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<p>ATIPIAS DE LESÕES MALIGNAS E</p><p>PRÉ-MALIGNAS - HPV E</p><p>NOMENCLATURAS USADAS NO</p><p>DIAGNÓSTICO CITOPATOLOGICO</p><p>Ananindeua – Pa</p><p>2023</p><p>Prof. Dr. Bruno José</p><p>Martins da Silva</p><p>PAPILOMAVÍRUS HUMANO</p><p>- O papilomavírus humano (HPV) causa papilomas, que são</p><p>tumores benignos de células escamosas, por exemplo,</p><p>verrugas na pele</p><p>- Alguns tipos de HPV, especialmente os tipos 16 e 18,</p><p>causam carcinoma do cérvix e do pênis</p><p>- Seguido do câncer de mama o de colo uterino (cervical)</p><p>ocupa o quarto lugar entre os tipos de cânceres femininos no</p><p>mundo, com cerca de 311.000 mortes, no ano de 2018</p><p>PAPILOMAVÍRUS HUMANO –</p><p>EPIDEMIOLOGIA</p><p>• Perfil das mulheres → Aproximadamente 70% das mulheres com mais de 40</p><p>anos; não brancas (67,4%); com menos de 8 anos de escolaridade (51,9%);</p><p>com início de atividade sexual até 16 anos (40,7%), que estavam grávidas antes</p><p>dos 19 anos (95,5%), com mais de uma gravidez (82,9%) e mais de duas</p><p>crianças (52,7%); 45,8% das mulheres eram fumantes ou ex-fumantes.</p><p>PAPILOMAVÍRUS HUMANO</p><p>-Estudos epidemiológicos confirmaram que o HPV de alto risco</p><p>pode ser detectado em, aproximadamente, 92,9 a 99,7% dos</p><p>casos de câncer cervical</p><p>- vírus participa de um grupo que é transmitido sexualmente e</p><p>que em humanos é capaz de produzir lesões hiperproliferativas</p><p>do epitélio cutâneo-mucoso que afeta o trato anogenital, boca,</p><p>esôfago e laringe</p><p>- Até o presente momento são conhecidos 216 tipos de HPV →</p><p>Aproximadamente 40 afetam o trato anogenital → são divididos</p><p>em subgrupos, conforme o risco oncogênico</p><p>PAPILOMAVÍRUS HUMANO</p><p>■ Alto risco: 16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 68, 73 e 82 →</p><p>Câncer</p><p>■ Baixo risco: 6, 11, 40, 42, 43, 44, 53, 54, 61, 72, 73, 81 → Doença de</p><p>natureza benigna tipo condilomas (verrugas)</p><p>PAPILOMAVÍRUS HUMANO</p><p>Fonte: Trabulsi-Alterthum, Livro Microbiologia, Atheneu. 6ª edição, ano 2015.</p><p>PAPILOMAVÍRUS HUMANO</p><p>■ Na Europa e Ásia o HPV-16 é o mais prevalente. Já o HPV-33</p><p>é o segundo subtipo na Ásia e não tem relevância na Europa</p><p>■ Na África (Nigéria) o HPV-35 tem grande relevância,</p><p>entretanto, na Europa possui baixa frequência. Na África</p><p>ocidental observasse a maior importância do HPV-45</p><p>■ Nas Américas do Sul e Central o HPV-16 é o mais prevalente.</p><p>Enquanto o HPV-58 ocupa o segundo lugar. Os HPV-39 e 59</p><p>são quase confinados a essas duas regiões</p><p>Qual genoma mais frequente no mundo?</p><p>PAPILOMAVÍRUS HUMANO</p><p>- No Brasil o HPV-16 → é o mais frequente em todas</p><p>as regiões</p><p>- O HPV-18 → é o segundo mais frequente nas regiões</p><p>Norte, Sul, Nordeste e Sudeste</p><p>E no Brasil?</p><p>PAPILOMAVÍRUS HUMANO –</p><p>ESTRUTURA VIRAL</p><p>- São vírus não envelopados com</p><p>DNA de fita dupla circular e</p><p>nucleocapsídeo de simetria</p><p>icosaédrico</p><p>Fonte: Silva Neto e colaboradores. Citologia clínica do trato genital feminino. Thieme Revinter. Rio de janeiro, 2020.</p><p>PAPILOMAVÍRUS HUMANO – GENOMA</p><p>-Dois dos genes precoces, E6 e E7, estão</p><p>implicados na carcinogênese</p><p>- Codificam proteínas que inativam as</p><p>proteínas codificadas pelos genes</p><p>supressores de tumores em células</p><p>humanas - O gene p53 e o gene do</p><p>retinoblastoma (RB), Respectivamente</p><p>- A inativação das proteínas p53 e RB é</p><p>uma importante etapa do processo pelo</p><p>qual uma célula normal se torna uma célula</p><p>cancerosa.</p><p>-</p><p>Fonte: Silva Neto e colaboradores. Citologia clínica do trato genital feminino. Thieme Revinter. Rio de janeiro, 2020.</p><p>PAPILOMAVÍRUS HUMANO –</p><p>INFECÇÃO</p><p>- 1ª PASSO → Entrada do</p><p>vírus na célula → Infecta</p><p>célula basal</p><p>- o vírus migra pelo</p><p>citoplasma pela via</p><p>endossoma/lisossomo</p><p>- 2º PASSO → Genoma</p><p>viral é mantido na</p><p>forma epissomal</p><p>Fonte: Silva Neto e colaboradores. Citologia clínica do trato genital feminino. Thieme Revinter. Rio de janeiro, 2020.