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<p>sistema o tronco encefálico consiste no bulbo, na ponte no mesencéfalo. ANTERIOR (cérebro) objetivos Bulbo Vista Trato olfatório estudar a anatomofisiologia do encefalico Glândula elucidar a dos 12 pares de Trato optico Tronco 2 encefálico: nerves Corpo mamilar 3 a nervos Pedunculo Ponte cerebral com sentiolos especiais Pedunculos Bulbo cerebelares Oliva Pirâmides Nervo espinal C1 Medula espinal Tranco Cerebelo Face inferior do encéfalo parte do entre a medula espinal e dience- falo bulbo vários (uma de corpo bulbo on medula neuronais no snc) 2 ponte 2, alguns desses controlam funcoes corporais 3 mesencefalo a veticular ima de subs. centro (frequencia e forca) branca e cinzenta estenole-se ate fronco area ritmica dos vasos encefalico vitmo bosico resp. bulbo tambem reflexos continuo can a park superior da medula espinal vomito forma a parte inferior do comega no forame magno partir da margem inferi espirros or da ponte a subs. branca bulbo contem todos sen solucos s sitives (ascendentes) e motores (descenolentes) deglutição, os espirros, a tosse e os soluços. o centro do parte da branca forma na face ante no bulbo provoca vômitos, a vigorosa do conteúdo do tubo digestório superior através da boca (ver nor do bulbo Seção 24.9). o centro de deglutição no bulbo promove a deglutição de uma massa de alimento que se deslocou da as que formadas pelos cavidade oral para a faringe (garganta) (ver Seção 24.8). o ato de espirrar envolve a contração espasmódica dos grandes trates que passam telen- músculos respiratórios que expelem vigorosamente o ar através do nariz e da boca. A tosse envolve a inalação para a medn. profunda e demorada seguida por expiração vigorosa que emite subitamente ar através das vias respiratórias trates controlam movimentos superiores. Os soluços são causados por contrações espasmódicas do diafragma que resultam na produção de voluntarios dos e um som agudo na inalação. Espirros, tosse e soluços são descritos com mais detalhes na Tabela 23.2. tronco (ver Figura 16.10). Imediatamente acima da junção do bulbo com a medula espinal, 90% dos axônios na pirâmide esquerda cruzam para o lado direito e 90% dos axônios na imediatamente lateral or piramide tem pirâmide direita cruzam para o lado esquerdo. Esse cruzamento é denominado decussação das pirâmides e ovalada chamoda de explica por que cada lado do controla os movimentos voluntários do lado oposto do corpo. nela existe nucko elivar inferior que recebe As pirâmides do bulbo contêm os grandes tratos motores que correm do telencéfalo aporte do cortex cerebral do nucleo rubro do (cérebro) para a medula espinal. mesencefalo e da medula espinal Plexo corioideo Quarto Núcleo do desce estendem nervo vago Vista Núcleo do nervo hipoglosso Nervo vago para cerebelo, a Plano transverso Núcleo olivar Oliva inferior Nervo hipoglosso para o cerebe. que (NC XII) Pirâmides utiliza pava fazer ajustes da ativ. muscular Decussação das durante a de habilidades nucleos a sens. de vibra Axônios do trato corticospinal lateral Nervo espinal C1 e consciente estao localizades park Axônios do trato corticospinal anterior Medula espinal postener do Corte transversal e face anterior do bulbo</p><p>esces esq. ponte axenios sensitives ascendentes dos são dois dos localizada aama do bulbo e viores ow cerebeto 2, formam com esse grupo constituido e neuronios transmitem info. sensitives 2, partes do encefalo entre si para talamo no lado oposto formadas por de Figura 16.5). transmitem, então, as informações sensitivas para o tálamo no lado oposto. Os axonios conectam lados (hemisferies) axônios ascendem para o tálamo em uma faixa de substância branca denominada lemnisco medial, que se e esquendo do cerebelo. estende através do bulbo, da ponte e do mesencéfalo (ver Figura 14.7 B). Os tratos dos funículos posteriores e os axônios dois componentes do lemnisco medial são coletivamente conhecidos como a via do funículo posterior-lemnisco medial. regido ventral dorsal bulbo também contém núcleos que são componentes de vias sensitivas para a gustação (paladar), audição e ventral forma ima grande area de equilíbrio. o núcleo gustatório no bulbo faz parte da via desde