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<p>As quatro regras do método cartesiano A primeira consistia em não aceitar nunca como verdadeira qualquer coisa sem a conhecer evidentemente como tal: isto evitar cuidadosamente a precipitação e a prevenção; não incluir nos meus juízos nada que se não apresentasse tão clara e distintamente à minha inteligência de modo a excluir toda a possibilidade de dúvida. A segunda era dividir o problema em tantas partes quantas fossem necessárias para melhor o poder resolver. A terceira, conduzir por ordem os meus pensamentos, começando pelos objectos mais simples e mais fáceis de conhecer, para subir a pouco e pouco, gradualmente, até ao conhecimento dos mais compostos; e admitindo uma ordem mesmo entre aqueles que não se prendem naturalmente uns com os outros. Por último, fazer sempre enumerações tão completas e revisões tão gerais que tivesse a certeza de nada ter Descartes 1637</p><p>SABER PROJECTAR Projectar é fácil quando se sabe o que Tudo se torna fácil quando se conhece o modo de proceder para alcançar a solução de algum problema, e os problemas que se nos deparam na vida são infinitos: problemas simples que parecem difíceis porque não se conhecem os problemas que se mostram impossíveis de resolver. Se se aprender a enfrentar pequenos problemas pode-se pensar também em resolver problemas maiores. o método projectual não muda muito, apenas mudam as áreas: em vez de se resolver o problema sozinho, é necessário no caso de um grande projecto aumentar o número dos especialistas e dos colaboradores; e adaptar o método à nova Neste livro sobre metodologia projectual são apresentados alguns pequenos problemas e outros mais complexos, tendo sempre em vista o que se deve fazer para os resolver. Todos os exemplos são comunicados ao leitor de acordo com o método seguido para projectar a sua solução. conhecimento deste método tornará mais fácil o projecto de outros problemas. leitor não encontrará neste livro a forma de projectar senso de fazer face aos problema reais, aqueles que uma astronave nem outros grandes projectos ilusórios aparecem Um problema comum a todos baseados exclusivamente na livre e incontrolável é, por exemplo, montar casa (como se costuma dizer). fantasia pessoal dos projectistas; mas encontrará Quantas e quantas pessoas não sabem que móveis são adequados, não sabem o que é realmente necessário, exemplos ao alcance de toda a gente que tenha o bom não sabem como resolver o problema da iluminação 12 13</p><p>de um apartamento, de acordo com o que se pretende. Não sabem quais as cores próprias para cada ambiente; não sabem como utilizar sem desperdício o espaço LUXO habitável. Não sabem distinguir o objecto certo do objecto errado para um determinado fim. conhecimento do método projectual, do como se faz para construir ou conhecer as coisas, é um valor liberatório: é um tu por ti mesmo. o luxo é a manifestação da riqueza que quer impressionar o que permaneceu pobre. a manifestação da importância que se dá à exterioridade e revela a falta de interesse por tudo o que seja elevação cultural. É o triunfo da aparência sobre a substância luxo é uma necessidade para muitas pessoas que querem ter um sentimento de domínio sobre os outros. Mas os outros se forem pessoas civilizadas sabem que o luxo é fingimento, se forem ignorantes admirarão e até talvez invejem os que vivem no luxo. Mas a quem interessa a admiração dos ignorantes? Talvez aos estúpidos. De facto, o luxo é uma manifestação de estupidez. Por exemplo: para que servem as torneiras de ouro se dessas torneiras sai uma água inquinada? Não será mais inteligente, com o mesmo dinheiro, mandar pôr um filtro de água e ter torneiras normais? luxo é pois o uso errado de materiais dispendiosos sem melhoria das funções. É portanto uma estupidez. Naturalmente que o luxo está ligado à arrogância e ao domínio sobre os outros. Está ligado a um falso sentido de autoridade. Antigamente a autoridade era o feiticeiro, que tinha ornamentos e objectos que apenas ele podia ter. rei e os poderosos usavam caríssimos tecidos e peliças. Quanto mais o povo era mantido na ignorância o luxo não é design. tanto mais a autoridade se mostrava coberta de riquezas. 14 15</p><p>E ainda hoje em muitos países se verificam estas manifestações de aparências miraculosas. No nosso tempo, porém, entre as pessoas sas, procura-se o conhecimento da realidade das coisas e não a aparência. o modelo já não é o luxo e a riqueza, já não é tanto o ter quanto o ser (para dizer como Erich Fromm). A medida que o analfabetismo diminui, a autoridade aparente cai e em lugar da autoridade imposta surge a autoridade reconhecida. Um cretino sentado num enorme trono podia talvez sugestionar no passado, mas hoje, e sobretudo amanhã, espera- -se que não volte a ser assim. Desaparecerão os tronos e as poltronas de luxo para os dirigentes impostos, os móveis especiais para os chefes, os de luxo colocados em estrados de mogno, os ornamentos, as hierarquias, e tudo o que servia para impressionar. Em suma, quero dizer que o luxo não é um problema de design. Arroz verde 1 Moa-se, conjuntamente, uma grande quantidade de presunto gordo e cebola. 2 Ponha-se ao lume com um fio de azeite, deixando alourar. 3 Lavem-se bem alguns espinafres, sequem-se e cortem-se finos. 4 Cosam-se em bastante água. 5 Juntem-se ao presunto e à cebola alourada. 6 Deite-se na mistura um pouco de caldo e tempere-se com sal e pimenta. 7 Deixe-se ferver mais um pouco. 8 Junte-se o arroz e deixe-se continuar a cozedura, juntando lentamente um pouco de caldo. 9 Tire-se do lume quando o arroz estiver no ponto. Qualquer livro de cozinha é um livro de metodologia 17 16</p><p>Série de oito recipientes: quatro panelas e quatro testos utilizáveis como assadeiras ou frigideiras. Metendo umas nas outras formam um único objecto, fácil de arrumar e muito Frigideira com tampa que funciona como grelha. o cabo é separado e une-se por encaixe. Design Roberto as duas peças podem também usar-se separadamente. Design Roberto 18 19</p><p>se ter feito uma pesquisa para se documentar acerca do que já foi feito de semelhante ao que se quer projectar; METODOLOGIA PROJECTUAL sem saber que materiais utilizar para a construção, sem ter precisado bem a sua exacta função. Há pessoas que, perante o facto de terem de observar regras para fazer um projecto, se sentem bloqueadas na sua criatividade. Onde vai parar a personalidade? perguntam. Estamos a ficar todos doidos? Todos uns robots? Todos nivelados, todos iguais? E Em qualquer livro de cozinha se encontram todas as recomeçam a partir do zero a refazer a experiência indicações necessárias para preparar um determinado necessária para projectar bem. Terão de fazer muitos prato. Estas indicações são por vezes sumárias, quando esforços para compreender que certas coisas são feitas se destinam a pessoas habituadas a estes trabalhos; ou antes e outras muito tempo a mais particularizadas, no que toca às indicações para corrigir erros que não teriam cometido se tivessem cada uma das operações, para os que não têm tanta seguido um método projectual já experimentado. prática. Às vezes, além de indicarem o conjunto das operações necessárias e a sua origem lógica, chegam Criatividade não significa improvisação sem método: mesmo a aconselhar também o tipo de recipiente mais