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Questões resolvidas

Sobre a hipótese diagnóstica do caso descrito, avalie as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta:
I. A radiografia do paciente apresenta cavidade de paredes espessadas localizada no terço médio do pulmão direito associada a pequenos nódulos do espaço aéreo, também designados de lesões satélites.
II. A baciloscopia de escarro é indicada na situação desse paciente, uma vez que a indicação clínica desse exame é somente em condições de sintomatologia respiratória.
III. As lesões típicas da doença são causadas por uma resposta imunológica, envolvendo linfócitos Th1, que liberam IFN-γ, ativando os macrófagos responsáveis por fagocitar o agente etiológico da doença.
IV. O tratamento escolhido para o paciente foi a base de rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol, tendo em vista a boa atividade bacteriostática dessas drogas e diminuição da probabilidade de resistência microbiana.

(alternativa A) (CORRETA) I e III são corretas.

Homem, 42 anos de idade, internado em enfermaria, em terceiro dia pós-operatório de correção de fratura de fêmur esquerdo, após acidente de motocicleta. Evolui com dispneia súbita, mesmo em repouso, dor torácica pleurítica, tosse seca e dor na parte inferior da panturrilha. Nega comorbidades. Ao exame físico, apresenta-se afebril, normocorado, com FC: 110bpm, PA: 100X74mmHg, FR: 28irpm, SatO2 89% em ar ambiente. Ausculta cardiorrespiratória sem alterações. Membro inferior esquerdo levemente cianótico, com edema 2+/4+ e ferida operatória com bom aspecto. Já iniciada oxigenoterapia e realizado angiotomografia de tórax que evidenciou falha de enchimento nas artérias pulmonares e carga embólica de 40%. Com base no caso hipotético, assinale a alternativa correta.

(alternativa A) (CORRETA) Pela sintomatologia descrita, provavelmente o paciente desenvolveu trombose venosa profunda (TVP) no membro inferior, que se desprenderam, embolizaram e se alojaram na circulação pulmonar, causando, assim, o tromboembolismo pulmonar (TEP). Muitos pacientes não apresentam evidências de TVP porque o trombo já embolizou para os pulmões.

Paciente do sexo feminino, 48 anos, em consulta ao ginecologista tem como queixa principal hipermenorreia há 1 ano, com piora gradativa ao longo dos meses. Após exame físico e coleta de preventivo, a paciente recebe pedidos de exame de sangue e ultrassonografia de pelve. Após 2 semanas a paciente retorna com o resultado do exame de sangue evidenciando uma anemia ferropriva. Assinale a alternativa que apresente as manifestações clínicas frequentes na anemia ferropriva e as alterações do eritrograma correspondentes.

(alternativa C) (CORRETA) Palidez cutaneomucosa, fadiga, taquicardia. Hemácias microcíticas e hipocrômicas.

Uma mulher de 60 anos, com histórico de tabagismo crônico e enfisema há 10 anos, morreu de insuficiência cardíaca (IC) e outras complicações decorrentes da doença pulmonar. As suspeitas para a etiologia da IC apontam para hipertensão pulmonar. Não há evidência de doença arterial coronariana, miocardiopatias ou doença cardíaca valvar. Na análise do prontuário da paciente, foi relatado sintomas respiratórios como dispneia e tosse, decorrentes do enfisema, além de edema periférico, distensão jugular e hepatomegalia. Em um ecocardiograma realizado na paciente, a fração de ejeção do ventrículo direito foi de 77%. De acordo com o exposto acima, marque a alternativa que classifica corretamente a insuficiência cardíaca apresentada nesse caso.

(alternativa A) Insuficiência cardíaca esquerda com fração de ejeção preservada (diastólica).

Y.Z, 75 anos, aposentada, ex-tabagista e sedentária relatou incômodo na perna esquerda, com sensação de calor, dor, edema e vermelhidão que surgiu há 2 dias. Apresentou quadro de cansaço e peso nesse membro. Procurou a UBS para avaliação médica, e durante o exame físico apresentou dor à palpação da panturrilha (sinal de Bancroft) e ao realizar a dorsoflexão forçada do tornozelo com o joelho estendido (sinal de Homans). Em relação à situação descrita, avalie as asserções, a relação proposta entre elas e responda corretamente: I. O quadro clínico descrito corresponde a um episódio de doença obstrutiva periférica de origem arterial aterosclerótica, com possível quadro de embolia que pode se deslocar para a região ilíaca. PORQUE II. A realização de uma ultrassonografia com Doppler, medição de D-dímero poderiam esclarecer melhor o quadro descrito, com provável indicação de uso de drogas anticoagulantes e utilização de meias compressivas como medidas terapêuticas adequadas.
[object Object]
[object Object]
(alternativa A) (CORRETA) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.

Um homem, de 58 anos, com histórico de diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial sistêmica, apresenta-se ao pronto atendimento com dor no peito de início súbito, irradiando-se para o braço esquerdo e acompanhada de sudorese fria. Ele relata que a dor começou enquanto estava em repouso e não melhora com o uso do nitrato. Seu eletrocardiograma mostra elevação do segmento ST em múltiplas derivações. Nos exames laboratoriais, realizados no momento da admissão e após 4 horas, não apresentaram positividade para marcadores de necrose cardíaca. A partir dos seus conhecimentos, analise as seguintes asserções e marque a alternativa correta: I. O caso apresentado se trata de uma angina instável, pelo fato de não haver melhora em repouso e com a medicação, e apesar do paciente apresentar sintomas semelhantes ao infarto agudo do miocárdio (IAM), as características patológicas de ambas as doenças são distintas. PORQUE II. Enquanto a angina instável é geralmente desencadeada por uma diminuição da oferta de oxigênio do miocárdio, o IAM é causado por uma obstrução aguda das artérias coronárias devido à formação de trombo sobre uma placa aterosclerótica ulcerada, levando à necrose do tecido cardíaco.
[object Object]
[object Object]
(alternativa D) (CORRETA) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é justificativa correta da I.

é correto afirmar que, a intervenção nutricional mais apropriada para reduzir o risco de aterosclerose neste paciente deve ser.

(alternativa A) (CORRETA) Orientar o aumento do consumo de fibras alimentares.

Ana Clara, 10 anos, teve uma infecção de garganta há cerca de um mês, e não recebeu tratamento adequado. Nos últimos dias, ela apresentou febre intermitente, mal-estar geral e dores nas articulações, especialmente nos joelhos, tornozelos e cotovelos. Os pais relatam que ela também tem reclamado de cansaço e falta de apetite. Ao exame físico, Ana Clara está com temperatura de 38,5°C, presença de sopro em foco mitral, joelhos levemente edemaciados e dolorosos à palpação, além de nódulos subcutâneos. Considerando o relato acima, analise as seguintes assertivas sobre mecanismos fisiopatológicos associados ao quadro atual de Ana Clara.
I – Ativação de linfócitos T citotóxicos, levando à destruição direta dos tecidos afetados pelo Streptococcus do grupo viridans.
II – Indução de reação cruzada com as células do tecido cardíaco pela proteína M da parede celular do Streptococcus pyogenes.
III – A formação de autoanticorpos e a liberação de citocinas pelos linfócitos T CD4+ participam da resposta inflamatória que caracteriza a doença reumática.
IV - Produção de toxinas pelo

Durante uma consulta médica ambulatorial, um paciente hipertenso apresenta-se com sintomas de uma crise asmática. Ao analisar a situação, o médico precisa considerar o tratamento mais adequado para controlar a inflamação e broncoconstrição do paciente. Com base nisso, analise as assertivas abaixo:
I. Aplicar um broncodilatador inalatório de curta ação, como o salbutamol, pode ajudar a aliviar a broncoconstrição aguda associada à asma.
II. Aplicar um corticosteroide inalatório, como a budesonida, é fundamental para controlar a inflamação crônica nas vias aéreas na asma.
III. Aplicar um anti-hipertensivo betabloqueador não seletivo, como o propranolol pode ser eficaz na redução da broncoconstrição associada à asma durante uma crise.
IV. Aplicar uma dose única de um descongestionante nasal, como a fenilefrina, pode auxiliar na melhora da respiração durante uma crise asmática.
Está correto apenas o que se afirma em:

(alternativa B) (CORRETA) I e II.

Um homem, de 45 anos, em situação de rua e desprovido de documentos, enfrenta uma série de desafios de saúde. Apresenta ferimentos nos pés, desnutrição e dificuldade respiratória. Relata sofrer de dores crônicas nas costas e articulações.
Com base no caso apresentado e na Política Nacional para a População em Situação de Rua, analise as assertivas abaixo:
I. O homem precisa de acesso a serviços de Atenção Primária à Saúde, para tratar suas feridas nos pés e realizar uma avaliação das suas condições de saúde.
II. O homem não será atendido na Estratégia de Saúde da Família (ESF), pois não é morador fixo do território da unidade.
III. Quando estabilizado, se ele quiser, é importante encaminhar o homem para serviços de assistência social, para ajudá-lo a acessar recursos como moradia e alimentação.
IV. O homem deve ser direcionado para o consultório na rua, único equipamento de saúde do SUS autorizado a atender pessoas em situação de rua e sem documentos.
Assinale a alternativa que possui as assertivas corretas.

(alternativa D) (CORRETA) Somente as assertivas I e III estão corretas.

Em uma Unidade de Saúde da Família (USF), observou-se uma dificuldade significativa na adesão ao tratamento da Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) por parte de pacientes, devido às suas condições sociais e econômicas desfavoráveis. Considerando a importância de abordar as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) e reconhecendo a relação entre as dificuldades de adesão ao tratamento da DAOP e as condições socioeconômicas dos pacientes, qual das seguintes alternativas representa uma abordagem apropriada que poderia ser implementada no âmbito das políticas de abordagem a DCNT para melhorar a adesão ao tratamento da DAOP?

(alternativa B) (CORRETA) Fornecer gratuitamente medicamentos e dispositivos médicos necessários para o tratamento da DAOP, garantindo que a falta de recursos financeiros não seja um obstáculo à adesão.

Paciente, masculino, 35 anos, diagnosticado com malária, apresenta-se ao pronto-socorro com fadiga persistente, palidez cutaneomucosa, dispneia aos esforços e icterícia. Após a realização do hemograma, foram observados os seguintes resultados: Hemoglobina: 7,8 g/dL (Valor de referência: 13,5 - 17,5 g/dL) Hematócrito: 23% (Valor de referência: 41% - 53%) VCM: 85 fL (Valor de referência: 80 - 100 fL) Leucócitos: 8.500/mm³ (Valor de referência: 4.500 - 11.000/mm³) Plaquetas: 200.000/mm³ (Valor de referência: 150.000 - 400.000/mm³) Com base nos dados apresentados, analise as afirmativas abaixo: I. Os valores da hemoglobina e do hematócrito sugerem anemia hemolítica. II. Os valores do VCM são condizentes com anemia macrocítica. III. A plaquetopenia observada está relacionada à anemia hemolítica. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)

(alternativa C) (CORRETA) I.

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Questões resolvidas

Sobre a hipótese diagnóstica do caso descrito, avalie as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta:
I. A radiografia do paciente apresenta cavidade de paredes espessadas localizada no terço médio do pulmão direito associada a pequenos nódulos do espaço aéreo, também designados de lesões satélites.
II. A baciloscopia de escarro é indicada na situação desse paciente, uma vez que a indicação clínica desse exame é somente em condições de sintomatologia respiratória.
III. As lesões típicas da doença são causadas por uma resposta imunológica, envolvendo linfócitos Th1, que liberam IFN-γ, ativando os macrófagos responsáveis por fagocitar o agente etiológico da doença.
IV. O tratamento escolhido para o paciente foi a base de rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol, tendo em vista a boa atividade bacteriostática dessas drogas e diminuição da probabilidade de resistência microbiana.

(alternativa A) (CORRETA) I e III são corretas.

Homem, 42 anos de idade, internado em enfermaria, em terceiro dia pós-operatório de correção de fratura de fêmur esquerdo, após acidente de motocicleta. Evolui com dispneia súbita, mesmo em repouso, dor torácica pleurítica, tosse seca e dor na parte inferior da panturrilha. Nega comorbidades. Ao exame físico, apresenta-se afebril, normocorado, com FC: 110bpm, PA: 100X74mmHg, FR: 28irpm, SatO2 89% em ar ambiente. Ausculta cardiorrespiratória sem alterações. Membro inferior esquerdo levemente cianótico, com edema 2+/4+ e ferida operatória com bom aspecto. Já iniciada oxigenoterapia e realizado angiotomografia de tórax que evidenciou falha de enchimento nas artérias pulmonares e carga embólica de 40%. Com base no caso hipotético, assinale a alternativa correta.

(alternativa A) (CORRETA) Pela sintomatologia descrita, provavelmente o paciente desenvolveu trombose venosa profunda (TVP) no membro inferior, que se desprenderam, embolizaram e se alojaram na circulação pulmonar, causando, assim, o tromboembolismo pulmonar (TEP). Muitos pacientes não apresentam evidências de TVP porque o trombo já embolizou para os pulmões.

Paciente do sexo feminino, 48 anos, em consulta ao ginecologista tem como queixa principal hipermenorreia há 1 ano, com piora gradativa ao longo dos meses. Após exame físico e coleta de preventivo, a paciente recebe pedidos de exame de sangue e ultrassonografia de pelve. Após 2 semanas a paciente retorna com o resultado do exame de sangue evidenciando uma anemia ferropriva. Assinale a alternativa que apresente as manifestações clínicas frequentes na anemia ferropriva e as alterações do eritrograma correspondentes.

(alternativa C) (CORRETA) Palidez cutaneomucosa, fadiga, taquicardia. Hemácias microcíticas e hipocrômicas.

Uma mulher de 60 anos, com histórico de tabagismo crônico e enfisema há 10 anos, morreu de insuficiência cardíaca (IC) e outras complicações decorrentes da doença pulmonar. As suspeitas para a etiologia da IC apontam para hipertensão pulmonar. Não há evidência de doença arterial coronariana, miocardiopatias ou doença cardíaca valvar. Na análise do prontuário da paciente, foi relatado sintomas respiratórios como dispneia e tosse, decorrentes do enfisema, além de edema periférico, distensão jugular e hepatomegalia. Em um ecocardiograma realizado na paciente, a fração de ejeção do ventrículo direito foi de 77%. De acordo com o exposto acima, marque a alternativa que classifica corretamente a insuficiência cardíaca apresentada nesse caso.

(alternativa A) Insuficiência cardíaca esquerda com fração de ejeção preservada (diastólica).

Y.Z, 75 anos, aposentada, ex-tabagista e sedentária relatou incômodo na perna esquerda, com sensação de calor, dor, edema e vermelhidão que surgiu há 2 dias. Apresentou quadro de cansaço e peso nesse membro. Procurou a UBS para avaliação médica, e durante o exame físico apresentou dor à palpação da panturrilha (sinal de Bancroft) e ao realizar a dorsoflexão forçada do tornozelo com o joelho estendido (sinal de Homans). Em relação à situação descrita, avalie as asserções, a relação proposta entre elas e responda corretamente: I. O quadro clínico descrito corresponde a um episódio de doença obstrutiva periférica de origem arterial aterosclerótica, com possível quadro de embolia que pode se deslocar para a região ilíaca. PORQUE II. A realização de uma ultrassonografia com Doppler, medição de D-dímero poderiam esclarecer melhor o quadro descrito, com provável indicação de uso de drogas anticoagulantes e utilização de meias compressivas como medidas terapêuticas adequadas.
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(alternativa A) (CORRETA) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.

Um homem, de 58 anos, com histórico de diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial sistêmica, apresenta-se ao pronto atendimento com dor no peito de início súbito, irradiando-se para o braço esquerdo e acompanhada de sudorese fria. Ele relata que a dor começou enquanto estava em repouso e não melhora com o uso do nitrato. Seu eletrocardiograma mostra elevação do segmento ST em múltiplas derivações. Nos exames laboratoriais, realizados no momento da admissão e após 4 horas, não apresentaram positividade para marcadores de necrose cardíaca. A partir dos seus conhecimentos, analise as seguintes asserções e marque a alternativa correta: I. O caso apresentado se trata de uma angina instável, pelo fato de não haver melhora em repouso e com a medicação, e apesar do paciente apresentar sintomas semelhantes ao infarto agudo do miocárdio (IAM), as características patológicas de ambas as doenças são distintas. PORQUE II. Enquanto a angina instável é geralmente desencadeada por uma diminuição da oferta de oxigênio do miocárdio, o IAM é causado por uma obstrução aguda das artérias coronárias devido à formação de trombo sobre uma placa aterosclerótica ulcerada, levando à necrose do tecido cardíaco.
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(alternativa D) (CORRETA) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é justificativa correta da I.

é correto afirmar que, a intervenção nutricional mais apropriada para reduzir o risco de aterosclerose neste paciente deve ser.

(alternativa A) (CORRETA) Orientar o aumento do consumo de fibras alimentares.

Ana Clara, 10 anos, teve uma infecção de garganta há cerca de um mês, e não recebeu tratamento adequado. Nos últimos dias, ela apresentou febre intermitente, mal-estar geral e dores nas articulações, especialmente nos joelhos, tornozelos e cotovelos. Os pais relatam que ela também tem reclamado de cansaço e falta de apetite. Ao exame físico, Ana Clara está com temperatura de 38,5°C, presença de sopro em foco mitral, joelhos levemente edemaciados e dolorosos à palpação, além de nódulos subcutâneos. Considerando o relato acima, analise as seguintes assertivas sobre mecanismos fisiopatológicos associados ao quadro atual de Ana Clara.
I – Ativação de linfócitos T citotóxicos, levando à destruição direta dos tecidos afetados pelo Streptococcus do grupo viridans.
II – Indução de reação cruzada com as células do tecido cardíaco pela proteína M da parede celular do Streptococcus pyogenes.
III – A formação de autoanticorpos e a liberação de citocinas pelos linfócitos T CD4+ participam da resposta inflamatória que caracteriza a doença reumática.
IV - Produção de toxinas pelo

Durante uma consulta médica ambulatorial, um paciente hipertenso apresenta-se com sintomas de uma crise asmática. Ao analisar a situação, o médico precisa considerar o tratamento mais adequado para controlar a inflamação e broncoconstrição do paciente. Com base nisso, analise as assertivas abaixo:
I. Aplicar um broncodilatador inalatório de curta ação, como o salbutamol, pode ajudar a aliviar a broncoconstrição aguda associada à asma.
II. Aplicar um corticosteroide inalatório, como a budesonida, é fundamental para controlar a inflamação crônica nas vias aéreas na asma.
III. Aplicar um anti-hipertensivo betabloqueador não seletivo, como o propranolol pode ser eficaz na redução da broncoconstrição associada à asma durante uma crise.
IV. Aplicar uma dose única de um descongestionante nasal, como a fenilefrina, pode auxiliar na melhora da respiração durante uma crise asmática.
Está correto apenas o que se afirma em:

(alternativa B) (CORRETA) I e II.

Um homem, de 45 anos, em situação de rua e desprovido de documentos, enfrenta uma série de desafios de saúde. Apresenta ferimentos nos pés, desnutrição e dificuldade respiratória. Relata sofrer de dores crônicas nas costas e articulações.
Com base no caso apresentado e na Política Nacional para a População em Situação de Rua, analise as assertivas abaixo:
I. O homem precisa de acesso a serviços de Atenção Primária à Saúde, para tratar suas feridas nos pés e realizar uma avaliação das suas condições de saúde.
II. O homem não será atendido na Estratégia de Saúde da Família (ESF), pois não é morador fixo do território da unidade.
III. Quando estabilizado, se ele quiser, é importante encaminhar o homem para serviços de assistência social, para ajudá-lo a acessar recursos como moradia e alimentação.
IV. O homem deve ser direcionado para o consultório na rua, único equipamento de saúde do SUS autorizado a atender pessoas em situação de rua e sem documentos.
Assinale a alternativa que possui as assertivas corretas.

(alternativa D) (CORRETA) Somente as assertivas I e III estão corretas.

Em uma Unidade de Saúde da Família (USF), observou-se uma dificuldade significativa na adesão ao tratamento da Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) por parte de pacientes, devido às suas condições sociais e econômicas desfavoráveis. Considerando a importância de abordar as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) e reconhecendo a relação entre as dificuldades de adesão ao tratamento da DAOP e as condições socioeconômicas dos pacientes, qual das seguintes alternativas representa uma abordagem apropriada que poderia ser implementada no âmbito das políticas de abordagem a DCNT para melhorar a adesão ao tratamento da DAOP?

(alternativa B) (CORRETA) Fornecer gratuitamente medicamentos e dispositivos médicos necessários para o tratamento da DAOP, garantindo que a falta de recursos financeiros não seja um obstáculo à adesão.

Paciente, masculino, 35 anos, diagnosticado com malária, apresenta-se ao pronto-socorro com fadiga persistente, palidez cutaneomucosa, dispneia aos esforços e icterícia. Após a realização do hemograma, foram observados os seguintes resultados: Hemoglobina: 7,8 g/dL (Valor de referência: 13,5 - 17,5 g/dL) Hematócrito: 23% (Valor de referência: 41% - 53%) VCM: 85 fL (Valor de referência: 80 - 100 fL) Leucócitos: 8.500/mm³ (Valor de referência: 4.500 - 11.000/mm³) Plaquetas: 200.000/mm³ (Valor de referência: 150.000 - 400.000/mm³) Com base nos dados apresentados, analise as afirmativas abaixo: I. Os valores da hemoglobina e do hematócrito sugerem anemia hemolítica. II. Os valores do VCM são condizentes com anemia macrocítica. III. A plaquetopenia observada está relacionada à anemia hemolítica. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)

(alternativa C) (CORRETA) I.