a língua até o encéfalo; recebe aporte gustatório dos calículos gustatórios na língua (ver Figura 17.3 E). Os núcleos cocleares do bulbo fazem parte da via construida centros esparses de subs. cinzen auditiva desde a orelha interna até o encéfalo (ver Figura 17.23). Os núcleos vestibulares no bulbo e na ponte são fa pontinos componentes da via do equilíbrio desde a orelha interna até o encéfalo; recebem informações sensitivas associadas de substancia branca ao equilíbrio de proprioceptores (receptores que fornecem tram saem desses informações sobre a posição do corpo e os movimentos) no aparelho orelha interna (ver Figura 17.26). 2, caola detes proporciona a com Por fim, o bulbo contém núcleos associados aos seguintes cinco pares de nervos cranianos. cortex de cortex do nervos vestibulococleares do oposto do bulbo recebem aporte sensitive (aferência) da e o córtex do hemisfério do cerebelo oposto. Esse circuito clea orelha complexo tem participação crucial na coordenação e na transmitem impulsos a maximização da eficiência da eferência motora voluntária em todo o corpo. A região dorsal da ponte é mais parecida com as outras regiões do tronco encefálico, do bulbo e do 2 nervos glosso faringeos no bulbo mesencéfalo; contém tratos ascendentes e descendentes ao longo dos núcleos dos nervos cranianos. transmitem impulses sensitives e relacionados Na ponte também se encontra o centro respiratório paladar, e pontino, mostrado na Figura 23.23. Juntamente com o centro respiratório bulbar, o centro respiratório pontino ajuda a 3 nervo vago do bulbo vecebem controlar a respiração. A ponte também contém núcleos associados aos impulses da laringe e da faringe mui- seguintes quatro pares de nervos cranianos. visceras toracicas e abolominais nervo (nc v) mickes na ponte enviam pelo mesmo impulsos para a Sensacow somatica da 4 nervo acessorio "parte craniana" cabeca e da face fibras que partes do nervo 2, fornecem impulsos motores que comandam. a a origem de impulses nervosos que control lam a degluticao vago nervo abducente (nc VI) na 5 hipoglosso a origem impulsos motores que controlam do bulbo 505 que controlam mo mento da lingua du- do rante a fola ea 3 facial impulsos sensitives do fornecem impulses Correlação clínica para a de saliva e Lesão do bulbo ole da facial Tendo em vista as atividades vitais controladas pelo bulbo, não é surpreendente que uma lesão no bulbo, em decorrência de um golpe forte na parte posterior da cabeça 4. Nervos vestibulococleares (NC VIII). Núcleos na ou na parte superior do pescoço, como uma queda ao patinar no gelo, possa A ponte recebem impulsos sensitivos do aparelho lesão do centro respiratóriono bulbo é especialmente grave e pode levar rapidamente vestibular e fornecem impulsos motores para o à morte. Os sinais/sintomas de lesão não fatal do bulbo incluem disfunções de nervos aparelho vestibular via nervos vestibulococleares. cranianos no mesmo lado da lesão, paralisia e perda da sensibilidade no lado oposto Esses nervos transmitem impulsos relacionados com a sensação de equilíbrio. do corpo e irregularidades do ritmo respiratório ou do ritmo A intoxicação alcoólica também suprime 0 centro de ritmicidade respiratória no bulbo e pode resultar em morte.</p><p>o mesencéfalo conecta a ponte ao diencéfalo. SUPERIOR estende-se da ponte para e diencefalo Núcleos habenulares Terceiro Glândula pineal t/- 2.5cm de compri. Corpo geniculado medial Vista Teto do mesencéfalo: Corpo geniculado lateral Colículos superiores do atravessa mesencefalo Pedunculo cerebral Colículos inferiores Nervo troclear (NC IV) Eminência medial conectando terceiro ventriculo com Pedunculo cerebelar superior Pedunculo cerebelar médio A a anterior contem feixes ok Assoalho do quarto Pedunculo cerebelar inferior Nervo facial (NC VII) Nervo vestibulococlear (NC VIII) conhec como pedunculos Nervo glossofaringeo (NC IX) esses sao por do Sulco mediano posterior Nervo vago (NC X) Fasciculo cuneiforme Nervo acessório (NC XI) corticospinal, e corticopontino Fasciculo Nervo espinal C1 (raiz posterior) a parte posterior denominada de teto do mesen A. Vista posterior do mesencéfalo em relação ao tronco encefálico cefale, contem quatro dadas Teto do são 05 colículos