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<p>ORDEM DIPTERA</p><p>Esta ordem possui mais de 120 mil espécies descritas. Conhecidas como “moscas verdadeiras”, possuem duas asas e o ciclo de vida completo. No ciclo evolutivo das moscas, os estágios são: ovo, larva, pupa e mosca adulta, como mostra a Figura.</p><p>Tanto no estágio de larva quanto no adulto, as moscas podem parasitar hospedeiros. No estágio adulto, porém, algumas espécies agem como vetores de doenças.</p><p>Na família Tabanidae as fêmeas são ovíparas; hematófagas. Postura em ambiente aquático, Zoofilia: Preguiças, ungulados domésticos e silvestres, com menor frequência aves, répteis e anfíbios; Ampla dispersão; Hábitos diurnos;</p><p>Importância Médica Veterinária: Efeitos da picada: dolorosa, irritativa; Consequências: Processos anemiantes, redução de peso, redução na produção. Transmissão de patógenos:Trypanosoma(Dutonella) vivax; Anaplasmasp, Bacillusanthracis, Franciellatularensis, Clostridium perfringens; Anemia Infecciosa Equina, LeucoseBovina, Cólera Suína; Loa loa</p><p>As moscas picadoras e não-picadoras, conhecidas como moscas irritantes, representam a família Muscidae. A maioria acomete animais de produção, e algumas espécies são vetores de doenças bacterianas, helmintoses e protozooses.</p><p>As principais espécies de importância médico-veterinária são Musca domestica (mosca-doméstica), Stomoxys calcitrans (mosca-dos-estábulos) e Haematobia irritans (mosca dos chifres).</p><p>As fêmeas adultas da espécie Musca domestica têm de 6 a 8 mm de comprimento, e os machos adultos, 5 a 6 mm. A coloração pode variar de cinza claro a cinza escuro. O tórax apresenta quatro listras longitudinais escuras, e o abdome tem cor amarelo-acastanhado. Os olhos são avermelhados e, nas fêmeas, o espaço entre eles é o dobro do que nos machos. Por fim, as pontas das aristas são plumosas.</p><p>No ciclo evolutivo, a fêmea faz postura total de 500-800 ovos em matéria orgânica apodrecida ou nas fezes dos hospedeiros no intervalo de três a quatro dias. Com temperatura adequada, após 12 a 24 horas, os ovos eclodem, produzindo as larvas. Em três estágios, as larvas se alimentam da matéria orgânica e amadurecem entre três e sete dias, migram para um lugar mais seco, pupam e, depois de 23 a 26 dias, emergem as moscas adultas. Veja mais detalhes na Figura.</p><p>Importância veterinária: Indicadores de manejo sanitário inadequado, participam como vetores mecânicos de patógenos, foréticos de Dermatobia hominis e Vetores biológicos de Habronema muscae e H. megastoma</p><p>A espécie Stomoxys calcitrans é considerada uma praga em algumas regiões e sua picada é dolorosa. Pode atacar cães e tem grande impacto econômico na saúde e produtividade de bovinos. Os adultos têm tamanho de 7 a 8 mm de comprimento, tórax cinza, mais curto e largo se comparado ao da Musca domestica, e se alimentam de sangue. Mosca de comportamento peridomiciliar e domiciliar e vulgarmente conhecido como moscas dos estábulos;</p><p>A fêmea realiza postura de 650 ovos em matéria orgânica, fezes ou solo com urina. A eclosão dos ovos ocorre em cerca de três dias, e as larvas se desenvolvem entre 6-30 dias. As larvas buscam um local mais seco e pupam. O estágio de pupa ocorre em locais mais secos, e as moscas adultas podem levar de 12 a 60 dias para emergirem.</p><p>Importância veterinária: Hematofagia: Incômodo, irritação, perda de peso, lesões atrativas para outras moscas, vetores mecânicos de patógenos: Trypanosoma vivax e T. evansi, vetores biológicos de Habronema microstoma.e Foréticos de Dermatobia hominis.</p><p>A espécie Haematobia irritans é hematófaga, com coloração preto-acinzentada e é considerada uma praga na saúde e produtividade dos bovinos. Os adultos têm tamanho de 3 a 4 mm de comprimento. Mosca de comportamento peridomiciliar e rural e vulgarmente conhecido por moscas-dos-chifres.