</p><p>HPV E LESÕES CERVICOVAGINAIS</p><p>- A presença do HPV não é suficiente para desencadear os mecanismos</p><p>carcinogênicos, é necessário que a infecção persista</p><p>-A maioria dos carcinomas cervicais é resultante da evolução de lesões</p><p>pré-malignas que persistiam por décadas</p><p>-O DNA viral pode integrar ou não ao genoma da célula → Célula</p><p>transformada não produz mais o vírus</p><p>- Infecção persistente por mais de 10 anos permite o desenvolvimento de</p><p>alterações genéticas adicionais e a progressão de lesões de baixo e alto</p><p>graus para o câncer invasor</p><p>HPV E LESÕES CERVICOVAGINAIS</p><p>FATORES DE RISCO PARA</p><p>O DESENVOLVIMENTO</p><p>DO CÂNCER CERVICAL</p><p>■ Baixa idade (jovens) e ectopia cervical induzindo a metaplasia.</p><p>■ Início da atividade sexual precoce (pode acelerar o processo de maturação do</p><p>epitélio do colo uterino, favorecendo a instalação da</p><p>carcinogênese cervical).</p><p>■ Múltiplos parceiros sexuais.</p><p>■ Alta paridade.</p><p>■ Raça (mais frequentes em descendentes africanos em relação aos hispânicos).</p><p>■ Tabagismo.</p><p>■ Doenças sexualmente transmissíveis, por exemplo, HIV, Chlamydia trachomatis,</p><p>herpes simples. Além da coinfecção com vários tipos de HPV etc.</p><p>■ Imunodepressão.</p><p>■ Dieta deficiente.</p><p>■ Obesidade.</p><p>■ Uso de contraceptivos orais.</p><p>MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS</p><p>• ■ As manifestações clínicas da infecção pelo HPV são documentadas em 30%</p><p>dos casos, sob a forma de condiloma acuminado (verrugas) visíveis</p><p>macroscopicamente, geralmente observadas na vulva e no períneo.</p><p>• A infecção latente não é detectada pelas técnicas convencionais de diagnóstico</p><p>como colposcopia, citologia e histopatologia, sendo demonstrada pelo encontro de</p><p>DNA do HPV através de métodos de biologia molecular, em epitélios</p><p>aparentemente normais.</p><p>• A infecção subclínica, ou condiloma plano, corresponde a aproximadamente 70%</p><p>das infecções pelo HPV, com a aplicação de diferentes critérios para o seu</p><p>diagnóstico. De um modo geral, é aceito que as lesões são evidenciadas apenas ao</p><p>exame colposcópico após a aplicação do ácido acético, sendo também detectadas</p><p>através das alterações celulares nos esfregaços citológicos e na histologia.</p><p>MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS</p><p>1. FORMA CLÍNICA:</p><p>• Condiloma acuminado e as lesões plantares.</p><p>MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS</p><p>http://www.emedicine.com/cgi-bin/foxweb.exe/makezoom@/em/makezoom?picture=/websites/emedicine/derm/images/Large/174455mrslide1.JPG&template=izoom2</p><p>http://www.emedicine.com/cgi-bin/foxweb.exe/makezoom@/em/makezoom?picture=/websites/emedicine/derm/images/Large/455mrslide2.JPG&template=izoom2</p><p>http://cybermed.ucsd.edu/derm1/Warts/wart_fingers_small.gif</p><p>MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS</p><p>Verruga</p><p>plantar</p><p>Epidermodisplasia</p><p>verruciforme</p><p>Condilomas</p><p>acuminados</p><p>MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS</p><p>An Bras Dermatol. 2011;86(2):306-17.</p><p>INFECÇÃO POR HPV</p><p>• A infecção pelo HPV é incluída no Sistema Bethesda como lesão</p><p>intraepitelial escamosa de baixo grau.</p><p>No sistema Bethesda as alterações patognomônicas do HPV são classificadas</p><p>como LSIL equivalentes a NIC-I (displasia leve). Essas lesões têm potencial</p><p>oncológico duvidoso e podem regredir espontaneamente, enquanto HSIL</p><p>engloba as lesões NIC-II e NIC-III (HSIL). Caso não tratadas, podem</p><p>progredir até um carcinoma de células escamosas invasoras. Um detalhe</p><p>importante é que as alterações citomorfológicas nas células escamosas tendem</p><p>a diminuir, conforme a gravidade da lesão histológica.