supe mesencéfalo Vista Colículo superior Formação Substância cinzenta central que atuam como centros ole certas reticular (periaquedutal) (contém núcleo Lemnisco atividades Aqueduto do mesencéfalo medial Plano transverso Corpo geniculado medial Núcleo do nervo oculomotor Graças a circuitos neurais da retina para os colículos Núcleo rubro superiores e para os músculos extrínsecos do bulbo do Substância negra Axônios dos tratos corticospinal, olho, estímulos visuais incitam movimentos do bulbo do corticopontino e corticonuclear Pedunculo olho para acompanhar imagens móveis (p. ex., um carro cerebral Nervo oculomotor (NC III) em movimento) e examinar imagens estacionárias (p. ex., enquanto a pessoa está lendo um livro). Os colículos ANTERIOR superiores também são responsáveis pelos reflexos que B. Corte transversal do mesencéfalo controlam movimentos da cabeça, dos olhos e do tronco em resposta a estímulos visuais. As duas elevações Plano sagital (cerebral) Tálamo Projeções do sistema as inferiores, coliculos de ativação reticular (SAR) para parte ola via e transmitem impulses dos (cerebral) na orelha interna Cerebelo centros de do susto seja, Impulsos visuais Ponte provenientes dos olhos Formação reticular abruptos da e dos olhos do tronco Bulbo Impulsos Medula espinal auditivos Impulsos sensitivos somáticos do pessoa de oriundos das orelhas (oriundos de nociceptores, proprioceptores e receptores de tato) C. Corte sagital através do encéfalo e da medula o mesencéfalo contém vários outros núcleos, inclusive a espinal mostrando a formação reticular substância negra direita e esquerda, que são grandes núcleos com pigmentação escura (Figura 14.7 Neurônios que liberam dopamina e se estendem da substância negra para o corpo estriado, ajudam a controlar as atividades reticular musculares subconscientes. A perda desses neurônios está associada à doença de Parkinson (ver Distúrbios: homeostáticos no final do Capítulo 16). Além dos núcleos bem definidos já descritos, boa parte do Também são encontrados os núcleos rubros direito e tronco encefálico é constituída por pequenas aglomerações de corpos celulares neuronais (substância cinzenta) esquerdo, que são avermelhados por causa de sua localizadas entre pequenos feixes de axônios mielinizados irrigação sanguínea abundante e dos pigmentos contendo (substância branca). A larga região onde a substância ferro (hemoglobina nos eritrócitos e ferritina, uma branca e a substância cinzenta exibem um arranjo proteína que armazena ferro no fígado, no baço, nos reticulado é conhecida como formação reticular (Figura músculos esqueléticos e na medula óssea) em seus corpos 14.7 c). a formação reticular estende-se desde a parte celulares. Axônios do cerebelo e do córtex telencefálico superior da medula espinal, através do tronco encefálico, (cerebral) formam sinapses nos núcleos rubros que até a parte inferior do diencéfalo. Os neurônios na ajudam a controlar os movimentos musculares. formação reticular têm funções ascendente (sensitiva) e descendente (motora). Existem, ainda, outros núcleos no mesencéfalo que estão associados a dois pares nervos cranianos. em seu caderno. A inativação do SAR provoca sono, um nervo oculo motor estado de perda parcial da consciência do qual o indivíduo pode ser despertado. Por outro lado, a lesão do SAR resulta fab fornecem impulses nervoses motores que controlam em coma, um estado de perda da consciência do qual o indivíduo não pode ser despertado. Nos estágios mais leves movimentos do bulbo do olho enquanto mícleos do coma, os reflexos do tronco encefálico e da medula espinal persistem, mas no coma profundo até mesmo esses oculo proporcionam controle motor reflexos desaparecem e, se os controles respiratório e cardiovascular forem perdidos, o paciente morre. dos mus. lisos que a constrição da pupila Substâncias como a melatonina influencia o SAR ao ajudar do olho e mod. no a induzir sono, e anestésicos gerais promovem perda da consciência via SAR. A parte descendente do SAR tem nervos (nc IV) olo conexões com o cerebelo e a medula espinal e ajuda a regular o tônus muscular, o discreto grau de contração proporcionam impulsos motores que controlam mol. involuntária nos músculos esqueléticos normais em do bulbo do olho.