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<p>Terapia pulpar em</p><p>dentes decíduos</p><p>Centro Universitário Newton Paiva</p><p>Estágio em Odontologia Integral Infantil – 7º período</p><p>Profa. Daniela Goursand</p><p>Pulpectomia e</p><p>Tratamento endodôntico</p><p>Pulpectomia</p><p>• É a remoção total da polpa: polpa coronária e polpa</p><p>radicular.</p><p>Indicações:</p><p>• Inflamação irreversível;</p><p>• Necrose da polpa radicular;</p><p>• Dentes que vão permanecer por mais de 6 meses na</p><p>boca;</p><p>• Ausência de abscessos volumosos.</p><p>Pulpectomia</p><p>Contra-indicações:</p><p>• Grau avançado de rizólise (mais de 1/2 de reabsorção);</p><p>• Perfuração do assoalho da câmara pulpar;</p><p>• Lesões periapicais ou interradiculares extensas, acompanhadas</p><p>de grande mobilidade dental;</p><p>• Destruição da coroa – comprometimento das distâncias</p><p>biológicas e impedindo o trabalho restaurador;</p><p>Pulpectomia</p><p>Contra-indicações:</p><p>• Ciclo vital do dente decíduo;</p><p>• Avançada reabsorção externa ou interna;</p><p>• Abscessos volumosos com envolvimento do saco</p><p>pericoronário do sucessor permanente;</p><p>• Alveólise</p><p>• Pouca saúde geral do paciente.</p><p>Pulpectomia</p><p>??????????????????????????????????????????</p><p>Pulpectomia</p><p>Tipos de pulpectomia:</p><p>§ Biopulpectomia: polpa vital (pulpite irreversível).</p><p>Recomenda-se realizar o tratamento endodôntico em</p><p>sessão única.</p><p>§ Necropulpectomia: polpa mortificada (necrose</p><p>pulpar). Recomenda-se realizar o tratamento</p><p>endodôntico em duas sessões.</p><p>CUIDADO!!!</p><p>• Anatomia de dentes decíduos:</p><p>1 – camada de esmalte e dentina mais delgados;</p><p>2 – maior volume pulpar;</p><p>3 – porosidade do assoalho da câmara pulpar;</p><p>4 – curvatura das raízes;</p><p>5 – grau de rizólise.</p><p>CUIDADO!!!</p><p>• Anatomia de dentes decíduos:</p><p>1 – Abertura coronária</p><p>Seguir a conformação das raízes!!</p><p>Anterior Molar superior Molar inferior</p><p>http://www.fo.usp.br/pos/wp-content/uploads/2018/03/Tratamento-Endodontico-em-dentes-deciduos.pdf</p><p>CUIDADO!!!</p><p>CUIDADO!!!</p><p>Pulpectomia - Odontometria</p><p>Dentes anteriores:</p><p>- Rx inicial: comprimento aparente do</p><p>dente;</p><p>- Medida: incisal do decíduo até incisal</p><p>do permanente e retira-se 1 mm de</p><p>segurança.</p><p>Limas: 2ª série – (#45 a #80)</p><p>Pulpectomia - Odontometria</p><p>Dentes posteriores:</p><p>- Rx inicial: comprimento aparente do</p><p>dente;</p><p>- Medida: oclusal do decíduo até a</p><p>oclusal do permanente e retira-se 1</p><p>mm de segurança para cada raiz.</p><p>- Limas: 1ª série – (#15 a #40)</p><p>Biopulpectomia</p><p>Indicações:</p><p>• Tecido pulpar sem consistência;</p><p>• Sangramento escuro ou claro (amarelado);</p><p>• Sangramento abundante;</p><p>• Ausência de hemostasia.</p><p>Protocolo clínico: sessão única</p><p>• Radiografia inicial (diagnóstico)</p><p>• Manejo da criança</p><p>• Anestesia</p><p>• Isolamento absoluto</p><p>• Acesso à câmara pulpar</p><p>• Instrumentação com limas Kerr 21 mm (odontometria prévia)</p><p>• Irrigação abundante com solução de Milton (hipoclorito 1%)</p><p>ou líquido de Dakin (hipoclorito a 0,5%)</p><p>• Secagem dos canais com cones de papel absorvente</p><p>Biopulpectomia</p><p>Protocolo clínico: sessão única</p><p>• Colocação da pasta obturadora nos canais (escolha do</p><p>material)</p><p>• Limpeza da câmara pulpar após a obturação com álcool,</p><p>removendo a pasta obturadora das paredes circundantes da</p><p>cavidade</p><p>• Selamento da cavidade com guta-percha</p><p>• Restauração provisória ou definitiva</p><p>Biopulpectomia</p><p>Necropulpectomia</p><p>Indicações:</p><p>• Presença de fístula;</p><p>• Abscesso subcutâneo ou submucoso;</p><p>• Mobilidade dental;</p><p>• Reabsorção radicular inflamatória;</p><p>• Rarefação óssea periapical ou na região de furca.