Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

<p>1</p><p>2</p><p>3 Apresentação</p><p>4 Movimentos para organização do trabalho pedagógico e a</p><p>valorização das experiências africanas de ser e estar no mundo</p><p>6 Infâncias pretas e a construção de planos de aula em</p><p>perspectiva Afrocêntrica</p><p>7 As crianças pequenas: olhares para suas aprendizagens e</p><p>seus processos de desenvolvimento</p><p>8 Proposta didática: (Re)conhecendo a própria história</p><p>12 Proposta didática: Conhecimentos matemáticos e tecidos</p><p>africanos</p><p>17 Infância preta e alimentação saudável</p><p>21 Referências</p><p>Sumário</p><p>Conforme a Lei Nº9.610/98, é proibida a reprodução total e parcial ou</p><p>divulgação comercial deste material sem a autorização prévia e expressa</p><p>da autora (Artigo 29).</p><p>3</p><p>é pedagoga, consultora pedagógica, doutoranda</p><p>em educação, criadora da Mawakana Experiências</p><p>Educativas Afrocêntricas. Tem se dedicado a</p><p>pesquisa e formação de professores (as) e famílias</p><p>acerca de educação e afrocentricidade, experiências</p><p>pedagógicas afrocêntricas, educação centrada em</p><p>África, organização do trabalho pedagógico, literatura</p><p>afrocêntrica, leitura e contação de histórias em família.</p><p>Contato: taisasferreira@hotmail.com | @profa.taisaferreira</p><p>é um negócio social que possui o propósito de construir</p><p>uma Educação Antirracista por meio de Brinquedos</p><p>e atividades lúdico-pedagógicas. A gente acredita</p><p>fortemente que toda mudança social só é possível através</p><p>da Educação, e por isso a cada Boneca Amora vendida,</p><p>outro Brinquedo Amora é doado para Escolas públicas.</p><p>Atuamos desde 2016, reforçando nossa atuação com o</p><p>propósito: Brinquedos pra uma Educação Antirracista!</p><p>www.amorabrinquedos.com.br | @amorabrinquedos</p><p>Taísa de Sousa Ferreira</p><p>Amora Brinquedos</p><p>4</p><p>Dessa forma, é importante situar brevemente</p><p>em que consiste essa perspectiva de educação</p><p>e como se conecta a infância preta. A educação</p><p>afrocêntrica se configura como uma perspectiva</p><p>que se orienta para o reposicionamento da</p><p>história e cultura dos povos africanos nas</p><p>teorias, narrativas, práticas, e experiências, e se</p><p>dispõe a produzir modos de educar focados no</p><p>protagonismo/agência das pessoas africanas</p><p>frente seu processo de aprender, ser e estar na</p><p>vida em sociedade. É uma abordagem pensada</p><p>para espaços institucionais de educação, mas</p><p>também para a família e para a comunidade,</p><p>as quais são compreendidas como pilares do</p><p>processo educativo de toda pessoa preta.</p><p>Tal perspectiva tem seus princípios alinhados à</p><p>Afrocentricidade e articula-se a uma visão contra-</p><p>hegemônica que questiona ideias epistemológicas</p><p>que estão simplesmente enraizadas nas</p><p>Fazem algumas décadas que temos vivido movimentos de questionamentos e de tensionamentos</p><p>quanto aos currículos escolares e quanto á forma de organização do trabalho pedagógico. Tais</p><p>movimentos são reflexo de processos articulados por movimentos sociais, pesquisadores/as,</p><p>educadores/as, que por meio do amadurecimento político, das vivências e da pesquisa anunciam</p><p>a necessidade de experiências educativas que reflitam e considerem as vivências, a produção</p><p>intelectual e cientifica, as histórias e culturas, as teorias e cosmopercepções das pessoas africanas</p><p>do continente e da diáspora.</p><p>Essa movimentação implicou em diferentes tipos de desdobramentos desde a emergência de</p><p>processos formativos, ações políticas nas diversas esferas da sociedade, construção de espaços</p><p>educativos autônomos, implementação de novas legislações, mudanças de comportamentos e</p><p>posturas. Isso não significa dizer que a forma como a questão racial é tratada no território brasileiro</p><p>alcançou a plenitude necessária, mas sinaliza a existência de algumas transformações e sobretudo</p><p>o fortalecimento de diferentes vias de enfrentamento, as quais são fruto da movimentação do próprio</p><p>povo.</p><p>Neste e-book partimos da perspectiva afrocêntrica de educação para pensar propostas educativas</p><p>que considerem as oportunidades de aprendizagens para crianças pretas. As propostas que aqui</p><p>serão apresentadas consideram o cotidiano de instituições de ensino, contudo nada impede de</p><p>serem desenvolvidas também no seio familiar, caso haja esse interesse.