</p><p>A parte ascendente da formação reticular é denominada sistema de ativação reticular (SAR), que consiste em nervos axônios sensitivos que se projetam para o córtex telencefálico (cerebral), tanto diretamente quanto através do tálamo. Muitos estímulos sensitivos conseguem ativar a atraves sam nos do cranie e parte ascendente do SAR, por exemplo, estímulos visuais e auditivos, atividades mentais, estímulos de receptores de originam se no encefolo okntro da cavida craniana dor, tato e pressão e receptores nos membros e na cabeça excelo um que propicíam a percepção da posição das partes do corpo humano. A função mais importante do SAR é, talvez, a snp consciência, um estado de vígília no qual o indivíduo está plenamente lúcido, consciente e orientado. Estímulos mímeros a a visuais e auditivos e atividades mentais conseguem estimular o SAR para ajudar a manter o nível de qual nerves originam no encefato consciência. o SAR também está ativo durante o despertar do Outra função do SAR é ajudar a manter a atenção (concentração em um único objeto ou pensamento) e a on o sistema de ativação reticular também previne a sobrecarga sensitiva (estimulação visual e/ou auditiva excessiva) ao filtrar informações insignificantes e impedir nerves carveiam de que atinjam o nível consciente. Por exemplo, enquanto um estudante está no corredor esperando pelo início de sua aula de anatomia e fisiologia, ele não se conscientiza dos nc I ruídos ao seu redor porque está revisando as anotações nc optico repouso. Essa parte do SAR também ajuda na regulação da nc VIII frequência cardíaca, da pressão arterial e da frequência respiratória. Embora o SAR receba aporte (aferência) dos nerves sensitives especials olhos, das orelhas e de outros receptores sensitivos, não recebe aferência de receptores para o sentido do olfato; esses nerves da cabeca e estao mesmo odores fortes não provocam o despertar. Pessoas com sentidos especious que morrem em incêndios em suas residências geralmente morrem por causa de inalação de fumaça antes de 2, corpos da Por esse motivo, todos os dormitórios devem ter um detector de fumaça que emita um som alto. Um dos sensitives travesseiro vibratório ou uma luz piscante podem ter a mesma função se a pessoa tiver déficit auditivo. localizados em ganglies fora de encefalo TABELA Resumo das funções das principais partes do encéfalo. 14.2 nervos cramanes classificados como nervos motores Parte Função TRONCO ENCEFÁLICO Bulbo: contém tratos sensitivos (ascendentes) e nc IV, nc VI, NCXI e nc XII motores (descendentes). 0 centro cardiovascular regula a frequência cardíaca e 0 diâmetro dos vasos apenas a de sanguíneos. 0 centro respiratório do bulbo (junto com a ponte) regula a respiração. Contém os núcleos grácil, quando saem do tronco encefolicos cuneiforme, gustativo, cocleares e vestibulares (componentes de vias sensitivas para 0 encéfalo). 0 corpos dos neuronios localiza núcleo olivar inferior fornece instruções que 0 Bulbo cerebelo utiliza para ajustar a atividade muscular dos cm no medula durante 0 aprendizado de novas habilidades motoras. oblonga Outros núcleos coordenam 0 vômito, a deglutição, 0 axônios motores que inervam músculos esqueléticos são espirro, a tosse e 0 soluço. Contém os núcleos de de dois tipos: origem dos nervos vestibulococlear (VIII), 1. Axônios motores faríngeos (branquiais) inervam músculos esqueléticos que se desenvolvem a partir dos hipoglosso (XII). A formação reticular (também arcos faríngeos (branquiais) (ver Figura 14.28). Esses presente na ponte, no mesencéfalo e no diencéfalo) neurônios deixam o encéfalo via nervos cranianos está relacionada com a consciência e 0 despertar. mistos e nervo acessório. Ponte: contém tratos sensitivos e motores. Núcleos 2. motores somáticos inervam músculos Ponte pontinos transmitem impulsos nervosos de áreas motoras do cerebral para 0 cerebelo. Contém que se desenvolvem a partir de somitos núcleos vestibulares (junto com 0 bulbo) que fazem da cabeça dos olhos e da língua). Esses parte da via equilíbrio do encéfalo. 