, o EXPORTADOR ficará passivo em dólar e ativo em taxa.</p><p>Ø Em operações de hedge, o IMPORTADOR ficará ativo em dólar e passivo</p><p>em taxa.</p><p>Ø O SWAP tem características de um contrato a termo, pois:</p><p>▪ O tamanho do contrato é livremente pactuado entre as partes.</p><p>▪ A data de vencimento e a data de liquidação são livremente pactuado entre as</p><p>partes.</p><p>Swap</p><p>CFP - Certified Financial Planner 259</p><p>PAGA A VARIAÇÃO</p><p>DO CDI</p><p>INSTITUIÇÃO A INSTITUIÇÃO B</p><p>PAGA A VARIAÇÃO</p><p>DO DÓLAR</p><p>RECEBE A VARIAÇÃO</p><p>DO CDI</p><p>RECEBE A VARIAÇÃO</p><p>DO DÓLAR</p><p>TROCA DE FLUXOS</p><p>Swap</p><p>Gráfico</p><p>O Swap Pode ocorrer trocas de dois fluxos de caixa com taxa pós (exemplo: CDI x IPCA) ou</p><p>pré com pós (exemplo: LTN x CDI) em várias datas futuras. Abaixo um exemplo de swap de</p><p>Dólar por CDI.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 260</p><p>Exemplo</p><p>A empresa RToro Education S/A possui uma dívida de R$ 1.000.000,00 pós-fixada, com</p><p>vencimento em um ano (ou seja, ela não sabe o quanto irá pagar ao total por essa dívida),</p><p>mas ela já possui vendas realizadas, recebendo os devidos valores em um ano (vendas</p><p>através de cartão de crédito). Desta forma, podemos afirmar que a empresa possui um</p><p>PASSIVO em pós-fixada e um ATIVO em prefixado (já que quando se faz uma venda</p><p>financiada com preço fixo, é embutido uma taxa de juros prefixada).</p><p>Assim, a empresa pode levar a situação ao banco e fazer um contrato de SWAP, no qual se</p><p>houver um aumento da taxa de juros, o banco paga a diferença e caso a taxa de juros caia,</p><p>a empresa paga ao banco. Com isso, o contrato feito seria feito desta forma:</p><p>Swap</p><p>PASSIVO EM PRÉ</p><p>(Paga Taxa Prefixada)</p><p>PASSIVO EM CDI</p><p>(Paga Taxa CDI)</p><p>RToro Education S/A BANCO</p><p>ATIVO EM CDI</p><p>(Recebe Taxa CDI)</p><p>ATIVO EM PRÉ</p><p>(Recebe Taxa Prefixada)</p><p>CONTRATO DE SWAP</p><p>(TROCA DE FLUXOS)</p><p>CFP - Certified Financial Planner 261</p><p>Exemplo</p><p>Continuando o nosso exemplo, a RToro Education S/A assina um SWAP com as seguintes</p><p>condições com o banco:</p><p>� Taxa prefixada: 10% ao ano.</p><p>� Taxa pós-fixada: 100% do CDI.</p><p>Desta forma, a RToro Education S/A ficará no swap ATIVA em pós-fixada e PASSIVA em</p><p>prefixada, já o banco estará ao contrário: ATIVO em prefixada e PASSIVO em pós-fixada.</p><p>Agora que temos o contrato firmado, vamos simular exatamente alguns cenários e saber o</p><p>que irá ocorrer no contrato de swap!</p><p>Swap</p><p>Taxa de Juros</p><p>no vencimento</p><p>Ponta Ativa do</p><p>Swap Pós-fixada</p><p>Ponta Passiva do</p><p>Swap Prefixada Resultado do SWAP</p><p>8,00% + R$ 1.080.000 - R$ 1.100.000 - R$ 20.000 RToro Education</p><p>PAGA</p><p>10,00% + R$ 1.100.000 - R$ 1.100.000 R$ 0,00 Não há fluxo</p><p>12,00% + R$ 1.120.000 - R$ 1.100.000 + R$ 20.000 RToro Education</p><p>RECEBE</p><p>CFP - Certified Financial Planner 262</p><p>3.3 Modalidade: Opções</p><p>262</p><p>CFP - Certified Financial Planner 263</p><p>Opções</p><p>Conceito</p><p>É um contrato em que o comprador (titular) tem o direito de negociar uma determinada</p><p>quantidade de um ativo-objeto por um preço estabelecido (preço de exercício ou strike)</p><p>até (ou numa) data-futura. Por este motivo que este derivativo se chama Opção, pois o</p><p>titular não tem a obrigação de comprar ou vender o ativo, mas sim, a OPÇÃO de querer ou</p><p>não querer exercer o contrato. Um caso claro seria o seguro do carro. Nele, o segurado</p><p>paga um prêmio ao emissor e assim, passa a ter o direito de exercer seu seguro quando</p><p>lhe convir. Importante ressaltar que o segurado nunca é obrigado a exercer sua apólice,</p><p>mas quando o fizer, o emissor será obrigado a honrar as devidas cláusulas.</p><p>❑ TERMINOLOGIAS:</p><p>Ø Comprador (Titular): O titular da opção paga um valor, chamado de prêmio, ao</p><p>vendedor (lançador) e assim, possui direito de exercer o seu contrato (opção).</p><p>Ø Vendedor (Lançador ou Emissor): O emissor recebe o prêmio e tem a obrigação</p><p>de honrar os termos pré-estabelecidos, caso lhe seja solicitado.</p><p>Ø Strike (Preço de exercício): É o preço que o titular paga (ou recebe) pelo bem em</p><p>caso de exercício da opção, vide por exemplo, a tabela FIPE no seguro do carro.</p><p>Ø Prêmio: É o valor pago pelo titular (e recebido pelo lançador) para adquirir o</p><p>direito de comprar ou vender o ativo pelo preço de exercício em data futura.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 264</p><p>Tipo Opção de Compra (CALL) Opção de Venda (PUT)</p><p>Comprador</p><p>(Titular) Direito de comprar Direito de vender</p><p>Vendedor</p><p>(Lançador / Emissor) Obrigação de vender Obrigação de comprar</p><p>Opções</p><p>Tipos de Opções</p><p>As opções podem ser de dois tipos:</p><p>Ø Call (opção de compra): proporciona a seu titular (o comprador) o direito de</p><p>comprar um ativo por certo preço até uma determinada data.</p><p>Ø Put (opção de venda): dá a seu titular o direito de vender um ativo por</p><p>determinado preço até uma certa data</p><p>Em relação a seu exercício, as opções podem ser:</p><p>Ø Europeia: Seu exercício é permitido somente na data de vencimento.</p><p>Ø Americana: Seu exercício é permitido em qualquer período entre a sua compra e</p><p>a data de vencimento.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 265</p><p>Valor do Prêmio da Opção</p><p>Precificação</p><p>O valor (prêmio) de uma opção pode ser dividido em duas partes:</p><p>Ø Valor intrínseco (intrinsic value): é o valor imediato de uma opção em relação ao</p><p>preço do ativo-objeto, independente de outros fatores como juros e tempo</p><p>restante para o vencimento do contrato. O valor intrínseco está relacionado</p><p>apenas com a vantagem imediata que este contrato proporciona ao investidor</p><p>titular da opção, portanto ele é igual a diferença positiva quando o titular deseja</p><p>exercer a opção e o valor de mercado.</p><p>▪ Para uma CALL = (Preço do Ativo Objeto) MENOS (Preço de Strike da Opção)</p><p>▪ Para uma PUT = (Preço de Strike da Opção) MENOS (Preço do Ativo Objeto)</p><p>Ø Valor temporal (time value): é a diferença entre o prêmio (preço ou cotação) de</p><p>uma opção e o seu valor intrínseco, ou seja:</p><p>▪ Valor Temporal (VT) = (prêmio da opção) MENOS (valor intrínseco).</p><p>▪ Ela também é vista como uma função da probabilidade do valor da opção</p><p>mudar até o vencimento. No dia do vencimento, o valor temporal deve ser ZERO,</p><p>existindo somente o Valor Intrínseco.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 266</p><p>Valor da posição no vencimento</p><p>Exemplo</p><p>Uma ação está sendo negociada a R$ 100,00. Analisando as opções abaixo, qual o valor</p><p>mínimo que cada uma delas deveria estar sendo negociada, ou seja, qual o valor</p><p>intrínseco de cada uma delas?</p><p>(1) Opção de Compra (Call) com Strike de R$ 80,00</p><p>(2) Opção de Compra (Call) com Strike de R$ 120,00</p><p>(3) Opção de Venda (PUT) com Strike de R$ 80,00</p><p>(4) Opção de Venda (PUT) com Strike de R$ 120,00</p><p>❑ RESPOSTA: Para calcularmos o Valor Intrínseco (VI), basta analisarmos as opções que o</p><p>titular deseja exercer e assim, calcular a sua diferença positiva. Desta forma:</p><p>(1) CALL (Strike 80): Titular deseja COMPRAR a R$ 80? SIM, VI = 100 – 80 = R$ 20,00</p><p>(2) CALL (Strike 120): Titular deseja COMPRAR a R$ 120? NÃO, VI = R$ 0,00</p><p>(3) PUT (Strike 80): Titular deseja VENDER a R$ 80? NÃO, VI = R$ 0,00</p><p>(4) PUT (Strike 120): Titular deseja VENDER a R$ 120? SIM, VI = 120 – 100 = R$ 20,00</p><p>CFP - Certified Financial Planner 267</p><p>Opções</p><p>Classificação das Opções</p><p>As opções podem ser classificados de três formas:</p><p>Ø Opções in-the-money (ITM): Quando o titular QUER exercer a opção.</p><p>o Opção de compra: quando o preço de exercício é MENOR que o preço à vista.</p><p>o Opção de venda: quando o preço de exercício é MAIOR que o preço à vista.</p><p>o Opção tem valor intrínseco (gera fluxo de caixa positivo se imediatamente</p><p>exercida).</p><p>Ø Opções out-the-money (OTM): Quando o titular NÃO QUER exercer a opção.</p><p>o Opção de compra: quando o preço de exercício é MAIOR que o preço à vista.</p><p>o Opção de venda: quando o preço de exercício é MENOR que o preço à vista.</p><p>o Opção não tem valor intrínseco.</p><p>Ø Opções at-the-money (ATM): Quando o exercício é INDIFERENTE para o titular.</p><p>o Preço de exercício = preço à vista do ativo-objeto</p><p>CFP - Certified Financial Planner 268</p><p>Opções</p><p>R$ 80 R$ 120</p><p>R$ 120</p><p>Não quer exercer</p><p>(OTM)</p><p>Tanto Faz</p><p>(ATM)</p><p>Quer Exercer</p><p>(ITM)</p><p>R$ 100</p><p>R$ 100R$ 80P</p><p>U</p><p>T</p><p>C</p><p>A</p><p>L</p><p>L</p><p>Não quer exercer</p><p>(OTM)</p><p>Tanto Faz</p><p>(ATM)</p><p>Quer Exercer</p><p>(ITM)</p><p>Valor atual do Ativo R$ 100</p><p>Classificação das Opções: Exemplo</p><p>As opções com valor de exercício (strike) R$ 80,00, R$ 100,00 e R$ 120,00 das opções CALL</p><p>e PUT, para um ativo que está sendo negociado a</p><p>R$ 100,00, seriam classificados como:</p><p>CFP - Certified Financial Planner 269</p><p>Ativo no vencimento</p><p>(PV)</p><p>In the Money</p><p>(ITM)</p><p>Payoff</p><p>Lucro/Perda</p><p>Opção de Compra (Call)</p><p>Strike R$ 120,00</p><p>Prêmio R$ 10,00</p><p>Out of the Money</p><p>(OTM)</p><p>-10</p><p>0</p><p>70 80 90 100 110 120 130 140 150 160</p><p>Preço de Equilíbrio:</p><p>strike + Prêmio =</p><p>120 + 10 = 130</p><p>Operações Básicas</p><p>Resultado do Exercício</p><p>para o titular da Call</p><p>PV Strike Prêmio Lucros e</p><p>Perdas</p><p>80 120 -10 -10</p><p>90 120 -10 -10</p><p>100 120 -10 -10</p><p>110 120 -10 -10</p><p>120 120 -10 -10</p><p>125 120 -10 -5</p><p>130 120 -10 0</p><p>140 120 -10 +10</p><p>150 120 -10 +20</p><p>160 120 -10 +30</p><p>Long Call - Exemplo</p><p>Este é o gráfico do resultado financeiro de um investidor que COMPRA uma OPÇÃO DE</p><p>COMPRA (CALL) pagando um prêmio de R$ 10,00 e com preço de exercício a R$ 120,00.</p><p>Lucro</p><p>CFP - Certified Financial Planner 270</p><p>Resultado do Exercício</p><p>para o lançador da Call</p><p>PV Strike Prêmio Lucros e</p><p>Perdas</p><p>80 120 +10 +10</p><p>90 120 +10 +10</p><p>100 120 +10 +10</p><p>110 120 +10 +10</p><p>120 120 +10 +10</p><p>125 120 +10 +5</p><p>130 120 +10 0</p><p>140 120 +10 -10</p><p>150 120 +10 -20</p><p>160 120 +10 -30</p><p>In the Money</p><p>(ITM)</p><p>Lucro/Perda</p><p>Out of the Money</p><p>(OTM)</p><p>10</p><p>0</p><p>70 80 90 100 110 120 130 140 150 160</p><p>Preço de Equilíbrio:</p><p>strike + Prêmio =</p><p>120 + 10 = 130</p><p>Ativo no vencimento</p><p>(PV)</p><p>Operações Básicas</p><p>Short Call - Exemplo</p><p>Este é o gráfico do resultado financeiro de um investidor que VENDE uma OPÇÃO DE</p><p>COMPRA (CALL) recebendo um prêmio de R$ 10,00 e com preço de exercício a R$ 120,00.</p><p>Opção de Compra (Call)</p><p>Strike R$ 120,00</p><p>Prêmio R$ 10,00</p><p>Lucro</p><p>CFP - Certified Financial Planner 271</p><p>70 80 90 100 110 120 130 140 150 160</p><p>In the Money</p><p>(ITM)</p><p>Payoff</p><p>Lucro/</p><p>Perda</p><p>Out of the Money</p><p>(OTM)</p><p>-10</p><p>0</p><p>Resultado do Exercício</p><p>para o titular da PUT</p><p>PV Strike Prêmio Lucros e</p><p>Perdas</p><p>80 120 -10 +30</p><p>90 120 -10 +20</p><p>100 120 -10 +10</p><p>110 120 -10 0</p><p>115 120 -10 -5</p><p>120 120 -10 -10</p><p>130 120 -10 -10</p><p>140 120 -10 -10</p><p>150 120 -10 -10</p><p>Preço de Equilíbrio:</p><p>strike + Prêmio =</p><p>120 - 10 = 110</p><p>Ativo no vencimento</p><p>(PV)</p><p>Operações Básicas</p><p>Long PUT - Exemplo</p><p>Este é o gráfico do resultado financeiro de um investidor que COMPRA uma OPÇÃO DE</p><p>VENDA (PUT) pagando um prêmio de R$ 10,00 e com preço de exercício a R$ 120,00.</p><p>Opção de Venda (PUT)</p><p>Strike R$ 120,00</p><p>Prêmio R$ 10,00Lucro</p><p>CFP - Certified Financial Planner 272</p><p>70 80 90 100 110 120 130 140 150 160</p><p>10</p><p>0</p><p>In the Money</p><p>(ITM)</p><p>Out of the Money</p><p>(OTM)</p><p>Lucro/</p><p>Perda</p><p>Resultado do Exercício</p><p>para o lançador da PUT</p><p>PV Strike Prêmio Lucros e</p><p>Perdas</p><p>80 120 +10 -30</p><p>90 120 +10 -20</p><p>100 120 +10 -10</p><p>110 120 +10 0</p><p>115 120 +10 +5</p><p>120 120 +10 +10</p><p>130 120 +10 +10</p><p>140 120 +10 +10</p><p>150 120 +10 +10</p><p>(PV)</p><p>Ativo no</p><p>vencimento</p><p>Preço de Equilíbrio:</p><p>strike + Prêmio =</p><p>120 - 10 = 110</p><p>Operações Básicas</p><p>Short PUT - Exemplo</p><p>Este é o gráfico do resultado financeiro de um investidor que VENDE uma OPÇÃO DE</p><p>VENDA (PUT) recebendo um prêmio de R$ 10,00 e com preço de exercício a R$ 120,00.</p><p>Opção de Venda (PUT)</p><p>Strike R$ 120,00</p><p>Prêmio R$ 10,00</p><p>Lucro</p><p>CFP - Certified Financial Planner 273</p><p>Preço do</p><p>ativo-objeto</p><p>Venda de CALL</p><p>Compra de CALL</p><p>x</p><p>Prêmio</p><p>Prejuízo ilimitado!</p><p>CALL – Opção de Compra</p><p>Boca do Crocodilo: Call</p><p>Lu</p><p>cr</p><p>o</p><p>Pr</p><p>ej</p><p>uí</p><p>zo</p><p>Gráfico (Macete)</p><p>CFP - Certified Financial Planner 274</p><p>Lu</p><p>cr</p><p>o</p><p>Preço do ativo-objeto</p><p>Pr</p><p>ej</p><p>uí</p><p>zo</p><p>Compra de PUT</p><p>Venda de PUT</p><p>x</p><p>Prêmio</p><p>PUT – Opção de Venda</p><p>Peixe: Put</p><p>Gráfico (Macete)</p><p>CFP - Certified Financial Planner 275</p><p>Operações Estruturadas</p><p>Financiamento (Lançamento Coberto)</p><p>A operação FINANCIAMENTO, também conhecida como Lançamento Coberto ou Compra</p><p>Coberta, é uma das operações mais comuns no mercado financeiro. Está operação</p><p>consiste em ficar comprar uma ação e vender uma opção de compra (vender uma Call) ao</p><p>mesmo tempo.</p><p>Esta Operação tem como objetivo aumentar a rentabilidade caso o ativo comprado não</p><p>suba muita, recebendo o prêmio da opção vendida, além de proteger uma leve queda. Em</p><p>contrapartida, o lucro do investidor fica limitado ao teto do strike CALL vendido.</p><p>O termo “coberto” significa que a ação cobre o prejuízo ilimitado que uma venda de uma</p><p>CALL possa ter, já que o investidor possui a ação para entregar.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 276</p><p>Lucro</p><p>Ex: Ativo = 130</p><p>Strike = 150,</p><p>Prêmio = 10</p><p>10</p><p>0</p><p>70 80 90 100 110 120 130 140 150 160</p><p>Preço de Equilíbrio = (Preço de compra do ativo) – (Prêmio)</p><p>Ativo</p><p>30</p><p>20</p><p>Lucro Máx = ganho até strike + prêmio</p><p>Operações Estruturadas</p><p>Resultado para o</p><p>Financiamento Coberto</p><p>PV Opção Ação Operação</p><p>100 +10 -30 -20</p><p>110 +10 -20 -10</p><p>120 +10 -10 0</p><p>130 +10 0 +10</p><p>140 +10 +10 +20</p><p>150 +10 +20 +30</p><p>160 0 +30 +30</p><p>170 -10 +40 +30</p><p>180 -20 +50 +30Venda Call</p><p>Ativo no vencimento</p><p>(PV)</p><p>Estratégia Final</p><p>Financiamento (Lançamento Coberto)</p><p>Este é o gráfico do resultado financeiro de um investidor que COMPRA uma AÇÃO por</p><p>R$ 130,00 e VENDE uma OPÇÃO DE COMPRA, recebendo um prêmio de R$ 10,00.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 277</p><p>Call Spread (Trava de Alta)</p><p>Definição</p><p>A CALL SPREAD, muito conhecida por TRAVA DE ALTA, é uma operação recomendada para</p><p>investidores que não querem desembolsar todo o valor para adquirir determinado ativo e</p><p>também não desejam se expor ao risco de queda desde ativo. Geralmente é usado</p><p>quando há expectativa de valorização do ativo-objeto e o investidor gostaria de participar</p><p>da alta do ativo, mas sem comprá-lo diretamente. Assim, o investidor tem ganhos e</p><p>perdas limitadas.</p><p>Para montar essa estrutura, é necessário:</p><p>Ø COMPRAR OPÇÃO DE COMPRA (CALL) de strike menor;</p><p>Ø VENDER OPÇÃO DE COMPRA (CALL) de strike maior, diminuindo assim o custo da</p><p>operação.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 278</p><p>Operações Estruturadas</p><p>Call Spread (Trava de alta)</p><p>Este é o gráfico do resultado financeiro de um investidor que COMPRA uma CALL com</p><p>Strike de R$ 12,00 (prêmio igual a R$ 2,00) e VENDE uma CALL com Strike de R$ 14,00</p><p>(prêmio igual R$ 1,00).</p><p>10 12 13 14 15 16</p><p>Lucro</p><p>5</p><p>4</p><p>3</p><p>2</p><p>1</p><p>0</p><p>-1</p><p>-2</p><p>-3</p><p>-4</p><p>Prejuízo</p><p>Lucro Máximo:</p><p>R$ 1,00</p><p>Resultado da operação</p><p>Call Spread</p><p>COMPRA</p><p>CALL</p><p>VENDA</p><p>CALL</p><p>Lucros/</p><p>Perdas</p><p>10 -2,00 +1,00 -1,00</p><p>12 -2,00 +1,00 -1,00</p><p>13 -1,00 +1,00 0,00</p><p>14 0,00 +1,00 +1,00</p><p>15 +1,00 0,00 +1,00</p><p>16 +2,00 -1,00 +1,00</p><p>CFP - Certified Financial Planner 279</p><p>Put Spread</p><p>Definição</p><p>A Put Spread, muito conhecida por Trava de Baixa, é uma operação recomendada para</p><p>investidores com expectativa de baixa dos ativos no mercado, proporcionando um</p><p>resultado positivo se o ativo de fato não subir. Geralmente é usado quando há pouca</p><p>expectativa de valorização do ativo-objeto, ou quando o investidor gostaria de se</p><p>proteger contra a desvalorização em uma posição comprada no ativo, sem pagar por isso.</p><p>Assim como na trava de alta, novamente o investidor tem ganhos e perdas limitadas.</p><p>Para montar essa estrutura, é necessário:</p><p>Ø VENDER OPÇÃO DE COMPRA (CALL) de strike menor;</p><p>Ø COMPRAR OPÇÃO DE COMPRA (CALL) de strike maior.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 280</p><p>Operações Estruturadas</p><p>Put Spread (Trava de baixa)</p><p>Este é o gráfico do resultado financeiro de um investidor que VENDE uma CALL com Strike</p><p>de R$ 12,00 (prêmio igual a R$ 2,00) e COMPRA uma CALL com Strike de R$ 14,00 (prêmio</p><p>igual R$ 1,00).</p><p>10 12 13 14 15 16</p><p>Lucro</p><p>5</p><p>4</p><p>3</p><p>2</p><p>1</p><p>0</p><p>-1</p><p>-2</p><p>-3</p><p>-4</p><p>Prejuízo</p><p>Lucro Máximo:</p><p>R$ 1,00</p><p>Resultado da operação</p><p>Call Spread</p><p>VENDA</p><p>CALL</p><p>COMPRA</p><p>CALL</p><p>Lucros/</p><p>Perdas</p><p>10 +2,00 -1,00 +1,00</p><p>12 +2,00 -1,00 +1,00</p><p>13 +1,00 -1,00 0,00</p><p>14 0,00 -1,00 -1,00</p><p>15 -1,00 0,00 -1,00</p><p>16 -2,00 +1,00 -1,00</p><p>CFP - Certified Financial Planner 281</p><p>Operações Estruturadas</p><p>Box de 4 Pontas</p><p>A operação Box de 4 pontas tem como objetivo ganhar uma taxa de juros previamente</p><p>estabelecida. Desta forma, ela É CONSIDERADA UMA OPERAÇÃO DE RENDA FIXA</p><p>prefixada, ou seja, possui tributação da tabela regressiva da Renda Fixa.</p><p>A realização da operação ocorre da seguinte forma:</p><p>Ø Compra Call</p><p>de exercício menor (X1) e vende Call de exercício maior (X2), ambas</p><p>de mesmo vencimento.</p><p>Ø Compra Put de exercício maior (X2) e vende Put de exercício menor (X1).</p><p>❑ Resultado: O investidor exerce ou será exercido de modo que comprará ativo a X1 e</p><p>exerce ou será exercido de modo que venderá ativo a X2.. O seu resultado financeira será a</p><p>diferença dos strikes, descontado do valor investido.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 282</p><p>Operações Estruturadas</p><p>Ativo no</p><p>vencimento</p><p>Compra</p><p>Call 100</p><p>Venda</p><p>Call 120</p><p>Venda</p><p>Put 100</p><p>Compra</p><p>Put 120</p><p>Resultado Final</p><p>(excl. prêmios)</p><p>80 0 0 -20 +40 + R$ 20,00</p><p>110 +10 0 0 +10 + R$ 20,00</p><p>120 +20 0 0 0 + R$ 20,00</p><p>150 +50 -30 0 0 + R$ 20,00</p><p>Box de 4 Pontas: Exemplo</p><p>Luís irá montar a estrutura “Box de 4 pontas” da seguinte forma:</p><p>Ø CALL (Strike = 100) com prêmio no valor de R$ 12,50 → Esta será comprada</p><p>Ø CALL (Strike = 120) com prêmio no valor de R$ 1,00 → Esta será vendida</p><p>Ø PUT (Strike = 120) com prêmio no valor de R$ 8,00 → Esta será comprada</p><p>Ø PUT (Strike = 100) com prêmio no valor de R$ 0,50 → Esta será vendida</p><p>Assim, Luís investirá por estrutura: - R$ 12,50 – R$ 8,00 + R$ 1,00 + R$ 0,50 = - R$ 19,00.</p><p>Analisando os cenários abaixo, você perceberá que, não importa o valor que estiver a</p><p>ação, o investidor receberá sempre R$ 20,00, gerando assim um lucro de R$ 1,00 para</p><p>cada R$ 19,00 investidos. Ou seja, um retorno de 5,26%.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 283</p><p>Opções com barreiras (exóticas)</p><p>Definição</p><p>As opções com barreira são derivativos financeiros que têm gatilhos específicos, ou seja,</p><p>limites de preço que, quando atingidos, podem ativar ou desativar a opção. Essas</p><p>barreiras podem ser do tipo americanas ou do tipo europeias. Para facilitar, vamos</p><p>entender melhor cada tipo:</p><p>Ø BARREIRA SIMPLES: ela pode ser de dois tipos, Cap (para opções de compra) e</p><p>Floor (para opções de venda). Desta forma:</p><p>§ Cap: define um preço máximo para o ativo-objeto. Se o preço atingir esse</p><p>limite, os ganhos da operação ficam limitados.</p><p>§ Floor: define um preço mínimo para o ativo-objeto. Se o preço atingir esse</p><p>limite, os ganhos da operação ficam limitados.</p><p>Ø BARREIRA KNOCK-IN: também chamada de barreira de entrada, essa opção só se</p><p>torna válida se o preço do ativo-objeto atingir um valor específico. É como uma</p><p>condição para a opção passar a existir.</p><p>Ø BARREIRA KNOCK-OUT: conhecida como barreira de saída, essa opção deixa de</p><p>existir se o preço do ativo-objeto atingir um valor específico. É uma condição que faz</p><p>com que a opção perca a validade.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 284</p><p>Opções com barreiras (exóticas)</p><p>Exemplo: Barreira Simples</p><p>Como foi citado, há dois tipos de Barreira simples: Cap (para opções de compra) e Floor</p><p>(para opções de venda). Desta forma:</p><p>Ø CAP (para Opções de Compra): Imagine que você tem uma opção de compra com</p><p>um cap de R$ 50,00, ou seja, mesmo se o preço do ativo-subjacente subir acima de</p><p>R$ 50,00, o seu ganho será limitado a esse valor. Se o ativo subir para R$ 55,00, por</p><p>exemplo, você só poderá vender por R$ 50,00.</p><p>Ø FLOOR (para Opções de Venda): Agora, se você tem uma opção de venda com um</p><p>floor de R$ 20,00, significa que, mesmo se o preço do ativo subjacente cair abaixo de</p><p>R$ 20,00, o seu ganho será limitado a esse valor. Se o ativo cair para R$ 15,00, por</p><p>exemplo, você só poderá vender por R$ 20,00.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 285</p><p>Opções com barreiras (exóticas)</p><p>Exemplo: Barreiras Knock-in e Knock-out</p><p>Como exemplos para as barreiras de entrada e saída, os exemplos:</p><p>Ø Barreira Knock-in (Barreira de entrada): Imagine que você compra uma opção de</p><p>compra (call) que só se torna válida se o preço do ativo subjacente atingir R$ 40,00,</p><p>ou seja, você adquiriu um call knock-in (gatilho). Se o preço nunca atingir R$ 40,00, a</p><p>opção não terá valor, mas se atingir, você poderá exercer a opção de compra. Desta</p><p>forma, se o preço de exercício (strike) desta call for de R$ 35,00 e o ativo-objeto</p><p>atingir R$ 40,00, você poderá comprar a R$ 35,00.</p><p>Ø Barreira Knock-out (Barreira de saída): Imagine que você compra uma opção de</p><p>compra (call) que se torna inválida se o preço do ativo subjacente atingir R$ 60,00,</p><p>ou seja, você adquiriu um call knock-out (barreira). Se o preço atingir R$ 60,00, a</p><p>opção deixa de existir e você não pode mais exercer seu direito de compra. Desta</p><p>forma, se o preço de exercício (strike) desta call for de R$ 50,00 e o ativo-objeto</p><p>atingir R$ 60,00, você não poderá mais comprar a R$ 50,00, pois a opção foi</p><p>cancelada, se tornou inválida.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 286</p><p>Opções em Renda Fixa</p><p>Cap (Teto), Floor (Piso) & Collar</p><p>Este tipo de operação consiste em fixar a taxa máxima de juro do financiamento ou</p><p>garantir um valor mínimo para a taxa de juro da aplicação financeira. Desta forma, as</p><p>operações são:</p><p>� Cap (Teto): pode ser visto como um tipo especial de opção de compra (CALL), em</p><p>que o titular adquire o direito, mas não a obrigação, de receber a acumulação das</p><p>taxas de juros flutuantes diárias, pagando com uma taxa e juros fixa (preço de</p><p>exercício).</p><p>� Floor (Piso): é análogo a uma opção de venda, em que o titular tem o direito, mas</p><p>não a obrigação de receber uma taxa de juros prefixada, pagando com a acumulação</p><p>das taxa de juros flutuantes diárias.</p><p>� Collar: Consiste na combinação de um Cap e um Floor, onde obtém-se tanto um</p><p>limite inferior (determinado pelo preço de exercício do Floor) quanto um limite</p><p>superior (determinado pelo preço de exercício do Cap) para a taxa de juro.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 287</p><p>Opções em Renda Fixa</p><p>Renda Fixa com Call/Put</p><p>Os títulos de renda fixa também podem ter contratos de proteção embutidas, conforme</p><p>visto no capítulo de derivativos. Uma das principais forma é atrelar este contrato com</p><p>cláusulas de opções embutida de CALL (opção de compra do título) ou de PUT (opção de</p><p>venda do título), ou seja, nestes contratos de dívida o credor que possui o contrato poder</p><p>vender de volta por um preço pré-estabelecido ou o emissor recomprar sua dívida</p><p>(antecipar o pagamento), por um valor já pré-estabelecido,</p><p>A CLÁUSULA DE CALL EMBUTIDA beneficia o EMISSOR (Companhia), pois caso as taxas</p><p>de juros diminuam, ele poderá recomprar a dívida e emitir novamente com taxas mais</p><p>baratas. Desta forma, quem está pagando o seguro é o próprio emissor da dívida e este</p><p>prêmio é pago da seguinte forma: se o título fosse ser emitido a uma taxa de 10% ao ano,</p><p>ele acrescentará mais taxa (o título com CALL EMBUTIDA estará remunerando 12%a.a.).</p><p>Já a CLÁUSULA DE PUT EMBUTIDA beneficia O INVESTIDOR, pois caso as taxas de juros</p><p>subam, ele poderá vender o título de volta para o emissor e com isso, aplicar em taxas</p><p>mais altas. Portanto, quem paga o prêmio é o investidor, recebendo uma taxa menor do</p><p>que se não houvesse esta cláusula.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 288</p><p>Preço do</p><p>título</p><p>Título sem opção</p><p>Título com</p><p>opção embutida</p><p>Valor da opção</p><p>de compra</p><p>Y*</p><p>Gráfico: Renda Fixa com Call</p><p>Os títulos com Call Embutida não possuem valorização “infinita”, quando as taxas de juros</p><p>do mercado (ou título) diminuem, conforme gráfico abaixo.</p><p>Yield</p><p>Opções em Renda Fixa</p><p>CFP - Certified Financial Planner 289</p><p>Gráfico: Renda Fixa com PUT</p><p>Preço do</p><p>título</p><p>Y*</p><p>Yield</p><p>Da mesma forma, títulos de renda fixa com cláusula de PUT Embutida não possuem</p><p>desvalorização “infinita”, quando as taxas de juros do mercado (ou título) sobem,</p><p>conforme gráfico abaixo.</p><p>Título sem opção</p><p>Título com</p><p>opção de venda</p><p>embutida</p><p>Valor da opção</p><p>de compra</p><p>Opções em Renda Fixa</p><p>CFP - Certified Financial Planner 290</p><p>O modelo binomial de precificação de opções foi desenvolvido por Cox, Ross e Rubinstein</p><p>em 1979. O modelo envolve a construção de uma árvore binomial, que é um diagrama</p><p>que representa diferentes caminhos de preços que pode ser seguido pelo ativo-objeto</p><p>durante a vida da opção, procurando identificar as possíveis trajetórias do preço do ativo.</p><p>A fórmula que eles criaram, levam em consideração algumas premissas, que são:</p><p>Ø As visões dos diversos</p><p>investidores quanto às probabilidades que acreditam com</p><p>relação ao movimento da ação não influenciarão o valor da opção;</p><p>Ø O valor da opção não depende das atitudes dos investidores em relação ao risco;</p><p>Ø A única variável aleatória da qual o preço da opção de compra depende é o</p><p>preço da própria ação (ou do ativo subjacente à opção), definido pela letra S.</p><p>Modelo Binomial</p><p>Conceito</p><p>Fórmula:</p><p>� C =Preço da opção;</p><p>� C(u) = Preço da Opção na alta (up);</p><p>� C(d) = Preço da Opção na baixa (down);</p><p>� p = probabilidade;</p><p>� r = taxa de juros</p><p>CFP - Certified Financial Planner 291</p><p>Preço: Ativo-Objeto</p><p>Preço: Opção de Compra</p><p>Modelo Binomial</p><p>Árvore Binomial</p><p>O exemplo abaixo demonstra a ideia da Árvore Binomial, no qual temos o cenário de uma</p><p>ação que está valendo no mercado hoje R$ 50,00 e que em 1 ano poderá valer R$ 60,00</p><p>ou R$ 40,00, com uma certa probabilidade em cada um desses cenários. Não entraremos</p><p>no detalhe do cálculo, mas apenas da ideia deste modelo.</p><p>R$ 50,00</p><p>R$ 40,00</p><p>R$ 60,00</p><p>Hoje 1 ano depois</p><p>Preço: Ativo-Objeto</p><p>S</p><p>dS</p><p>uS</p><p>t t + 1</p><p>1 - p</p><p>p</p><p>?