</p><p>Movimentos para organização do trabalho pedagógico e a</p><p>valorização das experiências africanas de ser e estar no mundo</p><p>4</p><p>5</p><p>experiências culturais eurocêntricas. (ASANTE, 2009), dito isso cabe demarcar que quando falamos</p><p>em educação afrocêntrica, estamos falando de uma perspectiva de educação que orienta-se a partir</p><p>dos princípios do paradigma da Afrocentricidade. Nesse contexto, é importante demarcar, o conceito</p><p>de Afrocentricidade, que estamos associando às experiências pedagógicas.</p><p>A origem da Afrocentricidade como uma ideia intelectual remonta até a publicação do</p><p>livro Afrocentricity: the theory of social change (Afrocentricidade: A teoria de mudança</p><p>social), de autoria de Molefi Kete Asante, em 1980. Esse paradigma propõe uma</p><p>reorientação, baseada na centralidade e na urgência de uma agência, por meio dos</p><p>elementos culturais, sociais, históricos e epistêmicos africanos, sendo caracterizada</p><p>como um modo de pensamento e ação, em que a centralidade, dos interesses, valores</p><p>e perspectivas africanas predominam (ASANTE, 2009).</p><p>Portanto, a Afrocentricidade, bem como a educação que orienta-se partindo de uma perspectiva</p><p>afrocêntrica, nos mobiliza a reconhecer as condições impostas ao povo africano por força das</p><p>violências, mas também contribui para o reconhecimento dos sucessos, da resistência e das</p><p>possibilidades criativas já realizadas ou a se realizar por pessoas africanas mesmo diante das mais</p><p>difíceis imposições.</p><p>É nesse sentido que nos cabe refletir sobre as infâncias pretas e a construção de movimentos</p><p>educativos que considerem as suas expressões, potencialidades, emergências, contextos.</p><p>5</p><p>6</p><p>Infâncias pretas e a construção de planos de aula</p><p>em perspectiva Afrocêntrica</p><p>Quais os elementos que circulam nosso imaginário quando falamos a expressão infâncias pretas?</p><p>Quais adjetivos são atribuídos ou ouvimos ao nos reportarmos a essas infâncias?</p><p>Há nitidez acerca da pluralidade que caracteriza as infâncias pretas?</p><p>Tais indagações partem da necessidade de evocar a reflexão quanto a importância da infância das</p><p>crianças pretas ser compreendida como:</p><p>Condição singular para experimentação e vivência da humanidade em suas diferentes possibilidades de ser e</p><p>existir, em seus variados arranjos familiares, em suas características, expressões corporais, verbais, tempos,</p><p>conhecimentos, singularidades. (FERREIRA E RIOS, 2022, p.02)</p><p>Todavia, as experiências escolares, os currículos, as narrativas, e os espaços pedagógicos</p><p>vividos pela maioria das infâncias pretas tem proporcionado um olhar mais apurado para as</p><p>especificidades desse público? Dialogando com Ferreira e Rios (2021) podemos nos perguntar:</p><p>As infâncias pretas são vistas e respeitadas nas escolas? O que as escolas têm produzido de experiências</p><p>educativas para as crianças pretas? Quais os valores e conhecimentos sobre seu povo as crianças pretas</p><p>estão aprendendo e sendo expostas nas escolas? Como essas narrativas atravessam as crianças pretas e não</p><p>pretas? (p.03)</p><p>Seguramente, podemos afirmar que as crianças pretas por vezes, sequer são consideradas como</p><p>sujeitos da infância, uma vez que se identifica em diversas pesquisas que desde quatro meses</p><p>de vida crianças pretas vivenciam processos de negação, de rejeição, de exclusão nos espaços</p><p>educativos. São infâncias que estão marcadas por contextos que muitas vezes limitam ou negam seus</p><p>corpos e os constituem como objetos de controle, por meio dos quais as crianças sofrem violência</p><p>simbólica, psicológica, e até mesmo física. Contudo, apesar desse cenário, os questionamentos e</p><p>enfrentamentos dos movimentos sociais pretos e indígenas e das pesquisas cientificas quanto</p><p>as narrativas construídas sobre a população preta e indígena tem culminado em um contexto de</p><p>ampliação quanto aos modos de educar. É nesse cenário que emerge a proposta de construção</p><p>de planos de aula em perspectiva afrocêntrica, fruto da construção de consciências racialmente</p><p>situadas e implicadas com intuito de proporcionar contribuições aqueles (as) que se interessam</p><p>por desenvolver experiências significativas e inovadoras junto as questões étnico-raciais em suas</p><p>conexões com o currículo, com as práticas pedagógicas e com novos percursos epistemológicos</p><p>(FERREIRA E RIOS, 2021).