</p><p>Diferentes das demais espécies, essas moscas permanecem no hospedeiro, e as fêmeas só o abandonam para realizar a postura ou no caso de mudarem de hospedeiro de fato. A postura se dá em fezes frescas ou ao redor delas, com o número de 4 a 6 ovos. A eclosão pode ocorrem em quatro dias, e no período de pupa demoram seis a oito dias para as moscas adultas emergirem.</p><p>Importância veterinária: Hematofagia: Incômodo, irritação, perda de peso, preferência por sangues puros, depreciação do couro, transmissão de Stephanofilaria stilesi e forético de Dermatobia hominis.</p><p>As moscas da família Calliphoridae são conhecidas como as moscas-varejeiras, com mais de mil espécies descritas. De importância na medicina veterinária, os gêneros Cochliomyia e Chrysomya causam miíase traumática (infestação de larvas nos tecidos de um hospedeiro vertebrado vivo).</p><p>O termo miíase é popularmente chamado de bicheira e, nesses gêneros, as espécies Chrysomya bezziana e Cochliomyia hominivorax são as únicas agentes obrigatórias de miíases. Ou seja, suas larvas precisam de um hospedeiro vivo para se desenvolverem.</p><p>CONTEXTUALIZANDO</p><p>As espécies obrigatórias de miíases são as espécies de moscas cujo estágio larval é realizado obrigatoriamente no hospedeiro vivo. Porém, existem espécies de moscas que podem ser agentes facultativos de miíases. Ou seja, realizam seu desenvolvimento em carcaças, mas podem atuar como invasores secundários em mamíferos vivos.</p><p>As moscas dessa família são grandes e apresentam corpo de coloração metálica azul ou verde. Alimentam-se de secreções serosanguinolentas, ovipõem em tecido animal e são biontófagas. As fêmeas adultas realizam postura de 400 ovos, que eclodem após 11 horas. As larvas se alimentam por sete dias e migram para o solo após seu desenvolvimento, que dura cerca de 4 a 8 dias. Por sete dias ou semanas pupam até emergirem as moscas adultas.</p><p>No caso do cochliomyia macellaria os adultos alimentam-se de matéria orgânica em estado de necrose, ovipõem em tecido animal, cerca de 40-250 ovos, eclosão após 4 horas da postura, larvas em três estágios e desenvolvimento em seis a 20 dias. Necrobiontófagas</p><p>Importância veterinária: Causadores de miíases, obrigatórias ou facultativas, primárias ou secundárias e Histozóicas ou Celozóicas.</p><p>Na família sarcophagidae as moscas alimentam-se de diversas substâncias, incluindo matéria orgânica e substâncias açucaradas, de comportamento domiciliar frequente, larvipõem, larvas consideradas necrobiontófagas, necrófagas ou saprófagas</p><p>Importância veterinária: Causadoras de miíases, facultativas secundárias, histozóicas e celozóicas, foréticos de Dermatobia hominis e vetores mecânicos de patógenos.</p><p>A família Oestridae é um importante grupo na medicina veterinária e consiste em moscas pilosas e grandes. As larvas são parasitas obrigatórios de miíases, com alta especificidade ao hospedeiro. A miíase ocorre em nasofaringe, trato digestório ou na pele. As larvas são conhecidas como bernes e as subfamílias, Cuterebrinae, Oestrinae e Gasterophilinae são importantes no estudo da Parasitologia Veterinária.</p><p>A espécie Dermatobia hominis representa a família cuterebridae (subfamília Cuterebrinae). Essas moscas podem infestar tanto animais domésticos quanto seres humanos. A mosca adulta mede aproximadamente 12 mm, apresenta brilho azul metálico, com cabeça, pernas amarelo, alaranjadas e o tórax coberto por cerdas curtas. As larvas medem até 25 mm e são ovais, com duas a três fileiras de espinhos. Utilizam foréticos (hospedeiro de transporte), larvas biotófagas (invasora de tecidos, se desenvolvendo-se) e as moscas não se alimentam.</p><p>Fatores importantes para a foresia: espécie de comportamento zoófilo, hematofagia, hábitos diversos, tamanho moderado e hábitos moderadamente ativos.