</p><p>R$ 0,00</p><p>R$ 10,00</p><p>Hoje 1 ano depois</p><p>Preço: Opção de Compra</p><p>C</p><p>Cd = Max [0, dS - X]</p><p>Cu = Max [0, uS - X]</p><p>t t + 1</p><p>1 - p</p><p>p</p><p>probabilidade</p><p>probabilidade</p><p>EXEMPLO</p><p>CFP - Certified Financial Planner 292</p><p>Modelo Black-Scholes</p><p>Conceito</p><p>O modelo Black & Scholes desenvolvido em 1973 por Fischer Black e Myron Scholes é o</p><p>mais utilizado pelo mercado financeiro para precificar do tipo EUROPEIA. Este conceito</p><p>utiliza algumas premissas para seus cálculos, tais como:</p><p>Ø Não há custos de transação ou impostos;</p><p>Ø Não há oportunidade de arbitragem sem risco;</p><p>Ø A opção só poderá ser exercida na data do vencimento;</p><p>Ø As ações não possuem dividendos durante a vida do derivativo;</p><p>Ø Volatilidade (medida pelo desvio padrão) é constante;</p><p>Ø A TLR é constantes e idêntica a qualquer prazo;</p><p>Ø O preço do ativo-objeto subjacente é um processo estocástico (padrão</p><p>indeterminado com origem em eventos aleatórios);</p><p>Ø É possível emprestar e tomar emprestado a uma taxa de juros livre de</p><p>risco constante e conhecida (no caso do Brasil, a taxa Selic);</p><p>Ø O preço segue um movimento Browniano geométrico com tendência (drift) e</p><p>volatilidade constantes, além do retorno médio esperado.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 293</p><p>FATORES DETERMINANTES</p><p>EFEITO NA CALL</p><p>RELAÇÃO</p><p>PV: (preço à vista – spot) Quanto maior,</p><p>MAIOR o prêmio DIRETA</p><p>PE: (preço do exercício – strike ) Quanto maior,</p><p>MENOR o prêmio INVERSA</p><p>J: (taxa de juros da economia) Quanto maior,</p><p>MAIOR o prêmio DIRETA</p><p>T: (tempo até o vencimento) Quanto maior,</p><p>MAIOR o prêmio DIRETA</p><p>V: (volatilidade esperada) Quanto maior,</p><p>MAIOR o prêmio DIRETA</p><p>Modelo Black-Scholes</p><p>Fatores que determinam o preço: Call</p><p>Fatores que influenciam o prêmio de uma CALL: Preço à vista do ativo-objeto, preço de</p><p>exercício, taxa de juros, tempo até o vencimento e volatilidade do ativo-objeto.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 294</p><p>FATORES DETERMINANTES</p><p>EFEITO NA CALL</p><p>RELAÇÃO</p><p>PV: (preço a vista) Quanto maior,</p><p>MENOR o prêmio INVERSA</p><p>PE: (preço do exercício ) Quanto maior,</p><p>MAIOR o prêmio DIRETA</p><p>J: (taxa de juros) Quanto maior,</p><p>MAIOR o prêmio DIRETA</p><p>T: (tempo até o vencimento) Quanto maior,</p><p>MAIOR o prêmio DIRETA</p><p>V: (volatilidade esperada) Quanto maior,</p><p>MAIOR o prêmio DIRETA</p><p>Modelo Black-Scholes</p><p>Fatores que determinam o preço: PUT</p><p>Fatores que influenciam o prêmio de uma PUT: Preço à vista do ativo-objeto, preço de</p><p>exercício, taxa de juros, tempo até o vencimento e volatilidade do ativo-objeto.</p><p>Capítulo 4:</p><p>Fundos de Investimentos</p><p>295</p><p>CFP - Certified Financial Planner 296</p><p>4.1 Aspectos Gerais</p><p>296</p><p>CFP - Certified Financial Planner 297</p><p>Fundos de Investimentos</p><p>Definição</p><p>O fundo de investimento é uma comunhão de recursos, constituído sob a forma de</p><p>condomínio de natureza especial, destinado à aplicação em ativos financeiros, bens e</p><p>direitos, de acordo com a regra específica aplicável à categoria do fundo. Desta forma, ao</p><p>invés do investidor adquirir diretamente ativos financeiros, ele investe nestes ativos</p><p>através de um fundo de investimento, gerando os seguintes benefícios:</p><p>Ø Gestão Especializada;</p><p>Ø Diversificação da carteira de investimentos;</p><p>Ø Menores Custos;</p><p>Ø Melhor retorno;</p><p>Ø Alta Liquidez;</p><p>Ø Acesso a ativos de maior volume financeiro.</p><p>Os fundos funcionam sob a autorização da CVM, órgão responsável por sua REGULAÇÃO</p><p>E FISCALIZAÇÃO, buscando a proteção do investidor através da Resolução CVM 175/23.</p><p>Além disso, eles são autorregulados pela ANBIMA, que AUXILIA no aperfeiçoamento da</p><p>legislação de fundos de investimento, através de códigos próprios.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 298</p><p>Fundos de Investimentos (FI)</p><p>COMO FUNCIONA UM FUNDO DE INVESTIMENTOS</p><p>Profissionais trabalhando</p><p>para o fundo de investimentos</p><p>Investidores</p><p>FUNDO DE</p><p>INVESTIMENTOS</p><p>Gráfico</p><p>$ Empresas</p><p>Renda Fixa</p><p>Imóveis</p><p>ETAPA 01</p><p>Aplicação</p><p>ETAPA 02</p><p>Aquisição</p><p>CFP - Certified Financial Planner 299</p><p>Fundos de Investimentos em Cotas (FIC)</p><p>FIC-FIA</p><p>(95% EM FUNDOS)</p><p>FIA (C)</p><p>FIA (B)</p><p>FIA (A)</p><p>Conceito</p><p>Um FIC (Fundo de Investimento em Cotas) é um tipo de fundo de investimento cuja</p><p>principal característica é investir a maior parte do seu patrimônio em cotas de outros</p><p>fundos de investimento. Em vez de investir diretamente em ativos como ações, títulos de</p><p>dívida, ou imóveis, um FIC compra cotas de fundos que, por sua vez, investem nesses</p><p>ativos. Como regra geral, os FIC investem no mínimo, 95% do seu patrimônio líquido em</p><p>cotas de Fundos de Investimentos.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 300</p><p>Resolução CVM 175/23</p><p>Conceito</p><p>A Resolução CVM 175/23 dispõe sobre a constituição, o funcionamento e a divulgação de</p><p>informações dos fundos de investimento, bem como sobre a prestação de serviços para</p><p>os fundos de investimentos. Todos os fundos de investimentos devem ser constituídos</p><p>por deliberação conjunta dos prestadores de serviços essenciais (administrador e</p><p>gestor), a quem incumbe aprovar o seu regulamento no mesmo ato. Vale ressaltar que o</p><p>funcionamento do fundo depende do seu prévio registro na CVM.</p><p>Diferentemente do que ocorria na legislação anterior (instruções CVM 555 e demais</p><p>instruções específicas como ICVM 359 - Fundos em Índices de Mercado; ICVM 472 –</p><p>Fundos Imobiliários; ICVM 489 – Fundos em Direitos Creditórios e ICVM 578 – Fundo de</p><p>Investimentos em Participações), as regras estabelecidas na parte geral da Resolução são</p><p>aplicáveis a todas as categorias de fundos disciplinadas, sem prejuízo das regras</p><p>específicas dispostas nos Anexos Normativos, que são complementadas através de regras</p><p>específicas aplicáveis a cada categoria de fundo.</p><p>❑ OBSERVAÇÕES: Em caso de conflito, prevalecerá a regra específica (ANEXO) sobre a</p><p>regra geral. Além disso, caso o fundo tenha mais de uma classe de cotas, cada classe deve</p><p>obter seu próprio registro de funcionamento, o qual pode ser requerido à CVM</p><p>concomitantemente ou após a obtenção do registro do fundo.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 301</p><p>Fundos de Investimentos</p><p>Cancelamento pela CVM</p><p>Conforme o artigo 8, da RCVM 175/23, após 90 (noventa) dias do início de atividades, a</p><p>classe de cotas que mantiver, a qualquer tempo, patrimônio líquido diário inferior a (um</p><p>milhão de reais (R$ 1.000.000,00) pelo período de 90 (noventa) dias consecutivos deve</p><p>ser imediatamente liquidada ou incorporada a outra classe de cotas pelo administrador.</p><p>Caso o administrador não adote uma dessas medidas dispostas 3º, a Superintendência</p><p>competente pode cancelar o registro de funcionamento da classe de cotas</p><p>No entanto, Superintendência competente pode dispensar a liquidação ou incorporação</p><p>dessas classes de cotas referidas, desde que:</p><p>Ø a dispensa seja objeto de pedido circunstanciado de prestador de serviço essencial;</p><p>Ø a dispensa seja aprovada pela maioria simples dos cotistas presentes em</p><p>assembleia;</p><p>Ø ocorra comprovação de situação excepcional que impeça a liquidação de todos os</p><p>ativos remanescentes na carteira relativa à classe em questão; e</p><p>Ø as cotas da classe não sejam mais</p><p>ofertadas publicamente.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 302</p><p>Fundos de Investimentos</p><p>Classes de Cotas</p><p>O regulamento do fundo de investimento pode prever a existência de diferentes classes</p><p>de cotas, com direitos e obrigações distintos, devendo o administrador constituir um</p><p>patrimônio segregado para cada classe de cotas. As classes podem ser dos tipos que são:</p><p>(I) Classe aberta ou fechada; (II) Classe exclusiva; (III) Classe previdenciária; (IV) Classe</p><p>restrita, sendo que as classes (II) Exclusiva; (III) Previdenciária; (IV) Restrita devem ser</p><p>concomitantemente dos tipos (I) aberta ou fechada. Veremos a seguir os seus conceitos.</p><p>q OBSERVAÇÕES:</p><p>Ø Todas as classes devem pertencer à mesma categoria do fundo, não sendo</p><p>permitida a constituição de classes de cotas que alterem o tratamento tributário</p><p>aplicável em relação ao fundo ou às demais classes existentes</p><p>Ø Cada patrimônio segregado responde somente por obrigações referentes à</p><p>respectiva classe de cotas.</p><p>Ø O fundo que não contar com diferentes classes de cotas deve efetuar emissões</p><p>de cotas em classe única, preservada a possibilidade de serem constituídas</p><p>subclasses.</p><p>Ø É vedada a afetação ou a vinculação, a qualquer título, de parcela do patrimônio</p><p>de uma classe de cotas a qualquer subclasse.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 303</p><p>Fundos de Investimentos</p><p>Classes Aberta e Fechada</p><p>❑ Classe Aberta: classe cujo regulamento ADMITE QUE AS COTAS SEJAM RESGATADAS.</p><p>A cota de classe aberta não pode ser objeto de cessão ou transferência de titularidade,</p><p>salve exceção, como por exemplo, decisão judicial, execução de garantia, sucessão</p><p>universal, entre outros caso. Portanto, a classe aberta permite a entrada de novos</p><p>quotistas a qualquer momento ou que aumentem suas cotas investindo mais.</p><p>❑ Classe Fechada: classe cujo regulamento NÃO ADMITE QUE AS COTAS SEJAM</p><p>RESGATADAS PELOS COTISTAS. No entanto, as cotas dessas classes podem ser alienadas</p><p>(vendidas), mediante termo de cessão e transferência, assinado pelo cedente e pelo</p><p>cessionário, ou através de bolsa de valores ou mercado de balcão organizado.</p><p>❑ Carência: os fundos com classe aberta podem estabelecer no regulamento um prazo</p><p>de carência para resgate, com ou sem rendimento.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 304</p><p>Fundos de Investimentos</p><p>Classes: Exclusiva, Previdenciária e Restrita</p><p>As classes abertas ou fechadas, também poderão ser de outros três tipos, que são:</p><p>Ø Classe Restrita: Considera-se “Restrita” a classe ou subclasse exclusivamente</p><p>destinada a aplicação de recursos de investidores qualificados e profissionais. Além</p><p>disso, podem ser cotistas os empregados ou sócios dos prestadores de serviços</p><p>essenciais e partes relacionadas, desde que expressamente autorizados pelo diretor</p><p>responsável do prestador de serviço essencial.</p><p>Ø Classe Exclusiva: Considera-se “Exclusiva” a classe ou subclasse de cotas</p><p>constituída para receber aplicações exclusivamente de um único investidor</p><p>profissional, de cotistas que possuam vínculo societário familiar ou de cotistas</p><p>vinculados por interesse único e indissociável.</p><p>Ø Classe Previdenciária: Resumidamente, considera-se “Previdenciária” a classe ou</p><p>subclasse constituída para a aplicação de recursos principalmente de entidades</p><p>abertas ou fechadas de previdência privada. As classes de cotas de que trata o caput</p><p>e, se for o caso, suas subclasses devem indicar em seu cadastro na CVM a condição</p><p>de “Previdenciárias” e a categoria de plano ou seguro a que se encontram</p><p>vinculadas.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 305</p><p>Fundos de Investimentos</p><p>Subclasses de Cotas</p><p>As subclasses em fundos de investimento permitem uma diferenciação dentro de um</p><p>mesmo fundo, de acordo com critérios específicos, como público-alvo, condições de</p><p>aplicação e resgate, e estruturas de taxas. Vamos detalhar esses critérios:</p><p>Ø público-alvo: podendo ser investidores de varejo, qualificados e profissionais</p><p>Ø prazos e condições de aplicação, amortização e resgate: por exemplo, uma</p><p>subclasse pode permitir resgates diários, enquanto outra pode ter um período de</p><p>carência maior antes de permitir resgates.</p><p>Ø taxas de administração, gestão, máxima de distribuição, ingresso e saída: por</p><p>exemplo, a subclasse A tem uma aplicação mínima mais baixa, mas uma taxa de</p><p>administração mais alta que a subclasse B, que possui uma aplicação mínima maior,</p><p>mas com uma taxa de administração menor.</p><p>q OBSERVAÇÃO: As subclasses de classes restritas podem ser diferenciadas no</p><p>regulamento por outros direitos econômicos e direitos políticos.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 306</p><p>Subclasse</p><p>Y</p><p>Subclasse</p><p>Z</p><p>Fundos de Investimentos</p><p>Nova Estruturação</p><p>FUNDO</p><p>Classe CClasse BClasse A</p><p>Subclasse</p><p>X</p><p>§ Regulamento</p><p>§ Prestadores de Serviços Essenciais</p><p>§ Código de Identificação</p><p>• Classe única: CNPJ igual ao CNPJ da classe</p><p>• Multiclasses: um CNPJ para cada classe</p><p>NOVA ESTRUTURA FUNÇÕES DE CADA SEGMENTAÇÃO</p><p>§ Anexo</p><p>§ Enquadramento</p><p>§ Patrimônio Segregado</p><p>§ Código de Identificação</p><p>§ Apêndice</p><p>§ Prazos</p><p>§ Público Alvo</p><p>§ Informes de Posição</p><p>§ Código de Identificação</p><p>§ Taxas (Adm, Gestão, Distribuição e Performance)</p><p>§ Tributação</p><p>§ Informes de Posição</p><p>§ Taxa de Custódia</p><p>CFP - Certified Financial Planner 307</p><p>VALOR</p><p>DA COTA</p><p>PATRIMÔNIO</p><p>LÍQUIDO</p><p>NÚMERO</p><p>DE</p><p>COTAS</p><p>❑ Patrimônio Líquido:</p><p>PL = Valor de Mercado dos Ativos + Valores a Receber − Valores a Pagar</p><p>q OBS: a divisão é pelo número de cotas e NÃO PELO NÚMERO DE COTISTAS</p><p>Cota</p><p>Conceito</p><p>As cotas são escriturais, nominativas e correspondem a frações do patrimônio da classe</p><p>de cotas, conferindo direitos e obrigações aos cotistas, conforme previstos no</p><p>regulamento. O valor da cota resulta da divisão do valor do patrimônio líquido da</p><p>respectiva classe pelo número de cotas da mesma classe e caso a classe tenha subclasses,</p><p>o valor da cota de cada subclasse resulta da divisão do valor do patrimônio líquido</p><p>atribuído à respectiva subclasse pelo número de cotas da mesma subclasse.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 308</p><p>Os principais fatores que afetam o valor da cota de um fundo de investimentos são:</p><p>Ø Marcação a mercado;</p><p>Ø Taxas (Administração, Gestão e Distribuição);</p><p>Ø Custos gerais (custo de auditoria, taxas CVM, registro na SELIC);</p><p>Ø Valorização/desvalorização dos ativos que compõe o fundo.</p><p>Ø Taxa performance (altera o valor da cota, mas não gera um prejuízo % ao fundo);</p><p>Ø Amortização de cotas (altera o valor, mas não gera um prejuízo % ao fundo);</p><p>Ø Distribuição de dividendos (altera o valor, mas não gera um prejuízo % ao fundo).</p><p>Perceba que todos os fatores citados acima, afetam o valor do patrimônio líquido da</p><p>classe do fundo e, consequentemente, afeta o valor da cota.</p><p>❑ OBSERVAÇÃO: Taxas de entrada ou de saída NÃO AFETAM O VALOR DA COTA. Estas</p><p>são taxas são pagas pelo cotista ao aplicar recursos ou resgatar recursos de um fundo,</p><p>conforme previsto no regulamento.</p><p>Cota</p><p>Fatores que afetam o valor da cota</p><p>CFP - Certified Financial Planner 309</p><p>Cota</p><p>Marcação a Mercado (MaM)</p><p>A “MaM” consiste em precificar diariamente os ativos da carteira do fundo, pelo valor</p><p>negociado no mercado nos casos dos ativos líquidos ou, quando este preço não é</p><p>observável, por uma mensuração adequada do preço que o ativo teria em uma eventual</p><p>negociação realizada no mercado. Tem como objetivo de evitar a transferência de</p><p>riqueza entre cotistas, além e dar maior transparência aos riscos embutidos nas</p><p>posições. Desta forma, os ativos de renda fixa não devem ser marcados pela curva de</p><p>juros (valor aplicado corrigido pelo juros contratado). Esta será uma responsabilidade do</p><p>Administrador (pode subcontratar uma instituição precificadora, como custodiante).</p><p>Deve haver marcação a mercado para todos os fundos de investimento, com exceção a</p><p>obrigatoriedade, quando houver intenção dos cotistas em preservar volume de aplicações</p><p>compatíveis com a manutenção dos ativos até o vencimento, desde que:</p><p>Ø fundo destinado a um único investidor (Fundo Exclusivo), a investidores</p><p>pertencentes a um mesmo conglomerado financeiro ou grupo econômico,</p><p>ou a</p><p>investidores qualificados; e</p><p>Ø todos os cotistas ao ingressar assinarem um termo de adesão a anuência à</p><p>classificação de títulos e valores mobiliários mencionando neste artigo.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 310</p><p>Cota</p><p>Exemplo</p><p>❑ EXEMPLO: O fundo de investimentos XYZ possui 100.000 cotas ao valor de R$ 105,00,</p><p>totalizando portanto um patrimônio de R$ 10.500.000,00. Este fundo possui uma taxa</p><p>de administração de 2% a.a. Sabendo que no fechamento do dia de hoje, os ativos que</p><p>compõe o fundo XYZ renderam R$ 5.000,00, as despesas com corretagem foram</p><p>R$ 400,00 e as despesas extras totalizaram R$ 100,00, qual o valor da cota em D+1?</p><p>❑ RESPOSTA: O valor da cota é o valor do patrimônio líquido dividido pelo número de</p><p>cotas. Assim, precisamos encontrar o valor do patrimônio e para isso, basta acrescentar o</p><p>lucro ou prejuízo do dia ao patrimônio líquido atual. No entanto, a taxa de administração</p><p>está ao ano e precisamos saber ao dia. Para isso, basta dividir os 2% por 252.</p><p>Ø Despesas do dia: Taxa de Administração + Corretagem + Despesas Extras</p><p>▪ Taxa de Administração: (2%)÷(252) = (0,02 ÷ 252) = 0,00007937</p><p>▪ Taxa de Administração: 0,00007937 × R$ 10.500.000,00 = R$ 833,38</p><p>Ø Despesas do dia: R$ 833,38 + 400,00 + R$ 100,00 = R$ 1.333,38</p><p>Ø Rentabilidade do dia: R$ 5.000,00</p><p>Ø LUCRO/PREJUÍZO: R$ 5.000,00 − R$ 1.333,38 ꓿ R$ 3.666,62</p><p>Ø PATRIMÔNIO LÍQUIDO: R$ 10.500.000,00 + R$ 3.666,62 = R$ 10.503.666,62</p><p>Ø VALOR DA COTA: (R$ 10.503.666,62) ÷ 100.000 = R$ 105,0367</p><p>CFP - Certified Financial Planner 311</p><p>Cota</p><p>Tipos</p><p>A CVM permite que os fundos de investimentos possam utilizar o valor da contabilização das</p><p>cotas através de dois tipo, que são:</p><p>Ø COTA DO DIA: Calculada a partir do patrimônio líquido do dia anterior, atualizado</p><p>por um dia, ou seja, ela é apurada e conhecida no início do dia. Assim, ao</p><p>aplicar/resgatar em um fundo que converte as suas cotas em D+0 com cota de</p><p>abertura, a quantidade de cotas adquiridas é conhecida no momento da aplicação.</p><p>A utilização da cota de do dia é permitida nas classes tipificadas como:</p><p>▪ Renda Fixa (exceto Longo Prazo e Dívida Externa);</p><p>▪ Exclusivos;</p><p>▪ Previdenciários.</p><p>Ø COTA DO DIA SEGUINTE: O patrimônio líquido do dia é apurado e conhecido após</p><p>o encerramento dos mercados em que o fundo atue. Assim, ao aplicar/resgatar em</p><p>um fundo que converta suas cotas em D+0 com cota de fechamento, a quantidade</p><p>de cotas adquiridas/resgatadas é conhecida apenas no final do dia.</p><p>❑ OBSERVAÇÃO: Quando se tratar de fundo que atue em mercados no exterior, o</p><p>encerramento do dia pode ser considerado como o horário de fechamento de um mercado</p><p>específico indicado no regulamento.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 312</p><p>Toda vez que ingressa recursos aportados por um cotista em um fundo aberto, o gestor</p><p>necessita investir esse valor em ativos. Da mesma forma, quando há um resgate, o gestor</p><p>deverá vender ativos do fundo, para poder ter recursos a serem entregues. No entanto,</p><p>os ativo possuem liquidez e prazos de liquidação financeira distintos, fazendo com que os</p><p>fundos possuam prazos distintos para pagamento após a solicitação do resgate. Desta</p><p>forma, os fundos abertos trabalham com prazos de CONVERSÃO (valor da cota que será</p><p>calculado para entrega dos recursos ao cotista) e LIQUIDAÇÃO FINANCEIRA (data na qual</p><p>será entregue o recurso calculado na CONVERSÃO).</p><p>❑ Prazo de cotização na Aplicação: a emissão das cotas deverá ser pelo valor da cota do</p><p>dia (D+0) ou do dia seguinte (D+1).</p><p>❑ Prazo de cotização no Resgate: no regulamento estabelecerá o prazo entre a data da</p><p>solicitação do resgate, a data da conversão e a data da liquidação financeira, sendo que</p><p>o pagamento não poderá ultrapassar 5 dias úteis da data da conversão. Caso ultrapasse,</p><p>será devido ao cotista uma multa de 0,5% do valor de resgate, a ser paga pelo</p><p>administrador do fundo, por dia de atraso no pagamento do resgate de cotas (salvo</p><p>exceções).</p><p>Cota</p><p>Dinâmica de Aplicação e Resgate de cotas</p><p>CFP - Certified Financial Planner 313</p><p>❑ EXEMPLO: Rafael solicitou um resgate em um fundo de investimentos no qual realiza</p><p>a cotização em D+1 e a liquidação em D+4. Sabendo que essa solicitação ocorreu na</p><p>quinta-feira pela manhã, o que podemos passar de informação a ele?</p><p>❑ RESPOSTA: Como o fundo tem prazo de cotização de D+1, podemos afirmar que o</p><p>valor que será resgatado será o valor da cota do próximo dia útil, neste caso, sexta-feira.</p><p>No entanto, ele somente terá o dinheiro disponível em D+4 da data da solicitação dor</p><p>resgate, ou seja, quatro (4) dias úteis depois da quinta-feira. Como sábado e domingo não</p><p>são dias úteis, a contagem se daria em:</p><p>Ø D+1: Sexta-feira</p><p>Ø D+2: Segunda-feira</p><p>Ø D+3: Terça-feira</p><p>Ø D+4: Quarta-feira</p><p>Assim, Rafael teria o dinheiro disponível para sacar, pagar conta, etc, somente na quarta-</p><p>feira (isso se nenhum desses dias fosse feriado). No mercado financeiro, você verá fundos</p><p>de investimentos, muitas vezes, com prazos mais alongados. Isso se dá pela liquidez dos</p><p>ativos que compõe o fundo, mas sempre descrito previamente no seu regulamento.</p><p>Cota</p><p>Dinâmica de Aplicação e Resgate de cotas</p><p>CFP - Certified Financial Planner 314</p><p>Um fundo de investimentos poderá ter os seguintes custos:</p><p>Ø Taxa de administração: taxa cobrada do fundo para remunerar o administrador e</p><p>os prestadores dos serviços por ele contratados e que não constituam encargos;</p><p>Ø Taxa de gestão: taxa cobrada do fundo para remunerar o gestor e os prestadores</p><p>dos serviços por ele contratados e que não constituam encargos do fundo;</p><p>Ø Taxa máxima de distribuição de cotas: taxa cobrada do fundo, representativa do</p><p>montante total para remuneração dos distribuidores, expressa em percentual</p><p>anual do patrimônio líquido (base 252 dias);</p><p>Ø Taxa performance: taxa cobrada em função do resultado da classe ou do cotista;</p><p>Ø Taxa de ingresso: taxa paga pelo cotista ao patrimônio da classe ao aplicar</p><p>recursos em uma classe de cotas, conforme previsão do regulamento;</p><p>Ø Taxa de saída: taxa paga pelo cotista ao patrimônio da classe ao resgatar</p><p>recursos de uma classe de cotas, conforme previsão do regulamento;</p><p>Ø Encargos do fundo: despesas específicas que podem ser debitadas diretamente</p><p>da classe de cotas, não estando inclusas nas taxas destinadas aos prestadores de</p><p>serviços essenciais, como por exemplo honorários de advogados.</p><p>Fundos de Investimentos</p><p>Valores que podem ser cobrados</p><p>CFP - Certified Financial Planner 315</p><p>As taxas de Administração, taxa de Gestão e taxa de Distribuição são expressas ao ano</p><p>(base 252 Dias úteis), mas calculadas diariamente sobre o valor do patrimônio líquido do</p><p>fundo, de acordo com os saldos médios diários, independentemente do resultado ser</p><p>positivo ou negativo. Mesmo o cálculo ocorrendo sobre os saldos diários, o que ocorre de</p><p>fato, é um provisionamento diário, mas com o pagamento ocorrendo mensalmente (saída</p><p>do dinheiro do fundo).</p><p>Para ficar mais claro, essas taxas apresentam a seguinte sequência.</p><p>Ø Calculada DIARIAMENTE sobre o patrimônio líquido;</p><p>Ø Descontada MENSALMENTE do fundo;</p><p>Ø Apresentada ao cotista como uma taxa ANUAL.</p><p>Valores que podem ser cobrados</p><p>Taxas sobre o Patrimônio Líquido</p><p>CFP - Certified Financial Planner 316</p><p>Valores que podem ser cobrados</p><p>Taxa de Administração: Exemplo</p><p>❑ EXEMPLO: O fundo de investimentos XYZ possui uma taxa de administração anual de</p><p>2%. Neste último ano, os ativos que compõe o fundo XYZ renderam 10% no total. Desta</p><p>forma, qual foi o retorno que os cotistas do fundo XYZ tiveram?</p><p>❑ RESPOSTA: Para chegarmos no valor que será apresentado ao cotista, devemos</p><p>descontar a taxa de administração por juros compostos, ou seja, através de uma divisão.</p><p>Vale destacar que este é um cálculo de prova, pois na prática, a taxa de administração é</p><p>projetada diariamente sobre o patrimônio líquido do fundo e descontada mensalmente.</p><p>Pense que a taxa de administração é o “salário” dos prestadores de serviço do fundo.</p><p>❑ Cálculo do Retorno Líquido da TAF (*):</p><p>� FV = 110 → Motivo: “100 + 10”</p><p>� PV</p><p>= 102 [CHS] → Motivo: “100 + 2”</p><p>� n = 1</p><p>� i = ? = 7,8431% de retorno líquido da TAF</p><p>(*) Rever aula de Matemática Financeira</p><p>❑ Método 2 para calcular:</p><p>� i = (1,10 ÷ 1,02)</p><p>� i = 1,078431</p><p>� i = (1,078431 – 1) x 100</p><p>� i = 7,8431%</p><p>CFP - Certified Financial Planner 317</p><p>Valores que podem ser cobrados</p><p>Taxa Performance: Conceito</p><p>Conforme mencionado anteriormente, o regulamento poderá estabelecer a cobrança de</p><p>taxa de performance pelo gestor, devendo atender os seguintes critérios:</p><p>Ø vinculação a um índice de referência, compatível com a política de investimento,</p><p>por exemplo, fundos de renda fixa não podem ter como benchmark o IBOV;</p><p>Ø vedação da vinculação da taxa de performance a percentuais inferiores a 100%</p><p>(cem por cento) do índice de referência, ou seja, é cobrado um percentual sobre o</p><p>lucro que exceder a variação do benchmark estabelecido.</p><p>Ø cobrança por período, no mínimo, semestral; e</p><p>Ø cobrança após a dedução de todas as despesas;</p><p>Ø vedada a cobrança de taxa de performance quando o valor da cota for inferior ao</p><p>valor da cota base (conceito de linha d’água)</p><p>❑ OBS: É vedada a cobrança em fundos passivos e nos fundos tipificados como Renda</p><p>Fixa Curto Prazo; Renda Fixa Simples e Renda Fixa Referenciado (exceto os de Longo</p><p>Prazo). No entanto, as classes e subclasses destinadas exclusivamente a investidores</p><p>qualificados ou a investidores profissionais não precisam seguir nenhuma das regras</p><p>citadas até o momento, podendo ter regras próprias definidas no regulamento.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 318</p><p>Valores que podem ser cobrados</p><p>Taxa Performance: Tipos de Cobranças</p><p>O regulamento deve especificar se a taxa de performance é cobrada pelo:</p><p>Ø MÉTODO DO ATIVO: com base no resultado da classe ou subclasse de cotas;</p><p>Ø MÉTODO DO PASSIVO: com base no resultado de cada aplicação efetuada por</p><p>cada cotista. Neste método, os cotistas antigos têm sua performance calculada a</p><p>partir da última cobrança da taxa, como no método ativo. No entanto, para os novos</p><p>cotistas que entraram após o último pagamento da taxa, a base de cálculo é o valor</p><p>da cota na data da aplicação. Assim, cada aporte é avaliado separadamente, e se a</p><p>rentabilidade superar o benchmark, a taxa de performance é cobrada. Essa cobrança</p><p>é então distribuída entre todos os cotistas, proporcionalmente às suas cotas; ou</p><p>Ø MÉTODO DO AJUSTE: com base no resultado da classe ou subclasse de cotas,</p><p>acrescida de ajustes individuais, exclusivamente nas aplicações efetuadas</p><p>posteriormente à data da última cobrança de taxa de performance, até o primeiro</p><p>pagamento de taxa de performance, promovendo a correta individualização dessa</p><p>despesa entre os cotistas.</p><p>q OBS: Vale ressaltar que a taxa performance não causa um prejuízo ao fundo, mas</p><p>impacta o valor da cota, já que o valor é pago pela classe ou subclasse do fundo.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 319</p><p>❑ EXEMPLO: Um fundo de investimentos, possui em seu regulamento a possibilidade de</p><p>cobrança de taxa de performance através do método do ativo. Analisando os dados</p><p>abaixo que representam o valor das cotas em reais no fechamento de semestre do</p><p>fundo, em quais períodos foi cobrado a taxa de performance?</p><p>Veremos a seguir que será cobrado somente nos semestres 1 e 5. Isso porque, no</p><p>semestre 3, mesmo tendo performado melhor que o benchmarck, não poderá ser</p><p>cobrado, pois não superou a Linha D’Água.