</p><p>7</p><p>As crianças pequenas: olhares para suas aprendizagens</p><p>e seus processos de desenvolvimento</p><p>Nessa fase, as crianças normalmente já experimentam mais autonomia autonomia e liberdade em</p><p>relação a sua interação com o mundo, e não dependem exclusivamente da família para demonstrar</p><p>seus interesses. Entre quatro e cinco anos, a comunicação da criança já apresenta uma boa retórica</p><p>e repertório, tanto para comunicar seus pensamentos, ideias, sentimentos, emoções, quanto para</p><p>recriar histórias, compartilhar relatos, recordações, desse modo faz-se importante a construção</p><p>de experiências que contribuam para o desenvolvimento das suas potencialidades linguísticas, bem</p><p>como da sua interação com a natureza e com a cultura.</p><p>As habilidades emocionais e sociais vão se tornando mais complexas, e os jogos simbólicos ligados as</p><p>performances sociais começam a aparecer com mais frequência. Os relacionamentos entre família,</p><p>amigos e mundo externo vão se estruturando, conforme a ampliação do âmbito de convivência e a</p><p>aprendizagem das normativas sociais vivenciadas pela criança. Para parte significativa das crianças</p><p>com essa faixa etária, o domínio do corpo e das habilidades em relação aos cuidados com higiene</p><p>pessoal e habilidades manuais, conhecimento espacial e matemático vão sendo consolidadas,</p><p>assim como a autonomia alimentar.</p><p>Encorajar a exploração do ambiente por meio de diferentes linguagens pode contribuir com a</p><p>construção de sentidos e conhecimentos, assim como fomentar o interesse pela música, dança,</p><p>jogos, experiências e experimentos, o contato com a natureza e a criação de relações com os</p><p>elementos que compõem os fenômenos da natureza e as organizações sociais.</p><p>O envolvimento com o mundo letrado, por meio das brincadeiras com linguagens orais e escritas</p><p>permitem a ampliação de conhecimento, a construção de hipóteses e o emprego dessas no contexto</p><p>da criança. Como salientado por Salvador (2015), nessa faixa etária, as aprendizagens devem se dar</p><p>partindo de experiências culturais, compatíveis com sua natureza social, e por meio da articulação</p><p>família e escola, contribuindo para fortalecimento da identidade e do conhecimento de si, das</p><p>interações sociais e da própria história.</p><p>Considerando tais aspectos apresentamos três propostas didáticas que buscam articular as</p><p>aprendizagens e os processos de desenvolvimento das crianças pequenas em perspectiva</p><p>afrocêntrica. Para fins de organização consideramos neste grupo etário crianças entre quatro anos</p><p>e cinco anos e onze meses, conforme sistematização da Base Nacional Comum Curricular.</p><p>8</p><p>Proposta didática 1</p><p>(Re)</p><p>conhecendo</p><p>a própria</p><p>história</p><p>Campos de experiências</p><p>O eu, o outro e o nós;</p><p>Escuta, fala, pensamento e imaginação;</p><p>Espaços, tempos, quantidades, relações e</p><p>transformações.</p><p>Objetivos de aprendizagem e</p><p>desenvolvimento</p><p>(EI03EO04)* Comunicar suas ideias e</p><p>sentimentos a pessoas e grupos diversos;</p><p>(EI03EO05)* Demonstrar valorização das</p><p>características de seu corpo e respeitar as</p><p>características dos outros (crianças e adultos)</p><p>com os quais convive;</p><p>(EI03EF01)* Expressar ideias, desejos e</p><p>sentimentos sobre suas vivências, por meio da</p><p>linguagem oral e escrita (escrita espontânea),</p><p>de fotos, desenhos e outras formas de</p><p>expressão;</p><p>(EI03ET06)* Relatar fatos importantes sobre</p><p>seu nascimento e desenvolvimento, a história</p><p>dos seus familiares e da sua comunidade.</p><p>Proposta</p><p>É importante em seu processo de</p><p>desenvolvimento a criança perceber que todos</p><p>nós temos uma história de vida, possibilitando</p><p>o conhecimento de si mesmo, a compreensão</p><p>de que a história de seu nascimento e de sua</p><p>família carrega uma ancestralidade e de que</p><p>todos fazem parte de um conjunto de pessoas</p><p>em casa, na escola e na comunidade e de um</p><p>povo. Desse modo nessa atividade as crianças</p><p>e suas famílias serão estimuladas a pensar</p><p>*Essa siglas são os códigos dos objetivos de</p><p>aprendizagem da BNCC.</p><p>Cada objetivo de aprendizagem e desenvolvimento</p><p>é identificado por um código alfanumérico e</p><p>corresponde a uma faixa etária diferente. Para cada</p><p>faixa etária há, pelo menos, 3 diferentes objetivos</p><p>de aprendizagem e desenvolvimento.