dessa maneira apenas se faz confusão e se cria nos jovens adequado para o prato que se está a preparar e o tipo de a ilusão de se sentirem artistas livres e independentes.A fonte de calor que se deve usar. o método projectual não série de operações do método projectual é feita de valores é mais do que uma série de operações necessárias, objectivos que se tornam instrumentos de trabalho nas dispostas por ordem lógica, ditada pela experiência. o mãos do projectista criativo. Como se reconhecem os seu objectivo é o de se atingir o melhor resultado com o valores objectivos? São valores reconhecidos por todos menor esforço. como tal. Por exemplo, se eu afirmar que misturando, amarelo-limão com o azul-turquesa se obtém um verde, Projectar um arroz verde ou uma panela para cozer quer se use têmpera, óleo, acrílicos, ou pastéis, estou a o mesmo arroz, exige a utilização de um método que afirmar um valor objectivo. Não se pode dizer: para mim ajude a resolver o problema. o importante é, nos dois o verde obtém-se misturando o vermelho com o castanho. casos referidos, que as operações necessárias sejam Num caso destes consegue-se um vermelho sujo, em realizadas segundo a ordem ditada pela experiência. Não certos casos um teimoso dirá que para ele isso é um se pode, no caso do arroz, pôr o arroz na panela sem lá ter posto primeiro a água; ou aloirar o presunto e a cebola mas será apenas para ele e para mais ninguém. depois de se ter cozido o arroz, ou cozer arroz, cebola e espinafres em conjunto. o projecto num caso destes método projectual para o designer não é nada de e tem de deitar-se tudo fora. Também no absoluto nem definitivo; é algo que se pode modificar se campo do design não se deve projectar sem um método, se encontrarem outros valores objectivos que melhorem o pensar de forma artística procurando logo a solução, sem processo. E isto liga-se à criatividade do projectista que, ao aplicar o método, pode descobrir algo para o 20 21</p><p>melhorar. Portanto as regras do método não bloqueiam a personalidade do projectista mas, pelo contrário, estimulam-no a descobrir coisas que, eventualmente, EM QUE SECTORES SE ENCONTRAM poderão ser úteis também aos outros. Infelizmente um PROBLEMAS DE DESIGN modo de projectar muito difundido nas nossas escolas é o de incitar os alunos a encontrarem ideias novas, como se devessem inventar tudo desde o princípio todos os dias. Desta maneira não se ajudam os jovens a ter uma disciplina profissional e orientam-se em direcções erradas, pelo que quando tiverem acabado o curso irão ter Muitos destes sectores da produção industrial estão grandes dificuldades no trabalho que tiverem escolhido. outros estão pouco explorados, em alguns nunca se verificou a intervenção do designer. É por isso bom fazer uma distinção imediata entre o Tal como acontece na decoração, são frequentemente projectista profissional, que tem um método projectual, aplicadas demasidas ligadas à moda ou ao gosto graças ao qual o seu trabalho é realizado com precisão e corrente do público pelo que nesse caso não se pode falar segurança, sem perda de tempo; e o projectista romântico de design mas de styling. Estas novas que tem uma ideia e que procura forçar a técnica serviam de reclamo para os agora famosos Salões a realizar algo de extremamente dificultoso, dispendioso do Móvel, e vários destes objectos nunca e pouco prático mas belo. Deixemos pois de parte este entraram em produção, ficando apenas como protótipos segundo tipo de projectista que, para além de tudo, não de reclamo e mais nada. aceita conselhos e ajuda de ninguém! E ocupemo-nos do Vejamos alguns destes sectores em que o designer pode método profissional de projectar do designer. trabalhar, um de cada vez; e vejamos o que pode valer a pena abordar como projecto. Mobiliário o mobiliário mínimo suficiente. (O mobiliário de luxo não é um problema de design). Utilização máxima do espaço A habitável. Iluminação dos ambientes segundo a sua utilização. Eliminação dos ruídos. B A circulação do ar e dos cheiros. Os sanitários. ERGONOMIA 23 22</p><p>móvel adaptável a várias Campismo funções. espaço para as crianças. Todo o material de campismo, adequado uso de materiais do quando projectado sem ponto de vista do preocupações artísticas, é quase o aquecimento e arrefecimento perfeito. A economicidade de base e os em relação à dispersão. subproblemas de desmontagem e Os tecidos para decoração. transporte, garantem um bom Desenhos para tapeçarias. projecto. Mobiliário para escritórios, locais públicos, hospitais. Luzes, cores, acústica de um restaurante. Decoração de ambientes especiais como salas de espera, etc. Vestuário Deixando de parte a moda, campo dos estilistas, podemos ver se há aqui possíveis intervenções de design. Vestuário desportivo. Montagem de uma tenda dos Roupas para trabalhadores. nómadas do deserto. Sapatos e luvas especiais com funções especiais. Chapéu-guarda-chuva para pescadores, etc. Instrumentos de medida Balanças, anemómetros e muitos outros instrumentos, podem ser reprojectados segundo o ponto Sapatilha de competição Scott de vista do designer. Ou fechada e aberta. podem ter outras funções não previstas, como a de estação meteorológica numa escola 24 25</p><p>Jogos e brinquedos didácticos Jogos ao livre para escolas. Jogos colectivos para praia. Jogos meteorológicos. Jogos de água, de ar, térmicos, ópticos, dinâmicos. Brinquedos desmontáveis e recomponíveis para comunicar informações Idem para informações artísticas. Museus e exposições Estruturas especiais para colocação de obras de arte. Demonstrações visuais de técnicas artísticas. Estruturas leves desmontáveis e recomponíveis para mostras temporárias. Iluminação de ambientes. Sinalética e estudo dos percursos. Apresentação de modelos e Luna park reproduções. Os pavilhões para o Luna park são montáveis por encaixe e portanto facilmente desmontáveis, transportáveis e montáveis de novo e rapidamente. Ver a sua montagem é muito útil para um designer, é aprender como se simplificam os problemas. Projectar um novo pavilhão de Luna park. Inventar novas atracções. Efeitos de luz em movimento e Visualização das transformações medidas harmónicas Modulação do espaço de um perfil desenhado para facilitar a montagem. por 26 27</p><p>Junções articuláveis. Pavilhões e artes gráficas nas feiras comerciais. Distintivos volantes no céu da feira. Grafismo e sinalética para os pavilhões singulares. Grafismos e sinalética para a própria feira. Grafismo móvel em veículos. Impressos vários. Jardins Construção de símbolos de grandes dimensões. Projecto e preparação de um jardim público. Bancos e outros arranjos para o jardim. Iluminação nocturna. Paginação Um pequeno jardim de esplanada. Quiosque Os problemas de paginação Estufa para plantas tropicais. variam consoante o tipo de Sistema de irrigação. publicação. Uma revista científica Projectos de fontes. não pode ser paginada como A estrutura de um semanário mundano. um modelo de automóvel Os idosos Portanto a forma de aumentada, como emblema serem paginados: um boletim para uma exposição. Projectos de ambientes para idosos. de empresa, uma revista de modas, Estudo das cores e das luzes. um periódico financeiro, Actividades para idosos: cultivo um semanário de actualidades, de qualquer coisa em pouco espaço. um diário Aparelhos ortopédicos. (parecem