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<p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>Objetivos de Aprendizagem</p><p>● Conceituar a Ciência Fisioterapia</p><p>● Abordar o histórico da Fisioterapia no Brasil e no mundo.</p><p>● Apresentar a expansão da Fisioterapia.</p><p>● Abordar os caminhos necessários para se tornar um fisioterapeuta.</p><p>Plano de Estudo</p><p>A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:</p><p>● Definição da Fisioterapia</p><p>● Fisioterapia no Brasil e no mundo</p><p>● Expansão da Fisioterapia no Brasil e no mundo</p><p>● Como me tornar um fisioterapeuta</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>O ingresso na universidade vem permeado de uma mistura de</p><p>sentimentos como ansiedade, anseios, insegurança, dúvidas e</p><p>responsabilidade, afinal, é a escolha da profissão! Por isso, a disciplina</p><p>Fisioterapia, Ciência e Profissão é muito importante para você, ingressante no</p><p>curso de graduação em Fisioterapia, pois aborda aspectos essenciais para a</p><p>formação de um futuro fisioterapeuta. Nessa disciplina, conheceremos a</p><p>definição, história e teremos a oportunidade de conhecer o mercado de trabalho</p><p>por meio do estudo das áreas de atuação.</p><p>Desde seus primórdios, a profissão de fisioterapeuta hoje possui</p><p>profissionais confiantes e talentosos na vanguarda dos cuidados de saúde, e é</p><p>consistentemente classificada como uma das carreiras mais desejáveis do país.</p><p>Os fisioterapeutas desempenham papéis essenciais no ambiente de cuidados</p><p>de saúde e são reconhecidos como fornecedores vitais de serviços de</p><p>reabilitação e habilitação e serviços de prevenção e redução de risco.</p><p>No século 21, a profissão continuou a crescer substancialmente,</p><p>influenciada desde o início pelas epidemias de pólio e guerras mundiais, e mais</p><p>tarde, por desenvolver a base científica para seus serviços, criou padrões de</p><p>ensino para acompanhar as demandas dos sistemas de saúde e as</p><p>necessidades da sociedade, trabalhou para criar leis federais e estaduais que</p><p>reflitam com precisão a prática contemporânea, promoveu seu papel na melhoria</p><p>da função e da qualidade de vida, aumentou o acesso à fisioterapia por atuar</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>nos 3 níveis de complexidade, e criou mecanismos para desenvolver ainda mais</p><p>os conhecimentos e habilidades do fisioterapeuta.</p><p>Nessa unidade em específico, os objetivos são conhecer a Fisioterapia, o que</p><p>inclui o estudo da história da Fisioterapia como profissão, assim como conhecer</p><p>quais os caminhos necessários para se tornar um fisioterapeuta.</p><p>Espero instigá-lo (a) na busca por aperfeiçoamento e conhecimento da</p><p>Fisioterapia.</p><p>Bons estudos e sucesso!</p><p>Aula 1: Definição da Fisioterapia</p><p>“Fisioterapia é uma ciência da Saúde que estuda,</p><p>previne e trata os distúrbios cinéticos funcionais</p><p>intercorrentes em órgãos e sistemas do corpo humano,</p><p>gerados por alterações genéticas, por traumas e por</p><p>doenças adquiridas. Fundamenta suas ações em</p><p>mecanismos terapêuticos próprios, sistematizados pelos</p><p>estudos da Biologia, das ciências morfológicas, das</p><p>ciências fisiológicas, das patologias, da bioquímica, da</p><p>biofísica, da biomecânica, da cinesia, da sinergia</p><p>funcional, e da cinesia patologia de órgãos e sistemas do</p><p>corpo humano e as disciplinas comportamentais e</p><p>sociais”. (Fonte: COFFITO)</p><p>“Fisioterapeuta é um Profissional de Saúde, com</p><p>formação acadêmica Superior, habilitado à construção do</p><p>diagnóstico dos distúrbios cinéticos funcionais</p><p>(Diagnóstico Cinesiológico Funcional), a prescrição das</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>condutas fisioterapêuticas, a sua ordenação e indução no</p><p>paciente bem como, o acompanhamento da evolução do</p><p>quadro clínico funcional e as condições para alta do</p><p>serviço “. (Fonte: COFFITO).</p><p>Segundo o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional</p><p>(COFFITO), a atuação da fisioterapia pode ser em clínicas, hospitais,</p><p>ambulatórios, consultórios, centros de reabilitação, em saúde coletiva, em</p><p>educação e em indústria de equipamentos. Na saúde coletiva, a atuação do</p><p>fisioterapeuta se dá em programas institucionais, ações básicas de saúde, saúde</p><p>do trabalhador e vigilância sanitária. Na educação, a atuação do fisioterapeuta é</p><p>na docência (níveis médio e superior), extensão, pesquisa, supervisão (técnica</p><p>e administrativa), direção e coordenação de cursos. O fisioterapeuta ainda atua</p><p>na indústria de equipamentos de uso fisioterapêutico e no esporte.</p><p>A Confederação Mundial de Fisioterapia (Word Confederation for Physical</p><p>Therapy - WCPT) foi fundada em 1951 por 11 associações nacionais de</p><p>fisioterapia e atualmente representa mais de 685,000 fisioterapeutas em todo o</p><p>mundo por meio de 125 organizações (WCPT,2022).</p><p>A Confederação Mundial é uma entidade que defende que a profissão de</p><p>fisioterapeuta é responsável por articular o escopo de atuação da profissão</p><p>assim como definir os papéis dos fisioterapeutas (WCPT,2022). Por exemplo, a</p><p>WCPT refere que são as associações nacionais de fisioterapia as responsáveis</p><p>por definir a fisioterapia e as atribuições dos fisioterapeutas, assim como o</p><p>COFFITO executa no Brasil.</p><p>Os conselhos nacionais de fisioterapia têm a responsabilidade de fornecer</p><p>legislação/regulamentação/reconhecimento, que definem a natureza distintiva e</p><p>autônoma das práticas fisioterapêuticas. A prática fisioterapêutica é dinâmica e</p><p>deve ser responsiva às necessidades de saúde do paciente/cliente e da</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>sociedade. Com o desenvolvimento do conhecimento e os avanços tecnológicos,</p><p>a revisão/atualização periódica é necessária para garantir que a prática</p><p>fisioterapêutica seja fundamentada em evidências mais recentes e continue</p><p>consistente com as necessidades atuais de saúde. Por exemplo, a pesquisa está</p><p>continuamente fornecendo novas evidências sobre as quais a prática será deve</p><p>ser construída e reconstruída (WCPT,2022).</p><p>A fisioterapia é um serviço prestado por fisioterapeutas a indivíduos e</p><p>populações para desenvolver, manter e restaurar o movimento e a capacidade</p><p>funcional ao longo da vida. O serviço é prestado em circunstâncias em que o</p><p>movimento e a função são ameaçados por situações como envelhecimento,</p><p>lesão, dor, doenças, distúrbios, condições e/ou fatores ambientais e com o</p><p>entendimento de que o movimento funcional significa ser saudável</p><p>(WCPT,2022).</p><p>A fisioterapia envolve a interação entre o fisioterapeuta,</p><p>pacientes/clientes, outros profissionais de saúde, familiares, cuidadores e</p><p>comunidade, em um processo em que o movimento é examinado/avaliado e os</p><p>objetivos são acordados, usando conhecimentos e habilidades exclusivas dos</p><p>fisioterapeutas (WCPT,2022).</p><p>Os fisioterapeutas preocupam-se em identificar e maximizar a qualidade</p><p>de vida e o potencial de movimento nas esferas de promoção, prevenção,</p><p>tratamento/intervenção e reabilitação. Essas esferas abrangem o bem-estar</p><p>físico, psicológico, emocional e social (WCPT,2022).</p><p>Abaixo, estão as atribuições às quais os fisioterapeutas devem estar</p><p>qualificados para executar.</p><p>Realizar um exame/avaliação abrangente do paciente/cliente/população</p><p>ou necessidades de um grupo.</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>Avaliar os achados do exame/avaliação para fazer julgamentos clínicos</p><p>sobre pacientes/clientes.</p><p>Formular um diagnóstico, prognóstico e plano terapêutico.</p><p>Realizar consulta dentro de sua experiência profissional e determinar</p><p>quando os pacientes/clientes precisam ser encaminhados para outro</p><p>profissional.</p><p>Implementar um programa de intervenção/tratamento fisioterapêutico e</p><p>educação em saúde de acordo com o paciente/cliente.</p><p>Avaliar e reavaliar os resultados de quaisquer</p><p>intervenções/tratamentos/educação.</p><p>pois o diagnóstico e</p><p>prognóstico não é determinado por esse profissional.</p><p>b) Implementar um programa de intervenção/tratamento fisioterapêutico e</p><p>educação em saúde de acordo com o paciente/cliente.</p><p>c) Não é necessário avaliar e reavaliar os resultados de quaisquer</p><p>intervenções/tratamentos/educação.</p><p>d) Colaborar apenas com o profissional que encaminhou o paciente.</p><p>Justificativa: a opção “b” é a correta, pois de acordo com o material da disciplina</p><p>item 1 As demais questões apresentam equívocos conceituais.</p><p>2) Na rotina do fisioterapeuta estão a realização de exame/avaliação, a</p><p>interpretação dos resultados da avaliação e a determinação do diagnóstico</p><p>fisioterapêutico e prognóstico de tratamento. Entende-se por prognóstico:</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>a) Avaliação de indivíduos ou grupos com deficiências reais ou potenciais,</p><p>limitações de atividade, restrições de participação ou incapacidade por meio da</p><p>anamnese, triagem e uso de testes e medidas específicos;</p><p>b) Determinação da necessidade de intervenção/tratamento e leva ao</p><p>desenvolvimento de um plano que inclui as metas de resultados mensuráveis,</p><p>estabelecidos em acordo com paciente/cliente, familiar ou cuidador. Pode levar</p><p>ao encaminhamento para outro profissional de saúde em casos inadequados</p><p>para a fisioterapia.</p><p>c) Análise e síntese dentro do processo de raciocínio clínico para determinar os</p><p>facilitadores e barreiras à funcionalidade.</p><p>d) Surge da avaliação e representa o resultado do raciocínio clínico e</p><p>interpretação de informações extras vindas de outros profissionais, se</p><p>necessário.</p><p>Justificativa: a alternativa “b” é a opção correta. Conforme material da disciplina</p><p>no tópico 1.