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TECNOLOGIA ASSISTIVA

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<p>1</p><p>TECNOLOGIA ASSISTIVA</p><p>1</p><p>Sumário</p><p>NOSSA HISTÓRIA .......................................................................................... 2</p><p>POR QUE UTILIZAR TECNOLOGIAS ASSISTIVAS? ................................... 3</p><p>QUEM TEM DIREITO AO ENSINO ESPECIALIZADO? ................................. 4</p><p>COMO SURGIU? ........................................................................................................... 6</p><p>OBJETIVOS .................................................................................................................. 7</p><p>ORGANIZAÇÃO ............................................................................................................ 8</p><p>AUXÍLIOS PARA A VIDA DIÁRIA E VIDA PRÁTICA .................................. 10</p><p>CAA - COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA E ALTERNATIVA ...................................... 11</p><p>RECURSOS DE ACESSIBILIDADE AO COMPUTADOR ............................ 12</p><p>SISTEMAS DE CONTROLE DE AMBIENTE ................................................ 13</p><p>PROJETOS ARQUITETÔNICOS PARA ACESSIBILIDADE........................ 14</p><p>ÓRTESES E PRÓTESES ............................................................................................ 15</p><p>ADEQUAÇÃO POSTURAL ......................................................................................... 16</p><p>AUXÍLIOS DE MOBILIDADE ...................................................................................... 17</p><p>AUXÍLIOS PARA AMPLIAÇÃO DA FUNÇÃO VISUAL E RECURSOS QUE</p><p>TRADUZEM CONTEÚDOS VISUAIS EM ÁUDIO OU INFORMAÇÃO TÁTIL ........ 18</p><p>AUXÍLIOS PARA MELHORAR A FUNÇÃO AUDITIVA E RECURSOS UTILIZADOS</p><p>PARA TRADUZIR OS CONTEÚDOS DE ÁUDIO EM IMAGENS, TEXTO E LÍNGUA</p><p>DE SINAIS ................................................................................................................... 19</p><p>MOBILIDADE EM VEÍCULOS ..................................................................................... 20</p><p>ESPORTE E LAZER.................................................................................................... 20</p><p>PLURIDISCIPLINARIEDADE E A ORGANIZAÇÃO DE SERVIÇOS EM TA 21</p><p>FORMAÇÃO DOCENTE PARA O USO DA TECNOLOGIA ASSISTIVA NA</p><p>EDUCAÇÃO INFANTIL ........................................................................................... 25</p><p>A TECNOLOGIA ASSISTIVA NA ESCOLA. O QUE É NECESSÁRIO</p><p>CONSIDERAR? ........................................................................................................... 26</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................. 29</p><p>2</p><p>NOSSA HISTÓRIA</p><p>A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, em</p><p>atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-Graduação.</p><p>Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo serviços educacionais</p><p>em nível superior.</p><p>A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de</p><p>conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no</p><p>desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. Além de</p><p>promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem</p><p>patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicação ou</p><p>outras normas de comunicação.</p><p>A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma confiável</p><p>e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética.</p><p>Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta</p><p>de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor</p><p>do serviço oferecido</p><p>3</p><p>POR QUE UTILIZAR TECNOLOGIAS ASSISTIVAS?</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Tecnologia Assistiva é um termo ainda novo, utilizado para identificar todo o arsenal</p><p>de Recursos e Serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades</p><p>funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover Vida</p><p>Independente e Inclusão. O processo de Educação Inclusiva deflagrado na década de</p><p>(90) noventa preconiza que todos os alunos, com e sem deficiência, devem frequentar o</p><p>mesmo espaço pedagógico a fim de que convivam e aprendam. A Política Nacional de</p><p>Educação Inclusiva (MEC-2008) reforça tais pressupostos, dá outras deliberações e</p><p>determina o público alvo da educação inclusiva. Dentre esses alunos destacam as</p><p>crianças com Transtorno Global de Desenvolvimento (TGD) nos quais se incluem as</p><p>crianças autistas.</p><p>4</p><p>QUEM TEM DIREITO AO ENSINO ESPECIALIZADO?