coisas mas se se pensar que Charneiras funções ligações o jornal diário italiano de maior tiragem ainda não é paginado Novos tipos de charneiras para usos como devia especiais. e usa ainda caracteres tipográficos Junções e ligações de plástico, de metal, de... bastardos de Luna park... 28 29</p><p>Sinalética Tapeçarias Sinalizações públicas. Sinalizações internas Projecto de texturas diversas. de estabelecimentos Elementos matéricos naturais. ou outros edifícios. Texturas mecânicas extraídas Símbolos gráficos para comunicar de redes informações especiais. A con adequada aos ambientes, Sinalização desportiva. de acordo com o objectivo. A cor neutra adaptada a todos os objectivos. Cinema e televisão Mosaicos o desenho assimétrico Titulação de programas televisivos. Texturas adaptadas aos mosaicos. do mosaico Titulação de filmes. permite muitas Decorações automáticas Efeitos especiais. combinações Textos, grafismos, diagramas aproveitando aquilo em movimento para filmes técnicos. que na indústria se consideram defeitos de fabrico. Animação de imagens. Problemas de combinabilidade Uso da luz polarizada. de novos mosaicos quadrados com Uso do sintetizador. a mesma decoração. Formas e cores endógenas. Formas diferentes Montagens especiais. combináveis entre si. Problemas de baixo Paredes de mosaicos com espessuras Impressão diferentes combinados. Impressão experimentação de novas possibilidades. Impressão em diversos materiais. Impressão com cores flutuantes. Exploração de todos os tipos possíveis de impressão conhecidos, como o monótipo, a xilografia, Textura obtida a água a litografia. o batik. por meio de uma pequena rede Xerografias originais. e de uma Série de impressões variadas. fotocopiadora. 30 31</p><p>Grandes armazéns Grafismo na arquitectura Apetrechos para dispor as mercadorias. Os letreiros das lojas. Sinalização óptica e sonora. Letreiros de grandes armazéns Bancas de venda desmontáveis. em vastas superfícies. Letreiros publicitários luminosos. Exposição das mercadorias em vitrina. o nome de uma pensão na fachada. Letreiro saliente em bandeira. Exposições interiores. Suportes para as diversas mercadorias. Letreiro de dimensões variáveis Grafismo e imagem coordenada, com movimento. Marcas de fábrica ou símbolos embalagens, etc. Organização do espaço muito grandes para serem colocados sobre o edifício. de venda. Sinais à distância. Embalagens Malas Embalagens para Malas, sacos, arcas muito leves. instrumentos musicais. Malas com rodas, carrinhos. Embalagens para líquidos. Bolsas e malas arrumáveis, quando vazias, Para objectos muito em pouco espaço. e muito volumosos. o embrulho. Para objectos de peso não uniforme. Para séries de pequenos objectos. Espaço vazio inferior. Para exposições nos grandes supermarkets. Com polistirolo, com cartão, com... A exposição das mercadorias deve ser Embalagem para um surpreendente. líquido, utilizável também como 32 33</p><p>Iluminação Actividade editorial Candeeiro de halogéneo Não apenas o projecto gráfico para uma sala de exposições. da capa de um livro ou Candeeiro de rua a vapores de sódio. de uma série de livros, mas também Iluminação a vapores o projecto do próprio livro de mercúrio para uma montra. como objecto e portanto: Iluminação a luz de Wood o formato, o tipo de papel, a para uma exposição de minerais. das tintas em relação à Um espectáculo de luz do papel, a encadernação, a escolha para um concerto. do caracter tipográfico de acordo Luzes estroboscópicas para uma com o assunto do livro, a definição discoteca. da mancha do texto em relação Interruptores, reóstatos, à página, o local da tomadas e fichas numeração das páginas, as páginas de guarda, de vários tipos. o carácter visual das ilustrações Candeeiro doméstico ou fotografias que acompanham com utilizações diversas. o texto e assim por diante. Luzes para um jogo de bolas. Estantes visibilidade relativa A loja de hortaliças 1.0 modelada pela medida 0.8 das gavetas da fruta. A sapataria modelada pelas medidas das caixas de sapatos. 0.4 Estantes de ferro, madeira, plástico. Estantes desmontáveis e adaptáveis 0.2 a várias necessidades. Estantes com materiais 350 400 500 555 600 700 nm 780 semi-trabalhados. violeta amarelo esverdeado vermelho ILUMINOTÉCNICA Idem para grandes depósitos com carrinhos e ascensores. 34 35</p><p>Outros problemas se podem descobrir Aplica-se sobre uma folha de masonite nas indústrias que trabalham materiais à qual é fixado um pedaço de madeira diferentes tais como a borracha, o vidro, para pendurá-la (visto que não se o aço inoxidável, o cobre, a cerâmica, pode pendurar a moldura elástica). o mármore, os feltros, os tecidos artificiais, A espessura da peça de masonite os vários sectores das matérias e do respectivo vidro ficam dentro plásticas, etc. da secção da moldura que serve Muito frequentemente alguns destes também de amortizador materiais são usados como durante o transporte. sucedâneos de materiais naturais e não pelas suas propriedades. Ou então faz-se uma produção que está rigorosamente dentro dos limites tradicionais e não se exploram novas possibilidades. Com a borracha, por exemplo, podem projectar-se molduras para quadros, colocáveis da mesma forma que se coloca um pneumático numa bicicleta: sem pregos. Este tipo de moldura tem uma aderência perfeita e portanto não entra pó entre o vidro e a pintura. Tudo se resolve com a máxima simplicidade. Naturalmente a forma destas molduras será o mais simples possível e não uma das molduras de estilo. Aqui temos um exemplo de moldura para estampas, documentos ou fotografias; é estampada numa única peça já de forma quadrada com os cantos arredondados, a medida é de setenta centímetros de lado puxando-a, pode alargar-se até um metro. 36 37</p><p>Desta lista, cujos aspectos singulares são por sua vez ampliáveis, podemos dar-nos conta de que os o QUE É UM PROBLEMA problemas de design estão um pouco por todo o lado, e não apenas na decoração como aparentemente pode parecer. Vimos assim onde estão e PROBLEMA vamos ver agora como se identificam e como se podem abordar para se achar uma solução. SOLUÇÃO o meu amigo Antonio Rebolini diz: Quando um problema não se pode resolver, não é um problema. Quando um problema se pode resolver, também não é um E com efeito é verdade. Mas esta afirmação origina algumas observações: é necessário antes de tudo saber distinguir se um problema é resolúvel ou não. E para o saber é ter a experiência, sobretudo técnica, que tem o meu amigo Antonio. Mas que pode fazer um designer no início da sua actividade? Acerca da metodologia projectual existem diversos textos que foram publicados sobretudo para os projectistas técnicos, e alguns são também aplicáveis ao design, ou seja a esse tipo de actividade projectual que considera também a componente estética do projecto. Os principais autores destes textos são: M. Asimov Principi di progettazione editora Marsilio 1968, J. C. Jones Un metodo di progettazione sistematica editora Marsilio 1967, B. Archer Metodo sistematico per progettisti editora Marsilio 1967. problema do design resulta de uma diz Isto quer dizer que no nosso ambiente as pessoas sentem a necessidade de ter, 38 39</p><p>S</p><p>cliente do designer é a indústria, é ela que lhe propõe o problema e este não deve in imediatamente à procura de P uma ideia geral que logo o