</p><p>3) A respeito do surgimento da Fisioterapia no Brasil, é possível afirmar</p><p>que:</p><p>I. Os primeiros relatos da prática de Fisioterapia no Brasil retornam</p><p>ao início do século XX, mais precisamente em 1919, com a criação</p><p>do Departamento de Eletricidade Médica pelo Dr. Raphael de</p><p>Barros da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.</p><p>II. O primeiro curso para a formação de profissionais de Fisioterapia</p><p>surgiu em 1951 no Hospital das Clínicas de São Paulo.</p><p>III. Em 1958, na Faculdade de Medicina da Universidade de São</p><p>Paulo, foi criado o Instituto Nacional de Reabilitação (INAR) que</p><p>oferecia curso técnico em fisioterapia</p><p>IV. No Brasil, ocorreu de forma similar ao que ocorreu na Europa e nos</p><p>EUA, a Fisioterapia cresceu diante da necessidade de tratar as</p><p>sequelas motoras deixadas nas vítimas da poliomielite.</p><p>a) I, II, III estão corretas.</p><p>b) I e III estão corretas.</p><p>c) I e IV estão corretas.</p><p>d) I, II, III e IV estão corretas.</p><p>Justificativa: a alternativa “d” é a opção correta. Conforme material da</p><p>disciplina, no tópico 2.</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>SHARMA, K.N. Exploration of the History of Physiotherapy. Scientific Research</p><p>Journal of India. v.12. n.1, 2012.</p><p>MOFFAT, M. The History of Physical Therapy Practice in the United States.</p><p>Journal of Physical Therapy Education, v.17. n 3; p 15–25. 2003.</p><p>doi:10.1097/00001416-200310000-00003</p><p>DIJKERS. M.P. The Archives of Physical Medicine and Rehabilitation at 100: Its</p><p>Development Set in Historical Context. Archives of Physical Medicine and</p><p>Rehabilitation, v.101. n 2. p 374–381, 2020. https://doi.org/10.1016/j.apmr</p><p>MARÃES, V.R. F. S. et al. Projeto pedagógico do curso de Fisioterapia da</p><p>Universidade de Brasília. Fisioterapia em Movimento [online]. 2010, v. 23, n. 2,</p><p>pp. 311-321. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0103-</p><p>51502010000200014>.</p><p>Brasil. Resolução CNE/CES n. 4, 19 out. 2002. Institui Diretrizes Curriculares</p><p>Nacionais do Curso de Graduação em Fisioterapia. Disponível em:</p><p>http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES042002.pdf</p><p>COFFITO. Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Disponível</p><p>em: https://www.coffito.gov.br/nsite/?page_id=2344</p><p>https://doi.org/10.1016/j.apmr</p><p>http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES042002.pdf</p><p>https://www.coffito.gov.br/nsite/?page_id=2344</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>Word Confederation for Physical Therapy. Disponível em</p><p>https://world.physio/membership/profession-profile/about</p><p>SHAIK, A.R; SHEMJAZ, A.M. The rise of physical therapy: A history in footsteps.</p><p>Archives of Medicine and Health Sciences. v.2.n.2. Jul-Dec 2014</p><p>ESPÍNDOLA, Daniela Simoni; BORENSTEIN, Miriam Süsskind. Evolução</p><p>histórica da fisioterapia: da massagem ao reconhecimento profissional (1894-</p><p>2010). Fisioterapia Brasil, v. 12, n. 5, setembro/outubro de 2011.</p><p>American Physical Therapy Association. Today’s Physical Therapist: A</p><p>Comprehensive Review of a 21st-Century Health Care Profession. Alexandria,</p><p>VA: American Physical Therapy Association, 2011.</p><p>DOMINGUEZ. Reabilitação física no marco da fisioterapia: Origem, evolução e</p><p>transformação da profissão no Brasil. Diálogos Revista Electrónica de Historia</p><p>ISSN 1409- 469X. Número especial 2008. Dirección web:</p><p>http://historia.fcs.ucr.ac.cr/dialogos.htm</p><p>REVISTA DO CREFITO 4. Fisioterapia Cinquentenário de Regulamentação da</p><p>Profissão- 1969-2019. Edição 10, Dez 2019</p><p>SELTZER, G.D Ator de sua trajetória profissional? Revista de sociologia e</p><p>politica. V.16.n 31, p 25-33 nov, 2008</p><p>CAMPOS; F.E; AGUIAR, R.A.T; BELISÁRIO, S.A. A formação Superior de</p><p>Profissionais de Saúde. In GIOVANELLA, L. et al. Políticas e Sistemas de Saúde</p><p>no Brasil. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2008.</p><p>https://world.physio/membership/profession-profile/about</p><p>http://historia.fcs.ucr.ac.cr/dialogos.htm2008</p><p>Fornecer orientações aos pacientes para que possam realizar</p><p>autogerenciamento da sua condição clínica.</p><p>Colaborar com outros profissionais de saúde.</p><p>O amplo conhecimento do fisioterapeuta sobre o corpo e suas</p><p>necessidades de movimento é central para determinação as estratégias de</p><p>diagnóstico e intervenção. Assim, as intervenções irão variar em estratégias de</p><p>promoção da saúde, prevenção, tratamento/intervenção (reabilitação)</p><p>(WCPT,2022).</p><p>Os fisioterapeutas atuam como profissionais independentes, bem como</p><p>membros de equipes de prestadores de serviços de saúde, e estão sujeitos aos</p><p>princípios éticos deste órgão de classe, que no Brasil é o sistema</p><p>COFFITO/CREFITO.</p><p>Fisioterapeutas podem atuar como profissionais de primeiro contato, e os</p><p>pacientes/clientes podem procurar serviços diretos sem encaminhamento de</p><p>outro profissional de saúde. É importante mencionar que os fisioterapeutas são</p><p>guiados por seu próprio código de princípios éticos. O código de Ética e</p><p>Deontologia do Fisioterapeuta brasileiro é regido pela Resolução nº 424, de 8 de</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>julho de 2013, atualizada em 2021 com a Resolução nº 532, de 24 de junho de</p><p>2021 (COFFITO,2022).</p><p>A formação e a prática clínica dos fisioterapeutas variam de acordo com</p><p>as condições sociais, econômicas, culturais e os contextos políticos em que</p><p>atuam, ou seja, cada país tem a sua regulamentação. No entanto, é uma</p><p>profissão única, e a qualificação profissional, obtida em qualquer país,</p><p>representa a conclusão de um currículo que qualifica o fisioterapeuta a usar o</p><p>título profissional e a exercer a profissão como um profissional independente</p><p>(WCPT,2022).</p><p>Na rotina do fisioterapeuta estão a realização de exame/avaliação, a</p><p>interpretação dos resultados da avaliação e a determinação do diagnóstico</p><p>fisioterapêutico e prognóstico de tratamento (WCPT,2022).</p><p>Veja, abaixo, os componentes do trabalho do fisioterapeuta:</p><p>https://br.freepik.com/fotos-gratis/cima-de-fisioterapeuta-trabalhando-com-paciente-em-</p><p>clinica_5218093.htm#query=consulta%20fisioterapeuta&position=16&from_view=search</p><p>Avaliação fisioterapêutica</p><p>Avaliação de indivíduos ou grupos com</p><p>deficiências reais ou potenciais, limitações de</p><p>atividade, restrições de participação ou</p><p>incapacidade por meio da anamnese,</p><p>triagem e uso de testes e medidas</p><p>específicos</p><p>Interpretação dos achados na Avaliação</p><p>fisioterapêutica</p><p>Análise e síntese dentro do processo de</p><p>raciocínio clínico para determinar os</p><p>facilitadores e barreiras à funcionalidade</p><p>https://br.freepik.com/fotos-gratis/cima-de-fisioterapeuta-trabalhando-com-paciente-em-clinica_5218093.htm#query=consulta%20fisioterapeuta&position=16&from_view=search</p><p>https://br.freepik.com/fotos-gratis/cima-de-fisioterapeuta-trabalhando-com-paciente-em-clinica_5218093.htm#query=consulta%20fisioterapeuta&position=16&from_view=search</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>https://br.freepik.com/fotos-gratis/maos-da-medica-irreconhecivel-preenchendo-o-</p><p>formulario-na-area-de-</p><p>transferencia_5839645.htm#query=consulta%20m%C3%A9dica&position=14&from_view</p><p>=search</p><p>https://br.freepik.com/vetores-gratis/medicos-trabalhando-em-</p><p>graficos_4950249.htm#query=diagn%C3%B3stico&position=2&from_view=searc</p><p>h</p><p>Diagnóstico</p><p>Surge da avaliação e representa o resultado do</p><p>raciocínio clínico e interpretação de</p><p>informações extras vindas de outros</p><p>profissionais, se necessário.</p><p>Expresso em disfunção ou nas categorias de</p><p>deficiência, limitação da atividade, restrição na</p><p>participação, influência ambiental ou</p><p>incapacidade</p><p>Prognóstico</p><p>Começa com a determinação da necessidade</p><p>de intervenção/tratamento e leva ao</p><p>desenvolvimento de um plano que inclui as</p><p>metas de resultados mensuráveis,</p><p>estabelecidos em acordo com paciente/cliente,</p><p>familiar ou cuidador.</p><p>Pode levar ao encaminhamento para outro</p><p>profissional de saúde em casos inadequados</p><p>para a fisioterapia.</p><p>https://br.freepik.com/vetores-gratis/medicos-trabalhando-em-graficos_4950249.htm#query=diagn%C3%B3stico&position=2&from_view=search</p><p>https://br.freepik.com/vetores-gratis/medicos-trabalhando-em-graficos_4950249.htm#query=diagn%C3%B3stico&position=2&from_view=search</p><p>https://br.freepik.com/vetores-gratis/medicos-trabalhando-em-graficos_4950249.htm#query=diagn%C3%B3stico&position=2&from_view=search</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>https://br.freepik.com/fotos-gratis/agenda-com-alvo-de-dardos-e-</p><p>lupa_8199781.htm#query=meta&position=48&from_view=search</p><p>Fonte: https://br.freepik.com/vetores-gratis/colecao-de-icones-plana-de-reabilitacao-de-pessoas-de-</p><p>fisioterapia_4027281.htm</p><p>O arsenal de condutas utilizadas no tratamento fisioterapêutico inclui:</p><p>Exercício terapêutico</p><p>Treino funcional em autocuidado e gestão domiciliar</p><p>Treino funcional de atividades do trabalho e lazer</p><p>Tratamento</p><p>Implementado e modificado para atingir os</p><p>objetivos acordados. Inclui:</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>Técnicas de terapia manual (incluindo mobilização/manipulação)</p><p>Prescrição, confecção e aplicação de dispositivos e equipamentos</p><p>(assistenciais, adaptativos, ortopédicos, protetores, de suporte e</p><p>protéticos)</p><p>Técnicas de desobstrução das vias aéreas</p><p>Técnicas de reparação e proteção tegumentar</p><p>Uso de modalidades eletro terapêuticas, agentes físicos e modalidades</p><p>mecânicas</p><p>Instruções relacionadas ao paciente</p><p>Comunicação e registro da documentação</p><p>A intervenção/tratamento também pode ter como objetivo a prevenção de</p><p>deficiências, limitações de atividades, restrições de participação, incapacidades</p><p>e lesões, incluindo a promoção e manutenção da saúde, qualidade de vida,</p><p>capacidade de trabalho e condicionamento físico em todas as idades e</p><p>populações. Todos os aspectos do processo de fisioterapia podem ser</p><p>realizados em uma ampla gama de configurações facilitadas por avanços</p><p>tecnológicos, por exemplo, telessaúde, plataformas online, aplicativos e outras</p><p>opções de entrega digital (WCPT,2022).