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<p>Compreensão oral em</p><p>língua inglesa</p><p>Compreensão oral em</p><p>língua inglesa</p><p>Co</p><p>mp</p><p>re</p><p>en</p><p>sã</p><p>o</p><p>or</p><p>al</p><p>em</p><p>lí</p><p>ng</p><p>ua</p><p>in</p><p>gl</p><p>es</p><p>a Maria Cecília Lopes</p><p>Compreensão oral em</p><p>língua inglesa</p><p>Compreensão oral em</p><p>língua inglesa</p><p>Co</p><p>mp</p><p>re</p><p>en</p><p>sã</p><p>o</p><p>or</p><p>al</p><p>em</p><p>lí</p><p>ng</p><p>ua</p><p>in</p><p>gl</p><p>es</p><p>a Maria Cecília Lopes</p><p>Código Logístico</p><p>30596</p><p>Fundação Biblioteca Nacional</p><p>ISBN 978-85-387-2859-7</p><p>Maria Cecília Lopes</p><p>Compreensão Oral em Língua Inglesa</p><p>IESDE Brasil S.A.</p><p>Curitiba</p><p>2012</p><p>Edição revisada</p><p>© 2008 – IESDE Brasil S.A. É proibida a reprodução, mesmo parcial, por qualquer processo, sem autorização por escrito dos autores e do detentor</p><p>dos direitos autorais.</p><p>Capa: IESDE Brasil S.A.</p><p>Imagem da capa: Shutterstock</p><p>IESDE Brasil S.A.</p><p>Al. Dr. Carlos de Carvalho, 1.482. CEP: 80730-200</p><p>Batel – Curitiba – PR</p><p>0800 708 88 88 – www.iesde.com.br</p><p>Todos os direitos reservados.</p><p>CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE</p><p>SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>L854c</p><p>Lopes, Maria Cecília, 1964-</p><p>Compreensão oral em língua inglesa / Maria Cecília Lopes. - ed., rev. - Curitiba, PR :</p><p>IESDE Brasil, 2012.</p><p>200p. : 28 cm</p><p>Inclui bibliografia</p><p>ISBN 978-85-387-2859-7</p><p>1. Língua inglesa - Estudo e ensino. 2. Língua inglesa - Compêndios para estrangeiros.</p><p>I. Inteligência Educacional e Sistemas de Ensino. II. Título</p><p>12-4735. CDD: 428.24</p><p>CDU: 811.111’243</p><p>06.07.12 19.07.12 037141</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>Sumário</p><p>A (very) brief look at the history of English | 7</p><p>Povos que influenciaram a língua inglesa | 8</p><p>Algumas características da língua inglesa oral | 10</p><p>Breve histórico sobre compreensão oral em língua inglesa | 12</p><p>Sentence and word stress are very important | 19</p><p>Different accents for the same language | 35</p><p>Greetings and farewells – Cumprimentos e despedidas | 38</p><p>Hit or miss consonants | 51</p><p>A pronúncia e o stress observado nas consoantes | 53</p><p>English as a global language | 71</p><p>O stress em verbos da língua inglesa | 73</p><p>Verbos relacionados a viagens | 74</p><p>Pandora's box: the mysteries of language | 91</p><p>Unindo (Linking) as palavras – algumas regras | 93</p><p>Rhythm is in the air, it is everywhere | 111</p><p>Numbers 0 to 20 (Números de 0 a 20) | 114</p><p>Calendar – Calendário (dia e mês) | 119</p><p>The months of the year – Os meses do ano | 120</p><p>Prepositions of time – Preposições de tempo | 121</p><p>Intonation is crucial for communication | 131</p><p>Differences between American and British English | 147</p><p>Describing the weather – (descrevendo o tempo) Vocabulary (vocabulário) | 151</p><p>Differences between Scottish English and Standard English | 159</p><p>Describing people (descrevendo as pessoas) Vocabulary (vocabulário) | 161</p><p>Canadian English | 173</p><p>Currency (Moeda) | 174</p><p>Ways of paying | 175</p><p>Australian English | 183</p><p>Referências | 195</p><p>Apresentação</p><p>Esta disciplina tem por objetivo apresentar aos alunos de Letras aspec-</p><p>tos diferenciados da pronúncia da língua inglesa, considerados importantes</p><p>para a compreensão auditiva da mesma. No transcorrer do material, o alu-</p><p>no terá acesso a aspectos históricos, culturais e situacionais que podem fa-</p><p>zer diferença quando do contato auditivo com a língua. De forma clara, com</p><p>exemplos e exercícios escritos e auditivos o aluno terá contato com diversas</p><p>situações do uso cotidiano e típico da língua inglesa, bem como com diferen-</p><p>tes pronúncias da mesma (britânica, americana, australiana). Também são</p><p>apresentadas estratégias de compreensão auditiva de textos autênticos (ou</p><p>fragmentos de textos) em língua inglesa.</p><p>Os 12 capítulos apresentam: noções básicas sobre a língua inglesa,</p><p>suas origens e sua formação sonora; noções sobre o stress da língua ingle-</p><p>sa em vogais, consoantes e diferentes classes gramaticais; a ligação sonora</p><p>entre palavras na fala em língua inglesa; o ritmo e a entonação da língua</p><p>inglesa e as diferenças entre as pronúncias de diversos falantes nativos.</p><p>Maria Cecília Lopes</p><p>A (very) brief look</p><p>at the history of English</p><p>Maria Cecília Lopes*</p><p>Mudam-se os tempos,</p><p>mudam-se as vontades</p><p>Luíz Vaz de Camões (1524-1580)1</p><p>Assim como os seres humanos, a língua é dotada de vida. Ela se apresenta com características</p><p>próprias, como se fosse um ser autônomo, trilhando um caminho paralelo ao nosso, evidenciando e re-</p><p>gistrando a cultura, os hábitos e as crenças de seus falantes. Tal qual os seres humanos, a língua está em</p><p>constante mudança. Mais do que um conjunto de signos linguísticos, a língua expressa o modo de viver</p><p>e agir dos indivíduos de uma comunidade num determinado momento. As origens da língua enquanto</p><p>um conjunto linguístico são de difícil precisão, mas provavelmente ela teve seu início quando o homem</p><p>deixou de ser nômade e passou a viver em pequenos grupos sociais. Desenvolver um padrão de comu-</p><p>nicação passou a ser essencial e desde então linguagem, língua e fala têm sido objetos de estudo para</p><p>milhares de pesquisadores.</p><p>Linguagem, língua e fala são distintas em termos de significado e quando unidas possibilitam a</p><p>interação social entre indivíduos de uma mesma comunidade. A linguagem pode ser vista sob diversos</p><p>prismas: pode ser a linguagem familiar, a técnica, a erudita, a linguagem comercial, só para citar alguns</p><p>exemplos. A língua se constitui como um conjunto de signos linguísticos que possibilita aos indivíduos</p><p>que expressem suas crenças, ideias, opiniões, desejos e a fala é um dos meios pelos quais a língua é uti-</p><p>lizada para expressar tais anseios. A oralidade manifesta-se de maneiras variadas, oscila de acordo com</p><p>* Doutoranda em Linguística Aplicada ao Ensino de Línguas. Mestre em Linguística Aplicada ao Ensino de Línguas. Bacharel em Letras pela</p><p>Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC–SP). Tradutora e assessora linguística para escolas de idiomas. Professora no Ensino Supe-</p><p>rior em disciplinas de Graduação em Letras e em Pós-Graduação em Língua Inglesa.</p><p>1 Poeta português, um dos maiores nomes da Renascença, e possivelmente de toda a literatura portuguesa, escreveu entre outras obras Os</p><p>Lusíadas. Soube como poucos usar os recursos da língua portuguesa para expressar fatos, sentimentos e ideias. Até hoje é um dos autores mais</p><p>lidos e estudados no mundo.</p><p>Vídeo</p><p>8 | A (very) brief look at the history of English</p><p>seus falantes, com o local em que se encontram, com o grupo social a que pertencem. Daí tantas dife-</p><p>renças observadas nos falantes de uma mesma língua: ora as sílabas são ditas pausadamente, ora são</p><p>suprimidas, novos termos são criados, outros são esquecidos. Diante deste quadro, é possível concluir</p><p>que a fala precede a escrita, pois a velocidade com que novos termos são criados, utilizados e descarta-</p><p>dos não é a mesma com que o registro escrito é feito.</p><p>A língua portuguesa, se comparada à língua inglesa, tem uma característica singular: a grafia das pala-</p><p>vras é semelhante à maneira com a qual tais palavras são pronunciadas. Já a língua inglesa imprimiu caracte-</p><p>rísticas diferentes à escrita e à fala. E esta distinção não pode representar um empecilho, uma vez que a língua</p><p>inglesa está ao alcance dos nossos olhos e ouvidos na forma de música, revistas, internet, livros, filmes entre</p><p>outros. Para chegar a esse status de “língua do mundo”, o inglês trilhou um longo caminho permeado pela</p><p>influência linguística e cultural de povos que dominaram os britânicos durante séculos.</p><p>Povos que influenciaram a língua inglesa</p><p>Como em qualquer língua, a língua inglesa tem origem pré-histórica, situada num tronco co-</p><p>mum: o indo-europeu. Passou por diversas transformações até atingir seu estágio atual. Veja a evolução</p><p>dessa língua na linha do tempo abaixo:</p><p>Principais povos que colaboraram para a criação da língua inglesa no decorrer dos séculos</p><p>Século I A.C. Século XXI D.C.</p><p>Celtas Romanos Germânicos;</p><p>Anglos,</p><p>and</p><p>often contracted. Auxiliary verbs in negative</p><p>sentences will also be stressed.</p><p>The difference between a stressed and</p><p>an unstressed syllable is bigger in stress-timed</p><p>languages.</p><p>In this example, the four or five-syllable</p><p>segment /  Approximately  / takes almost the</p><p>same time to be pronounced as the one-sylla-</p><p>ble segment / old /.</p><p>See below the graphic representation of a</p><p>stress-timed language like English:</p><p>According to Dauer:</p><p>In order to achieve a good rhythm in En-</p><p>glish, you need to slow down, stretch out, and</p><p>very clearly pronounce one-syllable content words</p><p>and the stressed syllables of longer words. And</p><p>you must reduce unstressed function words and</p><p>other unstressed syllables. (85)</p><p>A common error made by non-native</p><p>speakers of English is pronouncing one-sylla-</p><p>ble content words too quickly, without the</p><p>necessary stress. But an even more common</p><p>error made by non-native speakers whose</p><p>mother tongue is syllable-timed is not redu-</p><p>cing function words and other unstressed</p><p>syllables enough. With regards to this pro-</p><p>blem, Dauer adds:</p><p>As a result, the listener will have difficulty</p><p>perceiving which syllables are stressed and</p><p>which are unstressed. Since stress is the main</p><p>cue to word boundaries in spoken language</p><p>(equivalent to spaces in written language), the</p><p>listener will therefore have problems figuring</p><p>out where words begin and end. It is extremely</p><p>important to make a clear difference between</p><p>stressed and unstressed syllables when you are</p><p>speaking English. (85)</p><p>bem como verbos auxiliares (em frases afir-</p><p>mativas e interrogativas), raramente recebem</p><p>tonicidade e frequentemente são contraídas.</p><p>Verbos auxiliares em frases negativas também</p><p>recebem tonicidade forte.</p><p>Em línguas tipo stress-timed a diferença en-</p><p>tre uma sílaba tônica e uma atônica é mais acen-</p><p>tuada do que em línguas tipo syllable-timed.</p><p>Na representação gráfica acima, o segmen-</p><p>to de quatro ou cinco sílabas / Approximately /</p><p>leva quase o mesmo tempo para ser pronuncia-</p><p>do que o segmento de uma sílaba / old /.</p><p>Veja na imagem abaixo uma represen-</p><p>tação gráfica do fluxo rítmico de uma língua</p><p>stress-timed como inglês:</p><p>De acordo com Dauer:</p><p>Para se alcançar um bom ritmo na pronún-</p><p>cia do inglês, é necessário reduzir a velocidade,</p><p>esticar e pronunciar claramente palavras monos-</p><p>silábicas de conteúdo semântico e as sílabas tôni-</p><p>cas de palavras mais longas. E, sobretudo, é ne-</p><p>cessário reduzir as palavras funcionais atônicas e</p><p>outras sílabas atônicas. (85, minha tradução)</p><p>Um erro comum observado em falantes</p><p>de inglês não nativos é a pronúncia demasia-</p><p>damente rápida das palavras monossilábicas</p><p>de conteúdo, não aplicando-lhes a necessária</p><p>ênfase. Mas um erro ainda mais comum, ob-</p><p>servado em aprendizes de inglês cuja língua</p><p>materna é syllable-timed (como o português</p><p>do Brasil), é a redução insuficiente de palavras</p><p>funcionais e demais sílabas atônicas. Com rela-</p><p>ção a esse problema, Dauer acrescenta:</p><p>Como consequência, o ouvinte terá dificul-</p><p>dade em perceber quais sílabas são tônicas e quais</p><p>atônicas. Uma vez que o ritmo é a principal indica-</p><p>ção das divisões entre as palavras na língua falada</p><p>(equivalente aos espaços na escrita), o ouvinte terá</p><p>dificuldade em captar o início e o fim das palavras.</p><p>É portanto de extrema importância manter uma</p><p>clara diferença entre sílabas tônicas e atônicas</p><p>quando se fala inglês. (85, minha tradução)</p><p>48 | Different accents for the same language</p><p>Vowel Reduction</p><p>As a result of this compression of unstres-</p><p>sed syllables in English, very often vowels in</p><p>these syllables become weak and are reduced</p><p>to the neutral vocalic sound /ә/ (here represen-</p><p>ted by /â/). This neutral vowel phoneme known</p><p>as schwa is produced by the vibration of the</p><p>vocal cords alone, with the tongue in a neutral</p><p>position and requiring a minimal amount of ar-</p><p>ticulatory effort. The schwa largely characteri-</p><p>zes the sound of English. Examples:</p><p>circuit [‘sârkât]</p><p>photographer [fâ’tagrâfâr]</p><p>neutralization [nuwtrâlâ’zeyshân]</p><p>This loss of identity of vowels in English</p><p>represents a sharp contrast against Brazilian</p><p>Portuguese where all the vowels, stressed or</p><p>unstressed, have a clear identity. It also aggra-</p><p>vates the spelling-pronunciation irregularity of</p><p>English. See Spelling Interference and Spelling-</p><p>to-Sound Rules.</p><p>Because of the frequent occurrence of</p><p>this neutralization, the English vowel /ә/ beco-</p><p>mes the phoneme that occurs the most in the</p><p>language. In fact, any single-letter vowel gra-</p><p>pheme and several two-letter vowel graphe-</p><p>mes can represent the English phoneme /ә/, as</p><p>demonstrated in the table below:</p><p>Obs.: The English neutral vowel phoneme</p><p>“schwa”, traditionally represented by the cha-</p><p>racter /ә/, is here represented by /â/ because</p><p>of html editing limitations.</p><p>Redução de Vogais</p><p>Como consequência dessa aglutinação</p><p>de sílabas atônicas no inglês, a vogal dessas</p><p>sílabas frequentemente sofre uma “redução”</p><p>em direção ao som neutro /ә/ (aqui represen-</p><p>tado por /â/). Denominado “xevá”, este fone-</p><p>ma vogal é produzido pela simples vibração</p><p>das cordas vocais, permanecendo os demais</p><p>órgãos articuladores (boca e língua) em total</p><p>repouso. É uma vogal cujo som é semelhante</p><p>ao som do gemido, porém não nasal. O xevá</p><p>imprime uma característica marcante na lín-</p><p>gua inglesa. Ex.:</p><p>circuit [‘sârkât] – circuito</p><p>photographer [fâ’tagrâfâr] – fotógrafo</p><p>neutralization [nuwtrâlâ’zeyshân] – neu-</p><p>tralização</p><p>Por um lado, esta perda de identidade</p><p>das vogais no inglês contrasta profundamen-</p><p>te com o português brasileiro, em que todas</p><p>as vogais, tônicas ou não, têm uma clara iden-</p><p>tidade. Por outro lado, o fenômeno agrava</p><p>sobremodo a irregularidade entre ortografia</p><p>e pronúncia do inglês. Veja Correlação Orto-</p><p>grafia X Pronúncia e Regras de Interpretação</p><p>da Ortografia.</p><p>Devido à alta frequência com que esse</p><p>fenômeno de redução ocorre, o som vogal /ә/</p><p>do inglês tem um grau de ocorrência extre-</p><p>mamente alto, podendo ser representado na</p><p>ortografia por praticamente qualquer letra ou</p><p>combinação de letras, conforme demonstrado</p><p>na tabela a seguir.</p><p>Obs.: O fonema vogal neutro do inglês conhecido por “xevá”, tradicionalmente representado</p><p>pelo símbolo /ә/, é aqui representado por /â/, devido às limitações da linguagem html.</p><p>49|Different accents for the same language</p><p>GRAFEMA   ORTOGRAFIA  PRONÚNCIA</p><p>a about [â’bawt]</p><p>e angel [‘eyndzhâl]</p><p>i pencil [‘pensâl]</p><p>o lemon [‘lemân]</p><p>u circus [‘sârkâs]</p><p>ai villain [‘vIlân]</p><p>au epaulet [‘epâlet]</p><p>ea sergeant [‘sardzhânt]</p><p>ei sovereignty [‘savrântiy]</p><p>eo pigeon [‘pIdzhân]</p><p>eu amateur [‘æmâtâr]</p><p>ia parliament [‘parlâmânt]</p><p>ie patient [‘peyshânt]</p><p>io fashion [‘fæshân]</p><p>oi tortoise [‘tordâs]</p><p>oo blood [‘blâd]</p><p>ou dangerous [‘deyndzhârâs]</p><p>ue lacquer [‘lækâr]</p><p>uo liquor [‘lIkâr]</p><p>y martyr [‘mardâr]</p><p>(D</p><p>is</p><p>po</p><p>ní</p><p>ve</p><p>l e</p><p>m</p><p>: w</p><p>w</p><p>w</p><p>.e</p><p>ng</p><p>lis</p><p>h.</p><p>sk</p><p>.c</p><p>om</p><p>.b</p><p>r/</p><p>sk</p><p>.h</p><p>tm</p><p>l#</p><p>m</p><p>en</p><p>u)</p><p>Atividades</p><p>1. Complete cada espaço com uma palavra para dar sentido ao diálogo:</p><p>Jake: Hello, Jane. How’s it going?</p><p>Joshua: Great. ______ you?</p><p>Jake: Fine. What have you __________________?</p><p>Joshua: Busy as ever. Oh, I have to run. ___________ seeing you.</p><p>Jake: Nice seeing you ______. Cheers.</p><p>50 | Different accents for the same language</p><p>2. Indique nas linhas abaixo se os diálogos são formais ou informais.</p><p>a) Mrs. Wilson: Good afternoon, Mrs. Carson. How are you?</p><p>Mrs. Carson: I’m fine, thanks. And you?</p><p>Mrs. Wilson: I’m not well. I’m sick.</p><p>Mrs. Carson: Oh!</p><p>Mrs. Wilson: I have to go. Bye</p><p>Mrs. Carson: Good Bye. Take care of yourself.</p><p>b) Thomas: Hi, Nigel.</p><p>Nigel: Hey. How’s it going Thomas?</p><p>Thomas: Super. And you?</p><p>Nigel: Great.</p><p>Thomas: Oh! It’s time for my class. See ya later alligator.</p><p>Nigel: Cheers.</p><p>3. Liste os países que fazem parte do Reino Unido.</p><p>4. Leia o seguinte diálogo. Em seguida ouça o mesmo diálogo e marque com um X as palavras que</p><p>não foram ditas no áudio por não fazerem parte do contexto.</p><p>Heather: Hey Will. How What’s up?</p><p>Will: Same old, same old. What have you been up to?</p><p>Heather: Thanks. Busy as</p><p>ever. Oh, I have to go to a meeting. Catch see you later.</p><p>Will: See you.</p><p>Gabarito</p><p>1. And/been up to/Nice/too.</p><p>2. a) Formal.</p><p>b) Informal.</p><p>3. País de Gales, Inglaterra, Escócia e Irlanda do Norte.</p><p>4. How/Thanks/see</p><p>Hit or miss consonants</p><p>The mediocre teacher tells. The good teacher explains.</p><p>The superior teacher demonstrates. The great teacher inspires.1</p><p>William Arthur Ward (1921-1994)2</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>No começo, aprender uma segunda língua implicava duas habilidades: listening (ouvir) e speaking</p><p>(falar). Em inglês, essas habilidades referem-se a dois aspectos da língua: Aural, que é a maneira como</p><p>ouvimos uma palavra, frase ou sentença e Oral, que é a forma como dizemos a palavra, frase ou senten-</p><p>ça. Essas habilidades, distintas em significado, se complementam e proporcionarão a você uma visão</p><p>mais harmônica da língua.</p><p>1 O professor medíocre informa. O bom professor explica. O grande professor demonstra. O professor formidável inspira.</p><p>2 William Arthur Ward foi um grande educador e escritor americano. Escreveu provérbios dedicados à motivação do ser humano em várias</p><p>esferas, entre elas a educação.</p><p>Vídeo</p><p>52 | Hit or miss consonants</p><p>Há um antigo provérbio em inglês, cuja origem é desconhecida, que diz:</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>We are given two ears and</p><p>one mouth so we can listen</p><p>twice as much as we talk.</p><p>Nós temos dois ouvidos e</p><p>uma boca para que se possa</p><p>ouvir mais e falar menos.</p><p>O provérbio acima mostra de forma divertida a necessidade</p><p>de se diferenciar as habilidades de falar e ouvir e, ao mesmo</p><p>tempo, a importância que o ouvir irá representar nessa disci-</p><p>plina. Ouvir significa prestar atenção ao som das vogais, das</p><p>consoantes, das vogais e das consoantes juntas, formando as</p><p>sílabas, que juntas formam palavras, que encadeadas formam</p><p>sentenças. Ouvir com atenção uma língua estrangeira (a ingle-</p><p>sa) é tão importante quanto aprender a própria língua, no caso,</p><p>a portuguesa. Observe como aprender uma nova língua nos re-</p><p>mete ao tempo em que ainda éramos bebês. Entre 18 meses e</p><p>dois anos, as crianças começam a balbuciar palavras, repetindo</p><p>os sons que ouviram dos pais, dos irmãos, dos tios, dos avós.</p><p>Nesse estágio, elas já estabeleceram alguns padrões de funcio-</p><p>namento da língua no que se refere aos sons e como esses sons</p><p>produzem sentido – as palavras. Ao se aprender uma língua estrangeira, devemos utilizar o mesmo</p><p>mecanismo, ou seja, ouvir e tentar reproduzir o mesmo som de vogais, de consoantes, de ditongos.</p><p>Daí a necessidade de ouvir com atenção a tudo, tentar descobrir as regras de funcionamento da lín-</p><p>gua e entender o que está sendo pronunciado e como está sendo pronunciado. Assista a filmes, do-</p><p>cumentários, procure ouvir música e acompanhar os versos com os cantores. Faça uso do dicionário</p><p>quando não conseguir entender seu significado. Estabeleça objetivos, como por exemplo, aprender</p><p>uma palavra nova a cada dia; ou dedicar 10 minutos do seu dia para as atividades que envolvam o lis-</p><p>tening (música, filmes, noticiários, entrevistas). E, principalmente, divirta-se. O aprendizado é quase</p><p>sempre garantido quando nos divertimos.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Wow!!! Superinteressante...</p><p>53|Hit or miss consonants</p><p>Isto significa que, antes de qualquer coisa, sua curiosidade e sua vontade de aprender são essen-</p><p>ciais para esta disciplina. Desperte o bichinho do conhecimento que existe em você.</p><p>Agora proponho que embarquemos numa viagem de pesquisa. Vamos a um shopping center</p><p>e passamos por um café e um restaurante. Vamos aprender novas palavras e nelas observar como as</p><p>consoantes na língua inglesa são pronunciadas; e se todas as consoantes são pronunciadas, procurando</p><p>identificar o stress que recebem.</p><p>A pronúncia e o stress observado nas consoantes</p><p>O alfabeto da língua inglesa é composto por 22 consoantes e duas semivogais (w e y). As semivo-</p><p>gais são letras que apresentam por vezes o som de vogal, apesar de serem apresentadas como grafemas</p><p>da categoria de consoantes. Por exemplo:</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Waiter ( garçom)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Yolk (gema de ovo)</p><p>(U) ( I )</p><p>As 22 consoantes são apresentadas a seguir com algumas variações de pronúncia (casos do S e TH):</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Beans (feijão)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>(B)</p><p>Coffee (café)</p><p>(K)</p><p>54 | Hit or miss consonants</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Drink (bebida)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>(D)</p><p>Food (comida)</p><p>(F)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Glass (taça)</p><p>(G)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Hot dog</p><p>(R)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Jam (geleia)</p><p>(ʤ)</p><p>Knife (faca)</p><p>(—silencioso)</p><p>Lollypop (pirulito)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>(L)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Meat (carne)</p><p>(M)</p><p>55|Hit or miss consonants</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Napkin (guardanapo) Pie (torta)</p><p>(N) (P)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Rice (arroz) Sandwich (sanduíche)</p><p>(R) (S)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Tea ( chá) Vegetables (vegetais)</p><p>(T) (V)</p><p>Zucchini (abobrinha)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>CHeese (queijo)</p><p>(Z) ( )</p><p>56 | Hit or miss consonants</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>SHoe (sapato) deSSert (sobremesa)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>cloTHes (roupas) THink (pensar)</p><p>( ) ( )</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>riNG (anel) Tuna (atum)</p><p>(ŋ) (T)</p><p>Em termos de pronúncia, as consoantes são pronunciadas principalmente quando se encontra-</p><p>rem no início das palavras. Há exceção da letra K, que será silenciosa quando se encontrar no início das</p><p>palavras seguida de n (por exemplo: Knife – faca). Entretanto, há exceções como veremos a seguir. Ne-</p><p>nhuma consoante recebe stress, apenas as vogais. Por isso, em língua inglesa as vogais são classificadas</p><p>como vogais longas e vogais curtas.</p><p>57|Hit or miss consonants</p><p>Não há uma regra que explique o porquê da omissão da pronúncia dessas consoantes, mas ob-</p><p>serve seu posicionamento na palavra. Esse posicionamento irá estabelecer regras para outras palavras e</p><p>isso irá ajudá-lo a ouvir e entender o que está sendo dito. Ouça os exemplos a seguir:</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>C em “scle” – silencioso D silencioso G silencioso</p><p>Muscle – músculo Handkerchief – lenço Sign – placa</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>GH antes de T – silencioso L silencioso se preceder L,D,F,M,K</p><p>Daughter – filha</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>H silencioso</p><p>Herb – ervas (para tempero) Salmon – salmão</p><p>P antes de SY</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>MB – B silencioso</p><p>Crumb – migalhas</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>N silencioso se precedido</p><p>de M no final da palavra</p><p>Autumn – Outono Psychologist</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Agora, vamos ver como podemos aplicar esse conhecimento em um café e um restaurante,</p><p>em situações que você irá fazer pedidos e pagar a despesa. Antes de qualquer coisa, é necessário</p><p>58 | Hit or miss consonants</p><p>que você aprenda o seguinte vocabulário e faça uso do vocabulário que já aprendeu no início</p><p>desta lição.</p><p>Ordering in a café – Fazendo pedido numa cafeteria</p><p>Vocabulary (Vocabulário)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>A cup of coffee</p><p>Um cafezinho</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>A bowl of milk and cereal</p><p>Uma tijela de cereais e leite</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>A slice of bread</p><p>Uma fatia de pão</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>A pot of tea</p><p>Um bule com chá</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>An egg and ham</p><p>Um ovo e presunto</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>A glass of juice</p><p>Um copo de suco</p><p>59|Hit or miss consonants</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>A slice of cake</p><p>Uma fatia de bolo</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Doughnuts</p><p>Rosquinhas</p><p>Ao fazer pedidos numa cafeteria:</p><p>I would like... (Eu gostaria...)</p><p>I'll have – Para mim, um.../Vou</p><p>querer um...</p><p>Please (por favor)</p><p>Thank you/ Thanks (obrigado(a))</p><p>O garçom irá perguntar:</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Would you like to order sir/madam? (Gostaria de fazer o pedido senhor/</p><p>senhora?)</p><p>Are you ready to order? (Já escolheram?/ Posso tirar o pedido?)</p><p>Diálogo 1: At a coffee shop – Numa cafeteria/lanchonete</p><p>Mr. Beans and his colleague Mr. Smith are having coffee in a café near their</p><p>work. They are sitting at a table when the waiter comes to take their order. (Sr. Bean</p><p>e seu colega Sr. Smith estão tomando café em uma cafeteria perto do trabalho.</p><p>Eles estão sentados à mesa quando o garçom se aproxima para tirar o pedido.)</p><p>Waiter: Are you ready to order?</p><p>Mr. Bean: Yes, I would like a cup of coffee, a</p><p>bowl of milk cereal and a doughnut, please.</p><p>Mr. Smith: I’ll have a pot of tea, a slice of</p><p>bread and jam and a slice of cake, please.</p><p>Mr. Bean: I’ll have a glass of water too.</p><p>Waiter: Certainly.</p><p>Garçom: Posso tirar o pedido?</p><p>Sr. Bean: Sim, eu gostaria de um cafezinho,</p><p>uma tigela de cerais com leite e uma rosquinha,</p><p>por favor.</p><p>Sr. Smith: Por favor, eu vou querer chá, uma</p><p>fatia de pão com geleia e uma fatia de bolo.</p><p>Sr. Bean: E um copo d’água.</p><p>Garçom: Claro.</p><p>60 | Hit or miss consonants</p><p>Ordering in a restaurant – Fazendo o pedido em um restaurante</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Customers: Mr. Pierce, wife and</p><p>children.</p><p>Clientes: Sr. Pierce, esposa e</p><p>os filhos.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Menu.</p><p>Cardápio.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>The waiter takes the order.</p><p>O garçom retira o pedido.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>The customer is hungry.</p><p>O cliente está com fome.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>The waiter brings food.</p><p>O garçom traz os pratos.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>The waiter brings drinks.</p><p>O garçom traz as bebidas.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>The customer eats the food and</p><p>drinks the drink.</p><p>O cliente come a comida e toma</p><p>a bebida.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>The customer asks for the bill.</p><p>O cliente pede a conta.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>The customer pays for the bill.</p><p>O cliente paga a conta.</p><p>61|Hit or miss consonants</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>The customer leaves a tip.</p><p>O cliente deixa uma gorjeta.</p><p>Vocabulary (Vocabulário)</p><p>customer – cliente</p><p>menu – cardápio, menu</p><p>order – pedido</p><p>to order – pedir</p><p>to drink – beber</p><p>drink(s) – bebida(s)</p><p>to eat – comer</p><p>to pay –pagar</p><p>bill – conta</p><p>tip – gorjeta</p><p>Frases utilizadas</p><p>Na chegada:</p><p>A table for two. (Uma mesa para dois)</p><p>Can I see the menu? (Posso ver o cardápio?)</p><p>Can you bring us the menu? (Você pode nos trazer o cardápio?)</p><p>Para pagar a conta:</p><p>Can I have the bill please? (A conta, por favor?)</p><p>Check, please. (A conta, por favor.)</p><p>Keep the change. (Fique com o troco.)</p><p>62 | Hit or miss consonants</p><p>Se você deseja pagar toda a conta:</p><p>I’ll pay.</p><p>My treat. (É por minha conta.)</p><p>It’s on me.</p><p>Ao sair:</p><p>I hope to see you soon. (Espero vê-los em breve)</p><p>Thank you/Thanks. (Obrigado(a).)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Diálogo 2: At a restaurant – Num restaurante.</p><p>Mr. Pierce took his wife, his son and daughter to a restaurant.</p><p>(Sr. Pierce levou sua esposa, seu filho e sua filha a um restaurante.)</p><p>Waiter: Here is the menu, sir.</p><p>Mr. Pierce: Thank you.</p><p>Waiter: Are you ready to order?</p><p>Mr. Pierce: Yes, please. I would like salmon,</p><p>rice and vegatables. And a glass of wine.</p><p>July Pierce: I’ll have meat, rice, beans and</p><p>zuchinni.</p><p>Josh Pierce: I’m not so hungry. I’ll have two</p><p>hot dogs and a soda.</p><p>Mrs. Pierce: I’ll have a cheese and ham</p><p>sandwich, and a slice of pie.</p><p>Mr. Pierce: For dessert I’ll have an apple</p><p>pie.</p><p>July Pierce: Can I have some napkins,</p><p>please?</p><p>Waiter: Sure.</p><p>Garçom: Aqui está o menu, senhor.</p><p>Sr. Pierce: Obrigado.</p><p>Garçom: Já escolheram?</p><p>Sr. Pierce: Sim, por favor. Eu gostaria de sal-</p><p>mão, arroz e legumes. E uma taça de vinho.</p><p>July Pierce: Eu vou querer carne, arroz, fei-</p><p>jão e abobrinha.</p><p>Josh Pierce: Não estou com muita fome.</p><p>Eu vou querer dois cachorros-quentes e um</p><p>refrigerante.</p><p>Sra. Pierce: Eu quero um sanduíche de pre-</p><p>sunto e queijo e uma fatia de torta.</p><p>Sr. Pierce: De sobremesa quero torta de</p><p>maçã.</p><p>July Pierce: Poderia me trazer alguns guar-</p><p>danapos, por favor?</p><p>Garçom: Claro.</p><p>63|Hit or miss consonants</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Diálogo 3: Paying in a café – Pagando a conta numa cafeteria</p><p>Mr. Bean and his colleague are at a café. They finished their coffee and it is time to go.</p><p>(Sr. Bean e seu colega estão numa cafeteria. Eles terminaram de tomar café e estão de saída).</p><p>Mr. Smith: Shall we get the bill?</p><p>Mr. Beans: Yes. I’ll pay. My treat.</p><p>Mr. Smith: Thank you.</p><p>Mr. Beans: Excuse me. Could we have the bill,</p><p>please?</p><p>Waitress: Sure. Here you are. That’s R$8,90.</p><p>Mr. Beans: Here you are. That’s R$10,00. Keep</p><p>the change.</p><p>Waitress: Thank you!</p><p>Mr. Beans: You’re welcome.</p><p>Sr. Smith: Vamos pedir a conta?</p><p>Sr. Beans: Sim. Eu pago. É por minha conta.</p><p>Sr. Smith: Obrigado.</p><p>Sr. Beans: Com licença. Poderia nos trazer a</p><p>conta, por favor?</p><p>Garçonete: Claro. Aqui está. São R$8,90.</p><p>Sr. Beans: Aqui está. São R$10,00. Fique com o</p><p>troco.</p><p>Garçonete: Obrigada!</p><p>Sr. Beans: De nada.</p><p>Paying in a restaurant – Pagando a conta num restaurante</p><p>Mr. Pierce, his wife and children are at a restaurant. They finished their meals.</p><p>(Sr. Pierce, sua esposa e filhos estão num restaurante. Eles terminaram a refeição.</p><p>Mr. Pierce: Check, please.</p><p>Waitress: Sure. Here you are. That’s R$125,60.</p><p>Mr. Pierce: Here you are.</p><p>Mrs. Pierce: What about the tip?</p><p>Mr. Pierce: It is in the bill.</p><p>Mr. Pierce: Oh! OK.</p><p>Waitress: Thanks. I hope to see you soon.</p><p>Sr. Pierce: A conta, por favor.</p><p>Garçonete: Aqui está. São R$125,60.</p><p>Sr. Pierce: Aqui está.</p><p>Sra. Pierce: E a gorjeta?</p><p>Sr. Pierce: Já está inclusa na conta.</p><p>Sr. Pierce: Ah! Certo.</p><p>Garçonete: Obrigada. Espero vê-los em breve.</p><p>64 | Hit or miss consonants</p><p>Expressões de polidez na língua como reflexo da cultura e vice-versa</p><p>Você deve ter notado nos diálogos desta lição a presença de palavras e expressões de solicita-</p><p>ção e agradecimento, tais como:</p><p>Excuse me – com licença, como? (interjeição) etc.</p><p>I beg your pardon – desculpe-me, como? (interjeição).</p><p>(I’m) Sorry – desculpe-me/sinto muito.</p><p>Please – por favor.</p><p>Thank you/Thanks – obrigado(a).</p><p>You’re welcome – de nada.</p><p>Not at all – de nada.</p><p>Shall we...? – vamos...?</p><p>Can you...? – (você/vocês) pode/podem...?</p><p>Could we....? – (nós) poderíamos...?</p><p>Would you like...? – (você/vocês) gostaria/gostariam...?</p><p>I hope – espero.</p><p>Elas são quase sempre usadas cotidianamente pelos</p><p>falantes de inglês independente do grau de instrução e si-</p><p>tuação social. Elas marcam culturalmente a língua inglesa e</p><p>denotam atenção para com o outro.</p><p>Por vezes, aquilo que é tido como polidez numa cultura</p><p>pode ser visto como rude em outra e vice-versa. Alguns povos</p><p>gesticulam mais com as mãos do que outros e nem todos os</p><p>gestos são compreendidos da mesma forma em todo mun-</p><p>do. Por exemplo, no Brasil, em muitas regiões, há o hábito de</p><p>trocar-se beijos e abraços entre amigas, parentes, colegas etc.</p><p>Já os povos anglo-saxões (americanos, canadenses, britânicos</p><p>etc.) preferem falar expressões de cumprimento e apertar as</p><p>mãos.</p><p>O meu inglês</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>65|Hit or miss consonants</p><p>Portanto, aprender uma língua estrangeira exige pelo menos a compreensão daquilo que é de</p><p>praxe na cultura do outro para se evitar gafes e mal entendidos.</p><p>Um exemplo disso é a palavra excuse me que pode significar com licença, ou a interjeição de</p><p>surpresa como?, ou ainda indignação. O que irá distingui-las será a entonação e o stress dado em</p><p>determinadas situações. Portanto, além da palavra você deverá prestar atenção na forma como ela</p><p>é dita e em qual contexto.</p><p>Estude as seguintes situações:</p><p>1. Você entra num ônibus e pede licença para passar. Deve dizer: Excuse me. (com licença)</p><p>2. Você está no ônibus e alguém pergunta algo a você, mas você não entendeu. Deve dizer:</p><p>ExCUse me? (como?)</p><p>3. Você pergunta a alguém as horas</p><p>e a pessoa vira o rosto. Indignado você deve dizer: exCU-</p><p>se ME ( Não há tradução. Aqui indica indignação.)</p><p>Sem os contextos fornecidos acima ficaria muito difícil, senão impossível, saber como pronun-</p><p>ciar excuse me corretamente sem cometer erros que vão além da palavra.</p><p>Para muitos estudantes de inglês como lín-</p><p>gua estrangeira, há um excesso de polidez na lín-</p><p>gua inglesa. Contudo, devemos notar que muitas</p><p>vezes há a falta de resposta ou indiferença ao nos</p><p>dirigirmos a um falante nativo de inglês quando</p><p>omitimos tais expressões. Eles esperam ouvi-las e</p><p>nós devemos usá-las para alcançar certos propósi-</p><p>tos comunicativos.</p><p>Outro fator culturalmente conhecido é o</p><p>“chá das cinco”. Essa refeição faz parte da tradi-</p><p>ção britânica cuja origem vem da Índia por volta</p><p>do século XIX, e teria sido iniciada pela duquesa</p><p>Anna de Bedford. Como o lunch (almoço) britâni-</p><p>co é uma refeição bem leve (um sanduíche, torta</p><p>ou salada) muitos sentiam fome antes do jantar que é servido após as 19 horas. Então, teve início</p><p>essa tradição britânica que é acompanhada por sanduíches, pães doces, bolos, tortas, docinhos e</p><p>outras iguarias. A tradição manda que se coma os sanduíches de queijo, peixe e pepino. Em segui-</p><p>da, os pães doces com geleia de morango e creme. Então, os docinhos, tortas e demais delícias.</p><p>Os britânicos, diferentemente dos brasileiros, costumam tomar o chá com um pouco de leite gelado</p><p>ou creme e açúcar. Atualmente, muitos britânicos chamam o jantar (dinner) de tea, uma vez que</p><p>passou a ser uma refeição completa.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>66 | Hit or miss consonants</p><p>Texto complementar</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Words, Words, Words</p><p>You are studying a foreign language, you</p><p>want to learn ten new words every day, and the</p><p>mental task of managing your growing word list</p><p>seems formidable. To put the job into context,</p><p>consider the following from linguist Stephen</p><p>Pinker.</p><p>“Children begin to learn words before their</p><p>first birthday,” he says, “and by their second</p><p>they hoover them up at a rate of one every two</p><p>hours. By the time they enter school children</p><p>command 13 000 words, and then the pace picks</p><p>up, because new words rain down on them from</p><p>both speech and print. A typical high-school</p><p>graduate knows about 60 000 words; a literate</p><p>adult, perhaps twice that number.”</p><p>Smaller than a toddler’s daily intake, your</p><p>ten-word vocabulary list suddenly seems like a</p><p>pauper in a palace. And the problem of properly</p><p>learning vocabulary involves much more than</p><p>remembering words. In the classroom, only a</p><p>few words and a small part of what the learner</p><p>needs to know about a word can be dealt with</p><p>at any one time. For the common words, which</p><p>often have multiple meanings and complex</p><p>nuances, you can only teach a bit at a time. The</p><p>more information you pres ent, the more likely</p><p>your learners are to misunderstand.</p><p>Palavras, Palavras, Palavras</p><p>(MCKENZIE-BROWN, 2006)</p><p>Traduzido por Maria Cecília Lopes</p><p>Você está estudando uma língua estran-</p><p>geira, você quer aprender dez novas palavras</p><p>todos os dias e administrar sua crescente lista</p><p>de palavras parece ser uma tarefa mental assus-</p><p>tadora. Para contextualizarmos isso preste aten-</p><p>ção ao que diz o linguista Stephen Pinker.</p><p>“As crianças começam a aprender as pala-</p><p>vras antes que completem um ano,” diz ele, “e</p><p>lá pelos dois anos elas absorvem uma palavra a</p><p>cada duas horas. Quando entram na escola as</p><p>crianças comandam 13 000 palavras e, então, o</p><p>ritmo acelera porque novas palavras são despe-</p><p>jadas sobre elas tanto vindas da fala quanto da</p><p>escrita. Um aluno que se forma no Ensino Médio</p><p>sabe cerca de 60 000 palavras; um adulto alfabe-</p><p>tizado talvez saiba o dobro.”</p><p>Sua lista de dez palavras é menor do que aqui-</p><p>lo que uma criancinha aprende diariamente e, de</p><p>repente, ela parece um mendigo que entrou num</p><p>palácio. E o problema de aprender apropriadamen-</p><p>te o vocabulário envolve muito mais do que lembrar</p><p>as palavras. Na sala de aula, apenas algumas pala-</p><p>vras e uma pequena parte do que o aprendiz pre-</p><p>cisa saber sobre uma palavra pode ser trabalhado.</p><p>No caso das palavras comuns, que com frequência</p><p>têm múltiplos significados e nuances complexas,</p><p>você só pode ensinar um pouco por vez. Quanto</p><p>mais informação você apresenta maior a probabi-</p><p>lidade de seus alunos entenderem errado.</p><p>67|Hit or miss consonants</p><p>For both teacher and learner, vocabulary</p><p>is a huge challenge. But help is at hand from</p><p>vocabulary researcher Paul Nation, whose</p><p>magisterial 480-page tome, Learning Vocabulary</p><p>in Another Language, offers endless insights into</p><p>the science and practice of teaching and learning</p><p>vocabulary. He calls his preferred method of</p><p>vocabulary teaching the direct approach.</p><p>Nation describes vocabulary learning as a</p><p>“meeting” between the learner and the word,</p><p>and he stresses that it only makes sense to have</p><p>close encounters with common, useful words.</p><p>Most teachers emphasize the most common</p><p>2 000 English words. The most widely accepted</p><p>list is available on the Internet by googling</p><p>Michael West’s General Service List.</p><p>“Useful vocabulary needs to be met again</p><p>and again to ensure it is learned,” Nation says. “In</p><p>the early stages of learning the meetings need to</p><p>be reasonably close together, preferably within a</p><p>few days, so that too much forgetting does not</p><p>occur. Later meetings can be very widely spaced</p><p>with several weeks between each meeting.”</p><p>There are essentially four ways to learn and</p><p>teach high-frequency words.</p><p>: : One is direct teaching, mentioned</p><p>earlier. For the language teacher,</p><p>explaining vocabulary is a critical part</p><p>of classroom duties.</p><p>: : Also, encourage your students to</p><p>participate in direct learning, which</p><p>involves study from word cards and</p><p>dictionary use.</p><p>: : A third method, incidental learning,</p><p>can involve guessing from context in</p><p>extensive reading or through word</p><p>use in communicative activities.</p><p>Tanto para o professor quanto para o alu-</p><p>no o vocabulário é um desafio imenso. Mas a</p><p>ajuda está ao alcance de todos com o pesqui-</p><p>sador de vocabulário Paul Nation, cujo grande</p><p>livro de 480 páginas, Learning Vocabulary in</p><p>Another Language, oferece ideias infinitas sobre</p><p>a ciência e a prática de ensinar e aprender voca-</p><p>bulário. Ele chama o seu método preferido para</p><p>ensinar vocabulário de abordagem direta.</p><p>O autor descreve a aprendizagem de voca-</p><p>bulário como um “encontro” entre o aprendiz e</p><p>a palavra, e ele enfatiza que apenas fará sentido</p><p>ter encontros mais próximos com palavras co-</p><p>muns e úteis. A maioria dos professores enfatiza</p><p>as 2 000 palavras mais comuns em inglês. A lista</p><p>mais bem aceita está disponível na internet ao</p><p>acessar um serviço de busca com as palavras</p><p>Michael West’s General Service List.</p><p>“O vocabulário útil precisa ser estudado vá-</p><p>rias vezes para assegurar que será aprendido,” diz</p><p>Nation. “Nos estágios iniciais da aprendizagem os</p><p>encontros precisam ser razoavelmente mais pró-</p><p>ximos, de preferência em poucos dias, de maneira</p><p>que não ocorra muito esquecimento. Encontros</p><p>mais a frente podem ser bem mais espaçados</p><p>com até semanas entre um encontro e outro.</p><p>Essencialmente, há quatro caminhos para</p><p>aprender e ensinar palavras de alta frequência.</p><p>: : O primeiro é o ensino direto, mencio-</p><p>nado anteriormente. Uma vez que,</p><p>para o professor de línguas, explicar</p><p>vocabulário é uma parte crucial das</p><p>tarefas na sala de aula.</p><p>: : Também, encoraje seus alunos a parti-</p><p>ciparem na aprendizagem direta que</p><p>envolve o estudo a partir de cartões</p><p>de palavras e do uso do dicionário.</p><p>: : Um terceiro método, a aprendizagem</p><p>incidental, pode envolver inferir do con-</p><p>texto em leituras extensivas ou pelo uso</p><p>da palavra em atividades comunicativas.