resolva. porque é o método destinado a arranjar soluções. Como primeira coisa a fazer é necessário definir o problema no seu Muitos designers pensam que os problemas DEFINIÇÃO foram suficientemente definidos pelos seus clientes. Mas DO PROBLEMA isso é largamente diz Archer) necessário portanto começar pela definição do problema, que servirá também para definir os limites dentro dos quais o projectista deverá Suponhamos que o problema é o de projectar um S candeeiro. Será preciso estabelecer se se trata de um candeeiro de mesa ou de parede, de escritório ou de secretária. de sala de estar ou de mesa de cabeceira. Se vai ser a incandescência ou de luz diurna ou qualquer outra. Se vai ter um preço limite, se vai ser distribuído nos grandes armazéns, se deve ser desmontável ou articulável, se deve ter um termostato para regular a intensidade luminosa, e assim sucessivamente. Sintetizemos os elementos que compõem o início do método: problema vai indicado com P. solução com S. Entre os dois interponhamos a operação que visa definir melhor o 42 43</p><p>Uma vez definido o problema, pode parecer que basta ter uma boa ideia para o resolver automaticamente. As P coisas não são exactamente assim pois é necessário também definir o tipo de solução que se quer atingir: uma solução provisória (suponhamos para uma exposição que deve durar um mês) ou uma solução definitiva, uma DP solução puramente comercial, uma solução que dure no tempo (fora das modas que impõem um certo gosto naquele momento), uma solução tecnicamente sofisticada ou uma solução simples e económica. IDEIA S SOLUÇÃO PROVISORIA COMERCIAL P FANTASIOSA DE FINITIVA APROXIMADA Um problema pode ter várias soluções, e é preciso nesse caso decidir por qual optamos. Muitos projectistas procuram encontrar imediatamente uma ideia para resolver o problema. A ideia é necessária. com mas não é este momento No desenvolvimento do esquema coloquemos DP que representará a do 44 45</p><p>Qualquer que seja o problema pode-se dividi-lo nas suas componentes. Esta operação facilita o projecto porque P tende a pôr em evidência os pequenos problemas singulares que se ocultam nos subproblemas. Uma vez resolvidos os pequenos problemas, um de cada vez aqui entra em acção a criatividade e de parte a DP ideia de encontrar uma ideia) de maneira coerente, de acordo com todas as características funcionais de cada parte e funcionais entre si, de acordo com as características matéricas, psicológicas, COMPONENTES ergonómicas, estruturais, económicas e, por último, DO PRO BLEMA formais. O belo é a consequência do justo, diz um preceito japonês. PROBLEMA ABCDEFGHILM S SUB PROBLEMAS ABC DEFG HILM POR CATEGORIAS PROBLEMAS A B C D F G H I L M SIMPLES SOLUÇÃO Definido o problema é necessário desmontá-lo nas suas componentes para A letra I representa e deve, necessariamente, ser colocada de melhor o componentes do problema. 46</p><p>princípio da desmontagem de um problema nas suas de um candeeiro para o interior de uma habitação média. componentes, para se poder analisar, remonta ao método Os subproblemas são: cartesiano. Visto que, especialmente hoje em dia, os Que tipo de luz deve dar este candeeiro. problemas se tornaram muito complexos e por vezes Se essa luz deverá ser graduada por um reóstato. complicados, é necessário o projectista ter toda uma série Com que material será construído. de informações acerca de cada problema singular para Com que tecnologia é trabalhado esse material para se uma maior segurança no projecto. fazer o candeeiro. Onde é o interruptor. Talvez seja necessária uma definição de Como se transporta, em que embalagem. para se poder distinguir o que é complexo daquilo que é Como se coloca no armazém. complicado. Segundo Abraham Moles, produto é Se há partes já pré-fabricadas (casquilho, reóstato, complicado quando os elementos que o compõem interruptor, etc.). pertencem a numerosas classes diferentes; é complexo se Que forma terá. contém um grande número de elementos reagrupáveis Quanto deverá custar. mas em poucas Poder-se-ia dizer que o automóvel é complicado ao passo Estes são os subproblemas a resolver de forma criativa. que um calculador electrónico é complexo. Hoje tende-se para a produção de objectos menos complicados, para a redução do número de classes dos elementos que formam um produto. Teremos pois, no futuro, cada vez mais produtos complexos e cada vez menos produtos complicados. Desmontar um problema nas suas componentes significa descobrir muitos subproblemas. problema singular de design é um conjunto de muitos subproblemas. Cada um deles pode ser resolvido por forma a obter um campo de soluções diz Archer. Cada subproblema tem uma solução optimal que pode porém contrastar com as outras. A parte mais árdua do trabalho do designer será a de conciliar as várias soluções com o projecto global. A solução do problema geral está na coordenação criativa das soluções dos subproblemas. Suponhamos que o problema dado é o de projectar um candeeiro e suponhamos ainda estar definido que se trata 49 48</p><p>Mantenhamos por ora o exemplo do projecto do P candeeiro e vejamos que dados será bom recolher para decidir depois sobre os elementos constitutivos do projecto. Antes de mais o designer deve recolher todos os catálogos de fábricas que produzam candeeiros DP semelhantes àquele que deve projectar. É claro que, antes de se pensar em qualquer possível solução, é melhor verificar se alguém não pensou já nisso antes de nós. É absolutamente errado por-se a pensar num tipo de solução sem saber se o candeeiro em que estamos a trabalhar CP existe já no mercado. Encontrar-se-ão certamente muitos exemplos a pôr de lado, mas, por fim, eliminados os duplicados e os tipos que nunca poderão fazer RECOLHA concorrência, teremos uma boa recolha de dados. Para cada componente do problema, devemos ainda procurar DE DADOS outros dados: Quantos tipos de lâmpadas há hoje no mercado. Quantos tipo de reóstatos. Quantos tipos de interruptores. Etc. S Neste esquema que se vai formando, as componentes do problema são sintetizadas com depois das quais é bom recolher todos os dados necessários para estudar estas componentes uma por uma. A ideia que deveria resolver tudo deve deixar-se ainda para mais tarde. 50 51 CENTRO UNIVERSITARIO BELAS ARTES - BIBLIOTECA</p><p>Todos estes dados serão depois, numa operação posterior, analisados para se ver em particular como P foram resolvidos certos subproblemas. Muitas vezes são bem resolvidos tecnicamente pormenores que depois são sobrecarregados de falsos valores estéticos porque de outra maneira, diz-se, o mercado não os aceita. Neste DP caso eliminam-se os chamados valores estéticos que na realidade não passam de uma decoração aplicada, e consideram-se apenas os valores técnicos. Analisam-se os vários tipos de candeeiros recolhidos (em imagens) CP para procurar descobrir os seus defeitos. À parte as considerações estéticas, podem pôr-se em evidência defeitos como, por exemplo, o calor da lâmpada a incandescência que faz derreter o plástico do quebra-luz, RD ou queima outras partes contíguas por falta de ventilação. Pode descobrir-se que um candeeiro muito decorado, ou construído com material não adequado, corta uns oitenta por cento da luz, com grande dispersão de energia. Pode ANÁLISE descobrir-se que um interruptor não está exactamente no sítio