0 grupo neurônios saem do encéfalo por cinco nervos respiratório pontino (junto com 0 bulbo) auxilia no cranianos motores (NC III, NC IV, NC VI, NC XI e NC controle respiratório. Contém núcleos de origem dos XII). Axônios motores que inervam a musculatura lisa, nervos trigêmeo (VI), facial e o músculo cardíaco e as glândulas são denominados vestibulococlear axônios motores autônomos e fazem parte da divisão Mesencéfalo Mesencéfalo: contém tratos sensitivos e motores. Os parassimpática do sistema nervoso. colículos superiores coordenam os movimentos da CEREBELO cabeça, dos olhos e do tronco em resposta a estímulos 4 nerlos re stantes visuais. colículos inferiores coordenam os movimentos da cabeça, dos olhos e do tronco em resposta a estímulos auditivos. A substância negra contribuem para 0 controle dos movimentos. Contém os núcleos de origem dos nervos oculomotor troclear (IV). nc IX Cérebro nc nervos mistos contem de Sensitives que penetram e de que saem do fronco</p><p>TABELA Sumário dos nervos cranianos. Os nervos olfatórios terminam no encéfalo em massas 14.4 pareadas de substância cinzenta denominadas bulbos duas extensões do encéfalo que estão Nervo craniano Componentes Principais funções localizadas sobre a lâmina cribriforme. Nos bulbos olfatórios, as terminações axônicas dos neurônios Olfatório (NCI Sensitivo especial Olfação sensitivos olfatórios fazem sinapses com os dendritos e os (NC II) Sensitivo especial Visão corpos celulares dos neurônios seguintes da via olfatória. Oculomotor (NC III) Motor: Movimento dos bulbos dos olhos e da pálpebra Os axônios desses neurônios constituem os tratos Somático superior olfatórios, que se estendem posteriormente a partir dos Motor (autônomo) Ajusta a lente para visão de perto (acomodação) bulbos olfatórios (Figura 14.17). Os axônios dos tratos pupila olfatórios terminam no córtex olfatório no lobo temporal Troclear (NC IV) Motor Movimento dos globos dos olhos do cérebro. Somático o epitélio olfatório está localizado na face inferior da lâmina cribriforme e nas Misto conchas nasais superiores. Trigêmeo Sensações dolorosas e térmicas provenientes Sensitivo do escalpo, da face e da cavidade oral (incluindo os Motor (branquial) dentes e os dois terços anteriores da língua) Mastigação e controle muscular da orelha média Trato Bulbo olfatório Abducente (NC VI) Motor Movimento bulbos dos olhos olfatório Bulbo olfatório Somático Nervo Lâmina olfatório cribriforme Lâmina Facial (NC VII) Misto Paladar nos dois da língua (NC I) cribriforme Axônio Epitélio Sensitivo álgicas e térmicas provenientes da olfatório Motor (branquial) pele no meato acústico externo Epitélio Neurônio Motor (autônomo) Controle dos músculos da expressão facial e da orelha ANTERIOR olfatório sensitivo olfatório média Dendrito Secreção de lágrimas e saliva Vestibulococlear (NC Sensitivo especial Audição e equilíbrio Bulbo olfatório VIII) Trato olfatório Glossofaríngeo (NC IX) Misto Paladar no posterior da língua Sensitivo Propriocepção em alguns músculos da deglutição Motor (branquial) Monitoramento arterial e dos níveis Motor (autônomo) sanguíneos de oxigênio e de carbono Sensações álgicas e térmicas provenientes da pele da orelha externa e da parte superior da faringe Ajuda na deglutição Secreção de saliva Vago (NCX) Misto Paladar proveniente da epiglote Sensitivo Propriocepção proveniente dos músculos da faringe e Motor (branquial) da laringe Motor (autônomo) Monitoramento da pressão arterial e dos níveis nervo optico (nc II) sanguíneos de oxigênio e dióxido de carbono Sensações táteis, álgicas e térmicas provenientes da to talmente pele da orelha externa Sensações provenientes torácicos e e trato do encefalo abdominais Deglutição, vocalização e tosse contem que conduzem para a Motilidade esecreção dos órgãos no tubo digestivo. Constrição das vias respiratórias. na bastonetes e cones Redução da frequência cardíaca Acessório (NC XI) Motor cabeça e do cíngulo do membro esses sinais para as que Branquial superior Hipoglosso (NC XII) Motor manipulação dos alimentos e deglutição transmitem sinais para as Somático ganglionares. Axônios de todas as células ganglionares na retina de cada olho se reúnem e formam nervo óptico, nervo que atravessa o canal óptico. Cerca de 10 mm posteriormente ao bulbo do olho, os dois nervos ópticos se fundem e formam quiasma No quiasma