</p><p>A política do pais de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva</p><p>(MEC-2008) tem, portanto, como objetivo garantir o acesso e a aprendizagem dos alunos</p><p>com deficiência, Transtorno Globais do Desenvolvimento, como também nas formações</p><p>de professores, participação da família e da comunidade, e acessibilidade dessas</p><p>crianças. Essa Política é implementada pelo Decreto n˚ 6.571/2008 e a Resolução</p><p>CNE/CEB n˚ 4/2009 que no art. 1˚, que estabelece que toda a escola de ensino público</p><p>deve matricular cada aluno de educação especial nas salas comuns do ensino regular.</p><p>Ao lado dessa escolarização deve oferecer o atendimento educacional especializado, que</p><p>ocorre na sala de recursos multifuncionais. No art. 4˚ § 2, especifica o aluno TGD, autista</p><p>como sendo parte dessas crianças que possuem direitos ao ensino regular e igualmente</p><p>ao atendimento especializado.</p><p>5</p><p>São considerados alunos com transtornos globais do desenvolvimento: aqueles</p><p>que apresentam um quadro de alterações no desenvolvimento neuropsicomotor,</p><p>comprometimento nas relações sociais, na comunicação ou estereotipias motoras.</p><p>Incluem-se nessa definição alunos com autismo clássico, síndrome Asperger, síndrome</p><p>de Rett, transtorno desintegrativo da infância (psicoses) e transtorno invasivos sem outras</p><p>especificações. (Resolução CNE/CEB n˚4/2009, art.4˚ §2).</p><p>Relendo o percurso histórico sobre o autismo, observa-se que o austríaco Kanner</p><p>(1943) identificou como características principais desse quadro ou, TGD, o</p><p>comprometimento da comunicação, da linguagem, das relações sociais e afetivas e</p><p>igualmente comprometimento em relação a mudanças no ambiente e na rotina. Assim,</p><p>como uma das características predominantes do autista é o prejuízo na comunicação, o</p><p>presente trabalho se inscreve no sentido de investigar as contribuições que a Tecnologia</p><p>Assistiva pode oferecer auxiliando tanto na comunicação aumentativa quanto alternativa</p><p>do aluno autista.</p><p>6</p><p>Tecnologias assistivas utilizam realidade aumentada para comunicação com</p><p>crianças autistas, projetos desenvolvidos em locais como a UFRGS incluem fichas de</p><p>comunicação para utilizar com smartphones e mesas interativas onde podem ser usados</p><p>objetos comuns para a comunicação, com a tecnologia touchscreen.</p><p>COMO SURGIU?</p><p>A Tecnologia Assistiva (TA) surge no contexto educacional e no processo</p><p>inclusivo como uma metodologia significativa. Para a professora Rita Bersch (2008 p.01),</p><p>esta nova forma de comunicação pode ser entendida como: “um termo novo, o arsenal de</p><p>recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais</p><p>de pessoas com deficiência e consequentemente promover vida independente e</p><p>inclusão”.</p><p>7</p><p>Sendo assim, será através da presente pesquisa, investigando o trabalho de um</p><p>professor da sala de recursos multifuncionais de uma escola pública municipal que</p><p>buscar-se-á compreender em que consiste o oferecimento da Tecnologia Assistiva aos</p><p>alunos autistas e como esse recurso pode contribuir facilitando a comunicação e a</p><p>integração social.</p><p>Podemos citar como exemplo o site https://www.assistiva.com.br, onde eles citam</p><p>“Somos uma equipe especializada em Tecnologia Assistiva (TA) e comprometida com a</p><p>inclusão de pessoas com deficiências na educação,</p><p>no trabalho, no lazer, na cultura, na</p><p>sociedade”.</p><p>OBJETIVOS</p><p>Proporcionar à pessoa com deficiência maior independência, qualidade de vida e</p><p>inclusão social, através da ampliação de sua comunicação, mobilidade, controle de seu</p><p>ambiente, habilidades de seu aprendizado, trabalho e integração com a família, amigos e</p><p>sociedade. Introduzirmos o conceito da TA com a seguinte citação: “Para as pessoas sem</p><p>deficiência a tecnologia torna as coisas mais fáceis. Para as pessoas com deficiência, a</p><p>8</p><p>tecnologia torna as coisas possíveis”. (RADABAUGH, 1993) Cook e Hussey definem a TA</p><p>citando o conceito do ADA - American with Disabilities Act, como “uma ampla gama de</p><p>equipamentos, serviços, estratégias e práticas concebidas e aplicadas para minorar os</p><p>problemas funcionais encontrados pelos indivíduos com deficiências”. (COOK &</p><p>HUSSEY, 1995) A TA deve ser entendida como um auxílio que promoverá a ampliação</p><p>de uma habilidade funcional deficitária ou possibilitará a realização da função desejada e</p><p>que se encontra impedida por circunstância de deficiência ou pelo envelhecimento.</p><p>Podemos então dizer que o objetivo maior da TA é proporcionar à pessoa com deficiência</p><p>maior independência, qualidade de vida e inclusão social, através da ampliação de sua</p><p>comunicação, mobilidade, controle de seu ambiente, habilidades de seu aprendizado e</p><p>trabalho.