Prévia do material em texto

<p>AFYA</p><p>CURSO DE MEDICINA - AFYA</p><p>NOTA FINAL</p><p>Aluno:</p><p>Componente Curricular: Integradora 3º Período</p><p>Professor (es):</p><p>Período: 202401 Turma: Data: 07/06/2024</p><p>INTEGRADORA_3 PERIODO_07 JUNHO_2024.1_PROVA REGULARES</p><p>RELATÓRIO DE DEVOLUTIVA DE PROVA</p><p>PROVA 12211 - CADERNO 001</p><p>1ª QUESTÃO</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 1 de 76</p><p>Enunciado:</p><p>P. L. C. 47 anos, sexo masculino, atualmente cumpre pena em um presídio no interior paulista.</p><p>Durante a madrugada, o homem passa mal e então é levado pelo SAMU para um hospital da</p><p>região. Ao chegar na unidade hospitalar, o médico percebe que o paciente está debilitado, com</p><p>febre, acompanhado de tosse persistente seca. Além disso o homem relata sudorese noturna e</p><p>emagrecimento há pelo menos 15 dias. Diante desse quadro, foi solicitado a baciloscopia e</p><p>radiografia (imagem abaixo) para confirmação da hipótese diagnóstica.</p><p>Fonte: Consenso sobre o diagnóstico da tuberculose da Sociedade Brasileira de Pneumologia e</p><p>Tisiologia – Jornal Brasileiro de Pneumologia (2021)</p><p>Sobre a hipótese diagnóstica do caso descrito, avalie as assertivas abaixo e assinale a alternativa</p><p>correta:</p><p>I. A radiografia do paciente apresenta cavidade de paredes espessadas localizada no terço médio</p><p>do pulmão direito associada a pequenos nódulos do espaço aéreo, também designados de lesões</p><p>satélites.</p><p>II. A baciloscopia de escarro é indicada na situação desse paciente, uma vez que a indicação</p><p>clínica desse exame é somente em condições de sintomatologia respiratória.</p><p>III. As lesões típicas da doença são causadas por uma resposta imunológica, envolvendo</p><p>linfócitos Th1, que liberam IFN-γ, ativando os macrófagos responsáveis por fagocitar o agente</p><p>etiológico da doença.</p><p>IV. O tratamento escolhido para o paciente foi a base de rifampicina, isoniazida, pirazinamida e</p><p>etambutol, tendo em vista a boa atividade bacteriostática dessas drogas e diminuição da</p><p>probabilidade de resistência microbiana.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 2 de 76</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa A) (CORRETA)</p><p>I e III são corretas.</p><p>Resposta comentada:</p><p>A imagem demonstra os principais achados radiográficos na tuberculose pulmonar. A cavidade</p><p>de paredes espessadas localizada no terço médio do pulmão direito associada a pequenos</p><p>nódulos do espaço aéreo, também designados de lesões satélites, que documentam o aspecto</p><p>clássico de disseminação broncogênica da doença.</p><p>Fonte:</p><p>Consenso sobre o diagnóstico da tuberculose da Sociedade Brasileira de Pneumologia e</p><p>Tisiologia – Jornal Brasileiro de Pneumologia (2021)</p><p>A baciloscopia do escarro, desde que executada corretamente em todas as suas fases, permite</p><p>detectar de 60% a 80% dos casos de TB pulmonar em adultos, o que é importante do ponto de</p><p>vista epidemiológico, já que os casos com baciloscopia positiva são os maiores responsáveis</p><p>pela manutenção da cadeia de transmissão. Em crianças, a sensibilidade da baciloscopia é</p><p>bastante diminuída pela dificuldade de obtenção de uma amostra com boa qualidade.</p><p>A baciloscopia de escarro é indicada nas seguintes condições: no sintomático respiratório,</p><p>durante estratégia de busca ativa; em caso de suspeita clínica e/ou radiológica de Tuberculose</p><p>pulmonar, independentemente do tempo de tosse; para acompanhamento e controle de cura em</p><p>casos pulmonares com confirmação laboratorial.</p><p>A baciloscopia de escarro deve ser realizada em duas amostras: uma por ocasião do primeiro</p><p>contato com a pessoa que tosse e outra, independentemente do resultado da primeira, no dia</p><p>seguinte, com a coleta do material sendo feita preferencialmente ao despertar. Nos casos em que</p><p>houver indícios clínicos e radiológicos de suspeita de TB e as duas amostras de diagnóstico</p><p>apresentarem resultado negativo, podem ser solicitadas amostras adicionais.</p><p>Em resposta à infecção por M. tuberculosis, os macrófagos secretam interleucina-12 (IL-12) e</p><p>fator de necrose tumoral-α (TNF-α). Essas citocinas aumentam a inflamação localizada por meio</p><p>do recrutamento de células T e células natural killer (NK) para a área dos macrófagos infectados,</p><p>induzindo a diferenciação das células T em células TH1 (células T auxiliadoras), com</p><p>subsequente secreção de interferon-γ (IFN-γ). Na presença de IFN-γ, os macrófagos infectados</p><p>são ativados.</p><p>Levando-se em consideração o comportamento metabólico e localização do bacilo, o esquema</p><p>terapêutico antituberculose deve atender a três grandes objetivos: ter atividade bactericida</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 3 de 76</p><p>precoce, ser capaz de prevenir a emergência de bacilos resistentes e ter atividade esterilizante.</p><p>A atividade bactericida precoce é a capacidade de matar o maior número de bacilos, o mais</p><p>rapidamente possível, diminuindo a infectividade do caso-índice no início do tratamento. Em geral,</p><p>após duas a três semanas de tratamento com esquema antiTB que inclua fármacos com</p><p>atividade bactericida precoce, a maior parte dos doentes deixa de ser bacilífero (ter baciloscopia</p><p>direta de escarro positiva), diminuindo assim a possibilidade de transmissão da doença.</p><p>Referências:</p><p>Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças</p><p>Transmissíveis. Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil. Ministério</p><p>da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças</p><p>Transmissíveis. – Brasília: Ministério da Saúde, 2019.</p><p>Consenso sobre o diagnóstico da tuberculose da Sociedade Brasileira de Pneumologia e</p><p>Tisiologia. Consenso sobre o diagnóstico da tuberculose da Consenso sobre o diagnóstico da</p><p>tuberculose da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. J Bras Pneumol.</p><p>2021;47(2):e20210054.</p><p>MURRAY, Patrick R. Microbiologia Médica Básica. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2018. E-book.</p><p>ISBN 9788595151758.</p><p>2ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>Um paciente, de 60 anos, chega à clínica com histórico de dispneia aos esforços progressiva,</p><p>ortopneia e edema nos tornozelos há cerca de 6 meses. Durante o exame físico, é observada</p><p>taquicardia, terceira bulha cardíaca audível e estertores pulmonares bilaterais a ausculta.</p><p>Considerando o contexto de um caso clínico de paciente com cardiomiopatia dilatada, qual é a</p><p>correlação mais provável entre as manifestações clínicas e os achados do exame físico?</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 4 de 76</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>Dispneia aos esforços, ortopneia e edema nos tornozelos são achados típicos da insuficiência</p><p>cardíaca congestiva, enquanto a presença de uma terceira bulha e estertores pulmonares</p><p>sugere congestão pulmonar decorrente da disfunção sistólica do ventrículo esquerdo.</p><p>Resposta comentada:</p><p>A resposta correta descreve os sinais e sintomas clássicos da insuficiência cardíaca congestiva,</p><p>que é uma manifestação comum da cardiomiopatia dilatada. Dispneia aos esforços: A dispneia</p><p>ocorre devido à incapacidade do coração em bombear sangue de forma eficiente para atender às</p><p>demandas metabólicas do corpo, resultando em uma redução do fluxo sanguíneo para os tecidos</p><p>e órgãos, especialmente durante o esforço físico. Ortopneia: É a dificuldade de respirar quando</p><p>deitado plano, aliviada pela posição sentada ou em pé. Isso ocorre porque, quando deitado, o</p><p>sangue retorna para o coração, aumentando o volume de sangue no coração e nos pulmões, o</p><p>que pode agravar a dispneia. Edema nos tornozelos: O edema periférico é comum na</p><p>insuficiência cardíaca devido à retenção de líquidos, resultante da diminuição da capacidade do</p><p>coração em bombear eficientemente o sangue para fora dos tecidos, levando à acumulação de</p><p>fluido nos tornozelos e outras partes do corpo. Terceira bulha (B3): A terceira bulha é um som</p><p>cardíaco adicional ouvido logo após o segundo som cardíaco (B2). Ela é causada pela rápida</p><p>distensão do ventrículo durante a fase inicial da diástole, indicando uma sobrecarga de volume e</p><p>disfunção diastólica. Estertores pulmonares: São ruídos respiratórios anormais ouvidos durante a</p><p>ausculta dos pulmões, indicando congestão pulmonar devido</p><p>de risco para TVP/TEP, nessa paciente, seriam história de</p><p>cesariana e internação hospitalar, além de um provável quadro de TVP.</p><p>REFERÊNCIA</p><p>PORTO, C. C. Semiologia médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019.</p><p>25ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>Paciente, de 32 anos, sexo feminino, procura atendimento no UPA com queixa de febre alta,</p><p>cefaleia intensa, mialgia e artralgia há 3 dias. Nega comorbidades e refere apenas alergia a</p><p>penicilina. Ao exame físico, apresenta discreta rash cutâneo e petéquias em membros inferiores.</p><p>Diante da suspeita de arbovirose, o médico decide realizar a prova do laço.</p><p>Assinale a alternativa que contem a técnica correta para realização da prova do laço.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 40 de 76</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>Utilizar um esfigmomanômetro e inflar a bolsa de pressão até a pressão arterial média. Manter a</p><p>pressão por 5 minutos e contar o número de petéquias em um quadrado com uma área de 2,5 x</p><p>2,5 cm desenhado no antebraço do paciente.</p><p>Resposta comentada:</p><p>A alternativa correta é a Utilizar um esfigmomanômetro e inflar a bolsa de pressão até a</p><p>pressão arterial média. Manter a pressão por 5 minutos e contar o número de petéquias</p><p>em um quadrado com uma área de 2,5 x 2,5 cm desenhado no antebraço do paciente.</p><p>A prova do laço, também conhecida como prova do torniquete ou teste de Rumpel-Leede, é um</p><p>exame simples e rápido que auxilia na triagem de pacientes com suspeita de doenças</p><p>arbovíricas, como dengue, Chikungunya e Zika. A técnica adequada para a realização do exame</p><p>é a seguinte:</p><p>A Prova do laço deve ser realizada na triagem, obrigatoriamente, em todo paciente com</p><p>suspeita de dengue e que não apresente sangramento espontâneo. A prova deverá ser repetida</p><p>no acompanhamento clínico do paciente apenas se previamente negativa.</p><p>Verificar a pressão arterial e calcular o valor médio pela fórmula (PAS + PAD)/2; por</p><p>exemplo, PA de 100 x 60 mmHg, então 100+60=160, 160/2=80; então, a média de</p><p>pressão arterial é de 80 mmHg.</p><p>Insuflar o manguito até o valor médio e manter durante cinco minutos nos adultos e três</p><p>minutos em crianças.</p><p>Desenhar um quadrado com 2,5 cm de lado no antebraço e contar o número de</p><p>petéquias formadas dentro dele; a prova será positiva se houver 20 ou mais petéquias</p><p>em adultos e dez ou mais em crianças; atenção para o surgimento de possíveis</p><p>petéquias em todo o antebraço, dorso das mãos e nos dedos.</p><p>Se a prova do laço apresentar-se positiva antes do tempo preconizado para adultos e crianças, a</p><p>mesma pode ser interrompida. A prova do laço frequentemente pode ser negativa em pessoas</p><p>obesas e durante o choque.</p><p>É importante ressaltar que a prova do laço não é um exame diagnóstico definitivo, mas sim um</p><p>teste de triagem. Um resultado positivo deve ser seguido por outros exames laboratoriais para</p><p>confirmar o diagnóstico da doença arbovírica.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 41 de 76</p><p>As demais alternativas estão incorretas por diversos motivos:</p><p>Alternativa Utilizar um manguito de pressão arterial calibrado em 100 mmHg, inflar o</p><p>manguito por 2 minutos e contar o número de petéquias em um quadrado de 2,5 cm de</p><p>diâmetro desenhado no antebraço do paciente.</p><p>A pressão utilizada não é sempre de 100 mmHg, e o tempo de compressão pode ser insuficiente</p><p>para o aparecimento das petéquias.</p><p>Alternativa Utilizar um garrote de borracha e apertá-lo no terço médio do antebraço do</p><p>paciente por 3 minutos. Após a descompressão, contar o número de petéquias em um</p><p>quadrado de 5 cm de diâmetro desenhado na região.</p><p>O garrote de borracha pode não exercer uma pressão uniforme sobre o antebraço, o que pode</p><p>levar a resultados inconsistentes. Além disso, a área de contagem de petéquias está inadequada.</p><p>Alternativa Para realizar a prova de laço, deve-se pressionar o polegar com força sobre o</p><p>antebraço do paciente por 30 segundos. Após remover o polegar, contar o número de</p><p>petéquias em uma área de 10 cm quadrados desenhada na região.</p><p>A pressão exercida pelo polegar não é padronizada e pode variar de acordo com a força do</p><p>examinador. Além disso, a área de contagem de petéquias (uma área de 10 cm quadrados) é</p><p>maior do que a recomendada.</p><p>Referência:</p><p>Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Diretoria Técnica de Gestão.</p><p>Dengue: diagnóstico e manejo clínico: adulto e criança / Ministério da Saúde, Secretaria de</p><p>Vigilância em Saúde, Diretoria Técnica de Gestão. – 4. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2013.</p><p>80 p. : il.</p><p>26ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>A dermatite atópica (DA) é uma doença crônica da pele caracterizada por intensa coceira e</p><p>inflamação. Ela afeta uma parcela significativa da população mundial e tem uma etiologia</p><p>multifatorial, envolvendo fatores genéticos, imunológicos e ambientais. Os processos</p><p>imunológicos subjacentes à DA são complexas e envolvem uma disfunção da barreira cutânea,</p><p>resposta imune desregulada e colonização bacteriana da pele. Pesquisas recentes têm</p><p>esclarecido o papel de células do sistema imunológico, como as células Th2, na patogênese da</p><p>DA, bem como a importância de citocinas específicas na mediação da resposta inflamatória.</p><p>Considerando os processos imunológicos envolvidos na fisiopatologia da dermatite atópica, qual</p><p>das seguintes afirmativas melhor descreve um aspecto chave desta condição?</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 42 de 76</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>A produção excessiva de IgE e a resposta de células Th2 são centrais na patogênese da</p><p>dermatite atópica crônica, levando à liberação de citocinas que exacerbam a inflamação e os</p><p>sintomas da doença.</p><p>Resposta comentada:</p><p>Resposta correta: A produção excessiva de IgE e a resposta de células Th2 são centrais</p><p>na patogênese da dermatite atópica crônica, levando à liberação de citocinas que</p><p>exacerbam a inflamação e os sintomas da doença.</p><p>Essa questão é elaborada para testar o entendimento dos alunos sobre os mecanismos</p><p>imunológicos fundamentais na DA, enfatizando o papel das células Th2 e da IgE, que são</p><p>essenciais para a compreensão da doença e para o desenvolvimento de estratégias</p><p>terapêuticas.</p><p>Os demais aspectos, apresentados nas outras assertivas, não correspondem a elementos</p><p>centrais na patogênese da dermatite atópica.</p><p>Referências:</p><p>Dermatite Atópica (AD). In: Alikhan, Ali Revisão em Dermatologia/Ali Alikhan & Thomas L. H.</p><p>Hocker, tradução de Monica Regina Brito et al. – 1. Ed. – Rio de Janeiro – RJ: Thieme Revinter</p><p>Publicações, 2021.</p><p>Dermatite Atópica. In: Bolognia, Jean L. Dermatologia / Jean L. Bolognia, Joseph L. Jorizzo,</p><p>Julie V. Schaffer; organizaçãoCélia Luiza Petersen Vitello Kalil ; tradução Adriana de Carvalho</p><p>Corrêa … [et al.]. - 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.</p><p>ABBAS, Abul K.; LICHTMAN, Andrew H.; PILLAI, Shiv. Imunologia Básica - Funções e</p><p>Distúrbios do Sistema Imunológico. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. E-book. ISBN</p><p>9788595158672. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595158672/.</p><p>FILHO, Geraldo B. Bogliolo. Patologia. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. E-book. ISBN</p><p>9788527738378. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527738378/.</p><p>27ª QUESTÃO</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 43 de 76</p><p>Enunciado:</p><p>Ana Clara, 10 anos, teve uma infecção de garganta há cerca de um mês, e não recebeu</p><p>tratamento adequado. Nos últimos dias, ela apresentou febre intermitente, mal-estar geral e dores</p><p>nas articulações, especialmente nos joelhos, tornozelos e cotovelos. Os pais relatam que ela</p><p>também tem reclamado de cansaço e falta de apetite. Ao exame físico, Ana Clara está com</p><p>temperatura de 38,5°C, presença de sopro em foco mitral, joelhos levemente edemaciados e</p><p>dolorosos à palpação, além de nódulos subcutâneos.</p><p>Considerando o relato acima, analise as seguintes assertivas sobre mecanismos fisiopatológicos</p><p>associados ao quadro atual de Ana Clara.</p><p>I – Ativação de linfócitos T citotóxicos, levando à destruição direta dos</p><p>tecidos afetados pelo</p><p>Streptococcus do grupo viridans.</p><p>II – Indução de reação cruzada com as células do tecido cardíaco pela proteína M da parede</p><p>celular do Streptococcus pyogenes.</p><p>III – A formação de autoanticorpos e a liberação de citocinas pelos linfócitos T CD4+ participam</p><p>da resposta inflamatória que caracteriza a doença reumática.</p><p>IV - Produção de toxinas pelo estreptococo do grupo B, as quais agem diretamente no tecido</p><p>conjuntivo das articulações.</p><p>Estão corretas:</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>II e III.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 44 de 76</p><p>Resposta comentada:</p><p>O caso descrito é típico de febre reumática, que é desencadeada por uma resposta autoimune</p><p>mediada por anticorpos contra antígenos semelhantes aos tecidos do hospedeiro, que são</p><p>produzidos em resposta à infecção pelo estreptococo do grupo A. Os anticorpos reagem com</p><p>antígenos presentes no próprio tecido do paciente, especialmente no coração, articulações, pele e</p><p>sistema nervoso central, causando inflamação e lesão. O estreptococo do grupo A possui a</p><p>proteína M em sua parede celular, que são semelhantes a proteínas encontradas nos tecidos do</p><p>corpo humano. Essa semelhança pode desencadear uma resposta autoimune, na qual o sistema</p><p>imunológico ataca não apenas as bactérias, mas também os tecidos do próprio corpo, levando à</p><p>febre reumática. Anticorpos antiestreptococos e linfócitos T (sobretudo CD4+ reagem tanto com</p><p>essa proteína quanto com moléculas existentes no coração. A formação de imunocomplexos e a</p><p>liberação de citocinas por tais linfócitos participam da resposta inflamatória que caracteriza a</p><p>doença reumática.</p><p>Estreptococos do grupo viridans e do grupo B não são associados a febre reumática.</p><p>Referência:</p><p>Filho, Geraldo B. Bogliolo - Patologia. Disponível em: Minha Biblioteca, (10th edição. Grupo GEN,</p><p>2021.</p><p>28ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>José, 52 anos, procura a Unidade de Saúde da Família para uma consulta de rotina. Ele não tem</p><p>histórico conhecido de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS, mas relata que em aferições</p><p>anteriores em farmácias, notou valores elevados de pressão arterial. Durante a consulta, sua</p><p>pressão arterial é de 135/85 mmHg. José tem um histórico de tabagismo e sedentarismo, trabalha</p><p>como motorista de ônibus e tem uma dieta rica em gorduras e pobre em vegetais.</p><p>Na consulta, é importante para o médico da APS não apenas tratar os valores alterados de</p><p>pressão arterial de José, mas também identificar e abordar fatores de risco para a HAS. Com</p><p>base no relato, quais estratégias de prevenção o médico deveria enfatizar?</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>Aconselhar a interrupção do tabagismo e a incorporação de atividade física regular.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 45 de 76</p><p>Resposta comentada:</p><p>Resposta correta: Aconselhar a interrupção do tabagismo e a incorporação de atividade física</p><p>regular.</p><p>Justificativa da resposta correta: é correta porque o tabagismo e o sedentarismo são fatores</p><p>de risco bem estabelecidos para a HAS. A interrupção do tabagismo e a incorporação de</p><p>exercícios físicos regulares são medidas preventivas fundamentais que podem melhorar a</p><p>pressão arterial e a saúde cardiovascular de José.</p><p>Justificativas das alternativas incorretas: Medicamentos anti-hipertensivos podem ser</p><p>necessários, mas não são a única nem a primeira medida preventiva a ser tomada,</p><p>especialmente sem uma avaliação mais aprofundada. Exames laboratoriais são importantes,</p><p>mas não substituem as mudanças no estilo de vida necessárias para prevenir a HAS. Uma dieta</p><p>rica em sódio é contraindicada para hipertensos, pois o sódio pode elevar ainda mais a pressão</p><p>arterial.