</p><p>A seguir, vamos te mostrar como é feita a</p><p>composição alfanumérica desses objetivos de</p><p>aprendizagem e desenvolvimento para que você os</p><p>entenda melhor;</p><p>Tomemos como exemplo o EI02TS01:</p><p>• O primeiro par de letras: EI, corresponde a etapa da</p><p>Educação Infantil;</p><p>• O primeiro par de números: 02, corresponde ao</p><p>grupo, que é definido pela faixa etária das crianças:</p><p>01 = Bebês (zero a 1 ano e 6 meses), 02 = Crianças</p><p>bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11</p><p>meses), 03 = Crianças pequenas (4 anos a 5 anos</p><p>e 11 meses);</p><p>• O segundo par de letras: TS, diz respeito ao campo</p><p>de experiências específico a ser trabalhado: EO = O</p><p>eu, o outro e o nós, CG = Corpo, gestos e movimentos,</p><p>TS = Traços, sons, cores e formas, EF = Escuta, fala,</p><p>pensamento e imaginação, ET = Espaços, tempos,</p><p>quantidades, relações e transformações;</p><p>• Por fim, o último par de números: 01, corresponde</p><p>ao número sequencial da habilidade dentro da</p><p>quantidade de objetivos de aprendizagem e</p><p>desenvolvimento que existem para cada campo de</p><p>experiência, grupo e faixa etária.</p><p>Fonte:</p><p>https://educacao.imaginie.com.br/habilidades-da-bncc/</p><p>9</p><p>e pesquisar sobre sua história de vida e suas ancestralidades, por meio de ações educativas que</p><p>intencionam contribuir para o fortalecimento da autoestima, da identidade, do reconhecimento da</p><p>sucessão de conhecimentos no tempo, registrando a sua própria história.</p><p>Desenvolvimento</p><p>Conversar antecipadamente com as famílias e solicitar o envio de até três itens que façam</p><p>parte da história da criança e da história da família. De preferência itens que a criança</p><p>conheça. É interessante que a família registre brevemente a história dos itens para o caso da</p><p>criança ter dificuldades para fazer seu relato.</p><p>Acolher e interagir com as crianças chamando-as por seus nomes e verbalizando</p><p>palavras de cuidado e afeto. Conversar sobre a proposta que será realizada a fim de que</p><p>compreendam o que será desenvolvido.</p><p>Organizar a turma em roda e iniciar conversa sobre nossa história de vida e a importância de</p><p>conhecer. Conversar sobre conceitos relacionados à família e suas variadas possibilidades</p><p>de composição na diáspora e no continente. Pode apresentar uma linha do tempo</p><p>usando a própria história, utilizar as próprias fotos para ilustrar de forma mais concreta o</p><p>entendimento das crianças. Situar a existência de documentos e modos de registro que</p><p>demarcam a história de vida das pessoas, exemplo: declaração de nascido vivo, certidão</p><p>de nascimento, carteira de vacinação, registro geral de identidade, livros de nascimento,</p><p>álbuns de fotos, redes sociais, etc. Caso disponha, apresentar concretamente alguns desses</p><p>materiais na roda. Oportunizar as crianças a falarem de suas vivências e seu contato com os</p><p>documentos e modos de registro citados.</p><p>99</p><p>10</p><p>Em acordo com as famílias, propor a</p><p>construção em casa de uma linha do</p><p>tempo da vida das crianças, com os eventos</p><p>mais significativos de cada ano. Pode-se</p><p>propor a construção com desenhos, fotos</p><p>ou textos, de acordo com a disponibilidade</p><p>e possibilidade da família.</p><p>Expor produções na sala de aula e dialogar</p><p>com a turma sobre cada linha do tempo,</p><p>buscando que a criança explique a</p><p>produção familiar e conte o porquê aquela</p><p>determinada situação está sendo retratada.</p><p>Conversar com a turma sobre a variedade</p><p>ou similaridades dos objetos pessoais</p><p>trazidos e as suas histórias, fazendo-as</p><p>refletir sobre a história de cada um.</p><p>Convidar as crianças para exploração da</p><p>Caixa da Memória. Explicar que dentro</p><p>contém os itens pessoais enviados</p><p>pelas famílias e que cada criança tentará</p><p>identificar o seu. Permita que as crianças</p><p>manipulem livremente os objetos até que</p><p>tenham segurança para fazer sua escolha.</p><p>Após todo o grupo escolher um objeto, conferir na lista previamente construída para ver se</p><p>houve alguma troca, caso haja a troca sinalize ao grupo e aqueles/as que tiverem trocado</p><p>deverão devolver os objetos a caixa e tentar novamente, caso haja dificuldade pode orientar a</p><p>criança com dicas.</p><p>Propor as crianças que falem o que lembram sobre o objeto escolhido fazendo intervenções</p><p>por meio das informações apresentadas pela família. Nesse momento pode-se partindo</p><p>dessas informações trabalhar a noção da história do objeto relacionada a história da</p><p>criança. Caso a criança tenha dificuldade para expor suas memórias, pode-se recorrer as</p><p>informações fornecidas pela família.