adequado. Que as suas dimensões estão erradas em DOS DADOS relação à lâmpada. Que a cor não serve. Que as partes metálicas não ligam com o resto. E assim por diante. A análise de todos os dados recolhidos pode fornecer sugestões acerca do que se não deve fazer para projectar bem um candeeiro, e pode orientar o projecto de outros materiais, outras tecnologias, outros custos. S A recolha dos dados, no esquema, vem a ser RD, e é claro que a esta operação deverá seguir-se a da análise dos dados recolhidos, caso contrário para que serve a recolha? A ideia deve adiar-se mais uma vez. 52 53</p><p>Neste momento temos já bastante material para começar o projecto. claro que todo o material recolhido não P seria tomado em consideração por quem quisesse aplicar logo a ideia que tudo resolve. Para quem o processo projectual se altera: a procura de uma ideia deste tipo é posta de parte em benefício de um outro modo mais criativo de proceder. Será precisamente a criatividade a DP substituir a ideia intuitiva, ainda ligada ao modo de resolver um problema. A criatividade ocupa assim o lugar da ideia e processa-se de acordo com o seu método. Enquanto a ideia, ligada à CP fantasia, pode chegar a propor soluções irrealizáveis por razões técnicas, matéricas ou económicas, a criatividade mantém-se nos limites do problema, limites que resultam da análise dos dados e dos subproblemas. RP CRIATIVIDADE S A análise dos dados, representada no esquema por AD, requer a substituição da operação no início definida como em seu lugar ficará um outro tipo de operação definida como Enquanto a ideia é algo que deveria fornecer a solução bela e pronta, a criatividade toma em linha de antes de se decidir por uma todas as operações necessárias que se seguem à análise dos dados. 54 55</p><p>A operação seguinte consiste noutra pequena recolha de dados relativos aos materiais e às tecnologias que o P designer tem à sua disposição naquele momento para realizar o seu projecto. A indústria que pôs o problema ao designer tem certamente uma tecnologia própria capaz de trabalhar certos materiais e não outros. inútil portanto DP pensar em soluções fora destes dois dados ligados aos materiais e às tecnologias. RD C MATERIAIS S A indicada no esquema por C, recolhe também outros dados acerca das possibilidades matéricas e tecnológicas à disposição do projecto. 56 57</p><p>É nesta altura que o projectista irá realizar uma experimentação dos materiais e das técnicas disponíveis P para efectuar o seu projecto. Muito frequentemente materiais e técnicas são usados de uma só ou de poucas maneiras segundo a tradição. Muitos industriais, dizem: Não temos feito sempre assim, para quê mudar? Ao pela experimentação podem descobrir-se novas utilizações de um material ou de um instrumento. Há anos foi colocado no mercado um produto industrial CP chamado Fibralin, composto por fibras de raion juntas como um feltro por goma sintética. Este material era fabricado para substituir certos tecidos nos trabalhos de alfaiataria para o forro dos fatos, e era fabricado com RD diversas espessuras, desde a do papel velino até à do cartão. Tinha um preço baixo e um aspecto agradável como o do papel de seda japonês. Este material, que é ainda fabricado, fixa bem a impressão em serigrafia e eu A próprio experimentei essa impressão por várias formas. Com este material projectei pavilhões temporários para exposições de produtos industriais. Desde então este material inventado para as é usado também, pelas suas qualidades e possibilidades específicas, para pavilhões e para serigrafias artísticas. Uma experiência instrumental é realizada numa MT copiadora que de copiadora se torna instrumento para produzir imagens originais. E hoje, em vários países, muitos gráficos usam estas copiadoras para EXPERIMENTAÇÃO fazer os seus esboços originais. A experimentação de materiais e de técnicas e, portanto, também de instrumentos, permite recolher informações sobre novas utilizações de um produto inventado com um único S objectivo. Depois da recolha dos dados sobre os materiais e sobre as técnicas, indicada no esquema por MT. a criatividade dirige experimentações dos materiais e dos instrumentos para ter ainda outros dados com que estabelecer relações úteis ao projecto. 58 59</p><p>Destas experiências resultam amostras, conclusões, P informações que podem levar à construção de modelos demonstrativos de novas utilizações com fins particulares. Estas novas utilizações podem destinar-se à resolução de subproblemas parciais que, por sua vez, em DP ligação com os outros, concorrerão para a solução global. Como se vê com este esquema metodológico, até agora CP não fizemos qualquer desenho, qualquer esboço, qualquer coisa que possa definir a solução. Não sabemos ainda que forma vai ter a coisa que se quer projectar. Mas estamos todavia seguros de que as hipóteses de possíveis erros são muito reduzidas. Podemos agora começar a estabelecer relações entre os dados recolhidos, tentar agupar os subproblemas e elaborar alguns esboços para a AD construção dos modelos parciais. Estes esboços, sempre em escala ou em tamanho natural, podem mostrar-nos soluções parciais de agrupamento de dois ou mais subproblemas. Por exemplo, se o difusor do candeeiro for rígido, pode servir também de interruptor: bastará premi-lo e a lâmpada acenderá. reóstato pode ser incorporado na base que faz também de casquilho. Pode estudar-se uma forma de encaixe especial que permita MT facilmente a união das duas partes. Pode ser necessário estudar uma junta articulável que permita reduzir o volume do candeeiro para ser colocado numa embalagem mais pequena do que o candeeiro aberto. E assim E sucessivamente. Estes esboços podem ser postos em prática separadamente ou reunidos no objecto global acabado. Teremos assim um modelo do que poderá MODELO eventualmente vir a ser a solução do problema. S Da indicada no esquema por E. podem surgir realizados para demonstrar as possibilidades matéricas ou técnicas a usar no projecto. 61 60</p><p>Nesta altura torna-se necessária uma verificação do modelo, ou dos modelos (pode acontecer que as soluções P possíveis sejam mais do que uma). Apresenta-se o modelo em funcionamento a um certo número de prováveis utentes e pede-se-lhes uma opinião sincera DP acerca do objecto. Com base nestes juízos faz-se um controle do modelo para ver se se pode modificá-lo, sempre que as observações assentem em valores objectivos. Se alguém CP 'não gosto, só aprecio o estilo do século quinze', esta observação é demasiado pessoal e não é válida para toda a gente. pelo contrário outra pessoa diz: 'o interruptor RD é demasiado pequeno', é preciso ver se é possível aumentá-lo. Pode-se, neste momento, fazer também um controle económico para verificar se o custo de produção vai permitir um preço justo na venda do objecto. Com AD base em todos estes dados posteriores pode-se começar a preparar os desenhos construtivos, em escala ou em tamanho natural, com todas as medidas precisas e todas as indicações necessárias à realização do protótipo. MT E VERIFICAÇÃO S Estes modelos deverão necessariamente ser sujeitos a todo o tipo de verificações para ser controlada a sua validade. 