</p><p>Referências:</p><p>Sociedade Brasileira de Cardiologia. (2020. VII Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial.</p><p>Arquivos Brasileiros de Cardiologia.</p><p>Ministério da Saúde. (2013. Protocolos da Atenção Básica: Saúde das Pessoas Adultas. Brasília:</p><p>Ministério da Saúde.</p><p>Caderno de Atenção Básica 37 – Estratégias para cuidado da pessoa com doença crônica</p><p>(Hipertensão Arterial Sistêmica. Capítulos 1 e 2 – Hipertensão Arterial Sistêmica - até página 35.</p><p>https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/hipertensao_arterial_sistemica_cab37.pdf</p><p>29ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>Um paciente adulto de 50 anos chega à UPA com febre, tosse produtiva e dispneia. Ao realizar a</p><p>ausculta pulmonar, o médico observa a presença de crepitações finas na base do pulmão direito.</p><p>Com base nessa informação, qual dos seguintes achados semiológicos é mais provável que</p><p>esteja presente na fisiopatologia da pneumonia?</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>Aumento do ruído respiratório na base do pulmão direito.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 46 de 76</p><p>Resposta comentada:</p><p>A pneumonia é uma inflamação dos pulmões causada por uma infecção bacteriana, viral ou</p><p>fúngica. A presença de crepitações finas na base do pulmão direito sugere que há um aumento do</p><p>ruído respiratório nessa região, o que é consistente com a fisiopatologia da pneumonia. Esses</p><p>sons são causados pela vibração das vias aéreas estreitadas devido à inflamação e ao acúmulo</p><p>de fluidos nos alvéolos pulmonares. Além disso, a pneumonia pode causar febre, tosse produtiva</p><p>e dispneia, que são sintomas relatados pelo paciente. A diminuição do ruído respiratório na base</p><p>do pulmão direito seria mais sugestiva de um colapso pulmonar, enquanto os sibilos expiratórios e</p><p>roncos inspiratórios sugerem uma doença obstrutiva das vias aéreas, como a asma ou DPOC.</p><p>As crepitações grossas, por sua vez, são geralmente associadas a doenças pulmonares</p><p>intersticiais, como a fibrose pulmonar.</p><p>Referências:</p><p>HANSEL, Donna E.; DINTZIS, Renee Z. Fundamentos de Rubin - Patologia. Grupo GEN, 2007.</p><p>978-85-277-2491-3. Disponível em: https: //integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/978-85-277-</p><p>2491-3/. Acesso em: 07 jun. 2022.</p><p>FILHO, Geraldo B. Bogliolo – Patologia. Grupo GEN, 2021. 9788527738378. Disponível em:</p><p>https: //integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527738378/. Acesso em: 07 jun. 2022.</p><p>30ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>Homem, 76 anos, fumante, obeso, sedentário, foi atendido pelo médico da Unidade Saúde da</p><p>Família (USF) com queixa de dor na nuca e mal-estar. Durante a consulta, observou-se pressão</p><p>arterial 160x100 mmHg e o médico solicitou exames laboratoriais, fez orientações importantes</p><p>quanto ao controle do peso, atividade física e eliminação do fumo e encaminhou à nutricionista.</p><p>Após 07 (sete) dias, o paciente retornou à USF com os resultados dos exames, e o médico</p><p>prescreveu anti-hipertensivo e estatina.</p><p>Considerando o caso, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I- No caso, o médico realizou prevenção cardiovascular primária, pois foram abordados os</p><p>cuidados após a ocorrência de um evento cardiovascular.</p><p>II - No caso acima, o médico realizou prevenção cardiovascular primária, pois foram abordados</p><p>cuidados antes do evento cardiovascular ocorrer, como a prescrição de medicamentos e</p><p>orientações.</p><p>III - O médico realizou prevenção cardiovascular secundária, pois já havia acontecido outros</p><p>episódios cardiovasculares e abordou novamente as orientações para mudanças de estilo de vida</p><p>e terapia medicamentosa.</p><p>IV - A não adesão ao tratamento anti-hipertensivo e às mudanças de hábitos de vida pelo</p><p>paciente, pode acarretar em complicações cardiovasculares.</p><p>É correto afirmar que:</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 47 de 76</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>II e IV estão corretas.</p><p>Resposta comentada:</p><p>Na prevenção cardiovascular primária é abordado o cuidado antes da ocorrência de um evento</p><p>cardiovascular, como a prescrição de medicamentos e orientações. A não adesão ao</p><p>tratamento anti-hipertensivo, bem como a dificuldade de mudanças de hábitos de vida, pode</p><p>acarretar em complicações cardiovasculares.</p><p>Referência:</p><p>LIU, G.K.H. e SILVA, B.L.S.S. Prevenção primária e secundária para doenças</p><p>cardiovasculares In: GUSSO, Gustavo, et al. Tratado de Medicina de Família e</p><p>Comunidade: Princípios,</p><p>Formação e Prática. 2ª ed. Grupo A, 2018. Cap. 157. Disponível</p><p>em: Minha Biblioteca.</p><p>31ª QUESTÃO</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 48 de 76</p><p>Enunciado:</p><p>E.A.S., sexo masculino, 68 anos, tabagista há mais de 40 anos, procura atendimento médico,</p><p>referindo história de tosse crônica há 2 anos, geralmente seca, sendo algumas vezes produtiva,</p><p>mas que sempre associou ao cigarro e nunca procurou investigar. Porém, a cerca de 8 meses</p><p>vem apresentando dispneia aos moderados esforços, especialmente quando exercendo</p><p>atividades que exigiam maior esforço físico no trabalho. Essa dispneia vem piorando, e, nas</p><p>últimas 2 semanas, têm acontecido até em repouso, o impedindo de realizar suas atividades</p><p>diárias, o que o levou a se afastar da oficina de carros em que trabalhava. Nega HAS ou outra</p><p>doença crônica. Sobre o possível diagnóstico e a fisiopatologia da doença, analise as assertivas</p><p>abaixo:</p><p>I. Os sintomas do paciente apontam para um possível caso de doença pulmonar obstrutiva</p><p>crônica (DPOC), que caracteriza-se pela obstrução ao fluxo aéreo das vias respiratórias</p><p>inferiores, em geral progressiva, parcialmente reversível, e pode acompanhar-se de</p><p>hiperreatividade das vias aéreas, o que torna a dispneia progressiva um sintoma comum entre os</p><p>pacientes.</p><p>II. Doenças pulmonares obstrutivas incluem a bronquite crônica e enfisema pulmonar, as quais</p><p>são os tipos mais comuns. Estas doenças têm em comum obstrução crônica ao fluxo aéreo, e se</p><p>manifestam com sinais e sintomas respiratórios persistentes.</p><p>III. A bronquite crônica é caracterizada por aumento anormal e permanente do tamanho dos</p><p>ácinos pulmonares associado a destruição dos septos alveolares, sem fibrose evidente, já o</p><p>enfisema pulmonar por um quadro inflamatório crônico, com hipersecreção de muco, hipertrofia</p><p>das glândulas submucosas, aumento do número de células caliciformes e acúmulo de secreção.</p><p>IV. O paciente do caso apresenta fatores de risco e história clínica consistente com a DPOC.</p><p>Fatores de risco para a doença incluem o tabagismo, poluentes, doenças genéticas, dentre</p><p>outros.</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa B)</p><p>(CORRETA) I, II, e IV.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 49 de 76</p><p>Resposta comentada:</p><p>Doenças pulmonares obstrutivas são entidades clínico-patológicas que têm em comum</p><p>obstrução crônica ao fluxo aéreo, em qualquer nível da árvore respiratória, e se manifestam com</p><p>sinais e sintomas respiratórios persistentes. As duas principais doenças obstrutivas são bronquite</p><p>crônica e enfisema pulmonar. A asma, antes considerada doença obstrutiva, foi separada como</p><p>entidade própria na revisão de 2020 da Global Strategy for Prevention, Diagnosis and</p><p>Management of COPD (GOLD, 2020). São também incluídas entre as doenças obstrutivas</p><p>entidades menos comuns, como fibrose cística e bronquiectasia. Na bronquite crônica as grandes</p><p>vias aéreas apresentam hipersecreção de muco, hipertrofia das glândulas submucosas, aumento</p><p>do número de células caliciformes e acúmulo de secreção. Já o enfisema pulmonar é definido</p><p>como aumento anormal e permanente do tamanho dos ácinos pulmonares associado a</p><p>destruição dos septos alveolares, sem fibrose evidente.</p><p>Entre os fatores de risco para tais doenças, estão: (a) tabagismo, inclusive fumo passivo, tanto</p><p>em países desenvolvidos como em desenvolvimento; (b) poluição indoor, ou seja, ambientes</p><p>internos, domésticos ou residenciais (principalmente a partir de combustíveis da biomassa) e</p><p>outdoor, ou seja, ambientes externos ou abertos; (c) alérgenos variados; (d) agentes</p><p>ocupacionais; (e) estados pós-infecciosos; (f) doenças genéticas (como deficiência de α1-</p><p>antitripsina); (g) dieta e estados nutricionais (provável).</p><p>Portanto, estão corretos os itens I, II e IV.</p><p>Referências:</p><p>BRASILEIRO FILHO, Geraldo. Bogliolo patologia. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,</p><p>2022, ix, 1573 p. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527738378/.</p><p>Global Strategy for the diagnosis, management, and prevention of Chronic Obstructive Pulmonary</p><p>Disease. 2020 Report. Disponível em: https://goldcopd.org/wp-content/uploads/2019/12/GOLD-</p><p>2020-FINAL-ver1.2-03Dec19_WMV.pdf</p><p>32ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>Durante uma consulta médica ambulatorial, um paciente hipertenso apresenta-se com sintomas</p><p>de uma crise asmática. Ao analisar a situação, o médico precisa considerar o tratamento mais</p><p>adequado para controlar a inflamação e broncoconstrição do paciente. Com base nisso, analise</p><p>as assertivas abaixo:</p><p>I. Aplicar um broncodilatador inalatório de curta ação, como o salbutamol, pode ajudar a aliviar a</p><p>broncoconstrição aguda associada à asma.</p><p>II. Aplicar um corticosteroide inalatório, como a budesonida, é fundamental para controlar a</p><p>inflamação crônica nas vias aéreas na asma.</p><p>III. Aplicar um anti-hipertensivo betabloqueador não seletivo, como o propranolol pode ser eficaz</p><p>na redução da broncoconstrição associada à asma durante uma crise.</p><p>IV. Aplicar uma dose única de um descongestionante nasal, como a fenilefrina, pode auxiliar na</p><p>melhora da respiração durante uma crise asmática.</p><p>Está correto apenas o que se afirma em:</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 50 de 76</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>I e II.</p><p>Resposta comentada:</p><p>Resposta correta: I e II.</p><p>Resposta comentada:</p><p>I. Fato verdadeiro. Broncodilatadores de curta ação, como o salbutamol, são fundamentais para</p><p>aliviar a broncoconstrição aguda associada à asma, proporcionando alívio rápido dos sintomas.</p><p>II. Fato verdadeiro. Corticosteroides inalatórios, como a budesonida, são essenciais para controlar</p><p>a inflamação crônica das vias aéreas na asma, prevenindo exacerbações e melhorando o</p><p>controle dos sintomas a longo prazo.</p><p>III. Fato falso. Anti-hipertensivos betabloquadores possuem efeito broncoconstritor, piorando os</p><p>quadros de asma. O foco principal deve ser em medicamentos broncodilatadores e</p><p>corticosteroides para controlar a inflamação.</p><p>IV. Fato falso. Descongestionantes nasais, como a fenilefrina, não são indicados no tratamento da</p><p>asma, especialmente durante uma crise. Eles não têm efeito sobre a inflamação das vias aéreas</p><p>e podem até piorar os sintomas em alguns casos.</p><p>Referências:</p><p>PIZZICHINI, Marcia Margaret Menezes et al. Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.</p><p>Recomendações para o manejo da asma da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia –</p><p>2020. J. Bras. Pneumol., 2020, 46(1):e20190307. Disponível em http://jbp.org.br/details-supp/105.</p><p>Acesso em: 02 abr. 2024.</p><p>BARROSO, Weimar Kunz Sebba et al. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020. Arq.</p><p>Bras. Cardiol. [online]. 2021, vol. 116, n. 3, p.516-658. Disponível em:</p><p><https://abccardiol.org/article/diretrizes-brasileiras-de-hipertensao-arterial-2020/>. Acesso em: 02</p><p>abr. 2024. ISSN 0066-782X.</p><p>GOLDMAN, Lee; SCHAFER, Andrew I. Goldman-Cecil Medicina. Grupo GEN, 2022. E-book.</p><p>ISBN 9788595159297. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595159297/. Acesso em: 02 abr. 2024.</p><p>33ª QUESTÃO</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 51 de 76</p><p>Enunciado:</p><p>Um homem, de 45 anos, em situação de rua e desprovido de documentos, enfrenta uma série de</p><p>desafios de saúde. Apresenta ferimentos nos pés, desnutrição e dificuldade respiratória. Relata</p><p>sofrer de dores crônicas nas costas e articulações.</p><p>Com base no caso apresentado e na Política Nacional para a População em Situação de Rua,</p><p>analise as assertivas abaixo:</p><p>I. O homem precisa de acesso a serviços de Atenção Primária à Saúde, para tratar suas feridas</p><p>nos pés e realizar uma avaliação das suas condições de saúde.</p><p>II. O homem não será atendido na Estratégia de Saúde da Família (ESF), pois não é morador fixo</p><p>do território da unidade.</p><p>III. Quando estabilizado, se ele quiser, é importante encaminhar o homem para serviços de</p><p>assistência social, para ajudá-lo a acessar recursos como moradia e alimentação.</p><p>IV. O homem deve ser direcionado para o consultório na rua, único equipamento de saúde do</p><p>SUS autorizado</p><p>a atender pessoas em situação de rua e sem documentos.</p><p>Assinale a alternativa que possui as assertivas</p><p>corretas.</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>Somente as assertivas I e III estão corretas.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 52 de 76</p><p>Resposta comentada:</p><p>Resposta correta:</p><p>Somente as assertivas I e III estão corretas</p><p>A assertiva I está correta, pois destaca a necessidade de acesso a serviços de Atenção Primária</p><p>à saúde, para tratar problemas de saúde física, como feridas nos pés e desnutrição.</p><p>A assertiva III está correta ao enfatizar a necessidade de encaminhar o homem para serviços de</p><p>assistência social, visando ajudá-lo a acessar recursos como moradia e alimentação, conforme</p><p>previsto na Política Nacional para a População em Situação de Rua.</p><p>A assertiva II está incorreta, pois o homem tem o direito de ser atendido na Estratégia de Saúde</p><p>da Família (ESF).</p><p>A assertiva IV está incorreta, pois o consultório de rua não é o único equipamento de saúde do</p><p>SUS autorizado a atender uma pessoa em situação de rua e sem documentos. A pessoa em</p><p>situação de rua deve ser atendida em todos os níveis de atenção à saúde sem restrição.</p><p>Referências:</p><p>VOVCHENCO, E. e VILLIGER M. In: GUSSO, Gustavo, et al. Tratado de Medicina de Família e</p><p>Comunidade: Princípios, Formação e Prática. 2ª ed. Grupo A, 2018. Cap. 65. Disponível em:</p><p>Minha Biblioteca.</p><p>BRASIL. Saúde da população em situação de rua: um direito humano / Ministério da Saúde,</p><p>Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, Departamento de Apoio à Gestão Participativa. –</p><p>Brasília: Ministério da Saúde, 2014.</p><p>34ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>Criança, de 1 mês e 15 dias de vida, está sendo examinada no ambulatório de cardiologia</p><p>pediátrica com história de estar apresentando cansaço e sudorese durante as mamadas. A mãe</p><p>informa ter sido auscultado sopro na criança na clínica da família de origem. Segundo a mãe,</p><p>nasceu de parto normal, domiciliar, em boas condições. Realizou teste do pezinho e o teste da</p><p>orelhinha está agendado. Em uso de leite materno exclusivo. Durante exame físico é auscultado</p><p>sopro sistólico audível em focos da base, região axilar e interescapular. Os pulsos femorais e de</p><p>membros inferiores encontravam-se bastante reduzidos em amplitude.</p><p>O diagnóstico mais provável da cardiopatia congênita, dessa criança, é:</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 53 de 76</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa A) (CORRETA)</p><p>Coarctação de aorta.</p><p>Resposta comentada:</p><p>A coarctação aórtica é uma cardiopatia congênita, cujas manifestações dependerão do grau de</p><p>obstrução. Pode cursar com sinas de insuficiência cardíaca até choque grave. Crianças</p><p>maiores podem manifestar hipertensão arterial com medidas mais elevadas nos membros</p><p>superiores do que inferiores. Ocorre também sopro sistólico em focos da base, região axilar e</p><p>interescapular, além do achado de redução da amplitude ou ausência de pulsos femorais e de</p><p>membros inferiores.</p><p>Referência:</p><p>Leão Ennio Pediatria Ambulatorial (et al), 6ºedição, Belo Horizonte, Coopmed, 2022.</p><p>PORTO, C. C.; PORTO, A.L. Exame Clínico. 8 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017.</p><p>recurso online. ISBN 978-85-277-3103-4. Disponível em:</p><p><https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527731034> Acesso em: 09 de</p><p>maio de 2024.</p><p>35ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>Em uma Unidade de Saúde da Família (USF), observou-se uma dificuldade significativa na</p><p>adesão ao tratamento da Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) por parte de pacientes,</p><p>devido às suas condições sociais e econômicas desfavoráveis. Considerando a importância de</p><p>abordar as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) e reconhecendo a relação entre as</p><p>dificuldades de adesão ao tratamento da DAOP e as condições socioeconômicas dos</p><p>pacientes, qual das seguintes alternativas representa uma abordagem apropriada que poderia</p><p>ser implementada no âmbito das políticas de abordagem a DCNT para melhorar a adesão ao</p><p>tratamento da DAOP?</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 54 de 76</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>Fornecer gratuitamente medicamentos e dispositivos médicos necessários para o tratamento</p><p>da DAOP, garantindo que a falta de recursos financeiros não seja um obstáculo à adesão.</p><p>Resposta comentada:</p><p>A resposta correta considera a necessidade de eliminar as barreiras financeiras que podem</p><p>dificultar a adesão ao tratamento da DAOP, especialmente para pacientes de baixa renda.</p><p>Fornecer medicamentos e dispositivos médicos gratuitamente é uma estratégia eficaz para</p><p>tornar</p><p>o tratamento mais acessível e, assim, melhorar a adesão. Essa abordagem está alinhada com</p><p>políticas de saúde que buscam reduzir as desigualdades no acesso aos cuidados de saúde e</p><p>promover o tratamento eficaz das DCNT, como a DAOP.</p><p>Referência:</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.</p><p>Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica / Ministério da Saúde, Secretaria de</p><p>Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2014. (pag.</p><p>55 a 77).</p><p>36ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>Durante uma aula prática de Farmacologia no Laboratório de Simulação Realística, os estudantes</p><p>foram avaliados quanto ao conhecimento dos mecanismos de ação dos fármacos anti-</p><p>hipertensivos. O experimento teve início com a administração de um fármaco X ao manequim</p><p>simulador programado previamente para apresentar hipertensão arterial sistêmica e asma.</p><p>Prontamente, verificou-se queda da frequência e contratilidade cardíacas, além de redução da</p><p>liberação de renina. Simultaneamente, o manequim começou a exibir dificuldade respiratória</p><p>compatível com um quadro de broncoespasmo. Após a discussão dos resultados, o experimento</p><p>foi encerrado e passou-se ao segundo experimento nos mesmos moldes do primeiro, sendo</p><p>agora administrado o fármaco Y, que promoveu rápida redução da pressão arterial e aumento da</p><p>concentração de bradicinina.</p><p>Com base no conhecimento dos princípios que governam a farmacoterapia da hipertensão</p><p>arterial, os fármacos X e Y e seus mecanismos de ação correspondem, respectivamente ao:</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 55 de 76</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa A) (CORRETA)</p><p>propranolol, antagonista não-seletivo dos receptores beta-adrenérgicos e captopril, inibidor da</p><p>enzima conversora de angiotensina.</p><p>Resposta comentada:</p><p>O propranolol é um antagonista não-seletivo dos receptores beta-adrenérgicos. O bloqueio dos</p><p>receptores beta-1 adrenérgicos no coração reduz a contratilidade e a frequência cardíaca e no</p><p>complexo justaglomerular diminui a secreção de renina enquanto o bloqueio dos receptores</p><p>beta-2 adrenérgicos na musculatura lisa respiratória pode precipitar crise asmática em indivíduos</p><p>suscetíveis.</p><p>O atenolol é um antagonista seletivo dos receptores beta-1 adrenérgicos e, portanto, não está</p><p>associado à broncoconstrição em questão.</p><p>A redução da frequência cardíaca e da contratilidade miocárdica não são compatíveis com a</p><p>ação do anlodipino, que é um bloqueador de canais de cálcio e reduz a pressão arterial pela</p><p>diminuição do movimento transmembrana de cálcio, o que resulta no relaxamento da</p><p>musculatura lisa arteriolar e, consequentemente, na redução da resistência vascular periférica.