</p><p>ORGANIZAÇÃO</p><p>Os recursos de tecnologia assistiva são organizados ou classificados de acordo</p><p>com objetivos funcionais a que se destinam. Várias classificações de TA foram</p><p>desenvolvidas para finalidades distintas e citamos a ISO 9999/2002 como uma importante</p><p>classificação internacional de recursos, aplicada em vários países. O Sistema Nacional</p><p>de Classificação dos Recursos e Serviços de TA, dos Estados Unidos, diferencia-se da</p><p>ISO ao apresentar, além da descrição ordenada dos recursos, o conceito e a descrição</p><p>de serviços de TA.</p><p>9</p><p>A classificação HEART, é apresentada de forma adaptada no documento EUSTAT</p><p>Empowering Users Through Assistive Technology, que foi elaborado por um grupo de</p><p>pesquisadores de vários países da União Europeia e é considerada por eles, como sendo</p><p>a mais apropriada para a formação dos usuários finais de TA, bem como para formação</p><p>de recursos humanos nesta área. Ao apresentar uma classificação de TA, seguida de</p><p>redefinições por categorias, destaca-se que a sua importância está no fato de organizar a</p><p>utilização, prescrição, estudo e pesquisa de recursos e serviços em TA, além de oferecer</p><p>ao mercado focos específicos de trabalho e especialização.</p><p>A classificação que segue foi escrita em 1998 por José Tonolli e Rita Bersch e foi</p><p>atualizada por eles para corresponder aos avanços na área a que se destina. Ela tem uma</p><p>finalidade didática e em cada tópico, considera a existência de recursos e serviços; foi</p><p>desenhada com base em outras classificações utilizadas em bancos de dados de TA e</p><p>especialmente a partir da formação dos autores no Programa de Certificação em</p><p>Aplicações da Tecnologia Assistiva – ATACP da California State University Northridge,</p><p>College of Extended Learning and Center on Disabilities.</p><p>Recentemente esta classificação foi utilizada pelo Ministério da Fazenda; Ciência,</p><p>Tecnologia e Inovação e pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da</p><p>República na publicação da Portaria Interministerial Nº 362, de 24 de Outubro de 2012</p><p>que trata sobre a linha de crédito subsidiado para aquisição de bens e serviços de</p><p>Tecnologia Assistiva destinados às pessoas com deficiência e sobre o rol dos bens e</p><p>serviços. Seguem as categorias:</p><p>10</p><p>AUXÍLIOS PARA A VIDA DIÁRIA E VIDA PRÁTICA</p><p>Materiais e produtos que favorecem desempenho autônomo e independente em</p><p>tarefas rotineiras ou facilitam o cuidado de pessoas em situação de dependência de</p><p>auxílio, nas atividades como se alimentar, cozinhar, vestir-se, tomar banho e executar</p><p>necessidades pessoais. São exemplos os talheres modificados, suportes para utensílios</p><p>domésticos, roupas desenhadas para facilitar o vestir e despir, abotoadores, velcro,</p><p>recursos para transferência, barras de apoio, etc.</p><p>Também estão incluídos nesta categoria os equipamentos que promovem a</p><p>independência das pessoas com deficiência visual na realização de tarefas como:</p><p>consultar o relógio, usar calculadora, verificar a temperatura do corpo, identificar se as</p><p>luzes estão acesas ou apagadas, cozinhar, identificar cores e peças do vestuário, verificar</p><p>pressão arterial, identificar chamadas telefônicas, escrever etc. Alimentação (fixador do</p><p>talher à mão, anteparo de alimentos no prato, fatiados de pão) Vestuário (abotoador,</p><p>argola para zíper e cadarço mola)</p><p>11</p><p>Exemplos: Materiais escolares (aranha mola para fixação da caneta, pulseira de imã</p><p>estabilizadora da mão, plano inclinado, engrossadores de lápis, virador de página por</p><p>acionadores).</p><p>CAA - COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA E ALTERNATIVA</p><p>Destinada a atender pessoas sem fala ou escrita funcional ou em defasagem entre</p><p>sua necessidade comunicativa e sua habilidade em falar, escrever e/ou compreender.</p><p>Recursos como as pranchas de comunicação, construídas com simbologia gráfica</p><p>(BLISS, PCS e outros), letras ou palavras escritas, são utilizados pelo usuário da CAA</p><p>para expressar suas questões, desejos, sentimentos, entendimentos.</p><p>A alta tecnologia dos vocalizadores (pranchas com produção de voz) ou o</p><p>computador com softwares específicos e pranchas dinâmicas em computadores tipo</p><p>tablets, garantem grande eficiência à função comunicativa.</p><p>12</p><p>Exemplos: prancha de comunicação gerada com o software Boardmaker SDP no</p><p>equipamento EyeMax (símbolos são selecionados pelo movimento ocular e a mensagem</p><p>é ativada pelo piscar) e pranchas dinâmicas de comunicação no tablet.