</p><p>Ainda são consideradas atribuições do fisioterapeuta a realização da</p><p>reavaliação e instituição da alta. O reexame exige a determinação dos resultados</p><p>e a alta deve ser realizada ao final da intervenção quando os objetivos de</p><p>tratamento acordados foram alcançados ou a eficácia do tratamento proposto</p><p>não é mais evidente (WCPT,2022).</p><p># SAIBA MAIS</p><p>Conheça o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, que</p><p>é o órgão regulamentador da profissão Fisioterapeuta no Brasil.</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>Acesse o link: https://www.coffito.gov.br/nsite/</p><p>Aula 2: Fisioterapia no Brasil e no mundo</p><p>A fisioterapia, também conhecida como fisioterapia (Physical Therapy, em</p><p>inglês) em outras partes do mundo, foi fundada em dois grandes eventos no</p><p>início do século XIX: a Primeira Guerra Mundial e a epidemia de poliomielite. É</p><p>importante destacar que, no Brasil, o princípio deste campo de atuação ocorreu</p><p>devido aos inúmeros casos de crianças com sequelas físicas de poliomielite</p><p>(AMERICAN PHYSICAL THERAPY ASSOCIATION, 2011; ESPINDOLA;</p><p>BORESTEIN, 2011)</p><p>Portanto, uma somatória de eventos ao redor do mundo ao longo de</p><p>séculos levou ao reconhecimento formal da fisioterapia como profissão de</p><p>saúde. Mas o desenvolvimento e uso das intervenções comumente aplicadas</p><p>pelos fisioterapeutas nos dias de hoje, incluindo exercícios, massagens e</p><p>mobilização de tecidos, calor, frio, água e eletricidade, remontam à cultura grega</p><p>e à influência de Hipócrates como pai da medicina ocidental. Nos anos 1500,</p><p>1600 e 1700 na Europa, o uso de exercícios para tratar distúrbios e deficiências</p><p>musculares e ósseas progrediu, e por volta de 1800 o exercício e a reeducação</p><p>muscular estavam sendo usados para uma variedade de doenças e lesões</p><p>ortopédicas (AMERICAN PHYSICAL THERAPY ASSOCIATION, 2011).</p><p>Em nível global, no ano de 2019, a confederação mundial de fisioterapia</p><p>tinha 120 organizações filiadas, representando 463.606 fisioterapeutas. O</p><p>número total de fisioterapeutas atuantes em todo o mundo aumentou 1% (de</p><p>1.583.361 para 1.600.606). Das 86 organizações filiadas à WCPT que</p><p>forneceram dados sobre gênero dos profissionais, os homens superam as</p><p>mulheres como fisioterapeutas em apenas 17 países/territórios. Para três</p><p>https://www.coffito.gov.br/nsite/</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>organizações membros, 90% ou mais de fisioterapeutas são mulheres. Em 10</p><p>organizações membros, 80% ou mais são mulheres, enquanto o número é de</p><p>70% ou mais para 34 organizações membros (WORLD CONFEDERATION FOR</p><p>PHYSICAL THERAPY, 2020). A figura abaixo, apresenta de forma ilustrativa</p><p>esses dados.</p><p>Figura 1: Porcentagem de fisioterapeutas mulheres nas regiões filiadas à WCPT (ano de</p><p>referência -2019). Fonte: (WCPT,2020).</p><p>Ainda no ano de 2019, globalmente, existiam 3.702 programas graduação</p><p>em fisioterapia, mas isso varia entre e dentro das diferentes regiões da WCPT.</p><p>O número médio de cursos por 5 milhões de habitantes é usado para a</p><p>comparação entre os países. O tamanho de um país também pode ser um fator,</p><p>pois alguns países não oferecem um curso de formação fisioterapêutica e isso</p><p>resulta em fisioterapeutas locais tendo que viajar para o exterior para receber</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>treinamento. A figura abaixo mostra o número de cursos de fisioterapia por</p><p>5.000.000 de habitantes. É visível que o Brasil apresentou o índice mais alto em</p><p>2019 e permaneceu em 2021 entre os países que possuíam mais cursos de</p><p>graduação em fisioterapia em nível global. As figuras abaixo, apresentam de</p><p>forma ilustrativa esses dados.</p><p>Figura 2: Cursos de Formação em Fisioterapia por 5 milhões de habitantes- Ano de</p><p>referência -2019. Fonte: (WCPT,2020).</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>Figura 3: Cursos de Formação em Fisioterapia por 5 milhões de habitantes- Ano de</p><p>referência -2021. Fonte: (WCPT,2022).</p><p>Existe uma relação clara entre o número de programas de educação</p><p>básica em fisioterapia e o nível de renda de um país/território. Países/territórios</p><p>de baixa renda, onde há maior necessidade de profissionais de saúde, têm as</p><p>menores proporções de programas de educação básica em fisioterapia em</p><p>relação ao tamanho da população (WCPT,2020).</p><p>No ano de 2021 a WCPT divulgou novo censo com informações adicionais</p><p>sobre a profissão fisioterapeuta em diferentes países do mundo.</p><p>A imagem abaixo está apresentando a proporção de fisioterapeutas por</p><p>10000 habitantes, com maior concentração em países da Europa.</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>Figura 4: Numero de Fisioterapeutas atuantes por 10.000 habitantes- Ano de referência</p><p>-2021. Fonte: (WCPT,2022).</p><p>Na américa do Sul, a proporção de fisioterapeutas por 10.000 habitantes</p><p>em 4 países, é apresentada na tabela 1:</p><p>Tabela 1: Censo dos fisioterapeutas realizado pela WCPT em 2021</p><p>Pais Número de fisioterapeutas por 10.000 habitantes</p><p>Brasil 10,5 (10-15)</p><p>Argentina 11,4 (10-15)</p><p>Chile 18,21 (15-20)</p><p>Uruguai 4,41 (1-5)</p><p>Fonte: WCPT, 2022.</p><p>Com base no censo apresentado pela WCPT com referência ao ano de</p><p>2021, abaixo estão apresentadas as características da profissão fisioterapeuta</p><p>em 10 países.</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>Brasil</p><p>Quantos fisioterapeutas por 10.000 habitantes? 10.5 (10-15)</p><p>Qual a proporção de fisioterapeutas do sexo feminino? 60% (40-60%)</p><p>Qual é a qualificação mínima para poder atuar como</p><p>fisioterapeuta</p><p>Graduação</p><p>Quantas faculdades existem por 5.000 habitantes 23.85 (> 20)</p><p>É necessário registro para atuar? Sim</p><p>A atuação é guiada por padrões de prática</p><p>especificados?</p><p>Sim</p><p>Fisioterapeutas são formados para atuar de forma</p><p>autônoma?</p><p>Sim</p><p>O fisioterapeuta é profissional de primeiro contato?</p><p>(acesso direto)</p><p>Sim</p><p>É permitido auxiliar? Não</p><p>Fisioterapeutas podem prestar serviço por telesaúde? Sim</p><p>Canadá</p><p>Quantos fisioterapeutas por 10.000 habitantes? 7.02 (5-10)</p><p>Qual a proporção de fisioterapeutas do sexo feminino? 72% (60-80%)</p><p>Qual é a qualificação mínima para poder atuar como</p><p>fisioterapeuta</p><p>Mestrado</p><p>Quantas faculdades existem por 5.000 habitantes 2.02 (1-5)</p><p>É necessário registro para atuar? Sim</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>A atuação é guiada por padrões de prática</p><p>especificados?</p><p>Sim</p><p>Fisioterapeutas são formados para atuar de forma</p><p>autônoma?</p><p>Sim</p><p>O fisioterapeuta é profissional de primeiro contato?</p><p>(acesso direto)</p><p>Sim</p><p>É permitido auxiliar? Sim</p><p>Fisioterapeutas podem prestar serviço por telesaúde? Sim</p><p>Alemanha</p><p>Quantos fisioterapeutas por 10.000 habitantes? 24.48 (> 20)</p><p>Qual a proporção de fisioterapeutas do sexo feminino? 73% (60-80%)</p><p>Qual é a qualificação mínima para poder atuar como</p><p>fisioterapeuta</p><p>Graduação</p><p>Quantas faculdades existem por 5.000 habitantes 2.02 (1-5)</p><p>É necessário registro para atuar? Sim</p><p>A atuação é guiada por padrões de prática</p><p>especificados?</p><p>Sim</p><p>Fisioterapeutas são formados para atuar de forma</p><p>autônoma?</p><p>Não</p><p>O fisioterapeuta é profissional de primeiro contato?</p><p>(acesso direto)</p><p>Não</p><p>É permitido auxiliar? Não</p><p>Fisioterapeutas podem prestar serviço por telesaúde? Sim</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>Japão</p><p>Quantos fisioterapeutas por 10.000 habitantes? 13 (10-15)</p><p>Qual a proporção de fisioterapeutas do sexo feminino? 36% (20-40%)</p><p>Qual é a qualificação mínima para poder atuar como</p><p>fisioterapeuta</p><p>Graduação</p><p>Quantas faculdades existem por 5.000 habitantes 11.03 (10-15)</p><p>É necessário registro para atuar? Sim</p><p>A atuação é guiada por padrões de prática</p><p>especificados?</p><p>Sim</p><p>Fisioterapeutas são formados para atuar de forma</p><p>autônoma?</p><p>Não</p><p>O fisioterapeuta é profissional de primeiro contato?</p><p>(acesso direto)</p><p>Não</p><p>É permitido auxiliar? Sim</p><p>Fisioterapeutas podem prestar serviço por telesaúde? Não</p><p>Portugal</p><p>Quantos fisioterapeutas por 10.000 habitantes? 13.14 (10-15)</p><p>Qual a proporção de fisioterapeutas do sexo feminino? 74% (60-80%)</p><p>Qual é a qualificação mínima para poder atuar como</p><p>fisioterapeuta</p><p>Graduação</p><p>Quantas faculdades existem por 5.000 habitantes 9.73 (5-10)</p><p>É necessário registro para atuar? Sim</p><p>A atuação é guiada por padrões de prática</p><p>especificados?</p><p>Sim</p><p>Fisioterapeutas são formados para atuar de forma</p><p>autônoma?</p><p>Sim</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>O fisioterapeuta é profissional de primeiro contato?</p><p>(acesso direto)</p><p>Apenas privado</p><p>É permitido auxiliar? Sim</p><p>Fisioterapeutas podem prestar serviço por telesaúde? Sim</p><p>França</p><p>Quantos fisioterapeutas por 10.000 habitantes? 97,421 (> 10000)</p><p>Qual a proporção de fisioterapeutas do sexo feminino? 51% (40-60%)</p><p>Qual é a qualificação mínima para poder atuar como</p><p>fisioterapeuta</p><p>Mestrado</p><p>Quantas faculdades existem por 5.000 habitantes 3.96 (1-5)</p><p>É necessário registro para atuar? Sim</p><p>A atuação é guiada por padrões de prática</p><p>especificados?