</p><p>68 | Hit or miss consonants</p><p>: : The fourth method Nation calls</p><p>“planned encounters.” These</p><p>encounters include vocabulary</p><p>exercises and graded reading – that is,</p><p>using reading materials like shortened</p><p>novels with reduced vocabulary for</p><p>language learners.(Graded readers are</p><p>available in many language teaching</p><p>bookstores.)</p><p>Nation’s direct approach to vocabulary</p><p>teaching is built upon three main ideas. First,</p><p>vocabulary teaching should focus on high-</p><p>frequency words that will be of continuing</p><p>importance for the learners. As a teacher, you</p><p>have a duty to pass over low-frequency words</p><p>completely or with little comment. Also, you</p><p>have to make sure the learners come back to</p><p>the word frequently, to diminish the power of</p><p>forgetfulness.</p><p>Also, when you teach a word you should</p><p>focus on its “learning burden” – that is, the</p><p>features of the word that actually need to be</p><p>taught. These can differ quite dramatically</p><p>from word to word. Take the word “think.” You</p><p>need to explain that it is an irregular verb; that</p><p>it includes the irregular spelling “thought”; and</p><p>that “thought” can also be a noun.</p><p>Finally, direct teaching should be clear and</p><p>simple. To learn a word in all its complexity,</p><p>learners need to meet it many times. Don’t try to</p><p>teach a complex word – for example, the many</p><p>meanings of the word “right” – in one sitting.</p><p>That kind of intensive vocabulary teaching takes</p><p>place in boring classrooms, and it frequently</p><p>leads to perplexed students.</p><p>: : O quarto método Nation chama de “en-</p><p>contros planejados.” Tais encontros in-</p><p>cluem exercícios de vocabulário e leitura</p><p>adaptada – isto é, usando-se materiais de</p><p>leitura como romances com um núme-</p><p>ro reduzido de palavras adaptados para</p><p>aprendizes de línguas. (Graded readers</p><p>estão disponíveis em muitas livrarias es-</p><p>pecializadas no ensino de línguas.)</p><p>A abordagem direta de Nation para o ensi-</p><p>no de vocabulário baseia-se em três ideias cen-</p><p>trais. Primeiramente, o ensino de vocabulário</p><p>deve estar focado nas palavras de alta frequên-</p><p>cia que serão de importância contínua para os</p><p>aprendizes. Como professor você tem o dever</p><p>de passar aos alunos as palavras de baixa fre-</p><p>quência sem fazer comentários ou fazendo o</p><p>menor número possível de comentários. Você,</p><p>também, deve garantir que os alunos retornem</p><p>frequentemente à palavra para diminuir a pos-</p><p>sibilidade de esquecimento.</p><p>Além disso, quando você lecionar uma</p><p>palavra você deve dar ênfase ao “potencial de</p><p>aprendizagem” – isto é, às características da pa-</p><p>lavra que na verdade precisam ser ensinadas.</p><p>Por exemplo, a palavra “think.”. Você precisa ex-</p><p>plicar que é um verbo irregular; que inclui a gra-</p><p>fia irregular “thought”; e que “thought” pode</p><p>ser também um substantivo.</p><p>Finalmente, o ensino direto deve ser claro</p><p>e simples. Para aprender uma palavra em toda</p><p>sua complexidade, os alunos precisam encon-</p><p>trá-la muitas vezes. Não tente ensinar uma pala-</p><p>vra complexa – por exemplo, os vários significa-</p><p>dos da palavra “right” – de uma só vez. Esse tipo</p><p>de ensino de vocabulário intensivo ocorre nas</p><p>aulas chatas e que normalmente terminam com</p><p>alunos perplexos e boquiabertos.</p><p>(Disponível em: http://languageinstinct.blogspot.com/2006/09/words-words-words.html)</p><p>69|Hit or miss consonants</p><p>Atividades</p><p>1. Ouça as frases de 1 a 4. Sublinhe uma palavra em cada frase cujo som consonantal</p><p>é silencioso:</p><p>1. I would like a salmon and vegetables, please.</p><p>2. Can you see the sign?</p><p>3. My daughter would like a hot dog, please.</p><p>4. I’ll have tuna with herbs.</p><p>2. Ouça o seguinte diálogo. Marque com um X as cinco palavras que não são ditas:</p><p>Waiter: Here is the menu, sir.</p><p>Mr. Zechin: Thanks you.</p><p>Waiter: Are you ready to order, sir?</p><p>Mr. Ducats: Yes. Please, I would like the meat, beans and rice.</p><p>Mr. Zechin: I’ll have salmon, rice and zuchinni. And a glass of wine.</p><p>Mr. Ducats: I’ll have a glass of wine water, too.</p><p>3. Quais são as quatro frases da lista abaixo que completam o diálogo para que tenha sentido?</p><p>please – not at all – a cup of – a slice of – a glass of – a bowl of – Could I – I’ll have</p><p>Mrs. Smith:_____, I would like _____ coffee.</p><p>Waiter: O.K.</p><p>Mrs. Johnson: And _______ ________ juice.</p><p>4. Como é composto o alfabeto em língua inglesa?</p><p>70 | Hit or miss consonants</p><p>Gabarito</p><p>1. 1. salmon</p><p>2. sign</p><p>3. daughter</p><p>4. herbs</p><p>2. sir/you/beans/rice/water.</p><p>3. please – a cup of – I’ll have – a glass of</p><p>4. O alfabeto da língua inglesa é composto por 22 consoantes e duas semivogais (w e y). As semi-</p><p>vogais são letras que apresentam por vezes o som de vogal, apesar de serem apresentadas como</p><p>grafemas da categoria de consoantes.</p><p>English as</p><p>a global language</p><p>Minha pátria é minha língua.</p><p>[...] O que quer</p><p>O que pode</p><p>Esta língua?</p><p>Caetano Veloso1</p><p>Mapa-múndi contemporâneo</p><p>A</p><p>ut</p><p>or</p><p>d</p><p>es</p><p>co</p><p>nh</p><p>ec</p><p>id</p><p>o.</p><p>1 Caetano Emanuel Viana Teles Veloso, ou apenas Caetano Veloso, compôs e gravou Língua em seu álbum Velô em 1983 em homenagem à</p><p>língua portuguesa.</p><p>Vídeo</p><p>72 | English as a global language</p><p>Mapa-múndi da Antiguidade</p><p>Olhar um mapa! Quantas possibilidades se descortinam diante de nossos olhos. Poder imaginar</p><p>as glórias de reis e rainhas, o orgulho de legiões de soldados, a ascensão e queda de impérios, a co-</p><p>ragem de visionários em desbravar o desconhecido, desenhando, definindo e redefinindo fronteiras.</p><p>Observe os mapas acima. Os aspectos geográficos da Antiguidade não são os mesmos do mundo con-</p><p>temporâneo. Aprender os movimentos sociais, físicos, políticos e culturais do homem significa entender</p><p>como o mundo se transformou ao longo do tempo. Aos meus olhos, o mundo sempre foi e sempre será</p><p>uma torre de Babel2. Para aqueles que não têm muita familiaridade com a religião católica, a torre de</p><p>Babel é explicada no Antigo Testamento (Gênesis 11, 1-9). A torre foi construída na Babilônia pelos des-</p><p>cendentes de Noé, com a intenção de eternizar seus nomes. Ela deveria ser alta, tão alta que pudesse</p><p>alcançar o céu. Essa soberba provocou a ira de Deus que, como punição, espalhou os habitantes da torre</p><p>pelo mundo, com línguas diferentes, de maneira que nunca mais pudessem se comunicar. O mito de</p><p>Babel tenta explicar a diversidade das línguas, mas eu sempre me perguntei: em qual língua a torre foi</p><p>construída? E em qual língua ela foi destruída? Não há respostas precisas para esses questionamentos.</p><p>Mas, se olharmos para a história, poderemos entender como o mundo se tornou globalizado e como a</p><p>língua inglesa adquiriu status de língua franca, global, do mundo contemporâneo.</p><p>A globalização divide opiniões. Alguns afirmam que teve início no final da década de 1970, quan-</p><p>do a então primeira ministra inglesa Margaret Thatcher e o presidente americano Ronald Reagan se</p><p>uniram numa aliança comercial para combater a crise econômica que assombrava o Reino Unido e os</p><p>Estados Unidos. Essa união visava favorecer a expansão e as indústrias de países em desenvolvimento,</p><p>na busca de novos mercados consumidores. Outros entendem que a globalização se iniciou há mais</p><p>de 400 anos quando Cristóvão Colombo e Vasco da Gama se lançaram ao mar para descobrir a rota das</p><p>especiarias. Não obtiveram sucesso em suas expedições, mas conectaram as Américas e a Ásia ao mer-</p><p>cado europeu, difundindo os costumes, a língua (português e espanhol), a cultura e a religião nesses</p><p>2 Babel: Ba significa pai das línguas orientais e Bel significa Deus; Babel significa a cidade de Deus, cidade Santa.</p><p>73|English as a global language</p><p>territórios. O domínio português e espanhol teve fim com a ascensão de Napoleão Bonaparte. A França</p><p>tornou-se a grande potência europeia. Os soldados franceses conquistaram territórios e os usos e cos-</p><p>tumes da corte francesa passaram a ser copiados pelas nações dominadas.</p><p>O império de Napoleão teve fim com a Batalha de Waterloo, em 1815. Com a queda de Napoleão,</p><p>as nações europeias reuniram-se no Congresso de Viena para reorganizar o mapa político da Europa. A</p><p>Inglaterra garantiu a supremacia nos mares devido às colônias em pontos estratégicos no Mediterrâ-</p><p>neo, no caminho das Índias e Antilhas. A Revolução Industrial, no século XVIII, consolidou a Inglaterra</p><p>como a nação mais poderosa da Europa e Ásia. As colônias passaram a ter a língua inglesa como língua</p><p>oficial e os hábitos e costumes dos ingleses foram impostos nas colônias. Por dominarem o comércio e</p><p>a tecnologia aplicada</p><p>na indústria, a língua inglesa passou a ser a língua utilizada na comercialização de</p><p>bens e serviços.</p><p>O fim da Segunda Guerra Mundial (1945) coloca os Estados Unidos como a maior potência políti-</p><p>ca e econômica mundial, principalmente após a queda da União Soviética. Rivais em termos de domínio</p><p>econômico e político, Estados Unidos e Reino Unido firmaram-se como líderes em ciência, tecnologia,</p><p>medicina, informação, indústria e comércio. O resultado? O inglês passou a dominar o planeta. É a lín-</p><p>gua das transações comercias dos bancos, do turismo, das relações diplomáticas, das organizações não</p><p>governamentais, da mídia, do entretenimento, dos esportes, das celebridades. É também a língua da</p><p>academia (universidades, faculdades), pois as pesquisas realizadas nas diversas áreas do conhecimento</p><p>encontram-se escritas em inglês.</p><p>Como você pode ver, o inglês atravessou fronteiras, aproximou países, redesenhou o mapa do</p><p>mundo. De acordo com David Crystal3, aproximadamente 300 milhões de pessoas têm a língua inglesa</p><p>como primeira língua e aproximadamente 235 milhões a utilizam como segunda língua. Por isso, o</p><p>inglês tornou-se a língua franca, a língua mais utilizada num mundo globalizado, que se orienta pela</p><p>tecnologia e informação. Assim, não se espante se, ao viajar pelo Brasil ou pelo mundo afora, encon-</p><p>trar alemães, austríacos, brasileiros, peruanos, portugueses, japoneses, chineses, turcos, libaneses, entre</p><p>outros, comunicando-se em inglês, assistindo a espetáculos em inglês, lendo cardápios em inglês e até</p><p>mesmo encontrar placas de trânsito na língua do país e em inglês.</p><p>Por falar nisso, se você, meu caro leitor, estiver planejando suas férias, imbuído daquela enorme</p><p>vontade de ouvir inglês 24 horas, essa lição é fundamental para o seu sucesso. Vejamos quais são os</p><p>verbos utilizados em situações de viagem, tais como imigração, hotel, companhias aéreas, táxis, assim</p><p>como o stress que recebem.</p><p>O stress em verbos da língua inglesa</p><p>O stress se define como a tonicidade das sílabas, já que a língua inglesa não possui acentuação</p><p>gráfica. Os verbos são palavras detentoras de significado e por isso sempre terão stress. É importante,</p><p>entretanto, empregar o stress correto. Do contrário, corre-se o risco de modificar o sentido da frase, afe-</p><p>tando a comunicação e o entendimento das mensagens.</p><p>3 Linguista, autor, coautor, tradutor e editor de mais de 100 publicações relacionadas à língua e literatura inglesas.</p><p>74 | English as a global language</p><p>Verbos relacionados a viagens4</p><p>A seguir, vamos conhecer os verbos relacionados a viagens. Logo abaixo da figura encontra-se a</p><p>transcrição fonética dessas palavras:</p><p>By car (de carro) By bus (de ônibus)</p><p>(to) drive (dirigir) (to) take (tomar, no sentido embarcar)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>/draɪv/ /teɪk/</p><p>By plane (de avião)</p><p>(to) LAND in5 (pousar/avião)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>(to) TAKE off (decolar)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>(to) fly</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>/flaɪ/</p><p>/'teɪk.ɒf/</p><p>(to) GET on (embarcar) (to) GET off (desembarcar)</p><p>(to) GET on (embarcar) (to) GET off (desembarcar)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>4 Em expressões compostas por verbos e preposição o verbo receberá o stress. Os verbos, nesses casos, estão em letra maiúscula e negrito.</p><p>5 A pronúncia de expressões verbo + preposição deve ser como se fosse a pronúncia de uma única palavra.</p><p>75|English as a global language</p><p>At the airport (no aeroporto) Customs (imigração)</p><p>(to) CHECK in (despachar malas)</p><p>(lê-se como uma única palavra)</p><p>(to) FILL in a form6 (preencher formulário)</p><p>(lê-se como uma única palavra)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>/fɪl.ɪn/ /ә.form//tʃek.ɪn/</p><p>(to) show a passort (mostrar o passaporte) (to) travel ou (to) take a trip (viajar)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>/'travel.el/ /'teɪk/ә.trɪp/</p><p>(to) buy an airline ticket (to) Check in the luggage</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>/tʃek.ɪn/ / ә/ /'lʌg.ɪdʒ//baɪ/ /әn.'er.laɪn/ /t'ɪk.ɪt/</p><p>6 A pronúncia de artigo indefinido (a, an) + substantivo deve ser como se fosse a pronúncia de uma única palavra.</p><p>76 | English as a global language</p><p>ou(to) make a reservation (to) book a room (fazer a reserva de quartos)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>/meɪk/ /әˌrez.ә'veɪ.ʃen/</p><p>(to) CHECK in (chegada/entrada no hotel) (to) CHECK out (saída do hotel)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>/tʃek.ɪn/</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Luggage (bagagem) Map (mapa) No-smoking (Não fumante)</p><p>/'lʌg.ɪdʒ/ /nou.'smou.kɪŋ/</p><p>77|English as a global language</p><p>Passport (passaporte) Seat (poltrona: de carro, de avião) Timetable: arrivals and departures</p><p>(horários de chegada</p><p>e partida)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>/'taɪmˌteɪ.b˥/</p><p>Boarding pass (cartão de embarque)Pilot (piloto) Travel agent (agente de turismo)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>/'paɪ.lәt/ /boːrd.ɪŋ/ /pӕs/ /'trӕv.el/ /'eɪ.dʒent//</p><p>/flaɪt/ /ә'ten.dent/</p><p>Flight 556 (voo 556) Flight attendant (comissária/o de bordo)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>/flaɪt/ /faɪv/ /faɪv/ /sɪks/</p><p>78 | English as a global language</p><p>Diálogo 1: Calling a travel agent – Ligando para o agente de turismo</p><p>Ken Cowley is a young professor from Oxford University. He is in Brazil, São Paulo, and he</p><p>is planning a trip to Natal and Recife. He calls a travel agency. Study the dialog below (Ken</p><p>Cowley é um jovem professor acadêmico da Universidade de Oxford. Ele está no Brasil,</p><p>São Paulo, e está planejando uma viagem para Natal e Recife. Ele liga para uma agência de</p><p>viagens. Observe o diálogo):</p><p>7 Apenas no sistema americano de datas ocorre a inversão (12/23/07 para 23 de dezembro de 2007). Nesta lição seguiremos o sistema britâ-</p><p>nico que coincide com o brasileiro para datas.</p><p>Travel Agent: Pacific Travel. How may I help you?</p><p>Ken: Good Morning. I would like to make a flight</p><p>reservation for the 23/12/077.</p><p>Travel Agent: OK, sir. What is your destination?</p><p>Ken: Natal.</p><p>Travel Agent: When will you be returning?</p><p>Ken: I would like to leave on the 30/12/07 and</p><p>go to Recife.</p><p>Travel Agent: We have a first class seat for $450.</p><p>Ken: That’s outside my budget. What are the</p><p>cheapest flights?</p><p>Travel Agent: Let me see…Well, the cheapest</p><p>flights will cost $240 from São Paulo to Natal and</p><p>from Natal to Recife.</p><p>Ken: That’s fine by me.</p><p>Travel Agent: Would you like to book your flight</p><p>back to São Paulo?</p><p>Ken: No, thanks. I may take a tour to Fernando</p><p>de Noronha from Recife. So, I have no date to</p><p>come back.</p><p>Travel Agent: Your flight is 1077 from São Pau-</p><p>lo, Cumbica Airport, to Natal, Augusto Severo</p><p>Airport. Then, flight 2372 from Natal, Augusto</p><p>Severo International Airport, to Recife, Guarara-</p><p>pes International Airport.</p><p>Agente de Viagens: Pacific Travel. Como posso</p><p>ajudá-lo?</p><p>Ken: Bom dia. Eu gostaria de fazer uma reserva</p><p>num voo para 23/12/07.</p><p>Agente de Viagens: Pois não, senhor. Qual é o</p><p>seu destino?</p><p>Ken: Natal.</p><p>Agente de Viagens: Quando o senhor voltará?</p><p>Ken: Gostaria de sair em 30/12/07 e ir para Recife.</p><p>Agente de Viagens: Temos um acento na pri-</p><p>meira classe por $450.</p><p>Ken: Isto está fora do meu orçamento. Quais são</p><p>os voos mais baratos?</p><p>Agente de Viagens: Deixe-me ver… Bem, os</p><p>voos mais baratos custarão $240 de São Paulo</p><p>para natal e de Natal para Recife.</p><p>Ken: Está ótimo para mim.</p><p>Agente de Viagens: O senhor gostaria de reser-</p><p>var seu voo de volta para São paulo?</p><p>Ken: Não, grato. Talvez eu faça uma excursão</p><p>para Fernado de Noronha de Recife. Assim sen-</p><p>do, não tenho uma data de volta.</p><p>Agente de Viagens: Seu voo é o 1077 de São</p><p>Paulo, Aereoporto de Cumbica, para Natal, Aereo-</p><p>porto Augusto Severo. Então, voo 2372 de Natal,</p><p>Aeroporto Internacional Augusto</p><p>Severo, para Re-</p><p>cife, Aeroporto Internacional dos Guararapes.</p><p>79|English as a global language</p><p>Ken: What are the departure and arrival times?</p><p>Travel Agent: It leaves São Paulo at 10:00 a.m.</p><p>and arrives in Natal at 4:35 p.m. on 23/12/07. On</p><p>30/12/07 it leaves Natal at 7:30 a.m. and arrives in</p><p>Recife at 9:00 a.m.</p><p>Ken: Perfect. Thanks for your help.</p><p>Ken: Quais são os horários de saída e chegada?</p><p>Agente de Viagens: Sairá de São Paulo às 10 da</p><p>manhã e chegará às 4:35 da tarde em 23/12/07.</p><p>Em 30/12/07 sairá de Natal às 7:30 da manhã e</p><p>chegará no Recife às 9:00 da manhã</p><p>Ken: Perfeito. Obrigado pela sua atenção.</p><p>Diálogo 2: Arriving at the Airport Charles de Gaulle –</p><p>Chegando ao Aeroporto Charles de Gaulle</p><p>Ben Smith is arriving in Paris on holiday. He is American and</p><p>this is his first time in Europe. Study the dialog below (Ben</p><p>Smith está chegando a Paris de férias. Ele é americano e esta</p><p>é sua primeira vez na Europa. Observe o diálogo abaixo):</p><p>Custom Officer: Next. Passport, please.</p><p>Ben: Here you are.</p><p>Custom Officer: What’s the purpose of your visit?</p><p>Ben: I’m on holidays.</p><p>Custom Officer: Where will you be staying?</p><p>Ben: At Grand Hôtel du Palais.</p><p>Custom Officer: And what do you have in</p><p>your luggage?</p><p>Ben: My personal belongings: a few books, clothes</p><p>and my notebook.</p><p>Custom Officer: OK. Everything is fine. Is this</p><p>your first visit to France?</p><p>Ben: Yes.</p><p>Custom Officer: Well, enjoy your trip.</p><p>Ben: Thanks.</p><p>Agente da Alfândega: Próximo. O passaporte,</p><p>por favor.</p><p>Ben: Aqui está.</p><p>Agente da Alfândega: Qual o propósito da</p><p>sua vista?</p><p>Ben: Estou de férias.</p><p>Agente da Alfândega: Onde o senhor ficará?</p><p>Ben: No Grand Hôtel du Palais.</p><p>Agente da Alfândega: E o que o senhor tem na</p><p>sua bagagem?</p><p>Ben: Coisas pessoais: alguns livros, roupa e meu</p><p>notebook.</p><p>Agente da Alfândega: OK. Está tudo certo. Esta</p><p>é sua primeira vez na França?</p><p>Ben: Sim.</p><p>Agente da Alfândega: Bem, aproveite sua viagem.</p><p>Ben: Obrigado.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>80 | English as a global language</p><p>Hotel Clerk: Good afternoon. May I help you?</p><p>Ben: Yes. I have reservations. I’m Ben Smith.</p><p>Hotel Clerk: OK. Let me check. Could you spell</p><p>your last name, please?</p><p>Ben: Certainly. It’s S-M-I-T-H.</p><p>Hotel Clerk: You booked a suite from the</p><p>December 24th, 2007 to December 30th, 2007. It</p><p>will be €500, plus 10% room tax.</p><p>Ben: That’s correct. What time is the check in and</p><p>check out?</p><p>Hotel Clerk: Check in is of from 2:00 p.m. and</p><p>check out is at 12:00. Would you like a smoking</p><p>or a non-smoking room?</p><p>Ben: No-smoking, please.</p><p>Hotel Clerk: Correct. Could you please fill in</p><p>this form?</p><p>Ben: Sure.</p><p>Hotel Clerk: Thank you very much sir. Enjoy your</p><p>staying at the Palais.</p><p>Recepcionista do hotel: Boa tarde. Posso ajudá-lo?</p><p>Ben: Sim. Eu tenho reservas. Sou Ben Smith.</p><p>Recepcionista do hotel: OK. Deixe-me ver. O se-</p><p>nhor poderia soletrar seu último nome, por favor?</p><p>Ben: Claro. S-M-I-T-H.</p><p>Recepcionista do hotel: O senhor reservou uma</p><p>suíte de 24/12/07 a 30/12/07. São €500 mais 10%</p><p>de taxa de serviço.</p><p>Ben: Está certo. Qual o horário de entrada e de</p><p>saída do hotel?</p><p>Recepcionista do hotel: De entrada, a partir das 2</p><p>da tarde e de saída ao meio-dia. O senhor gostaria</p><p>de um quarto para fumantes ou não fumantes?</p><p>Ben: Não fumantes, por favor.</p><p>Recepcionista do hotel: Certo. O senhor pode-</p><p>ria preencher esta ficha?</p><p>Ben: Claro.</p><p>Recepcionista do hotel: Muito obrigado. Apro-</p><p>veite sua estadia no Palais, senhor.</p><p>Diálogo 3: At the hotel – No hotel</p><p>Ben arrives at the hotel. The bellboy carries his luggage and the hotel clerk</p><p>helps him. Study the dialog below (Ben chega ao hotel. O carregador leva</p><p>sua bagagem e o recepcionista o ajuda. Observe o diálogo abaixo):</p><p>Guest registration card – Ficha de registro de hóspede</p><p>Upon the arrival, the hosts get a form to fill in. Study the model below (Ao chegar ao hotel, os</p><p>hóspedes recebem uma ficha de admissão para ser preenchida. Observe o modelo a seguir):</p><p>GUEST REGISTRATION CARD</p><p>Room number – 245</p><p>Family Name: _________________________________ First Name: _________________________________</p><p>Home Adress: ___________________________________________________________________________</p><p>City: _______________________ Zip Code: _____________________ Country: _____________________</p><p>Nationality: ______________________________ Passport number: _______________________________</p><p>Date of Arrival: ____________________________ Date of Departure: _____________________________</p><p>Method of Payment</p><p>Credit Card Cash Check Other</p><p>Signature: _______________________________________________ Date: ______________________________</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>81|English as a global language</p><p>FICHA DE REGISTRO DE HÓSPEDE</p><p>Número do quarto – 245</p><p>Sobrenome: ______________________________________ Nome: __________________________________</p><p>Endereço Domiciliar: __________________________________________________________________________</p><p>Cidade: __________________________________ CEP: _____________________ País: _____________________</p><p>Nacionalidade: __________________________ Número do passaporte: ______________________________</p><p>Data de chegada: _____________________ Data de saída: _____________________</p><p>Forma de pagamento</p><p>Cartão de Crédito Dinheiro Cheque Outros</p><p>Assinatura: _________________________________________________ Data: ___________________________</p><p>Diálogo 4: Sightseeing Paris –</p><p>Conhecendo Paris</p><p>Ben wants to get to know Paris touristic sights.</p><p>So, he goes to a subway station. Study the dialog</p><p>below (Ben deseja conhecer os pontos turísticos de</p><p>Paris. Por isso, vai a uma estação de ônibus. Observe</p><p>o diálogo a seguir):</p><p>Attendant: Good morning.</p><p>Ben: Good morning. I’d like to go to Science</p><p>Museum and Notre Dame Cathedral.</p><p>Attendant: Single or return?</p><p>Ben: Return, please.</p><p>Attendant: It will be €4.50. Get on the train at</p><p>platform four.</p><p>Ben: Where do I get off the train?</p><p>Attendant: You can get off at Charles de GAULLE</p><p>-Ètoile. It’s three stops from here.</p><p>Ben: Thanks for your help.</p><p>Funcionário: Bom dia.</p><p>Ben: Bom dia. Eu gostaria de ir ao Museu de</p><p>Ciências e à Catedral de Notre Dame.</p><p>Funcionário: Ida ou ida e volta.</p><p>Ben: Ida e volta, por favor.</p><p>Funcionário: São €4,50. Pegue o trem na plata-</p><p>forma quatro.</p><p>Ben: Onde eu desço?</p><p>Funcionário: O senhor pode descer na Charles</p><p>de GAULLE-Ètoile. Daqui a três estações.</p><p>Ben: Obrigado pela sua ajuda.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>82 | English as a global language</p><p>Cantinho cultural</p><p>Os símbolos e as tradições do Natal</p><p>O Natal sempre foi um período de encantamento para mim. Mais do que a perspectiva de</p><p>ganhar presentes, o que me seduz são as luzes e as decorações natalinas. O mundo, de maneira</p><p>geral, se enche de luz e esperança. Você já se perguntou como o Natal é celebrado no mundo, que</p><p>símbolos e decorações são utilizados? Não? Então, proponho que demos uma volta pelo mundo</p><p>descobrindo a luz e magia do Natal.</p><p>Christmas Day – Dia de Natal</p><p>Celebrar o Natal no dia 25 de dezembro tem origem</p><p>no século IV d.C, embora Jesus Cristo tenha nascido na</p><p>primavera. A ideia nasceu de uma disputa entre a Igreja</p><p>Católica e os romanos. Os romanos celebravam o nasci-</p><p>mento de Mithras – o deus Sol, e a Igreja, numa tentativa</p><p>de competir com esses rituais, decidiu celebrar o nasci-</p><p>mento de Jesus na mesma data.</p><p>Mistletoe – Visco</p><p>Duzentos anos antes do nascimento de Cristo, os druidas8</p><p>usavam o mistletoe para comemorar a chegada do inverno. Eles</p><p>juntavam todas as evergreens, um tipo de parasita que se ali-</p><p>menta da casca das árvores, para decorar as casas. Eles acredita-</p><p>vam que essas plantas tinham propriedades curativas: podiam</p><p>curar tudo, desde infertilidade até doenças cardíacas. Também</p><p>se acreditava que o mistletoe pudesse trazer o amor para os jo-</p><p>vens. Reza a tradição que o mistletoe deve ser pendurado na</p><p>entrada das casas. Se você visitar uma casa e ficar parado sob a</p><p>porta que tiver o mistletoe pendurado, você deve beijar a pes-</p><p>soa que estiver ao seu lado.</p><p>Poinsettia – Poinsetia</p><p>A poinsetia é originária do México e representa a estrela de Be-</p><p>lém (a estrela que guiou os três reis magos até o estábulo em que</p><p>Jesus nasceu).</p><p>As cores vibrantes de suas folhas, vermelho e verde, ficaram asso-</p><p>ciadas ao Natal, embora as flores dessa planta tenham cor amarela.</p><p>8 Os druidas eram membros da sociedade celta, encarregados do aconselhamento, do ensino, das questões jurídicas e filosóficas da sociedade.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>83|English as a global language</p><p>Holly</p><p>O Natal, no norte da Europa, ocorre em meio a um rigoroso</p><p>e frio inverno, quando se acreditava que fantasmas e demônios</p><p>saíam à noite para assombrar os habitantes das vilas. Acreditava-</p><p>-se que essas folhas verdes, que têm esses frutos vermelhos, ti-</p><p>nham poderes mágicos e podiam proteger as pessoas contra os</p><p>demônios. Essa crença vem do fato de que essas plantas se man-</p><p>tinham verdes por todo o inverno. Por isso, as pessoas decora-</p><p>vam a entrada de suas casas com essas plantas, para se proteger</p><p>contra os maus espíritos.</p><p>Christmas Tree – Árvore de Natal</p><p>A tradição de decorar o pinheiro para o Natal tem origem no</p><p>século XVI, na Alemanha. Os alemães tinham o costume de decorar</p><p>a árvore com rosas, maçãs e papel colorido. Posteriormente, a árvore</p><p>passou a ter velas, estrelas e ornamentos brilhantes, de forma a ilu-</p><p>minar as residências. O mês de dezembro é muito frio e escuro. Esse</p><p>costume foi levado para a Inglaterra no século XIX e introduzido nos</p><p>Estados Unidos em 1820.</p><p>Christmas – Xmas – Natal</p><p>Em inglês, Christmas significa Natal. É muito comum abreviar-se</p><p>Christmas para Xmas. Essa abreviação tem origem grega. Cristo, em grego,</p><p>é Xristos. Durante o século XVI, os europeus começaram a usar a primeira</p><p>inicial de Cristo – X, substituindo o nome Christ, daí ficou a palavra Xmas.</p><p>The candy cane</p><p>A tradição de se ter candy cane (um pirulito açucarado) se</p><p>mantém há muitos séculos. Diz a lenda que um comerciante de</p><p>Indiana (EUA) resolveu fabricar esse pirulito para simbolizar o</p><p>verdadeiro espírito do natal. A cor branca simboliza a pureza de</p><p>Jesus e o vermelho a dor e a crucificação. É costume ter três candy</p><p>canes de forma a simbolizar a Santa Trindade. Se você inverter</p><p>a posição do candy cane, verá que tem a forma da letra J – sim-</p><p>bolizando Jesus. O comerciante esperava que ao olharem para o</p><p>candy cane, as pessoas se lembrariam do que o natal representa:</p><p>o sacrifício de Jesus pela humanidade.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>84 | English as a global language</p><p>Santa Claus – Papai Noel</p><p>Santa Claus é na verdade, Saint Nicholas. Ele nasceu na Turquia,</p><p>no século IV d.C. Era um homem muito caridoso e dedicou sua vida</p><p>à Igreja Católica. Os romanos, desconfiados desse comportamento,</p><p>mantiveram St. Nicholas preso por muitos anos até que o imperador</p><p>Constantino o libertou. Ele é conhecido pelo amor que dedicava às</p><p>crianças e é o santo protetor dos marinheiros na Itália, Grécia e Rússia.</p><p>Os holandeses mantiveram a lenda de Santa Claus viva e as crianças</p><p>tinham por costume pendurar um sapato, acima da lareira, na espe-</p><p>rança que Santa Claus deixasse algum doce ou chocolate. As crianças</p><p>escreviam St. Nicholas como Sint Nikolaas, que depois ficou como</p><p>Sinterklass, que acabou tornando-se Santa Claus.</p><p>Christmas Stockings – Meia do Papai Noel</p><p>Reza a lenda que um nobre, ao perder sua esposa, ficou tão</p><p>desgostoso que gastou toda a sua fortuna, deixando as três filhas</p><p>pequenas sem alimento, roupas e sem um dote, o que as condena-</p><p>ria à vida de solteira. Santa Claus, tendo conhecimento dessa estória</p><p>partiu para ajudar as meninas. Ao sobrevoar a casa delas, jogou pela</p><p>chaminé três saquinhos com moedas de ouro, que foram parar no</p><p>interior das meias das meninas. Por sorte, as meninas haviam pen-</p><p>durado as meias para secar. Assim, as moedas não se perderam e as</p><p>meninas tiveram um natal aquecido e com alimento.</p><p>Christmas Cards – Cartões de Natal</p><p>Essa tradição começou na Inglaterra, quando os meninos</p><p>treinavam a caligrafia. Eles escreviam cartões de natal para os</p><p>pais. O costume tornou-se oficial quando o diretor do Victoria</p><p>and Albert Museum, Sir Henry Cole, resolveu criar cartões de natal</p><p>para seus amigos. O cartão apresenta a ilustração de uma família</p><p>celebrando o natal, com os seguintes dizeres: “A Merry Christmas</p><p>and a Happy New Year” (Um feliz Natal e Próspero Ano Novo).</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>85|English as a global language</p><p>Texto complementar</p><p>Por uma abordagem geopolítica da difusão do inglês</p><p>(LACOSTE, 2005)</p><p>“...É especialmente depois do fim da Segunda Guerra Mundial que a influência política e cultu-</p><p>ral dos Estados Unidos se propagou, inicialmente na Europa Ocidental. Isso se traduziu, com mais ou</p><p>menos defasagem, na difusão do inglês. O plano Marshall forneceu diversos aparelhos mecânicos</p><p>que ainda não eram conhecidos na Europa, cujo nome permaneceu americano, como por exemplo</p><p>“bulldozer”1, e foi necessário um mínimo de familiaridade com o inglês para ler as instruções de</p><p>manutenção e de manuseio de peças de reposição. Depois as empresas americanas abriram fábricas</p><p>na Europa (e de fato constituíram a segunda indústria mundial) e os quadros europeus tiveram de</p><p>“aprender inglês”. No campo da aviação, todos os pilotos do mundo falam mais ou menos inglês</p><p>para conversar com as torres de controle de diferentes países, assim como o pessoal das compa-</p><p>nhias aéreas, para falar com passageiros vindos de outros países. O formidável desenvolvimento do</p><p>turismo (doravante a mais importante atividade mundial, pela cifra de negócios que atinge) tornou-</p><p>-se um dos grandes motores de difusão mundial do inglês.</p><p>O fato de, no período entre as duas guerras, numerosos pesquisadores e intelectuais judeus</p><p>perseguidos na Alemanha terem encontrado refúgio do lado de cá do Atlântico explica, em grande</p><p>parte, o considerável desenvolvimento tecnológico e científico dos Estados Unidos. O número de</p><p>prêmios Nobel de origem europeia e a notoriedade dos laboratórios que eles fundaram, graças a</p><p>diversos tipos de financiamentos privados, são fatores de atração para os cientistas europeus. São</p><p>sobretudo americanas as ciências informáticas, que foram subvencionadas por vultosas encomendas</p><p>militares, e elas estão na origem da internet. Para seguir esse movimento e dele participar, é preciso</p><p>falar inglês. Tanto na área da administração como na do jornalismo, os filhos de famílias abastadas</p><p>querem completar seus estudos superiores fazendo um estágio em alguma universidade americana.</p><p>A mundialização do inglês americano se faz também indiretamente por meio de uma série de</p><p>fenômenos culturais mais ou menos associados uns aos outros: pelo cinema americano, apesar de</p><p>a maior parte dos filmes exportados pelos EUA serem dublados na língua do país de importação, e</p><p>especialmente pela enorme massa de produções musicais que são, dia e noite, difundidas por emis-</p><p>soras de rádio e de televisão do mundo inteiro. A língua do rock é o inglês, seja ele cantado por fran-</p><p>ceses, japoneses ou russos, e pouco importa que o sentido das palavras não seja compreendido. Ele</p><p>contribui para manter na moda tudo o que é americano. E tudo isso tem consequências geopolíticas</p><p>e participa das rivalidades de poderes e de influências em nível mundial e no quadro de todos os</p><p>países. O paradoxo – que é sobretudo geopolítico – é que o papel e a influência dos Estados Unidos</p><p>1 Equipamento de terraplanagem que compreende um trator de lagarta (‘correia’) equipado com lâmina frontal de aço e perpendicular ao</p><p>chão, usado para escavar e empuxar terra e qualquer outro material; trator de lâmina.</p><p>86 | English as a global language</p><p>nunca foram tão grandes e nunca o antiamericanismo se exprimiu tão claramente na opinião públi-</p><p>ca de todos os países. Se os atentados de 11 de setembro escandalizaram os meios</p><p>intelectuais, por</p><p>outro lado suscitaram uma certa satisfação ("bem feito para eles”) nos meios populares de numero-</p><p>sos países, da Ásia e da América latina especialmente, e mais ainda no mundo muçulmano. A guerra</p><p>do Iraque, evidentemente, em nada diminuiu esse antiamericanismo, assim como não conseguiu</p><p>frear minimamente a moda de seguir tudo o que seja americano.”</p><p>Atividades</p><p>1. Listen to the dialog once. Listen to it a second time and fill in the blank spaces using the words</p><p>below: (Use as palavras abaixo para completar os espaços no diálogo)</p><p>make – flight – help – buy – reservation – seat – check in</p><p>Agent: Cathay Pacific Airways. Can I __________ you?</p><p>Ani: Yes. I would like to __________ a ticket from Tokyo to New York on Friday.</p><p>Agent: Let me see. Yes. I have a __________ on the 9: 30 __________ .</p><p>Ani: Nine-thirty! What time do I have to __________ ?</p><p>Agent: At 8:00 p.m.</p><p>Ani: Fine. I’ll take that.</p><p>Agent: OK.</p><p>2. Use the following vocabulary to complete the sentences and the crossword puzzle below (use a</p><p>lista de vocabulário para completar a cruzadinha abaixo):</p><p>travel agents – boarding pass – reservation – airline – luggage</p><p>– round trip – visa – weather – budget – departure – passport</p><p>ACROSS (horizontal)</p><p>8. What should people know when they call their _________________ and plan a vacation?</p><p>(o que as pessoas devem saber quando eles ligam seu _________________ e planejam férias?)</p><p>10. Know the exact time of _________________ and arrival.</p><p>(saber o horário exato da _________________ e chegada.)</p><p>11. People should know their _________________ before calling their travel agents.</p><p>(as pessoas devem conhecer seus _____________ antes de ligar para seus agentes de viagem.)</p><p>87|English as a global language</p><p>DOWN (vertical)</p><p>1. Make a hotel ___________ with your travel agent before you depart.</p><p>2. Put your air ticket and ___________ together.</p><p>3. You should also know the ___________ you will be flying with.</p><p>4. Don’t take too much ___________ when you travel.</p><p>5. When buying train tickets you should get a ___________ ticket.</p><p>6. The ___________ is usually with the passport.</p><p>7. ___________ is needed if you want to visit other countries.</p><p>9. Know what the ___________ is going to be like is important so you can take the right clothes.</p><p>1</p><p>2 3 4 5</p><p>6</p><p>7</p><p>8</p><p>9</p><p>10</p><p>11</p><p>3. Complete the sentences below using the words given.</p><p>(Complete o diálogo abaixo usando as seguintes palavras):</p><p>boarding pass – fill in a form – land in – take a bus</p><p>a) Can I see your _______________ sir?</p><p>b) The airplane _______________ the International Airport.</p><p>c) I don’t like to fly. I prefer to _______________.</p><p>d) You need to _______________ before going to your room.</p><p>88 | English as a global language</p><p>4. Explique os dois fatores que teriam dado início à globalização: século XX e a influência de</p><p>Margareth Thatcher e do presidente americano Ronald Reagan.</p><p>5. Discorra sobre o século XV e os períodos de Cristóvão Colombo e Vasco da Gama ao fim do</p><p>império de Napoleão.</p><p>89|English as a global language</p><p>Gabarito</p><p>1. help/buy/seat/flight/check in.</p><p>2. 1. reservation; 2. boarding pass; 3. airline; 4. luggage; 5. round trip; 6. visa; 7. passport; 8. travel</p><p>agents; 9. weather; 10. departure; 11. budget.</p><p>3. a) boarding pass</p><p>b) land in</p><p>c) take a bus</p><p>d) fill in a form</p><p>4. A então primeira ministra Margaret Thatcher e o presidente americano Ronald Reagan uniram-se</p><p>numa aliança comercial para combater a crise econômica que assombrava o Reino Unido e os</p><p>Estados Unidos. Essa união visava favorecer a expansão das indústrias em países em desenvolvi-</p><p>mento, na busca de novos mercados consumidores.</p><p>5. Cristóvão Colombo e Vasco da Gama se lançaram ao mar para descobrir a rota das espe-</p><p>ciarias. Não obtiveram sucesso em suas expedições, mas conectaram as Américas e a Ásia</p><p>ao mercado europeu, difundindo os costumes, a língua (português e espanhol), a cultura</p><p>e a religião nesses territórios. O domínio português e espanhol teve fim com a ascensão de</p><p>Napoleão Bonaparte. A França torna-se a grande potência europeia. Os soldados franceses</p><p>conquistam territórios e os usos e costumes da corte francesa passam a ser copiados pelas</p><p>nações dominadas.</p><p>O império de Napoleão teve fim com a batalha de Waterloo, em 1815. Com a queda de Napoleão,</p><p>as nações europeias se reuniram no Congresso de Viena para reorganizar o mapa político da</p><p>Europa. A Inglaterra garantiu a supremacia nos mares devido às colônias em pontos estratégi-</p><p>cos no Mediterrâneo, no caminho das Índias e Antilhas. A Revolução Industrial, no século XVIII,</p><p>consolidou a Inglaterra como a nação mais poderosa da Europa e Ásia. As colônias passaram a</p><p>ter a língua inglesa como língua oficial e os hábitos e costumes dos ingleses foram impostos nas</p><p>colônias. Por dominarem o comércio e a tecnologia aplicada na indústria, a língua inglesa passa a</p><p>ser a língua utilizada na comercialização de bens e serviços.</p><p>90 | English as a global language</p><p>Pandora's box:</p><p>the mysteries of language</p><p>Se a única ferramenta que você tem é um martelo,</p><p>tudo ao seu redor se parece com um prego.</p><p>Abraham Maslow1</p><p>Os mitos gregos e as narrativas sobre suas façanhas sempre exerceram grande fascínio em</p><p>minha vida. Os deuses eram semelhantes aos mortais, com as mesmas virtudes e falhas de caráter.</p><p>Os mitos explicam a história da humanidade e a nossa própria história, como indivíduos. Um mito</p><p>que acho muito interessante é o da caixa de Pandora. Pandora, “aquela que possui todos os dons”,</p><p>desobedeceu as ordens de Zeus e abriu um jarro que deveria ser entregue ao seu marido. De lá</p><p>saíram todos os males que assolam o mundo até hoje. Desse mito originou-se a expressão Caixa</p><p>de Pandora, que designa qualquer coisa que incita a curiosidade dos indivíduos. Abrir a Caixa de</p><p>Pandora pode gerar problemas e resultados negativos. Mas não se esqueça: trata-se apenas de um</p><p>mito, não um relato verdadeiro. Desvendar mistérios, em busca de explicações, não pode gerar</p><p>consequências negativas. Escolhi essa expressão porque uma pergunta me acompanha desde os</p><p>tempos de graduação: O que é a linguagem e de onde ela vem? Que tal abrirmos a Caixa de Pandora?</p><p>A resposta pode estar lá.</p><p>A linguagem se relaciona ao modo pelo qual aprendemos uma segunda língua. Há muitas ver-</p><p>tentes que explicam o aprendizado de uma língua, o que significa dizer que o aprendizado engloba</p><p>uma metodologia de ensino.</p><p>1 Abraham Maslow (1908-1970) foi um psicólogo americano. Trabalhou no MIT e fundou o centro de pesquisa National Laboratories for Group</p><p>Dynamics. Sua pesquisa mais reconhecida foi realizada em 1946, em Connecticut.</p><p>Vídeo</p><p>92 | Pandora's box: the mysteries of language</p><p>Exemplos de métodos, abordagens, teorias de ensino e de linguagem</p><p>Interacionismo ?</p><p>BehaviorismoComunicativismo</p><p>Estruturalismo</p><p>Audiolinguismo</p><p>Inicialmente, os linguistas acreditavam que o behaviorismo (SKINNER, 1957) fornecia todos os</p><p>elementos necessários para se entender a aquisição de uma língua. Afirmavam que os indivíduos apren-</p><p>diam uma língua, principalmente a materna, no meio familiar pela observação e repetição de sons,</p><p>posteriormente palavras e depois frases. O que parece fazer sentido. Basta lembrar o comportamento</p><p>de pais em relação aos bebês. Quando eles conseguem emitir sons, os pais os recompensam com bei-</p><p>jos, abraços, docinhos. Esse tipo de comportamento induz à repetição, por parte dos bebês. Assim, aos</p><p>poucos eles parecem adquirir a linguagem. Com base nesse modelo, o método audiolingual, apoiado</p><p>na teoria estruturalista da linguagem, também propunha a repetição de sons e palavras (drills) para</p><p>aquisição da língua (RICHARDS; RODGERS, 2001). As duas vertentes acima, o behaviorismo e o audiolin-</p><p>guismo, têm em comum a ideia de que os indivíduos podem aprender qualquer coisa, qualquer língua,</p><p>desde que recebam o estímulo correto. Essa concepção vigorou até o aparecimento de Noam Chomsky</p><p>(1957), que descreveu uma análise sobre a aquisição da linguagem que vigora até hoje em muitos con-</p><p>textos acadêmicos pelo</p><p>mundo. O autor afirmava que a linguagem está relacionada ao instinto humano</p><p>e que todas as formas de sociedade apresentariam um complexo sistema de linguagem e em todos</p><p>os lugares as línguas se utilizariam do mesmo modelo gramatical: substantivos, verbos, auxiliares etc.</p><p>Segundo Chomsky (apud MACKENZIE-BROWN, 2006) as crianças adquirem e desenvolvem a linguagem</p><p>sem lições específicas e sem se aperceberem desse processo. Portanto, para o autor, quando atingissem</p><p>a idade de três anos elas já falariam sentenças gramaticalmente corretas e somente indivíduos com</p><p>algum tipo de anomalia seriam incapazes de desenvolver a linguagem.