</p><p>RECURSOS DE ACESSIBILIDADE AO COMPUTADOR</p><p>Conjunto de hardware e software especialmente idealizado para tornar o</p><p>computador acessível a pessoas com privações sensoriais (visuais e auditivas),</p><p>intelectuais e motoras. Inclui dispositivos de entrada (mouses, teclados e acionadores</p><p>diferenciados) e dispositivos de saída (sons, imagens, informações táteis).</p><p>São exemplos de dispositivos de entrada os teclados modificados, os teclados</p><p>virtuais com varredura, mouses especiais e acionadores diversos, software de</p><p>reconhecimento de voz, dispositivos apontadores que valorizam movimento de cabeça,</p><p>movimento de olhos, ondas cerebrais (pensamento), órteses e ponteiras para digitação,</p><p>13</p><p>entre outros. Como dispositivos de saída podemos citar softwares leitores de tela,</p><p>software para ajustes de cores e tamanhos das informações (efeito lupa), os softwares</p><p>leitores de texto impresso (OCR), impressoras braile e linha braile, impressão em relevo,</p><p>entre outros.</p><p>Exemplos: Teclado expandido e programável IntelliKeys, diferentes modelos de mouse e</p><p>sistema EyeMax para controle do computador com movimento ocular, Linha Braille.</p><p>SISTEMAS DE CONTROLE DE AMBIENTE</p><p>Através de um controle remoto as pessoas com limitações motoras, podem ligar,</p><p>desligar e ajustar aparelhos eletroeletrônicos como a luz, o som, televisores, ventiladores,</p><p>executar a abertura e fechamento de portas e janelas, receber e fazer chamadas</p><p>telefônicas, acionar sistemas de segurança, entre outros, localizados em seu quarto, sala,</p><p>escritório, casa e arredores.</p><p>O controle remoto pode ser acionado de forma direta ou indireta e neste caso, um</p><p>sistema de varredura é disparado e a seleção do aparelho, bem como a determinação de</p><p>que seja ativado, se dará por acionadores (localizados em qualquer parte do corpo) que</p><p>podem ser de pressão, de tração, de sopro, de piscar de olhos, por comando de voz etc.</p><p>14</p><p>As casas inteligentes podem também se auto ajustar às informações do ambiente como</p><p>temperatura, luz, hora do dia, presença de ou ausência de objetos e movimentos,</p><p>entre</p><p>outros.</p><p>Estas informações ativam uma programação de funções como apagar ou acender</p><p>luzes, desligar fogo ou torneira, trancar ou abrir portas. No campo da Tecnologia Assistiva</p><p>a automação residencial visa a promoção de maior independência no lar e também a</p><p>proteção, a educação e o cuidado de pessoas idosas, dos que sofrem de demência ou</p><p>que possuem deficiência intelectual.</p><p>Exemplos: Controle de diversos aparelhos pelo toque do tablete</p><p>PROJETOS ARQUITETÔNICOS PARA ACESSIBILIDADE</p><p>Projetos de edificação e urbanismo que garantem acesso, funcionalidade e</p><p>mobilidade a todas as pessoas, independentemente de sua condição física e sensorial.</p><p>Adaptações estruturais e reformas na casa e/ou ambiente de trabalho, através de rampas,</p><p>elevadores, adequações em banheiros, mobiliário entre outras, que retiram ou reduzem</p><p>as barreiras físicas.</p><p>15</p><p>Exemplos: Projeto de acessibilidade no banheiro, cozinha, elevador e rampa externa.</p><p>ÓRTESES E PRÓTESES</p><p>Próteses são peças artificiais que substituem partes ausentes do corpo.</p><p>Órteses são colocadas junto a um segmento corpo, garantindo-lhe um melhor</p><p>posicionamento, estabilização e/ou função. São normalmente confeccionadas sob medida</p><p>e servem no auxílio de mobilidade, de funções manuais (escrita, digitação, utilização de</p><p>talheres, manejo de objetos para higiene pessoal), correção postural, entre outros.</p><p>16</p><p>Exemplos: Próteses de membros superiores e órtese de membro inferior, substituição de</p><p>membros criados artificialmente pro membros reais, criação de auxiliares pequenos como</p><p>dedos.</p><p>ADEQUAÇÃO POSTURAL</p><p>Ter uma postura estável e confortável é fundamental para que se consiga um bom</p><p>desempenho funcional. Fica difícil a realização de qualquer tarefa quando se está</p><p>inseguro com relação a possíveis quedas ou sentindo desconforto.</p><p>Um projeto de adequação postural diz respeito à seleção de recursos que</p><p>garantam posturas alinhadas, estáveis, confortáveis e com boa distribuição do peso</p><p>corporal. Indivíduos que utilizam cadeiras de rodas serão os grandes beneficiados da</p><p>prescrição de sistemas especiais de assentos e encostos que levem em consideração</p><p>suas medidas, peso e flexibilidade ou alterações musculoesqueléticas existentes.</p><p>Recursos que auxiliam e estabilizam a postura deitada e de pé também estão</p><p>incluídos, portanto, as almofadas no leito ou os estabilizadores ortostáticos, entre outros,</p><p>17</p><p>fazem parte deste grupo de recursos da TA. Quando utilizados precocemente os recursos</p><p>de adequação postural auxiliam na prevenção de deformidades corporais.