</p><p>Eventualmente pode levar à taquicardia reflexa, dada a descarga simpática mediada pelos</p><p>barorreceptores.</p><p>Ao inibirem a enzima conversora de angiotensina (ECA), o captopril e o enalapril comprometem</p><p>a degradação de bradicinina, justificando o aumento de sua concentração. Além disso, a</p><p>inibição da ECA compromete a produção de angiotensina II e, consequentemente, a secreção de</p><p>aldosterona pelas suprarrenais, explicando à tendência à hipercalemia, sobretudo na presença</p><p>de diuréticos poupadores de potássio. A losartana é um bloqueador dos receptores AT1 de</p><p>angiotensina II e não interfere na degradação da bradicinina.</p><p>Referência:</p><p>BRUNTON, L L.; HILAL-DANDAN, R. As bases farmacológicas da terapêutica de Goodman</p><p>e</p><p>Gilman. Porto Alegre: Grupo A, 2018. Capítulo 28.</p><p>37ª QUESTÃO</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 56 de 76</p><p>Enunciado:</p><p>No primeiro trimestre de 2024, tem sido observado um aumento significativo no número de casos</p><p>de arboviroses, especialmente dengue que já superou 2 milhões de casos no Brasil (BBC News,</p><p>2024. A previsão é de que essa tendência de aumento persista devido às condições climáticas</p><p>favoráveis à proliferação do vetor e consequentemente do flavivírus, que quando infecta o</p><p>hospedeiro suscetível, gera uma resposta inflamatória aguda, resultando em lesão endotelial e</p><p>aumento da permeabilidade vascular. Diante dessa situação epidemiológica e da gravidade da</p><p>doença, os profissionais das equipes de saúde da família necessitam de capacitação para lidar de</p><p>forma eficaz com o diagnóstico precoce, tratamento adequado e medidas de prevenção das</p><p>arboviroses.</p><p>Considerando a situação epidemiológica descrita e os princípios da Educação Permanente na</p><p>Atenção Primária à Saúde (APS, qual das seguintes estratégias seria mais apropriada para</p><p>capacitar a equipe de saúde da família e melhorar a abordagem das arboviroses na</p><p>comunidade?</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>Promover oficinas periódicas de atualização, com discussões de casos clínicos reais</p><p>relacionados às arboviroses, incentivando a troca de experiências e a reflexão sobre práticas</p><p>assistenciais.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 57 de 76</p><p>Resposta comentada:</p><p>A resposta correta é a segunda alternativa: Promover oficinas periódicas de atualização, com</p><p>discussões de casos clínicos reais relacionados às arboviroses, incentivando a troca de</p><p>experiências e a reflexão sobre práticas assistenciais.</p><p>Tal afirmativa se justifica porque a Educação Permanente (EP) na Atenção Primária à Saúde</p><p>(APS) preconiza estratégias de aprendizado contínuo e reflexivo, como oficinas periódicas de</p><p>atualização, que permitem a integração do conhecimento teórico com a prática clínica baseado</p><p>em problemas locais. Essas oficinas proporcionam um ambiente propício para a discussão de</p><p>casos reais, estimulando a troca de experiências entre os profissionais de saúde e promovendo a</p><p>melhoria das práticas assistenciais no enfrentamento das arboviroses.</p><p>Referências:</p><p>Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das</p><p>Doenças Transmissíveis. Dengue: diagnóstico e manejo clínico: adulto e criança. Ministério da</p><p>Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças</p><p>Transmissíveis. – 5. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2016. Disponível em</p><p>https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/dengue/dengue-manejo-</p><p>adulto-crianca-5d-1.pdf/view . Acesso em: 21 out. 2023.</p><p>MENDES, G.N. et al. Educação continuada e permanente na Atenção Primária de Saúde: uma</p><p>necessidade multiprofissional. Cenas Educacionais. v.4, p1-13, 2021.</p><p>38ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>João Alfredo, 75 anos, chega à Unidade de Saúde da Família (USF) com queixas de febre alta,</p><p>tosse produtiva com secreção amarelada, dor torácica pleurítica e falta de ar há três dias. Ele</p><p>relata também sintomas gerais de mal-estar e fadiga. O mesmo foi recebido pela enfermeira da</p><p>unidade, a qual realizou o acolhimento de João Alfredo e ao exame físico, observou taquipneia,</p><p>crepitações à ausculta pulmonar em base direita e febre. João Alfredo foi encaminhado ao</p><p>médico para consulta detalhada.</p><p>Com base no caso clínico apresentado, assinale a alternativa que apresenta o agente etiológico</p><p>mais provável e a análise adequada da conduta da equipe de acolhimento, de acordo com a</p><p>Política Nacional de Humanização (PNH).</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 58 de 76</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>O gente etiológico mais provável é Streptococcus pneumoniae e a equipe de acolhimento,</p><p>através da avaliação de enfermagem, realizou manejo adequado utilizando dispositivos da PNH,</p><p>a qual sugere o Acolhimento com Classificação de Risco.</p><p>Resposta comentada:</p><p>A pneumonia bacteriana é frequentemente causada pelo Streptococcus pneumoniae em</p><p>pacientes idosos. A conduta adequada da equipe de acolhimento, de acordo com a política</p><p>nacional de humanização, envolve o Acolhimento com Classificação de Risco. No caso do</p><p>Paciente João, ele foi acolhido pela enfermeira e foi encaminhado para consulta médica devido a</p><p>necessidade da sua situação.</p><p>Referências:</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção</p><p>Básica. Cadernos de Atenção Básica: Acolhimento à demanda espontânea. 1. ed. 1 reimp.</p><p>n. 28. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. v. 1.</p><p>KUMAR, Vinay. Robbins Patologia Básica. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2018.</p><p>39ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>Paciente masculino, 70 anos, hipertenso, dislipidêmico e tabagista de longa data, procura a</p><p>unidade básica de saúde de sua cidade por queixa de dor em panturrilha direita sempre que</p><p>caminha longas distâncias ou ao subir ladeira de sua casa. Relata que logo ao iniciar a dor,</p><p>necessita interromper a caminhada para aliviar a dor. Após alguns minutos, consegue continuar</p><p>o percurso, porém, quando o trajeto é mais longo, necessita de várias paradas. No exame físico</p><p>foi constatado extremidades inferiores frias, ressecadas e pálidas, além de feridas nos pés.</p><p>Com relação ao quadro clínico apresentado, assinale a alternativa correta.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 59 de 76</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa A) (CORRETA)</p><p>Rarefação dos pelos em região distal dos membros, palidez e hipotermia são sinais</p><p>característicos da doença arterial obstrutiva periférica apresentada pelo paciente.</p><p>Resposta comentada:</p><p>Na doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) ocorre obstrução das artérias periféricas por</p><p>formação de placas de ateroma. O fator de risco principal é o tabagismo, porém, outros fatores</p><p>estão associados a gênese da doença como: idade avançada, hipertensão arterial, diabetes</p><p>mellitus e dislipidemia. Um dos sintomas clássicos é a claudicação intermitente. Ao caminhar, a</p><p>musculatura da região posterior das pernas consome maior quantidade de oxigênio, do que</p><p>quando em repouso. As artérias têm a função de aumentar a oferta de oxigênio para os</p><p>músculos durante o exercício. Se as artérias têm algum grau de obstrução, esse aumento da</p><p>oferta não acompanha o aumento do consumo de oxigênio, o que gera dor. O paciente pode</p><p>começar a caminhada normalmente, mas, conforme anda alguns metros, surge uma dor, mais</p><p>comumente na panturrilha, com aumento gradual, até que o indivíduo precise interromper o</p><p>exercício. Outros achados são: rarefação dos pelos em região distal dos membros, palidez e</p><p>hipotermia.</p><p>Referências:</p><p>JAMESON, J L.; FAUCI, Anthony S.; KASPER, Dennis L.; et al. Medicina interna de Harrison</p><p>-2 volumes. Porto Alegre: Grupo A, 2019.</p><p>GOLDMAN, Lee; SCHAFER, Andrew I. Goldman-Cecil Medicina. Rio de Janeiro: Grupo GEN,</p><p>2022.</p><p>40ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>Um menino de 5 anos, com paralisia cerebral e dificuldade de deglutição, é levado à emergência</p><p>pelo pai devido a episódios recorrentes de tosse, engasgos e dificuldade respiratória após as</p><p>refeições. O pai relata que o menino frequentemente apresenta secreção nasal espessa e</p><p>episódios de aspiração durante a alimentação. No exame físico, o médico observa presença de</p><p>sibilos e crepitações pulmonares em bases, além de sinais de dificuldade respiratória. Diante</p><p>desses achados, o médico suspeita de broncoaspiração.</p><p>Qual dos seguintes mecanismos fisiopatológicos é mais associado à broncoaspiração em</p><p>pacientes com esse perfil?</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 60 de 76</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa A) (CORRETA)</p><p>Diminuição do reflexo de tosse e proteção das vias aéreas.</p><p>Resposta comentada:</p><p>A resposta correta é diminuição do reflexo de tosse e proteção das vias aéreas.</p><p>Justificativa: "Diminuição do reflexo de tosse e proteção das vias aéreas", pois pacientes</p><p>pediátricos com</p><p>paralisia cerebral podem apresentar comprometimento do reflexo de tosse e da</p><p>proteção das vias aéreas devido à disfunção neurológica associada à condição.</p><p>O reflexo de tosse desempenha um papel fundamental na remoção de corpos estranhos e</p><p>secreções das vias aéreas superiores e inferiores. Quando esse reflexo está comprometido,</p><p>como é o caso em pacientes com paralisia cerebral, há uma maior probabilidade de ocorrer</p><p>aspiração de alimentos, saliva ou outras substâncias, levando à broncoaspiração.</p><p>Além disso, a paralisia cerebral pode causar disfagia (dificuldade de deglutição) e alterações na</p><p>coordenação dos músculos envolvidos na mastigação e deglutição, aumentando ainda mais o</p><p>risco de aspiração durante a alimentação.</p><p>Portanto, a diminuição do reflexo de tosse e da proteção das vias aéreas é o mecanismo</p><p>fisiopatológico mais associado à broncoaspiração em pacientes pediátricos com paralisia</p><p>cerebral e dificuldade de deglutição.</p><p>Referência:</p><p>BROADDUS, V. Courtney. Murray & Nadel - Tratado de Medicina Respiratória. Rio de</p><p>Janeiro: Grupo GEN, 2017. E-book. ISBN 9788595156869.</p><p>41ª QUESTÃO</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 61 de 76</p><p>Enunciado:</p><p>Você é um estudante de medicina em um hospital universitário. Durante sua rotação na</p><p>pneumologia, você é apresentado a um paciente do sexo masculino, 60 anos, com histórico de</p><p>doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e tabagismo. Ele se queixa de falta de ar progressiva</p><p>e dor no peito que piora com a respiração profunda.</p><p>Exame Físico: Durante o exame físico, você nota que a expansão do pulmão direito está</p><p>diminuída e os sons respiratórios estão abafados nesse lado.</p><p>Exame Complementar: O médico decide realizar um exame complementar invasivo, que envolve</p><p>a remoção de um fluido específico para análise. Este fluido é obtido de uma cavidade do corpo</p><p>que normalmente contém uma pequena quantidade de líquido lubrificante.</p><p>Resultados do Exame: Os resultados laboratoriais do líquido pleural mostram uma contagem</p><p>elevada de leucócitos, predominância de neutrófilos, proteína elevada e Lactato Desidrogenase</p><p>(LDH) elevada.</p><p>Com base no cenário clínico, no exame físico e nos resultados do exame complementar, qual é a</p><p>condição mais provável que este paciente está enfrentando?</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>Derrame pleural.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 62 de 76</p><p>Resposta comentada:</p><p>O derrame pleural é caracterizado pelo acúmulo excessivo de líquido na cavidade pleural, que é o</p><p>espaço entre as duas camadas da pleura (uma membrana fina que reveste os pulmões e a</p><p>parede interna do tórax). Os sintomas comuns incluem falta de ar e dor no peito que piora ao</p><p>respirar profundamente, como descrito no cenário clínico.</p><p>O exame complementar mencionado na questão é a toracocentese, um procedimento invasivo</p><p>que envolve a inserção de uma agulha na cavidade pleural para remover o líquido pleural para</p><p>análise. Este procedimento é comumente realizado quando há suspeita de derrame pleural,</p><p>especialmente se a causa do derrame é desconhecida ou se há suspeita de infecção ou câncer.</p><p>Os resultados laboratoriais do líquido pleural que mostram uma contagem elevada de leucócitos</p><p>(um tipo específico de células brancas do sangue), proteína elevada e LDH (uma enzima</p><p>específica) elevada são consistentes com um derrame pleural exsudativo, que é comumente</p><p>causado por condições como pneumonia, tuberculose, câncer e doenças autoimunes.</p><p>Referências:</p><p>GOLDMAN, Lee; SCHAFER, Andrew I. Goldman-Cecil Medicina. Rio de Janeiro: Grupo GEN,</p><p>2022.</p><p>BROADDUS, V. Courtney. Murray & Nadel - Tratado de Medicina Respiratória. Rio de Janeiro:</p><p>Grupo GEN, 2017.</p><p>42ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>Um homem, de 67 anos, procura a UBS do bairro e relata início insidioso de febre baixa, calafrios</p><p>e suores noturnos. Ele indica histórico de gengivite e ao longo de uma semana ou mais, se</p><p>apresentou cada vez mais fraco e com falta de ar. Ouviu-se sopro cardíaco à ausculta. Uma</p><p>hemocultura foi solicitada, sendo o seu resultado positivo. Vegetações valvares foram observadas</p><p>no ecocardiograma transesofágico.</p><p>Marque a alternativa que correlaciona corretamente a doença que se enquadra nesse quadro</p><p>clínico, com a sua etiologia, fisiopatologia e diagnóstico.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 63 de 76</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>O paciente apresenta endocardite subaguda, causada pelo Streptococcus do grupo viridans, já</p><p>que essas bactérias pouco virulentas são residentes da microbiota oral, de onde podem atingir</p><p>as valvas cardíacas defeituosas no idoso.</p><p>Resposta comentada:</p><p>A resposta correta é: Endocardite subaguda causa pelo Streptococcus do grupo viridans</p><p>Esse caso é descritivo de endocardite subaguda, devido aos achados clínicos e a idade do</p><p>paciente, que evidencia uma degeneração das valvas cardíacas. A causa mais comum desta</p><p>condição são os estreptococos do grupo Viridans, um grupo de bactérias de baixa virulência,</p><p>que são residentes da microbiota oral. Os quadros de gengivite também reforçam esse</p><p>diagnóstico.</p><p>A endocardite aguda compartilha muitos dos mesmos achados, no entanto, o início é rápido e a</p><p>febre é alta. Além de ocorrer com mais frequência em usuários de drogas injetáveis ou em uso</p><p>de cateter venoso central. Como o paciente não apresenta sintomas nas articulações e não</p><p>apresentou faringite, o diagnóstico de febre reumática também é improvável. As demais</p><p>doenças listadas não possuem esta apresentação clássica, com presença das vegetações</p><p>valvares.</p><p>Referência:</p><p>KUMAR, Vinay. Robbins Patologia Básica. Disponível em: Minha Biblioteca, (10th edição).</p><p>Grupo GEN, 2018.</p><p>43ª QUESTÃO</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 64 de 76</p><p>Enunciado:</p><p>Joao Luís, 50 anos, morador da Rua Nelson Mandela, no bairro Parque felicidade na cidade de</p><p>Duque de Caxias RJ por suspeita de neoplasia pulmonar, apresentou início do quadro clínico com</p><p>tosse irritativa, emagrecimento, e dispneia que o fez procurar a ESF do seu bairro. É tabagista há</p><p>20 anos. O tratamento de tabagismo no Brasil é desenvolvido com base nas diretrizes do</p><p>Programa Nacional de Controle do Tabagismo dento da atenção primaria a saúde. Dessa forma,</p><p>analise as assertivas abaixo:</p><p>I - Na perspectiva de ampliar o acesso ao tratamento da pessoa que fuma, uma abordagem breve</p><p>deve ser feita por todo e qualquer profissional de saúde da Atenção Primária.</p><p>II- O Questionário de Tolerância de Tinetti é o principal instrumento para a avaliação do grau de</p><p>dependência física à nicotina da pessoa tabagista.</p><p>III - O tratamento para tabagismo na APS, tem duração de 1 ano, e consiste no aconselhamento</p><p>estratégico por meio de uma abordagem intensiva, podendo utilizar a intervenção farmacológica,</p><p>quando necessário.</p><p>IV - Durante o processo de cessação a motivação é um aspecto importante, pois leva a pessoa à</p><p>ação e cessar o hábito de fumar.</p><p>Marque a alternativa correta sobre a abordagem ao tabaco.</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa A) (CORRETA)</p><p>Apenas as alternativas I, III e IV estão corretas.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 65 de 76</p><p>Resposta comentada:</p><p>Questionário de Tolerância de Fagerstrom é o principal instrumento para a avaliação do grau de</p><p>dependência física à nicotina da pessoa tabagista. É amplamente usado devido ao seu fácil</p><p>entendimento e rápida aplicação, podendo ser aproveitado por qualquer membro da equipe de</p><p>saúde, ajudando o profissional nas primeiras abordagens frente à questão do tabagismo com o</p><p>usuário, provocando uma reflexão acerca do processo de dependência e da possibilidade de se</p><p>procurar o tratamento (FAGERSTROM; SCHNEIDER, 1989).</p><p>Referências:</p><p>Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.</p><p>Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: o cuidado da pessoa tabagista /</p><p>Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. –</p><p>Brasília: Ministério da Saúde, 2015. 154 p. : il.</p><p>(Cadernos da Atenção Básica, n. 40)</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.</p><p>Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica / Ministério da Saúde, Secretaria de</p><p>Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2014. (pág.</p><p>55 a 77).</p><p>44ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>Uma criança, de 5 anos de idade, é levada à consulta médica na Unidade de Saúde da Família</p><p>(USF) pelos pais, apresentando febre de 38ºC há 2 dias, associada a tosse produtiva. Ao exame</p><p>físico, apresenta-se com FR: 30 incursões respiratórias por minuto, FC: 110 batimentos</p><p>cardíacos por minuto. À ausculta respiratória, apresenta murmúrio vesicular presente em ambos</p><p>hemitórax e presença de estertores crepitantes finos em base do hemitórax direito.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável desta criança.</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>Pneumonia adquirida na comunidade.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 66 de 76</p><p>Resposta comentada:</p><p>Tosse produtiva, febre, taquipneia, taquicardia e estertores crepitantes finos são sintomas e sinais</p><p>sugestivos de pneumonia adquirida na comunidade. Combinados, eles tornam o diagnóstico</p><p>altamente provável. Os demais diagnósticos não são compatíveis com o caso clínico</p><p>apresentado.</p><p>Referência:</p><p>PORTO, Celmo Celeno. Semiologia Médica. Editora Guanabara Koogan. 8. ed, 2019.</p><p>45ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>As ferramentas de abordagem familiar entre as quais estão o genograma, o ecomapa, o ciclo de</p><p>vida da família e o Apgar familiar, são fundamentais para o trabalho na APS pois auxiliam os</p><p>profissionais a perceberem as demandas, as ansiedades, os sofrimentos e os potenciais de apoio</p><p>na dinâmica familiar.</p><p>Adaptado de: Viegas e Zoboli. Abordagem de famílias para a atenção primária. Tecnologias para a sistematização da</p><p>assistência de enfermagem a famílias na atenção primária a saúde. 2020</p><p>Considerando a complexidade e a relevância dos instrumentos de abordagem familiar na prática</p><p>clínica do Médico de Família e Comunidade, avalie as asserções a seguir:</p><p>I.O genograma, ao representar a estrutura familiar de forma gráfica, é uma ferramenta que</p><p>possibilita a identificação de padrões transgeracionais de saúde, comportamento e interações</p><p>familiares, fornecendo insights para intervenções terapêuticas mais eficazes.</p><p>PORQUE</p><p>II.O ecomapa, complementando o genograma, é um instrumento dinâmico que mapeia as</p><p>interações da família com o ambiente externo, incluindo redes sociais, recursos comunitários e</p><p>fatores socioeconômicos, permitindo uma compreensão holística das influências ambientais na</p><p>dinâmica familiar.</p><p>A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 67 de 76</p><p>Resposta comentada:</p><p>A asserção I destaca que o genograma, ao representar a estrutura familiar de forma gráfica,</p><p>possibilita a identificação de padrões transgeracionais de saúde, comportamento e interações</p><p>familiares. O genograma é um instrumento crucial na prática clínica e na pesquisa em saúde</p><p>familiar, permitindo uma análise mais profunda das dinâmicas familiares e fornecendo subsídios</p><p>para intervenções terapêuticas individualizadas e eficazes.