</p><p>Conclui-se que há circuitos especiais no cérebro humano e talvez mesmo genes especiais que</p><p>nos permitem desenvolver a linguagem. Voltemos ao exemplo das crianças: ninguém se espanta que</p><p>elas possam falar aos três anos de idade, mas ninguém espera que elas possam desenvolver complica-</p><p>dos cálculos de matemática. As crianças adquirem e desenvolvem a linguagem por meio da audição,</p><p>copiando sentenças que ouviram dos familiares e amigos e, ainda de acordo com Chomsky, aprendem</p><p>as regras de gramática por meio da observação de como a língua funciona. Chomsky propôs o LAD</p><p>(dispositivo para aquisição de linguagem), que ele chamou de “pequena caixa preta” (a nossa Caixa de</p><p>Pandora), que começa a funcionar na infância. Quando atingimos a idade de cinco a seis anos, esse me-</p><p>canismo nos permitiria comunicar e desenvolver a linguagem. Em suma, todas as línguas, sem qualquer</p><p>restrição, possuiriam um sistema gramatical similar. Portanto, aprender uma segunda, terceira, quarta</p><p>línguas não deveria se colocar como um problema já que dispomos do mecanismo para aprender dife-</p><p>rentes línguas. Entretanto, há certas limitações. A “pequena caixa preta” começa a funcionar de maneira</p><p>diferente ao atingirmos a puberdade. Parece que sua capacidade se modifica. Por isso, se diz que uma</p><p>criança tem mais facilidade em aprender línguas do que um adulto. Enquanto adultos, devemos estar</p><p>93|Pandora's box: the mysteries of language</p><p>atentos ao método que melhor se encaixa ao nosso perfil de aprendizagem. Alguns se consideram</p><p>“aprendizes visuais”, ou seja, aprendem somente se puderem visualizar o objeto de estudo. Outros se</p><p>denominam "aprendizes auditivos", aprendem pela audição. Há um terceiro grupo, chamado de "cines-</p><p>tésico", que necessita fazer de maneira concreta o que está sendo estudado.</p><p>Qualquer que seja o seu estilo de aprendizado, faça do ato de aprender algo agradável e tente</p><p>contextualizar o que aprendeu no seu meio de convívio. E, se for possível, observe como as crianças</p><p>adquirem e desenvolvem a linguagem e como elas interagem quando estão conversando entre si. Você,</p><p>caro leitor, deve estar se sentindo numa encruzilhada: que direção tomar? Como chegar ao meu destino</p><p>– a compreensão oral em língua inglesa? Não se desespere. Essa lição irá orientá-lo quanto a perguntar</p><p>e obter informações para se dirigir a lugares e países. Gostaria que você observasse como as sentenças</p><p>em língua inglesa são pronunciadas, que palavras em uma sentença recebem o stress (a tonicidade) e</p><p>como as palavras, ao serem unidas, causam a omissão de vogais e consoantes.</p><p>Unindo (Linking) as palavras – algumas regras</p><p>É muito comum ouvir reclamações de aprendizes da língua inglesa no que se refere ao entendi-</p><p>mento da mensagem entre falantes da língua. As razões para essa falta de compreensão são muitas,</p><p>desde falta de conhecimento do vocabulário empregado, uso de gírias e, talvez a mais importante ra-</p><p>zão, a união (linking) das palavras, causando a omissão do som de vogais e consoantes. Na escrita as</p><p>palavras permanecem com seus grafemas, cujos fonemas desaparecem por vezes na fala. Devido a essa</p><p>união (linking), as palavras em uma sentença nem sempre têm o mesmo som quando pronunciadas</p><p>isoladamente. Lembre-se que a fala se traduz como um fluxo contínuo de sons, sem que haja um "corte"</p><p>definido entre as palavras. Por isso, é importante entender como ocorre a ligação (linking) entre as pala-</p><p>vras em inglês, pois a falta de entendimento dessa ligação pode causar problemas na compreensão da</p><p>mensagem. Há dois tipos básicos de ligação (linking) entre as palavras em língua inglesa, que são:</p><p>Consoante > Vogal</p><p>Palavras terminadas com som de consoante se ligam às palavras que começam com som de vogal. O</p><p>som da consoante é transferido para a vogal. Observe o substantivo turn-off (saída para outra rodovia):</p><p>Consoante – vogal</p><p>Forma escrita It’s 1 km to the turn-off for Praia Grande</p><p>A saída para Praia Grande</p><p>está a 1 km dessa rodovia.Forma falada It’s -1 km- to- the tur- noff - for-Praia- Grande</p><p>Lembre-se que o que importa é o som das palavras e não a ortografia em si. Por exemplo, o pro-</p><p>nome interrogativo where (aonde, onde, qual direção):</p><p>: : Termina com o grafema e (vogal);</p><p>: : Termina com o fonema r (consoante).</p><p>94 | Pandora's box: the mysteries of language</p><p>: : Assim, where se liga à palavra que se inicia com som de vogal. Observe o seguinte exemplo:</p><p>Where – vogal</p><p>Forma escrita Where is the Post Office? Onde é o Correio?</p><p>(a letra e no final das palavras é</p><p>silenciosa)Forma falada Whe-ris-the-Pos-tO-ffi-ce?</p><p>Vogal > Vogal</p><p>Palavras terminadas com som de vogal se ligam às palavras iniciadas com som de vogal. Normal-</p><p>mente, terão o som de W (semelhante ao som de U em português) ou Y (semelhante ao som de I em</p><p>português) para que ocorra a ligação entre as duas palavras. Observe o exemplo do verbo go away:</p><p>Semivogal-vogal – W</p><p>Forma escrita He’ll go away for the weekend.</p><p>Ele viajará no final de semana.</p><p>Forma falada Hell-go-Wa-way-for-the-wee-kend</p><p>Semivogal-vogal – Y</p><p>Forma escrita I am Sara Mills.</p><p>Eu sou Sara Mills.</p><p>Forma falada I-Yam-Sa-ra-Mills.</p><p>O artigo the</p><p>: : The + som de consoante – The é pronunciado como algo parecido com de.</p><p>Ex.: The USA (os EUA).</p><p>: : Vogal – The passa a ser pronunciado como algo parecido com di.</p><p>Ex.: The umbrella (o guarda-chuva).</p><p>Também é importante lembrar que o stress (tonicidade) é de fundamental importância para o en-</p><p>tendimento da mensagem. Como regra geral, pode-se afirmar que as palavras detentoras de significado</p><p>tais como substantivos, adjetivos, verbos, advérbios e numerais recebem o stress. Já os pronomes, arti-</p><p>gos, preposições, conjunções e verbos auxiliares não recebem o stress, o que proporciona às sentenças</p><p>o ritmo da língua.</p><p>Todas essas regras parecem enfadonhas demais. Vejamos como elas podem ser aplicadas em situ-</p><p>ações reais, como por exemplo, pedir e dar informações sobre lugares, horários, meios de transporte, e</p><p>telefones importantes. Antes de mais nada, precisamos construir o vocabulário necessário para, então,</p><p>utilizá-lo em sentenças úteis a você.</p><p>95|Pandora's box: the mysteries of language</p><p>Vocabulary (Vocabulário)</p><p>: : Where (Aonde, onde) Pronome interrogativo. Usado para localização de lugares.</p><p>: : Can you tell me where… (Pode me informar onde...)</p><p>/kǝn^ju/tel^mɪ/wer/</p><p>Special buildings (Locais específicos)</p><p>Airport</p><p>Aeroporto</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Art Gallery</p><p>Galeria de Arte</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Bank /bæŋk/</p><p>Banco</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Bus Station /bʌ'steɪ.ʃen/</p><p>Rodoviária</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Train Station /treɪn/ /'steɪ.ʃen/</p><p>Estação de trem</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Taxi</p><p>Táxi</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>96 | Pandora's box: the mysteries of language</p><p>Subway /'sʌb.weɪ</p><p>Metrô</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Gas Station /gæ'steɪ.ʃen/ (junção das letras S)</p><p>Posto de Gasolina</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Church</p><p>Igreja</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Movie Theatre (americano) /'muː.vi/ /'өɪǝ.tǝr/</p><p>Cinema</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Fire Station /faɪr'steɪ.ʃen/</p><p>(a letra E (silenciosa). A letra R liga-se à letra S)</p><p>Bombeiros</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Theatre ou Theater</p><p>Teatro</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>97|Pandora's box: the mysteries of language</p><p>Restaurant</p><p>Restaurante</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Museum</p><p>Museu</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>Saxões</p><p>e Jutos</p><p>Escandinavos Normandos Países que</p><p>falam inglês</p><p>como 1.ª língua:</p><p>Inglaterra</p><p>Irlanda</p><p>Irlanda do</p><p>Norte</p><p>Gales</p><p>Escócia</p><p>EUA</p><p>Canadá</p><p>Austrália</p><p>Índia</p><p>África do Sul</p><p>Como mostra a linha do tempo, esses povos foram responsáveis pelo início da civilização britâni-</p><p>ca e colaboraram também para a criação da língua inglesa moderna. Eles ocuparam as terras que hoje</p><p>9|A (very) brief look at the history of English</p><p>conhecemos como Reino Unido e Grã-Bretanha. Cabe ressaltar que o Reino Unido da Grã-Bretanha e</p><p>Irlanda do Norte é formado por pequenas ilhas e duas grandes ilhas:</p><p>M</p><p>ar</p><p>ilu</p><p>S</p><p>ou</p><p>za</p><p>.</p><p>Atlantic</p><p>Ocean</p><p>0°5°</p><p>55°</p><p>55°</p><p>10°</p><p>IRELAND</p><p>WALES</p><p>ENGLAND</p><p>ENGLISH CHANNEL</p><p>FRANCE</p><p>ISLE OF MAN</p><p>SCOTLAND</p><p>Inverness</p><p>Glasgow</p><p>Edinburgh</p><p>Irish Sea</p><p>York</p><p>Manchester</p><p>Cambridge</p><p>London</p><p>Bath</p><p>Cardiff</p><p>NORTHERN</p><p>IRELAND</p><p>137 km0</p><p>S</p><p>W E</p><p>N</p><p>EUROPE</p><p>O estado do Reino Unido é formado por quatro nações: Escócia, Inglaterra, Gales (ilha da Grã-</p><p>-Bretanha) e Irlanda do Norte (ilha da Irlanda). Ao sul da ilha da Irlanda encontra-se a República da Irlan-</p><p>da, país independente do Reino Unido.</p><p>Para entender a evolução da língua inglesa até o presente, observe a estrutura linguística apre-</p><p>sentada a seguir:</p><p>Línguas</p><p>Celtas Latinas Germânicas Escandinavas</p><p>Língua atuais</p><p>Escocês</p><p>Irlandês</p><p>Galês</p><p>Manx</p><p>Bretão</p><p>Português</p><p>Espanhol</p><p>Italiano</p><p>Francês</p><p>Alemão</p><p>Holandês</p><p>Inglês</p><p>Norueguês</p><p>Dinamarquês</p><p>10 | A (very) brief look at the history of English</p><p>Como se pode observar, a língua inglesa sofreu influência de diversos povos e essa influência é</p><p>comprovada pelo registro escrito da evolução da língua inglesa, que se divide em três períodos: Inglês</p><p>Antigo, Inglês Médio e o Inglês Moderno. Observe os exemplos abaixo:</p><p>Exemplo de inglês antigo Em inglês moderno Em português</p><p>Hē saede He said Ele disse</p><p>Exemplo de inglês médio Em inglês moderno Em português</p><p>Engelond England Inglaterra</p><p>Em termos de oralidade, o Inglês Antigo e Médio apresentavam a sílaba tônica na raiz das palavras. Du-</p><p>rante a Dinastia Tudor2 (Inglês Médio), a língua inglesa perdeu várias flexões verbais e nominais, observando-</p><p>-se a incorporação de várias palavras francesas ao léxico da língua inglesa. Observe o exemplo a seguir:</p><p>Em francês moderno Em inglês moderno Em português moderno</p><p>Vision Vision Visão</p><p>Algumas características da língua inglesa oral</p><p>Conforme dito no início deste capítulo, a oralidade antecede a escrita. Não é apenas através dos</p><p>olhos que se aprende uma língua, mas também através da audição (que em inglês se denomina liste-</p><p>ning skills), em situações de comunicação (ouvindo ao noticiário, filmes, programas de entrevistas etc.).</p><p>Assim sendo, a fala engloba a habilidade de ouvir e prestar atenção ao que está sendo dito. Esses são os</p><p>requisitos essenciais para o desenvolvimento da compreensão da língua inglesa, já que há diferenças</p><p>na pronúncia e entonação das palavras e sentenças. Também implica discutir e entender a fonologia</p><p>da língua, já que esta fornece elementos necessários para a compreensão da entonação, do ritmo e do</p><p>stress próprios da língua inglesa. Lembrando que o stress é a acentuação tônica. Ele indica onde deverá</p><p>ocorrer a ênfase da pronúncia numa palavra ou frase. Na língua portuguesa isso ocorre de três formas:</p><p>palavras oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas. Já em inglês, além dessas, há pelo menos outras duas</p><p>possibilidades que não têm paralelo em português. É importante frisar que em inglês não há acentua-</p><p>ção tônica por meio de sinais ortográficos como em português.</p><p>Muitos questionam: “Por que o som da língua inglesa não coincide com a escrita?”. Talvez a razão</p><p>se encontre em um fato ocorrido no século XVI. Uma acentuada mudança na pronúncia das vogais</p><p>do inglês ocorreu principalmente durante os séculos XV e XVI. Praticamente todos os sons vocálicos,</p><p>inclusive ditongos, sofreram alterações e algumas consoantes deixaram de ser pronunciadas. Ou seja,</p><p>palavras cujas vogais longas eram pronunciadas a partir de um movimento na parte inferior da boca</p><p>passaram a ser pronunciadas na parte mais superior.</p><p>2 Dinastia significa uma sequência de soberanos de uma mesma família no comando de um Estado. A Dinastia Tudor (1485-1603), posterior à</p><p>Dinastia Stuart, governou o que alguns consideram como os anos de ouro do Reino Unido. Nessa época ocorreram fatos importantes: obras de</p><p>Shakespeare, expansão do reinado britânico e o movimento religioso denominado Reforma.</p><p>11|A (very) brief look at the history of English</p><p>De maneira geral, as mudanças das vogais corresponderam a um movimento na direção dos ex-</p><p>tremos do espectro de vogais.</p><p>O sistema de sons vocálicos da língua inglesa antes do século XV era muito semelhante ao das</p><p>demais línguas da Europa ocidental. O período seguinte, conhecido como Inglês Moderno, marcou um</p><p>fenômeno conhecido como a “Grande Mudança Vocálica” na língua inglesa (“The Great Vowel Shift”).</p><p>Este fenômeno distanciou a pronúncia das palavras e seu registro escrito em inglês. Por exemplo:</p><p>Palavra Pronúncia Inglês Médio Pronúncia Inglês Moderno</p><p>Name (nome) / : / /neim/</p><p>Há diferenças na pronúncia da mesma vogal em palavras com o mesmo radical. Observe no exem-</p><p>plo abaixo a transcrição fonética do segundo “i” nas palavras invite e invitation:</p><p>Palavra raiz Transcrição Fonética Palavra derivada Transcrição Fonética</p><p>Invite (convidar) /ɪn’vaɪt/ invitation (convite) /ɪn.vɪ’teɪ. en/</p><p>Ao comparar a língua inglesa e a língua portuguesa, observa-se uma grande diferença na sinali-</p><p>zação fonética e no sistema fonológico das duas línguas. Sinalização fonética significa a quantidade de</p><p>som articulado por unidade de sentido, tendo-se a sílaba como som articulado e a palavra como unida-</p><p>de de sentido. A língua inglesa mostra uma sinalização fonética reduzida se comparada ao português,</p><p>pois apresenta uma quantidade superior de palavras monossílabas. Por exemplo:</p><p>ball (monossilábica) bo-la (dissílaba)</p><p>chair ca-dei-ra (trissílaba)</p><p>O número de palavras polissilábicas, na língua inglesa, é pequeno, se comparado ao português.</p><p>Mas a maior diferença é quanto à irregularidade entre ortografia e pronúncia das vogais na língua in-</p><p>glesa. Ou seja, um mesmo grafema (letra) quase sempre não corresponde ao mesmo fonema (som).</p><p>Observe as cinco representações fonéticas do grafema i:</p><p>/ / – pizza</p><p>/ / bit</p><p>/ / – bite</p><p>/ / – noise</p><p>/ / -bird</p><p>Outro exemplo: se compararmos a língua portuguesa e a inglesa temos vogais pronunciadas –</p><p>consoantes mudas: gato x cat. O som da vogal “o” em “gato”’ é pronunciado, enquanto que não há som</p><p>vocálico após o ‘t’ de ‘cat’. Assim, muitas vezes numa frase, tem-se a impressão de ouvir-se apenas ‘ca’ e</p><p>não ‘ cat’.</p><p>12 | A (very) brief look at the history of English</p><p>É justamente nesse âmbito que surge a necessidade de desenvolver habilidades específicas ao ato</p><p>de falar/ouvir uma língua estrangeira, no caso a inglesa, para compreender e ser compreendido, disto de-</p><p>pende a eficácia comunicativa. Cabe ainda considerar os propósitos envolvidos na compreensão oral em</p><p>língua inglesa. Tais propósitos variam de acordo com as necessidades do ouvinte em envolver-se numa</p><p>conversa com um falante de língua inglesa (promovendo a interação social), obter informações (assistir a</p><p>uma palestra, por exemplo), assistir televisão, ouvir rádio, por prazer ou por qualquer outro motivo. Por-</p><p>tanto, as diferentes necessidades são ditadas pelas diversas situações comunicativas.</p><p>Breve histórico sobre compreensão oral em língua inglesa</p><p>Inicialmente, a aquisição de uma língua estrangeira voltou-se para o ensino da escrita, privile-</p><p>giando a estruturação de parágrafos, diferentemente da língua falada, marcada pelas frases curtas e</p><p>pela fragmentação. Dessa forma, a compreensão oral era vista como uma decodificação de estruturas</p><p>linguísticas, ou seja, a compreensão oral (auditiva) de línguas estrangeiras era estudada tomando-se</p><p>por base a estrutura formal da língua. Assim, ela adquiriu maior importância com a introdução da abor-</p><p>dagem comunicativa. Lopes (2006)</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Hotel</p><p>Hotel</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Office building /'ɒf.ɪs/'bɪl.dɪŋ/</p><p>Escritórios</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Hospital /'hɒs.pɪtel/</p><p>Hospital</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>98 | Pandora's box: the mysteries of language</p><p>Directions (Direções)</p><p>Right /raɪt/</p><p>Direito</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Left</p><p>Esquerdo</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>go straight ahead /gou/ /streɪtǝ'hed/</p><p>(a letra T liga-se à letra A)</p><p>Siga em frente</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Near</p><p>Perto</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Far</p><p>Longe</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Between /bɪ'twːn/</p><p>Entre (um e outro)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>99|Pandora's box: the mysteries of language</p><p>Middle</p><p>Meio (posição central)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Up</p><p>Em cima/subir</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Down</p><p>Embaixo/descer</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Miscellaneous (Variados)</p><p>traffic light /'træf.ɪk/laɪt/</p><p>Semáforo</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Turn left</p><p>Vire à esquerda</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>100 | Pandora's box: the mysteries of language</p><p>Turn right</p><p>Vire à direita</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>First block</p><p>Primeiro quarteirão</p><p>Ja</p><p>zz</p><p>A</p><p>ve</p><p>nu</p><p>e</p><p>44th Street</p><p>Agora que você já dispõe do vocabulário inicial necessário, vamos aprender as frases básicas para</p><p>pedir informações e direções, ou seja, como chegar a determinado lugar. Utilize a transcrição fonética já</p><p>aprendida no decorrer desta lição para praticar a pronúncia.</p><p>Nos exemplos a seguir, utilizarei este símbolo (^) para mostrar a junção das palavras.</p><p>A figura a seguir será essencial para você entender o diálogo. É com base nela que você ouvirá</p><p>instruções de como sair do ponto vermelho para chegar à igreja, ao restaurante e ao museu.</p><p>Portanto, leia as palavras do mapa e pense como você perguntaria o modo de chegar a cada um</p><p>desses lugares e qual seria a resposta:</p><p>Mapa para prática 1</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Ouça duas vezes com atenção as perguntas e respostas de como chegar aos lugares da figura.</p><p>Na 1.ª vez, ouça e leia como se dá a pausa, a união (linking) e o stress (tonicidade) empregados</p><p>nas palavras.</p><p>101|Pandora's box: the mysteries of language</p><p>Na 2.ª vez, tente repetir sem ler para praticar sua pronúncia:</p><p>Diálogo para prática 1</p><p>1. Whereˆis the church?</p><p>(Onde é a igreja?) It’s on the left. (Fica à sua esquerda)</p><p>2. Canˆyou tellˆme whereˆthe museum is, please?</p><p>(Pode me informar onde fica o museu, por favor?) It’s on the right. (Fica à sua direita)</p><p>3. Whereˆis the restaurant? (Onde fica o restaurante?) Go straightˆahead. (Vá em frente)</p><p>Que tal praticar um pouco mais a localização de outros edifícios? Estude a próxima figura. Não se</p><p>esqueça: a transcrição fonética e o significado do vocabulário que figura a seguir já foram dados no início</p><p>desta lição. Leia as palavras em voz alta. A figura a seguir será essencial para você entender o diálogo. É com</p><p>base nessa figura que você ouvirá instruções de como sair do ponto vermelho para chegar à galeria de arte,</p><p>ao banco, ao hotel, à estação de ônibus, ao teatro ou ao metrô. Portanto, leia as palavras da figura e pense</p><p>como você perguntaria o modo de chegar a cada um desses lugares e qual seria a resposta:</p><p>Mapa para prática 2</p><p>art gallery</p><p>far left</p><p>bank</p><p>between</p><p>hotel</p><p>near/left side</p><p>bus station</p><p>You are here</p><p>(Você está aqui)</p><p>theatre</p><p>right side</p><p>subway</p><p>far right</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Ouça duas vezes com atenção as perguntas e respostas de como chegar aos lugares da figura.</p><p>Na 1.ª vez ouça e leia como se dá a pausa, a união (linking) e o stress (tonicidade) empregados nas</p><p>palavras.</p><p>Na 2.ª vez tente repetir sem ler para praticar sua pronúncia: Ouça com atenção as seguintes per-</p><p>guntas e respostas. Observe como se dá a pausa e o stress (tonicidade) empregados nas palavras:</p><p>102 | Pandora's box: the mysteries of language</p><p>Diálogo para prática 2</p><p>1. Wherê is the ârt gallery?</p><p>(Onde é a galeria de arte?)</p><p>It’s on the far left. (Fica no final à sua esquerda)</p><p>2. Can̂ you tellˆme where the bank is, please?</p><p>(Pode me informar onde fica o banco, por favor?)</p><p>The bank is between thê art gallery and the hotel.</p><p>(O banco fica entre a galeria de arte e o hotel).</p><p>3. Wherê is the restaurant? (Onde fica o restaurante?)</p><p>It’s on the left, near you.</p><p>(Do lado esquerdo, perto de você)</p><p>4. Wherê is the theatre? (Onde fica o teatro?) It’s on the rigth. (Do lado direito)</p><p>5. Wherê is the subway? (Onde fica o metrô?) It’s on the far right.</p><p>Que tal um desafio? Vamos trabalhar com um mapa, prestando atenção à localização dos prédios.</p><p>Estude o mapa da próxima figura. Leia as palavras em voz alta.</p><p>Esse mapa está em suas mãos e você pedirá e dará instruções de como chegar aos diversos locais</p><p>do mapa na figura (hospital, ponto de táxi, estação de trem, parque Oxford).</p><p>Portanto, leia as palavras da figura e pense como você perguntaria o modo de chegar a cada um</p><p>desses lugares e qual seria a resposta:</p><p>Mapa para prática 3</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Ouça duas vezes com atenção as perguntas e respostas de como chegar aos lugares</p><p>do mapa. Na 1.ª vez ouça e leia como se dá a pausa, a união (linking) e o stress (tonicidade) empregados</p><p>nas palavras.</p><p>Na 2.ª vez tente repetir sem ler para praticar sua pronúncia:</p><p>103|Pandora's box: the mysteries of language</p><p>Diálogo para prática 3</p><p>1. Can ŷou tellˆme where the taxi is, please?</p><p>(Pode me informar onde eu pego um taxi, por favor?)</p><p>Turn left on Montreal Street and turn right on</p><p>Gloucester Street. (Vire à esquerda na rua Montreal e</p><p>depois à direita na rua Gloucester).</p><p>2. Can̂ you tellˆme where the hospital is, please?</p><p>(Pode me informar onde fica o hospital, por favor?)</p><p>Turn left on Montreal Street and turn right on</p><p>Glouscester Street. Go straight ahead. It’s on the third</p><p>block on the far left of Gloucester street.</p><p>(Vire à esquerda na Rua Montreal e depois à direita</p><p>na rua Gloucester. Siga em frente. Fica no terceiro</p><p>quarteirão no fim dessa rua, no lado esquerdo).</p><p>3. Wherê is Oxford Park? (Onde fica o Parque Oxford?)</p><p>Turn right on Montreal Street and go straight ahead.</p><p>(Vire à direita na rua Montreal e siga em frente).</p><p>4. Can̂ you tellˆ me where the train station is, please? (Pode</p><p>me informar onde é a estação de trem?)</p><p>Go straightˆahead on Worcester Street and turn right</p><p>on Durham Street. Go straightˆahead. Turn rightˆon</p><p>Lichfield Street. The train station isˆon the right. On</p><p>the second block. (Siga em frente pela rua Worcester</p><p>e vire à direita na rua Durham. Continue por ela e vire</p><p>à direita na rua Lichfield. Siga em frente e vire à direita</p><p>no semáforo. A estação de trem está à sua direita no</p><p>segundo quarteirão).</p><p>O meu inglês</p><p>Na lição que acabamos de estudar</p><p>tivemos contato com alguns princípios</p><p>de suma importância para quem estuda</p><p>línguas. Descobrimos que ao decidir es-</p><p>tudar uma língua estrangeira como in-</p><p>glês, espanhol, francês, entre outras, es-</p><p>tamos abrindo nossa Caixa de Pandora.</p><p>Para preenchê-la da forma mais</p><p>apropriada somos expostos a diferentes</p><p>formas de ensino, que se diferenciam de</p><p>acordo com o contexto em que nos en-</p><p>contramos: o primeiro contato pode se</p><p>dar no Ensino Fundamental, no Ensino</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>104 | Pandora's box: the mysteries of language</p><p>Médio, em escolas de idiomas e em cursos su-</p><p>periores. Cada um à sua maneira deve perceber</p><p>que é necessário se satisfazer com a forma de</p><p>ensino e, muitas vezes, cada um de nós possui</p><p>maneiras diferentes para chegar ao mesmo ob-</p><p>jetivo: comunicar-se bem numa língua estran-</p><p>geira. Alguns cursos oferecem leitura e escrita,</p><p>enquanto outros enfatizam a fala e a compre-</p><p>ensão auditiva. Mas sabemos que todas essas</p><p>habilidades são essenciais para uma boa comu-</p><p>nicação. Por isso não dê menos nem mais im-</p><p>portância a uma habilidade do que à outra.</p><p>Muitos alunos me fazem as seguintes per-</p><p>guntas:</p><p>“Qual é a melhor forma de aprender in-</p><p>glês?” “Qual é o melhor método/ a melhor esco-</p><p>la/ o melhor livro?”</p><p>Minha resposta é sempre a mesma: “De-</p><p>penderá de como você gosta de aprender uma língua estrangeira”. Mas como quase nunca para-</p><p>mos para pensar como gostamos de aprender uma determinada língua e, muitas vezes, essa é a pri-</p><p>meira oportunidade para aprender outra língua, muitos não entendem a minha resposta e acabam</p><p>escolhendo cursos de inglês por fatores diversos e sem ligação com aquilo que os deixa confortável</p><p>na aula. Por exemplo, escolhemos uma escola pela fama, pelo preço, pela localização e, por que não</p><p>dizer, pelas promessas de que aprenderemos.</p><p>Só para você ter uma ideia, desde o século XIX ensina-se língua estrangeira no Brasil, sem con-</p><p>tar, é claro, com as línguas indígenas que os descobridores tiveram que aprender ou com a língua</p><p>portuguesa que os nativos brasileiros tiveram que aprender nos primórdios. Quando D. João VI de-</p><p>cidiu abrir os portos aos povos europeus, criou-se a necessidade de aprender-se as línguas francesa</p><p>e inglesa (LOPES, 2006). E as formas de ensino variaram de métodos como a gramática-tradução</p><p>até abordagens como a lexical e a comunicativa, passando-se pelo audiolinguismo. Tais métodos</p><p>deveriam ter apoio de teorias de linguagem como o estruturalismo, gerativismo ou funcionalismo,</p><p>e teorias de ensino como o behaviorismo ou construtivismo, entre outras. Então, um método de</p><p>línguas apoia-se numa teoria de linguagem e outra de ensino, mas isso não o faz melhor ou pior que</p><p>outros. Temos estilos de aprendizagem diferentes e, por isso, todos os métodos e abordagens, dos</p><p>mais antigos aos mais contemporâneos, são aplicados com mais ou menos sucesso sem que tenha-</p><p>-se descoberto o jeito ideal de ensinar-se uma língua estrangeira.</p><p>Tudo isso significa que muito da responsabilidade está na sua escolha de como e onde apren-</p><p>der a língua inglesa. Essa deve ser uma escolha consciente e criteriosa e deverá sempre ir ao en-</p><p>contro daquilo que você gosta, da forma como melhor você se sente para aprender. Isso demanda</p><p>tentativas frustradas e outras bem-sucedidas, mas não devemos desistir nunca, certo?</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>105|Pandora's box: the mysteries of language</p><p>Os fundamentos da teoria das inteligências múltiplas</p><p>É de máxima importância reconhecer e estimular todas as variadas inteligências humanas e</p><p>todas as combinações de inteligências. Nós somos todos tão diferentes, em grande parte, porque</p><p>possuímos diferentes combinações de inteligências. Se reconhecermos isso, penso que teremos</p><p>pelo menos uma chance melhor de lidar adequadamente com os muitos problemas que enfrenta-</p><p>mos neste mundo.</p><p>(ARMSTRONG, 2001)</p><p>Em 1904, o ministro da educação pública de Paris pediu ao psicólogo francês Alfred Binet e a</p><p>um grupo de colegas que criassem um meio para determinar quais alunos do Ensino Fundamental</p><p>estavam “em risco” de fracassar, para que pudessem receber uma atenção remediadora. De seus</p><p>esforços surgiram os primeiros testes de inteligência. Importada pelos Estados Unidos alguns anos</p><p>mais tarde, a testagem de inteligência tornou-se muito difundida, assim como a noção de que exis-</p><p>tia uma coisa chamada “inteligência” que podia ser medida objetivamente e reduzida a um simples</p><p>número ou escore de “QI”.</p><p>Quase 80 anos depois de os primeiros testes de inteligência serem desenvolvidos, um psicó-</p><p>logo de Harvard, chamado Howard Gardner, desafiou essa crença comum. Afirmando que a nossa</p><p>cultura definira a inteligência de forma muito limitada, ele propôs, em seu livro Estruturas da Mente</p><p>(GARDNER, 1983), a existência de pelo menos sete inteligências básicas. Mais recentemente, ele</p><p>acrescentou uma oitava e discutiu a possibilidade de uma nona (GARDNER, 1996b). Em sua teoria</p><p>das inteligências múltiplas (teoria das IM), Gardner tentou ampliar o alcance do potencial humano</p><p>além dos confins do escore de QI. Ele questionou seriamente a validade de se determinar a inteli-</p><p>gência de um indivíduo do seu meio ambiente natural pedindo-lhe para fazer tarefas isoladas que</p><p>jamais fez antes – e provavelmente jamais escolheria fazer novamente. Em vez disso, Gardner suge-</p><p>re que a inteligência tem mais a ver com a capacidade de (1) resolver problemas e (2) criar produtos</p><p>em ambientes com contextos ricos e naturais.</p><p>As oito inteligências descritas</p><p>Uma vez adotada essa perspectiva mais ampla e mais pragmática, o conceito de inteligên-</p><p>cia começou a perder sua mística e se tornou um conceito funcional que podíamos ver operando</p><p>na vida das pessoas de várias maneiras. Gardner ofereceu um meio para mapear a ampla gama</p><p>de capacidades dos seres humanos, ao agrupar essas capacidades em oito categorias ou “inteli-</p><p>gências” abrangentes.</p><p>Texto complementar</p><p>106 | Pandora's box: the mysteries of language</p><p>Inteligência Linguística. A capacidade de usar as palavras de forma efetiva quer oralmente</p><p>(por exemplo, como contador de estórias, orador ou político), quer escrevendo (por exemplo, como</p><p>poeta, dramaturgo, editor ou jornalista). Essa inteligência inclui a capacidade de manipular a sintaxe ou</p><p>a estrutura da linguagem, a semântica ou a estrutura da linguagem e as dimensões pragmáticas</p><p>ou os usos práticos da linguagem. Alguns desses usos incluem a retórica (usar a linguagem para</p><p>convencer os outros a seguirem um curso de ação específico), a mnemônica (usar a linguagem para</p><p>lembrar informações), a explicação (usar a linguagem para informar) e a metalinguagem (usar a</p><p>linguagem para falar sobre ela mesma).</p><p>Inteligência Lógico-Matemática. A capacidade de usar os números de forma efetiva (por</p><p>exemplo, como matemático, contador ou estatístico) e para raciocinar bem (por exemplo, como</p><p>cientista, programador de computador ou lógico). Essa inteligência inclui sensibilidade a padrões</p><p>e relacionamentos lógicos, afirmações e proposições (se-então, causa-efeito), funções e outras abs-</p><p>trações relacionadas. Os tipos de processo usados a serviço da inteligência lógico-matemática in-</p><p>cluem: categorização, classificação, inferência, generalização, cálculo e testagem de hipóteses.</p><p>Inteligência Espacial. A capacidade de perceber com precisão o mundo viso-espacial (por</p><p>exemplo, como caçador, escoteiro ou guia) e de realizar transformações sobre essas percep-</p><p>ções (por exemplo, como decorador de ambientes, arquiteto, artista, inventor). Essa inteligên-</p><p>cia envolve sensibilidade à cor, linha, forma, configuração e espaço e às relações existentes</p><p>entre esses elementos. [...]</p><p>Inteligência Corporal-Cinestésica. Perícia no uso do corpo todo para expressar ideias e sen-</p><p>timentos (por exemplo, o ator, mímico, atleta ou dançarino) e facilidade no uso das mãos para pro-</p><p>duzir ou transformar coisas (por exemplo, artesão, escultor, mecânico ou cirurgião) [...].</p><p>Inteligência Musical. [...] Essa inteligência inclui sensibilidade ao ritmo, tom ou melodia, e</p><p>timbre de uma peça musical. Podemos ter um entendimento figural ou “geral” da música, um en-</p><p>tendimento formal ou detalhado, ou ambos.</p><p>Inteligência Interpessoal. A capacidade de perceber e fazer distinções no humor, intenções,</p><p>motivações e sentimentos das outras pessoas. [...]</p><p>Inteligência Intrapessoal. Autoconhecimento e a capacidade de agir adaptativamente com</p><p>base nesse conhecimento. [...]</p><p>Inteligência Naturalista. Perícia no reconhecimento e classificação das numerosas espécies –</p><p>flora e fauna – do meio ambiente do indivíduo.</p><p>107|Pandora's box: the mysteries of language</p><p>Atividades</p><p>1. Teste seu conhecimento.</p><p>Para essa atividade será necessário uma folha de papel e um lápis. Siga as seguintes instruções:</p><p>a) Ouça atentamente as instruções e tente desenhar um mapa bem simples mostrando a</p><p>localização dos seguintes lugares: office building, fire station, movie theatre, airport</p><p>e gas station.</p><p>2. Observe o mapa a seguir. A seta indica o local em que você se encontra.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Ouça atentamente as instruções e encontre os locais mencionados. O local dois já foi</p><p>colocado para você:</p><p>1) ______</p><p>2) School</p><p>3) ______</p><p>4) ______</p><p>3. Quais são as oito inteligências múltiplas apresentadas por Gardner. Explique cada uma delas:</p><p>108 | Pandora's box: the mysteries of language</p><p>Gabarito</p><p>1. Tapescript</p><p>You are in the middle of the paper.</p><p>(Você encontra-se no meio do papel).</p><p>The Office building is straight ahead.</p><p>(O prédio de escritórios está à frente.)</p><p>The Fire Station is on the right.</p><p>(O bombeiro está à direita).</p><p>The Movie Theatre is on the left.</p><p>(O cinema está à esquerda).</p><p>The Airport is on the far left.</p><p>(O aeroporto está na extremidade esquerda).</p><p>2. 1. Fire Station.</p><p>2) School.</p><p>3) Church.</p><p>4) Subway.</p><p>Tapescript</p><p>1. Go straight on Worcester Street and turn right on Montreal Street. Turn left at the traffic light.</p><p>It’s on Cashel Street.</p><p>(Vá em frente na Worcester Street e vire à direita na Montreal Street. Vire à esquerda no semá-</p><p>foro. É na Cashel Street).</p><p>2. Turn right on Montreal Street and turn left on Hereford Street. Go straight ahead and turn right</p><p>on Colombo Street. It’s on the right near the traffic light.</p><p>(Vire à direita na Montreal Street e à direita na Hereford Street. Vá em frente a vire à direita na</p><p>Colombo Street. É à direita perto do semáforo).</p><p>3. Go straight ahead and turn right on Durham Street. Turn left at the traffic light. Go straight ahead</p><p>and turn right on Colombo Street. It’s on the left.</p><p>(Vá em frente e vire à direita na Durham Street. Vire à esquerda no semáforo. Vá em frente e vire</p><p>à direita na Colombo Street. É à esquerda).</p><p>Office</p><p>building</p><p>A</p><p>irp</p><p>or</p><p>t</p><p>Movie</p><p>Theatre</p><p>Fire</p><p>station</p><p>Yo</p><p>u</p><p>ar</p><p>e</p><p>he</p><p>re</p><p>109|Pandora's box: the mysteries of language</p><p>4. Go straight ahead and turn right on Durham Street. It’s on Hereford Street, near the traffic light.</p><p>(Vá em frente e vire à direita na Durham Street. É na Hereford Street, perto do semáforo).</p><p>3. Inteligência Linguística. A capacidade de usar as palavras de forma efetiva quer oralmente (por</p><p>exemplo, como contador de estórias, orador ou político), quer escrevendo (por exemplo, como</p><p>poeta, dramaturgo, editor ou jornalista). Essa inteligência inclui a capacidade de manipular a</p><p>sintaxe ou a estrutura da linguagem, a semântica ou a estrutura da linguagem e as dimensões</p><p>pragmáticas ou os usos práticos da linguagem. Alguns desses usos incluem a retórica (usar a lin-</p><p>guagem para convencer os outros a seguirem um curso de ação específico), a mnemônica (usar a</p><p>linguagem para lembrar informações), a explicação (usar a linguagem para informar) e a metalin-</p><p>guagem (usar a linguagem para falar sobre ela mesma).</p><p>Inteligência Lógico-Matemática. A capacidade de usar os números de forma efetiva (por</p><p>exemplo, como matemático, contador ou estatístico) e para raciocinar bem (por exemplo,</p><p>como cientista, programador de computador ou lógico). Essa inteligência inclui sensibilidade a</p><p>padrões e relacionamentos lógicos, afirmações e proposições (se-então, causa-efeito), funções</p><p>e outras abstrações relacionadas. Os tipos de processo usados a serviço da inteligência lógico-</p><p>-matemática incluem: categorização, classificação, inferência, generalização, cálculo e testa-</p><p>gem de hipóteses.</p><p>Inteligência Espacial. A capacidade de perceber com precisão o mundo viso-espacial (por exem-</p><p>plo, como caçador, escoteiro ou guia) e de realizar transformações sobre essas percepções (por</p><p>exemplo, como decorador de ambientes, arquiteto, artista, inventor). Essa inteligência envolve</p><p>sensibilidade à cor, linha, forma, configuração e espaço e às relações existentes entre esses ele-</p><p>mentos.</p><p>Inteligência Corporal-Cinestésica. Perícia no uso do corpo todo para expressar ideias e sen-</p><p>timentos (por exemplo, o ator, mímico, atleta ou dançarino) e facilidade no uso das mãos para</p><p>produzir ou transformar coisas (por exemplo, artesão, escultor, mecânico ou cirurgião).</p><p>Inteligência Musical. Essa inteligência inclui sensibilidade ao ritmo, tom ou melodia, e timbre de</p><p>uma peça musical. Podemos ter um entendimento figural ou “geral” da música, um entendimento</p><p>formal ou detalhado, ou ambos.</p><p>Inteligência Interpessoal. A capacidade de perceber e fazer distinções no humor, intenções,</p><p>motivações e sentimentos das outras pessoas.</p><p>Inteligência Intrapessoal. Autoconhecimento e a capacidade de agir adaptativamente com</p><p>base nesse conhecimento.</p><p>Inteligência Naturalista. Perícia no reconhecimento e classificação das numerosas espécies –</p><p>flora e fauna – do meio ambiente do indivíduo.</p><p>110 | Pandora's box: the mysteries of language</p><p>Rhythm is in the air,</p><p>it is everywhere</p><p>Toda a arte de ensinar é apenas a</p><p>arte de acordar a curiosidade natural</p><p>nas mentes jovens, com o propósito</p><p>de serem satisfeitas mais tarde.</p><p>Anatole France1</p><p>Humpty Dumpty2</p><p>Humpty Dumpty sat on a wall</p><p>Humpty Dumpty had a great fall</p><p>Three score men and three score more</p><p>Could not place Humpty as he was before</p><p>(Mother Goose nursery rhymes)</p><p>1 Anatole France – pseudônimo do escritor francês Jacques Anatole François Thibault (16/04/1844 – 12/10/1924), ganhador do prêmio Nobel</p><p>de Literatura em 1921, pelo conjunto de sua obra.</p><p>2 A tradução a seguir é apenas do significado. Perde-se a rima. Humpty Dumpty sentou-se num muro/Humpty Dumpty levou um tombo e tanto/</p><p>Três escoraram Humpty e três escoraram ainda mais / Mas não conseguiram colocar Humpty no lugar em que estava (tradução da autora).</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Vídeo</p><p>112 | Rhythm is in the air, it is everywhere</p><p>Canto I</p><p>As armas e os barões assinalados</p><p>Que da Ocidental praia Lusitana,</p><p>Por mares nunca dantes navegados</p><p>Passaram ainda além da Tropabana [...]</p><p>(Os Lusíadas – Luiz Vaz de Camões)</p><p>Cotidiano</p><p>Acordar, tomar café, ir para a faculdade,</p><p>voltar para casa, almoçar, internet, ir para o trabalho,</p><p>ir para a ginástica, voltar para casa, internet, jantar,</p><p>assistir à novela das 21:00 hs, internet, dormir!</p><p>Você deve estar pensando: "Isso não faz nenhum sentido!" Claro que faz sentido, meu caro leitor!</p><p>Começo este capítulo com a seguinte pergunta: O que Humpty Dumpty, Canto I e Cotidiano têm em co-</p><p>mum? À primeira vista, nada! Um deles está escrito em inglês, trata-se de um nursery rhyme (versos para</p><p>crianças), o outro está escrito em português, faz parte do poema épico Os Lusíadas, de Luiz Vaz de Ca-</p><p>mões e o terceiro mostra uma sequência de tarefas realizadas pela grande maioria da população jovem</p><p>brasileira. Mas eles possuem um elemento em comum: o ritmo, ou seja, a maneira como são recitados,</p><p>como as palavras são pronunciadas. Enquanto linguista, uma das coisas que mais me fascina, no estudo</p><p>de diferentes línguas, é poder observar como se dá a “musicalidade”, o “ritmo”, a cadência, tão próprias</p><p>de cada língua. É provável que você pense que ritmo se refira apenas à música – grande engano! O ritmo</p><p>pode ser encontrado na música, na poesia, na ficção, nos artigos de jornais e revistas, nas nossas ideias</p><p>e opiniões, no nosso cotidiano, e principalmente na língua de um país. O ritmo linguístico está ligado à</p><p>ideia de tempo, duração (MASSINI-CAGLIARI, 1992).</p><p>Por esse motivo, seguindo a tradição dos estruturalistas americanos Pike (1947) e dos foneti-</p><p>cistas ingleses (ABERCROMBIE, 1967), as línguas costumam ser divididas em dois grupos: línguas de</p><p>ritmo silábico e línguas de ritmo acentual. A língua inglesa pertence ao grupo das línguas de ritmo</p><p>acentual (stress-timed), ao passo que o português se enquadra no grupo das línguas de ritmo silábico</p><p>(syllable-timed). Como nosso foco de interesse recai sobre a língua inglesa, vamos ver quais são seus</p><p>principais aspectos linguísticos:</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>113|Rhythm is in the air, it is everywhere</p><p>Aspectos linguísticos</p><p>Sons Word stress (tonicidade das palavras)</p><p>Fonologia</p><p>Entonação</p><p>Sentence stress (ênfase</p><p>nas sentenças)</p><p>Connected speech (ligação</p><p>entre as palavras na fala)</p><p>Ritmo</p><p>Tanto o sentence stress (ênfase empregada nas sentenças) quanto certos aspectos do connected</p><p>speech (ligação entre as palavras na fala) exercem grande influência no ritmo da língua inglesa. Para</p><p>tanto, vamos relembrar o que significa sentence stress e connected speech.</p><p>: : Sentence stress – qualquer sentença em inglês possui um stress (ênfase) empregado em deter-</p><p>minadas palavras. Essas palavras, consideradas proeminentes, são denonimadas como lexicais</p><p>(substantivos, adjetivos, verbos e advérbios). As outras palavras são tidas como não tônicas e</p><p>são denominadas como gramaticais (conjunções, pronomes, preposições, verbos auxiliares e</p><p>artigos). Por exemplo, na seguinte frase, a palavra em letra maiúscula é um verbo na negativa</p><p>e é aquela na qual se dá a tonicidade:</p><p>I CAN’T come tomorrow. (Eu não poderei vir amanhã)</p><p>O ritmo produzido pela combinação de sílabas com stress e sílabas sem stress3 é a principal carac-</p><p>terística da língua inglesa falada, e esse ritmo é o que comumente se chama de word stress (ênfase nas</p><p>palavras). O ritmo também é determinante na fluência, pois se o inglês falado contiver apenas palavras</p><p>tônicas apresentará um ritmo estranho, irá soar de maneira “falsa” e será impossível distinguir a ênfase</p><p>ou o sentido da mensagem.</p><p>: : Connected speech (ligação entre as palavras na fala) – o ritmo também está ligado à forma</p><p>como os falantes da língua pronunciam as palavras, o que se poderia entender como a “veloci-</p><p>dade” da língua. As palavras não são ditas pausadamente, mas de forma rápida, em blocos que</p><p>são proferidos de forma contínua e na maioria dos casos, sem que haja uma pausa entre esses</p><p>blocos. Esse fenômeno causa modificações na “forma” das palavras. Palavras sem stress (tonici-</p><p>dade) sempre soam de maneira diferente quando são usadas numa sentença. Nesse caso, vale</p><p>a mesma regra já apresentada no tópico sentence stress: somente as palavras lexicais recebem</p><p>ênfase. Já as palavras gramaticais são “engolidas” na sentença. Por exemplo:</p><p>Whatˆtime isˆit? (Que horas são?)4</p><p>Como se pode perceber, o ritmo observado numa sentença é o resultado obtido com sentence</p><p>stress (ênfase nas palavras), que por sua vez é proveniente da união entre palavras com stress (lexicais) e</p><p>sem stress (gramaticais).