</p><p>q OBS: A lógica para o método do passivo é a mesma, com a diferença do cálculo ser</p><p>feito com base no resultado de cada aplicação efetuada por cada cotista</p><p>Valores que podem ser cobrados</p><p>Taxa de Performance: Exemplo</p><p>FINAL DO SEMESTRE</p><p>Início 1 2 3 4 5</p><p>Valor da Cota 1,0000 1,0300 1,0230 1,0280 1,0290 1,0650</p><p>Variação do</p><p>Benchmark - 2,50% 1,10% 0,32% 0,58% 1,20%</p><p>CFP - Certified Financial Planner 320</p><p>(1) Calcular a rentabilidade do fundo para cada período:</p><p>� Exemplo: Calculando a rentabilidade do período 1</p><p>o 1,000 [ENTER]</p><p>o 1,030 [∆%]</p><p>o Resposta: 3,00%</p><p>(2) Analisar se o Fundo excedeu o benchmark.</p><p>(3) Analisar Linha D´Agua: Dos períodos que o Fundo Excedeu o benchmark, analisar se</p><p>o valor da cota do período é superior ao valor da cota da última cobrança. Cuidado,</p><p>não é o período anterior, mas sim o valor da última cobrança da taxa performance</p><p>Valores que podem ser cobrados</p><p>Taxa de Performance: Exemplo</p><p>Início 1 2 3 4 5</p><p>Valor da Cota 1,0000 1,0300 1,0230 1,0280 1,0290 1,0650</p><p>Variação do Benchmark - 2,50% 1,10% 0,32% 0,58% 1,20%</p><p>1 – Variação do fundo - 3,00% -0,68% 0,49% 0,10% 3,50%</p><p>2 – Superou o Benchmark? - SIM NÃO SIM NÃO SIM</p><p>3 – Linha D’água - SIM NÃO NÃO NÃO SIM</p><p>CFP - Certified Financial Planner 321</p><p>Cotistas</p><p>Direitos dos Cotistas</p><p>Os principais DIREITOS dos cotistas são:</p><p>Ø receber a remuneração proporcionada pelo fundo de investimentos, nos termos</p><p>do respectivo Regulamento;</p><p>Ø ter acesso ao aos documentos do fundo, como por exemplo, o regulamento;</p><p>Ø ter ciência da política de investimento e dos riscos decorrentes;</p><p>Ø ter acesso a composição, ao valor patrimonial e a rentabilidade do fundo;</p><p>Ø ter acesso, anualmente, a documentos contendo informações sobre os</p><p>rendimentos obtidos no ano civil, o número de cotas de sua propriedade e seu</p><p>respectivo valor;</p><p>Ø ter acesso ao extrato dos investimentos mensalmente;</p><p>Ø participar e votar na Assembleia Geral de Cotistas.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 322</p><p>Cotistas</p><p>Deveres dos Cotistas</p><p>Os principais DEVERES dos cotistas são:</p><p>Ø Caso descrito em regulamento, responder por eventual PATRIMÔNIO LÍQUIDO</p><p>NEGATIVO do fundo, devendo aportar recursos adicionais para cobrir o prejuízo</p><p>do fundo, com exceção quando ocorrer falta de diligência do administrador e do</p><p>gestor, em casos de inobservância da política de investimentos ou dos limites de</p><p>concentração previstos no regulamento e na RCVM 175/23;</p><p>Ø manter seus dados cadastrais atualizados;</p><p>Ø ao aderir ao fundo, deve concordar com as regras estabelecidas no regulamento;</p><p>Ø observar as recomendações de prazo mínimo de investimento e sua carência;</p><p>Ø monitorar a atuação do administrador e gestor, que estão prestando o serviço;</p><p>Ø verificar se o fundo está compatível ao seu perfil e objetivos pessoais;</p><p>Ø ver todos os documentos disponíveis do fundo de investimentos.</p><p>❑ OBS: não se esqueça, o cotista é um sócio e como tal, deve “cuidar” da sua empresa.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 323</p><p>Prestação de Serviços</p><p>Principais Prestadores de Serviços</p><p>Os principais prestadores de serviços que os fundos de investimentos podem ter são:</p><p>Ø Administrador Fiduciário (Prestador de Serviço Essencial)</p><p>Ø Gestor de Recursos (Prestador de Serviço Essencial)</p><p>Ø Custodiante</p><p>Ø Auditor Independente</p><p>Ø Distribuidor</p><p>Ø Consultoria</p><p>Ø Comitês consultivos (não remunerados)</p><p>A seguir, veremos a função de cada um deles.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 324</p><p>Prestação de Serviços</p><p>Disposições Gerais</p><p>O funcionamento do fundo se materializa por meio da atuação dos prestadores de</p><p>serviços essenciais (administrador e gestor) e terceiros por eles contratados, por escrito,</p><p>em nome do fundo. A criação dessa nova figura (Prestador de Serviço Essencial), fez com</p><p>que não haja mais hierarquia ou responsabilidade solidária entre o Administrador e o</p><p>Gestor. Desta forma, a contratação de terceiros deve contar com prévia e criteriosa</p><p>análise e seleção do contratado, devendo o prestador de serviços essencial, ainda, figurar</p><p>no contrato como interveniente anuente.</p><p>Os prestadores de serviços essenciais e demais prestadores de serviços do fundo</p><p>respondem perante a CVM, nas suas respectivas esferas de atuação, por seus próprios</p><p>atos e omissões contrários à lei, ao regulamento do fundo ou à regulamentação vigente,</p><p>sem prejuízo do exercício do dever de fiscalizar, nas hipóteses expressamente previstas</p><p>na RCVM 175/23, bem como naquelas eventualmente previstas no regulamento.</p><p>❑ OBSERVAÇão: A aferição de responsabilidades dos prestadores de serviços tem como</p><p>parâmetros as obrigações previstas pela CVM e em regulamentações específicas, assim</p><p>como aquelas previstas no regulamento e no respectivo contrato</p><p>de prestação de</p><p>serviços.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 325</p><p>Prestadores de Serviços</p><p>PSE: Normas de Conduta</p><p>Estão obrigados a adotar as seguintes normas de conduta:</p><p>Ø exercer suas atividades buscando sempre as melhores condições para o fundo,</p><p>empregando o cuidado e a diligência que todo homem ativo e probo costuma</p><p>dispensar à administração de seus próprios negócios, atuando com lealdade em</p><p>relação aos interesses dos cotistas e do fundo, evitando práticas que possam ferir</p><p>a relação fiduciária com eles mantida, e respondendo por quaisquer infrações ou</p><p>irregularidades que venham a ser cometidas sob sua administração ou gestão;</p><p>Ø exercer, ou diligenciar para que sejam exercidos, todos os direitos decorrentes</p><p>do patrimônio e das atividades do fundo, ressalvado o que dispuser o</p><p>regulamento sobre a política relativa ao exercício de direito de voto do fundo; e</p><p>Ø empregar, na defesa dos direitos do cotista, a diligência exigida pelas</p><p>circunstâncias, praticando todos os atos necessários para assegurá-los, e</p><p>adotando as medidas judiciais cabíveis.</p><p>q OBS: prestadores de serviços devem transferir à classe de cotas qualquer benefício ou</p><p>vantagem que possam alcançar em decorrência de sua condição.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 326</p><p>Conforme Res. CVM 21, a ADMINISTRAÇÃO DE CARTEIRAS DE VALORES MOBILIÁRIOS é</p><p>o exercício profissional de atividades relacionadas, direta ou indiretamente, ao</p><p>funcionamento, à manutenção e à gestão de uma carteira de valores mobiliários,</p><p>incluindo a aplicação de recursos financeiros no mercado de valores mobiliários por conta</p><p>do investidor. O seu registro poderá ser em ambas ou em uma das seguintes categorias:</p><p>Ø Administrador Fiduciário, chamado de Administrador (do fundo);</p><p>Ø Gestor de recursos, chamado de Gestor (do fundo);</p><p>O administrador de carteiras PESSOA JURÍDICA pode atuar na distribuição de cotas de</p><p>fundos de investimento de que seja administrador ou gestor. Resumidamente, deverá</p><p>seguir as normas que dispõe sobre:</p><p>Ø a identificação, o cadastro, o registro, as operações, a comunicação, os limites e</p><p>a responsabilidade administrativa referentes aos crimes de “lavagem” ou</p><p>ocultação de bens, direitos e valores;</p><p>Ø o dever de verificação da adequação dos produtos e serviços ao perfil do cliente;</p><p>Ø as normas de cadastro de clientes, de conduta e de pagamento e recebimento de</p><p>valores aplicáveis à intermediação de operações realizadas com valores</p><p>mobiliários em mercados regulamentados de valores mobiliários.</p><p>Prestação de Serviços</p><p>PSE: Administração de Carteiras</p><p>CFP - Certified Financial Planner 327</p><p>Para fins de obtenção e manutenção da autorização pela CVM, o ADMINISTRADOR</p><p>PESSOA NATURAL, deve atender alguns requisitos e os principais são:</p><p>Ø ser domiciliado no Brasil;</p><p>Ø ser graduado em curso superior ou equivalente;</p><p>Ø aprovado em exame de certificação aprovado pela CVM (salve exceções);</p><p>Ø ter reputação ilibada;</p><p>Ø não estar inabilitado ou suspenso para o exercício de cargo;</p><p>Ø não estar impedido de administrar seus próprios bens.</p><p>Já para o ADMINISTRADOR PESSOA JURÍDICA, os principais requisitos são:</p><p>Ø ter sede no Brasil;</p><p>Ø no objeto social ter exercício de administração de carteiras de valores</p><p>mobiliários;</p><p>Ø atribuir a responsabilidade pela administração de carteiras de valores mobiliários</p><p>a um ou mais diretores estatutários autorizados a exercer a atividade pela CVM;</p><p>Ø atribuir a responsabilidade pelo cumprimento de regras, políticas,</p><p>procedimentos e controles internos e desta Instrução a um diretor estatutário;</p><p>Ø caso o registro seja na categoria “gestor de recursos”, atribuir a responsabilidade</p><p>pela gestão de risco a um diretor estatutário.</p><p>Prestação de Serviços</p><p>PSE: Administração de Carteiras</p><p>CFP - Certified Financial Planner 328</p><p>O registro na categoria administrador fiduciário autoriza o exercício profissional de</p><p>atividades relacionadas, direta ou indiretamente, ao funcionamento e à manutenção de</p><p>uma carteira de valores mobiliários, ou seja, tem poderes para praticar os atos</p><p>necessários à administração do fundo de investimento.</p><p>❑ OBSERVAÇÕES:</p><p>Ø Deve manter atualizada junto à CVM a lista de todos os prestadores de serviços;</p><p>Ø Deve elaborar e divulgar as informações periódicas e eventuais da classe de</p><p>cotas;</p><p>Ø Somente podem ser Administradores Fiduciário instituições financeiras e demais</p><p>instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil;</p><p>Ø Responsável pela marcação a mercado (apreçamento de ativos);</p><p>Ø Responsável pelo recolhimento de impostos nas classes e subclasses abertas;</p><p>Ø As atividades de custódia e de controladoria de ativos e de passivos devem estar</p><p>totalmente segregadas das atividades de gestão de recursos;</p><p>Ø Tem como função constituir um patrimônio segregado para cada classe de cotas;</p><p>Ø Dever de verificação de patrimônio líquido negativo da classe;</p><p>Ø Verificar a compatibilidade de preço praticados e do enquadramento da carteira;</p><p>Ø Deve fiscalizar os serviços prestados por ele contratado.</p><p>Prestação de Serviços</p><p>PSE: Administrador Fiduciário</p><p>CFP - Certified Financial Planner 329</p><p>Incluem-se entre as obrigações do administrador contratar, em nome do fundo, com</p><p>terceiros devidamente habilitados e autorizados, os seguintes serviços:</p><p>Ø tesouraria, controle e processamento dos ativos;</p><p>Ø escrituração das cotas; e</p><p>Ø auditoria independente.</p><p>❑ OBSERVAÇÕES:</p><p>Ø O fundo administrado por instituição autorizada a funcionar pelo Bacen não</p><p>precisa contratar os serviços tesouraria, controle e processamento dos ativos</p><p>quando forem executados pelo seu administrador;</p><p>Ø O administrador habilitado e autorizado pela CVM a prestar o serviço de</p><p>escrituração de cotas pode prestar o referido serviço para os fundos que</p><p>administra.</p><p>Ø O administrador pode contratar outros serviços para a classe de cotas, desde</p><p>que:</p><p>▪ a contratação não ocorra em nome do fundo, salvo exceções; e</p><p>▪ caso o prestador de serviço contratado não seja um participante de mercado</p><p>regulado pela CVM ou o serviço prestado ao fundo não se encontre dentro da</p><p>esfera de atuação da Autarquia, o administrador deve fiscalizar tais atividades.</p><p>Prestação de Serviços</p><p>PSE: Obrigações do Administrador Fiduciário:</p><p>CFP - Certified Financial Planner 330</p><p>O registro na categoria gestor de recursos autoriza a gestão de uma carteira de valores</p><p>mobiliários, incluindo a aplicação de recursos financeiros por conta do investidor. O</p><p>registro pode ser através de pessoa natural ou jurídica.</p><p>❑ OBSERVAÇÕES:</p><p>Ø Compete ao gestor negociar os ativos da carteira, bem como firmar todo e</p><p>qualquer contrato ou documento relativo à negociação de ativos, qualquer que</p><p>seja a sua natureza, representando a classe de cotas para essa finalidade.</p><p>Ø As ordens de compra e venda de ativos devem sempre ser expedidas pelo gestor</p><p>com a identificação precisa do fundo e, se for o caso, da classe de cotas em nome</p><p>da qual devem ser executadas.</p><p>Ø Responsável pela observância dos limites de composição e concentração de</p><p>carteira e de concentração em fatores de risco;</p><p>Ø Deve submeter a carteira de ativos a testes de estresse periódicos;</p><p>Ø Compete ao gestor exercer o direito de voto decorrente de ativos detidos pela</p><p>classe realizando todas as ações necessárias para tal exercício.</p><p>Ø Deve providenciar a elaboração do material de divulgação da classe para</p><p>utilização pelos distribuidores, às suas expensas.</p><p>Prestação de Serviços</p><p>PSE: Gestor de Recursos</p><p>CFP - Certified Financial Planner 331</p><p>Inclui-se entre as obrigações do gestor contratar, em nome do fundo, com terceiros</p><p>devidamente habilitados e autorizados, os seguintes serviços:</p><p>Ø intermediação de operações para a carteira de ativos;</p><p>Ø distribuição de cotas;</p><p>Ø consultoria de investimentos;</p><p>Ø classificação de risco por agência de classificação de risco de crédito (rating);</p><p>Ø formador de mercado de classe fechada; e</p><p>Ø cogestão da carteira de ativos.</p><p>❑OBSERVAÇÕES:</p><p>Ø O gestor pode prestar os serviços de intermediação de operações para a carteira</p><p>de ativos e de distribuição de cotas;</p><p>Ø Os serviços</p><p>de consultoria de investimentos e de rating somente são de</p><p>contratação obrigatória por deliberação de assembleia ou disposto por</p><p>regulamento;</p><p>Ø Nos casos de contratação de cogestor, o contrato deve definir claramente as</p><p>atribuições de cada gestor, o que inclui, no mínimo, o mercado específico de</p><p>atuação de cada gestor e a classe ou classes de cotas objeto da cogestão.</p><p>Prestação de Serviços</p><p>PSE: Obrigações do Gestor de Recursos</p><p>CFP - Certified Financial Planner 332</p><p>O gestor não está sujeito às penalidades aplicáveis pelo descumprimento dos limites de</p><p>concentração e diversificação de carteira e concentração de risco definidos no</p><p>regulamento e pela CVM quando o descumprimento for causado por desenquadramento</p><p>passivo, decorrente de fatos alheios à sua vontade, que causem alterações imprevisíveis e</p><p>significativas no patrimônio líquido ou nas condições gerais do mercado.</p><p>Caso constate que o descumprimento dos limites de composição, diversificação de</p><p>carteira e concentração de risco estendeu-se por período superior ao do prazo concedido</p><p>ao fundo na regra específica de sua categoria, a Superintendência competente pode</p><p>determinar ao administrador, sem prejuízo das penalidades cabíveis, a convocação de</p><p>assembleia de cotistas para decidir sobre uma das seguintes alternativas:</p><p>Ø incorporação a outra classe de cotas;</p><p>Ø cisão total para fundo de investimento sob a gestão de outro gestor, não</p><p>integrante do mesmo grupo econômico; ou</p><p>Ø liquidação.</p><p>❑ OBSERVAÇÃO: Caso o desenquadramento passivo se prolongue por 15 dias úteis</p><p>consecutivos, ao final desse prazo o gestor deve encaminhar à CVM suas explicações para</p><p>o desenquadramento. Ocorrendo o reenquadramento, deve-se informar a CVM.</p><p>Prestação de Serviços</p><p>PSE: Penalidades por Desenquadramento</p><p>CFP - Certified Financial Planner 333</p><p>Prestação de Serviços</p><p>PSE: Vedações</p><p>É vedado aos prestadores de serviços essenciais, em suas respectivas esferas de atuação,</p><p>praticar os seguintes atos em nome do fundo, em relação a qualquer classe:</p><p>Ø receber depósito em conta corrente;</p><p>Ø contrair ou efetuar empréstimos, salvo exceções em classe de cota restrita;</p><p>Ø vender cotas à prestação, sem prejuízo da possibilidade de integralização a prazo</p><p>de cotas subscritas;</p><p>Ø garantir rendimento predeterminado aos cotistas;</p><p>Ø utilizar recursos da classe para pagamento de seguro contra perdas financeiras</p><p>de cotistas. No entanto, o gestor pode utilizar ativos da carteira na retenção de</p><p>risco da classe em suas operações com derivativos (hedge).</p><p>Ø praticar qualquer ato de liberalidade, salvo exceções autorizadas pela CVM;</p><p>Ø vedado o repasse de informação relevante com prestadores de serviço do fundo;</p><p>❑ OBSERVAÇÕES: É vedado ao gestor e, se houver, ao consultor o recebimento de</p><p>qualquer remuneração, benefício ou vantagem, direta ou indiretamente, que</p><p>potencialmente prejudique sua independência na tomada de decisão ou, no caso do</p><p>consultor, sugestão de investimento.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 334</p><p>Resumidamente, os prestadores de serviços essenciais devem:</p><p>Ø exercer suas atividades com boa fé, transparência, diligência e lealdade em</p><p>relação aos seus clientes;</p><p>Ø desempenhar suas atribuições de modo a buscar atender aos objetivos de</p><p>investimento de seus clientes e evitar práticas que possam ferir a relação</p><p>fiduciária mantida com seus clientes;</p><p>Ø cumprir fielmente o regulamento do fundo de investimento ou o contrato</p><p>previamente firmado por escrito com o cliente, contrato este que deve conter as</p><p>características dos serviços a serem prestados;</p><p>Ø transferir à carteira qualquer benefício ou vantagem que possa alcançar em</p><p>decorrência de sua condição de administrador de carteiras de valores mobiliários;</p><p>Ø informar à CVM sempre que verifique, no exercício das suas atribuições, a</p><p>ocorrência ou indícios de violação da legislação que incumbe à CVM fiscalizar;</p><p>Ø sempre defender os direitos e interesses do cliente.</p><p>Prestação de Serviços</p><p>PSE: Deveres</p><p>CFP - Certified Financial Planner 335</p><p>Prestadores de Serviços</p><p>PSE: Obrigações</p><p>❑ ADMINISTRADOR FIDUCIÁRIO: Deverá manter atualizado os documentos referentes</p><p>ao fundos (atas de assembleis, registro de cotistas, lista de prestadores de serviços,</p><p>documentos contábeis, etc). Os documentos devem ser mantidos por no mínimo cinco (5)</p><p>anos, exceto KYC (10 anos).</p><p>❑ ADMINISTRADOR FIDUCIÁRIO & GESTOR DE RECURSOS: Devem, conjuntamente,</p><p>adotar as políticas, procedimentos e controle internos necessários para que a liquidez da</p><p>carteira do fundo aberto seja compatível com:</p><p>Ø os prazos previstos no regulamento para pagamento dos pedidos de resgate;</p><p>Ø o cumprimento das obrigações do fundo.</p><p>Caso o fundo invista em cotas de outros fundos de investimento, o administrador e o</p><p>gestor, devem, em conjunto e diligentemente, avaliar a liquidez do fundo investido,</p><p>considerando, no mínimo:</p><p>Ø o volume investido;</p><p>Ø as regras de pagamento de resgate do fundo investido; e</p><p>Ø os sistemas e ferramentas de gestão de liquidez utilizados pelo administrador e</p><p>gestor do fundo investido.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 336</p><p>Prestadores de Serviços</p><p>PSE: Substituição</p><p>Os prestadores de serviços essenciais devem ser substituídos nas hipóteses:</p><p>Ø descredenciamento para o exercício da atividade que constitui o serviço</p><p>prestado ao fundo, por decisão da CVM;</p><p>Ø renúncia; ou</p><p>Ø destituição, por deliberação da assembleia geral de cotistas.</p><p>Nos casos de descredenciamento ou renúncia, fica o administrador obrigado a convocar</p><p>imediatamente assembleia geral para eleger um substituto, a se realizar no prazo de até</p><p>15 dias, sendo facultado aos cotistas que detenham ao menos 5% do patrimônio líquido.</p><p>No caso de renúncia, o prestador de serviço essencial deve permanecer no exercício de</p><p>suas funções até sua efetiva substituição, que deve ocorrer no prazo máximo de 90</p><p>(noventa) dias, contados a partir da renúncia, para os fundos de investimento financeiro e</p><p>180 (cento e oitenta) dias, contados a partir da renúncia, para as demais categorias de</p><p>fundos de investimento. Já no caso de descredenciamento de prestador de serviço</p><p>essencial, a Superintendência competente pode nomear administrador ou gestor</p><p>temporário, conforme o caso, inclusive para viabilizar a convocação de assembleia de</p><p>cotistas.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 337</p><p>Resumos</p><p>Prestadores de Serviços Essenciais</p><p>FUNÇÕES EXCLUSIVAS DO</p><p>ADMINISTRADOR FUNÇÕES CONJUNTAS FUNÇÕES EXCLUSIVAS</p><p>DO GESTOR</p><p>Administração do fundo Constituição do fundo Gestão da carteira de ativos</p><p>Contratação de tesouraria, controle e</p><p>processamento dos ativos; escrituração de</p><p>cotas e auditoria independente</p><p>Não divulgação</p><p>de fato relevante</p><p>Contratação de intermediário,</p><p>distribuidor, consultor de investimento,</p><p>agência de rating, market maker e</p><p>cogestor da carteira de ativos</p><p>Verificação de patrimônio líquido</p><p>negativo da classe</p><p>Gerenciamento de</p><p>liquidez de classe aberta</p><p>Negociação de ativos em</p><p>mercado organizados</p><p>Divulgação de fato relevante em caso</p><p>de pedido de declaração judicial de</p><p>insolvência da classe de cotas</p><p>Observância dos limites</p><p>de composição e concentração</p><p>da carteira</p><p>Divisão do patrimônio da classe</p><p>de cotas entre os cotistas,</p><p>na hipótese de liquidação da classe</p><p>Resolução do patrimônio</p><p>líquido negativo Teste de estresse da carteira</p><p>Liquidação do fundo</p><p>Barreiras de resgate</p><p>Verificação da compatibilidade de preço</p><p>praticados e do enquadramento da carteira Side Pocket</p><p>CFP - Certified Financial Planner 338</p><p>Prestação de Serviços</p><p>Custodiante</p><p>O custodiante tem como principal função realizar a guarda dos ativos, ou seja, é o</p><p>responsável por manter em custódia os ativos do fundo, que podem incluir títulos, ações,</p><p>dinheiro e outros instrumentos financeiros. Outras funções também importantes são:</p><p>realizar o registro e manutenção de posições; processar todas as transações de compra e</p><p>venda dos ativos; distribuir os rendimentos aos cotistas, como juros e dividendos.</p><p>Estão autorizados a realizar a função de custodiante os Bancos comerciais, múltiplos ou</p><p>de investimentos,</p><p>para PJs, se a</p><p>Meta-Selic estiver (MAIOR) que 8,5% a.a; ou</p><p>o TR + 70% Selic se a Meta-Selic estiver (MENOR OU IGUAL) a 8,5%a.a. (esta</p><p>regra somente é válida para aplicações a partir de 03/Maio/12). Aplicações antes</p><p>desse período, as rentabilidades da Poupança sempre serão de TR + 0,5%a.m</p><p>para pessoas físicas; e TR + 1,5% a.t para Pessoas Jurídicas.</p><p>Ø Rentabilidade: sempre deverá completar 30 dias da aplicação para pessoas físicas</p><p>(se resgatar em 58 dias, receberá somente 30 dias) ou 90 dias para pessoas jurídicas;</p><p>Ø Tributação: Isenta de IR para as Pessoas Físicas e entidades sem fins lucrativos.</p><p>Ø Possui FGC: SIM.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>25</p><p>CDB – Certificado de Depósito Bancário</p><p>Características</p><p>O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é uma das principais ferramentas de captação</p><p>de recursos das instituições financeiras, com o investidor emprestando recursos em troca</p><p>de remuneração. Ele é um título de renda fixa, escritural e nominativo, que representa</p><p>promessa de pagamento, em data futura, do valor do depósito a prazo, acrescido da</p><p>rentabilidade convencionada.</p><p>q PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Emissores: Bancos (Comerciais; de Investimento; de Desenvolvimento; Múltiplos)</p><p>e as Financeiras (sociedades de crédito, financiamento e investimento).</p><p>Ø Investidor: Pessoas físicas e jurídicas.</p><p>Ø Rentabilidade: Prefixado ou Pós-fixado (DI, TR, TLP, IPCA, ...).</p><p>o Prazo mínimo com base na remuneração:</p><p>§ TR ou TLP – 1 mês;</p><p>§ TBF – 2 meses;</p><p>§ Índices de inflação – 1 ano.</p><p>Ø Tributação: tabela regressiva de renda fixa (22,5% a 15%).</p><p>Ø Garantia de FGC: SIM.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>26</p><p>RDB – Recibo de Depósito Bancário</p><p>Características</p><p>O RDB possui as mesmas características do CDB, sendo que a diferença entre ambos é que</p><p>o RDB é inegociável e intransferível, ou seja, não pode ser negociado antes do prazo de</p><p>vencimento. O resgate do título pode ser feito a qualquer momento, desde que tenha</p><p>passado o prazo mínimo da aplicação, que varia de 1 dia a 12 meses. Caso ocorra antes,</p><p>não haverá rendimentos.</p><p>q PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Emissores: Bancos (Comerciais; de Investimento; de Desenvolvimento; Múltiplos)</p><p>e as Financeiras (sociedades de crédito, financiamento e investimento).</p><p>Ø Investidor: Pessoas físicas e jurídicas.</p><p>Ø Rentabilidade: Prefixado ou Pós-fixado (DI, TR, TLP, IPCA, ...).</p><p>Ø Tributação: tabela regressiva de renda fixa (22,5% a 15%).</p><p>Ø Mercado Secundário: Não possui, o RDB é intrasferível e inegociável.</p><p>Ø Garantia de FGC: SIM.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>27</p><p>LCI – Letra de Crédito Imobiliário</p><p>Características</p><p>A LCI (Letra de Crédito Imobiliário) é um título de crédito, lastreado por créditos</p><p>imobiliários garantidos por hipoteca ou por alienação fiduciária. O seu investidor tem o</p><p>direito de crédito pelo valor nominal mais os juros, podendo também ter atualização</p><p>monetária, caso esteja estipulado. O seu vencimento não poderá ser maior que o prazo de</p><p>quaisquer créditos imobiliários que lhe servirem de lastro.</p><p>q PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Emissores: Instituições financeiras (banco comercial, de investimento e múltiplo);</p><p>Sociedades de Crédito Imobiliário, Associações de Poupança e Empréstimo; e</p><p>Companhias Hipotecárias.</p><p>Ø Investidores: Pessoas Físicas e Jurídicas.</p><p>Ø Remuneração: Prefixado ou Pós-fixado (DI, TR, TLP, IPCA, ...).</p><p>Ø Tributação: isenta de imposto de renda SOMENTE para as Pessoas Físicas.</p><p>Ø Prazo mínimo: Prazo mínimo de 36 meses (quando atualizada mensalmente por</p><p>índice de preços) e 12 meses nos demais casos. Este prazo devem ser contados a</p><p>partir da data em que um terceiro adquira a LCI da instituição emissora.</p><p>Ø Garantia de FGC: SIM.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>28</p><p>LCA – Letra de Crédito do Agronegócio</p><p>Características</p><p>A LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) é um título de crédito, lastreado por</p><p>empréstimos do agronegócios (CPR, CDCA, Nota Promissória Rural, etc). Da mesma forma</p><p>que a LCI, a LCA possui isenção de IR para o investidor pessoa física. O risco primário da</p><p>LCA é a instituição financeira e, caso haja inadimplência do banco, os lastros estão</p><p>penhorados por lei ao investidor final que pode requisitar sua propriedade ao juiz quando</p><p>o banco não pagar o ativo.</p><p>q PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Emissores: Bancos (Comerciais; de Investimento; de Desenvolvimento; Múltiplos)</p><p>e as Financeiras (sociedades de crédito, financiamento e investimento).</p><p>Ø Investidores: Pessoas Físicas e Jurídicas.</p><p>Ø Remuneração: Prefixado, Pós-fixado e também atrelado à variação cambial.</p><p>Ø Tributação: isenta de imposto de renda SOMENTE para as Pessoas Físicas.</p><p>Ø Prazo mínimo: Prazo mínimo de 12 meses (quando atualizada mensalmente por</p><p>índice de preços) e 9 meses nos demais casos. Este prazo devem ser contados a</p><p>partir da data em que um terceiro adquira a LCA da instituição emissora.</p><p>Ø Garantia de FGC: SIM.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>29</p><p>LC – Letras de Câmbio</p><p>Características</p><p>As LCs são emitidas (sacadas) pelos financiados dos contratos de créditos, sendo aceitas</p><p>pelas instituições financeiras participantes da operação, possibilitando que o devedor</p><p>confira ao registrador da Letra de Câmbio (sacador/aceitante) ordem de pagamento do</p><p>valor devido. Ela é a principal funding (fonte de captação) para operações de</p><p>financiamento de bens duráveis (crédito direto ao consumidor) realizadas pelas</p><p>sociedades financeiras.