</p><p>Conversar com a turma sobre a variedade ou similaridades dos objetos pessoais trazidos e as</p><p>suas histórias, fazendo-as refletir sobre a história de cada um.</p><p>Para finalizar, propor a construção de uma mostra fotográfica com registros de imagens de</p><p>pessoas da família da criança, solicitar a família o envio de fotos preferencialmente digitais</p><p>ou digitalizadas e montar painéis. Construir com as crianças o roteiro de desenvolvimento da</p><p>mostra e a participação de cada uma delas na condução do evento, permita que as crianças</p><p>1111</p><p>participem ativamente da decoração e a</p><p>forma de organização do espaço. Pode-</p><p>se organizar considerando: recepção dos/</p><p>as convidados/as, abertura da mostra</p><p>com explicação do processo, circuito de</p><p>visitação em cada painel e despedida com</p><p>pequeno cartão de lembrança da turma.</p><p>Lembrar do caderno de visitante. Pode-</p><p>se convidar outras turmas ou mesmo as</p><p>famílias para participar da atividade.</p><p>Avaliação</p><p>Terá como objetivo a observação dos</p><p>interesses e envolvimento das crianças</p><p>nas propostas desenvolvidas, bem como</p><p>análise da apropriação das habilidades</p><p>e das aprendizagens envolvidas nas</p><p>atividades. É importante que os momentos</p><p>sejam registrados com anotações, fotos,</p><p>vídeos para reflexões e intervenções</p><p>posteriores.</p><p>12</p><p>Proposta didática 2</p><p>Conhecimentos</p><p>matemáticos e</p><p>tecidos africanos</p><p>Campos de experiências</p><p>O eu, o outro e o nós | Escuta, fala, pensamento e imaginação | Espaços, tempos, quantidades,</p><p>relações e transformações | Traços, sons, cores e formas.</p><p>Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento</p><p>(EI03EO04) Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos;</p><p>(EI03EF01) Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem</p><p>oral e escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão.</p><p>(EI03EO06) Manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida.</p><p>(EI03ET04) Registrar observações, manipulações e medidas, usando múltiplas linguagens</p><p>(desenho, registro por números ou escrita espontânea), em diferentes suportes.</p><p>(EI03ET05) Classificar objetos e figuras de acordo com suas semelhanças e diferenças.</p><p>(EI03TS02) Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura,</p><p>criando produções bidimensionais e tridimensionais.</p><p>Proposta</p><p>Estimular o conhecimento matemático por meio de diferentes estratégias pode tornar a</p><p>aprendizagem mais significativa. Nessa proposta as crianças poderão explorar tais conhecimentos</p><p>por meio do estudo dos tecidos africanos, e de atividades que visam abordar a origem e</p><p>importância dos tecidos nas culturas africanas, a simbologia dos tecidos, as semelhanças e/ou</p><p>diferenças com tecidos produzidos na diáspora, os usos sociais e culturais dos tecidos africanos,</p><p>bem como vivenciar oficinas para articular conhecimento teórico e prático.</p><p>12</p><p>13</p><p>Previamente organizar um painel com imagens ou retalhos de tecidos do continente africano.</p><p>Lembre-se de inserir nome e imagens dos povos relacionados a cada tecido escolhido, nome</p><p>do tecido, significado cultural para o povo, significado dos símbolos, bem como a localização</p><p>geográfica. É importante fazer uma pesquisa prévia para o desenvolvimento dessa proposta</p><p>didática2. Pode-se escolher um país ou povo referência ou usar vários, fica a critério, de</p><p>acordo com o acesso ao material de pesquisa.</p><p>Acolher e interagir com as crianças chamando-as por seus nomes e verbalizando palavras de</p><p>cuidado e afeto. Conversar sobre a proposta que será realizada a fim de que compreendam o</p><p>que será desenvolvido.</p><p>Organizar a turma em roda, e realizar a leitura ou assistir a contação de história do livro</p><p>Os sete novelos – um conto Kwanza3, dialogar com as crianças explorando as imagens,</p><p>contextos e os valores implícitos na história, conversar sobre o que entenderam da história,</p><p>sobre ancestralidade, relações familiares, trabalhando os personagens, os valores, as ações</p><p>de cada um na história. Demonstrar no mapa a localização do país onde se passa a história.