</p><p>3 O símbolo stress – em palavras significa tonicidade das sílabas.</p><p>4 O símbolo ˆ significa a junção de palavras.</p><p>114 | Rhythm is in the air, it is everywhere</p><p>Vamos praticar o ritmo da língua com um pouco de poesia e ao mesmo tempo aprender os nú-</p><p>meros, as horas, os dias da semana e os meses do ano?</p><p>Numbers 0 to 20 (Números de 0 a 20)</p><p>Números de 0 a 20</p><p>Números Palavra</p><p>0 Nought/Zero/o</p><p>1 One</p><p>2 Two</p><p>3 Three</p><p>4 Four</p><p>5 Five</p><p>6 Six</p><p>7 Seven</p><p>8 Eight</p><p>9 Nine</p><p>10 Ten</p><p>11 Eleven</p><p>12 Twelve</p><p>13 Thirteen</p><p>14 Fourteen</p><p>15 Fifteen</p><p>16 Sixteen</p><p>17 Seventeen</p><p>18 Eighteen</p><p>19 Nineteen</p><p>20 Twenty</p><p>115|Rhythm is in the air, it is everywhere</p><p>Vamos praticar os números com os seguintes versos:</p><p>Nursery rhyme (rima infanto-juvenil)</p><p>One, two – buckle my shoe,</p><p>three, four – knock on the door,</p><p>five, six – pick up sticks,</p><p>seven, eight – close the gate,</p><p>nine, ten – a big fat hen</p><p>eleven, twelve – dig and delve,</p><p>thirteen, fourteen – couples courting,</p><p>fifteen, sixteen – mice in the kitchen,</p><p>seventeen, eighteen – I’m still waiting,</p><p>nineteen, twenty – my plate’s empty.</p><p>um, dois – amarre meu sapato,</p><p>três, quatro – bata na porta,</p><p>cinco, seis – pegue os gravetos,</p><p>sete, oito – feche o portão,</p><p>nove, dez – uma grande galinha gorda</p><p>onze, doze – cave (um buraco) e procure,</p><p>treze, quatorze – casais namorando,</p><p>quinze, dezesseis – ratos na cozinha,</p><p>dezessete, dezoito – ainda estou esperando,</p><p>dezenove, vinte – meu prato está vazio.</p><p>How to ask phone numbers (Como perguntar números de telefone)</p><p>Como perguntar números de telefone</p><p>What’s your phone number? (qual é o seu telefone?) 5092-66725</p><p>What’s your mobile number? (qual é o número do seu celular?) 9945-5647</p><p>What’s the diner’s phone number? (qual é o telefone da lanchonete?) 7994-0012</p><p>Time</p><p>What – pronome interrogativo. Usado para diversas funções</p><p>como perguntar as horas.</p><p>When – pronome interrogativo. Usado para tempo.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>5 Números de telefone são normalmente falados número a número, em pares. Por exemplo, este número é five zero, nine two, six six, seven two.</p><p>116 | Rhythm is in the air, it is everywhere</p><p>Períodos do dia</p><p>Morning (a.m) Afternoon (p.m) Evening (p.m) Night (p.m)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>00:01 – 12:00 hs 12:01 – 18:00 hs 18:01 – 20:00 hs 20:01 – 24:00 hs</p><p>Obs.: a.m. significa Ante Meridiem, ou seja, o horário da manhã até o meio-dia;</p><p>p.m. significa Post Meridiem, ou seja, o horário após o meio-dia até a meia-noite;</p><p>o’clock – horário sem minutos, traduzido por "em ponto".</p><p>Por exemplo: 13:00hs – one o’clock p.m.</p><p>Horários</p><p>Twelve o’clock /</p><p>midday</p><p>(meio-dia)</p><p>One o’clock</p><p>(uma hora)</p><p>Two o’clock</p><p>(duas horas)</p><p>Three o’clock</p><p>(três horas)</p><p>Four o’clock</p><p>(quatro horas</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Five o’clock</p><p>(cinco horas)</p><p>Six o’clock</p><p>(seis horas)</p><p>Seven o’clock</p><p>(sete horas)</p><p>Eight o’clock</p><p>(oito horas)</p><p>Nine o’clock</p><p>(nove horas)</p><p>Ten o’clock</p><p>(dez horas)</p><p>Eleven o’clock</p><p>(onze horas)</p><p>Midnight</p><p>(meia-noite)</p><p>Quarter past</p><p>twelve OR twelve</p><p>fifteen</p><p>(meio-dia e quinze)</p><p>Half past twelve</p><p>OR twelve thirty</p><p>(meio-dia e meio)</p><p>A quarter to one</p><p>OR twelve forty-</p><p>five (quinze para</p><p>uma hora)</p><p>Obs.: past é usado para dizer quantos minutos passaram da hora; to é usado para dizer quantos</p><p>minutos faltam para a hora.</p><p>117|Rhythm is in the air, it is everywhere</p><p>How to ask the time – Como perguntar as horas</p><p>Como perguntar as horas</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Excuse me, what time is it, please?</p><p>(Com licença, que horas são, por favor?)</p><p>It’s seven a.m.</p><p>(São sete horas da manhã)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Excuse me. Do you have the time, please?</p><p>(Com licença, pode me informar as horas, por favor)</p><p>It’s nine p.m.</p><p>(São nove horas da noite)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Excuse me. Could you tell me the time, please?</p><p>(Por favor, pode me dizer as horas?)</p><p>It’s a quarter past twelve OR It’s twelve</p><p>fifteen.</p><p>(São meio-dia e quinze)</p><p>How to ask the time – timetables</p><p>(Como perguntar o horário de eventos, trens, voos)</p><p>Como perguntar o horário de eventos</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>What time does the concert start?</p><p>(A que horas começa o show?)</p><p>At eleven p.m.</p><p>(Às onze horas da noite)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>What time does the supermarket close?</p><p>(A que horas o supermercado fecha?)</p><p>At midnight.</p><p>(À meia-noite)</p><p>118 | Rhythm is in the air, it is everywhere</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Diner (lanchonete)</p><p>When is the diner open?</p><p>(Qual o horário de funcionamento da lanchonete?)</p><p>It’s open from 9:00 a.m to 9:00</p><p>p.m</p><p>(Está aberto das nove horas da</p><p>manhã até às nove horas da</p><p>noite)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Cinema</p><p>What time does the movie start?</p><p>(A que horas começa o filme?)</p><p>It starts at 6:30 p.m.</p><p>(Começa às 18:30 hs)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>What time is your flight?</p><p>(A que horas é o seu voo?)</p><p>It’s at 10:00 a.m.</p><p>(É às dez horas da manhã)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>What time does the train departure?</p><p>(A que horas sai o trem?)</p><p>At 5:00 p.m.</p><p>(Às cinco horas da tarde)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>What time does the bus arrive in São Paulo?</p><p>(A que horas o ônibus chega a São Paulo?)</p><p>At 11:00 p.m.</p><p>(Às onze horas da noite)</p><p>119|Rhythm is in the air, it is everywhere</p><p>Calendar – Calendário (dia e mês)</p><p>Days of the week – Dias da semana</p><p>Dias da semana</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Monday</p><p>(Segunda-feira)</p><p>Tuesday</p><p>(Terça-feira)</p><p>Wednesday</p><p>(Quarta-feira)</p><p>Thursday</p><p>(Quinta-feira)</p><p>Friday</p><p>(Sexta-feira)</p><p>Saturday</p><p>(Sábado)</p><p>Sunday</p><p>(Domingo)</p><p>How to ask people about their favourite day of the week</p><p>(Como perguntar o dia preferido da semana)</p><p>Dias preferidos da semana</p><p>When is your birthday party? (Quando é sua</p><p>festa de aniversário?)</p><p>It’s on Saturday. (É no sábado)</p><p>What’s your favourite day of the week? Why?</p><p>(Qual o seu dia preferido na semana? Por quê?)</p><p>My favourite day is Sunday because</p><p>I can sleep till late.</p><p>(Meu dia preferido é domingo porque posso dormir até tarde).</p><p>My favourite day is Saturday because I always go to the cinema.</p><p>(Meu dia preferido é sábado porque sempre vou ao cinema).</p><p>My favourite day is Friday because I always go to the beach.</p><p>(Meu dia preferido é sexta-feira porque sempre vou para a praia).</p><p>My favourite days are Monday, Tuesday, Wednesday and Thurs-</p><p>day because I love to work. (Meus dias preferidos são segunda,</p><p>terça, quarta e quinta porque eu adoro trabalhar).</p><p>My favourite days are always the weekends because I’m off work.</p><p>(Meus dias preferidos são os finais de semana porque eu não trabalho).</p><p>120 | Rhythm is in the air, it is everywhere</p><p>The months of the year – Os meses do ano</p><p>Meses do ano</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>January</p><p>(janeiro)</p><p>February</p><p>(fevereiro)</p><p>March</p><p>(março)</p><p>April</p><p>(abril)</p><p>May</p><p>(maio)</p><p>June</p><p>(junho)</p><p>July</p><p>(julho)</p><p>August</p><p>(agosto)</p><p>September</p><p>(setembro)</p><p>October</p><p>(outubro)</p><p>November</p><p>(novembro)</p><p>December</p><p>(dezembro)</p><p>How to ask people general information about when events occur –</p><p>Como perguntar informações em geral de quando eventos ocorrem</p><p>Perguntas em geral sobre quando eventos ocorrem</p><p>When do you celebrate São Paulo’s anniversary? (Quan-</p><p>do é o aniversário de São Paulo?)</p><p>It’s in January. (Em janeiro)</p><p>When is Carnival? (Quando é o Carnaval?) It’s in February. (Em fevereiro)</p><p>When do you start school? (Quando começam as aulas?) It starts in March. (Em março)</p><p>When is Easter? (Quando é a Páscoa?) It’s in April. (Em abril)</p><p>When is Labour day? (Quando é o dia do trabalho?) It’s in May. (Em maio),</p><p>When is Valentine’s day? (Quando é o dia dos namorados) It’s in June. (Em junho)</p><p>When is Independence Day in Brazil? (Quando é o Dia da</p><p>Independência no Brasil?)</p><p>It’s in September. (Em setembro)</p><p>When is your birthday? (Quando é o seu aniversário?) It’s in... (o mês em que você nasceu)</p><p>What’s your favourite month of the year? (Qual o seu</p><p>mês preferido?)</p><p>It’s... (o mês de sua preferência)</p><p>121|Rhythm is in the air, it is everywhere</p><p>How about some poetry to learn how many days there are in each month? –</p><p>Que tal um pouco de poesia para aprender quantos dias há em cada mês do ano?</p><p>Rima para meses do ano</p><p>30 days has September,</p><p>April, June and November,</p><p>All the rest have 31</p><p>Except for February alone,</p><p>Which has 28 each year</p><p>And 29 in each leap year.</p><p>30 dias tem setembro</p><p>abril, junho e novembro</p><p>os demais têm 31</p><p>exceto fevereiro</p><p>que tem 28 todo o ano</p><p>e 29 em ano bissexto</p><p>Prepositions of time – Preposições de tempo</p><p>Não podemos encerrar esta lição sem chamar a sua atenção para o uso de certas palavras gra-</p><p>maticais: as preposições. Primeiramente, você deve desprender-se de qualquer relação com a língua</p><p>portuguesa. Portanto, use a tradução apenas para entender o significado. Com o uso constante você</p><p>fatalmente consultará o seu livro para usar de maneira correta. Faça isso mesmo! Note que nem sempre</p><p>usamos preposição:</p><p>What time is it? (Que horas são?)</p><p>It’s nine o’clock. (São nove horas)</p><p>Você reparou que em inglês a pergunta é no singular e que há um pronome (it) usado como sujeito</p><p>da frase? E em português? Realmente precisamos entender que os sistemas linguísticos são diferentes</p><p>e que a tradução para o português só devirá para entendermos o significado. Se você tentar traduzir do</p><p>português para o inglês não acertará e não se fará entender. Portanto, use a tradução com moderação!</p><p>Em inglês usamos preposições (at, in, from) para dizermos a que horas, em qual mês ou dia</p><p>acontecem certos eventos, de quando a quando os eventos ocorrem.</p><p>When is the party? (Quando é a festa?)</p><p>It´s in November. It’s on Saturday. It’s at ten p.m. It’s from ten p.m. to three a.m.</p><p>(É em novembro. É no sábado. É às dez da noite. É das dez da noite às três da manhã).</p><p>Você reparou que escrevemos com letra maiúscula dias da semana e meses em inglês em qual-</p><p>quer lugar da sentença? Pois então, como é em português? Diferente não é mesmo!</p><p>Consulte, sempre que tiver dúvida, a seguinte tabela:</p><p>122 | Rhythm is in the air, it is everywhere</p><p>Algumas preposições de tempo</p><p>Prepositions of time used day by day Preposições de tempo em frases cotidianas</p><p>My class is at seven p.m. Minha aula é às sete da noite.</p><p>My class is from seven p.m. to ten p.m. Minha aula é das sete às dez da noite.</p><p>My English class in on Wednesday. Minha aula de inglês é na quarta-feira.</p><p>My classes start in August. Minhas aulas começam em agosto.</p><p>I have classes in the morning/afternoon. Eu tenho aulas de manhã/de tarde.</p><p>I study in the evening OR I study at night. Eu estudo à noite.</p><p>Cantinho cultural</p><p>Austrália</p><p>Bandeira australiana</p><p>Co</p><p>m</p><p>st</p><p>oc</p><p>kC</p><p>om</p><p>pl</p><p>et</p><p>e.</p><p>Aborígene australiano</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>123|Rhythm is in the air, it is everywhere</p><p>Localização: Oceano Pacífico</p><p>Capital: Camberra</p><p>População: 20 milhões de habitantes</p><p>Língua oficial: inglês e aborígene</p><p>Moeda: dólar australiano</p><p>Alguns fatos: Os primeiros habitantes</p><p>foram os povos aborígenes cuja arte, tradi-</p><p>ções e língua são preservados até hoje. Os</p><p>ingleses chegaram ao continente em 1688</p><p>e transformaram o continente numa colô-</p><p>nia penal. O sistema penal foi suspenso em</p><p>1839, o que atraiu muitos imigrantes, que</p><p>fundaram seis colônias: New South Wales,</p><p>Tasmânia, Western Australia, South Austra-</p><p>lia, Victoria e Queensland. As colônias se</p><p>transfomaram em estados em 1901 e passa-</p><p>ram a formar o Commonwealth of Australia,</p><p>com uma constituição que incorporou o re-</p><p>gime parlamentar inglês.</p><p>As bandeiras</p><p>A bandeira australiana possui um fundo azul, onde se nota</p><p>no canto esquerdo superior a bandeira britânica (Union Jack), que</p><p>simboliza a colonização inglesa e o fato de pertencerem ao Com-</p><p>monwealth. Abaixo dela, encontra-se uma estrela de sete pon-</p><p>tas, que simboliza cada estado australiano. No canto direito en-</p><p>contram-se cinco estrelas, que simbolizam o southern cross,uma</p><p>constelação de estrelas típica do céu australiano.</p><p>A bandeira aborígene foi criada em 1917 e simboliza a luta</p><p>dos aborígenes pelos seus direitos e preservação da cultura. A cor</p><p>preta representa o povo aborígene, o vermelho representa a terra</p><p>e o sangue derramado pelas guerras e o amarelo representa o sol,</p><p>a fonte primária de vida.</p><p>M</p><p>ar</p><p>ilu</p><p>S</p><p>ou</p><p>za</p><p>.</p><p>Mapa da Austrália</p><p>Co</p><p>m</p><p>st</p><p>oc</p><p>kC</p><p>om</p><p>pl</p><p>et</p><p>e.</p><p>Bandeira da Austrália</p><p>Is</p><p>to</p><p>ck</p><p>P</p><p>ho</p><p>to</p><p>.</p><p>Bandeira Aborígene</p><p>124 | Rhythm is in the air, it is everywhere</p><p>Alguns animais</p><p>Kangaroo – Existem 47 tipos diferentes de cangurus e os mais comuns</p><p>são os do tipo Grey e Red. São marsupiais, o que significa dizer que carregam</p><p>suas crias numa bolsa até os dez meses de idade. O bebê canguru é carinho-</p><p>samente chamado de Joey.</p><p>Platypus (ornitorrinco) – Animais semiaquáticos, o bico e os</p><p>pés parecem os de um pato. São mamíferos e ovíparos. Vivem em</p><p>rios e riachos na Tasmânia. Possuem uma natureza “discreta”, por</p><p>isso raramente são vistos.</p><p>Tasmanian Devil (Demônio da Tasmânia) – O maior marsu-</p><p>pial da Austrália, somente encontrado na Tasmânia. Animal noturno,</p><p>carnívoro e extremamente feroz. Recebeu esse nome devido à cor</p><p>preta, que conjugada aos uivos, latidos e berros que emite faz dessa</p><p>criatura algo a ser temido, como um “demônio”.</p><p>Koala – Os coalas são encontrados no sul da Austrália e são con-</p><p>siderados animal-símbolo da Austrália. Embora sejam conhecidos como</p><p>ursos, são na verdade mamíferos e marsupiais. O nome coala tem origem</p><p>aborígene e significa “sem beber”, pois eles comem apenas eucaliptos e</p><p>a parte líquida advém das plantas, dispensando a água. Eles passam 80%</p><p>do tempo dormindo, acordando apenas para comer.</p><p>(Disponível em: <www.ict.mic.ul.ie/websites/2002/Aisling_Conroy/famous%20landmarks.htm – 11k>.)</p><p>Algumas dicas:</p><p>: : Pontualidade é muito apreciada pelos australianos.</p><p>: : Quando pegar um táxi (se estiver sozinho), sente-se no banco da frente.</p><p>: : Se for convidado para almoçar ou jantar na casa de alguém, é de bom-tom levar uma lem-</p><p>brança como, por exemplo, uma caixa de chocolates, uma garrafa de vinho</p><p>ou flores.</p><p>Is</p><p>to</p><p>ck</p><p>ph</p><p>ot</p><p>o.</p><p>A</p><p>ut</p><p>or</p><p>d</p><p>es</p><p>co</p><p>nh</p><p>ec</p><p>id</p><p>o.</p><p>W</p><p>ay</p><p>ne</p><p>M</p><p>cL</p><p>ea</p><p>n.</p><p>Is</p><p>to</p><p>ck</p><p>ph</p><p>ot</p><p>o.</p><p>125|Rhythm is in the air, it is everywhere</p><p>: : Não jogue lixo no chão. Isso é considerado um ato extremamente rude, que mostra que</p><p>você não foi bem educado.</p><p>: : Os australianos são amigáveis e gentis, mas apreciam uma conversa direta. Os rodeios e as</p><p>conversas sem-fim são descartadas imediatamente.</p><p>: : Os australianos adoram conversar sobre esportes e viagens.</p><p>: : O chá da tarde, uma tradição herdada dos ingleses, acontece às 16:00 hs.</p><p>: : O high tea é uma refeição leve, que substitui o jantar.</p><p>: : Supper é a última refeição da noite, normalmente um lanche.</p><p>A língua – muito se tem escrito a respeito das diferenças entre o inglês britânico e o inglês</p><p>americano. Entretanto, nada se compara com o inglês australiano que é único, por apresentar fra-</p><p>ses “cheias de energia e cor”. Algumas palavras foram tomadas da gíria inglesa britânica, outras</p><p>tomaram um sentido completamente diferente do inglês britânico e americano, outras ainda foram</p><p>emprestadas da língua aborígene, como por exemplo “kangaroo” e “boomerang”.</p><p>A pronúncia do inglês australiano também é peculiar, pois é muito semelhante ao inglês Co-</p><p>ckney (inglês da classe operária inglesa). O inglês australiano tende a apresentar mais contrações e</p><p>omissões de consoantes e vogais. Vejamos alguns exemplos de palavras e expressões:</p><p>Americans say</p><p>(Os americanos dizem)</p><p>Australians say</p><p>(Os australianos dizem) Significado</p><p>D</p><p>is</p><p>po</p><p>ní</p><p>ve</p><p>l e</p><p>m</p><p>: <</p><p>w</p><p>w</p><p>w</p><p>.tr</p><p>av</p><p>el</p><p>-li</p><p>br</p><p>ar</p><p>y.</p><p>co</p><p>m</p><p>/p</p><p>ac</p><p>ifi</p><p>c</p><p>/a</p><p>us</p><p>tr</p><p>al</p><p>ia</p><p>/s</p><p>ty</p><p>br</p><p>-la</p><p>ng</p><p>ua</p><p>ge</p><p>+2</p><p>.h</p><p>tm</p><p>l></p><p>.</p><p>barbecue barbie churrasco</p><p>diaper nappie fralda</p><p>air conditioner egg nishner ar-condicionado</p><p>friend mate amigo, camarada</p><p>good day / hello g’day bom dia/ olá</p><p>farm station fazenda</p><p>ketchup tomato sauce catchup</p><p>well done good on ya parabéns</p><p>why don’t you have a cold shower? wyne chevva cold share?</p><p>(por que você não</p><p>toma um banho frio?)</p><p>australian aussie (pronúncia: ozie) australiano</p><p>toilet loo banheiro</p><p>good bye cheerio tchau</p><p>126 | Rhythm is in the air, it is everywhere</p><p>Texto complementar</p><p>Help with voice navigation</p><p>Learners need listening strategies, not pro-</p><p>nunciation rules, argues John Hughes.</p><p>Friday September 22, 2006.</p><p>Most students enjoy and want pronuncia-</p><p>tion in their classes. It is also something that</p><p>teachers can have fun doing. However, when</p><p>it comes to “serious learning”, pronunciation</p><p>is often moved down the list of lesson priori-</p><p>ties. Teachers give many reasons for its omis-</p><p>sion from their lessons: “It takes too long.” “It</p><p>wasn’t in the book.” “I can’t hear the difference,</p><p>so how will my student?” “They ‘do’ pronuncia-</p><p>tion at home.”</p><p>The problem with these and similar res-</p><p>ponses is that students require and appreciate</p><p>our help with pronunciation, and it needs to be</p><p>integrated into any lesson in which we are dea-</p><p>ling with speaking or listening.</p><p>Many training courses are probably at</p><p>fault for not adequately equipping trainees</p><p>with the skills they need. In the time-pressured</p><p>environment of many training courses it can</p><p>fall by the wayside. Pronunciation teaching</p><p>requires a great deal of knowledge of how</p><p>sounds are produced, how words are stressed</p><p>and what governs intonation patterns.</p><p>Teachers also need a range of techniques and</p><p>skills to respond to the pronunciation needs of</p><p>individual learners.</p><p>The lack of pronunciation in the design of</p><p>many course syllabuses and materials exacer-</p><p>bates the problem. Grammar and vocabulary</p><p>remain the driving principle behind most cour-</p><p>ses. Pronunciation, if it appears at all, is added in</p><p>here and there.</p><p>(GUARDIAN, 2006)</p><p>Ajuda para navegar com a voz1</p><p>Aprendizes de língua inglesa necessitam</p><p>aprender estratégias para melhorar a compre-</p><p>ensão oral e não apenas regras de pronúncia,</p><p>argumenta John Hughes.</p><p>Sexta-feira, 22 de setembro de 2006.</p><p>A maioria dos alunos aprecia e quer que</p><p>o tópico “pronúncia” faça parte das aulas de</p><p>inglês. Trata-se de um tópico que os professo-</p><p>res se divertem ao ensinar seus alunos, desde</p><p>que seja feito de maneira informal. Entretanto,</p><p>quando esse tópico tem de se tornar parte in-</p><p>tegrante da aula, os professores oferecem di-</p><p>versas razões para não fazê-lo: “Demora muito”,</p><p>“Não faz parte do livro”, “Se eu não consigo ver</p><p>a diferença, o que dirá o meu aluno?”, “Eles po-</p><p>dem praticar a pronúncia em casa”.</p><p>O problema com esse tipo de resposta relacio-</p><p>na-se com o fato de que os alunos apreciam a ajuda</p><p>dos professores no aprendizado da pronúncia. Por-</p><p>tanto, deve fazer parte de qualquer lição quando o</p><p>tópico envolver a fala e a compreensão oral.</p><p>Muitos cursos voltados para o treinamento</p><p>de professores de inglês falham ao não incluírem</p><p>a pronúncia como parte essencial do curso. O en-</p><p>sino da pronúncia requer um conhecimento sóli-</p><p>do de como os sons são produzidos, como as pa-</p><p>lavras devem receber o stress (tonicidade) e quais</p><p>são as regras que regem os padrões de entonação</p><p>da língua. Os professores também precisam dispor</p><p>de uma rica variedade de técnicas para atender às</p><p>necessidades individuais de seus alunos.</p><p>A ausência desse tópico nos materiais (li-</p><p>vros, CDs) voltados para o ensino de línguas au-</p><p>menta o problema. A gramática e o vocabulário</p><p>ainda são os tópicos mais importantes nos ma-</p><p>teriais didáticos. A pronúncia, quando aparece,</p><p>é feita de forma bem superficial.</p><p>1 Tradução livre de Maria Cecília Lopes.</p><p>127|Rhythm is in the air, it is everywhere</p><p>A recent key debate in ELT that has also</p><p>had an impact on pronunciation is the issue</p><p>of international English. In the past a teacher</p><p>could say (or play a recording of) a sentence</p><p>and students would repeat it. This assumed</p><p>that there was a correct model of spoken En-</p><p>glish to aspire to. However, as the concept of</p><p>a standard English (such as “British English”</p><p>or “American English”) is called into question</p><p>and students are increasingly communicating</p><p>in other varieties of English, the question of</p><p>which model to offer becomes more complex.</p><p>The result is often that pronunciation is simply</p><p>not taught.</p><p>There are two ways in which teachers</p><p>might re-approach pronunciation. The first is to</p><p>aim for intelligibility rather than “correctness”.</p><p>This accepts that the speaker may have an “ac-</p><p>cent”, but that he or she can be understood.This</p><p>view of pronunciation has filtered into many ar-</p><p>eas of English language training already.</p><p>The new language proficiency rating sca-</p><p>le for air traffic controllers is notable because</p><p>it brings pronunciation to the fore of evalua-</p><p>ting the speaker. The scale is to be enforced</p><p>by March 2008. At operational level pilots</p><p>and air traffic controllers (both native and</p><p>non-speakers) must demonstrate that their</p><p>pronunciation, stress, rhythm and intonation,</p><p>although influenced by the first language or</p><p>regional variation, rarely interfere with ease</p><p>of understanding. So in a field where pronun-</p><p>ciation can be a matter of life and death, in-</p><p>telligibility is rated more highly than reprodu-</p><p>cing a standard.</p><p>[…]</p><p>While we accept that a student can speak</p><p>with a strong accent, students won’t operate at</p><p>work if they are unable to cope with the featu-</p><p>res of pronunciation that affect listening to va-</p><p>rieties of speech.</p><p>Um dos tópicos que tem sido motivo de de-</p><p>bate nos grupos de ELT (English and Language</p><p>Teaching – Ensino e Aprendizado de inglês) cen-</p><p>tra-se em torno da questão do inglês internacio-</p><p>nal. Antigamente, um professor dizia uma frase e</p><p>os alunos repetiam. Partia-se do princípio de que</p><p>essa era a forma do inglês falado e deveria ser um</p><p>modelo a ser copiado. Contudo, o conceito de in-</p><p>glês padrão (como o inglês americano ou britâ-</p><p>nico) mudou já que os alunos de língua inglesa</p><p>passaram a se comunicar utilizando-se de outros</p><p>tipos de inglês, tornando a questão da pronúncia</p><p>algo mais complexo. O resultado é a não inclusão</p><p>da pronúncia nos cursos de inglês.</p><p>Há duas maneiras pelas quais os professo-</p><p>res podem incluir a pronúncia em seus</p><p>cursos.</p><p>A primeira diz respeito à inteligibilidade. Aceita-</p><p>-se o inglês com o sotaque do falante, desde</p><p>que a mensagem seja entendida. Essa visão do</p><p>que é a pronúncia já se infiltrou em muitas áreas</p><p>de treinamento de língua inglesa.</p><p>A nova escala de notas de proficiência de</p><p>língua para controladores de tráfico aéreo é</p><p>notável pelo fato de colocar a pronúncia em</p><p>primeiro plano ao avaliar o falante. Essa esca-</p><p>la será imposta até março de 2008. No nível</p><p>operacional, pilotos e controladores de tráfico</p><p>aéreo (tanto nativos como não nativos) devem</p><p>demonstrar que sua pronúncia, tonicidade,</p><p>ritmo e entonação raramente interferem com</p><p>a compreensão, apesar de influenciados pela</p><p>sua língua materna ou variação regional. Por-</p><p>tanto, numa área em que a pronúncia pode ser</p><p>um caso de vida ou morte, inteligibilidade é</p><p>mais considerada do que a reprodução da lín-</p><p>gua padrão.</p><p>Enquanto aceitarmos que os alunos falem</p><p>com sotaque pesado, eles não conseguirão ter</p><p>bom desempenho no trabalho caso eles não sejam</p><p>capazes de lidar com as características da pronún-</p><p>cia que afetam a audição de variedades de fala.</p><p>128 | Rhythm is in the air, it is everywhere</p><p>Richard Cauldwell runs a research-led busi-</p><p>ness that produces listening and pronunciation</p><p>materials taken from recordings of everyday</p><p>spontaneous speech. “There is a tradition of re-</p><p>garding speech as following a set or rules rather</p><p>than helping learners cope with real speech,”</p><p>he says. Cauldwell believes that teaching pro-</p><p>nunciation should be about helping learners to</p><p>cope with real speech and therefore developing</p><p>students’ listening strategies. “Pronunciation-</p><p>and listening are two sides of same coin.”</p><p>[…]</p><p>What may help is to take the listening and</p><p>identify what is happening to the pronunciation</p><p>during the speech. This might include looking</p><p>at which syllables are lengthened, which words</p><p>sound as if they are joined together, or recog-</p><p>nising sounds that change according to their</p><p>position in the sentence.</p><p>[…]</p><p>The growth in computer-based materials</p><p>may mean that students working alone are</p><p>better equipped than before to take on the-</p><p>se changes. At a basic level CD-rom versions</p><p>of dictionaries allow the user to click on a new</p><p>word and hear the pronunciation. Other softwa-</p><p>re lets students record their voice and compare</p><p>it to a model version. At a more complex level,</p><p>Cauldwell’s recordings of real speech allow stu-</p><p>dents to analyse spoken language on their own</p><p>at home. He would argue that private study of</p><p>this kind may be more suitable than classroom</p><p>or group-based work, since the learner’s weak-</p><p>nesses aren’t exposed to a class and it offers the</p><p>chance to reflect and experiment.</p><p>[…]</p><p>Richard Cauldwell gerencia uma empre-</p><p>sa que produz material didático voltado para a</p><p>compreensão oral e pronúncia, trabalhando com</p><p>material autêntico (com diálogos provenientes</p><p>do cotidiano dos falantes de língua inglesa, e não</p><p>com materiais produzidos para as aulas).</p><p>Cauldwell acredita que o ensino da pronún-</p><p>cia deve centrar-se nas estratégias de compreen-</p><p>são oral que os alunos devem aprender para en-</p><p>tão aprender os mecanismos da fala, que regem</p><p>a língua inglesa. “Pronúncia e compreensão oral</p><p>são os dois lados de uma mesma moeda.”</p><p>[…]</p><p>Uma das formas de aprender a pronúncia</p><p>da língua é fazer os exercícios de compreensão</p><p>oral prestando atenção às sílabas (proeminen-</p><p>tes ou não), que palavras (sons) são unidas ou</p><p>como as palavras mudam a sonoridade de acor-</p><p>do com a posição que ocupam na sentença.</p><p>[…]</p><p>O crescimento de materiais didáticos para</p><p>computador pode significar que os alunos que</p><p>trabalham sozinhos tenham um equipamento</p><p>melhor do que há anos atrás. Num nível básico,</p><p>versões de dicionários em CD permitem que</p><p>o usuário clique numa nova palavra e ouça a</p><p>pronúncia. Outros programas computacionais</p><p>permitem que os alunos gravem suas vozes e</p><p>comparem-nas com uma versão modelo. Num</p><p>nível mais sofisticado, as gravações de Cauldwell</p><p>de falas reais permitem que os alunos anali-</p><p>sem a língua falada por conta própria em casa.</p><p>Segundo Cauldwell o estudo em particular pode</p><p>ser mais apropriado do que a sala de aula ou o</p><p>trabalho em grupo, uma vez que a deficiência do</p><p>aluno não é exposta em aula e oferece a chance</p><p>de refletir-se e experimentar.</p><p>[…]</p><p>129|Rhythm is in the air, it is everywhere</p><p>Atividades</p><p>1. Você ouvirá quatro números. Ponha um círculo ao redor dos números que ouvir.</p><p>5 20 15 0 13 3 9 19 4 2 12 11</p><p>2. Você ouvirá três números de telefone, mas apenas um está transcrito abaixo.</p><p>Marque-o com um X:</p><p>)( a) 3155-8977</p><p>)( b) 9045-6789</p><p>)( c) 6708-6422</p><p>3. Ouça o seguinte diálogo e escreva o horário que cada pessoa irá começar a trabalhar:</p><p>a) Ms. Smith</p><p>b) Mr. Taylor</p><p>c) Mr. Grant</p><p>d) Mrs. Simpson</p><p>4. Ouça cada diálogo (a, b, c, d). Escreva o dia da semana ou o mês citado.</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>130 | Rhythm is in the air, it is everywhere</p><p>Gabarito</p><p>1. 15 / 0 / 13 / 4</p><p>2. C</p><p>3. A: What time is Ms. Smith starting to work?</p><p>B: Ms. Smith is starting to work at 8 a.m. and Mr. Taylor at 9 a.m.</p><p>A: What about Mr.Grant and Mrs. Simpson ?</p><p>B: Mr. Grant is starting at 8:30 a.m. and Mrs. Simpson at 1:30 p.m.</p><p>a) 8:00 a.m.</p><p>b) 9:00 a.m.</p><p>c) 8:30 a.m.</p><p>d) 1:30 p.m.</p><p>4. a)</p><p>A: When is your birthday?</p><p>B: It’s in April.</p><p>b)</p><p>A: What day is today?</p><p>B: Today is Monday.</p><p>c)</p><p>A: When is Independence Day?</p><p>B: September.</p><p>d)</p><p>A: What’s your favourite day of the week?</p><p>B: My favourite day is Saturday because I always go to the cinema.</p><p>a) April.</p><p>b) Monday.</p><p>c) September.</p><p>d) Saturday.</p><p>Intonation is crucial for</p><p>communication</p><p>Quem aprende uma nova língua,</p><p>adquire uma nova alma.</p><p>Juan R. Jiménez1</p><p>Explicar o que é entonação em uma língua não se caracteriza como tarefa fácil. Trata-se de um</p><p>mecanismo que opera em nós, falantes de uma língua, de forma inconsciente e, no entanto, nos torna</p><p>únicos em nossa maneira de falar. Pense em alguém que nasceu na região sul do país e em um indivíduo</p><p>que nasceu em Minas Gerais: eles não possuem uma característica ímpar, que torna fácil identificar sua</p><p>proveniência? Isso mesmo, trata-se da “musicalidade” da língua, ou seja, da maneira como se expressam</p><p>em língua portuguesa. A entonação é, portanto, a “melodia” de uma língua. Muitos acreditam que a pro-</p><p>núncia é o único elemento que constitui um sotaque. Mas, na verdade, é a entonação que dá o toque</p><p>final no sotaque de um indivíduo.</p><p>Durante muitos anos, enquanto atuei como professora de língua inglesa, ouvi os meus alunos</p><p>se comunicando em inglês, com uma gramática perfeita e com os sons da língua inglesa articulados</p><p>de maneira correta. Entretanto, a comunicação se dava em um tom monótono (quero dizer, sem ex-</p><p>pressar as emoções, típicas da língua falada) e que rapidamente me fazia perder o interesse no que</p><p>estava sendo dito. É claro que um falante de língua portuguesa sempre irá demonstrar na sua fala que</p><p>a língua inglesa não é sua primeira língua, mas isso não quer dizer que ao se comunicar em inglês ele</p><p>deva esquecer as emoções (surpresa, espanto, alegria, preocupação, entre outras) que irão modificar o</p><p>tom da sua fala. Dessa forma, entende-se que a voz pode elevar-se, manter-se a mesma ou diminuir em</p><p>intensidade (pitch) de maneira a agregar sentido ao que está sendo dito.</p><p>Também é importante entender que o elemento-chave para uma entonação correta está na ên-</p><p>fase empregada corretamente nas palavras articuladas em uma sentença. Neste ponto, cabe lembrar</p><p>que as palavras, quando pronunciadas isoladamente apresentam tonicidade das sílabas (stress). Entre-</p><p>tanto, quando as palavras estão articuladas em uma sentença, observa-se a ênfase que elas recebem.</p><p>As palavras lexicais (substantivos, adjetivos, verbos e advérbios) são proeminentes, pois são detentoras</p><p>1 Poeta espanhol, ganhador do prêmio Nobel de literatura em 1956. Entre diversas obras, escreveu “Platero e eu”.</p><p>Vídeo</p><p>132 | Intonation is crucial for communication</p><p>de</p><p>significado e seu entendimento é fundamental para a compreensão da mensagem. Já as palavras</p><p>gramaticais (artigos, pronomes, preposições, conjunções) normalmente não necessitam de ênfase e</p><p>a falta de entendimento das mesmas poderá não causar danos tão grandes à mensagem. Os verbos</p><p>auxiliares (do, have, can, would, will) se enquadram nessa categoria. Contudo, esses verbos quando uti-</p><p>lizados na forma negativa (don’t, haven’t, can’t, wouldn’t, won’t), podem ser enfatizados na frase quando</p><p>forem essenciais para completar o sentido. Tudo parece um tanto quanto confuso, mas na verdade é</p><p>bem simples. Tenha em mente que toda a fala tem uma intenção (mostrar contentamento, raiva, surpre-</p><p>sa, dúvida, ultraje, negação em fazer uma ação, inserir uma nova informação etc.), pense nas palavras</p><p>que são fundamentais para o entendimento de sua mensagem. Pronto! Aí estão os dois elementos</p><p>essenciais para uma boa entonação. Observe o seguinte exemplo:</p><p>1. You don’t believe me! (você não acredita em mim!)</p><p>a. Pense em como falaria essa frase demonstrando espanto.</p><p>b. Nessa frase, quais são as palavras fundamentais para o entendimento da mensagem? A res-</p><p>posta é: don’t e believe.</p><p>A frase ficaria dessa forma se imaginássemos a entonação:</p><p>You DON’T BELIEVE me!2</p><p>Use a mesma frase e pense na maneira como demonstraria aborrecimento, raiva. O stress das pa-</p><p>lavras permaneceria o mesmo, mas o tom de sua voz mudaria com certeza.</p><p>É quase certo que neste momento você esteja questionando este tópico e se perguntando: "Por</p><p>que aprender a entonação da língua inglesa?" Porque assim como o emprego correto do stress nas pala-</p><p>vras e a pronúncia correta, a entonação garante a atenção do ouvinte, previne falhas no entendimento</p><p>da mensagem e garante uma eficiente compreensão oral.</p><p>Vamos praticar a entonação tendo como tema o trabalho. Parece uma coisa simples, mas pense</p><p>na importância que a entonação terá ao se apresentar para uma entrevista de trabalho, ao falar com</p><p>colegas, funcionários, chefes e clientes. Manter o interesse do ouvinte e garantir que a mensagem seja</p><p>compreendida são os pontos essenciais desta lição.</p><p>Job occupations (ocupações profissionais)</p><p>Vocabulary (vocabulário)</p><p>Useful sentences (frases úteis)</p><p>Nas situações a seguir, as informações prestadas são inéditas, ou seja, o ouvinte não dispõe de co-</p><p>nhecimento prévio. Portanto, o stress e a tonicidade (mostrados pelo uso da letra maiúscula) se tornam</p><p>fundamentais para o entendimento da mensagem.</p><p>2 Neste capítulo, o stress está indicado pelo uso de letra maiúscula.</p><p>133|Intonation is crucial for communication</p><p>WHAT’S your JOB? (Qual seu trabalho?</p><p>Qual a sua profissão?)</p><p>WHAT do you DO there? (O que você</p><p>faz no seu trabalho?)</p><p>WHERE do you WORK? (Onde você</p><p>trabalha?)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>I’m an ACCOUNTANT. (Eu sou contadora)</p><p>I LOOK AFTER FINANCES in COMPANIES.</p><p>(Eu sou responsável pela contabilidade</p><p>da empresa)</p><p>I WORK at LEVINSON CONSULTANT.</p><p>(Eu trabalho na Levinson Consultant)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>I’m a BAKER. (Eu sou padeiro)</p><p>I BAKE BREAD, PASTRY and SAVORY.</p><p>(Eu preparo pão, doces e salgados)</p><p>I WORK in a BAKERY.</p><p>(Eu trabalho em uma padaria)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>I’m a BARBER. (Eu sou barbeiro)</p><p>I SHAVE men’s BEARDS and CUT</p><p>men’s HAIR.</p><p>(Eu faço barba e corto o cabelo dos</p><p>clientes)</p><p>I WORK in a BARBER SHOP.</p><p>(Eu trabalho numa barbearia)</p><p>WHAT’s his JOB? (Qual trabalho dele?</p><p>Qual a profissão dele?)</p><p>WHAT does he DO? (O que ele faz no</p><p>trabalho?</p><p>WHERE does he WORK? (Onde ele</p><p>trabalha?)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>He’s a BUTCHER. (Ele é um açougueiro)</p><p>He SELLS MEAT.</p><p>(Ele vende carne)</p><p>He WORKS in a BUTCHER SHOP.</p><p>(Ele trabalha num açougue)</p><p>134 | Intonation is crucial for communication</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>He’s a DENTIST. (Ele é um dentista)</p><p>He LOOKS AFTER PEOPLE’S TEETH.</p><p>(Ele cuida dos dentes das pessoas)</p><p>He WORKS in a DENTIST OFFICE.</p><p>(Ele trabalha num consultório dentário)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>He’s a DOCTOR. (Ele é um médico)</p><p>He TAKES CARE of PEOPLE’S HEALTH.</p><p>(Ele cuida da saúde das pessoas)</p><p>He WORKS in a HOSPITAL.</p><p>(Ele trabalha em um hospital)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>He’s a WAITER.</p><p>(Ele é um garçom)</p><p>He SERVES PEOPLE FOOD and DRINK.</p><p>(Ele serve comida e bebida para os</p><p>clientes)</p><p>He WORKS in a RESTAURANT.</p><p>(Ele trabalha em um restaurante)</p><p>WHAT’s her JOB? (Qual trabalho dela?</p><p>Qual a profissão dela?)</p><p>WHAT does she DO? (O que ela faz</p><p>no trabalho?</p><p>WHERE does she WORK? (Onde</p><p>ela trabalha?)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>She’s a FLIGHT ATTENDANT3.</p><p>(Ela é comissária de bordo)</p><p>She LOOKS AFTER PASSENGERS.</p><p>(Ela cuida dos passageiros)</p><p>She works at TRANS AIRWAYS.</p><p>(Ela trabalha na Trans Airways)</p><p>3 Flight attendant também designa comissário de bordo.</p><p>135|Intonation is crucial for communication</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>She’s a HAIR DRESSER4.</p><p>(Ela é uma cabeleireira)</p><p>She CUTS and STYLES PEOPLE’S HAIR.</p><p>(Ela corta cabelo e faz penteados)</p><p>She WORKS in a HAIR SALOON.</p><p>(Ela trabalha em um salão de</p><p>beleza)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>She’s a LAWYER5.</p><p>(Ela é uma advogada)</p><p>She DEFENDS PEOPLE. (Ela defende as</p><p>pessoas)</p><p>She WORKS in A LAW COURT and</p><p>in a LAWYERS’ OFFICE. (Ela traba-</p><p>lha num tribunal de justiça e num</p><p>escritório de advocacia)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>She’s a NURSE. (Ela é uma enfermeira)</p><p>She TAKES CARE of PATIENTS. (Ela</p><p>cuida dos pacientes)</p><p>She WORKS in a HOSPITAL. (Ela</p><p>trabalha em um hospital)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>She’s a WAITRESS. (Ela é uma garçonete)</p><p>She SERVES PEOPLE FOOD and DRINK.</p><p>(Ela serve comida e bebida para os</p><p>clientes)</p><p>She WORKS in a DINER. (Ela trabalha</p><p>em uma lanchonete)</p><p>4 Hair dresser também designa cabeleireiro.</p><p>5 Lawyer também designa advogado.</p><p>136 | Intonation is crucial for communication</p><p>WHAT’s our JOB? (Qual é o nosso</p><p>trabalho? Qual é a nossa profissão?)</p><p>WHAT do we DO? (O que nós faze-</p><p>mos no trabalho?</p><p>WHERE do we WORK? (Onde nós</p><p>trabalhamos?)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>We’re PORTERS.</p><p>(Nós somos carregadores)</p><p>We CARRY other PEOPLE’S BAGS and</p><p>LUGGAGE. (Nós carregamos as malas</p><p>de hóspedes)</p><p>We WORK in a HOTEL.</p><p>(Nós trabalhamos em um hotel)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>We’re RECEPTIONISTS6.</p><p>(Nós somos recepcionistas)</p><p>We MEET and GREET VISITORS. We</p><p>also ANSWER the PHONE. (Nós auxilia-</p><p>mos os visitantes. Também atende-</p><p>mos o telefone)</p><p>We WORK at the RECEPTION DESK.</p><p>(nós trabalhamos na recepção)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>We’re SECRETARIES7. (Nós somos</p><p>secretárias)</p><p>We ARRANGE APPOINTMENTS, and</p><p>ORGANISE MEETINGS. (Nós marcamos</p><p>e organizamos reuniões)</p><p>We WORK in an OFFICE.</p><p>(Nós trabalhamos em um escritório)</p><p>6 Recepcionist designa tanto o gênero masculino quanto o feminino.</p><p>7 Secretary designa tanto o gênero masculino quanto o feminino.</p><p>137|Intonation is crucial for communication</p><p>WHAT’s their JOB? (Qual é o trabalho</p><p>deles? Qual é a profissão deles?)</p><p>WHAT do they DO? (O que eles</p><p>fazem no trabalho?)</p><p>WHERE do they WORK? (Onde eles</p><p>trabalham?)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>They are TEACHERS8. (Eles são</p><p>professores)</p><p>They TEACH ENGLISH. (Eles ensinam</p><p>inglês)</p><p>They WORK in a LANGUAGE SCHOOL.</p><p>(Eles trabalham em uma escola de</p><p>idiomas)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>They’re VETS9.</p><p>(Eles são veterinários )</p><p>They LOOK AFTER ANIMAL’S HEALTH.</p><p>(Eles cuidam da saúde dos animais)</p><p>They WORK in a VETERINARIAN CLINIC.</p><p>(Eles trabalham em uma clínica veteri-</p><p>nária)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>They’re SALESWOMEN10.</p><p>(Elas são vendedoras)</p><p>They SELL GOODS and LOOK AFTER</p><p>CUSTOMERS. (Ela vendem produtos e</p><p>atendem clientes)</p><p>They WORK in a STORE. (Elas traba-</p><p>lham em uma loja)</p><p>8 Teacher designa tanto o gênero masculino quanto o feminino.</p><p>9 Vet designa tanto o gênero masculino quanto o feminino.</p><p>10 Salesmen designa vendedores.</p><p>138 | Intonation is crucial for communication</p><p>Vejamos agora algumas situações nas quais você pode pôr em prática o que acabou de aprender.</p><p>Dialog 1: – A job</p><p>interview (entrevista de emprego)</p><p>John has a job interview for a teacher’s position in a primary school. (John tem uma entre-</p><p>vista de emprego como professor em uma escola do Ensino Fundamental).</p><p>Headteacher</p><p>So, you’ve APPLIED for a</p><p>TEACHER’S POSITION, right?</p><p>Diretor</p><p>Você se candidatou para o cargo de</p><p>professor, certo?</p><p>John YES, I have. John Isso mesmo.</p><p>Headteacher</p><p>CAN you TELL me what MADE you</p><p>REPLY to our ADVERTISEMENT?</p><p>Diretor</p><p>O que o motivou a responder ao nosso</p><p>anúncio?</p><p>John</p><p>Well, it SEEMED a GREAT OPOR-</p><p>TUNITY as I’ve just FINISHED my</p><p>COURSE at the UNIVERSITY.</p><p>John</p><p>Pareceu-me uma excelente oportuni-</p><p>dade, pois eu acabei de me formar na</p><p>universidade.</p><p>Headteacher</p><p>That’s FANTASTIC! WHAT’S your</p><p>MAJOR?</p><p>Diretor Fantástico? Qual é a sua formação?</p><p>John MATHS and ENGLISH LITERATURE. John Matemática e Literatura Inglesa.