</p><p>A asserção II afirma que o ecomapa, complementando o genograma, (mas não justificando a</p><p>afirmativa anterior), é um instrumento dinâmico que mapeia as interações da família com o</p><p>ambiente externo. O ecomapa integra informações sobre o ambiente externo da família, incluindo</p><p>redes sociais, recursos comunitários e fatores socioeconômicos, proporcionando uma</p><p>compreensão mais holística das influências ambientais na dinâmica familiar e auxiliando na</p><p>formulação de estratégias de intervenção mais abrangentes.</p><p>Referências:</p><p>DIAS, L.C. Abordagem familiar. In: GUSSO G.; LOPES, J. M. C. (Org.). Tratado de medicina de</p><p>família e comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Artmed, 2019. Cap. 35.</p><p>CHAPADEIRO, C. A. et al. A família como foco da atenção primária à Saúde. Belo Horizonte:</p><p>Nescon/UFMG, 2011.</p><p>46ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>Um paciente, de 40 anos, com diagnóstico prévio de hanseníase paucibacilar (PB), procurou a</p><p>unidade de saúde relatando que não completou o esquema terapêutico anterior e, agora,</p><p>apresenta novas lesões na pele, além de comprometimento neural. Os exames laboratoriais</p><p>indicam uma mudança no tipo de hanseníase, evoluindo para multibacilar (MB). Com base nesse</p><p>caso clínico e nas informações fornecidas, responda:</p><p>Qual das seguintes afirmativas sobre a hanseníase é correta?</p><p>I- A hanseníase multibacilar é caracterizada por lesões únicas na pele, com bordas bem</p><p>delimitadas e comprometimento neural intenso e localizado.</p><p>II- A hanseníase indeterminada é caracterizada por lesões na pele, frequentemente únicas,</p><p>brancas, lisas e mal delimitadas, sem comprometimento neural.</p><p>III- A hanseníase tuberculoide é a forma mais contagiosa da doença, apresentando manchas</p><p>esbranquiçadas ou avermelhadas na pele, com bordas elevadas e mal delimitadas.</p><p>IV- A hanseníase virchowiana é caracterizada por lesões avermelhadas na pele, com poros</p><p>dilatados, pápulas e nódulos endurecidos, além de comprometimento neural intenso e localizado.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 68 de 76</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>II e IV, apenas.</p><p>Resposta comentada:</p><p>I- Incorreta. A hanseníase multibacilar é caracterizada por múltiplas manchas esbranquiçadas ou</p><p>avermelhadas na pele, com bordas pouco definidas, além de comprometimento neural.</p><p>II- Correta. A hanseníase indeterminada é caracterizada por lesões na pele, frequentemente</p><p>únicas, brancas, lisas e mal delimitadas, sem comprometimento neural.</p><p>III- Incorreta. A hanseníase tuberculoide não é a forma mais contagiosa da doença, e sim a</p><p>hanseníase virchowiana.</p><p>IV- Correta. A hanseníase virchowiana é caracterizada por lesões avermelhadas na pele, com</p><p>poros dilatados, pápulas e nódulos endurecidos, além de comprometimento neural intenso e</p><p>generalizado.</p><p>Referências:</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Doenças de</p><p>Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Protocolo Clínico e Diretrizes</p><p>Terapêuticas da Hanseníase [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de</p><p>Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde, Secretaria de Vigilância</p><p>em Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.</p><p>47ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>Roberto, 65 anos, tabagista há 35 anos, procurou unidade de pronto atendimento apresentando</p><p>quadro de dificuldade de deglutição, fadiga mesmo após o repouso, dificuldade para respirar e</p><p>rouquidão. Paciente relata que já emagreceu 10 kg nos últimos três meses, mesmo se</p><p>alimentando normalmente. Aponta piora da falta de ar quando faz algum esforço físico. Nega uso</p><p>de medicamentos e doenças prévias. O paciente foi orientado a realizar radiografia de tórax e</p><p>retornou uma semana após com o resultado, que apresentava um nódulo pulmonar com 2,8 cm</p><p>de diâmetro. Após realização de biopsia, o paciente foi diagnosticado com câncer de pulmão.</p><p>Com base no caso acima e nos tipos histológicos de câncer de pulmão, assinale a alternativa</p><p>correta.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 69 de 76</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>O carcinoma de células escamosas é mais comum em homens e está mais associado ao</p><p>tabagismo. É caracterizado pela presença de queratinização que pode assumir a forma de</p><p>pérolas escamosas ou células individuais com citoplasma marcadamente eosinofílico.</p><p>Resposta comentada:</p><p>O adenocarcinoma é uma neoplasia epitelial maligna invasiva com diferenciação glandular ou</p><p>produção de mucina pelas células tumorais. A maioria dessas células tumorais expressa o fator</p><p>de transcrição da tireoide-1 (TTF-1) que pode ser detectado por imuno-histoquímica.</p><p>O carcinoma de células</p><p>escamosas é mais comum em homens e está mais associado ao</p><p>tabagismo. É caracterizado pela presença de queratinização que pode assumir a forma de</p><p>pérolas escamosas ou células individuais com citoplasma marcadamente eosinofílico.</p><p>O carcinoma de pequenas células é caracterizado pela alta agressividade, metastatizando</p><p>amplamente. Apresenta contagem mitótica alta e ilhas de células pequenas extremamente</p><p>basofílicas e áreas de necrose.</p><p>O carcinoma de grandes células apresenta células normalmente com núcleos grandes, nucléolos</p><p>proeminentes e uma quantidade moderada de citoplasma. As células tumorais são pleomórficas e</p><p>não apresentam evidência de diferenciação escamosa ou glandular.</p><p>Kumar, Vinay, et al. Robbins & Cotran Patologia: Bases Patológicas das Doenças .</p><p>Disponível em: Minha Biblioteca, (10ª edição). Grupo GEN, 2023.</p><p>48ª QUESTÃO</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 70 de 76</p><p>Enunciado:</p><p>Um adolescente do sexo masculino, com 14 anos de idade, é acompanhado na Unidade Básica</p><p>de Saúde (UBS), com sobrepeso e pressão arterial (PA) elevada há cerca de 2 anos. Nos últimos</p><p>6 meses ele não compareceu no acompanhamento e hoje retorna. Relata que perdeu o avô, que</p><p>era seu grande amigo, e que está muito triste, por isso não compareceu na última consulta.</p><p>Durante a anamnese e exame físico, você percebe que a alimentação está com um alto consumo</p><p>de biscoitos industrializados assim como ele suspendeu o judô que vinha praticando. Sua altura</p><p>alcançou 162 cm, mas seu peso aumentou consideravelmente, tendo agora seu índice de massa</p><p>corporal (IMC) sido classificado como Obesidade. Sua pressão também aumentou, passando a</p><p>PA sistólica (PAS) para Hipertensão grau 1 e a PA diastólica (PAD) mantida em pressão arterial</p><p>elevada. Não apresentou nenhuma outra comorbidade.</p><p>De acordo com a tabela abaixo, de percentis de PA sistêmica para sexo, idade e estatura, qual o</p><p>intervalo de pressão esperado para que possamos ter esta classificação e qual a conduta para o</p><p>manejo deste caso na Atenção Básica?</p><p>Fonte: Manual de Orientação, Hipertensão Arterial na Infância e Adolescência, Sociedade</p><p>Brasileira de Pediatria, 2019.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 71 de 76</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>PAS – entre 127 e 139 mmHg e PAD – entre 75 e 79 mmHg. Não devemos iniciar medicação,</p><p>apenas retorno da atividade física, estímulo à melhora da alimentação e da perda de peso e</p><p>encaminhamento para equipe multidisciplinar, como psicólogo e nutricionista.</p><p>Resposta comentada:</p><p>Conforme a tabela de Percentil de pressão, para a altura do adolescente o intervalo de pressão</p><p>esperado para que possamos classificar a pressão arterial sistólica como hipertensão grau 1</p><p>temos o intervalo acima do p95 entre 127 e 139 mmHg e para que possamos classificar a</p><p>pressão arterial diastólica como pressão arterial elevada, temos o intervalo entre o p90 e o p95</p><p>temos entre 75 e 79 mmHg.</p><p>O acompanhamento da pressão arterial em crianças deve ser feito com mudanças no estilo de</p><p>vida como estímulo à atividade física e alimentação adequada. A hipertensão normalmente é</p><p>decorrente da obesidade. No caso acima o adolescente abandonou o tratamento e este deve</p><p>ser retomado assim como a equipe multidisciplinar, para auxiliar no tratamento.</p><p>Medicamentos somente estão indicados nos seguintes casos: Falta de resposta ao tratamento</p><p>não medicamentoso, Hipertensão sintomática, Presença de Hipertrofia de Ventrículo esquerdo,</p><p>HAS estágio 2 sem fator modificável identificado, HAS em paciente com Doença Renal</p><p>Crônica, HAS em paciente com Diabetes mellitus 1 ou 2</p><p>Referências:</p><p>Caderno de Atenção Básica 37 – Estratégias para cuidado da pessoa com doença crônica</p><p>(Hipertensão Arterial Sistêmica). Disponível em:</p><p>https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/hipertensao_arterial_sistemica_cab37.pdf.</p><p>Barroso WKS, Rodrigues CIS, Bortolotto LA, Mota-Gomes MA, Brandão AA, Feitosa ADM, et al.</p><p>Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020. Arq Bras Cardiol. 2021; 116(3):516-658.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 72 de 76</p><p>49ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>Durante uma reunião do grupo de Idosos acompanhado por uma equipe de saúde da família, um</p><p>aluno é solicitado a aferir a pressão arterial de um dos participantes. Qual das seguintes</p><p>alternativas descreve corretamente a técnica adequada de aferição da pressão arterial e os</p><p>valores pressóricos normais e alterados?</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>A técnica correta envolve o uso de um esfigmomanômetro posicionado no ponto médio entre</p><p>acrômio e olecrano do paciente, ao nível do coração, com o manguito inflado a cerca de 20 a 30</p><p>mmHg acima da pressão sistólica esperada. Os valores normais de PAS (fase I de Korotkoff)</p><p>são abaixo de 129 mmHg, com valores acima de 140 mmHg indicando hipertensão.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 73 de 76</p><p>Resposta comentada:</p><p>A opção correta é: A técnica correta envolve o uso de um esfigmomanômetro posicionado no</p><p>ponto médio entre acrômio e olecrano do paciente, ao nível do coração, com o manguito inflado a</p><p>cerca de 20 a 30 mmHg acima da pressão sistólica esperada. Os valores normais de PAS (fase I</p><p>de Korotkoff) são abaixo de 129 mmHg, com valores acima de 140 mmHg indicando hipertensão.</p><p>Justificativas para as erradas:</p><p>A técnica correta envolve o uso de um esfigmomanômetro posicionado no ponto médio</p><p>entre acrômio e olecrano do paciente, ao nível do coração, com o manguito inflado a cerca</p><p>de 20 a 30 mmHg acima da pressão sistólica esperada. Os valores normais de pressão</p><p>arterial sistólica (PAS), fase I de Korotkoff, são abaixo de 140 mmHg, enquanto valores</p><p>acima de 160 mmHg indicam hipertensão.</p><p>Incorreta - Os valores estão equivocados. Os valores normais de PAS são abaixo de 120 mmHg,</p><p>não de 140 mmHg, e valores acima de 140 mmHg indicam hipertensão, não de 160 mmHg.</p><p>A técnica correta consiste em utilizar um esfigmomanômetro colocado posicionado na</p><p>parte superior do deltoide do paciente, ao nível do coração, com o manguito inflado a cerca</p><p>de 20 a 30 mmHg acima da pressão sistólica esperada. Os valores normais de pressão</p><p>arterial diastólica (PAD), fase V de Korotkoff, são abaixo de 60 mmHg, com valores acima</p><p>de 140 mmHg indicando hipertensão.</p><p>Incorreta - O esfigmomanômetro deve ser posicionado no ponto médio entre acrômio e olecrano,</p><p>não na parte superior do deltoide. Além disso, os valores normais de PAD são abaixo de 80</p><p>mmHg, não de 60 mmHg.</p><p>A técnica correta envolve o uso de um esfigmomanômetro posicionado no ponto médio</p><p>entre acrômio e olecrano do paciente, ao nível do coração, com o manguito inflado a cerca</p><p>de 20 a 30 mmHg acima da pressão sistólica esperada. Os valores normais de PAD (fase V</p><p>de Korotkoff) são abaixo de 120 mmHg, com valores acima de 140 mmHg indicando</p><p>hipertensão.</p><p>Incorreta - Os valores normais de PAD são abaixo de 80 mmHg, não de 120 mmHg</p><p>Referência:</p><p>BARROSO, Weimar Kunz Sebba et al. Diretrizes brasileiras de hipertensão arterial–</p><p>2020. Arquivos brasileiros de cardiologia, v. 116, p. 516-658, 2021.</p><p>50ª QUESTÃO</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 74 de 76</p><p>Enunciado:</p><p>Paciente, masculino, 35 anos, diagnosticado com malária, apresenta-se ao pronto-socorro com</p><p>fadiga persistente, palidez cutaneomucosa, dispneia aos esforços e icterícia. Após a realização</p><p>do hemograma, foram observados os seguintes resultados:</p><p>Hemoglobina: 7,8 g/dL (Valor de referência: 13,5 - 17,5 g/dL)</p><p>Hematócrito: 23% (Valor de referência: 41% - 53%)</p><p>VCM: 85 fL (Valor de referência: 80 - 100 fL)</p><p>Leucócitos: 8.500/mm³ (Valor de referência: 4.500 - 11.000/mm³)</p><p>Plaquetas: 200.000/mm³ (Valor de referência: 150.000 - 400.000/mm³)</p><p>Com base nos dados apresentados, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. Os valores da hemoglobina e do hematócrito sugerem anemia hemolítica.</p><p>II. Os valores do VCM são condizentes com anemia macrocítica.</p><p>III. A plaquetopenia observada está relacionada à anemia hemolítica.</p><p>Está(ão) correta(s) apenas a(s)</p><p>afirmativa(s)</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>I.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 75 de 76</p><p>Resposta comentada:</p><p>Resposta correta:</p><p>Apenas a afirmativa I está correta.</p><p>Resposta comentada:</p><p>As anemias hemolíticas são distúrbios caracterizados por redução do tempo de vida dos</p><p>eritrócitos (hemácias) maduros no sangue periférico, em que a taxa de destruição dos eritrócitos</p><p>ultrapassa a capacidade de eritropoese da medula óssea para manter níveis normais de</p><p>hemoglobina e hematócrito. De acordo com a etiologia, a hemólise e a destruição acelerada dos</p><p>eritrócitos podem ocorrer na vasculatura (hemólise intravascular) e/ou no fígado ou no baço</p><p>(hemólise extravascular). A anemia hemolítica pode ser a consequência de um defeito intrínseco</p><p>(intracorpuscular) e, com frequência, geneticamente determinado da membrana eritrocitária ou de</p><p>um constituinte do eritrócito (estrutura da hemoglobina ou mecanismos enzimáticos). Por outro</p><p>lado, a anemia hemolítica pode resultar de uma anormalidade extrínseca (extracorpuscular) e,</p><p>tipicamente, adquirida, que ataca a membrana do eritrócito (imune, infecciosa, tóxica).</p><p>Os eritrócitos também podem ser descritos por meio de parâmetros, denominados índices</p><p>eritrocitários, que são rotineiramente calculados pela maioria dos contadores de células</p><p>eletrônicos. Os índices eritrocitários incluem o volume corpuscular médio (VCM), a hemoglobina</p><p>corpuscular média (HCM) e a concentração de hemoglobina corpuscular média (CHCM). O</p><p>índice VCM permite a análise do tamanho médio dos glóbulos vermelhos. Uma anemia é</p><p>considerada macrocítica quando o VCM está aumentado, o que significa que os glóbulos</p><p>vermelhos estão maiores que o normal.</p><p>A trombocitopenia é definida por uma contagem de plaquetas inferior à faixa da normalidade,</p><p>habitualmente abaixo de 140.000/mm³. As causas de trombocitopenia podem ser divididas em</p><p>três grandes categorias: (1) destruição aumentada de plaquetas, como a observada em causas</p><p>imunomediadas; (2) produção diminuída de plaquetas, habitualmente devido a distúrbio</p><p>subjacente da medula óssea; ou (3) sequestro de plaquetas no baço, conforme observado em</p><p>condições que causam esplenomegalia (hiperesplenismo).</p><p>Referência:</p><p>GOLDMAN, Lee; SCHAFER, Andrew I. Goldman-Cecil Medicina: Grupo GEN, 2022. E-</p><p>book. ISBN 9788595159297. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595159297/. Acesso em: 02 abr. 2024.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 76 de 76</p><p>ao acúmulo de líquido nos alvéolos,</p><p>um resultado da insuficiência cardíaca esquerda. Esses achados são consistentes com a</p><p>fisiopatologia da cardiomiopatia dilatada, onde há dilatação do coração, redução da contratilidade</p><p>miocárdica e consequente insuficiência cardíaca congestiva.</p><p>Referências:</p><p>PORTO, Celmo C. Semiologia Médica, 8ª edição. [Digite o Local da Editora]: Grupo GEN, 2019.</p><p>E-book. ISBN 9788527734998. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527734998/. Acesso em: 05 abr. 2024.</p><p>NORRIS, Tommie L. Porth - Fisiopatologia. [Digite o Local da Editora]: Grupo GEN, 2021. E-book.</p><p>ISBN 9788527737876. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737876/. Acesso em: 05 abr. 2024.</p><p>3ª QUESTÃO</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 5 de 76</p><p>Enunciado:</p><p>Você é um médico de família e comunidade e está realizando uma visita domiciliar a um paciente</p><p>com câncer em estágio avançado. O paciente apresenta dor crônica intensa e dificuldade para se</p><p>alimentar devido à mucosite oral causada pelo tratamento oncológico. A família do paciente</p><p>expressa preocupação com a qualidade de vida dele e busca orientações sobre como melhorar</p><p>seu conforto em casa.</p><p>Considerando o caso apresentado, assinale a alternativa que apresenta a intervenção mais</p><p>apropriada para proporcionar cuidados paliativos adequados ao paciente neste cenário.</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa A) (CORRETA)</p><p>Prescrever analgésicos potentes, como morfina, para o controle da dor, e orientar sobre</p><p>técnicas de relaxamento e respiração para ajudar no manejo da dor e do desconforto oral.</p><p>Resposta comentada:</p><p>A resposta correta é a opção "Prescrever analgésicos potentes, como morfina, para o</p><p>controle da dor, e orientar sobre técnicas de relaxamento e respiração para ajudar no</p><p>manejo da dor e do desconforto oral." Neste caso, o paciente está em estágio avançado de</p><p>câncer, enfrentando dor crônica intensa e mucosite oral. Os cuidados paliativos visam</p><p>proporcionar conforto e qualidade de vida ao paciente, focando no alívio dos sintomas e no</p><p>suporte emocional tanto ao paciente quanto à família. A prescrição de analgésicos potentes, como</p><p>morfina, é essencial para controlar a dor, uma das principais preocupações do paciente em</p><p>cuidados paliativos. Além disso, orientar sobre técnicas de relaxamento e respiração pode ajudar</p><p>no manejo da dor e do desconforto oral, proporcionando um alívio adicional ao paciente.</p><p>Referências:</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.</p><p>Caderno de atenção domiciliar / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde,</p><p>Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2013. (Capítulo 6).</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Especializada à Saúde. Departamento de</p><p>Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência. Atenção Domiciliar na Atenção Primária à Saúde</p><p>[recurso eletrônico] / Brasília: Ministério da Saúde, 2020.</p><p>Manual de Cuidados Paliativos / Coord. Maria Perez Soares D’Alessandro, Carina Tischler Pires,</p><p>Daniel Neves Forte ... [et al.]. – São Paulo: Hospital Sírio-libanês; Ministério da Saúde; 2020.</p><p>4ª QUESTÃO</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 6 de 76</p><p>Enunciado:</p><p>Homem, 42 anos de idade, internado em enfermaria, em terceiro dia pós-operatório de correção</p><p>de fratura de fêmur esquerdo, após acidente de motocicleta. Evolui com dispneia súbita, mesmo</p><p>em repouso, dor torácica pleurítica, tosse seca e dor na parte inferior da panturrilha. Nega</p><p>comorbidades. Ao exame físico, apresenta-se afebril, normocorado, com FC: 110bpm, PA:</p><p>100X74mmHg, FR: 28irpm, SatO2 89% em ar ambiente. Ausculta cardiorrespiratória sem</p><p>alterações. Membro inferior esquerdo levemente cianótico, com edema 2+/4+ e ferida operatória</p><p>com bom aspecto. Já iniciada oxigenoterapia e realizado angiotomografia de tórax que evidenciou</p><p>falha de enchimento nas artérias pulmonares e carga embólica de 40%. Com base no caso</p><p>hipotético, assinale a alternativa correta.</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa A) (CORRETA)</p><p>Pela sintomatologia descrita, provavelmente o paciente desenvolveu trombose venosa profunda</p><p>(TVP) no membro inferior, que se desprenderam, embolizaram e se alojaram na circulação</p><p>pulmonar, causando, assim, o tromboembolismo pulmonar (TEP). Muitos pacientes não</p><p>apresentam evidências de TVP porque o trombo já embolizou para os pulmões.</p><p>Resposta comentada:</p><p>Pela sintomatologia descrita, provavelmente o paciente desenvolveu trombose venosa</p><p>profunda (TVP) no membro inferior, que se desprenderam, embolizaram e se alojaram na</p><p>circulação pulmonar, causando, assim, o tromboembolismo pulmonar (TEP). Muitos</p><p>pacientes não apresentam evidências de TVP porque o trombo já embolizou para os</p><p>pulmões.