óptico, totalmente axônios da metade medial de cada olho cruzam para o lado oposto; axônios da metade lateral permanecem do atonios que conduzem mesmo lado. Posteriormente ao quiasma os axônios reagrupados formam os tratos Muitos axônios dos nos tratos ópticos terminam no corpo geniculado lateral do Nesse local eles fazem sinapse com neurônios cujos axônios se estendem para o visual primário epitelio oculpa a parte superior ola no lobo occipital do cérebro (Figura 14.15). Alguns axônios passam pelo corpo geniculado lateral e, depois, estendem- nasal se para os colículos superiores do mesencéfalo e para os núcleos motores do tronco encefálico onde fazem sinapse com neurônios motores que controlam os músculos intrínsecos do bulbo do olho ao longo da concha nasal superior. Os sensitivos olfatórios no epitélio são neurônios bipolares. Correlação clínica Cada um desses neurônios tem um dendrito único, Anopsia (anopia) arredondado e sensível a odores que se projeta de um lado do corpo celular e um axônio não mielinizado se Fraturas da órbita, lesões encefálicas, lesão ao longo da via visual, doenças do sistema nervoso (como a esclerose múltipla), tumores da hipófise ou aneurismas cerebrais estendendo a partir do outro lado. Feixes de axônios de (dilatações dos vasos sanguíneos consequentes a enfraquecimento de suas paredes) neurônios sensitivos olfatórios se estendem através de podem resultar em defeitos do campo visual e perda da acuidade visual. A cegueira aproximadamente 20 forames (olfatórios) na lâmina subsequente a um defeito ou a perda de um ou ambos os olhos são denominadas cribriforme do osso etmoide em cada lado do nariz. Esses anopsia. aproximadamente 40 feixes de axônios formam, coletivamente, os nervos olfatórios direito e esquerdo. Nervo terco anterior facial (NC II) Trato terso posterior óptico dor :</p><p>o nervo oculomotor (NC III) apresenta a mais larga distribuição entre os Os sinais visuais são transmitidos, de modo sequencial, dos bastonetes e cones para extrínsecos dos bulbos dos olhos. Músculo as células bipolares e, destas, para as células ganglionares. reto superior Músculo Ramo Músculo levantador superior reto da Nervo medial superior pré-ganglionar Pálpebra superior Músculo reto Bastonete Cone lateral (cortado) bipolar ganglionar A Axônios de III) Nervos ciliares células ganglionares ANTERIOR curtos (carreiam neurônios Ramo pós-ganglionares) inferior Músculo reto inferior Músculo ciliar inferior Nerve obliquo superior IV) Ponte Retina ANTERIOR Retina Face inferior do encéfalo Nervo II) Bulbo reto lateral do olho Quiasma óptico Trato Correlação clínica Estrabismo, ptose e diplopia A lesão do nervo oculomotor (NC III) provoca estrabismo (uma condição na qual os olhos não conseguem se fixarem um mesmo objeto e um ou os dois olhos se movem medial ou lateralmente), ptose (queda) da pálpebra superior, dilação da pupila, 14.11 Nervos oculomotor (NC III), troclear (NC movimento do bulbo do olho para baixo ou para cima no lado comprometido, perda da acomodação para visão de perto diplopia (visão dupla). IV) e abducente (NC VI) Alesão do nervo troclear também pode resultar em estrabismo Quando 0 nervo abducente é lesionado, 0 bulbo do olho comprometido não consegue se lateralmente além do ponto médio e 0 bulbo do olho está, em Os nervos oculomotor, troclear e abducente são os nervos geral, direcionado medialmente. Isso resulta em estrabismo cranianos que controlam os músculos que movem os As causas de lesão dos nervos oculomotor, troclear e abducente incluem bulbos dos olhos. Todos são nervos motores que contêm traumatismo (TCE), compressão por aneurismas e da fissura apenas axônios motores quando saem do tronco orbital superior. Indivíduos com lesões desses nervos são forçados a inclinar a cabeça encefálico. Axônios sensitivos provenientes dos músculos em várias direções para colocar 0 bulbo do olho comprometido no plano frontal extrínsecos do bulbo do olho começam seu trajeto para o adequado. encéfalo em cada um desses nervos, mas esses axônios sensitivos acabam saindo desses nervos para se unir ao ramo oftálmico do nervo Os axônios sensitivos não retornam para o encéfalo nos nervos oculomotor, Nervo troclear ou abducente. Os