</p><p>Headteacher</p><p>EXCELLENT. Can you START NEXT</p><p>WEEK?</p><p>Diretor</p><p>Excelente. Você pode começar na sema-</p><p>na que vem?</p><p>John YES, I can. John Sim, claro.</p><p>Headteacher</p><p>You will START with R$1.500,00 a</p><p>MONTH. IS that OK with you?</p><p>Diretor</p><p>Você terá um salário inicial de R$</p><p>1.500,00 mensais. Está de acordo?</p><p>John PERFECT. John Perfeito.</p><p>Headteacher</p><p>NOW, you just NEED to GO to PER-</p><p>SONNEL and SIGN your CONTRACT.</p><p>SEE you NEXT WEEK.</p><p>DIretor</p><p>Agora, você só precisa comparecer ao</p><p>departamento pessoal e assinar o con-</p><p>trato. Te vejo na semana que vem.</p><p>John THANK you VERY MUCH. CHEERS. John Muito obrigado. Até mais.</p><p>Dialog 2: A part-time job interview (entrevista de emprego para emprego de meio</p><p>período)</p><p>Sarah has an interview for a part-time job in a shoe shop. (Sara tem uma entrevista para um</p><p>emprego de meio período em uma loja de sapatos).</p><p>Interviewer</p><p>So, you’ve APPLIED FOR a SALES</p><p>POSITION, right?</p><p>Entrevistador</p><p>Você se candidatou para trabalhar com</p><p>vendas, certo?</p><p>Sarah YES. Sarah Sim.</p><p>139|Intonation is crucial for communication</p><p>Interviewer</p><p>CAN you TELL me WHY you’re IN-</p><p>TERESTED in WORKING with us?</p><p>Entrevistador</p><p>Por que você se interessou em trabalhar</p><p>conosco?</p><p>Sarah</p><p>Well, I was LOOKING FOR a PART-</p><p>TIME JOB to HELP me through</p><p>COLLEGE. And I THINK that I’d</p><p>BE REALLY GOOD at this KIND of</p><p>WORK.</p><p>Sarah</p><p>Bem, eu estava procurando um em-</p><p>prego de meio período para ajudar nas</p><p>despesas enquanto estou na faculdade.</p><p>Penso que me daria muito bem nesse</p><p>tipo de trabalho.</p><p>Interviewer</p><p>Do you KNOW EXACTLY WHAT</p><p>you would BE DOING as a SHOP</p><p>ASSISTANT?</p><p>Entrevistador</p><p>Você sabe quais serão as suas responsa-</p><p>bilidades como assistente na loja?</p><p>Sarah</p><p>Well, I IMAGINE I would BE</p><p>HELPING CUSTOMERS, KEEPING</p><p>a CHECK on the SUPPLIES in the</p><p>STORE, and KEEPING the SHOP</p><p>TIDY for BUSINESS.</p><p>Sarah</p><p>Imagino que irei ajudar os clientes, con-</p><p>ferir o estoque e arrumar a loja.</p><p>Interviewer That’s RIGHT. Entrevistador Correto.</p><p>Interviewer</p><p>HAVE you HAD any PREVIOUS</p><p>WORK EXPERIENCE?</p><p>Entrevistador</p><p>Você tem alguma experiência de tra-</p><p>balho?</p><p>Sarah</p><p>YES. I WORKED PART-TIME at</p><p>a TAKE-AWAY in the SUMMER</p><p>HOLIDAYS.</p><p>Sarah</p><p>Sim, trabalhei num emprego de meio</p><p>período numa lanchonete delivery</p><p>durante o verão.</p><p>Interviewer</p><p>That’s FINE. We OPEN at 9.00 hs,</p><p>but you would BE EXPECTED to AR-</p><p>RIVE at 8.30 and LEAVE at 2.00 pm.</p><p>Entrevistador</p><p>É suficiente. Nós abrimos a loja às 9:00</p><p>mas você deve chegar às 8:30 e sair às</p><p>14:00 hs.</p><p>Sarah FINE by me. Sarah Está ótimo!</p><p>Interviewer</p><p>I THINK I’ve ASKED you</p><p>EVERYTHING I WANTED to.</p><p>THANK YOU for COMING ALONG</p><p>to this INTERVIEW.</p><p>Entrevistador</p><p>Acho que perguntei o suficiente. Obri-</p><p>gado por ter vindo à entrevista.</p><p>Sarah</p><p>THANK YOU. WHEN will I KNOW if</p><p>I GOT the JOB?</p><p>Sarah Obrigada. Quando terei uma resposta?</p><p>Interviewer</p><p>We’ll BE MAKING our DECISION</p><p>NEXT MONDAY. We’ll GIVE you</p><p>a CALL.</p><p>Entrevistador</p><p>Teremos uma decisão na próxima</p><p>segunda-feira. Entraremos em contato.</p><p>140 | Intonation is crucial for communication</p><p>O meu inglês</p><p>Em meu ver, buscar um novo emprego sempre se caracterizou como uma aventura de con-</p><p>quista, contra tudo e contra todos. Você deve atender às exigências do mercado, do futuro chefe,</p><p>deve possuir as habilidades necessárias para assumir o posto pretendido, deve se portar bem, falar</p><p>bem. Muitos dos (faça) e don’ts (não faça) a serem observados. Por isso, nesta seção vou dar algu-</p><p>mas dicas de como se conduzir em uma entrevista de trabalho.</p><p>A seguir, apresento perguntas comuns em uma entrevista de trabalho e algumas dicas de como</p><p>você deve organizar suas ideias para respondê-las:</p><p>1. Tell me about yourself. (Fale um</p><p>pouco sobre você)</p><p>Isso não significa “Me conte a história de sua vida”. É a sua chance de mostrar, de for-</p><p>ma breve, quem você é. Antes da entrevista, pesquise a empresa que você pretende</p><p>trabalhar. Dessa forma, terá uma ideia do perfil profissional desejado. Trabalhe sua</p><p>resposta nesta direção. Descreva sua formação acadêmica, sua experiência profis-</p><p>sional e outras experiências que sejam relevantes para o cargo desejado.</p><p>2. What were your main responsi-</p><p>bilities in your last job? (Quais eram</p><p>as suas responsabilidades no seu</p><p>último emprego?)</p><p>Mostre-se positivo e específico a respeito do cargo que ocupou anteriormente.</p><p>Tente estabelecer uma conexão com o cargo que pretende ocupar, mostrando</p><p>que já possui uma experiência anterior.</p><p>3. What are your greatest strengths</p><p>and weaknesses? (Quais são as suas</p><p>qualidades e defeitos?)</p><p>Mostre sua capacidade de trabalhar bem sob pressão, priorizando as habili-</p><p>dades que o tornam capaz, como tomada de decisão, liderança, experiência</p><p>profissional, valorização do trabalho em equipe. Prepare-se para dar exemplos</p><p>reais pelos quais você passou.</p><p>Quanto aos defeitos, seja honesto e mostre o que está fazendo para sanar tais</p><p>falhas.</p><p>4. Why do you want to work for</p><p>this company? (Por que você deseja</p><p>trabalhar nesta empresa?)</p><p>A pesquisa a respeito da companhia irá ajudá-lo. Mostre que o perfil da empresa e</p><p>os benefícios oferecidos se adequam às suas ambições profissionais.</p><p>5. Why do you want to leave your</p><p>current job?</p><p>(Por que você deseja sair da empresa</p><p>atual?)</p><p>or</p><p>Why did you leave your last job? (Por</p><p>que você saiu do último trabalho?)</p><p>Jamais diga algo negativo a respeito da empresa ou do seu chefe.</p><p>6. Do you have any questions? (Você</p><p>tem alguma pergunta?)</p><p>Sim. Prepare algumas perguntas para a entrevista. Pergunte sobre o plano de carrei-</p><p>ra, treinamento, ou qualquer outra pergunta que mostre interesse em permanecer</p><p>na empresa. Pergunte quando e como saberá do resultado da entrevista.</p><p>141|Intonation is crucial for communication</p><p>Um novo idioma na ponta da língua</p><p>Nada de repetir frases prontas. O contato com situações reais de comunicação é que leva ao aprendiza-</p><p>do de inglês, espanhol...</p><p>(FERRARI, 2008)</p><p>Foi-se o tempo em que o ensino de Língua Estrangeira se prendia a fórmulas prontas e repe-</p><p>tidas mecanicamente, no velho esquema “The book is on the table.” Como afirmam os Parâmetros</p><p>Curriculares Nacionais (PCN), a busca por um método ideal acabou nos anos 1980. Não porque</p><p>ele tenha sido encontrado, mas porque o aprendizado passou a ser encarado como um processo</p><p>dinâmico, mutável, permanente e sem receitas. Percebeu-se que tudo depende do contexto. Ou</p><p>seja: o que dá certo com alguns alunos e turmas pode não ter sucesso com outros. A prática deve</p><p>se sustentar em tarefas e projetos que despertem nos estudantes o interesse em se comunicar</p><p>sobre um determinado assunto. Trabalhoso? Talvez um pouquinho, mas nada que não se resolva</p><p>com um bom conhecimento das especificidades da língua e da realidade dos estudantes com que</p><p>você está trabalhando.</p><p>Da gramática à cultura</p><p>Esse aprendizado é importante para todos os alunos porque permite o contato com outra cul-</p><p>tura e outro código. Além de enriquecedor, ter esse conhecimento torna-se necessário para, entre</p><p>outras razões, incentivar a tolerância.”Ao entender o outro, o aluno aprende mais sobre si mesmo e</p><p>sobre um mundo plural”, dizem os PCN de Língua Estrangeira.</p><p>Para atingir esse objetivo, no</p><p>entanto, deve haver o ensino do conteúdo linguístico propria-</p><p>mente dito.”O professor precisa mostrar as características da nova língua, para que ela seja de fato</p><p>um instrumento de interação entre as pessoas”, diz Celina Bruniera, socióloga e consultora em Lín-</p><p>gua Estrangeira.”A apreensão do vocabulário, da gramática, da estrutura sintática, dos tipos de tex-</p><p>to e dos gêneros de discurso é fundamental para permitir ao aluno tomar contato com os aspectos</p><p>culturais que serão trazidos pelo conhecimento de um novo idioma.”</p><p>Diferentes discursos</p><p>Não é o caso de retroceder às práticas tradicionais, a maioria delas apegadas quase que ex-</p><p>clusivamente aos chamados aspectos sistêmicos, isto é, à forma, supondo que acumular voca-</p><p>bulário pode levar à construção de um discurso fluente e correto. Repetições de frases feitas,</p><p>Texto complementar</p><p>142 | Intonation is crucial for communication</p><p>nomeação de objetos e situações abstratas funcionam pouco e aborrecem o aluno. O livro didá-</p><p>tico, por melhor que seja, também não atende às demandas que emergem das necessidades de</p><p>aprendizagem de cada turma.</p><p>Como então ensinar vocabulário e gramática? “Deve-se encarar a língua como texto, seja oral</p><p>ou escrito, e adotar abordagens baseadas em conteúdo”, diz Lívia de Araújo Donnini, professora de</p><p>Metodologia de Ensino de Língua Inglesa da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo</p><p>(USP). Isso significa engajar o aluno no discurso, criando o que se costuma chamar de situações co-</p><p>municativas. Afinal, é essa a função social da linguagem: comunicar.</p><p>Para isso, o professor tem de estar bem familiarizado com a tipologia textual, saber definir com</p><p>a turma que tipo de discurso está sendo produzido (se é, por exemplo, uma reportagem, um artigo,</p><p>uma carta), qual a intenção do autor e a quem se destina. Esse conhecimento é indispensável para</p><p>que o aluno atribua sentido ao que fala e escreve, ou seja, para que saiba de fato manipular a nova</p><p>ferramenta que está aprendendo a usar.</p><p>Para evitar frustração</p><p>É preciso ter em mente que o ensino dessa disciplina é, necessariamente, imperfeito. Isso por-</p><p>que um dos objetivos do professor é levar o aluno a se acostumar a ler textos dos quais não conhe-</p><p>cerá o significado de todas as palavras. Mas pense bem: mesmo na nossa língua materna estamos</p><p>em contínuo aprendizado, sempre há verbetes a procurar no dicionário e a compreensão é algo que</p><p>se constrói ao longo do tempo. Perceber isso ajuda a dissipar um certo bloqueio que costuma haver</p><p>em relação ao uso de um novo conjunto de palavras e expressões empregadas em outros países,</p><p>causado pela frustração por não conseguir se comunicar.</p><p>“Devemos conhecer bem o idioma que ensinamos, ser usuários e leitores dele”, diz Lívia. “As</p><p>classes são numerosas e nem sempre é fácil segurar a atenção de todos numa aula de Língua Estran-</p><p>geira, mas às vezes há um certo exagero nessas dificuldades.”</p><p>Habilidades</p><p>Provavelmente não será possível, entre a 5.ª e a 8.ª séries, nas quais o ensino de Língua</p><p>Estrangeira é obrigatório, desenvolver bem as quatro habilidades comunicativas (falar, enten-</p><p>der, ler e escrever). Por isso os PCN dão ênfase ao ensino da leitura, pois na prática essa deverá</p><p>ser a competência de que o aluno mais vai precisar no futuro, em exames diversos ou para uso</p><p>profissional.</p><p>É papel do professor, portanto, traçar estratégias para que essa habilidade seja traba-</p><p>lhada. Celina Bruniera chama a atenção para o fato de que as duas atividades mais comuns</p><p>relacionadas à leitura em sala de aula, ler em voz alta e fazer perguntas de compreensão, não</p><p>ensinam de fato a ler. Para tanto, algumas tarefas específicas podem ajudar, como discutir a</p><p>estrutura do texto e pedir que ele seja reescrito, mudando-se o sujeito de terceira para primei-</p><p>ra pessoa, por exemplo.</p><p>143|Intonation is crucial for communication</p><p>Atividades</p><p>1. Você irá ouvir algumas pessoas descrevendo as tarefas que executam em seu trabalho.</p><p>Ouça com atenção e numere as profissões de 1 a 6.</p><p>)( hair dresser</p><p>)( nurse</p><p>)( dentist</p><p>)( teacher</p><p>)( porter</p><p>)( lawyer</p><p>2. What do you do?</p><p>Ouça as respostas dadas à essa pergunta e responda qual é a profissão de cada um:</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>e)</p><p>Uma autobiografia</p><p>A consultora Celina Bruniera sugere uma atividade em sala de aula para que os alunos consigam</p><p>atribuir sentido ao aprendizado da fala e da escrita de um novo idioma: fazer uma autobiografia.</p><p>O trabalho deve ser entendido como uma tarefa de longo prazo, a ser desenvolvida em todo</p><p>o curso ou em um tempo mais ou menos extenso. Os aspectos textuais e o conteúdo podem ser</p><p>discutidos durante o processo. As características específicas de uma biografia ficarão mais nítidas</p><p>para a turma se for possível ler a história de vida de alguém conhecido, como um ídolo da música</p><p>ou do esporte. Desse modo, o estudante poderá apreender características da língua que está sendo</p><p>ensinada por meio de informações já familiares.</p><p>144 | Intonation is crucial for communication</p><p>3. Ouça a seguinte entrevista de trabalho e marque com um X as respostas corretas:</p><p>I. O candidato está interessado em trabalhar no(a):</p><p>a) escritório.</p><p>b) clínica.</p><p>c) hotel.</p><p>II. Por que o candidato se interessou pela vaga oferecida?</p><p>a) Porque o salário é ótimo.</p><p>b) Porque ele é amigo do dono.</p><p>c) Porque é uma das clínicas mais importantes do país.</p><p>III. O entrevistador esclareceu que o horário de trabalho é:</p><p>a) período integral, das 9 às 18 horas.</p><p>b) meio-período, das 9 às 2 horas da tarde.</p><p>c) meio-período, do meio-dia às 6 horas da tarde.</p><p>Gabarito</p><p>Tapescript exercise 1</p><p>1.º – It’s a wonderful job. I love teaching History</p><p>and English.</p><p>2.º – It’s not a good job. Long hours and I have</p><p>to carry luggage and bags for people who are</p><p>staying in this hotel.</p><p>1.º – É um trabalho maravilhoso. Eu amo lecionar</p><p>história e inglês.</p><p>2.º – Não é um trabalho legal. Muitas horas e eu</p><p>tenho que carregar malas e bagagens para pes-</p><p>soas que se hospedam neste hotel.</p><p>3.º – It’s an interesting job and I enjoy taking care</p><p>of patients, but I often have to work long hours</p><p>at the hospital.</p><p>4.º – It’s a good job. I spend the day washing and</p><p>brushing hair and my clients are always pleased</p><p>with my work.</p><p>5.º – People normally don’t like to come and see</p><p>me. But it is essential to look after our teeth if we</p><p>want to prevent cavities.</p><p>6.º – My clients are always in trouble and I need to</p><p>defend them in court.</p><p>3.º – É um trabalho interessante e eu gosto de to-</p><p>mar conta de pacientes, mas às vezes eu tenho</p><p>que trabalhar por muitas horas no hospital.</p><p>4.º – É um bom trabalho. Eu fico o dia todo lavan-</p><p>do e escovando cabelos e minhas clientes estão</p><p>sempre satisfeitas com meu trabalho.</p><p>5.º – As pessoas normalmente não gostam de vir</p><p>aqui e me ver; mas é essencial cuidar dos dentes</p><p>se quisermos prevenir cáries.</p><p>6.º – Meus clientes estão sempre com problemas</p><p>e eu preciso defendê-los no tribunal.</p><p>145|Intonation is crucial for communication</p><p>Tapescript 2</p><p>1.º – I serve food and drinks in a restaurant.</p><p>2.º – I take care of people’s health.</p><p>3.º – I sell goods.</p><p>4.º – I cut men’s hair and shave beards.</p><p>5.º – I look after finances in the company.</p><p>1.o – Eu sirvo comida e bebidas num restaurante.</p><p>2.º – Eu cuido da saúde das pessoas.</p><p>3.º – Eu vendo produtos.</p><p>4.º – Eu corte cabelos de homens e faço barbas.</p><p>5.º – Eu cuido das finanças na empresa.</p><p>Tapescript 3</p><p>Interviewer: So, you’ve applied for a vet’s</p><p>position in our clinic. Can you tell me why</p><p>you’re interested in working with us?</p><p>Candidate: Well, I’ve just finished University</p><p>and your clinic is one of the most important</p><p>one in the country.</p><p>Interviewer: That’s correct. Do you have any</p><p>previous experience?</p><p>Entrevistador: Então você candidatou-se para</p><p>a vaga de veterinária na nossa clínica. Você</p><p>pode me dizer por que se interessou em traba-</p><p>lhar conosco?</p><p>Candidata: Bem, eu acabo de terminar a uni-</p><p>versidade e a sua clínica é uma das mais impor-</p><p>tantes em nosso país.</p><p>Entrevistador: Verdade.</p><p>afirma que tal abordagem propunha o rompimento com a linha</p><p>estruturalista de Chomsky, aproximando-se da língua falada como meio de aumentar a eficiência co-</p><p>municativa. Por meio de funções comunicativas (pedir informações, fazer pedidos, cumprimentos, entre</p><p>outros) observam-se as categorias semânticas (por exemplo: verbos, substantivos, sentenças).</p><p>Assim sendo, pode-se afirmar que a compreensão oral depende de dois fatores:</p><p>: : A inteligibilidade (decodificação).</p><p>: : A interpretabilidade (dedução e entendimento).</p><p>O ouvinte de língua inglesa vale-se de estratégias diversas, que vão desde pistas oferecidas pelo</p><p>contexto até o seu conhecimento de mundo, na busca para construir um significado. Há de se ressaltar</p><p>as diferenças no modo como textos falados são registrados: há variações de pronúncia, hesitações, cog-</p><p>natos, enfim fenômenos da língua falada, que pode ser entendida como linguagem formal ou informal,</p><p>de acordo com o contexto em que se inserem.</p><p>Cantinho cultural</p><p>EUA: no início uma mistura de povos</p><p>Entre os séculos XVI e XVII colonizadores espanhóis exploraram e colonizaram as regiões</p><p>conhecidas atualmente como o sul da Flórida, as regiões leste e sul dos Estados Unidos (por exem-</p><p>plo, Califórnia, Texas). Os holandeses iniciaram a colonização da atual região da cidade de Nova York</p><p>no século XVII.</p><p>13|A (very) brief look at the history of English</p><p>Algumas outras colônias americanas se estabeleceram quando ingleses fugiram do Reino Uni-</p><p>do, temendo a perseguição religiosa. Eles levaram para o Novo Mundo suas doutrinas religiosas, a</p><p>língua inglesa e seus costumes no início do século XVII.</p><p>Muitos dos atuais estados da região centro-norte americana (Dakota do Sul, Oklahoma e Colo-</p><p>rado entre outros), além da atual cidade de Nova Orleans, pertenciam aos franceses até o início do</p><p>século XIX. O ato, conhecido como a Compra da Luisiana3 foi firmado entre França e EUA em 1803</p><p>pelo então presidente americano Thomas Jefferson.</p><p>Em termos da filosofia da religião, é possível identificar os seguintes grupos religiosos:</p><p>: : Quakers: (Religious Society of Friends) grupo religioso protestante. Fugiram da Europa e</p><p>instalaram-se na Pensilvânia.</p><p>: : Luteranos: grupo formado por alemães e alguns ducth quakers. Instalaram-se na Filadélfia.</p><p>: : Católicos: instalaram-se em Maryland.</p><p>M</p><p>ar</p><p>ilu</p><p>S</p><p>ou</p><p>za</p><p>.</p><p>3 A Compra da Luisiana foi a aquisição pelos Estados Unidos da América de um território de 2 144 476 km2 da França em 1803 em valores</p><p>atualizados de cerca de 193 milhões de dólares. A região da Luisiana foi dividida nos atuais estados de Luisiana, Arkansas, Missouri, Iowa, Min-</p><p>nesota, Dakota do Norte, Dakota do Sul, Nebraska, Novo México, Texas, Oklahoma, Kansas, Montana, Wyoming e Colorado.</p><p>14 | A (very) brief look at the history of English</p><p>Texto complementar</p><p>O inglês como língua internacional</p><p>Assim como não é a direção do vento que determina o rumo do navegador,</p><p>não é a língua que o mundo fala que determinará o nosso destino.</p><p>In the same way that the direction of the wind doesn’t determine the sailor’s destination,</p><p>the language we speak will not determine our destiny.</p><p>(SCHÜTZ, 2005)</p><p>O passado</p><p>Analfabetismo era comum na Idade Média. Quando um rei precisava comunicar-se com ou-</p><p>tro, contratava um escriba para desenhar a mensagem em linguagem escrita. É fato sabido, por</p><p>exemplo, que Carlos Magno, no século VIII, era analfabeto. A inexistência da imprensa dificultava a</p><p>padronização da ortografia, fazendo da escrita uma arte complexa. A arte de bem escrever era uma</p><p>habilidade profissional especializada, ao alcance de poucos. Esta talvez seja a razão pela qual em</p><p>1500 a expedição portuguesa sob o comando de Pedro Álvares Cabral trouxe Pero Vaz de Caminha</p><p>como escrivão da armada.</p><p>Por volta de 1700 o índice de pessoas alfabetizadas na Europa era de apenas de 30% a 40%.</p><p>Esse mesmo índice, por volta de 1850, já era de 50% a 55%, enquanto que durante a segunda me-</p><p>tade do século XIX a habilidade de escrever tornou-se uma qualificação básica do ser humano. No</p><p>século XX o analfabetismo tornou-se definitivamente uma deficiência intolerável em qualquer pla-</p><p>no social, em qualquer profissão. Um analfabeto nos países desenvolvidos de hoje seria uma pessoa</p><p>totalmente marginalizada.</p><p>Isto que aconteceu com a habilidade de ler e escrever está começando a acontecer com a ha-</p><p>bilidade de se dominar uma segunda língua. Se compararmos a importância de se falar uma língua</p><p>estrangeira 50 anos atrás com a necessidade hoje de uma pessoa ser bilíngue, pode-se facilmente</p><p>entender a ameaça que o monolinguismo representa e imaginar o problema em que se constituirão</p><p>quando nossos filhos tornarem-se adultos.</p><p>Fatos históricos recentes</p><p>A história, ao coroar o inglês como língua do mundo, sentenciou o monolinguismo nos países</p><p>de língua não inglesa a se tornar o analfabetismo do futuro. Mas como isso aconteceu?</p><p>Em primeiro lugar, devido ao grande poderio econômico da Inglaterra no século XIX, ala-</p><p>vancado pela Revolução Industrial, e a consequente expansão do colonialismo britânico, o qual</p><p>chegou a alcançar uma vasta abrangência geográfica e uma igualmente vasta disseminação da</p><p>língua inglesa.</p><p>15|A (very) brief look at the history of English</p><p>Em segundo lugar, devido ao poderio político-militar do EUA, a partir da Segunda Guerra Mun-</p><p>dial, e à marcante influência econômica e cultural resultante, que acabou por deslocar o francês dos</p><p>meios diplomáticos e solidificar o inglês na posição de padrão das comunicações internacionais.</p><p>O presente</p><p>A atual busca de informação aliada à necessidade de comunicação em nível mundial já fez com que</p><p>o inglês fosse promovido de língua dos povos americano, britânico, irlandês, australiano, neozelandês,</p><p>canadense, caribenhos e sul-africano a língua internacional. Enquanto que o português é atualmente</p><p>falado em quatro países por cerca de 195 milhões de pessoas, o inglês é falado como língua materna</p><p>por cerca de 400 milhões de pessoas, tendo já se tornado a língua franca, o latim dos tempos modernos,</p><p>falado em todos os continentes por cerca de 800 milhões de pessoas (Todd IV, minha tradução).</p><p>Estimativas mais radicais, incluindo falantes com níveis de menor percepção e fluência, sugerem a existência atual-</p><p>mente de um total superior a um bilhão. (Crystal 360, minha tradução)</p><p>Além disso, há estimativas de que 75% de toda comunicação internacional por escrito, 80% da</p><p>informação armazenada em todos os computadores do mundo e 90% do conteúdo da internet são</p><p>em inglês.</p><p>Acrescente-se a isso a redução de custos de passagens aéreas, o que aumenta contatos inter-</p><p>nacionais em nível interpessoal. Em paralelo, a atual revolução das telecomunicações proporciona-</p><p>da pela informática, pela fibra ótica, e por satélites, despejando informações via TV ou colocando o</p><p>conhecimento da humanidade ao alcance de todos via internet, cria o conceito de autoestrada de</p><p>informações. Estes dois fatores bem demonstram como o mundo evoluiu, a ponto de tornar-se uma</p><p>vila global, e o quanto necessário é que se estabeleça uma linguagem comum.</p><p>Ao assumir este papel de língua global, o inglês torna-se uma das mais importantes ferramen-</p><p>tas, tanto acadêmicas quanto profissionais. É hoje inquestionavelmente reconhecido como a língua</p><p>mais importante a ser adquirida na atual comunidade internacional. Este fato é incontestável e pa-</p><p>rece ser irreversível. O inglês acabou tornando-se o meio de comunicação por excelência tanto do</p><p>mundo científico como do mundo de negócios.</p><p>Philip B. Gove, no seu prefácio ao Webster’s Third New International Dictionary ilustra:</p><p>Parece bastante claro que antes do término do século 20 todas as comunidades do mundo vão ter aprendido a se</p><p>comunicar com o resto da humanidade. Neste processo de intercomunicação a língua inglesa já se tornou a língua</p><p>mais importante no planeta. (5.ª, minha tradução)</p><p>E David Crystal acrescenta:</p><p>À medida que o inglês se torna o principal meio de comunicação entre as nações, é crucial garantirmos que seja</p><p>ensinado com precisão</p><p>Você tem alguma ex-</p><p>periência anterior?</p><p>Candidate: Yes, I’ve worked in my father’s</p><p>clinic during summer holiday.</p><p>Interviewer: That’s fine. It’s a part-time job.</p><p>We open at 9:00 and you can leave at 2:00 pm.</p><p>Candidate: It works for me. When will I know if</p><p>I got the job?</p><p>Interviewer: We’ll call you on Monday.</p><p>Candidata: Sim. Trabalhei na clínica de meu</p><p>pai nas férias de verão.</p><p>Entrevistador: Ótimo. É um trabalho de meio</p><p>período. Abrimos as 9:00 e você pode sair as 2:00</p><p>da tarde.</p><p>Candidata: Para mim está ótimo. Quando sa-</p><p>berei se consegui a vaga?</p><p>Entrevistador: Nós te ligamos na segunda.</p><p>Answers:</p><p>1.</p><p>4 hair dresser. 3 nurse.</p><p>6 dentist. 1 teacher.</p><p>2 porter. 5 lawyer.</p><p>2.</p><p>a) I’m a waiter.</p><p>b) I’m a doctor.</p><p>c) I’m a salesman.</p><p>d) I’m a barber.</p><p>e) I’m an accountant.</p><p>146 | Intonation is crucial for communication</p><p>3.</p><p>I. B</p><p>II. C</p><p>III. B</p><p>Differences between</p><p>American and British English</p><p>Só a educação liberta.</p><p>Epicteto1</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>A segunda metade do século XVIII e início do século XIX foram marcados por acontecimentos e</p><p>processos que modificaram a vida das sociedades modernas. As revoluções agrícola, comercial, social,</p><p>política e demográfica, observadas nesse período, criaram as estruturas das atuais sociedades do mun-</p><p>do ocidental. Entre as revoluções citadas, destaco a Revolução Industrial como a mais importante desse</p><p>período, por representar uma ruptura no sistema de trocas da sociedade feudal: a produção artesanal</p><p>passa para a produção manufatureira. A Inglaterra, que dispunha dos recursos naturais e técnicos, se</p><p>impôs como potência econômica, colocando o país um século à frente em termos de progresso e de-</p><p>senvolvimento dos demais países europeus.</p><p>Quanto à expansão da língua inglesa, costuma-se dizer que passou por três momentos: o pri-</p><p>meiro ocorreu no século XVII, com a imigração dos ingleses para Austrália e Nova Zelândia; o segundo</p><p>ocorreu nos séculos XVIII e XIX com o estabelecimento das colônias, principalmente por parte da Grã-</p><p>1 Epicteto (35-135 a.C) filósofo grego, da escola estoica. Viveu a maior parte de sua vida como escravo em Roma.</p><p>Vídeo</p><p>148 | Differences between American and British English</p><p>-Bretanha na África, no Oriente Médio, na Ásia e na Oceania. O terceiro momento teve início com o</p><p>fim da Segunda Grande Guerra, em 1945, e o consequente fortalecimento dos EUA com o poderio</p><p>econômico-técnico-científico.</p><p>Existe, todavia, um quarto momento, que deve ser considerado numa reflexão sobre a consolida-</p><p>ção do inglês como língua internacional neste início de novo milênio. Com a independência das dife-</p><p>rentes colônias na África e na Ásia, a partir dos anos 1960, foram institucionalizadas outras variedades</p><p>de inglês, cada uma com a sua norma, sua cultura, seus romancistas, poetas e seus próprios dicionários.</p><p>É importante lembrar que o inglês, desde muito tempo, deixou de ser propriedade exclusiva de uma</p><p>nação; o referido idioma é oficial ou semioficial em 60 diferentes países e tem uma posição de proemi-</p><p>nência em outros 20. Por esse motivo, pode-se falar de “inglês americano”, “inglês australiano”, “inglês</p><p>indiano”, “inglês dos países da África”, “inglês caribenho”, entre outos. Observe os seguintes dados:</p><p>: : Número de falantes (aproximadamente): primeira língua – 400 milhões, língua oficial – 1,4</p><p>bilhões.</p><p>: : Primeira língua/língua oficial em 53 países independentes.</p><p>As áreas marcadas em verde mostram as nações que utilizam o inglês como a primeira língua ou como língua oficial.</p><p>30º 60º 120º 150º90º30º 0º60º90º120º150º</p><p>0º Equador</p><p>30º</p><p>23º 27’ 30” Trópico de Capricórnio</p><p>66º 32’ 30” Círculo Polar Antártico</p><p>60º</p><p>30º</p><p>60º</p><p>66º 32’ 30” Círculo Polar Ártico</p><p>23º 27’ 30" Trópico de Câncer</p><p>G</p><p>re</p><p>en</p><p>w</p><p>ic</p><p>h</p><p>Oceano</p><p>Pacífico</p><p>Oceano</p><p>Pacífico</p><p>Oceano</p><p>Índico</p><p>Oceano</p><p>Atlântico</p><p>2 658 km0</p><p>S</p><p>W E</p><p>N</p><p>M</p><p>ar</p><p>ilu</p><p>S</p><p>ou</p><p>za</p><p>.</p><p>: : Língua oficial.</p><p>Nações Unidas – Organização internacional formada por 192 países independentes.</p><p>149|Differences between American and British English</p><p>União Europeia – bloco político e econômico formado por 27 países independentes, situados</p><p>na Europa.</p><p>Nações pertencentes ao Commonwealth – (também conhecido como British Commonwealth).</p><p>Associação voluntária de 53 estados independentes, a maioria ex-colônias inglesas (exceto Grã-Bretanha</p><p>e Moçambique).</p><p>Diante desses dados, não é de se estranhar que a língua inglesa apresente tantas variações linguísticas,</p><p>em termos de gramática, vocabulário, ortografia e pronúncia. Nesta aula, proponho um estudo sobre as</p><p>diferenças entre o inglês americano e o inglês britânico. No entanto, é importante lembrar que a língua</p><p>não é um sistema estanque e, portanto, irá apresentar diversas variações em termos de stress, pronúncia</p><p>e sotaque, para citar as diferenças mais evidentes. Por exemplo, o inglês falado nos Estados Unidos não</p><p>é o mesmo em todo o território. Os americanos que vivem no norte do país têm pronúncia, sotaque e</p><p>uso de vocabulário que diferem daqueles que vivem na região sul, na região oeste, na região leste e na</p><p>região central dos Estados Unidos.</p><p>Essas diferenças também se relacionam com a escolaridade dos indivíduos, com o grupo social</p><p>a que pertencem, à faixa etária em que se encontram, só para citar alguns fatores que determinam as</p><p>diferenças linguísticas observadas no inglês americano. Da mesma forma, observa-se as diferenças no</p><p>inglês britânico, que além das diferenças regionais, dos grupos sociais, da escolarização dos indivíduos,</p><p>a língua apresenta mais uma variação: o RP (Received Pronunciation2). Esse é o inglês falado pela rainha,</p><p>pela família real, pelos nobres e pela elite britânica, e cuja variante linguística e pronúncia diferenciam-</p><p>-se das demais formas. Temos, ainda, dialetos londrinos, como o Cockney.</p><p>Por isso, para efeito de análise vamos considerar apenas duas formas: o inglês americano padrão</p><p>(AE standard) e o inglês britânico, entendido como RP (Received Pronunciation)3. De acordo com o The</p><p>American Heritage® Dictionary of the English Language (2000), RP refere-se à pronúncia do inglês britâni-</p><p>co baseado na fala da elite inglesa (upper class) e que é o padrão ensinado nas escolas públicas, particu-</p><p>lares e também utilizado pelos meios de comunicação.</p><p>2 RP–Received Pronunciation é apenas uma variante de pronúncia. Não devemos traduzir literalmente por Pronúncia Recebida.</p><p>3 Doravante AE refere-se ao inglês americano e RP ao inglês britânico.</p><p>150 | Differences between American and British English</p><p>Em termos de pronúncia, as maiores diferenças existentes entre AE e RP referem-se ao stress (toni-</p><p>cidade) das palavras e à articulação de fonemas. De uma maneira bem simples, entende-se por fonemas</p><p>as unidades sonoras da língua, como as vogais e consoantes. O stress se relaciona às sílabas que formam</p><p>uma palavra e quão “fortes” ou “proeminentes” elas são quando comparadas às outras sílabas. O stress é</p><p>mais facilmente identificado em palavras longas. Observe o seguinte exemplo:</p><p>Palavra AE RP</p><p>address (endereço)</p><p>garage (garagem)</p><p>Outra diferença, que é percebida nitidamente, refere-se ao som produzido pelo fonema r. De ma-</p><p>neira geral, os americanos evidenciam o fonema r e os ingleses o pronunciam de maneira bem discreta.</p><p>Veja os seguintes exemplos:</p><p>Palavra AE RP</p><p>card (cartão)</p><p>forecast (previsão)</p><p>A nasalização, qualidade dos sons vocálicos quando precedidos de consoante (principalmente m,</p><p>n) é uma forte característica encontrada no AE. Alguns exemplos:</p><p>Palavra AE RP</p><p>ranch (rancho)</p><p>dance (dançar)</p><p>As diferenças são inúmeras e as que foram apontadas no decorrer do texto são as que podem ser</p><p>detectadas de maneira auditiva. É importante lembrar que tais diferenças dependem da sensibilidade</p><p>dos ouvintes para serem detectadas. Além disso, há temas que são muito recorrentes para iniciar-se</p><p>uma conversação em inglês. Falantes norte-americanos e britânicos costumam iniciar um bate-papo</p><p>com um tema muito culturalmente marcado para eles: o clima. Talvez pelo excesso de chuva caracterís-</p><p>tico da Grã-Bretanha e pelo frio rigoroso, tanto na América do Norte quanto na Grã-Bretanha, os falantes</p><p>de inglês gostam de iniciar conversas (até mesmo em salas de bate-papo na internet) perguntando e</p><p>descrevendo o “tempo”. Na TV a cabo desses países há canais que transmitem as condições climáticas 24</p><p>horas por dia. Por isso, escolhi o tópico “tempo” (aspectos climáticos) para observar como um americano</p><p>e um inglês pronunciam as mesmas frases.</p><p>151|Differences between American and British English</p><p>Describing the weather – (descrevendo o tempo)</p><p>Vocabulary (vocabulário)</p><p>Useful sentences (frases úteis)</p><p>Using verbs to describe the weather</p><p>(verbos utilizados para descrever o tempo)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>The sun is shining.</p><p>(O sol está brilhando)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>It’s drizzling.</p><p>(Está garoando)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>The wind is blowing.</p><p>(Está ventando)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>It’s raining.</p><p>(Está chovendo)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>It’s hailing.</p><p>(Chuva de granizo)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>It’s pouring. (Está caindo</p><p>uma tempestade)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>It’s snowing.</p><p>(Está nevando)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>It’s thundering.</p><p>(Está trovejando)</p><p>Using adjectives to describe the weather</p><p>(adjetivos utilizados para descrever o tempo)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Sweltering</p><p>It’s a sweltering day.</p><p>(Dia de calor escaldante)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Freezing</p><p>It’s a freezing day.</p><p>(Dia de frio congelante)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Clear</p><p>It’s a clear day.</p><p>(Céu claro, sem nuvens)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Stormy</p><p>It’s a stormy day.</p><p>(Dia com chuva e trovoadas)</p><p>152 | Differences between American and British English</p><p>Using adjectives to describe the weather</p><p>(adjetivos utilizados para descrever o tempo)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Warm</p><p>It’s a warm day.</p><p>(Dia quente)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Cold</p><p>It’s a cold day.</p><p>(Dia frio)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Misty</p><p>It’s a misty day.</p><p>(Dia com névoa)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Foggy</p><p>It’s a foggy day.</p><p>(Dia com neblina)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Sunny</p><p>It’s a sunny day.</p><p>(Dia ensolarado)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Cloudy</p><p>It’s a cloudy day.</p><p>(Dia nublado)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Breezy</p><p>It’s a breezy day.</p><p>(Dia com brisa)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Windy</p><p>It’s a windy day.</p><p>(Dia com vento)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Showery</p><p>It’s a showery day.</p><p>(Dia com chuvas rápidas)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Rainy</p><p>It’s a rainy day.</p><p>(Dia chuvoso)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Snowy</p><p>It’s a snowy day.</p><p>(Dia com neve)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Drizzly</p><p>It’s a drizzly day.</p><p>(Dia com garoa)</p><p>Other events associated with the weather</p><p>(outros eventos associados ao tempo)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>The weather forecast</p><p>(A previsão do tempo)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Flood</p><p>(Enchente)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Drought</p><p>(Seca)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Tidal wave (Ondas gigantes que</p><p>atingem as cidades – Tsunami)</p><p>153|Differences between American and British English</p><p>Other events associated with the weather</p><p>(outros eventos associados ao tempo)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Twister</p><p>(Tornado)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Hurricane</p><p>(Furacão)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Earthquake</p><p>(Terremoto)</p><p>How to ask about the weather</p><p>(American English accent) Jane is on the phone, talking to her friend Tom. (Inglês ameri-</p><p>cano) Jane está ao telefone, falando com seu amigo Tom.</p><p>Dialog 1</p><p>Jane: Hello, Tom. How are you?</p><p>Tom: Hi, Jane. I’m fine. What have you been up to?</p><p>Jane: Same old. Listen, I’m thinking of travelling</p><p>to New York. What’s the weather like this time</p><p>of the year?</p><p>Tom: Well, it’s summer so it’s been very hot. The</p><p>sun is shining, and there’s no sign of rain.</p><p>Jane: Great. I’ll call you when I come back. Bye.</p><p>Tom: Bye. Have a safe trip.</p><p>Jane: Oi, Tom. Tudo bom?</p><p>Tom: Oi, Jane. Vou bem. O que você tem feito?</p><p>Jane: O de sempre. Escute, estou pensando em</p><p>ir para Nova York. Como está o tempo?</p><p>Tom: Bem, é verão. Então, os dias têm sido</p><p>bem quentes. O sol está brilhando e não há</p><p>sinal de chuva.</p><p>Jane: Muito bom. Te ligo quando voltar. Tchau.</p><p>Tom: Tchau. Faça uma boa viagem.</p><p>Dialog 2</p><p>(British English accent) Neil is talking to his friend John. (Inglês britânico) Neil está con-</p><p>versando com seu amigo John.</p><p>Neil: John, the weather is terrible today.</p><p>John: Do you think so?</p><p>Neil: Yes. It’s been pouring since Sunday. Days</p><p>are windy and stormy since the beginning of the</p><p>month. On top of everything, I think I’m coming</p><p>down with a cold.</p><p>John: You really sound terrible. Go home and have</p><p>a good rest.</p><p>Neil: John, hoje o tempo está horrível.</p><p>John: Você acha?</p><p>Neil: Claro. Tem chovido torrencialmente desde</p><p>domingo. Os dias têm sido de muita ventania e</p><p>trovoadas desde o começo do mês. Sem contar</p><p>que acho que vou pegar um resfriado.</p><p>John: De fato, você não parece bem. Vá para</p><p>casa descansar.</p><p>154 | Differences between American and British English</p><p>Weather forecast Previsão to tempo</p><p>(American English accent) In Seattle,</p><p>it will be rainy and windy tomorrow morning</p><p>with rain falling until late in the afternoon. On</p><p>the east side of the mountains in Spokane, the</p><p>sun will shine and temperatures will reach 30</p><p>degrees Celsius. In the evening, the weather will</p><p>become windy and cloudy. In the mountains,</p><p>you can expect snow above 2 000 meters.</p><p>(Inglês americano) Em Seattle, a parte da</p><p>manhã será chuvosa com ventos e chuva até</p><p>o fim da tarde. No lado leste das montanhas</p><p>em Spokane, o sol irá brilhar com temperatu-</p><p>ras que deverão atingir 30°C. No fim da tarde, o</p><p>tempo ficará nublado, com vento. Nas monta-</p><p>nhas, pode-se esperar neve, que deve atingir</p><p>2 000 metros de altura.</p><p>Weather forecast Previsão to tempo</p><p>(British English accent) And now here’s</p><p>the weather forecast for the next 24 hours. In</p><p>the North of England, it will be a showery day.</p><p>In the South of England, it will be mainly sunny</p><p>and dry, with temperatures around 7°C. It should</p><p>stay hot all day, but there’ll be quite a wind, so</p><p>wrap up warm.</p><p>(Inglês britânico) E agora, a previsão do</p><p>tempo para as próximas 24 horas. No norte da</p><p>Inglaterra, a previsão é de dia com chuvas espar-</p><p>sas. Já no sul da Inglaterra, o dia será ensolarado</p><p>e seco, com temperatura em torno de 7°C. Deve</p><p>permanecer quente o dia todo, mas há a possibili-</p><p>dade de ventos, então mantenha-se aquecido.</p><p>Cantinho cultural</p><p>Como você notou nesta lição, saber falar e compreender certas frases</p><p>fixas ou semifixas sobre o clima pode ser a porta de entrada para a sua co-</p><p>municação em inglês. Mas, qual seria a razão para isso? Podemos pensar</p><p>que, por exemplo, a cidade de Londres é muito conhecida pelo seu “fog”</p><p>(neblina) e pela chuva constantes. Muitos londrinos não saem de casa sem</p><p>consultar a previsão do tempo! E, não importa qual a estação, o tempo</p><p>instável e o frio londrino fazem parte da vida de quem mora por lá.</p><p>Se você olhar no mapa-múndi verá quão próximo do extremo nor-</p><p>te localiza-se a Grã-Bretanha. E, por ser um conjunto de ilhas separado</p><p>do continente europeu pelo oceano, o clima britânico é bem distinto.</p><p>Isso, talvez afete muitos hábitos britânicos, como, por exemplo: alimen-</p><p>tos e bebidas fortes para aquecerem-se; hábitos de leitura por ficarem muito tempo dentro de casa;</p><p>e certa euforia nos raros dias de sol.</p><p>Já nos países de língua inglesa na América do Norte, devido à grande extensão territorial</p><p>do Canadá e dos Estados Unidos, temos desde invernos rigorosos (–63ºC em Yukun, um dos três</p><p>G</p><p>et</p><p>ty</p><p>Im</p><p>ag</p><p>es</p><p>.</p><p>155|Differences between American and British English</p><p>territórios canadenses e –62ºC no Alasca, um dos 50 estados americanos) até verões muito quentes</p><p>e úmidos (40ºC na Flórida, estado americano ao sul). Contudo, devido à constituição geográfica da</p><p>América do Norte, suas praias têm extensões de areia bem menores que as brasileiras e muitas delas</p><p>apresentam</p><p>apenas extensões rochosas que impossibilitam seu acesso.</p><p>Assim, o inverno é uma estação muito apreciada pelos norte-americanos para praticar es-</p><p>portes outdoors (prática ao ar livre): esqui alpino, esqui cross-country, esqui livre, salto de esqui,</p><p>snowboard e bobsleigh); e indoors (prática em local fechado): hóquei no gelo, patinação no</p><p>gelo artística e de velocidade.</p><p>Culturalmente, o clima atua como fator determinante para as práticas sociais dos países do</p><p>hemisfério norte em geral. Como você sabe, aqui no Brasil temos o verão como estação principal</p><p>e característica de nossas práticas sociais (frequentar praias, passeios ao ar livre, entre outros). Isso</p><p>tudo afeta a língua e muitas vezes compreendemos as palavras, as frases da língua inglesa, mas não</p><p>fazemos uma correlação direta com os nossos hábitos. Enfim, para entender a língua precisamos</p><p>entender que nem sempre os hábitos são semelhantes e, como vimos nessa lição, até o clima carac-</p><p>teriza uma língua, seus falantes e sua cultura.