</p><p>CORRETA. A sintomatologia da trombose venosa aguda é variável. Na forma localizada, além</p><p>dos sintomas gerais (febrícula, taquicardia, taquipneia e mal-estar geral em pacientes acamados</p><p>por doença debilitante ou por cirurgia), surgem, no local da trombose ou no território drenado pela</p><p>veia comprometida, dor, edema, alteração da temperatura e da cor da pele e ingurgitamento das</p><p>veias superficiais. Na forma tromboembólica, fragmentos do trombo se desprendem e vão se</p><p>alojar</p><p>no pulmão (embolia pulmonar). Às manifestações gerais e locais, juntam se as pulmonares.</p><p>O paciente em questão está isento de ser acometido pela síndrome pós-trombótica, porque</p><p>após a trombose venosa profunda (TVP) houve aumento da pressão sanguínea distalmente</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 7 de 76</p><p>ao local ocluído. as veias foram recanalizadas e aumentaram seu calibre, intensificando o</p><p>funcionamento da bomba venosa periférica.</p><p>INCORRETA. A síndrome pós-trombótica é uma complicação tardia da trombose venosa em</p><p>veias profundas dos membros inferiores. A trombose venosa provoca aumento da pressão</p><p>sanguínea distalmente ao local ocluído. Esta hipertensão leva a dilatação das veias, provocando</p><p>insuficiência valvular das veias distais, podendo comprometer as perfurantes. Com o passar do</p><p>tempo, em decorrência da reabsorção do trombo, as veias ocluídas sofrem um processo de</p><p>recanalização, porém apresentam redução do calibre, fibrose da parede e destruição valvular,</p><p>ocorrendo distúrbio do fluxo do sangue com refluxo, alterando intensamente o funcionamento da</p><p>bomba venosa periférica.</p><p>O histórico de imobilização recente do membro inferior esquerdo, associado a sinais e</p><p>sintomas de TVP e frequência cardíaca maior que 100 bpm, fazem do paciente do caso</p><p>apresentar alta probabilidade clínica de TEP, devendo, então, ser submetido a avaliação</p><p>inicial com dosagem de D-dímeros.</p><p>INCORRETA. Os critérios do escore Wells ajudam a estimar a probabilidade clínica de TVP e</p><p>de TEP. Os pacientes com probabilidade baixa a moderada de TVP ou de TEP devem ser</p><p>submetidos à investigação diagnóstica inicial apenas com dosagem de D-dímeros sem exames</p><p>de</p><p>imagem obrigatórios. Contudo, nos pacientes com alta probabilidade clínica de TEV, deve-se</p><p>pular</p><p>a etapa de dosagem de D-dímeros e ir diretamente à etapa de imageamento como próximo passo</p><p>no algoritmo para o diagnóstico.</p><p>A fisiopatologia da doença em questão envolve a redução da resistência vascular pulmonar</p><p>causada por obstrução vascular, hipoxemia, hipoventilação alveolar devido à estimulação</p><p>reflexa dos receptores irritantes, shunt esquerda-direita e aumento da complacência</p><p>pulmonar em razão do edema pulmonar.</p><p>INCORRETA. As alterações fisiopatológicas que ocorrem no tromboelismo pulmonar são</p><p>aumento da resistência vascular pulmonar causada por obstrução vascular ou secreção</p><p>plaquetária de agentes neuro-humorais vasoconstritores, como a serotonina; hipoxemia em razão</p><p>de hipoventilação alveolar em relação à perfusão no pulmão não obstruído; shunt da direta para a</p><p>esquerda; aumento da resistência das vias aéreas em razão da constrição de vias aéreas distais</p><p>aos brônquios; redução da complacência pulmonar em razão de edema pulmonar, hemorragia</p><p>pulmonar ou perda de surfactante.</p><p>Referências:</p><p>PORTO, C.C. Semiologia Médica. 8ª ed. Rio de Janeiro. Guanabara, 2019.</p><p>JAMESON, J. L. et al. Medicina interna de Harrison - 2 volumes. Porto Alegre: Grupo A, 2019.</p><p>E-book. ISBN 9788580556346. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788580556346/.</p><p>5ª QUESTÃO</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 8 de 76</p><p>Enunciado:</p><p>Paciente do sexo feminino, 74 anos, comparece à consulta na Unidade de Saúde da Família por</p><p>apresentar dispneia progressiva nos últimos 4 meses, associada a tosse seca após esforço físico</p><p>e quando se deita. Diabética e hipertensa há 20 anos, em uso irregular da medicação. Recebeu</p><p>atendimento em serviço de emergência no último mês com quadro sugestivo de edema agudo de</p><p>pulmão. Ao exame físico, apresentava a PA de 156 x 90mmHg, FC 98 bpm, ausculta pulmonar</p><p>sem anormalidades e a presença de quarta bulha na ausculta cardíaca.</p><p>Realizou ECG que evidenciou critérios para sobrecarga ventricular esquerda e o Ecocardiograma</p><p>Bidimensional mostrou uma FEVE 51%, Hipertrofia concêntrica de VE, déficit de relaxamento do</p><p>ventrículo esquerdo, aumento leve do átrio esquerdo.</p><p>A radiografia tórax evidenciava (imagem abaixo).</p><p>Fonte: Arquivo Brasileiro de Cardiologia. 2018.</p><p>Baseado nos dados clínicos, assinale a alternativa correta.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 9 de 76</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>Pacientes com disfunção sistólica grave podem apresentar radiografia de tórax normal se a</p><p>disfunção estiver compensada; silhueta cardíaca de tamanho normal não exclui disfunção</p><p>sistólica</p><p>ou diastólica.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 10 de 76</p><p>Resposta comentada:</p><p>"A radiografia simples do tórax ..."</p><p>INCORRETA. A radiografia simples do tórax, é recomendada na avaliação inicial dos pacientes</p><p>com sinais e sintomas de IC, para avaliação de cardiomegalia e congestão pulmonar. Já o</p><p>ecocardiograma permite a avaliação simultânea de múltiplas variáveis análise da FEVE,</p><p>dimensões das cavidades cardíacas, espessura das paredes ventriculares, geometria das</p><p>cavidades ventriculares, mobilidade parietal segmentar ventricular, anormalidades anatômicas ou</p><p>funcionais das válvulas, avaliação do pericárdico, estimativa da pressão sistólica na artéria</p><p>pulmonar, função sistólica do ventrículo direito e análise da função diastólica e estimativa das</p><p>pressões de enchimento do ventrículo esquerdo (VE).</p><p>"Pacientes com disfunção sistólica grave..."</p><p>CORRRETA. A sensibilidade da radiografia de tórax na avaliação dos pacientes com sinais e</p><p>sintomas de IC é bastante limitada. A disfunção sistólica cardíaca significativa pode ocorrer sem</p><p>cardiomegalia na radiografia de tórax.</p><p>"A análise do caso clínico..."</p><p>INCORRETA. As anormalidades cardíacas e dos campos pulmonares evidenciados na</p><p>insuficiência cardíaca podem variar desde aumento de área cardíaca, um ingurgitamento leve dos</p><p>vasos perihilares até derrames pleurais bilaterais, linhas B de Kerley e edema pulmonar franco.</p><p>Não há dificuldade em determinar o ICT nos casos de moderado ou grande aumento da área</p><p>cardíaca, mas é de pouco proveito, pois, fazendo-se tão somente a análise da radiografia, é</p><p>possível uma avaliação da área cardíaca. Ao contrário, nos casos limítrofes, definir-se entre o</p><p>normal e um pequeno aumento da área cardíaca, considerando-se normal um índice</p><p>cardiotorácico</p><p>até de 0,55 (semiologia porto).</p><p>"O derrame pleural é umas das anormalidades...</p><p>INCORRETA. Os aspectos radiológicos clássicos de um derrame pleural são opacidade</p><p>(brancura) densa homogênea e perda do ângulo costofrênico, apagamento do hemidiafragma,</p><p>ausência de broncograma aéreo, anormalidades não evidenciadas na imagem acima.</p><p>Referências:</p><p>Comitê Coordenador da Diretriz de Insuficiência Cardíaca. Diretriz Brasileira de Insuficiência</p><p>Cardíaca Crônica e Aguda. Arq Bras Cardiol. 2018.</p><p>PORTO, C.C. Semiologia Médica. 8ª ed. Rio de Janeiro. Guanabara, 2019.</p><p>CLARKE, C.; DUX, A. Radiografia de tórax para residentes e estudantes de medicina. Revinter,</p><p>1ª edição. 2018.</p><p>6ª QUESTÃO</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 11 de 76</p><p>Enunciado:</p><p>Em uma região endêmica da malária, um paciente apresenta sintomas como febre recorrente,</p><p>calafrios, sudorese intensa, dor de cabeça e fadiga extrema. Diante desses sintomas e</p><p>considerando o contexto da região, o médico suspeita de malária. Com base na imagem do ciclo</p><p>biológico do Plasmodium e nos sintomas apresentados pelo paciente, qual das alternativas abaixo</p><p>melhor descreve o processo de transmissão e desenvolvimento da malária nesse caso?</p><p>Fonte: Pratt-Riccio et al. 2021. Disponível em: http://scielo.iec.gov.br/pdf/rpas/v12nesp/2176-6223-</p><p>rpas-12-esp-e202100462.pdf</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 12 de 76</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa A) (CORRETA)</p><p>Após a picada do mosquito Anopheles, o parasita Plasmodium é liberado na corrente</p><p>sanguínea do paciente, onde infecta e se multiplica dentro dos glóbulos vermelhos,</p><p>desencadeando os sintomas da malária.</p><p>Resposta comentada:</p><p>A infecção no homem se inicia quando fêmeas do mosquito Anopheles, durante o repasto</p><p>sanguíneo, inoculam na pele os esporozoítos acumulados em suas glândulas salivares. Essas</p><p>formas se movem ativamente até encontrarem os vasos linfáticos ou sanguíneos, vias pelas</p><p>quais chegam ao fígado, onde invadem os hepatócitos, iniciando a fase exoeritrocítica. Os</p><p>esporozoítas se diferenciam em esquizontes hepáticos com milhares de merozoítos que são</p><p>liberados na corrente sanguínea e são capazes de invadir eritrócitos. No ciclo do Plasmodium</p><p>vivax e do Plasmodium ovale, nem todos os esporozoítos que infectam os hepatócitos entram em</p><p>processo de esquizogonia. Ao invés disso, eles se desenvolvem em formas hepáticas latentes,</p><p>chamadas hipnozoítos, permitindo as recaídas tardias da doença. A invasão dos merozoítos nos</p><p>eritrócitos dá início ao ciclo eritrocítico da infecção, fase na qual ocorrem os sintomas clínicos da</p><p>malária. Dentro do eritrócito, os merozoítos se diferenciam em trofozoítos jovens e maduros, que</p><p>se multiplicam, dando origem a esquizontes repletos de merozoítos sanguíneos. Com o</p><p>amadurecimento do esquizonte, ocorre a lise dos eritrócitos, liberando os merozoítos sanguíneos,</p><p>que invadirão novos eritrócitos. Após alguns ciclos, alguns merozoítos se diferenciam em formas</p><p>eritrocíticas sexuadas, os gametócitos femininos (macrogametócitos) e os gametócitos</p><p>masculinos (microgametócitos), que, ao serem ingeridos por um mosquito durante um repasto</p><p>sanguíneo, dão início ao ciclo esporogônico. Nessa fase, após subsequentes diferenciações</p><p>celulares, os esporozoítos que se desenvolvem atingem as glândulas salivares do inseto,</p><p>possibilitando continuidade do ciclo parasitário.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Articulação</p><p>Estratégica de Vigilância em Saúde. Guia de Vigilância em Saúde [recurso eletrônico] /</p><p>Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Articulação</p><p>Estratégica de Vigilância em Saúde. 5ª ed. rev. e atual. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.</p><p>Disponível</p><p>em:https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_saude_5ed_rev_atual.pdf</p><p>7ª QUESTÃO</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 13 de 76</p><p>Enunciado:</p><p>Paciente, de 65 anos, tabagista, apresenta-se ao pronto socorro com queixa de tosse produtiva</p><p>com expectoração purulenta, febre alta (39,9ºC), dispneia e dor pleurítica há 3 dias. Ao exame</p><p>físico, observa-se taquipneia, sibilos e estertores crepitantes em hemitórax direito. A radiografia</p><p>de tórax revela um infiltrado intersticial focal no mesmo hemitórax. Nega outras doenças. Com</p><p>base no quadro clínico e nos achados, qual a conduta inicial mais adequada para o paciente?</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>Solicitar hemocultura e iniciar ceftriaxona intravenosa, aguardando resultado para</p><p>ajuste de tratamento.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 14 de 76</p><p>Resposta comentada:</p><p>O quadro</p><p>clínico descrito é característico de pneumonia, especialmente considerando os</p><p>sintomas de tosse produtiva purulenta, febre, dispneia e dor pleurítica, juntamente com os</p><p>achados auscultatórios de taquipneia, sibilos e estertores crepitantes em hemitórax direito. A</p><p>radiografia de tórax neste caso e seus achados, reforçam essa suspeita. Embora a amoxicilina e</p><p>clavulanato seja um antibiótico comumente utilizado para tratar infecções respiratórias, não é a</p><p>escolha ideal para este paciente por algumas razões:</p><p>1. Idade e tabagismo: Pacientes idosos e fumantes apresentam maior risco de desenvolver</p><p>pneumonia grave, que pode ser causada por patógenos mais resistentes à amoxicilina.</p><p>2. Gravidade do quadro: O paciente apresenta febre alta, dispneia e dor pleurítica, sinais que</p><p>indicam uma pneumonia grave. Nesses casos, é crucial iniciar um antibiótico de amplo espectro</p><p>por via intravenosa o mais rápido possível.</p><p>3. Infiltrado intersticial focal: A radiografia de tórax revela um infiltrado intersticial focal, que pode</p><p>ser indicativo de pneumonia atípica, causada por patógenos que não respondem à amoxicilina.</p><p>4. Falta de investigação: A conduta descrita na alternativa (A) não inclui a investigação do agente</p><p>causador da pneumonia. A hemocultura é essencial para identificar o patógeno e definir o</p><p>antibiótico mais eficaz.</p><p>Logo, a hemocultura é fundamental para identificar o agente etiológico específico da pneumonia,</p><p>orientando assim o tratamento antibiótico adequado. A ceftriaxona é um antibiótico de amplo</p><p>espectro comumente utilizado no tratamento inicial da pneumonia, pois é eficaz contra muitos dos</p><p>principais patógenos causadores, incluindo Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e</p><p>Moraxella catarrhalis.</p><p>A tomografia computadorizada de tórax não é rotineiramente indicada no diagnóstico de</p><p>pneumonia, mas pode ser considerada em casos específicos, como em pacientes</p><p>imunossuprimidos ou com pneumonia grave, quando há necessidade de avaliação mais</p><p>detalhada da extensão da doença e o caso não refere tal necessidade.</p><p>O swab nasofaríngeo para pesquisa de vírus influenza é indicado principalmente em pacientes</p><p>com sintomas sugestivos de influenza, como coriza, dor.</p><p>Referências:</p><p>BROADDUS, V. Courtney. Murray & Nadel - Tratado de Medicina Respiratória. Rio de Janeiro:</p><p>Grupo GEN, 2017. E-book. ISBN 9788595156869. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595156869/. Acesso em: 21 out. 2023.</p><p>GOLDMAN, Lee; SCHAFER, Andrew I. Goldman-Cecil Medicina. Rio de Janeiro: Grupo GEN,</p><p>2022. E-book. ISBN 9788595159297. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595159297/. Acesso em: 21 out. 2023.</p><p>KUMAR, Vinay. Robbins Patologia Básica. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2018. E-book. ISBN</p><p>9788595151895. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595151895/. Acesso em: 21 out. 2023.</p><p>8ª QUESTÃO</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 15 de 76</p><p>Enunciado:</p><p>A.S.P., com 20 anos de idade, desempregado, reside em casa de madeira com um cômodo junto</p><p>com o pai, mãe e 5 irmãos. Ele procurou a Unidade de Saúde da Família, com queixa de tosse,</p><p>febre perda ponderal e dispneia há mais ou menos 2 meses, inicialmente aos esforços e</p><p>posteriormente em repouso. Nega tuberculose (TB) anterior. Relata que o pai teve tuberculose,</p><p>porém abandonou o tratamento 2 vezes e no momento encontra-se assintomático. Há 6 meses,</p><p>foi</p><p>solicitado investigação dos contatos, considerando o reingresso após abandono do tratamento do</p><p>pai, porém nenhum dos membros da família compareceu à unidade para avaliação clínica e/ ou</p><p>realizou os exames. No atendimento de hoje, o paciente realizou teste rápido (IgM/IgG) para</p><p>COVID-19 com resultado negativo. Aplicando as evidências científicas, preceitos éticos e legais,</p><p>singularidade e complexidade dos casos de cada membro desta família, assinale a afirmação</p><p>verdadeira.</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>Durante a reavaliação do caso de A.S.P. é importante verificar se tem feito uso do esquema</p><p>RHZE; identificar se a tosse, dispneia e febre regressaram ou evoluíram, verificar se houve</p><p>recuperação de peso, para possíveis ajustes posológicos, se presença de reações adversas,</p><p>além de revisar prazos, expectativas, tarefas, objetivos, metas e resultados esperados e</p><p>obtidos.</p><p>Resposta comentada:</p><p>O plano Terapêutico Singular é ferramenta de organização e sistematização do cuidado,</p><p>dedicado a situações mais complexas. Como o pai do paciente em questão foi a fonte de</p><p>infecção e além disso, apresenta fatores associados a baixa adesão ao tratamento, deve-se</p><p>iniciar por ele as ações da linha de cuidado.</p><p>INCORRETA. O projeto terapêutico singular é uma ferramenta de organização e sistematização</p><p>do cuidado construído entre equipe de saúde e usuário que deve considerar a singularidade do</p><p>sujeito e a complexidade de cada caso. Fatores associados a baixa adesão, como a</p><p>vulnerabilidade, a falta de comparecimento da família às consultas para investigação dos casos e</p><p>o histórico de abandono de tratamento são suficientes para a construção do PTS para todos os</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 16 de 76</p><p>membros da família.</p><p>A primeira etapa para a construção do PTS é definir as hipóteses diagnósticas. O paciente,</p><p>seus pais e irmãos serão ouvidos pelo médico, que realizará o exame físico e solicitará a</p><p>baciloscopia, a radiografia de tórax e o teste molecular para A.S.P e o PPD para o restante</p><p>da família. Após isso, compartilhará o diagnóstico com a equipe da atenção primária.</p><p>INCORRETA. A primeira etapa na construção do PTS é definir hipóteses diagnósticas: o sujeito é</p><p>escutado/acompanhado por diferentes profissionais da equipe de Atenção Primária à Saúde em</p><p>atendimento individual, atividades coletivas, atendimentos domiciliares, entre outras abordagens.</p><p>As hipóteses de todos os profissionais são importantes para a construção do Projeto. Portanto,</p><p>para além do diagnóstico formal, é imprescindível que a equipe tenha um compartilhamento e</p><p>discussão entre si dos diferentes modos como cada profissional percebe o sujeito.</p><p>Após chegar ao diagnóstico de tuberculose ativa, definiu-se questões a se intervir, como o</p><p>tratamento de A.S.P., a investigação dos contatos, a identificação e encaminhamento de</p><p>problemas psicossociais ou econômicos, o esclarecimento de dúvidas, que serão</p><p>informadas ao usuário pelo profissional de menor contato, a fim de estreitar laços com a</p><p>equipe.</p><p>INCORRETA. Na segunda etapa da elaboração do PTS é estabelecimento de metas que visa</p><p>definir questões sobre as quais se pretende intervir, norteadas pela inserção social, a ampliação</p><p>de autonomia e o apoio da rede de suporte social da pessoa, família, grupo ou coletivo com</p><p>propostas de curto, médio e longo prazo que serão negociadas com o usuário e a equipe de</p><p>saúde ou o profissional de referência que tiver melhor vínculo com o paciente.</p><p>Durante a reavaliação do caso de A.S.P. é importante verificar se tem feito uso do esquema</p><p>RHZE; identificar se a tosse, dispneia e febre regressaram ou evoluíram, verificar se houve</p><p>recuperação de peso, para possíveis ajustes posológicos, se presença de reações</p><p>adversas, além de revisar prazos, expectativas, tarefas, objetivos, metas e resultados</p><p>esperados e obtidos.</p><p>CORRETA. Reavaliação: conduzida pelo profissional de referência, a reavaliação envolve</p><p>encontros com os envolvidos no processo e deve ser feita em diversos momentos. Nela, são</p><p>revistos prazos, expectativas, tarefas, objetivos, metas e resultados e feitas as devidas</p><p>intervenções e direcionamentos.</p><p>Referências:</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Recomendações para o controle da tuberculose no</p><p>Brasil/ Brasília: Ministério da Saúde, 2019.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Núcleo Técnico da Política</p><p>Nacional de Humanização. Clínica ampliada, equipe de referência e projeto terapêutico singular.</p><p>Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Núcleo Técnico da Política Nacional de</p><p>Humanização. 2. ed. Brasília: Ministério</p><p>da Saúde, 2007. 60 p.: il. color. Série B. Textos Básicos</p><p>de Saúde.</p><p>9ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>Um paciente, de 55 anos, apresenta edema, pigmentação marrom-avermelhada na região dos</p><p>tornozelos e úlcera cutânea na face interna do tornozelo esquerdo. O paciente relata desconforto</p><p>e dor associados à úlcera, que se torna mais intensa ao final do dia e após períodos prolongados</p><p>em pé. Além disso, relata episódios de coceira e descamação na região afetada. Com base</p><p>nesse caso clínico, qual das seguintes opções descreve corretamente a complicação presente e</p><p>a recomendação mais apropriada para melhora do quadro?