</p><p>Sim</p><p>Fisioterapeutas são formados para atuar de forma</p><p>autônoma?</p><p>Sim</p><p>O fisioterapeuta é profissional de primeiro contato?</p><p>(acesso direto)</p><p>Apenas privado</p><p>É permitido auxiliar? Sim</p><p>Fisioterapeutas podem prestar serviço por telesaúde? Sim</p><p>Suíça</p><p>Quantos fisioterapeutas por 10.000 habitantes? 21.14 (> 20)</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>Qual a proporção de</p><p>fisioterapeutas do sexo feminino? 72% (60-80%)</p><p>Qual é a qualificação mínima para poder atuar como</p><p>fisioterapeuta</p><p>Graduação</p><p>Quantas faculdades existem por 5.000 habitantes 2.94 (1-5)</p><p>É necessário registro para atuar? Sim</p><p>A atuação é guiada por padrões de prática</p><p>especificados?</p><p>Sim</p><p>Fisioterapeutas são formados para atuar de forma</p><p>autônoma?</p><p>Sim</p><p>O fisioterapeuta é profissional de primeiro contato?</p><p>(acesso direto)</p><p>Sim</p><p>É permitido auxiliar? Sim</p><p>Fisioterapeutas podem prestar serviço por telesaúde? Sim</p><p>Reino Unido</p><p>Quantos fisioterapeutas por 10.000 habitantes? 8.81 (5-10)</p><p>Qual a proporção de fisioterapeutas do sexo feminino? 73% (60-80%)</p><p>Qual é a qualificação mínima para poder atuar como</p><p>fisioterapeuta</p><p>Graduação</p><p>Quantas faculdades existem por 5.000 habitantes 7.07 (5-10)</p><p>É necessário registro para atuar? Sim</p><p>A atuação é guiada por padrões de prática</p><p>especificados?</p><p>Sim</p><p>Fisioterapeutas são formados para atuar de forma</p><p>autônoma?</p><p>Sim</p><p>O fisioterapeuta é profissional de primeiro contato?</p><p>(acesso direto)</p><p>Sim</p><p>É permitido auxiliar? Sim</p><p>Fisioterapeutas podem prestar serviço por telesaúde? Sim</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>Austrália</p><p>Quantos fisioterapeutas por 10.000 habitantes? 14.46 (10-15)</p><p>Qual a proporção de fisioterapeutas do sexo feminino? 65% (60-80%)</p><p>Qual é a qualificação mínima para poder atuar como</p><p>fisioterapeuta</p><p>Graduação</p><p>Quantas faculdades existem por 5.000 habitantes 10.2 (10-15)</p><p>É necessário registro para atuar? Sim</p><p>A atuação é guiada por padrões de prática</p><p>especificados?</p><p>Sim</p><p>Fisioterapeutas são formados para atuar de forma</p><p>autônoma?</p><p>Sim</p><p>O fisioterapeuta é profissional de primeiro contato?</p><p>(acesso direto)</p><p>Sim</p><p>É permitido auxiliar? Sim</p><p>Fisioterapeutas podem prestar serviço por telesaúde? Sim</p><p>Estados Unidos</p><p>Quantos fisioterapeutas por 10.000 habitantes? 9.56 (5-10)</p><p>Qual a proporção de fisioterapeutas do sexo feminino? 65% (60-80%)</p><p>Qual é a qualificação mínima para poder atuar como</p><p>fisioterapeuta</p><p>Doutorado</p><p>Profissional</p><p>Quantas faculdades existem por 5.000 habitantes 3.99 (1-5)</p><p>É necessário registro para atuar? Sim</p><p>A atuação é guiada por padrões de prática</p><p>especificados?</p><p>Sim</p><p>Fisioterapeutas são formados para atuar de forma</p><p>autônoma?</p><p>Sim</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>O fisioterapeuta é profissional de primeiro contato?</p><p>(acesso direto)</p><p>Sim</p><p>É permitido auxiliar? Sim</p><p>Fisioterapeutas podem prestar serviço por telesaúde? Sim</p><p>Diante do apresentado acima observa-se que existe particularidades em</p><p>cada país em relação à formação e atuação profissional, e portanto, para atuar</p><p>em um pais diferente do pais de formação é necessário cumprir as exigências</p><p>do país alvo.</p><p>#SAIBA MAIS</p><p>No Brasil, um estudo publicado em 2018 baseado em dados coletados no</p><p>ano de 2016, mostrou que existia uma densidade muito alta de fisioterapeutas</p><p>na região Sudeste e uma ausência desses profissionais em grande área da</p><p>região Norte. Os autores ainda concluíram que em pequenas cidades,</p><p>principalmente no interior da região Norte, não havia um quantitativo de</p><p>profissionais fisioterapeutas conforme o recomendado, e nas regiões onde há</p><p>um maior desenvolvimento econômico ocorre um maior número de profissionais</p><p>disponíveis para o mercado de trabalho.</p><p>Leia o artigo na integra clicando no link: https://doi.org/10.1590/1809-</p><p>2950/17027025032018</p><p>https://doi.org/10.1590/1809-2950/17027025032018</p><p>https://doi.org/10.1590/1809-2950/17027025032018</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>Aula 3: Expansão da Fisioterapia no Brasil e no mundo</p><p>Fonte: https://www.sciencephoto.com/media/516068/view/hospital-phototherapy-session-1920s</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>Fonte: Glaeser, et al. Mobilização do paciente crítico em ventilação</p><p>mecânica: relato de caso. Rev HCPA 2012;32(2)</p><p>As imagens acima mostram fisioterapeutas atendendo pacientes no</p><p>ambiente hospitalar! Muita diferença entre as imagens, não é mesmo? Você</p><p>pode se surpreender ao saber sobre a evolução da fisioterapia e como ela se</p><p>tornou a prática que é hoje! Esse é o objetivo dessa aula, em que estudaremos</p><p>como a Fisioterapia chegou ao que é conhecida hoje.</p><p>Pode ser difícil acreditar que alguns tipos de tratamento utilizados hoje na</p><p>fisioterapia, como os recursos terapêuticos manuais, a hidroterapia e exercício</p><p>terapêuticos foram utilizados na antiguidade, em torno de 3000 a.C pelos</p><p>Chineses e em torno de 400 a.C pelos gregos e romanos (SHARMA,2012).</p><p>O exercício terapêutico e a massagem com óleos aromáticos foram</p><p>provavelmente as primeiras modalidades terapêuticas aplicadas pelos gregos e</p><p>romanos com objetivo de curar problemas de saúde. Também são relatados uso</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>da massagem e exercício terapêutico na China, Japão, Índia, Grécia e Roma</p><p>(SHARMA,2012; MOFFAT,2003).</p><p>Os textos revelam que a fisioterapia foi enraizada em 460 a.C. quando</p><p>médicos como Hipócrates e mais tarde Galeno, que se acredita tenham sido os</p><p>primeiros praticantes de fisioterapia a usarem a massagem, técnicas de terapia</p><p>manual e hidroterapia para tratar pessoas (DIJKERS, 2019). No século 18, após</p><p>o desenvolvimento da ortopedia, máquinas como o Gymnasticon (Figura 1)</p><p>foram desenvolvidas para o tratamento da gota e doenças semelhantes</p><p>executando exercícios sistemáticos das articulações, semelhantes aos utilizados</p><p>posteriores na fisioterapia (SHARMA,2012).</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>Figura 1: Gymnasticon. O Gymnasticon era uma máquina de exercício semelhante a uma</p><p>bicicleta ergométrica, inventada em 1796 por Francis Lowndes. Sua função era exercitar as</p><p>articulações,em todas as partes do corpo de uma só vez, ou parcialmente. Fonte:</p><p>https://en.wikipedia.org/wiki/Gymnasticon</p><p>A origem documentada mais antiga da fisioterapia atual é encontrada na</p><p>Suécia. A palavra sueca para fisioterapeuta é “sjukgymnast” (ginasta-doente).</p><p>Per Henrik Ling é conhecido como Pai da Ginástica Sueca, fundou o Royal</p><p>https://en.wikipedia.org/wiki/Gymnasticon</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>Central Institute of Gymnastics (RCIG) em 1813 para massagem, manipulação</p><p>e exercício (SHARMA,2012).</p><p>O primeiro uso da palavra fisioterapia é encontrado na língua alemã como</p><p>a palavra “Physiotherapie” em 1851 pelo médico militar Dr. Lorenz Gleich</p><p>(SHARMA,2012).</p><p>Os fisioterapeutas receberam registro oficial do Conselho Nacional de</p><p>Saúde e Bem-Estar da Suécia em 1887, que foi seguido por outros países. A</p><p>palavra “Physiotherapy” foi cunhada por um médico inglês Dr. Edward Playter no</p><p>Montreal Medical Journal em 1894 após 43 anos do termo alemão</p><p>“Physiotherapie”. Nas palavras dele: “A aplicação desses remédios naturais,</p><p>essenciais da vida podem ser chamados de terapêuticas naturais. Ou, se me for</p><p>permitido cunhar do grego um novo termo, pois nunca o observei impresso, um</p><p>termo mais de acordo com a nomenclatura médica do que a palavra tratamento</p><p>higiênico comumente usada, eu sugeriria o termo, Physiotherapy”</p><p>(SHARMA,2012).</p><p>No mesmo ano, quatro enfermeiras Lucy Marianne Robinson, Rosalind</p><p>Paget, Elizabeth Anne Manley e Margaret Dora Palmerin na Grã-Bretanha</p><p>formaram a Chartered Society of Physiotherapy (SHARMA,2012).</p><p>A primeira instituição profissional documentada para formação em</p><p>Fisioterapia foi a Escola de Fisioterapia da Universidade e Otago, na Nova</p><p>Zelândia, que administram um programa de nível básico em fisioterapia</p><p>(SHARMA,2012).</p><p>Em 1914 nos Estados Unidos, o Reed College em Portland, Oregon,</p><p>formou “auxiliares de cuidados” (SHARMA,2012).</p><p>O estabelecimento</p><p>da fisioterapia moderna é pensado ter ocorrido na Grã-</p><p>Bretanha no final do século 19. Ainda, os cirurgiões ortopédicos americanos</p><p>começaram a tratar as crianças deficientes e começaram a empregar mulheres</p><p>treinadas em educação física, massagem e exercícios corretivos. Mas os</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>eventos de destaque na história da Fisioterapia e que resultaram no crescimento</p><p>foram o surto de pólio de 1916 e a Primeira Guerra Mundial, quando as mulheres</p><p>trabalhavam com os soldados feridos (SHARMA,2012).</p><p>A primeira pesquisa em fisioterapia foi publicada nos Estados Unidos em</p><p>março de 1921 em “The PT Review”. No mesmo ano, Mary McMillan organizou</p><p>a associação de fisioterapia denominada American Women’s Physical</p><p>Therapeutic Association, atualmente conhecida como American Physical</p><p>Therapy Association (APTA) (SHARMA,2012). Na década de 1920, cresceu a</p><p>parceria entre os fisioterapeutas e a comunidade médica e cirúrgica, o que</p><p>impulsionou o reconhecimento e a validação pública. Na década de 1930, a</p><p>epidemia de poliomielite ainda continuava, e no ano de 1937 foi criada a</p><p>Fundação Nacional de Paralisia Infantil, nos Estados Unidos, que deu grande</p><p>apoio ao crescimento da Fisioterapia como profissão (SHAIK; SHEMJAZ, 2014).