</p><p>q PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Emissores: bancos múltiplos com carteira de crédito, financiamento e</p><p>investimento e as sociedades de crédito, financiamento e investimento.</p><p>Ø Investidores: Pessoas Físicas e Jurídicas.</p><p>Ø Remuneração: Prefixado ou Pós-fixado (DI, TR, TLP, IPCA, ...).</p><p>Ø Tributação: tabela regressiva de renda fixa (22,5% a 15%).</p><p>Ø Garantia de FGC: SIM.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>30</p><p>DPGE - Depósito a Prazo com Garantia Especial</p><p>Características</p><p>O DPGE é um título de renda fixa de depósito a prazo criado em 2009 para ajudar as</p><p>instituições financeiras a captar recursos e sua principal característica era ter uma garantia</p><p>especial de até R$ 20 milhões do FGC, ao invés dos R$ 250.000,00. No entanto, no dia 06</p><p>de abril de 2020, o CMN autorizou o aumento para R$ 40.000.000,00.</p><p>q PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Emissores: Bancos (Comerciais; de Investimento; de Desenvolvimento; Múltiplos)</p><p>e as Financeiras (sociedades de crédito, financiamento e investimento).</p><p>Ø Investidor: Pessoas físicas e jurídicas.</p><p>Ø Rentabilidade: Prefixado ou Pós-fixado (DI, TR, TLP, IPCA, ...).</p><p>Ø Tributação: tabela regressiva de renda fixa (22,5% a 15%).</p><p>Ø Prazo mínimo: Não poderá ser resgatado antecipadamente e nem parcialmente</p><p>antes de 6 meses e o seu prazo máximo é de 36 meses.</p><p>Ø Garantia de FGC: SIM, porém possui garantia especial de até R$ 40 milhões.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>31</p><p>LF – Letras Financeiras</p><p>Características</p><p>As Letras Financeiras (LF) são títulos de longo prazo emitidos por instituições financeiras,</p><p>devendo ter valor nominal unitário igual ou superior a R$ 300 mil, se contiver cláusula de</p><p>subordinação, e de R$ 50 mil, se não contiver cláusula de subordinação. No caso com</p><p>cláusula de subordinação, seus detentores têm seu direito de crédito condicionado ao</p><p>pagamento de outras dívidas da instituição emissora, em caso de falência ou</p><p>inadimplência. Elas podem ser recompradas pelos emissores, a qualquer tempo, desde</p><p>que não ultrapasse 5% do total emitido sem cláusula de subordinação.</p><p>q PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Emissores: Instituições Financeiras (Bancos, cooperativas de crédito, financeiras).</p><p>Ø Investidor: Pessoas físicas e jurídicas.</p><p>Ø Rentabilidade: taxas de juros prefixadas, combinadas ou não com taxas flutuantes</p><p>ou índices de preço, ocorrendo pagamento de rendimentos em intervalos de, no</p><p>mínimo, 180 dias.</p><p>Ø Tributação: tabela regressiva de renda fixa (22,5% a 15%).</p><p>Ø Prazo mínimo: mínimo de 2 anos, sendo vedado o resgate total ou parcial antes</p><p>do vencimento (porém, podem ser negociadas no mercado secundário).</p><p>Ø Garantia de FGC: NÃO POSSUI!</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>32</p><p>Operações</p><p>caixas econômicas, sociedades corretoras ou distribuidoras de títulos e</p><p>valores mobiliários, e entidades prestadoras de serviços de compensação e liquidação e</p><p>de depósito centralizado de valores mobiliários.</p><p>❑ OBSERVAÇÕES:</p><p>Ø Responsável pelo registro, liquidação e exercício dos direitos e obrigações do</p><p>ativo que compõem a carteira;</p><p>Ø Nos fundos de investimentos, essa custódia é realizada em nome do fundo,</p><p>garantindo a separação dos ativos do gestor do fundo e de outros participantes;</p><p>Ø Atua como um guardião independente dos ativos do fundo, desempenhando um</p><p>papel crucial na proteção dos interesses dos cotistas e na garantia da</p><p>conformidade regulatória e transparência nas operações do fundo.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 339</p><p>Prestação de Serviços</p><p>Auditor Independente</p><p>O AUDITOR INDEPENDENTE é a figura que ASSEGURA CREDIBILIDADE ÀS INFORMAÇÕES</p><p>FINANCEIRAS de determinada entidade, ao opinar se as demonstrações contábeis</p><p>preparadas pela sua administração representam, em todos os aspectos relevantes, sua</p><p>posição patrimonial e financeira. Com relação aos fundos de investimentos, esta auditoria</p><p>externa, gera uma proteção a todos os cotistas, pois ela dá veracidade as informações</p><p>prestadas pelo administrador.</p><p>❑ OBSERVAÇÕES:</p><p>Ø O exercício dessa atividade é uma prerrogativa profissional dos contadores</p><p>legalmente habilitados por registro em Conselho Regional de Contabilidade</p><p>(CRC);</p><p>Ø Os auditores independentes registrados na CVM, além de se subordinarem às</p><p>normas da CVM, estão subordinados à Lei de Regência da profissão contábeis;</p><p>Ø Busca dar maior credibilidade às informações divulgadas e maior segurança.</p><p>Ø O valor que o Auditor Independente recebe são pagos pelo próprio fundo.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 340</p><p>O gestor pode contratar o distribuidor para realizar a distribuição e subscrição de cotas</p><p>do fundo por conta e ordem dos investidores. O distribuidor por conta e ordem deve</p><p>manter registro complementar de cotistas, específico para cada classe e, se houver,</p><p>subclasse de cotas em que ocorra subscrição por conta e ordem, de forma que a</p><p>titularidade das cotas seja inscrita no registro em nome dos investidores, atribuído a cada</p><p>cotista um código de investidor e sendo informado tal código ao administrador.</p><p>Os DISTRIBUIDORES que atuem por conta e ordem de clientes assumem todos os ônus e</p><p>responsabilidades relacionadas aos clientes, inclusive quanto a seu cadastramento,</p><p>identificação e demais procedimentos que caberiam originalmente ao administrador.</p><p>Além disso, o distribuidor pode comparecer e votar nas assembleias de cotistas,</p><p>representando os interesses de seus clientes, desde que possua mandato com poderes.</p><p>O contrato firmado entre o gestor, em nome do fundo, e o distribuidor que atue por</p><p>conta e ordem deve prever que na hipótese de sua extinção, os clientes que sejam</p><p>cotistas até a data da extinção podem manter o seu investimento por conta e ordem</p><p>enquanto perdurar, desde que o distribuidor mantenha todos os direitos e obrigações,</p><p>pelo período em que tais clientes mantiverem o investimento; ou o gestor assuma ou</p><p>contrate outro distribuidor a assumir todos os direitos e obrigações.</p><p>Prestação de Serviços</p><p>Distribuidor (Conta & Ordem)</p><p>CFP - Certified Financial Planner 341</p><p>Prestação de Serviços</p><p>Consultoria</p><p>A CONSULTORIA especializada pode ser CONTRATADA PELO GESTOR para realizar</p><p>atividades relacionadas à análise, seleção, aquisição e substituição dos direitos creditórios</p><p>que comporão a carteira de direitos creditórios. Para a contratação da consultoria</p><p>especializada, o gestor deve verificar se o prestador de serviço possui reputação ilibada e</p><p>capacidade técnica e operacional compatível com as atividades para as quais está sendo</p><p>contratado.</p><p>Já quando se tratar de CONSULTORIA ESPECIALIZADA para os fundos Imobiliários, que</p><p>objetive dar suporte e subsidiar as atividades de análise, seleção, acompanhamento e</p><p>avaliação de empreendimentos imobiliários e demais ativos integrantes ou que possam vir</p><p>a integrar a carteira de ativos, a contratação ocorrerá pelo ADMINISTRADOR.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 342</p><p>Prestação de Serviços</p><p>Conselhos Consultivos e Comitês</p><p>Sem prejuízo das responsabilidades dos prestadores de serviços, podem ser constituídos,</p><p>por iniciativa dos cotistas ou de prestador de serviço essencial, conselhos consultivos,</p><p>comitês técnicos ou de investimentos, os quais não podem ser remunerados pelo fundo.</p><p>❑ OBSERVAÇÕES:</p><p>Ø As atribuições, a composição, e os requisitos para convocação e deliberação dos</p><p>conselhos e comitês devem estar estabelecidos no regulamento.</p><p>Ø A existência de conselhos e comitês não exime o gestor da responsabilidade</p><p>sobre as operações da carteira de ativos.</p><p>Ø Os membros dos conselhos ou comitês devem informar ao administrador, e este</p><p>aos cotistas, qualquer situação que os coloque, potencial ou efetivamente, em</p><p>situação de conflito de interesses com a classe de cotas.</p><p>Ø Quando constituídos por iniciativa de prestador de serviço essencial, os</p><p>membros do conselho ou comitê podem ser remunerados com parcela da taxa de</p><p>administração ou gestão, conforme o caso.</p><p>Ø Quando constituído com o objetivo de fiscalizar ou supervisionar as atividades</p><p>exercidas por prestador de serviços essencial, a remuneração de membros do</p><p>comitê pode constituir encargo do fundo, desde que prevista no regulamento.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 343</p><p>Documentos & Informações</p><p>Disposições Gerais</p><p>A divulgação de informações sobre a classe de cotas deve ser abrangente, equitativa e</p><p>simultânea para todos os cotistas da classe, inclusive, mas não limitadamente, por meio</p><p>da disponibilização dos seguintes documentos e informações nos canais eletrônicos e nas</p><p>páginas na rede mundial de computadores do administrador, do gestor, do distribuidor,</p><p>enquanto a distribuição estiver em curso, e da entidade administradora do mercado</p><p>organizado em que as cotas sejam admitidas à negociação:</p><p>Ø regulamento atualizado;</p><p>Ø descrição da tributação aplicável; e</p><p>Ø política de voto da classe em assembleia de titulares, se for o caso.</p><p>Além disso, essas informações devem ser suficientes, verdadeiras, precisas, consistentes</p><p>e atuais, permitindo aos investidores uma tomada de decisão fundamentada a respeito</p><p>do investimento, através de escritas em linguagem simples, clara, objetiva e concisa e</p><p>que sejam úteis à avaliação do investimento. Outro ponto relevante é que não podem</p><p>assegurar ou sugerir a existência de garantia de resultados futuros ou isenção de risco</p><p>para o investidor.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 344</p><p>Documentos & Informações</p><p>Regulamento: Geral</p><p>O FUNDO É REGIDO PELO REGULAMENTO e, se for o caso, suas classes de cotas são</p><p>complementarmente regidas por anexos ao regulamento. Com relação a parte geral do</p><p>regulamento, que deve ser comum a todas as classes de cotas, ele deve dispor sobre:</p><p>Ø identificação e qualificação dos prestadores de serviços, com informação sobre</p><p>os seus registros na CVM;</p><p>Ø definição sobre se o fundo conta com classe única de cotas ou diferentes classes</p><p>de cotas e, caso conte com classes diferentes, definição das despesas que são</p><p>comuns às classes;</p><p>Ø responsabilidade, bem como parâmetros de sua aferição, dos prestadores de</p><p>serviços, perante o fundo e entre si;</p><p>Ø forma de rateio das despesas em comum entre as classes, se for o caso, que deve</p><p>ser passível de verificação e não implicar transferência indevida de riqueza entre</p><p>as classes;</p><p>Ø forma de rateio das contingências que recaiam sobre o fundo, não sobre o</p><p>patrimônio de alguma(s) classe(s) em específico, que deve ser passível de</p><p>verificação e não implicar transferência indevida de riqueza entre as classes;</p><p>Ø prazo de duração, que pode ser indeterminado; e</p><p>Ø exercício social.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 345</p><p>Documentos & Informações</p><p>Regulamento: Anexos</p><p>Já com relação aos anexos descritivos de classes, cada qual relativo a uma classe em</p><p>específico, resumidamente devem dispor sobre:</p><p>Ø público-alvo;</p><p>Ø responsabilidade dos</p><p>cotistas, determinando se está limitada ao valor por eles</p><p>subscrito ou se é ilimitada;</p><p>Ø regime da classe, se aberta ou fechada;</p><p>Ø prazo de duração, que pode ser indeterminado e deve ser compatível com o</p><p>prazo de duração do fundo;</p><p>Ø categoria do fundo;</p><p>Ø política de investimentos, aderente à categoria;</p><p>Ø taxas de administração e de gestão;</p><p>Ø taxa máxima de distribuição, de ingresso e de saída, se houver;</p><p>❑ OBSERVAÇÕES: Na classe de cotas que possua subclasses, os apêndices das subclasses,</p><p>cada qual relativo a uma subclasse em específico, devem dispor sobre as particularidades</p><p>das respectivas subclasses e caso a classe de cotas conte com subclasses que possuam</p><p>diferentes taxas de administração e gestão, essas taxas devem ser disciplinadas no</p><p>apêndice descritivo das subclasses.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 346</p><p>Documentos & Informações</p><p>Regulamento: ASG</p><p>O regulamento do fundo e o anexo descritivo da classe de cotas cuja denominação</p><p>contenha referência a fatores ambientais, sociais e de governança, tais como “ESG”,</p><p>“ASG”, ou quaisquer outros termos correlatos às finanças sustentáveis, deve estabelecer:</p><p>Ø quais os benefícios ambientais, sociais ou de governança esperados e como a</p><p>política de investimento busca originá-los;</p><p>Ø quais metodologias, princípios ou diretrizes são seguidas para a qualificação do</p><p>fundo ou da classe, conforme sua denominação;</p><p>Ø qual a entidade responsável por certificar ou emitir parecer de segunda opinião</p><p>sobre a qualificação, se houver, bem como informações sobre a sua</p><p>independência em relação ao fundo; e</p><p>Ø especificação sobre a forma, o conteúdo e a periodicidade de divulgação de</p><p>relatório sobre os resultados ambientais, sociais e de governança alcançados pela</p><p>política de investimento no período, assim como a identificação do agente</p><p>responsável pela elaboração do relatório.</p><p>❑ OBSERVAÇÃO: Caso a política de investimento integre fatores ASG às atividades</p><p>relacionadas à gestão da carteira, mas não busque originar benefícios ASG, fica vedada a</p><p>utilização dos termos, devendo o regulamento dispor os temas à política de investimento.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 347</p><p>Termo de Adesão e Ciência de Risco</p><p>Por meio de um termo de adesão e ciência de risco, ao ingressar no fundo todo cotista</p><p>deve atestar que:</p><p>Ø teve acesso ao inteiro teor do regulamento e, se for o caso, ao anexo da classe</p><p>investida e ao apêndice da subclasse investida.</p><p>Ø tem ciência dos fatores de risco relativos à classe e, se for o caso, subclasse de</p><p>cotas; de que não há qualquer garantia contra eventuais perdas patrimoniais que</p><p>possam ser incorridas pela classe de cotas; a CVM não é responsável pela</p><p>veracidade das informações prestadas; se for o caso, de que as estratégias de</p><p>investimento do fundo podem resultar em perdas superiores ao capital aplicado e</p><p>a consequente obrigação do cotista de aportar recursos adicionais para cobrir o</p><p>PL negativo.</p><p>❑ OBSERVAÇÕES:</p><p>Ø O Termo deve ter no máximo 5.000 caracteres, devendo conter a identificação</p><p>de até 5 principais fatores de risco inerentes à composição da carteira de ativos;</p><p>Ø Caso o regulamento do fundo não limite a responsabilidade do cotista ao valor</p><p>por ele subscritos, o cotista deve atestar que tem ciência dos riscos decorrentes</p><p>da responsabilidade ilimitada;</p><p>Ø Obrigatório a todos os fundos, exceto aos tipificados como Renda Fixa Simples.</p><p>Documentos & Informações</p><p>CFP - Certified Financial Planner 348</p><p>Lâmina de Informações Básicas</p><p>O administrador de classe aberta que seja destinada ao público em geral, deve elaborar</p><p>lâmina (de informações básicas) e mantê-la atualizada. Esse documento é um resumo</p><p>das informações do Regulamento e normalmente contemplam:</p><p>Ø público-alvo;</p><p>Ø objetivos da classe de cotas;</p><p>Ø política de investimentos;</p><p>Ø condições de investimento;</p><p>Ø composição da carteira;</p><p>Ø risco;</p><p>Ø histórico de rentabilidade ou simulação de desempenho;</p><p>Ø Informações sobre o serviço de atendimento ao cotista.</p><p>❑ OBSERVAÇÃO: Caso o regulamento estabeleça taxas mínimas e máximas, englobando</p><p>as taxas das classes investidas, a lâmina deve destacar as taxas máximas.</p><p>Documentos & Informações</p><p>CFP - Certified Financial Planner 349</p><p>Documentos & Informações</p><p>Material de Divulgação: Fundo</p><p>Qualquer material de divulgação do fundo deve:</p><p>Ø ser consistente com o regulamento;</p><p>Ø ser elaborado em linguagem serena e moderada, advertindo seus leitores para</p><p>os riscos do investimento;</p><p>Ø ser identificado como material de divulgação;</p><p>Ø mencionar a existência do regulamento, anexos e apêndices, conforme o caso,</p><p>bem como os endereços na rede mundial de computadores nos quais os</p><p>documentos podem ser obtidos; e</p><p>Ø observar as disposições gerais sobre divulgação de informações a classe de cotas.</p><p>q OBS: O material de divulgação da Política de Distribuição de um fundo aberto,</p><p>destinado a investidores não qualificados, deve incluir dentre outras informações, a</p><p>descrição da forma de remuneração dos distribuidores e os eventuais conflitos de</p><p>interesse no esforço de venda.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 350</p><p>Documentos & Informações</p><p>Material de Divulgação: Rentabilidade (I)</p><p>Toda informação divulgada, por qualquer meio, na qual seja incluída referência à</p><p>rentabilidade, deve obrigatoriamente:</p><p>Ø mencionar a data do início do funcionamento da classe divulgada;</p><p>Ø contemplar a rentabilidade mensal e a rentabilidade acumulada nos últimos</p><p>12 meses, não sendo obrigatória, neste caso, a discriminação mês a mês, ou no</p><p>período decorrido desde a sua constituição, se inferior;</p><p>Ø ser acompanhada do valor do patrimônio líquido médio mensal dos últimos</p><p>12 meses ou desde a sua constituição, se mais recente;</p><p>Ø divulgar as taxas de administração, de gestão e máxima de distribuição; e</p><p>Ø destacar o público-alvo da classe ou subclasse de cotas que estiver sendo</p><p>divulgada, assim como as restrições quanto à captação, se houver, ressaltando</p><p>eventual impossibilidade, permanente ou temporária, de acesso por parte do</p><p>público em geral.</p><p>❑ OBSERVAÇÕES: Caso o gestor contrate os serviços de empresa de classificação de</p><p>risco, todo o material de divulgação deve apresentar o grau mais recente conferido à</p><p>classe ou subclasse de cotas a que se referir o material, bem como a indicação de como</p><p>obter maiores informações sobre a avaliação efetuada.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 351</p><p>Documentos & Informações</p><p>Material de Divulgação: Rentabilidade (II)</p><p>Além dos itens já citados, mais cinco itens devem ser respeitados, que são:</p><p>Ø os resultados da classe só podem ser utilizado após um período de 6 meses, a</p><p>partir da data da primeira emissão de cotas da classe a ser divulgada;</p><p>Ø a divulgação de rentabilidade deve ser acompanhada de comparação, no mesmo</p><p>período, com índice de mercado compatível com a política de investimento;</p><p>Ø no caso de divulgação de informações que tenham por base análise comparativa</p><p>com outras classes ou subclasses de cotas, devem ser divulgados os elementos</p><p>que o prestador de serviços essenciais considerou relevantes;</p><p>Ø sempre que o material de divulgação apresentar informações referentes à</p><p>rentabilidade ocorrida em períodos anteriores, deve ser incluída advertência, de</p><p>que:</p><p>▪ a rentabilidade obtida no passado não representa garantia de resultados</p><p>futuros; e os investimentos em fundos não são garantidos pelo administrador,</p><p>pelo gestor, por qualquer mecanismo de seguro ou pelo FGC.</p><p>Ø material de divulgação que contiver menção a fatores ambientais, sociais ou de</p><p>governança (ASG) deve informar, de modo objetivo, se o fundo ou a classe:</p><p>▪ possui uma política de investimentos que busca originar benefícios ASG; ou</p><p>▪ integra os fatores ASG à política de investimentos, sem buscar a originação de</p><p>benefícios dessa natureza.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 352</p><p>Divulgação de Informações</p><p>Disposições Gerais & Fatos Relevantes</p><p>As informações periódicas e eventuais do fundo devem ser divulgadas na página do</p><p>fundo, do administrador ou do gestor, conforme previsto no regulamento. Caso sejam</p><p>divulgadas a terceiros informações referentes à composição da carteira, a</p><p>mesma</p><p>informação deve ser colocada à disposição dos cotistas na mesma periodicidade, salve</p><p>exceções.</p><p>Vale ressaltar que, o administrador é obrigado a divulgar qualquer fato relevante</p><p>ocorrido ou relacionado ao funcionamento do fundo, da classe ou aos ativos integrantes</p><p>da carteira, assim que dele tiver conhecimento, observado que é responsabilidade dos</p><p>demais prestadores de serviços informar imediatamente ao administrador sobre os fatos</p><p>relevantes de que venham a ter conhecimento, exceto se o gestor e o administrador, em</p><p>conjunto, entenderem que sua revelação porá em risco interesse legítimo do fundo, da</p><p>classe de cotas ou dos cotistas.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 353</p><p>Divulgação de Informações</p><p>Demonstrações Contáveis & Auditoria</p><p>O fundo de investimento e suas classes de cotas devem ter escrituração contábil</p><p>próprias, devendo as suas contas e demonstrações contábeis ser segregadas entre si,</p><p>assim como segregadas das demonstrações contábeis dos prestadores de serviço</p><p>essenciais. O exercício social do fundo de investimento deve ser encerrado a cada 12</p><p>(doze) meses, quando devem ser levantadas as demonstrações contábeis do fundo e, se</p><p>houver, de suas classes de cotas, todas relativas ao mesmo período findo.</p><p>❑ OBSERVAÇÕES:</p><p>Ø As demonstrações contábeis dos fundos que contam com diferentes classes são</p><p>compostas, no mínimo, pelo balanço patrimonial, demonstrativo do resultado do</p><p>exercício e demonstrativo de fluxo de caixa, inexistindo obrigação de levantar</p><p>demonstrações contábeis consolidadas.</p><p>Ø A auditoria das demonstrações contábeis não é obrigatória para fundos e classes</p><p>em atividade há menos de 90 (noventa) dias.</p><p>Ø A elaboração e a divulgação das demonstrações contábeis devem observar as</p><p>regras específicas editadas pela CVM, conforme a categoria do fundo de</p><p>investimento, devendo ser auditadas anualmente por auditor independente</p><p>registrado na CVM.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 354</p><p>Divulgação de Informações</p><p>O ADMINISTRADOR do fundo é responsável por:</p><p>Ø calcular e divulgar o valor da cota e do patrimônio líquido das classes e</p><p>subclasses de cotas abertas diariamente; ou para classes e subclasses que não</p><p>ofereçam liquidez diária a seus cotistas, em periodicidade compatível com a</p><p>liquidez da respectiva classe ou subclasse, desde que a periodicidade esteja</p><p>expressamente prevista no regulamento;</p><p>Ø disponibilizar a demonstração de desempenho aos cotistas das classes e</p><p>subclasses de investimentos do público em geral, até o último dia útil de</p><p>fevereiro de cada ano;</p><p>Ø disponibilizar as informações da classe de forma equânime entre todos os</p><p>cotistas da mesma classe e, se for o caso, subclasse, no mínimo conforme</p><p>Resolução 175/23.</p><p>Ø divulgar, em lugar de destaque na sua página na rede mundial de computadores</p><p>e disponível ado público em geral, a demonstração de desempenho relativa:</p><p>▪ aos 12 meses findos em 31/12, até o último dia útil de fevereiro de cada ano;</p><p>e</p><p>▪ aos 12 meses findos em 30/06, até o último dia útil de agosto de cada ano; e</p><p>Divulgação de Informações</p><p>CFP - Certified Financial Planner 355</p><p>Divulgação de Informações e Resultados</p><p>O ADMINISTRADOR deve enviar à CVM os seguintes documentos da classe de cotas:</p><p>Ø informe diário, no prazo de 1 (um) dia útil;</p><p>Ø mensalmente, até 10 dias úteis após o encerramento do mês a que se referirem:</p><p>§ balancete;</p><p>§ demonstrativo da composição e diversificação de carteira;</p><p>§ perfil mensal; e</p><p>§ lâmina de informações básicas, se aplicável;</p><p>Ø anualmente, no prazo de 90 dias contado a partir do encerramento do exercício</p><p>a que se referirem, as demonstrações contábeis e, caso existentes, de suas</p><p>classes de cotas, acompanhadas dos pareceres de auditoria independente; e</p><p>Ø formulário padronizado com as informações básicas da classe de cotas, sempre</p><p>que houver alteração do regulamento, na data do início da vigência das</p><p>alterações deliberadas em assembleia.</p><p>❑ OBS: O prazo de retificação das informações é de 3 dias úteis, contado do fim do prazo</p><p>estabelecido para a apresentação dos documentos. Além disso, as informações referentes</p><p>aos informes diários e mensais devem ser prestadas para cada subclasse em separado.</p><p>Divulgação de Informações</p><p>CFP - Certified Financial Planner 356</p><p>Prestação de Contas aos Cotistas</p><p>Operações Omitidas</p><p>Caso existam posições ou operações em curso que, a critério do gestor, possam vir a ser</p><p>prejudicadas pela sua divulgação, o demonstrativo da composição da carteira pode</p><p>omitir sua identificação e quantidade, registrando somente o valor do ativo e sua</p><p>percentagem sobre o total da carteira</p><p>Essas operações omitidas devem ser divulgadas no prazo máximo de:</p><p>Ø 30 dias, improrrogáveis, nas classes tipificadas como “Renda Fixa” que sejam</p><p>“Curto Prazo”, “Referenciada” ou “Simples"; e</p><p>Ø nos demais casos, 90 dias após o encerramento do mês, podendo esse prazo ser</p><p>prorrogado uma única vez, em caráter excepcional, e com base em solicitação</p><p>fundamentada submetida à aprovação da CVM, até o prazo máximo de 180 dias.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 357</p><p>Fechamento do Fundo para Resgates</p><p>Motivo</p><p>No caso de fechamento dos mercados e/ou excepcionais de iliquidez dos ativos</p><p>componentes da carteira do fundo, inclusive em decorrência de pedidos de resgates</p><p>incompatíveis com a liquidez existente, ou que possam implicar alteração do tratamento</p><p>tributário do fundo ou do conjunto dos cotistas, em prejuízo destes últimos, o</p><p>administrador pode declarar o fechamento do fundo para a realização de resgates. Caso</p><p>o administrador, por estes motivos, declare o fechamento do fundo para a realização de</p><p>resgates, ele deve proceder à imediata divulgação de fato relevante aos cotistas e à CVM,</p><p>devendo permanecer fechado para novas aplicações enquanto estiver suspenso</p><p>Caso o fundo permaneça fechado por período superior a 5 (cinco) dias consecutivos, o</p><p>administrador deve, além da divulgação de fato relevante por ocasião do fechamento</p><p>pelos motivos acima, convocar no prazo máximo de 1 (um) dia, para realização em até 15</p><p>(quinze), assembleia geral extraordinária para deliberar sobre as seguintes possibilidades:</p><p>Ø Substituição do administrador, do gestor ou de ambos;</p><p>Ø Reabertura ou manutenção do fechamento do fundo para resgate;</p><p>Ø Possibilidade do pagamento de resgate em títulos e valores mobiliários;</p><p>Ø Cisão do fundo; e</p><p>Ø Liquidação do fundo.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 358</p><p>Fechamento do Fundo para Aplicações</p><p>Motivo</p><p>Caso o administrador fiduciário entenda que o capacity do fundo de investimentos foi</p><p>atingido, ele poderá suspender novas aplicações no fundo, desde que isso se aplique</p><p>tanto a novos cotistas, quanto aos cotistas atuais. No entanto, no caso de fundos</p><p>destinados exclusivamente a investidores profissionais, o administrador está autorizado</p><p>a suspender novas aplicações apenas para novos investidores.</p><p>Mas o que significa capacity? Este é um termo técnico utilizado no mercado financeiro</p><p>para definir qual o volume máximo do patrimônio líquido que o fundo de investimentos</p><p>poderá ter, para manter a capacidade de entrega de retornos condizente ao seu risco.</p><p>Esse valor é definido pelo gestor, pois ele é o responsável por investir os recursos. Por</p><p>exemplo, se o capacity de um fundo de ações é de R$ 10 bilhões, o gestor entende que</p><p>acima deste valor, ele não conseguirá encontrar boas oportunidades para investir. Desta</p><p>forma, para não prejudicar o retorno dos cotistas, a melhor decisão é fechar o fundo para</p><p>novas aplicações.</p><p>Esse fechamento não é eterno, pois se o gestor entender que há novas oportunidades, o</p><p>administrador poderá reabrir para novas captações de recursos e assim, o gestor poderá</p><p>aplicar os valores captados nessas novas oportunidades.