corpos celulares dos neurônios Nervo oculomotor troclear III) sensitivos unipolares estão localizados no núcleo (NC IV) Nervo abducente mesencefálico e penetram no mesencéfalo via nervo (NC VI) trigêmeo (NC V). Esses axônios transmitem impulsos nervosos dos músculos extrínsecos para propriocepção, a percepção dos movimentos e da posição do corpo independente da visão. o nervo troclear (NC IV) é o menor dos 12 nervos nervo oculomotor (NC III) tem seu núcleo motor na cranianos e e único que se origina na face posterior do parte anterior do mesencéfalo. o nervo oculomotor se tronco encefálico. Os neurônios motores somáticos se estende anteriormente e se divide em ramos superior e originam em um núcleo no mesencéfalo (núcleo do nervo inferior, ambos atravessam a fissura orbital superior para troclear) e axônios desse núcleo cruzam para o lado oposto quando saem do encéfalo em sua face posterior. o nervo a órbita (Figura 14.19 A). Axônios no ramo superior inervam o troclear, então, circunda a ponte e sai através da fissura músculo reto superior (músculo extrínseco do bulbo do orbital superior para a órbita. Esses axônios motores olho) e o músculo levantador da pálpebra. Axônios no somáticos inervam o músculo superior, outro ramo inferior suprem os músculos reto medial, reto músculo extrínseco do bulbo do olho (Figura 14.19 inferior e oblíquo inferior (músculos extrínsecos do bulbo Neurônios do nervo abducente (NC VI) se originam em do olho). Esses neurônios motores somáticos controlam um núcleo na ponte do nervo abducente). Axônios movimentos do bulbo do olho e da pálpebra motores somáticos se estendem a partir desse núcleo para o músculo reto lateral, outro músculo extrínseco do bulbo o ramo inferior do nervo oculomotor também supre do olho, através da fissura orbital superior (Figura 14.19 o axônios motores parassimpáticos para os músculos nervo abducente recebe esse nome porque seus impulsos intrínsecos do bulbo do olho, que são músculos lisos. Eles nervosos promovem abdução (rotação lateral) do bulbo do incluem o músculo ciliar do do olho e os músculos olho. circulares (músculo esfíncter da pupila) da íris. Impulsos parassimpáticos se propagam a partir de um núcleo no mesencéfalo (núcleo acessório do nervo oculomotor) para o gânglio um centro de retransmissão sináptico para os dois neurônios motores do sistema nervoso parassimpático. A partir do gânglio ciliar, axônios motores craniossacrais se estendem para o músculo ciliar, que ajusta a lente para a visão de perto (acomodação). axônios motores craniossacrais estimulam a contração dos músculos circulares da íris quando luz brilhante incide nos olhos, reduzindo assim as dimensões da pupila (miose).</p><p>Diencéfalo Tronco A ponte liga cerebelo ao 3 mesencéfalo, ao diencéfalo, ao telencéfalo à medula espinal Processa informações visuais e auditivas por tratos denominados Gera respostas motoras automáticas pedunculos cerebelares. Um (reflexos) grupo de núcleos no interior da Mantém consciência ponte inclui os núcleos motores Quiasma óptico e sensitivos para quatro dos nervos cranianos (N Ponte o quiasma óptico se situa na junção da parede anterior e do Outros núcleos são responsáveis assoalho do terceiro Seus ângulos anterolaterais são Transmite informação sensitiva ao pelo controle involuntário do ritmo e da cerebelo tálamo contínuos com os nervos ópticos, enquanto os ângulos intensidade da respiração. Contém centro subconsciente posterolaterais são contínuos com os tratos ópticos. No quiasma, cerebelares e centro motor visceral as fibras da metade nasal (medial) de cada retina, incluindo a metade nasal da mácula, cruzam a linha mediana e entram no bulbo conecta cérebro à medula 4 Bulbo espinal. Toda a comunicação entre o cérebro trato óptico do lado oposto, enquanto as fibras da metade e medula espinal envolve os axônios que sobem Transmite informação sensitiva ao tálamo temporal (lateral) de cada retina, incluindo a metade temporal da ou descem através do bulbo. Esses axônios muitas outras partes do tronco encefálico vezes realizam sinapses no bulbo nos núcleos motores mácula, passam posteriormente no trato óptico do mesmo lado. centros autônomos para ou sensitivos, que funcionam como estações de transmissão regulação da função visceral (atividades e centros de processamento. o bulbo também contém dos sistemas respiratório (1) núcleos sensitivos e motores associados com cinco dos e digestório) nervos cranianos (N VIII-XII); (2) centros cardiovasculares, que ajustam a frequência força das contrações cardíacas e fluxo do sangue através de tecidos periféricos; e (3) centros de ritmo respiratório, que definem ritmo básico para os movimentos respiratórios. 