</p><p>Exemplos: Representação da adequação postural, módulo postural em cadeira e garota</p><p>bem sentada obtendo melhores condições para desempenhar atividades com as mãos e</p><p>bem posicionamento da coluna.</p><p>AUXÍLIOS DE MOBILIDADE</p><p>A mobilidade pode ser auxiliada por bengalas, muletas, andadores, carrinhos,</p><p>cadeiras de rodas manuais ou elétricas, scooters e qualquer outro veículo, equipamento</p><p>ou estratégia utilizada na melhoria da mobilidade pessoal.</p><p>18</p><p>Exemplos: Carrinho de transporte infantil, cadeira de rodas de auto-propulsão, cadeira de</p><p>rodas.</p><p>AUXÍLIOS PARA AMPLIAÇÃO DA FUNÇÃO VISUAL E</p><p>RECURSOS QUE TRADUZEM CONTEÚDOS VISUAIS EM</p><p>ÁUDIO OU INFORMAÇÃO TÁTIL</p><p>Auxílios ópticos, lentes, lupas manuais e lupas eletrônicas; os softwares</p><p>ampliadores de tela. Material gráfico com texturas e relevos, mapas e gráficos táteis,</p><p>software OCR em celulares para identificação de texto informativo, etc.</p><p>Esses auxílios consistem em aumentar a imagem retiniana. Dentre as ferramentas,</p><p>podemos dividir os auxílios em auxilio óptico de ampliação para perto ou para longe.</p><p>19</p><p>Exemplos: Lupas manuais, lupa eletrônica, aplicativos para celulares com retorno</p><p>de voz, leitor autônomo mapa tátil em relevo, representação tátil de uma obra de arte em</p><p>museu.</p><p>AUXÍLIOS PARA MELHORAR A FUNÇÃO AUDITIVA E RECURSOS</p><p>UTILIZADOS PARA TRADUZIR OS CONTEÚDOS DE ÁUDIO EM</p><p>IMAGENS, TEXTO E LÍNGUA DE SINAIS</p><p>Auxílios que incluem vários equipamentos (infravermelho, FM), aparelhos para</p><p>surdez, sistemas com alerta táctil-visual, celular com mensagens escritas e chamadas por</p><p>vibração, software que favorece a comunicação ao telefone celular transformando em voz</p><p>o texto digitado no celular e em texto a mensagem falada. Livros, textos e dicionários</p><p>digitais em língua de sinais. Sistema de legendas (close-caption/subtitles). Avatares</p><p>LIBRAS.</p><p>20</p><p>Exemplos: Aparelho auditivo; celular com mensagens escritas e chamadas por vibração,</p><p>aplicativo que traduz em LIBRAS mensagens de texto, voz e texto fotografado.</p><p>MOBILIDADE EM VEÍCULOS</p><p>Acessórios que possibilitam uma pessoa com deficiência física dirigir um</p><p>automóvel, facilitadores de embarque e desembarque como elevadores para cadeiras de</p><p>rodas (utilizados nos carros particulares ou de transporte coletivo), rampas para cadeiras</p><p>de rodas, serviços de autoescola para pessoas com deficiência.</p><p>Exemplos: Adequações no automóvel para dirigir somente com as mãos e elevador</p><p>para cadeiras de rodas</p><p>ESPORTE E LAZER</p><p>21</p><p>Recursos que favorecem a prática de esporte e participação em atividades</p><p>de lazer.</p><p>Exemplos: ACESSÓRIOS - pessoas com deficiência visual podem jogar bola, por</p><p>exemplo. Para isso, coloca-se uma bola sonora (acessório para possibilitar o som) para</p><p>possibilitar a prática esportiva e o lazer. ADAPTAÇÕES - pessoas com deficiência visual</p><p>podem correr. Para isso, coloca-se uma prótese (adaptação) que possibilita a corrida.</p><p>PLURIDISCIPLINARIEDADE E A ORGANIZAÇÃO DE</p><p>SERVIÇOS EM TA</p><p>Os profissionais do serviço de Tecnologia Assistiva atuaram realizando a</p><p>avaliação; a seleção do recurso mais apropriado a cada caso; o ensino do usuário sobre</p><p>22</p><p>a utilização de seu recurso; o acompanhamento durante a implementação da TA no</p><p>contexto de vida real; as reavaliações e ajustes no processo. Também é atribuição do</p><p>prestador de serviço conhecer e orientar o usuário quanto ao acesso público e particular</p><p>aos recursos de TA.</p><p>O serviço de TA agregará profissionais de distintas formações como os</p><p>educadores, engenheiros, arquitetos, designers, terapeutas ocupacionais,</p><p>fonoaudiólogos, fisioterapeutas, médicos, assistentes sociais, psicólogos, entre outros. A</p><p>equipe de profissionais envolvidos e a coordenação do serviço de TA poderá variar, a</p><p>depender da característica deste serviço, da modalidade de TA que se propõe a orientar</p><p>e colocar em prática e do local onde está inserido, como por exemplo, uma sala de</p><p>recursos multifuncionais dentro de uma escola, um centro de reabilitação, uma</p><p>Universidade com serviço especializado e pesquisa na área da comunicação alternativa,</p><p>uma serviço de arquitetura especializado em acessibilidade ambiental, um centro</p><p>formador de para atletas, um serviço de reabilitação profissional, etc.