</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 17 de 76</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa A) (CORRETA)</p><p>Complicação: Úlcera de estase; Recomendação: Uso de meias de compressão graduada e</p><p>aplicação tópica de corticosteroides e antibióticos.</p><p>Resposta comentada:</p><p>O paciente apresenta sinais clínicos clássicos de insuficiência venosa crônica (IVC), incluindo</p><p>edema, pigmentação marrom-avermelhada (dermatite ocre) e úlcera cutânea na face interna do</p><p>tornozelo esquerdo. Além disso, relata dor e desconforto associados à úlcera, piorando ao final do</p><p>dia e após períodos prolongados em pé, sintomas característicos de úlcera de estase. A</p><p>recomendação mais apropriada para melhora da estase venosa inclui a elevação dos membros</p><p>inferiores para reduzir o edema e o uso de meias de compressão graduada, que ajudam a</p><p>melhorar o retorno venoso e reduzir o edema, além da aplicação tópica de corticosteroides e</p><p>antibióticos.</p><p>Doenças como a trombose venosa profunda, eczema venoso e dermatite atópica possuem um</p><p>conjunto de achados distintos ao apresentado no caso, e há ainda erros nas condutas propostas</p><p>para estas doenças.</p><p>Referências:</p><p>PORTO, Celmo C. Semiologia Médica, 8ª edição. Grupo GEN, 2019. E-book. ISBN</p><p>9788527734998. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527734998/. Acesso em: 05 abr. 2024.</p><p>NORRIS, Tommie L. Porth - Fisiopatologia. Grupo GEN, 2021. E-book. ISBN 9788527737876.</p><p>Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737876/. Acesso em: 05</p><p>abr. 2024.</p><p>10ª QUESTÃO</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 18 de 76</p><p>Enunciado:</p><p>Um paciente, de 25 anos, procura atendimento médico apresentando febre alta, dor de cabeça</p><p>intensa, dores musculares generalizadas, inclusive dor abdominal intensa, além de exantema</p><p>cutâneo. Ele relata que os sintomas iniciaram há 3 dias. Os resultados dos exames mostraram:</p><p>Prova do laço positiva. Hemograma completo: leucopenia e plaquetopenia, aumento dos índices</p><p>de hematócrito, albumina sérica abaixo do valor de referência e elevação das transaminases.</p><p>P.A= 120mmHg/ 80 mmHg.</p><p>Considerando o caso acima, qual é o diagnóstico mais provável para esse paciente?</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>Dengue com sinais de alarme e espera-se encontrar resultado do teste de antígeno NS1</p><p>positivo.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 19 de 76</p><p>Resposta comentada:</p><p>A alternativa correta é:</p><p>Dengue com sinais de alarme e espera-se encontrar resultado do teste de antígeno NS1 positivo</p><p>Sintomas compatíveis: O paciente apresenta febre alta, dor de cabeça intensa, dores</p><p>musculares generalizadas e exantema cutâneo, que são sintomas característicos da dengue. A</p><p>prova do laço é um teste simples utilizado para auxiliar no diagnóstico da dengue, onde é feito um</p><p>torniquete no braço do paciente por cinco minutos e, após esse período, observa-se a presença</p><p>de petéquias no local após a remoção do torniquete, o que sugere a fragilidade capilar associada à</p><p>dengue.</p><p>Os resultados dos exames laboratoriais também indicam características associadas à dengue</p><p>com sinais de alarme, incluindo:</p><p>1. 1. 1. Prova do laço positiva: Indica aumento da permeabilidade</p><p>capilar, o que pode ser um sinal de alarme na dengue.</p><p>2. Leucopenia e plaquetopenia: A redução do número de leucócitos</p><p>(leucopenia) e plaquetas (plaquetopenia) são achados comuns na</p><p>dengue e são considerados sinais de alarme.</p><p>3. Variação dos índices de hematócrito: Variações nos índices de</p><p>hematócrito, como hematócrito elevado com hematócrito baixo,</p><p>podem indicar extravasamento de plasma, o que é um sinal de</p><p>alarme na dengue.</p><p>4. Albumina sérica abaixo do valor de referência: A diminuição</p><p>dos níveis de albumina sérica pode ser um indicador de</p><p>extravasamento de fluidos, o que é um sinal de alarme na dengue.</p><p>5. Elevação das transaminases: A elevação das enzimas hepáticas</p><p>(transaminases) pode indicar comprometimento hepático, o que é</p><p>considerado um sinal de alarme na dengue.</p><p>Portanto, com base na situação clínica e nos resultados dos exames laboratoriais, o diagnóstico</p><p>mais provável para esse paciente é a Dengue com sinais de alarme.</p><p>Os anticorpos IgM são produzidos em resposta à infecção recente por dengue. Portanto, é</p><p>provável que o resultado do teste de IgM seja positivo, confirmando a presença de uma infecção</p><p>aguda por dengue.</p><p>O antígeno NS1 é uma proteína viral presente no sangue durante os estágios iniciais da infecção</p><p>por dengue. Portanto, é esperado que o resultado do teste de antígeno NS1 seja positivo, o que</p><p>confirma a infecção aguda por dengue.</p><p>Referência:</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das</p><p>Doenças Transmissíveis. Dengue: diagnóstico e manejo clínico: adulto e criança [recurso</p><p>eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de</p><p>Vigilância das Doenças Transmissíveis. 5ª ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2016.</p><p>11ª QUESTÃO</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 20 de 76</p><p>Enunciado:</p><p>Paciente do sexo feminino, 48 anos, em consulta ao ginecologista tem como queixa principal</p><p>hipermenorreia há 1 ano, com piora gradativa ao longo dos meses. Após exame físico e coleta de</p><p>preventivo, a paciente recebe pedidos de exame de sangue e ultrassonografia de pelve.</p><p>Após 2 semanas a paciente retorna com o resultado do exame de sangue evidenciando uma</p><p>anemia ferropriva.</p><p>Assinale a alternativa que apresente as manifestações clínicas frequentes na anemia ferropriva e</p><p>as alterações do eritrograma correspondentes.</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>Palidez cutaneomucosa, fadiga, taquicardia. Hemácias microcíticas e hipocrômicas.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 21 de 76</p><p>Resposta comentada:</p><p>As principais manifestações clínicas da anemia ferropriva são:</p><p>•Fraqueza</p><p>•Fadiga</p><p>•Dor nos membros inferiores</p><p>•Sonolência</p><p>•Dispneia aos esforços</p><p>•Palpitações</p><p>•Tonturas</p><p>•Zumbidos</p><p>•Parestesia nas extremidades</p><p>•Perversão do apetite: vontade incontrolável de comer gelo, arroz cru, terra (pica)</p><p>•Déficit de aprendizado em crianças</p><p>•Predisposição a cáries</p><p>•Alterações gestacionais (prematuridade, baixo peso, aumento da mortalidade perinatal e</p><p>neonatal)</p><p>•Cefaleia, podendo mimetizar hipertensão intracraniana (raro)</p><p>•Palidez cutaneomucosa</p><p>•Unhas quebradiças e rugosas</p><p>•Queilite angular</p><p>•Sopro cardíaco</p><p>•Esplenomegalia leve</p><p>•Queda de cabelo.</p><p>A anemia ferropriva é microcítica e hipocrômica, raramente (especialmente em fase inicial) pode</p><p>ser normocrômica e/ou normocítica.</p><p>Referência:</p><p>PORTO, Celmo C.; PORTO, Arnaldo L. Clínica Médica na Prática Diária: Grupo GEN, 2022. E-</p><p>book. ISBN 9788527738903. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527738903/. Acesso em: 27 mar. 2024.</p><p>12ª QUESTÃO</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 22 de 76</p><p>Enunciado:</p><p>Uma mulher de 60 anos, com histórico de tabagismo crônico e enfisema há 10 anos, morreu de</p><p>insuficiência cardíaca (IC) e outras complicações decorrentes da doença pulmonar. As suspeitas</p><p>para a etiologia da IC apontam para hipertensão pulmonar. Não há evidência de doença arterial</p><p>coronariana, miocardiopatias ou doença cardíaca valvar. Na análise do prontuário da paciente, foi</p><p>relatado sintomas respiratórios como dispneia e tosse, decorrentes do enfisema, além de edema</p><p>periférico, distensão jugular e hepatomegalia. Apesar do</p><p>tabagismo, não foi constatado quadro de</p><p>hipertensão arterial sistêmica. Em um ecocardiograma realizado na paciente, a fração de ejeção</p><p>do ventrículo direito foi de 77%.</p><p>A imagem do coração, evidenciando os achados anatomopatológicos é mostrada abaixo.</p><p>Fonte: https://5minuteconsult.com/</p><p>De acordo com o exposto acima, marque a alternativa que classifica corretamente a insuficiência</p><p>cardíaca apresentada nesse caso.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 23 de 76</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa A)</p><p>Insuficiência cardíaca esquerda com fração de ejeção preservada</p><p>(diastólica).</p><p>Resposta comentada:</p><p>No texto é possível identificar que a paciente apresentou cor pulmonale, definida como hipertrofia</p><p>do ventrículo direito secundária à hipertensão pulmonar. A causa mais comum de cor pulmonale é</p><p>uma doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) como o enfisema, geralmente resultante do</p><p>tabagismo. Mesmo a insuficiência cardíaca direita, geralmente sendo uma consequência da</p><p>insuficiência cardíaca esquerda, nesse caso podemos constatar uma IC direita isolada devido a</p><p>hipertensão pulmonar.</p><p>Outro achado que sustenta o diagnóstico é a hipertrofia do ventrículo direito, apresentada no corte</p><p>transversal do coração.</p><p>Além disso, não existem evidências no prontuário para sinais e sintomas prévios de uma IC</p><p>esquerda, com exceção de sintomas respiratórios, que nesse caso são causados pelo próprio</p><p>enfisema. Os sinais e sintomas do prontuário – edema periférico, hepatomegalia – indicam</p><p>claramente a IC direita.</p><p>Podemos concluir também, que se trata de uma Insuficiência cardíaca com fração de ejeção</p><p>preservada, onde há disfunção diastólica, ou seja, o coração não se enche adequadamente,</p><p>devido a hipertrofia. Como as câmaras tornam-se rígidas, não podem relaxar o suficiente para</p><p>permitir o enchimento adequado dos ventrículos.</p><p>A Insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida é associada a um problema com a</p><p>contração cardíaca e, portanto, o coração não consegue bombear com força suficiente, então há</p><p>disfunção sistólica. As causas incluem: paredes finas/fibrosadas, contração</p><p>anormal/descoordenada, devido a problemas na circulação coronária ou defeitos nas valvas.</p><p>Referências:</p><p>FILHO, Geraldo B. Bogliolo - Patologia: Grupo GEN, 2021.</p><p>MITCHELL, Richard N.; KUMAR, Vinay; ABBAS, Abul K.; AL, et. Robbins & Cotran</p><p>Fundamentos de Patologia: Grupo GEN, 2017.</p><p>13ª QUESTÃO</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 24 de 76</p><p>Enunciado:</p><p>Paciente, feminino, 45 anos, apresenta-se à clínica com queixas de lesão cutânea dolorosa,</p><p>avermelhada, com bordas bem definidas, localizada na perna esquerda. A lesão evoluiu</p><p>rapidamente ao longo de 48 horas, acompanhada de febre e calafrios. Histórico médico inclui</p><p>diabetes mellitus tipo 2. Durante o exame físico, a temperatura corporal é de 38,5°C. Não há</p><p>presença de bolhas ou pústulas sobre a lesão, mas a paciente relata sensação de calor local</p><p>intensa.</p><p>O caso acima é compatível com diagnóstico de</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa A) (CORRETA)</p><p>erisipela, devido às características da lesão e presença de sintomas sistêmicos.</p><p>Resposta comentada:</p><p>A descrição da lesão e os sintomas sistêmicos são característicos da erisipela, uma infecção</p><p>bacteriana da camada superior da pele (derme) e dos linfáticos superficiais, comumente causada</p><p>por Streptococcus do grupo A. É causada principalmente pela bactéria Streptococcus pyogenes.</p><p>e se caracteriza por uma área inflamada na pele, geralmente com bordas bem definidas e</p><p>elevadas, que podem ser vermelhas, quentes, inchadas e dolorosas. O diagnóstico geralmente é</p><p>clínico, baseado na aparência da lesão e nos sintomas do paciente. Às vezes, exames</p><p>laboratoriais, como cultura de pele, podem ser feitos para confirmar a presença de bactérias.</p><p>Já o impetigo é uma infecção cutânea mais superficial que frequentemente se apresenta como</p><p>pústulas ou bolhas que evoluem para crostas e não costuma causar febre ou mal-estar, a menos</p><p>que a infecção seja grave.</p><p>Referências:</p><p>Robbins, Stanley L.; Kumar, Vinay; Abbas, Abul K.; Aster, Jon C. Patologia: Bases Patológicas</p><p>das Doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.</p><p>Azulay RD, Azulay DR. Dermatologia. 3a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004.</p><p>14ª QUESTÃO</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 25 de 76</p><p>Enunciado:</p><p>Um paciente, de 45 anos de idade, do sexo masculino, apresenta-se ao serviço de emergência</p><p>com queixas de fadiga persistente, palidez, febre intermitente e perda de peso inexplicada ao</p><p>longo dos últimos três meses. Ele também relata hematomas espontâneos e sangramento</p><p>gengival com facilidade. Ao exame físico, observa-se palidez cutânea, petéquias dispersas e</p><p>aumento do baço. Após solicitação de exames laboratoriais, observou-se:</p><p>Hemograma completo:</p><p>Hemoglobina: 8 g/dL (valor de referência: 13-17 g/dL)</p><p>Hematócrito: 25% (valor de referência: 39-50%)</p><p>Leucócitos: 180.000/mm³ (valor de referência: 4.000-11.000/mm³)</p><p>Plaquetas: 50.000/mm³ (valor de referência: 150.000-400.000/mm³)</p><p>Exame de morfologia das células sanguíneas:</p><p>Presença de blastos imaturos na circulação periférica.</p><p>Considerando o contexto acima, marque a alternativa que apresenta a principal hipótese</p><p>diagnóstica.</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>Leucemia mielóide aguda.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 26 de 76</p><p>Resposta comentada:</p><p>Com base nas queixas clínicas e nos resultados dos exames laboratoriais, a principal hipótese</p><p>diagnóstica para esse paciente é Leucemia Mieloide Aguda (LMA).</p><p>A LMA é uma neoplasia hematológica caracterizada pela proliferação descontrolada de células</p><p>imaturas (blastos) na medula óssea, que acabam por suprimir a produção normal de células</p><p>sanguíneas maduras, levando à anemia, trombocitopenia e neutropenia. Os sintomas</p><p>apresentados, como fadiga, palidez, febre, perda de peso, hematomas espontâneos e</p><p>sangramento gengival, são típicos de pacientes com LMA.</p><p>A presença de blastos imaturos na circulação periférica reforça a suspeita de LMA, pois é</p><p>característica dessa condição a presença de blastos na corrente sanguínea devido à interrupção</p><p>da maturação normal das células na medula óssea.</p><p>Neste caso específico, a suspeita de anemia autoimune ou ferropriva não é a mais provável</p><p>devido aos achados clínicos e laboratoriais apresentados.</p><p>1. Anemia autoimune:</p><p>Não é provável devido à presença de petéquias dispersas e aumento do</p><p>baço. A anemia autoimune geralmente não causa esplenomegalia e</p><p>petéquias, que são mais sugestivas de distúrbios hematológicos malignos,</p><p>como a leucemia.</p><p>Além disso, a presença de blastos imaturos na circulação periférica sugere</p><p>uma proliferação anormal de células mieloides na medula óssea, o que é</p><p>característico de leucemia mieloide aguda, e não de uma anemia autoimune.</p><p>2. Anemia ferropriva:</p><p>A anemia ferropriva é caracterizada pela deficiência de ferro, que pode ser</p><p>confirmada por exames laboratoriais, como a dosagem de ferritina sérica e a</p><p>saturação de transferrina. No entanto, não há indicação de deficiência de</p><p>ferro com base nos achados laboratoriais fornecidos.</p><p>Além disso, a presença de leucocitose e trombocitopenia é incomum na</p><p>anemia ferropriva e sugere uma condição mais grave, como uma neoplasia</p><p>hematológica.</p><p>Referências:</p><p>GOLDMAN, Lee; SCHAFER, Andrew I. Goldman-Cecil Medicina. Rio de Janeiro: Grupo GEN,</p><p>2022. E-book. ISBN 9788595159297. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595159297/. Acesso em: 30 mar. 2024.</p><p>HOFFBRAND, A. V.; MOSS, P. A. H. Fundamentos em hematologia de Hoffbrand. Porto Alegre:</p><p>Grupo A, 2018. E-book. ISBN 9788582714515. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582714515/. Acesso em: 30 mar. 2024.</p><p>JAMESON, J. L. et al. Medicina interna de Harrison - 2 volumes. Porto Alegre: Grupo A, 2019. E-</p><p>book. ISBN 9788580556346. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788580556346/. Acesso em: 30 mar. 2024.</p><p>15ª QUESTÃO</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 27 de 76</p><p>Enunciado:</p><p>Paciente do sexo feminino, 65 anos, com antecedentes de insuficiência cardíaca congestiva e</p><p>hipertensão arterial, apresenta-se na unidade de pronto atendimento com queixa de tosse seca,</p><p>dispneia e dor torácica ventilatório-dependente. Durante o exame físico, observa-se diminuição do</p><p>murmúrio vesicular e macicez à percussão na base do hemitórax esquerdo. A radiografia de tórax</p><p>revela apagamento do seio costofrênico ipsilateral.</p><p>Com base no caso acima, relacione a fisiopatologia da doença e suas manifestações clínicas</p><p>assinalando a alternativa correta.</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa A) (CORRETA)</p><p>O derrame pleural foi causado por um aumento na pressão hidrostática capilar pulmonar,</p><p>resultando em transudato pleural. A dispneia pode ser justificada pelo estado cardíaco prévio</p><p>da paciente e devido ao aumento do líquido pleural.</p><p>Resposta comentada:</p><p>A paciente do caso apresenta insuficiência cardíaca e hipertensão como doença de base e, estas</p><p>condições de saúde, estão relacionadas a um aumento da pressão hidrostática nos capilares</p><p>podendo desenvolver um derrame pleural do tipo transudato. O quadro prévio de insuficiência</p><p>cardíaca e o aumento do líquido pleural justificam o quadro de dispneia da paciente. Os dados</p><p>apresentados no caso em conjunto não relacionam-se com os demais tipos/causas de derrame</p><p>pleural apresentados.</p><p>Referências:</p><p>BROADDUS, V. Courtney. Murray & Nadel - Tratado de Medicina Respiratória. Rio de Janeiro:</p><p>Grupo GEN, 2017. E-book. ISBN 9788595156869. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595156869/.</p><p>JAMESON, J. L. et al. Medicina interna de Harrison - 2 volumes. Porto Alegre: Grupo A, 2019.</p><p>E-book. ISBN 9788580556346. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788580556346/. Acesso em: 21 out. 2023.</p><p>https://www.dynamed.com/approach-to/pleural-effusion</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 28 de 76</p><p>16ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>Na Estratégia Saúde da Família (ESF), o médico de família e comunidade, atende uma criança do</p><p>sexo masculino de 4 anos de idade, que é acompanhada em consultas de puericultura realizadas</p><p>desde quando nasceu. Hoje a mãe trouxe o garoto para uma consulta clínica. Logo que viu a mãe,</p><p>o médico percebeu que ela parecia muito preocupada. Com a atenção de sempre, pediu à mãe</p><p>que explicasse por que parecia tão preocupada. A mãe então contou que seu filho começou há</p><p>cerca de 2 meses com alguns episódios de febre, dor em membros inferiores e desânimo para</p><p>brincar. Informou ainda que observou caroços no pescoço, que vêm aumentando de tamanho e</p><p>estão mais visíveis agora. Após a explicação, a mãe começa a chorar. O médico aguarda que ela</p><p>se acalme e pergunta o que ela pensa sobre a situação de adoecimento do filho. A mãe,</p><p>reconfortada pela atenção do médico, explica que tem muito medo do filho estar com uma</p><p>“doença ruim”, que sofreu muito para conseguir engravidar e que o filho é tudo na vida dela. O</p><p>médico diz que irá examinar o garoto. Ao exame foi evidenciado criança hipocorada,</p><p>linfoadenomegalia em cadeias cervicais, com linfonodos medindo aproximadamente 3 cm,</p><p>indolores e aderidos a planos profundos.</p><p>Assinale a alternativa que contém o componente do Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP)</p><p>que o médico utilizou e a hipótese diagnóstica mais provável.</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>Explorando a doença e experiência do adoecimento para a provável leucemia linfocitica</p><p>aguda.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 29 de 76</p><p>Resposta comentada:</p><p>O médico utilizou o MCCP ao aplicar o componente 1: Explorando a doença e experiência do</p><p>adoecimento para a provável leucemia linfocitica aguda. Ao aplicar o componente 1 do MCCP o</p><p>médico foi capaz de entender a dimensão da doença e o significado para a mãe da criança</p><p>doente. A leucemia linfocítica aguda é uma neoplasia maligna que ocorre principalmente na</p><p>infância, especialmente na faixa etária de 2 a 10 anos. É a neoplasia maligna mais comum na</p><p>infância. Ocorre proliferação desordenada das células com parada da maturação, com</p><p>aparecimento de blastos e infiltração de tecidos, podendo apresentar dor óssea como sintoma,</p><p>devido à infiltração de linfoblastos no periósteo. Há supressão da produção de precursores de</p><p>eritrócitos, plaquetas e leucócitos normais e, desta forma, há também prejuízo da resposta imune</p><p>normal do paciente. Febre, palidez, equimoses, petéquias, hepatoesplenomegalia e</p><p>linfadenomegalias podem ser achados do exame físico.