</p><p>Converse com a turma sobre o significado da palavra tecelagem, pode ser consultado um</p><p>dicionário, caso se deseje apresentar um conceito mais formal. Dialogue com as crianças</p><p>para saber se possuem alguma vivência relacionada com essa atividade.</p><p>Apresentar imagens de artesãs de tecelagem de diferentes regiões do Brasil e conversar</p><p>sobre semelhanças e diferenças entre os materiais produzidos na história.</p><p>Desenvolvimento</p><p>2Indicação de curso</p><p>de aperfeiçoamento</p><p>sobre o tema:</p><p>Curso de Educação</p><p>afrocentrada com</p><p>Nini Kemba Nayo</p><p>3Indicação de</p><p>contação da história:</p><p>bit.ly/sete-novelos</p><p>14</p><p>Convidar as crianças para participar de uma oficina de tecelagem. Você vai precisar de:</p><p>14</p><p>Utilizando o papelão, fazer recortes com a distância de 1,5 cm entre eles e orientar a passagem do</p><p>fio pelos recortes, começando pela frente até chegar ao final do papelão.</p><p>A esse processo se dá o nome de urdidura, processo pelo qual os fios do mesmo comprimento são</p><p>reunidos paralelamente no tear, por entre os quais se faz a trama.</p><p>Em seguida, com o fio preso no palito deverá ser passado alternadamente, uma vez por cima e</p><p>outra por baixo, ao chegar próximo do final da base, os fios são soltos e retirados do papelão.</p><p>Pode-se mostrar fotos para as crianças compreenderem o processo que será realizado.</p><p>Fios coloridos Tesoura</p><p>sem ponta</p><p>Régua Lápis Papelão ou</p><p>papel cartão</p><p>Imagens: https://www.instructables.com/how-to-weave-on-a-cardboard-loom/</p><p>15</p><p>Durante o processo conversar com as crianças sobre os conhecimentos matemáticos</p><p>que estão implicados no processo de tecelagem, desde a confecção do instrumento até</p><p>o processo de construção do tecido. Estimular que sinalizem quais conhecimentos estão</p><p>presentes. Ao final do processo, propor que as peças circulem entre toda turma para cada</p><p>criança conhecer a produção da outra e conversar sobre as percepções em relação a oficina:</p><p>como se sentiram, quais as dificuldades, o que mais gostaram.</p><p>Conversar com a turma sobre a origem dos tecidos e sua função nas diferentes sociedades</p><p>e convidar para explorar o painel de retalhos de tecidos (ou imagens de tecidos africanos) e</p><p>incentive que façam a exploração e expressem como percebem este material. Faça perguntas</p><p>que estimulem a descrição das principais características dos tecidos.</p><p>Explore o painel trabalhando a origem de cada estampa, nome e imagens dos povos</p><p>relacionados a cada tecido escolhido, nome do tecido, significado cultural para o povo,</p><p>significado dos símbolos, bem como a localização geográfica. Caso tenha retalho dos tecidos</p><p>faça-os circular junto com as fichas técnicas entre as crianças para que possam manusear</p><p>e sentir a textura, observar as formas, estampas, etc. Caso tenha dificuldade para acessar</p><p>quantidade variada de tecido, sugere-se escolher um povo e estudar um tipo específico de</p><p>tecido.4</p><p>4Possibilidades</p><p>• Bogolan: tecidos pintados à mão, do Mali. • Adire: tecidos de algodão dos Iorubas, na Nigéria.</p><p>• Agbadas: túnicas bordadas a mão dos Iorubas e Haussas, da Nigéria.</p><p>• Akunitan: O tecido dos Grandes, das personalidades feitos pelos Ashanti.</p><p>• Asafo: As bandeiras</p><p>bordadas com apliques dos povos Fanti, na costa de Gana.</p><p>• Aso Oke: Panos estreitos tecidos a mão pelos Iorubas e outros tecelões nigerianos.</p><p>• Panos de Cabo Verde: Xales preciosos e raros tintos a índigo das Ilhas de Cabo Verde.</p><p>• Índigo: Os tecidos tintos a índigo através de toda África ocidental.</p><p>• Kente: Os famosos panos de teares estreitos dos Ashanti, do reino de Gana.</p><p>• Kuba: Tecidos de ráfia bordados pelos povos Kuba, do Congo.</p><p>15</p><p>16</p><p>Ao apresentar os tecidos, faça questionamentos referentes aos padrões, formas, cores,</p><p>traçados, símbolos, desenhos, caso seja possível monte um pequeno fichário com tecidos</p><p>diaspóricos disponíveis na região e proponha a comparação com os tecidos africanos em</p><p>estudo. Explique para as crianças o contexto histórico e cultural que atravessa os tecidos</p><p>africanos.</p><p>Para finalizar, organizar a turma em grupo e propor a construção coletiva de jogos da</p><p>memória/pareamento com informações sobre os tecidos (um par pode ser a imagem ou</p><p>retalho e o outro par ser o nome do tecido, nome do povo, o país, ou significado dos símbolos/</p><p>estampas etc). Após a confecção dos jogos em dupla, convidar as crianças para brincar com</p><p>o material.