</p><p>Todo o trabalho desenvolvido em um serviço de TA deverá envolver diretamente</p><p>o usuário e terá como base o conhecimento de seu contexto de vida, a valorização de</p><p>suas intenções e necessidades funcionais pessoais, bem como a identificação de suas</p><p>habilidades atuais. A equipe de profissionais contribuirá com a avaliação do potencial</p><p>físico, sensorial e cognitivo do usuário; com o conhecimento a respeito dos recursos de</p><p>TA disponíveis no mercado ou que deverão ser projetados para uma necessidade</p><p>particular. Uma característica importante do serviço de TA é que ele deve voltar-se à</p><p>formação do usuário para que este possa se tornar um consumidor informado e</p><p>competente, ou seja, que o usuário e seus familiares adquiram a habilidade de:</p><p>• DEFINIR O PROBLEMA: Explicitar claramente a dificuldade que pretendem</p><p>superar;</p><p>• PARTICIPAR ATIVAMENTE DE TODO O PROCESSO DE SELEÇÃO: Ser ativo</p><p>no processo de experimentação de várias alternativas tecnológicas, retroalimentando a</p><p>equipe de profissionais com suas considerações, em cada item de TA experimentado. O</p><p>usuário e familiares conhecem profundamente o problema e a organização do ambiente</p><p>onde a tecnologia será implementada. Estas informações serão fundamentais para que a</p><p>equipe defina de forma exitosa a melhor solução em TA.</p><p>23</p><p>• DEFINIR A SOLUÇÃO: Durante o percurso de consultoria o usuário deverá</p><p>adquirir os conhecimentos necessários para definir, junto com a equipe, no ponto final</p><p>deste processo, a escolha da melhor tecnologia que atenderá seu problema específico.</p><p>Os usuários e familiares, ao participarem ativamente do processo de seleção da</p><p>Tecnologia Assistiva, tomarão consciência das possibilidades e das limitações das</p><p>tecnologias exploradas no processo avaliativo e isto os ajudará a tomar a decisão de qual</p><p>recurso atende melhor à necessidade perseguida. Compreenderão também que</p><p>mudanças de rotina e novos empenhos diários aparecerão para todos os envolvidos e</p><p>que os objetivos de maior autonomia para o usuário serão alcançados se efetivamente</p><p>todos se envolverem no aprendizado e na utilização da TA durante o período de</p><p>implementação. A participação do usuário é considerada como ponto fundamental para</p><p>que se evite o abandono ou a subutilização posterior do investimento em TA.</p><p>Um dos papéis do serviço de TA é a Educação do usuário à autonomia. Ao</p><p>descrever um serviço de TA pode-se afirmar que os profissionais e os usuários formam</p><p>uma única equipe. Nela, os profissionais serão os consultores e os formadores e os</p><p>usuários assumem um papel ativo desde a definição do problema até a escolha da</p><p>solução.</p><p>24</p><p>O trabalho com TA exige formação específica. A fim de especializar-se nesse</p><p>trabalho, a professora fez um curso teórico-prático oferecido pelo MEC através de um</p><p>convênio com a empresa Tecnologia Assisitiva coordenado pela professora Rita Bersch.</p><p>O atendimento com a TA é individualizado, de acordo com a necessidade de cada</p><p>criança, no entanto, determinados exercícios, como dito acima, podem ser utilizados para</p><p>todos os alunos, com e sem deficiência.</p><p>O trabalho com a TA, especificamente com o software educativo Boardmaker foi</p><p>iniciado apenas em 2011. Esse objeto de aprendizagem é bastante caro e foi</p><p>disponibilizado pelo MEC em 2008 para algumas das 47 salas de recursos multifuncionais</p><p>existentes na rede pública municipal de Cuiabá.</p><p>Com os recursos tecnológicos a professora utiliza ainda o tablet, o celular, além</p><p>do computador com o qual a sala é equipada. Por meio dessa tecnologia, a professora</p><p>busca complementar suas aulas e enriquecê-las, tornando-a também mais atrativas para</p><p>seus alunos.</p><p>25</p><p>FORMAÇÃO DOCENTE PARA O USO DA TECNOLOGIA</p><p>ASSISTIVA NA EDUCAÇÃO INFANTIL</p><p>O desenvolvimento profissional dos educadores inicia primeiramente no curso de</p><p>formação inicial, no qual passam a contrastar seus conhecimentos teóricos com a prática</p><p>por meio dos estágios supervisionados, mas seu desenvolvimento ocorrerá efetivamente,</p><p>no exercício de sua profissão. Conforme afirma Libâneo (2001), o professor produz sua</p><p>profissionalidade no exercício do trabalho, e esta é a ideia chave do conceito de formação</p><p>continuada.</p><p>Nessa perspectiva a escola aparece como um local de aprendizagem do professor,</p><p>no qual, poderá desenvolver os saberes e as competências do ensinar, colocando em</p><p>prática seus conhecimentos e habilidades diante das diferentes situações do contexto</p><p>escolar. O professor se forma com os demais colegas a equipe de trabalho, no qual</p><p>compartilham sua profissão e seus problemas, aprendendo assim novos saberes e agindo</p><p>de modo coletivo. Para Rangel (2011), a formação do educador deve ter em sua prática</p><p>a democratização do conhecimento, permitindo uma posição crítica, reflexiva e</p><p>transformadora, não só individual, mas também coletivamente, na busca de garantir os</p><p>direitos de todos os indivíduos. Na explicação de Vygotsky (1988), no qual o ser humano</p><p>é um ser social e o seu desenvolvimento se dá na participação do meio em que está</p><p>inserido, podemos refletir sobre os dias atuais. Em que os avanços tecnológicos já fazem</p><p>parte da vida da maioria das pessoas, seja no trabalho, no lazer e nos processos</p><p>educativos. A partir da análise sugerida, percebe-se a importância das tecnologias digitais</p><p>nas práticas pedagógicas apresentando uma nova proposta para os alunos dessa nova</p><p>geração. Demo (2004) ressalta que o uso da tecnologia digital deve ser entendido como</p><p>uma ferramenta de representação do conhecimento, no qual o grande desafio são</p><p>professores que saibam transformar a informação obtida em formação aos seus alunos.