</p><p>O mundo entrou na Segunda Guerra Mundial e a Fisioterapia continuou a</p><p>mostrar seu domínio tratando os indivíduos que sofreram ferimentos durante a</p><p>guerra. Na primeira metade da década de 1940 com a Segunda Guerra Mundial</p><p>em seu auge, o mundo exigiu a atenção dos fisioterapeutas para soldados</p><p>feridos que voltaram para casa com amputações, queimaduras, ferimentos por</p><p>frio, feridas, fraturas e lesões nervosas e da medula espinhal. A investigação</p><p>sobre a aplicação da estimulação elétrica deu um novo rumo ao tratamento</p><p>fisioterapêutico. Eles perceberam que não é apenas para retardar e prevenir a</p><p>atrofia, mas para restaurar a massa muscular e força. O “exercício galvânico” foi</p><p>utilizado pelos fisioterapeutas nas mãos atrofiadas de pacientes que tiveram</p><p>lesão do nervo ulnar por cirurgia em uma ferida (SHAIK; SHEMJAZ, 2014).</p><p>Nos Estados Unidos, a prática hospitalar para fisioterapeutas cresceu em</p><p>1946. A principal razão para isso foi a Lei Hill Burton aprovada durante o 79º</p><p>Congresso dos EUA, para construir hospitais em todo o país, que aumentou o</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>acesso do público a hospitais e unidades de saúde e a demanda por serviços de</p><p>Fisioterapia aumentaram (SHAIK; SHEMJAZ, 2014).</p><p>Principalmente na década de 1940, o tratamento consistia em exercícios,</p><p>massagem e tração, mas mais tarde, no início da década de 1950, os</p><p>procedimentos manipulativos para a coluna e articulações das extremidades</p><p>começaram a ser praticados especialmente na Comunidade Britânica, no início</p><p>da década de 1950 (SHARMA,2012).</p><p>É importante destacar que as duas grandes Guerras Mundiais ocorridas</p><p>durante o século XX constituíram, juntamente com o processo de</p><p>industrialização, os grandes marcos da Fisioterapia como ciência. Estes dois</p><p>aspectos aumentaram a necessidade de se criar centros especializados para</p><p>tratar as vítimas de mutilações e suas seqüelas, intensificando as pesquisas e</p><p>estudos nesta área específica de conhecimento (DOMINGUEZ, 2008).</p><p>A era do pós-guerra trouxe uma maior consciência da necessidade de</p><p>reabilitação. Durante este tempo, "a facilitação neuromuscular proprioceptiva”</p><p>(FNP) surgiu como parte do arsenal de habilidades dos fisioterapeutas. Dr.</p><p>Bobath, neurologista e a Sra. Bobath, fisioterapeuta, desenvolveram o Conceito</p><p>Bobath para o tratamento de crianças com paralisia e adultos com condições</p><p>neurológicas. Ao longo da vida eles viajaram extensivamente, ensinando e</p><p>treinando tutores de todo o mundo. Ambos receberam muitas homenagens pelo</p><p>seu trabalho pioneiro e inovador (SHAIK; SHEMJAZ, 2014).</p><p>O papel dos fisioterapeutas na Reabilitação Cardíaca começou a se</p><p>expandir. Em 1952, Levine e Lown questionaram abertamente a necessidade de</p><p>repouso forçado no leito e inatividade prolongada após infarto, que foi</p><p>estabelecido na década de 1930 por dois médicos, Mallory e Branco. Com base</p><p>no trabalho realizado no hospital de Boston durante a década de 1940, eles</p><p>concluíram que o repouso prolongado no leito diminui a capacidade funcional,</p><p>esgota a moral e provoca complicações. Esse relatório publicado chamou a</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>atenção de muitos e levantou inúmeras questões clínicas sobre o manejo de</p><p>doenças cardiovasculares. Na 13ª Sessão Científica da American Heart</p><p>Association (AHA) em Chicago em 1953, o notável médico Louis Katz disse à</p><p>comunidade médica que “os médicos devem estar prontos para descartar velhos</p><p>dogmas quando são provadas que são falsos e devem aceitar novos</p><p>conhecimentos.” Assim, a necessidade continuar a pesquisa sobre atividade</p><p>física e assimilar esta nova informação no tratamento de pacientes foi enfatizado</p><p>(SHAIK; SHEMJAZ, 2014).</p><p>Abaixo, destacamos a história da Fisioterapia nos Estados Unidos e</p><p>Brasil.</p><p>Estados Unidos:</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>Figura 2: Fisioterapeuta atendendo crianças com sequelas de poliomielite. Fonte:</p><p>https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Polio_physical_therapy.jpg</p><p>https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Polio_physical_therapy.jpg</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>Figura 3: Uso de aparelhos elétricos durante fisioterapia no braço de um paciente.</p><p>Fonte:https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Use_of_electrical_apparatus_(Reeve_041488),_</p><p>National_Museum_of_Health_and_Medicine_(3380698974).jpg</p><p>Quando a epidemia de poliomielite se espalhou nos Estados Unidos em</p><p>1916, a necessidade de testes musculares e reeducação muscular para</p><p>restaurar a função cresceu dramaticamente. Os Estados Unidos entraram na</p><p>Primeira Guerra Mundial declarando guerra à Alemanha em 1917, e o Exército</p><p>reconheceu a necessidade de reabilitar os soldados feridos na guerra. Como</p><p>resultado, uma unidade especial do Departamento Médico do Exército, a Divisão</p><p>de Hospitais Especiais e Reabilitação Física, desenvolveu 15 programas de</p><p>treinamento de “auxiliares de Recuperação” em 1917 para responder à</p><p>necessidade de trabalhadores médicos com experiência em reabilitação</p><p>(DIJKERS,2020; MOFFAT,2003).</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>Durante a década de 1920 a parceria dos fisioterapeutas com as</p><p>comunidades médica e cirúrgica cresceu, e a profissão de fisioterapia ganhou</p><p>reconhecimento público e validação. Na década de 1930, a epidemia de</p><p>poliomielite continuou e o envolvimento dos Estados Unidos na Segunda Guerra</p><p>Mundial no final da década, resultou em mais soldados feridos para reabilitação.</p><p>Veteranos feridos que voltaram para casa com amputações, queimaduras,</p><p>lesões, ferimentos, fraturas e lesões de nervos e medula espinhal exigiram a</p><p>atenção de fisioterapeutas na primeira metade da década de 1940, com a</p><p>Segunda Guerra Mundial em seu auge. Em 1946, o Congresso adotou o Hill</p><p>Burton Act para construir hospitais em todo país e aumentar o acesso público a</p><p>hospitais e unidades de saúde. Essa ação legislativa resultou em um aumento</p><p>na prática hospitalar de fisioterapeutas e um aumento na demanda por serviços</p><p>de fisioterapia (MOFFAT,2003).</p><p>Devido à crescente necessidade de fisioterapeutas e à descontinuação</p><p>das escolas militares após a guerra, a Associação Americana de Fisioterapia</p><p>(APTA) reconheceu a necessidade de formar mais fisioterapeutas. A Seção de</p><p>Educação da APTA fez recomendações sobre admissões, currículos, educação</p><p>e administração de programas de fisioterapia, e a APTA embarcou em um</p><p>esforço para incentivar mais universidades e faculdades</p><p>de medicina a criar</p><p>programas e expandir os programas existentes, incluindo a criação de</p><p>oportunidades para educação em nível de pós-graduação. Em 1950 havia 31</p><p>escolas credenciadas, 19 oferecendo programas de bacharelado e 8 oferecendo</p><p>certificação de pós-bacharelado, e a duração dos programas aumentou como</p><p>resultado de desenvolvimentos em reabilitação e medicina (AMERICAN</p><p>PHYSICAL THERAPY ASSOCIATION, 2011).</p><p>A prática na década de 1950 continuou a ser influenciada pela guerra,</p><p>quando a Guerra da Coréia começou em 1950, e pela epidemia de poliomielite,</p><p>que continuou em fúria. A pesquisa que havia sido iniciada na década de 1940</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>mostrou resultados com o desenvolvimento da vacina Salk, erradicando a</p><p>poliomielite nos Estados Unidos no início da década de 1960. Embora os</p><p>indivíduos que contraíram a poliomielite antes da vacina continuassem a precisar</p><p>de tratamento fisioterapêutico, a profissão poderia voltar seu foco para a</p><p>reabilitação de outras deficiências como resultado do uso generalizado da vacina</p><p>Salk e do aumento da disponibilidade de fisioterapeutas (MOFFAT,2003;</p><p>DIJKERS,2020).</p><p>A década de 1950 foi um momento crítico para a profissão em termos de</p><p>conquista da independência, autonomia e profissionalismo. Dois acontecimentos</p><p>na década de 1950 contribuíram para a progressão do fisioterapeuta de técnico</p><p>para profissional. A Seção de Autônomos foi formada como um componente da</p><p>APTA em 1955, com a expansão da prática privada, e o Fundo de Fisioterapia</p><p>foi criado em 1957 para promover a ciência por meio de pesquisa e educação</p><p>dentro da profissão (AMERICAN PHYSICAL THERAPY ASSOCIATION, 2011).</p><p>Buscando substituir o sistema de registro que havia sido criado pela</p><p>American Medical Association (AMA), que exigia uma avaliação questionável da</p><p>competência profissional em fisioterapia, a APTA buscou o licenciamento</p><p>através dos estados e, em 1950, Connecticut, Maryland e Washington adotaram</p><p>atos de prática de fisioterapia, juntando-se a Nova York e Pensilvânia, cujos</p><p>esforços iniciais de licenciamento datavam de 1926 e 1913, respectivamente. A</p><p>regulamentação estadual para o fisioterapeuta existia em 45 estados em 1959.</p><p>Enquanto a regulamentação estadual foi um passo positivo em direção à</p><p>autonomia, a questão de como avaliar a competência continuou a desafiar a</p><p>profissão, resultando na criação do primeiro exame nacional em 1954, em</p><p>parceria com o Professional Examination Service da American Public Health</p><p>Association. Os esforços para obter o licenciamento estadual, sem dúvida,</p><p>influenciaram a inclusão da fisioterapia ambulatorial no programa Medicare em</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>1967 e 1968, pois a maioria dos estados tinha leis de licenciamento nessa época</p><p>(AMERICAN PHYSICAL THERAPY ASSOCIATION, 2011).