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 359</p><p>PL Negativo com Limitação de Responsabilidade</p><p>Definições</p><p>Caso o administrador verifique que o patrimônio líquido (PL) da classe de cotas está</p><p>negativo e a responsabilidade dos cotistas seja limitada ao valor por eles subscrito, deve:</p><p>Ø imediatamente, em relação à</p><p>classe de cotas cujo PL está negativo:</p><p>§ fechar para resgates e não realizar amortização de cotas;</p><p>§ não realizar novas subscrições de cotas;</p><p>§ comunicar a existência do patrimônio líquido negativo ao gestor;</p><p>§ divulgar fato relevante;</p><p>§ cancelar os pedidos de resgate pendentes de conversão; e</p><p>Ø em até 20 (vinte) dias elaborar um plano de resolução do patrimônio líquido</p><p>negativo, em conjunto com o gestor, e convocar assembleia de cotistas, para</p><p>deliberar acerca do plano de resolução do patrimônio líquido negativo,</p><p>encaminhando o plano junto à convocação.</p><p>q OBS: A CVM pode pedir a declaração judicial de insolvência da classe de cotas, quando</p><p>identificar situação na qual seu patrimônio líquido negativo represente risco para o</p><p>funcionamento eficiente do mercado de valores mobiliários ou para a integridade do</p><p>sistema financeiro.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 360</p><p>PL Negativo com Limitação de Responsabilidade</p><p>Não aprovação do plano de resolução</p><p>Caso a assembleia não aprove o plano de resolução do patrimônio líquido negativo, os</p><p>cotistas devem deliberar sobre as seguintes possibilidades:</p><p>Ø cobrir o patrimônio líquido negativo, mediante aporte de recursos, próprios ou de</p><p>terceiros, em montante e prazo condizentes com as obrigações da classe, hipótese</p><p>que afasta a proibição exposta anterior sobre “não poder realizar novas subscrições</p><p>de cotas”;</p><p>Ø cindir, fundir ou incorporar a classe a outro fundo que tenha apresentado</p><p>proposta já analisada pelos prestadores de serviços essenciais;</p><p>Ø liquidar a classe que estiver com patrimônio líquido negativo, desde que não</p><p>remanesçam obrigações a serem honradas pelo seu patrimônio; ou</p><p>Ø determinar que o administrador entre com pedido de declaração judicial de</p><p>insolvência da classe de cotas. Essa hipótese também ocorrerá caso a assembleia</p><p>não seja instalada por falta de quórum ou os cotistas não deliberem em favor de</p><p>qualquer possibilidade.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 361</p><p>Assembleia de Cotistas</p><p>Competência</p><p>Compete privativamente à assembleia de cotistas deliberar sobre:</p><p>Ø demonstrações contábeis;</p><p>Ø substituição de prestador de serviço essencial (administrador ou gestor);</p><p>Ø emissão de novas cotas, na classe fechada;</p><p>Ø fusão, a incorporação, a cisão, total ou parcial, a transformação ou a liquidação</p><p>do fundo ou da classe de cotas;</p><p>Ø alteração do regulamento, ressalvado quando obrigatório por lei;</p><p>Ø plano de resolução de patrimônio líquido negativo; e</p><p>Ø pedido de declaração judicial de insolvência da classe de cotas.</p><p>❑ OBSERVAÇÕES:</p><p>Ø A alteração do regulamento no tocante a matéria que seja comum a todas as</p><p>classes de cotas deve ser deliberada pela assembleia geral de cotistas;</p><p>Ø Assembleia Geral: são convocados todos os cotistas do fundo;</p><p>Ø Assembleia Especial: são convocados somente os cotistas de determinada classe</p><p>ou subclasse de cotas;</p><p>Ø Não é necessário assembleia para reduções de taxas.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 362</p><p>Glossário da RCVM 175/23</p><p>Definições (I)</p><p>Ø Administrador (do fundo): pessoa jurídica autorizada pela CVM para o exercício</p><p>profissional de administração de carteiras de valores mobiliários, na categoria de</p><p>“administrador fiduciário”, e responsável pela administração do fundo</p><p>Ø Agência de classificação de risco de crédito: pessoa jurídica registrada ou reconhecida</p><p>pela CVM que exerce profissionalmente a atividade de classificação de risco de crédito</p><p>no âmbito do mercado de valores mobiliários</p><p>Ø Custódia: atividade cujo escopo está definido em norma específica que dispõe sobre a</p><p>prestação de serviços de custódia de valores mobiliários;</p><p>Ø Distribuidor: intermediário contratado pelo gestor, em nome do fundo, para realizar a</p><p>distribuição de cotas;</p><p>Ø Gestor (do fundo): pessoa natural ou jurídica autorizada pela CVM para o exercício de</p><p>administração de carteiras de valores mobiliários, na categoria “gestor de recursos”,</p><p>cuja atribuição é realizar a gestão da carteira de ativos; ;</p><p>Ø Intermediário: instituição habilitada a atuar como integrante do sistema de</p><p>distribuição, por conta própria e de terceiros, na negociação de valores mobiliários em</p><p>mercados regulamentados de valores mobiliários;</p><p>Ø Prestadores de serviços essenciais: administrador e gestor do fundo.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 363</p><p>Ø Regulamento (do fundo): é o documento que rege a constituição e o funcionamento</p><p>do fundo de investimento e contém, no mínimo, as disposições obrigatórias previstas;</p><p>Ø Anexos (descritivos de classes): partes do regulamento do fundo essenciais à</p><p>constituição de classes de cotas, que regem o funcionamento das classes de modo</p><p>complementar ao disciplinado pelo regulamento;</p><p>Ø Apêndices (descritivos de subclasses): partes do anexo da classe que disciplinam as</p><p>características específicas de cada subclasse de cotas, se houver</p><p>Ø Categoria (do fundo): classificação decorrente da política de investimentos do fundo,</p><p>conforme previstas nos Anexos Normativos, observado que cada Anexo Normativo</p><p>disciplina uma única categoria;</p><p>Ø Cotista: aquele que detém cotas de um fundo de investimento, inscrito no registro de</p><p>cotistas de sua classe de cotas, o que pode se dar por meio de sistemas informatizados;</p><p>Ø Cotista efetivo: cotista que ingressa na classe por meio de subscrição por conta e</p><p>ordem do distribuidor;</p><p>Ø Assembleia especial de cotistas: assembleia para a qual são convocados somente os</p><p>cotistas de determinada classe ou subclasse de cotas;</p><p>Ø Assembleia geral de cotistas: assembleia para a qual são convocados todos os cotistas</p><p>do fundo.</p><p>Glossário da RCVM 175/23</p><p>Definições (II)</p><p>CFP - Certified Financial Planner 364</p><p>Ø Data da integralização: a data da efetiva disponibilização, para a classe, dos recursos</p><p>investidos pelo investidor ou pelo distribuidor que atue por conta e ordem de seus</p><p>clientes;</p><p>Ø Data de conversão de cotas: a data aferida consoante o prazo indicado no</p><p>regulamento para apuração do valor da cota para efeito da aplicação e do pagamento</p><p>do resgate ou amortização;</p><p>Ø Data de pagamento de resgate: a data do efetivo pagamento, pela classe, do valor</p><p>líquido devido ao cotista que efetuou pedido de resgate;</p><p>Ø Data do pedido de resgate: a data em que o cotista solicita o resgate de parte ou da</p><p>totalidade das cotas de sua propriedade;</p><p>Ø Vínculo familiar: ascendentes, descendentes ou parentes afins, civis e colaterais até o</p><p>segundo grau;</p><p>Ø Vínculo societário familiar: vínculo decorrente da participação direta ou indireta em</p><p>veículo de investimento constituído com o objetivo de consolidar patrimônio de um</p><p>grupo de pessoas que tenham vínculo familiar; e</p><p>Ø Vínculo por interesse único e indissociável: vínculo decorrente de controle comum,</p><p>conforme definido nas normas contábeis, ou de acordo que obrigue os cotistas a</p><p>votarem em conjunto nas assembleias.</p><p>Glossário da RCVM 175/23</p><p>Definições (III)</p><p>CFP - Certified Financial Planner 365</p><p>Ø Fundo de investimentos (fundo): comunhão de recursos, constituído sob a forma de</p><p>condomínio de natureza especial, destinado à aplicação em ativos financeiros, bens e</p><p>direitos, de acordo com a regra específica aplicável à categoria do fundo.</p><p>Ø Amortização (de cotas): pagamento uniforme realizado a todos os cotistas de</p><p>determinada classe ou subclasse, de parcela do valor de suas cotas, sem redução do</p><p>número de cotas emitidas, efetuado em conformidade com o disposto no regulamento</p><p>ou com deliberação da assembleia de cotistas.</p><p>Ø Barreiras de Resgate: O regulamento pode prever a existência de barreiras aos</p><p>resgates, por meio das quais o gestor pode, a seu critério e de acordo com parâmetros</p><p>estabelecidos no regulamento, limitar os pedidos de resgate a uma fração do</p><p>patrimônio líquido da classe, sem prejuízo do tratamento equitativo entre os cotistas.</p><p>Ø Side Pocket: Desde que previsto em regulamento, gestor pode cindir do patrimônio</p><p>da classe os ativos excepcionalmente ilíquidos, para que sejam utilizados na</p><p>integralização de cotas de uma nova classe fechada ou de uma nova subclasse de classe</p><p>fechada</p><p>já existente. Isso é possível desde que a previsão esteja no regulamento.</p><p>Ø Exposição a risco de capital: exposição da classe de cotas ao risco de seu patrimônio</p><p>líquido ficar negativo em decorrência de aplicações de sua carteira de ativos;</p><p>Glossário da RCVM 175/23</p><p>Definições (IV)</p><p>CFP - Certified Financial Planner 366</p><p>4.2 Principais Estratégias e Tipos de</p><p>Gestão de Fundos</p><p>366</p><p>CFP - Certified Financial Planner 367</p><p>Objetivo e Política de Investimento</p><p>Definição e Finalidade</p><p>❑ OBJETIVO DO FUNDO: Descreve O QUE o fundo se propõe a fazer, podendo ser de</p><p>duas maneiras:</p><p>Ø Fundos Passivos: procuram acompanhar o benchmark (índice de referência).</p><p>Estes fundos possuem dificuldades de replicação dos seus benchmarks por</p><p>questões custos, impostos, dinâmica de cálculo da rentabilidade do fundo, regras</p><p>de contabilização a mercado e necessidade de liquidez para resgates. Para</p><p>minimizar estes impactos, eles utilizam como estratégias derivativos para</p><p>proteção de carteiras (em inglês, hedge);</p><p>Ø Fundos Ativos: buscam superar o benchmark (índice de referência). Estes fundos</p><p>podem cobrar taxa performance sobre o que superar seu benchmark.</p><p>❑ POLÍTICA DE INVESTIMENTO: Descreve COMO será atingida a meta proposta. Desta</p><p>forma, a política define os parâmetros de atuação do gestor, detalhando os mercados,</p><p>papéis, limites, percentuais e o risco ao qual o fundo será exposto.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 368</p><p>Objetivo e Política de Investimento</p><p>Política de Investimentos</p><p>A política de investimento da classe de cotas deve estar de acordo com seu tipo e</p><p>conter, no mínimo, as seguintes informações:</p><p>Ø o percentual máximo de aplicação em ativos financeiros de emissão do gestor e</p><p>outros emissores de seu grupo econômicos;</p><p>Ø o percentual máximo de aplicação em cotas de fundos de investimento</p><p>administrados pelo gestor ou partes relacionadas;</p><p>Ø o percentual máximo de aplicação em ativos financeiros de um mesmo emissor;</p><p>Ø o percentual máximo de aplicação em ativos financeiros no exterior; e</p><p>Ø a possibilidade de a classe ficar exposta a risco de capital, com a indicação do</p><p>limite de exposição máxima sob a forma de percentual do patrimônio líquido que</p><p>pode ser utilizado em margem bruta.</p><p>q Parágrafo único: A classe fica exposta a risco de capital quando realiza operações em</p><p>valor superior ao seu patrimônio.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 369</p><p>Estratégias de Gestão</p><p>Gestão Passiva</p><p>Os fundos que possuem uma estratégia de investimento passiva investem em ativos</p><p>buscando "replicar" um índice de referência (benchmark), visando manter o desempenho</p><p>do fundo próximo à sua variação. Assim sendo, possuem um menor risco (menor</p><p>volatilidade comparada ao seu benchmark), já que não dependem da “qualidade” do</p><p>gestor. Alguns exemplos de benchmark são:</p><p>Ø FUNDOS RENDA FIXA: Taxa DI, Taxa Selic, Índices de Preços (IGP-M e IPCA),</p><p>Índices de Mercado Anbima (IMA Geral, IMA-B e IRF-M)</p><p>Ø FUNDOS RENDA VARIÁVEL: Índice Bovespa (IBOVESPA), Índice Brasil (IBrX),</p><p>Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE)</p><p>Para manter aderência aos índices de referência os gestores acabam comprando os</p><p>mesmos ativos da composição do benchmark, mas também acabam utilizando</p><p>derivativos/contratos futuros para proteção de parte da carteira de investimentos.</p><p>Os indicadores mais utilizados para analisar a eficiência dos fundos passivos são o EQM</p><p>(Erro Quadrático Médio) e o Tracking Error, onde analisam o erro com base em um</p><p>referência (benchmark). Desta forma, quanto menor o EQM ou Tracking Error, mais</p><p>próximo ao benchmark (melhor no que se propôs a fazer, seguir a referência).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 370</p><p>Estratégias de Gestão</p><p>Gestão Ativa</p><p>Nesta estratégia o gestor tem liberdade para fazer a seleção dos ativos que vão compor a</p><p>carteira de determinado fundo de investimento. Sua meta é obter rentabilidade superior</p><p>ao registrado pelo índice de referência (benchmark). Isso significa que o gestor procura no</p><p>mercado as melhores alternativas, buscando sempre tentar atingir esse objetivo. O</p><p>gestores nessa estratégia, podem se utilizar de derivativos como forma especulativa, não</p><p>somente como proteção.</p><p>Como o gestor é ativo nesse tipo de estratégia, além da taxa de administração, é comum</p><p>cobrarem taxa performance. Importante salientar que a Gestão Ativa pode ocorrer tanto</p><p>em fundos de Renda Fixa, quanto em Renda Variável.</p><p>Outro ponto interessante é que nesse tipo de estratégia, alguns gestores tem como</p><p>política utilizar derivativos como forma de alavancagem, e não apenas como forma de</p><p>proteção (hedge). Com isso, o fundo poderá ter uma perda maior que o seu Patrimônio</p><p>Líquido, devendo constar no regulamento se a responsabilidade do cotista é limitada ao</p><p>valor por ele subscrito ou se poderá ser chamado a novos aportes por patrimônio</p><p>negativo.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 371</p><p>4.3 Fundos de Investimentos</p><p>Financeiros (FIF)</p><p>371</p><p>CFP - Certified Financial Planner 372</p><p>Fundos de Investimentos Financeiros (FIF)</p><p>Âmbito e Finalidade</p><p>O Anexo Normativo I, dispõe sobre as regras específicas para os fundos de investimento</p><p>financeiro, que, em função da sua política de investimento, podem ser dos tipos:</p><p>Ø Fundos de Investimento em Renda Fixa;</p><p>Ø Fundos de Investimento Cambial;</p><p>Ø Fundos de Investimento em Ações; e</p><p>Ø Fundos de Investimento Multimercado</p><p>❑ OBSERVAÇÕES:</p><p>Ø Classe de investimento em cotas deve aplicar no mínimo 95% (noventa e cinco</p><p>por cento) do patrimônio líquido em cotas de outras classes;</p><p>Ø Caso o fundo possua somente classes de investimento em cotas, sua</p><p>denominação pode utilizar a expressão “Fundo de Investimento em Cotas”.</p><p>Ø As classes de cotas dos FIF podem ser abertas ou fechadas;</p><p>Ø A classe que dispuser, em seu regulamento, que tem o compromisso de obter o</p><p>tratamento fiscal destinado a fundos de longo prazo está obrigada a:</p><p>▪ incluir a expressão “Longo Prazo” em sua denominação; e</p><p>▪ atender às condições previstas na referida regulamentação, de forma a</p><p>obter o referido tratamento fiscal.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 373</p><p>Tipificação</p><p>Após definido a tipificação da classe (renda fixa, cambial, ações ou multimercado), que</p><p>denomina o principal fator de risco, classe poderá ter sufixos para deixar mais clara a</p><p>estratégia que será utilizada para atingir o objetivo, sendo permitida a utilização</p><p>cumulativa dos sufixos, desde que respeitada as devidas regras.. Caso o regulamento</p><p>limite a responsabilidade dos cotistas ao valor por eles subscrito, à denominação da</p><p>classe deve ser acrescido o sufixo “Responsabilidade Limitada”.</p><p>As classes de cotas têm os seguintes prazos máximos para atingir os limites de</p><p>concentração por emissor e por modalidade de ativo financeiro, que são:</p><p>Ø 60 (sessenta) dias, a contar da data da primeira integralização de cotas, para as</p><p>classes abertas; e</p><p>Ø 180 (cento e oitenta) dias, a contar da data de encerramento da distribuição,</p><p>para as classes fechadas.</p><p>Fundos de Investimentos Financeiros</p><p>CFP - Certified Financial Planner 374</p><p>Tabela da Tipificação</p><p>TIPIFICAÇÃO</p><p>RENDA FIXA CAMBIAL MULTIMERCADO AÇÕES</p><p>S</p><p>U</p><p>F</p><p>I</p><p>X</p><p>O</p><p>S</p><p>� Curto Prazo</p><p>� Referenciado</p><p>� Simples</p><p>� Crédito Privado</p><p>� Dívida Externa</p><p>� Crédito Privado � Crédito Privado � Mercado de</p><p>Acesso</p><p>Fundos de Investimentos Financeiros</p><p>CFP - Certified Financial Planner 375</p><p>A classe tipificada como “Renda Fixa” deve ter como principal fator de risco de sua</p><p>carteira a variação de taxa de juros, índice de preços ou ambos, devendo possuir, no</p><p>mínimo, 80% (oitenta por cento) da carteira em ativos relacionados diretamente, ou</p><p>sintetizados via derivativos, ao fator de risco que dá nome ao tipo, tais como: títulos</p><p>públicos federais (LFT, LTN, NTN-B, ...) e títulos privados (CDBs, LCIs, Debêntures, ...).</p><p>❑ OBERSAÇÕES:</p><p>Ø Vedada a cobrança de taxa de performance, salvo quando se tratar de:</p><p>▪ cotas exclusivamente destinada a investidores qualificados;</p><p>▪ fundos de longo prazo; ou</p><p>▪ “Renda Fixa - Dívida Externa”.</p><p>Ø Para fins de liquidação do resgate no mesmo dia do pedido, na conversão</p><p>de</p><p>cotas da classe de cotas aberta tipificada como “Renda Fixa”, o regulamento pode</p><p>estabelecer que o valor da cota do dia deve ser calculado a partir do patrimônio</p><p>líquido do dia anterior, devidamente atualizado por 1 (um) dia, exceto para:</p><p>▪ fundos de longo prazo; ou</p><p>▪ “Renda Fixa - Dívida Externa”.</p><p>Fundos de Renda Fixa</p><p>Renda Fixa</p><p>CFP - Certified Financial Planner 376</p><p>A classe de cotas tipificada de “Renda Fixa” com o sufixo “Referenciado”, deve aplicar</p><p>seus recursos EXCLUSIVAMENTE em títulos públicos federais ou privados pré-fixados ou</p><p>indexados à taxa de juros ou títulos indexados a índices de preços, com prazo máximo a</p><p>decorrer de 375 dias, e prazo médio da carteira de ativos inferior a 60 dias. Quando se</p><p>tratar de títulos privados, eles devem ser considerados de baixo risco de crédito pelo</p><p>gestor.</p><p>❑ OBSERVAÇÕES:</p><p>Ø Dentre as classificações CVM, esta é a classe de cotas com menor risco crédito</p><p>por emissor e o menor risco de mercado (volatilidade), sendo recomendados por</p><p>tanto, para reserva de emergência e/ou para reserva de oportunidade.</p><p>Ø Podem cobrar taxa de performance apenas quando destinado exclusivamente a</p><p>investidores qualificados.</p><p>Ø Permitida utilização de derivativos SOMENTE para proteção da carteira (HEDGE).</p><p>Fundos de Renda Fixa</p><p>Renda Fixa Curto Prazo</p><p>CFP - Certified Financial Planner 377</p><p>A classe de cotas tipificada de “Renda Fixa” com o sufixo “Referenciado”, deve ter na sua</p><p>política de investimentos ao menos 95% do seu patrimônio líquido esteja investido em</p><p>ativos que acompanham, direta ou indiretamente, determinado índice de referência,</p><p>sendo que 80%, no mínimo, de seu patrimônio líquido deverá estar em títulos da dívida</p><p>pública federal ou em ativos financeiros de renda fixa considerados de baixo risco de</p><p>crédito pelo gestor. Vale ressaltar que após o sufixo “Referenciado”, deverá constar a</p><p>denominação de tal índice. Por exemplo, um Fundo de Investimentos Renda Fixa</p><p>REFERENCIADO IPCA de R$ 100 milhões de reais de patrimônio, deverá investir no</p><p>mínimo R$ 95 milhões em títulos atrelados ao IPCA (95%), sendo que R$ 80 milhões</p><p>deverão estar em títulos públicos ou ativos de baixo risco de crédito (80%).</p><p>❑ OBSERVAÇÕES:</p><p>Ø Podem cobrar taxa de performance apenas quando destinado exclusivamente a</p><p>investidores qualificados.</p><p>Ø Permitida utilização de derivativos SOMENTE para proteção da carteira (HEDGE).</p><p>Ø Este é um fundo que poderá ter até 20% investido em títulos com alto risco de</p><p>crédito, vide que no mínimo 80% deverão estar investimentos em títulos públicos</p><p>federais ou de baixo risco de crédito.</p><p>Fundos de Renda Fixa</p><p>Renda Fixa Referenciado</p><p>CFP - Certified Financial Planner 378</p><p>A classe de cotas tipificada de “Renda Fixa” com o sufixo “Simples”, deverá sempre ser</p><p>constituído sob a forma de condomínio aberto e aplicar no MÍNIMO 95% de seu</p><p>patrimônio líquido em títulos da dívida pública federal ou títulos de renda fixa de emissão</p><p>ou coobrigação de instituições financeiras que possuam classificação de risco atribuída</p><p>pelo gestor, no mínimo, equivalente àqueles atribuídos aos títulos públicos federais.</p><p>❑ OBSERVAÇÕES:</p><p>Ø Esta é a única classe de cotas que dispensa a assinatura de Termo de Adesão e</p><p>também de verificação da adequação do investimento (API - “Suitability”).</p><p>Ø Permitida utilização de derivativos SOMENTE para proteção da carteira (HEDGE).</p><p>Ø Sempre constituído sobre forma de condomínio aberto;</p><p>Ø Lâmina da classe deve comparar a performance da classe com a performance da</p><p>taxa SELIC.</p><p>Ø Vedada a cobrança de taxa performance;</p><p>Ø Vedada a realização de investimentos no exterior;</p><p>Ø Vedada qualquer tipo de transformação (classe fechada, sufixo, ...);</p><p>Ø Vedado a concentração de mais de 50% em crédito privado.</p><p>Fundos de Renda Fixa</p><p>Renda Fixa Simples</p><p>CFP - Certified Financial Planner 379</p><p>A classe de cotas tipificada de “Renda Fixa” com o sufixo “Dívida Externa”, deve aplicar no</p><p>mínimo, 80% do seu patrimônio líquido em títulos representativos da dívida externa de</p><p>responsabilidade da União, sendo que esses títulos devem ser mantidos, no exterior, em</p><p>conta de custódia, no Sistema Euroclear ou Clearstream Banking S.A.</p><p>❑ OBSERVAÇÕES:</p><p>Ø Recursos remanescentes poderão ser alocados em ativos de créditos no exterior,</p><p>respeitada a concentração máxima de 10% por emissor;</p><p>Ø Permitida a cobrança de taxa performance;</p><p>Ø Tem como principais fatores de risco são as variações da moeda e a variação de</p><p>preços dos títulos da dívida externa brasileira (Risco Internacional).</p><p>Ø Recursos remanescentes poderão ser alocados em ativos de créditos no exterior,</p><p>respeitada a concentração máxima de 10% por emissor;</p><p>Ø Permitida utilização de derivativos SOMENTE para proteção da carteira (HEDGE)</p><p>ao limite de 10% em derivativos no exterior e também ao limite de 10% em</p><p>derivativos negociados no Brasil, desde que sejam em mercados organizados.</p><p>Fundos de Renda Fixa</p><p>Renda Fixa Simples</p><p>CFP - Certified Financial Planner 380</p><p>Fundos Cambiais</p><p>Cambial</p><p>A classe tipificada como “Cambial” deve ter como principal fator de risco de carteira a</p><p>variação de preços de moeda estrangeira ou do cupom cambial, sendo que, no mínimo</p><p>80% da carteira deve ser composta por ativos relacionados diretamente, ou sintetizados</p><p>via derivativos, ao fator de risco que dá nome ao tipo.</p><p>❑ OBSERVAÇÕES:</p><p>Ø O resgate sempre será em reais;</p><p>Ø Poderá ter rentabilidade diferente da variação cambial, pois além da variação</p><p>cambial, poderá ter a variação do ativo que o fundo investiu;</p><p>Ø Poderá conter o sufixo “Longo Prazo”;</p><p>Ø Permitida a cobrança de taxa performance;</p><p>Ø Não há restrições para a utilização de derivativos, portanto, podem se valer de</p><p>estratégias tanto para proteção (hedge), quanto para alavancagem;</p><p>Ø Recomendado para investidores que buscam proteção do patrimônio sobre a</p><p>oscilação de outras moedas frente ao real.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 381</p><p>Fundos Multimercado</p><p>Multimercado</p><p>A classe tipificada como "Multimercado" deve ter política de investimento que envolva</p><p>vários fatores de risco, sem compromisso de concentração em nenhum fator em</p><p>específico. Eles têm liberdade para operar diferentes ativos, entre papéis de renda fixa,</p><p>ações de empresas, moedas (como dólar), derivativos e investimento no exterior. Essa</p><p>flexibilidade possibilita ao gestor montar diversas estratégias, conforme mudanças no</p><p>cenário econômico ou no mercado financeiro, por exemplo.</p><p>❑ OBSERVAÇÕES:</p><p>Ø Não há um fator de risco específico, dependendo sempre da sua política de</p><p>investimentos;</p><p>Ø Não há restrições para a utilização de derivativos, portanto, podem se valer de</p><p>estratégias tanto para proteção (hedge), quanto para alavancagem;</p><p>Ø Permitida a cobrança de taxa performance.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 382</p><p>Fundo Renda Fixa, Cambial ou Multimercado</p><p>Crédito Privado</p><p>A classe tipificada como “RENDA FIXA”, “MULTIMERCADO” ou “CAMBIAL”, que tiverem</p><p>como política investir mais de 50% do seu patrimônio líquido em ativos ou modalidades</p><p>operacionais de pessoas físicas ou jurídicas de direito privado ou de emissores públicos</p><p>que não sejam da União Federal, deverão:</p><p>Ø incluir à sua denominação o sufixo “Crédito Privado”; e</p><p>Ø incluir no termo de adesão e ciência de risco o alerta de que pode ocorrer</p><p>concentração da carteira de ativos em créditos privados.</p><p>❑ OBSERVAÇÕES:</p><p>Ø O percentual de 50% se refere a Crédito Privado;</p><p>Ø Esta regra não se aplica aos FI-Infra;</p><p>Ø Não há restrições para a utilização de derivativos, portanto, podem se valer de</p><p>estratégias tanto para proteção (hedge), quanto para alavancagem;</p><p>Ø Permitida a cobrança de taxa performance.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 383</p><p>Fundos de Ações</p><p>Ações</p><p>A classe de cotas do fundo tipificado como “Ações” deve ter como principal fator de risco</p><p>a variação de preços de ações admitidas à negociação em mercado organizado. Nessas</p><p>classes, o patrimônio líquido deve ser composto por no mínimo 67% de ações e</p><p>certificados de depósito de ações admitidos à negociação em mercado organizado; bônus</p><p>e recibos</p><p>de subscrição admitidos à negociação em mercado organizado; cotas de classes</p><p>tipificadas como “Ações”; ETF de ações; BDR-Ações; e ou BDR-ETF de ações.</p><p>❑ OBSERVAÇÕES:</p><p>Ø Os recursos excedentes da carteira podem ser aplicados em quaisquer outras</p><p>modalidades de ativos financeiros destinados à gestão de liquidez, desta forma, a</p><p>composição MÁXIMA EM RENDA FIXA SERÁ DE 33%.</p><p>Ø Não há restrições para a utilização de derivativos, portanto, podem se valer de</p><p>estratégias tanto para proteção (hedge), quanto para alavancagem.</p><p>Ø Permitida a cobrança de taxa performance.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 384</p><p>A classe de cotas que utilizar a designação “Ações – Mercado de Acesso”, a sua política de</p><p>investimento deverá prever que, no mínimo, 67% do patrimônio líquido seja investido</p><p>em ações de companhias listadas em segmento voltado ao mercado de acesso,</p><p>instituído em mercado organizado, que assegure, por meio de vínculo contratual, práticas</p><p>diferenciadas de governança corporativa e quando constituída sob a forma de regime</p><p>fechado, poderá investir até 33% do seu patrimônio líquido em ações, debêntures, bônus</p><p>de subscrição, cotas de FIP ou outros títulos e valores mobiliários conversíveis ou</p><p>permutáveis em ações de emissão de companhias fechadas.</p><p>Além disso, essa classe de cotas deverá participar do processo decisório da companhia</p><p>investida, com efetiva influência na definição de sua política estratégica e na sua gestão e</p><p>investir somente em companhias fechadas que adotem as práticas de governança</p><p>específicas descritas na RCVM 175/23.</p><p>❑ OBSERVAÇÃOS:</p><p>Ø Possuirão sempre prazo de 180 dias para atingir os limites de concentração por</p><p>emissor e por modalidade de ativo estabelecidos em seus regulamentos.</p><p>Ø Não há restrições para a utilização de derivativos;</p><p>Ø Permitida a cobrança de taxa performance.</p><p>Fundos de Ações</p><p>Fundos de Ações - Mercado de Acesso</p><p>CFP - Certified Financial Planner 385</p><p>Fundos Incentivados em Infraestrutura</p><p>FI-Infra</p><p>Os Fundos Incentivados de Investimento em Infraestrutura (FI-Infra) são fundos da classe</p><p>Renda Fixa, e podem ser constituídos sob a forma de condomínio fechado ou aberto,</p><p>devendo investir no mínimo 85% do seu patrimônio líquido em debêntures, CRI e FIDC</p><p>Fechado que visem implementar projetos de investimento na área de infraestrutura, ou</p><p>de produção econômica intensiva em pesquisa, desenvolvimento e inovação.