</p><p>Protocolo clínico: 1ª sessão</p><p>• Radiografia inicial (diagnóstico)</p><p>• Manejo da criança</p><p>• Anestesia</p><p>• Isolamento absoluto</p><p>• Acesso à câmara pulpar</p><p>• Curativo de demora:</p><p>paramonoclorofenol canforado</p><p>• Restauração provisória</p><p>Necropulpectomia</p><p>Protocolo clínico: 2ª sessão</p><p>• Odontometria</p><p>• Instrumentação (Lima Kerr 21 mm)</p><p>• Irrigação com solução de hipoclorito de sódio 1%</p><p>(solução de Milton) ou 0,5% (líquido de Dakin)</p><p>• Secagem com cones de papel absorvente</p><p>• Obturação do canal (escolha do material)</p><p>• Limpeza da câmara pulpar após a obturação com</p><p>álcool, removendo a pasta obturadora das paredes</p><p>circundantes da cavidade</p><p>• Restauração definitiva</p><p>Necropulpectomia</p><p>Obturação dos canais: Material de escolha</p><p>• Cimento de óxido de zinco e eugenol;</p><p>• Pasta Guedes-Pinto (partes iguais de rifocort®,</p><p>paramonoclorofenol canforado e iodofórmio);</p><p>• Hidróxido de cálcio.</p><p>Bio ou Necropulpectomia</p><p>Obturação dos canais: Hidróxido de cálcio</p><p>Bio ou Necropulpectomia</p><p>Exame inicial e escolha do procedimento</p><p>Bio ou Necropulpectomia</p><p>Sequência clínica</p><p>Preparo e anestesia tópica</p><p>Bio ou Necropulpectomia</p><p>Sequência clínica</p><p>Anestesia pterigomandibular</p><p>Bio ou Necropulpectomia</p><p>Sequência clínica</p><p>Isolamento absoluto e remoção da cárie e exposição</p><p>pulpar</p><p>Bio ou Necropulpectomia</p><p>Sequência clínica</p><p>Remoção de toda a polpa coronária e acesso à entrada</p><p>dos canais radiculares, odontometria, instrumentação</p><p>dos canais</p><p>Bio ou Necropulpectomia</p><p>Sequência clínica</p><p>Irrigação e aspiração durante a instrumentação,</p><p>secagem com cones de papel absorvente, final do</p><p>preparo químico-mecânico</p><p>Bio ou Necropulpectomia</p><p>Sequência clínica</p><p>Inserção da pasta obturadora, término da obturação,</p><p>forramento e restauração</p><p>Bio ou Necropulpectomia</p><p>Sequência clínica</p><p>Radiografia final (logo após o tratamento), restauração</p><p>final, controle radiográfico após 1 ano</p><p>Bio ou Necropulpectomia</p><p>Sequência clínica</p><p>Acompanhamento - Controle</p><p>v Reparo da lesão perirradicular;</p><p>v Não aparecimento de lesão perirradicular;</p><p>v Reabsorção radicular fisiológica;</p><p>v Reabsorção do material obturador de canal;</p><p>v Erupção do germe do dente permanente.</p><p>Sucesso Clínico</p><p>v Ausência de alteração de cor da coroa;</p><p>v Ausência de mobilidade patológica;</p><p>v Tecidos moles adjacentes sem alteração;</p><p>v Ausência de sintomatologia dolorosa;</p><p>v Integridade dos tecidos periapicais;</p><p>v Ausência de reabsorção interna e /ou externa;</p><p>v Integridade da lâmina dura em torno do saco</p><p>folicular do germe do dente permanente sucessor.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>• TOLEDO, O. A. Odontopediatria: fundamentos para a</p><p>prática clínica. 4ª ed. São Paulo: Premier, 2012. 407 p.</p><p>• GUEDES-PINTO, A. C. Odontopediatria. 9ª ed. São</p><p>Paulo: Santos, 2017. 818p.</p><p>• http://www.fo.usp.br/pos/wp-content/uploads/2018/03/</p><p>Tratamento-Endodontico-em-dentes-deciduos.pdf</p><p>• Imagens: Google</p>