</p><p>Referência:</p><p>GUSSO, Gustavo, et al. Tratado de Medicina de Família e Comunidade: Princípios, Formação e</p><p>Prática. 2ª ed. Grupo A, 2018. Cap. 60. Disponível em: Minha Biblioteca.</p><p>STEWART, Moira. et al. Medicina centrada na pessoa: transformando o método clínico. 3. ed.</p><p>Porto Alegre: Artmed, 2017. e-PUB. - PARTE 02 [recurso eletrônico]</p><p>Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção</p><p>Especializada e Temática. Protocolo de diagnóstico precoce para oncologia pediátrica [recurso</p><p>eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção</p><p>Especializada e Temática. – Brasília: Ministério da Saúde, 2017.</p><p><http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_diagnostico_precoce_cancer_pediatrico.pd</p><p>f></p><p>17ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>Homem, 42 anos, chega ao pronto-socorro queixando-se de dor torácica aguda e penetrante que</p><p>piora com inspiração profunda e quando deitado. Ele descreve a dor como central e irradiando</p><p>para as costas. Ao exame físico, seus sinais vitais estão dentro da normalidade, com frequência</p><p>cardíaca de 90 bpm, pressão arterial de 130/80 mmHg, frequência respiratória de 18 irpm e</p><p>saturação de oxigênio de 98% em ar ambiente. Sem sinais de cianose ou extremidades frias. Os</p><p>níveis de troponina estão dentro dos limites da normalidade. Um ECG foi realizado mostrando</p><p>elevações difusas do segmento ST em múltiplas derivações, com depressão do segmento PR. O</p><p>ecocardiograma não mostrou acúmulo de líquido pericárdico visível ou silhueta globular do</p><p>coração.</p><p>O diagnóstico mais provável para o caso é:</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 30 de 76</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>pericardite.</p><p>Resposta comentada:</p><p>A pericardite é uma condição inflamatória caracterizada pela inflamação do pericárdio, o saco que</p><p>envolve o coração. Os pacientes geralmente apresentam dor torácica aguda e de natureza</p><p>pleurítica, muitas vezes exacerbada pela inspiração e aliviada pela inclinação para frente. Essa</p><p>dor pode irradiar para o pescoço, ombros ou costas. No exame clínico, uma fricção pericárdica,</p><p>um som de arranhão ou rangido, melhor ouvido na borda esternal esquerda, pode ser auscultado.</p><p>Os achados do eletrocardiograma geralmente mostram elevações difusas do segmento ST em</p><p>múltiplas derivações, com depressão do segmento PR. Marcadores inflamatórios elevados, como</p><p>proteína C reativa e velocidade de hemossedimentação, podem ser observados em exames</p><p>laboratoriais. A ecocardiografia transtorácica pode auxiliar no diagnóstico ao visualizar</p><p>espessamento ou derrame pericárdico, embora nem sempre esteja presente. O diagnóstico</p><p>diferencial inclui distinguir pericardite de derrame pericárdico e tamponamento cardíaco. O</p><p>derrame pericárdico envolve o acúmulo de líquido dentro do saco pericárdico, frequentemente</p><p>detectado pela ecocardiografia. O tamponamento cardíaco, uma complicação crítica do derrame</p><p>pericárdico, manifesta-se com a tríade de Beck (hipotensão, distensão venosa jugular, sons</p><p>cardíacos abafados) e pode exigir intervenção urgente, como pericardiocentese.</p><p>Referências:</p><p>Loscalzo J, Fauci AS, Kasper DL et al. Medicina Interna de Harrison. (21st edição). Rio de</p><p>Janeiro: Grupo A; 2024.</p><p>Goldman L, Schafer AI. Goldman-Cecil Medicina. (26th edição). Rio de Janeiro: Grupo GEN;</p><p>2022.</p><p>Jatene IB, Ferreira JFM, Drager LF et al. Tratado de cardiologia SOCESP. (5th edição). São</p><p>Paulo: Editora Manole; 2022.</p><p>18ª QUESTÃO</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 31 de 76</p><p>Enunciado:</p><p>Uma paciente de 38 anos, do sexo feminino, procura atendimento médico em uma unidade de</p><p>saúde apresentando febre alta (39,5°C), mialgia intensa, dor retroocular e náuseas. Ela relata que</p><p>os sintomas começaram há cerca de 5 dias e que tem notado uma diminuição na produção de</p><p>urina nas últimas 24 horas. Durante o exame físico, observa-se pequenas manchas vermelhas</p><p>disseminadas pelo corpo e a contagem de plaquetas encontra-se em 50.000/mm³. Além disso, os</p><p>exames laboratoriais revelam uma elevação nas enzimas hepáticas (AST = 120 U/L, ALT = 110</p><p>U/L) e uma taxa de filtração glomerular, que está em 40 mL/min/1,73m².</p><p>Com base no caso clínico apresentado, qual dos seguintes achados é mais sugestivo de dengue</p><p>grave?</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa A) (CORRETA)</p><p>Ocorrência de insuficiência renal aguda e distúrbios eletrolíticos graves.</p><p>Resposta comentada:</p><p>A ocorrência de insuficiência renal aguda e distúrbios eletrolíticos graves, como hiponatremia e</p><p>hiperpotassemia, são complicações frequentes e graves associadas à dengue grave, sendo o</p><p>achado mais sugestivo dessa condição.</p><p>RFERÊNCIA:</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância</p><p>das Doenças Transmissíveis. Dengue: diagnóstico e manejo clínico: adulto e criança</p><p>[recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde,</p><p>Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. 5ª ed. Brasília: Ministério da</p><p>Saúde, 2016.</p><p>GOLDMAN, Lee; SCHAFER, Andrew I. Goldman-Cecil Medicina. Rio de Janeiro: Grupo GEN,</p><p>2022. E-book. ISBN 9788595159297. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595159297/. Acesso em: 21 out. 2023.</p><p>JAMESON, J. L. et al. Medicina interna de Harrison - 2 volumes. Porto Alegre: Grupo A, 2019.</p><p>E-book. ISBN 9788580556346. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788580556346/. Acesso em: 21 out. 2023.</p><p>SALOMÃO, Reinaldo. Infectologia - Bases Clínicas e Tratamento. Rio de Janeiro: Grupo</p><p>GEN, 2017. E-book. ISBN 9788527732628. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527732628/. Acesso em: 21 out. 2023.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 32 de 76</p><p>19ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>Y.Z, 75 anos, aposentada, ex-tabagista e sedentária relatou incômodo na perna esquerda, com</p><p>sensação de calor, dor, edema e vermelhidão que surgiu há 2 dias. Apresentou quadro de</p><p>cansaço e peso nesse membro. Procurou a UBS para avaliação médica, e durante o exame</p><p>físico apresentou dor à palpação da panturrilha (sinal de Bancroft) e ao realizar a dorsoflexão</p><p>forçada do tornozelo com o joelho estendido (sinal de Homans).</p><p>Em relação à situação descrita, avalie as asserções, a relação proposta entre elas e responda</p><p>corretamente:</p><p>I. O quadro clínico descrito corresponde a um episódio de doença obstrutiva periférica de origem</p><p>arterial aterosclerótica, com possível quadro de embolia que pode se deslocar para a região ilíaca.</p><p>PORQUE</p><p>II. A realização de uma ultrassonografia com Doppler, medição de D-dímero poderiam esclarecer</p><p>melhor o quadro descrito, com provável indicação de uso de drogas anticoagulantes e utilização</p><p>de meias compressivas como medidas terapêuticas adequadas.</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa A) (CORRETA)</p><p>A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 33 de 76</p><p>Resposta comentada:</p><p>O quadro descrito é compatível com trombose venosa profunda (TVP) pelos achados clínicos</p><p>descritos na questão; portanto, a primeira asserção está incorreta. Contudo, os exames</p><p>complementares descritos são os mais comumente utilizados para confirmar a suspeita</p><p>diagnóstica, inclusive as estratégias terapêuticas como medicamentos anticoagulantes</p><p>(rivaroxabana, por exemplo) e meias de compressão. Portanto, a segunda asserção está correta.</p><p>Referências:</p><p>GOLDMAN, Lee; SCHAFER, Andrew I. Goldman-Cecil Medicina. Rio de Janeiro: Grupo GEN,</p><p>2022. E-book. ISBN 9788595159297. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595159297/.</p><p>JAMESON, J. L. et al. Medicina interna de Harrison - 2 volumes. Porto Alegre: Grupo A, 2019.</p><p>E-book. ISBN 9788580556346. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788580556346/.</p><p>MAFFEI, Francisco Humberto de A. et al. Doenças Vasculares Periféricas - 2 volumes. Rio de</p><p>Janeiro: Grupo GEN, 2015. E-book. ISBN 978-85-277-2822-5. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/978-85-277-2822-5/.</p><p>SBACV. Projeto Diretrizes SBACV. Trombose venosa profunda diagnóstico e tratamento.</p><p>Disponível em https://sbacv.org.br/storage/2018/02/trombose-venosa-profunda.pdf.</p><p>ALBRICKER, A. C. L. et al. Diretriz Conjunta sobre Tromboembolismo Venoso – 2022. Arquivos</p><p>Brasileiros de Cardiologia, v. 118, n. 4, p. 797–857, abr. 2022. Disponível em</p><p>https://www.scielo.br/j/abc/a/3gPSskJ5XBTPcKTf6sQvCqv/#</p><p>JATENE, Ieda B.; FERREIRA, João Fernando M.; DRAGER, Luciano F.; et al. Tratado de</p><p>cardiologia SOCESP. Santanda de Parnaíba [SP]: Editora Manole, 2022.</p><p>20ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>Um homem, de 58 anos, com histórico de diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial sistêmica,</p><p>apresenta-se ao pronto atendimento com dor no peito de início súbito, irradiando-se para o braço</p><p>esquerdo e acompanhada de sudorese fria. Ele relata que a dor começou enquanto estava em</p><p>repouso e não melhora com o uso do nitrato. Seu eletrocardiograma mostra elevação do</p><p>segmento ST em múltiplas derivações. Nos exames laboratoriais, realizados no momento da</p><p>admissão e após 4 horas, não apresentaram positividade para marcadores de necrose cardíaca.</p><p>A partir dos seus conhecimentos, analise as seguintes asserções e marque a alternativa correta:</p><p>I. O caso apresentado se trata de uma angina instável, pelo fato de não haver melhora em</p><p>repouso e com a medicação, e apesar do paciente apresentar sintomas semelhantes ao infarto</p><p>agudo do miocárdio (IAM), as características patológicas de ambas as doenças são distintas.</p><p>PORQUE</p><p>II. Enquanto a angina instável é geralmente desencadeada por uma diminuição da oferta de</p><p>oxigênio do miocárdio, o IAM é causado por uma obstrução aguda das artérias coronárias devido</p><p>à formação de trombo sobre uma placa aterosclerótica ulcerada, levando à necrose do tecido</p><p>cardíaco.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 34 de 76</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é justificativa correta da I.</p><p>Resposta comentada:</p><p>A angina instável é geralmente desencadeada por uma diminuição da oferta de oxigênio do</p><p>miocárdio, muitas vezes devido à obstrução parcial das artérias coronárias por placas</p><p>ateroscleróticas, sendo normalmente pouco responsivas ao tratamento com nitrato. Por outro</p><p>lado, o infarto agudo do miocárdio é causado por uma obstrução aguda das artérias coronárias</p><p>devido à formação de trombo sobre uma placa aterosclerótica ulcerada. Enquanto a angina</p><p>instável envolve principalmente isquemia miocárdica transitória, o IAM resulta em necrose</p><p>irreversível do tecido cardíaco devido à interrupção prolongada do fluxo sanguíneo, evidenciada</p><p>pela positividade nos marcadores de necrose cardíaca (troponina T ou I, CK-MB). Na angina</p><p>instável, a histologia mostra inflamação aguda e descolamento parcial ou completo de uma placa</p><p>aterosclerótica, mas sem necrose significativa do tecido cardíaco. No entanto, no infarto agudo</p><p>do miocárdio, além da presença de placas ateroscleróticas, há formação de trombo sobre uma</p><p>placa aterosclerótica ulcerada, resultando em oclusão total ou subtotal do vaso e subsequente</p><p>necrose do miocárdio. Portanto, embora ambas as condições possam manifestar sintomas</p><p>semelhantes, como dor no peito, é crucial distinguir entre elas devido às diferenças em suas</p><p>causas subjacentes e características histopatológicas, o que tem implicações significativas no</p><p>manejo clínico e prognóstico do paciente.</p><p>Referências:</p><p>JATENE, Ieda B.; FERREIRA, João Fernando M.; DRAGER, Luciano F.;</p><p>et al. Tratado de</p><p>cardiologia SOCESP. Santanda de Parnaíba [SP]: Editora Manole, 2022.</p><p>PORTO, Celmo C. Semiologia Médica, 8ª edição: Grupo GEN, 2019. E-book. ISBN</p><p>9788527734998. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527734998/. Acesso em: 06 abr. 2024.</p><p>21ª QUESTÃO</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 35 de 76</p><p>Enunciado:</p><p>Um paciente, de 60 anos de idade, do sexo masculino, procura atendimento na Unidade Básica</p><p>de Saúde com queixas de cansaço excessivo ao realizar atividades físicas leves, como caminhar</p><p>por curtos períodos. Ele relata histórico familiar de doença cardiovascular e diabetes tipo 2, além</p><p>de não ter tempo para se alimentar de forma saudável. Durante a consulta, o médico observa que</p><p>o paciente apresenta obesidade abdominal, pressão arterial levemente elevada e exames</p><p>laboratoriais revelam níveis elevados de colesterol LDL 180mg/dl e triglicerídeos 200mg/dl. Ao</p><p>discutir a saúde cardiovascular do paciente, o médico explicou que o paciente estava passando</p><p>por um processo de resposta inflamatória crônica (aterosclerose) e que seu coração estava</p><p>sendo comprometido por escolhas erradas dele.</p><p>Com base no caso apresentado, é correto afirmar que, a intervenção nutricional mais apropriada</p><p>para reduzir o risco de aterosclerose neste paciente deve ser.</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa A) (CORRETA)</p><p>Orientar o aumento do consumo de fibras alimentares.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 36 de 76</p><p>Resposta comentada:</p><p>A resposta correta é Orientar o aumento do consumo de fibras alimentares.</p><p>A aterosclerose é um processo no qual ocorre o acúmulo de placas de gordura, colesterol e</p><p>outras substâncias nas artérias, levando à obstrução do fluxo sanguíneo. Uma das estratégias</p><p>nutricionais mais eficazes na prevenção e manejo da aterosclerose é o aumento do consumo de</p><p>fibras alimentares.</p><p>As fibras alimentares, encontradas em frutas, vegetais, grãos integrais e leguminosas, ajudam a</p><p>reduzir os níveis de colesterol LDL e triglicerídeos, além de melhorar a sensibilidade à insulina em</p><p>pacientes com diabetes tipo 2. Essa intervenção nutricional também contribui para o controle do</p><p>peso e da pressão arterial, fatores importantes na prevenção de doenças cardiovasculares.</p><p>As opções a, b, d e e são contraindicadas, pois alimentos ricos em gorduras saturadas, açúcares</p><p>simples, alimentos processados e fast-food estão associados a um maior risco de</p><p>desenvolvimento de aterosclerose e outras doenças cardiovasculares.</p><p>Referências:</p><p>SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA. Diretrizes da Sociedade Brasileira de</p><p>Cardiologia sobre Angina Instável e Infarto Agudo do Miocárdio sem Supradesnível do Segmento</p><p>ST – 2021. Arq. Bras. Cardiol. 2021, 117(1):181-264. Disponível em https://abccardiol.org/wp-</p><p>content/uploads/articles_xml/0066-45 / 194782X-abc-117-01-0181/0066-782X-abc-117-01-</p><p>0181.pdf.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.</p><p>Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica / Ministério da Saúde, Secretaria de</p><p>Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2014. (pag.</p><p>55 a 77).</p><p>22ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>Módulo (s): HAM</p><p>Criança de 4 anos de idade, sexo masculino, com história de asma brônquica dá entrada em</p><p>uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), apresentando taquidispneia moderada, retrações</p><p>intercostais e subcostais acentuadas, agitado e sem conseguir formar frases completas, com</p><p>saturação de oxigênio (SatO2) = 91% na oximetria de pulso com O2 inalatório de 4l/minuto, FR =</p><p>55 irpm, FC = 120 bpm. Mãe relata que a criança apresenta crises frequentes de dispneia e</p><p>sibilância no último ano.</p><p>Com base na situação acima, é correto afirmar que:</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 37 de 76</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>os sinais e sintomas descritos são característicos de crise asmática grave.</p><p>Resposta comentada:</p><p>O quadro clínico apresentado se encaixa em quadro de asma grave pelo fato da criança</p><p>apresentar agitação, dificuldade em articular frases completas, retrações acentuadas e</p><p>saturação</p><p>de O2 = 91% com O2 inalatório a 4 l/minuto.</p><p>A oximetria de pulso é um dos parâmetros confiáveis para classificação da asma na infância.</p><p>Referências:</p><p>CARVALHO-PINTO, R. M. et al. Recomendações para o manejo da asma grave da Sociedade</p><p>Brasileira de Pneumologia e Tisiologia – 2021. Jornal Brasileiro de Pneumologia, v. 47, n. 6, p.</p><p>e20210273, 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/jbpneu/a/</p><p>CtrWyBsLhsynsgG6Dg97J5B/?format=pdf&lang=pt.</p><p>Global Strategy for Asthma Management and Prevention Global Initiative for Asthma (GINA),</p><p>2023. Disponível em: https://ginasthma.org/wp-content/uploads/2023/07/GINA-2023-Full-</p><p>report-23_07_06-WMS.pdf.</p><p>23ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>Um lactente, de 18 meses, é trazido à Unidade Básica de Saúde pela mãe devido ao</p><p>desenvolvimento recente de uma erupção cutânea. De acordo com a genitora, a criança</p><p>começou a ter febre baixa e irritação há alguns dias, com subsequente aparecimento de</p><p>pequenas bolhas cheias de líquido, que rapidamente se romperam, se tornando crostosas. Ao</p><p>exame físico, presença de múltiplas lesões cutâneas vesiculares distribuídas principalmente no</p><p>tronco e na face. Além disso, algumas lesões estão em diferentes estágios de evolução,</p><p>incluindo vesículas, pústulas e crostas. Considerando os sinais e sintomas apresentados no</p><p>caso clínico, aponte o diagnóstico mais provável.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 38 de 76</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>Varicela</p><p>Resposta comentada:</p><p>A distribuição típica das lesões vesiculares no tronco e na face é característica da Varicela</p><p>(catapora), uma doença exantemática causada pelo vírus Varicela-Zoster. Os outros elementos,</p><p>como a idade da criança, a presença de febre, a história de viagem recente e a coceira nas</p><p>lesões, são importantes para a avaliação clínica, mas a distribuição das lesões é um achado</p><p>específico que está mais diretamente relacionado com a condição da Varicela.</p><p>Referência:</p><p>Abordagem Diagnóstica das Doenças Exantemáticas na Infância:</p><p>https://www.arca.fiocruz.br/bitstream/icict/42356/2/ve_Josenilson_Silva_etal.pdf</p><p>LEÃO, Ennio. Pediatria Ambulatorial 6ª Edição. ISBN, 9786586108170. Editora: Coopmed.</p><p>Edição: 6°. Ano: 2022</p><p>PORTO, C. C. Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. Recurso on-</p><p>line. ISBN 978-85-277-3498-1. Disponível em:</p><p><https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527734998>. Acesso em: 09 de</p><p>maio de 2024.</p><p>24ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>Paciente sexo feminino, 24 anos, admitida no Pronto Socorro com quadro de dispneia aos</p><p>mínimos esforços, iniciada há 5 horas, dor torácica ventilatório-dependente à esquerda e dor em</p><p>membros inferiores (MMII) há uma semana. No atendimento inicial, apresentava agitação</p><p>psicomotora, taquipneia, baixa saturação de O2. À ausculta cardíaca apresentava ritmo regular,</p><p>2T, com hiperfonese de B2 em foco pulmonar, sem sopros. No exame pulmonar, expansibilidade</p><p>diminuída em bases, frêmito toracovocal diminuído, macicez em base esquerda e murmúrio</p><p>vesicular diminuído difusamente. Apresentava edema em membro inferior direito (+++/IV) mole e</p><p>indolor, sem dor à dorso-flexão, presença de varizes em MMII. Teve parto há um mês, cesariana</p><p>com complicação e hospitalização por uma semana.</p><p>Assinale a alternativa que indica a hipótese diagnóstica mais provável para o caso.</p><p>000122.11001a.804db4.607cc3.901213.070e36.cec632.05f40 Pgina 39 de 76</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa A)</p><p>Derrame Pleural.</p><p>Resposta comentada:</p><p>A principal suspeita deve ser Tromboembolismo Pulmonar (TEP), que consiste na obstrução</p><p>aguda da circulação arterial pulmonar pela instalação de coágulos sanguíneos, geralmente,</p><p>oriundos da circulação venosa sistêmica, com redução ou cessação do fluxo sanguíneo</p><p>pulmonar para a área afetada. A trombose venosa profunda (TVP) é o evento básico e o TEP, a</p><p>principal complicação aguda. Fatores</p>

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