</p><p>❑ OBSERVAÇÕES:</p><p>Ø Aplicação mínima de 85% em ativos destinados a infraestrutura;</p><p>Ø Isento de imposto de renda para as pessoas físicas;</p><p>Ø Os FI-Infra terão o prazo de 2 (dois) anos para atingir os limites mínimos, contado</p><p>da data da primeira integralização de cotas, para os fundos abertos, e da data de</p><p>encerramento da distribuição, para os fundos fechados.;</p><p>Ø Não necessitam incluir o sufixo “Crédito Privado”;</p><p>Ø Seguem a regra geral dos “limites de concentração”.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 386</p><p>Fundos destinados à Garantia de Locação Imobiliária</p><p>Garantia de Locação Imobiliária</p><p>Podem ser constituídos fundos de investimento com a finalidade de permitir a cessão</p><p>fiduciária de cotas em garantia de locação imobiliária. Desta forma, A classe de cotas do</p><p>fundo de investimento destinado à garantia de locação imobiliária:</p><p>Ø deve ser constituída em regime aberto, sendo vedado o resgate das cotas</p><p>objeto de cessão fiduciária; e</p><p>Ø sua denominação deve conter a expressão “Garantia de Locação Imobiliária”.</p><p>❑ OBSERVAÇÕES:</p><p>Ø Caso o fundo conte com diferentes classes de cotas, todas as classes devem</p><p>possuir como finalidade a garantia de locação imobiliária.</p><p>Ø Na classe de cotas destinada à garantia de locação imobiliária, o regulamento e o</p><p>material de divulgação devem conter informação sobre sua finalidade.</p><p>Ø Podem conter nomenclaturas extras, como por exemplo, “Simples” e “Longo</p><p>Prazo”, devendo sempre respeitar a legislação da classe e do sufixo.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 387</p><p>Fundos de Investimentos</p><p>Exposição a Risco de Capital</p><p>Preservada a possibilidade de o Regulamento estabelecer limites menores, o gestor deve</p><p>observar os seguintes limites máximos de utilização de margem bruta:</p><p>Ø “Renda Fixa” limitada a 20% do patrimônio líquido da classe;</p><p>Ø “Cambial” ou “Ações” limitada a 40% do patrimônio líquido da classe; e</p><p>Ø “Multimercado” limitada a 70% do patrimônio líquido da classe.</p><p>Vale ressaltar que, considera-se margem bruta o somatório das coberturas e margens de</p><p>garantia, requeridas e potenciais, empregadas pela classe em relação às operações de sua</p><p>carteira. Além disso, cálculo de margem potencial deve se basear em modelo de cálculo</p><p>de garantia do administrador, consistente e passível de verificação, e não pode ser</p><p>compensado com as margens das operações que contem com cobertura ou margem de</p><p>garantia.</p><p>❑ OBS: Classes de cotas exclusivamente destinadas a investidores profissionais não</p><p>possuem limites de exposição a risco de capital, exceto pelo que porventura dispuser o</p><p>Regulamento.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 388</p><p>Fundos de Investimentos</p><p>Limite por Emissor</p><p>A classe de cotas de observar os seguintes limites de CONCENTRAÇÃO POR EMISSOR</p><p>(pelo motivo de risco de crédito), sem prejuízo das normas aplicáveis ao seu tipo:</p><p>Ø até 20% do patrimônio líquido do fundo quando o emissor for instituição</p><p>financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil ou de emissão do</p><p>seu administrador, como por exemplo, os CDBs e CRIs.</p><p>Ø até 10% do patrimônio líquido do fundo quando o emissor for companhia aberta</p><p>ou quando o emissor for sociedade de propósito específico que seja subsidiária</p><p>integral de companhia securitizadora registrada na categoria S2 pela CVM;</p><p>Ø até 5% do patrimônio líquido do fundo quando o emissor for pessoa física ou</p><p>pessoa jurídica de direito privado que não seja companhia aberta ou instituição</p><p>financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.</p><p>Ø NÃO HAVERÁ LIMITES quando o emissor for a UNIÃO FEDERAL (inclusiva para</p><p>operações compromissadas lastreadas em título público federal), fundo de</p><p>investimento ou a política de investimento prever a aquisição de ativos fungíveis</p><p>de uma única emissão de valores mobiliários.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 389</p><p>Fundos de Investimentos</p><p>Limite por Modalidade de Ativo Financeiro</p><p>De forma resumida, a classe de cotas deve observar os seguintes limites de concentração</p><p>por modalidade de ativo financeiro, sem prejuízo das normas aplicáveis ao seu tipo:</p><p>Ø até 20% do patrimônio líquido para o conjunto dos seguintes ativos:</p><p>▪ cotas de FIF destinadas exclusivamente a investidores qualificados;</p><p>▪ cotas de fundos de investimento imobiliário – FII;</p><p>▪ cotas de fundos de investimento em direitos creditórios – FIDC;</p><p>▪ certificados de recebíveis (CRI e CRA); e</p><p>▪ valores mobiliários representativos de dívida de emissão de companhia</p><p>emissora não registrada na CVM;</p><p>Ø até 15% do patrimônio líquido no conjunto dos seguintes ativos:</p><p>▪ cotas de fundos de investimento em participações – FIP; e</p><p>▪ cotas de FIAGRO (cadeias produtivas agroindustriais);</p><p>Ø até 10% do patrimônio líquido para o conjunto dos seguintes ativos:</p><p>▪ títulos e contratos de investimento coletivo;</p><p>▪ CBIO e créditos de carbono; e</p><p>▪ CRIPTOATIVOS;</p><p>▪ valores mobiliários emitidos por meio de plataformas eletrônicas; e</p><p>▪ outros ativos financeiros não previstos anteriormente.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 390</p><p>Fundos de Investimentos</p><p>Limite por Modalidade de Ativo Financeiro</p><p>Não há limite de concentração por modalidade de ativo financeiro para investimento em:</p><p>Ø títulos públicos federais e operações compromissadas lastreadas nesses títulos;</p><p>Ø ouro financeiro, desde que negociado em mercado organizado;</p><p>Ø títulos de emissão ou coobrigação de instituição financeira autorizada a</p><p>funcionar pelo Banco Central do Brasil e operações compromissadas lastreadas</p><p>nesses títulos;</p><p>Ø notas promissórias, debêntures, notas comerciais, ações e certificados de</p><p>depósito de valores mobiliários, desde que tenham sido emitidas por companhias</p><p>abertas e objeto de oferta pública;</p><p>Ø bônus</p><p>e recibos de subscrição, cupons e quaisquer outros ativos decorrentes dos</p><p>valores mobiliários referidos na alínea “d”;</p><p>Ø cotas de classe de FIF destinadas ao público em geral;</p><p>Ø ETF (Fundos de Índice);</p><p>Ø BDR-Ações, BDR-Dívida Corporativa e BDR-ETF;</p><p>Ø contratos derivativos (salve exceções);e</p><p>Ø ativos, perfeitamente fungíveis de uma única emissão de valores mobiliários,</p><p>desde que essa aplicação em específico constitua a política de investimento da</p><p>classe e os ativos tenham sido emitidas por companhias abertas e objeto de</p><p>oferta pública.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 391</p><p>Como regra geral, as classes de cotas de FIF podem investir do seu patrimônio líquido em</p><p>ativos financeiros no exterior quando destinadas ao público em geral, no máximo 20%.</p><p>Este percentual será de 40% para classes destinadas exclusivamente a investidores</p><p>qualificados e ilimitado para classes destinadas exclusivamente a investidores</p><p>profissionais.</p><p>Vale destacar algumas peculiaridades as regras em geral, como por exemplo:</p><p>Ø Nas classes de cotas destinadas ao público em geral, o regulamento pode</p><p>extrapolar o limite de 20%, desde que todos os investimentos ocorram por meio</p><p>de fundos ou veículos de investimento no exterior e que respeitem as</p><p>peculiaridades descritas na Resolução CVM 175/23.</p><p>Ø Caso o regulamento da classe de cotas destinada exclusivamente a investidores</p><p>qualificados permita, a classe poderá extrapolar o limite estabelecido como regra</p><p>geral de 40%, desde que siga as regras da Resolução 175/23;</p><p>Ø Em “Renda Fixa – Dívida Externa”, o seu percentual é também é ilimitado;</p><p>Ø É vedado a realização de investimentos no exterior em “Renda Fixa Simples”, .</p><p>Fundos de Investimentos</p><p>Ativos Financeiros no Exterior</p><p>CFP - Certified Financial Planner 392</p><p>Fundos de Investimentos Financeiros</p><p>Ativos Financeiros no Exterior (Resumo)</p><p>CLASSES PARA O</p><p>PÚBLICO EM GERAL</p><p>CLASSES PARA</p><p>INVESTIDORES</p><p>QUALIFICADOS</p><p>CLASSES PARA</p><p>INVESTIDORES</p><p>PROFISSIONAIS</p><p>Ilimitado para</p><p>classes de</p><p>RF-Dívida Externa</p><p>Como regra geral, até</p><p>40% do PL em</p><p>todas as classes</p><p>Ilimitado</p><p>Como regra geral,</p><p>até 20% do PL em todas</p><p>as classes</p><p>Caso haja previsão em</p><p>regulamento, poderá</p><p>extrapolar o limite de</p><p>40% do PL</p><p>0% do PL nos Fundos</p><p>Renda Fixa Simples</p><p>CFP - Certified Financial Planner 393</p><p>CLASSE FATOR DE</p><p>RISCO ATIVOS SUFIXOS</p><p>POSSÍVEIS CARACTERÍSTICAS</p><p>Renda</p><p>Fixa</p><p>Variação da</p><p>taxa de juros,</p><p>de índice de</p><p>preços ou</p><p>ambos</p><p>No mínimo</p><p>80% da carteira</p><p>em ativos</p><p>relacionados à</p><p>variação da</p><p>taxa de juros,</p><p>de índice de</p><p>preços ou</p><p>ambos.</p><p>Curto Prazo</p><p>Aplica em títulos com prazo máximo a</p><p>decorrer de 375 dias. O prazo médio da</p><p>carteira é inferior a 60 dias</p><p>Longo Prazo Compromete-se a obter o tratamento fiscal</p><p>destinado a fundos de longo prazo</p><p>Referenciado</p><p>Investe ao menos 95% do patrimônio em</p><p>ativos que acompanham um índice de</p><p>referência, destinando 80%% para títulos</p><p>públicos e ativos de baixo risco</p><p>Simples</p><p>Destina ao menos 95% do patrimônio a</p><p>títulos públicos ou papéis de instituições</p><p>financeiras com risco equivalente. Prevê no</p><p>regulamento que seus documentos serão</p><p>disponibilizados aos cotistas por meios</p><p>eletrônicos</p><p>Dívida Externa Aplica ao menos 80% do patrimônio em</p><p>títulos da dívida externa da União</p><p>Crédito</p><p>Privado</p><p>Investe mais de 50% do patrimônio líquido</p><p>em ativos de crédito privado</p><p>Resumo: Fundos de Investimentos Financeiros</p><p>CFP - Certified Financial Planner 394</p><p>CLASSE FATOR DE</p><p>RISCO ATIVOS SUFIXOS CARACTERÍSTICAS</p><p>Ações</p><p>Variação dos</p><p>preços das ações</p><p>negociadas em</p><p>mercados</p><p>organizados</p><p>Ao menos 67% do</p><p>patrimônio aplicado em</p><p>ações, certificados de</p><p>depósito de ações, bônus</p><p>de subscrição cotas de</p><p>fundos de ações e de</p><p>fundos de índices e BDRs</p><p>níveis II e III</p><p>Mercado de</p><p>Acesso</p><p>Destina 67% do patrimônio</p><p>a ações de companhias listadas</p><p>em segmento de acesso</p><p>de bolsas de valores</p><p>Cambial</p><p>Variação de</p><p>preços de moeda</p><p>estrangeira</p><p>Mínimo de 80% da carteira</p><p>em ativos relacionados à</p><p>variação de preços de</p><p>moeda estrangeira</p><p>Longo Prazo Prazo Médio superior a 365 dias</p><p>Crédito Privado Investe mais de 50% do patrimônio</p><p>em ativos de crédito privado</p><p>Multi-</p><p>mercado</p><p>Vários fatores de</p><p>risco, sem o</p><p>compromisso de</p><p>concentração em</p><p>nenhum deles</p><p>-</p><p>Longo Prazo Prazo Médio superior a 365 dias</p><p>Crédito Privado Investe mais de 50% do patrimônio</p><p>em ativos de crédito privado</p><p>Resumo: Fundos de Investimentos Financeiros</p><p>CFP - Certified Financial Planner 395</p><p>4.4 Outras Modalidades de</p><p>Fundos de Investimentos</p><p>395</p><p>CFP - Certified Financial Planner 396</p><p>FIDC – Direitos Creditórios</p><p>Características</p><p>Nos FIDC, a classe de cotas deve possuir parcela superior a 50% de seu patrimônio</p><p>líquido representada por direitos creditórios. Os Direitos Creditórios são lastreados nos</p><p>resultados futuros de caixa de operações comerciais de vendas de bens e serviços, como</p><p>por exemplo, duplicatas, créditos de cartão de crédito e cheques que se tem a receber.</p><p>❑ OBSERVAÇÕES:</p><p>Ø O prazo para atingimento dos percentuais mínimos é de 180 dias do início de</p><p>duas atividades e a parcela do patrimônio não investida em direitos creditórios</p><p>ou cotas deve ser aplicada em ativos financeiros de liquidez;</p><p>Ø Com a resolução 175/23, a CVM passou a permitir a aquisição de cotas de FIDC</p><p>por investidores em geral, desde que seguida algumas regras específicas;</p><p>Ø A resolução 175/23, passou a adotar a terminologia “classe de investimento em</p><p>cotas”, em vez de FIC-FIDC. Além disso, o FIC-FIDC deve investir no mínimo 67%</p><p>em cotas de FIDC, o que antigamente era de 95%;</p><p>Ø VEDADO aplicações no exterior;</p><p>Ø Permitida utilização de derivativos SOMENTE para proteção da carteira (HEDGE).</p><p>Ø Permitida a cobrança de taxa performance;</p><p>Ø Deve respeitar as regras gerais de limite de concentração.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 397</p><p>FIDC – Direitos Creditórios</p><p>Glossário</p><p>Alguns conceitos são importantes para maior compreensão, tais como:</p><p>Ø Agente de cobrança: prestador de serviço contratado para cobrar e receber</p><p>direitos creditórios vencidos e não pagos;</p><p>Ø Ativos financeiros de liquidez: (I) títulos públicos federais; (II) ativos financeiros</p><p>de renda fixa de emissão ou coobrigação de instituições financeiras; ou</p><p>operações que remetam a (I) e a (II);</p><p>Ø Carteira (de ativos): conjunto de direitos creditórios, ativos financeiros de</p><p>liquidez, derivativos e disponibilidades da classe de cotas;</p><p>Ø Cedente: aquele que realiza cessão de direitos creditórios para o FIDC;</p><p>Ø Cessão (de direitos creditórios): a transferência pelo cedente, credor originário</p><p>ou não, de direitos creditórios para o FIDC, mantendo-se inalterados os demais</p><p>elementos da relação obrigacional;</p><p>Ø Lastro dos direitos creditórios: documentação necessária para o exercício das</p><p>prerrogativas decorrentes da titularidade dos ativos, e capaz de comprovar a</p><p>origem, a existência e a exigibilidade do direito creditório, sem prejuízo das</p><p>hipóteses de aquisição de direitos creditórios não-performados.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 398</p><p>Clientes Originadores</p><p>dos Recebíveis</p><p>Administrador</p><p>Auditor</p><p>Agência de</p><p>Rating</p><p>Investidores</p><p>(cotistas)</p><p>Venda</p><p>a prazo</p><p>Cobrança</p><p>Cotas</p><p>FIDC</p><p>Gestor</p><p>Direitos</p><p>Creditórios</p><p>Direitos</p><p>Creditórios</p><p>$$$$$$</p><p>Custodiante</p><p>FIDC – Direitos Creditórios</p><p>Processo Estrutural</p><p>CFP - Certified Financial Planner 399</p><p>FIDC – Direitos Creditórios</p><p>Tipos de Cotas</p><p>Não há regime fiduciário para o patrimônio do fundo, de forma que todos os cotistas têm</p><p>direitos sobre o patrimônio total do fundo. Estes direitos, no entanto, estão divididos de</p><p>acordo com os três tipos de cotas que um FIDC pode emitir, que são:</p><p>Ø COTA SÊNIOR (cota de subclasse sênior): cota de emissão de subclasse que não</p><p>se subordina a qualquer outra subclasse para fins de amortização e resgate. Esse</p><p>tipo de cota deve ser emitida em uma única subclasse.</p><p>Ø COTA SUBORDINADA MEZANINO (cota de subclasse subordinada mezanino):</p><p>cota de emissão de subclasse que, simultaneamente, se subordina a outra(s)</p><p>subclasse(s) para fins de amortização e resgate</p><p>e possui outra(s) subclasse(s)</p><p>como subordinada(s) para os mesmos fins;</p><p>Ø COTA SUBORDINADA (cota de subclasse subordinada): cota de emissão de</p><p>subclasse que se subordina a todas as demais subclasses para fins de amortização</p><p>e resgate.</p><p>Como as cotas seniores são protegidas de calote (até um certo limite), elas possuem risco</p><p>significantemente menor. Cotas subordinadas possuem muito mais risco, no entanto,</p><p>podem gerar um lucro muito maior. Este mecanismo de quotas permite a um FIDC atrair</p><p>num só fundo, diferentes classes de investidores.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 400</p><p>FIDC – Direitos Creditórios</p><p>Tipos de Direitos Creditórios</p><p>Os direitos creditórios podem ser podem ser classificados das seguintes formas:</p><p>Ø Direitos creditórios: são direitos e títulos representativos de crédito; valores</p><p>mobiliários representativos de crédito; certificados de recebíveis e outros valores</p><p>mobiliários representativos de operações de securitização, que não sejam</p><p>lastreados em direitos creditórios não-padronizados; e por equiparação, cotas de</p><p>FIDC;</p><p>Ø Direitos Creditórios Não-Padronizados: são direitos creditórios descritos na</p><p>Resolução CVM 175/23, tais como: que não se enquadram que devem possuir ao</p><p>menos uma das seguintes características:</p><p>▪ créditos já vencidos ou com o pagamento pendente;</p><p>▪ créditos em litígio ou recuperação judicial;</p><p>▪ precatórios;</p><p>▪ créditos de existência futura e montante incerto;</p><p>▪ derivativos de direitos de crédito;</p><p>▪ cotas de FIDC que invistam em Direitos Creditórios Não-Padronizados;</p><p>▪ outros tipos de créditos não regulares.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 401</p><p>FIDC – Direitos Creditórios</p><p>Distribuição ao Público em Geral</p><p>A distribuição de cotas junto ao público em geral requer o cumprimento, cumulativo,</p><p>dos seguintes requisitos:</p><p>Ø somente pode ter cota de classe única ou cota sênior, ou seja, o público em</p><p>geral não pode adquirir cotas subordinadas;</p><p>Ø a subclasse de cotas seniores seja objeto de classificação de risco por agência</p><p>classificadora de risco registrada na CVM;</p><p>Ø o regulamento estipule um cronograma para amortização de cotas ou</p><p>distribuição de rendimentos;</p><p>Ø caso se trate de classe aberta, o prazo de carência, se houver, em conjunto com</p><p>o prazo total entre o pedido de resgate e seu pagamento, não podem totalizar</p><p>um prazo superior a 180 dias;</p><p>Ø a política de investimento não admita a aplicação em:</p><p>▪ direitos creditórios que sejam originados por contratos mercantis de compra e</p><p>venda de produtos, mercadorias e serviços para entrega ou prestação futura,</p><p>salve exceções descritas na Res. CVM 175/23;</p><p>▪ direitos creditórios originados ou cedidos pelo administrador, gestor,</p><p>consultoria especializada, custodiante, entidade registradora dos direitos</p><p>creditórios e partes a eles relacionadas.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 402</p><p>FIDC – Direitos Creditórios</p><p>Subscrição e Integralização</p><p>Com relação a subscrição e integralização, somente nas classes restritas a integralização</p><p>de cotas seniores e subordinadas mezanino pode ser feita em direitos creditórios, de</p><p>acordo com método disciplinado no regulamento. Além disso, as classes de cotas cuja</p><p>política de investimento admita a aquisição de direitos creditórios não-padronizados são</p><p>de subscrição exclusiva de investidores profissionais, ressalvada a hipótese de subscrição</p><p>de cotas subordinadas pelo cedente e suas partes relacionadas.</p><p>No caso de subscrição de cotas de classes cuja política de investimento tenha como</p><p>objetivo a realização de aplicações em direitos creditórios devidos por sociedades</p><p>empresárias em processo de recuperação judicial ou extrajudicial, a restrição prevista no</p><p>caput pode ser afastada, desde que: a integralização de cotas seja efetuada somente em</p><p>direitos creditórios</p><p>CFP - Certified Financial Planner 403</p><p>FIC-FIDC – Direitos Creditórios</p><p>Regras</p><p>O FIC-FIDC, também chamada de classe de investimento em cotas de FIDC, deve em até</p><p>180 dias do início de suas atividades, possuir no mínimo 67% de seu patrimônio líquido</p><p>representado por cotas de outros FIDC. Uma das vantagens ao público em geral é que ao</p><p>invés do cotista selecionar o FIDC, ele irá investir na classe de cotas (FIC-FIDC) que estará</p><p>investindo em classes de cotas de direitos creditórios (FIDC), ou seja, estará “escolhendo”</p><p>gestores para que esses sim, selecionem quais os FIDCs que deverão ser investidos.</p><p>❑ OBSERVAÇÕES:</p><p>Ø Pode investir até 20% do seu patrimônio líquido em FIDCs voltados para</p><p>investidores qualificados, sendo que, até 5% dos 20% poderá investir em FIDCs</p><p>voltados para investidores qualificados.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 404</p><p>FII – Fundo de Investimento Imobiliário</p><p>Características</p><p>O Fundos de Investimento Imobiliário (FII) é uma comunhão de recursos captados por</p><p>meio do sistema de distribuição de valores mobiliários e destinados à aplicação em</p><p>empreendimentos imobiliários (quaisquer direitos reais sobre bens imóveis, CRI, LCI, LH,</p><p>LIG, cotas de outros FII, ações ou cotas de sociedades cujo ÚNICO propósito seja de</p><p>atividades imobiliárias).</p><p>❑ OBSERVAÇÕES:</p><p>Ø As classes de cotas devem ser constituídas em regime fechado e podem ter</p><p>prazo de duração indeterminado;</p><p>Ø Devem distribuir no mínimo 95% do lucro auferido em no máximo 180 dias;</p><p>Ø Da denominação do fundo e de suas classes de cotas, caso existentes, deve</p><p>constar a expressão “Fundo de Investimento Imobiliário”;</p><p>Ø Os valores que não estão investidos em ativos imobiliários, deverão estar</p><p>aplicados em ativos de renda fixa, sendo VEDADO aplicações no exterior;</p><p>Ø Permitida utilização de derivativos SOMENTE para proteção da carteira (HEDGE);</p><p>Ø Permitida a cobrança de taxa performance;</p><p>Ø Deve respeitar as regras gerais de limite de concentração.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 405</p><p>FIP – Fundo de Investimento em</p><p>Participações Características</p><p>O Fundo de Investimentos em Participações (FIP), constituído sob a forma de condomínio</p><p>fechado, que deve investir, no mínimo, 90% de seu patrimônio líquido à aquisição de</p><p>ações, bônus de subscrição, debêntures simples, outros títulos e valores mobiliários</p><p>conversíveis ou permutáveis em ações de emissão de companhias, abertas ou fechadas,</p><p>bem como títulos e valores mobiliários representativos de participação em sociedades</p><p>limitadas. Além disso, a classe de cotas deverá participar do processo decisório da</p><p>companhia investida, com efetiva influência na definição de sua política estratégica e na</p><p>sua gestão, exceto as classes de investimento em cotas.</p><p>❑ OBSERVAÇÕES :</p><p>Ø Somente para INVESTIDORES QUALIFICADOS.</p><p>Ø Pode investir até 20% de seus recursos em ativos no exterior;</p><p>Ø A classe de investimento em cotas deve aplicar no mínimo 90% do patrimônio</p><p>líquido em cotas de outros FIP e de Fundos de Ações – Mercado de Acesso.</p><p>Ø A participação da classe de cotas no processo decisório da sociedade investida</p><p>pode ocorrer pela detenção de ações que integrem o respectivo bloco de</p><p>controle; pela celebração de acordo de acionistas; ou pela celebração de</p><p>contratos que assegure efetiva influência na definição de sua política estratégica</p><p>e na sua gestão.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 406</p><p>FIP – Fundo de Investimento em</p><p>Participações Classificações</p><p>Resumidamente, podemos classificar quanto à composição da carteira de cada classe de</p><p>cotas do FIP, da seguinte forma as Classes:</p><p>Ø Capital Semente: investimentos em companhias com receita bruta anual de até</p><p>R$ 20 milhões;</p><p>Ø Empresas Emergentes: investimentos em companhias com receita bruta anual</p><p>de até R$ 400 milhões;</p><p>Ø Infraestrutura: deve manter seu patrimônio líquido investido em ativos que</p><p>desenvolvam projetos de infraestrutura.</p><p>Ø Produção Econômica Intensiva em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação</p><p>(PD&I): deve manter seu patrimônio líquido investido em ativos que</p><p>desenvolvam projetos de PD&I.</p><p>Ø Multiestratégia: é aquela que não se enquadra nas demais classificações, por</p><p>admitir o investimento em diferentes tipos e portes de sociedades investidas.</p><p>Quando esta classe for destinada exclusivamente</p><p>a investidores profissionais</p><p>pode investir até 100% de seu capital em ativos emitidos ou negociados no</p><p>exterior.</p><p>A seguir, explanaremos mais sobre os FIP-Infraestrutura e os FIP-PD&I</p><p>CFP - Certified Financial Planner 407</p><p>FIP – Fundo de Investimento em</p><p>Participações FIP-IE e FIP-PD&I</p><p>Os Fundos de Investimento em Participações em Infraestrutura (FIP-IE) e Fundos de</p><p>Investimento em Participação na Produção Econômica Intensiva em Pesquisa,</p><p>Desenvolvimento e Inovação (FIP-PD&I) devem investir em novos projetos de</p><p>infraestrutura e de produção econômica intensiva em pesquisa, desenvolvimento e</p><p>inovação nos setores de energia, transporte, água e saneamento básico, irrigação, outras</p><p>áreas tidas como prioritárias pelo Poder Executivo Federal.</p><p>❑ OBSERVAÇÕES:</p><p>Ø Investir no mínimo 90% do PL em ações, bônus de subscrição, debêntures,</p><p>conversíveis ou não em ações, ou outros títulos de emissão das sociedades.</p><p>Ø Deverão ter um mínimo de 5 cotistas, sendo que cada cotista não poderá deter</p><p>mais de 40% das cotas emitidas pelo FIP-IE ou pelo FIP-PD&I ou auferir</p><p>rendimento superior a 40% do total de rendimentos dos fundos.</p><p>Ø Terão o prazo máximo de 180 dias após obtido o registro de funcionamento na</p><p>CVM para iniciar suas atividades e para se enquadrarem no nível mínimo de</p><p>investimento estabelecido.</p><p>Ø Pessoas Físicas são isentas de imposto de renda</p><p>CFP - Certified Financial Planner 408</p><p>ETF – Fundos de Índice de Mercado</p><p>Características</p><p>O fundo de índice, também chamado de ETF (Exchange Traded Funds), é destinado à</p><p>aplicação em carteira de ativos financeiros que vise refletir as variações e rentabilidade</p><p>de um índice de referência, por prazo indeterminado. Vale ressaltar que índice de</p><p>referência é o índice de mercado específico reconhecido pela CVM ao qual a política de</p><p>investimento esteja associada.</p><p>❑ OBSERVAÇÕES :</p><p>Ø Mínimo 95% do patrimônio líquido em ativos financeiros da sua referência.</p><p>Ø Classe de cotas deve ser constituída em regime aberto, por prazo</p><p>indeterminado;</p><p>Ø As cotas devem ser admitidas à negociação no mercado secundário (B3);</p><p>Ø Deverá constar em seu nome o índice de referência;</p><p>Ø Desde janeiro de 2023, permitido a distribuição de dividendos aos cotistas;</p><p>Ø Vedada a cobrança de taxa performance aos cotistas ou à classe de cotas;</p><p>Ø Vedada a constituição de classes de cotas:</p><p>▪ alavancadas;</p><p>▪ inversas, que visem refletir um desempenho oposto ao índice de referência;</p><p>▪ sintéticas, que visem refletir o desempenho do índice de referência por meio</p><p>de contratos derivativos, exceto por meio de posições em mercados futuros.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 409</p><p>ETF – Fundos de Índice de Mercado</p><p>Vantagens</p><p>Os ETFs possuem algumas vantagens, como por exemplo:</p><p>Ø Diversificação: é possível ter acesso a uma cesta de ações ou de ativos de renda</p><p>fixa sem precisar comprar individualmente cada um deles.</p><p>Ø Custo: por serem instrumentos de gestão passiva, as taxas de administração são</p><p>baixas e permitem que o investidor acesse uma cesta de ativos de uma única vez,</p><p>reduzindo custos operacionais associados às negociações desses ativos de forma</p><p>individual;</p><p>Ø Liquidez: por serem negociados em bolsa ou em mercado de balcão organizado,</p><p>o investidor pode negociar ETFs da mesma forma que negocia ações e outros</p><p>ativos negociados nesses ambientes.</p><p>Por fim, a estratégia passiva associada a baixos custos permite que ETFs tenham</p><p>baixíssimos tracking errors, medida que reflete a diferença entre o desempenho do fundo</p><p>e seu benchmark (índice de referência). Em fundos tradicionais passivos com classe</p><p>aberta, tracking error tende a ser maior que no ETF, pois, normalmente, seus custos com</p><p>taxa de administração são maiores.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 410</p><p>Fundos de Investimentos</p><p>Classificação</p><p>Para fins de tributação, a Receita Federal tem a sua própria classificação para os fundos de</p><p>investimento. Esta modalidades são:</p><p>Ø Fundos de Renda Fixa Curto Prazo: fundos de investimentos que tenham a</p><p>composição da sua carteira com prazo médio MENOR que 365 dias CORRIDOS.</p><p>Ø Fundos de Renda Fixa Longo Prazo: fundos de investimentos que tenham a</p><p>composição da sua carteira com prazo médio MAIOR que 365 dias CORRIDOS.