2 mesencéfalo contém dois pares de núcleos sensitivos, os colículos (colliculus, pequena colina), envolvidos no Os superiores processamento das sensações visuais e auditivas. Substância negra controlam os movimentos também contém (1) motores reflexos de olhos, cabeça para dois dos nervos cranianos IV) envolvidos no e pescoço, em resposta a controle dos movimentos dos (2) o quartel general visuais, como um clarão de luz. da formação reticular [ver próximo (3) núcleos envolvidos na manutenção do tônus muscular e da postura; e (4) a substância negra, núcleo que regula a eferência Os inferiores motora dos núcleos da base. controlam movimentos reflexos de cabeça, pescoço e tronco, em resposta a Os pedunculos cerebrais pequenos) estímulos auditivos, como contêm feixes descendentes de fibras um alto. Algumas das fibras descendentes vão ao cerebelo através da ponte outras carregam comandos motores voluntários emitidos pelo córtex motor primário de cada cerebral. trigeminal Nervo oftálmico Nervo frontal 1. Olfatório Nervo lacrimal Nervo nasociliar 2. Nervo trigêmeo Nervo maxilar 3. Oculomotor Nervo infraorbital Nervo auriculotemporal Nervo alveolar 4. Troclear superior Nervo mandibular 5. Trigêmeo Nervo lingual 6. Abducente Nervo alveolar inferior Nervo alveolar 7. Facial Nervo lingual inferior Nervo milo-hióideo 8. Vestibulococlear Nervo oftálmico, divisão do nervo trigêmeo (V1) 9. Glossofaríngeo 10. Vago Nervo occipital maior (C2) 11. Acessório 12. Hipoglosso Nervo maxilar, Nervo occipital divisão do nervo menor (C2) trigêmeo (V2) Nervo auricular magno (C2 e C3) Nervo mandibular, divisão do nervo trigêmeo (V3)</p><p>Par craniano Origem no encéfalo Origem aparente no crânio bulbo crivosa do osso etmoide óptico canal óptico III sulco medial do cerebral fissura orbital superior IV véu medular superior fissura orbital superior V entre a e o cerebelar médio fissura orbital superior forame redondo e forame oval (mandibular) VI sulco bulbo-pontino fissura orbital superior VII sulco bulbo-pontino (lateralmente do VI) forame estilomastoídeo VIII sulco bulbo-pontino penetra no osso temporal pelo acústico (lateralmente VII) interno, mas não do IX sulco lateral posterior do bulbo jugular X sulco lateral posterior caudalmente ao IX jugular XI sulco lateral posterior do bulbo forame jugular (raiz e medulo espinhal) XII sulco lateral anterior do bulbo, adiante da canal do hipoglosso elevador da reto superior Gänglio ciliar reto medial Nervo oculomotor (III) obliquo inferior inferior ciliar esfincter do obliquo superior 4.0 INERVAÇÃO DA LÍNGUA Durante a descrição dos nervos cranianos, vimos IV que quatro deles contêm fibras destinadas à inervação da o glossofaringeo o hi- poglosso. Os territórios de inervação de cada um desses nervos são mostrados na Figura 11.3. Segue-se, à guisa de rápido relato sobre a função de cada um deles na inervação da (IV) a) trigêmeo sensibilidade geral (temperatura, dor. pressão tato) nos 2/3 b) facial - sensibilidade gustativa nos 2/3 ante- abducente (VI) c) glossofaringeo sensibilidade geral e gustativa no terço d) hipoglosso Cabe ressaltar que, embora sejam quatro os ner- vos cranianos cujas fibras inervam a lingua, apenas três nervos chegam a esse órgão, ou o hipoglos- so. o e sendo, este um ramo da divisão mandibular do nervo Essa "redução" no número de nervos deve-se ao fato de que as fibras do nervo facial chegam à lingua atra- do nervo incorporando-se a por meio lateral de uma denominada nervo corda do tim- pano (Figura 13.5).</p><p>Temporal Bucal Mandibular Cervical (b) Ramos motores para os músculos da expressão facial e do couro cabeludo Temporal Bucal Mandibular (c) Um método simples para memorizar trajeto dos cinco principais nervos motores da face</p>