</p><p>A prática do fisioterapeuta na área neuromuscular desenvolveu-se</p><p>significativamente durante a década de 1960, influenciada pelo trabalho de</p><p>Margaret Rood, Margaret Knott, Dorothy Voss, Signe Brunnström e Berta e Karl</p><p>Bobath, que desenvolveram técnicas para adultos com acidente vascular</p><p>cerebral, paralisia cerebral e outros distúrbios do sistema nervoso central. A área</p><p>de prática cardiovascular/pulmonar também se desenvolveu durante esse</p><p>período, à medida que os avanços da medicina, como a cirurgia cardíaca aberta,</p><p>tornaram-se mais comumente praticados (AMERICAN PHYSICAL THERAPY</p><p>ASSOCIATION, 2011).</p><p>Na área da prática ortopédica, as substituições totais de articulações</p><p>desenvolvidas na década de 1960 criou uma necessidade adicional de</p><p>fisioterapia pós-operatória e possibilitou novas opções para pacientes com</p><p>severas restrições articulares viverem uma vida mais independente e sem dor</p><p>(AMERICAN PHYSICAL THERAPY ASSOCIATION, 2011).</p><p>As intervenções fisioterapêuticas consistiam principalmente em</p><p>exercícios, massagem, treinamento funcional, água (quente e fria), calor</p><p>(lâmpadas de aquecimento, banhos de parafina, diatermia), modalidades</p><p>eletroterapêuticas simples e dispositivos e equipamentos assistivos (cadeira de</p><p>rodas, talas, auxílios ambulatoriais) para atender às necessidades do paciente</p><p>até a década de 1950. Os fisioterapeutas encontraram novas oportunidades e</p><p>mais opções para melhorar a função do paciente com o desenvolvimento nas</p><p>intervenções que ocorreu entre 1950 e 2000 (AMERICAN PHYSICAL THERAPY</p><p>ASSOCIATION, 2011).</p><p>Os avanços tecnológicos proporcionaram novas metodologias de</p><p>avaliação com medidas de resultados mais objetivas e novas metodologias de</p><p>intervenção que expandiram a prática, assim como os tipos de doenças e</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>condições que a fisioterapia poderia influenciar positivamente (AMERICAN</p><p>PHYSICAL THERAPY ASSOCIATION, 2011).</p><p>No início da década de 1980, a APTA adotou uma política indicando que</p><p>“a prática da fisioterapia independente do encaminhamento do médico era ética,</p><p>desde que fosse legal no estado”. Tendo dado pequenos passos nos últimos 50</p><p>anos para se tornar mais independente do médico, esse passo corajoso pontuou</p><p>a profissionalização do fisioterapeuta e resultou em estados mudando seus atos</p><p>de prática para proporcionar a capacidade de praticar sem encaminhamento</p><p>(AMERICAN PHYSICAL THERAPY ASSOCIATION, 2011).</p><p>Mudanças significativas no sistema de prestação de cuidados de saúde</p><p>no país exigiram um grande foco da associação na década de 1990,</p><p>influenciando a prática da fisioterapia da maneira que continuam até hoje</p><p>(AMERICAN PHYSICAL THERAPY ASSOCIATION, 2011).</p><p>No século 21, a profissão continuou a crescer substancialmente,</p><p>desenvolveu ainda mais a base científica de seus serviços, criou padrões de</p><p>ensino básico concomitantes com as demandas do sistema de saúde e as</p><p>necessidades dos membros da sociedade, trabalhou para criar leis federais e</p><p>leis estaduais que refletem com precisão a prática contemporânea, promoveram</p><p>seu papel na melhoria da função e da qualidade de vida e criaram mecanismos</p><p>para desenvolver ainda mais o conhecimento e as habilidades do fisioterapeuta</p><p>(AMERICAN PHYSICAL THERAPY ASSOCIATION, 2011).</p><p>Brasil:</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>Figura 3: Clínica Ortopédica e Traumatológica do Hospital das Clínicas da FMUSP - seção de</p><p>Fisioterapia. Fonte: Revista do Crefito-4 Ediçao 10-Dez 2019.</p><p>No Brasil, a origem da Fisioterapia está associada com a história da</p><p>medicina, e de forma específica com a especialidade de Fisiatria, que tem seu</p><p>campo de atuação voltado para a medicina física e para a reabilitação</p><p>(DOMINGUEZ, 2008).</p><p>Os primeiros relatos da prática de Fisioterapia no Brasil retornam ao início</p><p>do século XX, mais precisamente em 1919, com a criação do Departamento de</p><p>Eletricidade Médica pelo Dr. Raphael de Barros da Faculdade de Medicina da</p><p>Universidade de São Paulo. A partir disso, as práticas fisioterapêuticas</p><p>cresceram e ganharam outras dimensões, o que favoreceu a abertura de novos</p><p>institutos e cursos para a formação destes profissionais (DOMINGUEZ, 2008;</p><p>SILVA et al, 2021).</p><p>A instalação do serviço de Fisioterapia no Instituto Arnaldo Vieira de</p><p>Carvalho em 1929, para assistir aos usuários do Hospital Central da Santa Casa</p><p>de Misericórdia de São Paulo foi um marco (DOMINGUEZ, 2008).</p><p>O primeiro curso para a formação de profissionais de Fisioterapia surgiu</p><p>em 1951 no Hospital das Clínicas de São Paulo, organizado pelo Dr. Rolim e</p><p>patrocinado pelo Centro de Estudos Raphael de Barros. O curso tinha duração</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>de um ano, e os concluintes recebiam o título de técnicos em fisioterapia e</p><p>podiam atuar na área de recuperação funcional, geralmente em instituições</p><p>especializadas no tratamento integral de pessoas portadoras de</p><p>deficiência</p><p>física. O técnico em fisioterapia era integrante de uma equipe multidisciplinar</p><p>formada por psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais,</p><p>enfermeiros, dentre outros, geralmente supervisionados por um médico fisiatra</p><p>(DOMINGUEZ, 2008).</p><p>Em 1958, na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, foi</p><p>criado o Instituto Nacional de Reabilitação (INAR) que oferecia curso técnico em</p><p>fisioterapia com duração de dois anos. A criação foi apoiada por médicos</p><p>brasileiros, pela Organização Mundial de Saúde, pela Organização A fundação</p><p>do instituto deu-se pela necessidade de profissionais especializados em</p><p>recuperação funcional para tratar as sequelas motoras deixadas nas vítimas da</p><p>poliomielite, doença que também assolou o Brasil durante a década de 1950</p><p>(DOMINGUEZ, 2008).</p><p>Além disso, o crescimento da industrialização para a substituição de</p><p>importações, colocava o Brasil como o primeiro país da América do Sul em</p><p>acidentes de trabalho, fazendo-se necessário, portanto, investir-se na</p><p>recuperação funcional destes trabalhadores acidentados (DOMINGUEZ, 2008).</p><p>Portanto, a origem da fisioterapia, enquanto profissão no Brasil, está</p><p>voltada única e exclusivamente para a recuperação funcional dos indivíduos com</p><p>sequelas físicas ou do aparelho locomotor (DOMINGUEZ, 2008).. Ainda nos dias</p><p>de hoje, estes aspectos marcam fortemente o fazer fisioterapêutico, sendo as</p><p>áreas de atuação com maior número de profissionais e também, mais conhecida</p><p>pela população</p><p>O ano de 1957 foi bastante significativo para esta categoria profissional</p><p>visto que neste ano foram fundadas, em São Paulo, duas associações: a</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>Associação Paulista de Fisioterapeutas (APF) e a Associação Brasileira de</p><p>Fisioterapeutas (ABF) (DOMINGUEZ, 2008).</p><p>A profissão Fisioterapia passou pelo primeiro processo de regularização</p><p>em 10 de dezembro de 1963 quando um grupo de especialistas do Conselho</p><p>Federal de Educação publicou o Parecer nº 388/63 que estabeleceu, dentre</p><p>outras coisas, algumas diretrizes norteadoras para a atuação do profissional</p><p>fisioterapeuta e terapeuta ocupacional. Entre as competências estava realizar</p><p>tarefas de caráter terapêutico, mas sempre sob a orientação e responsabilidade</p><p>de um médico, ou seja, a sua função era a de “auxiliar o médico” (DOMINGUEZ,</p><p>2008; REVISTA DO CREFITO 4, 2019).</p><p>A elevação da Fisioterapia à categoria de curso de nível superior ocorreu</p><p>6 anos mais tarde, com a aprovação do Decreto-Lei nº 938/69, no dia 13 de</p><p>outubro de 1969, o que consagrou este dia como o dia nacional do fisioterapeuta</p><p>(DOMINGUEZ, 2008).</p><p>Os avanços científicos e tecnológicos têm provocado impactos positivos</p><p>na Fisioterapia, especialmente no que diz respeito aos novos aparelhos e</p><p>instrumentos de trabalho. Hoje, os fisioterapeutas dispõem de uma vasta gama</p><p>de opções dentro do mercado de trabalho, podendo desempenhar suas</p><p>atividades profissionais tanto em hospitais, clínicas e consultórios como também</p><p>em centros de recuperação bio-psico-social, programas institucionais de saúde</p><p>pública, ações básicas de saúde, no magistério superior, na indústria de</p><p>equipamentos profissionais, na vigilância sanitária, nas auditorias técnico-</p><p>profissionais, nas perícias judiciais, dentre outros (COFFITO,2022).</p><p>Principalmente durante a década de 1990, a categoria dos fisioterapeutas</p><p>conseguiu alcançar importantes conquistas de natureza legal. Dentre tais</p><p>conquistas merecem destaque:</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>● Resolução COFFITO nº 139, de 1992 que determinou critérios para a</p><p>prestação de serviços em Fisioterapia pelas empresas de Saúde de</p><p>Grupo.</p><p>● Resolução COFFITO nº 139, de 1992, que dispões sobre as atribuições</p><p>do exercício da Responsabilidade Técnica no campo assistencial da</p><p>Fisioterapia.</p><p>● Lei nº 8.856/94 que definiu a jornada de trabalho máxima do fisioterapeuta</p><p>em 30 horas semanais.</p><p>● Portaria nº 3.535/GM, de 1998, do Ministério da Saúde que definiu critérios</p><p>para cadastramento de centros de atendimento em oncologia, incluindo a</p><p>necessidade da presença de fisioterapeutas.</p><p>● Portaria nº 466, de 1998, da Secretaria de Vigilância Sanitária, e Portaria</p><p>nº 2918 de 1998 do Ministério da Saúde que tornaram obrigatória a</p><p>presença do fisioterapeuta em enfermarias hospitalares de cuidados</p><p>intensivos prolongados e em serviços de terapia intensiva;</p><p>● Resolução COFFITO nº 188, DE 1998 que proibiu os fisioterapeutas de</p><p>cumprir normas oriundas das empresas de Saúde de Grupo que estejam</p><p>contrariando a legislação e cerceando a autonomia e qualidade</p><p>assistencial do fisioterapeuta.