62 63</p><p>Os desenhos construtivos devem servir para comunicar, a uma pessoa que não esteja ao corrente dos nossos projectos, todas as informações úteis para preparar um protótipo. Estes desenhos serão executados de maneira clara e legível, em quantidade suficiente para se DP perceberem bem todos os aspectos, e quando os desenhos não chegarem far-se-á um modelo em tamanho natural com materiais muito semelhantes aos materiais definitivos, com as mesmas características, por meio dos quais o executor perceberá claramente o que se pretende realizar. RD esquema do método que preside ao projecto, ilustrado nas páginas anteriores, não é um esquema fixo, não é completo e não é único nem definitivo, é aquilo que a experiência ensinou até agora. Fique todavia claro que, embora tratando-se de um esquema elástico. é melhor por agora, as operações referidas pela ordem indicada: na preparação do arroz verde por exemplo não se pode pôr a panela ao lume sem água ou preparar o condimento depois do arroz estar cozido. Se houver porém alguém capaz de demonstrar objectivamente que é melhor alterar a ordem de algumas operações, o designer está sempre pronto a modificar o seu pensamento face à evidência objectiva, e é desta forma que toda a gente pode dar o seu contributo criativo E à estruturação de um trabalho que procura, como se sabe, obter o melhor resultado com o mínimo esforço. DESENHO CONSTRUTIVO Só neste momento podem ser trabalhados os dados recolhidos que tomarão forma nos desenhos construtivos, parciais ou totais, que se destinam a realizar S 64 65</p><p>P ARROZ VERDE DP ARROZ VERDE COM ESPINAFRES ESBOÇOS E DESENHOS PARA QUATRO PESSOAS CP ARROZ ESPINAFRES PRESUNTO CEBOLA AZEITE SAL PIMENTA CALDO. RD Havera que - Ao longo do processo projectual o designer utiliza vários ja o tenha feito? tipos de desenhos, desde o simples esboço para fixar um pensamento útil ao projecto, aos desenhos construtivos, AD Como feg? às perspectivas, às axonometrias, ao desenho explodido, Que posso copiar? às fotomontagens. Vejamos alguns exemplos de cada CRIATIVIDADE Como juntar tudo da mais certa? Que arroz ? MT Que tacho? Que lume? E - prova-esta M - optimo - bom, chega para quatro DESENHO CONSTRUTIVO S ARROZ VERDE servido em prato aquecido 66 67</p><p>o esboço rápido feito a lápis ou caneta ou com qualquer instrumento, até às vezes com o pincel, serve para comunicar uma forma ou uma função ou para dar instruções acessórias durante os trabalhos dos modelos ou dos pormenores construtivos. o esboço a lápis ou a caneta pode servir ao designer para anotar como algo que tenha em mente, que descobriu, que quer modificar. Todos devem ter visto nas oficinas esboços feitos a lápis em algumas paredes, ou feitos a giz ou carvão no reboco para tornar preciso um pormenor construtivo, uma ligação entre dois materiais diferentes, um encaixe, um modo de dispor os elementos de um todo, uma sequência operativa. I o styling não é design. Desenho de Bob Osborn. Esboço de Paul Klee para demonstração das funções e dos órgãos de um moinho de 69 68</p><p>Esboço de E. Mendelsohn para os Grandes Armazéns Shoken em Estugarda, 1926. nos de idade das árvores, que não tenham sido mutiladas pelos homens, n contar-se pelas suas ramificações mestras; a b d e f, são círculos da criação de ramificação principal, seguindo o ramo que está mais mo do meio da a fazer uma figura com quarenta braças de altura no espaço de vinte que tenha membros correspondentes e esteja direita em Esboço de Lino Sabattini para identificar a linha de um faqueiro a realizar partindo do metal em chapa, em três tempos: corte, deformação e feitos por Leonardo da Vinci para fixar os seus apontamentos sobre da natureza e regras artísticas para a pintura mural 71</p><p>Esboço documentativo de uma casa de cúpula tipo Fuller na instalação comunitária de 1968 no Esboço de chassis de moto realizável com um único tubo de suporte central. Rinaldo CAIXA ANTERIOR sobreponivel Rinaldo Donzelli: esboço para uma caixa, base, assento, espaldar e apoio Esboço de Mario Bellini para fixar a ideia de uma nova maneira de produzir para pés a realizar em vidro resina, sobreponível, para 72 73</p><p>53 della all 38 29 52 16 28 5 37 36 27 7/8 1m/m in fare Dois esboços de Josef Hoffmann, para a entrada de uma casa de férias, 1898. 14 e dietro medito Esboço de Pino Tovaglia para uma variação gráfica do desenho em que representa a escultura de Canova: Paolina Bonaparte; eo traço do novo desenho da Vénus de Botticelli. 75 74</p><p>Temos depois o desenho em perspectiva do objecto ou da Le Corbusier 1934. Reorganização agrária, perspectiva de um interior com vista em perspectiva para um exterior. construção. Este tipo de desenho pode prestar-se a confusões no sentido em que, com a perspectiva, pode fazer-se aparecer a coisa representada muito maior e mais importante do que é. Um projectista sério deve usar a perspectiva mas nunca fará uso destes truques ópticos. 79 78</p><p>bordo ébano ébano abeto vermelho bordo ébano Desenho de um Range Rover Desenho de Rinaldo Donzelli para um manual técnico. o desenho neste caso deve ser rigoroso em todos os pormenores e sem concessões a estéticas o desenho explodido é frequentemente usado para apresentar partes, mecânicas ou objectos formados por várias partes, as quais se apresentam destacadas da parte central, por forma a que se perceba quantas partes Reaproximando compõem objecto dispostas. o e como estão Desenho muito cuidado e preciso, para manuais. mentalmente as várias partes pode imaginar-se o objecto inteiro. 82 83</p><p>13 12 12 14 14 Mario Bellini, desenho da tele-impressora Olivetti 1973. Desenhos fornecendo instruções para a montagem da estante Congresso, da Lips Vago. Síntese do desenho As seis partes iguais, reunidas formam um cubo ficando em cada vértice o vazio de um cubo cujo lado é igual à Fotografia da tele-impressora Olivetti, blindada por Mario Bellini. espessura dos painéis. Desenho de Jan Slothouber e William Graatsma. 84 85</p><p>Desenho axonométrico em reticulado triangular, de J. Slothouber e W. Desenho axonométrico corte da Torre Einstein 1920, de E. Mendelsohn. A axonometria é uma outra maneira de representar um desenho em corte é um outro tipo de desenho no qual objecto. As linhas que a compõem não convergem para se vê o objecto representado em axonometria ou em pontos de fuga mas são paralelas entre si, segundo três perspectiva mas como se lhe fosse cortada uma fatia e se direcções que dão os três parâmetros: largura, altura, visse como é por dentro. profundidade. 87 86</p><p>Desenho artístico litografado em cetim, por Marion Mahoney Griffin. para um projecto arquitectónico do irmão Walter Burley Griffin: trata-se do Universal Portland Cement State Fair Exhibition Building. Projecto de estabelecimento de James Bogardus, 1856. o desenho pretendia demonstrar a resistência das barras de ferro depois da maior parte da sua ossatura ser tirada ou destruída com violência. elas ficariam de Assim se falava a propósito de casas construídas com estrutura de ferro. Temos depois o desenho em que o objecto que se mostra é contornado por elementos que lhe acentuam a tais como: árvores majestosas, céus com nuvens luzes ao cair da noite... 