</p><p>As moscas são encontradas em florestas e arbustos, e os adultos não se alimentam. Nos estágios larvais, acumulam reservas, e a ovoposição de até 25 ovos é realizada na parte inferior do abdome ou tórax de outro inseto, mosquito ou mosca, até que esse pouse no hospedeiro vertebrado para se alimentar. Os ovos eclodem ainda no hospedeiro de transporte e, quando chegam no hospedeiro vertebrado, penetram em aberturas na pele e migram para o tecido subcutâneo. Por meio da abertura, respiram e se desenvolvem até a emersão da larva madura</p><p>após três meses. A pupa ocorre no solo e, depois de um mês, as moscas adultas emergem. Veja uma representação deste ciclo na Figura.</p><p>Importância veterinária: causam miíase do tipo furunculosa e classificada como obrigatória, primária e histozóica.</p><p>A espécie Oestrus ovis, conhecida como mosca-do-berne nasal, representa a família oestridae (subfamília Oestrinae). Os adultos apresentam uma coloração castanho-acinzentada, pontos pretos no abdome, corpo com pelos e medem aproximadamente 12 mm de comprimento. As larvas infestam a cavidade nasal de ovinos e caprinos e medem 30 mm, com coloração branco-amarelada e apresentando pequenos espinhos. Moscas fazem postura de larvas, as moscas não se alimentam, zoofílicas, atividade diurna, larvas consideradas biontófagas e alimentam-se da mucosa nasal.</p><p>As fêmeas das moscas são vivíparas e lançam até 25 larvas nas narinas dos ovinos durante o voo. As larvas, de 1 mm de comprimento, migram pelos seios nasais e se alimentam do muco produzido devido à infestação. Completam o estágio larval no período de duas semanas a nove meses e, após se tornarem maduras, migram para as narinas, por onde serão espirradas para o solo. No solo, as larvas pupam entre três e nove semanas para a emersão das moscas adultas. Veja na Figura.</p><p>Importância veterinária: miíase obrigatória, primária e cavitaria ou celozóica.</p><p>O gênero Gasterophilus é representante da família gasterophilidae (subfamília Gasterophilinae). De importância veterinária, as moscas desse gênero são parasitas obrigatórios de equinos. As moscas adultas são robustas, com coloração preta, cobertas de pelos amarelos e medem de 10 a 15 mm de comprimento. As larvas maduras, presentes no estômago, são cilíndricas, laranja-avermelhadas, medem de 16 a 20 mm de comprimento e possuem espiráculos posteriores. Essas larvas podem ser eliminadas nas fezes. Seu comportamento biológico são as moscas fazem ovipostura, são zoofilia, as moscas não se alimentam e as larvas são biontófagas.</p><p>As espécies desse gênero apresentam pequenas diferenças no ciclo evolutivo. De modo geral, as fêmeas fazem a ovoposição no hospedeiro, algumas, em região mandibular, membros torácicos ou, até mesmo, na vegetação, para serem ingeridos. As larvas eclodem e migram para a boca, onde se fixam na gengiva. Outras espécies migram para órgãos como o estômago e intestinos para se desenvolverem. As larvas maduras são eliminadas pelas fezes e pupam no solo para emergirem as moscas adultas. Veja o ciclo na Figura.</p><p>Importância veterinária: Adultos provocam desconforto para animal, larvas induzem miíases gástricas e intestinais aos equinos, consequências secundárias: cólicas, obstrução gástrica e/ ou intestinal e Prolapso retal.</p><p>· Gasterophilus intestinalis</p><p>Postura realizada nos pelos das patas dianteiras, necessitam da fricção e estímulo térmico para eclodirem, LI e LII – estômago e LIII - Duodeno.</p><p>· Gasterophilus nasalis</p><p>Postura nos pelos do lábio inferior, eclosão sem necessidade de fricção, apenas estímulos térmicos, LI - migração pela boca, LII - estômago e LIII - duodeno.</p><p>· Gasterophilus haemorroidalis</p><p>Postura realizada nos pelos próximos a comissura labial, facilitados pela ingestão do alimento, LI e LII - estômago e duodeno e LIII - fixação no reto.</p><p>Importância Médica Veterinária: Adultos provocam desconforto para animal; Larvas induzem miíases gástricas e intestinais aos equinos; Consequências secundárias: cólicas, obstrução gástrica e/ ou intestinal; Prolapso retal.</p><p>image1.png</p><p>image2.png</p><p>image3.png</p><p>image4.png</p><p>image5.png</p>

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