</p><p>O professor precisa aprender a utilizar as ferramentas digitais, não apenas por ser uma</p><p>necessidade do mundo contemporâneo, mas para dar significado para elas na visão do</p><p>aluno e para que não dissocie o conhecimento da realidade (EMER, 2011). Por isso, a</p><p>formação docente é de extrema relevância para que o professor esteja preparado no</p><p>processo de mediar o aluno a novos mundos e descobertas do saber, como sujeitos</p><p>26</p><p>pensantes, capazes de refletir e agir criticamente diante dos desafios pessoais e</p><p>profissionais (EMER, 2011).</p><p>Nesse contexto, cabe refletir o papel do educador na dinâmica escolar, e de que</p><p>forma irá utilizar esses aparatos tecnológicos, considerando que as escolhas das</p><p>tecnologias digitais devem ser de acordo com as necessidades e realidade de cada escola</p><p>e de seus alunos.</p><p>Robô ajuda crianças com autismo e síndrome de Down</p><p>A TECNOLOGIA ASSISTIVA NA ESCOLA. O QUE É NECESSÁRIO</p><p>CONSIDERAR?</p><p>O acesso à internet coloca facilmente a nossa vista uma série de alternativa de</p><p>recursos que prometem auxiliar as pessoas com deficiência no desempenho de ações</p><p>pretendidas. Muitas vezes temos a tendência de direcionar a nossa “busca” por “grupo de</p><p>recursos” para grupos de pessoas com uma “determinada deficiência”: recursos para</p><p>cegos, recursos para surdos, recursos para pessoas com deficiência física, recursos para</p><p>27</p><p>pessoas com deficiência intelectual, recursos para autistas etc. Este ponto de vista não</p><p>considera que as pessoas com deficiência são diferentes entre si, vivem em contextos</p><p>diferentes e enfrentam problemas únicos de participação e desempenho de tarefas, nos</p><p>lugares onde vivem. Buscando conhecer e comprar a TA desta forma, teremos uma forte</p><p>tendência ao fracasso, ao desperdício financeiro e finalmente ao abandono do recurso.</p><p>Podemos resumir e afirmar então que o PAREAMENTO entre DEFICIÊNCIA X</p><p>TECNOLOGIA é INSUFICIENTE na busca da alternativa em TA apropriada a uma</p><p>situação problema vivida por um usuário específico.</p><p>Outra tendência natural de todos nós é o encantamento pela tecnologia e, sempre</p><p>que possível, a compra de “tudo”. Facilmente nos iludimos e colocamos na tecnologia a</p><p>expectativa de que com ela “tudo vai dar certo”, o milagre vai acontecer e nosso aluno</p><p>passará a ter outro desempenho. Já sabemos que a Tecnologia Assistiva, por si só, não</p><p>resolverá o problema da inclusão de alunos com deficiência e muito menos da qualidade</p><p>de ensino para todos.</p><p>Podemos resumir e afirmar então que o ENCANTAMENTO pela TECNOLOGIA e</p><p>o apelo do mercado para que se compre tudo, pois os recursos mais atualizados serão</p><p>sempre superiores e melhores, não nos ajudará a perceber e encontrar a melhor</p><p>alternativa em TA.</p><p>Podemos observar hoje um processo intenso de inclusão dos alunos com</p><p>deficiência na rede regular de ensino, tanto pública quanto privada. Esse processo,</p><p>fundamentado legalmente, demanda esforços em vários sentidos para que os alunos com</p><p>deficiência sejam atendidos em suas necessidades especiais.</p><p>Dentre o alunado da educação especial, destacam-se os autistas, foco deste</p><p>trabalho que procurou investigar formas alternativas de atendimento de suas</p><p>necessidades especiais.</p><p>A inclusão do aluno autista compreende uma tarefa árdua, principalmente</p><p>pelos</p><p>comportamentos peculiares e limites que a genética impõe na sua forma de linguagem e</p><p>comunicação.</p><p>Assim, no sentido de auxiliar a inclusão escolar do aluno autista a TA pode ser</p><p>uma estratégia utilizada para possibilitar a ampliação ou a substituição da sua linguagem,</p><p>bem como no processo de escolarização.</p><p>28</p><p>De acordo com a pesquisa feita, a TA promove a comunicação no contexto escolar</p><p>com benefícios para toda a comunidade, alunos, responsáveis, pais e gestão escolar. No</p><p>espaço da sala de aula há uma melhora significativa nas práticas pedagógicas, e nas</p><p>relações interpessoais dos alunos autistas.