</p><p>Como desdobramento podem-se realizar outras oficinas envolvendo o estudo dos tecidos,</p><p>a exemplo da estamparia, da confecção de outros formatos de tear, da confecção de</p><p>carimbos. As produções podem ser apresentadas em formato de exposição.</p><p>Avaliação</p><p>Terá como objetivo a observação dos interesses e envolvimento das crianças nas propostas</p><p>desenvolvidas, bem como análise da apropriação das habilidades e das aprendizagens envolvidas</p><p>nas atividades. É importante que os momentos sejam registrados com anotações, fotos, vídeos</p><p>para reflexões e intervenções posteriores.</p><p>16</p><p>17</p><p>Proposta didática 3</p><p>Infância preta</p><p>e alimentação</p><p>saudável5</p><p>Campos de experiências</p><p>O eu, o outro e o nós | Escuta, fala, pensamento e</p><p>imaginação | Corpo, gestos e movimentos</p><p>Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento</p><p>(EI03EO04) Comunicar suas ideias e sentimentos a</p><p>pessoas e grupos diversos;</p><p>(EI03EF01) Expressar ideias, desejos e sentimentos</p><p>sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e</p><p>escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e</p><p>outras formas de expressão;</p><p>(EI03EO06) Manifestar interesse e respeito por</p><p>diferentes culturas e modos de vida;</p><p>(EI03CG04) Adotar hábitos de autocuidado relacionados a higiene, alimentação, conforto e</p><p>aparência:</p><p>(EI03CG05) Coordenar suas habilidades manuais no atendimento adequado a seus interesses e</p><p>necessidades em situações diversas:</p><p>(EI03ET02) Observar e descrever mudanças em diferentes materiais, resultantes de ações sobre</p><p>eles, em experimentos envolvendo fenômenos naturais e artificiais.</p><p>17</p><p>2Indicação de material para</p><p>contribuir com ação pedagógica:</p><p>Acesse os links:</p><p>bit.ly/guia-alimentar-pop-brasileira</p><p>bit.ly/10passos-alimentacao</p><p>bit.ly/alimentacao-ancestral</p><p>18</p><p>Proposta</p><p>A alimentação e a nutrição são condições importantes para a promoção e proteção das condições</p><p>de saúde da criança e para garantia de crescimento e desenvolvimento com qualidade de vida,</p><p>contudo essa ainda é uma realidade desafiadora para diversas pessoas no território brasileiro, seja</p><p>por questões de renda, seja por questões relacionadas a educação alimentar. Dessa maneira nessa</p><p>proposta serão trabalhados conceitos ligados a construção de hábitos alimentares saudáveis, o</p><p>conhecimento de hábitos alimentares de diferentes povos, a produção dos próprios alimentos, e</p><p>dialogando sobre os desafios da insegurança alimentar e do nutricidio, buscando ainda construir o</p><p>entendimento sobre alimentação dentro da perspectiva africana, enquanto ritual diário, sagrado e</p><p>essencial, envolvendo diferentes etapas e todas as forças da natureza.</p><p>Desenvolvimento</p><p>6Importante ter</p><p>cuidado para não</p><p>atribuir juízo de valor,</p><p>necessário trazer</p><p>informações com</p><p>cuidado e considerar</p><p>ainda a realidade</p><p>alimentar do público</p><p>atendido.</p><p>18</p><p>Conversar antecipadamente com as famílias para identificar se existe alguma restrição ou</p><p>alergia alimentar com as crianças para fins de organização da proposta. Caso haja algum</p><p>alimento que não possa ser consumido não incluir na proposta didática. Pedir o envio de</p><p>rótulos de itens alimentares utilizados na rotina da família.</p><p>Acolher e interagir com as crianças chamando-as por seus nomes e verbalizando palavras de</p><p>cuidado e afeto. Conversar sobre a proposta que será realizada a fim de que compreendam o</p><p>que será desenvolvido.</p><p>Organizar a turma em roda e iniciar conversa sobre alimentação, buscar entender quais</p><p>os conceitos das crianças sobre a alimentação e sua importância para o desenvolvimento</p><p>infantil. Pedir que as crianças relatem seus hábitos alimentares e montar uma lista na</p><p>lousa. Partindo da fala das crianças ir conduzindo intervenção sobre nutricidio, insegurança</p><p>alimentar e sobre hábitos saudáveis de alimentação6.</p><p>19</p><p>Propor a construção de gráfico ou tabela com os itens que compõe os hábitos das crianças</p><p>e dialogar sobre semelhanças e diferenças. Pensar coletivamente como melhorar alguns</p><p>hábitos que possamos por meio do estudo perceber como prejudiciais a infância (Exemplos:</p><p>consumo de refrigerantes, consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, etc.)