</p><p>Finalmente, é bom lembrarmos que nos Estados Unidos usa-se como medida de tempe-</p><p>ratura o Fahrenheit (F). Para converter a temperatura de Fahrenheit para Célsius, subtraia 32 do</p><p>valor em graus Fahrenheit, multiplique por 5 e divida por 9. Por exemplo, em Célsius 77ºF é igual</p><p>a 25ºC (77-32x5/9).</p><p>Texto complementar</p><p>Do you speak...?</p><p>Brasileiros estudam inglês mais do que nunca, mas a maioria não consegue aprender</p><p>(FRANÇA, 2008)</p><p>“O inglês é uma batata quente na minha boca”... Estamos no teatro, num dos quadros da peça</p><p>Cinco Vezes Comédia. É uma história engraçada de uma mulher, interpretada pela atriz Débora Bloch,</p><p>atormentada pela dificuldade em aprender inglês. “Meu inglês é tão ruim – conta a personagem, no</p><p>palco – que, uma vez, me perdi no Central Park e precisei pedir informações. Em vez de perguntar</p><p>Where am I? (onde estou?), dizia Who am I? (quem sou eu?). As pessoas fugiam pensando que eu</p><p>era louca.” Depois de experimentar, em vão, todo tipo de curso de inglês, ela resolve se dar a última</p><p>chance. “The last one”, avisa à plateia. Começa um curso por correspondência chamado Sleeping</p><p>Learning – aprender dormindo. Um sonho de método! O único esforço que exige do aluno é escutar</p><p>lições de inglês enquanto dorme. A personagem de Débora Bloch passa a sonhar com personagens</p><p>de livros didáticos: Peter, Paul, Mary, Bill e Joan, que a envolvem numa trama policial tipo Agatha</p><p>Christie. Só na última lição, morta de medo – acusada de assassinato, ela é levada à cadeira</p><p>elétrica –, a moça começa finalmente a dominar a língua. Só que tudo não passou de um sonho.</p><p>Fora do palco, aprender inglês é um pesadelo que atormenta um número cada vez maior de</p><p>156 | Differences between American and British English</p><p>brasileiros. Nunca, na História do país, tantas pessoas estudaram um idioma estrangeiro. Nunca os</p><p>brasileiros viajaram tanto para o exterior nem tiveram tanto contato com palavras e expressões em</p><p>inglês. Qualquer pessoa, com um mínimo de escolaridade, sabe da importância da língua inglesa</p><p>para o futuro profissional. E, embora muitos adolescentes e mesmo crianças já tenham incorporado</p><p>aquele jeito muito americano de expressar satisfação dizendo “Yeeeeees”, na realidade continuamos</p><p>monoglotas. Há alguns meses, a empresa de comunicações americana AT&T fez uma pesquisa sobre</p><p>o grau de conhecimento do inglês entre seu público potencial no Brasil, os 20% de maior poder</p><p>aquisitivo. A pesquisa revelou que nessa faixa, em que quase todos possuem diploma universitário,</p><p>só 7% são capazes de “se virar” em inglês. “Tivemos de lançar nossa home page na internet em</p><p>português, em vez de usar o inglês, como na maioria dos países”, diz Fernando Espuela, gerente de</p><p>vendas da AT&T, em Miami.</p><p>GRAVADOR NO SONO – Vinte milhões de brasileiros estudam inglês atualmente, entre crianças,</p><p>adolescentes e adultos. Há 3 345 escolas de inglês registradas no país. Isso não significa que todos</p><p>esses cursos sejam capazes de oferecer um aprendizado eficaz. Um estudo realizado pelo professor</p><p>Rajendra Rangi Singh, consultor de idiomas para grandes empresas, mostra que metade dos cursos</p><p>oferecidos no Brasil é de má qualidade. Outros 35% oferecem um aprendizado mediano, e apenas</p><p>15% são classificados como bons. “Não faltam picaretagens como o Sleeping Learning”, diz Singh.</p><p>O método de aprender dormindo existe mesmo. É um curso composto de treze fitas, que devem ser</p><p>ouvidas todas as noites na segunda meia hora do sono. Um relógio dispara o gravador com a fita da</p><p>lição de inglês. A propaganda promete que, depois de setenta noites, o aluno, de tanto sonhar com</p><p>as lições, acordará falando inglês – tal como no teatro. “O aluno aprende mais dormindo porque a</p><p>concentração durante o sono é maior”, garante Luís Carlos Arruda, diretor do Sleeping Learning.</p><p>Aprender inglês é a típica decisão de Ano-Novo da maioria dos brasileiros. São poucos, con-</p><p>tudo, os que ao final do ano conseguem ao menos somar algumas palavras novas àque-</p><p>las que já conheciam. A falta de intimidade com as línguas estrangeiras começa com o en-</p><p>sino deficiente das escolas. É o que mostram as estatísticas dos vestibulares. Todos os anos,</p><p>cerca de 120 000 estudantes prestam o exame da Fuvest, em São Paulo. A média dos alunos</p><p>na prova de inglês é 3,5, numa escala de 1 a 10 – uma nota baixíssima, ainda mais porque, se-</p><p>gundo a avaliação de Alceu Gonçalves de Pinho, diretor da Fuvest, “o exame é muito fácil”.</p><p>Em tempos de globalização, não falar inglês virou motivo de vergonha. Nos seminários de negó-</p><p>cios, mesmo os executivos mais ignorantes recusam os fones com tradução simultânea. Preferem</p><p>assistir às palestras dissimulando a ignorância com um inconfundível ar apalermado à confissão</p><p>pública de que não sabem inglês. Nas empresas, quando se abrem vagas para executivos, dez em</p><p>cada dez candidatos garantem o pleno domínio do idioma de Shakespeare. A verdade é bem dife-</p><p>rente, informa Marcelo Santos, diretor de Recursos Humanos do Banco de Boston. “A certa altura</p><p>da entrevista, perguntamos se é possível prosseguir a conversa em inglês”, conta. “Eles em geral se</p><p>recusam, dizendo que estão com o inglês um tanto enferrujado, mas que com dois ou três meses de</p><p>treino estará tudo o.k.” Pelo cálculo de Santos, apenas 10% dos candidatos a cargos de gerência ou</p><p>direção têm um inglês fluente. Outros 45% “quebram o galho” e os 45% restantes não vão além do</p><p>“the book is on the table” (o livro está sobre a mesa).</p><p>ECONOMÊS – O Banco de Boston forma, todos os anos, um grupo de quinze a vinte funcioná-</p><p>rios de alto escalão, que participam de um programa intensivo de aprendizado de inglês, o English</p><p>Club. As aulas são voltadas para situações específicas do mundo dos negócios e o vocabulário se</p><p>concentra no jargão da economia, o economês. “A língua para mim é um instrumento”, diz Pedro</p><p>157|Differences between American and British English</p><p>Milioni, de 41 anos, diretor do Banco de Boston, que participa do English Club. Fazia 25 anos que</p><p>Milioni não estudava inglês. Hoje, ele tem aulas individuais dentro da empresa. Seu professor, o</p><p>americano Douglas Gouveia, não se preocupa em “corrigir” o sotaque dos alunos. “Sotaque é uma</p><p>coisa, pronúncia é outra. O sotaque é parte da personalidade de cada um. Devemos nos orgulhar</p><p>dele, assim como nos orgulhamos de nossa aparência física.”</p><p>TREZENTAS HORAS – Separar uma boa escola de uma arapuca é simples: basta não acredi-</p><p>tar em milagres. “Não existe método mágico de aprendizado”, informa Raymond Maddock, pro-</p><p>fessor especialista em métodos de ensino. Trezentas horas de aula é a carga mínima de tem-</p><p>po necessária para começar a falar a língua, segundo ele. Isso corresponde a quase dois anos,</p><p>sem férias, com três horas de aula por semana, mais uma hora diária para o estudo em casa.</p><p>Para quem tem tempo e recursos, uma opção cada vez mais usada é ir aprender inglês no exterior.</p><p>Nos últimos dois anos, o número de brasileiros que embarcaram para os Estados Unidos com o</p><p>propósito de estudar o idioma aumentou em média 60%.</p><p>Só no ano passado, estima-se que 20 000</p><p>estudantes, de todas as idades, tenham saído do país para aprender inglês. Esse tipo de curso só é</p><p>recomendado para quem já tem noções básicas do idioma antes de viajar. “Um aluno sem conhe-</p><p>cimento da língua passa por tantas dificuldades que acaba traumatizado”, explica Irene Felman, da</p><p>Associação Alumni, um centro de ensino e intercâmbio de inglês. Um caso exemplar é o de Arman-</p><p>do Ambrosio, de 47 anos, gerente de vendas da Johnson & Johnson. Ele não falava quase nada de</p><p>inglês. Por isso, a empresa resolveu mandá-lo para um curso de uma semana nos EUA. Terminadas</p><p>as aulas, ele e a mulher foram para San Francisco. Ambrosio achava que já estava dominando a lín-</p><p>gua. Atrapalhou-se no primeiro restaurante. Para fazer um pedido, ele precisou fazer mímicas e sons</p><p>esquisitos que imitavam animais. “Foi um vexame!”, conta. Ambrosio queria comer camarão e não</p><p>sabia a palavra equivalente em inglês (shrimp). Depois de ser ajudado por frequentadores america-</p><p>nos do restaurante, ele teve de comer a lagosta que lhe foi servida.</p><p>Atividades</p><p>1. Defina AE e RP.</p><p>2. Ouça a previsão do tempo e preencha os espaços em branco.</p><p>And now the forecast for today. It is a sunny and day but you can</p><p>expect in the afternoon. will be around 12°C. Up in the mountains,</p><p>the temperatures will drop 16°C, so it’s going to a day.</p><p>158 | Differences between American and British English</p><p>3. Ouça o diálogo e sublinhe as palavras relacionadas às condições climáticas:</p><p>James: I am going to the stadium to watch a soccer game tonight.</p><p>Carol: So, you should take an umbrella.</p><p>James: Why? It’s clear.</p><p>Carol: No, it isn’t. It’s very cloudy. Listen! It’s thundering.</p><p>James: Oh! Let me check the weather forecast on the radio.</p><p>(20 minutes later)</p><p>Carol: So…</p><p>James: You’re right. It’s going to be rainy tonight. I think I’m not going to the game.</p><p>Carol: Well, that’s a wise decision.</p><p>Gabarito</p><p>1. RP refere-se à pronúncia do inglês britânico baseado na fala da elite inglesa (upper class) e</p><p>que é o padrão ensinado nas escolas públicas e particulares sendo também utilizado pelos</p><p>meios de comunicação.</p><p>AE é o inglês americano padrão.</p><p>2. Tapescript 1</p><p>And now the weather forecast for today. It is a sunny and warm day but you can expect rain in</p><p>the afternoon. Temperature will be around 12°C. Up in the mountains, the temperatures will drop</p><p>16°C, so it’s going to be a snowy day.</p><p>3. Tapescript 2</p><p>James: I am going to the stadium to watch a soccer game tonight.</p><p>Carol: So, you should take an umbrella.</p><p>James: Why? It’s clear.</p><p>Carol: No, it isn’t. It’s very cloudy. Listen! It’s thundering.</p><p>James: Oh! Let me check the weather forecast on the radio.</p><p>(20 minutes later)</p><p>Carol: So…</p><p>James: You’re right. It’s going to be rainy tonight. I think I’m not going to the game.</p><p>Carol: Well, that’s a wise decision.</p><p>Differences between</p><p>Scottish English and</p><p>Standard English</p><p>I’m not English, I’m Scottish.1</p><p>Anônimo</p><p>A história e a cultura das ilhas inglesas (British Isles) são fatores importantes para o entendimento</p><p>das diferenças observadas no inglês escocês e no inglês britânico, denominado Received Pronunciation2</p><p>(RP).</p><p>Os escoceses mantiveram uma identidade distinta dos ingleses, tanto em termos políticos como</p><p>étnicos, embora pertençam ao Reino Unido. Tanto ingleses quanto escoceses partilham uma mesma</p><p>herança cultural: os povos celtas, os anglo-saxões e os normandos (provenientes da França).</p><p>Falar da Escócia significa falar de uma imensidão de dialetos e diferenças linguísticas regionais.</p><p>A palavra Escócia significa “land of the Scots” (a terra dos Scots). Os Scots formavam as tribos celtas,</p><p>que partiram da Irlanda do Norte entre os séculos V e VI, para habitar o território escocês. Até 1707, o</p><p>reino da Escócia era um estado independente, mas o decreto Acts of Union anexou essa monarquia ao</p><p>Reino da Inglaterra, originando o Reino Unido da Grã-Bretanha. Ainda assim, a identidade, a cultura e a</p><p>tradição escocesas puderam ser mantidas graças ao sistema legal, que permaneceu independente do</p><p>sistema adotado pela Inglaterra.</p><p>1 Eu não sou inglês. Sou escocês.</p><p>2 Para fins de análise o inglês britânico será mencionado como inglês RP. De acordo com o The American Heritage® Dictionary of the English Lan-</p><p>guage, RP refere-se à pronúncia do inglês britânico baseada na fala da elite inglesa (upper class) e que é o padrão ensinado nas escolas públicas</p><p>e particulares, sendo também utilizado pelos meios de comunicação.</p><p>Vídeo</p><p>160 | Differences between Scottish English and Standard English</p><p>North Sea</p><p>North Sea</p><p>Atlantic</p><p>Ocean</p><p>Loch</p><p>ness</p><p>Outer</p><p>Hebrides</p><p>5°</p><p>55°</p><p>THURSO</p><p>STORNOWAY</p><p>LEWIS ULLAPOOL</p><p>OBAN</p><p>PERTH</p><p>DUNDEE</p><p>BEN</p><p>NEVIS</p><p>PETERHEAS</p><p>WICK</p><p>KIRWALL</p><p>KIRKALDY</p><p>NEWCASTLE</p><p>UPON TYNE</p><p>ENGLAND</p><p>EDINBURGH</p><p>NORTHERN</p><p>IRELAND</p><p>IRELAND</p><p>DUMFRIES</p><p>AYR</p><p>STRANRAER</p><p>LARNEBELFASTE</p><p>MELROSE</p><p>GLASGOWIslay</p><p>Jura</p><p>Colonsay</p><p>Tiree</p><p>Coll</p><p>Mull</p><p>SkyeSouth</p><p>Uist</p><p>Benbecula</p><p>Harris</p><p>Arran</p><p>STANDREWS</p><p>ARBROATH</p><p>ABERDEENAVIEMORE</p><p>ELGIN</p><p>INVERNESS</p><p>km0</p><p>S</p><p>W E</p><p>N</p><p>LERWICK</p><p>SHETLAND</p><p>ISLAND</p><p>M</p><p>ar</p><p>ilu</p><p>S</p><p>ou</p><p>za</p><p>.</p><p>Mapa da Escócia</p><p>A Escócia tem como línguas oficiais o Standard Scottish English (SSE), o gaélico (falado na</p><p>região norte – Highlands) e o Scots (muito comum nas zonas rurais no sul da Escócia). Há inúmeras</p><p>diferenças na pronúncia do inglês escocês e o RP, por isso irei me restringir àquelas que são mais per-</p><p>ceptíveis sob o ponto de vista auditivo. O inglês escocês é único no que se refere a dois aspectos em</p><p>termos de pronúncia, quando comparado ao Standard English (RP): os falantes não fazem distinção no</p><p>som produzido pelas vogais (lembre-se: o inglês possui vogais longas e vogais curtas) e o som pro-</p><p>duzido pela letra r está sempre presente e evidenciado nas palavras, diferentemente do inglês RP, no</p><p>qual o som do r não é enfatizado. O vocabulário é outro item que merece atenção. Observe o quadro</p><p>a seguir com alguns exemplos:</p><p>Standard Scottish English Standard English Tradução</p><p>aye yes sim</p><p>mind remember lembrar</p><p>loch lake lago</p><p>wee small pequeno</p><p>bonnie good, nice, beautiful bom, bonito (adjetivo)</p><p>161|Differences between Scottish English and Standard English</p><p>Existem ainda outras particularidades no inglês escocês, como por exemplo:</p><p>Estrutura gramatical Standard Scottish English Standard English Tradução</p><p>Forma negativa</p><p>I amn’t.</p><p>She’s no coming.</p><p>I’m not.</p><p>She isn’t coming.</p><p>Eu não sou. (verbo ser)</p><p>Ela não vem.</p><p>Pronome demonstrativo those</p><p>é substituído por they</p><p>Look at they shoes. Look at those shoes. Olhe aqueles sapatos.</p><p>Os escoceses têm orgulho de seu sotaque, da maneira de falar, do seu voca-</p><p>bulário e da sua identidade cultural, que como eles mesmos gostam de frisar, em</p><p>nada lembram os ingleses. Para marcar diferenças quanto ao aspecto físico e à per-</p><p>sonalidade dos indivíduos é necessário aprender adjetivos sem esquecer que estes</p><p>podem ter um sentido positivo, negativo ou neutro. Por isso, nada mais apropriado</p><p>do que aprender o tópico describing people (descrevendo as pessoas) e describing</p><p>places (descrevendo lugares). Você observará que os adjetivos podem ser usados</p><p>tanto para pessoas quanto para lugares. A única mudança diz respeito ao pronome</p><p>pessoal it, que é usado apenas para indicar lugares e coisas.</p><p>Describing people (descrevendo as pessoas)</p><p>Vocabulary (vocabulário)</p><p>Useful sentences (frases úteis)</p><p>Height (altura)</p><p>How tall is he? (Qual a altura dele?)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>He is tall. (Ele é alto)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>He is short. (Ele é baixo)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>He is medium height. (Ele tem esta-</p><p>tura média)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>162 | Differences between Scottish English and Standard English</p><p>negative (conotação negativa) positive (conotação positiva) neutral (neutro)</p><p>Build (Constituição física)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>She is</p><p>skinny (esquálida)</p><p>thin (muito magra)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>She is</p><p>slim/ slender (magra)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>She is</p><p>fat / overweight (gorda)</p><p>plump (um pouco acima do peso)</p><p>Type of hair (tipo de cabelo)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>She has long straight</p><p>black hair.</p><p>(Ela tem cabelo escuro, liso</p><p>e comprido)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>He has short, curly, blond</p><p>hair.</p><p>(Ele tem cabelo loiro, curto</p><p>e ondulado)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>He has no hair. (Ele não</p><p>tem cabelo)</p><p>He is bald (Ele é careca)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>She has medium, waved</p><p>red hair.</p><p>(Ela é ruiva, com cabelo</p><p>ondulado e de tamanho</p><p>médio)</p><p>Eyes</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>green eyes</p><p>(olhos verdes)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>blue eyes</p><p>(olhos azuis)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>brown eyes</p><p>(olhos castanhos)</p><p>163|Differences between Scottish English and Standard English</p><p>Adjectives used to describe someone’s appearance</p><p>(Adjetivos utilizados para descrever a aparência de uma pessoa)</p><p>beautiful</p><p>pretty (bonita)</p><p>(usado mais para mulheres</p><p>e meninas)</p><p>handsome</p><p>(bonito)</p><p>(usado mais para homens)</p><p>good-looking</p><p>attractive</p><p>(atraente)</p><p>(usado para homens e</p><p>mulheres)</p><p>ugly</p><p>(feio)</p><p>(usado para mulheres,</p><p>homens, crianças)</p><p>Adjectives used to describe someone’s personality</p><p>(Adjetivos utilizados para descrever a personalidade de uma pessoa)</p><p>lovely</p><p>nice (agradável)</p><p>friendly</p><p>(amigável)</p><p>ok</p><p>all right (normal)</p><p>awful</p><p>terrible</p><p>nasty</p><p>(desagradável, horrível)</p><p>Adjectives used to describe someone’s mood</p><p>(Adjetivos utilizados para descrever o estado de espírito de uma pessoa)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>happy</p><p>(feliz)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>all right</p><p>(bem)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>ok, so so</p><p>(ok, mais ou menos)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>blue, down, unhappy</p><p>(deprimido, triste)</p><p>Questions for people’s appearance and personality</p><p>(Perguntas referentes à aparência e personalidade das pessoas)</p><p>Appearance</p><p>What does Jane</p><p>look like?</p><p>(Como é a Jane? –</p><p>aparência física)</p><p>Oh. She is a very attractive woman. She is</p><p>tall, slim, with beautiful blue eyes. She has</p><p>long, waved black hair.</p><p>Oh. Ela é uma mulher muito atraente. Ela é alta,</p><p>magra, tem olhos azuis muito bonitos. Ela tem</p><p>cabelo escuro, comprido e liso.</p><p>164 | Differences between Scottish English and Standard English</p><p>Questions for people’s appearance and personality</p><p>(Perguntas referentes à aparência e personalidade das pessoas)</p><p>Personality</p><p>What is Jane like?</p><p>(Como é a Jane –</p><p>personalidade)</p><p>She is lovely! Very inteligent, friendly. She is</p><p>always in good mood.</p><p>Ela é muito agradável! Muito inteligente, amigável.</p><p>Está sempre de bom humor.</p><p>Questions for places</p><p>(Perguntas referentes a lugares)</p><p>Appearance</p><p>What is London like?</p><p>(Como é Londres?)</p><p>London is a big and very expensive city. It is</p><p>nice and pleasant but very cold this time of</p><p>the year.</p><p>Londres é uma cidade grande e muito cara. É</p><p>muito bonita, mas muito fria nesta época do</p><p>ano.</p><p>Diálogo 1</p><p>(Scottish English accent) Mike is on the phone, talking to his friend John. (Inglês esco-</p><p>cês) Mike está ao telefone, conversando com seu amigo John.</p><p>Mike: Hi, John. Can I ask you a favour?</p><p>John: Sure.</p><p>Mike: Could you pick my brother up from the</p><p>airport tomorrow at 11 a.m. I have to work.</p><p>John: Sure. What does he look like?</p><p>Mike: Well, he’s short, with dark brown hair. He’s</p><p>got a moustache and he’s in his mid-thirties.</p><p>John: And what’s he like?</p><p>Mike: He is lovely, has good sense of humour</p><p>but he’s a bit shy with people at first.</p><p>Mike: Oi, John. Posso te pedir um favor?</p><p>John: Claro.</p><p>Mike: Você pode pegar meu irmão no aeropor-</p><p>to, amanhã às 11:00 hs. Eu tenho que trabalhar.</p><p>John: Claro. Como ele é?</p><p>Mike: Bem, ele é baixo, tem cabelo castanho.</p><p>Tem bigode e tem por volta de 30 anos.</p><p>John: E como ele é (personalidade)?</p><p>Mike: Ele é muito agradável, tem bom senso de</p><p>humor. Mas é um pouco tímido no início.</p><p>Diálogo 2</p><p>(English accent – RP) Julie and Joe ran into each other at the restaurant. (Inglês britânico)</p><p>Julie e Joe se encontraram em um restaurante.</p><p>Joe: Julie. What a lovely surprise!</p><p>Julie: Joe! It’s been a long time. How are you?</p><p>Joe: I’m fine. Thanks. What have you been up to?</p><p>Joe: Julie. Que surpresa agradável!</p><p>Julie: Joe. Há quanto tempo! Tudo bem?</p><p>Joe: Tudo bem. O que você tem feito ultima-</p><p>mente?</p><p>165|Differences between Scottish English and Standard English</p><p>Julie: The same old. We have a new headmaster</p><p>in the school.</p><p>Joe: What’s he like?</p><p>Julie: He’s very nice. And he seems to be very</p><p>intelligent too.</p><p>Joe: That’s good! Where did he come from?</p><p>Julie: He came from Glasgow, Scotland.</p><p>Joe: Really? What’s it like, do you know?</p><p>Julie: Yes. It’s the largest city in Scotland. It’s</p><p>a really nice city to live in and people are very</p><p>friendly.</p><p>Julie: O de sempre. Nós temos um novo diretor</p><p>na escola.</p><p>Joe: Como ele é?</p><p>Julie: Ele é muito simpático. Parece ser muito</p><p>inteligente também.</p><p>Joe: Muito bom. De onde ele é?</p><p>Julie: Ele veio de Glasgow, na Escócia.</p><p>Joe: Jura? E como é essa cidade? Você sabe?</p><p>Julie: Sim. É a maior cidade da Escócia. É uma</p><p>cidade muito bonita para se viver e as pessoas</p><p>são muito amigáveis.</p><p>O meu inglês</p><p>Você deve estar se perguntando “Como vou treinar meus</p><p>ouvidos para compreender tantos sotaques da língua inglesa?”.</p><p>E, creio que não haja uma resposta única. Mas há uma dica essen-</p><p>cial: exponha-se à língua inglesa o máximo que puder! Já men-</p><p>cionei isso anteriormente, mas agora temos que fazer disso um</p><p>compromisso. Além disso, você não deve apenas se preocupar</p><p>com o sotaque, mas também com o assunto que você está ou-</p><p>vindo e/ou assistindo.</p><p>Normalmente gostamos de ouvir aquilo que nos interessa. Isso</p><p>nos dá motivação! E é fundamental que você se lembre disso. Por</p><p>exemplo, ao assistir a um filme em inglês, leia antes a sinopse e infor-</p><p>me-se sobre o assunto do filme, quem são os atores, os personagens</p><p>e se há uma mescla de sotaques ou ênfase em apenas um. Aprenda</p><p>mais sobre o tópico central do filme e de qual época ele é. Tudo isso vai moldar sua compreensão</p><p>auditiva antes de assistir ao filme. Mas lembre-se, nada como assistir a um filme com que você se</p><p>identifica de alguma forma, seja pelos atores e, especialmente, pelo tema.</p><p>Os filmes de história são ótimos para aliar conhecimento geral e conhecimento de língua.</p><p>Nesta lição vimos um pouco do inglês falado por escoceses. A dica para quem gosta de</p><p>história é assistir ao filme Braveheart (Coração Valente). O ator principal, Mel Gibson, interpre-</p><p>ta o herói escocês William Wallace. Apesar de Gibson ser de origem americana e ter vivido na</p><p>Austrália por muitos anos, seu personagem em Braveheart exigiu que seu sotaque fosse ade-</p><p>quado à Escócia do século XIII. Então, além do sotaque, o filme tenta resgatar a língua em uso</p><p>Braveheart</p><p>D</p><p>iv</p><p>ul</p><p>ga</p><p>çã</p><p>o:</p><p>2</p><p>0t</p><p>h</p><p>Ce</p><p>nt</p><p>ur</p><p>y</p><p>Fo</p><p>x</p><p>Fi</p><p>lm</p><p>C</p><p>or</p><p>po</p><p>ra</p><p>tio</p><p>n</p><p>/</p><p>Pa</p><p>ra</p><p>m</p><p>ou</p><p>nt</p><p>P</p><p>ic</p><p>tu</p><p>re</p><p>s</p><p>166 | Differences between Scottish English and Standard English</p><p>naquela época.</p><p>Agora, se você gosta de clássicos mais contemporâneos de ação, assista a</p><p>um dos filmes da série James Bond com o ator escocês Sean Connery. Aliás, ele é</p><p>chamado de Sir Thomas Sean Connery, título que recebeu da Rainha Elizabeth II</p><p>da Inglaterra. Além de ser um reconhecido ator, Sean Connery faz parte da legião</p><p>de escoceses que luta pela sua total independência da Inglaterra. Em seus filmes,</p><p>o ator não deixa um só instante de usar seu sotaque típico escocês.</p><p>Os exemplos são muitos e você poderá aprimorar muito sua compreensão</p><p>auditiva da língua inglesa por meio dos inúmeros recursos disponíveis atualmen-</p><p>te (filmes, MP3, CDs, áudio em sites na internet, TV a cabo, entre outros). Apenas</p><p>lembre-se de que tudo dependerá de você assumir esse compromisso de expor-</p><p>-se à língua inglesa o maior número de vezes por semana possível com o propó-</p><p>sito de estudar e divertir-se.</p><p>D</p><p>iv</p><p>ul</p><p>ga</p><p>çã</p><p>o</p><p>Se</p><p>an</p><p>Co</p><p>nn</p><p>er</p><p>y.</p><p>co</p><p>m</p><p>.</p><p>Sean Connery.</p><p>Texto complementar</p><p>The good ESL student</p><p>O bom aprendiz de inglês</p><p>(SCHÜTZI; KANOMATA, 2008)</p><p>Choosing a good language school</p><p>with</p><p>good teachers that provide a good English-</p><p>speaking environment, is an important part of</p><p>the project of learning a foreign language. The</p><p>student’s attitude however plays an even more</p><p>important role in the learning process.</p><p>A opção por uma boa escola com bons pro-</p><p>fessores, que ofereça um ambiente de língua e cul-</p><p>tura estrangeira autêntico, é uma parte importante</p><p>num projeto de aprendizado de inglês. A atitude</p><p>do aluno, entretanto, também desempenha um</p><p>papel preponderante no êxito do aprendizado.</p><p>The Successful English Student</p><p>Always remembers and understands that</p><p>language is speech above all else and that ears</p><p>are more useful than eyes in acquiring a foreign</p><p>language.</p><p>O aluno de inglês bem-sucedido é</p><p>aquele que</p><p>Tem plena consciência de que línguas são</p><p>fundamentalmente fenômenos orais e de que</p><p>os ouvidos são mais importantes do que os</p><p>olhos no aprendizado.</p><p>167|Differences between Scottish English and Standard English</p><p>Speaks English in class at all times – with</p><p>the teacher and with fellow students; tries to</p><p>speak English with the secretaries and other</p><p>teachers, too, as a way to get even more</p><p>practice and help to create a rich learning</p><p>environment.</p><p>Is self-confident. Reaches beyond his capa-</p><p>city, risking mistakes when trying to convey an</p><p>idea but is receptive to corrections.</p><p>Tries to reproduce pronunciation as close</p><p>as possible, taking advantage of the teacher’s</p><p>performance model.</p><p>Tries to infer the meaning of new words ra-</p><p>ther than translating and flipping the pages of</p><p>the dictionary.</p><p>Does not question the irregularities of the</p><p>language in search of grammar rules. Tries to learn</p><p>more inductively than deductively.</p><p>Is a participant rather than a spectator.</p><p>Participates as fully as possible in classroom ac-</p><p>tivities; helps to build the English atmosphere;</p><p>analyzes his or her difficulties and errors to un-</p><p>derstand language differences.</p><p>Asks questions; takes full advantage of the</p><p>teacher’s knowledge of language and culture, and</p><p>joins all extra activities that the school offers.</p><p>Has perseverance rather than expectations.</p><p>Communicates his or her needs, suggestions</p><p>and ideas directly to the teacher; a good teacher is</p><p>always ready to improvise, helping each student</p><p>achieve his/her specific language objectives.</p><p>Dedicates time outside class to English</p><p>(watching English TV or movies, listening to En-</p><p>glish music, searching the Internet or reading in</p><p>English etc.).</p><p>Fala unicamente inglês na sala de aula – com</p><p>o instrutor e com os colegas – e tenta falar inglês</p><p>também com as secretárias e com outros instruto-</p><p>res para praticar e ajudar a enriquecer o ambiente.</p><p>Possui autoconfiança e vai além de sua ca-</p><p>pacidade no esforço de comunicar uma ideia,</p><p>sem receio de cometer erros mas sempre atento</p><p>às correções recebidas do instrutor.</p><p>Tenta reproduzir a correta pronúncia da</p><p>língua da melhor forma possível. Esmera-se na</p><p>arte da imitação.</p><p>Procura entender o significado das pala-</p><p>vras novas pelo contexto, em vez de traduzir e</p><p>folhear constantemente o dicionário.</p><p>Tem uma atitude pouco questionadora</p><p>para com as irregularidades gramaticais do idio-</p><p>ma. Tenta aprender mais por intuição do que</p><p>por dedução.</p><p>É mais protagonista do que espectador. Par-</p><p>ticipa ativamente das atividades em aula; ajuda a</p><p>criar um ambiente de inglês; analisa suas dificulda-</p><p>des e seus erros para entender diferenças linguísti-</p><p>cas e ajudar o instrutor a entendê-las também.</p><p>Faz muitas perguntas; aproveita ao máxi-</p><p>mo o conhecimento de inglês e de cultura es-</p><p>trangeira do instrutor; participa ativamente de</p><p>todas as atividades fora da sala de aula que sua</p><p>escola venha a oferecer.</p><p>É perseverante ao invés de ansioso por re-</p><p>sultados imediatos.</p><p>Comunica diretamente ao instrutor suas</p><p>preferências e sugestões de atividades em aula,</p><p>ajudando-lhe assim a entender mais facilmente os</p><p>interesses dos alunos e a melhor planejar as aulas,</p><p>indo ao encontro dos objetivos de cada aluno.</p><p>Dedica parte de seu tempo livre para ativi-</p><p>dades suplementares como assistir TV ou filmes</p><p>em inglês, música, internet e leitura.</p><p>168 | Differences between Scottish English and Standard English</p><p>Atividades</p><p>1. Você irá ouvir a música Blue eyes, interpretada por Elton John1. Complete com as seguintes pala-</p><p>vras (uma delas se repete várias vezes):</p><p>day (dia), blue (azul, triste), morning (manhã), sky (céu), love (amar), home (casa)</p><p>Blue Eyes</p><p>Music by Elton John</p><p>Lyrics by Gary Osborne</p><p>_____1eyes,</p><p>Baby’s got blue eyes,</p><p>Like a deep _____2sea</p><p>On a blue blue _____3</p><p>Blue eyes,</p><p>Baby’s got blue eyes,</p><p>When the ________4comes</p><p>I’ll be far away.</p><p>And I say:</p><p>Blue eyes</p><p>Holding back the tears,</p><p>Holding back the pain.</p><p>Baby’s got blue eyes</p><p>And she’s alone again.</p><p>Blue eyes,</p><p>Baby’s got ____5eyes,</p><p>Like a clear blue ____6</p><p>Watching over me.</p><p>Blue eyes,</p><p>I _______7 blue eyes,</p><p>When I’m by her side</p><p>Where I long to be,</p><p>I will see:</p><p>Blue eyes laughing in the sun,</p><p>Laughing in the rain.</p><p>Baby’s got blue eyes</p><p>And I am home, and I am _________8</p><p>again.</p><p>1 Elton John–Sir Elton Hercules John, cujo nome verdadeiro é Reginald Kenneth Dwight, nasceu em Londres em 25 de março de 1947. É</p><p>um dos expoentes da música internacional.</p><p>169|Differences between Scottish English and Standard English</p><p>2. Marque com um X a figura que melhor representa a pessoa descrita no áudio.</p><p>1</p><p>a)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>. b)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>. c)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>2</p><p>a)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>. b)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>. c)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>3</p><p>a)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>. b)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>. c)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>3. Complete o diálogo com as seguintes palavras:</p><p>friendly – look like – favour – dark brown</p><p>Mike is on the phone, talking to his friend John.</p><p>Mike: Hi Silvie. Are you busy?</p><p>Silvie: Not really. Why?</p><p>Mike: Can I ask you a_____1?</p><p>Silvie: Sure.</p><p>Mike: Could you pick my client up from the airport? I have to stay at work.</p><p>Silvie: Sure. What does he_________2?</p><p>Mike: Well, he’s tall, with _______3hair. He’s got a moustache and he’s in his mid-fifties.</p><p>Silvie: And what’s he like?</p><p>Mike: He is _______4and he has good sense of humour.</p><p>4. Quais são as línguas oficiais na Escócia?</p><p>170 | Differences between Scottish English and Standard English</p><p>Gabarito</p><p>1. 1-blue 2-blue 3- day 4-morning 5-blue 6- sky 7- love 8-home</p><p>Olhos Azuis2</p><p>Olhos azuis,</p><p>Baby tem olhos azuis,</p><p>Como um profundo mar azul</p><p>Num dia azul, azul.</p><p>Olhos azuis,</p><p>Baby tem olhos azuis.</p><p>Quando a manhã chegar,</p><p>Eu estarei longe</p><p>E digo:</p><p>Olhos azuis,</p><p>Segurando as lágrimas,</p><p>Segurando a dor.</p><p>Baby tem olhos azuis</p><p>E ela está sozinha novamente.</p><p>Olhos azuis,</p><p>Baby tem olhos azuis,</p><p>Como um nítido céu azul</p><p>Cuidando de mim.</p><p>Olhos azuis,</p><p>Eu amo olhos azuis.</p><p>Quando estou ao lado dela,</p><p>Onde eu desejo estar,</p><p>Eu verei</p><p>Olhos azuis sorrindo ao sol,</p><p>Sorrindo na chuva.</p><p>Baby tem olhos azuis</p><p>E estou em casa, e estou em casa novamente...</p><p>2 Tradução livre.</p><p>171|Differences between Scottish English and Standard English</p><p>2. Tapescript</p><p>1) Mary is a tall slim woman with long straight hair.</p><p>2) James is a slim bald man.</p><p>3) Lerry is a blue man.</p><p>1) A</p><p>2) B</p><p>3) B</p><p>3.</p><p>1. favour</p><p>2. look like</p><p>3. dark brown</p><p>4. friendly</p><p>4. O Standard Scottish English (SSE), o gaélico (falado na região norte – Highlands) e o Scots (muito</p><p>comum nas zonas rurais no sul da Escócia).</p><p>172 | Differences between Scottish English and Standard English</p><p>Canadian English</p><p>A mari usque ad mare 1</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Antes de iniciarmos o estudo de algumas particularidades do inglês canadense, vamos olhar como</p><p>o Canadá se apresenta em termos político, geográfico e populacional. Fica aqui uma pergunta, que será</p><p>retomada posteriormente: esses fatores influenciam na maneira como o inglês é pronunciado?</p><p>O Canadá localiza-se na América do Norte, é o segundo maior país do mundo em termos de ex-</p><p>tensão territorial e tem divisa apenas com os Estados Unidos. O nome Canadá foi</p><p>usado pela primeira</p><p>vez em 1535, quando uma expedição comandada por Jacques Cartier e dois ameríndios utilizaram o</p><p>termo “Kanata” para descrever a região de Quebec. “Kanata” significa vila ou povoado e Cartier repetiu</p><p>a palavra como Canada. O nome “pegou” e o país passou a ser denominado como Canada (Canadá, em</p><p>português, com acento na última sílaba).</p><p>O país constitui uma federação composta por dez províncias: Alberta, Manitoba, New Brunswick,</p><p>Newfoundland e Labrador, Nova Escócia, Ontário, Prince Edward Island, Quebec e Saskatchewan. For-</p><p>malmente, é considerado uma monarquia em que a rainha Elizabeth II é representada pelo governador</p><p>geral, que de fato apenas atua como consultor do primeiro ministro canadense.</p><p>A população canadense é formada por ingleses (28%), franceses (23%), europeus (15%), asiáticos,</p><p>árabes e africanos (6%), ameríndios (população indígena – 2%) e origens diversas (26%). O Canadá é um</p><p>país bilíngue, que tem como línguas oficiais o inglês e o francês. Entretanto, de acordo como o censo</p><p>realizado em 2001, a imigração de populações que não têm nem o inglês nem o francês como língua</p><p>1 Lema oficial canadense em latim. “De mar a mar” (tradução).</p><p>Vídeo</p><p>174 | Canadian English</p><p>materna está mudando o perfil dessa sociedade, tornando-a uma sociedade multilíngue. Os dados ob-</p><p>tidos pelo censo mostram que atualmente há mais de 100 línguas faladas no Canadá como o alemão,</p><p>o italiano, ucraniano, holandês, entre outras. O censo também aponta para o declínio da imigração de</p><p>ingleses e franceses, lugar ocupado pelos chineses. Espantosamente, o mandarim (chinês) é a terceira</p><p>língua materna mais falada no Canadá.</p><p>Retomando a pergunta feita no início do texto, podemos afirmar que sim, esses fatores exercem</p><p>grande influência. Pense que o país faz divisa apenas com os Estados Unidos (então, é correto supor</p><p>que a influência do inglês norte-americano sobre o inglês canadense seja enorme) e pondere sobre o</p><p>fato de o país ser bilíngue, o que limita o território e o número de habitantes que falam o idioma como</p><p>primeira língua. Todos esses fatores resultam em um melting pot2 cultural e linguístico.</p><p>Por ter divisa apenas com os Estados Unidos, o inglês canadense partilha muitas semelhanças</p><p>com o inglês americano. Em termos de pronúncia, vou me deter apenas às duas características per-</p><p>ceptíveis na fala de canadenses, pois as outras diferenças iriam exigir um estudo fonético e fonológi-</p><p>co mais detalhado.</p><p>: : Canadian raising – entonação ascendente após ditongos (encontro de duas vogais em uma</p><p>mesma sílaba) em palavras como house (casa) e mouth (boca). Trata-se da característica mais</p><p>marcante do inglês canadense.</p><p>: : Rhotic vowels – entende-se pela marca acentuada do fonema r, precedido de vogais como</p><p>tomorrow (amanhã), borrow (emprestar), sorry (desculpas), entre outras.</p><p>: : Eh? (significa "você não acha?", em substituição à forma americana don’t you think?) Não se</p><p>trata exatamente de uma característica da pronúncia canadense, mas uma forma típica de</p><p>terminar as frases.</p><p>Já que o inglês canadense guarda tantas semelhanças com o inglês americano, escolhi o tópico</p><p>Bank (Banco) e Shopping (Compras), que inclui pagamento de compras e abertura de conta corrente</p><p>para observar como um falante americano e um falante canadense irão pronunciar as mesmas frases.</p><p>Currency (Moeda)</p><p>Vocabulary</p><p>Cr</p><p>ea</p><p>tiv</p><p>e</p><p>Su</p><p>ite</p><p>.</p><p>Is</p><p>to</p><p>ck</p><p>ph</p><p>ot</p><p>o.</p><p>Co</p><p>m</p><p>st</p><p>oc</p><p>kC</p><p>om</p><p>pl</p><p>et</p><p>e.</p><p>American dollar (US$) Canadian dollar (CAD) Pounds (£) Euros (€)</p><p>2 Melting pot – "caldeirão" com misturas culturais que acabam formando uma “nova cultura”. Outros exemplos de melting pot são as cidades</p><p>de Nova York e São Paulo.</p><p>175|Canadian English</p><p>Ways of paying</p><p>Cr</p><p>ea</p><p>tiv</p><p>e</p><p>Su</p><p>íte</p><p>.</p><p>Cr</p><p>ea</p><p>tiv</p><p>e</p><p>Su</p><p>íte</p><p>.</p><p>Cr</p><p>ea</p><p>tiv</p><p>e</p><p>Su</p><p>íte</p><p>.</p><p>Cash (em dinheiro) Check (cheque) Credit card (cartão de crédito)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Notes/bills (notas) Coins (Moeda)</p><p>Dialog 1: Opening a bank account (Abertura de conta corrente)</p><p>A conversation between Mrs. Joan Smith and the manager at the bank (Um diálogo entre</p><p>a senhora Smith e o gerente do banco)</p><p>(American Standard Accent)</p><p>Joan: I’d like to open a bank account, please.</p><p>Manager: Certainly. Do you have any form of</p><p>identification?</p><p>Joan: Yes, I brought my passport. Is that ok?</p><p>Manager: Yes. I also need proof of your current</p><p>address. Do you have a utility bill or your driver’s</p><p>license with you?</p><p>Joan: I’ve got my driver’s license.</p><p>Manager: What kind of account would you like</p><p>to open?</p><p>Joan: Well, I need a deposit account and a sa-</p><p>vings account.</p><p>Manager: That’s fine. Do you have any proof of</p><p>your income?</p><p>Joan: Yes. I brought my pay slips for the last</p><p>three months.</p><p>Manager: Ok. If you could fill in these forms,</p><p>your accounts will be open in two days.</p><p>(Inglês americano)</p><p>Joan: Eu gostaria de abrir uma conta-corrente,</p><p>por favor.</p><p>Gerente: Certamente. Você tem algum tipo de</p><p>identificação?</p><p>Joan: Eu trouxe meu passporte. É suficiente?</p><p>Gerente: Sim. Também preciso de um compro-</p><p>vante de residência. Você tem uma conta de</p><p>luz, água ou a carteira de motorista?</p><p>Joan: Tenho a minha carteira de motorista.</p><p>Gerente: Que tipo de conta você gostaria de</p><p>abrir?</p><p>Joan: Bem, eu preciso de uma conta-corrente e</p><p>uma conta de poupança.</p><p>Gerente: Está certo. Você trouxe algum com-</p><p>provante de rendimento?</p><p>Joan: Sim. Eu trouxe os três últimos holerites.</p><p>Gerente: Muito bem. Você pode preencher estes</p><p>formulários. Sua conta estará aberta em dois dias.</p><p>176 | Canadian English</p><p>Dialog 2: Foreign exchange (Câmbio)</p><p>A conversation between Paul Green and the cashier at the bank. (Uma conversa entre Paul</p><p>Green e o caixa de banco)</p><p>(Canadian accent)</p><p>Cashier: Good morning. May I help you?</p><p>Paul: Yes. What’s the buying rate for American</p><p>dollars?</p><p>Cashier: 1.15 Canadian dollars to the US dollar.</p><p>Paul: That’s fine. I’d like to change some Cana-</p><p>dian dollars into US dollars, please.</p><p>Cashier: Sure. How much would you like to</p><p>change?</p><p>Paul: 600 Canadian dollars. That will be about</p><p>US$521,00.</p><p>Cashier: Yes. Very well. May I see your passport,</p><p>please.</p><p>Paul: Here you are.</p><p>Cashier: How would you like your bills?</p><p>Paul: In fifties, please.</p><p>(Inglês canadense)</p><p>Caixa: Bom dia. Posso ajudá-lo?</p><p>Paul: Sim. Qual é a taxa de compra para o dólar</p><p>americano?</p><p>Caixa: 1,15 dólar canadense para o dólar ame-</p><p>ricano.</p><p>Paul: Está ótimo. Eu gostaria de trocar dólares</p><p>canadenses por dólares americanos, por favor.</p><p>Caixa: Qual a quantia que você gostaria de trocar?</p><p>Paul: 600 dólares canadenses. Isso dará cerca de</p><p>US$521,00.</p><p>Caixa: Sim. Muito bem. Passaporte, por favor.</p><p>Paul: Aqui está.</p><p>Caixa: Alguma preferência por notas?</p><p>Paul: Notas de cinquenta, por favor.</p><p>Dialog 3: Shopping (Compras)</p><p>A conversation between the sales clerk and Bill Nichols at a department store. (Conversa</p><p>entre o vendedor e Bill Nichols numa loja)</p><p>(Canadian accent) Bill Nichols: Excuse me. Can</p><p>I see that laptop, please?</p><p>(American accent) Sales Clerk: Certainly. This</p><p>one?</p><p>Bill Nichols: No, no. The one on the left hand</p><p>side. That’s the one.</p><p>Sales Clerk: It’s a piece-of-art equipment, sir. 16”</p><p>screen, 500 MB RAM, removable hard drive, CD/</p><p>DVD combo drive.</p><p>Bill Nichols: Impressive. How much is it?</p><p>Sales Clerk: It’s US$3,5003.</p><p>Bill Nichols: I’ll take it. Do you accept credit card?</p><p>Sales Clerk: Certainly.</p><p>(Inglês canadense) Bill Nichols: Por favor, eu</p><p>gostaria de olhar aquele laptop.</p><p>(Inglês americano) Vendedor: Certamente.</p><p>Este aqui?</p><p>Bill Nichols: Não, não. O que se encontra no lado</p><p>esquerdo. Esse mesmo.</p><p>Vendedor: É um belíssimo equipamento. Moni-</p><p>tor com 16 polegadas, 500 MB de memória RAM,</p><p>disco rígido removível, drive para CD/DVD.</p><p>Bill Nichols: Impressionante. Quanto custa?</p><p>Vendedor: US$3,500.</p><p>Bill Nichols: Vou levar. Você aceita cartão de</p><p>crédito?</p><p>Vendedor: Certamente.</p><p>3 Na língua inglesa usa-se a vírgula para separar o milhar da centena (1,200) e o ponto para</p><p>separar a unidade dos décimos (1.20).</p><p>177|Canadian English</p><p>Cantinho cultural</p><p>Território canadense. Em laranja, a província de Quebec.</p><p>Mar Glacial</p><p>Ártico</p><p>80º70º</p><p>60º</p><p>50º</p><p>40º</p><p>170º</p><p>160º</p><p>150º</p><p>140º</p><p>130º</p><p>120º110º</p><p>100º90º 80º 70º</p><p>60º</p><p>50º</p><p>40º</p><p>30º</p><p>20º</p><p>10º</p><p>6</p><p>6</p><p>º</p><p>3</p><p>2</p><p>’</p><p>3</p><p>0</p><p>”</p><p>C</p><p>írc</p><p>u</p><p>lo</p><p>P</p><p>o</p><p>la</p><p>r</p><p>Á</p><p>rtic</p><p>o</p><p>669 km0</p><p>S</p><p>W E</p><p>N</p><p>M</p><p>ar</p><p>ilu</p><p>S</p><p>ou</p><p>za</p><p>.</p><p>Quebec é a maior das dez províncias do Canadá. A maior cidade dessa província é Montreal e</p><p>sua capital é a Cidade de Quebec.