88 89</p><p>A fotomontagem permite combinar, em conjunto, por sobreposição de imagens, a foto do modelo com a do ambiente. Marco Zanuso e Richard Sapper: desenho para a cadeira Lambda feita chapa estampada com ponteiros de plástico encaixados. Este tipo de desenho Um outro tipo de desenho sobreposto, em que planta, em que planta, alçado, secção e outros aspectos são sobrepostos na mesma secção, alçado, são desenhados uns sobre os outros. Este folha, fornece uma informação global, como nas pinturas cubistas, com a diferença de que as pinturas cubistas são composições artísticas dos vários tipo de desenho, que poderia muito bem ser feito em três aspectos de um objecto (por exemplo, uma guitarra) e de elementos folhas diferentes, depois sobrepostas, serve para se poder ambientais. Pelo contrário neste desenho, que é técnico, todas as ver melhor um pormenor como se fosse a três dimensões. informações necessárias estão sobre uma mesma folha e estão dispostas por forma a delas se poderem tirar todas as medidas úteis. 90 91</p><p>uso destes modelos é por vezes superior, do ponto de vista do conhecimento, ao próprio desenho. De facto são elaborados para melhor satisfazer algum cliente do designer que, não tendo imaginação, não consegue ver o objecto proposto ou projectado. Modelo de reestruturação de um edifício feito em madeira natural, por Giovanni Sacchi. Pré-modelo ou modelo de ensaio do controle volumétrico e formal de um feito pelo modelista Giovanni Sacchi. 96 97</p><p>Modelos construídos por estudantes da Escola Politécnica de Design de Milão, fundada e dirigida por N. Di Salvatore. Cadeira: geometria operativa I, docente prof. Flavio Conti. Modelos de cobertura ondulada construída com elementos modulados. Estudante Flavio Guerini. Modelo de cobertura cupoliforme de volume feita com módulos Estudante Carlo Longoni. Modelo de Estudante Massimo 100 101 CENTRO UNIVERSITÁRIO BELAS ARTES - BIBLIOTECA</p><p>Modelos elaborados por estudantes da Escola Politécnica de Design de Cadeira: geometria operativa II, docente prof. Carlo Nangeroni. Modelo de cobertura construído com rede como exercício de tensiestrutura. Estudante Paolo Pagani. Exemplo de componibilidade de módulos resultantes do exame das estruturas internas de um cubo. Estudante Giovanni Bortolani. Modelo de cobertura cupoliforme feita com o emprego de um único módulo triangular e um único tipo de junções. Estudante Davide Gelati. 102 103</p><p>Nome do objecto FICHA DE ANÁLISE Nem sempre um objecto tem o nome correcto. Por vezes o nome é difícil de lembrar, por vezes recorda-se o nome mas não o objecto, por vezes o público atribui ao objecto um nome diferente. Autor Pode ser útil ao projectista o conhecimento do modo como analisar os objectos de produção industrial, com o objectivo de conhecer as suas qualidades e defeitos sob nome do autor pode ser útil para analisar o objecto de design. todos os aspectos. Alguns olham um objecto que não conhecem e dizem: Conhecendo o método projectual de um autor pode agrada-me ou não me agrada e tudo acaba aí. Outros apreciar-se melhor o objecto. Frequentemente os procuram ver a que se assemelha industriais, muito mais do que um objecto, vendem o e perante um violino talvez digam: nome de um autor. Muitos produtos são vendidos sem o parece um presunto magro. nome do autor, e existem objectos que são fabricados há Não se deve fazer assim quando se olham, muitos anos e que se vendem bem só porque são bem observam, analisam, os objectos. feitos e não porque tenham sido projectados por um divo Uma coisa é o gosto pessoal, designer. Mais à frente analisaremos uma série destes outra coisa são as semelhanças objectos de autores desconhecidos. com as coisas conhecidas. Se um designer quiser dar-se conta do porquê Produtor das coisas serem aquilo que são, deve examiná-las sob todos os aspectos nome do produtor é muitas vezes garantia de um bom possíveis. Não apenas portanto sob o aspecto produto, quando a produção desse industrial for dos valores pessoais, mas também sob o aspecto reconhecida como válida Isto não quer dizer, porém, que dos valores objectivos tais como: a também alguns produtores, ainda não conhecidos, não funcionalidade, a manobrabilidade, a cor, possam produzir bem. a forma, o material em que são construídos e assim por diante; verificando sempre se aquilo que encontra resulta bem ou mal, Dimensões de acordo com um critério objectivo. Eis pois uma lista de elementos a analisar. Um objecto pode ter dimensões inadequadas ao seu uso, Nem todos os elementos servem para pode ser demasiado grande ou demasiado pequeno, todos os objectos, para alguns basta a demasiado comprido ou demasiado curto. Um bom análise de alguns elementos, para outros funcionamento depende também da manobrabilidade de são precisos todos, segundo os casos. um objecto 106 107</p><p>Material Função declarada De acordo com a sua função deve procurar-se o material A função efectiva corresponde à função declarada? adequado para o objecto que se está a examinar, as Pode ter outras funções possíveis? o objecto serve para conexões e o modo como reagem esses materiais aos seus tudo o que vem declarado? objectivos. Funcionalidade Peso o objecto funciona bem? Se tem partes mecânicas, Ver dimensões. Em certos instrumentos de trabalho o funcionarão sem dificuldades? Se é de montar e peso é quase anulado colocando-se o cabo no centro de desmontar isso faz-se sem dificuldade? Se tem partes gravidade do objecto. Ver, por exemplo, a pequena serra eléctricas, funcionam bem? japonesa para madeira e a nossa com a mesma função Ruído Técnicas Se o objecto tem partes mecânicas ou motores, é ruidoso Os materiais que compõem o objecto examinado foram ou silencioso? Um secador de cabelo, por exemplo, será trabalhados de modo correcto? melhor se não fizer muito barulho. Uma técnica errada produz um objecto errado, mesmo se o material usado for o adequado. Manutenção Custo Tem necessidade de manutenção especial ou de nenhuma? Como se faz a limpeza, a lubrificação, se for Comparar o custo do objecto examinado com o custo de necessária? Está protegido do pó? do calor? do gelo? De objectos semelhantes com funções iguais. quanto em quanto tempo é preciso cuidarmos dele? Embalagem Ergonomia É uma embalagem exclusivamente para montra ou serve Como se agarra? cabo está regulado de acordo com o também para proteger o objecto? Tem todas as peso do objecto e com o espaço necessário para se usar? informações necessárias para se conhecer o objecto que Tem pontos perigosos sem protecção? Provoca cansaço contém? Protege bem o objecto? quando se usa durante muito tempo? 108 109</p><p>Acabamentos Moda e styling Se é envernizado como é a envernizagem: resistente aos Muitos objectos são produzidos para representar um choques e aos raspões? Como é envernizado: a fogo ou símbolo de bem-estar, de luxo ou de classe. Esses não simplesmente à pistola? Os cabos são texturizados? As são objectos de design pois o design não se ocupa dessas partes que compõem o objecto são bem acabadas nos seus frivolidades com as quais muitas pessoas gastam tanto pormenores? Como são os parafusos, as juntas, as dinheiro. junções, as charneiras? Manobrabilidade Valor social Se o objecto é de grandes dimensões, é facilmente deslocável? Quantas pessoas são necessárias para o o objecto em causa tem também uma função social de deslocar? Se é um objecto portátil, como se agarra? eliminação ou redução de trabalhos muito fatigantes ou prejudiciais? Ou de aumentar o nível cultural e Como se roda, se abre, se vira, etc.? tecnológico da comunidade? Duração Os materiais com que é construído confirmam a duração Essencialidade declarada? As partes estão bem ligadas no conjunto? Pode alterar-se em determinadas condições ambientais? o objecto examinado é essencial para a realização do objectivo a que se destina? Não tem mais elementos do que os necessários? Tem aspectos decorativos? Todas as partes são indispensáveis ao seu funcionamento? Toxicidade Se é um objecto para cozinha ou um brinquedo para crianças, é construído com materiais Ou é envernizado com materiais Antecedentes Pode ser interessante conhecer os antecedentes do objecto que estamos a examinar para ver se tem uma imediata Estética evolução lógica como, por exemplo, a navalha de barba. Este conhecimento aumenta a nossa confiança no Modo coerente pelo qual as partes formam um todo. produto. 