</p><p>Ø Fundos de Ações e Clubes de Investimentos: fundos de investimentos que a</p><p>carteira seja composta por no mínimo 67% de ações.</p><p>Ø Fundos Imobiliários: neste caso, possuem as mesmas regras da CVM, ou seja,</p><p>devem investir em ativos atrelados a imóveis ou dívidas imobiliárias (LCI, CRI, CCI, ...).</p><p>A tributação ocorrerá na “transformação” das cotas em dinheiro, sendo:</p><p>Ø Fundos abertos: (I) através do resgate e/ou (II) na antecipação do imposto de</p><p>renda (come-cotas);</p><p>Ø Fundos Fechados: através da (I) alienação (venda) das cotas; (II) amortização de</p><p>cotas; (III) dividendos; (IV) resgate (encerramento do fundo); e (V) na antecipação do</p><p>imposto de renda (come-cotas).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 411</p><p>4.5 Clubes de Investimentos, Carteiras</p><p>Administradas e Investidor Qualificado</p><p>411</p><p>CFP - Certified Financial Planner 412</p><p>Clubes de Investimento</p><p>Conceito</p><p>O Clube de Investimento é um condomínio de PESSOAS FÍSICAS constituído para</p><p>aplicação de recursos em títulos e valores mobiliários, com as mesmas características dos</p><p>Fundos de Investimentos em Ações, ou seja, devem investir no mínimo 67% do</p><p>patrimônio líquido em: ações, bônus ou recibos de subscrição; debêntures conversíveis</p><p>em ações, de emissão de companhias abertas; cotas de fundos de índices de ações</p><p>negociados em mercado organizado; certificados de depósitos de ações. Já o restante</p><p>(33%), poderão ser investidos em renda fixa ou compra de opções.</p><p>O que difere os Clubes dos Fundos de Ações, é que os clubes devem ser constituído por</p><p>no mínimo 3 pessoas e no máximo 50 pessoas físicas, sendo que O MÁXIMO que um</p><p>único investidor pode ter de um clube de investimento é de 40% sobre o patrimônio do</p><p>clube. Quando se tratar de empregados de uma mesma empresa, o número de</p><p>condôminos pode ser maior. Além disso, clubes antigos, possuíam outros limites</p><p>máximos.</p><p>❑ OBS: Comparado com os fundos de investimentos, os custos dos clubes de</p><p>investimentos são menores, pois alguns encargos não são obrigatórios, como por</p><p>exemplo, de auditoria independente.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 413</p><p>Clubes de Investimento</p><p>Vedações</p><p>É VEDADO ao Clube de Investimento:</p><p>Ø Realizar operações com valores mobiliários fora de mercados organizados.</p><p>Ø Adquirir títulos ou valores mobiliários de emissão do administrador, gestor ou</p><p>de empresas a eles ligadas; exceto nos casos em que os títulos e valores</p><p>mobiliários façam parte de índice de mercado ao qual esteja atrelada a política</p><p>de investimento do Clube, podendo ser adquiridos na mesma proporção de sua</p><p>participação no respectivo índice; e os casos de aquisição de ações de emissão de</p><p>companhia por Clubes formados por seus empregados.</p><p>Ø Adquirir cotas de fundos de investimento administrados ou geridos pelo</p><p>administrador, pelo gestor ou por empresas a eles ligadas.</p><p>Ø Fazer lançamento de opções a descoberto (por exemplo, vender opções de</p><p>compra sem ter o ativo-objeto).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 414</p><p>Clubes de Investimento</p><p>Resumo</p><p>Os principais pontos a serem destacados nos Clubes de Investimento são:</p><p>Ø Pode possuir de 3 a 50 participantes.</p><p>Ø Um membro não pode ter mais de 40% das cotas, mas em caso de resgate de</p><p>outros cotistas, poderá ocorrer um desenquadramento passivo.</p><p>Ø Devem investir no mínimo 67% do patrimônio líquido em ações ou ativos</p><p>financeiros que remetem a ações;</p><p>Ø Investimento para um grupo restrito de pessoas físicas.</p><p>Ø Vedada a venda a descoberto de opções;</p><p>Ø Gestor pode ser tanto um cotista, quanto um profissional de gestão de carteiras;</p><p>Ø Administrados por corretoras, distribuidoras e bancos de investimento;</p><p>Ø Devem possuir estatuto social registrado em entidade administradora de</p><p>mercado organizado;</p><p>Ø Registrados na B3 e fiscalizados pela B3 e pela CVM;</p><p>Ø Menores custos comparados aos fundos de investimentos em ações.</p><p>Ø Tributação</p><p>Compromissadas</p><p>Características</p><p>A operação compromissada é aquela em que o vendedor assume o compromisso de</p><p>recomprar os títulos vendidos em uma data futura, com o valor e remuneração</p><p>previamente definido. Na mesma operação, o comprador assume o compromisso de</p><p>revender o título ao vendedor na data acordada e com o pagamento do preço fixado,</p><p>sendo esses valores maiores que o valor de emissão. Assim, o comprador atua como</p><p>credor e o vendedor atua como devedor.</p><p>q PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Operação: Sempre uma das partes necessita ser uma instituição financeira;</p><p>Ø Títulos que podem estar nessa operação: Títulos públicos, CDB, LH, LCI, CRI,</p><p>Debêntures, CPR com liquidação financeira, ... E demais títulos que venham a ser</p><p>autorizados pelo Banco Central. Quando o lastro for título privado, as operações</p><p>ocorrerão na B3 e quando for público, ocorrerão no SELIC.</p><p>Ø Registro: Quando o lastro for constituído por títulos privados, as operações são</p><p>registradas e liquidadas na B3. Quando o lastro for de títulos públicos federais, seu</p><p>registro ocorrerá no SELIC.</p><p>Ø Garantia de FGC: SIM, desde que tenham como objeto títulos emitidos após</p><p>08.03.2012 por empresa ligada.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>33</p><p>COE – Certificado de Operações Estruturadas</p><p>Conceito</p><p>Certificado de Operações Estruturadas (COE) é um instrumento de captação bancária,</p><p>único e indivisível, que agrega a um investimento financeiro funcionalidades de renda</p><p>variável e renda fixa, utilizando de derivativos para poder ter alavancagem ou proteções</p><p>em determinados cenários. Este produto traz como diferencial a possibilidade de ser</p><p>estruturado com base em cenários de ganhos e perdas, em diversos segmentos, devendo</p><p>ser selecionado de acordo com o perfil de cada investidor. Dizemos que o COE é a versão</p><p>brasileira das Notas Estruturadas comercializado nos Estados Unidos e na Europa”.</p><p>O COE substitui outros instrumentos financeiros com características semelhantes às</p><p>utilizadas anteriormente pelo mercado, como operações de captação estruturada. Essas</p><p>operações associavam um fator caixa, geralmente por meio de CDB, e outro de derivativo,</p><p>como swap ou opção flexível.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>34</p><p>COE – Certificado de Operações Estruturadas</p><p>Modalidades</p><p>A Resolução 4.263/2013 instituiu as características do COE estabelecendo, de acordo com</p><p>a estrutura de rentabilidade, as seguintes modalidades:</p><p>Ø Valor Nominal Protegido (VNP): investimento cujo valor total dos pagamentos</p><p>mínimos previstos ao investidor é igual ou superior ao investimento inicial; ou</p><p>Ø Valor Nominal em Risco (VNR): quando há possibilidade de perda até o limite do</p><p>capital investido. Isso significa que o investidor nunca poderá perder mais que o valor</p><p>investido, mesmo que a estrutura do COE contenha aplicações alavancadas para</p><p>certos cenários.</p><p>O COE pode ser referenciado em índices de preço, de títulos de dívida, de valores</p><p>mobiliários, taxas de juro ou de câmbio e em outros ativos subjacentes, incluindo índices</p><p>de ativos negociados no Exterior. Sua rentabilidade segue o retorno dos ativos e índices</p><p>citados desde que haja série regularmente calculada e objeto de divulgação pública.</p><p>No site da B3 é possível verificar as diferentes estruturas existentes para o COE. Estas</p><p>estruturas possuem nomenclaturas específicas, tais como: Call ou Put Spread; Condor;</p><p>Butterfly; Fence; Call Knock-out entre tantas outras nomenclaturas.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>35</p><p>COE – Certificado de Operações Estruturadas</p><p>Principais Características</p><p>As principais características do COE são:</p><p>Ø Obrigatório a assinatura do termo de ciência de risco: assinado uma única vez</p><p>pelo investidor, dando ciência dos riscos do COE.</p><p>Ø Obrigatório a entrega do DIE (Documento de Informações Essenciais), antes da</p><p>aquisição do COE.</p><p>Ø Não conta com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito – FGC.</p><p>Ø Tributação SEMPRE com tabela regressiva de Renda Fixa (22,5% a 15%).</p><p>Ø Possibilidade de recompra ou de resgate antecipado. No entanto, estarão sujeitos</p><p>à marcação a mercado e, desta forma, sem garantia do principal investido.</p><p>Ø Podem ser atrelados a diversos tipos de ativos, como: ações brasileiras ou exterior,</p><p>índices, moedas, commodities, ...</p><p>Ø Podem ter o capital protegido (VNP) ou não (VNR).</p><p>Ø Somente podem ser emitidos por bancos e registrados na B3.</p><p>q OBS: caso o adquirente seja investidor profissional, fica dispensado a obrigatoriedade</p><p>dos documentos “Termo de adesão e ciência de risco” e “DIE – Documento de</p><p>Informações Essenciais”</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>36</p><p>COE – Certificado de Operações Estruturadas</p><p>Distribuição Via Oferta Pública</p><p>A oferta pública de distribuição de COE NÃO ESTÁ SUJEITA A REGISTRO NA CVM e será</p><p>realizada por instituições intermediárias habilitadas a atuar como integrantes do sistema</p><p>de distribuição de valores mobiliários (RCVM 08/2020).</p><p>q Documentos de Informações Essenciais: O emissor deve elaborar um Documento de</p><p>Informações Essenciais – DIE, de forma a permitir ao investidor a ampla compreensão</p><p>sobre o funcionamento do COE, seus fluxos de pagamentos e os riscos incorridos. Este</p><p>documento deve:</p><p>Ø Conter informações verdadeiras, completas, consistentes e que não induzam o</p><p>investidor a erro;</p><p>Ø Ser escrito em linguagem simples, clara, objetiva, concisa e adequada a sua</p><p>natureza e complexidade; e</p><p>Ø Ser útil à avaliação de investir no COE.</p><p>q OBS: A formatação, a estrutura e a disposição das informações do DIE não devem</p><p>diminuir a relevância de nenhum dos itens constantes dos incisos do Resolução</p><p>CVM 08/2020 (e de suas atualizações).</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>37</p><p>COE – Certificado de Operações Estruturadas</p><p>Distribuição Via Oferta Pública</p><p>q Material Publicitário: A utilização de qualquer texto publicitário para oferta, anúncio</p><p>ou promoção nas ofertas públicas de distribuição de COE dispensadas de registro nos</p><p>termos desta Instrução, por qualquer forma ou meio veiculados, inclusive audiovisual,</p><p>deve:</p><p>Ø seguir as regras gerais de divulgação de informações previstas na legislação;</p><p>Ø ser consistente e não conter informações divergentes em relação ao conteúdo do</p><p>Documentos de Informações Essenciais (DIE);</p><p>Ø usar linguagem serena e moderada, advertindo para os riscos do investimento,</p><p>inclusive que o recebimento dos montantes devidos ao investidor está sujeito ao</p><p>risco de crédito do emissor do certificado;</p><p>Ø mencionar que se trata de material publicitário;</p><p>Ø alertar para a existência do DIE e os meios para a obtenção de um exemplar;</p><p>Ø destacar que o certificado é da modalidade de “Investimento com Valor Nominal</p><p>em Risco”, quando for o caso.</p><p>q OBS: caso o material publicitário do COE contenha cenários, não poderá ser dado</p><p>destaque ao melhor cenário em detrimento dos outros cenários.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>38</p><p>FGC – Fundo Garantidor de Crédito</p><p>Conceito</p><p>O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que</p><p>administra um mecanismo de proteção aos correntistas, poupadores e investidores (tanto</p><p>para investidores residentes, quanto para investidor não residentes), permitindo</p><p>recuperar depósitos ou créditos mantidos em instituição financeira, até determinado</p><p>valor, em caso de intervenção, de liquidação ou de falência. Este mecanismo foi criado</p><p>com os seguintes objetivos:</p><p>Ø Proporcionar a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional (SFN);</p><p>Ø Prestar garantia de créditos contra instituições a ele associadas, em caso de</p><p>intervenção, liquidação ou falência;</p><p>Ø Proteger o pequeno investidor.</p><p>Todas as instituições financeiras e associações de poupança e empréstimos contam com a</p><p>garantia do FGC. Vale ressaltar que as cooperativas de crédito não fazem parte do FGC,</p><p>mas elas possuem outro sistema chamado de FGCoop.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>39</p><p>FGC – Fundo Garantidor de Crédito</p><p>Produtos Garantidos</p><p>São garantidos pelo FGC:</p><p>Ø Depósitos à vista;</p><p>Ø Depósitos de poupança;</p><p>Ø Depósitos a prazos (RDB e CDB);</p><p>Ø Letras de Câmbio (LC);</p><p>Ø Letras de Crédito Imobiliário</p><p>idêntica aos fundos de ações, ou seja, não possuem IOF, não possuem</p><p>come-cotas e a alíquota de IR é de 15% para o cotista.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 415</p><p>Carteira Administrada</p><p>Conceito</p><p>A Carteira Administrada É UM SERVIÇO DE GESTÃO de investimentos no qual o investidor</p><p>contrata um gestor para cuidar especificamente dos seus recursos, desde a estratégia de</p><p>alocação até o rebalanceamento (compra e venda de cada ativo que compõe a carteira).</p><p>Desta forma, a tributação é a mesma de uma pessoa física sem este serviço, mantendo</p><p>todos os benefícios de isenção de IR de produtos de Renda Fixa (LCI, LCA, CRI, CRA...) e do</p><p>limite de venda de até R$ 20.000,00 por mês em ações. Além disso, a carteira</p><p>administrada é moldada para as necessidades de cada cliente, sem ter que seguir regras</p><p>rígidas como as da classificação de fundos.</p><p>Portanto, diferentemente de aplicar em fundos de investimentos, na Carteira</p><p>Administrada o cliente é proprietário dos ativos diretamente e não das cotas, como</p><p>ocorre nos fundos. Outro ponto importante, é que a Carteira Administrada permite tanto</p><p>a Gestão Discricionária (gestor toma as decisões sem consultar o cliente), quanto a Não</p><p>Discricionária (quando há participação do cliente na tomada de decisão), tendo também</p><p>um maior grau de liberdade para trabalhar derivativos.</p><p>Capítulo 5:</p><p>Investimentos no Exterior</p><p>416</p><p>CFP - Certified Financial Planner 417</p><p>5.1 Renda Fixa Internacional</p><p>417</p><p>CFP - Certified Financial Planner 418</p><p>Títulos de Renda Fixa</p><p>Conceito</p><p>Os famosos Bonds, nada mais são do que títulos emitidos por um país (treasury bonds) ou</p><p>por empresas (corporate bonds) e demais instituições privadas, ou seja, são os títulos de</p><p>dívidas. Desta forma, é um contrato onde o emissor do título concorda em pagar uma</p><p>determinada taxa de juro por um período de tempo predeterminado para o portador do</p><p>título (a pessoa que compra e recebe os juros). Nem todos os títulos pagam cupom,</p><p>alguns deles simplesmente têm um desconto sobre o valor de face, ex: você paga 980</p><p>dólares pelo direito de receber 1.000 dólares em um ano (portanto, o preço do BOND é o</p><p>seu Valor Presente).</p><p>Os títulos dos EUA ainda são uma das opções mais seguras, pois tem um baixo risco de</p><p>inadimplência do mundo. Os EUA nunca entraram em moratória, ou seja, nunca deixou de</p><p>pagar a sua dívida. Mesmo que seja um dos países mais endividados do mundo ainda é</p><p>considerado um porto seguro, desta forma, é considerado a TLR (taxa livre de risco) dos</p><p>investimentos no mundo.</p><p>O governo americano possui quatro (4) tipos de títulos: T-Bills, T-Notes, T-Bonds e as TIPS.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 419</p><p>As TREASURY BILLS (T-BILLS) tem como principal característica que o seu VENCIMENTO É</p><p>DE ATÉ UM ANO. Assim sendo, suas características são:</p><p>Ø Maturidade menor que um ano;</p><p>Ø Mais comuns: 1, 3 e 6 meses (Duration Curta);</p><p>Ø Usados como estimativas de taxa de retorno livre de risco (TLR);</p><p>Ø NÃO POSSUEM PAGAMENTO DE CUPOM (devido ao curto prazo);</p><p>Ø T-bills possuem um desconto sobre seu valor de face (como se fosse uma LTN);</p><p>Ø Os preços são cotados como uma percentagem do valor de face;</p><p>Ø Não confunda taxa de desconto com taxa de retorno (yield).</p><p>q FÓRMULA:</p><p>Títulos do Governo Americano</p><p>JUROS</p><p>SIMPLES</p><p>Treasury Bills</p><p>!"#$%&'% = )*+* (%)×12*3 *)4 5 64782947)5360</p><p>CFP - Certified Financial Planner 420</p><p>Títulos do Governo Americano</p><p>T-Bills: Exemplo</p><p>Um investidor deseja adquirir um título público americano de curto de prazo. Desta</p><p>forma, ele analisa a compra de uma T-Bill que está sendo negociada com deságio de 10%</p><p>ao ano sobre o seu valor de face de U$ 1.000,00 (base 360 dias corridos). Como faltam</p><p>180 dias corridos para seu vencimento, o retorno que este investidor irá ter será:</p><p>Ø Desconto (%) = (180/360) × 10,00% = 0,5 × 10,00% = 5,00%</p><p>Ø Desconto (U$) = U$ 1.000,00 × 5,00% = U$ 50,00</p><p>Ø Preço da T-BILL = U$ 1000 - U$ 50,00 = U$ 950,00</p><p>Ø Retorno (yield) – Calculando na HP-12C:</p><p>§ 950 [ENTER]</p><p>§ 1.000 [Δ%]</p><p>§ Resposta: 5,2632% no período de 180 dias</p><p>Desta forma, mostra-se que o desconto dado é diferente do retorno do investimento.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 421</p><p>Títulos do Governo Americano</p><p>Treasury Notes</p><p>As TREASURY NOTES (T-NOTES) tem como principal característica que possui</p><p>VENCIMENTOS DE DOIS A DEZ ANOS. Assim sendo, suas principais características são:</p><p>Ø Títulos de médio prazo (vencimentos entre dois a 10 anos);</p><p>Ø Mais comuns: 2, 3, 5 e 10 anos;</p><p>Ø Taxa de juros fixa;</p><p>Ø POSSUEM CUPOM SEMESTRAL;</p><p>Ø São inicialmente oferecidas através de leilões do Tesouro, mas também possuem</p><p>negociação no mercado secundário, com grande liquidez.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 422</p><p>Títulos do Governo Americano</p><p>Treasury Bonds</p><p>As TREASURY BONDS (T-BONDS) tem como principal característica que possui</p><p>VENCIMENTOS COM MAIS DE DEZ ANOS. Assim sendo, suas principais características são:</p><p>Ø Títulos de longo prazo (vencimentos com prazos superiores a 10 anos);</p><p>Ø Mais comuns: 20 e 30 anos;</p><p>Ø Taxa de juros fixa;</p><p>Ø POSSUEM CUPOM SEMESTRAL;</p><p>Ø São inicialmente oferecidas através de leilões do Tesouro, mas também possuem</p><p>negociação no mercado secundário, com grande liquidez.</p><p>Ø Algumas possuem cláusula de opção de compra, onde o governo americano pode</p><p>recomprar a dívida antes do seu vencimento.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 423</p><p>Títulos do Governo Americano</p><p>TIPS (Inflação)</p><p>As TREASURY INFLATION PROTECTED SECURITIES (TIPS) são títulos públicos INDEXADOS</p><p>À INFLAÇÃO (CPI – CONSUMER PRICE INDEX) com pagamento semestral. Assim:</p><p>ØValor principal indexado à variação do CPI (Consumer Price Index)</p><p>Ø Pagamentos de juros semestrais (valor principal ajustado pela inflação).</p><p>Ø A TAXA de cupom permanece a MESMA pelo prazo do título, porém o VALOR do</p><p>cupom irá MUDAR em função da mudança do principal (correção pelo CPI).</p><p>Ø O investidor nunca recebe menos do que o valor de face. Ou seja, se houver</p><p>deflação e o valor do título for inferior ao valor de face, este automaticamente volta</p><p>ao valor de face.</p><p>Ø Emitidos normalmente com prazos de 5, 10 e 30 anos.</p><p>q EXEMPLO: Um investidor comprou uma TIPS com valor de face de U$ 100.00,00 e</p><p>cupom de 4%aa. Após 6 meses de sua emissão, a taxa anual de inflação americana (CPI)</p><p>foi de 6%. Desta forma, o valor de face será ajustado para o semestre a 3% (6% dividido</p><p>por 2), passando a ser U$ 103 mil. O primeiro cupom semestral será 2% (já que ao ano</p><p>eram 4%, o semestre será a metade) do novo valor de face (U$ 103 mil), ou seja</p><p>U$ 2.060,00. Com isso, o dívida passará a estar valendo U$ 100.940,00. Os outros cupons</p><p>serão calculados da mesma forma, sobre o valor de face ajustado ao CPI.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 424</p><p>Títulos Privados</p><p>CD – Certificate of Deposits</p><p>O CERTIFICATE OF DEPOSIT (CD) é semelhante ao CDB no Brasil. O investidor mantém</p><p>uma quantia fixa de recursos por um período fixo de tempo e, em troca, o banco emissor</p><p>paga juros. Da mesma forma como no Brasil, os EUA também possuem seu “FGC” e com</p><p>isso, os CDs comprado por meio de um banco segurado pelo governo federal possui</p><p>proteção de até US$ 250 mil dólares. Este seguro cobre todas as contas em seu nome no</p><p>mesmo banco, não cada CD ou conta que o investidor tem no banco.</p><p>Estes títulos podem possuir remuneração prefixa ou pós-fixada, e quanto maior a</p><p>probabilidade de inadimplência do banco, maior será a remuneração, pois maior será o</p><p>seu risco. Mesmo possuindo a proteção do FDIC (Federal Deposit Insurance Corporation),</p><p>o “FGC Americano”, esta proteção tem um valor máximo de USD 250.000,00.</p><p>q OBS: Diferentemente do FGC Brasileiro, o “FGC Americano” não está descrito no edital,</p><p>não podem ser cobrado as suas regras na prova. A informação foi colocada no livro,</p><p>puramente por questão informativa (curiosidade).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 425</p><p>Títulos Privados</p><p>Commercial Papers</p><p>Os COMMERCIAL PAPERS (CP) são geralmente emitidos por empresas, mas também há</p><p>commercial papers emitidos por bancos e governos. São instrumentos para a obtenção de</p><p>recursos no</p><p>(LCI);</p><p>Ø Letras de Crédito do Agronegócio (LCA);</p><p>Ø Letras Hipotecárias (LH);</p><p>Ø Operações compromissadas que têm como objeto títulos emitidos após</p><p>08.03.2012 por empresa ligada.</p><p>Os produtos que NÃO são garantidos pelo FGC:</p><p>Ø Letras Financeiras (LF);</p><p>Ø Letra Imobiliária (LI);</p><p>Ø Letra Imobiliária Garantida (LIG);</p><p>Ø COE;</p><p>Ø Renda Fixa de Instituições NÃO-FINANCEIRAS (CRI, CRA, CPR, Debentures...)</p><p>Ø Ações e Fundos de Investimentos.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>40</p><p>FGC – Fundo Garantidor de Crédito</p><p>Limites de Garantias</p><p>O total de crédito garantido por CPF/CNPJ (inclusivo investidores não-residentes), contra</p><p>cada instituição financeira ou todas as instituições associadas do mesmo grupo financeiro,</p><p>será de até R$ 250.000,00, limitado ao saldo existente. Além disso, é estabelecido um teto</p><p>de R$ 1 milhão, a cada período de 4 anos, para garantias pagas para cada CPF ou CNPJ.</p><p>Este teto não se aplica aos investimentos contratados ou repactuados antes de 21 de</p><p>dezembro de 2017.</p><p>Nas contas conjuntas, o valor da garantia é limitado a R$ 250.000,00 (duzentos e</p><p>cinquenta mil reais), ou ao saldo da conta quando inferior a esse limite, dividido pelo</p><p>número de titulares, sendo o crédito do valor garantido feito de forma individual,</p><p>independentemente da relação existente entre os titulares.</p><p>Portanto, o limite de R$ 250 mil é por CPF/CNPJ e por instituição financeira, não</p><p>podendo ser ultrapassado este valor.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>41</p><p>TITULAR RACIONAL VALOR DA GARANTIA</p><p>Esposa R$ 150.000,00 / 3 R$ 50.000,00</p><p>Marido R$ 150.000,00 / 3 R$ 50.000,00</p><p>Filho R$ 150.000,00 / 3 R$ 50.000,00</p><p>Detalhe: Se algum dos 3 titulares possuir outra conta na mesma instituição</p><p>financeira, essa outra conta possui R$ 200.000,00 garantidos (R$ 250.000 menos</p><p>R$ 50.000).</p><p>FGC – Fundo Garantidor de Crédito</p><p>Exemplo 1</p><p>No caso de uma conta conjunta com 3 titulares (esposa, marido e filho) e saldo</p><p>depositado de R$ 150.000,00:</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>42</p><p>q EXEMPLO: Quatro amigos vieram lhe consultar sobre quanto cada um receberia pelo</p><p>Fundo Garantidor de Crédito (FGC) se o banco XYZ viesse à falência, já que possuem as</p><p>seguintes contas conjuntas:</p><p>Com estas informações, o que você lhes diria?</p><p>CONTA VALOR FINANCEIRO EM CONTA CORRENTE</p><p>(1) Eduardo e Marcelo R$ 200.000,00</p><p>(2) Eduardo e Pedro R$ 250.000,00</p><p>(3) Eduardo, Pedro e Rafael R$ 650.000,00</p><p>FGC – Fundo Garantidor de Crédito</p><p>Exemplo 2</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>43</p><p>FGC – Fundo Garantidor de Crédito</p><p>Exemplo 2: Resposta</p><p>A Garantia do FGC é de R$ 250 mil por CPF, por instituição financeira, mas também por</p><p>conta. Como no exercício, a conta (3) possui valor de R$ 650.000,00, ela será reduzida</p><p>para R$ 250.000,00 (limite máximo por conta). Somente após isso, devemos dividir o valor</p><p>desta conta entre os 3 correntistas. O segundo passo, é lembrar que nenhuma pessoa</p><p>poderá receber mais de R$ 250.000,00. Assim, o cálculo das de cada amigo será:</p><p>Ø Conta (1) Eduardo e Marcelo: R$ 200.000 ÷ 2 = R$ 100.000,00 para cada</p><p>Ø Conta (2) Eduardo e Pedro: R$ 250.000 ÷ 2 = R$ 125.000,00 para cada</p><p>Ø Conta (3) Eduardo, Pedro e Rafael: R$ 250.000 ÷ 3 = R$ 83.333,33 para cada.</p><p>Agora que temos o valor que cada amigo receberá em cada conta, faremos a análise</p><p>individual (limite máximo de R$ 250.000,00 por CPF):</p><p>Ø Eduardo: R$ 100.000,00 + R$ 125.000,00 + R$ 83.333,33 = R$ 308.333,33. No</p><p>entanto, como ultrapassou o limite de R$ 250 mil por CPF, Eduardo receberá o teto</p><p>da garantia do FGC: R$ 250.000,00</p><p>Ø Marcelo: R$ 100.000,00</p><p>Ø Pedro: R$ 125.000,00 + R$ 83.333,33 = R$ 208.333,33</p><p>Ø Rafael: R$ 83.333,33</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>44</p><p>1.4 Títulos Emitidos por Instituições</p><p>Não Financeiras</p><p>44</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>45</p><p>Títulos de Renda Fixa de Não Financeiras</p><p>Conceito</p><p>Os títulos de renda fixa de Instituições NÃO Financeiras cobrados em prova são:</p><p>Ø NP – Nota Promissória</p><p>Ø Debêntures</p><p>Ø Debêntures Incentivadas</p><p>Ø Debêntures de Infraestrutura</p><p>Ø CRI – Certificado de Recebíveis Imobiliários</p><p>Ø CCI – Cédula de Crédito Imobiliária</p><p>Ø CRA – Certificado de Recebíveis do Agronegócio</p><p>Ø CPR – Cédula do Produtor Rural</p><p>Ø CDCA – Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>46</p><p>Nota Promissória (Commercial Paper)</p><p>Características</p><p>A nota promissória é uma promessa de pagamento e deve conter estes requisitos</p><p>essenciais, lançados, por extenso no contexto:</p><p>Ø Denominação de “Nota Promissória” ou termo correspondente;</p><p>Ø Soma de dinheiro a pagar;</p><p>Ø Nome da pessoa a quem deve ser paga;</p><p>Ø Assinatura do próprio punho da emitente ou do mandatário especial.</p><p>Quando se tratar de uma oferta pública, ela deverá seguir as regras da Res. 163/22 e</p><p>somente poderá ser emitida por companhias e as sociedades limitadas. Também poderão</p><p>emitir desta forma, as cooperativas que tenham por atividade a produção,</p><p>comercialização, beneficiamento ou industrialização de produtos ou insumos</p><p>agropecuários, ou de máquinas e implementos utilizados na atividade agropecuária. Desta</p><p>forma, as principais CARACTERÍSTICAS PARA DISTRIBUIÇÃO PÚBLICA são:</p><p>Ø Sujeito a registro na CVM;</p><p>Ø Não podem possuir cupom;</p><p>Ø Garantia: pode ou não possuir (quando possui, em geral, é mera fiança bancária);</p><p>Ø Prazo Máximo: 360 DIAS e quando tratar de oferta pública de distribuição</p><p>direcionada exclusivamente a investidores profissionais, não há prazo máximo.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>47</p><p>Debêntures</p><p>Características</p><p>Debêntures são dívidas de médio e longo prazo, podendo ser emitidas por (1) Sociedades</p><p>Anônimas NÃO FINANCEIRAS ABERTAS OU FECHADAS; (2) Sociedades de arrendamento</p><p>mercantil; ou (3) Companhias hipotecárias. No entanto, a sua captação voltada ao público</p><p>em geral só é permitida para as sociedades anônimas de capital aberto, com registro na</p><p>CVM, podendo existir duas formas de emissão, que são:</p><p>Ø Nominativas: quando a própria companha emissora, em seu livro de registro,</p><p>realiza o registro dos investidores e a transferências dos recursos.</p><p>Ø Escriturais: quando uma instituição financeira autorizada pela CVM, realiza o</p><p>registro e o controle de transferência, mantendo sob sua custódia a debênture.</p><p>Além disso, as debêntures também são classificadas como:</p><p>Ø DEBÊNTURE SIMPLES (NÃO CONVERSÍVEIS): No vencimento, o pagamento é feito</p><p>em dinheiro, sendo o modelo mais comum dentre todos os modelos;</p><p>Ø DEBÊNTURE CONVERSÍVEL (DCA): é permitido ao investidor, converter o valor a</p><p>ser recebido em dinheiro, em condições predeterminadas, receber em ações.