</p><p>Por volta de 80% da população de Quebec é de origem francesa, enquanto na maioria das de-</p><p>mais províncias os habitantes são descendentes de britânicos (ingleses, escoceses).</p><p>A atual região de Quebec chamou-se Nova França durante o</p><p>período da colonização francesa daquele território.</p><p>Assim, uma das heranças deixadas pelos colonizadores foi a</p><p>língua francesa, que é o idioma oficial da província.</p><p>Mapa do território canadense.</p><p>Em vermelho a província de Quebec.</p><p>Se no restante do país a religião que predomina é o protes-</p><p>tantismo, em Quebec vigora a religião católica. A colonização</p><p>francesa na região teve início no século XVII sob o reinado do rei</p><p>francês Henrique IV e a dominação francesa teve muita ajuda da</p><p>igreja católica da época. Inclusive foi proibido que não católicos</p><p>vivessem por ali durante muito tempo. Até que, no início do século</p><p>XVIII, os ingleses puseram um fim na hegemonia francesa.</p><p>Já no século XX, em 1950 e em 1995, um movimento sepa-</p><p>ratista surgiu em Quebec. Nesses dois anos ocorreram plebiscitos</p><p>para decidir se a província deveria tornar-se independente do res-</p><p>tante do Canadá. Em ambas as ocasiões, preferiu-se manter a pro-</p><p>N</p><p>ils</p><p>F</p><p>re</p><p>tw</p><p>ur</p><p>st</p><p>.</p><p>Monumento de boas-vindas na</p><p>entrada da cidade de Quebec,</p><p>capital da província de Quebec,</p><p>escrito em francês, inglês, espanhol</p><p>e em português.</p><p>178 | Canadian English</p><p>víncia de Quebec como parte do país canadense. Mas isso não enterrou de vez o espírito nacionalis-</p><p>ta de origem francesa que defende a necessidade de separar a região do restante do país devido às</p><p>diferenças culturais que se evidenciam pelo uso da língua francesa.</p><p>(Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Quebec>.)</p><p>Texto complementar</p><p>Em defesa da cultura canadense</p><p>(AGUIAR, 2008)</p><p>A leitura do artigo de Mauro Chaves, “A falta de caráter canadense”, publicado na pág. 2 de</p><p>O Estado de São Paulo em 10 de fevereiro de 2001, deixou-me entre estarrecido e consternado. Es-</p><p>tarrecido pelo desconhecimento e falta de informação que o artigo demonstra; consternado, pela</p><p>atitude de desprezo e intolerância que induz.</p><p>Morei ao todo três anos no Canadá e já visitei o país várias vezes nos últimos vinte anos, quase</p><p>sempre a trabalho. Conheço as Universidades de Montreal, de Laval, na cidade de Quebec, a de</p><p>Toronto, a McGill e a Universidade de Quebec em Montreal (UQAM). O intercâmbio entre Univer-</p><p>sidades brasileiras e canadenses é extenso e intenso, abrangendo um sem-número de áreas do</p><p>conhecimento. No Brasil existe uma Associação Brasileira de Estudos Canadenses, com Núcleos em</p><p>Universidades de Norte a Sul do país. Sou pai de uma cidadã canadense, cujo nascimento, em 1981,</p><p>e o posterior cuidado pediátrico propiciou-me um contato estreito com o sólido e organizado sis-</p><p>tema de saúde pública local. Em nada o Canadá que eu conheço se parece com o país inóspito e</p><p>insosso descrito no artigo de Mauro Chaves.</p><p>Devo dizer também que aprendi a falar o francês no Canadá, embora quando para lá fosse pela</p><p>primeira vez eu já lesse fluentemente a língua. Levo comigo, portanto, aquilo que o articulista cha-</p><p>ma de “o horroroso sotaque” local que, diga-se de passagem, tem traços, embora leves, da langue</p><p>d’oc que, como se sabe, foi berço da lírica ocidental em línguas modernas.</p><p>O país descrito por Mauro Chaves é um país irrelevante do ponto de vista cultural, de natureza</p><p>hostil e monótona – feia, portanto – sem identidade e vil do ponto de vista diplomático.</p><p>Coloquemos alguns pingos em alguns is. A atitude do governo canadense no caso da car-</p><p>ne brasileira foi deplorável e exigiria, a bem dizer, um pedido formal de desculpas ao governo,</p><p>produtores de carne e ao povo brasileiro. Ela destoa, inclusive, da tradição diplomática daquele</p><p>país, a não ser que nela vejamos ainda algum resquício das antigas políticas do Império Britâ-</p><p>nico, quando as potências europeias apreciavam colocar outros países, sobretudo os crioulos,</p><p>de joelhos.</p><p>Mas daí a supor que por trás dessa atitude há o ressentimento da “mediocridade” diante do</p><p>nosso “brilho” brasileiro vai uma distância intransponível.</p><p>179|Canadian English</p><p>Há contenciosos graves na história canadense. O separatismo da Província do Quebec é um</p><p>deles. A questão tem dois séculos e meio de idade, teve momentos dramáticos como a revolta dos</p><p>habitantes da província no começo do século XIX e a repressão subsequente, que chegou aos en-</p><p>forcamentos em praça pública. Em 1970 um sequestro promovido pela Frente de Liberação do Que-</p><p>bec causou a morte de um ministro provincial – Pierre Laporte – coisa sem dúvida lamentável. Na</p><p>ocasião, o Exército canadense praticamente ocupou a cidade de Montreal, prendendo intelectuais e</p><p>ativistas. São fatos que até hoje deixaram sequelas pungentes e dolorosas. Mas mais recentemente</p><p>a questão da independência ou da maior autonomia do Quebec, em que pese o frequente amargor</p><p>das discussões, vem sendo tratada através de eleições e plebiscitos, o que é exemplar, diante das</p><p>matanças que por vezes se promovem na própria Europa, por exemplo.</p><p>Vamos ao campo da cultura. Diz o artigo que uma das únicas obras literárias de relevância</p><p>no Canadá é o romance Two solitudes, de Hugh MacLennan. Não leva em conta, portanto, que a</p><p>poesia do Quebec está entre as melhores do mundo. Se em grande parte é desconhecida aqui</p><p>no Brasil, isto se deve mais a problemas de natureza editorial e de mídia do que a questões de</p><p>qualidade da produção.</p><p>Nomes como Anne Hébert, Saint-Denis Garneau, Paul Chamberland, Michelle Lalonde, Pierre</p><p>Valliêres no ensaio, Gilles Marcotte na crítica, Gabrielle Roy no romance, Jacques Ferron no conto</p><p>parecem então nada significar. A própria crítica francesa reconhece que além de Anne Hébert, Gas-</p><p>ton Miron é um dos maiores poetas da língua, de todos os tempos, ao lado de Villon, Rutebeuf, du</p><p>Bellay, Baudelaire, Valéry e tantos outros. No lado inglês a poesia e o conto de Margaret Atwood não</p><p>podem ser esquecidos, nem o trabalho inovador de Marshall MacLuhan ou o crítico Northrop Frye,</p><p>reputado mundialmente como um dos maiores teóricos da literatura de toda a história. E na música</p><p>popular lá estão Gilles Vigneault e Leonard Cohen, e na erudita Glenn Could. O cinema canadense é</p><p>exuberante não só pelos festivais (e o Festival de Teatro de Quebec está entre os mais importantes</p><p>do mundo) – mas também pela produção: aí estão, para citar alguns nomes, O declínio do império</p><p>americano, Jesus de Montreal, além da participação do país no já clássico A guerra do fogo. Este filme,</p><p>aliás, foi em parte filmado no Canadá, na sua “monótona paisagem”, que, como se sabe, desfruta</p><p>de um dos mais belos outonos que se pode contemplar. A produção de documentários e de curta</p><p>metragens é extensa e prima pela qualidade. Nas artes plásticas, além de artistas de valor, há o caso</p><p>dos inuit (antes chamados indevidamente de esquimós), cuja produção pictórica e escultórica é</p><p>extraordinária.</p><p>No mundo dos espetáculos, quem pode desconhecer o Cirque du Soleil? Este não está reputado</p><p>entre os melhores do mundo. Não. Em matéria de espetáculo circense ele é considerado o melhor de</p><p>todo o mundo. E a Escola Nacional de Circo, que recruta estudantes no mundo inteiro, só encontra</p><p>rivais na França e na Inglaterra.</p><p>Quanto à culinária, prefiro a brasileira, ou as brasileiras, por gosto, hábito e criação. Mas não</p><p>dispenso minha ração anual de sirop d’érable, ou maple syrup, uma espécie de melaço saborosíssi-</p><p>mo e peculiar obtido através da fervura da seiva do bordo, a árvore nacional canadense, aquela da</p><p>folhinha na bandeira.</p><p>Deve-se também registrar que muitos de nossos compatriotas encontraram asilo no Cana-</p><p>dá, durante a recente ditadura militar, acolhida que, esperemos, jamais tenhamos de retribuir ao</p><p>povo canadense.</p><p>180 | Canadian English</p><p>Enfim, estas são algumas notas breves e lembranças apressadas apenas para sugerir que não</p><p>é boa política julgar a cultura ou o “caráter” de um povo à luz de uma atitude injusta de seu governo.</p><p>Senão, o que seria de nós, brasileiros?</p><p>Atividades</p><p>1. Você irá ouvir alguns compradores efetuando pagamentos em uma loja de departamentos.</p><p>De que forma eles efetuaram o pagamento das mercadorias? Coloque um X no box correto.</p><p>Ways to pay</p><p>(Formas de pagamento)</p><p>Shopper 1</p><p>(Cliente 1)</p><p>Shopper 2</p><p>(Cliente 2)</p><p>Shopper 3</p><p>(Cliente 3)</p><p>Credit card</p><p>Check</p><p>Cash</p><p>2. Você irá ouvir o diálogo entre alguns clientes, que desejam trocar dinheiro, e o caixa</p><p>do banco. Assinale a alternativa que traz quanto dinheiro eles desejam trocar e como eles</p><p>desejam receber as notas:</p><p>1.</p><p>a) 100 dollars/ fifties.</p><p>b) 1000 dollars/ fifties.</p><p>c) 100 dollars/ twenties.</p><p>2.</p><p>a) 300 euros/ tens and fifties.</p><p>b) 300 euros/ tens and twenties.</p><p>c) 200 dollars/ tens and twenties.</p><p>3. O que você entende por Canadian raising?</p><p>181|Canadian English</p><p>Gabarito</p><p>1. Tapescript.</p><p>Shopper 1 – Check</p><p>A: This product is on sale for $24,75.</p><p>B: Can I pay by check?</p><p>A: Yes.</p><p>Shopper 2 – cash</p><p>A: This sweater is lovely! How much does it cost?</p><p>B: $65,25.</p><p>A: I’ll take it.</p><p>A: How would you like to pay for it?</p><p>B: In cash.</p><p>Shopper 3 – credit card</p><p>A: How will you pay for it, sir?</p><p>B: I’ll use check.</p><p>A: I’m sorry, sir. We don’t take checks.</p><p>B: Then, I’ll pay by credit card.</p><p>2. Tapescript</p><p>1. A</p><p>A: I’d like to change some dollars into pounds, please.</p><p>B: Sure. How many dollars would you like to change?</p><p>A: 100,00.</p><p>B: How would you like that?</p><p>A: In fifties.</p><p>2. B</p><p>A: Can you change some euros into dollars, please?</p><p>B: Let me see. Yes, I can. How much have you got?</p><p>A: 200 euros</p><p>B: How would you like that?</p><p>A: In tens and twenties, please.</p><p>3. Canadian raising – entonação ascendente após ditongos. Trata-se da característica mais marcante</p><p>do inglês canadense.</p><p>182 | Canadian English</p><p>Australian English</p><p>Educação significa crescimento.</p><p>John Dewey1</p><p>A Austrália, ou melhor, Commonwealth of Australia,</p><p>ocupa o sexto lugar em extensão territorial no globo ter-</p><p>restre. Contraste talvez seja a palavra que melhor descreva</p><p>esse país, que é ao mesmo tempo a maior ilha e o menor</p><p>continente do mundo. Apenas 6,5% do país possui área</p><p>própria para agricultura (o clima desértico e tipo de solo</p><p>recebem o nome de outback australiano). O clima é tão</p><p>seco, que é somente superado pela Antártida, o que faz da</p><p>Austrália o continente habitável mais árido do mundo em-</p><p>bora seja famoso pelas praias e prática de esportes radicais</p><p>como rapel, rapids, windsurf, entre outras modalidades. É</p><p>considerado o país mais urbanizado do mundo, já que 70%</p><p>da população vive nas dez maiores cidades australianas.</p><p>O nome Austrália indica a localização do continente</p><p>– “Terra Australis”, que significa terra na região sul – pos-</p><p>sui seis estados, dois territórios e sua capital não é Sidney</p><p>como muitos pensam, mas Camberra (em inglês Canber-</p><p>ra). A imigração ainda representa um elemento fundamen-</p><p>tal para o contínuo desenvolvimento desse país. Original-</p><p>mente, a Austrália foi colonizada pelos ingleses e serviu</p><p>como colônia penal para a Inglaterra até 1851, quando a</p><p>descoberta de ouro atraiu imigrantes de todas as nacio-</p><p>nalidades. A independência foi assinada em 1901, mas a</p><p>Austrália ainda guarda traços da dominação inglesa, como</p><p>a representação da rainha Elizabeth II na figura do gover-</p><p>1 John Dewey (Burlington, Vermont, 1859 –1952) foi um filósofo e pedagogo norte-americano. É reconhecido como um dos fundadores da es-</p><p>cola filosófica de Pragmatismo (juntamente com Charles Sanders Peirce e William James). Dewey foi um dos pioneiros em psicologia funcional</p><p>e representante principal do movimento da educação progressiva norte-americana durante a primeira metade do século XX.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Vídeo</p><p>184 | Australian English</p><p>nador geral, a bandeira australiana e a língua oficial,</p><p>que é a inglesa.</p><p>A bandeira australiana, Commonwealth Blue</p><p>Ensign, é composta por três elementos: Union Jack (no</p><p>lado superior esquerdo) mostrando os laços que unem</p><p>Austrália e Grã-Bretanha; Southern Cross (Cruzeiro</p><p>do Sul) composta por cinco estrelas, simbolizando a</p><p>localização do continente; e o Commonwealth Star, a</p><p>estrela de sete pontas, que representa os estados e</p><p>territórios do país.</p><p>A língua oficial é a língua inglesa, mas por se tratar de uma nação de imigrantes e aborígenes (popula-</p><p>ção anterior à chegada dos ingleses) estima-se que quatro entre seis pessoas falem outra língua, que não é a</p><p>inglesa. Dos 250 dialetos aborígenes, 20 ainda são falados e ensinados em escolas públicas. Por esses dados,</p><p>é possível vislumbrar a influência que outras línguas exercem sobre o inglês australiano, que é peculiar em</p><p>termos de vocabulário e pronúncia. Muito semelhante ao inglês RP (inglês britânico), o inglês australiano</p><p>(AusE2) também é conhecido como strine, cheio de abreviações, hipérboles3, gírias e inversões de palavras.</p><p>Mitchell-Delbridge4 analisaram a pronúncia australiana e identificaram três tipos principais: broad (amplo),</p><p>general (geral) e cultivated (inglês aprendido nas escolas e universidades). Destaco algumas características da</p><p>pronúncia australiana passíveis de serem identificadas na fala de nativos da língua:</p><p>: : O fonema r, após vogais, não é enfatizado. Por exemplo: beggar (pedinte).</p><p>: : O sistema de sons das vogais no AusE tem raízes no inglês Cockney5, que é o inglês falado pelas</p><p>classes operárias, que residem principalmente em Londres.</p><p>A tabela a seguir mostra os seis principais sons produzidos pelas vogais no sistema australiano</p><p>(AusE) e sua comparação com o sistema inglês (RP).</p><p>Palavra British (RP) AusE</p><p>Day (dia)</p><p>Row (fileira)</p><p>Me (me, pron)</p><p>Cow (vaca)</p><p>Nine (nove)</p><p>Fonte: Adaptado do International Phonetic Alphabet (IPA)</p><p>2 Doravante AusE designa o inglês australiano e será utilizado no decorrer do texto.</p><p>3 Figura de estilo que consiste em uma ênfase expressiva resultante do exagero da significação linguística.</p><p>4 The Mitchell-Delbridge Broad Transcription system for Australian English Vowels.</p><p>5 Inglês falado nas classes operárias, que normalmente indica baixo grau de instrução.</p><p>Co</p><p>m</p><p>st</p><p>oc</p><p>k</p><p>Co</p><p>m</p><p>pl</p><p>et</p><p>e.</p><p>185|Australian English</p><p>O AusE possui muitas gírias e expressões peculiares. Observe o quadro a seguir:</p><p>AusE RP Tradução</p><p>Like a dog’s breakfast a mess bagunça</p><p>Up a gumtree in trouble confusão, problemas</p><p>Dry as a dead dingo’s donger very dry muito, muito seco</p><p>Os australianos têm predileção pela abreviação de palavras, o que implica a incorporação de uma</p><p>vogal (e, i ou o) ao final das palavras, como em:</p><p>AusE RP Tradução</p><p>derro derelict em ruínas (prédios/casas)</p><p>reffo refugee refugiado</p><p>Aussie/Oz Australian australiano</p><p>barbie barbecue churrasco</p><p>Kiwi New zealander neozelandês</p><p>tellie television televisão</p><p>Chrissie Christmas Natal</p><p>truckie truck driver motorista de caminhão</p><p>Imagine, portanto, que um pequeno diálogo em AusE e em RP pode realmente ser diferente. Por</p><p>exemplo:</p><p>AusE Tradução</p><p>English: Are you New zealander?</p><p>Australian: No, I am not kiwi. I’m Aussie.</p><p>Britânico: Você é neozelandês?</p><p>Autraliano: Não, não sou neozelandês. Sou australiano.</p><p>English: What are you doing on Christmas?</p><p>Autralian: On Chrissie I’ll just stay home and watch</p><p>some tellie.</p><p>Britânico: O que você fará no Natal?</p><p>Autraliano: No Natal ficarei em casa e assistirei t.v.</p><p>English : What do you do for a living?</p><p>Australian: I’m a truckie.</p><p>Britânico: O que você faz?</p><p>Australiano: Sou caminhoneiro.</p><p>Observa-se também a incorporação de várias palavras aborígenes ao léxico, como: kangaroo</p><p>(canguru – mamífero marsupial) e koala (coala – mamífero marsupial parecido com o um urso cin-</p><p>zento).</p><p>186</p><p>| Australian English</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>kangaroo koala</p><p>Como tópico para esta lição, escolhi News que envolve as manchetes de um jornal australiano,</p><p>disponível online e uma estação de rádio também australiana versando sobre política e economia. A</p><p>ideia principal desta lição é fazer com que você, caro leitor, se familiarize com o inglês falado nos meios</p><p>de comunicação. É importante lembrar que a veiculação de notícias prima pela utilização de uma lin-</p><p>guagem clara, sem vícios ou gírias e com uma pronúncia clara, o que torna mais fácil o entendimento.</p><p>News 1</p><p>Ouça as manchetes que fizeram o noticiário das 18 horas em uma rádio local em Sidney,</p><p>Austrália.</p><p>Here are the top stories today:</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>A giant crocodile attacked a man walking</p><p>his dog along a river in Australia. Fortunately,</p><p>the man beats the beast back with a rock as the</p><p>man’s dog bites the reptile on the face. Both</p><p>man and dog suffered minor injuries and are ex-</p><p>pected to recover.</p><p>Um crocodilo gigantesco atacou um ho-</p><p>mem e seu cachorro, enquanto esses passea-</p><p>vam à beira de um rio na Austrália. Felizmente,</p><p>o homem conseguiu dominar o animal ao ata-</p><p>cá-lo com uma pedra enquanto seu cachorro</p><p>o mordia no focinho. Ambos, dono e cachorro,</p><p>sofreram machucados leves.</p><p>187|Australian English</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Next, a huge tornado catches a woman</p><p>trapped in her vehicle and carries her a quar-</p><p>ter of a mile from town. The woman suffered</p><p>a broken leg and minor neck injuries, but she</p><p>was more worried about her cat swept away by</p><p>the storm. She’s offering a U$1,000 reward for</p><p>her feline friend.</p><p>Um forte tornado atinge uma mulher, pre-</p><p>sa em seu veículo, arrastando-a por 400 metros.</p><p>A mulher quebrou uma perna e teve ferimentos</p><p>leves no pescoço. A maior preocupação dela,</p><p>no entanto, era com seu gato que sumiu na</p><p>tempestade. Ela oferece uma recompensa de</p><p>U$1,000 pelo seu amigo felino.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>In another part of the world, a man gets</p><p>his hand stuck in a kitchen garbage disposal</p><p>and is trapped for three days. His cries went</p><p>unanswered until breaking the kitchen win-</p><p>dow and signaling for help with a fire extin-</p><p>guisher. The man said that his wedding ring</p><p>disappeared down the disposal, and he was</p><p>trying to fish it out.</p><p>Em outra parte do mundo, um homem fica</p><p>com a mão presa no triturador de comida por</p><p>três dias. Seus gritos só foram ouvidos quando</p><p>o homem conseguiu quebrar a janela da co-</p><p>zinha e pedir por socorro com um extintor de</p><p>incêndio. O homem declarou que a aliança de</p><p>casamento ficou presa no triturador e ele esta-</p><p>va tentando retirá-la.</p><p>188 | Australian English</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>And finally, a Canadian family of four gets</p><p>lost trying to drive across a mountain pass in a</p><p>blizzard and is stranded for a week, surviving</p><p>on a banana, 10 cheese crackers, and a cooked</p><p>ham. Temperatures dipped to fifteen below as</p><p>the family stays warm by singing Christmas ca-</p><p>rols. The family is finally rescued after the father</p><p>hikes fifteen miles to get help.</p><p>And that’s the news today.</p><p>E finalmente, quatro pessoas pertencentes</p><p>à mesma família canadense se perderam na ne-</p><p>vasca ao dirigir por uma estrada nas montanhas</p><p>e ficaram presas por uma semana sobrevivendo</p><p>à base de uma banana, 10 biscoitos e uma peça</p><p>de presunto. As temperaturas baixaram para</p><p>–15° enquanto a família cantava canções de na-</p><p>tal para se aquecer. O resgate foi feito após o pai</p><p>ter caminhado 24km em busca de ajuda.</p><p>Essas são as notícias do dia.</p><p>News 2</p><p>Ouça agora as principais notícias de um jornal australiano The World Today, publicadas na</p><p>terça-feira, 18 de março de 20086.</p><p>Perth man auctions his life on internet</p><p>The World Today – Tuesday, 18 March, 2008</p><p>12:10:00</p><p>Reporter: Eleanor Hall</p><p>ELEANOR HALL: He’s 44, single, owns a hou-</p><p>se complete with spa and goes ski-diving and</p><p>jet-skiing.</p><p>But Ian Usher wasn’t looking for a potential part-</p><p>ner when he put this information on the net. He</p><p>was looking for someone to take over his life.</p><p>The Perth resident wants a new start after his</p><p>marriage break-up and is offering his house, his</p><p>job, his lifestyle and friends to the highest bid-</p><p>der in an online auction.</p><p>Homem de Perth põe sua vida a leilão</p><p>na internet</p><p>The World Today – Terça-feira, 18 de março de</p><p>2008 12:10:00</p><p>Repórter: Eleanor Hall</p><p>ELEANOR HALL: 44 anos, solteiro, proprietário</p><p>de uma casa com SPA, praticante de ski-diving e</p><p>jet ski. Mas Ian Usher não estava procurando por</p><p>uma namorada quando colocou este anúncio na</p><p>rede. Ele estava procurando por alguém que pu-</p><p>desse assumir o controle de sua vida.</p><p>O morador da cidade de Perth desejava um</p><p>novo começo após a separação de sua mulher</p><p>e está oferecendo sua casa, seu trabalho, seu</p><p>estilo de vida e seus amigos a quem oferecer o</p><p>maior lance num leilão online.</p><p>6 Disponível em: <www.abc.net.au/worldtoday/content/2008/s2192559.htm>.</p><p>189|Australian English</p><p>Local sharemarket seeks direction</p><p>after US falls</p><p>The World Today – Tuesday, 18 March, 2008</p><p>12:10:00</p><p>Reporter: Peter Ryan</p><p>The Australian sharemarket is in the red</p><p>again today with resources stocks leading the</p><p>market down.</p><p>Investors are wary about more fallout from the</p><p>near-collapse of one of Wall Streets banking ins-</p><p>titutions which sparked heavy falls overnight in</p><p>the United States and Europe.</p><p>And the US Central bank is now tipped to take</p><p>even more radical action on interest rates to try</p><p>to stave off a US recession.</p><p>Mercado de ações procura direciona-</p><p>mento após a queda da bolsa dos EUA</p><p>The World Today – Terça-feira, 18 de março de 2008</p><p>12:10:00</p><p>Repórter: Peter Ryan</p><p>O mercado de ações australiano está no verme-</p><p>lho novamente com tendência de queda.</p><p>Os investidores receiam que o mercado de</p><p>ações continue em queda após o quase co-</p><p>lapso de instituições bancárias americanas,</p><p>origem da reação em cadeia nos Estados Uni-</p><p>dos e Europa.</p><p>O banco central americano vai tomar medidas</p><p>mais drásticas na taxa de juros numa tentativa</p><p>de afastar a recessão americana.</p><p>Calls for olympic boycott over Tibet</p><p>The World Today – Tuesday, 18 March, 2008</p><p>12:14:00</p><p>Reporter: Jane Cowan</p><p>The Chinese crackdown in Tibet has sparked</p><p>calls for Australian athletes to boycott the</p><p>Beijing Olympics.</p><p>Democrats Senator Andrew Bartlett says</p><p>awarding the Olympics to China was meant</p><p>to encourage it to improve its human rights</p><p>record but he says that hope has been well</p><p>and truly dashed.</p><p>And he’s now calling on Australian athletes to</p><p>boycott the Games.</p><p>The Australia Tibet Council says public figures</p><p>should consider withholding their support but</p><p>it is stopping short of demanding that athletes</p><p>stay away.</p><p>Boicote às olimpíadas em</p><p>decorrência da crise no Tibet</p><p>The World Today – Terça-feira, 18 de março de</p><p>2008 12:10:00</p><p>Repórter: Jane Cowan</p><p>A intervenção da China no Tibet provocou uma re-</p><p>ação de protesto: o boicote aos Jogos Olímpicos.</p><p>O senador democrata Andrew Bartlett decla-</p><p>rou que a eleição da China como país sede dos</p><p>Jogos Olímpicos significou um encorajamento</p><p>para a garantia dos direitos humanos, mas essa</p><p>esperança foi destruída.</p><p>E agora ele está convocando os atletas austra-</p><p>lianos para boicotar os jogos.</p><p>O conselho Australia-Tibet diz que as figuras</p><p>públicas deveriam recusar o apoio oferecido,</p><p>mas é necessário que tomem outras medidas</p><p>para que os atletas permaneçam no país.</p><p>190 | Australian English</p><p>O meu inglês</p><p>Como você percebeu, procurei descrever nessas lições aspectos interessan-</p><p>tes e importantes da compreensão oral da língua inglesa. Mas o assunto não se</p><p>esgota por aqui. Há muito mais para descobrir e estudar.</p><p>Portanto, a dica principal é pensar que seus estudos estão apenas iniciando.</p><p>Sua curiosidade pode levá-lo a descobrir outras pronúncias de povos de língua</p><p>inglesa como sul-africanos, nigerianos, asiáticos, galeses, entre outros.</p><p>Contudo, é importante tomar uma decisão: seguir um tipo de inglês</p><p>e eficientemente. (3, minha tradução)</p><p>O futuro</p><p>Hoje já é previsível que dinheiro e riqueza material serão substituídos por informação e conhe-</p><p>cimento, como fatores determinantes na estruturação da futura sociedade humana e a proficiência</p><p>na linguagem de então será essencial para se alcançar sucesso.</p><p>16 | A (very) brief look at the history of English</p><p>Formação</p><p>acadêmica</p><p>Mercado de</p><p>trabalho</p><p>Voz</p><p>política</p><p>Proficiência</p><p>em inglês</p><p>You don’t need long arms to embrace the world; you need English.</p><p>Atividades</p><p>1. Quais povos influenciaram a formação da língua inglesa nos seus primórdios?</p><p>17|A (very) brief look at the history of English</p><p>2. Qual fenômeno alterou a pronúncia da língua inglesa no período conhecido como Inglês Moderno?</p><p>3. Quais são os dois fatores dos quais a compreensão oral depende mais?</p><p>18 | A (very) brief look at the history of English</p><p>4. Quais foram os dois fatores na história recente que coroaram o inglês como língua mundial?</p><p>Gabarito</p><p>1. Celtas, romanos, escandinavos, anglo-saxões e normandos.</p><p>2. A Grande Mudança Vocálica (The Great Vowel Shift).</p><p>3. A interpretabilidade (inferência e entendimento) e a inteligibilidade (decodificação).</p><p>4. O primeiro fator foi o grande poderio econômico da Inglaterra no século XIX. O segundo foi o po-</p><p>derio político-militar dos EUA a partir da Segunda Guerra Mundial e a marcante influência econô-</p><p>mica e cultural resultante, que acabou por deslocar o francês dos meios diplomáticos e solidificar</p><p>o inglês na posição de padrão das comunicações internacionais.</p><p>Sentence and word</p><p>stress are very important</p><p>Qualquer pessoa que tenha estudado uma língua estrangeira</p><p>na escola lembrará de sofrer o choque inicial ao se sentir totalmente</p><p>incapaz de entender o fluxo extremamente rápido e aparentemente</p><p>ininterrupto da fala produzida por um falante nativo.</p><p>Eysenck e Keane1</p><p>O stress, palavra tomada como empréstimo linguístico do inglês, designa o estado físico e mental</p><p>dos indivíduos que se encontram preocupados com o trabalho, com a família, com o prazo de entrega</p><p>de documentos, ou mesmo com o período de estudos que antecedem as provas. Na língua inglesa, o</p><p>stress também marca um “estado de pressão” sobre certas sílabas e palavras, ou seja, marca sua tonicida-</p><p>de. Mas antes de falarmos sobre as diferenças quanto ao stress na língua inglesa e na língua portuguesa,</p><p>façamos um estudo quanto à fonética e fonologia que envolve o estudo de uma língua, seja ela materna</p><p>ou estrangeira.</p><p>A linguagem, em qualquer sociedade, se constitui como o elemento mais importante na vida dos</p><p>indivíduos e o som, produzido pelo aparelho fonador humano (figura 1), é um dos meios pelos quais</p><p>a linguagem se manifesta. Os sons produzidos pelos indivíduos facilitam a comunicação e a interação</p><p>social. Desta forma, a comunicação sempre está associada a uma língua, que apresenta diferenças re-</p><p>gionais em termos de vocabulário, pronúncia e gramática. Uma pessoa que nasceu na região nordeste</p><p>do Brasil pode pronunciar uma palavra de determinada maneira, com determinado sotaque, que irá se</p><p>diferenciar de um indivíduo que nasceu na região sul do Brasil.</p><p>1 Autores da obra Psicologia Cognitiva: manual introdutório que descreve a percepção, memória, conceitos, linguagem e resolução de proble-</p><p>mas por meio dos conhecimentos e da capacidade humana de interpretação de diferentes contextos, entre eles o linguístico.</p><p>Vídeo</p><p>20 | Sentence and word stress are very important</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Figura 1 – Aparelho fonador.</p><p>Desta forma, os sons da fala podem ser vistos sob duas perspectivas: Fonética e Fonologia.</p><p>Há diversas definições para essas duas áreas, que são complexas em essência, mas pode-se afir-</p><p>mar que a Fonética visa ao estudo dos sons da fala sob o ponto de vista do movimento dos órgãos como</p><p>língua e lábios, na emissão dos sons de determinada língua, com o propósito de investigar como eles</p><p>são produzidos pelo aparelho fonador, analisando-se as propriedades físicas da produção desses sons</p><p>e sua propagação. A Fonética pode ainda investigar a produção dos sons da fala sob o ponto de vista</p><p>auditivo, com o objetivo de explicar como ocorre a recepção desses elementos pelos ouvintes.</p><p>A Fonologia, por sua vez, busca estudar o sistema de sons da fala, apresentando a descrição</p><p>deste sistema, sua estrutura e funcionamento, o que permite a análise de sílabas, morfemas, pa-</p><p>lavras e frases. Ou seja, a Fonologia estuda os sons capazes de distinguir significados (fonemas).</p><p>O fonema é a menor unidade sonora de uma língua que estabelece contraste de significado para</p><p>diferenciar palavras. Por exemplo, as palavras prazer e trazer são escritas usando-se os grafemas</p><p>(letras) t, r, a, z, e, r e p, r, a, z, e, r. Quando faladas, a diferença entras elas está apenas no primeiro</p><p>fonema: T na primeira e P na segunda. Para escrevermos essas palavras, além dos grafemas, pode-</p><p>mos usar símbolos fonéticos. Eles formam um “alfabeto” de representação dos sons e diferem de</p><p>língua para língua. Por exemplo:</p><p>Exemplo de grafemas, fonemas e transcrição fonética</p><p>Grafemas Palavra 1 Transcrição com</p><p>símbolos fonéticos Palavra 2 Transcrição com</p><p>símbolos fonéticos</p><p>f,a,c,v faca [‘faka] vaca [‘vaka]</p><p>b,o,k,t book /bUk/ boot /buwt/</p><p>A Fonologia estuda a maneira como os fonemas (representados pelos símbolos fonéticos) se or-</p><p>ganizam e se combinam formando estruturas linguísticas maiores e as variações que estes fonemas</p><p>podem apresentar. Também possibilita observar como a mente e a língua se organizam de forma que a</p><p>comunicação se processe.</p><p>21|Sentence and word stress are very important</p><p>Os sons da fala se dividem em sílaba, fonema e traço distintivo. Os sons que formam uma sílaba</p><p>são chamados de fonemas. Tradicionalmente, considera-se que a língua falada pode ser dividida em</p><p>uma cadeia de sons (fonemas) e que cada língua possui um conjunto reduzido dessas unidades. Os</p><p>fonemas são definidos pela oposição entre dois sons em um mesmo contexto, de forma que a diferença</p><p>entre duas palavras dependa da diferença entre os dois sons em questão no que se refere à duração,</p><p>acentuação ou entoação. Por exemplo, as palavras keep, cool e call são escritas com diferentes grafemas</p><p>(letras do alfabeto) e são articuladas em diferentes partes do palato (parte do aparelho fonador), mas</p><p>elas pertencem ao mesmo fonema /k/ (som de k), pois as diferenças apresentadas referem-se às vogais</p><p>que as acompanham. O que se nota é que a produção dos fonemas está intimamente ligada ao apare-</p><p>lho fonador dos falantes e à maneira como eles articulam tais fonemas.</p><p>Tanto na língua inglesa quanto na portuguesa, os fonemas se constituem por vogais e consoan-</p><p>tes. Ao compararmos as duas línguas, observa-se que a portuguesa é formada por 34 fonemas, sendo 13</p><p>vogais, 19 consoantes e duas semivogais. Já a língua inglesa é constituída por 44 fonemas, sendo 12 vo-</p><p>gais, 8 ditongos e 24 consoantes. Alguns dos símbolos fonéticos do inglês não ocorrem em português</p><p>ou vice-versa. Observe que há uma variação maior na língua inglesa no que se refere aos sons produzi-</p><p>dos, que estão representados pela tabela a seguir. Nela temos qual som estamos exemplificando (vogal</p><p>ou consoante) e o símbolo fonético que representa o fonema. Em seguida, é apresentada uma palavra.</p><p>Observe que a letra (ou grafema) em negrito equivale ao símbolo fonético:</p><p>Fonemas da língua portuguesa e da língua inglesa</p><p>Português Inglês</p><p>Símbolo</p><p>fonético Exemplo Símbolo</p><p>fonético Exemplo Tradução</p><p>Vogal átomo Vogal curta pit buraco</p><p>pano pet animal de estimação</p><p>antes pat afago</p><p>métrica putt</p><p>bater (com o taco de golfe</p><p>em uma bola)</p><p>medo put colocar</p><p>sempre another outro</p><p>ótima Vogal longa bean grão (de café, de feijão)</p><p>rolha car carro</p><p>ombro born nascido</p><p>item too também</p><p>simples burn queimadura</p><p>uva</p><p>Vogal em</p><p>ditongos</p><p>bay baía</p><p>algum buy comprar</p><p>22 | Sentence and word stress are very important</p><p>Português Inglês</p><p>Símbolo</p><p>fonético Exemplo Símbolo</p><p>fonético Exemplo Tradução</p><p>Consoantes marca boy menino</p><p>nervo no não</p><p>arranhado</p><p>para</p><p>sua própria produção oral e escrita. Não creio que seja bom misturar muito as</p><p>coisas, como a ortografia e pronúncia. Deve haver uma tendência ou preferência</p><p>por um tipo ou outro.</p><p>Espero que tenha colaborado para o seu crescimento como aprendiz e que</p><p>tenha instigado sua curiosidade em buscar novas fontes de estudo e pesquisa.</p><p>Good luck! (Boa sorte!)</p><p>Texto complementar</p><p>Legendando...</p><p>(FUSARO, 2008)</p><p>A manhã começa e lá estou eu, com o computador ligado, depois de checar os e-mails diários.</p><p>O arquivo digital de vídeo está aberto dum lado e o Word, do outro. Os dicionários eletrônicos e o</p><p>Google também estão a postos, aguardando a consulta mais ou menos frenética, conforme o nível</p><p>de dificuldade e/ou informalidade do enredo de hoje.</p><p>O filme começa a rodar e, graças à era digital, tudo é con-</p><p>trolado pelo teclado. Há muito tempo o videocassete ficou para</p><p>trás… Ainda bem! O respectivo roteiro chegou na última hora. Ufa!</p><p>Não vai ser preciso voltar inúmeras vezes cada cena a fim de con-</p><p>ferir o que está sendo dito (depois de tanto tempo de experiên-</p><p>cia, aprendi a identificar se o roteiro é ou não de confiança…).</p><p>No começo, devido aos créditos do filme na parte inferior</p><p>da tela, as legendas devem ficar na parte superior da mesma.</p><p>O cliente exige o uso de um sinalzinho para indicar isso. É pre-</p><p>ciso atenção. Passam-se alguns minutos de filme e a tradução vai bem, segue tranquila. Os diálogos</p><p>são espaçados, simples, por enquanto. (Ainda bem que não é um Woody Allen!) Oba, vai ser fácil e</p><p>rápido… Doce ilusão… logo, logo, vão aparecendo os desafios:</p><p>Pull 52 good bennis, and take home a car.</p><p>Is</p><p>to</p><p>ck</p><p>ph</p><p>ot</p><p>o.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>191|Australian English</p><p>“Bennis”? De onde foram tirar isso? A explicação dos dicionários não cabe… Google nele. Des-</p><p>cobri: é de Benjamin Franklin, que está na nota de US$100. Problema resolvido, bola pra frente.</p><p>Will Macy’s tell Gimble’s?</p><p>E agora? Não quero usar os nomes das lojas, prefiro “mastigar” a informação para o telespecta-</p><p>dor neste caso, visto que o público é variadíssimo: “O concorrente será avisado?” Maravilha, a frase</p><p>tem 28 caracteres, perfeita para os dois segundos que ficará na tela.</p><p>“I’ll try to find ice, since we are in Iceland”.</p><p>Ah, começo a quebrar a cabeça pra tentar uma adaptação, mas não posso mudar o nome do</p><p>país. Não tem jeito:</p><p>“Tentarei achar gelo, já que estamos na Islândia.”</p><p>Fazer o quê? Nem tudo é perfeito.</p><p>I’m the rapper.</p><p>Oh, for real. And here’s the 611 on that.</p><p>- That’s phone repair. You mean 411.</p><p>- Right.</p><p>Mais uma. Volto para a internet e descubro que 611 é o número discado nos Estados Unidos</p><p>para solicitar serviços de reparos telefônicos, e 411 é o número para obter informações. Depois de</p><p>desvendar o mistério, parto para a adaptação… Os trocadilhos continuam, desafiando os padrões</p><p>gramaticais e de estilo do cliente, que não são poucos.</p><p>They’re chewing my ears off wanting to know when you’re going to launch a murder enquiry.</p><p>Ih, a tradução dessa fala tem de caber em uma linha e meia… e não posso usar gírias…</p><p>You are a nation of peeny-weeny, piffling, piccolini, piddly-diddly pouft!</p><p>Pelo amor de Deus, alguém me socorre. Essa legenda deve ficar quatro segundos na tela, o que</p><p>vou escrever aqui??? Ainda por cima, tem de fazer sentido para um público amplo, não posso usar</p><p>termos regionais, que só serão compreendidos aqui em Sampa.</p><p>- I’ll watch your back.</p><p>- It’s my front I’m worried about.</p><p>Três segundos para fazer esse trocadilho? (Nota de rodapé não pode, nem gíria, lembre-se.)</p><p>This was like the Keystone Kops versus The Gang That Couldn’t Shoot Straight.</p><p>Não entendi nada, mas como o roteiro é legal (eu bem que avisei…), veio tudo explicadinho:</p><p>Keystone Kops: an incompetent group of policemen featured in silent films from 1912 to 1917.</p><p>The Gang That Couldn’t Shoot Straight: a film from 1971 about an incompetent gang of</p><p>hoodlums.</p><p>Ajudou muito!!! Traduzir ao pé da letra não dá, claro. Mais meia hora pensando numa adapta-</p><p>ção que dê exatamente esse sentido. Não, não posso usar “É o roto falando do rasgado”, pois tenho</p><p>192 | Australian English</p><p>duas linhas com 32 caracteres para encher, já que a fala dura qua-</p><p>tro segundos.</p><p>We want you to find this…</p><p>because the finding of this finds you incapacitorially finding…</p><p>and/or locating in your discovering a way to save your dolly bel-</p><p>le, ol’ what’s-her-face.</p><p>Savvy?</p><p>Hoje é dia… e eu que achei que seria rápido e fácil…</p><p>Thank you!</p><p>Essa não! O personagem é hermafrodita, não tem gênero</p><p>explicitamente definido no filme. Não posso eu, mera tradutora,</p><p>estragar o contexto. Vai ficar: “Eu agradeço”. É, nem um simples</p><p>“obrigado/a” sai ileso após um dia de legendagem.</p><p>Flávia Fusaro é intérprete e tradutora credenciada pela ATA, e trabalha na área desde 1996. É res-</p><p>ponsável pela versão da HBO das seguintes séries: Roma, Amor Imenso, e dos títulos: Piratas do Caribe 2,</p><p>Os Infiltrados, Happy Feet, A Casa do Lago, O Código da Vinci, Superman, o Retorno, entre outros.</p><p>Is</p><p>to</p><p>ck</p><p>ph</p><p>ot</p><p>o.</p><p>Atividades</p><p>1. Ouça a três manchetes que fizeram o noticiário das seis.</p><p>Manchete 1</p><p>I. Onde as pessoas foram resgatadas?</p><p>a) Scotland.</p><p>b) England.</p><p>c) Ireland.</p><p>II. Quantas pessoas foram resgatadas?</p><p>a) Duas.</p><p>b) Três.</p><p>c) Uma.</p><p>193|Australian English</p><p>Manchete 2</p><p>I. Onde ocorreu o roubo?</p><p>a) Estados Unidos.</p><p>b) Nova Zelândia.</p><p>c) Austrália.</p><p>II. Quantos guardas foram rendidos?</p><p>a) Três.</p><p>b) Dois.</p><p>c) Quatro.</p><p>Manchete 3</p><p>I. Quem divulgou a informação dada na manchete 3?</p><p>a) United States.</p><p>b) United Kingdom.</p><p>c) United Nations.</p><p>II. De acordo com a notícia, em breve a maioria da população mundial estará morando em:</p><p>a) áreas urbanas.</p><p>b) áreas rurais.</p><p>c) subúrbios.</p><p>Gabarito</p><p>Tapescript</p><p>Manchete 1</p><p>Three climbers, missing for thirty-six hours, have been found safe and well by rescue teams in</p><p>Scotland. The three, two men and a woman, who are all from Glasgow, had been climbing the</p><p>Highland when they were forced to take shelter by the bad weather. They were found early this</p><p>morning. They are recovering in hospital, and are said to be doing well. Rescue organisations have</p><p>been warning walkers and climbers of the dangers of going out onto the mountains at this time</p><p>of the year since the deaths of five young men last month.</p><p>194 | Australian English</p><p>Manchete 2</p><p>Yesterday afternoon, five million dollars was stolen from a security van in Adelaide, Australia.</p><p>Three men on motorcycles attacked two security guards as they were carrying the money from</p><p>the bank. The men were all wearing masks. Shots were fired but no one was hurt. The police were</p><p>given a good description of one of the men, whose mask had been pulled off in the fight. It is</p><p>believed that the gang had been watching the bank for several weeks.</p><p>Manchete 3</p><p>The United Nations has predicted that by the end of this year, for the first time in human history,</p><p>more than half the world’s people will be living in cities. The UN says the urbanization will be fas-</p><p>test in developing countries where new cities and megacities will start to emerge. And demogra-</p><p>phers warn that unless there is proper planning, this rapid shift to city living will produce massive</p><p>social and environmental problems.</p><p>1.</p><p>Manchete 1</p><p>I. A</p><p>II. B</p><p>Manchete 2</p><p>I. C</p><p>II. B</p><p>Manchete 3</p><p>I. C</p><p>II. A</p><p>Referências</p><p>AGENCY, Canada´s National Statistical. Facts/Statistics about Languages Spoken in Canada.</p><p>Disponível em: <http://www12.statcan.ca/english/census01/products/analytic/companion/lang/cana-</p><p>da.cfm>. Acesso em: 10 Mar. 2008.</p><p>AGUIAR, Flávio. Em Defesa da Cultura Canadense. Disponível em: <http://www.revistabecan.com.br/</p><p>arquivos/1179365604.pdf>. Acesso em: 4 abr. 2008.</p><p>ARMSTRONG, Thomas. Inteligências Múltiplas na Sala de Aula. Porto Alegre: Artmed Editora, 2001.</p><p>_____. Os Fundamentos da Teoria das Inteligências Múltiplas. In: Inteligências múltiplas na sala de</p><p>aula. Cap. 1, Porto Alegre: ARTMED Editora, 2001.</p><p>CAMBRIDGE Advanced Learner’s Dictionary. Disponível em: <http://dictionary.cambridge.org>. Acesso</p><p>em: 1 fev. 2008.</p><p>CANADIAN Phonology. Disponível em: <http://www.ic.arizona.edu/~lsp/Canadian/canphon3.html>.</p><p>Acesso em: 4 abr. 2008.</p><p>CHOMSKY, N. Syntactic Structures. The Hague: Mouton de Gruyter, 1996.</p><p>CROWTHER J. Oxford Guide to British and American Culture for Learners of English. Oxford: OUP,</p><p>2000.</p><p>CRYSTAL D. English as a Global Language. Cambridge: CUP, 1988.</p><p>_____. The medium of language: speaking and listening. In: The Cambridge Encyclopedia of Language.</p><p>Cambridge: Cambridge University Press, 1997. Disponível em: <http://www.ipb.pt/>. Acesso em: 10 fev.</p><p>2008.</p><p>_____ .The medium of language: speaking and listening. 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New Jersey: Prentice-Hall, 1987.