</p><p>INFECÇÃO POR HPV</p><p>Coilocitose</p><p>- Halo perimuclear e binucleacão</p><p>- disqueratócitos (células com citoplasma eosinofílico, núcleos</p><p>picnóticos e dispostos em arranjos tridimensionais) e membrana</p><p>levemente irregular</p><p>INFECÇÃO POR HPV</p><p>Disqueratose</p><p>• Na infecção pelo HPV, disqueratócitos podem</p><p>ocorre na superfície do epitélio. Contudo, tais</p><p>células não são específicas da infecção.</p><p>• Disqueratócitos correspondem a células</p><p>escamosas em miniatura ou do tamanho padrão</p><p>com queratinização anormal revelando aumento</p><p>nuclear, hipercromasia, cromatina condensada e</p><p>leves irregularidades da borda nuclear.</p><p>INFECÇÃO POR HPV</p><p>Macrócitos</p><p>• Correspondem a células muito grandes, com</p><p>citoplasma eosinofílico, cianofílico ou</p><p>policromático, contendo às vezes neutrófilos ou</p><p>outras células escamosas. Os núcleos são</p><p>geralmente</p><p>múltiplos, aumentados de volume,</p><p>hipercromáticos. Não há alteração da relação</p><p>nucleocitoplasmática.</p><p>INFECÇÃO POR HPV</p><p>INFECÇÃO POR HPV</p><p>TRANSMISSÃO</p><p>• O HPV pode ser transmitido por contato dos órgãos genitais durante a prática sexual,</p><p>por relações anais e por sexo oral.</p><p>• Via sexual → principal modo de transmissão do HPV, pelo contato direto com a pele e</p><p>mucosas de indivíduos infectados.</p><p>• Transmissão vertical → ocorrência de papilomatose recorrente de laringe em crianças</p><p>com menos de dois anos de idade, e por relatos de casos de RN com condiloma genital</p><p>ao nascimento.</p><p>• Transmissão por fômites (toalhas, roupas e objetos íntimos) → ainda é controversa e</p><p>raramente relatada</p><p>PREVENÇÃO</p><p>A prevenção contra a infecção do HPV pode ser classificada como:</p><p>• Prevenção primária → evitando o contato e vacinando os não expostos (inclui o</p><p>uso de preservativo, imunização e adoção de estilo de vida saudáveis);</p><p>• Prevenção secundária → detecção de doenças antecipadamente (período pré</p><p>clínico ou assintomático), para que um tratamento precoce, adequado seja iniciado,</p><p>e uma diminuição no desenvolvimento da infecção ou um restabelecimento da</p><p>saúde do indivíduo;</p><p>• Prevenção terciária → prevenir a volta da infecção, ou seja, previne que haja uma</p><p>reinfecção ou reativação do vírus no indivíduo.</p><p>VACINAÇÃO</p><p>• São produzidas a partir da proteína L1 do capsídeo viral, por tecnologia</p><p>de DNA recombinante, resultando em partículas semelhantes aos vírus</p><p>ou VLP (vírus-likeparticles). As VLPs são partículas ocas, não</p><p>possuem DNA e não provocam infecção, porém induzem a produção de</p><p>anticorpos contra os tipos específicos de HPV contidos na vacina,</p><p>gerando uma resposta imunológica específica de memória baseada em</p><p>anticorpos neutralizantes contra as proteínas L1 do capsídeo viral.</p><p>VACINAÇÃO NO BRASIL</p><p>- Aplicada pelo SUS e incorporada no calendário</p><p>desde 2014</p><p>- É aplicada em meninas, entre 9 e 14 anos e em</p><p>meninos entre 11 e 14 anos → Esquema vacinal de</p><p>três doses (0, 2 e 6 meses) → Protege contra os 4</p><p>subtipos virais com 98% de eficácia</p><p>DIAGNÓSTICO</p><p>- Colposcopia → Análise de imagem que detecta</p><p>variações fisiológicas ou patológicas da mucosa e</p><p>tecido conjuntivo</p><p>- Histologia</p><p>- Citologia oncótica</p><p>- Biologia molecular</p><p>Dentro de nós sempre tem algo criativo, basta pensar, planejar</p><p>e produzir.</p><p>Felipe Teles</p><p>https://www.pensador.com/autor/felipe_teles/</p><p>Assunto inicial</p><p>Slide 1</p><p>Slide 2</p><p>Slide 3</p><p>Slide 4</p><p>Slide 5</p><p>Slide 6</p><p>Slide 7</p><p>Slide 8</p><p>Slide 9</p><p>Slide 10</p><p>Slide 11</p><p>Slide 12</p><p>Slide 13</p><p>Slide 14</p><p>Slide 15</p><p>Slide 16</p><p>Slide 17</p><p>Slide 18</p><p>Slide 19</p><p>Slide 20</p><p>Slide 21</p><p>Slide 22</p><p>Slide 23</p><p>Slide 24</p><p>Slide 25</p><p>Slide 26</p><p>Slide 27</p><p>Slide 28</p><p>Slide 29</p><p>Slide 30</p><p>Slide 31</p><p>Slide 32</p><p>Slide 33</p><p>Slide 34</p>