</p><p>Ø PERMUTÁVEIS: similar a DCA, mas com pagamento em ações de outra companhia.</p><p>q OBS: O governo também criou dois tipos de debêntures: as debentures incentivas e as</p><p>debentures de infraestrutura, que iremos ver a seguir.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>48</p><p>Debêntures</p><p>Repactuação</p><p>Repactuação é uma possibilidade de renegociar as condições acertadas com os</p><p>debenturistas, de forma a adequar as características dos títulos às condições de mercado.</p><p>Essa renegociação por parte de empresa poderá ser relacionado a rentabilidade, prazo de</p><p>pagamento ou até mesmo, referente as garantias.</p><p>Caso haja a possibilidade desse mecanismo, ele deverá estar previsto na escrituro de</p><p>emissão. Além disso, se houver esta cláusula e ela for acionada pela empresa, oferecendo</p><p>novas condições para a debênture, se o investidor não aceitar a repactuação de algum dos</p><p>itens citados, a empresa emissora estará obrigada a recomprar os devidos títulos dos</p><p>debêntures que não aceitarem as novas condições.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>49</p><p>Debêntures</p><p>Resgate Antecipado & Opção de Compra</p><p>Diferentemente do vencimento antecipado, que poderá ser causado por Cross Default ou</p><p>Quebra de covenants, onde o credor solicita antecipadamente o pagamento da dívida, o</p><p>(1) RESGATE ANTECIPADO & a (2) OPÇÃO DE COMPRA são benefícios para a empresa,</p><p>protegendo-a da queda da taxa de juros, pois assim poderá conseguir pagar juros mais</p><p>barato encerrando a dívida atual e emitindo uma nova dívida a taxas mais atraentes.</p><p>Desta forma, na escritura</p><p>de emissão, a empresa poderá colocar as cláusulas de RESGATE</p><p>ANTECIPADO ou de OPÇÃO DE COMPRA, que lhe dará esse direito de encerrar a dívida,</p><p>totalmente ou parcialmente. Como o debenturista já sabe dessas condições no momento</p><p>de emprestar o dinheiro para a empresa, ele não poderá se opor ao encerramento da</p><p>dívida. Vale ressaltar que o valor pago deverá ser o valor nominal atualizado e/ou</p><p>acrescido da remuneração pro rata temporis.</p><p>Inicialmente, aparenta serem a mesma cláusula, somente mudando o nome, mas há uma</p><p>diferença relevante. Quando se tratar de (1) RESGATE ANTECIPADO a empresa emissora é</p><p>obrigada a cancelar as debêntures. Já quando se tratar de (2) OPÇÃO DE COMPRA a</p><p>empresa emissora poderá manter as debêntures em tesouraria e, posteriormente, vendê-</p><p>las no mercado secundário.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>50</p><p>Debêntures</p><p>Principais Características</p><p>Diante disso, as principais características das Debêntures são:</p><p>Ø O documento mais importante é a sua ESCRITURA DE EMISSÃO, onde estão</p><p>definidas as suas características (prazo, indexador, fórmula de cálculo, fluxo de</p><p>pagamentos, condições que a companhia precisa obedecer).</p><p>Ø Instituições financeiras NÃO PODEM emitir debêntures.</p><p>Ø Valor total de emissão NÃO poderá ultrapassar o capital social da empresa.</p><p>Ø Nas distribuições pública, os investidores devem ter acesso ao prospecto.</p><p>Ø Somente as sociedades anônimas de capital aberto, com registro na CVM podem</p><p>fazer emissões públicas de debêntures (captação via público em geral).</p><p>Ø Remuneração pode ser Prefixado, Pós-fixado ou até mesmo a variação cambial.</p><p>Ø Não possui garantia do FGC, mas podem apresentar garantias específicas.</p><p>Ø Tributada como renda fixa.</p><p>Ø Podem possuir mecanismo de repactuação para adequar a remuneração dos</p><p>títulos às condições do mercado, desde que esteja descrito na escritura.</p><p>Ø Cláusulas que beneficiam o debenturista: Repactuação e vencimento antecipado.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>51</p><p>Debêntures Incentivadas (Lei 12.431/11)</p><p>Características</p><p>As DEBÊNTURES INCENTIVADAS (Lei 12.431/11) tem como principal característica a</p><p>isenção de imposto de renda para as pessoas físicas. Os recursos captados pelos</p><p>Emissores deverão ser destinados à implementação de projetos de investimento na área</p><p>de infraestrutura ou de produção econômica intensiva em pesquisa, desenvolvimento e</p><p>inovação considerados como prioritários em regulamentação a ser expedida bienalmente,</p><p>pelo Poder Executivo Federal.</p><p>qPRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Emissor: Sociedades de Propósito Específico (SPE), de capital aberto ou fechado;</p><p>Ø Rentabilidade: Taxa de Juros Prefixada + índice de preços ou TR;</p><p>Ø Tributação: Isento para pessoas físicas e de 15% para pessoas jurídicas;</p><p>Ø Obrigatório prazo médio ponderado superior a 4 anos;</p><p>Ø Vedação à recompra das Debêntures pelo Emissor ou parte a ele relacionada nos 2</p><p>primeiros anos após a sua emissão e à liquidação antecipada por meio de resgate ou</p><p>pré-pagamento;</p><p>Ø Prazo de pagamento periódico de rendimentos, se existente, com intervalos de, no</p><p>mínimo, 180 dias.</p><p>Ø Não pode haver compromisso de revenda por parte do comprador.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>52</p><p>Debêntures de Infraestrutura (Lei 14.801/24)</p><p>Características</p><p>Da mesma forma que as Debêntures Incentivas, os recursos captados pelos Emissores das</p><p>Debêntures de Infraestrutura deverão ser destinados à implementação de projetos de</p><p>investimento na área de infraestrutura ou de produção econômica intensiva em pesquisa,</p><p>desenvolvimento e inovação considerados como prioritários pelo governo federal. No</p><p>entanto, as DEBÊNTURES DE INFRAESTRUTURA tem como principal diferença que o</p><p>benefício fiscal agora é para o emissor e não mais para o investidor. Esses benefícios são:</p><p>Ø Benefício de dedução para efeito de lucro líquido, o valor correspondente a soma</p><p>dos juros pagos ou incorridos, para cálculo do IRPJ e CSLL</p><p>Ø Excluir na apuração do lucro real e da base de CSLL, o valor de 30% da somados</p><p>juros relativos às debêntures, pagos no exercício.</p><p>q PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Emissor: Sociedades de Propósito Específico (SPE), de capital aberto ou fechado;</p><p>Ø Rentabilidade: (1) Taxa de Juros Prefixada + índice de preços; (2) Taxa Referencial e</p><p>(3) a possibilidade de emissão com rendimento atrelado à variação da taxa cambial,</p><p>a depender de autorização do governo federal;</p><p>Ø Tributação: para o investidor, a tributação é a da renda fixa normal</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>53</p><p>Debêntures Incentivadas e de Infraestrutura</p><p>Tabela Comparativa</p><p>PARTICIPANTE LEI 12.431/11</p><p>INCENTIVADAS</p><p>LEI 14.801/24</p><p>INFRAESTRUTURA</p><p>INVESTIDOR</p><p>PESSOA FÍSICA</p><p>Isento de</p><p>Imposto de Renda</p><p>Tabela Regressiva de IRRF</p><p>de 22,5% a 15%</p><p>EMISSOR N/A</p><p>§ Benefício de dedução para efeito de</p><p>lucro líquido, o valor correspondente a</p><p>soma dos juros pagos ou incorridos, para</p><p>cálculo do IRPJ e CSLL.</p><p>§ Excluir na apuração do lucro real e da</p><p>base de CSLL, o valor de 30% da somados</p><p>juros relativos às debêntures, pagos no</p><p>exercício.</p><p>Obs: os benefícios estão sujeitos as regras</p><p>da Lei de Diretrizes orçamentárias(LDO)</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>54</p><p>CCI – Cédula de Crédito Imobiliário</p><p>Características</p><p>A CCI é um título que representa um crédito imobiliário, em que um devedor se</p><p>compromete a pagar uma dívida imobiliária a um credor. Funciona como um instrumento</p><p>que facilita a negociabilidade e a portabilidade do crédito imobiliário.</p><p>q PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Emissores: todos os credores dos créditos imobiliários.</p><p>Ø Negociação em mercado secundário.</p><p>Ø Emitidas com ou sem garantia real (hipoteca ou alienação fiduciária) ou</p><p>fidejussória (aval ou fiança);</p><p>Ø Companhias securitizadoras adquirem CCI para emissão de CRI;</p><p>Ø A CCI pode ser remunerada à taxa prefixada ou pós-fixada, inclusive por índices de</p><p>preços, de acordo com o indexador do direito creditório nela representado.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>55</p><p>CPR – Cédula de Produtor Rural</p><p>Características</p><p>A CÉDULA DO PRODUTOR RURAL é um título de crédito lastreado em GARANTIA REAL,</p><p>representada por penhor rural ou mercantil. Trata-se de uma VENDA A TERMO, na qual o</p><p>produtor, associação ou cooperativa de crédito emite um título para comercializar seus</p><p>produtos, recebendo o valor antecipadamente, com a obrigação de pagamento em</p><p>produto (CPR Física) ou de resgate financeiro (CPR Financeira).</p><p>Com a publicação da Lei Nº 13.986 / 2020, as CPRs deverão ser registradas em uma</p><p>entidade autorizada pelo Banco Central do Brasil para terem validade e eficácia. No</p><p>entanto, aquelas que não tenham como credor original uma instituição financeira ficam</p><p>dispensadas de registro para valores descritos na Resolução CMN Nº 4.927/21.</p><p>q PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Podem ter sua remuneração através de taxa juros, fixa ou flutuante, da atualização</p><p>monetária ou da variação cambial;</p><p>Ø Pode ser emitido com alienação fiduciária dos direitos creditórios vinculados ao</p><p>título, o que aumenta ainda mais as garantias dos investidores nessa operação.</p><p>Ø Tributação: isento de imposto de renda para pessoas físicas.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>56</p><p>Companhia Securitizadora</p><p>Definição</p><p>Primeiramente, o que significa essa “securitização? A securitização nada mais é que a</p><p>transformação de um grupo de ativos (créditos) gerados por uma determinada empresa</p><p>(originadora) em títulos mobiliários passíveis de negociação com maior liquidez.</p><p>Por exemplo, uma incorporadora vende 500 terrenos de um loteamento a prazo,</p><p>originando um grupo de ativos de 500 contratos de Compra & Venda (que são créditos a</p><p>receber). A partir desse momento, a construtora passa a ser credora desses 500</p><p>comprados. Qual o problema? Ela não tem mais dinheiro para construir novos</p><p>empreendimentos, o que ela tem são créditos a receber. É neste momento que surge a</p><p>Securitizadora, uma instituição não-financeira cuja sua atividade será converter esse</p><p>grupo de ativos em títulos mobiliários com maior liquidez, transferindo o risco de calote</p><p>aos investidores desses novos títulos mobiliários, chamados de CRI ou</p><p>CRA (Certificado de</p><p>Recebíveis Imobiliários ou do Agronegócio), ou até mesmo através de debêntures.</p><p>Portanto, a securitização corresponde a essa atividade de converter o grupo de ativos em</p><p>títulos mobiliários de maior liquidez, transferindo dinheiro dos investidores, através de</p><p>valores mobiliários (CRI, CRA ou Debêntures) para a empresa originadora, em troca do</p><p>recebimento do fluxo de recursos original.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>57</p><p>4 ($)</p><p>Credor</p><p>Devedor</p><p>Securitizadora Investidores</p><p>Agente Fiduciário</p><p>1 2</p><p>3 ($)</p><p>5($)</p><p>6Credor possui Direitos de</p><p>crédito imobiliário/agronegócio</p><p>sobre o Devedor. Geração de</p><p>fluxo financeiro futuro</p><p>Responsável em proteger os</p><p>Direitos dos investidores.</p><p>1 – Cessão dos direitos de crédito / fluxo financeiro.</p><p>2 – Emissão CRI/CRA lastreados recebíveis / Colocação no mercado.</p><p>3 – Captação de recursos.</p><p>4 – Pagamento pela cessão dos direitos de crédito.</p><p>5 – Pagamento de fluxo financeiro dos direitos de crédito.</p><p>6 – Remuneração aos investidores de acordo com o estabelecido no Termo de Securitização</p><p>Companhia Securitizadora</p><p>Fluxo (Securitização)</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>58</p><p>Companhia Securitizadora</p><p>Principais Características</p><p>As principais características de uma securitização são:</p><p>Ø As Companhias Securitizadoras NÃO SÃO INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS e tem como</p><p>objeto exclusivo a aquisição e securitização de créditos oriundos de operações de</p><p>empréstimo, de financiamento e de arrendamento mercantil;</p><p>Ø A Securitizadora é normalizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e</p><p>não pelo Banco Central, como outras instituições financeiras.</p><p>Ø CRI, CRA e Debêntures NÃO POSSUEM GARANTIA DO FGC, mas podem possuir</p><p>garantias específicas, caso esteja especificado na sua estruturação;</p><p>Ø Os valores mobiliários criados (CRI, CRA e Debêntures) são ativos de renda fixa;</p><p>Ø É um processo de transferência do risco de crédito aos novos investidores;</p><p>Ø Os ativos adquiridos do originador (empresa detentora dos títulos de créditos),</p><p>são removidos dos seus balanços patrimoniais associados, sendo movido a dívida</p><p>inicial para a carteira securitizada, reduzindo o valor do passivo da empresa</p><p>originadora.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>59</p><p>CRI – Certificados de Recebíveis Imobiliários</p><p>Características</p><p>Os CRIs são títulos de crédito nominativos, escriturais e transferíveis, lastreados em</p><p>créditos imobiliários, emitidos pelas companhias securitizadoras, que adquirem e</p><p>securitizam créditos imobiliários e posteriormente distribuem ao mercado. Os CRIs podem</p><p>ser emitidos pela forma Simples ou pelo Regime Financeiro Fiduciário, sendo que neste</p><p>último, é constituído um patrimônio separado e administrado pela securitizadora, que</p><p>será composto exclusivamente dos direitos creditórios que lastreiam a emissão.</p><p>q PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Emissores: Securitizadora de Créditos Imobiliários.</p><p>Ø Investidores: Pessoas Físicas e Jurídicas.</p><p>Ø Remuneração: Prefixado, Pós-fixado e também atrelado à variação cambial.</p><p>Ø Tributação: isenta de imposto de renda SOMENTE para as Pessoas Físicas.</p><p>Ø Garantia de FGC: NÃO!</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>60</p><p>CRA – Certificados de Recebíveis do Agronegócio</p><p>Características</p><p>Os CRAs são títulos semelhantes aos CRIs, tendo como principal diferença o lastro: são</p><p>lastreados em créditos agrícolas. A sua emissão também é realizada por companhias</p><p>securitizadoras, com a remuneração desses títulos podendo ser periódica (mensalmente,</p><p>trimestralmente, ...). As demais características também são iguais, acrescentando ainda</p><p>que os dois tipos de títulos permitem a negociação no mercado secundário.</p><p>q PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Emissores: Securitizadora de Direitos Creditórios do Agronegócio.</p><p>Ø Investidores: Pessoas Físicas e Jurídicas.</p><p>Ø Remuneração: Prefixado ou Pós-fixado e também atrelado à variação cambial.</p><p>Ø Tributação: isenta de imposto de renda SOMENTE para as Pessoas Físicas.</p><p>Ø Garantia de FGC: NÃO!</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>61</p><p>Títulos de Instituições Não Financeiras</p><p>Resumo</p><p>Isenção IR</p><p>(Somente PF)</p><p>Isenção IOF</p><p>(PF e PJ)</p><p>Possui</p><p>FGC? EMISSOR</p><p>LCI SIM NÃO (*) SIM Somente Instituições Financeiras</p><p>LCA SIM SIM SIM Somente Instituições Financeiras</p><p>CRI SIM SIM NÃO Companhias Securitizadoras</p><p>CRA SIM SIM NÃO Companhias Securitizadoras</p><p>CCI SIM SIM NÃO Credor do Crédito Imobiliário</p><p>CPR SIM SIM NÃO Em geral, Produtores Rurais</p><p>CDCA SIM SIM NÃO</p><p>Cooperativas rurais e produtores</p><p>PJ que exerçam atividades ligados</p><p>a produção agropecuária</p><p>q OBS: LCI respeita a regra geral do IOF, porém como exige prazo mínimo de aplicação</p><p>superior a 29 dias, a alíquota é zero.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>62</p><p>DEBÊNTURES NOTAS PROMISSÓRIAS</p><p>Principal Objetivo</p><p>Captação de recursos para</p><p>financiamento de</p><p>CAPITAL FIXO</p><p>Captação de recursos</p><p>para financiamento de</p><p>CAPITAL DE GIRO</p><p>Quem pode emitir</p><p>S/A Abertas ou Fechadas,</p><p>porém para captação aberta ao</p><p>público necessita ser S/A Aberta</p><p>e com Registro na CVM.</p><p>Empresas S/A</p><p>Empresas LTDA</p><p>Cooperativas Agro</p><p>Quem NÃO pode emitir Instituições Financeiras Instituições Financeiras</p><p>Prazo mínimo para resgate Depende do tipo de</p><p>Remuneração Não tem</p><p>Prazo máximo para resgate Não tem 360 dias</p><p>(salve exceções)</p><p>Debêntures x Notas Promissórias</p><p>RESUMO</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>63</p><p>1.5 Índices do Mercado de Renda Fixa</p><p>63</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>64</p><p>IMA-Geral</p><p>Média ponderada dos retornos diários do</p><p>IMA-B, IMA-C, IMA-S e IRF-M</p><p>IMA-Geral ex-C</p><p>Média ponderada dos retornos diários</p><p>do IMA-B, IMA-C, IMA-S e IRF-M</p><p>IMA-B</p><p>Composição</p><p>NTN-B (IPCA)</p><p>IMA-C</p><p>Composição</p><p>NTN-C</p><p>(IGP-M)</p><p>IRF-M</p><p>Composição</p><p>LTN e NTN-F</p><p>(Prefixado)</p><p>IMA-S</p><p>Composição</p><p>LFT*</p><p>(Taxa Selic)</p><p>IMA-C 5+</p><p>Composição</p><p>NTN-C</p><p>Prazo</p><p>≥ 5 anos</p><p>IMA-B 5</p><p>Composição</p><p>NTN-B</p><p>Prazo</p><p>< 5 anos</p><p>IMA-B 5+</p><p>Composição</p><p>NTN-B</p><p>Prazo</p><p>≥ 5 anos</p><p>IMA-C 5</p><p>Composição</p><p>NTN-C</p><p>Prazo</p><p>< 5 anos</p><p>IRF-M 1+</p><p>Composição</p><p>LTN e NTN-F</p><p>Prazo</p><p>≥ 1 ano</p><p>IRF-M 1</p><p>Composição</p><p>LTN e NTN-F</p><p>Prazo</p><p>< 1 ano</p><p>*Não inclui LFT-A e LFT-B</p><p>Índices de Renda Fixa Anbima</p><p>Gráfico</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>65</p><p>Índices de Renda Fixa Domésticos</p><p>Classificações</p><p>O índice de mercado ANBIMA (IMA), o IMA-Geral, é uma média ponderada dos retornos</p><p>diários do IMA-B, IMA-C, IMA-S e IRF-M, que são uma família de índices que representam</p><p>a evolução, a preços de mercado, de uma carteira de títulos públicos, que servem como</p><p>referência para o segmento de renda fixa. Vale ressaltar que somente serão considerados</p><p>para cálculos títulos com vencimentos acima de 1 mês.</p><p>Visando atender aos diversos tipos de investidores, o IMA-Geral é subdividido em quatro</p><p>subíndices:</p><p>Ø IMA-B: este índice é o mais utilizado pelo mercado financeiro, sendo composto</p><p>por títulos do governo NTN-B (IPCA). Ele pode ser subdividido em duas classes:</p><p>o IMA-B 5: carteira composto por NTN-Bs com prazos inferiores a 5 anos; e</p><p>o IMA-B 5+: carteira composto por NTN-Bs com prazos maiores que 5 anos;</p><p>Ø IMA-S: composto por LFT (Atrelado ao Selic).</p><p>Ø IRF-M: composto por LTN e NTN-F (prefixado), sendo que há duas subdivisões:</p><p>IRF-M 1 (títulos com prazo inferior a 1 ano) e IRF-M 1+ (títulos com prazo superior a</p><p>um ano).</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>66</p><p>Índices de Renda Fixa Domésticos</p><p>Demais classificações</p><p>Os demais índices utilizados pelo mercado são:</p><p>Ø IMA-C: composto por NTN-C (IGP-M);</p><p>Ø IMA-Geral ex-C: média ponderada do IMA-B, IMA-S e IRF-M.</p><p>Ø Índice de Duração Constante ANBIMA (IDkA): é um conjunto de índices que</p><p>medem o comportamento de carteiras sintéticas de títulos públicos federais com</p><p>prazo constante. Os benchmarks são calculados a partir de vértices escolhidos da</p><p>Estrutura a Termo da Taxa de Juros (ETTJ) Prefixada e da indexada ao IPCA</p><p>disponibilizadas pela ANBIMA, construídas com base nas taxas indicativas de títulos</p><p>públicos de mercado secundário divulgadas diariamente pela Associação. Por</p><p>representar ganhos e perdas oriundos dos movimentos nas curvas de juros,</p><p>constituem novas ferramentas para diversificação de estratégias e parâmetro de</p><p>referência aos investidores que,</p><p>devido às características de seu passivo, procuram</p><p>adequar suas carteiras à determinados prazos/indexadores.</p><p>§ IDkA dos pré-fixados: IDkA pré 3m (3 meses), IDkA pré 1A (1 ano), IDkA pré 2A</p><p>(2 anos), IDkA pré 3A (3 anos), IDkA pré 5A (5 anos),</p><p>§ IDkA de IPCA: IDkA IPCA 2A (2 anos), IDkA IPCA 3A (3 anos), IDkA IPCA 5ª</p><p>(5 anos), IDkA IPCA 10A (10 anos), IDkA IPCA 15A (15 anos), IDkA IPCA 20A</p><p>(20 anos) e IDkA IPCA 30A (30 anos).</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>67</p><p>Índices de Renda Fixa Domésticos</p><p>Critérios de Elegibilidades</p><p>A composição das carteiras teóricas é revista mensalmente, captando em tais ocasiões as</p><p>mudanças ocorridas nos estoques de títulos em mercado, de forma a se preservar a</p><p>representatividade do indicador. Dos títulos públicos precificados pela Associação, não</p><p>são elegíveis apenas:</p><p>Ø Títulos com prazo para o vencimento inferior a um mês – cujo vencimento se daria</p><p>ao longo do período de vigência da carteira teórica;</p><p>Ø Títulos que só tenham sido colocados de maneira direta, sem oferta pública;</p><p>Ø Títulos com uma única colocação por meio de oferta pública;</p><p>Ø Novos vencimentos colocados em mercado nos dois últimos dias úteis anteriores à</p><p>data de rebalanceamento das carteiras teóricas.</p><p>Na divisão, pelo prazo, dos índices IRF-M em IRF-M 1 e IRF-M 1+ e do IMA-B em IMA-B 5 e</p><p>IMA-B 5+ adotam-se os seguintes critérios:</p><p>Ø As carteiras compostas com o sinal “+” contêm os títulos com prazo para o</p><p>vencimento igual ou superior a aquele número. Já as carteiras que contêm apenas o</p><p>número, ele é até aquela data e os títulos passíveis de migração. Por exemplo, o</p><p>“IMA-B 5+” compõe ativos de 5 ANOS OU MAIS. Já o “IMA-B 5” é composto por</p><p>ativos de até 5 anos e os títulos passíveis de migração.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>68</p><p>1.6 Precificação dos Títulos de</p><p>Renda Fixa</p><p>68</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>69</p><p>Precificação de títulos de Renda Fixa</p><p>Conceito</p><p>A precificação de títulos de renda fixa (principalmente os negociados no mercado</p><p>secundário) baseia-se em calcular o valor presente de todos os recebimentos e somá-los,</p><p>ou seja, trazer a valor presente os juros e as amortizações!</p><p>Como já vimos na matemática financeira, para calcular o valor presente, necessitamos</p><p>utilizar uma taxa de desconto. Essa taxa de desconto utilizada será o valor que o novo</p><p>investidor deseja receber pela aquisição do título, ou seja, é a TIR deste investimento</p><p>(também chamada de YTM – Yield to Maturity, na renda fixa).</p><p>Para a prova, os principais cálculos envolverão LTN e Debêntures. Em relação as</p><p>debentures, importante ressaltar que a prova fornecerá o cupom do título através de uma</p><p>taxa, que deverá ser multiplicada pelo valor final de recebimento que será sempre</p><p>R$ 1.000,00 (definição). Por exemplo uma debenture possui cupom com taxa de 12% ao</p><p>ano com pagamento anual, ou seja, quer dizer que os juros periódicos pagos ao investidor,</p><p>serão de R$ 120,00 pagos anualmente. Caso o pagamento fosse SEMESTRALMENTE,</p><p>deveríamos transformar os 12%a.a. para semestre, e multiplicar pelos mesmos</p><p>R$ 1.000,00.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>70</p><p>Como dissemos anteriormente, o cálculo para mensurar qual o valor justo atual de um</p><p>título de renda fixa, basta trazer a valor presente, todos os fluxo de caixa, conforme</p><p>fórmula abaixo. É desta forma, que avaliamos o quanto devemos pagar em um título que</p><p>já foi emitido. Mas não se preocupe, a HP-12c fará esse cálculo para nós através das teclas</p><p>(n, i, PV, PMT, FV)</p><p>q Onde:</p><p>Ø VP = valor presente</p><p>Ø Fc = cupom do título, ou seja, fluxo de caixa para o período n</p><p>Ø i = taxa de desconto</p><p>Ø n = número de fluxos de caixa a serem avaliados</p><p>Ø P = principal</p><p>Precificação de títulos de Renda Fixa</p><p>Fórmula</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>71</p><p>Precificação de títulos de Renda Fixa</p><p>Passo a Passo</p><p>Desta forma, o passo a passo para se calcular um título de renda fixa é:</p><p>Ø (1) Estimar o fluxo de caixa da vida do título:</p><p>§ Cupom de pagamentos (PMT). Este valor é definido no momento da emissão</p><p>do título e não no mercado secundário.</p><p>§ Retorno do principal (FV)</p><p>Ø (2) Determinar a taxa de desconto mais adequada:</p><p>§ A taxa (i) que será utilizada, deve sempre ser considerado o risco de</p><p>recebimento do fluxo de caixa e o principal do investimento no título, ou seja, o</p><p>risco de crédito do título.</p><p>Ø (3) Calcular o valor presente dos fluxos de caixa estimados, incluindo o</p><p>principal, e somar cada um deles.</p><p>§ Com as demais variáveis definidas acima (1) e (2), basta utilizamos o prazo do</p><p>título e clicar em PV.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>72</p><p>Medidas de Retorno de Renda Rixa</p><p>CY = Cupom em dinheiro anual</p><p>Valor de Mercado do Ativo</p><p>Conceitos</p><p>q Cupom: Equivale aos juros financeiros pagos periodicamente pelo título. Para a prova,</p><p>poderá ser informado na questão através de uma taxa. Esta taxada deverá ser convertida</p><p>para o período do cupom e multiplicada por R$ 1.000,00, encontrando assim, o Cupom de</p><p>pagamento.</p><p>q Yield to Maturity (YTM): É a taxa interna de retorno (TIR) dada ai ano dos fluxos de</p><p>caixa do título, incluindo o valor da compra, os cupons e o valor no vencimento,</p><p>considerada a taxa de mercado do título negociado. Esta metodologia é mais precisa que</p><p>o Current Yield.</p><p>q Current Yield: Corresponde a soma de todos os recebimentos em dinheiro pagos pelos</p><p>juros do título ao credor em um ano em relação ao preço do título. Esta metodologia não</p><p>considera a hipótese de reinvestimento e nem o recebimento final da dívida</p><p>(desconsidera o ágio ou deságio da compra de um ativo). Sua fórmula é:</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>73</p><p>ANO FLUXO</p><p>(Valor Futuro)</p><p>YTM a 4% YTM a 6% YTM a 8%</p><p>VALOR PRESENTE</p><p>1 60,00 57,69 56,60 55,56</p><p>2 60,00 55,47 53,40 51,44</p><p>3 60,00 53,34 50,38 47,63</p><p>4 60,00 51,29 47,53 44,10</p><p>5 1.060,00 871,24 792,09 721,42</p><p>Current Yield 5,51% 6,00% 6,52%</p><p>Total (PV) 1.089,04 1.000,00 920,15</p><p>Valor Presente, Valor Futuro e YTM</p><p>Exemplo</p><p>Um título com face igual a R$ 1.000,00, vencimento em 5 anos, cupom 6%aa. Qual Será o</p><p>valor presente do título, caso o YTM (retorno do ativo) seja de 4%, 6% e 8%?</p><p>+</p><p>+</p><p>+</p><p>+</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>74</p><p>Títulos com Ágio ou Deságio</p><p>Definição</p><p>q ÁGIO (ACIMA DO PAR): O título está “mais caro” do que quando foi emitido, portanto:</p><p>Ø Preço de mercado maior que o valor nominal;</p><p>Ø O investidor comprando o título no mercado secundário, terá uma taxa de retorno</p><p>MENOR que a taxa de retorno do cupom do título;</p><p>Ø Principais motivos: (1) A taxa livre de risco está MENOR atualmente em relação a</p><p>data de emissão do título; e/ou (2) o Rating da empresa melhorou.</p><p>q DESÁGIO (ABAIXO DO PAR): Ele está “mais barato” em relação a sua emissão, assim:</p><p>Ø Preço de mercado menor que o valor nominal</p><p>Ø O investidor comprando o título no mercado secundário, terá uma taxa de retorno</p><p>MAIOR que a taxa de retorno do cupom do título;</p><p>Ø Principais motivos: (1) A taxa livre de risco está MAIOR atualmente em relação a</p><p>data de emissão do título; e/ou (2) o Rating da empresa piorou.</p><p>q AO PAR: Negociado no exato valor da curva de juros do título (valor da dívida):</p><p>Ø Preço de mercado igual ao valor nominal</p><p>Ø O investidor comprando o título no mercado secundário, terá uma taxa de retorno</p><p>IGUAL a taxa de retorno do cupom do título;</p><p>Ø Principais motivos: nada se alterou na economia ou na empresa.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>75</p><p>Precificação de Ativos</p><p>LTN: Exemplo de Cálculo</p><p>O Banco Central decide fazer um leilão de uma LTN com vencimento em 55 dias úteis e</p><p>73 dias corridos. Qual o valor que este título será adquirido caso a taxa anual esteja em</p><p>15% ao ano? Calcule o preço para cada R$ 1.000,00 de resgate.</p><p>q SOLUÇÃO: Para resolvermos este problema, devemos trazer a LTN a valor presente.</p><p>Desta forma, na HP 12C:</p><p>Ø i = 15 ao ano</p><p>Ø n = (55 ÷ 252) = 0,218254 ano</p><p>Ø PMT = 0;</p><p>Ø FV = R$ 1.000,00</p><p>Ø PV = ? = - R$ 969,96</p><p>Como a LTN não possui cupom (PMT), podemos escolher se transformamos a taxa dada</p><p>em ano para dias, ou o prazo dado em dias em ano</p>