</p><p>Compreensão oral em</p><p>língua inglesa</p><p>Compreensão oral em</p><p>língua inglesa</p><p>Co</p><p>mp</p><p>re</p><p>en</p><p>sã</p><p>o</p><p>or</p><p>al</p><p>em</p><p>lí</p><p>ng</p><p>ua</p><p>in</p><p>gl</p><p>es</p><p>a Maria Cecília Lopes</p><p>Compreensão oral em</p><p>língua inglesa</p><p>Compreensão oral em</p><p>língua inglesa</p><p>Co</p><p>mp</p><p>re</p><p>en</p><p>sã</p><p>o</p><p>or</p><p>al</p><p>em</p><p>lí</p><p>ng</p><p>ua</p><p>in</p><p>gl</p><p>es</p><p>a Maria Cecília Lopes</p><p>Código Logístico</p><p>30596</p><p>Fundação Biblioteca Nacional</p><p>ISBN 978-85-387-2859-7</p><p>Página em branco</p><p>Página em branco</p><p>now agora</p><p>barco peer observar</p><p>pato pair par (dois )</p><p>data poor pobre</p><p>telha Consoantes pin percevejo (objeto)</p><p>g gato b bin cesto de lixo</p><p>carro tin lata</p><p>vento door porta</p><p>farelo cat gato</p><p>zero get obter, conseguir</p><p>seta chain corrente</p><p>gelo jump pular</p><p>xarope fine ok, bom</p><p>rato van perua</p><p>variação think pensar</p><p>cavalheiro that aquele</p><p>luz send enviar</p><p>Semivogal uivo zeal zelar</p><p>automático shop loja</p><p>measure medida (comprimento)</p><p>hat chapéu</p><p>man homem</p><p>sun sol</p><p>ring anel, chamada telefônica</p><p>light luz</p><p>right certo, correto</p><p>Semivogal wet molhado</p><p>yet ainda</p><p>(Fontes: Adaptado de Gramática descritiva e A Little Encyclopaedia Of Phonetics)</p><p>23|Sentence and word stress are very important</p><p>A partir desses fonemas, as sílabas são criadas e, quando unidas, formam as palavras, que, por sua</p><p>vez, serão encadeadas formando as sentenças. Sempre lembrando que os fonemas são unidades sono-</p><p>ras constituintes de uma língua, é por contraste sonoro que se percebe as diferenças entre fonemas. Na</p><p>língua inglesa, devido à variedade de fonemas e ao fato de que vários deles não possuem um equiva-</p><p>lente na língua portuguesa, a compreensão das palavras pode ser prejudicada. Tome como exemplo as</p><p>palavras Pin e Bin. Nestes exemplos, os fonemas / p/ e / b/ podem ser facilmente confundidos, o que</p><p>irá afetar a compreensão da mensagem, pois a fala envolve a pronúncia, o sotaque, o ritmo, o stress da</p><p>palavra e o stress da sentença.</p><p>O sotaque de um indivíduo pode ser entendido como a proeminência ou ênfase dada a de-</p><p>terminada sílaba. Por exemplo, na palavra poTAto2 (batata), a sílaba do meio é a que ganha maior</p><p>ênfase. Nesse sentido, o sotaque se diferencia do termo stress, que também se refere à ênfase dada às</p><p>sílabas, levando em consideração as características das vogais, semivogais e consoantes. O sotaque</p><p>também se refere à maneira como determinadas palavras são pronunciadas. Tome como exemplo a</p><p>língua portuguesa e sua variedade de sotaques – brasileiros, portugueses, angolanos, entre outros.</p><p>Comparativamente, o mesmo acontece na língua inglesa falada por escoceses, americanos, australia-</p><p>nos, entre outros.</p><p>O stress na língua portuguesa é marcado ortograficamente pela acentuação gráfica: ´,`,^,~. Isso não</p><p>ocorre graficamente sobre os grafemas em inglês, mas há uma sinalização do stress se olharmos a trans-</p><p>crição fonética de uma palavra. Em dicionários, na transcrição fonética da palavra, pode haver o símbolo</p><p>para o stress principal e para o stress secundário na transcrição fonética da palavra. Por exemplo:</p><p>Exemplo de transcrição fonética com o stress ou acentuação tônica</p><p>Palavra escrita com grafemas Transcrição fonética</p><p>Expectation (expectativa)</p><p>ek.spek' teɪ. ºn/</p><p>Stress secundário Stress principal</p><p>Então, o stress que marca a diferença entre sílabas tônicas (fortes) e átonas (fracas), não ocorre de</p><p>forma aleatória, obedece a certas regras e tem o poder de mudar o significado das palavras. Observe</p><p>o seguinte exemplo: imPORT (verbo – importar) e IMport (substantivo – importância). Como se pode</p><p>ver, a mudança no emprego do stress pode causar confusão no entendimento da mensagem, já que</p><p>muda a classe gramatical da palavra. Daí a importância em se aprender as regras para usar o stress de</p><p>forma correta.</p><p>As regras para o emprego correto do stress nas palavras seguem dois passos, que são mostrados</p><p>a seguir:</p><p>: : uma palavra tem apenas um stress. Se você ouvir dois stresses, com certeza você ouviu</p><p>duas palavras.</p><p>: : o stress depende do número de sílabas da palavra, o que difere de maneira drástica do portu-</p><p>guês. Em ambas as línguas, a divisão silábica se dá pela emissão do som das sílabas. Entretan-</p><p>to, em inglês, vários grafemas representam apenas um som, daí palavras que à primeira vista</p><p>seriam consideradas polissílabas, mas na verdade são dissílabas, trissílabas e às vezes monos-</p><p>2 Para efeito de estudo, usaremos letras maiúsculas e negritadas para mostrar que é ali que ocorre a tonicidade.</p><p>24 | Sentence and word stress are very important</p><p>sílabas. Neste momento, o dicionário é o meio mais correto para se verificar se uma palavra é</p><p>monossílaba, dissílaba, trissílaba ou polissílaba. Observe o seguinte quadro:</p><p>Stress em substantivos e adjetivos dissílabos – stress na primeira sílaba</p><p>Regra Exemplos</p><p>Substantivos dissílabos PRESent (presente), CHIna (China), TAble (mesa)</p><p>Adjetivos dissílabos SLENder (magro), CLEVer (inteligente)</p><p>Stress em verbos dissílabos – stress na última sílaba</p><p>Regra Exemplos</p><p>Verbos dissílabos preSENT (apresentar), beGIN (começar), deCIDE (decidir)</p><p>Stress em palavras terminadas em –ic, –sion e –tion – stress na penúltima sílaba</p><p>Regra Exemplos</p><p>Palavras terminadas em ic geoGRAPHic (geográfico), LOGic (lógica, pensamento lógico)</p><p>Palavras terminadas em sion e tion Vision (visão), reveLAtion (revelação)</p><p>Stress na antepenúltima sílaba – stress na antepenúltima sílaba</p><p>Regra Exemplos</p><p>Palavras terminadas em cy, ty, phy e gy deMOcracy, capaBIlity (capacidade), phoTOgrafhy, geOLogy (geologia)</p><p>Palavras terminadas em al CRItical (crítico)</p><p>Stress em palavras compostas – stress em palavras compostas</p><p>Regra Exemplos</p><p>Substantivos compostos recebem o stress</p><p>na parte inicial da palavra</p><p>BLACKbird (pássaro-preto), GREENhouse (estufa)</p><p>Adjetivos compostos recebem o stress na</p><p>segunda parte da palavra</p><p>bad-TEMpered (mal-humorado), old-FASHioned (fora de moda)</p><p>Verbos compostos recebem o stress na</p><p>segunda parte da palavra</p><p>underSTAND (entender, compreender), overFLOW (transbordar)</p><p>Essas regras se aplicam à maioria das palavras na língua inglesa, pois há também muitas exceções.</p><p>Por exemplo, a palavra television apresenta dois tipos de stress (depende do falante). Pode ser teleVIsion</p><p>ou TELevision (aparelho de televisão), outro exemplo: CONtroversy ou conTROversy (controvérsia).</p><p>O stress em sentenças proporciona o “ritmo” da língua, e também obedece a certas regras.</p><p>De maneira geral, substantivos, adjetivos, verbos, verbos auxiliares na forma negativa e advérbios</p><p>25|Sentence and word stress are very important</p><p>recebem o stress. Já os pronomes, preposições, conjunções, artigos, verbos auxiliares não recebem o</p><p>stress, pois o seu entendimento não é relevante para a compreensão geral da mensagem. Observe os</p><p>seguintes exemplos:</p><p>Stress em sentenças</p><p>I am TALKING to the CLEVer STUDents. Estou conversando com os alunos inteligentes.</p><p>You deCIDE on that MATter. Você decide sobre este assunto.</p><p>Apresentações formais</p><p>Encontros sociais, reuniões de trabalho, primeiro dia de trabalho, são alguns exemplos em que a</p><p>apresentação pessoal exige o emprego de uma linguagem mais formal. As apresentações podem ser</p><p>feitas de duas formas: você é apresentado pelo anfitrião ou você mesmo se apresenta aos demais. Ob-</p><p>serve as seguintes frases, normalmente usadas em apresentações formais:</p><p>Frases formais</p><p>May I introDUCE YOU to (name). Deixe-me apresentá-lo à (nome da pessoa)</p><p>NICE to meet YOU Prazer em conhecê-lo (la).</p><p>O diálogo 1 apresenta as frases de apresentações formais e o stress empregado nas sentenças.</p><p>Diálogo 1</p><p>Mr. Foster, representante de uma empresa farmacêutica encontra-se com Mr. Murphy, gerente de</p><p>produtos da mesma empresa, em uma reunião de negócios. O encontro é mediado pelo diretor regio-</p><p>nal, Mr. White.</p><p>Frases formais</p><p>Mr. White: GOOd MORning, Mr. FOSter. HOW are You?</p><p>Bom dia, Mr. Foster.</p><p>Como vai?</p><p>Mr. Foster:</p><p>I’m Very Well, Thanks. MAY I introDUce you to MR.</p><p>JOhn MURPHY.</p><p>Muito bem, obrigado.</p><p>Deixe-me apresentá-lo ao Sr. John Murphy.</p><p>Mr. Murphy: HOW do you DO? Como vai você?</p><p>Mr. White: HOW do you DO? Como vai você?</p><p>Apresentações informais</p><p>As situações informais, tais como festas, jantares (os famosos dinner-parties), ou mesmo o primei-</p><p>ro dia na universidade, não exigem uma postura formal e você mesmo pode se apresentar aos demais</p><p>ou o anfitrião o apresenta para o grupo. Observe as seguintes frases:</p><p>26 | Sentence and word stress are very important</p><p>a) Você se apresenta ao grupo:</p><p>Frases informais</p><p>GOOd MORning, I’m (name) . Bom dia, sou</p><p>(nome).</p><p>GOOd AFterNOON, I’m (name). Boa tarde, sou (nome).</p><p>GOOd EveNIng/NIght, I’m (name). Boa noite, sou (nome).</p><p>HEllo, I’m (name). Olá, sou (nome).</p><p>HI, I’m (nome). Oi, sou (nome).</p><p>b) Você é apresentado ao grupo pelo anfitrião:</p><p>Frases informais</p><p>This is (nome). Este é (nome).</p><p>(Very) nice to meet you or</p><p>Pleased to meet you.</p><p>(Muito) prazer.</p><p>Diálogo 2</p><p>Mr. Barry White, diretor regional da empresa farmacêutica, resolve oferecer uma cocktail para to-</p><p>dos os representantes comerciais. As esposas também foram convidadas. Observe o seguinte diálogo:</p><p>Frases informais</p><p>Mr. White: HelLO, JOhn. Olá, John.</p><p>Mr. Murphy: HI, BArry. BArry, THis is my WIfe, SUsan. Olá, Barry. Barry, esta é minha esposa Susan.</p><p>Mrs. Susan Murphy PLEASed to MEEt you. Prazer em conhecê-lo.</p><p>Mr. Foster: (VEry) NIce to MEEt you . Prazer em conhecê-la.</p><p>a) Você é apresentado ao grupo por um colega:</p><p>Frases informais</p><p>HEy GUys. This is (name). Pessoal, este é (nome).</p><p>HEy (HI), GLAd to mEEt you ALL. Oi, prazer em conhecer todo mundo.</p><p>HI, HOW’s EVERYone? or</p><p>HI, HOW are YOU ALL?</p><p>Oi, como vão vocês?</p><p>Diálogo 3</p><p>James, um colega de John, apresenta-o a um grupo numa festa informal. Observe o seguinte</p><p>diálogo:</p><p>27|Sentence and word stress are very important</p><p>Frases informais</p><p>James: Hey (GUys). THis is my FRIEnd, JOhn. Pessoal, esse é John, meu amigo.</p><p>John: HI, HOW’s EVERYone? Oi, como vão vocês?</p><p>Group: NIce to HAve you HEre. Legal que você veio.</p><p>Despedidas</p><p>Após as apresentações, as frases utilizadas nas despedidas são quase sempre as mesmas. Observe</p><p>as diferenças nas despedidas formais e informais:</p><p>Frases formais</p><p>GOOd bye. It was a PLEAsure to MEEt you.</p><p>(It was NIce to MEEt you)</p><p>Até logo. Foi um prazer conhecê-lo.</p><p>(Foi um prazer)</p><p>GOOd MORning. It was a PLEAsure to MEEt you. (It was</p><p>NIce to MEEt you)</p><p>Bom dia. Foi um prazer conhecê-lo.</p><p>(Foi um prazer)</p><p>GOOd AFterNOON. It was a PLEAsure to MEEt you. (It was</p><p>NIce to MEEt you)</p><p>Boa tarde. Foi um prazer conhecê-lo.</p><p>(Foi um prazer)</p><p>GOOd NIght. It was a PLEAsure to MEEt you.</p><p>(It was NIce to MEEt you)</p><p>Boa noite. Foi um prazer conhecê-lo.</p><p>(Foi um prazer)</p><p>Frases informais</p><p>BYE. (It was NIce to MEEt you) Tchau. ( Foi um prazer)</p><p>(NIce MEEting you) See you. (Foi um prazer) Até.</p><p>SEE you LAter. (It was NIce to MEEt you) Até mais. ( Foi um prazer)</p><p>SEE you sOOn. (It was NIce to MEEt you) Até breve. (Foi um prazer)</p><p>CHEErs. (It was NIce to MEEt you) Até. ( Foi um prazer)</p><p>NIce to MEEt you TOO (answer) O prazer foi meu (resposta)</p><p>Diálogo 4 – Despedida formal/ informal</p><p>Mr. Pierce, CEO3 da empresa farmacêutica, também compareceu ao cocktail oferecido para todos</p><p>os representantes comerciais. Era a primeira vez que o CEO comparecia a um evento organizado pelo</p><p>Mr. White. Observe o seguinte diálogo:</p><p>Frases formais</p><p>Mr. Pierce: GOOd NIGHT, Mr. WHIte. Boa noite, Mr. White.</p><p>Mr. White:</p><p>GOOd NIGHT, Mr. PIERce. It was a</p><p>PLEAsure to MEEt you.</p><p>Boa noite, Mr. Pierce. Foi um prazer conhecê-lo.</p><p>3 CEO – Corporate Executive Officer. Representante maior de uma empresa, considerado o presidente da organização.</p><p>28 | Sentence and word stress are very important</p><p>Diálogo 5</p><p>Observe agora a situação em que Mr. White se despede de Mr. e Mrs. Murphy.</p><p>Mr. White já conhecia Mr. Murphy, mas não conhecia Mrs. Murphy:</p><p>Frases formais e informais</p><p>Mr. White:</p><p>WELL, (GOOd) BYe, Susan. It was NIce to</p><p>MEEt you.</p><p>Até logo, Susan. Foi um prazer.</p><p>Mrs. Murphy: (GOOd )Bye. NIce to MEEt you too. Até logo. O prazer foi meu.</p><p>Mr. White: SEE you LAter, JOhn. Até mais, John.</p><p>Mr. Murphy: CHEErs. Até.</p><p>O meu inglês</p><p>Há diferentes formas de cumprimento e despedida em diferentes países de língua inglesa. Algu-</p><p>mas das formas a seguir são usuais em determinados contextos. Mas lembre-se que são frases idiomáti-</p><p>cas ou gírias sazonais, ou seja, com o passar do tempo outras frases surgem e essas podem desaparecer,</p><p>ou tornarem-se ultrapassadas.</p><p>Hey mate – Olá/oi/e aí amigão. (australiano)</p><p>Hi bro – Oi/e olá aí irmão. (afro-americano)</p><p>Hey buddy – Oi/olá/e aí irmão. (americano)</p><p>What’s up? – E aí? (americano)</p><p>Também há frases de despedida que formam rimas muito usadas com crianças. Mas não faz o me-</p><p>nor sentido se traduzi-las para o português. Elas são típicas da língua inglesa e, devido a sua sonoridade</p><p>são uma boa forma de praticar pequenas rimas. Experimente repeti-las:</p><p>See you later alligator.</p><p>After a while crocodile.</p><p>See you soon baboom.</p><p>E não se esqueça do “internetês”, a língua usada em blogs, fóruns de discussão, e-mails, messen-</p><p>gers e salas de bate-papo:</p><p>c ya – see you – até</p><p>29|Sentence and word stress are very important</p><p>Texto complementar</p><p>English and portuguese word stress</p><p>Just as stressed syllables in poetry reveal the metrical structure of the verse, phonological stress patterns</p><p>relate to the metrical structure of a language. (Victoria Fromkin, 239)</p><p>(SCHÜTZ, 2005)</p><p>Acentuação tônica de palavras</p><p>Word stress is an important part of pronunciation. Some languages are heavily characterized</p><p>by the way words are normally stressed. This the case of French, where a very large majority of words</p><p>are stressed on the last syllable (lalá, lalalá, lalalalá, lalalá...).</p><p>From the standpoint of the native speaker of Portuguese, whose words are predominantly</p><p>(around 70%) paroxytone (stress on the syllable before the last), English word stress poses a pro-</p><p>blem because of the larger number of possibilities, the nonoccurrence of one predominant pattern,</p><p>and the absence of indication in spelling. See the examples below:</p><p>Portuguese English</p><p>Oxítonas</p><p>(stress on the last syllable)</p><p>Café, estudar, computador,</p><p>refrigerador etc.</p><p>hotel, control, police, improve, exchange etc. (only</p><p>two-syllable words)</p><p>Paroxítonas</p><p>(stress on one before the last)</p><p>Casa, modelo, Ipanema, come-</p><p>morava etc.</p><p>video, English, important, united, revolution etc.</p><p>Proparoxítonas</p><p>(stress on two before the last)</p><p>Fígado, metrópole, hemofílico</p><p>etc.</p><p>excellent, hospital, government, photograph, pho-</p><p>tographer etc.</p><p>stress on three before the last ———</p><p>approximately, significantly, intelligible, objectio-</p><p>nable etc.</p><p>double stress ———</p><p>approximation, refrigerator, characteristic,</p><p>category, necessary, dictionary, fundamental,</p><p>introductory, overnight, Vietnamese etc.</p><p>Acentuação tônica é uma parte importante da pronúncia. Alguns idiomas são marcadamente</p><p>caracterizados pela acentuação tônica predominante das palavras. É o caso, por exemplo, do fran-</p><p>cês, no qual uma forte maioria de palavras é oxítona (lalá, lalalá, lalalalá, lalalá...).</p><p>Do ponto de vista daquele que fala português como língua mãe, cujas palavras são predo-</p><p>minantemente paroxítonas (cerca de 70%) e muitas das que não são têm sinalização ortográfica</p><p>indicativa, a acentuação tônica do inglês representa um sério problema, devido ao número maior</p><p>de possibilidades, à não ocorrência de um modelo de acentuação tônica predominante e à ausência</p><p>de sinalização ortográfica. Veja os exemplos a seguir:</p><p>30 | Sentence and word stress are very important</p><p>A) Palavras terminadas em _sion e _tion: o acento tônico</p><p>recai sobre a sílaba imediatamente anterior a esse sufixo.</p><p>A palavra portanto será sempre paroxítona.</p><p>A) Words that end in _sion, _tion: stress is on the syllable</p><p>before this ending (1st syllable before the last).</p><p>Ex: illusion, television, solution, satisfaction.</p><p>B) Palavras terminadas em _ic: o acento tônico recai sobre</p><p>a sílaba imediatamente anterior a esse sufixo. A palavra</p><p>portanto será sempre paroxítona.</p><p>B) Words ending in _ic: stress the syllable before this</p><p>ending (1st syllable before the last).</p><p>Ex: unrealistic, static, fabric.</p><p>C) Palavras terminadas em _ial: o acento tônico recai</p><p>sobre a sílaba imediatamente anterior a esse sufixo. A</p><p>palavra portanto será sempre paroxítona.</p><p>C) Words ending in _ial: stress the syllable before this</p><p>ending (1st syllable before the last).</p><p>Ex: official, artificial, confidential.</p><p>D) Palavras terminadas em _ially serão sempre propa-</p><p>roxítonas.</p><p>D) Words ending in _ially: stress</p><p>the syllable before this</p><p>ending (2nd syllable before the last).</p><p>Ex: officially, essentially, basically.</p><p>E) Palavras terminadas em _ical serão sempre proparo-</p><p>xítonas.</p><p>E) Words ending in _ical: stress the syllable before this</p><p>ending (2nd syllable before the last).</p><p>Ex: economical, practical, political.</p><p>F) Palavras terminadas em _cy e _ty serão sempre propa-</p><p>roxítonas.</p><p>F) Words ending in _cy, _ty: stress is on the 2nd syllable</p><p>before this ending.</p><p>Ex: democracy, loyalty, agency, activity.</p><p>G) Verbos compostos com os prefixos over_ ou under_</p><p>têm sempre tonicidade dupla, e normalmente levam o</p><p>acento tônico primário numa das sílabas após o prefixo.</p><p>G) Compound verbs with prefix over_ or under_: they</p><p>always have double stress, and the primary stress is nor-</p><p>mally on one of the syllables which follow the prefix.</p><p>Ex: overgrow, overheat, overlook, oversleep, underestimate, undergo, understand.</p><p>Regras de acentuação tônica em inglês</p><p>No português, determinados sufixos caracterizam determinados tipos de acentuação</p><p>tônica. Ex.: estudar, escrever, dormir, estudou, escreveu, dormiu, computador, professor, jogador,</p><p>astral, avental, imoral.</p><p>Da mesma forma, existem em inglês algumas regras que definem a correlação entre ortografia</p><p>e acentuação tônica de alguns tipos de palavras, as quais podem ser úteis ao aluno iniciante que</p><p>tem pouca familiaridade com a língua falada.</p><p>31|Sentence and word stress are very important</p><p>English word-stress rules</p><p>Certain suffixes in Portuguese indicate the stressed syllable. Ex.: estudar, escrever, dormir,</p><p>estudou, escreveu, dormiu, computador, professor, jogador, astral, avental, imoral.</p><p>The same way, in English there are useful spelling-to-sound rules that when presented to stu-</p><p>dents can provide a light at the end of the tunnel.</p><p>Esta imprevisibilidade do acento tônico da palavra em inglês se constitui em mais um argu-</p><p>mento contra o contato prematuro com textos escritos no ensino de inglês como língua estrangeira</p><p>no Brasil.</p><p>This unpredictability of word stress in English is one more argument against early contact</p><p>with the written text in the teaching of English in Brazil.</p><p>Fromkin, Victoria and Robert Rodman. An Introduction to Language. Fort Worth, TX: Harcourt</p><p>Brace College Publishers, 1974.</p><p>Ramajayam, Kumar. Welcome to Learn Word Stress in English. Internet: <http://www.csulb.</p><p>edu/~phoneme/stress_frame.html> 1997</p><p>Atividades</p><p>1. O que a Fonética e a Fonologia estudam?</p><p>32 | Sentence and word stress are very important</p><p>2. Leia o seguinte diálogo:</p><p>A – Hey Jack. How’s it going?</p><p>B – O.K. And you mate?</p><p>A – Not bad.</p><p>B – Good.</p><p>A – Gotta go to class. See you later.</p><p>B – See ya.</p><p>A situação é formal ou informal? Justifique sua resposta com três palavras/expressões que mar-</p><p>quem a formalidade ou informalidade.</p><p>3. Leia o seguinte diálogo:</p><p>A – Good morning Mr. Wilson.</p><p>B – Good morning Jake. May I introduce you to Mr. Lewis, our new CEO in Brazil.</p><p>Mr. Lewis this is Jake Sullivan, our general manager in Brazil.</p><p>C – Nice to meet you, Mr. Sullivan.</p><p>A – Nice to meet you too, Mr. Lewis.</p><p>A situação é formal ou informal? Justifique sua resposta com três palavras/expressões que mar-</p><p>quem a formalidade ou informalidade.</p><p>33|Sentence and word stress are very important</p><p>4. Ouça os diálogos dos exercícios 2 e 3. Ouça novamente e repita cada frase.</p><p>Gabarito</p><p>1. Fonética – estudo dos sons da fala sob o ponto de vista do movimento dos órgãos como língua, lá-</p><p>bios etc. na emissão dos sons de determinada língua, com o propósito de investigar como tais sons</p><p>são produzidos pelo aparelho fonador, analisando-se as propriedades físicas da sua produção e sua</p><p>propagação. A Fonética pode ainda investigar a produção dos sons da fala sob o ponto de vista</p><p>auditivo, com o objetivo de explicar como ocorre a recepção desses elementos pelos ouvintes.</p><p>Fonologia – estudo do sistema de sons da fala, apresentando a descrição deste sistema, sua estru-</p><p>tura e funcionamento, o que permite a análise de sílabas, morfemas, palavras e frases. A fonologia</p><p>estuda os sons capazes de distinguir significados (fonemas).</p><p>34 | Sentence and word stress are very important</p><p>2. Informal.</p><p>Hey Jack. How’s it going?</p><p>And you mate?</p><p>See you later.</p><p>See ‘ya.</p><p>3. Formal.</p><p>May I introduce you Mr. Lewis, our new CEO in Brazil?</p><p>Mr. Lewis this is Jake Sullivan, our general manager in Brazil.</p><p>Nice to meet you Mr. Sullivan</p><p>Nice to meet you too Mr. Lewis.</p><p>4. Tapescript</p><p>I.</p><p>A. Hey Jack. How’s it going?</p><p>B. O.K. And you mate?</p><p>A. Not bad.</p><p>B. Good.</p><p>A. Gotta go to class. See you later.</p><p>B. See ya.</p><p>II.</p><p>A. Good morning Mr. Wilson.</p><p>B. Good morning Jake. May I introduce you to Mr. Lewis, our new CEO in Brazil.</p><p>Mr. Lewis this is Jake Sullivan, our general manager in Brazil.</p><p>C. Nice to meet you, Mr. Sullivan.</p><p>A. Nice to meet you too, Mr. Lewis.</p><p>Different accents for</p><p>the same language</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>HELLOO</p><p>HEllo</p><p>heLLO</p><p>A sala São Paulo1 é considerada por muitos, uma das salas mais bonitas para concertos de música</p><p>clássica. Imagine que você decidiu assistir a um ensaio aberto em que quatro jovens, provenientes de</p><p>países de língua inglesa, estão disputando o cargo mais alto numa orquestra, o de maestro. Cada candi-</p><p>dato recebeu a partitura de uma sinfonia, que é idêntica para todos, tendo a incumbência de conduzir</p><p>a orquestra num determinado tempo. O primeiro maestro eleva a batuta2 e começa com as seguintes</p><p>1 A antiga estação de trens da Estrada de Ferro Sorocabana abriga hoje o Complexo Cultural Júlio Prestes, sede da maior e mais moderna sala</p><p>de concertos da América Latina: a Sala São Paulo. Localiza-se na região central de São Paulo, próxima à estação da Luz.</p><p>2 Espécie de bastão curto com que o regente da orquestra marca o compasso e o andamento da música e indica a entrada dos diversos ins-</p><p>trumentos e dos cantores. (Dicionário Aulete Digital)</p><p>Vídeo</p><p>36 | Different accents for the same language</p><p>palavras: “One, two, three, four” (Um, dois, três, quatro). O segundo, por sua vez, diz: “One and two and</p><p>three and four” (Um e dois e três e quatro). O próximo inicia da seguinte forma: “One and a two and a</p><p>three and a four.” (Um e um dois e um três e um quatro). O último aspirante ao posto de maestro inicia</p><p>desta forma “One and then a two and then a three and then a four” (Um e então um dois e então um três</p><p>e então um quatro).</p><p>Orquestração não é um tema muito fácil nem popular. Possivelmente a maioria das pessoas tam-</p><p>bém não entenda muito sobre isso, mas na sua opinião, qual aspirante ao cargo de maestro não irá</p><p>conduzir a orquestra de modo apropriado, podendo levar os integrantes ao erro pela falta de clareza</p><p>quanto ao ritmo a ser seguido? Pasmem! A resposta é nenhum deles. Embora apresentem algumas di-</p><p>ferenças, cada uma dessas frases irá consumir o mesmo número de segundos. Esse exemplo reflete uma</p><p>particularidade da língua inglesa, denominada stress-timed rhythm, ou seja, a “musicalidade” da língua,</p><p>aquela particularidade que a diferencia das demais.</p><p>O stress, que na verdade corresponde à ênfase dada a uma sílaba, é determinante para o entendi-</p><p>mento das palavras e pode causar muitos problemas se não for empregado corretamente. Neste ponto,</p><p>é importante fazer uma distinção entre stress (acentuação tônica que na língua inglesa caracteriza-se</p><p>pela ausência de acentuação ortográfica) e accent (sotaque). Provavelmente, você deve estar pensando</p><p>que tanto stress quanto accent significam a mesma coisa. Embora distintos, eles se unem agregando</p><p>características próprias à língua inglesa. O accent é uma característica própria da língua, que denota a</p><p>regionalidade ou o país de origem de falantes de uma língua. Tome como exemplo os falantes de língua</p><p>portuguesa provenientes da região sul, sudeste, nordeste, norte e centro-oeste do Brasil. O que falar,</p><p>então, quando se compara os falantes de língua portuguesa do Brasil, de Portugal, de Moçambique, de</p><p>Goa, de Macau. A língua é a mesma, mas o sotaque é bem diferente.</p><p>E, por isso,</p><p>ao aprender uma língua estrangeira, deve-se esquecer a ideia de falar com accent de</p><p>um país de língua inglesa. Quando abrimos a boca para pronunciar palavras, fica evidente que não so-</p><p>mos falantes de língua inglesa. Daí ouvirmos frases como “Ele fala com sotaque espanhol”, “Ela fala inglês</p><p>com sotaque alemão”. O que quero dizer é que a musicalidade do nosso idioma irá se sobrepor ao nos</p><p>comunicarmos em uma língua estrangeira. Isso não quer dizer que os falantes de inglês não irão nos</p><p>compreender. Quer dizer que dificilmente poderemos falar com sotaque de um país de língua inglesa,</p><p>o que não invalida a possibilidade de falarmos corretamente e nos fazermos compreender. Então, qual</p><p>é o segredo para a comunicação em língua inglesa ser efetiva? O segredo se revela de duas maneiras:</p><p>pronúncia correta de vogais e consoantes e o stress apropriado empregado em sílabas e sentenças.</p><p>A língua materna afeta a maneira como iremos aprender uma segunda língua. Há de se ter em</p><p>mente que o sistema de sons da segunda língua não é o mesmo da língua materna, o que irá exigir do</p><p>aprendiz uma atenção especial quando usar os músculos do aparelho fonador (língua, lábios, palato)</p><p>para emitir determinados sons. Tomemos como exemplo a palavra that, cuja transcrição fonética é / ӕt/</p><p>e think que tem esta transcrição fonética . Embora ambas as palavras iniciarem com os grafemas</p><p>th, o som produzido é diferente.</p><p>Exemplos de transcrições fonética para o th</p><p>Palavra Transcrição fonética Símbolo fonético do th</p><p>that (aquele) / ӕt/</p><p>think (achar)</p><p>37|Different accents for the same language</p><p>Outro fator a ser levado em consideração refere-se à tendência natural de transferir os padrões</p><p>de tonicidade e entonação do português para a língua inglesa. Dessa forma, a boa pronúncia advém do</p><p>emprego correto do stress, tanto em vogais quanto em consoantes.</p><p>A pronúncia e o stress observado nas vogais</p><p>Quando ingressamos nas primeiras séries do Ensino Fundamental, aprendemos que a língua tem vo-</p><p>gais e consoantes. As vogais se constituem pelos seguintes grafemas: a, e, i, o, u. Fonologicamente, as vogais</p><p>são sons que quando emitidos pelo falante fazem vibrar as cordas vocais. Na língua inglesa, o sistema das</p><p>vogais é no mínimo “exótico”. A maioria das línguas apresenta entre cinco e oito vogais contrastivas (vogais</p><p>com sons diferentes), já a língua inglesa possui 12 vogais contrastivas em sílabas tônicas (stress syllable), o que</p><p>significa dizer que a pronúncia dessas vogais depende da posição que ocupam na palavra.</p><p>As vogais podem ser analisadas sob diversos prismas, mas o que nos interessa é vowel length, ou</p><p>seja, o som das vogais que pode ser “curto” ou “longo”.</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>a - car (carro)</p><p>e - we (nós)</p><p>i - ice (gelo)</p><p>o - go (ir)</p><p>u - pupil (aluno)</p><p>a - apple (maçã)</p><p>e - egg (ovo)</p><p>i - it (ele/ela para</p><p>objetos/coisas/</p><p>abstração)</p><p>o - hot (quente)</p><p>u - up (para cima)</p><p>Um conceito importante para a compreensão oral da língua inglesa é a divisão silábica. Isso</p><p>pode não parecer muito lógico aos falantes de português. Afinal, em português, a divisão silábica é</p><p>uma questão ortográfica e não tem grande interferência na forma como falamos português. Já em</p><p>inglês isso ocorre de forma inversa, ou seja, a separação silábica tem relação direta com a fonologia,</p><p>a forma como emitimos os sons em inglês. Portanto, não há regras claras para a separação silábica</p><p>em inglês e precisamos saber disso para falar e compreender a língua. Uma dica é o uso de um bom</p><p>dicionário que traga a transcrição fonética. É ali que os dicionários separam as sílabas em inglês.</p><p>Por exemplo:</p><p>38 | Different accents for the same language</p><p>evening /'iːv.nɪŊ = duas sílabas: eve-ning ( noite)</p><p>(este ponto sinaliza a separação silábica no Cambridge Dictionary Online)</p><p>alligator /'ӕl.ɪ.geɪ.tәr = quatro sílabas: al-i-ga-tor (jacaré)</p><p>Quando a sílaba não é tônica (sem stress) diz-se que as vogais não são pronunciadas de forma evi-</p><p>dente, transformando-se num som denominado schwa [ ] (nome dado ao som [ ] que é de uma vogal</p><p>quase não pronunciada, como no exemplo acima alligator /'ӕl.ɪ.geɪ.tәr o símbolo fonético do grafema</p><p>‘o’ é [ ] chamado de shwa), que não possui um som correspondente na língua portuguesa.</p><p>As regras para se diferenciar os sons são inúmeras e há tantas exceções, que a melhor regra é</p><p>ouvir com atenção como as palavras são pronunciadas e tentar repetir o som da mesma forma.</p><p>Entretanto, é possível afirmar que:</p><p>Algumas regras para diferenciar os sons</p><p>1. Quando uma sílaba termina com uma consoante e possui uma única vogal, essa vogal é ‘curta’.</p><p>Ex.: not, bad,</p><p>2. Quando a sílaba possui duas vogais e termina com a vogal e, essa vogal é “silenciosa” (não é pronunciada) e a primeira</p><p>vogal é “longa”.</p><p>Ex.: nice, take, care.</p><p>3. Quando a sílaba apresenta duas vogais unidas, geralmente a primeira vogal é “longa” e a segunda é “silenciosa”.</p><p>Ex.: pain, eat.</p><p>4. Os encontros consonantais formam um novo som.</p><p>Ex.: thanks.</p><p>5. Quando a sílaba termina em qualquer vogal, e essa é a única, ela normalmente é “longa”.</p><p>Ex.: me.</p><p>Vamos agora verificar como podemos aplicar essas regras em situações reais, ou seja, em cumpri-</p><p>mentos e despedidas.</p><p>Greetings and farewells – Cumprimentos e despedidas</p><p>Cumprimentos e despedidas – linguagem formal</p><p>Você pode iniciar os cumprimentos com as seguintes frases:</p><p>39|Different accents for the same language</p><p>a) Good morning – Bom dia</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>GOOd (bom, boa) – vogal longa (tem som de u)</p><p>mOrnIng(dia )</p><p>o – vogal longa (mantém o som de o)</p><p>i – vogal curta</p><p>b) Good afternoon – Boa tarde</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>GOOd (bom, boa) – vogal longa (tem som de u)</p><p>AfternOOn (tarde)</p><p>a – vogal longa</p><p>e – vogal sem stress schwa [ ]</p><p>oo – vogal longa (tem som de u)</p><p>c) Good evening – boa noite (até as 20:00 hs)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>GOOd (bom, boa) – vogal longa (tem som de u)</p><p>Evening (noite)</p><p>e – vogal longa (tem som de i)</p><p>e – vogal silenciosa</p><p>i – vogal curta (som de i)</p><p>40 | Different accents for the same language</p><p>d) Good night – Boa noite (após as 20:00hs)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>GOOd (bom, boa) – vogal longa (tem som de u)</p><p>night (noite) – i – vogal curta (tem som de ai)</p><p>Key: vogal minúscula – som longo; vogal maiúscula – som curto</p><p>Pergunta:</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>How are you?</p><p>(AU)(ar) (u)</p><p>(Como está?)</p><p>Respostas:</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>I’m fine, thanks. And you?</p><p>(ai) (a) (u)</p><p>(Eu estou bem, obrigado(a). E você?)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>I’m not well. I’m sick. And you?</p><p>(o) (e) (I) [ ] (u)</p><p>(Eu não estou bem. Eu</p><p>estou doente. E você?)</p><p>Ao se despedir, você pode utilizar estas frases:</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Goodbye</p><p>(U) (AI)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>It was nice to meet you</p><p>(i) [ ] (AI) (i) (u)</p><p>(Até logo/Até mais) (Foi um prazer conhecê-lo(la))</p><p>41|Different accents for the same language</p><p>Diálogo 1</p><p>Mr. Bauer: Good morning, Mr. Smith. How</p><p>are you?</p><p>Mr. Smith: I’m fine, thanks. And you?</p><p>Mr. Bauer: I’m fine, thanks.</p><p>Mr. Smith: Oh. I have to go to a meeting. It</p><p>was nice to see you.</p><p>Mr. Bauer: Goodbye. It was nice to see</p><p>you.</p><p>Bom dia, Sr. Smith. Como vai?</p><p>Vou bem, obrigado. E você?</p><p>Eu vou bem, obrigado.</p><p>Oh. Eu tenho que ir a uma reunião. Foi</p><p>um prazer vê-lo.</p><p>Até logo. O prazer foi meu.</p><p>Diálogo 2</p><p>Mr. Jones: Good afternoon, Mrs. Wilson.</p><p>How are you?</p><p>Mrs. Wilson: I’m not well. I’m sick.</p><p>Mr. Jones: Oh, no.</p><p>Mrs. Wilson: Well, I have to go. Goodbye.</p><p>Mr. Jones: Goodbye. Take care of yourself.</p><p>Boa tarde, Sra. Wilson. Como vai?</p><p>Eu não estou bem. Estou doente.</p><p>Oh, não.</p><p>Bem, tenho que ir. Até logo.</p><p>Até logo. Cuide-se.</p><p>Vocabulary (Vocabulário)</p><p>How are you – Como vai?</p><p>I’m fine – Vou bem.</p><p>I have to go – Tenho que ir.</p><p>It was nice to see you – Prazer em vê-lo.</p><p>Goodbye – Até logo.</p><p>Take care of yourself – Cuide-se.</p><p>42 | Different accents for the same language</p><p>Cumprimentos</p><p>e despedidas – linguagem informal</p><p>Em situações informais, você pode iniciar a conversa com as seguintes frases:</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Hi</p><p>(AI)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Hello</p><p>(e)(ou)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>What's up?</p><p>(a) (u)</p><p>(Oi/Olá) (Oi/Olá) (E aí, tudo bem?)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>How’s it going?</p><p>(AU) (i)(ou) (I)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>What have you been up to?</p><p>(a) [ ] x (u) (i) (u) (U)</p><p>(Como vão as coisas?/Como vai?) (O que você tem feito?)</p><p>Ao se despedir, você pode utilizar estas frases:</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>Bye ou Cheers</p><p>(ai) (I )</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>See ya alligator</p><p>(i) ( )(A)(I)(ei)( )</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>I have to run</p><p>(ai) (U)</p><p>Have a nice day</p><p>(ei) (ai) (EI)</p><p>IE</p><p>SD</p><p>E</p><p>Br</p><p>as</p><p>il</p><p>S.</p><p>A</p><p>.</p><p>(Tchau, até) (Te vejo mais tarde) (Tenho que ir) (Tenha um bom dia)</p><p>43|Different accents for the same language</p><p>Diálogo 3</p><p>John: Hello, Jane. How’s it going?</p><p>Jane: Great. And you?</p><p>John: Fine. What have you been up to?</p><p>Jane: Busy as ever. And you?</p><p>John: Same old, same old.</p><p>Jane: Oh, I have to run. I have to go to class.</p><p>Catch you later.</p><p>John: O.K. Cheers.</p><p>Olá, Jane. Como vão as coisas?</p><p>Ótimas. E você?</p><p>Tudo bem. O que você tem feito ?</p><p>O de sempre, muito ocupada. E você?</p><p>O mesmo de sempre.</p><p>Oh, tenho que correr. Tenho que ir para a</p><p>aula. Conversamos mais tarde.</p><p>Certo. Tchau.</p><p>Diálogo 4</p><p>Julia: Hi, Nigel.</p><p>Nigel: Hello, Julia. How’s it going?</p><p>Julia: Super. And you?</p><p>Nigel: Excellent.</p><p>Julia: Oh! It’s time for my class. See ya</p><p>later alligator.</p><p>Nigel: Bye.</p><p>Oi, Nigel.</p><p>Olá, Julia. Como vai?</p><p>Ótima. E você?</p><p>Maravilha.</p><p>Oh! Está na hora da minha aula. Te vejo</p><p>mais tarde.</p><p>Até.</p><p>Vocabulary (Vocabulário)</p><p>as ever – como sempre/como nunca.</p><p>busy – ocupado/ocupada.</p><p>how – como.</p><p>see – ver.</p><p>ya – escrita informal para you (você).</p><p>44 | Different accents for the same language</p><p>Cantinho cultural</p><p>The United Kingdom – O Reino Unido</p><p>Atlantic</p><p>Ocean</p><p>Sea</p><p>North</p><p>10°</p><p>50°</p><p>55°</p><p>55°</p><p>5° 0° 5°</p><p>M</p><p>er</p><p>id</p><p>ia</p><p>no</p><p>de</p><p>G</p><p>re</p><p>en</p><p>w</p><p>ic</p><p>h</p><p>ENGLAND</p><p>WALES</p><p>REPUBILC</p><p>OF IRELAND</p><p>NORTHERN</p><p>IRELAND</p><p>WESTERN ISLES</p><p>SCOTLAND</p><p>ORKNEY</p><p>SHETLAND</p><p>178 km0</p><p>S</p><p>W E</p><p>N</p><p>M</p><p>ar</p><p>ilu</p><p>S</p><p>ou</p><p>za</p><p>.</p><p>O Reino Unido é formado pela Inglaterra, Escócia, País de Gales e a Ir-</p><p>landa do Norte.</p><p>A bandeira à direita representa esses quatro países. Ela é conhecida</p><p>como bandeira do Reino Unido ou ‘Union Jack’.</p><p>Cada um tem uma bandeira distinta apresentada no mapa acima.</p><p>A República da Irlanda não faz parte do Reino Unido. Observe que o nome é República da Ir-</p><p>landa e não Irlanda do Sul.</p><p>Nacionalidades – inglesa, escocesa, galesa, irlandesa.</p><p>Principais cidades – Londres, Birmingham, Liverpool (cidade dos Beatles) na Inglaterra; Edim-</p><p>burgo na Escócia; Cardiff no País de Gales; Belfast na Irlanda do Norte.</p><p>População: 65 millhões de habitantes.</p><p>Indústrias: engenharia, veículos, aviões, têxtil, plástico, entre outras.</p><p>Is</p><p>to</p><p>ck</p><p>P</p><p>ho</p><p>to</p><p>.</p><p>45|Different accents for the same language</p><p>Lugares típicos para fazer coisas típicas:</p><p>Pub é um bar inglês ou aos moldes de tal, movimentado, por vezes, por shows ao vivo de ban-</p><p>das musicais. Caracteriza-se por ser um ambiente informal e descontraído onde as pessoas possam</p><p>se sentir à vontade como se estivessem em sua casa. Seja no balcão do bar, jogando sinuca ou dar-</p><p>dos ou bebendo uma cerveja.</p><p>Você já deve ter ouvido falar na sinuca. Este jogo, chamado de snooker em inglês foi inventado</p><p>pelos britânicos em 1875.</p><p>O football, o nosso futebol, ou soccer (denominação americana) foi primeiro organizado pelos</p><p>britânicos em 1848. A criação do jogo é incerta, mas há indícios de jogos com algo semelhante a</p><p>uma bola e com os pés na China no século I a.C. e, também, durante o Império Romano.</p><p>Muitas palavras usadas em português no futebol foram emprestadas do inglês e usadas até</p><p>pouco tempo:</p><p>goal – gol;</p><p>goalkeeper – goleiro;</p><p>corner – escanteio;</p><p>penalty – pênalti;</p><p>central back – beque central, zagueiro central;</p><p>E os jogos de dardos, basquete e voleibol? Você conhece? Há uma relação com a língua e as</p><p>culturas de povos de língua inglesa. Que tal pesquisar o tema?</p><p>Texto complementar</p><p>Ritmo e o Fenômeno de Redução das Vogais em Inglês</p><p>Rhythm And Vowel Reduction</p><p>(SCHÜTZ, 2005)</p><p>Rhythm</p><p>The rhythm of speech is one of the</p><p>distinctive features of a language. It is acquired</p><p>in childhood and hard for an adult to change.</p><p>Ritmo</p><p>O ritmo da fala é uma das principais carac-</p><p>terísticas de uma língua, sendo adquirido na in-</p><p>fância e difícil de mudar em idade adulta.</p><p>46 | Different accents for the same language</p><p>According to rhythm, languages are clas-</p><p>sified in syllable-timed and stress-timed. Ja-</p><p>panese is probably the most perfect example</p><p>of a syllable-timed language, but French and</p><p>Brazilian Portuguese are also syllable-timed</p><p>while Russian and English are markedly stress-</p><p>-timed languages.</p><p>In syllable-timing, rhythm of speech is</p><p>based on the syllable, taking each syllable a</p><p>similar amount of time to be pronounced.</p><p>Therefore, the amount of time to say a given</p><p>sentence depends on the number of syllables,</p><p>and contractions rarely occur. This is one of</p><p>the features of Brazilian Portuguese, where</p><p>each syllable is distinctively and clearly pro-</p><p>nounced, timing the flow of the language.</p><p>See below the graphic representation of a</p><p>syllable-timed language like Portuguese in the</p><p>example:</p><p>Quanto ao ritmo, línguas são classificadas</p><p>em syllable-timed e stress-timed. O japonês</p><p>é um dos mais perfeitos exemplos de língua</p><p>do tipo syllable-timed, mas o francês e o por-</p><p>tuguês do Brasil também estão incluídos nessa</p><p>categoria, enquanto que o russo e o inglês são</p><p>do tipo stress-timed.</p><p>Em línguas tipo syllable-timed, a sílaba é</p><p>a unidade que imprime o ritmo da fala e cada</p><p>sílaba é pronunciada numa fração de tempo</p><p>de duração semelhante. Portanto, o tempo ne-</p><p>cessário para pronunciar uma frase depende</p><p>diretamente do número de sílabas, sendo rara</p><p>a ocorrência de contrações. Esta é uma das ca-</p><p>racterísticas do português do Brasil, em que</p><p>cada sílaba é pronunciada clara e distintamen-</p><p>te, determinando o fluxo de sons.</p><p>Veja na imagem abaixo uma represen-</p><p>tação gráfica do fluxo rítmico de uma língua</p><p>syllable-timed como português, usando como</p><p>exemplo a frase:</p><p>Eu gosto de beber cerveja</p><p>In stress-timed languages like English</p><p>rhythm is based on stressed syllables of certain</p><p>words that occur at apparently irregular inter-</p><p>vals when we look at the written sentence. The</p><p>rows of in-between unstressed syllables tend</p><p>to be compressed and some syllables can al-</p><p>most disappear. This means that the amount</p><p>of time it takes to say a sentence in English de-</p><p>pends on the number of syllables that receive</p><p>the primary sentence stress and not on the to-</p><p>tal number of syllables.</p><p>The words that carry the stressed syllables</p><p>responsible for sentence rhythm are usually</p><p>content words like nouns, main verbs, adjec-</p><p>tives and adverbs; while function words like</p><p>prepositions, articles, determiners, pronouns,</p><p>Em línguas tipo stress-timed, como o inglês,</p><p>o ritmo da fala é marcado por sílabas tônicas de</p><p>determinadas palavras, que ocorrem em inter-</p><p>valos aparentemente irregulares quando olha-</p><p>-se para a frase escrita. Os segmentos de sílabas</p><p>atônicas intermediárias tendem a ficar compri-</p><p>midos e aglutinados, algumas sílabas quase de-</p><p>saparecendo. Dessa forma, o tempo que se leva</p><p>para pronunciar uma frase em inglês depende</p><p>do número de sílabas que recebem tonicidade</p><p>e não do número total de sílabas.</p><p>As palavras que carregam as sílabas tônicas</p><p>mais fortes, as quais irão marcar o ritmo da frase,</p><p>são normalmente palavras de maior conteúdo</p><p>semântico, como substantivos, verbos principais,</p><p>adjetivos e advérbios, enquanto que palavras</p><p>funcionais como preposições, artigos e pronomes,</p><p>47|Different accents for the same language</p><p>and auxiliary verbs (in affirmative and interro-</p><p>gative sentences) are normally unstressed</p>

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