</p><p>Tal acontece uma vez que, de acordo com os dados colhidos na pesquisa, através</p><p>desse recurso, são preparadas atividades que atendem as singularidades do aluno. Cada</p><p>prancha de comunicação PECS (figura nº03) é produzida de acordo com cada criança,</p><p>favorecendo o seu desenvolvimento cognitivo. Outro fator importante no processo</p><p>inclusivo observado é que o professor da sala multifuncional e o professor referência</p><p>trabalham de forma articulada. Sem o suporte do professor de AEE o professor da sala</p><p>comum sente-se inseguro. Considera-se que a TA deve ser introduzida na sala de recurso</p><p>multifuncional e, posteriormente, ampliada para a sala regular.</p><p>Visando essa abrangência, é preciso que a política de formação continuada, ora</p><p>existente na SME, seja implementada oferecendo cursos para todos os profissionais da</p><p>escola, incluindo-se aí professor referência e equipe gestora, a fim de que se apropriem</p><p>do conhecimento acerca da TA e tenham atitudes positivas em relação à inclusão e,</p><p>sobretudo, desenvolvam habilidades para interagir e ensinar o aluno autista.</p><p>29</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>BERCH, Rita. Introdução à Tecnologia Assistiva. CEI. Centro Especializado em</p><p>Desenvolvimento Infantil. Porto Alegre, 2008.</p><p>BRASIL. Subsecretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com</p><p>Deficiência. Comitê de Ajudas Técnicas- Tecnologia Assistiva – Brasília: Corde, 2009.</p><p>BRASIL. MEC/SEEP. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva</p><p>da Educação Inclusiva. Portaria n˚948, de 09 de outubro de 2007.</p><p>BRASIL. MEC- Secretaria de Educação Especial.- Nota Técnica-</p><p>SEESP/GAB/N˚11/0210.</p><p>BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Documento Subsidiário à Politica de</p><p>Inclusão. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação especial, 2005.</p><p>BRASIL. MEC. Secretaria de Educação Especial. Manual de Orientação:</p><p>Programa de Implantação de Sala de Recursos Multifuncionais. 2010.</p><p>GARCIA, Teresa Bernardo; RODRIGUEZ, Carmem Martin. A Criança Autista. IN:</p><p>Autores: Vários. Necessidades Educativas Especiais. 1˚ ed.: EdicionesAljibe, S.L.1993.</p><p>MELLO, Ana Maria S. Ros de. Autismo: guia prático. Colaboração: VATAVUK,</p><p>Marialice de Castro. 6ed.-São Paulo: AMA; Brasilia: Corde, 2007 .</p><p>MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO- Portaria Normativa n˚13, de 24 de Abril de 2007.</p><p>RIVIERE, Angel. O autismo e os transtornos globais do desenvolvimento. IN:</p><p>COLL, César; MARCHESI, Álvaro; PALACIOS, Jesús e colaboradores. Desenvolvimento</p><p>psicológico e educação.2˚ ed.- Porto Alegre: Artmed; 2004.</p><p>RIVIERE, Angel. O Desenvolvimento e a Educação da Criança Autista. IN:</p><p>COLL, César; MARCHESI, Alvaro; PALACIOS, Jesús e Organizadores. Necessidades</p><p>Educativas Especiais e Aprendizagem Escolar. V. 03- Porto Alegre: Artes Médicas 1995.</p><p>ADA - AMERICAN WITH DISABILITIES ACT 1994. Disponível em:</p><p>http://www.resna.org/taproject/library/laws/techact94.htm Acesso em 05/10/2007.</p><p>30</p><p>BRASIL. SDHPR - Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com</p><p>Deficiência - SNPD. 2009. Disponível em:</p><p>http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/publicacoes/tecnologia-assistiva Acesso em</p><p>06/12/2012</p><p>BRASIL. SDHPR - Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com</p><p>Deficiência - SNPD. 2012 Disponíveis em: http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/</p><p>Acesso em 06/12/2012</p><p>COOK, A.M. & HUSSEY, S. M. (1995) Assistive Technologies:</p><p>PrinciplesandPractices. St. Louis, Missouri. Mosby - Year Book, Inc.</p><p>EUROPEAN COMMISSION - DGXIII - EmpoweringUsersTroughtAssistive</p><p>Technology, 1998 Disponível em: http://www.siva.it/research/eustat/index.html Acesso em</p><p>05/10/2007.</p><p>GOOSSENS, C. & CRAIN, S.S. (1992) Utilizing Switch Interfaces withChildrenwho</p><p>are SeverelyPhisicallyChallenged. Autin, Texas. Pro.ed, Inc.</p><p>LIMA, Niusarete Margarida de. Legislação Federal Básica na área da pessoa</p><p>portadora de Deficiência. Brasília: Secretaria Especial dos Direitos Humanos,</p><p>Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, 2007.</p><p>PORTARIA INTERMINISTERIAL Nº 362, DE 24 DE OUTUBRO DE 2012.</p><p>Disponível em:</p><p>http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/sites/default/files/arquivos/%5Bfield_generi</p><p>co_imagens-filefielddescription%5D_58.pdf Acesso em 07/02/2013.</p><p>PORTUGAL. Secretariado Nacional de Reabilitação e Integração da Pessoa com</p><p>Deficiência. Disponível em http://www.snripd.pt/default. as?IdLang=1 Acesso em</p><p>03/10/2007.</p>

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