</p><p>● Portaria nº 1217/GM/MS de 13 de outubro de 1999 que incluiu o</p><p>fisioterapeuta na equipe de atendimento em transplantes de medula</p><p>óssea.</p><p>● Portaria nº 373-GM do Ministério da Saúde, do dia 27 de fevereiro de 2002</p><p>que demandou a presença dos fisioterapeutas nos procedimentos de</p><p>média complexidade ambulatorial a ser oferecido pela rede municipal no</p><p>marco do SUS.</p><p>● Lei nº 10.424/2002 que insere os procedimentos da Fisioterapia entre os</p><p>cobertos para atendimentos e internação domiciliar no SUS.</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>Portanto, a fisioterapia enfrentou muitos desafios para estabelecer sua</p><p>identidade profissional e campo de atuação tanto no Brasil quanto nos países da</p><p>América e Europa. Inicialmente, a massagem foi utilizada como principal recurso</p><p>terapêutico da fisioterapia, porém com o trabalho desenvolvido por meio da</p><p>reabilitação física dos pacientes que a profissão passou a ser reconhecida.</p><p>Atualmente, a profissão vislumbra uma atuação além da perspectiva</p><p>reabilitadora, passando a atuar também nas questões relacionadas à promoção</p><p>de saúde e prevenção dos agravos de saúde (ESPÍNDOLA; BORESTEIN, 2011).</p><p>As políticas de saúde estão baseadas em práticas preventivas, e levam</p><p>em consideração a realidade e o cotidiano de cada comunidade para efetivar</p><p>seus programas. Neste contexto, a sociedade está cada vez mais preocupada</p><p>com as necessidades de saúde e o desenvolvimento pessoal, profissional e</p><p>social das pessoas em situação de dependência funcional. Portanto, a</p><p>integralidade e a humanização na assistência à saúde requerem, dos</p><p>acadêmicos e dos profissionais da Fisioterapia, o reconhecimento do</p><p>indivíduo/cliente como um todo físico-psíquico-biológico e social (ESPÍNDOLA;</p><p>BORESTEIN, 2011).</p><p>#SAIBA MAIS</p><p>No ano de 2019, comemoramos 50 anos de Profissão no Brasil. Veja</p><p>fotos que registram essa história no material produzido pelo Crefito 4. Acesse o</p><p>link: http://crefito4.org.br/site/wp-content/uploads/2020/02/Revista-CREFITO-4-</p><p>MG-Especial-Cinquenten%C3%A1rio-Terapia-ocupacional.pdf</p><p>Aula 4: Como me tornar um fisioterapeuta</p><p>http://crefito4.org.br/site/wp-content/uploads/2020/02/Revista-CREFITO-4-MG-Especial-Cinquenten%C3%A1rio-Terapia-ocupacional.pdf</p><p>http://crefito4.org.br/site/wp-content/uploads/2020/02/Revista-CREFITO-4-MG-Especial-Cinquenten%C3%A1rio-Terapia-ocupacional.pdf</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>A formação universitária é parte importante no processo de formação do</p><p>indivíduo, sendo um ambiente de formação contínua. O estar dentro de um</p><p>ambiente de formação contínua produz aprendizagens diversificadas e contato</p><p>com uma pluralidade de culturas que influenciam diretamente na construção da</p><p>identidade profissional. É no ambiente que se dá a construção de um sujeito</p><p>reflexivo, capaz de orientar suas ações (SELTER, 2008). O período de formação</p><p>profissional é o ponto chave para o surgimento de um profissional voltado para</p><p>as necessidades da população, sendo no período da graduação que ele adquire</p><p>conhecimento e habilidades para executar suas práticas (CAMPOS; AGUIAR,</p><p>BELISÁRIO, 2008).</p><p>Dessa forma, para atuar</p><p>como fisioterapeuta é necessário cursar o curso</p><p>de Graduação em Fisioterapia em uma instituição de ensino superior autorizada</p><p>pelo Ministério de Educação (MEC) e estar registrado no Conselho Regional de</p><p>Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CREFITO) do estado em que reside.</p><p>Um curso de graduação em Fisioterapia nos dias atuais deve oferecer ao</p><p>futuro profissional uma visão crítica e problematizadora da natureza social do</p><p>processo saúde-doença, sem deixar de contemplar a formação técnica e</p><p>científica, que deve estar expressa tanto na sua estrutura curricular quanto em</p><p>sua opção metodológica (MARÃES et al, 2010).</p><p>A proposta pedagógica de um curso de Fisioterapia nasce de um projeto</p><p>construído coletivamente, concebido com base numa concepção de educação</p><p>que compreende o sujeito aprendiz como pleno de possibilidades, e que não se</p><p>limita a uma função meramente instrumental. Nesse sentido, o projeto</p><p>pedagógico do curso tem como foco o sujeito aprendiz e busca assegurar ao</p><p>graduando uma formação integral, que mantenha uma relação orgânica entre</p><p>ensino, pesquisa e extensão (MARÃES et al, 2010).</p><p>A construção da estrutura curricular do curso de Fisioterapia deve utilizar</p><p>as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN), para que se mantenha a coerência</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>e legalidade da proposta do curso. Portanto, As Diretrizes Curriculares Nacionais</p><p>para o Ensino de Graduação em Fisioterapia definem os princípios,</p><p>fundamentos, condições e procedimentos da formação de fisioterapeutas,</p><p>estabelecidas pela Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de</p><p>Educação, para aplicação em âmbito nacional na organização, desenvolvimento</p><p>e avaliação dos projetos pedagógicos dos Cursos de Graduação em Fisioterapia</p><p>das Instituições do Sistema de Ensino Superior (BRASIL, 2002).</p><p>De acordo com a Resolução CNE/CES 4, de 19 de fevereiro de 2002, do</p><p>Conselho Nacional de Educação e que instituiu as Diretrizes Curriculares</p><p>Nacionais do Curso de Graduação em Fisioterapia, o Curso de Graduação em</p><p>Fisioterapia tem como perfil do formando egresso/profissional o Fisioterapeuta,</p><p>com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, capacitado a atuar</p><p>em todos os níveis de atenção à saúde, com base no rigor científico e</p><p>intelectual. Detém visão ampla e global, respeitando os princípios</p><p>éticos/bioéticos, e culturais do indivíduo e da coletividade. É capaz de ter</p><p>como objeto de estudo o movimento humano em todas as suas formas de</p><p>expressão e potencialidades, quer nas alterações patológicas, cinético-</p><p>funcionais, quer nas suas repercussões psíquicas e orgânicas, objetivando</p><p>a preservar, desenvolver, restaurar a integridade de órgãos, sistemas e</p><p>funções, desde a elaboração do diagnóstico físico e funcional, eleição e</p><p>execução dos procedimentos fisioterapêuticos pertinentes a cada situação.</p><p>Abaixo, vamos estudar a Resolução CNE/CES 4, de 19 de fevereiro de</p><p>2002, que é a DCN da Fisioterapia. Para isso, extraímos trechos importantes da</p><p>diretriz e destacamos em negrito.</p><p>A formação do Fisioterapeuta tem por objetivo dotar o profissional com os</p><p>conhecimentos necessários para o exercício das seguintes habilidades e</p><p>competências gerais:</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>1- Atenção à Saúde: Formar profissionais aptos a desenvolver ações de</p><p>prevenção, promoção, proteção e reabilitação da saúde, tanto em nível individual</p><p>quanto coletivo. Os profissionais devem realizar seus serviços dentro dos mais</p><p>altos padrões de qualidade e dos princípios da ética/bioética, tendo em conta</p><p>que a responsabilidade da atenção à saúde não se encerra com o ato técnico,</p><p>mas sim, com a resolução do problema de saúde, tanto em nível individual como</p><p>coletivo.</p><p>2- Tomada de decisões: possuir competências e habilidades para</p><p>avaliar, sistematizar e decidir as condutas mais adequadas, baseadas em</p><p>evidências científicas.</p><p>3- Comunicação: profissionais de saúde devem ser acessíveis e devem</p><p>manter a confidencialidade das informações a eles confiadas, na interação com</p><p>outros profissionais de saúde e o público em geral. A comunicação envolve</p><p>comunicação verbal, não-verbal e habilidades de escrita e leitura; o domínio de,</p><p>pelo menos, uma língua estrangeira e de tecnologias de comunicação e</p><p>informação.</p><p>4- Liderança: Os profissionais de saúde deverão estar aptos a assumirem</p><p>posições de liderança, sempre tendo em vista o bem-estar da comunidade. A</p><p>liderança envolve compromisso, responsabilidade, empatia, habilidade para</p><p>tomada de decisões, comunicação e gerenciamento de forma efetiva e eficaz;</p><p>5- Administração e gerenciamento: Os profissionais devem estar aptos</p><p>a tomar iniciativas, fazer o gerenciamento e administração tanto da força de</p><p>trabalho, dos recursos físicos e materiais e de informação, da mesma forma que</p><p>devem estar aptos a serem empreendedores, gestores, empregadores ou</p><p>lideranças na equipe de saúde.</p><p>6- Educação permanente: os profissionais devem ser capazes de</p><p>aprender continuamente, tanto na sua formação, quanto na sua prática. Desta</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>forma, os profissionais de saúde devem aprender a aprender e ter</p><p>responsabilidade e compromisso com a sua educação.</p><p>A formação do Fisioterapeuta tem por objetivo dotar o profissional cos os</p><p>conhecimentos necessários para o exercício das seguintes habilidades e</p><p>competências especificas:</p><p>1 - Respeitar os princípios éticos inerentes ao exercício profissional;</p><p>2 - Atuar em todos os níveis de atenção à saúde, integrando-se em</p><p>programas de promoção, manutenção, prevenção, proteção e recuperação da</p><p>saúde, sensibilizados e comprometidos com o ser humano, respeitando-o e</p><p>valorizando-o;</p><p>3- Atuar multiprofissionalmente, interdisciplinarmente e</p><p>transdisciplinarmente com extrema produtividade na promoção da saúde</p><p>baseado na convicção científica, de cidadania e de ética;</p><p>4- Reconhecer a saúde como direito e condições dignas de vida e atuar</p><p>de forma a garantir a integralidade da assistência.