110 111</p><p>Aceitação por parte do público. conhecimento da forma como o público aceitou ou COMPASSO DE PARA DESCONHECIDOS recusou um determinado produto, em função do modo como lhe foi apresentado pela publicidade, pode ser útil ao projecto, e fornecer dados interessantes acerca das preferências do consumidor, e acerca das razões dessas preferências. Todas estas indicações para a análise dos objectos de produção industrial devem ser consideradas de acordo Antes de se começar a usar a palavra design para indicar com o objecto. Alguns objectos podem ser examinados uma forma correcta de produzir objectos que respondem tendo em consideração todas as indicações, outros tendo a funções necessárias, esses objectos eram já produzidos apenas uma parte delas Procuraremos fazer uma análise e continuam a sê-lo, e cada vez melhor de acordo com os de alguns objectos muito conhecidos e bem feitos que são materiais e tecnologias usados. São objectos de uso produzidos há muitos anos precisamente porque são bem quotidiano em casa e nos locais de trabalho e as pessoas feitos e não porque estão assinados. Um grupo desses compram-nos porque não seguem as modas, não têm objectos foi por mim seleccionado e proposto para o problemas de símbolos de classe, são objectos bem prémio de de para projectados e não importa por quem. desconhecidos, naturalmente. Este é o verdadeiro design. Examinemos esses objectos. 112 113</p><p>Estante com tripé para orquestra Autor desconhecido. Produtores vários. Dimensões - fechado: 38 cm; aberto é regulável em várias alturas até cerca de um metro e cinquenta. Material: ferro em tubos, em lâminas e em chapinhas parafusos com porcas de orelha, e charneiras. Todo cromado. Peso: um quilo e vinte e cinco gramas. Técnica: corte, dobragem, soldagem, fixação por meio de pregos rebatidos de modo a permitir a articulação das partes. Ponteiras de borracha. Custo moderado. o objecto é vendido numa caixa de cartão, de deitar fora. Uso declarado: estante com tripé, articulada para orquestra. Funcionalidade: os dois tubos e a barra que segura a estante são enfiados uns dentro dos outros e, desenfiando-se, podem regular-se em diferentes alturas e fixar-se por meio de dois parafusos com porcas de orelha. Também a inclinação da estante é regulável. tripé permite a máxima estabilidade do objecto (regra para o designer: três pés apoiam sempre bem, mesmo em terrenos irregulares; quatro pés fazem dançar o objecto). Nenhum ruído. Ergonomicamente correcto. Acabamentos não demasiado cuidados mas suficientes. Manobrabilidade os movimentos das partes, quando fechado ou aberto, são fáceis e seguros. Facilmente transportável, dado o seu pouco peso. Duração ilimitada. Ausência de elementos de moda, logo um objecto exacto e essencial. Os anteriores eram de madeira, ocupavam muito espaço, eram pesados e não Este tripé é, portanto, uma solução útil e prática. 114</p><p>Cadeado para portas Autor Produzido pela ALA, com patente. Produção italiana. Dimensões: cm, espessura 2 cm. Material: latão e aço. Cor natural. Técnica: corte de bloco de metal, furado, com fechadura incorporada. Pesa 500 gramas. Preço justo. Embalado numa caixa de Uso declarado: cadeado de segurança para portas. Funcionalidade quando o cadeado fecha em conjunto os dois grossos anéis (o que está fixado no chão e o que está fixado à tampa), não fica nenhum espaço vazio para se poder arrombar a Ergonomia correcta. Acabamentos suficientes para a função que tem. Manobrabilidade Duração ilimitada. Ausência de moda, sem styling. o objecto tem uma estética própria resultante da utilização do material correcto e das proporções lógicas de acordo com a sua função. o objecto é Os cadeados anteriores apresentam partes 116 117</p><p>Cadeira de repouso para praia Autor Produtores vários. Dimensões: cm, espessura 4 cm, fechada. Madeira natural e tela. Peso: cerca de 4 kg. Técnica: listéis reunidos por encaixe e articulação. Custo limitado. Sem embalagem. Uso declarado: espreguiçadeira. Funcionalidade boa. Ergonomia Acabamento suficiente para a função e o preço. Manobrabilidade boa. o espaço que ocupa é reduzido o mais possível. A inclinação é regulável em três ou quatro posições. A tela é facilmente destacável para se fazer a limpeza e lavagem, com uma simples manobra. A duração depende da forma como for usada e de quem a usar. A estética é a da lógica projectual do custo mínimo e da funcionalidade máxima. A única decoração possível é a con da tela, lisa ou às riscas. Pela sua essencialidade é utilizada por todos. Os ricos mandam-na fazer em mogno lacado com a tela decorada (inutilmente) por um famoso pintor da moda. Custa naturalmente muito mais, mas a função é a mesma da cadeira de preço limitado. Precedentes: as velhas espreguiçadeiras tinham a tela pregada às ripas horizontais por uma fila de preguinhos. Sempre que se tinha de lavar ou mudar a tela (que se rompia frequentemente porque se apoiava no bordo da ripa onde estava pregada) era preciso tirar os pregos e Observações: podia-se melhorar o uso embotando o depois tornar a colocá-los para se fixar a nova tela. Com ângulo interno das duas ripas compridas em o sistema do rebordo feito nas duas extremidades da tela e enfiando um pau de secção redonda, fixa-se a tela sem onde se pode apoiar a cabeça quando se está sentado. Outro melhoramento podia ser obtido colocando-se uma necessidade de pregos e tira-se facilmente. tela ligeiramente elástica (tipo lastex). 118 119</p><p>Apetrecho para decoradores de vitrinas Produtores vários. Autor Dimensões: as de uma vulgar tenaz. Material: aço Técnica: duas peças feitas por estampagem e unidas por meio de um perno. Preço Peso: 400 gramas. Sem embalagem. Uso declarado: apetrecho para montadores e decoradores de vitrinas. Funcionalidade: o objecto é uma síntese de vários instrumentos que servem ao decorador de vitrinas, o qual, tendo por vezes de entrar em pequenas vitrinas para prepará-las não podendo levar consigo a caixa das tem, assim, neste o martelo, o machado, a tenaz, a chave de parafusos e o Ergonomicamente falando, o objecto podia ser mais estudado e mais Acabamentos suficientes para o A manobrabilidade não é, naturalmente, comparável à dos instrumentos simples que compõem o mas, tendo em atenção o serviço que deve fazer, pode dizer-se que tem uma manobrabilidade suficiente, até porque não é usado por muito tempo. Pode ser colocado no cinto das calças, e ficar assim sempre à Duração ilimitada. A estética podia ser melhorada ligando melhor as partes. objecto facilita o trabalho do decorador de 120 121</p>