</p><p>Dialogar com as crianças e apresentar as categorias dos alimentos e a forma como cada</p><p>uma dessas precisa estar presente em nossa rotina alimentar. Apresentar informações</p><p>preferencialmente em forma de imagens para facilitar a compreensão. Pode-se utilizar</p><p>também os próprios alimentos como forma concreta de exemplificação de cada categoria.</p><p>Convidar a turma para participar de uma experiência sensorial envolvendo alimentos.</p><p>Combinar com as crianças que serão vendadas e deverão identificar por meio de um sentido</p><p>(tato, paladar, olfato) qual alimento está em contato. Fazer cartinhas ou uma roleta para a</p><p>criança sortear o sentido que será usado. Após o sorteio, vendar a criança, combinar com a</p><p>turma que ninguém pode responder. Entregar o alimento escolhido e aguardar a identificação.</p><p>Caso a criança tenha dificuldade, pode dar uma dica. Após todas as crianças participarem,</p><p>conversar com a turma sobre a experiência.</p><p>Em roda conversar com as crianças explicando a importância de conhecer sobre a</p><p>alimentação, porque a forma com um povo se alimenta diz muito sobre sua história,</p><p>cultura, valores. Com uso de imagens demonstrar alimentos de diferentes povos e explicar</p><p>como aquele alimento se relaciona com a história, cultura e valores. Pode-se utilizar povos</p><p>referentes a localidade e povos de outras regiões. Situar também a alimentação como</p><p>articulada ao que a natureza pode oferecer, abordar as diferenças que historicamente vão</p><p>sendo implementada nos hábitos alimentares (exemplo: produção do próprio alimento desde</p><p>plantio até a feitura, compra de alimentos em supermercado e feitura em casa, compra de</p><p>alimentos em restaurantes, etc).</p><p>1919</p><p>20</p><p>Realizar a leitura ou contação de história de livro Plantando com Malik7 de autoria de Carol</p><p>Adesewa, dialogar com as crianças explorando as imagens, contextos e os valores implícitos</p><p>na história, conversar sobre o que entenderam da história, sobre ancestralidade, relações</p><p>familiares, trabalhando os personagens, os valores, as ações de cada um na história.</p><p>Demonstrar no mapa países citados na história. Escolher dois povos originários da região</p><p>de Moçambique e apresentar alguns hábitos alimentares, dialogar com as crianças para que</p><p>percebam semelhanças e diferenças com seus próprios hábitos.</p><p>Conversar com as crianças sobre a produção do próprio alimento partindo das ações do</p><p>personagem Malik, buscando saber sobre a existência de tal costume nas suas famílias.</p><p>Avaliação</p><p>Terá como objetivo a observação dos interesses e envolvimento das crianças nas propostas</p><p>desenvolvidas, bem como análise da apropriação das habilidades e das aprendizagens envolvidas</p><p>nas atividades. É importante que os momentos sejam registrados com anotações, fotos, vídeos</p><p>para reflexões e</p><p>intervenções posteriores.</p><p>7Sugestão de contação</p><p>de história do Livro</p><p>Plantando com Malik,</p><p>por Nini Kemba Nayo:</p><p>bit.ly/ninicontamalik</p><p>21</p><p>Crianças bem pequenas</p><p>Conheça todos os Ebooks da Coleção Olhares para Primeira Infância</p><p>Propostas didáticas em perspectiva Afrocêntrica</p><p>Bebês Crianças pequenas</p><p>As propostas aqui sistematizadas articulam as perspectivas curriculares previstas na Base Nacional</p><p>Comum Curricular, e a análise afrocêntrica da experiência educativa, e organiza-se considerando</p><p>os grupos etários, objetivos de aprendizagens e desenvolvimento, campos de experiências e</p><p>conhecimentos que podem contribuir para uma ação educativa em que a centralidade africana e</p><p>afrodiaspórica, bem como a existência das crianças sejam o ponto de partida.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ASANTE, M. K. Afrocentricidade: notas sobre uma posição disciplinar. In: NASCIMENTO, Elisa Larkin</p><p>(org.). Afrocentricidade: uma abordagem epistemológica inovadora. São Paulo: Selo Negro, 2009,</p><p>p.121-145.</p><p>FERREIRA, Taisa de Sousa; RIOS, Jane Adriana Vasconcelos Pacheco. CURRÍCULO E</p><p>AFROCENTRICIDADE: MOVIMENTOS DE CUIDADO PARA CONSTRUÇÃO DE NOVOS MODOS DE</p><p>EDUCAR. In: Anais do V Colóquio Luso-Afro-Brasileiro de Questões Curriculares e VI (IN) FORMACCE -</p><p>2021. Anais...Salvador (BA) FACED-UFBA (ONLINE), 2021. Disponível em: Currículo E Afrocentricidade:</p><p>Movimentos De Cuidado Para Construção De Novos Modos De Educar | Even3 Publicações Acesso</p><p>em: 20/10/2022 01:20</p>

Mais conteúdos dessa disciplina