</p><p>5- Contribuir para a manutenção da saúde, bem-estar e qualidade de</p><p>vida das pessoas, famílias e comunidade, considerando suas circunstâncias</p><p>éticas, políticas, sociais, econômicas, ambientais e biológicas;</p><p>6- Realizar consultas, avaliações e reavaliações do paciente colhendo</p><p>dados, solicitando, executando e interpretando exames propedêuticos e</p><p>complementares que permitam elaborar um diagnóstico cinético-funcional,</p><p>para eleger e quantificar as intervenções e condutas fisioterapêuticas</p><p>apropriadas, objetivando tratar as disfunções no campo da Fisioterapia, em toda</p><p>sua extensão e complexidade, estabelecendo prognóstico, reavaliando</p><p>condutas e decidindo pela alta fisioterapêutica;</p><p>7- Elaborar criticamente o diagnóstico cinético funcional e a</p><p>intervenção fisioterapêutica, considerando o amplo espectro de questões</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>clínicas, científicas, filosóficas, éticas, políticas, sociais e culturais implicadas na</p><p>atuação profissional do fisioterapeuta.</p><p>8- Exercer sua profissão de forma articulada ao contexto social,</p><p>entendendo-a como uma forma de participação e contribuição social;</p><p>9 - Desempenhar atividades de planejamento, organização e gestão de</p><p>serviços de saúde públicos ou privados, além de assessorar, prestar consultorias</p><p>e auditorias no âmbito de sua competência profissional;</p><p>10- Emitir laudos, pareceres, atestados e relatórios;</p><p>11- Prestar esclarecimentos, dirimir dúvidas e orientar o indivíduo e os</p><p>seus familiares sobre o processo terapêutico;</p><p>12 - Manter a confidencialidade das informações, na interação com outros</p><p>profissionais de saúde e o público em geral;</p><p>13- Encaminhar o paciente, quando necessário, a outros profissionais</p><p>relacionando e estabelecendo um nível de cooperação</p><p>com os demais membros</p><p>da equipe de saúde;</p><p>14- Manter controle sobre à eficácia dos recursos tecnológicos pertinentes</p><p>à atuação fisioterapêutica garantindo sua qualidade e segurança;</p><p>15- Conhecer métodos e técnicas de investigação e elaboração de</p><p>trabalhos acadêmicos e científicos;</p><p>16- Conhecer os fundamentos históricos, filosóficos e metodológicos da</p><p>Fisioterapia;</p><p>17- Conhecer seus diferentes modelos de intervenção.</p><p>Portanto, para que a formação do Fisioterapeuta contemple os</p><p>conhecimentos necessários para que o profissional desenvolva as habilidades e</p><p>competências citadas acima, os conteúdos essenciais do Curso de Graduação</p><p>em Fisioterapia devem estar relacionados com todo o processo saúde-doença</p><p>do cidadão, da família e da comunidade, integrado à realidade epidemiológica e</p><p>profissional, proporcionando a integralidade das ações do cuidar em fisioterapia.</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>As disciplinas devem contemplar os conteúdos das seguintes áreas:</p><p>1- Ciências Biológicas e da Saúde – incluem-se os conteúdos (teóricos</p><p>e práticos) de base moleculares e celulares dos processos normais e alterados,</p><p>da estrutura e função dos tecidos, órgãos, sistemas e aparelhos;</p><p>2- Ciências Sociais e Humanas – abrange o estudo do homem e de suas</p><p>relações sociais, do processo saúde-doença nas suas múltiplas determinações,</p><p>contemplando a integração dos aspectos psico-sociais, culturais, filosóficos,</p><p>antropológicos e epidemiológicos norteados pelos princípios éticos. Também</p><p>deverão contemplar conhecimentos relativos as políticas de saúde, educação,</p><p>trabalho e administração;</p><p>3- Conhecimentos Biotecnológicos - abrange conhecimentos que</p><p>favorecem o acompanhamento dos avanços biotecnológicos utilizados nas</p><p>ações fisioterapêuticas que permitam incorporar as inovações tecnológicas</p><p>inerentes a pesquisa e a prática clínica fisioterapêutica;</p><p>4- Conhecimentos Fisioterapêuticos - compreende a aquisição de</p><p>amplos conhecimentos na área de formação específica da Fisioterapia: a</p><p>fundamentação, a história, a ética e os aspectos filosóficos e metodológicos da</p><p>Fisioterapia e seus diferentes níveis de intervenção. Conhecimentos da função</p><p>e disfunção do movimento humano, estudo da cinesiologia, da cinesiopatologia</p><p>e da cinesioterapia, inseridas numa abordagem sistêmica. Os conhecimentos</p><p>dos recursos semiológicos, diagnósticos, preventivos e terapêuticas que</p><p>instrumentalizam a ação fisioterapêutica nas diferentes áreas de atuação e nos</p><p>diferentes níveis de atenção. Conhecimentos da intervenção fisioterapêutica nos</p><p>diferentes órgãos e sistemas biológicos em todas as etapas do desenvolvimento</p><p>humano.</p><p>Ainda, segundo a DCN, a formação do Fisioterapeuta deve garantir o</p><p>desenvolvimento de estágios curriculares, sob supervisão docente. A carga</p><p>horária mínima do estágio curricular supervisionado deverá atingir 20% da carga</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>horária total do Curso de Graduação em Fisioterapia proposto, com base no</p><p>Parecer/Resolução específico da Câmara de Educação Superior do Conselho</p><p>Nacional de Educação (BRASIL, 2002).</p><p>Conforme o PARECER CNE/CES Nº 213/2008, a carga horária mínima</p><p>do curso de Graduação em Fisioterapia deve ser de 4000 horas, sendo 5 anos</p><p>o prazo mínimo para integralização do curso (BRASIL,2008)</p><p>Portanto, a formação acadêmica e a prática do fisioterapeuta abrange</p><p>toda a vida humana, do neonato ao idoso frágil, abordando a maioria dos</p><p>sistemas do corpo humano, incluindo musculoesquelético, neuromuscular,</p><p>tegumentar, cardiovascular e pulmonar. Devido à extensão de conhecimento e</p><p>habilidades envolvidas para populações e ambientes tão diversos, a maioria dos</p><p>fisioterapeutas tem um foco ou área de atuação que lhes permite concentrar seus</p><p>conhecimentos, as chamadas especialidades. Dessa forma, após a graduação</p><p>o Fisioterapeuta pode continuar a sua formação em Programas como</p><p>residências, especializações, aperfeiçoamentos que permitem que expandam</p><p>seus conhecimentos em áreas definidas ou especialidades.</p><p>Diante do estudado até aqui, percebe-se que historicamente, o</p><p>fisioterapeuta surgiu como uma profissão dentro do modelo médico, mas hoje, a</p><p>formação dos fisioterapeutas tem sido pautada no modelo biopsicossocial.</p><p>Tradicionalmente, os cursos de graduação possibilitam que estudantes de</p><p>Fisioterapia tenham uma proporção substancial de sua educação clínica e</p><p>estágios em espaços de saúde multidisciplinares e hospitais, onde a colaboração</p><p>em equipe é primordial. Tanto os fisioterapeutas quanto os médicos e outros</p><p>profissionais da saúde têm um respeito mútuo e uma profunda compreensão de</p><p>seus papéis complementares no atendimento ao paciente.</p><p>Ainda, para garantir que os fisioterapeutas graduados sejam competentes</p><p>para fornecer serviços de fisioterapia eficazes e baseados em evidências com</p><p>segurança, a profissão se ajustou aos avanços em pesquisa, tecnologia, ciência,</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>assistência médica e acesso a cuidados com mudanças no currículo acadêmico</p><p>e clínico. A educação em fisioterapia evoluiu!</p><p>Os fisioterapeutas reconhecem o desenvolvimento profissional, a</p><p>competência contínua e a aprendizagem ao longo da vida como parte integrante</p><p>da prestação de cuidados ao paciente, baseados em evidências e evidências de</p><p>alta qualidade.</p><p># SAIBA MAIS</p><p>A fisioterapia na área militar é uma carreira diferenciada e inspiradora. Para</p><p>saber mais como se tornar Fisioterapeuta na Marinha, ouça o PODCAST</p><p>clicando no link a seguir: https://youtu.be/hACYuL_udRw</p><p>RESUMO:</p><p>Os fisioterapeutas são profissionais de saúde que mantêm, restauram e</p><p>melhoram o movimento, a atividade e a saúde, permitindo que indivíduos de</p><p>todas as idades tenham funcionalidade e qualidade de vida ideais, garantindo a</p><p>segurança do paciente e aplicando evidências para fornecer cuidados eficientes</p><p>e eficazes. Além disso, os fisioterapeutas estão envolvidos na promoção da</p><p>saúde, bem-estar e condicionamento físico por meio da identificação de fatores</p><p>de risco e da implementação de serviços para reduzir o risco, retardar a</p><p>progressão ou prevenir o declínio funcional e incapacidade, e aumentar a</p><p>participação em situações de vida. A prática da fisioterapia no Brasil e no mundo</p><p>é uma história rica que se origina desde seus primórdios com feridas de guerra</p><p>e poliomielite. Embora os tipos de tratamentos continuem a evoluir à medida que</p><p>a medicina e a ciência abrem novos caminhos, o início da fisioterapia não pode</p><p>ser esquecido. A história da fisioterapia foi e continuará sendo moldada por</p><p>avanços tecnológicos e mudanças na educação e nas técnicas. No entanto, há</p><p>https://youtu.be/hACYuL_udRw</p><p>UNIDADE I: Fisioterapia como ciência</p><p>Drª. Hilana Rickli Fiuza Martins</p><p>uma coisa da história que não mudou com o tempo, a incrível dedicação dos</p><p>fisioterapeutas para melhorar a vida dos pacientes. Não é simplesmente uma</p><p>chance de trabalhar na área da saúde, mas um privilégio trabalhar com pessoas</p><p>e vivenciar a mudança que a fisioterapia pode ter na saúde física, mental e</p><p>emocional.</p><p>Atividades de Autoestudo</p><p>1) Fisioterapia é uma ciência da Saúde que estuda, previne e trata os distúrbios</p><p>cinéticos funcionais intercorrentes em órgãos e sistemas do corpo humano,</p><p>gerados por alterações genéticas, por traumas e por doenças adquiridas.</p><p>Fundamenta suas ações em mecanismos terapêuticos próprios, sistematizados</p><p>pelos estudos da Biologia, das ciências morfológicas, das ciências fisiológicas,</p><p>das patologias, da bioquímica, da biofísica, da biomecânica, da cinesia, da</p><p>sinergia funcional, e da cinesia patologia de órgãos e sistemas do corpo humano</p><p>e as disciplinas comportamentais e sociais</p><p>Considerando as atribuições do fisioterapeuta, esse profissional deve:</p><p>a) Apenas formular o plano de tratamento,</p>

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